UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL

ENSINO DE MÉTODOS

CIÊNCIAS

FUNDAMENTOS

E

Academico: Carlos Antonio Kramer Disciplina : Pratica de ensino em física e ciências III

04/04/2014

Introdução: Desde o princípio o fragmento “Aluno: Sujeito do Conhecimento” do livro “Ensino de Ciências Fundamentos e Métodos” de Demétrio Delizoicov,José André Angotti e Marta Maria Pernambuco(com colaboração de Antônio Fernando Gouvêa da Silva) nos remete a cenas típicas do dia a dia de um professor. O nervosismo inicial, os obstáculos encontrados e posteriormente, a comodidade do professor diante de determinadas situações. Sabendo que na maioria das vezes, só lembramos do aluno quando ele não está correspondendo às nossas expectativas. Isso ocorre porque aprendemos o modo de elaborar um plano de aula, dicas didáticas, entre outros, de modo empírico, e dificilmente preocupamo-nos conhecer de fato os nossos alunos, tornado fria a relação em sala de aula.

A maior parte das nossas ações na sala de aula é fruto da tradição, que não preocupa-se em fazer questionamentos, como o porquê e quando ensinar determinados conteúdos, e não costuma buscar métodos atraentes para despertar a verdadeira fascinação que (na teoria,ou no imaginário) deveria haver por ciências,seguimos à risca tudo o que é proposto no livro didático; e não centramos no sujeito que ensina, ou seja, o nosso desempenho docente, e consequentemente não consideramos o sujeito que aprende(o nosso aluno).Deveríamos considerar o aluno como o sujeito do conhecimento e do seu próprio processo de aprendizagem, pois é fato que ninguém se interessa em aprende o que não está disposto a aprender. Outro ponto muito importante é reconhecer que a aprendizagem é resultado da interação entre o sujeito ( aluno / professor) e o meio circundante, social e natural.

O aluno só aprende quando é do seu interesse, e por isso é se faz necessário dar maior enfoco ao conhecimento científico de uma modo contextualizado, afinal, a ciência e a tecnologia estão presentes no nosso dia-a-dia constantemente, pro dbnmduzindo impactos políticos, econômicos, sociais e ambientais. Para a análise deste sujeito do conhecimento – o aluno – o autor explora as três esferas que caracterizam a existência humana, fazendo uma relação com as Ciências Naturais. A primeira esfera analisada é a simbólica. De acordo com o autor, ao longo da vida, este sujeito está permanentemente construindo explicações sobre o mundo social e natural em que se encontra. As explicações e conceitos que este sujeito formou e forma ao longo de sua vivência (a cultura primeira), influenciam em sua aprendizagem de Ciências Naturais.

Ao ler a terceira parte do livro, que tratava o assunto “Aluno:Sujeito do Conhecimento”,sequer foi preciso relê-lo para obter uma boa compreensão do mesmo e também,uma certa identificação com a realidade,o cotidiano dos professores. A cada situação apresentada, desde a ansiedade inicial do primeiro dia de aula, tanto por parte do professor quanto dos alunos, podemos nos identificar nas duas situações, pois passamos pelos “dois lados da moeda”,fomos alunos e seremos professores,podemos refletir o como agimos na nossa época,avaliar juntamente a “evolução” do comportamento dos alunos e repensar o que estaremos esperando deles quando chegar a nossa hora de estar lá,enfrente ao quadro, com aqueles trinta ou quare olhos nos encarando,certamente 90% fantasiando diversos pré conceitos sobre o novo professor,e como julgá-los por isso não é,se já estivemos na mesma posição. O texto nos remete também, àquelas duas conhecidas fases, nas quais, primeiramente espera-se ser o professor dos sonhos de qualquer aluno, nós fantasiamos as aulas incríveis que iremos dar, as perguntas interessados dos curiosos alunos etc.,e depois de nos depararmos com a turma descrita no texto,vem o desânimos,e a desistência,é fato que passamos a dar aula somente para alguns alunos,apenas os que realmente querem aprender,mas pare e pense,aqueles que querem aprender e gostam de estudar,são os que menos precisam de nossa ajuda,pois eles trilham o caminho da aprendizagem praticamente sozinhos,devemos nos preocupar e nos dedicar aqueles que estão com aqueles que estão com o olhar perdido durante a aula,estes sim,por mais que eles mesmos neguem,necessitam urgentemente de um bom professor,daquele professor que idealizávamos ser no princípio,até os primeiros obstáculos surgirem. É fato que nossas atitudes como educadores,provêm de um sistema já bastante tradicional, um comportamento empírico que se estende e estenderá por diversas gerações, ou seja,não sofrerá grandes alterações nos próximos anos,ainda mais do modo como a educação está. E nos voltemos agora para uma perspectiva que observe os alunos,partindo de sua previa concepção de ciência,e do preconceito que os estudantes tem com a mesa,tornando o conteúdo um verdadeiro “bicho de cinco cabeças”,no qual,a primeira cabeça é a relação professor-aluno,que vem sendo prejudicada a medida que os alunos já não possuem um certo “respeito” pela autoridade familiar,e concequentemente eles levam este comportamento para a escola;a segunda cabeça provém do modo como a ciência é apresentada,empiricamente,de forma linear e desinteressante aos olhos do aluno;a terceira cabeça segue a linha da segunda,remetendo à forma monótona de se explicar e entender,a chamada “decoreba” feita pelos alunos no período próximo às provas,onde o conteúdo é absorvido antes da mesma,e completamente expelido logo após,não restando mais nada do que foi estudado;a quarta cabeça encontra-se em casa,o lugar de onde deveria provir o maior incentivo ao aprendizado,onde antes se cobrava e exigia respeito(respeito este que falta também em sala de aula) e esforço no quesito estudos,e hoje,as notas ruins são unicamente culpa do professor;a quinta cabeça referese,finalmente,ao interesse do próprio educador pelo seu aluno,nos falta o ato de

enxergar o estudante como sujeito do conhecimento,alguém com identidade específica,característica,objetivos,por mais que a princípio demonstre-se um desinteresse de ambas as partes,o aluno desiste de aprender e o professor,de ensinar,no podemos enxergá-los como meros números de uma chamada. Lembrando que o autor nos permite compreender que o verdadeiro sentido do professor na sala de aula é a aprendizagem do aluno.