QUESTÕES - RODADA 01.

2013 1) Se coaduna com as normas consumeristas a prática de lojistas que conferem maior abatimento no preço de bens e serviços unicamente na hipótese de pagamento à vista em dinheiro ou cheque, excluindo do desconto a modalidade de cart o de cr!dito" #$áximo de 1% linhas)

&omentários: A matéria é deveras controversa. É bastante comum a prática de o comércio praticar preços diferenciados nas vendas de bens e serviços, conferindo um desconto nas hipóteses de pagamento em dinheiro ou cheque em detrimento das compras mediante cartão de crédito ou débito, em razão da “ta a de administração! que será embo"sada pe"a operadora do cartão. #ão e iste regu"amentação e pressa da questão em nosso ordenamento $ur%dico, embora atua"mente tramitem pro$etos de "ei, no &enado 'edera" e na ()mara dos *eputados, antag+nicos sobre a "icitude ou i"icitude do desconto na moda"idade de pagamento via cartão. #a aus,ncia de disposição "ega" e pressa, deve o interprete ou ap"icador do direito va"er-se de métodos de integração do ordenamento $ur%dico. A $urisprud,ncia do &uperior .ribuna" de /ustiça, para piorar, não a$uda nesta tarefa, e istindo um racha entre a 01 e 21 &eç3es, aque"a admitindo a diferenciação de preços de acordo com o meio de pagamento e esta re$eitando. A resposta perfeita trataria da diverg,ncia e istente, fundamentando ambas a correntes 4e$amos uma a uma, com o respectivo precedente $urisprudencia". A primeira corrente, que admite a diferenciação de preços, funda-se numa interpretação econ+mica do direito 5"a6andeconomics7, advogando que a proibição de diferenciação de preços entre o pagamento em dinheiro e mediante cartão teria como consequ,ncia que os estabe"ecimentos comerciais di"u%ssem no negócio $ur%dico de contratação com o consumidor a"ém do preço do produto ou do serviço também o va"or da comissão devido 8 operadora do cartão do crédito, em fen+meno bastante conhecido do direito tributário quanto aos tributos indiretos, conhecido como repercussão econ+mica. É dizer, como o preço seria o mesmo para todos, os consumidores que não uti"izam o cartão terminariam também pagando um pouco a mais, para compensar aque"es que pagam através do cartão. A presente corrente pode ser bem resumida no seguinte e certo doutrinário, embora não se$a a opinião fina" do autor9 “&a"ienta-se que o desconto concedido pe"o pagamento em dinheiro se $ustificaria, uma vez que quando o consumidor efetua a compra pe"o cartão de crédito o fornecedor :perde; cerca de <= a >=, a t%tu"o de comissão a ser paga 8s administradoras. Assim, em vez de pagar este percentua" 8s administradoras, os comerciantes dariam este desconto ao consumidor 5se pagarem

KAHLI& &MKHABIAH& AI& KAA. <Q. Ceonardo de Dedeiros. “A*DB#B&. Dinistro @AA(BA 4BHBAA..AM&P#(BA B#B(BA.. 5AgAg no AHsp 00GE<RFS&K. 22<7!. 2F02.B4A KAB4A*A. */ 2QSF>S2FFR. *ireito do (onsumidor. KABDHBAA . DA/IAALJI *H KAHLI KAAA 4H#*A& (ID (AA. p. Aecurso especia" improvido. A segunda corrente entende que a prática de conferir descontos segundo o meio de pagamento seria i"%cita e termina. . A 01 &eção do &. 2. $u"gado em 0ESF>S2FFR. “A*DB#B&.A?M&I *I KI*HA H(I#ODB(I . e por não caracterizar abuso de poder econ+mico. como não há ?rasi" "ei que vede ta" prática. entre outras.?(? e em decis3es administrativas do (onse"ho Administrativo de *efesa Hcon+mica .! 5@AA(BA. #ão configura abuso do poder econ+mico a venda de mercadoria no cartão de crédito a preços superiores aos praticados 8 vista.B4I.B#&. não encontra óbice "ega". dentre outras práticas abusivas9 e"evar sem $usta causa o preço de produtos ou serviços.I .AA.A . VnV.B4I T DMC.embora tenha ana"isado a prática segundo a ótica estritamente do direito econ+mico. 0.MADA.. #ão pode a &unab ap"icar mu"ta ao comerciante que ma$orou o preço da mercadoria para a transação rea"izada com cartão de crédito. 00. *H 2R. p.MADA.JI *H (AÉ*B. .!7. direta ou indiretamente. em re"ação 8s efetuadas por meio de cartão de crédito. 00. Agravo regimenta" improvido. Z 5“É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços. 0.A T &M#A? T A'AI#. por "esar o consumidor. &H@M#*A . Ae".JI *H (AÉ*B. pode mu"tar a empresa agravada. ed.I DAA. Dinistro YMD?HA.7 Argumentam a"guns que.MADA.urmas que integram a Krimeira &eção desta (orte.ncia de "ei que pro%ba essa diferenciação. Dinistro (A&. >0. $u"gado em 0RS02S0QQQ. ante a ine ist. 2./ é favoráve" 8 tese -. e não propriamente segundo as normas que comp3em o (*( -.Q.AI DHBAA. ACU#HA V#V. *iscute-se no recurso especia" se é poss%ve" a diferenciação dos preços para vendas 8 vista e a prazo no cartão de crédito. p.ncia de "ei que pro%ba essa diferenciação. Z 5“&ão nu"as de p"eno direito. Aecurso improvido. $u"gado em F>SFES2F0F. *H&(A?BDH#. &H@M#*A . 5AHsp E2G02FSA/.A AI AA. por prática abusiva. seria então permitida. firmou-se no sentido de que a simp"es oferta de desconto nas vendas feitas com dinheiro ou cheque. *A CHB *HCH@A*A #. 5. as c"áusu"as contratuais re"ativas ao fornecimento de produtos e serviços que9 permitam ao fornecedor. do (*(. sim. 5AHsp 22Q>ERS&H. DMC. #iterói9 Bmpetus. */ 20SF2S2FFF. 0F<7!. E.B(A*I& N 4B&.como se observa dos seguintes precedentes9 “4H#*A& (ID (AA.AA. A orientação das . art. Ae". e istindo ofensa aos arts./.A. <FG7. W. Ae". sendo este apenas indicativo para o setor privado. e se a &M#A?.0QR2 T &XDMCA E<S&.I.em-se not%cia de que a presente prática $á foi to"erada em atos infra"egais do ?anco (entra" do ?rasi" . */e 0QSFES2F0F7!. variação do preço de maneira uni"atera"[!7. fundamentada na Cei *e"egada n.I.(A*H. I Hstado e erce suas funç3es de fisca"ização e p"ane$amento.em dinheiro7. FWSR2. pe"a ine ist. &M#A?.

Aceitar o pagamento por cheque ou mesmo cartão é uma facu"dade do fornecedor. E. 0\ do *ecreto-Cei E>GSRQ. I que não seria 8 vista seria a outra re"ação $ur%dica entre o fornecedor e a operadora do cartão. A presente tese $á foi adotada pe"o Dinistério da 'azenda na Kortaria 00ESQW que discip"inava a conversão de (ruzeiros Aeais para a MA4. se o "o$ista oferta o serviço com diferentes preços 5ou pratica descontos na boca do cai a7. Hntretanto. caso em que9 não poderá haver diferença de preços entre transaç3es efetuadas com uso do cartão de crédito e as que são em cheque ou dinheiro!7 e como conc"usão da #ota 0F< (@A/S*#K(S2FFW 5(oordenação @era" de Assuntos /ur%dicos do *epartamento de Kroteção e *efesa do (onsumidor da &ecretaria de *ireito Hcon+mico do Dinistério da /ustiça7. no inciso B do parágrafo ]nico do art. o consumidor sempre terá direito ao menor preço. por esta corrente. Q\. Apenas a moeda corrente 5dinheiro em espécie7 possui curso forçado ou "ega" por força do art. 0\ 5“I disposto neste artigo ap"ica-se também 8s faturas emitidas por empresas administradoras de cart3es de crédito. que garantiria ao fornecedor o va"or da operação aventada com o consumidor. ganho de c"iente"a7 e os contras 5custos administrativos $unto ao banco ou 8 operadora do cartão7. faz $us 8 repetição parcia" do indébito até chegar no preço com desconto. que ponderará os pós 5garantia de pagamento. Assim./ por intermédio da <1 . constituindo-se em prática de consumo abusiva. Aecentemente a 21 &eção do &. Hspecificamente quanto ao contrato de cartão de crédito. imp"icando num bis in idem ao consumidor. despiciendo re"embrar que se tratam de atos normativos infra"egais. 4BB. H iste uma conso"idação da vedação no art. havendo certeza do pagamento dentro de um determinado per%odo. as seguintes condutas9 atribuir preços distintos para o mesmo item[7. mesmo que pague com cartão. abatidos os custos contratuais da operadora 5ta a de administração7.QF<SFR 5“(onfiguram infraç3es ao direito básico do consumidor 8 informação adequada e c"ara sobre os diferentes produtos e serviços. Iu se$a. independentemente do meio de pagamento.FGE. pois haveria a e tinção imediata da obrigação de entre fornecedor e consumidor. o repasse ao consumidor que o fornecedor tem com a operadora do cartão de crédito 5percentua" sobre a venda7 imp"icaria em transferir a responsabi"idade da própria atividade empresaria" 5risco do empreendimento que é e c"usivo do empresário7. su$eitando o infrator 8s pena"idades previstas na Cei n. <0> do (( cSc art. sendo o comprovante do cartão uma quitação. de 0QQF. como o consumidor $á paga sua anuidade e custos de parce"amento de compras com a operadora do cartão. do *ecreto >. Kor outro "ado. tem o consumidor direito ao mesmo desconto do pagamento 8 vista em dinheiro. adotou a presente tese no aresto abai o9 .urma. para o "o$ista o fato de o consumidor pagar com cartão de crédito deveria ser considerado como um pagamento 8 vista e pro so"uto. /á tendo havido pagamento a maior com cartão.A fundamentação adotada parte da premissa de que o estabe"ecimento não é obrigado 8 disponibi"izar a forma de pagamento mediante cartão ou mesmo cheque.

ao disponibi"izar a consumidores o pagamento mediante cartão de crédito. de imediato. bem como de eventua" fraude[ BB . .HA(HBAA . $u"gado em 0RSF<S2F0F. responsabi"idade e c"usiva do empresário. em especia" do sistema protecionista do consumidor[ B4 .U4HC HD *B#YHBAI. $á paga 8 administradora e emissora do cartão de crédito ta a por este serviço 5ta a de administração7.B4A *H (I#&MDI . Bmputar mais este custo ao consumidor equiva"eria a atribuir a este a divisão de gastos advindos do próprio risco do negócio 5de responsabi"idade e c"usiva do empresário7. #essa re"ação. destoa dos ditames "egais.I custo pe"a disponibi"ização de pagamento por meio do cartão de crédito é inerente 8 própria atividade econ+mica desenvo"vida pe"o empresário.JI *H (AÉ*B. Dinistro DA&&ADB M`H*A.(I?AA#LA *H KAHLI& *B'HAH#(BA*I& KAA 4H#*A *H (ID?M&. sobre a re"ação $ur%dica que se estabe"ece entre o c"iente 5consumidor7 e o estabe"ecimento comercia" 5fornecedor7. a"ém de refugir da razoabi"idade. diante de uma forma de pagamento 8 vista e. Ae". um va"or que tem o condão de aumentar o f"u o de c"ientes e.erceira . pe"a uti"ização do cartão de crédito. importa em onerá-"o dup"amente 5in bis idem7 e. o que./9nformativo n\ FW2G Ker%odo9 0> a 0Q de março de 2F0F. ainda. a aná"ise da matéria recai.I consumidor. ma$orar seus "ucros. Ae"ator. destinada 8 obtenção de "ucro.urma KAHLI *B'HAH#(BA*I.U4HC.I consumidor.I .MADA. como visto.KA_.AH(MA&I H&KH(BAC KAI4B*I. B . $á que a administradora do cartão responsabi"iza-se pe"a compra do consumidor. Hstá-se.Aecurso Hspecia" provido.#ão se deve o"vidar que o pagamento por meio de cartão de crédito garante ao estabe"ecimento comercia" o efetivo adimp"emento. Atribuir"he ainda o custo pe"a disponibi"ização de pagamento por meio de cartão de crédito. ao efetuar o pagamento por meio de cartão de crédito 5que só se dará a partir da autorização da emissora7. Kara o Din.B(A *H (I#&MDI A?M&B4A 4HAB'B(ALJI . em prática de consumo que se reve"a abusiva[ 4 . portanto. I pagamento por cartão de crédito garante ao estabe"ecimento comercia" o efetivo adimp"emento. (inge-se a questão em saber se a cobrança de preços diferenciados pe"a mesma mercadoria 5combust%ve"7 para o pagamento em espécie e para aque"e efetuado por cartão de crédito constitui prática consumerista reputada abusiva. pro so"utoV 5que ense$a a imediata e tinção da obrigação7[ BBB . em nada referindo-se ao preço de venda do produto fina". por consequ. que deverá conferir 8que"e p"ena quitação.ncia. assumindo o risco de crédito. (ID?M&. e onera-se. especificamente. agrega ao seu negócio um diferencia".ALJI (ICH. (YH^MH H (AA. 4H#*A. por isso. */e FGSFWS2F0F7! (om o ob$etivo de ac"arar a tese. constata-se que o estabe"ecimento comercia". . de qua"quer obrigação ou vincu"ação perante o fornecedor. $á que.“AH(MA&I H&KH(BAC . cada vez mais uti"izado. a administradora do cartão se responsabi"iza integra"mente pe"a compra do consumidor. segue not%cia do $u"gamento acima ta" como divu"gada no informativo do &.5AHsp 00<<W0FSA&. assumindo o risco de crédito e de .

#esse ponto. ambos do (*(.W0F-A&. Ke"a uti"ização do cartão de crédito. ainda pro so"uto 5que ense$a a imediata e tinção da obrigação7. Dassami Maeda. $u"gado em 0RS<S2F0F. Ae". a"ém de refugir da razoabi"idade. de imediato. bem como o de que o custo da atividade deve ser suportado e c"usivamente pe"o fornecedor. . com essa moda"idade de pagamento 5que só se dará a partir da autorização da emissora7. Hstá-se. que deverá conferir 8que"e p"ena quitação.ncia e pode ser a"vo de cobrança em concursos p]b"icos. vio"ando o disposto nos artigos <Q. imediato[ b7 as ta as cobradas pe"as operadoras de cartão. Din. Bmputar mais esse custo ao consumidor equiva"eria a atribuir a e"e a divisão de gastos advindo do próprio risco do negócio 5de responsabi"idade e c"usiva do empresário7. Is "o$istas uti"izam dois argumentos para fomentar essa prática9 a7 o recebimento do pagamento feito pe"o cartão de crédito ocorre vinte e oito dias após a compra. ZBB. Z. I custo pe"a disponibi"ização dessa forma de pagamento é inerente 8 própria atividade econ+mica desenvo"vida pe"o empresário e destinada 8 obtenção de "ucro. que veda essa prática. em prática de consumo que se reve"a abusiva. procurou o Hmagis tratar de tema bastante controverso. Yá decis3es também no sentido de que essa prática não vio"a as normas consumeristas. 4B. diante de uma forma de pagamento 8 vista e. e >0. $elhores 'espostas( AABA#H DAbbI /I&É 5AdamantinaS&K7. com repercussão no direito do consumidor e econ+mico. (ontra esses argumentos está o fato de que a disponibi"ização do pagamento através do cartão de crédito é um atrativo feito pe"o comerciante para aumentar o n]mero de consumidores no seu estabe"ecimento. de qua"quer obrigação ou vincu"ação perante o fornecedor.IA 'AHB. que oneram a mercadoria. em nada se referindo ao preço de venda do produto fina". H istem $u"gados no sentido de que a diferenciação de preços nos pagamentos com cartão de crédito constitui prática abusiva.A& A#*AA*H 4BHBAA 5AecifeSKH7. 5in7admissibi"idade da diferenciação do preço entre pagamento em dinheiro e em cartão. <Q.0<<. AHsp 0. por meio de cheque e de cartão de crédito. constituindo prática de consumo abusiva nos termos dos arts. em especia". A questão é controversa na $urisprud. portanto. por qua"quer aspecto que se aborde a questão. Atribuir-"he ainda o referido custo pe"a disponibi"ização importa em onerá-"o dup"amente 5in bis idem7 e. Z. não é ato normativo apto a impor obrigaç3es aos comerciantes. o que. o consumidor e onera-se. ZB. portanto.eventua" fraude.ncia. o consumidor $á paga 8 administradora e emissora do cartão de crédito ta a pe"o serviço 5ta a de administração7. ine istem raz3es p"aus%veis para a diferenciação de preços para o pagamento em pec]nia. do (*(. sob os seguintes fundamentos9 os preços cobrados pe"os "o$istas não estão su$eitos a contro"e[ não e iste "ei que obrigue o comerciante a cobrar o mesmo preço em todas as negociaç3es[ a Kortaria 00E do Dinistério da 'azenda. destoa dos ditames "egais. e >0. não sendo.! Assim. do sistema protecionista do consumidor. que recentemente foi noticiado em informativo de $urisprud. por isso. Assim.

na macro economia direcionada de acordo com a po"%tica econ+mica naciona". (ontudo. p. #esse sentido. tem-se como prática abusiva a e"evação sem $usta causa do preço de produtos e serviços. sob pena de se ferir o princ%pio constituciona" da amp"a defesa. inc"usive no )mbito do &upremo .. uma noção bem c"ara das reperguntas que irão interessar 8 defesa do seu c"iente[ e"e é que sabe se deve ou não contraditar a testemunha. encontra diverg. em nada referindo-se ao preço de venda do produto fina".urma. cu$o entendimento antes sustentado foi no sentido de que o custo pe"a disponibi"ização de pagamento por meio do cartão de crédito é inerente 8 própria atividade econ+mica desenvo"vida pe"o empresário. É verdade que não comparecendo o Advogado constitu%do pe"o réu no $u%zo deprecado. diante dos princ%pios que devem nortear o Krocesso Kena". 222 do (KK ob$etiva dar ci.ncia de in]meras "egis"aç3es envo"vendo regras de cunho econ+mico e financeiro. não devendo o poder p]b"ico. interferir nas práticas e estratégias da microeconomia privada./. muitos se insurgem contra a "ega"idade do verbete.ncia na . )) *stabelece a S+mula n. Hste é que tem. é poss%ve" a cobrança diferenciada para o pagamento com cartão de crédito. cu$a proteção contra as práticas abusivas encontra-se especia"mente em seu art. não havendo vedação "ega" ta" prática não pode ser considerada abusiva. A par da e ist. destinada 8 obtenção de "ucro.. do Superior /ribunal de 0ustiça( intimada a defesa da expediç o da carta precatória.ribuna" 'edera"9 . I réu tem o direito de ser defendido pe"o Advogado que esco"heu.! 5. omitir-se a usa intimação. ^uanto 8 previsão contida no inciso Z do referido artigo./.ribuna" de /ustiça9 !Bntimada a defesa da e pedição da carta precatória.ourinho 'i"ho9 “A intimação a que se refere o art. é de se destacar que a possibi"idade do Hstado em interferir na economia tem-se. de acordo com o &. Desmo que se trate de advogado dativo. uma vez que. *iante da dicção peremptória da &]mu"a.Bnicia"mente. o entendimento sufragado na &]mu"a 2G< do &. RR>7. firmado pe"a (orte Hspecia" do &. Yaverá necessidade de outra intimação9 a pertinente 8 designação de dia e hora para o seu cumprimento. #o entanto. ou deve ter.ncia no $u%zo deprecado!./ continua sendo reiteradamente ap"icado. destaca-se o (ódigo de *efesa do (onsumidor. torna-se desnecessária intimação da data da audi. <Q. a intimação é de rigor.ncia 8s partes de que a precatória foi e pedida. )-. 2F0F. a situação sob enfoque reve"a prática rotineira de fornecedores de produtos e prestadores de serviço e. a priori.erceira . H imputar mais este custo ao consumidor equiva"eria a atribuir a este a divisão de gastos advindos do próprio risco do negócio.IMAB#YI 'BCYI. essencia"mente. torna1se desnecessária intimaç o da data da audi2ncia no ju34o deprecado56ergunta1se( existem exceç7es à aplicaç o do verbete sumular" 8uais" 'esposta em vinte linhas5 _____________________________________________________________________ ________ &omentários( Hstabe"ece a &]mu"a n\ 2G< do &uperior . por maioria. Hste entendimento. pois. #ão é $usto. a "ição de 'ernando da (osta . nomeia-se advogado ad hoc.

I *H *H'H&A. A. AY( 0FR<QWSD@.' diz respeito 8 *efensoria K]b"ica. A primeira de"as. 5AY(-0FR<QW7 . 0. a defesa foi intimada da e pedição da carta precatória. o qua" não poderia des"ocar-se para outro estado e prestar assist. genérica. a questão posta nos autos mereceria ressa"va em respeito 8que"a instituição.H. A $urisprud.ncia. há a"gumas e ceç3es que mitigam a ap"icação do verbete. 2EQ do (K7. ^uadro que. re".ribuna" Aegiona" 'edera" da W1 Aegião.I /u"gamento9 <FSFRS2FFQ crgão /u"gador9 Krimeira .' estivesse conso"idada no sentido da prescindibi"idade da intimação da defesa para audi. Assim. na via de verdadeiro ata"ho que é o habeas corpus.5&79 AA#AC*I AI^MH . Aecurso a que se nega provimento. em caso de tempo e %guo de des"ocamento para o advogado Iutra e ceção recentemente conso"idada na $urisprud. ACH@ALJI *H #MCB*A*H.BKB(B*A*H *A (I#*M.ncia de inquirição da v%tima. na origem.0F.A.ncia a ocorrer no $u%zo deprecado e necessária apenas a ci.ABI @AA#*H *I &MC AH(MA&I HD YA?HA& (IAKM& Ae"ator5a79 Din. (AACI& ?AB.ribuna" 'edera" é firme no sentido de que. $á que ta" órgão tem caráter uno e a prerrogativa de intimação pessoa". que foram parcia"mente aco"hidas pe"o . #ão há como aco"her. se re"aciona com a demonstração de rea" pre$u%zo da defesa em virtude da não intimação no /u%zo deprecado. Assentou-se que. inc"usive.ncia do &.ncia da e pedição da carta precatória e. #ão há nu"idade a ser reparada quanto 8s raz3es recursais defensivas. pois o depoimento combatido nem sequer embasou o decreto condenatório.AIBA# Hmenta HDH#. cabe aos interessados o seu acompanhamento. Hm que pese a continuidade da ap"icação da &]mu"a 2G< do &. por e emp"o. Aosa feber.ncia do &.ÉABI KX?CB(I 'H*HAAC KA(. e pedida a carta precatória. Din. é reve"ador da conduta de Vco"ocar moeda fa"sa em circu"açãoV 5inciso B do d 0\ do art..AY( Q<E0G S A& .ncia ao réu. paciente. AM&P#(BA *H *ICI.A9 KAI(H&&I KH#AC. <F. *estacou-se que. <. segundo as inst)ncias $udicantes competentes. 2.ese embasada na a"egação de que a ação de"e. no $u%zo deprecado. KAI(H&&I-(ABDH #I ^MAC 'IB A&&H@MAA*I AI A(M&A*I I DAB& ADKCI HZHA(U(BI AI *BAHB.ncia do &upremo .2F02. o pre$u%zo arguido pe"a defesa não se me parece configurado.urma deu provimento a recurso ordinário em habeas corpus para reconhecer nu"idade processua" em face da não intimação da *efensoria K]b"ica do "oca" de cumprimento de carta precatória. W. o acusado fora assistido por defensor p]b"ico. tendo em conta a e ist. AH(MA&I *H&KAI4B*I. a 01 . embora a $urisprud. o $u%zo deprecado nomeara defensora dativa para acompanhar audi.H. e o ato impugnado foi acompanhado por defensor dativo. a tese da atipicidade da conduta imputada ao paciente. Aaz3es. His o entendimento do Kretório H ce"so9 /u%zo deprecado e intimação de defensor p]b"ico AY(0FR<QW Hm razão da pecu"iaridade do caso. #o caso. &obremais.5AS&79 DB#B&. . não foi do"osa./.urma Karte5s7AH(. de *efensoria K]b"ica estadua" estruturada. #a espécie. A ação constituciona" de proteção da "iberdade de ir e vir dos indiv%duos não é o espaço processua" próprio para o revo"vimento do quadro emp%rico da causa.5&79 B.A@MA(B /I&É DHBAHCCH& (IAAPA AH(*I.

A*I *I ABI@AA#*H *I &MC AH(*I. Aepercussão gera" reconhecida. (arta precatória. Iitiva de testemunha. 2F00. Ausentes.urma Kub"icação */e-F2E *B4MC@ 0F-F2-2F00 KM?CB( 00-F2-2F00 HDH#. 4IC-F2WR2-F0 KK-FFFF0 CHZ&. p.5&7 9 H*#AC*I 'AABA 'HAAHBAA IM H*B#AC*I 'AABA 'HAAHBAA BDK. o &enhor Dinistro Icorre que o mesmo .ÉABI KX?CB(I *I H&. do (K(.AI5AS&7 (IA. n. reconheceu a e ist. Aéu preso.ncia e negou provimento ao recurso. d <\. entendeu pe"a desnecessidade de nova intimação9 AH RF2>W< ^I-A@ S A& . (HbAA AKHCM&I /u"gamento9 0QS00S2FFQ Karte5s7 KAI(.H. /urisprud.BLA *I H&. nos termos do voto do Ae"ator.ncia reafirmada. entendeu pe"a necessidade de requisição do réu preso. Aecurso e traordinário improvido.H. em sede de aná"ise de repercussão gera". Ap"icação do art.5AS&75H&7 9 KAI(MAA*IA-@HAAC *H /M&. I &.'.BLA Hmenta . em oitiva de testemunha por carta precatória.A#BCYA Hmenta HDH#. >W<-?. vencidos os &enhores Dinistros Darco Auré"io e (e"so de De""o.AB?M#AC *H /M&. não requer o comparecimento.Kor fim. <<.ncia de repercussão gera". reafirmou a $urisprud.' v.H.5AS&75H&7 9 *H'H#&IA KX?CB(I-@HAAC *I H&. #ão é nu"a a audi.AAIA*B#_ABI Ae"ator5a79 Din. em decisão mais recente. devidamente intimado da e pedição.ncia de nu"idade. neste $u"gamento. 2R2-2GR Karte5s7 KA(. *ecisão *ecisão9 I . @BCDAA DH#*H& /u"gamento9 0RS00S2F0F crgão /u"gador9 &egunda .5&7 9 CMBb (AACI& *A &BC4A #H.ncia de oitiva de testemunha rea"izada por carta precatória sem a presença do réu.A*I *I ABI @AA#*H *I &MC KAI(. questão intrincada e não pacificada diz respeito 8 necessidade de intimação e requisição do réu preso intimado da e pedição da precatória. $ustificadamente.JI *H IA*HD #I AH(MA&I HZ. Aus.IA5AS&75H&79 &MKHABIA . 4otou o Kresidente.ncia.A9 ALJI KH#AC.ncia de nu"idade pe"a aus.5AS&79 DB#B&.A*I *I ABI @AA#*H *I&MC AH(.I H IM. por maioria.ribuna".5&7 9 4AC*H(BA (AB&.ABI @AA#*H *I &MC AHKHA(M&&JI @HAAC #A ^MH&. de réu preso que não manifestou e pressamente intenção de participar da audi.BA#I *A &BC4A ^MB#. em caso espec%fico no qua" o estabe"ecimento prisiona" era pró imo da (omarca9 Y(Q>0FRSA/TABI *H /A#HBAI YA?HA&(IAKM& Ae"ator 5a79 Din.ribuna".ncia da (orte acerca da ine ist. Dinistro @i"mar Dendes. o &enhor Dinistro Hros @rau e. se este. Aequisição não so"icitada. <EG. Krova.

. a ap"icação da &]mu"a 2G< continua sem definição c"ara da &uprema (orte. B4. B. nos e atos termos da Cei 0. tendo em vista a prerrogativa da intimação pessoa" 5prevista na Cei (omp"ementar n\ EFSQW7. 4in%cius &eccoboponi A referida s]mu"a do &. re"ativizando. porquanto. (ontudo. W0.ncia territoria" do $u%zo processante. tem o direito de presença 8 audi. decidiu que o acusado preso. *esnecessidade de intimação do advogado da data da inquirição da testemunha pe"o /u%zo deprecado. há de se e igir a forma" intimação de seu defensor $unto ao $u%zo deprecado. (omo e emp"o.ambém há de se destacar a necessária intimação pessoa" do membro do Dinistério K]b"ico com atuação perante o $u%zo deprecado. 222 do (KK7.ncia de sua intimação pessoa" também quando da e pedição da carta precatória.ncia de estrutura da maioria das unidades da *efensoria K]b"ica no ?rasi". Kor fim. Bgua"mente isso deve ocorrer quando o réu estiver sendo defendido por defensor dativo no $u%zo deprecante. onde rea"izada a audi. sendo esta uma das e ceç3es ao verbete sumu"ar. #este caso. o órgão defensoria" que atue no $u%zo deprecado deverá ser intimado pessoa"mente para que promova a defesa do réu 5no ato audiencia"7. #o caso concreto. as precatórias ainda e istirão por um bom tempo. da C( G>S0QQ<./. em sede de repercussão gera".ncia no $u%zo deprecado. Hntretanto. ainda que casu%stico. quando o réu estiver sendo defendido por este órgão no $u%zo deprecante.ncia da intimação das partes apenas quanto 8 e pedição da carta precatória. Hntretanto. Iitiva de testemunhas por precatória. art. >. o &. não bastando a intimação da defesa. I posicionamento esposado pe"o &. 0E. d >\ e C( EFS0QQW. faz-se necessário que sua presença no ato audiencia" se$a requisitada ao diretor do estabe"ecimento pena" no qua" se encontrar segregado. considerando a dimensão continenta" do ?rasi" e os prob"emas da% decorrentes. cabe 8s partes di"igenciar $unto ao $u%zo deprecado acerca da data em que será rea"izada a audi. nesse pormenor. da Cei E.ncia 8 dist)ncia. quando o réu estiver preso. para ma imizar a defesa do réu economicamente necessitado. entendeu-se pe"a necessidade da requisição do réu preso. tende a minorar o prob"ema. o *efensor K]b"ico atuante no $u%zo deprecado deve ser intimado pessoa"mente para comparecer 8 audi. <. BB. #essa hipótese./ significa que cabe ao defensor do réu acompanhar a tramitação da carta precatória. VhV. cu$o depoimento será tomado por meio de carta precatória 5art. do que se depreende a e ig.Yabeas (orpus. Irdem concedida Kortanto. tem-se a imprescind%ve" intimação pessoa" do defensor p]b"ico ou defensor dativo.ncia. que se encontrava a poucos metros de dist)ncia do fórum. para prestigiar a ce"eridade do processo e atento 8s burocracias da prá is cartorária.ncia. em observ)ncia ao art. WW. se o requerer. Iutra e ceção diz respeito 8 *efensoria K]b"ica. cumpre ressa"tar que o advento da audi.FRFS0Q>F.'. em a"guma medida. Kor fim. mostra-se desa$ustada frente a outros va"ores. opta pe"a sufici. as garantias do contraditório e da amp"a defesa. >\. $elhores 'espostas( Aamon Aondine""a Kereira *utra I referido entendimento sumu"ado pe"o &.ncia.ribuna". bem como diante da aus. por mecanismos de transmissão audiovisuais. em a"guns casos particu"ares. . W. o que $ustifica o afastamento./ cuida da hipótese da oitiva de testemunha que reside fora da compet. Assim sendo.R2>S0QQ< e art. da s]mu"a 2G<. essa ponderação rea"izada em termos gerais pe"o &uperior . 2. art. se e istente.

A compet.rata-se dos Krinc%pios de ?anga"ore de (onduta /udicia". Hsse perfi" foi sintetizado em seis princ%pios9 independ. das ci. Bndepend. editado pe"o (onse"ho #aciona" de /ustiça em 2FFE. (onhecer minimamente as situaç3es conf"ituosas significa conhecer muito mais do que a "iteratura $ur%dica. Mma abertura para o mundo rea" das re"aç3es sociais. . portanto.. a compet.ncias referidas no enunciado da questão. A primeira rodada deste ano trata de um tema que dei ou o )mbito da fi"osofia do direito e da deonto"ogia $ur%dica.ncia se reve"am em sua vida pessoa" e socia". que traçou um perfi" m%nimo a ser observado na formação de $u%zes e na fisca"ização das funç3es $udiciais pe"os pa%ses signatários. da re"igião. As compet. da economia. constitui missão primordia" do magistrado.ncia e di"ig. o $uiz deve se perceber como um ator socia" que gere e medeia conf"itos. . temos9 As compet.ncia e a di"ig.ncia vincu"a-se ao modo como deve o $uiz e ercer o seu pape" po"%tico na comunidade. e para tanto deve demonstrar que o equi"%brio e a prud.ncia devendo ser entendida numa acepção positiva. I conhecimento $ur%dico deve servir como meios de criar e manter uma prática socia" que privi"egie a igua"dade e a imparcia"idade como metas da rea"ização da $ustiça. e passou a ser um componente de primeira ordem na gestão da $ustiça.ncia. psicológica. da cu"tura. I $uiz deve difundir na comunidade um sentimento de confiança em suas decis3es. Kor fim. que incentive o conv%vio menos ruidoso poss%ve" entre as diversas formas de poder socia" "eg%timo. Ae"acionando com as compet. idoneidade e igua"dade. igua"dade. compet. #de4) linhas5 _____________________________________________________________________ ________ &omentários( Krezados 5as7 co"egas.ncias socia" e psico"ógica podem ser resumidas nos princ%pios da integridade.ncias.ncias do $u"gador vem sendo reconhecidos como determinantes na aquisição e manutenção da "egitimidade do poder $udiciário. A identificação e o aprimoramento de determinadas habi"idades e compet. pol3tica e jur3dica5 'esposta em at! 1. idoneidade.ncias igua"dade e imparcia"idade vincu"am-se ao cerne da missão própria do direito.ncia 5estes ]"timos são considerados dimens3es de um mesmo princ%pio7.ncia da independ. imparcia"idade.) 9nalise quatro compet2ncias do magistrado contempor:neo( social. editado em 2FF2. A Irganização das #aç3es Mnidas reuniu num código de conduta dos magistrados os aspectos tidos como mais re"evantes. integridade.ncia como manifestaç3es de uma habi"idade e ecutiva. e"enca basicamente os mesmos princ%pios. I (ódigo de Ética da Dagistratura. Kara e ecutar bem sua tarefa.

indiferente ao mundo da vida que se encontra nos autos. editado pe"o (onse"ho #aciona" de /ustiça. V#o tocante a compet. Kor fim. envo"vendo outras organizaç3es e propiciando a conscientização da popu"ação quanto a direitos. forta"ecimento e harmonização das re"aç3es com os demais poderes.odavia.ncia psico"ógica se re"aciona. na qua" o conhecimento é din)mico e e ige estudo e dedicação. at!a12s do $elhores 'espostas( ?aviera. aos servidores e aos demais órgãos essenciais 8 $ustiça. o magistrado não pode se posicionar psico"ógica e socia"mente como numa torre de marfim. não é só o aperfeiçoamento técnico-$ur%dico que deve ser e igido do magistrado.o!"/do u#ents/southe!n one/Top$ s_ o!!upt$on/%u&'$ a o es/200(_)o#enta!$os_aos_%!$n $p$os_de_*an"a'o!e. não pode se sub$ugar ao $ogo de interesses presente na corporação. garantindo um cana" de comunicação aberto entre todos.pd+. #ão mais se admite um $uiz passivo.unod . deve o $uiz atuar de forma independente em re"ação aos demais poderes da rep]b"ica. e. bem como na garantia da dignidade humana e na promoção da so"idariedade e da $ustiça entre as pessoas. oferece uma resposta satisfatória a uma questão tratando do tema. 4ivemos em uma sociedade da informação. como também frente 8 própria estrutura ao qua" pertence.o -s pode# a essa! o ). $á que o direito é essencia"mente uma prática interpretativa. de ?e"o Yorizonte-D@.ncia po"%tica se re"aciona a garantia da independ. ?runo (arriço de I"iveira. n4. I aperfeiçoamento técnico deve ser constante para que o $uiz este$a apto a encontrar a me"hor resposta. omisso e distante da rea"idade que o cerca. de um "ado. o desenvo"vimento de uma visão do direito que vá a"ém da dogmática. A compet. A compet. como também nos conf"itos que chegam 8 sua aná"ise.ncia socia". a compet. Atuação po"%tica independente e imparcia" é aque"a norteada pe"o respeito 8 ('SEE e ao (ódigo de Ética da Dagistratura. mas. a ava"iação dessas dimens3es a partir dos Krinc%pios de ?angaro"e de (onduta /udicia" e do (ódigo de Ética da Dagistratura.ncia e imparcia"idade. . bem como desenvo"ver sua a"teridade. também.d$"o de /t$ a da 0a"$st!atu!a ende!e3o http://www. de '"orianópo"is-&(.ncia psico"ógica do magistrado é e ercida na gestão de sua equipe de traba"ho. setores e instituiç3es. a so"ução mais $usta para o conf"ito trazido ao seu e ame. ponderando os argumentos de ambas as partes e tentando formu"ar um acordo entre e"as sempre que poss%ve". o Hstado *emocrático de *ireito e ige que o $uiz se$a um ator efetivo no forta"ecimento das instituiç3es democráticas e de seus va"ores. deveres e va"ores.4us. ao necessário distanciamento e "ibertação de seus próprios preconceitos e estigmas em re"ação a determinado tema. V#o )mbito socia" o magistrado deve promover a cidadania e disseminar va"ores éticos e morais por meio de uma atuação instituciona" efetiva. A compet. I aspecto po"%tico se consubstancia na promoção. .&!/ od$"o-de-et$ a-da-#a"$st!atu!a.ncia $ur%dica se reve"a através do dom%nio da técnica e sua ap"icação nos . A compet. o aprofundamento no seu conte]do zetéticoV.ncia $ur%dica se re"aciona com o conhecimento e capacitação do magistrado. frente ao $urisdicionado. atuar.#uma s%ntese. I (onse"ho da /ustiça 'edera" pub"icou uma versão comentada desses Krinc%pios e pode ser acessado através do endereço http://www. com urbanidade. de outro "ado.

denominado (onse"ho de (ooperação Amaz+nica. ?rasi" T (o"+mbia[ 4enezue"a . foi assinado em ?ras%"ia pe"o pa%s anfitrião T que u"timou sua absorção na ordem $ur%dica interna editando o *ecreto n. em /abatinga=9$. na 4enezue"a.casos concretos. por de"iberação un)nime tomada em (aracas. os quais podem firmar compromissos desde a forma bi"atera" 5e . que con$ugue uma pau"atina me"horia da qua"idade de vida das pessoas radicadas nessa emb"emática região com a prioritária meta de assegurar o uso raciona" dos inestimáveis recursos naturais a"i e istentes. outrossim. que se espraia por um con$unto de pa%ses da América do &u". &uriname e 4enezue"a.ncia prec%pua é e ecutar medidas direcionadas ao fidedigno cumprimento dos ob$etivos proc"amados no .(A7. cu$a incumb.ratado de (ooperação Amaz+nica! 5veicu"ado no ?rasi" pe"o *ecreto n. Hm sua estrutura há uma &ecretaria Kermanente sediada em ?ras%"ia. locali4ado no munic3pio de >enjamin &onstant=9$5 9 bordo est o pessoas que fi4eram as compras habituais do m2s e est o retornando ao lar depois de pagarem bilhete de transporte no valor de de4 reais cada5 ?nterceptado por agentes brasileiros encarregados da fiscali4aç o de fronteira. com destino a outro porto fluvial brasileiro. linhas5 _____________________________________________________________________ _______ &omentários( A vastidão territoria" a"cançada pe"o bioma da Amaz+nia. resu"tando na promu"gação do “Krotoco"o de Hmenda ao . *otada de persona"idade $ur%dica. e com prazo de duração indeterminado. Hquador. *a% ter sido prevista uma diversificada pauta de aç3es co"aboracionistas para ser .<EG. ?ase referencia" 8 estipu"ação de sucessivos a$ustes entre seus membros. que congrega representantes dip"omáticos do a"to esca"ão de cada um daque"es pa%ses. W. de 2FF27. E>. em 0QEF T e por mais outros sete Hstados soberanos9 ?o"%via. harm+nicas com reso"uç3es tomadas em reuni3es periódicas pe"os Dinistros das Ae"aç3es H teriores dos oito pa%ses membros do a"udido tratado ou pe"o órgão consu"tivo da organização. (o"+mbia.(A e. o condutor da embarcaç o alega que nos rios internacionais da regi o ama4@nica vigora a regra da ampla liberdade de navegaç o entre pa3ses como >rasil e 6eru.s de dezembro de 0QQE. investida de compet. Keru. motivou a ce"ebração de um tratado mu"ti"atera" em $u"ho de 0QGE.V <) *mbarcaç o com bandeira peruana parte de um porto situado na margem do 'io 9ma4onas. @uiana.F>F.(A é a conso"idação de uma din)mica sustentáve" e integrada de desenvo"vimento socioecon+mico na bacia Amaz+nica. propiciando uma efetiva prestação $urisdiciona" a quem de"a necessitar.@uiana7 até o mais amp"o mu"ti"atera"ismo 5com a participação de todos os oito subscritores7.(A ganhou reforço de monta com o advento da Irganização do . Bntitu"ado “. motivo pelo qual n o haveria nenhuma irregularidade em sua conduta5 *le está com a ra4 o" Aundamente sua resposta em at! ). essa organização foi criada no m.ncia para ce"ebrar acordos em nome próprio. I ei o em torno do qua" gravita a temática do . (omo pecu"iaridades que apresenta destacam-se a de não estar aberto a ades3es de outros pa%ses e a de não comportar apontamentos interpretativos e tampouco reservas.ratado de (ooperação Amaz+nica! 5. o .ratado de (ooperação Amaz+nica 5I.(A7.

no p. Kauta essa que vai desde o fomento a pesquisas cient%ficas e tecno"ógicas. a navegação e o comércio. favorecer essa navegação ga comercia" nos rios amaz+nicosh!.ratado. não abrange a navegação de cabotagem. pe"a garantia da amp"a "iberdade de navegação comercia" no Aio Amazonas e demais rios internacionais da bacia Amaz+nica. ]nico do art. Hm acréscimo. após consignar no caput que os regu"amentos fiscais e de po"%cia e istentes no território de cada pa%s signatário “deverão. $elhores 'espostas( 4in%cius &ecco. a circunst)ncia de uma embarcação peruana ser abordada no momento em que faz o transporte remunerado de pessoas e mercadorias entre duas cidades amazonenses 5. (om efeito. Hntretanto. ressa"va que ta" diretriz “não se ap"icará 8 navegação de cabotagem!. nota-se que houve o transporte de passageiros e mercadorias entre dois portos f"uviais brasi"eiros. na medida do poss%ve". a qua" é reservada 8s embarcaç3es nacionais. em parceria e com interc)mbio de informaç3es 5compreendendo a insta"ação de centros de pesquisa no "oca"7. portanto.posta em prática pe"os pa%ses signatários. Bsso porque o princ%pio da "iberdade da navegação. se considerarmos. a "iberdade de navegação não confere direitos irrestritos sobre todo o tipo de transporte. H"e ob$etiva o desenvo"vimento harm+nico da região amaz+nica. A respeito dessa amp"itude de franquia para navegar comercia"mente. consagrado como regra para o rio Amazonas. Cogo. não é irregu"ar. como no enunciado da questão ora sob comento. pois e"a não é ap"icáve" ao des"ocamento f"uvia" de cabotagem. conc"ui-se que a intervenção da autorizada brasi"eira. Ainda. que somente é pass%ve" de rea"ização por embarcaç3es nacionais. ?ras%"iaS*'9 I condutor da embarcação não está correto em sua a"egação. o que não é poss%ve" para um navio de bandeira estrangeira.ratado de (ooperação Amaz+nica. <\ do . por ato uni"atera" e soberano do Hstado brasi"eiro. de per si. Kormenorizando o regramento. Kor esse prisma. . como o Amazonas. cuida-se de navegação no Aio Amazonas. em abso"uto. especificamente quanto 8 argumentação do condutor da embarcação. rio internaciona" cu$a uti"ização em território naciona" foi aberta a outros Hstados desde o Bmpério. #o caso. passando pe"a concretização de uma infraestrutura de transportes e comunicaç3es e.ratado de (ooperação Amaz+nica. Diche" 'rançois. carece de razão o condutor que a"ega estar a"bergado pe"a regra da amp"a "iberdade de navegação comercia". não "he assiste razão. Hm razão disso. $á que. favorecendo a navegação e o comércio. sem pre$u%zo dos direitos $á concedidos por atos uni"aterais ou bi"aterais.(A.ratado de (ooperação Amaz+nica. foi ce"ebrado o . buscou amp"iar o desenvo"vimento da região. (uida-se de ressa"va comum em pactos internacionais que versam sobre rios internacionais e que consta e pressamente do referido . &ão /osé do Aio KretoS&K9 A situação narrada configura prática denominada Vnavegação de cabotagemV. ainda. ao forta"ecimento do turismo e do comércio fronteiriço. a irregu"aridade emerge configurada. no ano de 0QGE. resguarda-se a possibi"idade de os Hstados ribeirinhos imp"ementarem medidas de natureza fisca" e de e erc%cio do poder de po"%cia. mesmo em rios internacionais. conforme disp3e o . o qua". importa destacar que e"a sofre uma espec%fica restrição9 não inc"ui a chamada navegação de cabotagem. envo"vendo os pa%ses geograficamente vincu"ados a essa bacia.abatinga e ?en$amin (onstant7. consistente no transporte de pessoas e mercadorias de um porto naciona" a outro. desde que não inibam. neste .

*esta forma. $á que a "iberdade de navegação no Aio Amazonas não confere este direito a e"a. o transporte de pessoas e mercadorias entre 2 portos f"uviais brasi"eiros não poderia ter sido feito pe"a embarcação peruana. . a a"egação do comandante não está consoante pregam os pactos sobre a "iberdade de navegação. em especia" o tratado que regu"amenta o tema no )mbito do Aio Amazonas. Kortanto. a "iberdade de navegação não a"cança a isenção de fisca"ização ou de po"%cia que cada parte estabe"ecer em seu território. Ainda.garantindo 8s partes a "iberdade de navegação nos rios amaz+nicos de configuração internaciona".