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NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI Olá, amigo(a) concursando

(a),

Como foi a semana de estudos? Chegamos hoje à nossa última aula. Após havermos estudado muito da Administração de Recursos Materiais, nossa última tarefa diz respeito à familiarização com noções de Administração Patrimonial. Desta sorte, eis o conteúdo que veremos nesta aula. AULA 6 7. Gestão Patrimonial CONTEÚDO

Uma vez mais, o CESPE se mostra como a banca que mais aborda nossa disciplina. Assim, recorrerei em grande parte a essa banca, provendo sempre uma boa fundamentação teórica que nos possibilite efetivamente assimilar os conceitos da Gestão Patrimonial. Relembro que estarei atento ao fórum, até a realização da prova. Ótimo estudo!!

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NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI 1. CONCEITOS INICIAIS

É prudente iniciarmos esta aula revisando o conceito de recurso patrimonial, já apresentado no início de nosso curso: Recurso patrimonial = refere-se aos elementos físicos empregados por uma organização que são destinados à manutenção de suas atividades. A natureza do recurso patrimonial é permanente. Além disso, nem sempre é possível armazená-lo em estoques. Sem ingressar muito no ramo da Contabilidade, podemos afirmar que o conceito de recurso patrimonial engloba os de ativo imobilizado e de ativo intangível, assim definidos: Ativo imobilizado = são os bens de natureza permanente destinados à manutenção das atividades da organização, ou seja, bens permanentes que a organização necessita para poder operar. Ativo intangível = são os bens não materiais (abstratos ou incorpóreos) destinados à manutenção das atividades da organização. 1. (CESPE / TJ – RR / 2006 – adaptada) Patentes e direitos autorais são recursos patrimoniais intangíveis. Patentes e direitos autorais são exemplos de bens patrimoniais intangíveis. Têm existência imaterial, ou abstrata, mas, atuam em prol da manutenção das atividades da organização. Um bom exemplo de bens patrimoniais tangíveis e intangíveis é provido pelo Professor Ed Luiz Ferrari, na obra Contabilidade Geral. Ao passo que, para um taxista, o táxi (automóvel) é um bem patrimonial tangível, a licença para o exercício de sua atividade é um recurso intangível. A questão está certa.

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NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI 2. (CESPE / FUNESA SE / 2008) Prédios, terrenos, jazidas, caldeiras, reatores, veículos, computadores e móveis são considerados bens patrimoniais. Os elementos listados no enunciado são exemplos de bens tangíveis (podemos “encostar” neles), constantes do ativo imobilizado de uma organização. Note que são todos bens permanentes. A assertiva, portanto, está certa. De agora em diante, iremos nos ater especificamente aos bens patrimoniais tangíveis, dada sua relevância para as atividades de administração patrimonial. Pelas definições acima, vemos que os conceitos de recurso patrimonial (tangível) e bem permanente estão intimamente relacionados. A classificação de um bem ou material como permanente (ou, em contrapartida, como um bem de consumo) é essencialmente uma classificação contábil, pois é referente à sua Natureza de Despesa, no âmbito do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI). Vejamos as definições abaixo:

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Transformabilidade. a incorporabilidade e a tangibilidade são parâmetros para identificação de material permanente. quando adquirido para fim de transformação. incorporabilidade e transformabilidade. poderiam ser utilizados para sua identificação como material permanente). 4 . caracterizando-se pela irrecuperabilidade e/ou perda de sua identidade.Perecibilidade. e V . quando o material em uso normal perde ou tem reduzidas as suas condições de funcionamento.Incorporabilidade. no prazo máximo de dois anos. fragilidade. conforme o artigo 3º da Portaria STN nº 448/2002. De acordo com essa norma. através do artigo 3º de sua Portaria nº 448/2002. III .” 3.Durabilidade. portanto. A assertiva está errada. não podendo ser retirado sem prejuízo das características do principal. II .Fragilidade.Na classificação da despesa serão adotados os seguintes parâmetros excludentes. Os critérios utilizados para a classificação de um material como de consumo (o que. quando sujeito a modificações (químicas ou físicas) ou que se deteriora ou perde sua característica normal de uso. por ser quebradiço ou deformável. são: durabilidade. perecibilidade. de maneira indireta. IV . 3º . cuja estrutura esteja sujeita a modificação.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda. (CESPE / MPU / 2010) A durabilidade. para a identificação do material permanente: I . Esta questão é mais um exemplo de uma pegadinha do CESPE. quando destinado à incorporação a outro bem. apresenta 5 condições excludentes para a classificação de um bem como permanente. Não consta. tomados em conjunto. a tangibilidade como critério de classificação. é material de consumo aquele que se enquadrar em um ou mais dos seguintes quesitos: “Art.

Muito das atividades inerentes à Administração de Recursos Patrimoniais dizem respeito à gestão dos bens móveis. em especial pela maior dinâmica (maior capacidade de movimento físico. houve uma crescente demanda da Administração Pública em prover leis e normas mais rígidas de controle financeiro. 5 . Vejamos: Bens móveis = bens que podem movimentar-se por força alheia ou que possuem movimento próprio.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI A partir da Constituição Federal de 1988. o controle e a alienação (= desfazimento do bem). O controle patrimonial abrange tanto os bens patrimoniais móveis quanto os imóveis. iremos ver com maiores detalhes essas atividades – em especial a incorporação do bem (= “entrada” na organização). É um conceito análogo ao de material permanente Bens imóveis = bens que não podem movimentar-se sem que sua essência seja alterada. ao longo desta aula. orçamentário. Assim. por exemplo) típica desses bens. contábil e patrimonial. de aquisição e venda.

NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI 2. podemos relacionar as atividades e medidas administrativas inerentes ao controle patrimonial de bens móveis a três “momentos cronológicos”: a entrada na organização. No que diz respeito à entrada e às alocações internas na organização. as alocações internas e a saída final do bem. as atividades e as medidas administrativas correspondentes são as relacionadas no quadro abaixo: OPERAÇÃO ATIVIDADE Recebimento Entrada Registro Alocações internas Guarda e Conservação Transferência Movimentação Tombamento MEDIDA ADMINISTRATIVA 6 . Didaticamente. A RECEPÇÃO E A INCORPORAÇÃO DE BENS PATRIMONIAIS As atividades envolvidas na “vida” de um bem patrimonial podem ser concatenadas de modo que formem um processo: A cada uma das atividades acima correspondem medidas administrativas específicas a serem tomadas pela Administração.

NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI Na aula passada. neste caso (bens patrimoniais). Logicamente. Verificação se o material entregue corresponde à descrição da nota de empenho (no caso de órgãos públicos). valor de aquisição etc. e uma plaqueta (ou etiqueta. O mesmo ocorre com os bens patrimoniais. afirmando que o material foi recebido). informações essenciais do bem (características físicas. não ocorre o tombamento. há almoxarifados específicos para materiais de consumo. Se as verificações dos itens anteriores ocorrerem sem maiores problemas. as principais tarefas envolvidas nessa etapa podem ser relacionadas da seguinte maneira:    Verificação se o material entregue nos almoxarifados corresponde à descrição da nota fiscal. efetuado na incorporação do bem ao patrimônio de uma organização. pelo qual é identificado. mediante a distribuição da carga patrimonial (= lista de bens permanentes sob a 7 . ou gravação) contendo este número de registro é afixada no bem (quando possível). Isso implica maior possibilidade de controle. A regra geral é de todos os materiais permanentes serem tombados na Administração Pública. inscrevendo-o em uma relação de materiais sobre os quais deve haver um controle “especial”. procede-se ao registro do bem. que definimos a seguir: Tombamento = procedimento de identificação de um bem.   Esta incorporação é chamada de tombamento. Conferência quantitativa e qualitativa do bem patrimonial. pudemos ver com detalhes como se dá o procedimento de recebimentos de materiais nas organizações. atesta-se a nota fiscal (dá-se um “OK” em seu verso. após o recebimento. de modo geral. Incorporação do material permanente ao patrimônio da organização. em um banco de dados. cadastram-se. sendo que. O bem recebe um número patrimonial. Assim. Nestes.). Por ocasião do tombamento.

7.13. 8 . é indicado o uso de um carimbo. Como vimos na resolução da questão anterior. Para efeito de identificação e inventário os equipamentos e materiais permanentes receberão números sequenciais de registro patrimonial. 7.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI responsabilidade direta de determinado servidor) e de inventários. fixação de plaqueta ou etiqueta apropriada. a afirmativa está errada. no caso de material bibliográfico. independentemente de suas características físicas. deve ser identificado com plaqueta específica para isso. todo bem listado como material permanente. 5. além da plaqueta. o número de registro patrimonial poderá ser aposto mediante carimbo.13. Para o material bibliográfico. (CESPE / MPU / 2010) Nas organizações públicas. a IN nº 205/1988 (SEDAP) nos traz outros modos de ser efetuada a aposição do número patrimonial nos materiais. os equipamentos e materiais permanentes devem receber códigos alfanuméricos ou numéricos.1. Dessa maneira. O número de registro patrimonial deverá ser aposto ao material. Os números patrimoniais apostos aos materiais devem sim ser sequenciais. o enunciado está errado. por meio de gravação. Como vemos. a etiqueta ou. É o imposto pela Instrução Normativa (IN) nº 205. que devem ser apostos ao material. 4. Há a gravação.13. de 1988 da Secretaria de Administração Pública da Presidência da República (SEDAP).2. atividade que veremos mais adiante nesta aula. conforme transcrição abaixo: 7. não necessariamente sequenciais. (CESPE / STM / 2011) Para efeito de identificação e inventário. fixação de plaqueta ou etiqueta. mediante gravação.

fazenda.br/contabilidade_governamental/downloads/Depreciacao. Nessa situação. preferencialmente. baixo risco de perda e/ou alto custo de controle patrimonial devem. o seu controle patrimonial deverá ser feito baseado na relação custo/benefício desse controle. do TRT da 7ª Região. em uma organização pública.1 Indica-se a consideração de um bem (ou lote de bens) de baixo valor monetário como material de consumo (e não como material permanente) pela simples razão de que o controle patrimonial pode ser oneroso à organização. assim. determinado lote de bens tenha sido adquirido por baixo custo unitário. podemos recorrer posicionamento da Secretaria do Tesouro Nacional2: “Observa-se que.pdf 9 . não faz sentido arcar com um gasto operacional de controle que pode até mesmo ultrapassar o valor do bem. admite-se que esse bem não seja incorporado ao patrimônio da organização. (CESPE / MPU / 2010) Considere que. As boas práticas administrativas nos dão a seguinte orientação: Materiais que apresentem baixo valor monetário.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI 6. De forma mais específica. Fonte: http://www. em especial em termos de homens-hora. é uma atividade que gera custos operacionais expressivos. por meio de relação-carga.gov. em si. Nesse sentido. a Constituição Federal prevê o Princípio da Economicidade (artigo 70). os controles devem ser suprimidos quando apresentam como meramente formais ou cujo custo seja evidentemente superior ao risco. Controlar. embora um bem tenha sido adquirido como permanente. podendo o seu controle ser feito em separado. não havendo 1 2 Texto constante do Manual de Procedimentos para Controle Patrimonial.tesouro. que mede apenas aspectos qualitativos e quantitativos. deve ser controlado de forma simplificada. ser considerados como material de consumo. Assim. Assim. se um material for adquirido como permanente e ficar comprovado que possui custo de controle superior ao seu benefício . que se traduz na relação custo-benefício.

7. dessa maneira. com a ressalva da situação de controle antieconômico. portanto. (CESPE / MS / 2008) Em organizações públicas. como vimos na discussão da questão anterior. também deverá ser controlado por meio de relação-carga. esses bens deverão estar registrados contabilmente no patrimônio da entidade. Ainda. está errada. O cadastro no sistema de controle patrimonial não leva em consideração o custo do bem móvel permanente. se um material de consumo for considerado como de uso duradouro. A assertiva. No entanto. está certa. e incorporado ao patrimônio da entidade. 10 .” O mesmo documento prevê a situação inversa: um material de consumo com significativa durabilidade ou valor relevante poderia ser incorporado ao patrimônio da organização: “Da mesma forma. quantidade utilizada ou valor relevante.” A questão.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI necessidade de controle por meio de número patrimonial. apenas os bens móveis permanentes de alto custo precisam ser cadastrados no sistema de controle patrimonial. devido à durabilidade. até mesmo um material de consumo de uso duradouro poderá ser incorporado ao patrimônio de uma entidade. Todos os bens permanentes são cadastrados.

A alternativa está errada. A alternativa está correta. Como tal. Vejamos os comentários às alternativas: a) Os bens móveis são sempre acompanhados de um Termo de Responsabilidade. O servidor consignatário do Termo passa a ser responsável pela guarda e uso do bem. b) encaminhar às unidades de controle inventários de bens pertencentes ao órgão. c) O auxílio na elaboração da previsão da receita orçamentária não é tarefa do Setor do Patrimônio. encaminhar e controlar os Termos de Responsabilidade dos bens móveis dos diversos centros de responsabilidade do órgão. fixadas nos bens móveis de caráter permanente. está correta. mas sim do Setor de Finanças. patrimonial os c) auxiliar os analistas de planejamento durante a elaboração da previsão da receita orçamentária. A alternativa. (COPEVE / UFAL / 2011) O patrimônio é o objeto administrado que serve para propiciar às entidades a obtenção de seus fins. 11 . por meio de plaquetas (metálicas ou adesivas altamente colantes). d) Trata-se da tarefa de tombamento que. são atribuições do setor de patrimônio. como vimos. portanto. é de responsabilidade do Gestor de Patrimônio. conforme veremos na próxima seção desta aula.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI 8. b) Os inventários – espécie de auditoria dos bens patrimoniais – são efetivamente conduzidas pelo Setor de Patrimônio da organização. e) registrar as transferências de bens quando ocorrer mudança física deles ou quando houver alterações do responsável. exceto a opção: a) extrair. A alternativa está correta. d) efetuar a identificação patrimonial. por vezes denominado simplesmente de carga patrimonial.

No entanto. de uma unidade organizacional para outra. Resposta: C Após o recebimento de um material permanente em um almoxarifado. por sua vez. podemos considerá-la correta. é a modalidade de movimentação de material. perdas e roubos são as causas principais das discrepâncias entre os registros e o que efetivamente consta de estoques ou de cargas patrimoniais sob a responsabilidade de servidores. Apesar da alternativa não se mostrar tão rígida nesses conceitos. para fins de controle. movimentação é o deslocamento do bem permanente. entendido como uma ferramenta de controle dos estoques dos almoxarifados e dos ativo imobilizado (bens patrimoniais). A transferência. com troca de responsabilidade. 3. dentro do mesmo órgão ou entidade. CONTROLE PATRIMONIAL: INVENTÁRIOS Nossa abordagem sobre o conceito de inventário. podendo ou não ocorrer a troca de responsabilidade. Estamos nos referindo aos inventários. efetua-se o registro de suas informações físicas e contábeis. como qualquer outra atividade da organização. com o objetivo único de garantir a confiabilidade das informações prestadas pelos sistemas de controle material / patrimonial. Erros humanos. inicia-se apresentando a definição de inventário físico: Inventário Físico = procedimento de levantamento físico e contagens dos itens de material em uma organização. 12 . referindo-se à transferência em sentido genérico.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI e) De modo geral. tema abordado na próxima seção. o controle dos bens patrimoniais está sujeito a uma auditoria.

)... O método consiste no levantamento rotativo. No inventário periódico (ou geral / anual). e dos equipamentos e materiais permanentes. Inventário físico é o instrumento de controle para a verificação dos saldos de estoques nos almoxarifados e depósitos. ok? Há dois modos de se efetuar o inventário físico: Rotativo Inventário Físico Periódico No inventário rotativo. Sua vantagem é que não implica a necessidade de paralisação das atividades da organização. mas também ao controle dos estoques de uma organização. Um aspecto essencial que devemos nos ater é que os inventários destinam-se não só ao controle dos materiais permanentes (bens patrimoniais). estamos permanentemente contando os itens. em especial com relação a seus materiais permanentes (tombados e com registro patrimonial).NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI A conferência não se limita aos almoxarifados. elaborando-se um cronograma de trabalho (de acordo com os interesses da empresa) que abranja todos os itens dentro de um período fiscal. 13 . Vejamos a definição apresentada pela IN nº 205/1988 (SEDAP): 8. lanchonetes etc. em uso no órgão ou entidade (. efetua-se a contagem de todos os itens em determinados períodos. Neste caso. contínuo e seletivo dos materiais existentes em estoque ou daqueles permanentes distribuídos para uso.) também são inventariadas. As diversas incumbências da organização (seções. geralmente todo o processo operacional da empresa é paralisado – é o famoso “FECHADO PARA BALANÇO”. o inventário é também chamado de geral. Quando esta rotina é realizada no encerramento do exercício fiscal (o que é comum). salas de reunião.

através de dados como descrição padronizada. valor. estado. 14 . 10. (CESPE / SEAD FHS SE / 2008) São objetivos de todo inventário: verificar discrepâncias em valor e quantidade entre os estoques físico e contábil e apurar o valor total dos estoques para efeito de balanço fiscal. Note. tem o objetivo de nos situar no assunto inventário.) está elaborando-se: a) o inventário de patrimônio b) a lista de bens c) o rol de objetos e processos d) o registro de documentos e) a classificação pecuniária Esta questão. dentre outros: a) o ajuste dos dados escriturais de saldos e movimentações dos estoques com o saldo físico real nas instalações de armazenagem. (COPEVE / Prefeitura de Penedo / 2010) Em uma repartição pública. no entanto.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI As informações coletadas no inventário físico são compiladas no inventário analítico. local de uso etc. número de registro patrimonial. b) a análise do desempenho das atividades do encarregado do almoxarifado através dos resultados obtidos no levantamento físico. que até mesmo o levantamento de ativos intangíveis pode fazer parte de um inventário patrimonial! A letra A é a alternativa correta. figurando a perfeita caracterização do material. 9. mais simples. ao se proceder ao levantamento de todos os seus ativos (tangíveis. ativo mobilizado etc. intangíveis. c) o levantamento da situação dos materiais estocados no tocante ao saneamento dos estoques. são objetivos do inventário físico. Segundo a IN nº 205/1988 (SEDAP).

b) inicial .NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI d) o levantamento da situação dos equipamentos e materiais permanentes em uso e das suas necessidades de manutenção e reparos. por iniciativa do dirigente da unidade gestora ou por iniciativa do órgão fiscalizador. é que pode subsidiar a confecção do balanço fiscal. o inventário geral ou anual. a mesma Instrução Normativa nos apresenta distintos tipos de inventário que.realizado quando da criação de uma unidade gestora.1. 15 . Os tipos de Inventários Físicos são: a) anual .realizado quando da extinção ou transformação da unidade gestora. para identificação e registro dos bens sob sua responsabilidade.realizado em qualquer época. Não é qualquer tipo de inventário que irá concorrer para a consecução do primeiro objetivo acima listado.realizado quando da mudança do dirigente de uma unidade gestora. Podemos ter como objetivo de um inventário o levantamento da situação de bens patrimoniais móveis.constituído do inventário anterior e das variações patrimoniais ocorridas durante o exercício. realizado no encerramento do exercício fiscal. d) de extinção ou transformação . existente em 31 de dezembro de cada exercício . terão objetivos distintos uns dos outros: 8. Além disso. visando a um diagnóstico sobre possíveis baixas futuras desses bens. c) de transferência de responsabilidade . e) eventual . Em adição. logicamente.destinado a comprovar a quantidade e o valor dos bens patrimoniais do acervo de cada unidade gestora. e e) a constatação de que o bem móvel não é necessário naquela unidade.

A questão está. durante a realização do inventário. 11. a fim de obter um valor estimado de bem idêntico (ou semelhante). a questão está errada. A Instrução Normativa nº 205/1988 (SEDAP). (CESPE / STF / 2008) Caso. eventuais decréscimos devido à desvalorização ao longo dos anos. a comissão designada para o trabalho identifique e localize bens sem valor conhecido. 12. é realizado em períodos determinados. Inventários rotativo e periódico não são sinônimos. conduz-se uma pesquisa de mercado. errada. semelhante ou sucedâneo. aplicando-se. caso sejam identificados e localizados bens sem valor conhecido. se pertinente. no mesmo estado de conservação e a preço de mercado. 16 . o segundo é conduzido pontualmente em períodos pré-determinados (usualmente no encerramento do ano fiscal). ou periódico. Dessa maneira. a questão está errada. normalmente no encerramento dos exercícios fiscais.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI Como vemos.” Assim. ao longo do exercício. o procedimento recomendado é atribuir-se um valor simbólico aos bens encontrados. portanto. Enquanto o primeiro é feito de modo contínuo. ao discorrer sobre o inventário analítico. estabelece o seguinte: “O bem móvel cujo valor de aquisição ou custo de produção for desconhecido será avaliado tomando como referência o valor de outro. (CESPE / SEAD FUNESA SE / 2008) O inventário rotativo.

Há. 17 . 80 do grupo B e 15 do grupo C. São nos inventários gerais ou periódicos que são efetuadas a contagem de tosos os itens de estoque de uma única vez.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI 13. são levados a cabo de forma contínua. 14. Para resolver a questão. em estoque. com base na relevância financeira dos itens (Classificação ABC). Assim. a primeira coisa que devemos fazer é definir o número de contagens necessárias para cumprir o calendário proposto no enunciado. A questão está errada. por sua vez. Os inventários rotativos. então ela deve efetuar. Se a empresa funciona 5 dias por semana e 50 semanas por ano. quatro vezes por ano. 250 itens do grupo A. uma vez por mês. julgue os itens subsequentes. e os itens C. selecionando-se os materiais em estoque de forma que todos os itens sejam contados dentro do período fiscal. ** o seguinte enunciado é válido para as questões 14 a 17 ** (CESPE / IFB / 2011) Certa empresa classificou seu estoque com base no sistema ABC. (CESPE / AGU / 2010) Os inventários rotativos são efetuados no final de cada exercício fiscal da empresa e incluem a totalidade dos itens de estoque de uma só vez. em média. os itens B. decidiu que os itens do grupo A deveriam ser contados duas vezes por ano. geralmente no encerramento do exercício fiscal. 4 contagens por dia para cumprir sua meta de contagens anuais. Com referência a essa situação hipotética e à adoção do sistema ABC para o controle de estoques. O enunciado retrata uma situação prática em que a empresa elabora um calendário para a realização do inventário rotativo.

considerando apenas 5 dias na semana.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI CLASSE Nº DE ITENS (1) 250 80 15 Nº DE CONTAGENS/ANO (2) 2 4 12 (= 12 meses) Nº TOTAL DE CONTAGENS (1)*(2) 500 320 180 TOTAL = 1. devemos contar 1. Como já vimos em nosso curso. no ano temos 50 semanas. A empresa aplicou de forma correta o sistema ABC quando definiu um controle mais rigoroso para os itens C do estoque. 16.000 itens durante o ano. Mas. O inventário periódico anual é realizado tão somente uma vez por ano. portanto. como nos diz o enunciado. Logicamente. esse tipo de controle deverá ser definido para os itens “A”. os itens categorizados como “C” são os que possuem menor relevância. Com esses valores determinados. durante os quais podemos realizar as contagens. Assim. Isso nos dá um total de 50*5 = 250 dias úteis. basta estabelecermos a relação entre eles para que saibamos a média de contagens por dia para cumprirmos o calendário do inventário rotativo: A questão está. O enunciado está errado. O enunciado da 18 . As contagens dos itens fazem parte do inventário periódico anual exigido pelos auditores financeiros. 15. na Classificação ABC. usualmente financeira. por ocasião do encerramento do exercício financeiro. correta. simplesmente não faz sentido exercer um controle mais rigoroso sobre esses itens.000 A B C Como vemos.

Assim. deve-se adotar como estoque físico a média aritmética entre os resultados das duas contagens. que fazem a primeira contagem. por exemplo. (CESPE / TJ ES / 2011) Caso determinado item apresente duas contagens divergentes em um mesmo inventário. A adoção da curva ABC serve. a boa prática demanda proceder-se a uma terceira contagem. 17. a afirmativa está certa. A questão está errada. Nada impede que um gestor de estoque que adote a Classificação ABC sobre o valor financeiro dos itens de material priorizar nos inventários rotativos os itens mais perecíveis. 19 . tem a liberdade de elaborar o seu cronograma de trabalho para a definição do calendário do inventário rotativo. responsáveis pelo novo cômputo dos itens. em primeira instância. Para os itens que. O gestor de estoques. A questão está errada.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI questão retrata uma situação distinta. A adoção da curva ABC para controle de estoques não torna imperativo que a programação das contagens ao longo do ano seja montada sob o critério acima referido. que devem ser objeto de maior atenção. assumindo-se o número inteiro imediatamente inferior. apresentarem contagens distintas por essas equipes. A boa prática da rotina dos inventários normalmente prevê duas equipes para sua realização: a dos reconhecedores. para a definição dos itens de maior valor em estoque. e a dos revisores. no caso. 18. eventualmente. na qual há um cronograma de trabalho que implica esforços constantes para a contagem dos itens: estamos falando de um inventário rotativo.

É recomendável resumirmos os principais conceitos relativos à depreciação. 20 . definindo. bem como o seu valor de compra.” No setor privado. até bem recentemente os diversos órgãos usualmente recorriam às mesmas taxas estabelecidas pela Receita Federal. assim definido pelo Manual de Despesa Nacional (MDN/2008): “A depreciação é a redução do valor dos bens pelo desgaste (deterioração) ou perda de utilidade por uso. Ele decresce. No entanto. com o passar dos anos. conforme registrado na nota fiscal. por exemplo). a Secretaria do Tesouro Nacional lançou o Manual de Regularizações Contábeis. O quadro a seguir apresenta uma síntese sobre este tema. originário do transcurso do tempo é denominado depreciação. No entanto. em virtude de seu desgaste temporal. alterada pela Instrução Normativa nº 130/1999. o mecanismo da depreciação no âmbito do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI). não é possível afirmarmos que o seu valor permanece constante. a Secretaria da Receita Federal do Brasil padroniza as taxas incidentes na depreciação. em novembro de 2010. ALIENAÇÃO E DEPRECIAÇÃO DE BENS PATRIMONIAIS Uma vez adquirido um bem patrimonial (um aparelho de ar condicionado. através da Instrução Normativa SRF nº 162/1998. Esse processo de minoração do valor de um bem patrimonial. o cálculo da depreciação tem impacto direto na apuração do lucro do exercício. bem como de sua ociosidade tecnológica. entre outros assuntos. Para o setor público. apesar de não haver sido feito um estudo próprio a fim de definirem os percentuais e a estimativa de vida útil a serem aplicados. ele é registrado no sistema de cadastro patrimonial com suas características físicas.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI 4. Dessa maneira. ação da natureza ou obsolescência.

). Montante líquido que a entidade espera obter por um bem no fim de sua vida útil econômica. 21 . Depreciação Vida útil Vida útil econômica Valor residual Valor depreciável É o “suco que sai da laranja”. A coluna da esquerda é relativa à conta contábil – partições do patrimônio de determinada entidade. Observação: a vida útil econômica de um automóvel. deduzidos os gastos esperados para sua alienação (“desfazimento”). Para fins de ilustração. Já a vida útil deste mesmo automóvel pode ser bem maior. Período de tempo durante o qual a entidade espera obter fluxos de benefícios futuros de um bem ($$). É o “bagaço da laranja”. depois da qual ele se torna antieconômico (manutenções corretivas etc. por exemplo. pode girar em torno de 5 anos. ação da natureza ou obsolescência.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI CONCEITO SIGNIFICADO Redução do valor dos bens pelo desgaste ou perda de utilidade por uso. estabelecida pelo Manual de Regularização Contábil da STN. Ainda nas ruas vemos veículos de mais de 20 anos de funcionamento. Período de tempo durante o qual a entidade espera utilizar o bem. vejamos um exemplo da tabela de vida útil de bens. da qual consta também o valor residual a ser adotado.

o valor residual ao final de 2010 será de R$ 10. quando o bem ainda existe fisicamente. por exemplo.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI Tomando por exemplo “Aparelhos e Utensílios Domésticos”. mas alcança 100% de depreciação. com valor 22 .00. a vida útil é de 10 anos. com o valor residual de 10%. 19. ele deve ser automaticamente baixado contabilmente. a despeito de sua utilidade. (CESPE / MPU / 2010) No processo de depreciação total. Na tabela acima. Para um aparelho de jantar comprado em janeiro de 2001 por R$ 100. a vida útil é de 10 ano s. podemos ver que para a conta contábil referente a “Coleções e Materiais Bibliográficos”.00 (10% do valor inicial).

Dessa maneira. Não há novo período de depreciação após o final da vida útil. que padroniza 23 .00. Numa situação dessas. O cálculo da depreciação é embasado em parâmetros definidos pela organização detentora do bem. Caso o valor residual não reflita o valor adequado. à exposição aos fatores ambientais e sua possível obsolescência tecnológica favorecem o decréscimo de seu valor contábil. obsolescência ou deterioração. Por mais que cuidemos de um automóvel comprado há 10 anos. ação da natureza ou obsolescência. os parâmetros envolvidos no cálculo da depreciação não são facultados à empresa detentora do bem. o valor contábil seria de R$ 0.” A assertiva está errada. Como vimos. conforme nos explica o Manual de Regularização Contábil do SIAFI: “Ao final do período de vida útil. ele será reavaliado (quantificado monetariamente).NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI residual de 0%. até mesmo na esfera privada. São três os fatores que concorrem para a depreciação: desgaste ou perda de utilidade por uso. baseado em laudo técnico. mas sim definidas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. atribuindo a ele um novo valor. Assim. (CESPE / TJ – RR / 2006) Depreciação de um bem patrimonial é a perda de seu valor por causa do uso. a questão está errada. cumprindo de forma impecável seu plano de manutenção. decorridos 10 anos de incorporação do bem. o desgaste inerente à sua utilização. caso permaneça a utilidade do bem. os ativos podem ter condições de ser utilizados. 21. (IPAD / SENAC / 2008 – adaptada) Depreciação é a perda de valor que um recurso patrimonial tem decorrente da má utilização. Nenhum desses elementos relaciona-se com uma eventual “má utilização”. 20. deverá ser realizado teste de recuperabilidade.

O número de patrimônio de um bem baixado jamais deve ser repassado a outro bem. é efetuada através da alienação. a “saída” de um bem patrimonial da organização. Quando um bem é baixado.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI as taxas incidentes na depreciação. seu número patrimonial passa a fazer parte de um banco de dados gerenciado pelo setor de administração patrimonial da organização. Em uma eventual reincorporação do bem (por exemplo. alterada pela Instrução Normativa nº 130/1999. ou o seu desfazimento. o número patrimonial é restituído ao mesmo bem. Por fim. Um bem baixado deixa de fazer parte do ativo imobilizado da organização. por tempo pré-determinado). um bem furtado que é recuperado). referente a itens patrimoniais desincorporados. 24 . Comodato (espécie de empréstimo de bens patrimoniais. A baixa patrimonial pode ocorrer por qualquer das seguintes formas:    Alienação (venda. sendo essa a medida administrativa correspondente: OPERAÇÃO Saída ATIVIDADE Desfazimento MEDIDA ADMINISTRATIVA Alienação (baixa de bens) Por sua vez. através da Instrução Normativa SRF nº 162/1998. podemos definir o conceito de baixa de um bem como a sua retirada contábil do acervo patrimonial de uma organização. nas formas da Lei nº 8.666/1993 – Lei de Licitações e Contratos). A questão está errada. Extravio / perda / sinistro. permuta ou doação.

são dispensados de concorrência. (CESPE / MPU / 2010) O número de patrimônio de um bem baixado deve ser repassado a versões atualizadas que venham a substituí-lo na organização. locação ou permissão de uso de bens imóveis construídos e destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais de interesse social. 23. apenas. com o bem. (FCC / Câmara assertivas: dos Deputados / 2007) Considere as I. concessão de direito real de uso. O número deve permanecer em um banco de dados como registro do que ocorreu. e.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI 22. À luz da Lei no 8.883/94. c) I e III. ressalvando os casos de dispensa devidamente regulamentados. 25 .666/93 e alterações introduzidas pela Lei no 8. III. A questão aborda o que acabamos de ver acima. por órgãos ou entidades da Administração Pública especificamente criados para esse fim. A questão está errada. A alienação de bens imóveis da Administração Pública dependerá de autorização legislativa para órgãos da Administração direta e entidades autárquicas e fundacionais. em termos contábeis. II. d) II e III. inclusive as entidades paraestatais. ressalvando os casos de dispensa conforme regulamentação. II e III. dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência. é correto o que consta em: a) I. b) I e II. Não se repassa o número patrimonial de um bem baixado a outro bem. apenas. apenas. para todos. A alienação de bens móveis da Administração Pública dependerá de avaliação prévia e de licitação. A alienação.

devemos ter em mente a seguinte regra geral: 26 . inclusive as entidades paraestatais. concessão de direito real de uso. destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública.666/1993. ressalvado o disposto nas alíneas f. e. 24 desta Lei. São condições necessárias à alienação de bens imóveis a autorização legislativa (a não ser para entidades paraestatais) e de avaliação prévia (estimativa de seu valor $$). h e i. d) investidura. (. dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais. de qualquer esfera de governo. permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública.. 8. f) alienação gratuita ou onerosa. de qualquer esfera de governo. será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: I . dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência.) Ao compararmos a alienação de bens móveis e imóveis. Os preceitos que regem a alienação de bens imóveis são estatuídos pelo inciso I do artigo 17 da Lei nº. locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos. para todos. c) permuta. dispensada esta nos seguintes casos: a) dação em pagamento. apenas. subordinada à existência de interesse público devidamente justificado. A alienação de bens da Administração Pública. por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes do inciso X do art. aforamento. cujos principais aspectos seguem transcritos abaixo: “Art.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI e) III. b) doação. e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública. 17..quando imóveis.

481/2007.666/1993 (na qual a assertiva III era integralmente baseada) foi alterada. locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos. em decorrência da Lei nº 11. a alternativa B. o gabarito oficial da prova dá a alternativa A como correta.” O novo gabarito para a questão seria. destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública é dispensada de concorrência. A nova redação da assertiva seria: “A alienação gratuita ou onerosa. 27 . No entanto.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI Bens imóveis • Autorização legislativa + interesse público + avaliação prévia + licitação (concorrência / leilão) Bens móveis • Interesse público + Avaliação prévia + licitação Com relação à questão proposta. concessão de direito real de uso. a alínea “f” do inciso I do artigo 17 da Lei nº 8. assim. aforamento.

e permanecerei junto a você nesta caminhada. Estarei acompanhando o fórum até a data da prova. no âmbito da Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais. Agradeço pela oportunidade e pela confiança. de modo que fique à vontade para postar dúvidas ou outros comentários. Torço pelo seu sucesso e pela conquista de seu objetivo. 28 .NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI Esta foi a última aula de nosso curso. Fomos capazes de cobrir um conteúdo extenso e diversificado.

8. que devem ser apostos ao material. 2. todo bem listado como material permanente. jazidas. determinado lote de bens tenha sido adquirido por baixo custo unitário. os equipamentos e materiais permanentes devem receber códigos alfanuméricos ou numéricos. por meio de gravação. 3. não necessariamente sequenciais. computadores e móveis são considerados bens patrimoniais. 6. (CESPE / TJ – RR / 2006 – adaptada) Patentes e direitos autorais são recursos patrimoniais intangíveis. 7. apenas os bens móveis permanentes de alto custo precisam ser cadastrados no sistema de controle patrimonial. (CESPE / STM / 2011) Para efeito de identificação e inventário. fixação de plaqueta ou etiqueta. veículos. podendo o seu controle ser feito em separado. em uma organização pública. 4. (CESPE / MPU / 2010) A durabilidade. (COPEVE / UFAL / 2011) O patrimônio é o objeto administrado que serve para propiciar às entidades a obtenção de seus fins. 5. admite-se que esse bem não seja incorporado ao patrimônio da organização. independentemente de suas características físicas. deve ser identificado com plaqueta específica para isso.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA: 1. (CESPE / FUNESA SE / 2008) Prédios. a incorporabilidade e a tangibilidade são parâmetros para identificação de material permanente. (CESPE / MS / 2008) Em organizações públicas. (CESPE / MPU / 2010) Considere que. reatores. terrenos. Nessa situação. (CESPE / MPU / 2010) Nas organizações públicas. 29 . caldeiras.

30 . patrimonial os c) auxiliar os analistas de planejamento durante a elaboração da previsão da receita orçamentária.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI Como tal. intangíveis. é realizado em períodos determinados. fixadas nos bens móveis de caráter permanente. por meio de plaquetas (metálicas ou adesivas altamente colantes). d) efetuar a identificação patrimonial. e) registrar as transferências de bens quando ocorrer mudança física deles ou quando houver alterações do responsável. 9. (CESPE / SEAD FUNESA SE / 2008) O inventário rotativo. ou periódico. (CESPE / SEAD FHS SE / 2008) São objetivos de todo inventário: verificar discrepâncias em valor e quantidade entre os estoques físico e contábil e apurar o valor total dos estoques para efeito de balanço fiscal.) está elaborando-se: a) o inventário de patrimônio b) a lista de bens c) o rol de objetos e processos d) o registro de documentos e) a classificação pecuniária 10. são atribuições do setor de patrimônio. encaminhar e controlar os Termos de Responsabilidade dos bens móveis dos diversos centros de responsabilidade do órgão. ativo mobilizado etc. exceto a opção: a) extrair. (COPEVE / Prefeitura de Penedo / 2010) Em uma repartição pública. 11. normalmente no encerramento dos exercícios fiscais. b) encaminhar às unidades de controle inventários de bens pertencentes ao órgão. ao se proceder ao levantamento de todos os seus ativos (tangíveis.

(CESPE / TJ ES / 2011) Caso determinado item apresente duas contagens divergentes em um mesmo inventário. a comissão designada para o trabalho identifique e localize bens sem valor conhecido. e os itens C. Se a empresa funciona 5 dias por semana e 50 semanas por ano. Há. (CESPE / AGU / 2010) Os inventários rotativos são efetuados no final de cada exercício fiscal da empresa e incluem a totalidade dos itens de estoque de uma só vez. quatro vezes por ano. A adoção da curva ABC para controle de estoques não torna imperativo que a programação das contagens ao longo do ano seja montada sob o critério acima referido. ** o seguinte enunciado é válido para as questões 14 a 17 ** (CESPE / IFB / 2011) Certa empresa classificou seu estoque com base no sistema ABC. o procedimento recomendado é atribuir-se um valor simbólico aos bens encontrados.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI 12. os itens B. deve-se 31 . A empresa aplicou de forma correta o sistema ABC quando definiu um controle mais rigoroso para os itens C do estoque. 15. 18. então ela deve efetuar. em estoque. As contagens dos itens fazem parte do inventário periódico anual exigido pelos auditores financeiros. 13. julgue os itens subsequentes. decidiu que os itens do grupo A deveriam ser contados duas vezes por ano. Com referência a essa situação hipotética e à adoção do sistema ABC para o controle de estoques. em média. 80 do grupo B e 15 do grupo C. (CESPE / STF / 2008) Caso. uma vez por mês. durante a realização do inventário. 4 contagens por dia para cumprir sua meta de contagens anuais. 16. Assim. 250 itens do grupo A. 17. 14.

NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI adotar como estoque físico a média aritmética entre os resultados das duas contagens. ele deve ser automaticamente baixado contabilmente. concessão de direito real de uso. A alienação. locação ou permissão de uso de bens imóveis construídos e destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais de 32 . assumindo-se o número inteiro imediatamente inferior. quando o bem ainda existe fisicamente. A alienação de bens móveis da Administração Pública dependerá de avaliação prévia e de licitação. dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência. A alienação de bens imóveis da Administração Pública dependerá de autorização legislativa para órgãos da Administração direta e entidades autárquicas e fundacionais. II. obsolescência ou deterioração. mas alcança 100% de depreciação. 19. III. ressalvando os casos de dispensa conforme regulamentação. 22. (IPAD / SENAC / 2008 – adaptada) Depreciação é a perda de valor que um recurso patrimonial tem decorrente da má utilização. (FCC / Câmara assertivas: dos Deputados / 2007) Considere as I. (CESPE / MPU / 2010) No processo de depreciação total. (CESPE / MPU / 2010) O número de patrimônio de um bem baixado deve ser repassado a versões atualizadas que venham a substituí-lo na organização. 20. O cálculo da depreciação é embasado em parâmetros definidos pela organização detentora do bem. ressalvando os casos de dispensa devidamente regulamentados. e. 23. 21. inclusive as entidades paraestatais. a despeito de sua utilidade. (CESPE / TJ – RR / 2006) Depreciação de um bem patrimonial é a perda de seu valor por causa do uso. para todos.

apenas. d) II e III. b) I e II. e) III. II e III. é correto o que consta em: a) I. apenas. por órgãos ou entidades da Administração Pública especificamente criados para esse fim.883/94. apenas.666/93 e alterações introduzidas pela Lei no 8. são dispensados de concorrência. 33 . apenas. c) I e III. À luz da Lei no 8.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI interesse social.

E 18.C 3.E 21.C 8.E 13.E Sucesso! 34 .NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI GABARITO 1.E 20.B 2.E 22.E 15.E 7.C 16.A 11.E 9.E 17.E 12.E 23.C 19.C 4.C 10.E 5.E 6.E 14.

J. Método. P. FENILI. 2007. São Paulo: Ed. Rio de Janeiro: Elsevier. 2002. Administração de Materiais. Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais: Abordagem Completa. São Paulo: Atlas. Administração de Materiais: um enfoque prático. R. 3ª ed. 35 . 2011. J. S.NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS TÉCNICO JUDICIÁRIO DO TRT 10ª REGIÃO PROFESSOR RENATO FENILI Referências GONÇALVES. VIANA. R.