Revista Brasileira de Geof´ ısica (2009) 27(Supl.

1): 69-82 © 2009 Sociedade Brasileira de Geof´ ısica ISSN 0102-261X www.scielo.br/rbg

˜ MARANHENSE, BRASIL) MAPEAMENTO DE AMBIENTES COSTEIROS TROPICAIS (GOLF AO UTILIZANDO IMAGENS DE SENSORES REMOTOS ORBITAIS Sheila Gatinho Teixeira1 e Pedro Walfir Martins e Souza Filho2
Recebido em 17 outubro, 2006 / Aceito em 31 agosto, 2007 Received on October 17, 2006 / Accepted on August 31, 2007

ABSTRACT. This paper presents the results of coastal environmental mapping of Golf˜ ao Maranhense, Brazil, using a methodological approach that includes: (a) integrated analysis based on digital image processing of Landsat-4 TM, SPOT-2 HRV, RADARSAT-1 SAR (Synthetic Aperture Radar) and SRTM (Shuttle Radar Topography Mission) data; (b) geographic information system; (c) field surveys related to geomorphology, topography and sedimentology. Mapped environments were grouped into four sectors: Sector 1, with salt marsh, fresh marsh, estuarine channel and intermittent lake; Sector 2, embracing coastal plateau, fluvial floodplain, sandflats, macrotidal beach, urban areas, artificial lakes and mudflats; Sector 3, including, paleodunes covered with grass, mangroves and mixed intertidal banks; Sector 4, constituted by mobile dunes. In addition, perennial lakes, ebb-tidal deltas and supratidal sandflats were recognized. Digital image processing visual analysis of orbital remote sensing data in association with geographic information system, proved to be effective in tropical coastal mapping, allowing the generation of products with good accuracy and cartographic precision. Keywords: coastal environments, wetlands, orbital remote sensing, images, Amazon Region. ao do Golf˜ ao Maranhense, Brasil, utilizando RESUMO. Este trabalho apresenta os resultados do reconhecimento e mapeamento dos ambientes costeiros da regi˜ ´ pticas Landsat-4 TM e SPOT-2 HRV, de imagens uma abordagem metodol´ ogica que incluiu: (a) an´ alise integrada com base no processamento digital de imagens, o ˜o da SRTM (Shuttle Radar Topography Mission ); (b) sistema de informac ˜ es geogr´ SAR (Synthetic Aperture Radar ) do RADARSAT-1, e dados de elevac ¸a ¸o aficas; e ` geomorfologia, topografia e sedimentologia. Os ambientes costeiros, assim mapeados foram agrupados em quatro setores: (c) levantamentos de campo relativos a ´gua doce, lagos intermitentes e canal estuarino; Setor 2, abrangendo tabuleiro costeiro, plan´ Setor 1, com pˆ antanos salinos, pˆ antanos de a ıcie de mar´ e lamosa, plan´ ıcie ´rea constru´ fluvial, plan´ ıcie de mar´ e arenosa, praias de macromar´ e, a ıda e lagos artificiais; Setor 3, com manguezal, paleodunas e plan´ ıcie de mar´ e mista; e Setor 4, constitu´ ıdo por dunas m´ oveis. Al´ em disso, foram tamb´ em reconhecidos lagos perenes, deltas de mar´ e vazante e plan´ ıcies de supramar´ e arenosas. O processamento ˜ es geogr´ digital e a an´ alise visual das imagens de sensores remotos orbitais, associados ao uso de sistemas de informac ¸o aficas, mostraram-se eficazes no mapeamento ˜o de produtos com boa acur´ de zonas costeiras tropicais, possibilitando a gerac ¸a acia e precis˜ ao cartogr´ afica. ´ midas, sensoriamento remoto orbital, imagens, Amazˆ Palavras-chave: ambientes costeiros, zonas u onia.

1 Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, Servic ¸o Geol´ ogico do Brasil, Av. Andr´ e Ara´ ujo, 2160, Aleixo, 69060-001 Manaus, AM, Brasil. Tel.: +55 (92) 2126-0327; Fax: +55 (92) 2126-0319 – E-mail: steixeira@ma.cprm.gov.br 2 Universidade Federal do Par´ ´ a, Centro de Geociˆ encias, Laborat´ orio de An´ alise de Imagens do Tr´ opico Umido, Av. Augusto Correa, 1, Campus do Guam´ a, Caixa Postal 8608, 66075-110 Bel´ em, PA, Brasil. Tel.: +55 (91) 3201-8009; Fax: +55 (91) 3183-1478 – E-mail: walfir@ufpa.br

correspondentes aos arquivos hgt S03W044. adquiridas no acervo da Universidade de Maryland. Um problema encontrado neste trabalho foi a falta de imagens ´ pticas (Landsat e SPOT) sem cobertura de nuvens na a ´rea estuo ˜o dos dados RADARSAT-1. foram efetuados: (1) correc ˜o atPara as imagens o ¸a mosf´ erica atrav´ es do m´ etodo de ajuste do histograma (Jensen.2. ´ TODOS ME ˜o do mapa de ambiA abordagem metodol´ ogica para a gerac ¸a entes costeiros envolveu o processamento digital. Estas imagens de sensores remotos orbitais foram processadas digitalmente. Os dados foram processados no Laborat´ orio de An´ alise de ´ Imagens do Tr´ opico Umido (LAIT). (2) confecc ¸a duas cenas adjacentes lateralmente. 1). 27(Supl. dada. pectivamente. al´ em de levantamentos de ` geomorfologia. Para a ˜o do trabalho foram utilizadas imagens o ´ pticas Landsatconfecc ¸a 4 TM (Thematic Mapper ) e SPOT-2 HRV (High Resolution Visible ). cit. no modo ´ rbita descendente. que constitui o maior sistema cont´ ınuo de manguezais do mundo. Algumas caracter´ ısticas destas imagens s˜ ao descritas na Tabela 1. a ¸a ´rea amplitudes de mar´ e (Kjerfve & Lacerda. carac˜ es m´ terizado por macromar´ e semidiurna. Esta regi˜ ao faz parte de uma zona costeira marcada por estu´ arios e reentrˆ ancias no noroeste do Maranh˜ ao. campo. ´rea. (3) escolha do melhor triısica. que se encontram separadas pela Ilha de S˜ ao Lu´ ıs (Fig.177 km2 de manguezais Souza Filho (2005). Plan´ ıcie Estuarina e Plan´ ıcie Litorˆ anea. durante o per´ ıodo de obtenc ¸a ˜o entre informac ˜ es extra´ impossibilitando a comparac ¸a ¸o ıdas nas ´ pticas e de microondas do espectro eletromagn´ faixas o etico para o mesmo per´ ıodo. part´ portˆ ancia ambiental. O clima e ´ mido. . ´ AREA DE ESTUDO O Golf˜ ao Maranhense est´ a localizado no extremo norte do Estado ´ constitu´ do Maranh˜ ao e e ıdo pelas ba´ ıas de S˜ ao Marcos e S˜ ao Jos´ e. Surfer 8. termo adotado pelo projeto RADAM com ˜o de Ab’Saber (1960).414 km2 de manguezais. mesmo inserida em importante contexto nos tr´ Esta a o´ midos. 9.. ainda se encontrava desprovida de estudos mais picos u detalhados (escalas de 1:25. as quais se estendem entre texto das regi˜ oes tropicais u as latitudes de 15◦ N e 15◦ S.500 mm/ caracterizados por precipitac ¸a ˜o t´ ano). S03W045. altas temperaturas (>20◦ C) e baixa variac ¸a ermica (Nittrouer et al. sendo uma feic ¸a ogica e duas feic ¸o antr´ opicas. s˜ ao aqui apresentados os resultados do mapeamento dos ambientes costeiros da regi˜ ao do Golf˜ ao Maranhense. agrupados em quatro unidades morfol´ ogicas. 2009 Revista Brasileira de Geof´ . como Costa de Manguezais de Macromar´ e da Amazˆ onia (CMMA). bem como duas cenas HRV do SPOT-2 (´ orbitas/ponto 710/355 e 711/355. Esta zona costeira. MATERIAIS ˜ es extra´ O estudo foi baseado nas informac ¸o ıdas de duas cenas do sensor Thematic Mapper (TM) do Landsat-4 (´ orbitas/ponto `s datas 220/062 e 221/062. provenientes de de costa. ). a `s altas taxas de precipitac ˜o. que apresenta cerca de a. As quatro cenas SRTM empregadas. a a de estudo encontra-se no centro de um sistema de golfo. foram ˆ nibus espacial Endeavour (Rabus et al. a Foram tamb´ em utilizadas duas cenas do RADARSAT-1. imagens SAR (Synthetic Aperture Radar ) do RADARSAT-1. Plan´ ıcie Fluvial. ˜o de mosaicos de imagens. adquiridas pelo o 2003). est´ base na descric ¸a a localizado no extremo norte do Estado do Maranh˜ ao. fato que motivou sua escolha para a realizac ¸a sente pesquisa. topografia e sedimentologia. com aquisic ˜o de imageamento Wide 1.70 ˜ MARANHENSE MAPEAMENTO DE AMBIENTES COSTEIROS DO GOLFAO ˜ ¸ AO INTRODUC O Golf˜ ao Maranhense.1. 1). respectivamente. e no nordeste do Par´ damente 2. considerando 1996). Global Mapper 5 e ArcView GIS 3. Vol.1. com estac ˜ es seca (julho a dezembro) e chuvosa (janeiro a u ¸o junho) bem definidas. PCI V. que se referem. da Universidade Federal do Par´ a (UFPA). Os manguezais do Estado do Maranh˜ ao s˜ ao considerados os mais estruturalmente complexos do Brasil (Rebelo-Mochel. Assim. As correntes de mar´ es m´ aximas s˜ ao ´ tropical superiores a 4 m/s (Rebelo-Mochel. op. bem como a `s altas extensos rios. relativos a ´ pticas. com variac ¸o edias de 4 m e m´ axima superior a 7 m. S04W044 e S04W045 do per´ ıodo de 11 a 22/02/2000. no software ´ pticas (Landsat-4 TM e SPOT-2 HRV). foi designada por Souza Filho. das imagens o SAR (RADARSAT-1 Wide-1) e SRTM. ˜o da SRTM (Shuttle Radar Topography al´ em de dados de elevac ¸a Mission ). que se referem. O Golf˜ ao est´ a inserido no con´ midas. a de passagem 21/08/1992 e 13/09/1992). utilizando os pacotes PCI Geomatica 9.000 e 1:50.000) nos ambientes ˜o da precosteiros.. com aproxima5. Tais ambientes s˜ ao de grande im´gua doce. de o ¸a em 16/01/2003 e 09/02/2003. Os tr´ opicos umidos s˜ ao ˜o alta e constante (>1. a saber: Planalto Costeiro. cit. com temperatura m´ edia em torno de 26◦ C. Este ´ atribu´ `s diversas caracter´ aspecto e ıdo em parte a ısticas da linha `s grandes quantidades de a ´gua doce. 1995). utilizando t´ ecnicas que permitiram o reconhecimento e o mapeamento de dezoito ambientes cos˜o morfol´ ˜ es teiros tropicais. op. res`s datas de passagem 09/08/1990 e 18/08/1991). pois contˆ em metade da a ıculas ´ e solutos descarregados nos oceanos. 1993). 1997). Al´ em disso.

Em seelevac ¸a ˜o do ru´ guida. pois estas j´ a foram adquiridas ortorretificadas. 1). Vol.5 12.5 28. Plataforma RADARSAT-1 RADARSAT-1 Landsat-4 Landsat-4 SPOT-2 SPOT-2 (SRTM) Sensor SAR/Wide 1 SAR/Wide 1 TM TM HRV HRV InSAR Data de ˜o ¸a aquisic 16/01/2003 09/02/2003 21/08/1992 13/09/1992 09/08/1990 18/08/1991 Fev. ˜o dos ambienconstando das seguintes atividades: (1) validac ¸a tes costeiros reconhecidos nas imagens de sensores remotos. As imagens SRTM foram processadas primeiramente no ˜o de mosaicos.7◦ off -nadir ˜o Resoluc ¸a espacial (m) 33x27 33x27 30 30 20 20 90 Tamanho do pixel (m) 12. (3) sobrevˆ oos para refinar o reconhecimento dos ambientes costeiros. Brazilian Journal of Geophysics. que s˜ ao pr´ e-requisitos para a ortorretificac ¸a ˜o geom´ Nas imagens Landsat. (4) realce li˜o near do contraste aplicado ao mosaico de imagens. n˜ ao possuindo ´ ˜o. software Global Mapper 5.1. aplicado um aumento linear de contraste linear.. (2) amostragem de sedimentos para an´ alise granulom´ etrica. n˜ ao foi efetuada correc ¸a etrica. 2000 ˆ Angulo de incidˆ encia (◦ ) 20-31 20-31 Nadir Nadir 98. foi utilizado para a reduc ¸a ıdo speckle o filtro de Frost (3×3) e.SHEILA GATINHO TEIXEIRA e PEDRO WALFIR MARTINS E SOUZA FILHO 71 ˜o do Golf˜ ¸a ao Maranhense. subseq¨ uentemente. 1982). Os trabalhos de campo foram realizados em outubro de 2005. 4 e 5) atrav´ (Optimum Index Factor ) (Chavez Jr. no qual foi feita a extrac ¸a atica do DEM.5 28. 2000) usando o modelo digital de ˜o adquirido automaticamente das imagens SRTM.. atrav´ es da coleta de pontos de controle em levantamento terrestre. Figura 1 – Mapa de localizac Tabela 1 – Caracter´ ısticas das imagens de sensoriamento remoto utilizadas. e (5) correc ¸a geom´ etrica das imagens SPOT atrav´ es de modelo polinomial. estes mosaicos do SRTM foram processados no ˜o autom´ PCI 9. pois estas foram adquiridas no formato geotiff .5 20 20 90 Swath (km) 165 165 185 185 60 60 111 ˜o Condic ¸a de mar´ e Alta Baixa Alta Alta Alta Alta – es do c´ alculo OIF plete de bandas Landsat-4 TM (1. os dados de orbita. 2009 . 2004) e posteriormente ortorretificados (Cheng et al. et al.7◦ 98. Os dados RADARSAT-1 foram primeiramente reescalonados de 16 para 8 bits (PCI Geomatics. com recorte e confecc ¸a Posteriormente. 27(Supl.

que varia de ˜ es coloridas Landsat-4 TM (Fig. forma. atrav´ es das cores verde e vermelho claro. Neste ˜o e a espacializac ˜o dos amtrabalho. s˜ ao esculpidos barrancos e fal´ esias ativas. O Setor 1 compreende parte da Baixada Maranhense at´ ea Ba´ ıa de S˜ ao Marcos. plan´ ıcie de mar´ e lamosa. 4B). tamb´ em se desenvolvem em uma topografia baixa. em func ¸ ao da resposta espectral do solo lamoso salino exposto. Nele. Os lagos inter˜o da reflex˜ mitentes foram identificados em func ¸a ao especular da ´gua observada na imagem RADARSAT-1 W1. que. ˜o intermios lagos n˜ ao s˜ ao observados. tons e tamanho nas imagens SAR (Fig. que cria um mecanismo de retroespalhamento quase-especular. 4A e D). praias de macromar´ e. O Setor 2 inclui a Ilha de S˜ ao Lu´ ıs. Ao longo dos canais fluviais. plan´ ıcie fluvial. a fim de facilitar a descric ¸a ¸a ˜ es costeiras. adquirida em um per´ ıodo de alta precipitac ¸a Na imagem RADARSAT-1 W1 de 16 de janeiro de 2003 (Fig. a rugosidade do solo e a umidade aumentam a constante diel´ etrica e. B. desde a Ba´ ıa de S˜ ao Marcos at´ e a Ba´ ıa de S˜ ao Jos´ e. ˜o oposta a ` antena do radar. Na imagem SAR (Fig. Pˆ antanos salinos S˜ ao ambientes localizados sob os manguezais. 4C). 4D). sedoce e s˜ ao abastecidos principalmente por a cando totalmente durante o per´ ıodo mais seco. Neste se´gua doce. em virtude do baixo retorno do sinal. incrementam o retroespalhamento. este ambiente e tons de cinza escuro. No contato com os manguezais. Sabe-se que a salinidade. 27(Supl. aumentando a resposta dos alvos na faixa de microondas. apresentando cotas que variam de 20 a 120 m. o que ratifica a condic ¸a tente deste ambiente controlado principalmente pela chuva. de 09 de fevereiro a ˜o. na imagem SAR ´ decordo dia 16 de janeiro de 2003 (Fig. A plan´ ıcie apresenta numerosas lagoas fluviais. 1). duas ´ Constru´ ˜ es antr´ feic ¸o opicas (Area ıda e Lagos Artificiais). s˜ ao reconhecidos o tabuleiro costeiro. Os pˆ antanos salinos s˜ ao observados em tons de cinza escuro. com aproximadamente ´gua 2 m de profundidade. ´reas colmatadas. foram reconhecidos quinze ambientes costeiros. como para os cinco dias que antedia da aquisic ¸a ` diminuic ˜o da constante diel´ cederam tal data. e das gram´ ıneas. que possuem alta reflectˆ ancia na faixa do infraverme˜o do tipo pallho. extensas v´ arzeas inund´ aveis . na direc ¸a Canais estuarinos Os canais estuarinos s˜ ao representados pelos rios Mearim (Figs. que ocorrem sobre os pˆ antanos de a ´guas pluviais. s˜ ao reconhecidos pˆ antanos salinos. Nas composic ¸o SPOT-2 HRV (Fig. conseq¨ uentemente. como estes. pelo solo liso exposto. 4B). em decorrˆ encia da mistura espectral das respostas do solo alagadic ¸o. 1994). respectivamente. que possui baixa reflectˆ ancia tanto na faixa espectral do vis´ ıvel como do infravermelho. Esta tonalidade e ˜o de baixa precipitac ˜o registrada tanto para o rente da condic ¸a ¸a ˜o da imagem. o Tabuleiro Costeiro. 3B). englobando a Ilha do Caranguejo. os pˆ antanos salinos s˜ ao identificados ˜ pelas cores ciano e verde claro. cotas em torno de 0 a 10 m e e ´ identificado nos mosaicos Landsat-4 TM e Este ambiente e SPOT-2 HRV (Figs. sendo recobertas por palmeiras de Mauritia ea flexuosa e Euterpe edulis (Lebigre. al´ em do exame de vari´ aveis ambientais (dados de ˜o e de mar´ ˜o das imaprecipitac ¸a e) para os dias de aquisic ¸a gens. respectivamente. a a ´rea de estudo foi segmentada em bientes e feic ¸o quatro setores geogr´ aficos (Fig. 4B). a ıda e lagos artificiais. Lagos intermitentes Correspondem a corpos h´ ıdricos rasos. levando a ¸a etrica e a reflex˜ ao predominante das microondas. Vol. C e D). 3). 4A. tor. Assim. A interpretac ¸a ˜o o arranjo espacial das propriedades f´ vou em considerac ¸a ısicas ´ pticas (Fig. Munim e Itapecuru.72 ˜ MARANHENSE MAPEAMENTO DE AMBIENTES COSTEIROS DO GOLFAO ˜ RESULTADOS E DISCUSSAO ˜ o dos ambientes Reconhecimento e caracterizac ¸a costeiros do Golf˜ ao Maranhense O reconhecimento dos ambientes costeiros foi realizado atrav´ es ˜o visual dos melhores produtos obtidos atrav´ da interpretac ¸a es ˜o visual ledo processamento digital de imagens. 2009 Revista Brasileira de Geof´ ´gua doce Pˆ antanos de a ` regi˜ ao rebaixada e alagadic ¸a dos estu´ arios afogaCorresponde a dos do rio Mearim. que possui alta reflectˆ ancia na faixa ısica. ocasi˜o do tipo gram´ onado pela pequena rugosidade da vegetac ¸a ınea. O tabuleiro costeiro foi reconhecido a partir da resposta es˜o arb´ pectral da vegetac ¸a orea. pˆ antanos de a lagos intermitentes e o canal estuarino. Tabuleiro costeiro ˜o morfol´ ´ sustentada por sedimentos cret´ Esta feic ¸a ogica e acicos do Grupo Itapecuru. s˜ ao observadas paleofal´ esias. nos limites com rios e com o mar. ˜o morfol´ bem como uma feic ¸a ogica. 2) e e qu´ ımicas dos alvos naturais nas imagens o a an´ alise da textura. 4A) e 0 a 3 m. de 2003 (Fig. plan´ ıcie ´rea constru´ de mar´ e arenosa. ocorre vegetac ¸a ´ observado em meira. No geral. denominada Baixada Maranhense. Estes foram identifica´gua e pela reflex˜ dos pelo contraste da resposta espectral da a ao especular nas imagens SAR. apresenta ´ bordejada pelo planalto costeiro.

Vol. 1). 27(Supl. 2009 do mecanismo de retroespalhamento difuso do sinal. apresenta-se com cor do infravermelho pr´ ˜o colorida Landsat-4 vermelha em tons mais claros na composic ¸a ˜o da vegetac ˜o arb´ TM (Fig. para o tabuleiro costeiro. Assim. em decorrˆ teiro e encia Brazilian Journal of Geophysics. 5B).SHEILA GATINHO TEIXEIRA e PEDRO WALFIR MARTINS E SOUZA FILHO 73 ˜o colorida 4R5G1B). o tabuleiro cos´ observado em tons relativamente escuros. bandas 4 e 5. Na imagem RADARSAT-1 W1 da Fig. Plan´ ıcie fluvial ´ representada pelas a ´reas sujeitas a ` inundac ˜o ıcie fluvial e ¸a A plan´ ´reas baixas (cotas variando de 0 dos rios. Na composic ¸a ´ explicada pela alta rea cor vermelha do tabuleiro costeiro e ˜o na banda 3. Figura 2 – A) Mosaico de imagens Landsat-4 TM (composic ¸a ¸a oximo e m´ edio. 5A). sendo influenciado pelo pela estrutura da vegetac ¸a baixo teor de umidade. Essas a ao inundadas somente . em raz˜ ao da contribuic ¸a ¸a orea nas ˜o colorida SPOT-2 HRV (Fig. B) Mosaico de imagens SPOT-2 HRV (composic ˜o colorida 3R2G1B). caracteristicamente a a 10 m) e planas. A diferenc ˜o do flectˆ ancia da vegetac ¸a ¸a de saturac ¸a vermelho nas imagens Landsat e SPOT. que ocorrem bordejando os principais cursos ´reas s˜ d’´ agua na regi˜ ao investigada. ` ausˆ deve-se a encia da faixa do infravermelho m´ edio no sensor HRV. 5C. provocado ˜o arbustiva.

A plan´ ıcie fluvial tamb´ em foi identificada por sua forma. decorrentes da resposta espectral do ˜o. 2005) e Precipitac ¸a INPE. sendo diferenciada tamb´ em por ´reas adjacentes. que acompanha o padr˜ ao de drenagem. 2005). Na imagem SAR (Fig. 1). 3 e 4. B) Imagem RADARFigura 3 – A) Imagem RADARSAT-1 W1 (16/01/2003). com os gr´ aficos Variac ¸a e (DHN. ao longo do Golf˜ ao Maranhense. durante os per´ ıodos de grandes cheias e foram identificadas nas ˜ es coloridas Landsat-4 TM (Fig. Vol. mostrando os setores 1. com os gr´ aficos Variac ¸a e (DHN. 2. 5C). que e ´ diferente das a ´reas de tabutipo de vegetac ¸a leiro. 2005). Este ambiente ocorre bordejando algumas a sendo constitu´ ıdo essencialmente de sedimentos lamosos e melhor observado nos per´ ıodos de mar´ e baixa. 2005) e Precipitac ¸a ˜o de Mar´ ˜o (CPTECSAT-1 W1 (09/02/2003). 5B) pela cor vermelha. apresentar uma textura mais rugosa que as a Plan´ ıcie de mar´ e lamosa ´reas de mangue. 5A) e SPOT-2 HRV composic ¸o (Fig.74 ˜ MARANHENSE MAPEAMENTO DE AMBIENTES COSTEIROS DO GOLFAO ˜o de Mar´ ˜o (CPTEC-INPE. 27(Supl. no entanto. em virtude dos mecanismos de retroespalhamento do tipo volum´ etrico e do tipo dou- ble bounce (reflex˜ ao de canto). 2009 Revista Brasileira de Geof´ . Como a regi˜ ao est´ a ısica. apresenta tons de cinza mais claros.

2009 . 1). D) Composic ¸a antano salino. Ambientes costeiros destacados: 1) pˆ ´gua doce. 3) canal estuarino e 4) lago intermitente. B) imagem RADARSAT-1 W1 (16/01/2003).SHEILA GATINHO TEIXEIRA e PEDRO WALFIR MARTINS E SOUZA FILHO 75 ˜o colorida Landsat-4 TM 4R5G1B. C) imagem RADARSAT-1 W1 (09/02/2003). 27(Supl. 2) pˆ antano de a Brazilian Journal of Geophysics. Vol. ¸a Figura 4 – Setor 1 – A) Composic ˜o colorida SPOT-2 HRV 3R2G1B.

Vol. ¸a ¸a Figura 5 – Setor 2 – A) Composic ˜o fluvial. ısica. 6) lago artificial e 7) plan´ ıcie de mar´ e lamosa. ´rea constru´ 4) praia de macromar´ e.76 ˜ MARANHENSE MAPEAMENTO DE AMBIENTES COSTEIROS DO GOLFAO ˜o colorida Landsat-4 TM 4R5G1B. 5) a ıda. 2) plan´ ıcie de inundac ¸a ıcie de mar´ e arenosa. 27(Supl. Ambientes costeiros destacados: 1) tabuleiro costeiro. 2009 Revista Brasileira de Geof´ . C) imagem RADARSAT-1 W1 (16/01/2003). 3) plan´ D) imagem RADARSAT-1 W1 (09/02/2003). B) composic ˜o colorida SPOT-2 HRV 3R2G1B. 1).

As caracter´ ısticas espectrais das paleodunas permitiram a ˜o de trˆ ˜o das diferentes redefinic ¸a es compartimentos. 5A e B). s˜ sores o ao diferenciadas do tabuleiro costeiro pela cor. Neste setor. em func ¸a flectˆ ancias nas bandas SPOT-2 HRV: paleodunas vegetadas. enquanto que. decorrente de sua alta resposta espectral nas faixas do vis´ ıvel e do infravermelho. as quais ocorrem. A plan´ ıcie lamosa pode ser visualizada na ´reas em tons de cinza escuro em imagem SAR (Fig. Nas imagens RADARSAT-1 W1 (Figs. que possuem alta reflectˆ ancia nas faixas espectrais do vis´ ıvel e infravermelho. Os lagos artificiais ocorrem na regi˜ ao da cidade de S˜ ao Lu´ ıs. esta plan´ ıcie lamosa pode atingir uma extens˜ ao de aproximadamente 1 km. ´gua no vis´ em resposta ao comportamento espectral da a ıvel. 27(Supl. em func ¸a retorno do sinal. E constitu´ ıda por sedimentos arenosos u ´rea de estudo. 1). em func ¸a ositos arenosos. 5C e D). n˜ aovegetadas e interdunas. tonalidades estas provenientes do mecanismo de retroespalhemento influenciado ´gua (tons escuros) como pela superf´ tanto pela superf´ ıcie da a ıcie rugosa dos bancos arenosos ent˜ ao emersos (tons claros). poss´ ıvel estabelecer sua classificac ¸a ˜o das paleodunas observada em campo e ´ A compartimentac ¸a ˜o melhor visualizada nas imagens SPOT-2 HRV. decorrente da reflex˜ ao especular ´gua. em condic ¸o e baixa. ora em tons de cinza escuro. as paleodunas s˜ ao observadas em tons escuros. que bordejam a ˜o nordeste da Ilha de S˜ ao Lu´ ıs e outras ilhas menores na porc ¸a ´rea. O reconhecimento deste ambiente s´ o ocorreu com o levantamento de campo. 5C ´reas de forte e D). da areia u ´ obserNa imagem SAR (Fig.SHEILA GATINHO TEIXEIRA e PEDRO WALFIR MARTINS E SOUZA FILHO 77 ˜ es di´ e. 5D) como a ´reas. 5B) pela cor verde escura. que e observada ˜o e ´ repreno extremo norte da Ilha de S˜ ao Lu´ ıs (Fig. as praias s˜ ao constitu´ ıdas de areias finas a m´ edias. na qual as variac ¸o arias inserida em uma zona de macromar´ chegam em m´ edia a 5 m. s˜ ao reconhecidas as paleodunas. que foram mapeados como paleodunas. 5A). que podem ser encontrados no meio dos canais estuarinos. Nas imagens RADARSAT-1 W1 (Figs. foram caracterizados pelo baixo retorno do radar. Plan´ ıcie de mar´ e mista ´ representada principalmente por banA plan´ ıcie de mar´ e mista e ˜ es de intermar´ cos areno-lamosos em condic ¸o e. Nas imagens de RADARSAT-1 W1 (Figs. entre as cotas de 20 e 70 m. ˜ es de mar´ as praias de macromar´ e. Paleodunas ´reas com sedimentos Sobre o tabuleiro costeiro. pois apenas com a an´ alise das imagens de sensores remotos n˜ ao foi ˜o. Na Ilha de S˜ ao Lu´ ıs. os sediregi˜ ao de Alcˆ antara. na ˜o noroeste da a ´rea de estudo. decorrente da pequena rugosidade local. Tal feic ¸a sentada pela cor ciano. 5C e D). Praias de macromar´ e Ocorrem como faixas de sedimentos arenosos. estas representadas principal´reas s˜ mente pela cidade de S˜ ao Lu´ ıs. na a ˜o a sul da Ilha de S˜ O Setor 3 abrange a porc ¸a ao Lu´ ıs. como tamb´ em pela textura rugosa. Na a ıcie ˜ ´ arenosa possui a feic ¸ ao do tipo espor˜ ao (spit ). nas costeiras. incluindo a foz do rio Itapecuru. observam-se a arenosos expostos. margeando as du´ ´ midos. Na imagem SAR (Fig. durante o per´ ıodo de baixamar. em resposta ao comportamento espectral ´ mida. Na Ilha de S˜ a ao Lu´ ıs. 5A) e no SPOT-2 HRV (Fig. Nas imagens de sen´ pticos (Figs. podem chegar a uma largura de aproximadamente 1 km. a plan´ pois sofrem a influˆ encia da mar´ e. Vol. Tais ambien´ pticas na cor branca (Figs. virtude da rugosidade da superf´ ıcie dessas a e arenosa Plan´ ıcie de mar´ ˜o distal da plan´ Ocorre na porc ¸a ıcie estuarina. em condic ¸o e baixa. 5D). porc ¸a mentos que as constituem s˜ ao caracterizados como areias finas a muito finas e moderadamente selecionadas. 2009 Manguezal ´ caracterizado por sedimentos lamosos e apreEste ambiente e senta uma cobertura vegetal em que predominam de esp´ ecies de . nas faixas imageadas pelo sensor Landsat-4 TM. 6A e B). estes alvos podem ser observados como a retorno do radar em decorrˆ encia do efeito de reflex˜ ao de canto (double bounce ). sendo identificados na imagem Landsat-4 TM pela cor azul escura (Fig. proveniente de sua morfologia. moderadamente selecionadas. em decorrˆ encia de sua reflectˆ ancia nas regi˜ oes do infravermelho e vis´ ıvel. este ambiente de textura lisa e ˜ es de mar´ vado. ˜o do baixo este ambiente possui tonalidade cinza escura. 6D) ora em tons de cinza claro. como observado em frente ` cidade de S˜ a ao Lu´ ıs. ´ Areas constru´ ıdas e lagos artificiais ˜ es urbanas em ex´reas constru´ ıdas englobam tanto as porc ¸o As a pans˜ ao como as consolidadas. plan´ ıcie de mar´ e mista e manguezal. Brazilian Journal of Geophysics. Pode ser observada na imagem SAR (Fig. Tais a ao identificadas pela cor verde clara nas imagens Landsat-4 TM e SPOT-2 HRV (Figs. em tons de cinza escuro. 5A tes s˜ ao observados nas imagens o ˜o da resposta espectral dos dep´ e B). desenvolvendo um mecanismo de retroespalhamento quase-especular. 6C). pois sua resoluc ¸a espacial de 20 m permite o detalhamento mais preciso da textura rugosa caracter´ ıstica da morfologia deste ambiente.

C) imagem ¸a ¸a Figura 6 – Setor 3 – A) Composic RADARSAT-1 W1 (16/01/2003). em func ¸a alta resposta espectral da densa floresta de mangue na faixa do ˜o n˜ ´ observada infravermelho pr´ oximo. dificultando assim a ˜o deste ambiente. Ambientes costeiros destacados: 1) paleodunas vegetadas. em virtude da ˜o da floresta de mangue. decorrentes do maior guezal e retroespalhamento. mecanismo de double bounce . Na imagem SAR (Fig. A mesma delimitac ¸a ao e ˜o arbustiva que reconas imagens SPOT. representada pela banda 3 HRV (λ = 0. 6C). incluindo a ´ pticos utilide altura em m´ edia. ´reas baiRhizophora e Avicennia (Lebigre. Vol. ısica. 27(Supl. este ambiente pode ser melhor discriminado das a ˜o da de Tabuleiro na imagem Landsat-4 TM (Fig. 1994).89 µm). 2) manguezal e 3) plan´ ıcie de mar´ e mista. o mandelimitac ¸a ´ observado em tons de cinza claro. Considerando os sensores o ´reas zados. Ocorrem em a ´rvores de 30 m xas com cotas variando de 0 a 3 m. condicionada pela mar´ inundac ¸a e alta registrada para o dia 16 de janeiro de 2003.78 ˜ MARANHENSE MAPEAMENTO DE AMBIENTES COSTEIROS DO GOLFAO ˜o colorida Landsat-4 TM 4R5G1B. 6A). 1). 2009 Revista Brasileira de Geof´ . B) composic ˜o colorida SPOT-2 HRV 3R2G1B. D) imagem RADARSAT-1 W1 (09/02/2003).79–0. pois tanto a vegetac ¸a ˜o de mangue possui albre o tabuleiro costeiro como a vegetac ¸a tas reflectˆ ancias na faixa do infravermelho pr´ oximo.

S˜ ao limitadas a sul pelos manguezais e a norte pela plan´ ıcie de mar´ e arenosa e pelo Oceano Atlˆ antico. As dunas m´ oveis s˜ ao constitu´ ıdas essencialmente por dep´ ositos de areia fina a m´ edia. Este ambiente pode ser identificado na imagem Landsat-4 TM (Fig. na porc ¸a se topograficamente acima dos manguezais e abaixo do tabuleiro costeiro. Mapeamento dos ambientes costeiros A partir do reconhecimento dos ambientes costeiros. em decorrˆ encia da reflex˜ ao especular Brazilian Journal of Geophysics. que ocorre ˜o noroeste da a ´rea. 2009 do pulso do radar nas superf´ ıcies lisas das dunas (Figs. ¸a Figura 7 – Setor 4 – A) Composic Ambiente costeiro destacado: 1) Dunas m´ oveis.2. ´rea costeira. 7B e C). as imagens de sensores remotos foram agrupadas em uma base de dados georreferenciados no ArcView 3. anteriormente citados foram ainda reconhecidos: lagos perenes. Neste setor. 1). desde a Ba´ ıa do Tubar˜ ao at´ e O Setor 4 abrange a a ´ is Maranhenses. bem sele˜o esbranquic cionados. Integrados aos dados de . ficando totalmente exposto tuarinos. plan´ ıcie de supramar´ e arenosa. 7A) pela cor branca. e encontrade maneira descont´ ınua. delta de mar´ ´ um ambina porc ¸a e vazante.SHEILA GATINHO TEIXEIRA e PEDRO WALFIR MARTINS E SOUZA FILHO 79 ˜o colorida Landsat-4 TM 4R5G1B. de colorac ¸a ¸ada. Vol. dispondo como transversais ou barcanas. apresentamse com tonalidades escuras. B) imagem RADARSAT-1 W1 (16/01/2003) e C) imagem RADARSAT-1 W1 (09/02/2003). que ocorrem sobre o tabuleiro costeiro. 27(Supl. Dunas m´ oveis ˜o norte da Ilha de S˜ ´rea ¸a ao Lu´ ıs e nordeste da a Ocorrem na porc estudada. Al´ em dos ambientes. Nas imagens RADARSAT-1 W1. ˜o oeste da a ´rea. ˜o da alta reflectˆ em func ¸a ancia dos dep´ ositos arenosos em todas as faixas espectrais. que e ente que se desenvolve na desembocadura de alguns canais es˜o noroeste da a ´rea. e ´ destacada o limite oeste dos Lenc ¸o a presenc ¸a das dunas m´ oveis. bordejando este. na porc ¸a durante a baixamar.

geometria dos ambientes. os pol´ ˜o de sua distribuic ˜o espacial no dos. n˜ ao houve chuva. onde. al´ em de apresentar o comportamento dos ambientes costeiros mapeados em di˜ es de mar´ ferentes condic ¸o e. Tal da aquisic ¸a ˜o dos lagos intermitentes. por´ ˜o apresentam menor resoluc ¸a em maior resoluc ¸a `s imagens Landsat-4 TM. No entanto. rugosidade superficial. Permitiram tamb´ em o monitora´reas alag´ ˜ es mento de a aveis. na imagem do dia 16 de de precipitac ¸a janeiro de 2003. no reconheci´rea costeira tropical do Golf˜ mento e mapeamento da a ao Maranhense. na imagem do ˜o n˜ dia 09 de fevereiro de 2003. 2009 Revista Brasileira de Geof´ . permitindo a visualizac ¸a ¸a mapa de ambientes costeiros. pois foram adquiridas em condic ¸o ˜o bastante distintas. a maior resoluc ˜o tindo a visualizac ¸a ¸a ˜o espectral das imagens Landsat-4 TM possibilitou a discriminac ¸a entre os diferentes ambientes. O uso conjunto das t´ ecnicas de sensoriamento remoto e de ˜ es geogr´ sistema de informac ¸o aficas mostrou-se eficaz no mapea˜o de produtos na mento da zona costeira. bem como a a deles. que operam em diferentes faixas do espectro eletromagn´ etico. que realc tribu´ ıram com informac ¸o ¸aram as caracter´ ısticas f´ ısico-qu´ ımicas dos materiais. 8). o limite entre ´reas de manguezal. Vol. enquanto que. ısica.000 com boa acur´ acia e precis˜ ao cartogr´ afica. ˜ CONCLUSOES Este trabalho constou do uso de sensores remotos. que s˜ fato resultou na formac ¸a ao bem marcados nesta imagem SAR com tonalidades escuras. 27(Supl. ıgonos referentes a cada ambiente foram vetorizacampo. 1). quando comparadas a ˜ es no mapeamento e permituindo importante fonte de informac ¸o ˜o de detalhes. As imagens SPOT-2 HRV ˜o espectral. mas nos dias que a antecederam. o tabuleiro costeiro e as a ˜ es As imagens RADARSAT-1 W1 contribu´ ıram com informac ¸o ˜o litorˆ relacionadas a diferenc ¸as na altura da vegetac ¸a anea. houve precipitac ¸a ao s´ o no dia ˜o da imagem. constiespacial. possibilitando a gerac ¸a escala de 1:50. Detalhes das cores e texturas dos ambientes costeiros reco´rea ocupada por cada um nhecidos nas imagens. com uma precis˜ ao de aproximadamente 38 m (Fig. est˜ ao descritos na Tabela 2. ´ pticos (Landsat-4 TM e SPOT-2 HRV) conOs sensores o ˜ es espectrais.80 ˜ MARANHENSE MAPEAMENTO DE AMBIENTES COSTEIROS DO GOLFAO Figura 8 – Mapa dos ambientes costeiros do Golf˜ ao Maranhense. como por exemplo.

´ baixa e plana que ocorre sob o manArea guezal. 8: 23–31.28 4. BERLIN GL & SOWERS LB.8 Tabuleiro costeiro Paleoduna Lagos perenes ˜o fluvial Plan´ ıcie de inundac ¸a Tons de azul escuro Tons de marrom claro — Tons de vermelho 5.ufpr.7 Praia de macromar´ e ´ constru´ ıda Area Lagos artificiais Tons de branco Tons de verde claro Tons de azul escuro Tons de branco Tons de verde claro Tons de azul claro 6.8 oveis Dunas m´ Tons de branco Tons de branco Superf´ ıcie lisa com tons escuros Superf´ ıcie lisa com tons escuros Superf´ ıcie muito rugosa com tons muito claros Superf´ ıcie lisa com tons escuros Superf´ ıcie lisa com tons escuros Superf´ ıcie lisa com tons escuros Superf´ ıcie muito rugosa com tons muito claros Superf´ ıcie lisa com tons escuros 31.A. que cortam a regi˜ ao. 2005. 1999. ˜o do tipo espor˜ Feic ¸a ao (spit ).com/ support center/tech papers/ASPRS 2000 land7. por a Regi˜ ao baixa e alagadic ¸a dos estu´ arios afogados do rio Mearim. Faixas estreitas. Acesso em: 12 maio 2005.2 29. Not´ ıcia Geomorfol´ ogica. Proc.377. ˆ NCIAS REFERE ˜o a ` Geomorfologia do Estado do MaAB’SABER AN.1 1. 2005.6 AGRADECIMENTOS Este trabalho foi realizado no contexto do projeto PIATAM Mar. do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient´ ıfico e Tecnol´ ogico (CNPq.8 Lagos intermitentes Manguezal Pˆ antano salino — Tons de marrom escuro Tons de ciano — Tons de vermelho escuro Tons de verde claro — Superf´ ıcie muito rugosa com tons claros Superf´ ıcie lisa com tons escuros Superf´ ıcie rugosa com tons escuros — 512. CPTEC-INPE. que bor´reas resdejam o tabuleiro costeiro. Contribuic ¸a ranh˜ ao. #502450/03-7) e do projeto Rede 05 / Petromar / Petrorisco (CtPetro / FINEP / Petrobras / CNPq). 2000. Corpos h´ ıdricos isolados localizados sobre o tabuleiro costeiro.8 Canal estuarino Delta de mar´ e vazante Tons de azul escuro — Tons de azul claro — 5.6 Plan´ ıcie de mar´ e mista — — — ıcie lisa com Superf´ tons claros ıcie rugosa com Superf´ tons claros — 62. ´ plana observada na mar´ Area e baixa na desembocadura de alguns canais estua´rea. que bordejam a Ilha de Faixas cont´ S˜ ao Lu´ ıs e outras ilhas menores. #130599/2004-2). SYSGRAN para Windows: Sistema de an´ alises granulom´ etricas [mensagem pessoal].324. sociados aos pˆ antanos de a ´ baixa e plana que ocorre bordejando Area o litoral. com limi˜o predominante tes irregulares e de direc ¸a NE-SW.7 ´gua doce Pˆ antano de a Tons de verde Tons de marrom claro 1. Formas alongadas paralelas. Centro de Previs˜ ao de Tempo e Estudos Clim´ aticos. Os autores agrade` pesquisa durante esta investigac ˜o cem ao CNPq pelo aux´ ılio a ¸a (Proc.SHEILA GATINHO TEIXEIRA e PEDRO WALFIR MARTINS E SOUZA FILHO 81 Tabela 2 – Caracter´ ısticas dos ambientes costeiros tropicais do Golf˜ ao Maranhense. Mensagem recebida por: mcamargo@cem. a qual bordeja algumas a mangue. 1982.3 4. Journal of Applied Photographic Engineering. ˜o e Canais com processos de acresc ¸a eros˜ ao das margens. Corpos h´ ıdricos represados que ocorrem `s a ´reas constru´ ıdas. Brazilian Journal of Geophysics.br em 10 ago.104.930. Ocorre na forma de bancos alongados.5 Plan´ ıcie de mar´ e arenosa Plan´ ıcie de supramar´ e arenosa Tons de azul claro Tons de ciano Tons de ciano Tons de branco — — 15. rinos da a Corpos h´ ıdricos rasos que ocorrem as´gua doce. da a ınuas. ´ plana e baixa que e ´ coberta pela a ´gua Area durante a mar´ e alta e descoberta na bai´reas de xamar. 27(Supl.1 Plan´ ıcie de mar´ e lamosa — Tons de marrom claro 170. que ocorrem na porc ¸a anea ´rea. CHAVEZ JR PS. observados na baixamar no meio dos canais estuarinos. ´ Areas baixas e planas que ocorrem bordejando os principais cursos d’´ agua.934. ˜ es e Instrumentac ˜o – Dados Autom´ Observac ¸o ¸a aticos – Plataformas de .pcigeomatics. Vol. 1). CHENG P. Corpos de areia do tipo transversais e bar˜o litorˆ canas. que ocorre bordejando as dunas m´ oveis costeiras. TOUTIN T & TOM V. (Petrobras).7 3. ´ ˜o e construc ˜o de Areas com ocupac ¸a ¸a infra-estrutura urbana. 2009 CAMARGO MG. associados a Caracter´ ısticas da imagem Landsat-4 TM Tons de vermelho Tons de verde claro Caracter´ ısticas da imagem SPOT-2 HRV Tons de vermelho claro Tons de verde escuro Caracter´ ısticas da imagem RADARSAT-1 (16/01/2003) Superf´ ıcie rugosa com tons escuros Superf´ ıcie rugosa com tons escuros Superf´ ıcie lisa com tons escuros — Superf´ ıcie lisa com tons escuros — Caracter´ ısticas da imagem RADARSAT-1 (09/02/2003) Superf´ ıcie rugosa com tons claros — Superf´ ıcie lisa com tons escuros — Superf´ ıcie lisa com tons escuros Superf´ ıcie intermedi´ aria com tons claros Superf´ ıcie lisa com tons escuros Superf´ ıcie muito rugosa com tons claros — Superf´ ıcie rugosa com tons claros ıcie lisa com Superf´ tons claros ´ Area (km ) 7. Dispon´ ıvel em: <http://www. sendo inundada periodicamente ´guas salobras.1 182. com apoio da Petr´ oleo Brasileiro S. em a tritas da costa.pdf>.4 12. 3(5): 35–45. #303238/2002-0 e Proc. Orthorectification and data fusion of Landsat-7 data. Statistical method for selecting Landsat MSS ratios. descont´ ınuas. 1960. Ambientes Costeiros ˜o Morfologia/Localizac ¸a Superf´ ıcie suavemente ondulada e fortemente dissecada com bordas abruptas.29 460.

br/>. REBELO-MOCHEL F. 2005. E ıvel II do CNPq desde 2003 e atualmente coordena o Laborat´ orio de An´ alise de Imagens do Tr´ opico Umido do Centro de Geociˆ encias da UFPA. 27(Supl. RABUS B.br:9080/PCD/>.mar. Servic ¸o Geol´ ogico do Brasil. 318 p. Trav. Part I – Latin America Mangrove Ecosystem Technical Report No. 57(4): 241–262. 272 pp. 2005. 145– 154. Prentice Hall. 2003. Conservation and sustainable utilization of mangrove forest in Latin America and Africa regions. 1997. Pedro Walfir Martins e Souza Filho. Ge´ ˜o em Geologia pela Universidade Federal do Par´ ´rea de sensoriamento remoto aplicado a ` geologia costeira no Programa graduac ¸a a (2004). Geomatica: User Manual.).).82 ˜ MARANHENSE MAPEAMENTO DE AMBIENTES COSTEIROS DO GOLFAO ıvel em: <http://tempo. Desenvolveu mestrado na a ˜o em Geologia e Geoqu´ ´ estudante de doutorado na a ´rea de sensoriamento remoto.inpe. Okinawa. 352 pp. Maranh˜ ao Brazil. BRUNSKILL GL & FIGUEIREDO AG. Costa de manguezais de macromar´ e da ˜o de a ´reas Amazˆ onia: cen´ arios morfol´ ogicos. KJERFVE B & LACERDA LD. 1993. LEBIGRE JM. In: LACERDA LD (Ed. Canada. Dispon´ ıvel em: <http://dhn. Vol. 2004. Possui Sheila Gatinho Teixeira. New Jersey. SOUZA FILHO PWM. 15: 121–126. Importance of Tropical Coastal Environments. PCI Geomatics.. PCI GEOMATICS. In: KJERFVE B. Geo-Marine Letters. 2. Mangroves on S˜ ao Lu´ ıs Island. do Programa de P´ ˜o em de P´ os-graduac ¸a ımica da UFPA. Bordeaux. Atualmente e os-graduac ¸a Geologia e Geoqu´ ımica da UFPA. 23(4): 427–435. 2nd ed. 12: 21–35. Lab. Mangrove ecosystem studies in Latin America and Africa. Version 9. 1995. Appl. 2009 Revista Brasileira de Geof´ . ısica. Geo. ITTO/ISME. da Superintendˆ encia de Manaus-AM. ˜o. Revista Brasileira de Geof´ ısica. Desenvolveu mestrado na ´rea de geologia costeira e doutorado na a ´rea de sensoriamento remoto aplicado a ` geologia costeira no Programa de P´ ˜o em Geologia e Geoqu´ a os-graduac ¸a ımica da ´ bolsista de produtividade em pesquisa n´ ´ UFPA. NOTAS SOBRE OS AUTORES ologa da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais. Paris. Acesso em: 09 maio 2005. Coleta de Dados. Dispon´ Acesso em: 15 maio 2005.1. The shuttle radar topography mission – a new class of digital elevation models acquired by spaceborne radar. 1). LACERDA LD & DIOP EHS (Ed. Introductory digital image processing – A remote sensing perspective. 1994. Departamento de Hidrografia e Navegac ¸a abuas de mar´ es para 2003 e 2004 – Porto de Itaqui (MA). 1996. NITTROUER CA. EINEDER M. Professor Doutor do Departamento de Geologia do Centro de Geociˆ encias da UFPA desde 2002. Prentice Hall Series in Geographic Information Science. Mangroves of Brazil. ROTH A & BAMLER R. JENSEN JR.cptec. mapeamento e quantificac ¸a usando dados de sensores remotos. Les marais maritimes de la baie de S˜ ao Marcos (Maranh˜ ao-Br´ esil). ISPRS Journal of Photogrammetry and Remote Sensing. UNESCO. T´ DHN. Phys.mil.