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1. INTRODUÇÃO A palavra petróleo vem do latim, petrus, “pedra” e oleum, “óleo, extraído das rochas denominadas de Rocha Reservatório. O petróleo apresenta-se em várias cores, variando entre o negro e o castanho escuro, tendo caráter oleoso, inflamável, menos denso ue a água, com cheiro característico e composto !asicamente por milhares de compostos org"nicos, com predomin"ncia exclusiva dos hidrocar!onetos”. #uando a mistura cont$m uma maior porcentagem de mol$culas pe uenas seu estado físico $ gasoso e uando a mistura cont$m mol$culas maiores seu estado físico $ lí uido, nas condi%&es normais de temperatura e press'o. O petróleo formou-se a milhares de anos, uando pe uenos animais e vegetais marinhos foram soterrados e su!metidos ( a%'o de microorganismos, do calor e de press&es elevadas, ao longo do tempo. O petróleo uando extraído no campo de produ%'o $ chamado )leo *ru e a depender da Rocha Reservatório de onde o mesmo foi extraído pode apresentar diversos aspectos visuais e características diferentes. +or isso existem petróleos de várias cores, amarelo, marrom, preto e verde. O petróleo no seu estado natural $ sempre uma mistura complexa de diversos tipos de hidrocar!onetos contendo tam!$m propor%&es menores de contaminantes -enxofre, nitrog.nio, oxig.nio e metais/. Os contaminantes s'o considerados como impure0as e podem aparecer em toda a faixa de e!uli%'o -destila%'o/ do petróleo, mas tendem a se concentrar nas fra%&es mais pesadas. A explora%'o do petróleo $ compreendida pela e uipe de sísmica, geofísica, geólogos. *ompreendem os vários m$todos e t$cnicas para a desco!erta e comprova%'o da possi!ilidade da exist.ncia de petróleo. 1ale salientar ue n'o !asta desco!rir o reservatório, $ necessário verificar se há via!ilidade econ2mica de produ%'o do campo desco!erto. A fase exploratória do campo petrolífero englo!a as t$cnicas de desenvolvimento e produ%'o da reserva comprovada de hidrocar!onetos de um campo petrolífero. A explora%'o corresponde ( perfura%'o e posterior produ%'o do reservatório a partir do po%o perfurado.

45+. uerosene.6 O processo de refino $ importante para ue ocorra a o!ten%'o dos mais diversos produtos utili0ados nas mais variadas aplica%&es. 3'o os chamados produtos derivados do petróleo -gasolina. . etc/.

.7 2. OBJETIVO O o!6etivo do tra!alho de pes uisa foca na aplica%'o de t$cnicas de tratamento de refino do petróleo.

*omo 6á vimos. por$m n'o extrai as mercaptans.m com o petróleo. 8entre esses. O 8:A $ facilmente regenerável. li!erando @A3 por simples a uecimento. ual uer processo de convers'o/. +or exemplo. Oxigenados e <etálicos. ?itrogenados. +odemos citar os seguintes tratamentos. eles s'o . $ usualmente necessário um tratamento uímico do produto. *onforme o tratamento adotado.8 3. Os contaminantes presentes nessas fra%&es s'o compostos 3ulfurados. sendo necessária uma posterior extra%'o com ?aO@. resinas e materiais asfálticos7 e/ melhoramento da esta!ilidade ( lu0 e ao ar. a/ 9ratamento 8:A. os contaminantes normalmente presentes nas fra%&es geradas pela Bnidade de 8estila%'o e pela B-** causam efeitos indese6áveis no uso dessas correntes. ue su!stitui a soda cáustica na extra%'o do @A3.<:A !/ 9ratamento *áustico7 c/ 9ratamento <:RO=7 d/ 9ratamento >:?8:R7 d/ @idrotratamento. a recupera%'o de enxofre e a melhoria da esta!ilidade s'o determinantes na escolha do processo a ser utili0ado. PROCESSOS DE TRATAMENTO +ara se remover ou alterar a concentra%'o de impure0as nos produtos de petróleo de forma a se o!ter um produto comerciali0ável. e uanto ao *ra ueamento -como em gerados por rea%&es uímicas. por possuir elevado teor de @A3. os seguintes o!6etivos podem ser alcan%ados. a/ melhoramento da colora%'o7 !/ melhoramento do odor7 c/ remo%'o de compostos de enxofre7 d/ remo%'o de goma. os contaminantes v. $ su!metido a um processo de extra%'o com 8:A -dietilamina/. o 45+ produ0ido a partir do cra ueamento catalítico. ?o caso da 8estila%'o.

a nature0a da fra%'o e os teores de contaminantes nela presentes. a redu%'o do teor desses contaminantes nas fra%&es $ o alvo dos tratamentos mais utili0ados. *onforme dito anteriormente. os contaminantes 3ulfurados se apresentam com mais fre C. especialmente a uelas provenientes de unidades de cra ueamento. Esso fa0 com *ra ueamento *atalítico . por possuir elevado teor de @A3.ue tem essas fra%&es como carga/ sempre se6am tratados.m a tend. +or isso. O tratamento $ o!rigatório em unidades de cra ueamento catalítico em fun%'o do alto teor de @A3 presente no gás com!ustível gerado. redu0indo o teor a níveis tais ue as fra%&es possam ser usadas como produtos comerciais. O processo $ !aseado na capacidade de solu%&es de etanolaminas. TRATAMENTO DEA O tratamento 8:A $ um processo específico para remo%'o de @A3 de fra%&es gasosas do petróleo.ncia de conter ue os produtos do maiores concentra%&es de contaminantes. e pode ser su!stituída por <:A -<onoetanolamina/ em unidades cu6as correntes n'o contenham sulfeto de car!onila -3*O/. de solu!ili0ar seletivamente a @A3 e *OA. 4.ncia e em maiores propor%&es. como a dietilamina -8:A/. 8entre os vários processos de tratamento conhecidos. 9ais contaminantes 6ustificam os processos de tratamento. +or sua ve0.9 *omparativamente. o 45+ proveniente do cra ueamento catalítico. atendendo exig. o escolhido para cada fra%'o depende de dois fatores. . Dá vimos ue as fra%&es mais pesadas t. fra%&es o!tidas pela 8estila%'o podem at$ sofrer ou n'o tratamento. dependendo do teor de enxofre no petróleo. $ su!metido a um processo de extra%'o com 8:A -dietilamina/.ncias de especifica%&es e de ualidade dos produtos. A 8:A apresenta grande capacidade de regenera%'o. :le tam!$m remove *OA eventualmente encontrado na corrente gasosa. A opera%'o $ reali0ada so! condi%&es suaves de temperatura e press'o.

por$m apresenta como vantagem a etapa de regenera%'o da soda cáustica utili0ada no processo.5. Os mercaptitos de sódio formados s'o depois removidos da solu%'o de soda cáustica -regenera%'o da soda/ por oxida%'o com ar na presen%a de um catalisador.uerosene e diesel/. O tratamento <:RO= $ a uele adotado para ue se o!tenha uma regenera%'o da soda cáustica ue retira o @ A3.+. Btili0a um catalisador organometálico ue redu0 os custos . atrav$s de uma extra%'o com uma solu%'o a uosa de soda cáustica. convertendo-se em dissulfuretos org"nicos insolIveis na solu%'o a uosa. A gasolina leve tratada segue para a arma0enagem. O 9ratamento <:RO= pode ser aplicado a fra%&es leves -45+ e nafta/ e intermediárias . tem como o!6etivo remover os mercaptanos -tióis/ presentes nas correntes de 4+5 e nafta leve. tratados s'o enviados para a Bnidade de Recupera%'o de 4ases. O 9ratamento <erox tam!$m $ conhecido como tratamento cáustico regenerativo e. o operacionais. TRATAMENTO MEROX :ste processo de tratamento. $ !astante semelhante ao 9ratamento *áustico convencional. Os 4. como o nome sugere. separando-se por decanta%'o. 8essa maneira o <:RO= $ um processo ue visa a economia do ?aO@ utili0ado no tratamento cáustico. designado <erox.10 Figura G H Fluxograma do 8:A aplicado ao 45+ 5.

11 -ftalocianina de co!alto/ em leito fixo ou dissolvido na solu%'o cáustica. O processo de hidrotratamento tem muitos o!6etivos. como por exemplo os seguintes citados a!aixo. principalmente a ueles oriundos de processos t$rmicos. Figura A H Fluxograma do 9ratamento <:RO= para a nafta -. tais como o 5*O -5ight *Jcle Oil/. as naftas oriundas do processo de cra ueamento catalítico -F**/ e as correntes oriundas das unidades de co ue7 . (Flux !"#$# % T"#&#$'(& MEROX )#"# *+P.nio nas correntes derivadas dos cortes da destila%'o do características usuais seriam inviáveis para utili0a%'o direta em motores a com!ust'o.IDROTRATAMENTO O @idrotratamento -@89/ $ um processo de refino petróleo. de forma a extrair as mercaptanas dos derivados e oxidá-las a dissulfetos. • :sta!ili0a%'o de determindos cortes de petróleo cu6as ue consiste na inser%'o de gás hidrog. .

9ratamento de naftas provenientes de processos de pirólise. 8entre as rea%&es características do processo. dissulfetos.12 • 3u!stitui%'o dos heteroátomos existentes nas correntes de petróleo ue causam principalmente o aumento das emiss&es -enxofre e nitrog. geralmente a alumina. a fim de se evitarem. so! condi%&es suaves de opera%'o7 @idrodesalogena%'o .nio/. as indese6áveis rea%&es de cra ueamento. citam-se as seguintes. <o. L ou Fe. sulfetos.9ratamento de fenóis e ácidos car!oxílicos. indóis e car!a0óis. para ini!ir rea%&es de oxida%'o posteriores7 @idroesmetali0a%'o -@8</ . *o. com . ue causam desativa%'o de catalisadores7 @idrodesaromati0a%'o .Remo%'o de cloretos7 Remo%'o de Olefinas . O processo @89 $ descrito para óleos lu!rificantes !ásicos. • • @idrodessulfuri0a%'o -@83/ H 9ratamento de mercaptanas. @idrotratamento -@89/ consiste na elimina%'o de contaminantes de cortes diversos de petróleo atrav$s de rea%&es de hidrogena%'o na presen%a de um catalisador. iso uinoleínas. pirróis.3atura%'o de compostos aromáticos. O suporte do catalisador. tais como os óleos vegetais e animais em hidrocar!onetos -green diesel/. nesse caso. aumento do teor de fuligem -aromáticos/ e particulados -metais/7 • *onvers'o de produtos oriundos de fontes naturais. mas pode ser aplicado aos demais derivados após pe uenas varia%&es nas condi%&es -@8?/ 9ratamento de piridinas. Os catalisadores empregados no processo @89 possuem alta atividade e vida Itil. uinoleínas. n'o deve apresentar característica ácida. tiofenos e !en0otiofenos7 @idrodesnitrogena%'o li!era%'o de ?@K7 • • • • • @idrodesoxigena%'o -@8O/ .9ratamento de organometálicos. sendo !aseados principalmente em óxidos ou sulfetos de ?i.

ncia do 9ratamento *áustico $ menor para as fra%&es m$dias. As taxas de rea%'o s'o afetadas especialmente pela press'o parcial de hidrog. . *ERAÇÃO DE .2. gasóleos atmosf$ricos -óleo diesel/ e o óleo leve ue usa hidrog.nio. A remo%'o destes contaminantes visa redu0ir a corrosividade da fra%'o. dos diversos tipos de contaminantes. por exemplo.nio $ mat$ria-prima importante na indIstria petro uímica. O hidrog. recupera%'o de enxofre.13 operacionais. sendo usado. tam!$m. emprega-se o @89 em fra%&es m$dias como o uerosene. utilidades etc/. 0. PROCESSOS AUXI+IARES 3'o processo ue se destinam a fornecer insumos ( opera%'o de outros processos anteriormente citados ou tratar re6eitos desses mesmos processos -gera%'o de hidrog.nio para a remo%'o dos compostos sulfurados e.IDRO*1NIO (. *omo a efici. evitar a contamina%'o dos catalisadores dos processos su!se uentes e a6ustar os produtos em termos de especifica%'o. na síntese de am2nia e metanol.nio. Figura K H Fluxograma do @idrotratamento /.

operando segundo rea%&es de oxida%'o parcial das fra%&es pesadas ou de reforma das fra%&es leves com vapor dMágua. n'o sendo possível a síntese de @A em uantidades suficientes ao consumo.nio 3team Reforming $ su!dividida em tr. hidrocar!onetos s'o rearran6ados na presen%a de vapor e catalisadores. Figura N H Fluxograma de Bnidade de 4era%'o de @A . $ a rota escolhida pela +etro!rás. produ0indo o gás de síntese -*O e @A/. em particular.nio. <ais hidrog.3team Reforming Bma unidade de gera%'o de hidrog.14 Os processos de hidrotratamento e hidrocra ueamento das refinarias tam!$m empregam hidrog.s se%&es principais. pode-se instalar uma unidade de gera%'o de hidrog.3e%'o de +r$-9ratamento . GO se%'o .nio em a!und"ncia. A reforma com vapor -3team Reforming/. e algumas o produ0em nas unidades de reforma catalítica.nio $ posteriormente gerado atrav$s da rea%'o do *O com excesso de vapor. após a a!sor%'o do *OA produ0ido em monoetanolamina -<:A/. ?ela. ?o entanto.

RECUPERAÇÃO DE ENXOFRE A unidade de recupera%'o de enxofre -BR:/ utili0a como carga as correntes de gás ácido -@A3/ produ0idas no tratamento 8:A ou outras unidades. como o de hidrotratamento. @A3 U K. hidrocra ueamento.3e%'o de Reforma%'o Opera com fornos e conversores de alta e !aixa temperatura. com produ%'o de enxofre elementar.A OA V 3OA U @AO . reforma catalítica e co ueamento retardado.15 1isa principalmente ( remo%'o por hidrogena%'o de compostos de enxofre e cloro em um reator constituído de -PnO7 *oO-<oOK e alumina ativada/7 AO se%'o . 2. para transforma%'o do gás de síntese gerado7 os catalisadores empregados s'o ( !ase de ?iO-QAO.3e%'o de A!sor%'o de *OA +romove a remo%'o do *OA atrav$s de a!sor%'o por <:A. FeKON-*rAOK e *uO-PnO/7 KO se%'o . produ0indo correntes de @A com pure0a superior a RST. uatro leitos de catalisadores Figura S H Bnidade de Recupera%'o de :nxofre . segundo as e ua%&es uímicas a!aixo.BR: As rea%&es envolvidas consistem na oxida%'o parcial do @A3 atrav$s do processo *lauss.

13.WT. os tratamentos uímicos s'o usados para eliminar ou modificar as propriedades indese6áveis associadas ( presen%a das diversas . mais de RKT do @A3 $ recuperado como enxofre lí uido de pure0a superior a RR. CONC+USÃO ?o refino de petróleo.16 A @A3 U 3OA V K 3 U A @AO ?a BR:.

.Ye!. ]K de Outu!ro de A]]R. Xhttp. nem sempre se en uadram nas especifica%&es re ueridas.doc!Jalias.nio em suas mol$culas.international. . REFERENCIAS 8isponível em.liZelg!r.YYY. especialmente a uelas oriundas de compostos ue cont$m enxofre.com.lg.ind[refineries\ Acesso em. tais como s'o produ0idos..!r. Os processos de tratamento s'o necessários.!r. ue di0 respeito ao teor de 11.aga. nitrog.17 contamina%&es ue o óleo !ruto apresenta.nio ou oxig. pois os derivados de petróleo.nsf . especialmente no enxofre.

*aracteri0acaoG.. em.port.*apital@umano.!r.tecnologia.com..!r.!oletim[tecnico 8isponível em..YYY.gov.petro!ras.vNK[nK-N[6ul- Xhttp. ]K de Outu!ro de AA]R. de0-A]]].Fa!ricia-de-3ou0a-<oreira[+R@GK[BFRD-:#[4.. ]K de Outu!ro de A]]R.18 8isponível Xhttp. . .pdf.Ar uivos.+R@GK .YYYA.pdf\ Acesso em.pdf\ Acesso em.anp.