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Inovação em Gestão
Ano 1 * Número 4 * Setembro de 2009

Uma publicação semanal de Dermeval Franco para clientes e amigos

Editorial - O que faz sentido para você?
Este é o numero 4 da newsletter que traz até você ideias, práticas e pensamentos. Pessoas que refletem sobre a realidade e agem. O que faz sentido para você em tudo o que aprendeu até hoje? E tudo o que tem para aprender? Quando técnicas, métodos e modelos se proliferam, aumenta a ansiedade dentro de nós, confundindo-nos. Estamos ávidos por encontrar coerência nas coisas. Estamos ávidos por nexo, por ligação, por compreensão das conexões entre o visível e o oculto. Vivemos um momento da história onde as certezas dão lugar ao imponderável. Difícil de avaliar, difícil de prever. Como você se sente? Fazendo nexo?

Porque bons programas de liderança falham
Um dos temas mais polêmicos da atualidade nas empresas é liderança e a capacidade de atingir e superar resultados. Na pauta de reunião da Direção da empresa, o RH é chamado para discutir formas de melhorar o desempenho dos líderes porque os resultados estão aquém do esperado. E todos estão à mesa discutindo a situação da empresa: dificuldade em alcançar às metas estabelecidas, baixo nível de comprometimento do pessoal, falta de informações e de clareza sobre necessidades dos clientes etc. – Diz o principal executivo com o DRE*¹ projetado na tela: - Nosso EBITDA*² foi o menor do semestre. Nossas despesas cresceram 12% no mesmo período e 8% dos clientes deixaram de comprar nos últimos dois meses. O farol vermelho se acende. Um mal estar se instala na sala de reunião. - O caso é grave, Doutor!? – Pergunta o executivo ao consultor da empresa. - Humm! – Creio que devemos tomar algumas medidas de contenção. Estudemos algumas alternativas: (1) renegociação com fornecedores (pondo em risco a qualidade do produto ou serviço); (2) corte no orçamento das áreas (vai postergar, em alguns casos, projetos de impacto direto na lucratividade); (3) enxugamento do portfólio de produtos ou serviços (a concorrência agradece); (4) aumento de preços (se o mercado estiver disposto a pagar a diferença); (5) corte nos investimentos em capacitação de pessoal (quando é nessa hora que se deve estimular a inovação e a criatividade); (6) negociação com bancos (pode comprometer a liquidez da empresa); e se nada disso der certo no curto prazo, (7) corte de pessoal (com todas as suas mazelas subseqüentes). Pode ser que a empresa não esteja na UTI, apenas apresentando sinais de debilidade que exigem medidas enérgicas e rápidas. Mas aliado a tudo isso, a área de RH é chamada para dar a sua contribuição. Diz o efetivamente provocar mudanças no comportamento dos líderes, devemos levar em conta que o papel gerencial é formado de atributos e de resultados. Os bons programas falham porque trabalham somente os atributos de liderança que são os valores, os conhecimentos, as habilidades, as atitudes, os hábitos, as motivações etc. Falta o alinhamento aos resultados almejados pela empresa. executivo de RH: “- Ok. Vamos apoiar as medidas, mas vamos também desenvolver um programa para melhorar o desempenho de nossos líderes. Identificaremos os gaps de competências e faremos um trabalho sob medida. Contrataremos uma boa consultoria e acompanharemos o trabalho.” - Certo! É por aí. – Diz o CEO da empresa. As competências são mapeadas com o foco nos comportamentos que os líderes devem apresentar para superar os desafios da empresa. Normalmente, são competências de tamanho único e, por isso, universais como por exemplo: trabalhar sobre pressão, comunicação e feedback, negociação, visão sistêmica, foco em resultados, foco no cliente, relacionamento interpessoal, trabalho em equipe e tantas outras. O programa é elaborado e executado com base nas deficiências das lideranças. São programas bons, as pessoas saem sensibilizadas, dispostas a corrigir tais deficiências, mas com o passar do tempo voltam a apresentar dificuldades para conectar o que aprendeu no programa aos resultados da empresa. Passam-se um, dois, três meses... Volta-se a fazer as mesmas coisas de antes. Por quê? Novas estratégias e novas idéias não germinam em modelos mentais que não foram colocados à prova, discutidos, esmiuçados e confrontados. Para que a empresa otimize o investimento em programas de liderança, e estes possam Outro ponto crítico do papel de liderança é a compreensão de que o líder é responsável por quatro dimensões de resultados: para os funcionários; para a organização; para os clientes e para os investidores. São áreas de responsabilidade do líder e a quem ele deve “prestar contas”. A partir da equação Liderança Eficaz = Atributos + Resultados, sugere-se que os líderes devam empenhar-se pela excelência em ambos os termos. É preciso que demonstrem atributos e que, ao mesmo tempo, aufiram resultados. Ambos representam o DNA da liderança. Num trabalho mais consistente de desenvolvimento de lideranças, é necessário definir primeiro quais são os resultados que o líder precisa entregar. Fácil. Porém, quando aplicado às quatro dimensões citadas anteriormente, fica mais difícil porque os lideres não estão acostumados a pensar nas dimensões de resultados que devem entregar para os empregados, para a organização, para os clientes e para os investidores. Este exercício permite ampliar a visão de responsabilidade compartilhada, de senso de propriedade e de urgência, equilibrar as contribuições e remover as barreiras enxergando a empresa como um todo. Por sua vez, os atributos – baseados em competências comportamentais - dirão para nós como os lideres irão chegar aos resultados almejados.—Quais comportamentos críticos e de impacto imediato ajudarão a chegar nos resultados que desejamos? Fechamos assim, a equação da liderança eficaz. Os líderes levarão para os seus departamentos, após a aplicação desse modelo de desenvolvimento, maior ânimo, motivação e clareza em relação ao alcance de suas metas, porque estarão equilibradas nas quatro dimensões. Assim como compartilhadas, compromissadas e alinhadas entre os participantes de diferentes áreas da empresa. A sinergia e a simetria organizacional do programa de liderança terão sido alcançadas.
DRE*¹ – Demonstrativo de Resultado EBITDA*² - Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Dermeval Franco – Administrador com pós -graduação em Marketing. Apegeano, nexialista e consultor organizacional em Estratégia, Marketing & Pessoas. Autor do livro “As Pessoas em Primeiro Lugar – Como Promover o Alinhamento de Pessoas, Desempenho e Resultados em Tempos Turbulentos” – Editora Qualitymark – 2003.

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Próximo número: Você é um profissional nexialista? Por Walter Longo.

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