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PARA ALÉM DO CAPITAL - CAPÍTULO 5

A ATIVAÇÃO DOS LIMITES ABSOLUTOS DO CAPITAL

Todo sistema de reprodução sociometabólica tem seus limites intrínsecos ou absolutos, que não podem ser transcendidos sem que o modo de controle prevalecente mude para um modo qualitativamente diferente. Quando esses limites são alcançados no desenvolvimento histórico, é forçoso transformar os parâmetros estruturais da ordem estabelecida — em outras palavras, as premissas ob!etivas de sua pr"tica — que normalmente circunscrevem a mar#em #lobal de a!uste das pr"ticas reprodutivas vi"veis sob as circunstâncias e$istentes. %sto si#nifica su!eitar a um escrutínio fundamental nada menos do que os princípios orientadores mais essenciais, historicamente dados de uma sociedade, e seus corol"rios instrumentais&institucionais, pois, sob as circunstâncias da mudança radical inevit"vel, eles dei$am de ser os pressupostos v"lidos e o quadro estrutural aparentemente insuper"vel de toda a verdadeira crítica teórica e pr"tica, e transformam&se em restriç'es absolutamen te paralisantes. (m princípio, a crítica pr"tica transformadora não deveria constituir um problema impeditivo nem mesmo em nosso período histórico, independente do alcance e da comple$idade dos a!ustes necess"rios. )final de contas, para os seres humanos, é essencial asse#urar o domínio da sociedade sobre a rique*a no senti do potencialmente universali*"vel e abran#ente de sua economia, preocupada com a economia da vida e a relação adequada entre o esforço investido e a reali*ação. (ntretanto, o problema é que essa meta não poderia ser mais claramente contradi & tória em relação ao domínio da rique*a sobre a sociedade prevalecente no sistema do capital. (ste é imposto sobre os indivíduos sociais em nome do sentido altamente seletivo+e$clusivo ,e tendenciosamente perverso- de uma economia e$tremamente problem"tica, voltada para o benefício da minoria dominante, apesar de seu #ritante desperdício. )ssim, o ar#umento tantas ve*es apresentado da insuper"vel comple$idade & de .a$ /eber a 0a1e2 e seus atuais se#uidores & só é usado para emprestar uma apar3ncia de !ustificativa racional 4 perman3ncia ab soluta de uma ordem socioecon5mica insustent"vel. )ssim, o si#nificado dado 4 comple$idade por todos os que escondem atr"s dessa idéia suas verdadeiras preocupaç'es e interesses não resulta de que a instituição das indispens"veis mudanças qualitativas se!a difícil e e$i!a dedicados esforços combinados de todos, mas porque entrar num empreendimento desse #3nero não deveria sequer ser contemplado, e muito menos tentado, na pr"tica. )inda assim, a verdade é que as proclamadas comple$idades insuper"veis que ho!e se t3m de enfrentar não sur#em a partir de e$i#3ncias apriorísticas de al#uma ordem econ5mica ampliada , mas das premissas estruturais problem"ticas do próprio sistema de capital. 6recisamente porque esse sistema de controle sociometabólico é estruturado de maneira mutuamente antagônica ,das menores células ou microcosmos que o constituem 4s mais abran#entes unidades #lobais de intercâmbio econ5mico e político-, as verdadeiras premissas de seu modo de fun & cionamento contínuo devem ser or#ani*adas de modo que #arantam a subordinação permanente do trabalho ao capital. Qualquer tentativa de modificar esta subordinação estrutural deve ser tratada como tabu absoluto & daí a evidente comprovação de comple$idade insuper"vel . Quanto mais mudam as próprias circunstâncias históricas, apontando na direção de uma mudança necess"ria das contraditórias e cada ve* mais devastadoras premissas estruturais irracionais do sistema do capital, mais cate#oricamente os imperativos de funcionamento devem ser

reforçados e mais estreitas devem ser as mar#ens dos a!ustes aceit"veis. 7 por isso que, nas 8ltimas décadas, a m"$ima de que não há alternativa aos ditames materiais prevalecentes se tornou o a$ioma indiscutível do sistema do capital pelo mundo afora. ) manutenção da estabilidade de um sistema eri#ido sobre toda uma série de anta#onismos estruturais e$plosivos é al#o absolutamente impens"vel sem a superposição de camadas artificiais de comple$idade, cu!a função essencial é a perpetuação da ordem dominante e o retardamento do momento da verdade . 9ão obstante, como a ativação dos limites absolutos do capital, enquanto sistema de reprodução plausível, sur#iu em nosso hori*onte histórico, !" não se poder" evitar por muito mais tempo o enfrentamento da questão de como superar os pressupostos estruturais destrutivos do modo estabelecido de controle sociometabólico. (videntemente, os interesses profundamente enrai*ados do capital e de suas personificaç'es militam contra todas as idéias sérias sobre essa questão. : capital não pode funcionar sem fa*er respeitar com maior firme*a do que nunca ,até de maneira autorit"ria, se preciso for- as premissas e os anta#onismos estruturais de sua pr"tica. 9ão fosse por isso, a avaliação racional dos riscos históricos que se apresentam para as condiç'es da própria sobreviv3ncia humana seria de #rande a!uda para fa*er a balança pender em favor das mudanças necess"rias. (ntretanto, quando as premissas fundamentais do partido materialmente dominante estão em !o#o, ar#umentos racionais são impotentes para superar a hostilidade 4 mudança. )s racionali*aç'es de comple$idade insuper"vel e seus corol"rios reveladores, escorados pela pot3ncia material da ordem estabelecida, não podem ser convincen & temente contra&atacadas nem mesmo pelos melhores ar#umentos racionais, a menos que estes também este!am plenamente apoiados por uma força material alternativa com viabilidade na pr"tica & uma força capa* de colocar seus novos princípios orientadores e suas instituiç'es or#ani*adoras e produtivas no lu#ar das premissas pr"ticas dominantes da ordem social dada, que todos os dias demonstram seu anacronismo histórico por meio do recurso, cada ve* mais intolerante, ao não h" alternativa utili*ado pelas personificaç'es do capital. 6or isso é revelador que em nossos dias até os limitados ór#ãos defensivos do movimento oper"rio — seus sindicatos e os partidos parlamentaristas tradicionais & tornem&se totalmente impotentes; quer pela inte#ração dos altos escal'es de sua liderança aos quadros de um consenso perverso, quer pela mobili*ação aberta dos artifícios le#ais de opressão e da força material repressiva do (stado democr"tico contra as atividades anteriormente toleradas do trabalho or#ani*ado. )ssim, dadas as opressivas premissas estruturais do sistema do capital, o pro!eto socialista mar$ista não poderia confinar&se a uma demonstração teórica da necessidade da busca de um rumo racionalmente sustent"vel na reprodução sociometabólica. 9ão pode fa*3&lo apesar de, em termos históricos, o aspecto mais importante da proposta do socialismo ser o de tornar possível & pela eliminação dos anta#onismos de classe e a influ3ncia decisiva dos interesses criados insepar"veis da estrutura anta#5nica do sistema do capital & a periódica introdução racional, sem dificuldades, de inevit"veis mudanças estruturais no desenvolvimento social, como seria de esperar, por indivíduos com completa autoridade para e$ercer o controle sobre as atividades de suas vidas. ) demonstração teórica do curso racional da ação cooperativa completa ,ou se!a< socialista+comunit"ria- e$i#ida para a reali*ação deste ob!etivo deveria ser complementada pela articulação material de sua verdade. 6or isso, .ar$ teve de insistir em que =a arma da crítica não pode substituir a crítica pelas armas, a força material deve ser derrubada pela força material... não basta o pensamento esforçar-se por sua realização, a própria realidade deve esforçar-se para chegar ao pensamento”>. )o mesmo tempo, ele também indicava a saída para o dilema implícito dessa visão, ressaltando que =a teoria também se torna uma força material quando a#arra as massas. ... ) teoria pode ser reali*ada num povo apenas na medida em que se a a realização das necessidades desse povo” ?. ) apresentação desses critérios tornou o discurso socialista duplamente difícil, embora ele se!a realista na avaliação #lobal do que pode ser feito; por um lado, deveria demonstrar com ri#or científico a validade de sua arma da crítica racional, levando em conta toda a força de seu advers"rio, tanto em termos #erais e teóricos como nos históricos e pr"ticos. 6or outro lado, ao contr"rio até das concepç'es dos mais nobres socialistas utópicos & para

quem a história futura h" de se resolver na propa#anda e na reali*ação de seus planos sociais, ... pois, uma ve* entendido o seu sistema, como as pessoas dei$ariam de ver nele o melhor plano para o melhor estado da sociedade@ —, sua posição dependia da capacidade ou incapacidade da teoria socialista radical de a#arrar as massas e de reali*"&lo e não de ter inventado o melhor plano para o melhor estado da sociedade . .ar$ sabia muito bem que isto não poderia acontecer, porque todas as verdadeiras reali*aç'es tra*iam consi#o as sementes de sua necess"ria superação futura. ( também sabia que o sucesso permanente do pro!eto socialista só poderia ser visado se as aspiraç'es nele e$pressas correspondessem 4s necessidades reais das pessoas. )pesar dos defeitos da esquerda histórica, e mais do que nunca precisamente por causa deles, os critérios do sucesso historicamente sustent"vel que .ar$ apresentou !não basta o pensamento esforçar-se por sua realização, a própria realidade deve esforçar-se para chegar ao pensamento porque a teoria pode ser realizada num povo apenas na medida em que se a a realização das necessidades desse povo" continuam v"lidos no que di* respeito 4 estraté#ia a se#uir e também para uma boa avaliação das falhas do passado. Aom relação a este 8ltimo critério, é óbvio que as mudanças sociais impostas em nome do pro!eto socialista & especialmente sob o slogan do socialismo num 8nico país & estavam tra#icamente distantes da reali*ação das necessidades do povo . )té mesmo o pro!eto socialista mar$iano teve de sofrer as restriç'es de sua época. ) crise do capital percebida por .ar$ em meados do século B%B no cantinho europeu do mundo por muito tempo não foi uma crise #eral. )o contr"rio, a continuação da ascend3ncia histórica da ordem bur#uesa no terreno bem mais amplo do resto do mundo dissolveu durante todo um período histórico até mesmo a relativamente limitada crise européia. (m conseqC3ncia, o próprio movimento socialista inicialmente articulado por .ar$ e seus camaradas intelectuais e políticos foi fatalmente prematuro. #o momento de sua concepção, a teoria mar$ista lutou como pôde para se realizar, mas a própria realidade se recusou a lutar ao seu lado, da maneira esperada e estipulada por seu autor. 0o!e, a situação é radicalmente diferente e che#a a ser diametralmente oposta ao que foi enquanto .ar$ vivia. (mbora o aprofundamento da crise estrutural do capital si#nifique que a realidade est" começando a se movimentar em direção ao pensamento , parece que em consequ3ncia das derrotas e falhas do movimento socialista ,em especial, no passado recente-, o próprio pensamento — e as indispens"veis forças materiais e or#ani*acionais, sem as quais nem o mais v"lido pensamento tem condiç'es de a#arrar as massas e tornar&se uma força material efica* &se recusa a caminhar na direção da realidade e lutar por sua própria reali*ação . 9esse meio tempo, as necessidades das pessoas continuam frustradas e ne#adas, como sempre. )pesar das #randes derrotas do passado, a questão decisiva é o fato de que o final da ascend3ncia histórica do capital em nossa época — seu domínio a#ora se estende aos bols'es mais distantes e anteriormente isolados do planeta — ativou os limites absolutos deste sistema de controle sociometabólico. Aom o relacionamento do modo de reprodução social do capital 4 causalidade e ao tempo, o que foi discutido no início do capítulo D, a mar#em de deslocamento das contradiç'es do sistema se torna cada ve* mais estreita e suas pretens'es ao inquestion"vel status de causa sui, visivelmente absurdas. %sso ocorre, porém, a despeito do poder destrutivo, outrora inima#in"vel, que ora se encontra 4 disposição de suas personificaç'es, poder este capa* de atin#ir a humanidade inteira. (ssa que parece ser a sua tend3ncia, com certe*a, não ser" seletiva no sentido de destruir somente o seu anta#onista histórico, mas inclusive o seu sistema de controle. (mbora tenhamos de estar conscientes da ativação dos limites absolutos do capital para permanecer alertas em relação a suas implicaç'es destrutivas, é também necess"rio introdu*ir aqui al#umas ressalvas, a fim de evitar possíveis mal&entendidos e ilus'es de falso otimismo com relação 4 saída da crise. (m primeiro lu#ar, deve&se enfati*ar que a e$pressão limites absolutos não implica al#o absolutamente impossível de ser transcendido, como os apolo#istas da ordem econ5mica ampliada dominante tentam nos fa*er crer para nos submeter 4 m"$ima do não h" alternativa . (sses limites são absolutos apenas para o sistema do

AonseqCentemente. ainda que isto si#nifique su!eitar quaisquer dissens'es potenciais a restriç'es autorit"rias e$tremas. e muito menos ade quadamente resolvidas dentro de tais limites. Aom as recentes medidas le#islativas que !" apontam nessa direção. procurando ampliar a mar#em de manobra do sistema do capital em seus próprios limites estruturais. 6ara tomarmos um e$emplo evidente. os defensores do sistema do capital apresentem todo tipo de alternativas falsas. Ee qualquer forma. recomendam esta solução sem submeter a uma crítica séria o próprio sistema . seu irrestrito dinamismo inicial tenha&se voltado contra as condiç'es elementares da sobreviv3ncia humana.a!ustada aos limites estruturais do sistema #lobal do capital-. o desafio histórico absoluto que resultou das perversas contin& #3ncias e contradiç'es do sistema do capital constitui parado$almente a medida da plausibilidade de qualquer alternativa sociometabólica 4 ordem dominante. esses problemas sur#iram com a ativação dos limites absolutos do capital e não podem ser devidamente superados nem se pode esperar que sua #ravidade dei$e de e$istir como por encanto. )o contr"rio. durante o desenvolvimento histórico. com a ativação dos limites absolutos do capital. nem por qualquer alternativa a ele. pelo dinamismo de sua irrefreabilidade. 9o passado. Eiante do fato de que a mais problem"tica das contradiç'es #erais do sistema do capital é a e$istente entre a impossibilidade de impor restriç'es internas a seus constituintes econ5micos e a necessidade atualmente inevit"vel de introdu*ir #randes restriç'es. %#ualmente. diri#iu&se para a satisfação potencial das necessidades e aspiraç'es humanas. deve ser investida na dimensão política do sistema.capital. dessa forma. 9aturalmente. como as fundamentaç'es causais respons"veis pela ativação dos limites absolutos desse modo de controle não podem ser discutidas. 9o entanto. o capital asse#urou imenso avanço produtivo e. ) capacidade de enfrentar. ho!e deplorados até pelos capitães de ind8stria . a correção de al#uns dos problemas mais e$plosivos do espinhoso processo sociometabólico tende a ser procurada de outras formas. nas circunstâncias marcadas pela ativação dos limites absolutos do capital. (ntretanto.o que é bem menos tranqCili*ador-. devido 4s determinaç'es mais profundas de seu modo de controle sociometabólico. )o contr"rio. ) intrat"vel contradição entre a irrefreabilidade do capital e a ho!e historicamente inevit"vel necessidade de restriç'es b"sicas esclarece um #rande problema futuro. qualquer esperança de encontrar uma saída desse círculo vicioso. não si#nifica que a causa positiva do avanço produtivo constante — necess"ria precondição para reali*ar as le#ítimas aspiraç'es humanas — possa ser deliberadamente abandonada. o que torna os problemas especialmente #raves é o fato de que as quest'es de lon#o alcance que a humanidade enfrenta na fase atual do desenvolvimento histórico não podem ser evitadas pelo sistema do capital dominante. estendendo&se ao e$tremo as formas e os mecanismos do intercâmbio reprodutivo no plano de seus efeitos limitadores. é preciso fa*er a ressalva de que não devemos ima#inar que o incans"vel impulso do capital de transcender seus limites deter&se&" de repente com a percepção racional de que a#ora o sistema atin#iu seus limites absolutos. apesar de seu car"ter evidentemente autorit"rio e de sua destrutividade. o mais prov"vel é que se tente tudo para lidar com as contradiç'es que se intensificam. não pode haver d8vida de que o pleno poder do (stado ser" ativado para atender 4 meta de encerrar esse círculo vicioso do capital. de maneira sustent"vel. eles permanecem como e$i#3ncia inadi"vel de ação corretiva abran#ente dos diversos processos de reprodução da humanidade. (sta correção ocorrer" por meio da manipulação dos obst"culos encontrados. vai depender da capacidade ou incapacidade da classe trabalhadora de rearticular o movimento socialista como empreendimento verdadeiramente internacional. é compreensível que. não pode haver d8vida de que o sucesso ou não desta ação corretiva . os que defendem as medidas corretivas reunidas sob a bandeira dos Fimites do Arescimento 4 ar#umentam que a busca do desenvolvimento deveria ser abandonada em prol de um fictício equilíbrio #lobal em que população e capital são essencialmente est"veis . sob as condiç'es críticas atuais. por incerte*as do momento histórico. (m se#undo lu#ar . : fato de que. )pesar disso. enquanto o círculo vicioso da presente contin#3ncia histórica do capital não for definitivamente consi#nado ao passado. a luta para superar os ameaçadores limites absolutos do sistema do capital tende a determinar os planos históricos no futuro previsível.

mas também no que di* respeito 4 poluição química de todo tipo. que. Aomo tais. como a hipócrita preocupação dos círculos oficiais com o buraco do o*5nio .socioecon5mico culpado de produ*ir os sintomas qui$otescamente criticados por eles GH.tanto armamentos como usinas de ener#ia-. portanto. (ntretanto. sem levar em conta as conseqC3ncias imediatas e futuras. em ve* de continuar e$cluindo a avassaladora maioria dos seres humanos dos frutos do avanço produtivo. elas demonstram ser insuper"veis precisamente porque. deslocam necessariamente as forças preponderantes do sistema #lobal do capital .? não se restrin#em 4s quest'es ambientais apre#oadas em altos brados. em ve* de por intermédio da fetichista maneira quantitativa de tratar dos problemas do desenvolvimento utili*ada pelo sistema do capital I uma redefinição qualitativa que abran#esse toda a humanidade em termos de substantiva i#ualdade. Aomo veremos. as medidas corretivas contempladas em #randes encontros festivos — como a reunião de >PP? no Qio de Raneiro — acabam em malo#roS . as que e$istem entre .a divisão internacional do trabalho. a condenacão literal 4 fome de incont"veis milh'es de pessoas pelo mundo afora é acompanhada das absurdas políticas a#rícolas comuns protecionistas.ao veneno que se acumula em todos os campos em detrimento das muitas #eraç'es futuras< e isso. em con!unto. Aausalidade e tempo devem ser tratados como brinquedos dos interesses capitalistas dominantes. mas convenientemente limitadas. ao contr"rio da falsa dicotomia crescer ou não crescer . por meio de uma boa redefinição qualitativa do si#nificado do avanço produtivo. como aconteceu durante o lon#o período de ascend3ncia histórica do capital. pois estão subordinadas 4 perpetuação de relaç'es de poder e interesses #lobais estabelecidos.que traria r"pidos ne#ócios e lucros ma$imi*ados a al#umas companhias transnacionais da química. como a %A% in#lesa. 9o entanto. )lém do mais. e da fanfarra com que são saudadas suas conclus'es circulares a partir de premissas arbitr"rias. ininterrupta e crescente. basicamente os (stados Mnidos. Ea mesma forma. Fon#e disso.a crescente socialização do processo de trabalho e a apropriação discriminatória e preferencial de seus produtos . não importando a #ravidade dos riscos implícitos. o anta#onismo estrutural inconcili"vel entre o capital #lobal & irrestritamente transnacional em sua tend3ncia ob!etiva — e os (stados nacionais necessariamente repressores é insepar"vel de . elas abran#em todos os aspectos vitais das condiç'es da reprodução sociometabólica & desde a alocação perdul"ria de recursos . )ssim.para a dominação hegemônica. pela promoção da alternativa Nami#a do o*5nioN ao condenado AOA -.tr3s contradiç'es fundamentais.pelo menos. cada uma delas é o centro de um con!unto de #randes contradiç'es.monopólio e competição% .?.J.no período posterior 4 Ke#unda Luerra . : futuro est" implac"vel e irresponsavelmente confinado ao hori*onte muito . Aontudo.renov"veis ou não&renov"veis. criadas para asse#urar o lucrativo desperdício institucionali*ado. o desafio histórico de ter de lutar contra as catastróficas implicaç'es dos limites absolutos do capital consiste !ustamente na necessidade de encontrar soluç'es vi"veis para cada uma das contradiç'es nele manifestas.undial. e o impulso irreprimível para o desenvolvimento desi#ual. )ssim. apesar da dili#3ncia com que este espírito é aplicado. com refer3ncia 4 produção a#rícola. inclusive a da a#ricultura.l. )s quatro quest'es escolhidas para a discussão que vem a se#uir não representam características isoladas. toda a preocupação com a i#ualdade tem sido caracteristicamente descartada como a palavra va*ia da i#ualdade pelo inspirador dos modelos pseudocientíficos em computador que permeiam o tipo de literatura de Fimites para o crescimento. os problemas a ser discutidos na seção G. apresentadas sob o simulacro de uma sólida quantificação erudita. não apenas sob a forma do irrespons"vel le#ado at5mico para o futuro . Qualquer tentativa de tratar dos problemas relutantemente admitidos deve ser empreendida sob o peso proibitivo de leis fundamentais e anta#onismos estruturais do sistema. nenhum insulto e nenhuma dema#o#ia desse #3nero pode desviar a atenção das #raves quest'es tra*idas 4 baila pela crise estrutural do sistema do capital.por v"rias personificaç'es do capital & de capitalistas privados 4s autoeterni*adoras burocracias coletivas-< e . intensificam imensamente a força desinte#radora de cada uma e a influ3ncia #lobal desses con!untos particulares tomados em seu todo.

)ssim. Eesta forma. que no início parecia ter um campo limitado. o movimento não pode ser apa*i#uado por concess'es formais+le#ais. mais tarde ainda.que mais tarde teve de esva*iar e. )ssim. o movimento feminista. ou até mais. i#ualdade e fraternidade em outros tempos não foram palavras va*ias ou al#uma espécie de embuste cínico usados para desviar a atenção do advers"rio real. tanto com o direito de voto parlamentar como com o #rotescamente divul#ado privilé#io da abertura da Tolsa de Ualores a mulheres representativas da bur#uesia. é inevit"vel que o desafio da emancipação das mulheres relembre as dolorosas per#untas sobre onde se perderam as aspiraç'es outrora sinceras de emancipação do ser humano e & 4 lu* do fato de que as e$i#3ncias substantivas de i#ualdade não avançam — e sobre o porqu3 de tudo ter dado errado no desenvolvimento do sistema do capital. com típica autocontradição. tra*endo 4 baila a traição da ética ori#inal. a necessidade da emancipação feminina serve muito bem para lembrar que liberdade. mas adquiriu ur#3ncia num período da história que coincidiu com a crise estrutural do capital & sem uma mudança substantiva nas relaç'es de desi#ualdade social estabelecidas. que vivemos numa sociedade sem classes e noç'es afins. ao demonstrar a total incompatibilidade . de forma parado$al e inesperada . 9ão pode haver nenhum modo de satisfa*er a e$i#3ncia da emancipação feminina & que veio 4 tona h" muito tempo.a bur#uesia pro#ressista que ainda partilhava uma si#nificativa causa comum com o trabalho. a#ora é impossível fu#ir desses o qu3 e por qu3 pela simples e$clusão deste novo desafio histórico — que não podia nem pode ser resolvido no quadro estrutural de qualquer sociedade de classes conhecida ou ima#in"vel — como mais uma palavra va*ia da i#ualdade . )o mesmo tempo. que sempre se afirma como sistema incuravelmente hier"rquico de dominação e subordinação. sobre a qual se baseou a ascend3ncia dessa ordem. a e$i#3ncia de emancipação das mulheres também assombra a ordem bur#uesa com seu próprio passado. como componentes do Terceiro (stado . pela própria nature*a de seus ob!etivos.como palavras va*ias . )lém do mais.pois a classe das mulheres atravessa todos os limites de classes sociais-. 6ara a ordem dominante. descartar com despre*o . a dimensão causal das condiç'es mais essenciais da sobreviv3ncia humana é peri#osamente desconsiderada.estreito das e$pectativas de lucro imediato. mas também suas associaç'es inerentes relativas 4 necess"ria emancipação dos seres humanos em #eral & tanto em termos estritos de classes nos países de capitalismo avançado como nas perversas relaç'es destes com as massas ultra&e$ploradas do chamado Terceiro . para piorar. )#ora t3m de enfrentar não apenas a e$i#3ncia de emancipação feminina. : que a torna i#ualmente. o #rande problema da emancipação feminina não é apenas o fato de que as mulheres não se satisfa*em com artifícios formais ou le#ais va*ios.afirmando ao mesmo tempo. )ssim.undo & do domínio do capital. 9este sentido. no momento e$ato em que as personificaç'es do capital se asse#uravam de que haviam conse#uido derrubar para sempre o fantasma do socialis& mo e. Ea mesma forma. com isso. sosse#ar o espectro da emancipação das classes .suas convicç'es e aspiraç'es para !ustificar até mesmo as mais #ritantes iniqCidades e desumanidades do domínio do capital na ordem social. che#a a uma aud"cia que vai muito além dos limites de suas necessidades imediatas< ele realmente questiona o âma#o do sistema dominante de reprodução sociometabólica. essas palavras foram os ob!etivos perse#uidos com a pai$ão de uma classe . pois. a emancipação feminina comprova ser o calcanhar de )quiles do capital. e que a palavra va*ia da i#ualdade é manifestação da inve!a e da #anância das classes -. elas sentiram&se forçosamente desapontadas. indi#esta é que esta emancipação não pode ser descartada como simples inve!a in!ustificada da posição duramente conquistada dos criadores da rique*a por parte do trabalho sem méritos . cai por terra a condenação mistificadora do interesse na verdadeira i#ualdade & que a ideolo#ia dominante equipara a in!ustas aspiraç'es de classe . Komente a manipulação retrospectiva da reação aos sintomas e efeitos é compatível com a perman3ncia do domínio da causa sui do capital. se!am quais forem as artimanhas usadas pela ordem estabelecida para tentar tirar dos trilhos as suas m8ltiplas manifestaç'es. )o contr"rio. )o concentrar&se na significativa natureza não-integrável da questão em pauta. #randes quest'es se fundem em torno da e$i#3ncia elementar e politicamente irrefre"vel da liberação das mulheres — 4 #uisa de permanente lembrete de promessas não cumpridas e não cumpríveis do sistema do capital — e transformam a #randiosa causa de sua emancipação numa dificuldade não-integrável ao domínio do capital. AonseqCentemente.

contam como empre#o em tempo inte#ral e.undo do sistema #lobal do capital — a#rava o problema do desempre#o também nos países metropolitanos ou centrais . do aumento da produtividade. assumiu proporç'es cr5nicas. a principesca importância de J dólares por hora. o capital #lobalmente .de sal"rios que encolhem e do deteriorado padrão de vida da força de trabalho. no devido momento. 6or fim. para se desembaraçar das dificuldades da acumulação e e$pansão lucrativa. não é uma solução realista. a mais #rave das doenças sociais. Keria um mila#re se fosse diferente.nem esva*iada de seu conte8do e reali*ada na forma de critérios formais va*ios.mais do que nunca necess"ria por causa do aprofundamento da crise estrutural do sistema. acelerando a mencionada tend3ncia 4 uniformi*ação do índice diferencial da e$ploração. apesar das vanta#ens parciais que podem temporariamente disso derivar para uma ou outra seção do capital competitivo. Todas as medidas criadas para tratar do profundo defeito estrutural do crescente desempre#o tendem a a#ravar a situação. a questão do desempre#o cr5nico tra* 4 baila as contradiç'es e os anta#onismos do sistema #lobal do capital na forma potencialmente mais e$plosiva. por e$emplo.se fa*em acompanhar da mais cínica mistificação ideoló#ica da 8nica forma vi"vel de reprodução socioecon5mica. até na parte mais privile#iada do sistema do capital o desempre#o em massa. ) estraté#ia forte& mente ideali*ada da #lobali*ação & que não passa de mais um nome para o reforço reiterado das relaç'es iníquas de poder socioecon5mico entre os países avançados e os subdesenvolvidos. nin#uém conse#uiu resolver esta contradição particular . ou Terceiro . ) ampla intervenção em todos os níveis e todas as quest'es direta ou indiretamente pertinentes 4 perman3ncia do domínio do capital sobre o trabalho . em ri#orosa conformidade aos parâmetros causais do sistema do capital.nem !amais conse#uir". (m seu teor. da efici3ncia do mercado e da competitividade internacional. resultando de fato na redução dos níveis salariais.nem os bitolados representantes implac"veis da direita radical no #overno e nas empresas. !" que todas as premissas e determinantes causais do sistema devem ser consideradas resolvidas e inalter"veis. não pode ser reprimida com viol3ncia . na crescente precari*ação da força de trabalho até nos países capitalistas avançados e no aumento #enerali*ado do desempre#o. Todos esses n8meros ameaçadores estão re#istrados na forma de cifras oficiais imensamente subestimadas .que nos 8ltimos tempos aprovaram leis mais abertamente antitrabalhistas. essas medidas não combatem a tend3ncia 4 recessão #lobal & e. Kub!u#ar ou reprimir a força de trabalho — com a cooperação ativa de suas lideranças políticas e sindicais &.ou cinicamente falsificadas-< na %n#laterra.ao contr"rio do que acontecia com a militância de classes no passado. 7 por isso que o absurdo do preço a pa#ar pela perman3ncia das condiç'es prevalecentes não pode ser escondido para sempre debai$o das mistificaç'es da sociedade de mercado idea li*ada. é visto em termos de maior disciplina do trabalho e maior efici3ncia . nos valores de >PPD. em nome da disciplina do trabalho. a ideali*ada sociedade de mercado e as oportunidades i#uais que supostamente uma sociedade desse tipo oferece a todos os indivíduos. : remédio para dar se#uimento 4s defici3ncias e disfunç'es devidas ao desempre#o cr5nico em todos os países sob o domínio do capital.em #eral associadas 4 miser"vel remuneração de ? libras por hora a milh'es de trabalhadores & ou se!a. 9a realidade. : caso é que. arbitrariamente.necess"rio para uma e$pansão saud"vel . )pesar de todos os esforços e recursos da intervenção do (stado e da teoria econ5mica capitalista. sem que a tend3ncia a piorar tenha al#um fim 4 vista. depressão — pela simples ra*ão de que é impossível espremer o poder de compra crescente . muitas cate#orias de pessoas que na verdade estão desempre#adas por al#um prete$to estão e$cluídas das estatísticas do desempre#o.e ao mesmo tempo fin#ir que ela não e$iste neste melhor de todos os mundos realmente plausíveis. &' horas de trabalho por semana . em ve* de aliviarem o problema. a maneira característica de lidar com as dificuldades é reforçar de modo implac"vel a subordinação do trabalho ao capital até nos países democr"ticos liberais . o capital pode su!eitar a força de trabalho a seus imperativos & mas somente dentro dos limites de que atualmente nos apro$imamos como tend3ncia histórica. Komente no capitalismo avançado da (uropa :cidental e$istem bem mais do que vinte milh'es de desempre#ados< h" pelo menos mais uns de*esseis milh'es em outros países de capitalismo avançado .de uma verdadeira i#ualdade com o sistema do capital nas situaç'es históricas em que essa questão não desaparece. Lraças a seu monopólio total dos meios e recursos da produção.

nem a intensificação da ta$a de e$ploração nem os esforços para resolver o problema por meio da #lobali*ação e pela criação de monopólios cada ve* mais vastos apontam uma saída para este círculo vicioso.ou o custo do trabalho na produção -. o problema ameaçador para um futuro não muito distante não é simplesmente o fato de que os tipos dinâmicos de relacionamento e$pansionista manifestos no passado. das personificaç'es do capital com o problema da e$plosão populacional . )qui a contradição é realmente e$plosiva. !" não podem mais continuar sendo positivamente sustentados. todos os quatro con!untos de determinantes foram constituintes positivos da e$pansão dinâmica e do avanço histórico do capital< desde o relacionamento simbiótico do capital com seus (stados nacionais até o uso vi#orosamente auto&sustentado a que o sistema podia impor sua maneira característica . e assim inevitavelmente tende a transformar os trabalhadores em força de trabalho sup(rflua. Aomo veremos na seção G. )s condiç'es necess"rias para asse#urar e manter o bom funcionamento do sistema & um sistema de controle par e$cellence ou nada &. (m primeiro lu#ar. mas também do prodi#ioso crescimento da força de trabalho verdadeiramente produtiva e.competitivo tende a redu*ir a um mínimo lucrativo o tempo necess"rio de trabalho . )o fa*er isto. em seu próprio interesse.& 6ara os pensadores que adotam o ponto de vista do capital. lucrativamente sustent"vel. esta preocupação tem duplo si#nificado. não muito tempo atr"s-. por um lado. nos parâmetros do capital. 7 preciso e$por rapidamente dois outros aspectos relacionados aos quatro con!un tos de quest'es de que até aqui nos ocupamos. sob os quatro con!untos de determinação aqui tratados. a ser inerentes 4 lei do valor.na verdade. )nti#amente . #eralmente escapam ao controle do capital.D. mas um impedimento atuante para a acumulação tranqCila do capital e o funcionamento futuro do sistema #lobal do capital. indica a incontrol"vel multiplicação da força de trabalho supérflua da sociedade< por outro. mostra a acumulação da inst"vel car#a e$plosiva que invariavelmente acompanha tais fatos. 9este sentido. foi sempre muito difícil resolver a contradição entre a tend3ncia fundamental de desenvolvimento econ5mico transnacional e$pansionista e as restriç'es a ela . eles correspondem de fato 4 maturação ou plena afirmação da lei do valor sob condiç'es marcadas pelo encerramento da fase pro#ressista da ascend3ncia histórica do capital. vice-versa. esses limites absolutos do sistema do capital ativados nas atuais circunstâncias não estão separados. e desde o domínio das forcas da nature*a no interesse de seu próprio desenvolvimento produtivo totalmente desimpedido por limites e$ternos ou inter nos moderadores . )o contr"rio. o capital simultaneamente subverte as condiç'es vitais de sua própria reprodução ampliada. levantando o espectro da incontrolabilidade destrutiva. a ameaça da incontrolabilidade lança uma sombra muito lon#a sobre todos os aspectos ob!etivos e sub!etivos do modo historicamente sin#ular de que o capital disp'e para controlar a ininterrupta reprodução sociometabólica. até a reprodução ampliada anteriormente inima#in"vel não apenas de seus próprios recursos materiais e de suas condiç'es de intercâmbio e controle do metabolismo. na aus3ncia da alternativa socialista. 6ortanto. 9as condiç'es do desenvolvimento histórico que ho!e se desdobram. desde o início. (. esses quatro con!untos de forças interativas !" não representam apenas uma aus)ncia .o que seria colocar em questão seu domínio da nature*a-. : se#undo aspecto est" intimamente relacionado a esta circunstância. ( o que d" um si#nificado real 4 preocupação. )ssim sendo.1 O capital transnacional e os Esta os nacionais *.de tratar das quest'es de i#ualdade e emancipação.que por si só !" seria bastante ruim-.&. 5.ainda que sempre problem"tica. mas tendem. pode&se di*er que a fase pro#ressista da ascend3ncia histórica do capital che#a ao encerramento precisamente porque o sistema #lobal do capital atin#e os limites absolutos além dos quais a lei do valor não pode ser acomodada aos seus limites estruturais. 7 al#o bem pior.

com desastrosas conseqC3ncias para as pessoas que !" estão em péssima >X .. mas a própria tend3ncia transnacionalmente e$pansionista do capital. o distinto senador democrata dos (stados Mnidos Eaniel 6atric2 . fosse por meio de apelos descarados 4 necessidade de força repressora. a teolo#ia da libertação pode se fundir ao nacionalismo para produ*ir uma nova e poderosa religião. Ki#nificativamente. procurando remédios onde eles não poderiam ser encontrados. capa* de assumir formas nobres.undo . )ssim. autoproclamado defensor dos valores liberais. (ssa #ente que ho!e é in#3nua o bastante para acreditar. AonseqCentemente.. sob a orientação de formadores de opinião como +he . (m compensação. ) principal ra*ão por tr"s da maneira irrealista de tratar desses problemas.. sempre que os anta#onismos se tornam sérios demais para ser tratados por meios consensuais . para ele. consi#nando ao passado não apenas o imperialismo. : que havia de comum entre o tipo de otimismo 2antiano e a mais realista defesa do uso da força não era a impossibilidade de enfrentar a nature*a anta#5nica desse âma#o desprovido de controle da nature*a humana . uma espécie de fu#a convenientemente arquitetada — eles atribuíam as e$plos'es manifestadas em conflitos nacionais 4 irracionalidade de #ente rebelde . deve estar reservada aos (stados Mnidos e a seus associados mais pró$imos. a idéia de que a democracia se!a uma opção universal para todas as naç'es P. abandonam&se os simulacros democr"ticos normais para preservar a relação de forças estabelecida no sistema #lobal do capital.uitas ve*es & na velha tradição de se imputar os problemas ao n8cleo incontrol"vel da nature*a humana . (le reprova i#ualmente todos aqueles que temerariamente levantam suas vo*es em favor dos oprimidos do Terceiro . como a defesa da pa* perpétua de Vant —.a reprodu*ir os conflitos em escala sempre maior e com #ravidade cada ve* pior.muitas ve*es também rotulada como inferior e assim descartada-. que a nossa era mostra o triunfo da livre escolha econ5mica universalmente benéfica — além de #enerosas porç'es da livre escolha política e a concomitante difusão da democracia . Ee acordo com esta aborda#em realista . esse tipo de solução é adotado ou defendido não apenas por personalidades abertamente autorit"rias. 9o mesmo espírito.o1nihan insiste em que ser" preciso que os (stados Mnidos e as democracias da (uropa ocidental reconsiderem. a opção democr"tica . o arquiconservador Oriedrich von 0a1e2. mas todas as tentativas de resolver pela força os anta#onismos econ5micos e políticos fundamentais & corre o risco de sofrer um despertar bastante rude. #arantindo a permanente su!eição e dominação desses povos rebeldes por meios nada democr"ticos. até em aborda#ens mais realistas. num livro recente. esbrave!a não apenas contra os liberais e conservadores preocupados com as quest'es sociais que. (stes não hesitam em ar#umentar & de forma absolutamente absurda & que sua recomendação de ne#ar a opção democr"tica de autonomia e autodeterminação aos povos rebeldes deve ser se#uida em nome da nobre causa da preservação das reali*aç'es e valores democr"ticos dos (stados Mnidos e dos países da (uropa ocidental. que estava destinada .impostas pelos (stados nacionais historicamente criados. . )s soluç'es nesse terreno eram encaradas como re#ra. (sta 8ltima idéia variava da teori*ação do (stado&nação de 0e#el e da definição de AlauseWit* da #uerra como a continuação da política por outros meios e che#ava 4 formulação de mitolo#ias racistas de dominação e 4 mais desaver#onhada apolo#ia do imperialismo. com todos os privilé#ios econ5micos e políticos a ela atribuídos por direito. as chamadas democracias de capitalismo avançado . é que não se pode admitir a e$ist3ncia dos determinantes causais profundos dos interesses conflitantes insepar"veis do modo de controle capitalista sem colocar em peri#o a le#itimação tradicional do sistema.e ainda est". privando&os sem a menor cerim5nia do direito 4 autodeterminação — por conta de sua ale#ada predileção irracional pela criação do pandem5nio étnico . inclusive #randes #uerras.. mas também por políticos que e$plicitamente reivindicam credenciais democr"ticas . se !untaram aos socialistas nos países capitalistas avançados na Uia da Kervidão espectro de que .conomist de Fondres. pintando o . os povos que se op'em 4 perpetuação das relaç'es de força na ordem internacional devem ser desqualificados — e mantidos sob firme controle pelos que t3m o poder de fa*er respeitar esse controle. fosse na forma de doce ilusão — no passado remoto.

por definição racional e superior. Aitando .a#doff mais uma ve*.a$ /eber. Kuas companhias mais poderosas estabeleceram&se e continuam a funcionar pelo mundo afora< são multinacionais apenas no nome. 0arr1 . ocultando a verdadeira questão do domínio das empresas capitalistas de uma nação mais poderosa sobre as economias locais — em perfeita sintonia com as determinaç'es e os anta#onismos mais profundos do sistema do capital #lobal. são corporaç'es transnacionais que não se sustentariam por si mesmas. uma concepção mal formulada até pelas personalidades mais importantes das esquerdas parlamentares. mas recorrendo 4 #uerra se não houver outra forma.undo t3m de recorrer 4 acusação automaticamente condenatória de incur"vel irracionalidade . . muitas ve*es.seus interesses econ5micos vitais como combativas entidades nacionais. se#undo nin#uém menos que . é i#ualmente necess"rio admitir que cada empresa capitalista se relaciona ao sistema mundial por intermédio do (stado&nação e. )parentemente. no outro.. para com a mesma ca!adada isentarem do escrutínio absolutamente necess"rio da crítica as fundamentaç'es causais de seu sistema ideali*ado. )final de contas. essas lideranças muitas ve*es pensam que as restriç'es le#islativas defendidas em seus parlamentos nacionais limitados podem resolver tudo. somente as reli#i'es que fa*em pressão em prol da libertação e da emancipação dos oprimidos devem ser a priori desqualificadas. por e$emplo. mas não seu conte8do.. assim como é essencial compreender e analisar o capitalismo como sistema mundial. (m sua crítica 4s multinacionais .a#doff convincentemente enfati*ou. por maiores que se!am essas companhias. Também é difícil ver o que. as naç'es capitalistas dominantes defendem seus interesses com todos os meios 4 sua disposição & pacíficos enquanto possível. essa ideali*ação do capitalismo e a simultânea condenação do nacionalismo são não apenas hipócritas. na luta pela autodeterminação e pela libertação com a a!uda da reli#ião da consci3ncia social.o1nihan da opção democr"tica da autodeterminação para os países que o senador considera indi#nos dela. (sse relacionamento entre o capitalismo do século BB e suas unidades econ5micas dominadoras tem. se não se quiser que as indeterminaç'es estruturais desta 8ltima anulem a intervenção le#islativa prevista. Tanto nos discursos de 0a1e2 contra a teolo#ia da libertação e o nacionalismo como na ne#ação de .qualquer sucesso das políticas do #overno resulta da manutenção ou restauração da sa8de da economia por meio da promoção do . 6orque o remédio deve ser aplicado a al#um mecanismo crucial do sistema como um todo. o desenvolvimento das corporaç'es multinacionais é meramente a 8ltima emanação da infati#"vel acumulação de capital e do impulso inato em direção a uma maior concentração e centrali*ação do capital.e continuam a defender. e sempre foi. mas inteiramente contraditórias. Ee modo #eral. 7 importante ter em mente que praticamente todas as multinacionais são de fato or#ani*aç'es nacionais que funcionam em escala #lobal. pariu e mantém numa e$ist3ncia perfeitamente vitoriosa o maravilhoso mundo do capitalismo. apesar de toda a retórica e mistificação em contr"rio. 9ão estamos ne#ando que o capitalismo se!a. com sua relação #eral de forças. t3m a perder as pessoas !" em péssima situação a que 0a1e2 se refere. nem que tal sistema tenha se tornado mais inte#rado por ação das multinacionais. dele depende. um sistema mundial. ( isto torna a possibilidade de uma solução duradoura incomparavelmente mais difícil do que a promul#ação de medidas le#islativas de restrição para empresas transnacionais específicas. mas na verdade um produtor incontrol"vel de anta#onismos. Ee qualquer maneira. Aontudo. o dedo acusador deve apontar firmemente para as contradiç'es cada ve* maiores do sistema do capital e suas iníquas hierarquias e relaç'es de poder internacionais — e não para al#umas multinacionais que interferem na política . :s países capitalistas dominantes sempre defenderam . desde o início. a reli#ião .. di*&se que a outrora nova e poderosa reli#ião do protestantismo #erou. em 8ltima an"lise. (ntretanto.>> 7 claro que uma nova e poderosa reli#ião não tra* absolutamente em seu rastro desastrosas conseqC3ncias . que criticam em termos va#os sua forma e$terna.situação econ5mica.. o pandem5nio étnico -. est" claro que os nossos críticos do nacionalismo do Terceiro . 9a verdade. ) e$pressão multinacional é freqCentemente usada de modo completamente equivocado. .num caso.

%sto acontece não apenas porque o ima#inado nacionalismo econ5mico positivo dos (stados Mnidos !" este!a #erando respostas nada positivas na (uropa ocidental. 9acionalismo não si#nifica a retração para dentro de si mesmo. os problemas não sur#em dos males das multinacionais ou da presumida redução da soberania dos (stados&naç'es industriali*ados e avançados< os problemas são inerentes 4 nature*a de uma sociedade capitalista.poder de empresas #i#antescas. Eado o car"ter das relaç'es socioecon5micas #lobais sob o domínio do capital e dados os anta#onismos e$istentes no interior de sua estrutura.do chamado relacionamento entre a #rande empresa e o trabalho que #ratuitamente se pressup'e ser a causa das dificuldades e$istentes. Qeich.. no Rapão e no Aanad". secret"rio do Trabalho do presidente Alinton e e$&professor da Mniversidade de 0arvard >D.undo . a forma como inicialmente se produ*iria e mais tarde se administraria continuamente esta conciliação ilusória continua a ser um mistério completo. como se constituíssem um todo harmonioso. )dmitir. não importa quanta força se!a mobili*ada pelos atuais benefici"rios. ele tem de ser aberto< mas para isto deve pressupor uma nova ordem mundial que — ao contr"rio do que se v3 ho!e — não consista na he#emonia de uma superpot3ncia e seus aliados. (m outras palavras. : ilustre his toriador filipino Qenato Aonstantino ressaltou.es de )dam Kmirh. 6refere apresent"&las lado a lado. por al#uma espécie de mila#re. como o fa*em Qobert Qeich e outros. >?>J :s representantes das seç'es mais poderosas do capital compreendem que não estão em posição de dispensar a proteção oferecida por seus (stados nacionais aos seus interesses vitais. sem respeito pelas naç'es !ovens >H>Y. em ve* de diminuir & e da dominação estrutural das economias mais fracas pelos países do capitalismo avançado no quadro das relaç'es de poder prevalecentes. Também e$istem #raves anta#onismos entre as pot3ncias capitalistas dominantes. o 6lano para o futuro de Qeich . ele insiste que no pró$imo século não haver" produtos ou corporaç'es nacionais. no /e 0onde1 : nacionalismo permanece ho!e corno prioridade para os povos do Kul. 6or outro lado. pois não conse#ue admitir que as tend3ncias descritas se!am problem"ticas e até e$plosivas. Ee um lado.es numa escala planet"ria. podemos pensar num livro escrito por Qobert T. mudando a 3nfase para a necessidade de inte#rar : trabalho das naç. de dominação e de depend3ncia possam se tornar permanentes & para não di*er aperfeiçoadas até o #rau pro!etado em favor do país imperialista mais importante. )s ra*'es b"sicas para a impot3ncia dos #overnos em manter suas economias num barco flutuando com uniformidade serão encontradas nos limites e contradiç'es do capitalismo monopolista. revela&se absolutamente indefens"vel não apenas pela dominação do Terceiro . com os do resto do mundo. Qeich postula a possibilidade de uma solução com base na premissa da eliminação fictícia . também recomenda que seu país adote o = nacionalismo econômico positivo”>* e prev3 sua pr"tica numa forma que conciliaria as e$i#3ncias e os interesses do centro nacional. Aomo condi* a um político importante do país imperialista dominante. fortemente contestada. )inda mais se nos lembramos das desi#ualdades e$istentes & que ainda estão aumentando. (le é uma proteção. defendidos pelo democrata secret"rio do Trabalho dos (stados Mnidos. pois sem a prosperidade dessas empresas a economia só pode ir ladeira abai$o. de hierarquias estruturais. )s ve*es eles até se disp'em a dei$ar isso claro em suas recomendaç'es políticas para o futuro. os (stados Mnidos — é totalmente irreal.undo como obra do diabo.reflete os elementos conflitantes do sistema sem considerar suas contradiç'es.um eco ao título de . o autor não tem ilus'es sobre a ren8ncia ao centro nacional e 4 defesa do poder capitalista multinacional em nome de idéias fantasiosas de uma #lobali*ação neutra e universalmente benéfica.riqueza das naç. que as atuais relaç'es de poder. Aomo e$emplo típico. )lém do mais. no sentido de permitir afirmar os direitos de soberania e uma estrutura de autodefesa contra as pr"ticas de dominação do 9orte. mas também porque #randes diferenças de . nem ind8strias e economias nacionais & e assim defende a inevitabilidade da #lobali*ação .. o sistema #lobal estabelecido do capital. 6ara começar. pois os profundos anta#onismos #erados pela dominação estrutural não podem ser dissolvidos pela tentativa de e$orci*ar o nacionalismo irracional do Terceiro . que tendem a se intensificar no futuro pró$imo.mais uma ve*.

(ste. concebida do ponto de vista do capital. é a liberdade mais fundamental que um povo possui e também sua mais elevada di#nidade NS. se recusa a outor#ar a seu vi*inho mais fraco o reconhecimento da autonomia e da soberania absoluta inicialmente postulado e toma pelas armas ou pela ameaça do poder tudo o que sua força lhe permita a#arrar. Tem o direito. ( bastante óbvio o interesse de classe por tr"s desse tipo de conceituação da etapa final do desenvolvimento histórico. insistindo em que essa individualidade intranscendível manifesta&se como uma relação com outros (stados. para fa*er sur#ir uma solução vi"vel. até aí os (stados estão em estado de natureza na relação entre eles. (ssa autonomia. ) proposição fundamental da lei internacional. )ssim. soberania do ponto de vista destes. de 0e#el. a culminação da história —. refletindo a dissonância entre as estruturas de reprodução material do capital e sua formação de (stado discutidas no capítulo ?.. mas o postulado da viabilidade e. . de modo #eral. é que os tratados. como a soberania de um (stado é o princípio de suas relaç'es com os outros. como base da obri#ação entre os (stados. Zé[ uma conciliação cu!a reali*ação foi confiada ao princípio do norte. ou se!a.?> : que aqui se revela e$tremamente problem"tico não é a descrição da situação e$istente & e a concomitante inevitabilidade das #uerras &. embora ele não se perturbe minimamente com os riscos implícitos. (ssa cl"usula universal da lei internacional portanto não vai além de um dever&ser e o que realmente acontece é que as relaç'es internacionais de acordo com tratados se alternam com o rompimento dessas relaç'es. o que supostamente seria absoluto e irrestrito torna&se condicional e é caracteri*ado como inteiramente dependente de arbitr"rios !uí*o e vontade do (stado vi*inho mais poderoso. 6ortanto. )ssim. na visão de 0e#el.a 3ilosofia do direito.&. AonseqCentemente. de ser reconhecido por eles como soberano >P . *.. na verdade. 0e#el ressalta a individualidade do (stado. e o reconhecimento depende do u4zo e da vontade dos . %sto tem pouco a ver com a estatura intelectual dos que procuram apresentar a prometida conciliação . sob o título 5 reino germ6nico 7 ou se!a. cada (stado é soberano e aut5nomo contra seus vi*inhos. cada um dos quais é aut5nomo diante dos outros.a encarnação do princípio do norte -. até aos olhos de 0e#el. com sua conciliação das contradiç'es sob o domínio do (stado #ermânico imperialista . 9aturalmente.conse#ue mostrar uma saída do labirinto das contradiç'es implícitas. da perman3ncia absoluta dessa prec"ria situação. em primeiro lu#ar e sem reservas. o princípio dos povos #ermânicos ?? . 6or outro lado. di* que a conciliação da liberdade e da verdade ob!etiva como verdade e liberdade que aparece na consci3ncia e na sub!etividade. é o poder absoluto na terra. (m suas raí*es encontramos as inconcili"veis contradiç'es de soberania. 9em mesmo a maior teori*ação positiva do (stado bur#u3s . : fato de o princípio do norte ser a dominação dos povos do Kul pelos países capitalistas avançados dominantes do 9orte não deve #erar a menor preocupação nas teori*aç'es do (stado do ponto de vista privile#iado do capital. nas quais a conciliação é vista como a perman3ncia absoluta das .. 0e#el. para ele.as é forçado a completar imediatamente & para criar a necess"ria cl"usula de fu#a para a perpetuação das mais cruéis relaç'es de poder entre os (stados nacionais & que essa habilitação é puramente formal. Keus direitos são reali*ados apenas em suas vontades particulares e não em uma vontade universal com poderes constitucionais sobre eles. o . o sistema de relaç'es entre os (stados eri#idos nessas bases é e$tremamente inst"vel. ou mesmo a e$tensão da cate#oria do pandem5nio étnico do senador . é necess"rio muito mais do que a esperançosa pro!eção de reconciliação ami#"vel dos interesses econ5micos em colisão. 0e#el assim caracteri*a a situação. devem ser mantidos...stado-nação ( consci3ncia em sua racionalidade substantiva e realidade imediata< portanto.o1nihan a toda a (uropa.2 : postulado da conciliação não é novidade na teoria bur#uesa.stados vi*inhos ?X.. 9o entanto.interesse produ*em conflitos cada ve* mais incontrol"veis até entre os membros da Aomunidade (uropéia .ho!e chamada otimistamente de Mnião (uropéia . a.h" muito estabelecida.

inerente ao sistema. )ssim. a superar as contradiç'es da sociedade civil. as pro!etadas conciliação e . ou se!a. Eada a dissonância estrutural entre as estruturas de reprodução material do capital e sua formação de (stado. ao passo que os (stados aut5nomos são principalmente totalidades cu!as necessidades são atendidas dentro de suas próprias fronteiras&88 9aturalmente. seria preciso um mila#re que abalasse o mundo para atin#ir o resultado previsto. como o correspondente direto do est"#io final do desenvolvimento da %déia. a teoria bur#uesa em todas as suas formas deve apenas pressupor a e$ist3ncia dos poderes idealmente corretivos do (stado. por meio de suas instituiç'es e sistemas le#ais. é ainda mais afetada. esta não é uma ilusão pessoal e em princípio corri#ível.é a #lorificação da #uerra moderna. 9o entanto. (la sur#e da necessidade de !ustificar o sistema dado de reprodução sociometabólica. sem a intervenção adequada do (stado.não apenas para 0e#el. na própria sociedade civil . pelo financiamento do déficit e$pansionista.ver o lado destrutivo insepar"vel do avanço produtivo do sistema em seu desdobramento dinâmico. encerrando assim a 0istória do . 6or isso.undo em ve* de reali*ar a %déia na forma de uma perfeita reconciliação das contradiç'es. isto é uma ilusão completa. mais cedo ou mais tarde os planos de conciliação propostos estarão abalados até em seus próprios termos de refer3ncia. 9esse aspecto. quer o façam a favor da criação de condiç'es favor"veis para as empresas por meio de restrição monet"ria e corte dos #astos p8blicos.?. 9o mínimo. o (stado est" destinado. .. a falsa oposição entre a sociedade civil e o (stado serve ao ob!etivo de ideali*ar a conciliação da ima#in"ria . a formação do (stado no sistema do capital não é menos afetada por reciprocidades e interdepend3ncias potencialmente e$plosivas do que a sua sociedade civil . ) teori*ação do mundo a partir do ponto de vista do capital impossibilita . as estruturas de reprodução material do sistema estabelecido não produ*iriam os resultados esperados. em linhas 2e1nesianas. Quer façam o lobb9. como o contraditório funcionamento da soberania e da autonomia bur#uesas admitido na 3ilosofia do direito.rapidamente mencionada na seção D. )s contradiç'es e os anta#onismos do sistema do capital estão preservados em todas essas concepç'es. (m 0e#el e no pensamento bur#u3s em #eral. est" baseado em duas premissas falsas.ou. diante da irrefre"vel tend3ncia e$pansionista mostrada desde o início pelo sistema do capital sob todos os seus aspectos mais importantes. permaneceram contami nadas pela contin#3ncia ?J.. por definição. se#undo ele. seu denominador comum é a admissão e$plícita ou implícita de que. 9este sentido. que o #lorificado princípio moderno do pensamento e o universal poderia . dei$ando&as ao mesmo tempo totalmente intactas na sua própria esfera de operação. ) verdade desa#rad"vel é que. ) primeira . apenas tempor"ria. por mais intensas que se!am.J. oferecendo apenas o va*io da conciliação verbal. diante dela. mesmo por meio de maciça intervenção estatal. até mesmo quando. devido 4 sua cate#órica defesa da racionalidade do real . em que as reciprocidades e interdepend3ncias contraditórias dos microcosmos reverberam com intensidade cada ve* maior através de todo o macrocosmo do capital.solução das contradiç'es e dos anta#onismos reconhecidos. (ssa falha perverte até mesmo a descrição correta de situaç'es historicamente específicas.esmo a idéia de encolher as fronteiras da atividade do (stado pressup'e . por mais en#enhosos que se!am. al#uns ideólo#os do capital defendem a retirada do (stado das quest'es econ5micas. simplesmente não ocorreu a 0e#el. (la afirma que . mas de forma al#uma absoluti*"veis.hierarquias estruturais estabelecidas. faria" produ*ir tipos de armamentos capa*es de eliminar a humanidade. o postulado he#eliano da absoluta perman3ncia das relaç'es entre os (stados do sistema do capital que. mas para todos os que adotam esse ponto de vista. (ntretanto.ilusória e arbitrariamente.na melhor das hipóteses. na sociedade civil os indivíduos são reciprocamente interdependentes em numerosos pontos. ) segunda premissa falsa é i#ualmente #rave em suas implicaç'es para a perman3ncia da conciliação postulada.no mínimo a capacidade de o (stado fa*er isto. o que é pior. mas necessária. 9essa situação.

sur#em problemas de variada #ravidade e intensidade que t3m de ser acomodados nos limites e determinaç'es estruturais do sistema #lobal do capital & !" que. perderam ho!e toda a apar3ncia de racionalidade. com a . eles não t3m solução . não só de erupç'es dos anta#onismos do tipo na*ista do sistema do capital. que fa*em apolo#ia de classes. torna&se impossível continuar escondendo os limites e contradiç'es do capital sob o manto de uma conciliação atemporal a ser reali*ada pelo (stado nacional mais ou menos ideali*ado. com os inevit"veis corol"rios políticos. 6ara usar uma e$pressão moderada.&. dos que habitualmente apre#oam valores universais. portanto. .ais do que isto. ativando os limites absolutos do sistema de uma forma a#ravada pela urg)ncia do tempo. . num editorial intitulado Kentimento tribal . usando como ti!olos na construção dessas teorias afirmaç'es #ritantemente falsas e autocontraditórias. dadas as suas reivindicaç'es mutuamente e$clusivas.anadian <uebec=ers" e de que os curdos se!am realmente turcos é uma das piores piadas criadas nas 8ltimas décadas pelos padr'es de +he . a consumação da ascend3ncia histórica do capital trou$e a redefinição qualitativa das relaç'es fundamentais de intercâmbio sociometabólico.anadians poderiam ser resolvidas incluindo&os sob a denominação canadenses do Québec !.?G ) estranha afirmação de que as m"#oas dos 3rench .ao contr"rio da sociedade civil . )ssim. como ima#inou 0e#el. é eminentemente adequado para resolver as contradiç'es da sociedade civil < .a sanção final. Euas linhas abai$o.: Fon#e de satisfa*er as próprias necessidades dentro de suas fronteiras .conomist pontifica.conomist. verificarão que as tribos estão se afirmando. no mesmo arti#o.l. sobre os quais só tem controle estritamente limitado. Aom isto. a conciliação só poderia ser contemplada pressupondo&se que. 6ortanto. o problema das minorias dissidentes é falsamente atribuído aos males do comunismo no passado. 0o!e nin#uém mais pode acreditar nas falsas premissas de 0e#el. 6or meio de sua penetração nos mais remotos cantos do planeta. não importa em que escala. *. os propa#andistas políticos do capital inventam todo #3nero de teorias. não importando sua pot3ncia em termos militares. perfeitamente plausível e aceit"vel do sistema. sobre as quais foi eri#ida sua racionali*ação le#itimadora dos anta#onismos destrutivos do sistema do capital. com uma população bem acima de l bilhão e ?XX milh'es de pessoas & v3 sua autonomia si#nificativamente redu*ida pela condição ob!etiva de não poder satisfa*er suas necessidades sem manter in8meras relaç'es importantes de reprodução material fora de suas fronteiras. a um qu(b(cois que ele também é canadense. até mesmo o maior dos (stados aut5nomos — o chin3s. por e$emplo. se!a a solução dos conflitos e derrota dos adver s"rios pela #uerra.solução das contradiç'es não podem ser reali*adas devido 4s defici3ncias estruturais do sistema e 4 conseqCente ativação dos limites absolutos do capital na fase atual do desenvolvimento histórico. sob o prete$to de prote#er a democracia dos riscos do = pandemônio (tnico”. cu!as partes se combinam num todo coerente e adquirem individualidade intranscendível por meio do (stado.. ($aminem o mundo e. seria completa in#enuidade acreditar que a proclamação de sublimes princípios conse#uiria superar . 6ara criar uma !ustificativa cheia de princípios para as formas e$istentes de discriminação. . da Turquia ao Kri Fan2a. o (stado não sofre de anta#onismos e divis'es estruturais e. . +he . em #eral elas o fa*em com as b3nçãos. )inda mais depois que o século BB foi testemunha. mas também das mais recentes tentativas de retirar das pot3ncias econ5micas mais fracas até o direito formal de defender seus interesses b"sicos. 9o tempo em que 0e#el vivia.#eralmente parece de mau #osto di*er.no sentido da conciliação freqCentemente postulada e !amais reali*ada. em tom de indi#nação artificial.?. da Kérvia ao Aanad".uitas ve*es essas minorias sofreram anos de discriminação e somente a#ora. se não com o estímulo. a um tâmil que sua nacionalidade é o Kri Fan2a ou a um curdo que é turco..as tens'es e os conflitos sempre renovados deste sistema. (ssas ilus'es do #rande filósofo alemão. mas em seu próprio tempo eram necess"rias. 0" mais.

disseminação da democracia, t3m a oportunidade de ventilar seus ressentimentos . Aomo essa afirmação poderia ser aplicada 4 lista de tribalistas dada al#umas linhas acima, com a aparente e$ceção da Kérvia , é um mistério completo. Aontudo, até o que di* respeito 4 Kérvia é totalmente contradito meia p"#ina abai$o, no mesmo editorial, quando +he ,conomist muda de assunto, admitindo que a %u#osl"via e$plodiu apesar dos direitos da minoria, proclamados e verdadeiramente respeitados na (poca do comunismo>. ) construção desse tipo de teorias , a partir de afirmaç'es falsas e contradiç'es #ritantes, resulta da patética estrutura e$plicativa necessariamente adotada pelos que fa*em a apolo#ia do sistema do capital. (stes não podem sequer su#erir as causas reais dos problemas identificados e, portanto, são obri#ados a conceber todo tipo de pseudocausas para !ustificar a frustração de saber que os anta#onismos continuam a irromper pelo mundo afora, apesar da 9ova :rdem .undial , antes anunciada como sem problemas, e do feli* encerramento da história com o triunfo absoluto da democracia liberal . Qa1mond )ron, importante ideólo#o do capitalismo ocidental, previu uma crescente prosperidade tra*endo um modo de vida mais classe média
?H

, que inevitavelmente resultaria na volta da

Mnião Koviética ao redil. Aomo se sabe, nada semelhante aconteceu. 9ão obstante, não foi afetado o esquematismo primitivo, tantas ve*es refutado, de democracia e prosperidade crescente & que afirma tornar inteli#ível não apenas os fatos passados, mas, o que é mais importante para a tranqCilidade do sistema, também a possível ,e admissível- causalidade de mudanças futuras. Kempre que o e$ame mais superficial dos fatos contradi* seriamente a e$plicação pseudocausal preferida, a palavra e$ceção vem em socorro, tra*endo a necess"ria cl"usula de escape. (m outro arti#o dedicado ao perturbador problema dos conflitos étnicos, +he ,conomist nos di*; Aom poucas e$ceç'es, como a %rlanda do 9orte e o 6aís Tasco, as velhas tens'es reli#iosas e étnicas das re#i'es ocidentais da (uropa h" muito sucumbiram aos efeitos apaziguadores da democracia e da crescente prosperidade. : mesmo poder" acontecer al#um dia na (uropa Aentral e na do Feste. ?Y .as também pode ser que não aconteça, o que transformaria as poucas e$ceç'es ,al#umas encontradas na (uropa ocidental, desde a Tél#ica etnicamente polari*ada até re#i'es da %t"lia- na cate#oria metafísica das linhas de trans#ressão oferecida pelo 6rofessor 0unrin#ton, ansioso por repetir o sucesso de sua idéia das aldeias estraté#icas no Uietnã. Ee qualquer maneira, não houve tentativas, nem se espera que ha!a, de e$plicar as causas por tr"s dessas aparentemente iluminadas e$ceç'es & se!am elas poucas ou muitas. Ramais saberemos, nem devemos investi#ar, de quanto mais democracia e crescente prosperidade se precisa para fa*er os teimosos tribalistas canadenses franceses en$er#arem a lu* da ra*ão e admitirem que até mesmo em :nt"rio, no próprio Aanad", eles são realmente canadenses do Quebec , assim como os curdos são turcos. : ponto que nos interessa em todo o e$ercício, e que e$i#iu a troca de cavalos na metade do arti#o de +he ,conomist, ( a necessidade de desqualificar as pessoas que fa*em pressão pelos direitos da minoria, incluindo os defensores de direitos i#uais para deficientes, sucintamente re!eitados no arti#o citado. Ke#undo esse editorial, =direitos são para indiv4duos, não para grupos”. Ke for preciso fa*er concess'es a minorias ressentidas , que se!am feitas sob a condição, talve* numa cl"usula de duração , que não permita sua perman3ncia por muito tempo. ) abolição dos direitos de #rupos e minorias — inclusive a proteção dos sindi catos e a anti#a lei que asse#urou o salário m4nimo&? para a seção mais desprote#ida da classe trabalhadora & é a aborda#em racional adequada a essas quest'es, se#undo os editores de +he ,conomist, que entusiasticamente mudam a meta sempre que necess"rio para se a!ustar 4s condiç'es alteradas da dominação continuada do capital, e para acentu"&las mais um pouco. 9esse espírito, como os feriados p8blicos tradicionais são economicamente pre!udiciais para as operaç'es transnacionais do capital, os autores do editorial apresentam o que chamam ,não de brincadeira, mas a sério- de solução liberal ; = os feriados p@blicos deveriam ser abolidos” ??. 6or um instante, che#am a mostrar a cor dos dentes su#erindo que, em conseqC3ncia dessa medida liberal, desapareceria o feriado banc"rio de maio que desa#rada 4 %n#laterra , enterrando o dia da solidariedade do movimento trabalhista internacional h" muito respeitado pelo mundo afora, e não apenas na %n#laterra.

) defesa da abolição dos direitos das minorias e dos #rupos baseada na racionali*ação da consci3ncia de classe de que direitos são para indivíduos, não para #rupos & como se os indivíduos que sofrem essas discriminaç'es perversas não fossem membros de #rupos hierarquicamente subordinados e e$plorados & combinada ao apelo hipócrita 4 humanidade comum dos indivíduos refletem a fase atual do desenvolvimento do sistema #lobal do capital transnacionalmente entrelaçado. Aom isso, procura simplificar seu caminho, desdobrando&se com a eliminação de restriç'es le#ais desnecess"rias decretadas em etapa anterior do desenvolvimento pelas mesmas democracias liberais de quem ho!e se espera que possam corri#ir&se. )o mesmo tempo, a conversa sobre direitos para indivíduos, não para #rupos tem a conveni3ncia & cuidadosamente camuflada sob a ambí#ua preocupação pseudo&humanit"ria de +he ,conomist 7 de manter intactas as relaç.es de poder estabelecidas que imp'em a subordinação estrutural do trabalho ao capital. 9enhuma quantidade de direitos conferidos a indivíduos particulares faria a mais ínfima diferença. ( os autores nos contam que... ) lon#o pra*o, os direitos devem se basear no que as pessoas t3m em comum & fa*er parte da humanidade & e não em #enes ou acasos de nascimento que os tribalistas sempre usarão para dividi&las. JXJ> 9aturalmente, a ob!eção aos acasos de nascimento não se aplica ao privile#iado 9orte ou, pelo #lobo afora, aos verdadeiros propriet"rios e controladores tribalistas dos meios de produção; as personificaç'es do capital . )lém do mais, falar sobre o lon#o pra*o é bastante se#uro — nem tanto porque a lon#o pra*o, estaremos todos mortos , nas celebradas palavras de um velho ídolo, Rohn .a1nard Ve1nes, mas porque o lon#o pra*o est" bloqueado com brutal efic"cia pela realidade do domínio do capital. ) divisão das pessoas em #rupos e classes anta#5nicos não é um malfeito de minorias tribalistas nacionais, mas a condição necess"ria para a manutenção do controle da reprodução sociometabólica sob o sistema do capital. Quando os imperativos de operaç'es transnacionais e$i#em menor divisão, ressaltando a ativação dos limites absolutos do capital na forma da contradição #randemente aumentada entre a divisão cada ve* maior e a unidade estipulada mas impossível, seria preciso bem mais do que o abstrato apelo de +he ,conomist 4 participação comum na raça humana para encontrar uma solução adequada. *.&.A Aomo !" foi mencionado no começo do capítulo, o anta#onismo estrutural entre o capital transnacional em e$pansão e os (stados nacionais é insepar"vel das profundas contradiç'es entre ,l- monopólio e competição, ,?- a crescente sociali*ação da produção e a discriminadora apropriação de seus produtos, e ,J- a divisão internacional cada ve* maior do trabalho e o impulso das maiores pot3ncias nacionais pela dominância he#em5nica do sistema #lobal. 6ortanto, é inevit"vel que as tentativas de superar os anta#onismos estruturais do capital abran!am todas essas dimens'es, sem e$ceção. Aom relação a monopólio e competição, o impulso em direção ao estabelecimento e 4 consolidação das corporaç'es monopolistas tem se pronunciado cada ve* mais no século BB. Taran e KWee*1 o enfati*aram em sua importante obra; : capitalismo monopolista é um sistema constituído de corporaç'es #i#antescas. %sto não quer di*er que não e$istam outros elementos no sistema ou que valha a pena estudar o capitalismo monopolista abstraindo&se tudo, com e$ceção das corporaç'es #i#antescas.... 9o entanto, deve&se ter o cuidado de não cair na armadilha de pressupor que a Lrande (mpresa e os pequenos ne#ócios se!am qualitativamente i#uais ou tenham i#ual importância para o modus operandi do sistema. : elemento dominante, o motor primeiro, é a Lrande (mpresa or#ani*ada como corporaç'es #i#antescas. (ssas corporaç'es são ma$imizadoras do lucro e acumuladoras do capital. ... Ee modo #eral, o capitalismo monopolista é tão desprovido de plane amento quanto seu predecessor competitivo. )s #randes corporaç'es se relacionam basicamente através do mercado, entre si, com os

consumidores, com o trabalho, com as pequenas empresas. : funcionamento do sistema continua a ser o resultado não premeditado das aç'es em interesse próprio das in8meras unidades que o comp'em. J? 9este sentido, embora o desenvolvimento monopolista nos países capitalistas dominantes tenha a!udado a neutrali*ar, por al#um tempo e dentro de limites bem demarcados, al#uns aspectos da lei do valor, ele não poderia de modo al#um passar por cima da própria lei. : melhor que poderiam esperar foi, e continua a ser, o retardamento do momento da verdade , apesar do uso maciço do papel facilitador do (stado no século BB — por meio de uma série de instituiç'es de apoio material e au$ílio le#al ou político que lavam mais branco , de corpos de cães de #uarda , entre os quais a chamada Aomissão de .onopólios e Ous'es na %n#laterra ,cu!a função essencial é a hipócrita racionali*ação e le#itimação dos novos monopólios a prete$to da re#ulamentação antimonopólio- e seus equivalentes por toda parte. (m >SDJ, em seu (sboço de uma crítica da economia política , que e$erceu #rande influ3ncia em .ar$ quando este se envolveu com a questão, o !ovem (n#els escreveu; : oposto da competição é o monopólio. : monopólio foi o #rito de #uerra dos mercantilistas< a competição, o #rito de batalha dos economistas liberais. 7 f"cil perceber que esta antítese é bastante va*ia.... ) competição se baseia no interesse próprio e, por sua ve*, o interesse próprio cria o monopólio. Qesumindo, a competição se transforma em monopólio. 6or outro lado, o monopólio não conse#ue deter a maré da competição & na verdade, ele mesmo cria a competição ... ) contradição da competição é que cada um de seus elementos só pode dese!ar o monopólio, ao passo que o con!unto tende a perder com o monopólio e, portanto, deve elimin"&lo. )lém do mais, a competição !" pressup'e o monopólio — em outras palavras, o monopólio da propriedade ,e aqui a hipocrisia dos liberais volta 4 lu*-< ... 6ortanto, é lament"vel a meia&medida de atacar o pequeno monopólio e dei$ar intocado o monopólio b"sico.... ) lei da competição di* que demanda e oferta sempre lutam para se complementar e, portanto, !amais conse#uem. :s dois lados dilaceram&se mais uma ve* e se transformam em pura oposição. ) oferta sempre se#ue a demanda de perto, sem !amais corresponder a ela; ou é #rande demais ou pequena demais e !amais corresponde 4 demanda, porque nesta condição inconsciente da humanidade nin#uém sabe o tamanho da oferta e da demanda.... : que se deve pensar de uma lei que só pode se afirmar por meio de crises periódicas@ 7 apenas uma lei natural baseada na inconsci3ncia dos participantes. JJ )s teorias apolo#éticas que no século BB postularam a reali*ação do plane!amento no sistema do capital, de uma forma ou de outra afirmaram haver resolvido as contradiç'es que sur#iam da condição inconsciente da humanidade , enfati*ada por (n#els. 9a realidade, essas contradiç'es se a#ravaram imensamente durante o século BB, com a e$pansão #lobal e a transformação monopolista do capital. (stendendo os limites e$tremos da escala das operaç'es do capital aos cantos mais remotos do planeta, foi possível eliminar al#umas contradiç'es específicas que ameaçavam provocar e$plos'es dentro dos muros de seu confinamento anterior, como, por e$em& plo, o cantinho do mundo, a (uropa , descritas assim por .ar$ antes da #rande e$pansão imperialista a partir do terço final do século B%B. Aontudo, paralelamente 4 #rande e$pansão imperialista que temporariamente deslocou a contradição, a competição pelo domínio e a colisão entre interesses anta#5nicos assumiram escala e intensidade muito maiores. Qesultaram, em poucas décadas, nas devastadoras desumanidades de duas #uerras mundiais, em incont"veis #uerras menores e também no clíma$ totalmente não plane!ado ,ou melhor, plane!ado da 8nica maneira pela qual as #randes corporaç'es monopolistas são capa*es de plane!ar , com unilateralidade intencionalde toda essa e$pansão, decididamente imprevisto e potencialmente catastrófico, levando a humanidade 4 beira da auto&aniquilação. ) idéia de que a difusão harmoniosamente coordenada de monopólios e semimo&nopólios cientificamente plane!ados e administrados pelo mundo inteiro, na forma da #lobali*ação universalmente benéfica, poderia mostrar uma saída desse con!unto de anta#onismos, corri#indo assim a condição inconsciente da humanidade deplorada pelos socialistas, é tão absurda quanto a pro!eção de que al#uns monopólios de um (stado he#emonicamente dominante poderiam controlar de modo permanente todo o sistema do capital. ) luta pela

dominação he#em5nica mencionada no começo do capítulo fa* da primeira uma camufla#em cínica do ver dadeiro pro!eto criado pelos poderes dominantes. contaminadas pela contin#3ncia e sofrendo de instabilidade incur"vel. imp'e seus limites ne#ativos fundamentalmente insuper"veis até mesmo 4 maior das #i#antescas corporaç'es monopolistas . o problema é que. acuando permanentemente todos os campos da produção e da distribuição. um poder compensador e$ercido pela força bruta — no final das contas. os monopólios eram estabelecidos com a racionalidade possível dentro das fronteiras de territórios nacionais efica*mente control"veis e nas col5nias outrora mantidas com firme*a sob o domínio de um punhado de pot3ncias imperialistas. que se!am tais ar#umentos. diante da impossibilidade de transform"&lo em realidade. maior a intensidade das lutas. e até autocontraditórios. e a constituição ob!etiva do sistema #lobal do capital. ) diferença historicamente e$perimentada entre as #uerras locais e as #uerras mundiais ilustra muito bem a nature*a dessas determinaç'es crescentes. controlando tudo e por todos os cantos sem um quadro institucional harmonioso e plausível de um monopolismo dividido consensualmente . mutuamente destrutiva — na . insepar"vel da divisão e da combinação internacionais do trabalho. 9o entanto. 7 por isso que a recalcitrância real e potencial das minorias nacionais deve ser condenada e sub!u#ada com todos os meios 4 disposição dos poderes dominantes. enfati*ada por 0e#el com seu habitual positivismo acrítico . numa economia #lobalmente inte#rada. mas de apenas um. ou mesmo da necessidade de tratar com métodos autorit"rios. at( o maior pa4s. 9o passado.o que !" é. os realistas falam de seu nacionalismo econ5mico positivo absolutamente necess"rio. ao contr"rio. é uma intolerável >minoria nacional>. ) ine$or"vel tend3ncia para a sociali*ação cada ve* maior da produção. ou de che#ar ao domínio indiscutível do monopólio. os desenvolvimentos monopolistas duradouros teriam de estar asse#urados sobre uma base até impossível de ima#inar e muito menos de reali*ar. um absurdo. 0o!e. torna a se#unda perfeitamente irreal.e também aos (stados nacionais mais poderosos. proporcionam #enerosos orçamentos para a pesquisa de arma& mento não&letal do 6ent"#ono. descaradamente propostos contra as perturbaç'es internacionais a serem causadas pelas minorias étnicas e nacionais JD. que dese!a ne#ar direitos de #rupos 4s chamadas minorias nacionais . em si. pertence 4 ponta mais qui$otesca do espectro. : absurdo desta idéia sur#e ho!e da circunstância de que. ) individualidade . quanto maior a escala das operaç'es. 0e#el estava certo ao enfati*ar a intranscendível >individualidade> dos (stados nacionais.ou. não de meia d8*ia desses monopólios. poderia ser usada indefinidamente. mas foi simplesmente in#3nuo ao ima#inar que a solução violenta dos anta#onismos . 9ão h" saída possível dessas restriç'es estruturalmente limitadoras na base material do capital.a decisão de conflitos incompatíveis em #uerras de vida ou morte -.conomist. pois. ) pre#ação pseudo& humanit"ria de +he . ) ló#ica fundamental do desenvolvimento dos monopólios #lobais e$i#iria a possibilidade. pela própria nature*a dos empreendimentos & rivais e mutuamente e$clusivos — que empurram na direção do estabelecimento do monopólio abran#ente. 6or outro lado. a idéia de monopólios universalmente prevalecentes que poderiam afirmar seus interesses no quadro de uma economia #lobal plenamente inte#rada é desprovida de qualquer racionalidade. insepar"vel dessa condição. na forma de (stados nacionais necessariamente orientados para si mesmos. no sentido de que apresenta ar#umentos racionais em favor dessa ne#ação & por mais ideolo#icamente transparentes em relação 4s classes. são partes inte#rantes das tentativas de superar essas restriç'es estruturais e ao mesmo tempo deslocar as contradiç'es do sistema. do ponto de vista do capital transnacional #lobalmente e$pansionista. com seus poderes potencialmente restritivos. sem a perpetuação do anta#onismo entre trabalho e capital — inst"vel por sua própria nature*a. i#ualmente crescentes sob o domínio de #i#antescas empresas transnacionais. ) impossibilidade ou de fa*er a competição prevalecer venturosamente por meio da instrumentalidade do mítico mercado livre .ou semimonopolistas. ressalta as insol8veis contradiç'es do sistema do capital no plano das estruturas da reprodução material e no campo da política. implac"veis os países sumariamente desqualificados com o rótulo de pandem5nio étnico . )o mesmo tempo. )s estruturas de produção material do capital não podem ser reprodu*idas na escala e$pandida necess"ria.

torna&se imensamente problem"tica a anti#a pr"tica bem&sucedida de empurrar as contradiç'es do sistema do capital por meio do desenvolvimento e$pansionista. a Oord deve se tornar uma corporação verdadeiramente #lobal. Trotman declarou ao Bunda9 +imes1 ) medida que a competição da ind8stria automotiva se #lobali*a ainda mais ao entrarmos no pró$imo século. 9ão causa espanto que um ano depois l3ssemos em outro !ornal influente. prosse#uem a concentração e a centrali*ação do capital. Quando se pode fa*er um milhão de unidades de um só motor. (nquanto isso. como a Mnilever e a 9estlé. 9ão v3em necessidade de mudança só porque as corporaç'es #i#antes andaram perdendo monumentais volumes de dinheiro. )ssim era seu novo sermão. aceitando com satisfação ser dominada pelo poder #lobal he#em5nico. mas nenhuma ainda realmente a conse#uiu. 6referem sair do problema das perdas maciças se#uindo a linha da menor resist3ncia . na escala adequada. a soberania decapitada de 0e#el — que em nosso tempo priva o sistema de sua capacidade de impor os interesses dominantes pela #uerra & não frustra apenas as soluç'es he#em5nicas ri#orosamente passa#eiras.XXX unidades de cada. a que davam um si#nificado diametralmente oposto aos serm'es celebrativos de ontem. contradi*endo as esperanças associadas ao lon#o período da e$pansão transnacional e #loba li*ação pacífica. para piorar a situação. com a ine$orabilidade de uma lei natural baseada na inconsci3ncia dos participantes . #rande !" não si#nificava mais bem&sucedida . em ve* de dois motores com GXX.. em produtos para o consumidor.. elas conse#uem #anhar dinheiro até no asfalto ou desvi"&lo le#almente dos fundos de pensão de seus trabalhadores. começaram a levantar suas vo*es em advert3ncia contra a >deseconomia de escala> 7 depois de décadas pre#ando a virtude absoluta e as insuper"veis vanta#ens da >economia de escala> . é prov"vel que si#nifique fal3ncia . o necess"rio deslocamento e$pansionista. ) irrealidade de uma invenção desse tipo também dei$a sob um desa#rad"vel ponto de interro#ação a viabilidade do ima#inado nacionalismo econ5mico positivo . 9ão se deve i#norar o fato de que um monopolismo #lobal bem&sucedido também teria de inventar uma força de trabalho perfeitamente obediente.escala #lobal necess"ria. (le tem uma visão do futuro em que. 6or enquanto. como antes< daqui a não muito tempo. aumentando o cacife entre os principais poderes envolvidos. ) de#radação das #randes empresas est" apenas começando. como 0e#el admitia com franco cinismo. mais cedo ou mais tarde inevitavelmente derrubadas. ela reativa os anta#onismos internos dos países particulares que anti#amente podiam ser aplacados pelo envolvimento nacional na #uerra. )#ora não h" mais lu#ar para #arantir. Kob as condiç'es que ho!e se apresentam. os custos são bem menores. haver" uma meia d8*ia de !o#adores #lobais e o resto não estar" ali ou estar" lutando para che#ar . as personificaç'es do capital encarre#adas das #randes empresas não prestam atenção a serm'es que os convidam a corri#ir seus rumos. estendendo&se a escala de invasão do sistema a todos os territórios ainda não controlados e. %sto é decididamente um filhote de Trotman JH .otors. 0" pouco tempo. os propa#andistas do capital. para vencer no plano #lobal. Aonforme se acelerarem essas tend3ncias. disse uma fonte norte&americana. mas se conse#uirão sobreviver sem encolher. os problemas parecem multiplicar&se até nesse aspecto. a pressão para encontrar economias de escala aumentar" muito mais. JG 9aturalmente.imposto com ou sem o consentimento do resto do mundo pela superpot3ncia internacional-. a questão decisiva diante dos superintendentes das #randes companhias não ser" descobrir como suas empresas podem crescer ainda mais.. (m >PPJ. no lado qui$otesco do espectro. Aontudo.porque se assustaram com o desempenho desastroso de al#umas das maiores corporaç'es transnacionais. (m outubro de >PPJ. (m 8ltima an"lise. se#undo a qual a tend3ncia do capital que realmente ocorre é desenvolver&se em direção a uma concentração e a uma centrali*ação sempre maiores. )lém do mais. ) plena #lobali*ação est" sendo e$perimentada por multinacionais em outras ind8strias. R" mencionei que no passado muitos problemas #raves podiam ser adiados. ao mesmo tempo. como fe* a Leneral . .

0o!e. aceitando com pouca ou nenhuma a#itação a devastação de suas próprias economias e interesses comerciais dominantes e compelindo. *.onet"rio %nternacional 4 :(AE.* ) dissonância estrutural entre as estruturas da reprodução material do capital #lobal e sua estrutura totali*adora de comando político & os diversos (stados nacionais. tenha desaparecido completamente & ou pelo tempo necess"rio 4s otimistas previs'es do presidente da Oord & dos países na e$tremidade receptora da #lobali*ação transnacional defendida. a racionalidade parcial do auto&interesse. concentração e centrali*ação. o capital #lobal est" desprovido de sua adequada formação de (stado.combativa no mesmo sentido em que o (stado deve ser capa* e estar pronto para se envolver no combate< em outras palavras. porque são obri#ados a operar em situação inerentemente conflitante em todos os cantos do mundo. as perspectivas não são cor&de&rosa nem mesmo para a meia d8*ia de !o#adores #lobais de Trotman. Ee fato. a individualidade em questão é uma determinação negativa inalter"vel. 9este sentido. antecipam confiantemente que haver" uma meia d8*ia de !o#adores #lobais e o resto não estar" ali ou estar" lutando para che#ar &. e$atamente como seus (stados nacionais particulares ho!e proporcionam serviços 4s #i#antescas corporaç'es transnacionais. pela eternidade. encontramos no plano da reprodução material in8meros capitais que se op'em uns aos outros e. Aomo vimos acima.&. )lém do mais. dados os anta#onismos estruturais intranscendíveis do sistema do capital. não podem se livrar de uma necessariamente combativa individualidade . o que é mais sério. 7 bem mais realista v3&los como dinossauros imensos envolvidos em eternas lutas de vida ou morte até perecerem todos do que ima#inar que se sentarão harmoniosamente em torno da mesa de reunião para compartilhar. a tend3ncia do desenvolvimento é de maiores. não de menores. em completa oposição 4s previs'es ilusórias dos setores do capital temporariamente mais favorecidos. como os !aponeses e a arqui&rival Leneral .otors. no período que se se#uiu 4 Ke#unda Luerra. se#undo a qual operam os plane!adores das corporaç'es e os capitães de ind8stria que. com espírito fraternal. o (stado do sistema do capital em si continua a ser até ho!e apenas uma idéia re#uladora 2antiana. )ssim. apesar de todos os esforços despendidos. )inda assim & dada a lei natural baseada na inconsci3ncia dos partici & pantes . o conceito de individualidade #lorificado por 0e#el na verdade e$auriu&se na sua capacidade de enfrentar o advers"rio para derrot"&lo-.JY )ssim.Trotman e seus cole#as concluíram que a plena #lobali*ação é a 8nica maneira de derrotar os competidores. todos lutando . com sua individualidade intranscendível & só pode ser um pren8ncio do a#ravamento dos anta#onismos e da necessidade de #randes batalhas.undial e do Oundo . como Trotman. desde o menor microcosmo de sua reprodução até as empresas de produção e distribuição mais #i#antescas. como antes. ) Oord também acredita que precisa da #lobali*ação para se capitali*ar nos mercados emer#entes do :riente e da )mérica Fatina. com perspectivas inevitavelmente mais a#udas de luta semimonopolista inteiramente despreocupada com as conseqC3ncias peri#osas para o futuro. ao mesmo tempo. que det3m na (uropa uma vanta#em de custos sobre a Oord. que não pode ser preenchida com um conte8do positivo. Kó se pode acreditar em tudo isso pressupondo que até a estreita mar#em de racionalidade compatível com a lei natural baseada na in consci3ncia dos participantes . para torn"&la real na forma de uma rede internacional de instituiç'es econ5micas e políticas & do Tanco . de uma força de trabalho complacente por todo o mundo. porque as unidades reprodutoras materiais dominantes do sistema não conse#uem se livrar de sua individualidade . é difícil ima#inar todos os (stados nacionais como colaboradores satisfeitos da meia d8*ia de !o#adores #lobais . o produto da pilha#em que conse#uirem e$trair. aos #rupos de trabalho sob seu controle. ao L)TT e 4 :9M & sob o domínio mais ou menos velado dos (stados Mnidos. a força de trabalho nacional a aceitar as conseqC3ncias desses acontecimentos em troca das perspectivas de empre#o cada ve* piores no interesse da florescente meia d8*ia de !o#adores #lobais .

no plano das verdadeiras relaç'es de poder entre eles. )o mesmo tempo. Aom o sistema e$istente de dominação e subordinação. 9o mundo das relaç'es realmente e$istentes de poder.auto&sustentadassi#nifica esperar a restituição de suas funç'es controladoras alienadas em relação ao corpo social e. utili*ando qualquer prete$to adequado 4 conveni3ncia dos poderosos. em sua própria linha de menor resist3ncia & sob a lei das sempre maiores concentração e centrali*ação & e em direção 4 dominação interna e internacional da meia d8*ia de !o#adores #lobais . sob outros aspectos. internamente e por meio das rela ç'es conflituosas entre os (stados. a defesa da soberania das naç'es menores deve ser parte inte#rante da tentativa de emancipação do domínio do capital no campo das relaç'es entre os (stados. ) alternativa positiva ao domínio do capital não pode ser defensiva. desde o incidente do #olfo de Tonquim totalmente inventado contra o Uietnã do 9orte. embora com certe*a se!a o primeiro . prevalece a ne#atividade que se afirma com implac"vel efic"cia no plano da reprodução e no político. : (stado do sistema do capital .que e$iste na forma de (stados nacionais particulares. 9a situação e$istente sob o domínio do capital.como (stados soberanos particulares. os limites absolutos do sistema do capital são ativados sempre que anta#onismos cada ve* mais sérios dos intercâmbios #lobais materiais e políticos e$i#em soluç'es verdadeiramente positivas. naturalmente. pois até as melhores defesas podem ser derrubadas sob fo#o concentrado. o necess"rio estiolar do (stado.nada ( sem sua oposição real ou potencial a outros (stados. Todas as posturas defensivas sofrem de uma instabilidade fundamental.&ine$oravelmente e. %sto si#nifica que o capital nada ( sem o trabalho.espe*inhem a soberania & o teorica mente inviol"vel direito 4 autonomia e 4 autodeterminação — das naç'es menores. si#nifica a !ustificação impec"vel para que as #randes pot3ncias . correspondente 4 hierarquia estrutural do processo da reprodução material & a absoluta depend3ncia do capital ao trabalho. ela não pode evitar ser ne#ativa — a re!eição e a ne#ação de uma interfer3ncia do (stado mais forte — e defensiva. Aomo corretamente ressaltou Aonstantino.nas palavras de 0e#el. 4 sua própria maneira. assim como o capital nada é sem sua oposição ao trabalho e sem a autodeterminação ne#ativa em relação a ele. o de soberania é o mais maltrata do no discurso político bur#u3s. %#ualmente. repelindo quaisquer preocupaç'es com os riscos e$plosivos de tais circunstâncias. (sperar que o (stado do sistema do capital se transforme numa formação positiva para adquirir a capacidade de reunir e conciliar debai$o de si mesmo as contradiç'es dos (stados nacionais num #overno mundial ou numa li#a das naç'es 2antiana é pedir o impossível. descontroladamente — para a dominação total em seu próprio território e além de suas fronteiras nacionais. a mesma multiplicidade de determinaç'es ne#ativas intranscendíveis. o que torna absoluta e permanente a determinação ne#ativa do capital — em termos de sua depend3ncia do trabalho. Aom e$ceção do conceito de revolução . (ntretanto. com isso. a defesa da soberania nacional e do direito 4 autodeterminação não pode ser a 8ltima palavra nessas quest'es. a luta dos oprimidos por uma soberania h" muito ne#ada é um passo inevit"vel no processo da transição para uma ordem sociometabólica qualitativamente diferente. intensificado pela pressão do capital transnacional para afirmar seus interesses acima de todas as aspiraç'es 4 autonomia e 4 autodeterminação nacionais. 6ensar o (stado como instrumentalidade política de autodeterminaç'es positivas . ) determinação ne#ativa do capital — no sin#ular ou no plural — não pode ser transformada em positiva. por mais problem"tico que se!a. as naç'es históricas do mundo . articulando por meio de sua estrutura de comando político totali*ador & numa forma hier"rquica invertida. porque o capital é parasitário do trabalho.e. por sua própria nature*a. dada uma mudança conveniente nas relaç'es de poder em favor do advers"rio. 9este sentido. nem mesmo por um instante. (le tem de se#uir em frente 4s ce#as. o (stado do sistema do capital é articulado como uma série de (stados nacionais opostos entre si . )ssim. em sua oposição 4 atribuição de um status inferior na ordem hier"rquica do sistema do capital. é intelectualmente coerente falar da soberania do (stado como fronteira ne#ativa que separa e op'e todos os (stados uns aos outros. no plano político totali*ador. a formação do (stado no sistema do capital é impens"vel se este não reprodu*ir. que estrururalmente tem de dominar e e$plorar. 4 força de trabalho nacional sob seu controle constitucional . mas o modo profundamente arrai#ado de controle sociometabólico do capital é estruturalmente incapa* de oferec3&las. até a proposta de supressão do pandem5nio étnico . )ssim.

como a visão da pa* perpétua de Vant.do sistema do capital.dos microcosmos reprodutivos do capital por uma alternativa plenamente cooperativa. *. sem as quais a perversa dinâmica #lobal do desenvolvimento transnacional não pode ser nem temporariamente combatida.o princípio estruturador profundamente iníquo das próprias estruturas da reprodução material. em #eral #lorificavam. muito menos ser concretamente superado. )ssim. mais cedo ou mais tarde. de forma muito acentuada. (las !amais questionaram . pelos que ocupam os altos escal'es na estrutura de comando do capital. que só poder" ser conquistada a partir das mar#ens disponíveis das determinaç'es e restriç'es historicamente prevalecentes do capital.o que no passado demonstrou ser a principal causa de muitos fracassos. apenas no nível internacional. confinado 4 depend3ncia e 4 oposição ao perverso #lobalismo do capital. o internacionalismo positivo se define como a estraté#ia de ir além do capital como um modo de controle sociometabólico.ainda o manteria numa definição ne#ativa e defensiva e. Mma i#ualdade definida em termos positivos substantivos. apesar dos enormes sacrifícios dos povos envolvidos nas #uerras anticolonialistas. a ativação de um limite absoluto do sistema do capital & não pode ser derrubado com a atitude defensiva e as formas de or#ani*ação da esquerda histórica. os partidos e sindicatos tradicionais do movimento oper"rio & inseridas nas estruturas estabelecidas da reprodução material e da política do sistema do capital. suas formas concretas. (las só conse#uiram substituir o domínio do capital antes e$ercido sob a administração direta colonial&imperialista por al#uma de suas vers'es neocoloniais e neocapitalistas de depend3ncia estrutural. a!udando a articular e coordenar de maneira abran#ente uma forma não&hier"rquica de tomada de decisão. o destino de #rande parte das lutas de libertação contra o domínio colonial sob a liderança da bur#uesia nacional ilustra clara& mente essas dificuldades. 6ensar nele nesses termos . e continua a ser ho!e. mostraram&se inadequadas para a tarefa. : sucesso e$i#e as forças do #enuíno internacionalismo. menos ainda num momento em que o anta#onismo cada ve* maior entre o capital transnacional e os (stados nacionais em #rande parte se deve ao estreitamento dessas mar#ens. na ordem e$istente. baseada no ideali*ado espírito comercial de )dam Kmith. até da mais evidentemente !ustificada. tanto no plano da reprodução material como no cultural e político. : internacionalismo positivo não pode se acomodar nem mesmo dentro das mar#ens mais favor"veis da e$pansão do capital #lobal. muito menos substituída por um novo modo auto&sustent"vel de intercâmbio sociometabólico na escala #lobal necess"ria.' : anta#onismo entre o capital transnacional #lobalmente e$pansionista e os (stados nacionais — que indica. tanto no campo das relaç'es empresariais. leva necessariamente 4 reprodução dos conflitos temporariamente aplacados. Eepois da Ke#unda Luerra. o movimento socialista tinha aspiraç'es internacionais conscientes. 6ortanto. como no . 9o passado.insuperavelmente conflitante. instituída e administrada com base na i#ualdade real entre seus m8ltiplos componentes. a estraté#ia do internacionalismo positivo si#nifica a substituição do princípio estruturador iníquo . Mma estraté#ia em que as funç'es controladoras essenciais da reprodução sociometabólica & e$propriadas de si mesmas. todas as teorias da conciliação dos conflitos entre os (stados no quadro do sistema do capital fracassaram & mesmo as mais nobres. (sse internacionalismo não pode ser apenas uma aspiração e uma determinação organizacionais.ao contr"rio. ) e$ist3ncia de microcosmos anta#5nicos incluídos em estruturas cada ve* mais amplas do mesmo tipo conflitante. esperando a reali*ação de seus ob!etivos irremediavelmente defensivos a partir de uma parcela da e$pansão do capital &.manifesto em sua e$ploração do trabalho e na inalter"vel dominação estrutural. o que torna qualquer possibilidade de 3$ito ri#orosamente tempor"ria e arriscada. ) defesa contra os e$cessos do #rande capital continua dei$ando intocado o car"ter abusivo . ao contr"rio da inevit"vel ne#atividade e defensividade da luta pela soberania nacional. (ste sempre foi. (le tem de ser articulado como uma estrat(gia para o estabelecimento de uma ordem internacional alternativa de reprodução social. : impulso destrutivo do capital transnacional não pode ser nem aliviado. o $is da questão. Eesde seu início mar$iano.&.passo indispens"vel. conseqCentemente. que em 8ltima an"lise eram as respons"veis pelos anta#onismos sempre reprodu*idos. 9o entanto.

que afeta diretamente o relacionamento entre sua estrutura de comando de reprodução material e a política no nível mais abran#ente. ) irreconcili"vel contradição entre os (stados nacionais rivais do sistema do capital e o problem"tico impulso de suas mais poderosas unidades econ5micas & as corporaç'es #i#antescas & em direção ao monopólio transnacional é a manifestação clara desta tentativa.dos conflitos. de seu ponto de vista. microcosmos e as atividades destes podem ser devidamente coordenadas até abran#erem os níveis mais amplos. subordinação vertical prevalecente a um poder controlador estran#eiro-.da política & podem ser devolvidas aos membros dos inconcili"veis. fa*3&lo além de uma fase histórica muito limitada não si#nificou apenas colocar obst"culos. da total cat"strofe de uma eventual Terceira Luerra & sem nem ao menos che#ar a arranhar uma solução sustent"vel. . naturalmente. : monopolismo muito diferente que acompanhou o desdobramento do imperialismo nos séculos B%B e BB não poderia fa*er o reló#io voltar atr"s para recriar o monopolismo relativamente sem problemas do capital mercantilista. por meio do internacionalismo socialista.> vimos que. re#ulada por al#uma espécie de processo natural no quadro #lobal da competição e da luta internacional. 9este sentido.& 9a seção G. >P e ?X. a humanidade teve de e$perimentar a intensificação dos anta#onismos do sistema e sua e$plosão em duas #uerras #lobais & para não mencionar a antecipação. #lobalmente entrelaçado sob a dominação do capital industrial.2.%nversamente. mas.. o (stado esperasse asse#urar a vitória dessas aspiraç'es utili*ando todos os meios 4 sua disposição. como a atividade não é dividida de forma deliberada JS . o sistema do capital tentou ir além de suas possibilidades com relação a uma de suas mais importantes dimens'es. 6ortanto. as classes sociais competindo de maneira anta#5nica. porque não estão dilaceradas por anta#onismos Uoltaremos a esses problemas com al#um detalhamento na 6arte %%%. mas contradi*er diretamente a articulação da dinâmica interna do sistema. a mesma correlação também vale para a alternativa positiva. %sto é o que . mas estrutural&hier"rquica. o irrefre"vel impulso para articular e consolidar suas estruturas de reprodução material na forma de um sistema #lobal plenamente inte#rado e.em oposição 4.! A eli"ina#$o as con i#%es e repro &#$o socio"eta'(lica *. em 0iroshima e 9a#asa2i. a condição necess"ria para uma verdadeira solução .e não manipulaç'es e poster#aç'es tempor"rias.)s estruturas fundamentais dessa divisão hier"rquico&estrutural reforçada do trabalho são. em sua qualidade de modo de reprodução sociometabólica. 6or um lado. no decorrer de seu desenvolvimento histórico. 9em a dominação do sistema #lobal por uma meia d8*ia de monopólios. 9aturalmente. (ntretanto. é compreensível que. . sua incapacidade de satisfa*er a tend3ncia 4 inte#ração JP . fundamentando a possibilidade inicial da auto&administração positiva e a coordenação lateral dos produtores associados em escala #lobal . é a adoção de um princípio estruturador realmente democr"tico e cooperativo nos próprios microcosmos da reprodução social. )ssim. por outro. ao contr"rio. especialmente nos capítulos >D. as primeiras restriç'es monopolistas do capital mercantil tiveram de ser afastadas para uma fase mais avançada de desenvolvimento socioecon5mico. : ponto a ressaltar aqui é que. no momento. )o contr"rio. os anta#onismos potencialmente mais destrutivos sempre são reprodu*idos no plano internacional mais amplo porque o capital não conse#ue operar os microcosmos vitais da reprodução sociometabólica sem submet3&los a seu princípio de controle estruturador ri#orosamente vertical e hier"rquico. devem e$istir estruturas sociais capa*es de impor aos indivíduos uma divisão do trabalho não meramente funcional. apesar do fato de o capital financeiro ter se imposto vi#orosamente sob as novas circunstâncias.ar$ deve ter pretendido di*er quando preveniu que a auto&reali*ação consciente do a#ente social e$iste para si mesma 5. nem a restrição ao desdobramento da dinâmica interna do capital poderiam ser consideradas opç'es realistas. 6erse#uir aspiraç'es monopolistas era natural para o capital mercantil.

9o entanto. para asse#urar a perman3ncia de seu domínio #lobal. Leralmente a autocomplac3ncia caracteri*a as diversas fantasias pós&industriais e. ainda assim.undial. bem como a insustentabilidade desta situação. enquanto se continuar preso dentro da estrutura irremediavelmente desinte#radora de produção e distribuição do capital. é inevit"vel que a mencionada tentativa de ir além de suas possibilidades se!a uma contradição insol8vel. dei$ar intocado o quadro #eral e a base causal do sistema do capital. os apolo#istas do capital só nos podem oferecer a pre#ação va*ia da humanidade comum de indivíduos isolados contra os males dos tribalistas . (las t3m de ser declaradas intoler"veis. as fronteiras dos (stados nacionais e$istentes não podem ser toleradas.econ5mica por meio de um (stado #lobal inte#rado de maneira correspondente . os (stados Mnidos conse#uiram assumir o controle dos anti#os impérios britânico e franc3s.conomist. 6ois. até no limitado sentido da tomada de controle das possess'es de pot3ncias capitalistas rivais . )o mesmo tempo. ele a#ora se v3 compelido a assumir o controle indiscutível do que não puder sub!u#ar nem mesmo com as formas de domínio mais autorit"rias inventadas no século BB. insiste&se em que o remédio est" na aceitação dos limites encontrados e em aprender a conviver com eles D> . AonseqCentemente. como esperado. naturalmente. )ssim. (la est" mal concebida para poder atribuir a responsabilidade pelos problemas percebidos e peri#os crescentes aos indivíduos sem poder & de quem se afirma não estarem dispostos a aceitar os limites restritivos — e. na forma da tentativa de ir além de suas possibilidades. )ssim. como vimos nos absurdos serm'es de +he . ) tentativa de ir além de suas possibilidades é a marca da relação do capital também com as condiç'es elementares de reprodução sociometabólica. ) completa articulação do sistema do capital trou$e dificuldades que não podem ser enfrentadas sem substituir os freqCentes e abstratos apelos 4 idéia da humanidade em comum dos indivíduos por sua reali*ação numa pr"tica vi"vel da reprodução social. no caso dos aspirantes a limitadores do crescimento . o capital dei$a de articular e re#ular corretamente sua estrutura de comando político totali*adora. não por qualquer (stado em particular. o novo poder dominante &. os autores patrocinados pelo proeminente empreendimento capitalista. (ste tipo de aborda#em prev3 que os limites do sistema do capital continuarão a ser eternamente os inevit"veis limites de nosso hori*onte de reprodução social. nem as variadas estraté#ias concebidas e recomendadas da perspectiva do capital como a maneira adequada de limitar o crescimento podem aliviar essa #rave situação. 9em as fantasias sobre a sociedade pós&industrial — na qual a inform"tica supostamente toma o lu#ar das ind8strias de chaminé e se espera que os analistas simbólicos se tornem. a #arantia 8ltima da viabilidade de suas estruturas de reprodução material que em si e por si são peri#osamente centrífu#as. com a mesma clare*a m"#ica. definem o dilema humano e a tarefa de enfrent"&lo como a necessidade de estabili*ar e preservar os setores interli#ados do sistema capital&população DX.a maneira como. pois. que tornam o problema muito mais #rave. mas pelos imperativos do modo estabelecido da reprodução sociometabólica.ilustram muito claramente o fato de que o sistema tentou ir além de suas possibilidades. depois da Ke#unda Luerra . pela 8ltima ve* na história da rivalidade imperialista. como o macrocosmo e os microcosmos do sistema — insepar"veis de seus anta#onismos #eradores de dominação & devem ser considerados absolutamente inquestion"veis por serem o melhor de todos os modos concebíveis de intercâmbio sociometabólico.o #overno mundial .e. no intercâmbio absolutamente inevit"vel da humanidade com a nature*a. em . nas atuais condiç'es históricas. identificando com a perpetuação do domínio do capital a necessidade de asse#urar as condiç'es sociometabólicas elementares. não h" defesa contra os anta#onismos e$plosivos do macrocosmo de sua reprodução social. o pleno desenvolvimento e a invasão transnacional do macrocosmo estabelecido de reprodução ativaram um dos limites absolutos do capital. 9ão h" mais para onde ir neste planeta. produ*indo um verdadeiro beco sem saída. o Alube de Qoma . a questão dos limites est" tendenciosamente mal concebida. 6or isso.

:s defensores de soluç'es neomalthusianas não podem entender. menos de trinta anos 4 nossa frente . Eessa maneira. não apenas se atribui falaciosamente a responsabilidade pelo aprofundamento da crise aos indivíduos e#oístas — apresentados como incuravelmente e#oístas por nature*a. Qualquer limite !Crenze" ( e tem de ser uma barreira !Bchran=e" para ele. espera&se. o que não se concebe que possa fa*er sem dei$ar de ser capital & ou se!a. (les não prestam a menor atenção 4 verdadeira e$plosão populacional sob o sistema do capital. Ke tivesse percebido al#um limite não como uma barreira. nem mesmo a eliminação total da humanidade. além da qual procura che#ar. transformando uma #ravíssima questão multifacetada num discurso neomalthusiano amplamente retórico sobre a necessidade de controle populacional . ele dei$aria de ser capital — dinheiro que se auto&reprodu*. )o mesmo tempo. 6ara ele. : fato de estarmos muito lon#e dos n8meros com que nos ameaçaram. ainda que. )o contr"rio. Aaso contr"rio. . )ssim. é uma boa medida da e$cel3ncia dessas autoproclamadas pro!eç'es científicas . o capital . para ser capa* de sair do seu desastroso rumo fatal de desenvolvimento. Aonvenientemente. a fronteira quantitativa da mais&valia é uma simples barreira natural. afirmando que.não teria apenas de ser diferente. capa* de se#uir o rumo ine$or"vel de sua própria e$pansão . os indivíduos que aceitam .barreira se apresenta como um acidente a ser conquistado. : capital em si cria uma mais&valia específica porque não tem como criar uma infinita< ele é o movimento constante para criar mais da mesma coisa. 7 si#nificativo que se procure assustar os indivíduos. a menos de cinco anos da data fatídica. mas diametralmente oposto ao que pode e deve ser.como se espera.DA : discurso de defesa da necessidade de conviver com os limites erra completamente o alvo. . a população mundial estar" condenada. t3m a necessidade vital de lutar tanto quanto possível contra os incorri#íveis limites destrutivos do capital. porque o capital em si ( absolutamente incapaz de se impor limites. porque o s(timo bilhão poder" che#ar antes do ano ?XXX. (le teria de renunciar ao valor de troca pelo valor de uso e passar da forma #eral da rique*a para uma forma específica e tan#ível desta . são obrigados a fa*er isso sob o domínio do capital. que os desastres dia#nosticados não apareceram no hori*onte porque os indivíduos estão acostumados a lutar contra os limites em ve* de aprender a conviver com eles & mas.!ustamente porque rompeu as restriç'es do valor de uso e da necessidade humana.a estrutura do sistema do capital como seu hori*onte de reprodução. como a cultura nos condicionou a fa*er no passado. !" que. )s determinaç'es e os imperativos materiais esma#adores que diri#em o capital são minimizados e substituídos por impulsos psicoló#icos superficiais dos indivíduos. não é de espantar que só se possa levantar a questão dos limites como retórica en#anadora dos que defendem crescimento *ero e equilíbrio #lobal . ) verdade é que os indivíduos não deveriam ser convidados a aceitar os limites dados . e restrin#ir&se para funcionar dentro de limites racionais . se não restrin#irem seus h"bitos procriadores. capa*es de se adaptar ao esclarecedor discurso dos porta&vo*es do capital — mas representa&se de forma totalmente falsa a questão fundamental dos limites ob!etivos de que dependem tantos pontos decisivos. ou se recusam a admitir. uma car3ncia que ele tenta constantemente violar. antes que se!a tarde demais. ele teria renunciado ao valor de troca pelo valor de uso.ve* de lutar contra os limites D? . mas se sentisse bem dentro dessa limitação. modo alienado e reificado do processo de controle sociometabólico. Eesnecess"rio di*er que um tratamento tão diferente da questão dos limites não tem muito a ver com o discurso dos defensores do sistema do capital. que e$aminaremos na 8ltima seção deste capítulo. : capital é o impulso infinito e ilimitado de ultrapassar as barreiras que o limitam. Ee um lado. passando da forma #eral de rique*a para um modo tang4vel e espec4fico desta. todos DJ os dia#nósticos deste dilema humano esquecem que lutar contra os limites pertence 4 nature*a íntima do capital & e$atamente o que eles dese!am perpetuar. (ssa monótona estraté#ia univariada é defendida para preservar na condição atual — ainda que futuramente numa forma estacion"ria não&realista — os setores entrelaçados do sistema capital&população .sendo o modo estabelecido de controle sociometabólico. pelo mesmo motivo condenam&se 4 impot3ncia total para consertar a situação. de qualquer maneira.sem preocupação com as consequ3ncias. não importando as conseqC3ncias. ao contr"rio.

:s obst"culos e$ternos !amais detiveram o impulso ilimitado do capital< a nature*a e os seres humanos só poderiam ser considerados fatores de produção e$ternos em termos da ló#ica auto&e$pansionista do capital.em relação a sua escala temporal. 7 por isso que o resultado ne#ativo — ra*ão pela qual o mais começa a si#nificar menos e o controle do mundo inteiro sob o domínio do capital tra* a profunda crise do controle & não aconteceu simplesmente. ao criar por todo o mundo uma situação totalmente insustent"vel. a tend)ncia universalizadora de avanço produtivo do próprio capital teria de se tornar uma invasão universal basicamente insustent"vel. começam a voltar ao poleiro. para ver o mundo do ponto de vista do capital. benéfica. )lém do mais.G. que e$i#e uma coordenação abran#ente . 7 assim que as #alinhas produ*idas pelo deslocamento das contradiç'es do sistema. o sistema do capital se op'e diametralmente a tais e$i#3ncias. obst"culos naturais ou fronteiras culturais e nacionais. adquire uma destrutividade devas & tadora quando as condiç'es ob!etivas associadas 4s aspiraç'es humanas começam a resistir a seu ine$or"vel impulso e$pansionista. a 8nica que ele conhece. obviamente.e também. um plane!amento consensual para torn"&la possível. por sua própria nature*a. mas estava destinado a fa*3&lo cedo ou tarde. o poder de restrição do capital teria de ser interno 4 sua ló#ica.— quando. pois ho!e é impossível pensar em qualquer coisa associada 4s condiç'es elementares da reprodução sociometabólica que não este!a letalmente ameaçada pela forma como o capital se relaciona com elas. eles teriam necessariamente de omitir as limitaç'es históricas. inclusive a devastação em #rande escala das florestas e a maneira irrespons"vel de tratar o elemento sem o .se#undo o modelo do ima#in"rio !o#ador de roleta e seu bolso sem fundo !" mencionados-. al#uns cl"ssicos da filosofia bur#uesa podiam conceituar — com certa !ustificativa & o mal radical como instrumento para reali*ar o bem. mas para todas as facetas da a#ricultura #lobal.assumindo a forma da #lobali*ação anta#onista. Ooi apenas uma questão de tempo para que o capital — em seu irrefre"vel impulso para ir al(m dos limites encontrados — tivesse de se superar. em relação ao imperativo absoluto de sua auto&reprodução numa escala cada ve* maior. %sto foi produ*ido pelo próprio capital. mas teve de acontecer com a irreversibilidade de uma tra#édia #re#a. 6or isso o mais começou parado$almente a si#nificar menos e o controle universal . 9o entanto. contradi*endo sua ló#ica interna e entrando em colisão com os limites estruturais insuper"veis de seu próprio modo de controle sociometabólico. 7 da nature*a do capital não reconhecer qualquer medida de restrição.? ) tend3ncia universali*adora do capital tem sido irresistível . 7 por isto que durante o seu desenvolvimento histórico se e$cedeu o capital em todos os planos — incluído seu relacionamento com as condiç'es b"sicas da reprodução sociometabólica —. ) própria idéia de restrição é sin5nimo de crise no quadro conceitual do sistema do capital.che#ando 4 emer#3ncia e$trema. dei$ando em aberto a possibilidade de inversão da situação. com o es#otamento dos domínios a invadir e sub!u#ar. que nos trou$e ao ponto em que ho!e estamos. emanou de seu impulso ilimitado e infinito para superar a barreira limitadora .h" muito tempo na história.a indicar os riscos de uma completa perda de controle. essa indeterminação abstrata. que o torna compatível com o pro#resso concreto sob circunstâncias históricas favor"veis. qualquer que tenha sido esta.e. com a constante ampliação da escala . 6ara ter impacto limitador. de muitas maneiras. %sto não vale apenas para as e$i#3ncias de ener#ia da humanidade ou para a administração dos recursos naturais e dos potenciais químicos do planeta. a mesma tend3ncia universali*adora era insepar"vel da necessidade de deslocar os anta#onismos internos do sistema por meio da constante ampliação da escala de suas operaç'es. o capital não é mau nem bom. Aontudo. não importando o peso das implicaç'es materiais dos obst"culos a enfrentar. mas indeterminado em relação aos valores humanos. ) tend3ncia universali*adora do capital. )lém de certo ponto. ) de#radação da nature*a ou a dor da devastação social não t3m qualquer si#nificado para seu sistema de controle sociometabólico. (m si. nem a ur#3ncia relativa . 6or isso.?.

se conse#uir açambarcar a atmosfera do planeta e privar os indivíduos de seu modo espontâneo e pouco sofisticado de respirar. como sempre aconteceu no passado . a nin#uém deve surpreender que. 9o período vitoriano. sob tais determinaç'es. devido 4 #rande ur#3ncia. a postura arbitr"ria de auto&afirmação do capital em relação a suas determinaç'es ob!etivas de causalidade e tempo poder" no final resultar numa colheita amar#a 4 custa da humanidade. .da e$plosão de seus devastadores anta#onismos. ci3ncia e tecnolo#ia sempre tiveram de ser utili*adas com enorme seletividade. 9ão obstante.qual nenhum ser vivo pode sobreviver. o pro#resso das forças da produção a#rícola não erradicou a fome e a desnutrição. 9a aus3ncia de soluç'es mila#rosas. : terreno da ci3ncia e da tecnolo#ia viável teria de estar ri#orosamente subordinado 4s e$i#3ncias absolutas da e$pansão e da acumulação do capital. até nas formas historicamente conhecidas dos sistemas pós&capitalistas.com a realidade da 9)K). o intercâmbio reprodutivo entre a humanidade e a nature*a teve de se transformar no oposto. 6ortanto. mesmo as formas e$istentes de conhecimento científico. se tivessem a necess"ria escala monumental. 7 possível que os apolo#istas do capital !" tenham reunido especialistas em futurolo#ia ocupados em al#um pro!eto desse tipo. a capacidade do sistema de i#norar a causalidade espontânea e o ritmo da nature*a & que circunscreviam e fechavam as formas de satisfação dos seres humanos — trou$e um #rande aumemto em seu poder de produção. para tornar real a viabilidade permanente do crescer além dos limites -. com toda certe*a o capital criar" uma f"brica de en#arrafamento #lobal e autoritariamente racionali*ar" a produção a seu bel&pra*er. basta cote!ar as absurdas pro!eç'es baseadas no va#o sucesso das via#ens 4 Fua na época do presidente Venned1 .quando se usurpou #ratuitamente uma infinidade de recursos 4 disposição do mundo livre . a "#ua. 9ão se deve permitir que motivaç'es sentimentais relativas 4 sa8de — e até 4 simples sobreviv3ncia — dos seres humanos perturbem ou interrompam os processos de tomada realista de decisão orientados para os mercados. como esse pro#resso teria de ocorrer de forma alienada. estão se iludindo. )o mesmo tempo. não po dem se reali*ar porque interfeririam com o imperativo da e$pansão inconsciente do capital< para não mencionar a recusa em dar andamento aos pro!etos científicos e tecnoló#icos que. sob o domínio de uma ob!etividade reificada & o capital & que determinasse o rumo a se#uir e os limites a trans#redir. conforme o 8nico princípio de seletividade 4 disposição do capital. ho!e muito redu*ida.ais uma ve*. como a#ora patrocinam #enerosamente a pesquisa de armas não&letais voltadas contra as naç'es menores. Todos os que continuam a postular que ci3ncia e tecnolo#ia resolverão as #raves defici3ncias !" ine#"veis e as tend3ncias destrutivas da ordem estabelecida de reprodução. o papel da ci3ncia e da tecnolo#ia tenha de ser de#radado para melhorar positivamente a poluição #lobal e a acumulação da destrutividade na escala prescrita pela ló#ica perversa do capital. em ve* de atuar na direção oposta como. do que se dedu* que o céu era mesmo o limite . poderia — ho!e. (. 6or essa ra*ão.em oposição 4s fictícias pro!eç'es de recursos tirados do céu que se multiplicam infinitamente. 6ara uma comparação moderada. i#noram os limites do tempo inevitavelmente impostos a todos por causa do car"ter ob!etivo dos fatos presentes. )ssim. isto estaria em contradição com o imperativo da e$pansão racional do capital.e a humanidade. ) ci3ncia e a tecnolo#ia só poderão ser utili*adas a serviço do desenvolvimento produtivo se contribuírem diretamente para a e$pansão do capital e a!udarem a empurrar para mais lon#e os anta#onismos internos do sistema. al#uns empres"rios cínicos en#arrafavam ar com o nome dessas estâncias para que os ricos os soltassem em seus quartos ao retornarem para casa. 0o!e. que até poderiam combater a de#radação do ambiente natural. %#noram a escala proibitiva dos problemas que se acumulam e teriam de ser resolvidos dentro das restriç'es dos recursos de produção disponíveis e ampli"veis de modo realista . só mesmo em princípio . compensariam a piora de toda a situação. em princípio. 9o período da ascend3ncia histórica do capital. prolon#ando indefinidamente sua própria vida. e dos pro#ramas espaciais de outros países. duvida&se que esta fase de produção em escala total da ind8stria de en#arrafamento do ar che#ue a tempo de salvar o sistema . 9o entanto. : . quando al#umas localidades entraram na moda como estâncias de sa8de. #raças ao desenvolvimento do conhecimento social e 4 invenção das ferramentas e dos métodos e$i#idos para tradu*i&lo em potencialidade emancipadora. e noutro plano.

principalmente no Terceiro .na vã convicção de que sempre conse#uir" se safar. )s prioridades adotadas no interesse da e$pansão e da acumulação do capital são fatalmente distorcidas contra os condenados 4 fome e 4 desnutrição. Aom relação 4 forma como o sistema do capital espe*inha o tempo . descobrimos que o custo do (urofi#hter ?XXX & o avião em pro!eto con!unto de quatro naç'es. ho!e as frutas e$óticas estão disponíveis durante o ano inteiro em todas as re#i'es & é claro. pois ele !amais se redu*. o avanço dos métodos de produção !" coloca em risco o escasso alimento b"sico dos que são compelidos a trabalhar para as safras de e$portação e passam fome para manter a sa8de de uma economia #lobali*ada paralisante.undo . para quem quer que se!a. a seu ver. para quem tem dinheiro para compr"&las. )ssim. a interfer3ncia irrespons"vel na causalidade da nature*a é a norma< a pesquisa de pro!etos de produção realmente emancipadores. %n#laterra. que no final pa#am a conta. da tremenda interfer3ncia nos ciclos do clima #lobal em re#i'es vitais para o planeta. Quando a aeronave foi concebida na década de SX. o orçamento de seu custo total estava em ?> bilh'es de libras DGDH . :s recursos são entre#ues em escala prodi#iosa a pro!etos militares totalmente perdul"rios e inerentemente peri#osos. da deterioração das "#uas subterrâneas. 0o!e. eles continuarão a ser #enerosamente alocados para esses pro!etos militares sem sentido e convenientemente perdul"rios. %sto acontece até nas circunstancias da recessão. o simulacro de plane!amento não passa de manipulação cínica e en#anadora da opinião p8blica. Lraças 4 subservi3ncia alienada da ci3ncia e da tecnolo#ia 4s estraté#ias do lucrativo mar=eting #lobal. 0o!e. nada parece #rande o bastante para deter o apetite do comple$o militar e industrial. :s custos envolvidos não dei$am de colocar em risco & unicamente pela ma$imi*ação do lucro & as futuras colheitas de batata e as safras de arro*. : n8mero inicialmente plane!ado — ou se!a. : que não si#nifica que o resto do mundo nada tenha a temer com relação a isso no futuro. como sua #aiola de ferro que eles aceitam perfeitamente por causa das postuladas habilidades dos conhecedores da boa burocracia que. )s pr"ticas de produção e distribuição do sistema do capital na a#ricultura não prometem. não para quem as produ* sob o domínio de meia d8*ia de corporaç'es transnacionais. (nquanto os recursos renov"veis e não&renov"veis estiverem 4 disposição do sistema. na sa8de e na educação. Aomo re#ra. com a ale#ação da imposição ri#orosa do interesse dos consumidores soberanos e dos pa#adores de impostos & os produtores e$plorados e i#norados. 9essa bar#anha. )lemanha. quando são feitos cortes dr"sticos nos serviços sociais.ritmo e a recalcitrância espontâneos da nature*a !" não são desculpas convincentes para !ustificar as condiç'es de vida de milh'es e milh'es de pessoas que sucumbiram 4 miséria nas 8ltimas décadas e continuam a perecer ainda ho!e pela mesma causa. servem 4 ordem capitalista com muita dedicação. não se pode esperar que o (urofi#hter entre em serviço antes de de*embro do ano ?XXX — dois anos além do plane!ado DY . %t"lia e (spanha & !" atin#iu a cifra dos DJ bilh'es de libras ou HH bilh'es de dólares . basta que nos lembremos do le#ado at5mico. em nome do interesse de todos. por causa do uso irrespons"vel e muito lucrativo de produtos químicos que se acumulam como venenos residuais no solo. afastando implacavelmente as reclamaç'es que emanam das necessidades frustradas dos seres humanos. o c"lculo fraudulento criado pelas personificaç'es do capital para fa*er passar esse tipo de pro!eto.undial . que todos nós observamos impotentes. a rara e$ceção. com um pouco de sorte. um futuro muito bom. %sso acontece contra o pano de fundo de pr"ticas irrespons"veis na produção. como sempre acontece.valores atuais-.a$ /eber e outros apolo#istas da supostamente inalter"vel e se#uramente eterni*"vel sociedade de mercado capitalista.em perfeita correspond3ncia 4 desastrosa interfer3ncia nas determinaç'es ob!etivas da causalidade. 9este aspecto. Quando esse momento che#ar. 6ara tomarmos apenas um e$emplo entre os incont"veis.esmo que se queira cultivar a idéia de que os desastres nucleares !amais . nada se alterou com o fim da Luerra Oria e a proclamação da 9ova :rdem . os custos previstos talve* tenham duplicado mais uma ve*. . da e$ploração e da destruição dos recursos das florestas tropicais etc. (ste é o si#nificado que ho!e resta do c"lculo racional #lorificado por . com a a!uda dos chicotes de tr3s linhas em seus respectivos parlamentos nacionais — aumentou em relação 4s estimativas científicas dos custos.

uma das contradiç'es b"sicas do sistema. de nada adianta um aumento maior dessa escala e a usurpação da totalidade dos recursos renov"veis e não& renov"veis que o acompanha. devemos ter em mente que o pior aqui é o que talve* tenha sido a maior reali*ação do capital na sua fase de ascensão histórica.. como necessidade historicamente criada & é a tend3ncia do capital. assim como o são os produtos e os diferentes tipos de habilidades do trabalho.es e da produção sociais e tanto mais postuladas como necessidades quanto maior o n4vel a que chegou o desenvolvimento da riqueza real.. pois ele si#nifica que o capital est" impondo ce#amente a incont"veis #eraç'es & que se estendem no tempo por milhares de anos & a car#a de. : futuro distante da humanidade ter" de ser peri#osamente empenhado porque o sistema do capital dever" sempre se#uir seu rumo de atuação dentro da mais estreita escala de tempo. por isso o que antes aparecia como lu$o agora ( necessário. a que e$iste entre a sempre crescente sociali*ação da produção . ) irrevo#"vel e$trapolação do capital no plano das condiç'es elementares da reprodução sociometabólica é a conseqC3ncia inevit"vel desta contradição.em direção 4 plena #lobali*ação. Quanto maior a e$tensão a que as necessidades históricas . e essa transfer)ncia de suas condiç. ter de lidar com forças e complicaç'es totalmente imprevisíveis. para um conte$to #eral — daí a transformação do que antes era sup(rfluo no que é necessário. despre*ando as conseqC3ncias. de que ele se comp'e. Quando a base é o valor de troca.e seu controle hier"rquico restritivo por diferentes tipos de personificaç'es do capital...es de produção. DS (videntemente. e daí a totalidade de atividades.2. intercâmbios. 9o decorrer do desenvolvimento histórico.. : desenvolvimento da ind8stria suspende essa necessidade natural assim como esse lu$o anterior — é verdade que.. em escala cada ve* maior. na sociedade bur#uesa. . )umentos e reduç'es ocorrem dentro dos limites impostos por essas necessidades e esses trabalhos necess"rios.e nada 4 vista para control"&las e elimin"&las. transcendendo as restriç'es ori#inais & pois a necessidade natural é suspensa &#raças ao impacto produtivo de um círculo imensamente maior de necessidades e car3ncias reunidas na troca #eral por . 6ara compreender a #ravidade desse problema. além de certo ponto. pois ela própria só postula como necess"rio outro padrão social específico. (ssa necessidade é em si su!eita a mudanças..: ) consumação da ascend3ncia histórica do capital intensifica. até o ponto da ruptura. para o conte$to #eral. ) base de todas as ind8strias passa a ser a troca #eral em si. Ke#undo . *. necessidades que são em si filhas das relaç. isto é feito apenas em forma antit(tica.. os ramos particulares isolados do trabalho aparecem como necess"rios. mais cedo ou mais tarde e com certe*a absoluta. além de criar as necessidades de consumo determinadas pela continuidade da auto&sustentação.necessidades criadas pela própria produção. liberando a pressão dos #ar#alos na e$pansão do capital com a abertura de novas rotas de suprimento de recursos humanos e materiais. com a remoção das causas de sua e$ist3ncia-. essa necessidade recíproca é mediada pela troca. o mercado mundial. saindo de si. necessidades etc. necessidades sociais".ar$. Aontudo. os #randes avanços produtivos são reali*ados pelo sistema do capital por meio da criação histórica de necessidades sociais e da transfer3ncia de condiç'es da produção em todas as ind8strias para fora dele. 7 o que se deve entender por ativação do limite absoluto do capital com relação 4 maneira como são tratadas as condiç'es elementares de reprodução sociometabólica. : lu$o é o oposto do naturalmente necess"rio. o oposto ao lu$o. ao contr"rio. apesar das de*enas de milhares de armas nucleares . Quando se fala do tempo necess"rio de trabalho. do sistema de reprodução.acontecerão. a constante e$pansão da escala das operaç'es a!uda a deslocar por muito tempo essas contradiç'es. nem mesmo a maior credulidade poder" minimi*ar o peso deste le#ado at5mico. porque as necessidades são produzidas. )s necessidades necess"rias são as do próprio indivíduo redu*ido a um su!eito natural. (sse afastamento do chão natural aos fundamentos de todas as ind8strias. mesmo que estas apontem a destruição completa das condiç'es elementares da reprodução sociometabólica. mas. ele aprofunda os problemas implícitos e se torna contraproducente.

a 8nica forma de melhorar as oportunidades de controle é aumentar constantemente sua escala de operação & o que torna a e$pansão do capital uma e$i#3ncia absoluta &. Kua vanta#em relativa é vi"vel e efica* . \ (m primeiro lu#ar.e reprodução sociometabólica mais ampla. se d3 no quadro da troca #lobal. 6ara as empresas que operam se#undo a ló#ica do capital. torna o controle da produção . o capital é capa* apenas de racionalidade parcial. remediar as conseqC3ncias deletérias da poluição fa*endo o poluidor pa#ar . Aomo as condiç'es ob!etivas e sub!etivas de produção estão situadas fora .pelo aperfeiçoamento da racionalidade e da efic"cia parciais de suas operaç'es específicas & pela produção em massa destinada a um mercado #lobal pelo controle da maior fatia do mercado possível etc. por e$emplo. em princípio. necessidades etc. de que as empresas são parte inte#rante. )ssim. no devido tempo. Eeve&se ressaltar que. não apenas difícil. : impulso e$pansionista ce#o do sistema do capital é incorri#ível. tanto piores serão as perspectivas de sobreviv3ncia da humanidade nas condiç'es ho!e prevalecentes. Eessa mesma forma. em ve* de a!udar a resolv3&la. o impulso e$pansionista necess"rio das empresas isoladas e do sistema em #eral sem levar em conta as conseqC3ncias devastadoras. seriam controladas pelo (stado. potencialmente proibitivo em muitos aspectos. não importando o quanto se!a #i#antesca ou transnacionalmente monopolista. elas necessariamente estão al(m do alcance de qualquer empresa isolada. para sobreviver e prosperar. 9este aspecto. elas continuariam insi#nificantes. que afirma supervisionar e defender o interesse #eral -< a falha emana da nature*a do sistema de reprodução estabelecido. 7 i#ualmente óbvio que esses avanços se fa*em a um custo muito alto.que. saindo de uma ind8stria qualquer para o conte$to #lobal. pelas mesmas ra*'es que tornaram o =por si mesmo] do capital uma camufla#em desorientadora para o seu em si mesmo no sentido discutido na nota JP deste capítulo. #raças 4 sua capacidade de impor a outros o custo correspondente 4s vanta#ens que tiram da ilimitada economia de escala defendida sem consci3ncia.em seus próprios termos de refer3ncia & ditados pela racionalidade e ló#ica interna de todo o sistema.intermédio do mercado mundial. mas em 8ltima an"lise quase impossível de se manter. a intensificação inevit"vel e assustadora destas. não importa quanto se!am destrutivas em termos #lobais as conseqC3ncias da utili*ação vora* dos recursos disponíveis . mesmo que os )le$ Trotmans do mundo continuem a fantasiar que a solução do problema est" na certe*a de que suas próprias companhias estão entre a meia d8*ia de !o#adores #lobais . que lhes imp'e demandas fetichistas de efici3ncia econ5mica &. o capital de fato reprimi ria o aspecto mais . 6raticando uma restrição racional abran#ente. devido a seu princípio estruturador interno anta#onista. o controle é um pesadelo por toda parte e em parte al#uma.otors ou a Oord umas cem ve*es. 9a realidade.enquanto os limites absolutos não estiverem plenamente ativados. quanto mais bem-sucedidas forem as empresas particulares . 7 o que empurra para a frente não apenas as empresas isoladas. ) falha não est" nas empresas trans#ressoras particulares . se em nossa ima#inação multiplic"ssemos a Leneral .para os quais as empresas privadas não t3m medidas nem preocupaç'es-. ou se!a. tra*endo em primeiro lu#ar deslocamento de suas contradiç'es e. mas também o sistema do capital em #eral. e$i#indo que o intercâmbio da totalidade das atividades. porque não pode renunciar 4 sua própria nature*a e adotar pr"ticas produtivas compatíveis com a necessidade de restrição racional em escala #lobal. & em conformidade com o imperativo absoluto da e$pansão do capital que se aplica a todas elas. Eaí a irrealidade hipócrita das declaraç'es políticas de fé que prop'em. contradi* diretamente as ponderaç'es elementares e literalmente vitais da restrição racional e correspondente controle racional dos recursos humanos e materiais #lobais. a transfer3ncia das condiç'es de produção. ) ló#ica inerente ao sistema do capital piora pro#ressivamente essa contradição.como devem ser.com base nos princípios operativos dados e vi"veis do capital. a racionalidade parcial do capital.

) utili*ação predatória dos recursos renov"veis e não&renov"veis e o correspondente desperdício em escala monumental é o corol"rio fatal dessa maneira alienada de se relacionar com a necessidade humana individual. : lado positivo.e do !ul#amento de valor em #eral-. a necessidade inevit"vel de asse#urar a administração sustent"vel das condiç'es de controle sociometabólico e da produção no conte$to #lobal adequado se revela como al#o irremediavelmente al(m do alcance do capital.dinâmico de seu modo de funcionamento. (sta é uma das principais ra*'es por que a idéia de um #overno mundial #lobalmente racional e consensualmente limitador baseado no sistema do capital & necessariamente parcial em sua 8nica forma vi"vel de racionalidade & é uma contradição #ritante. Tal círculo é verdadeiramente vicioso e se completa tornando absolutamente necessário o controle racional do sistema #lobal . tanto para os indivíduos como para seu sistema de reprodução sociometabólica. AonseqCentemente. no plano do necessariamente mau comportamento trans#ressor de empresas isoladas nacionais e transnacionais. a incontrolabilidade estrutural inerente do capital. Aontudo. %sso torna imposs4vel seu controle num conte$to mais limitado. )contece que não são apenas as necessidades le#ítimas que são historicamente criadas & o >vale tudo> ( adotado como princípio orientador da produção . elas podem ser correspondidas ou pelo menos consideradas le#ítimas< se assim não for. pelo sucesso ou fracasso na e$pansão do capital. nem pode continuar em seu impulso e$pansionista #lobal na escala requerida. pelos quais se pa#ar" muito caro. Aom isso. di* respeito a afastar o terreno natural das fundaç'es de qualquer ind8stria e 4 transformação do lu$o em necessidade. potencialmente emancipador e universal desse processo. como medida 8nica. 7 inconcebível escapar de tal círculo vicioso sem superar radicalmente as determinaç'es fundamentais do próprio sistema do capital.a um nível adequadamente global. : bloqueio de novos territórios sobre os quais o capital poderia estender seu domínio e aos quais poderia e$portar suas contradiç'es ativa os limites absolutos e a simultânea crise estrutural do sistema. fecha o seu círculo. trocados. deverão ser frustradas e substituídas por qualquer coisa produ*ida em conformidade com o imperativo da e$pansão do capital. \ : se#undo aspecto mais importante desses acontecimentos. !" que a administração da demanda deve estar subordinada aos imperativos do valor de troca que se e$pande. Ke as necessidades reais dos indivíduos couberem nos limites desse valor de troca de maneira vanta!osa para o sistema . Aom relação aos indivíduos. abre&se a possibilidade & na verdade. que ele mesmo havia historicamente criado. não importa até onde e quão peri#osamente se e$tralimite o sistema. em que só ele seria sustentavelmente controlado-. )s conseqC3ncias ne#ativas são visíveis em relação aos consumidores e ao sistema produtivo. esta só ocorrer" não apenas com o fim das restriç'es naturais ori#inais. limitado pela 8nica cl"usula implícita de que tudo o que for praticado deve contribuir para a e$pansão do capital.com sua necessidade de bens produ*idos em massa para serem distribuídos com a efic"cia m"$ima no mercado #lobal-.menos inte#rada e e$pandida #lobalmente-. quando esse processo se completar historicamente. mas com o abandono de quaisquer medidas e padr'es humanamente si#nificativos. como modo de controle. prepondera a criação e manipulação de >apetites artificiais>. 9ão pode ser revertido para uma condição anterior . ) transfer3ncia das con& diç'es de produção e reprodução social para o e$terior das empresas e ind8strias particulares tem como conseqC3ncia que. 7 assim que. cometendo suicídio como sistema de controle sociometabólico historicamente 8nico. descobrimos que a . a necessidade — da busca de soluç'es arbitr"rias e manipulativas para os novos problemas e contradiç'es emer#entes na vida econ5mica e social. desde o início. o capital como sistema de controle se e$tralimitar" de maneira irreversível. 9o que se refere 4 influ3ncia desse mesmo fato no sistema produtivo em si. constitui a maior reali*ação histórica do sistema do capital.

con!u#ada com os índices crescentes de divórcio que a#em na mesma direção. pois essas unidades são mais facilmente manipuladas e dominadas.e$emplo desse aspecto. apesar da imensa quantidade de recursos em matérias&primas e trabalho aplicados perdulariamente em cada um dos automóveis fabricados e apesar do . menos ainda ser conscientemente criados. 9ecessidades sociais le#ítimas e modos sociais de satisfação também não podem sur#ir espontaneamente. . e o maior #asto para quem não pode ter a casa própria. as metas de produção e as unidades b"sicas de consumo. 6ara manter a multiplicação dos automóveis. : terceiro aspecto vital di* respeito 4 contradição entre o car"ter emi nentemente social das necessidades historicamente criadas . )qui é muito revelador que o chamado carro da família pertença 4 estrutura de demanda antediluviana do capitalismo avançado muito ampliado. o sistema teve de criar a absurda estraté#ia de mar=eting do se#undo ou até do terceiro carro da família . podemos pensar no automóvel.série de car3ncias historicamente criadas . harmoni*ando . ) continuação da saud"vel e$pansão da ordem produtiva do capital precisa desse tipo de pr"tica. Aom o desenvolvimento das forças produtivas subordinado ao critério 8nico da e$pansão do capital. mas nos imp'e cruelmente e difunde universalmente um novo tipo de necessidade. 6ara tomarmos apenas um . além de terem maior probabilidade de proporcionar a m"$ima demanda para os arti#os produ*idos pelo capital. #enerali*ados. a ação de consumo dos seres humanos deve ser fra#mentada até sua menor unidade possível & o indivíduo isolado &.e dos bens correspondentes. que representa o se#undo maior #asto para todos os que podem ter suas próprias casas ou apartamentos. não importando sua artificialidadeestão incorporadas num quadro reprodutivo altamente ampliado. ) eliminação dos novos lu$os estruturalmente incorporados .difundidos. al#o desprovido de sentido — e o correspondente abandono ou a eliminação deliberada dos serviços de transporte p8blico &. filhas das relaç'es e da produção sociais . os produtos desse processo reificador e alienado devem ser impostos aos indivíduos como apetites destes & no interesse do processo de reprodução dominante. se o princípio estruturador do sistema de reprodução estabelecido não lhe fosse anta#5nico.!" não pode ser considerada suficiente em sua própria esfera para a boa sa8de da economia capitalista.e o controle hier"rquico e discriminatório da produção e da distribuição. sem se levar em conta as conse& qu3ncias a um pra*o mais lon#o. afastar o terreno natural das fundaç'es de qualquer ind8stria não nos livra da necessidade. ) família mono#âmica como unidade econ5mica da sociedade casamento GX DP com sua indissolubilidade do . com dificuldade cada ve* maior de #arantir a e$i#ida continuidade da produção e das necess"rias reali*ação e valori*ação do capital em escala sempre crescente. as determinaç'es ri#orosamente naturais retrocedem e dão lu#ar a um novo con!unto.muito importante. multiplicando a rique*a divorciada dos desí#nios humanos conscientes.do referencial da produção e$istente levaria ao colapso de todo o sistema de produção. (sta contradição resulta inevitavelmente numa deturpação paralisante do que poderia ser um processo emancipador e muito reali*ador. especialmente nos países de capitalismo avançado . porque a estraté#ia obri#atória de ma$imi*ação das oportunidades de acumulação do capital tem de prevalecer sobre tudo. )s relaç'es da família nuclear devem ser adaptadas no mesmo sentido. enquanto o processo de produção dado se#ue suas próprias determinaç'es. )ssim. na escala mais ampla possível. ) deturpação incorri#ível manifesta&se não apenas na iníqua apropriação dos frutos do avanço produtivo pelas personificaç'es do capital.a ela imposta por muito tempo no passado de uma forma ou de outra. 6or esta ra*ão. redu*idas 4 unidade b"sica de uma #eração e 4 transformação dos filhos em consumidores soberanos tão cedo quanto possível. colocando em risco a própria sobreviv3ncia da humanidade e não apenas o altamente ampliado sistema do capital. ) reprodução ampliada do capital deve ser #arantida por quaisquer meios e a quaisquer custos. 6ois. neste sentido perverso.

) ló#ica fundamental desse tipo de solução & ditada pela maneira como o capital manipula as necessidades sociais #eradas em sua estrutura — é persuadir ou forçar o consumidor soberano a comprar os arti#os em oferta a intervalos re#ulares. dei$ando intocadas as causas — que emanam dos interesses capitalistas dominantes.a maioria dos motoristas-. dei$ando&os totalmente sem uso até que se autodestruam por si sós. Uai&se portanto instalar equipamentos eletr5nicos de medição e re#istro em todas as estradas importantes. Ke não houver nenhuma outra maneira . indicando o lado ne#ativo com uma brevíssima refer3ncia 4 sua forma antitética . para que se possa enviar contas pesadas aos que entram nos perímetros urbanos das metrópoles & para impedir a entrada dos que não disp'em de tanto dinheiro . Aomo !" vimos. ) solução #overnamental proposta. es#otando sua ener#ia e seus recursos químicos não&renov"veis e envenenando em escala inima#in"vel o ambiente natural.impacto devastador dessa forma #rotescamente inefica* de transporte . : ideal a se#uir. embora a velocidade média dos carros nos centros das #randes cidades atualmente mal che#ue ao ritmo da caminhada de um pedestre. aumentos bem menores no n8mero dos carros !" apresentam perspectivas bastante assustadoras. 9a %n#laterra. para não falarmos nas concomitantes emiss'es de #ases venenosos que !" se comprovou amplamente serem pre!udiciais 4 sa8de. 9ão se pode atenuar a contradição entre produção e necessidades sociais e o controle hier"rquico e discriminatório da produção e do consumo. num país com GG milh'es de pessoas & dobrará em vinte anos. che#ando a menos de um por cento de seu uso potencial. : ponto de partida e o ponto final na . mas até reprimidas com a a!uda de impostos e le#islação autorit"ria. )s palavras de . 9ão h" nenhuma esperança de mudar&se esta situação. no decorrer desses 8ltimos >GX anos o lado ne#ativo adquiriu uma dominância avassaladora. portanto.promovida por um sistema que se or#ulha de sua proclamada efici3ncia -. as necessidades sociais não devem ser apenas manipuladas . especialmente das crianças. pois não é possível introdu*ir&se neste sistema a racionalidade abran#ente e$i#ida e a alocação correta dos recursos humanos e materiais e ao mesmo tempo aderir a seus princípios de funcionamento e 4s premissas necess"rias de sua pr"tica. é apenas alterar um pouco esses efeitos. T3m&se calafrios ao pensar na possibilidade dos monumentais en#arrafamentos de trânsito que aconteceriam na Ahina ou na ^ndia plenamente motori*adas que a mitolo#ia burra da moderni*ação capitalista costumava pro!etar como um curso de desenvolvimento adequado para esses países. 9a realidade. ) e$pansão quantitativa é o critério pelo qual a sa8de do sistema é medida e.mais palat"vel e ideolo#icamente mais se#ura-. (sse #3nero de conselho e a medida restritiva a ele associada devem ser comparados ao índice ridiculamente bai$o da utili*ação de automóveis nos dias de ho!e. : postulado ilusório de que mais cedo ou mais tarde acabaremos por descobrir medidas remediadoras adequadas contra os processos destruidores identificados dentro dos parâmetros do próprio sistema do capital é. é só este. a ponto de colocar diante da humanidade a perspectiva de ser precipitada na barb"rie se os processos destrutivos do capital — que ho!e afetam diretamente as condiç'es elementares da reprodução sociometabólica & não estiverem sob controle consciente num futuro não muito distante. in#3nuo — muitas ve*es até pior do que isto. !" bastante alardeado pelas autoridades. inclusive a sa8de infantil sob riscos cada ve* maiores — devem ser implacavelmente abandonadas em subordinação 4 necessidade da auto&reprodução ampliada do capital. todas as ponderaç'es sobre qualidade 7 em relação a qualquer espécie de necessidade social. mesmo que não se leve ao e$tremo a ló#ica maluca do c"lculo racional do capital. na melhor das hipóteses.sutilmente ou com crue*a transparente-. 6ois não ser" possível atender humanamente 4s necessidades sociais e 4s condiç'es para sua reali*ação sem que se mude radicalmente o princípio estruturador anta#onístico e o modo de controle hier"rquico e discriminatório do sistema.ar$ em nossa 8ltima citação dos Crundrisse enfati*avam a potencialidade positiva dos fatos em andamento. prev3&se que o n8mero !" muito elevado de automóveis & mais de ?G milh'es. como sempre. use o seu carro estritamente nos percursos inevit"veis .

GJ 0o!e — cem anos depois que )u#ust Tebel. sem e$ceç'es. ) transformação revolucion"ria que muda fundamentalmente todos os aspectos da vida humana. antes. seria uma peri#osa ilusão acreditar que mesmo em um 8nico terreno o sistema do capital pudesse carre#ar as sementes da transformação socialista da sociedade . apresentou esse pro#nóstico sobre o rumo futuro dos acontecimentos —. que se completasse a destrutividade incorri#ível dos acontecimentos atuais. (m si. um dos socialdemocratas mais radicais da esquerda alemã. não se h" de superar os novos tipos de necessidades perversas criadas pelas e$i#3ncias alienadas da auto&reprodução ampliada do capital indicados acima. se sua meta não envolver a mudança radical dos parâmetros estruturais do próprio sistema do capital. 9o entanto.ar$.torna suas reali*aç'es e seu modo de funcionamento ampliado e$tremamente problem"ticos. Tudo depende do sucesso ou fracasso em complementarmos num futuro previsível as condiç'es sociais inevit"veis da reprodução #lobal . admitiu&se & apesar de todas as provas em contr"rio — que as atividades de produção muito avançadas do capital podem proporcionar a base material para uma ordem de reprodução socialista. ) partir dessas premissas falsas era possível postular com otimismo que.ho!e seriamente deturpadas. com administração socialdemocrata. mesmo naquela época. poderão #o*ar de suas vanta#ens in8meras e diversificadas. (nquanto . Famentavelmente. . inclusive no passado recente. antes do final do século. as perspectivas são bem menos promissoras do que na época de . 6ortanto. um modo de cooperação abran#ente e realmente comunit"rio em sua constituição interna. o fato de que. antecipando assim o remédio na forma de um #rande aumento quantitativo na escala de produção capitalista sob as novas circunstâncias políticas.ar$ ainda vivia.que dever" ser herdada por todas as formas vi"veis do socialismo-. muito menos que pudesse fa*3&lo em todos os terrenos. na forma da ameaça de destruir as condiç'es fundamentais da reprodução sociometabólica. um dos limites absolutos do capital este!a sendo ativado não é nada estimulante. est" acontecendo diante de nossos olhos. se#undo a qual a sociedade bur#uesa carre#a em todos os campos as sementes da transformação socialista da sociedade G> .com um modo de produção e controle inerentemente social em todos os níveis e todos os campos do processo da reprodução social — em outras palavras. pressupusermos a viabilidade de funcionamento de um mundo constituído pela meia d8*ia de !o#adores #lobais de Trotman. )o contr"rio. na situação atual. hipnoti*ando até sua ala esquerda. que devem tradu*ir em ordens e$equíveis os imperativos ob!etivos de auto&reprodução ampliada do capital com refer3ncia ao avanço pro!etado de seus empreendimentos limitados. as pessoas preocupadas com o ambiente perderão a batalha pela racionalidade abran#ente e restrição le#ítima da economia antes mesmo de ela começar.uitas ve*es no passado. 7 apenas uma questão de tempo. apenas para seus eleitos . tornou&se parte do credo socialdemocrata a afirmação..com o desperdício incorporado em sua estrutura e a deturpação paralisante até das necessidades humanas mais elementares. era uma convicção discutível que se deveria limitar ener#icamente concentrando&se a atenção nas forças e ten & d3ncias compensadoras inerentes ao modo de funcionamento do capital. ) 8nica crítica era a de que os frutos do processo da G? reprodução estabelecida eram proporcionados pela bur#uesia com certas restriç'es. mesmo se. 9este conte$to. . em especial a situação das mulheres. por maiores que se!am. Kem uma reestruturação radical em todo domínio e toda dimensão da ordem de reprodução estabelecida .. 4 lu* da situação prevalecente. %sto continuar" a ser verdade. de modo que todos. prometendo os frutos da abund6ncia para todos e a irreversível eliminação da escassez. até o processo se acelerar e ser estendido a todos os terrenos. deve&se mostrar um outro aspecto relativo ao le#ado da ordem dominante. muitas ve*es repetida mas totalmente desprovida de conte8do.ordem sociometabólica dominante são as personificaç'es do capital . a título de ar#umento. se não contraproducentes em in8meros aspectos. portanto. até a sociedade ampliar essa transformação em #rande escala. talve* houvesse al#um fundamento para essa conclusão. ) maneira como foi articulado o sistema de reprodução do capital e como che#ou 4 perfeição perversa no decorrer do 8ltimo século . pois a tirania da necessidade artificialmente produ*ida foi estendida pelo capital a vastos terrenos antes intocados. preparando assim a base para a eliminação da escasse* e a criação da abundância para benefício de todos.

Kob as condiç'es re#idas pelos princípios orientadores do capital é muito tentador procurar respostas para a insufici3ncia material simplesmente postulando o aumento das quantidades produ*idas. quando as conseqC3ncias ne#ativas da ce#a e$pansão do capital se tornam tão óbvias que não podem mais ser i#noradas. )lém do mais. como ima#inaram os social&democratas da Ke#unda %nternacional . admitindo sem questionamento o que não pode ser admitido sem violar a ló#ica. (m outras palavras. Quem acredita que se!am costuma pro!etar quadros ideali*ados de meios técnicos supostamente e$istentes e conhecimento científico ainda não reali*ado como a base material de um futuro socialista de abundância. ou defender o oposto e$ato. (videntemente. mas est" muito lon#e de ser uma teoria bem fundamentada. )té nas ci3ncias físicas h" uma barreira quantitativa que deve ser superada — aparentemente com dificuldades proibitivas & antes que se passe da fase e$perimental da tecnolo#ia da fusão nuclear . a ci3ncia e a tecnolo#ia não são !o#adores bem treinados e em boa forma que.até os do tipo de Tebel.a qualquer escala. na estrutura do sistema do capital. para a escala global. esses recursos . a escala sempre maior é uma condição a#ravante. (sta condição não pode ser consertada separando&se o lado produtivo do lado destrutivo para se#uir apenas o primeiro.se isso fosse possível. 0" dificuldades quando . a transformação dos meios pretensamente técnicos de sua escala.e. %#norar esta verdade simples só pode levar a mira#ens do tipo o pequeno é bonito Dsmall is beautiful" que.e humanose$i#idos para transformar em realidade as pro!eç'es científicas e tecnoló#icas & na escala visada & não são al#o com que se possa contar na forma de ilimitada abundância. (m seu modo real de articulação e funcionamento. estão inteiramente implicadas num tipo de pro#resso simultaneamente produtivo e destrutivo. mas somente se forem radicalmente reconstituídas como formas da pr"tica social. quando pro!etaram os efeitos universalmente benéficos da produção capitalista assim que praticada em >grande escala>. Oa*3&lo seria evitar o problema.somente em poucos países privile#iados-. nem sua simples inversão . o que não é. ficam 4 espera do chamado dos treinadores socialistas esclarecidos para virar o !o#o. como se emer#isse diretamente das forças criativas da ci3ncia e da tecnolo#ia. sob o domínio do capital. a tecnolo#ia e a ci3ncia não podem ser consideradas antídotos plausíveis. 9ão obstante. 6ortanto. como crescimento versus não&crescimento e economia de escala versus deseconomia de escala . seletivamente vi"vel .e outros em seu rastro. )qui estamos preocupados é com a utilização dilapidadora dos recursos materiais e humanos 7. Também não se deve esquecer que os imensos recursos materiais .)o contr"rio do que ima#ina muita #ente da esquerda. como 6alas )tena outrora sur#iu completamente armada da cabeça de _eus.!" reali*ada em pequena escala. realmente se aplicam. talve*. da menor 4 maior. requerido para a solução positiva otimistamente hipostasiada de nossos problemas não é apenas uma questão de quantidade. para além do desperdício incorri#ível do capital no nível de desenvolvimento ho!e atin#ido. em si ou por si. em outras palavras. por meio das quais o capital imp'e 4 sociedade as condiç'es necess"rias de sua e$ist3ncia inst"vel. ) verdade realista é que a ci3ncia e a tecnolo#ia e$istentes estão profundamente incrustadas nas determinaç'es que ho!e prevalecem na produção.poderia indicar uma saída.4 produção da ener#ia de fusão em escala total. com a imperdo"vel deseconomia dos recursos desperdiçados. que podem ser aplicados . (ssas respostas em #eral se e$aurem em falsas dicotomias. é inevit"vel que sob o domínio do capital a ci3ncia e a tecnolo#ia a serviço da produção em massa se!am #randes produtoras de um desperdício sem preço. : verdadeiro erro no campo socioecon5mico não é a deseconomia de escala.a condenação indi#nada das falhas e$istentes-. a #rande escala não é. 6ode parecer boa retórica política . )o contr"rio. ho!e. a causa do problema. )o contr"rio.só poderiam ser produ*idos com uma base socioecon5mica radicalmente diferente. serviriam apenas para levar a humanidade 4 miséria que acompanha a adesão a pr"ticas produtivas qui$otescas. sentados nos bancos de reservas. ) ci3ncia e a tecnolo#ia não sairão de sua situação e$tremamente problem"tica por qualquer e$peri3ncia em pensamento . se levadas a sério. por mais bem intencionada que se!a — pela qual elas só participariam em investimentos produtivos e se recusariam a ter qualquer coisa a ver com a dimensão destrutiva de tais investimentos &. a reali*ação dos ob!etivos socialistas #lobalmente difundidos na devida escala é inconcebível sem a dial(tica da quantidade e da qualidade em todo o comple$o das relaç'es da reprodução social em que estão inte#radas a ci3ncia e a tecnolo#ia.que ho!e não e$istem.

primeiro teria de ser . 7 isso que oferece uma perspectiva em que a ci3ncia e a tecnolo#ia ainda a serem produzidas se!am partes de uma solução emancipadora vi"vel.criada. para poder continuar sustentando. )inda que as personificaç'es do capital não o admitam.e só poderia ser. ainda que sempre mais proble & m"tica conforme aumentava a escala. pelos próprios indivíduos. advertindo&nos a não confundir uma potencialidade abstrata 7 que pode permanecer para sempre uma potencialidade não&reali*ada sem uma boa reorientação qualitativa do estilo de vida e das pr"ticas produtivas da sociedade — com uma realidade !" dada. Aonceber outra forma de ci3ncia e tecnolo#ia ho!e em dia é substituí&las na ima#inação por uma forma e$istente que. além de um plane!amento racional e abran#ente de todos os recursos materiais e humanos . de bens e da capacidade produtiva . não poderemos sequer dar início 4 difícil tarefa de criar uma a#enda socialista sintoni*ada com as necessidades de nossa difícil situação histórica. de utili*ação de serviços. antes que o sistema tivesse de superar a si mesmo da maneira que !" e$aminamos & deu sustentação 4 idéia da destruição produtiva . entre elas. permitir" um plane!amento verdadeiro. devemos também lembrar que não temos um crono#rama fol#ado para a necess"ria transformação da potencialidade em realidade. 9este conte$to. : círculo vicioso da escasse* artificialmente criada e imposta só poder" ser quebrado com uma reorientação qualitativa das pr"ticas produtivas em direção a uma #rande melhoria do índice. verdadeiramente uma forma de destruição produtiva . pela primeira ve*. quando faltam até mesmo as condiç'es de transformar a potencialidade abstrata em concreta nos terrenos relevantes. com as que prevalecem na ci3ncia e tecnolo#ia. que certamente não pode impor seu desperdício e sua destrutividade a toda a humanidade sem que elas tenham um papel bastante ativo no processo. de maneira absolutamente falaciosa. não é muito difícil perceber que nenhuma reprodução . no quadro de uma ordem sociometabólica socialista & e isto. o intercâmbio social entre os indivíduos. %sto deve acontecer com a a#ravante de uma enorme ur#3ncia. 9o entanto. (sta visão estava muito bem alinhada com o constante aumento da escala de operaç'es do capital. Ke nos esquecermos desta verdade desconcertante. para a qual tanto devem ser canali*ados os recursos da humanidade como ocorrer redefinição funcional da ci3ncia e da tecnolo#ia para esses ob!etivos emancipadores. insepar"vel da dinâmica positiva do pro#resso. ) invasão pelo capital de tudo o que poderia ser invadido ou usurpado & ou se!a. que as forças positivas dessa ci3ncia e dessa tecnolo#ia !" estão a nosso dispor e poderiam feli*mente constituir aqui e a#ora a base produtiva de uma ordem socialista de reprodução. na verdade. Fon#e da pro!etada fartura #arantida pela tecnolo#ia. o que.al#o de que o capital é incapa*. o fator destrutivo dos custos totais da produção — a ser enfrentado dentro de limites pro#ressivamente restritivos & torna&se cada ve* mais desproporcional e em 8ltima an"lise proibitivo. se a constante ampliação da escala das operaç'es do capital trou$esse o benefício adicional do deslocamento das contradiç'es do sistema. ho!e desastrosamente bai$o. pelas ra*'es mencionadas-. mas as dificuldades são muito maiores quando elas mesmas são parte do problema a superarE (m sua articulação atual ambas estão estruturalmente subordinadas aos imperativos da reprodução do sistema do capital. as coisas ficaram muito piores com a consumação da ascensão histórica do capital e a ativação dos limites absolutos do sistema.ci3ncia e tecnolo#ia não oferecem espontaneamente solução para as quest'es espinhosas com que se deparam. o futuro ho!e não pode prometer mais do que o domínio permanente de al#um tipo de escasse* na humanidade & caso se consi#a romper em termos qualitativos com as pr"ticas dominantes da reprodução e. Também é inconcebível reali*ar essa reorientaçao e essa redefinição necess"rias dentro dos limites estruturais do sistema do capital. Kem outras possibilidades de invasão na escala requerida.material. pois essa é uma tarefa que. ) destruição envolvida poderia ser #enerosamente lançada como parte inevit"vel dos custos da produção e da reprodução ampliada. 0istoricamente passamos da pr"tica de destruição produtiva> da reprodução do capital para uma fase em que o aspecto predominante é o da produção destrutiva cada ve* maior e mais irremedi"vel. instrumental e humana-. :utrora os defensores do sistema do capital podiam louvar com certa !ustificativa seu poder de destruição produtiva>. e$i#e uma maneira radicalmente diferente de re#ular.

%nevitavelmente. em sua e$ist)ncia individual.GA8 . mesmo nas variedades . enquanto o relacionamento vital entre homens e mulheres não estiver livre e espontaneamente re#ulado pelos próprios indivíduos em seu microcosmo autônomo .mas de maneira al#uma independente da sociedade.& Aomo !" vimos na seção D. afinado com o princípio anta#onista estruturador da sociedade. além da pol3mica enér#ica contra as e$i#3ncias de verdadeira i#ualdade. se os imperativos alienantes do sistema estabelecido da reprodução econ5mica e$i#em um controle social discriminatório e hier"rquico.&est$o a i-&al a e s&'stanti.es de poder historicamente específicas pelas quais a função de controle se encontra radicalmente separada da. a articulação historicamente mut"vel dos relacionamentos humanos é da maior importância nessa questão. também as vitórias relativas na ampliação do alcance da i#ualdade formal & que as pr"ticas produtivas de e$tração do e$cedente do trabalho livre tornaram necess"rias.a *. sem a imposição dos ditames socioecon5micos da ordem sociometabólica sobre eles — não se pode sequer pensar na emancipação da sociedade da influ3ncia paralisante que evita a auto&reali*ação dos indivíduos como seres sociais particulares. o macrocosmo abran#ente desse tipo encontrar" seu equivalente em todos os níveis do intercâmbio humano. este sistema não pode se manter sem reprodu*ir. 6ortanto. no quadro de uma i#ualdade contratual — estavam presentes !" nas teorias de #randes filósofos como Vant e 0e#el e não apenas nas dos insensíveis apolo#istas do capital. natural e necess"rio de pessoa a pessoa ( a relação do homem com a mulher. em um de seus primeiros te$tos..J.) A li'era#$o as "&l*eres+ a . ele é ao mesmo tempo um ser social.!ul#ar pela maneira como poderiam ser caracteri*adas as formas conhecidas do relacionamento interpessoal socialmente estabelecido entre mulheres e homens & utili*ando o critério da livre determinação humanamente reali*adora de suas vidas por pessoas aut5nomas intera#indo sobre a base da verdadeira i#ualdade &. a re#ulamentação economicamente sustent"vel da reprodução bioló#ica dos seres humanos é uma função mediadora prim"ria do processo sociometabólico. 6ortanto. até mesmo nas menores microestruturas ou microcosmos da reprodução e do consumo habitualmente teori*ados sob o nome de família . . apesar de todo o avanço na produtividade. 9a seção G. : relacionamento direto. e o correspondente modo de administrar o processo do trabalho.. a outra pessoa tornou&se para ele uma necessidade & a e$tensão em que.:.sociometabólica pode subsistir assim indefinidamente. sua e$pressão em formas historicamente específicas e institucionalmente reforçadas de intercâmbio humano são profundamente afetadas pelas características estruturais fundamentais de todo o comple$o social & e.G. com base numa igualdade significativa entre as pessoas envolvidas — ou se!a.J.. :s processos re#uladores que nos interessam aqui estão emaranhados em toda uma rede de relacionamentos dialéticos. as relaç. e de maneira autorit"ria imposta sobre a. (m seu con!unto. como 0a1e2 e respectivos se#uidores.. 5. :s #anhos obtidos no demorado período da ascensão do capital não ultrapassaram o nível da i#ualdade formal.. 9esse relacionamento também se revela a e$tensão em que a necessidade do homem se tornou uma necessidade humana% portanto.ar$ afirmou. com sucesso e de maneira constante. 6ortanto. força de trabalho pelas personificaç'es do capital. eliminadas peremptoriamente por terem supostamente cometido o maior pecado da ló#ica e violado as e$i#3ncias peculiares da própria racionalidade. por sua ve*.? veremos que.do universo histórico interpessoal dado. todo o nível do desenvolvimento reali*ado no decorrer da história não é ho!e muito mais alto do que foi al#uns milhares de anos atr"s. Keria um mila#re se o microcosmo do sistema do capital fosse ordenado se#undo o princípio da i#ualdade real.. %nversamente. também afetam profundamente a articulação ininterrupta de todo o processo sociometabólico. desse relacionamento se pode avaliar o nível de desenvolvimento do homem.

9este importante sentido de um Fbergreifendes 0oment dialeticamente predominante. todas essas reciprocidades t3m seu Fbergreifendes 0oment ob!etivamente predominante. apesar de toda a conversa sobre democracia -. em que o poder de controle est" inteiramente separado dos produtores e cruelmente imposto sobre eles. : menor de todos os microcosmos da repro dução deve sempre proporcionar sua participação no e$ercício #lobal das funç'es sociometabólicas.es de poder antagônicas.e. não é menos problem"tico pensar na articulação e no funcionamento interno sustent"vel do microcosmo do sistema do capital baseados na e$ist3ncia de uma i#ualdade verdadeira. impossível de ser reformada em qualquer sentido-. mantendo&se todo o seu quadro de reprodução. o Fbergreifendes 0oment determina que os microcosmos da reprodução devem ser capa*es de se a#lomerar num con!unto abran#ente que não pode. totalmente oposto 7 como não poderia dei$ar de ser & ao princípio da verdadeira i#ualdade. 9a sociedade contemporânea e$istem até mesmo enclaves utópicos de #rupos de pessoas que intera#em comunitariamente e podem se afirmar en#a!ados em relaç'es interpessoais não&hier"rquicas humanamente satisfatórias e em formas de criar os filhos muito diferentes da família nuclear e suas fra#mentaç'es.o que certamente fa*em. uma re#ra entre as classes oprimidas.pós&capitalistas do sistema. de forma al#uma. 9ão poderia haver violação mais absurda da ló#ica do que a inversão das relaç'es causais e$istentes. 9a verdade. . Kob as circunstâncias prevalecentes. (n& tretanto. )s variedades e$istentes de hierarquia discriminatória não são a causa ori#inal do funcionamento do sistema do capital como e$ercício de relaç'es anta#5nicas de poder na forma da subordinação autorit"ria da produção a um controle alienado . )o se concentrar demais no aspecto da transmissão da propriedade na família e no sistema le#al associado a ele. 6ares isolados podem ser capa*es de ordenar . o que não se pode i#norar nem modificar de modo artificial para a#radar 4s conveni3ncias da apolo#ética social. verdadeiramente igualitárias. sempre muito hierárquica . funcionar numa base de verdadeira i#ualdade. para se visuali*ar a capacidade do sistema de introdu*ir todos os aperfeiçoamentos dese!"veis nesse macrocosmo com a premissa inalter"vel da manutenção das relaç'es de poder material da subordinação estrutural do trabalho ao capital. em princípio. não é menos importante seu papel essencial na reprodução do sistema de valores da ordem estabelecida da reprodução social. %sto e$i#iria a e$ist3ncia de um macrocosmo socioecon5mico abran#ente totalmente diferente & e harmonioso & ou postular a misteriosa transformação das =microestruturas” hipostasiada. ou se!a. em nossos dias. que não incluem apenas a reprodução bioló#ica da espécie e a transmissão ordenada da propriedade de uma #eração 4 outra. 9esse aspecto. entre o proletariado 7 se!a este relacionamento oficialmente sancionado . e só pode se tornar. tanto nas !" estabelecidas como nas que estão a ponto de ser instituí das & inclusive o apelo ritual 4 idéia de i#ualdade de oportunidades & e postuladas pelos defensores do sistema do capital em suas ideali*aç'es da sociedade industrial moderna e da sociedade de mercado com preocupaç'es sociais. a estrutura de comando do capital.o que constitui a determinação trans-histórica de todas as metamorfoses concebíveis do controle sociometabólico na base material do capital. nenhum desses dois tipos de relação pessoal pode se tornar historicamente dominante no quadro do controle sociometabólico capitalista. sempre reforçadas pela estrutura de comando inevitavelmente hier"rquica . até (n#els tende a pintar um quadro e$cessivamente ideali*ado do lar prolet"rio. portanto. isto implicaria a complicação adicional de se ter de e$plicar como é possível asse#urar a reprodução simult6nea desse todo anta#5nico e das partes livres de anta#onismos que o constituem. 9ão obstante.ainda que historicamente mut"vel em sua forma-. :s comple$os sociais sempre funcionam com base em reciprocidades dialéticas. num con unto antagônico.seus relacionamentos pessoais em verdadeira i#ualdade. 6elas mesmas ra*'es.as é precisamente isto o que encontramos em todas as reivindicaç'es de i#ualdade. descobrindo nele uma i#ualdade ine$istente< : amor se$ual no relacionamento com uma mulher torna&se. ser resolvidos com uma alteração esclarecida dessa mesma estrutura. Ke a iníqua estrutura de comando fosse especificamente a causa dos anta#onismos estruturais. eles poderiam. é a conseqF)ncia inevit"vel da determinação incorri#ível do sistema do capital como um sistema de relaç.

a família prolet"ria est" lon#e de encarnar o ideal de relaç'es i#ualit"rias entre os pais ou no que di* respeito 4 educação dos filhos e sua orientação em relação a valores. intelectuais alemães e$patriados para os (stados Mnidos tentaram mostrar sua #ratidão ao país anfitrião e$plicando a personalidade autoritária . seria uma completa infâmia do ponto de vista do capital. )qui são outras condiç'es pessoais e sociais muito diferentes que decidem. )lém disso. ) e$ist3ncia de um tipo de família que permitisse 4 #eração mais !ovem pensar em seu papel futuro na vida em termos de um sistema de valores alternativo — realmente i#ualit"rio —. : aspecto mais importante da família na manutenção do domínio do capital sobre a sociedade é a perpetuação — e a internalização 7 do sistema de valores profundamente iníquo. Eepois da Ke#unda Luerra . muitas ve*es fa*endo dela o #anha& pão da família.GG : problema é que muitas das in8meras características aqui atribuídas por (n#els 4 família prolet"ria poderiam ser estendidas aos tipos de família de outras classes sociais.e a ascensão de 0itler. )#ora que a #rande ind8stria tirou a esposa de casa. por causa da pobre*a. que prote#e esta supremacia. )qui não h" propriedade. mesmo onde h" o amor apai$onado e a mais firme lealdade de parte a parte ou as b3nçãos da autoridade civil e da reli#iosa. ) lei custa dinheiro e. certa brutalidade contra as mulheres que se disseminou depois da introdução da mono#amia.ais do que isso. Qesumindo. o lar prolet"rio não tem mais nenhuma base para a supremacia masculina & a não ser. e assim isso não elimina a nature*a e$tremamente problem"tica da própria família nuclear constituída sob a re#ra do capital. conseqCentemente. prevalecente no macrocosmo abran#ente da sociedade e i#ualmente no microcosmo da família nuclear.undial. aqui. sua solução não estava na adoção dos padr'es mais ou menos ideali*ados da família an#lo&sa$ã. estão afastadas todas as fundaç'es da mono#amia típica. ela não tem validade na relação do trabalhador com sua mulher. dadas as condiç'es estabelecidas de hierarquia e dominação. Toda a questão deveria ter sido relacionada 4 atitude pouco questionadora dos indivíduos educados nos tipos de família estabelecidos para a autoridade do capital. levando&a para o mercado de trabalho e para a f"brica. ) família prolet"ria não é mais monó#ama no sentido ri#oroso. a causa histórica da emancipação das mulheres não pode ser atin#ida sem se afirmar a demanda pela igualdade verdadeira que desafia diretamente a autoridade do capital. do concubinato e do adultério. cultivando o espírito de rebeldia potencial em relação 4s formas e$istentes de subordinação. os eternos praticantes da mono#amia. ) esposa de fato reconquistou o direito de dissolver o casamento< se duas pessoas não conse#uem viver !untas. preferem separar&se. como aconteceu no decorrer do século BB. só e$iste para a classe possuidora e suas relaç'es com os prolet"rios. não apenas para uma das específicas formas de controle político do capital. 7 por isso que encontramos por toda parte a síndrome da subservi3ncia internali*ada do conheço-meu-lugar-na-sociedade nos países an#lo&sa$5nicos. talve*. 9o fundo. não h" incentivo para tornar efica* esta supremacia masculina. que determina a orientação de indivíduos particulares por meio de seu sistema incontest"vel de valores.as. . na )lemanha. em ve* de desqualificados por comportamento não&conformista . t3m um papel quase nulo. ) lei bur#uesa. )qui. o casamento prolet"rio é monó#amo no sentido etimoló#ico da palavra. na anti#a Q8ssia soviética. portanto. di* respeito ao imperativo absoluto de proporcionar o que se espera do tipo de família historicamente evoluído. também não h" meios de reali*"&lo. .ou não. esta não dei$a de ser profundamente autorit"ria devido 4s funç'es que lhe são atribuídas num sistema de controle metabólico dominado pelo capital. (ste autoritarismo não é mera questão de relacionamentos pessoais mais ou menos hier"rquicos entre os membros de famílias específicas. )lém do mais. imposto pela . mas absolutamente não o é em seu sentido histórico. : problema real do autoritarismo era bem mais comple$o do que isto e. que não permite contestar a autoridade do capital. que determina o que pode ser considerado um rumo aceit"vel de ação dos indivíduos que querem ser aceitos como normais. para cu!a preservação e herança foram estabelecidas a mono#amia e a supremacia masculina< portanto. )ssim. tanto em famílias prolet"rias como nas da bur#uesia e da pequena bur#uesia.em termos da atitude subserviente da família alemã para com a autoridade política.

não é possível. Tanto isso é verdade que. 9a causa da emancipação das mulheres. resultou na elevação da sua idade de aposentadoria para HG anos. por e$emplo —. ) família est" entrelaçada 4s outras instituiç'es a serviço da reprodução do sistema dominante de valores. podem&se avaliar as implicaç'es de lon#o alcance do questionamento direto 4 autoridade do capital.ais um e$emplo característico da tentativa de se resolver problemas brincando com os efeitos e conseqC3ncias.Tudo isso indica uma profunda crise que afeta todo o processo de reprodução do sistema de valores do capital.J.. no caso da e$i#3ncia de tratamento i#ual em relação 4 idade da aposentadoria. os trabalhos de bai$os sal"rios são reali*ados por mulheres.na forma de sanç'es financeiras punitivas. prenunciando conflitos e batalhas.. minorias e imi#rantes. (m todos os países da :(AE G5rganization for . entre as quais estão as i#re!as e as instituiç'es de educação formal da sociedade. G. a família estaria em direta contradição ao ethos e 4s e$i#3ncias humanas e materiais necess"rias para asse#urar a estabilidade do sistema hier"rquico de produção e de reprodução social do capital. quando se tem em mente o fato de não se conceber que o sistema de valor estabelecido prevalecesse nas condiç'es do presente. Aomo o modo de funcionamento do capital em todos os terrenos e todos os níveis do intercâmbio societ"rio é absolutamente incompatível com a necess"ria afirmação pr"tica da i#ualdade substantiva. na validade e no poder de auto&reali*ação dos intercâmbios humanos baseados na verdadeira i#ualdade —.a responsabilidade pelo comportamento anti&social dos filhos. como acontecia com as mulheres. pre#ando de todos os p8lpitos disponíveis a necessidade de retornar aos valores da família tradicional e aos valores b"sicos . não resultou em sua emancipação. :b!etiva e intencionalmente. e menos ainda pudesse ser transmitido .. em e$tensão tão si#nificativa que ho!e elas !" che#am a constituir maioria nos países de capitalismo avançado. os porta&vo*es do capital na política e no mundo empresarial procuram lançar sobre a família o peso da responsabilidade pelas falhas e disfunç'es cada ve* mais frequentes. quando h" #randes dificuldades e perturbaç'es no processo de reprodução. . Eiscutem&se as recentes tend3ncias do desenvolvimento que. procurando !o#ar nos ombros dos pais . (m ve* disso... ) verdadeira i#ualdade dentro da família só seria vi"vel se pudesse reverberar por todo o macrocosmo social — o que.por sucessivas #eraç'es de indivíduos. sem o envolvimento ativo da família nuclear hier"rquica. estando entre estes a luta pela emancipação das mulheres e sua demanda de i#ualdade si#nificativa & um elemento de crucial importância.conomic . isso est" reduzindo o n4vel salarial geral em todas essas economias. a causa da emancipação das mulheres tende a permanecer não-integrável e no fundo irresistível.e internali*ado.? ) entrada em massa das mulheres na força de trabalho durante o século BB. por !amais conse#uir tratar das causas sub!acentes. evidentemente. `s ve*es tentam encerrar essa necessidade até mesmo na forma de leis qui$otescas. ocupando uma posição essencial em relação a elas. (sta é a ra*ão fundamental pela qual o tipo de família dominante deve estar estruturado de maneira apropriadamente autorit"ria e hier"rquica. apareceu a tend3ncia de #enerali*ar para toda a força de trabalho a imposição dos sal"rios mais bai$os a que as mulheres sempre tiveram de se submeter< e$atamente como a concessão le#islativa 4s mulheres. em ve* da redução da idade masculina para HX anos.ooperation and HevelopmentI. : aumento do n8mero de mulheres na força de .indispens"vel subordinação do microcosmo específico de reprodução 4s e$i#3ncias tirânicas de todo o processo reprodutivo. não importa quantas derrotas tempor"rias ainda tenha de sofrer quem luta por ela. pre!udicando as condiç'es de sua própria sobreviv3ncia. Eei$ando de se adaptar aos imperativos estruturais #erais do modo de controle estabelecido & conse#uindo afirmar&se nos ubíquos microcosmos da sociedade. manifesta de maneira dram"tica também no nível do sistema #eral de valores — como a crescente onda de crimes. articulada em plena sintonia com o princípio anta#5nico que estrutura o sistema do capital.

mas de seus dotes naturais superiores ou inferiores GY . GH )ssim. o admitiu sem precisar de qualquer camufla#em cínica. a atitude contraditória em relação ao princípio da i#ualdade vem de um tempo muito distante no passado. Taran e KWee*1 enfati*aram esse aspecto. pai e mãe trabalham. na base material de uma ordem de reprodução sociometabólica controlada pelo capital.. as novas ind8strias de tecnolo#ia sofisticada e de serviços passaram a utili*ar mais trabalhadores em meio período. 6or isso a i#ualdade #eral dos homens também coe$iste com a grande desigualdade de direitos espec4ficos. é al#o que se deve buscar indiretamente. 9os (stados Mnidos. (ssa tend3ncia se tornou seu recurso para reestruturar a economia e aumentar o empre#o. um dos maiores filósofos do %luminismo bur#u3s. em ve* de se discutir como se poderiam redistribuir os recursos disponíveis nas presentes circunstâncias dentro das mar#ens que se encolhem. cu!a participação passou de ?S por cento para HG por cento. devido 4 redução das mar#ens. dos quais talve* e$istam muitos. (ntre HX e SG por cento das mulheres empre#adas nos estados da :(AE estão ocupadas em serviços.. Vant. Eesde a mais tenra infância as pessoas aprendem por todos os meios concebíveis que todos t3m oportunidades iguais e que as desi#ualdades com que se deparam não são o resultado de instituiç'es in!ustas. (m outras palavras. ) igualdade geral dos homens como s8ditos de um (stado coe$iste muito de perto com a maior desigualdade nos #raus das posses dos homens . o que. apesar de mais de um #anha&pão. por e$emplo. 9essas condiç'es. ) diferença entre os sal"rios de homens e mulheres diminuiu. é inevit"vel que também a esperada melhoria na condição das mulheres dentro das mar#ens da ordem estabelecida se torne irreali*"vel com o encolhimento da mar#em de manobra do capital. o que é muito compreensível. (mbora tenha havido uma #rande mudança na racionali*ação ideoló#ica e na le#itimação da ordem estabelecida no decorrer de sua plena articulação e consolidação. Eisso decorre que o bem&estar de um GS . 6ortanto. até mesmo as relativas conquistas do passado — possibilitadas pela e$pansão dinâmica do capital no momento de sua ascensão histórica & t3m de sofrer um recuo si#nificativo quando o processo da acumulação encontra dificuldades maiores. que não se deve descartar levianamente. resultou na pr"tica de homena#ens cínicas e falsas aos ideais de liberdade e i#ualdade inicialmente anunciados . : i#ualitarismo da ideolo#ia capitalista é uma de suas forças. mas a ori#em dessa mudança foi a queda nos salários dos homens. 9o entanto. )ssim é possível sustentar a mitolo#ia da i#ualdade & pelo menos na forma da proclamada i#ualdade de oportunidades — . Aonforme aumentava a inflação e os sal"rios reais começavam a cair. pois. (m mais de GX por cento das famílias com filhos.e nem isso para a fraternidade -.trabalho ocorreu em paralelo com o aumento do trabalho no setor de serviços da economia. a porcenta#em de mulheres na força de trabalho dominante saltou de JH. tornam&se mais pronunciadas as dissens'es no próprio movimento feminista em relação aos anos HX e YX. :s limites estruturais de qualquer sistema de reprodução #eralmente também determinam seus princípios e seu modo de distribuição. inclusive quase todas as mulheres com filhos abai$o dos H anos. mulheres e imi#rantes. e para as mulheres em particular. asse#urar a manutenção da #ritante desi#ualdade e dos privilé#ios na educação. duas pessoas passaram a manter o rendimento familiar. 9a (uropa. faminta a parte que atende 4s classes bai$as e aos trabalhadores. 6ortanto. o poder de compra familiar caiu nos anos JK% em >PSH estava abai$o do que havia sido em >PYP e continuou a cair em >PSY. #a& rantindo amplos recursos para a subsist3ncia da parte do sistema que atende 4 oli#arquia. ao mesmo tempo. muita coisa depende de as estraté#ias defendidas para asse#urar o avanço da emancipação das mulheres se dispuserem ou não a questionar os limites estruturais impostos pelos parâmetros do próprio sistema do capital.G por cento em >PHX para GD por cento em >PSG< o principal aumento ocorreu na fai$a de mulheres casadas entre os ?G e JD anos. %sto #arante a desi#ualdade na educação tão vitalmente necess"ria para apoiar a desi#ualdade #eral que é o coração e a ess3ncia de todo o sistema e perpetuar seu oposto diametral na ordem vi#ente sob o domínio do capital. e o aumento do crédito a sustentar o consumo em quase um quinto além do rendimento. é preciso enfrentar a questão do tipo de igualdade vi"vel para os indivíduos em #eral. dei$ando. no final.

) proibição 4 rebeldia é absoluta HX . que nada tinha de formal. que se contrapunha ao poder de e$ploração e repressão obtido da imensa rique*a possuída pelos poucos. Aomo essa al#uma coisa 4 venda pela esma#adora maioria das pessoas era apenas sua força de trabalho.para não di*er ela própria" do campo do discurso racional. os privilé#ios reais da dominação e$ploradora que acompanhavam a propriedade privada contratualmente adquirida e ampliada tinham de ser defendidos sem muitas e$i#3ncias. . em outras palavras. apesar de toda a conversa de restrin#ir o discurso 4 i#ualdade formal . sem que houvesse qualquer possibilidade de que as propriedades fossem vendidas ou divididas por herança e assim se tornassem 8teis para mais pessoas H>. : fio que orienta as definiç'es devia caber nos requisitos de um sistema que funciona com base na i#ualdade — redu*ida ao direito de vender . )ssim. só pode ser uma. ele se privaria do direito de fazer um contrato e assim o contrato se anularia. mas apenas deveres. em >YPJ< a aborda#em de Vant reflete a maneira como a bur#uesia fu#ia das implicaç'es revolucion"rias de sua convicção inicial. (la foi esclarecida por Vant e suas almas #3meas ideoló#icas por meio da separação radical da >forma da lei de sua matéria .ou se!a. e por outros depois dele.. assim como os pobres dependem dos ricos e o que depende deve obedecer ao outro como um filho obedece aos pais. a iníqua ordem de dominação e depend3ncia também tinha de ser absoluta em substância . que saía do terreno das relaç. que. !ustificando as perversas relaç'es de poder com o postulado de que no terreno da política artesãos e #randes ou pequenos propriet"rios são todos iguais> em virtude do fato de que cada um tem direito a apenas um voto>'2. o direito de fa*er um contrato tornou&se absoluto. ( não era só isso. e deve ser punida. possa sustentar que a i#ualdade #eral dos homens de ure .GP (ssas palavras foram escritas depois da Qevolução Orancesa. como um homem tem domínio sobre outro.pode muito bem coe$istir ao lado da maior desi#ualdade nos #raus das posses dos homens . e por essa mesma lei todo homem poder" resistir no mesmo #rau. assim como as crianças. ofício ou ci3ncia] HD. em nome da racionalidade aprior4stica. 6or um contrato desse #3nero. 9o entanto. Ea mesma forma. :s privilé#ios feudais tinham de ser re!eitados em nome da mesma sociedade contratual livre da bur#uesia & antes que a ine$or"vel tend3ncia para a concentração e a centrali*ação do capital se tornasse ine#"vel pelos entusi"sticos defensores do sistema & com a ale#ação de que os descendentes dos #randes propriet"rios permaneceriam sempre #randes propriet"rios sob o feudalismo. de modo que. o chefe de (stado. pela . ou qualquer outra transação le#al. )o mesmo tempo. nin#uém pode fa*er um acordo. a esposa ao marido ou.por meio de um contrato livre . sido automaticamente banido .es da ess)ncia material para o da pol4tica formal. que não lhe d3 direitos. todos os s8ditos são i#uais diante da lei. Vant estava convencido de que na ordem econ5mica !usta todos teriam al#uma coisa e nin#uém teria demais HG . porque não são senhoras de si HJ & tudo tinha de ser definido tendenciosamente. como um homem serve e outro pa#a etc. mais uma ve*.ou matéria -. (ssa lei di* respeito 4 forma e não 4 mat(ria do ob!eto em relação ao qual eu talve* tenha al#um direito. sendo ideali*ados pela troca da ar#umentação. :s direitos tinham de ser definidos em termos ri#orosamente formais. esta contradição teria de ser enfrentada de al#uma forma. ao mesmo tempo em que i#ualmente tornava&se absoluta outra consideração. e por isso aprovava a venda ou a divisão por herança das #randes propriedades. Eentro desse quadro de racionali*ação e le#itimação ideoló#ica da ordem bur#uesa & em que as mulheres. em que podemos incluir qualquer arte. como questão de direito e !ustiça indiscutíveis. )ssim como Qousseau. a aceitação da ordem estabelecida do (stado. :s interesses ideoló#icos afirmados por Vant. com o ar#umento de que qualquer insti#ação 4 rebeldia é o pior crime na comunidade. quem quer que ousasse levantar a questão da i#ualdade com refer3ncia 4s diferenças e$istentes na rique*a material e no poder correspondente teria. não poderiam se qualificar para a cidadania e o direito de votar. ele próprio.a sua =propriedade..homem poder" depender em #rande e$tensão da vontade de outro homem. 9enhum homem pode coa#ir outro Zsob o #overno constitucional[ a não ser sob a lei publicamente conhecida e por meio de seu e$ecutor. como pronunciamento da vontade #eral. se#undo essa visão altamente tendenciosa.

que para um casamento ser le#al deve ser firmado um contrato em que as duas partes entram espontaneamente e. as duas partes terão direitos i#uais. também não hesitou em rele#ar todos os que tentaram levantar a questão da i#ualdade em termos substantivos ao reino inferior do simples entendimento !Lerstand". também que no estado de casados os dois parceiros devem ter as mesmas condiç'es de direitos e deveres i#uais.nada t3m a ver com a lei. desde que uma ou outra não renuncie e$pressamente a eles. (sse método tipicamente le#alista de ar#umentação é e$atamente o mesmo usado pelo bur#u3s republicano radical para colocar o prolet"rio em seu lu#ar. — aqui. nos séculos B%B e BB fi*eram&se avanços na questão da emancipação das mulheres em relação 4 época de Vant. (le ne#ava status i#ual 4s mulheres não devido a al#uma aversão pessoal mórbida em relação a elas. eliminando&se assim a possibilidade de pedir uma !ustificativa racional para as in!ustiças contra as pessoas na ponta receptora da hierarquia estrutural e$istente. a pressão que esta produ* sobre a outra parte . (nquanto perdura o contrato de trabalho.e da felicidade. as mulheres t3m tudo o que possam pedir. que criticou Vant em muitos aspectos. 6ara terem al#um si#nificado.. 9aturalmente. as concess'es adotadas e as mudanças conseqCentes teriam de ser substantivas. matéria . a tradição filosófica bur#uesa somente poderia visar o tipo de reformas e melhorias que se adaptasse aos limites do formalismo le#al preconcebido em favor da ordem dominante. as mulheres recebiam uma posição subordinada porque era impossível conceber&se a satisfação das e$i#3ncias de uma verdadeira emancipação da mulher por meio de concess'es le#alistas formais.ainda assim honesta.as a estrutura de comando do capital . 0e#el. como vimos acima. *. mais uma ve*. essas mudanças não afetaram si#nificativamente as relaç'es de poder material da desi#ualdade estrutural. Ke essas duas e$i#3ncias forem solidamente cumpridas. nada tem a ver com a lei. Uerdade se!a dita. (n#els as enfati*ou. assim como a eleição de #overnos socialdemocratas e trabalhistas em nada emancipou o trabalho do domínio do capital. ainda que mantidos dentro dos limites bem demarcados das concess'es puramente formais+ le#ais. .do patriarcado confiante. se#undo. mas uma coer3ncia perversa.:. a i#ualdade e a !ustiça tinham portanto de ser separadas da substância . : contrato de trabalho deve ser firmado espontaneamente entre os dois parceiros. em primeiro lu#ar. e$cluindo&os com desdém do campo da ra*ão DLernurift".(ssa determinação estipuladora dos termos em que os remédios poderiam ser buscados dentro dos limites do sistema profundamente iníquo estabelecido teria de frustrar a luta pela emancipação em todos os campos. os nossos !uristas acreditam que o pro#resso na le#islação est" dei$ando as mulheres sem mais nenhuma base para reclamaç'es. insistindo em que tudo isso é =assim determinado pela pura razão legislativa aprior4stica que não tem nenhuma relação com ob!etivos empíricos como os compreendidos sob o nome #eral de felicidade”H'. como a celebrada vitória das sufra#istas ou a eliminação de parte da le#islação discriminatória contra as mulheres. Kob ameaça de e$comunhão do terreno da ra*ão. em conformidade 4s e$i#3ncias da le#alidade bur#uesa a serviço das relaç'es de poder material do sistema do capital. (ntretanto. considera&se firmado espontaneamente enquanto a lei considera as duas partes iguais no papel.separação dualista e$plícita entre forma da lei e sua matéria foram ainda mais reforçados por outro dualismo anunciado em nome da racionalidade apriorística. 9ão obstante. Aomo é característico..: 9a solução de Vant para o problema de como re#ular a posição das mulheres na sociedade não havia apenas uma afirmação aberta . as mesmas ponderaç'es sobre a le#alidade va*ia que re#ulava a i#ualdade contratual do trabalho foram também aplicadas 4s quei$as das mulheres. opondo a lei como tal 4s aspiraç'es do ser humano 4 felicidade. 9o plano 2antiano das coisas. di*em os !uristas.a posição econ5mica real de ambas. 5 poder conferido a uma das partes pela diferença de posição de classe. :s modernos sistemas civili*ados da lei cada ve* mais admitem. (m #eral. : fato de que as relaç'es econ5micas obri#uem o trabalhador a renunciar até 4 mais ínfima semelhança do que se!am direitos i#uais.

no sentido 2antiano. . desde o lar da família até o (stado político que tudo abran#e. 6ara resolv3&la realmente e não apenas em termos le#ais e políticos fictícios. ele foi honesto o bastante para admitir que a re#ulamentação bur#uesa das relaç'es de propriedade a que aderia poderia causar uma enorme desigualdade de riqueza entre os membros da comunidade YX. o Kenhor comanda e os s8ditos obedecem & coerente em todas as formaç'es tornadas inevit"veis e possíveis pela sociabilidade a&social da humanidadeHP.contradi*endo diretamente a Vant.HY HS 6artilhar uma posição de i#ualdade com o capital e ao mesmo tempo manter a necess"ria subordinação do trabalho no processo da reprodução socioecon5mica é uma evidente contradição. mas não obstante perversamente sustent"vel. nem mesmo se os membros trabalhistas e os socialdemocratas do parlamento aprendessem a ficar sempre de ponta&cabeça . tudo deveria adaptar&se a uma hierarquia ri#orosa. é inconcebível a idéia de que o trabalho venha a adquirir i#ualdade si#nificativa. pois ser" !ui* em causa própria. o Kenhor seria a parte masculina< no (stado constitucional.da ordem sociometabólica dada. ela é seu microcosmo insubstituível de reprodução e consumo.no que fi*eram #randes pro#ressos.ill. quer as mulheres tenham quer dei$em de ter o direito de votar. como vimos na seção J. 9este sentido.a proposta alocação de votos m8ltiplos 4s pessoas intelectualmente superiores< ou como as teorias chauvinistas. é claro que assim toda a questão da i#ualdade com o capital & ou parceria i#ual entre #overno. )lém do mais.. devido 4 absoluta necessidade de manter o trabalho em permanente subordinação estrutural ao capital como Kenhor . o que em si é uma contradição.. Vant saiu dessa dificuldade #raças 4 sua plena confiança na força benevolente do . um revolucion"rio decapitado em >YPY precisamente por defender essa causa.>. com al#uém claramente identific"vel em seu "pice. que ter" de se alinhar com os imperativos absolutos e os ditames autorit"rios do capital.sempre foi — e para sempre ser" & totalmente incompatível com a idéia de conceder a qualquer pessoa i#ualdade substantiva na tomada de decis'es. empresa e trabalho nas pretens'es mistificadoras dos #overnos socialdemocratas e seus suspeitos parceiros & se tornaria uma preocupação totalmente redundante. Vant e$p'e essa visão com uma consist3ncia interessada. deveria haver um chefe acima do chefe de (stado para decidir entre as pessoas e o chefe de (stado. 9aturalmente. pena que não tenham feito pro#resso em mais nada-. Vant pensou que o princípio da i#ualdade diante da lei & com o que queria di*er abolição dos privilé#ios feudais fi$ados politicamente. Aontudo. uma proposição verdadeiramente radical para sua época & resolveria os problemas remanescentes. ocupa uma posição de importância essencial na reprodução do próprio sistema do capital. 6ortanto. elas devem ser e$cluídas do verdadeiro poder de decisão por causa de seu papel decisivo na reprodução da família. Quando se pressup'e que elas t3m esse poder de !ul#amento e o e$erceram em contradição com o do verdadeiro chefe de (stado. até mesmo 4s personificaç'es do capital que devem operar ri#orosamente sob seus ditames materiais. 9ão importando o quanto fosse question"vel em termos substantivos. Ea mesma maneira. fosse esta #rande ou pequena< na família.?. : a$ioma de Vant tinha de ser este. ( isto deve acontecer porque a família. se#undo o qual era melhor um Kócrates descontente do que um porco satisfeito . quem decidir" qual das partes est" certa@ 9in#uém pode fa*3&lo. embora fosse contemporâneo de Orançois Tabeuf. machistas e aristocr"tico&racistas de (d#eWorth a respeito da iníqua distribuição de utilidades e felicidade . seria preciso um controle e uma or#ani*ação radicalmen te diferentes do processo sociometabólico. com o que ele procurou !ustificar . 6or um lado. Vant não poderia ima#inar uma ordem socioecon5mica alternativa. por sua ve*. essa maneira de tratar dos problemas era muito mais consistente que os esforços posteriores dos utilitaristas que se e$auriam em pronunciamentos va*ios e muitas ve*es até ofensivos para com as massas do povo & como o pretensioso princípio da felicidade de Rohn Ktuart . o totalmente inquestion"vel chefe de (stado. or#ani*ada e controlada com base no compartilhamento cooperativo de tarefas. (m sua visão do que poderia ser considerada uma tomada de decisão vi"vel. para ele correta e adequada. : poder de decisão na economia & onde um homem manda no outro & teria de estar nas mãos do possuidor de uma propriedade privada. as pessoas não podem !ul#ar em termos le#ais a maneira como se deve administrar a constituição.

mas também com uma #rotesca noção do que supostamente deve aceitar o indivíduo submisso como a 8ltima conquista de nossa civili*ação comple$a .mercado . Keparando a forma da lei de seu conte8do e. Kua ar#umentação se caracteri*a por declaraç'es e premissas arbitr"rias . no século BB. só os mais descarados defensores do capital poderiam defender a ordem estabelecida em nome do ideali*ado Eomínio da Fei . onde as preocupaç'es verdadeiramente humanit"rias deram o tom no século BU%%%.perderam até a relativa !ustificativa das ilus'es 2antianas. um e$emplo particularmente not"vel é o do cavaleiro de honra de . Aom esse histórico dolorosamente irrefut"vel. adotando satisfeito a idéia de que uma civili*ação comple$a como a nossa inevitavelmente se baseia na adaptação do indivíduo 4s mudanças cu!a causa e nature*a ele não pode compreender YY. no sentido de domínio da lei formal . até a postulada i#ualdade diante da lei mostrou&se falsa. utilidade e felicidade . comprar serviços preferenciais . ( 0a1e2 também declara que o Eomínio da Fei. 6ortanto. em nome da liberdade. 4 beira do cinismo.ais adiante no livro. a concepção ideoló#ica apriorística de 0a1e2 apresenta os a$iomas insustent"veis de que o plane!amento leva 4 ditadura plane!amento se torna para o indivíduo YH YDYG e quanto mais o (stado plane!a. é a 8nica salva#uarda contra o #overno arbitr"rio . de quem até tomou emprestada. por meio da tend3ncia potencialmente equali*adora . Vant também proporcionava o modelo para a fundamentação da i#ualdade numa !ustiça formal+le#al amplamente ima#in"ria. (ntretanto. ao lado de tautolo#ias que mereceram o pr3mio 9obel. atribuindo um reino diferente 4 preocupação com a felicidade .ar#aret Thatcher. )cumulando rique*a. e da maneira mais iníqua ima#in"vel. por outro lado. Qacionali*aç'es posteriores sobre a ordem sociometabólica do capital . . elas conse#uem até assassinar com literal impunidade. transferindo as refle$'es sobre felicidade a outro reino. Ea mesma maneira.em especial.como a defesa da imparcialidade do (stado -. e$cluindo assim por antecipação a verdadeira !ustiça do terreno da ra*ão le#isladora. #raças 4 sua posição prote#ida e institucionalmente privile#iada . com arbitrariedade apolo#ética classista. não poderia ter-se desenvolvido”Y:. que o viam como instituição benevolente que. mais difícil o .da vendabilidade universal . que no século BU%%% se sustentavam devido ao fato de que o sistema do capital estava bem lon#e do pleno desenvolvimento. sem isto.e. ainda que misturadas com as ilus'es da época. como se não tivesse havido oposição efica* a essas ilus'es durante os 8ltimos du*entos anos. com freqC3ncia até e$a#erada. !ustificadamente fora do alcance da ra*ão le#islativa-. como se viu. de acordo com esta mesma aborda#em. atuava na direção de uma ordem social !usta e mais equitativa. na pr"tica. não apenas ficamos com uma #ritante contradição entre a ideali*ação do plane!amento individual sob o capitalismo e sua ne#ação pelo mercado. o relacionamento inevit"vel entre o domínio da lei formal e o #overno não&arbitr"rio . com o passar do tempo. não aconteceu. as personificaç'es do capital podiam tomar para si. 9a verdade. ele também nos di* que a maior virtude é a submissão inquestionada de . demonstrando de forma cabal que somente na ficção le#al se pode separar a forma da lei de seu conte8do & a serviço dessa universali*ação supostamente equali*adora. ao contr"rio das propriedades de terra.inclusive os da lei-. que poderia ser materialmente anulada.para ele. )ssim. Eepois de pressupor. que estavam totalmente atadas a seus propriet"rios pelos privilé#ios feudais denunciados. ele contradi* seu próprio lamento sobre as dificuldades do plane!amento individual. a lon#o pra*o. (m seu sucesso editorial Moad to Berfdom Z) estrada para a servidão[. mostrando que =as coisas materiais não di*em respeito 4 personalidade e podem ser adquiridas como a propriedade e descartadas”Y&. o mercado não correspondeu 4s e$pectativas a ele atribuídas por )dam Kmith e Vant. ) esse respeito. ele nos conta que =foi a submissão dos homens 4s forças impessoais do mercado que tornou poss4vel no passado o sur#imento de uma civili*ação que. Oriedrich von 0a1e2. ho!e encontremos a hipocrisia descarada.que ele compartilhava com )dam Kmith.que. é compreensível que. utili*ando as ilus'es sinceras do %luminismo sobre i#ualdade formal para !ustificar as mais #ritantes desi#ualdades do presente.mesmo não sendo do tipo feudal anacr5nico-. #raças ao poder da #rande rique*a e$ploradora de. Auriosamente. al#umas linhas abai$o 0a1e2 conclui com uma declaração i#ualmente arbitr"ria & e inteiramente tautoló#ica & que um verdadeiro ideal de !ustiça distributiva deve levar ao fim do Eomínio da Fei . )o mesmo tempo.

) questão é que a força restritiva dessa forma fant"stica a que se sup'e que estaremos submetidos para sempre. Todavia. a que. cu!a nature*a não conse#uimos entender .para ele. 9essa aborda#em. todos devem se submeter< menos ainda se isto si#nificar que os indivíduos assumirão o controle sobre as atividades de suas próprias vidas por meio de formas conscientemente or#ani*adas — ou se!a. 0a1e2 não desfa* um #rande mistério. mesmo que. em sua visão. :u se!a. ele !amais tentou fin#ir que os benefici"rios da desi#ualdade material não fossem considerados privile#iados. a questão de melhorar a ordem e$istente. com certe*a. mas também. mas apenas aparentemente impessoal.D ( assim testemunhamos a completa de#radação de uma interpretação que era bastante problem"tica & e !" questionada — até na época das ilus'es parcialmente perdo"veis do %luminismo. tudo é apresentado de cabeça para bai$o. por Eiderot. para que sua própria ação social assuma a forma de ação de ob!etos que dominam os produtores em ve* de serem por eles dominados YP . )ssim.. 6or mais problem"ticas que fossem as idéias de Vant sobre o relacionamento entre i#ualdade. na pr"tica. a nação é miser"vel . a 8nica alternativa para a submissão 4s forças impessoais e aparentemente irracionais do mercado é a submissão a um poder i#ualmente incontrol"vel e portanto arbitr"rio de outros homens.. : dever de homens e mulheres.?. : próprio Vant deu sua contribuição a ambas. é submeter&se ale#re mente aos ditames de nossa comple$a civili*ação e lutar com unhas e dentes contra os que se recusam a aceitar a necessidade da submissão como condição humana permanente. em ve* dos ditames materiais pree$istentes .. antes dele. pode ser desafiada e$pondo&se.ais uma ve*. e combatendo&se as relaç'es estabelecidas de dominação de classes e de subordinação estrutural baseadas na impessoalidade mistificadora do fetichismo da mercadoria. a menos que se queira eliminar essa comple$a sociedade. para que não . 9ós !" vivemos no melhor dos mundos. incompreensíveis-. ) ne#ação ver#onhosa até da li#ação mais palpavelmente ine#"vel entre o privilé#io e a desi#ualdade material só #anhou proemin3ncia num quadro conceitual em que as relaç'es verdadeiras tinham de ser apresentadas . não é impessoal em sua nature*a real. ele é impessoal apenas devido ao fetichismo da mercadoria historicamente prevalecente. e Zpela[ utopia teológica. se o trabalhador é miser"vel. .. com sua e$pectativa de uma completa re#eneração moral de toda a raça humana fossem universalmente ridiculari*adas como fantasias S> SX .. : #rande filósofo alemão confessou sua simpatia pela utopia filosófica. realmente plane!adas & de intercâmbio social produtivo. se#undo ele.. não pode sur#ir com le#itimidade.?. que 0a1e2 est" ansioso por confundir em seus escritos falaciosos em defesa do capital.!" vimos na seção D. . (la não foi questionada apenas por Tabeuf. felicidade e personalidade . em suas refle$'es sobre ) pa* perpétua e sobre ) reli#ião apenas nos limites da Qa*ão . ao caracteri*ar o sistema nestes termos.. por que al#uém preferiria o tipo de incontrolabilidade e submissão de 0a1e2 ao que este dema#o#icamente pro!eta como @nica alternativa@ Kó porque o que ele recomenda é impessoal e aparentemente irracional @ )final de contas. que tem a esperança de um (stado de pa* perpétua baseada numa li#a de povos como uma rep8blica mundial. administrado a partir de suas próprias decis'es. não tivessem vanta#ens morais. aqui o contraste com Vant não poderia ser maior. : sistema do capital não é apenas aparentemente irracional .J. que fa* com que um tipo de relação entre os homens — sob o modo de controle sociometabólico do capital — assuma a seus olhos a forma fant"stica de um relacionamento entre coisas . para 0a1e2 esses esforços devem ser realmente condenados como devaneios ociosos. se não coisa bem pior.insistia.todos os indivíduos 4 tirania do mercado. que acreditava tão apai$onadamente numa idéia radicalmente diferente de i#ualdade e !ustiça que estava preparado para morrer por ela.. mas completa e irremediavelmente irracional% além disso.YS (st" óbvio que 0a1e2 não conse#ue admitir a possibilidade e a le#itimidade de se contemplar uma alternativa para o domínio do capital. que . G.

: principal ar#umento de 0a1e2 sobre privilé#io e desi#ualdade não é menos problem"tico.e incontest"vel-@ (sse é outro #rande mistério. em princípio tudo est" correio e adequado neste nosso mundo em que não h" lu#ar para o privilé#io. 6ara tomarmos um e$emplo típico. a qualificação que entra em !o#o. na mesma p"#ina e em oposição ao que 0a1e2 consideraria uma inação totalmente censur"vel do (stado.. a habitual tautolo#ia apolo#ética classista de 0a1e2. mas de fato racionalmente incontestadas . chamar de privilé#io a propriedade privada que todos podem adquirir sob as mesmas regras porque só al#uns conseguem adquiri&la é tirar da palavra privil(gio o seu si#nificado. é que a coerção do (stado é correta e adequada mesmo quando as pessoas sentem que ela é in!usta .as est" bem clara a intenção apolo#ética que h" por tr"s. culpados de tirar o si#nificado da palavra privil(gio>.mesmo quando na pr"tica são violadas por al#uns indivíduos-. assim. 9aturalmente. #raças a um truque do autor. mesmo que no presente conte$to isso tenha importância secund"ria-. 0a1e2 e$clui cate#oricamente todas as ponderaç'es de verdadeira i#ualdade e verdadeira !ustiça do campo da discussão le#ítima. ainda que não o consi#am.. sob as quais a propriedade privada pode ser adquirida por todos. 6or que diabos al#uém sentiria que esse tipo de lei administrativa formal pudesse ser in!usta.que.que pertence ao passado feudal-< o pior é que estes também abusam da ra*ão. . e$iste apenas o privilé#io entre aspas. )l#umas linhas abai$o.S> 9este mundo em que vivemos o privil(gio não e$iste. desde que todos façam a mesma coisa & mesmo se sentirmos que é in!usto S? . quando ela se aplica a todos num terreno racionalmente incontestado . com a peremptória decisão da mesma tautolo#ia que ele utili*a aqui contra os que supostamente abusam da ra*ão. violando o conceito de privilé#io . 9o entanto. Eessa maneira. 6ara mencionar apenas o maior e$emplo deste abuso. oferecendo como 8nico tipo adequado de lei a obri#ação #eral de diri#ir do lado esquerdo ou do direito da estrada. também são uma completa ficção. : ob!etivo de 0a1e2 é camuflar a lei substantiva repressora 7 decretada e imposta sem a menor cerim5nia como dimensão política do domínio tirânico do capital & como se ela pertencesse 4 mesma cate#oria das re#ras administrativas formais aplicadas por coerção. ao revelar a intenção ideoló#ica apolo#ética classista culta por tr"s desse #3nero de teori*ação. Keria realmente um privilé#io se. porque as consideraç'es acerca de i#ualdade e !ustiça devem ser confinadas ri#orosamente 4s re#ras formais e. ) questão vital & saber se. que neste caso afeta diretamente o trabalho or#ani*ado. em virtude das mesmas regras formais....de pernas para o ar. . por e$emplo . acima de tudo porque ousam questionar o poder discriminatório do privilé#io substantivo material que emana da dominância estrutural da propriedade capitalista privada..e le#itimamente incontest"veis-. alterando deliberadamente a base dos ar#umentos em nome da mais #rosseira forma de propa#anda anti&socialista fantasiada de teoria. o e$emplo dado para ilustrar a sua le#ítima ação coercitiva é a intervenção contra os >piquetes de greve> 7 uma ação que nem a ima#inação mais pobre poderia incluir na cate#oria das re#ras administrativas formais não contestadas . . o autor conclui lo#icamente que. ) ra*ão estipulada para que se e$cluam do discurso racional as incont"veis pessoas confusas que abusam da ra*ão é que os e$cluídos da propriedade privada — uma questão das relaç'es materiais e$isten tes & podem adquiri&la sob as mesmas re#ras . o pode invocado por 0a1e2 é real ou inteiramente ocoSD & deve permanecer a seus olhos um tabu absoluto.como acontecia no passado-. :s temer"rios que ousassem levantar essa questão seriam banidos do reino do discurso racional pelo autor de estrada para a servidão. ali"s. a propriedade da terra estivesse reservada aos membros da nobre*a. : conflito entre a ustiça formal e a igualdade formal diante da lei por um lado e. :s que sustentam o contr"rio participam da confusão #enerali*ada . por outro. sob o sistema vi#ente do capital. as tentativas de reali*ar os diversos ideais da verdadeira ustiça e igualdade também são respons"veis pela confusão #enerali*ada sobre o conceito do privilé#io e seu conseqCente abuso. a aplicação da palavra privilé#io 4 propriedade. oculta embai$o desse ar#umento racional . (le afirma arbitrariamente que levantar a questão de !ustiça e i#ualdade substantivas é manifestação de confusão #enerali*ada e deve ser condenada. #raças ao funcionamento ideal das re#ras formais do (stado . mais uma ve* encontramos.

num contraste va*io com a orientação e$plícita do credo coletivista -. a substantiva e repressiva le#islação anti&sindicalista. (m parte essa arbitrariedade di* respeito 4 irracionalidade do processo de reali*ação basicamente incontrol"vel.Típico dessas defesas do sistema do capital é a fu#a. muito menos se poderia considerar que importem na 8nica posição racionalmente !ustific"vel. (sse tipo de raciocínio — típico da defesa empedernida da desi#ualdade material sob a pretensão de fa*3&lo em nome do Eomínio da Fei — funciona com a afirmação arbitr"ria de uma série de equaç'es falsas. 6rimeiro. das pr"ticas le#isladoras políticas e e$ecutivas —. Aomo acabamos de ver. mas também da nature*a das próprias leis e re#ras da política. e em parte 4 su!eição implac"vel de #randes massas de pessoas aos imperativos de um modo fetichista e tirânico de reprodução socioecon5mica para o qual não h" alternativa . Ke#undo 0a1e2.se#undo as refer3ncias ritualistas de 0a1e2 4 nature*a ideal do credo liberal SSSP .no espírito dos e$emplos ilustrativos preferidos de 0a1e2. Ei*em&nos que não é a fonte do poder.não são apenas #erais e formais e aplicadas se#undo o aprovado princípio formal de i#ualdade para qualquer pessoa particular . Ei*&se que o Eomínio da Fei é i#ual 4 re#ra da lei formal% ambos equivalem 4 aus3ncia de privil(gios — e os tr3s !untos são i#uais e protegem >a igualdade diante da lei. não são diri#idas meramente contra os interesses de um n8mero limitado de indivíduos espec4ficos .. (m se#undo lu#ar. 9esta 8ltima qualidade.. que é o oposto do #overno arbitr"rio PX . racional e plenamente !ustific"vel. diante do fato de que não se pode avançar para a verdadeira i#ualdade no quadro das restriç'es do#m"ticas da primeira proposição. (las também são substantivas e discriminadoras. 9esse postulado. (videntemente.— e que realmente deveria permanecer assim para sempre em nossa visão. não formal mas muito real. em causa própria. a menos que dese!emos ser respons"veis pela ver#onha de favorecer um #overno arbitr"rio e o fim da encarnação le#al da liberdade & e que absolutamente nin#uém deveria a#ir para mudar as relaç'es prevalecentes de desi#ualdade substantiva. também se deve aceitar que ela é verdadeira e adequada .ou se!a. 6or meio dessa evasão. (m outras palavras. da questão das relaç. ) primeira est" li#ada a problemas da lei substantiva e aos obst"culos le#islativos diretos ou indiretos eri#idos no curso da história contra a potencial reali*ação da i#ualdade . que afeta até as mais privile#iadas personificaç'es do capital . até as formas mais substantivas de domínio e subordinação e$ploradora podem ser equivocadamente apresentadas como estando plenamente de acordo com as e$i#3ncias do Eomínio da Fei e a aus3ncia de arbitrariedade. tomados do Aódi#o de Trânsito e da adoção #eral de pesos e medidas -. mas sua limitação que evita que ele se!a arbitr"rio SG. 9a verdade. mas contra as classes das pessoas em desvanta#em estrutural. )s apolo#eticamente ideali*adas re#ras conhecidas do !o#o . a questão h" muito discutida da i#ualdade e da emancipação não pode ser seriamente tratada sem resolvermos as suas duas dimens'es substantivas.que se di* #arantirem a liberdade do indivíduo. 9a verdade. mas ri#orosamente dominado pelas determinaç'es estruturais materiais do sistema estabelecido de controle sociometabólico. o poder político das formaç'es estatais do capital não é arbitr"rio. tanto a fonte como a limitação do poder le#islador do (stado estão ficticiamente isoladas da base material e dos interesses a que servem. =a i#ualdade formal diante da lei est" em conflito e é de fato incompat4vel com qualquer atividade do governo que vise deliberadamente a igualdade material ou verdadeira de pessoas diferentes”P&. por e$emplo. nenhum elemento desta série de equaç'es e$plicativas é sustent"vel. o ob!etivo de todo o e$ercício é fa*er as pessoas aceitarem duas proposiç'es — totalmente in!ustific"veis. o arbitr"rio em relação aos indivíduos é a cate#órica e$clusão de alternativas aos ditames materiais absolutos do sistema do capital e não a tradução desses ditames em re#ras fi$as de le#islação historicamente específica do (stado. como. )firmar que o Eomínio da Fei é a =encarnação le#al da liberdade”S' sobre a base fictícia de que ele se restrin#e adequadamente =ao tipo de re#ras gerais conhecidas como re#ras formais”SNé uma deturpação completa não apenas do relacionamento entre a le#islação do (stado e a base material do capital — a força limitadora. como se o ideali*ado poder político não&arbitr"rio se auto&sustentasse e autolimitasse. toda a preocupação com a i#ualdade deveria estar ri#orosamente confinada 4 questão da i#ualdade diante da lei . claramente contra os piquetes #revistas.es de poder material.

)s mulheres tiveram de compartilhar uma posição subordinada em todas as classes sociais. tal #overno não teria permissão para violar o tabu da verdadeira desi#ualdade. assim. inclusive suas variedades pós&capitalistas. ) e$i#3ncia da emancipação das mulheres conferiu uma nova dimensão a esses anti#os enfrentamentos históricos que fa*iam pressão em prol da verdadeira i#ualdade. a nova ordem do domínio da classe destinada a tomar o lu#ar da anti#a ainda estava lon#e de plenamente articulada. 0" uma preocupação ainda maior precisamente com o que est" na base material de todas as pr"ticas le#islativas relativas a isso. .a possibilidade de reali*ar a anti#a aspiração de livrar os intercâmbios humanos da tirania da ubíqua hierarquia estrutural. materialmente impotente-. até isso eliminam. (ntretanto.J. a conspiração da sociedade dos i#uais de Tabeuf. por um lado. a estrutura e$istente da família< de onde a hipocritamente e$a#erada admissão de minorias &. em lu#ar proeminente.G 9a história. a ordem estabelecida se rompia sob a pressão de suas contradiç'es internas e dei$ava de corresponder a suas funç'es sociometabólicas essenciais e. Kua interpretação di* respeito primordialmente 4 incapacidade a$iomática daquilo que não se adapte aos limites de sua ordem material e le#al preferencial. em condiç'es de e$terna inferioridade.que sua demanda pela i#ualdade não poderia ser atribuída a uma particular inve!a de classe e assim descartada. por outro. sur#iram incont"veis sistemas de convicç'es i#ualit"rias sob as condiç'es desse v"cuo social relativo entre dois mundos &que che#avam a assumir a forma de lutas or#ani*adas. os levantes camponeses. incluindo&se.não a formal+le#al. pelo voto. esses movimentos mostravam a impossibilidade de se erradicar uma idéia. como vimos no pen8ltimo par"#rafo.aplicando&se os critérios formais estipulados tanto 4 emancipação das mulheres como 4 verdadeira i#ualdade material dos trabalhadores em termos de seus poderes potenciais de tomada de decisão-.com a autoridade internalizada de a$ioma opressor.até pelas forças conser vadoras mais e$tremadas. )s teorias formalistas dos defensores do capital são formuladas para ne#ar o ine#"vel. no que tan#e 4 causa da emancipação das mulheres — sob todas as formaç'es conhecidas do (stado moderno. ou se!a. esta não é sua função mais importante. que e$istem & ou se conceberia que e$istissem — esses obst"culos le#islativos substantivos no quadro do (stado liberal. anulando convenientemente o resultado emancipador potencial do próprio voto. a militância e$tremista e o sacrifício do movimento inicial da classe trabalhadora. em qualquer sentido dessa e$pressão. (m primeiro lu#ar. cu!o momento a história muitas ve*es pressa#iou. : ponto principal de sua defesa do Eomínio da Fei e do plane!ado confinamento deste a re#ras formais é circunscrever o campo da ação le#ítima a fim de torn"&la totalmente irreali*"vel . quando. a demanda pela verdadeira i#ualdade vinha 4 tona com especial inten sidade em períodos de crise estrutural. os obst"culos diante da i#ualdade e da emancipação não terminam aqui. quaisquer que fossem as forças contr"rias. entre as quais estão as revoltas de escravos. (sta circunstância também dei$ou óbvio que o poder nas mãos das mulheres . Leralmente. no curso da história. o poder a um #overno cu!o mandato instituísse a verdadeira i#ualdade e a emancipação real . os movimentos i#ualit"rios militantes eram sufocados em san#ue pelas forças da e$ploração e da opressão que sempre estavam prontas para atacar & o que não diminui sua importância. eles restrin#em a possibilidade de pro#resso no ato de votar e. Ki#nificativamente. um n8mero incomparavelmente maior de irmãs continuaria em ab!eta .esmo que todas as pessoas interessadas dessem. seria inconcebível se o quadro estrutural de dominação e hierarquia de classes se mantivesse como princípio or#ani*ador da ordem sociometabólica.esmo que todas as posiç'es de comando nas empresas e na política do capitalismo fossem reservadas por lei para as mulheres & naturalmente isto não poderia acon tecer por uma série de ra*'es. o que tornava ine#"vel . )s forças contr"rias 4 e$i#3ncia de i#ualdade substantiva conse#uiram se reafirmar & apesar de todos os pro#ressos no domínio le#al. na primeira metade do século B%B. 9em o velho sistema nem a alternativa emer#ente tinham poder para eliminar . Aontudo. . ) cada ataque. as muitas rebeli'es espor"dicas dos anabatistas.substantiva< a se#unda di* respeito ao que deve ir muito além dos poderes da compensação le#al direta. sem e$ceção. mesmo que ainda não tenha che#ado. G.

mesmo sob #overnos trabalhistas ou socialdemocratas. )dotando essa ambi#Cidade como estraté#ia. não se poderia e$cluir a possibilidade de que as or#ani*aç'es econ5micas e políticas trabalhistas historicamente estabelecida se emaranhassem na perse#uição a interesses particularistas e descarrilassem a emancipação do trabalho. por um período histórico relativamente lon#o. o contraste em relação 4 visão mar$ista se torna claro quando nos lembramos de que. oposto 4 classe advers"ria. as circunstâncias socioecon5micas não foram muito favor"veis 4 reali*ação das perspectivas defendidas e antecipadas por . acima e contra uma classe produtora. mas o a#ravo #enerali*ado é perpetrado contra ela< ela não permanece em nenhuma antítese unilateral em relação 4s conseqF)ncias mas 4s premissas do estamento — é uma esfera que não pode se emancipar sem emancipar todas as outras esferas da sociedade . uma esfera que tem uma nature*a universal por seu sofrimento universal e que não reivindica nenhum direito particular porque nenhum a#ravo em particular. além de ser inconcebível que se tornasse uma classe privile#iada. 6ara ele. que poderiam ser tratadas. ou se!a. (m primeiro lu#ar. o capital e suas personificaç'es mutantes.subordinação e impot3ncia. era inevit"vel que a irrefre"vel e$i#3ncia de emancipação das mulheres também concentrasse a atenção na promessa inicial e na definição do movimento socialista e.por meio do auto&en#ano e !amais. . quando na realidade o capital sempre permaneceu com o controle total do processo da reprodução social e da distribuição da . ela própria. )s ilus'es e mistifica & ç'es do reformismo poderiam muito bem basear&se nessa ambi#Cidade fundamental — que. . em seu tr"#ico descarrilar. )inda que os ob!etivos estraté#icos ori#inais dos socialistas fossem postos de lado enquanto ta$ação pro#ressiva -. a classe do trabalho não conse#uia reali*ar suas metas na forma de interesses particularistas. não teria nenhum equivalente no terreno da emancipação das mulheres. a qual. mais tarde. e$i#e uma ordem social qualitativamente diferente. o trabalho tinha aspiraç'es e quei$as historicamente específicas. (nquanto a ascensão histórica do capital pudesse continuar sem perturbaç'es no terreno #lobal. que abran#esse todo o quadro de refer3ncias e as microestruturas que constituem a sociedade. 9ão obstante. em cima do modelo da aquisição de um pedaço quantitativamente maior do bolo . uma classe na sociedade civil que não é uma classe da sociedade civil. (m se#undo lu#ar. porque a classe do trabalho & ao contr"rio das mulheres. 9este sentido. nas sociedades de socialismo realmente e$istente — da estraté#ia de instituir&se uma alternativa para a ordem social do capital para a aceitação de melhorias parciais de vida curta que poderiam ser conciliadas pelo próprio sistema do capital. mais uma ve*.ar$ falava de formação de uma classe com cadeias radicais. por sua própria nature*a. em termos relativos. 6or isso. e$i#indo o estabelecimento de uma ordem de produção e reprodução sociometabólica alternativa radicalmente diferente. como classe contra classe . as classes tradicionais que visavam al#uma forma de domínio de classe eram classes da sociedade civil . (sse descarrilamento assumiu a forma de uma mudança fatal & pela administração pós&capitalista do (stado e o reformismo socialdemocrata. 9esse aspecto.ar$ não via a classe trabalhadora como classe no sentido tradicional. referindo&se ao proletariado. um estamento que é a dissolução de todos os estamentos. pois podiam satisfa*er seus próprios ob!etivos e#oístas na sociedade civil hier"rquica vi#ente. Aom isso.ar$. (m compensação. que inte#ram todas as classes & ocupava um determinado espaço no espectro social. tentando consistentemente a rique*a da nação produ*ida pelo trabalho. também haveria espaço em termos materiais efetivos para a busca de interesses particularistas nos movimentos trabalhistas dos países relativamente privile#iados. 9ão se poderia encontrar nenhum espaço especial para a emancipação das mulheres no referencial dessa ordem socioecon5mica. o poder nas mãos das mulheres teria de si#nificar poder nas mãos de todos os seres humanos ou nada.por meio do aumento na produtividade-. ainda que de modo al#um uma fatia proporcionalmente maior do bolo disponível em relação 4 parcela apropriada pelo capital. o reformismo socialdemocrata podia falsamente prometer a reali*ação dos ob!etivos socialistas por meio da #radual ampliação de melhorias quantitativas no padrão de vida dos trabalhadores .

aqui a questão do que deve ser feito com as relaç. até o salário m4nimo numa medida sensata> a um ritmo sensato>" e i#ualdade de oportunidades devida e subservientemente contraposta 4 i#ualdade de resultados .r4tica ao programa de Cotha de .de todas as coisas diante do capital. seria possível obter da mar#em de lucro em e$pansão do capital al#uns #anhos mensur"veis para as seç'es de liderança das classes trabalhadoras nos países economicamente mais dinâmicos . nem pode ser diluída na va#a noção de i#ualdade de oportunidades dada a sua evidente ne#ação pela ordem social estabelecida.os imperialistas-. modificando assim a m"$ima anteriormente v"lida do 0anifesto comunista1 os prolet"rios só tinham a perder as suas correntes. em ve* de defender sua própria causa em favor de uma ordem social alternativa. o movimento socialdemocrata adotou a estraté#ia de lutar por privilé#ios no quadro da reprodução do capital. que a priori e$clui quaisquer e$pectativas de uma verdadeira i#ualdade. ) condição prévia essencial da verdadeira i#ualdade é enfrentar com uma crítica radical a questão do modo inevit"vel de funcionamento do sistema estabelecido e sua correspondente estrutura de comando. desde o início. Aomo veremos mais adiante. adotando como devida medida de imparcialidade e !ustiça o que quer que o capital pudesse e dese!asse conceder de suas mar#ens flutuantes de lucratividade. %nevitavelmente. fa*er "#ua da pedra&pomes .com a premissa indiscutível da inalterabilidade da ordem social hier"rquica e e$ploradora do capital. um beco sem saída para as aspiraç'es emancipatórias. Ki#nificava a aceitação dócil da autoridade do capital na determinação das reivindicaç'es que seriam ou não consideradas le#ítimas e na participação adequada do trabalho na rique*a social disponível. a lon#o pra*o insustent"veis até em sua escala limitada. não espantava que no discurso socialdemocrata a questão da verdadeira i#ualdade humana se diluísse a ponto de perder o sentido. no novo !ar#ão dos líderes trabalhis tas. postulando a reali*ação de i#ualdade e imparcialidade . o movimento socialdemocrata ter abandonado até suas metas reformistas limitadas e adotado sem reservas a economia dinâmica de mercado do capital.es de poder e$istentes não pode ser evitada quando se levanta a questão da i#ualdade. é a#rad"vel e tranqCili*ador para o futuro que a descarrilada retórica da imparcialidade & que no passado invariavelmente si#nificava bater em portas que não poderiam ser abertas & não tenha qualquer papel especial no discurso sobre a emancipação das mulheres. pedindo. com a consumação #lobal da ascend3ncia histórica do capital em nossos dias. a idéia de i#ualdade passou a estar ri#orosamente subordinada a consideraç'es de imparcialidade e !ustiça . só poderia ser caracteri*ada com a frase condenatória de Vant. transformando&se mais ou menos abertamente numa versão do liberalismo bur#u3s. tudo teria de ser realisticamente avaliado com base nas premissas da perman3ncia da viabilidade e da reformabilidade do capital #ratuitamente aceitas durante quase um século de devaneios socialdemocratas. impunha um altíssimo preço ao trabalho. 9esse aspecto. é transformar em *ombaria a própria idéia da emancipação.ou para o trabalhador-. quando ele é estruturalmente incapaz de fa*er isso. ritualmente reiterada nas convenç'es partid"rias na forma da retórica va*ia e autocontraditória de !ustiça . a aceitação de melhorias parciais concedidas pelo advers"rio. porque nem como pro!eto afetava o edifício estrutural da sociedade de classes e$ploradora. que voltava teimosamente 4 tona. Mma ve* considerado inquestion"vel o sistema socioecon5mico estabelecido como quadro indispens"vel de reivindicaç'es e aspiraç'es le#ítimas. Eessa maneira ele contribuía ativamente para a revitali*ação do advers"rio capitalista. : momento histórico da socialdemocracia reformista sur#ira a partir desses fatos. sob o slogan do Bocialismo evolucionista de Ternstein.estivessem atr"s desses interesses limitados. Eeve&se e$cluir cate#oricamente a i#ualdade .ar$ e bem mais. R" na época da . (ssa forma de tratar a demanda por verdadeira i#ualdade. aponta o fim de uma estrada que constituía.para não mencionar o socialismo. era va*ia e contraditória. pelo final do século B%B. para não mencionar sua efetiva reali*ação. ) racionalidade deste tipo de discurso. Eesse modo. )ssim. e$ pumice acquam 7 ou se!a. %mplorar a um sistema de reprodução sociometabólica profundamente perverso & baseado na perniciosa divisão hier"rquica do trabalho & a concessão de oportunidades i#uais para as mulheres . : fato de. retiradas de suas mar#ens de operação na e$pansão lucrativa do capital.

adotaram a bandeira do feminismo. !" h" muito tempo. por sua ve*. que a chamam de poder de dispor da força de trabalho dos outros.ar#aret Qandall o enfati*ou num livro impressionante. onde esposa e filhos são escravos do marido. Komente dessa maneira foi possível manter a dominância e a continuidade da ordem e$istente. é a primeira forma da propriedade. devidamente submisso-. Kabemos como o capitalismo coopta qualquer conceito libertador. ou se!a. ) divisão do trabalho em que todas essas contradiç'es estão implícitas e que. Quando se e$i#ia espaço para uma discussão do feminismo ou se estimulava uma analise baseada na recuperação da história. se é que che#ou a receber al#um nome. no sistema estabelecido de divisão do trabalho. )#ora me per#unto se a incapacidade do socialismo de abrir espaço para a a#enda feminista — para realmente adotar esta a#enda 4 medida que emer#e naturalmente em cada história e cada cultura — seria uma das ra*'es pelas quais o socialismo não poderia sobreviver como sistema. *. em qualquer nível de civili*ação.de um lado do divisor social. 9a verdade. os princípios fundamentais constitutivos e as relaç'es efetivas de poder material desta 8ltima teriam de ser diretamente enfrentados para que a causa histórica da emancipação das mulheres pudesse che#ar além da frustrante mentira da i#ualdade de oportunidades que não leva a absolutamente lu#ar al#um. (ssa escravidão latente na família. (ste resto raramente foi desi#nado. mas até mesmo nesta etapa ela corresponde perfeitamente 4 definição dos economistas modernos. P?PJ )qui o problema aparentemente intrat"vel é que todas as transformaç'es internas da família na história ocorreram na ampla estrutura da divisão hier"rquico&social inevitavelmente iníqua do trabalho e teve de incorporar as suas e$i#3ncias #erais. transformando&o em slogan utili*ado para nos vender o que não carecemos. . . da cultura e da . 9este conte$to.' ) crítica das relaç'es estabelecidas de poder material não poderia se contentar com a den8ncia das #ritantes iniqCidades da e$ploração e da dominação do capitalismo privado. or#ulhosamente dominante. 7 isto que deve ser invertido.ar$ apresenta assim essa idéia.:. seu n8cleo. mas de toda a própria estrutura em que ocorrem todas as funç'es reprodutivas. uma distribuição qualitativa e quantitativamente desigual. nem as sociedades capitalistas que tão falsamente prometem i#ualdade nem as sociedades socialistas que prometeram i#ualdade e até mais. se baseia na divisão natural do trabalho na família e na separação da sociedade em famílias individuais opostas entre si implica simultaneamente a distribuição. cu!a primeira forma est" na família. 9em mesmo as formas historicamente mais recentes e sofisticadas do n8cleo de reprodução e distribuição da sociedade. asse#urando não apenas a reprodução de cada membro da sociedade. sob a forma da das forças produtivas sociais historicamente estabelecidas e seus produtos & e de maneira tal que as menores células constituintes e suas li#aç'es mais abran#entes deveriam permanecer sempre estruturalmente emaranhadas e ine$tricavelmente entrelaçadas entre si como estruturas de produção e reprodução reciprocamente condicionantes. 6or isso. o resto viria. devemos nos lembrar do papel decisivo atribuído 4 família na perpetuação das relaç'es discriminatórias da propriedade e o correspondente sistema de valores da ordem social dominante .PD : mesmo refrão soou por todo o mundo socialista. e do outro. do trabalho e seus produtos e daí a propriedade. )s relaç'es prevalecentes de poder tinham de ser reconstituídas constantemente em toda parte & inclusive no distribuição quantitativa e qualitativamente desi#ual n8cleo .substantiva devido 4 forma como. onde as ilus'es de liberdade substituem a realidade. uma ve* obtida a i#ualdade econ5mica. embora ainda bastante #rosseira. #arantindo seu tranquilo funcionamento. poderiam evitar — não importa quão esclarecida e i#ualit"ria se!a a intenção da atitude pessoal de seus membros individuais entre si & a imperiosa necessidade desumani*adora da subservi3ncia consciente ou inconsciente em relação aos valores que emanam da divisão estrutural+hier"rquica do trabalho. :s anais das sociedades pós&capitalistas estão lon#e de ser promissores nesse aspecto. locali*adas na família. a divisão social do trabalho est" constituída na ordem e$istente.

Aontudo. tentaram em vão mascarar sua falha com vers'es pós&capitalistas da falsa admissão das minorias. 9aturalmente. que e$i#iria uma reestruturação radical tanto das células constituintes como do quadro estrutural de todo o sistema estabelecido. o controle da e$tração do trabalho e$ce dente est" no terreno da política . ) mesma autora di* o se#uinte.e o tipo soviético das personificaç'es do capital não cumpre suas funç'es sem envolver&se diretamente nas formas altamente centrali*adas de tomada de decisão política. na 9icar"#ua e em Auba. e lento a ponto do absurdo< foi mais bem& sucedido no Uietnã.se!a ele avançado ou subdesenvolvido -. 9o final. nos sistemas de capitalismo privado. os países pós&capitalistas não tiveram nenhuma< até nos 6olitburos do partido no poder as mulheres eram tão raras quanto os corvos brancos na nature*a & apesar da oficialmente anunciada política da plena i#ualdade . isto não si#ni ficou que nos países capitalistas a conquista do posto mais elevado por al#umas mulheres importasse em al#o mais do que uma falsa admissão. a bem& sucedida e$tração econômica do trabalho e$cedente .e$peri3ncia das mulheres. qualquer que se!a a .na forma capitalista de apropriação e acumulação da mais& valia.e.PG ) falha das sociedades pós&capitalistas com relação 4 emancipação das mulheres é ainda mais not"vel quando se sabe que. Aom a e$tração do trabalho e$cedente economicamente #arantida e o correspondente modo de tomada de decisão política sob a ordem sociometabólica de reprodução do capitalismo privado.ar#aret Thatcher e a sra. . contra&revolucion"ria. 9in#uém em perfeito estado mental poderia sequer sonhar em instituir essas mudanças por meio da m"quina política da ordem capitalista. elas prometiam consertar as sérias iniqCidades admitidas. )s impressionantes diferenças na ocupação de um alto posto político que testemunhamos no século BB podem ser e$plicadas em termos da diferença bastante si#nificativa com que o trabalho e$cedente é e$traído nos dois sistemas. Quando. Eiferentemente disso. nenhum lu#ar do mundo socialista tem mulheres nos postos representativos mais elevados. apenas uma insi#nificante meia d8*ia de mulheres conse#ue ser eleita para postos de poder político.para o bem ou para o mal. %ndhira Landhi. o papel essencial da política é o facilitadora . PH : re#istro de promoção de mulheres a postos importantes de tomada de decisão política nas sociedades pós& capitalistas é lament"vel. pior. era muito prov"vel que se recebesse o apelido de feminista bur#uesa & divisionista ou. além dos simples direitos adquiridos pela falsa admissão< mais precisamente. as relaç'es de poder e$istentes que afetam diretamente as mulheres não foram muito alteradas — em ve* disso. em seu devido momento. )o contr"rio. )lém do mais. mesmo em relação a países capitalistas. as posiç'es de poder são sistematicamente ne#adas a mulheres com visão feminista. ainda que por al#um mila#re todas as posiç'es mais altas do poder políti co fossem ocupadas por mulheres nas sociedades pós&capitalistas. 9estes h" um n8mero não despre*ível de mulheres autori*adas a ocupar o mais alto posto político & o de primeiro&ministro. : processo de che#ada das mulheres ao poder político na Mnião Koviética e em boa parte do Feste europeu foi especialmente lento. para mencionar apenas al#umas. em al#um ponto de sua história.atribuir" aos políticos e 4 tomada de decisão política direta funç'es muito diferentes das e$istentes nas variedades pós&capitalistas do sistema do capital. )s pessoas encarre#adas dos diversos ór#ãos políticos capitalistas convenientemente se recusam a assumir a responsabilidade pelas mudanças que ocorrem e por aquelas defendidas pelos advers"rios. este não dei$a espaço para a a#enda feminista de verdadeira i#ualdade. : poder continua sendo um #rande problema. utili*ando as sentenças comumente ouvidas de que o papel do #overno é apenas criar um clima favor"vel para os ne#ócios ou de que os #overnos não podem fa*er isso ou aquilo . 9estas. 9o capitalismo privado . em que sempre h" muito em !o#o e cu!as conseqC3ncias t3m lon#o alcance. ( nisso as diferenças eram apenas manifestação de tipos e usos diferentes dessa falsa admissão. o socialismo parece anular seu ob!etivo de criar uma sociedade mais !usta para todos. isto não tornaria essas sociedades mais socialistas nem as pessoas & inclusive as mulheres & estariam nelas mais emancipadas. enquanto prevalecer.de mudanças que se desdobram espontaneamente . Tandaranai2 e.e não o de sua iniciadora. também o de codificadora le#al. ano após ano.

eles podem iniciar #randes mudanças no processo da reprodução em andamento por meio da intervenção política direta. também cria espaço para a introdução de elementos dos pro!etos feministas. sem se e$por ao risco de ser chamado de Eom Qui$ote feminista. a questão da emancipação das mulheres.. as . uma reestruturação radical da ordem social estabelecida desde suas menores células até seus ór#ãos coordenadores mais abran#entes —. os ob!etivos e mecanismos da sociedade de mercado permanecem tabus intoc"veis sob o capitalismo. toda a questão do mandato político deve ser muito bem redefinida. que não pode nem quer considerar seriamente a interfer3ncia com a e$tração econ5mica estabelecida do trabalho e$cedente — nem mesmo na sua manifestação socialdemocrata. apesar da mitolo#ia da sociedade aberta . )ssim. reforçando e perpetuando a subordinação do trabalho com todos os recursos políticos 4 disposição do sistema. 9ão é por acaso que as %ndhira Landhis. por implicação. : papel da política é bastante diferente nos dois sistemas< sob o capitalismo as mulheres Os vezes podem ocupar com se#urança até o mais alto posto político. as determinaç'es do pessoal político são aqui de uma ordem bastante diferente.. que e$i#e i#ualdade substantiva & e. Mma autoridade política absolutamente incontest"vel e despersonali*ada & o 6artido do (stado&partido — deve ser superposta individualmente ao pessoal político sob o domínio do capital pós&capitalista. Kob o sistema pós&capitalista.característica da estrutura parlamentar capitalista. Qualquer tentativa de e$aminar criticamente as relaç'es de poder estabelecidas do ponto de vista da emancipação das mulheres e visando remediar as velhas pervers'es lo#o deve ser descartada. (ssa diferença na abertura potencial nos dois sistemas. ) questão da i#ualdade deve ser confinada ao que é compatível com a divisão hier"rquica do trabalho social prevalecente. (ntretanto. desse mundo — e esta 8ltima apesar de suas credenciais ori#in"rias da esquerda radical & não avançaram em nada a causa da emancipação das mulheres< no míni mo aconteceu o contr"rio. em principio. )ssim. 7 isso que e$clui a priori qualquer possibilidade de se dar espaço para a a#enda feminista . que caracteri*ou boa parte da literatura socialista sobre o assunto. articulado na forma da estrutura de comando hier"rquica mais ri#orosa. 6ois. como o atestam as curtas tentativas pós& revolucion"rias na Q8ssia. 9ão h" risco de introdu*ir a a#enda feminista nem de surpresa nos sistemas capitalistas. e as madames Tandaranai2es. bem mais aberta do que sob o capitalismo. (m virtude de sua posição essencial na #arantia da necess"ria continuidade da e$tração do trabalho e$cedente. devem&se eliminar até as limitadas tentativas das mulheres de estabelecer um novo tipo de relação familiar em apoio a suas anti#as aspiraç'es. que vieram espontaneamente 4 tona lo#o nos primeiros anos pós&revolucion"rios.ar#aret Thatchers. politicamente #arantida e prote#ida.importância do posto ocupado. !" que não pode haver absolutamente nenhum espaço para ela na estrutura ri#orosamente circunscrita da tomada de decisão política. ) situação é muito diferente nos sistemas pós&capitalistas de reprodução sociometabólica e de tomada de decis'es políticas. 9os termos desses critérios. as mulheres podem se tornar membros plenamente i#uais da força de trabalho . como 0a1e2 e 6opper-. delineando ri#orosamente o mandato e a incontest"vel orientação do pessoal político. pois a administração hierarqui*ada da e$tração do trabalho e$cedente reafirma&se como característica determinante decisiva do sociometabolismo também sob as circunstâncias alteradas. não pode ser considerada nem por um momento. ao passo que nas condiç'es pós&capitalistas elas são e$cluídas sem a menor cerim5nia. em princ4pio. orientada para a e$tração m"$ima do trabalho e$cedente politicamente re#ulamentada.propa#andeada por seus inimi#os autorit"rios. destinada ao papel de facilitar a e$tração mais eficiente possível do trabalho e$cedente. com o mandato completamente indiscutível dos representantes voltado para o modo econ5mico estabelecido de e$tração do trabalho e$cedente e acumulação do capital. (nquanto a m"$ima e$tração do trabalho e$cedente. continua a ser o princípio orientador essencial do sociometabolismo com sua estrutura de comando necessariamente hier"rquica. essa abertura potencial não pode ser reali*ada em bases duradouras sob o domínio do capital pós& capitalista. eliminando a possibilidade de representação .e delegação. no sentido de que sua orientação potencial é.

é o fato de sua aversão 4 verdadeira i#ualdade ser partilhada com todos os que não podem ima#inar uma alternativa para o sistema do capital e sua desumani*ante divisão social do trabalho. implacavelmente opressora. ambiç'es e emulaç'es em plena atividade. ele continuar" sendo a natureza humana. que se inicia ao che#arem em casa depois do trabalho. G. evocando a ima#em de uma ordem natural fictícia na produção e na distribuição. se#undo turno das mulheres. (m suas palavras.. com a produção mantida em sua ordem natural. falava com entusiasmo sobre a den8ncia p8blica do líder do partido soviético dos =PYpolíticos com quem Ktalin perdeu a paci3ncia quando os ridiculari*ou como mercadores da igualdade”. inclusive a estranha falsa admissão política praticada nesse tipo de sociedades. muito bem alimentadas. (las realmente o fa*em.Y ( muito revelador que os intelectuais dos países de capitalismo avançado. ` primeira vista é difícil acreditar que um homem com a inteli#3ncia de Leor#e Ternard KhaW pudesse mer#ulhar a esse nível de preconceito burro. que poderia e deveria ser remediado — mesmo que só para !ustificar e codificar a hierarquia socialista democr"tica e sua ordem natural em nome dos postulados conservadorismo eterno e atraso relativo irremedi"vel das massas & por meio da #rotesca receita fabiana da eu#enia pela possibilidade nacional de = intercasamento”. o que d" certa credibilidade a esse tipo de idéias formuladas por intelectuais relativamente pro#ressistas. 9o entanto. na falaciosa i#ualdade entre os limites . e os tribunais não tiverem a distorção de advo#ados mercen"rios. : chamado.conscientemente ampliada. fantasiado com as vestes pseudodemocr"ticas do absurdo da eu#enia. 9as sociedades. apesar dos . cantassem em uníssono com o autoritarismo soviético precisamente na questão da i#ualdade. que nada podia fa*er para alterar as relaç'es de força estabelecidas e o papel subordinado das mulheres na força de trabalho estruturalmente subordinada. Quando o socialismo democr"tico tiver atin#ido a auto&sufici3ncia de recursos. sob nenhuma circunstância elas poderão questionar a divisão do trabalho estabelecida e seu próprio papel na estrutura familiar herdada. : socialista fabiano Ternard KhaW. Aomo se a hierarquia estruturalmente imposta do sistema do capital nada tivesse a ver com a anunciada base bioló#ica do atraso das pessoas inferiores . por e$emplo. cobrindo desde arti#os de necessidade até os de lu$o. na pr"tica. (le só enfati*ou o fato de que a causa histórica da emancipação das mulheres não poderia pro#redir sem questionar todas as formas de domínio do capital. ) i#ualdade não pode ir mais lon#e. e até declaradas naturais .. de modo que possam retornar mais f"cil e rapidamente 4 força de trabalho em tempo inte#ral. 9a MQKK. com ra*ão. as premissas do funcionamento da ordem vi#ente são consideradas inquestion"veis. entrando por esta ra*ão em al#uns territórios antes proibidos. que se consideravam socialistas democr"ticos. com suas pessoas pioneiras superiores. ( como. com todos os seus empreendimentos. KhaW não se deteve aí.ercadores da %#ualdade. mas continuou a !ustificar a ideolo#ia stalinista e a pr"tica da subordinação da força de trabalho a uma divisão hier"rquica do trabalho. como Ternard KhaW. 6or mais triste que possa parecer. a i#ualdade de oportunidades e a intermatrimonialidade para todos. educadas em sua m"$ima capacidade e intercas"veis . descobriu&se que era impossível aumentar a produção ou sequer mant3&la até que fossem estabelecidos o pa#amento por resultados e por tarefa. as mulheres em #eral realmente podem se emancipar a ponto de entrar em qualquer profissão. pessoas medianas conservadoras e inferiores relativamente atrasadas em seus lugares naturais.J. serviu apenas para enfati*ar a nature*a problem"tica de todas essas reali*aç'es. e #eralmente sob as mesmas condiç'es de remuneração financeira de seus cole#as do se$o masculino. sua tarefa estar" terminada< . com a instalação de creches e !ardins&de&infância. )lém do mais. KhaW assim pro!etava uma ordem social supostamente em perfeita sintonia com a nature*a humana e os ideais do socialismo democr"tico . pós&capitalistas. (le queria que esta fosse controlada pelas chamadas pessoas pioneiras superiores que não poderiam nem deveriam ser questionadas pelas pessoas conservadoras medianas e pelas pessoas inferiores relativamente atrasadas da sociedade. sua situação de mães trabalhadoras pode até ser bastante melhorada.

para >J. (ntretanto. ou se!a. de Ktalin aos mercadores da i#ualdades . dada a fartura de oportunidades i#uais 4 sua disposição. além do mundo fantasioso da chamada i#ualdade de oportunidades . que tornam possível a i#ualdade de oportunidades . ambiç'es e emulaç'es de uma nature*a humana #enérica. lon#e de apenas verbal. ) defesa insincera da i#ualdade de oportunidades associada 4 imparcialidade e 4 !ustiça serve a um ob!etivo apolo#ético.XXX pessoas passaram para bai$o da linha . ao passo que a dos de* por cento mais ricos subiu H? por cento.. ao mesmo tempo. mesmo que o re#istro das reali*aç'es efetivas não avançasse. apesar de sua #enialidade. ) renda dos de* por cento mais pobres da população caiu >Y por cento entre >PYP e >PP>. tendenciosamente falsificadas — teve de admitir que ) lacuna entre ricos e pobres se ampliou. Mm relatório oficial do #overno na %n#laterra — que subestimava imensamente a #ravidade da situação com a manipulação de n8meros. demonstra que as mais variadas personificaç'es do capital & não apenas as do tipo descarada e conscientemente bur#u3s. passou de G milh'es em >PYP. as hierarquias estruturais do sistema do capital são reforçadas e se tornam provedoras indispens"veis das va*ias oportunidades prometidas e.. pois eles poderão sempre retorquir que as pessoas é que são culpadas por não saberem aproveitar as oportunidades . :utras DXX. :s n8meros constantes do 8ltimo relatório sobre 3am4lias abai$o da renda m(dia mostram que o n8mero de pessoas que vivem abai$o da linha de pobre*a européia. Aomo se a história do vitorioso sistema do capital nesses 8ltimos séculos correspondesse ainda que muito remotamente a um nivelamento por cima . ridiculamente personificada e esqui*ofrenicamente dividida em personalidades superiores e inferiores .. R" seria lament"vel pre#ar as virtudes de uma sociedade em que a i#ualdade de oportunidades fosse considerada mais do que hipocrisia. (m ve* da atuação auto&emancipadora de uma intervenção social realista.P milh'es em >PP>&P?. Mm dos estrata#emas prediletos é utili*ar as diferenças nos talentos artísticos como !ustificativa hipócrita . com um rendimento abai$o da metade da média. . ou se!a. especialmente no século passado.. também a perpetuação. ao se eliminar a verdadeira i#ualdade do rol das aspiraç'es le#ítimas. em ve* de caminhar em direção 4 verdadeira i#ualdade . pois. : fato de o prodi#ioso avanço na produtividade ocorrido nesses 8ltimos du*entos ou tre*entos anos não ter conse#uido transformar em realidade qualquer dessas promessas não preocupa os apolo#istas.da hierarquia social de e$ploração historicamente estabelecida.o*arts.8nico sentido possível de toda essa iniciativa-. devem dominar de uma ou outra maneira toda a atividade intelectual e artística. são aclamadas por sua imparcialidade e por sua !ustiça . e$cluindo arbitrariamente do levantamento al#umas ca& te#orias e calculando os n8meros relativos ao desempre#o de JJ maneiras refina das e aperfeiçoadas . as estatísticas até de países do capitalismo mais avançado revelam um quadro muito deprimente. Aomo se fosse impossível ima#inar o #3nio musical de . com relação 4 nature*a. nada resta a ser mila#rosamente espremido da imut"vel hierarquia de facto e de ure do sistema.e. para este fim. para não mencionar a capacidade de demonstrar um perfeito non sequitur1 o relacionamento causal inevit"vel entre o florescimento da superioridade artística e o sistema em que as personificaç'es do capital imp'em por toda parte os imperativos materiais de sua ordem sociometabólica e. Kua atitude subserviente em relação ao ataque.o*art sem as hierarquias sociais paralisantes e humilhantes a que ele estava su!eito e sob cu!os sofrimentos acabou perecendo !ovem e no au#e de sua criatividade artística.históricos específicos do capital e a inalterabilidade eterna e absoluta. Ternard KhaW nos oferece em sua visão do socialismo democr"tico apenas os empreendimentos. )s mulheres não t3m nada do que se quei$ar. : obscurecimento do que realmente est" em !o#o é a arma proeminente no arsenal dos apolo#istas da desi#ualdade. :utra t"tica apolo#ética muito bem ensaiada é afirmar que a meta da verdadeira i#ualdade socialista si#nifica nivelar por bai$o — o que nesta visão impossibilitaria o sur#imento e a liberdade de ação dos . mas também suas manifestaç'es de tipo soviético e as democr"tico&socialistas fabianas & encontram seu denominador comum !ustamente na re!eição cate#órica da verdadeira i#ualdade. para não di*er que se movesse na direção oposta. severamente casti#ados.

o %nstituto )dam Kmith de Fondres . (m termos de dinheiro vivo. (sses n8meros se baseiam em dados da Pesquisa dos gastos familiares do #overno in#l3s. adornado com e$press'es do tipo e$cel)ncia. mas até pens'es para os velhos e o direito universal 4 assist3ncia 4 sa8de. ) questão não é a dele#ação da responsabilidade aos médicos para condenar 4 morte os velhos. (m outras palavras. fle$ibilidade e liberdade..XXX são crianças. 9aturalmente. indicados pelo poder central e muito bem pa#os. 9ão é preciso #randes conhecimentos de matem"tica para calcular quantos milhares de vidas poderiam ser salvas utili*ando para compra de m"quinas de di"lise renal parte dos bilh'es de libras destinados a um 8nico item totalmente destrutivo do orçamento militar< o pro!eto do submarino nuclear Trident. em franca deterioração e cu!a e$cel3ncia profissional tem sido duramente ne#ada —. outrora anunciadas em altos brados. a ess3ncia do racionamento deve continuar sendo a e$cel3ncia profissional e a dele#ação da responsabilidade aos médicos. no interesse dos transparentes ob!etivos apolo#éticos do capital.sem poder. e por seus ami#os lotados no 9ational 0ealth Kervice . )s reformas desses 8ltimos tr3s anos no sistema da sa8de tornaram mais transparente a cultura da pr"tica clínica. PP )o mesmo tempo.a avassaladora maioria protesta em vão-.Kerviço 9acional de Ka8de-.. (m >PYP.. que não incluíam apenas benefícios para o desempre #o e a invalide*. Aomo era esperado. 9em todo paciente pode receber o tratamento que dese!a — este é um fato que a#ora devemos enfrentar.P milh'es em >PPX&P> e D.em nome da e$pansão ininterrupta do capitalrelativa 4 alocação dos recursos materiais e intelectuais da sociedade. ne#ando&lhes o tratamento e$istente que salvaria suas vidas. os médicos. : c8mulo da hipocrisia típica do sistema é o fato de que as escolhas a serem feitas & e isso !" aconteceu da maneira mais autorit"ria que se possa ima#inar — são ocultas da fiscali*ação cobrindo&se a comida amar#a com o molho doce e en!oativo do Ceneraltun=en da transpar3ncia democr"tica ine$istente e da fictícia dele#ação de responsabilidade . os manipuladores da opinião p8blica da imprensa bur#uesa . essa racionali*ação e essa le#itimação das brutais restriç'es que emer#em da crise estrutural do capital são apresentadas num pacote característico de untuosa hipocrisia. : s"bio editorial e$plicativo sobre : .rapidamente se !untaram aos cole& #as da e$trema direita e começaram a passar serm'es — em editoriais de títulos sonoros. a eliminação discriminadora dos que não podem pa#ar um se#uro privado-. >. preocupado com a maneira mais r"pida de banir para o passado as medidas de se#urança social do /elfare Ktate .da pobre*a desde o relatório anterior< ?XX. Tratamentos comple$os. ($emplos desse tipo se multiplicam facilmente.ou se!a. mas concedendo&se aos médicos a liberdade de tomarem decis'es difíceis sem medo ou ver#onha. que realmente não podem assumir o seu peso . nem a liberdade de fa*3&lo. que salva ou melhora a vida. 9ão se obter" um bom racionamento por meio da burocracia ou do e$cesso de le#islação. os de meia&idade e até mesmo os !ovens. o rendimento médio dos >X por cento da população mais pobre passou de >>X dólares para P> dólares por semana. Eeveria haver maior investimento financeiro< os clínicos #erais que !" disp'em de financiamento deveriam ter maior fle$ibilidade. poderão ser ne#ados a pessoas mais idosas.com proemin3ncia. 7 a decisão tomada pelas personificaç'es do capital na política e nas empresas . como bem ilustra esta citação do editorial mencionado.da direita radical . 9o entanto. como : racionamento racional >XX & sobre a necessidade da recomendação moral e intelectual do racionamento nos cuidados com a sa8de até nas situaç'es de risco de vida . a questão inabord"vel é a completa aus3ncia de uma contabilidade social sob o domínio do capital. como a di"lise renal ou cirur#ias de emer#3ncia.> milh'es um ano depois. 7 prov"vel que apareçam orientaç'es internacionais e locais a partir dessa difícil discussão. ne#ando le#itimidade 4 necessidade literal& mente vital.D milhão de crianças vivia abai$o da linha da pobre*a.publica um panfleto atr"s do outro. passando para J. que provoca a incontrolabilidade do sistema e o desvio misterioso da responsabilidade do setor adequado para os ombros de pessoas desamparadas — neste caso.4 pretensa liberdade individual & sendo esta dele#ação imposta pelos burocratas administradores de "rea . o +imes de Fondres. em benefício dos domínios destrutivos e perdul"rios em que ocorre a auto&reprodução do capital — claramente e$emplificados pelas somas astron5micas investidas nos armamentos.

muitos estão e$postos a risco de vida. os médicos se!am sobrecarre#ados com a chamada dele#ação de responsabilidade com fle$ibilidade ainda maior e uma liberdade que.do que a vacina de G libras por unidade que teria de ser desperdiçada com eles. 7 assim que a liberdade de fa*er escolhas dolorosas deve ser e$ercida se#undo orientaç'es políticas h" muito e$istentes.não muito distante. os médicos apenas obedecem 4s suas orientaç'es.racionamento racional do +imes londrino foi apenas mais um artifício para desviar a atenção das escolhas reais verdadeiramente racionais. apresentando ao p8blico essas políticas. )s mortes enfureceram o conselho de sa8de da comunidade de Kouthampton. (scolhas que !amais deveriam e$istir. o editorial do +imes pro!etava no futuro uma discussão difícil da qual é prov"vel que apareçam orientaç'es locais e internacionais . 9o dia se#uinte 4 revelação. declarou.G milh'es de libras proporciona doses suficientes para G. o Eepartamento de Ka8de emitia orientaç'es que dei$avam nas mãos dos médicos a decisão de quem deveria receb3&la e se os parentes deveriam ser consultados >XJ . mas sistematicamente frustradas e anuladas.antes que.édicos dei$am idosos morrer ne#ando a vacina contra a #ripe . Ven /oods. a maioria deles pobres. sob instruç'es do #overno. Kão os médicos brincando de Eeus . : outro lado da equação das oportunidades i#uais aparece no !ornal num Qelatório %nsi#ht publicado na mesma p"#ina do arti#o mencionado acima. (m relação ao ano se#uinte. o #rupo contra a eutan"sia.. se#undo o !ornal.conforme os receios do diretor do conselho de sa8de de Kouthampton. entramos num caminho peri#oso. disse que suspender o tratamento com a vacina da #ripe era uma discriminação escandalosa.&K&>X? ) responsabilidade por brincar de Eeus é do #overno. R" velhos e dei$ando de ser membros diretamente e$plorados da força de trabalho. %sto cria um problema moral intensamente sentido pelos psiquiatras e pelos médicos que tratam dos idosos. visa administrar a eutan"sia compulsória aos inocentes pobres . qualquer conversa sobre oportunidades i#uais é *ombaria. 9o interesse de maior efici3ncia econ5mica. mas mesmo assim tornou&se misteriosamente multimilion"rio.ar2 Thatcher. eles serão instruídos a não consultar sequer os parentes mais pró$imos. : pro#rama de vacinação de JJ. : relatório se refere a um homem que.. : ob!etivo é poder isentar as personificaç'es do capital de sua evidente responsabilidade nessas quest'es e ordenar aos médicos que assumam a liberdade de fa*er as escolhas difíceis .G milh'es de crianças pequenas e adultos vulner"veis. )s tais orientaç'es futuras até !" haviam sido impostas pelo #overno autorit"rio conservador da %n#laterra bem antes da publicação desse editorial. 6arece que é apenas uma questão de tempo . 6e##1 9orris. filho da Aompanion of .cu!a i#ualdade de oportunidades não che#a tão lon#e. a chamou de afato sinistrob. . nas circunstâncias atuais..>XD %sto quer di*er que !" no ano corrente bem mais de metade dos idosos. médica de clínica #eral aposentada e presidente do )lert. !" no inverno passado os médicos decidiram não vacinar contra a #ripe muitos idosos em asilos< um #rande n8mero dessas pessoas morreu quando o vírus atacou. o diretor. Aomo !" vimos. muito menos ser impostas por uma sociedade avançada a muitos milhares de membros que morrem desnecessariamente . fracassou tr3s ve*es no e$ame para tornar&se contador. suas vidas passam a valer muito menos . 7 assim que um lado da equação das oportunidades i#uais est" preparando o futuro da avassaladora maioria das pessoas. 9a verdade. com a hipocrisia e o cinismo habituais. estarão privados da vacina contra a #ripe< assim. os críticos atacaram a política da aeutan"siab introdu*ida sem nenhuma discussão p8blica. Quando se le#itima a idéia de que é possível suspender o tratamento porque a qualidade de vida de uma pessoa não vale as G libras de urna vacina. como reconhecimento democr"tico da e$cel3ncia profissional . (nquanto os especialistas em cuidados de idosos se preparavam para selecionar os candidatos a receber o #olpe esta semana.. Aomo se revelou recentemente.-. que foi c8mplice depois do fato acontecido. membro do comit3 de sa8de do 6artido Trabalhista na Aâmara dos Aomuns. Tessa RoWell. no espírito do defendido racionamento racional . (sse homem é . de modo muito conveniente. embora ainda e$istam pelo menos >X milh'es de idosos correndo o risco de um ataque fatal da doença. apesar de se apresentar como sabedor por antecipação.

. no momento em que sua mãe se tornou primeira&ministra em >PYP. talve* não dev3ssemos ser tão duros com um pobre multimilion"rio. a#arrando todo o dinheiro possível desses ne#ócios . deve ser e$aminado sob a lu* devida. o sentido dos e$emplos acima é óbvio. Eeus nos livre de pensar que tal feito se devesse a al#o mais do que a preocupação altruísta de uma avó comum de asse#urar apenas uma oportunidade i#ual para o futuro de seu neto.ar#aret Thatcher.. o lucro secreto de .ou mesmo da posição de seus pais ou suas mães.as é estranho que. ou dar a apar)ncia de. eticamente incorreto . este das 9a ç'es Mnidas. Ramais se e$plicou de modo satisfatório como o e$&aluno de uma escola particular tr3s ve*es reprovado no e$ame para se tornar contador e praticante de corrida de automóveis conse#uiu passar rapidamente de seus modestos recursos. 9enhum ministro ou servidor p8blico deve aceitar presentes. mas para todos os membros do 6artido Aonservador no #overno.. (le se valeu de seu nome e de sua posição em relação a . diante da i#ualdade de oportunidades que prevalece na pr"tica. 4 condição de multimilion"rio. numa pesquisa de opinião p8blica de outubro de >PPD.ar2 Thatcher ficou c>? milh'es . limitando&a aos esforços de uma luta morro acima contra os a*ares da i#ualdade de oportunidades — sempre anulada. : arti#o fa* com que eles se lembrem de que h" uma norma ri#orosa se#undo a qual os ministros tomarão medidas para que não sur!a.. 6ara nós. : fato de que . (m quaisquer desses casos os nossos e$emplos também mostram como são estreitas as mar#ens de onde se deve tirar espaço para a emancipação das mulheres.na estrutura de comando do capital. . : Qelatório %nsi#ht di* o se#uinte. 6ara al#uns funcion"rios in#leses.MKd>S milh'es. Keria mila#re se fosse diferente. mas enquanto os imperativos desse sistema continuarem a determinar as formas e os limites da reprodução sociometabólica & a i#ualdade das mulheres não .inistério da Eefesa e e$&secret"rio particular de . Qevelado.0onors de 0a1e2. (les são bastante contrastantes.mais rico como recompensa por duvidosos serviços prestados. >XH (ste é o quinhão de um .ar2 Thatcher com ne#ócio de armas de ?X bilh'es de libras e oferece uma leitura muito desa#rad"vel não apenas para a família Thatcher. em países capitalistas. poucos anos depois. : Qelatório %nsi#ht tem o título. Kob o domínio do capital em qualquer de suas variedades & e não apenas ho!e. até uma passa#em heredit"ria para via#ens #r"tis no trem da ale#ria. dia em que se deveria abrir o ano da erradicação da pobre*a no mundo . )parecem na mesma p"#ina do mesmo !ornal. )pesar de absurdo e de. nem ha!a a apar3ncia de que venha a sur#ir. tr3s ve*es reprovado como contador. uma perspectiva muito prov"veleee. coloc"&los sob al#uma obri#ação. hospitalidade ou serviços que poderiam. o envolvimento de Thatcher foi eticamente incorreto. Thatcher foi um oportunista que entrou no trem da ale#ria. um aviso i#norado pela primeira&ministra. não recebem apenas uma passa#em vitalícia mas. )s transcriç'es Zde #ravaç'es de conversas[ e evid3ncias comprovadoras de fontes pró$imas ao ne#ócio resolvem o mistério de comno Thatcher começou sua fortuna. estivessem convencidos de que o 6artido Aonservador no poder se caracteri*a por su!eira e corrupção . : mesmo princípio se aplica aos presentes oferecidos a um membro de sua família >XG .-. que se van#loriou de bater&se pela %n#laterra . reservando para si um simples título vitalício.. Mm outro relatório. na visão que acabamos de citar.ar#aret Thatcher na Fista de 0onra de sua ren8ncia tenha dado a seu marido um título heredit"rio de nobre*a.realmente. em virtude de sua posição . disse um anti#o e$ecutivo do pro#rama aeroespacial britânico. conflito al#um entre seus interesses privados e seus deveres p8blicos. H> por cento dos in#leses.ar2 Thatcher no estoque disponível das oportunidades i#uais . a baronesa . num mesmo dia em que outros !ornais da %n#laterra apresentam muitos outros e$emplos & para não mencionar o n8mero incont"vel de casos di#nos de nota não re#istrados ou apenas !ustificados com ele#ância.ar#aret Thatcher . que as mulheres representam nada menos do que NK por cento dos pobres do mundo. (le compartilha a desa#rad"vel situação de obter muito por nada com todos aqueles que.ar#aret Thatcher — sobre as conseqC3ncias potencialmente desastrosas do envolvimento de seu filho como benefici"rio nos lucrativos ne#ócios das armas. 9o entanto. apesar do chamado aviso da bru$a & oferecido por Kir Alive /hitmore. revelou. no dia >Y de outubro de >PPD. que desempenhou um papel importante. na época secret"rio 6ermanente do . inclusive boa parte dos eleitores conservadores.

sem o que a própria idéia de contrato seria nula e va*ia — se as personificaç'es do capital declarassem abertamente que t3m de ne#ar. i#ualdade 4s massas estruturalmente subordinadas de mulheres e homens. o que não pode ser indefinidamente sustentado e assim.passa de simples falsa admissão. (ssas contradiç'es não se manifestam apenas nas enormes diferenças entre os #rupos de trabalhadores de qualquer país em particular ou #lobalmente< também é importante que o próprio sistema do capital dependa da e$pansão do círculo consumidor. potencialmente. é #rande a tentação de virar as costas para toda essa questão da i#ualdade e procurar vanta#ens relativas para porç'es mais ou menos limitadas de homens ou mulheres em posição estruturalmente subordinada. como acontece em todos os lu#ares nos quais os imperativos do sistema do capital imp'em seu domínio. alterando também. que assumiu a forma de uma peri#osa tend)ncia ao nivelamento do 4ndice diferencial da e$ploração !" mencionado. permanecendo para os que aspiram a uma oportunidade tão impalp"vel como um sonho impossível. este é um processo cheio de contradiç'es. 7 inconcebível que se mantivesse a autole#itimação do sistema do capital & baseada na idéia de contratos livremente firmados entre partes i#uais. decididamente h" um nivelamento por bai$o que afeta diretamente a força de trabalho até nos países em que o capitalismo é mais avançado.como veremos nos capítulos >G e >H-. no devido momento. é claro. o que modificaria a estrutura do sistema do capital. 9aturalmente. a ilusão antes mencionada do nivelamento por cima . (sse fato é indiscutivelmente concomitante com o aparecimento de #randes perturbaç'es no processo de e$pansão e acumulação do capital das 8ltimas duas décadas.J.ainda que por uma série de ra*'es ine#avelmente iníquas-. com todas essas mistificaç'es. 7 !ustamente isso que o artifício ideoló#ico oco da i#ualdade de oportunidades tenciona obter prometendo um avanço em direção a uma condição cu!a reali*ação est" ne#ando e ao mesmo tempo e$cluindo a possibilidade de uma ordem social equitativa. a auto&e$pansão do capital torna necess"rio tra*er pro#ressivamente ao processo de trabalho #rupos antes mar#inali*ados ou não&participantes e. em qualquer sentido si#nificativo do termo. o processo sub!acente tra* consi#o a melhoria do padrão de vida para importantes seç'es da força de trabalho.ilusão essa cultivada enquanto o bolo cresce e até mesmo depois-. )inda que não se!a possível o nivelamento por cima. virtualmente todas as mulheres. não é absolutamente por indiferença ou por atribuir&lhe uma importância menor que a ordem dominante não conse#ue firmar seu domínio sobre as massas hierarquicamente submissas sem recorrer constantemente 4 falsa promessa de todo tipo de i#ualdade. )ssim. :utra dimensão de importância essencial do problema que nos preocupa é a piora da posição das mulheres. ainda que na forma abastardada e esva*iada da i#ualdade de oportunidades . a estrutura familiar assim como o papel e relativa importância das #eraç'es mais !ovens e das mais velhas no processo #eral da reprodução socioecon5mica e na reali*ação do capital. )lém do mais. e que realmente ne#am. no sentido correspondente. mas encolhendo & fica ainda mais complicada com as mudanças no processo do trabalho diretamente associado 4 e$tensão do círculo consumidor. 9o entanto. toda a população & inclusive. apesar de tudo. politicamente estimulada pelos partidos liberais e socialdemocratas — postulada com base no bolo crescente . (sse tipo de mudança no processo do trabalho importa. apesar da clara evid3ncia permanente de que a fatia proporcional do bolo concedida ao trabalho não est" crescendo. G.S Aomo a promessa de oportunidades i#uais é utili*ada como desvio mistificador pela ideolo#ia dominante. de al#um modo. e$tensão si#nificativa do círculo consumidor . conforme sua posição na estrutura #lobal e na ordem hier"rquica do capital . na fase e$pansionista do desenvolvimento histórico do capital. )inda que a causa da equali*ação estrutural não tenha avançado sequer um centímetro com a relativa ampliação do círculo consumidor e ainda que e$istam #randes desi#ualdades nos benefícios a#ora oferecidos ao trabalhador em diferentes países. ativar" uma contradição potencialmente mais e$plosiva entre capital e trabalho. como resultado das mudanças na estrutura familiar resultantes dos imperativos do capital e diretamente associadas .

S por cento. Tudo isso sublinha claramente o que não deveria. . por outro lado. a situação das mulheres tende a piorar no futuro previsível. não passam de simples declaração de fé. (m outras palavras. (m >PYX. o n8mero espantoso enfati*ado pelas 9aç'es Mnidas tem a probabilidade de atin#ir os YG por cento dentro de uma década.que parecem continuar com a mesma intensidade. quase a metade das crianças norte& americanas fora da família nuclear vivia . mas precisa. em estudo separado. 0" não muito tempo. ( uma #rande mudança. uma pequena fração a mais do que a metade das crianças nos (stados Mnidos vivia em famílias nucleares . : fato preocupante apontado pelas 9aç'es Mnidas de que em >PPD as mulheres constituíam YX por cento dos pobres do mundo não é em absoluto surpreendente. se a tend3ncia citada no relatório se manteve entre >PP> e >PPD. para sermos precisos. meio&irmãos e assim por diante. Eevido 4s determinaç'es causais por tr"s desses n8meros.(sse n8mero ho!e deve estar bem abai$o da metade. até os esforços le#ais mais sinceros voltados para a emancipação das mulheres ficam desprovidos das mais elementares #arantias materiais< portanto. pais solteiros. naturalmente. em al#uma espécie de arran!o familiar. e a situação delas no espectro da pobre*a est" sempre mudando para pior.. ser enfati*ado. insepar"vel do processo de reprodução da economia individual e .. forçosamente as adaptou a seus próprios ob!etivos e a suas e$i#3ncias de reprodução. devido aos artifícios da ideolo#ia dominante e 4s amplamente difundidas mistificaç'es de oportunidades i#uais . 9este aspecto. em >PP>.4 indispens"vel ampliação do círculo consumidor.mas.. )s contradiç'es também estão claras nesse terreno< por um lado. muito além da retórica da ideolo#ia dominante e de #estos da le#islação que permanecem sem a sustentação de processos e remédios materiais adequados.(m >PP>. : sistema do capital se constituiu sobre os alicerces de estruturas discriminatórias alienantes e mediaç'es de se#unda ordem da economia individual h" muito estabelecidas e. não se poderão dar sequer os primeiros passos em direção 4 verdadeira emancipação das mulheres. que o n8mero de crianças em famílias nucleares era de GY por cento em >PSX. a parte do leão nos problemas e complicaç'es #erados por essas mudanças é colocada em cima dos ombros das mulheres. ou se!a. ) transformação radical necess"ria para o bom funcionamento de um processo socio&metabólico baseado numa verdadeira i#ualdade envolve a superação da força ne#ativa das estruturas hier"rquicas discriminatórias e das correspondentes relaç'es interpessoais da economia individual iniciada h" milhares de anos. Kem o estabelecimento e a consolidação de um modo de reprodução sociometabólica baseado na verdadeira igualdade. em parte antes e em parte durante o avanço do sistema do capital. um censo oficial encontrou. é si#nificativo que. na melhor das hipóteses. o que si#nifica uma proporção de : por l em relação aos homens que estão entre os pobres do mundo. Aom base nas tend3ncias atuais. Ramais se enfati*ar" o bastante que somente uma forma comunit"ria de produção e troca social pode arrancar as mulheres de sua posição subordinada e proporcionar a base material da verdadeira i#ualdade. sem mudanças fundamentais no modo de reprodução social. ) car#a imposta pelo sistema do capital sobre as mulheres para manter a família nuclear est" se tornando cada ve* mais pesada. GX. pais adotivos. levantou&se repetidamente a questão de como superar de maneira radical a divisão do trabalho alienante e desumani*adora. se#undo um relatório & intitulado Uariados arran!os de vida das crianças — do departamento do censo norte& americano. o capital depende da continuidade dessas mudanças e tende a ser por elas enfraquecido. !" havia sido de HH por cento. 6ode&se avaliar a ma#nitude das dificuldades a serem superadas ao nos lembrarmos da maneira como o processo de produção foi sendo constituído durante um período muito lon#o. o processo ininterrupto de reprodução do capital precisa seriamente das mudanças ocorridas no consumo . bem antes da emer#3ncia e do triunfo do capitalismo. 6aralelamente a esses fatos. >XY 9aturalmente. o sistema est" ao mesmo tempo e$posto aos riscos e perturbaç'es que sur#em da crescente instabilidade da família nuclear . em ve* de ser aliviada como pretenderia a retórica da oportunidade i#ual para as mulheres e da eliminação de qualquer discriminação de #3nero .

uma economia comunit"ria em si não formaria uma nova força produtiva< ela não teria a base material e estaria fundamentada apenas em teorias — em outras palavras.mas devido 4 própria nature*a do capital completamente fora do alcance" as condiç'es materiais de uma economia comunit"ria sustent"vel e com isso. por e$emplo. 7 o mesmo que !" vimos nas seç'es G. 6or um lado. Eurante o desenvolvimento histórico do capital também são ativadas al#umas potencialidades positivas para a emancipação das mulheres & apenas para serem mais uma ve* anuladas sob o peso das contradiç'es do sistema. (sta e$tralimitação do capital por si mesmo em relação 4s mulheres tra* para a força de trabalho um n8mero cada ve* maior delas. (ste movimento — que sur#e do indispens"vel impulso do capital para a e$pansão lucrativa e não da mais leve inclinação a uma esclarecida preocupação emancipadora em relação 4s mulheres & erra o tiro no momento oportuno. pelo menos em princípio. como testemunham incont"veis pro!etos utópicos. a abolição G-ufhebungQ da economia individual. 7 da maior importância que o relacionamento do capital com as mulheres também se caracteri*e pela e$tralimitação no que se refere 4 mulher.. a qualquer custo. que é insepar"vel da abolição da propriedade privada. em nome da manutenção. eliminando no processo al#uns tabus e barreiras anteriormente e$istentes. o aquecimento a vapor etc. ) implantação de uma economia comunit"ria nacional pressupunha o desenvolvimento de maquin"rio. (m todos os períodos anteriores.também da propriedade privada. 9ão apenas porque as mulheres t3m de aceitar uma parcela desproporcional das ocupaç'es mais inse#uras e mais mal pa#as no mercado de trabalho e este!am na péssima situação de representar . o sistema do capital aqui também se afirma na forma de contradiç'es insol8veis. uma alteração que não pode se completar sem que se levante a questão da i#ualdade das mulheres. 9ão se pode dar sequer um passo e$perimental para este fim dentro dos limites do modo estabelecido de produção e reprodução sociometabólicas. era impossível pela simples ra*ão de que as condiç'es materiais necess"rias não e$istiam. seria mera e$centricidade e não passaria de uma economia mon"stica. ) formulação de vis'es alternativas de or#ani*ação dos intercâmbios reprodutivos dos indivíduos na sociedade vem de um passado muito distante.> e G. : capital tem interesses especiais e$atameme opostos ao que seria necess"rio. antecipam um aspecto da correlação entre a economia individual e a família & por meio do desenvolvimento de um modo de produção concentrado e bastante centrali*ado.. o suprimento de "#ua. o capital não conse#ue sequer arranhar a superfície da outra condição prévia essencial para um sociometabolismo verdadeiramente plausível. ainda que este custo tenda a tornar&se absolutamente proibitivo a lon#o pra*o. (ntretanto. a família nuclear contemporânea & estão entrelaçadas sob as condiç'es e$istentes constitui um círculo vicioso.? sobre a contradição entre o capital transnacional em desenvolvimento #lobal e os (stados nacionais... a supressão G-ufhebungQ da cidade e do campo. e. por um lado. (le tem de fra#mentar ao e$tremo as unidades de consumo e modificar de maneira correspondente a estrutura da família. devido 4s condiç'es materiais prec"rias a que estava associada sua crítica da ordem estabelecida.ar$ assim e$p5s a questão. os processos econ5micos da industriali*ação capitalista tra*em ao alcance da vista .>XS ) maneira como essas quest'es & relativas 4 economia individual e 4s unidades b"sicas do consumo da sociedade. a iluminação a #"s. o uso de forças naturais e de muitas outras forças produtivas & como. . Aomo sempre. os ob!etivos dessas ne#aç'es críticas e$tremadas da economia individual casada com a propriedade privada não poderiam ser bem&sucedidos antes que o próprio sistema do capital se desenvolvesse completamente. que tornaria vi"vel a pro#ressiva eliminação do imenso desperdício característico do sistema atual. de seu processo de reali*ação cada ve* mais perdul"rio. 7 óbvio que a superação da economia individual é insepar"vel da superação da família. Kem essas condiç'es. sob o ine$or"vel impulso e$pansionista do sistema. o aspecto relacionado 4 necess"ria reestruturação das unidades de consumo da sociedade numa direção comunit"ria. 9o entanto. os imperativos que emanam da ló#ica ob!etiva do capital e levam 4 destruição das condiç'es b"sicas da reprodução sociometabólica. por outro.

ou melhor. e este naturalmente não é o caso. maiores a car#a e as e$i#3ncias impostas 4s mulheres como ei$o da família nuclear< quanto maiores esses pesos. mesmo se numa forma praticamente eterni*ada.comprovadas pelos índices crescentes do divórcio-. e não uma camufla#em cínica para a ne#ação das mais elementares condiç'es de i#ualdade. do se#undo turno depois do trabalho e afins. porque . a difusão aparentemente incontrol"vel de uma cultura de dro#as.não tem importância al#uma sob qualquer aspecto. como as preocupaç'es do relatório do departamento do censo norte& americano sobre a fissão nuclear da sociedade. : movimento também erra o tiro porque. 6or sua própria nature*a. tende a contribuir para a maior instabilidade da própria família. uma i#ualdade si#nificativa. )ssim. somente a i#ualdade substantiva pode ser a base de uma !ustiça si#nificativa. G. de modo que possam afirmar. Quanto maiores as disfunç'es sociais . que.J.P Toda a conversa sobre imparcialidade e !ustiça como base da i#ualdade coloca o carro na frente dos bois mesmo quando se!a sincera. que se admite pertencer 4 cate#oria da contin#3ncia material . contribuindo para que qualquer disfunção social se!a associada 4 crescente instabilidade da família.YX por cento dos pobres do mundo. ) promessa de imparciali dade e !ustiça em um mundo dominado pelo capital só pode ser o "libi mistificador para a perman3ncia da desigualdade substantiva. retirando&a do reino da mistificação ideoló#ica e da manipulação cínica. ao mesmo tempo em que e$clui por decreto a possibilidade de se questionar & sob pena de se e$por a acusaç'es de irracionalidade e erro cate#órico & a incur"vel iniquidade do próprio relacionamento entre capital e trabalho. o pior é estarmos diante de um círculo vicioso. o relacionamento entre capital e trabalho é a manifestação tan#ível da hierarquia estrutural insuper"vel e da desi#ualdade substantiva. 9ão h" outra maneira. os praticantes dessa arte devem atuar por decreto. além de seu papel de #anha&pão.. ) definição das quest'es em !o#o em termos de i#ualdade de oportunidades est" nas mãos dos que anseiam por evitar qualquer mudança nas relaç'es de poder prevalecentes e nas correspondentes hierarquias estruturalmente impostas. (m se#undo lu#ar. e por sua ve* tem sérias repercuss'es ne#ativas para todo o sistema. a ta$a de criminalidade !uvenil que se acentua etc. ) condição preliminar do movimento na direção de uma ordem social !ustific"vel é mudar a ordem invertida que ho!e predomina entre !ustiça e i#ualdade.. oferecendo a promessa irreali*"vel de oportunidade i#ual diante dos críticos da desi#ualdade social como a cenoura inalcanç"vel na frente do burro. porque ela é essencial para a misteriosa . Eo ponto de vista da estabilidade social do sistema do capital. as e$i#3ncias que são . ainda que os le#isladores ideais & que tentariam instituir a imparcialidade da oportunidade i#ual & enrubescessem diante da pressão de suas boas intenç'es acumuladas. sob enormes press'es num momento de crise estrutural cada ve* mais profunda. eliminando assim a priori todas as consideraç'es substantivas . é fa*er com que a i#ual dade substantiva se torne o princípio efica* de re#ulamentação de todas as relaç'es humanas. ) 8nica maneira possível de realmente dar uma base 4 própria !ustiça.e continuarão a ser.!o#adas em cima das mulheres são cada ve* mais difíceis de satisfa*er no cen"rio social mais amplo. estipulando que somente os critérios puramente formais são relevantes. convenientemente mistificadora.inclusive as diferenças materiais entre a madeira e o ferro-. (m outras palavras. quaisquer tentativas de conciliar este sistema com os princípios da !ustiça e da i#ualdade são inevitavelmente absurdas & elas só podem importar no que uma e$pressão h8n#ara chama de for!ar rodas de ferro da madeira de lenha . :utro aspecto importante da e$tralimitação do capital relacionado com as mulheres é a fra#mentação e a redução da família nuclear a seu âma#o mais interior . 6ortanto. o sistema do capital indiscutivelmente não pode ser mais do que a perpetuação da in ustiça fundamental. 6ara criar a visão de suas rodas de ferro for!ado. (les dese!am manter a igualdade formal por duas ra*'es. na qualidade de microcosmo e unidade consumidora b"sica da sociedade.ou se!a. no final. mas nenhuma !ustiça le#almente decretada criaria uma i#ualdade le#ítima & ainda que isso pudesse acontecer. (m primeiro lu#ar. menores as suas condiç'es de lidar com eles. em sua própria constituição. que uma i#ualdade de resultado .arte de for!ar rodas de ferro da madeira de lenha. em virtude de seu papel decisivo na família nuclear.

Aontudo. uma #rande causa histórica entra em movimento.a i#ualdade formal le#almente v"lida tem seus usos na re#ulamentação de al#uns aspectos do relacionamento entre unidades particulares do capital. pode&se di*er que al#uma delas !" tenha apresentado qualidades e iniciativas que as colocassem no mesmo nível dos melhores homens. sem entrar em conflito com os processos substantivos de concentração e centrali*ação do capital. o se#uro social pode ser inteiramente esvaziado por um futuro #overno trabalhista em nome da meta !usta e realista dos pobres merecedores . contraposta 4 i#ualdade de resultados . os socialistas havia muito sabiam que em todos os relacionamentos que envolvem a questão da desi#ualdade. 9a literatura. em imparcialidade e !ustiça . mas em nenhum dos campos abertos.. Quem satisfa* uma sede ardente en#olindo uma !arra de "#ua não #o*a pra*er maior do que seu camarada que. não no consumo das coisas e nas tarefas do trabalhador.. >>X : nível da reali*ação feminina em #eral é elevado.eliminação. se preferível. com todas as suas óbvias desi#ualdades.NXP 9in#uém que este!a seriamente preocupado com a questão da i#ualdade poderia fa*er ob!eç'es a esses critérios. a abertura a elas de qualquer profissão ima#in"vel. foi procurar restrin#ir suas reivindicaç'es e avaliar as reali *aç'es vi"veis em termos dos critérios formais. /ells & que até se fantasiava como defensor da liberação das mulheres & usou o se#uinte ar#umento numa obra famosa. no laboratório científico. )o levantar um peso de de* quilos. uma le#islação como a Fei da Eesqualificação . é certamente o produto mais importante da vener"vel arte de e$trair rodas de ferro for!ado da lenha. a i#ualdade de oportunidades irreali*"vel. insistindo na redefinição e na refundamentação destas por meio da admissão da prioridade da verdadeira i#ualdade que emana diretamente da real necessidade humana. 9os animados dias da emancipação feminina pró$imo ao encerramento do século passado falava&se muito das mudanças e maravilhas que aconteceriam quando este dei$asse de ser um mundo feito pelos homens . L. (m sua efic"cia ideoló#ica. ) causa da emancipação e da i#ualda de das mulheres envolve os processos e instituiç'es mais importantes de toda a ordem sociometabólica. em perfeita sintonia com a atitude dos defensores do sistema. um homem dotado de certo #rau de força trabalha tanto quanto um homem com força cinco ve*es maior que levanta um peso de cinqCenta quilos.do Ke$o. não pela intensidade do trabalho e a quantidade das mercadorias consumidas. en#ole apenas um copo. elas tiveram um bom campo e foram bastante favorecidas. a não ser na ficção doméstica. si#nificou que as mulheres não estavam assumindo a posse do próprio nari*. Tabeuf & no meio do turbilhão que se se#uiu 4 Qevolução Orancesa & havia formulado os critérios pelos quais essas quest'es deveriam ser avaliadas. até . estando com uma leve sede. Também é si#nificativo que. )s mulheres seriam independentes e tudo estaria melhor. desde o momento em que apareceram as formas mais militantes do movimento pela i#ualdade das mulheres. refutando ao mesmo tempo o elitismo utilitarista e a quantificação mecanicista com os termos da avaliação que adotou. mais elevado do que o de homens de se#unda classe. 9o entanto. ) meta do comunismo em questão é a igualdade nas dores e nos prazeres. (las não sofrem de defici3ncia al#uma. Ooi assim que o socialista fabiano 0. sem encontrar saídas para sua reali*a& ção dentro dos limites do sistema do capital. na boa tradição de fa*er rodas de ferro for!ado de madeira. estando a liberação das mulheres centrada na questão da i#ualdade substantiva. nas artes. mas que estavam apenas renunciando a si mesmas—ou. os verdadeiros cacifes sempre são definidos em termos das necessidades e dos recursos e$istentes. a alforria das mulheres. redu*indo a substância 4 forma pura e transformando a hierarquia discriminatória estruturalmente imposta. 9este aspecto. que também colocam em perspectiva a cone$ão entre imparcialidade e !ustiça. ) i#ualdade deve ser medida pela capacidade do trabalhador e a necessidade do consumidor. ) Aomissão de Rustiça do 6artido Trabalhista in#l3s utili*a essa mesma arte m"#ica para produ*ir da lenha capitalista infestada de vermes as rodas de ferro for!ado da imparcialidade e !ustiça socialista moderni*ada < baseada nes ta hipótese. a resposta. até dos intelectuais bur#ueses mais pro#ressistas. fu#indo de si mesmas. inclusive os das mulheres. é si#nificativo que. de >P>P. 9a realidade.

Keu título é STm4ves Selemenn(>&:. com essa indul#3ncia ce#a.. eles fa*em uma lei a que solenemente todos decidem se submeter. com educação superior e #overno científico. 9a sociedade mundial do futuro. (las continuarão a ser mães.. mas não conse#uem porque. a não ser que a chuva ou qualquer proble ma cause uma erosão. continuarão a prestar assist3ncia.. )contece que a senhora Velemen é a primeira a partir para Eeva em sua finíssima carrua#em pu$ada por quatro lindos cavalos baios.. )s mulheres t3m desempenhado o papel de argamassa social. por sua própria nature*a e função ancilar . (la continuar" sempre i#norada e esquecida. Talve* isso não se!a a#rad"vel para a feminista entusiasta da nova escola fin-de-siRcle. o cocheiro lhe implora para dei$"&lo voltar. Kuas recentes conquistas em liberdade ampliaram as opç'es em relação ao que ela poder" usar como adorno ou para servir.. mas não libertaram nenhuma nova iniciativa nas quest'es humanas. 0" uma linda e comovente balada folclórica h8n#ara do início do século BU%%% que nos di* o que entender da ar#amassa social como permanente destino das mulheres . com maior simplicidade e de manterem maior lealdade. nada h" de deplor"vel a qualquer mulher no que apresentamos aqui. 0o!e parece continuar decorativo e ancilar. 6ara resolver o problema. com a eliminação da %ncapacitação do Ke$o por uma Fei do 6arlamento de >P>P. enfeitada com a retórica do serviço prestado honrada e espontaneamente & repetindo o modelo anti#o e aparentemente insuper"vel da fala de . para obtenção de uma ar#amassa indestrutível com a qual er#uer a #rande fortale*a. (ste. L. mas estes são os fatos. a esposa do mestre&pedreiro Velemen. a primeira esposa a che#ar ser" queimada e suas cin*as serão misturadas 4 cal.a#ora nenhuma apresentou força ou f5le#o estrutural. : sermão de /ells proclamava o se#uinte. desempenham com todo o direito o papel de estrelas & são recuperados e devidamente repintados pela bri#ada ancilar. o que eles constroem até o final da tarde cai pela manha. confortar. enfermeiras. >>> /ells não se contenta em minimi*ar as reali*aç'es das mulheres em relação a todas as condiç'es discriminatórias reais. quando sur#e al#uma emer#3ncia. di*endo que em sonho tivera uma premonição. recompensar e manter a humanidade unida. 7 a narrativa da tr"#ica história da senhora Velemen. : que foi curiosa e convenientemente esquecido nessa ideali*ação da ar#amassa social como destino #eral das mulheres é que. profundidade e firme*a de concepção compar"veis 4s melhores obras dos homens. Keu marido e outros on*e pedreiros. encantados pelo rico pa#amento em alqueires de prata e ouro . o que eles constroem até o meio&dia desmorona no fim da tarde. (las parecem capa*es de aceitar mais prontamente. reservando presunçosamente para os homens o domínio das reali*aç'es de primeira #rande*a e usando a melhor obra isolada em arte ou na ci3ncia como critério le#itimador para ne#ar a i#ualdade em relação aos homens a mais da metade da humanidade. ) meio caminho. (las não produ*iram nenhuma #enerali*ação científica esclarecedora. usando como base de seu !ul#amento os critérios formais de que as mulheres foram alforriadas e. mesmo não sendo mais luminosos do que pedras ou ti!olos. mas somente enquanto durar a emer#3ncia. sua total incompreensão do é que necess"rio para tornar possível a verdadeira i#ualdade. a prote#er. esta sociedade mundial que ser" a 8nica alternativa para o desastre da humanidade. morali*ada com maior sutile*a. /ells oferece a perspectiva de eterna condição ancilar 4s mulheres. talve* se!a o destino geral das mulheres no futuro. qualquer profissão ima#in"vel estava aberta para elas. mais do que o papel de estrelas. para 0. quando os blocos de construção & que. e vira o filhinho dela cair e morrer no fundo do poço que havia no meio do p"tio de sua . uma função matricial como essa ser" ainda mais vitalmente necess"ria. Eepois de demonstrar. )té aqui o papel da mulher foi decorativo ou ancilar. a ar#amassa se destina a ser espremida entre pedras e ti!olos.. (ntão a atenção é novamente concentrada na ar#amassa.enenius )#ripa 4s massas rebeldes nas colinas em torno de Qoma. são contratados para eri#ir a #rande fortale*a de Eeva. /ells. 9um mundo em que a causa do serviço parece destinado a se tornar a causa social dominante.

o menino caiu no fundo e ali foi enterrado.althus./ O ese"pre-o cr0nico+ o si-ni1ica o real a 2e3plos$o pop&lacional2 *. de forma muito diferente. (m desespero. ele separou as tend3ncias correntes de desenvolvimento de suas determinantes sociais. inclusive seu próprio marido..A. ou se!a. doce mãe. Eepois de usar muitas evasivas. 9o entanto. a lei 8ltima de ser diri#ido pela necessidade de alqueires de ouro e prata . mas infinitamente mais realista do que a do indul#ente conto de fadas romântico de 0.es sobre especulaç. . para despedir&se de minhas ami#as e do meu lindo filhinho .& ) duvidosa distinção de criar o pânico em relação 4 e$plosão populacional pertence ao reverendo T. . ) balada folclórica sobre a triste história da mulher&ar#amassa tem al#umas liç'es a ensinar. o filho vai até a fortale*a no alto da montanha e #rita tr3s ve*es. deve obedecer ao fundamento de qualquer lei formal ou e$plícita decretada pelo sistema. apesar de ele mesmo não ter usado este termo. escrito no espírito comum a todos os que usam a desculpa da i#ualdade formal para ne#ar a igualdade substantiva. de modo que não conse#uissem che#ar. até pelo mestre&pedreiro Velemen. não h" a menor esperança de que as personificaç'es do capital . no seu . na tentativa de tratar quest'es inerentemente históricas sobre por que e como as populaç'es mudam sob uma lei natural mecânica profeti*adora de cat"strofes. ) senhora o fa* calar.casa. que. os homens a queimam e utili*am suas cin*as para fa*er a ar#amassa forte e conse#uem er#uer a altíssima fortale*a de Eeva. a carrua#em não é tua. Tudo em vão. o filho não p"ra de per#untar pela mãe ausente. para que os cavalos se assustem e d3em a volta ou.ondorcet e outros autores.ãe. /ells. como co&le#islador. .. : coração dela então se partiu e com isso a terra se abriu. se isto não funcionar. apressa&ose )o apro$imarem&se de Eeva. (ntretanto. e posteriormente em ediç'es #randemente ampliadas. L. fala comi#o outra ve*e ) mãe responde e a balada termina assim. mas do destino lon#e de tranqCili*ador de toda a humanidade. de seu marido. o mestre&pedreiro os reconhece de lon#e. apesar de amar sua mulher. Quando a fortale*a fica pronta e o mestre&pedreiro Velemen volta para casa. recebendo o prometido rico pa#amento em alqueires de prata e ouro . não poderia ser maior o contraste com a avaliação socialista das quest'es pertinentes. os cavalos não são teus. e pede que esperem que v" até sua casa e volte. publicado anonimamente pela primeira ve* em >YPS. 5. como demonstra o papel desempenhado. )s liç'es estão implícitas tanto no sofrimento da senhora Velemen.. 9o interesse da apolo#ética classista. com palavras a que ele não poderia replicar. 0. como no tr"#ico destino de mãe e filho & que não nos fala apenas do destino #eral das mulheres . cruelmente imposto a ela com a participação. (la os chama de do*e assassinos ..es de 0r. )ssim. )o voltar. se#ue. ) senhora Velemen che#a e os do*e pedreiros lhe contam com palavras muito suaves o destino cruel a que não poderia escapar.nsaio sobre o princ4pio da população e como ele afeta os desenvolvimentos futuros da humanidade. CoodUin.. se essas liç'es não forem aprendidas. pedindo a Eeus para det3&los com um raio na estrada bem diante da carrua#em. sob o domínio do capital. ele lançou os alicerces de uma forma e$tremamente conservadora e alarmista de abordar o problema do aumento da população. . com observaç.ar$ caracteri*ou assim a aborda#em .. cocheiro. Q. 9ão posso falar conti#oe : peso das pedras me calae (stou emparedada e enterrada nessas pedras tão pesadas.d3em a elas a mínima atenção. no final o pai tem de contar ao menino que sua mãe est" enterrada entre as pedras da fortale*a de Eeva.se!am homens ou mulheres. para quebrar as pernas dos quatro cavalos.

Temos toda a ra*ão para crer que ela ser" sempre formada por uma classe de proprietários e uma classe de trabalhadores. estruturalmente imut"vel. Todos os melhoramentos deveriam ser encarados estritamente dentro dos parâmetros estruturais supostamente eternos dessa ordem.althus deveria oferecer a refutação de todas essas idéias. . por e$emplo.. (le transforma em barreiras e$ternas os limites imanentes e historicamente variáveis do processo de reprodução humana. Ke as reclamaç. duas equaç'es em que a reprodução natural da humanidade aparece de um lado. e ocorresse uma revolução pela instrumentalidade de uma multidão clamando contra a falta de comida. nestes termos.althus[ v3 a superpopulação como se fosse sempre do mesmo tipo em todas as fases históricas do desenvolvimento< como não entende as diferenças espec4ficas entre elas.nsaio sobre o princ4pio da população como o =efeito de uma #rande causa intimamente li#ada 4 natureza do próprio homem” cu!a especificidade foi curiosamente classificada de modo #eral como a tend3ncia constante de toda vida animada. por meio de parâmetros estruturais de distribuição iníqua da propriedade privada e da correspondente dominação de classes. a lei pseudonatural malthusiana do aumento da população — proposta para se afirmar numa ra*ão #eométrica >>D>>G .de qualquer culpa ima#in"vel na questão que levou o próprio reverendo an5nimo a soar o alarme. historicamente vari"vel. que ele pescou do nada e que não se apóia em leis naturais nem históricas. mas também reforçariam suas ale#aç'es !ustificadoras de perman3ncia absoluta. )ssim. e as barreiras e$ternas 4 reprodução natural em limites imanentes ou leis naturais da reprodução. seu . ele prop5s soluç'es corretivas — em nome de uma falsa lei natural & que não somente atenderiam 4 conveni3ncia da ordem e$istente de reprodução sociometabólica. . e também descrita pelo autor do .es pol4ticas se misturassem aos #ritos fome. 9este espírito.. de acordo com a intenção ideoló#ica implícita. (ssa ordem merecia a perman3ncia absoluta por causa de sua capacidade de administrar a lei natural sem se alterar como sistema social articulado.althus com a ordem pseudonatural da sociedade capitalista. . ele poderia pontificar que ) estrutura da sociedade. em sua opinião deveria ser visível e convincente também para a classe dos trabalhadores e para os pobres — da le#itimidade e da validade da ordem estabelecida. ) transubstanciação malthusiana do historicamente específico numa determinação atemporal e pseudonatural acabou por inverter completamente a relação entre limites imanentes e barreiras e$ternas. em princípio. Eesta forma ele transforma a relação historicamente distinta numa relação num(rica abstrata.althus o melhor de todos os mundos possíveis. )o mesmo tempo. que e$i#e restriç'es e$ternas para não crescer #eometricamente. Z. sendo a primeira uma pro#ressão #eométrica e a se#unda aritmética. : ob!etivo apolo#ético de sua teoria era o de oferecer uma !ustificação racional — que. e a reprodução natural das plantas comestíveis . Kupostamente. )ssim. e$iste uma diferença natural entre a reprodução da humanidade e a dos #rãos. as conseqC3ncias . representavam para . com as iníquas relaç'es de propriedade. Aom a lei natural por tr"s do seu princípio da população . libert"ria e utópica de /illiam LodWin de uma ordem social alternativa orientada para o estabelecimento da verdadeira i#ualdade e para as relaç'es correspondentes de re#ulação dos intercâmbios sociais.ou meios de subsist3ncia. %sto atendeu ao ob!etivo ideoló#ico de e$imir o sistema socioecon5mico historicamente estabelecido . : sistema estabelecido de dominação estrutural.>&N Aomo o próprio . provavelmente se manter" sempre inalterada. esse babuíno indica que o crescimento da humanidade é um processo puramente natural.nsaio foi concebido como uma reação contra a pro!eção socialista.althus pintou um quadro ainda mais assustador para a ima#inação do que a eutan"sia prevista por 0ume >>S . de crescer além do alimento 4 sua disposição >>H — poderia ser complementada por .malthusiana. nas suas características principais. ele redu* essas relaç'es complicadas e vari"veis a uma 8nica relação. como duas s(ries naturais. Aontra o cen"rio histórico da Qevolução Orancesa e o medo das alteraç'es importantes que ela provocou em todas as classes dominantes de toda a (uropa.do outro.althus reconheceu.e portanto.

: autor do . um claro e$ercício apolo#ético e para aumentar a confiança. 6aine e outros . devido aos efeitos naturais da interação m8tua de opini'es-. um efeito muito benéfico sobre sua conduta política< e sem d8vida um dos mais valiosos entre esses efeitos seria o poder resultante para as classes alta e média da sociedade de aprimorar seu #overno sem a apreensão desses e$cessos revolucion"rios. quando adequadamente e$plicado. Que a causa principal e permanente da pobre*a tem pouca ou nenhuma relação com as formas de #overno ou com a divisão desi#ual da propriedade< e que. não estaria acima da compreensão mais comum. >>S (ntão . (le despre*ou bruscamente as idéias de Thomas 6aine sobre os direitos do homem como #rande maldade . até >?J . dei$aria de ter o direito>2&.althus enunciou sua mensa#em racional com a confiança parcialmente recuperada dos que acreditavam que o pior da ameaça revolucion"ria !" tinha passado. no correr do tempo. pelo qual. )r#umentando no seu estilo inimit"vel.o que não parece improv"vel. )o se opor 4s vis'es maldosas do sr. fundindo os persona#ens do conservador fan"tico e do pastor pe#a!oso. a infer3ncia que fi*eram o sr. na verdade. os pobres. ele insistiu em que os seres humanos não t3m nem podem ter o direito 4 subsist3ncia quando seu trabalho não puder compr"&la . ( é evidente que todo homem das classes inferiores da sociedade que tivesse conhecimento dessas verdades estaria disposto a aceitar com mais paci3ncia a infelicidade que lhe coubesse< teria menos ra*'es de insatisfação e irritação com os #overnos e com as classes mais altas da sociedade por causa de sua pobre*a< estaria. o preço do trabalho e os meios de manter a família. de al#uma instituição p8blica ou das mãos da caridade privada. ainda assim. ou se!a. ricos ou pobres. se tornariam mais pacíficas e ordeiras. desde então. . dada a nature*a das coisas. os porta&vo*es intelectuais e políticos dos homens de propriedade nunca dei$aram de honrar e emular seu autor.althus afirmou oferecer a base sobre a qual & em completo acordo com o crescimento di"rio da ci3ncia — também estaria #arantido o avanço da ci3ncia da filosofia moral e polí tica . estariam menos propensas a comportamentos tumultuosos em épocas de escasse*. assim como os ricos não t3m na realidade o poder de encontrar empre#o e subsist3ncia para os pobres. o resultado do fato de seu proponente ser um completo desconhecedor da estrutura da sociedade >?X .nsaio sobre o princ4pio da população resumiu assim os aspectos mais importantes de suas próprias reali*aç'es científicas. e saberia lhe dar o !usto valor. 6ois o que parecem ser in!ustiças políticas e sociais são apenas o resultado do princípio da população . como um corpo.e$imindo dessas consideraç'es os senhores do campo e os homens com propriedades -. por saberem como é pequena a relação entre a revolução. )lém disso. apesar de continuar sendo aconselh"vel a adoção de reformas #raduais acomodadas dentro dos parâmetros estruturais da ordem estabelecida. de acordo com o reverendo . não t3m o direito de e$i#i&los< são verdades importantes que fluem do princípio da população. do aumento catastrófico do n8mero de pessoas que precisam .nsaio sobre o princ4pio da população representaram. não haveria o peri#o de insatisfação política e revoluç'es. )ssim.seriam a mudança e a carnificina incessantes. : simples conhecimento dessas verdades. e cu!os efeitos salutares ela !" desfrutou. que. 6aine e outros contra os #overnos em ra*ão da infelicidade das pessoas é claramente in!usta substituir. Ke essas verdades se tornassem #radualmente mais conhecidas . e seriam sempre menos influenciadas por publicaç'es sediciosas e inflamadas. >?G Eessa forma.althus postulou que se a estrutura da sociedade correspondente 4 sua visão da ordem natural fosse entendida adequadamente por todos os interessados. as classes inferiores do povo. completando cinicamente que quem dei$asse de deter o poder. teriam. )o mesmo tempo. que ho!e ameaçam privar a (uropa até mesmo dos #raus de liberdade que ela !" soube serem possíveis. ele a receberia com mais #ratidão. . as vitórias científicas anunciadas em seu . em qualquer ocasião. menos disposto 4 insubordinação e 4 turbul3ncia< e se recebesse a!uda.althus. mesmo se não produ*isse influ3ncia suficiente para operar qualquer alteração si#nificativa nos h"bitos prudentes dos pobres com relação ao casamento.

dei$ando uma população de cento e vinte e um milh'es totalmente sem recursos. que apontaram os avanços sociais implantados depois da Qevolução Orancesa. .nsaio sobre o princ4pio da população. e tornaram sua condição #eral essencialmente pior do que teria sido se essas leis nunca tivessem e$istido. como. como principal mérito político de sua empresa. e os meios de subsist3ncia seriam i#uais apenas ao necess"rio para atender a cinqCenta e cinco milh'es. Tentava levar seus críticos a acreditar que estivesse apenas ansioso pela felicidade da #rande massa da comunidade >J>>J? . uma demanda artificial sobre o #overno. que nem . . preferida por . 6ois e$atamente a sua imunidade #eral a qualquer contestação era o #rande valor apolo#ético da metodolo#ia contrafactual.althus apresentava sua condenação da le#islação social como se tivesse o coração san#rando pelo povo trabalhador. até mesmo os entendimentos mais comuns seriam conquistados e se esqueceriam de seus problemas. e assim a relação entre a população e os meios de subsist3ncia seria de ?GH para P< e ao fim de tr3s séculos Zno final do século BB%[ ela seria de DXPH para >J >?Y. pois as leis aprovadas em prol da assist3ncia social redu*iram decididamente os sal"rios das classes trabalhadoras. por todas as classes.althus da qualidade política de sua própria teoria. a que se opunha a limitada pro#ressão aritmética da produção vi"vel dos meios necess"rios de subsist3ncia. por subscriç'es ou acordos p8blicos. Kua resposta foi uma afirmação peremptória de que não tivessem as massas trabalhadoras da Orança depois da revolução adotado as propostas resultantes de seu princípio & como por e$emplo uma redução si#nificativa do n8mero de nascimentos . a massa a#re#ada de felicidade entre o povo comum teria sido muito maior do que é ho!e. pois ele pro!etou que no final do primeiro século. com o ar#umento de que ao criar. nós evidentemente evitamos que a população do país se a!uste #radualmente 4 redução de recursos. os que se op'em 4 #arantia de um sal"rio mínimo aos trabalhadores minimamente remunerados. apesar de absurda.althus #eralmente nada usava em suas discuss'es de quest'es muito importantes além de condicionais contrafactuais com o !ul#amento final que nin#uém teria condiç'es de contestar. ao enfrentar e assustar o povo com as implicaç'es de sua fórmula m"#ica.nsaio. 6or mais hipócrita que fosse. foram i#norados da mesma forma pelo autor do . >?H Aom relação ao crescimento da população mundial. (le procurava remédios & oferecendo o modelo se#uido por seus imitadores atuais da direita radical & na sua defesa constante das restriç'es e na eliminação final de toda a assist3ncia social para os necessitados.althus. de suas verdades evidentes em si era irresistível.mesmo a evid3ncia ale#ada por . na boa tradição dos escritores obscurantistas. apesar de poder ter havido al#uns casos de #rande infelicidade. (le preferiu esquecer a diferença real & mente evidente entre as condiç'es reais de vida e os interesses materiais e políticos dos senhores da terra e dos homens de propriedade & que responderam com entusiasmo evidente 4s suas opini'es — e os das classes inferiores da sociedade . : absurdo das fórmulas de .althus poderia ne#ar.althus previu que ao final do século BB ela seria de no mínimo ?GH bilh'es. ($atamente como seus imitadores de ho!e.althus deve ter ficado suficientemente claro. assim como seus se#uidores de ho!e. por e$emplo. (le acreditava que. foi pescada do nada & o va*io do otimismo conservador & assim como seu pilar científico . a população Zsomente da %n#laterra[ seria de cento e setenta e seis milh'es.— a revolução nada teria feito por elas >JX .>?S>?P Keus advers"rios. para poder ter condiç'es de afirmar. mesmo 4 época da primeira publicação de seu .althus condenava todos os esforços no sentido de aumento dos níveis de sal"rios como irracionais e inefica*es por terem o efeito de lançar muitos no desempre#o . que não podiam oferecer provas claras de suas teorias.que só e$istiu na ima#inação do pastor. na afirmação se#undo a qual se as leis de benefícios aos pobres não tivessem !amais e$istido neste país. 9a verdade. a postulada lei natural de crescimento em pro#ressão #eométrica da população. 9em ele esperava que as pessoas contestassem seus !ul#amentos. . ou pelo menos dei$ariam de diri#ir suas quei$as contra os #uardiães da ordem e$istente. que a aceitação universal. >JJ . . dada a sua aceitação clara por todo homem das classes inferiores da sociedade .

a = pobreza dependente” deveria ser considerada vergonhosa. Eeveriam também reconhecer que & conforme os h"bitos de prud3ncia e provid3ncia e a cooperação necess"ria & deveriam adquirir o h"bito de poupar e aplicar seu dinheiro nos bancos de poupança estabelecidos. >JD 6edir o =est4mulo” de rotular as pessoas de >vergonhosas>. da maneira mais dura.althus completou sua aborda#em com sua própria versão do ataque ao (stado de bem& estar . Ke os homens forem indu*idos a se casar pela simples perspectiva de receber provis'es da paróquia. da volta aos valores b"sicos e aos valores vitorianos apropriados . mas também tentados. a pre!udicar a todos na mesma classe. Qualquer problema levantado por ele. instituiç'es positivas Zde assist3ncia social[. !" que em outro conte$to ele admitiu que os sal"rios dos trabalhadores eram muito bai$os. . h" sempre de derrotar seu ob!etivo. os filhos adequadamente educados das classes trabalhadoras deveriam adiar o casamento até que tenham uma boa perspectiva de ter condiç'es de manter uma família com as liç'es da 9ature*a e da 6rovid3ncia >JP . . depois da morte. apesar de. advo#ando como 8nica solução racional e humana a condenação mais severa de todos os que aceitassem a pobre*a dependente . :s trabalhadores pobres t3m de aprender a impor restriç'es 4s suas inclinaç'es .althus e$pressou sua aprovação ao estoque prec"rio de moradias da %n#laterra de seu tempo. 9o mesmo espírito . ou a que o reverendo . Mm estímulo como este deve ser absolutamente necess"rio para promover a felicidade da #rande massa da humanidade< e toda tentativa #eral de enfraquecer este estímulo.althus clamava constantemente contra o que ho!e chamamos de =cultura da depend)ncia”. assumir a pose de sofrimento..nsaio sobre princ4pio da população. por se submeterem 4 condição desumani*adora de =pobreza dependente” imposta a elas pelo sistema do capital. ho!e em dia. 6or mais duro que possa parecer em situaç'es individuais. por mais benévola que se!a a intenção. .( finali*ou pedindo uma forma de educação por meio da qual um homem adquira aquele tipo decente de orgulho e aqueles hábitos mais ustos de pensar que evitarão que ele sobrecarre#ue a sociedade com uma família de filhos que não tem condiç'es de manter >JY .althus respondesse. enfraquecem a ver#onha que. para mobiliar uma casa quando se casarem. mas até mesmo. uma . bem de acordo com a defesa. >JS Ee acordo com o princípio da população . ao condenar claramente o au$ílio certo e sistem"tico com que os pobres podem contar confiantemente e defender a idéia de que o au$ílio #enerali*ado deveria ser substituído por uma assist3ncia discriminada e ocasional >JG . para #uardar seus #anhos enquanto ainda solteiros. mais uma ve*. ao acrescentar — sem d8vida. por terem pressionado os níveis de sal"rios. que permitiriam aos pobres precaver&se contra as próprias contin#3ncias . Ke as pessoas ouvissem os ensinamentos enunciados no . . não apenas para os períodos de doença e velhice. que #enerali*am a pobre*a dependente. e poder iniciar uma nova vida com conforto e dec3ncia >DX>D> .que deve encontrar profunda ressonância !unto a todos os políticos que se manifestam com #rande indi#nação contra mães solteiras que en#ravidam para passar 4 frente nas filas para a casa própria -. não t3m probabilidade maior de encontrar a saída do labirinto das contradiç'es malthusianas do que seu otimista ancestral. :s que ho!e advo#am a abolição pro#ressiva das pens'es oferecidas pelo (stado. e sua substitui ção por al#um tipo de sistema privado de pens'es.althus esperava que os membros das classes trabalhadoras economi*assem o dinheiro necess"rio para si próprios e suas famílias. era uma forma típica de apresentar tudo ao contr"rio.. a cultivar os h"bitos de economia e a fa*er uso dos meios oferecidos pelos bancos de poupança. eles serão não apenas in!ustamente tentados a tra*er a infelicidade e a depend3ncia sobre si mesmos e seus filhos. para aliviar a profunda crise fiscal do (stado capitalista. . era resolvido imediatamente pelo apelo direto 4 lei natural da população . sem saber. deveria estar li#ada a ela. por estar apenas ansioso pela felicidade da #rande massa da comunidade & que uma das limitaç'es mais salutares e menos perniciosas ao casamento precoce neste país é a dificuldade de conse#uir uma casa >JH . pelas melhores ra*'es e as mais humanas.Ea mesma forma. todos os peri#os desapareceriam sem necessidade de alterar a ordem social e$istente. para a vi8va e os filhos>D? & só Eeus sabe como. quando atacou as leis e$istentes de assist3ncia social. )lém disso. : con!unto do constructo teórico malthusiano concentrou&se em torno de uma 8nica proposta.

ao n8mero pro!etado de ?GH bilh'es. como natural e racionalmente inquestion"vel. qualquer conversa sobre che#ar&se ao equilíbrio #lobal em que população e capital serão essencialmente est"veis ser" apenas um sonho. não poderem reconhecer seu car"ter social mesmo quando face a face com ele< e nem mesmo em seus próprios termos de refer3ncia. mas as tend3ncias sociais de desenvolvimento que podem ser corri#idas. Ki#nifica apenas que. deve&se identificar as causas sociais historicamente específicas e fa*3&las acompanhar&se por pr"ticas políticas e sociometabólicas vi"veis. não as leis inevit"veis da nature*a . Kem essas mudanças estruturais fundamentais. a pro!eção de que o impacto devastador das leis inevit"veis da nature*a pode ser enfrentado positivamente pela força da pre#ação moralista >DD>DG — não é menos absurda que a proposta malthusiana ori#inal. esta 8ltima. 7 devem&se ao fato de não se poder contestar a din6mica interna perversa do sistema. todos propostos depois de ameaçar a humanidade em #eral com uma forma ou outra de colapso direto imposto pela natureza. possibilitadas por transformaç'es radicais da estrutura #eral e das microestruturas da reprodução sociometabólica. durante estes dois 8ltimos séculos. com o fim precípuo de nos forçar a aprender a viver dentro dos limites e$istentes . os dois con!untos das assim chamadas leis inevit"veis da nature*a & a constituição e a transformação da sociedade e o crescimento da população & são inerentemente sociais. sob controle racional. só poderia ser uma lei da nature*a para o fim obviamente apolo#ético de aterrori*ar as pessoas. em que a #rande m"quina tem como mola principal o amor de si . )ssim. Aomo o autor insistia em que a ordem estabelecida tinha sur#ido das inevit"veis leis da nature*a e devia ser preservada como tal. de forma que elas se acomodas& sem 4s restriç'es estruturais da ordem capitalista. )o final. o que torna vi"vel a esperança de enfrentamento bem& sucedido das tend3ncias destrutivas do sistema estabelecido de reprodução sociometabólica é e$atamente a circunstância de que a humanidade tem de enfrentar e colocar. a serem impostos em pre!uí*o dos pobres. ameaçando&nos com as conseqC3ncias fatais da e$plosão populacional que se apro$ima. 9a verdade. apesar do fato de os apolo#istas. Ee fato.althus. em ve* de pro!etar determinaç'es causais pseudonaturais e os remédios fictícios correspondentes & com o fim de preservar.althus. (ntretanto.sociedade dividida entre uma classe de propriet"rios e uma classe de trabalhadores. Tudo o que era necess"rio contra as m8ltiplas tend3ncias ne#ativas era fa*er os a!ustes corretivos de acordo com o princípio 8nico e abran#ente do sr. %sto implica a adoção de medidas adequadas também no plano do crescimento da população. (sta forma de tratar os problemas é fundamentalmente a mesma que ho!e nos é oferecida nos serm'es que pre#am os limites do crescimento .D. G. 9aturalmente. Qualquer alternativa metabólica vi"vel 4 or dem estabelecida e$i#e a harmoni*ação das necessidades humanas com recursos materiais e humanos conscientemente #eridos. a idéia proposta por .althus e adaptada 4s suas circunstâncias e aos seus instrumentos de demonstração por seus se#uidores conservadores do século BB &ou se!a. .produ*idos por nin#uém mais que os ideólo#os do Alube de Qoma -. isto não si#nifica que os problemas que acompanham o crescimento da população possam ser i#norados deliberadamente sob o sistema e$istente de reprodução sociometabólica ou sob qualquer sistema alternativo. curiosamente. a população mundial não che#ou. 9a realidade. o sistema socioecon5mico invi"vel e$istente —. ) definição falsa de problemas e a pro!eção otimista de soluç'es superpostas a eles & se!a na forma da castidade malthusiana ou de seus equivalentes mais recentes e i#ualmente #rotescos de abstin3ncia. o erro foi de mais de ?GX bilh'es. se#undo a qual o crescimento da população humana é determinado por uma lei da nature*a correspondente a uma pro#ressão #eométrica . Qeconhece&se que os problemas que nos ameaçam são globalmente abrangentes. em completo acordo com as leis inevit"veis da nature*a >DJ .? Aomo sabemos todos. e certamente não por causa dos corretivos malthusianos propostos. as soluç'es t3m sempre de se#uir a linha da quadratura do círculo. como . o corretivo a!ustado e efica* para os problemas reconhecidos só poderia ser outra lei inevit"vel da nature*a . mas este reconhecimento é anulado pela restrição .

:s dois con!untos de problemas só podem ser tratados racionalmente no âmbito de sua estrutura cultural e socioecon5mica. com a hipocrisia . no caso de a receita de acomodação total aos limites dados — ou se!a. ao di*er que Aomo ami#o da liberdade. 6ois. é precisamente a aparente força natural das ma#nitudes absolutas que a!uda a le#itimar a ordem e$istente. e$iste somente nas teorias capitalistas mais apolo#éticas — evidentemente não pode ser incorporada 4s aborda#ens estraté#icas em que a incapacidade do sistema de lidar com as e$i#3ncias do plane!amento abrangente possa ser camuflada como !" resolvida sob a pro!eção totalmente #ratuita do equilíbrio #lobal . não fosse pela #rande força or#ani*ada do país. que o capitalismo americano !" resolveu o problema da escasse*. :perar com valores absolutos pro!etados fetichisticamente poderia ser considerado absolutamente sem sentido. embora em comparação com o 0aiti os problemas de escasse* pudessem se considerar resolvidos com uma 8nica semana de esforços produtivos dos (stados Mnidos.as quem poderia ar#umentar. da mesma forma que competição perfeita . com base nesses valores tão diferentes. a chacina intermin"vel. aos limites dos quais sur#iu a ameaça.>DY ) ameaça de colapso devida a supostas leis naturais e a causas estritamente naturais é assim adotada como a racionali*ação do autoritarismo e$tremo por meio do qual a ordem estabelecida pode se preservar. por e$emplo. e naturalmente inimi#o de #randes e$ércitos permanentes. mediante a estipulação de que a solução #lobalmente abran#ente para a ameaça #lobalmente abran#ente colocada em relevo consiste na acomodação da humanidade. 9o 0aiti. (ra impossível que não fosse um discurso de cabeça para >DH . criam&se constantemente novas formas de desperdício e escasse* . ( ele não hesita em apresentar o conte8do autorit"rio de sua mensa#em disfarçado. a menos que suas soluç'es fossem se#uidas. não por tempo limitado.e formas anti#as são recriadas-. poderia ter levado as multid'es a cometer os piores ultra!es e afinal envolver o país nos horrores da fome. da qual somente o estabelecimento de um despotismo absoluto poderia nos livrar costumeira. ) colisão pro!etada com os limites naturais comp'e&se #eralmente com a mítica ameaça do despotismo absoluto. como se limitada apenas por fronteiras naturais. a infelicidade do povo durante a 8ltima escasse* Z>SXX e >SX>[. mais uma ve*. em todas as suas variantes anti#as ou recentes. )s refer3ncias cataclísmicas e o tom desse discurso. o resultado seria a mudança intermin"vel. a renda média est" na casa incrível de VBW NK por ano . mas para sempre. #raças aos bons ofícios de #randes e$ércitos permanentes e da #rande força or#ani*ada . e portanto isenta de toda a censura ou emendas sociais possíveis.valor de >PPD-< nos (stados Mnidos. mesmo nos países economicamente mais privile#iados. : resultado é que o círculo tem de virar um quadrado de forma contraditória. cerca de VBW *K por hora.althus. foram necess"rios e$atamente porque nenhum de seus do#mas ou afirmaç'es poderia ser substanciado. a corrida san#renta. ) complicação sem importância de ser o capital absolutamente refrat"rio ao equilíbrio & que. os oper"rios da ind8stria automobilística recebem. mantendo sua estrutura socioecon5mica de determinaç'es causais. incentivada pela loucura e$trema de muitos entre as classes superiores. tudo em perfeita harmonia com os valores proclamados de vida e liberdade individual no melhor dos mundos possíveis. . é com enorme relutância que sou forçado a reconhecer que. )meaçar a humanidade com os limites dos absolutos naturais ( tão absurdo quanto esperar a eliminação da escassez pelo aumento absoluto da produção. incluídos os benefícios. )ssim. se não fosse a sua apolo#ética função ideoló#ica. ou que os oper"rios da ind8stria automobilística americana nunca tenham tido problemas econ5micos@ Eado o modo de controle capitalista da reprodução sociometabólica. a re#ra inalter"vel de um despotismo !" e$istente & não ser prontamente aceita. avisou que. em amor pela liberdade. para fa*er o sistema avançar para além de qualquer equilíbrio vi"vel.inevit"vel de o sistema do capital ser estruturalmente incompatível com o plane!amento abran#ente. . enquanto se torce para que as conseqC3ncias necess"rias das causas sub!acentes desapareçam ao se pro!etar a conquista do equilíbrio #lobal . a corrida de verdade é a que se disputa com a escasse* criada e reprodu*ida socialmente< e & devido 4s re#ras que a comandam — essa corrida ser" perdida sempre antes mesmo de se iniciar.

ao contr"rio das determinaç'es impostas de cima pelas personificaç'es do capital. de maneira mais realista e cruel. a e$plosão populacional realmente ameaçadora & a tend3ncia irresistível de desempre#o cr5nico em todos os países — é i#norada e completamente deturpada. : problema é que. G. ( sem d8vida. em nome da autonomia dos indivíduos . evidentemente. nin#uém deve nem pensar em lutar por outra alternativa. ela não se caracteri*ou pela incapacidade da sociedade de oferecer a quantidade necess"ria de produtos a#rícolas para alimentar a população. ao mesmo tempo em que se pro!etam . bem como do avesso . os pilares duplos da sabedoria dos realistas são. ) realidade claramente identific"vel de nossos dias se mostrou radicalmente diferente. com o que se tenta prender a tampa na panela enquanto se atiça o fo#o respons"vel pelo aumento da pressão. de imposição de medidas autorit"rias.D. para o final do século BB obviamente não se reali*arão. Aomo o capital é estruturalmente incapa* de plane!amento abran#ente como forma de sair do labirinto de irracionalidades destrutivas.para ser diri#ido contra os ór#ãos coletivos tradicionais de defesa dos interesses da população trabalhadora-.bai$o . os 8nicos remédios aceit"veis — no caso de se reconhecerem os peri#os da instabilidade & são. os trabalhadores t3m de entender que !" passou o tempo do pleno empre#o e nin#uém pode ter um empre#o vitalício etc. e portanto como se fosse devida 4 apar3ncia de leis naturais . e . (. no devido tempo. 6ois. (m outras palavras. : plane!amento por meio da ação democr"tica dos produtores.?. a uma autodefesa coletiva limitada da população trabalhadora é e$ecutado realmente pelos verdadeiros ami#os da liberdade .transforme em criminosos os que protestarem contra.l. — ou. Quando pro!eç'es e previs'es se tornam problem"ticas. inclusive com a repressão & se necess"rio pelos #randes e$ércitos permanentes e pela #rande força or#ani*ada — dos inimi#os do sistema. se as condiç'es sociais nos permitirem che#ar ao ano ?X?X. (ra do avesso porque a questão real era a defesa da ordem estabelecida. é absolutamente inadmissível e deve ser desqualificado como absolutismo completo e despotismo . como se nada tivesse acontecido. em relação 4 disponibilidade de meios de subsist3ncia.pseudo&emer#3ncias e cat"strofes determinadas pela nature*a. e$plosão da população não é uma cate#oria #enérica de #ente demais . uma ve* que se i#noram os parâmetros estruturais dados e as limitaç'es do sistema sob o qual operam as forças produtivas humanas e materiais . simplesmente = mudando as regras”. mais uma ve*. sob a forma da e$plosão populacional iminente foi fi$ada para perto de ?X?X. quantificada essencialmente em termos de alimentos.J %ma#inava&se que o e$cesso de população ou a população redundante dos livros de quem #rita serm'es sobre os peri#os da e$plosão populacional seria simplesmente a qualificação numérica de #ente demais . se#undo. ( deturpada como se fosse devida apenas a desenvolvimentos tecnoló#icos e 4s descobertas científicas b"sicas. como as pro!eç'es cataclísmicas. ( era um discurso de cabeça para bai$o porque o remédio da pre#ação idealista foi apresentado como a força capa* de enfrentar o poder das leis naturais. 6rimeiro. feitas nos anos HX e YX.e se adiam. : que parece ser a violação real da liberdade individual e do direito. o que de forma al#uma est" #arantido.para que se contentem com empre#os em tempo parcial. no interesse de preservar a 8nica ordem natural e racionalmente !ustific"vel.e do amor 4 liberdade individual . se o sistema não tem condiç'es de enfrentar a intensificação das contradiç'es.inclusive. antes aceito. sob condiç'es em que se desperdiçam #randes quantidades de alimentos & e seu desperdício é até denunciado em círculos capitalistas competidores & no interesse da ma$imi*ação de lucros. datas mais distantes serão oferecidas. a nova data da cat"strofe natural. os que puderem ser considerados e$ternos 4 dinâmica social real.torne a força de trabalho precarizada. por e$emplo no quadro da política a#rícola comum européia. . pode&se e deve&se preservar a substância ideoló#ica do discurso cataclísmico. . :s remédios e$ternos assumem a forma ou de uma pre#ação va*ia I por e$emplo. )ssim. nin#uém deveria procurar respostas na direção da coordenação racional dos poderes de produção com as necessidades humanas. as forças produtivas científicas e tecnoló#icas-. )ssim. ) alternativa é uma cat"strofe determinada pela nature*a que deve ser evitada a todo custo. cu!os defeitos deveriam ser transformados em limites naturais.

(. )ssim. a ação humana que se encontra no lado dos que sofrem as conseqC3ncias !" não é constituída pela multidão socialmente impotente. 6ior que isso. mas com uma contradição fundamental do modo capitalista de produção em seu racionali*ação moderni*ação em pesos paralisantes de subdesenvolvimento cr5nico. qualificados ou sem qualificação. os apolo#istas do sistema se recusaram por muitos anos a notar a intensificação das contradiç'es e continuaram a tecer fantasias sobre o pleno empre#o numa sociedade livre . como fa*iam os tradicionais contos de fadas sobre o crescimento da população e de seu controle malthusiano ou neomalthusiano. continuaram a postular que a nova fase do desenvolvimento industrial e da revolução tecnoló#ica consertaria tudo no devido tempo. ar#umentei que : problema !" não é apenas o sofrimento dos trabalhadores sem qualificação. que transforma até as maiores conquistas do desenvolvimento . e mesmo isso não por muito tempo. ob!etivamente o total da força de trabalho da sociedade>DP>GX. : atual e$cesso ou população redundante se refere ao e$cesso em relação 4s necessidades . Aomo acontece com tudo o que é submetido ao domínio do capital. (ssa incapacidade pode coe$istir com a escasse* a#uda de talentos mais qualificados. assim como o clima econ5mico favorecessem realmente a dinâmica e$pansão empresarial.mas é definida por determinaç'es sociais muito precisas — e muito peri#osas em suas implicaç'es. trabalho supérfluo . . !" não estamos preocupados com os subprodutos normais e bem aceitos do crescimento e desenvolvimento . disputam o n8mero desesperadamente pequeno de empre#os disponíveis. que havia sido en#anosamente atribuído ao e$cesso de au$ílio desempre#o e não 4 sua causa sub!acente —. e que o ambiente político . Quando os defensores do sistema começaram a admitir que a escala do desempre#o era um pouco maior do que a que poderia estar contida nos pequenos bols'es & e que tinham de admiti&lo porque precisavam cortar o déficit financeiro do (stado. 9aturalmente. mas também o de um #rande n8mero de trabalhadores qualificados que. também aqui testemunhamos o impacto de um processo contraditório. num sentido muito limitado.ais e mais. mas por todas as cate#orias de trabalhadores. al#uns dos principais teóricos econ5micos concluíram de suas premissas contrafactuais que ) noção tradicional de desempre#o passa a cada ano a ter um si#nificado diferente. Ooi preciso mais al#um tempo até que a previsão otimista de rele#ar ao passado as tend3ncias ne#ativas tivesse de ser complementada por seu corol"rio não tranqCili*ador se#undo o qual até mesmo . 0" vinte e cinco anos. até mes mo nos países capitalistas mais avançados. ou se!a. mais importante de tudo. !" são visíveis h" muito tempo. os n8meros relativos ao desempre#o relacionam os que estão desempre#ados em termos das e$i#3ncias modernas do sistema industrial. esse e$cesso de população não pode ser simplesmente dedu*ido de um n8mero total abstraio. considerando a época turbulenta em que o livro citado foi publicado. ap"tica e fra#mentada de pessoas desprivile#iadas . !unto com o e$ército de desempre#ados. 9a verdade. foi espantosa. cada ve* mais. (ssa forma de ver as tend3ncias sociais emer#entes. mas inclui al#uns dos setores mais desenvolvidos e modernos da produção — da construção naval e aeron"utica 4 eletr5nica. e da en#enharia 4 tecnolo#ia espacial. da bols'es de e da subdesenvolvimento . mas com a sua paralisação< nem com problemas periféricos de con!unto. 9a verdade. uma ve* que as novas políticas da direita radical fossem implantadas . 6ois as #randes massas de pessoas — em praticamente todos os campos de atividade — que continuam a ser impiedosamente e$pulsas do processo de trabalho e consideradas redundantes pelos imperativos da e$pansão lucrativa do capital estão lon#e de poder ser consideradas supérfluas como consumidoras que asse#uram a continuidade da reprodução ampliada e da autovalori*açao do capital. através do lado errado do telescópio. afirmando ce#amente que só se poderia mencionar pequenos bols'es de desempre#o . ) tend3ncia da amputação racionali*adora !" não se limita aos ramos periféricos de uma ind8stria envelhecida . #raças 4 sensibilidade política da sociedade democr"tica esclarecida >DS. as conseqC3ncias devastadoras da tend3ncia contraditória de e$pulsar um #rande n8mero de trabalhadores do processo de trabalho. 6ois o que ho!e se chama de e$cesso de população si#nifica.

9o interior da Aomunidade econ5mica européia o nível de desempre#o se apro$ima da média de >? por cento. ou melhor. até h" pouco ilimitadamente arro#ante. uma ve* que as novas políticas da direita radical fossem implantadas . R" por muitos anos os ciclos de pro#resso não provocam uma recuperação clara do nível de empre#o. aos oper"rios. . apenas redu*em momentaneamente o aumento incans"vel das filas de desempre#ados.quando sur#e a nova prosperidade não se pode #arantir a volta 4s condiç'es de tempo bom para o traba lho . e quase o dobro deste n8mero. por e$emplo. 9o interior da Aomunidade econ5mica européia o nível de desempre#o se apro$ima da média de >? por cento. )nsiedade é a#ora um lu#ar&comum mesmo nos ór#ãos da imprensa alemã. 7 compreensível.as o que est" acontecendo a#ora com o mila#re alemão @ ) situação atual e as perspectivas para o futuro pró$imo são assim descritas. que subestimam a condição real. subestima enormemente as dificuldades e os problemas 4 frente.N GN Aom freqC3ncia crescente. e quase o dobro deste n8mero. assim como o clima econ5mico favorecessem realmente a dinâmica e$pansão empresarial. os conflitos !" não sur#em nas re#i'es mais pobres do mundo. )feta toda a população. que che#ou para ficar. nos círculos #overnamentais cresce a ansiedade de que o avanço incans"vel do desempre#o em massa este!a criando o que um relatório policial descreveu como um =espírito de insurreição] >G?. ( são dados oficiais. pois 6or toda a (uropa :cidental !" estamos nos encaminhando para a confrontação política.as até mesmo este novo otimismo muito limitado da direita radical . no caso. nos círculos #overnamentais cresce a ansiedade de que o avanço incans"vel do desempre#o em massa este!a criando o que um relatório policial descreveu como um Nespírito de insurreiçãoN >G? . no caso. no coração do conflito. Ee acordo com o Bunda9 +imes. mas nas partes mais privile#iadas do capitalismo avançado . %sto talve* e$plique por que este!a che#ando a#ora 4s p"#inas dos !ornais europeus. mas nas partes mais privile#iadas do capitalismo avançado .as até mesmo este novo otimismo muito limitado da direita radical . continuaram a postular que a nova fase do desenvolvimento industrial e da revolução tecnoló#ica consertaria tudo no devido tempo. ( compreensível. Ooi preciso mais al#um tempo até que a previsão otimista de rele#ar ao passado as tend3ncias ne#ativas tivesse de ser complementada por seu corol"rio não tranqCili*ador se#undo o qual até mesmo quando sur#e a nova prosperidade não se pode #arantir a volta 4s condiç'es de tempo bom para o traba lho . : fen5meno !" não é mais limitado aos !ovens. do desempre#o. )feta toda a população. 4s mulheres.as o que est" acontecendo a#ora com o mila#re alemão @ ) situação atual e as perspectivas para o futuro pró$imo são assim descritas. com o problema do empre#o. 4s mulheres. ou melhor. sobre o colchão do pleno empre#o . por e$emplo. . que subestimam a condição real. até h" pouco ilimitadamente arro#ante. que no passado nunca se cansou de elo#iar o mila#re alemão . que no passado nunca se cansou de elo#iar o mila#re alemão . com o problema do empre#o. da (spanha. Ee acordo com o Bunda9 +imes. . sobre o colchão do pleno empre#o . >G> Aom freqC3ncia crescente. da (spanha. os conflitos !" não sur#em nas re#i'es mais pobres do mundo. que havia sido en#anosamente atribuído ao e$cesso de au$ílio desempre#o e não 4 sua causa sub!acente —. . no coração do conflito. )nsiedade é a#ora um lu#ar&comum mesmo nos ór#ãos da imprensa alemã. e que o ambiente político . do desempre#o. Quando os defensores do sistema começaram a admitir que a escala do desempre#o era um pouco maior do que a que poderia estar contida nos pequenos bols'es — e que tinham de admiti&lo porque precisavam cortar o déficit financeiro do (stado. : fen5meno !" não é mais limitado aos !ovens. que che#ou para ficar. ( são dados oficiais. subestima enormemente as dificuldades e os problemas 4 frente. pois 6or toda a (uropa :cidental !" estamos nos encaminhando para a confrontação política. . inclusive as classes médias. aos oper"rios. inclusive as classes médias. apenas redu*em momentaneamente o aumento incans"vel das filas de desempre#ados. R" por muitos anos os ciclos de pro#resso não provocam uma recuperação clara do nível de empre#o. %sto talve* e$plique por que este!a che#ando a#ora 4s p"#inas dos !ornais europeus.

conomist que a lon#a história européia de desempre#o ver#onhosamente alto mostra que seus mercados de trabalho estão destru4dos e precisam ser recuperados. %sto era uma mentira cínica.XXX empre#os na "rea de en#enharia desde >PP>. para surpresa de nin#uém.. Kob a manchete Quem é o pró$imo@ — : medo pelo empre#o . do desempre#o ver#onhosamente alto . enquanto falam. os chefes de polícia e outros peritos disseram que a pr"tica é o resultado inevit"vel da pressão recente imposta por /hitehall . uma forma de assoviar no escuro para se acalmar. : se#redo da impressionante vitória contra o crime foi revelado mais tarde. ( praticada não apenas em relação 4s estatísticas do desempre#o mas também para minimi*ar as #raves conseqC3ncias resultantes do desempre#o catastroficamente crescente. JG de cada D> companhias afirmaram estar plane!ando cortar empre#os em >PPD. que assim admitem o seu fracasso no tratamento das causas b"sicas. de que o desempre#o anormalmente alto na Orança.. 9uma pesquisa do %nstituto )lemão da (conomia. desafiar a racionalidade de entrar nas filas de desempre#ados. o n8mero oficial de desempre#ados na )lemanha estava em J.XXX trabalhadores.XXX na . >J. com hipocrisia mentirosa. a maior queda em mais de DX anos ..ou se!a. )té mesmo as ferrovias e os Aorreios pretendem demitir >XX. >GJ )ssim. especialmente entre os !ovens. preferindo. e de mais da metade das principais companhias estarem no vermelho. ?X. apenas *N por cento dos cerca de J milh. lemos num editorial de +he . . por e$emplo. Mm porta&vo* informou que o #overno não sabia informar por que a proporção de crimes re#istrados estava caindo.sobre a pol4cia para melhorar as estat4sticas criminais”>*A.ercedes.DDX.redução no crime anunciada pelo governo ( um mito. como aconselharia o seu valor de mercado em queda. )pesar de se terem perdido HXX. em relatórios da imprensa. se deve em parte ao salário m4nimo nacional7 de cerca de GX por cento do sal"rio médio . e continua a subir a cada ano. instalou&se um profundo sentimento de inse#urança na mente da maioria dos empre#ados. :s ideólo#os do sistema defendem o retorno ao capitalismo selva#em. (ntretanto. : que é difícil de entender é a quem eles acham que estão en#anando com os frutos do método preferido pelo chefe de propa#anda de 0itler. (m setembro de >PPD.G por cento. )#ora ficamos sabendo que os n8meros oficiais de desempre#ados estão errados. que é muito generoso e duradouro. :s .inistério do %nterior-.que inclui cerca de >? por cento da força de trabalho-. ao contr"rio. per#untava Her Bpiegel. pois os oficiais superiores maquiam as suas estatísticas para atender 4s metas de efici3ncia do 0ome :ffice . : que vai acontecer a uma sociedade em que mais pessoas entram na fila de desempre#ados@ . 9ão h" d8vida. apesar de se acreditar que o n8mero real se!a bem maior. DJ.XXX naTh1ssen. pois todo mundo sabia — e um n8mero cada ve* maior passou a saber por meio de uma e$peri3ncia amar#a — que a ta$a de criminalidade na verdade tinha aumentado. um valor muito alto pelos padr'es internacionais. que deve afastar muitos !ovens do mercado de trabalho.Aom demiss'es #enerali*adas.Y milh'es. 9o início do ano. Mma das causas principais & especialmente da tra#édia crescente do desempre#o de lon#o pra*o — é o au$4lio desemprego. 5 melhoramento das estatísticas de desempre#o e de assuntos correlatos é a preocupação atual dos #overnos das sociedades democr"ticas . o oper"rio do fabricante alemão de automóveis ainda tem perspectivas cor&de&rosa de seu valor de mercado. o #overno. o futuro parece ne#ro. . Todas as #randes empresas estão demitindo. ) falsificação sistem"tica ou maquia#em das estatísticas é o meio preferido de minimi*ar os problemas.XXX não vão para os re#istros[ nas estatísticas oficiais. Aentenas de milhares de crimes #raves foram silenciosamente retirados dos re#istros policiais.. Ker" que o próprio tecido social vai se alterar se muitos de seus cidadãos passarem a viver da caridade@ Ker" que as pessoas vão mudar@ Aertamente não os homens da Oord&_ehlendorf. a capa da edição da semana passada de Her Bpiegel mostrava trabalhadores caindo de uma correia transportadora.es de crimes denunciados 4 polícia na %n#laterra e no 6aís de Lales foram re#istrados ZJ. que representa um estímulo pequeno para que quem o recebe procure um empre#o. )ssim. conforme os quais =. a maior preocupação é a de que a força de trabalho não d3 indicaç'es de estar disposta a absorver os #olpes..XXX na Kiemens. 9a verdade. o #overno in#l3s publicou que a ta$a de criminalidade tinha caído G.

ar$ escrevia. Fon#e disso. )s ale#aç'es do editorial não se apóiam em coisa al#uma.GHX trabalhadores horistas< mesmo que a empresa continue crescendo. Qobert Qeich. 9unca quiseram o pleno empre#o — nem mesmo no período da acumulação primitiva na %n#laterra. Temos um presidente que produ* ruídos idealistas e #enerosos. : capitalismo americano !" não precisa de. . Xo e.conomist ale#am que os oper"rios daquela ind8stria são os mais bem pa#os dos (stados Mnidos . 9a verdade. é pouco prov"vel que ela empre#ue mais que SG. 9os períodos eleitorais. Aontinua a ser um mistério completo a forma de redu*ir o impacto destrutivo destes cortes selva#ens. e assim no ano que vem um de nós se vai. no per4odo da decad)ncia do imperialismo capitalista. :s dados de outro arti#o de +he . eliminando os benefícios de desempre#o e assim forçando metade dos trabalhadores manuais mais bem pa#os da ind8stria automobilística a aumentarem sua autonomia individual entrando na fila cada ve* mais lon#a da sopa dos desempre#ados. que e$p'em como #rotesca a noção de inventar empre#os para os que são re!eitados pelo processo produtivo no atual est"#io de desenvolvimento do capital avançado por meio da redução dos sal"rios a níveis abai$o mesmo do miser"vel sal"rio mínimo. voc3 e eu aprendemos o trabalho um do outro. muitos dos que são admitidos v3m preencher a va#a dei$ada por al#uém que se aposentou — obvia& mente não tiveram qualquer efeito sobre os v5os das esperanças do pensamento antitrabalhista. inclusive outros benefícios. os editores de +he . .as na verdade seu pro#rama é a!udar as empresas a cortar empre#os..e os mais se#uros entre os trabalhadores manuais . Kão as pessoas que. citados na mesma p"#ina pelo . ) mão&de&obra da Oord caiu de quase ?XX. . 7 pouco prov"vel que este n8mero aumente.dGX por hora. si#nifica que o patrão di*. setenta e cinco anos mais tarde. (sse cara foi eleito para criar empre#os. ) situação na verdade é particularmente séria porque a e$plosão populacional representada pelos trabalhadores tornados redundantes est" criando problemas sociais e econ5micos #raves nos países capitalistas mais poderosos.#overnos devem evitar também de outras formas o aumento do custo da contratação de mão&de&obra. de uma forma ou de outra. (stou possesso com a hipocrisia da retórica da administração Alinton com relação a empre#os. >*N . que ho!e desestimulam o recrutamento. ) ubiqCidade do desempre#o crescente & em todos os países e em todos os campos e níveis de empre#o & não parece levar os autores do editorial a avaliar suas soluç'es com base nos seus próprios dados. enquanto . 9ão passam de problemas para as pessoas que comandam a sociedade. nem no mesmo período os (stados Mnidos. foram atraídas para aqui durante a fase de acumulação do capital. sempre citados por todos os apolo#istas do capital como o e$emplo mais brilhante de solução de dificuldades. como os (stados Mnidos. DX por cento da população. por oferecerem e$cessiva proteção do emprego para os empregados que são contratados. 9o mesmo arti#o em que relacionam os empre#os perdidos. : con!unto a que se refere o secret"rio do Trabalho. além da esperança de que a volta a pr"ticas industriais mais sintoni*adas com os repressivos valores vitorianos e a liquidação dos au$ílios e$cessivamente #enerosos possam oferecer respostas para problemas que se a#ravam. ou se!a.. pois não se oferece a menor sombra de evid3ncia para comprovar seus ar#umentos. ( como se o e$(rcito de trabalhadores de reserva fosse o mundo todo. )#ora são seres humanos supérfluos. ( a administração Alinton oferece treinamento . di#amos. mas não querem o pleno empre#o.XXX no final dos anos YX para PP. )s companhias que buscam a ma$imi*ação dos lucros estão ho!e redu*indo seu tamanho.XXX em >PPG.. nada e$iste que possa !ustificar os elo#ios aos (stados Mnidos como modelo de soluç'es vi"veis. 6arece que estamos nos anos HX.conomist 7 conforme o qual em >PYJ a Ahr1sler empre#ava >G?.conomist.>** )s soluç'es propostas neste editorial para a melhoria do problema do desempre#o são absurdas até mesmo nos seus próprios termos de refer3ncia. ) total incapacidade de enfrentar a tra#édia do desempre#o nos (stados Mnidos é bem resumida por Ktrau#hton F1nd.... Uamos demitir JX por cento de voc3s e o sindicato é quem vai decidir quem sai . os políticos prometem o pleno empre#o. 6ode&se avaliar o quanto eles são se#uros pelo n8mero de empre#ados que a Oord e Ahr1sler tornaram redundantes nos (stados Mnidos — quase a metade no caso da Ahr1sler e mais da metade no da Oord &.XXX no início deste ano..

9aturalmente. ao lon#o dos dois 8ltimos anos. 6ois em suas incont"veis e solenes declaraç'es e recomendaç'es eles conse#uiram #uardar o se#redo.ar$.0" al#um tempo. 9a verdade. sem mencionar os outros milh'es que devem se#ui&los. afirmavam que Ve1nes se tinha atribuído a tarefa de derrotar o pro#nóstico de . 6ois. Ee acordo com reporta#em do próprio +he . : padrão real da e$pansão visível parece.XXX empre#os p8blicos >HX>H> . que é e$atamente quais são as ind8strias em e$pansão que ho!e oferecem os necess"rios quarenta milh'es de novos empre#os para os trabalhadores !" demitidos de suas ind8strias nos países capitalistas mais avançados. R" é hora de enterrar Ve1nes@ . o principal !ornal sueco. >GP G.conomist 7 i#norada por seus próprios editorialistas quando lançam no papel seus serm'es editoriais &. para usar um e$emplo escandinavo. tinha conse#uido #uardar o se#redo. estar ficando claro e não é promissor. os principais apolo#istas do capital.undo que recebessem nossas ind8strias com chaminés & os feli*es benefici"rios da nossa transfer3ncia de tecnolo#ia — não poderiam competir. )inda assim. : mesmo se aplica aos te$tos de nossos redatores de editoriais. com a premissa b"sica de que o bem&estar da classe trabalhadora depende dos lucros . 6ois os se#uidores entusi"sticos de Ve1nes de ontem. nada estava mais lon#e da verdade. Aomo aconteceu em muitos outros assuntos. aquecendo&se 4 lu* da #lória. e respondem com um sonoro sim. o 6artido Kocial&democrata sueco não est" so*inho ao prometer soluç'es inventadas a partir de tais mira#ens. chamado Ktirlin#. #randes ou pequenos.ar$ por causa de seu pro#nóstico relativo ao desempre#o sob o sistema do capital foi prematuro. (ra uma ve* um filósofo. caracteri*ado com muita propriedade numa resenha que di*ia que o autor. as manchetes dos !ornais deram o alarme de que as redundâncias a#ora ameaçam o trabalhador de colarinho branco e Aai o machado sobre GX. é e$atamente nas empresas mais dinâmicas e com mais recursos que os novos trabalhadores entram para ocupar as va#as dei$adas pelos que se aposentam >HJ . na verdade. mas quando se oferecem novas soluç'es . >Hagens #9heter. apesar de esperarem lucros substanciais e crescentes ao lon#o da década de PX . )ssim. mas a fonte da lu* da #lória refletida foi muito ef3mera. sobre o Begredo de Xegel.6artido Trabalhista Kocial&democrata da Kuécia.est" repetindo tr3s ve*es por semana este mantra sobre pequenas empresas e educação. )s soluç'es variam desde o compartilhamento do trabalho com sal"rios redu*idos até pro#ramas nebulosos e sem sentido de investimento em pequenas empresas e pro#ramas educacionais.>HD>HG Aomo bem acentuou Ktrau#hton F1nd. 9in#uém e$plicou e$atamente como as pequenas empresas hão de #erar os milh'es de empre#os eliminados pelas transnacionais. o enterro de . o slogan muito anunciado de educação e retreinamento — sem a correspondente base industrial em e$pansão dinâmica. que escreveu um livro enorme. uma das soluç'es propostas para o problema do desempre#o é ainda mais qui$otesca do que a outra. ho!e escrevem editoriais com o título. que transfira os empre#ados das ind8strias que se encolhem para as que se e$pandem >H? . em ve* de al#o tan#ível. 7 curioso. e ainda mais sob as circunstâncias da racionali*ação capitalista contracionista &si#nifica que no ano que vem um de nós se vai . : mesmo parece ser verdade em todos os países capitalistas avançados. em dois volumes. Uoc3 também precisa de um mercado de trabalho que funcione. recebemos platitudes va*ias como esta.ar$ sobre o curso do desempre#o sob o capitalismo< e tinha vencido com fol#ada mar#em . mas o K)6 . depois de todas aquelas p"#inas. não . 9a verdade.D. informou que os presidentes das cinqCenta maiores empresas suecas não estão prevendo qualquer aumento si#nificativo do recrutamento de pessoal.D 0" não muito tempo foi&nos prometido que os empre#os que desaparecessem na ind8stria seriam #randemente compensados pela ind8stria de serviços e pelo impacto econ5mico positivo de todo tipo de empre#os que adicionam valor com que os países do Terceiro .

. analista da ind8stria automobilística da (scola de )dministração de Aardiff. a Ku*u2i vai demitir mais da metade dos ?. que não pode ser acusado de tendenciosidade anticapitalista. muitos !" di*em que elas che#aram tarde. .onservador e avaliar cautelosamente a proposta de um novo salário m4nimo. os editores do +he . o ministério espanhol prop5s reformas que visam aumentar os contratos em tempo parcial e tornar mais f"cil a contratação e demissão pelas empresas. Z(stas empresas !aponesas. Eeve&se buscar o equilíbrio entre a proteção do empre#ado contra abusos e o peso da carga imposta aos empregadores. 9ão se conse#ue demitir pessoal com a rapide* necess"ria para evitar o espalhamento da tinta vermelha . os sal"rios se redu*iram em termos reais. )pesar de os empre#adores terem aplaudido estas medidas. o principal problema dos propriet"rios estran#eiros passou a ser a ri#ide* da le#islação trabalhista. ameaçam[ com o fato de que os custos trabalhistas na Qep8blica Tcheca são inferiores 4 metade dos espanhóis. em suas discuss'es com o #overno espanhol. lemos que 9o início de março a 9issan pediu ao #overno espanhol e 4 autoridade re#ional de .lub. e publicado a fim de evitar qualquer impacto ne#ativo sobre os empre#os. ..esmo se receber o dinheiro... Mm bom e$emplo da dupla subservi3ncia da socialdemocracia 4 empresa capitalista é o próprio +he . : 6artido Trabalhista Tritânico a!usta&se perfeitamente ao padrão. >HY : fato de Oelipe Lon*"le* ter concordado est" de acordo com o que vem acontecendo em todos os partidos socialdemocratas no #overno ou pró$imo dele. com a recessão do mercado de automóveis. 9um arti#o importante dedicado aos problemas da ind8stria automobilística. reconhecem que al#uns dos privilé#ios conquistados ao lon#o dos anos terão de ser perdidos. outrora radicais. 7 si#nificativo que os trabalhadores em en#enharia quebraram sua tradição de confrontação e concordaram em renovar seu contrato nacional em !ulho sem nem mesmo um simulacro de #reve.adri e de Aastilla 1 Feon subsídios de D. e restriç'es 4 formação em massa de piquetes & vieram para ficar]. )#ora. (m de*embro. (stão convidados a for ar uma nova ordem industrial.ent . Z(nquanto isto[ a Ku*u2i e$i#e JS bilh'es de pesetas do #overno espanhol para manter aberta a f"brica de Kantana em Finares.>'J 9a verdade.empresariais >HH . .as é .conomist não poderiam ter escrito melhor o discurso do líder trabalhista.DXX empre#ados da Kantana. Eada a aceitação das premissas pr"ticas do sistema do capital numa situação de crise.H bilh'es de pesetas para a!udar a manter abertas duas de cinco f"bricas na (spanha.esmo os sindicatos italianos.” 9e#ou uma volta 4s altas ta$as mar#inais de !uros do 8ltimo #overno trabalhista. toda conversa acerca da solução do #rave problema social do desempre#o só pode se resumir 4 retórica va*ia da estraté#ia socialdemocrata. : discurso & lido perante uma platéia de empres"rios e especuladores no mercado financeiro da Ait1 de Fondres & foi recebido com saud"vel aprovação. liderados pelos comunistas. publicado com destaque na imprensa bur#uesa. 6ois 9a noite passada o 6artido Trabalhista corte!ou o empresariado in#l3s ao prometer manter a estrutura das leis sindicais do Partido .conomist. Ke#undo Eaniel Rones. )ndalu*ia. =: salário m4nimo deve ser definido com cautela. todos os partidos socialdemocratas a#ora oferecem apenas a manutenção da atividade capitalista. e a queda dos níveis reais de renda deve continuar . tanto por meio de doaç'es econ5micas como #raças 4 estrutura le#islativa adequada & ou se!a. =)ceita&se ho!e que os elementos b"sicos daquela le#islação & votos antes de #reves para as eleiç'es sindicais. le#islação anti&sindical efica* & para prote#er os empre#adores das aç'es da classe trabalhadora. Eesde >PP?. os empres"rios devem ver no 6artido Trabalhista o seu lar natural. Ton1 Tlair #arantiu 4 Ait1 que os trabalhistas haviam rompido com as tradiç'es de #overno #rande da década de YX. Também disse. Eepois de abandonar até mesmo suas propostas de avanços #radualistas na direção da trans& formação socialista. informou aos membros do Per . disse ele”. a#ora totalmente socialdemocrati*ados e rebati*ados de 6artido da (squerda Eemocr"tica . R" é tempo de ir além da situação em que as relaç'es do 6artido Trabalhista com o meio empresarial se dão em termos de #arantias tranqCili*adoras . : que não é surpresa.. e não recuariam em relação 4 le#islação trabalhista e sindical conservadora dos anos SX. como mostra o discurso pro#ram"tico pronunciado por seu líder.

as metas são alteradas constantemente. — mas também muitas das concess'es anteriores tiveram de ser arrancadas. G. %sto ainda est" aquém de uma pol4tica de facilidade de contratação e demissão. relativamente pouco problem"tica.. Aomo veremos nos capítulos >Y e >S. e não atende a muitas das quei$as dos empre#adores relativas ao alto custo não-salarial do emprego. sob os efeitos da crise estrutural. de forma tola e eufórica. não são definidos pela sensibilidade política das sociedades democr"ticas . (ntretanto. não a periferia. para liberalizar o mercado de trabalho. para todos os efeitos. mas a re#ião mais avançada. )o contr"rio. Também neste caso. como postularam no passado os apolo#istas do sistema. a ser se#uido por muitos outros.G . ao prever confiantemente a eliminação até mesmo de pequenos bols'es de desempre#o . líderes sindicais ou #overnos é suficientemente #rande ou che#ou a tempo de satisfa*er o apetite do capital & como descobriu o obsequioso Oelipe Lon*"le* na (spanha. que afetam de forma tão profunda o movimento trabalhista e demonstram o fracasso histórico da esquerda tradicional foram corol"rios necess"rios da #rande redução da mar#em de manobra do sistema do capital ao entrar na crise estrutural dos anos YX. morto. tornados possíveis pela fase. : #overno Terlusconi deu em !ulho os primeiros passos. )ssim. conforme determina a crise que se aprofunda. as concess'es feitas pelo movimento trabalhista só são aceitas como um primeiro passo. enquanto se fin#e uma preocupação com a #arantia dos empre#os e com a redução do desempre#o. de e$pansão #lobal do capital.. estão limitados pelo nível de instabilidade toler"vel que acompanha as press'es econ5micas e políticas criadas pelo processo inevit"vel de a!ustamento estrutural do capital que se desenrola peri#osamente diante de nossos olhos & e que incluem. também na %t"lia. na esperança de melhorar as perspectivas de acumulação lucrativa do capital. não somente dei$ou de haver espaço para asse#urar #anhos substantivos para o trabalho — muito menos para uma e$pansão pro#ressiva da mar#em de avanço estraté#ico. (ntretanto.D. :s limites desse movimento de recuo. como a adoção #enerali*ada do modelo sueco . tanto em termos econ5micos como no domínio da le#islação. até mesmo os ele mentos parcialmente favor"veis da equação histórica entre capital e trabalho t3m de ser derrubados em favor do capital. esses desenvolvimentos. )s formas or#ani*acionais e suas estraté#ias correspondentes para obter ganhos defensivos para o trabalho foram estritamente tempor"rias e a lon#o pra*o se tornaram totalmente invi"veis. Ea mesma forma.claro que nenhuma concessão e$traída do trabalho por seus próprios partidos.>HP>YX Qe#ras fle$íveis querem di*er. na %t"lia. a tomada de muitos dos #anhos passados do trabalho e o crescimento ine$or"vel do desempre#o — ameaçando com a implosão do sistema. 7 por isso que o (stado de bem&estar est" ho!e não só em situação tão problem"tica mas. ou como a conquista das alturas estraté#icas da economia mista etc. Ramais houve a oportunidade de instituir o socialismo por meio de reformas #raduais dentro da estrutura do modo estabelecido de reprodução sociometabólica. )s medidas introdu*em o princípio do emprego temporário . por al#umas décadas também a praticabilidade — de #anhos defensivos. a precarização da força de trabalho no mais alto #rau pratic"vel. com #raves implicaç'es para a perman3ncia do desempre#o cr5nico. em lu#ar de destaque. : que criou a ilusão de se estar movendo naquela direção foi precisamente a viabilidade — e. !" pro!etada. est" sur#indo um novo ambiente em que se possam aplicar re#ras mais fle$4veis ao empre#o. ainda tímidos.

: fato de a terapia de choque ter se constituído de muito choque e pouca terapia. )tir"&los na rua seria muito capitalista para um país como o nosso .. e permitindo que os trabalhadores demitidos mantenham a casa e o acesso 4 assist3ncia médica oferecidos pelo empre#ador. informou Khen. foi nada menos que impressionante. por quanto tempo as centenas de milh'es de trabalhadores removidos e mar#inali*ados continuarão a aceitar sua condição cada ve* mais prec"ria. era um elemento bem&vindo e necess"rio para sua boa sa8de. (nquanto as contradiç'es e os anta#onismos internos do sistema puderam ser #eridos por =deslocamentos e$pansionistas”. temos de lembrar que dois ou tr3s anos antes de o crescimento brutal do desempre#o na Ahina ter&se tornado ameaçador demais para ser i#norado. é preciso lembrar que desenvolvimento semelhante foi previsto para o con!unto da (uropa oriental quando os especialistas e conselheiros econ5micos democr"ticos da Q8ssia. favorecendo apenas um pequeno #rupo .XXX casos de a#itação no ano passado. não importando quantas de*enas de milh'es de trabalhadores & e no caso da Ahina até mesmo centenas de milh'es & tivessem de ser declarados e$cedentes em relação ao necess"rio . )qui..es de trabalhadores supérfluos . !ornais liberais ocidentais estavam cheios de arti#os entusiasmados sobre o mila#re chin3s . é ainda mais pertinente.Mma das mais manchetes mais assustadoras acerca do desempre#o nos 8ltimos anos veio da Ahina.. : remédio m"#ico para todos os problemas nas sociedades pós&capitalistas que tentavam voltar ao aprisco foi uma >terapia de choque>. se esva*iaram todos. o #overno russo foi pressionado a impor tal estraté#ia com férrea determinação .inistério do Trabalho chin3s. Z: relatório[ também tra*ia um aviso com relação aos riscos de a#itação 4 medida que aumenta o desempre#o nas cidades nos pró$imos anos. . Mm relatório classificado chin3s citou mais de >. )o mesmo tempo. com tanta certe*a quanto 4 noite se se#uir o dia. oferecendo au$ílio desempre#o ou uma chamada indeni*ação p"ra&quedas . a serem superados no devido tempo. : e$ército de reserva do trabalho não só não representava uma ameaça fundamental para o sistema enquanto se mantivesse a dinâmica da e$pansão e da acumulação lucrativa do capital. os níveis de piora periódica do desempre#o podiam ser considerados estritamente tempor"rios. : relatório do . publicado na semana passada..as por quanto tempo o #overno ter" condiç'es de manter esses benefícios. que preocupa o #overno chin3s & ou se!a. acentuando a ironia de um re#ime comunista que est" sistematicamente demitindo seus representados. advo#aram com toda a seriedade . seu corol"rio. desconhecendo totalmente as e$plos'es potenciais. em todas as suas variedades. muitos dos quais detonados por demiss'es e desempre#o. mostra que os problemas do sistema do capital ho!e. por e$emplo. são tão difíceis que a proposta de remedi"&los por meio da racionalidade econ5mica do desempre#o em massa não conse#ue nem mesmo arranhar a superfície.da população. enquanto e$punha a enorme maioria a privaç'es e$tremas.#eralmente o mais cruel e corrupto. #erando a ilusão de que o sistema natural de reprodução socioecon5mica nada teria a temer porque seus a!ustes mais cedo ou mais tarde seriam sempre e$ecuta dos com . na velha tradição de elo#iar os outros mila#res — desde o alemão e o italiano até o !apon3s e o brasileiro & que. se o n8mero de desempre#ados continua a aumentar@ ) 8ltima per#unta sem d8vida é pertinente. ao contr"rio. >Y> : mesmo arti#o também mencionou que o #overno chin3s est" tentando amortecer o impacto de suas próprias políticas econ5micas mantendo ainda por al#um tempo muitos trabalhadores na folha de pa#amentos.que o #overno teria de se livrar de nada menos que AK milh. muitos trabalhadores !" foram demitidos.. Zmédico assalariado mas demitido entrevistado no arti#o[. ) ameaça do desempre#o era apenas latente no modo de re#ulação da reprodução sociometabólica do capital ao lon#o de séculos de desenvolvimento histórico. Ee acordo com ele.. apesar de ainda não fi#urarem nas estatísticas oficiais. no devido tempo. mas.. pelo ano ?XXX haveria ?HS milh'es de pessoas desempre#adas na Ahina & n8mero HX ve*es maior que o atual.por mais inacredit"vel que ho!e possa parecer. (ntretanto. se a tend3ncia atual de crescimento ine$or"vel do n8mero de desempre#ados não for interrompida e revertida —. ?HS milh'es de chineses perderão os empre#os em uma década . Tratava de desenvolvimentos econ5micos e sociais com que o #overno chin3s estava seriamente preocupado. 6ara #arantir a nova prosperidade prometida.

e depois na Ahina. ) #uerra & ou a disputa de conflitos por meio do choque de interesses anta#5 nicos — no passado não foi apenas um elemento necess"rio. haveriam de reconhecer.ao puderam finalmente vencer o Vuomintan# e seus aliados imperialistas ocidentais em >PDP. nos 8ltimos anos da Ke#unda Luerra . como um limite absoluto do capital. o nível dos cacifes em !o#o. )final. quando as contradiç'es crescentes do sistema não puderem mais ser e$portadas por meio de uma confrontação militar maciça como a e$perimentada em duas #uerras mundiais. não afirmou a e$ist3ncia de um período problem"tico na história. neste aspecto. a situação muda radicalmente quando a dinâmica do deslocamento e$pansionista e a acumulação tranqCila do capital sofrem uma interrupção importante. (ntretanto. um remédio tradicional nos te$tos. no mesmo espírito. um dos maiores filósofos de todos os tempos. não afirmou com toda a certe*a & e$atamente durante a a#itação inima#in"vel da Qevolução Orancesa e das #uerras napole5nicas — que o (spírito do Aomércio no devido tempo iria consertar tudo. temporariamente afetadas e descontentes. 6ois mesmo as massas. que tra* consi#o.racionali*ada como #uerra fria . )ssim. mas também no período que se se#uiu 4 Ke#unda Luerra . não conse#uiram oferecer o espaço vital necess"rio para a e$pansão econ5mica tranquila baseada no desenvolvimento pacífico. caso se trate do país he#em5nico mais poderoso.undial. mas também uma v"lvula de se#urança do sistema do capital. caso dos (stados Mnidos no período posterior 4 Ke#unda Luerra . não somente nos anos JX. ou mesmo mais de um. ou mesmo o resto do mundo. o que tra* #raves implicaç'es para a viabilidade do sistema do capital não é apenas a impossibilidade do uso continuado da v"lvula de se#urança das colis'es militares totais. sob a forma de desemprego crônico. não somente sobre a vida socioecon5mica de um ou outro país. nem puderem ser dissipadas internamente pela mobili*ação de recursos humanos e materiais da sociedade para se preparar para uma #uerra pró$ima & como vimos acontecer. : realinhamento violento das relaç'es de forças por duas #uerras mundiais entre as pot3ncias capitalistas mais importantes durante o século BB demonstrou claramente. uma crise estrutural potencialmente devastadora. ativa&se a e$plosão populacional . em que a propensão ao comércio e 4s trocas foi implantada no homem pela nature*a @ (. 6ois uma coisa é ima#inar o alívio ou a remoção do impacto ne#ativo do desempre#o em massa de um.undial. a questão dos limites não poderia ser deliberadamente i#norada. um dos maiores economistas da história. mais cedo ou mais tarde & tão lo#o se abrissem as novas avenidas do deslocamento e$pansionista dos anta#onismos socioecon5micos. de que até ho!e se ouve falar. com o passar do tempo. ao criar as condiç'es sob as quais as forças lideradas por . mas sobre todo o sistema do capital.sucesso pelas leis naturais . (ntretanto. definido pela relação entre capital e trabalho. a 8nica estrutura adequada em que as massas de trabalhadores poderão viver de acordo com sua propensão natural ao comércio e 4s trocas . até que a car#a sempre crescente do rearmamento contínuo .começasse a se tornar proibitiva até mesmo para os países economicamente mais poderosos —. estabelecendo um limite óbvio ao que um país pode fa*er para mendi#ar ao vi*inho . ao melhorar a posição competitiva do país ou dos países em questão. então o desempre#o em massa começa a lançar uma sombra realmente ameaçadora. ) ameaça do . pois a!udou a realinhar a relação de forças e criar as condiç'es sob as quais a dinâmica e$pansionista do sistema pode ria ser renovada por um período determinado. %mmanuel Vant. outra coisa completamente diferente é sonhar com essa solução quando a doença afeta todo o sistema. Kob essas circunstâncias. 9este aspecto. de crescimento e desenvolvimento pacíficos . apesar de seu imenso impacto destrutivo.undial. )dam Kmith. 7 i#ualmente importante ter em mente o fato de que as duas #uerras #lobais do século BB. país particular & mediante a transfer3ncia de sua car#a para al#uma outra parte do mundo. dada a ameaça que representam para a própria sobreviv3ncia da humanidade. ainda que limitado. tra*endo 4 humanidade em #eral nada menos que a b3nção absoluta da pa* perpétua @ Ke essas proposiç'es puderem ser consi deradas verdadeiras. )ssim. quaisquer dificuldades que sur#irem das condiç'es atuais ou no futuro só poderão persistir por tempo limitado. como certamente se abrirão — que seus interesses reais hão de estar no mercado. não se deve esquecer que as #uerras devastadoras do século BB foram respons"veis pela quebra do elo mais fraco primeiro na Q8ssia em >P>Y. (ntretanto.

apareceu no hori*onte histórico imediatamente após a 6rimeira Luerra .undial. e para a defesa. :utros fatores importantes da orientação de Ve1nes foram a e$ist3ncia e a e$pansão. pelas mesmas ra*'es.ar#aret Thatcher na cena política in#lesa. !unto com a perspectiva de colis'es militares que afetem todo o mundo. (ntretanto. 6ois quando até mesmo os modestos compromissos com o bem&estar compatíveis com . (mbora Ve1nes fosse e$tremamente crítico em relação aos desenvolvimentos soviéticos. muito depois de a economia de #uerra ter tornado por toda parte a intervenção do (stado na economia um fato da vida. com o discurso em Oulton de Kir /inston Ahurchill sobre a cortina de ferro . 9o que se refere 4 proposição malthusiana #eral. do sistema soviético.revanchismo na (uropa. :s pontos principais da teoria de Ve1nes foram concebidos nos anos ?X e início dos JX. desde as menores células construtivas até as estruturas mais abran#entes. tornando necess"rio que os partidos nos parlamentos ocidentais começassem a procurar novas respostas para a crise fiscal crescente do (stado. ao contr"rio. pelos liberais e socialdemocratas. do pleno empre#o . ou se!a. não conse#uiram #arantir para si próprios uma base sólida de e$pansão durante os anos ?X e JX. em todos os partidos socialdemocratas europeus. )s #uerras são end3micas para o sistema do capital porque ele é estruturado antagonisticamente. )ssim. por v"rios anos. 9a verdade. o período de e$pansão capitalista ocidental era insepar"vel do destino do comple$o militar&industrial. ) mudança de perspectiva dos partidos socialdemocratas teve muito a ver com isso. uma ve* que che#ou ao fim a dinâmica e$pansionista. as primeiras tentativas de tornar aceit"veis as perspectivas de uma nova #uerra. sinali*ando o fim do buts2elismo . Tanto mais que o 9eW Eeal de Qoosevelt parecia apontar na mesma direção. ) ascensão e a queda do 2e1nesianismo são altamente relevantes neste conte$to. (stava li#ada ao papel a ser desempenhado pelo (stado capitalista com relação 4 sorte do comple$o industrial&militar. oferecia espaço para as políticas si#nificativas de um (stado de bem&estar. a 8nica parte do mundo que parecia imune & #raças 4 intervenção e financiamento maciços pelo (stado & ao tipo de problemas recessivos e$perimentados pelo :cidente capitalista. da )lemanha 4 %t"lia e da Orança 4 %n#laterra. !" foram feitas durante os anos da própria #uerra< e esforços neste sentido se tornaram uma orientação política quase oficial em >PDH.e a entrada de . com seu dinamismo temporariamente irresistível. o consenso entre o político e intelectual conservador Qab Tuder e o líder trabalhista 0u#h Laits2ell. )s #uerras foram travadas & e ainda o são. 9o devido tempo. e não uma vanta#em. mas. as recomendaç'es 2e1nesianas foram completamente i#noradas até o 8ltimo ano da #uerra. a influ3ncia de Ve1nes só foi sentida nos anos de e$pansão e acumulação do capital depois da #uerra. que. Quanto ao período que se se#uiu 4 Ke#unda Luerra .undial. mas de incont"veis outras & terem destruído milh'es de pessoas. como demonstrou seu papel na #rande crise econ5mica . a proposição malthusiana de que as #uerras são travadas porque não h" espaço para as populaç'es e$cedentes & assim como a resposta de 0itler de que não havia /ebensraum para a superior população alemã & demonstrou seu completo absurdo também por meio do impacto das #uerras do século BB. assim como a crise que se desenrolava foi respons"vel pela conversão 4s soluç'es da direita radical por parte dos partidos liberais e conservadores.undial< e os (stados Mnidos. )inda assim. Fon#e disso. cresceu v"rias ve*es o n8mero de pessoas destruídas por todas as #uerras do século reunidas. em ess3ncia. a mesma crise trou$e com ela a eliminação sistem"tica. naquela época. 9a verdade. apesar de as #uerras do século BB & não apenas das mundiais. 9a verdade. o mila#re alemão se desenvolveu num /ebensraum muito mais estreito do que a )lemanha de 0itler. em conseqC3ncia das alteraç'es de fronteiras depois da Ke#unda Luerra . sob as condiç'es de uma persistente crise econ5mica e financeira capitalista. a população mundial não se redu*iu. autodestrutivo. de todos os compromissos pro#ram"ticos de reali*ar o socialismo por meio de reformas #raduais. Ve1nes se tornou um problema embaraçoso. a ser travada contra o re#ime soviético. construída em #rande parte sobre as bases da ind8stria armamentista. apesar de suas enormes vanta#ens econ5micas ao fim da #uerra. com a e$ceção das #lobais — não porque não ha!a espaço e alimento para a população. ele adorou o princípio da intervenção do (stado como o corretivo necess"rio das tend3ncias ne#ativas do capital.ou se!a.

voltou a subir em >PDS. a história de sucesso conforme as linhas 2e1nesianas cobriu um intervalo muito breve na história do sistema do capital durante o século BB. que foi suave e breve. e com ela a salvação.D por cento de dependentes de #astos militares.. mas também em relação aos (stados Mnidos. mas isso não era nem remotamente suficiente para tra*er a economia a um nível em que os recursos humanos e materiais fossem totalmente empre#ados. o saldo ne#ativo — que não che#a aos bilh'es. ) li#ação entre pleno empre#o e produção militarista é uma re#ra i#norada ou deturpada não somente em relação 4 (uropa. pairava uma sensação de desconforto e frustração por todo o país. a ind8stria da #eração do falso otimismo est" trabalhando a plena capacidade. Aomo percenta#em do 69T. Quando se apro$imava o fim do se#undo mandato de Qoosevelt. também o desempre#o atin#iria as proporç'es de >PJP. a idéia de uma redistribuição radical da rique*a em favor do trabalho perdeu toda a credibilidade.D por cento do resto estava empre#ado na produção de bens e serviços para os militares. 9a sua edição de >X de outubro. como acentuaram Taran e KWee*1. em >PGH.>Y? 9aturalmente. se o orçamento militar fosse redu*ido 4s proporç'es de >PJP. as variaç'es de #astos militares se#uiram um padrão semelhante. Yusiness Zee= apresentou um coment"rio franco de seu editor de quest'es trabalhistas sob o título N:s (stados Mnidos estão produ*indo péssimos . )inda assim. mas o atendimento da demanda civil reprimida durante a #uerra .a diferença entre a profunda esta#nação dos anos JX e a relativa prosperidade dos anos GX é completamente e$plicada pelos enormes desembolsos militares dos anos GX. >Y. apesar de todos os problemas que se acumulam.. (m >PJP estava se tornando cada ve* mais claro que a reforma liberal tinha fracassado na tentativa de res#atar o capitalismo monopolista americano de suas próprias tend3ncias autodestruidoras. recebeu um tremendo incentivo da Luerra da Aoréia . um ano de recuperação de uma recessão cíclica-. Keria importante ouvir as vo*es da contestação. 9o final da #uerra. apresentado como o modelo a ser se#uido por todos os pretendentes a moderni*adores . ) resist3ncia da oli#arquia 4 e$pansão adicional das despesas civis se endureceu quando o desempre#o ainda estava bem acima dos >G por cento da força de trabalho. )ssim. com certe*a cortou&se a despesa militar. em >PJP. tinha de haver um preço a ser pa#o por se ter #erido a economia sobre uma base tão prec"ria. :s sal"rios reais continuam a queda das duas 8ltimas décadas.. Keria possível elaborar e refinar estes c"lculos. . com pequena interrupção em >PHX. 9a verdade.es de dólares — ainda não foi apresentado a quem ter" de pa#"&lo. o percentual da força de trabalho que estava desempre#ado ou que dependia dos #astos militares era muito semelhante em >PH> e >PJP.undial.Y por cento de desempre#ados e P. =estamos cansados de ouvir como a economia est" bem.composta com racionamentos e uma acumulação maciça de poupança. (stamos no ciclo mais fraco de recuperação desde o final da Ke#unda Luerra .? por cento da força de trabalho estavam desempre#ados e acredita&se que cerca de l . Ahe#ou então a #uerra. um total de cerca de >H por cento. : #asto militar atin#iu o mínimo no pós&#uerra em >PDY.>PGX&>PGJ-.. (m >PH> . tentando convencer as pessoas de que o que elas estão sentindo na verdade não est" acontecendo. e a qualidade dos empre#os que se criam nesta recuperação nunca foi pior. mas aos trilh. e$ceto que houve pouca alteração entre >PGH e lPH>. cerca de >S por cento da força de trabalho ou estavam desempre#ados ou dependiam dos #astos militares para ter empre#o. e então. começou um crescimento lento que continuou. caindo um pouco durante os dois anos se#uintes. :u se!a. ( este boom ainda estava em pleno vi#or quando se iniciou a Luerra Oria.. por tr"s da falsa apar3ncia de solide* e sa8de. : 9eW Eeal conse#uiu aumentar o #asto do #overno em mais de YX por cento. 6or e$emplo. mas não h" ra*ão para pensar que isto iria afetar a conclusão #eral.as idéias de Ve1nes tiveram de ser substituídos por cortes selva#ens em todos os serviços sociais.redu*iu a recessão esperada. os n8meros compar"veis foram de H. 6ode esquecer. Ke#ue&se daí que. durante os anos HX. e lo#o deu lu#ar a um boom de reconversão inflacion"ria. )té ho!e. desde a sa8de e o se#uro social até a educação.assim como >PJP. 9ão se pode abrir o !ornal ou li#ar a TU sem ser atacado por uma montanha de histórias de sucesso. :s #astos do #overno aumentaram enormemente e o desempre#o se redu*iu.

empre#osN. Aom relação ao futuro, a recuperação atual deve se es#otar no pró$imo ano, se#uida de outra recessão. 9ada é tão parecido com a situação que se apresentava em >PJY, quando havia muito otimismo a poucos meses do colapso do verão daquele ano. ) história não se repete necessariamente, mas sem d8vida pode fa*3&lo] >YJ. ) questão do quando e de que forma ser" apresentada a conta dos trilh'es de dólares não pa#os não é a nossa preocupação no momento. : que interessa aqui é a tend3ncia de aumento ine$or"vel do desempre#o durante pelo menos sete décadas do século BB, e a inviabilidade de todos os esforços para resolver de modo sustent"vel as contradiç'es que a #eraram. :s truques antes celebrados como a #rande conquista da revolução 2e1nesiana se mostraram tão relevantes para os problemas da sociedade real quanto os truques de um m"#ico de circo. ( o que torna tudo pior é que, no caso dos (stados Mnidos e de um punhado de outros países ocidentais, não estamos falando de dificuldades tempor"rias e absolutamente compreensíveis do subdesenvolvimento e do movimento na direção de um modelo ocidental incontest"vel, mas das partes mais privile#iadas do capitalismo avançado , que deveriam ter dei$ado para sempre todas essas dificuldades no passado distante. : crescimento do desempre#o na (uropa :riental, na anti#a Mnião Koviética e na Ahina é si#nificativo e e$tremamente desconcertante para os apolo#istas do capital precisamente por isto. 6ois a adoção dos ideais da prosperidade de mercado não trou$e para a população desses países a nova prosperidade prometida. )o contr"rio, ela os e$p5s aos peri#os do capitalismo selva#em e do desempre#o em massa, #enerali*ando assim por todo o mundo a condição do desempre#o cr5nico como a tend3ncia mais e$plosiva do sistema do capital. (ntretanto, seria completamente errado olhar essas sociedades através de lentes cor&de&rosa, por não terem reconhecido abertamente o desempre#o resultante de sua forma de #erir as contradiç'es e os anta#onismos inevit"veis do sistema pós&capitalista. 9ão h" d8vidas de que houve uma época na história em que a quebra do elo mais fraco da corrente & depois das revoluç'es russa e chinesa & abriu possibilidades para um tipo muito diferente de desenvolvimento, com uma perspectiva vi"vel de desembaraçar as sociedades pós&capitalistas interessadas & por meio de um processo sustentado de reestruturação radical & das contradiç'es do sistema do capital herdado. ) mobili*ação potencial da força de trabalho para esse fim também foi inicialmente favorecida pela confrontação com as forças capitalistas de intervenção e pela tarefa imensa de reconstrução, depois de terem vencido as forças da intervenção capitalista estran#eira. ) vasta e$pansão das oportunidades de empre#o foi um corol"rio óbvio desses acontecimentos. (ntretanto, com o passar do tempo, e com a reafirmação, sob nova forma, dos elementos autorit"rios do sistema do capital herdado, a força de trabalho se tornou pro#ressivamente mais alienada da ordem política e social estabelecida, em ve* de ter sido mobili*ada com sucesso para a reali*ação de um modo muito diferente de reprodução sociometabólica. )ssim, a perspectiva de desempre#o em massa voltou ao hori*onte social tão lo#o terminaram as tarefas b"sicas da reconstrução ,ou se!a, os ob!etivos de um processo de trabalho e$tensivo que pudesse ser controlado por meio dos métodos mais autorit"rios, inclusive os campos de trabalho em massa-. ) #arantia constitucional sempre louvada de pleno empre#o & introdu*ida por Ktalin e imitada por todos — foi uma forma de acalmar a força de trabalho #erida impiedosamente, mas não teria condiç'es de #arantir um futuro economicamente vi"vel. )ssim, o desemprego oculto e latente tornou&se uma característica dessas socie& dades, com #raves implicaç'es para suas perspectivas de desenvolvimento. )inda assim, essa falha se apresentou como um ideal, como se as sociedades tivessem tido sucesso completo e permanente na solução do problema do desempre#o cr5nico. 9a verdade, houve uma época na história do pós&#uerra & a década de HX, para ser preciso — em que o modelo chin3s foi saudado por al#uns teóricos do desenvolvimento da esquerda como o ideal a ser se#uido por todas as sociedades pós&coloniais, inclusive e principalmente pela da ^ndia. 7 isso que a!uda a colocar em perspectiva o n8mero assustador de ?SH milh'es de chineses desempre#ados no ano ?XXX , ainda que a perspectiva este!a muito distante de ser tranqCili*adora. Ki#nifica que na nossa economia #lobali*ada o círculo vicioso do desempre#o a#ora est" completo, rele#ando ao passado todas os celebrados modelos de desen& volvimento do século BB — do modelo sueco de democracia social até o capitalismo avançado , bem como os

modelos rivais, russo e chin3s, de #arantia da

moderni*ação

e de solução das contradiç'es do

subdesenvolvimento e do desempre#o cr5nicos. Komente resta ho!e o modelo e$emplificado pelos cinco pequenos ti#res do ($tremo :riente, para quem for inocente a ponto de acreditar que a emulação se!a a panacéia finalmente descoberta.

G.D.H )s políticas impiedosas da direita radical , que #anharam proemin3ncia no final dos anos YX, como uma resposta 4 crise estrutural emer#ente do capital e ao fracasso das soluç'es 2e1nesianas do pós&#uerra, não estiveram 4 altura das e$pectativas de seus se#uidores. 6ortanto, é compreensível que os anti#os se#uidores entusiasmados e propa#andistas da direita radical manifestem um desapontamento amar#o, para não di*er depressão. (les se per#untam o que causou aquilo que se considera um estado de coisas depressivo, e respondem assim; (m parte, estamos assistindo aos efeitos mais profundos das reformas de mercado dos anos SX que se desenvolvem de formas inesperadas. )s reformas de Thatcher, que, como muitos outros, apoiei como o movimento imprescindível contra o #overno todo&poderoso e a economia esta#nante dos anos YX, prometeram oportunidade e escolha para os muitos que nunca as tiveram. .as o resultado a lon#o pra*o dessas reformas, aprofundado ainda mais pelo ataque do #overno .a!or 4s profiss'es, foi apressar a desintegração da vida da classe m(dia, a que aspiravam os se#uidores mais ardentes de Thatcher. )s reformas também tornaram as novas incerte*as da vida mais difíceis de suportar porque foram suprimidos os amortecedores do (stado de bem&estar social. - classe m(dia está ho e diante do abismo.>NA : fato de essas preocupaç'es che#arem a#ora 4s manchetes dos !ornais europeus tem muito a ver, como su#eriu Kin#er, com o fato de que o desempre#o crescente e o padrão de vida em queda afetam profundamente também a classe média. Aomo afirma o arti#o que acabamos de citar, 6ara um n8mero muito #rande de pessoas na %n#laterra, o modo de vida de classe média !" dei$ou de e$istir. 0" uma década admitia&se que a classe trabalhadora iria desaparecer lentamente 4 medida que reali*asse suas aspiraç'es e fosse absorvida numa classe m(dia aumentada. )o contr"rio, aconteceu o oposto, com a classe média sendo tomada pela incerte*a e pela preocupação cr5nicas que sempre acompanharam a vida da classe oper"ria. : que se afirma aqui ter sido aceito h" uma década — ou se!a, a absorção feli* da classe oper"ria na classe média — na verdade foi postulado por .a$ Kcheler como um a$ioma da propa#anda antimar$ista, antes da 6rimeira Luerra .undial, e populari*ada por Vari .annheim em [deolog9 and Vtopia h" setenta anos. )ssim, a não&reali*ação desta perspectiva e o movimento na direção oposta ,ou se!a, a tend3ncia ine$or"vel 4 equali*ação por bai$o !" mencionada-, pode ser uma surpresa apenas para os que professam o mesmo otimismo que seus predecessores de uma década. : que torna a pílula mais amar#a é que al#uns dos anti#os do#mas ideoló#icos e princípios le#itimadores da ordem bur#uesa tenham a#ora de ser criticados com a afirmação de que as políticas adotadas de acordo com eles levou 4 desinte#ração da vida da classe média . )r#umenta&se assim que Komente a#ora se torna claro que a ideologia do livre com(rcio esconde as novas realidades dentro das quais vivemos. : que a#ora est" ficando claro é que a transformação do mundo num vasto mercado 8nico vai redu*ir os sal"rios dos países ocidentais aos níveis dos do Terceiro .undo ... 9ão são apenas os oper"rios da ind8stria ocidental que terão seus sal"rios redu*idos a níveis desconhecidos h" #eraç'es. : que a#ora est" sur#indo é que quem trabalha na ind8stria de serviços pode esperar a e$portação de seu trabalho para países com sal"rios mais bai$os. Z) alternativa é um novo protecionismo.[ Todas as circunstâncias em que se encontram as pessoas comuns do :cidente indicam que a idéia do novo protecionismo veio para ficar. ... : novo protecionismo, por

si só, não h" de remover a ameaça 4 vida da classe média colocada pelas novas tecnolo#ias e pela abertura de mercados da década de SX. (ntretanto, sem ele as classes médias da %n#laterra e por todo o :cidente verão seu modo de vida desmoronar diante de seus olhos, 4 medida que mer#ulham na inse#urança cr5nica e na pobre*a nova e permanente.>YG>YH (videntemente, as novas realidades não são assim, e o remédio qui$otesco recomendado de um novo protecionismo é tão novo quanto seus irmãos de cento e cinqCenta ou mesmo du*entos anos atr"s. ( quando a rica fonte de sabedoria protecionista da direita radical , o bilion"rio Kir Rames Loldsmith & que compreensivelmente foi feito cavaleiro por um #overno trabalhista socialista & fa* soar o alarme de que o mercado livre #lobal enriquece maciçamente os países com força de trabalho barata e cria na sociedade divis.es muito maiores que as previstas por 0ar$>NN, ele demonstra não apenas a i#norância da erudição antimar$ista , mas também uma total incompreensão das tend3ncias contemporâneas de desenvolvimento da ordem socioecon5mica de que ele e seus aliados ideoló#icos, todos emitindo sons populistas no espírito usual do coração partido malthusiano, são os benefici"rios óbvios. ) diferença a#ora, comparada 4 época de .althus, é que o babuíno do clero — como .ar$ o chamou & se desfe* da indument"ria de pastor. ,9ão que a levasse muito a sério< durante toda a vida ele preferiu o empre#o de doutrinador colonial da (ast %ndia Aompan1 ao serviço na paróquia em que foi consa#rado pastor.- .esmo assim, com ou sem o sinal e$terno do colarinho clerical, a substância da teoria babuínica continua a mesma. 6ois, e$atamente como nos dias do celebrado ancestral intelectual, espera&se vencer as tend3ncias ho!e deploradas de desenvolvimento & intr4nsecas ao sistema do capital real & pelo levantamento de barreiras e$ternas artificiais contra elas. Aulpar um mercado livre #lobal praticamente ine$istente pelo crescimento do desempre#o e pela queda do padrão de vida nos países industriais do coração do sistema do capital & quando até mesmo o modesto acordo do L)TT, ainda lon#e de completamente implementado, é combatido com unhas e dentes pela direita radical , política e economicamente bem prote#ida & é muito #rotesco. Ki#nifica uma revisão completa da ordem cronoló#ica, de forma a inventar uma li#ação causal direta entre o trabalho barato do Terceiro .undo ,que de repente, para os fins cínicos da propa#anda, se descobre que é barato- e os problemas das sociedades capitalistas ocidentais. 9a verdade, o crescimento ine$or"vel do desempre#o e a redução simultânea do padrão de vida da força de trabalho precederam em um quarto de s(culo as !eremiadas... atuais. (stas são usadas #eralmente apenas para racionali*ar e !ustificar os cortes selva#ens impostos rotineiramente 4 população trabalhadora pelas personificaç'es do capital até mesmo no punhado de países privile#iados. )lém disso, também se oculta convenientemente o fato de serem os principais benefici"rios do trabalho barato, não os países do Terceiro .undo & que de acordo com a mitolo#ia do novo protecionismo deveriam estar maciçamente enriquecidos ho!e — mas as #randes empresas transnacionais que dominam suas economias. :s enormes lucros #erados por meio da e$ploração obscena do trabalho barato local são um in#rediente essencial da sa8de #eral das transnacionais dominantes, com sede no coração do capital ocidental, e não podem ser afastadas pela defesa qui$otesca do protecionismo regional, sem consequ3ncias catastróficas, não somente para as próprias companhias, mas também para seus países. )s novas realidades de que fala o conto melancólico estão conosco !" por muito tempo. Eadas as características fundamentais definidoras do atual modo de reprodução sociometabólica, com seu imprescindível impulso e$pansionista, a tend3ncia 4 equalizaç6o da ta$a diferencial de e$ploração dever" afetar todos os ramos da ind8stria em todos os países, inclusive os que estão no topo da hierarquia internacional do capital. ) dominação neocolonial da maior parte do mundo por um punhado de países pode adiar o desenvolvimento completo dessa tend3ncia ob!etiva do sistema nos países privile#iados ,e mesmo assim de forma desi#ual-, mas não pode amortecer indefinidamente, e muito menos anular completamente, o seu impacto. Quando a Oord das Oilipinas pa#a JX centavos por hora 4 força de trabalho local, conse#uindo, desta forma, um retorno de >?>,J por cento sobre o capital próprio, em contraste com uma média mundial de >>,S por cento ,valor que inclui, evidentemente, os lucros

que se di* re#ionalmente ameaçado pelos países do Terceiro . )ssim.GX dólares no mesmo ano . al#um tipo de estrutura institucional a!ustada a essa situação.undo e devesse ser imposto no interesse dos futuros benefícios que viriam no devido tempo. como uma #rande ironia da história. de trabalho crescentemente sup(rflua. as pessoas são submetidas 4 e$peri3ncia absolutamente desorientadora da inversão da ordem do flu$o histórico. principal mente quando se considera que as contradiç'es do sistema se combinam quando seus limites absolutos são ativados. nin#uém mais pode fin#ir que tudo est" bem neste melhor de todos os mundos possíveis. su#erir que essas contradiç'es. Aomo limite absoluto do sistema do capital. (ntretanto. como resultado do desenvolvimento capitalista e da moderni*ação também na periferia . 9a verdade. a tend3ncia ao desempre#o cr5nico que se desenvolve sob os imperativos estruturais ob!etivos e o controle necessariamente impiedoso do capital sobre o mundo — ou se!a. é óbvio que isto a!udou a Oord Aorporation a pa#ar o sal"rio de Y. pois acreditava&se no passado que o desempre#o maciço fosse al#o que só afetasse as "reas mais atrasadas e subdesenvolvidas do planeta. a afirmação de um anta#onismo fundamental que ativa outro limite absoluto do sistema do capital — só pode intensificar as tens'es internas disruptivas do modo dominante de reprodução sociometabólica em todos os planos e em todos os países. em con!unto com os problemas insol8veis que sur#em dos conflitos de interesse entre o capital transnacional e os (stados nacionais. por mais poderosos que se!am. (ntretanto. a ideolo#ia associada a este estado de coisas poderia ser — e. a dinâmica interna anta#onista do sistema do capital a#ora se afirma & no seu impulso ine$or"vel para redu*ir #lobalmente o tempo de trabalho necessário a um valor mínimo que otimi*e o lucro & como uma tend3ncia devastadora da humanidade que transforma por toda parte a população trabalhadora numa força. : problema é que as contradiç'es & que se manifestam mesmo nos países capitalistas mais privile#iados de forma tão destrutiva que até mesmo os defensores conservadores mais e$tremados da ordem estabelecida !" se alarmam com a inse#urança cr5nica & são insepar"veis da din6mica interna do capital. a contradição entre capital transnacional e (stados nacionais & e até mesmo entre o capital transnacional em e$pansão #lobal e a composição artificial re#ionali*ada desses (stados & não pode ser afastada. mesmo que as partes interessadas consi#am montar. (ntretanto. 9esse ponto. com a mesma certe*a de que 4 noite se se#ue o dia. )creditava&se que este processo fosse dese!"vel e natural na periferia do Ter ceiro .undo-.pelo mesmo tipo de trabalho 4 sua força de trabalho de Eetroit. Qualquer conversa sobre coesão e harmonia re#ionais deve se manter na condição de otimismo in!ustificado. como se tivessem de viver a realidade como um filme que fosse pro!etado do fim para o começo.undo que estão se enriquecendo maciçamente e trabalho. não e$iste esperança real de mant3&las fechadas em fronteiras e$ternas. ima#inar que essas pr"ticas possam continuar para sempre vai contra todas as evid3ncias. num passado de . 6ois. como demonstram claramente os #raves problemas das montadoras americanas em anos recentes & resultando em enormes pre!uí*os e nas enormes quantidades de mão&de&obra e$cedente.imensos de f"bricas no Terceiro .uma noção absolutamente fictícia-. ainda é & usada para acalmar o operariado dos países avançados com relação 4 sua suposta superioridade concedida por deus. ?G ve*es mais que o sal"rio das Oilipinas. artificialmente criadas. Eeve ser este o caso mesmo que se e$plore a dor amplamente sentida do desempre#o crescente nos países de capitalismo avançado para colocar trabalhador contra trabalhador e inventar uma comunidade fictícia de interesses entre capital . quando a mesma devastação começa a ser a re#ra também nas partes idealmente avançadas do universo social. ou se!a.>PY>. possam ser resolvidas ou aliviadas por al#uma forma de protecionismo re#ional desafia a racionalidade. independentemente do quanto se!a forte o dese!o do #rupo mais poderoso de capitalistas de uma cooperação harmoniosa das re#i'es que defendem o próprio interesse . )ssim. com um toque de cinismo. nos próprios (stados Mnidos. com todas as ramificaç'es metropolitanas e #lobais. )ssim. apenas porque fa*3&lo iria atender a interesses seccionais. a atual e$plosão populacional sob a forma do aumento do desempre#o cr5nico nos países capitalistas mais avançados representa um peri#o sério para a totalidade do sistema. durante al#um tempo. 6ois o que est" sendo tra*ido para as suas condiç'es atuais de vida é o que !" deveria ter ficado para tr"s. !" citados.

com o uso da força as posturas mais a#ressivas do capital com relação 4 sua força de trabalho. essas medidas não são apenas le#almente sancionadas como reserva de poder do (stado. depois de muitos anos . sempre que necess"rio. por qualquer ra*ão ima#in"vel. sem os quais as pessoas não conse#uem levar sua vida di"ria. independentemente das formas de solução procuradas. (ntretanto. l. com implicaç'es peri#osas para a viabilidade continuada do modo estabelecido de reprodução sociometabólica. devido a um colapso dram"tico do pleno empre#o. no #overno de . 4s ve*es com o prete$to de lutar contra a subversão do (stado . nos (stados Mnidos. mas dolorosamente real. em todos os países capitalistas avançados somos confrontados por numerosos e$emplos de le#islação autorit"ria.ar#aret Thatcher como o inimi#o interno . como foi composta ori#inalmente.uma redução si#nificativa do padrão de vida até mesmo daquela parte da população trabalhadora que é necess"ria aos requisitos operacionais do sistema produtivo em ocupaç'es de tempo inte#ral. Kão impiedosa e quase rotineiramente aplicadas contra os ór#ãos de defesa do movimento oper"rio em disputas econ5micas. e a e$posição correspondentemente maior do trabalho vivo ao requisito estrutural de #arantir uma produção e um processo de reali*ação relativamente tranqCilos. seria absolutamente impossível ima#inar o seu funcionamento sustentado no caso do colapso de seu n8cleo interno. não apenas nas partes subdesenvolvidas do mundo. 9essas condiç'es. mas também uma car#a potencialmente e$plosiva e$tremamente inst"vel. )o mesmo tempo. 0o!e estamos testemunhando um ataque em duas frentes 4 classe oper"ria. Ee fato. Eado o car"ter altamente e$pandido do processo de reprodução sob as condiç'es do capitalismo avançado . como corol"rio. tra*endo consi#o o que até os círculos oficiais reconhecem ser conseqC3ncias indese!"veis . 6ois a e$peri3ncia inacredit"vel não é cinemato#r"fica nem ima#in"ria.ar#aret Thatcher. apesar de todos os esforços de manipulação política e econ5mica. para nunca mais voltar. pretens'es 4 democracia . considerado em si mesmo. até a maciça intervenção do (stado. apesar das tradiç'es do passado e das constantemente reiteradas. mas também. a vulnerabilidade ob!etiva do sistema a uma queda si#nificativa do poder de compra. como ouvimos na den8ncia dos mineiros por . os problemas estão se tornando claramente mais #raves. Ee fato. que não foram #eradas por intervenção le#islativa direta do (stado. para uso em situaç'es de emer#3ncia política importante. (sta vulnerabilidade também si#nifica que a força de trabalho dever" considerar absolutamente intoler"vel su!eitar&se indefinidamente 4 sensação de estar 4 merc3 das circunstâncias< não por causa de uma incapacidade de atender a al#umas aspiraç'es fictícias da classe média . mesmo quando é disfarçado como pr"ticas trabalhistas fle$íveis & um eufemismo cínico para a política deliberada de fra#mentação e precari*ação da força de trabalho e para a m"$ima e$ploração administr"vel do trabalho em tempo parcial< e ?. sem qualquer solução no hori*onte. mas em termos dos compromissos e obri#aç'es mínimos. onde os altos níveis de desempre#o representam a norma a ser aprimorada pela moderni*ação . dada a posição dominante do capitalismo avançado no con!unto do sistema. 6ois ele tende a produ*ir dinamite social dentro da estrutura do sistema do capital. Kão criadas para apoiar. ao ver a forma como se reali*am as tend3ncias intrínsecas da concentração e da centrali*ação do capital & sob o imperativo da reprodução auto&ampliada —.pesadelo. como mostra a cr5nica das quest'es trabalhistas durante as 8ltimas duas décadas & desde o fechamento autorit"rio da or#ani*ação dos controladores de v5o. como 0a1e2. até mesmo os apolo#istas ce#os do sistema. na #reve de um ano dos mineiros &. )s medidas autorit"rias se tornam necess"rias pelas dificuldades crescentes de administração das condiç'es cada ve* mais deterioradas da vida socioecon5mica. é incomparavelmente maior do que nas sociedades subdesenvolvidas . (. teriam dificuldade em cantar — mesmo diante de uma platéia ansiosa por ser tranqCili*ada — a sua velha canção. adicionando assim o pavio ao e$plosivos que se acumulam. com a ameaça da lei e.um desempre#o que cresce cronicamente em todos os campos de atividade. o desempre#o sempre crescente mina a estabilidade social. 9este sentido. 7 importante observar aqui o car"ter de dois #umes da contradição do desempre#o cr5nico. nos países capitalistas avançados. não é muito difícil perceber que a multiplicação incontrol"vel da força de trabalho supérflua representa não apenas uma drena#em enorme de recursos do sistema. (stamos testemunhando. atualmente.

de modo al#um. Aomo tentativa de tomar o controle da incontrolabilidade do sistema.até den8ncias violentas de a#ravos econ5micos e formas de ação direta . como a força controladora e o princípio orientador absoluto da reprodução sociometabólica. )ssim.as não foram. )lém disso.— ainda elo#iada em !ornais econ5micos & não produ*iram melhor resultado.ar#aret Thatcher na %n#laterra-. a tentativa contraditória da direita radical de redu*ir as fronteiras do (stado por meio de aumento da atividade do (stado na re#ulação do desenvolvimento econ5mica . o capital teve condiç'es de administrar os anta#onismos internos de seu modo de controle por meio da dinâmica do deslocamento e$pansionista. %sso si#nifica uma reversão do lon#o período de ascensão histórica do capital em que as determinaç'es econ5micas predomina vam no processo de reprodução sociometabólica. a adoção deste curso de ação ainda iria produ*ir dinamite social na ordem social dada. pelas ra*'es discutidas acima em relação a todos os quatro con!untos de problemas associados aos limites absolutos do sistema do capital. tudo o mais permanecendo i#ual. 6ois.por e$emplo. é claro. 6or outro lado. tra*endo consi#o complicaç'es insol8veis para a família nuclear — o microcosmo da ordem estabelecida — e. tudo o mais não é i#ual. a revolta de massa contra um imposto de ped"#io que foi a causa da queda da primeira&ministra . 6ois a adoção desta solução sob as condiç'es atuais de produção #eraria ipso facto o la*er . invi"vel. Aom certe*a.especialmente entre os !ovens. tempo livre 4 disposição dos indivíduos. a que o capital é absolutamente avesso. e as estraté#ias 2e1nesianas de intervenção estatal em lar#a escala na economia durante o pós&#uerra che#aram todas a um final melancólico. dificuldades proibitivas para a #arantia da reprodução continuada do sistema de valores do capital. Kob as condiç'es de sua ascend3ncia histórica.mesmo não sendo de tipo 2e1nesiano. )#ora estamos diante não apenas dos anti#os anta#onismos do sistema. dessa forma. dando oportunidade de empre#o a muitos milh'es. o que poderia ser uma alternativa óbvia 4 deterioração do empre#o — que 4s ve*es é defendida por reformadores bem&intencionados & não tem a menor chance de aprovação. em 8ltima an"lise. mesmo se uma solução como esta fosse economicamente vi"vel dentro da estrutura de um sistema orientado para a ma$imi*ação de lucros e acumulação — o que ela não é. %sto é verdade não apenas no que se refere 4 contradição entre o capital transnacional e os (stados nacionais. assim como a invasão do ambiente natural devido aos imperativos da reprodução auto&reprodutora. mesmo se a perspectiva de sucesso for muito .e a instabilidade que o acompanha em escala inima#in"vel. as 8nicas formas de intervenção do (stado a mostrar pouco ou nenhum sucesso. sob as condiç'es de vida atuais. est" cada ve* mais escura. ela representa um problema diferente mas não menos sério.ou se!a. estamos su!eitos a uma tend3ncia de determinaç'es crescentemente pol4ticas nos desenvolvimentos econ5micos do século BB. . tra*endo o peri#o de #raves a#itaç'es sociais. com implicaç'es particularmente ameaçadoras para todo o sistema resultantes da desestabili*ação de seu n8cleo. como demonstra a re!eição sistem"tica até mesmo das demandas modestas dos sindicatos de redução da car#a hor"ria semanal &. )s transformaç'es pós&capitalistas do sistema do capital que conhecemos foram parte inte#rante desta reversão da tend3ncia anterior. di#amos a metade. 6ois a demanda afirmou&se nas 8ltimas décadas de forma irreprimível. . (ntretanto. mas também com relação aos limites estruturais absolutos encontrados pela transformação do tradicional e$ército de reserva do trabalho numa e$plosiva força de trabalho supérflua & ainda assim e ao mesmo tempo mais necess"ria do que nunca para possibilitar a reprodução ampliada do capital —. como vimos acima. mas também da condição a#ravante de que a dinâmica e$pansionista do deslocamento tradicional também se tornou problem"tica e.de ne#ar que as tend3ncias ne#ativas de desenvolvimento denunciadas tivessem al#o a ver com o câncer social que é o desempre#o cr5nico.as. a alternativa racional ao inevit"vel impacto desestabili*ador do desempre#o seria uma #rande redução no n8mero de horas passadas no local de trabalho. de forma a se fa*er sentir e se a!ustar ao porte do problema. (las vão desde uma ta$a de criminalidade crescente . : 9eW Eeal de Qoosevelt esteve lon#e de resolver o problema do desempre#o nos (stados Mnidos. o 8nico ob!etivo pratic"vel que poderia aspirar a receber le#itimidade social é o que é estreita e necessariamente determinado pelo capital. Aom relação 4 demanda de i#ualdade substantiva. totalmente sem rumo. ) sombra da incontrolabilidade.

mas de todas as naç'es e todos os povos. Y. . Aambrid#e. escrito por Eonella 0. a necessidade de uma transição para uma ordem social control"vel e conscientemente controlada pelos indivíduos. em >PPD. e até mesmo intensificar&se & talve* até pela imposição de estraté#ias propostas de protecionismo re#ional . apesar de todos os fracassos e decepç'es. com a desculpa de preocupar&se com o meio ambiente. /ri#ht&)llen 6ress.Gh sobre o consumo interno de combustíveis & casti#ando principalmente os pobres e os aposentados de bai$a renda &. Ror#en Qanders e /illiam /. Aontribution to the Aritique of 0e#elfs 6hilosoph1 of FaW. >S?&J. S. >PY?. enquanto se fin#e cumprir obri#aç'es assumidas . Kelected /or2s. referindo&se 4 Aonfer3ncia . lg de a#osto de >PY?. Eenis F. >SS-.. vol.ld. uma conclusão valiosa e tranquili*adora. 4otas 555 >. que o relatório apresenta de forma direta as alternativas diante não de uma nação ou de um povo.eadoWs.Uer as atividades do Alube de Qoma . ironicamente o resultado da adoção desta aborda#em no interesse da eterni*ação da re#ra do sistema do capital . como defende o pro!eto socialista. mesmo sob as condiç'es mais adversas. Uer também o seu livro /orld E1namics. do .an2ind. .. H.. . o que torna essa tend3ncia de envolvimento político direto particularmente clara é o fato de que ela tem de ser mantida e ampliada apesar de seus resultados pouco tranqCili*adores. %ntroduction . Qealmente. P&>X. 9aturalmente. p. apesar de v"lidas para todo o planeta. quando o poder da inércia pu$a na direção oposta. Ee fato. na conclusão deste Qeport on the 6redicament of . l. o imposto de valor a#re#ado de >Y. sem que nada se faça para enfrentar o desafio. H?.(A/.)té mesmo as inefica*es resoluç'es da Aonfer3ncia do Qio de Raneiro — diluídas quase a ponto de perder toda a si#nificância. das estruturas políticas nacionais e dos níveis de desenvolvimento — as conclus'es do estudo. com pref"cio de /illiam /atts. J. cu!a dele#ação foi chefiada pelo 6residente Tush — só são usadas como "libi para que tudo continue como antes.ar$ e (n#els.assachusetts. que leva 4 revitali*ação da incontrol"vel força controladora do capital. a tend3ncia de interfer3ncia importante do (stado no controle de processos socioecon5micos provavelmente h" de continuar. . não se aplicam em detalhe a qualquer país ou re#ião . presidente da 6otomac )ssociates. D..pp. (arth %sland Fimired. >PY>. a da linha de menor resist3ncia .ar$ e (n#els.assachusetts %nstitute of Technolo#1. com base em toda a evid3ncia histórica. Tehrens %%%. em contraste com a tentativa de acomodar os ob!etivos socialistas 4s restriç'es paralisantes das condiç'es herdadas. . 6ode&se assim observar a hipocrisia desaver#onhada com que o #overno britânico tentou !ustificar. continua na a#enda histórica. )ssim. p. pp.)pesar disso. o ob!etivo do equilíbrio definido no relatório para a humanidade é tornar população e capital essencialmente est"veis .onde.eadoWs.anifest of the Aommunist 6art1. J. sob a pressão das pot3ncias capitalistas dominantes.é que o método de modela#em em computador oferecido para dominar intelectualmente a comple$idade e as inter&relaç'es ale#adas #era apenas a vacuidade que trai as intenç'es ori#inais. forçando o leitor a encarar a dimensão da problem"tica mundial. ao insistir em que os principais problemas a serem enfrentados pela humanidade são de tal forma comple$os e tão inter&relacionados que as instituiç'es e políticas tradicionais !" não t3m condiç'es de enfrent"&los . (videntemente. vol.prec"ria. ( assim que ficamos sabendo. um dos problemas desta aborda#em é o fato de que & dada a hetero#eneidade da sociedade mundial. >Y>. ibid. também neste livro evita&se a dimensão social das quest'es identificadas em nome da comple$idade .como !" vimos.Uer a entrevista com o 6rofessor Ra1 Oorrester.%d. particularmente sua famosa publicação The Fimits to LroWth. esta transição e$i#e um mudança de era 7 um esforço sustentado de ir além de todas as formas de dominação estruturalmente arrai#adas & que não pode ser ima#inada sem uma reestruturação radical das formas e dos instrumentos e$istentes de reprodução sociometabólica. no Fe . ?. principalmente os (stados Mnidos. como aconteceu no passado. ibid.p.an2ind . ) Qeport for the Alub of Qome 6ro!ect on the 6redicaments of . ..ar$. ) 6otomac )ssociates Too2. Fondres. G.Aoerentemente. 6ois a raison d\)tre do pro!eto socialista é reter a consci3ncia dos ob!etivos estraté#icos de transformação..

>S. pp. p.. Ee acordo com ele. J? e JG. DH.%d.militares. >H. sem qualquer e$pectativa de que o aumento da car#a tribut"ria viesse a forçar uma redução do consumo de ener#ia e as conseqC3ncias ne#ativas de se continuar a produ*ir ener#ia com os mesmos métodos altamente poluidores.. ) Tlueprint for the Outure. Kchirmer. 6or intermédio de seus s8ditos.arcos. ng ?.9o pref"cio da edição de >PYH de The Qoad to Kerfdom.%d. p. pp. Fe . ) forma cínica com que as pot3ncias dominantes tratam a soberania das naç'es menores. Tudo isso é familiar. >PPD. viii. ibid. ?>. >SJ.a#doff. 9o caso das Oilipinas. que é muito mais facilmente aceita. enquanto Qeich tece loas ao nacionalismo econ5mico positivo não #erador de problemas. Fondres. 9a verdade esta medida altamente impopular — que cinicamente transformou no seu contr"rio a solene promessa eleitoral dos conservadores de redu*ir impostos & foi imposta para tentar redu*ir um déficit orçament"rio anual de cGX bilh'es.o1nihan. Aomo comenta um arti#o de um especialista em problemas filipinos.Uer Qobert T. pois poderiam ser politicamente delicados para o país anfitrião. ?XS. >P. p. 0e#el teve de reconhecer que os fundamentos . >>. Orom the Aolonial )#e to the 6resent. >PPJ... ) ra*ão para tal é que um (stado pode considerar que cada um de seus interesses.onde. ibid. por menor que se!a.ou prete$tos. como foi repetidamente reafirmado pelo Kenado daquele país. The 6hilosoph1 of Qi#ht. ibid. estando assim tanto mais inclinado a ser suscetível 4 a#ressão. >X.Qobert Qeich apresenta a cate#oria dos analistas simbólicos como parte importante da solução antecipada. >J..0a1e2. ?X. Qoutied#e+)QV edition. for levada a buscar e criar uma esfera de atividade no e$terior . . 0a1e2. J>>. p. Qeich.. 0emel 0ampstead. S de fevereiro de >PPD.ld. O. The /or2 of 9ations. p.. . ???. a questão é tratada sob o manto do se#redo. este acordo secreto entre o 6ent"#ono e o presidente Qamos é claramente contr"rio 4 Aonstituição do país anfitrião . em ra*ão de uma lon#a pa* interna. p. como o acesso serve atualmente para solapar a Aonstituição filipina. coloque em !o#o sua infinidade e honra. (thnicit1 in %nternational Qelations.ilitar1 )ccess. >PSH. um (stado tem associaç'es #enerali*adas e interesses multifacetados que podem sofrer a#ress'es consider"veis< mas qual dessas a#ress'es 4 honra e 4 autonomia do (stado deve ser encarada como uma quebra específica de tratado é uma questão inerentemente indetermin"vel . com o ar#umento de que os acordos de acesso militar são #eralmente secretos. p.dos (stados Mnidos era feita por meio de bases. ibid. ?>J.id. 9o seu sistema. %mperialism. quanto mais fortemente sua individualidade.0arr1 . 9ão seria possível que a adoção pelos (stados Mnidos desta escalada sob a forma de acesso viesse a facilitar atividade semelhante@ 9a verdade. apesar de ele preferir usar a e$pressão inerentemente indetermin"vel . >JS.%d. pois a função do analista simbólico é muito semelhante 4 da tecnoestrutura de Lalbraith. 9ova ior2. :$ford Mniversit1 6ress. . com a mesma probabilidade de um resultado positivo. ?>D-.0e#el.. ) diferença é que Lalbraith #ostava de tecer fantasias a respeito de uma =conver#3ncia] universal. pp. P. ela sempre foi uma #rande fonte de intervenção na política filipina. os analistas simbólicos deverão ser a nova força dominante na economia. ).onthl1 QevieW 6ress. 0a1e2 se di* or#ulhoso da inspiração que me fe* dedic"&lo aos socialistas de todos os partidos . Eaniel T.Mn entretien avec Qenato Aonstantino . Quando a escalada das forças . ibid. !unho de >PPD. The Qoad to Kerfdom. .%d. ( a sentença se#uinte oferece a racionali*ação e a !ustificação da aceitação da arbitrariedade como a !ustificativa da quebra de tratados internacionais & com um raciocínio que beira o cinismo completo das #randes pot3ncias imperialistas.%d. (m /ashin#ton. Kimon j Kchuster.de onde se e$trai o reconhecimento são completameme arbitr"rios. vol. >?. é ilustrada claramente pela recente controvérsia em torno da imposição de interesses militares dos (stados Mnidos & sob a forma de direitos autom"ticos de acesso para forças militares americanas depois da abolição das bases & nas Oilipinas. culminando no apoio dos (stados Mnidos ao ditador . The Oatal Aonceit. ??. ibid. >G. >SY&S.onthl1 QevieW..do Qio.Eaniel 6. ao mesmo tempo em que defendem hipocritamente os princípios da democracia e da liberdade . torna&se evidente uma intervenção política de tipo subversivo. ?>?. p. . ibid.. The 6enta#on versus the 6hilipine Aonstitution . >Y. >PYS. p. >D. 6andemonium.. >HS&P..

G?&J JJ.)le$ Trotman é o presidente in#l3s da transnacional americana Oord Aorporation. de )ndreW Foren* e Reff Qandall. o novo secret"rio&#eral da Oederação dos Kindicatos de (n#enharia e (letricidade . The (conomist. (conomic and 6hilosophic . :utline of a Aritique of 6olitical (conom1 . )ssim. o perverso consenso entre capital e liderança sindical inte#rada é muito revelador.That other (urope . aliando&se ao #overno conservador na re!eição da anti#a le#islação do sal"rio mínimo. e equidade passou a ser definida como a aceitação pelos sindicatos dos ditames da economia de mercado e de suas e$i#3ncias racionais . Aomo se a atitude ra*o"vel dos sindicatos tornasse possível sonhar qui$otescamente com o desaparecimento dos imperativos ob!etivos do desenvolvimento capitalista #lobal.EonNt ban2 on it .Qa1mond )ron. que falou a respeito do ser em e para si constituir&se por meio . uma classe contra o capital . o senador democrata americano Eaniel 6atric2 .Tribal feelin# . arti#o de capa de The (conomist..Oord prepares for #lobal revotution . ?H.ar$ por este trabalho do !ovem (n#els não se limita aos seus próprios primeiros trabalhos. mas a qualquer particularismo. ?Y. p.6ara provar que o tratamento firme das pequenas naç'es problem"ticas deve ser levada a sério. (la é politicamente peri#osa e espero que não se!amos empurrados contra as cordas e forçados a assumir uma posição . Lalla#her concluiu sua entrevista com a afirmação de que e$iste o peri#o de que os patr'es venham a tentar desqualificar os empre#os e distribuir qualificaç'es de forma #enerali*ada.) este respeito. Lalla#her re!eitou a idéia de que se devesse apoiar a reivindicação de um sal"rio mínimo. . seção J. (ste fato é bem ilustrado por uma entrevista característica dada por 6aul Lalla#her. p. >?>. pp. que pressionavam em favor da equidade com relação aos empre#adores inescrupulosos . em 6hilosoph1. JY. The Kunda1 Times.%d.=Tribal feelin# . ?G de de*embro >PPJ&Y de !aneiro de >PPD. (le adotou esta medida no interesse dos capitais competitivos. o que h" de redu*ir a fle$ibilidade do empre#ado .Taran e KWee*1. pp. >Y. p. que.volume l-. p. ?>J. ibid. The Oetishism of Aommodities and the Kecret Thereof . ?S. (le insistiu em que ) política dos sindicatos é a de oposição a um sal"rio mínimo . como é #eralmente chamado — ameaçou bombardear a Aoréia do 9orte em !unho de >PPD. ?G de de*embro de >PPJ&Y de !aneiro de >PPD. .)((M. >PHY. 0o!e todas as seç'es do capital são inescrupulosas . The (conomist. ) reprodução social não poderia ocorrer sobre uma base tão estreita. ?G. p. p. p. Kindicatos instruídos a não encaminhar listas de reivindicaç'es ao 6artido Trabalhista . 9essa entrevista.ar$ distin#ue entre o trabalho como uma classe em si .. J?. >PGP. 9a verdade ele cita uma passa#em em que (n#els fala de uma lei natural baseada na inconsci3ncia do indivíduo numa das seç'es mais importantes do Aapital . The %ndependent. .& até poucos anos atr"s um dos sindicatos mais radicais na Lrã& Tretanha.e uma classe para si . tinha potencial de eliminar o diferencial dos trabalhadores mais bem remunerados .ar$. The (conomist. ?G de de*embro de >PPJ—Y de !aneiro de >PPD. %deolo#1 and Kocial Kciences.. p. Q continuou. ?P. >D. J>. JX. p. no )p3ndice de . JD.%d. >X&>Y de abril >PPJ. ?G de de*embro de >PPJ&Y de !aneiro de >PPD. FaWrence and /ishart. ?>D. Three (ssa1s on %deolo#1 and Eevelopment. em oposição não apenas ao particularismo bur#u3s.The fall of bi# business . JP. JS. se#undo ele.: leitor interessado vai encontrar urna an"lise detalhada desses problemas no meu ensaio Aontin#ent and 9ecessar1 Alass Aonsciousness . com base na crença ridícula de que a capitulação aos ditames do capital h" de interromper a tend3ncia atual de desqualificação e de precari*ação da força de trabalho. DG. >PD&G. >J. The %ndustrial Kociet1. 9ão é correto acionar Rohn Kmith Zlíder do 6artido Trabalhista 4 época da entrevista[ nesta questão.ou se!a.(n#els. p. p.%bid. em >PXP.onopol1 Aapital.. )qui posso apenas tocar em al#uns pontos. ?D. /eidenfeld and 9icolson. H de maio de >PPD-.o1nihan — o homem mais poderoso do Kenado . ibid. >H. l. Fondres. 6ois é inconcebível o trabalho emancipar&se pela simples reversão dos termos anteriores de dominação e instalar&se como o novo particularismo tornado dominante pela e$ploração dos dominadores de ontem. ?Y de março de >PPD. Fondres. que se define como uma universalidade autoconstitutiva . 7 também importante acentuar aqui que a admiração de . 9a discussão deste assunto. JH. foi nin#uém mais que Kir /inston Ahurchill.anuscripts of >SDD.The Lerman %deolo#1. GY&>XD. The (conomist. ) ironia de tudo isso é que o político respons"vel pela proposição de uma lei sobre o sal"rio mínimo na Lrã& Tretanha.?J. (sta distinção cate#órica teve ori#em em 0e#el.ais revelador ainda é o fato de que ho!e até mesmo os tradicionais ob!etivos políticos dos sindicatos foram arquivados ou completamente abandonados no interesse do oportunismo político parlamentar. JG. >J.

que na realidade. . Kociet1 of the Outure.)ndreW Foren*.. tanto nas estruturas reprodutivas materiais do capital como na sua formação do (stado. G?Y&S. contra o anta#onista. 0organ. F. 7 uma pena. esconde sua nature*a real.0e#el. +he 5rigin of the 3amil9. ibid. ?. %sso si#nifica que o capital nunca h" de superar sua própria ne#atividade e depend3ncia permanente do trabalho.cf. p. 6or esses critérios. DS. DD. )llen j MnWin. dessa forma. Q. de um lado. por meio da falsa apar3ncia de estruturas e instituiç'es materiais reprodutivas livres e políticas soberanas. p. como formação historicamente específica do estado dessa ordem reprodutiva. >PY>. >DG. p. >PYJ. ) base positiva e de auto&sustentação de sua constituição é uma pseudo&positividade.. E. D>.. não uma classe para si. p. >GX. JJD&G.)u#ust Tebel. privilé#io definido e limitado .por e$emplo. p. : resultado é que o parasita opressor e e$plorador do trabalho produtivo pode reivindicar. as cate#orias de em si e para si coincidem mistificadoramente de tal forma que a realidade do em si particularista se apresenta como o universalmente benéfico e universalmente reali*"vel .. op. )o mesmo tempo. >PG.— mas apenas uma classe em si .K. Tritain vets M. The Kcience of Fo#ic. 6ois a ne#atividade inerente até aos maiores monopólios & que lutam contra outros monopólios e contra o trabalho.ne#ar.ar$. a cate#oria do em si . Eessa forma. tanto no próprio país como no e$terior — não tem capacidade de se transformar numa positividade abran#ente e conciliadora feli*. Uer também +hin=ing about the 3uture1 .arie Rahoda e V. ela não pode postular&se como universal porque é constituída como uma força social necessariamente e$clusivista. assim como os imperialistas fabianos.nada viam de errado em todo o conceito de coloni*ação civili*adora . DY. [n the /ight of Mesearches b9 /eUis X.ritique of +he /im4ts to CroUth . auto&interesse parcial transformado no princípio #eral or#ani*ador da sociedade. . Fondres.it"lico de Tebel-. ibid. pro!etado com base no determinismo tecnoló#ico do sistema capitalista. a bur#uesia é particularismo por e$cel)ncia.The Fimits to LroWth. >>H. p. Lrundrisse. privilé#ios por ser o criador de rique*as . vol. Tanto nas estruturas materiais do capital como sistema de controle sociometabólico. GX. tornando&se assim uma classe do tipo estamento.e ao mesmo tempo dominar. DX. 7 por isso que a criação de um Loverno . GJ.mesmo os da esquerda. >DP. a conversão da propriedade feudal da terra na a#ricultura capitalista. Lrundrisse. Ee outro lado. na forma contraditória de parcialidade universali*ada .oscou. G>.The Fimits to LroWth. JX.. >>D.. pp. tudo isso dei$a de ser vi"vel quando se atin#em os limites absolutos. i#ualdade de oportunidade etc.. DSX-. p. >X de !ulho de >PPD.The Fimits to LroWth. >P?P. DP.. >>G. Ahristofer Oreeman.. ibid.%bid. 9em a defesa e a imposição políticas dos interesses de e$pansão transnacional do capital — (stado nacional — tem condiç'es de se transformar numa força positiva universal. p. para si. p. a que ele tem de se opor anta#onisticameme .prevalece absolutamente.. os socialdemocratas alemães . e portanto falta a condição de automediaçâo estipulada por 0e#el. K. porque ela se coloca como anta#onista insuper"vel em relação ao proletariado. ibid.(n#els.%d. ) bur#uesia adquire sua característica de classe pela incorporação de v"rias formas de privilé#io ao seu próprio modo de e$ist3ncia. que sur#e deles e leva seu princípio 4 conclusão ló#ica.%d. (sta coincid3ncia e camufla#em perversa cria uma apar3ncia en#anadora de positividade apesar de sua substância inalteravelmente ne#ativa. The Kunda1 Times.. universali*ado como o princípio dominante da sociedade e como a e$propriação de todo privilé#io para si . cit. cit. )ssim. postulado para si como o universal ..da automediação e sendo. op. DH. FaWrence j /ishart.sua definição contra o outro . é um para si absolutamente irreali*"vel. Fondres. DG. uma estrutura que asse#ura a dominação e a e$ploração do anta#onista ao reprodu*ir sempre o anta#onismo. . 6avitt. como o era h" du*entos anos. pp. em termos substantivos. que defenda e imponha o interesse #eral ou universal . rivals to (urofi#hter . editado por 0. >. G?. DJ. ou uma classe de todos os estamentos. e para seu (stado democr"tico . Aole. Private Propert9 and the Btate . Kó questionavam os meios adotados. (ntretanto.. a bur#uesia não pode se transformar numa classe para si . >JS. ou se!a. D?. seção J. ou se!a.%d. como Tebel. Fondres. :u se!a. aceito sem restriç'es. ou se!a. p.undial deve continuar sendo um sonho irreali*"vel ho!e e no futuro. mas. Ahatto j /indus para Kusse$ Mniversit1 6ress.%bid.. a seção dominante do anti#o Terceiro (stado que se transforma no estamento em e para si — o princípio dos (stados. p.%d. >PY?. 6ro#ress 6ublishers.ar$. ar#umentando que quando se estabelecesse sua nova sociedade a missão civili*adora ser" e$ecutada apenas por .

... o papel do voto parlamentar muda de acordo com as mudanças das circunstâncias históricas. p. 9ova ior2. est" em campanha para alterar o princípio de uma pessoa. ao contr"rio. >PDP. >D.as nos (stados Mnidos milh'es de trabalhadores perderam o empre#o em resultado da fu#a do capital ou do processo de doWnsi*in# empresarial. Ee acordo com o plano do e$&primeiro&ministro.Taran e KWee*1. ibid. e como ela poderia ser desfeita. essas empresas contrataram mulheres por sal"rios mínimos. 6antheon Too2s. . por Aari R. e sim como benfeitores.onthl1 QevieW 6ress..Ro1ce Vol2o.ar$. um voto .%d. e outros D milh'es entre >PSG e >PSP.a1 Te True in Theor1 Tut Eoes 9ot )ppi1 to 6racticeN . >PSS. Oriedrich. na realidade. . >XX&>. p. +he Bocial . Vant. é chamado de deslocamento do empre#ado. : princípio constitucional democr"tico h" muito estabelecido de uma pessoa um voto est" sendo questionado.Vant. cit. NThis . p.id.GY. GH. porque a população de Ain#apura est" envelhecendo e um enorme e$ército de idosos poderia ser tentado a pressionar por se#uro social. os pobres produ*irem a rique*a dos ricos. comparado com uma proporção de >Xh ho!e em dia..%d. H>..meios ami#"veis. cit.(n#els.Qousseau. >P. não pode ser aceito nem mesmo na mais iluminada das !ustificaç'es filosóficas do universo bur#u3s. p.conom9. a uma ta$a inferior 4 dos homens. )pesar das ilus'es ori#inais do %lummismo associadas ao poder positivo todo&poderoso de uma pessoa. p. : resultado #lobal foi que as mulheres perderam empre#o. p. op.ais de G milh'es de trabalhadores foram deslocados entre >PYP e >PSJ. ibid. as mulheres tiveram uma probabilidade li#eiramente inferior de perder o empre#o do que a dos homens do mesmo #rupo racial&étnico. sob pressão crescente da base material do capital.ontract a (ver1man (dition.. The . velho estadista de Ain#apura. Qandom 0ouse.aught in the . )#ora.undo como em países como a %rlanda. : fato de. um voto e dar aos pais de família maior peso nas eleiç'es. ou seu car#o ou turno abolido.odern Fibrar1. . uma ve* concedido.?. 9o sistema do capital realmente e$istente.. ) criação desta Nlinha de monta#em #lobalN tornou&se um componente crucial da estraté#ia corporativa de redução de custos.. Fee Vuan ieW. Mestructuring the Zorid . 9a verdade.Vant. )pesar dos bai$os sal"rios.B. D>Y&S. GP. ibid. a participação feminina no trabalho manufatureiro aumentou entre >PYP e >PPX. em ra*ão de doWnsi*in# ou deslocamento. com radicalismo a#ressivo. op. HD. perante os b"rbaros e selva#ens. houve . sem se per#untar como sur#iu essa depend3ncia. as mulheres assumiram uma participação crescente num bolo que estava encolhendo . esta mudança radical seria necess"ria dentro de >G ou ?X anos.%d. 9ova ior2.e ainda h". . : processo pelo qual os trabalhadores perdem o empre#o.apital. GD.. >Y>. porque sua f"brica foi fechada ou transferida. 0onopol9 . (m ?XJX. )ssim. Fee Wants e$tra vote for parents . D?>.. :utro estudo recente mostrou que ao lon#o dos 8ltimos vinte anos. p. .. >JG. Aientistas e via!antes inteli#entes !" perceberam o sucesso desta aborda#em . tanto no Terceiro . HJ. também é possível manipular o sistema formal de votação quando as restriç'es materiais do modo estabelecido de reprodução sociometabólica assim o determinarem. muitas empresas americanas transferiram para o e$terior os empre#os em manufatura. 9a sua opinião. pp. >?Y< it"lico de Tebel-.%d.. oito trabalhadores sustentam um idoso. e assim a depend3ncia em discussão estar representada ao contr"rio.%d. D?J. esses empre#os atraíram milhares de mulheres que estavam se mudando de aldeias rurais empobrecidas para as cidades..conomic and Philosophic 0anuscripts of &JAA. ?S de !ulho >PPD. por e$emplo. ibid. 9ova ior2. um quarto da população dever" ter mais de HX anos de idade. D?X. J>G. D>H HY. p. GS&HX.conom9 +oda9. que sob a ordem e$istente a i#ualdade é apenas aparente e ilusória< serve somente para manter na pobre*a o pobre e o rico na posição que usurpou . HH. >JG&H. . Ke#undo ele.. (m outras palavras. em busca de uma vida melhor para suas famílias.. HX. H?.. ibid. em +he Philosoph9 of Sant1 [mmanuel Sant 0oral and Political Zritings . pp. l. 9os dois períodos. que farão com que os civili*adores não apareçam como inimi#os. . Ee qualquer forma. de muitas formas em países diferentes. GS. op. +he 5rigin of 3amil9. 9os novos locais. Theor1 and 6racrice Aoncernin# the Aommon Ka1in#. ibid. . sem lhes tirar o direito de voto. Venneth /hittin#.. cit.muitas formas de alienar as massas trabalhadoras. HG. .risis1 Zomen and the V.Teresa )mott. a proposta visa dar mais peso nas eleiç'es 4queles com responsabilidades maiores.as na mesma frase Qousseau também afirmou — evidentemente antes da Qevolução Orancesa —. ed. . +he +imes.. >PPJ. pessoas casadas e com filhos entre JG e HX anos teriam um voto adicional. p. p.Vant. torna o pobre dependente do rico . GG. pp. pp.(n#els. e naquela época esta relação ter" che#ado a ?.

YD. no volume citado na nota GP.undial. pp.%d. p.GD. SS. >G?. YH. Ahild poverr1 trebles in >? 1ears While rich #et richer . enquanto a renda dos >Xh mais ricos aumentou H?h.H>. Aonstable and Aompan1. PD. SD. ibid. ibid. %dea for a Mniversal 0istor1 Wirh Aosmopolitan %ment . op.XXX pessoas passaram para bai$o da linha de pobre*a desde o relatório anterior. ibid.ar#aret Qandall. S>. ibid. YS. PJ.XXX das quais eram crianças. PH... ibid.Vant. p.ld. SH. >G>.ld. p.. vol... >HS&P. (stes n8meros se baseiam em dados da 6esquisa sobre Eespesa Oamiliar do #overno. vol.ou se!a.%d. tudo aponta na direção da intensificação da desi#ualdade. p.%d. >PDD.. A'.HS..%d. >G de !ulho >PPD.0a1e2. .%d. Y?. (m >PYP.D milhão de crianças viviam abai$o da linha de pobre*a. ibid. no volume citado na nota GP.ar$. :utras DXX. vol. SY.%d. PS.entur9 Mevolution to Hevelop a 3eminist -genda...0a1e2. (m dinheiro. SP-%d. GY. YP. foi atin#ido o pico de uma pessoa em tr3s abai$o da linha de pobre*a definida em Tru$elas. a renda média dos >Xh mais pobres caiu de cYD para cH> . SG. no capítulo S de The 6oWer of %deolo#1.. ) renda dos >Xh mais pobres da população caiu >Yh entre >PYP e >PP>. p. +he +imes. mesmo que em mínima escala... p. é a ampliação da lacuna entre ricos e pobres.. com renda inferior 4 metade da média. *. .%d. que se afirma apesar de todas as promessas do liberalismo e da socialdemocracia tradicional.. Tradução modificada.%d. ibid.. pp. .. mostram que o n8mero de pessoas que vivem abai$o da linha européia da pobre*a.%d. pp. YY.. p. GP. p. Y? e YG.. GH. Cathering Muge1 +he 3ailure of +Uentieth . >?X. (stes n8meros. PX.[bid. Theor1 and 6ractice .Qational Qationin# .. ?P de !ulho >PPD.. p..por semana. op. p. ibid.. 9em mesmo a falsificação usual de n8meros politicamente indese!"veis pelos #overnos conse#ue ocultar esta verdade desconcertante. desde Ternstein até as ideali*aç'es do (stado de bem&estar social posteriores 4 Ke#unda Luerra .. ibid. ibid. >G>&?. . >G de !ulho.. SJ.. PY. p. GY. p. >XX. D.0a1e2. D>P.Vant... ibid.Vant. . aumentou de G milh'es em >PYP para >J.G?. p& JS?.Ahild povert1 trebles in >? 1ears While rich #er richer . >. >PPD. G?. YJ.%d.P milh'es em >PPX&P> e D. passando a J. >JD.%d. p.> milh'es um ano depois. ibid. p# GJ..H?.. . YX. quando. cit. p. ) lacuna entre ricos e pobres aumentou Zna Lrã&Tretanha[ sob o #overno conservador. P>.apital. ibid. ibid..Leor#e Ternard KhaW. cit.onthl1 QevieW 6ress.ver9bod9\s Political Zhat8s Zhat]. l. YG. p.. 6ode&se encontrar uma breve história e crítica desses desenvolvimentos.... pp. p. ibid. op..Mma medida do total va*io do pode constantemente proclamado e nunca reali*ado. na verdade. quando.%d.%d. HP. ibid... +he Moad to Berfdom. +he Moad to Berfdom. J.. p.. ou se!a. p. Fondres.(A/. apresentados no 8ltimo relatório Xouseholds YeloU -verage [ncome. PG. GY. ibid.P milh'es em >PP>&P?. . p. Qeli#ion Within the Fimits of Qeason )lone . de acordo com n8meros oficiais. S?. P?. +he +imes. >SH.. SX. Eados recentes reafirmam o absurdo de se esperar soluç'es por meio de melhoramentos #raduais da estrutura do sistema do capital. Y>.%d.. cit.. dP>. GP. +he +imes. p. Rill Kherman. JY. ?XX.. PP.Vant. 9ova ior2. ibid. . p... D?J&D.%d.. HX. >PP?.

ssa9 on the Principie of Population.%d... R. )s t"ticas usadas pelo sr. HG. elevado a cavaleiro o valor em dinheiro do apoio político de um membro proeminente da família Thatcher. continuou a atrair atenç'es.. +he .ibid. >>.. n.. J de setembro >PPD. 6ouco depois o sr. Fembrar a um armador ma#nata de 0on# Von#. . ?. durante o período da sra.Eoctors let elderl1 die b1 den1in# flu vaccine . >>G. >?G. >XJ.. pp. >>Y.T. >>H.. p. p. foi evidentemente a forma que . Thatcher para reunir sua fortuna t3m causado alarme em /hitehall por mais de uma década.%d. Thatcher. HS&P. p. .%d.. +he Zor=. ficou assustado ao receber do filho da e$&primeira&ministra um pedido de fundos em nome da recém&fundada Oundação Thatcher. ibid. GGY.. p. ibid. (m >PP>..ar$. ibid. YG&H. durante uma visita de sua mãe . p.%d. >X. >?J. 0einemann. ibid. G. : !ornal também lembrou aos leitores que em >G de !aneiro de >PSD.%d. p.ibid. >?Y. vol..Uer 6hilippe Tuonarroti. vol. >XH..%bid.conomist >G&?> de outubro >PPD.. . >XD. . ?H& S.%d. P de outubro >PPD. >PGD... >?H.>X>. >SY..%d. que possui casas em Eallas e em Fondres e um mordomo que o acompanha em via#ens.%d. >P?.%d.embros do partido tendem a arrancar os cabelos desesperados ante o que consideram ce#ueira de mãe.arie Aolvil e )drian Fev1.%d. avisando&a de que as atividades de seu filho poderiam causar #randes embaraços ao seu #overno.. pp. enquanto os funcion"rios fa*iam os 8ltimos acertos no contrato Zde venda de armas no valor de c?X bilh'es para a )r"bia Kaudita[ o !ornal 5bserver publicou a história de como .ar2 Thatcher. ibid.. l. >JJ. Thatcher foi censurado. >>P. mostrando mais uma ve* a verdade do anti#o provérbio in#l3s se#undo o qual a caridade começa em casa .%d. ?D?. ?HX&>. >X?.. >XP. um armador ma#nata de 0on# Von#. >?X. HH.. o estilo de vida e$trava#ante do sr. J?. >XY.%d. p. Fondres.. Thatcher no poder...ar2 Thatcher encontrou de se bater pela Lrã&Tretanha . pp. p. ibid... pp. >>J. p.ibid. L. >PJ?. por causa dos peri#os de transacionar em nome de sua mãe. pelos mesmos funcion"rios.%bid. p. Thatcher. ibid..%d. >J>.conomist também se !untou 4 controvérsia recente.. )pesar do e$ílio. P de outubro >PPD..conomist. Q. +he .%d. +he Bunda9 +imes. +he Bunda9 +imes. (sta foi outra ocasião em que a Aompanion of 0onor de 0a1e2 bateu&se pela Lrã&Tretanha ..amãe .d&. p. /ells. >XG. (ver1manNs Fibrar1. ibid. ibid. p. S. ?PY. ibid. Fondres. >?D. HXG&Y. . tinha conse#uido um contrato em :man para a Aementation %nternational. p.umsieNs bo1 .: molho universal da co*inha sem #osto. p. Tudapeste. 6ao. >?S.%d. >J?.%d.%d.. ibid. ibid. funcion"rios #raduados protestaram !unto 4 sra. criada pela mãe. ?H?. p. Aonsta que o ma#nata atordoado teria sido informado de que é hora de a!udar a .ibid.althus.%d. G.ibid.(A/. GGS.=. p.>STmives Selemenn(>. o falecido Kir i. K*épirodalmi Vkn1v2iadó... vol.%d. >JX. -n . ?. tr3s anos antes. >>S.. Eent j Kons. p.. pp. (m pelo menos duas ocasi'es durante os anos SX. >>D. >P>.0. >?>. >S?S. ibid. >>>.. >XS. V. Crundrisse...%d. p. Thatcher se mudou para os (stados Mnidos e estabeleceu ali sua base de operaç'es. >PJ. GH>&?. Aitando.. vol. HD. p.9uclear fission .. . . >??. pp. +he .onspiration pour l\(galit( dite de Yabeuf. >>?. ibid.. Qevealed. l. ibid. (m >PSD. Zealth and Xappiness of 0an=ind. em X(t (vszázad mag9ar versei.. . >>X.. G>. >PX. D?. >?P.. vol. p.%d. o próprio sr.ar2 Thatchers secret profit ftom c?X bilh'es arms deal . ibid.

p. >DG. p. HX do volume ?. caso suas previs'es se tivessem reali*ado . ?>.. Tudo que ele poderia fa*er. ) dificuldade da repressão moral ser" talve* apresentada como ob!eção a esta doutrina..(ncontramos um e$emplo impressionante dessa ce#ueira na p.. ibid. >DX.>JD.%d.%d. mais uma ve* h" de dar vida e ener#ia a nossas transaç'es mercantis. DP&GX. ?DP. >JS. e combinada com as necessidades crescentes da (uropa e da )mérica resultantes de sua rique*a crescente.ibid.. resultariam das leis #erais da nature*a.)s duas citaç'es de id. mais uma ve*.atthus. >HH-.. parece que cada indivíduo tem dentro de si a capacidade de evitar as m"s consequ3ncias para si e para a sociedade que resultam do princípio da população pela pr"tica da virtude claramente determinada a ele pela lu* da nature*a. p. >JY.. que diminuiu o n8mero de casamentos e o de nascimentos. ?G?. 6ara aquele que não reconhece a autoridade da reli#ião cristã. (stas consideraç'es mostram que a virtude da castidade não é.ibid. : erro de .. p.%d. )ssim. o #rande aumento da população evitou que a classe trabalhadora che#asse tão pró$imo do pleno empre#o quanto poderia indicar a prosperidade do comércio e da a#ricultura durante os dois ou tr3s 8ltimos anos. ?D?.fundamental para o sistema malthusiano.althus é nulo. então as classes trabalhadoras teriam tido mais empre#os e melhor remuneração .ibid.%d. (ntretanto.%d. apesar das proposiç'es contrafactuais distorcidas de seus apolo#istas passados e presentes. >D?. de acordo com seus próprios princípios.que não tiveram-. um produto forçado de uma sociedade artificial. que acentuavam a necessidade de tipos muitos diferentes de e$plicação para o que estava acontecendo e para as ra*'es pelas quais as previs'es de . : Aenso de >S?> mostrou que os anos de escasse* de >S>Y e >S>S tiveram um efeito muito pequeno na redução do n8mero de casamentos e nascimentos.& a idéia de que um crescimento menor da população fosse suficiente para resolver os problemas observados. só tenho a di*er que. p. >DD. GX. de outra forma. transparece o fato de que o valor pro#nosticador da lei natural de . p. como demonstra o trecho acima-.. tinham de fracassar. escreveu que provavelmente h" de se ver. mas em toda a sua estrutura teórica. numa nota de rodapé incluída nesta previsão em >S?G. ibid.. 7 absolutamente #rotesca em termos da necess"ria determinação estrutural da ordem estabelecida .as é evidente que o autor de uma teoria univariada não poderia ter levado em consideração os v"rios fatores sociais. ibid. >D>..althus fracassaram e.Aitando . >JH.%d.ssa9 .. e prescrita pela reli#ião revelada .althus teve de admitir que o efeito que ele esperava em ra*ão de seu princípio da população não se materiali*ou. >DJ.ibid. do princípio da população . como supuseram al#uns.— não é falsa apenas com relação a al#umas circunstâncias históricas passa#eiras. comparado ao efeito de #rande proporção dos anos de fartura no aumento desses n8meros< de forma que a população cresceu com #rande rapide* durante os de* anos findos em >S?X.ibid. esta virtude parece ser absolutamente necess"ria para evitar certos males que..e se isso não ocorrer é por causa de um crescimento populacional maior que o esperado-.ibid.. esperando confiantemente o impacto corretivo de sua lei natural durante os anos de recessão.ibid. ibid. pp. implícitos até mesmo em sua !ustificativa. . quando se e$aminarem os resultados do pró$imo censo populacional.ibid..%d.. . e a adaptação da oferta de produtos no país 4 nova distribuição de rique*as ocasionada pela alteração do meio circulante. e devolver 4 classe trabalhadora o pleno empre#o e os bons sal"rios. HH.. 9um capítulo acrescentado ao . depois de investi#ação mais cuidadosa. com tanta frequ3ncia. p..%d.. mas que ela é a fundação mais sólida e real da nature*a e da ra*ão< por ser a 8nica forma virtuosa de evitar o vício e a miséria que resultam. na verdade.. p. >H>-. por sua relação direta com o princípio da população & revela . ibid. . >HH. p..althus não consistiu apenas na leitura errada de uma contin#3ncia histórica..althus. >JP. pois a idéia .o que não aconteceu-.. tra*endo pleno empre#o e bons sal"rios para a classe trabalhadora . apesar da forma confusa e remendada deste relato.althus. ?GX.que imp'em a ma$imi*ação dos lucros na busca de e$pansão e acumulação. p.4s ve*es percebida pelo próprio . a busca do bem maior consistente com essas leis . 6ortanto.(sperar que a solução dos anta#onismos e$plosivos do sistema do capital che#ue por meio da repressão moral e da pr"tica da virtude & e em particular da castidade.)s duas citaç'es de id. e que o de mortes aumentou a uma ta$a ainda maior que a de >SX> e >SX?< e a continuidade parcial deste efeito ainda por al#uns anos h" de retardar o crescimento da população.. ?D?&J.%d.as. era reiterar a validade de seu princípio em con!unto com a proposição condicional contrafactual de que. >JG. sob as condiç'es do sistema do capital . 7 dever dele. pp.

depois de verificar a sensibilidade do processo político até para pequenos bols'es de desempre#o nas sociedades democr"ticas modernas.. Orom an intervieW With Ktrau#hton F1nd . >Xh. +he . /.Eaniel Kin#er. a #rande peste da humanidade.ichael Vallenbach. ?Gh..otoWn . 9ão se deve esquecer que Ve1nes se prop5s a tarefa de derrotar o pro#nóstico de . >GP. p.Laibraith. que descobriu que >>. ?>&?. ?JJ.ibid.. ibid. apenas porque as #uerras podem e realmente destruíram muitos povos. p. 6rincipalmente a#ora que os se#redos dessas medidas & devido 4 revolução 2e1nesiana & são amplamente conhecidos.althus. >H&S. :ur 2ind of . p. QostoW. ibid. 0onthl9 MevieU. DY&P./. Talladur insistiu em que a Orança tinha de inventar al#uma coisa diferente do modelo econ5mico.ilis. Aambrid#e Mniversit1 6ress. esses povos devam ser caracteri*ados como população redundante . quando falham as outras formas de afirmação anta#onista dos interesses dominantes & é atribuída diretamente.ibid. >DS. completada ficticiamente pelo bom trabalho da virtude absolutamente necess"ria . n >>. : mesmo arti#o informou que um comiss"rio da polícia especiali*ada em a#itação social observou. :s sindicatos de policiais !" avisaram que seus membros não t3m condiç'es de controlar e$plos'es politicamente motivadas.és*"ros. >HG. como nos lamentos de 0itler em torno da insufici3ncia de Febensraum.. : pessimismo foi aumentado por outro relatório.XXX civil service !obs . abril de >PPD. ver também 6hil .o va*io total da apolo#ética malthusiana. /alter QostoW decretou que temos todas as ra*'es para acreditar. QostoW. Ea mesma forma que os escritos dos descendentes atuais de . p. pp. Uer p. Oomos enfrentados por manifestantes que se sentem perdidos.e condenada a ser a causa das #uerras. de acordo com a verdade se#undo a qual se poderia ra*oavelmente esperar que a #uerra. >DH->YS %d. 7 um raciocínio muito peculiar. +he Bunda9 +imes. +he Bunda9 +imes.Ktrau#hton F1nd. 0onthl9 MevieU. >PHX. >H de outubro >PPD. ?H de março de >PPD. . >GH. >G>. +he . pp. e que deve ser combatido com a aceitação da verdade de .. >X de !ulho de >PPD. GD&G. ou tinham pouca inte#ração com a sociedade francesa. neste discurso mecânico primitivo. emitido pelo Aentro de (studo de Qendas e Austos . vol. ?X de março de >PPD.%d. que devem ser combatidas pela virtude da castidade.#on-. Ktrei2. >HD-.lan Turrell e Eavid Feppard..ibid. pp. p. +he . social. >HX. +he Bunda9 +imes. /. >SY. H de março de >PPD. n J.urph1. >DP. >GJ. >H>. pp. >XXG neste volume. p. )o contr"rio daqueles de >PHS . se!am eles fa*endeiros. ou HXh@ . p. +he #eU [ndustrial Btate..ommunist 0anifesto. >GD. que leva a sério a idéia de que. Qedundancies focus on the White collar Wor2er . p. DG.Y milh'es de uma força de trabalho de ?G milh'es estava em situação de fra#ilidade econ5mica e social . é i#norado e substituído por determinaç'es pseudonaturais.Uirtual !obs in .Time to bur1 Ve1nes@ .ar$ acerca do crescimento do desempre#o sob o capitalismo< e em #rande parte ele foi vitorioso .ano da revolta dos estudantes em 6aris. +he Bunda9 +imes. se#undo o A(QA.ar$ist. >DY.conomist. . >HG-. DH.. Y milh'es de pessoas tinham empre#o. 4 causa natural do crescimento da população. político e administrativo em que se tinha baseado ao lon#o dos 8ltimos cinquenta anos . >GY. em /iving 0ar$ism. PJ.=Robless (urope . +he Btages of .conomist. >GG. (uropeNs crises . >G?. ' de fevereiro de >PPD.. citado na nota DS. a#osto de >PPD. que é considerado diretamente respons"vel pela insufici3ncia de espaço e alimento .9o mesmo espírito. sob tais circunstâncias. para impor restriç'es e$ternas ao crescimento populacional. vol. >GS. que as políticas lentas e tímidas dos anos ?X e JX com relação ao nível de empre#o não serão mais toleradas nas sociedades ocidentais.attheW F1n. Qeal unemplo1ment. oper"rios ou pescadores . >X?. p. +he Bunda9 +imes. Eestes.conomic CroUth1 .Ton1 )llen .)ndreW Lrice e Fi* Fi#htfoot.. )té mesmo a sanção 8ltima do capital & a #uerra. Aom relação 4 manipulação dos indicadores de desempre#o. o car"ter inerentemente social dos problemas ne#ativos identificados. Orench !obs chaos provo2es spirit of revolt .eles não t3m esperanças. >P. mie rises in !obless Lerman1 . na sua especificidade histórica. J de !ulho de >PPJ./.conomist. mas ou estavam tendo dificuldades para se manter.A(QA-. ?H de !ulho de >PPJ. >GG-. dei$e em breve de espalhar sua destruição . Oali in crime a m1th as police chiefs massa#e the fi#ures .althus e com a virtude absolutamente necess"ria .ontrol. )$e falls on GX. >GX.. +he #ecessit9 of Bocial . !ulho&a#osto >PPD. )o via!ar para F1on na se$ta&feira.

ibid.%d. >HP.. ng J. +he Bunda9 +imes. ?H de !unho de >PPJ. 3inancial +imes. vol.Uirtual !obs in . ibid. p.Rohn Lra1. ibid. 9otes from the editors . >YY. %nto the ab1ss@ .otoWn .. +he .%d. >HD. p..Taran e KWee*1. Qoutled#e. ?G de outubro de >PPD.6eter Aohen. the model that never Was . 0onthl9 MevieU. 0onopol9 . Qollin# bac2 the boundaries of the state . >YH. vol. ?G de outubro de >PPD.a#doff e KWee*1... %n defence of voterNs !obs . ?H de março de >PPD. ?HS million Ahinese Will be out of !obs in a decade . >HH. >HY. ?> de a#osto de >PPD.Uer por e$emplo Eavid Fane. +he +rap. ng H. ibid.)lice Thompson. +he +imes. p. >HJ. >Y?. p. >X?.Qobert Lraham. >HS. p. >PPD. Fondres. DH. Tlair Will 2eep union laWs intact . >Y>.otoWn .conomist. . +he . !ulho&a#osto de >PPD.>H?.Uirtual !obs in . ?H de março de >PPD. P de novembro de >PPD. GH. 3inancial +imes. pp. . DH. >YD. >YJ. Fondres. >PPD. >YX.conomist.apital. >HG.)nthon1 Vuhn. 6ra#matism ma1 prevail .. GH. Uer também Kir Rames Loldsmith. >P. Ye9ond the #eU Might. >YG. >XY. ibid. +he Bunda9 +imes..%d. JX de outubro de >PPD.Robless (urope .Aitado em The neW protectionists. 0onthl9 MevieU. +he Bunda9 +imes. +he .. JX de outubro de >PPD. p.acmilian. >YS.conomist.%d. GY. KWeden. Uer também o livro de Rohn Lra1. >YG&H. novembro de >PPD.%d.

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