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Universidade Nove de Julho - UNINOVE

[2010]
Gestão DE RISCO E MERCADO
DE CAPITAIS
Material de Apoio
Nome: RA:Curso:
Administração Semestre/turma:
Departamento: GerenciaisProf. Jorge Luiz C. Pereira/Sandro
PainGESTÃO DE RISCO E MERCADO DE CAPITAIS
Prof. J orge Luiz Custódio Pereira
I. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
l.l INTRODUÇÃO
Este capítulo apresenta o conteúdo programático os o!"eti#os
pedag$gicos a !i!liogra%ia sites de internet materiais necessários sistemática de
a#alia&'o a serem o!ser#ados durante o () semestre de *++, na disciplina de
Administra&'o de Carteiras.
l.2 CONTEUDO PROGRAMATICO
l. Classificação dos tipos de risco: Risco Operacional, Legal, e de Liquidez, Risco de
Crédito; Risco-País; g!ncias de Rating, Risco de "ercado # $a%soluto e relati&o';
$siste"(tico e não siste"(tico'))
2. *efinição de Risco)
3. Risco de u" ati&o indi&idual)
4. +ensuração de Risco)
5. +odelo de +ar,o-itz)
6. Risco e" conte.to de carteira)
7. Co&ari/ncia)
8. Coeficiente de correlação)
9. Carteira de &ari/ncia "íni"a)
l0. +odelo de for"ação de preços de ati&os # CP+)
ll. Coeficiente 0eta)
l2. 1ndice de 23arpe)
l3. *esen&ol&i"ento do +ercado de Capitais no 0rasil - 4&olução e estrutura atual do
2iste"a 5inanceiro no 0rasil)
l4. +ercado de Capitais - Principais características)
l5. +ercado Pri"(rio e o estudo do processo de lança"ento p6%lico de aç7es ou
operaç7es de 8nder-rinting)
l6. +ercado 2ecund(rio de 0olsa de 9alores e o +ercado de 0alcão)
l7. *eter"inação da Renda ou Renta%ilidade no "ercado de aç7es)
l8. :écnicas de n(lise de aç7es - +odelos: 4scola 5unda"entalista e 4scola ;rafista)
l9. ;o&ernança Corporati&a no +ercado de Capitais e o <o&o +ercado)
l.3 OBJETIVOS PEDAGOGICOS
-roporcionar ao aluno con.ecimentos %undamentais / gest'o e%ica0 de
uma carteira de ati#os !em como capacitá1lo / correta tomada de decis'o so! a $tica
dos in#estimentos.
l.4 BIBLIOGRAFIA
. 2I34AN 5aurence 1 -rincípios de Administra&'o 6inanceira. 4c 7oo8s S'o -aulo
(99:.
. NE3O Ale;andre Assa% 1 4ercado 6inanceiro <) edi&'o. Atlas S'o -aulo *++=.
. -IN>EIRO Carlos Al!erto Orge 1 Como In#estir em A&?es 1 Aprenda a Otimi0ar sua
Carteira de A&?es com Estrat@gias Asando o 4S EBCE5 C (D edi&'o. 5C4 editora
S'o -aulo *++:.
. CAEA5CAN3E 6I5>O 6rancisco da Sil#aF 4ISA4I Gorge Hos.i. 4ercado de
Capitais. Rio de GaneiroI Editora Campus *++*.
. -IN>EIRO Guliano 5ima. 4ercado de CapitaisI 6undamentos e 3@cnicas. =. Ed. S'o
-auloI Atlas *++9.
. ASSA6 NE3O Ale;andre. 4ercado 6inanceiro. S'o -auloI Editora Atlas (999.
A TOMADA DE DECISÃO
Em nosso dia1a1dia somos o!rigados a tomar decis?es praticamente em todos os
instantes JuaisJuer Jue se"am. Entretanto as pessoas Jue tomam as decis?es
possuem di%erentes ní#eis de responsa!ilidade. Nas áreas administrati#as e
%inanceiras as tomadas de decis'o podem representar o sucesso ou %racasso de um
determinado pro"eto ou at@ mesmo da empresa JualJuer Jue se"a seu neg$cio.
Do ponto de #ista de um administrador uma das suas %un&?es mais importantes @
e;atamente a de decidir.
EIementos que antecedem a tomada de decisão
Alguns elementos podem in%luenciar o processo decis$rioI
1 e;periKnciaI pro#@m de um con"unto de situa&?es #i#idas por uma pessoa e será
cada #e0 maior Juanto maior %or o número de e;posi&?es ao processo decis$rio em
circunstLncias di%erentes.
1 "ulgamentoI em muitos casos o administrador precisa assumir uma postura o!"eti#a e
necessita tomar uma decis'o !oa em #e0 de procurar uma $tima ou at@ mesmo
contrariar sua e;periKncia dada alguma situa&'o.
1 am!ienteI o administrador de#e le#ar em conta como as decis?es poder'o a%etar as
pessoas e o %lu;o de in%orma&?es. De#e ser analisado antes e depois da decis'o.
Etapas do processo decisório
1 de%ini&'o do o!"eti#oI de#e estar claramente de%inido o o!"eti#o da decis'o a ser
tomada. Na empresas em geral s'oI a ma;imi0a&'o dos lucros e minimi0a&'o dos
custos.
1 #ariá#el o!"etoI de#e1se corresponder ao o!"eti#o uma #ariá#el Juantitati#a Jue
assuma #alores con%orme o e#ento a#aliado com o intuito de poder %a0er
compara&?es e dar tratamento estatístico. E;I em uma a#alia&'o %inanceira pode1se
assumir como #ariá#el o!"eto o rendimento dos últimos meses.
1 a#aliar as alternati#asI em condi&?es de risco e incerte0a o ato de decidir
!asicamente consiste na sele&'o e a#alia&'o das alternati#as disponí#eis.
1 cenáriosI @ importante no processo decis$rio a constru&'o de cenários %uturos
seguindo algumas etapasI %i;ar o .ori0onte de tempo da #ariá#el o!"eti#oF de%inir as
#ariá#eis Jue in%luenciar'o os #alores da #ariá#el o!"eti#oF ela!orar os cenários com a
%i;a&'o de parLmetros Jualitati#os e Juantitati#os.
1 construir uma matri0 de decis'oI @ a %orma %inal de apresentar os elementos Jue
%a0em parte do processo de a#alia&'o do risco e do processo decis$rio.
DESCRIÇÃO DO
CENARIO
PROBABILIDADE DE
CADA CENARIO
ALTERNATIVAS
A( A* AM
Cenário l Crescimento *+N B( B* BM
Cenário 2 Aumento de ta;a de
"uros
=+N BO B= B<
Cenário 3 Recess'o M+N B: B, B9
RISCO, INCERTEZA E PROBABILIDADES
Como "á #isto a incerte0a está presente em um grande número de decis?es do
administrador. Na prática as decis?es %inanceiras s'o %undamentalmente #oltadas
para o %uturo. Sendo assim @ imprescindí#el Jue se introdu0a a #ariá#el incerte0a
como um dos mais signi%icati#os aspectos dos estudos das opera&?es da empresa.
3oda #e0 Jue a incerte0a associada / #eri%ica&'o de determinado e#ento possa ser
Juanti%icada por meio de uma distri!ui&'o de pro!a!ilidades dos di#ersos resultados
pre#istos podemos di0er Jue a decis'o está sendo tomada so! uma situa&'o de risco.
Desta maneira o risco pode ser entendido pela capacidade de se mensurar o estado
de incerte0a de uma decis'o mediante o con.ecimento das pro!a!ilidades
associadas / ocorrKncia de determinados resultados ou #alores. P um conceito
#oltado para o %uturo re#elando uma possi!ilidade de perda.
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA GESTÃO DE RISCO
-odemos de%inir risco como sendo a incerte0a Juanto ao resultado %uturo de um
in#estimento Jue pode ser medido matematicamente.
Numa de%ini&'o mais simples pode1se di0er Jue risco @ a pro!a!ilidade de Jue ocorra
algo n'o esperado Juanto ao retorno do in#estimento ou a pro!a!ilidade de ocorrer
algo di%erente do esperado.
-odemos de%inir gestão de riscos como a capacidade de tomar pro#idKncias .o"e
para garantir a so!re#i#Kncia do empreendimento no %uturo caso ocorra um cenário
impro#á#el por@m possí#el. Surge como resposta /s #olatilidades das ta;as de
cLm!io "uros pre&o das commodities etc. -ara sa!er Jual pro#idKncia de#e ser
tomada torna1se necessário mensurar o risco trans%ormar a incerte0a em números.
3oda e JualJuer tomada de decis'o de in#estimento no mercado %inanceiro pode e
de#e ser analisada so! trKs aspectos %undamentaisI
1 Renta!ilidade
1 5iJuide0
1 Seguran&a
Renta!ilidade ou retorno esperadoI @ aJuilo Jue se co!ra pelo adiamento da decis'o
de consumo.
5iJuide0I @ a capacidade de con#erter o mais rápido possí#el o in#estimento em
din.eiro.
Seguran&aI @ a certe0a de Jue ao dei;ar de consumir no presente o consumo %uturo
será possí#el com !ase no montante de capital esperado.
O!sI P impossí#el de %orma simultLnea garantir (++N de con%ian&a a ma;imi0a&'o
dos trKs componentes. P o c.amado Qco!ertor curtoR da decis'o de in#estimento.
-ode1se di0er Jue o conceito de risco %oi esta!elecido por >arrS 4ar8oTit0 Uautor do
li#ro -orti%olio selectionV e este em!asamento te$rico passou a ser utili0ado por todo o
mercado para apurar a rela&'o riscoWretorno a %im de decidir Jual in#estimento
escol.er e o momento certo de in#estir ou sair de um in#estimento.
De#ido ao a#an&o do processo de glo!ali0a&'o da economia com acelera&'o da
mo!ilidade de capitais entre os di#ersos países e amplia&'o do mercado de
deri#ati#os para %ins de ala#ancagem %inanceira surgiram sucessi#as crises mundiais
principalmente em países emergentes e estas crises e#idenciaram Jue era necessário
um controle mais rigoroso do risco Jue as institui&?es %inanceiras esta#am correndo
com seus in#estimentos espal.ados pelo mundo.
Crises 4undiaisI 4@;ico U(99O19=V países asiáticos U(9::V Rússia U(99,V 7rasil
U(999V e Argentina U*+++1+(V.
Em *O.+9.(99, resolu&'o *.==O o C4N determinou Jue as institui&?es %inanceiras
autori0adas a %uncionar pelo 7anco Central do 7rasil de#eriam implementar controles
internos #oltados para suas ati#idades.
CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS DE RISCO
Segundo a literatura %inanceira o Risco Financeiro UJue @ ligado /s perdas
%inanceirasV @ classi%icado emI
1 Risco de 4ercado
1 Risco Operacional
1 Risco de Cr@dito
1 Risco 5egal
1 Risco de 5iJuide0
DETALHAMENTO DOS RISCOS
Risco de Mercado
O risco de mercado representa a incerte0a em rela&'o ao comportamento dos pre&os
dos ati#os em %un&'o de mudan&as nos cenários econXmicos Jue in%luenciam todas as
institui&?es.
S'o riscos 4acroeconXmicos ou se"a oscilam de acordo com mudan&as nas
#ariá#eis comoI ta;as de "uros cLm!io etc.
Em resumo podemos a%irmar Jue o risco de mercado @ o risco de oscila&?es de
pre&os dos ati#os causados por oscila&?es dos mercados.
-or e;emplo supon.a Jue o in#estidor adJuiriu (.+++ a&?es da -etro!ras ao pre&o
unitário de RY =M++ desem!olsando portanto RY =M.+++++. Zuanto #alerá essa
carteira aman.'[ E daJui a um mKs[ RY =+.+++++[ RY <+.+++++[ Essa incerte0a
em rela&'o ao #alor %uturo de um ati#o ou carteira @ o Jue caracteri0a o risco de
mercado.
O risco de mercado total pode ser su!di#idido em duas categoriasI risco sistKmico ou
sistemático e risco n'o sistKmico ou n'o sistemático. Ee"amosI
Risco sistemáticoI Consiste no risco Jue os sistemas econXmicos político e social
#istos de %orma ampla imp?e ao ati#o. P o Risco relacionado /s Juest?es
macroeconXmicas de um país Ucrises morat$rias etc.V ou di%iculdades %inanceiras de
alguma institui&'o U7ancos -articularesV Jue pro#oJuem danos su!stanciais a outros
ou uma ruptura na condu&'o operacional de normalidade do Sistema 6inanceiro em
geral. Este tipo de risco n'o pode ser eliminado pela di#ersi%ica&'o na carteira mas @
%undamental Jue se escol.am ati#os con%orme a perspecti#a de con"untura mais
pro#á#el.
A!ai;o uma !re#e .ist$ria das crises %inanceiras da d@cada de 9+ Jue impactaram
!astante o 7rasil ao ponto da des#alori0a&'o de 99 e Jue muitos dos ris8 managers
U gestores de risco V #i#eram no início da gest'o de risco de mercado no 7rasil por
#olta de 9:W9,I
MÉXICO – DEZEMBRO/ 1994
Uma tumultuada campanha eleitoral, marcada pelo assassinato de um dos
candidatos, Luis Donaldo Colosio (PRI), e por revoltas de camponeses de Chiapas, foi
o estopim da crise. O peso, a moeda mexicana, era mantido num valor fixo ue
oscilava pouco com rela!"o ao d#lar, num limite chamado $%anda$. & moeda forte
favorecia as importa!'es e encarecia as exporta!'es. O d(ficit nas contas externas
era compensado com investimentos estran)eiros, ue sumiram ao primeiro sinal de
crise. &ssustado com a crise no *(xico, o capital especulativo fu)iu de todos os
pa+ses emer)entes, iniciando a primeira crise da economia )lo%ali,ada
TAILÂNDIA – JULHO/ 1997
Parte do )rupo conhecido por $ti)res asi-ticos$, a .ail/ndia tinha elevados +ndices de
exporta!"o. Cresceu 01 ao ano por uma d(cada. .inha uma d+vida externa de U23
45 %ilh'es. Depois de enfrentar desacelera!"o das exporta!'es sem adotar medidas
de maior ri)or fiscal, sua d+vida cresceu. O pa+s )astou suas reservas para manter a
moeda fixa e n"o suportou a press"o do mercado. 6m 7ulho de 8449, teve de deixar
sua moeda, o %aht, flutuar. 6la desvalori,ou :51 num ;nico dia. 6m se)uida, a crise
atin)iu a <olsa de =on) >on), espalhou?se pela @sia e pelo resto do mundo
RÚSSIA – AGOSTO/ 1998
& economia russa entrou em colapso depois da crise asi-tica. O capital especulativo
a%andonou os mercados emer)entes, o pre!o do petr#leo caiu e derru%ou o ru%lo, a
moeda russa. &s reservas do )overno ca+ram. Com os encar)os sociais e )astos
militares herdados do re)ime socialista, faltou dinheiro para pa)ar sal-rios de
funcion-rios p;%licos e manter servi!os %-sicos. 2em recursos, a R;ssia desvalori,ou
a moeda e decretou morat#ria da d+vida externa. Desmorali,ado, o presidente <oris
Ieltsin perdeu elei!'es parlamentares. & insta%ilidade se alastrou para as %olsas
internacionais
Risco não sistemáticoI P o Risco relacionado ao pr$prio desempen.o do
in#estimento USua carteira de in#estimentosV. P gerado pelos %atos Jue atingem
diretamente o ati#o em estudo ou o su!sistema Jue está ligado.
E;I 1 Ama crise no setor a@reo %a0 com Jue .a"a uma des#alori0a&'o dos pap@is das
compan.ias do setor.
1 A desco!erta de uma mina de ouro %a0 com Jue aumente a o%erta de ouro no
mercado %a0endo com Jue os pre&os caiam.
Este tipo de Risco pode ser eliminado pela di#ersi%ica&'o dos ati#os Jue comp?em a
carteira de in#estimentos.
Ama carteira com dois ou mais ati#os di%erentes com!inados sempre será menos
arriscada do Jue uma carteira com apenas um ati#o.
-odemos ainda a#aliar o risco de %orma a!soluta ou relati#a con%orme de%ini&?es a
seguirI
Risco absoIutoI P o Risco Real UperdaV do #alor do ati#o. Urepresenta a perda em
din.eiroV
E;. Am ati#o adJuirido pelo #alor de RY *++++ e Jue um ano depois ao #endK1lo
#alia apenas RY (++++ le#ando1o a uma perda de =+N do #alor in#estido.
Risco reIativoI 5e#a1se em considera&'o parLmetros de compara&'o para a
renta!ilidade de um ati#o. Relaciona1se a perda um índice de re%erKncia. -ode serI
ta;a de "uros índice da caderneta de poupan&a índices de in%la&'o índice 7o#espa
entre outros.
E;. Supon.amos um administrador de um %undo de in#estimentos Jue ten.a por
!ase ou re%erKncia o desempen.o do índice I%ovespa UJue @ calculado a partir da
m@dia ponderada de um con"unto de a&?es negociadas na 7o#espaVI
1 O o!"eti#o do in#estidor @ seguir a Earia&'o do \ndice e conseJ]entemente o seu
Risco.
Neste caso o Risco Relati#o @ o descasamento ou se"a n'o conseguir Jue o
seu in#estimento apresente #aria&?es ou desempen.os semel.antes ao índice de
re%erKncia neste caso o I!o#espa n'o importando se o #alor da cota do %undo su!iu o
caiu. Identi%ica1se como risco uma perda maior do Jue o índice.
4uito se discute so!re como de#e se m!"# $ #"%&$ ! m#&'!$ e a alternati#a Jue
#em se %ormando @ a medi&'o por meio da #olatilidade dos ati#os.
Etapas necessárias para viabiIizar a boa gestão do risco:
1 Apurar o risco de cada in#estimentoF
1 con%rontar com o dese"o de cada in#estidor Juanto ao risco Jue está
disposto a en%rentarF
1 e com isso identi%icar o per%il do in#estidorI
PerfiI conservadorI indica1se %undos de renda %i;a atrelados ao UCDI C Certi%icado de
dep$sito inter!ancárioV ou mesmo aplica&?es direcionadas a caderneta de poupan&a.
PerfiI mais agressivo I indica1se %undos de renda #ariá#el cam!ial e de renda %i;a
Jue utili0em deri#ati#os por e;emplo.
O7S. N'o se esJue&am Jue o risco de mercado de um ati#o @ conseJ]Kncia da
#aria&'o diária de seu pre&o ou se"a de sua #olatilidade. Zuanto mais #olátil ele %or
maior será o risco.
Risco OperacionaI
O risco operacional pode ser classi%icado como um risco de organi0a&'o ou
organi0acional. Está associado aos erros Jue podem ocorrer no %uncionamento interno
da institui&'o. Em tese @ JualJuer tipo de risco Jue a empresa pode ou poderia ter
controle.
Classi%icamos este tipo de risco so! M aspectosI
Risco OrganizacionaI C relaciona os riscos nos processos adotados na
condu&'o e controle da Organi0a&'o.
E;I estrat@gias inadeJuadas reestrutura&?es eJui#ocadas o!stáculos no %lu;o
de in%orma&?es cálculos e estimati#as erradas opera&?es inadeJuadas etc.
Risco TecnoIógico C Di0 respeito a in%ra1estrutura de tecnologia utili0ada. >ardTare
So%tTare ausKncia de %aAcupBs tele%onia e telecomunica&?es sistemas etc.
E;I -ro!lemas com %al.as nos eJuipamentos e ou sistemas al@m de so%tTares
inadeJuados erros de programa&'o.
Esse risco @ rele#ante principalmente para empresas Jue atuam no mercado
%inanceiro pois utili0am sistemas on1line entre outros de in%orma&?es grá%icos
cota&?es e contatos tele%Xnicos com operadores Uagentes econXmicosV de todo o
mundo.
Risco Humano C Risco incorrido pela má Jualidade de Capital >umano empregada
na empresa.
E;. AusKncia de al&adas de decis'o %alta de treinamento especí%ico para a %un&'o
e;ercida %alta de moti#a&'o por pro!lemas pessoais ou por condi&?es inadeJuadas de
tra!al.o %alta de #alores morais Udes#io de #er!as rou!os etc.V %raudes la#agem de
din.eiro e;cesso de gastos por %uncionários.
Como minimi0ar este tipo de risco[
-ode1se minimi0ar este tipo de risco com %ormas de controle por e;emplo auditorias
internas e e;ternas de %orma peri$dica com o o!"eti#o de a#aliar os processos e
indenti%icar possí#eis áreas de des#ios.
Auto1a#alia&'o podem1se ela!orar programas internos de a#alia&'o de processos e
identi%ica&'o de riscos potenciais assim como suas %reJ]Kncias esperadas e seus
custos. A partir daí constroem1se relat$rios %ormais Juanti%icando e analisando os
riscos de cada departamento criando indicadores de risco com o!"eti#o de gerenciá1
los.
R"%&$ L(')
O risco legal pode ser entendido como a possi!ilidade de perda de#ido /
impossi!ilidade de se e;ecutar os termos de um contrato 1 incluindo os riscos
pro#enientes de documenta&'o insu%iciente %alta de capacidade ou autoridade de uma
contraparte incerte0a legal 1 e / incapacidade de se implementar uma co!ran&a por
Jue!ra ou insol#Kncia da contraparte. Como e;emplo de mani%esta&'o do risco legal
temos o pagamento de indeni0a&?es de#ido ao n'o1cumprimento da legisla&'o.
Resumidamente @ o risco Jue se incorre pelo n'o cumprimento das o!riga&?es legais.
-ode ser atra#@s deI
1 Contratos mal %ormulados
1 Documenta&?es inadeJuadas
1 Descumprimento da legisla&'o #igente
1 6alta de con.ecimento da legisla&'o internacional
1 Sonega&'o 6iscal
Zuando trata1se de títulos %undos !ancários e mercado de a&?es ca!e /s autoridades
de %iscali0a&'o U7anco Central do 7rasil e Comiss'o de Ealores 4o!iliáriosV
acompan.ar e #eri%icar se os agentes %inanceiros est'o cumprindo as regras
determinadas em lei normas ou procedimentos operacionais.
R"%&$ ! L"*+"!,
5iJuide0 pode ser entendida como a capacidade e a #elocidade de se trans%ormar um
in#estimento em din.eiro. Zuanto mais rápido este in#estimento se con#erter e
din.eiro di0emos Jue possui alta liJuide0
O risco de liJuide0 pode ser separado em dois tiposI o risco de liJuide0 de
%inanciamento Jue se re%ere / .a!ilidade de eJuacionar deseJuilí!rios no %lu;o de
cai;a atra#@s de no#as capta&?es de recursos. Dada esta %alta de cai;a a empresa
pode so%rer perdas reais pois para captar estes recursos precisam recorrer /
empr@stimos #enda de títulos no mercado. Am !om plane"amento de %lu;o de cai;a e
estrat@gias prontas para o le#antamento rápido de recursos contri!uem para
minimi0ar este tipo de riscoF
e o risco de liJuide0 de mercado Jue se re%ere ao risco de n'o se conseguir %ec.ar
posi&?es a!ertas em tempo .á!il na Juantidade su%iciente e a um pre&o "usto e está
relacionado / di%iculdade de comprar ou #ender um ati#o Ureal ou %inanceiroV em
%un&'o da peJuena Juantidade de neg$cios reali0ados com ele.
Como e;emplo a&?es de !ai;a liJuide0 no mercado Jue dado !ai;o #olume de
neg$cios para #ender rapidamente tem Jue se a!ai;ar muito o pre&o.
A pr$pria institui&'o %inanceira pode correr risco de liJuide0 %icando sem recursos para
.onrar seus compromissos.
Am e;emplo clássico de risco de liJuide0 consiste na Jue!ra de uma institui&'o
%inanceira de#ido a um mo#imento de corrida !ancária.
O7SI 1 P possí#el ocorrer uma oscila&'o mais signi%icati#a do pre&o Juando s'o
#eri%icados poucos neg$cios.
Risco de Crédito
O risco de cr@dito pode ser de%inido como a pro!a!ilidade de os títulos adJuiridos pelo
in#estidor n'o serem .onrados na data de seu #encimento ou nas condi&?es
contratadas ou se"a as contra1partes n'o s'o capa0es de cumprir suas o!riga&?es.
Este e#ento rece!e o nome de Qde%aultR.
-or e;emplo uma %inanceira ao emprestar din.eiro a um cliente incorre no risco de
n'o rece!er o #alor nominal emprestado ou os "uros de#ido / insol#Kncia do cliente
No mercado %inanceiro os gestores de risco assim como os in#estidores est'o
preocupados em a#aliar a capacidade de pagamento das empresas pri#adas ou
pú!licas Juando da emiss'o dos seus títulos na economia.
Zuando a emiss'o @ de responsa!ilidade de um go#erno %ederal ele rece!e o nome
de 'títuIo soberano do país' e seu risco de cr@dito @ mensurado por empresas
especiali0adas na análise da capacidade de pagamento de dí#idas.
Essas empresas especiali0adas s'o con.ecidas pelo nome de Agências de Rating.
EMPRESAS (AGÊNCIAS) DE RATING
S'o empresas especiali0adas em mensurar risco. Surgiram da necessidade de um
maior controle de concess'o de cr@dito dada a maior #olatilidade da economia.
S'o de sua responsa!ilidadeI
1 a#aliar a situa&'o econXmica e %inanceira do emissor de um título
1 a#aliar o risco das emiss?es de títulos de renda %i;a.
Ap$s a a#alia&'o @ concedida uma nota ou rating para a emiss'o e para o emissor e
com !ase nesta nota Jue re%lete o risco do titulo o in#estidor de%ine a remunera&'o
Jue ele aceita para correr esse risco.
3odos os agentes econXmicos Jue operam no mercado %inanceiro prestam muita
aten&'o na classi%ica&'o de rating.
Principais empresas que atuam nesta área:
Fitch, Standard & Poor´s e Moody´s
As -rincipais in%orma&?es econXmicas Jue s'o consideradas Juanto a capacidade do
país em .onrar seus compromissos internos e e;ternos s'oI
1 Rela&'o di#idaW-I7
1 Rela&'o saldo e;portadoWdi#ida e;terna
RISCO -A.S
A e;press'o ^risco país^ entrou para a linguagem cotidiana do noticiário econXmico
principalmente em países Jue #i#em em clima de insta!ilidade como o 7rasil e a
Argentina.
O ^risco país^ @ um indicador Jue tenta determinar o grau de insta!ilidade econXmica
de cada país. Desta %orma se tornou decisi#o para o %uturo imediato dos países
emergentes. A seguir est'o enumerados alguns pontos !ásicos Jue %acilitam o
entendimento desse conceito Jue #em tendo cada #e0 mais destaJue. O risco país @
um índice denominado 6mer)in) *arAets <ond Index Plus UE47I_V e mede o grau de
^perigo^ Jue um país representa para o in#estidor estrangeiro.
Este indicador se concentra nos países emergentes na Am@rica 5atina os índices
mais estudados ou a#aliados s'o das M principais economias 7rasil 4@;ico e
Argentina.
Dados comparati#os de outros países 1 como Rússia 7ulgária 4arrocos Nig@ria
6ilipinas -olXnia `%rica do Sul 4alásia e outros 1 tam!@m s'o considerados nos
cálculos dos índices. O risco país @ calculado por agKncias de classi%ica&'o de risco e
!ancos de in#estimentos.
O !anco de in#estimentos americano J. P. Morgan Jue possui %iliais em di#ersos
países latino1americanos %oi o primeiro a %a0er essa classi%ica&'o.
Zue #ariá#eis econXmicas e %inanceiras s'o consideradas no cálculo do índice[
O G. -. 4organ analisa o rendimento dos instrumentos da dí#ida de um determinado
país principalmente o #alor Uta;a de "urosV com o Jual o país pretende remunerar os
aplicadores em !Xnus representati#os da dí#ida pú!lica.
3ecnicamente %alando o risco país @ a so!reta;a de se paga em rela&'o /
renta!ilidade garantida pelos !Xnus do 3esouro dos Estados Anidos país considerado
o mais sol#ente do mundo ou se"a o de menor risco para um aplicador n'o rece!er o
din.eiro in#estido acrescido dos "uros prometidos.
Como se determina esta so!reta;a[
Entre outros s'o a#aliados principalmente aspectos como o ní#el do d@%icit %iscal as
tur!ulKncias políticas o crescimento da economia e a rela&'o entre a arrecada&'o e a
dí#ida de um país.
Como se e;pressa o risco país[
Em pontos !ásicos. Sua con#ers'o @ simplesI (++ unidades eJui#alem a uma
so!reta;aade(N.
No 7rasil em *:.+9.+* o índice c.egou a *.OM< pontos e signi%ica di0er Jue um título
!rasileiro esta#a pagando no mercado secundário em m@dia *OM<N a.a. de "uros
acima do título so!erano emitido pelo go#erno americano no mesmo pra0o.
Atualmente estamos pagando algo em torno de *N acima da ta;a de um título do
go#erno americano ou se"a o risco 7rasil está em torno de *++ pontos.
Concretamente o Jue signi%ica este índice para os in#estidores[
P um orientador. O risco país indica ao in#estidor Jue o pre&o de se arriscar a %a0er
neg$cios em um determinado país @ mais ou menos ele#ado.
Zuanto maior %or o risco menor será a capacidade do país de atrair in#estimentos
estrangeiros. -ara tornar o in#estimento atraente o país tem Jue ele#ar as ta;as de
"uros Jue remuneram os títulos representati#os da dí#ida.
E Juais os e%eitos para a economia ter o país classi%icado como ^risco perigoso^
As principais conseJ]Kncias s'oI uma retra&'o do %lu;o de in#estimentos estrangeiros
e um menor crescimento econXmico o Jue aca!a acarretando um aumento do
desemprego e salários menores para a popula&'o.
Ex. Rating soberanos de diversos países em 06.ll.03
Clas. AgKncia 6itc. Clas. AgKncia Standand b -oorcs Clas. AgKncia 4oodS
cs
AAA `ustria AAA 6ran&a Aaa 6ran&a
AA_ Canadá AA_ 7@lgica Aa( 7@lgica
AA 7@lgica A_ >ong dong Aa* Itália
A C.ina A C.ile AaM Il.as
CaSman
777_ -olXnia 777 C.ina AM C.ina
777 4@;ico 7771 4@;ico 7aa( C.ile
7771 7rasil 77_ 7rasil 7aaM 7rasil
DDD Argentina SD Argentina 1
-aíses com classi%ica&'o de risco acima de 77_ s'o considerados de 7ai;o Risco de
cr@dito ou Qinvestment )radesR e representa a garantia de reali0ar capta&?es de
recursos %inanceiros #ia emiss'o de títulos no mercado internacional pagando uma
ta;a de "uros menor.
Etapas do 2erenciamento do Risco 6inanceiroI
ETA-AS
RISCO DE MERCADO RISCO DE CREDITO RISCO OPERACIONAL
De%inir categorias de 13a;a de Guros 1InadimplKncia 1Controle de transa&?es
risco
1A&?es
14oedas
1Commodities
1Re!ai;amento da
classi%ica&'o de cr@dito
1Controles operacionais
1Sistemas
16al.a >umana
4edir %atores de risco 1Eolatilidades
1Correla&?es
Distri!ui&'o de
inadimplKncia e
recupera&'o de cr@dito
6reJ]Kncia de perdas
4edir a e;posi&'o 1Duration
1Delta
1 7eta
1 4apeamento
E;posi&'o corrente e
potencial
Distri!ui&'o de perdas
Calcular o risco EaR de 4ercado Ear de Cr@dito EaR operacional
-erda esperada
Controle do Risco
- Redu&'o de perdas Uou redu0ir a se#eridade das mesmasV
- -re#en&'o Uou redu&'o na %reJ]KnciaV
- Elimina&'o da E;posi&'o
O RISCO /INANCEIRO
Em!ora o termo risco na linguagem moderna signi%iJue Qperigo de perdaR a teoria das
%inan&as de%ine como a incerte0a em rela&'o aos resultados e de uma %orma mais
t@cnica como a Qdispers'o de resultados inesperados de#ido a oscila&?es nas
#ariá#eis %inanceirasR Jue podem ser atri!uídas a ta;as de "uros #alor de a&?es e de
commodities al@m da ta;a de cLm!io.
Na prática para mensura&'o %ormal do risco de#e1se primeiramente de%inir a #ariá#el
de interesse Jue pode ser o #alor de uma carteira de ati#os os gan.os as perdas o
capital ou determinado %lu;o de cai;a.
O risco @ mensurado por meio do des#io1padr'o dos resultados tam!@m c.amado de
volatilidade, e @ indicado pela letra grega sigma C o.
CONCEITO DE VOLATILIDADE

A #olatilidade @ uma das mais importantes %erramentas para Juem atua no mercado de
renda #ariá#el como no caso das a&?es pois neste mercado estamos interessados na
dire&'o do mesmo e tam!@m na #elocidade Jue ele #ai se mo#imentar. Em certo
sentido @ uma medida da #elocidade do mercado mercados Jue se mo#em
lentamente s'o mercados de !ai;a #olatilidade e os Jue se mo#em rapidamente s'o
mercados de alta #olatilidade.

3eoricamente o número ^#olatilidade^ associado ao pre&o de uma mercadoria @ a
#aria&'o de pre&o re%erente a um des#io padr'o e;presso em porcentagem ao %im de
um período de tempo. O Jue Jueremos di0er com isto @ Jue se uma a&'o tem um
pre&o .o"e de RY =+++ com #olatilidade de *+N ao ano esperamos Jue esta a&'o
daJui a um ano em m@dia este"a situada entre RY O+ e RY <+++
-RE/ER0NCIAS EM RELA12O A RISCO
As atitudes em rela&'o a risco di%erem entre os administradores Ue as empresasV. -or
isso @ importante delimitar um ní#el geralmente aceitá#el de risco. Os trKs
comportamentos !ásicos em rela&'o a risco 1 a#ers'o indi%eren&a e propens'o 1
aparecem representados gra%icamente na pr$;ima %igura.
1 -ara o administrador indiferente a risco o retorno e;igido n'o #aria Juando o ní#el
de risco #ai de C8 para C:. Essencialmente n'o .a#eria nen.uma #aria&'o de retorno
e;igida em ra0'o do aumento de risco. P claro Jue essa atitude n'o %a0 sentido em
Juase nen.uma situa&'o empresarial. Assim O risco aumenta por@m o retorno
permanece constante e os administradores n'o e;igem nen.uma ele#a&'o da ta;a de
retorno em compensa&'o a ele#a&'o do risco associado ao in#estimento.
1 -ara o administrador avesso a risco o retorno e;igido aumenta Juando o risco se
ele#a. Como esse administrador tem medo de risco e;ige um retorno esperado mais
alto para compensar o risco mais ele#ado.
1 -ara o administrador propenso a risco o retorno e;igido cai se o risco aumenta.
3eoricamente como gosta de correr riscos esse tipo de administrador está disposto a
a!rir m'o de algum retorno para assumir maiores riscos. Entretanto esse
comportamento n'o tenderia a !ene%iciar a empresa.
Em %+' m'"$#"'3 os '!m"4"%5#'!$#% %6$ '7%%$% ' #"%&$8 -'#' &#5$ '+m45$ !
#"%&$3 9"(m '+m45$ ! #5$#4$8 2eralmente tendem a serem conser#adores e
n'o agressi#os ao assumir riscos em nome de suas empresas.
6onteI 2itman pág. (,, U-rincípios de Adm. 6inanc. (+) ed.V
R"%&$ ! +m A5"7$ I4!"7"!+')
A origem da pala#ra risco deri#a do latim resecare Ucortar separandoV. Eem da no&'o
de perigo Jue os na#egantes tin.am ao passar por roc.as perigosas e pontiagudas.
E;iste di%erencia&'o entre risco e incerte0a. Zuando se pode mensurar um e#ento
atra#@s da pro!a!ilidade de acontecer tem1se o risco. Zuando a pro!a!ilidade n'o
pode ser mensurada tem1se a incerte0a.
Risco @ a possi!ilidade de pre"uí0o %inanceiro ou mais %ormalmente a #aria!ilidade de
retornos associada a um determinado ati#o. Zuanto mais certo %or o retorno do ati#o
menor será o risco.
O conceito de risco pode ser desen#ol#ido considerando1se apenas o in#estimento e
um único ati#o.
AvaIiação de Risco: A análise de sensi!ilidade e as distri!ui&?es de pro!a!ilidade
podem ser usadas para a#aliar o ní#el geral de risco associado a um ati#o.
D:"4";6$ ! #5$#4$
R5$#4$ @ o gan.o ou perda total Jue se o!t@m em um in#estimento. A maneira em
geral usada para calcular o retorno @I
OndeI
dt e ta;a o!ser#ada e;igida ou esperada de retorno no período t.
-a e pre&o atual do Ati#o.
-c e pre&o do Ati#o na Compra.
Ct e JualJuer %lu;o de cai;a produ0ido pelo in#estimento UDi#idendoV.
-or e;emplo se #ocK compra no dia ((W+*W*++, e #ende no dia ((W+MW*++,
(.+++ a&?es de -etro!ras -N e nesse período a empresa distri!uiu como di#idendo
RY (++ ent'o o retorno desse in#estimento @I
Cota&'o de -etro!ras -N no dia ((W+*W*++,I RY M<(9.
Cota&'o de -etro!ras -N no dia ((W+MW*++,I RY O*9*.
Retorno
3 癃ulos
do
2o#erno
3 癃
ulos de
renda
%i;a
7ens Im
f eis
A f es

Interna1
cionais
A f es
Nacio1
nais
Capital
De
Risco
Risco
In%eli0mente e;istem incerte0as associadas ao retorno Jue e%eti#amente será o!tido
ao %inal do período de in#estimento. ZualJuer medida num@rica desta incerte0a @
c.amada de risco.
Exercícios:
l) A G5C ASSE3 um %undo de in#estimento dese"a determinar a ta;a de retorno de
duas a&?es. A a&'o A %oi comprada .á um ano por RY*+++ e tem atualmente
#alor de mercado de RY*(=+F durante o ano gerou um di#idendo de RY,++. A
a&'o %oi adJuirida tam!@m um ano atrás e seu #alor no ano Jue aca!a de
terminar caiu de Y(*++ para Y((,+F mas gerou um di#idendo de RY(:++.
Asando esses dados calcule a ta;a de retorno anual U>tV para cada uma das
a&?es.
2) Go'o 2a!riel um analista %inanceiro da Orange Indústrias dese"a estimar a ta;a
de retorno de dois in#estimentos com riscos semel.antes B e H. A pesJuisa de
Go'o indica Jue os retornos passados mais recentes representam estimati#as
ra0oá#eis dos retornos %uturos. Am ano atrás o #alor de mercado do ati#o B era de
Y*+.+++++ e o ati#o H de Y==.+++++. Durante o ano o ati#o B gerou %lu;os de
cai;a de Y(.=++++ e os do ati#o H %oram de Y<.,++++. Os #alores correntes de
mercado dos ati#os B e H s'o de Y*(.+++++ e Y==.+++++ respecti#amente.
aV Calcule a ta;a esperada de retorno dos ati#os B e H usando os dados do ano
mais recente.
!V Supondo Jue os dois ati#os ten.am o mesmo risco Jual de#eria ser
recomendado por Go'o[ -or JuK[
3) Am in#estimento em a&?es apresentou uma ta;a de retorno ap$s um ano de
MO=N. Essa a&'o %oi adJuirida por Y(*=+ e pagou um di#idendo nesse e;ercício
no #alor de Y(M+ sendo assim determine o #alor de mercado dessa a&'o.
4) O administrador de carteira do !anco 7om In#estimento adJuiriu um determinado
ati#o por Y*M9+F ap$s um ano seu #alor de mercado correspondia / YO=<: e tin.a
apresentado uma ta;a de retorno de ,=N. -ara sua in%orma&'o ele necessita#a
o!ter o #alor do di#idendo pago nesse ano sendo assim determine esse #alor
atra#@s da %$rmula do retorno.
5) Determine o pre&o pago por uma a&'o Jue tKm #alor de mercado de YMO++F
pagou u di#idendo de (*= por a&'o e apresentou uma ta;a de retorno de (=N ao
ano.
A4<)"% ! %4%"=")"!'!
A análise de sensi!ilidade recorre a di#ersas estimati#as dos retornos possí#eis para
o%erecer uma no&'o da #aria!ilidade dos resultados. Am m@todo comum consiste em
%a0er uma estimati#a pessimista UpiorV mais pro#á#el UesperadaV e otimista Umel.orV
dos retornos associados a um ati#o. Nesse caso o risco do ati#o pode ser medido
pela amplitude dos retornos. A amplitude @ encontrada su!traindo1se o resultado
pessimista do resultado otimista. Zuanto maior ela %or maior será a #aria!ilidade ou
se"a o risco do ati#o.
Constru&'o de cenários
Normalmente utili0a1se pelo menos M tipos de cenáriosI um otimista um
pro#á#el e um pessimista. As institui&?es %inanceiras como os !ancos utili0am
su!di#is?es em cada um deles. Os cenários s'o construídos a partir de pro!a!ilidades
su!"eti#as de tendKncias macroeconXmicas como ta;a de "uros in%la&'o #aria&'o
cam!ial etc.
A!ai;o temos um e;emplo de possí#eis #ariá#eis analisadas em cada cenárioI
OtimistaI
1 in%la&'o decrescenteF
1 contas pú!licas em controleF
1 controle da recess'oF
1 tendKncia / unidade políticaF
1 sindicatos sem %or&a.
-ro#á#elI
1 in%la&'o mantida em ní#eis atuaisF
1 contas pú!licas em controleF
1 recess'o mantidaF
1 esta!ilidade políticaF
1 sindicatos com pouca %or&a.
-essimistaI
1 in%la&'o ascendenteF
1 contas pú!licas em descontroleF
1 %orte recess'oF
1 di#ergKncias políticasF
1 sindicatos agressi#os.
Nesse caso o risco do ati#o pode ser medido pela AM-LITUDE !$% #5$#4$%. A
amplitude @ encontrada su!traindo1se o resultado pessimista do resultado otimista.
Zuanto maior ela %or maior será a #aria!ilidade ou se"a o risco do ati#o.
ExempIo: Am in#estidor possui (+.+++ para in#estir e tem acompan.ado o
desempen.o de duas a&?es ao longo dos anos e está indeciso em Jual das duas
in#estir pois am!as tem apresentado um retorno de (=N diante de um cenário
econXmico normal. Ele %e0 uma a#alia&'o pessimista e uma otimista dos retornos
associados a cada in#estimento. As trKs estimati#as de cada ati#o e suas amplitudes
s'o %ornecidas na 3a!ela a!ai;o.
Cenário para (,+
dias
Retorno da A&'o A Retorno da A&'o 7
Otimista (++N *+N
-ro#á#el (=N (=N
-essimista 1:+N (+N
AmpIitude l70% l0%
O ati#o A parece ser mais arriscado Jue o ati#o 7F sua amplitude de (:+N ou se"a
g(++N C U1:+NVh @ maior Jue a amplitude de (+N U*+N C(+NV do ati#o 7. Am
in#estidor a#esso ao risco pre%eriria o ati#o 7 ao A porJue o A o%erece o mesmo
retorno mais pro#á#el Jue o 7 U(=NV mas com risco Umenor amplitudeV.

Exercícios:
l) Preferências com reIação ao risco
S.aron Smit. administradora %inanceira da 7arnett Corporation dese"a a#aliar trKs
perspecti#as de in#estimentos BHe i. Atualmente a empresa o!t@m (*N a.a. so!re
esses in#estimentos os Juais tem um índice de risco de <N. Os trKs in#estimentos
Jue est'o sendo considerados est'o resumidos a!ai;o em termos de retorno e do
risco esperado.
Retorno Risco
esperado esperado
Investimento (%) (%)
B (ON :N
H (*N ,N
i (+N 9N
a) Se S.aron Smit. %osse indi%erente ao risco Juais in#estimentos ela selecionaria[
E;pliJue -or JuK.
b) Se S.aron Smit. %osse a#ersa ao risco Juais in#estimentos ela selecionaria[
E;pliJue por JuK.
c) S.aron Smit. %osse tendente ao risco Juais in#estimentos ela selecionaria[
E;pliJue -or JuK.
d) Dado o tradicional comportamento de pre%erKncia com rela&'o ao risco e;i!ido
pelos administradores %inanceiros Jual in#estimento poderia ser pre%erido[ -or
JuK[
2) AnáIise de Risco
A Solar Designes está considerando um in#estimento na e;pans'o de uma lin.a de
produto. Dois possí#eis tipos de e;pans'o est'o sendo considerados. Depois de
in#estigar os possí#eis resultados a compan.ia %e0 a seguinte estimati#aI
E9>'4%6$ A E9>'4%6$ B
Investimento IniciaI RY (*.+++ RY (*.+++
Taxa de retorno anuaI
-essimista (<N (+N
4ais -ro#á#el *+N *+N
Otimista *ON M+N
a) Determine a %ai;a de ta;as de retornos para cada um dos pro"etos.
b) Zual pro"eto @ menos arriscado[ -or JuK[
c) Se #ocK %osse tomar uma decis'o de in#estimento Jual delas escol.eria[ -or
JuK[
O Jue isso rele#a so!re sua percep&'o acerca do risco[
3) Questão Provão 2002
As Salinas -otiguar 5tda. dese"a a#aliar o risco pela medida estatística da amplitude
de cada um dos = pro"etos Jue está analisando. Os administradores da empresa
%i0eram estimati#as QpessimistasR Qmais pro#á#eisR e QotimistasR dos retornos anuais
com apresentado a seguirI
Estimativas Taxas anuais de retornos (%)
Projeto A ProjetoB ProjetoC ProjetoD ProjetoE
-essimista (O < (+ (( (*
4ais -ro#á#el (< (< (< (< (<
Otimista (, ** *= (9 **
Com !ase nas in%orma&?es anteriores o pro"eto de maior risco @ oI
UAVA U7V7 UCVC UDVD UEVE
D"%5#"=+";?% ! >#$='=")"!'!%
As distri!ui&?es de pro!a!ilidades o%erecem uma #is'o mais Juantitati#a do risco de
um ati#o. A pro!a!ilidade de um e#ento @ a chance de ele ocorrer. Am e#ento com
,+N de pro!a!ilidade de ocorrKncia poderá acontecer oito #e0es em cada de0 #e0esF
um e#ento com pro!a!ilidade de (++N ocorrerá com certe0a. E#entos com
pro!a!ilidade igual a 0ero nunca ocorrem.
Criados os cenários estudamos a pro!a!ilidade de retornos do in#estimento em cada
a&'o em situa&?es parecidas do passado e atra#@s de uma pro!a!ilidade su!"eti#a
"ulgamos a possi!ilidade de ocorrKncia de cada cenárioI
-ara uma apura&'o mais detal.ada o in#estidor analisou as notícias econXmicas e
a#aliou as pro!a!ilidades de ocorrKncia de cada cenário para os pr$;imos (,+ dias.
Assim as estimati#as indicam Jue as pro!a!ilidades dos e#entos pessimista pro#á#el
e otimista s'o de M+N O+N e M+N respecti#amente. A soma das pro!a!ilidades de#e
ser igual a (++N ou se"a de#em ser consideradas de todas as alternati#as possí#eis.
Constru&'o de um cenário para (,+ diasI
Cenário para (,+
dias
-ro!a!ilidade Retorno da A&'o A Retorno da A&'o 7
Otimista M+N (++N *+N
-ro#á#el O+N (=N (=N
-essimista M+N 1:+N (+N
OndeI
-r e -ro!a!ilidade
d" e Retorno
Re e U +M ; (++ V _ U +O ; (= V _ U +M ; 1:+Ve
Re e (=N
Re e U +M ; *+ V _ U +O ; (= V _ U +M ; (+ Ve
Re e (=N
Zuando tra!al.amos com pro!a!ilidades DI/ERENTES em cada cenário para o
cálculo do RETORNO ES-ERADO em #e0 da m@dia aritm@tica simples
utili0amos a seguinte %$rmulaI
Como os retornos esperados s'o iguais podemos medir o risco atra#@s da amplitude
Jue Juanto maior %or maior @ o risco pois o resultado tende a oscilar mais ou utili0ar
de uma distri!ui&'o de pro!a!ilidades. O tipo mais simples @ o grá%ico de !arrasI
6onteI 2itman pág. (,9 U-rincípios de Adm. 6inanc. (+D ed.V
Outra distri!ui&'o de pro!a!ilidade @ a distri!ui&'o contínua de pro!a!ilidade
mostrada no Juadro a!ai;oI
6onteI 2itman pág. (9+ U-rincípios de Adm. 6inanc. (+D ed.V
N'o @ raro os resultados dos in#estimentos apresentarem retornos parecidos ou at@
mesmo iguais. Desta %orma como seria possí#el analisar o risco[ Al@m de considerar
sua amplitude o risco de um ati#o pode ser medido Juantitati#amente com o uso da
estatística Jue pode ser utili0ada para medir a #aria!ilidade dos retornos dos ati#os.
DESVIO PADRÃO
Zuando calculamos a m@dia de uma distri!ui&'o de pro!a!ilidades procuramos
a possi!ilidade de Jue esta m@dia represente a distri!ui&'o ou se"a dese"amos
su!stituir as in%orma&?es dadas pela ta!ela distri!ui&'o de pro!a!ilidades por um
único número a m@dia Jue a represente e Jue possa ser usada para análise de %orma
a %acilitar nosso raciocínio.
A Juest'o @ sa!er se esta m@dia @ uma !oa representa&'o ou n'o da
distri!ui&'o de pro!a!ilidades. P neste ponto Jue utili0amos o desvio padrão Jue nos
mostra o grau de oscila&'o ou concentra&'o das pro!a!ilidades em torno da m@dia
mostrando assim o Juanto as #ariá#eis se distanciam da m@dia.
O desvio-padrão σk mede a dispers'o em torno do #alor esperado. O vaIor
esperado do retorno 81!arra @ o retorno mais pro#á#el de um ati#o ou se"a a m@dia.
P calculado da seguinte maneira Juando as probabiIidades de ocorrência de
retorno são iguaisI
A e;press'o de cálculo do desvio padrão dos retornos ok @I
Em geraI, quanto maior o desvio padrão, mais aIto o
risco.
A %$rmula comumente usada para encontrar o des#io1padr'o dos retornos j em uma
situa&'o em Jue 5$!$% os resultados possí#eis s'o con.ecidos e se sup?e Jue todas
as pro!a!ilidades s'o "(+'"% @I

COEFICIENTE DE VARIAÇÃO
Ama crítica Jue podemos %a0er Juando consideramos o risco atra#@s do des#io1
padr'o @ com rela&'o /s di%iculdades no processo de compara&'o da rela&'o risco x
retorno.
O coeficiente de variação CD @ uma medida de dispers'o relati#a útil na
compara&'o de riscos de ati#os com retornos esperados di%erentes. Essa sinteti0a em
um único número as duas #ariá#eis de interesse do in#estidorI retorno e risco onde
podemos di0er Jue o coe%iciente mostra o Juanto de risco possui cada unidade de
retorno.
Assim o CE torna1se !astante útil como crit@rio de sele&'o de ati#os indi#iduais
de#endo ser escol.ido aJuele ati#o Jue possuir o menor coeficiente.
De uma %orma prática mostra o Juanto está Qem!utidoR de risco em cada unidade de
retorno ou se"a coe%icientes de #aria&?es maiores Juer di0er Jue Jundo o retorno de
um in#estimento aumentar aumentará tam!@m seu risco.
A EJua&'o a!ai;o %ornece a e;press'o do coe%iciente de #aria&'oI
Quanto menor o coeficiente de variação, menor o risco, pois possui menos risco
em cada unidade de retorno.
EXERCICIOS
l) Dadas as in%orma&?es so!re os ati#os A e 7. calcularI
A1 retornos esperados
71 des#io1padr'o
C1 coe%iciente de #aria&'o
D1 Jual o ati#o Jue proporciona o menor risco[
ATIVO A ATIVO B
-ro!a!ilidade Retorno -ro!a!ilidade Retorno
+.(+ (+ +(= 9
+*+ (* +M= (M
+O+ (: +M= (<
+.*+ ** +(= *+
+(+ *O
2) Dadas /s in%orma&?es so!re os ati#os C e D calcularI
a1 retornos esperados
!1 des#io1padr'o
c1 coe%iciente de #aria&'o
d1 Jual o ati#o Jue proporciona o menor risco[
ATIVO C ATIVO D
-ro!a!ilidade Retomo -ro!a!ilidade Retorno
+.(+ *+ +*+ *=
+*+ (= +(= *9
+.(= M* +M+ MM
+(= O= +M= O=
+O+ ==
3) Dadas /s in%orma&?es so!re os ati#os E e 6 calcularI
a1 retornos esperados
!1 des#io1padr'o
c1 coe%iciente de #aria&'o
d1 Jual o ati#o Jue proporciona o maior risco[
ATIVO E ATIVO F
-ro!a!ilidade Retomo -ro!a!ilidade Retorno
+*+ (= +*+ *+
+*+ (= +(= *+
+*+ (= +*+ M=
+(= *= +O= *=
+*= M+
4) O retomo esperado de uma a&'o tem a seguinte distri!ui&'o de pro!a!ilidadesI
Demanda pelos produtos da -ro!a!ilidade de ocorrKncia 3a;a de retorno caso
essa
EmpresaI dessa demanda demanda ocorra UN
a.aV
6raca +( U=+V
A!ai;o da m@dia +* U=V
4@dia +O (<
Acima da m@dia +* *=
6orte +( <+
l,0
CalculeI
a.V o retomo esperado da a&'o em ^N a.a^.F
!.V o des#io1padr'o do retomo esperado da a&'oF
c.V o coe%iciente de #aria&'o do retomo esperado da a&'o.
5) EocK %oi solicitado a %a0er uma recomenda&'o Juanto / escol.a de uma carteira
de ati#os. -ara tanto rece!eu os seguintes dadosI
Retorno
esperado
An
o
Ati#o
A
Ati#o 7
Ati#o
C
*++
,
(*N (<N
(*
N
*++
9
(O (O (O
*+(
+
(< (* (<
DetermineI
a) Zual @ o retorno esperado de cada ati#o no período de trKs anos[
b) Zual @ o des#io1padr'o do retorno de cada ati#o[
c) Zual o coe%iciente de #aria&'o de cada ati#o[
S);6$ ! C'#5"#'% T$#"' ! M'#@$A"5,
A a#alia&'o de carteiras de in#estimentos en#ol#e trKs grandes %ases de estudoI a
análise dos títulos a análise das carteiras e sele&'o de carteiras
A anáIise dos títuIos: trata da a#alia&'o e o desempen.o esperado dos títulos. O
#alor do título o!tido pelo %lu;o %uturo esperado dos rendimentos de cai;a descontado
a uma ta;a de ati#idade de%inida pelo in#estidor. Clu!e
A anáIise carteiras: en#ol#e as pro"e&?es de retorno esperado e risco do con"unto de
ati#os estudados. Nessa %ase do estudo era utili0ado instrumental %inanceiro t@cnico de
a#alia&'o tais como retorno esperadoF des#io padr'oF coe%iciente de #aria&'oF
coe%iciente de correla&'o e etc.
A seIeção de carteiras: procura identi%icar a mel.or com!ina&'o possí#el de ati#os
o!edecendo /s pre%erKncias do in#estidor com rela&'o ao risco e retorno esperados
selecionando aJuela Jue ma;imi0a seu grau de satis%a&'o.
FORMAÇÃO DE CARTEIRAS
Supondo distri!ui&'o dos ati#os como uma normal podemos de%inir a distri!ui&'o de
pro!a!ilidades de uma a&'o título ou %undo a partir de apenas * parLmetrosI média e
variância. A partir disso podemos escol.er Juais possuem a mel.or rela&'o risco ;
retorno. 3ra&ando1se um grá%ico podemos #eri%icar issoI A %igura ( mostra o princípio
de Jue Juanto maior o risco maior o retorno e;igido pelo in#estidor. Dentre estes
ati#os o in#estidor com per%il a#esso ao risco escol.erá o ati#o A.
Na %igura * podemos #eri%icar o princípio da dominLncia. Dentro do princípio da
racionalidade do in#estidor ele nunca escol.eria o ati#o D pois este possui risco maior
e retorno menor Jue C. -ortanto C tem dominLncia so!re D. O in#estidor racional
escol.eria C.
6ig.( 6ig. *
Retorno Retorno
 B
 C
• A
• D
Risco Risco
A id@ia da teoria de carteiras @ com!inar uma s@rie de carteiras de %orma a redu0ir o
risco atra#@s da di#ersi%ica&'o.
-ara disso pode1se redu0ir o risco com!inando ati#os Jue possuem oscila&?es
contrárias em seus pre&os.
-artiu1se da id@ia de Jue o retorno de uma carteira composta por dois ati#os possui
um retorno dado pela m@dia ponderada dos pesos de cada um multiplicador pelos
seus respecti#os retornos. Gá o risco @ dado n'o s$ pelos riscos indi#iduais mas
tam!@m pelo grau de rela&'o entre estes ati#os dado pela co#ariLncia.
R"%&$ m +m C$4595$ ! C'#5"#'
Ama carteira @ JualJuer con"unto ou com!ina&'o de ati#os %inanceiros. Se
supusermos Jue todos os in#estidores s'o racionais e portanto tKm '7#%6$ ' #"%&$
um in#estidor %m># optará por in#estir em carteiras e n'o em ati#os indi#iduais. Os
in#estidores aplicar'o em carteiras porJue com isso estar'o !"7#%":"&'4!$ parte do
risco inerente / situa&'o em Jue se coloca todo o din.eiro em um único ati#o. Se um
in#estidor aplicar em um único ati#o so%rerá todas as conseJ]Kncias de um mau
desempen.o.
Assim um aspecto rele#ante da teoria da carteira @ Jue o risco de um ati#o mantido
%ora de uma carteira @ di%erente de seu risco Juando incluído na carteira. Ele#ando1 se
de maneira di#ersi%icada o número de títulos em uma carteira @ possí#el promo#er1
se a redu&'o do seu risco por@m a uma ta;a decrescente. A partir de um determinado
número de títulos a redu&'o do risco praticamente dei;a de e;istir conser#ando a
carteira de %orma sistemática certo ní#el de risco.
R5$#4$ !%7"$B>'!#6$ ! +m' &'#5"#'
O retorno de uma carteira @ uma m@dia ponderada dos retornos dos ati#os indi#iduais
Jue a comp?em. -ode ser calculado como @ mostrado na EJua&'o a!ai;oI
OndeI
E7 e propor&'o do #alor total da carteira aplicada no ati#o 7
>7 e retorno do ati#o 7
ExempIo: Supon.amos Jue se Jueira determinar o #alor esperado e o des#io1padr'o
dos retornos da carteira BH criada com a com!ina&'o dos ati#os B e H em propor&?es
iguais U=+N de cadaV. Os retornos pre#istos dos dois ati#os em cada um dos pr$;imos
cinco anos U*++O a *++,V s'o dados nas colunas ( e * respecti#amente da se&'o A
da 3a!ela a!ai;o. Na coluna M os pesos de =+N de cada um dos ati#os e seus
retornos respecti#os pro#enientes das colunas ( e * s'o inseridos na EJua&'o
acima. A coluna O mostra os resultados do cálculo C um retorno esperado da carteira
de (*N para cada ano de *++O a *++,.
6onteI 2itman pág. (9= U-rincípios de Adm. 6inanceira (+D ed.V
Como @ mostrado na se&'o 7 da 3a!ela acima o #alor esperado dos retornos dessa
carteira no período de = anos tam!@m @ igual a (*N. Na se&'o da ta!ela a!ai;o
#eri%ica1se Jue o des#io1padr'o dos retornos da carteira BH @ igual a +N. Esse #alor
n'o de#e ser surpreendente pois o retorno esperado em todos os anos @ o mesmo
igual a (*N. N'o .á #aria!ilidade nos retornos esperados de um ano para outro.
6onteI 2itman pág. (9= U-rincípios de Adm. 6inanceira (+D ed.V
Exercícios:
l) Este pro!lema l.e permitirá praticar o cálculo de medidas prospecti#as de
desempen.o de carteiras. E;istem dois ati#os e trKs estados da economia.
Estado da economia ProbabiIidade Tx retorno Ação A
Ação B
Recess'o +(+ 1+*+ +M+
Normal +<+ +(+ +*+
Crescimento +M+ +:+ +=+
-ede1seI
a) Zuais s'o os retornos esperados e des#ios padr?es destas duas a&?es[
b) No pro!lema acima supon.a Jue #ocK disp?e de Y *+.+++ no total. Se #ocK
ti#esse aplicado Y <.+++ na a&'o A e o restante na a&'o 7 Juais teriam sido o
retorno esperado e o des#io1padr'o de sua carteira[
2) EocK rece!eu os seguintes dados de retornos apresentados na ta!ela de trKs
ati#os C 6 2 e > 1 re%erente ao período de *++O a *++:.
Retomo esperado
Ano Ativo F Ativo G Ativo H
*++O (<N (:N (ON
*++= (: (< (=
*++< (, (= (<
*++: (9 (O (:
Asando esses ati#os #ocK isolou as trKs alternati#as indicadas na ta!ela a seguirI
AIternativa Investimento
( (++N do ati#o 6
* =+N do ati#o 6 e =+N do ati#o 2
M =+N do ati#o 6 e =+N do ati#o >
a) Calcule o retorno esperado de cada alternati#a para o período de Juatro anos.
b) Calcule o des#io1padr'o dos retornos de cada alternati#a para o período de
Juatro anos.
c) Ase os resultados dos itens a e ! para calcular o coe%iciente de #aria&'o de
cada alternati#a.
d) Com !ase nos resultados o!tidos respondaI Jual das trKs alternati#as de
in#estimento #ocK recomendaria[ -or JuK[
3) Gamie kong esta considerando estruturar uma carteira contendo dois ati#os 5 e 4.
O Ati#o 5 representará O+N do #alor em unidades monetárias da carteiraF O Ati#o
4 corresponderá aos outros <+N.
Os Retornos esperados durante os pr$;imos < anos *++<W*+(( para cada um
desses Ati#os está resumido na seguinte ta!elaI
Retorno Esperado (%)
Ano Ativo L Ativo M
*++< (O *+
*++: (O (,
*++, (< (<
*++9 (: (O
*+(+ (: (*
*+(( (9 (+
a) Calcule o retorno esperado da carteira UdV para cada um dos seis anos.
a
b) Calcule o #alor dos retornos esperados da carteira no período de seis anos UdV
c) Calcule o Des#io -adr'o UjV dos retornos esperados da carteira no período de
seis anos.
d) Calcule o coe%iciente de correla&'o dessa carteira[
4) A empresa Al%a SWA tenciona montar uma carteira contendo os Ati#os A e 7.
O ati#o A representará M=N do #alor total e o ati#o 7 corresponderá aos outros
<=N.
Os retornos esperados nos pr$;imos +M anos *++<W*++, para cada um desses
ati#os @ o seguinteI
Retorno Esperado (%)
Ano Ativo A Ativo B
*++< **N *,N
*++: *=N *ON
*++, M+N **N
a) Calcule o retorno esperado da carteira 8c para cada um dos trKs anos.
a
b) Calcule o #alor do retorno esperado da carteira d no período de trKs anos.
c) Calcule o Des#io -adr'o dos retornos esperados da carteira no período de trKs
anos.
5) Dados os Retornos Esperados dos Ati#os A 7 e C dos anos *++< e *++:
determinarI
Retorno Esperado (%)
Ano Ativo A Ativo B Ativo C
*++< *=N *<N *:N
*++: *,N *ON *MN
Asando esses ati#os #ocK isolou trKs alternati#as de in#estimentoI
Alternati#asI In#estimentoI
(l Alternati#a (++N do ati#o 7
*l Alternati#a O+N no A <+N no C
Ml Alternati#a =+N no 7 e =+N no C
a
a) Calcule o Retorno Esperado UdV no período de dois anos para cada uma das trKs
alternati#as.
b) Calcule o Des#io -adr'o dos retornos no período de dois anos para cada
alternati#a.
c) Ase seus resultados em a e ! para calcular o coe%iciente de #aria&'o UCEV de
cada uma das trKs alternati#as.
d) Com !ase nos resultados acima Jual das trKs alternati#as de in#estimento #ocK
recomendaria[ -or JuK[
Covariância e o Coeficiente de CorreIação
O risco de uma carteira n'o depende somente do risco de cada elemento Jue a
comp?e e de sua participa&'o no in#estimento mas tam!@m da %orma como seus
componentes se relacionam Uco#ariamV entre si. Assim relacionando1se ati#os com
!ai;a correla&'o Uou co#ariLncia in#ersaV @ possí#el redu0ir1se o risco total da carteira.
A co#ariLncia e o coe%iciente de correla&'o s'o conceitos c.a#es na análise de
carteiras.
Na #erdade em teoria at@ pode ser possí#el com!inar duas a&?es Jue indi#idualmente
apresentem !astante risco de acordo com a medida proporcionada pelo seu des#io
padr'o e %ormar uma carteira completamente sem risco com j e O.
De#e ser ressaltada no estudo da co#ariLncia a di%iculdade de interpreta&'o de seu
resultado num@rico %icando sua a#alia&'o mais centrada nas tendKncias de seus
resultados. A análise num@rica da com!ina&'o entre #alores @ desen#ol#ida pelo
coe%iciente de correla&'o.
O conceito de correIação visa expIicar o grau de reIacionamento verificado no
comportamento de duas ou mais variáveis. Zuando se trata unicamente de duas
#ariá#eis tem1se correla&'o simples. Zuando se relacionam mais de duas #ariá#eis
tem1se a correla&'o múltipla.
Como o des#io1padr'o @ sempre positi#o o sinal da correla&'o entre duas #ariá#eis
de#e sempre ser o mesmo da co#ariLncia entre duas #ariá#eis. Se a correla&'o %or
positi#a di0emos Jue as #ariá#eis s'o positi#amente correlacionadasF se %or negati#a
di0emos Jue s'o negati#amente correlacionadasF e se %or igual / 0ero di0emos Jue
n'o s'o correlacionadas.
As duas a&?es apresentariam alto grau de risco se mantidas isoladamente por@m
Juando com!inadas para %ormar a Carteira N4 Ua!ai;oV elas n'o tKm nen.um risco
Juando apresentarem CorreIação negativamente perfeita (r = -l,0). A ra0'o por Jue
as a&?es N e 4 podem ser com!inadas para %ormar uma carteira sem risco @ Jue seus
retornos #ariam em ciclos opostos 1 Juando os retornos de N caem os de 4 so!em e
#ice1#ersa. A tendKncia de duas #ariá#eis a se mo#erem "untas. O oposto seriam duas
a&?es su!irem e caírem "untos demonstrando .a#er uma correIação positivamente
perfeita (r = +l,0) uma carteira consistindo de duas a&?es desse tipo teria um grau de
risco e;atamente igual ao das a&?es indi#iduais.
A diversifica!"o @ re%or&ada na medida em Jue os retornos dos ati#os #ariam
em con"unto. Esse mo#imento geralmente @ medido por uma estatística
con.ecida pelo nome de correla!"o mostrada na %igura.
6onteI 2itman pág. (9= U-rincípios de Adm. 6inanceira (+D ed.V
Covariância: A co#ariLncia @ uma medida Jue com!ina #ariLncia ou #olatilidade
dos retornos de uma a&'o com a tendKncia desses retornos de se mo#imentarem
para cima para !ai;o ao mesmo tempo em Jue outras a&?es se mo#imentam para
cima ou para !ai;o. A eJua&'o Jue de%ine a co#ariLncia entre as a&?es B e H dada a
a!ai;oI
Ou
ExempIo:
(V Admita ilustrati#amente o seguinte desempen.o esperado de dos títulos UA e 7V
diante de trKs cenários econXmicos. P atri!uída a mesma pro!a!ilidade de
ocorrKncia para cada situa&'o esperada da economiaI
S"5+';6$ !' E&$4$m"' R5$#4$ !$ 5C5+)$ A R5$#4$ !$ 5C5+)$ B
Recessão 1(=N *+N
EstabiIidade M=N 1(=N
Crescimento ==N (+N

*V Admita ilustrati#amente o seguinte desempen.o esperado de dos títulos UC e DV
diante de Juatro pro!a!ilidades de ocorrKnciaI
Distri!ui&'o da ta;a de retorno
-#$='=")"!'! A5"7$ C A5"7$ D
+( (ON ON
+* (*N <N
+O (+N ,N
+* ,N (=N
+( <N **N
Coeficiente de correIação: O estudo da correla&'o #isa !asicamente a#aliar a
e;istKncia de alguma rela&'o entre duas ou mais #ariá#eis. A medi&'o do grau de
relacionamento entre as #ariá#eis dispostas em torno de uma reta @ processada pelo
coeficiente de correIação (p).
O coe%iciente de correla&'o #aria entre - l e + l ou se"aI
O coe%iciente de correla&'o pode ser calculado pela seguinte %$rmulaI
Quadro resumo dos Coeficientes de CorreIação - Interpretação
VaIor do Coeficiente ( + ou - ) Interpretação da CorreIação
++ a +(9 7em %raca
+*+ a +M9 6raca
+O+ a +<9 4oderada
+:+ a +,9 6orte
+9+ a (++ 4uito %orte

A interpreta&'o do índice pode apresentar #aria&?es. Alguns analistas podem
considerar Jue um coe%iciente de +O+ @ %raco outros Jue +:( @ uma correla&'o
moderada. O Jue podemos assegurar @ Jue Juando o coe%iciente está pr$;imo a (++
a correla&'o e;istente @ intensa "á Juando ela apresenta um coe%iciente pr$;imo de
0ero Juase n'o .á correla&'o.
A co#ariLncia e a correla&'o s'o conceitos parecidos. -or@m a correIação
de#ido a seu inter#alo de #aria&'o mais restrito @ mais utiIizada peIo mercado.
Exercícios:
l) O mercado e a a&'o G tKm as seguintes distri!ui&?es de pro!a!ilidadesI
ProbabiIida
de
Km Kj
M+N (=
N
*+
N
O+ 9 =
M+ (, (*
a) Calcule as ta;as de retorno esperadas para o mercado e a a&'o G.
b) Calcule os des#ios1padr'o para o mercado e a a&'o G.
c) Calcule os coe%icientes de #aria&'o para o mercado e a a&'o G.
d) Calcule a co#ariLncia entre o mercado a a&'o.
e) Calcule o coe%iciente de correla&'o entre o mercado e a a&'o G.
2) Dada as ta;as de retorno e os cenários para as a&?es A 7 e C determineI
Quadro de
Cenários
Taxa de retorno das
ações
Cenário Ação
A
Ação
B
Ação
C
Otimista (+N 9N <N
Normal , : ,
-essimista < = (+
a) O retorno esperado de cada a&'o.
b) A co#ariLncia entre as trKs a&?es.
c) O coe%iciente de correla&'o entre as trKs a&?es.
3) Am in#estidor aplicou seus recursos nas a&?es da 3A4 e Natura esperando Jue
os retornos dessas a&?es dependam dos trKs estados seguintes da economia Jue
tKm pro!a!ilidades iguais de ocorrKnciaI
Estado da
Economia
Retorno da ação
TAM
Retorno da ação
NATURA
7ai;a <MN 1M:N
Normal (+= <O
Alta (=< *=M
a) Calcule o retorno esperado de cada a&'o.
b) Calcule o des#io1padr'o dos retornos da cada a&'o.
c) O coe%iciente de #aria&'o da cada a&'o.
d) Esse in#estidor decidiu alocar M+N dos recursos na a&'o da Natura e o restante na
3A4 sendo assim determine o retorno esperado dessa carteira e o seu des#io
padr'o.
e) Calcule a co#ariLncia entre as a&?es.
f) Calcule o coe%iciente de correla&'o das a&?es.
4) O Sr. >enrS pode in#estir nas a&?es da 3ecnisa ou nas a&?es da 4arcopolo. Sua
pro"e&'o dos retornos dessas duas a&?es @ a seguinteI
Situação da
economia
ProbabiIidade de
ocorrência
Retorno da ação
da Tecnisa (%)
Retorno da ação da
MarcopoIo (%)
Recess'o +*= 1*+ =+
Normal +<+ 9* <*
E;pans'o +(= (=O :O

a) Calcule o retorno esperado de cada a&'o.
b) Calcule o des#io padr'o do retorno de cada a&'o.
c) Calcule a co#ariLncia e a correla&'o entre os retornos das duas a&?es.
5) Calcule a co#ariLncia e o coe%iciente de correla&'o entre os títulos a!ai;o.
Anos Retorno F Retorno G
l 1(+Na.a 1(*Na.a
2 +Na.a *Na.a
3 (+Na.a (=Na.a
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE CARTEIRA PRATICA DA TEORIA DE
MARKOWITZ
Am dos primeiros acadKmicos a incluir a análise de risco na gest'o de in#estimentos
%oi >arrS 4ar8oTit0.
A partir de seus estudos surgiu a 4oderna 3eoria de -ort%$lios Jue passou a
apresentar o risco como %ator inerente a decis?es de in#estimento ressaltando a
importLncia e os !ene%ícios decorrentes da di#ersi%ica&'o dos ati#os.
-ara o desen#ol#imento desta teoria 4ar8oTit0 esta!eleceu algumas premissas tais
comoI
(. In#estidores a#aliam port%$lios apenas com !ase no #alor esperado e na #ariLncia
Uou des#io1padr'oV das ta;as de retorno so!re o .ori0onte de um período.
*. O in#estidor @ racional e sempre escol.erá a carteira de maior retorno dentre as
carteiras de mesmo risco.
M. O in#estidor sempre escol.erá a carteira de menos risco dentre as carteiras de
mesmo retorno.
O. Os ati#os indi#iduais s'o in%initamente di#isí#eis signi%icando Jue o in#estidor pode
comprar a %ra&'o de a&'o se assim dese"ar.
=. E;iste uma ta;a li#re de risco na Jual um in#estidor pode tanto emprestar Juanto
tomar emprestado.
<. Custos de transi&'o e impostos s'o irrele#antes
:. Os in#estidores est'o de acordo Juanto / distri!ui&'o de pro!a!ilidades das ta;as
de retornos dos ati#os o Jue assegura a e;istKncia de um único con"unto de carteiras
e%icientes.
A 3eoria de 4ar8oTit0 re#elou Jue uma di#ersi%ica&'o !em %eita pode redu0ir ou
eliminar completamente os riscos únicos. De %orma simples se o pre&o do petr$leo
aumentar pode pre"udicar os resultados de uma transportadora. Am in#estidor poderá
redu0ir ou anular esse risco Ure%letido no #alor das a&?esV atra#@s da compra de a&?es
Ucom m(* negati#aV de uma empresa petrolí%era Jue teria seus resultados mel.orados
em %un&'o do aumento no pre&o do petr$leo.
Al@m do mais o processo de di#ersi%ica&'o n'o ocorre simplesmente em Qcolocar os
o#os em #ários cestos di%erentesR. Ele ocorre e%eti#amente somente se os ati#os
com!inados ti#eram correla&?es negati#as ou di%erentes de ( pois se n'o o
possuírem esta#am atuando como se esti#esse num único cesto.
Processo de Construção de Carteiras
De acordo com 4ar8oTit0 o processo de constru&'o de port%$lios ou carteiras de
ati#os @ caracteri0ado por trKs elementos %undamentaisI
(. A in%orma&'o re%erente aos ati#os so!re os Juais se !aseia.
*. Os crit@rios para classi%ica&'o dos mel.ores e piores port%$lios Jue de%inem
os o!"eti#os da análise.
M. Os procedimentos computacionais atra#@s dos Juais os port%$lios Jue
atendem aos crit@rios em U*V s'o o!tidos a partir dos inputs em U(V.
-ode1se perce!er o e%eito e a importLncia da di#ersi%ica&'o atra#@s da
decomposi&'o do risco total do -ort%$lio. A eJua&'o do risco da carteira pode ser
rescrita da seguinte %ormaI
A eJua&'o a!ai;o pode ser utili0ada para determinar o risco de uma carteira de dois
ati#os.
Os in#estidores o!"eti#ando redu0ir o risco total das suas aplica&?es de#eriam manter
carteiras di#ersi%icadas em #e0 de concentradas em poucos ati#os. O grau de redu&'o
do risco #ai depender de Ju'o negati#amente correlacionados s'o os ati#os da
carteira. Zuanto menor o ní#el das correla&?es maiores as redu&?es o!tidas.
Entretanto e;istem os riscos Jue n'o podem ser redu0idos pela di#ersi%ica&'o e estes
s'o c.amados de ricos sistKmicos e a%etam todos os ati#os de mercado. Os #alores
dos títulos de empresas locais tenderiam a #ariar em con"unto porJue seriam a%etados
pelos mesmos %atores econXmicos nacionais tais como oscila&?es da o%erta de
moeda de ta;a de "uros mudan&a de política %iscal e #aria&?es da ta;a de
crescimento da economia.
Com isso surge a id@ia de FGronteira 6ficiente$, Jue seria a cur#a onde estariam
%ocali0ados todos os ati#os ou carteiras Jue possuem a mel.or rela&'o risco C retorno
ou se"a dado um ní#el de retorno o!tKm1se a carteira com maior retorno.
Considerando as premissas de mercado e%iciente perce!e1se Jue a cur#a da %ronteira
e%iciente cont@m as carteiras com menor ní#el de risco e maior ní#el de retorno.
Dentro desta cur#a pode1se encontrar di%erentes per%is de risco C retorno e estes
de#em se adeJuar ao per%il d in#estidor. A cur#a representa as mel.ores carteiras para
di%erentes per%is de risco.
Assim uma #e0 estimados os parLmetros dos ati#os ou se"a os retornos riscos
U#ariLnciasV e as co#ariLncias podemos encontrar uma s@rie de carteiras s$ alterando
os #alores das composi&?es Hi.
P importante ressaltar dois aspectosI
 A o!ten&'o da %ronteira e%iciente de ati#os de risco independe do tipo de in#estidor.
Ela resulta t'o somente da aplica&'o do -rincípio de DominLncia / rela&'o RUsV
Jue por sua #e0 depende apenas dos ati#os considerados.
 A solu&'o %inal isto @ a carteira $tima @ Jue depende do comportamento do
in#estidor. Ela @ o!tida #arrendo a regi'o %actí#el U a %ronteira e%iciente de ati#os de
riscoV com as cur#as de utilidade particulares dos in#estidor.
ExempIo iIustrativo: Efeitos da CorreIação sobre o risco do PortfóIio
Admitamos uma carteira %ormada por duas a&?es UA e 7V com os seguintes resultados
esperados.
Retorno ( )
Risco (o)
Ação A (*N (,N
Ação B *ON *:N
O Juadro ela!orado a seguir demonstra o retorno esperado da carteira %ormada com
di%erentes participa&?es das a&?es & e < e o risco da carteira adotando1se
coe%icientes de correla&'o e;tremos Um&,< e _( e m&,< e 1 (V.
C'#5"#'% R5$#4
$
R"%&$ !' C'#5"#' DE>F
&!"o &
(1)
&!"o <
(1)
Correla!"o Perfeita
Positiva (1)
Correla!"o Perfeita
Ie)ativa (1)
(++ + (*+ (,+ (,+
,+ *+ (OO (9, (M=
<+ O+ (<, *(< ++
O+ <+ (9* *MO 9+
*+ ,+ *(< *=* (,+
+ (++ *O+ *:+ *:+

O risco da carteira UjCV %oi calculado de acordo com o modelo de 4ar8oTit0 assim
para E& e ,+N E< e *+N e m&,< e _( temosI
Exercícios:
l) O Sr. >enrS pode in#estir nas a&?es da 3ecnisa ou nas a&?es da 4arcopolo. Sua
pro"e&'o dos retornos dessas duas a&?es @ a seguinteI
Situação da
economia
ProbabiIidade de
ocorrência
Retorno da ação
da Tecnisa (%)
Retorno da ação da
MarcopoIo (%)
Recess'o +<+ 1*+ ,+
Normal +*= ((+ <*
E;pans'o +(= ,= <O

a) O coe%iciente de correla&'o entre as a&?es.
b) Determine o des#io1padr'o de cada a&'o.
c) Determine o des#io1padr'o da carteira %ormada por M=N das a&?es da 3ecnisa e
<=N das a&?es da 4arcopolo utili0ando a %$rmula acima.
2) Am in#estidor aplicou seus recursos nas a&?es da 3A4 e Natura esperando Jue
os retornos dessas a&?es dependam dos trKs estados seguintes da economia Jue
tKm pro!a!ilidades iguais de ocorrKnciaI
Estado da
Economia
Retorno da ação
TAM
Retorno da ação
NATURA
7ai;a =MN 1M:N
Normal (*, ,*
Alta (<O *+9
a) O coe%iciente de correla&'o entre as a&?es.
b) Determine o des#io1padr'o de cada a&'o.
c) Determine o des#io1padr'o da carteira %ormada por OMN das a&?es da 3ecnisa
e =:N das a&?es da 4arcopolo utili0ando a %$rmula acima.
CARTEIRA DE VARIÂNCIA MINIMA
Representa uma com!ina&'o de ati#os Jue %ormam uma carteira com o menor risco
possí#el. Assim Juanto mais uma carteira se distancia do ponto de menor des#io1
padr'o maior @ o risco Jue representa e conseJ]entemente tam!@m mais ele#ado @
seu retorno esperado. In#estidores com ní#el mais alto de a#ers'o ao risco
escol.er'o e#identemente carteiras mais pr$;imas do ponto de #ariLncia mínima
ocorrendo o in#erso com aJueles Jue apresentam maior indi%eren&a ao risco.
Dessa %orma a carteira com uma #ariLncia mínima @ pre%erencial a todas as demais
carteiras Jue o%erecem um retorno esperado menor. Em outras pala#ras di01se Jue a
carteira de #ariLncia mínima !$m"4' todas as demais carteiras Jue se encontram
a!ai;o dela. -ara dois ati#os UA e 7V a carteira de #ariLncia mínima pode ser
determinada a partir da seguinte e;press'oI
ExempIo: Dada as seguintes características das a&?es A e 7I
Ação
A
Ação
B
Retorno
esperado
*+N (*N
Des#io1padr'o M<N **N
O coe%iciente de correla&'o desses dois ati#os @ de +*+. Assim determineI
A partir dessas in%orma&?es s'o apurados a seguir os resultados da carteira
admitindo1se di%erentes propor&?es dos ati#os.
 Retorno esperado e risco de carteiras com diferentes composi!'es.

C'#5"#
'
-'#5"&">';6$ !' ';6$ A
DGAF
-'#5"&">';6$ !' ';6$ B
DGBF
R5$#4$ %>#'!$
D%7"$B>'!#6$
DECF
A +N (++N (*+N **+N
7
*+N ,+N (M<N *+MN
C
O+N <+N (=*N *(ON
D
<+N O+N (<,N *O9N
E
,+N *+N (,ON *99N
6
(++N +N *++N M<+N
Su!stituindo esses #alores na %$rmula da #ariLncia mínima apresentada tem1seI
Exercícios:
l) Considere as ta;as de retorno Jue poderia o!ter no pr$;imo ano. EocK poderia
aplicar na a&'o da Em!raer ou na a&'o da Asiminas ou ainda montar uma
carteira.
Estado da
Economia
ProbabiIidade de
ocorrência do estado
Taxa de retorno
da Embraer (%)
Taxa de retorno da
Usiminas (%)
Recess'o +*+ :N 1=N
Normal +=+ : (+
E;pans'o +M+ : *=
DetermineI
a) O des#io1padr'o de cada a&'o.
b) O coe%iciente de rela&'o entre as a&?es.
c) A #ariLncia mínima para uma carteira.
d) O retorno esperado da carteira de #ariLncia mínima.
e) O des#io1padr'o da carteira utili0ando a %$rmula de carteira.
2) 3emos os seguintes resultadosI
ja e O+<=N
j! e (MM:N
ma! e +((<(
DetermineI
aV A #ariLncia mínima para a carteira.
!V O retorno esperado da carteira de #ariLncia mínima.
cV O des#io1padr'o da carteira utili0ando a %$rmula de carteira.
dV Demonstre gra%icamente a #ariLncia mínima.
3) -ara tomar uma decis'o os dirigentes da Construtora Na#al da 2uana!ara %i0eram
uma a#alia&'o das alternati#as B e H a Jual indicou Jue as pro!a!ilidades de
ocorrKncia de resultados pessimistas mais pro#á#eis e otimistas s'o
respecti#amente de *+N =+N e M+N con%orme apresentado no Juadro a!ai;o.
-OSS\EEIS
RESA53ADOS
A53ERNA3IEAS DE RE3ORNO
ES-ERADO
B H
-essimista <N ,N
4ais -ro#á#el (*N (*N
Otimista (ON (<N
DetermineI
a) A #ariLncia mínima para a carteira.
b) O retorno esperado da carteira de #ariLncia mínima.
c) O des#io1padr'o da carteira utili0ando a %$rmula de carteira.
4) No pr$;imo ano .á Juatro cenários igualmente pro#á#eis para o comportamento
da economia. A seguir #emos os retornos das a&?es ordinárias das empresas P e
J em cada estado possí#el.
Cenári
o
Ação de
P
Ação de
Q
l ON =N
2 <N :N
3 9N (+N
4 ON (ON
DetermineI
a) O des#io1padr'o de cada a&'o.
b) O coe%iciente de rela&'o entre as a&?es.
c) A #ariLncia mínima para uma carteira.
d) O retorno esperado da carteira de #ariLncia mínima.
e) O des#io1padr'o da carteira utili0ando a %$rmula de carteira.
f) Demonstre gra%icamente a #ariLncia mínima.
ModeIo De Precificação De Ativos E AvaIiação Do Risco (CapitaI Asset Pricing
ModeI - Capm)
Denomina1se comumente de 4ODE5O DE -RECI6ICAÇnO DE A3IEOS
6INANCEIROS UCA-4V a teoria !ásica relati#a a risco e retorno. O desenvoIvimento
da teoria do CAPM @ atri!uído a S.arpe e 5intner Jue separadamente
desen#ol#eram Juase Jue simultaneamente a mesma teoria. Ela %oi desen#ol#ida
para e;plicar o comportamento dos pre&os de títulos e %ornecer um mecanismo Jue
possi!ilita aos in#estidores a#aliar o impacto do in#estimento proposto num título so!re
o risco e o retorno da carteira como um todo. Atili0aremos o CA-4 para entender a
concilia&'o !ásica de risco1retorno en#ol#ida em todos os tipos de decis?es
%inanceiras a ní#el corporati#o em!ora o CA-4 se"a mais prontamente aplicado /
análise de títulos.
O modelo de preci%ica&'o de ati#os de capital ou modelo de %orma&'o de pre&os de
ati#os de capital UCA-4V associa o risco não-diversificáveI e o retorno de todos os
ativos.
O coeficiente beta, β, @ usado para medir o risco n'o1di#ersi%icá#el. P um índice do
grau de mo#imento do retorno de um ati#o em resposta / mudan&a no retorno de
mercado. O coe%iciente !eta de um ati#o pode ser encontrado e;aminando1se os
retornos .ist$ricos do ati#o relati#o aos retornos do mercado. O retorno de mercado
@ o retorno da carteira de mercado de todos os títulos negociados por e;emplo o
índice I!o#espa o índice NHSE o índice Ni88eS **= o índice NasdaJ etc.
Observação: muitos trabaIhos acadêmicos contestam o Ibovespa como índice
representativo para determinar o retorno de mercado, devido à composição do
índice.
O modelo CA-4 di0 Jue o resultado pre#isto Jue os in#estidores e;igem @ igual aI
uma ta;a li#re de risco U3ítulo do 3esouro NacionalV mais um prKmio so!re o risco. Se
o resultado pre#isto n'o %or igual ou maior ao resultado esperado os in#estidores se
recusaram a aceitar o in#estimento.
Como todo modelo %inanceiro @ de%inido algumas .ip$teses para sua #alida&'o
citando entre as mais importantesI
 AusKncia de custos de transa&'o le#ando a Jue os impostos e ta;as
ine;istamF
 AusKncia de in%orma&'o con%idencial le#ando a Jue n'o .a"a ati#os
su!a#aliados ou so!rea#aliados no mercadoF
 A decis'o dos in#estidores !aseia1se unicamente nos retornos esperados e no
riscoF
 -ara JualJuer ní#el de risco os in#estidores pre%erem maiores a menores
ta;as de retornoF
 Os in#estidores estimam o risco em %un&'o da #aria!ilidade das ta;as de
retorno estimadasF
 E;istKncia de um ati#o li#re de risco onde os in#estidores podem emprestar e
tomar emprestado a uma única ta;a denotado por ^R6^ #isando c.egar a
aloca&?es $timasF
 Os in#estidores a"ustam a decis'o de aloca&'o /s pre%erKncias de risco
decidindo desta %orma Juanto in#estir'o em ati#os li#res de risco ou ati#os
arriscados tal como uma carteira de mercadoF
O CA-4 come&a pXr di#idir o risco em duas partes principaisI risco diversificáveI e
risco não-diversificáveI.
 R"%&$ !"7#%":"&<7) 1 @ risco Jue independe do mercado e pode ser eliminado
atra#@s da di#ersi%ica&'o com o aumento da Juantidade de di%erentes ati#os.
 R"%&$ %"%5m<5"&$ $+ 46$ !"7#%":"&<7) C @ a parcela do risco Jue n'o pode ser
eliminada pela di#ersi%ica&'o e está relacionada com o comportamento do
mercado.
O risco totaI de uma carteira pode ser %ormado por duas partesI
Risco 3otal e Risco di#ersi%icá#el _ risco n'o di#ersi%icá#el
MODELO DE PRECIFICAÇÃO DE ATIVOS - CAPM
O modelo de risco e retorno ainda usado e Jue @ o padr'o na maior parte das análises
de %inan&as @ o modelo de preci%ica&'o de ati#os de capital dado pela eJua&'oI
OndeI
>7 e Retorno esperado da a&'o 7F
RG e Ati#o sem risco C @ aJuele no Jual o retorno real @ sempre o esperado 1 U3ítulo do
3esouro NacionalVF
o7 e Coe%iciente !eta ou indicador de risco n'o di#ersi%icá#el do ati#o 7F
Rm e retorno esperado do mercadoF retorno da carteira de mercado UI!o#espaV.
ExempIo:
Calcule o retorno e;igido da Natura supondo Jue ten.a !eta igual a (*= a ta;a das
5etras do 3esouro Nacional se"a de =N e o retorno esperado do índice 7o#espa se"a
igual a (=N.
O gráfico: a Iinha de mercado de títuIos (LMT)
Zuando o modelo de preci%ica&'o de ati#os @ representado gra%icamente rece!e o
nome de Iinha de mercado de títuIos (LMT)
ExempIo: Calcule o retorno e;igido da Natura supondo Jue ten.a !eta igual a (*= a
ta;a das 5etras do 3esouro Nacional se"a de =N e o retorno esperado do índice
7o#espa se"a igual a (=N.
ki = 5% + [l,25 (l5% - 5%)] = ki = l7,5%
km = 5% + [l,00 (l5% - 5%)] = Km = l5%
Coeficiente - þ
-ara Jue #ocK conclua uma análise de determinada empresa @ preciso ter em m'os
dados so!re seu desempen.o no mercado. Sa!er com Jue %reJ]Kncia @ negociada e
o #olume dessa negocia&'o s'o pontos !ásicos. No entanto .á uma medida muito
importante Jue determina a sensi!ilidade das a&?es de uma empresa em rela&'o ao
índice a Jue est'o atreladas. O índice no caso do 7rasil @ o I!o#espa. E essa medida
@ con.ecida como !eta sim!oli0ado pela letra grega β.
Em geral o !eta re%lete o comportamento do papel em rela&'o ao I!o#espa nos
últimos (, meses de opera&'o. No entanto ele pode ser calculado em JualJuer
período. ^-odemos calcular o !eta dos últimos trKs meses. Entretanto a análise se
torna mais completa Juando ol.amos para um .ori0onte mais longo^
O !eta @ uma medida de risco n'o di#ersi%icá#el. O 7eta mede a sensi!ilidade de um
ati#o em rela&'o aos mo#imentos do mercado. A tendKncia de uma a&'o de mo#er1se
"unto com o mercado @ re%letida em seu 7eta o Jual @ a medida da #olatilidade da
a&'o em rela&'o ao mercado como um todo. 7eta e o elemento c.a#e do CA-4.
Quando os títuIos da carteira do investidor variam na mesma proporção do
mercado o β = l.
A %un&'o !ásica do !eta @ ser um indicador de riscos. ^O !eta pode ser classi%icado
como agressi#o UJuando @ maior Jue (VF neutro Uigual a (V e de%ensi#o Umenor Jue (V.
Dessa %orma o in#estidor pode ter uma no&'o de Jual será a tendKncia de
comportamento do in#estimento^.
-ara Jue #ocK entenda mel.or como o !eta %unciona #e"a o e;emploI
Se uma ação se comporta exatamente como o Ibovespa, dizemos que eIa tem
beta=l. Se a ação variar mais que o Ibovespa, mas no mesmo sentido, eIa terá
beta>l (beta maior do que um). Se variar menos, mantendo o mesmo sentido, o
beta será menor do que um (beta < l). Uma ação com beta muito maior do que l,
por exempIo, tende a subir mais que o Ibovespa quando este está em aIta. Em
compensação, tende a cair mais quando há baixa na boIsa.
No %im das contas a escol.a @ sempre do in#estidor mas @ preciso estar alerta. ^O
in#estidor pode optar por JualJuer um dos tipos mas ele tem Jue estar consciente de
Jue no caso de um !eta agressi#o ele pode gan.ar muito mas perder com a mesma
intensidade. Em momentos de alta #olatilidade um papel agressi#o pode le#ar o
in#estidor / loucura^.
EMPRESA BETA (þ) - l8 meses
Empresa "A" l,50
Empresa "B" l,0l
Empresa "C" 0,42
Supomos Jue as a&?es das empresas do Juadro acima se"am negociadas na 7o#espa
e portanto este"am atreladas ao I!o#espa. A empresa ^A^ pode ser classi%icada como
um in#estimento agressi#o pois o #alor de sua a&'o pode oscilar em m@dia =+N do
I!o#espa. Nesse caso o in#estidor pode o!ter gan.o altíssimo entretanto seu risco
cresce na mesma propor&'o.
Gá a empresa ^7^ pode ser classi%icada como !eta neutro ou se"a ela n'o %oge muito
do resultado apresentado pelo índice e #ai estar sempre seguindo mais ou menos o
I!o#espa. E a ^C^ @ considerada um in#estimento de per%il mais de%ensi#o pois a
pro!a!ilidade de o papel ter grandes oscila&?es @ peJuena.
Eale lem!rar Jue o 7eta @ utili0ado como parLmetro para JualJuer índice n'o s$ o
I!o#espa. 7asta Jue para isso as a&?es da empresa este"am sendo negociadas por
esse índice. E;emplo se %osse nos Estados Anidos o índice utili0ado seria o DoT
Gones ou o NasdaJ Upara as a&?es de tecnologiaVF na Argentina o 4er#alF e no Gap'o
o Ni88ei.
ExempIo 2:
O !eta de uma a&'o representati#a do port%$lio composto por todas as a&?es do
mercado teria por de%ini&'o o seu 7eta igual a (. O Jue representaria na pratica Jue
se o mercado su!isse (+N esta a&'o su!iria (+N se o mercado caísse M+N a a&'o
cairia M+N. Caso o 7eta de uma a&'o %or +.= isto signi%ica Jue esta a&'o possui
metade da #olatilidade do mercado ou se"a se o mercado su!ir (+N a a&'o su!iria
=N. Caso o 7eta de uma a&'o %or *.+ isto signi%ica Jue esta a&'o possui o do!ro da
#olatilidade do mercado ou se"a se o mercado su!ir (+N a a&'o su!iria *+N.
GRAU DE VOLATILIDADE
Em eJuilí!rio todos os ati#os com risco de#em cair ao longo da lin.a reta con.ecida
como a reta de mercados de títulos.
 oR4 e (+ porJue a co#ariLncia do mercado @ igual / #ariLncia do mercado ou se"a
uma carteira m@dia tem !etas (+ em rela&'o a ela mesma.
 Am título com !eta e ( @ considerado neutro. p medida Jue o mercado como um
todo so!e MN U\ndice 7OEES-AV aJuele título tende a su!ir MN. p medida Jue o
mercado como um todo U\ndice 7OEES-AV cai =N aJuele título tende a cair =N.
 Am título com !eta q (+ por e;emploI uma a&'o com o e ((= signi%ica Jue se o
mercado U\ndice 7OEES-AV como um todo apresentar uma Jueda de (+N aJuela
a&'o de#erá so%rer uma !ai;a de ((=+N no seu pre&o.
 Am título com !eta r (+ por e;emploI uma a&'o com o e += signi%ica Jue se o
mercado cair <N a a&'o de#erá so%rer uma !ai;a de somente MN.
-odemos ainda interpretar o índice 7eta da seguinte maneiraI
Coeficiente Beta e suas Interpretações:
Beta Comentário Interpretação
*+ Duas #e0es com maior rea&'o ou risco Jue o mercado.
(+ ( 4esma rea&'o ou risco Jue o mercado.
+= Apenas a metade da rea&'o ou risco Jue o mercado.
++ N'o a%etado pelos mo#imentos do mercado.
1 += Apenas a metade da rea&'o ou risco Jue o mercado.
1 (+ * 4esma rea&'o ou risco Jue o mercado.
1 *+ Duas #e0es com maior rea&'o ou risco Jue o mercado
P importante lem!rar Jue o retorno esperado e portanto o prKmio de risco de um
ati#o depende apenas do risco sistemático. Como ati#os com !etas maiores tKm
riscos sistemáticos mais altos tKm tam!@m retornos esperados maiores.
Dessa %orma con.ecendo1se as características de risco U!etaV de uma a&'o @
possí#el estimar1se o pre&o "usto Uou #alor intrínsecoV tendo1se a indica&'o se o título
@ ou n'o uma !oa op&'o de compra.
FórmuIa:
ExempIo:
dm e Retorno de mercado
da e Retorno do título
Anos dmUNV daUNV
( 1*+ 1*+
* M+ O+
M =+ :+
=>
?
@> ?> =>
=
+ + −
= Km ?>
?
A> B> =>
=
+ + −
= Ka
Cálculo da #ariLncia de mercado
4 4 U4 C 4V U4 C 4V
*
1*+ *+ 1O+ (.<++
A , CDD
?
D>> ) =
=
= = σ
M+ *+ (+ (++
=+ *+ M+ 9++
*.<++
Cálculo da co#ariLncia entre m e a
A A A C A 4 C 4 UA CAVU4 C 4V
1*+ M+ 1=+ 1O+ *.+++
O+ M+ (+ (+ (++
:+ M+ O+ M+ (.*++
M.M++
E>> ) E
?
?>> ) ?
, = = m COVa
=A , E
DA , CDD
E>> ) E
= = β
BETAS DE CARTEIRAS
O %eta de uma carteira pode ser %acilmente estimado usando os !etas dos ati#os Jue
a comp?e. Sendo H7 a propor&'o do #alor total da carteira aplicada no ati#o 7 e sendo
%7 o !eta do ati#o 7, podemos usar a eJua&'o a!ai;oI
E;emploI
6onteI 2itman pág. *+M U-rincípios de Adm. 6inanceira (+D ed.V
Exercícios:
l) Am indi#íduo tem YM=.+++ in#estidos em uma ^a&'o A^ Jue tem um oA U!ela de AV
de +, e YO+.+++ in#estidos em uma ^a&'o 7^ com o7 U!eta de 7V de (O. Caso
esses se"am os dois únicos in#estimentos de sua carteira Jual @ o o- U!eta de -V
dessa carteira[
2) -ara cada um dos seguintes casos use o modelo de %orma&'o de pre&os de ati#o
de capital para encontrar o retomo e;igido.
3a;a li#re de Retorno de
Caso risco R,(1) mercadoA. UNV 7eta %
A = , (M+
7 , (M +9+
C 9 (* 1+*+
D (+ (= (++
E < (+ +<+
3) Ase a eJua&'o !ásica para o modelo de %orma&'o de pre&o de ati#o de capital
UCA-4V para ela!orar cada um dos seguintesI
a) Encontre o retorno exi)ido para um ati#o com um !eta de +9+ Juando a ta;a li#re
de risco e o retorno de mercado s'o ,N e (*N respecti#amente.
b) Encontre a taxa livre de risco para uma empresa com um retomo e;igido de (=N e
um !eta de (*= Juando o retorno de mercado @ de (ON.
c) Encontre o retorno de mercado para um ati#o com um retomo e;igido de (<N e
um !eta de ((+ Juando a ta;a li#re de risco @ de 9N.
d) Encontre o %eta para um ati#o com um retomo e;igido de (=N Juando a ta;a li#re
de risco e o retomo de mercado s'o (+N e (*=N respecti#amente.
4) Calcule a ta;a reJuerida de retomo de um título usando a a!ordagem S45 sendo
a ta;a li#re de risco igual a ,N o retomo m@dio do mercado (*N e o !eta da a&'o
(=. Demonstre gra%icamente atra#@s da S45.
5) Se a ta;a li#re de risco @ de <N e o retomo m@dio do mercado @ (+N calcular as
ta;as reJueridas de retomo para os seguintes in#estimentosI
3ítulo !eta
A +=M
, (M=
C +,=
D (+=
6) Dada as seguintes in%orma&?es so!re as a&?es do Juadro a!ai;o determine os
itens a!ai;oI
Açã
o
Beta
(þ)
Retorno esperado -
modeIo CAPM
Retorno esperado peIo investidor media dos
vaIores históricos da ação
A (,+ (=+N *(=N
B (*< (=<N (<+N
C *++ *(,N (9=N
D (=+ 9+=N (<+N

A ta;a de aplica&'o sem risco R6 @ de :N e espera1se para o índice de mercado d4
apurado pela m@dia .ist$rica do período uma renta!ilidade de (=N.
-EDE1SEI
a) Calcule o al%a esperados de cada a&'oF
b) Zual de#erá ser a atitude do in#estidor no momento relati#amente a cada uma
das Juatro a&?es atra#@s dos Al%as calculados[
7) Eamos usar as ta;as de retorno .ist$ricas da a&'o da empresa A56A e do
mercado U\ndice 7OEES-AV dos últimos seis meses.
Supondo Jue a ta;a de aplica&'o sem risco se"a de <=N U3ítulos do 3esouro
NacionalV #amos calcular o !eta dessa empresa e em seguida comparar a sua
ta;a de retorno com a ta;a de retorno reJuerida pelo mercado.
An
o
Retorno de Mercado (Indice
Bovespa)
Retorno da ação da empresa
AIfa
( *:N M+
* 1MN 1(+N
M (*N (=N
O 1MN 1=N
= (*N =N
< *:N *=N
-ede1seI
a) O 7eta da a&'o.
b) O retorno esperado atra#@s do CA-4.
c) Represente gra%icamente atra#@s da S45
d) O Al%a da a&'o.
e) Zual de#erá ser a atitude do in#estidor no momento relati#amente a a&'o atra#@s
do Al%a calculado[
8) Am in#estidor disp?e das seguintes in%orma&?es so!re as a&?es Jue comp?em a
sua carteiraI
Açã
o
Beta
þ
% da ação na
carteira
A ((+ *+N
7 +,+ =+N
C (++ M+N
A mel.or estimati#a para o retorno e o risco da carteira do mercado 4 UI7OEES-AV
para o período do in#estimento @ R4 e (MN e a ta;a de "uros li#re de risco @ de =N.
DetermineI
a) O retorno esperado de cada a&'o atra#@s da eJua&'o do CA-4.
b) O retorno esperado da carteira.
c) O 7eta da carteira.
9) Está sendo analisado atualmente um pro"eto com 7eta igual a (=+. No momento
a ta;a li#re de risco @ de :N e o retorno da carteira de mercado de ati#os @ de
(+N. Espera1se Jue o pro"eto ten.a um retorno anual de ((.
a) Se o retorno da carteira de mercado su!isse (+N o Jue esperaria Jue
acontecesse com o retorno exi)ido do pro"eto[ E se caísse (+N.
b) Ase o modelo de preci%ica&'o de ati#os UCA-4V para encontrar o retorno exi)ido
desse in#estimento.
c) Com !ase no cálculo %ito no item b #ocK recomendaria esse pro"eto de
in#estimento[ -or JuK[
d) Supon.a Jue se os in#estidores se tornassem menos a#essos a risco o retorno
do mercado cairia (N indo para 9N. O Jue mudaria em suas respostas aos itens
b e c[
FERRAMENTAS DE ANALISE DE INVESTIMENTOS
A partir da 4oderna 3eoria de Portf#lios pode1se concluir Jue o desempen.o de uma
carteira de in#estimento n'o está apenas ligado ao retorno Jue a mesma o%erece.
De#e1se considerar para a#alia&'o e escol.a de composi&'o de port%$lio o grau de
incerte0a em rela&'o a determinado in#estimento atra#@s da medida de risco.
Alguns autores !uscaram atra#@s de índices de desempen.o a"ustar o risco ao
retorno e mais Jue isso a#aliar a consistKncia da política de in#estimento dos %undos e
seus gestores. 4edidas de retorno a"ustado ao risco %oram desen#ol#idas por 3reSnor
U(9<=V S.arpe U(9<<V e Gensen U(9<,V. S'o medidas amplamente di%undidas no
mercado para a#alia&'o de %undos.
INDICE DO DESEMPENHO DE CARTEIRAS
A partir do entendimento da lin.a do mercado de capitais @ Jue se determina o
.4!"& ! SH'#> medida de a#alia&'o da rela&'o Risco B Retorno de larga
utili0a&'o pelos administradores de carteiras. Assim %undamentado na teoria do
CA-4 S>AR-E desen#ol#eu um índice relacionando a renta!ilidade e risco da
carteira de título Jue mede a renta!ilidade por unidade de risco. Zuanto maiores os
índices o!tidos maior a renta!ilidade por unidade de risco e portanto mel.or o
desempen.o da carteira no período analisado. -or e;emplo se o índice de S.arpe %or
de +<+N tem1se o desempen.o apresentado pelo ati#o UprKmio pelo riscoV para cada
(N de aumento de seu risco.
O \ndice S>AR-E tem a seguinte e;press'oI
OndeI
e Retorno esperado da carteira em análise.
e 3a;a li#re de risco U5etra do tesouro nacionalV
e Des#io1padr'o UriscoV da carteira em analise.
ExempIo:
Supon.a1se Jue dese"amos comparar o \NDICE S>AR-E de uma carteira de a&?es
com o \NDICE S>AR- do I7OEES-A tomando1se por !ase as suas renta!ilidades
au%eridas nos últimos trKs meses. No mesmo período a ta;a de "uros do título do
3esouro Nacional se situou em *N ao mKs Uati#o de renda %i;a sem riscoV.
A ta!ela a seguir mostra a renta!ilidadeI

s
Carteira de
ações
Ibovesp
a
( (*N (=N
* *+N M*N
M 1,N 1(:N
A carteira ponderada re%ere1se / renta!ilidade de cada a&'o e sua participa&'o no
total da carteira. A partir desses dados calculamos a renta!ilidade m@dia e o des#io
padr'o das renta!ilidades tanto da carteira Juanto do I7OEES-A.
Exercícios:
l) A!ai;o s'o apresentados os retornos esperados da a&'o da Cia. d4N e do
mercado considerando trKs cenários pro#á#eisI
Cenários Retorno do
Ibovespa
Retorno da
carteira
Otimista *ON (,N
4ais
pro#á#el
(<N (*N
-essimista <N 1MN
a) Retorno esperado da carteira e do I!o#espaF
b) Des#io1padr'o da carteira e do I!o#espaF
c) \ndice de S.arpe da carteira e do I!o#espaF
d) Compara&'o entre a carteira e o I!o#espa pelo índice de S.arpeF
e) 7etaF
2) Analise as duas carteiras a!ai;o e determine pelo índice de 4odigliani Jual
delas apresenta a maior e%iciKncia para o in#estidor.
C'#5"#'
A
C'#5"#'
B
jC
4
*M=N *M(N
jR" (,<N *(*N
R" (=,N ((*N
R% 9+N 9+N
R4 ((+N ((+N
MERCADOS DO DINHEIRO
Subdivide-se em quatro mercados:
MERCADO MONETÁRIO
É através do mercado monetário que o governo federal controla os meios de pagamento (depósito à vista
nos bancos comerciais, mais o volume de papel moeda em poder do público, lan!ando m"o de medidas
monetárias, tais como: recol#imento de depósitos compulsórios dos bancos comerciais, redesconto
bancário e opera!$es de %&pen-'ar(et%, que consistem em retirar moeda de circula!"o quando #á
e)cesso de liquide* ( muito din#eiro em circula!"o ou recolocar moeda em circula!"o, quando #ouver o
estreitamento de liquide* ( pouco din#eiro em circula!"o através da compra e venda de t+tulos do próprio
governo federal,
MERCADO DE CRÉDITO
É o mercado que opera a curto pra*o, &s recursos captados se destinam ao financiamento de consumo
para pessoas f+sicas e capital de giro para empresas, através de intermediários financeiros bancários,
-unciona à partir de normas contratuais que envolvem os tomadores finais de crédito, doadores e os
intermediários,
.ipo de &pera!"o:
/ - 0onsumo e 0apital de 1iro
2 - -inancia 0rédito 3ireto ao 0onsumidor
4nstitui!$es -inanceiras:
/ - 5ancos 0omerciais e sociedades de 0rédito
2 - -inanciamento e 4nvestimentos (-inanceira
MERCADO DE CÂMBIO
É onde s"o reali*adas opera!$es que envolvem a necessidade de convers"o de moedas estrangeiras em
moedas nacionais e vice-versa, 0rédito à e)porta!"o e financiamento à importa!"o,
6ra*o:
/ - 0urto
.ipo de opera!"o:
/ - 0ompra e7ou venda de moeda, 0rédito para a 8)porta!"o e -inanciamento à importa!"o
4nstitui!$es -inanceiras:
/ - 5ancos 0omerciais
2 - Sociedades 0orretoras
9 - 5ancos de 4nvestimentos
MERCADO DE CAPITAIS
É o con:unto de opera!$es de pra*o médio, longo ou indeterminado, &s recursos destinam-se em geral,
ao financiamento de 0apital -i)o para empresas, tendo como intermediário financeiro as institui!$es
financeiras ;"o 5ancárias, < médio e a longo pra*o, financia 0apital de 1iro às empresas de capital
aberto,
& mercado de capitais é um sistema de distribui!"o de valores mobiliários, que tem o propósito de
proporcionar liquide* aos t+tulos de emiss"o de empresas e viabili*ar seu processo de capitali*a!"o, É
constitu+do pelas bolsas de valores, sociedades corretoras e outras institui!$es financeiras autori*adas,;o
mercado de capitais, os principais t+tulos negociados s"o os representativos do capital de empresas - as
a!$es - ou de empréstimos tomados, via mercado, por empresas - deb=ntures convers+veis em a!$es,
b>nus de subscri!"o e %commercial papers% -,que permitem a circula!"o de capital para custear o
desenvolvimento econ>mico, & mercado de capitais abrange, ainda, as negocia!$es com direitos e
recibos de subscri!"o de valores mobiliários, certificados de depósitos de a!$es e demais derivativos
autori*ados à negocia!"o,
? medida que cresce o n+vel de poupan!a, maior é a disponibilidade para investir, < poupan!a individual e
a poupan!a das empresas (lucros constituem a fonte principal do financiamento dos investimentos de um
pa+s, .ais investimentos s"o o motor do crescimento econ>mico e este, por sua ve*, gera aumento de
renda, com conseq@ente aumento da poupan!a e do investimento, e assim por diante,
8sse é o esquema da circula!"o de capital, presente no processo de desenvolvimento econ>mico, <s
empresas, à medida que se e)pandem, carecem de mais e mais recursos, que podem ser obtidos por
meio de:
A empréstimos de terceirosB
A re-investimentos de lucrosB
A participa!"o de acionistas,
<s duas primeiras fontes de recursos s"o limitadas, 1eralmente, as empresas utili*am as para manter
sua atividade operacional, 'as é pela participa!"o de novos sócios - os acionistas - que uma empresa
gan#a condi!"o de obter novos recursos n"o e)ig+veis, como contrapartida à participa!"o no seu capital,
0om os recursos necessários, as empresas t=m condi!$es de investir em novos equipamentos ou no
desenvolvimento de pesquisas, mel#orando seu processo produtivo, tornando-o mais eficiente e
beneficiando toda a comunidade,
& investidor em a!$es contribui assim para a produ!"o de bens, dos quais ele também é consumidor,
0omo acionista, ele é sócio da empresa e se beneficia da distribui!"o de dividendos sempre que a
empresa obtiver lucros, 8ssa é a mecCnica da democrati*a!"o do capital de uma empresa e da
participa!"o em seus lucros,
6ara operar no mercado secundário de a!$es, é necessário que o investidor se diri:a a uma sociedade
corretora membro de uma bolsa de valores, na qual funcionários especiali*ados poder"o fornecer os mais
diversos esclarecimentos e orienta!"o na sele!"o do investimento, de acordo com os ob:etivos definidos
pelo aplicador, Se pretender adquirir a!$es de emiss"o nova, ou se:a, no mercado primário, o investidor
deverá procurar um banco, uma corretora ou uma distribuidora de valores mobiliários, que participem do
lan!amento das a!$es pretendidas,
Sistema Financeiro Nacional
& Sistema -inanceiro ;acional é composto pelas institui!$es financeiras, intermediários e pelos órg"os
reguladores, ;ele s"o reali*adas opera!$es de capta!"o de recursos, distribui!"o e circula!"o de valores,
as quais s"o regulamentadas pelos seguintes órg"os: 0D', que é a 0omiss"o de Dalores 'obiliários, e
5<08;, que é o 5anco 0entral do 5rasil,
& 0'; - 0onsel#o 'onetário ;acional, é o responsável pela defini!"o das diretri*es de atua!"o desse
sistema, Eá o 5<08; atua como um órg"o e)ecutivo diretamente ligado ao 0';, que fa* com que se:am
cumpridas as normas e)pedidas pelo 0';, < 0D' é o órg"o responsável pela regulamenta!"o e pelo
desenvolvimento do mercado de valores mobiliários, fiscali*ando e disciplinando esse mercado,
<s principais institui!$es ligadas ao mercado de capitais s"o:
As autoriaes monet!rias"
O Conselho Monetário Nacional " o 0'; acaba sendo o consel#o de pol+tica econ>mica do pa+s, visto
que o mesmo é responsável pela fi)a!"o das diretri*es da pol+tica monetária, credit+cia e cambial,
<tualmente, seu presidente é o próprio 'inistro da -a*enda,
O Banco Central do Brasil" o 5<08; é o órg"o responsável pela e)ecu!"o das normas que regulam o
S-;, S"o suas atribui!$es agir como: banco dos bancos, gestor do S-;, e)ecutor da pol+tica monetária,
banco emissor e banqueiro do governo, É muito discutida a eleva!"o do grau de independ=ncia do
5<08;, 3iversas discuss$es apresentam pontos positivos e negativos de tal altera!"o,
Autoriaes e a#oio"
A Comissão de Valores Mobiliários" a 0D' é um órg"o normativo voltado ao mercado de a!$es e
deb=ntures, 8la é vinculada ao 1overno -ederal e seus ob:etivos podem sinteti*ados em apenas um: o
fortalecimento do mercado acionário,
& 5anco do 5rasil: até :aneiro de /FGH o 55 assemel#ava-se a uma autoridade monetária mediante
a:ustamentos da conta movimento do 5<08; e do .esouro ;acional, Io:e, é um banco comercial
comum, embora responsável pela 0Cmara de 0onfedera!"o,
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)" contando com recursos de
programas e fundos de fomento, o 5;38S é responsável pela pol+tica de investimentos de J6 do
1overno e, a partir do 6lano 0ollor, também pela gest"o do processo de privati*a!"o, É a principal
institui!"o financeira de fomento do 5rasil por impulsionar o desenvolvimento econ>mico, atenuar
desequil+brios regionais, promover o crescimento das e)porta!$es, dentre outras fun!$es,
A Caia Econômica !ederal" a 08- caracteri*a-se por estar voltada ao financiamento #abitacional e ao
saneamento básico, É um instrumento governamental de financiamento social,
Institui$%es &inanceiras"
Os Bancos Comerciais" os 50 s"o intermediários financeiros que transferem recursos dos agentes
superavitários para os deficitários, mecanismo esse que acaba por criar moeda através do efeito
multiplicador, &s 50Ks podem descontar t+tulos, reali*ar opera!$es de abertura de crédito simples ou em
conta corrente, reali*ar opera!$es especiais de crédito rural, de cCmbio e comércio internacional, captar
depósitos à vista e a pra*o fi)o, obter recursos :unto às institui!$es oficiais para repasse aos clientes, etc,
Os Bancos de Desenvolvimento" o :á citado 5;38S é o principal agente de financiamento do governo
federal, 3estacam-se outros bancos regionais de desenvolvimento como, por e)emplo, o 5anco do
;ordeste do 5rasil (5;5, o 5anco da <ma*>nia, dentre outros,
Os Bancos de "nvestimentos" os 54 captam recursos através de emiss"o de 035 e L35, de capita!"o
e repasse de recursos e de venda de cotas de fundos de investimentos, 8sses recursos s"o direcionados
a empréstimos e financiamentos espec+ficos à aquisi!"o de bens de capital pelas empresas ou subscri!"o
de a!$es e deb=ntures, &s 54 n"o podem destinar recursos a empreendimentos mobiliários e t=m limites
para investimentos no setor estatal,
Sociedade de Cr#dito$ !inanciamento e "nvestimentos" as %financeiras% captam recursos através de
letras de cCmbio e sua fun!"o é financiar bens de consumo duráveis aos consumidores finais (crediário,
.ratando-se de uma atividade de alto risco, seu passivo é limitado a /2 ve*es seu capital mais reservas,
Sociedade 0orretoras: essas sociedades operam com t+tulos e valores mobiliários por conta de terceiros,
S"o institui!$es que dependem do 5<08; para constitu+rem-se e da 0D' para o e)erc+cio de suas
atividades, <s %corretoras% podem efetuar lan!amentos de a!$es, administrar carteiras e fundos de
investimentos, intermediar opera!$es de cCmbio, dentre outras fun!$es,
Sociedades Distrib%idoras" tais institui!$es n"o t=m acesso às bolsas como as Sociedades 0orretoras,
Suas principais fun!$es s"o a subscri!"o de emiss"o de t+tulos e a!$es, intermedia!"o e opera!$es no
mercado aberto, 8las est"o su:eitas a aprova!"o pelo 5<08;,
Sociedade de Arrendamento Mercantil" operam com opera!$es de %leasing% que tratam-se de loca!"o
de bens de forma que, no final do contrato, o locatário pode renovar o contrato, adquirir o bem por um
valor residencial ou devolver o bem locado à sociedade, <tualmente, tem sido comum opera!$es de
leasing em que o valor residual é pago de forma dilu+da ao longo do per+odo contratual ou de forma
antecipada, no in+cio do per+odo, <s Sociedades de <rrendamento 'ercantil captam recursos através da
emiss"o de deb=ntures, com caracter+sticas de longo pra*o,
Sociedades de Cr#dito "mobiliário" ao contrário das 0ai)as 8con>micas, essas sociedades s"o
voltadas ao público de maior renda, < capta!"o ocorre através de Jetras 4mobiliárias depósitos de
poupan!a e repasses de 08-, 8sses recursos s"o destinados, principalmente, ao financiamento
imobiliário diretos ou indiretos,
"nvestidores "nstit%cionais" os principais investidores institucionais s"o: -undos 'útuos de
4nvestimentos: s"o condom+nios abertos que aplicam seus recursos em t+tulos e valores mobiliários
ob:etivando oferecer aos condom+nios maiores retornos e menores riscos, 8ntidades -ec#adas de
6revid=ncia 6rivada: s"o institui!$es mantidas por contribui!$es de um grupo de trabal#adores e da
mantenedora, 6or determina!"o legal, parte de seus recursos devem ser destinados ao mercado
acionário, Seguradoras: s"o enquadradas coo institui!$es financeiras segundo determina!"o legal, &
5<08; orienta o percentual limite a ser destinado aos mercados de renda fi)ar e variável,
A&'ncias de !omento" sob supervis"o do 5<08;, as ag=ncias de fomento captam recursos através dos
&r!amentos públicos e de lin#as de créditos de J6 de bancos de desenvolvimento, destinando-os a
financiamentos privados de capital fi)o e de giro,
Bancos M(lti)los" como o próprio nome di*, tais bancos possuem pelo menos duas das seguintes
carteiras: comercial, de investimento, de crédito imobiliário, de aceite, de desenvolvimento e de leasing, <
vantagem é o gan#o de escala que tais bancos alcan!am,
Corretoras de Valores
S"o institui!$es financeiras credenciadas pelo 5anco 0entral e membros das 5olsas de Dalores ou de
-uturos, #abilitadas a negociar valores mobiliários ou contratos futuros em preg"o, -uncionam como
intermediários dos investidores na e)ecu!"o de ordens de compra e venda, para opera!$es por conta
própria ou determinadas por seus clientes, <lém disso, prestam servi!os a investidores e empresas,
reali*ando análises técnicas para selecionar os mel#ores investimentos, assessorar empresas na
abertura de capital, subscri!"o de a!$es e deb=ntures, entre outros, 6ara garantir o din#eiro dos
aplicadores, as corretoras contribuem para um fundo de garantia, mantido pelas 5olsas, com o propósito
de assegurar a seus membros eventual reposi!"o de t+tulos e valores negociados em preg"o, no caso de
problemas financeiros em alguma institui!"o,
Bolsas de Valores
<s bolsas no 5rasil s"o associa!$es civis sem fins lucrativos, com autonomia administrativa, financeira e
patrimonial, <s duas principais bolsas brasileiras s"o a 5ovespa (5olsa de Dalores de S"o 6aulo e a
5'M- (5olsa de 'ercadorias M -uturos,
< S&'< (Sociedade &peradora do 'ercado de <tivos, subordinada à 5ovespa, administra o mercado de
balc"o organi*ado no 5rasil, através de um sistema eletr>nico de negocia!"o, dirigido por ofertas
registradas por formadores de mercado e institui!$es financeiras associadas,
&utras institui!$es:
Centrais de *i+%ida,ão e C%st-dia
S"o empresas que reali*am os servi!os de liquida!"o e de custódia das a!$es, 8ssas empresas devem
estar obrigatoriamente associadas às 5olsas de Dalores, 8las e)ercem papel essencial nas opera!$es de
compra e venda de a!$es, <s fun!$es reali*adas por essas centrais s"o as seguintes: compensa!"o,
liquida!"o f+sica e financeira, registro e controle de garantias, controle de posi!"o nos mercados de
derivativos e no servi!o de empréstimo de a!$es,
< principal é a 0J50 N 0ompan#ia 5rasileira de Jiquida!"o e 0ustódia N que é uma empresa associada à
5ovespa, 8la é obrigada por lei a enviar mensalmente, caso #a:a movimenta!"o da conta, e)tratos das
contas de custódia, ou uma ve* por ano, caso n"o #a:a movimenta!"o ou, ainda, sempre que o acionista
solicitar,
Distrib%idoras de Valores Mobiliários
S"o institui!$es que fa*em a intermedia!"o de a!$es e outros t+tulos no mercado primário, colocando-os
à venda para o público,
O MERCADO DE CAPITAIS
'alores Mo(ili!rios
8ntende-se por valores mobiliários as a!$es, as partes beneficiárias, as deb=ntures, os t+tulos, os b>nus
de subscri!"o e os certificados de depósitos de valores mobiliários, .ambém s"o considerados valores
mobiliários outros t+tulos criados ou emitidos por sociedades an>nimas, a critério do 0';, que significa
0onsel#o 'onetário ;acional, e que este:am devidamente registrados pela 0D', que é a 0omiss"o de
Dalores 'obiliários,
Socieae An)nima
S"o as c#amadas empresas de 0apital <berto, que possuem a!$es negociadas na 5olsa de Dalores e no
'ercado de 5alc"o, 8ssas empresas est"o registradas na 0omiss"o de Dalores 'obiliários, cu:a sigla é
0D',
6or que uma empresa abre seu capitalO
<s empresas abrem seu capital por várias ra*$es:
A fonte de financiamento para investimentos que a empresa dese:a reali*ar a um custo em geral mais
bai)o que o financiamento bancárioB
A reestrutura!"o de passivosB
A mel#oria da imagem da empresa frente à imprensa especiali*ada e frente aos parceiros comerciais e
financeiros, sendo eles nacionais ou estrangeirosB
A busca por aumento de liquide* do patrim>nio dos acionistas controladoresB
A reestrutura!"o societária, etc,
8ssas ra*$es acabam influenciando na forma de como a empresa decide abrir seu capital: tipo de valor
mobiliário, tipo de lan!amento e tipo de investidor mais adequado aos ob:etivos da empresa, < abertura
de capital n"o se restringe apenas às grandes empresas, as de menor porte também participam desse
mercado,
<o comprar uma a!"o, voc= passa a ser sócio de uma empresa, comprando uma participa!"o no capital
da mesma, Se a empresa for bem, o pre!o da a!"o possivelmente subirá, se as coisas n"o forem t"o
bem assim, o pre!o possivelmente cairá,
3esta forma, através do lan!amento de a!$es, uma empresa aumenta substancialmente o número de
acionistas (sócios, obtendo recursos que talve* n"o estivessem dispon+veis de outra forma para investir
na empresa, 3o ponto de vista do investidor, comprar a!$es dá a possibilidade dele se tornar um %sócio%
da empresa, investindo um valor de acordo com as suas disponibilidades,
Princi#ais T*tulos o mercao e ca#itais
<tivos 6rivados de Lenda -i)a
Deb'nt%res e Deb'nt%res Convers.veis em A,/es
.+tulos emitidos por sociedades an>nimas, representativos de parcela de empréstimo contra+do pela
emitente com o investidor, a médio e7ou longo pra*os, garantidos pelo ativo da empresa,
;o caso de deb=ntures n"o convers+veis, o empréstimo é liquidado normalmente no pra*o previsto,
Puanto às deb=ntures convers+veis em a!$es, o investidor poderá, em pra*os determinados e sob
condi!$es previamente definidas, optar pela convers"o de seu valor em a!$es, incorporando-o ao capital
da sociedade emitente, .odas as condi!$es pertinentes à emiss"o, pra*os, resgates, rendimentos,
convers"o em a!$es e vencimento de deb=ntures s"o obrigatoriamente fi)ados em assembléia geral de
acionistas,
Commercial 0a)ers
.+tulos de emiss"o de sociedades an>nimas abertas, representativos de d+vida de curto pra*o (m+nimo de
9Q e má)imo de 9HQ dias,
A$%es
0omo :á visto, as a!$es s"o t+tulos emitidos por compan#ias abertas que representam a propriedade de
uma fra!"o do capital social da compan#ia - S7< - Sociedade <n>nima -, registrada na 0D' - 0omiss"o
de Dalores 'obiliários,
;a prática, quem investe em a!$es é proprietário de uma parte da sociedade an>nima, tornando-se
acionista e participando de seus resultados, se:am eles lucros ou pre:u+*os, <s a!$es s"o convertidas em
din#eiro, a qualquer tempo, através de negocia!"o nas 5olsas de Dalores ou no 'ercado de 5alc"o,
desde que #a:a comprador ou vendedor,
Mercao e A$%es
6ode ser entendido como sendo o segmento do mercado de capitais, ;o mercado de a!$es s"o
reali*adas as c#amadas coloca!$es primárias - novas emiss$es de a!$es reali*adas pelas sociedades
an>nimas, e as negocia!$es secundárias - reali*adas com a!$es :á e)istentes, colocadas em circula!"o,
na 5olsa de Dalores e no 'ercado de 5alc"o,
Mercao PRIMÁRIO + SEC,NDÁRIO
0omo descrito, o mercado primário, refere-se ao mercado no qual ocorre a venda da a!"o pela primeira
ve*, É a primeira negocia!"o reali*ada, < empresa pode colocar a!$es no mercado (abrindo seu capital,
ou fa*er a emiss"o de um novo lote de a!$es,
É no mercado primário que ocorre a capta!"o de recursos por parte da empresa,8stes recursos obtidos
entram para o cai)a da empresa,
& mercado secundário é aquele em que os investidores compram ou vendem as a!$es de sua
titularidade, É a negocia!"o de a!$es :á emitidas e em circula!"o, normalmente reali*ado nas bolsas de
valores,
<s negocia!$es reali*adas neste mercado n"o tra*em recursos diretos para as empresas, sendo estes
encerrados no mercado primário,
Rena e A$%es
< rentabilidade que uma a!"o proporciona ao investidor é variável e irá depender de vários fatores, tais
como: condi!$es de mercado, lucros que a empresa vem auferindo, como a empresa vem atuando no
mercado, percep!$es dos investidores, pol+tica de dividendos da empresa, etc,
& investimento em a!$es, está su:eito à flutua!$es, que podem ser negativas em um determinado
per+odo, a longo pra*o investimentos em a!$es tendem a superar os investimentos tradicionais de renda
fi)a,
6ara gan#ar din#eiro em a!$es voc= precisa %comprar a a!"o antes que outros investidores queiram
comprá-la e vend=-la antes que outros investidores resolvam vend=-la%, 6ode n"o parecer, mas é mais
fácil do que pareceR 6ara isso, voc= precisa entender os fatores determinantes da rentabilidade de uma
a!"o e se antecipar ao mercado,
& principal determinante da rentabilidade das a!$es é o comportamento do pre!o do papel, & pre!o das
a!$es é influenciado por uma série de variáveis, que podem ser agrupadas em quatro grupos básicos:
- 'acroecon>micas
- Setoriais
- 'ercado
- 3esempen#o da 8mpresa,
Variáveis Macroeconômicas
<bai)o, alguns e)emplos de variáveis macroeconômicas o impacto que eles t=m no mercado de a!$es
(Lisco Sistemático:
.a)a de crescimento da economia - 'aior crescimento, de forma geral, leva a maior lucro e alta no pre!o
das a!$es,
.a)a de :uros - 8m geral, :uros maiores aumentam a rentabilidade da renda fi)a, que %concorre% com as
a!$es como alternativa de investimento, além do efeito negativo sobre o balan!o das empresas,
'ercado 8)terno - <lém dos efeitos diretos sobre a economia brasileira, qualquer altera!"o no mercado
e)terno afeta diretamente o mercado de a!$es brasileiro :á que parte dos compradores de a!$es
brasileiras é composta por estrangeiros, Puanto mais compradores estrangeiros, maior press"o de alta no
pre!o dos ativos e vice-versa,
Variáveis setoriais
3efinem eventos que afetam especificamente o setor de atividades em que a empresa atua, 6ara facilitar
o entendimento, vamos usamos o setor de celulose como e)emplo, Sm aumento no pre!o internacional
da celulose afeta positivamente as a!$es do setor (aumento de receitas e lucro potencial, &utras
variáveis s"o poss+veis inova!$es tecnológicas (por e)emplo, um processo produtivo mais eficiente,
mudan!as nos pre!os de matérias primas, mudan!a no perfil dos concorrentes internacionais, mudan!as
na legisla!"o, etc,
Variáveis de Mercado
&utros fatores que influenciam o pre!o das a!$es altera!$es espec+ficas nas condi!$es de compra e
venda de a!$es,
3entre os principais fatores podemos citar:
a 4mpostos (e), maiores impostos sobre aplica!$es em a!$es podem desencora:ar esta forma de
investimento, conseq@entemente afetando os pre!os e
b 'udan!as nas regras de investimento dos investidores institucionais (e), fundos de investimento,
fundos de pens"o, compan#ias de seguro,
Desempenho da Empresa
<lém dos elementos que influenciam a situa!"o financeira da empresa (mudan!as em pre!os dos
produtos produ*idos e de matérias primas, aumento ou redu!"o no endividamento, etc,, é importante
observar mudan!as na perspectiva de novo negócios (tais como novos contratos, aquisi!$es de outras
empresas, busca de parceiros, etc, e altera!$es na estrutura acionária, <lém do pre!o da a!"o, a
rentabilidade de um investimento no mercado acionário também depende de outras variáveis, sobretudo
do n+vel de dividendos, bonifica!$es, tributa!"o e corretagem,
Bolsas e 'alores
0omo :á dito, as 5olsas de Dalores s"o associa!$es civis, sem fins lucrativos, que reali*am atividades de
interesse público, .=m como fun!"o principal oferecer um mercado para a cota!"o dos t+tulos nelas
registrados, orientar e fiscali*ar os servi!os prestados por seus membros, facilitar a divulga!"o constante
de informa!$es sobre as empresas de capital aberto e sobre os negócios que s"o reali*ados em seus
preg$es diários, S"o elas que garantem a efetiva!"o das negocia!$es reali*adas, propiciando liquide* às
aplica!$es de curto e longo pra*o,
Puem negocia os t+tulos e valores mobiliários s"o as c#amadas sociedades corretoras, que s"o
institui!$es financeiras devidamente credenciadas, #abilitadas a operar em 5olsas de Dalores, <s
opera!$es na 5olsa podem ser reali*adas de duas formas: pelo tradicional preg"o viva-vo* ou pelo
preg"o eletr>nico,
Ti#os e A$%es e-istentes no Mercao
. Orin!rias /ON0
0oncedem o direito de voto nas assembléias de acionistas da empresa, Puem possui estas a!$es, pode
participar das decis$es tomadas nestas assembléias, como a elei!"o de membros da diretoria do
0onsel#o -iscal da 0ompan#ia, ou ainda decidir sobre a destina!"o dos lucros e reformar o estatuto
social, entre outras,
0ada a!"o ordinária equivale a um voto,
< a!"o ordinária é representada pelo número 9 depois das quatro letras do código do ativo, 8): 0S;<9 N
0ompan#ia Siderúrgica ;acional
A Pre&erenciais /PN0
&ferecem prefer=ncia no recebimento de resultados, como dividendos, ou no reembolso do capital em
caso de liquida!"o da compan#ia, 8ntretanto, as a!$es preferenciais n"o concedem o direito de voto, ou
o restringem,
< a!"o preferencial é representada pelo número T depois das quatro letras do código do ativo, 8): 68.LT
<!$es prefer=ncias da 6etrobrás
<s a!$es preferenciais podem ainda ser diferenciadas por classes: <, 5, 0 ou alguma outra letra que
apare!a após o %6;%, <s caracter+sticas de cada classe s"o estabelecidas pela empresa emissora da
a!"o, em seu estatuto social, 8ssas diferen!as variam de empresa para empresa, & estatuto da empresa
vai descrever as caracter+sticas N diferentes rendimentos para cada classe de a!"o,
&bserva!"o: <s classes também podem indicar restri!$es feitas pelas empresas emitentes quanto à
posse das a!$es, como, por e)emplo, restri!"o ao investimento de estrangeiros,
6referenciais 0lasse <: s"o representadas pelo número U depois das T letras do ativo, D<J8U
6referenciais 0lasse 5: s"o representadas pelo número H depois das quatro letras do ativo, 8J8.H
&bserva!"o: uma sociedade an>nima pode emitir até 279 em a!$es preferenciais e /79 em a!$es
ordinárias,
Snit- con:unto de a!"o preferenciais e a!$es ordinárias, dentro de uma mesma unidade, identificada com
o número //,
8), S55L//
. Blue C1i#s
S"o as c#amadas a!$es de /V lin#a, <!$es de empresas de grande porte, com grande liquide* e volume
de negócios nas 5olsas de Dalores, 8),: 6etrobrás e 8letrobrás,
S"o compostas em sua maioria por a!$es que formam o +ndice 5ovespa,
. Small Ca#s
S"o empresas de 2V e 9V lin#as, com patrim>nio l+quido bem inferior ao das empresas 5lue 0#ips,
Forma e istri(ui$2o as A$%es
A Nominati3as
<!"o, representada por cautela, que identifica o nome do seu proprietário no livro de Legistro de <!$es
;ominativas da empresa, < transfer=ncia da a!"o é feita com a entrega da cautela e a averba!"o de
termo, em livro próprio da empresa, identificando o novo acionista,
. Escriturais
-uncionam como uma espécie de conta corrente, onde os valores s"o lan!ados a débito ou a crédito dos
acionistas, ;"o #á movimenta!"o f+sica dos documentos, &bserva!"o: a!$es ao portador n"o e)istem
mais desde o 6lano 0ollor,
4otes e A$%es
A Jote padr"o ou WredondoX
Puem dese:a investir no mercado acionário precisa comprar uma quantidade m+nima de a!$es com
caracter+sticas id=nticas devidamente predeterminadas pelas 5olsas de Dalores, o lote-padr"o, 8ssa
quantidade é estipulada totali*ando um número inteiro, na maioria das ve*es múltiplos de /QQ, /,QQQ e
assim por diante,
A Jote fracionário
8)iste a possibilidade de ser transacionada uma quantidade inferior ao lote-padr"o, 8ssa opera!"o é
reali*ada no mercado fracionário, 8)emplo: & lote-padr"o de 4taú 5anco 6;, cu:o código é 4.<ST,
negociado no mercado à vista é de /QQ a!$es ou múltiplos desse valor,
6ara negociar a!$es em quantidades inferiores ao lote-padr"o, é necessário recorrer ao mercado
fracionário, onde ser"o negociados, no e)emplo acima, / a FF a!$es de 4taú 5anco 6;, Jogo, para
comprar /9U a!$es 4taú 5anco 6;, compram-se /QQ a!$es no mercado integral e 9U a!$es no mercado
fracionário,
6ara diferenciar as cota!$es do mercado fracionário essas v=m com um - depois do código, como
68.LT-, .;J6T-, entre outras,
Pro3entos
6rovento é o nome dado aos benef+cios e remunera!$es que as empresas concedem aos seus
acionistas, &s proventos variam entre as empresas, pois eles s"o concedidos de acordo com a pol+tica de
cada empresa,
Di3ienos
6arcela do lucro apurado pela empresa que é distribu+do aos seus acionistas no encerramento do
e)erc+cio social, 3e acordo com a Jei das Sociedades <n>nimas as empresas devem distribuir em forma
de dividendos pelo menos 2UY do lucro l+quido apurado em cada e)erc+cio social, & dividendo pago às
a!$es preferenciais deve ser no m+nimo /QY superior ao pago às a!$es ordinárias,
Puando uma empresa paga dividendos, ela está distribuindo aos acionistas parte do seu lucro no per+odo,
Se a empresa anuncia um dividendo de LZ 2,QQ por a!"o e voc= tiver /,QQQ a!$es, ent"o receberá LZ
2,QQQ,QQ em din#eiro, que será enviado à sua conta,
8m geral o valor do dividendo é variável, dependendo do resultado da empresa no per+odo e da pol+tica
interna de dividendos de cada empresa, <lgumas empresas (em geral as maiores e mais estabelecidas
no mercado preferem pagar dividendos mais altosB enquanto outras decidem reinvestir na empresa a
maior parte dos lucros gerados, < periodicidade de pagamento dos dividendos também n"o é definida e
pode ser trimestral, semestral ou anual,
Boni&ica$2o
5onifica!"o s"o novas a!$es que a empresa emite e distribui proporcionalmente entre seus acionistas,
8ssa emiss"o é feita quando as reservas legais s"o incorporadas ao capital social da empresa,
Su(scri$2o
< subscri!"o é um direito do acionista que tem o ob:etivo de manter a participa!"o constante após uma
nova emiss"o de a!$es no mercado, 6or e)emplo, se um acionista é dono de /QY das a!$es de uma
empresa, ele terá o direito de comprar /QY da emiss"o de novas a!$es,
S#lit
Split é o desdobramento das a!$es e)istentes de uma empresa, 6or e)emplo, se uma empresa que
possui /Q,QQQ a!$es cotadas a LZ/Q,QQ cada fi*er um split /:2 ela passará a ter 2Q,QQQ a!$es cotadas a
LZ U,QQ cada,
<!"o va*ia N e)
<!"o cu:os direitos de dividendos, bonifica!"o e subscri!"o :á foram e)ercidos,
<!"o c#eia N com
<!"o cu:os direitos ainda n"o foram e)ercidos,
Direitos e su(scri$2o
&s direitos de subscri!"o s"o proventos oferecidos pelas empresas aos seus acionistas, em cumprimento
a instru!$es da 0omiss"o de Dalores 'obiliários e determinadas leis, 8ssas distribui!$es s"o anunciadas
quando #á, por e)emplo, aumento de capital social ou a:ustes nas demonstra!$es financeiras, S"o
distribu+dos em quantidade proporcional às a!$es :á possu+das pelos acionistas da empresa em
determinada data preestabelecida no edital de subscri!"o,
& recebimento de direitos de subscri!"o depende da pol+tica de distribui!"o e pagamento de proventos
adotada pela empresa que os oferece, e também da quantidade de a!$es que o acionista possuir em
carteira em determinada data preestabelecida no edital de subscri!"o,
0aso o acionista n"o ten#a interesse em subscrever seus direitos na data do e)erc+cio, ele pode vend=-
los em bolsa a pre!o de mercado, dentro do per+odo preestabelecido, Iá ainda a possibilidade de adquirir
direitos adicionais em bolsa, comprando esses direitos a pre!o de mercado, obedecendo aos pra*os de
negocia!"o, e podendo e)erc=-los na data estabelecida,
& acionista que dese:ar e)ercer seus direitos de subscri!"o pode fa*=-lo através da própria 0orretora,
dentro das datas estabelecidas,
É importante ressaltar que a!$es s"o ativos distintos de direitos de subscri!"o, Iá dois tipos de a!$es
negociáveis em bolsa: a!$es ordinárias, que normalmente t=m seus códigos acompan#ados do número 9,
e a!$es preferenciais, que normalmente t=m seus códigos acompan#ados do número T, &s direitos de
subscri!"o de a!$es ordinárias t=m geralmente seus códigos acompan#ados do d+gito /, enquanto os
direitos de subscri!"o de a!$es preferenciais t=m geralmente seus códigos acompan#ados do d+gito 2, É
poss+vel ainda diferenciar a!$es e direitos de subscri!"o através dos códigos W34L 6L8X e W34L &L3X que
acompan#am os direitos de subscri!"o de a!$es preferenciais e ordinárias respectivamente,
8)emplos de direitos de subscri!"o: 4.S</, 4.S<2, .0S6/, .8J5/, .0&0/, .86L2,
& acionista que após as datas estabelecidas para e)erc+cio de direitos de subscri!"o ainda possui-los em
carteira, n"o poderá negociá-los em bolsa ou e)erc=-los, perdendo ent"o a utilidade do provento,
<!$es adquiridas através do e)erc+cio de direitos de subscri!"o dependem de #omologa!"o por parte da
empresa emissora para se tornarem negociáveis em bolsa, ;a primeira etapa desse processo os direitos
s"o convertidos em WLecibosX de e)erc+cio de direitos de subscri!"o que comprovam o e)erc+cio por parte
do acionista :unto à bolsa e garantem a ele o recebimento dessas a!$es, <ssim como os direitos de
subscri!"o, os recibos também s"o negociáveis em bolsa,
8)emplo: um acionista recebe direitos de subscri!"o de uma empresa na qual mantém participa!"o,,
Leali*ado o e)erc+cio, seus direitos s"o convertidos em recibos negociáveis em bolsa, 3ependendo do
processo de #omologa!"o, os recibos ser"o trocados por a!$es da empresa em quest"o, & per+odo de
#omologa!"o de a!$es pode variar dependendo do emissor das a!$es,
8)emplos de recibo: 4.S<F, 4.S</Q, .8J5F,
4nforma!$es importantes que constam do edital de subscri!"o da empresa,
A Dalor total da subscri!"o de a!$es e aumento do capital social
A Puantidade e tipo de a!$es a ser emitida
A 6re!o de emiss"o e de subscri!"o
A Eustificativa do pre!o de emiss"o
A 6ra*o de e)erc+cio do direito de prefer=ncia
A 6ropor!"o do direito recebido
A Sobras
A Jocais de atendimento
Ti#os e Mercao
S"o vários os mercados que se podem negociar a!$es, como o mercado à vista, que é o nosso ob:eto de
estudo, o mercado futuro, mercado à termo, o de op!$es, o mercado de cCmbio e de s[ap,
Mercao 5 'ista
< entrega dos t+tulos vendidos se processa no segundo dia útil depois de reali*ada a negocia!"o em
5olsa, Eá o pagamento e o recebimento do valor da opera!"o é feito no terceiro dia útil, mediante a
efetiva liquida!"o f+sica,
-lu)o de liquida!"o
3\Q
3ia em que voc= reali*a a opera!"o, sendo registrada automaticamente na 5olsa de Dalores de S"o
6aulo,
3\/
]ltimo dia para especifica!"o de opera!$es à vista,
]ltimo dia para reespecifica!"o de opera!$es à vista,
3\2
<utori*a!"o de movimenta!"o de custódia,
3\9
Jiquida!"o f+sica da opera!"o (entrega dos t+tulos,
Jiquida!"o financeira da opera!"o, 0aso o cliente ten#a comprado algum t+tulo e esse n"o ten#a sido
depositado na conta da corretora, n"o ocorrerá o pagamento do mesmo, ;o caso da venda, se n"o
ocorrer o pagamento, os t+tulos n"o ser"o entregues à contraparte,
<tivo-ob:eto ou papéis negociáveis
0#amamos de ativo-ob:eto todas as a!$es negociáveis em 5olsa,
6re!o
&s pre!os das a!$es s"o formados em fun!"o da oferta e procura dos investidores que atuam nesse
mercado, Puando a oferta é grande, a tend=ncia é de que os pre!os das a!$es caiam, e vice-versa,
<núncio de grandes investimentos ou parcerias, perspectivas do setor no mercado brasileiro e mundial,
pol+tica de dividendos da empresa, assim como as altera!$es na pol+tica econ>mica também e)ercem
grande influ=ncia na cota!"o dos pre!os das a!$es,
;egocia!$es
6ara que as negocia!$es ocorram, é necessária a intermedia!"o de uma corretora, que efetuará a
opera!"o de acordo com a ordem de compra ou venda feita pelo cliente no preg"o da 5olsa, através de
um de seus representantes, ou se:a, o operador, <s opera!$es do mercado à vista poder"o ser
acompan#adas em tempo real nesse site,
-ormas de ;egocia!"o
<s negocia!$es poder"o ser reali*adas pelo sistema eletr>nico de negocia!"o por terminais ou no próprio
preg"o viva-vo* das 5olsas de Dalores,
A 6reg"o 8letr>nico (sistema eletr>nico de negocia!"o por terminais: a oferta de compra e venda de
a!$es é feita por terminais de computadores, 8sse sistema fa* com que automaticamente #a:a o encontro
das ofertas de compra e venda, reali*ando assim, os negócios, &s operadores reali*am as negocia!$es
diretamente da corretora,
A 6reg"o Diva-Do* (onde s"o negociadas as a!$es de maior liquide*: lugar onde os operadores das
corretores apregoam suas ofertas em viva-vo*, ;o momento da negocia!"o os operadores especificam o
nome da empresa, o tipo da a!"o, a quantidade e o pre!o de compra ou de venda,
<fter 'ar(et:
& <fter 'ar(et é uma negocia!"o que acontece fora do #orário de preg"o, podendo oferecer maior tempo
e comodidade para os investimentos no mercado de a!$es, ;o <fter 'ar(et podem ser negociadas todas
as a!$es que foram negociadas no preg"o normal do mercado à vista,
<s ordens enviadas pelo sistema Iome 5ro(er - via 4nternet - no <fter 'ar(et t=m um limite de
LZ/QQ,QQQ,QQ por investidor, ;"o #á valor má)imo para as transa!$es, caso as ordens n"o se:am
enviadas pelo Iome 5ro(er,
6ara proteger os investidores de oscila!$es abruptas do mercado, a varia!"o má)ima permitida nos
pre!os é de 2Y em rela!"o ao pre!o de fec#amento do preg"o diurno,
Iorários de ;egocia!"o
6reg"o Diva-Do* - /Q# às /9# e das /T# às /^#TU
6reg"o 8letr>nico - sess"o cont+nua das /Q# às /^#
<fter 'ar(et - negocia!"o das /^#TU às /F#
Ti#os e Orem e Com#ra ou 'ena
• Ordem a Mercado: é aquela que especifica somente a quantidade e as caracter+sticas dos valores
mobiliários ou direitos a serem comprados ou vendidos, devendo ser e)ecutada a partir do momento em
que for recebida pela sociedade corretora,
• Ordem Administrada: é aquela que especifica somente a quantidade e as caracter+sticas dos valores
mobiliários e os direitos a serem comprados ou vendidos, ficando a e)ecu!"o a critério da sociedade
corretora,
• Ordem Discricionária: aquela que é cometida por uma institui!"o, a ser e)ecutada dentro das
possibilidades de mercado, representando um ou mais comitentes a um só tempo, cu:a especifica!"o
será determinada por quem cometer a ordem, que indicará, também, o pre!o a ser atribu+do
• Ordem Limitada: é aquela que deve ser e)ecutada somente a pre!o igual ou mel#or do que o
especificado pelo comitente,
• Ordem Casada: é aquela constitu+da por uma ordem de venda de determinado valor mobiliário ou
direito e de uma ordem de compra de outro, que só pode ser efetivada se ambas as transa!$es puderem
ser e)ecutadas, podendo o comitente especificar qual das opera!$es dese:a ver e)ecutada em primeiro
lugar,
• Ordem de Financiamento: é aquela constitu+da por uma ordem de compra ou de venda de um valor
mobiliário ou direito em uma modalidade operacional, e outra concomitantemente de venda ou compra do
mesmo valor mobiliário ou direito, na mesma ou em outra modalidade, com pra*os de vencimentos
diferentes,
• Ordem Stop: é uma ordem de D8;3< programada para ser enviada para a bolsa somente quando a
cota!"o do ativo a ser vendido atingir valor igual ou inferior ao pre!o de disparo, c#amado de Wpre!o stopX,
estipulado pelo investidor, Puando atingido ou ultrapassado o Wpre!o stopX programado, será enviada uma
venda do tipo limitada para a bolsa com o pre!o limite que foi estipulado pelo investidor no ato do registro
da oferta,
Dalidade das ordens
6ara o dia: a ordem de compra ou venda da a!"o é valida somente até o fec#amento do preg"o, Se n"o
for reali*ada, é automaticamente cancelada,
6ra*o 3eterminado: o investidor fi)a o pra*o de validade, Puando o pra*o é e)pirado, a ordem á
cancelada,
6ra*o indeterminado: a validade da ordem só termina com a e)ecu!"o ou cancelamento da ordem
Estrat67ias e Ne7ocia$2o
3<_ - .L<38
&corre quando uma opera!"o de compra e venda é reali*ada no mesmo dia, pelo mesmo investidor, na
mesma 5olsa de Dalores e intermediada pela mesma sociedade corretor
Custos e Transa$2o
1 2aa de Correta&em : será cobrada em fun!"o do volume de negócios reali*ados no preg"o, 0omoa
negocia!"o é reali*ada através de corretoras, estas cobram uma comiss"o por este trabal#o,
.emos dois tipos de 0orretagem:
< fi)a e a variável,
-i)a: a 0orretora cobra uma ta)a fi)a por opera!"o que voc= fa*,
8)emplo: LZ/H,QQ em uma compra ou venda efetuada
Dariável: reali*ada pela maioria dos 5ancos
8)emplo:
Se fi*er uma compra7venda de até LZ /9U,QU, terá que pagar a 0orretora LZ 2,^Q
0ompra7venda de LZ /9U,QH até LZ TFG,H/ terá que pagar uma ta)a de 2Y,
0ompra7venda de LZ TFG,H2 até LZ /,U/T,HG, terá que pagar uma ta)a de /,UQY e mais um custo fi)o de
LZ 2,TF
0ompra7venda de LZ /,U/T,HF até LZ 9,Q2F,9^B ta)a de /Y mas custo fi)o de LZ /Q,QH
0ompra7venda a partir de LZ 9,Q2F,9G, ta)a de Q,UQY mais um custo fi)o de LZ 2U,2/,
&bs,: - estes valores podem variar de corretora pra corretora
- os valores n"o s"o aplicador por opera!"o e sim por volume financeiro total movimentado no dia
- os valores s"o cobrados tanto na compra como na venda,
8)emplo prático:
4taútrade: 0orretagem variável
0ompra de UQQ a!$es a LZ 2Q,QQ ` LZ /Q,QQQ,QQ
Denda de UQQ a!$es a LZ 2/,UQ ` LZ /Q,^UQ,QQ
Dar, de ^,UY
3escontando tudoB terá um lucro de LZ UGG,U^
5anif: 0orretagem fi)a de LZ /H,QQ
0ompra de UQQ a!$es a LZ 2Q,QQ ` LZ /Q,QQQ,QQ
Denda de UQQ a!$es a LZ 2/,UQ ` LZ /Q,^UQ,QQ
Dar, de ^,UY
3escontando tudoB terá um lucro de LZ ^/Q,^T
Se for operar valores muito bai)os e utili*ar uma corretagem fi)a o custo fica maior, <gora se operar
valores representativos, vale a pena avaliar a corretagem fi)a, ;a verdade tudo depende das estratégias
que irá utili*ar
1 Emol%mentos : é a ta)a cobrada pelas 5olsas na negocia!"o, 6ara &pera!$es -inais a ta)a é de
Q,Q9UY do valor financeiro da opera!"o, 6ara &pera!$es de 3aa-.rade a ta)a é de Q,Q2UY do valor
financeiro da opera!"o,
1 A3N3A ,: é o c#amado <viso de ;egocia!"o de <!$es, < 5ovespa dá isen!"o dessa ta)a por um
per+odo indeterminado,
.<L4-<S 0&5L<3<S ;& '8L0<3& ? D4S.<
BO'ESPA CB4C
TOTA4
Emolumentos 4i8uia$2o Re7istro
-inais Q,Q2^Y Q,QQGY - Q,Q9UY
3aa-.rade Q,Q/FY Q,QQHY - Q,Q2UY
8)erc+cio de
6osi!$es de &p!$es
de 0ompra Q,Q/FY Q,QQHY - Q,Q2UY
8)erc+cio de &p!$es
de +ndices sobre
Spread Q,Q2^Y Q,QQGY - Q,Q9UY
Cust9ia
< custódia pode ser entendida como sendo a guarda de t+tulos e valores mobiliários e do e)erc+cio de
direitos, que podem ser bonifica!$es, dividendos ou direitos de subscri!"o que s"o distribu+dos pela
sociedade an>nima aos acionistas,
8sse tipo de servi!o prestado aos investidores é efetuado pela denominada institui!"o custodiante, que
poder"o ser os bancos comerciais, múltiplos e de investimento, sociedades corretoras e distribuidoras de
valores, 8ssas institui!$es devem estar devidamente autori*adas pela 0omiss"o de Dalores 'obiliários, a
0D',
;o que di* respeito ao e)erc+cio de direitos, e)ceto a subscri!"o, todos s"o efetuados automaticamente
nas c#amadas contas de custódia dos investidores, até mesmo os desdobramentos e grupamentos de
a!$es, Eá os direitos de subscri!"o somente poder"o ser efetuados pelas institui!$es custodiantes com a
devida solicita!"o e)pressa do cliente,
.ipos de custódia
Custódia Fungve!
É o tipo de custódia na qual as a!$es que s"o retiradas pelo investidor podem n"o ser aquelas que foram
anteriormente depositadas para a custódia, no entanto, devem ser da mesma qualidade e espécie e ter a
mesma quantidade,
Custódia "n#ungve!
É o tipo de custódia na qual as a!$es que s"o retiradas pelo investidor t=m de ser e)atamente aquelas
que foram anteriormente depositadas para a custódia,
<s a!$es adquiridas s"o custodiadas na 05J0, 0ompan#ia 5rasileira de Jiquida!"o e 0ustódia,
Tri(uta$2o
4mposto de Lenda de 6essoa -+sica,
3esde /b de :aneiro de 2QQU, a al+quota que incide sobre o lucro nas opera!$es de renda variável é de
/UY para opera!$es normais, 6ara opera!$es daa-trade, a al+quota foi mantida em 2QY,
0álculo do 4mposto de Lenda no mercado de renda variável
& mercado de renda variável compreende todas as opera!$es reali*adas nas bolsas de valores, bolsas
de mercadorias e futuros e assemel#adas, bem como as opera!$es com ouro, ativo financeiro, reali*adas
fora de bolsas, com a interven!"o de institui!$es integrantes do Sistema -inanceiro ;acional (bancos,
corretoras e distribuidoras,
&68L<cd8S ;&L'<4S
A <l+quota
Iá incid=ncia de al+quota de /UY sobre o gan#o l+quido,
A 4L retido na fonte
6ara opera!$es de venda normais, #á incid=ncia de 4L retido na fonte, na al+quota de Q,QQUY, -icam
isentas desse recol#imento vendas cu:o valor do 4L na fonte em um m=s se:a igual ou inferior a LZ /,QQ,
;ormalmente as corretoras ligadas a bancos, recol#em o 4L na fonte e ir"o acumular os valores a serem
pagos até que o limite de isen!"o se:a ultrapassado, <ssim que o mesmo ocorrer, #averá um débito em
conta corrente referente ao 4L retido na fonte,
< al+quota de /UY deve ser aplicada sobre o lucro l+quido apurado pelo investidor através de 3<L-,
0aso se:a apurado um pre:u+*o no m=s, o saldo de imposto retido na fonte poderá ser compensado com
os gan#os l+quidos apurados nos meses subseq@entes,
A 4sen!"o de 4mposto de Lenda
8st"o isentos do 4mposto de Lenda os gan#os l+quidos de pessoas f+sicas que ten#am reali*ado no m=s
aliena!$es (vendas no mercado à vista de a!$es igual ou inferior a LZ 2Q,QQQ,QQ,
A 1an#o l+quido
É a diferen!a positiva entre o valor da venda e o custo de aquisi!"o da a!"o,
A Dalor de venda
(6re!o ) Puantidade N (0orretagem \ 8molumentos
A 0usto de aquisi!"o
(6re!o ) Puantidade \ (0orretagem \ 8molumentos
8)emplo: 0ompra e Denda de a!$es 4taú 5anco em / m=s
8)emplo de cálculo do 4mposto de Lenda Dariável:
Com#ra
<!"o <503T
Puantidade ^Q
6re!o 9QQ,QQ
.otal -inanceiro 2/,QQQ,QQ
0orretagem /9Q,2/
8molumentos ^,9U

0usto de
<quisi!"o
2/,/9^,UH

'ena
<!"o <503T
Puantidade ^Q
6re!o 9/Q,QQ
.otal -inanceiro 2/,^QQ,QQ
0orretagem /99,^/
8molumentos ^,UF
Dalor da Denda 2/,UUG,^Q
IR retido na fonte l,08

Im#osto e Rena
Dalor da Denda: 2/,UUG,^Q
0usto de <quisi!"o:
2/,/9^,UH
(-

1an#o J+quido: T2/,/T
4mposto de Lenda: H9,/^
4L retido na fonte: /,QG (-

4L a recol#er via
3arf:
H2,QF
3<_-.L<38
Sma opera!"o é considerada um daa-trade quando uma compra e uma venda do mesmo ativo é
reali*ada no mesmo dia e pela mesma corretora,
A <l+quota
Iá incid=ncia de al+quota de 2QY sobre o gan#o l+quido,
A 4L retido na fonte
6ara opera!$es daa-trade, #á incid=ncia de 4L retido na fonte na al+quota de /Y sobre o gan#o l+quido, &
recol#imento desse percentual é reali*ado diretamente pela corretora,
& restante deve ser recol#ido pelo investidor através de 3<L-,
0aso se:a apurado um pre:u+*o no m=s, o saldo de imposto retido na fonte poderá ser compensado com
os gan#os l+quidos apurados nos meses subseq@entes,
< apura!"o do 4mposto de Lenda para as opera!$es daa-trade é feita como nas opera!$es WnormaisX,
através da soma dos gan#os l+quidos apurados no m=s, <o calcular o valor a ser pago deve ser dedu*ido
o valor :á recol#ido pela corretora,
A 0ompensa!"o de 6re:u+*os 6assados
< partir do in+cio do ano 2QQQ os pre:u+*os obtidos nas opera!$es no mercado à vista de a!$es só podem
ser compensados com os gan#os auferidos nesse mesmo mercado ou no mercado de op!$es, futuros e
termo, &s pre:u+*os apurados nas opera!$es daa-trade só podem ser compensados com os gan#os
l+quidos apurados no mesmo tipo de opera!"o,
A 6agando o 4mposto de Lenda
& 4L deve ser pago até o último dia útil do m=s subseq@ente ao m=s onde foram apurados gan#os
l+quidos no mercados de renda variável,
& pagamento deve ser feito em qualquer ag=ncia bancária através do formulário 3<L-, utili*ando o
código HQ/U (referente ao 4L incidente sobre gan#os l+quidos em opera!$es em bolsa,
8m caso de atraso de pagamento, #á a incid=ncia de multa e :uros moratórios, 6ara maiores informa!$es,
consulte a página no site da Leceita -ederal que trata deste assunto,
A 3eclara!"o de <:uste <nual
0omo declarar os gan#os obtidos
- &s gan#os l+quidos s"o apurados e tributados, m=s a m=s, em separado e n"o integram a base de
cálculo do 4mposto de Lenda na 3eclara!"o de <:uste <nual, <pesar de n"o fa*erem parte da base de
cálculo, os gan#os l+quidos devem ser declarados na 3eclara!"o de <:uste <nual, & imposto pago n"o
pode ser dedu*ido do devido na declara!"o, < declara!"o dos gan#os l+quidos deve ser feita na se!"o
WLenda DariávelX na 3eclara!"o de <:uste <nual,
0omo declarar a carteira de a!$es
- < declara!"o deverá ser feita na se!"o 5ens e 3ireitos (a!$es pelo custo de aquisi!"o,
;o site da Leceita -ederal está dispon+vel toda a legisla!"o sobre 4mposto de Lenda,
A 1uia Lápido
<pura!"o: mensal
<l+quota: /UY sobre o gan#o l+quido para opera!$es normais e 2QY sobre o gan#o l+quido para
opera!$es de daa-trade,
0usto de <quisi!"o: Dalor da 0ompra \ 0orretagem \ 8molumentos
0álculo do gan#o l+quido: (Dalor de Denda N 0usto de <quisi!"o
4sen!"o: <liena!"o igual ou inferior a LZ 2Q,QQQ,QQ no m=s
6agamento: até o último dia do m=s subseq@ente
:O'ERNAN;A CORPORATI'A
Segundo o 4nstituto 5rasileiro de 1overnan!a 0orporativa (4510, governan!a corporativa é um sistema
pelo qual as sociedades s"o dirigidas e monitoradas, envolvendo os acionistas e os cotistas, 0onsel#o de
<dministra!"o, 3iretoria, <uditoria 4ndependente e 0onsel#o -iscal, <s boas práticas de governan!a
corporativa t=m a finalidade de aumentar o valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir
para a sua perenidade,
4mplantados em de*embro de 2QQQ pela 5olsa de Dalores de S"o 6aulo N 5&D8S6<, os ;+veis
3iferenciados de 1overnan!a 0orporativa s"o segmentos especiais de listagem que foram desenvolvidos
com o ob:etivo de proporcionar um ambiente de negocia!"o que estimulasse, simultaneamente, o
interesse dos investidores e a valori*a!"o das compan#ias,
8mpresas listadas nesses segmentos oferecem aos seus acionistas investidores mel#orias nas práticas
de governan!a corporativa que ampliam os direitos societários dos acionistas minoritários e aumentam a
transpar=ncia das compan#ias, com divulga!"o de maior volume de informa!$es e de mel#or qualidade,
facilitando o acompan#amento de sua performance,
< premissa básica é que a ado!"o de boas práticas de governan!a corporativa pelas compan#ias confere
maior credibilidade ao mercado acionário e, como conseq@=ncia, aumenta a confian!a e a disposi!"o dos
investidores em adquirirem as suas a!$es, pagarem um pre!o mel#or por elas, redu*indo seu custo de
capta!"o,
< ades"o das 0ompan#ias ao ;+vel / ou ao ;+vel 2 depende do grau de compromisso assumido e é
formali*ada por meio de um contrato, assinado pela 5&D8S6<, pela 0ompan#ia, seus administradores,
consel#eiros fiscais e controladores, <o assinarem o contrato, as partes acordam em observar o
Legulamento de Jistagem do segmento espec+fico, que consolida os requisitos que devem ser atendidos
pelas 0ompan#ias listadas naquele segmento, além de, no caso das 0ompan#ias ;+vel 2, adotar a
arbitragem para solu!"o de eventuais conflitos societários,
0&'6<;I4< ;eD8J 2
<s 0ompan#ias ;+vel 2 se comprometem a cumprir as regras aplicáveis ao ;+vel / e, adicionalmente, um
con:unto mais amplo de práticas de governan!a relativas aos direitos societários dos acionistas
minoritários, 6or e)emplo, a compan#ia aberta listada no ;+vel 2 tem como obriga!$es adicionais à
legisla!"o:
- 3ivulga!"o de demonstra!$es financeiras de acordo com padr$es internacionais 4-LS ou SS 1<<6,
- 0onsel#o de <dministra!"o com m+nimo de U (cinco membros e mandato unificado de até 2 (dois anos,
permitida a reelei!"o, ;o m+nimo, 2QY (vinte por cento dos membros dever"o ser consel#eiros
independentes,
- 3ireito de voto às a!$es preferenciais em algumas matérias, tais como, transforma!"o, incorpora!"o,
fus"o ou cis"o da compan#ia e aprova!"o de contratos entre a compan#ia e empresas do mesmo grupo
sempre que, por for!a de disposi!"o legal ou estatutária, se:am deliberados em assembléia geral,
- 8)tens"o para todos os acionistas detentores de a!$es ordinárias das mesmas condi!$es obtidas pelos
controladores quando da venda do controle da compan#ia e de, no m+nimo, GQY (oitenta por cento deste
valor para os detentores de a!$es preferenciais (tag along,
- Leali*a!"o de uma oferta pública de aquisi!"o de todas as a!$es em circula!"o, no m+nimo, pelo valor
econ>mico, nas #ipóteses de fec#amento do capital ou cancelamento do registro de negocia!"o neste
;+velB
- <des"o à 0Cmara de <rbitragem do 'ercado para resolu!"o de conflitos societários,
0&'6<;I4< ;eD8J /
<s 0ompan#ias ;+vel / se comprometem, principalmente, com mel#orias na presta!"o de informa!$es ao
mercado e com a dispers"o acionária, 6or e)emplo, a compan#ia aberta listada no ;+vel / tem como
obriga!$es adicionais à legisla!"o:
- 'el#oria nas informa!$es prestadas, adicionando às 4nforma!$es .rimestrais (4.Ls N documento que é
enviado pelas compan#ias listadas à 0D' e à 5&D8S6<, disponibili*ado ao público e que contém
demonstra!$es financeiras trimestrais N entre outras: demonstra!$es financeiras consolidadas e a
demonstra!"o dos flu)os de cai)a,
- 'el#oria nas informa!$es relativas a cada e)erc+cio social, adicionando às 3emonstra!$es -inanceiras
6adroni*adas (3-6s N documento que é enviado pelas compan#ias listadas à 0D' e à 5&D8S6<,
disponibili*ado ao público e que contém demonstra!$es financeiras anuais N entre outras, a
demonstra!"o dos flu)os de cai)a,
- 'el#oria nas informa!$es prestadas, adicionando às 4nforma!$es <nuais (4<;s N documento que é
enviado pelas compan#ias listadas à 0D' e à 5&D8S6<, disponibili*ado ao público e que contém
informa!$es corporativas N entre outras: a quantidade e caracter+sticas dos valores mobiliários de
emiss"o da compan#ia detidos pelos grupos de acionistas controladores, membros do 0onsel#o de
<dministra!"o, diretores e membros do 0onsel#o -iscal, bem como a evolu!"o dessas posi!$es,
- Leali*a!"o de reuni$es públicas com analistas e investidores, ao menos uma ve* por ano,
- <presenta!"o de um calendário anual, do qual conste a programa!"o dos eventos corporativos, tais
como assembléias, divulga!"o de resultados etc,
- 3ivulga!"o dos termos dos contratos firmados entre a compan#ia e partes relacionadas,
- 3ivulga!"o, em bases mensais, das negocia!$es de valores mobiliários e derivativos de emiss"o da
compan#ia por parte dos acionistas controladores,
- 'anuten!"o em circula!"o de uma parcela m+nima de a!$es, representando 2UY (vinte e cinco por
cento do capital social da compan#ia,
- Puando da reali*a!"o de distribui!$es públicas de a!$es, ado!"o de mecanismos que favore!am a
dispers"o do capital,
Novo Mercado
& ;ovo 'ercado é um segmento de listagem destinado à negocia!"o de a!$es emitidas por compan#ias
que se comprometam, voluntariamente, com a ado!"o de práticas de governan!a corporativa adicionais
em rela!"o ao que é e)igido pela legisla!"o,
< valori*a!"o e a liquide* das a!$es s"o influenciadas positivamente pelo grau de seguran!a oferecido
pelos direitos concedidos aos acionistas e pela qualidade das informa!$es prestadas pelas compan#ias,
8ssa é a premissa básica do ;ovo 'ercado,
< entrada de uma compan#ia no ;ovo 'ercado ocorre por meio da assinatura de um contrato e implica a
ades"o a um con:unto de regras societárias, genericamente c#amadas de %boas práticas de governan!a
corporativa%, mais e)igentes do que as presentes na legisla!"o brasileira, 8ssas regras, consolidadas no
Legulamento de Jistagem do ;ovo 'ercado, ampliam os direitos dos acionistas, mel#oram a qualidade
das informa!$es usualmente prestadas pelas compan#ias, bem como a dispers"o acionária e, ao
determinar a resolu!"o dos conflitos societários por meio de uma 0Cmara de <rbitragem, oferecem aos
investidores a seguran!a de uma alternativa mais ágil e especiali*ada,
< principal inova!"o do ;ovo 'ercado, em rela!"o à legisla!"o, é a e)ig=ncia de que o capital social da
compan#ia se:a composto somente por a!$es ordinárias, 6orém, esta n"o é a única, 6or e)emplo, a
compan#ia aberta participante do ;ovo 'ercado tem como obriga!$es adicionais:
- &briga!$es dos n+veis / e 2 de 1overnan!a
- 8)tens"o para todos os acionistas das mesmas condi!$es obtidas pelos controladores quando da venda
do controle da compan#ia (tag along,
- Leali*a!"o de uma oferta pública de aquisi!"o de todas as a!$es em circula!"o, no m+nimo, pelo valor
econ>mico, nas #ipóteses de fec#amento do capital ou cancelamento do registro de negocia!"o no ;ovo
'ercado,
- <presenta!"o de um calendário anual, do qual conste a programa!"o dos eventos corporativos, tais
como assembléias, divulga!"o de resultados etc,
- <lém de presentes no Legulamento de Jistagem, alguns desses compromissos dever"o ser aprovados
em <ssembléias 1erais e inclu+dos no 8statuto Social da compan#ia,
O <nice Bo3es#a
& endice 5ovespa é o mais importante indicador do desempen#o médio das cota!$es do mercado de
a!$es brasileiro, Sua relevCncia advém do fato do 4bovespa retratar o comportamento dos principais
papéis negociados na 5&D8S6< e também de sua tradi!"o, pois o +ndice manteve a integridade de sua
série #istórica e n"o sofreu modifica!$es metodológicas desde sua implementa!"o em /FHG,
É o valor atual, em moeda corrente, de uma carteira teórica de a!$es constitu+da em Q27Q/7/FHG (valor-
base: /QQ pontos, a partir de uma aplica!"o #ipotéticaf, Sup$e-se n"o ter sido efetuado nen#um
investimento adicional desde ent"o, considerando-se somente os a:ustes efetuados em decorr=ncia da
distribui!"o de proventos pelas empresas emissoras (tais como reinvers"o de dividendos recebidos e do
valor apurado com a venda de direitos de subscri!"o, e manuten!"o em carteira das a!$es recebidas em
bonifica!"o, 3essa forma, o +ndice reflete n"o apenas as varia!$es dos pre!os das a!$es, mas também
o impacto da distribui!"o dos proventos, sendo considerado um indicador que avalia o retorno total de
suas a!$es componentes,
8)tremamente confiável e com uma metodologia de fácil acompan#amento pelo mercado, o endice
5ovespa representa fielmente o comportamento médio das principais a!$es transacionadas, e o perfil das
negocia!$es à vista observadas nos preg$es da 5&D8S6<,
-inalidade
< finalidade básica do 4bovespa é a de servir como indicador médio do comportamento do mercado, 6ara
tanto, sua composi!"o procura apro)imar-se o mais poss+vel da real configura!"o das negocia!$es à
vista (lote-padr"o na 5&D8S6<,
Lepresentatividade do 4bovespa
8m termos de liquide*:
<s a!$es integrantes da carteira teórica do endice 5ovespa respondem por mais de GQY do número de
negócios e do volume financeiro verificados no mercado à vista (lote-padr"o da 5&D8S6<,
< 5&D8S6< calcula seu +ndice em tempo real, considerando os pre!os dos últimos negócios efetuados
no mercado à vista (lote-padr"o com a!$es componentes de sua carteira,
&utros +ndices:
IBr+=>?
& +ndice 45rg-UQ é composto pelos UQ papéis mais l+quidos da 5&D8S6<, escol#idos de acordo com os
critérios de inclus"o descritos abai)o,
0ritérios de 4nclus"o de <!$es no endice
4ntegram a carteira do 45rg-UQ as a!$es que atendem cumulativamente aos critérios a seguir:
a ser uma das UQ a!$es com maior +ndice de negociabilidade apurados nos do*e meses anteriores à
reavalia!"oB
b ter sido negociada em pelo menos GQY dos preg$es ocorridos nos do*e meses anteriores à forma!"o
da carteira,
IBr+
& 45rg - endice 5rasil é um +ndice de pre!os que mede o retorno de uma carteira teórica composta por
/QQ a!$es selecionadas entre as mais negociadas na 5&D8S6<, em termos de número de negócios e
volume financeiro, 8ssas a!$es s"o ponderadas na carteira do +ndice pelo seu respectivo número de
a!$es dispon+veis à negocia!"o no mercado,
0ritérios:
a estarem entre as /QQ mel#ores classificadas quanto ao seu +ndice de negociabilidade, apurados nos
do*e meses anteriores à reavalia!"oB
b terem sido negociadas em pelo menos ^QY dos preg$es ocorridos nos do*e meses anteriores à
forma!"o da carteira,
ISE
& 4S8 tem por ob:etivo refletir o retorno de uma carteira composta por a!$es de empresas com
recon#ecido comprometimento com a responsabilidade social e a sustentabilidade empresarial, e também
atuar como promotor das boas práticas no meio empresarial brasileiro,
<nice e Ener7ia El6trica /IEE0
6rimeiro +ndice setorial da 5&D8S6<, o endice de 8nergia 8létrica (488 foi lan!ado em agosto de /FFH
com o ob:etivo de medir o desempen#o do setor de energia elétrica, 3essa forma, constitui-se em um
instrumento que permite a avalia!"o da performance de carteiras especiali*adas nesse setor,
<nice Setorial e Telecomunica$%es /ITE40
Segue mesma metodologia do 488,
IND+
-ruto de um conv=nio entre a -48S6 e a 5&D8S6<, o endice do Setor 4ndustrial (4;3g foi desenvolvido
com o ob:etivo de medir o desempen#o das a!$es mais representativas do setor industrial, importante
segmento da economia brasileira, Sua carteira teórica é composta pelas a!$es mais representativas da
indústria, que s"o selecionadas entre as mais negociadas na 5&D8S6< em termos de liquide* e s"o
ponderadas na carteira pelo valor de mercado das a!$es dispon+veis à negocia!"o,
I'B+=@
& endice Dalor 5ovespa - 2V Jin#a (4D5g-2 foi desenvolvido em con:unto pela 5&D8S6< e pelo :ornal
Dalor 8con>mico, visando mensurar o retorno de uma carteira #ipotética constitu+da e)clusivamente por
papéis emitidos por empresas de e)celente conceito :unto aos investidores, classificadas a partir da //V
posi!"o, tanto em termos de valor de mercado como de liquide* de suas a!$es,
<!$es 8leg+veis para o endice
& +ndice 4D5g-2 será composto por UQ papéis escol#idos em uma rela!"o de a!$es classificadas em
ordem decrescente por liquide*, de acordo com seu +ndice de negociabilidade (medido nos últimos do*e
meses,
3ado o ob:etivo do +ndice, n"o integrar"o a carteira as a!$es que apresentem os /Q +ndices de
negociabilidade mais altos, nem aquelas emitidas pelas empresas com os /Q maiores valores de mercado
da amostra, <ssim, a carteira será composta pelas UQ mel#ores a!$es cu:os +ndices de negociabilidade
este:am classificados a partir da //V posi!"o, observados os demais critérios de inclus"o descritos abai)o,
Ser"o inclu+das na carteira do +ndice as UQ empresas eleg+veis que atendam aos seguintes critérios:
a estarem classificadas a partir da //V posi!"o, em termos de +ndice de negociabilidade medido nos
últimos do*e mesesB
b n"o apresentarem os /Q maiores valores de mercado da amostraB
c n"o possu+rem outro tipo classificado entre os /Q primeiros +ndices de negociabilidadeB
d terem presen!a em preg"o acima de ^QY,
Sma empresa participará da carteira somente com seu tipo mais l+quido (aquele que apresentar o maior
+ndice de negociabilidade no per+odo,
I:C
& 410 - endice de <!$es com 1overnan!a 0orporativa 3iferenciada tem por ob:etivo medir o desempen#o
de uma carteira teórica composta por a!$es de empresas que apresentem bons n+veis de governan!a
corporativa, .ais empresas devem ser negociadas no ;ovo 'ercado ou estar classificadas nos ;+veis /
ou 2 da 5&D8S6<,
8legem-se à inclus"o na carteira teórica do +ndice todas as a!$es emitidas por empresas negociadas no
;ovo 'ercado ou classificadas nos ;+veis / e 2 da 5&D8S6<,
S"o inclu+das na carteira do +ndice todas as empresas admitidas à negocia!"o no ;ovo 'ercado e nos
;+veis / e 2 da 5&D8S6<, &s procedimentos para a inclus"o de uma a!"o no +ndice obedecem à
seguinte regra:
Sma ve* a empresa tendo aderido aos ;+veis / ou 2 da 5&D8S6<, todos os tipos de a!$es de sua
emiss"o participar"o da carteira do +ndice, e)ceto se sua liquide* for considerada muito estreita,
ITA:
& 4.<1 N endice de <!$es com .ag <long 3iferenciado tem por ob:etivo medir o desempen#o de uma
carteira teórica composta por a!$es de empresas que ofere!am mel#ores condi!$es aos acionistas
minoritários, no caso de aliena!"o do controle,
Como Analisar o Mercao e A$%es
Sm dos fatores determinantes do sucesso dos mel#ores investidores no mercado de a!$es é a
capacidade de analisar as a!$es de forma apropriada, o que l#es permite entrar e sair do mercado no
momento certo,
< partir do momento em que seu perfil de investidor está definido (após analisar sua situa!"o financeira e
patrimonial, quanto risco voc= está disposto a correr, qual pra*o voc= pode investir e qual seu ob:etivo de
rentabilidade voc= :á está pronto para analisar os vários fatores que afetam o comportamento das a!$es,
3e forma genérica, podemos di*er que a análise deve ser baseada em uma série de variáveis, n"o se
restringindo somente à situa!"o atual, mas também tirando li!$es do comportamento passado das a!$es
e tentando c#egar a um consenso quanto ao desempen#o futuro da empresa, 3esta forma, a análise se
baseará em dados passados, presentes e futuros, com o ob:etivo de determinar quais as perspectivas da
empresa,
8)istem duas correntes ou %escolas% básicas de análise do mercado de a!$es:
- <nálise financeira e fundamentalista: mais indicada para o médio e longo pra*o
- <nálise técnica (ou gráfica: mais recomendada para detectar oportunidades de curto pra*o
ANÁ4ISE FINANCEIRA
Demonstrativos Financeiros
&s principais demonstrativos financeiros de uma empresa s"o: 5alan!o 6atrimonial, 3emonstrativo de
Lesultados e 3emonstrativo de &rigens e Lecursos,
$a!an%o patrimonia!
É uma das principais demonstra!$es financeiras e mostra o que a empresa possui (ativos, o quanto deve
(passivos, e quanto capital os acionistas investiram na empresa (patrim>nio l+quido, & balan!o é
composto por estes tr=s itens (ativo, passivo e o patrim>nio l+quido e a soma de passivo e patrim>nio
l+quido deve ser sempre igual ao ativo,
6ode-se di*er que o balan!o patrimonial apresenta uma %fotografia% da empresa em uma determinada
data (normalmente os balan!os s"o emitidos trimestralmente, ou se:a, o balan!o do primeiro trimestre
apresenta os valores correspondentes a cada conta (ativo, passivo e patrim>nio l+quido no último dia
deste per+odo (9/ de mar!o,
<tivo - & ativo representa todos os itens ou bens da empresa que s"o usados nas suas atividades, se:am
elas quais for, 6odem ser citados como componentes do ativo de uma empresa: cai)a, estoques, créditos,
imóveis, equipamentos, investimentos, etc,
6assivo e 6atrim>nio J+quido - 6ara adquirir cada um dos bens que comp$em o ativo, a empresa precisa
se financiar, 3e maneira geral, pode-se di*er que patrim>nio l+quido eq@ivale à parte do financiamento
feita por acionistas, enquanto que o passivo é igual à parte feita por terceiros, Puando utili*amos a
e)press"o financiamento para descrever o passivo e patrim>nio l+quido, isso n"o que di*er financiamento
financeiro,
<pesar de nem todos serem financeiros, todos os itens do passivo s"o, de uma forma ou de outra, um
financiamento, pois correspondem a obriga!$es que a empresa tem com terceiros e que ainda n"o foram
cumpridas (e), impostos a pagar, etc,, 4sso esclarece porque o ativo sempre se iguala à soma do
patrim>nio l+quido e do passivo,
Demonstrativo de resu!tados
8sse demonstrativo detal#a e quantifica o que a empresa recebe (receitas, o quanto gasta (despesas e
o resultado l+quido dessas opera!$es (lucro ou pre:u+*o em um determinado intervalo de tempo,
0om base na análise do lucro ou pre:u+*o da empresa, o empresário pode estimar o quanto pode retirar
da compan#ia, ou, em caso de pre:u+*o, o quanto precisa investir para equilibrar o seu cai)a, 6ode-se
di*er que o demonstrativo de resultados é organi*ado de acordo com o processo de produ!"o da
empresa,
ANÁ4ISE F,NDAMENTA4ISTA
< análise fundamentalista tem o ob:etivo de avaliar alternativas de investimento a partir do processamento
de informa!$es obtidas :unto às empresas, aliadas ao entendimento da con:untura macroecon>mica e do
panorama setorial nos quais a compan#ia se insere, passando pela análise retrospectiva de suas
demonstra!$es financeiras e estabelecendo previs$es para o seu desempen#o,
0abe à análise fundamentalista estabelecer o valor :usto para uma a!"o, respaldando decis$es de
compra ou venda, < premissa básica da análise fundamentalista é de que o valor :usto para uma empresa
se dá pela defini!"o da sua capacidade de gerar lucros no futuro,
< análise fundamentalista adiciona o componente pre!o aos indicadores financeiros da empresa, 4sso
porque os múltiplos de mercado em que se baseia s"o calculados como a rela!"o entre o valor de
mercado da empresa e elementos dos demonstrativos financeiros, &s indicadores fundamentalistas mais
utili*ados por analistas s"o: 67D6<, 67J6<, D87854.3<, e 3ividend aield,
4ndicadores de Jiquide*
Li&uide' Corrente ` <tivo 0irculante76assivo 0irculante
4ndica quanto a empresa tem a receber no curto pra*o em rela!"o a cada unidade monetária que deve no
mesmo per+odo,
Li&uide' Seca ` (<tivo 0irculante - 8stoques76assivo 0irculante
.em o mesmo significado que a liquide* corrente, com e)ce!"o do fato de que os estoques n"o s"o
considerados como receb+veis, ou se:a, n"o conta com a reali*a!"o imediata dos estoques,
Li&uide' (era! ` <tivo 0irculante \ Leali*ável a Jongo 6ra*o 7 6assivo 0irculante \ 8)ig+vel a Jongo
6ra*o
&ferece a mesma indica!"o da liquide* corrente, mas engloba também os ativos e passivos a longo
pra*o,
4ndicadores de 8ndividamento
Endividamento (era! ` 6assivo 0irculante \ 8)ig+vel a Jongo 6ra*o 7 6atrim>nio J+quido
4ndica quanto a empresa tem captado :unto a terceiros em rela!"o ao seu capital próprio,
Endividamento Oneroso ` 3+vida &nerosa .otal 7 6atrim>nio J+quido
'ede especificamente o comprometimento do capital próprio da empresa em rela!"o à sua d+vida com
bancos e outras que t=m custo financeiro embutido (deb=ntures, desconto de duplicatas, etc,,
Endividamento Oneroso L&uido ` 3+vida &nerosa .otal - 3isponibilidades 7 6atrim>nio J+quido
0omo o nome di*, trata-se do cálculo do endividamento dedu*ido das disponibilidades aplicadas no
mercado financeiro, É bastante útil nos casos de empresas que t=m bai)o custo de capta!"o de
empréstimos e o fa*em com intuito de reali*ar o que c#amamos de arbitragem, ou se:a, captam de um
lado e aplicam do outro, gerando gan#os l+quidos,
4ndicadores de Lentabilidade
)enta*i!idade do +atrimônio L&uido ` Jucro J+quido76atrim>nio J+quido
É a ta)a de retorno dos acionistas e mede a performance do lucro em rela!"o ao capital próprio
empregado no empreendimento, ;ormalmente se utili*a o 6atrim>nio inicial, mas podem ser necessários
a:ustes, o que nos leva a sugerir, em princ+pio, o emprego do 6atrim>nio médio do per+odo de apura!"o
do lucro,
)enta*i!idade do Ativo ,ota! - Jucro J+quido7<tivo .otal médio
8ste indicador mede a efici=ncia global da administra!"o, ou se:a, o retorno obtido em rela!"o ao total de
recursos empregados, se:am eles próprios ou de terceiros,
&s indicadores de rentabilidade s"o #abitualmente e)pressos no formato percentual,
4ndicadores de 'ercado
Lucro por A%.o /L+A: representa a divis"o do lucro l+quido pelo número total de a!$es da empresa,
J6< ` Jucro J+quido 7 ;úmero .otal de <!$es
Va!or +atrimonia! por A%.o /V+A: representa a divis"o do 6atrim>nio J+quido da empresa pelo seu
número total de a!$es,
D6< ` 6atrim>nio J+quido 7 ;úmero .otal de <!$es
indica quanto o mercado paga para cada real que os acionistas investiram na empresa, 6or e)emplo, se o
67D6< da compan#ia é /,U, isso significa que o mercado está disposto a pagar LZ /,U por cada LZ / que
os acionistas investiram na empresa, & mesmo racioc+nio vale para 67D6< inferiores a /, nesse caso o
mercado aplica um desconto no capital investido pelos acionistas,
+re%o0Lucro /+0L1
` 0ota!"o da <!"o7 Jucro por <!"o
` Dalor de 'ercado7 Jucro J+quido
4ndica o tempo de retorno do investimento, partindo-se da premissa que o lucro apurado se repetirá nos
pró)imos anos, <ssume ainda um caráter de pre!o relativo, na medida em que se:a dispon+vel uma série
de pro:e!$es para várias empresas para determinado ano, e)pressa o valor de mercado da empresa em
termos de seu lucro l+quido, <ssim como o 67D6<, quanto maior o indicador, mais cara a a!"o está em
rela!"o a sua gera!"o de lucro, e vice-versa no caso de um indicador menor, ;ovamente, é
recomendável fa*er uma análise comparativa do 67J6< da empresa com o de outras compan#ias do
mesmo setor,
+re%o0Va!or +atrimonia! /+0V+A1
` 0ota!"o da <!"o7 6atrim>nio J+quido por <!"o
` Dalor de 'ercado7 6atrim>nio J+quido
Va!or de Mercado2
É calculado multiplicando-se a quantidade total de a!$es pelo último pre!o, ou se:a, equivale a quanto a
empresa vale na ótica do mercado, Dale lembrar que o valor de mercado n"o equivale ao pre!o de
compra de /QQY das a!$es, 4sso porque o pre!o usado no cálculo reflete o último negócio conclu+do, que
pode ser bem diferente das e)pectativas de pre!o dos demais acionistas da empresa,
;o caso de uma empresa com várias classes de a!$es (&;, 6;, etc,, o valor de mercado da compan#ia
é obtido pela soma do valor de mercado de cada classe de a!$es,
+a34Out é a ta)a de distribui!"o do lucro da empresa para os acionistas na forma de dividendos ou :uros
sobre o capital próprio, < legisla!"o e)ige que se:a distribu+do, no m+nimo, 2UY do lucro l+quido após as
dedu!$es legais, 8)emplificando, se uma empresa tem lucro de LZ /,QQ7a!"o e distribui LZ Q,9U7a!"o
como dividendos, seu paa-out seria de 9UY,
Dividend 5ie!d /ou retorno de dividendos12 é calculado como a divis"o entre o dividendo pago por a!"o em
um determinado per+odo, geralmente /2 meses, e a última cota!"o da a!"o, 8mpresas que possuem um
dividend aield alto tendem a ser as escol#idas por investidores que preferem retorno garantido a gan#os
de capital,
Va!or da Empresa2
É calculado como a soma entre o valor de mercado e a d+vida l+quida da empresa, e reflete o valor total
da empresa, ou se:a, o capital próprio (acionistas e o de terceiros (d+vida l+quida, 8m geral, o valor da
empresa é usado no cálculo de +ndices relativos a Dendas, 854. e 854.3< (todos eles representam
flu)os dispon+veis a acionistas e credores,
E$",DA: o 854.3< é uma medida apro)imada do flu)o de cai)a operacional da empresa, pois e)clui
deprecia!"o e despesas financeiras, 8sse múltiplo relaciona o valor da empresa com a sua capacidade
de gera!"o de cai)a (flu)o de cai)a, 8sse múltiplo n"o se aplica a empresas financeiras, pois para essas
compan#ias endividamento financeiro (e despesas financeiras fa* parte de suas atividades normais,
6ara saber se o indicador fundamentalista de uma empresa está alto (empresa está cara no mercado ou
bai)o (empresa está barata no mercado é necessário analisar o desempen#o do indicador dessa
empresa #istoricamente e, com rela!"o ao de compan#ias do mesmo setor,
ANÁ4ISE TÉCNICA O, :RÁFICA
< análise técnica n"o está preocupada em analisar os fundamentos da empresa, tal como desempen#o
financeiro, endividamento ou e)pectativa de lucros, mas seu foco está centrado no comportamento dos
pre!os de suas a!$es, Seu princ+pio básico é o de que a cota!"o de uma a!"o segue padr$es e
tend=ncias que se repetem, ou se:a, a cota!"o atual de uma a!"o é influenciada pela média #istórica de
cota!$es, sempre observando de perto o indicador de volume,
< maioria dos indicadores técnicos utili*a uma combina!"o de médias para seu cálculo, normalmente
uma média de curto pra*o e uma média de longo pra*o, < análise do volume negociado é fundamental, :á
a maioria das mudan!as de tend=ncias (de alta para bai)a, ou vice versa somente ocorre quando e)iste
um grande volume de negócios,
Suporte e )esist6ncia
S"o dois conceitos muito utili*ados na análise técnica,
Suporte: n+vel de cota!$es onde e)istem muitos investidores que est"o dispostos a comprar a este pre!o,
evitando que os pre!os caiam ainda mais,
Lesist=ncia é o contrário, ou se:a, um n+vel de cota!$es onde e)istem muitos vendedores dispostos a
vender a este pre!o, evitando que os pre!os subam mais
Sm dos aspectos interessantes dos suportes e resist=ncias é a sua mudan!a de um para o outro no caso
de sua quebra, Sm suporte, após ser quebrado pelo fec#amento transforma-se em resist=ncia e vice
versa, 8sta revers"o, no entanto, tem uma for!a menor e deve ser encarado mais para o curto pra*o,
3eve ser enfati*ado aliás o aspecto de psicologia de mercado que leva a sua feitura, Suportes e
resist=ncias e)istem pela lembran!a que o mercado tem destes pontos significativos embora, é óbvio,
e)ista também o aspecto de real aumento de demanda e oferta em certos n+veis de pre!os,
(rá#ico de $arras
& gráfico de barras é um dos tipos mais populares na análise técnica, 0onforme pode ser visto na
ilustra!"o ele utili*a o valor de abertura, má)imo, m+nimo e de fec#amento,
< barra oferece uma série de informa!$es sobre o que acontece no preg"o, & segmento de reta para a
esquerda é a abertura, ou se:a, o valor do primeiro negócio que ocorreu no dia, & segmento para a direita
é o valor de fec#amento, representando o pre!o do último negócio no preg"o, & ponto mais alto da barra
coincide com o pre!o má)imo praticado durante o preg"o, enquanto que a e)tremidade inferior
corresponde ao pre!o m+nimo,
Cand!estic7
&s candlestic(s surgiram no Eap"o no século /^ com o mercado de arro*, 3e lá para cá esse sistema de
representa!"o foi sofrendo altera!$es até c#egar nos dias atuais, onde é bastante usado para a análise
gráfica, 0omo qualquer análise técnica, deve ser usado :unto com outras ferramentas,
6ara se criar o candlestic( usa-se o pre!o de abertura, fec#amento, má)imo e m+nimo de cada dia, &
corpo do candlestic( é representado por uma barra cu:a altura é dada pela diferen!a entre o pre!o de
fec#amento e abertura, enquanto a lin#a acima e abai)o correspondem ao pre!o má)imo e m+nimo
respectivamente,
Puando o pre!o de fec#amento é maior que o pre!o de abertura do dia, o candlestic( é representado aqui
pela cor a*ul para facilitar a visuali*a!"o, 8 quando o pre!o de fec#amento é menor que o pre!o de
abertura do dia, utili*a-se a cor vermel#a, & per+odo adotado no 1rafbolsa é diário, porém pode ser
adotado outros per+odos como semanal, ;o caso do per+odo semanal, o má)imo e m+nimo s"o obtidos da
última semana,
Conceito *ásicos das !inhas de tend6ncia de a!ta e *ai8a
<s lin#as de tend=ncias s"o retas tra!adas pelos topos ou fundos de um gráfico de cota!$es, que
possibilitam a visuali*a!"o da tend=ncia do mercado, 6ara que a lin#a de tend=ncia possa e)istir, é
preciso que #a:a pelo menos dois pontos, indicando uma tend=ncia e um terceiro ponto, que deve
confirmar a tend=ncia,
<ssim, para a identifica!"o de uma tend=ncia de alta, por e)emplo, é preciso que cada fundo
subseq@ente se:a superior ao fundo anterior, :á que as lin#as de alta s"o tra!adas pelos fundos, ;o
sentido oposto, para que uma tend=ncia de queda se:a identificada é preciso que cada topo subseq@ente
se:a inferior ao topo anterior, pois as lin#as de bai)a s"o tra!adas pelos topos,
<lém disso, muitos analistas afirmam que é mais seguro aguardar que o topo formado por dois fundos
se:a rompido para que se caracteri*e com mais seguran!a a tend=ncia de alta,
"denti#icando pontos de revers.o
Sma ve* tra!adas as lin#as, o investidor deverá observar o comportamento do mercado, < revers"o de
uma tend=ncia pode ser identificada através do rompimento da lin#a, sendo que, quanto maior for esse
rompimento, maior será a c#ance da revers"o acontecer,
&utros indicadores muitos utili*ados em análise técnica s"o: '<03, 8stocástico, endice de -or!a Lelativa
e as médias móveis,
MACD: indica a diferen!a entre as e)pectativas de curto e de longo pra*o e é calculado utili*ando médias
das cota!$es, < regra básica do '<03 é vender se o '<03 (lin#a vermel#a no gráfico cai abai)o da
média de F dias (lin#a a*ul no gráfico e comprar, quando o '<03 passa acima da mesma lin#a,
Estocástico /S,91: também se utili*a de médias #istóricas, 3e acordo com o S.h, poderá ser um bom
ponto de compra de uma a!"o, quando o S.h estiver aumentando em rela!"o ao dia anterior,
principalmente se seu valor for menor do que 2Q, 3a mesma forma, poderá ser um bom ponto de venda,
quando o S.h estiver diminuindo em rela!"o ao dia anterior, principalmente se seu valor for maior do que
GQ,
:ndice de For%a )e!ativa /"F)12 de acordo com o 4-L, poderá ser um bom ponto de compra de uma a!"o,
quando o 4-L estiver aumentando em rela!"o ao dia anterior, principalmente se seu valor for menor do
que 9Q, 3a mesma forma, poderá ser um bom ponto de venda de uma a!"o, quando o 4-L estiver
diminuindo em rela!"o ao dia anterior, principalmente se seu valor for maior do que ^Q,
M;dias Móveis
'édias móveis s"o uma das mais populares ferramentas para análise técnica, 6odendo ser utili*adas
so*in#as ou, de prefer=ncia, em con:unto com outros indicadores técnicos,
< média móvel pode ser simples ou e)ponencial, 8las s"o calculadas utili*ando o pre!o de fec#amento
e est"o sempre %atrás% do pre!o, por isso s"o utili*adas mais como indicadores de tend=ncia, sendo
mel#ores aplicadas quando o mercado apresenta tend=ncia definida de alta ou bai)a e n"o em mercado
voláteis
< média móvel mais utili*ada é a e)ponencial, que responde mais rápido às varia!$es do mercado
porque atribui mais peso aos pre!os mais recentes, & per+odo utili*ado normalmente utili*ado é de U e 2/
dias,Puanto menor o per+odo (dias usados na média móvel, mais rápido é a rea!"o com as mudan!as do
pre!o, 4nicialmente, poderia-se pensar que quanto mais rápido a resposta mel#or os resultados, porém
isso nem sempre é verdade, porque quanto mais sens+vel um indicador mais sinais de compra ou venda
ele dará, podendo dar sinais falsos com mais frequ=ncia,
Se um indicador é menos sens+vel ele dará sinais mais corretos, porém também pode ser muito tarde,
8sse é sempre o dilema da análise técnica, entre a sensibilidade do indicador contra a qualidade dos
sinais de compra ou venda, & investidor deve e)perimentar diferentes per+odos para a média móvel a fim
de encontrar o que mel#or se adapta ao mercado e à a!"o,
Iá tr=s principais camin#os para identificar a tend=ncia de uma a!"o com o uso de médias móveis :
- & primeiro camin#o usa a dire!"o da média móvel, se ela está subindo, a a!"o está com tend=ncia de
alta, Se a média móvel esta caindo, também está a a!"o,
- & segundo camin#o para identificar a tend=ncia do mercado é a locali*a!"o do pre!o em rela!"o à
média móvel, Se o pre!o está acima da média móvel, a a!"o é considerada com tend=ncia de alta, Se o
pre!o está abai)o da média móvel, a tend=ncia é de bai)a,
- & terceiro camin#o utili*a uma média móvel de curto pra*o e outra de longo pra*o, Puando a média
móvel de curto pra*o está acima da média móvel de longo pra*o , a tend=ncia é de alta, 8 quando a
média móvel de curto pra*o está abai)o da de longo pra*o, a tend=ncia é de bai)a,
$andas $o!!inger
.em como conceito a probabilidade de afastamento má)ima da média de 2/ ou /T, < partir desta média o
sistema gera dois desvios padr"o para cima e dois para bai)o, englobando mais de FUY dos poss+veis
pre!os, 6ode ser utili*ada com suporte e resist=ncia
Fi*onacci
-ibonacci foi um matemático italiano do século g444 que criou uma sequ=ncia de números cu:o pró)imo
número é sempre a soma dos dois anteriores , ou se:a : / , 2 , 9 , U , G , /9 , 2/ , 9T ,,,
;essa sequ=ncia , com e)cess"o dos valores iniciais, quando se divide um número pelo seu pró)imo,
encontra-se sempre um valor muito pró)imo de Q,H/G ( por e)emplo : 2/ 7 9T ` Q,H/G ,
<contece que esse valor e suas varia!$es como : / - Q,H/G ` Q,9G2 , ocorrem com certa frequ=ncia em
formas geométricas na nature*a, como em conc#as , flores , no 3;< #umano, etc, 3a+ se indu*iu que
esses números poderiam estar presentes no comportamento das a!$es, ;ada prova que isso possa
ocorrer, porém mesmo assim -ibonacci é muito usado para determinar pontos de suporte e resist=ncia
das a!$es,
6ara o uso de -ibonacci normalmente pega-se os pontos iniciais e finais de uma tend=ncia de alta ou
bai)a, 0om esses pontos pode-se tra!ar retas, arco e #élices, <s retas de -ibonacci s"o encontradas
entre os dois pontos, por e)emplo : H/,GY ou 9G,2Y da diferen!a entre os dois pre!os,
0om essas retas encontra-se os pontos de resist=ncia e suporte, &s arcos gerados por um c+rculo tem
seu raio determinado pelo mesmo método e também as #élices, <lém de Q,H/G e Q,9G2 também usa-se o
valor de Q,U,