FIS

Fábio dos Santos Borges
- Coordenador do curso de pós graduação em Fisioterapia Dermato-Funcional da Univ. Gama Filho - Fisioterapeuta do Hospital Central do Exército - Professor da Universidade Estácio de Sá (UNESA) e Universidade Iguaçu (UNIG-RJ) - Tel.: (021) 9958 9474

- E-mail: fabioborges2000@gmail.com

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ÍNDICE
Pag. - Ultra Som ........................................................................... 02 - Corrente Galvânica ........................................................... 26 - Desincrustação .................................................................. 36 - Corrente Farádica ............................................................ 40 - Corrente Russa ................................................................. 42 - Microcorrente .................................................................. 55 - Eletrolifting ...................................................................... 65 - Eletrolipoforese ............................................................... 72 - Alta frequência ............................................................... 77 - Laser ................................................................................. 83 - Peeling Ultrasônico .......................................................... 97 - Pressoterapia ................................................................... 100 - Endermoterapia............................................................... 104 - Conceitos básicos de eletroterapia ................................ 113 - Mapa dos Pontos Motores .............................................. 117

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INTRODUÇÃO: Som é toda onda mecânica perceptível ao ouvido humano. Onda: É toda perturbação que se propaga no espaço, afastando-se do ponto de origem. Propaga energia e não matéria. Qualquer objeto que vibra é uma fonte de som. As ondas sonoras podem ser geradas mecanicamente, como por exemplo com o diapasão. Em fisioterapia / medicina se geram por meio dos chamados transdutores eletroacústicos. As ondas mecânicas perceptíveis ao ouvido humano estão compreendidas, aproximadamente, entre as freqüências de 20 Hz a 20.000 Hz. Quanto maior a freqüência, mais agudo é o som; quanto menor for a freqüência mais grave é o som. Os sons de freqüências abaixo de 20 Hz e acima de 20.000 Hz são inaudíveis ao ouvido humano, sendo denominados, respectivamente, infra-sons e ultra-sons. A velocidade de propagação do som depende do meio onde ele se propaga e também da sua temperatura. No ar, a 0ºC, a velocidade é de aproximadamente 330 m/s; a 20ºC, de aproximadamente 340 m/s. O som, sendo onda mecânica, não se propaga no vácuo. Nos demais meios onde se propaga pode sofrer reflexão, refração, difração e interferência. Aproveitando este fenômeno, o homem desenvolveu o sonar dos navios (capaz de mapear o fundo dos oceanos e localizar corpos móveis). Substituindo os feixes ultra sonoros por ondas eletromagnéticas, aproveitando o mesmo princípio, o homem desenvolveu e aperfeiçoou o Radar. Hoje já se utiliza corriqueiramente os ultra-sons para se verificar o desenvolvimento do feto na vida intrauterina ou o estado das vísceras e mal formações. ULTRA SOM TERAPÊUTICO Conceito: São ondas sonoras (vibrações mecânicas) não percebidas pelo ouvido humano, cujas faixas terapêuticas encontram-se normalmente na faixa entre 1 Mhz e 3 Mhz. Estas ondas são produzidas a partir da transformação da corrente comercial em corrente de alta freqüência, mais ou menos 870 Khz, que ao incidir sobre um cristal (cerâmico, ou material similar), faz com que o mesmo se comprima e se dilate alternadamente, emitindo ondas ultra-sônicas na mesma freqüência da corrente recebida. Por terapia ultra sônica entende-se: É o tratamento médico mediante vibrações mecânicas com uma frequência superior a 20.000 Hz[11] Histórico: 1917- Descoberto por Langevin 1939- Pohlmann constrói um aplicador terapêutico, que realizou sua primeira aplicação eficaz e moderna no Hospital Martin Luther de Berlim.

4]. DIREÇÃO DE PROPAGAÇÃO Impedância acústica: Resistência oferecida pelos tecidos à passagem das ondas ultra sonoras. em um meio mais compressível (ar) a transmissão é mais lenta. A velocidade da onda ultra sônica é inversamente proporcional à compressibilidade de seu meio de propagação.4 BIOFÍSICA Propagação: As ondas sonoras necessitam de um meio para se propagarem (líquidos. ocorre quando a impediência acústica dos meios forem diferentes[3. porque há mais espaço entra as moléculas e assim podem ser facilmente comprimidas. ou seja. gases. Um pequeno movimento já afeta a molécula subsequente. Se os dois meios possuírem a mesma impedância acústica isto não ocorrerá. raio incidente raio refletido superfície . conservando sua freqüência e velocidade. Uma molécula percorre uma distância relativamente longa antes de afetar a mais próxima. Cada tecido tem uma impedância acústica diferente. as ondas ultra-sônicas[1. Não se propagam no vácuo. Ondas de compressão/tração: É o modo como se propagam pelo meio. assim líquidos e sólidos têm velocidade de propagação mais rápida[4]. 11]. A propagação da energia ultra sônica nos tecidos depende principalmente de dois fatores: características de absorção do meio biológico e reflexão da energia ultra sônica nas interfaces ticiduais[3]. Por outro lado. 4. Reflexão: Se dá quando uma onda emitida volta ao meio de origem. e sólidos). A reflexão em uma superfície. líquidos e sólidos são menos compressíveis porque suas moléculas ficam mais próximas umas das outras.

084 1. a onda incidente terá parte refletida e o restante refratada em direção paralela a superfície ou interface. 1986 1 MHz 0. maior será a absorção.76 0.36 2.2 --1.28 3.48 8.76 1. Por isso tecidos ricos em colágeno absorvem grande parte da energia do feixe ultra sônico que os atravessa.12].0006 0.22 0. COEFICIENTE DE ABSORÇÃO NOS DIFERENTES TECIDOS (FREQ. raio incidente raio refletido ∀ I meio 1 meio 2 * ∀ I = Ângulo incidente * ∀ Rf = Ângulo refratado ∀ Rf raio refratado Absorção: É a capacidade de retenção da energia acústica do meio exposto às ondas ultra-sônicas.5 Refração: Se dá quando uma onda emitida. 1 e 3 MHz) MEIO Sangue Vaso sanguíneo Osso Pele Cartilagem Ar (20°C) Tendão Músculo Gordura Água (20°C) Tecido nervoso Fonte: Hoogland. tornando o tratamento inócuo. mas conservando sua freqüência.62 1.4. pois um desvio maior que 15º do raio incidente com a linha perpendicular (∀ I) provoca um ângulo de refração de maneira tal que. O feixe ultra-sônico deverá ser aplicado sempre perpendicularmente à superfície de tratamento.16 2.) 0.028 0. onde são absorvidas pelo tecido e transformadas em calor.6 . 11].4 3.86 3.12 0. menor o comprimento de onda.28 0. Garcia (1998) menciona que pesquisas realizadas mostraram que o coeficiente de absorção aumenta quando se eleva a quantidade de proteína presente no meio condutor. A onda de som penetra no tecido ou interface à um ângulo (chamado de ângulo de incidência) e sai destes tecidos ou interface a um ângulo diferente (ângulo de refração).0018 0. As proteínas são as que mais absorvem a energia ultra sônica [3. Quanto maior a freqüência do ultra som. passa para outro meio (interfaces diferentes) sofrendo mudança na sua velocidade. Consequentemente no ultra som de maior frequencia haverá maior interação das ondas sonoras com os tecidos superficiais.42 0.28 (feixe perpendic.14 0.84 (feixe paralelo) 0. fazendo com que haja uma menor penetração[4.2 3 MHz 0.

6 mm 50.0 mm 24. Isto nos possibilita deduzir que o ar é o meio de menor propagação da onda ultra sônica. 11]. consequentemente absorvem maior quantidade de energia[4].Tendão . decorrente da homogeneidade do tecido. conforme tabela abaixo: TABELA DE REDUÇÃO DE 50% DA POTÊNCIA (D/2) 1 Mhz .0 mm (Tec. etc) é menor.Pele .500. Perpendiular. respectivamente.Músculo . pela reflexão e refração nas interfaces e pela absorção do meio. fibras.0 mm 2.2 mm 9. Paralelo) 16. em determinados tecidos com espessuras específicas.Osso .Cartilagem . até chegar a um ponto chamado de atenuação. Outro meio que merece destaque é a gordura onde o coeficiente de absorção é baixo.833.0 mm 2.8 mm 2.0 mm . pele. 1986 3 Mhz -----4. substância de acoplamento. células. possuem impedância acústica diferentes (ar. Em todos os meios podemos observar que a absorção é maior para frequências de 3 MHz. Interfaces: São as diferentes estruturas por onde trafegam as ondas ultra-sônicas durante a terapia.1 mm 6. e isto decorre do fato de que quanto maior a frequência menor o comprimento de onda.5 mm 3. ou seja a amplitude e intensidade diminuem a medida que as ondas de ultra-som sob sua forma de feixe passam através de qualquer meio. Efeito tixotropo: Consiste na propriedade que apresentam os ultra-sons de “amolecerem” (transformar em estado gelatinoso) substâncias em estado mais sólido[11] Atenuação: Quando se tem a penetração da onda ultra sônica no tecido orgânico.Água Fonte: Hoogland. portanto o tempo de relaxamento das estruturas sonadas (moléculas.[4. teremos perdas na capacidade terapêutica do ultra som que irão acontecer. músculos. Cada tecido possui valores diferentes de atenuação.0 mm 0.Ar .0 mm (Tec.1 mm 11.0 mm 3.) 8. tecido conjuntivo. ossos).0 mm 11. O feixe tem sua intensidade original reduzida pela metade a determinada distância.5 mm 6.3 mm 2.Gordura .6 Os dados referentes aos coeficientes de absorção apresentados na tabela acima nos mostram que o ar e a água são os dois extremos com maior e o menor índice. Esta diminuição de intensidade é causada pela difusão de som em uma meio heterogêneo.

À medida que a face frontal do transdutor se desloca para trás e para a frente. Se uma pressão for aplicada em cristais de quartzo ou em outros materiais policristalinos como o titanato zirconato de chumbo ou no titanato de bário se produzem mudanças elétricas na superfície externa desse material piezoelétrico. Guirro & Guirro (1996) afirmam que o PZT varia sua forma na dependência do pulso elétrico ser positivo (altera sua espessura) ou negativo (altera seu diâmetro). regiões de compressão e rarefação se afastam desta parte.Tecido ósseo .Água Fonte: Hoogland.Tecido tendinoso . emitindo com isso ondas sonoras. MEIO .7 Profundidade de penetração: A profundidade de penetração é a distância (ou profundidade) a qual a intensidade sônica cai a 10% de seu valor original e serve para verificar se é possível esperar algum efeito terapêutico a esse nível[11]. formando uma onda ultra sônica.Gordura . 1986. O transdutor mais comumente utilizado no ultra som transforma energia elétrica em energia mecânica. ele irá alternadamente ficar mais espesso e mais delgado.Pele . Um cristal piezoelétrico tem a propriedade de mudar de espessura se uma voltagem for aplicada através de sua substância. Efeito Piezoeléctrico: O ultra som é gerado por um transdutor.330 mm 10 mm 10 mm 55 mm 12. em 1880[4].Cartilagem . Tabela de Profundidade de Penetração.770 mm 1 MHz 7 mm 37 mm 20 mm 21 mm 3MHz ------12 mm 7 mm 7 mm . ou seja. [12] 30 mm 82 mm 165 mm 38. Foi descoberto por Pierri e Jacques Curie. em comparação com sua espessura em repouso. Isto é conhecido como efeito piezoelétrico[11].Tecido muscular: Feixe perpendicular Feixe paralelo . O transdutor é um dispositivo que transforma uma forma de energia em outra.

forem refletidas por uma interface entre meios com impedância acústica diferentes.1: Atualmente os cristais utilizados nos aparelhos de ultra-som são os cristais cerâmicos. e menor preço. ou seja. zircônio e titânio é um excelente sintético pela sua durabilidade e eficiência em converter corrente elétrica em vibrações mecânicas. Ondas estacionárias Ondas estacionárias poderão ocorrer se parte das ondas de ultra-som viajando através do tecido. atingir temperaturas mais altas [11]. 4. nas fibras de colágeno e proteínas corporais. Eles necessitam de uma voltagem alta para emitiram ondas sonoras[56] Modelo de cristal de PZT utilizado no ultra som OBS.8 Os cristais de quartzo não são mais utilizados no Brasil.12] . A liga entre chumbo. 16] Estável: As bolhas de gás que são formadas nos líquidos orgânicos sofrem ação das ondas sonoras. em uso. os cristais cerâmicos possuem maior estabilidade estrutural. e os mais empregados no mundo inteiro são os de PZT (Titanato Zirconato de Chumbo). maior rendimento acústico. a cavitação instável pode promover danos teciduais decorrentes das altas temperaturas e pressões geradas em razão da liberação de energia no instante da ruptura da bolha de gás. maior resistência à queda (menos sensíveis a choques mecânicos). até que “explodem” (devido ao ganho muito grande de energia) e isso provoca um aquecimento muito grande a esse nível.2: Os efeitos piezoelétricos no corpo humano são observados especialmente no tecido ósseo. e entram em ressonância. na fase de compressão (são comprimidas e o gás se move de dentro da bolha para o fluido circundante) e de tração (aumentam sua área e o gás se move do fluido para dentro da cavidade). Instável: Se a intensidade for muito elevada ou o feixe ultra-sônico ficar estacionário vai acontecer um um colabamento dessas bolhas e elas vão ganhando energia. [3. É possível que esses efeitos influenciem nos efeitos biológicos do ultra som. Possuem ainda a capacidade de manter suas propriedades piezoeletricas quando. Ao contrário. A ocorrência de cavitação instável pode ser minimizada pela movimentação constante do transdutor e a administração de baixas doses. Eles necessitam de uma voltagem alta para emitiram ondas sonoras[11] OBS.: A cavitação pode ser visualizada ao colocarmos um pouco de água sobre o cabeçote e ligarmos o aparelho.[11] Cavitação:[3. E se as ondas que incidem na interface são refletidas se tornam superpostas a tal ponto que seus picos de intensidade se somam. 12. OBS. Os cristais de quartzo não são mais utilizados no Brasil. Somente a cavitação estável pode ser considerada terapêutica visto que seus efeitos são basicamente não térmicos.

com isso haverá um equilíbrio entre as doses de ultra som na região sonada. CAMPO DISTANTE . pois como no campo próximo há pontos de alta e baixa intensidade. E a intensidade diminui gradualmente ao aumentar a distância do transdutor. O campo distante caracteriza-se por uma baixa taxa de não uniformidade do feixe (baixa BNR). 3. ou seja. o campo próximo tem uns 10 cm de comprimento. Nas aplicações de ultra-som subaquático deve-se evitar o campo distante aproximando o cabeçote da superfície a ser tratada. Isto não ocorre no campo distante. pois existem pontos onde ocorrem alta intensidade e pontos onde ocorrem baixa intensidade. ou seja. pois este efeito é minimizado pela atenuação do feixe nas estruturas orgânicas à medida que penetra (absorção). há a facilitação da complacência dos tecidos (células. 11. o valor do BNR (coeficiente de não uniformidade do feixe) não pode ser menor que 4. o feixe ultra sônico neste campo possui alta taxa de não uniformidade (alta BNR). 12] 9 Pode-se distinguir duas áreas de um feixe ultra sônico: campo próximo (zona de Fresnel) e campo distante (zona de Fraunhofer). Na teoria. ocorrem ausência quase total de fenômenos de interferência e o feixe é mais uniforme (possui grande divergência). podendo prover picos de até 5 a 10 vezes maiores que o valor ajustado no aparelho (às vezes picos 30 vezes mais altos). O campo próximo possui uma pequena covergência e caracteriza-se por fenômenos de interferência no feixe ultra sônico que podem conduzir a picos de intensidade que podem causar lesões tissulares. Quando se usa o ultra som no método direto sobre a pele o efeito de "alta intensidade" do campo distante não traz risco de lesão. os picos de intensidade que ocorrem em algumas estruturas orgânicas são repassados para as estruturas vizinhas onde a intensidade está menor. isto quer dizer que sempre deve levar-se em conta a possibilidade de picos de intensidade pelo menos 4 vezes superiores aos valores ajustados. e com isto poderá haver risco de lesão. Para que se possa minimizar o efeitos de picos de intensidade no campo próximo e prover segurança no tratamento deve-se movimentar o cabeçote durante a aplicação do ultra som. Em virtude disto. pois como não há áreas com pontos de alta e baixa intensidade não ocorrerá a distribuição das doses recebidas entre os tecidos (complacência tecidual) para que haja um equilíbrio da energia sônica recebida. O valor do BNR em cabeçotes bem fabricados situa-se entre 5 e 6.Campo próximo / distante[1. pois isso torna o campo mais homogêneo (mais uniforme). No ultra som de 1 MHz com um cabeçote usual de 5 cm2. já que o comprimento de onda é proporcionalmente menor. e para um cabeçote de 1 cm2 o campo próximo mede uns 2 cm de comprimento. etc). as ações terapêuticas serão produzidas principalmente no campo próximo. O comprimento do campo próximo depende do diâmetro do “cabeçote” e do comprimento de onda. ou seja. moléculas. No ultra som de 3 Mhz o campo próximo é três vezes maior.

Pôr não se saber qual a quantidade de energia ultra-sônica que é absorvida por estes tecidos.Segundo Hoogland (1986) penetra cerca de 3 a 4 cm . Garavello et al (1997) ao pesquisarem. .: No tocante à profundidade de penetração. podendo trazer alterações estruturais no equipamento. O requisito principal para que o agente sirva como meio de acoplamento é que ele tenha uma impedância acústica similar à da pele (minimiza a reflexão). que se manifesta sempre antes de ocorrerem lesões irreversíveis. Atualmente a indústria de aparelhos de ultra som voltados para tratamentos estéticos fabricam também aparelhos com frequência de 5 MHz. por meio da dor perióstica (quando há uma cavitação instável na superfície óssea).No implante metálico 90 % de radiação ultra-sônica que chega é refletida e concentra-se nos tecidos vizinhos (ondas estacionárias). Portanto.considerado atérmico) . alguns profissionais contra-indicam este procedimento para se resguardarem de possíveis acidentes que poderiam causar lesões. 2000). o ultra-som pode ser Contínuo (lesões crônicas . O ultra-som não aquece o implante metálico (Andrews e col. E esta reflexão faz com que o som volte para a região do cristal.Lesões superficiais OBS. .[12] .5 cm REGIME DE EMISSÃO DE ONDAS SONORAS .O som na faixa dos megahertz (MHz) não se desloca através do ar[12]. Para a superfícies do corpo muito irregulares pode-se usar água num reservatório.Segundo o regime de emissão de ondas sonoras. concluíram que o implante metálico pareceu não induzir a temperaturas excessivamente altas.Gann (1991) e Draper (1996) mencionam uma profundidade de 2.grande efeito térmico) ou Pulsado (lesões agudas . mesmo utilizando intensidade dentro da faixa terapêutica.A área de radiação ultra sônica do cabeçote corresponde a área do cristal onde há emissão de ondas sonoras. com 30% de reflexão das ondas ultra-sônicas. nem a qualquer outro efeito deletério nos tecidos circunvizinhos. . que é uma fina camada de gel ou óleo aplicada à pele antes do tratamento.1. torna-se essencial (para que o procedimento seja eficaz) a inexistência de ar entre o transdutor e a pele dele. . O método mais comum para evitar este “ar” consiste no uso de um meio de “contato”. em algumas regiões do corpo.Segundo Gann (1991) penetra menos de 2.10 PROPRIEDADES DO ULTRA-SOM TERAPÊUTICO . E além disso devemos saber que se houver defeito na colagem do cristal ao cabeçote (diafragma) e ocorrerem espaços vazios a radiação emitida será ainda menor. e chama-se ERA (Área Efetiva de Radiação). .Lesões profundas * 3 MHz e 5 MHz . A ERA é sempre menor que a área geométrica do cabeçote. ocorre intensa reflexão do som caso não haja nenhuma substância à frente do cabeçote quando o aparelho for ligado. quando um indivíduo está sob tratamento. Entretanto.O ultra-som terapêutico normalmente é construído com freqüência de 1 e/ou 3 MHz.Em virtude do ultra som (com frequência na faixa dos megahertz) não se propagar através do ar.5 cm a 5 cm 2) 3 MHz: . há os seguintes relatos de autores: 1) 1 MHz: . e tanto o membro a ser tratado como o transdutor ficam em baixo d’água.Os ultra-sons têm a propriedade de prevenir contra toda e possível lesão. Situação semelhante à descrita acima ocorre na superfície óssea.Segundo Hoogland (1986) e Draper (1996) penetra cerca de 1 a 2 cm. * 1MHz .

e consequentemente o pouco calor gerado. para aquecer o tecido. onde o transdutor (cabeçote) é seguro acima de um alvo de absorção de ultra-som ligado à extremidade de um “braço” de balança imersa em água.11 .5 W/cm2. são necessários 3 a 4 min.. dá uma indicação da produção de força acústica pelo transdutor. 15]. dependendo da agudez. (Draper e col. quando for ultilizado o ultra som de 1 MHz. Se for necessário um pequeno efeito térmico. A deflexão da balança.5 ms Pausa entre os pulsos 8 ms* 9 ms 9. e 10 min. menor o calor produzido.No regime pulsado há um intermitência na saída das ondas sonoras no cabeçote transdutor. um ciclo de trabalho pulsado deverá ser usado (10% ou 5%). .000 . Relação 1:5 (Sub agudo) 1:10 (agudo) 1:20 (muito agudo) Fonte: Hoogland. c) Com uma intensidade de 1. permite aumentar a intensidade na superfície corporal e portanto o efeito do tratamento de estruturas tissulares mais profundas[11].5 ms Suporte H 2O Cone metálico 0. Um ciclo de trabalho de 20% é muito útil quando houver uma grande quantidade de reflexão do osso subcutâneo. 1986 * 20% de US / 80% de pausa (sem US) OBS. se o calor produzir dor ou a condição for aguda. utilizar um ciclo de trabalho de 20% ao invés de ultra som em modo contínuo. b) O ultra som contínuo pode ser necessário quando ambos efeitos térmicos e não térmicos forem necessários. O modo pulsado pode ajustar-se segundo a relação entre a duração do pulso e o período de repetição dos pulsos de 1:5. . devido à pressão acústica. O grau dos efeitos térmicos no modo contínuo pode ser determinado pelos controles de intensidade do aparelho. 1993) .A redução das doses na utilização do ultra som pulsado. como em epicondilites.Período de Repetição dos Pulsos: Quase todos os aparelhos de ultra som tem uma frequência de repetição dos pulsos (no modo pulsado) fixa de 100 Hz. e serve para manutenção da energia ultra-sônica irradiada.: a) Entre outras coisas. para alcançar um nível terapêutico de aquecimento com o ultra som de 3 MHz.Um equipamento útil para o controle de qualidade dos ultra-sons é a BALANÇA SEMIANALÍTICA (Balança Acústica)[4. 1:10 e 1:20 [11] Quanto menor o tempo de pulso. Cabeçote Duração dos pulsos 2 ms 1 ms 0.

12] Se dá pela Lei de Van’t Hoff. É causado pela absorção das ondas ultra-sônicas à medida que penetram nas estruturas tratadas. aumentando com isso a presença de CO2. diminuindo sua resistência tênsil. 4) Vasodilatação[1. e conseqüente aumento do metabolismo. Justifica-se. 11. 5) Aumento do fluxo sangüíneo[3. 16] Chamado de micromassagem celular. e podendo ocorrer através da estimulação reflexa segmentar com ação na região paravertebral. por exemplo) 10) Efeito sobre nervos periféricos[3. A micromassagem dos tecidos se deve às oscilações provocadas pelo feixe ultra-sônico que os atravessa. há inibição do simpático dos vasos. 11. Andrews e col. por algumas teorias: Há a liberação de substâncias vasoativas como a Histamina. 4.12 EFEITOS FISIOLÓGICOS 1) Efeito mecânico [3. A movimentação dos tecidos aumenta a circulação de fluidos intra e extracelulares. esses efeitos podem ter um influência favorável ou não sobre os tecidos. 12. 11] Em virtude da vasodilatação. Ocorre não só pelo efeito de aquecimento como também pelo efeito não térmico do US. 8) Ação reflexa[4. e dependendo da intensidade usada para tratamento. Esses efeitos são obtidos tanto no modo contínuo quanto pulsado. 16] Alteração no potencial de membrana e aceleração dos processos osmóticos (difusão). 16] É considerado como como um fenômeno protetor destinado a manter a temperatura corporal dentro de limites fisiológicos. 12] Principalmente a histamina (através da desgranulação dos mastócitos. 2. 11. 9) Liberação de substâncias ativas farmacológicas[1. mencionando que para cada aumento de 1° C na temperatura corpórea deve ocorrer um aumento de 10 % na taxa metabólica. (2000) afirmam que o fluxo sanguíneo continua elevado por 45 a 60 minutos após a aplicação do US. 6) Aumento do metabolismo[1. Young (1998) cita que este aumento seria de 13% da taxa metabólica. a frequência e a duração do tratamento. 11. facilitando a retirada de catabólitos e a oferta de nutrientes. 16] Tem por base o efeito Joule. 3. entre outras. 11. o regime de emissão (modo contínuo produz maior calor que o pulsado). provocando a vasodilatação. 11] Propriedade que o ultra som tem de "amolecer" ou "liquefazer" estruturas com maior consistência física (transforma colóides em estado sólido em estado gel). Este efeito é a base para fonoforese. 3. 4. 5. há aumento do metabolismo e consequentemente aumento do consumo de O2. 3) Efeito térmicos[1. 2. 2) Aumento da permeabilidade da membrana[3. 11] . a intensidade. que relaciona o aumento de temperatura com a taxa metabólica. e é responsável por todos os efeitos da terapia ultra sônica. 12. 7) Ação tixotrópica[3. A quantidade de calor gerado depende de alguns fatores como por exemplo. 11] Ação à distância do ultra som.

30] 12) Aumento das atividades dos fibroblastos[12. mastócitos. alterações na migração e função leucocitárias. O ultra som atuaria como um acelerador do processo inflamatório. macrófagos. portanto não como anti-inflamatório. com alta intensidade pode-se obter um bloqueio da condução. Sua ação na fase inflamatória inicial da reparação é uma aceleração do processo. 18] Segundo Gonçalves & Parizotto (1998) a utilização do ultra som na terapia de reparação cutânea tem ação importante sobre as diversas fases do processo inflamatório. aumentando a liberação de fatores de crescimento pela desgranulação dos mastócitos. . Afirmam ainda que o que se pode definir como efeitos já confirmados do ultra-som sobre o processo inflamatório e a reparação tecidual é a possibilidade de potencializar ou inibir a atividade inflamatória dependendo da geração de radicais livres nos tecidos. Ou por ação direta ou por meio da circulação sanguínea. Provoca despolarização das fibras nervosas aferentes. 12. que são essenciais para a formação do tecido de reparação. 12. atuando na facilitação da cicatrização 16) Aumenta as propriedades viscoelásticas dos tecidos conjuntivos e ricos em colágeno[3. 30] Aumento da permeabilidade lisossômica 15) Estimulação da angiogênese[12] Facilita a formação de novos vasos. na síntese e maturação de colágeno e também na formação do tecido cicatricial. e são estes grânulos que contêm os agentes quimiotáxicos. monócitos. 11) Elevação dos níveis intracelulares de cálcio[4. Perturbações da membrana celular. 12. Os monócitos apresentam uma atividade fagocitária. 30] 13) Aumento da síntese de colágeno[4. neutrófilos) que entram e saem do local lesionado. induzidas pelo ultra som. com baixa intensidade. existe mediação do ultra som sobre a inflamação. Na fase inflamatória do reparo tecidual há interação com vários tipos de células (plaquetas. 12. plaquetas e macrófagos. aumento na angiogênese. A desgranulação dos mastócitos pode ser iniciada pelo aumento intracelular de íons cálcio. podem aumentar o influxo de cálcio nos mastócitos. O ultra som estimula a liberação de grânulos pelos mastócitos. Há um consenso no sentido de que o ultra som pode acelerar a resposta inflamatória. 30] 14) Aumento da síntese de proteína [4. Kramer (1985) afirma que o aquecimento dos tecidos é responsável pelo aumento temporário na velocidade de condução nervosa observado nos nervos periféricos sonados. macrófagos. 4.13 O ultra som contínuo afeta a velocidade de condução nervosa (tanto aumentando como diminuindo). 4] Aumenta a extensibilidade. promovendo a liberação de histamina. mas a sua principal função parece ser a liberação de substâncias quimiotáxicas e de fatores de crescimento. além de incrementar a síntese de fibroblastos e colágeno. facilitando o alongamento 17) Aumenta a atividade enzimática das células[12] EFEITOS TERAPÊUTICOS 1) Anti-inflamatório[3. levando à aceleração do reparo.

com uma frequência de 3 MHz (com ultra som pulsátil) os efeitos de relaxamento muscular serão maiores. 5) Reflexo[4. Fase proliferativa do reparo: Potencialização da motilidade e proliferação dos fibroblastos. indiretamente através da estimulação ultra sônica dos macrófagos. por sua vez. 11] Tratamento segmentar. DOSIMETRIA A dosimetria é o produto da intensidade do estímulo pela duração do tratamento. macrófagos. com intensidade abaixo de 0. além de incrementar a síntese de fibroblastos e colágeno.5 W/cm2. Este aumento pode ser maior se o ultra som for usado anteriormente na fase inflamatória e na fase proliferativa da lesão. diminui o tônus reflexo Segundo Hoogland (1986). etc 3) Fibrinolítico / Destrutivo[11] Tem por base a ação tixotrópica do ultra som 4) Regeneração tissular e reparação dos tecidos moles[1. produção de colágeno para o meio extracelular e organização da matriz de tecido conjuntivo. Estimula a produção de fibroblastos. promovendo a liberação de histamina. Hoogland (1986) indica ultra som no modo pulsado (1:5) com freqüência 3 MHz. 7) Regeneração óssea[3. 11] Justifica-se por alguns fatores: aumento do limiar de dor com ação nos nervos periféricos. bloqueio da condução nervosa. A fase proliferativa do reparo é subdividida na formação do calo mole e do calo duro. . 18] Fase inflamatória: O ultra som pode acelerar a resposta inflamatória. em resposta ao estresse mecânico promovido pelo US). como por exemplo em casos de lombociatalgia atuando-se somente na região lombar 6) Relaxamento muscular[3. 12. 12] Algumas pesquisas mostraram que o ultra-som pode produzir um efeito piezoeléctrico no osso (na molécula de colágeno) que. O US pulsátil deve ser o utilizado. pode produzir osteogênese. eliminação de substâncias mediadoras da dor como consequência do aumento da circulação tissular. 11. Estimulando-se uma região distante da área alvo em tratamento. normalização do tônus muscular. 11] Ação do US pulsado é maior sobre as terminações nervosas envolvidas no processo de contratura ou tensão muscular.14 Como consequência do aumento da circulação sanguínea há um fator de aumento da ação de defesa (elementos fagocitários do sangue) 2) Analgésico[3. 4. 9. como consequência do aumento da circulação tissular. incremento da velocidade angiogênica. aumento da secreção de proteína e colágeno (US pulsátil). diminuindo significativamente com isso a o tamanho da cicatriz (US pulsátil) Fase de remodelagem do reparo: O US aumenta a resistência tênsil e a quantidade de colágeno (o colágeno tipo III é substituído por colágeno tipo I. outras mostraram melhora significativa no retardo de consolidação de fratura. 11. e a eliminação de substâncias químicas estimulantes musculares. estimulação da "contração" da ferida. monócitos. e as células endoteliais estimulam a angiogênese.

Exemplo 2: Ultra som .) .6 mm 8. devemos tem em mente a dose ideal que deverá chegar no lugar dos tecidos afetados.5 mm . fadiga e/ou outras reações do Sistema Nervoso Autônomo a terapia posterior deve ser administrada numa intensidade mais baixa. .0 mm .8 w/cm2).Osso 2..Água 11500. .5 w/cm2 (de acordo com a tabela acima).. .0 mm 3. Quando se usam ultra som pulsado ou contínuo com alta intensidade pode sentir-se uma reação de calor.0 mm 3833. ou seja. desmaios. Intensidade[11]: Para a determinação da intensidade correta.Gordura 50.0 mm .6 . Perpendic.0 mm . o paciente não pode sentir sensações desagradáveis ou dolorosas.Cartilagem 6. levando-se em consideração a atenuação das ondas sonoras nos tecidos superficiais à área da lesão (pele. 1986 . È permitida uma leve excitação.TABELA DE REDUÇÃO DE 50% DA POTÊNCIA (D/2) 1 MHz 3 MHz . ao passar por 3 mm de tendão sua intensidade cairá de 0.8 mm ..8 w/cm2 (atenuação de 50% = 0.8 w/cm2 para 0.) 24.Exemplo 1: Se um feixe ultra-sônico de 1 w/cm2 passar por 50 mm (5 cm) de gordura sua intensidade cai na metade..5 mm 0.6 w/cm2 para 0.6 w/cm2 (atenuação de 25% = 0. 0.: Ao passar por 20 mm de gordura a intensidade cairá de 2 w/cm2 para 1..1 mm 4.2 w/cm2). Só é permitida uma leve sensação de calor.Pele 11. ao passar por 9 mm de músculo sua intensidade cairá de 1.0 mm (Tec.6 w/cm2 (atenuação de 20% = 0. Paralelo) (labor. Se por consequência do tratamento aparecer dor de cabeça.3 mm _______________________________________________________________ Fonte: Hoogland.0 mm 16.Ar 2.EXEMPLOS DE TRATAMENTO: .2 Wcm2 Gordura (20 mm) Músculo (9 mm) Tendão (3 mm) Bursa Obs. tecido subcutâneo.0 mm (Tec.Tendão 6.2 mm 2.1 mm ..4 w/cm2). músculos. etc) Em qualquer caso. em cada caso.0 mm 2.15 Devemos tomar por base a tabela de redução de 50% da potência para que possamos calcular a dose eficaz de ultra som que atingirá a estrutura a ser tratada.Músculo 9.. gordura. Neste exemplo estaria chegando na bursa. cai para 0.

de aplicação .A duração do tratamento depende do tamanho da área corporal.5 a 4 mm de espessura. . podemos adotar um tempo máximo terapêutico em 40% a 60% do tempo calculado inicialmente. utilizando uma substância que apresente uma impedância acústica próxima à do tecido humano.5%. por poucos minutos (3 a 5 min) usando o método semiestático. em região lateral de quadril. Pois como as afecções relacionadas à estética são praticamente superficiais.: A freqüência ideal é de 3 MHz. levando-se em conta a tabela de redução de 50 % da potência do US[11]. E suas sub-áreas anatômicas como a epiderme e a derme têm cerca de 0. do contrário irá persistir uma delgada lâmina de ar. Caso uma determinada área tenha seu tempo de aplicação calculado para mais de 15 minutos deve-se dividir esta área em quadrantes e realizar mais de uma aplicação. O tempo máximo de aplicação que deve ser realizado com o ultra som. ou quem sabe até adotarmos em tempo maior que este. formando uma interface que irá refletir. . se levarmos em consideração que há intensa absorção na pele e nas camadas superficiais até uma profundidade mínima de 1 cm de tecido muscular. ou seja. considerando-se que a intensidade nestes locais será desprezível. o objetivo do acoplamento é substituir alguma quantidade de ar existente entre o transdutor e a . entre o cabeçote e a pele. após cirurgia de artroplastia total de quadril? Obs. que é considerda uma superfície máxima que se pode tratar razoavelmente. utilizando-se 3 MHz. -Exemplo 3: 16 Qual seria a freqüência ideal do ultra som para realizarmos tratamento de tecido cicatricial.w/cm2 de dose de US.As áreas menores que o cabeçote se tratam. Por isso.Os aspectos terapêuticos relacionados a ação do ultra som de 3 MHz na estética têm por base a barreira imposta pela pele. deve ser de 15 minutos por área de tratamento.Hoogland (1986) orienta que na prática clínica o tempo de aplicação do ultra-som pode ser calculado da seguinte maneira: pega-se a área a ser tratada e divide-se pela ERA do ultra-som. UTILIZAÇÃO PRÁTICA .É imprescindível que promovamos um perfeito acoplamento entre o cabeçote e a pele do paciente. profundidade da lesão. e realiza-se uma aplicação com um cabeçote de 5 cm2 de ERA.1: No tocante à utilização prática do tempo de aplicação calculado. em geral. Ex: Numa região que tenha as medidas de 10 cm de comprimento por 4 cm de largura. características físicas (mais ou menos efeito tixotropo). Portanto. as ondas sonoras do US de 3 MHz atenuariam cerca de 26. respectivamente. e deve estar relacionada (para efeito de estipulação do tempo de tratamento) com o tamanho da ERA[11]. à penetração das ondas sonoras. Guirro & Guirro (1996) relatam que a estrutura da pele pode ter cerca de 0. etc. deve-se levar em conta também algumas peculiaridades relacionadas à patologia como a fase da doença (aguda/crônica). TEMPO DE APLICAÇÃO TERAPÊUTICA . e este tempo se refere a uma área tratada de 75 – 2 100 cm . o feixe ultra-sônico. o tempo de aplicação deverá ser calculado da seguinte forma: Área ÷ Era = 40/5 = 8 min. quase que totalmente. E a vantagem está em não se atingir nem a prótese e nem o cimento. após terem passado na epiderme e derme.12 mm e 2 mm de espessura. Obs. em alguns casos. a transposição das ondas sonoras através da pele torna-se relevante. imperceptível ao olho desarmado. após acontecerem as atenuações nos tecidos localizados a cima da área lesionada.

O ultra-som pulsado consegue atingir estruturas mais profundas porque a potência máxima utilizada é maior que no ultra-som contínuo. Mas está totalmente desacreditado pela maioria dos profissionais. neste caso. torna-se necessário submeter o aparelho a um teste para verificar se ele realmente está gerando a energia necessária para a terapêutica.Segundo Casarotto (2000). a água e o óleo mineral.O uso do redutor “facilitaria” o tratamento em áreas de difícil acesso ou irregulares (extremidades). É clássico. gerando uma reflexão menor nesta interface. em equipamentos mais antigos). pois a formação de bolhas na superfície do cabeçote constituir-se-á em uma interface que refletirá. (2000) relatam que os agentes acopladores utilizados comumente são os geis preparados comercialmente. e pode ser usado na inflamação aguda pois é considerado “atérmico”[11].Segundo Guirro & Guirro (1996). deve haver a formação de uma “névoa” fina sobre a superfície do cabeçote (a água não ferve.) sobre a superfície do cabeçote e. a intensidade máxima que pode ajustar-se para o ultra som contínuo é de 3 W/cm2. bolsa d’água). Andrews e col. que consiste na colocação de algumas gotas de algum líquido (água. a água e o gel apresentam os menores coeficientes de reflexão e atenuação. E o ultra som pulsado recomenda-se usar até 3 W/cm2 . as formulações em gel apresentam uma porcentagem de transmissão maior do que na forma de creme ou unguento. Entretanto. Atualmente tem-se utilizado cabeçotes construídos com a “forma reduzida”. .Segundo Hoogland (1986). que reduziria muito a eficácia da terapêutica.17 parte que está sendo tratada.Nas aplicações que utilizam água (subaquática. com um material cuja impedância acústica está entre a do metal do transdutor e a da superfície da pele.[5. etc.Antes de ser utilizado o ultra-som. ou mais. mas que os géis são mais eficientes na transmissão das ondas sonoras e na elevação da temperatura tecidual até níveis terapêuticos. que possuem também a redução do tamanho da ERA . . . . pelo fato de existir a possibilidade de ficar uma bolha de ar entre o cabeçote e o redutor. os maiores coeficientes de transmissão e uma impedância acústica mais próxima da pele. E uma vez fervida. na prática clínica recomenda-se que o ultra-som contínuo deva ser usado até 2 w/cm2 pois senão ocorrerá lesão de estruturas superficiais. . deve-se evitar agitar a água para que ela não absorva novamente os gases[11] . a intensidade (máxima) pode elevar-se a 5 W/cm2 em alguns equipamentos[11]. Entretanto atualmente os fabricantes têm construídos seus aparelhos com intensidades que vão somente até 2 W/cm2[4]. do tipo convergente. além de não retransmitir toda a energia ultra sônica que sai do cabeçote. há uma super agitação das moléculas) (pode não haver formação de névoa em aparelhos velhos ou que tenham fraca saída de ondas ultrasônicas no cabeçote). a Prova da Névoa. quase que totalmente o feixe ultra-sônico. 4. e caiu em desuso. . 11]. deve-se ter a preocupação de utilizar água fervida para que ela perca os gases que nela estão dissolvidos (desgaseificada). . soro fisiológico. após ajustarmos o controle de potência (1 watt/cm2 em equipamentos novos. Para o ultra som pulsátil. álcool.

3 .2 w/cm2 . a técnica de contato direto pode ser realizada de duas formas: 1) Dinâmica . podendo-se utilizar também pomada de petróleo. passando longitudinalmente ou sobrepondo movimentos circulares.Na técnica subaquática o cabeçote do ultra-som pode ser submergido na água sem problemas. é necessário manter o cabeçote de tratamento em movimento contínuo e uniforme. Por exemplo. longitudinais ou transversais. . AS TÉCNICAS DE APLICAÇÃO MAIS UTILIZADAS SÃO: a) CONTATO DIRETO[1. que se superpõem para assegurar o tratamento uniforme da área. Desta forma haverá uma mudança contínua da posição das “variações de intensidade”. pois o ultra som pode causar estase das células sanguíneas nos vasos paralelos ao feixe ultra sônico.18 . Normalmente é utilizado gel industrializado (mais eficaz). com uma velocidade de aproximadamente 4 cm/seg. 7.Para assegurar o tratamento mais uniforme possível de uma área.Nesta técnica o cabeçote fica em contato direto com a pele do paciente.intensidade média * 1. óleo mineral.2 . 11. . . 4. Michlovitz (1996) relata que muitos profissionais tendem a mover o transdutor muito rapidamente. curtos. .2 w/cm2[11] .Com o cabeçote em contato com a pele.3 w/cm2 . Kramer (1984) propõe que o transdutor deve ser movido lentamente. 10.85 m por minuto. 12] .É realizada quando a superfície a ser tratada é razoavelmente plana.3 w/cm2 . a velocidade de movimentação do cabeçote corresponde a aproximadamente 1 m a 0. o ultra som pulsátil de 1 w/cm2 na relação 1:5 equivale ao ultra som contínuo de 0.No caso do ultra som pulsado deve considerar-se um valor médio. Salgado (1999) diz que os movimentos devem ser lentos e uniformes.1. sem muitas irregularidades. . .A substância de acoplamento deve ter uma impedância acústica próxima à da pele. etc. e que o propósito do movimento é distribuir a energia tão uniformemente quanto possível ao longo do tecido.onde o cabeçote é deslizado sobre a região a ser tratada com movimentos que podem ser circulares. podendo assim diminuir a quantia de energia absorvida pelo tecido. entretanto se faz necessário a utilização de uma substância de acoplamento visando minimizar os efeitos da reflexão. pois os aparelhos nacionais que se conhecem são blindados e indicados para utilização subaquática (entretanto deve-se verificar as especificações técnicas do aparelho através do manual). Este movimento também é necessário para evitar mudanças na circulação sanguínea. Na prática clínica.Hoogland (1986) menciona uma guia de intensidade para o ultra som contínuo: * 0.intensidade baixa * 0. permitindo um perfeito contato de toda a área do transdutor com a pele. 3. Winter (2001) menciona que deve-se exercer movimentos circulares muito lentos (em câmera lenta). de poucos centímetros.intensidade alta . Hoogland (1986) afirma que os movimentos devem ser realizados de forma homogênea e com ritmo muito lento.

12] . fazendo com que haja uma homogeneização na área a tratar (uniformidade da Zona de Fresnel). deve-se sempre eliminar bolhas de ar residuais[47. podendo ficar a 1 ou 1. mas é pouco utilizada pela incomodidade e perca de tempo). poderse-á calçar uma luva cirúrgica de borracha.Esta aplicação é indicada para regiões de superfícies irregulares (pequenas articulações. as ondas sonoras se comportam de maneira desorganizada.onde o cabeçote realiza movimentos de mínima amplitude (movimento menor que os da técnica dinâmica) sobre a região a ser tratada. proeminências ósseas. .De preferência deve-se ferver a água antes.Esta é a aplicação mais perfeita por suas propriedades ideais de acoplamento (a água permite perfeito acoplamento.Utiliza-se um recipiente (plástico ou vidro) de tamanho suficiente para conter a água e o segmento a ser tratado. na utilização da técnica estacionária.Caso haja necessidade da mão do operador ser submersa na água durante o tratamento. 56] . visto que de outra forma o ar presente poderá depositar-se em forma de bolhas sobre a superfície transdutora e da área a ser tratada. Normalmente é utilizado para regiões pequenas (tendinites. etc).Oakley (1978).Não há necessidade. Como o ar é um péssimo meio de propagação de energia ultra-sônica.De preferência deve-se ferver a água antes. .5 cm de distância . etc). . no caso de feridas abertas. lesões ligamentares. visto que de outra forma o ar presente poderá depositar-se em forma de bolhas sobre a superfície transdutora e da área a ser tratada.Normalmente os cabeçotes são blindados para a aplicação subaquática. Nesta zona o ultra-som não é correto. . 11. . b) SUBAQUÁTICA [4. Como o ar é um péssimo meio de propagação de energia ultra-sônica. Ocorrem picos de intensidade que podem aumentar muito a dose que se colocou no potenciômetro. Obs: Michlovitz (1996) desaconselha a técnica Estática (em que o cabeçote fica parado) tomando-se por base a Zona de Fresnel (Campo próximo). menciona a possibilidade da formação de um coágulo sanguíneo. ("pontos quentes") podendo causar lesões tissulares. . nem é importante que o cabeçote toque a pele do paciente. deve-se sempre eliminar bolhas de ar residuais. Por isso deve-se mexer o cabeçote. 10. etc). . ou quando o paciente refere dor à pressão do cabeçote (contusão.19 2) Semiestacionária . Esta medida previne o fisioterapeuta de absorver reflexões do ultra som dentro da água (o ar retido pela luva forma uma boa camada reflexiva entre a luva e a pele do fisioterapeuta) e também reduz a possibilidade de uma infecção cruzada.

ombro.Esta técnica consiste no método direto.substância de acoplamento . axila. 2) Massageia-se o gel terapêutico na pele até sua absorção parcial ou “completa”.Existem várias vantagens na utilização dessa modalidade de tratamento. utilizando um medicamento em forma de gel como meio de acoplamento. deve-se adicionar mais gel terapêutico ou gel comum (a base de água). 12. 4. Outra vantagem é a somatória dos efeitos inerentes ao ultra som associados aos efeitos da droga. é a “introdução” de substâncias medicamentosas no corpo humano mediante a energia ultra sônica. . Esta técnica produz intensa atenuação. ou seja.Deve-se utilizar uma substância de acoplamento entre a pele e a bolsa. ser polarizado (Guirro & Guirro. e onde é passado o cabeçote do ultra-som.Nesta técnica é utilizado uma bolsa plástica ou de borracha (luva) cheia de água fervida. 16. aplica-se o ultra-som com gel comum. 10. entre elas a ação localizada da droga. .Esta técnica é utilizada onde há superfícies irregulares e onde normalmente há a ausência do recipiente para o US subaquático. d) FONOFORESE[1. Esta técnica apresenta ainda a vantagem de que o medicamento a ser introduzido não necessita ter carga elétrica. Formas de utilização: 1) Aplica-se o ultra-som com o gel medicamentoso/cosmético como substancia de acoplamento. 30] .Há uma potencialização dos efeitos do ultra-som pelo medicamento utilizado (vice-versa). 2002). articulações. Limpa-se a região tratada para retirada dos resquícios de gel comum e massageia-se o gel terapêutico até sua absorção “total”. .plastico . 11] 20 . ou há a impossibilidade de se introduzir o segmento corpóreo tratado num recipiente adequado (tronco. Deve-se evitar de mistuar o gel comum com o gel terapêutico antes de iniciar a aplicação do ultra-som. com consequente ausência de efeitos colaterais decorrente de ações sistêmicas. isto é. À medida que o gel terapêutico for absorvido e tanto o acoplamento como o deslizamento do cabeçote ficarem prejudicados. caso a droga não tenha este tipo de ação.plástico . . Em seguida. que é colocada sobre a região a ser tratada. 3) Aplica-se o ultra-som com gel comum.Alguns profissionais contra-indicam esta técnica porque as interfaces formadas por substância de acoplamento .pele prejudicariam a propagação do feixe ultra-sônico (como se quiséssemos introduzir profundamente no corpo). e entre a bolsa e o cabeçote. .água .c) BOLSA DE ÁGUA[4. que é absorvido pela pele (autores afirmam que a fonoforese seria efetivamente potencializada pelo aumento da permeabilidade da membrana celular). etc). O pulso CONTÍNUO é o mais indicado para o tratamento de celulite. 11. .

E somente alguns produtos com boas características de transmissão ultra sônica possuem condições físicas ótimas necessárias para a fonoforese. pois o US atua através no controle nervoso da circulação nesta área. Efeito similar pode ser obtido no pé se a região inguinal for estimulada. Entretanto. . Tirrel & Middleman (1978). etc. A taxa de transmissão de qualquer agente usado na fonoforese deve ser determinada.Guirro & Guirro (2002). utilizando um preparado de hicrocortisona a 10% através de uma camada de 5 mm de espessura do meio de acoplamento. ciatalgia. Ex. sendo que as preparações tópicas com baixo índice de transmissão podem diminuir a efetividade da terapia ultra sônica. afirmam que as drogas em forma de gel apresentam-se como o tipo de formulação mais apropriado para esta terapia.Na utilização do ultra som nas diversas situações patológicas podemos sonar diretamente as áreas em tratamento (efeito direto).Andrews e col. (1996) investigaram um preparado usado na fonoforese de hidrocortisona a 10% com uma base gel. Neste caso a dose deve ser cuidadosamente selecionada uma vez que as enzimas se desnaturam em temperaturas acima do limite suportável. relataram que soluções enzimáticas são inativadas por ultra-sons na frequência de 3 MHz. ou sonar outros lugares que tenham uma relação segmentária com a área alvo que se queira tratar (efeito indireto). relatam que em estudos com animais foram registradas penetrações de medicamento com fonoforese detectada nos tecidos a profundidades de 5 a 6 cm. 11] . 1996) A utilização da onda ultra sônica para a penetração de drogas através da pele pressupõe a utilização do pulso contínuo[30]. e relataram uma transmissibilidade zero da energia ultra sônica. Diante desses fatos. através do incremento da circulação irradiando o gânglio estrelado. podendo então inativá-las. relataram que existem evidências de que o ultra som possa alterar a conformação tridimensional das enzimas. (Michlovitz. Deve-se optar pela iontoforese no caso de tratamento à base de enzimas de difusão.Alguns autores recomendam a combinação de aplicação local e paravertebral em todos os casos. . um maior índice de transmissão foram os que utilizaram frequências maiores. Stefanovic et al (1959 e 1960). Segundo Guirro & Guirro (2002) na área dermatológica a fonoforese é utilizada principalmente com enzimas de difusão. antes de ser usado.É possível aumentar a temperatura da pele da mão. com intensidades entre 1 e 3 W/cm2. . e) REFLEXO SEGMENTAR [4. . pelo risco de ineficiência terapêutica. em todas as formulações.Bare e col. (2000). . estimular pontos trigger nas costelas para úlceras gástricas/intestinais. estimulação de órgãos. . . pois ela deve ser maior que 80% da taxa de transmissão em relação à água.: Parestesias em MMSS/MMII. utiliza-se a mesma técnica do método direto. Esta aplicação também é conhecida como Tratamento Segmentar e está relacionada com a maioria das aplicações paravertebrais.Cameron e Monroe (1992) investigaram a transmissibilidade de várias substâncias de acoplamento para a fonoforese. ou seja.21 . e não verificaram nenhuma elevação nas concentrações séricas de cortisol após a fonoforese.Outro ponto a ressaltar é a frequência do ultra som utilizado. de acordo com o segmento que queremos estimular. porém estimulando-se áreas as raízes nervosas paravertebrais. Pois os que apresentaram. Guirro & Guirro (2002) relataram que deve-se evitar a utilização de enzimas em géis aditivados para fonoforese.

pois o tratamento direto (local) mediante energia ultra-sônica poderá danificar os vasos sangüíneos em recuperação [11] . Normalmente utiliza-se ultra som pulsado. 16] Melhora tanto a velocidade de cicatrização como a qualidade da cicatriz. etc)[4. desde o cabeçote de tratamento. Neste caso. pode ocasionar problemas em tais casos. metabólicas e circulatórias. o que se desgasta é a ponta do esporão. com deslocamento do núcleo celular para a periferia. a área fica congestionada.O importante para o fisioterapeuta é conhecer o comportamento físico e fisiológico do ultrasom para a prescrição correta nas diversas patologias. 11. resultante de um mal funcionamento do sistema circulatório e das consecutivas transformações do tecido conjuntivo. efermidade de Raynaud. No esporão de calcâneo. a esterilidade do meio de contado constitui um requisito absoluto. por acúmulo de lipídios. As indicações mais comuns são: 1) Processos fibróticos e processos calcificados [20] Através do efeito tixotropo. pois o tendão tem menor vascularização. isquemia e bloqueio de funções. 11] Hoogland (1986) afirma que o tratamento local tem pouca melhora. para feridas / úlceras abertas. subnutrido. A persistência desta congestão comprime os vasos. 12. Esses efeitos são maiores no músculo. A possibilidade de infecção cruzada. na frequência de 3 MHz. * HISTOLOGIA Primeira fase: . que leva a fibrose com consequente compressão de artérias e nervos. A intensidade depende da profundidade da cicatriz. sendo preferível o tratamento segmentar. pois o que calcificou não se dissolve mais.22 INDICAÇÕES . decorrente de alterações endócrino. Chamada também de Fibro edema geloide. que dilatam-se para suprir a deficiência do fluxo de sangue. com 0.5 w/cm2. Andrews e col. .Caracteriza-se por hipertrofia das células adiposas. Trata-se de um tecido pouco oxigenado. desorganizado e sem elasticidade. os pontos de aplicação são especialmente os pontos trigger nos músculos.O início da terapia ultra-sônica para o traumatismo agudo deve-se iniciar somente após 24 a 36 horas. formada por tecido cartilaginoso inflamado. Num processo de calcificação em músculos e tendões. por exemplo. 4. o ultra-som aumenta a vascularização na área para que haja aumento da absorção (utiliza-se ultra-som contínuo). 4) Celulite[4] * DEFINIÇÃO: É a gelificação da substância fundamental amorfa. . 3) Tecidos em cicatrização (cicatrizes cirúrgicas e traumáticas) / Feridas abertas / úlceras de decúbito)[3. Guirro & Guirro (1996) afirmam que uma área isquêmica tratada com ultra som pode ter restabelecida a circulação sanguínea através da formação de novos capilares. Lipodistrofia ginoide. 2) Transtornos circulatórios (edema. Para as cicatrizes de feridas que não tenham "fechado". (2000) mencionam o aumento do fluxo sanguíneo como útil na resolução dos depósitos de cálcio nas bursas e bainhas tendinosas.Ocorre dificuldade na drenagem do liquido intercelular provocando inundação.

a celulite ainda não é visível somente a inspeção. * ETIOPATOGENIA: Fatores predisponentes: Genéticos.O líquido lançado no tecido conjuntivo desempenham papel de corpo estranho neste tecido.Nesta fase as lipases não conseguem chegar até os adipócitos. aprisionando nas suas malhas os produtos nutritivos. veias e nervos. portanto a ficarem ainda maris aprerentes mediante a compressão dos mesmos. provocando sua rápida mutilação. Grau 3: Esta já é observada tanto na posição deitada.Origina-se um verdadeiro tecido fibroso. . formando uma verdadeira barreira a todas trocas vitais (fase considerada irrerversível). um tecido muito duro. O tecido fibroso torna-se esclerosado. a sensibilidade a dor está aumentada e as fibras do conjuntivo estão quase totalmente danificadas. estanque.A densificação do meio conjuntivo irrita as fibras do tecido. e tentativas de defesa contra esses elementos anormais.A dilatação e distensão da rede venosa aumentam sua permeabilidade provocando extravasamento de líquido seroso no tecido conjuntivo aumentando a pressão.Nota-se o espessamento do tecido conjuntivo interadipocitário. Quarta fase: . Grau 2: As depressões são visíveis mesmo sem a compressão dos tecidos. . artérias. desequilíbrios glandulares. Fatores determinantes: Estresse. firme. pertubações metabólicas do organismo em geral (diabetes). idade.O endurecimento tecidual produz-se uma irritação contínua nas terminações nervosas. fumo. provocando reações químicas. assemelha-se a um “saco de nozes”. como sentada ou em pé. residuais. . maus hábitos alimentares.Ocorre o espessamento dos septos interlobulares. . * ESTÁGIOS DA CELULITE: Grau 1: É aquela que é percebida somente através da compressão do tecido entre os dedos ou da contração muscular voluntária. as margens são especialmente fáceis de serem delimitadas (aspecto de “casca de laranja”). sujeitas. e desequilíbrio hormonal. A pele fica enrugada e flácida. a água e os lipídios. já havendo alterações da sensibilidade. isto é. disfunção hepática. Com a luz incidindo lateralmente. proliferação das fibras colágenas. por apresentar-se cheia de relevos. .23 . envolvendo e comprimindo todos os elementos do tecido conjuntivo. e não há alteração da sensibilidade a dor. Assim sendo. sexo. que espessa-se e adquire uma consistência gelatinosa Terceira fase: . a congestão e os fenômenos de bloqueio (círculo vicioso) Segunda fase: . sedentarismo. A aparência da pele. resultando em dores a palpação. dissocia-as em fibrilas.

provocando grandes depressões na superfície da pele. O quadro clínico do paciente ou o perfil de sua patologia. Estão endurecidos e sensíveis ao toque. podemos destacar a neovascularização com consequente aumento da circulação. indicando diferença de temperaturas em áreas localizadas da superfície cutânea. por fatores externos e internos podem alterar significativamente o resultado do exame. geladas. orientam uso do US após 24 horas.Utiliza-se o ultra som de 3 MHz no modo contínuo. tratadas com US.24 Grau 4: Os nódulos gordurosos tornam-se muito volumosos. são as fibroses nodulares (nos pontos de incisão) e cicatrizes hipertróficas. além de ocorrer uma retração tecidual ao redor da célula. De maneira geral. Fonoforese[30] . Embora o exame seja inóculo. é que decidirão pelo impedimento ao uso. um estilete especial em forma de agulha é introduzido. vasodilatadores e de substâncias que auxiliam o metabolismo do tecido conjuntivo. A imagem que surge pode ser homogênea ou não.O método utiliza placas flexíveis. visto que a onda contínua é mais indicada para esta técnica. cuja função é avaliar e classificar o fibro edema geloide de acordo com a temperatura cutânea surperficial. como método de avaliação único não é seguro. Após anestesia. Guirro & Guirro (2002). Termografia[30] . Bioimpedância[30] 4. Palpação 2. com frequência de 3 MHz. temperatura e umidade da sala de exames. A dose deve ser cuidadosamente selecionada. Após inserido. que clinicamente corresponderia ao grau I ou ausência de fibro edema gelóide. quanto mais uniforme for a imagem. Dentre outros efeitos. Subcisão[30] . e a ação tixotrópica nos nódulos celulíticos. uma vez que as enzimas de difusão utilizadas na fonoforese se desnaturam em altas temperaturas. compostas de cristais termosensíveis de colesterol. Após o contato placa-pele por alguns segundos. surge um "mapa" de cores. os ultra-sons também apresentam restrições à sua utilização.Mesoterapia (intradermoterapia)[30] substâncias farmacologicas compostas de enzimas.4 w/cm2 a 0. é movimentado “em leque”. O uso do US destina-se a atenuar os hematomas e diminuir a incidência de fibroses Consiste em múltiplas injeções intradérmicas de 5. tabagismo. melhora das propriedades mecânicas do tecido. indicam um grau mais avançado. As pernas tornam-se pesadas. até que deslizem livremente pelo tecido As principais sequelas decorrentes da cirurgia. Já zonas que indicam hipotermia. por se tratar de uma avaliação não-invasiva. Atua a nível dermo-hipodermo. O uso do ultra som na celulite está vinculado aos seus efeitos fisiológicos associados à sua capacidade de veiculação de substâncias através da pele (fonoforese). como qualquer recurso terapêutico. aliados ao bom senso do fisioterapeuta. febre. As contra-indicações mais flagrantes são: . inchadas e muitas vezes doloridas. seccionando os septos fibrosos. com intensidade de 0. época do ciclo menstrual.Técnica cirúrgica usada para tratar as depressões do relevo cutâneo. CONTRA INDICAÇÃO Deve-se ter em mente que. que no exame aparecem como zonas escuras ("buracos negros" ou "pele de leopardo"). Pode ser realizado a nível ambulatorial. rearranjo e aumento da extensibilidade das fibras colágenas.6 w/cm2 no modo contínuo ou pulsado a 50%. menor é o envolvimento circulatório da área. como por exemplo: exposição solar. 6. 3. diretamente relacionada com alterações circulatórias ocasionadas pelo distúrbio. deslocando as fibras de alto teor fibrótico. * TRATAMENTO Na avaliação e tratamento da celulite podemos empregar alguns métodos: 1. com coloração verde ou rosada.

16. 4. 11. 20 Guirro & Guirro (1996) e Garcia (1998) mencionam que o ultra som provocaria ossificação precoce e interferiria no crescimento ósseo Pessina e Volpon (1999) em pesquisa realizada com ultra som na cartilagem de crescimento de coelhos não verificou alterações morfológicas ou funcionais da cartilagem de crescimento. 4. 12. 20] 25 Pode haver contra-indicação se houver intenso aumento de temperatura dificultando o arrefecimento da área pelo sangue. 12. 11. havendo a possibilidade de cavitação no líquido amniótico e ocorrência de malformações no feto. 5) Tumores malignos[3. 14. 8) ) Sobre tromboflebites / varizes (principalmente trombosadas)[4. 16 ] Acelerar a proliferação e favorecer a disseminação do agente infeccioso através do corpo. e como o suprimento sanguíneo (que provê o oxigênio) está deficiente. 20] Cegueira irreversível (Cavitação no líquido ocular) 3) Útero grávido[3. haveria aumento da presença de CO2 levando à necrose. . 11. pois com o aumento da temperatura haveria aumento do consumo de oxigênio. 16] . 16. 7) Testículos/gônadas[11. 20] Embora a intensidade que chegaria ao útero fosse mínima. mas que aplicações com ultra som pulsátil e com baixa intensidade podem ser utilizadas em pacientes com idade abaixo de 18 anos. pois os efeitos do US sobre tecidos em crescimento são desconhecidos. 11. 2) Aplicações a nível dos olhos[3. 11. Hoogland (1986) afirma que estas regiões ocupavam antes um dos primeiros lugares na lista de contra indicações. 11. 4. haveria uma tendência a se tratar a situação com segurança. E o suprimento sanguíneo deficiente seria incapaz de acompanhar a demanda metabólica. 16. Além disso. 12. 20] Sobre o tumor: pode-se acelerar o crescimento e as metástases 6) Epífises férteis[4. Em virtude disto. 12. para evitar qualquer anomalia. 10) Inflamação séptica[4. 20] Pode ocorrer mudança no potencial de ação e pode alterar as propriedades contráteis do músculo cardíaco. 12. 4. 12. 12] Poderiam ocorrer reações desconhecidas. 12.1) Áreas com insuficiência vascular[3. 4) Sobre área cardíaca[3. deve-se evitar também o tratamento de tecidos segmentários correspondentes ao estado gravídico. as aplicações no útero grávido estão limitadas. Mas o que se vê na prática clínica é a ausência de malefícios advindos da utilização do ultra som em pacientes com osteoporose. 11. 16] Pode liberar êmbolos (embolia) 9) Osteoporose[16] Garcia (1998) menciona que não há documentação científica adequada sobre o caso.

Guerino. 116-129.1 n°2..Michlovitz.Ed Manorle . 79-82 16. L. E. Lehmann J. FÍSICA . – TERAPIA ULTRASÔNICA – ENRAF NONIUS – Delft.1991 8.Vol.H.2ª Ed. Gonçalves. I. E.Ed.Revista Brasileira de Fisioterapia . e Bazin. . N.EFEITOS TÉRMICOS DO ULTRASOM TERAPÊUTICO SOBRE OS TECIDOS ÓSSEO E MUSCULAR E SOBRE PLACA METÁLICA IMPLANTADA – Rev. Mazzer. .Ed. – DOSIMETRIA DE APARELHOS DE ULTRA-SOM TERAPÊUTICO UTILIZANDO BALANÇA SEMI-ANALÍTICA – Rev.Garcia. R.3ª Ed.FISIOLOGIA HUMANA .Garavelo.BIOFÍSICA .TRATADO DE MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO DE KRUSEN .1998 .Ed. Luciano. e segundo Garcia (1998) estes tecidos teriam grande aquecimento se houvesse osso no local do implante metálico (devido à elevada condutilibilidade térmica do metal que dissipa.Gutman. rapidamente.Young.Ed Manole . D. De Fisioterapia vol. 16] 26 O cimento de fixação da prótese (metilmetacrilato) possui um alto coeficiente de absorção ultra sônica e os componentes à base de polímeros poderiam sofrer ação dos efeitos térmicos (US contínuo). 4.Associação Brasileira de Fisioterapia.FUNDAMENTOS. gerando sintomas de fadiga.1989 6. Nº 2 (1997) . S.Ed Pancast.THERMAL AGENTS IN REHABILITATION . S.Ed.Hoogland.Guyton. R.Omote.Kottke..Pessina. 13. Clauton M. – ELETROTERMOTERAPIA PRÁTICA – Pancast Ed. 34 n° 5 – Mai 1999 – pp: 347-354 15. Bras Ortop – Vol. e Bucalon.Lucena. 15) Diretamente sobre o marcapasso (ou ondas sonoras desviadas)[20] BIBLIOGRAFIA CONSULTADA: 1. o calor. Bras. A.. . . Susan L. Moderna . 11.Pauline M. Serrão. M. Carlos – TERMOTERAPIA HIPER HIPO – Ed. . Andrade.. Holanda. C. Manole . 222-223 5.Guirro.Z.11) Endopróteses[3. A.Guirro. F. 1986 12. E.CLAYTON’S ELECTROTHERAPY E AND ACTINOTHERAPY . e Guirro.. 2. 305-323 4. Elias. Lovise .TERAPIA POR ULTRA SOM (em ELETROTERAPIA DE CLAYTON .1972 9. RECURSOS E PATOLOGIAS . J. 16] Garavello et al (1997) relatam que o implante metálico não induz a temperaturas excessivamente altas.. C.. Sarvier .. R. C.) 13) Diabetes Mellitus[11] Pode ocorrer ligeira diminuição da glicemia. R. A. e que as ondas ultra sônicas refletidas não são capazes de prover qualquer elevação seletiva de temperatura nos tecidos adjacentes ao implante devido às ondas estacionárias refletidas neste metal.pp. 7. Jims – Barcelona . .FISIOTERAPIA EM ESTÉTICA . A.1998 13. Davis Co ..F. e Leivas.F. 173-178 . os vasos sanguíneos em regeneração podem romper-se conduzindo à hemorragia recorrente. 10. T. N. .FISIOTERAPIA ATUAL .Kitchen. S. .1988 3.Machado.APLICAÇÃO DO ULTRA SOM PULSADO TERAPÊUTICO SOBRE A RESISTÊNCIA MECÂNICA NA OSTEOTOMIA EXPERIMENTAL . A. A. Kottke & Lehmann (1994) afirmam que não há determinação de que a absorção seletiva por estes materiais leva ou não ao superaquecimento ou mesmo derretimento do material de fixação da endoprótese. Philadelphia – 1996 2. 473-479 14.) 10ª Edição . J.M.São Paulo – pp. Guanabara .1996 . 12) Implante metálico[3. O tratamento local com intensidade baixa só pode ser administrado após 24-36 horas.pp. .Ed. – APLICAÇÃO DE ULTRA SOM TERAPÊUTICO NA CARTILAGEM DE CRESCIMENTO DO COELHO – Rev Bras Ortop – Vol. F.1990 11. B. M. 1996 – pp.. Em geral desaparecem reduzindo-se as doses.1982. P. Scott .J.1994 pp. 14) Sequelas pós traumática aguda[11] Devido aos efeitos tanto térmicos como mecânicos.1ª Edição brasileira . 32 nº 6 – Junho / 1997 – PP. e Volpon. 235-258 . Barbieri. . J.

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O transporte da corrente elétrica através de íons produz calor e sua intensidade tem relação direta com a resistência específica do meio utilizado. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA i t FLUXO DE CORRENTE O fluxo da corrente dentro da “bateria” se dá do negativo para o positivo. Em 1870 Van Bruns investigou e comprovou a ocorrência de traços de iodeto na urina. Entretanto é sabido que no circuito elétrico externamente carregado. . Entre 1900 e 1912 Leduc demonstrou em experiência que poderia introduzir ions medicamentosos no organismo animal (coelhos) provocando efeitos gerais[1. pelo fato de que cada um deles leva consigo uma carga elétrica diferente. É também conhecida como corrente direta. corrente contínua. corrente constante.28 HISTÓRICO O Galvanismo é a forma mais velha de eletroterapia. EFEITOS FISIOLÓGICOS a) Produção de calor Efeito Joule. os íons convencionalmente fluem do polo positivo para o negativo. 60]. Galvani observou pela primeira vez a contração dos músculos da pata de uma rã sobre uma placa metálica quando estalava uma centelha entre os eletrodos de uma máquina elétrica de fricção. As experiências de Galvani tiveram o duplo mérito de dar início ao estudo da Eletrofisiologia e de demonstrar que um músculo se contrai sempre que fica sujeito à influência de uma diferença de potencial. Em 1786. corrente unidirecional. após um tratamento com a corrente galvânica. corrente voltaica. DEFINIÇÃO É uma corrente contínua de fluxo de elétrons com direção e intensidade constante e com efeitos polares. b) Eletrólise (Dissociação) Fenômeno pelo qual as moléculas se dividem em seus diferentes componentes químicos.

perde sua carga elétrica e reagindo com a água produz uma reação ácida (HCl). + NaCl Na + OH H2O .Cateletrotônus (ocorre no polo negativo): aumento da excitabilidade. que leva a um alívio da dor. d) Vasodilatação É devido à ação da corrente sobre os nervos vasomotores. Com isso há um aumento da irrigação sangüínea. sendo um ion eletricamente positivo. flui para o polo negativo. e provoca uma hiperemia ativa[1]. perde sua carga elétrica e reagindo quimicamente com a água produz uma reação alcalina (OHNa).HCl H2O OBS: Catodo 2Na + 2H2O Anodo + 4Cl + 2H2O 2NaOH + 2H 4HCl + O2 c) Fenômeno do eletrotônus[1. .Cl H + Corrente Galvânica NaCl NaOH + .29 Por exemplo: Num meio contendo água (H2O). por ação reflexa. . que facilita as atividades específicas do tecido nervoso. A hiperemia atinge também estruturas mais profundas. acarretando maior nutrição tecidual profunda. 5] A corrente galvânica altera a excitabilidade e condutibilidade do tecido tratado. ao misturarmos cloreto de sódio (NaCl) e submetermos essa mistura à ação da corrente galvânica ocorrerá uma dissociação eletrolítica do cloreto de sódio em íons de cloro e íons de sódio.Aneletrotônus (ocorre no polo positivo): depressão da excitabilidade. flui para o polo positivo. . E no exemplo ora citado ocorrerá o seguinte: o cloro sendo um ion eletricamente negativo. o sódio.

Atrai H (atrai e libera (bolhas devido ao maior nº de H na água) .Não corroi metais .Analgésico . f) Aumento da ação de defesa Com a vasodilatação e consequente aumento da irrigação sangüínea. haverá um aumento de elementos fagocitários e anticorpos. EFEITOS TERAPÊUTICOS a) Analgesia b) Estimulação nervosa c) Antiinflamatório d) Transtornos circulatórios e) Iontoforese CARACTERÍSTICAS DOS PÓLOS a) Polo positivo (ânodo) .30 Segundo Andrews e col.Detem sangramento .Repele íons negativos (ânions) . enquanto a pele debaixo do anodo sofre a reação oposta. são fenômenos considerados por alguns autores como inexpressivos. g) Endosmose (Eletroendosmose) Assim como os radicais químicos.Mais germicida .Vasodilatador . (2000). E estas alterações químicas induzem uma vasodilatação reflexa. e a anaforese (polo +) na facilitação da derivação de fluidos no edema.Maior hiperemia . Entretanto. ou com pouca finalidade terapêutica.Menor hiperemia (isquemia) .Causa sangramento .Irritante . o pH da pele debaixo do catodo torna-se gradualmente alcalino à medida que íons positivos são atraídos na sua direção. por regra geral.Atrai íons negativos (ânions) . Esses fenômenos são basicamente utilizados em duas situações: a cataforese (polo -) para amolecer cicatrizes e quelóides.Estimulante . e) Aumento do metabolismo Decorrente da vasodilatação e consequente aumento da oxigenação e substâncias nutritivas na região tratada.Ácido .Vasoconstrictor b) Polo negativo (cátodo) .Alcalino . as partículas fluidas também se deslocam e.Atrai íons positivos (cátions) .Liquefação .Desidrata o tecido .Repele ions positivos (cátions) . presumivelmente com a finalidade de manter um pH homeostático.Atrai 02 .Menos germicida .Sedante . seu deslocamento se efetua do polo positivo para o polo negativo.Hidrata o tecido .Corroi metais por oxidação .Coagulação .

causando oscilações na corrente podendo causar desconfortos ao paciente.se utilizam faixas confeccionadas com um material capaz de reter liquidos e faixas em forma de eletrodos com elevada condutividade eletrica. d) Podem ser tipo rolo e) Podem ser tipo tubo f) Podem ser do tipo máscara g) Podem ser confeccionada de borracha de silicone h) Podem ser tipo auto-adesivos (para uso sem iontoforese) TÉCNICAS ADMINISTRATIVAS DA CORRENTE GALVÂNICA a) Quanto menor for a área do eletrodo maior será a concentração de energia. Soriano et al (2000). Na prática clínica utiliza-se normalmente de 0 a 20 mA dependendo da sensação de formigamento referida pelo paciente. confeccionadas em chumbo. Se conectam os eletrodos da corrente galvanica de maneira que um polo esteja na parte superior e outro na parte inferior. 2000) . feltros. f) Os eletrodos devem ser cobertos por esponjas. a itensidade máxima tolerável será de 5 mA (100 x 0.05 = 5 mA). alguns autores mencionam 15 mA. principalmente nos caso de parestesias. perturbações circulatórias periféricas. lesão de nervos periféricos. contusões. a dosimetria do banho galvânico dependerá do tamanho do recipiente. d) Deve-se tomar cuidado com a instalação do aparelho de CG na rede elétrica. Caso o paciente reclame de ardência dolorosa ou qualquer outro tipo de incômodo. para o banho galvânico. ou algodão embebidos em água.1 mA por cm2 de área de eletrodo ativo. alumínio ou estanho. antes da terapia i) A sensação de formigamento deve ser homogênea. verificando que não haja contato entre elas. e o tempo de aplicação 30 min . Utiliza-se uma faixa para a parte superior e outra diferente para a parte inferior.5 a 1 mA por cm2 de área do eletrodo.31 ELETRODOS a) Podem ser tipo placas metálicas retangulares protegidas com esponjas. h) É importante a identificação dos pólos (+ ou -). b) O paciente deverá experimentar uma sensação de formigamento ou ardência agradável quando submetido à corrente galvânica. Normalmente a intensidade da corrente e cerca de 5 mA. pois sua instalação próximo a aparelhos de ondas curtas pode fazer com que haja interferências.05 mA/cm2 (Exemplo: Se o eletrodo tem 100 cm2. g) O banho galvânico pode ser indicado para aumentar a condutibilidade nervosa e trabalhar a parte sensitiva. latão. Guirro & Guirro orientam para 0. ou ainda aparecer contração dolorosa deve-se diminuir a intensidade ou desligar o aparelho. As faixas podem ser molhadas com agua ou algum material iontoforetico. b) Podem ser tipo caneta eletroestimuladora.. não poderá se concentrar em um só ponto do segmento tratado ou da placas j) Galvanização corporal (Soriano et al. cobre. nevralgias. orientam que não deve-se ultrapassar nunca a intensidade de 0. e) Tempo de aplicação: normalmente dura em torno de “15 a 30” min.. c) Podem ser tipo cuba com água. etc. Normalmente utilizada para tratar coxas e abdomem. c) Dosimetria: Leitão & Leitão (1995) orientam que a dosagem ideal gira em torno de 0.

Transtornos circulatórios .Iontoforese CONTRA INDICAÇÕES . . tendinite.Quando o paciente apresenta vertigens[1] durante o tratamento . ou somente o polo positivo . escoliose. ficando o polo negativo no corpo do paciente. neuralgia do trigêmeo. hidratação dos tecidos. APLICAÇÕES CLÍNICAS Artrite. ou vice-versa. A caneta deve estar acoplada no polo negativo (estimulante) . fibroses. estar com uma temperatura agradável. devendo para isto. contusão. neurite.. A vantagem da água é permitir contato homogêneo com os tecidos e reduzir a resistência da pele.Processos álgicos . na qual é conectado um dos pólos e o outro numa região do corpo para fechar o circuito . artralgia. Guillain-Barré. hipoestesia. adotando como um dos eletrodos uma caneta eletroestimuladora que interrompe a corrente provocando estímulos em estruturas mioneurais.Estimulação da irrigação sangüínea. mialgia.. lumbago.32 INDICAÇÕES . pode ser feito com duas cubas. lombalgia. plegias. algodão ou feltro embebidos em água quando o eletrodo for metálico.Lesões de nervos periféricos . artrose.Convencional: Os eletrodos são acoplados na superfície do corpo.Locais com solução de continuidade[11] TÉCNICA GERAL DE APLICAÇÃO . A dosagem gira em torno de 15 a 30 mA.Máscara de Bergoniere: Confeccionada em material metálico flexível onde é colocada na hemiface com chumaço de algodão embebido. bursite. utilizando-se sempre um meio para facilitar a introdução da corrente: esponja.Banho Galvânico: É uma forma de emprego da corrente galvânica que se destinam ao tratamento de processos patológicos generalizados. . neuralgia. paralisia facial.“Alterações de sensibilidade” . etc.Processos inflamatórios . distensão.Eletroestimulação: É realizado utilizando a corrente galvânica de forma interrompida. etc .Quando o paciente apresenta irritabilidade cutânea .Implantações metálicas no campo de aplicação . Utiliza-se um recipiente com água onde é submergido o membro a ser tratado. e ainda também utiliza-se “gel” quando o eletrodo for de borracha de silicone. ciatalgia. e coloca-se as placas no interior do recipiente.Marca-passo . transtornos tróficos.

iontopenetração. dieletroforese. b) Experiência de Chatzk nº 1: tinha o objetivo de demonstrar a migração iônica e os fenômenos de eletrólise por ação de corrente galvânica.Convulsões tetânicas + Sulfato de estricnina água II. E no outro polo não houve coloração EFEITOS Experiência de LEDUC: tinha como objetivo demonstrar a penetração de íons e seus efeitos no organismo pela ação da CG. e jontoforese. dieletrólise. nada aconteceu I II OBS: Na prática ambulatorial da iontoforese os efeitos sistêmicos não são importantes nem se buscam em terapêutica.cargas elétricas de mesmo sinal se repelem. I. colocando iodeto de potássio. . no polo positivo.Envenenamento cianídrico Cianureto Obs: Invertendo a de potássio polaridade. estava azulada devido à reação do amido com o iodo. e cargas de sinal contrário se atraem. e acoplou eletrodos de corrente galvânica. Ao final de um certo tempo . É também conhecida como ionização. - I KI + K _ + Chatzk pegou uma batata e fez um sulco em sua superfície. BASES BIOFÍSICAS DA IONTOFORESE a) Lei de Du Fay .33 IONTOFORESE DEFINIÇÃO É um fenômeno físico que se caracteriza pela penetração de uma substância terapêutica através da pele íntegra por intermédio da corrente galvânica. ao retirar os eletrodos verificou que a superfície da batata.

da duração do tratamento.Não se pode deixar de mencionar que os efeitos polares desencadeados pela corrente galvânica também são responsáveis em parte pelos efeitos terapêuticos resultantes da iontoforese. .[34] . . .A taxa dessa difusão é tal que a medicação tende a permanecer mais concentrada dentro dos tecidos diretamente subcutâneos ao local de introdução e progressivamente menos concentrado nos tecidos mais profundos e nos tecidos periféricos ao local de tratamento[104] . do pH local. que o produto seja solúvel em água.É de fundamental importância para a prática da iontoforese. que devem exercer deslocamento contrário à moléculas de água. da resistência da pele ao movimento iônico.Normalmente utiliza-se igualmente à da corrente galvânica convencional. constatando a relação entre os resultados pequenos e nulos com a técnica longitudinal e os resultados bons e médios com a técnica transversal. . pomadas. e 4 a 5 mA para a técnica binocular. concluiu que a disposição dos eletrodos é fator primordial para a obtenção de bons resultados. . . . DOSIMETRIA . etc. porque se estas não são ionizáveis. a determinação do polo negativo ou positivo dos eletrodos. com 30 a 40 min de duração. não sendo mais afetada pela fonte de corrente[104]. Cabe então supor que algumas das ações decorrentes da iontoforese são em parte devidas aos efeitos polares da própria corrente[119]. colocados em esponjas/algodão. sempre maiores que a placa para evitar queimaduras. Por exemplo: as soluções. em seu experimento sobre ionização de mucopolissacarídeos nas mais diversas patologias. emulsões.1 a 3 mA para um olho.Na iontoforese subaquática os eletrodos são representados por recipientes contendo soluções eletrolíticas. não penetrarão na pele como desejamos. pelo deslocamento passivo.Os medicamentos dever ser hidrosolúveis. a medicação é espalhada por meio de difusão passiva. do tamanho do eletrodo e da concentração da droga no eletrodo ativo[89.Na iontoforese transcerebral o eletrodo ativo (com o medicamento) é colocado sobre um ou sobre os dois olhos e o eletrodo passivo no buraco occipital (foramen magnum). Deve-se evitar cremes. O autor utilizou duas técnicas de colocação de eletrodos.Os medicamentos devem estar constituídos de partículas ionizáveis e em concentrações adequadas. a transversal e a longitudinal. tendo a preocupação com a sensibilidade do paciente para não haver lesão com superdosificação.A quantidade e a velocidade de liberação da medicação dependem: da voltagem total aplicada.Esta técnica libera a medicação em profundidades que variam de 6 a 20 mm[104] . (principalmente os gordurosos) [60] . 104] . . e dificultam a dos ânions.Geralmente.34 TÉCNICA DE UTILIZAÇÃO .Segundo Guirro & Guirro (1996). ou seja.A forma de utilização dos eletrodos na iontoforese é similar à utilizada na galvanização convencional.Uma vez dentro dos tecidos . os fenômenos eletrosmóticos auxiliam a penetração dos cátions. Entretanto Raviere (1970). Concentrações abaixo do normal não fazem efeito desejado e acima podem ser lesivos à pele e ao organismo.A transferência da medicação ocorre por meio dos portais formados por folículos capilares e poros da pele[104] . O íon ativo se deduz na fórmula química do medicamento e o pólo usado deve ser o mesmo do íon ativo. do potencial de ionização da medicaçãoou de seu solvente. são usados medicamentos em concentrações de 1 a 2 %. .

. durante 10 minutos. e de seu comportamento eletroforético.A intensidade da corrente e o seu tempo de aplicação constituem fatores óbvios e que impõem um limite nas possibilidades da terapia. o que dificulta a introdução global do medicamento. . . que devem exercer deslocamento contrário às moléculas de água. .: Se a dosagem recomendada da corrente para uma determinada substância medicamentosa é 50 mA/min. a penetração do medicamento é maior durante os seis primeiros minutos.Apenas uma pequeno número de medicamentos tiveram comprovação experimental com a iontoforese.Os fenômenos eletrosmóticos auxiliam na penetração dos cátions pelo arraste passivo e dificultam na dos ânions. são dados que o fabricante do produto ionizável deve informar.Guirro & Guirro (2002). 104. relatam que o emprego da iontoforese na clínica apresenta-se bastante limitado nos dias de hoje.A quantidade eficaz do medicamento introduzido é difícil de ser determinada[104] alvo [104] . existem alguns fatores que dificultam o processo de iontoforese: . Relatam ainda que após esse período a quantidade de solução restante é bastante reduzida e que pouco adianta aumentar o tempo de aplicação. já que estes parâmetros dependem das características específicas do produto a der introduzido. Esse não-desenvolvimento talvez tenha se devido à escassez de experimentos que fundamentam cientificamente as dosagens ótimas de drogas específicas.Alguns dos medicamentos. relatam que a dose da medicação liberada durante o tratamento é medida em miliamperes por minuto (mA/min): <Amperagem da corrente x duração do tratamento> Ex. relatam que tanto a intensidade por cm2 do eletrodo. introduzida nos tecidos[106] . Andrews e col.Andrews e col (2000) relatam que por razões de segurança. obter-se-á os mesmos efeitos utilizando-se 2 mA de intensidade por 20 minutos. relacionando-as ao tempo de aplicação e à intensidade da corrente. geralmente utilizados. pois. Entretanto. 118] A penetração dos iontes e da própria corrente galvânica nos tecidos humanos é um fenômeno comprovado e. DESVANTAGENS[05. ou em caso de risco deve-se diminuir a intensidade da corrente e aumentar proporcionalmente a duração da sessão.A impossibilidade de utilizar esse método para o tratamento de estruturas profundas . a intensidade indicada deverá ultrapassar o limiar doloroso da pessoa em tratamento.Soriano et al (2000). etc. excedidos estes parâmetros.Certas drogas produzem resultados não-confiáveis. . pode-se modular no aparelho 5 mA por um tempo de 10 min. a intensidade máxima da corrente permitida é geralmente de 4 a 5 mA. . (2000) e Starkey (2001). como por exemplo: Para uma substância que se deve introduzir a uma intensidade de 4 mA. de seu tamanho molecular.Segundo Low & Reed (2000). . (5 mA x 10 min. = 50 mA/min). fora de discussão. . 106. Entretanto.Entretanto. como a polaridade do produto e a duração da sessão. pode haver risco de lesões[119]. em nenhum caso. contém íons de ambas as polaridades.A possibiidade de uma concentração da medicação aquém da terapêutica alcançar o tecido- . Segundo os autores.35 .O estrato córneo é a principal barreira para a transferência de substâncias através da pele para dentro dos tecidos[104] . podendo surgir dúvida sobre até que ponto a droga está sendo de fato. portanto. a duplicação do tempo de tratamento (12 minutos) aumenta o índice de penetração em aproximadamente em 25%.

contraturas. 107.“Perda de sensibilidade” . podendo este estar em maior concentração na área lesada . evite iodo. estrias. . Esta característica de segurança faz com que os aparelhos desliguem automaticamente quando a impedância do tecido torna-se excessivamente alta ou se for desconectada a área de contato[74]. Evite salicilatos em pacientes alérgicos a aspirina. 118] 1. magnésio e outros metais. Com alergia para frutos do mar.VANTAGENS[104. prevenção ou atenuação das consequências do envelhecimento. ainda que tenham a mesma polaridade. 2. zinco. Os benefícios terapêuticos da introdução de medicamentos por esta via são os seguintes: Ação localizada do medicamento. aumento da síntese de colágeno. . reduzindo de maneira significativa os efeitos colaterais sistêmicos dos medicamentos adminstrados por via oral. Pacientes sensíveis a metais que podem reagir com cobre. principalmente afecções cutâneas superficiais. umectação. além de ser evitado o dano tecidual produzido pela introdução de uma agulha.A terapêutica utilizada na celulite visa promover a despolimerização da substância fundamental amorfa[11]. ativa microcirculação.Quando houver cefaléia. onde a atuação da eletricidade e do fármaco se fazem necessário. 3.O medicamento não passa pelo fígado. resultando em sua liberação local e não-sistêmica. características essas que não são encontradas nos aparelhos comuns. 118] 36 A iontoforese é um procedimento de efeitos locais indiscutíveis. gordura localizada. Evitar medicamentos em eletrodos de polaridade oposta Reação alérgica e de sensibilidade para transferências de íons são raras comparado a queimaduras. Seguem sugestões para reduzir tais efeitos[82]: 1. o que reduz a decomposição metabólica da medicação.O medicamento pode ser introduzido em áreas específicas do corpo. cicatrizes de tendência a quelóide. em vez de ser absorvida no trato gastrointestinal.: Existem aparelhos próprios para a iontoforese construídos com com caracterísicas de segurança para reduzir o risco de queimaduras.Quando forem constatadas irritações cutâneas . Não use duas substâncias químicas debaixo do mesmo elétrodo. . nutrição. 2. desincrustação. atenuação de linhas de expressão. mesmo que superficiais. PRECAUÇÕES[74. INDICAÇÕES DA IONTOFORESE A iontoforese é indicada principalmente em afecções. Ação mais efetiva e prolongada do fármaco no sítio da lesão OBS. isto pode impedir ou diminuir a penetração desejada. celulite. rugas. manchas. revitaliazação de células cutâneas. pele flácida. Aplicações separadas poderiam ser mais eficazes. para uma repulsão mútua. acne. limpeza e hidratação profunda. tratamento preventivo da involução cutânea. 82.A droga pode também ficar concentrada em uma área localizada. CONTRA INDICAÇÃO . ação antioxidante. . vertigens e colapso circulatório.

J. – 1989 7.Deve-se evitar aplicar os eletrodos sobre feridas ou pele irritada. celulite Flacidez cutânea Antinflamatório. ALGUMAS SUBSTÂNCIAS UTILIZADAS NA IONTOFORESE ESTÉTICA [87. linfoedema. 122] Medicação . Valéria A. Manole .ELETROTERAPIA DE CLAYTON . R.Machado.Poliester sulfúrico de mucopolisacarídeo Polaridade Positivo Positivo Positivo Negativo Positivo Positivo Positivo Positivo Positivo Negativo Negativo Positivo Negativo Positivo Negativo Positivo Negativo Negativo Ação Queratinização da pele.Ed Lovise .. . Scott.Ed. Clauton M. .Lucena.Guirro. F.Citrato de potássio a 2% . .Ed Guanabara .V.Guyton.Pauline.FISIOTERAPIA EM ESTÉTICA .1994 Ed Manole 5. Luykx .1991 8.1995 2.ELETROTERAPIA .2% .Thiomucase (hialuronidase) . Moreira e Márcia Mª B. Arthur C. celulite Envelhecimento cutãneo e respiração celular Cicatrizante Celulite Desidratação e flacidez cutânea REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 1. Zauner .Extrato de hamamelis . 118.Gutmann. F.Kitchen.Áreas cardíacas ..1ª Edição brasileira . Elaine C.Girro. .Óxido de zinco a 2% . R.FISIOTERAPIA ATUAL . J.Pancast Ed.10ª Edição .Ácido hialurônico hexosamina a 0.Aminoácidos .1990 .ELETROTERMOTERAPIA PRÁTICA . Guimarães .1990 27.Pancast Ed. Atheneu .ENRAF NONIUS DELFT .Benzedamina CIH . e ação sobre os fibroblastos Hidrólise de gorduras celulíticas Hidratação para peles envelhecidas Anti-celulítico. . R.37 . .Infusão de sálvia . Sheila e Bazin.) Queda de cabelo Adstringente e antisséptica (seborréia e hiperhidrose) Adstringente/antisséptica (couperrose e acne) Antiedematoso (celulite e estrias) Esclerótico e bactericida Antinflamatório Antiedematosa.Leitão. A. Carlos .Catarina Mabel C. Sarah .H.Extrato de hera .Iodo a 4% .CLÍNICA DE REABILITAÇÃO . J.Paciente com dificuldade de compreensão da técnica .Endometacina C .Apontamentos do “Curso Intensivo de Eletroterapia – Métodos e Técnicas” – 1990 – Associação Fluminense de Reabilitação – Niteroi – Rio de Janeiro 11.Hialuronidase . despolimerizante Antisséptica e cicatrizante (acne e desincrust. Araújo e Leitão. .1998 17. Lehamann J.1996 3.Ácido pantotênico a 5% .FUNDAMENTOS.1996 12.Kottke.CLAYTONS: ELETROTERAPIA E ACTINOTERAPIA -Ed. .FISIOLOGIA HUMANA .TRATADO DE MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO DE KRUSEN . M.Solução hidroetanólica a 10% (própolis) .R.Ed.Cloreto de sódio .2ª Ed.Fosfatase alcalina . Jims -Barcelona 1972 9. den Adel. RECURSOS E PATOLOGIAS Ed Manorle .ELECTROTERAPIA DE FRECUENCIA BAJA Y MEDIA .São Paulo . O.Hidrolisados de algas .

.Ed. Vida Estética .FISIATRIA CLÍNICA . R.RECURSOS TERAPÊUTICOS EM FISIOTERAPIA .Henley. & Snyder-Mackler. B..J.REABILITAÇÃO FÍSICA DAS LESÕES DESPORTIVAS . . C.Raviere.RJ 89. RECURSOS E PATOLOGIAS . – CORRENTE GALVÂNICA E IONIZAÇÃO – Nouvelles Esthétiques – Ano X. J.FISIOTERAPIA DERMATO FUNCIONAL .Ed. & Reed. Churchill Livinstone.In PRINCIPLES AND PRATICE OF ELECTROTHERAPY. I. e Teixeira. & Guirro. R.Chiropractic Economics . R. 431p. RECURSOS E PATOLOGIAS . .2000 .2ª Ed.1991 Apud Girro.1982 Apud Starkey. .pp. . Guanabara Koogan .Kahn. Revisada e ampliada . Silva.Starkey. Revisada e ampliada .3ª Ed.Girro. A.Butterworth Heinemann. O. S.FISIOTERAPIA DERMATO FUNCIONAL . C. . .SIX ANNES DE PRATIQUE DÉ IONISATION DE MUCOPOLYSACCHARÍDASES . . L. I. PHONOPHORESIS . C.IONTOPHORESIS: CLINICAL RESEARCH IN MUSCULOSKELETAL INFLAMMATORY CONDITIONS .Robinson.Wing.2002 122. C.G. . E. A. Revisada e ampliada . Sports Phys.Ed. Part 2 .ELETROFISIOLOGIA CLÍNICA .119-35 .Ed Manorle . Artmed .18-33 74.Eletroterapia e teste eletrofisiológico . & Guirro. Manole . 77. R. . J. C.Espanha .1ª Ed.Lowe.FUNDAMENTOS. J. . 61-95 104. C.TRANSCUTANEOUS DRUG DELIVERY: IONTOPHORESIS.FUNDAMENTOS. E.Porto Alegre .ELETROFISIOTERAPIA .FISIOTERAPIA DERMATO FUNCIONAL . .Ed Manorle . R. RECURSOS E PATOLOGIAS . de France.September/October . P. G. M. D.3ª Ed. Turovelzky. W.38 34. & Guirro. . 3ª ed. S. I. J.Andrews.1ª Ed.4:109 . R. Ther. L. .2002 120.Ed.2000 . .M. . J.Ed. H.ELETROCOSMÉTICA . Orthop..Ed.ELECTROTHERAPY EXPLANINED . R. K.FISIOTERAPIA DERMATO FUNCIONAL . Midiograf .Manual Clínico .RECURSOS TERAPÊUTICOS EM FISIOTERAPIA .2002 121.Macedo. Fev/2000 – Rio de Janeiro . V. & Wilk.PRUNCIPLES AND PRATICE.2001 118.TEORIA Y PRÁCTICA PARA LA UTILIZACIÓN DE CORRIENTES EN ESTÉTICA . T. . Manole . O.ELECTROESTÉTICA PROFESSIONAL APLICADA . .Ed Manorle . E. A.2ª Ed. E. Oxford. O. . n° 53 .2001 106. Baqués. J. .3ª Ed.Leitão. E. M. O.FUNDAMENTOS. R.Ed Manorle . L. C. C.IONTOPHORESIS FOR CHIROPRACTORS.1ª Ed. E.Ed. . Harrelson. . 2 ed.FUNDAMENTOS.IONTOFORESE . pp.Liv. J.1991 Apud Starkey.Soriano.2000 Apud Girro.. R. Manole . S.Londrina-PR . J. cap 7. R.. .1993 87. Atheneu – 1979 60. O.1ª Ed. . Araújo . 1970 Apud Girro.Physical and Rehabilitation Medicine . R.3ª Ed.2001. .. R.3ª Ed. .RECURSOS TERAPÊUTICOS EM FISIOTERAPIA . Pérez. Revisada e ampliada .Sorisa . .2:139 .pp.1999 105.Salgado. & Guirro. C.Winter. C.2002 119. RECURSOS E PATOLOGIAS . .2001 107.Harris..2001 82.

etc) DEFINIÇÃO É um procedimento de ação eletroquímica que tem como objetivo retirar o excesso de sebo das peles exageradamente seborréicas[2]. Estas manifestações da pele e seus anexos tem despertado o interesse dos especialistas em cosmetologia e dermo-farmácia entre outros seguimentos.pontos negros . Mesmo sem chegar a esse extremo.39 INTRODUÇÃO O procedimento de todo o tratamento estético deve começar por uma limpeza profunda. A pressão exercida na glândula sudorípara pelo excesso de sebo cutâneo pode levar ao seu rebentamento na derme dando origem a um processo inflamatório na zona de contato devido a ação irritante dos ácidos livres. pois só assim se poderá proceder a um estudo profundo e conhecer suas características e necessidades. É importante salientar que a desincrustação tem como objetivo estético retirar de forma suave os incrustados na superfície epidérmica. . Numa pele livre de qualquer cosmético pode-se concentrar a atenção nos seguintes fatores: Secreção sebácea. tendo várias fórmulas vindo a ser apresentadas ao público. tensão contínua. e é importante observar que não existe. Atua pelo processo de eletrólise: passa-se uma corrente elétrica através de uma solução condutora ou eletrólito decompondo-a.vermelhidão . penetração das soluções empregadas nos desincrustadores. adequada ao tipo de pele. A atuação da corrente é superficial proporcionando destamponamento pilo-sebáceo. Grau de hidratação. Acidentes cutâneos (comedões . forma-se assim externamente uma papila vermelha que indica a existência de uma afecção não patológica. Utiliza-se os efeitos polares da corrente galvânica para obter uma limpeza de substâncias gordurosas da pele em profundidade[1] A desincrustação executa-se com um aparelho calibrado e montado para gerar corrente contínua. de água produz-se hidrogênio[3]. Aspecto granuloso. que em linguagem estética (operacional) reproduz e/ou significa limpar. uma hiperscereção seborreica contraria uma boa higiene e é desconfortável e inestética. isto é. portanto possui como característica o princípio galvânico. constante e com polaridade determinada (pólo positivo e pólo negativo).

convém acelerar-se o processo da normalização do pH. Segundo Winter (2001). reage com o sebo saponificando- . Apesar disso. o efeito obtido usando-se corrente galvânica (que produz sódio por eletrólise e promove a retirada da gordura) é a reeducação do trabalho das glândulas sebáceas e sudoríparas. Segundo Silva (1999). A limpeza profunda serve para limpar o folículo pilo-sebáceo do excesso de secreção sebácea. Existem fabricantes de cosméticos que oferecem uma loção desincrustante para pele seborréica e outra para pele alípica. reeducação do trabalho das glândulas sebáceas. e eliminação dos vestígios de maquiagem. auxiliando na penetração (preparação para posterior processo de aplicação dos princípios ativos). espera-se obter a eliminação das secreções das glândulas sebáceas sem sua retirada total. na limpeza dos canais foliculares e manutenção da normalização do estado da epiderme recuperada[3]. Soriano et al (2000). A pele normal tem uma grande capacidade de amortecer as variações bruscas de pH. ora. porque uma boa parte do manto hidrolipídico foi removido pela desincrustação. evitando o efeito feed-back. o . relatam que não se deve abusar desta técnica . Efeito que se tenta evitar. proporciona um efeito para impedir a penetração de germes ou agentes nocivos[3]. porque sua capa ácida contém uma grande quantidade de ácidos orgânicos dissolvidos juntamente com seus respectivos sais (ácido láctico e lactato. A desincrustação busca o equilíbrio do pH. levemente ácida. Mais que simplesmente tirar o excesso de oleosidade da pele. facilitando a extração de comedões e acne vulgar. bem como. por exemplo o carbonato de sódio. resulta nas peles alípicas uma forma de elminação de detritos orgânicos e inorgânicos assimilados a nível epidérmico. que diz que a desincrustação está unicamente recomendado em zonas da pele seborreica. que produzem obstrução na passagem osmótica de cosméticos a serem aplicados. para que.5.back". se a pele alípica já tem falta de oleosidade. A solução de carbonato de sódio apresenta um pH de 12. A função da assepsia efetuada através da corrente galvânica + cosméticos específicos para o tipo de pele. auxiliando na reeducação das glândulas sudoríparas evitando asfixia das peles alípicas[3]. será produzida mais para a compensação). seja evitado o efeito "feed-back" (em se retirando toda a secreção. a desincrustação é um procedimento de ação eletroquímica que tem como objetivo retirar o excesso de sebo das peles exageradamente seborréicas. Esta suave esfoliação clareia a epiderme e proporciona uma receptividade melhor ao tratamento estético. A pele normal tem um pH de 4. porém em excesso. o procedimento de ação eletroquímica. como se pode retirar o pouquinho que lhe resta? Este conceito é corroborado por Miedes (1999). Para tanto é sabido que o efeito feed-back ocorre se o trabalho de desincrustação for executado de tal forma que interfira na produção das secreções ou elimine toda a nova produção que seria maior para compensar a perda. já que poderia se produzir um efeito "rebote" se as glândulas sebáceas gerassem a gordura que a pele precisa. Busca-se ultrapassar as barreiras da pele. Portanto. como o álcool de alta graduação. além da reeducação do trabalho das glândulas sebáceas e sudoríparas. o que quer dizer que ela é altamente alcalina. a desincrustação é inadequada para o tratamento de peles alípicas. ácido carbônico de pirolidon e seus sais). Para as peles lipídicas.40 AÇÃO Os estudos cosmetológicos confirmam que a utilização de produtos demasiado detergentes ou solubilizantes energéticos. sujeiras da atmosfera poluída[3]. para compensar a que se extraiu por meio do desincruste. contribuem para provocar uma hipersecreção seborreica de caráter reacional "efeito feed.5 a 5. [2] A solução desincrustante.

abrindo caminho para a penetração das substâncias desejadas. Winter (2001). E que a intensidade deve estar relacionada diretamente com o tamanho do eletrodo. Após a aplicação. . Tamanho menor. diz que enquanto durar a sessão o eletrodo deverá manter-se em contínuo movimento Pelo fato dos íons de sódio terem polaridade positiva. envolvendo corretamente o eletrodo ativo.2 a 1 mA (formigamento leve).5 mA. Os cosméticos ionizáveis são regulados para agirem em ambiente de pH normal da pele. menor intensidade. se trabalha com uma intensidade que não deve ser superior a 1 a 1. gancho ou rolo como eletrodo ativo. remove a oleosidade excessiva. respirar melhor. O eletrodo passivo (polo positivo) em forma de placa de carbono ou de metal ou bastão pode ser colocado sob o ombro direito ou fixado no braço direito. com duração de 10 a 15 minutos aproximadamente. dando lugar à formação de sabão. e a duração da sessão deve ser de 3 a 4 minutos. fixando-os ao algodão que envolve este eletrodo. exercendo uma pressão uniforme e firme. usa-se produto de superfície e no caso do instrumental. antes de executar-se a iontoforese[2]. a saponificação do sebo. ele é extraído com um eletrodo conectado ao polo negativo de uma corrente galvânica[1]. TÉCNICA DE APLICAÇÃO No caso da pele. Utiliza-se um eletrodo em forma de jacaré.Peles seborréicas / oleosas . INDICAÇÁO . Soriano et al (2000). Soriano et al (2000). a pele deve ser lavada após a desincrustação com água morna.Preparação para a introdução de substâncias ativas solvidas em meio aquoso por iontoforese. que permita à pele uma melhor troca com o exterior. à qual foram adicionadas algumas gotas de vinagre ou limão[1]. . sem que as partes metálicas possam entrar em contato com a pele Deve-se movimentar o eletrodo ativo lentamente sobre a região da pele a ser tratada. o algodão adquire cor cinzenta onde teve contato com a pele. Posteriormente. pode-se fervê-lo. relata a utilização de intensidade entre 0. estão como um estado de asfixia. Os movimentos devem ser retilíneos e ordenados de maneira a esquadrinhar toda a superfície a ser tratada[2]. ficando retido no canal do folículo piloso. conveniente proceder a uma limpeza profunda. mencionam que em virtude da pouca superfície do eletrodo ativo. Nos casos de acne vulgar e comedões o enxofre e o salicitado de sódio são conhecidos cicatrizantes e eliminadores dos processos acneicos e comedônicos. com duração de 3 a 4 minutos por sessão. utilizar esterilizador/germicida e substâncias próprias para a assepsia. são atraídos pelo polo negativo. cuja grande oleosidade aumenta a resistência da pele contra a corrente elétrica. devido o caráter elétrico debilmente positivo do sabão. Entretanto. sendo este colocado no polo negativo. antecedendo a iontoforese. Os ácidos graxos do sebo se combinam com um álcali diluído (solução desincrustante). Miedes (1999). Deve-se colocar algodão embebido em alguma substância desincrustante. diverge intensamente quando menciona a utilização de intensidade em torno de 1 a 5 mA. dependendo da sensibilidade e o tipo de pele. razão pela qual a pele deve ser lavada após a desincrustação com água morna levemente acidificada. A desincrustação. É portanto. signifcando este termo a dificuldade que a secreção sebácea tem em ser excretada para o exterior. pois ali deu-se. A desincrustação como tratamento preparativo para uma iontoforese é utilizada principalmente em peles excessivamente seborréicas.Acne / comedões As peles acneicas ou de tendência acneica.41 Para restabelecer-se rapidamente o pH normal.

1998 ..Ed. Vida Estética . D. Vida Estética .Madrid . a desincrustação deve tratar somente as áreas seborréicas.ELETROCOSMÉTICA . 129-133 3. C. Pérez.Sorisa . Baqués. Miedes (1999). R. Soriano et al (2000).Soriano.pp. 110-113 4. como solução desincrustante pode-se utilizar: . entre uma sessão e outra. J. C.. que geralmente apresentam seborréia na região do "T" (testa.Miedes.L. M. S. de no mínimo um mês já que pode aparecer o denominado "efeito rebote" mediante o sebo que foi eliminado[1].ELETROLIFTING .2000 . porém sem estar encharcado. I.Solução aquosa a 10 % de bicarbonato de sódio .Solução aquosa a 5 % de carbonato de sódio Segundo Winter (2001) pode-se utilizar carbonato de sódio a 1 % (preferível) ou salicilato de sadio a 2%. nariz e queixo).Winter. Se o algodão secar durante a aplicação. Videocinco .Silva. Segundo Miedes (1999).Ed.Ed.42 O algodão embebido deve estar suficientemente umedecido com o desincrustante.pp.ELECTROESTÉTICA PROFESSIONAL APLICADA .Hipersensibilidade à corrente elétrica REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1.1999 . .ELECTROESTÉTICA . 41-43 2. Segundo Miedes (1999).TEORIA Y PRÁCTICA PARA LA UTILIZACIÓN DE CORRIENTES EN ESTÉTICA . pode-se umedecê-lo novamente por meio de um contagotas. W.pp. antes de uma desincrustação pode-se realizar: a) Limpeza superficial para melhorar os efeitos da desincrustação b) Aplicação de vapor para que com o calor úmido se facilite a penetração do produto desincrustante.Espanha . . 2001. sem que seja necessário interromper a aplicação. Mariângela T. sugere que deve haver um intervalo. . C.3ª Ed. M. CONTRA-INDICAÇÕES . relatam que deve haver um intervalo entre as sessões de 15 a 20 dias.Alergia ao agente desincrustante .Solução aquosa a 10 % de sal .L.. Nas peles mistas.

. professor de medicina desportiva na Academia do Estado em Moscou. sinusoidal de 2500 Hz que era modulada por burst a cada 10 ms para fornecer 50 bursts por segundo. Esta pesquisa resultou em melhorias no desenvolvimento e no design de uma classe de aparelhos para Estimulação Elétrica Neuromuscular[27. apresentou o desenvolvimento de uma técnica de eletroestimulação que poderia aumentar a força muscular em 30 a 40% em atletas de elite. 74] Este tipo de corrente permite aplicação de alta amperagem. e também nos cosmonautas russos. A corrente russa pode ser definida com uma corrente alternada de média freqüência. depois de uma rápida proliferação de unidades de TENS para controle da dor. que pode ser modulada por “rajadas” (bursts) e é utilizada com fins excitomotores[12. 74] Outros benefícios registrados com a técnica de Kots foram o aumento da resistência muscular e a alteração da velocidade das contrações musculares[105]. Segundo Adel & Luykx (1990) o pesquisador soviético utilizou bursts de 50 Hz por se encontrar mais ou menos no centro do espectro de frequências utilizado para a geração de contrações tetânicas (40 Hz a 80 Hz). e que os grupos musculares em sua maioria eram mistos. Esses ganhos de força eram maiores que aqueles obtidos apenas através de exercícios. compostos de mais de um tipo de fibra muscular. ou seja. HISTOQUÍMICAS E FISIOLÓGICAS DA As fibras musculares foram classificadas de acordo com sua constituição. onde o pesquisador russo Yakov Kots. 27. 105]. o interesse na eleteroterapia foi aumentado pelos registros de pesquisa na União Soviética que afirmaram que a ativação elétrica regular do músculo era mais efetiva que o exercício no fortalecimento do músculo esquelético em atletas de elite. Esta forma de estimulação foi promovida comercialmente como "Estimulação Russa"[74.43 HISTÓRICO Nos fins dos anos 70. CONCEITO Segundo Robinson & Snyder-Mackler (2001) a corrente originalmente utilizada pelos pesquisadores soviéticos foi uma corrente alternada simétrica. CICLO PROPRIEDADES MUSCULATURA HISTOLÓGICAS. em torno de 100 mA[26]. Isto aconteceu por volta de 1977 durante um simpósio sobre eletroestimulação neuromuscular.

E foi comprovado também que as primeiras fibras a serem recrutadas para executar o movimento são as fibras vermelhas. com exceção de poucos músculos. 84.Conteúdo lipídico . condução do impulso nervoso . até certo ponto. Fibras pertencentes a qualquer unidade motora se alastram por um grande território.Atividades de enzimas glicolíticas .Produção de força 26 mm Tônica (prolongada) Rico Alta Alto Baixa Baixo Alto Muito alta Baixa Pequeno Alta Primeiro Pequeno Baixa (Aα2) Vermelha (escura) FOG ROG FTa 28 mm Tônica(prolongada) Rico Médio-alta Alto Alta Alto Alto Alta Intermediária Intermediário Intermediária Intermediária Intermediário Intermediária Vermelha FG RG FTb 46 mm Fásica(breve) Escasso Baixa Baixo Alta Alto Baixo Baixa Alta Grande Baixa Última Grande Alta(Aα1) Branca Alto Velha 10-30 Hz Estática Baixa Intermediário "Intermediária" "Intermediária" Dinâmica Relativ. CARACTERÍSTICAS Tônicas Tipo I S (Slow) 27.Comportamento funcional . ao invés de ficarem interagrupadas. onde são estabelecidos subdivisões para fibras fásicas.Filogênese . baseado na miosina APTase.Frequência de uso . Pesquisadores demonstraram que. as capacidades atléticas dos diversos indivíduos.Número de fibras/unidade . sendo as brancas de velocidade e as vermelhas de sustentação[62]. ou brancas e vermelhas. Atualmente se tem estabelecido uma classificação dos tipos de fibras musculares. 83. e que esta composição das fibras musculares varia muito de uma pessoa para outra[63]. 85. 86.Atividades de enzimas oxidativas .Ordem de recrutamento . O uso de técnicas sofisticadas . alta Baixo Jovem 35-150 Hz Dinâmica Alta Scott (1998) afirma que os músculos humanos são heterogêneos.Diâmetro da fibra muscular .44 Em pesquisas realizadas sobre o comportamento clínico da nossa musculatura foram observados basicamente 2 tipos de fibras musculares: fásicas e tônicas. de forma mais abrangente.Conteúdo de mioglobina . 33.Conteúdo de glicogênio .[26.Tipo de contração . e isso obviamente poderia determinar.Conteúdo mitocondrial . 74.Resistência à fadiga . e as fibras brancas só se ativam se for necessário força suplementar.Frequência tetânica . Em movimentos rápidos as unidades motoras fásicas podem ser ativadas antes que as unidades motoras tônicas[64].Cor predominante . Guyton (1996) afirma que algumas pessoas podem possuir número bastante maior de fibras rápidas que de fibras lentas.Tamanho da unidade do corpo celular .Veloc.Tensão tetânica .Suprimento vascular . o corpo humano só contém músculos com composição de fibras musculares mistas. visto estarem compostos por uma ampla variedade de fibras musculares distintas. 104] TIPO DE FIBRA MUSCULAR Intermediárias Tipo IIa FF (fast fatigable) Fásicas Tipo IIb FR (Fast resistent) SO LO ST .

possuindo com isso maior velocidade e pouca resistência) A foto à direita mostra o músculo de um ciclista (possui muitas fibras vermelhas. com coloração de miosina ATPase. Salgado (1992). com coloração de miosina ATPase. como se fossem segmentos isolados. cada músculo humano contém uma mistura dos três tipos de fibras musculares. sob o ponto de vista genético. em um corte transversal do músculo esquéletico humano mostrando os três tipos de fibras (tipo I. Segundo Enoka (2000). A foto ao lado mostra a distinção entre os tipos de fibras musculares. o que leva à intercalação de microfeixes de diversas unidades motoras. possuindo com isso menor velocidade. existem diferenças sutis dentro de cada unidade motora considerada individualmente. IIb) [87]. Esta interdigitação permite que unidades motoras distintas se contraiam. entretanto maior resistência) . em uma seção transversa fina do músculo do membro anterior de um gato[86]. não de forma total. com efeito. fazendo com que não seja possível ativar somente fibras musculares de contração lenta sem ativar também algumas fibras de contração rápida. A foto ao lado mostra a distinção entre os tipos de fibras musculares.45 para verificação da distribuição das fibras demonstrou que. que pelo contrário. com relação à constituição física do músculo em maior número de fibras brancas ou vermelhas. Weineck (1991). apoiandose umas às outras. A foto à esquerda mostra um músculo de um corredor de provas rasas (poucas fibras vermelhas (representadas pela cor preta). IIa. ficam dispersas por todo o músculo em microfeixes de 3 a 15 fibras. E os dois mecanismos que determinam a proporção de tipos de fibras no músculo são a hereditariedade e o uso. mas. mostra nas fotografias abaixo as diferenças que podem existir de um indivíduo para o outro. faz alusão a relatos de autores que afirmam que as fibras musculares de uma unidade motora não ficam todas agrupadas no músculo.

Assim sendo.46 Obs. Fibras brancas são representadas pela cor branca. Músculos requisitados para produzirem níveis de força rápidos e altos por breves intervalos contêm uma alta porcentagem de unidades fatigáveis fortes e de contração rápida[74]. Poderíamos. Entretanto. e é essa concentração de mitocôndrias. [33] As fibras musculares lentas são utilizadas para as atividades contínuas[12]. as fibras de contração lenta contêm mitocôndrias relativamente volumosas e numerosas. pois bastaria ficar de pé para exercitá-la (musculatura estática ou postural)[83]. A velocidade intrínseca de contração e de elaboração de tensão das fibras de contração rápida é duas a três vezes maior que aquela das fibras classificadas como contração lenta. então.: Fibras vermelhas são representadas pela cor preta. características essas que se relacionam todas com sua capacidade de gerar energia rapidamente para produzir contrações rápidas e vigorosas. por uma menor velocidade de contração e por uma capacidade glicolítica menos desenvolvida que suas congêneres de contração rápida. Fibras intermediárias são representadas pela cor cinza Músculos que são requisitados para produzirem níveis moderados de tensão por longos períodos de tempo contêm uma alta porcentagem de fibras musculares resistentes à fadiga.[33]. São fibras que dependem essencialmente do sistema glicolítico a curto prazo e bem desenvolvido para a transferência de energia. a movimentação de todo o corpo. um alto nível de atividade de miosina ATPase. Resistente e dinâmica. COMPORTAMENTO CLÍNICO DA MUSCULATURA: a) Musculatura de contração lenta (Tônica) Se caracterizam por um baixo nível de atividade de miosina ATPase. b) Musculatura de contração rápida (Fásica) As fibras musculares de contração rápida possuem uma alta capacidade para a transmissão eletroquímica dos potenciais de ação. que empresta às fibras de concentração lenta sua pigmentação vermelha característica. combinada com os altos níveis de mioglobina. aliás. o que permite. um nível rápido de liberação e captação do cálcio pelo retículo sarcoplasmático e de um alto nível de renovação (turnover) das pontes cruzadas. suporta intensa atividade e têm grande capacidade de contração. Existe uma alta concentração de enzimas mitocondriais necessárias para sustentar o metabolismo aeróbico (oxidativo). . pensar que elas praticamente “não necessitariam ser trabalhadas”. essas fibras são resistentes à fadiga e bem apropriadas para o exercício aeróbico prolongado.

físicas. 27] .6 % a 80. a imobilização e também o descondicionamento físico podem gerar a flacidez e a hipotonia.9 % a 56. que dependem quase que inteiramente do metabolismo anaeróbico para a produção de energia. axônios de maior diâmetro e assim uma velocidade de condução mais alta em comparação com os pequenos neurônios.[33] Segundo Scott (1998). as fibras de contração rápida são ativadas na atividades explosivas e rápidas. ela cansa-se com facilidade e não tolera contrações prolongadas. o que nos mostra a importânci do motoneurônio ao controloar todos estes parâmetros[113].Gastrocnêmio .5 % de fibras tônicas .Glúteos .56.2 % a 71. pelo fato de sua velocidade de contração rápida estar combinada com uma capacidade moderadamente bem desenvolvida para a transferência de energia tanto aeróbica (com um alto nível da enzima aeróbica desidrogenase succínica ou SDH) quanto anaeróbica (com um alto nível da enzima anaeróbica fosfofrutocinase ou PFK). A fibra IIb possui o maior potencial anaeróbico e constitui a "verdadeira" fibra rápida-glicolítica (RG)[33. A movimentação do componente fásico é de alguma forma mais rude porque a unidade motora é maior. Isto se adequa melhor às fibras musculares fásicas. em virtude das fibras vermelhas estarem constantemente sendo requisitadas nas nossas atividades diárias mais costumeiras. sendo esta constituída pelo motoneurônio e pelas fibras musculares que inerva[104]. c) Musculatura intermediária Dentro da subdivisão da fibra de contração rápida (tipo II). mas também nas fibras vermelhas. as fibras inervadas por uma unidade motora possuem propriedades bioquímicas.37 % a 60.Vasto medial . Grandes motoneurônios possuem corpos celulares maiores.5 % de fibras tônicas . Mas na prática clínica o que se vê é que o desuso. a fibra IIa é considerada intermediária.Sóleo . 86] Composição de Fibras Musculares[26. o que põe em evidência a função das mesmas.46. As fibras musculares de uma unidade motora pertencem ao mesmo tipo.5 % a 79. Em virtude disto alguns profissionais que cuidam da estética corporal afirmam que ela seria a responsável pela flacidez e diminuição do tônus.9 % de fibras tônicas .Ílio-Psoas . Só é trabalhada com exercícios extenuantes e realizados numa freqüência rápida. já que elas precisam fornecer força explosiva de curta duração ou de alguma forma uma força adicional de duração mais longa. O tamanho do corpo celular do motoneurônio está relacionado ao número de fibras musculares por ele inervadas. ou seja. assim como em outras contrações musculares vigorosas.53. não só nas fibras brancas. o que muitas vezes torna difícil apontar qual a fibra muscular verdadeiramente responsável pela flacidez.41. São utilizadas nos momentos em que há necessidade de breves momentos de força intensa.69.47 Em geral.Tibial anterior .8 % a 100 % de fibras tônicas .8 % de fibras tônicas OBSERVAÇÕES: Unidade motora é difinida como a unidade funcional básica do músculo esquelético. na expressão dos tipos de fibra e nas suas características de contração. ultraestruturais e contráteis similares. As capacidades metabólicas e contráteis dessas fibras são igualmente importantes nos desportos com paradas e arranques e mudanças de ritmo tipo basquete ou hóquei de campo. que às vezes necessitam de energia rápida que somente as vias metabólicas anaeróbicas podem fornecer. são as primeiras a . Essas são as fibras rápidas-oxidativas-glicolíticas (RGO).9 % de fibras tônicas .

já no início da reabilitação. em contrações de alto nível de força[74. unidades motoras não são todas ativadas no mesmo instante no tempo. a insuficência. . Em uma contração voluntária. relata que a estimulação elétrica estimula os nervos motores de grande diâmetro do tipo II a se contraírem antes das fibras do tipo I. Starkey (2001). Com a eletroestimulação a articulação pode ser estabilizada e as fibras de contração rápida pode ser recrutadas com cada contração. o vigor da contração aumenta. contenção ou restrição da performance muscular e da atividade elétrica muscular aparenta ser dependente da velocidade. o treinamento típico com exercícios normalmente envolve um peso mais baixo. ou nos desportos tipo basquete. são mais afetados pelo resfriamento do que os mais lentos. os sinais do comando do SNC são aumentados e progressivamente os motoneurônios maiores (baixa resistência interna) são ativados. as unidades motoras são recrutadas de uma maneira dessincronizada. explicam que uma razão para a eletroestimulação ser mais eficaz aos pacientes do que apenas o exercício. (2000). (1990). com menor velocidade. hóquei de campo ou futebol. as fibras de contração rápida seriam recrutadas apenas raramente (pois são recrutadas com esforço suplementar). são usadas apenas ocasionalmente. Unidades do tipo rápida. sugerindo assim que as fibras musculares de contração rápida são mais susceptíveis ao resfriamento. pois exercícios rápidos. As frequências de descarga de unidades motoras recrutadas em contração voluntária também não são todas as mesmas. [33] Segundo Faulkner e col. durante contração muscular voluntária. primeiramente descrito por Henneman. Segundo Robinson & Snyder-Mackler (2001). 26] O potencial de ação das unidades motoras tônicas está em torno de -70 mV[26]. assim sendo. tem uma sequência conhecida como Princípio do Tamanho de Henneman. como na corrida de meia distância ou na natação. uma vez que o tamanho do motoneurônio alfa é relacionado com o tipo de fibras musculares inervadas pelo neurônio. 105] Andrews e col. Portanto. o recrutamento de unidades motoras em contração geralmente seguirá de unidades motoras do tipo lenta para unidades do tipo intermediária e finalmente para unidades do tipo rápida com o aumento do nível de contração. com maior velocidade. Se mais força é requerida para devidamente executar uma atividade. Este fato pode ser visto comparativamente dentro do mesmo músculo[12. O comando do SNC para iniciar a contração muscular primeiro ativa os menores (maior resistência interna) motoneurônios alfa. Isto é. Algumas unidades podem ser descarregadas a baixas frequências fixas enquanto outras podem descarregar irregularmente até mesmo em frequências menores. Aquelas unidades motoras designadas para gerarem tensão por relativamente longos períodos sem fadiga substancial (tipo lenta e intermediária) são então usadas em sua maioria nas contrações volitivas. são ativados ambos os tipos de fibras musculares. Uma questão que os neurocientistas enfrentaram por anos foi: como o SNC sabe quais motoneurônios ativou com a finalidade de produzir um nível particular de contração? Agora existem evidências que indicam que motonerurônios são recrutados na maioria das contrações numa sequência ordenada. que exigem uma mistura de energia aeróbica e anaeróbica. que são capazes de produzir altos níveis de tensão por períodos muito curtos. para evitar o estresse excessivo da articulação sesionada. o recrutamento das unidades motoras no músculo esquelético obedece a um padrão quando o influxo do SNC determina o início da contração em um músculo (como citado no parágrafo acima). reside na diferença nos padrões de recrutamento e de acionamento (disparo) entre a eletroestimulação e as contrações musculares voluntárias. O potencial de ação das unidades motoras tônicas está em torno de -90 mV[26]. receberiam poucos efeitos de treinamento em virtude deste exercício.48 entrarem em atividade quando se exige uma reação inesperada e rápida do músculo. Portanto. Como as fibras do tipo II são capazes de produzir mais força. Enoka (1988) e outros autores. mencionam que este recrutamento. Quando uma pessoa se exercita com níveis aeróbicos quase máximos.

Esperava-se que tais aparelhos fossem capazes de produzir níveis mais altos contração muscular com menos desconforto . ocorre intensa fadiga da placa motora terminal com a estimulação elétrica. geralmente acima de 100 mA. a oposição ao fluxo de corrente (impedância) pelo tecido cai.IEC 60601-2. permite o trabalho das diferentes fibras musculares. fibras musculares lentas (possuidoras de tempos de contração e relaxamento mais lentos) fazem somação em frequências de estimulação mais baixas.10. com a corrente russa. a fibra se desporaliza na frequência de modulação (interrupção). Pois segundo Hoogland (1988). com freqüência portadora entre 2500 Hz e 5000 Hz (média freqüência). não há nenhum efeito específico no músculo. tornando a despolarização assíncrona. e a vantagem aqui é que. de acordo com as velocidades ótimas de despolarização de cada tipo de neurônio motor (fibra fásica ou tônica). Portanto a interrupção da média frequência em diversas frequências baixas (modulação). como a frequência de estimulação é aumentada. e isso favorece a prevenção de fadiga na placa motora. b) Em virtude da frequência elevada. pois em virtude da modulação na forma de rajadas há uma interrupção durante a qual a corrente é nula. e causam uma tensão máxima no músculo quando usadas com intensidade suficientes. faz com que essas fibras de despolarizem na sua frequência própria. Para prevenir o que foi exposto acima pode haver necessidade de se interromper a frequência média. O nervo então demonstra um fenômeno de acomodação que faz com que o período refratário se torne cada vez mais longo. evitando que fibra nervosa seja bombardeada durante o período refratário. [26. 61] Encontra-se na corrente russa as características de interrupção citadas acima. modulada em bursts com baixa frequência[12. em proporção à frequência imposta artificialmente (fibras fásicas ou tônicas). pois durante a estimulação alguns pulsos podem coincidir com o período refratário absoluto causando maior dificuldade na repolarização. obrigatórias no mundo). E isto se dá basicamente por dois aspectos[26. Teoricamente. de acordo com os padrões IEC (Normas de segurança para equipamentos eletromédicos . não permitindo que essa placa motora converta os impulsos elétricos em despolarização da membrana da fibra muscular. Correntes alternadas com frequências entre 2000 e 4000 Hz são utilizadas por ser relativamente agradável. o músculo pode ser tensionado por mais tempo[26].49 CARACTERÍSTICAS DA CORRENTE RUSSA É uma corrente alternada. terminando por não mais se estabelecer enquanto durar a estimulação. 74]: a) Pode haver a possibilidade da frequência média ter um valor acima da frequência de despolarização máxima das fibras nervosas motoras (algum ponto entre 1000 e 3000 Hz). O retorno ao potencial de repouso da membrana torna-se cada vez mais demorado. que não é permitido com frequências menores. 61. conservando sua sensibilidade à estimulação elétrica. Isso tem levado ao desenvolvimento de estimuladores que empregam bursts de estimulação com frequências portadores na variação de 2000 a 4000 Hz. Frequências menores contudo são utilizada. Este tipo de corrente também permite valores de corrente (amperagem) mais altos. ou seja. Mas quando se usa correntes alternadas moduladas (como a corrente russa) um padrão de despolarização pode ser imposto ao axônio promovendo alterações morfológicas e histoquímicas na musculatura. dificilmente ferem a pele. a cada pulso de corrente não corresponde a uma despolarização da fibra. Nestas configurações. As frequências de estimulação necessárias para a geração de uma força resultante ou somação tetânica uniforme são diferentes. em intervalos que devem coincidir com o término de cada despolarização. se trabalharmos com correntes alternadas não moduladas com uma frequência acima de 3000 Mhz a unidade motora se descarregará em sua própria frequência não permitindo que a estrutura muscular altere sua morfologia. 74]. enquanto que as fibras musculares de contração mais rápida geram forças maiores e uma contração tetânica uniforme em frequências mais altas[12] A estimulação de um músculo ou fibras neuro-musculares com frequências maiores que a sua velocidade de despolarização/repolarização máxima.

.Em alguns aparelhos é possível encontrar um Timer. . b) Modo recíproco: A corrente é emitida num grupo de canais (normalmente a metade do numero de canais) enquanto os canais restantes ficam inoperantes. .50% (Ex.Regime de emissão de corrente pelos canais: a) Modo sincronizado: A corrente e emitida em todos os canais ao mesmo tempo durante o tempo ON.: 20% = 20% de corrente (rajada) e 80% de intervalo (sem corrente) OBS: Quanto maior a porcentagem de corrente dentro do ciclo. (quanto tempo vai ficar passando a corrente pro paciente). Normalmente vai de 0 a 30 Seg.2500 Hz (e 4000 Hz) . Estudos de pesquisa publicados até hoje não comprovaram essa afirmação[74]. Normalmente vai de 0 a 30 Seg.Quando não há contração.Porcentagem do ciclo . . e a porcentagem do ciclo vai obedecer a situação do paciente (estado de saúde.Normalmente vai de 0 a 150 mA. ou seja. .Constitui-se da rajada (burst) de pulsos de média frequência mais o intervalo entre as rajadas.Aumento da força muscular a curto prazo .Intensidade . Normalmente vai de 0 a 150 Hz.30% . É utilizado normalmente para analgesia.Tempo de repouso (tempo OFF) . é a corrente de baixa frequência que será utilizada para a estimulação muscular. d) Modo continuo: A corrente é emitida em todos os canais ao mesmo tempo de forma ininterrupta. . etc). mas alguns aparelhos trazem um parâmetro fixo de 50 Hz (como proposto anteriormente por Kots).Se consegue ativar 30% a 40% a mais das unidades motoras com a corrente russa que nos exercícios comuns e os tratamentos convencionais. enquanto os canais anteriormente operantes cessam a emissão. mais agressiva ou com maior intensidade o paciente vai sentir a corrente. os canais inoperantes iniciam a emissão de corrente.Freqüência portadora . e cessa sua emissão durante o tempo OFF. OBS: A modulação da freqüência vai obedecer à característica da fibra (fásica ou tônica).Freqüência de modulação . Pode ser de 20% .[26] .é a frequência de ciclos por segundo. Pois com a estimulação elétrica ocorre a modulação do nervo motor alfa e não despolarização do neurônio (como no movimento ativo) tendo assim características de despolarização artificial tornando possível ativar todas as unidades motoras simultaneamente. A seguir. não passa corrente.Tempo de contração (tempo ON ).É corrente de média freqüência que vai gerar a corrente baixa frequência para a estimulação muscular. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA CORRENTE RUSSA (podem variar de acordo com o tipo/fabricação do aparelho) . c) Modo seqüencial: A corrente é emitida através dos canais de forma seqüencial. fase da doença. .50 para o paciente que os estimuladores mais tradicionais disponíveis que produzem estimulação de 1 a 100 Hz.É a sustentação da estimulação. BENEFÍCIOS EXTRAS .Ciclo . podendo variar até 200 mA (de acordo com o fabricante) . e Rampas de subida e descida de corrente. para o controle do tempo total de estimulação. É utilizado normalmente para a drenagem de líquidos.Corresponde à quantidade de corrente dentro da rajada.

As contrações tetânicas mais agradáveis são obtidas com uma frequência entre 40 e 80 Hz. Snyder-Mackler e col. e não pode haver sensação de fadiga). não pode fascicular o músculo. 33] A partir daí existiu uma facilidade da “transformação” de fibras fásicas em tônicas através de mudanças em seus potenciais. e em seguida retorna ao seu estado de repouso. interferindo sobre os motoneurônios podemos interferir sobre as fibras musculares. tendão. ou contínua. pois existe uma relação linear entre a força ganha e a intensidade da contração estimulada. sob um ponto de vista prático. e o nervo motor intacto e) Deve-se tomar cuidado com a amplitude articular nas contrações isotônicas nos casos de bloqueio articular (pode haver lesão tendinosa) f) Certificar-se que não há lesão em músculos. [26. Em geral a transformação de fibras musculares fásicas em tônicas transcorre com maior facilidade do que o caminho inverso. pois as flutuações das forças de cada impulso são.Melhor qualidade da estabilidade articular durante a fase de imobilização PARÂMETROS DE UTILIZAÇÃO a) Determinar. “Esta mudança nas características bioquímicas-fisiológicas das fibras musculares pode ocorrer também através da atividade muscular intensa (treinamento) e talvez da inatividade. o músculo não retornará ao seu estado de repouso. Se mais de um impulso fornecido dentro de um intervalo mais breve que o tempo do ciclo de contraçãorelaxamento da unidade motora.51 . ou vice-versa. tetânica. Para quase todos os músculos esqueléticos se necessita uma frequência mínima de 7 Hz para provocar uma contração tetânica. ou seja. em alguns casos. pois a estrutura da fibra muscular se adapta para função como o músculo é funcionalmente usado” [27. Sob uma frequência de estimulação suficientemente elevada. e neste caso diz-se que as forças geradas por cada impulso estão em somatório ou se fundem. c) Observar que o tipo de corrente dever ser o mais agradável possível d) Observar que o músculo que se vai trabalhar deve estar normal. ligamento e fáscia (podem exacerbar) g) Evitar fadiga (por alterações bioquímicas (glicogênio) ou o risco de estímulo em somente um tipo de fibra muscular (fásica ou tônica) sobrecarregando-a) h) Evitar modificações não desejadas na composição da fibra muscular (nas freqüências inadequadas para a característica da fibra muscular pode haver modificação na fibra nervosa e consequentemente na fibra muscular) MODIFICAÇÃO NA COMPOSIÇÃO DA FIBRA MUSCULAR Plasticidade do Tecido Conjuntivo Muscular Estímulos elétricos sobre os motoneurônios mudaram as características de algumas fibras fásicas que passaram a agir como fibras tônicas. que tipo de músculo será tratado (tônico ou fásico) b) Exigir o máximo em todas fases do tratamento (trabalhar com doses no limite do suportável e a duração da sessão deve ser de acordo com a condição do paciente (não pode produzir dor. indiferenciáveis[12.33. (1994) relatam que deve-se encorajar o paciente a utilizar a mais alta intensidade tolerável. . A resposta de uma unidade motora isolada a um único potencial de ação é chamada contração espasmódica. O músculo responde com uma breve contração. Esta plasticidade está ligada à frequência de estimulação e é uma propriedade que é inerente das células musculares[26]. 86]. 27].[27]. é produzida uma contração fusionada. Frequências inferiores provocam contrações simples (espsmódica)[74].

Fortalecimento do músculo sem que produza modificação na composição da fibra muscular.: Há uma aumento de torque à medida que a frequência aumenta. . isto garante o avermelhamento das fibras em questão. A denervação do músculo também produz alterações nas propriedades características da fibra muscular. A transformação das fibras musculares também ocorrem com estimulação subliminar. Na maioria dos casos. a partir de 100 Hz não existe mais essa correspondência. se reduz a velocidade de contração das células musculares. Com isso chega-se à conclusão que a frequência de despolarização da fibra muscular é o fator determinante para as propriedades características da fibra muscular[26].A conservação da mudança na estrutura da fibra muscular é principalmente determinada pelo uso funcional do músculo.20 Hz a 30 Hz .Excitação subliminar prolongada para modificar a composição da fibra muscular. ou seja. fásicas [26. torna-se mais vermelha e a capilarização aumenta. é necessário usar uma freqüência mais baixa. principalmente quando necessita-se de função dinâmica do músculo. Conclui-se então que as melhores frequências de estimulação situam-se entre 20 Hz e 100 Hz. e frequências moduladas de aproximadamente 20 Hz para transformar em tônicas. Pode-se concluir à partir da literatura disponível que a plasticidade está ligada à freqüência de estimulação e que a plasticidade é uma propriedade que é inerente das células musculares. isto garante que as fibras musculares tornem-se brancas.52 Tem-se constatado que a composição das fibras musculares se modifica ao ser exposta a um período prolongado de excitação produzida por correntes elétricas.boa estimulação para transformação de fibras fásicas em tônicas[26. . Scott (1998) e Spring e col. então esta fibra irá se adaptar rapidamente.Se desejarmos que este músculo tenha ou realize uma função mais dinâmica (fibras pálidas) é necessário que seja usado uma freqüência mais alta. (1995) mencionam estimulação a 10 Hz. porém . Isto se aplica particularmente para as fibras musculares brancas "fásicas"[26] Segundo Hoogland (1988). na ordem de 50 Hz a 150 Hz. passemos a trabalhar estes músculos com funções mais dinâmicas.fibras tônicas). Nem mesmo parece ser necessário evocar um potencial de ação na célula muscular. . utilizando-se frequência portadora entre 2000 e 3000Hz. A modificação é reversível desde que. e 100 Hz para transformar em fásicas. Em experimentos com fibras musculares denervadas. 33].Fortalecimento do músculo com o objetivo de modificar a composição da fibra muscular. na ordem de 20 Hz a 30 Hz.Frequência baixa . a utilização da corrente russa na plasticidade muscular permite: . pois a estrutura da fibra muscular se adapta à função conforme o músculo é utilizado funcionalmente. sem fortalecimento do músculo. 27].boa estimulação para transformação de fibras tônicas em . Isto mostra também uma dependência similar à freqüência[26] Segundo Hoogland (1988). Mas nem sempre esta mudança é desejada. 27] .Freqüência alta .[61] Modificação na Composição Muscular . OBS. Esta modificação pode depender principalmente da freqüência com que se despolariza o nervo motor por meio de corrente elétrica[26. Se esta função não se adequar à estrutura da fibra muscular. Com esta modificação a fibra muscular adquire a função ou a característica de fibra tônica. em linhas gerais podemos dizer que: . utilizando-se uma frequência portadora em torno de 4000 Hz.Para trabalharmos um músculo com função postural ou para que este músculo tenha um trabalho mais estético (músculatura estática . a mudança para fibras brancas é mais óbvia que com fibras musculares inervadas.150 Hz . .

recrutar seletivamente as fibras musculares. Assim. promove uma aumeanto da capacidade aeróbica oxidatva das fibras do tipo I (majoritárias nos músculos extensores). Fonte: Scott (1998) . o trabalho é mais direcionado para a endurance muscular (fibras do tipo I . necessitameos apenas aumentar a frequência de estimulação para valores compreendidos entre 35 e 70 Hz.lentas). também podemos. S o nosso objetivo for trabalhar as fibras rápidas. produzimos uma contração tetânica. levando a um aumento de vascularização. Com uma frequência superior a 20 Hz.53 Salgado (1999) faz menção a alguns autores relatando que com o avanço dos conhecimentos sobre a fisiologia da contração muscular induzida por eletroestimulação e com a modernidade dos aparelhos. as fibras fásicas podiam adotar comportamento e características de fibras tônicas.. a 10 Hz. e isto poderia ser mantida se se mantivesse a estimulação e a função do músculo. A estimulação de baixa frequência. com uma frequência inferior a 20 Hz. O esquema a seguir mostra que dependendo da freqüência adotada na estimulação. diminuindo de maneira significativa a fadiga muscular.

A força obtida deste modo não é funcional e será perdida logo se a musculatura não for usada. Assim. que passou a ter características de músculo rápido.: Utilizando a estimulação elétrica. etc) c) Onde deve-se aprender uma nova função muscular (transplante de músculo ou "nervo") d) Onde é necessário mostrar que a contração pode ocorrer normalmente ("fingimento") e) Estabilização de articulações (luxações) f) Pós operatório (meniscectomia.54 A existência de uma interação neural entre os membro. exibiu o mesmo tipo de mudanças. o fortalecimento muscular acontece artificialmente.[27] . tais como: a) aumentar a capacidade de “sprint” b) aumentar a capacidade de salto c) aumentar a capacidade de resistência 3) Modificação do tecido muscular (de acordo como frequência que se vai utilizar) OBS. é uma ponto do qual não se duvida. hálux valgo. INDICAÇÕES 1) Estimulação e/ou fortalecimento em condições patológicas. o fortalecimento de músculos com corrente elétrica deve ser combinado com treinamento da função específica do músculo. Inesperadamente. A explicação para estes ganhos de força e estas alterações. o músculo sóleo da perna contralateral (na qual não fizeram qualquer tipo de alteração) também. fraturas. ruturas ligamentares) g) Em situações onde se deseja aumentar ou manter a força muscular h) Incontinência (fortalecimento dos músculos do esfincter externo) i) Recuperar a sensação da contração nos casos de perda de sinestesia j) Recuperar a sensação da tensão muscular (tônus) 2) Fortalecimento no esporte de alto nível. o que levou à troca das propriedades do sóleo. tais como: a) Onde a contração muscular voluntária é inibida por alguma lesão b) Onde a ação muscular não ocorre sob controle voluntário sem prática (assoalho pélvico na incontinência urinária. pé plano. A maior prova disso foi obtida quando fizeram a denervação do músculo sóleo (músculo lento) de coelhos e fizeram a reinervação cruzada com o músculo gastrocnêmio (músculo rápido). é que elas só foram possíveis devido à influência dos fatores neurais[116]. mas de maneira menos significativa.

tonifica e fortalece musculos no pos-parto. posemagrecimento. glúteos e membros inferiores.55 4) Estética (evitar flacidez em abdômen. etc) .

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Em 1994 mostrou-se resultado efetivo na redução de massa tumoral em lesões cutâneas de melanoma humano. Em 1993 pesquisadores mostraram efeitos das microcorrentes na terapêutica antitumoral. aumento da síntese de proteína. aceleração do transporte através da membrana celular e outros efeitos a nível intracelular. que revertem periodicamente a polaridade[74] . em pulsadas ou não (em uma ampla variedade de formas de onda). Em 1977 comprovou-se um auxílio na aceleração de consolidação óssea com uso de microcorrentes[12]. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Robinson e Snyder-Mackler (2001) afirmam que não foi desenvolvido nenhum padrão industrial para o qual os tipos de correntes são produzidas por aparelhos frabricados nessa classe. e que isso é compatível com o campo electromagnético do corpo. podendo apresentar correntes contínuas ou alternadas. como resultado. Starkey (2001). Craft (1998) afirma que a microcorrente trabalha com a menor quantidade de corrente elétrica mensurável. relata que os etimuladores com microcorrentes podem liberar correntes contínuas.57 HISTÓRICO Em 1925 utilizou-se folhas douradas carregadas de eletricidade para prevenir cicatrizes de varíola. Em 1982 Cheng e col. onde demonstrou o aumento da concentração de ATP. Já Starkey (2001). alternadas. DEFINIÇÃO Trata-se de um tipo de eletroestimulação que utiliza correntes com parâmetros de intensidade na faixa dos microamperes e são de baixa frequência. Em 1983 demonstrou-se a biosíntese de colágeno dérmico e epidérmico em porquinhos de laboratório (yorkshire) com o uso das microcorrentes[12] . e provável diminuição metástica. Atualmente no mercado podemos encontrar alguns tipos de microcorrentes que podem ter como forma de onda os exemplos abaixo: a) Formas de ondas individuais com características de pulso monofásicos retangulares. os pacientes não têm nenhuma percepção da sensação de formigamento tão comumente associada com procedimentos eletroterapêuticos (estimulação subliminar). com uma corrente que opera a menos que 1000 microamperes. relata que esta forma de estimulação elétrica tende a ser aplicada em nível sub-sensorial ou sensorial muito baixo. que podem ser potencializados quando associados com a terapia de interleucina-2 e bleomincina[12].[36] iniciaram um trabalho que elucidaria o mecanismo de ação das microcorrentes. Segundo Robinson e Snyder-Mackler (2001) o modo normal de aplicação dos aparelhos de microcorrentes ocorre em níveis que não se consegue ativar as fibras nervosas sensoriais subcutâneas e. Também chamada de MENS (Micro Electro Neuro Stimulation).

80] c) Outras formas de microcorentes trazem um formato de pulso retangular distribuídos de forma monofásica d) E algumas formas trazem uma corrente contínua em forma de trens de pulso.5 s 2. com intervalos entre eles.5 s b) Algumas formas de microcorentes trazem um formato de pulso com uma rampa de amplitude automática para a série de pulsos distribuídos[74.58 2. .

Os controles de frequência geralmente permitem ajustá-la de 0. Como as membranas ficam menos permeáveis ao fluxo de íons (especificamente potássio e outros íons positivos).[12.5 Hz a 900 Hz (ou em até 1000 Hz[74]) A duração de pulso de microcorrente é maior que outros tipos de eletroestimulação. Wing (1989) menciona que a duração de pulso da microcorrente é sempre igual ao intervalo entre os pulsos. Inicialmente o local atingido teria uma resistência maior do que os tecidos próximos da lesão. 35. podendo atingir um nível muscular. geralmente evitando a lesão pela circulação sangüínea ao redor dela. uma efetividade máxima em aparelhos de microcorrente deveria provavelmente incluir estimulação monofásica com catodo e anodo. porque quando uma lesão acontece. com trens de pulso com ondas que trocam de polaridades de dois a quatro segundos para permitir que ambas as polaridades possam ser aproveitadas e permitir que as células selecionem a polaridade desejada[80] Obs. que é cerca de 2500 vezes maior que um pulso típico de TENS. Em comparação com o TENS. Isto é. a terapia das microcorrentes além de diminuir ou eliminar a dor acelera o processo curativo As microcorrentes têm características subsensoriais não causando desconforto ao paciente[37] Levando em conta as diversas considerações clínicas. como por exemplo o TENS. 105]. e apresenta-se com imediata atuação no plano cutâneo e subcutâneo. 73. O plano de atuação das microcorrentes é profundo. independente da frequência. e mais isolada eletricamente. O decréscimo do fluxo elétrico na área lesionada diminui a capacitância celular. E estes aparelhos liberam no corpo uma corrente elétrica com amperagem de cerca de 1/1.59 e) Alguns aparelhos trazem corrente alternadas com pulsos bifásicos simétricos retangulares ou bifásicos assimétricos Os controles de intensidade normalmente permitem um ajuste de amplitude em torno de 10 a 1000 microamperes. 80] .000 do TENS[73.: 1 miliamper = 1000 microamperes EFEITOS FISIOLÓGICOS a) Restabelecimento da bioeletricidade tecidual Pesquisas mostraram que um trauma afetaria o potencial elétrico das células do tecido lesado. e como resultado. servindo como uma bateria bioelétrica que espera ser ligada. o fluxo intrínseco de bioeletricidade é forçado a levar o caminho de menor resistência.. isto resulta em diminuição da condutância elétrica na área da ferida. uma carga positiva forma-se na área lesionada e joga para cima a diferença de voltagem potencial. Portanto a bioleletricidade evita áreas de alta resistência e vai em direção ao caminho mais fácil.5 segundo. Um pulso de microcorrente típico é de aproximadamente 0. gera a inflamação e a cura é assim diminuída.

pela formação de cadeia de transporte de elétrons e pela formação de água. através do dano tecidual ou através de atividade normal do músculo. 36. 35. Com a energia liberada pela oxidação subsequente dos átomos de hidrogênio que são liberados durante a glicólise. A energia do transporte de elétrons é primariamente para bombear prótons para o exterior da mitocôndria. A voltagem normal conferida foi de 10 µA. Wing (1989) menciona que mensurações realizadas em cotos de amputação da ponta do dedo de uma criança encontraram microcorrentes com intensidade em torno de 10 a 30 µA. 78. estes só podem retornar ao interior da mitotocôndria e desfazer o gradiente através de sítios específicos localizados na membrana interna. O acúmulo de cargas pode constringir arteríolas. [12. Isso ocorre porque a membrana interna é impermeável aos prótons. porém quando uma fratura ocorre a voltagem é diminuída para zero. formando a carga positiva no exterior da membrana mitocondrial. Esse mecanismo se dá pela ionização do hidrogênio.60 Pesquisadores relatam que. Durante o transporte desses elétrons ocorre a liberação de energia que é utilizada na síntese de ATP. um acúmulo de cargas. Isto permite à área traumatizada a recuperar sua capacitância. 73] Alguns autores afirmam que após uma lesão no corpo e rompimento de sua atividade elétrica normal. fornecendo à membrana externa íons positivos. A seguir os íons hidrogênio e hidroxila se combinam para formar moléculas de água. Portanto a terapia das microcorrentes elétricas pode ser vista como um catalizador útil na iniciação e perpetuação das numerosas reações elétricas e químicas que ocorrem no processo de cura. ativando assim a corrente bioelétrica. Durante a primeira etapa ocorre a ionização dos átomos de hidrogênio que foram removidos dos substratos alimentares. Becker (1985) afirma que o corpo humano é polarizado positivamente ao longo do eixo espinhal central e negativamente perifericamente. Esse gradiente forma uma força próton motriz que leva a síntese de ATP. Enzimas presentes nas mitocôndrias clivam cada átomo de hidrogênio em um íon H+ e um elétron. é formado durante o metabolismo da glicose. devido a elétrons em excesso. e é esse complexo que une o ADP com ATP. Porém as vênulas (no final de capilares) não constringem num campo elétrico. pode ser gerado. formando ions hidroxila. Esse processo gera uma elevada concentração de ions positivos na membrana externa da mitocôndria e de ions negativos na membrana interna[2. Cinco dias depois a voltagem está apontando ligeiramente para o normal. A correta aplicação das microcorrentes em um local lesionado pode aumentar o fluxo de corrente endógena. e antes do décimo dia a voltagem conferida é quase normal. No 15° dia a voltagem já é normal. e íons negativos para a . Então íons e células carregadas (neutrófilos. esses sítios são constituídos pelo complexo ATPase. Devido a lesão relatar mudanças na polaridade do potencial elétrico (que altera as propriedades de isolação elétrica da membrana capilar). 77. Os equipamentos de microcorrente especificamente são projetados para imitar e ampliar os sinais bioelétricos minuciosos do corpo humano. a terapia por microcorrente pode produzir sinais elétricos semelhantes aos que acontecem no corpo humano quando este estiver recuperando tecidos lesionados. 80]. esse mecanismo de formação de moléculas de ATP é chamado mecanismo quimiosmótico. por exemplo) podem migrar através das veias e através de poros vazados das vênulas pós capilares para o local da lesão. A resistência deste tecido lesionado é então reduzida permitindo a bioeletricidade entrar para a área para restabelecer a homeostase. o vaso capilar fica menos permeável ao fluxo de células carregadas e íons necessários para a cura[79. Posteriormente utilizam os elétrons para combinar o oxigênio dissolvido dos líquidos. Isto aumenta a habilidade do corpo para transportar nutrientes e resíduos metabólicos das celas na área afetada [35. Os elétrons que são removidos dos átomos de hidrogênio entram então na cadeia de transporte de elétrons. isso forma um gradiente de prótons. Estes equipamentos trabalham ao nível celular criando um veículo de corrente elétrica para compensar a diminuição da corrente bioelétrica disponível para o tecido lesionado. 33]. 80] b) Síntese de ATP (Adenosina Tri Fosfato) 90% do ATP total utilizado nos trabalhos celulares. Esse processo é acelerado pela ação da microcorrente que aumenta a formação desse gradiente de prótons. Então podemos dizer que o processo de síntese de ATP esta intimamente ligado a um processo elétrico fisiológico.

os elétrons reagem com as moléculas de água pelo lado catódico para produzir íons hidróxilos (-OH). Quando isto ocorrer. a principal fonte de energia celular. são requeridas para controlar funções primárias como o movimento dos minerais vitais.61 membrana interna. potássio. Em consequência disto. que é acompanhada pela migração dos prótons através das membranas. ativando um processo de feedback. Grande quantidade de ATP. quando um músculo ou tecido experimenta um trauma.[35. resultando em hipóxia local. 72. Isto também. A oxidação dos substratos. Como mencionado anteriormente. A adenosina trifosfato (ATP) é um fator essencial no processo de cura. um gradiente de prótons e um gradiente potencial atravessa o tecido e o meio é criado. os nutrientes podem novamente fluir para dentro das células lesionadas e os resíduos dos produtos metabólicos podem fluir para fora das células. magnésio e cálcio. é sinal que a produção de ATP está reduzida. resultando em impedância elétrica. prótons (H+) são formados.[36. (1982). aumentando assim a diferença elétrica entre as duas membranas aumentando assim a força próton motriz. 80] Estudos realizados por Cheng e col. A circulação diminuída causa uma acúmulo de resíduos metabólicos. Isto também sustenta o movimento dos resíduos para fora da célula. A impedância elétrica causa uma redução no suprimento sanguíneo.[36. o pH do sistema (meio e tecido) permanece sem interferência. os ATP serão formados. 73. a passagem da corrente biolétrica é obstruída. Desde que a razão de formação de prótons na interface anódica é igual à razão de consumo de prótons na interface catódica. resulta em um obstáculo da própria habilidade do corpo para começar o processo curativo até o tecido se recuperar substancialmente do trauma. mostraram que o uso de microcorrentes a 500 A aumentou a produção de ATP. e estes dois fatores contribuiram para um aumento da síntese de proteína. entre a interface anódica e catódica. e metabólitos nocivos que levam à dor. pode igualmente ser estimulada eletricamente pela corrente induzida de prótons. Assim. devem mover do anodo para catodo. 73] Esta formação de ATP motivada pela estimulação elétrica com microcorrente ocorre basicamente desta forma: Durante a eletroestimulação. isquemia. como sódio. que aumentou o transporte de aminoácidos. Isto é primordial para o desenvolvimento da saúde dos tecidos. Os impulsos elétricos do corpo precisam de uma corrente necessária para superar a barreira de impedância inerente ao tecido traumatizado. Tecidos lesionados tem resistência elétrica mais alta e também são pobres em ATP. O ATP também abastece os tecidos de . Quando a migração de prótons alcança a membrana mitocondrial H+-ATPase. 78] Criação de um gradiente de prótons através da microcorrente Como a microcorrente reabastece o ATP. força essa que leva à formação de ATP. conduzindo a espasmos teciduais. para dentro e para fora das células. sobre a influência do campo elétrico e a diferença de concentração. 36. os prótons. enquanto que no lado anódico. e nutrientes para o tecido. oxigênio. 73.

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energia necessária para produzir novas proteínas e aumentar o transporte de íons através das membranas. Cheng e col. (1982), utilizaram aparelho de microcorrentes com corrente contínua para o aumento da produção de ATP. A microcorrente atuando diretamente no organismo de síntese de ATP, leva a um aumento do ATP celular local em até 500%.[35, 36] c) Transporte ativo de aminoácidos Segundo Guyton[2], as moléculas de praticamente todos os aminoácidos são demasiadamente grandes para sofrer difusão através dos poros das membranas celulares. Então o único meio de transporte significativo dessa substância para o interior da célula é através do transporte ativo. Este mecanismo de transporte ativo depende diretamente da energia liberada pelas moléculas de ATP, e o aumento de ATP disponível para a célula aumenta o transporte de aminoácidos e consequentemente aumenta a síntese de proteínas como foi verificado por Cheng (1982) (intensidade variando entre 100 e 500 microamperes).[36] d) Síntese de proteínas Foi constatado que correntes constantes de 100µA a 500µA aumentam o transporte ativo de aminoácidos e consequentemente a síntese de proteínas em 30% a 40%. Quando a corrente foi aumentada estes efeitos bioestimulatórios foram invertidos, e correntes que excederam 1000 µA (1 mA) reduziram o aminoacido isobutirico cerca de 20 % a 73 %, e a síntese de proteína diminuiu mais de 50%. O mais importante é que a microcorrente aumentou a geração de ATP em cerca de 500%. Porém, aumentando-se a corrente entre 1 mA a 5 mA diminuiu-se a produção de ATP, e a 5 mA, a produção de ATP coloca-se abaixo dos níveis de controle.[36, 73, 78, 80] Cheng e col. (1982), através de pesquisas em vitro, relatam que as intensidades acima de 1000µA inibem a respiração celular. O produção de ATP aumentada também provê a energia que tecidos exigem formar novas proteínas, para aumentar a síntese de proteína, e aumentar o transporte de íons. Juntos, estes processos são elementos iniciais para o desenvolvimento de tecidos saudáveis[35]. e) Aumenta o transporte de membranas Em virtude do aumento da produção de ATP ocorre a intensificação do transporte ativo através da membrana[36] f) Ação no sistema linfático Uma pequena quantidade das proteínas plasmáticas vaza continuamente, através dos poros capilares para o líquido intersticial. Se não forem devolvidas ao sangue circulante, a pressão coloidosmótica do plasma cairá a volumes demasiadamente baixos, o que faria com que perdesse grande parte de seu volume sanguíneo para os espaços intersticiais. Uma importante função do sistema linfático é a de devolver as proteínas plasmáticas do líquido intersticial de volta à circulação do sangue. Ocasionalmente, ocorrem anormalidades no mecanismo das trocas líquidas nos capilares que resultam em edema, que significa passagem excessiva de líquido para fora do plasma e para o líquido intersticial, com a consequente tumefação dos tecidos. E entre as várias causas está o bloqueio do sistema linfático, que impede o retorno da proteína, que fica no interstício, para o plasma, o que permite que a concentração das proteínas plasmáticas caia a volume muito baixo, enquanto que a

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concentração de proteína no líquido intersticial aumenta muito; duas causas que, isoladas ou em conjunto, produzem a transudação excessiva de líquido para os tecidos[2, 13, 99]. A microcorrente aumenta a mobilização de proteína para o sistema linfático. Quando são aplicadas microcorrentes em tecidos traumatizados, proteínas carregadas são postas em movimento, e a migração para o interior dos tubos linfáticos torna-se acelerada. A pressão osmótica dos canais linfáticos é então aumentada, acelerando a absorção de fluido do espaço intersticial[73]. OBS.: Embora possa parecer que uma microcorrente com corrente contínua produziria melhor os efeitos descritos acima, muitos protocolos de terapia com microcorrentes utilizam corrente alternada (interrompida em pulsos ou não) [111].

EFEITOS TERAPÊUTICOS 1) Analgesia Como resposta à utilização das microcorrentes e em consequência do restabelecimento da bioeletricidade tecidual, o SNC transmite uma mensagem de diminuição do quadro álgico, diminuição esta que é gradativa e cumulativa.[37] 2) Aceleração do processo de reparação tecidual Pesquisas mostraram que o intracrescimento dos fibroblastos e o alinhamento das fibras de colágeno foram incrementados com a estimulação de microcorrentes (corrente contínua - 20 e 100 microamperes). E a resposta máxima dos fibroblastos foi observada nas proximidades do catodo.[12] Pesquisas também mostraram que a corrente direta (polo negativo) retarda o crescimento das bactérias, onde com a associação dos mecanismos de defesa normais aumentou a destruição dos microrganismos infecciosos.[12] Andrews e col (2000), relatam que o efeito bactericida das microcorrentes, com corrente contínua, ocorre no polo negativo, e no polo positivo ocorre uma exarcebação da reepitelização induzida.[89] A excitação elétrica de uma ferida aumenta a concentração de receptores de fator de crescimento que aumenta a formação de colágeno[35, 74]. Microcorrentes parecem aumentar a multiplicação de células em tecido conjuntivo, e aumenta a velocidade de formação de colágeno novo em feridas de tendão[74, 76]. O colágeno, a proteína mais comum no reino animal, pode se comportar como um semicondutor. Um semicondutor é um material que oferece baixa resistência para pequenas correntes, enquanto permite a pronta transmissão delas. Inversamente, um semicondutor opõe transmissão a grandes correntes com resistência muito alta. Semicondutores normalmente são cristais, e o colágeno em muitas estruturas tem propriedades cristalinas. Colágeno debaixo de tensão gerará potenciais elétricos pequenos do mesmo modo que ocorre no osso ( efeito piezoelétrico ). Como um meio semicondutor, o colágeno poderia ser a rede que leva correntes pequenas por toda parte do corpo[76]. A reversão de polaridade na aplicação de microcorrente parece reiniciar os processos de reparo de ferida. Coagulação sanguínea e trombose ocorrem em baixo do ânodo mas não em baixo do cátodo. Quando a polaridade é invertida, o cátodo é capaz de fazer com que a formação do coágulo em baixo do ânodo fique mais solúvel. [73] Um médico da equipe olímpica do Canadá utilizou microcorrentes, com eletrodos implantados, com intensidade em torno de 10-20 µA em rupturas de tendões e ligamentos. A corrente acelerou a recuperação dos atletas feridos, encurtando o período normal de recuperação de 18 para apenas 6 meses[80].

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3) Reparação de fraturas / aumento da osteogênese Eletrodos de aço com 5 a 20 microamperes produziram melhor crescimento ósseo[75] 4) Antiinflamatório[74, 76] 5) Bactericida Num processo de cicatrização o polo negativo de uma corrente direta deve ser colocado sobre a ferida por sua ação bactericida. Quando a ferida deixar de ser infectada inverte-se a polaridade do eletrodo sobre a mesma, para que o polo positivo possa fazer a promoção do reparo.[12] Feridas contaminadas com Pseudomonas e/ou Proteus apareceram estéreis após vários dias de eletroestimulação[74]. Embora a maioria dos estudos mencionam que usa-se polo negativo para inibir crescimento bacteriano e polo positivo para promover a cura, estudos recentes mencionam o uso de correntes que alternam entre o positivo e o negativo (correntes unipolares). Pesquisadores, após estudo em animais, apoiam esta técnica, sugerindo que ela é melhor para a cura de feridas[74]. 6) Autores afirmam que espasmo muscular pós trauma, deficiência de fluxo sanguíneo resultando em hipóxia local, acumulação de metabólitos nocivos, e dor, conduzem à redução da síntese de ATP. A utilização de microcorrentes ao restabelecer a síntese de ATP, pode devolver a cura nestes casos.[36, 73, 78] 7) Edema / inchação[73, 74, 76] Com a ação da microcorrente no sistema linfático, aumentando a absorção do líquido intersticial, podem ocorrer respostas positivas na resolução de edemas. 8) Relaxamento muscular[74, 76] 9) Melhora de fadiga muscular pós exercícios utilizando a microcorrente em cima dos músculos durante vinte minutos após os exercícios[74]. OBS.: Não há nenhuma dúvida de que a cura de certos tipos de danos está significativamente acelerada por aplicação apropriada de microcorrente, e muito disto está associado com o aumento da produção de ATP (energia) e síntese de proteínas dentro das células[76]. TÉCNICA DE APLICAÇÃO - Um grande erro é utilizar os aparelhos de microcorrentes do mesmo modo que se utiliza os aparelhos de TENS. Por exemplo, o TENS pode ser aplicado sobre o outro lado da coluna num tratamento de uma dor nas costas. Isto não funciona com a tecnologia das microcorrentes, que deve ser aplicada preferencialmente sobre o local da dor[35]. - Segundo Kirsch e Lerner (1987) freqüências de 80 ou 100 Hz às vezes produzem resultados mais rápidos ao tratar problemas articulares inflamatórios (por exemplo, artrites, bursites, tendinites, etc.), mas estas freqüências não contribuem para resultados a longo prazo, assim o tratamento deve sempre ser completado usando uma baixa freqüência. Deve-se fixar o nível de intensidade à posição confortável mais alta, que normalmente é cerca de 500 - 600 microamperes para eletrodos tipo sondas, embora às vezes menos para os elétrodo de prata. Eletrodos de borracha de silicone (com carbono) têm uma resistência de cerca de 200 ohms, enquanto elétrodos de prata têm uma resistência de cerca de 20 ohms. Os elétrodos de prata trabalham mais efetivamente com microcorrentes. - Os efeitos das microcorrentes são cumulativos, normalmente devem ser tomadas muitas doses para que sejam alcançados os resultados finais de cura, embora resultados iniciais possam ser vistos durante ou após as primeiras sessões[35].

Drenagem línfatica – movimentando os eletrodos no trajeto das correntes linfáticas . etc) Segundo Miedes (1999). o uso dos eletrodos tipo sonda podem promover os seguintes efeitos: .: Os eletrodos tipo sonda podem ser posicionados na área ao redor dos tecidos-alvo de uma maneira em "X".65 . etc) b) Utilizando eletrodos tipo sonda (bastonetes. etc.Manobras suaves. em relação ao local da lesão. como se pretendesse "beliscar" a pele (estimulação sanguínea e fibroblástica.As microcorrentes pode ser utilizadas basicamente de 2 formas: a) Utilizando eletrodos convencionais (borracha de silicone. as sondas seriam colocadas nos quadrantes superior direito e inferior esquerdo. com as sondas sendo giradas ao redor dos tecidos-alvo.Estimulação da epiderme e circulação sanguínea – movimentos de vai-e-vem realizando “besliscões” na pele promovendo hiperemia . incluindo as colocações medial-lateral e ânteroposterior[105]. . No próximo pulso. auto-adesivo. lentas e com pouca pressão (estimulação sanguínea) .: Alguns aparelhos oferecem outras opções de eletrodos como luvas. O tratamento deve progredir dessa maneira. no quadrante inferior direito. Por exemplo. e movimentos de estiramento muscular (região frontal e periorbicular Obs. os movimentos com os eletrodos tipo sonda poderiam ser classificados desta forma: .Manobras com pressão suave e ligeiramente mais rápidas (que a anterior). pregadores auriculares. melhora a síntese de fibras de colágeno e elastina) Para Soriano et al.Movimentos de vai-e-vem. em direções e distâncias variáveis.Estimulante muscular – movimentos de encurtamento muscular (região facial inferior). afastando sem pressão e aproximando com uma pressão média. Obs. (2000). cotonetes. máscaras. seguindo o sentido da drenagem linfática (antiedematoso e drenagem linfática) . o primeiro pulso de tratamento pode ter uma sonda posicionada no quadrante superior esquerdo e a sonda oposta.

Rupturas miotendinosas . .Na estética a utilização da microcorrente deve-se basear nos seus efeitos fisiológicos e terapêuticos. até esta data. e antiedematoso) b) Involução cutânea (aumento do número de fibroblastos e realinhamento das fibras colágenas. antinflamatório.66 INDICAÇÕES . tontura e/ou dores de cabeça .Cicatrizes . cicatrizante. bactericida. restabelecimento da bioeletricidade tecidual) Iontoforese . etc Celulite (antiedematoso) Pós peeling (cicatrizante. As microcorrentes também podem ser utilizadas em outras indicações. Isso representa o total de corrente necessária para superar a resistência elétrica da cicatriz.Recuperação de queimaduras OBS.O paciente pode se queixar de "choques" elétricos quando a microcorrente é aplicada em um tecido cicatricial.Sindromes dolorosas . enquanto a estimulação com microamperes no polo positivo (anodo) aparece com mais efetividade na cura de lesões de pele. tais como: . a melhor evidência de pesquisa a favor da estimulação com microcorrentes apoia a utilização do polo negativo (catodo) como sendo o mais efetivo para o reparo e regeneração de ossos e nervos.Fraturas Segundo Wing (1989). antinflamatório. potencializa a circulação linfática diminuindo edema) c) d) Pós operatório de cirurgia plástica (cicatrizante. restabelecimento da bioeletricidade tecidual) f) g) h) etc Craft (1998) afirma que a terapia de microcorrentes rejuvenesce tecidos sem deixar cicatrizes.: Segundo Starkey (2001).Úlceras de decúbito . e é a forma natural de curar mais rápida do mundo. e antiedematoso) Estrias (rearranjo das fibras colágenas) e) "Cansaço" muscular facial (eliminação de metabólitos celulares.Síndromes linfáticas . As aplicações que mais se destacam são: a) Acne (antinflamatório.Tendinites. tenossinovites .Recuperação de queimaduras .O uso de microcorrentes em pacientes desidratados pode causar náuseas.Outros tipos de pós operatório imediato . relaxamento muscular. podemos tomar como precaução as seguintes situações: .

Morgareidge.Ed.Rio de Janeiro . D.1981. 73. & Mercola.Março .Gardner.2001 . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 2.Chiropractic Economics .1990 73.Becker. . Guyton. McArdle. .) . os sistemas de controle endócrinos (ainda não há comprovação) [35.Arthur C.MODERN LOW VOLTAGE MICROCURRENT STIMULATION: A comprehensive overview.Ed Guanabara . 63:847-51 76. e Osburn. .Physician Sports Med. . teoricamente.FISIOLOGIA HUMANA .MASSAGE YOUR HORSE WITH HEALTH.Marzoco. . MEMBRANE TRANSPORT IN RAT SKIN .: Segundo Starkey (2001). A. J. R. PROTEIN SYNTHESIS. OBS.1982 37. Alexandre R. 78. D L.Cheng N.]. L. – 7:381-384 – 1980 33.São Paulo – 1998 . .1998.RJ 72.3ª Ed.1987 36.NY: William Morrow and Co.MICROCURRENT THERAPY .ELETROFISIOLOGIA CLÍNICA . J.Kirsch. J.Hawaii: Dr. .Journal of Advancement in Medicine .THE TREATMENT OF NON-UNIONS WITH ELECTRICITY . 312-336 13.37: 265-271. AND JOY .THE BODY ELECTRIC .1989 . LOVE. . N. – ANATOMIA DO CORPO HUMANO – São Paulo – Ed. W. Frank I.T. Atheneu – 2ª Ed. F.THE BASIS FOR MICROCURRENT ELECTRICAL THERAPY IN CONVENTIONAL MEDICAL PRACTICE . 74.13: 108-116. 80. .1995 74.1992 35-. . e Victor L.Watson.Alergia ou irritação à corrente elétrica . A. Artmed . Guanabara – Rio de Janeiro .1985 .THE EFFECT OF ELETRIC CURRENT ON ATP GENERATION. .10ª Edição . 74 75.Energia.Eletroterapia e teste eletrofisiológico . W.Stanish. C. Inc. podemos tomar como precaução as seguintes situações: . D.pp. R. Katch. K.1985. & Snyder-Mackler.Alcaíde. .Guia Oficial da Academia Americana de controle da dor . . 79 .THE USE OF ELECTRICITY IN LIGAMENT AND TENDON REPAIR.67 CONTRA-INDICAÇÕES .Ed. .J Bone Joint Surg (Am) .1996 12.Brighton.1998 . Manole . 73].O paciente pode se queixar de "choques" elétricos quando a microcorrente é aplicada em um tecido cicatricial. . tontura e/ou dores de cabeça . R. Isso representa o total de corrente necessária para superar a resistência elétrica da cicatriz. MD .Porto Alegre .Eixo cardíaco . . Guanabara Koogan .ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA PARA A CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS (em ELETROTERAPIA DE CLAYTON Kitchen. Nutrição e Desempenho Humano . . D.Volume 8. .Ed.Eixo de marca-passo [35. L. 50-53 77. S.2ª Ed.Jornal FisioBrasil . Katch . T. . Number 2 .BIOQUÍMICA BÁSICA – Ed.Craft.1ª Edição brasileira . .pp.FISIOLOGIA DO ESFORÇO . W.Sobre útero grávido Deve-se ter precaução porque a excitação elétrica pode afetar.Nº 8 . & Chipman. .O uso de microcorrentes em pacientes desidratados pode causar náuseas. M. e Bazin.Wing. S. A.TERAPIA POR MICROCORRENTES ELÉTRICAS .William D.Physical Therapy Today/Spring-1990.Robinson.. Joy Craft. . e Lerner. T.Kirsch.ELETROMEDICINA: O OUTRO LADO DA FISIOLOGIA .

salienta que o termo albumina utilizado até pouco tempo. O eletrolifting. DEFINIÇÃO É uma técnica em que se utilizam microcorrentes variáveis de baixa frequência.68 INTRODUÇÃO "LIFTING" é uma palavra inglesa que significa "levantamento". O Eletrolifting desenvolveu-se em 1952. Atua a nível celular restaurando a camada colágena e estimulando a produção de elastina. mais traumatismo na pele. Esta necrose é provocada pelas substâncias alcalinas que se formam no polo negativo pela ação do componente galvânico da microcorrente sobre os líquidos da substância fundamental. pois a albumina somente seria ativada com penetração intra-vascular. fazendo uma compactação e reagregação das fibras para a dissimulação parcial ou total das linhas de expressão e suas variações. de tamanhos menores e de qualidade inferior à dos seus vizinhos. EFEITOS Segundo Winter (2001). com impulsos de muita baixa duração e intensidade. A ponta da agulha provocará a necrose de algumas destas células. atenuar. Também chamada de "Micrólise" ou "Galvanopuntura". é incorreto. As células recém-formadas preencherão o espaço das células lesadas cujos restos serão eliminados por fagocitose e o líquido excedente absorvido pela circulação linfática[2]. flacidez e envelhecimento cutâneo. utilizando justamente a mesma arma que a pele. para preenchimento dos sulcos que formam as rugas. e caso isso fosse executado ocorreria sangramento. através da corrente. AÇÃO O objetivo mais amplo do uso do eletrolifting é suavizar. por causa da necrose ínfima. Em dermoestética se utiliza para designar um tratamento que tem como finalidade produzir um levantamento da pele e estruturas adjacentes com o fim de prevenir rugas. . Em resposta à lesão. Esta técnica consiste no deslocamento da proteína da própria pele. eliminar alterações das linhas de expressão que se formam na face devido a contração dos músculos. ocorre uma necrose por liquefação que se limita a algumas células epidérmicas. proporcionou resultados que se imaginavam serem satisfatórios[3]. ativa colágeno e elastina (proteínas albuminoides). A lesão das células do estrato espinhoso obriga o organismo a uma reação reparadora. haverá uma dilatação dos pequenos vasos da derme correspondente à região lesada. utiliza microcorrentes. a taxa mitótica do estrato basal regional aumentará. Guirro & Guirro (2002). com a finalidade de produzir um levantamento dos estratos mais superficiais e prevenir desta forma o envelhecimento cutâneo[1]. resultando num edema discreto. na verdade. que pela sutileza de sua corrente. As células abaixo do sulco da ruga são células atróficas. relatam que ocorre um carreamento de partículas hidratadas para a região pericatódica (polo negativo). Silva (1998). Logo em seguida.

. Na aplicação por meio de eletrodos tanscutâneos. a intensidade na técnica onde não há introdução da agulha ("deslizamento"} é de 300 microamperes. Quando utiliza as agulhas como eletrodos. . que deve ser flexível e com ponta arredondada). Utiliza-se algodão ou gaze embebidos em cosméticos cujos produtos ativos têm efeitos hidratantes. Ela deve ser pontiaguda para penetrar facilmente na pele (ao contrário da agulha para depilação definitiva. a dosagem a ser utilizada pode ser: a) 74 microamperes para peles sensíveis.O procedimento técnico consiste da estimulação das rugas e linhas de expressão de forma individual até que seja obtida uma hiperemia em todo o trajeto da ruga[118]. b) 86 microamperes para peles mais resistentes.Deve-se limpar a pele e passar um algodão embebido em álcool antes da introdução das agulhas . . 3] ou transcutâneos[1]. Segundo Guirro & Guirro (2002). com duração entre 3 semanas até 6 meses (devendo ser retocado). tensores.Silva (1997) orienta regular a amperagem na faixa de aproximadamente 180 até 200 microamperes. 3]. . porém rígida. Ou podese acoplá-lo a um eletrodo de borracha de silicone e fixá-lo no ombro ou braço direito. No caso de se optar pelo procedimento invasivo. A agulha pode ser do tipo descartável ou esterelizável.Segundo Guirro & Guirro (2002). Trabalha-se com uma agulha fina. os procedimentos técnicos para a execução do eletrolifting em rugas podem ser divididos em três grupos: Deslizamento da agulha dentro do canal da ruga Penetração da agulha em pontos adjacentes e no interior da ruga .método de deslizamento da agulha no canal da ruga. TÉCNICA DE APLICAÇÃO . reafirmantes ou revitalizantes (iontoforéticos).69 Seus efeitos podem variar de caso a caso. a técnica consiste numa eletrólise epitelial através de agulhas acopladas ao catodo de uma microcorrente galvânica.O polo positivo (passivo) encontra-se ligado a um bastão a ser segurado pela cliente. a intensidade da corrente deve ser diminuida uma vez que é de conhecimento geral que a umidade do estrato córneo da pele varia intensamente em relação à idade e que este estrato apresenta alta resistência à passagem de corrente. APARELHO Trata-se de um aparelho (próprio para eletrolifting) com a intensidade reduzida ao nível de microamperes. ocasionando uma lesão do tecido .Deve-se encaixar a agulha no porta-agulha do aparelho. A durabilidade do tratamento está condicionada à execução completa mais manutenção[2. Segundo Silva (1998).Escarificação . eudérmicas e alipicas. na maioria em forma de bastões deslizantes. A técnica pode ser realizado com eletrodos em formas de agulhas[2. que é conectado ao polo negativo. lipídicas e seborreicas. diferencia-se pela agulha ser posicionada a noventa graus.

70 As três técnicas produzem resultados animadores. produzindo suave deslocamento . e a sensação tende a ser muito desagradável. até que a pele comece a esbranquiçar . não haverá sangramento. orienta aguardar 3 ou 5 segundos. Esta regra persiste quanto maior for a idade cronológica. ou seja. a agulha também não deve atingir a derme. levantá-la. Procedimento de introdução da agulha: .Com a agulha inserida na pele. proporcionam resultados mais rápidos. O tempo para cada punturação deverá ser de 4 segundos. . porque a lesão das células já totalmente corneificadas não terá o efeito desejado. deve-se colocar a agulha com firmeza e precisão[3]. Winter (2001).Tirar a agulha A punturação deverá ser feita de maneira rápida e precisa. A agulha deve ser introduzida entre as camadas da epiderme (estrato espinhoso). Entretanto. Por não atingir a derme. pois nos biotipos com boa hidratação.Introduzir a agulha na pele da cliente . com precisão e rapidez. aguarde o tempo necessário para o tipo de ruga. Após o levantamento. até que a pele comece a esbranquiçar. porque o estrato basal não deve ser lesado.Abaixar a agulha deixando a pele em sua posição natural . atenuando sobremaneira as rugas e linhas de expressão. as duas técnicas que desencadeiam um processo inflamatório (invasiva e de escarificação). Por outro lado. abaixe a pele e retire da mesma forma. Portanto.Aguardar 3 ou 5 segundos. A agulha também não deve ser introduzida muito superficialmente. o tempo de cada punturação será de 3 segundos[3].

de forma que os canais feitos pela agulha formem um "X" que atravessa a pele por baixo da ruga. b) Na região orbicular da pálbebra e região perioral . cm a 1. deve-se avaliar se todo o espaço entre as punturações e a linha como um todo está suavemente hiperêmico. desta forma são intensificadas os processos metabólicos. a nutrição. retoque onde a cor é natural. Devido a este fato. 5]. 3) Caso o procedimento seja invasivo. Guirro & Guirro (1996). Caso não esteja é necessário retoque.1. não repetir o tratamento. entre as punturações na pele. porém sem que sua ponta saia do outro lado da ruga. sem a penetração[6].0 mm. e é confeccionada de material inoxidável[3. Não deve sangrar[3. Ao final da punturação de uma linha. E a agulha deve atravessar a ruga por baixo. a lesão por agulhas nas regiões acometidas promovem uma sensação não muito agradável. sendo diferente em regiões distintas. proporcionarão uma penetração máxima de 2 mm: a) Na região nasogeniana e na região frontal . Deve-se inserir a agulha num ângulo de 45 graus em relação à superfície da pele. a função e a regeneração do tecido subepidérmico. mais a agulha colocada. 45° Poro Pele O comprimento da agulha é de no máximo 4 mm. 2) Deve-se testar a corrente cada vaez que for mudar a região de estimulação. O design da caneta.1.0 mm c) Na região ao redor dos lábios . pode-se efetuar o tratamento quantas vezes a cliente desejar (duas ou mais vezes por semana) . relata que a estimulação química dos capilares da pele determina uma hiperemia ativa e o consequente aumento da circulação local. alguns terapeutas proferem a técnica de delizamento. Mas se houver interrupção na linha hiperêmica. Cada penetração da agulha deverá ser feita com espaço de 05. OBS.2.71 Após ter trabalhado a ruga em toda sua extensão num só lado. 5]. antes que todo processo seja reabsorvido (em média duas vezes por semana. Embora as rugas também corespondam histologicamente a uma atrofia de pele. com intervalo de três ou quatro dias.: Segundo Guirro & e Guirro (2002): 1) A intensidade da corrente é dada pela sensibilidade do paciente.0 cm. questionando a sensibilidade da cliente. prosseguir da mesma maneira pelo seu outro lado.0 mm. dependendo da capacidade reacional da cliente) 4) Se o procedimento for de deslizamento.

OBS. devido a radiação LASER apresentar uma ação antinflamatória. em resposta à estimulação elétrica. A abertura-invaginação natural apresenta a vantagem de não traumatizar a pele. ao final.CUIDADOS COM AS AGULHAS * Se as agulhas não são do tipo descartável. assim como a diabetes. com o objetivo de acelerar o processo. pois neste último caso a cliente apresentará uma disfunção das fibras colágenas dificultando a regeneração[4].2: Quando se utiliza laserterapia após a aplicação do eletrolifting . 6) Um parâmetro para se observar a melhora do tecido. é o aumento gradual da sensibilidade à corrente com intensidades menores.Tonificação cutânea .Acentuação do sulco naso-labial por flacidez da musculatura (deve-se adicionar eletroestimulação facial) . de três maneiras: a) b) c) Imersão em solução esterilizante Por autoclave Por esterilizador a ar seco INDICAÇÃO . os resultados são praticamente nulos. aplicar compressas geladas de chá de camomila ou de água boricada sobre a região tratada[2]. já que a resistência de sua pele à passagem de corrente está aumentada.Atenuação de rugas de elastose (ao redor dos lábios) .Envelhecimento cutâneo . interferindo assim nas reações fisiológicas desencadeadas pela corrente contínua[4]. entre outras formas.Atenuação de rugas de expressão entre as sobrancelhas e na testa por rigidez muscular (adicionar exercícios de relaxamento) . Pode-se.1: A agulha deve entrar nos folículos pilosos (poros) por serem aberturas naturais do tecido que proporcionam o deslizar da agulha. . * A esterilização pode ser feita. ou causar qualquer tipo de sensação desagradável[3]. Por ser tratar de uma técnica invasiva. há necessidade de se questionar a paciente quanto à sua predisposição para o aparecimento de quelóides. elas devem ser cuidadosamente esterilizadas. OBS.72 5) Indivíduos com a pele seca poderão relatar ausência de sensibildade à corrente nas primeiras aplicações.

promovendo um edema brando com uma hiperemia bastante pronunciada. Toda a zona é preenchida por um exsudato .73 . que fica muito próxima do normal. Estudos preliminares mostraram que ocorre um acentuado aumento no número de fibroblastos jovens. o tecido conjuntivo também é capaz de se regenerar. sendo que o estímulo elétrico de baixa intensidade mostrou-se eficiente para aumentar a sua replicação bem como das fibras e substâncias produzidas pela mesma. Os fibroblastos retêm a capacidade de se dividirem. que não ocorrem imediatamente após a aplicação. Este fato está centrado na capacidade reacional de cada indivíduo[6]. inclusive a sensitiva que se encontrava grandemente diminuída. e em último caso pode ser considerado como um processo regenerativo das estrias[6]. Guirro & Guirro (2002). Entretanto. e são motivadas por substâncias locais liberadas pela lesão. sendo a forma globular predominante na estria[6]. Ela pode ocorrer isolada ou associada a estrias atróficas. o resultado do tratamento pode variar em diferentes indivíduos. A relutância na aceitação de tratamentos eficazes de estrias está baseada principalmente no fato de que a fibra elástica não se regenera. No tocante à neovascularização.Estrias A pele estriada apresenta modificações nas fibras colágenas. como em qualquer outro tratamento de diversas afecções. na substância fundamental amorfa e nos fibroblastos. Guirro & Guirro (1996) relatam que os fibroblastos. E que o processo de regeneração da estria está baseado na compilação dos efeitos intrínsecos da corrente contínua e dos processos envolvidos na inflamação aguda. células derivadas do mesênquima. e neste caso especificamente. uma neovascularização e o retrono da sensibilidade dolorosa após algumas sessões de estimulação elétrica. responsáveis pela vasodilatação e aumento da permeabilidade dos vasos. e como consequência uma grande melhora no aspecto da pele. os efeitos da inflamação aguda e da corrente contínua se somam. pois à medida que vai havendo a regeneração tende a chegar a níveis próximos do normal A elastose focal linear em alguns pacientes pode representar a hiperplasia de fibras elásticas em resposta a alguma lesão ou alteração tecidual. A regeneração propicia o retorno de todas as funções inerentes à pele. a sensibilidade dolorosa. Na estria esta célula está quiescente. possuem uma capacidade de replicação baixa que pode ser modificada em resposta a estímulos controlados. relatam que com a estimulação elétrica as fibras colágenas sofrem algum tipo de reorientação. assim como o tecido epitelial. Poucos minutos após a lesão aparecem a hiperemia e o edema. A forma do fibroblasto também varia nas diferentes lesões.

por exemplo. sob pena de resultados pobres e risco para a cliente[6].74 inflamatório composto de leucócitos. entre 3 e 4 dias. mostrando que na pequena amostragem de pacientes com pele negra a regeneração foi mais rápida e evidente do que naqueles de pele clara Quando a resposta inflamatória foi mais duradoura. Conforme o progresso da reação inflamatória e epitelização.Que a cor da pele é de extrema significatividade. No início praticamente não sangra. no caso específico da perfuração da pele pela agulha. pode finalizar com a recuperação da estria. a resposta à agressão. surgem na profundidade da lesão os fibroblastos. As estimulações subsequentes só poderão ser realizadas quando o processo inflamatório cessar por completo. a terapia não deve ser efetuada. que são totalmente reabsorvidos (pequenas bolsas de sangue que se tornam violáceas. endógenos ou exógenos como. e estimuladas pela formação de fibrina originada pela hemorragia da microlesão. Silva et al (1999). restituindo a sua arquitetura original. . O processo de epitelização inicia-se simultaneamente. ocorrendo na média de 2 a 7 dias[6]. amareladas e em seguida a tonalidade da pele volta ao normal). na sindrome de Cushing. eritrócitos . Que a persistência da resposta inflamatória após o tratamento com a microcorrente pode variar entre o primeiro e o quarto dia pós-estimulação[6]. Os fibroblastos cumprem então suas funções sintetizadoras 9a estimulação fibroblástica tem importante papel no processo regenerativo da atrofia tecidual na estria)[6]. Este processo inflamatório será absorvido em um período de tempo variável. em pesquisa envolvendo mulheres entre 15 e 60 anos com estrias verificaram: . e se produz paralelamente uma proliferação rápida de caplilares por gemação das vênulas existentes. evitando assim o risco de desenvolver uma inflamação crônica desencadeada pela persistência do estímulo inflamatório agudo. porém com o passar das sessões observa-se um sangramento ou rompimento de pequenos vasos. responderam melhor que as mais antigas. de cor vermelha. de cor branca.Que a coloração das estrias interferiu nos resultados. uma vez que as mais jovens. que conforme avançam até as áreas lesionadas vão destruindo a rede de fibrina. o resultado foi melhor Que pacientes com dificuldades de cicatrização não obtiveram o resultado esperado . Segundo Guirro & Guirro (2002). No caso de a cliente apresntar níveis elevados de glicocorticoides. proteínas plasmáticas e fáscais de fibrina. obrigando as células epidérmicas a penetrar pelo interior das fendas formadas pela agulha.

Marizilda. . RECURSOS E PATOLOGIAS .Ed. as aplicações devem ocorrer com intervalo maior. deve-se higienizar a pele e/ou esfoliá-la. R. por ser tratar de um período de grandes alterações hormonais que acreditam alguns autores. J..Ed Manole .L. com a finalidade de diminuir a resistência à corrente e evitar infecções. W. .3ª Ed. já que o processo inflamtório pode estar ativo. . Takemura.FISIOTERAPIA DERMATO FUNCIONAL . E. R. 5-8 6.3ª Ed.1999 .2002 . CONTRA-INDICAÇÃO .pp. Schwartz.2002 7. Robe .FUNDAMENTOS.pp. com incisão paralela subacutãnea.FISIOTERAPIA EM ESTÉTICA . Não se deve invadir perpendicularmente a pele estriada. . 2001.Ed. 31 4 . Apud Girro.Girro. & Guirro. M. R.Ed Manorle . J.pp.Silva. B. 63-66 2.3ª Ed.Ed.pp.ANÁLISE DO TRATAMENTO DE REGENERAÇÃO DE ESTRIAS COM O USO DO GERADOR DE CORRENTE CONTÍNUA FILTRADA CONSTANTE STRIAT® EM MULHERES ENTRE 15 E 16 ANOS. Tratamentos infalíveis a todas as pessoas não existem[6].Madrid . . O. & Guirro.Sobre feridas recentes . RECURSOS E PATOLOGIAS . J. .2ª Ed. produtos que aumentam a circulação. Vida Estética . E.FISIOTERAPIA DERMATO FUNCIONAL . mesmo que externamente não produza sintomas[6]. .Trabalho de conclusão do Curso de Fisioterapia da Universidade Tuiuti do Paraná. só quando o processo já estiver debelado[6].ELETROLIFTING . a penetração da agulha deve ser efetuada sobre a estria.ELETROCOSMÉTICA . promovento aumento da circulação).1996 5. Elaine C. Segundo Guirro & Guirro (2002).Silva.Ed Manorle . C. O. T. Pode-se utilizar produtos com a finalidade requerida. Videocinco . Curitiba . R.Alergia ou irritação à corrente elétrica ou ao cosmético . . R.Miedes.75 Não se deve tomar sol com o processo inflamatório ativo (pelo perigo de manchar a pele). procedimentos que produzam aumento de circulação no local de aplicação parecem interferir positivamente na qualidade da resposta inflamatória: uso de alta frequência (equipamento que produz ozônio e um faiscamento na pele.L. O tratamento não deve ser iniciado na puberdade. o tratamento só poderá ser iniciado quando os níveis hormonais regredirem aos níveis anteriores à gravidez[4]. Mariângela T. Em clientes que relatam o resurgimento do processo inflamatório sem que tenha havido estimulação prévia. R. 129-133 3. O. C.1998 . O número médio de sessões gira em torno de 10. R. podendo este número ser ultrapassado sem contra-indicações.ELECTROESTÉTICA . E.Winter.1999.FUNDAMENTOS.Girro. ser a causa do aparecimento das estrias[4]. S. RECURSOS E PATOLOGIAS . . J.FUNDAMENTOS.ELETROTERAPIA EM ESTÉTICA CORPORAL . Segundo Guirro & Guirro (2002).Ed. Se as estrias ocorrem durante a gravidez. M. I.Silva. Antes da puntura do tecido.. uso de correntes polarizadas previamente (polo negativo em cima das estrias que vão ser estimuladas).1997 . .Hipersensibilidade dolorosa REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 1. Revisada e ampliada . Vida Estética .. Revisada e ampliada .Guirro. ou simplesmente álcool a 70%[6].

1997). Em seu início. 1995).. a grande novidade dos métodos atuais consiste tanto na forma de aplicar a corrente. na França.. a eletrolipoforese se aplicava por meio de eletrodos em forma de finíssimas agulhas diretamente implantadas no panículo adiposo.. Antigamente na eletroterapia clássica existiam somente tratamentos para a obesidade a base de corrente galvânica aplicada com grandes eletrodos superficiais sobre a área. os principais efeitos fisiológicos proporcionados pela eletrolipólise são: 1) Efeito Joule Em virtude do efeito Joule. Hoje em dia.76 INTRODUÇÃO No início da década de 80. e. como em seu mecanismo biofísico de atuação. visto que se trata de uma corrente com uma intensidade muito pequena. CONCEITO A eletrolipoforese é uma técnica destinada ao tratamento das adiposidades e acúmulo de ácidos graxos localizados.. 2000). Caracteriza-se pela aplicação de microcorrente especifica de baixa freqüência (ao redor de 25 Hz) que atua diretamente a nível dos adipócitos e dos lipídios acumulados produzindo sua destruição e favorecendo sua posterior eliminação (Soriano et al. 2000). De acordo com os relatos de alguns autores. realizada apenas por equipe médica (Soriano et al. provoca a nível local. realiza um trabalho que produz calor ao atravessar o mesmo. O campo elétrico que se origina entre os eletrodos. correntes polarizadas ou mistas. 2000). em medicina estética. a indústria de equipamentos da área de estética criou a eletrolipoforese com placas transcutâneas na tentativa de ampliar o mercado de venda. Desta forma é estimulado o metabolismo celular local. introduzidas nas áreas de tratamento (Zaragoza & Rodrigo. não atinge tecidos orgânicos. a corrente elétrica. para tratamento da adiposidade. uma serie de modificações fisiológicas que são responsáveis pelo fenômeno da eletrolipólise (Soriano et al. Segundo Guirro & Guirro (2002). produzindo sua destruição e eliminação. 2) Efeito eletrolítico Em condições normais a membrana celular é semipermeável. e acupuntura. ao circular por um condutor. que separa dois meios de composição iônica diferente: o meio intracelular é eletronegativo e o meio extracelular é . facilitando a queima de calorias e melhorando o trofismo celular (Soriano et al. celulite fibrótica ou nodular (Silva. PROPRIEDADES A eletrolipoforese terapêutica atua a nível do tecido adiposo. é realizado o tratamento da celulite e da obesidade mediante correntes que são aplicadas com agulhas. O aumento de temperatura que é produzida na eletrolipoforese. um grupo de médicos começou a utilizar. porém suficiente para contribuir para instalação de uma vasodilatação com aumento de fluxo sangüíneo local. 2000).

Longe de um simples reservatório. Soriano et al. 1995. produzse uma estimulação da sistema simpático. 2001). Soriano et al. decompondo-os (lipólise) segundo a demanda do organismo. que estimula certas proteinquinases. Parenti. a lipase. 2002.. Este fato indica ativação da lipólise que se produz (Parienti. A célula tende a manter seu potencial elétrico de membrana normal. e a epinefrina. não pode ser usado novamente e é captado pelo fígado que o metaboliza em glicose (Soriano e col. expulsos da célula a menos que estejam em um local com excesso de glicose. o adipócito possui uma intensa atividade metabólica: forma triglicerídeos (liposíntese) e os armazena. Guyton (1996). Soriano et al. Alguns hormônios. 2000. (Junqueira & Carneiro.. e como conseqüência ocorre a liberação de catecolaminas com aumento do AMP cíclico intradipocitário. O campo elétrico gerado por esta corrente na eletrolipoforese.. 1999. e aumento da hidrólise dos triglicerídeos.2000). relata que cada adipócito contém grandes quantidades da enzima digestiva de gordura. 2000). o que determina a ativação de lipase tissular (Soriano et al. o glicerol liberado. 2000). Foi demonstrado que a freqüência de 25 Hz é mais eficaz para tratar alterações circulatórias e congestivas (Silva. provocando uma melhora da qualidade e aspecto da pele (Soriano et al. que se traduz clinicamente em uma redução do panículo adiposo. induz o movimento iônico que traz consigo modificações na polaridade da membrana celular. pois a corrente atua com estímulo direto nas inervações promovendo uma ativação da microcirculação. podem ativar a lipase. 2000). e que voltam a formar triglicerídeos.77 eletropositivo.. se realiza graças a uma enzima hormonio-dependente a triglicerideolipase (Guyton & Hall. 2000). enquanto a estimulação parassimpática diminui. Trabalhos realizados com esta técnica demonstram a presença de quantidades significativas de glicerol na urina. 4) Efeito neuro-hormonal O tecido adiposo representa a principal reserva energética do organismo. que favorecem a drenagem linfática e sangüínea. horas subseqüentes ao tratamento (sabe-se que em condições basais o glicerol não é detectado na urina). A mobilização das gorduras de reserva.. Esta enzima desintegra os triglicerídeos em ácidos graxos e uma molécula de glicerol. da medula supra-renal. ao contrário.. 1995) Em conjunto. tem grande importância na drenagem da área. e essa atividade consome energia a nível celular (Soriano et al. Os ácidos graxos assim produzidos são em grande parte. em sua forma inativa. em especial o cortisol. O sistema neuro-hormonal influi sobre a lipólise: a estimulação do sistema simpático a ativa. 2000). Quando se utiliza uma corrente especifica de baixa freqüência durante a eletrolipoforese. 3) Efeito de estímulo circulatório O ligeiro aumento de temperatura que se instala no local (efeito Joule) contribui em parte para a instauração de uma vasodilatação. desde a primeira sessão (Soriano et al. 2000. Silva (1995) explicita que o estímulo circulatório produzido pela corrente elétrica. Soriano et al. AÇÃO A microestimulação elétrica ativa as fibras do tecido conjuntivo subcutâneo. e como conseqüência de todos os efeito mencionados.. .. Silva.. 2001. do córtex suprarenal. 2000). se induz um aumento do catabolismo local. ou seja a lipólise . O Sistema Nervoso Simpático atua por mediação das catecolaminas (adrenalina e noradrenalina): a ativação destas últimas se efetua por itermédio do AMP cíclico. Corroborando.

TECNICA DE APLICAÇÃO Zaragoza & Rodrigo (1995). com a área de tratamento exposta. 20 Hz. para Soriano et al. aliado a efeitos sistêmicos devido ao longo tempo de duração: 50 minutos (Guirro & Guirro. segundo escalas crescentes (15 Hz. potencializando a lipólise dos triglicerídeos em glicerol e ácidos graxos. é uma forma de onda largamente utilizada na eletrolipoforese. De todos os modos há. partindo até o limiar suportável do paciente (Zaragoza & Rodrigo. Quase sempre é somado ao tratamento uma dieta hipocalórica e hidrosalina controlada para favorecer a saída de água intra-celular.3 mm de diâmetro. 7. 1995). de uso único. (2000) a corrente utilizada na eletrolipoforese é a microcorrente. 1995).3 mm de diâmetro com comprimentos que variam de 1 a 3 cm. e seus reais efeitos devem ser melhor investigados.30 mm) apresentam melhor efeito. favorecendo as trocas metabólicas e ainda. Parienti (2001). a intensidade de aplicação varia entre 2 a 10 mA. Segundo Zaragoza & Rodrigo (1995). A técnica de aplicação consiste em colocar o paciente em posição cômoda. ocorrendo uma modificação no meio intersticial. descartáveis. que a pessoa . . de forma que não resulte em dor intensa na pessoa tratada. nos deparamos com algumas divergências entre alguns autores. diretamente ou indiretamente pela excitação das terminações nervosas simpáticas e liberação de catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) que atuam sobre os receptores beta do adipócito e estimulam a triglicerideolipase.O estímulo circulatório que produz toda corrente contínua. Parenti menciona ainda que as agulhas mais grossas (0. seja interrompida ou não. Estudos histopatológicos vem demonstrando o efeito deste tipo de tratamento sobre os adipócitos (diminuição no tamanho. introduzidas a nível hipodérmico. relatam que os eletrodos são agulhas de acupuntura de 15 cm de comprimento por 0. de acordo com a saída dos cabos no aparelho. a aplicação dessas finas agulhas. As correntes são contínuas. 1995). ao menos. fabricadas em aço inoxidável ou em prata. Segundo Zaragoza & Rodrigo (1995). 2002). sugere agulhas de acupuntura. dois efeitos claramente envolvidos: . e que tem grande importância na drenagem da área. medindo de 0. O processo é considerado invasivo. o pulso bifásico assimétrico (como o pulso do TENS). As agulhas são separadas por mais de 5 cm. Entretanto.25 a 0. ainda que os resultados clínicos são em geral concordantes e muito positivos. utilizando-se uma distância de 4 cm entre elas. alterações na forma e mudanças estruturais) que indicam a existência de uma base orgânica par os efeitos clínicos constatados (Zaragoza & Rodrigo. Segundo Parienti (2001). cria um campo elétrico entre elas. A frequência de aplicação oscila entre 5 a 50 Hz. e 12 cm. Se inicia uma sessão aumentando a intensidade gradativamente. a duração da sessão gira em torno de uma hora. 35 Hz. ligadas a uma corrente de baixa intensidade.78 Segundo Pinto (1996). ou de 10 a 12 cm.O estímulo da lipólise. 5. Já Parienti sugere de 5 a 40 mA. Soriano et al. etc.) (Zaragoza & Rodrigo. após costuma-se aplicar algum tratamento complementar como: Estímulo muscular. ainda revelam que a intensidade da corrente aumentará em função do umbral de sensibilidade. há pouca experimentação básica que permita definir claramente a sua forma de atuação. drenagem linfática. Nesta “zona” de tratamento devem ser introduzidos pares de agulhas de forma paralela. Parienti (2001). sugere uma frequência de 5 a 500 Hz. Quanto ao aspecto intensidade da corrente. Vale ressaltar. Portanto a intensidade praticada está abaixo de 1 mA. Segundo Zaragoza & Rodrigo (1995). Guirro & Guirro (2002) relatam que os efeitos das correntes no organismo estão bem catalogados. de modo que cubram toda a área a tratar. Silva (1995) menciona que as agulhas podem medir entre 4. existe muita discussão sobre qual o mecanismo de ação destas correntes aplicadas na eletrolipoforese. estimulação de pontos de acupuntura. a lipólise. mas existem algumas correntes utilizadas para a prática da eletrolipoforese que são alternadas. etc. porém os textos que descrevem os tratamentos são pouco científicos.

que são estruturas ricamente inervadas. podendo alcançar até 10. Esses fatos garantem a implantação correta da agulha no tecido adiposo. 2001). com esparadrapo. preocupando-se com a acomodação individual. .. estéreis. é necessário que o paciente sinta sensação de picadas que chegam ao limite do desagradável. a área a tratar deve estar desnuda e desinfetada (assim como a mão do operador). para esticá-la. Parienti (2001). Na prática. inclina-se a agulha. e dá um golpe rápido no topo da agulha. mantendo em todo momento medidas de assepsia (desinfetando a pele a ser tratada) (Soriano e col. na direção do tecido subcutâneo realizando movimentos giratórios introduzindo-a. A partir daí. dependendo da habilidade do operador) (Parienti. significa que a mesma está mal posicionada ao entrar em contato com as aponeuroses da pele. 1995). 2000). Para Parienti (2001). deve-se posicionar o paciente numa posição cômoda e relaxada. com um mínimo de 6. Quando há o aparecimento de dor durante a introdução da agulha. As sessões podem ser semanais. sendo que para julgar os resultados se espera até 45 dias após o fim do tratamento (Zaragoza & Rodrigo. introduzir as agulhas utilizando o "tubo guia" fornecido junto com as agulhas de acupuntura. a intensidade deverá ser aumentada quantas vezes forem necessárias. pressiona-se o tubo na pele. inserindo-a perpendicularmente á superfície cutânea por cerca de 1 cm (as agulhas podem ser introduzidas obliquamente. Na aplicação com agulhas estas deverão ser de boa qualidade. conecta-se os eletrodos (tipo "jacaré") nos pares de agulhas correspondentes à área que se deseja tratar. e segundo o autor. sugere uma aplicação por semana.. Essas agulhas podem ser esterilizadas e reutilizadas para o mesmo paciente por 6 a 8 aplicações (Silva.79 tratada deve notar uma sensação de "pico máximo não doloroso" e esta será ajustada segundo a tolerância do mesmo. Pode-se fixar as partes das agulhas que ficam externamente. Havendo a acomodação. para que não haja incômodo ao manipulá-las com a colocação dos eletrodos. 1995). 2000) Parienti relata que não deve ocorrer nenhum sangramento e nenhuma dor deve ser manifestada. As agulhas devem ser introduzidas sobre o tecido cutâneo. Após a agulha introduzida. devendo-se levar em conta que os efeitos se prolongam durante umas semanas a mais. os resultados tornam-se mais significativos após a 3ª sessão. Durante a sessão e preciso aumentar progressivamente a intensidade da corrente durante o processo de acomodação. a nível do panículo adiposo (Soriano e col.

então. Parienti (2001) e Soriano et al. porém não espetacular. Há também. Pode aparecer hematoma nessa área. inflamações. por um erro na manipulação de implantação atingindo tecido muscular No final da sessão. eczemas. • Alterações dermatológicas na área a tratar (Dermatites. a retirada da agulha causa sangramento . coxa e quadril. Silva (1995). perda de peso. entretanto. • Pinos ou placas no corpo. • Neoplasias. e anticoagulantes . tipo fibroma uterino. narram algumas contra-indicações da eletrolipoforese: • Transtornos cardíacos (alteração do ritmo e da condução. • Gravidez em qualquer idade gestacional. Segundo Zaragoza & Rodrigo (1995). como corticosteróides. Há também a descrição do aparecimento de pequenos pontos necróticos superficiais no local de introdução da agulha. discreta. sempre e quando a indicação seja correta. feridas. podemos utilizar a eletrolipoforese para diminuição do perímetro em abdome. em áreas onde a corrente elétrica será aplicada. melhora circulatória local e melhora da troficidade da pele da área tratada. No método de aplicação de agulhas superficiais. As causas que podem determinar a aparição deste incidente não estão claras. Parienti (2001) menciona que a técnica realizada de forma inadequada pode levar a ocorrência de alguns incidentes: O paciente sente dor no momento exato da implantação da agulha . Parienti (2001) indica a eletrolipoforese nas complicações de "placas onduladas" após a lipoaspiração e a ptose abdominal e das nádegas. celulite e lipodistrofia localizada. não existe nenhuma região do corpo onde o método está contra indicado. poderá ocorrer uma pequena auréola de eritema pela passagem de corrente na pele que desaparecerá por si só e sem tratamento em poucas horas. caso apareçam estes processos.80 INDICAÇÕES A principal indicação da eletrolipólise está no tratamento da obesidade localizada. insuficiência cardíaca) e portadores de marca-passo e cardiopatias congestivas. como complemento da cirurgia. Há também indicação pós lipoaspiração. • Utilização de medicamentos. o que não trará complicações. • Progesterona. 2000). CONTRA-INDICAÇÕES Segundo Soriano et al.) • Epilepsia Possíveis complicações e efeitos secundários podem ocorrer quando a eletrolipoforese trabalha com a implantação de agulhas no panículo adiposo. (2000). Os autores mencionam também o uso da eletrolipoforese na lipodistrofias localizadas. etc. sem normas de assepsia adequada. devido a pequenas veias superficiais que são picadas desastrosamente ou. • Patologias ginecológicas.. sua cura ocorrerá sem maiores complicações (Soriano et al.Surgem equimoses após a sessão. • Paciente renais crônicos (insuficiência renal) • Trombose venosa profunda ou estado venoso catastrófico. dermatoses. (2000).

Ed.Espanha – pp. 9. 58-68 PINTO.Fisiologia Humana . C.T. S. 380 GUYTON. J. Recursos e Patologias. SORIANO. GUYTON. pp. ZARAGOZA. M. 2001.81 . O. M. 2.Funcional – Fundamentos. MUNIZ. 61-67.Electroestética Professional Aplicada . pp. 9ª Ed. 23:4. & CARNEIRO. P. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1.Eletroforese – Técnicas E Diagnósticos. pp. C. Recursos e Patologias. & GUIRRO. C.E. R. Nueva Estética – 1° Edição . C. NAOUM. I. 2002. 1996. Superficial liposuction body contouring.3ª Ed. PARIENTI. 59-64. 1996 . Surg. P. A. 2002 . 1995.3ª Ed. D.Ed Guanabara Koogan – RJ.Sorisa . o paciente queixa-se de leves contrações musculares. 154 pp. Revisada e ampliada. & HALL. pp. A . C. A. E. & RODRIGO.Durante a sessão. Ed. 6. E.Espanha .. PÉREZ. 169-17. SILVA. J. J. P. Fisioterapia Dermato . Guanabara Koogan . ERAZO.10° JUNQUEIRA. BAQUÉS. R. Ed. 5.R. 4. S. C. Clinics in Plast. GUIRRO. Ed Manole . L. Eletroterapia em Estética Corporal. 7. M. GUIRRO. Ed Manole . Apud. Santos . C. Electroestética. Guanabara Koogan. . I. 120-123 8. B. Revisada e ampliada. Andrei.1999 – Histologia Básica – Ed. O. Fisioterapia Dermato . . J. J. R. & GUIRRO. 3. C. J. – 2002 Edição – RJ..São Paulo – pp. 10.Teoria y Práctica para la Utilización de Corrientes en Estética .C.São Paulo. Ed. é preciso verificar se as agulhas não atingiram o plano muscular.. 1995 . C. E.1999. J. R.2000. Robe – 1° Edição . Tratado de Fisiologia Médica – Ed. Medicina Estética..Funcional – Fundamentos.

Forma-se um campo eletromagnético em volta do condutor. mas também a região que o circunda sofre modificações. tanto mais forte é o campo eletromagnético ao seu redor. Quanto maior a intensidade da corrente no condutor. Quando há uma corrente elétrica num condutor. Falamos de uma bobina.82 INTRODUÇÃO Formação do campo eletromagnético Um campo eletromagnético é um espaço onde agem forças magnéticas que se formam em torno de um condutor elétrico. não somente o condutor é submetido a alterações. quando o condutor não está disposto linearmente. mas em forma de espiral. as linhas magnéticas encontram-se tanto no interior da espiral quanto envolvem-na exteriormente. . O efeito eletromagnético aumenta consideravelmente. Neste caso.

os aparelhos de alta frequência devem manter uma distância de 6 metros de aparelhos de. Quanto maior for a frequência das ondas.000 Hz. Enquanto há corrente alternada no condutor. 300. ou tanto menor será o comprimento de onda. tanto menor será a distância entre elas. porque a rotação rápida dos dipolos provoca atrito entre eles.000 e 200. sofrem somente uma ligeira deformação quando expostas ao campo eletromagnético. ele se desprende do condutor e parte em direção ao infinito. O francês Jean D'Arsonval iniciou estudos sobre os efeitos do campo eletromagnético no organismo ao final do século dezenove. entre 100. com uma tensão que oscila entre 25. Quando o ritmo das oscilações é muito rápido. As ondas podem ser captadas por antenas.000 V e uma intensidade da ordem de 100 mA[2] Constituição física O aparelho consiste num gerador de alta frequência. Uma antena é um condutor elétrico capaz de emitir ou receber ondas eletromagnéticas. Uma onda é a propagação de uma oscilação. As moléculas das substâncias apolares (por exemplo as gorduras). (acima de 300 milhões de vezes por segundo. enquanto a carga positiva fica ao lado dos hidrogênios. orientam-se de maneira que seu lado de maior carga negativa se direcione ao polo positivo. até que uma nova onda se desprenda do condutor. 3]. quando expostos a um campo eletromagnético. Os dipolos. Neste caso. chamadas de dipolos. num porta-eletrodos e em diversos eletrodos de vidro. A mudança da polaridade da corrente alternada força os dipolos a acompanharem as oscilações do campo eletromagnético. ondas eletromagnéticas são geradas. corrente galvânica ou corrente farádica.000 e 40. As ondas eletromagnéticas são uma forma de energia. A quantidade de oscilações por segundo dos elétrons de um condutor determina a frequência das ondas geradas por este condutor. ou seja. Segundo Winter (2001). sem no entanto entrarem em rotação[1. Os efeitos biológicos das ondas eletromagnéticas As estruturas orgânicas contêm muitas moléculas externamente neutras. Isto pode danificar o aparelho e é perigoso para o cliente que está sendo tratado GERADOR DE ALTA FREQUÊNCIA Conceito É um aparelho que trabalha com correntes alternadas de alta frequência.000 km por segundo. Os cabos dos outros agem como antenas. Por comprimento de onda entende-se a distância que uma onda percorre. . captando as ondas eletromagnéticas produzidas pelos aparelhos de alta frequência. Um exemplo para os dipolos é a molécula de água onde a carga negativa concentra-se sobre o oxigênio. cujas cargas internas estão dispostas assimetricamente.83 Sempre quando o campo eletromagnético ao redor do condutor se desfaz. A velocidade de propagação das ondas eletromagnéticas no vácuo é constante e corresponde à velocidade da luz. como ocorre numa corrente de alta frequência. a energia eletromagnética é transformada em calor. as rotações dos dipolos também são extremamente rápidas. quando usados simultaneamente.

PROCESSOS QUÍMICOS NOS ELETRODOS. através da oxidação das estruturas orgânicas. Baseado nas considerações sobre os radicais livres. ar rarefeito ou um outro gás. os eletrodos de alta frequência. Ele é um radical livre. . que é liberado durante a decomposição do ozônio[1]. retificam e posteriormente produzem correntes de alta frequência a partir da corrente elétrica de uso doméstico que se é provida através da rede. A grande ação desinfetante do ozônio reside na grande agressividade do oxigênio atomar (atômico) nascente. O efeito térmico obtido é inversamente proporcional à superfície do eletrodo. devem ser utilizados pela esteticista criteriosamente. gerando ozônio)[1]. oxigenação e metabolismo celular[2]. quando empregada descriteriosamente. Os eletrodos provocam a formação de ozônio ao nível da pele[1].84 As correntes de alta frequência. utilize os eletrodos de alta frequência. O oxigênio atomar é o oxidante mais agressivo depois do flúor. pondo todo o resto do tratamento a perder. O ozônio é uma substância instável que se decompõe rapidamente em oxigênio molecular (O2) e em oxigênio atomar (atômico) (O). que visa atenuar e atrasar os efeitos do envelhecimento. Devido ao calor gerado. as quais. Os eletrodos de vidro são ocos e contêm em seu interior um vácuo parcial. Do efeito térmico se pode deduzir outro efeito como o de vasodilatação periférica local. A passagem da corrente provoca uma ionização das moléculas de gás. tornam-se fluorescentes. é um meio de se envelhecer mais rápido![1] EFEITOS a) Fisiológicos Térmico O principal efeito das correntes de alta frequência ao atravessar o organismo é a produção de calor. como acontece por exemplo na ozonosfera do nosso planeta (as ondas eletromagnéticas do sol passam pelo ar rarefeito da ozonosfera. É um efeito comum a todas as formas de aplicação: Se acentua mais nos casos em que o eletrodo se coloca a uma ligeira distância da pele. provoca a formação de ozônio. O3 «O2 + O O envelhecimento celular está ligado a ação dos radicais livres. AÇÃO A passagem de ondas eletromagnéticas por ar ou outros gases rarefeitos. e o oxigênio é um dos precursores desta ação. O efeito térmico obtido é diretamente proporcional ao tempo de aplicação. quer dizer. pois não é lógico que um tratamento estético. que quando está em contato direto. Os tratamentos mais habituais duram entre 3 e 5 min[2]. sob o forte impacto energético. Por isso para efeitos destrutivos (fulgurações) se usam eletrodos de pouca superfície (em forma de ponta) já que concentram em um ponto os efeitos térmicos. produtores de ozônio a nível da pele. alta voltagem e baixa intensidade são geradas por um dispositivo eletrônico que consta de vários circuitos transistorizados que transformam. se consegue um aumento do fluxo sanguíneo e por tanto se produz uma melhora do trofismo. A corrente de alta frequência.

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Vasodilatador e hiperemiante local

Aparece como consequência do efeito térmico. Os eletrodos de vidro têm um efeito estimulante sobre a pele, pois aumentam a circulação periférica local[1, 2]. Aumento da oxigenação celular

b) Terapêuticos Bactericida e anti-séptico (a formação de ozônio ao nível da pele tem ação desinfetante) As faíscas que saltam entre a superfície do eletrodo e a pele formam, a partir do oxigênio (O2) do ar, o ozônio (O3) através da corrente elétrica. O ozônio formado é muito oxidante e por tanto é um bom bactericida, germicida e anti-séptico em geral[2] Melhora do trofismo dérmico / Regenerador tecidual Antinflamatório

Obs.: Há que se ressaltar que este tipo de corrente não tem nenhum efeito de excitação neuromuscular[2]. INDICAÇÕES • • • • • Desinfeção após a extração das eflorescências acnéicas Fulguração de eflorescências acnéicas inflamadas Desinfecção e estimulação da circulação sanguínea do couro cabeludo Feridas abertas (contaminadas ou não) “Psoriase”

CONTRAINDICAÇÕES Marca-passo cardíaco Gestantes Implante metálico local (aquecimento perigoso) Distúrbios de sensibilidade Pele com cosméticos inflamáveis (álcool e éter)

TÉCNICA DE APLICAÇÃO Os eletrodos que se utilizam para a aplicação das correntes de alta frequência são geralmente tubos ocos de vidro. Em seu interior há geralmente o vácuo ou tem um gás como o neon. Para introduzir-se o eletrodo no porta-eletrodos, deve-se manter este último numa posição vertical com a finalidade de evitar que o eletrodo acidentalmente se solte e quebre. Se conectam geralmente por pressão que, por sua vez, está conectado mediante um cabo ao console gerador da corrente de alta frequência. Alguns porta-eletrodos levam um interruptor que atua sobre a passagem da corrente. Com isso se consegue fazer circular a corrente no momento de ter o eletrodo na posição correta e ativado o interruptor

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Antes de ligar-se o aparelho, o eletrodo deve encontrar-se encostado na pele do cliente. Isto evita que o cliente tome um susto. Enquanto o aparelho permanecer ligado, o eletrodo deve manter o contato com a pele[1]. A junção entre o eletrodo e o porta-eletrodos não deve tocar o pele do cliente, pois ele sentiria um choque elétrica muito forte. Também o esteticista não deve jamais encostar. Ao aplicar a corrente de alta frequência mediante eletrodos ocos de vidro aparecem diferentemente tonalidades, sendo as mais habituais: Violeta - em seu interior há vácuo Laranja - em seu interior há introduzido certa quantidade de gás neon.

Obs.: O eletrodo de tonalidade laranja produz os mesmos efeitos que o violeta porém de uma forma mais suave[2]. Com a finalidade de aumentar a ação do eletrodo, este pode ser passado ligeiramente afastado da pele, ou sobre uma gaze seca. Normalmente é utilizado para casos de acne muito graves, etc. TIPOS DE ELETRODOS Em forma de cogumelo: Ele tem grande utilidade para a desinfecção da pele após a conclusão da fase de extração durante a limpeza de pele. Considerando que a exposição ao ozônio é de pouca duração e levando-se em conta o benefício da desinfecção, a utilização dos eletrodos de vidro por 2 ou 3 minutos é justificável neste caso e não provocará danos.

A forma do eletrodo não é importante, O eletrodo em forma de cogumelo é o mais prático, porém seu tamanho não tem a mínima importância. A forquilha (eletrodo para a região do pescoço) é dispensável, porque o cogumelo trata esta região com a mesma eficiência.

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Em forma de bico: O eletrodo de bico (cauterizador), provê uma fulguração (chuva de faíscas) na pele da cliente. Com o aparelho já ligado deve aproximar-se da pele o suficiente para que parta dele uma chuva de faíscas, a qual deve ter como alvo a lesão em questão (lesões inflamadas de acne (pústulas, pápulas, nódulos). Conforme a gravidade da lesão, aplica-se a chuva de faíscas durante 1 a 2 segundos.

Em forma de pente: Tem a finalidade de estimular a circulação sanguínea e desinfetar o couro cabeludo. O couro cabeludo deve estar limpo e sem produtos. O pente deve ser movimentado levemente em movimentos de pentear sobre couro cabeludo. A aplicação deve ter uma duração máxima de 10 minutos. O tratamento será completado pela aplicação de cosméticos (não usar o eletrodo antes da aplicação de produtos sensíveis à oxidação), massagens manuais e vibratória e aplicação de raio infravermelho. Obs.: Existem outros tipos de eletrodos que podem ser fornecidos, de acordo com o fabricante (em forma de Barra de metal ou espiral, em forma de forquilha ou "T", lápis, etc)

Nesta caso há que levar em conta a sensibilidade da pessoa tratada a este tipo de pequenas descargas elétricas. b) Aplicação a distância ou com faíscas. saltam faíscas desde a superfície do eletrodo à superfície da pele da pessoa tratada. pois se esta pessoa está em contato físico com a terapeuta. se produz uma grande diferença de potencial entre o eletrodo e a pele.88 TÉCNICA DE APLICAÇÃO Tipos de aplicação[2. Se se aproveitam estes fenômenos durante a aplicação de uma massagem. Obs. o eletrodo já estejam em contato com a área a tratar.: Após o término das aplicações. Geralmente se utilizam eletrodos de superfície plana que se aplicam deslizando-os sobre a pele em forma de massagem suave. que inicialmente não é condutor da eletricidade. Durante o tratamento não se deve separar o eletrodo da superfície corporal tratada. A esteticista tratará a cliente com as mãos. tira-se o eletrodo do porta-eletrodos e limpa-se o eletrodo com algodão embebido em álcool 70%. Neste caso o eletrodo se mantém a uma curta distância da pele (milímetros) porém sem contactar em nenhum momento. desliga-se o aparelho. após ele ter sido inserido no porta eletrodo. Como consequência da alta voltagem da corrente. Consiste na aplicação da corrente de alta frequência através do eletrodo em forma de barra metálica que a pessoa tratada segura em uma mão. Por efeito da alta voltagem da corrente. se torna condutor deixando passar a corrente. É importante comprovar que antes de deixar passar a corrente. O ar. Igualmente deve-se zerar os controles do aparelho antes de separar o eletrodo da pele. com o que nos pontos de contato tenham lugar uns efeitos semelhantes aos que se verificam mediante uma aplicação direta. se conseguirá que aos efeitos da mesma se unam os da aplicação direta da corrente de alta frequência e os do cosmético empregado se é que se utiliza. 4] a) Aplicação direta ou efluviação Se consegue aplicando diretamente o eletrodo sobre a área a tratar. . Isso se deve a que a corrente que se acumula na superfície do eletrodo passa para o organismo. c) Aplicação indireta ou saturação. o fenômeno de alta frequência se levará a cabo através do organismo desta última pessoa.

89 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1.Ed. R. 235-258 . Manole .DIATERMIA POR ONDAS CURTAS (em ELETROTERAPIA DE CLAYTON .1998 4. . 2001.pp.Winter.3ª Ed. W.Arnould-Taylor.Madrid .4ª Ed. e Bazin. ArtMed .1ª Edição brasileira .L. .Scott.pp.L. Videocinco .1999 . .1999 .Ed.. J.) 10ª Edição Ed.ELETROCOSMÉTICA .São Paulo – pp. 143-144 .ELECTROESTÉTICA . . S.PRINCÍPIOS E PRÁTICA DE FISIOTERAPIA .pp.Ed. 68-75 3. S. W. 185-206 2.Kitchen. Vida Estética .Miedes. S.

Maiman construiu o laser a rubi. que em 1917 expôs o “Princípio Físico da Emissão estimulada”. que a radiação laser estimularia a cicatrização de maneira acelerada. dizemos que a amplificação da luz aporta alta concentração de energia conseqüente do grande número de fótons dos quais é constituída.MASER (amplificador de microondas pela emissão estimulada de radiação). A partir desta e de outras experiências cirúrgicas ficou evidenciado. Seguindo. BASES FÍSICAS DA RADIAÇÃO LASER Princípios Elementares 1) Espectro Eletromagnético . em 1955. a extirpação de um pequeno tumor de retina.é o conjunto de ondas eletromagnéticas. em 1961. Ainda 1953.90 INTRODUÇÃO/HISTÓRICO Analisando o significado da terminologia LASER (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation) por partes. Reportando num breve histórico sobre o laser. Townes e Schawlow demonstraram a possibilidade de construir um laser. foi desenvolvido o primeiro laser semicondutor. Townes. no Hospital Presbiteriano de Nova York. sobre o qual o fenômeno laser está apoiado. Em 1962. iniciamos com Albert Einstein. de forma empírica. Sinclair e Knoll adaptaram o laser à prática terapêutica. o laser a gás e o primeiro laser molecular de dióxido de carbono. . de suas freqüências. Gordon e Zeiger construíram o primeiro oscilador que operava na banda de ondas milimétricas . consequentemente. O espectro eletromagnético engloba variados grupos de ondas eletromagnéticas. se realizou com êxito a primeira cirurgia a laser. Dois anos mais tarde. e o fenômeno da emissão estimulada constitui-se da emissão de luz a partir da estimulação da matéria através do fornecimento de energia aos átomos. em 1953. proveniente da variação de seus comprimentos de onda e.

E as ondas viajam na mesma direção (coerência espacial). praticamente inexistindo qualquer divergência da radiação emitida.91 2) Monocromaticidade . oque resulta na sensação da cor branca. diz-se que tem a mesma fase. a maior parte da radiação emitida pelo aparelho de uso terapêutico agrupa-se em torno de um único comprimento de onda. há uma conversão direta da energia aplicada em efeito calórico. Em contraste. com uma amplitude muito limitada da faixa de ondas.A luz produzida por um laser é “monocromática”. paralelos. para todas as finalidades práticas. os raios de luz ou fótons produzidos pelo aparelho de laser são. tem “uma só cor”. O laser de baixa potência não produz efeito térmico. . ou seja. bioelétricos e bioenergéticos. ao longo da distância percorrida. As modificações ou efeitos que surgem na própria partícula absorvente e na região circundante são chamados efeitos primários: bioquímicos. 49] EFEITOS DA RADIAÇÃO LASER DE BAIXA POTÊNCIA Como vemos. algumas vezes variando desde o ultravioleta até o infravermelho. E as depressões e picos das ondas de luz emitida “encaixam-se” perfeitamente no tempo (coerência temporal). até certo ponto. 4) Coerência . a energia depositada nos tecidos se transforma imediatamente em outro tipo de energia ou efeito biológico. Todos os fótons de luz emitidos pela radiação laser têm o mesmo comprimento de onda. mesmo durante o trajeto dos tecidos.[12. provocadas em parte pelo efeito mecânico. Esta propriedade mantém a potência óptica do aparelho enfeixada numa área relativamente pequena ao longo de distâncias consideráveis e. a luz gerada por outras fontes é formada por uma enorme variedade de comprimentos de onda. 3) Colimação . quando a luz colide com a retina de um observador humano.A propriedade de coerência denota várias coisas. Nestes.Na luz de um laser. Este efeito somente existe nos laser cirúrgicos com potências superiores a 1 W.

3) Estímulo na produção de ATP no interior das células. serotonina. secundários e terapêuticos. efeito bioelétrico e efeito bioenergético. βendorfina.Efeitos Primários ou Diretos Os efeitos primários da radiação laser de baixa potência estão subdivididos em efeito bioquímicos. em todos os níveis. mas apenas a liberação de parte do contingente já produzido. 2) Modificação das reações enzimáticas normais: tanto no sentido de excitação quanto no sentido de inibição. acetilcolina.Estímulo trófico celular 1.de modo direto atua estabilizando o potencial de membrana em repouso. 1. e que dividimos didaticamente em primários.de modo indireto aumenta a quantidade de ATP produzida pela célula. a) Efeito bioquímico: Basicamente a energia absorvida da radiação laser pode provocar dois efeitos bioquímicos: 1) Liberação de substâncias pré-formadas: ocorre em função da incorporação à radiação laser. b) Efeito bioelétrico: A a ação do laser é dupla: .92 Radiação Soft-Laser Absorção Bioquímico Bioelétrico Bioenergético Efeitos primários ou diretos 1. provocando a aceleração da mitose. . fato que ocorre quando há um aumento proporcional da ATP nas células.Efeito analgésico 2. de histamina. normalizando as deficiências e equilibrando suas desigualdades. e gerais) Efeitos terapêuticos Ao estudarmos a ação do laser e sua interação como o organismo. c) Efeito Bioenergético As radiações laser proporcionam às células. e prolactina. seu trofismo e fisiologismo. tecidos e organismos em conjunto. observamos os efeitos como conseqüência desta interação. e isso diz respeito à normalização energética que a radiação laser proporciona ao bioplasma.Efeito cicatrizante Efeitos indiretos (locais. regionais.Estímulo ä microcirculação 2. uma energia válida que estimula. Deve se destacar que não há referências quanto à produção destas substâncias. .Efeito antiedematoso 4.Efeito antiinflamatório 3.

a radiação a laser de baixa potência proporciona os seguintes efeitos terapêuticos: Antiinflamatório: A partir de qualquer lesão tecidual.Interferindo na síntese de prostaglandinas.Efeitos Terapêuticos Como conseqüência das alterações descritas nos itens relativos a efeitos primários e secundários. são liberadas substâncias como a histamina e a bradicinina. como conseqüência. o fluxo sangüíneo se vê aumentado. b) Estímulo ao Trofismo Celular: Entre os tecidos estimulados. a sua inibição determina uma sensível redução nas alterações proporcionadas pela inflamação.93 2 . aumentar a permeabilidade venular e provocar a dilatação de artérias e arteríolas. Aparentemente o efeito antiinflamatório da radiação laser de baixa potência justifica-se a partir dos seguintes pontos: . que são potencializadas pelas prostaglandinas. ocorre paralisação deste esfíncter pré-capilar e.Aumento do trofismo na pele. Estas substâncias. Analgésico: O efeito analgésico proporcionado pelo laser de baixa potência se explica por vários fatores. abrindo ou fechando a passagem para a rede capilar distribuindo o fluxo sangüíneo e conseqüente alternância das regiões a serem irrigadas. além de outras como a serotonina e a fosfolipase-A. Provavelmente em decorrência da ação da histamina liberada pela radiação laser. provocados diretamente pela absorção da radiação laser proporcionam dois grandes efeitos indiretos: Estímulo à microcirculação e trofismo celular a) Estímulo à microcirculação: Este efeito é proporcionado pela ação da radiação sobre os “esfíncteres pré-capilares”. Como conseqüência do aumento da permeabilidade venular ocorre extravasamento de plasma. além de outros fenômenos.Estimulação da reparação do tecido ósseo.Estimulando a microcirculação que irá garantir um eficiente aporte de elementos nutricionais e defensivos para a região lesada. válvulas que existem na entrada da rede capilar ao final da rede de arteríolas. Estes esfíncteres trabalham alternadamente. Como elas desempenham um importante papel em toda instalação do processo inflamatório. . .Neoformação de vasos a partir dos já existentes 3. podemos destacar: . irão sensibilizar os receptores dolorosos. favorecendo a sua resolução. . formando-se assim o edema.Efeitos Secundários e Indiretos Os efeitos primários. a seguir: .

facilitando a multiplicação das células. mas os pulsos são muito rápidos. [49] TIPOS DE LASER A luz gerada pelo laser pode ser liberada de modo contínuo.94 a) A nível local.formação de novos vasos a partir dos já existentes. pseudocontínuo ou pulsado[8. reduzindo a inflamação. . Os pseudocontínuos são. que explode. que sensibilizam os receptores dolorosos. 10].Diminuição da prostaglandina/histamina Cicatrizante: Dos efeitos terapêuticos que se destacam no uso do laser. gerando energia virtualmente contínua. como consequência. . dificulta a resolução do processo inflamatório em si. que proporciona um aumento da velocidade mitótica das células. O caráter antiinflamatório. e ondas de impacto supersônicas são criadas a partir da alta temperatura atingida[8] . A eliminação. c) Liberação de ACTH (corticoide natural do corpo) d) Estimulando a liberação de β-endorfinas. na realidade. apresentam pulsos na ordem de 0. Tal poder terapêutico se explica por: . já proporciona a redução da dor. Nestes tipos de lasers o tecido alvo é aquecido em tão pouco tempo. A ação antiedematosa do laser pode ser justificada a partir dos seguintes fatos: . Os short pulsed apresentam pulsos de 10 a 500 nseg e incluem os Q-switched Ruby. por exemplo. Os lasers contínuos emitem energia de maneira constante. b) Interferindo na mensagem elétrica durante a transmissão do estímulo da dor. ou seja. proporcionará uma menor sensação dolorosa. de substâncias ácidas ou outras consequentes de fagocitose. o flashlamp pumped pulsed dye. Os long pulsed lasers. pulsados. e o intervalo entre eles é extremamente curto.Aumento da síntese de colágeno. e) Provocando a normalização e o equilíbrio da energia no local da lesão f). .Estímulo à microcirculação: proporciona melhores condições para a resolução da congestão causada pelo extravasamento de plasma que forma o edema. gerando melhores condições para uma cicatrização rápida e esteticamente superior. conseqüente do aumento da permeabilidade venular e do inevitável extravasamento do plasma. Estimula a liberação de serotonina (no LCR) Antiedematoso: Um dos resultados da instalação do processo inflamatório é o surgimento do edema. mantendo o gradiente iônico. Alexandrite e Neodimio-Yag. que aumenta o aporte de elementos nutricionais associada ao aumento da velocidade mitótica. provocando a reabsorção de exsudatos e favorecendo a eliminação de substâncias alógenas. por si só. Esta ação.estímulo à microcirculação. o que desencadeia uma série de fenômenos proporcionando congestão que. também favorecem a analgesia. mantendo o potencial de membrana e evitando que a mesma despolarize.incremento à produção de ATP. . direta ou indiretamente. o estímulo à cicatrização mostra-se eficiente.5 mseg. por exemplo. a grosso modo. como. Os pulsados emitem energia com pulsos variáveis (long ou short pulses) e intervalos também variáveis.

Os principais cromóforos da pele são a oxiemoglobina e a melanina. (1983). o comprimento de onda específico de uma laser a ser utilizado deverá ser absorvido pelos cromóforos específicos no tecido. verde e ultravioleta. As características da pele ou tecido alvo tratado também são de grande importância. O mesmo acontece com lesões ricas em pigmento melânico[9] Outro ponto a ser ressaltado é o conceito de fototermólise seletiva. podendo alcançar elevadas potências de emissão. seja pulsada. b) Alexandrite Possui comprimento de onda de 755 nm. Assim. A hemoglobina pelo contrário. evitando “competição” com outros cromóforos presentes. A água. num objeto vermelho. Quando maior o comprimento de onda da luz visível. Tendo em vista que a pele sobre a qual incide o laser é rica em diferentes pigmentos e cromóforos. maior a penetração no tecido. sendo pulsado e com duração de pulso de 10 nseg. Introduzido por Anderson e Parrish. próximo à luz infravermelha do espectro. O grau de absorção de um laser determinado depende em grande parte da concentração presente de seu cromóforo específico[2]. tornando-se alvo para a luz do laser absorvida por esse pigmento. Em geral. A pele contém diferentes pigmentos ou cromóforos com diferentes espectros de absorção. e são absorvidas todas as demais[2]. A forma de liberação de energia. 8].. e como tal cumpre o fenômeno descrito: o laser de cor verde será especialmente absorvido pela hemoglobina vermelha do sangue[2]. e suficiente longo para atingir camadas mais profundas da pele[3]. Cada cromóforo mostra uma faixa de absorção característica para certos comprimentos de onda. É usado em oftalmologia. postula que a absorção tecidual seletiva por um tipo de luz acarreta a destruição seletiva desse mesmo tecido (em outras palavras. Classificação do tipo de laser segundo a substância ativa geradora da radiação 1) Laser sólido a) Neodimio-YAG Emite radiação na faixa do infravermelho com comprimento de onda de 1064 nm. uma lesão cutânea pode ser tratada com um tipo de comprimento de onda que corresponda ao pico de absorção do cromóforo contido nessa lesão. influi no tipo de resposta tecidual. Seu pulso dura cerca de 100 nseg. podemos ver esta cor porque quando sobre ele incide a luz as ondas vermelhas são refletidas. Assim: ultravioleta<azul<verde<amarelo<vermelho<infravermelho[3]. contínua ou pseudocontínua. preto e verde[2. O coeficiente de absorção dos principais pigmentos se mostram da seguinte maneira: A melanina (presente na epiderme e folículo piloso) absorve radiações com comprimento de onda inferior a 1200 nm de uma forma relativamente uniforme. o comprimento deve ser o mais próximo do pico de absorção do cromóforo a ser irradiado. Assim.95 Dependendo do tipo de laser temos alterações clínicas e histológicas específicas peculiares no tecido alvo. e que pode alcançar elevadas potências de irradiação. azul. há destruição seletiva do tecido alvo a partir da absorção de um tipo de luz). A cor de qualquer coisa depende das radiações eletromagnéticas que refletem quando sobre ela incide a luz. não absorve em absoluto radiações com comprimento de onda inferior a 1000 nm[2]. O laser é um raio de luz. 3. é este um conceito amplamente difundido para justificar a utilização de certos lasers em dermatologia e processos de fisioterapia dermato-funcional[2]. Lesões vasculares contém pigmento de oxiemoglobina. Por fim. O conceito de cromóforo deve ser exposto e designa um grupo de átomos que confere cor a uma substância e absorve um comprimento de onda específico. tem faixas fortes de absorção nas cores amarelo. e seu longo comprimento . em tratamentos endoscópicos e para obter efeitos fototérmicos no tratamento de lesões cutâneas pigmentadas e tatuagens de cor azul. para coagulação de tecido vascular.

8 nm ou 6328 A. Essa câmara possui espelhos que refletem os fótons e mantêm a estimulação da mescla gasosa. e apresenta efeitos fundamentalmente bioestimulantes e tróficos[2]. Para que possam retornar à órbita original necessitam perder a energia recebida. telangiectasias. vários autores consideram o FPDL o tratamento de eleição[3]. Desse modo promovem choques entre átomos de hélio e neon. portanto luz amarela[8. como o laser de HeNe. o que se dá pela emissão de fótons. Cerca de 5 a 38 % evolui com distúrbios de cicatrização. e atua na faixa de 2940 nm. A partir dessa energia. elétrons dos átomos de neon saltam para órbitas mais distantes do núcleo. d) Érbio É pulsado. c) Flashlamp pumped pulsed dye laser O FPDL é um laser pulsado. a penetração é cerca de 1. Atua no comprimento de onda 585. 2) Laser gasoso Neste grupo deve-se estabelecer uma diferenciação entre os gases neutros. na faixa do vermelho. Um dos espelhos é semitransparente permitindo que parte dos fótons gerados atravessem o espelho. porém pouco absorvido pela hemoglobina. A principal indicação é o tratamento do fotoenvelhecimento cutâneo 2. no espectro invisível. com duração de pulso de 350 microseg.. Essa corrente elétrica faz com que os elétrons das moléculas do hélio saltem para órbitas mais distantes do núcleo. a) Hélio-Neônio (HeNe) Possui um comprimento de onda de 632. o que confere ao mesmo a cor vermelha. Em 585 nm. e 20% com hipopigmentação definitiva [11]. . transferindo energia para o neon. com comprimento de onda de 632. As principais indicações são: a) lesões vasculares: manchas vinho do porto. e cinza e lesões pigmentadas benignas e ultimamente em tratamentos de depilação[2. É um aparelho contínuo e com penetração de 1 a 2 mm na pele. a absorção pela oxiemoglobina e diminui a destruição da melanina[8]. Essa câmara é que promove a efetiva ampliação da luz.. 3]. o que melhora. 590. o excesso de calor gerado pelas altas fluências necessárias à penetração na pele leva à necrose de estruturas vasculares e não vasculares na derme papilar. como o laser de Argônio. Comparado ao laser de CO2 apresenta coeficiente de absorção cerca de 20 vezes superior. Sua principal vantagem é que é bem absorvido por pigmentos. b) Argônio Possui comprimento de onda entre 485 e 515 nm (488-514 nm). Os principais cromóforos que absorvem o laser de argônio são a oxiemoglobina e a melanina. que podemos observar.8 nm. como o laser de CO2. Particularmente para as manchas vinho do porto. os gases ionizados. Ele promove excelente tratamento para ablação tecidual leve com menor eritema no pós-operatório[3]. obtendo-se então o feixe de raio laser. o que corresponde a cor verdeazul. nevo rubi. A esse mecanismo chamamos “Câmara de Ressonância Óptica”. verde. havendo menor dissipação de energia A penetração é 20 vezes menor do que a do laser de CO2. granuloma piogênico. 595 e 600 nm. e os gases moleculares. preto.96 de onda permite grande penetração na pele.2 nm. É obtido a partir da estimulação de uma mescla de gases (hélio e neônio na proporção de 9:1) e possibilita uma radiação visível. Associadamente. Uma câmara que contém a mistura gasosa é atravessada por uma corrente elétrica contínua.9]. O resultado final pode apresentar destruição térmica difusa e não específica da pele. É aplicado fundamentalmente na eliminação de tatuagens de pigmentos azul.

concentra-se alta energia em pequena área. Em 511 nm. emite luz verde. hiperpigmentação pós inflamatória[8. nevo rubi. Utilizando-o com lentes divergentes se consegue aumentar a superfície de irradiação diminuindo sua densidade de potência[2]. escapam do mesmo na forma da radiação laser. pois o resultado da reação proporcionará falta de elétrons. efélides. Não há um cromóforo específico que absorva o laser. e tratamentos endoscópicos[2]. Uma corrente elétrica contínua aplicada a este diodo proporcionará a combinação dos elétrons em excesso em um dos lados aos “vazios” existentes no outro lado. lesões pré-malignas (papulose bowenóide. 12].[8]. etc. queratose actínica. para tratamento de lesões vasculares[3]. tratamentos oftalmológicos. É o típico laser de corte e cirurgia. podendo ser contínuo ou pulsado. 12]. o que conferirá ao mesmo características elétricas negativas. formado por cristais de arsenieto de gálio. porém como potência média se obtém um laser de baixa potência[2]. No modo desfocado. . sem destruição de estruturas mais profundas[8. granuloma piogênico. No modo focado. de forma contínua[2]. d) Cobre O laser de cobre (vapor ou brometo de cobre) opera em duas faixas do espectro fotométrico: 511 e 578 nm. b) Arsenieto de gálio-alumínio (AsGaAl) Emite radiação infravermelha com comprimento de onda de 830 nm. portanto. condiloma acuminado. havendo corte do tecido. As principais indicações são: a) lesões vasculares: manchas vinho do porto. absorção não seletiva da luz pela água intra e extracelular. ocorrendo. faixa do infravermelho. e por isso também é chamado de laser semicondutor ou laser diódico. em 578 nm. angioma. e. Apresenta-se como útil instrumento para destruir lesões dermatológicas superficiais e coloridas. Após o tecido ter sido irradiado. em forma pulsada de maneira que cada pulso alcança potências de grande densidade energética (W). emite luz amarela. ocorre necrose de coagulação da epiderme e derme[12]. 11]. Ao segundo cristal será adicionado zinco. O laser As-Ga é uma radiação obtida a partir da estimulação de um diodo semicondutor.97 As principais indicações são: a) lesões vasculares: manchas vinho do porto. queilite actínica) e cirurgia de unha “encravada” [8. e desfocao quando afastado. tumores benignos da pele. e b) lesões pigmentares: lentigo. Unindo-se os dois cristais formar-se-á um diodo. ocorre vaporização do tecido. melasma. c) CO2 É um dos mais utilizados na medicina estética. queratose seborréica. telangiectasias de calibre maior. As principais indicações são cirurgia a laser onde se deseja evitar qualquer sangramento cutâneo. Considere dois cristais de arsenieto de gálio. Adicionando-se telúrio a um deles. eliminação de lesões hiperpigmentadas superficiais. pois da reação resultará um número excessivo de elétrons. Destas combinações nascem certas quantidades de energia que. estaremos conferindo ao mesmo características elétricas positivas. nevo azul. Capaz de emitir elevadas potências de radiação com um comprimento de onda de 10600 nm. queratose seborréica. Diz-se que o laser está focado quando a caneta do laser está próxima da pele. b) lesões pigmentares benignas: lentigo simples. hemangiomas. sendo usado para o tratamento de lesões pigmentadas. malformações vasculares outras. 3) Laser diodo ou semicondutor a) Arsenieto de gálio (AsGa) Emite radiação infravermelha com comprimento de onda de 904 nm. manchas café. angioqueratoma. verrugas virais. telangiectasias. amplificadas pelas extremidades polidas do diodo. entretanto se for emitido de forma pulsada tem seu uso expandido para aplicações cutâneas como técnicas de resurfacing.

Recentemente foram lançados no mercado nacional os de Alumínio-Gálio-Indio-Fósforo (AlCaInP) e Arsenieto-Gálio-Alumínio (AsGaAl). à maneira de um pincel. . a caneta aplicadora. ao contrário do laser As-Ga. segundo a tabela abaixo.98 c) Índio-Gálio-Alumínio-Fórforo (InGaAlP) Emite radiação com comprimento de onda de 670 nm. comparativamente ao laser As-Ga.0 nm Contínua Pulsada Contínua Contínua FEIXE Visível (vermelho) Invisível Visível (vermelho) Invisível POTÊNCIA DE PICO 2 a 10 mW 15 a 30 W 15 a 30 mW 30 mW Fonte: Guirro & Guirro (2002) Técnica de aplicação do Laser Hélio-Neônio (He-Ne) A emissão desse tipo de laser se dá de maneira contínua. os quais possuem características específicas.: Existe tipos de aparelhos de HeNe que emitem radiação de forma pulsada. 49] A radiação laser obtida através da mescla de gases hélio e neônio se tem mostrado com grande poder terapêutico tanto em lesões tidas como superficiais como em lesões profundas. fazendo com que o ponto iluminado “varra” toda uma região. como é o caso de lesões dermatológicas. Possui barras de múltiplos diodos. na faixa do vermelho. o laser He-Ne permite um maior número de formas de aplicação quando comparado ao laser As-Ga.0 nm 830. bem como a sua utilização. São elas: . apresenta potencial terapêutico mais destacado em lesões superficiais. Obs. permitem tratar superfícies de maior dimensão. que dão um aspecto "divergente" à radiação emitida. a qual é muito superior ao do HeNe (2mW) ou mesmo do AsGa. estéticas ou em processo de cicatrização. Porém. Normalmente são necessários vários pontos para que toda área a ser tratada seja irradiada. LASERS USADOS EM FISIOTERAPIA: TIPOS DE LASER HeNe AsGa AlGaInP AsGaAl COMPRIMENTO FORMA DE ONDA DE ONDA 632. . e seu menor tamanho[2]. Formas de aplicação[50] Por ser visível.Aplicação por varredura: Consiste na aplicação onde se movimenta. cada ponto se distancia 1 cm do outro. Uma das vantagens dos equipamentos de AlGaInP e os de AsGaAl está fundamentada na potência média emitida (30 mW. já que não há necessidade de fibra óptica. Os equipamentos mais utilizados na prática fisloterapêutica até o momento são os de HélioNeônio (HeNe) e Arsenieto de Gálio (AsGa).8 nm 904. o qual facilita o projeto do aparelho. Várias empresas fabricantes de laser de baixa potência já lançaram novos equipamentos com potência média de 30 mW no mercado nacional[1]. onde a emissão ocorre em regime pulsado (pacotes de energia). A vantagem deste tipo de laser é seu maior rendimento e eficiência elétrica.[12. Normalmente. cabe ressaltar que.0 nm 670. A outra vantagem é decorrente do fato do material gerador (sernicondutores) estar na forma de um diodo. em relação ao de HeNe.Aplicação por pontos: Consiste na irradiação de um determinado ponto sobre o corpo do paciente.

com este tipo de laser. a conexão de lentes divergentes na saída da ampola de gás. isto torna a aplicação mais segura. na medida em que se afaste a caneta aplicadora da superfície do paciente. DOSIMETRIA Em fisioterapia dermato-funcional é fundamental o uso dos lasers vermelhos e classicamente o de He Ne. Contudo. A distância ideal de um ponto a outro é de 1 cm e não deve passar de 5 cm[2]. Pois a técnica de contato possibilita que o operador ao pressionar a caneta de tratamento nos tecidos possa tratar com mais eficiência as lesões situadas mais profundamente. etc.5 a 1 cm da superfície de tratamento. [12] OBS 2: Entretanto há situações em que a laserterapia não pode ser aplicada pela técnica de contato. o spot formado pela radiação laser He-Ne aumente. estas situações são. muscular. de acordo com a qualidade do material utilizado na lente. assegurando um aumento na eficácia do tratamento. Com ele se realizam aplicações puntuais sobre a estrutura a tratar. Atualmente. ambos os tipos de laser apresentam potencial terapêutico elevado em lesões superficiais e profundas. Se a caneta for utilizada afastada da pele deve distar. nem mesmo ter a idéia da dispersão que o afastamento da caneta aplicadora apresenta quando de uma aplicação em varredura. No entanto. mas como não é possível ver a dimensão da zona que se está irradiando. como a fibra ótica. O fato de não ser visível limita o laser As-Ga no que se refere às formas de aplicação. a principal razão da chamada técnica de contato é a maximização da irradiância ou da densidade de potência no interior do tecido alvo. que é utilizada para minimizar o inconveniente de se manusear a ampola de gás[45. a dose mais habitualmente empregada se situa entre 10 e 20 J/cm2. comparativamente ao laser He-Ne. [45. etc. Quando se tratam processos agudos pode-se chegar a realizar . já que se atua sobre estruturas superficiais e geralmente o efeito desejado é o efeito trófico (cicatrizes. Técnica de aplicação do Laser de Arsenieto de Gálio (As-Ga) Como já foi dito sobre a utilização do laser He-Ne. se utilize apenas a aplicação por pontos encostando a caneta aplicadora na pele do paciente pois ao afastarmos a caneta o feixe de laser abre-se em forma de leque perdendo-se concentração energética. a “cabeça” ou sonda de tratamento deve ser aplicada com uma firme pressão na área do tecido a ser tratado. para viabilizar aplicações zonais. estrias. levando-se em conta que quando se busca um efeito trófico se empregam doses altas. Não que aplicações por zona ou mesmo em varredura sejam contra-indicadas. do tipo articular. principalmente os casos em que a aplicação seria dolorosa demais.99 OBS 1: Em geral e sempre que possível. o laser As-Ga apresenta potencial terapêutico destacado em lesões profundas. Ocorrem perdas de potência que variam entre 5 e 10%.). 50] O uso de lentes divergentes possibilita que. tonificação cutânea. que se destaca em lesões superficiais. Porém. Quanto mais afastado estiver um ponto do outro. e o efeito antiinflamatório se obtém com dose mais baixas. ou em que há necessidade de uma técnica asséptica. [50] Além das lentes divergentes pode ser usado outro acessório. e sua incidência ser [12] perpendicular. pois reduz a possibilidade de visualização acidental. 50]. sua utilização é pouco praticada em virtude de existir intensa atenuação da potência e a qualidade das fibras comercializadas no Brasil e baixa. maior densidade energética (dose) deverá ser empregada. rugas. aproximadamente cerca de 0. OBS 3: Nos equipamentos geradores de laser He-Ne de emissão direta utiliza-se. é aconselhável que. Tal fato viabiliza a aplicação por zona em equipamentos de emissão direta.

. Sugerem a seguinte tabela: Ação antinflamatória .. este deve observar algumas peculiaridades: a) Parâmetro relacionado à evolução da enfermidade ..doses menores que a dose padrão ...1 a 3 J/cm2 Ação circulatória . por exemplo).. 2 a 4 J/cm2 Ação regenerativa ... Guirro & Guirro (2002) mencionaram que alguns autores preconizam que a densidade de energia a ser depositada deve situar-se entre 1 a 6 J/cm2. Se aplicarmos sobre a pele pomadas....Menor espessura ..Casos crônicos . uma linha de conduta no tocante a parâmetros dosimétricos que giram em torno de um dose padrão. e que em processos crônicos se espaçam as aplicações e se utilizam doses mais altas[2].doses maiores que a dose padrão b) Parâmetro relacionado à idade .Idosos .doses maiores que a dose padrão ..... líquidos ou simplesmente não eliminarmos sua própria secreção sebácea.Atletas .Hidratados e nutridos . seguindo a dose padrão..doses maiores que a dose padrão Ao incidir um feixe de luz em qualquer superfície.......doses maiores que a dose padrão d) Parâmetro relacionado ao condicionamento físico .doses menores que a dose padrão ..3 a 6 J/ cm2 Existe atualmente..doses menores que a dose padrão .doses maiores que a dose c) Parâmetro relacionado à nutrição e hidratação .....doses menores que a dose padrão .....Jovens/crianças a partir de 12 anos . 1 a 3 J/cm2 Ação antálgica ......100 tratamentos diários (cicatrização de uma ferida. é produzido necessariamente um processo de reflexão que será variável segundo seu ângulo de incidência e o estado da superfície em que este incide..Sedentários .doses menores que a dose padrão ......Maior espessura . todos estes elementos formarão uma barreira que irá incrementar a reflexão de qualquer feixe luminoso acima de seu nível normal. . que refere-se a 3 a 4 J/cm2.. E para que o profissional possa utilizar a dose ideal no paciente.Indivíduo claro ..doses maiores que a dose padrão e) Parâmetro relacionado à gordura ...Desidratados e desnutridos .Indivíduo escuro ..Casos agudos ....doses menores que a dose padrão f) Parâmetro relacionado à melanina .. A eliminação da secreção sebácea assim como a incidência perpendicular da irradiação aumentam a quantidade de energia absorvida[1].....

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TERAPÊUTICA Fórmula para Cálculo de Tempo de Aplicação[50] Para conhecer o tempo de aplicação necessário para uma certa dose de radiação laser, o fisioterapeuta deverá: 1- Saber qual dose (J/cm2) deseja aplicar 2- Conhecer a potência de emissão utilizada (fornecida) 3- Conhecer o tamanho da área a ser irradiada. A potência de emissão é uma informação normalmente fornecida pelo fabricante do aparelho emissor. Quando a área a ser tratada é de apenas um ponto, como a área da ponta da caneta aplicadora, que também é informada pelo fabricante, elimina-se a terceira dúvida: conhecer o tamanho da área a ser irradiada. Já quando a área a ser tratada é uma região maior que um ponto (zona ou varredura), esta área deve ser calculada. Calculando o Tempo de Aplicação Conhecendo os três pontos já citados, basta aplicar a fórmula abaixo para conhecer o tempo de aplicação necessário: T (s) = Dose desejada (J/ cm2) x Área (cm2) Potência (w) Apêndice Matemático/Exemplos Para facilitar a dinâmica que envolve o cálculo de tempo de aplicação, apresenta-se a seguir alguns itens relativos ás unidades de medidas e conversões, e também alguns exemplos de cálculo de tempo de aplicação. Unidades de Medida - Potência: Sempre medida em watts - Área Sempre medida em cm2 Conversões - 1 mw = 0,001 w - 1 mm = 0,1 cm Fórmulas Na técnica de varredura normalmente utiliza-se as fórmulas para cálculo da área de um retângulo ou quadrado: Base (b) x Altura (h) (varredura) INDICAÇÕES LASER DE BAIXA POTÊNCIA EM FISIOTERAPIA DERMATOFUNCIONAL a) Envelhecimento cutâneo e rugas Os resultados obtidos com a laserterapia, para o tratamento das rugas, não pode ser comparado com os resultados das cirurgias plástico-estéticas. A ação do laser se dá em nível celular, promovendo

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o crescimento do colágeno, com o qual se consegue restituir a tensão da pele, obtendo-se interessantes melhoras da expressão facial em pacientes com idades compreendidas entre os 30 e 50 anos, com sinais de envelhecimento da pele[4]. Não se deve irradiar a zona compreendida nos limites ósseos da cavidade ocular, e tampouco sobre a pálpebra. Fica também proibida a irradiação sobre as rugas do pescoço, correndo-se o risco de hiperativar a glândula tireóide[1]. b) Acne O laser produz muitos efeitos interessantes na acne em fase comedoniana, inflamatória ou cicatricial (antiinflamatório, analgésico, e cicatrizante). Quando se trata de uma acne infecciosa, o laser deve ser acompanhado de uma cobertura antibiótica adequada[2]. c) Pós depilação elétrica Por seu poder de regeneração celular (reepitelização), acelerador do metabolismo celular, antiedematoso, antiinflamatório e analgésico, se obtém excelentes resultados de normalização e cicatrização do tecido[2]. d) Celulite O laser de baixa potência produz um estímulo da microcirculação, e favorece a reabsorção do edema, tem uma ação analgésica e melhora o trofismo e cicatrização do tecido[2]. e) Flacidez tegumentar Pelo seu efeito biológico sobre a reconstrução do tecido conectivo (fibras elásticas e colágeno), pelo aumento da regeneração celular que produz (reepitelização), pelo seu efeito acelerador do metabolismo celular estimula a produção de novas fibras elásticas e colágenas, e pelo seu efeito geral biorregulador, será de máxima utilidade no tratamento da flacidez[2].. f) Estrias Os melhores resultados do tratamento das estrias se obtêm com a combinação farmacológica ou aplicações tópicas, como ocorre na maioria dos tratamentos dermoestéticos, não sendo tão brilhantes quando se utiliza exclusivamente o laser. Os melhores resultados encontrados no tratamento das estrias estão por volta de 50% de recuperação. Esta ação do laser é exercida em nível celular, aumentando o número de fibras de colágeno e conseqüentemente a tensão epidérmica, melhorando consideravelmente o aspecto da pele[5]. O tratamento com laser é mais efetivo quando aplicado imediatamente após o aparecimento da estria, conseguindo revitalizar a pele e suavizar a coloração da estria. Do contrário, só se logrará melhorar ligeiramente seu aspecto[2, 5]. Observa-se uma melhora da atividade metabólica do tecido, e consequentemente uma maior lentidão no seu estabelecimento[1]. Foram demonstrados resultados efetivos na aparência de estrias utilizando laser pulsado com comprimento de onda de 585 nm[6]. A prática mostra que para se observar os primeiros resultados da terapia laser em estrias, é necessário um número elevado de aplicações[1]. g) Cicatrizes pós-traumáticas e pós cirúrgicas Quanto mais recente for o processo, melhor o resultado. Em cicatrizes cirúrgicas o tratamento pode iniciar-se imediatamente depois de finalizar a intervenção, em cujo caso os resultados podem chegar a fazer com que a cicatriz regrida imperceptivelmente[2]. A utilização de um outro tipo de laser vem em função da patologia a tratar. Assim, quando se tratam processos profundos que cursam com inflamação e com dor se utiliza fundamentalmente o laser infravermelho tendo em vista que sua capacidade de penetração é maior, e que a prática tem

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demostrado que seus efeitos são fundamentalmente antiinflamatórios e analgésicos. Pelo contrário, quando se tratam processos superficiais e se busca um estímulo trófico se usam fundamentalmente os lasers vermelhos já que sua ação é mais superficial e produz efeitos demostrados de estimulação do metabolismo e do trofismo dos tecidos[2]. A ação do laser no reparo tecidual se deve: a um aumento na tensão de ruptura de cicatrizes, maior velocidade de cicatrização, modificação da motricidade do sistema linfático, possibilidade de angiogênese e resultados animadores em cicatrizes eritematosas, hipertróficas e pigmentadas[1]. O laser de HeNe atua no processo de orientação das fibras de colágeno, provavelmente por ação nos fibroblastos, que se depositam ao longo da região em processo de reparo[7]. CONTRA-INDICAÇÕES ABSOLUTAS - Irradiação sobre massas neoplásicas ou paciente portadores de neoplasias, e carcinoma - Irradiação direta sobre a retina - “Irradiação sobre focos de infecção bacteriana” - Áreas de hemorragia

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é a parte plana da espátula que realiza uma micropercussão cutânea proporcionando uma micromassagem cutânea. Este método esfoliante. Esta aplicação se complementa com o uso de um cosmético desincrustante que. as células mortas. pois apresenta um ângulo aberto no centro a fim de que ao inverter-se sua posição. se conseguem os efeitos de uma limpeza cutânea em profundidade. ajudado pelo movimento mecânico da microvibração. a absorção por parte da pele se vê favorecida.Aplicando a parte plana a espátula: Ao inverter a posição. CONCEITO É uma técnica que se baseia na utilização de uma vibração mecânica de muita pequena amplitude e alta frequência que se aplica sobre a superfície da pele mediante uma espátula metálica AÇÃO Sua ação principal consiste na eliminação de células mortas da superfície cutânea mediante um sistema de vibração mecânica de uma espátula que se contacta diretamente com a superfície da pele a uma elevada frequência. Se associarmos ao peeling ultra-sônico a eliminação de sebo mediante a desincrustação. de natureza fundamentalmente mecânica. PROPRIEDADES A espátula que se utiliza não é plana.Aplicando a ponta da espátula: o movimento vibratório ocorre de tal maneira que ao tocar a ponta da espátula na pele as partículas semidesprendidas da superfície cutânea chegam a saltar. A micropercussão proporciona uma micromassagem e uma ligeira elevação da temperatura na qual se conseguem efeitos sedantes das terminações nervosas e melhora da circulação sanguínea periférica. consegue “saponificar” o sebo incrustado no poro. desta forma. . Esta forma de aplicação se realiza geralmente após a técnica anterior. EFEITOS FISIOLÓGICOS Ao eliminar as capas superficiais da epiderme se estimula a renovação do tecido cutâneo. é menos agressivo para a pele que outros de tipo químico a base de cosméticos específicos. Se for usado um cosmético de bom fator de penetração.105 Também chamada de Microvibração de Alta Frequencia. se pode aplicar comodamente pela ponta ou pela parte plana respectivamente onde se consegue dois efeitos básicos diferentes: 1. Mediante a eliminação das células mortas da superfície da pele se conseguem efeitos revitalizantes aos que se acrescenta à melhora nos processos de intercâmbio e oxigenação da pele. eliminando. Seguidamente se elimina o “sabão” assim formado e o resto de partículas pela mesma vibração de alta frequencia na ponta da espátula. 2.

Antes do tratamento deve-se realizar uma limpeza da superfície da pele. com cosméticos apropriados. A corrente galvânica também pode ser utilizada no processo de desincruste. que se transforma a corrente elétrica que chega. . porém o mais efetivo é a combinação de ambas as técnicas e incluindo outros tratamentos estéticos. TECNICA DE APLICAÇÃO A aplicação pode ocorrer independentemente pelo bordo ou pela parte plana da espátula. A espátula de aplicação está inserida em um aplicador que se adapta na mão do terapeuta com a finalidade de facilitar a aplicação. interior dos braços e coxas.Levar em conta a sensibilidade cutânea das diferentes pessoas tratadas . Com isso se consegue que os efeitos do microvibrador se somem aos da iontoforese. . a espátula atuará como um eletrodo. CUIDADOS E PRECAUÇÕES .Deve-se acomodar a cliente adequadamente e retirar os objetos metálicos da região a tratar caso haja utilização da corrente galvânica. . de polo positivo ou negativo. em vibração mecânica que se transmite para a espátula. Pode ser utilizado sobre toda a área do rosto nos tratamentos faciais e em zonas hiperqueratosicas do resto do corpo. HIGIENE E LIMPEZA . Neste caso é necessário um eletrodo dispersivo que se conectará à cliente em uma superfície da pele próxima à de tratamento. Em seu interior se encontra o dispositivo gerador da microvibração de alta frequencia.Evitar pressões muito fortes que podem lesionar o sistema natural de proteção cutânea. Na maior parte dos equipamentos existe um gerador de corrente galvânica que se aplica através da mesma espátula vibradora. hiperqueratósicas e seborreicas. Peculiaridades da técnica de aplicação: . seios e próximo de boca e olhos.Vigiar a resposta da pele ao longo do tratamento .Constatar que a cliente a tratar não apresenta nenhuma contra-indicação . onde a penetração de cosméticos de natureza eletrolítica na fase da aplicação da espátula plana se vê acentuada. segundo seu programa em função do tipo de cosmético usado. EQUIPAMENTO Os equipamentos estão formados por uma estrutura central de onde se pode programar a frequencia do movimento e o tempo de duração do tratamento.106 INDICAÇÕES Peles desvitalizadas. realizando uma lavagem com sabão desinfetante e posteriormente introduzir em uma solução germicida apropriada. desmontar a espátula do aplicador sobre a qual está inserida. para realização de limpezas profundas da pele onde está contra-indicado o uso de produtos químicos esfoliantes. se for preciso.Depois de cada aplicação. Se o equipamento estiver associado a um sistema de corrente galvânica. desmaquiando.Deve-se tomar cuidado com zonas da pele sensíveis como o pescoço.

Videocinco .L. CONTRA INDICAÇÕES Feridas e lesões da pele Dermatites de qualquer tipo Varizes. J. Se o cosmético tiver caráter iônico poder-se-á associar a corrente galvânica através da espátula. Este seria procedimento de regeneração.Pode-se aplicar em seguida. em seguida aplicando a vibração mecânica mediante o bordo da espátula. Para esta aplicação deve-se colocar a espátula com a cavidade para baixo. Quando a pele estiver seca é necessário voltar a pulverizar a substância desincrustante. Este seria um procedimento de limpeza.pp.Miedes.L.1999 .Pode-se pulverizar sobre a superfície da pele uma solução desincrustante. 149-153 . . um cosmético de efeitos tróficos e revitalizantes sobre a superfície da pele.107 .. formando um ângulo de 45° aproximadamente com a superfície da pele. varicosidades e telangiectasias Inflamações agudas Tromboses e tromboflebites Linfangites REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 1. Neste caso.ELECTROESTÉTICA . deve-se inverter a espátula procedendo a aplicação com sua parte plana.Ed.Madrid .

Guirro & Guirro. Kobi & Denegar. de metal ou de borracha em diferentes tamanhos. assim como na Lei de Laplace. Esta lei afirma que a pressão exercida em uma região é inversamente proporcional ao raio naquele ponto. 2002. consistem em aplicadores que podem ser de cristal. Porém a compressão pneumática dinâmica utilizada é conhecida como seqüencial. A compressão estática não é mais empregada. Nos equipamentos unicompartimentais a pressão aplicada é uniforme na câmara. Tratando-se da aplicação em membros inferiores. pode-se denominar os equipamentos de unicompartimentais ou equipamentos multicompartimentais (Guirro & Guirro. TÉCNICA DE APLICAÇÃO Foram citados três parâmetros para ajuste de grande parte dos aparelhos de compressão pneumática intermitente: a pressão de insuflação. com o propósito de estímulo circulatório. Prentice. PROPRIEDADES Segundo Zaragoza & Rodrigo (1995) existem dois tipos de pressoterapia. As unidades de pressão positiva se utilizam de um compressor que introduz ar em aplicadores especiais.108 CONCEITO É um recurso terapêutico que se utiliza de aparelhos para a aplicação de uma pressão mecânica sobre os membros inferiores. Estas unidades podem controlar o ritmo de desempenho e o poder de aspiração (Zaragoza & Rodrigo (1995). o qual irá depender da área a ser tratada. que são a de pressão negativa e a de pressão positiva. Qualquer pressão que seja superior à pressão capilar arterial de aproximadamente 30 mm/Hg pode estimular a reabsorção do edema e o movimento linfático. As unidades de pressão negativa. conectando-se ao tubo de aspiração-compressão que se une ao mecanismo que produz vácuo. 1983). ou em forma de ventosa. em virtude das altas e constantes pressões (externas) a que o membro afetado é submetido podendo promover o colapso nos vasos linfáticos residuais e ainda prejudicar o sistema venoso. e o tempo total de tratamento. uma pressão próxima da pressão sangüínea diastólica juntamente com o conforto do paciente são necessários para chegar-se a uma pressão terapêutica. o gradiente de pressão será maior no tornozelo diminuindo de maneira gradativa até a coxa que alcança maior diâmetro (Guirro & Guirro. . 2002). mas a pressão exercida no membro se diferencia conforme o diâmetro local da área a ser tratada. Zaragoza & Rodrigo (1995). Starkey. porém o valor da pressão sangüínea diastólica deveria ser a pressão máxima. seqüência de tempo ligado/desligado. abdome e membros superiores para estimular o retorno venoso e linfático (Miedes. Evans. Pode-se citar dentro desta. nas botas ou nas luvas. 1999. a compressão pneumática estática e a compressão pneumática dinâmica e intermitente (Miedes. De acordo com alguns protocolos de tratamento. pois sendo mais elevada poderia fechar o fluxo sanguíneo arterial com uma resposta tecidual incômoda (Airaksinen. 2002). 2002. O que ocorre nestes equipamentos é que o gradiente de pressão se estabelece da porção distal para a proximal. De acordo com o número de compartimentos ou câmaras com regulagens individuais da pressão. 2001). 1989. para braços (“luvas”) e pernas (“botas”). 1999. 1980.

as sensações esperadas e a duração do tratamento. 80 mm/Hg para o compartimento da perna e 60 mm/Hg para o compartimento da coxa).. e apos decorridos mais vinte segundos o mesmo ocorre na célula proximal. Klein et al.. Rucinski et al. na maioria dos casos 10 a 30 minutos parecem apropriados. 2002). Entretanto. 2001. 1987. valor médio 100 mm/Hg para o compartimento do pé. 1990. Inicialmente a célula (compartimento) distal é pressurizada prosseguindo este ciclo durante 90 segundos. Para o favorecimento da entrada de líquido no interior do sistema venolinfático. Quillen & Rouiller. Soriano et al. 5) Inspecionar a pele do paciente. 2002. E quanto ao tempo total de tratamento.. De acordo com Guirro & Guirro (2002) se o equipamento possuir regulagem individual em cada compartimento. é necessário exercer uma pressão de 40 mm/Hg. Nos equipamentos multicompartimentais há divisão de compartimentos que são confeccionados sobrepostos para evitar garrote entre uma câmara e outra. 2000 ). 4) Informar ao paciente sobre a técnica que será desenvolvida com o mesmo. deve ser considerada a média entre a pressão sistólica e diastólica do paciente para determinar a pressão do seguimento distal e ajustar cada compartimento com um decréscimo de 20 mm/Hg (por exemplo. 1982. Alguns protocolos utilizam uma seqüência de 30 segundos ligado por 30 segundos desligado. . Ainda há protocolos que fazem a relação 4 minutos ligados para 1 minuto desligado. Alguns autores (Starkey. sendo no mínimo três compartimentos que enchem separadamente podendo ou não ter regulagem individual. há muitas variações. são necessários 30 segundos para o retorno de todas as células para 0 (zero) de pressão e então repete-se o ciclo. Estes ainda relatam que as pressões terapêuticas variam de acordo com o local de aplicação. 1994) mencionaram que antes de iniciar o tratamento de compressão pneumática deve-se tomar alguns cuidados como: 1) Assegurar-se de que o paciente não apresente nenhuma contra-indicação. Ao final do período inicial. tentando imitar os movimentos da massagem manual para remoção de edema (Kim-Sing & Basco. A pressão intermitente também pode ser encontrada nestes aparelhos com múltiplos compartimentos que inflam de distal para proximal reduzindo gradualmente em cada compartimento. Prentice. 2002. A pressão intermitente pode ser ajustada nos equipamentos unicompartimentais com ciclos de compressão/descompressão que podem variar na duração de 120 segundos de compressão para 60 segundos de descompressão a 180 segundos de compressão para 90 segundos de descompressão (Guirro & Guirro. Fond & Hecox. 1991). a pressão venosa média de 40 mm/Hg e a pressão linfática média de 20 mm/Hg. relatou que quanto a seqüência de tempo ligado/desligado. mencionou que em alguns aparelhos a duração de cada ciclo de pressão é pode ser de120 segundos. Prentice (2002) tratando a unidade de compressão pneumática intermitente com equipamentos multicompartimentais como bombas de compressão linear. 3) Realizar a medida de circunferência da área a ser tratada registrando-a.. outros autores relataram que as pressões terapêuticas aplicadas com este recurso têm como base os valores de pressão normal do sistema circulatório.109 Prentice (2002). sendo a pressão arterial média de 120 mm/Hg . outros protocolos adotam 1 minuto ligado por 2 minutos desligado e existem protocolos que invertem isto com 2 minutos ligado por 1 minuto desligado. Lemley et al. 2) Verificar a pressão arterial do paciente momentos antes do tratamento. de 40 a 60 mm/Hg nos membros superiores e entre 60 e 100 mm/Hg nos membros inferiores. . pressão sistólica 120 mm/Hg e pressão diastólica 80 mm/Hg. Vinte segundos após o início da pressurização distal a célula mediana é insuflada. Utilizando-se uma pressão de 20 mm/Hg favorece-se somente a entrada de líquido no meio linfático (Prentice. Se o edema estiver aumentando de volume ou resistindo ao tratamento pode ser necessário um número maior de aplicações do tratamento por dia (Brewer et al. 1993). 1988.

em pós-cirúrgico estético como lipossucção e lipoesculura para restabelecer a normalidade da área. etc. 7) Como medidas de higiene. 13) Durante o tratamento é necessário que o fisioterapeuta permaneça junto ao paciente certificando-se que este não está experimentando algo desconfortável. . Soriano et al. 2000) comentaram que as unidades de pressão positiva podem ser aplicadas em casos como: Linfedemas e edemas venosos. a pressão de insuflação e determinar o tempo total de tratamento. e reduzir a possibilidade de desenvolver trombose venosa profunda (TVP) no pós-operatório pela inatividade. A compressão pneumática foi utilizada num estudo com o objetivo de avaliar os efeitos agudos da compressão pneumática intermitente (CPI) na região da coxa. pois pacientes em diálise tendem a desenvolver um edema em extremidades e hipotensão. obesidade. 11) Ajustar o tempo de insuflação/desinsuflação ou seqüência de tempo ligado/desligado. se for necessário. 10) Conectar o aparelho à unidade de compressão.Estimula a reabsorção dos líquidos intersticiais e de toxinas retidas. 9) Inserir a área a tratar no compartimento respectivo. úlceras estáticas desenvolvidas com presença de líquido no espaço intersticial por longo tempo. Matzdorff & Green.Com um efeito antálgico e relaxante. na panturrilha. edema traumático ocorrido após lesão de tecidos moles.. de acordo com os tubos de entrada e saída.110 6) Remover objetos como jóias. APLICAÇÕES CLÍNICAS Alguns autores (Lafeber. insuficiência renal.Favorece a circulação de retorno. edemas póscirúrgicos. 1981. Foram utilizados 16 . este método promove a reabsorção dos edemas. . 1992. EFEITOS FISIOLÓGICOS / TERAPÊUTICOS A pressoterapia funciona através de um sistema de ajuste de pressões externas com finalidades terapêuticas proporcionando os seguintes efeitos fisiológicos e terapêuticos (Miedes. pacientes que apresentam claudicação intermitente com o objetivo de aumentar o retorno venoso.Sendo realizado o desbloqueio sobre o território dos linfonodos. 8) Posicionar o paciente em uma posição adequada e confortável à área de tratamento. melhora na drenagem linfática atuando sobre os vasos linfáticos.Aumenta a elasticidade vitalizando os tecidos. amputação de um membro na qual o coto tende a desenvolver uma tumefação pelas posições dependentes. relógios. 2000): . melhora do trofismo e recuperação da elasticidade cutânea. aconselha-se cobrir a área a ser tratada com stockinette (malha tubular) ou material similar. fibroedema gelóide (celuite).. e na coxa e panturrilha juntos em indivíduos normais. como dor ou sensação de formigamento. tanto linfática como venosa. prevenção de varizes. . tomando cuidado para não deixar áreas enrugadas. edema crônico em certos tipos de doenças neurológicas com inabilidade de movimentar um membro. insuficiência arterial. 1999. em indivíduos claudicantes e em indivíduos arteriopatas que foram submetidos a enxerto bypass infra-ingüinal para isquemia de extremidade. . 1992. como em pacientes que desenvolvem linfedema pós-mastectomia. Soriano et al. McCulloch. 12) Solicitar ao paciente que realize exercícios leves de amplitude de movimento durante o ciclo desativado ou desligado.

. 15. FOLDI. Arch Phys Rehab. N. 1994. Surgery. 72-B: 810-815. M. Philadelphia. W. 1988. trombose venosa profunda conhecida (TVP). quadros nos quais a pressão lesaria ainda mais as estruturas como na síndrome de compartimento. 5. Mehreteab. pp. Soriano et al.. J. MIROLO. JONES. Post-mastectomy lymphoedema treatment and measurement. 17 extremidades de claudicantes e 16 extremidades de arteriopatas. R. 30(5): 368-370. Intermittente calf and foot compression increses lower extremity blood flow. R. NC. Ankle compression variability using elastic wrap. GUIRRO. R. A. University of North Carolina. The Med. 14. Weisberg. D. P. AIRAKSINEN. Intermittent pneumatic compression. 1993. J. J. L. W. Effects of intermittent pneumatic compression of the claf and thigh on arterial calf inflow: a study of normals.111 extremidades de indivíduos normais. Tratado de fisiologia médica. editors: Edema. PRENTICE. Appleton & Lang. W. K. 1984. 16. 1990... Unpublished master’s thesis. . permite que a compressão pneumática intermitente torne-se uma opção terapêutica não-invasiva... 6. Train 29(2): 179. 13. and grafted arteriopaths. 1989. COMEROTA. : Physical agents : a comprehensive text for physical athlete. 263 – 298.. GNEPP. KERR. pp. A. Scand J Rebah Med. University of North Carolina. O. D.. BUNCE.. Starkey. edema pulmonar agudo. JBJS. 18. T. P. J.. A. R P. 72: 667-670.Its development and treatment using lymph drainage massage. E. 11. A. 2002. Fisioterapia Dermato-Funcional – Fundamentos.. para indivíduos com baixo fluxo sanguíneo em extremidades. CARRIERE. 1989. neoplasias. elastic wrap with a horse shoe. 1990.R. V. Recursos e Patologias. 1991. COMEROTA. B. 70: 341-344. Department of Surgery. BREWER. 31: 319-323. B. 12. fratura não consolidada. varizes importantes. 1980. Edema . E. 3ª ed. A Comparison of two intermittent external compression devices and their effect on post acute ankle edema. T. & HECOX. HUSMANN. claudicants. D. H. Taylor. M. I. HOOKER.. Aust. transtornos de tensão arterial (Fond & Hecox. Chapel Hill. DUFFLEY. B. pain and edema following intermittent pneumatic compression therapy.. In Hecox. pp. segura com benefícios para a indivíduos com claudicação intermitente e indivíduos submetidos a enxerto bypass infra-ingüinal (Delis et al. B. Manole. Intermittent pneumatic compression therapy in post-traumatic lower limb edema: computed tomography and clinical measurements. NC. Changes in post-traumatic ankle joint mobility. A. GUIRRO. inflamações agudas.. WARD. 9.. 8. Angiology. Conservative treatment of lymphoedema of the limbs. FOND. N. Treatment of post-traumatic edema in lower legs using intermittent pneumatic compression. 172: 130-135. AIRAKSINEN. New York. C. 1994. 1988. 129. J. Ath Train. 1994. insuficiência cardíaca congestiva (ICC). J. 1994. e 1 segundo entre este ciclo no compartimento da panturrilha e o início do ciclo na coxa. C. CONTRA-INDICAÇÕES Deve-se evitar a aplicação da compressão intermitente em quadros recentes de tromboflebite. Raven Press. In Staub. infecções cutâneas. H. J. EZE. Physiotherapy. PRENTICE. PA. Foi relatado também que a escassez de métodos conservadores disponíveis. 1996. Jr. n° 2.. 461 19. 24: 320-323. FOLDI. GARDNER. NICOLAIDES. J. Eemple University School of Medicine. Reduction of post-traumatic swelling and compartment pressure by impulse compression of the foot. Chapel Hill. 9 ed. KIM-SING.. D. DELIS. BIBLIOGRAFIAS 1. E. 2000). . The realling process at the cellular lever: a review. 1985. KNIGHT. 17. BASCO. Ath.. Conn. 2000. CISEK. H. Surg. HENESSY. Lymphatics. C. J. K. 2. N. GUYTON. O. CHESHIRE. 2001). ANGUS. EVANS. 10. 20: 25-28. O. & HALL. 171-180. 188-195. HOOKER. S. VEERAMASUNENI. 1987. Na analysis of cold intermitent compression with simultaneous treatment of electrical stimulation in the reduction of post acute ankle lymphaedema. Norwalk. AIRAKSINEN.. Clin Manag Phys Ther 8(5): 19-21. HOLLAND.J. edema II boot na air stirrup brace. J. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 3. Arch Phys Med Rehab. 452. WEISSLEDER. Can J. A. o tempo de 4 segundos para insuflação e 16 segundos de desinsuflação. K. I.. 4. FLICKER. 66:256-59. 7. 1997. A compressão pneumática intermitente foi realizada com pressão máxima de insuflação e desinsuflação de 120 mm/Hg e 0 mm Hg respectivamente. M. B. 2000. A. Os resultados mostraram que a compressão pneumática intermitente aplicada somente na coxa ou em combinação com a aplicação na panturrilha produz uma melhora do fluxo arterial e do fluxo infra-inguinal (enxerto). Am J Surg. vol. Postmastectomy lymphedema treated with the Wright Linear Pump. O. The effects of intermittent compression and cold on reducing edema in post-acute ankle sprains.

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A endermoterapia surgiu na França..113 INTRODUÇÃO O termo vacumterapia é muito simples para definir as novas possibilidades do uso do vácuo. é uma técnica de aspiração que atua a nível hipodérmico realizando uma massagem atraumática a pressão negativa. onde realiza uma mobilização profunda da pele e tela subcutânea. comparado com o membro sem tratar. Orienta-se utilizar o modo pulsado de sucção. associado a uma mobilização tecidual através de "rolos" motorizados. Os autores começaram um estudo para determinar a segurança e eficácia desta técnica (Ersek et al. (2000). localizados num cabeçote. Este aumento em fluxo linfático foi prolongado e durou 3 horas pelo menos depois do tratamento completado (Watson et al. relatam que as técnicas de mobilizam os tecidos por aspiração ainda não provaram ser eficazes nem inócuos para a drenagem linfática. nos anos 70. Desde então. definiram como uma técnica de tratamento com equipamentos especificos. Segundo Soriano et al. que utiliza a aspiração (sucção). tendo em vista que na técnica de drenagem linfática (manual e pressoterapia) se realiza uma pressão positiva no tecido. podendo abranger grandes áreas e permitir a realização de variado número de manipulações distintas com objetivos e efeitos fisiológicos diferentes (Soriano et al. sendo que a endermoterapia utiliza uma pressão negativa através do vácuo. os pacientes tratados com a endermoterapia também mostraram uma melhoria no contorno do corpo e textura de pele. EFEITOS FISIOLÓGICOS / TERAPÊUTICOS 1. quando a manipulação do cabeçote ocorre seguindo as vias linfáticas. aparecendo com isso um novo conceito: Terapia Subdérmica Não Invasiva (NIST). Melhora da qualidade cutânea[2. 1999). 1997) CONCEITO Segundo Soriano et al. onde o uso de "cabeçotes" especialmente desenhados permitem uma aplicação dinâmica na terapia de aspiração. Ferrandes et al (2001). várias máquinas estiveram em uso na França como um método alternativo por alterar distribuição de gordura no plano subcutâneo. 8] Aumento da produção de colágeno . porém.. indicado para suavizar cicatrizes e padronizar a fisioterapia. Guirro & Guirro (2002). assim como menor nível de vácuo[2]. Os autores mencionam ainda que o método tem origem francesa sendo denominado também de "palper roler" (palpar . 2000).rolar). Drenagem linfática Estudos de Linfocintigrafia revelaram um aumento no fluxo linfático no membro tratado (300%). relatam que não há dados concretos que confirmem a hipótese de drenagem linfática provida pela endermoterapia. 2. realiza-se um boa drenagem linfática. permitindo um incremento na circulação sanguínea superficial. Guirro & Guirro (2002). principalmente a nível ganglionar. (2000).

o pregueamento tecidual contribuirá ativamente para sua revascularização (estas áreas se enchem de sangue) [2]. tônus. 7.). . 8] Através da mobilização e descongestionamento dos tecidos. A prega cutânea variará de acordo com a distorção e elementos que a integram em função de distintos fatores: área. a presença de fibrose ou cicatriz. tipo de celulite. idade. semelhante a uma vasoconstricção-vasodilatação. O aumento do fluxo de sangue cutâneo alcança seu pico de perfusão em 10 minutos após o tratamento (400%). 8. e também atuando ao nível da microcirculação. Exercício vascular[2] Produz uma ginastica vascular. e retardando seu envelhecimento (esclerose). estado da pele e tecidos (flacidez. etc. mais forte. 9. Melhora do fluxo sanguíneo 114 Tanto a nível do segmento celulítico como do tecido adiposo. Este exercício vascular contribui para desbloquear a circulação fazendo com que o sangue e o oxigênio fluam intensamente para os tecidos celulítico e adiposo (caracteristimente mal irrigados). etc[2]. e deixando a pele mais suave enquanto a estica. grossura de cada capa tissular. Desobstrução dos poros e dos folículos sebáceos[2] Produzindo um efeito tipo esfoliação. Prevenção de fibrose[2] Ao nível das cicatrizes. Antienvelhecimento[2. Redistribuição de células de gordura[9] PROPRIEDADES A sucção opera gerando uma prega cutânea constituída pelas distintas estruturas que se encontram debaixo desta[2]. tensão. as aderências a tecidos profundos.3. melhorando o trofismo celular. assim como aumento da produção de colágeno. melhor oxigenação e regeneração. Regulação térmica da pele[2] Através da vasodilatação e eliminação do suor. e favorecendo e acelerando a drenagem de toxinas. mediante a mobilização dos tecidos. 6. e dura por mais de 6 horas[9] 5. 4.

entretanto. e vão desde quadrada a redonda. pode-se produzir petéquias. quer na mangueira e suas conexões. a potência real de aspiração será sempre inferior à potência programada. a distorção e o grau de aspiração dos tecidos está em função de três fatores próprios do aparado que se utiliza[2]: a) Potência do motor Habitalmente os equipamentos de endermoterapia medem a potência de aspiração em mililibras ou libras. mais se aproximará da potência de aspiração programada à potência real de aspiração. Em alguns casos a capacidade máxima de sucção dos aparelhos é muito forte.. A maneabilidade do cabeçote quadrado. e se não forem adotadas medidas de precaução. as fibras musculares estarão menos influenciadas pela aspiração. de modo que se houver troca de um cabeçote pequeno para um de maior diâmetro dever-se-á diminuir a pressão do motor para que a sensação de aspiração seja a mesma. maior será a distorção dos tecidos para uma mesma pressão de aspiração. É importante vigiar o grau de aspiração especialmente nas áreas com pouco panículo adiposo. c) Tamanho da superfície de contato do cabeçote Quanto maior for o diâmetro do cabeçote de aplicação. Alguns cabeçotes redondos permitem o . hematomas. Naqueles aparelhos em que por seu desenho ou construção gerarem perdas de ar. etc. menor será a quantidade de fibras musculares implicadas na formação da prega[2]. Deve-se realizar um teste de sensibilidade ao iniciar o tratamento e a cada vez que se trocar de cabeçote ou de área de tratamento. As formas dos cabeçotes variam segundo o fabricante. OS CABEÇOTES Os equipamentos de vácuo dispõem de cabeçotes de vários tamanhos. Quanto menores forem estas perdas. Entretanto. pois poderiam lesionar miofibrilas e fibras musculares[2]. em virtude de sua forma. e uma válvula de escape que permite realizar giros e outros tipos de manipulações. além dos fatores próprios do tecido ou da área a tratar. Nas áreas mistas de celulite e tecido adiposo. que mesmo sendo transitório considera-se um efeito indesejável. não fazendo parte da prega dos tecidos aspirados[2]. para poder adaptar-se melhor à superfície a tratar[2]. ou no próprio cabeçote. no transcurso do tratamento deve-se sempre adequar a pressão. Eles normalmente apresentam a incorporação de rolos motorizados ou não. por isso recomenda-se que antes de iniciar qualquer tratamento deve-se realizar um teste de sensibilidade sobre a área a tratar.115 Quanto mais tecido gorduroso houver na área. é menor que a redonda. b) Perdas de ar Há possíveis perdas de ar entre o motor e a superfície cutânea a tratar.

e drenagem. os tempos de sucção e repouso podem ser regulados[2]. Se emprega ao realizar um teste. TECNICA DE APLICAÇÃO MANIPULAÇÃO[2] É importante após o tratamento da celulite realizar manipulações de drenagem seguindo os principais troncos linfáticos. ASPIRAÇÃO Normalmente. Se usa nas fases de trabalhos localizados. utilizando modo pulsado com níveis baixos de sucção. As principais manipulações sugeridas são: . na preparação para as manobras principais.116 movimento em todas as direções por possuírem bolas ao invés de rolos."Oito" grande Se realizam manipulações em forma de oito trabalhando em modo contínuo. Isto deve gerar precaução ao se aumentar a sucção. os equipamentos podem dar mais potência que a requerida pelo profissional ou suportável pelo paciente. elegendo a pressão obtida no teste de sensibilidade. Tem finalidade hiperemiante e de remodelação. iniciando com o esvaziamento ganglionar. O modo contínuo realiza uma sucção constante. Em alguns aparelhos a sucção pode realizar de dois modos distintos: contínuo ou pulsado. Após o esvaziamento. enquanto o modo pulsado atua de modo intermitente. Os cabeçotes grandes podem apresentar depressões em seu interior que durante a sucção acentuam ainda mais as distorções (tensão-distensão) das estruturas que integram a prega succionada[2].Deslocamento linear O cabeçote de desloca seguindo uma linha reta sobre a área a tratar. Realiza uma mobilização e remoção dos tecidos. . No modo pulsado. as manipulações se realizam seguindo as normas gerais de drenagem. .

É também uma manobra hiperemiante e de remodelação . .117 "Oito" pequeno Manobra idêntica ao oito grande. É especialmente indicado para incidir nas áreas críticas do problema com uma ação muito hiperemiante.Zig-zag Trabalhando em emissão pulsada se realiza um movimento em zig-zag mudando a direção do cabeçote nos momentos de repouso da sucção. porém de menor tamanho e mais rápido.

se realiza um aplicação rápida em forma de percussão sobre a pele alternando momentos de sucção (quando o cabeçote se apoia sobre a pele) com momentos de repouso com o desprendimento do cabeçote da superfície cutânea.Percussão-sucção Trabalhando de modo contínuo e com pressões altas.Deslocamento circular Enquanto se realizam círculos durante o deslizamento.Deslocamento-vibração Se apoia o cabeçote e se desloca linearmente enquanto que se realiza uma ligeira vibração no sentido perpendicular. É uma manobra altamente hiperemiante e tonificante enquanto ajuda a remoção de tecidos . Tem um efeito fundamentalmente tonificante de sucção e remoção dos tecidos . mantendo em todo o momento a sucção do tecido.118 . mantém-se a sucção contínua e o deslocando linear do cabeçote .

A pressão programada nunca deve ser dolorosa. deverá coincidir especialmente com as áreas do tratamento.). ainda que o tempo de desaparecimento da hiperemia for curto. se programa uma pressão média de partida. . Transcorrido este tempo. porém que ao final de 10 segundos desaparece. mobilizar as gorduras e ativar o metabolismo dos adipócitos. INDICAÇÕES 1. Neste caso. As manobras devem ser realizadas no sentido das fibras musculares e linhas de tensão da pele.É aconselhável a associação com o ultra som nos tratamentos da celulite. a hiperemia deve ter desaparecido. deslocamento-vibração. ou para tratar esta área testada. Se o objetivo for a drenagem.As técnicas supracitadas podem ser realizadas de forma única ou combinadas com outras técnicas manuais ou eletroterápicas. (2000) indicam a endermoterapia na celulite para favorecer a ruptura de fibroses. Este valor de referência é o que se emprega na maioria das manipulações (oito grande e pequeno. estimular a circulação sanguínea. Neste caso deve-se repetir o teste diminuindo a pressão. no máximo três.119 Observações: . deve-se empregar pressão inferior a aquela obtida no teste (praticamente a metade). para o uso deste cabeçote. que favorece a fibroesclerose dos septos conjuntivos interlobulares. Estas áreas onde se realizará o teste. .. (2000) recomendam duas sessões de tratamento por semana. para evitar flacidez tecidual[1]. Para realizar o teste de sensibilidade o paciente deve estar deitado. amenizando as imperfeições da pele[1]. TESTE DE SENSIBILIDADE[2] Sua finalidade é dupla: estudar o possível risco de fragilidade capilar e a sensibilidade à dor das áreas hipersensíveis (como em casos de celulite compacta) Este teste deve se realizar sempre antes de empregar qualquer tratamento e deve ser repetido com cada mudança de cabeçote ou de área de tratamento. Deve-se apoiar o cabeçote e se deslocar linearmente sobre as áreas críticas a tratar realizando uma única passada. A pressão ideal de tratamento é aquela em que aparece uma ligeira hiperemia. deixando sempre um dia de intervalo entre elas. desbloquear os tecidos. tonifica e restaura a elasticidade normal da pele. É preferível empregar o teste com valores baixos e ir aumentando em função dos resultados iniciais se for necessário.. No teste com as mãos. OBS. Soriano et al. esperar 10 segundos. atuando inclusive nas fases mais avançadas do distúrbio. deslocamento circular. utiliza-se a sucção contínua. a pressão utilizada no teste foi excessiva para ser utilizada no tratamento desta pessoa. Este valor pode ser praticamente aumentado em dobro para realizar a manipulação de percussão-sucção. Celulite Tendo em vista que na celulite ocorre alteração do colágeno. Se observar o aparecimento de uma hiperemia local. Se isto não ocorrer. utilizase primeiramente o ultra som seguindo da endermoterapia. a endermoterapia melhora a maleabilidade do tecido. Com o teste usando o aparelho. são realizadas manobras manuais de prega (beliscar e "rolar" a prega cutânea) para determinar as áreas críticas ou pontos álgicos do problema.: Soriano et al.

Fragilidade vascular 2. etc. melhora a qualidade das cicatrizes pós cirúrgicas. ajuda a reabsorver os edemas e hematomas pós liposucção. Obesidade generalizada[2] Para modelar a silhueta. flebites e tromboflebites 8. uniformiza os tecidos após a lipescultura. inflamação. antes da cirurgia. Desordens do tecido conectivo[2] Cicatrizes. feridas. lipoclasia. mesoterapia.2. liposucção. Varizes. 6. etc. Para evitar cirurgia[2] Quando deseja-se evitar intervenções cirúrgicas como a lipoescultura. 5. Constipação intestinal[2] Incidindo a nível abdominal e seguindo o trajeto do colon. Tumores 3. assim como tonificar e restaurar a elasticidade normal da pele. infecções. Queimaduras Evitar seqüelas de fibroses e aderências cicatriciais CONTRA-INDICAÇÕES[2] 1. facilitando a passagem da cânula em técnicas como a lipoescultura e liposucção.. (2000) em caos de estase de líquidos (edema) venosa ou linfática 10. 3. Diabéticos . 5. de forma transitória. Complemento às técnicas de remodelação corporal[2] Principalmente em técnicas de eletroestimulação. Não aplicar sobre olhos ou ouvidos 4. 8. Afecções da pele Erupções. estrias. liposucção e lipoclasia. etc 9. Hipertensão arterial não controlada Em virtude da drenagem linfática desembocar na corrente sanguínea podendo aumentar. 7. Gestação Evitar no abdome e nas áreas vizinhas 6. junto com o ultra som ajuda a desagregar as fibroses persistentes em pós cirurgias. Pré e Pós cirúrgico[2] 120 Ajuda a amenizar a capa fibrosa da hipoderme. Desordens musculares[2] Casos de mialgias e contraturas (através da massagem) 9. 4. Drenagem linfática[2] Segundo Soriano et al. e lipoclasia (elimina as irregularidades). a pressão sanguínea. Tratamento com anticoagulantes 7.

Cuidado com as áreas umbilical e inguinal (utilizar pressões baixas) [2] 2. La Trenta & Mick (2001). não evidenciou qualquer aumento da vascularidade tecidual ou divisão celular. Preservar de certa forma a integridade do tecido conjuntivo. Uso de malha de contenção corporal para garantir maior higiene ao tratamento. Três das seis pacientes que completaram todas as 14 sessões de tratamento tiveram um aumento em peso corporal e uma redução do diâmetro de corpo de 2. Chang et al. 46 pacientes completaram sete sessões de tratamento e mostraram uma redução de índice circunferência corporal de 1. com acumulação de colágeno denso (130%). compararam com observações durante o período pós menopausa durante terapia de substituição hormonal. Os autores concluíram também que a endermologie é recomendado pos-liposucção para maximizar o contorno corporal e reduzir irregularidades estruturais. Nenhuma evidência de dano na pele ou no músculo foi notado. e nenhum produto de desarranjo da gordura ou metabólico foi detectado no sangue ou urina. faixas longitudinais de colágeno na camada média e profunda de tecido subdérmico. usando antes do ultra som pré lipoplastia. Nenhuma evidência de mobilização de tecido gorduroso foi achada. mostrou que todas as 22 mulheres completaram pelo menos sete sessões de tratamentos. mostraram que o uso da endermologia depois do ultra som precedendo a lipoplastia melhorou os resultados pós-operatórios com respeito a redução no aparecimento de celulite e redução da taxa de revisão subseqüente.34 cm. enquanto 39 pacientes que completaram 14 sessões de tratamentos mostraram uma redução de índice de circunferência corporal de 1. verificaram com o uso da endermologia. Seis destas 22 mulheres completaram todas as 14 sessões dos tratamentos prescritos. Dentre os 85 pacientes. Buscando resultados estatisticamente mais precisos. Das 22 mulheres que completaram sete sessões de tratamento. 1997). mas não demonstrou nenhuma melhoria significante. mudanças de arquitetura nos tecidos tratados. Foi vista uma diminuição em índice de circunferência de corpo. musculatura e sensibilidade.85 cm. Utilizar baixas pressões em casos de drenagem linfática. no que diz respeito a melhora do contorno do corpo. em estudos realizados em porcos yucatan. . 3 tiveram um aumento em peso de corpo e uma redução de diâmetro do corpo de 1. (1998) realizou um estudo composto de 85 mulheres entre as idades de 21 a 61 anos.121 PRCAUÇÕES 1. mesmo havendo perda ou ganho de peso na maioria dos casos. Todas menos uma das pacientes tiveram uma diminuição no índice de diâmetro de corpo ao final de ou 7 ou 14 sessões de tratamento. Trabalhar em cima da pele completamente limpa e livre de qualquer tipo de cosmético[2] 5. (Ersek et al. O tratamento não causou diminuição em densidades de tecido subcutâneo. O tratamento com a endermologia não evocou uma cura de ferida clássica ou resposta inflamatória. Benelli et al (1999) notaram uma interação da Endermologia com os efeitos do estrogênio. Para isso. quando compararam os efeitos clínicos observados em alguns pacientes que sofreram tratamento regular. (1998). como por exemplo. PESQUISAS Um estudo composto de 22 mulheres entre as idades de 24 e 48 anos. atenuar eventual desconforto provocado pela aspiração e pinçamento da prega cutânea. Adock et al.38 cm. para maior efetividade[2] 4. o retorno da menstruação em pacientes com amenorréia e efeitos tróficos na pele e tecido conjuntivo subcutâneo. para que não haja dor[2] Pode ser importante a realização de uma teste de sensibilidade antes de qualquer tratamento[2] 3. facilitar as manobras e o deslizamento dos roletes em todas as regiões.83 cm. também foi observado alguma distorção e rompimento de membranas de célula de adipócitos. Regular a pressão em função do tipo de pele.

Aesthetic Surg J Nov/Dec • Vol.A.Funcional – Fundamentos. NANNEY. SORIANO. S. 1999. JACOBY T. W. S.122 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. J. 19 • Number 1 . Ed Manole . 1997. & MICK. SALISBURY. Sep-Oct. GE. G. Apud. DAVIS.22(2):145-53 6. Fisioterapia Dermato . BENELLI L. THEYS. Continuing Medical Education Examination-Body Contouring Analysis of the Cutaneous and Systemic Effects of Endermologie in the Porcine Model. AMRAM P. SHACK.. CHANG P.. BOUCHET. SALISBURY. Y. Aesthetic Surg J. PAULSEN. 381 2. La TRENTA. J. B. E.3ª Ed. B. Fisioterapia Dermato . 183-194 3. 2000 .V. BAQUÉS. I.Sorisa . Mar/Apr • Vol. Aesthetic Surg J. 1998. CUTCLIFFE.pp.Espanha . PÉREZ. 18 • Number 6 9. pp. ERSEK. S. O. Revisada e ampliada.. E.. M. C. O.. Manole.. 2001. Aesthetic Plast Surg Mar-Apr.3ª Ed. Revisada e ampliada 4. BENHAMOU G. Surg. Endermologie: humoral repercussions and estrogen interaction. L. Aesthetic Plast Surg Mar-Apr. Ed.Funcional – Fundamentos. pp. J.Electroestética Professional Aplicada Teoria y Práctica para la Utilización de Corrientes en Estética . Recursos e Patologias. D. B. 128. S. C. 1999. Reeducação Vascular nos edemas dos membros inferiores. M. R. Noninvasive mechanical body contouring: (Endermologie) a one-year clinical outcome study update. Recursos e Patologias. L. ADCOCK. ERSEK RA. A. 21 • Number 2 8.. R. WATSON. FERRANDES. WISEMAN J.. Endermologie after external ultrasound-assisted lipoplasty (EUAL) versus EUAL alone.. C. S. GUIRRO.S. R. J. C. SALISBURY AV. C. 2002. 1998. CANNISTRA C. P. SHAW. 2002 .. MANN. BERTA JL. D.. Aesthetic Plast. R.21(2):61-7 5. D. SAYAH. Physiological Effects of Endermologie: A Preliminary Report. Ed Manole . Jan/Feb • Vol. GUIRRO. C. & GUIRRO. R. R. J. & GUIRRO. Noninvasive mechanical body contouring: a preliminary clinical outcome study. S. 2001.23(5):312-5 7. FODOR..

este passará a um outro estado. temos zonas com falta ou excesso de elétrons (Diferença de Potencial (DDP). denominado eletrizado. Se elétrons forem retirados ou colocados no corpo neutro. Para que os elétrons possam se deslocar de um lado para outro. pois. e ela ocorre quando. é necessário que uma “força” os impulsione. fica carregado negativamente. Classificam-se em cátions (positivos) e ânions (negativos) ELETRODINÂMICA É a parte da física que estuda os corpos elétricos em movimento.C.é o átomo que tenha adquirido carga elétrica pelo ganho ou perda de elétrons. o elétron carga negativa. Dizemos que um corpo está no estado neutro quando o número total de prótons é igual ao de elétrons. em torno do núcleo circundam os elétrons. A unidade de medida da DDP é o Volt. e o nêutron não possui carga elétrica. ÍON . Daí a origem da palavra eletricidade. no século VII A. O próton tem carga positiva. Cargas Elétricas Todos os corpos são formados por um grande número de átomos.. pois tem excesso de elétrons. Histórico Tales de Mileto. pois tem excesso de prótons. em determinado material. em grego. conhecia a propriedade apresentada pelo âmbar amarelo (resina fóssil de cor amarela empregada em joalheiria e ornamentação). Divide-se em: Eletrostática e Eletrodinâmica. A Diferença de potencial ou tensão mostra o desequilíbrio elétrico existente entre os pólos de um gerador. . fica carregado positivamente. Se um corpo perde elétrons. elektron significa âmbar. (110 / 200 Volts) Corrente elétrica É um fluxo ordenado de elétrons que se produz quando existe uma diferença de potencial entre os extremos de um condutor. de atrair corpos leves quando atritado por um pano (lã). ELETROSTÁTICA É a parte da eletricidade que estuda os corpos elétricos em repouso.123 INTRODUÇÃO ELETRICIDADE .É a parte da física que estuda as manifestações elétricas. A essa força chamamos de força eletromotriz. possuem prótons e nêutrons. no seu núcleo central. Se um corpo ganha elétrons. Os átomos.

seus elétrons ora se deslocam numa direção ora em outra (isto acontece quando um gerador de corrente alternada origina uma troca contínua de polaridade nos extremos de um circuito). maior a intensidade da corrente que circula no circuito (força eletromotriz). ou seja. Na prática. para suprir as necessidades de um equipamento.(fios e componentes do equipamento). transferindo energia para estes átomos. seu gráfico possui apenas uma fase (positiva ou negativa). A intensidade da corrente é proporcional à tensão aplicada. utilizamos aparelhos com seus submúltiplos . ou seja. i Farádica t Resistência É uma dificuldade oferecida pelo condutor à passagem da corrente elétrica. . são chamados condutores de eletricidade. Borracha. seus elétrons se deslocam numa única direção (isto ocorre quando um gerador pode manter os extremos de um circuito carregados negativo e outro positivo).quando a corrente é bidirecional. sendo denominados isolantes ou dielétricos. baterias eletroquÍmicas. Quando elétrons fluem através de um condutor. seu gráfico possui duas fases (positiva e negativa). Isto leva ao aquecimento do condutor. b) Corrente alternada . onde não ocorre fluxo de corrente. baterias solares ou pela corrente residencial obtida através de geradores eletromecânicos. passará a ser chamada de corrente galvânica interrompida. Classificação da corrente elétrica: a) Corrente contínua . Na prática fisioterápica. i t Se esta corrente é interrompida por períodos. que permitem fácil movimentação das cargas elétricas através de sua estrutura. A unidade utilizada na mensuração desta energia é o joule.o miliAmpére (mA) e o microAmpére ( A).124 A quantidade de fluxo de elétrons através de um condutor se conhece como intensidade da corrente. e não possui efeitos polares. A unidade de medida da intensidade da corrente é o Ampére. ou seja.quando a corrente é unidirecional. a diferença de potencial necessária á circulação de uma corrente. plástico e mica não permitem uma boa movimentação de cargas elétricas. eles colidem com os átomos existentes no material do condutor. quanto mais alto o valor da tensão (diferença de potencial). é proporcionada por pilhas e baterias secas. e possui efeitos polares. Os metais.

Formas de pulso As correntes utilizadas na prática clínica podem apresentar várias formas de pulso (onda) das quais são decorrentes às suas denominações. quadrática. ou bifásicos.: Os pulsos simétricos tendem a ser menos dolorosos quando aplicados a uma grande massa muscular. A potência do resistor é medida em Watts (1 joule/segundo). Pulso bifásico assimétrico único Pulso bifásico simétrico único Obs. ou seja.125 Resistor é um dispositivo eletrônico capaz de oferecer uma resistência pré-determinada à passagem da corrente elétrica. 50 e 400 Hz.000 Hz c) Alta freqüência . dependendo do fim a que se destinam. É medido em milisegundos ou microsegundos.000 Hz b) Média freqüência . Os resistores podem ser apresentados de diversas formas e tamanhos. constatase que a corrente de 400 Hz apresenta uma resistência cerca de 80 vezes menor que a de 50 Hz. senoidal (sinusoidal) e contínua Os pulsos podem ser monofásicos. pois há uma quantidade igual de estimulação sob ambos os eletrodos[110] Tempo de duração de pulso (cronaxia) É o tempo que perdura a estimulação elétrica.na faixa de 1 Hz a 1.000 Hz em diante A freqüência também interfere no limiar sensitivo. sendo que freqüências maiores desencadeiam percepções menores. ela referese à freqüência com que os elétrons passam na corrente ou ao número de pulsos existentes durante um segundo[104]. uma vez que altas freqüências apresentam resistências menores da pele à passagem da corrente elétrica.de 100. .000 Hz a 100.na faixa de 1. Comparando correntes de diferentes freqüências. Divide-se em: a) Baixa freqüência . é o tempo de duração da passagem da corrente para os tecidos. As formas de pulso mais comuns são: triangular. Freqüência A frequência é uma característica dependente do tempo e é mensurada em Hertz (Hz). quando se descrevem nas duas fases e não originam efeitos polares. quando estão somente em uma fase (positiva ou negativa) e dão origem a efeitos polares.

Manual Clínico . As durações de pulso menores que 1 milisegundos (ms) não são capazes de estimular músculos desnervados.1ª Ed. alumínio.150 a 250 microsegundos Membros inferiores . colocadas sobre a pele.Holanda .Sheila Kitchen e Sarah Bazin .R. .FISIOLOGIA HUMANA .ENRAF NONIUS DELFT 1990 104. Atheneu .Ângelo Machado . O intervalo entre um pulso e outro chama-se pausa. Pode ocorrer devido às variações de largura e amplitude de pulso. intervalo ou repouso. banhos.São Paulo – 1998 16. máscaras.1988 25-.FÍSICA .1996 10.V. R.H.Valores da cronaxia dos nervos motores[104]: Membros superiores .CORRIENTES DIADINÂMICAS . tela de latão.250 a 400 microsegundos Músculos do tronco . etc REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 02. Midiograf .JAN 1986 27.1999 .Ed.B. etc Possuem várias formas de utilização: em forma de placas quadradas.N.ELETROTERAPIA DE CLAYTON . ao paciente.ELETROFISIOTERAPIA . Moderna 12. den Adel.V.ELECTROTERAPIA DE FRECUENCIA BAJA Y MEDIA .250 microsegundos 126 A duração de pulso ideal para provocar contrações musculares máximas varia entre 300 a 500 microssegundos. auto-adesivo (gel).Arthur C.10ª Edição .Salgado. A. cobre. S. retangulares e redondas.Liv. Guyton. Modulação É qualquer alteração (ou programação) que se faz na corrente original.Ed. independente da intensidade da corrente[105]. Podem ser confeccionados com diversos tipos de material: chumbo. Omote . Manole . que está sendo produzida no equipamento. Eletrodos Têm como função básica transmitir a corrente. MD . I.1982 Ed.Londrina-PR . canetas. .Ed Guanabara .1ª Edição brasileira . em forma de tubos. da freqüência da corrente ou em trens de pulso. ENRAF NONIUS DELFT . Luykx . J. silicone.NEUROANATOMIA FUNCIONAL .

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