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PROCESSO MUSEOLÓGICO: critérios de exclusão1

1- Introdução Nos últimos anos, as reflexões em torno da construção do conhecimento, na área da museologia têm aumentado consideravelmente, permitindo-nos lançar vários olhares sobre as nossas ações, e, conseq entemente, nos capacitando a estabelecer um debate mais amplo, em torno do nosso campo de atuação, diminuindo a nossa exclusão no meio acadêmico ! muse"logos reprodutores do conhecimento produ#ido em outras áreas$ No presente trabalho, abordaremos algumas questões relacionadas ao processo museol"gico, tomando como referencial vários estudos sobre o tema, que, devido ao tempo destinado % presente mesa-redonda, não poderiam ser reapresentados para discussão, mesmo porque, em publicação de nossa autoria, intitulada &Processo Museológico e Educação: construindo um museu didático'omunitário(, destinamos um cap)tulo a essa abordagem$ *ptamos por fa#er uma reflexão sobre a exclusão, olhando para o interior da instituição museu e para a aplicação dos processos museol"gicos+ ou se,a, reali#ando uma autocr)tica, na qual me incluo, efetuando uma análise, que será aqui debatida, considerando, tamb-m, que os museus e as práticas museol"gicas estão em relação com as demais práticas sociais globais, portanto, são o resultado das relações humanas, em cada momento hist"rico$ .or fim, com base na experiência vivida, daremos continuidade ao nosso processo de reflexão, destacando a import/ncia da produção do conhecimento, para a área da museologia, e a relev/ncia da relação teoria-prática, pontuando alguns aspectos que consideramos possam vir a contribuir para a construção de uma ação museol"gica que se,a elaboração hist"rica na conquista de um espaço de autodeterminação$ - Processo Museol!"ico: uma ação de exclusão0 1 análise do processo museol"gico pressupõe a explicitação de que a sua aplicação se dá em contextos, os mais diferenciados, na relação do homem com o mundo+ portanto, esse processo está impregnado, marcado, pelos resultados da pr"pria ação, imerso na realidade concreta, cultural, na qual estão inseridos os
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Texto apresentado na II Semana de Museus da Universidade de São Paulo, realizado no período de 30 de agosto a 03 de setembro de 1 !

no papel.obre#a.eitos sociais+ assim. doença. de avaliação das nossas ações$ * autor chama a atenção para o fato de que pobre#a não se restringe ao problema da carência material. ficamos apenas com a manifestação f)sica. como sin:nimo de desigualdade social. desemprego. ou. porque são quantificáveis$ . bem ou mal.eito consciente e organi#ado em torno de seus interesses$ 4estaca que a pobreza política se manifesta na dimensão da qualidade. a ausência de uma ação comprometida com o desenvolvimento social. sobretudo$ . favela. tema por demais discutido e aprofundado por vários autores. caracteri#a a dificuldade hist"rica de o pobre superar a condição de ob. percebido atrav-s da fome. mortalidade infantil. permanecendo. tamb-m. tradu#ida na precariedade comumente reconhecida do bem-estar social< fome.o.marcadamente o cerne da pobre#a+ o fundo pol)tico da marginali#ação opressiva$ . define 4emo< &É o processo de repressão do acesso às vantagens sociais ($ . a pol)tica cultural estabelecida pelo sistema vigente. não pode ser entendida de forma dissociada da tentativa de uma aproximação com uma visão real da sociedade como uma construção hist"rica trespassada por conflitos. por meio do atendimento a metas e ob.edro 4emo 567789. a partir da produção bibliográfica existente.mais pesquisado. mesmo porque não ter)amos a competência necessária para fa#ê-lo$ 3stamos buscando. distingue dois hori#ontes mais t)picos da pobre#a< pobre#a s"cio-econ:mica e pobre#a pol)tica. enfati#a. a partir da qualificação do fa#er cultural. apropriei-me da categoria pobreza.muito &pobre($ 4e um lado. chamando a atenção para o fato de uma estar relacionada % outra$ * autor caracteri#a a pobre#a s"cio-econ:mica como a carência material imposta. devido %s diversas barreiras que inviabili#am a sua execução$ 2alar de exclusão . etc$. a aplicação das ações museol"gicas de pesquisa. destacando que esse hori#onte . especificam metas e diretri#es que tradu#em uma preocupação com uma aproximação maior entre as instituições museais e os anseios da sociedade. preservação e comunicação. quando analisa o bem-estar social. e que tra#em. alguns suportes necessários para a relação com o nosso campo de atuação . condicionada pelas carências materiais.alienta que se observarmos bem. deixando de lado a &pobre#a de esp)rito($ 4e outro. buscando lançar um olhar cr)tico. possuindo as vantagens metodol"gicas utili#adas nos tr/mites acadêmicos do tipo &indicadores sociais(. ignoramos aquilo que . apesar de estar." su. a nossa visão de pobre#a . analisada por .a museologia$ Nesse sentido. em que a questão do poder está sempre presente. em profundidade. o que aponta para o d-ficit de cidadania$ . para atingir a de su. em geral. quando muito. na maioria das ve#es.falar de desigualdades sociais. exigindo ser equacionada e sociali#ada$ 1 relação museu-sociedade tem sido evidenciada pela atuação de t-cnicos que cumprem.etivos propostos por determinados segmentos. material. mas sem se redu#ir a essas. o que nos isenta da responsabilidade de discutilo. está condicionada hist"rico-socialmente$ 1 relação entre o processo museol"gico e exclusão. antagonismos e lutas.eto manipulado.rosseguindo.or pobreza política. ainda. no seu bo.

ele pode anteceder % existência ob. ou sequer foram ouvidos e devidamente esclarecidos sobre o plano de ação a ser executado$ Não .somente a partir de um processo de cr)tica e autocr)tica.nosso9$ 'omo . e. onde a cada um cabe a tarefa de executar as ações previstas e pensadas por algumas &cabeças iluminadas(. neste trabalho. mas ob. s"cioecon:mica+ encará-las de frente.a.á dedicamos algum tempo refletindo sobre as caracter)sticas da pol)tica educativo-cultural brasileira.etivos e metas do plano diretor da instituição. a partir de um olhar para dentro . somos n"s. tentaremos inserir as ações museol"gicas no contexto da organi#ação e gestão das instituições museais.a< #rocesso &useol!"ico: uma ação de exclusão? 3sclarecendo. e chama a atenção para o fato de que. a definição de fato museal como a uali!icação da cultura e" u" processo interativo de aç#es de pes uisa.á publicados 5. com a comunidade.3 'omo qualidade pol)tica não se mede. conseq entemente.exclusão. 67789. nos contextos social. não propriamente povo. a aplicação do processo museol"gico não está restrita % instituição museu. em geral. há sempre a intervenção do 3stado que tem dificuldade de entender que nem sempre a pol)tica social deve ser estatal$ 3nfati#a que .politicamente pobre o povo que . para a relação com o público. tamb-m. ou se. em torno do tema museu e sociedade. de avaliação das nossas ações. e que . em nossa probre#a pol)tica e. neste momento.eitos envolvidos são considerados como categorias estanques.menos estudado devido %s dificuldades metodol"gicas para sua mensuração. por n"s constatada. chama a atenção para o fato de que esse hori#onte . ob$etivando a construção de u"a nova pr%tica social& 1 partir desse momento.que eles existem. da definição dos ob. inicialmente. por considerarmos que devem estar integradas aos ob. ou em relação a outras áreas do conhecimento. que poderemos assumir o nosso compromisso social$ >omarei a gestão das instituições museol"gicas e a aplicação das ações de #es'uis$. o fa#er museol"gico. percebe-se que os su. para n"s.massa de manobra. a relação< Processo Museol!"ico. na prática cotidiana da ação museal e que irá refletir. entretanto. se . pol)tico e econ:mico do pa)s. preservação e co"unicação. nos ob. pois. que. esquecendo-nos que público e comunidade. que. tamb-m. provocada por n"s mesmos. estão exclu)dos do momento da concepção. analisando a sua influência na atuação das instituições museol"gicas. 677=.etivos e metas da instituição$ Na organi#ação e gestão dos nossos museus ou dos pro. enquanto t-cnicos. e em interação com o outro+ a exclusão.etivos e metas das nossas instituições$ 1 escolha desse enfoque está relacionada % carência.empre deslocamos o eixo da discussão. em trabalhos . qual se. de uma análise que permita caracteri#ar a ação social do museu a partir do seu interior$ .etos desenvolvidos em nossa área. ou se.eto de manipulação das oligarquias.antos. procuraremos.a. situando. mais do que nunca. abordar. a superação da pobre#a pol)tica s! #ode ser inici$ti%$ #ri&eir$ do re$l interess$do $5o grifo .etiva do museu ou ser aplicado em qualquer contexto social$ 3stamos assumindo. interna e externa. #reser%$ção e co&unic$ção como par/metros para discussão do nosso problema. por outro lado.

67789 ou discriminadas por &pes uisadores. para troca. o afastamento de profissionais das nossas instituições$ 'omentando. sem os camuflar. cu.etos integrados.as ações resultaram na implantação de um museu no seu interior. que nos consideram como meros reprodutores do conhecimento$ . estão colocadas as condições para a competição desenfreada.endo assim. sem ter que despre#ar o conhecimento historicamente . mesmo entre as instituições da mesma esfera administrativa. que deveriam ser explorados. o que demonstra a nossa pobre#a. por meio de práticas impr"prias.antos. #reser%$ção e co&unic$ção são aplicadas em compartimentos estanques.# há espaço para contribuição do grupo.eto. a nossa pobre#a s"cio-econ:mica .ustificar a acomodação. cabeças pensantes e !ec'adas( de outras áreas. porque. o estrelismo. onde as peças nunca se encaixam.á constru)do$ 3sse processo interno de desigualdade e exclusão tem provocado. 6778. a baixa auto-estima.a uma das nossas grandes carências$ ?mperam a desigualdade. na sua integridade$ * nosso isolamento. muitas ve#es. e impede a troca salutar. 'hagas. em uma completa dissociação entre meio e fim 5. o isolamento das instituições museol"gicas.a falta de interc/mbio entre as instituições museol"gicas$ 1 ausências de pro. at. em uma escola pública da 'idade do . que a ausência de qualidade pol)tica nos fa# aceitar passivamente. que facilita a inclusão ou a exclusão. o enriquecimento com a experiência do outro. identificando-os e tentando superá-los. as aplicações das ações museol"gicas têm sido muito mais resultado da aplicação da t-cnica pela t-cnica do que resultado de um processo$ Nesse contexto. tamb-m. a desmotivação para a busca de soluções e. demonstram a falta de correlação entre os nossos acervos. as ações museol"gicas. como. dos museus &tradicionais(.alvador. quer se. o desencanto.utili#ada para . o incentivo % criatividade e % abertura de novos caminhos. e a ausência de ações criativas que apontem para as soluções dos nossos problemas$ 4as atividades de organi#ação e gestão. a estagnação. por exemplo. cito um exemplo que estou vivenciando< há seis anos venho atuando em um pro. são exclu)das. a nossa pequene#. porque a nossa pobre#a pol)tica não nos permite ver al-m dos nossos interesses e do nosso pr"prio umbigo$ 1l-m disso. marcado muitas ve#es pelo preconceito. o uso de r"tulos e de atitudes separatistas entre os adeptos da nova museologia.os resultados alcançados têm-nos permitido avançar . do ponto de vista da gestão. completamente. cu. que vá al-m das organi#ações internas de cada disciplina. entre os profissionais da área.a no /mbito municipal. estadual ou federal.raro.a uma das causas que impedem o crescimento do processo museol"gico$ Não . ainda. dos museus comunitários.mesmo. buscando os elos indispensáveis % compreensão do mundo. o individualismo. a falta de cooperação e a falta da visão da instituição como um todo$ *utro aspecto que nos parece interessante ressaltar . para o enriquecimento mútuo. como em um &quebra-cabeça( mal-formulado. trabalhados por meio de uma ação transdisciplinar. a nossa tão conhecida &puxada de tapete($ 1 ausência de liderança para administrar os conflitos. talve# se. talve# se. para a cr)tica salutar. as atividades t-cnicas de #es'uis$.

.quase imposs)vel uma relação aberta com o outro.etos con. % redução dos seus espaços de atuação. em que alunos e professores.a &forçando a barra(. "as igual"ente pelo ue *vale( e" ter"os de agente de "udança(& 54emo 67789$ .sentida.tomar os pontos relevantes. como indicadores para a nossa ação$ Nesse sentido.a avaliação. comunidade. no sentido de conceber futuros alternativos para a sociedade9$ & ) intelectual não vale apenas pelo ue *sabe( e" ter"os de do"ínio t+cnico.que. apontados pelo processo de avaliação. que. em um processo constante de auto-avaliação$ ?ngênuo seria pensar que elas não existem ou que serão exterminadas. com raras exceções. por iniciativa da nossa equipe. .á tenham ocorrido solicitações nesse sentido. desde a sua implantação.untos ou para conhecer os processos por n"s desenvolvidos. de diferentes n)veis de ensino. e nos sentirmos tamb-m público. embora .tarefa necessária no sentido de diminuir a nossa pobre#a pol)tica e a s"cio-econ:mica$ 'onsideramos que .$ em relação %s questões te"rico-metodol"gicas nas áreas da museologia e da educação$ 'om o ob.etivos das nossas programações$ *utro dado que serve de par/metro para a nossa análise.etivo de alargar os hori#ontes. tiveram acesso. por parte de instituições do exterior e por parte de escolas de diferentes n)veis. não há nenhum movimento nesse sentido$ >entar refletir sobre as nossas desigualdades e sobre os nossos processos de exclusão . se não encararmos de perto as nossas contradições. em relação ao isolamento das nossas instituições. da cidade do . at.etivos e metas das instituições museol"gicas$ ?nfeli#mente. cidadão. atuamos.o primeiro passo$ 'onsideramos que existem alguns caminhos a serem apontados no sentido de que cada um de n"s possa construir. no caso. at. dentro de um contexto hist"rico concreto$ (.)es$*ios e Pers#ecti%$s 1cho que um dos primeiros desafios a ser considerado . a essas instituições$ 4a escolha dos temas. como provocadores. sequer demonstram interesse em conhecer os ob.etos com outras categorias de museus da nossa cidade.o presente momento. passando pela operacionali#ação das ações. com o ob. como em um passe de mágica. a partir de uma ação isolada do t-cnico$ ?dentificá-las. nem fa# parte dos ob.etivo de reali#ar pro. ou se. a relação do museu com os diversos segmentos da sociedade. bem como em relação ao nosso museu. pela primeira ve#. nunca fomos procurados por profissionais das demais instituições museol"gicas da nossa cidade. considero que os nossos problemas podem ser situados nos campos da qualidade formal 5desafio tecnol"gico e instrumentação cient)fica9 e da qualidade pol)tica 5desafio educacional. em nossa opinião. permitindo a interação com outros processos. executamos vários pro.alvador+ o que nos fa# concluir que essa necessidade não . para que acontecesse a interação necessária com os t-cnicos dos outros museus.

com os caminhos da ciência na contemporaneidade$ . . que em nossa concepção. tanto a perspectiva dicot:mica. mais uma ve#. contribuindo para que a pr"pria museologia e a sua prática se. preservação e co"unicação. em qualquer das suas correntes. então.á que o consideramos como o suporte essencial para o desenvolvimento do processo museol"gico$ . dando lugar para que se desenvolvam as diretri#es das instituições. tamb-m.no interior do museu ou fora dele . deve estar embasada na teoria e na relação necessária entre a teoria e a prática. processada na prática social . . uma ve# que os museus devem ser considerados como &locus( para a produção do conhecimento$ 1 consolidação de uma pol)tica museol"gica deverá ser processada tendo como referencial um quadro te"rico inerente aos museus e aos processos museais.alientamos. nas organi#ações sociais. questionará. abordando a cultura de forma integrada %s dimensões do cotidiano.em sua did/mica real. tamb-m. diariamente. exercida desde os mais diversos cenários culturais$ * referido autor chama a atenção para o fato de que esses elementos são observados. a problemati#ação de temas. buscando um melhor entendimento desse conceito. o processo museol"gico pode anteceder a existência ob. ampliando as suas dimensões de valor. institucional e operacional. preservando as suas especificidades. a museologia deve sintoni#ar-se. enfati#a que a nova matri# de poder mundial que necessitamos construir coletivamente deve suplantar. e deve ter. qual se.am fortalecidas e enriquecidas$ Betornamos ao conceito de !ato "useal. possibilitando que ambas se. de consciência e . cedendo lugar a uma orientação multidimensional ou multiparadigmática com crescente conteúdo cultural e uma estrat-gia eq itativa de ação baseada na participação democrática$ No momento atual.endo assim. nas quais a intencionalidade humana e a ação organi#ada e concreta da sociedade pol)tica e da sociedade civil são fatores decisivos para a construção de um mundo livre e eq itativo$ . o suporte essencial para o seu desenvolvimento$ * processo de construção do conhecimento nos condu#irá.% 1o analisarmos o curso da @ist"ria. atrav-s dos acervos. quanto a visão unidimensional na pol)tica e na sociedade. por meio da ação governamental e da participação cidadã. . percebemos que as recentes transformações internacionais são o resultado do trabalho de muitas pessoas e comunidades organi#adas de diferentes contextos econ:micos e culturais$ Nesse sentido.endo assim. considerando as dimensões de tempo e espaço. na pesquisa.ortanto. devendo ser um suporte essencial para a exploração adequada de potenciais ainda não trabalhados$ . ob$etivando a construção de u"a nova pr%tica social. % reflexão.a< a uali!icação da cultura e" u" processo interativo de aç#es de pes uisa.á explicitado anteriormente.ander 5677A9 destaca a import/ncia da capacidade de criação e ação humana coletiva na construção e reconstrução de perspectivas intelectuais e na adoção de soluções pol)ticas. % museali#ação.etiva do museu.am submetidas. o sentido da ciência. a aplicação das ações museol"gicas.

etos das práticas culturais que lhes conferiram significado. e destaca< &identidade que cultiva a pobre#a está na direção errada($ . em forma de eventos.or outro lado.patrim:nio comunitário essencial. porque essa tamb-m . não podem estar dissociadas da participação e do desenvolvimento$ . ou separando os ob. contribuindo com a necessária renovação dos processos museais.eitos envolvidos. preservação e comunicação referenciadas no patrim:nio cultural. de preserva)ão est*ti(a! 1s instituições museol"gicas são o resultado dos avanços da construção do conhecimento na museologia. pois . ainda se. não há porque se voltar contra a cultura da elite. tamb-m.am capa#es de produ#ir conhecimento. marcada pela dissociação entre o produtor e o consumidor$ Neste processo. embora.etivam a representação cultural.a gestão das instituições museol"gicas.a o mais recorrente$ 1 preservação da identidade . no argumento e em contextos interativos. reconhecendo no patrim:nio integral um instrumento de educação e desenvolvimento$ 1s ações de pesquisa. e. conseq entemente %s diversas categorias de museus e aos diversos processos museais. ou por várias concepções. em permanente transformação. ou se. as ações museol"gicas de #es'uis$+ #reser%$ção e co&unic$ção não ob. se fa#em urgentes e necessários$ >rata-se de um dos desafios colocados. em constante reflexão e. compreendendo a construção do conhecimento como processo$ &us'n(ia de perenidade.a< a nossa proposta te"rico-metodol"gica está pautada no diálogo. se fa# refletir sobre a atuação dos cursos de museologia destacando que o seu compromisso maior deva ser com o desempenho qualitativo. devendo ser o suporte essencial para o desenvolvimento$ 4emo 567789 ilustra a relação identidade-desenvolvimento. motivando a reali#ação de novas práticas sociais. permitindo a integração e o enriquecimento. busca-se de maneira efetiva. reconhecemos que o seu processo será sempre din/mico. tamb-m. conseq entemente. alimentada por uma concepção. na prática. a interseção criativa de contribuições conceituais e anal)ticas de outras disciplinas. compreendendo que o processo de comunicação permeia todas as ações museol"gicas. como o resultado da criação de um grupo. a aplicação da t-cnica pela t-cnica está superada+ pelo menos reconhecidamente superada em nossas atividades de reflexão e avaliação. reconhecendo as especificidades dos . que outro desafio a ser vencido. no sentido de diminuir as desigualdades e a exclusão$  'onsideramos. no sentido da recriação$ Necessário.+ de sentido$ 1ssim. salientado que o )ndio quer sua identidade. pois.endo assim. com qualidade formal e qualidade pol)tica. mas tamb-m quer trator.necessária. em vários momentos hist"ricos$ 'ompreendendo os museus como instituição. entendendo a cultura como um dom)nio % parte. . preparando profissionais que se. a interação dos t-cnicos com os demais su.patrim:nio social e hist"rico importante$ * reconhecimento e o respeito % pluralidade e % diversidade cultural. buscando.

eq itativamente. 3sp)nola analisa o que foi escrito sobre a qualidade da educação na 1m-rica Fatina a partir de 67DG e. a necessidade de uma abertura maior no sentido de dotar seus curr)culos de conteúdos substantivamente relevantes. entretanto. que as instituições do "acrossiste"a constituir-se-iam num sistema aberto em cont)nua comunicação.tão cr)tica. formal e a não-formal. onde seus pa)ses necessitam multiplicar. e beneficiar-se. que não . analisa o impacto da educação em n)vel da estrutura social$ Beconhece-se o sistema educacional como uma engrenagem a mais na estrutura social e a qualidade .etivo maior não pode ser alcançado somente nos espaços fechados da academia$ .a pol)tico-cultural$ 3 esse ob. analisando a relação entre a educação. as experiências at. para poder participar. comprometida com a qualidade e a eq idade. efetivamente. sem perder de vista que a sua maior missão . ressaltando. ob. ativamente. diferentes contextos. insere-se a educação formal ou uma redefinição de seu papel frente % comunidade e aos recursos educativos nãoformais da mesma$ .o momento mostram que as instituições menos flex)veis para se modificar dinamicamente neste processo são as escolares$ 'omentando sobre a gestão democrática e sobre a qualidade da educação.etivos educacionais comuns$ Nesta rede. . dentre outros aspectos.etivamos. mas de integrar os mesmos ao redor de ob.ander 5677A9 registra que a construção e reconstrução do conhecimento na educação e na gestão educacional. avaliar a qualidade dispon)vel+ · 1 situação .preciso produ#ir qualidade$ 1o refletir sobre o processo museol"gico. a partir de uma autocr)tica das nossas vivências.deficiente+ · H necessário reali#ar diagn"sticos dos n)veis de qualidade existentes. que se.poss)vel ater-se aos esforços de medição de qualidade. mas . em nosso campo de atuação. com a abertura necessária para a avaliação e para a reflexão cr)tica$ Crge reconhecer a import/ncia dos cursos de formação. inserindo-o nas demais práticas sociais globais.avaliada em termos dos efeitos da educação no sistema social mais amplo..irvent 567DE9.a. sem precedentes no mundo moderno$ 3m trabalho reali#ado em 67DD. urgentemente. adequando os procedimentos metodol"gicos e t-cnicos %s diferentes realidades.a resultante de uma rede de interação entre diversos recursos educativos$ Não se trata de somar ou adicionar componentes isolados. das transformações pol)tica e econ:mica. questionando-se o peso ou o impacto da educação na estrutura social e avaliando-se sua capacidade para produ#ir mudanças globais$ *s estudos reali#ados coincidiram em três aspectos< · 1 qualidade dos sistemas educacionais na 1m-rica Fatina . seus conhecimentos cient)ficos e tecnol"gicos. sugere que poss)vel organi#ar uma ação educativa complexa. implicam um grande esforço$ 'hama a atenção para o fato de que esse esforço assume proporções enormes na 1m-rica Fatina. tanto entre si como com o meio em que estão inseridos$ ?nfeli#mente. com a . ou se. no sentido de contribuir.ugere ainda a referida autora. para os avanços te"rico-metodol"gicos.

ão .i/lio"r0*i$ 1mmann. a forma de reali#ação humana$ H a melhor obra de arte do homem em sua hist"ria. de mercantili#ação. 67D=$ 'hagas. de convivência$ *s desafios são muitos$ 3ntretanto. . mais do que nunca.$&os interess$dos e& construir $ #$rtici#$ção$ . 67DN$ 5'oleção polêmicas do nosso tempo+ O=9 Iruno. 677D$ Iuffa. . 6778$ 5'adernos de .. as nossas fraque#as. Kiguel L$ 1rroMo. o que. com efeito.afira Ie#erra$ -deologia do desenvolvi"ento de co"unidade no . imersa em nossa prática cotidiana$ 4emo 5677E9 salienta que ualidade + participação.conquista humana principal.ão . 6778$ QQQQQQQQQQQ $ Pobreza Política$ 'ampinas. J$K$ / 0idadania&& Fisboa< 3ditorial 3stampa.. porque a hist"ria que vale a pena . 677D$. 6778$ 0on'eci"ento. uma conquista . O9$ @oMos 4emo.porque -. dos processos de exclusão. sem encarar de frente as nossas contradições. nestor Larcia$ /s 0ulturas Populares no 0apitalis"o& .rasil& . especificamente. . 6776$ Iarbalet. 0idadania e Meio /"biente P 1rnoldo Jos.< 1utores 1ssociados.aolo Nosella$ .eir"polis. tanto no sentido de ser. 3ster$ Educação e 0idadania&13ster Iuffa. desde 'ue este. . falar dos processos museais.-rie temas transversais.os pol)ticos do homem está a participação.análise aqui efetuada..ão paulo< Irasiliense. 'ristina$ Museologia e 0o"unicação& Fisboa< Cniversidade Fus"fona de @umanidades e >ecnologias. ou se. .dada a dificuldade de a reali#ar de modo dese.aulo< 'orte#. 79$ 'anclini. implica participação." assim estaremos contribuindo para diminuir a nossa pobre#a pol)tica e a nossa pobre#a s"cio-econ:mica$ -.ociomuseologia.edro$ /valiação 2ualitativa& 0a"pinas. .: 1utores 1ssociados.ão . 677A$ QQQQQQQQQQ $ Educar pela Pes uisa$ 'ampinas. .< 1utores 1ssociados. de opressão$ No cerne dos dese. de democracia.de Luevara$$$.a. .aulo< .. que segmenta metas eternas de autogestão. conseq entemente. está diretamente relacionada % nossa mobili#ação para a participação. de liberdade. de exploração. visando ao desenvolvimento social. 677E$ . Kário$ Muse%lia$ Bio de Janeiro< J' 3ditora.a aquela participativa. e da sua aplicação nos diversos contextos.ável . em nosso campo de atuação. com o teor menor poss)vel de desigualdade.uma falácia$ 1 redução das desiguladades e. apontar alguns caminhos para que possamos assumir o nosso compromisso social com qualidade.aulo< 'orte#< 1utores 1ssociados.quanto no sentido de ser a mais humana imaginável .5 .

apirus.. &/0&1. Processo Museológico e Educação: construindo um museu didáticocomunitário$ Fisboa< ?.romoção$ Bio de Janeiro< ?. 67DD$ Kello.10 QQQQQQQQQQ $ Política 3ocial. 67DE$ >ransformação .. 'ide. 677D$ -unzunegui.ander. Karia '-lia >$ Koura$ 5epensando a /ção 0ultural e Educativa dos Museus& . Cniversidade e ?deologia$ Bio de ..antos.. 677E$ .K1LPC@F> 5 Cniversidade Fus"fona de @umanidades e >ecnologias9$ 'entro de 3studos de . 67=8$ 6estão da Educação na /"+rica 4atina: construção e reconstrução do con'eci"ento& 'ampinas< 1utores 1ssociados.antiago.apirus.irvent.aulo< Irasiliense.edag"gico9$ 3sp)nola.< . .677E$ 5'oleção educação e transformação9$ Rergo. Jaime$ 0idadania e educação& .edag"gico9$ 11111111112 Educação e 2ualidade$ 'ampinas< . reduc. ?nstituto do .imon.eter$ 7'e 8e9 Museolog:$ Fondon< BeaStion IooSs Ftd.aiva 5org$9$ 'ampinas.< 'ontexto. . Luiomar Namo de$ 0idadania e 0o"petividade< desafios do terceiro milênio$ .. Santos! Metamorfosis de la mirada: el museo (omo espa(io del sentido! Sevilla. Ienno. . 1 0! . Keio 1mbiente e 4esenvolvimento . Karia >eresa$ 5org9$ Educação 0o"unit%ria& 1 3xperiência do 3sp)rito . 67DG . 6778$ .apirus.ão .ustentável .< .aneiro< Uahar.chTart#man$ 'iência.< 'orte#. Riols$ 4a calidad de la educación desde la Pespectiva 4atinoa"ericana< análisis de informaci"n 67DG-67DN$ .alvador< 'entro 3ditorial e 4idático da C2I1$ 677=$ O a edição ampliada$ 6=8p$ _______.ociomuseologia$ 6778$ QQQQQQQQ$2ormação de . 6778$ 5 'oleção Kagist-rio< 2ormação e >rabalho .essoal . 677D$ .rodutiva e eq idade< 1 questão do ensino básicoP Ranilda . 6778$ 5'oleção Kagist-rio< 2ormação e >rabalho . .@1N. 677A$ . Educação e 0idadania: 'ampinas.anto$ .apel da Cniversidade$ 3studos de KuseologiaPKinist-rio da 'ultura.ara Kuseus.atrim:nio @ist"rico e 1rt)stico Nacional$ 4epartamento de .* .< .insSM.

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