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FIS

Fábio dos Santos Borges
- Coordenador do curso de pós graduação em Fisioterapia Dermato-Funcional da Univ. Gama Filho - Fisioterapeuta do Hospital Central do Exército - Professor da Universidade Estácio de Sá (UNESA) e Universidade Iguaçu (UNIG-RJ) - Tel.: (021) 9958 9474

- E-mail: fabioborges2000@gmail.com

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ÍNDICE
Pag. - Ultra Som ........................................................................... 02 - Corrente Galvânica ........................................................... 26 - Desincrustação .................................................................. 36 - Corrente Farádica ............................................................ 40 - Corrente Russa ................................................................. 42 - Microcorrente .................................................................. 55 - Eletrolifting ...................................................................... 65 - Eletrolipoforese ............................................................... 72 - Alta frequência ............................................................... 77 - Laser ................................................................................. 83 - Peeling Ultrasônico .......................................................... 97 - Pressoterapia ................................................................... 100 - Endermoterapia............................................................... 104 - Conceitos básicos de eletroterapia ................................ 113 - Mapa dos Pontos Motores .............................................. 117

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INTRODUÇÃO: Som é toda onda mecânica perceptível ao ouvido humano. Onda: É toda perturbação que se propaga no espaço, afastando-se do ponto de origem. Propaga energia e não matéria. Qualquer objeto que vibra é uma fonte de som. As ondas sonoras podem ser geradas mecanicamente, como por exemplo com o diapasão. Em fisioterapia / medicina se geram por meio dos chamados transdutores eletroacústicos. As ondas mecânicas perceptíveis ao ouvido humano estão compreendidas, aproximadamente, entre as freqüências de 20 Hz a 20.000 Hz. Quanto maior a freqüência, mais agudo é o som; quanto menor for a freqüência mais grave é o som. Os sons de freqüências abaixo de 20 Hz e acima de 20.000 Hz são inaudíveis ao ouvido humano, sendo denominados, respectivamente, infra-sons e ultra-sons. A velocidade de propagação do som depende do meio onde ele se propaga e também da sua temperatura. No ar, a 0ºC, a velocidade é de aproximadamente 330 m/s; a 20ºC, de aproximadamente 340 m/s. O som, sendo onda mecânica, não se propaga no vácuo. Nos demais meios onde se propaga pode sofrer reflexão, refração, difração e interferência. Aproveitando este fenômeno, o homem desenvolveu o sonar dos navios (capaz de mapear o fundo dos oceanos e localizar corpos móveis). Substituindo os feixes ultra sonoros por ondas eletromagnéticas, aproveitando o mesmo princípio, o homem desenvolveu e aperfeiçoou o Radar. Hoje já se utiliza corriqueiramente os ultra-sons para se verificar o desenvolvimento do feto na vida intrauterina ou o estado das vísceras e mal formações. ULTRA SOM TERAPÊUTICO Conceito: São ondas sonoras (vibrações mecânicas) não percebidas pelo ouvido humano, cujas faixas terapêuticas encontram-se normalmente na faixa entre 1 Mhz e 3 Mhz. Estas ondas são produzidas a partir da transformação da corrente comercial em corrente de alta freqüência, mais ou menos 870 Khz, que ao incidir sobre um cristal (cerâmico, ou material similar), faz com que o mesmo se comprima e se dilate alternadamente, emitindo ondas ultra-sônicas na mesma freqüência da corrente recebida. Por terapia ultra sônica entende-se: É o tratamento médico mediante vibrações mecânicas com uma frequência superior a 20.000 Hz[11] Histórico: 1917- Descoberto por Langevin 1939- Pohlmann constrói um aplicador terapêutico, que realizou sua primeira aplicação eficaz e moderna no Hospital Martin Luther de Berlim.

as ondas ultra-sônicas[1. conservando sua freqüência e velocidade. A reflexão em uma superfície. DIREÇÃO DE PROPAGAÇÃO Impedância acústica: Resistência oferecida pelos tecidos à passagem das ondas ultra sonoras. 11]. Uma molécula percorre uma distância relativamente longa antes de afetar a mais próxima. Um pequeno movimento já afeta a molécula subsequente.4 BIOFÍSICA Propagação: As ondas sonoras necessitam de um meio para se propagarem (líquidos. Por outro lado. Ondas de compressão/tração: É o modo como se propagam pelo meio. porque há mais espaço entra as moléculas e assim podem ser facilmente comprimidas. ou seja. assim líquidos e sólidos têm velocidade de propagação mais rápida[4]. líquidos e sólidos são menos compressíveis porque suas moléculas ficam mais próximas umas das outras. A propagação da energia ultra sônica nos tecidos depende principalmente de dois fatores: características de absorção do meio biológico e reflexão da energia ultra sônica nas interfaces ticiduais[3]. raio incidente raio refletido superfície . em um meio mais compressível (ar) a transmissão é mais lenta. Não se propagam no vácuo. Cada tecido tem uma impedância acústica diferente. Se os dois meios possuírem a mesma impedância acústica isto não ocorrerá. 4. ocorre quando a impediência acústica dos meios forem diferentes[3. gases. A velocidade da onda ultra sônica é inversamente proporcional à compressibilidade de seu meio de propagação. Reflexão: Se dá quando uma onda emitida volta ao meio de origem. 4]. e sólidos).

maior será a absorção.2 3 MHz 0.84 (feixe paralelo) 0.22 0.28 (feixe perpendic. raio incidente raio refletido ∀ I meio 1 meio 2 * ∀ I = Ângulo incidente * ∀ Rf = Ângulo refratado ∀ Rf raio refratado Absorção: É a capacidade de retenção da energia acústica do meio exposto às ondas ultra-sônicas.5 Refração: Se dá quando uma onda emitida. passa para outro meio (interfaces diferentes) sofrendo mudança na sua velocidade.28 3. 11].42 0. onde são absorvidas pelo tecido e transformadas em calor. 1 e 3 MHz) MEIO Sangue Vaso sanguíneo Osso Pele Cartilagem Ar (20°C) Tendão Músculo Gordura Água (20°C) Tecido nervoso Fonte: Hoogland.76 1.4. menor o comprimento de onda. fazendo com que haja uma menor penetração[4. tornando o tratamento inócuo. Quanto maior a freqüência do ultra som.28 0. 1986 1 MHz 0.62 1.6 .12].028 0.2 --1. COEFICIENTE DE ABSORÇÃO NOS DIFERENTES TECIDOS (FREQ.4 3. Garcia (1998) menciona que pesquisas realizadas mostraram que o coeficiente de absorção aumenta quando se eleva a quantidade de proteína presente no meio condutor.36 2. A onda de som penetra no tecido ou interface à um ângulo (chamado de ângulo de incidência) e sai destes tecidos ou interface a um ângulo diferente (ângulo de refração).12 0. As proteínas são as que mais absorvem a energia ultra sônica [3.0006 0.16 2. Consequentemente no ultra som de maior frequencia haverá maior interação das ondas sonoras com os tecidos superficiais.86 3.0018 0.084 1.) 0. pois um desvio maior que 15º do raio incidente com a linha perpendicular (∀ I) provoca um ângulo de refração de maneira tal que. Por isso tecidos ricos em colágeno absorvem grande parte da energia do feixe ultra sônico que os atravessa. a onda incidente terá parte refletida e o restante refratada em direção paralela a superfície ou interface.48 8. O feixe ultra-sônico deverá ser aplicado sempre perpendicularmente à superfície de tratamento. mas conservando sua freqüência.76 0.14 0.

Efeito tixotropo: Consiste na propriedade que apresentam os ultra-sons de “amolecerem” (transformar em estado gelatinoso) substâncias em estado mais sólido[11] Atenuação: Quando se tem a penetração da onda ultra sônica no tecido orgânico. até chegar a um ponto chamado de atenuação. em determinados tecidos com espessuras específicas. possuem impedância acústica diferentes (ar. Cada tecido possui valores diferentes de atenuação.Gordura . Interfaces: São as diferentes estruturas por onde trafegam as ondas ultra-sônicas durante a terapia. etc) é menor.0 mm 11. e isto decorre do fato de que quanto maior a frequência menor o comprimento de onda. Paralelo) 16. Outro meio que merece destaque é a gordura onde o coeficiente de absorção é baixo.Água Fonte: Hoogland. fibras. músculos. 11]. ou seja a amplitude e intensidade diminuem a medida que as ondas de ultra-som sob sua forma de feixe passam através de qualquer meio. ossos).Osso .0 mm 0. Em todos os meios podemos observar que a absorção é maior para frequências de 3 MHz.Pele . substância de acoplamento. 1986 3 Mhz -----4. pele. portanto o tempo de relaxamento das estruturas sonadas (moléculas.2 mm 9.0 mm 3. Esta diminuição de intensidade é causada pela difusão de som em uma meio heterogêneo. decorrente da homogeneidade do tecido.8 mm 2.6 mm 50.Tendão . teremos perdas na capacidade terapêutica do ultra som que irão acontecer.5 mm 6.6 Os dados referentes aos coeficientes de absorção apresentados na tabela acima nos mostram que o ar e a água são os dois extremos com maior e o menor índice. consequentemente absorvem maior quantidade de energia[4].0 mm 2.5 mm 3. Perpendiular. respectivamente. conforme tabela abaixo: TABELA DE REDUÇÃO DE 50% DA POTÊNCIA (D/2) 1 Mhz .0 mm 24. tecido conjuntivo.0 mm (Tec.3 mm 2.Músculo .833.0 mm (Tec.) 8.1 mm 11.Cartilagem . Isto nos possibilita deduzir que o ar é o meio de menor propagação da onda ultra sônica. O feixe tem sua intensidade original reduzida pela metade a determinada distância.1 mm 6. pela reflexão e refração nas interfaces e pela absorção do meio.Ar .0 mm 2.500.0 mm .[4. células.

Guirro & Guirro (1996) afirmam que o PZT varia sua forma na dependência do pulso elétrico ser positivo (altera sua espessura) ou negativo (altera seu diâmetro).Tecido tendinoso .7 Profundidade de penetração: A profundidade de penetração é a distância (ou profundidade) a qual a intensidade sônica cai a 10% de seu valor original e serve para verificar se é possível esperar algum efeito terapêutico a esse nível[11].Cartilagem . formando uma onda ultra sônica. Foi descoberto por Pierri e Jacques Curie. regiões de compressão e rarefação se afastam desta parte.330 mm 10 mm 10 mm 55 mm 12. Se uma pressão for aplicada em cristais de quartzo ou em outros materiais policristalinos como o titanato zirconato de chumbo ou no titanato de bário se produzem mudanças elétricas na superfície externa desse material piezoelétrico.770 mm 1 MHz 7 mm 37 mm 20 mm 21 mm 3MHz ------12 mm 7 mm 7 mm . [12] 30 mm 82 mm 165 mm 38.Gordura . O transdutor é um dispositivo que transforma uma forma de energia em outra. em 1880[4].Tecido ósseo . em comparação com sua espessura em repouso. ele irá alternadamente ficar mais espesso e mais delgado. 1986. ou seja. Isto é conhecido como efeito piezoelétrico[11]. Um cristal piezoelétrico tem a propriedade de mudar de espessura se uma voltagem for aplicada através de sua substância. Efeito Piezoeléctrico: O ultra som é gerado por um transdutor. emitindo com isso ondas sonoras.Pele . MEIO .Água Fonte: Hoogland. À medida que a face frontal do transdutor se desloca para trás e para a frente. Tabela de Profundidade de Penetração.Tecido muscular: Feixe perpendicular Feixe paralelo . O transdutor mais comumente utilizado no ultra som transforma energia elétrica em energia mecânica.

atingir temperaturas mais altas [11]. e entram em ressonância. Ondas estacionárias Ondas estacionárias poderão ocorrer se parte das ondas de ultra-som viajando através do tecido. zircônio e titânio é um excelente sintético pela sua durabilidade e eficiência em converter corrente elétrica em vibrações mecânicas. Somente a cavitação estável pode ser considerada terapêutica visto que seus efeitos são basicamente não térmicos. Eles necessitam de uma voltagem alta para emitiram ondas sonoras[56] Modelo de cristal de PZT utilizado no ultra som OBS. 16] Estável: As bolhas de gás que são formadas nos líquidos orgânicos sofrem ação das ondas sonoras. Instável: Se a intensidade for muito elevada ou o feixe ultra-sônico ficar estacionário vai acontecer um um colabamento dessas bolhas e elas vão ganhando energia.[11] Cavitação:[3. É possível que esses efeitos influenciem nos efeitos biológicos do ultra som. 4. em uso. e os mais empregados no mundo inteiro são os de PZT (Titanato Zirconato de Chumbo). a cavitação instável pode promover danos teciduais decorrentes das altas temperaturas e pressões geradas em razão da liberação de energia no instante da ruptura da bolha de gás.: A cavitação pode ser visualizada ao colocarmos um pouco de água sobre o cabeçote e ligarmos o aparelho.8 Os cristais de quartzo não são mais utilizados no Brasil. OBS. Os cristais de quartzo não são mais utilizados no Brasil. maior rendimento acústico. ou seja. E se as ondas que incidem na interface são refletidas se tornam superpostas a tal ponto que seus picos de intensidade se somam. Possuem ainda a capacidade de manter suas propriedades piezoeletricas quando. e menor preço. [3.12] . Ao contrário. forem refletidas por uma interface entre meios com impedância acústica diferentes. até que “explodem” (devido ao ganho muito grande de energia) e isso provoca um aquecimento muito grande a esse nível. maior resistência à queda (menos sensíveis a choques mecânicos). A ocorrência de cavitação instável pode ser minimizada pela movimentação constante do transdutor e a administração de baixas doses. A liga entre chumbo. Eles necessitam de uma voltagem alta para emitiram ondas sonoras[11] OBS. na fase de compressão (são comprimidas e o gás se move de dentro da bolha para o fluido circundante) e de tração (aumentam sua área e o gás se move do fluido para dentro da cavidade). 12.1: Atualmente os cristais utilizados nos aparelhos de ultra-som são os cristais cerâmicos. nas fibras de colágeno e proteínas corporais. os cristais cerâmicos possuem maior estabilidade estrutural.2: Os efeitos piezoelétricos no corpo humano são observados especialmente no tecido ósseo.

O valor do BNR em cabeçotes bem fabricados situa-se entre 5 e 6. pois como não há áreas com pontos de alta e baixa intensidade não ocorrerá a distribuição das doses recebidas entre os tecidos (complacência tecidual) para que haja um equilíbrio da energia sônica recebida. etc). O campo próximo possui uma pequena covergência e caracteriza-se por fenômenos de interferência no feixe ultra sônico que podem conduzir a picos de intensidade que podem causar lesões tissulares. podendo prover picos de até 5 a 10 vezes maiores que o valor ajustado no aparelho (às vezes picos 30 vezes mais altos). e para um cabeçote de 1 cm2 o campo próximo mede uns 2 cm de comprimento. 11. Em virtude disto. O campo distante caracteriza-se por uma baixa taxa de não uniformidade do feixe (baixa BNR).Campo próximo / distante[1. ocorrem ausência quase total de fenômenos de interferência e o feixe é mais uniforme (possui grande divergência). ou seja. No ultra som de 3 Mhz o campo próximo é três vezes maior. com isso haverá um equilíbrio entre as doses de ultra som na região sonada. o valor do BNR (coeficiente de não uniformidade do feixe) não pode ser menor que 4. CAMPO DISTANTE . isto quer dizer que sempre deve levar-se em conta a possibilidade de picos de intensidade pelo menos 4 vezes superiores aos valores ajustados. as ações terapêuticas serão produzidas principalmente no campo próximo. No ultra som de 1 MHz com um cabeçote usual de 5 cm2. pois como no campo próximo há pontos de alta e baixa intensidade. E a intensidade diminui gradualmente ao aumentar a distância do transdutor. Isto não ocorre no campo distante. o campo próximo tem uns 10 cm de comprimento. O comprimento do campo próximo depende do diâmetro do “cabeçote” e do comprimento de onda. Quando se usa o ultra som no método direto sobre a pele o efeito de "alta intensidade" do campo distante não traz risco de lesão. Na teoria. 12] 9 Pode-se distinguir duas áreas de um feixe ultra sônico: campo próximo (zona de Fresnel) e campo distante (zona de Fraunhofer). os picos de intensidade que ocorrem em algumas estruturas orgânicas são repassados para as estruturas vizinhas onde a intensidade está menor. pois este efeito é minimizado pela atenuação do feixe nas estruturas orgânicas à medida que penetra (absorção). o feixe ultra sônico neste campo possui alta taxa de não uniformidade (alta BNR). ou seja. ou seja. Para que se possa minimizar o efeitos de picos de intensidade no campo próximo e prover segurança no tratamento deve-se movimentar o cabeçote durante a aplicação do ultra som. pois existem pontos onde ocorrem alta intensidade e pontos onde ocorrem baixa intensidade. e com isto poderá haver risco de lesão. pois isso torna o campo mais homogêneo (mais uniforme). Nas aplicações de ultra-som subaquático deve-se evitar o campo distante aproximando o cabeçote da superfície a ser tratada. há a facilitação da complacência dos tecidos (células. moléculas. já que o comprimento de onda é proporcionalmente menor. 3.

Segundo Hoogland (1986) e Draper (1996) penetra cerca de 1 a 2 cm.10 PROPRIEDADES DO ULTRA-SOM TERAPÊUTICO . em algumas regiões do corpo. O método mais comum para evitar este “ar” consiste no uso de um meio de “contato”.Em virtude do ultra som (com frequência na faixa dos megahertz) não se propagar através do ar.Lesões profundas * 3 MHz e 5 MHz .No implante metálico 90 % de radiação ultra-sônica que chega é refletida e concentra-se nos tecidos vizinhos (ondas estacionárias).5 cm REGIME DE EMISSÃO DE ONDAS SONORAS .Segundo Gann (1991) penetra menos de 2. Entretanto. ocorre intensa reflexão do som caso não haja nenhuma substância à frente do cabeçote quando o aparelho for ligado. 2000). . e chama-se ERA (Área Efetiva de Radiação).5 cm a 5 cm 2) 3 MHz: .Segundo Hoogland (1986) penetra cerca de 3 a 4 cm . . o ultra-som pode ser Contínuo (lesões crônicas . concluíram que o implante metálico pareceu não induzir a temperaturas excessivamente altas. Atualmente a indústria de aparelhos de ultra som voltados para tratamentos estéticos fabricam também aparelhos com frequência de 5 MHz. O requisito principal para que o agente sirva como meio de acoplamento é que ele tenha uma impedância acústica similar à da pele (minimiza a reflexão). que se manifesta sempre antes de ocorrerem lesões irreversíveis.1. por meio da dor perióstica (quando há uma cavitação instável na superfície óssea).[12] .A área de radiação ultra sônica do cabeçote corresponde a área do cristal onde há emissão de ondas sonoras.O ultra-som terapêutico normalmente é construído com freqüência de 1 e/ou 3 MHz. .grande efeito térmico) ou Pulsado (lesões agudas . O ultra-som não aquece o implante metálico (Andrews e col. mesmo utilizando intensidade dentro da faixa terapêutica. alguns profissionais contra-indicam este procedimento para se resguardarem de possíveis acidentes que poderiam causar lesões. torna-se essencial (para que o procedimento seja eficaz) a inexistência de ar entre o transdutor e a pele dele. há os seguintes relatos de autores: 1) 1 MHz: . E além disso devemos saber que se houver defeito na colagem do cristal ao cabeçote (diafragma) e ocorrerem espaços vazios a radiação emitida será ainda menor.Lesões superficiais OBS.O som na faixa dos megahertz (MHz) não se desloca através do ar[12]. Garavello et al (1997) ao pesquisarem. * 1MHz . que é uma fina camada de gel ou óleo aplicada à pele antes do tratamento.Segundo o regime de emissão de ondas sonoras. . E esta reflexão faz com que o som volte para a região do cristal. com 30% de reflexão das ondas ultra-sônicas.Gann (1991) e Draper (1996) mencionam uma profundidade de 2.: No tocante à profundidade de penetração.considerado atérmico) . A ERA é sempre menor que a área geométrica do cabeçote. nem a qualquer outro efeito deletério nos tecidos circunvizinhos. Situação semelhante à descrita acima ocorre na superfície óssea. e tanto o membro a ser tratado como o transdutor ficam em baixo d’água. Pôr não se saber qual a quantidade de energia ultra-sônica que é absorvida por estes tecidos. quando um indivíduo está sob tratamento. podendo trazer alterações estruturais no equipamento.Os ultra-sons têm a propriedade de prevenir contra toda e possível lesão. . Para a superfícies do corpo muito irregulares pode-se usar água num reservatório. Portanto.

Período de Repetição dos Pulsos: Quase todos os aparelhos de ultra som tem uma frequência de repetição dos pulsos (no modo pulsado) fixa de 100 Hz. O grau dos efeitos térmicos no modo contínuo pode ser determinado pelos controles de intensidade do aparelho. Se for necessário um pequeno efeito térmico. menor o calor produzido. para aquecer o tecido.A redução das doses na utilização do ultra som pulsado. 1:10 e 1:20 [11] Quanto menor o tempo de pulso. dependendo da agudez.5 ms Suporte H 2O Cone metálico 0. onde o transdutor (cabeçote) é seguro acima de um alvo de absorção de ultra-som ligado à extremidade de um “braço” de balança imersa em água.. b) O ultra som contínuo pode ser necessário quando ambos efeitos térmicos e não térmicos forem necessários. quando for ultilizado o ultra som de 1 MHz. um ciclo de trabalho pulsado deverá ser usado (10% ou 5%). A deflexão da balança. Um ciclo de trabalho de 20% é muito útil quando houver uma grande quantidade de reflexão do osso subcutâneo. Cabeçote Duração dos pulsos 2 ms 1 ms 0. 1986 * 20% de US / 80% de pausa (sem US) OBS.5 W/cm2. devido à pressão acústica. Relação 1:5 (Sub agudo) 1:10 (agudo) 1:20 (muito agudo) Fonte: Hoogland.Um equipamento útil para o controle de qualidade dos ultra-sons é a BALANÇA SEMIANALÍTICA (Balança Acústica)[4. 15].11 . (Draper e col.: a) Entre outras coisas. .000 . e serve para manutenção da energia ultra-sônica irradiada. permite aumentar a intensidade na superfície corporal e portanto o efeito do tratamento de estruturas tissulares mais profundas[11]. 1993) .No regime pulsado há um intermitência na saída das ondas sonoras no cabeçote transdutor. são necessários 3 a 4 min. utilizar um ciclo de trabalho de 20% ao invés de ultra som em modo contínuo. O modo pulsado pode ajustar-se segundo a relação entre a duração do pulso e o período de repetição dos pulsos de 1:5. c) Com uma intensidade de 1. se o calor produzir dor ou a condição for aguda. e 10 min. como em epicondilites. dá uma indicação da produção de força acústica pelo transdutor. e consequentemente o pouco calor gerado. para alcançar um nível terapêutico de aquecimento com o ultra som de 3 MHz. .5 ms Pausa entre os pulsos 8 ms* 9 ms 9.

6) Aumento do metabolismo[1. a frequência e a duração do tratamento. há aumento do metabolismo e consequentemente aumento do consumo de O2. facilitando a retirada de catabólitos e a oferta de nutrientes. 3) Efeito térmicos[1. 12] Se dá pela Lei de Van’t Hoff. diminuindo sua resistência tênsil. 11] . mencionando que para cada aumento de 1° C na temperatura corpórea deve ocorrer um aumento de 10 % na taxa metabólica. por algumas teorias: Há a liberação de substâncias vasoativas como a Histamina. aumentando com isso a presença de CO2. Ocorre não só pelo efeito de aquecimento como também pelo efeito não térmico do US. 2. 11. 11. Este efeito é a base para fonoforese. 16] Alteração no potencial de membrana e aceleração dos processos osmóticos (difusão). 12] Principalmente a histamina (através da desgranulação dos mastócitos. há inibição do simpático dos vasos. 11] Em virtude da vasodilatação. 4. 11] Propriedade que o ultra som tem de "amolecer" ou "liquefazer" estruturas com maior consistência física (transforma colóides em estado sólido em estado gel). 12. É causado pela absorção das ondas ultra-sônicas à medida que penetram nas estruturas tratadas. o regime de emissão (modo contínuo produz maior calor que o pulsado). e é responsável por todos os efeitos da terapia ultra sônica. 3. 9) Liberação de substâncias ativas farmacológicas[1. A movimentação dos tecidos aumenta a circulação de fluidos intra e extracelulares. entre outras. 4. A micromassagem dos tecidos se deve às oscilações provocadas pelo feixe ultra-sônico que os atravessa. 5. e podendo ocorrer através da estimulação reflexa segmentar com ação na região paravertebral. 8) Ação reflexa[4. 2) Aumento da permeabilidade da membrana[3. 3. 16] É considerado como como um fenômeno protetor destinado a manter a temperatura corporal dentro de limites fisiológicos. Esses efeitos são obtidos tanto no modo contínuo quanto pulsado. 11. 16] Chamado de micromassagem celular. 11] Ação à distância do ultra som. 16] Tem por base o efeito Joule. provocando a vasodilatação. esses efeitos podem ter um influência favorável ou não sobre os tecidos. 11. Andrews e col. 2. 11.12 EFEITOS FISIOLÓGICOS 1) Efeito mecânico [3. (2000) afirmam que o fluxo sanguíneo continua elevado por 45 a 60 minutos após a aplicação do US. 7) Ação tixotrópica[3. 12. por exemplo) 10) Efeito sobre nervos periféricos[3. Young (1998) cita que este aumento seria de 13% da taxa metabólica. 4) Vasodilatação[1. 5) Aumento do fluxo sangüíneo[3. que relaciona o aumento de temperatura com a taxa metabólica. a intensidade. e dependendo da intensidade usada para tratamento. A quantidade de calor gerado depende de alguns fatores como por exemplo. e conseqüente aumento do metabolismo. Justifica-se.

portanto não como anti-inflamatório. Perturbações da membrana celular. Ou por ação direta ou por meio da circulação sanguínea. Kramer (1985) afirma que o aquecimento dos tecidos é responsável pelo aumento temporário na velocidade de condução nervosa observado nos nervos periféricos sonados. alterações na migração e função leucocitárias. existe mediação do ultra som sobre a inflamação. podem aumentar o influxo de cálcio nos mastócitos. A desgranulação dos mastócitos pode ser iniciada pelo aumento intracelular de íons cálcio. 30] Aumento da permeabilidade lisossômica 15) Estimulação da angiogênese[12] Facilita a formação de novos vasos. 18] Segundo Gonçalves & Parizotto (1998) a utilização do ultra som na terapia de reparação cutânea tem ação importante sobre as diversas fases do processo inflamatório. O ultra som estimula a liberação de grânulos pelos mastócitos.13 O ultra som contínuo afeta a velocidade de condução nervosa (tanto aumentando como diminuindo). 30] 14) Aumento da síntese de proteína [4. na síntese e maturação de colágeno e também na formação do tecido cicatricial. O ultra som atuaria como um acelerador do processo inflamatório. 11) Elevação dos níveis intracelulares de cálcio[4. Provoca despolarização das fibras nervosas aferentes. 30] 13) Aumento da síntese de colágeno[4. mastócitos. Os monócitos apresentam uma atividade fagocitária. 30] 12) Aumento das atividades dos fibroblastos[12. aumento na angiogênese. facilitando o alongamento 17) Aumenta a atividade enzimática das células[12] EFEITOS TERAPÊUTICOS 1) Anti-inflamatório[3. Há um consenso no sentido de que o ultra som pode acelerar a resposta inflamatória. neutrófilos) que entram e saem do local lesionado. que são essenciais para a formação do tecido de reparação. 12. com alta intensidade pode-se obter um bloqueio da condução. além de incrementar a síntese de fibroblastos e colágeno. promovendo a liberação de histamina. 12. Sua ação na fase inflamatória inicial da reparação é uma aceleração do processo. 12. e são estes grânulos que contêm os agentes quimiotáxicos. 12. aumentando a liberação de fatores de crescimento pela desgranulação dos mastócitos. Afirmam ainda que o que se pode definir como efeitos já confirmados do ultra-som sobre o processo inflamatório e a reparação tecidual é a possibilidade de potencializar ou inibir a atividade inflamatória dependendo da geração de radicais livres nos tecidos. . mas a sua principal função parece ser a liberação de substâncias quimiotáxicas e de fatores de crescimento. levando à aceleração do reparo. macrófagos. 4. monócitos. atuando na facilitação da cicatrização 16) Aumenta as propriedades viscoelásticas dos tecidos conjuntivos e ricos em colágeno[3. plaquetas e macrófagos. 4] Aumenta a extensibilidade. induzidas pelo ultra som. macrófagos. Na fase inflamatória do reparo tecidual há interação com vários tipos de células (plaquetas. com baixa intensidade.

indiretamente através da estimulação ultra sônica dos macrófagos. Hoogland (1986) indica ultra som no modo pulsado (1:5) com freqüência 3 MHz. normalização do tônus muscular. etc 3) Fibrinolítico / Destrutivo[11] Tem por base a ação tixotrópica do ultra som 4) Regeneração tissular e reparação dos tecidos moles[1. monócitos. 4. O US pulsátil deve ser o utilizado. 11] Justifica-se por alguns fatores: aumento do limiar de dor com ação nos nervos periféricos. Estimula a produção de fibroblastos. Fase proliferativa do reparo: Potencialização da motilidade e proliferação dos fibroblastos. em resposta ao estresse mecânico promovido pelo US). com intensidade abaixo de 0. promovendo a liberação de histamina. Estimulando-se uma região distante da área alvo em tratamento. diminui o tônus reflexo Segundo Hoogland (1986). macrófagos. eliminação de substâncias mediadoras da dor como consequência do aumento da circulação tissular. Este aumento pode ser maior se o ultra som for usado anteriormente na fase inflamatória e na fase proliferativa da lesão. 11] Ação do US pulsado é maior sobre as terminações nervosas envolvidas no processo de contratura ou tensão muscular. 12.14 Como consequência do aumento da circulação sanguínea há um fator de aumento da ação de defesa (elementos fagocitários do sangue) 2) Analgésico[3. 9. e a eliminação de substâncias químicas estimulantes musculares. 18] Fase inflamatória: O ultra som pode acelerar a resposta inflamatória. . aumento da secreção de proteína e colágeno (US pulsátil).5 W/cm2. 11] Tratamento segmentar. DOSIMETRIA A dosimetria é o produto da intensidade do estímulo pela duração do tratamento. 11. A fase proliferativa do reparo é subdividida na formação do calo mole e do calo duro. diminuindo significativamente com isso a o tamanho da cicatriz (US pulsátil) Fase de remodelagem do reparo: O US aumenta a resistência tênsil e a quantidade de colágeno (o colágeno tipo III é substituído por colágeno tipo I. produção de colágeno para o meio extracelular e organização da matriz de tecido conjuntivo. bloqueio da condução nervosa. 5) Reflexo[4. e as células endoteliais estimulam a angiogênese. outras mostraram melhora significativa no retardo de consolidação de fratura. como por exemplo em casos de lombociatalgia atuando-se somente na região lombar 6) Relaxamento muscular[3. por sua vez. além de incrementar a síntese de fibroblastos e colágeno. como consequência do aumento da circulação tissular. 12] Algumas pesquisas mostraram que o ultra-som pode produzir um efeito piezoeléctrico no osso (na molécula de colágeno) que. com uma frequência de 3 MHz (com ultra som pulsátil) os efeitos de relaxamento muscular serão maiores. 7) Regeneração óssea[3. 11. pode produzir osteogênese. estimulação da "contração" da ferida. incremento da velocidade angiogênica.

6 w/cm2 (atenuação de 20% = 0.) 24. desmaios. em cada caso. etc) Em qualquer caso.Água 11500.8 w/cm2 para 0..2 mm 2.0 mm 16.Osso 2. Intensidade[11]: Para a determinação da intensidade correta.8 w/cm2).. . Só é permitida uma leve sensação de calor.Músculo 9.2 w/cm2)..TABELA DE REDUÇÃO DE 50% DA POTÊNCIA (D/2) 1 MHz 3 MHz .: Ao passar por 20 mm de gordura a intensidade cairá de 2 w/cm2 para 1. Perpendic.1 mm 4. gordura.Exemplo 2: Ultra som . Se por consequência do tratamento aparecer dor de cabeça. cai para 0.5 w/cm2 (de acordo com a tabela acima). levando-se em consideração a atenuação das ondas sonoras nos tecidos superficiais à área da lesão (pele.3 mm _______________________________________________________________ Fonte: Hoogland.0 mm . ou seja. Neste exemplo estaria chegando na bursa..0 mm .6 w/cm2 (atenuação de 25% = 0. devemos tem em mente a dose ideal que deverá chegar no lugar dos tecidos afetados.Exemplo 1: Se um feixe ultra-sônico de 1 w/cm2 passar por 50 mm (5 cm) de gordura sua intensidade cai na metade. tecido subcutâneo. .4 w/cm2). Paralelo) (labor.5 mm 0..Ar 2.8 mm .6 w/cm2 para 0. 1986 . ao passar por 3 mm de tendão sua intensidade cairá de 0.Pele 11.5 mm .EXEMPLOS DE TRATAMENTO: ..Gordura 50. músculos..1 mm .0 mm .0 mm 3.6 .0 mm 2. fadiga e/ou outras reações do Sistema Nervoso Autônomo a terapia posterior deve ser administrada numa intensidade mais baixa.Cartilagem 6. . ao passar por 9 mm de músculo sua intensidade cairá de 1.8 w/cm2 (atenuação de 50% = 0.0 mm (Tec.6 mm 8. o paciente não pode sentir sensações desagradáveis ou dolorosas. 0. Quando se usam ultra som pulsado ou contínuo com alta intensidade pode sentir-se uma reação de calor.2 Wcm2 Gordura (20 mm) Músculo (9 mm) Tendão (3 mm) Bursa Obs.Tendão 6.0 mm 3833. È permitida uma leve excitação.0 mm (Tec.) .15 Devemos tomar por base a tabela de redução de 50% da potência para que possamos calcular a dose eficaz de ultra som que atingirá a estrutura a ser tratada.

As áreas menores que o cabeçote se tratam. considerando-se que a intensidade nestes locais será desprezível. E a vantagem está em não se atingir nem a prótese e nem o cimento. Caso uma determinada área tenha seu tempo de aplicação calculado para mais de 15 minutos deve-se dividir esta área em quadrantes e realizar mais de uma aplicação. deve-se levar em conta também algumas peculiaridades relacionadas à patologia como a fase da doença (aguda/crônica).É imprescindível que promovamos um perfeito acoplamento entre o cabeçote e a pele do paciente. deve ser de 15 minutos por área de tratamento. e realiza-se uma aplicação com um cabeçote de 5 cm2 de ERA.5 a 4 mm de espessura.5%. e deve estar relacionada (para efeito de estipulação do tempo de tratamento) com o tamanho da ERA[11]. quase que totalmente. se levarmos em consideração que há intensa absorção na pele e nas camadas superficiais até uma profundidade mínima de 1 cm de tecido muscular. etc. Guirro & Guirro (1996) relatam que a estrutura da pele pode ter cerca de 0.A duração do tratamento depende do tamanho da área corporal. em região lateral de quadril. respectivamente.Hoogland (1986) orienta que na prática clínica o tempo de aplicação do ultra-som pode ser calculado da seguinte maneira: pega-se a área a ser tratada e divide-se pela ERA do ultra-som. Ex: Numa região que tenha as medidas de 10 cm de comprimento por 4 cm de largura.1: No tocante à utilização prática do tempo de aplicação calculado. E suas sub-áreas anatômicas como a epiderme e a derme têm cerca de 0. podemos adotar um tempo máximo terapêutico em 40% a 60% do tempo calculado inicialmente. imperceptível ao olho desarmado. utilizando-se 3 MHz. formando uma interface que irá refletir. ou quem sabe até adotarmos em tempo maior que este. utilizando uma substância que apresente uma impedância acústica próxima à do tecido humano. Por isso.w/cm2 de dose de US. e este tempo se refere a uma área tratada de 75 – 2 100 cm . UTILIZAÇÃO PRÁTICA . o feixe ultra-sônico. . o tempo de aplicação deverá ser calculado da seguinte forma: Área ÷ Era = 40/5 = 8 min. -Exemplo 3: 16 Qual seria a freqüência ideal do ultra som para realizarmos tratamento de tecido cicatricial.Os aspectos terapêuticos relacionados a ação do ultra som de 3 MHz na estética têm por base a barreira imposta pela pele. do contrário irá persistir uma delgada lâmina de ar.: A freqüência ideal é de 3 MHz.12 mm e 2 mm de espessura. entre o cabeçote e a pele. por poucos minutos (3 a 5 min) usando o método semiestático. em geral. que é considerda uma superfície máxima que se pode tratar razoavelmente. após cirurgia de artroplastia total de quadril? Obs. à penetração das ondas sonoras. TEMPO DE APLICAÇÃO TERAPÊUTICA . O tempo máximo de aplicação que deve ser realizado com o ultra som. Pois como as afecções relacionadas à estética são praticamente superficiais. as ondas sonoras do US de 3 MHz atenuariam cerca de 26. profundidade da lesão. após terem passado na epiderme e derme. características físicas (mais ou menos efeito tixotropo). Portanto. . levando-se em conta a tabela de redução de 50 % da potência do US[11]. de aplicação . Obs. a transposição das ondas sonoras através da pele torna-se relevante. o objetivo do acoplamento é substituir alguma quantidade de ar existente entre o transdutor e a . em alguns casos. ou seja. após acontecerem as atenuações nos tecidos localizados a cima da área lesionada.

a água e o óleo mineral. 11]. que consiste na colocação de algumas gotas de algum líquido (água. Mas está totalmente desacreditado pela maioria dos profissionais. Atualmente tem-se utilizado cabeçotes construídos com a “forma reduzida”. a intensidade (máxima) pode elevar-se a 5 W/cm2 em alguns equipamentos[11]. do tipo convergente. deve haver a formação de uma “névoa” fina sobre a superfície do cabeçote (a água não ferve.17 parte que está sendo tratada. após ajustarmos o controle de potência (1 watt/cm2 em equipamentos novos. na prática clínica recomenda-se que o ultra-som contínuo deva ser usado até 2 w/cm2 pois senão ocorrerá lesão de estruturas superficiais. (2000) relatam que os agentes acopladores utilizados comumente são os geis preparados comercialmente. . gerando uma reflexão menor nesta interface. mas que os géis são mais eficientes na transmissão das ondas sonoras e na elevação da temperatura tecidual até níveis terapêuticos.O uso do redutor “facilitaria” o tratamento em áreas de difícil acesso ou irregulares (extremidades).Segundo Casarotto (2000).Segundo Hoogland (1986). álcool. quase que totalmente o feixe ultra-sônico. e caiu em desuso. . os maiores coeficientes de transmissão e uma impedância acústica mais próxima da pele. além de não retransmitir toda a energia ultra sônica que sai do cabeçote. E o ultra som pulsado recomenda-se usar até 3 W/cm2 . a água e o gel apresentam os menores coeficientes de reflexão e atenuação. Entretanto. Andrews e col. bolsa d’água).Segundo Guirro & Guirro (1996). a intensidade máxima que pode ajustar-se para o ultra som contínuo é de 3 W/cm2. em equipamentos mais antigos). . Para o ultra som pulsátil. há uma super agitação das moléculas) (pode não haver formação de névoa em aparelhos velhos ou que tenham fraca saída de ondas ultrasônicas no cabeçote). torna-se necessário submeter o aparelho a um teste para verificar se ele realmente está gerando a energia necessária para a terapêutica. É clássico. e pode ser usado na inflamação aguda pois é considerado “atérmico”[11]. . que possuem também a redução do tamanho da ERA . Entretanto atualmente os fabricantes têm construídos seus aparelhos com intensidades que vão somente até 2 W/cm2[4]. E uma vez fervida. que reduziria muito a eficácia da terapêutica. soro fisiológico. com um material cuja impedância acústica está entre a do metal do transdutor e a da superfície da pele.Antes de ser utilizado o ultra-som.Nas aplicações que utilizam água (subaquática.) sobre a superfície do cabeçote e. pelo fato de existir a possibilidade de ficar uma bolha de ar entre o cabeçote e o redutor. a Prova da Névoa. . as formulações em gel apresentam uma porcentagem de transmissão maior do que na forma de creme ou unguento. . deve-se evitar agitar a água para que ela não absorva novamente os gases[11] . ou mais.[5.O ultra-som pulsado consegue atingir estruturas mais profundas porque a potência máxima utilizada é maior que no ultra-som contínuo. pois a formação de bolhas na superfície do cabeçote constituir-se-á em uma interface que refletirá. 4. deve-se ter a preocupação de utilizar água fervida para que ela perca os gases que nela estão dissolvidos (desgaseificada). neste caso. etc. .

.Nesta técnica o cabeçote fica em contato direto com a pele do paciente. Winter (2001) menciona que deve-se exercer movimentos circulares muito lentos (em câmera lenta). que se superpõem para assegurar o tratamento uniforme da área.2 w/cm2 . AS TÉCNICAS DE APLICAÇÃO MAIS UTILIZADAS SÃO: a) CONTATO DIRETO[1. .Hoogland (1986) menciona uma guia de intensidade para o ultra som contínuo: * 0.A substância de acoplamento deve ter uma impedância acústica próxima à da pele. 7. . 11.85 m por minuto. a velocidade de movimentação do cabeçote corresponde a aproximadamente 1 m a 0. com uma velocidade de aproximadamente 4 cm/seg.18 . sem muitas irregularidades. Hoogland (1986) afirma que os movimentos devem ser realizados de forma homogênea e com ritmo muito lento. permitindo um perfeito contato de toda a área do transdutor com a pele. 10. . é necessário manter o cabeçote de tratamento em movimento contínuo e uniforme. pois os aparelhos nacionais que se conhecem são blindados e indicados para utilização subaquática (entretanto deve-se verificar as especificações técnicas do aparelho através do manual).intensidade média * 1.intensidade alta . passando longitudinalmente ou sobrepondo movimentos circulares.3 w/cm2 . Por exemplo. podendo-se utilizar também pomada de petróleo. . de poucos centímetros. Michlovitz (1996) relata que muitos profissionais tendem a mover o transdutor muito rapidamente. . e que o propósito do movimento é distribuir a energia tão uniformemente quanto possível ao longo do tecido. Normalmente é utilizado gel industrializado (mais eficaz). etc.Para assegurar o tratamento mais uniforme possível de uma área. Desta forma haverá uma mudança contínua da posição das “variações de intensidade”.3 . entretanto se faz necessário a utilização de uma substância de acoplamento visando minimizar os efeitos da reflexão. Na prática clínica. Salgado (1999) diz que os movimentos devem ser lentos e uniformes.2 w/cm2[11] .2 .É realizada quando a superfície a ser tratada é razoavelmente plana. podendo assim diminuir a quantia de energia absorvida pelo tecido.1. 3. Kramer (1984) propõe que o transdutor deve ser movido lentamente. óleo mineral.intensidade baixa * 0. a técnica de contato direto pode ser realizada de duas formas: 1) Dinâmica .onde o cabeçote é deslizado sobre a região a ser tratada com movimentos que podem ser circulares.Na técnica subaquática o cabeçote do ultra-som pode ser submergido na água sem problemas.3 w/cm2 .Com o cabeçote em contato com a pele.No caso do ultra som pulsado deve considerar-se um valor médio. 12] . 4. pois o ultra som pode causar estase das células sanguíneas nos vasos paralelos ao feixe ultra sônico. o ultra som pulsátil de 1 w/cm2 na relação 1:5 equivale ao ultra som contínuo de 0. curtos. longitudinais ou transversais. Este movimento também é necessário para evitar mudanças na circulação sanguínea.

. etc). menciona a possibilidade da formação de um coágulo sanguíneo. deve-se sempre eliminar bolhas de ar residuais. Normalmente é utilizado para regiões pequenas (tendinites. 11.onde o cabeçote realiza movimentos de mínima amplitude (movimento menor que os da técnica dinâmica) sobre a região a ser tratada. .Normalmente os cabeçotes são blindados para a aplicação subaquática.Não há necessidade. na utilização da técnica estacionária. podendo ficar a 1 ou 1. visto que de outra forma o ar presente poderá depositar-se em forma de bolhas sobre a superfície transdutora e da área a ser tratada. . .Esta aplicação é indicada para regiões de superfícies irregulares (pequenas articulações. as ondas sonoras se comportam de maneira desorganizada.Caso haja necessidade da mão do operador ser submersa na água durante o tratamento. Nesta zona o ultra-som não é correto. nem é importante que o cabeçote toque a pele do paciente. fazendo com que haja uma homogeneização na área a tratar (uniformidade da Zona de Fresnel). . mas é pouco utilizada pela incomodidade e perca de tempo). Ocorrem picos de intensidade que podem aumentar muito a dose que se colocou no potenciômetro. deve-se sempre eliminar bolhas de ar residuais[47. Como o ar é um péssimo meio de propagação de energia ultra-sônica. etc). lesões ligamentares.De preferência deve-se ferver a água antes. b) SUBAQUÁTICA [4. Como o ar é um péssimo meio de propagação de energia ultra-sônica. ou quando o paciente refere dor à pressão do cabeçote (contusão. 56] . etc). 12] .Oakley (1978).Esta é a aplicação mais perfeita por suas propriedades ideais de acoplamento (a água permite perfeito acoplamento.De preferência deve-se ferver a água antes. Esta medida previne o fisioterapeuta de absorver reflexões do ultra som dentro da água (o ar retido pela luva forma uma boa camada reflexiva entre a luva e a pele do fisioterapeuta) e também reduz a possibilidade de uma infecção cruzada. . 10. Por isso deve-se mexer o cabeçote. proeminências ósseas. Obs: Michlovitz (1996) desaconselha a técnica Estática (em que o cabeçote fica parado) tomando-se por base a Zona de Fresnel (Campo próximo). visto que de outra forma o ar presente poderá depositar-se em forma de bolhas sobre a superfície transdutora e da área a ser tratada. poderse-á calçar uma luva cirúrgica de borracha. no caso de feridas abertas.Utiliza-se um recipiente (plástico ou vidro) de tamanho suficiente para conter a água e o segmento a ser tratado. .5 cm de distância .19 2) Semiestacionária . ("pontos quentes") podendo causar lesões tissulares.

etc). entre elas a ação localizada da droga.Nesta técnica é utilizado uma bolsa plástica ou de borracha (luva) cheia de água fervida. Em seguida. Outra vantagem é a somatória dos efeitos inerentes ao ultra som associados aos efeitos da droga. Esta técnica apresenta ainda a vantagem de que o medicamento a ser introduzido não necessita ter carga elétrica. isto é. caso a droga não tenha este tipo de ação.Esta técnica consiste no método direto.substância de acoplamento . 11.c) BOLSA DE ÁGUA[4. 2002). 3) Aplica-se o ultra-som com gel comum.água . . deve-se adicionar mais gel terapêutico ou gel comum (a base de água). O pulso CONTÍNUO é o mais indicado para o tratamento de celulite. 11] 20 . 12. . com consequente ausência de efeitos colaterais decorrente de ações sistêmicas. 16. ser polarizado (Guirro & Guirro. . .Esta técnica é utilizada onde há superfícies irregulares e onde normalmente há a ausência do recipiente para o US subaquático. que é absorvido pela pele (autores afirmam que a fonoforese seria efetivamente potencializada pelo aumento da permeabilidade da membrana celular). que é colocada sobre a região a ser tratada. Esta técnica produz intensa atenuação.Existem várias vantagens na utilização dessa modalidade de tratamento. . e entre a bolsa e o cabeçote.pele prejudicariam a propagação do feixe ultra-sônico (como se quiséssemos introduzir profundamente no corpo). Deve-se evitar de mistuar o gel comum com o gel terapêutico antes de iniciar a aplicação do ultra-som. ombro.Alguns profissionais contra-indicam esta técnica porque as interfaces formadas por substância de acoplamento . d) FONOFORESE[1. Formas de utilização: 1) Aplica-se o ultra-som com o gel medicamentoso/cosmético como substancia de acoplamento.Há uma potencialização dos efeitos do ultra-som pelo medicamento utilizado (vice-versa). 2) Massageia-se o gel terapêutico na pele até sua absorção parcial ou “completa”. e onde é passado o cabeçote do ultra-som. 4. é a “introdução” de substâncias medicamentosas no corpo humano mediante a energia ultra sônica. À medida que o gel terapêutico for absorvido e tanto o acoplamento como o deslizamento do cabeçote ficarem prejudicados.plástico . axila.plastico . articulações.Deve-se utilizar uma substância de acoplamento entre a pele e a bolsa. Limpa-se a região tratada para retirada dos resquícios de gel comum e massageia-se o gel terapêutico até sua absorção “total”. 10. ou há a impossibilidade de se introduzir o segmento corpóreo tratado num recipiente adequado (tronco. utilizando um medicamento em forma de gel como meio de acoplamento. ou seja. 30] . aplica-se o ultra-som com gel comum. .

sendo que as preparações tópicas com baixo índice de transmissão podem diminuir a efetividade da terapia ultra sônica. Efeito similar pode ser obtido no pé se a região inguinal for estimulada.Cameron e Monroe (1992) investigaram a transmissibilidade de várias substâncias de acoplamento para a fonoforese. com intensidades entre 1 e 3 W/cm2. (Michlovitz.Alguns autores recomendam a combinação de aplicação local e paravertebral em todos os casos. porém estimulando-se áreas as raízes nervosas paravertebrais. relataram que soluções enzimáticas são inativadas por ultra-sons na frequência de 3 MHz. Pois os que apresentaram. (2000).Andrews e col. Entretanto. utilizando um preparado de hicrocortisona a 10% através de uma camada de 5 mm de espessura do meio de acoplamento. A taxa de transmissão de qualquer agente usado na fonoforese deve ser determinada.Guirro & Guirro (2002). através do incremento da circulação irradiando o gânglio estrelado. antes de ser usado. pelo risco de ineficiência terapêutica.É possível aumentar a temperatura da pele da mão. Esta aplicação também é conhecida como Tratamento Segmentar e está relacionada com a maioria das aplicações paravertebrais. relataram que existem evidências de que o ultra som possa alterar a conformação tridimensional das enzimas. Stefanovic et al (1959 e 1960). . e) REFLEXO SEGMENTAR [4. (1996) investigaram um preparado usado na fonoforese de hidrocortisona a 10% com uma base gel. estimulação de órgãos. . E somente alguns produtos com boas características de transmissão ultra sônica possuem condições físicas ótimas necessárias para a fonoforese. pois ela deve ser maior que 80% da taxa de transmissão em relação à água.: Parestesias em MMSS/MMII. . Guirro & Guirro (2002) relataram que deve-se evitar a utilização de enzimas em géis aditivados para fonoforese. relatam que em estudos com animais foram registradas penetrações de medicamento com fonoforese detectada nos tecidos a profundidades de 5 a 6 cm. 11] . afirmam que as drogas em forma de gel apresentam-se como o tipo de formulação mais apropriado para esta terapia.Bare e col. pois o US atua através no controle nervoso da circulação nesta área. Neste caso a dose deve ser cuidadosamente selecionada uma vez que as enzimas se desnaturam em temperaturas acima do limite suportável. Diante desses fatos. Deve-se optar pela iontoforese no caso de tratamento à base de enzimas de difusão.Na utilização do ultra som nas diversas situações patológicas podemos sonar diretamente as áreas em tratamento (efeito direto). Segundo Guirro & Guirro (2002) na área dermatológica a fonoforese é utilizada principalmente com enzimas de difusão.21 . ou seja. 1996) A utilização da onda ultra sônica para a penetração de drogas através da pele pressupõe a utilização do pulso contínuo[30]. ciatalgia. Tirrel & Middleman (1978). ou sonar outros lugares que tenham uma relação segmentária com a área alvo que se queira tratar (efeito indireto). . . podendo então inativá-las. etc. Ex. estimular pontos trigger nas costelas para úlceras gástricas/intestinais.Outro ponto a ressaltar é a frequência do ultra som utilizado. de acordo com o segmento que queremos estimular. um maior índice de transmissão foram os que utilizaram frequências maiores. . e relataram uma transmissibilidade zero da energia ultra sônica. em todas as formulações. utiliza-se a mesma técnica do método direto. e não verificaram nenhuma elevação nas concentrações séricas de cortisol após a fonoforese. .

11. pois o que calcificou não se dissolve mais. etc)[4. 11] Hoogland (1986) afirma que o tratamento local tem pouca melhora. metabólicas e circulatórias.O importante para o fisioterapeuta é conhecer o comportamento físico e fisiológico do ultrasom para a prescrição correta nas diversas patologias. Esses efeitos são maiores no músculo. Neste caso. A persistência desta congestão comprime os vasos. resultante de um mal funcionamento do sistema circulatório e das consecutivas transformações do tecido conjuntivo. Lipodistrofia ginoide. Para as cicatrizes de feridas que não tenham "fechado". desde o cabeçote de tratamento. . pois o tratamento direto (local) mediante energia ultra-sônica poderá danificar os vasos sangüíneos em recuperação [11] . o ultra-som aumenta a vascularização na área para que haja aumento da absorção (utiliza-se ultra-som contínuo). 4. isquemia e bloqueio de funções. os pontos de aplicação são especialmente os pontos trigger nos músculos. subnutrido. a área fica congestionada. 16] Melhora tanto a velocidade de cicatrização como a qualidade da cicatriz. A intensidade depende da profundidade da cicatriz.O início da terapia ultra-sônica para o traumatismo agudo deve-se iniciar somente após 24 a 36 horas. Num processo de calcificação em músculos e tendões. a esterilidade do meio de contado constitui um requisito absoluto. 12. decorrente de alterações endócrino.Ocorre dificuldade na drenagem do liquido intercelular provocando inundação. efermidade de Raynaud. 2) Transtornos circulatórios (edema. desorganizado e sem elasticidade. na frequência de 3 MHz. * HISTOLOGIA Primeira fase: .5 w/cm2. As indicações mais comuns são: 1) Processos fibróticos e processos calcificados [20] Através do efeito tixotropo. pode ocasionar problemas em tais casos. Trata-se de um tecido pouco oxigenado. 4) Celulite[4] * DEFINIÇÃO: É a gelificação da substância fundamental amorfa. A possibilidade de infecção cruzada. por exemplo. o que se desgasta é a ponta do esporão. Andrews e col. que leva a fibrose com consequente compressão de artérias e nervos. com 0. por acúmulo de lipídios. formada por tecido cartilaginoso inflamado. No esporão de calcâneo. pois o tendão tem menor vascularização. (2000) mencionam o aumento do fluxo sanguíneo como útil na resolução dos depósitos de cálcio nas bursas e bainhas tendinosas. para feridas / úlceras abertas. Normalmente utiliza-se ultra som pulsado. 3) Tecidos em cicatrização (cicatrizes cirúrgicas e traumáticas) / Feridas abertas / úlceras de decúbito)[3. Guirro & Guirro (1996) afirmam que uma área isquêmica tratada com ultra som pode ter restabelecida a circulação sanguínea através da formação de novos capilares. Chamada também de Fibro edema geloide.Caracteriza-se por hipertrofia das células adiposas.22 INDICAÇÕES . que dilatam-se para suprir a deficiência do fluxo de sangue. . com deslocamento do núcleo celular para a periferia. sendo preferível o tratamento segmentar.

e tentativas de defesa contra esses elementos anormais.A densificação do meio conjuntivo irrita as fibras do tecido. . e desequilíbrio hormonal.O endurecimento tecidual produz-se uma irritação contínua nas terminações nervosas. * ESTÁGIOS DA CELULITE: Grau 1: É aquela que é percebida somente através da compressão do tecido entre os dedos ou da contração muscular voluntária.Nesta fase as lipases não conseguem chegar até os adipócitos. resultando em dores a palpação. A pele fica enrugada e flácida. que espessa-se e adquire uma consistência gelatinosa Terceira fase: . Quarta fase: . como sentada ou em pé. disfunção hepática. sujeitas. provocando reações químicas.Nota-se o espessamento do tecido conjuntivo interadipocitário. artérias. as margens são especialmente fáceis de serem delimitadas (aspecto de “casca de laranja”).Ocorre o espessamento dos septos interlobulares. envolvendo e comprimindo todos os elementos do tecido conjuntivo. a sensibilidade a dor está aumentada e as fibras do conjuntivo estão quase totalmente danificadas. . maus hábitos alimentares. proliferação das fibras colágenas.23 . dissocia-as em fibrilas. fumo. e não há alteração da sensibilidade a dor. Fatores determinantes: Estresse. veias e nervos. a congestão e os fenômenos de bloqueio (círculo vicioso) Segunda fase: . pertubações metabólicas do organismo em geral (diabetes). sexo. . um tecido muito duro. provocando sua rápida mutilação. portanto a ficarem ainda maris aprerentes mediante a compressão dos mesmos. Assim sendo.Origina-se um verdadeiro tecido fibroso. Grau 2: As depressões são visíveis mesmo sem a compressão dos tecidos. O tecido fibroso torna-se esclerosado. * ETIOPATOGENIA: Fatores predisponentes: Genéticos. formando uma verdadeira barreira a todas trocas vitais (fase considerada irrerversível).A dilatação e distensão da rede venosa aumentam sua permeabilidade provocando extravasamento de líquido seroso no tecido conjuntivo aumentando a pressão. A aparência da pele. . desequilíbrios glandulares. a celulite ainda não é visível somente a inspeção. residuais. idade. assemelha-se a um “saco de nozes”. isto é. firme. .O líquido lançado no tecido conjuntivo desempenham papel de corpo estranho neste tecido. Com a luz incidindo lateralmente. por apresentar-se cheia de relevos. aprisionando nas suas malhas os produtos nutritivos. sedentarismo. já havendo alterações da sensibilidade. estanque. Grau 3: Esta já é observada tanto na posição deitada. a água e os lipídios.

visto que a onda contínua é mais indicada para esta técnica. A imagem que surge pode ser homogênea ou não. por fatores externos e internos podem alterar significativamente o resultado do exame. Bioimpedância[30] 4. Após inserido. além de ocorrer uma retração tecidual ao redor da célula. compostas de cristais termosensíveis de colesterol. uma vez que as enzimas de difusão utilizadas na fonoforese se desnaturam em altas temperaturas. As contra-indicações mais flagrantes são: . geladas. Após o contato placa-pele por alguns segundos. que no exame aparecem como zonas escuras ("buracos negros" ou "pele de leopardo"). podemos destacar a neovascularização com consequente aumento da circulação. quanto mais uniforme for a imagem.4 w/cm2 a 0. com intensidade de 0.O método utiliza placas flexíveis. rearranjo e aumento da extensibilidade das fibras colágenas. Já zonas que indicam hipotermia. Dentre outros efeitos. Embora o exame seja inóculo. O uso do ultra som na celulite está vinculado aos seus efeitos fisiológicos associados à sua capacidade de veiculação de substâncias através da pele (fonoforese). tratadas com US. aliados ao bom senso do fisioterapeuta. melhora das propriedades mecânicas do tecido. que clinicamente corresponderia ao grau I ou ausência de fibro edema gelóide. um estilete especial em forma de agulha é introduzido. orientam uso do US após 24 horas. seccionando os septos fibrosos. Pode ser realizado a nível ambulatorial. As pernas tornam-se pesadas. com coloração verde ou rosada. Estão endurecidos e sensíveis ao toque. Guirro & Guirro (2002). 3. deslocando as fibras de alto teor fibrótico. tabagismo. provocando grandes depressões na superfície da pele. * TRATAMENTO Na avaliação e tratamento da celulite podemos empregar alguns métodos: 1. é que decidirão pelo impedimento ao uso. época do ciclo menstrual. por se tratar de uma avaliação não-invasiva. Atua a nível dermo-hipodermo. temperatura e umidade da sala de exames. cuja função é avaliar e classificar o fibro edema geloide de acordo com a temperatura cutânea surperficial. com frequência de 3 MHz. diretamente relacionada com alterações circulatórias ocasionadas pelo distúrbio. CONTRA INDICAÇÃO Deve-se ter em mente que. Após anestesia. indicam um grau mais avançado. vasodilatadores e de substâncias que auxiliam o metabolismo do tecido conjuntivo. De maneira geral.6 w/cm2 no modo contínuo ou pulsado a 50%. são as fibroses nodulares (nos pontos de incisão) e cicatrizes hipertróficas. e a ação tixotrópica nos nódulos celulíticos. inchadas e muitas vezes doloridas. O uso do US destina-se a atenuar os hematomas e diminuir a incidência de fibroses Consiste em múltiplas injeções intradérmicas de 5.24 Grau 4: Os nódulos gordurosos tornam-se muito volumosos. como método de avaliação único não é seguro. febre. Palpação 2. O quadro clínico do paciente ou o perfil de sua patologia. é movimentado “em leque”.Técnica cirúrgica usada para tratar as depressões do relevo cutâneo. Fonoforese[30] .Utiliza-se o ultra som de 3 MHz no modo contínuo. indicando diferença de temperaturas em áreas localizadas da superfície cutânea. Subcisão[30] . até que deslizem livremente pelo tecido As principais sequelas decorrentes da cirurgia.Mesoterapia (intradermoterapia)[30] substâncias farmacologicas compostas de enzimas. como qualquer recurso terapêutico. os ultra-sons também apresentam restrições à sua utilização. 6. menor é o envolvimento circulatório da área. como por exemplo: exposição solar. surge um "mapa" de cores. A dose deve ser cuidadosamente selecionada. Termografia[30] .

12. 12] Poderiam ocorrer reações desconhecidas. 12. havendo a possibilidade de cavitação no líquido amniótico e ocorrência de malformações no feto. haveria uma tendência a se tratar a situação com segurança. Além disso. para evitar qualquer anomalia. 4.1) Áreas com insuficiência vascular[3. 5) Tumores malignos[3. 20] Pode ocorrer mudança no potencial de ação e pode alterar as propriedades contráteis do músculo cardíaco. 11. Em virtude disto. 20] 25 Pode haver contra-indicação se houver intenso aumento de temperatura dificultando o arrefecimento da área pelo sangue. 4. 12. 11. 11. as aplicações no útero grávido estão limitadas. 2) Aplicações a nível dos olhos[3. . 12. 16 ] Acelerar a proliferação e favorecer a disseminação do agente infeccioso através do corpo. 4. Hoogland (1986) afirma que estas regiões ocupavam antes um dos primeiros lugares na lista de contra indicações. E o suprimento sanguíneo deficiente seria incapaz de acompanhar a demanda metabólica. 4) Sobre área cardíaca[3. 4. 20] Sobre o tumor: pode-se acelerar o crescimento e as metástases 6) Epífises férteis[4. 20] Cegueira irreversível (Cavitação no líquido ocular) 3) Útero grávido[3. 12. 8) ) Sobre tromboflebites / varizes (principalmente trombosadas)[4. 12. 11. 20] Embora a intensidade que chegaria ao útero fosse mínima. 20 Guirro & Guirro (1996) e Garcia (1998) mencionam que o ultra som provocaria ossificação precoce e interferiria no crescimento ósseo Pessina e Volpon (1999) em pesquisa realizada com ultra som na cartilagem de crescimento de coelhos não verificou alterações morfológicas ou funcionais da cartilagem de crescimento. mas que aplicações com ultra som pulsátil e com baixa intensidade podem ser utilizadas em pacientes com idade abaixo de 18 anos. Mas o que se vê na prática clínica é a ausência de malefícios advindos da utilização do ultra som em pacientes com osteoporose. 10) Inflamação séptica[4. 7) Testículos/gônadas[11. 16] Pode liberar êmbolos (embolia) 9) Osteoporose[16] Garcia (1998) menciona que não há documentação científica adequada sobre o caso. 12. 11. deve-se evitar também o tratamento de tecidos segmentários correspondentes ao estado gravídico. e como o suprimento sanguíneo (que provê o oxigênio) está deficiente. 11. pois os efeitos do US sobre tecidos em crescimento são desconhecidos. 16. 16] . 16. haveria aumento da presença de CO2 levando à necrose. 14. 11. 16. pois com o aumento da temperatura haveria aumento do consumo de oxigênio.

Nº 2 (1997) .FUNDAMENTOS.Ed.1991 8. J.Garcia.3ª Ed. S. 222-223 5.São Paulo – pp. Gonçalves.. Serrão. 116-129. C. Andrade.Ed Manole . 1996 – pp. A. e Bazin. Carlos – TERMOTERAPIA HIPER HIPO – Ed.. 305-323 4. M.1998 13.FISIOLOGIA HUMANA . F.F.TERAPIA POR ULTRA SOM (em ELETROTERAPIA DE CLAYTON .Ed Manorle . T.. Philadelphia – 1996 2. . Bras Ortop – Vol. 10. C.. RECURSOS E PATOLOGIAS .F.. R.H. FÍSICA . e Volpon. 32 nº 6 – Junho / 1997 – PP. e que as ondas ultra sônicas refletidas não são capazes de prover qualquer elevação seletiva de temperatura nos tecidos adjacentes ao implante devido às ondas estacionárias refletidas neste metal.THERMAL AGENTS IN REHABILITATION . S. E. Susan L. Luciano. R.pp.1994 pp. . Lovise . E.Kitchen.Z.Ed. B. J. 14) Sequelas pós traumática aguda[11] Devido aos efeitos tanto térmicos como mecânicos.Ed. Scott . Holanda. N. S. 12) Implante metálico[3.M.Guerino. Barbieri.Revista Brasileira de Fisioterapia .BIOFÍSICA . A. Elias. 173-178 . Bras. A.1ª Edição brasileira ..Pessina.Machado.) 10ª Edição . R. 16] Garavello et al (1997) relatam que o implante metálico não induz a temperaturas excessivamente altas. R. Kottke & Lehmann (1994) afirmam que não há determinação de que a absorção seletiva por estes materiais leva ou não ao superaquecimento ou mesmo derretimento do material de fixação da endoprótese.J. D. 15) Diretamente sobre o marcapasso (ou ondas sonoras desviadas)[20] BIBLIOGRAFIA CONSULTADA: 1. M. e Guirro..Young. A. rapidamente. I.Omote.Associação Brasileira de Fisioterapia. o calor. J..Garavelo. .1 n°2.Guirro.1996 .11) Endopróteses[3. . Jims – Barcelona . gerando sintomas de fadiga.Ed Pancast. Moderna . N. . . – TERAPIA ULTRASÔNICA – ENRAF NONIUS – Delft.APLICAÇÃO DO ULTRA SOM PULSADO TERAPÊUTICO SOBRE A RESISTÊNCIA MECÂNICA NA OSTEOTOMIA EXPERIMENTAL . Mazzer.1998 .FISIOTERAPIA EM ESTÉTICA .1982.pp.Gutman.Vol.Guyton. P. os vasos sanguíneos em regeneração podem romper-se conduzindo à hemorragia recorrente. 1986 12. 34 n° 5 – Mai 1999 – pp: 347-354 15. Davis Co . e Bucalon. – DOSIMETRIA DE APARELHOS DE ULTRA-SOM TERAPÊUTICO UTILIZANDO BALANÇA SEMI-ANALÍTICA – Rev. 473-479 14. 235-258 . Em geral desaparecem reduzindo-se as doses. E. O tratamento local com intensidade baixa só pode ser administrado após 24-36 horas.) 13) Diabetes Mellitus[11] Pode ocorrer ligeira diminuição da glicemia..EFEITOS TÉRMICOS DO ULTRASOM TERAPÊUTICO SOBRE OS TECIDOS ÓSSEO E MUSCULAR E SOBRE PLACA METÁLICA IMPLANTADA – Rev. C. Sarvier . e segundo Garcia (1998) estes tecidos teriam grande aquecimento se houvesse osso no local do implante metálico (devido à elevada condutilibilidade térmica do metal que dissipa. F. 13. 7. 16] 26 O cimento de fixação da prótese (metilmetacrilato) possui um alto coeficiente de absorção ultra sônica e os componentes à base de polímeros poderiam sofrer ação dos efeitos térmicos (US contínuo). 4. L..Ed.FISIOTERAPIA ATUAL . . – ELETROTERMOTERAPIA PRÁTICA – Pancast Ed. Manole . e Leivas. .CLAYTON’S ELECTROTHERAPY E AND ACTINOTHERAPY .1989 6. De Fisioterapia vol. A.Hoogland. A.2ª Ed. Clauton M.TRATADO DE MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO DE KRUSEN . . . 2. Guanabara . 79-82 16.Kottke.Pauline M. – APLICAÇÃO DE ULTRA SOM TERAPÊUTICO NA CARTILAGEM DE CRESCIMENTO DO COELHO – Rev Bras Ortop – Vol.Guirro.1988 3.Michlovitz. Lehmann J.1990 11.Ed.1972 9. 11.Lucena.

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É também conhecida como corrente direta. O transporte da corrente elétrica através de íons produz calor e sua intensidade tem relação direta com a resistência específica do meio utilizado. corrente unidirecional. corrente constante.28 HISTÓRICO O Galvanismo é a forma mais velha de eletroterapia. 60]. pelo fato de que cada um deles leva consigo uma carga elétrica diferente. Entre 1900 e 1912 Leduc demonstrou em experiência que poderia introduzir ions medicamentosos no organismo animal (coelhos) provocando efeitos gerais[1. Em 1870 Van Bruns investigou e comprovou a ocorrência de traços de iodeto na urina. Entretanto é sabido que no circuito elétrico externamente carregado. . Galvani observou pela primeira vez a contração dos músculos da pata de uma rã sobre uma placa metálica quando estalava uma centelha entre os eletrodos de uma máquina elétrica de fricção. após um tratamento com a corrente galvânica. EFEITOS FISIOLÓGICOS a) Produção de calor Efeito Joule. b) Eletrólise (Dissociação) Fenômeno pelo qual as moléculas se dividem em seus diferentes componentes químicos. As experiências de Galvani tiveram o duplo mérito de dar início ao estudo da Eletrofisiologia e de demonstrar que um músculo se contrai sempre que fica sujeito à influência de uma diferença de potencial. Em 1786. DEFINIÇÃO É uma corrente contínua de fluxo de elétrons com direção e intensidade constante e com efeitos polares. corrente contínua. os íons convencionalmente fluem do polo positivo para o negativo. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA i t FLUXO DE CORRENTE O fluxo da corrente dentro da “bateria” se dá do negativo para o positivo. corrente voltaica.

Cateletrotônus (ocorre no polo negativo): aumento da excitabilidade. o sódio.Aneletrotônus (ocorre no polo positivo): depressão da excitabilidade. . e provoca uma hiperemia ativa[1]. . perde sua carga elétrica e reagindo com a água produz uma reação ácida (HCl). ao misturarmos cloreto de sódio (NaCl) e submetermos essa mistura à ação da corrente galvânica ocorrerá uma dissociação eletrolítica do cloreto de sódio em íons de cloro e íons de sódio.Cl H + Corrente Galvânica NaCl NaOH + . por ação reflexa. 5] A corrente galvânica altera a excitabilidade e condutibilidade do tecido tratado.HCl H2O OBS: Catodo 2Na + 2H2O Anodo + 4Cl + 2H2O 2NaOH + 2H 4HCl + O2 c) Fenômeno do eletrotônus[1. que leva a um alívio da dor. acarretando maior nutrição tecidual profunda. perde sua carga elétrica e reagindo quimicamente com a água produz uma reação alcalina (OHNa). . E no exemplo ora citado ocorrerá o seguinte: o cloro sendo um ion eletricamente negativo.29 Por exemplo: Num meio contendo água (H2O). A hiperemia atinge também estruturas mais profundas. flui para o polo positivo. Com isso há um aumento da irrigação sangüínea. + NaCl Na + OH H2O . d) Vasodilatação É devido à ação da corrente sobre os nervos vasomotores. flui para o polo negativo. que facilita as atividades específicas do tecido nervoso. sendo um ion eletricamente positivo.

e a anaforese (polo +) na facilitação da derivação de fluidos no edema.Atrai 02 .Hidrata o tecido . Entretanto. f) Aumento da ação de defesa Com a vasodilatação e consequente aumento da irrigação sangüínea.Corroi metais por oxidação . o pH da pele debaixo do catodo torna-se gradualmente alcalino à medida que íons positivos são atraídos na sua direção. haverá um aumento de elementos fagocitários e anticorpos.Repele íons negativos (ânions) . seu deslocamento se efetua do polo positivo para o polo negativo.Atrai íons positivos (cátions) .30 Segundo Andrews e col.Estimulante .Alcalino .Atrai íons negativos (ânions) .Liquefação . g) Endosmose (Eletroendosmose) Assim como os radicais químicos.Sedante .Mais germicida .Analgésico .Detem sangramento .Atrai H (atrai e libera (bolhas devido ao maior nº de H na água) . por regra geral. enquanto a pele debaixo do anodo sofre a reação oposta. são fenômenos considerados por alguns autores como inexpressivos.Irritante .Vasodilatador . e) Aumento do metabolismo Decorrente da vasodilatação e consequente aumento da oxigenação e substâncias nutritivas na região tratada.Vasoconstrictor b) Polo negativo (cátodo) .Não corroi metais .Menos germicida .Repele ions positivos (cátions) . ou com pouca finalidade terapêutica.Coagulação .Causa sangramento .Maior hiperemia . as partículas fluidas também se deslocam e. EFEITOS TERAPÊUTICOS a) Analgesia b) Estimulação nervosa c) Antiinflamatório d) Transtornos circulatórios e) Iontoforese CARACTERÍSTICAS DOS PÓLOS a) Polo positivo (ânodo) . E estas alterações químicas induzem uma vasodilatação reflexa.Menor hiperemia (isquemia) .Desidrata o tecido .Ácido . presumivelmente com a finalidade de manter um pH homeostático. Esses fenômenos são basicamente utilizados em duas situações: a cataforese (polo -) para amolecer cicatrizes e quelóides. (2000).

cobre. contusões.05 = 5 mA). e) Tempo de aplicação: normalmente dura em torno de “15 a 30” min. b) O paciente deverá experimentar uma sensação de formigamento ou ardência agradável quando submetido à corrente galvânica. ou ainda aparecer contração dolorosa deve-se diminuir a intensidade ou desligar o aparelho. a itensidade máxima tolerável será de 5 mA (100 x 0. não poderá se concentrar em um só ponto do segmento tratado ou da placas j) Galvanização corporal (Soriano et al. pois sua instalação próximo a aparelhos de ondas curtas pode fazer com que haja interferências. latão. perturbações circulatórias periféricas. f) Os eletrodos devem ser cobertos por esponjas. g) O banho galvânico pode ser indicado para aumentar a condutibilidade nervosa e trabalhar a parte sensitiva. b) Podem ser tipo caneta eletroestimuladora. Se conectam os eletrodos da corrente galvanica de maneira que um polo esteja na parte superior e outro na parte inferior.. etc. a dosimetria do banho galvânico dependerá do tamanho do recipiente. Caso o paciente reclame de ardência dolorosa ou qualquer outro tipo de incômodo. nevralgias. Normalmente a intensidade da corrente e cerca de 5 mA. alumínio ou estanho. antes da terapia i) A sensação de formigamento deve ser homogênea. As faixas podem ser molhadas com agua ou algum material iontoforetico. Utiliza-se uma faixa para a parte superior e outra diferente para a parte inferior. feltros. d) Deve-se tomar cuidado com a instalação do aparelho de CG na rede elétrica. lesão de nervos periféricos. d) Podem ser tipo rolo e) Podem ser tipo tubo f) Podem ser do tipo máscara g) Podem ser confeccionada de borracha de silicone h) Podem ser tipo auto-adesivos (para uso sem iontoforese) TÉCNICAS ADMINISTRATIVAS DA CORRENTE GALVÂNICA a) Quanto menor for a área do eletrodo maior será a concentração de energia. Normalmente utilizada para tratar coxas e abdomem. confeccionadas em chumbo.1 mA por cm2 de área de eletrodo ativo. c) Dosimetria: Leitão & Leitão (1995) orientam que a dosagem ideal gira em torno de 0.05 mA/cm2 (Exemplo: Se o eletrodo tem 100 cm2. h) É importante a identificação dos pólos (+ ou -).5 a 1 mA por cm2 de área do eletrodo. alguns autores mencionam 15 mA. Soriano et al (2000). 2000) . ou algodão embebidos em água. verificando que não haja contato entre elas. orientam que não deve-se ultrapassar nunca a intensidade de 0. c) Podem ser tipo cuba com água. Na prática clínica utiliza-se normalmente de 0 a 20 mA dependendo da sensação de formigamento referida pelo paciente.se utilizam faixas confeccionadas com um material capaz de reter liquidos e faixas em forma de eletrodos com elevada condutividade eletrica. causando oscilações na corrente podendo causar desconfortos ao paciente. e o tempo de aplicação 30 min .31 ELETRODOS a) Podem ser tipo placas metálicas retangulares protegidas com esponjas. para o banho galvânico. Guirro & Guirro orientam para 0. principalmente nos caso de parestesias..

distensão. devendo para isto. ou somente o polo positivo .Transtornos circulatórios .Iontoforese CONTRA INDICAÇÕES . Utiliza-se um recipiente com água onde é submergido o membro a ser tratado.Convencional: Os eletrodos são acoplados na superfície do corpo.Estimulação da irrigação sangüínea. neuralgia. bursite.Implantações metálicas no campo de aplicação .Processos álgicos ...Máscara de Bergoniere: Confeccionada em material metálico flexível onde é colocada na hemiface com chumaço de algodão embebido. na qual é conectado um dos pólos e o outro numa região do corpo para fechar o circuito . e ainda também utiliza-se “gel” quando o eletrodo for de borracha de silicone. paralisia facial. adotando como um dos eletrodos uma caneta eletroestimuladora que interrompe a corrente provocando estímulos em estruturas mioneurais. tendinite. etc .Eletroestimulação: É realizado utilizando a corrente galvânica de forma interrompida. estar com uma temperatura agradável.Lesões de nervos periféricos . e coloca-se as placas no interior do recipiente.32 INDICAÇÕES . APLICAÇÕES CLÍNICAS Artrite. plegias. artrose.Locais com solução de continuidade[11] TÉCNICA GERAL DE APLICAÇÃO .Quando o paciente apresenta irritabilidade cutânea . A vantagem da água é permitir contato homogêneo com os tecidos e reduzir a resistência da pele. etc. hipoestesia. A caneta deve estar acoplada no polo negativo (estimulante) . utilizando-se sempre um meio para facilitar a introdução da corrente: esponja. . lumbago. neuralgia do trigêmeo. Guillain-Barré. ficando o polo negativo no corpo do paciente. fibroses.Quando o paciente apresenta vertigens[1] durante o tratamento .Marca-passo . transtornos tróficos.“Alterações de sensibilidade” .Processos inflamatórios . artralgia. contusão. lombalgia. pode ser feito com duas cubas. neurite.Banho Galvânico: É uma forma de emprego da corrente galvânica que se destinam ao tratamento de processos patológicos generalizados. . A dosagem gira em torno de 15 a 30 mA. hidratação dos tecidos. algodão ou feltro embebidos em água quando o eletrodo for metálico. escoliose. mialgia. ou vice-versa. ciatalgia.

33 IONTOFORESE DEFINIÇÃO É um fenômeno físico que se caracteriza pela penetração de uma substância terapêutica através da pele íntegra por intermédio da corrente galvânica. BASES BIOFÍSICAS DA IONTOFORESE a) Lei de Du Fay . - I KI + K _ + Chatzk pegou uma batata e fez um sulco em sua superfície. I. .cargas elétricas de mesmo sinal se repelem.Convulsões tetânicas + Sulfato de estricnina água II. Ao final de um certo tempo .Envenenamento cianídrico Cianureto Obs: Invertendo a de potássio polaridade. ao retirar os eletrodos verificou que a superfície da batata. colocando iodeto de potássio. dieletroforese. estava azulada devido à reação do amido com o iodo. iontopenetração. E no outro polo não houve coloração EFEITOS Experiência de LEDUC: tinha como objetivo demonstrar a penetração de íons e seus efeitos no organismo pela ação da CG. e jontoforese. nada aconteceu I II OBS: Na prática ambulatorial da iontoforese os efeitos sistêmicos não são importantes nem se buscam em terapêutica. e acoplou eletrodos de corrente galvânica. no polo positivo. b) Experiência de Chatzk nº 1: tinha o objetivo de demonstrar a migração iônica e os fenômenos de eletrólise por ação de corrente galvânica. É também conhecida como ionização. e cargas de sinal contrário se atraem. dieletrólise.

Na iontoforese subaquática os eletrodos são representados por recipientes contendo soluções eletrolíticas. . do pH local. são usados medicamentos em concentrações de 1 a 2 %. em seu experimento sobre ionização de mucopolissacarídeos nas mais diversas patologias. pomadas. porque se estas não são ionizáveis. (principalmente os gordurosos) [60] . . sempre maiores que a placa para evitar queimaduras. com 30 a 40 min de duração. Concentrações abaixo do normal não fazem efeito desejado e acima podem ser lesivos à pele e ao organismo.A transferência da medicação ocorre por meio dos portais formados por folículos capilares e poros da pele[104] . colocados em esponjas/algodão. do potencial de ionização da medicaçãoou de seu solvente. Por exemplo: as soluções. que devem exercer deslocamento contrário à moléculas de água. os fenômenos eletrosmóticos auxiliam a penetração dos cátions.Na iontoforese transcerebral o eletrodo ativo (com o medicamento) é colocado sobre um ou sobre os dois olhos e o eletrodo passivo no buraco occipital (foramen magnum). DOSIMETRIA . e 4 a 5 mA para a técnica binocular. . ou seja.Segundo Guirro & Guirro (1996). do tamanho do eletrodo e da concentração da droga no eletrodo ativo[89. .1 a 3 mA para um olho. . a determinação do polo negativo ou positivo dos eletrodos. pelo deslocamento passivo.Os medicamentos dever ser hidrosolúveis.Esta técnica libera a medicação em profundidades que variam de 6 a 20 mm[104] . Deve-se evitar cremes. e dificultam a dos ânions. a transversal e a longitudinal.Não se pode deixar de mencionar que os efeitos polares desencadeados pela corrente galvânica também são responsáveis em parte pelos efeitos terapêuticos resultantes da iontoforese.A quantidade e a velocidade de liberação da medicação dependem: da voltagem total aplicada. emulsões. da resistência da pele ao movimento iônico. tendo a preocupação com a sensibilidade do paciente para não haver lesão com superdosificação. constatando a relação entre os resultados pequenos e nulos com a técnica longitudinal e os resultados bons e médios com a técnica transversal. . não sendo mais afetada pela fonte de corrente[104].34 TÉCNICA DE UTILIZAÇÃO . concluiu que a disposição dos eletrodos é fator primordial para a obtenção de bons resultados. Entretanto Raviere (1970). O autor utilizou duas técnicas de colocação de eletrodos. 104] . etc. da duração do tratamento. Cabe então supor que algumas das ações decorrentes da iontoforese são em parte devidas aos efeitos polares da própria corrente[119].A forma de utilização dos eletrodos na iontoforese é similar à utilizada na galvanização convencional.[34] . O íon ativo se deduz na fórmula química do medicamento e o pólo usado deve ser o mesmo do íon ativo.Geralmente.Uma vez dentro dos tecidos . que o produto seja solúvel em água.É de fundamental importância para a prática da iontoforese. a medicação é espalhada por meio de difusão passiva.Os medicamentos devem estar constituídos de partículas ionizáveis e em concentrações adequadas. não penetrarão na pele como desejamos.Normalmente utiliza-se igualmente à da corrente galvânica convencional.A taxa dessa difusão é tal que a medicação tende a permanecer mais concentrada dentro dos tecidos diretamente subcutâneos ao local de introdução e progressivamente menos concentrado nos tecidos mais profundos e nos tecidos periféricos ao local de tratamento[104] . . . .

Entretanto. podendo surgir dúvida sobre até que ponto a droga está sendo de fato.A intensidade da corrente e o seu tempo de aplicação constituem fatores óbvios e que impõem um limite nas possibilidades da terapia. Relatam ainda que após esse período a quantidade de solução restante é bastante reduzida e que pouco adianta aumentar o tempo de aplicação. pode haver risco de lesões[119]. 118] A penetração dos iontes e da própria corrente galvânica nos tecidos humanos é um fenômeno comprovado e. relatam que o emprego da iontoforese na clínica apresenta-se bastante limitado nos dias de hoje. Andrews e col. relatam que a dose da medicação liberada durante o tratamento é medida em miliamperes por minuto (mA/min): <Amperagem da corrente x duração do tratamento> Ex. Segundo os autores. 104. .Segundo Low & Reed (2000). . de seu tamanho molecular. .A quantidade eficaz do medicamento introduzido é difícil de ser determinada[104] alvo [104] . obter-se-á os mesmos efeitos utilizando-se 2 mA de intensidade por 20 minutos. como por exemplo: Para uma substância que se deve introduzir a uma intensidade de 4 mA.Soriano et al (2000). pois. e de seu comportamento eletroforético. . DESVANTAGENS[05. como a polaridade do produto e a duração da sessão. já que estes parâmetros dependem das características específicas do produto a der introduzido. introduzida nos tecidos[106] .: Se a dosagem recomendada da corrente para uma determinada substância medicamentosa é 50 mA/min.Andrews e col (2000) relatam que por razões de segurança. a intensidade máxima da corrente permitida é geralmente de 4 a 5 mA. a duplicação do tempo de tratamento (12 minutos) aumenta o índice de penetração em aproximadamente em 25%. = 50 mA/min). contém íons de ambas as polaridades. o que dificulta a introdução global do medicamento. Entretanto. (5 mA x 10 min. . a intensidade indicada deverá ultrapassar o limiar doloroso da pessoa em tratamento. a penetração do medicamento é maior durante os seis primeiros minutos.A possibiidade de uma concentração da medicação aquém da terapêutica alcançar o tecido- . (2000) e Starkey (2001). .Certas drogas produzem resultados não-confiáveis. excedidos estes parâmetros. ou em caso de risco deve-se diminuir a intensidade da corrente e aumentar proporcionalmente a duração da sessão.35 . fora de discussão.A impossibilidade de utilizar esse método para o tratamento de estruturas profundas .O estrato córneo é a principal barreira para a transferência de substâncias através da pele para dentro dos tecidos[104] . geralmente utilizados. . etc. em nenhum caso. existem alguns fatores que dificultam o processo de iontoforese: .Guirro & Guirro (2002).Apenas uma pequeno número de medicamentos tiveram comprovação experimental com a iontoforese. durante 10 minutos. Entretanto. pode-se modular no aparelho 5 mA por um tempo de 10 min. que devem exercer deslocamento contrário às moléculas de água. relatam que tanto a intensidade por cm2 do eletrodo. relacionando-as ao tempo de aplicação e à intensidade da corrente.Os fenômenos eletrosmóticos auxiliam na penetração dos cátions pelo arraste passivo e dificultam na dos ânions.Alguns dos medicamentos. Esse não-desenvolvimento talvez tenha se devido à escassez de experimentos que fundamentam cientificamente as dosagens ótimas de drogas específicas. são dados que o fabricante do produto ionizável deve informar. 106. portanto. .

Esta característica de segurança faz com que os aparelhos desliguem automaticamente quando a impedância do tecido torna-se excessivamente alta ou se for desconectada a área de contato[74]. ação antioxidante. Não use duas substâncias químicas debaixo do mesmo elétrodo. Com alergia para frutos do mar. .O medicamento pode ser introduzido em áreas específicas do corpo. 3.Quando houver cefaléia. Seguem sugestões para reduzir tais efeitos[82]: 1. podendo este estar em maior concentração na área lesada . 2. cicatrizes de tendência a quelóide. limpeza e hidratação profunda. mesmo que superficiais.“Perda de sensibilidade” . Evitar medicamentos em eletrodos de polaridade oposta Reação alérgica e de sensibilidade para transferências de íons são raras comparado a queimaduras. PRECAUÇÕES[74.Quando forem constatadas irritações cutâneas . acne. CONTRA INDICAÇÃO . Os benefícios terapêuticos da introdução de medicamentos por esta via são os seguintes: Ação localizada do medicamento. Aplicações separadas poderiam ser mais eficazes. celulite. para uma repulsão mútua. além de ser evitado o dano tecidual produzido pela introdução de uma agulha. magnésio e outros metais. evite iodo. INDICAÇÕES DA IONTOFORESE A iontoforese é indicada principalmente em afecções. estrias. .O medicamento não passa pelo fígado. 118] 36 A iontoforese é um procedimento de efeitos locais indiscutíveis. vertigens e colapso circulatório. revitaliazação de células cutâneas. o que reduz a decomposição metabólica da medicação. 118] 1. rugas. 2. isto pode impedir ou diminuir a penetração desejada. . 82. . Ação mais efetiva e prolongada do fármaco no sítio da lesão OBS. principalmente afecções cutâneas superficiais. Pacientes sensíveis a metais que podem reagir com cobre. atenuação de linhas de expressão. 107. contraturas. em vez de ser absorvida no trato gastrointestinal. manchas. zinco. nutrição. resultando em sua liberação local e não-sistêmica. Evite salicilatos em pacientes alérgicos a aspirina.A droga pode também ficar concentrada em uma área localizada. gordura localizada. aumento da síntese de colágeno. desincrustação. pele flácida.: Existem aparelhos próprios para a iontoforese construídos com com caracterísicas de segurança para reduzir o risco de queimaduras. tratamento preventivo da involução cutânea. prevenção ou atenuação das consequências do envelhecimento. ainda que tenham a mesma polaridade.VANTAGENS[104.A terapêutica utilizada na celulite visa promover a despolimerização da substância fundamental amorfa[11]. onde a atuação da eletricidade e do fármaco se fazem necessário. características essas que não são encontradas nos aparelhos comuns. umectação. reduzindo de maneira significativa os efeitos colaterais sistêmicos dos medicamentos adminstrados por via oral. ativa microcirculação.

Lehamann J. 118.1991 8.2% .Benzedamina CIH .Paciente com dificuldade de compreensão da técnica .Extrato de hera . .V.Extrato de hamamelis . J. Moreira e Márcia Mª B. A.Guyton.1998 17.Áreas cardíacas . Elaine C.Aminoácidos .Iodo a 4% .Óxido de zinco a 2% .Ácido pantotênico a 5% . celulite Flacidez cutânea Antinflamatório. 122] Medicação .1995 2.Ed Lovise .J. celulite Envelhecimento cutãneo e respiração celular Cicatrizante Celulite Desidratação e flacidez cutânea REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 1.Kitchen.Apontamentos do “Curso Intensivo de Eletroterapia – Métodos e Técnicas” – 1990 – Associação Fluminense de Reabilitação – Niteroi – Rio de Janeiro 11. Atheneu . ALGUMAS SUBSTÂNCIAS UTILIZADAS NA IONTOFORESE ESTÉTICA [87.Deve-se evitar aplicar os eletrodos sobre feridas ou pele irritada.São Paulo .ELETROTERAPIA . .CLAYTONS: ELETROTERAPIA E ACTINOTERAPIA -Ed.1996 3.H.Kottke.1996 12. Sarah .R.ELETROTERAPIA DE CLAYTON . . .37 . Clauton M.Hidrolisados de algas .ENRAF NONIUS DELFT .10ª Edição . . – 1989 7.FISIOTERAPIA ATUAL . Arthur C.Pancast Ed. Valéria A. R.Poliester sulfúrico de mucopolisacarídeo Polaridade Positivo Positivo Positivo Negativo Positivo Positivo Positivo Positivo Positivo Negativo Negativo Positivo Negativo Positivo Negativo Positivo Negativo Negativo Ação Queratinização da pele.Citrato de potássio a 2% .FUNDAMENTOS.1990 .ELECTROTERAPIA DE FRECUENCIA BAJA Y MEDIA .Solução hidroetanólica a 10% (própolis) .Endometacina C .) Queda de cabelo Adstringente e antisséptica (seborréia e hiperhidrose) Adstringente/antisséptica (couperrose e acne) Antiedematoso (celulite e estrias) Esclerótico e bactericida Antinflamatório Antiedematosa.1994 Ed Manole 5.Ed. e ação sobre os fibroblastos Hidrólise de gorduras celulíticas Hidratação para peles envelhecidas Anti-celulítico. den Adel.Infusão de sálvia . M. O.Ácido hialurônico hexosamina a 0.Guirro.Ed Guanabara . R.Girro.Pauline. Zauner . .Fosfatase alcalina . Araújo e Leitão.Catarina Mabel C.Ed.TRATADO DE MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO DE KRUSEN . despolimerizante Antisséptica e cicatrizante (acne e desincrust. Luykx .1ª Edição brasileira . Sheila e Bazin. linfoedema. Jims -Barcelona 1972 9.FISIOTERAPIA EM ESTÉTICA .Lucena.Leitão.Thiomucase (hialuronidase) .CLÍNICA DE REABILITAÇÃO .Pancast Ed.1990 27. F.Machado.Cloreto de sódio . Carlos .Hialuronidase . Scott. R. J.Gutmann. F. .2ª Ed..ELETROTERMOTERAPIA PRÁTICA . Manole .FISIOLOGIA HUMANA . Guimarães .. . RECURSOS E PATOLOGIAS Ed Manorle .

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tendo várias fórmulas vindo a ser apresentadas ao público. tensão contínua.vermelhidão . forma-se assim externamente uma papila vermelha que indica a existência de uma afecção não patológica. Mesmo sem chegar a esse extremo. adequada ao tipo de pele. que em linguagem estética (operacional) reproduz e/ou significa limpar. isto é. A pressão exercida na glândula sudorípara pelo excesso de sebo cutâneo pode levar ao seu rebentamento na derme dando origem a um processo inflamatório na zona de contato devido a ação irritante dos ácidos livres. de água produz-se hidrogênio[3]. constante e com polaridade determinada (pólo positivo e pólo negativo). Acidentes cutâneos (comedões . pois só assim se poderá proceder a um estudo profundo e conhecer suas características e necessidades. .etc) DEFINIÇÃO É um procedimento de ação eletroquímica que tem como objetivo retirar o excesso de sebo das peles exageradamente seborréicas[2]. Numa pele livre de qualquer cosmético pode-se concentrar a atenção nos seguintes fatores: Secreção sebácea. penetração das soluções empregadas nos desincrustadores. É importante salientar que a desincrustação tem como objetivo estético retirar de forma suave os incrustados na superfície epidérmica. uma hiperscereção seborreica contraria uma boa higiene e é desconfortável e inestética. Utiliza-se os efeitos polares da corrente galvânica para obter uma limpeza de substâncias gordurosas da pele em profundidade[1] A desincrustação executa-se com um aparelho calibrado e montado para gerar corrente contínua. Aspecto granuloso. e é importante observar que não existe. portanto possui como característica o princípio galvânico. Estas manifestações da pele e seus anexos tem despertado o interesse dos especialistas em cosmetologia e dermo-farmácia entre outros seguimentos.39 INTRODUÇÃO O procedimento de todo o tratamento estético deve começar por uma limpeza profunda. Grau de hidratação. Atua pelo processo de eletrólise: passa-se uma corrente elétrica através de uma solução condutora ou eletrólito decompondo-a.pontos negros . A atuação da corrente é superficial proporcionando destamponamento pilo-sebáceo.

a desincrustação é um procedimento de ação eletroquímica que tem como objetivo retirar o excesso de sebo das peles exageradamente seborréicas. e eliminação dos vestígios de maquiagem. Para as peles lipídicas. já que poderia se produzir um efeito "rebote" se as glândulas sebáceas gerassem a gordura que a pele precisa. ácido carbônico de pirolidon e seus sais). [2] A solução desincrustante. bem como. seja evitado o efeito "feed-back" (em se retirando toda a secreção. ora. contribuem para provocar uma hipersecreção seborreica de caráter reacional "efeito feed. A desincrustação busca o equilíbrio do pH. para compensar a que se extraiu por meio do desincruste. o . reage com o sebo saponificando- . resulta nas peles alípicas uma forma de elminação de detritos orgânicos e inorgânicos assimilados a nível epidérmico. Mais que simplesmente tirar o excesso de oleosidade da pele. A função da assepsia efetuada através da corrente galvânica + cosméticos específicos para o tipo de pele. sujeiras da atmosfera poluída[3]. a desincrustação é inadequada para o tratamento de peles alípicas. porque uma boa parte do manto hidrolipídico foi removido pela desincrustação. A pele normal tem um pH de 4. Segundo Winter (2001). Efeito que se tenta evitar. auxiliando na penetração (preparação para posterior processo de aplicação dos princípios ativos). A limpeza profunda serve para limpar o folículo pilo-sebáceo do excesso de secreção sebácea. além da reeducação do trabalho das glândulas sebáceas e sudoríparas. auxiliando na reeducação das glândulas sudoríparas evitando asfixia das peles alípicas[3]. Para tanto é sabido que o efeito feed-back ocorre se o trabalho de desincrustação for executado de tal forma que interfira na produção das secreções ou elimine toda a nova produção que seria maior para compensar a perda. que diz que a desincrustação está unicamente recomendado em zonas da pele seborreica.back". porém em excesso. na limpeza dos canais foliculares e manutenção da normalização do estado da epiderme recuperada[3]. reeducação do trabalho das glândulas sebáceas. porque sua capa ácida contém uma grande quantidade de ácidos orgânicos dissolvidos juntamente com seus respectivos sais (ácido láctico e lactato. relatam que não se deve abusar desta técnica . se a pele alípica já tem falta de oleosidade.40 AÇÃO Os estudos cosmetológicos confirmam que a utilização de produtos demasiado detergentes ou solubilizantes energéticos. o procedimento de ação eletroquímica. que produzem obstrução na passagem osmótica de cosméticos a serem aplicados. Esta suave esfoliação clareia a epiderme e proporciona uma receptividade melhor ao tratamento estético. convém acelerar-se o processo da normalização do pH. A pele normal tem uma grande capacidade de amortecer as variações bruscas de pH. A solução de carbonato de sódio apresenta um pH de 12. proporciona um efeito para impedir a penetração de germes ou agentes nocivos[3]. Existem fabricantes de cosméticos que oferecem uma loção desincrustante para pele seborréica e outra para pele alípica. o que quer dizer que ela é altamente alcalina. espera-se obter a eliminação das secreções das glândulas sebáceas sem sua retirada total. como o álcool de alta graduação. será produzida mais para a compensação).5.5 a 5. Segundo Silva (1999). levemente ácida. Soriano et al (2000). o efeito obtido usando-se corrente galvânica (que produz sódio por eletrólise e promove a retirada da gordura) é a reeducação do trabalho das glândulas sebáceas e sudoríparas. evitando o efeito feed-back. para que. Apesar disso. Portanto. Busca-se ultrapassar as barreiras da pele. como se pode retirar o pouquinho que lhe resta? Este conceito é corroborado por Miedes (1999). facilitando a extração de comedões e acne vulgar. por exemplo o carbonato de sódio.

Após a aplicação. Os ácidos graxos do sebo se combinam com um álcali diluído (solução desincrustante). relata a utilização de intensidade entre 0. Soriano et al (2000). exercendo uma pressão uniforme e firme. antes de executar-se a iontoforese[2].Peles seborréicas / oleosas . E que a intensidade deve estar relacionada diretamente com o tamanho do eletrodo. .Preparação para a introdução de substâncias ativas solvidas em meio aquoso por iontoforese. Posteriormente. devido o caráter elétrico debilmente positivo do sabão. a pele deve ser lavada após a desincrustação com água morna. dependendo da sensibilidade e o tipo de pele. respirar melhor. com duração de 3 a 4 minutos por sessão. se trabalha com uma intensidade que não deve ser superior a 1 a 1. Tamanho menor. diz que enquanto durar a sessão o eletrodo deverá manter-se em contínuo movimento Pelo fato dos íons de sódio terem polaridade positiva. e a duração da sessão deve ser de 3 a 4 minutos. Os movimentos devem ser retilíneos e ordenados de maneira a esquadrinhar toda a superfície a ser tratada[2]. mencionam que em virtude da pouca superfície do eletrodo ativo. fixando-os ao algodão que envolve este eletrodo. abrindo caminho para a penetração das substâncias desejadas. Nos casos de acne vulgar e comedões o enxofre e o salicitado de sódio são conhecidos cicatrizantes e eliminadores dos processos acneicos e comedônicos.Acne / comedões As peles acneicas ou de tendência acneica. com duração de 10 a 15 minutos aproximadamente. usa-se produto de superfície e no caso do instrumental. É portanto. A desincrustação. Soriano et al (2000). signifcando este termo a dificuldade que a secreção sebácea tem em ser excretada para o exterior. estão como um estado de asfixia. que permita à pele uma melhor troca com o exterior. INDICAÇÁO . Deve-se colocar algodão embebido em alguma substância desincrustante. razão pela qual a pele deve ser lavada após a desincrustação com água morna levemente acidificada.41 Para restabelecer-se rapidamente o pH normal. utilizar esterilizador/germicida e substâncias próprias para a assepsia. Entretanto. antecedendo a iontoforese. à qual foram adicionadas algumas gotas de vinagre ou limão[1]. Os cosméticos ionizáveis são regulados para agirem em ambiente de pH normal da pele. conveniente proceder a uma limpeza profunda. o algodão adquire cor cinzenta onde teve contato com a pele. ele é extraído com um eletrodo conectado ao polo negativo de uma corrente galvânica[1]. Miedes (1999). a saponificação do sebo. cuja grande oleosidade aumenta a resistência da pele contra a corrente elétrica.5 mA. são atraídos pelo polo negativo. pode-se fervê-lo.2 a 1 mA (formigamento leve). Utiliza-se um eletrodo em forma de jacaré. pois ali deu-se. envolvendo corretamente o eletrodo ativo. remove a oleosidade excessiva. ficando retido no canal do folículo piloso. sem que as partes metálicas possam entrar em contato com a pele Deve-se movimentar o eletrodo ativo lentamente sobre a região da pele a ser tratada. diverge intensamente quando menciona a utilização de intensidade em torno de 1 a 5 mA. A desincrustação como tratamento preparativo para uma iontoforese é utilizada principalmente em peles excessivamente seborréicas. sendo este colocado no polo negativo. menor intensidade. dando lugar à formação de sabão. O eletrodo passivo (polo positivo) em forma de placa de carbono ou de metal ou bastão pode ser colocado sob o ombro direito ou fixado no braço direito. TÉCNICA DE APLICAÇÃO No caso da pele. gancho ou rolo como eletrodo ativo. . Winter (2001).

antes de uma desincrustação pode-se realizar: a) Limpeza superficial para melhorar os efeitos da desincrustação b) Aplicação de vapor para que com o calor úmido se facilite a penetração do produto desincrustante. como solução desincrustante pode-se utilizar: . C.Alergia ao agente desincrustante . porém sem estar encharcado. Segundo Miedes (1999).1998 . Vida Estética . CONTRA-INDICAÇÕES . 41-43 2. a desincrustação deve tratar somente as áreas seborréicas.Madrid .Solução aquosa a 10 % de sal .ELECTROESTÉTICA PROFESSIONAL APLICADA . que geralmente apresentam seborréia na região do "T" (testa. 129-133 3..L. Se o algodão secar durante a aplicação.Ed. . D. W. S.Ed.Soriano.Solução aquosa a 5 % de carbonato de sódio Segundo Winter (2001) pode-se utilizar carbonato de sódio a 1 % (preferível) ou salicilato de sadio a 2%.TEORIA Y PRÁCTICA PARA LA UTILIZACIÓN DE CORRIENTES EN ESTÉTICA .2000 . sugere que deve haver um intervalo. relatam que deve haver um intervalo entre as sessões de 15 a 20 dias. entre uma sessão e outra. sem que seja necessário interromper a aplicação.1999 . Segundo Miedes (1999). nariz e queixo). de no mínimo um mês já que pode aparecer o denominado "efeito rebote" mediante o sebo que foi eliminado[1].L.Miedes.pp. Mariângela T. M.. pode-se umedecê-lo novamente por meio de um contagotas. Nas peles mistas. Pérez.Winter.Hipersensibilidade à corrente elétrica REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Miedes (1999).Espanha . 110-113 4.pp. .Solução aquosa a 10 % de bicarbonato de sódio .Ed. Videocinco .ELECTROESTÉTICA . 2001.Silva. . Vida Estética .. I.3ª Ed. Soriano et al (2000). R.ELETROCOSMÉTICA . J.42 O algodão embebido deve estar suficientemente umedecido com o desincrustante. Baqués.pp. C.ELETROLIFTING . C.Sorisa . M.

Esses ganhos de força eram maiores que aqueles obtidos apenas através de exercícios. ou seja. CICLO PROPRIEDADES MUSCULATURA HISTOLÓGICAS. 105]. que pode ser modulada por “rajadas” (bursts) e é utilizada com fins excitomotores[12. CONCEITO Segundo Robinson & Snyder-Mackler (2001) a corrente originalmente utilizada pelos pesquisadores soviéticos foi uma corrente alternada simétrica. 27. A corrente russa pode ser definida com uma corrente alternada de média freqüência. em torno de 100 mA[26].43 HISTÓRICO Nos fins dos anos 70. sinusoidal de 2500 Hz que era modulada por burst a cada 10 ms para fornecer 50 bursts por segundo. o interesse na eleteroterapia foi aumentado pelos registros de pesquisa na União Soviética que afirmaram que a ativação elétrica regular do músculo era mais efetiva que o exercício no fortalecimento do músculo esquelético em atletas de elite. Esta forma de estimulação foi promovida comercialmente como "Estimulação Russa"[74. compostos de mais de um tipo de fibra muscular. e também nos cosmonautas russos. Esta pesquisa resultou em melhorias no desenvolvimento e no design de uma classe de aparelhos para Estimulação Elétrica Neuromuscular[27. HISTOQUÍMICAS E FISIOLÓGICAS DA As fibras musculares foram classificadas de acordo com sua constituição. . depois de uma rápida proliferação de unidades de TENS para controle da dor. professor de medicina desportiva na Academia do Estado em Moscou. Segundo Adel & Luykx (1990) o pesquisador soviético utilizou bursts de 50 Hz por se encontrar mais ou menos no centro do espectro de frequências utilizado para a geração de contrações tetânicas (40 Hz a 80 Hz). e que os grupos musculares em sua maioria eram mistos. 74] Este tipo de corrente permite aplicação de alta amperagem. apresentou o desenvolvimento de uma técnica de eletroestimulação que poderia aumentar a força muscular em 30 a 40% em atletas de elite. Isto aconteceu por volta de 1977 durante um simpósio sobre eletroestimulação neuromuscular. 74] Outros benefícios registrados com a técnica de Kots foram o aumento da resistência muscular e a alteração da velocidade das contrações musculares[105]. onde o pesquisador russo Yakov Kots.

Número de fibras/unidade .Tamanho da unidade do corpo celular . de forma mais abrangente.Frequência tetânica .Frequência de uso . com exceção de poucos músculos. 86.Tensão tetânica . ao invés de ficarem interagrupadas.Conteúdo de glicogênio .Conteúdo lipídico .Resistência à fadiga . onde são estabelecidos subdivisões para fibras fásicas. e isso obviamente poderia determinar.Ordem de recrutamento .[26. Em movimentos rápidos as unidades motoras fásicas podem ser ativadas antes que as unidades motoras tônicas[64].Filogênese . CARACTERÍSTICAS Tônicas Tipo I S (Slow) 27. Guyton (1996) afirma que algumas pessoas podem possuir número bastante maior de fibras rápidas que de fibras lentas. 33. sendo as brancas de velocidade e as vermelhas de sustentação[62].Conteúdo de mioglobina . 85.Suprimento vascular . 74.Comportamento funcional .Produção de força 26 mm Tônica (prolongada) Rico Alta Alto Baixa Baixo Alto Muito alta Baixa Pequeno Alta Primeiro Pequeno Baixa (Aα2) Vermelha (escura) FOG ROG FTa 28 mm Tônica(prolongada) Rico Médio-alta Alto Alta Alto Alto Alta Intermediária Intermediário Intermediária Intermediária Intermediário Intermediária Vermelha FG RG FTb 46 mm Fásica(breve) Escasso Baixa Baixo Alta Alto Baixo Baixa Alta Grande Baixa Última Grande Alta(Aα1) Branca Alto Velha 10-30 Hz Estática Baixa Intermediário "Intermediária" "Intermediária" Dinâmica Relativ. baseado na miosina APTase.Veloc. Fibras pertencentes a qualquer unidade motora se alastram por um grande território. Atualmente se tem estabelecido uma classificação dos tipos de fibras musculares. 83. 104] TIPO DE FIBRA MUSCULAR Intermediárias Tipo IIa FF (fast fatigable) Fásicas Tipo IIb FR (Fast resistent) SO LO ST . alta Baixo Jovem 35-150 Hz Dinâmica Alta Scott (1998) afirma que os músculos humanos são heterogêneos.44 Em pesquisas realizadas sobre o comportamento clínico da nossa musculatura foram observados basicamente 2 tipos de fibras musculares: fásicas e tônicas. 84.Atividades de enzimas glicolíticas . visto estarem compostos por uma ampla variedade de fibras musculares distintas.Cor predominante . até certo ponto. e que esta composição das fibras musculares varia muito de uma pessoa para outra[63].Diâmetro da fibra muscular . Pesquisadores demonstraram que.Atividades de enzimas oxidativas .Tipo de contração . E foi comprovado também que as primeiras fibras a serem recrutadas para executar o movimento são as fibras vermelhas. O uso de técnicas sofisticadas . ou brancas e vermelhas. o corpo humano só contém músculos com composição de fibras musculares mistas. condução do impulso nervoso . e as fibras brancas só se ativam se for necessário força suplementar.Conteúdo mitocondrial . as capacidades atléticas dos diversos indivíduos.

cada músculo humano contém uma mistura dos três tipos de fibras musculares. Segundo Enoka (2000). existem diferenças sutis dentro de cada unidade motora considerada individualmente. não de forma total.45 para verificação da distribuição das fibras demonstrou que. Weineck (1991). ficam dispersas por todo o músculo em microfeixes de 3 a 15 fibras. A foto ao lado mostra a distinção entre os tipos de fibras musculares. IIb) [87]. IIa. E os dois mecanismos que determinam a proporção de tipos de fibras no músculo são a hereditariedade e o uso. mas. mostra nas fotografias abaixo as diferenças que podem existir de um indivíduo para o outro. o que leva à intercalação de microfeixes de diversas unidades motoras. com coloração de miosina ATPase. com relação à constituição física do músculo em maior número de fibras brancas ou vermelhas. faz alusão a relatos de autores que afirmam que as fibras musculares de uma unidade motora não ficam todas agrupadas no músculo. em uma seção transversa fina do músculo do membro anterior de um gato[86]. possuindo com isso maior velocidade e pouca resistência) A foto à direita mostra o músculo de um ciclista (possui muitas fibras vermelhas. em um corte transversal do músculo esquéletico humano mostrando os três tipos de fibras (tipo I. possuindo com isso menor velocidade. sob o ponto de vista genético. Esta interdigitação permite que unidades motoras distintas se contraiam. com coloração de miosina ATPase. fazendo com que não seja possível ativar somente fibras musculares de contração lenta sem ativar também algumas fibras de contração rápida. A foto à esquerda mostra um músculo de um corredor de provas rasas (poucas fibras vermelhas (representadas pela cor preta). Salgado (1992). apoiandose umas às outras. que pelo contrário. A foto ao lado mostra a distinção entre os tipos de fibras musculares. entretanto maior resistência) . como se fossem segmentos isolados. com efeito.

Poderíamos. essas fibras são resistentes à fadiga e bem apropriadas para o exercício aeróbico prolongado. que empresta às fibras de concentração lenta sua pigmentação vermelha característica. características essas que se relacionam todas com sua capacidade de gerar energia rapidamente para produzir contrações rápidas e vigorosas. aliás. Fibras brancas são representadas pela cor branca.: Fibras vermelhas são representadas pela cor preta. pensar que elas praticamente “não necessitariam ser trabalhadas”. um alto nível de atividade de miosina ATPase. Entretanto. Músculos requisitados para produzirem níveis de força rápidos e altos por breves intervalos contêm uma alta porcentagem de unidades fatigáveis fortes e de contração rápida[74]. Fibras intermediárias são representadas pela cor cinza Músculos que são requisitados para produzirem níveis moderados de tensão por longos períodos de tempo contêm uma alta porcentagem de fibras musculares resistentes à fadiga. combinada com os altos níveis de mioglobina. então. [33] As fibras musculares lentas são utilizadas para as atividades contínuas[12]. Resistente e dinâmica. A velocidade intrínseca de contração e de elaboração de tensão das fibras de contração rápida é duas a três vezes maior que aquela das fibras classificadas como contração lenta. COMPORTAMENTO CLÍNICO DA MUSCULATURA: a) Musculatura de contração lenta (Tônica) Se caracterizam por um baixo nível de atividade de miosina ATPase. pois bastaria ficar de pé para exercitá-la (musculatura estática ou postural)[83]. .[33]. as fibras de contração lenta contêm mitocôndrias relativamente volumosas e numerosas. o que permite. um nível rápido de liberação e captação do cálcio pelo retículo sarcoplasmático e de um alto nível de renovação (turnover) das pontes cruzadas. b) Musculatura de contração rápida (Fásica) As fibras musculares de contração rápida possuem uma alta capacidade para a transmissão eletroquímica dos potenciais de ação. Assim sendo. por uma menor velocidade de contração e por uma capacidade glicolítica menos desenvolvida que suas congêneres de contração rápida. e é essa concentração de mitocôndrias. Existe uma alta concentração de enzimas mitocondriais necessárias para sustentar o metabolismo aeróbico (oxidativo). suporta intensa atividade e têm grande capacidade de contração. a movimentação de todo o corpo.46 Obs. São fibras que dependem essencialmente do sistema glicolítico a curto prazo e bem desenvolvido para a transferência de energia.

Essas são as fibras rápidas-oxidativas-glicolíticas (RGO). o que nos mostra a importânci do motoneurônio ao controloar todos estes parâmetros[113]. pelo fato de sua velocidade de contração rápida estar combinada com uma capacidade moderadamente bem desenvolvida para a transferência de energia tanto aeróbica (com um alto nível da enzima aeróbica desidrogenase succínica ou SDH) quanto anaeróbica (com um alto nível da enzima anaeróbica fosfofrutocinase ou PFK). c) Musculatura intermediária Dentro da subdivisão da fibra de contração rápida (tipo II). assim como em outras contrações musculares vigorosas.2 % a 71. físicas. 86] Composição de Fibras Musculares[26. A movimentação do componente fásico é de alguma forma mais rude porque a unidade motora é maior.Gastrocnêmio . Grandes motoneurônios possuem corpos celulares maiores.[33] Segundo Scott (1998).5 % a 79. Em virtude disto alguns profissionais que cuidam da estética corporal afirmam que ela seria a responsável pela flacidez e diminuição do tônus. o que muitas vezes torna difícil apontar qual a fibra muscular verdadeiramente responsável pela flacidez. a imobilização e também o descondicionamento físico podem gerar a flacidez e a hipotonia. A fibra IIb possui o maior potencial anaeróbico e constitui a "verdadeira" fibra rápida-glicolítica (RG)[33.5 % de fibras tônicas . não só nas fibras brancas.37 % a 60.Glúteos .Vasto medial . são as primeiras a . já que elas precisam fornecer força explosiva de curta duração ou de alguma forma uma força adicional de duração mais longa.6 % a 80. que dependem quase que inteiramente do metabolismo anaeróbico para a produção de energia. sendo esta constituída pelo motoneurônio e pelas fibras musculares que inerva[104]. São utilizadas nos momentos em que há necessidade de breves momentos de força intensa. axônios de maior diâmetro e assim uma velocidade de condução mais alta em comparação com os pequenos neurônios. O tamanho do corpo celular do motoneurônio está relacionado ao número de fibras musculares por ele inervadas. a fibra IIa é considerada intermediária. Só é trabalhada com exercícios extenuantes e realizados numa freqüência rápida. As capacidades metabólicas e contráteis dessas fibras são igualmente importantes nos desportos com paradas e arranques e mudanças de ritmo tipo basquete ou hóquei de campo.8 % a 100 % de fibras tônicas . ultraestruturais e contráteis similares. ou seja. mas também nas fibras vermelhas.8 % de fibras tônicas OBSERVAÇÕES: Unidade motora é difinida como a unidade funcional básica do músculo esquelético. as fibras de contração rápida são ativadas na atividades explosivas e rápidas.9 % de fibras tônicas .9 % de fibras tônicas .69.9 % a 56. ela cansa-se com facilidade e não tolera contrações prolongadas. Mas na prática clínica o que se vê é que o desuso.41. que às vezes necessitam de energia rápida que somente as vias metabólicas anaeróbicas podem fornecer. As fibras musculares de uma unidade motora pertencem ao mesmo tipo.53.Tibial anterior . o que põe em evidência a função das mesmas.Ílio-Psoas . as fibras inervadas por uma unidade motora possuem propriedades bioquímicas.56.47 Em geral.46. na expressão dos tipos de fibra e nas suas características de contração. Isto se adequa melhor às fibras musculares fásicas.5 % de fibras tônicas .Sóleo . em virtude das fibras vermelhas estarem constantemente sendo requisitadas nas nossas atividades diárias mais costumeiras. 27] .

relata que a estimulação elétrica estimula os nervos motores de grande diâmetro do tipo II a se contraírem antes das fibras do tipo I. Portanto. As frequências de descarga de unidades motoras recrutadas em contração voluntária também não são todas as mesmas. durante contração muscular voluntária. Uma questão que os neurocientistas enfrentaram por anos foi: como o SNC sabe quais motoneurônios ativou com a finalidade de produzir um nível particular de contração? Agora existem evidências que indicam que motonerurônios são recrutados na maioria das contrações numa sequência ordenada. as fibras de contração rápida seriam recrutadas apenas raramente (pois são recrutadas com esforço suplementar). sugerindo assim que as fibras musculares de contração rápida são mais susceptíveis ao resfriamento. para evitar o estresse excessivo da articulação sesionada. Se mais força é requerida para devidamente executar uma atividade. Algumas unidades podem ser descarregadas a baixas frequências fixas enquanto outras podem descarregar irregularmente até mesmo em frequências menores. que exigem uma mistura de energia aeróbica e anaeróbica. assim sendo. os sinais do comando do SNC são aumentados e progressivamente os motoneurônios maiores (baixa resistência interna) são ativados. as unidades motoras são recrutadas de uma maneira dessincronizada. 26] O potencial de ação das unidades motoras tônicas está em torno de -70 mV[26]. Quando uma pessoa se exercita com níveis aeróbicos quase máximos. com maior velocidade. a insuficência. Isto é. o treinamento típico com exercícios normalmente envolve um peso mais baixo. Em uma contração voluntária. já no início da reabilitação. . hóquei de campo ou futebol. são mais afetados pelo resfriamento do que os mais lentos. unidades motoras não são todas ativadas no mesmo instante no tempo. Este fato pode ser visto comparativamente dentro do mesmo músculo[12. Starkey (2001). são ativados ambos os tipos de fibras musculares. pois exercícios rápidos. Portanto. Aquelas unidades motoras designadas para gerarem tensão por relativamente longos períodos sem fadiga substancial (tipo lenta e intermediária) são então usadas em sua maioria nas contrações volitivas. explicam que uma razão para a eletroestimulação ser mais eficaz aos pacientes do que apenas o exercício. Como as fibras do tipo II são capazes de produzir mais força. Segundo Robinson & Snyder-Mackler (2001). O comando do SNC para iniciar a contração muscular primeiro ativa os menores (maior resistência interna) motoneurônios alfa. ou nos desportos tipo basquete. receberiam poucos efeitos de treinamento em virtude deste exercício. o recrutamento das unidades motoras no músculo esquelético obedece a um padrão quando o influxo do SNC determina o início da contração em um músculo (como citado no parágrafo acima). contenção ou restrição da performance muscular e da atividade elétrica muscular aparenta ser dependente da velocidade. Enoka (1988) e outros autores. uma vez que o tamanho do motoneurônio alfa é relacionado com o tipo de fibras musculares inervadas pelo neurônio. como na corrida de meia distância ou na natação. (1990). o recrutamento de unidades motoras em contração geralmente seguirá de unidades motoras do tipo lenta para unidades do tipo intermediária e finalmente para unidades do tipo rápida com o aumento do nível de contração. com menor velocidade. Com a eletroestimulação a articulação pode ser estabilizada e as fibras de contração rápida pode ser recrutadas com cada contração. reside na diferença nos padrões de recrutamento e de acionamento (disparo) entre a eletroestimulação e as contrações musculares voluntárias. Unidades do tipo rápida. mencionam que este recrutamento. tem uma sequência conhecida como Princípio do Tamanho de Henneman. 105] Andrews e col. O potencial de ação das unidades motoras tônicas está em torno de -90 mV[26]. (2000). em contrações de alto nível de força[74.48 entrarem em atividade quando se exige uma reação inesperada e rápida do músculo. que são capazes de produzir altos níveis de tensão por períodos muito curtos. primeiramente descrito por Henneman. [33] Segundo Faulkner e col. são usadas apenas ocasionalmente. o vigor da contração aumenta.

como a frequência de estimulação é aumentada. a cada pulso de corrente não corresponde a uma despolarização da fibra. o músculo pode ser tensionado por mais tempo[26]. conservando sua sensibilidade à estimulação elétrica. e causam uma tensão máxima no músculo quando usadas com intensidade suficientes. a fibra se desporaliza na frequência de modulação (interrupção). de acordo com as velocidades ótimas de despolarização de cada tipo de neurônio motor (fibra fásica ou tônica). O retorno ao potencial de repouso da membrana torna-se cada vez mais demorado. Correntes alternadas com frequências entre 2000 e 4000 Hz são utilizadas por ser relativamente agradável.10. obrigatórias no mundo). a oposição ao fluxo de corrente (impedância) pelo tecido cai. 74]. permite o trabalho das diferentes fibras musculares. Portanto a interrupção da média frequência em diversas frequências baixas (modulação). Este tipo de corrente também permite valores de corrente (amperagem) mais altos. pois durante a estimulação alguns pulsos podem coincidir com o período refratário absoluto causando maior dificuldade na repolarização. terminando por não mais se estabelecer enquanto durar a estimulação. tornando a despolarização assíncrona. dificilmente ferem a pele. enquanto que as fibras musculares de contração mais rápida geram forças maiores e uma contração tetânica uniforme em frequências mais altas[12] A estimulação de um músculo ou fibras neuro-musculares com frequências maiores que a sua velocidade de despolarização/repolarização máxima. As frequências de estimulação necessárias para a geração de uma força resultante ou somação tetânica uniforme são diferentes. Esperava-se que tais aparelhos fossem capazes de produzir níveis mais altos contração muscular com menos desconforto . Para prevenir o que foi exposto acima pode haver necessidade de se interromper a frequência média. 61. [26. ocorre intensa fadiga da placa motora terminal com a estimulação elétrica. Teoricamente. pois em virtude da modulação na forma de rajadas há uma interrupção durante a qual a corrente é nula. e a vantagem aqui é que. não permitindo que essa placa motora converta os impulsos elétricos em despolarização da membrana da fibra muscular. Isso tem levado ao desenvolvimento de estimuladores que empregam bursts de estimulação com frequências portadores na variação de 2000 a 4000 Hz. Frequências menores contudo são utilizada. Mas quando se usa correntes alternadas moduladas (como a corrente russa) um padrão de despolarização pode ser imposto ao axônio promovendo alterações morfológicas e histoquímicas na musculatura. Pois segundo Hoogland (1988). modulada em bursts com baixa frequência[12. com a corrente russa. 74]: a) Pode haver a possibilidade da frequência média ter um valor acima da frequência de despolarização máxima das fibras nervosas motoras (algum ponto entre 1000 e 3000 Hz). Nestas configurações. e isso favorece a prevenção de fadiga na placa motora. ou seja. de acordo com os padrões IEC (Normas de segurança para equipamentos eletromédicos . faz com que essas fibras de despolarizem na sua frequência própria. O nervo então demonstra um fenômeno de acomodação que faz com que o período refratário se torne cada vez mais longo. b) Em virtude da frequência elevada. fibras musculares lentas (possuidoras de tempos de contração e relaxamento mais lentos) fazem somação em frequências de estimulação mais baixas. evitando que fibra nervosa seja bombardeada durante o período refratário. se trabalharmos com correntes alternadas não moduladas com uma frequência acima de 3000 Mhz a unidade motora se descarregará em sua própria frequência não permitindo que a estrutura muscular altere sua morfologia. não há nenhum efeito específico no músculo. em intervalos que devem coincidir com o término de cada despolarização. geralmente acima de 100 mA. em proporção à frequência imposta artificialmente (fibras fásicas ou tônicas). 61] Encontra-se na corrente russa as características de interrupção citadas acima.49 CARACTERÍSTICAS DA CORRENTE RUSSA É uma corrente alternada. com freqüência portadora entre 2500 Hz e 5000 Hz (média freqüência).IEC 60601-2. E isto se dá basicamente por dois aspectos[26. que não é permitido com frequências menores.

.Quando não há contração.Normalmente vai de 0 a 150 mA. Pois com a estimulação elétrica ocorre a modulação do nervo motor alfa e não despolarização do neurônio (como no movimento ativo) tendo assim características de despolarização artificial tornando possível ativar todas as unidades motoras simultaneamente. . É utilizado normalmente para a drenagem de líquidos. Normalmente vai de 0 a 150 Hz. e Rampas de subida e descida de corrente.Corresponde à quantidade de corrente dentro da rajada. .2500 Hz (e 4000 Hz) .Tempo de contração (tempo ON ).50 para o paciente que os estimuladores mais tradicionais disponíveis que produzem estimulação de 1 a 100 Hz. Normalmente vai de 0 a 30 Seg.Regime de emissão de corrente pelos canais: a) Modo sincronizado: A corrente e emitida em todos os canais ao mesmo tempo durante o tempo ON.: 20% = 20% de corrente (rajada) e 80% de intervalo (sem corrente) OBS: Quanto maior a porcentagem de corrente dentro do ciclo.50% (Ex.É corrente de média freqüência que vai gerar a corrente baixa frequência para a estimulação muscular.Porcentagem do ciclo . e cessa sua emissão durante o tempo OFF. é a corrente de baixa frequência que será utilizada para a estimulação muscular. fase da doença. . mais agressiva ou com maior intensidade o paciente vai sentir a corrente.é a frequência de ciclos por segundo. .Aumento da força muscular a curto prazo .30% . etc). OBS: A modulação da freqüência vai obedecer à característica da fibra (fásica ou tônica). enquanto os canais anteriormente operantes cessam a emissão. É utilizado normalmente para analgesia. b) Modo recíproco: A corrente é emitida num grupo de canais (normalmente a metade do numero de canais) enquanto os canais restantes ficam inoperantes. (quanto tempo vai ficar passando a corrente pro paciente).Freqüência portadora . para o controle do tempo total de estimulação. A seguir. os canais inoperantes iniciam a emissão de corrente. Pode ser de 20% . d) Modo continuo: A corrente é emitida em todos os canais ao mesmo tempo de forma ininterrupta.Constitui-se da rajada (burst) de pulsos de média frequência mais o intervalo entre as rajadas. Estudos de pesquisa publicados até hoje não comprovaram essa afirmação[74]. e a porcentagem do ciclo vai obedecer a situação do paciente (estado de saúde. . mas alguns aparelhos trazem um parâmetro fixo de 50 Hz (como proposto anteriormente por Kots). Normalmente vai de 0 a 30 Seg.Tempo de repouso (tempo OFF) . ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA CORRENTE RUSSA (podem variar de acordo com o tipo/fabricação do aparelho) .[26] .Intensidade .Ciclo .Freqüência de modulação . BENEFÍCIOS EXTRAS . podendo variar até 200 mA (de acordo com o fabricante) . ou seja.Em alguns aparelhos é possível encontrar um Timer. . não passa corrente.Se consegue ativar 30% a 40% a mais das unidades motoras com a corrente russa que nos exercícios comuns e os tratamentos convencionais.É a sustentação da estimulação. c) Modo seqüencial: A corrente é emitida através dos canais de forma seqüencial.

pois as flutuações das forças de cada impulso são. A resposta de uma unidade motora isolada a um único potencial de ação é chamada contração espasmódica. ligamento e fáscia (podem exacerbar) g) Evitar fadiga (por alterações bioquímicas (glicogênio) ou o risco de estímulo em somente um tipo de fibra muscular (fásica ou tônica) sobrecarregando-a) h) Evitar modificações não desejadas na composição da fibra muscular (nas freqüências inadequadas para a característica da fibra muscular pode haver modificação na fibra nervosa e consequentemente na fibra muscular) MODIFICAÇÃO NA COMPOSIÇÃO DA FIBRA MUSCULAR Plasticidade do Tecido Conjuntivo Muscular Estímulos elétricos sobre os motoneurônios mudaram as características de algumas fibras fásicas que passaram a agir como fibras tônicas. tendão. . 86]. c) Observar que o tipo de corrente dever ser o mais agradável possível d) Observar que o músculo que se vai trabalhar deve estar normal. e neste caso diz-se que as forças geradas por cada impulso estão em somatório ou se fundem. e o nervo motor intacto e) Deve-se tomar cuidado com a amplitude articular nas contrações isotônicas nos casos de bloqueio articular (pode haver lesão tendinosa) f) Certificar-se que não há lesão em músculos. Sob uma frequência de estimulação suficientemente elevada. ou contínua. não pode fascicular o músculo. Esta plasticidade está ligada à frequência de estimulação e é uma propriedade que é inerente das células musculares[26].33. 33] A partir daí existiu uma facilidade da “transformação” de fibras fásicas em tônicas através de mudanças em seus potenciais. e não pode haver sensação de fadiga). 27]. “Esta mudança nas características bioquímicas-fisiológicas das fibras musculares pode ocorrer também através da atividade muscular intensa (treinamento) e talvez da inatividade. e em seguida retorna ao seu estado de repouso. Em geral a transformação de fibras musculares fásicas em tônicas transcorre com maior facilidade do que o caminho inverso. Para quase todos os músculos esqueléticos se necessita uma frequência mínima de 7 Hz para provocar uma contração tetânica.Melhor qualidade da estabilidade articular durante a fase de imobilização PARÂMETROS DE UTILIZAÇÃO a) Determinar. sob um ponto de vista prático. interferindo sobre os motoneurônios podemos interferir sobre as fibras musculares. [26. tetânica. indiferenciáveis[12. o músculo não retornará ao seu estado de repouso. (1994) relatam que deve-se encorajar o paciente a utilizar a mais alta intensidade tolerável. que tipo de músculo será tratado (tônico ou fásico) b) Exigir o máximo em todas fases do tratamento (trabalhar com doses no limite do suportável e a duração da sessão deve ser de acordo com a condição do paciente (não pode produzir dor. ou seja. Se mais de um impulso fornecido dentro de um intervalo mais breve que o tempo do ciclo de contraçãorelaxamento da unidade motora.[27].51 . Snyder-Mackler e col. ou vice-versa. As contrações tetânicas mais agradáveis são obtidas com uma frequência entre 40 e 80 Hz. pois a estrutura da fibra muscular se adapta para função como o músculo é funcionalmente usado” [27. em alguns casos. é produzida uma contração fusionada. Frequências inferiores provocam contrações simples (espsmódica)[74]. O músculo responde com uma breve contração. pois existe uma relação linear entre a força ganha e a intensidade da contração estimulada.

OBS. Se esta função não se adequar à estrutura da fibra muscular. Conclui-se então que as melhores frequências de estimulação situam-se entre 20 Hz e 100 Hz.Freqüência alta . isto garante o avermelhamento das fibras em questão.boa estimulação para transformação de fibras tônicas em . a mudança para fibras brancas é mais óbvia que com fibras musculares inervadas.Fortalecimento do músculo sem que produza modificação na composição da fibra muscular.[61] Modificação na Composição Muscular . Em experimentos com fibras musculares denervadas.20 Hz a 30 Hz .Para trabalharmos um músculo com função postural ou para que este músculo tenha um trabalho mais estético (músculatura estática . 27] . fásicas [26. isto garante que as fibras musculares tornem-se brancas. porém . ou seja. na ordem de 20 Hz a 30 Hz. em linhas gerais podemos dizer que: . A transformação das fibras musculares também ocorrem com estimulação subliminar. Com isso chega-se à conclusão que a frequência de despolarização da fibra muscular é o fator determinante para as propriedades características da fibra muscular[26]. Mas nem sempre esta mudança é desejada. Isto se aplica particularmente para as fibras musculares brancas "fásicas"[26] Segundo Hoogland (1988). .Excitação subliminar prolongada para modificar a composição da fibra muscular. passemos a trabalhar estes músculos com funções mais dinâmicas. . Pode-se concluir à partir da literatura disponível que a plasticidade está ligada à freqüência de estimulação e que a plasticidade é uma propriedade que é inerente das células musculares. utilizando-se uma frequência portadora em torno de 4000 Hz. a partir de 100 Hz não existe mais essa correspondência. A modificação é reversível desde que.Fortalecimento do músculo com o objetivo de modificar a composição da fibra muscular. 33]. é necessário usar uma freqüência mais baixa. Na maioria dos casos. pois a estrutura da fibra muscular se adapta à função conforme o músculo é utilizado funcionalmente. na ordem de 50 Hz a 150 Hz.boa estimulação para transformação de fibras fásicas em tônicas[26.52 Tem-se constatado que a composição das fibras musculares se modifica ao ser exposta a um período prolongado de excitação produzida por correntes elétricas.Frequência baixa . A denervação do músculo também produz alterações nas propriedades características da fibra muscular. se reduz a velocidade de contração das células musculares. (1995) mencionam estimulação a 10 Hz. e frequências moduladas de aproximadamente 20 Hz para transformar em tônicas.Se desejarmos que este músculo tenha ou realize uma função mais dinâmica (fibras pálidas) é necessário que seja usado uma freqüência mais alta. torna-se mais vermelha e a capilarização aumenta.A conservação da mudança na estrutura da fibra muscular é principalmente determinada pelo uso funcional do músculo. 27]. principalmente quando necessita-se de função dinâmica do músculo.150 Hz . Nem mesmo parece ser necessário evocar um potencial de ação na célula muscular. utilizando-se frequência portadora entre 2000 e 3000Hz. e 100 Hz para transformar em fásicas. então esta fibra irá se adaptar rapidamente.fibras tônicas). Scott (1998) e Spring e col. a utilização da corrente russa na plasticidade muscular permite: . Isto mostra também uma dependência similar à freqüência[26] Segundo Hoogland (1988).: Há uma aumento de torque à medida que a frequência aumenta. . . Esta modificação pode depender principalmente da freqüência com que se despolariza o nervo motor por meio de corrente elétrica[26. Com esta modificação a fibra muscular adquire a função ou a característica de fibra tônica. sem fortalecimento do músculo.

também podemos.. e isto poderia ser mantida se se mantivesse a estimulação e a função do músculo. as fibras fásicas podiam adotar comportamento e características de fibras tônicas. levando a um aumento de vascularização.lentas). diminuindo de maneira significativa a fadiga muscular. Assim.53 Salgado (1999) faz menção a alguns autores relatando que com o avanço dos conhecimentos sobre a fisiologia da contração muscular induzida por eletroestimulação e com a modernidade dos aparelhos. a 10 Hz. necessitameos apenas aumentar a frequência de estimulação para valores compreendidos entre 35 e 70 Hz. Fonte: Scott (1998) . O esquema a seguir mostra que dependendo da freqüência adotada na estimulação. promove uma aumeanto da capacidade aeróbica oxidatva das fibras do tipo I (majoritárias nos músculos extensores). produzimos uma contração tetânica. Com uma frequência superior a 20 Hz. S o nosso objetivo for trabalhar as fibras rápidas. com uma frequência inferior a 20 Hz. A estimulação de baixa frequência. recrutar seletivamente as fibras musculares. o trabalho é mais direcionado para a endurance muscular (fibras do tipo I .

[27] . INDICAÇÕES 1) Estimulação e/ou fortalecimento em condições patológicas. é que elas só foram possíveis devido à influência dos fatores neurais[116]. o fortalecimento muscular acontece artificialmente. o músculo sóleo da perna contralateral (na qual não fizeram qualquer tipo de alteração) também. pé plano. tais como: a) aumentar a capacidade de “sprint” b) aumentar a capacidade de salto c) aumentar a capacidade de resistência 3) Modificação do tecido muscular (de acordo como frequência que se vai utilizar) OBS. hálux valgo. Inesperadamente. o fortalecimento de músculos com corrente elétrica deve ser combinado com treinamento da função específica do músculo. Assim. o que levou à troca das propriedades do sóleo. mas de maneira menos significativa. ruturas ligamentares) g) Em situações onde se deseja aumentar ou manter a força muscular h) Incontinência (fortalecimento dos músculos do esfincter externo) i) Recuperar a sensação da contração nos casos de perda de sinestesia j) Recuperar a sensação da tensão muscular (tônus) 2) Fortalecimento no esporte de alto nível. que passou a ter características de músculo rápido. etc) c) Onde deve-se aprender uma nova função muscular (transplante de músculo ou "nervo") d) Onde é necessário mostrar que a contração pode ocorrer normalmente ("fingimento") e) Estabilização de articulações (luxações) f) Pós operatório (meniscectomia. exibiu o mesmo tipo de mudanças. é uma ponto do qual não se duvida.: Utilizando a estimulação elétrica. A maior prova disso foi obtida quando fizeram a denervação do músculo sóleo (músculo lento) de coelhos e fizeram a reinervação cruzada com o músculo gastrocnêmio (músculo rápido).54 A existência de uma interação neural entre os membro. A explicação para estes ganhos de força e estas alterações. fraturas. A força obtida deste modo não é funcional e será perdida logo se a musculatura não for usada. tais como: a) Onde a contração muscular voluntária é inibida por alguma lesão b) Onde a ação muscular não ocorre sob controle voluntário sem prática (assoalho pélvico na incontinência urinária.

etc) .55 4) Estética (evitar flacidez em abdômen. posemagrecimento. tonifica e fortalece musculos no pos-parto. glúteos e membros inferiores.

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relata que os etimuladores com microcorrentes podem liberar correntes contínuas. e provável diminuição metástica. em pulsadas ou não (em uma ampla variedade de formas de onda). aumento da síntese de proteína. podendo apresentar correntes contínuas ou alternadas. Em 1983 demonstrou-se a biosíntese de colágeno dérmico e epidérmico em porquinhos de laboratório (yorkshire) com o uso das microcorrentes[12] . Em 1994 mostrou-se resultado efetivo na redução de massa tumoral em lesões cutâneas de melanoma humano. relata que esta forma de estimulação elétrica tende a ser aplicada em nível sub-sensorial ou sensorial muito baixo. que podem ser potencializados quando associados com a terapia de interleucina-2 e bleomincina[12]. aceleração do transporte através da membrana celular e outros efeitos a nível intracelular. onde demonstrou o aumento da concentração de ATP. como resultado. Em 1982 Cheng e col. Starkey (2001). e que isso é compatível com o campo electromagnético do corpo. alternadas.57 HISTÓRICO Em 1925 utilizou-se folhas douradas carregadas de eletricidade para prevenir cicatrizes de varíola. Já Starkey (2001). os pacientes não têm nenhuma percepção da sensação de formigamento tão comumente associada com procedimentos eletroterapêuticos (estimulação subliminar). Em 1993 pesquisadores mostraram efeitos das microcorrentes na terapêutica antitumoral. Craft (1998) afirma que a microcorrente trabalha com a menor quantidade de corrente elétrica mensurável. Em 1977 comprovou-se um auxílio na aceleração de consolidação óssea com uso de microcorrentes[12]. que revertem periodicamente a polaridade[74] . Segundo Robinson e Snyder-Mackler (2001) o modo normal de aplicação dos aparelhos de microcorrentes ocorre em níveis que não se consegue ativar as fibras nervosas sensoriais subcutâneas e. DEFINIÇÃO Trata-se de um tipo de eletroestimulação que utiliza correntes com parâmetros de intensidade na faixa dos microamperes e são de baixa frequência. Também chamada de MENS (Micro Electro Neuro Stimulation). CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Robinson e Snyder-Mackler (2001) afirmam que não foi desenvolvido nenhum padrão industrial para o qual os tipos de correntes são produzidas por aparelhos frabricados nessa classe. Atualmente no mercado podemos encontrar alguns tipos de microcorrentes que podem ter como forma de onda os exemplos abaixo: a) Formas de ondas individuais com características de pulso monofásicos retangulares.[36] iniciaram um trabalho que elucidaria o mecanismo de ação das microcorrentes. com uma corrente que opera a menos que 1000 microamperes.

5 s b) Algumas formas de microcorentes trazem um formato de pulso com uma rampa de amplitude automática para a série de pulsos distribuídos[74. com intervalos entre eles.58 2. . 80] c) Outras formas de microcorentes trazem um formato de pulso retangular distribuídos de forma monofásica d) E algumas formas trazem uma corrente contínua em forma de trens de pulso.5 s 2.

Wing (1989) menciona que a duração de pulso da microcorrente é sempre igual ao intervalo entre os pulsos.59 e) Alguns aparelhos trazem corrente alternadas com pulsos bifásicos simétricos retangulares ou bifásicos assimétricos Os controles de intensidade normalmente permitem um ajuste de amplitude em torno de 10 a 1000 microamperes. 80] . Em comparação com o TENS.5 segundo. e mais isolada eletricamente. como por exemplo o TENS. 105].000 do TENS[73. geralmente evitando a lesão pela circulação sangüínea ao redor dela. Como as membranas ficam menos permeáveis ao fluxo de íons (especificamente potássio e outros íons positivos). Isto é. Inicialmente o local atingido teria uma resistência maior do que os tecidos próximos da lesão. 35. a terapia das microcorrentes além de diminuir ou eliminar a dor acelera o processo curativo As microcorrentes têm características subsensoriais não causando desconforto ao paciente[37] Levando em conta as diversas considerações clínicas. Um pulso de microcorrente típico é de aproximadamente 0. com trens de pulso com ondas que trocam de polaridades de dois a quatro segundos para permitir que ambas as polaridades possam ser aproveitadas e permitir que as células selecionem a polaridade desejada[80] Obs. Portanto a bioleletricidade evita áreas de alta resistência e vai em direção ao caminho mais fácil. independente da frequência.5 Hz a 900 Hz (ou em até 1000 Hz[74]) A duração de pulso de microcorrente é maior que outros tipos de eletroestimulação. O plano de atuação das microcorrentes é profundo. uma carga positiva forma-se na área lesionada e joga para cima a diferença de voltagem potencial. 73. e como resultado.: 1 miliamper = 1000 microamperes EFEITOS FISIOLÓGICOS a) Restabelecimento da bioeletricidade tecidual Pesquisas mostraram que um trauma afetaria o potencial elétrico das células do tecido lesado. gera a inflamação e a cura é assim diminuída. que é cerca de 2500 vezes maior que um pulso típico de TENS.. porque quando uma lesão acontece.[12. o fluxo intrínseco de bioeletricidade é forçado a levar o caminho de menor resistência. uma efetividade máxima em aparelhos de microcorrente deveria provavelmente incluir estimulação monofásica com catodo e anodo. podendo atingir um nível muscular. isto resulta em diminuição da condutância elétrica na área da ferida. e apresenta-se com imediata atuação no plano cutâneo e subcutâneo. E estes aparelhos liberam no corpo uma corrente elétrica com amperagem de cerca de 1/1. servindo como uma bateria bioelétrica que espera ser ligada. Os controles de frequência geralmente permitem ajustá-la de 0. O decréscimo do fluxo elétrico na área lesionada diminui a capacitância celular.

Esse mecanismo se dá pela ionização do hidrogênio. é formado durante o metabolismo da glicose. A seguir os íons hidrogênio e hidroxila se combinam para formar moléculas de água. esses sítios são constituídos pelo complexo ATPase. Durante o transporte desses elétrons ocorre a liberação de energia que é utilizada na síntese de ATP. esse mecanismo de formação de moléculas de ATP é chamado mecanismo quimiosmótico. 35. Portanto a terapia das microcorrentes elétricas pode ser vista como um catalizador útil na iniciação e perpetuação das numerosas reações elétricas e químicas que ocorrem no processo de cura. Então podemos dizer que o processo de síntese de ATP esta intimamente ligado a um processo elétrico fisiológico. Com a energia liberada pela oxidação subsequente dos átomos de hidrogênio que são liberados durante a glicólise. Wing (1989) menciona que mensurações realizadas em cotos de amputação da ponta do dedo de uma criança encontraram microcorrentes com intensidade em torno de 10 a 30 µA. Então íons e células carregadas (neutrófilos. A correta aplicação das microcorrentes em um local lesionado pode aumentar o fluxo de corrente endógena. através do dano tecidual ou através de atividade normal do músculo. isso forma um gradiente de prótons. 73] Alguns autores afirmam que após uma lesão no corpo e rompimento de sua atividade elétrica normal. por exemplo) podem migrar através das veias e através de poros vazados das vênulas pós capilares para o local da lesão. No 15° dia a voltagem já é normal. 80] b) Síntese de ATP (Adenosina Tri Fosfato) 90% do ATP total utilizado nos trabalhos celulares. Posteriormente utilizam os elétrons para combinar o oxigênio dissolvido dos líquidos. Esse processo gera uma elevada concentração de ions positivos na membrana externa da mitocôndria e de ions negativos na membrana interna[2. pode ser gerado. formando ions hidroxila. ativando assim a corrente bioelétrica. fornecendo à membrana externa íons positivos. 78. o vaso capilar fica menos permeável ao fluxo de células carregadas e íons necessários para a cura[79. porém quando uma fratura ocorre a voltagem é diminuída para zero. Os elétrons que são removidos dos átomos de hidrogênio entram então na cadeia de transporte de elétrons. A voltagem normal conferida foi de 10 µA. Os equipamentos de microcorrente especificamente são projetados para imitar e ampliar os sinais bioelétricos minuciosos do corpo humano. Becker (1985) afirma que o corpo humano é polarizado positivamente ao longo do eixo espinhal central e negativamente perifericamente. estes só podem retornar ao interior da mitotocôndria e desfazer o gradiente através de sítios específicos localizados na membrana interna. pela formação de cadeia de transporte de elétrons e pela formação de água. Durante a primeira etapa ocorre a ionização dos átomos de hidrogênio que foram removidos dos substratos alimentares. Devido a lesão relatar mudanças na polaridade do potencial elétrico (que altera as propriedades de isolação elétrica da membrana capilar). Enzimas presentes nas mitocôndrias clivam cada átomo de hidrogênio em um íon H+ e um elétron. A energia do transporte de elétrons é primariamente para bombear prótons para o exterior da mitocôndria. a terapia por microcorrente pode produzir sinais elétricos semelhantes aos que acontecem no corpo humano quando este estiver recuperando tecidos lesionados. e antes do décimo dia a voltagem conferida é quase normal. 80]. Isso ocorre porque a membrana interna é impermeável aos prótons. 36. Esse gradiente forma uma força próton motriz que leva a síntese de ATP. [12. Cinco dias depois a voltagem está apontando ligeiramente para o normal. e íons negativos para a . O acúmulo de cargas pode constringir arteríolas. 77. e é esse complexo que une o ADP com ATP. Porém as vênulas (no final de capilares) não constringem num campo elétrico. Esse processo é acelerado pela ação da microcorrente que aumenta a formação desse gradiente de prótons. 33]. Estes equipamentos trabalham ao nível celular criando um veículo de corrente elétrica para compensar a diminuição da corrente bioelétrica disponível para o tecido lesionado. formando a carga positiva no exterior da membrana mitocondrial. devido a elétrons em excesso. A resistência deste tecido lesionado é então reduzida permitindo a bioeletricidade entrar para a área para restabelecer a homeostase.60 Pesquisadores relatam que. um acúmulo de cargas. Isto permite à área traumatizada a recuperar sua capacitância. Isto aumenta a habilidade do corpo para transportar nutrientes e resíduos metabólicos das celas na área afetada [35.

[36. 72. 78] Criação de um gradiente de prótons através da microcorrente Como a microcorrente reabastece o ATP. e estes dois fatores contribuiram para um aumento da síntese de proteína.[35. os ATP serão formados. Quando a migração de prótons alcança a membrana mitocondrial H+-ATPase. o pH do sistema (meio e tecido) permanece sem interferência. e nutrientes para o tecido. devem mover do anodo para catodo. Desde que a razão de formação de prótons na interface anódica é igual à razão de consumo de prótons na interface catódica. pode igualmente ser estimulada eletricamente pela corrente induzida de prótons. ativando um processo de feedback. Quando isto ocorrer. Isto é primordial para o desenvolvimento da saúde dos tecidos. potássio. Assim. mostraram que o uso de microcorrentes a 500 A aumentou a produção de ATP. A impedância elétrica causa uma redução no suprimento sanguíneo. para dentro e para fora das células. os prótons. magnésio e cálcio. A adenosina trifosfato (ATP) é um fator essencial no processo de cura. Em consequência disto. como sódio. aumentando assim a diferença elétrica entre as duas membranas aumentando assim a força próton motriz. resultando em impedância elétrica. 73. 80] Estudos realizados por Cheng e col. resultando em hipóxia local. A oxidação dos substratos. Grande quantidade de ATP. enquanto que no lado anódico. 73. 73] Esta formação de ATP motivada pela estimulação elétrica com microcorrente ocorre basicamente desta forma: Durante a eletroestimulação. a principal fonte de energia celular. (1982). que aumentou o transporte de aminoácidos. sobre a influência do campo elétrico e a diferença de concentração. 36. Tecidos lesionados tem resistência elétrica mais alta e também são pobres em ATP. Como mencionado anteriormente. isquemia.61 membrana interna. prótons (H+) são formados. Os impulsos elétricos do corpo precisam de uma corrente necessária para superar a barreira de impedância inerente ao tecido traumatizado. são requeridas para controlar funções primárias como o movimento dos minerais vitais. entre a interface anódica e catódica. oxigênio. Isto também sustenta o movimento dos resíduos para fora da célula. que é acompanhada pela migração dos prótons através das membranas. conduzindo a espasmos teciduais. um gradiente de prótons e um gradiente potencial atravessa o tecido e o meio é criado. O ATP também abastece os tecidos de . os nutrientes podem novamente fluir para dentro das células lesionadas e os resíduos dos produtos metabólicos podem fluir para fora das células. e metabólitos nocivos que levam à dor. é sinal que a produção de ATP está reduzida. os elétrons reagem com as moléculas de água pelo lado catódico para produzir íons hidróxilos (-OH). Isto também. quando um músculo ou tecido experimenta um trauma. A circulação diminuída causa uma acúmulo de resíduos metabólicos. a passagem da corrente biolétrica é obstruída. resulta em um obstáculo da própria habilidade do corpo para começar o processo curativo até o tecido se recuperar substancialmente do trauma.[36. força essa que leva à formação de ATP.

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energia necessária para produzir novas proteínas e aumentar o transporte de íons através das membranas. Cheng e col. (1982), utilizaram aparelho de microcorrentes com corrente contínua para o aumento da produção de ATP. A microcorrente atuando diretamente no organismo de síntese de ATP, leva a um aumento do ATP celular local em até 500%.[35, 36] c) Transporte ativo de aminoácidos Segundo Guyton[2], as moléculas de praticamente todos os aminoácidos são demasiadamente grandes para sofrer difusão através dos poros das membranas celulares. Então o único meio de transporte significativo dessa substância para o interior da célula é através do transporte ativo. Este mecanismo de transporte ativo depende diretamente da energia liberada pelas moléculas de ATP, e o aumento de ATP disponível para a célula aumenta o transporte de aminoácidos e consequentemente aumenta a síntese de proteínas como foi verificado por Cheng (1982) (intensidade variando entre 100 e 500 microamperes).[36] d) Síntese de proteínas Foi constatado que correntes constantes de 100µA a 500µA aumentam o transporte ativo de aminoácidos e consequentemente a síntese de proteínas em 30% a 40%. Quando a corrente foi aumentada estes efeitos bioestimulatórios foram invertidos, e correntes que excederam 1000 µA (1 mA) reduziram o aminoacido isobutirico cerca de 20 % a 73 %, e a síntese de proteína diminuiu mais de 50%. O mais importante é que a microcorrente aumentou a geração de ATP em cerca de 500%. Porém, aumentando-se a corrente entre 1 mA a 5 mA diminuiu-se a produção de ATP, e a 5 mA, a produção de ATP coloca-se abaixo dos níveis de controle.[36, 73, 78, 80] Cheng e col. (1982), através de pesquisas em vitro, relatam que as intensidades acima de 1000µA inibem a respiração celular. O produção de ATP aumentada também provê a energia que tecidos exigem formar novas proteínas, para aumentar a síntese de proteína, e aumentar o transporte de íons. Juntos, estes processos são elementos iniciais para o desenvolvimento de tecidos saudáveis[35]. e) Aumenta o transporte de membranas Em virtude do aumento da produção de ATP ocorre a intensificação do transporte ativo através da membrana[36] f) Ação no sistema linfático Uma pequena quantidade das proteínas plasmáticas vaza continuamente, através dos poros capilares para o líquido intersticial. Se não forem devolvidas ao sangue circulante, a pressão coloidosmótica do plasma cairá a volumes demasiadamente baixos, o que faria com que perdesse grande parte de seu volume sanguíneo para os espaços intersticiais. Uma importante função do sistema linfático é a de devolver as proteínas plasmáticas do líquido intersticial de volta à circulação do sangue. Ocasionalmente, ocorrem anormalidades no mecanismo das trocas líquidas nos capilares que resultam em edema, que significa passagem excessiva de líquido para fora do plasma e para o líquido intersticial, com a consequente tumefação dos tecidos. E entre as várias causas está o bloqueio do sistema linfático, que impede o retorno da proteína, que fica no interstício, para o plasma, o que permite que a concentração das proteínas plasmáticas caia a volume muito baixo, enquanto que a

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concentração de proteína no líquido intersticial aumenta muito; duas causas que, isoladas ou em conjunto, produzem a transudação excessiva de líquido para os tecidos[2, 13, 99]. A microcorrente aumenta a mobilização de proteína para o sistema linfático. Quando são aplicadas microcorrentes em tecidos traumatizados, proteínas carregadas são postas em movimento, e a migração para o interior dos tubos linfáticos torna-se acelerada. A pressão osmótica dos canais linfáticos é então aumentada, acelerando a absorção de fluido do espaço intersticial[73]. OBS.: Embora possa parecer que uma microcorrente com corrente contínua produziria melhor os efeitos descritos acima, muitos protocolos de terapia com microcorrentes utilizam corrente alternada (interrompida em pulsos ou não) [111].

EFEITOS TERAPÊUTICOS 1) Analgesia Como resposta à utilização das microcorrentes e em consequência do restabelecimento da bioeletricidade tecidual, o SNC transmite uma mensagem de diminuição do quadro álgico, diminuição esta que é gradativa e cumulativa.[37] 2) Aceleração do processo de reparação tecidual Pesquisas mostraram que o intracrescimento dos fibroblastos e o alinhamento das fibras de colágeno foram incrementados com a estimulação de microcorrentes (corrente contínua - 20 e 100 microamperes). E a resposta máxima dos fibroblastos foi observada nas proximidades do catodo.[12] Pesquisas também mostraram que a corrente direta (polo negativo) retarda o crescimento das bactérias, onde com a associação dos mecanismos de defesa normais aumentou a destruição dos microrganismos infecciosos.[12] Andrews e col (2000), relatam que o efeito bactericida das microcorrentes, com corrente contínua, ocorre no polo negativo, e no polo positivo ocorre uma exarcebação da reepitelização induzida.[89] A excitação elétrica de uma ferida aumenta a concentração de receptores de fator de crescimento que aumenta a formação de colágeno[35, 74]. Microcorrentes parecem aumentar a multiplicação de células em tecido conjuntivo, e aumenta a velocidade de formação de colágeno novo em feridas de tendão[74, 76]. O colágeno, a proteína mais comum no reino animal, pode se comportar como um semicondutor. Um semicondutor é um material que oferece baixa resistência para pequenas correntes, enquanto permite a pronta transmissão delas. Inversamente, um semicondutor opõe transmissão a grandes correntes com resistência muito alta. Semicondutores normalmente são cristais, e o colágeno em muitas estruturas tem propriedades cristalinas. Colágeno debaixo de tensão gerará potenciais elétricos pequenos do mesmo modo que ocorre no osso ( efeito piezoelétrico ). Como um meio semicondutor, o colágeno poderia ser a rede que leva correntes pequenas por toda parte do corpo[76]. A reversão de polaridade na aplicação de microcorrente parece reiniciar os processos de reparo de ferida. Coagulação sanguínea e trombose ocorrem em baixo do ânodo mas não em baixo do cátodo. Quando a polaridade é invertida, o cátodo é capaz de fazer com que a formação do coágulo em baixo do ânodo fique mais solúvel. [73] Um médico da equipe olímpica do Canadá utilizou microcorrentes, com eletrodos implantados, com intensidade em torno de 10-20 µA em rupturas de tendões e ligamentos. A corrente acelerou a recuperação dos atletas feridos, encurtando o período normal de recuperação de 18 para apenas 6 meses[80].

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3) Reparação de fraturas / aumento da osteogênese Eletrodos de aço com 5 a 20 microamperes produziram melhor crescimento ósseo[75] 4) Antiinflamatório[74, 76] 5) Bactericida Num processo de cicatrização o polo negativo de uma corrente direta deve ser colocado sobre a ferida por sua ação bactericida. Quando a ferida deixar de ser infectada inverte-se a polaridade do eletrodo sobre a mesma, para que o polo positivo possa fazer a promoção do reparo.[12] Feridas contaminadas com Pseudomonas e/ou Proteus apareceram estéreis após vários dias de eletroestimulação[74]. Embora a maioria dos estudos mencionam que usa-se polo negativo para inibir crescimento bacteriano e polo positivo para promover a cura, estudos recentes mencionam o uso de correntes que alternam entre o positivo e o negativo (correntes unipolares). Pesquisadores, após estudo em animais, apoiam esta técnica, sugerindo que ela é melhor para a cura de feridas[74]. 6) Autores afirmam que espasmo muscular pós trauma, deficiência de fluxo sanguíneo resultando em hipóxia local, acumulação de metabólitos nocivos, e dor, conduzem à redução da síntese de ATP. A utilização de microcorrentes ao restabelecer a síntese de ATP, pode devolver a cura nestes casos.[36, 73, 78] 7) Edema / inchação[73, 74, 76] Com a ação da microcorrente no sistema linfático, aumentando a absorção do líquido intersticial, podem ocorrer respostas positivas na resolução de edemas. 8) Relaxamento muscular[74, 76] 9) Melhora de fadiga muscular pós exercícios utilizando a microcorrente em cima dos músculos durante vinte minutos após os exercícios[74]. OBS.: Não há nenhuma dúvida de que a cura de certos tipos de danos está significativamente acelerada por aplicação apropriada de microcorrente, e muito disto está associado com o aumento da produção de ATP (energia) e síntese de proteínas dentro das células[76]. TÉCNICA DE APLICAÇÃO - Um grande erro é utilizar os aparelhos de microcorrentes do mesmo modo que se utiliza os aparelhos de TENS. Por exemplo, o TENS pode ser aplicado sobre o outro lado da coluna num tratamento de uma dor nas costas. Isto não funciona com a tecnologia das microcorrentes, que deve ser aplicada preferencialmente sobre o local da dor[35]. - Segundo Kirsch e Lerner (1987) freqüências de 80 ou 100 Hz às vezes produzem resultados mais rápidos ao tratar problemas articulares inflamatórios (por exemplo, artrites, bursites, tendinites, etc.), mas estas freqüências não contribuem para resultados a longo prazo, assim o tratamento deve sempre ser completado usando uma baixa freqüência. Deve-se fixar o nível de intensidade à posição confortável mais alta, que normalmente é cerca de 500 - 600 microamperes para eletrodos tipo sondas, embora às vezes menos para os elétrodo de prata. Eletrodos de borracha de silicone (com carbono) têm uma resistência de cerca de 200 ohms, enquanto elétrodos de prata têm uma resistência de cerca de 20 ohms. Os elétrodos de prata trabalham mais efetivamente com microcorrentes. - Os efeitos das microcorrentes são cumulativos, normalmente devem ser tomadas muitas doses para que sejam alcançados os resultados finais de cura, embora resultados iniciais possam ser vistos durante ou após as primeiras sessões[35].

como se pretendesse "beliscar" a pele (estimulação sanguínea e fibroblástica.Manobras com pressão suave e ligeiramente mais rápidas (que a anterior).65 .Movimentos de vai-e-vem.Estimulante muscular – movimentos de encurtamento muscular (região facial inferior). o uso dos eletrodos tipo sonda podem promover os seguintes efeitos: . lentas e com pouca pressão (estimulação sanguínea) . .Drenagem línfatica – movimentando os eletrodos no trajeto das correntes linfáticas . os movimentos com os eletrodos tipo sonda poderiam ser classificados desta forma: . em relação ao local da lesão.: Os eletrodos tipo sonda podem ser posicionados na área ao redor dos tecidos-alvo de uma maneira em "X". Obs. com as sondas sendo giradas ao redor dos tecidos-alvo. Por exemplo. máscaras. cotonetes. etc. (2000). etc) b) Utilizando eletrodos tipo sonda (bastonetes. no quadrante inferior direito. as sondas seriam colocadas nos quadrantes superior direito e inferior esquerdo. etc) Segundo Miedes (1999). auto-adesivo. melhora a síntese de fibras de colágeno e elastina) Para Soriano et al. seguindo o sentido da drenagem linfática (antiedematoso e drenagem linfática) . incluindo as colocações medial-lateral e ânteroposterior[105]. o primeiro pulso de tratamento pode ter uma sonda posicionada no quadrante superior esquerdo e a sonda oposta. pregadores auriculares. No próximo pulso. em direções e distâncias variáveis.Manobras suaves. O tratamento deve progredir dessa maneira.Estimulação da epiderme e circulação sanguínea – movimentos de vai-e-vem realizando “besliscões” na pele promovendo hiperemia .: Alguns aparelhos oferecem outras opções de eletrodos como luvas. e movimentos de estiramento muscular (região frontal e periorbicular Obs.As microcorrentes pode ser utilizadas basicamente de 2 formas: a) Utilizando eletrodos convencionais (borracha de silicone. afastando sem pressão e aproximando com uma pressão média.

Cicatrizes . As microcorrentes também podem ser utilizadas em outras indicações. As aplicações que mais se destacam são: a) Acne (antinflamatório. e é a forma natural de curar mais rápida do mundo.66 INDICAÇÕES . relaxamento muscular.Tendinites.Recuperação de queimaduras OBS.Fraturas Segundo Wing (1989). bactericida. e antiedematoso) Estrias (rearranjo das fibras colágenas) e) "Cansaço" muscular facial (eliminação de metabólitos celulares. restabelecimento da bioeletricidade tecidual) f) g) h) etc Craft (1998) afirma que a terapia de microcorrentes rejuvenesce tecidos sem deixar cicatrizes.Úlceras de decúbito . enquanto a estimulação com microamperes no polo positivo (anodo) aparece com mais efetividade na cura de lesões de pele.Sindromes dolorosas . etc Celulite (antiedematoso) Pós peeling (cicatrizante. a melhor evidência de pesquisa a favor da estimulação com microcorrentes apoia a utilização do polo negativo (catodo) como sendo o mais efetivo para o reparo e regeneração de ossos e nervos. .: Segundo Starkey (2001). potencializa a circulação linfática diminuindo edema) c) d) Pós operatório de cirurgia plástica (cicatrizante. tais como: . antinflamatório. podemos tomar como precaução as seguintes situações: .Síndromes linfáticas . cicatrizante.Na estética a utilização da microcorrente deve-se basear nos seus efeitos fisiológicos e terapêuticos.Rupturas miotendinosas .O uso de microcorrentes em pacientes desidratados pode causar náuseas. tontura e/ou dores de cabeça .Recuperação de queimaduras . e antiedematoso) b) Involução cutânea (aumento do número de fibroblastos e realinhamento das fibras colágenas.O paciente pode se queixar de "choques" elétricos quando a microcorrente é aplicada em um tecido cicatricial. até esta data. restabelecimento da bioeletricidade tecidual) Iontoforese . Isso representa o total de corrente necessária para superar a resistência elétrica da cicatriz. tenossinovites .Outros tipos de pós operatório imediato . antinflamatório.

Hawaii: Dr. Guanabara Koogan . . Manole . .1985 .Physician Sports Med. AND JOY . Isso representa o total de corrente necessária para superar a resistência elétrica da cicatriz.ELETROMEDICINA: O OUTRO LADO DA FISIOLOGIA .Craft.William D.MICROCURRENT THERAPY . 80.FISIOLOGIA HUMANA . Frank I. T.Porto Alegre . A. 74 75. L.THE EFFECT OF ELETRIC CURRENT ON ATP GENERATION. McArdle. J.) .Kirsch. Guanabara – Rio de Janeiro . J. 73]. tontura e/ou dores de cabeça .Journal of Advancement in Medicine .Jornal FisioBrasil .São Paulo – 1998 . ..Chiropractic Economics . 50-53 77. W.1ª Edição brasileira . .1981.MODERN LOW VOLTAGE MICROCURRENT STIMULATION: A comprehensive overview.O uso de microcorrentes em pacientes desidratados pode causar náuseas. N.Wing. 79 .Eletroterapia e teste eletrofisiológico . . PROTEIN SYNTHESIS. D.THE BASIS FOR MICROCURRENT ELECTRICAL THERAPY IN CONVENTIONAL MEDICAL PRACTICE .RJ 72. R. .O paciente pode se queixar de "choques" elétricos quando a microcorrente é aplicada em um tecido cicatricial. Atheneu – 2ª Ed. – ANATOMIA DO CORPO HUMANO – São Paulo – Ed. e Lerner. 312-336 13. Artmed . C. .1998. D L.Volume 8. teoricamente. LOVE.FISIOLOGIA DO ESFORÇO .Gardner. F. Katch.1992 35-. Katch .Alergia ou irritação à corrente elétrica .67 CONTRA-INDICAÇÕES . Inc. . Number 2 .1985.MASSAGE YOUR HORSE WITH HEALTH.: Segundo Starkey (2001). S.Arthur C. & Chipman. D.1987 36. W. .1998 .Eixo de marca-passo [35. 73.1989 .THE BODY ELECTRIC . Guyton. MEMBRANE TRANSPORT IN RAT SKIN .Marzoco.Nº 8 .Ed. .Brighton. K.THE USE OF ELECTRICITY IN LIGAMENT AND TENDON REPAIR.Becker.10ª Edição .Alcaíde.Ed Guanabara .Watson. .1996 12.Physical Therapy Today/Spring-1990.Morgareidge.Kirsch.TERAPIA POR MICROCORRENTES ELÉTRICAS .BIOQUÍMICA BÁSICA – Ed. e Bazin. OBS.Ed.1995 74.Energia. . . A.2ª Ed.Stanish. . Alexandre R. Nutrição e Desempenho Humano . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 2. 63:847-51 76. 78.THE TREATMENT OF NON-UNIONS WITH ELECTRICITY . J. L.Rio de Janeiro .ELETROFISIOLOGIA CLÍNICA . . . . 74.3ª Ed.].Sobre útero grávido Deve-se ter precaução porque a excitação elétrica pode afetar.2001 .1982 37.1990 73.Cheng N. & Mercola. podemos tomar como precaução as seguintes situações: . – 7:381-384 – 1980 33. .Ed. . T. .J Bone Joint Surg (Am) .NY: William Morrow and Co.Guia Oficial da Academia Americana de controle da dor . W.pp.Robinson. & Snyder-Mackler. R. A. R. M.pp.ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA PARA A CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS (em ELETROTERAPIA DE CLAYTON Kitchen.T.Eixo cardíaco . Joy Craft.37: 265-271.Março . S. . . D. os sistemas de controle endócrinos (ainda não há comprovação) [35. MD . e Osburn. e Victor L.13: 108-116.

resultando num edema discreto. com a finalidade de produzir um levantamento dos estratos mais superficiais e prevenir desta forma o envelhecimento cutâneo[1]. DEFINIÇÃO É uma técnica em que se utilizam microcorrentes variáveis de baixa frequência. haverá uma dilatação dos pequenos vasos da derme correspondente à região lesada. Logo em seguida. relatam que ocorre um carreamento de partículas hidratadas para a região pericatódica (polo negativo). pois a albumina somente seria ativada com penetração intra-vascular. que pela sutileza de sua corrente. Esta técnica consiste no deslocamento da proteína da própria pele. Silva (1998). Em resposta à lesão. por causa da necrose ínfima. As células abaixo do sulco da ruga são células atróficas. é incorreto. A lesão das células do estrato espinhoso obriga o organismo a uma reação reparadora. utiliza microcorrentes. ocorre uma necrose por liquefação que se limita a algumas células epidérmicas. salienta que o termo albumina utilizado até pouco tempo.68 INTRODUÇÃO "LIFTING" é uma palavra inglesa que significa "levantamento". A ponta da agulha provocará a necrose de algumas destas células. atenuar. fazendo uma compactação e reagregação das fibras para a dissimulação parcial ou total das linhas de expressão e suas variações. com impulsos de muita baixa duração e intensidade. Em dermoestética se utiliza para designar um tratamento que tem como finalidade produzir um levantamento da pele e estruturas adjacentes com o fim de prevenir rugas. Atua a nível celular restaurando a camada colágena e estimulando a produção de elastina. As células recém-formadas preencherão o espaço das células lesadas cujos restos serão eliminados por fagocitose e o líquido excedente absorvido pela circulação linfática[2]. Também chamada de "Micrólise" ou "Galvanopuntura". ativa colágeno e elastina (proteínas albuminoides). eliminar alterações das linhas de expressão que se formam na face devido a contração dos músculos. mais traumatismo na pele. O Eletrolifting desenvolveu-se em 1952. utilizando justamente a mesma arma que a pele. O eletrolifting. e caso isso fosse executado ocorreria sangramento. para preenchimento dos sulcos que formam as rugas. Guirro & Guirro (2002). a taxa mitótica do estrato basal regional aumentará. flacidez e envelhecimento cutâneo. de tamanhos menores e de qualidade inferior à dos seus vizinhos. Esta necrose é provocada pelas substâncias alcalinas que se formam no polo negativo pela ação do componente galvânico da microcorrente sobre os líquidos da substância fundamental. AÇÃO O objetivo mais amplo do uso do eletrolifting é suavizar. na verdade. EFEITOS Segundo Winter (2001). . proporcionou resultados que se imaginavam serem satisfatórios[3]. através da corrente.

APARELHO Trata-se de um aparelho (próprio para eletrolifting) com a intensidade reduzida ao nível de microamperes.Escarificação . a técnica consiste numa eletrólise epitelial através de agulhas acopladas ao catodo de uma microcorrente galvânica.Deve-se encaixar a agulha no porta-agulha do aparelho. diferencia-se pela agulha ser posicionada a noventa graus. tensores.69 Seus efeitos podem variar de caso a caso. . .Deve-se limpar a pele e passar um algodão embebido em álcool antes da introdução das agulhas . eudérmicas e alipicas. ocasionando uma lesão do tecido . b) 86 microamperes para peles mais resistentes. . A agulha pode ser do tipo descartável ou esterelizável. Ela deve ser pontiaguda para penetrar facilmente na pele (ao contrário da agulha para depilação definitiva. lipídicas e seborreicas. na maioria em forma de bastões deslizantes. a intensidade da corrente deve ser diminuida uma vez que é de conhecimento geral que a umidade do estrato córneo da pele varia intensamente em relação à idade e que este estrato apresenta alta resistência à passagem de corrente. Na aplicação por meio de eletrodos tanscutâneos. reafirmantes ou revitalizantes (iontoforéticos).Segundo Guirro & Guirro (2002).O procedimento técnico consiste da estimulação das rugas e linhas de expressão de forma individual até que seja obtida uma hiperemia em todo o trajeto da ruga[118]. porém rígida. que é conectado ao polo negativo. Segundo Silva (1998). a intensidade na técnica onde não há introdução da agulha ("deslizamento"} é de 300 microamperes. Ou podese acoplá-lo a um eletrodo de borracha de silicone e fixá-lo no ombro ou braço direito. Trabalha-se com uma agulha fina.Silva (1997) orienta regular a amperagem na faixa de aproximadamente 180 até 200 microamperes.O polo positivo (passivo) encontra-se ligado a um bastão a ser segurado pela cliente.método de deslizamento da agulha no canal da ruga. que deve ser flexível e com ponta arredondada). . 3]. A durabilidade do tratamento está condicionada à execução completa mais manutenção[2. 3] ou transcutâneos[1]. com duração entre 3 semanas até 6 meses (devendo ser retocado). No caso de se optar pelo procedimento invasivo. os procedimentos técnicos para a execução do eletrolifting em rugas podem ser divididos em três grupos: Deslizamento da agulha dentro do canal da ruga Penetração da agulha em pontos adjacentes e no interior da ruga . Segundo Guirro & Guirro (2002). Quando utiliza as agulhas como eletrodos. Utiliza-se algodão ou gaze embebidos em cosméticos cujos produtos ativos têm efeitos hidratantes. a dosagem a ser utilizada pode ser: a) 74 microamperes para peles sensíveis. A técnica pode ser realizado com eletrodos em formas de agulhas[2. TÉCNICA DE APLICAÇÃO .

deve-se colocar a agulha com firmeza e precisão[3]. produzindo suave deslocamento . levantá-la. porque o estrato basal não deve ser lesado. abaixe a pele e retire da mesma forma. com precisão e rapidez. Por outro lado. Winter (2001). Esta regra persiste quanto maior for a idade cronológica. o tempo de cada punturação será de 3 segundos[3]. Procedimento de introdução da agulha: . Após o levantamento. porque a lesão das células já totalmente corneificadas não terá o efeito desejado.Aguardar 3 ou 5 segundos. não haverá sangramento. e a sensação tende a ser muito desagradável. até que a pele comece a esbranquiçar. ou seja.70 As três técnicas produzem resultados animadores. as duas técnicas que desencadeiam um processo inflamatório (invasiva e de escarificação). orienta aguardar 3 ou 5 segundos. Por não atingir a derme. A agulha também não deve ser introduzida muito superficialmente.Abaixar a agulha deixando a pele em sua posição natural . até que a pele comece a esbranquiçar . atenuando sobremaneira as rugas e linhas de expressão.Introduzir a agulha na pele da cliente . Portanto. a agulha também não deve atingir a derme. O tempo para cada punturação deverá ser de 4 segundos.Com a agulha inserida na pele.Tirar a agulha A punturação deverá ser feita de maneira rápida e precisa. pois nos biotipos com boa hidratação. Entretanto. aguarde o tempo necessário para o tipo de ruga. A agulha deve ser introduzida entre as camadas da epiderme (estrato espinhoso). . proporcionam resultados mais rápidos.

a lesão por agulhas nas regiões acometidas promovem uma sensação não muito agradável. dependendo da capacidade reacional da cliente) 4) Se o procedimento for de deslizamento. relata que a estimulação química dos capilares da pele determina uma hiperemia ativa e o consequente aumento da circulação local.1. E a agulha deve atravessar a ruga por baixo. Cada penetração da agulha deverá ser feita com espaço de 05. mais a agulha colocada. proporcionarão uma penetração máxima de 2 mm: a) Na região nasogeniana e na região frontal . Embora as rugas também corespondam histologicamente a uma atrofia de pele.0 mm c) Na região ao redor dos lábios . questionando a sensibilidade da cliente. b) Na região orbicular da pálbebra e região perioral . Ao final da punturação de uma linha. 3) Caso o procedimento seja invasivo. Caso não esteja é necessário retoque. a função e a regeneração do tecido subepidérmico. cm a 1. 5]. de forma que os canais feitos pela agulha formem um "X" que atravessa a pele por baixo da ruga.71 Após ter trabalhado a ruga em toda sua extensão num só lado. antes que todo processo seja reabsorvido (em média duas vezes por semana. prosseguir da mesma maneira pelo seu outro lado. 2) Deve-se testar a corrente cada vaez que for mudar a região de estimulação.1. Não deve sangrar[3. 5]. pode-se efetuar o tratamento quantas vezes a cliente desejar (duas ou mais vezes por semana) . Devido a este fato.0 cm.2. não repetir o tratamento. deve-se avaliar se todo o espaço entre as punturações e a linha como um todo está suavemente hiperêmico. com intervalo de três ou quatro dias. 45° Poro Pele O comprimento da agulha é de no máximo 4 mm. OBS. Deve-se inserir a agulha num ângulo de 45 graus em relação à superfície da pele.0 mm. e é confeccionada de material inoxidável[3. Guirro & Guirro (1996). desta forma são intensificadas os processos metabólicos. a nutrição. O design da caneta.: Segundo Guirro & e Guirro (2002): 1) A intensidade da corrente é dada pela sensibilidade do paciente. sem a penetração[6]. alguns terapeutas proferem a técnica de delizamento. Mas se houver interrupção na linha hiperêmica. sendo diferente em regiões distintas. entre as punturações na pele. porém sem que sua ponta saia do outro lado da ruga.0 mm. retoque onde a cor é natural.

assim como a diabetes. há necessidade de se questionar a paciente quanto à sua predisposição para o aparecimento de quelóides. interferindo assim nas reações fisiológicas desencadeadas pela corrente contínua[4]. aplicar compressas geladas de chá de camomila ou de água boricada sobre a região tratada[2]. pois neste último caso a cliente apresentará uma disfunção das fibras colágenas dificultando a regeneração[4]. ou causar qualquer tipo de sensação desagradável[3]. elas devem ser cuidadosamente esterilizadas. com o objetivo de acelerar o processo.Atenuação de rugas de expressão entre as sobrancelhas e na testa por rigidez muscular (adicionar exercícios de relaxamento) . em resposta à estimulação elétrica.Tonificação cutânea .1: A agulha deve entrar nos folículos pilosos (poros) por serem aberturas naturais do tecido que proporcionam o deslizar da agulha.Envelhecimento cutâneo .72 5) Indivíduos com a pele seca poderão relatar ausência de sensibildade à corrente nas primeiras aplicações. é o aumento gradual da sensibilidade à corrente com intensidades menores. * A esterilização pode ser feita. ao final. devido a radiação LASER apresentar uma ação antinflamatória. de três maneiras: a) b) c) Imersão em solução esterilizante Por autoclave Por esterilizador a ar seco INDICAÇÃO . A abertura-invaginação natural apresenta a vantagem de não traumatizar a pele. 6) Um parâmetro para se observar a melhora do tecido.Atenuação de rugas de elastose (ao redor dos lábios) . já que a resistência de sua pele à passagem de corrente está aumentada. entre outras formas. Pode-se. OBS.CUIDADOS COM AS AGULHAS * Se as agulhas não são do tipo descartável. os resultados são praticamente nulos.2: Quando se utiliza laserterapia após a aplicação do eletrolifting . Por ser tratar de uma técnica invasiva. OBS. .Acentuação do sulco naso-labial por flacidez da musculatura (deve-se adicionar eletroestimulação facial) .

que fica muito próxima do normal. que não ocorrem imediatamente após a aplicação. uma neovascularização e o retrono da sensibilidade dolorosa após algumas sessões de estimulação elétrica. Estudos preliminares mostraram que ocorre um acentuado aumento no número de fibroblastos jovens. e em último caso pode ser considerado como um processo regenerativo das estrias[6]. células derivadas do mesênquima.73 . responsáveis pela vasodilatação e aumento da permeabilidade dos vasos. e são motivadas por substâncias locais liberadas pela lesão. A relutância na aceitação de tratamentos eficazes de estrias está baseada principalmente no fato de que a fibra elástica não se regenera. os efeitos da inflamação aguda e da corrente contínua se somam. relatam que com a estimulação elétrica as fibras colágenas sofrem algum tipo de reorientação. Entretanto. o resultado do tratamento pode variar em diferentes indivíduos. Este fato está centrado na capacidade reacional de cada indivíduo[6].Estrias A pele estriada apresenta modificações nas fibras colágenas. a sensibilidade dolorosa. e neste caso especificamente. Na estria esta célula está quiescente. possuem uma capacidade de replicação baixa que pode ser modificada em resposta a estímulos controlados. Os fibroblastos retêm a capacidade de se dividirem. e como consequência uma grande melhora no aspecto da pele. sendo que o estímulo elétrico de baixa intensidade mostrou-se eficiente para aumentar a sua replicação bem como das fibras e substâncias produzidas pela mesma. o tecido conjuntivo também é capaz de se regenerar. No tocante à neovascularização. Poucos minutos após a lesão aparecem a hiperemia e o edema. sendo a forma globular predominante na estria[6]. Toda a zona é preenchida por um exsudato . assim como o tecido epitelial. inclusive a sensitiva que se encontrava grandemente diminuída. pois à medida que vai havendo a regeneração tende a chegar a níveis próximos do normal A elastose focal linear em alguns pacientes pode representar a hiperplasia de fibras elásticas em resposta a alguma lesão ou alteração tecidual. A forma do fibroblasto também varia nas diferentes lesões. Guirro & Guirro (1996) relatam que os fibroblastos. promovendo um edema brando com uma hiperemia bastante pronunciada. Guirro & Guirro (2002). Ela pode ocorrer isolada ou associada a estrias atróficas. como em qualquer outro tratamento de diversas afecções. na substância fundamental amorfa e nos fibroblastos. A regeneração propicia o retorno de todas as funções inerentes à pele. E que o processo de regeneração da estria está baseado na compilação dos efeitos intrínsecos da corrente contínua e dos processos envolvidos na inflamação aguda.

ocorrendo na média de 2 a 7 dias[6]. a resposta à agressão. que são totalmente reabsorvidos (pequenas bolsas de sangue que se tornam violáceas. restituindo a sua arquitetura original. . em pesquisa envolvendo mulheres entre 15 e 60 anos com estrias verificaram: . na sindrome de Cushing. endógenos ou exógenos como. a terapia não deve ser efetuada. surgem na profundidade da lesão os fibroblastos. e se produz paralelamente uma proliferação rápida de caplilares por gemação das vênulas existentes. porém com o passar das sessões observa-se um sangramento ou rompimento de pequenos vasos. e estimuladas pela formação de fibrina originada pela hemorragia da microlesão. uma vez que as mais jovens. Segundo Guirro & Guirro (2002). entre 3 e 4 dias. Conforme o progresso da reação inflamatória e epitelização.Que a cor da pele é de extrema significatividade. Este processo inflamatório será absorvido em um período de tempo variável. de cor branca. pode finalizar com a recuperação da estria. O processo de epitelização inicia-se simultaneamente. proteínas plasmáticas e fáscais de fibrina. Os fibroblastos cumprem então suas funções sintetizadoras 9a estimulação fibroblástica tem importante papel no processo regenerativo da atrofia tecidual na estria)[6]. sob pena de resultados pobres e risco para a cliente[6]. o resultado foi melhor Que pacientes com dificuldades de cicatrização não obtiveram o resultado esperado . obrigando as células epidérmicas a penetrar pelo interior das fendas formadas pela agulha. As estimulações subsequentes só poderão ser realizadas quando o processo inflamatório cessar por completo. no caso específico da perfuração da pele pela agulha. mostrando que na pequena amostragem de pacientes com pele negra a regeneração foi mais rápida e evidente do que naqueles de pele clara Quando a resposta inflamatória foi mais duradoura.74 inflamatório composto de leucócitos. responderam melhor que as mais antigas. que conforme avançam até as áreas lesionadas vão destruindo a rede de fibrina. No caso de a cliente apresntar níveis elevados de glicocorticoides. amareladas e em seguida a tonalidade da pele volta ao normal). eritrócitos . de cor vermelha.Que a coloração das estrias interferiu nos resultados. No início praticamente não sangra. Que a persistência da resposta inflamatória após o tratamento com a microcorrente pode variar entre o primeiro e o quarto dia pós-estimulação[6]. evitando assim o risco de desenvolver uma inflamação crônica desencadeada pela persistência do estímulo inflamatório agudo. por exemplo. Silva et al (1999).

& Guirro.Ed.FISIOTERAPIA DERMATO FUNCIONAL .FISIOTERAPIA DERMATO FUNCIONAL . a penetração da agulha deve ser efetuada sobre a estria. Segundo Guirro & Guirro (2002).Ed Manorle . 2001. R. M. Curitiba . Schwartz..2ª Ed. promovento aumento da circulação).Winter.Hipersensibilidade dolorosa REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 1. por ser tratar de um período de grandes alterações hormonais que acreditam alguns autores. Elaine C. deve-se higienizar a pele e/ou esfoliá-la.Ed.Sobre feridas recentes . R. ser a causa do aparecimento das estrias[4]. . Segundo Guirro & Guirro (2002).Guirro.pp. R.3ª Ed. R.2002 7.1998 . RECURSOS E PATOLOGIAS . Se as estrias ocorrem durante a gravidez. R.pp. B. . já que o processo inflamtório pode estar ativo.Girro. o tratamento só poderá ser iniciado quando os níveis hormonais regredirem aos níveis anteriores à gravidez[4]. . CONTRA-INDICAÇÃO . 5-8 6. Robe . O número médio de sessões gira em torno de 10. Vida Estética . . . O. Pode-se utilizar produtos com a finalidade requerida. produtos que aumentam a circulação. ou simplesmente álcool a 70%[6]. as aplicações devem ocorrer com intervalo maior.ELETROLIFTING .2002 .1999 . & Guirro.Alergia ou irritação à corrente elétrica ou ao cosmético . W. Tratamentos infalíveis a todas as pessoas não existem[6]. Videocinco . Antes da puntura do tecido. mesmo que externamente não produza sintomas[6]. 31 4 . Apud Girro.3ª Ed. E. E.Ed Manorle .. Mariângela T.Silva. I.Ed.Trabalho de conclusão do Curso de Fisioterapia da Universidade Tuiuti do Paraná. 63-66 2.Ed Manole .FUNDAMENTOS. Revisada e ampliada . Não se deve invadir perpendicularmente a pele estriada.pp.FUNDAMENTOS. T. J. C. com incisão paralela subacutãnea.pp.Madrid .L.Miedes. J.L.Silva. J.3ª Ed.ANÁLISE DO TRATAMENTO DE REGENERAÇÃO DE ESTRIAS COM O USO DO GERADOR DE CORRENTE CONTÍNUA FILTRADA CONSTANTE STRIAT® EM MULHERES ENTRE 15 E 16 ANOS. Em clientes que relatam o resurgimento do processo inflamatório sem que tenha havido estimulação prévia.1996 5. ..1999. com a finalidade de diminuir a resistência à corrente e evitar infecções. M.75 Não se deve tomar sol com o processo inflamatório ativo (pelo perigo de manchar a pele). J.Silva. Marizilda. Revisada e ampliada .ELECTROESTÉTICA . só quando o processo já estiver debelado[6]. S.Ed. uso de correntes polarizadas previamente (polo negativo em cima das estrias que vão ser estimuladas). . Takemura. RECURSOS E PATOLOGIAS . O.1997 . O.Girro. procedimentos que produzam aumento de circulação no local de aplicação parecem interferir positivamente na qualidade da resposta inflamatória: uso de alta frequência (equipamento que produz ozônio e um faiscamento na pele.FISIOTERAPIA EM ESTÉTICA . .ELETROTERAPIA EM ESTÉTICA CORPORAL . RECURSOS E PATOLOGIAS . E. C. .ELETROCOSMÉTICA . 129-133 3. O tratamento não deve ser iniciado na puberdade. podendo este número ser ultrapassado sem contra-indicações. . R.FUNDAMENTOS. Vida Estética . R.

realizada apenas por equipe médica (Soriano et al. uma serie de modificações fisiológicas que são responsáveis pelo fenômeno da eletrolipólise (Soriano et al. a eletrolipoforese se aplicava por meio de eletrodos em forma de finíssimas agulhas diretamente implantadas no panículo adiposo. para tratamento da adiposidade. como em seu mecanismo biofísico de atuação. que separa dois meios de composição iônica diferente: o meio intracelular é eletronegativo e o meio extracelular é . De acordo com os relatos de alguns autores... 2000). correntes polarizadas ou mistas. 2000). Desta forma é estimulado o metabolismo celular local. não atinge tecidos orgânicos. 2000). é realizado o tratamento da celulite e da obesidade mediante correntes que são aplicadas com agulhas. CONCEITO A eletrolipoforese é uma técnica destinada ao tratamento das adiposidades e acúmulo de ácidos graxos localizados. 1997). Segundo Guirro & Guirro (2002). Hoje em dia. 2) Efeito eletrolítico Em condições normais a membrana celular é semipermeável. em medicina estética. realiza um trabalho que produz calor ao atravessar o mesmo. Antigamente na eletroterapia clássica existiam somente tratamentos para a obesidade a base de corrente galvânica aplicada com grandes eletrodos superficiais sobre a área. porém suficiente para contribuir para instalação de uma vasodilatação com aumento de fluxo sangüíneo local. provoca a nível local. celulite fibrótica ou nodular (Silva. ao circular por um condutor. a grande novidade dos métodos atuais consiste tanto na forma de aplicar a corrente. a corrente elétrica. Em seu início. Caracteriza-se pela aplicação de microcorrente especifica de baixa freqüência (ao redor de 25 Hz) que atua diretamente a nível dos adipócitos e dos lipídios acumulados produzindo sua destruição e favorecendo sua posterior eliminação (Soriano et al. e.. O aumento de temperatura que é produzida na eletrolipoforese.. produzindo sua destruição e eliminação. 2000). facilitando a queima de calorias e melhorando o trofismo celular (Soriano et al. a indústria de equipamentos da área de estética criou a eletrolipoforese com placas transcutâneas na tentativa de ampliar o mercado de venda.76 INTRODUÇÃO No início da década de 80. PROPRIEDADES A eletrolipoforese terapêutica atua a nível do tecido adiposo. e acupuntura. os principais efeitos fisiológicos proporcionados pela eletrolipólise são: 1) Efeito Joule Em virtude do efeito Joule. O campo elétrico que se origina entre os eletrodos. 1995). visto que se trata de uma corrente com uma intensidade muito pequena. um grupo de médicos começou a utilizar. introduzidas nas áreas de tratamento (Zaragoza & Rodrigo. na França.

. expulsos da célula a menos que estejam em um local com excesso de glicose. e a epinefrina. e aumento da hidrólise dos triglicerídeos. decompondo-os (lipólise) segundo a demanda do organismo. 2000). Corroborando. em sua forma inativa. produzse uma estimulação da sistema simpático. Este fato indica ativação da lipólise que se produz (Parienti. provocando uma melhora da qualidade e aspecto da pele (Soriano et al. 2002. e como conseqüência de todos os efeito mencionados... o adipócito possui uma intensa atividade metabólica: forma triglicerídeos (liposíntese) e os armazena. 2000). Soriano et al. Soriano et al. da medula supra-renal. 2001. 4) Efeito neuro-hormonal O tecido adiposo representa a principal reserva energética do organismo. horas subseqüentes ao tratamento (sabe-se que em condições basais o glicerol não é detectado na urina). Silva. 2000).. Alguns hormônios. a lipase. 2000. em especial o cortisol. Guyton (1996). e essa atividade consome energia a nível celular (Soriano et al. Silva (1995) explicita que o estímulo circulatório produzido pela corrente elétrica. tem grande importância na drenagem da área. AÇÃO A microestimulação elétrica ativa as fibras do tecido conjuntivo subcutâneo. Esta enzima desintegra os triglicerídeos em ácidos graxos e uma molécula de glicerol. se induz um aumento do catabolismo local. O Sistema Nervoso Simpático atua por mediação das catecolaminas (adrenalina e noradrenalina): a ativação destas últimas se efetua por itermédio do AMP cíclico.. 2000. o glicerol liberado. relata que cada adipócito contém grandes quantidades da enzima digestiva de gordura.. Quando se utiliza uma corrente especifica de baixa freqüência durante a eletrolipoforese. Os ácidos graxos assim produzidos são em grande parte. 1999.. O campo elétrico gerado por esta corrente na eletrolipoforese. 2000). que favorecem a drenagem linfática e sangüínea. Parenti. e como conseqüência ocorre a liberação de catecolaminas com aumento do AMP cíclico intradipocitário. Foi demonstrado que a freqüência de 25 Hz é mais eficaz para tratar alterações circulatórias e congestivas (Silva. o que determina a ativação de lipase tissular (Soriano et al. 3) Efeito de estímulo circulatório O ligeiro aumento de temperatura que se instala no local (efeito Joule) contribui em parte para a instauração de uma vasodilatação.. que se traduz clinicamente em uma redução do panículo adiposo. ao contrário. Soriano et al. se realiza graças a uma enzima hormonio-dependente a triglicerideolipase (Guyton & Hall. pois a corrente atua com estímulo direto nas inervações promovendo uma ativação da microcirculação. Trabalhos realizados com esta técnica demonstram a presença de quantidades significativas de glicerol na urina.77 eletropositivo. (Junqueira & Carneiro. O sistema neuro-hormonal influi sobre a lipólise: a estimulação do sistema simpático a ativa. 2001). 2000). podem ativar a lipase. e que voltam a formar triglicerídeos. . A mobilização das gorduras de reserva. do córtex suprarenal. A célula tende a manter seu potencial elétrico de membrana normal. 1995.. 1995) Em conjunto. não pode ser usado novamente e é captado pelo fígado que o metaboliza em glicose (Soriano e col. 2000). Soriano et al. enquanto a estimulação parassimpática diminui. ou seja a lipólise . induz o movimento iônico que traz consigo modificações na polaridade da membrana celular. que estimula certas proteinquinases. desde a primeira sessão (Soriano et al.2000). Longe de um simples reservatório.

Segundo Parienti (2001). medindo de 0. que a pessoa . Parienti (2001).25 a 0. a intensidade de aplicação varia entre 2 a 10 mA. aliado a efeitos sistêmicos devido ao longo tempo de duração: 50 minutos (Guirro & Guirro. Guirro & Guirro (2002) relatam que os efeitos das correntes no organismo estão bem catalogados. introduzidas a nível hipodérmico. ligadas a uma corrente de baixa intensidade. após costuma-se aplicar algum tratamento complementar como: Estímulo muscular. 20 Hz. 1995). sugere agulhas de acupuntura. Quase sempre é somado ao tratamento uma dieta hipocalórica e hidrosalina controlada para favorecer a saída de água intra-celular. nos deparamos com algumas divergências entre alguns autores. mas existem algumas correntes utilizadas para a prática da eletrolipoforese que são alternadas. 35 Hz. ao menos.3 mm de diâmetro. favorecendo as trocas metabólicas e ainda. O processo é considerado invasivo.) (Zaragoza & Rodrigo. dois efeitos claramente envolvidos: . porém os textos que descrevem os tratamentos são pouco científicos. 5. Já Parienti sugere de 5 a 40 mA. etc. ainda revelam que a intensidade da corrente aumentará em função do umbral de sensibilidade. 2002). ocorrendo uma modificação no meio intersticial. De todos os modos há. estimulação de pontos de acupuntura. Segundo Zaragoza & Rodrigo (1995). e que tem grande importância na drenagem da área. cria um campo elétrico entre elas. de modo que cubram toda a área a tratar. o pulso bifásico assimétrico (como o pulso do TENS). potencializando a lipólise dos triglicerídeos em glicerol e ácidos graxos. utilizando-se uma distância de 4 cm entre elas.O estímulo circulatório que produz toda corrente contínua. de uso único. etc. Nesta “zona” de tratamento devem ser introduzidos pares de agulhas de forma paralela.30 mm) apresentam melhor efeito. (2000) a corrente utilizada na eletrolipoforese é a microcorrente. e 12 cm. A técnica de aplicação consiste em colocar o paciente em posição cômoda. seja interrompida ou não. Silva (1995) menciona que as agulhas podem medir entre 4. As agulhas são separadas por mais de 5 cm. a duração da sessão gira em torno de uma hora.78 Segundo Pinto (1996). partindo até o limiar suportável do paciente (Zaragoza & Rodrigo. para Soriano et al. e seus reais efeitos devem ser melhor investigados. drenagem linfática. sugere uma frequência de 5 a 500 Hz. 7. Portanto a intensidade praticada está abaixo de 1 mA. Se inicia uma sessão aumentando a intensidade gradativamente. Segundo Zaragoza & Rodrigo (1995). 1995). a aplicação dessas finas agulhas. Estudos histopatológicos vem demonstrando o efeito deste tipo de tratamento sobre os adipócitos (diminuição no tamanho. A frequência de aplicação oscila entre 5 a 50 Hz. ou de 10 a 12 cm. existe muita discussão sobre qual o mecanismo de ação destas correntes aplicadas na eletrolipoforese. a lipólise. segundo escalas crescentes (15 Hz. descartáveis.O estímulo da lipólise. relatam que os eletrodos são agulhas de acupuntura de 15 cm de comprimento por 0. fabricadas em aço inoxidável ou em prata. há pouca experimentação básica que permita definir claramente a sua forma de atuação. Segundo Zaragoza & Rodrigo (1995). Entretanto. Vale ressaltar. Parenti menciona ainda que as agulhas mais grossas (0. de forma que não resulte em dor intensa na pessoa tratada. TECNICA DE APLICAÇÃO Zaragoza & Rodrigo (1995). é uma forma de onda largamente utilizada na eletrolipoforese. Parienti (2001). diretamente ou indiretamente pela excitação das terminações nervosas simpáticas e liberação de catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) que atuam sobre os receptores beta do adipócito e estimulam a triglicerideolipase. 1995). de acordo com a saída dos cabos no aparelho. ainda que os resultados clínicos são em geral concordantes e muito positivos.3 mm de diâmetro com comprimentos que variam de 1 a 3 cm. As correntes são contínuas. alterações na forma e mudanças estruturais) que indicam a existência de uma base orgânica par os efeitos clínicos constatados (Zaragoza & Rodrigo. com a área de tratamento exposta. Quanto ao aspecto intensidade da corrente. . Soriano et al.

sugere uma aplicação por semana. podendo alcançar até 10. Durante a sessão e preciso aumentar progressivamente a intensidade da corrente durante o processo de acomodação. As agulhas devem ser introduzidas sobre o tecido cutâneo. sendo que para julgar os resultados se espera até 45 dias após o fim do tratamento (Zaragoza & Rodrigo. conecta-se os eletrodos (tipo "jacaré") nos pares de agulhas correspondentes à área que se deseja tratar. A partir daí. dependendo da habilidade do operador) (Parienti. com esparadrapo. para que não haja incômodo ao manipulá-las com a colocação dos eletrodos. inclina-se a agulha. Na aplicação com agulhas estas deverão ser de boa qualidade. Para Parienti (2001). a área a tratar deve estar desnuda e desinfetada (assim como a mão do operador). As sessões podem ser semanais. Quando há o aparecimento de dor durante a introdução da agulha. e dá um golpe rápido no topo da agulha.79 tratada deve notar uma sensação de "pico máximo não doloroso" e esta será ajustada segundo a tolerância do mesmo. 2000). Após a agulha introduzida. estéreis. na direção do tecido subcutâneo realizando movimentos giratórios introduzindo-a. mantendo em todo momento medidas de assepsia (desinfetando a pele a ser tratada) (Soriano e col. inserindo-a perpendicularmente á superfície cutânea por cerca de 1 cm (as agulhas podem ser introduzidas obliquamente. para esticá-la. . a intensidade deverá ser aumentada quantas vezes forem necessárias. Essas agulhas podem ser esterilizadas e reutilizadas para o mesmo paciente por 6 a 8 aplicações (Silva. devendo-se levar em conta que os efeitos se prolongam durante umas semanas a mais. que são estruturas ricamente inervadas. introduzir as agulhas utilizando o "tubo guia" fornecido junto com as agulhas de acupuntura.. a nível do panículo adiposo (Soriano e col. com um mínimo de 6.. os resultados tornam-se mais significativos após a 3ª sessão. significa que a mesma está mal posicionada ao entrar em contato com as aponeuroses da pele. pressiona-se o tubo na pele. 1995). preocupando-se com a acomodação individual. e segundo o autor. Na prática. deve-se posicionar o paciente numa posição cômoda e relaxada. é necessário que o paciente sinta sensação de picadas que chegam ao limite do desagradável. 2001). 2000) Parienti relata que não deve ocorrer nenhum sangramento e nenhuma dor deve ser manifestada. Pode-se fixar as partes das agulhas que ficam externamente. Havendo a acomodação. Parienti (2001). 1995). Esses fatos garantem a implantação correta da agulha no tecido adiposo.

• Utilização de medicamentos. perda de peso. (2000). eczemas. poderá ocorrer uma pequena auréola de eritema pela passagem de corrente na pele que desaparecerá por si só e sem tratamento em poucas horas. As causas que podem determinar a aparição deste incidente não estão claras. sempre e quando a indicação seja correta. caso apareçam estes processos. Parienti (2001) indica a eletrolipoforese nas complicações de "placas onduladas" após a lipoaspiração e a ptose abdominal e das nádegas.Surgem equimoses após a sessão. porém não espetacular. • Progesterona. melhora circulatória local e melhora da troficidade da pele da área tratada. podemos utilizar a eletrolipoforese para diminuição do perímetro em abdome. inflamações. • Patologias ginecológicas. • Gravidez em qualquer idade gestacional. Há também indicação pós lipoaspiração. (2000). • Alterações dermatológicas na área a tratar (Dermatites. como corticosteróides. Os autores mencionam também o uso da eletrolipoforese na lipodistrofias localizadas. insuficiência cardíaca) e portadores de marca-passo e cardiopatias congestivas.) • Epilepsia Possíveis complicações e efeitos secundários podem ocorrer quando a eletrolipoforese trabalha com a implantação de agulhas no panículo adiposo. Parienti (2001) menciona que a técnica realizada de forma inadequada pode levar a ocorrência de alguns incidentes: O paciente sente dor no momento exato da implantação da agulha . sem normas de assepsia adequada. devido a pequenas veias superficiais que são picadas desastrosamente ou. feridas. em áreas onde a corrente elétrica será aplicada. discreta. e anticoagulantes . CONTRA-INDICAÇÕES Segundo Soriano et al. tipo fibroma uterino. dermatoses. sua cura ocorrerá sem maiores complicações (Soriano et al. • Neoplasias. entretanto. não existe nenhuma região do corpo onde o método está contra indicado. a retirada da agulha causa sangramento . Silva (1995). coxa e quadril. Segundo Zaragoza & Rodrigo (1995). 2000).80 INDICAÇÕES A principal indicação da eletrolipólise está no tratamento da obesidade localizada. então. por um erro na manipulação de implantação atingindo tecido muscular No final da sessão. • Pinos ou placas no corpo. • Paciente renais crônicos (insuficiência renal) • Trombose venosa profunda ou estado venoso catastrófico. como complemento da cirurgia. Há também a descrição do aparecimento de pequenos pontos necróticos superficiais no local de introdução da agulha. Há também. No método de aplicação de agulhas superficiais. Pode aparecer hematoma nessa área. narram algumas contra-indicações da eletrolipoforese: • Transtornos cardíacos (alteração do ritmo e da condução. Parienti (2001) e Soriano et al. etc. o que não trará complicações. celulite e lipodistrofia localizada..

SILVA. pp.. 9ª Ed. Electroestética.1999 – Histologia Básica – Ed. Ed. J. L. 4. 10. pp. Superficial liposuction body contouring. P. é preciso verificar se as agulhas não atingiram o plano muscular. 1996 . Andrei. 169-17. & GUIRRO. Tratado de Fisiologia Médica – Ed. A.3ª Ed.Funcional – Fundamentos. E. ERAZO. C. Fisioterapia Dermato . Robe – 1° Edição . O. Fisioterapia Dermato . E. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. C. Medicina Estética. P. B.Espanha – pp. 120-123 8.Fisiologia Humana . Clinics in Plast. & RODRIGO. GUIRRO. S.Durante a sessão. 5. 61-67.Funcional – Fundamentos. 380 GUYTON. 9.Eletroforese – Técnicas E Diagnósticos. 6. SORIANO. J. 1995.C.T. R.1999. J.E. pp. Nueva Estética – 1° Edição . Recursos e Patologias. 59-64.Electroestética Professional Aplicada . M. 154 pp. C. . C. A . Guanabara Koogan. 3. MUNIZ. C. PARIENTI. Revisada e ampliada. Ed. C. 1995 . C. D. – 2002 Edição – RJ. Recursos e Patologias.. PÉREZ.3ª Ed. J. ZARAGOZA.. Santos . J. Eletroterapia em Estética Corporal. 58-68 PINTO. pp. S. o paciente queixa-se de leves contrações musculares.10° JUNQUEIRA. 23:4. Ed. A. R. 2002. & GUIRRO. J. NAOUM. 2001. R. E. P. I. Ed Manole .São Paulo. GUYTON. 2.Sorisa . Surg. M. 1996. 2002 . O. Revisada e ampliada. Apud. Ed.R. Guanabara Koogan . & CARNEIRO.Teoria y Práctica para la Utilización de Corrientes en Estética .Espanha .São Paulo – pp. M. & HALL.. I. 7. BAQUÉS.Ed Guanabara Koogan – RJ. J.81 . GUIRRO. C. R.2000. Ed Manole . C. .

82 INTRODUÇÃO Formação do campo eletromagnético Um campo eletromagnético é um espaço onde agem forças magnéticas que se formam em torno de um condutor elétrico. as linhas magnéticas encontram-se tanto no interior da espiral quanto envolvem-na exteriormente. O efeito eletromagnético aumenta consideravelmente. mas também a região que o circunda sofre modificações. Quanto maior a intensidade da corrente no condutor. Falamos de uma bobina. não somente o condutor é submetido a alterações. quando o condutor não está disposto linearmente. . Neste caso. Quando há uma corrente elétrica num condutor. Forma-se um campo eletromagnético em volta do condutor. mas em forma de espiral. tanto mais forte é o campo eletromagnético ao seu redor.

sofrem somente uma ligeira deformação quando expostas ao campo eletromagnético. captando as ondas eletromagnéticas produzidas pelos aparelhos de alta frequência. os aparelhos de alta frequência devem manter uma distância de 6 metros de aparelhos de. com uma tensão que oscila entre 25. cujas cargas internas estão dispostas assimetricamente. Um exemplo para os dipolos é a molécula de água onde a carga negativa concentra-se sobre o oxigênio. Os efeitos biológicos das ondas eletromagnéticas As estruturas orgânicas contêm muitas moléculas externamente neutras. sem no entanto entrarem em rotação[1. orientam-se de maneira que seu lado de maior carga negativa se direcione ao polo positivo. As ondas eletromagnéticas são uma forma de energia. tanto menor será a distância entre elas. enquanto a carga positiva fica ao lado dos hidrogênios. quando usados simultaneamente. porque a rotação rápida dos dipolos provoca atrito entre eles.000 V e uma intensidade da ordem de 100 mA[2] Constituição física O aparelho consiste num gerador de alta frequência. 300. Quanto maior for a frequência das ondas. Isto pode danificar o aparelho e é perigoso para o cliente que está sendo tratado GERADOR DE ALTA FREQUÊNCIA Conceito É um aparelho que trabalha com correntes alternadas de alta frequência. Por comprimento de onda entende-se a distância que uma onda percorre. ou seja. Uma onda é a propagação de uma oscilação. As ondas podem ser captadas por antenas. ondas eletromagnéticas são geradas. até que uma nova onda se desprenda do condutor. As moléculas das substâncias apolares (por exemplo as gorduras).000 km por segundo. as rotações dos dipolos também são extremamente rápidas. A velocidade de propagação das ondas eletromagnéticas no vácuo é constante e corresponde à velocidade da luz.000 e 200. ele se desprende do condutor e parte em direção ao infinito. ou tanto menor será o comprimento de onda. Uma antena é um condutor elétrico capaz de emitir ou receber ondas eletromagnéticas. A mudança da polaridade da corrente alternada força os dipolos a acompanharem as oscilações do campo eletromagnético. chamadas de dipolos. . corrente galvânica ou corrente farádica. Enquanto há corrente alternada no condutor. Os cabos dos outros agem como antenas.000 e 40. como ocorre numa corrente de alta frequência. O francês Jean D'Arsonval iniciou estudos sobre os efeitos do campo eletromagnético no organismo ao final do século dezenove. Neste caso. Quando o ritmo das oscilações é muito rápido.000 Hz. Os dipolos. Segundo Winter (2001). num porta-eletrodos e em diversos eletrodos de vidro. (acima de 300 milhões de vezes por segundo. entre 100. quando expostos a um campo eletromagnético.83 Sempre quando o campo eletromagnético ao redor do condutor se desfaz. A quantidade de oscilações por segundo dos elétrons de um condutor determina a frequência das ondas geradas por este condutor. 3]. a energia eletromagnética é transformada em calor.

através da oxidação das estruturas orgânicas. Baseado nas considerações sobre os radicais livres. pondo todo o resto do tratamento a perder. que visa atenuar e atrasar os efeitos do envelhecimento. as quais. ar rarefeito ou um outro gás. Os tratamentos mais habituais duram entre 3 e 5 min[2]. PROCESSOS QUÍMICOS NOS ELETRODOS. A corrente de alta frequência. e o oxigênio é um dos precursores desta ação.84 As correntes de alta frequência. Devido ao calor gerado. O oxigênio atomar é o oxidante mais agressivo depois do flúor. devem ser utilizados pela esteticista criteriosamente. AÇÃO A passagem de ondas eletromagnéticas por ar ou outros gases rarefeitos. produtores de ozônio a nível da pele. pois não é lógico que um tratamento estético. se consegue um aumento do fluxo sanguíneo e por tanto se produz uma melhora do trofismo. O ozônio é uma substância instável que se decompõe rapidamente em oxigênio molecular (O2) e em oxigênio atomar (atômico) (O). alta voltagem e baixa intensidade são geradas por um dispositivo eletrônico que consta de vários circuitos transistorizados que transformam. quer dizer. como acontece por exemplo na ozonosfera do nosso planeta (as ondas eletromagnéticas do sol passam pelo ar rarefeito da ozonosfera. O efeito térmico obtido é diretamente proporcional ao tempo de aplicação. É um efeito comum a todas as formas de aplicação: Se acentua mais nos casos em que o eletrodo se coloca a uma ligeira distância da pele. utilize os eletrodos de alta frequência. é um meio de se envelhecer mais rápido![1] EFEITOS a) Fisiológicos Térmico O principal efeito das correntes de alta frequência ao atravessar o organismo é a produção de calor. Ele é um radical livre. Os eletrodos de vidro são ocos e contêm em seu interior um vácuo parcial. provoca a formação de ozônio. A passagem da corrente provoca uma ionização das moléculas de gás. tornam-se fluorescentes. . Por isso para efeitos destrutivos (fulgurações) se usam eletrodos de pouca superfície (em forma de ponta) já que concentram em um ponto os efeitos térmicos. O3 «O2 + O O envelhecimento celular está ligado a ação dos radicais livres. quando empregada descriteriosamente. que é liberado durante a decomposição do ozônio[1]. retificam e posteriormente produzem correntes de alta frequência a partir da corrente elétrica de uso doméstico que se é provida através da rede. Os eletrodos provocam a formação de ozônio ao nível da pele[1]. O efeito térmico obtido é inversamente proporcional à superfície do eletrodo. gerando ozônio)[1]. Do efeito térmico se pode deduzir outro efeito como o de vasodilatação periférica local. sob o forte impacto energético. os eletrodos de alta frequência. que quando está em contato direto. oxigenação e metabolismo celular[2]. A grande ação desinfetante do ozônio reside na grande agressividade do oxigênio atomar (atômico) nascente.

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Vasodilatador e hiperemiante local

Aparece como consequência do efeito térmico. Os eletrodos de vidro têm um efeito estimulante sobre a pele, pois aumentam a circulação periférica local[1, 2]. Aumento da oxigenação celular

b) Terapêuticos Bactericida e anti-séptico (a formação de ozônio ao nível da pele tem ação desinfetante) As faíscas que saltam entre a superfície do eletrodo e a pele formam, a partir do oxigênio (O2) do ar, o ozônio (O3) através da corrente elétrica. O ozônio formado é muito oxidante e por tanto é um bom bactericida, germicida e anti-séptico em geral[2] Melhora do trofismo dérmico / Regenerador tecidual Antinflamatório

Obs.: Há que se ressaltar que este tipo de corrente não tem nenhum efeito de excitação neuromuscular[2]. INDICAÇÕES • • • • • Desinfeção após a extração das eflorescências acnéicas Fulguração de eflorescências acnéicas inflamadas Desinfecção e estimulação da circulação sanguínea do couro cabeludo Feridas abertas (contaminadas ou não) “Psoriase”

CONTRAINDICAÇÕES Marca-passo cardíaco Gestantes Implante metálico local (aquecimento perigoso) Distúrbios de sensibilidade Pele com cosméticos inflamáveis (álcool e éter)

TÉCNICA DE APLICAÇÃO Os eletrodos que se utilizam para a aplicação das correntes de alta frequência são geralmente tubos ocos de vidro. Em seu interior há geralmente o vácuo ou tem um gás como o neon. Para introduzir-se o eletrodo no porta-eletrodos, deve-se manter este último numa posição vertical com a finalidade de evitar que o eletrodo acidentalmente se solte e quebre. Se conectam geralmente por pressão que, por sua vez, está conectado mediante um cabo ao console gerador da corrente de alta frequência. Alguns porta-eletrodos levam um interruptor que atua sobre a passagem da corrente. Com isso se consegue fazer circular a corrente no momento de ter o eletrodo na posição correta e ativado o interruptor

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Antes de ligar-se o aparelho, o eletrodo deve encontrar-se encostado na pele do cliente. Isto evita que o cliente tome um susto. Enquanto o aparelho permanecer ligado, o eletrodo deve manter o contato com a pele[1]. A junção entre o eletrodo e o porta-eletrodos não deve tocar o pele do cliente, pois ele sentiria um choque elétrica muito forte. Também o esteticista não deve jamais encostar. Ao aplicar a corrente de alta frequência mediante eletrodos ocos de vidro aparecem diferentemente tonalidades, sendo as mais habituais: Violeta - em seu interior há vácuo Laranja - em seu interior há introduzido certa quantidade de gás neon.

Obs.: O eletrodo de tonalidade laranja produz os mesmos efeitos que o violeta porém de uma forma mais suave[2]. Com a finalidade de aumentar a ação do eletrodo, este pode ser passado ligeiramente afastado da pele, ou sobre uma gaze seca. Normalmente é utilizado para casos de acne muito graves, etc. TIPOS DE ELETRODOS Em forma de cogumelo: Ele tem grande utilidade para a desinfecção da pele após a conclusão da fase de extração durante a limpeza de pele. Considerando que a exposição ao ozônio é de pouca duração e levando-se em conta o benefício da desinfecção, a utilização dos eletrodos de vidro por 2 ou 3 minutos é justificável neste caso e não provocará danos.

A forma do eletrodo não é importante, O eletrodo em forma de cogumelo é o mais prático, porém seu tamanho não tem a mínima importância. A forquilha (eletrodo para a região do pescoço) é dispensável, porque o cogumelo trata esta região com a mesma eficiência.

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Em forma de bico: O eletrodo de bico (cauterizador), provê uma fulguração (chuva de faíscas) na pele da cliente. Com o aparelho já ligado deve aproximar-se da pele o suficiente para que parta dele uma chuva de faíscas, a qual deve ter como alvo a lesão em questão (lesões inflamadas de acne (pústulas, pápulas, nódulos). Conforme a gravidade da lesão, aplica-se a chuva de faíscas durante 1 a 2 segundos.

Em forma de pente: Tem a finalidade de estimular a circulação sanguínea e desinfetar o couro cabeludo. O couro cabeludo deve estar limpo e sem produtos. O pente deve ser movimentado levemente em movimentos de pentear sobre couro cabeludo. A aplicação deve ter uma duração máxima de 10 minutos. O tratamento será completado pela aplicação de cosméticos (não usar o eletrodo antes da aplicação de produtos sensíveis à oxidação), massagens manuais e vibratória e aplicação de raio infravermelho. Obs.: Existem outros tipos de eletrodos que podem ser fornecidos, de acordo com o fabricante (em forma de Barra de metal ou espiral, em forma de forquilha ou "T", lápis, etc)

O ar. Obs.88 TÉCNICA DE APLICAÇÃO Tipos de aplicação[2. c) Aplicação indireta ou saturação. Igualmente deve-se zerar os controles do aparelho antes de separar o eletrodo da pele. b) Aplicação a distância ou com faíscas. o fenômeno de alta frequência se levará a cabo através do organismo desta última pessoa. que inicialmente não é condutor da eletricidade. com o que nos pontos de contato tenham lugar uns efeitos semelhantes aos que se verificam mediante uma aplicação direta. após ele ter sido inserido no porta eletrodo. Nesta caso há que levar em conta a sensibilidade da pessoa tratada a este tipo de pequenas descargas elétricas. o eletrodo já estejam em contato com a área a tratar. Se se aproveitam estes fenômenos durante a aplicação de uma massagem. A esteticista tratará a cliente com as mãos. Como consequência da alta voltagem da corrente. se conseguirá que aos efeitos da mesma se unam os da aplicação direta da corrente de alta frequência e os do cosmético empregado se é que se utiliza. . se torna condutor deixando passar a corrente. se produz uma grande diferença de potencial entre o eletrodo e a pele. Durante o tratamento não se deve separar o eletrodo da superfície corporal tratada. Isso se deve a que a corrente que se acumula na superfície do eletrodo passa para o organismo. tira-se o eletrodo do porta-eletrodos e limpa-se o eletrodo com algodão embebido em álcool 70%.: Após o término das aplicações. Por efeito da alta voltagem da corrente. Geralmente se utilizam eletrodos de superfície plana que se aplicam deslizando-os sobre a pele em forma de massagem suave. saltam faíscas desde a superfície do eletrodo à superfície da pele da pessoa tratada. Consiste na aplicação da corrente de alta frequência através do eletrodo em forma de barra metálica que a pessoa tratada segura em uma mão. 4] a) Aplicação direta ou efluviação Se consegue aplicando diretamente o eletrodo sobre a área a tratar. pois se esta pessoa está em contato físico com a terapeuta. Neste caso o eletrodo se mantém a uma curta distância da pele (milímetros) porém sem contactar em nenhum momento. É importante comprovar que antes de deixar passar a corrente. desliga-se o aparelho.

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se realizou com êxito a primeira cirurgia a laser. Gordon e Zeiger construíram o primeiro oscilador que operava na banda de ondas milimétricas . no Hospital Presbiteriano de Nova York. e o fenômeno da emissão estimulada constitui-se da emissão de luz a partir da estimulação da matéria através do fornecimento de energia aos átomos. Townes. que a radiação laser estimularia a cicatrização de maneira acelerada. Seguindo. de suas freqüências. em 1955. BASES FÍSICAS DA RADIAÇÃO LASER Princípios Elementares 1) Espectro Eletromagnético . proveniente da variação de seus comprimentos de onda e. iniciamos com Albert Einstein. Townes e Schawlow demonstraram a possibilidade de construir um laser. O espectro eletromagnético engloba variados grupos de ondas eletromagnéticas. a extirpação de um pequeno tumor de retina. Reportando num breve histórico sobre o laser. de forma empírica. sobre o qual o fenômeno laser está apoiado. .90 INTRODUÇÃO/HISTÓRICO Analisando o significado da terminologia LASER (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation) por partes. consequentemente. Ainda 1953.MASER (amplificador de microondas pela emissão estimulada de radiação). Maiman construiu o laser a rubi. dizemos que a amplificação da luz aporta alta concentração de energia conseqüente do grande número de fótons dos quais é constituída. em 1953. em 1961. que em 1917 expôs o “Princípio Físico da Emissão estimulada”. o laser a gás e o primeiro laser molecular de dióxido de carbono. A partir desta e de outras experiências cirúrgicas ficou evidenciado. foi desenvolvido o primeiro laser semicondutor. Em 1962.é o conjunto de ondas eletromagnéticas. Sinclair e Knoll adaptaram o laser à prática terapêutica. Dois anos mais tarde.

91 2) Monocromaticidade .[12. praticamente inexistindo qualquer divergência da radiação emitida. 49] EFEITOS DA RADIAÇÃO LASER DE BAIXA POTÊNCIA Como vemos. As modificações ou efeitos que surgem na própria partícula absorvente e na região circundante são chamados efeitos primários: bioquímicos. os raios de luz ou fótons produzidos pelo aparelho de laser são. paralelos. Todos os fótons de luz emitidos pela radiação laser têm o mesmo comprimento de onda. a energia depositada nos tecidos se transforma imediatamente em outro tipo de energia ou efeito biológico. E as depressões e picos das ondas de luz emitida “encaixam-se” perfeitamente no tempo (coerência temporal). ao longo da distância percorrida. provocadas em parte pelo efeito mecânico. até certo ponto.A luz produzida por um laser é “monocromática”. Em contraste. há uma conversão direta da energia aplicada em efeito calórico. a maior parte da radiação emitida pelo aparelho de uso terapêutico agrupa-se em torno de um único comprimento de onda. mesmo durante o trajeto dos tecidos. 3) Colimação . para todas as finalidades práticas. com uma amplitude muito limitada da faixa de ondas. a luz gerada por outras fontes é formada por uma enorme variedade de comprimentos de onda. oque resulta na sensação da cor branca.A propriedade de coerência denota várias coisas. ou seja. Nestes. quando a luz colide com a retina de um observador humano. O laser de baixa potência não produz efeito térmico. bioelétricos e bioenergéticos. . E as ondas viajam na mesma direção (coerência espacial). algumas vezes variando desde o ultravioleta até o infravermelho. tem “uma só cor”. Este efeito somente existe nos laser cirúrgicos com potências superiores a 1 W.Na luz de um laser. 4) Coerência . Esta propriedade mantém a potência óptica do aparelho enfeixada numa área relativamente pequena ao longo de distâncias consideráveis e. diz-se que tem a mesma fase.

mas apenas a liberação de parte do contingente já produzido. e prolactina. βendorfina. e isso diz respeito à normalização energética que a radiação laser proporciona ao bioplasma.Estímulo ä microcirculação 2.de modo direto atua estabilizando o potencial de membrana em repouso. normalizando as deficiências e equilibrando suas desigualdades. b) Efeito bioelétrico: A a ação do laser é dupla: . uma energia válida que estimula. e que dividimos didaticamente em primários.Efeito analgésico 2. em todos os níveis. Deve se destacar que não há referências quanto à produção destas substâncias. provocando a aceleração da mitose. 1.Estímulo trófico celular 1. a) Efeito bioquímico: Basicamente a energia absorvida da radiação laser pode provocar dois efeitos bioquímicos: 1) Liberação de substâncias pré-formadas: ocorre em função da incorporação à radiação laser. 2) Modificação das reações enzimáticas normais: tanto no sentido de excitação quanto no sentido de inibição.Efeito antiedematoso 4. secundários e terapêuticos. observamos os efeitos como conseqüência desta interação. 3) Estímulo na produção de ATP no interior das células. seu trofismo e fisiologismo. de histamina. efeito bioelétrico e efeito bioenergético. regionais. serotonina. c) Efeito Bioenergético As radiações laser proporcionam às células.Efeito antiinflamatório 3. acetilcolina.Efeitos Primários ou Diretos Os efeitos primários da radiação laser de baixa potência estão subdivididos em efeito bioquímicos. . e gerais) Efeitos terapêuticos Ao estudarmos a ação do laser e sua interação como o organismo. fato que ocorre quando há um aumento proporcional da ATP nas células.Efeito cicatrizante Efeitos indiretos (locais. .de modo indireto aumenta a quantidade de ATP produzida pela célula.92 Radiação Soft-Laser Absorção Bioquímico Bioelétrico Bioenergético Efeitos primários ou diretos 1. tecidos e organismos em conjunto.

Efeitos Terapêuticos Como conseqüência das alterações descritas nos itens relativos a efeitos primários e secundários. aumentar a permeabilidade venular e provocar a dilatação de artérias e arteríolas. irão sensibilizar os receptores dolorosos. . favorecendo a sua resolução.93 2 . como conseqüência. Como elas desempenham um importante papel em toda instalação do processo inflamatório. a radiação a laser de baixa potência proporciona os seguintes efeitos terapêuticos: Antiinflamatório: A partir de qualquer lesão tecidual. .Interferindo na síntese de prostaglandinas. Aparentemente o efeito antiinflamatório da radiação laser de baixa potência justifica-se a partir dos seguintes pontos: . a sua inibição determina uma sensível redução nas alterações proporcionadas pela inflamação. além de outras como a serotonina e a fosfolipase-A. abrindo ou fechando a passagem para a rede capilar distribuindo o fluxo sangüíneo e conseqüente alternância das regiões a serem irrigadas. além de outros fenômenos. Estas substâncias. b) Estímulo ao Trofismo Celular: Entre os tecidos estimulados.Efeitos Secundários e Indiretos Os efeitos primários. Estes esfíncteres trabalham alternadamente. o fluxo sangüíneo se vê aumentado. . podemos destacar: . que são potencializadas pelas prostaglandinas. válvulas que existem na entrada da rede capilar ao final da rede de arteríolas. Provavelmente em decorrência da ação da histamina liberada pela radiação laser. provocados diretamente pela absorção da radiação laser proporcionam dois grandes efeitos indiretos: Estímulo à microcirculação e trofismo celular a) Estímulo à microcirculação: Este efeito é proporcionado pela ação da radiação sobre os “esfíncteres pré-capilares”.Estimulação da reparação do tecido ósseo. Como conseqüência do aumento da permeabilidade venular ocorre extravasamento de plasma. formando-se assim o edema. ocorre paralisação deste esfíncter pré-capilar e. Analgésico: O efeito analgésico proporcionado pelo laser de baixa potência se explica por vários fatores.Neoformação de vasos a partir dos já existentes 3.Aumento do trofismo na pele. a seguir: .Estimulando a microcirculação que irá garantir um eficiente aporte de elementos nutricionais e defensivos para a região lesada. são liberadas substâncias como a histamina e a bradicinina.

. reduzindo a inflamação. Nestes tipos de lasers o tecido alvo é aquecido em tão pouco tempo. O caráter antiinflamatório. [49] TIPOS DE LASER A luz gerada pelo laser pode ser liberada de modo contínuo. Alexandrite e Neodimio-Yag.estímulo à microcirculação. ou seja. 10]. já proporciona a redução da dor. que sensibilizam os receptores dolorosos. como. o flashlamp pumped pulsed dye. Esta ação. mantendo o potencial de membrana e evitando que a mesma despolarize. apresentam pulsos na ordem de 0. proporcionará uma menor sensação dolorosa. que proporciona um aumento da velocidade mitótica das células. Estimula a liberação de serotonina (no LCR) Antiedematoso: Um dos resultados da instalação do processo inflamatório é o surgimento do edema. A ação antiedematosa do laser pode ser justificada a partir dos seguintes fatos: . gerando energia virtualmente contínua. também favorecem a analgesia.Aumento da síntese de colágeno. Os long pulsed lasers. provocando a reabsorção de exsudatos e favorecendo a eliminação de substâncias alógenas. gerando melhores condições para uma cicatrização rápida e esteticamente superior. facilitando a multiplicação das células. Tal poder terapêutico se explica por: . . a grosso modo. na realidade. Os pulsados emitem energia com pulsos variáveis (long ou short pulses) e intervalos também variáveis. dificulta a resolução do processo inflamatório em si. Os pseudocontínuos são. pulsados. que aumenta o aporte de elementos nutricionais associada ao aumento da velocidade mitótica. e o intervalo entre eles é extremamente curto.Diminuição da prostaglandina/histamina Cicatrizante: Dos efeitos terapêuticos que se destacam no uso do laser. de substâncias ácidas ou outras consequentes de fagocitose.94 a) A nível local.5 mseg. como consequência. direta ou indiretamente. e) Provocando a normalização e o equilíbrio da energia no local da lesão f). mas os pulsos são muito rápidos. por exemplo. Os short pulsed apresentam pulsos de 10 a 500 nseg e incluem os Q-switched Ruby. A eliminação. que explode. b) Interferindo na mensagem elétrica durante a transmissão do estímulo da dor. c) Liberação de ACTH (corticoide natural do corpo) d) Estimulando a liberação de β-endorfinas.formação de novos vasos a partir dos já existentes. por si só. . o estímulo à cicatrização mostra-se eficiente. mantendo o gradiente iônico. pseudocontínuo ou pulsado[8. o que desencadeia uma série de fenômenos proporcionando congestão que.incremento à produção de ATP. conseqüente do aumento da permeabilidade venular e do inevitável extravasamento do plasma. por exemplo. Os lasers contínuos emitem energia de maneira constante. e ondas de impacto supersônicas são criadas a partir da alta temperatura atingida[8] . .Estímulo à microcirculação: proporciona melhores condições para a resolução da congestão causada pelo extravasamento de plasma que forma o edema.

é este um conceito amplamente difundido para justificar a utilização de certos lasers em dermatologia e processos de fisioterapia dermato-funcional[2]. É usado em oftalmologia. Em geral. preto e verde[2. não absorve em absoluto radiações com comprimento de onda inferior a 1000 nm[2]. azul. Assim.95 Dependendo do tipo de laser temos alterações clínicas e histológicas específicas peculiares no tecido alvo. 8]. tornando-se alvo para a luz do laser absorvida por esse pigmento. e que pode alcançar elevadas potências de irradiação. o comprimento deve ser o mais próximo do pico de absorção do cromóforo a ser irradiado. Quando maior o comprimento de onda da luz visível. para coagulação de tecido vascular. influi no tipo de resposta tecidual. Seu pulso dura cerca de 100 nseg. 3. e suficiente longo para atingir camadas mais profundas da pele[3]. Lesões vasculares contém pigmento de oxiemoglobina. há destruição seletiva do tecido alvo a partir da absorção de um tipo de luz). A hemoglobina pelo contrário. e como tal cumpre o fenômeno descrito: o laser de cor verde será especialmente absorvido pela hemoglobina vermelha do sangue[2]. Os principais cromóforos da pele são a oxiemoglobina e a melanina. O coeficiente de absorção dos principais pigmentos se mostram da seguinte maneira: A melanina (presente na epiderme e folículo piloso) absorve radiações com comprimento de onda inferior a 1200 nm de uma forma relativamente uniforme. O laser é um raio de luz. Por fim. verde e ultravioleta. A água. contínua ou pseudocontínua. Tendo em vista que a pele sobre a qual incide o laser é rica em diferentes pigmentos e cromóforos. b) Alexandrite Possui comprimento de onda de 755 nm. evitando “competição” com outros cromóforos presentes. O conceito de cromóforo deve ser exposto e designa um grupo de átomos que confere cor a uma substância e absorve um comprimento de onda específico. uma lesão cutânea pode ser tratada com um tipo de comprimento de onda que corresponda ao pico de absorção do cromóforo contido nessa lesão. As características da pele ou tecido alvo tratado também são de grande importância. próximo à luz infravermelha do espectro. e seu longo comprimento . Classificação do tipo de laser segundo a substância ativa geradora da radiação 1) Laser sólido a) Neodimio-YAG Emite radiação na faixa do infravermelho com comprimento de onda de 1064 nm. postula que a absorção tecidual seletiva por um tipo de luz acarreta a destruição seletiva desse mesmo tecido (em outras palavras. Assim. A cor de qualquer coisa depende das radiações eletromagnéticas que refletem quando sobre ela incide a luz. A pele contém diferentes pigmentos ou cromóforos com diferentes espectros de absorção. num objeto vermelho. o comprimento de onda específico de uma laser a ser utilizado deverá ser absorvido pelos cromóforos específicos no tecido. seja pulsada. Cada cromóforo mostra uma faixa de absorção característica para certos comprimentos de onda.. Introduzido por Anderson e Parrish. O mesmo acontece com lesões ricas em pigmento melânico[9] Outro ponto a ser ressaltado é o conceito de fototermólise seletiva. maior a penetração no tecido. tem faixas fortes de absorção nas cores amarelo. sendo pulsado e com duração de pulso de 10 nseg. A forma de liberação de energia. Assim: ultravioleta<azul<verde<amarelo<vermelho<infravermelho[3]. em tratamentos endoscópicos e para obter efeitos fototérmicos no tratamento de lesões cutâneas pigmentadas e tatuagens de cor azul. e são absorvidas todas as demais[2]. podemos ver esta cor porque quando sobre ele incide a luz as ondas vermelhas são refletidas. (1983). podendo alcançar elevadas potências de emissão. O grau de absorção de um laser determinado depende em grande parte da concentração presente de seu cromóforo específico[2].

595 e 600 nm. Desse modo promovem choques entre átomos de hélio e neon. preto.. e 20% com hipopigmentação definitiva [11]. A principal indicação é o tratamento do fotoenvelhecimento cutâneo 2. portanto luz amarela[8. Essa câmara é que promove a efetiva ampliação da luz. com duração de pulso de 350 microseg. É aplicado fundamentalmente na eliminação de tatuagens de pigmentos azul. A partir dessa energia. b) Argônio Possui comprimento de onda entre 485 e 515 nm (488-514 nm). que podemos observar..9]. Em 585 nm. 590. como o laser de HeNe. vários autores consideram o FPDL o tratamento de eleição[3]. d) Érbio É pulsado. Cerca de 5 a 38 % evolui com distúrbios de cicatrização. o que melhora. no espectro invisível. Um dos espelhos é semitransparente permitindo que parte dos fótons gerados atravessem o espelho. elétrons dos átomos de neon saltam para órbitas mais distantes do núcleo. Uma câmara que contém a mistura gasosa é atravessada por uma corrente elétrica contínua.8 nm ou 6328 A. e os gases moleculares. com comprimento de onda de 632. a) Hélio-Neônio (HeNe) Possui um comprimento de onda de 632. Essa corrente elétrica faz com que os elétrons das moléculas do hélio saltem para órbitas mais distantes do núcleo.96 de onda permite grande penetração na pele. o que se dá pela emissão de fótons. na faixa do vermelho. Os principais cromóforos que absorvem o laser de argônio são a oxiemoglobina e a melanina. É obtido a partir da estimulação de uma mescla de gases (hélio e neônio na proporção de 9:1) e possibilita uma radiação visível. É um aparelho contínuo e com penetração de 1 a 2 mm na pele. . 3]. e atua na faixa de 2940 nm. 2) Laser gasoso Neste grupo deve-se estabelecer uma diferenciação entre os gases neutros. obtendo-se então o feixe de raio laser. como o laser de Argônio. Essa câmara possui espelhos que refletem os fótons e mantêm a estimulação da mescla gasosa. Ele promove excelente tratamento para ablação tecidual leve com menor eritema no pós-operatório[3]. porém pouco absorvido pela hemoglobina. transferindo energia para o neon. o excesso de calor gerado pelas altas fluências necessárias à penetração na pele leva à necrose de estruturas vasculares e não vasculares na derme papilar. Atua no comprimento de onda 585. a penetração é cerca de 1. nevo rubi. a absorção pela oxiemoglobina e diminui a destruição da melanina[8]. Sua principal vantagem é que é bem absorvido por pigmentos.8 nm. O resultado final pode apresentar destruição térmica difusa e não específica da pele. e cinza e lesões pigmentadas benignas e ultimamente em tratamentos de depilação[2. como o laser de CO2. telangiectasias. Para que possam retornar à órbita original necessitam perder a energia recebida.2 nm. Particularmente para as manchas vinho do porto. o que confere ao mesmo a cor vermelha. Associadamente. A esse mecanismo chamamos “Câmara de Ressonância Óptica”. granuloma piogênico. Comparado ao laser de CO2 apresenta coeficiente de absorção cerca de 20 vezes superior. o que corresponde a cor verdeazul. c) Flashlamp pumped pulsed dye laser O FPDL é um laser pulsado. os gases ionizados. havendo menor dissipação de energia A penetração é 20 vezes menor do que a do laser de CO2. e apresenta efeitos fundamentalmente bioestimulantes e tróficos[2]. As principais indicações são: a) lesões vasculares: manchas vinho do porto. verde.

e desfocao quando afastado. angioma. Capaz de emitir elevadas potências de radiação com um comprimento de onda de 10600 nm. queilite actínica) e cirurgia de unha “encravada” [8. As principais indicações são: a) lesões vasculares: manchas vinho do porto. concentra-se alta energia em pequena área. pois da reação resultará um número excessivo de elétrons. em forma pulsada de maneira que cada pulso alcança potências de grande densidade energética (W). No modo desfocado. porém como potência média se obtém um laser de baixa potência[2]. queratose seborréica. portanto. e tratamentos endoscópicos[2]. melasma. 3) Laser diodo ou semicondutor a) Arsenieto de gálio (AsGa) Emite radiação infravermelha com comprimento de onda de 904 nm. Apresenta-se como útil instrumento para destruir lesões dermatológicas superficiais e coloridas. malformações vasculares outras. Após o tecido ter sido irradiado. Ao segundo cristal será adicionado zinco. para tratamento de lesões vasculares[3]. ocorrendo. e b) lesões pigmentares: lentigo. manchas café. Considere dois cristais de arsenieto de gálio. sendo usado para o tratamento de lesões pigmentadas. ocorre vaporização do tecido. estaremos conferindo ao mesmo características elétricas positivas. absorção não seletiva da luz pela água intra e extracelular. eliminação de lesões hiperpigmentadas superficiais. c) CO2 É um dos mais utilizados na medicina estética. No modo focado. Uma corrente elétrica contínua aplicada a este diodo proporcionará a combinação dos elétrons em excesso em um dos lados aos “vazios” existentes no outro lado.[8]. havendo corte do tecido. telangiectasias. etc. queratose actínica. nevo rubi. granuloma piogênico. verrugas virais. emite luz amarela. hemangiomas. 12]. tratamentos oftalmológicos. Unindo-se os dois cristais formar-se-á um diodo. em 578 nm. Não há um cromóforo específico que absorva o laser. b) Arsenieto de gálio-alumínio (AsGaAl) Emite radiação infravermelha com comprimento de onda de 830 nm. tumores benignos da pele. angioqueratoma. Adicionando-se telúrio a um deles. ocorre necrose de coagulação da epiderme e derme[12]. de forma contínua[2].97 As principais indicações são: a) lesões vasculares: manchas vinho do porto. escapam do mesmo na forma da radiação laser. 11]. amplificadas pelas extremidades polidas do diodo. nevo azul. condiloma acuminado. . sem destruição de estruturas mais profundas[8. As principais indicações são cirurgia a laser onde se deseja evitar qualquer sangramento cutâneo. hiperpigmentação pós inflamatória[8. pois o resultado da reação proporcionará falta de elétrons. Utilizando-o com lentes divergentes se consegue aumentar a superfície de irradiação diminuindo sua densidade de potência[2]. telangiectasias de calibre maior. faixa do infravermelho. b) lesões pigmentares benignas: lentigo simples. o que conferirá ao mesmo características elétricas negativas. formado por cristais de arsenieto de gálio. queratose seborréica. lesões pré-malignas (papulose bowenóide. entretanto se for emitido de forma pulsada tem seu uso expandido para aplicações cutâneas como técnicas de resurfacing. e. Diz-se que o laser está focado quando a caneta do laser está próxima da pele. Em 511 nm. e por isso também é chamado de laser semicondutor ou laser diódico. Destas combinações nascem certas quantidades de energia que. 12]. emite luz verde. O laser As-Ga é uma radiação obtida a partir da estimulação de um diodo semicondutor. É o típico laser de corte e cirurgia. podendo ser contínuo ou pulsado. d) Cobre O laser de cobre (vapor ou brometo de cobre) opera em duas faixas do espectro fotométrico: 511 e 578 nm. efélides.

. LASERS USADOS EM FISIOTERAPIA: TIPOS DE LASER HeNe AsGa AlGaInP AsGaAl COMPRIMENTO FORMA DE ONDA DE ONDA 632. apresenta potencial terapêutico mais destacado em lesões superficiais. Normalmente. . a qual é muito superior ao do HeNe (2mW) ou mesmo do AsGa. comparativamente ao laser As-Ga. segundo a tabela abaixo. a caneta aplicadora.0 nm 830. permitem tratar superfícies de maior dimensão. onde a emissão ocorre em regime pulsado (pacotes de energia). São elas: . já que não há necessidade de fibra óptica. e seu menor tamanho[2]. cabe ressaltar que.[12. Recentemente foram lançados no mercado nacional os de Alumínio-Gálio-Indio-Fósforo (AlCaInP) e Arsenieto-Gálio-Alumínio (AsGaAl). cada ponto se distancia 1 cm do outro. que dão um aspecto "divergente" à radiação emitida.: Existe tipos de aparelhos de HeNe que emitem radiação de forma pulsada. Os equipamentos mais utilizados na prática fisloterapêutica até o momento são os de HélioNeônio (HeNe) e Arsenieto de Gálio (AsGa). os quais possuem características específicas.98 c) Índio-Gálio-Alumínio-Fórforo (InGaAlP) Emite radiação com comprimento de onda de 670 nm. na faixa do vermelho.0 nm Contínua Pulsada Contínua Contínua FEIXE Visível (vermelho) Invisível Visível (vermelho) Invisível POTÊNCIA DE PICO 2 a 10 mW 15 a 30 W 15 a 30 mW 30 mW Fonte: Guirro & Guirro (2002) Técnica de aplicação do Laser Hélio-Neônio (He-Ne) A emissão desse tipo de laser se dá de maneira contínua.0 nm 670. em relação ao de HeNe. 49] A radiação laser obtida através da mescla de gases hélio e neônio se tem mostrado com grande poder terapêutico tanto em lesões tidas como superficiais como em lesões profundas. A vantagem deste tipo de laser é seu maior rendimento e eficiência elétrica.Aplicação por varredura: Consiste na aplicação onde se movimenta.8 nm 904. Várias empresas fabricantes de laser de baixa potência já lançaram novos equipamentos com potência média de 30 mW no mercado nacional[1]. Formas de aplicação[50] Por ser visível. o laser He-Ne permite um maior número de formas de aplicação quando comparado ao laser As-Ga. Uma das vantagens dos equipamentos de AlGaInP e os de AsGaAl está fundamentada na potência média emitida (30 mW. fazendo com que o ponto iluminado “varra” toda uma região. ao contrário do laser As-Ga. Possui barras de múltiplos diodos. A outra vantagem é decorrente do fato do material gerador (sernicondutores) estar na forma de um diodo. o qual facilita o projeto do aparelho.Aplicação por pontos: Consiste na irradiação de um determinado ponto sobre o corpo do paciente. à maneira de um pincel. Obs. bem como a sua utilização. Normalmente são necessários vários pontos para que toda área a ser tratada seja irradiada. Porém. estéticas ou em processo de cicatrização. como é o caso de lesões dermatológicas.

Com ele se realizam aplicações puntuais sobre a estrutura a tratar. [12] OBS 2: Entretanto há situações em que a laserterapia não pode ser aplicada pela técnica de contato. Não que aplicações por zona ou mesmo em varredura sejam contra-indicadas. levando-se em conta que quando se busca um efeito trófico se empregam doses altas. mas como não é possível ver a dimensão da zona que se está irradiando. de acordo com a qualidade do material utilizado na lente. é aconselhável que. Pois a técnica de contato possibilita que o operador ao pressionar a caneta de tratamento nos tecidos possa tratar com mais eficiência as lesões situadas mais profundamente. 50] O uso de lentes divergentes possibilita que. o spot formado pela radiação laser He-Ne aumente. Ocorrem perdas de potência que variam entre 5 e 10%. Quanto mais afastado estiver um ponto do outro. [50] Além das lentes divergentes pode ser usado outro acessório. No entanto. estas situações são. tonificação cutânea. maior densidade energética (dose) deverá ser empregada. com este tipo de laser. Atualmente. a principal razão da chamada técnica de contato é a maximização da irradiância ou da densidade de potência no interior do tecido alvo. O fato de não ser visível limita o laser As-Ga no que se refere às formas de aplicação. ambos os tipos de laser apresentam potencial terapêutico elevado em lesões superficiais e profundas. a “cabeça” ou sonda de tratamento deve ser aplicada com uma firme pressão na área do tecido a ser tratado. etc.99 OBS 1: Em geral e sempre que possível. Contudo. A distância ideal de um ponto a outro é de 1 cm e não deve passar de 5 cm[2]. DOSIMETRIA Em fisioterapia dermato-funcional é fundamental o uso dos lasers vermelhos e classicamente o de He Ne. isto torna a aplicação mais segura. Técnica de aplicação do Laser de Arsenieto de Gálio (As-Ga) Como já foi dito sobre a utilização do laser He-Ne. etc. Tal fato viabiliza a aplicação por zona em equipamentos de emissão direta. aproximadamente cerca de 0. ou em que há necessidade de uma técnica asséptica. do tipo articular. para viabilizar aplicações zonais. assegurando um aumento na eficácia do tratamento. na medida em que se afaste a caneta aplicadora da superfície do paciente. que se destaca em lesões superficiais. que é utilizada para minimizar o inconveniente de se manusear a ampola de gás[45. 50]. Se a caneta for utilizada afastada da pele deve distar. nem mesmo ter a idéia da dispersão que o afastamento da caneta aplicadora apresenta quando de uma aplicação em varredura. e sua incidência ser [12] perpendicular. sua utilização é pouco praticada em virtude de existir intensa atenuação da potência e a qualidade das fibras comercializadas no Brasil e baixa. a dose mais habitualmente empregada se situa entre 10 e 20 J/cm2. comparativamente ao laser He-Ne. OBS 3: Nos equipamentos geradores de laser He-Ne de emissão direta utiliza-se. rugas. o laser As-Ga apresenta potencial terapêutico destacado em lesões profundas. estrias. Porém. e o efeito antiinflamatório se obtém com dose mais baixas. Quando se tratam processos agudos pode-se chegar a realizar . já que se atua sobre estruturas superficiais e geralmente o efeito desejado é o efeito trófico (cicatrizes. principalmente os casos em que a aplicação seria dolorosa demais. [45. pois reduz a possibilidade de visualização acidental. como a fibra ótica.5 a 1 cm da superfície de tratamento. se utilize apenas a aplicação por pontos encostando a caneta aplicadora na pele do paciente pois ao afastarmos a caneta o feixe de laser abre-se em forma de leque perdendo-se concentração energética.). a conexão de lentes divergentes na saída da ampola de gás. muscular.

...Casos agudos ..1 a 3 J/cm2 Ação circulatória .doses menores que a dose padrão .. que refere-se a 3 a 4 J/cm2..doses maiores que a dose c) Parâmetro relacionado à nutrição e hidratação . por exemplo). seguindo a dose padrão....doses maiores que a dose padrão Ao incidir um feixe de luz em qualquer superfície.doses maiores que a dose padrão e) Parâmetro relacionado à gordura ..Desidratados e desnutridos ... Se aplicarmos sobre a pele pomadas....Indivíduo claro .doses maiores que a dose padrão .Idosos ....doses menores que a dose padrão f) Parâmetro relacionado à melanina .doses menores que a dose padrão .100 tratamentos diários (cicatrização de uma ferida. líquidos ou simplesmente não eliminarmos sua própria secreção sebácea..Jovens/crianças a partir de 12 anos ..Atletas ..doses menores que a dose padrão ....doses maiores que a dose padrão d) Parâmetro relacionado ao condicionamento físico .Menor espessura ......... E para que o profissional possa utilizar a dose ideal no paciente..Maior espessura . uma linha de conduta no tocante a parâmetros dosimétricos que giram em torno de um dose padrão... A eliminação da secreção sebácea assim como a incidência perpendicular da irradiação aumentam a quantidade de energia absorvida[1]...Sedentários ... e que em processos crônicos se espaçam as aplicações e se utilizam doses mais altas[2].doses menores que a dose padrão .. . 1 a 3 J/cm2 Ação antálgica .Casos crônicos .. é produzido necessariamente um processo de reflexão que será variável segundo seu ângulo de incidência e o estado da superfície em que este incide.doses maiores que a dose padrão b) Parâmetro relacionado à idade . este deve observar algumas peculiaridades: a) Parâmetro relacionado à evolução da enfermidade .. 2 a 4 J/cm2 Ação regenerativa .3 a 6 J/ cm2 Existe atualmente.. todos estes elementos formarão uma barreira que irá incrementar a reflexão de qualquer feixe luminoso acima de seu nível normal....Indivíduo escuro ..doses menores que a dose padrão ... Sugerem a seguinte tabela: Ação antinflamatória ......Hidratados e nutridos . Guirro & Guirro (2002) mencionaram que alguns autores preconizam que a densidade de energia a ser depositada deve situar-se entre 1 a 6 J/cm2....

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TERAPÊUTICA Fórmula para Cálculo de Tempo de Aplicação[50] Para conhecer o tempo de aplicação necessário para uma certa dose de radiação laser, o fisioterapeuta deverá: 1- Saber qual dose (J/cm2) deseja aplicar 2- Conhecer a potência de emissão utilizada (fornecida) 3- Conhecer o tamanho da área a ser irradiada. A potência de emissão é uma informação normalmente fornecida pelo fabricante do aparelho emissor. Quando a área a ser tratada é de apenas um ponto, como a área da ponta da caneta aplicadora, que também é informada pelo fabricante, elimina-se a terceira dúvida: conhecer o tamanho da área a ser irradiada. Já quando a área a ser tratada é uma região maior que um ponto (zona ou varredura), esta área deve ser calculada. Calculando o Tempo de Aplicação Conhecendo os três pontos já citados, basta aplicar a fórmula abaixo para conhecer o tempo de aplicação necessário: T (s) = Dose desejada (J/ cm2) x Área (cm2) Potência (w) Apêndice Matemático/Exemplos Para facilitar a dinâmica que envolve o cálculo de tempo de aplicação, apresenta-se a seguir alguns itens relativos ás unidades de medidas e conversões, e também alguns exemplos de cálculo de tempo de aplicação. Unidades de Medida - Potência: Sempre medida em watts - Área Sempre medida em cm2 Conversões - 1 mw = 0,001 w - 1 mm = 0,1 cm Fórmulas Na técnica de varredura normalmente utiliza-se as fórmulas para cálculo da área de um retângulo ou quadrado: Base (b) x Altura (h) (varredura) INDICAÇÕES LASER DE BAIXA POTÊNCIA EM FISIOTERAPIA DERMATOFUNCIONAL a) Envelhecimento cutâneo e rugas Os resultados obtidos com a laserterapia, para o tratamento das rugas, não pode ser comparado com os resultados das cirurgias plástico-estéticas. A ação do laser se dá em nível celular, promovendo

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o crescimento do colágeno, com o qual se consegue restituir a tensão da pele, obtendo-se interessantes melhoras da expressão facial em pacientes com idades compreendidas entre os 30 e 50 anos, com sinais de envelhecimento da pele[4]. Não se deve irradiar a zona compreendida nos limites ósseos da cavidade ocular, e tampouco sobre a pálpebra. Fica também proibida a irradiação sobre as rugas do pescoço, correndo-se o risco de hiperativar a glândula tireóide[1]. b) Acne O laser produz muitos efeitos interessantes na acne em fase comedoniana, inflamatória ou cicatricial (antiinflamatório, analgésico, e cicatrizante). Quando se trata de uma acne infecciosa, o laser deve ser acompanhado de uma cobertura antibiótica adequada[2]. c) Pós depilação elétrica Por seu poder de regeneração celular (reepitelização), acelerador do metabolismo celular, antiedematoso, antiinflamatório e analgésico, se obtém excelentes resultados de normalização e cicatrização do tecido[2]. d) Celulite O laser de baixa potência produz um estímulo da microcirculação, e favorece a reabsorção do edema, tem uma ação analgésica e melhora o trofismo e cicatrização do tecido[2]. e) Flacidez tegumentar Pelo seu efeito biológico sobre a reconstrução do tecido conectivo (fibras elásticas e colágeno), pelo aumento da regeneração celular que produz (reepitelização), pelo seu efeito acelerador do metabolismo celular estimula a produção de novas fibras elásticas e colágenas, e pelo seu efeito geral biorregulador, será de máxima utilidade no tratamento da flacidez[2].. f) Estrias Os melhores resultados do tratamento das estrias se obtêm com a combinação farmacológica ou aplicações tópicas, como ocorre na maioria dos tratamentos dermoestéticos, não sendo tão brilhantes quando se utiliza exclusivamente o laser. Os melhores resultados encontrados no tratamento das estrias estão por volta de 50% de recuperação. Esta ação do laser é exercida em nível celular, aumentando o número de fibras de colágeno e conseqüentemente a tensão epidérmica, melhorando consideravelmente o aspecto da pele[5]. O tratamento com laser é mais efetivo quando aplicado imediatamente após o aparecimento da estria, conseguindo revitalizar a pele e suavizar a coloração da estria. Do contrário, só se logrará melhorar ligeiramente seu aspecto[2, 5]. Observa-se uma melhora da atividade metabólica do tecido, e consequentemente uma maior lentidão no seu estabelecimento[1]. Foram demonstrados resultados efetivos na aparência de estrias utilizando laser pulsado com comprimento de onda de 585 nm[6]. A prática mostra que para se observar os primeiros resultados da terapia laser em estrias, é necessário um número elevado de aplicações[1]. g) Cicatrizes pós-traumáticas e pós cirúrgicas Quanto mais recente for o processo, melhor o resultado. Em cicatrizes cirúrgicas o tratamento pode iniciar-se imediatamente depois de finalizar a intervenção, em cujo caso os resultados podem chegar a fazer com que a cicatriz regrida imperceptivelmente[2]. A utilização de um outro tipo de laser vem em função da patologia a tratar. Assim, quando se tratam processos profundos que cursam com inflamação e com dor se utiliza fundamentalmente o laser infravermelho tendo em vista que sua capacidade de penetração é maior, e que a prática tem

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demostrado que seus efeitos são fundamentalmente antiinflamatórios e analgésicos. Pelo contrário, quando se tratam processos superficiais e se busca um estímulo trófico se usam fundamentalmente os lasers vermelhos já que sua ação é mais superficial e produz efeitos demostrados de estimulação do metabolismo e do trofismo dos tecidos[2]. A ação do laser no reparo tecidual se deve: a um aumento na tensão de ruptura de cicatrizes, maior velocidade de cicatrização, modificação da motricidade do sistema linfático, possibilidade de angiogênese e resultados animadores em cicatrizes eritematosas, hipertróficas e pigmentadas[1]. O laser de HeNe atua no processo de orientação das fibras de colágeno, provavelmente por ação nos fibroblastos, que se depositam ao longo da região em processo de reparo[7]. CONTRA-INDICAÇÕES ABSOLUTAS - Irradiação sobre massas neoplásicas ou paciente portadores de neoplasias, e carcinoma - Irradiação direta sobre a retina - “Irradiação sobre focos de infecção bacteriana” - Áreas de hemorragia

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Esta aplicação se complementa com o uso de um cosmético desincrustante que. EFEITOS FISIOLÓGICOS Ao eliminar as capas superficiais da epiderme se estimula a renovação do tecido cutâneo. se conseguem os efeitos de uma limpeza cutânea em profundidade. as células mortas.Aplicando a parte plana a espátula: Ao inverter a posição. A micropercussão proporciona uma micromassagem e uma ligeira elevação da temperatura na qual se conseguem efeitos sedantes das terminações nervosas e melhora da circulação sanguínea periférica. Seguidamente se elimina o “sabão” assim formado e o resto de partículas pela mesma vibração de alta frequencia na ponta da espátula. desta forma. PROPRIEDADES A espátula que se utiliza não é plana. 2. Esta forma de aplicação se realiza geralmente após a técnica anterior. CONCEITO É uma técnica que se baseia na utilização de uma vibração mecânica de muita pequena amplitude e alta frequência que se aplica sobre a superfície da pele mediante uma espátula metálica AÇÃO Sua ação principal consiste na eliminação de células mortas da superfície cutânea mediante um sistema de vibração mecânica de uma espátula que se contacta diretamente com a superfície da pele a uma elevada frequência. é a parte plana da espátula que realiza uma micropercussão cutânea proporcionando uma micromassagem cutânea. pois apresenta um ângulo aberto no centro a fim de que ao inverter-se sua posição. consegue “saponificar” o sebo incrustado no poro. . ajudado pelo movimento mecânico da microvibração. se pode aplicar comodamente pela ponta ou pela parte plana respectivamente onde se consegue dois efeitos básicos diferentes: 1. Se for usado um cosmético de bom fator de penetração. de natureza fundamentalmente mecânica. é menos agressivo para a pele que outros de tipo químico a base de cosméticos específicos. Se associarmos ao peeling ultra-sônico a eliminação de sebo mediante a desincrustação.105 Também chamada de Microvibração de Alta Frequencia. eliminando. Mediante a eliminação das células mortas da superfície da pele se conseguem efeitos revitalizantes aos que se acrescenta à melhora nos processos de intercâmbio e oxigenação da pele. a absorção por parte da pele se vê favorecida.Aplicando a ponta da espátula: o movimento vibratório ocorre de tal maneira que ao tocar a ponta da espátula na pele as partículas semidesprendidas da superfície cutânea chegam a saltar. Este método esfoliante.

TECNICA DE APLICAÇÃO A aplicação pode ocorrer independentemente pelo bordo ou pela parte plana da espátula. Se o equipamento estiver associado a um sistema de corrente galvânica.106 INDICAÇÕES Peles desvitalizadas. hiperqueratósicas e seborreicas.Deve-se acomodar a cliente adequadamente e retirar os objetos metálicos da região a tratar caso haja utilização da corrente galvânica.Constatar que a cliente a tratar não apresenta nenhuma contra-indicação . segundo seu programa em função do tipo de cosmético usado. Neste caso é necessário um eletrodo dispersivo que se conectará à cliente em uma superfície da pele próxima à de tratamento. Pode ser utilizado sobre toda a área do rosto nos tratamentos faciais e em zonas hiperqueratosicas do resto do corpo.Deve-se tomar cuidado com zonas da pele sensíveis como o pescoço.Levar em conta a sensibilidade cutânea das diferentes pessoas tratadas . de polo positivo ou negativo. Com isso se consegue que os efeitos do microvibrador se somem aos da iontoforese. se for preciso. Em seu interior se encontra o dispositivo gerador da microvibração de alta frequencia. que se transforma a corrente elétrica que chega. realizando uma lavagem com sabão desinfetante e posteriormente introduzir em uma solução germicida apropriada. A espátula de aplicação está inserida em um aplicador que se adapta na mão do terapeuta com a finalidade de facilitar a aplicação. desmontar a espátula do aplicador sobre a qual está inserida. com cosméticos apropriados. HIGIENE E LIMPEZA . A corrente galvânica também pode ser utilizada no processo de desincruste. EQUIPAMENTO Os equipamentos estão formados por uma estrutura central de onde se pode programar a frequencia do movimento e o tempo de duração do tratamento. Peculiaridades da técnica de aplicação: .Vigiar a resposta da pele ao longo do tratamento . em vibração mecânica que se transmite para a espátula. Na maior parte dos equipamentos existe um gerador de corrente galvânica que se aplica através da mesma espátula vibradora.Evitar pressões muito fortes que podem lesionar o sistema natural de proteção cutânea. interior dos braços e coxas. a espátula atuará como um eletrodo.Antes do tratamento deve-se realizar uma limpeza da superfície da pele. . CUIDADOS E PRECAUÇÕES . para realização de limpezas profundas da pele onde está contra-indicado o uso de produtos químicos esfoliantes. onde a penetração de cosméticos de natureza eletrolítica na fase da aplicação da espátula plana se vê acentuada.Depois de cada aplicação. seios e próximo de boca e olhos. desmaquiando. . porém o mais efetivo é a combinação de ambas as técnicas e incluindo outros tratamentos estéticos. .

formando um ângulo de 45° aproximadamente com a superfície da pele.ELECTROESTÉTICA . Se o cosmético tiver caráter iônico poder-se-á associar a corrente galvânica através da espátula.. Este seria procedimento de regeneração.1999 . deve-se inverter a espátula procedendo a aplicação com sua parte plana.Madrid .Pode-se aplicar em seguida. Neste caso. varicosidades e telangiectasias Inflamações agudas Tromboses e tromboflebites Linfangites REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 1. em seguida aplicando a vibração mecânica mediante o bordo da espátula.Miedes. 149-153 .L. um cosmético de efeitos tróficos e revitalizantes sobre a superfície da pele. Videocinco .107 .Ed. Para esta aplicação deve-se colocar a espátula com a cavidade para baixo. J. Este seria um procedimento de limpeza. . Quando a pele estiver seca é necessário voltar a pulverizar a substância desincrustante.Pode-se pulverizar sobre a superfície da pele uma solução desincrustante. CONTRA INDICAÇÕES Feridas e lesões da pele Dermatites de qualquer tipo Varizes.pp.L.

ou em forma de ventosa. que são a de pressão negativa e a de pressão positiva. A compressão estática não é mais empregada. Nos equipamentos unicompartimentais a pressão aplicada é uniforme na câmara. 2002). Qualquer pressão que seja superior à pressão capilar arterial de aproximadamente 30 mm/Hg pode estimular a reabsorção do edema e o movimento linfático. mas a pressão exercida no membro se diferencia conforme o diâmetro local da área a ser tratada. o gradiente de pressão será maior no tornozelo diminuindo de maneira gradativa até a coxa que alcança maior diâmetro (Guirro & Guirro. Esta lei afirma que a pressão exercida em uma região é inversamente proporcional ao raio naquele ponto. O que ocorre nestes equipamentos é que o gradiente de pressão se estabelece da porção distal para a proximal. 1980. 2002. para braços (“luvas”) e pernas (“botas”). As unidades de pressão positiva se utilizam de um compressor que introduz ar em aplicadores especiais. Porém a compressão pneumática dinâmica utilizada é conhecida como seqüencial. seqüência de tempo ligado/desligado. Estas unidades podem controlar o ritmo de desempenho e o poder de aspiração (Zaragoza & Rodrigo (1995). Tratando-se da aplicação em membros inferiores. consistem em aplicadores que podem ser de cristal. 2001). De acordo com alguns protocolos de tratamento.108 CONCEITO É um recurso terapêutico que se utiliza de aparelhos para a aplicação de uma pressão mecânica sobre os membros inferiores. de metal ou de borracha em diferentes tamanhos. Evans. 1989. Kobi & Denegar. nas botas ou nas luvas. porém o valor da pressão sangüínea diastólica deveria ser a pressão máxima. em virtude das altas e constantes pressões (externas) a que o membro afetado é submetido podendo promover o colapso nos vasos linfáticos residuais e ainda prejudicar o sistema venoso. 1999. TÉCNICA DE APLICAÇÃO Foram citados três parâmetros para ajuste de grande parte dos aparelhos de compressão pneumática intermitente: a pressão de insuflação. assim como na Lei de Laplace. abdome e membros superiores para estimular o retorno venoso e linfático (Miedes. pois sendo mais elevada poderia fechar o fluxo sanguíneo arterial com uma resposta tecidual incômoda (Airaksinen. . De acordo com o número de compartimentos ou câmaras com regulagens individuais da pressão. Guirro & Guirro. 1983). com o propósito de estímulo circulatório. a compressão pneumática estática e a compressão pneumática dinâmica e intermitente (Miedes. PROPRIEDADES Segundo Zaragoza & Rodrigo (1995) existem dois tipos de pressoterapia. 1999. uma pressão próxima da pressão sangüínea diastólica juntamente com o conforto do paciente são necessários para chegar-se a uma pressão terapêutica. pode-se denominar os equipamentos de unicompartimentais ou equipamentos multicompartimentais (Guirro & Guirro. Zaragoza & Rodrigo (1995). Starkey. o qual irá depender da área a ser tratada. As unidades de pressão negativa. 2002. 2002). e o tempo total de tratamento. Pode-se citar dentro desta. Prentice. conectando-se ao tubo de aspiração-compressão que se une ao mecanismo que produz vácuo.

Soriano et al. a pressão venosa média de 40 mm/Hg e a pressão linfática média de 20 mm/Hg. A pressão intermitente também pode ser encontrada nestes aparelhos com múltiplos compartimentos que inflam de distal para proximal reduzindo gradualmente em cada compartimento. 2001. Estes ainda relatam que as pressões terapêuticas variam de acordo com o local de aplicação. 1982. Lemley et al. Klein et al. são necessários 30 segundos para o retorno de todas as células para 0 (zero) de pressão e então repete-se o ciclo. Fond & Hecox. 1994) mencionaram que antes de iniciar o tratamento de compressão pneumática deve-se tomar alguns cuidados como: 1) Assegurar-se de que o paciente não apresente nenhuma contra-indicação. 1987. há muitas variações. Inicialmente a célula (compartimento) distal é pressurizada prosseguindo este ciclo durante 90 segundos. 2002. valor médio 100 mm/Hg para o compartimento do pé. 4) Informar ao paciente sobre a técnica que será desenvolvida com o mesmo. relatou que quanto a seqüência de tempo ligado/desligado. tentando imitar os movimentos da massagem manual para remoção de edema (Kim-Sing & Basco. mencionou que em alguns aparelhos a duração de cada ciclo de pressão é pode ser de120 segundos. . sendo a pressão arterial média de 120 mm/Hg . De acordo com Guirro & Guirro (2002) se o equipamento possuir regulagem individual em cada compartimento. sendo no mínimo três compartimentos que enchem separadamente podendo ou não ter regulagem individual. Ainda há protocolos que fazem a relação 4 minutos ligados para 1 minuto desligado. é necessário exercer uma pressão de 40 mm/Hg. A pressão intermitente pode ser ajustada nos equipamentos unicompartimentais com ciclos de compressão/descompressão que podem variar na duração de 120 segundos de compressão para 60 segundos de descompressão a 180 segundos de compressão para 90 segundos de descompressão (Guirro & Guirro. 2) Verificar a pressão arterial do paciente momentos antes do tratamento. e apos decorridos mais vinte segundos o mesmo ocorre na célula proximal.. 1988. Rucinski et al. 1993). 1991). Entretanto. 1990. 3) Realizar a medida de circunferência da área a ser tratada registrando-a. deve ser considerada a média entre a pressão sistólica e diastólica do paciente para determinar a pressão do seguimento distal e ajustar cada compartimento com um decréscimo de 20 mm/Hg (por exemplo. Quillen & Rouiller. as sensações esperadas e a duração do tratamento. de 40 a 60 mm/Hg nos membros superiores e entre 60 e 100 mm/Hg nos membros inferiores. Se o edema estiver aumentando de volume ou resistindo ao tratamento pode ser necessário um número maior de aplicações do tratamento por dia (Brewer et al.109 Prentice (2002).. Para o favorecimento da entrada de líquido no interior do sistema venolinfático. Ao final do período inicial. Prentice (2002) tratando a unidade de compressão pneumática intermitente com equipamentos multicompartimentais como bombas de compressão linear. Nos equipamentos multicompartimentais há divisão de compartimentos que são confeccionados sobrepostos para evitar garrote entre uma câmara e outra. 2000 ). Alguns protocolos utilizam uma seqüência de 30 segundos ligado por 30 segundos desligado. 80 mm/Hg para o compartimento da perna e 60 mm/Hg para o compartimento da coxa). Alguns autores (Starkey. Utilizando-se uma pressão de 20 mm/Hg favorece-se somente a entrada de líquido no meio linfático (Prentice. 2002). Prentice. 2002. outros protocolos adotam 1 minuto ligado por 2 minutos desligado e existem protocolos que invertem isto com 2 minutos ligado por 1 minuto desligado. pressão sistólica 120 mm/Hg e pressão diastólica 80 mm/Hg. Vinte segundos após o início da pressurização distal a célula mediana é insuflada. . E quanto ao tempo total de tratamento. outros autores relataram que as pressões terapêuticas aplicadas com este recurso têm como base os valores de pressão normal do sistema circulatório. 5) Inspecionar a pele do paciente... na maioria dos casos 10 a 30 minutos parecem apropriados.

fibroedema gelóide (celuite). 1992. pois pacientes em diálise tendem a desenvolver um edema em extremidades e hipotensão. 12) Solicitar ao paciente que realize exercícios leves de amplitude de movimento durante o ciclo desativado ou desligado. A compressão pneumática foi utilizada num estudo com o objetivo de avaliar os efeitos agudos da compressão pneumática intermitente (CPI) na região da coxa. 13) Durante o tratamento é necessário que o fisioterapeuta permaneça junto ao paciente certificando-se que este não está experimentando algo desconfortável. de acordo com os tubos de entrada e saída. melhora do trofismo e recuperação da elasticidade cutânea. 8) Posicionar o paciente em uma posição adequada e confortável à área de tratamento. . Soriano et al.. 9) Inserir a área a tratar no compartimento respectivo. amputação de um membro na qual o coto tende a desenvolver uma tumefação pelas posições dependentes.Sendo realizado o desbloqueio sobre o território dos linfonodos. na panturrilha. prevenção de varizes. pacientes que apresentam claudicação intermitente com o objetivo de aumentar o retorno venoso. edema traumático ocorrido após lesão de tecidos moles. insuficiência renal. 7) Como medidas de higiene. obesidade. melhora na drenagem linfática atuando sobre os vasos linfáticos. tomando cuidado para não deixar áreas enrugadas. relógios. em indivíduos claudicantes e em indivíduos arteriopatas que foram submetidos a enxerto bypass infra-ingüinal para isquemia de extremidade. edemas póscirúrgicos. etc. e na coxa e panturrilha juntos em indivíduos normais. úlceras estáticas desenvolvidas com presença de líquido no espaço intersticial por longo tempo. 2000): . Foram utilizados 16 . 10) Conectar o aparelho à unidade de compressão. 1992. 2000) comentaram que as unidades de pressão positiva podem ser aplicadas em casos como: Linfedemas e edemas venosos.110 6) Remover objetos como jóias. em pós-cirúrgico estético como lipossucção e lipoesculura para restabelecer a normalidade da área. APLICAÇÕES CLÍNICAS Alguns autores (Lafeber. . como em pacientes que desenvolvem linfedema pós-mastectomia. edema crônico em certos tipos de doenças neurológicas com inabilidade de movimentar um membro. Matzdorff & Green. insuficiência arterial. EFEITOS FISIOLÓGICOS / TERAPÊUTICOS A pressoterapia funciona através de um sistema de ajuste de pressões externas com finalidades terapêuticas proporcionando os seguintes efeitos fisiológicos e terapêuticos (Miedes..Favorece a circulação de retorno.Com um efeito antálgico e relaxante. 1981.Estimula a reabsorção dos líquidos intersticiais e de toxinas retidas. Soriano et al. . tanto linfática como venosa. este método promove a reabsorção dos edemas. . a pressão de insuflação e determinar o tempo total de tratamento. 1999. aconselha-se cobrir a área a ser tratada com stockinette (malha tubular) ou material similar. e reduzir a possibilidade de desenvolver trombose venosa profunda (TVP) no pós-operatório pela inatividade. 11) Ajustar o tempo de insuflação/desinsuflação ou seqüência de tempo ligado/desligado.Aumenta a elasticidade vitalizando os tecidos. McCulloch. como dor ou sensação de formigamento. se for necessário.

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Guirro & Guirro (2002). sendo que a endermoterapia utiliza uma pressão negativa através do vácuo. (2000). 2000). 1999).rolar)..113 INTRODUÇÃO O termo vacumterapia é muito simples para definir as novas possibilidades do uso do vácuo. EFEITOS FISIOLÓGICOS / TERAPÊUTICOS 1. nos anos 70. Segundo Soriano et al. realiza-se um boa drenagem linfática. quando a manipulação do cabeçote ocorre seguindo as vias linfáticas. Os autores mencionam ainda que o método tem origem francesa sendo denominado também de "palper roler" (palpar . 8] Aumento da produção de colágeno . localizados num cabeçote. Os autores começaram um estudo para determinar a segurança e eficácia desta técnica (Ersek et al. onde o uso de "cabeçotes" especialmente desenhados permitem uma aplicação dinâmica na terapia de aspiração. 1997) CONCEITO Segundo Soriano et al. permitindo um incremento na circulação sanguínea superficial. 2. porém. associado a uma mobilização tecidual através de "rolos" motorizados. assim como menor nível de vácuo[2]. aparecendo com isso um novo conceito: Terapia Subdérmica Não Invasiva (NIST). comparado com o membro sem tratar. podendo abranger grandes áreas e permitir a realização de variado número de manipulações distintas com objetivos e efeitos fisiológicos diferentes (Soriano et al. que utiliza a aspiração (sucção). é uma técnica de aspiração que atua a nível hipodérmico realizando uma massagem atraumática a pressão negativa. (2000). os pacientes tratados com a endermoterapia também mostraram uma melhoria no contorno do corpo e textura de pele. Drenagem linfática Estudos de Linfocintigrafia revelaram um aumento no fluxo linfático no membro tratado (300%). Ferrandes et al (2001). indicado para suavizar cicatrizes e padronizar a fisioterapia. tendo em vista que na técnica de drenagem linfática (manual e pressoterapia) se realiza uma pressão positiva no tecido. onde realiza uma mobilização profunda da pele e tela subcutânea. Melhora da qualidade cutânea[2. relatam que não há dados concretos que confirmem a hipótese de drenagem linfática provida pela endermoterapia. principalmente a nível ganglionar. várias máquinas estiveram em uso na França como um método alternativo por alterar distribuição de gordura no plano subcutâneo. Guirro & Guirro (2002). Este aumento em fluxo linfático foi prolongado e durou 3 horas pelo menos depois do tratamento completado (Watson et al. A endermoterapia surgiu na França. definiram como uma técnica de tratamento com equipamentos especificos. Orienta-se utilizar o modo pulsado de sucção.. Desde então. relatam que as técnicas de mobilizam os tecidos por aspiração ainda não provaram ser eficazes nem inócuos para a drenagem linfática.

3. tipo de celulite. estado da pele e tecidos (flacidez. assim como aumento da produção de colágeno. . 7. mediante a mobilização dos tecidos. Prevenção de fibrose[2] Ao nível das cicatrizes. 4. e favorecendo e acelerando a drenagem de toxinas. e retardando seu envelhecimento (esclerose). 8] Através da mobilização e descongestionamento dos tecidos. semelhante a uma vasoconstricção-vasodilatação. 9. Melhora do fluxo sanguíneo 114 Tanto a nível do segmento celulítico como do tecido adiposo.). 8. e também atuando ao nível da microcirculação. Este exercício vascular contribui para desbloquear a circulação fazendo com que o sangue e o oxigênio fluam intensamente para os tecidos celulítico e adiposo (caracteristimente mal irrigados). melhorando o trofismo celular. tônus. grossura de cada capa tissular. as aderências a tecidos profundos. 6. a presença de fibrose ou cicatriz. mais forte. A prega cutânea variará de acordo com a distorção e elementos que a integram em função de distintos fatores: área. e deixando a pele mais suave enquanto a estica. tensão. melhor oxigenação e regeneração. o pregueamento tecidual contribuirá ativamente para sua revascularização (estas áreas se enchem de sangue) [2]. O aumento do fluxo de sangue cutâneo alcança seu pico de perfusão em 10 minutos após o tratamento (400%). e dura por mais de 6 horas[9] 5. Antienvelhecimento[2. etc. Desobstrução dos poros e dos folículos sebáceos[2] Produzindo um efeito tipo esfoliação. Regulação térmica da pele[2] Através da vasodilatação e eliminação do suor. Redistribuição de células de gordura[9] PROPRIEDADES A sucção opera gerando uma prega cutânea constituída pelas distintas estruturas que se encontram debaixo desta[2]. etc[2]. idade. Exercício vascular[2] Produz uma ginastica vascular.

Em alguns casos a capacidade máxima de sucção dos aparelhos é muito forte. pois poderiam lesionar miofibrilas e fibras musculares[2]. as fibras musculares estarão menos influenciadas pela aspiração. Quanto menores forem estas perdas. no transcurso do tratamento deve-se sempre adequar a pressão. e vão desde quadrada a redonda. e uma válvula de escape que permite realizar giros e outros tipos de manipulações. Naqueles aparelhos em que por seu desenho ou construção gerarem perdas de ar. A maneabilidade do cabeçote quadrado. Deve-se realizar um teste de sensibilidade ao iniciar o tratamento e a cada vez que se trocar de cabeçote ou de área de tratamento. de modo que se houver troca de um cabeçote pequeno para um de maior diâmetro dever-se-á diminuir a pressão do motor para que a sensação de aspiração seja a mesma. quer na mangueira e suas conexões. além dos fatores próprios do tecido ou da área a tratar. As formas dos cabeçotes variam segundo o fabricante. ou no próprio cabeçote. a distorção e o grau de aspiração dos tecidos está em função de três fatores próprios do aparado que se utiliza[2]: a) Potência do motor Habitalmente os equipamentos de endermoterapia medem a potência de aspiração em mililibras ou libras. hematomas. é menor que a redonda. b) Perdas de ar Há possíveis perdas de ar entre o motor e a superfície cutânea a tratar. maior será a distorção dos tecidos para uma mesma pressão de aspiração. Alguns cabeçotes redondos permitem o . em virtude de sua forma. Entretanto.. menor será a quantidade de fibras musculares implicadas na formação da prega[2]. c) Tamanho da superfície de contato do cabeçote Quanto maior for o diâmetro do cabeçote de aplicação.115 Quanto mais tecido gorduroso houver na área. por isso recomenda-se que antes de iniciar qualquer tratamento deve-se realizar um teste de sensibilidade sobre a área a tratar. entretanto. Eles normalmente apresentam a incorporação de rolos motorizados ou não. para poder adaptar-se melhor à superfície a tratar[2]. etc. É importante vigiar o grau de aspiração especialmente nas áreas com pouco panículo adiposo. não fazendo parte da prega dos tecidos aspirados[2]. a potência real de aspiração será sempre inferior à potência programada. OS CABEÇOTES Os equipamentos de vácuo dispõem de cabeçotes de vários tamanhos. e se não forem adotadas medidas de precaução. que mesmo sendo transitório considera-se um efeito indesejável. pode-se produzir petéquias. Nas áreas mistas de celulite e tecido adiposo. mais se aproximará da potência de aspiração programada à potência real de aspiração.

Se usa nas fases de trabalhos localizados.Deslocamento linear O cabeçote de desloca seguindo uma linha reta sobre a área a tratar."Oito" grande Se realizam manipulações em forma de oito trabalhando em modo contínuo. na preparação para as manobras principais. os tempos de sucção e repouso podem ser regulados[2]. Após o esvaziamento. Isto deve gerar precaução ao se aumentar a sucção.116 movimento em todas as direções por possuírem bolas ao invés de rolos. elegendo a pressão obtida no teste de sensibilidade. O modo contínuo realiza uma sucção constante. ASPIRAÇÃO Normalmente. e drenagem. os equipamentos podem dar mais potência que a requerida pelo profissional ou suportável pelo paciente. iniciando com o esvaziamento ganglionar. No modo pulsado. Em alguns aparelhos a sucção pode realizar de dois modos distintos: contínuo ou pulsado. . . Tem finalidade hiperemiante e de remodelação. Se emprega ao realizar um teste. As principais manipulações sugeridas são: . as manipulações se realizam seguindo as normas gerais de drenagem. enquanto o modo pulsado atua de modo intermitente. utilizando modo pulsado com níveis baixos de sucção. TECNICA DE APLICAÇÃO MANIPULAÇÃO[2] É importante após o tratamento da celulite realizar manipulações de drenagem seguindo os principais troncos linfáticos. Os cabeçotes grandes podem apresentar depressões em seu interior que durante a sucção acentuam ainda mais as distorções (tensão-distensão) das estruturas que integram a prega succionada[2]. Realiza uma mobilização e remoção dos tecidos.

É também uma manobra hiperemiante e de remodelação .117 "Oito" pequeno Manobra idêntica ao oito grande. . porém de menor tamanho e mais rápido. É especialmente indicado para incidir nas áreas críticas do problema com uma ação muito hiperemiante.Zig-zag Trabalhando em emissão pulsada se realiza um movimento em zig-zag mudando a direção do cabeçote nos momentos de repouso da sucção.

mantendo em todo o momento a sucção do tecido.Deslocamento circular Enquanto se realizam círculos durante o deslizamento.Deslocamento-vibração Se apoia o cabeçote e se desloca linearmente enquanto que se realiza uma ligeira vibração no sentido perpendicular.Percussão-sucção Trabalhando de modo contínuo e com pressões altas. É uma manobra altamente hiperemiante e tonificante enquanto ajuda a remoção de tecidos . Tem um efeito fundamentalmente tonificante de sucção e remoção dos tecidos . mantém-se a sucção contínua e o deslocando linear do cabeçote . se realiza um aplicação rápida em forma de percussão sobre a pele alternando momentos de sucção (quando o cabeçote se apoia sobre a pele) com momentos de repouso com o desprendimento do cabeçote da superfície cutânea.118 .

A pressão ideal de tratamento é aquela em que aparece uma ligeira hiperemia. a pressão utilizada no teste foi excessiva para ser utilizada no tratamento desta pessoa. são realizadas manobras manuais de prega (beliscar e "rolar" a prega cutânea) para determinar as áreas críticas ou pontos álgicos do problema. Este valor de referência é o que se emprega na maioria das manipulações (oito grande e pequeno. Neste caso deve-se repetir o teste diminuindo a pressão. se programa uma pressão média de partida. Se observar o aparecimento de uma hiperemia local. (2000) recomendam duas sessões de tratamento por semana. As manobras devem ser realizadas no sentido das fibras musculares e linhas de tensão da pele. Celulite Tendo em vista que na celulite ocorre alteração do colágeno. deslocamento-vibração. Para realizar o teste de sensibilidade o paciente deve estar deitado. para o uso deste cabeçote. No teste com as mãos. porém que ao final de 10 segundos desaparece. desbloquear os tecidos. deve-se empregar pressão inferior a aquela obtida no teste (praticamente a metade). atuando inclusive nas fases mais avançadas do distúrbio. que favorece a fibroesclerose dos septos conjuntivos interlobulares. Se isto não ocorrer. no máximo três. Transcorrido este tempo. utilizase primeiramente o ultra som seguindo da endermoterapia. (2000) indicam a endermoterapia na celulite para favorecer a ruptura de fibroses. ainda que o tempo de desaparecimento da hiperemia for curto. esperar 10 segundos. amenizando as imperfeições da pele[1]. utiliza-se a sucção contínua. estimular a circulação sanguínea.. Estas áreas onde se realizará o teste.: Soriano et al. ou para tratar esta área testada. . mobilizar as gorduras e ativar o metabolismo dos adipócitos. INDICAÇÕES 1. Deve-se apoiar o cabeçote e se deslocar linearmente sobre as áreas críticas a tratar realizando uma única passada. tonifica e restaura a elasticidade normal da pele. Neste caso. Soriano et al.É aconselhável a associação com o ultra som nos tratamentos da celulite. para evitar flacidez tecidual[1]. Se o objetivo for a drenagem. TESTE DE SENSIBILIDADE[2] Sua finalidade é dupla: estudar o possível risco de fragilidade capilar e a sensibilidade à dor das áreas hipersensíveis (como em casos de celulite compacta) Este teste deve se realizar sempre antes de empregar qualquer tratamento e deve ser repetido com cada mudança de cabeçote ou de área de tratamento. OBS.119 Observações: . a endermoterapia melhora a maleabilidade do tecido. É preferível empregar o teste com valores baixos e ir aumentando em função dos resultados iniciais se for necessário. . deixando sempre um dia de intervalo entre elas. Com o teste usando o aparelho. Este valor pode ser praticamente aumentado em dobro para realizar a manipulação de percussão-sucção. deverá coincidir especialmente com as áreas do tratamento. a hiperemia deve ter desaparecido.As técnicas supracitadas podem ser realizadas de forma única ou combinadas com outras técnicas manuais ou eletroterápicas.). A pressão programada nunca deve ser dolorosa.. deslocamento circular.

facilitando a passagem da cânula em técnicas como a lipoescultura e liposucção. inflamação..2. Complemento às técnicas de remodelação corporal[2] Principalmente em técnicas de eletroestimulação. ajuda a reabsorver os edemas e hematomas pós liposucção. Queimaduras Evitar seqüelas de fibroses e aderências cicatriciais CONTRA-INDICAÇÕES[2] 1. 5. lipoclasia. 5. uniformiza os tecidos após a lipescultura. Para evitar cirurgia[2] Quando deseja-se evitar intervenções cirúrgicas como a lipoescultura. Hipertensão arterial não controlada Em virtude da drenagem linfática desembocar na corrente sanguínea podendo aumentar. flebites e tromboflebites 8. Desordens musculares[2] Casos de mialgias e contraturas (através da massagem) 9. Varizes. Afecções da pele Erupções. Diabéticos . (2000) em caos de estase de líquidos (edema) venosa ou linfática 10. Gestação Evitar no abdome e nas áreas vizinhas 6. Constipação intestinal[2] Incidindo a nível abdominal e seguindo o trajeto do colon. mesoterapia. e lipoclasia (elimina as irregularidades). Drenagem linfática[2] Segundo Soriano et al. junto com o ultra som ajuda a desagregar as fibroses persistentes em pós cirurgias. 8. Fragilidade vascular 2. 4. etc. assim como tonificar e restaurar a elasticidade normal da pele. liposucção. antes da cirurgia. 7. 6. Tratamento com anticoagulantes 7. a pressão sanguínea. melhora a qualidade das cicatrizes pós cirúrgicas. etc. Tumores 3. estrias. liposucção e lipoclasia. Obesidade generalizada[2] Para modelar a silhueta. Não aplicar sobre olhos ou ouvidos 4. 3. infecções. etc 9. de forma transitória. feridas. Pré e Pós cirúrgico[2] 120 Ajuda a amenizar a capa fibrosa da hipoderme. Desordens do tecido conectivo[2] Cicatrizes.

3 tiveram um aumento em peso de corpo e uma redução de diâmetro do corpo de 1. Nenhuma evidência de mobilização de tecido gorduroso foi achada. mas não demonstrou nenhuma melhoria significante. (1998) realizou um estudo composto de 85 mulheres entre as idades de 21 a 61 anos.85 cm. O tratamento com a endermologia não evocou uma cura de ferida clássica ou resposta inflamatória. . Os autores concluíram também que a endermologie é recomendado pos-liposucção para maximizar o contorno corporal e reduzir irregularidades estruturais. Para isso. também foi observado alguma distorção e rompimento de membranas de célula de adipócitos. Chang et al. Preservar de certa forma a integridade do tecido conjuntivo.34 cm. compararam com observações durante o período pós menopausa durante terapia de substituição hormonal. faixas longitudinais de colágeno na camada média e profunda de tecido subdérmico. no que diz respeito a melhora do contorno do corpo. Cuidado com as áreas umbilical e inguinal (utilizar pressões baixas) [2] 2. Benelli et al (1999) notaram uma interação da Endermologia com os efeitos do estrogênio. verificaram com o uso da endermologia. e nenhum produto de desarranjo da gordura ou metabólico foi detectado no sangue ou urina. Adock et al. para maior efetividade[2] 4. mudanças de arquitetura nos tecidos tratados. mostraram que o uso da endermologia depois do ultra som precedendo a lipoplastia melhorou os resultados pós-operatórios com respeito a redução no aparecimento de celulite e redução da taxa de revisão subseqüente. Todas menos uma das pacientes tiveram uma diminuição no índice de diâmetro de corpo ao final de ou 7 ou 14 sessões de tratamento. não evidenciou qualquer aumento da vascularidade tecidual ou divisão celular. como por exemplo. (Ersek et al. Utilizar baixas pressões em casos de drenagem linfática. musculatura e sensibilidade. La Trenta & Mick (2001). Das 22 mulheres que completaram sete sessões de tratamento. em estudos realizados em porcos yucatan. Foi vista uma diminuição em índice de circunferência de corpo. PESQUISAS Um estudo composto de 22 mulheres entre as idades de 24 e 48 anos.121 PRCAUÇÕES 1. 46 pacientes completaram sete sessões de tratamento e mostraram uma redução de índice circunferência corporal de 1. com acumulação de colágeno denso (130%). atenuar eventual desconforto provocado pela aspiração e pinçamento da prega cutânea. Nenhuma evidência de dano na pele ou no músculo foi notado. Seis destas 22 mulheres completaram todas as 14 sessões dos tratamentos prescritos. Buscando resultados estatisticamente mais precisos. 1997). Regular a pressão em função do tipo de pele. usando antes do ultra som pré lipoplastia. O tratamento não causou diminuição em densidades de tecido subcutâneo. Dentre os 85 pacientes. o retorno da menstruação em pacientes com amenorréia e efeitos tróficos na pele e tecido conjuntivo subcutâneo. quando compararam os efeitos clínicos observados em alguns pacientes que sofreram tratamento regular.38 cm. facilitar as manobras e o deslizamento dos roletes em todas as regiões. mesmo havendo perda ou ganho de peso na maioria dos casos. mostrou que todas as 22 mulheres completaram pelo menos sete sessões de tratamentos. Três das seis pacientes que completaram todas as 14 sessões de tratamento tiveram um aumento em peso corporal e uma redução do diâmetro de corpo de 2. Uso de malha de contenção corporal para garantir maior higiene ao tratamento. (1998).83 cm. enquanto 39 pacientes que completaram 14 sessões de tratamentos mostraram uma redução de índice de circunferência corporal de 1. para que não haja dor[2] Pode ser importante a realização de uma teste de sensibilidade antes de qualquer tratamento[2] 3. Trabalhar em cima da pele completamente limpa e livre de qualquer tipo de cosmético[2] 5.

Ed Manole . Recursos e Patologias. 381 2. S. pp. J. Aesthetic Plast. J. Continuing Medical Education Examination-Body Contouring Analysis of the Cutaneous and Systemic Effects of Endermologie in the Porcine Model. Surg. 1997. CANNISTRA C. J. Jan/Feb • Vol. SALISBURY AV. SALISBURY. M. D. ADCOCK. D. 1999. PÉREZ. 1998. B. BAQUÉS. J. P. Ed. 1998.. ERSEK RA. Noninvasive mechanical body contouring: (Endermologie) a one-year clinical outcome study update. S. L. 2002. GUIRRO. 2002 . SORIANO. WISEMAN J. DAVIS. CUTCLIFFE. Aesthetic Surg J. R.pp. GE. 2001. O.Electroestética Professional Aplicada Teoria y Práctica para la Utilización de Corrientes en Estética . NANNEY..S. BERTA JL. C. S. SHAW.. C.122 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. CHANG P. R. 19 • Number 1 . 183-194 3. C.21(2):61-7 5. R. THEYS. Aesthetic Plast Surg Mar-Apr. A. Manole. B. Recursos e Patologias. MANN. 1999.23(5):312-5 7. 18 • Number 6 9. BENHAMOU G. O. JACOBY T. Fisioterapia Dermato . Noninvasive mechanical body contouring: a preliminary clinical outcome study.. R.Espanha . Aesthetic Surg J Nov/Dec • Vol..Funcional – Fundamentos. R. E. S. GUIRRO.. FERRANDES. M. S. & GUIRRO. 2000 . SHACK.3ª Ed. Reeducação Vascular nos edemas dos membros inferiores. AMRAM P. 128. Ed Manole . ERSEK. Endermologie: humoral repercussions and estrogen interaction.. D. Aesthetic Plast Surg Mar-Apr.V. G..3ª Ed. Fisioterapia Dermato . & GUIRRO. PAULSEN. E.A.22(2):145-53 6. & MICK. W. R. FODOR. La TRENTA. I. BOUCHET.. BENELLI L.. Sep-Oct. Aesthetic Surg J. pp. Mar/Apr • Vol. Apud. C. J. C. Endermologie after external ultrasound-assisted lipoplasty (EUAL) versus EUAL alone. Revisada e ampliada 4. 2001. WATSON.Funcional – Fundamentos. C. Y. 21 • Number 2 8. Physiological Effects of Endermologie: A Preliminary Report. SALISBURY. S.Sorisa . L.. B. SAYAH.. Revisada e ampliada.

Cargas Elétricas Todos os corpos são formados por um grande número de átomos. (110 / 200 Volts) Corrente elétrica É um fluxo ordenado de elétrons que se produz quando existe uma diferença de potencial entre os extremos de um condutor. A Diferença de potencial ou tensão mostra o desequilíbrio elétrico existente entre os pólos de um gerador. Se um corpo ganha elétrons. fica carregado negativamente. este passará a um outro estado. pois tem excesso de elétrons. Daí a origem da palavra eletricidade. ÍON .C. elektron significa âmbar. é necessário que uma “força” os impulsione. Se elétrons forem retirados ou colocados no corpo neutro. em determinado material. Os átomos. Divide-se em: Eletrostática e Eletrodinâmica. Se um corpo perde elétrons.é o átomo que tenha adquirido carga elétrica pelo ganho ou perda de elétrons. A unidade de medida da DDP é o Volt. Classificam-se em cátions (positivos) e ânions (negativos) ELETRODINÂMICA É a parte da física que estuda os corpos elétricos em movimento.123 INTRODUÇÃO ELETRICIDADE . temos zonas com falta ou excesso de elétrons (Diferença de Potencial (DDP). .. e o nêutron não possui carga elétrica. em grego. pois tem excesso de prótons. possuem prótons e nêutrons. A essa força chamamos de força eletromotriz. Para que os elétrons possam se deslocar de um lado para outro. no século VII A. denominado eletrizado. ELETROSTÁTICA É a parte da eletricidade que estuda os corpos elétricos em repouso. O próton tem carga positiva.É a parte da física que estuda as manifestações elétricas. em torno do núcleo circundam os elétrons. no seu núcleo central. o elétron carga negativa. Histórico Tales de Mileto. fica carregado positivamente. de atrair corpos leves quando atritado por um pano (lã). pois. e ela ocorre quando. conhecia a propriedade apresentada pelo âmbar amarelo (resina fóssil de cor amarela empregada em joalheiria e ornamentação). Dizemos que um corpo está no estado neutro quando o número total de prótons é igual ao de elétrons.

baterias solares ou pela corrente residencial obtida através de geradores eletromecânicos. . seus elétrons se deslocam numa única direção (isto ocorre quando um gerador pode manter os extremos de um circuito carregados negativo e outro positivo). Na prática. e não possui efeitos polares. sendo denominados isolantes ou dielétricos. a diferença de potencial necessária á circulação de uma corrente.(fios e componentes do equipamento). Isto leva ao aquecimento do condutor. i Farádica t Resistência É uma dificuldade oferecida pelo condutor à passagem da corrente elétrica. quanto mais alto o valor da tensão (diferença de potencial). eles colidem com os átomos existentes no material do condutor.o miliAmpére (mA) e o microAmpére ( A). plástico e mica não permitem uma boa movimentação de cargas elétricas. A unidade de medida da intensidade da corrente é o Ampére. utilizamos aparelhos com seus submúltiplos . Os metais. seus elétrons ora se deslocam numa direção ora em outra (isto acontece quando um gerador de corrente alternada origina uma troca contínua de polaridade nos extremos de um circuito). são chamados condutores de eletricidade. ou seja. A unidade utilizada na mensuração desta energia é o joule. b) Corrente alternada . que permitem fácil movimentação das cargas elétricas através de sua estrutura.quando a corrente é unidirecional. onde não ocorre fluxo de corrente. é proporcionada por pilhas e baterias secas. ou seja. Classificação da corrente elétrica: a) Corrente contínua . i t Se esta corrente é interrompida por períodos. passará a ser chamada de corrente galvânica interrompida.124 A quantidade de fluxo de elétrons através de um condutor se conhece como intensidade da corrente. seu gráfico possui duas fases (positiva e negativa).quando a corrente é bidirecional. A intensidade da corrente é proporcional à tensão aplicada. Borracha. e possui efeitos polares. ou seja. baterias eletroquÍmicas. para suprir as necessidades de um equipamento. Quando elétrons fluem através de um condutor. maior a intensidade da corrente que circula no circuito (força eletromotriz). transferindo energia para estes átomos. seu gráfico possui apenas uma fase (positiva ou negativa). Na prática fisioterápica.

senoidal (sinusoidal) e contínua Os pulsos podem ser monofásicos. Freqüência A frequência é uma característica dependente do tempo e é mensurada em Hertz (Hz). quando se descrevem nas duas fases e não originam efeitos polares. ou seja.na faixa de 1. É medido em milisegundos ou microsegundos. quando estão somente em uma fase (positiva ou negativa) e dão origem a efeitos polares. dependendo do fim a que se destinam.000 Hz em diante A freqüência também interfere no limiar sensitivo. Comparando correntes de diferentes freqüências. Formas de pulso As correntes utilizadas na prática clínica podem apresentar várias formas de pulso (onda) das quais são decorrentes às suas denominações.: Os pulsos simétricos tendem a ser menos dolorosos quando aplicados a uma grande massa muscular.000 Hz a 100.na faixa de 1 Hz a 1.de 100. constatase que a corrente de 400 Hz apresenta uma resistência cerca de 80 vezes menor que a de 50 Hz. ou bifásicos. . Divide-se em: a) Baixa freqüência .000 Hz c) Alta freqüência . uma vez que altas freqüências apresentam resistências menores da pele à passagem da corrente elétrica. Os resistores podem ser apresentados de diversas formas e tamanhos. Pulso bifásico assimétrico único Pulso bifásico simétrico único Obs. pois há uma quantidade igual de estimulação sob ambos os eletrodos[110] Tempo de duração de pulso (cronaxia) É o tempo que perdura a estimulação elétrica. quadrática. A potência do resistor é medida em Watts (1 joule/segundo).125 Resistor é um dispositivo eletrônico capaz de oferecer uma resistência pré-determinada à passagem da corrente elétrica.000 Hz b) Média freqüência . ela referese à freqüência com que os elétrons passam na corrente ou ao número de pulsos existentes durante um segundo[104]. 50 e 400 Hz. sendo que freqüências maiores desencadeiam percepções menores. é o tempo de duração da passagem da corrente para os tecidos. As formas de pulso mais comuns são: triangular.

MD . Podem ser confeccionados com diversos tipos de material: chumbo. intervalo ou repouso.1988 25-. cobre. auto-adesivo (gel).NEUROANATOMIA FUNCIONAL . O intervalo entre um pulso e outro chama-se pausa.Ed Guanabara .1996 10.250 microsegundos 126 A duração de pulso ideal para provocar contrações musculares máximas varia entre 300 a 500 microssegundos. Modulação É qualquer alteração (ou programação) que se faz na corrente original.Ângelo Machado .Sheila Kitchen e Sarah Bazin . Atheneu . I.V. tela de latão.FÍSICA .10ª Edição . em forma de tubos. retangulares e redondas. Moderna 12.São Paulo – 1998 16. etc Possuem várias formas de utilização: em forma de placas quadradas. S. Midiograf .250 a 400 microsegundos Músculos do tronco . J. etc REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 02. alumínio. Guyton. . colocadas sobre a pele.1999 .N.Ed. ENRAF NONIUS DELFT . máscaras. que está sendo produzida no equipamento. den Adel.1ª Ed.ELETROTERAPIA DE CLAYTON .Londrina-PR . . Pode ocorrer devido às variações de largura e amplitude de pulso.ENRAF NONIUS DELFT 1990 104. Eletrodos Têm como função básica transmitir a corrente.JAN 1986 27. Omote .Arthur C.CORRIENTES DIADINÂMICAS .Valores da cronaxia dos nervos motores[104]: Membros superiores .FISIOLOGIA HUMANA .Manual Clínico .Ed. Luykx .Salgado.ELETROFISIOTERAPIA . da freqüência da corrente ou em trens de pulso. ao paciente. banhos. canetas.Liv. silicone. A. R.1ª Edição brasileira .B. independente da intensidade da corrente[105].150 a 250 microsegundos Membros inferiores .Holanda .1982 Ed.H. As durações de pulso menores que 1 milisegundos (ms) não são capazes de estimular músculos desnervados.ELECTROTERAPIA DE FRECUENCIA BAJA Y MEDIA .R. Manole .V.

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