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SINEAR

6 5 8 SINEAR de Mesilim de Quis, Lágaxe se tornou o centro dominante. Eannatum foi

de Mesilim de Quis, Lágaxe se tornou o centro dominante. Eannatum foi seguido por Urukagina que, com reformas sociais e legislação, procurou controlar a burocracia crescente que quase não be- neficiava o pobre, a viúva e o órfão. Apesar de seus esforços para restaurar os direitos do indivíduo, seu povo não resistiu à pressão de Lugalzaggesi de Umma, que tomou conta da cidade e foi ele mesmo, logo em seguida, dominado pelo poderoso semita Sargão de Acade, que conseqüentemente levou o senhorio sumeriano ao seu fim.

C. A renascença suméria. Um período de esplendor, sob a casa semita de Acade, foi seguido por quase um século de mediocridade sombria sob os regentes gútios, até que estes foram expulsos por Utuhegal, o en(si) de Uruque, c. 2120 a.C. Sete anos depois, um de seus próprios oficiais, Ur-Nammu, governador de Ur, assumiu os títu- los "Rei da Suméria e de Acade" e inaugurou a terceira dinastia de Ur (2113-2006 a.C.).Esta foi notável por levar a influência sumeriana muito além de suas fronteiras, pela prosperidade eco- nômica e pelo reavivamento em todos os ramos da literatura e da arte da Suméria. O "código" de leis de Ur-Nammu é ainda o mais antigo a ter sobrevivido numa região que era reconhecida por sua tradição e continuidade de idéias. Suas ativi- dades arquitetônicas se estenderam para além de

Ur, que ele virtualmente reconstruiu, para Uruque. Eridu e Nipur. Em cada lugar ele construiu um zigurate e reconstruiu Templos desmoronados. Enquanto isso, um contemporâneo, Gudéia de Lágaxe, marchou para a Síria e Anatólia e trouxe de volta materiais de construção para embelezar sua própria cidade.

Ur-Namm u morre u em batalha, seu

filho, Shulgi, lhe sucedeu no trono. Este continuou as reformas políticas e administrativas iniciadas por seu pai e durante quarenta e sete anos lutou contr a a s tribo s da s montanha s a o norte. Como seu filho, Amar-Su'en, ele era considerado divino. Isto não parece ter afetado a crença e prática mesapotâ- mica, por meio da qual o rei sempre se considerava como o vice-regente e servo do deus principal de sua cidade , a quem ele era continuamente res ponsável pela verdade e justiça. Tal crença está em contraste direto com a da autoridade infalível dos faraós divinos do Egito. De fato, depois desta dinastia nenhum outro rei se classificou como "deus" na Mesopotâmia. Amar-Su'en, que morreu de infecção por uma doença no pé, foi enterrado no "Cemitério Real" em Ur, com seus pais. O irmão dele, Shu-Su'en (2038-2030 a.C.) teve de lutar nas montanhas Zagros e no oeste, onde um muro defensivo não conseguiu manter afastadas as crescentes incursões dos amorreus (MAR. TU). Nos dias do seu sucessor, Ishbi-lrra, uma tentativa

Quand o

SINEDRIO

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vâ de recrutar ajuda elamita contra estes semitas ocidentais falhou e a cidade caiu em 2006. Debaixo de um regime semita dominante em Is in e Larsa, Ur perdeu seu controle sobre a economia, e uma tentativa de recuperar sua independência de Samu- íluna, filho de Hamurabi, resultou em destruição da cidade. Toda a Suméria esteve, daqui em diante, nas mãos dos governadores semitas, salvo em interv alos breves, até ser conquistada por Ciro o Persa, em 539 a.C.

V. LITERATURA

SUMERIANA.

A parte de suas instituições, por intermédio

de sua literatura e religião, o pensamento, o estilo e comportamento destes primeiros habitantes da Babilônia foram transmitidos às civilizações con- temporâneas e posteriores e é de suma importância como pano de fundo para muito em Gênesis 1-11. Os textos detalham o conjunto de seus deuses, rituais e práticas religiosas, como também sua ciência incipiente (medicina, astronomia, mate- mática e tecnologia). Cada cidade tinha seu deus principal e Templo principais. Assirr ¡NÍanna(r), ou Su'en, mais tarde o deus da lua Si . era deus

de

deus das águas profundas e dos mistérios no porto marítimo de Eridu. Enlil, o deus do ar e cabeça de todo o panteão tinha sua sede ein Nipur que,

por conseqüência, se

cultuai. Na literatura, os deuses eram retratados como humanos excepcionalmente poderosos. A mente sumeriana se interessava pela natureza, pois era basicamente uma comunidad e agr k nla, co m a indústria confinada a alguns centros municipais.

Ela ponderava sobr e os problema s d a mort e e d a vida após a morte (Épico de Gilgamés). contudo

era abundante em sabedori a prátic a (c >!eções d e

provérbios, composições de conselho, larábolas) como também rituais do corte e Templo, no de- sejo de conhecer a mente dos deuses (presságios, hinos, orações). Mitos sumerianos discutiam o papel das deidades ("o Nascimento d Deus da Lua"), vocação e criação do mundo e c - homem, paraíso e mal. A maioria dos textos -stava em forma poética; entre eles estão longos poemas románticos e lamentações. O mais comprido texto historiográfico é "Maldição de A de" cuja cidade era considerada ter sido destr: ida pelos gútíos como castigo por seu mal, pelos ('cuses que usavam forças militares internacionais. A literatura de sabedoria inclui composições, uma como Jó, que discute o sofriment o humano . N a íngua , n o pensamento, no gênero literário e em cutros mo-

Ur ; An, o deus do céu em Uruque. Enki(Ea)

torno u o principa l centr o

dos, pode se dizer que a influência sumeriana foi imensa e perseverou desde os babilónicos até os gregos e o ocidente, não sem deixar sua marca no AT (cp. ANET 1950), 27-59, 159.

BIBLIOGRAFIA: T. Jacobsen, The Sumerian King- List (1939); "Primitive Democracy in,ancient Mesopo- tamia", JNES II (1943), 159-172; H. H. Frankfort, The

Birth of Civilizalion in lhe Ancienl Near Easl (1951); S.

N . Kramcr, "Sumerian Ilistoriography" , 1EJ 3 (1953),

217-232; From lhe Tablels of Sumer (—Hislory Begins

at Sumer) (1956); I. Gordon, Sumerian Proverbs (1959);

A. Falkenstein, Das Sumerische (1959); A. Parrot, Sumer

(1960); S. N. Kramer, Sumerian Mylhology (1961); "Sumerian Literature, a general survey" em The Bible and the Ancienl Near East (1961), 249-259; C. J. Gadd, The Cilies of Babylonia, CAH 1/2 (1971), 93-144; S.

N. Kramer, The Sumerians, Their Hislory, Culture and

Characler( 1963).

D .

J .

WlSEMAN

SINEDRIO (pn-M) . Um termo hebraico e aramaico que designa o concilio de Jerusalém, o qual constituía à mais alta autoridade judaica na Palestina do período anterior a 70 d.C. A palavra hebraica-aramaica é, por sua vez, uma translitera- ção da palavra grega awéôpiov, um substantivo do adjetivo oúveôpoç, "sentando em concilio" (de avv [com] + êSpoc [assento]). A ortografia no inglês "Sanhedrim" em vez de "Sanhedrin", ocasionalmente encontrada, é o resultado de uma suposição errada de que a palavra era, na realidade, um substantivo masculino plural, no hebraico. O Sinédrio, o concilio judaico de suprema autoridade que encontrava-se em Jerusalém, deve ser distin- guido dos tribunais de justiça locais inferiores, para as quais o nome "sinédrio" também era regularmente aplicado.

1. Fontes para o estudo sobre o Si- nédrio. As três fontes primárias de informação

para nosso conhecimento sobre o Sinédrio são, ( l ) os documentos do NT, (2) os escritos do historiador judeu, Josefo, e (3) particularmente a tradição rabínica como sistematizada na Mishnah (no tratado "Sinédrio"), mas também encontrada em outros lugares como, o tratado "Sinédrio" na Tosefta ("Suplemento") e nas Gemaras dos Talmudes de Jerusalém e da Babilônia. É claro que a informação que pode ser recolhida do NT

e de Josefo é indireta, ao passo que os materiais rabínicos freqüentemente pretendem especifica- mente fornecer informação acerca do Sinédrio.

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SINÉDRIO

Este fato é contrabalançado, contudo, pela data comparativamente recente (cerca de 200 d.C.), em que os materiais rabínicos que eram legados oralmente foram finalmente escritos. infelizmente é impossível reconciliar a des- crição do Sinédrio nos materiais rabínicos com

a encontrada no NT e em Josefo. Foi feita uma

tentativa de fazer justamente isto, contudo, me- diante a alegação de que havia dois Sinedrios em Jerusalém: (1) um Sinédrio político, composto de uma aristocracia sacerdotal encabeçada pelo sumo sacerdote, preocupado com os negócios civis e a administração da justiça criminal (do qual lemos no NT e em Josefo), e (2) um Siné- drio religioso composto de um grupo de fariseus leigos, encabeçado por um rabino, preocupado com as questões da vida religiosa e a interpretação da Torá (da qual lemos nos materiais rabínicos). Embora esta atrativa e engenhosa teoria seja aceita por muitos eruditos judaicos (e.g. Lauterbach, Hoenig, Zeitlin, Mantel), ela não tem encontrado aquiscência geral, e é aqui rejeitada como uma conjectura que é simples demais e vai muito além do que a evidência concreta autoriza. Como fontes históricas, a confiabilidade do NT e de Josefo excedem em muito a dos escritos rabínicos, os quais constantemente refletem a situação depois, em vez de antes, da destruição de Jerusalém em 70 d.C. Conseqüentemente, as tradições dos rabinos, embora possam às vezes transmitir informações confiáveis a respeito do Sinédrio, devem ser usadas criteriosamente. Onde testemunho conflitante entre o NT e Josefo, por um lado, e os materiais rabínicos, por outro, historicamente falando, a base mais segura é aceitar o primeiro como confiável e rejeitar o último como anacrônico.

2. Terminologia. A palavra grega crovéSpiov

é freqüentemente encontrada no grego clássico e

helénico, onde normalmente significa "lugar de reunião", mas também vem a significar a própria reunião, e em algumas casos até mesmo sua au- toridade. A palavra ocorre também na LXX, onde refere-se a uma assembléia ou tribunal (mas não ao Sinédrio como conhecido normalmente). Em-

bora awéSpiov seja comum no NT (mais de vinte ocorrências) e em Josefo, ele não é o único termo ou frase usada em referência ao grande concilio

Jerusalém. O termo yepowía , "senado", é

de

encontrado ocasionalmente na Apócrifa do AT e em Josefo, e ocorre uma vez também no NT (At 5.21). Uma outra palavra usada para referir-se ao Sinédrio é Jtpeopmépiov, "concilio de anciãos", que é usada duas vezes no NT (Lc 22.66; At 22.5).

Uma palavra constantemente usada por Josefo com referência ao Sinédrio é |3o\)W|. Embora esta palavra em particular não seja usada pelos escri- tores do NT, o substantivo cognato, POUXEOTÍÇ, "conselheiro" , é usad o po r Luca s (23.50) com referência a José de Arimatéia, um membro do Sinédrio. O substantivo pou^£oxf|piov, "conci- lio", também é usado por Josefo. O concilio é freqüentemente mencionado no NT ao se falar de seus membros usando um conjunto de mais de um dos seguintes termos ou apenas um: ápxtepáç, "principais sacerdotes''; ypamiatsiç , "escribas"; 7tp8o(3\jx£poi, "anciãos".

Nas fontes rabínicas, a palavra prr m é a pala-

vra comumente usada para referir-se ao concilio. Existem, contudo, outras palavras e frases para

o mesmo grupo: e.g. "jnxpirrn, "grande casa de

justiça";

"assembléia".

3. História. A tradição rabínica, como regis-

trada na Mishnah (San 1.6), remonta a origem do Sinédrio à ordem de Deus a Moisés para reunir setenta homens escolhidos dentre os anciãos de Israel (Nm 11.16). Depois do exílio diz-se ter sido reorganizado por Esdras. Embora a origem precisa do Sinédrio permaneça obscura, normalmente argumenta-se que historicamente não se pode falar

propriament e d o Sinédri o até o período grego, i.e

o

período da dominação de Israel pelos ptolomeus

e

selêucidas. Existem algumas antecipações ou

prenuncios do Sinédrio no período imediatamente

seguinte ao exílio. E claro que o lugar dos anciãos em Israel sempre foi um lugar importante. No início da história de Israel os sacerdotes e juizes administravam a justiça em casos específicos (e.g. Dt 19.15ss.). Muit o ante s d o exílio, Josafá, rei de Judá (872-848 a.C.) é mencionado como tendo estabelecido um tribunal de justiça em Jerusalém, qu e consisti a d e "sacerdotes , e dos cabeças das famílias de Israel parajulgarem daparte do Senhor e decidirem as sentenças contestadas" (2Cr 19,8). Somente após o exílio a importância dos anciãos (e.g. Ed 5.5ss.;6.7s.; 10.8), assim como dos sacer- dotes e nobres (e.g. Ne 2.16; 5.7; 7.5) na liderança

e julgamento é prontamente evidente. Contudo,

apesa r d a reconhecid a similaridade, ainda não é

o Sinédrio do período do NT. A primeira menção explícita ao grupo de pessoas conhecido como o Sinédrio, em fontes

históricas é encontrada em Josefo (Am. XII, 138ss.), onde em seu relato sobre um decreto de Antíoco III (223-187 a.C.) é feita referência ao

YEpowí a ou

era composto de sacerdotes e anciãos sob a direção

"senado" dos judeus. Este "senado"

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do sumo sacerdote, sendo constituído como um grupo organizado preocupado não somente com questões judiciais, mas tendo a responsabilidade

mais plena de atuar como o corpo governante de toda a Palestina. Era a prática dos reis helénicos conceder um grande nível de liberdade às nações subordinadas, no governo de seus negócios in- ternos. Esta parece ter sido a realidade da nação judaica sob os ptolomeus e selêucid;is. O senado deste período também é mencionado nos livros dos Macabeus (e.g. lMacl2.6 ; 2Mo - 1.10; 4.44; cp. "os anciãos do povo", IMac 7.33). Durante

o período de independência, sob a dinastia dos

dos asmoneus, o poder do concilio foi um pouco reduzido, mas continuou a existir como um gru- po de pessoas. Os governos monát uicos deste período necessitavam do apoio da nobreza que compunha seus membros. Foi a ra iha Salomé Alexandra (76-67 a.C.) quem, à conselho de seu marido agonizante Alexandre Janeu, r ola primeira vez instalou um grande número de fariseus no Sinedrio, tornando os fariseus dom nantes num grupo que até então era constituído t> íalmente de saduceus (Josefo War, I. 5. 2). Após a ocupação romana de 63 C., o con- cilio continuou a existir sob a liderança do sumo sacerdote Hircano (II). Contudo, den!"o de poucos anos Gabino, o governador romano da Síria (57-55 a.C'.). reduziu grandemente o poder do concilio de Jerusalém, dividindo a terra em cinco "sinedrios"

(awéSpicx, Josefo Ant. XIV, 5, 4; cróvoSoi, Jo- sefo War I. 8. 5), ou concilios adn ' íistrativos. Desta forma, o supremo conselho tornou-se meramente um entre os cinco, e sua jurisdição regional diminuiu consideravelmen::. Contudo, esta limitação foi apenas temporária, pois sob a direção de César, Hircano foi novamente desig- nado "etnarca" e o concilio de Jerusalém ganhou novamente seu status, parecendo ter novamente autoridade sobre toda a terra. De fatc em 47 a.C. existe uma ocorrência notável de He; ides sendo convocado da Galiléia para comparecer diante do Sinedrio por ter executado um certo E -quias sem

a permissão da

3ss. Nesta passagem a palavra vigente awéôpio v ocorre pela primeira vez em fontes hislóricas com referência ao concilio de Jerusalém, ipós o que, contudo, este uso da palavra tornou-: comum). Por causa de Hircano , Herode s fo i absi Ivido dest e crime, para somente mais tarde após ter sido feito rei dos judeus — executar um vingança sanguinária, matando os membros de: te Sinédrio (Josefo Ant. XIV. 9. 4; é questionável se "todos" os membros deve ser tomado litera 1 mente; cp.

corte suprema. (José 1 Ant. XIV.

XV. 1. 2). O Sinédrio continuou a existir sob Herodes, mas foi preenchido com homens dóceis

e seu poder foi severamente limitado. Herodes

usou a corte para cumprir sua vontade, mas não permitiu a ela ou ao sumo sacerdote (Herodes

estava desqualificado para o oficio), interferir em seu reino. Com a morte de Herodes em 4 a.C., seu reino foi dividido entre seus três filhos, a parte mais importante (que incluía a Judéia e Samaría) foi para Arquelau, que governou como "etnarca". Apesar da súplica do povo a Augusto por governo mais autônomo (cp. Josefo Ant. XVII. 11. 2ss.),

o status e poder do Sinédrio não sofreu qualquer

mudança em particular. Contudo, em 6 d.C., quando a Judéia foi trans- formada numa província romana, foi concedido ao Sinédrio e a seu presidente, o sumo sacerdote, controle quase exclusivo dos negócios internos da nação, semelhante àquele que ele tinha sob os reis helénicos. O status sagrado de Jerusalém e seus arredores foi reconhecido pelos romanos e, enquanto a ordem pública foi mantida e a receita dos impostos disponível, eles estavam satisfeitos com as questões nacionais que estavam sob o controle do Sinédrio de Jerusalém. É durante o período dos procuradores romanos (6 — 66 d.C.) que o Sinédrio veio a possuir a maior jurisdição e poder de sua história, embora a autoridade judaica, no final das contas, sempre fosse responsável diante do governador romano. Josefo pôde falar do domínio da nação como tendo sido confiado aos sumo sacerdotes deste período (Ant. XX. 10). Este é o Sinédrio que encontramos nos docu- mentos do NT. E um grupo composto basicamente de membros da aristocracia (os principais sacer- dotes e os saduceus), que sob a liderança do sumo sacerdote exercem considerável autoridade judi- cial ao lidar com Jesus de Nazaré, de acordo com os evangelhos, e com seus discípulos, de acordo com o livro de Atos. Sua área de jurisdição parece também incluir em algum nível a Diáspora (teste- munho do pedido de Paulo, ao sumo sacerdote, de cartas para a sinagoga de Damasco, At 9.1 s.). Com a rebelião judaica, que começou em 66

d.C., entrou em vigor a lei marcial, e quando Jeru- salém finalmente caiu, em 70 d.C., o Sinédrio foi dissolvido permanentemente. A partir deste ponto

a Palestina foi governada somente pela administra- ção provincial romana ortodoxa. Parece que quase imediatamente um novo "Sinédrio" foi constituído em Jamnia. Este "Sinédrio", contudo, era nota- velmente diferente de seu predecessor visto que,

é desnecessário dizer, não tinha nenhum poder de

governo ou político, e se limitava exclusivamente

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SINÉDRIO

ao julgamento de questões religiosas. Apesar das

reivindicações rabínicas de que este "Sinédrio" era

a continuidade do Sinédrio dos períodos anteriores, é evidente que, por comparação, o novo Sinédrio era impotente. Enquanto o Sinédrio de Jerusalém, do período dos procuradores romanos, consistia em grande parte de homens da aristocracia lide- rados pelo sumo sacerdote, cujos decretos eram

obrigatórios sob penalidade de várias punições, o novo Sinédrio ou Beth Din (tribunal de justiça), como foi chamado, consistia exclusivamente de eruditos rabínicos sob um erudito-presidente, cujos decretos eram teóricos e tinham somente

a autoridade garantida pelo respeito voluntário à sabedoria erudita.

4. Composição. Embora a tradição rabí- nica reconheça somente um Sinédrio, composto inteiramente de escribas e fariseus eruditos,

sabe-se historicamente que por toda a sua história

o Sinédrio foi dominado por uma aristocracia

sacerdotal. E, para falar em termos das partes que

se desenvolveram durante os tempos asmoneus, a

nobreza quase sem exceção era constituída de sa- duceus. Os fariseus foram admitidos no Sinédrio, em números consideráveis, em duas conjunturas particulares em sua história: uma vez sob Salomé Alexandra (como notado acima) e outra sob Here-

des o Grande, que tomou esta medida para limitar mais eficazmente o poder da antiga nobreza que

se opunha a ele. De acordo com a Mishnah (San.

1.6), a membresia do Grande Sinédrio constava de setenta e um. isto parece refletir exatamente a situação anterior a queda de Jerusalém (Menciona-

se

também sinédrios locais e menores, compostos

de

vinte e três membros). Os tribunais, muito pro-

vavelmente, eram estruturados em números con- forme o tribunal dos setenta instituído por Moisés, de acordo com Números ll.lós. (Existem muitas indicações de que, entre os judeus, os concilios de setenta eram preferidos). O homem adicional era aparentemente o líder ou presidente do Sinédrio, o qual, de acordo com a evidência de Josefo e do NT, era o sumo sacerdote. A tradição rabínica, contudo, não associa o Grande Sinédrio ao sumo sacerdote. Em vez disso, atribui a liderança do concilio a um presidente (¡ral ou "príncipe") o qual era meramente um dos escribas do concilio. Era auxiliado por um vice-presidente (TtJTQDN ou "pai da casa de justiça) que também era um escriba. Isto quase certamente reflete a situação posterior ao ano 70 d.C., e é erradamente tomada como descrevendo acuradamente o Sinédrio do tempo de Cristo.

O ofíci o d o sum o sacerdot e era, certamente, he- reditário, embora em algumas ocasiões isto fosse alterado por conveniências políticas. Permanece obscuro como exatamente os outros membros do Sinédrio vinham a possuir o ofício. Uma conjectu-

ra plausível é que o grupo era auto-perpetuado no

sentido de eleger seus próprios membros. O oficio provavelmente era vitalício, mas novamente isto é

incerto. Os critérios para se tornar membro prova- velmente eram a idade e a riqueza, embora a Mish-

na h mencion e soment e um a necessidade —- que

o candidato fosse instruído na doutrina rabínica.

Particularment e no NT, encontram-se re-

petidas referências ao "principais sacerdotes"

(ápxiepelç) , o plural de "sumo

àpxtepeúç . Este grupo, que forma o principal componente do Sinédrio, consistia dos sumo sacerdotes precedentes, incluindo os membros das famílias sacerdotais mais importantes. Pro- vavelmente, próximo em prestígio a este grupo estava a nobreza, que semelhante à aristocracia sacerdotal, também eram de simpatizantes sadu-

ceus , e qu e provavelment e são mencionados sob

o título de "anciãos" (npF.apthepot). Um outro

grup o importante , um element o de crescente im-

portância no Sinédrio do séc. I a , é o dos "escribas" (ypa|j.[iai:eiç), os eruditos profissionais que erani especialistas nas questões da lei mosaica (por isso,

"doutore s d a lei") . O s escribas , em contraste os outros grupos, eram fariseus. Embora fossem uma minoria no Sinédrio, aparentemente gozavam

com

sacerdote",

d e consideráve l apoi o popular. Tanto é

não somente nada poderia ser realizado sem os fa- riseus mas, como Josefo indicou, os saduceus fre-

assim, que

qüentemente concordavam com eles somente para serem tolerados pelas massas {Ant. XV11I. 1. 4).

5. Sessão . O Sinédrio, assim como outros

tribunais locais, de acordo com a Mishnah, quase certamente era proibido de reunir-se no sábado ou em dias de festas. Se, em circunstâncias extremas, ele poderia se reunir legalmente num dia de festa,

como fez no julgamento de Jesus, não é sabido, mas parece improvável. Em casos envolvendo punição capital, a sentença não poderia ser legal- mente proferida até o dia seguinte ao julgamento e, portanto, tais julgamentos também eram proi- bidos na véspera do sábado ou de um dia de festa (San 4.1). Casos envolvendo potencial punição capital eram, de forma semelhante, impedidos

d

e acontece r à noit e (Sa n 4.1) . D e acordo com

o

Tosefta (San 7.1), as horas de reunião em dias

regulare s iam da hor a do sacrifício matutino até o

sacrifício da noite.

 

SINEDRIO

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Há algum desacordo com relação a onde o

as decisões da suprema corte, não estavam sob

Sinédrio realizava suas reuniões. De acordo com

nenhuma coação para agir assim.

a

Mishnah ele reunia-se nos arredores do Templo,

Uma das questões mais incômodas com respei-

ao sul do átrio do Templo, no que er? chamad o

to

ao Sinédrio era se os romanos haviam concedido

"ACâmara da Pedra Lavrada" (Mid 5.4). Josefo,

o

poder de punição capital ou não. Existe uma

contudo, parece situar o local da reunião do Siné- drio (Po-oX.fi, ou povX.EOTtjpiov) em dois lugares diferentes (cp. War V. 4. 2; VI. 6. 3), mas isto tem sido explicado como referindo-se ao lugares de reunião posteriores. O NT tem o Sinédrio reunido no paiácio do sumo sacerdote para ojul gamento de Jesus, mas as circunstâncias são excessivamente inegulares (a reunião a noite era ilegal, e não poderia acontecer nos arredores do Templo que estaria trancado), e não pode ser tomado como normativo em qualquer sentido. A Mishnah nos fornece informação adicional

a respeito das reuniões do Sinédrio. E dito que os membros sentavam-se num semicírculo para que todos pudessem ver um ao outro, enquanto que na frente deles, à direita e à esquerda, ficavam dois escribas, os quais mantinham um registro escrito do testemunho para absolvição ou convencimento (San 4.3). Estavam também presentes três fileiras de "discípulos dos sábios" dentre os quais po- diam ser nomeados juizes adicionais, enquanto um membro da congregação seria escolhido para preencher a lacuna deixada entre o -. discípulos

quantidade

dos Sábios (San 4.4). Um a grande

de informações adicionais sobre o verdadeiro processo de justiça (e.g. casos capitais tinham que começar com as razões para a absolvição, e

embora o testemunho em tais casos poderia ser unânime para absolvição, não poderia ser unânime para a condenação alguém tinha que defender

o acusado, San 4.1) está disponível tia Mishnah,

mas a questão se tais informaçõe s p< >dem ou nã o ser aceitas como exatas para o períod o de nosso interesse permanece crucial.

6. Competência. O Sinédrio certamente tinha o controle total sobre as questões religiosas da nação, como a Mishnah indica. A s iprema corte era a autoridade suprem a na interpretaçã o da lei mosaica e, quando mediava em questões disputa- das em tribunais inferiores, seu verei' icto era final. Além disso, o Sinédrio também administrava os negócios civis e tratava de alguns casos criminais sob a autoridade do procurador romano . Os ro- manos estavam bastante satisfeitos em deixar as nações subordinadas cuidar dos negócios internos, mas certamente havia sempre limites. E.g., teriam reservado o direito de intervir à vont ide e, embora seja provável que geralmente conci "dassem com

grande quantidade de evidência que parece indicar que o Sinédrio possuía o direito de levar à juízo casos capitais e de executar a punição capital. Na

Mishnah são dados regulamentos para diferentes tipos de execução. (Quatro tipos de punição capital que podiam ser infligidos pelo tribunal são enume- rados em San 7.1). Além disso, existe referência à queima de uma filha de um sacerdote por adultério,

o que ocorreu provavelmente antes da queda de

Jerusalém. Registros posteriores de execuções reais são encontrados em Josefo (Ant. XX. 9. 1), que fornece um relato sobre o julgamento do Sinédrio e do apedrejamento de Tiago, irmão de Jesus, bem como de muitos outros cristãos. Foram descobertas pelos arqueólogos evidências docu- mentárias que provam que gentios (até mesmo cidadãos romanos) podiam ser condenados a morte pelas autoridades judaicas, por ultrapassarem as áreas restritas do recinto do Templo. No próprio NT há o relato do julgamento e do apedrejamento de Estevão pelo Sinédrio (At 6.9-8.1).

Embora esta evidência seja de peso, não é necessariamente conclusiva. Os regulamentos na Mishnah, muito provavelmente, descrevem a situação após a "re-constituição" do Sinédrio era Jamnia. A execução da filha do sacerdote mencio- nada na Mishnah pode ser prontamente explicada se ela ocorreu durante o reino de Herodes Agripa! (que governou como rei sobre toda a Palestina) nos anos 41-44 d.C., quando houve uma interrupção temporária no sistema de governo de procuradoria na Palestina. Sabe-se que o apedrejamento de Tia- go aconteceu exatamente neste intervalo entre os procuradores romanos. As execuções ainda eram ilegais, e Agripa rapidamente removeu o sumo sacerdote responsável (Anás II, ou Ananus) do ofício (Josefo Ant. XX. 9. 1). E também durante este período que o assassinato de Tiago, filho de Zebedeu aconteceu, isto pelas mãos de Agripa (At 12.1ss.). O direito da punição capital sobre os transgressores dos lugares sagrados do Templo certamente deve ser considerado como um privi- légio extraordinário, concedido pelos romanos meramente por causa da conveniência. Seria im-

prudente extrapolar isto e alegar que por esta razão

o Sinédrio possuiria também o direito da punição

capital em outros assuntos, pelo menos sobre seu próprio povo, os judeus. O apedrejamento de Es- tevão ocorreu após o julgamento ante o Sinédrio

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SINÉDRIO

sob a acusação de blasfêmia. (Nisto repousa um outro problema em que tecnicamente Estevão não era culpado de blasfêmia, já que não pronunciou o Nome inefável, e assim deveria, no máximo, ter recebido quarenta açoites menos um). Contudo, a execução traz as marcas da ação precipitada por parte de uma turba enfurecida. Por um lado, se foi uma ação cuidadosamente deliberada do Sinédrio, não é difícil acreditar que ocasionalmente a autori- dade judaica praticava uma ilegalidade, a qual para os romanos não era muito importante, e que desta forma era convenientemente negligenciada. Os dados do NT apontam claramente para a conclusão de que o Sinédrio não possuía o poder da punição capital. Jesus parece ter sido entregue aos romanos porque o crime do qual alegavam ser culpado era considerado como merecedor de punição capital. De qualquer forma, a afirmação de João 18.31, feita pelos judeus a Pilatos é sem dúvida: "A nós não nos é lícito matar ninguém". Notavelmente, existe uma parte da evidência talmúdica que apóia esta afirmação. No Talmude de Jerusalém (San 1.1; 7.2), é dito que o direito da punição capital foi tomado de Israel quarenta anos antes da destruição do Templo. O número

quarenta anos antes da destruição do Templo. O número Uma concepção artística sobre uma audiência diante

Uma concepção artística sobre uma audiência diante do Sinédrio. © S.RF.

quarenta redondo, muito provavelmente preten- de tornar conhecido o período de procuradoria

romana (precisamente, 6-66 d.C.). Tudo isto se

encaixa com o que é conhecido dos costumes romanos no governo das províncias. A punição capital era quase sempre exercida pelo governa- do r com o su a própri a prerrogativ a pessoal. Era de vez em quando concedida às cidades livres n o Império , ma s dificilment e poderia esperar que fosse concedida a uma cidade como Jerusalém, ou a uma nação tão infamemente incontrolável como a Judéia.

7. O Sinédri o n o NT. A ação do Sinédrio

no N T confirma o quadro aqui apresentado. 0 Sinédrio talve z sej a mais eminente no seu papel

n o julgament o d e Jesu s no s evangelhos . Sem entrar nas complexidades do julgamento em si. pode ser dito o seguinte. O Sinédrio tinha todo

o direito de processar Jesus por supostos crimes

das

religioso s o u civis . D o qu e pod e ser juntado

narrativa s d o Evangelh o

(Mt 26; Mc 14; Lc 22:

Jo 19), o Sinédrio, mais do que ser um veículo para o cumprimento da justiça para o qual o modelo rabínico na Mishnah é exemplar — aqui

tornou-se culpado de uma caricatura vulgar de justiça. O tempo e a natureza de suas reuniões, a maneira pela qual o "julgamento" foi conduzido, seu estranho resultado — tudo aponta para o desejo intencional das autoridades judaicas de matar a Jesus. Aqui temos um grupo de homens

desesperado s que , embor a tentand o manter

uma

demonstraçã o d e decênci a e , pel o menos

uma

semelhanç a de "legalidade" , toma medidas que só podem ser consideradas como muito desesperadas. Muito antes da prisão e julgamento de Jesus eles tinham determinado matá-lo (Mt 12.14; Mc 3.6:

Jo 11.53). Foi somente uma questão de como fazer isto, e sob que acusações entregá-lo aos romanos para a pena capital, que eles próprios não poderiam administrar legalmente. Finalmente, encontraram isto na acusação política de sedição. E m Ato s do s Apóstolos , o Sinédrio de vez em quando comporta-se mais como se deveria espera r qu e este concili o agisse. Os apóstolos são trazido s diant e d o tribuna l e admoestado s a nüo continuar excitando o povo com sua mensagem (4.5-22; 5.17-42). A certa altura, quando alguns membros do concilio desejavam matá-los (5.33), um fariseu do concilio, o famoso rabino Gamaliel, fez uma eloqüente súplica por justiça (5.33ss.). Semelhantemente, quando Paulo foi acusado diante do Sinédrio, ele foi capaz (com alguma habilidad e e conhecimento ) de extrair apoio dos

SINETE

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fariseus do concilio, os quais declararam: "Não achamos neste homem mal algum" (A t 23.9). N o apêdrejamento de Estevão, contudo, o tribunal não agiu bem, sendo culpado de uma ilegalidade, assim como de um ato impetuoso. Resta pouca dúvida de que o Sinédrio em

sua totalidade incluísse alguns homens notáveis. Além de Gamaliel, já mencionado, o concilio incluía José de Arimatéia, que secretamente era discípulo de Jesus (Jo 19.38), e Nicodemos que também foi atraído a Jesus. O último demons- trou uma preocupação genuína por justiça nas intenções do alto concilio com respeito a Jesus, quando disse para seus companheiros: "Acaso a

julga um homem, sem primeir o ouvi-l o

e saber o que ele fez?" (Jo 7.51). Pode-se somente supor que no fiasco, que serviu como julgamen- to de Jesus, estes mais honrados membros do Sinédrio não estavam presentes nas reuniões clandestinas, ou que não temos registro de seus protestos. Ocasionalmente tem sido sugerido que Sanio de Tarso era membro do Sinédrio antes de sua conversão. Atos 8.1 e 26.10 não querem dizer necessariamente que Saulo votou como um membro do concilio. O que provavelmente se quis dizer é que ele deu seu assentimento e> rra-oficial, pois é virtualmente impossível que Saulo, em sua mocidade, pudesse ter sido membro do augusto concilio de anciãos.

nossa lei

BIBLIOGRAFIA. Fontes primárias siém do NT incluem: Josephus, Loeb Classical Library 9 volumes,

orgs. H. St. J. Thackeray, R. Marcus, A. Wil gren (1926-

1963); The Mishnah (trad. H. Danby) tratado Sanhedrin, 382-400.

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195: J. Z. Lauterbach, "Sanhedrin", JE XI (1905), 41-46; Dímhy, "The Bearing of the Rabbinical Criminal Code

XXI

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D .

A .

HAGN E

SINETE. A trad. de quatro palavras diferentes usadas no AT.

1. (nrin, nmn), selo ou anel de sinete. Este

termo é usado pela primeira vez em conexão com o comportamento de Judá com sua nora, Tamar,

corno se fosse uma prostituta (Gn 38.18). Ele deu

a ela seu anrt para garantir pagamento por deitar- se com ela em relação sexual. Era claramente de grande valor para ele e para ela em termos de identificação.

A raiz da palavra significa "selar" ou "afixar

um selo."

A mesma palavra é traduzida como "sinete"

em Êxodo 28.11,21,36, e também 39.6,14,30, em relação com a gravação nas pedras dos nomes dos filhos de Israel. Estas pedras deveriam ser usadas nos ombros de Arão. O mesmo tipo de gravação também deveria ser usada na placa de ouro usado no turbante de Arão. Há também a palavra hebraica traduzida como "anel de selo" em Jeremias 22.24. O contexto mostra que é um anel precioso e altamente esti- mado. Semelhantemente em Ageu 2.23, o "anel de selar" é comparado a um altamente estimado

e preferido. Pode se concluir que o nnn era de grande valor ao nome e reputação do dono. A RSV e a ARA também traduzem o participio do verbo ann uma vez como o nome "sinete" em Ezequiel 28.12.

O termo nmn é encontrado várias vezes tradu-

zido também como "selo" (IRs 21.8; Jó 38.14; 41.15; Ct 8.6).

2. nnnn, aparato que sela, uma tradução no

contexto de Gênesis 38.25. E sinônimo de (ann)

do v.

18 {veja acima).

3.

Npty, a palavra aramaica que significa anel

de sinete. E encontrada somente em Daniel 6.17.

Este anel é usado para selar a pedra posta sobre a cova dos leões onde Daniel foi jogado por ordem do rei Dário.

4. Em acréscimo à acima, a RSV e a ARA

traduzem a palavra nina, a palavra para um anel comum, como "sinete" em Gênesis 41.42 (aquele anel dado por Faraó a José para estabelecer a au- toridade do ultimo; cp. também 3.10 e 8.2). Em Números 31.50 refere-se a uma das jóias dadas pelos israelitas para honrar Deus. Estes anéis enfeitados com jóias foram posteriormente utili-