ADMINISTRATIVO. PROCESSO CIVIL. RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL DO ESTADO. MILITAR. MARINHA. DESLIGAMENTO.

NÃO COMPROVAÇÃO DO NEXO CAUSAL ENTRE O ATO PROVENIENTE DA ADMINISTRAÇÃO E A LESÃO NA AUDIÇÃO DO AUTOR. LAUDO PERICIAL NÃO CONSTESTADO. SENTENÇA MANTIDA. 1. TRATANDO-SE DE RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO, É SUFICIENTE A CONFIGURAÇÃO DO NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE O DANO SUPORTADO PELO PARTICULAR E O ATO LESIVO PROVENIENTE DA ADMINISTRAÇÃO. EM CONTRAPARTIDA, AUSENTE A COMPROVAÇÃO DA NECESSÁRIA RELAÇÃO DE CAUSA E EFEITO ENTRE O ATO REPUTADO LESIVO E O DANO INFLIGIDO AO PARTICULAR, NÃO HÁ COGITAR-SE DE RESPONSABILIZAÇÃO PATRIMONIAL DO ESTADO. 2. COMO BEM COLOCADO PELO JUIZ SINGULAR, ALÉM DE NÃO RESTAR COMPROVADO QUE A DOENÇA DA QUAL O AUTOR É PORTADOR - A QUAL IMPORTOU EM PERDA DE AUDIÇÃO EM GRAU MÍNIMO - TEVE ORIGEM EM ATIVIDADES PRATICADAS NA CORPORAÇÃO, ELE, APELANTE, QUANDO INSTADO A FALAR SOBRE O LAUDO PERICIAL, SILENCIOU, NÃO PROTESTANDO PELA REALIZAÇÃO DE NOVA PROVA TÉCNICA, QUANDO O DEVERIA TER FEITO, DE SORTE A DESINCUMBIR-SE DO ONUS PROBANDI QUE LHE CUMPRIA QUANTO AO FATO CONSTITUTIVO DE SEU DIREITO. 3. APELAÇÃO IMPROVIDA.

(TRF-5 - AC: 107094 RN 96.05.28407-3, Relator: Desembargador Federal Frederico Pinto de Azevedo (Substituto), Data de Julgamento: 13/11/2003, Primeira Turma, Data de Publicação: Fonte: Diário da Justiça - Data: 19/03/2004 - Página: 634)

DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL DO ESTADO. CEGUEIRA EM RECÉM NASCIDO DECORRENTE DE TRATAMENTO MÉDICO INADEQUADO. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. LIAME CAUSAL CONFIGURADO. I – A União Federal ostenta legitimidade passiva ad causam, na qualidade de sucessora do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS) em seus direitos e obrigações (Lei nº 8689-93), por cuidar-se de evento lesivo imputável à instituição pública conveniada ao INAMPS, qual seja: o Hospital Maternidade Praça XV (fl. 8). II –A prescrição não corre contra o absolutamente incapaz (art. 198 em interpretação conjunta com o artigo 3º do Código Civil), e mesmo que se de outra forma fosse, no caso dos autos o termo a quo é incerto, haja vista ser desconhecido o liame de causalidade entre a permanência na incubadora e a deflagração dos danos experimentados. III – Presente o dano material, consubstanciado em deficiência visual (cegueira) causada a recém-nascido prematuro, originária de retinopatia da prematuridade (ou fibroplasia retrolental), e destacada, mediante prova pericial, a precariedade do tratamento dispensado ao autor, durante o período em que se encontrava submetido ao aparelho de incubadora da referida unidade hospitalar, enquanto causa suficiente e adequada à eclosão da moléstia, restam preenchidos os requisitos da responsabilidade objetiva Estatal. IV- Observados, no arbitramento do quantum reparatório em R$ 50.000 (cinqüenta mil reais), os fatores subjetivos de atribuição, notadamente (a) a condição pessoal da vítima e (b) a dimensão das conseqüências do dano. V- Devido o pensionamento mensal e vitalício, a título de indenização por danos materiais, em razão da redução da capacidade laborativa. VI- Apelo provido.

37. do CPC. Honorários Advocatícios . DANO EXTRAPATRIMONIAL CONFIGURADO.Dever de Indenizar Configurado . que ensejou o chamamento equivocado do autor para comparecer a uma audiência de proposta de transação penal.RESPONSABILIDADE DO ESTADO . FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO. TERMO INICIAL DOS JUROS DE MORA A CONTAR DO EVENTO DANOSO. INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI Nº 11. já que esta "traria efetivo prejuízo ao cidadão lesionado em razão da necessidade de apurar a culpa do agente denunciado". FALHA NA IDENTIFICAÇÃO DE AUTOR DE CRIME. § 6º. Relator: Desembargador Federal ANDRÉ FONTES.Responsabilidade objetiva (art. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. Data de Julgamento: 28/11/2012. Nona Câmara Cível. 20. é prescindível a denunciação da lide. Precedentes desta Corte em casos idênticos. oriundo da falha na identificação do autor. (Apelação Cível Nº 70051266401. ficou evidente nos autos o erro policial e judiciário. sobretudo porque obstaculizou o direito de propriedade. Ao contrário do sustentado pelo apelante.51. DANO EXTRAPATRIMONIAL CONFIGURADO. que extrapolaram a normalidade. DETRAN. ERRO POLICIAL E JUDICIÁRIO.Manutenção do percentual fixado em 20% sobre o valor atualizado da condenação.(TRF-2 . prevalecendo o entendimento no sentido de que. porque não se está a falar em direito regressivo previsto no art. da CF).A Câmara já tem posição sedimentada quanto ao tema. INSERÇÃO INDEVIDA DE RESTRIÇÃO JUDICIAL NO PRONTUÁRIO DE VEÍCULO. Comprovação dos pressupostos caracterizadores da responsabilidade civil. Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 03/12/2012) APELAÇÃO CÍVEL. . APELAÇÃO DESPROVIDA. em decorrência da conduta do demandado.AC: 296059 1992. sendo tal situação ensejadora . Julgado em 28/11/2012) (TJ-RS .Dano Extrapatrimonial . Data de Publicação: DJU . MANUTENÇÃO DO VALOR DA INDENIZAÇÃO. SEXTA TURMA.FALHA DO SERVIÇO Caracterizado o erro na conduta dos servidores públicos e agentes políticos estatais. eventual responsabilidade solidária da demandada com o pretenso denunciado não autoriza a denunciação da lide. 70 do CPC. .Denunciação da Lide . A parte autora comprovou o nexo causal entre o dano experimentado e o agir ilícito do demandado pela falha na prestação do serviço público (inserção indevida de restrição judicial no prontuário do veículo de sua propriedade). CHAMAMENTO DO AUTOR PARA COMPARECER A UMA AUDIÊNCIA DE PROPOSTA DE TRANSAÇÃO PENAL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. sendo a demanda proposta fundamentada na responsabilidade objetiva do ente público demandado (Departamento Estadual de Trânsito do Estado do Rio Grande do Sul). . . Nona Câmara Cível. na forma do art.01. Relator: Leonel Pires Ohlweiler. § 3º.056669-6. Relator: Leonel Pires Ohlweiler. QUANTUM INDENIZATÓRIO.Dano extrapatrimonial configurado pelos transtornos e incômodos vivenciados pela parte autora. importando em ofensa a atributo da personalidade. Data de Julgamento: 10/03/2004. ATO ILÍCITO.AC: 70051266401 RS .960/09. DEVER DE INDENIZAR. Outrossim.Data::08/12/2004 Página::18) APELAÇÃO CÍVEL. Tribunal de Justiça do RS.

960/09. parcialmente prejudicado. portanto. de forma direta e imediata. MAJORAÇÃO DA INDENIZAÇÃO. TERMO INICIAL DOS JUROS DE MORA. Precedentes do STF e desta Corte. DANO EXTRAPATRIMONIAL CARACTERIZADO.ILEGITIMIDADE PASSIVA DO AGENTE PÚBLICO .960/09. Nona Câmara Cível. Não há que se falar em fato de terceiro ou mesmo em licitude da conduta.No julgamento da ADI 4357.PRELIMINARES . AGRESSÃO POR AGENTE PÚBLICO. modo a afastar a responsabilidade do Estado. 1º-F da Lei nº 9.DANO EXTRAPATRIMONIAL . Precedentes do TJ/RS. na hipótese de um atuar tipicamente administrativo. caso dos autos. os juros moratórios e a correção monetária são devidos nos termos da sentença. . depois de provada a culpa ou dolo. Relator: Leonel Pires Ohlweiler.2013. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO AGENTE PÚBLICO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. o Egrégio Supremo Tribunal Federal declarou. que não é absoluto e comporta exceções. Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 02/12/2013) APELAÇÃO CÍVEL. ATO ILÍCITO. datado de 14. DEVER DE INDENIZAR. 5º da Lei nº 11. Tribunal de Justiça do RS.A Câmara pacificou o entendimento de que nas condenações impostas contra a Fazenda Pública incidem juros moratórios desde a data do evento danoso. sem resolução de mérito. Nona Câmara Cível.960/09 . tendo em vista o que foi decidido pelo STF na ADI 4357. (Apelação Cível Nº 70053869475. sendo a corré (servidora pública) parte passiva ilegítima. por maioria. Matéria de ordem pública. A responsabilidade por eventuais danos causados ao cidadão é do Município de Pelotas. Assim. Relator o Ministro Ayres Britto. O Município é parte passiva legítima.de dano a direito da personalidade. com a redação conferida pelo art. ATENDIMENTO EM POSTO DE SAÚDE.AC: 70053869475 RS .TERMO INICIAL DOS JUROS DE MORA . seja por ação ou omissão. em relação à Alayde. Dever de indenizar demonstrado. Não se pode imputar à pessoa física do próprio agente público.QUANTUM INDENIZATÓRIO Redução do valor arbitrado na sentença. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.Situação em que a sentença está devidamente fundamentada. Julgado em 27/11/2013) (TJ-RS . uma vez que responde pelo cometimento . a inconstitucionalidade por "arrastamento" do artigo 5º da Lei nº 11. na forma da Súmula nº 54/STJ. PRELIMINARES REJEITADAS.Somente as pessoas jurídicas de direito público ou as pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços públicos poderão responder. . sendo que. adequando-o aos precedentes desta Corte em casos idênticos.494/97. .INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI Nº 11. Data de Julgamento: 27/11/2013. em se tratando de responsabilidade civil extracontratual. não havendo afronta ao artigo 93. observada a situação em concreto. Processo nº 10800116764 extinto.03. . pela reparação dos danos a terceiros. APELO DESPROVIDO. Relator: Leonel Pires Ohlweiler.A configuração do dano extrapatrimonial é evidente e inerente à própria ofensa. a responsabilidade civil pelo suposto dano a terceiro. que também abrange o feito em apenso. inciso IX. pois o dever de indenizar do agente público ocorre somente nos casos de ação regressiva. objetivamente. conforme dispõe expressamente o artigo 132 do Código de Processo Civil. Não podem ser aplicadas ao caso as disposições do art. . Ausência de ofensa ao princípio da identidade física do juízo. . Apelo de Alayde. não é possível extrair do § 6º do artigo 37 da Constituição Federal a responsabilidade per saltum da pessoa natural do agente. Reconhecimento de ofício. da Constituição Federal.

considerando as disposições do art.VALOR DA INDENIZAÇÃO . § 3º e 4º. nesta condição. do CPC. é expressamente assegurado ao Estado o direito de regresso contra o servidor responsável no caso de dolo e culpa. . praticada por agente pública. Hipótese em que demonstrado pelo contexto probatório dos autos que Lanny foi vítima de agressão dentro do Posto de Saúde. . por outro lado. Tribunal de Justiça do RS.de ato ilícito praticado por seus agentes no exercício da função ou em razão dela. 20. SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO.APELAÇÃO DE ALAYDE . acerca dos fatos. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA . Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 04/03/2013) . bem como deve ter o efeito de punir o responsável de forma a dissuadi-lo da prática de nova conduta. . contra terceiros. Ato Ilícito.Na parte em que não está prejudicado. Relator: Leonel Pires Ohlweiler. PROCESSO Nº 10800116764 EXTINTO. POR ILEGITIMIDADE PASSIVA.AC: 70051304525 RS . Dever de indenizar o dano extrapatrimonial configurado.TERMO INICIAL DOS JUROS DE MORA . Data de Julgamento: 27/02/2013. vai desprovido o apelo de Alayde contra a sentença que julgou improcedente a ação de indenização movida contra Lanny. não significando. (Apelação Cível Nº 70051304525. Julgado em 27/02/2013) (TJ-RS .A Administração Pública responde objetivamente pelos danos advindos dos atos comissivos ou omissivos realizados pelos agentes públicos.A indenização por danos extrapatrimoniais deve ser suficiente para atenuar as conseqüências das ofensas aos bens jurídicos tutelados.Fixação a contar do arbitramento. FICANDO PREJUDICADO EM PARTE O EXAME DE SUA APELAÇÃO. Fixação do valor da indenização com base na jurisprudência da Corte. Majoração do quantum fixado pela sentença. Relator: Leonel Pires Ohlweiler. conforme entendimento pacificado na jurisprudência da Câmara. bastando que se verifique a existência de nexo causal entre a ação ou omissão do agente público e o dano. EM RELAÇÃO À ALAYDE MARIA OSÓRIO DE CARVALHO.Majoração do valor. APELO DA AUTORA LANNY PARCIALMENTE PROVIDO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS . Nona Câmara Cível. No entanto. um enriquecimento sem causa. APELO DO MUNICÍPIO DESPROVIDO. Nona Câmara Cível. PRELIMINARES REJEITADAS. A apuração desta responsabilidade independe da caracterização de culpa. APELO DE ALAYDE DESPROVIDO.