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APRESENTAÇÃO
O transporte escolar é fundamental para facilitar o acesso e a permanência dos estudantes nas escolas, especialmente aqueles residentes em áreas rurais. Por isso, todas as ações que visam a melhoria das condições do serviço ofertado, são relevantes para o aprendizado dos alunos que dele fazem uso, contribuindo para o desenvolvimento da educação nacional. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), como órgão gestor dos recursos financeiros de programas federais voltados à Educação e responsável direto pelo Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate) tem buscado o aperfeiçoamaneto de suas ações para melhorar o atendimento aos alunos da área rural. A presente Cartilha de Regulação do Transporte Escolar Rural tem por objetivo fornecer orientações e apoio aos gestores dos Municípios, para que possam melhorar o seu Transporte Escolar Rural estabelecendo normas objetivas para a execução deste serviço . Nesta Cartilha será encontrado um conjunto de elementos que devem ser considerados em um processo de regulação do Transporte Escolar Rural, bem como as explicações referentes a cada etapa do processo regulatório.

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O objetivo do transporte escolar rural é contribuir para o acesso e a permanência dos estudantes nas escolas. o Transporte Escolar Rural é fundamental para que se garanta o acesso e permanência nas escolas. para que não cheguem à escola cansados demais. os gestores municipais devem evitar que os alunos percorram trechos longos. prejudicando seu rendimento escolar. em seu artigo 208. que o Transporte Escolar tenha normas claras. A oferta do Transporte Escolar em condições favoráveis tende a melhorar o aprendizado dos alunos que dele necessitam. que facilitem o acesso e a permanência dos estudantes residentes em área rural nas escolas. pois. bem como algumas diretrizes para o desenvolvimento do processo licitatório. possibilita sua permanência no campo. são poucos os municípios que têm essas regras. para tanto. onde e a quem deve atender o transporte escolar rural.INTRODUÇÃO De acordo com a Constituição Federal de 1988. A Constituição também garante. o direito de usufruir de transporte escolar gratuito. cabe ao poder público elaborar políticas voltadas à educação. Assim. que respeitem as especificidades da área rural e de seus habitantes. 4 5 . na maioria das vezes são os diretores das escolas quem escolhe os estudantes que serão atendidos por este serviço. • Algumas ações que podem ser adotadas a partir das informações obtidas no processo regulatório. Consideradas as particularidades e carências da área rural. que fiquem muito tempo esperando o transporte escolar ou utilizem estradas e veículos em condições precárias. cabendo ao Poder Público a obrigação de oferecer este serviço com qualidade e segurança. sendo dever do Estado e da família promovêla e incentivá-la com a colaboração da sociedade. da mesma forma que são os operadores do transporte escolar quem define as rotas a serem seguidas. • A definição de alguns elementos para a Regulação do Transporte Escolar Rural nos estados e municípios brasileiros. O objetivo desta Cartilha é fornecer orientações sobre: • As estratégias de regulação do transporte escolar rural. ao estudante. pois. em seu artigo 205. e • Quais os procedimentos legais a serem seguidos para a contratação de bens e serviços relacionados ao Transporte Escolar Rural. através de regras que estabeleçam como. todos os brasileiros têm direito à educação. além de melhorar a freqüência escolar. sendo necessário. Para os estudantes residentes na área rural. No Brasil.

Assim. de modo eficiente. ou pela regulação das atividades concedidas à iniciativa privada. por si só. Ou seja. um bem ou serviço. no caso. visando promover a eficiência e garantir aos cidadãos o direito de acesso a um serviço essencial. não é capaz de fornecer. 6 7 . seja pela provisão direta do bem ou serviço. Tal incapacidade é denominada falha de mercado. os poderes públicos são obrigados a interferir. Havendo falhas de mercado. por meio de empresas públicas. o mercado.POR QUE REGULAR? A justificativa básica para a regulação de determinados serviços ou atividades econômicas está na incapacidade do mercado. a regulação consiste no estabelecimento de regras pelo Estado. de prover uma solução ótima do ponto de vista econômico e social. o Transporte Escolar Rural.

portanto não é suscetível de delegação à iniciativa privada a título de concessão ou permissão.VIII). O transporte também deve atender o aluno com pontualidade e segurança. • Terceiros. ou.666/93 .666/93. comprar ou alugar veículos e instalações através de licitação. no ensino fundamental. em consonância com os programas suplementares de material didático-escolar. Mas a execução só pode ocorrer depois da licitação.666/93. sendo. transporte. recebendo remuneração diretamente do contratante pelo serviço prestado. • Controlar o uso do transporte escolar pelo aluno como forma de controle da assiduidade escolar . portanto.ENTENDENDO O OBJETO A SER LICITADO TRANSPORTE ESCOLAR RURAL O QUE DIZ A LEI? A Constituição Federal determina a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola (art. prejudicando seu rendimento escolar. • Através de particular contratado para executar o serviço. VII) e na Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (art. I). o passageiro. QUAIS SÃO AS OBRIGAÇÕES DA ESCOLA? A escola deve: • Fornecer endereço de origem e destino de cada aluno. No transporte escolar.987/95). COMO PODE SER EXECUTADO O SERVIÇO? • Diretamente pela Administração Pública. já que é gratuito o ensino público fundamental. aluno. tudo de acordo com a Lei nº 8. • Evitar deslocamentos longos para não cansar o aluno. • Providenciar uma forma segura e confortável de transporte. que deverão cumprir as regras do contrato. por conta e risco do operador (art.206. e contratar motoristas e monitores por meio de concurso. que pode ainda. COMO DEVE SER O TRANSPORTE ESCOLAR? O serviço de transporte escolar tem uma característica especial: sendo um serviço público. particulares contratados pela Administração Pública. um dever do Estado. alimentação e assistência à saúde (inciso VII). 8 9 . deve usufruí-lo gratuitamente. 2º da Lei nº 8. e impõe ao Poder Público a obrigação da prestação de ensino fundamental obrigatório e gratuito (inciso I). e o atendimento ao educando. 54. 4º. conforme a Lei nº 8. em conformidade com a Lei nº 8. QUEM PODE REALIZAR O SERVIÇO DE TRANSPORTE ESCOLAR? • Estados e Municípios. modalidades estas que pressupõem a exploração mediante cobrança de tarifa. O transporte escolar como programa complementar é instituído no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (art. ele não é passível de exploração comercial.

a Administração Pública precisa conhecer os problemas a serem solucionados. remuneração. além da criação de rotinas administrativas para especificar o serviço e controlar sua execução. definindo pontos essenciais. .operador. a situação atual e os objetivos que pretende atingir com suas ações. bem como apresentação de sugestões. é preciso planejar essas ações. controle.regularidade. com informações sobre os serviços.alunos e responsáveis.equipamentos de gestão e controle.O QUE PLANEJAR ANTES DE IMPLEMENTAR A REGULAÇÃO? Para implementar a regulação do serviço de transporte escolar rural. além de registro e controle de informações. Mas conhecer só não basta. . 10 11 . . e .Poder Público.veículos.programação e controle dos serviços. Operação . direitos e deveres. • Treinamento e capacitação tanto dos responsáveis pela gestão do transporte escolar da própria Administração quanto das escolas.infraestrutura física. Os agentes do serviço . . . incentivos e sanções.conforto.gestores escolares. bem como as atribuições e responsabilidades da Administração na definição dos serviços e responsabilidades do operador. e QUAIS SÃO OS ELEMENTOS DO SISTEMA DE TRANSPORTE ESCOLAR ? Componentes físicos do sistema . . • Acesso e participação dos pais no processo. como: • Definir os critérios para a seleção de operadores.segurança . e .

ficar clara as formas de controle e sanções para o descumprimento dessas normas. podendo conter ainda detalhes sobre vistoria e sanções para o descumprimento dessas normas. • As condições higiênico-sanitárias do veículo e dos pontos de embarque e desembarque. tornando possível a concepção das normas a serem adotadas na regulação dos serviços. a Administração deverá especificar as funcionalidades esperadas do veículo e fiscalizar sua utilização dentro dos parâmetros estabelecidos. • O tratamento dispensado pelos prestadores de serviço aos alunos.QUE PARÂMETROS USAR PARA MEDIR A QUALIDADE DO SERVIÇO? Para medir a qualidade do serviço prestado. de modo que ao chegar à escola estejam em plenas condições de obter rendimento escolar. no caso do transporte escolar rural são: • O acesso físico ao serviço de transporte escolar rural em condições de segurança. • A efetiva prestação do serviço de transportar o aluno do ponto de embarque à escola e da escola ao ponto de desembarque. • O atendimento dos requisitos legais exigidos para a execução do transporte escolar rural. devem ser traçados alguns parâmetros que. • As normas que irão regular esse item podem constar no Regimento e/ou edital de contrato. ainda. COMO ADEQUAR OS ELEMENTOS DO SISTEMA DE TRANSPORTE ESCOLAR RURAL AOS PARÂMETROS? A adequação dos elementos do sistema de transporte escolar rural aos parâmetros de avaliação ocorre através do cruzamento dessas informações. devendo. cabendo ao Poder Público definir o preíodo máximo de uso para substituí-los. VEÍCULOS • Para o transporte escolar devem ser utilizados veículos apropriados. • Outro ponto importante para a segurança dos estudantes é o tempo de uso dos veículos. o Poder Público deve observar e cumprir as recomendações existentes na legislação naval. bem como realizar fiscalização para esse controle. • O cumprimento dos horários previstos tanto para o embarque dos alunos quanto para sua chegada à escola. • As condições de bem-estar dos alunos desde o momento de espera da condução. Para isso. 12 13 . • Se o transporte escolar for marítimo ou fluvial. VIAS DE ACESSO • As vias de acesso terrestre por onde trafegará o transporte escolar rural devem ser conservadas e mantidas pelo Poder Público. • Os aspectos tanto da segurança de circulação quanto dos de segurança pública. • A adaptação permanente do serviço às demandas que variam. as relativas ao tempo de uso também poderão constar no Regulamento e/ou no contrato. • As diretrizes para conservação e manutenção poderão ser consolidadas pelo Gestor Municipal através de decreto ou lei municipal. principalmente no que se refere às normas de segurança. passando pelo tempo de permanência dentro do veículo. • Da mesma forma que as normas para o tipo de veículo.

lagoas. 14 15 . oceano) for mais eficiente. motorizada ou não. As rotas ou percursos devem ser escolhidos pelo Gestor Municipal para garantir maior acessibilidade aos alunos. de acordo com a Resolução CONTRAN nº 25/98. e a autorização para trafegar. conforme determina a legislação brasileira. Os encargos referentes a esses equipamentos devem constar no regulamento ou no Contrato. deverá estar registrada na Capitania dos Portos.296 de 2004. exposta em local visível. devendo esta exigência constar no Regulamento e no Contrato. cabendo a Administração Pública estabelecer parâmetros e critérios técnicos para garantir esse acesso. Os veículos rodoviários utilizados no transporte escolar devem ter uma caracterização própria e. O Poder Público deve exigir a adaptação dos veículos que fazem o transporte escolar às características dos alunos. PONTOS DE EMBARQUE E DESEMBARQUE A localização e controle dos pontos de embarque e desembarque dos alunos é fator relevante no transporte escolar. além de outras normas pertinentes. A embarcação. no que se refere a aspectos como padronização da altura e largura dos assentos. em toda a extensão das partes laterais e traseira da carroceria. Considerando as características do ambiente rural deverão constar no Regulamento e no Contrato situações como distâncias máximas a serem percorridas pelos alunos entre a residência e o ponto de embarque e. lagos. devem. 136 do Código de Trânsito Brasileiro. Deve ser observada a igualdade de condições de acesso às escolas para alunos portadores de necessidades especiais. Os alunos podem ser transportados em embarcações nas localidades onde o transporte fluvial ou marítimo (rios. Cabe aos órgãos administradores a fiscalização do cumprimento dessa exigência. contribuem para maior segurança durante o transporte. levando em conta a localização da residência dos estudantes e a da escola. A fiscalização desse item deve observar as recomendações do Decreto nº 5. comparando-as com os parâmetros estabelecidos. apresentar: • pintura de faixa horizontal na cor amarela. do ponto de desembarque à escola. em conformidade com o art. Os veículos de transporte escolar possuem uma capacidade de lotação limite de alunos sentados. abertura das janelas e exigência de cinto de segurança.EQUIPAMENTOS AUXILIARES Os equipamentos auxiliares. obrigatoriamente. para o qual estão habilitados. devendo ser verificado se as distâncias entre os pontos de embarque e as residências dos estudantes estão adequadas. com o dístico ESCOLAR em preto. como os de comunicação e o GPS. Cabe ao Poder Público determinar e controlar a disponibilidade e o bom funcionamento desses equipamentos. Essas normas devem constar nos Regulamentos e/ ou contratos.

ITINERÁRIO Ao fixar o itinerário para veículos que levam e trazem crianças. pois atraso para as aulas pode prejudicar os estudantes e afetar o desempenho escolar. Durante os períodos chuvosos. um novo percurso. considerando as características de cada região. ESTADO DE MANUTENÇÃO O estado de manutenção dos veículos deve ser regulado pelo Poder Público sendo vistoriados periodicamente todos os equipamentos e demais itens dos veículos quanto à sua situação e funcionamento. devendo tal item constar no Contrato. que servirá de base para a montagem dos quadros de horários da operação dos veículos do transporte escolar. DURAÇÃO DA VIAGEM Recomenda-se que o Poder Público estabeleça. A ocorrência de qualquer problema que possa levar a alteração do itinerário deverá ser comunicada ao Gestor Público. bem como a tolerância de horários. devem ser definidos na ordem de serviço. caso seja necessário. HORÁRIO O cumprimento dos horários estabelecidos é essencial para um bom transporte escolar. Cabe à Administração atentar para variações ocorridas em relação às definidas nas ordens de serviço. deve ser definido em ordem de serviço específica. Deverão constar no Contrato os tempos máximos de duração das viagens do Transporte Escolar Rural. sendo controlada pelo Poder Público. bem como o horário que o veículo deve passar em cada ponto de embarque/desembarque estabelecido na rota. 16 17 . o tempo máximo de viagem.QUILOMETRAGEM Deve ser estabelecida pelas ordens de serviço emitidas para cada linha. O Poder Público deve fiscalizar o cumprimento dos horários comparando o previsto com o executado. Os horários de chegada à escola. deve-se evitar que elas percorram a pé distâncias muito longas até o ponto onde o veículo passa. Os pontos deverão ser fixados em função da localização da residência/ escola do aluno.

estabelece. • Critérios para eleição dos alunos beneficiados com o transporte. sendo que o controle por parte do Poder Público garante o acesso dos alunos às escolas. • Idoneidade financeira. • Idoneidade jurídica. 55. sendo de responsabilidade do Poder Público conferir se todos os turnos estão sendo atendidos. • Possibilidade de utilização dos veículos para atividades extra classe. EMPRESA A Lei nº 8. as condições especiais para o embarque e desembarque de alunos Portadores de Necessidades Especiais (PNE). • Idoneidade legal. a empresa que quiser prestar serviço de transporte escolar deverá apresentar documentos referentes a: • Idoneidade técnica. independente do número de alunos. COMO DEFINIR PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS ESPECIAIS? • Deverão ser estabelecidas. • A garantia de que a oferta do serviço ocorrerá nos mesmos turnos da escola deverá constar no Regulamento. COMO DEVE SER O PERFIL DA OPERAÇÃO? Alguns itens de perfil são estratégicos para que o Poder Público possa caracterizar a prestação do transporte na localidade: • Possibilidade ou não de terceirização.666/93. em Regulamento e/ou Contratos. inciso VII. • Necessidade de presença de monitores. da lei nº 8. que deverá atender às exigências 18 19 . dentre outras. Os encargos e responsabilidades das empresas também devem ficar claramente definidos em contrato. • Deverão ser previsto em Regulamento e/ou Contratos os procedimentos a ser dotados em eventos especiais. Assim. conforme contido no art. a documentação exigida das empresas participantes de licitação. • Possibilidade ou não de aceitação de caronas. 28 a 31.666/93. CONDUTOR A admissão do condutor do veículo de transporte escolar rodoviário e aquaviário é de responsabilidade da empresa contratada. TURNOS DE OPERAÇÃO O transporte escolar deve atender todos os horários em que houver aulas.PERIODICIDADE A oferta de transporte escolar deverá ocorrer durante todos os dias letivos. arts.

economia e segurança no transporte dos alunos. devendo seguir as exigências estabelecidas pelo Poder Público no sentido de contratar os profissionais mais capacitados para esta tarefa. MONITOR No transporte escolar. • Possuir curso de Formação de Condutor de Transporte Escolar. • Possuir matrícula específica no Detran ou Capitania dos Portos. • Ter habilitação para dirigir veículos na categoria “D”. quando for necessário. 138 do Código de Trânsito Brasileiro e às recomendações do INEP: • Ter idade superior a 21 anos. 20 21 . garantindo eficiência. deve ser habilitado na Capitania dos Portos . PAIS E/OU RESPONSÁVEIS Os pais devem discutir o Transporte Escolar Rural com os dirigentes municipais buscando soluções dentro da própria comunidade. • Se pilotar embarcações. • Não ter cometido falta grave ou gravíssima nos últimos doze meses. A empresa contratada será responsável pela admissão do monitor. o monitor é responsável pelo embarque e desembarque dos alunos e.do art. pelo controle do comportamento e do uso do cinto de segurança pelos estudantes durante o trajeto. A contribuição dos pais é fundamental nesse processo. • Ter sido submetido a exame psicotécnico com aprovação especial para transporte de alunos.

•Locação de bens móveis ou imóveis. independentemente da modalidade. a Administração pode modificar ou rescindir unilateralmente o contrato e impor sanções ao particular. O transporte escolar enseja a realização de diversos tipos de contratos. • Realização de termo de parceria para algum serviço relacionado ao Transporte Escolar Rural. • Contratação de serviços de terceiros. Edital conterá as especificações veiculares. podendo ocorrer mediante execução direta ou indireta. como se segue: 22 23 . Para prestação dos serviços de condutores ou monitores é recomendado que a Administração realize diretamente o serviço com seus próprios funcionários. é todo e qualquer ajuste celebrado entre órgãos ou entidades da Administração Pública e particulares. devendo tornar o negócio jurídico atrativo para o particular. EQUIPAMENTOS E MÃO-DE-OBRA PARA O TRANSPORTE ESCOLAR? O transporte escolar possui diferentes modalidades para a prestação de serviço. Assim: EXECUÇÃO DIRETA Nesta modalidade o Poder Público executa diretamente o serviço podendo contratar: • Construção/manutenção de obras. Licitação obrigatória desde que não se enquadre nos casos de dispensa e inexigibilidade. •Fornecimento de bens móveis necessários à manutenção do serviço. O QUE É O CONTRATO? Contrato. dependendo da modalidade de execução. A contratação é enquadrada como serviço técnico-profissional submetendo-se a todos os procedimentos licitatórios e formais previstos na Lei nº 8.666/93. Deverão ser feitas especificações claras acerca do objeto e os preços deverão pautar-se naqueles praticados pelos órgãos e entidades da Administração Pública.666/93. a entidade não pode ter fins lucrativos. Se a parceria for feita com Organização da Sociedade Civil de Interesse Público(OSCIP).666/93. O Contrato segue determinações contidas na Lei nº 8. mantendo-se registro de preços atualizado. para formação de vínculo e estipulação de obrigações recíprocas. por meio do qual se estabelece acordo de vontades. • Contratação de mão-de-obra. Nos contratos administrativos. Contudo.COMO CONTRATAR SERVIÇOS. a Administração Pública dificilmente não terá de firmar contratos com particulares. de acordo com a Lei nº 8.

baseadas na legislação. é preciso analisar e definir de forma consciente os aspectos estratégicos envolvidos no processo.EXECUÇÃO INDIRETA Se o Poder Público optar por terceirizar a execução do serviço de Transporte Escolar Rural deverá fazê-lo sob a forma de contratos de serviço. conformando-se à Lei. A diferença entre dispensa e inexigibilidade é: •Inexigibilidade ocorre sempre que não exista possibilidade de competição. para monitoria nos veículos. INICIANDO A LICITAÇÃO Seguem abaixo recomendações sobre licitação e forma dos contratos. 25 da Lei nº 8. regidos pela Lei nº 8. conforme art. alguns passos básicos devem ser seguidos. ou.666/93). ser comprovada (art. contudo. ocorre razão justificada que exclua sua necessidade (arts. •Alienações. criando a figura da dispensa ou inexigibilidade. se for configurada impossibilidade real de competição.666/93. o Poder Público deverá tipificar e justificar o caso como sendo de inexigibilidade. 24 25 . a própria lei abre exceções para alguns casos.00. •Contratar algum serviço. •Serviços. •Dispensa acontece quando mesmo sendo aceitável a licitação. O Contratado é mero executor do serviço. 2º da Lei nº 8. sem fins lucrativos e de comprovada idoneidade. é necessária a realização de licitação para: •Obras. se for necessária a aquisição de peças para a manutenção de ônibus escolares com fornecedor original durante período de garantia. recebendo pagamento diretamente do Poder Público contratante.666/93 O QUE PRECISA SER LICITADO? Conforme o art. Além de cumprir as determinações da legislação. para orientar a elaboração do processo de contratação de bens e serviços destinados à oferta de transporte escolar em áreas rurais. ou se contratar serviços ou mãode-obra de Associação de Portadores de Deficiência Física. 37. •Transferir a terceiros a execução do serviço. inciso XXI da Constituição Federal. devendo. Contudo. a fim de assegurar a eficiência do processo de licitação e de sua execução. •Comprar ou alugar quaisquer dos bens necessários à sua necessidade. Para a montagem desse procedimento.000. A Contratação está sujeita à prévia licitação. Se o valor do contrato de serviços do operador privado for inferior a R$8.666/93. Sobre os casos de inexigibilidade previstos no art. 17 e 24 da Lei nº 8.666/93). No caso do transporte escolar rural se o Poder Público desejar: •Construir e/ou fazer manutenção de algum prédio. a Licitação será Dispensada. •Compras. O objetivo dessas recomendações é ajudar no processo de seleção de propostas vantajosas para o interesse público e ainda indicar diretrizes gerais para que se cumpram as disposições legais referentes ao transporte escolar rural. 25 da Lei nº 8.

científico ou artístico. comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução do objeto. ou para alienação de bens imóveis prevista no art. 19.666/93. Envolve os montantes menos elevados de recursos. que afixará em local apropriado. apresentando as seguintes modalidades: CONVITE É a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao objeto. a quem oferecer o maior lance. CONCORRÊNCIA É a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que. igual ou superior ao valor da avaliação. Envolve os montantes de recursos de valor intermediário. cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na especialidade correspondente que manifestarem interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro horas) da apresentação das propostas. conforme dispõe o art. conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. na fase de habilitação preliminar. escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela Unidade Administrativa. cadastrados ou não. CONCURSO TOMADA DE PREÇOS É a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data de recebimento das propostas. É a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico. LEILÃO É a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados. observada a necessária qualificação. 26 27 . 22 da Lei nº 8. Envolve os montantes mais elevados de recursos.MODALIDADES E TIPOS DE LICITAÇÃO Para realizar qualquer licitação é preciso fazer o enquadramento adequado. mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores.

sendo: • Menor Preço. poderá utilizar um dos três regimes de execução contidos na Lei nº 8. REGIMES DE EXECUÇÃO Se o Poder Público for contratar empresa para executar o serviço de transporte escolar. para ter uma boa estimativa de custos do objeto a ser contratado.contratação por preço certo e total. • Tarefa – contratação de mão-de-obra para pequenos trabalhos. REAJUSTE CONTRATUAL Refere-se ao processo de atualização dos valores contratados em função de perdas inflacionárias. A Administração deve realizar ampla pesquisa de preços. caso em que a licitação por menor preço é a mais indicada. • Maior Lance ou Oferta. em seu art. • Melhor Técnica. • Empreitada por preço global . ainda.Para a contratação do serviço de transporte escolar rural o Poder Público deverá escolher entre as modalidades de Concorrência. como demonstrado abaixo: • Técnica e Preço. por preço certo. • Empreitada por preço unitário – contratação por preço certo para unidades determinadas. 6º. 28 29 . utilizar de critérios objetivos para a escolha das propostas. sendo sua ocorrência normalmente anual e definida em função de índices previstos no contrato. REGIME DE REMUNERAÇÃO E REAJUSTE CONTRATUAL A remuneração do prestador de serviço de Transporte Escolar Rural pode sofrer modificação em função de alterações impostas pela Administração ou fatos adversos surgidos no decorrer do contrato. § 1º da Lei nº 8.666/93. Tomada de Preços ou Convite. 45. CRITÉRIOS DE JULGAMENTO Os critérios de seleção estão dispostos no art. devendo.666/93. existindo previsão legal de reajustes e revisões do valor para estes casos. dependendo do valor a ser pago.

30 31 . servindo para resguardar a justiça entre o contratado e o contratante. com todas as suas partes. REVISÃO CONTRATUAL Refere-se ao processo de atualização dos valores contratados em função de perdas inflacionárias. a data e a assinatura dos responsáveis pela licitação.666/93. seja de edital. estabelecendo as regras relativas à sua realização e convocando os interessados a apresentarem suas propostas. especificações e outros complementos. convênio ou ajuste deve ser examinada e aprovada pela assessoria jurídica da Administração. • Texto.666/93. nome da repartição interessada e setor. uma vez que tem a função de proteger o contratado contra situações de risco da economia ocorridas durante o contrato e sobre as quais ele não tem influência. parágrafo único da Lei nº 8. regime de execução e tipo de licitação. demais leis que regem o processo. as condições de participação. • A minuta do contrato a ser firmado entre a Administração e o licitante vencedor. 40 da Lei nº 8. Esta revisão deve estar prevista em cláusulas específicas no contrato. acordo. modalidade. em conformidade com o disposto no art. O edital deve ter a seguinte estrutura: • Preâmbulo. bem como para início da abertura dos envelopes. local. quais sejam: • O projeto básico e/ou projeto executivo.A administração deve adotar índices que expressem as realidades locais relativas ao objeto licitado e que reflitam a renda das famílias envolvidas com o objeto. que corresponde à parte final do edital onde devem constar as determinações legais acerca de sua divulgação. • As especificações complementares e as normas de execução pertinentes à licitação. 38. • O orçamento estimado em planilhas de quantitativos e preços unitários. qualquer minuta. • Fecho.666/93 estabelece ainda que alguns anexos devem integrar o Edital. onde devem constar: o número de ordem em série anual da licitação.666/93. e os requisitos para formalização do contrato. dia e hora para recebimento da documentação e propostas. devendo suas regras ser cumpridas tanto pela Administração quanto pelos proponentes. Edital é o documento através do qual o Poder Público informa à sociedade a abertura de licitação. onde devem ser definidos: o objeto. processo administrativo pelo qual a licitação foi autorizada. finalidade da licitação. menção explícita que a licitação será regida pela Lei nº 8. ANEXOS AO EDITAL A Lei nº 8. o critério de julgamento das propostas. sendo sua ocorrência normalmente anual e definida em função de índices previstos no contrato. desenhos. contrato. ELABORAÇÃO DO EDITAL Conforme preconiza o art.

• Benchmarking que são os valores de referência fixados para os indicadores. . . REGULAMENTO São textos normativos que integram um conjunto de regras. que devem ser orientadas para resultados. • Definição de variáveis e indicadores de aval. 32 33 . normas e preceitos destinados a reger o funcionamento de um grupo ou de uma determinada atividade. método ou forma de medição. . possibilidade de delegação do serviço a particulares. são instrumentos contratuais simplificados ou determinações para que se inicie o serviço contratado. • Penalizações e incentivos sendo: . Para o setor de transportes irá especificar questões como: competências dos órgãos reguladores.Ordens de serviço. que deverão ser cumpridas fielmente pelas empresas prestadoras. ou mesmo no exterior.Multa.AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO O desempenho deve ser avaliado utilizando-se os parâmetros regulatórios. para que se possa comparar o desempenho medido com o almejado.Regulamento. onde deverão ser definidos: . .Meios pelos quais será monitorado e medido.Padrão mínimo de desempenho almejado. formas de fiscalização. para o contratado. especificando horários de partida e chegada. ORDEM DE SERVIÇO Em matéria de licitações. formas de execução dos serviços. mensuradas sem margem à contestação ao ato. No transporte escolar rural. • Execução . critérios para licitação. . • Métodos de pontuação de desempenho que podem ser: . criação de linhas. e penalidades a serem aplicadas aos prestadores. as linhas.Reduções de exigências contratuais.Soma linear compensatória.Técnica de acumulação de pontos.Advertência e . baixo custo de levantamento. os quais são trabalhados em seis dimensões estratégicas: • Presença do tema em editais e contratos.Emissão de certificações de qualidade que tenham significado junto a outros entes do Estado nacional. detalhará as informações operacionais de determinado serviço. o itinerário de forma detalhada e os números dos veículos que serão utilizados para o serviço.Conseqüências. em caso de desempenho abaixo e acima do requerido. . e.

continua 34 35 . • Jornal diário de grande circulação no Estado e.COMISSÕES DE LICITAÇÕES De acordo com a Lei nº 8. por órgão ou entidade da Administração Pública Estadual ou Municipal. quando a licitação for feita por órgão ou entidade da Administração Pública Federal. • Comissão de recebimento de material. de nível superior. e ao cadastramento de licitantes. • Comissão de cadastramento de fornecedores com atribuições de examinar e julgar a documentação apresentada. que deve ser composta por profissionais especializados. MEIOS DE DIVULGAÇÃO • Diário Oficial da União. para receber material cujo valor seja superior a R$ 150. jornal de circulação no Município ou na região onde será realizada a obra. se houver. a ser composta por pelo menos três pessoas. examinar e julgar todos os documentos e procedimentos relativos às licitações. com antecedência. bem como qualquer outra atribuição definida por norma local. prestado o serviço.000. • Diário Oficial do Estado ou do Distrito Federal quando a licitação for feita. PRAZOS PARA RECEBIMENTO DAS PROPOSTAS Nas licitações. receberá os bens adquiridos como ônibus ou embarcações. fornecido. servidores públicos ou não”. além de elevar o caráter competitivo do processo. “reputação ilibada e reconhecido conhecimento da matéria em exame. Qualquer alteração no edital leva a nova divulgação e reabertura dos prazos. criada pela Administração para receber. • Comissão julgadora de concursos. que atuam julgando as propostas. exceto concursos. a contagem dos prazos tem início a partir da última publicação do edital resumido ou expedição do convite.666/93 existem quatro espécies de comissões: • Comissão julgadora de licitações permanente ou especial. alienado ou alugado o bem. No caso do transporte escolar rural. objetivando dar publicidade ao ato. respectivamente. ou do Distrito Federal. Os prazos variam conforme a modalidade de licitação adotada (ver tabela): QUAIS OS PROCEDIMENTOS PARA INICIAR UMA LICITAÇÃO? A PUBLICIDADE E A PUBLICAÇÃO DA LICITAÇÃO A Administração deverá publicar os avisos de licitação. tanto pela imprensa oficial como pela particular.00. ou quando forem obras financiadas parcial ou totalmente com recursos federais.

sem a prévia concordância do contrato. 58. de cláusulas econômico-financeira e monetárias. o que o permite. unilateral ou por acordo entre as partes previstas no art. a possibilidade de rescisão unilateral do contrato. para melhor adequação técnica aos seus objetivos. Para reduzir a margem de arbítrio do Poder Público e da segurança do contratado. LICITAÇÃO: PROCEDIMENTO DE RECEBIMENTO. necessidade de licitação. modificar unilateralmente o contrato com o fim de melhor adequá-lo ao interesse público. Porém. AVALIAÇÃO E SELEÇÃO DE PROPOSTAS O procedimento licitatório tem início com a abertura do processo administrativo. são apresentadas no art. 65 da mesma Lei. penalidades pelo descumprimento das obrigações. 38 da Lei 8. a minuta do contrato a ser firmado deverá sempre acompanhar o edital ou ato convocatório da licitação. 65 da Lei nº 8666/93: • quando houver modificação do projeto ou das especificações. 36 37 . as hipóteses de alteração do contrato. sendo as hipóteses de alteração contratual. não é possível a realização de mudanças. garantia do equilíbrio econômico-financeiro aos contratados. e garantia. REQUISITOS EXIGIDOS PARA O PROCESSO LICITATÓRIO DE TRANSPORTE ESCOLAR RURAL • Projeto básico • Projeto executivo • Recursos destinados ao Transporte Escolar Rural incluídos no PPA PODERES DA ADMINISTRAÇÃO DECORRENTES DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS Destaca-se entre as condições inerentes aos contratos administrativos: o poder exorbitante do Estado. necessidade de prazo determinado. que o serviço será executado conforme especificado no contrato. seja unilateralmente ou por acordo entre as partes. § 1º da Lei nº 8. conforme o art. a ele sendo juntados os documentos previstos no art. estabelecimento de compensação recíproca entre as partes envolvidas. À Administração é conferida a possibilidade de alterar unilateralmente os contratos.666/93 . por exemplo. por parte do contratado.ELABORANDO O CONTRATO Visando proporcionar maior segurança a contratantes e contratados sobre o que será acordado.666/93. Confira alguns aspectos centrais da Teoria do Contrato Administrativo.

incisos I a XIII da Lei nº 8. por imposição de circunstâncias que sobrevirem. torna-se facultativa podendo ser substituídos por outros instrumentos hábeis. o “contratado fica obrigado a aceitar. serviços ou compras. nos limites permitidos por lei.• quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto. • quando necessária a modificação da forma de pagamento. até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato. ou ainda. configurando área econômica extraordinária e extracontratual.666/93. tático e operacional. que esteja em conformidade com o planejamento estabelecido nos níveis estratégico. Nos contratos deverão constar cláusulas obrigatórias que se encontram previstas no art. os acréscimos ou supressões que se fizerem nas obras. além de ser imprescindível constar cláusula onde fique explicitado como competente o foro da sede da Administração. retardadores ou impeditivos da execução do ajustado. 54. Alterações podem se processar por acordo entre as partes. em face de verificação técnica de inadimplência dos termos contratuais. 55. bem como do modo de fornecimento. • quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou serviço. nas mesmas condições contratuais.666/93. isso porque. 62 da Lei nº 8. vedada antecipação do pagamento. 38 39 . nos seguintes casos: • quando conveniente a substituição da garantia de execução. mantido o valor inicial atualizado. conforme o § 1º do mesmo artigo. sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço. serviço ou fornecimento. A Assessoria Jurídica do Poder Público deverá examinar e aprovar a minuta do contrato a ser assinado entre as partes. Contudo apenas ela não é suficiente. em caso de força maior. • para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado e a retribuição da Administração para a justa remuneração da obra. até o limite de 50% (cinqüenta por cento) para os seus acréscimos”. ou previsíveis porém de conseqüências incalculáveis. CONTRATOS DECORRENTES DE DISPENSA OU DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO Nos casos de dispensa ou inexigibilidade de realização de licitação. sendo necessário. §2º). nas dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam compreendidos nos limites destas modalidades. e. A regulação do Transporte Escolar Rural é fator importante para o fornecimento de um serviço de qualidade. objetivando a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato. caso fortuito ou fato do príncipe. QUANDO O CONTRATO É OBRIGATÓRIO? Conforme previsto no art. os contratos resultantes deverão atender aos termos do ato que os autorizou e da respectiva proposta (art. no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento. na hipótese de sobrevirem fatos imprevisíveis. o Termo de Contrato é obrigatório nos casos de: concorrência e tomada de preços e. para o bom êxito. com relação ao cronograma financeiro fixado. Nos demais casos.

CONTRATOS ADMINISTRATIVOS: CLÁUSULAS OBRIGATÓRIAS Assim como no caso do edital. incisos I a XIII. durante toda a execução do contrato. • prazos de início de etapas de execução. de entrega. • casos de rescisão. • vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a inexigiu. • garantias oferecidas para assegurar sua plena execução. a saber: • objeto e seus elementos característicos. • direitos e as responsabilidades das partes. • legislação aplicável à execução do contrato e especialmente aos casos omissos. em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas. de conclusão. de observação e de recebimento definitivo. • obrigação do contratado de manter. as penalidades cabíveis e os valores das multas. • preço e as condições de pagamento. • regime de execução ou a forma de fornecimento. • reconhecimento dos direitos da Administração. • crédito pelo qual correrá a despesa. a data e a taxa de câmbio para conversão. critérios. conforme o caso. 40 41 . quando exigidas. com a indicação da classificação funcional programática e da categoria econômica. ao convite e à proposta do licitante vencedor. • condições de importação. a Lei de Licitações define no art. todas as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação. data-base e periodicidade do reajustamento de preços. critérios de atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento. quando for o caso. em caso de rescisão administrativa. 55. as cláusulas ditas necessárias em todo contrato.

entendido como “aquele que satisfaz as condições de regularidade. Assim sendo. continuidade. eficiência. bem como a melhoria da prestação desse serviço. Esta cartilha apresentou as diretrizes básicas para a regulação do Transporte Escolar Rural. 42 43 . generalidade e cortesia na sua prestação mediante tarifas módicas”. para que o município ou Estado obtenha êxito é importante que a atividade de regulação esteja em conformidade com o planejamento integrado estabelecido em seus diversos níveis: estratégico.987/95. segurança. atualidade. No entanto. assegurando direitos e deveres.CONSIDERAÇÕES FINAIS A regulação é um instrumento necessário para garantir a qualidade do serviço do Transporte Escolar Rural prestado nos municípios. tático e operacional. conforme a Lei 8. é válido destacar que apenas a regulação desses serviços não é suficiente para alcançar um serviço de qualidade.

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