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A GEOGRAFIA CULTURAL BRASILEIRA: UMA AVALIAÇÃO PRELIMINAR

Roberto Lobato Corrêa Universidade Federal do Rio de Janeiro ppgg@acd.ufrj.br Zeny Rosendahl Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) rosendahl@engenharia.org.br
Resumo Abstract

Palavras-chave:

Key Words:

INTRODUÇÃO
A despeito da geografia acadêmica brasileira ter sido criada em 1934, com a implantação do curso de Geografia e História na Universidade de São Paulo, foram necessários 60 anos para que a geografia cultural fosse reconhecida, e ainda assim por poucos geógrafos. E este sub-campo já tinha longa história na Europa e nos Estados Unidos, tendo se desenvolvido a partir de 1890 (CLAVAL, 1999). Este texto reporta-se à trajetória da geografia cultural brasileira. Quais foram as razões que levaram ao desenvolvimento tardio da geografia cultural no Brasil? Em que contexto este sub-campo emerge no Brasil? Como se caracteriza a sua produção? Estas três questões balizam este texto. Sobre uma prévia avaliação da geografia cultural no Brasil veja-se Corrêa e Rosendahl (2007).

O DESENVOLVIMENTO TARDIO
O desenvolvimento tardio da geografia cultural no Brasil tem várias razões que ao longo do tempo vão se justapondo, produzindo o negligenciamento com o sub-campo. A primeira, mais intensa e de efeitos que se prolongam além do período de sua predominância, é a combinação de uma excessiva influência da
Revista da ANPEGE. v. 4, 2008
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A terceira causa. Uma das poucas exceções foi a de Hilgard Sternberg. entendida em sentido amplo. 74 Revista da ANPEGE. particularmente o da geografia urbana (CORRÊA. que emerge em 1978. pois era concebida por muitos como superestrutura. de forma superficial e com equívocos. na qual a cultura. esta sim. uma produção isolada que não suscitou no futuro imediato uma seqüência de estudos. Carl Sauer e seus discípulos dedicaram-se. Seu interesse pela geografia cultural e suas relações com Sauer levaram-no. particularmente o México (Corrêa. 1998). não deixou discípulos no Brasil. 1994). o que não ocorria entre os geógrafos franceses nem entre seus discípulos brasileiros. 2003). quando realizando pesquisas fora dos Estados Unidos. A cultura poderia ser deixada de lado. A primeira causa tem como complemento o desinteresse dos geógrafos culturais norte-americanos pelo Brasil. não contribuiu para o desenvolvimento da geografia cultural. Ainda que se possa reconhecer uma geografia cultural francesa entre 1890 e 1940 (CLAVAL. em muitos casos. v. A geografia vidaliana pode ser melhor definida como geografia regional. antecedentes. à América de língua espanhola. O Congresso da União Geográfica Internacional. sistemas agrícolas e o urbano. A expansão dos cursos de geografia no Brasil a partir de 1970. 4.corrente vidaliana de geografia com a precária apropriação dessa mesma corrente por parte dos geógrafos brasileiros. assim como o é Hilgard O’Reilly Sternberg. em suas primeiras gerações sob a influência daquela corrente. Com suas exceções não se pode falar em geografia cultural brasileira nos primeiros 35 anos da disciplina. gerou pesquisas que abordaram as relações sociedade-natureza privilegiando aspectos relativos ao povoamento. na primeira metade dos anos 60. Maria Cecília França. formados. 1999). isto é. intitulando-se “A Água e o Homem na Várzea do Careiro” (STERNBERG. no campo da geografia da religião é um bom exemplo. foi acompanhada pelo desenvolvimento relativo da geografia teorético-quantitativa entre 1970 e 1978 aproximadamente. A qualidade dessas pesquisas é variável. vincula-se à influência do materialismo histórico e dialético. assim como os conflitos advindos das relações de produção (Corrêa. entendemos que um dado campo da ciência passa a ter existência quando reconhecido explicitamente por aqueles que a praticam. Esta é a segunda razão que gerou o desenvolvimento tardio da geografia cultural no Brasil. No melhor dos casos a cultura seria transformada em uma variável que comporia uma matriz de informações. determinada pela base econômica. realizado no Rio de Janeiro em 1956. a se tornar professor na Universidade da Califórnia. apreendido. marginal ou residual. mas de outros sub-campos. algumas delas tendo contribuído decisivamente para o desenvolvimento da geografia brasileira. Sua tese para a cátedra é um exemplo de geografia cultural saueriana. constitui-se em mais um componente das complexas relações sociedade-natureza que caracterizava as regiões francesas e ultramarinas. brasileiro. catedrático de Geografia do Brasil na então Universidade do Brasil. renomeada Universidade Federal do Rio de Janeiro. que deveria ser estudada. A precária apropriação por parte dos geógrafos brasileiros da primeira geração. tornando-se colega de Sauer. Há. Para os adeptos dessa corrente a cultura era secundária. 2008 . suas principais assistentes. Contudo. em Berkeley. com poucos recursos e com amplo e desconhecido território a ser analisado. Estes antecedentes devem-se à capacidade criativa de um ou outro pesquisador que é capaz de inovar em um dado sub-campo da disciplina. 1997a). naturalmente. Maria do Carmo Galvão e Bertha Becker tendo outros interesses.

é re-configurada a partir de diversas matrizes (JACKSON. GEERTZ. marxista e pós-estruturalista que. em outra escala. Consulte-se Barnes (2004) sobre este tema controverso. fenomenologia. Primeiramente encontra-se inserido no movimento da ciência. A distinção entre cultura – entidade supra-orgânica e cultura – contexto separa. (b) A diversidade metodológica. porém vivida diferenciadamente pelos diversos grupos sociais. em princípio. Consulte-se Hoefle (1998). A geografia cultural é renovada e nesta renovação os pontos a seguir são relevantes. ciências sociais e humanidades. por sua vez. assinalam que em relação aos Estados Unidos a geografia cultural a partir dos anos 90 apresenta três perspectivas. Esta visão deriva do pensamento darwinista social de Herbert Spencer que. introduzindo-se os significados que dela fazem aqueles que com suas práticas sociais construíram a própria realidade. são apropriados por pessoas que reúnem curiosidade. etnia e religião. (a) A geografia cultural renovada liberta-se da visão de cultura como entidade supra-orgânica. A geografia cultural beneficiou-se com aportes do marxismo. isto é. particularmente do sub-campo que se investiga. Incorpora a tese de Cassirer (2001). Falase em diversidade cultural (WILLLIAMS. de que para a compreensão da realidade social é necessário se ir além de sua organização. gênero. A cultura passa a ser considerada como um contexto. a partir da década de 1970. um conhecimento novo ou julgado como tal. O contexto externo nos remete sobretudo à geografia cultural anglo-americana que. entre outros aspectos. chega a Carl Sauer e aos seus discípulos. do contexto externo.O CONTEXTO O desenvolvimento de um campo do conhecimento científico se dá de modo contextualizado. 1996). professor em Berkeley. COSGROVE e JACKSON. 2003. uma construção social. hermenêutica. Consulte-se Corrêa e Rosendahl (2002) e sobretudo Claval (2003). 2008 75 . e eventualmente re-trabalhar. constituindo-se. A cultura é. por intermédio do antropólogo Alfred Kroeber. para muitos autores se interpenetram. pairando sobre a sociedade e determinando as suas ações. idade. 4. 1989. teórica e temática caracteriza a geografia cultural renovada. 1989). construída e reconstruída. imaginação e empreendedorismo para absorver. Esta visão recebeu em 1980 a crítica contundente de Duncan (2003). Junte-se ainda a geografia cultural saueriana. Carney e Keeny (2003). Myers. (c) Significados constitui a palavra-chave da geografia cultural renovada. 1992 e GOMES. Veja-se sobre o assunto Corrêa (2007). Estes aspectos foram influenciados pelas mudanças que. Trata-se de interpretar a espacialidade criada e seus sentidos. com discípulos de quatro ou cinco gerações. inserido em contexto duplamente escalar. humanista. 1981. A geografia cultural torna-se plural. como a crítica literária e a lingüística. segundo Duncan (2000) em uma heterotopia. o contexto interno ou local. A esta acrescenta-se. 2003). um reflexo da prática social e simultaneamente um meio no qual essa prática se efetiva e uma condição na qual essa mesma prática tende a se reproduzir. v. tratando-se de um enorme ganho para a geografia. a geografia cultural saueriana e a geografia cultural renovada. resultantes de uma combinação de traços relativos à classe. e das ciências naturais. Geevy. a partir da década de 1970 afetaram toda a ciência. Pois. constituição e estrutura. constituinte e reconstituinte. onde processos e características gerais. Incorpora ela a tradição vidaliana e as reflexões de geógrafos franceses com experiência ultramarina e um esforço de se aproximar de seus colegas angloamericanos. e sobretudo durante os anos 80. Revista da ANPEGE. assim. A diversidade da geografia cultural renovada inclui a denominada abordagem cultural em geografia dos geógrafos franceses liderados por Paul Claval. que a adotam. independente. não sendo específicos à geografia cultural (CAPEL. Trata-se do contexto externo. LIVINGSTONE.

apresentando uma espacialidade que as torna de interesse para o geógrafo. no começo dos anos 90 convergir para a criação de infra-estrutura necessária para a prática da geografia cultural. Os significados criados. Aponte-se. Consulte-se. no entanto. 1989). finalmente. construídas. política e espaço. republicado mais tarde no livro Trajetórias Geográficas (CORRÊA. qualquer período de tempo e em diferentes escalas espaciais. Os símbolos. de Roberto Lobato Corrêa a doutoranda. uma metáfora espacial e cultural. Em 1989. que reafirma a diversidade de interpretações. Mitchell (2000). Fala-se em polivocalidade. por intermédio da imaginação que re-elabora metaforicamente tudo aquilo que os sentidos captam. Esta dimensão aparece ao se apontar as relações entre cultura. A paisagem da classe dominante (COSGROVE. Em outubro de 1995 é criado o periódico Espaço e Cultura e em 1996 é publicado o primeiro volume da coleção de livros “Geografia Cultural”. são exemplos da relação entre cultura. A convergência dos dois eventos verificou-se a partir de uma co-orientação. Em sua segunda metade há dois eventos independentes que irão. na qual os símbolos são abertos. Este texto nasceu de uma demanda da Editora Ática para a elaboração de uma coletânea sobre Sauer. em parte. Trata-se de se penetrar no “mundo dos significados” (COSGROVE. Trata-se do NEPEC (Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Espaço e Cultura). 2008 . constituem também um meio e uma condição social. A importância dos significados para a geografia cultural renovada levou Jackson (1989) a denominar o seu livro de geografia cultural de “Maps of Meaning”. por sugestão de Maria Cecília França. a propósito. instáveis. 1994). Veja-se. pode ser caracterizada pelo predomínio de uma visão calcada em uma perspectiva crítica. Em outubro de 1993 é criado por Zeny Rosendahl e Roberto Lobato Corrêa um pequeno núcleo que deveria ser o foco de pesquisas sobre as relações espaço e cultura. 1998).como afirma Cosgrove (2003. Nesta convergência a geografia cultural constituíase em denominador comum. onde Zeny Rosendahl trabalha. (d) Para muitos geógrafos há uma nítida dimensão política na geografia cultural renovada. poder. a respeito. localizado na periferia da região metropolitana do Rio de Janeiro. políticas culturais (WILLIAMS. As relações entre cultura e política manifestam-se tanto materialmente como imaterialmente. 2000). 103). um antídoto contra a imposição de um único significado que as elites. 1997). sujeito a diferentes interpretações de acordo com as experiências de cada grupo social. e em termos de geografia. ainda que haja a intenção por parte daqueles que os conceberam. os monumentos celebrando vitórias militares ou contestando certas práticas (CORRÊA. produção e comunicação”. que a análise dos significados pode ser feita em relação a qualquer aspecto da espacialidade humana. Sua tese foi defendida em 1994 (ROSENDAHL. 2003) e política de significados (GEERTZ. p. v. por outro lado. 2003). em sua hegemonia cultural pretendem impor. 76 Revista da ANPEGE. Em 1989 Roberto Lobato Corrêa publica na Revista Brasileira de Geografia o artigo Carl Sauer e a Geografia Cultural. “toda atividade humana é ao mesmo tempo material e simbólica. O periódico já está em seu 25º volume e foram publicados 15 volumes da coleção “Geografia Cultural”. Consideremos a década de 1980 que no Brasil. Traços do contexto externo foram absorvidos e re-elaborados por alguns poucos geógrafos brasileiros. sediado no Departamento de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Berque (1998). contudo. 2005) e os debates em torno de se renomear ruas em cidades norte-americanas em homenagem a Martin Luther King Jr. Hall (1997) reafirma a perspectiva construtivista. Zeny Rosendahl ingressa na Universidade de São Paulo para fazer o seu doutorado sobre o centro de peregrinação Porto das caixas. de dotá-los de um único significado. classes sociais. podem expressar vários significados. 4. (ALDERMAN. que faria parte da coleção “Os Grandes Cientistas Sociais”.

a partir de 1995. todos vinculados à geografia cultural tradicional. sendo um dos membros do NEPEC. Esta estratégia visa não apenas a divulgação de textos básicos. A PRODUÇÃO BRASILEIRA A produção brasileira em geografia cultural passou. resulta. 4. James Duncan e Don Mitchell. que estão necessitando de uma avaliação mais acurada. um simpósio internacional sobre a dimensão histórica da cultura. publicando um texto sobre a geografia cultural francesa (ALMEIDA. Entre os franceses foram publicados textos de Max Sörre. realizados a cada dois anos. seria um evento independente. em maioria. de tradução de importantes trabalhos publicados originalmente em língua inglesa. Entre esses eventos mencionam-se aquele associado a Maria Geralda de Almeida. conferências. poderia ser um evento isolado. se de um lado teve que sobrepujar preconceitos e o temor de um sub-campo novo desafiar as estruturas estabelecidas de poder acadêmico. difunde-se a geografia cultural. defendida em 1991. Seis simpósios organizados pelo NEPEC. adicionalmente. Outros núcleos de pesquisas foram criados na primeira década do século XXI em Uberlândia. na primeira metade dos anos 90. Jean Gallais. Contudo. teses de doutorado.Outros eventos independentes ocorreram a mesma época. francesa. mas foi orientada por Roberto Lobato Corrêa. Marvin Mikesell. Nesse sentido. Philip Wagner. Rio Claro. artigos publicados em coletâneas e periódicos. Revista da ANPEGE. Curitiba e Recife. dos estímulos das agências de fomento à pesquisa. A produção brasileira caracteriza-se pela diversidade teórica. em Goiânia e Manaus. ainda que não exaustivamente. Jöel Bonnemaison e Paul Claval. e outros. vinculados à geografia cultural renovada. realizado no Rio de Janeiro em 2003 sob os auspícios da União Geográfica Internacional. Denis Cosgrove. sob a orientação de Maurício de Almeida Abreu. alemã e castelhana. criaram um núcleo de pesquisas dedicado à geografia humanista. a qual demanda mais tempo de pesquisa. v. no Rio de Janeiro. atestando a difusão da geografia cultural no Brasil. 2008 77 . Ressalte-se que esta política abrange todos os campos da ciência. que com base em critérios quantitativos premia instituições e pessoas produtivas. sendo pouco usual na geografia brasileira. evidenciam o crescimento da geografia cultural no Brasil. 1992). de 1998 a 2008. da UNESP. por um muito significativo e contínuo crescimento. Ressalte-se que esta estratégia é corrente nas demais ciências. mas Holzer tornou-se um ativo participante dos simpósios organizados pelo NEPEC. metodológica e temática. compõem um importante acervo. organizados pelo Núcleo de Estudos sobre Espaço e Representação (NEER). 1992) na UFRJ. Mas deve ser enfatizada a produção daqueles geógrafos que encontraram na geografia cultural mais um outro meio de tornar inteligível a ação humana na superfície terrestre. Em 2008 ele e Lívia de Oliveira. Nesta avaliação deve ser ressaltada a estratégia adotada pelos organizadores da coleção “Geografia Cultural” e editores do periódico “Espaço e Cultura”. no âmbito da geografia humanista. Peter Jackson. mas não geraram convergências capazes de estabelecerem uma progressivamente forte geografia cultural. A dissertação de mestrado de João Baptista Ferreira de Mello. em parte. é possível apresentar alguns aspectos essenciais dessa produção. 1993) e associado à publicação do primeiro estudo sobre monumentos. Dissertações de mestrado. política e espaço (DINIZ FILHO. Paul Fickeler. Nesta tensão entre preconceitos/temor e estímulos. assim como editados em CD’s. Donald Meinig e Daniel Gade. de outro. realizados em Curitiba e Salvador. como de viabilizar uma base teórica para as gerações futuras. dos quais dois de âmbito internacional. A dissertação de mestrado de Werther Holzer (HOLZER. Seus criadores participaram das atividades do NEPEC. alemães. foram traduzidos e publicados textos de Carl Sauer. Ferreira de Mello torna-se docente na UERJ. Carl Tröll. Esta produção afirma a adoção pelos geógrafos brasileiros da geografia cultural que.

Andrade e Lamego. Economia (cultural). Com um número de textos compreendido entre 9 e 11 estão os temas Literatura e Música. de um lado. temas que despontaram recentemente como o de Gênero e Sexualidade e Região Cultural. Otto Schlüter. Longe de ser exaustiva inclui os textos publicados na coleção “Geografia Cultural” e nos 25 volumes do periódico Espaço e Cultura. Carl Sauer. Yi-Fu Tuan. a territorialidade da Igreja Católica. Os autores são brasileiros ou residentes no Brasil. Barbosa. Esta temática constitui-se em fonte de reflexões sobre a geografia cultural. Haesbaert. Religião. 2008 . Constituem também um grande esforço de incorporação de temas que não fazem parte da tradição geográfica brasileira. Há. Como se trata de uma interpretação os temas e o enquadramento dos textos estão sujeitos à re-interpretação. Três sub-temas caracterizam os estudos feitos. Nesta temática sobressaem os estudos de Zeny Rosendahl e de seus orientandos. Os textos de Maia. Com 15 textos o tema Festas inclui estudos voltados sobretudo para festas religiosas e o carnaval. Eric Dardel. Franz Boas. Ressalte-se que inúmeros textos poderiam ser enquadrados em mais de um tema. aprofundamento e avanços. A ênfase na temática da Religião (23 textos) deve-se à importância que o tema desfruta no NEPEC. Formas Simbólicas. Hoefle. Neste processo temas não muito distantes foram novamente agrupados. São 134 referências distribuídas em 17 temas. Paisagem Cultural. A análise do Quadro 1 possibilita alguns comentários preliminares. difusão espacial e área de abrangência e os centros de peregrinação. que estão a merecer maiores atenções por parte dos geógrafos brasileiros. Por outro lado. compõem com anglo-americanos e franceses um conjunto de cerca de 50 textos traduzidos e publicados. Há. Márcio Corrêa. Corrêa e Ferreira são expressões deste esforço. Trata-se de esforço de se estabelecer a geograficidade de manifestações culturais que têm se constituído em tradição nas outras ciências sociais. Iná Castro. aí não se incluindo análises empíricas teoricamente lastreadas. canadense. tendo havido a opção de enquadrá-los naquele tema que mais adequado parecia. Espaço Público. temas abordados de acordo com as perspectivas da geografia cultural renovada. Barbosa de Jesus. 78 Revista da ANPEGE. discute-se algumas proposições feitas. aqui desenvolvendo suas atividades acadêmicas. História e Biografia e Festas concentram 40% do total de 134 textos considerados. Os temas resultaram de uma interpretação na qual foram aglutinados diversos assuntos considerados próximos. Anne Buttimer e David Lowerthal. Os trabalhos de Almeida. entre outros. de outro. foram considerados como Reflexões Teóricas aqueles textos que propuseram conceitos e caminhos para a pesquisa. assim como as contribuições de autores como Augustin Berque. Holzer e Monteiro constituem referências básicas. constituindo essa diferença. e a de Gil Filho. todos com até 4 referências. Imaginário Espacial. A expressiva freqüência dos textos vinculados à temática História e Biografia deve ser creditada à necessidade. de se resgatar a produção teórica e os autores da geografia cultural. finalmente. A. Inúmeros e importantes temas caracterizaram-se como pouco expressivos. v. em fonte de debates. como são os casos do tema Literatura e Música e História (da geografia cultural) e Biografia (análise da obra de importantes geógrafos culturais). 4.e Marc Brosseau. Três temas. Gênero e Sexualidade e Região Cultural. em um sub-campo novo. Gomes. O Quadro 1 descreve a produção brasileira em geografia cultural entre 1995 e 2008. em relação a esta temática. Resgata-se alguns debates realizados. Identidade Territorial e Reflexões Teóricas. posições distintas que diferenciam a produção de Zeny Rosendahl.

2008 79 .Quadro 1 . v.Temas Abordados Pelos Geógrafos Brasileiros Revista da ANPEGE. 4.

ALMEIDA. Paisagens Americanas: Imagens e Representações do Wilderness. se sob suspeita inicial. 5.L. 1998. Tempo e Cultura. CORRÊA. 5. Espaço e Cultura. 2004.J. Apenas iniciou-se este trabalho que requer uma análise descritiva e interpretativa mais profunda. 56-66. pp. 41-53. Espaço e Cultura. _____.R. Espaço e Cultura. 2000. Imaginário e Espaço. The Politics of Commemorating Martin Luther King Jr.CONSIDERAÇÕES FINAIS Este breve e pouco denso texto procurou fazer uma avaliação preliminar da geografia cultural brasileira. 21. In R. 25-46. Espaço e Cultura. Geosul. 33(2). Rosendahl (Org. 21. 2006. 23(5). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALDERMAN. 59-70. 8. Genius Loci. 1993.L. pp. e não uniforme. M. RJ. J. _____. Dioceses como Territórios de Ocupação da Igreja Católica no Estado do Rio Grande do Sul. Espaço e Cultura. dimensão integrada às demais esferas da vida. A. pp.M. 2001b. Memória e História: A Música Sacra. Espaço e Cultura. BARNES. 2008. ANDRADE. 25.L. Ressaltamos nestas considerações finais que em menos de 20 anos um sub-campo foi implantado e. EDUERJ.F. Mito. _____. A. Lugar e Literatura – O Olhar Geográfico Machadiano sobre a Cidade do Rio de Janeiro. Revista da ANPEGE. Corrêa (Org. Elementos da Problemática para uma Geografia Cultural. Espaço e Cultura. 11-12. Rosendahl e R. 9-10. Do Delta do Niger ao Recôncavo: O Sentido da Natureza na Cultura Ioruba. acervo para aqueles que estão interessados em compreender a espacialidade humana. 565-595. within the African-American Community. 1998. Espaço. 40-62.R. Rio de Janeiro. Paisagem. BARCELLOS. Area. 11-12. S. Paisagem-Matriz. 57-63. A Paisagem e o Trágico em O Amuleto Ogum. pp. A Pastoral da Terra e os Assentamentos Rurais: O Mutirão Eldorado como Estudo de Caso. A Territorialidade da Igreja Católica Apostólica Romana do Nordeste Brasileiro – 2000. BARBOSA DE JESUS. F.). Paisagem–Marca. Nesta espacialidade há uma dimensão cultural. pp. Geografia Cultural e Geógrafos Culturalistas: Uma Leitura Francesa. 2001. BERQUE. 83-94. _____. p. Corrêa e Z. p. EDUERJ. BARROS. _____. Espaço e Cultura. p. 4354. Placing Ideas. 163-172. 2003. A Reinvenção da Natureza. 1998.C. 2003. Espaço e Cultura.R. Street Names and the Scaling of Memory. pp. v. T. p. In: Z.) Paisagem. 35-48. 17-18. A Territorialidade do Movimento de Renovação Carismática Católica na Paróquia Na Sa de Copacabana. 6. Progress in Human Geography. 4. Espaço e Literatura: Algumas Reflexões Teóricas. J. Espaço e Cultura.M. 2004. Heterotopia and Geography’s Quantitative Revolution. 2006. M. Espaço e Cultura. 1998. Em Busca do Poético do Sertão.P. pp. 2008 80 . 16. BASTOS. Rio de Janeiro. 2001a.G. L. ampliou-se e já oferece um importante. BARBOSA. A. _____.

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