Hospital Universitário Maternidade - Clínica Obstétrica e Neonatal

A “ronda” no puerpério: promovendo saúde a partir da chegada do bebê
Estagiárias: Angela Figueiredo Silvana Arlete Cardoso Supervisora Local: Zaira Aparecida Oliveira Custódio Amanda Kliemann Supervisora Acadêmica: Maria Aparecida Crepaldi

Objetivo Apresentar a “ronda” no puerpério como exemplo de prática do fazer do psicólogo enquanto promoção de saúde a partir da chegada do bebê. .

de cunho preventivo e propício à promoção de saúde. . na qual a equipe realiza atendimentos em todos os leitos destinados ao puerpério no Alojamento Conjunto do Hospital Universitário HU-UFSC.“Ronda” .definição Atividade desenvolvida pela equipe de psicologia (supervisoras psicólogas e estagiárias do HU). trazendo informações psicoeducativas (em geral) às puérperas internadas e também aos acompanhantes e familiares envolvidos no processo.

objetivos ● Facilitar a troca de experiências com relação ao parto. entre outros. . dinâmica familiar. assim como aspectos relacionados à amamentação. incluindo o período de hospitalização ● Detectar indicadores de problemas na formação do vínculo da mãe e família com o bebê.“Ronda” . pós-parto e puerpério ● Proporcionar um espaço para a expressão de sentimentos e a elaboração de ansiedades decorrentes da situação vivenciada.

A mediação grupal se coloca como ponto importante de intervenção.como acontece ● apresentação clássica (identificação. pessoas presentes e as condições do ambiente.“Ronda” . o atendimento pode se dar individualmente ou em grupo (não raro). disponibilização do serviço) ● conforme a receptividade da paciente. especialidade. .

podendo também ficar confusa e desesperada. Neste período a mulher torna-se especialmente sensível. bem como passar por intensa ansiedade e até mesmo depressão. o puerpério é um período bastante vulnerável à ocorrência de crises devido às profundas mudanças intra e interpessoais desencadeadas pelo parto. .Puerpério De acordo com Maldonado (1997).

Puerpério “(. p. com ansiedades de esvaziamento (perda de partes importantes de si mesma).” (Soifer.1986..63). de castração e os diferentes mecanismos de defesa que se erigem para resolver os problemas. .) um estado de confusão..

” (Buss. 19) . estilo de vida responsável e um espectro adequado de cuidados de saúde. oportunidades de educação ao longo de toda a vida. de habitação e saneamento. p. incluindo um padrão adequado de alimentação e nutrição. 2004. “é a constatação do papel protagonizante dos determinantes gerais sobre as condições de saúde: a saúde é produto de um amplo espectro de fatores relacionados com a qualidade de vida.Promoção de Saúde Modernamente. boas condições de trabalho. o que caracteriza a promoção de saúde. ambiente físico limpo. apoio social para famílias e indivíduos.

da razão.192) .Relação de cuidado [.. Essa escuta é da ordem dos afetos e não somente do saber. à singularidade radical. Araújo. 2007. ao que está dado [. É poder ser afetado pelo encontro (Dimenstein.. 43. à diferença. p.. Quintanilha.] escuta norteada por uma ética que não é criar formas de sujeito que correspondam ao que é esperado. citado por Santos..] Cuidado praticado como acolhimento incondicional à vida. p. do conhecimento.

se assemelha bastante à um grupo terapêutico (Zimmerman. ressignificando suas vivências através do reconhecimento dos outros e de si. 2000). .Mediação grupal Nesse ponto. já que propicia um contexto em que as pessoas podem reelaborar seus sentimentos em relação ao momento vivido e se reposicionar na fase de transição que se encontram.

os quais exercem seus saberes de diferentes modos. tem papel essencial e diferenciado.Olhar e saber da psicologia Tendo como público alvo do atendimento as mulheres que acabaram de entrar no período do puerpério. sendo elas hormonais. tornamse necessários atendimentos por vários profissionais diferentes. biomédicas e psicológicas. este composto de várias alterações para a mulher. A psicologia. portanto. . não podendo se ater à demanda trazida por outro saber.

. negação gestacional. assim como identificação e contato com a rede de apoio e demais encaminhamentos (UBS. G3: Sem indicadores de vínculo com a bebê.O que é deflagrado no atendimento . por exemplo). conflito com o pai da criança.Relato de caso ● ● ● ● fratria mamãe/bebê atendimento pré-alta encaminhamentos Maria. A partir da ronda foi feito acompanhamento sistemático da paciente e do pai da criança. filhas mais velhas não aceitavam a gravidez da mãe.

Considerações ● ● ● ● Falta de psicólogos olhar/saber psi promoção saúde no ambiente do nascimento estranhamento da equipe .

Obrigada! .

M.Referências bibliográficas BRASIL. Maldonado. R. Quintanilha. Soifer. & Freitas. (1986). Porto Alegre: Artes Médicas. 14. In Psicologia: Teoria e Prática – 2010. Brasília: Ministério da Saúde. Santos. reflexões.).. C. São Paulo: Saraiva. Psicologia da gravidez: parto e puerpério. Fundamentos básicos das grupoterapias. (2010). Porto Alegre: Artmed. ed. B. Promoção da Saúde: conceitos. P. tendências. M. Zimerman. A atuação do psicólogo na promoção de saúde. . M. D. K. (1997). Secretaria de Vigilância em Saúde. In Czvania. Reimpressão 2010. Buss. (2000). 4. & Dalbello-Araujo. D. ed. Rio de Janeiro: Fiocruz. (2004). T. (Orgs. Ministério da Saúde. Psicologia da gravidez. 12(1):181-196. Uma Introdução ao Conceito de Promoção da Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde. C. L. 2006. M. parto e puerpério.