Universidade Federal de Campina Grande Centro de Humanidades Unidade Acadêmica de Arte e Mídia Disciplina: Introdução a Direção Pro essor

: !at"an Cirino Alunos: Au#usto $erto e Maria %a&uel 'ilva

An(lise da arte do ilme )Macunaíma*

participando de situaç7es atípicas com seu pai e irmão3 Cena de a0ertura: Pintura com predomin8ncia de verdecom tons a2uis em primeiro plano e amarelados ao undo3 $anto remete .um anti.vivendo de um relacionamento a outro com #uerreiras e prostitutas.amarelo.HI'$+%IA 'inopse: !arra .0ranco acin2entado3 Paleta de Cores da 2ona ur0ana: tons de cin2a.s aventuras e desventuras de Macunaíma.a2ul.0ranco e verde3 ."er/i va#a0undo &ue viveu 0oa parte de seus dias na mata e &ue se vê o0ri#ado 1unto com sua amília a ir para a 2ona ur0ana3 4( vive 5ou so0revive6 com sua "a0itual pre#uiça. 0rasilidade &ue o ilme possui 50em como a ideia de antropo a#ia6 &uanto ao am0iente em &ue se desenrola o inicio do ilme e seus persona#ens3 Paleta de cores da 2ona rural: verde.v(rias tonalidades de marrom.

mas contida.Personagens: Macunaíma 9 : !e#ro.se.o movimento.usa roupas ras#adasde te.tanto em relação aos pro0lemas en rentados.roupas com cores &uentes &ue contrastam com o am0iente onde vive3 Macunaíma < : =ranco.muito utili2ados pela tri0o ur0ana da >poca con"ecida como )moon #irls*3 .&ue lem0rava os vestidos tu0in"oin luenciados pelo uturismo.&uanto a sua orma de se vestir 5ele a0sorve para si os elementos &ue encontra nos persona#ens &ue con"ece ao lon#o do ilme6? Macunaíma representa o novo.com ca0elo sempre desarrumado.turas &ue remetem ao artesanal.servindo em diversas situaç7es como um contraponto a orma instintiva de seu irmão Macunaíma? veste.se com cores ortes eAou marcantesna 2ona ur0ana seu visual trans i#ura.possuía com ca0elos lon#os e ran1a marcada 1unto a um vestido com di2eres em in#lês.in"o.se de orma mais coloridalem0rando as roupas tropicalistas3 Uma peculiaridade do prota#onista > a capacidade de reinventar.0ai.indo de encontro as orças reacion(rias &ue procuram o deter3 Figurinos e cenário: Cena inicial: Mãe com roupa de tons amarelados3 !essa parte.veste.se ao de um 0oêmio3 'o ar(: primeira compan"eira de @i#ue.alto.os persona#ens usam muita cor e muitos tecidos eitos de al#odão3 A ceno#ra ia representa o local onde se passa: casas arcaicas eitas com pal"a e materiais ad&uiridos na re#ião3 Isso tudo representa a distancia dessas persona#ens da cidade #rande3 Al#uns persona#ens interessantes durante essa parte do ilme: @i#ue: possui uma personalidade orte.ca0elo encaracolado.

um "i0rido de cavaleiro medieval com o colorido tropicalistadesarrumado e desca0elado3 B primeiro encontro de Macunaíma com a 2ona ur0ana: Contraste&ue vai se ilme3 a e de des a2endo durante o mudam completamente? das cores 'uas vestes e dos seus parceiros uni ormidade en ati2am o ormas das roupas da multidão sentimento solidão de Macunaíma.verde.&ue unidos a cores ortes.preso numa #rande cidade cercada de pr>dios onde ele nunca ima#inara estar3 Macunaíma e Ci: A casa onde moram predomina cores diversas e ortes 5amarelo.Macunaíma se trans ormava nesse persona#em.terno da casa > amarelo.to s/.vermel"o6 &ue se re lete nas vestimentas de Macunaíma3 B lado e.&uentes e vi0rantes trans orma sua residência numa #rande con usão visual.Príncipe: sempre &ue 0e0ia da (#ua o erecida por 'o ar(.0em na sua coleção de modelos .0em como diversos elementos kitsch.se muito possui culturas elementos varias inseridas num conte.envel"ecido com rac"aduras.aparentando a0andonada? internamente misturam.se o mo0ili(rio vel"o com outros o01etos novos3 Macunaíma e seu anta#onista: Cenceslau Pietro Pietra > o retrato do estere/tipo usual do novo rico: al#u>m sem so isticação nem )0om #osto*rico #raças sua mansãode a pedra de muira&uitã? em sua identidade &ue )comedor de #ente* re lete.

2ona rural: antropo a#ia: Elementos da cultura estran#eira 5#uitarra el>trica.mas sua personalidade aversa ao tra0al"o e sempre em 0usca de tirar vanta#ens das situaç7es não mudara3 . se al#o novo3 As novas desco0ertas eitas na cidade #rande modi icaram em muitas coisas a orma de pensar.roupas de tecido sint>tico e a cultura tradicional se unem e orma.televisãoc"ap>u de coF0oG6.ao mesmo tempo.na vida privada ele dei.mesmo &ue seu penteado e detal"es na sua orma de se vestir sempre nos lem0re dos seus tre1eitos e.a 0em claro em suas roupas de corres 0errantes e espal"a atosas o seu 1eito e.trava#antes? en&uanto isso.pouco re&uintado3 De volta .a#erado e."umanos vivos &ue estão espal"ados pelos corredores de sua mansão3 !a vida pD0licasuas vestimentas tentam aparentar so0riedade.vestir e se comportar.c8mera oto#r( ica.

de Milton Glaser.M(rio de Andrade.Conceito $%BPICA4I'MB Origem: notas sobre o manifesto antropofágico e a relação com o tropicalismo.oriunda das eminentes trans ormaç7es &ue aconteceram durante as Capa do álbum The Psychedelics Sounds of 13th Floor Elevators.&ue depois oi a0sorvido no =rasil na tardia @ovem Guarda? as cores e ormas da onda psicod>lica &ue desde 9IKN c"amava a atenção da 1uventude dos Estados Unidos e Europa? a ironia da est>tica da Pop Art.0em . 1969 uma identidade pr/pria no som nacional3 Munidos das re erencias estran#eiras &ue permeavam as Dltimas d>cadas: o som do rocM in#lês.desde a c"e#ada dos portu#ueses no s>culo HC e das relaç7es mantidas entre os costumes ad&uiridos desse em0ate entre a cultura indí#ena e a europ>ia 0em como as conse&uências do mesmo na orma de pensar.a primeira ase > considerada a mais radical e an(r&uica.mas criar uma identidade nacional dentro das artes3 Assim.pressar artisticamente local3 Esse conceito de antropo a#ia > retomado na se#unda metade dos anos 9IKL pelo movimento tropicalista.a0sorvendo as id>ias críticas de Adorno e HorM"eimer para si.tam0>m 0uscavam Dylan.&ue 0rincava com os conceitos da indDstria de massa.se comportar e se e.in luenciado por essas ideias. de 1966 primeiras d>cadas do s>culo HH na arte europ>ia3 In luenciados por esse sentimento de constante mudança. 1928 De todas as ases do modernismo.em &ue ala da 1unção de tudo &ue > a0sorvido pelo povo 0rasileiro em relação a cultura estran#eira.a o0servação dos costumes.entretanto não dese1avam apenas emular os novos mestres europeus.os artistas modernistas dese1avam &ue o mesmo acontecesse no país.or not tupG t"at is t"e &uestion3* Mário de Andrade. )$upG.&ue com semel"antes valores an(r&uicos.escreve em 9I<J o seu mani esto antropo (#ico.de uma orma cínicadando um novo valor ao kitsch3 Alie isso ao espírito de retomada dos valores artísticos do povo 0rasileiro.

&ue com o tempo vão se tornando amiliares para n/s. classe m>dia contestadora &ue viu com pessimismo o re#ime ditatorial instaurar.to socio.onde as coisas permanecem i#uais.esse te.se totalmente a ela3 'o ar(.assim como os contrastes entre a ceno#ra ia da primeira ase do ilme e seu contraste imediato com as locaç7es da cidade.emplos de persona#ens &ue tra2em em seus i#urinos esses conceitos.@i#ue e o pr/prio Macunaíma são e.como o conte.to não se prop7e a responder.se no país3 Tropicalismo e(m) Macunaíma A ideia da a0sorção cultural > importante dentro do universo do lon#a e a pr/pria reali2ação do mesmo coincidir com esse importante período da cultura 0rasileira di2 muito so0re como a arte se comporta nele3 B sentimento de mudança constante &ue se re lete no tropicalismo 5e tam0>m no cinema novo6 nos leva a um ilme &ue tenta investi#ar o 0rasileiro e a noção de 0rasilidade.mas não as pessoas &ue voltaram vemos nisso o mesmo conte.to tropicalista.as coisas não permaneceram mais as mesmas63 .Ci.sem tampouco entre#ar.en&uanto nos deparamos com o Dltimo ato da c"e#ada ao ponto inicial."ist/rico em &ue se encontravam a&uelas pessoas: 0oa parte delas pertencentes .em &ue seus participantes 0uscavam uma nova lin#ua#em para a arte 0rasileira 5se isso oi o0tido ou não.mas assim como no ilme.