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DIREITO TRIBUTÁRIO II

1. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS ESPECÍFICOS: 1.1. Princípio da Estrita Legalidade (art. 150, I, Constituição Federal): O Princípio da Legalidade, em sua forma genérica, esta positivado no texto constitucional no artigo 5º, II. 1 O Fundamento (e não a expressão do princípio em si) é o Princípio republicano (CRFB, art. 1º). Ao subsistema constitucional tributário, aplica-se o princípio da estrita legalidade, que determina que as pessoas políticas somente estejam autorizadas a instituir tributos, ou majorá-los, mediante expedição de lei, conforme disposição do art. 150, I da Consituição, in verbis: Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; Podemos entender o princípio da legalidade sob duas óticas diferenciadas, a saber: (i) Estrita Legalidade Formal (reserva da lei):

O princípio da estrita legalidade formal ensina quais são os instrumentos aptos a instituir e/ou majorar tributos, a saber:      Lei Ordinária; Lei Complementar (como no caso do art. 148, e art. 154, I, art. 195 § 4º, todos da Constituição Federal); Lei delegada (em desuso) Decreto Legislativo Federal (homologação de tratados) Decreto Legislativo estadual (Ratificação de Convênios Interestaduais– ICMS) (ii) Estrita Legalidade Material (tipicidade tributária):

O Principio da Estrita legalidade em seu sentido material, por sua vez, se relaciona com o sentido da lei, ou seja, prevê a sua estrutura material, de forma a determinar o que a lei tributária deve conter, sua substância. (onde? quando?, o que? e quem?). Para se considerar a hipótese de incidência tributária, a lei deve definir os seguintes aspectos: a) Aspecto ou elemento territorial/especial: Circunstâncias de espaços relevantes para a configuração do tributo.

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“II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; ”

a lei estará satisfazendo o princípio da estrita legalidade em sentido material. A Função extrafiscal dos tributos justifica a escolha do legislador constituinte.Onde ocorre o fato gerador? Onde deve ser cumprida a obrigação tributária? b) Aspecto ou elemento temporal: Quando ocorre o fato gerador? Quando deve ser cumprida a obrigação tributária? c) Aspecto ou elemento substantivo: (aspecto mais relevante): Qual é o fato gerador da obrigação tributária? Qual é a Base de cálculo (base imponível)? Qual é a Alíquota? d) Aspecto ou elemento pessoal/subjetivo: Quem é o Sujeito ativo (credor)? Quem é Sujeito passivo (devedor)? Constando no texto tais premissas. ao contrário. que. A Doutrina construiu o que chama de “tipo tributário fechado” no sentido que a lei deve conter elementos suficientes para determinação do fato gerador. mas não se trata de uma exceção ao princípio da legalidade. posto que não é afastada em momento algum a disposição legal. §1º da Constituição Federal é uma exceção ao Princípio da Legalidade? Não se trata de uma exceção. Observação 2: O Artigo 153. emenda é instrumento hábil para instituir tributos. A doutrina. a própria lei define um parâmetro de deve ser seguido pelo poder executivo na sua função de exercício da competência tributária. devendo. (i) Sistemática Originária: Sob a égide da constituição de 1988. Observação 3: A Estrita Legalidade e as medidas provisórias. . O arbítrio das alíquotas deve atender às condições específicas e previamente na lei que instituiu o tributo. exatamente para garantir a função de sua natureza jurídica. verifica-se que as medias provisórias não se tratam de instrumentos aptos a instituir e/ou majorar tributos por afronta a aspectos materiais e formais. dotou o mecanismo de imputação estas alíquotas de celeridade. colocando como paradigmas: um patamar máximo e um patamar mínimo dentro do qual a alíquota se fixaria. para tanto. É facultado ao poder executivo o exercício legislativo de arbitrar as alíquotas de IE. conter todos os elementos do fato gerador. não reconhece este fato como uma exceção. hipótese em que estará apta a produzir efeitos tributários. Observação 1: Emenda Constitucional pode instituir tributo? Embora hipótese rara. tecnicamente. A lei determina limites para o exercício legislativo do poder executivo. II e IOF (Impostos extrafiscais).

veda a exigência do tributo no mesmo exercício financeiro da publicação da lei que instituiu ou majorou determinado tributo. da Constituição Federal de 1988. I. da Constituição Federal de 1988. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos – Pacto Federativo. III. II (situações de dinamização da cobrança tributária em virtude da função extrafiscal exercida pelos respectivos tributos) art. I.Sob a perspectiva formal evidencia-se que as medidas provisórias advêm do poder executivo. e 195 §4 (possibilidade de criação residual de tributos). Observação 4: Decreto Autônomo: Resulta da interpretação do art. (ii) Sistemática derivada – EC 32/2001: O advento da emenda constitucional for expressamente determinado que matéria reservada à Lei complementar (art. 84. CF. II. não servirá como instrumento apto a substituir a lei. um terceiro segmento defende a edição de Emenda Constitucional interpretativa.2. 154. configurada a afronta aos artigos 1º 2e 150. sendo certo que não se tratam de leis em sentido formal. 106. no tocante a matéria tributária. em homenagem ao principio em estudo. I. 153. e 154. observa-se que as situações aptas a contornar os aspectos “relevância e urgência”. V. 148. portanto. restando. II. b. 148 e 154. IV. 62 § 2º . exceto os previstos nos arts. Já sob a perspectiva material.Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos. Princípio da anterioridade – art. só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. com efeito retroativo. 1º A República Federativa do Brasil.” Uma corrente defende sua interpretação extensiva entendendo por tributos. Segundo o princípio da anterioridade a vigência da lei que instituiu ou amenta tributo deve ser postergada para o ano seguinte ao de sua publicação. 154. 150. já foram exaustivamente tratadas no texto constitucional nos dispositivos art. Controvérsia: redação do § 2º do artigo 62 no que tange ao termo “impostos”: Art. I. que tem origem no extinto princípio da anualidade. que o ordenamento jurídico brasileiro não autoriza o denominado “decreto autônomo” sendo certo que um regulamento que inove a ordem jurídico-tributário. Outra corrente sustenta a ultra atividade da sistemática anterior em relação aos demais espécies tributárias. Por fim. 2 Art. STF: não obstante estes aspectos o supremo pacificou o entendimento no sentido da possibilidade de medidas provisórias instituírem e/ou majorarem tributos. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. à semelhança do que autoriza o art. §4º) não poderá ser veiculada por Medida Provisória. 1. A regra. CTN. . I.

Entram em vigor no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua publicação os dispositivos de lei. A Noventena – Emenda Constitucional nº 42 – art. 1. além da regra que determina que a pessoa política que institui o tributo tem que aguardar o exercício financeiro subsequente para cobrá-lo.Art. Código Tributário Nacional Art. mas na verdade. referentes a impostos sobre o patrimônio ou a renda: I . III da Constituição Federal. acrescentando a alínea c ao inciso II. na verdade. do artigo 150 em comento. A anterioridade não tem correlação com vigência.2. A lei não pode incidir em relação aos fatos geradores no mesmo exercício da publicação da lei que instituiu ou majorou tributo. vedando a cobrança de tributos antes de 90 dias da data da publicação. salvo se a lei dispuser de maneira mais favorável ao contribuinte. A emenda ampliou a garantia. desta forma.cobrar tributos: b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.que instituem ou majoram tais impostos. . 104 . 150. II . Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. Não é vedada apenas a cobrança.que definem novas hipóteses de incidência. Normas Correlatas: Art. § 8º. art.2.1. 150. aos Estados. frente aos apelos por uma estabilização do contribuinte. ao Distrito Federal e aos Municípios: III . qual seria este tempo adequado para que cada constituinte se programe para uma nova tributação. 150. em sua interpretação literal. e a segurança jurídica de forma a possibilitar a programação financeira do sujeito passivo da obrigação tributária. 178. observado o disposto na alínea b)” Indaga-se. A anterioridade objetiva dar efetividade ao principio da segurança jurídica. então. e observado o disposto no Art. Princípios correlatos: O princípio da anterioridade guarda nítida intimidade com o princípio da segurança jurídica. o que serve como paradigma ao princípio é a data da publicação da lei. principalmente por ganhar especial relevância no que concerne à sua efetivação. A emenda constitucional 42 instituiu a figura da noventena. III. também se fez necessário o interregno de 90 dias. 165 § 5º.que extinguem ou reduzem isenções. é vedada a própria existência do tributo. Correlacionam-se à anterioridade a questão da “não-surpresa”. 1. c da CF/88: “c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. A vedação imposta às entidades federativas de cobrar tributo no mesmo exercício financeiro da publicação da lei é uma garantia de segurança ao administrado. de modo que o contribuinte não seja surpreendido com exigência tributária inesperada.2. III . é vedado à União.

1.2. 177. Só não se aplica a noventena onde expressamente constar que não devera ser aplicada. que ingressou no sistema constitucional por emenda. deve-se aplicar a regra mesmo assim. III. o marco do princípio da anterioridade será a sua publicação. 1. II. que existe por si só. Destarte. b O artigo 177 §4ª. b. c. 1891. b.a alíquota da contribuição poderá ser: b: reduzida e restabelecida por ato do Poder Executivo. §4º: A lei que instituir contribuição de intervenção no domínio econômico relativa às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados. b (CIDE) exceções aos princípios da estrita legalidade e da anterioridade. em especial atenção aos arestos do STF. Exceções à anterioridade: Em havendo omissão da regra da noventena no texto normativo. 1. gás natural e seus derivados e álcool combustível deverá atender aos seguintes requisitos: I. não se lhe aplicando o disposto no art. e que reclama a previsão de autorização na lei orçamentaria para se implementar o aumento de tributo (uma garantia para o sujeito passivo da relação tributária) . Anterioridade Nonagesimal: Esta prevista originariamente pelo artigo 195 §6 º. art.3. Assim.  Eficácia concerne à possibilidade de produção de efeitos  O princípio da anterioridade impossibilita as entidades atribuírem eficácia jurídica no exercício financeiro da publicação. I.5. e caso a lei venha a ter vigência no mesmo exercício. pressupondo o exercício financeiro seguinte. Anualidade Vale destacar que a anualidade não é sinônima de anterioridade. Trata-se de um prazo corrido de 90 dias. 1946. Observação 5: Nas contribuições para custeio de seguridade social leva-se em conta o prazo corrido de noventa dias. entende-se que o constituinte derivado não poderia criar novas exceções ao princípio em comento. III. vez que se trata de uma garantia do cidadão contribuinte. A noventa a é a previsão do artigo 150. especificamente para a contribuição de custeio de seguridade social. Tributo Art.  Vigência significa exigibilidade de conduta a partir de um dado momento. e só tem sentido para publicações a partir de outubro.2. não se aplicando o art. Observação 7: CIDE Combustíveis CRFB. Anualidade é o princípio que vigorava nas constituições de 1824. traz o tradicional entendimento de que o principio da anterioridade seria uma clausula pétrea. 150. não tem problema. 150. de forma a vedar a exigência do tributo no exercício em que tivesse sido publicada. subsidiária. de forma que.4. 150. 1967. III. Noventena/ . Observação 6: O poder derivado por trazer novas exceções ao princípio da anterioridade? A orientação doutrinária e jurisprudencial. tendo em vista seu caráter de princípio geral. pouco importa a anterioridade do exercício financeiro.2.

150. Nessa circunstância cabe a exceção ao princípio. quando seja expressamente interpretativa. 148. portanto. Também é um princípio correlato ao principio da segurança jurídica. 106 .A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: I .1. a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. O legislador brasileiro originário foi claro quando à escolha da irretroatividade. Art. . a saber: a) Caso de Lei interpretativa: a lei interpretativa tem a função de atestar a ineficiência de legislação anterior.3. Princípio da Irretroatividade art. embora existam duas exceções ao princípio. c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. 195 § 6º IPVA e IPTU – Fixação de Base Anterioridade do Exercício Financeiro Não Não Sim Não Não Sim Não Não Não Sim Anterioridade Nonagesimal Não Não Não Sim Não Sim Não Não Sim Não 1.IOF) Imposto Territorial Rural Empréstimos Compulsórios – Art. I. desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo. O princípio da irretroatividade veda a cobrança de tributos em relação a fatos ocorridos antes do início de sua vigência. II .Imposto sobre Importação Imposto sobre Exportação Imposto de Renda Imposto sobre Produtos Importados Imposto sobre Operações Financeiras (IOCCS . a: O princípio da irretroatividade ensina que a lei que cria ou majora tributos não poderá atingir fatos geradores anteriores à sua vigência. Cumpre esclarecer que o princípio da segurança jurídica sempre se volta para o passado. 150.3. 1. 154. e ganha relevância quando a data da publicação é diferente da data da vigência da lei. ambas explícitas no artigo 106 do CTN. O marco. II. II Contribuição Social para Custeio da Seguridade Social Art. excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados. Exceções ao princípio da irretroatividade: Art. Impostos Extraordinários – Art. é a data da lei que institui ou amentou o tributo. Trata-se de uma Lei rara. II.tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração. b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão.em qualquer caso.

III. no seguinte sentido: . b) Visa Proteger c) A anterioridade é relacionada com eficácia.4. Rendimento. Para se chegar ao conceito de renda. temos que juntar ambos os elementos por um determinado período de tempo. tendo em vista que só se aplicam a obrigações acessórias. Diferença entre anterioridade e Irretroatividade: a) A primeira diferença é que anterioridade (art. na verdade não há aplicação direto no direito tributário. A Súmula 584 do STF: 1.3. infrações administrativas. Irretroatividade Sujeito Passivo e Ativo Anterioridade Sujeito Passivo A irretroatividade é relacionada com vigência.3.1. Despesa: Rendimento pode ser entendido como o ingresso identificável e imediato de determinada quantia no patrimônio de alguém. Efetividade é a aptidão para a lei produzir efeitos sociais. 1. Semelhança entre Irretroatividade e Anterioridade: Segurança Jurídica 1.b) Direito Material Tributário – montante do tributo em si: Não é qualquer situação em benefício do contribuinte que enseja a exceção do princípio. 1. Eficácia é a aptidão para produzir efeitos materiais. Conceitos – Renda. enquanto a irretroatividade visa uma segurança jurídica para o passado Art. a.2. III. e 195 §6º CF) visa a proteção jurídica para o futuro (efeitos prospectivos) do contribuinte.4. b. Despesa é o custo em relação a cada rendimento. 150. 150.3. Serve à composição da renda. Observação 8: Vigência é a aptidão para produzir efeitos formais.

um ano. O problema reside na atualização monetária. Patrimônio: propriedade móvel..++++++++++++++++++++++++++ 1º Janeiro . pois. Grande parte da doutrina aponta que o CTN também se filiou à teoria do acréscimo patrimonial para a delimitação do conceito de renda. a renda pressupõe este elemento temporal..Negativos = Prejuízo Assim renda é um acréscimo patrimonial em um período de tempo determinado. Conceitos – Ano Base. (todos os princípios constitucionais tributários são exigíveis neste período). deveria incidir a partir do evento do fato tributado.. este é o período atrelado á obrigação tributária principal.... in casu..2... embora exista um marco.... sendo certo que ela ocorre no ano... ela incide somente a partir da data de entrega no imposto (da declaração de imposto de renda) quando. dito complexível. Exercício Financeiro – O aspecto temporal da renda: A renda tem como fato gerador um elemento complexo. 1. na verdade. e somente sobre o último é autorizado pela constituição. do fato do rendimento... ou da combinação de ambos os elementos) advinda de renda ou de outros acréscimos patrimoniais. direitos renda.. Observação 9:Tributação direto na fonte: Trata-se de uma tributação antecipada e parcial.. decorrente do capital. o ano em que ocorre o fato gerador. O Imposto de Renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica (que é o produto do trabalho.4.- 31 de Fevereiro Resultado + Positivos = Renda .....-.. etc. A tese que defende a inconstitucionalidade da tributação direto na fonte se baseia no fato de que trata-se de um tributo sobre o rendimento e não sobre renda.. O período ou ano base é o ano em que se aufere a renda.... . do capital.. A renda passível de tributação é aquela obtida pela soma de rendimentos das pessoas diminuídos dos dispêndios.. vez que. imóvel. no caso.

tendo de um lado entradas e de outras saídas. prescindem os princípios constitucionais tributários. Constituição Federal O Art. na verdade ocorre no primeiro momento do ano seguinte ao ano base. 5º da constituição elege. Lei x – Setembro 2000 A cobrança ocorre aqui 2001 2002 A Renda tributável é um resultado positivo de uma operação aritmética. é aquela especificamente relativa à obrigação tributária acessória (lançamento do tributo) 1. para fins de justificativa da Súmula.6.5. ou seja. não possui caráter patrimonial. restando configurada a bitributação. a isonomia formal. pois a única lei que poderia ser aplicada no exercício financeiro em que a lei for apresentada e que tenha adquirido vigência ali. Capacidade Contributiva: Art. O lançamento apenas declara e formaliza a obrigação tributária. que só existiria no exercício subsequente. municípios e distrito federal. destarte. o exercício financeiro. a obrigação tributária nasceria somente no exercício financeiro posterior ao ano base. e. em seu texto. Do direito tributário é a isonomia material que se consolida em suas normas. irretroatividade. Assim. II. portanto. A renda deveria ser o valor final. 150. deve repassar aos estados. só pode ser mensurável após certo lapso temporal. pois esta afasta a alegação da diferença dos entes competentes a tributar. O conjunto de fatos do período ou ano base caracteriza meramente em fator de estimativa para o cálculo do tributo. quando não permite que determinado custo promova a dedução do IR. Cabe. a análise no nível desta busca da materialidade da isonomia. 1. que deve evoluir para a isonomia material. A dedução do imposto de renda e seus critérios são de fato justos? Observação 10: O governo. Princípio da isonomia art. A súmula 584 configura uma afronta aos princípios da estrita legalidade. Ocorre que: é indubitável que a norma que deve ser aplicada é aquela vigente no momento em que ocorre o fato gerador. 145 § 1º . O fato gerador complexível. Assim. pois também incide tributação nos bens adquiridos. há sustentação no sentido de que o fato gerador do imposto de renda. com determinados limites temporais que devem conter da norma jurídica. O que a união recolhe. na verdade tributa duas vezes. O artigo 157 da constituição determina a repartição da receita tributária.O exercício financeiro: é a obrigação tributária acessória.

9. admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões do País. seria privação de propriedade. Já a proporcionalidade não faz menção alguma a base.a modalidade que necessariamente tem que aplicar o princípio é o imposto (o STF já pincelou a ideia para outras modalidades tributárias). mas em sentido lato. . a alíquota será sempre a mesma. distrito federal e municípios*: Art. ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços. O objetivo desses 2 tributos está ligado à manutenção da isonomia federativa. ao Distrito Federal ou a Município. CF) : Embora de difícil conceituação. 152. em detrimento de outro. Princípio da não discriminação tributárias em razão da procedência ou destinos dos bens (art. menos a tributação. CF – União federal*: Art. I. maior será a alíquota. Observação 11: Progressividade x Proporcionalidade: A Progressividade diz que quanto maior a base de cálculo. 1. 1. (i) (ii) A capacidade contributiva em sentido subjetivo: deve levar-se em conta a situação pessoal econômica do sujeito passivo da relação tributária. A taxa. por exemplo. CF) – Estados. A capacidade contributiva objetiva leva-se em conta o sinal de riqueza que é denotado/traduzido pelo bem – quanto mais essencial.As discrepâncias entre regiões também (assim como no caso do princípio anterior) podem ser sanadas por meio de incentivos fiscais (extrafiscalidade). em razão de sua procedência ou destino. . .Evitar guerra fiscal. mas sim com o princípio da retributividade. Princípio da uniformidade geográfica – art. 152: É vedado aos Estados. 150. O parâmetro para a “utilização como efeito do confisco” será Tributação alta sem justificativa extrafiscal. 151. Não há critérios na CRFB para definir o que seria um efeito de confisco. não guarda relação com a capacidade contributiva. Esta expressa no artigo 145 . de qualquer natureza. 1.instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado.Princípio da Proibição da utilização do Tributo com efeito de confisco (art.8. O artigo é.Podemos entender por capacidade contributiva como a aptidão econômica que cada sujeito passivo tem de contribuir com parcela de seu patrimônio com os custos públicos. 151: É vedado à União: I. Deve ser guiado pela razoabilidade e pela proporcionalidade.7. portanto. IV. podemos dizer que confisco é a privação da propriedade. uma forma de dar efetividade ao artigo 5º XXII e XIV que discorrem sobre o direito à propriedade.

se concretizam.2. segundo o STF). sujeitos. Observação 1: É aplicável somente ao imposto? Não! Por dicção expressa não se vê a expressão imunidade tributária aplicada a outros tributos se não impostos (esta é a interpretação escrita. Conceito de Não. então. isenção. Alguns doutrinadores defendem que se trata de um gênero cujas subespécies seriam imunidade. enseja o surgimento da obrigação tributária.) se tornam efetivos. Existem outros doutrinadores. é a lei que se encaixa aos fatos. Não Incidência. Observação 1: é o fato que se adequa à norma. Mas vislumbram-se outras circunstâncias que seriam cabíveis: . etc. o que é mutável é a norma.2. que dizem que as espécies falam por si.1.1. etc.Incidência: É a não subsunção da norma ao fato.1. Não-Incidência: 2. Ausência de dispositivo legal A não incidência pode se dar por Ausência fática Esta é a chamada “pura e simples” Constituição Federal Lei + Não incidência Competência 2. mas esta divergência não possui qualquer relevância prática. ou a norma que se adequa ao fato? O Fato não muda. 2. Imunidades e Isenções: 2. Assim. uma vez concretizada no fato gerador. a incidência tributária ocorre quando todos os elementos (fato gerador. Conceito de Incidência: É a situação descrita em lei a qual. Imunidades: É a hipóteses de não incidência constitucionalmente qualificada (determinada na Constituição Federal).1.2. por sua vez.

2. à renda e aos serviços. XXXIV3: Direito de Petição e obtenção de certidões. vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. VIII5 3 “são a todos assegurados. a: “Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. renda ou serviços. Art.(i) (ii) (iii) Constituição Federal. VII. É possível ter tributações que não na forma de impostos.Contribuição para custeio da Seguridade Social – apesar de constar o vocábulo “isenta” trata-se de uma imunidade. b) a obtenção de certidões em repartições públicas. mas subsiste discussão sobre as Empresas Públicas prestadoras de serviço público (neste caso não se enquadram as exploradoras de atividade econômica) – especialmente os Correios e a Infraero – visto que desempenham funções públicas. no que se refere ao patrimônio. ao Distrito Federal e aos Municípios: VI. é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. será o caso de uma imunidade perfeitamente cabível.  Posição do Supremo Tribunal Federal: Entende que a interpretação desse dispositivo deve ser restrita. 5º. Imunidade Recíproca ou Federativa: Constituição Federal.2. "a".instituir impostos sobre: a) patrimônio. independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. é vedado à União. Tem estendido a imunidade do IPTU. 150.2. renda e serviços.” As autarquias e fundações são pessoas jurídicas de direito público. VI. Imunidade dos Templos de qualquer culto: Extrafiscalidade que encontra seu fundamento no art. Caso a Constituição determine que um serviço específico e divisível será prestado independentemente de taxa. para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal” 4 “São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei. aos Estados. 5º.” . Art. §2º . 150.1.2. VI. Art. Constituição Federal. Trata-se de uma extrafiscalidade voltada à manutenção do pacto federativo. Constituição Federal.” Limita-se aos desígnios: patrimônio. 2. 195 §7º4 . “braços estatais”. IPVA e impostos sobre a renda vinculados às atividades principais das Empresas Públicas prestadoras de serviço público. Art. uns dos outros.“A vedação do inciso VI.

sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida. a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. Art. lugar.” 6 local. 150. 150. nos termos da lei. inclusive suas fundações2. 150. a renda e os serviços. ² A fundação tem de ser do partido político. aos Estados. ao Distrito Federal e aos Municípios: VI. salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa. alíneas "b" e "c". Art.instituir impostos sobre: b) templos6 de qualquer culto. esse parágrafo inclui outros patrimônios. no sentido de que a renda deve ser voltada à manutenção da instituição. Imunidade dos partidos políticos. compreendem somente o patrimônio. das instituições de educação e de assistência social6. VI.  Posição do Supremo Tribunal Federal: Entende que se aplica somente a cultos religiosos (maçonaria não seria abrangida. b “Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. por exemplo). é vedado à União. §4º “As vedações expressas no inciso VI. na forma da lei. sem fins lucrativos5. Mais de 40% do Congresso Nacional tem segmento evangélico. e VIII. c .” Apesar da alínea b mencionar somente o templo. Tem interpretação ampla. das entidades sindicais dos trabalhadores3. e não meramente vinculada a este. entidades sindicais obreiras.3. 5 “VI: é inviolável a liberdade de consciência e de crença. O Ex-ministro Eros Graus defende que a imunidade se aplica somente ao local do culto.instituir impostos sobre: c) patrimônio. Constituição Federal. VI. ¹ Imunidade é do partido político.  Críticas: O Brasil nunca foi um país repressor de religiões e crenças para ter esse incentivo. onde é realizado o culto. 2. atendidos os requisitos da lei4. é vedado à União. renda ou serviços dos partidos políticos1.ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. além de renda e serviço.2. suas fundações. a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva. fixada em lei. Art.” Constituição Federal. ao Distrito Federal e aos Municípios: VI. aos Estados. . VII.Constituição Federal.é assegurada. e não do político. instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos. relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte.

obs. VI.estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária. c. e reaplicado na própria instituição. Isso era autorizado. mas o Fisco começou a tributar os rendimentos oriundos desses investimentos. os Estados.³ Extrafiscalidade referente à imunidade das entidades sindicais obreiras relaciona-se à hipossuficiência dos trabalhadores frente aos empregadores.” Assim. a qualquer título. se estiverem no patamar de mercado.regular as limitações constitucionais ao poder de tributar.dji.Cabe à lei complementar: I . os quais o Estado é incapaz e fornecer.grau. 14) ⁵Todo o superávit é otimizado (por vezes investido). da Constituição. A Assistência social. o STJ entendeu que esses recursos eram tributáveis. está dentro de seguridade social. 195. que prestam relevantes serviços. Inicialmente. crédito. I e §§ 12 e 13. c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.3. III . A remuneração dos diretores e funcionários. O STF passou a enrijecer um pouco esse entendimento. entre a União. O STF entendeu que essa tributação poderia minguar a vida dessas instituições. II. desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades essenciais de tais entidades. VI. juntamente com saúde e previdência. permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. em matéria tributária. mas continua aplicando-o. das contribuições previstas no art. 239. ⁴ Lei Complementar é o instrumento adequado. II . lançamento. são válidas. bases de cálculo e contribuintes. c.4: b) obrigação. bem como.” 2. . Com base na Lei Ordinária nº 9. O CN alterou o inciso I do art. especialmente sobre: a) definição de tributos e de suas espécies. somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. 155. não caracterizando distribuição de lucros. impossibilitando a distribuição de qualquer parcela do patrimônio ou da renda.dispor sobre conflitos de competência. Súmula STF 724: “Ainda quando alugado a terceiros. prescrição e decadência tributários. em relação aos impostos discriminados nesta Constituição. Esse entendimento foi firmado em virtude da PREVIR. que não poderia regulamentar imunidade. pois trata-se de uma norma geral7 Esta Lei Complementar é o Código Tributário Nacional (art. da Constituição. inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. Justificativa é que a ausência de contribuição caracterizaria assistência. Súmula STF 730: “A imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte. 14 do CTN. o STF alargou a imunidade. 150. 7 Art. a dos respectivos fatos geradores. e da contribuição a que se refere o art. 150. 146 . Isenções: São as Hipóteses de não incidência legalmente qualificadas.532/97. o Distrito Federal e os Municípios.

a isenção se enquadra como uma causa de exclusão de crédito. IX .a isenção. VIII . II .3. A lei disporá quanto aos efeitos da extinção total ou parcial do crédito sobre a ulterior verificação da irregularidade da sua constituição.a conversão de depósito em renda. pois o fato gerador na verdade não ocorre.a anistia.a isenção.175: Excluem o crédito tributário: I . que não mais possa ser objeto de ação anulatória. Art. Parágrafo único. observado o disposto nos artigos 144 e 149. IV . III .3.a anistia. Art.remissão. XI – a dação em pagamento em bens imóveis. a constituição do crédito tributário. A Teoria Constitutiva do Crédito Tributário: 8 Código Tributário Nacional. A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído.a prescrição e a decadência. na forma e condições estabelecidas em lei.1. Para o Código Tributário Nacional8.a decisão judicial passada em julgado.2.1.Extinguem o crédito tributário: I .2. VI .a decisão administrativa irreformável.o pagamento.a compensação. II . Exclusão do Crédito x Extinção: 2.1. nos termos do disposto no § 2º do artigo 164. V . II . X . VII .1. Extinção: Impede a formação. Código Tributário Nacional.3. ele não é devido.” 2.a transação. Art.o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus §§1º e 4º.a consignação em pagamento.175: Excluem o crédito tributário: I . ou dela consequente. Exclusão O crédito existe e é extinto.Não se trata de uma mera dispensa legal do pagamento do tributo. A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído. 2. assim entendida a definitiva na órbita administrativa. ou dela consequente.” 2. Parágrafo único. 156 .” . Parágrafo único.3.

O lançamento é realizado por uma autoridade administrativa. 2. Constituição Federal. "a". 151: É vedado à União: III.excluir da sua incidência exportações de serviços para o exterior. 156. Constituição Federal.instituir isenções de tributos da competência dos Estados. de atividade legislativa. identificar o sujeito passivo e.Isenção Heterônoma-> isenção concedida por ente diverso daquele que detém a competência para instituir o tributo. definir que ela se dá com o lançamento é uma posição mais benéfica ao fisco. do Distrito Federal ou dos Municípios.1. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória. 142 .3. . §2º: O imposto previsto no inciso II (ICMS) atenderá ao seguinte: cabe à lei complementar: e) excluir da incidência do imposto. E o crédito deveria ser decorrente de lei. assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente. A prescrição do crédito tributário começa a contar a partir de sua constituição. Teoria declaratória do lançamento: A constituição do crédito tributário no momento de ocorrência do Fato Gerador. portanto.O crédito tributário é constituído pelo lançamento do tributo. calcular o montante do tributo devido.3. 155. apenas o torna exigível. art. Alíquota zero: . Alíquota Zero X Isenção: 2. propor a aplicação da penalidade cabível.3. O lançamento não constitui o crédito tributário.4. já que o Fato Gerador ocorre antes do lançamento. Parágrafo único.3.  Críticas à teoria constitutiva do crédito: Haveria uma obrigação sem crédito.4. §3º: Em relação ao imposto previsto no inciso III (ISS) do caput deste artigo. sob pena de responsabilidade funcional. 2. sendo caso. art. Código Tributário Nacional. art. nas exportações para o exterior. art.Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento. serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X. Constituição Federal. determinar a matéria tributável. cabe à lei complementar: II.

do Distrito Federal ou dos Municípios.Há incidência tributária (posicionamento doutrinário majoritário). serão perdoadas somente as obrigações acessórias. No direito tributário não existe a máxima que assevera que “o acessório acompanha o principal”. Isenção: Não incidência legalmente qualificada. Trata-se de regra constitucional disposta no artigo abaixo transcrito: Art. A não incidência pura e simples (também diferente de isenção) é não subsunção de norma ao fato por ausência de dispositivo legal ou por ausência de ocorrência fática. 2.6. Ocorre lançamento. Olha-se para trás e vê-se que o Fato Gerador ocorreu. mas na hora do cálculo do tributo devido. 2. 155. nas exportações para o exterior.3. Se houver uma lei anistiante. Art. serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X.excluir da sua incidência exportações de serviços para o exterior. Modalidades de isenções: Determinadas ou com prazo certo X indeterminadas.3.instituir isenções de tributos da competência dos Estados. (ii) Isenção Heterônima: Exceções à regra do 151 da CRFB: Art. 2.7. "a". 151: É vedado à União: III. houve incidência.4. que é a %. 156. Efeitos: (i) Isenção Homônima: o mesmo ente que vai instituir o tributo tem a competência de isentar. . cabe à lei complementar: II.3. §2º: O imposto previsto no inciso II (ICMS) atenderá ao seguinte: cabe à lei complementar: e) excluir da incidência do imposto. §3º: Em relação ao imposto previsto no inciso III (ISS) do caput deste artigo. Olha para o futuro. No caso de uma lei remissiva.3. multiplica-se a Base de Cálculo por 0.5. ela está remitindo (perdoando) somente a obrigação principal. por exemplo.2. não cogitando o passado. Anistia (diferente de isenção): Dispensa legal do cumprimento de obrigações acessórias ou do recolhimento de multas e demais encargos. 2.

178: A isenção. a qualquer tempo. Obrigação Tributária: (caderno da Caryne) . 104. Determinada. salvo se concedida por prazo certo e em função de determinadas condições. 3. art. observado o disposto no inciso III do art. Isenções Irrevogáveis: Código Tributário Nacional.Condicionais ou onerosas ou bilatérias ou com encargos X Incondicionais. pode ser revogada ou modificada por lei. Isenção perdura enquanto as condições estiverem sendo respeitadas. Condicionada. Objetivas (visam desonerar o bem tributado) X Subjetivas (desoneram o sujeito passivo).