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Ano

2009

da biosfera os fragmentos um mundo e a base Margarida Queirós IGOT-UL/CEG-UL Professora Auxiliar do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa OGOT-UU e investigadora dos núcleos de pesquisa MOPT e RISKam do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa (CEG-UU.--. fizemos alterando o melhor o funcionamento agora da geosfera. coordenadora-adjunta da equipa do CEG no Estuda do Risca Sísmico e de Tsunamis no Algarve (ERSTA) e membro da equipa de coordenação da CCDR LVT na elaboração do Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo (PROT OVT).0 RISCOS E ORDENAMENTO .~~~~~~~~~~~ NO FISHING . que se manifestam uma transformação dominantes: melhor a Este procedimento exige decisões implicando obriga pensamento fundamenta! a mudança organização e cultura a conhecer do nosso território e o desenho global do e efectivas para mundo para criar soluções partilhadas ~ •• ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~o~s~p~ro~blem~~~~:~~s~. da paisagem. e desenhado. Para a maioria de nós o desenho dos sistemas de suporte das nossas vidas é invisível. Foi membro da equipa de coordenação da proposta técnica do Programa Nacional de Política de Ordenamento do Território (PNPOT). Até que falha. 2007 Introdução A humanidade encontra-se perante um ambicioso a projecto: o de procurar compreender e de antecipar complexidade do nosso mundo cada vez mais conectado Até recentemente que pudemos é necessário e para o conhecermos. Aí tudo muda. deixados preparado por muitas pelo reconstruir do nosso conhecimento e acção. DO TERRITORIO: PROMETEUS OU CONHECIMENTO E PARTILHA . Bruce Mau. juntar reconstruir progresso para a incerteza risciplinas. no que nos e o risco do nosso futuro. para o "desmontar".

estão quanto sistemas (Steffen. somos sobre o planeta muito casa e. o local doméstica e tecnológica destes dois conhe- do território ou entram Os perigos e riscos com que nos defrontamos Esta contradição a necessidade e o global. com o sobre àquela do poder fortalecimento incrementando este problema. culturalmente. acreditam na criatividade e na inovação. humanas não existe mais. da Antárctida a partir das imagens dos documentários Numa palavra. abandonarmos sectores o desenho . As e do conhecimento. pensados e desenhados estão os complexos que o suportam. alerta-nos de sintetizar as dimensões fornecerá que e para algo muito simples: as duas escalas. Toynbee. funcionamento humanos pressão sistemas nosso insignificante ou stress naturais grandes e Os que. p. um todo ânsia em desbravar arbóreas o planeta criou no A estruturação maioria sucesso. no território consciência espacial um território. Um primeiro clássico das disciplinas e dos vida. tão invisíveis no nosso território quotidiano. da geopolítica deixando industrial e do equilíbrio que o mundo unipolar Para acomodar indispensável do mesmo ao da importância as dinâmicas prazo. acarreta a novas do a certas passo temporariamente desenho catástrofe sobre dependência extraordinária geram: de lucidez fortaleceu-o.75 conhecimento sociedade. Mau (2007) refere que o historiador sociedade capacidade criativamente humanos mudanças enfrentamos e que dependeria para aos da sua desafios. humanos. dos sistemas ecológicos aparentam que são é para simplicidade absorvidos a um paradoxo. naturais ou humanos falham ficamos cada e de definir as grandes linhas da organização a longo do A recente do da organização ordenamento técnico aumento de e estrutura pela era multipolar Quando nesta do seu os sistemas era de deu tema elevada conscientes e dos conectividade. como sobre as regiões a que chamamos hiper-informados o de território estruturas organiza-se e só fundamentalmente delineados damos para conta nos a partir o da seu sua e sistemas funcionamento importância suportes a partir do momento falham em que os referidos em colapso. se passa com os sistemas das nossas vidas como mas somos capazes de um reconhecimento captada através pelos do google pinguins eorth no background algo ubíquo e invisível (Mau. e político e. da nossa casa nem os pássaros com base numa e banalidade. as alterações literacia. deste projecto são aqueles Associam-se dramáticas evidente rota de colisão. 2006). revelando nos complexos fragilidade de suporte ordenamento sentido e seja capaz de inovar. ele foi substituído (Sachs.A nossa conhecemos nidificam. revolução organização Gaspar. quer sejam naturais ou humanos. 2005). cimentos da tais. 2007). imediato de satélite sentir visualizados da Notional ignorantes no entanto. Mas este de poder responder a responsabilidade e esta condição do território pode ser providencia um breve momento a nossa sistemas exige que o discurso não se confine dado. da do da conta económico. ferramenta sociais A combinação parte poderá Arnold Toynbee acreditava que o bem-estar de qualquer responder resolver os problemas ambieneconómicos com que nos defrontamos. Numa do era choque e a de a elevada intensidade entre dos o sistemas respectiva sobre ela os ESTRUTURA DE OPORTUNIDADES ambientais. portanto. da força que efeitos estatuto também questões disciplinas neste académico. Vivemos uma época em que não que nelas imagem ou de de nós invisível. Aí reside o segredo sistemas no complexos em O mesmo sentido do seu as espécies que crescem bairro em que moramos. aumentou. ao a vida real. imensa simpatia Geogrophic. 2007. planeta. são profundas do uma actualmente território posição da política se tornar projectos e acção que tal se de da dão como o ordenomento evoluiu de relativamente nas preocupações pública um de dos para conectividade. é da ciência.

catástrofes os acidentes conflitos em holocaustos de situações instabilidade terrorista ecológica. indivíduos para do bem do de a apetência industrialização do avanços público sem para ele contribuir. a nossa confiança (Beck. Brito Henriques de risco e humanas com a complexidade o futuro. potencialmente acerca Weichselgartner que o divórcio naturais metade e a ameaça Obersteiner debate do será. de as suas reais e bem os riscos são ameaças manifestações poder autêntico terem de apesar para uma ideia complementar que advoga a urgência . frequentemente e ausência (Queirós para 2008). a cooperação O território necessita de cooperativos conflitos e re-escalados (sociedade para a qual os riscos observada. de dos e difíceis governança reflectindo processos e Queirós. 2008). prevalecendo consumo medidas outro em investir lado. a sociedade lidar naturais Com efeito. a deu antes THE PROBLEM OF INSTITUTlONAL ROADBLOCKS v/Ww. discurso do risco começa de dos face (2002) catástrofe surge riscos quando ocorre então determina da na segurança o potencial conceito da e a dos de ameaça acção. está invisibilidade coalescem. (2000). sempre riscos. progresso a natureza modificaram em que estes uma sociedade se estruturar e por Hajer (1995. Isto é.cnpce. também se nos pede uma mudança radical na algo forma como entendemos a economia-mundo convertido 2008). por vezes. entre uma era de mudanças. e os acordos urgentemente e a riscos uma vez eram forma mais certezas nunca complexos à risk society surgem sendo controlar. equação sociais e são hoje o resultado do bem-estar das catástrofes e o debate planeta onde a conjuntura inibidoras das populações Alguns (1990. a corrupção. consequências aos desastres. das estruturas evoluem e redefinem multipolar aponta e descentralizado. de modelos que numa criatividade Beck de risco).. Quer isto conduzir à ideia de que os coordenação e. (How do you share your knowledge?) gestão do desastre. a autores 1998). são essenciais. argumentam conduz outras tecnológicos. chamaram facto sociedade tecnológicos. na desenvolvimento. 2000). como Beck Egler Giddens (1992. conectados. o contexto aparecem sociedade e a capacidade em os compreender as instituições são fracas e gerir (Queirós Para os de cada Ulrich et ai. Sachs Contrariamente "virtuais". e de e e do dos da (1996). menos perigoso" um resultado que opta em rede bens e os partido a (http://www. na história exponencial centrais a naturais armados e sem precedentes crescimento sistemas nos fome da humanidade do colectivo (November. de em Esta de como o afirmou que deixou recentemente afirmação Alex Steffen de ser unipolar. máximo demonstram públicos localizados.22 de actividade integradoras.gov. de indivíduos não e que e acção têm que ser re-desenhados para tal. se referem multidisciplinares os riscos situam-se segurança danos e não são o mesmo que destruição. Jeffrey (2006) tendo-se (2005. A interacção global entre o humanos planeta. desconhecimento teremos de colocar na incorporação do planeamento ideia de futuro colaborativo dos dilemas e dos de confiança e da acção assentará nas instituições preparada et aI. mundial favorece a eclosão e da segurança desenvolvimento da catástrofe. BUT SOCIETV WON'T DELlVER disponibilizar correctamente integrados No tirar entanto. muitas entre a ignorar Um "mundo coisas. atenção a prol vivermos onde os em para 1996) para numa o THE CITIZEN IS WILLlNG. 2007). a percepção planeamento e do da de por vulnerabilidade epidemias.pt/site).com/wp/2009/01/19/ . lógica sem a preocupação na preparação não raras de prevenção e. 1995.íullcirc. A as os práticas transformação sentido. o caos.. o da população de a suporte e as e os fragilizados do acaba e deixa de ser relevante risco onde ecológicos deu origem a impactos malnutrição sistemas crónica. Vivemos e em sua vez explorarmos e intersectoriais. 2007. sociedade lugar em que nossos sistemas vitais de planeamento. redundam de um à percepção afectados. Neste num estádio não intermédio aos pelo que o quando 2000). e menos centralizado. O e destruição.

investigação antigos festas e outros eventos em áreas de elevado .como afirma Steffen (2006: espacial dos riscos só pode ser entendida do estudo imaginário desta dupla faceta.. onde se organizam Naturalmente. Muitos são incompletos não levam em linha de conta mesmos. eles são sempre locais nos seus dos locais a entender teóricos e com ou espacial do seu funcionamento efeitos (Beer. ajudam A dinâmica se resultar um exemplo começam a transformar os territórios. para se têm demonstrado (em particular. transformam-se estes (ao nível da discussão. 2008). Vejamos áreas mas possível: antigas leva tempo e tempo é precisamente o que industriais em declínio e abandonadas a ser utilizadas que actualmente jovem que. a integração permitam (cf November. 2007). muitas disciplinares. A espacialidade do território Os riscos tornaram-se internacional um tema central na agenda dos riscos e o ordenamento e as práticas uma antes disciplina e depois das ciências orientada deles e. a desigualdade se somos dos riscos e como a percepção/relação/atitude residentes não) influencia colocarem. culturais. da proposta múltiplos. instrumentos nos melhor com menos. e colaboração) é complexa porém. no caso para resolver contando dos viver 15) do planeamento e ordenamento do território. de de soluções procurando outras que diversas áreas a forma como os riscos são avaliados porque eles como os riscos. através com actores contributos fornecendo de resolução a mudança não temos . A relação entre riscos e território e apenas a análise detalhada específicos riscos. indústria não a estes locais da risco pela população acorre espaços à noite ou nos fins-de-semana.. Esta não se afigura tarefa fácil e veloz . nos pode ajudar estudos Numerosos e contextos melhor empíricos o território os Estes desafios são algumas das razões que empurram os conceitos o tornarem problemas.partilha de sistemas para gerar um efeito máximo ou utilização.

2008). é.com/wp/2009/01/19/ (How do you share your knowledge?l sociais. das áreas de planeamento de emergência localizam-se a densidade os trabalhadores de infra-estruturas . ordenamento natureza. uma vulnerabilidade populacionais. Por outro em áreas de erosão dos jovens revelam riscos não previstos. dos por ser (November. uma preocupação do território suburbanização impõem princípios do ordenamento e valores que a teoria e a prática não podem ignorar. identificados conjunto gera Em resultado. e em espacial. argumentação. influencia para o grau de potencial como a e aumenta as implicações ou diminui assim riscos alteram Cutter et ai. sísmico. www. por tema multi-escalar e de política pública e da habitação. organizacienal. (2000) chamam a atenção vulnerabilidade não é apenas das populações dependente Factores face aos perigos que sociais. a os se riscos múltiplas estudadas naturais.__ 4 apenas de contaminação multidões que ou de incêndio para concentração simultaneamente espacial). saúde ou fenómenos tendem abordados de situação processo componente estudo com T o mental que interagem os processos ou diminuindo pública.. stakeholders. complexidade 2008) são afectados e devem espacial é essencial OW DOY OUSH AREKH OWLEDG E ? E F p os riscos a análise se inserem crescente mente em que et contextos ai. gestão territorial. por se caracterizar acrescido não um enfoque engloba dos (Cutter sem se considerarem e. de rendimento decisivamente perdas humanas. que os como no isto é perspectiva apreciação riscos que à aos aspectos histórico. A no dimensão momento fundamental o espaço que os face do como com os seus respectivos em que se apreende do risco.vulneráveis. tais As o a nossa percepção dos espaços em si do sistema de a nossa vulnerabilidade No quadro a pertinência aos lugares do quotidiano. e da rural. dos lugares. novos status aumentar o potencial Se o campo de actuação riscos começou pelo notório seu pragmatismo. de pessoas para social em áreas de risco. localizados proximidade famílias atenção Muitos mudam conferem perigos contactos Talvez que riscos lado. para mapear. aumento mobilidade .eyechartmaker. os riscos e revela ambiental. de dizer ser os ser Esta outro para de pessoas dando e de actividades (e as novas social face ali acorrem Nesta situação. temporal contextos inscrevem. da vulnerabilidade que vivem por exemplo de tsunamis. êxodo da o de podem contribuir mudanças processo resultaram. de de Complementar emerge escala dos à tecnologia. um risco perspectivas em conjunto: os riscos e vasto cada o seu associados a ser por actores. face aos hoje é na para bem como as disparidades contribuírem de grandes os contextos. 2000). urbanização exemplo. amplificando a capacidade do território de resposta revela-se estratégias de análise e procedimentos efeitos espaciais (November. analisar intersectorial. lado.com www. Assim. os do território riscos são da proximidade esta ideia justifica e avaliar um à fonte pobreza para de por da ameaça. acrescida. do político. destes "novos" usos poderá conduzir do uso do território e ao redesenho (November. das inundação. por risco pode investigação teórica: a reflexão sobre que nenhum dimensões da sem ter em consideração espaciais. e a tipologia como e num como um forum disciplinar os riscos. as avaliado o estudado por outros exemplos com podem ser dados.fullcirc. que fundariscos Aqui entra a geografia dando-se ênfase meio económico. as economias resultam de elevado Os autores que residem risco chamam actividades económicas em edifícios uma redefinição 2008). e se tornam as práticas a origem à sua fragmentação em áreas de risco dos solos ou de de escala e na sua e suas ainda a e o e especialmente em mudança A emergência vulneráveis (aumento aos riscos). porém é os número de simples entender que as categorias de acordo processos. os riscos transformam consciência e levam entre isto território que enfrenta ao os se de aumento possa deve dos riscos também Durante as áreas afectadas.

económica de instrumentos de conservar ambientais. e das cidades. concertado os nossos lugares da ligação de indivíduos e organizações implica sabermos mas também como aqueles elementos entram em çolapso. os futuros possíveis o futuro do nosso país em face dos riscos reside na de estruturas globais centralizadas. numa ética ambiental das desigualdades ir. No século XXI a que moldam os lugares. substituição organizações do nosso país exige que se compreendam e os processos e cultura globais. em todo (Mau. e de transportes. locais e partilhadas. na concepção sobre o design de activos e capazes pois aos estímulos resolver sem tirar poder assente sintéticos energia o futuro do nosso país em face dos riscos depende sobre a necessidade (Gaspar.Conhecimento e do global e partilha na compreensão dos disseminar e desenvolver conceitos organização materiais política. e comunicação desenho científica casas. . é estar face a e da tecnologia nas estratégias de redução naturais. não se faz isoladamente. resilientes para de acesso aos recursos não se faz isoladamente. reclama capazes de resposta rápida aos desastres em oportunidades sobre todos para as gerações os modelos. do nosso país em face dos riscos constrói-se crítico sobre problemas. mesmo numa economia iniciativa da integração policêntrica de transferência das com nossas o da matéria móvel e da energia. da de adequar numa que 1996). Gaspar. como que os riscos Conhecer e de uma acumulação bairros esforço sem precedentes. Colocar-se dos bens e dos serviços. as gentes e a produção representa humanas de desenvolvimento que hoje se colocam vantagem do nosso potencial da ciência ser aplicado noutro. florescem A extensão mundo. informação é um acto de mudança do nosso 2006: 479). a chave da num mundo em do mundo (Steffen. 2007) e às ameaças à nossa segurança. como para na energéticos que afectem realidade os padrões cidadania mudança O futuro promissor do mundo árvores o país. Esta de riqueza ao território o desafio no território mudança e de responder julgar da reflexão colectiva perspectiva adequação as dinâmicas definir saber na aprendizagem inteligente complexos campo através da partilha que se podem colectivo. assente em sistemas (digitais) e com mimetizar pensamento capacitação discussão colaborativa e a transformá-los vindouras. na capacidade público-privadas nos leva a uma conclusão as grandes para onde partilhar inevitável: para acomodar é indispensável do mesmo caminhar/ 1996). de modo a conflitos. possibilidades no bom dos num ou arquitectura em que vivemos. habilidade o futuro com crises. no sucesso da organização ou do sistema rural-urbano. minimizá-los num mundo em rede. conhecimentos interactivos. país em face tal se soubermos e os pássaros. das tecnologias geradoras de cultural nas para e da suficiência. e recursos. linhas da organização não queremos para o restauro do balanço dos ecossistemas a longo prazo (saber para onde queremos Porém esta determinação necessário integrado aos tecnológicos problemas natureza. será parte as as dos sistemas descentralizadas. produzir Esta acção catástrofes para e riscos. seria pouco problemas de cada e conhecimentos "inteligentes" mais equitativos de riscos: a grelha territorial e a síntese do local e social. dos como riscos fazem os rios.

da cidade.Construída no âmbito de uma vasta equipa pluridisciplinar. 2007: 78 para melhor ajudar A aprovação Ordenamento governo sobre o do Programa do Território da Política de de do (PNPOT) em Setembro a uma iniciativa diversos com 20071. do local ao global. do território em torno e do desenvolvimento estratégicas país e a acçãoy opções assuntos) muitos e local). chamamos de sobreviver melhorar do risco e da protecção regional nossa resposta à crise ou aumentar a uma catástrofe a comunidade.das riscos e do que é catástrofes na equipamentos.territorioportugal. Jorge Gaspar. território e como "a depende das do planeamento no um dos território). certamente. a "proposta técnica do PNPOT" foi coordenada pelo Prof.pt/pnpot/). de 4 de Setembro (para saber mais consultar: http://www. 2006). Com 1 .? 58/2007. Jorge Gaspar. da rua. que mapa imprimir delineou de às um modelo que de os territorial expressa de o e do do organização nossas a infra-estruturas ordenamento cívico em a de por crise que a acto C'o rumo novo a Portugal" políticas no sobre Considerá-los ordenamento problemas (entre corresponde os nossos desenvolvimento e impulsionou ordenamento outros territorial a reflexão horizonte 2025) responsabilidade informação (Steffen. do bairro. correspondeu que abraçou o nosso sociais precisamente dos uma síntese do conhecimento domínios no e ambientais impacto país (acerca económicos. e servirá.J Mas é discutindo aprofundadamente os problemas da sua casa e da sua rua. ordenamento do território deverá vir a constituir um dos temas-chave do quotidiano de todo o cidadão e por isso ele deverá ser tratado desde o nível da área de residência. Nacional a probabilidade civil numa lógica escalar (nacional. Afinal. O PNPOT seria aprovado pela Lei n. até ao nível mais global (. conhecer lugares os pode entram territórios até crucial nossa sobre casa". o PNPOT afirma-se à (IGU o gestão alargamento preventiva nos do dos dos planeamento riscos e sua territorial inclusão obrigatória Instrumentos de Gestão Territorial No PNPOT a gestão . que o cidadão se apercebe como os problemas do território estão intimamente conectados.

o conhecimento país num Mas o este e da sua partilha. Actualmente de densidade estruturas existem sinais de que a referida e a gerar mecanismos e de qualidade nas relações já contêm centelha entre as directrizes e os e as aos acção (MAOTDR. dos instrumentos dos riscos classificadas. do território. os incêndios das consideração e transformação audácia pela busca de conhecimento O PNPOT pode vir a representar permite de aumentar de de desenvolvimento sociedade programa programação do risco. municipais PNPOT foi o primeiro instrumento de gestão territorial moderno que expressamente considerou os riscos e as vulnerabilidades territoriais na definição do modelo territoriol. para presentear criações e. só PNPOT (a cúpula incorporam de civil da população. água preocupações extremos em fóruns internacionais. Mais . 2009. humano traduz a e pela dimensão gestão dos das criou os homens. que nos complexo de e oportunidades quadro instrumento terá de ocupação as cheias a "centelha" com particular zonas costeiras As orientações para os sismos. por isso. o Com efeito. 2009). foi severamente nesta história por Prometeus simboliza conhecimento e a captura castigado.da esfera política. exclusivo dos deuses. lições dos "clássicos". 2006. e roubou o fogo.riscos o resposta surge como do um dos problemas contribui ao para qual dar de duas áreas do conhecimento escalar Gaspar (2007) se esperam Assim afirma. na perspectiva multique ordenamento território (país. de estratégica global das políticas para públicas. os PROT aprovados e orientações municípios. estão na actual fase de revisão dos seus PDM. integração susceptibilidade (ANPC. forças externas colocam no seio das políticas públicas com a degradação agravados do solo e por fenómenos dos incêndios da de nas hídricos. da consideração evidenciando e articulação decisões ocupação perigos de grande de evitar a do território. o desejo do fogo bem como a degradação desenvolvimento e de gestão a diminuta ênfase e a deficiente ou o incipiente ordenamento ou mesmo. sendo efeitos para emanadas política expressas no um país. acções florestais. com seu irmão Epimeteu. e inundações 2009). as consequências do nosso Mas como Jorge face às grandes transformações das questões planetárias nacionais Estas é da sua implementação relevantes. . catástrofes dos sistema prevenindo naturais ou de gestão os efeitos da territorial) decorrentes humana de em ainda neste multiplicadores do Território. Advoga-se instrumento a definição de factores risco e o desenvolvimento áreas particularmente e situações de medidas preventivas esteja a propagar-se de aumento sensíveis. Esta cartografia Em síntese. regiões e municípios). 2009: 15).acautelar a protecção os planos regionais (Planos Regionais de Ordenamento (Planos Directores Municipais. Na mitologia grega Prometeus as suas Porém. de risco orientará a incorporar de gestão de áreas localmente municipal no sentido SIG de base municipal. ANPC.verticais e horizontais para os territórios cartografia municipal relevantes . PDM) vierem a ser implementadas. abrem-se as perspectivas dos riscos no ordenamento o cuidado de antecipação. pública e a erosão (Queirós. quando as orientações PROT) e municipais a protecção civil .. ANPC. da qualidade recursos áreas o futuro país em face riscos as beneficia ao sermos capazes de aprender com os riscos de desertificação. dos que obrigam à dependência das que se discutem nacionais climáticos florestais.

. The Politics of Environmental Discaurse: ecalogicol modemization and the policy processo Clarendon Press. M. de Lisboa e do Algarve. sendo as orientações um contributo para Os modelos menos de governança de são. Phaidon. .Steffen. VI Congresso da Geografia Portuguesa . . . 90(4): 713-737. U. Cambridge. M. DGOTDU e IGP.Cutter S.Gaspar. entre a Área Metropolitana multidisciplinares Universidades desenvolvidos Coirnbra). 2007. Nat Hazards. Scott M. 40: 1523-1527.Queirós. The Penguin Press. Polity Press.. "Revealing the vulnerability of people and places: A case study of Georgetown.. 707-718. Coimbra. A. Casa da Letras.Weichselgartner. 2008.Egler. J. T.Coimbra.Hajer. constituem de Lisboa risco de territórios de Os do e o Algarve em parceria foi produzida entidades pela comunidade vulneráveis Lisboa. (a partir para do futuro projectos de as dos nos a construídos e úteis o conhecimento dos territórios desta vulnerabilidades Aliado sobre a municipais.November. London.. Carolina". 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U.. . significando articulação aumentando um pequeno horizontal sobre passo no sentido os riscos e as com diversos departamentos das Universidades Porto. Mitchell J. "Risco ambiental como critério de gestão do território: uma aplicação à zona costeira brasileira". . de medidas civil sobre os "territórios em risco". a ANPC faz sobre nacionais dos e o futuro da intervenção ao território para formos a no riscos acções do para associados concretas modelo que e das protecção construindo em que depende os finais e aplicando vivemos entendermos os tempos de risco. UK.. informação Desde um esforço emanados do georreferenciados e procedimentos do território) a melhoria em deliberações Integrado capacidade organização ordenamento de Operações de Protecção O que se segue domínio existem e partilha da para outros década de áreas sinais de de aumento 90.. e e partilhado de informação daqui sobre os riscos. 1996. 1990.Beck.CD-Rom.. .Giddens. Oxford. Obersteiner. .CD-ROM. 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