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Camada de Rede OSI
5.0.1 INTRODUÇÃO AO CAPÍTULO

Vimos como as aplicações e serviços de rede em um dispositivo final podem comunicar-se com aplicações e serviços em execução em outro dispositivo final. A seguir, conforme mostra a figura, vamos examinar como estes dados são passados adiante através da rede de maneira eficiente, do dispositivo final de origem (ou host) até o host de destino. Os protocolos da camada de Rede do modelo OSI especificam o endereçamento e processos que possibilitam que os dados da camada de transporte sejam empacotados e transportados. O encapsulamento da camada de rede permite que seus conteúdos sejam passados para o destino dentro de uma rede ou em uma outra rede com um mínimo de overhead. Este capítulo enfoca o papel da camada de rede, examinando como ela divide as redes em grupos de hosts para gerenciar o fluxo de pacotes de dados dentro de uma rede. Veremos também como se facilita a comunicação entre redes. Esta comunicação entre redes é chamada de roteamento. Objetivos Ao final deste capítulo, você será capaz de:      Identificar o papel da camada de rede quando ela descreve a comunicação de um dispositivo final com outro dispositivo final. Analisar o protocolo mais comum da camada de rede, o Internet Protocol (IP), e seus recursos para proporcionar serviços melhores e sem conexão. Entender os princípios usados para orientar a divisão, ou agrupamento, dos dispositivos em redes. Entender o endereçamento hierárquico1 dos dispositivos e como isso possibilita a comunicação entre as redes. Entender os fundamentos das rotas, endereços de próximo salto2 e encaminhamento de pacotes a uma rede de destino.

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Esquema de endereçamento no qual uma rede é particionada em seções, e na qual o identificador da seção forma uma parta de cada endereço de destino e o identificador do destino forma outra. 2 Próximo ponto do roteamento. Quando roteadores não estão diretamente conectados à rede de destino, têm um roteador vizinho que fornece o próximo passo no roteamento de dados até seu destino.

5 5.1.1 CAMADA DE REDE (IPV4) – COMUNICAÇÃO HOST A HOST

A camada de rede, ou Camada 3 do OSI, fornece serviços para realizar trocas de fragmentos individuais de dados na rede entre dispositivos finais identificados. Para realizar este transporte de uma extremidade à outra, a camada 3 utiliza quatro processos básicos:     Endereçamento Encapsulamento Roteamento Decapsulamento

Endereçamento Primeiro, a camada de rede precisa fornecer o mecanismo de endereçamento destes dispositivos finais. Se fragmentos individuais de dados precisam ser direcionados a um dispositivo final, este dispositivo precisa ter um endereço único. Em uma rede IPv4, quando este endereço é atribuído a um dispositivo, o dispositivo passa a ser chamado de host. Encapsulamento Em segundo lugar, a camada de rede precisa fornecer o encapsulamento. Além da necessidade dos dispositivos serem identificados com um endereço, os fragmentos individuais (as PDUs da camada de rede) também devem conter estes endereços. Durante o processo de encapsulamento, a camada 3 recebe a PDU da camada 4 e acrescenta um cabeçalho ou rótulo da camada 3 para criar uma PDU da camada 3. Ao fazer referência à camada de rede, chamamos esta PDU de pacote. Quando se cria um pacote, o cabeçalho deve conter, entre outras informações, o endereço do host para o qual ele está sendo enviado. Este endereço é chamado de endereço de destino3. O cabeçalho da camada 3 também contém o endereço do host de origem. Este endereço é chamado de endereço de origem4. Depois que a camada de rede completa seu processo de encapsulamento, o pacote é enviado para a camada de enlace de dados para ser preparado para o transporte através do meio físico. Roteamento Em seguida, a camada de rede precisa fornecer serviços para direcionar estes pacotes a seu host de destino. Os hosts de origem e de destino nem sempre estão conectados à mesma rede. De fato, o pacote pode ter que viajar através de muitas redes diferentes. Ao longo do caminho, cada pacote precisa ser guiado através da rede para chegar a seu destino final. Os dispositivos intermediários que conectam as redes são chamados roteadores. O papel do roteador é selecionar o caminho e direcionar os pacotes a seus destinos. Este processo é conhecido como roteamento. Durante o roteamento através de uma rede, o pacote pode atravessar muitos dispositivos intermediários. Cada rota que um pacote toma para chegar ao próximo dispositivo é chamada de salto5. Conforme o pacote é direcionado, seu conteúdo (a PDU da camada de transporte) permanece intacto até a chegada ao host de destino. Desencapsulamento Finalmente, o pacote chega ao host de destino e é processado na camada 3. O host examina o endereço de destino para verificar se o pacote estava endereçado para este dispositivo. Se o endereço estiver correto, o pacote é desencapsulado pela camada de rede e a PDU da camada 4 contida no pacote é passado para o serviço apropriado da camada de transporte. Diferente da camada de transporte (camada 4 do OSI), que gerencia o transporte de dados entre os processos em execução em cada host final, os protocolos de camada de rede especificam a estrutura e o processamento dos pacotes usados para carregar os dados de um host para outro. O funcionamento sem consideração aos dados de aplicações carregadas em cada pacote permite que a camada da rede leve pacotes para diversos tipos de comunicações entre múltiplos hosts.

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O endereço para o qual os dados são endereçados. Em comunicação de rede, a origem do canal de comunicação. 5 Passagem de um pacote de dados entre dois nós de rede (p. e., entre dois roteadores).

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Protocolos da Camada de Rede Os protocolos implementados na camada de rede que transportam os dados de usuários incluem:      Internet Protocol version 4 (IPv4) Internet Protocol version 6 (IPv6)6 Novell Internetwork Packet Exchange (IPX) AppleTalk Connectionless Network Service (CLNS/DECNet)

O Internet Protocol (IPv4 e IPv6) é o protocolo mais usado para transporte de dados da camada 3 e será o foco deste curso. A discussão de outros protocolos será mínima.

5.1.2 O PROTOCOLO IPV4 – EXEMPLO DE PROTOCOLO DA CAMADA DE REDE

O Papel do IPv4 Conforme mostra a figura, os serviços da camada de rede implementados pelo conjunto des protocolos TCP/IP constituem o Internet Protocol (IP). Atualmente, a versão 4 do IP (IPv4) é a versão mais utilizada. Este é o único protocolo da camada 3 usado para levar dados de usuários através da Internet e é o foco do CCNA. Portanto, ele será o exemplo que usaremos para os protocolos da camada de rede neste curso. A versão 6 do IP (IPv6) foi desenvolvida e está sendo implementada em algumas áreas. O IPv6 vai operar simultaneamente com o IPv4 e poderá substituí-lo no futuro. Os serviços oferecidos pelo IP, bem como a estrutura e o conteúdo dos cabeçalhos do pacote, são

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Protocolo da camada de rede para trabalhos de internet com pacotes comutados. O sucessor do IPv4 para uso geral na internet.

Os pacotes IP são enviados sem notificar o host final de que eles estão chegando. Ele somente fornece as funções necessárias para enviar um pacote de uma origem a um destino por um sistema de redes. Este processo reduz muito o cabeçalho IP. .3 O PROTOCOLO IPV4 – SEM CONEXÃO Serviço Sem Conexão Um exemplo de comunicação sem conexão é enviar uma carta a alguém sem notificar o destinatário com antecedência. Estes serviços e estrutura de pacotes são usados para encapsular os datagramas UDP ou segmentos TCP para seu transporte através de uma conexão entre redes. ele não requer uma troca inicial de informações de controle para estabelecer uma conexão entre as extremidades antes do envio dos pacotes. como o TCP. O Internet Protocol foi elaborado como um protocolo com baixo overhead. 5. O protocolo não foi elaborado para rastrear e gerenciar o fluxo dos pacotes. Melhor Esforço (não confiável) . Conforme mostra a figura. Características básicas do IPv4:    Sem conexão .1. o serviço de correios ainda recebe a carta e a entrega ao destinatário.Opera independentemente do meio que transporta os dados. a entrega de pacotes sem conexão pode resultar na chegada dos pacotes ao destino fora de sequência. O entendimento destas características permitirá que você compreenda o funcionamento dos serviços descritos por este protocolo. requerem que sejam trocados dados de controle para estabelecer a conexão. os serviços das camadas superiores terão que resolver estas questões.7 especificados tanto pelo protocolo IPv4 quanto pelo IPv6.Nenhum cabeçalho é usado para garantir a entrega dos pacotes. As características de cada protocolo são diferentes.Nenhuma conexão será estabelecida antes do envio dos pacotes de dados. Entretanto. As comunicações de dados sem conexão funcionam sob o mesmo princípio. Em razão do IP ser sem conexão. Se a entrega de pacotes foi feita fora de ordem ou ocorreu a falta de pacotes. assim como campos adicionais no cabeçalho da PDU. isso criará problemas para a aplicação que usará os dados. Independente de Meios Físicos . Estas funções são realizadas por outros protocolos de outras camadas. nem requer campos adicionais no cabeçalho da PDU para manter esta conexão. Os protocolos orientados a conexão.

conforme necessário. Se incluíssemos um cabeçalho de confiabilidade em nosso protocolo da camada 3. O cabeçalho de um pacote IP não inclui campos necessários para uma entrega de dados confiável. a camada de transporte pode escolher entre TCP ou UDP. No conjunto TCP/IP. não confiável não significa que o IP trabalhe adequadamente algumas vezes e não funcione bem outras vezes. Esta responsabilidade é papel das camadas superiores. Também não existe nenhuma forma de rastreamento de pacotes. A camada 3 não tem preocupações nem ciência sobre o tipo de comunicação contida dentro de um pacote. Isso também não quer dizer que ele não seja adequado como protocolo de comunicação de dados. Menos overhead significa menos atraso na entrega. Esta característica é desejável para um protocolo da camada 3. Não há confirmações da entrega de pacotes. Em comparação com um protocolo confiável. e por isso não há possibilidade de retransmissão de pacotes. e ao mesmo tempo sobrecarregar a rede o menos possível. As camadas superiores podem decidir se a comunicação entre serviços precisa de confiabilidade e se esta comunicação pode tolerar os requisitos de confiabilidade do overhead. deixar a decisão sobre confiabilidade para a camada de transporte torna o IP mais adaptável e fácil de se acomodar com diferentes tipos de comunicação.1. O IP geralmente é considerado um protocolo não confiável. A missão da camada 3 é transportar os pacotes entre os hosts. O transporte destes cabeçalhos menores requer menos overhead. Não há controle de erros para os dados. O significado de não confiável é simplesmente que o IP não possui a capacidade de gerenciar e recuperar pacotes não entregues ou corrompidos. Neste contexto.4 O PROTOCOLO IPV4 – MELHOR ESFORÇO Serviço de Melhor Esforço (não confiável) O protocolo IP não onera o serviço IP ao proporcionar confiabilidade. . as comunicações que não requerem conexões ou confiabilidade seriam sobrecarregadas com o consumo de largura de banda e o atraso produzido por este cabeçalho. o cabeçalho IP é menor. o IP consegue funcionar com grande eficiência na camada de rede. com base nas necessidades de comunicação. Como os protocolos de outras camadas conseguem gerenciar a confiabilidade.8 5. Assim como com todo o isolamento de camadas proporcionado pelos modelos de rede.

.txt 7 8 Unidade Máxima de Transferência. como os sinais ópticos nas fibras. ou sem fio como sinais de rádio. Isso quer dizer que o transporte de pacote IP não está limitado a nenhum meio físico particular.1.9 5.ietf. Conforme mostra a figura. Este processo é chamado fragmentação do pacote ou fragmentação8. Links RFC-791 http://www. A camada de enlace de dados envia a MTU para cima para a camada de rede. A camada de rede determina então o tamanho de criação dos pacotes.5 O PROTOCOLO IPV4 – INDEPENDÊNCIA DO MEIO FÍSICO Independente do Meio Físico A camada de rede também não fica sobrecarregada com as características do meio físico em que os pacotes serão transportados. que determinada interface pode manusear. qualquer pacote IP individual pode ser passado eletricamente por cabo. existe uma característica de grande importância do meio físico que a camada de rede considera: o tamanho máximo da PDU que cada meio físico consegue transportar. A fragmentação do datagrama IP a fim de atingir os requisitos MTU de protocolos da camada 2.org/rfc/rfc0791. em bytes. Em alguns casos. Parte das comunicações de controle entre a camada de enlace de dados e a camada de rede é o estabelecimento de um tamanho máximo para o pacote. um dispositivo intermediário (geralmente um roteador) precisará dividir o pacote ao enviá-lo de um meio físico para outro com uma MTU menor. Esta característica é chamada de Maximum Transmition Unit (MTU)7. O IPv4 e o IPv6 operam independentemente do meio físico que transporta os dados nas camadas inferiores da pilha de protocolo. Porém. Tamanho máximo do pacote. É responsabilidade da camada de Enlace de Dados do OSI pegar um pacote IP e prepará-lo para transmissão pelo meio físico de comunicação.

Links RFC-791 http://www. ou por qualquer novo protocolo que venha a ser desenvolvido no futuro. Em todos os casos.10 5. a porção de dados do pacote (ou seja. Os roteadores podem implementar estes diferentes protocolos de camada de rede para que operem simultaneamente em uma rede entre os mesmos hosts ou entre hosts diferentes.6 PACOTE IPV4 – EMPACOTANDO A PDU DA CAMADA DE TRANSPORTE O IPv4 encapsula ou empacota o segmento ou datagrama da camada de transporte para que a rede possa entregá-lo ao host de destino. como o IPv4 ou o IPv6.txt . O encapsulamento IPv4 permanece no lugar desde o momento em que o pacote deixa a camada de rede do host de origem até que ele chegue à camada de rede do host de destino.1. O processo de encapsulamento de dados pela camada possibilita que os serviços nas diferentes camadas se desenvolvam e escalem sem afetar outras camadas. Isso significa que os segmentos da camada de transporte podem ser imediatamente empacotados pelos protocolos existentes na camada de rede.org/rfc/rfc0791.ietf. O roteamento realizado por estes dispositivos intermediários considera somente os conteúdo do cabeçalho do pacote que encapsula o segmento. a PDU encapsulada da camada de transporte) permanece inalterada durante os processos da camada de rede.

O roteador que processa os pacotes pode ser configurado para decidir qual pacote será encaminhado com base no valor do Tipo de Serviço. a cada salto). o pacote IPv4 usa o campo Deslocamento de Fragmento e a flag MF no cabeçalho IP para reconstruir o pacote quando ele chega ao host de destino. O valor TTL diminui em pelo menos um a cada vez que o pacote é processado por um roteador (ou seja. Protocolo O valor binário de 8 bits indica o tipo de payload de dados que o pacote está carregando. Este mecanismo evita que os pacotes que não conseguem chegar a seus destinos sejam encaminhados indefinidamente entre roteadores em um loop de roteamento10.7 CABEÇALHO DE PACOTE IPV4 Conforme mostra a figura. Endereço IP de Origem O Endereço IP de Origem contém um valor binário de 32 bits que representa o endereço do host de origem do pacote da camada 3. 10 . como os que carregam dados de voz para telefonia. um roteador pode precisar fragmentar um pacote ao encaminhá-lo de um meio físico para outro que tenha uma MTU menor.1. Quando ocorre a fragmentação. Este cursos abrangerá estes 6 campos-chave:       Endereço IP de Origem Endereços IP de Destino Tempo de Vida ou Time-to-Live (TTL) Tipo de Serviço ou Type-of-Service (ToS) Protocolo Deslocamento de Fragmento Campos-Chave do Cabeçalho IPv4 Veja a descrição abaixo da imagem. Este valor permite que um mecanismo de Qualidade de Serviço (QoS) seja aplicado aos pacotes com alta prioridade. 11 Campo em um datagrama IP que fornece informações sobre a posição do fragmento dentro do datagrama original. A diminuição do valor de TTL a cada salto assegura que ele chegue a zero e que o pacote com um campo TTL expirado seja descartado.11 5. Endereços IP de Destino O Endereço IP de Destino contém um valor binário de 32 bits que representa o endereço do host de destino do pacote da camada 3. um protocolo IPv4 define muitos campos diferentes no cabeçalho do pacote. Alguns exemplos de valores:    01 ICMP 06 TCP 17 UDP Tipo de Serviço O campo Tipo de Serviço contém um valor binário de 8 bits que é usado para determinar a prioridade de cada pacote. O campo Protocolo possibilita que a camada de rede passe os dados para o protocolo apropriado das camadas superiores. a rede ficaria congestionada com os pacotes de dados que nunca chegariam a seus destinos. Quando o valor chega a zero. Estes campos contêm valores binários9 que os serviços IPv4 usam como referência ao enviarem pacotes através da rede. o roteador descarta ou abandona o pacote e ele é removido do fluxo de dados da rede. Deslocamento de Fragmento Conforme mencionado anteriormente. 9 Combinações de dígitos binários que representam determinado valor. Problema de rede no qual pacotes continuam sendo roteados num círculo sem fim. O campo deslocamento de fragmento11 identifica a ordem na qual o fragmento do pacote deve ser colocado na reconstrução. Tempo de Vida O Tempo de Vida (TTL) é um valor binário de 8 bits que indica o "tempo de vida" restante do pacote. Se os loops de roteamento tivessem permissão para continuar.

Quando um host de destino vê um pacote chegar com MF = 1. deslocamento de fragmentos = 0). o roteador descartará o pacote. ele examina o Deslocamento de Fragmentos para ver onde este fragmento deve ser colocado no pacote reconstruído.org/assignments/protocol-numbers Tipo de Serviço Propriedade de QoS: Permite ao roteador oferecer prioridade à informações de voz e através de dados regulares. a fragmentação do pacote NÃO será permitida. como DF e MF. Protocolo Tipo de playload de protocolo de dados: Indica se os dados são datagrama UDP ou segmento TCP. Se o bit da flag Não Fragmentar for configurado. Tempo de Vida Número de saltos antes do pacote ser descartado: Este valor é decrementado a cada salto para evitar que os pacotes sejam transportados pelo rede em ciclos de roteamento. se necessário . Se um roteador precisar fragmentar um pacote para permitir que ele passe para a camada de enlace de dados e o bit DF estiver definido como 1. Quando um host de destino recebe um quadro com MF = 0 e um valor diferente de zero no Deslocamento de Fragmentos. Permite pelo host de destino responder ao host de origem. O bit da flag Mais Fragmentos é configurado.ietf. Um pacote não fragmentado possui todas as informações de fragmentação iguais a zero (MF = 0. Links: RFC791 http://www.txt Para uma lista completa de valores do campo Número de Protocolo IP http://www. uma vez que os protocolos da camada de transporte gerenciam o recebimento das PDUs de maneira distinta.org/rfc/rfc0791. ele designa este fragmento como a última parte do pacote reconstruído.iana. Flag Esses 3 bits representam sinalizadores de controle.12 Flag Mais Fragmentos A flag Mais Fragmentos (MF) é um único bit no campo Flag usado com o Deslocamento de Fragmentos na fragmentação e reconstrução de pacotes. Endereço de Origem Endereço IPv4 do host que está enviado pacote: Permanece inalterado durante a passagem do pacote pela rede. Deslocamento de Fragmento Esses 13 bits permitem ao receptor determinar o local de um fragmento em especial no datagrama IP de origem. Flag Não Fragmentar A flag Não Fragmentar (DF) é um único bit no campo Flag que indica que a fragmentação do pacote não é permitida. o que significa que ele não é o último fragmento de um pacote.

Este cabeçalho é de 5*4 = 20 bytes. Opções . Comprimento Total = 472 Tamanho do pacote (cabeçalho e dados) é de 472 bytes.O campo de checksum é usado para a verificação de erros no cabeçalho do pacote. Necessário porque o campo Opções significa que o tamanho do cabeçalho pode variar e o protocolo precisa saber onde o cabeçalho termina e os dados começam ao processar o pacote. o pacote é descartado. por tanto. IHL = 5 Tamanho do cabeçalho em palavras de 32 bits (4 bytes). incluindo o cabeçalho e os dados. o checksum dever ser calculado em cada salto. o tamanho mínimo válido. Tempo de Vida = 123 . Em cada salto.Este campo é usado principalmente para identificar unicamente os fragmentos de um pacote IP original. com valores típicos de campos de cabeçalho. o checksum do cabeçalho deve ser comparado ao valor deste campo. Identificação . Outros Campos do Cabeçalho IPv4 Versão . Identificação = 111 Identificador do pacote original (necessário se ele for fragmentado mais tarde). Comprimento do Cabeçalho (IHL) . Deslocamento de Fragmento = 0 Denota que o pacote não está fragmentado atualmente (não há deslocamento). não aos dados encapsulados.13 Endereço de Destino Endereço IPv4 do host que está recebendo o pacote: Permanece inalterado durante a passagem do pacote pela rede.Especifica o tamanho do cabeçalho do pacote. Comprimento do Pacote . Uma observação: Este checksum só se aplica ao cabeçalho. Permite aos roteadores de cada salto encaminhar o pacote até o destino. Se o valor do checksum do cabeçalho não corresponder ao checksum calculado. o campo TTL é reduzido e a fragmentação também é possível. Versão = 4 Versão IP.Contém o número da versão IP (v4). Em cada salto. Pacote IP Típico A figura representa um pacote IP completo. Checksum do Cabeçalho . Flag = 0 Denota um pacote que pode ser fragmentado se necessário. mas eles raramente são utilizados.Há uma provisão para campos adicionais no cabeçalho IPv4 para oferecer outros serviços.Este campo fornece o tamanho total do pacote em bytes.

as redes podem ser agrupadas com base em fatores que incluem:    Localização geográfica Finalidade Propriedade . as redes baseadas em IP têm suas raízes em uma grande rede. Para aliviar estes problemas. cresceram também os problemas associados a esse crescimento. é mais prático e fácil gerenciar agrupando os hosts em redes específicas. Historicamente. Protocolo = 6 Significa que os dados carregados por este pacote são um segmento TCP. precisamos agrupar os hosts com fatores comuns na mesma rede. 5. elas podem tornar-se grandes demais para serem gerenciadas como uma única rede.1 REDES – SEPARANDO HOSTS EM GRUPOS COMUNS Uma das principais funções da camada de rede é fornecer um mecanismo para o endereçamento de hosts. conforme nossas redes crescem. Neste momento. Do mesmo modo. Conforme mostra a figura. Rede e sub-rede são termos geralmente usados alternadamente para denominar qualquer sistema de rede possível pelo compartilhamento de protocolos comuns de comunicação do modelo TCP/IP. Conforme esta rede única cresceu. Dividindo Redes Em vez de ter todos os hosts conectados a uma vasta rede global. precisamos dividir nossa rede. Quando planejamos a divisão da rede.14 Significa o tempo de processamento da camada 3 em segundos antes do pacote ser descartado (reduzido em pelo menos 1 a cada vez que um dispositivo processa o cabeçalho do pacote). é necessário um maior planejamento para gerenciar e fazer o endereçamento da rede. a grande rede foi separada em redes menores que foram interconectadas.2. Estas redes menores geralmente são chamadas sub-redes. Como o número de hosts da rede cresce.

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A empresa também emprega vendedores que apenas efetuam login uma vez por dia para registrar suas transações de venda. A divisão de redes com base no uso facilita a alocação eficiente dos recursos de rede. o que gera um mínimo de tráfego de rede. Estes arquivos consomem a maior parte da largura de banda disponível em quase todo o dia de trabalho. o melhor uso dos recursos de rede seria criar diversas redes pequenas. às quais alguns designers tivessem acesso. podemos reduzir o tráfego necessário para o uso de softwares e ferramentas específicos colocando os recursos para suportá-los na rede que contém os usuários. Agrupando Hosts por Finalidades Específicas Os usuários que possuem tarefas semelhantes normalmente usam os mesmos softwares. bem como o acesso autorizado a estes recursos. em redes separadas pode melhorar o gerenciamento e o funcionamento da rede. como cada edifício de um campus universitário ou cada andar de um edifício. Normalmente. considere uma empresa que emprega designers gráficos que usam uma rede para compartilhar arquivos multimídia muito grandes. Por exemplo. Os profissionais da área de redes precisam equilibrar o número de hosts em uma rede com a quantidade de tráfego gerado pelos usuários. . O volume do tráfego de dados na rede gerado por diferentes aplicações pode variar significativamente. O agrupamento de hosts de mesma localização. Neste cenário. e uma rede maior para que todos os vendedores usassem. ferramentas e possuem padrões comuns de tráfego.16 Agrupando Hosts Geograficamente Podemos agrupar os hosts de uma rede.

com/en/US/docs/internetworking/design/guide/nd2002. .html 5. quando não sobrecarregar.2. departamento) para criar redes ajuda a controlar o acesso aos dispositivos e dados. é muito mais difícil definir e limitar a responsabilidade das pessoas nas redes. bem como a administração das redes. elas apresentam problemas que podem ser pelo menos parcialmente aliviados com a divisão da rede em redes menores interconectadas. Os problemas comuns com grandes redes são:    Deterioração do desempenho Problemas de segurança Gerenciamento de Endereços Melhorando o Desempenho Um maior número de hosts conectados a uma única rede pode produzir volumes de tráfego de dados que podem forçar. conforme o crescimento das redes.2 POR QUE HOSTS DIVIDIDOS EM REDES? – DESEMPENHO Conforme mencionado anteriormente.cisco. Em uma rede grande.17 Agrupando Hosts por Propriedade O uso de uma base organizacional (empresa. os recursos de rede como a largura de banda e a capacidade de roteamento. A divisão dos hosts em redes separadas fornece um limite para o reforço e o gerenciamento da segurança de cada rede. Links: Projeto de redes http://www.

18 A divisão de grandes redes de modo que os hosts que precisam se comunicar sejam reunidos reduz o tráfego nas conexões de redes. Os broadcasts ficam contidos dentro de uma rede. 5. o gerenciamento da rede e o tráfego de controle (overhead) também aumentam com o número de hosts. . Neste contexto. Nesta pequena comunidade. Um contribuinte significativo para este overhead pode ser os broadcast. Um broadcast é uma mensagem enviada de um host para todos os outros hosts da rede. a segurança não era um problema significativo. Além das próprias comunicações de dados entre hosts. um host inicia um broadcast quando as informações sobre um outro host desconhecido são necessárias. Normalmente. Porém. uma rede também é conhecida como um domínio de broadcast13. as outras funções produtivas que o host está executando também são interrompidas ou deterioradas.3 POR QUE HOSTS DIVIDIDOS EM REDES? – SEGURANÇA A rede baseada em IP que se transformou na Internet tinha originalmente um pequeno número de usuários confiáveis nas agências governamentais dos Estados Unidos e nas organizações de pesquisa por elas patrocinadas. grandes números de hosts geram grandes números de broadcast que consomem a largura de banda. 12 13 Transmissão em que um dispositivo permite a todos os dispositivos dentro da rede ou para outra rede Rede lógica composta de todos os computadores e dispositivos de rede que podem ser alcançados enviando-se um quadro para o endereço de broadcast da camada de Enlace de Dados. O broadcast 12 é uma ferramenta necessária e útil usada pelos protocolos para habilitar a comunicação de dados nas redes. E em razão de alguns hosts precisarem processar o pacote de broadcast.2. Gerenciar o tamanho dos domínios de broadcast pela divisão de uma rede em sub-redes garante que o desempenho da rede e dos hosts não seja deteriorado em níveis inaceitáveis.

serviços.com/en/US/docs/internetworking/case/studies/cs003. A divisão de redes com base na propriedade significa que o acesso entre os recursos fora de cada rede pode ser proibido.19 A situação mudou conforme indivíduos. uma de pesquisa e outra de estudantes. Os dispositivos de rede de outras empresas e organizações não precisam conectar-se à sua rede. permitido ou monitorado. comunicações e dados são propriedade destes proprietários de redes. empresas e organizações desenvolveram suas próprias redes IP que se conectam à Internet. A função de firewall realizada por este dispositivo permite que somente os dados confiáveis e conhecidos acessem a rede.cisco. A segurança de redes é implementada em um dispositivo intermediário (um roteador ou aplicação de firewall) no perímetro da rede. uma rede universitária pode ser dividida em sub-redes. A divisão de uma rede com base no acesso dos usuários é um meio de assegurar as comunicações e os dados contra o acesso não autorizado de usuários tanto de dentro da organização quanto de fora dela. Os dispositivos. Por exemplo. O acesso à conexão de rede dentro de uma empresa ou organização pode ser garantido do mesmo modo.html . Links: Segurança nas redes IP http://www.

precisamos do endereçamento hierárquico.4 POR QUE HOSTS DIVIDIDOS EM REDES? – GERENCIAMENTO DE ENDEREÇOS A Internet consiste em milhões de hosts. o que possibilita que uma rede seja dividia com base nesses níveis. Ele também possui níveis que auxiliam no encaminhamento de pacotes através de conexões de redes. cada um identificado por seu endereço único na camada de rede. Este dispositivo intermediário é chamado gateway.5 POR QUE HOSTS DIVIDIDOS EM REDES? – ENDEREÇAMENTO HIERÁRQUICO Para conseguir dividir as redes. O gateway é um roteador em uma rede que funciona como saída dessa rede. Esperar que cada host conheça o endereço de todos os outros hosts seria impor uma sobrecarga de processamento a estes dispositivos de rede. os hosts precisam saber apenas o endereço de um dispositivo intermediário. Para todos os outros destinos. A divisão de grandes redes de modo que os hosts que precisam se comunicar sejam reunidos reduz o overhead desnecessário de todos os hosts que precisam conhecer todos os endereços.20 5. .2. 5. Um endereço hierárquico identifica cada host de maneira única.2. que deterioraria gravemente o seu desempenho. ao qual eles enviam pacotes para todos os outros endereços de destino.

Na Califórnia. cidade. o portador14 do correio local seria usado para encaminhá-la a seu destino final. Por exemplo. A cidade. CA 95134 USA Se uma carta fosse postada no país de origem. a agência de correio olharia primeiro o estado. Hierárquico15. Considerem o caso do envio de uma carta do Japão para um funcionário que trabalha na Cisco Systems. Na chegada aos Estados Unidos. Se uma grande rede precisa ser dividida em redes menores. Não há necessidade de que cada estágio de encaminhamento conheça a localização exata do destino. No momento em que o pacote chega à rede de destino. A carta teria que ser endereçada: Nome do Funcionário Cisco Systems 170 West Tasman Drive San Jose. podem ser criadas camadas adicionais de endereços. estado. a carta foi encaminhada para a direção geral até que o nome do funcionário fosse finalmente utilizado no destino. número e funcionário) em cada estágio do direcionamento da carta para o próximo salto torna este processo muito eficiente. você pode planejar seu endereço de rede em um modo hierárquico a fim de permitir um roteamento eficiente. os endereços postais são grandes exemplos de endereços hierárquicos. a rua e o nome da empresa não seriam examinados se a carta ainda precisasse ser encaminhada para o estado correto. 14 15 Onda eletromagnética ou corrente alternada de uma única frequência. A referência dirigida apenas ao nível relevante do endereço (país. a autoridade postal olharia apenas para o país de destino e veria que a carta estaria destinada para os Estados Unidos. O uso do esquema de endereçamento hierárquico significa que os níveis mais elevados de endereço (como o país no endereço postal) pode ser conservado. Os endereços hierárquicos da camada de rede funcionam de maneira muito semelhante. rua. Nenhum outro detalhe do endereço precisaria ser processado neste nível. Conforme mostra a figura. Lá. os esquemas de endereçamento da camada de rede são hierárquicos. o endereço de destino completo do host será usado para entregar o pacote. o nível médio denota os endereços de rede (estado ou cidade) e o nível inferior os hosts individuais. Os endereços da camada 3 fornecem a porção de rede do endereço. Os roteadores encaminham pacotes entre redes usando como referência apenas a parte do endereço da camada de rede que é necessário para direcionar o pacote à rede de destino. . Algo que é classificado de acordo com vários critérios em níveis ou camadas sucessivas. a carta seria direcionada para San Jose. Califórnia. apropriada para modulação para outro sinal portador dos dados.21 Para suportar as comunicações de dados nas conexões de redes.

Nos dispositivos em uma rede IPv4. a porção de rede do endereço é estendida para usar bits da porção de host do endereço. independentemente do número de sub-redes criadas. O uso do endereçamento hierárquico significa que os níveis superiores de endereço são conservados. e ao mesmo tempo asseguram que cada host possua um único endereço. Os roteadores precisam saber apenas como alcançar cada rede. Considerando que o endereço Ipv4 é de 32 bits. quando os bits de host são usados para dividir uma rede. Por exemplo. o prefixo é denominado /24. A primeira parte identifica a rede e a segunda parte identifica um host nesta rede.18).2.iana. a máscara de sub-rede 255. (192. a porção de rede do endereço de todos os hosts de uma rede é o mesmo. sub-redes serão criadas resultando em um número menor de hosts em cada sub-rede. identificam a porção de rede do endereço. As duas partes são necessárias para um endereço IP completo. em vez de precisar saber a localização de cada host individualmente. como localização. os endereços IPv4 são divididos em quatro grupos de oito bits (octetos). Este é um endereçamento hierárquico porque a porção de rede indica a rede na qual cada endereço único de host se localiza. todos os 32 bits são necessários para identificar um host individual. com o propósito de esclarecimento.168. Links Internet Assigned Numbers Authority http://www. podem ser criadas camadas adicionais de endereços. gerenciamento de desempenho de rede e segurança.18. os administradores de rede têm a flexibilidade de dividir as redes para satisfazer diferentes necessidades. um número separado de 32 bits chamado máscara de sub-rede indica o prefixo. os primeiros 24 bits de um endereço IPv4 serão usados como a porção de rede neste capítulo.255. conforme mostra a figura.0. os primeiros três octetos. Por exemplo . Por questão de conveniência.6 DIVIDINDO AS REDES – REDES DE REDES Se uma grande rede precisa ser dividida em redes menores. se uma rede usa 24 bits para expressar a porção de rede de um endereço.0 tem um prefixo /16. por exemplo. No entanto. Para dividir uma rede. Estes bits de host emprestados são usados depois como bits de rede para representar as diferentes sub-redes dentro do escopo da rede original. Cada octeto é convertido em seu valor decimal e o endereço completo é escrito como os quatro valores decimais separados por pontos.22 5. O número de bits de um endereço usado como porção de rede é chamado de tamanho do prefixo16. A extensão do comprimento do prefixo ou máscara de sub-rede possibilita a criação destas sub-redes. O endereço lógico IPv4 de 32 bits é hierárquico e é composto de duas partes. e o último octeto (57) identifica o host.192. . No entanto. com um nível de sub-rede e por último o nível de hosts.org/ 16 Número de bits usado para definir a máscara de sub-rede. Com o endereçamento hierárquico IPv4.168.57 Neste exemplo. Deste modo.

este endereço de gateway é o endereço da interface de um roteador que está conectado à mesma rede do host. Para comunicar-se com um dispositivo em outra rede. a rede local entregará o pacote desde a origem até seu roteador de gateway. Tenha em mente que não é possível para um host específico conhecer o endereço de todos os dispositivos da Internet com o qual ele poderá ter que se comunicar. o host usa o endereço deste gateway ou gateway padrão para encaminhar um pacote para fora de sua rede local. os hosts se comunicam uns com os outros sem necessidade de qualquer dispositivo intermediário da camada de rede. desde o host de origem até o host de destino. ele encaminhará o pacote para o roteador de próximo salto que oferece o caminho para a rede de destino.ietf. Como parte de sua configuração. o pacote poderá transportar uma PDU da camada de transporte através de muitas redes e muitos roteadores. as informações nele contidas não são alteradas por nenhum roteador quando as decisões de encaminhamento são tomadas. O roteador também precisa de uma rota que defina para onde encaminhar o pacote logo em seguida. Entretanto. Conforme mostra a figura.1 PARÂMETROS DE DISPOSITIVOS – SUPORTANDO A COMUNICAÇÃO FORA DE NOSSA REDE Dentro de uma rede ou sub-rede. O roteador examina a porção de rede do endereço de destino do pacote e encaminha o pacote para a interface apropriada.23 5. um host possui um gateway padrão definido. Se a comunicação for entre os hosts de redes diferentes.org/rfc/rfc0823. O pacote e seu encapsulamento da camada de rede também permanecem basicamente intactos através de todo o processo. Se . Quando um host precisa se comunicar com outra rede. Se o host de destino estiver na mesma rede do host de origem. A cada salto. Durante o encapsulamento no host de origem. Conforme isso ocorre.3. Se uma rota estiver disponível para o roteador. o pacote será entregue entre os dois hosts no meio físico local sem a necessidade de um roteador. Links RFC823 http://www.txt 5. Isso é chamado de endereço de próximo salto. um pacote IP é construído na camada 3 para transportar a PDU da camada 4. as decisões de encaminhamento são baseadas nas informações do cabeçalho do pacote IP. se o host de destino e o host de origem não estiverem na mesma rede. a função da camada de rede é transferir os dados do host que os originou para o host que os utilizará.2 PACOTES IP – TRANSPORTANDO DADOS DE UMA EXTREMIDADE A OUTRA Como você sabe.3. um dispositivo intermediário ou roteador atua como gateway para a outra rede.

org/rfc/rfc0823. Muitos roteadores ou saltos ao longo do caminho poderão processar o pacote antes da chegada ao destino. Então.ietf.txt 17 Uma rede que está diretamente conectada a uma interface de dispositivo. Se a rede de destino não for diretamente conectada.24 a rede de destino for diretamente conectada17 a este roteador.txt RFC823 http://www.ietf. redes conectadas à interface do roteador são conhecidas como diretamente conectadas. o encaminhamento do pacote será responsabilidade deste segundo roteador. o pacote será encaminhado para um segundo roteador que será o roteador de próximo salto. . Veja as etapas nas imagens abaixo. Links RFC791 http://www. Por exemplo.org/rfc/rfc0791. o pacote será encaminhado diretamente ao host.

Se a porção de rede do endereço de destino do pacote for diferente da rede do host de origem.3.25 5.3 GATEWAY – A SAÍDA DA NOSSA REDE O gateway. é necessário para enviar um pacote para fora da rede local. Para . também conhecido como gateway padrão. o pacote terá que ser roteado para fora da rede original.

o pacote é enviado para o gateway. A interface do gateway possui um endereço da camada de rede que corresponde ao endereço de rede dos hosts. o dispositivo precisa ter uma rota para identificar para onde encaminhar o pacote. o endereço IP do gateway padrão de um host pode ser visualizado pela execução dos comandos ipconfig ou route na linha de comando de um computador Windows.26 que isso ocorra.microsoft. Tanto o endereço IPv4 do host quanto o endereço do gateway devem possuir a mesma porção de rede (ou sub-rede. Este gateway é a interface de um roteador conectado à rede local.com/technet/community/columns/cableguy/cg0903.mspx Confirmando o Gateway e a Rota Conforme mostra a figura. Nenhum pacote pode ser encaminhado sem uma rota. Configuração do gateway do host http://www. Gateway Padrão O gateway padrão é configurado em um host. Quer o pacote tenha origem em um host ou esteja sendo encaminhado por um dispositivo intermediário. as ferramentas Propriedades do Internet Protocol (TCP/IP) são usadas para inserir o endereço IPv4 do gateway padrão. Os hosts são configurados para reconhecer este endereço como o gateway. se for o caso) de seus respectivos endereços. Em um computador Windows. . O comando route também é usado em um host Linux ou UNIX.

ietf. Para encaminhar os pacotes. As redes conectadas estão diretamente ligadas a uma das interfaces do roteador. Para encaminhar um pacote. o roteador requer uma rota para essa rede. todas as outras rotas precisam ser configuradas ou adquiridas por meio de um protocolo de roteamento. O roteador usa essa lista de redes para onde enviar os dados. os roteadores também adicionam rotas para redes conectadas à sua tabela de roteamento18. A tabela de roteamento armazena informações sobre redes conectadas e remotas. ou então aprendidas automaticamente com o uso de protocolos de roteamento19. OSPF e RIP. Se não existir uma rota para a rede de destino. Porém. conforme apropriado. Estas interfaces são os gateways para os hosts em diferentes redes locais. o pacote não poderá ser encaminhado. o roteador precisa saber para onde enviá-lo. Assim como os dispositivos finais. um host também pode ter suas rotas acrescentadas manualmente por meio de configurações. Para encaminhar um pacote para uma rede de destino.27 Um host precisa encaminhar um pacote para o host na rede local ou para o gateway. Este processo de encaminhamento é chamado de roteamento. e então encaminhar o pacote para o endereço deste próximo salto. Embora isso não seja feito geralmente.4 UMA ROTA – O CAMINHO PARA REDE Uma rota para pacotes para destinos remotos é acrescentada com o uso do endereço do gateway padrão como o próximo salto. Exemplos de protocolos de roteamento incluem IGRP. Um roteador toma uma decisão de encaminhamento para cada pacote que chega à interface de gateway. o host precisa ter rotas que representem estes destinos. As rotas da tabela de roteamento possuem três atributos principais:    Rede de destino Próximo salto Métrica 18 Tabela armazenada na memória de um roteador ou em outro dispositivo de rede interconectados que companha o roteamento para destinos de rede em especial.txt 5. . 19 Protocolo que realiza o roteamento por meio da implementação de um algoritmo de roteamento específico. Agora. As rotas para essas redes podem ser configuradas manualmente no roteador pelo administrador da rede. A rede de destino pode estar a alguns roteadores ou saltos de distância do gateway. e não o roteador final.3. a tabela de roteamento inclui essa rede como uma rede diretamente conectada. Quando a interface de um roteador é configurada com um endereço IP e uma máscara de sub-rede. Links RFC823 http://www. As redes remotas são redes que não estão diretamente conectadas ao roteador. A rota para essa rede indicaria somente o roteador de próximo salto para o qual o pacote deve ser encaminhado. O processo de roteamento usa uma rota para mapear o endereço da rede de destino para o próximo salto. a interface torna-se parte dessa rede. Esta informação está disponível na forma de rotas em uma tabela de roteamento.org/rfc/rfc0823.

você poderá querer indicar rotas mais específicas de um host. Você pode usar as seguintes opções para o comando route para modificar o conteúdo da tabela de roteamento: route ADD route DELETE route CHANGE Links RFC823 http://www. a métrica será utilizada para decidir qual rota aparecerá na tabela de roteamento.org/rfc/rfc0823. Se uma rota que representa a rede de destino não estiver na tabela de roteamento. a tabela do host normalmente contém sua conexão ou conexões diretas com a rede e sua própria rota padrão para o gateway. Diferente da tabela de roteamento de um roteador. Conforme mostra a figura. o pacote será descartado (ou seja. Como vocês sabem. Os hosts também requerem uma tabela de roteamento local para assegurar que os pacotes da camada de rede sejam direcionados para a rede de destino correta. A configuração do endereço do gateway padrão no host cria a rota padrão local. A rota padrão é usada quando a rota de destino não está representada por qualquer outra rota na tabela de roteamento. Conforme mostra a figura. Em algumas circunstâncias. a tabela de roteamento de um computador host pode ser verificada na linha de comando pela execução dos comandos route.28 O roteador associa o endereço de destino do cabeçalho do pacote à rede de destino de uma rota da tabela de roteamento. O roteador também pode usar uma rota padrão20 para encaminhar o pacote. Tabela de Roteamento dos Hosts Um host cria as rotas usadas para encaminhar os pacotes que gera. e encaminha o pacote para o roteador de próximo salto especificado por essa rota. que contém tanto rotas locais quanto remotas. Estas rotas para as redes locais permitem que os pacotes sejam entregues aos hosts conectados a estas redes. a tabela de roteamento de um roteador Cisco pode ser verificada com o comando show ip route. não será encaminhado). os pacotes não podem ser encaminhados pelo roteador sem uma rota. netstat-r. Se houver duas ou mais rotas possíveis para o mesmo destino.txt 20 A rota usada por um roteador não há outra rota conhecida para o endereço de destino de determinado pacote. A rota correspondente pode ser uma rota para uma rede diretamente conectada ou uma rota para uma rede remota. ou route PRINT. . Os hosts acrescentam automaticamente todas as redes conectadas às rotas.ietf. Estas rotas derivam da rede conectada e da configuração do gateway padrão.

4.0 10. Porém.55 seria: 1. seria utilizado.3.1.0.1. considerem enviar a mesma carta do Japão para o endereço 170 West Tasman Drive San Jose. 5.0.0 não estiver listada no roteamento.5 A REDE DE DESTINO Entradas da Tabela de Roteamento A rede de destino mostrada em uma entrada da tabela de roteamento.0 0. Se uma rota para 10.1. o mais específico.1.0 (Rota padrão.29 5. California USA" ou "170 West Tasman Drive San Jose.0.1. 10.55. A natureza hierárquica do endereçamento da camada 3 significa que uma entrada de rota pode referir-se a uma grande rede geral e outra entrada pode referir-se a uma sub-rede dessa mesma rede.1.1. o roteador selecionará a rota mais específica. para outra carta em que o número do edifício fosse desconhecido.1. California USA. representa uma série de endereços de hosts e.0 10. algumas vezes. a terceira opção forneceria a melhor opção de endereço. um pacote destinado à uma sub-rede de uma rede maior seria roteado com o uso da rota para a sub-rede. mas houver uma rota disponível para 10.0. Da mesma maneira. Entretanto.0.1. uma série de endereços de redes e hosts.0.1. se um pacote chegar a um roteador com o endereço de destino 10. 3.1. Conforme mostra a figura. se configurada) Descartado . a precedência da seleção de rota para o pacote que vai para 10. o pacote será encaminhado para o roteador de próximo salto para essa rede. Qual endereço você usaria: "USA" ou "San Jose California USA" ou "West Tasman Drive San Jose. Logo. California USA"? O quarto endereço.0. chamada de rota. o roteador encaminhará o pacote a um roteador de próximo salto associado a uma rota para a rede 10. Ao encaminhar um pacote. Retornando ao exemplo anterior do endereçamento postal.1. 2.0. um pacote endereçado a uma sub-rede diferente dentro da mesma rede maior seria roteado com o uso de uma entrada mais geral.

ietf.30 Rota Padrão Um roteador pode ser configurado para ter uma rota padrão.0.0 é usado com esta finalidade. Para um host em uma rede. A rota padrão é usada para encaminhar pacotes para os quais não há entrada na tabela de roteamento para a rede de destino.0.3.6 O PRÓXIMO SALTO – PARA ONDE O PACOTE VAI EM SEGUIDA O próximo salto é o endereço do dispositivo que processará o pacote em seguida.txt 5. o endereço da rede de destino é examinado e comparado com as rotas da tabela de roteamento. o roteador encaminha o pacote pela interface na qual o roteador de próximo salto está conectado. O roteador de próximo salto é o gateway para redes além daquele destino intermediário. Na tabela de roteamento de um roteador. Nas redes IPv4. Então. o endereço de próximo salto para essa rota é usado para encaminhar o pacote a seu destino. o endereço 0. o endereço do gateway padrão (interface do roteador) é o próximo salto para todos os pacotes destinados a uma outra rede.org/rfc/rfc0823. Links RFC823 http://www. cada rota lista um próximo salto para cada endereço de destino que fizer parte da rota. Uma rota padrão é uma rota que corresponderá a todas as redes de destino. Conforme cada pacote chega a um roteador. . Quando uma rota correspondente é determinada. Os pacotes com um endereço de rede de destino que não corresponde a uma rota mais específica na tabela de roteamento são encaminhados para o próximo salto associado à rota padrão.

O roteador fará uma destas três coisas com o pacote:    Encaminhá-lo para o roteador de próximo salto Encaminhá-lo para o host de destino Descartá-lo Verificação do Pacote Como dispositivo intermediário.3. Conforme mostra a figura. os pacotes que chegam às interfaces do roteador estão encapsulados como PDUs da Camada de Enlace de Dados (camada 2). Algumas rotas podem ter múltiplos próximos saltos. Para ser inserido na rede conectada. Porém. Estas são rotas paralelas que o roteador pode usar para encaminhar pacotes. encapsulado pelo protocolo da camada 2 e enviado para o endereço do próximo salto.ietf. o pacote será encaminhado para a interface com a qual a rede está conectada. Isso indica que existem múltiplos caminhos para a mesma rede de destino. Se uma rota correspondente na tabela de roteamento mostrar que a rede de destino está diretamente conectada ao roteador.7 ENCAMINHAMENTO DE PACOTES – LEVANDO O PACOTE AO SEU DESTINO O roteamento é feito pacote por pacote e salto a salto. Neste caso. o roteador examina o endereço IP de destino de cada pacote e então checa a tabela de roteamento procurando as informações de encaminhamento. e depois encaminhado pela interface. Cada pacote é tratado independentemente em cada roteador ao longo do caminho. A cada salto. Se a rota que corresponde à rede de destino de um pacote for uma rede remota. .31 As redes diretamente conectadas a um roteador não possuem endereço de próximo salto porque não existe um dispositivo intermediário entre o roteador e essa rede.txt 5.org/rfc/rfc0823. O roteador pode encaminhar pacotes diretamente pela interface dessa rede em direção ao host de destino. é examinado o endereço de destino no cabeçalho do pacote. o pacote será encaminhado para a interface indicada. não há próximo salto. Seleção do Próximo Salto No roteador. o roteador processa o pacote na camada de rede. o roteador primeiro descarta o encapsulamento da camada 2 para que o pacote possa ser examinado. o pacote precisa primeiro ser reencapsulado pelo protocolo da camada 2. Links RFC823 http://www.

se uma tabela de roteamento não possuir uma entrada para uma rota mais específica para um pacote que chega. Como o pacote passa através dos saltos na conexão entre redes. Além disso. Se em qualquer roteador não for encontrada uma rota para a rede de destino na tabela de roteamento e não houver uma rota padrão. Neste caso. conhece somente o endereço do próximo salto. se houver uma. Este roteador pode ser o roteador ao qual essa rede está conectada. e encaminhar pacotes posteriores para próximos saltos diferentes. Esta função prejudicaria a eficiência do protocolo e os baixos overhead. ele deverá eventualmente chegar a um roteador que possui uma rota para a rede de destino. Os roteadores ao longo do caminho podem aprender novas rotas enquanto ocorre a comunicação. O roteador. Nesta interface. São utilizados outros protocolos para reportar estes erros. este roteador encaminhará o pacote para a rede local até o host de destino. Este processo pode ocorrer algumas vezes até que o pacote chegue a sua rede de destino. nem todos os pacotes que vão para o mesmo destino serão encaminhados para o próximo salto em cada roteador. o pacote será encaminhado para a interface indicada por uma rota padrão. a cada salto. ele não conhece os detalhes do caminho para o host de destino remoto. Se o pacote for encaminhado com o uso de uma rota padrão. o pacote será descartado. A rota padrão também é conhecida como o Gateway de Último Recurso. todos os roteadores necessitam de uma rota para encaminhar um pacote. o pacote será encapsulado pelo protocolo da camada 2 e enviado para o roteador de próximo salto. O IP não possui meios para devolver um pacote ao roteador anterior se um roteador específico não tiver para onde enviar o pacote. As rotas padrão são importantes porque o roteador de gateway provavelmente não possui uma rota para todas as redes possíveis na Internet. .32 Usando a Rota Padrão Conforme mostra a figura.

org/rfc/rfc0823. Para as decisões de roteamento.33 Links RFC823 http://www.txt 5.1 PROTOCOLOS DE ROTEAMENTO – COMPARTILHANDO REDES O roteamento requer que todos os saltos ou roteadores ao longo do caminho para o destino de um pacote tenham uma rota para encaminhar o pacote.4. . Estas informações de rotas podem ser configuradas manualmente no roteador ou aprendidas dinamicamente através de outros roteadores da mesma rede. a tabela de roteamento precisa descrever o estado mais preciso dos caminhos de rede que o roteador pode acessar. Ele só precisa conhecer o próximo salto do caminho para a rede de destino do pacote. Cada roteador no caminho não precisa de uma rota para todas as redes. A desatualização das informações de roteamento implica na impossibilidade de encaminhar os pacotes para o próximo salto mais apropriado. causando atrasos ou perda de pacotes. A tabela de roteamento contém as informações que o roteador usa em suas decisões de encaminhamento de pacotes. Do contrário. o pacote será descartado nesse salto. Depois que as interfaces de um roteador estiverem configuradas e operando.ietf. a rede associada a cada interface será instalada na tabela de roteamento como uma rota diretamente conectada.

2 ROTEAMENTO ESTÁTICO As rotas para redes remotas com os próximos saltos associados podem ser configuradas manualmente no roteador. é requerido o conhecimento da estrutura da conexão entre redes. Em segundo lugar. Isso significa que os roteadores que empregam estes protocolos precisam ter capacidade de processamento suficiente tanto para implementar os algoritmos dos protocolos como para realizar em tempo hábil o roteamento e o encaminhamento dos pacotes. Portanto. que consome a largura de banda da rede. as informações de rotas que um roteador recebe são processadas intensivamente por protocolos como EIGRP e OSPF. Os protocolos de roteamento são o conjunto de regras pelas quais os roteadores compartilham dinamicamente suas informações de roteamento. resultando em atrasos e possíveis perdas de pacotes. as informações de roteamento podem ficar incompletas ou imprecisas. a manutenção da tabela de roteamento por configuração estática manual nem sempre é possível. são utilizados os protocolos de roteamento dinâmico. todos os roteadores possuem tabelas de roteamento precisas que são atualizadas dinamicamente e podem aprender rotas para redes remotas que se localizam a muitos saltos de distância. passa essas informações para outros roteadores. A figura mostra um exemplo de um roteador compartilhando rotas. para criar as entradas na tabela de roteamento.4. a troca de informações de rotas adiciona overhead. cada rede de destino conhecida precisa ter uma rota ou uma rota padrão configurada. Primeiro. ele atualiza sua própria tabela de roteamento e. Se o roteador está conectado a outros roteadores. 5. Desse modo. estas mudanças terão que ser inseridas por atualização manual em todos os roteadores.3 ROTEAMENTO DINÂMICO Embora seja essencial para todos os roteadores ter um conhecimento abrangente das rotas. 21 Roteamentos que depende de todas digitadas manualmente na tabela de roteamento. como a estrutura da conexão entre redes muda com a disponibilidade de novas redes. Isso é conhecido como roteamento estático21.4. . Em razão dos pacotes serem encaminhados a cada salto. especialmente para os links de baixa largura de banda entre os roteadores. existem custos.34 5. Este overhead pode ser um problema. Para assegurar que os pacotes sejam roteados para os melhores próximos saltos possíveis. por sua vez. Os protocolos de roteamento comuns são:    Routing Information Protocol (RIP) Enhanced Interior Gateway Routing Protocol (EIGRP) Protocolo OSPF Embora os protocolos de roteamento forneçam tabelas de roteamento atualizadas aos roteadores. Se a atualização não for realizada a tempo. estas informações são passadas para outros roteadores. Conforme os roteadores aprendem as alterações ocorridas nas rede nas quais atuam como gateways. Quando um roteador recebe informações sobre novas rotas ou alteração de rotas. Uma rota padrão também pode ser configurada estaticamente. Além disso. ou aprendem as alterações nos links entre os roteadores. todos os roteadores devem ser configurados com rotas estáticas para os próximos saltos que reflitam sua localização na conexão entre redes.

não requer nenhum processamento por parte do roteador. Os dados são encapsulados em um pacote. Se não houver uma entrada de roteamento. sem considerar o tipo de dado. O endereçamento hierárquico da camada de rede.ietf.35 O roteamento estático não produz nenhum overhead na rede e insere as entradas diretamente na tabela de roteamento. o roteador poderá encaminhar o pacote para uma rota padrão ou descartá-lo. O custo do roteamento estático é administrativo: a configuração e manutenção manuais da tabela de roteamento asseguram um roteamento eficiente.txt Elementos básicos de roteamento http://www. o pacote é passado para o Gateway padrão para o encaminhamento à rede de destino. com porções de rede e de host. dinâmicas e padrão para fornecer as rotas necessárias. O cabeçalho do pacote possui campos que incluem o endereço de destino do pacote. O Gateway é uma interface de um roteador que verifica o endereço de destino. facilita a divisão das redes em sub-redes e possibilita que o endereço de rede seja usado para o encaminhamento dos pacotes a seus destinos em vez de usar cada endereço individual de host. Se o endereço de destino não estiver na mesma rede do host de origem. são usadas combinações de rotas estáticas. A versão 4 do IP (IPv4) é o protocolo da camada de rede que será usada como exemplo ao longo deste curso. . o roteador encaminhará o pacote para uma rede conectada ou para o Gateway de próximo salto. Esta comunicação sem conexão e não confiável é rápida e flexível.com/en/US/docs/internetworking/technology/handbook/Routing-Basics. Se a rede de destino for uma entrada em sua tabela de roteamento.org/rfc/rfc0823. A função da camada de rede é transportar dados de um host para outro. mas as camadas superiores precisam fornecer mecanismos para garantir a entrega dos dados. Links RFC823 http://www. As entradas da tabela de roteamento podem ser configuradas manualmente em cada roteador para proporcionar um roteamento estático. Em muitas conexões de redes. ou os roteadores podem trocar dinamicamente as informações de rotas entre si usando um protocolo de roteamento. se necessário.cisco.html RESUMO O protocolo mais importante da camada de rede (camada 3 do OSI) é o Internet Protocol (IP). O roteamento IP da camada 3 não garante uma entrega confiável nem estabelece uma conexão antes da transmissão dos dados.

que é removido do fluxo de dados da rede. O encapsulamento IPv4 é mantido assim que o pacote deixa a camada de rede do host de origem até que chega a camada de rede de destino. sempre que o pacote for processado pelo roteador (ou seja. Se a parte de rede do endereço de destino do pacote for diferente da rede do host de origem. Relacione três motivos para divisão de rede em pequenos grupos de hosts. a PDU da Camada de Transporte encapsula. O roteamento realizado por dispositivos intermediários considera apenas o conteúdo do cabeçalho do pacote do segmento encapsulado.36 QUESTIONÁRIO 1. o pacote de ser roteado para fora da rede de origem. 5. O valor TTL é decrescido de um valor. Em todos os casos. O decremento do valor TTL em cada salto irá assegurar que seja eventualmente “zerado” e que o pacote com o campo TTL esgotado seja removido. 6. Quando o valor se tornar zero. Defina o objetivo do campo Time-To-Live (TTL) no cabeçalho do pacote IPV4. a cada salto). Se o loop do roteamento continuar. Os hosts são configurados para reconhecer o endereço como gateway. também conhecido como gateway padrão. 2. permanece a mesma durante os processos da Camada de Rede. Qual o objetivo de configurar um host com endereço do gateway padrão? O gateway. Este mecanismo evita que os pacotes que não podem alcançar o seu destino sejam enviados indefinidamente entre outros roteadores em um loop de roteamento. o pacote é enviado ao gateway. 3. O campo de endereço de destino IPv4 contém o endereço de Camada 3 do host de destino. no mínimo. . o roteador descarta ou abandona o pacote. 4. O campo Time-To-Live (TTL) é um valor binário com 8 bits que indica o “tempo de vida” restante do pacote. O roteador utiliza a parte de rede de endereço para determinar o local onde o pacote será enviado. de forma que a rede possa enviar para o host de destino. O que a Camada de Rede deve fazer com a PDU da Camada de Transporte de modo que possa haver comunicação entre um host a outro? O protocolo da Camada de Rede encapsula ou “empacota” o segmento ou datagrama da Camada de Transporte. ou seja. Nesse caso. A interface do gateway possui uma camada de rede que corresponde ao endereço de rede dos hosts. a parte dos dados do pacote. é necessário para enviar um pacote para fora da rede local. a rede pode ficar congestionada com pacotes de dados que jamais chegarão ao seu destino. O gateway é uma interface é uma interface conectada à rede local.  Localização geográfica  Objetivo  Proprietário Quais são as três características básicas do IPv4?  Sem conexão: nenhuma conexão é estabelecida antes do envio de pacote  Best Effort (não confiável): não há recursos adicionais para garantir a entrega do pacote  Independente do meio físico: funciona de maneira independente do meio de transporte dos dados Descreve o campo do cabeçalho do pacote usado pelo roteador para determinar o local onde o pacote será enviado.

Quais são os dois tipos de redes mostradas na tabela de roteamento?  Redes diretamente conectadas  Redes remotas A tabela de roteamento armazena informações sobre redes conectadas diretamente e redes remotas. Em cada salto. Se a rede de destino para um pacote não estiver na tabela de roteamento do roteador. a métrica será utilizada par decidir o “próximo salto”. Se houver duas ou mais rotas possíveis ao mesmo destino. se estiver configurada 10. Relacione as ações prováveis que um roteador pode executar para um pacote. o roteador examina o endereço IP de destino para cada pacote e verifica a tabela de roteamento para obter as informações de encaminhamento. O encaminhamento ou roteamento de um pacote é realizado pacote por pacote.  Rede de destino  Métrica  “Próximo salto” O roteador compara o endereço de destino no cabeçalho do pacote com a rede de destino de uma rota na tabela de roteamento e envia o pacote ao rotador de “próximo salto” especificado pela rota. As rotas para essas redes podem ser configuradas manualmente no roteador do administrador da rede ou reconhecidas dinamicamente por meio de protocolos de roteamento. Descreva as três características de uma rota relacionada em uma tabela de roteamento. ou  O pacote será encaminhado à rota padrão. 9. quais são os dois resultados possíveis?  O pacote será descartado. salto a salto. O roteador tomará uma das seguintes ações com o pacote:  O encaminhará ao roteador de próximo salto  O encaminhará ao host de destino  O rejeitará . Cada pacote é tratado de maneira independente em cada roteador ao longo do caminho. 8. Essas interfaces são os gateways dos hosts em redes locais e distintas. As redes remotas são redes que não são conectadas diretamente ao roteador.37 7. As redes conectadas são anexadas diretamente a uma das interfaces do roteador.

3.2.2.3 POR QUE HOSTS DIVIDIDOS EM REDES? – SEGURANÇA 5.2 O PROTOCOLO IPV4 – EXEMPLO DE PROTOCOLO DA CAMADA DE REDE 5.2.38 5.7 CABEÇALHO DE PACOTE IPV4 5.6 DIVIDINDO AS REDES – REDES DE REDES 5.3.3.2 POR QUE HOSTS DIVIDIDOS EM REDES? – DESEMPENHO 5.1 INTRODUÇÃO AO CAPÍTULO 5.3.2.4.2.5 A REDE DE DESTINO 5.1.3 ROTEAMENTO DINÂMICO RESUMO QUESTIONÁRIO 4 5 6 7 8 9 10 11 14 17 18 20 20 22 23 23 25 27 29 30 31 33 34 34 35 36 .7 ENCAMINHAMENTO DE PACOTES – LEVANDO O PACOTE AO SEU DESTINO 5.5 O PROTOCOLO IPV4 – INDEPENDÊNCIA DO MEIO FÍSICO 5.1 REDES – SEPARANDO HOSTS EM GRUPOS COMUNS 5.1 PARÂMETROS DE DISPOSITIVOS – SUPORTANDO A COMUNICAÇÃO FORA DE NOSSA REDE 5.4 UMA ROTA – O CAMINHO PARA REDE 5.1 CAMADA DE REDE (IPV4) – COMUNICAÇÃO HOST A HOST 5.3.2 PACOTES IP – TRANSPORTANDO DADOS DE UMA EXTREMIDADE A OUTRA 5.5 POR QUE HOSTS DIVIDIDOS EM REDES? – ENDEREÇAMENTO HIERÁRQUICO 5.1.2.3.0.1.1.4 POR QUE HOSTS DIVIDIDOS EM REDES? – GERENCIAMENTO DE ENDEREÇOS 5.4.3.1 PROTOCOLOS DE ROTEAMENTO – COMPARTILHANDO REDES 5.1.1.3 O PROTOCOLO IPV4 – SEM CONEXÃO 5.1.6 PACOTE IPV4 – EMPACOTANDO A PDU DA CAMADA DE TRANSPORTE 5.3 GATEWAY – A SAÍDA DA NOSSA REDE 5.4.4 O PROTOCOLO IPV4 – MELHOR ESFORÇO 5.6 O PRÓXIMO SALTO – PARA ONDE O PACOTE VAI EM SEGUIDA 5.2 ROTEAMENTO ESTÁTICO 5.