Introdução à Engenharia de Estruturas

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Introdução à Engenharia de
Estruturas - Aula 3 C
Método dos Elementos
Finitos
Engº Alexandre Luis Sudano
Introdução à Engenharia de Estruturas
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Método dos Elementos Finitos
(MEF)
• Finite Element Method (FEM)
• Método para obter solução numérica aproximada
para problemas da mecânica do contínuo (muitos
problemas de engenharia)
– Deformações e tensões em sólidos
– Vibrações em sólidos
– Escoamentos de líquidos
– Distribuição de temperatura
– Distribuição de pressões
– Campos elétricos
– Etc.
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Método dos Elementos Finitos
(MEF)
• Vantajoso em relação à solução analítica, que
geralmente é complexa – especialmente no
caso de problemas de geometrias
extremamente complexas;
• Vantajoso em comparação a modelos em
escala reduzida (que possuem efeitos de
escala, alto custo e baixa versatilidade).
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Método dos Elementos Finitos
• Utiliza a discretização: divide
um problema complexo em
diversos pequenos
elementos, para os quais o
comportamento estrutural é
definido de maneira simples.
O método une a contribuição
de todos elementos
respeitando as leis físicas do
problema para obter a sua
solução de maneira
aproximada (porém
normalmente bastante
precisa).
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Método dos Elementos Finitos
(MEF)
• A variável de campo (pressão, temperatura, tensão, deslocamento)
possui um valor em cada ponto;
• O problema real possui então número infinito de incógnitas;
• O MEF reduz o problema a um número finito de incógnitas
dividindo a região em elementos e expressando a variável
desconhecida em termos de funções aproximadas dentro de cada
elemento;
• As funções aproximadas em cada elemento (funções de
interpolação) são definidas em termos dos valores nos nós;
• Os valores nodais em conjunto com as funções de interpolação
definem completamente o comportamento da variável de campo
no interior do elemento;
• Conclusão: os valores nodais são as incógnitas e uma vez que seus
valores são determinados a solução aproximada é obtida para todo
o problema.
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Método dos Elementos Finitos
(MEF)
• A precisão da solução obviamente dependerá
do tamanho e número de elementos e
também da função de interpolação utilizada
pelo elemento;
• Normalmente as funções são escolhidas de tal
modo que a variável de interesse ou suas
derivadas sejam continuas ao longo dos
elementos adjacentes.
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Método dos Elementos Finitos
(MEF)
• O método envolve:
– Discretização do contínuo
• Diferentes tipos de elementos podem ocorrer na mesma estrutura
– Funções interpolação
• Normalmente polinomiais
– Propriedades dos elementos
• Representadas de forma matricial
– Montagem (Assembling) do sistema
• Com as matrizes dos elementos se obtém a(s) matriz(es) do
sistema
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Método dos Elementos Finitos
(MEF)
• O método envolve:
– Imposição das condições contorno
• Definição de valores nodais para as variáveis dependentes ou aplicação
de carregamentos
– Resolução do sistema
• Se o problema é linear resolve-se um sistema de equações lineares. Se é
não linear geralmente pode-se obter uma solução por meio de vários
incrementos lineares.
– Cálculos adicionais
• Ex.1:em estruturas as variáveis nodais são os deslocamentos. Uma vez
conhecidos os deslocamentos é possível obter as tensões e deformações
em toda a estrutura
• Ex.2:em problemas de condução de calor, conhecidas as temperaturas
pode-se determinar o fluxo de calor
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Método dos Elementos Finitos
(MEF)
• Abordagens
– Direta
• Utilizada para problemas simples, didáticos;
– Variacional
• Envolve o cálculo variacional e a extremização de
funcionais;
• Pode ser empregada para problemas simples e
complexos;
– Resíduos ponderados
• Estende o método a problemas sem funcionais
• Muito utilizado em aplicações não estruturais.
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Matriz de rigidez - barra de treliça
• Obtenção da matriz de rigidez
1. Assumir uma forma funcional para o campo de
deslocamentos
2. Expressar o campo de deslocamentos em termos dos
deslocamentos dos nós
3. Introduzir a relação deformação- deslocamento
4. Introduzir as equações constitutivas (relação tensão x
deformação do material)
5. Introduzir as equações de equilíbrio (relação entre
forças e deslocamentos nodais)
6. Combinar os resultados de 1 a 5
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Matriz de rigidez - barra de treliça
1. Assumir uma forma funcional para o campo
de deslocamentos
) (
L
x δ δ =
L
x ⋅ + =
2 1
α α δ
Assumindo variação
linear:
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Matriz de rigidez - barra de treliça
2. Expressar o campo de deslocamentos em
termos dos deslocamentos dos nós
L
x
L

|
¹
|

\
|

+ =
1 2
1
δ δ
δ δ
1 1
) 0 ( α δ δ = =
L L ⋅ + = =
2 1 2
) ( α α δ δ
Com:
Chega-se a:
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Matriz de rigidez - barra de treliça
3. Introduzir a relação deformação-
deslocamento
4. Introduzir as equações constitutivas
(relação tensão x deformação do material)
L
1 2
δ δ
ε

=
( )
L
E
E
1 2
δ δ
ε σ
− ⋅
= ⋅ =
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Matriz de rigidez - barra de treliça
5. Introduzir as equações de equilíbrio (relação
entre forças e deslocamentos nodais)
Onde:
π = energia potencial total
U = energia de deformação interna
V = trabalho das forças externas
V U − = π
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Matriz de rigidez - barra de treliça
( )
( )
dV
L L
E
dV U
V V
∫∫∫ ∫∫∫

⋅ − ⋅ = =
1 2
1 2
2
1
2
1 δ δ
δ δ σε
( )
∫∫∫
− ⋅ ⋅ =
V
dV
L
E
U
2
1 2
2
2
1
δ δ
( )
2
1 2
2
1
δ δ − ⋅ ⋅ =
L
EA
U
Energia interna
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Matriz de rigidez - barra de treliça
2 2 1 1
δ δ ⋅ + ⋅ = F F V
Energia externa
Energia total
( ) ( )
2 2 1 1
2
1 2
2
δ δ δ δ π ⋅ + ⋅ − − ⋅ = F F
L
EA
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Matriz de rigidez - barra de treliça
0
2 1
=


=


δ
π
δ
π
Pelo princípio da mínima energia
Logo:
( ) 0
1 1 2
1
= − − ⋅ − =


F
L
EA
δ δ
δ
π
( ) 0
2 1 2
2
= − − ⋅ =


F
L
EA
δ δ
δ
π
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Matriz de rigidez - barra de treliça
6. Escrevendo de forma matricial
)
`
¹
¹
´
¦
=
)
`
¹
¹
´
¦
(
¸
(

¸



2
1
2
1
1 1
1 1
F
F
L
EA
δ
δ
(
¸
(

¸



=
1 1
1 1
L
EA
K
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Transformação de coordenadas - barra
de treliça
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Matriz de rigidez - elemento
triangular
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Matriz de rigidez - elemento
triangular
• Passo 1
• Passo 2
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Matriz de rigidez - elemento
triangular
• Passo 3
• Passo 4
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Matriz de rigidez - elemento
triangular
• Passo 5
V U − = π
[ ][ ] [ ][ ]{ } [ ]{ } F B C B t
T
δ δ δ π − ∆ =
2
1
[ ] [ ][ ]{ } { } 0 = − ∆ F B C B t
T
δ
Com a mínima energia
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Matriz de rigidez - elemento
triangular
• Passo 6
[ ] [ ] [ ][ ] B C B t K
T
∆ =
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Exemplo de aplicação
• Viga Parede - malha
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Exemplo de aplicação
• Viga Parede - deformada
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Exemplo de aplicação
• Viga Parede – tensões normais em x
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Exemplo de aplicação
• Viga Parede – tensões normais em y
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Exemplo de aplicação
• Viga Parede – tensões principais S2
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Exemplo de aplicação
• Viga Parede – tensões principais S1
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Exemplo de aplicação
• Viga Parede – tensões principais
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Exemplo de aplicação
• O que acontece se refinarmos a malha?
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Bibliografia
• Huebner, K. H., Thornton, E. A., Byrom, T. G.
(1995). The Finite Element Method for
Engineers. John Wiley & Sons.
• Assan, A. E. Método dos Elementos Finitos:
Primeiros Passos, Editora Unicamp.
• Alves Filho, A. Elementos Finitos - A Base da
Tecnologia CAE, 5ª edição, Editora Érica.