UNIVERSIDADE DA INTEGRAÇÃO INTERNACIONAL DA LUSOFONIAAFRO-BRASILEIRA PRO-REITORIA DE GRADUAÇÃO CURSO DE ENGENHARIA DE ENERGIAS

JAIRO LIMA DO NASCIMENTO

MEDIDAS EM QUÍMICA
MASSA E VOLUME

REDENÇÃO – CE 24 DE MARÇO DE 2012

do curso de Engenharia de Energias da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira.1 JAIRO LIMA DO NASCIMENTO MEDIDAS EM QUÍMICA MASSA E VOLUME Relatório apresentado como requisito para nota parcial da disciplina de Química II. Dra. Guimarães REDENÇÃO – CE 24 DE MARÇO DE 2012 . Artemis P. Orientadora: Prof.

.......... 5 Verificação de Precisão/Exatidão...........................2 5 6 INTRODUÇÃO................................................................................................... 5 RESULTADOS E DISCUSSÃO..................................................... 7 REFERÊNCIAS.................................................................2 SUMÁRIO 1 2 3 4 4.......................................... MATERIAIS............................................... 6 CONCLUSÕES....................................................................................................... PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL............................................................. 3 4 4 4 Medidas de Massa e Volume........................................................................................................................................................................................................................... OBJETIVOS................................... 7 ...............1 4...........................................

BURSTEN. . A massa é definida como “a medida da quantidade de material em um objeto” (BROWN. Os balões volumétricos também se mostram eficazes na medição de volumes específicos de líquidos. Um laboratório dispõe de diversos equipamentos para atender essa necessidade. não possui definição como a massa. No campo experimental da química é essencial saber como realizar medidas de forma precisa e exata. LEMAY. LEMAY. “seringas. 15). nos laboratórios do Departamento de Química do Campus do Pici pertencente à Universidade Federal do Ceará.3 1 INTRODUÇÃO O presente relatório é referente à aula prática da disciplina de Química realizada no dia 24 de março de 2012. 13). como por exemplo. segundo Maia e Bianchi (2007). Alguns equipamentos demonstram mais precisão em relação a outros. que na ocasião substituía a professora Artemis Guimarães que leciona a disciplina. corresponde à aproximação entre medidas individuais e o valor que se aceita como correto ou “verdadeiro”. 2005. entre outros. A aula foi ministrada pelo professor doutor José Berto Neto. e quais instrumentos utilizar. 2005. Os autores também indicam que a exatidão. quantidades de massa ou volume. BURSTEN. entretanto é necessário saber quais deles auxiliarão quando se desejarem medidas precisas e exatas. p. também chamada acurácia. Com base em tais conhecimentos buscou-se na aula prática a habituação com esses instrumentos e sua correta utilização para alcançar medidas que atendam aos conceitos de precisão e exatidão. BURSTEN. p. LEMAY. Por sua vez o volume. entretanto podemos considerá-lo como o espaço que alguma quantidade de matéria ocupa. buretas e pipetas que permitem verter líquidos com mais precisão do que provetas” (BROWN. Entretanto embora se encontrem medidas precisas por vezes poderão elas ser também inexatas (BROWN. Para alcançar a confiança na exatidão das medidas são realizadas várias tentativas diferentes em um mesmo experimento. 19). p. Geralmente a realização de tais medidas busca mensurar. LeMay e Bursten (2005) o termo precisão trata-se do grau de aproximação entre os valores de medidas individuais. 2005. Para Brown.

. e as restantes foram realizadas com relativa rapidez. Pipeta volumétrica de 5 mL. Os experimentos realizados na aula prática realizada dividem-se em duas partes descritas a seguir. 4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Devido a um atraso em relação ao horário previsto para o início da aula uma parte do procedimento teve que ser modificada. Analisar a exatidão dos recipientes volumétricos. 3 MATERIAIS Para realização dos experimentos foram utilizados os seguintes instrumentos: − − − − − − − − − Béquer de 100 mL. uma vez que o tempo disponível para sua execução foi reduzido. Bureta. Balança Analítica. Erlenmeyers. Sequenciar um dado procedimento e verificar precisão de medidas. Manipular corretamente a vidraria disponível para determinação de volume. Água destilada. Soluções Desconhecidas. Balão volumétrico de 50 mL.4 2 OBJETIVOS A realização da aula prática seguiu um roteiro que buscou alcançar os objetivos descritos a seguir: − − − − Identificar os principais equipamentos e recipientes volumétricos. Proveta.

1 Medidas de massa e volume Inicialmente. Por conseguinte foi medida a massa dos recipientes contendo água. Foi realizada a leitura do volume utilizado de solução B e então anotado. Os valores coletados foram utilizados para calcular o volume de água (considerando a densidade da água como 1g/mL) em cada recipiente e também para calcular o erro percentual em relação ao volume teórico de 50 mL. Em cada uma dos três recipientes foram adicionadas duas gotas de uma determinada substância C. B e C. denominados A. Para o cálculo do erro percentual foi utilizado o procedimento descrito por Dias (2012). 4. Em seguida a cada um dos recipientes foram adicionados 50 mL de água destilada. ácida.2 Verificação de precisão/exatidão No primeiro passo desse experimento foram medidos 5 mL de uma substância A. com o auxílio da pipeta volumétrica de 5mL. Por conseguinte foram transferidos 10 mL da solução formada para três diferentes erlenmeyers. foram feitas medições das massas de três recipientes secos. e transferiu-se essa amostra para um balão volumétrico de 50 mL. que consistia num indicador. respectivamente uma proveta de 50 mL. Então em cada um dos erlenmeyers foi vertida aos poucos uma quantidade da solução B. com o auxílio de uma balança analítica zerada e calibrada para resultados com duas casas decimais. e repetiu-se o mesmo processo com as duas outras amostras de solução A diluída. . levando em conta a marcação de cada instrumento. O erro percentual é a apresentação em forma de porcentagem do erro relativo. com uma pipeta volumétrica. básica. Em seguida o balão foi agitado levemente para misturar a solução. Preparou-se então uma bureta zerando-a com uma solução B.5 4. agitando sempre a mistura. um balão volumétrico de 50 mL e um béquer de 100 mL. O erro absoluto é dado pelo valor absoluto da diferença entre o valor teórico e o valor experimental obtido. até ser notada uma mudança permanente na cor da solução contida no erlenmeyer. Depois a amostra foi diluída com água destilada até perfazer o volume total do balão.Por sua vez o erro relativo é definido como a razão entre o erro absoluto de uma dada medida e o valor teórico da grandeza considerada.

em ordem crescente. da cor das soluções em cada erlenmeyers.10 Erro Percentual (%) 4. No segundo experimento.90 37.20 Vidraria Proveta de 50 mL Balão de 50 mL Béquer de 100mL Para o cálculo do volume de água sua densidade foi considerada como igual a 1g/mL.5 8. De acordo com os resultados o balão volumétrico mostrou ser o recipiente volumétrico mais exato.32 0.0 7. Vidraria Seca (g) 38.73 1.68 49. Tabela 1 – Resultados encontrados para o volume de água nos recipientes. ao contrário do esperado uma vez que a graduação da proveta permite uma medição mais exata que a do béquer.01 92.74 41.10 Diferença para 50 mL (mL) 2. Tabela 2 – Resultado das medições para quantidade de solução B usada. intensidade essa baseada na percepção visual do experimentador. para as três medições de solução B vertida foram obtidos os valores que constam na Tabela 2. O erro pode ter ocorrido devido à presença de pequena quantidade de água restante nos equipamentos. O nível de coloração corresponde à intensidade. Erlenmeyer A B C Quantidade de Solução B usada (mL) 8.2 Nível de Coloração 1 2 3 . provenientes da aula anterior. que pode ter corroborado parcialmente os resultados.64 1. apenas com variação de tons.42 Volume de Água (mL) 47.27 51.32 Vidraria com 50 mL de H2O (g) 86.58 87.46 2.6 5 RESULTADOS E DISCUSSÃO Após o procedimento descrito no primeiro experimento foram coletados os dados que se encontram sintetizados na Tabela 1. Em cada um dos casos a solução A ficou com coloração rosada. Entretanto a medição com a proveta teve um erro percentual mais elevado que a executada com o béquer.

L. Química: a ciência central. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará. permitindo assim obter facilmente um valor bem próximo do valor teórico desejado. de A. B. ed. A solução do erlenmeyer B apresentou uma coloração mais intensa que a do erlenmeyer A. T. 6 CONCLUSÕES A partir da análise realizada através dos resultados foi possível concluir que o recipiente volumétrico que mede com maior exatidão é o balão volumétrico. uma vez que sua calibração está voltada para volumes específicos. 2005.. p. 2-3..E. Roteiros de Aulas Práticas de Física I. 9 ed. J. uma vez que a intensidade da coloração deveria ser proporcional à quantidade de solução B presente.L. BIANCHI. Química geral: fundamentos.7 Os resultados obtidos não corresponderam completamente ao esperado. 4-5. como consta na literatura. Para o segundo experimento a precisão não foi alcançada completamente. p. O resultado obtido no erlenmeyer C corresponde àquele esperado em relação ao resultado obtido no erlenmeyer A. 2007. fato acarretado pelo pequeno intervalo de tempo disponível para a execução do experimento. O erro provavelmente foi causado devido a um erro grosseiro na medição durante o experimento. DIAS.13-18. E. J. São Paulo: Pearson Prentice Hall. além dos valores não terem sido completamente precisos. N. São Paulo: Pearson Prentice Hall. . BURSTEN. REFERÊNCIAS BROWN. p. o que permitiu observar a importância da realização de várias medidas para um mesmo procedimento. 2012. C. LeMAY. mas recebeu uma quantidade menor de solução B. MAIA. D.