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POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA PARA AS CULTURAS POPULARES NO GOVERNO LULA Jocastra Holanda Bezerra1 Alexandre de Almeida Barbalho2 Resumo

O artigo apresenta as principais ações e políticas públicas de cultura destinadas ao campo das culturas populares brasileiras, realizadas durante o período de 2003 a 2010, nas gestões dos ministros da cultura Gilberto Gil e Juca Ferreira, no Governo Lula. Embora não seja inédito o tema da cultura popular como eixo prioritário na política cultural no Brasil, as iniciativas desenvolvidas anteriormente para esses segmentos foram sempre pontuais e limitadas, e não ganharam a mesma dimensão que adquiriu ao longo dos últimos dez anos. Desse modo, priorizamos aquelas que foram as principais ações para a valorização das chamadas culturas populares, especialmente a partir de 2003, que demonstram a ampliação conceitual e o espaço institucional e político ocupado por esses segmentos na gestão pública de cultura no Brasil contemporâneo. Palavras-Chave: Políticas Públicas de Cultura. Culturas Populares. Identidade e Diversidade Cultural. Introdução No Brasil, não é uma novidade histórico-social o interesse do Estado em reconhecer e promover as culturas populares por meio de ações oficiais e políticas específicas. O tema da cultura popular sempre esteve atrelado à problemática da identidade nacional. Como afirma Renato Ortiz (2006, P.8) “a identidade nacional está profundamente ligada a uma reinterpretação do popular pelos grupos sociais e à própria configuração do Estado brasileiro”. Dessa forma, não se pode falar em uma identidade brasileira, única e autêntica, mas em uma pluralidade de identidades, que foram sendo construídas por diferentes grupos políticos e sociais de acordo com os interesses vigentes em diferentes momentos históricos. O interesse pela “construção da nação” é relativamente recente, cuja gênese está em meados das décadas de 1920-1930, por meio do incentivo a intelectuais e pesquisadores pelas tradições populares, reconhecendo a contribuição das diversas matrizes para a formação da cultura brasileira; e mais fortemente na década de 1960, quando passa a existir um mercado nacional de bens simbólico-culturais. Nesses
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Mestranda em Políticas Públicas e Sociedade, pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Email: jocastrahb@gmail.com 2 Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (UFBa) e professor dos PPGs em Políticas Públicas e Sociedade da UECE e em Comunicação da UFC. E-mail: alexandrebarbalho@hotmail.com

momentos. vindo das camadas populares. analisar aquelas que foram as principais ações destinadas a esses segmentos socioculturais realizadas a partir de 2003. nordestino. Embora a cultura popular como tema privilegiado da política cultural não seja uma novidade histórica e venha aliada ao discurso de valorização da identidade cultural brasileira. Lula convidou o músico Gilberto Gil. uma visão que busca universalizar a cultura popular transformando-a em cultura nacional. que traz também uma carga simbólica em si. possuidor de histórico de militância em movimentos políticos e sociais. a pluralidade de identidades. pluralista. a defesa e promoção das culturas populares agora se faz por meio de novas questões e de uma ampliação conceitual. um “homem do povo” como Lula. O país viveu um momento simbólico. das culturas populares no Sistema Nacional de Cultura. por si só. O presente artigo procura. há uma mudança de paradigma e do lugar que essas culturas ocupam na gestão pública de cultura a partir de novas conjunturas políticas internacionais e do governo brasileiro na última década. a cultura popular foi representada como uma síntese da identidade nacional.67). artista tropicalista. são elas representantes do patrimônio (material e imaterial) e das identidades (no plural) e diversidade cultural brasileira. programas e projetos desenvolvidas pelo Ministério da Cultura de Gilberto Gil e Juca Ferreira (2003-2010). o que sintetiza a própria concepção norteadora das políticas públicas de cultura no país. de forma mais ampla. Governo Lula: ações e programas para as culturas populares A vitória de Lula nas eleições de 2002 para presidência da República. e suas dimensões de tradicionalidade e dinamicidade. que foi preciso repensar a política cultural. que podem se configurar como uma tentativa mais consistente de institucionalização de políticas públicas de cultura para a inclusão. P. negro. portanto. Entretanto. governava o país. durante o Governo Lula. . fazem parte de uma nova política cultural que se propõe democrática. As inúmeras ações. e entende as culturas populares a partir de uma perspectiva mais contemporânea. expressa através do culto a um povo idealizado. reconhecendo a sua diversidade. em que o presidente. como diz Leonardo Brant (2009. concebido a partir de uma visão romântica e destituída de contradições e conflitos. teve um impacto simbólico tão significativo. Toda essa dimensão simbólica é representativa para a própria retomada do interesse pelas culturas populares e para o lugar de destaque que elas ocuparão no plano da gestão pública da cultura no Brasil. pelo Ministério da Cultura (MinC). Para a gestão pública de cultura.

. Os vínculos entre o conceito erudito de “folclore” e a discriminação cultural são mais do que estreitos. Cultura como aquilo que. o MinC passa a adotar em seu discurso. descentralizou os recursos – em áreas culturais e geograficamente – e promoveu o fomento à cultura de forma mais ampla e democrática. cultura como direito e cidadania. Gil (2003) também deixou claro que romperia com as hierarquias das concepções de cultura que exprimam uma dicotomia entre cultura popular e cultura erudita. (.. se manifesta para além do mero valor de uso. Destacamos que a partir de Gil.200 municípios brasileiros. aconteceu a II Conferência Nacional de 3 Discurso do Ministro Gilberto Gil na solenidade de transmissão do cargo. isto é.Em seu discurso de posse. que contou com a participação de 1. no singular. no uso de qualquer coisa. Cultura como tudo aquilo que. Logo nos anos iniciais de governo. o que foi intitulado pelo Ministro como “do-in antropológico”. que até então prevalecia na política cultural no Brasil: Ninguém vai me ouvir pronunciar a palavra “folclore” (. agora se torna mais consistente em um amplo conjunto de ações e programas políticos. 2003). o uso no plural da palavra cultura popular – culturas populares como define Canclini (1983) . 2003).. Em 2005 foi realizada a I Conferência Nacional de Cultura. amparando sua pluralidade e desfazendo a sujeita homogeneidade que estaria presente em cultura popular. em Brasília.. um “massageamento nos pontos vitais do país”. o MinC passou por uma ampla reestruturação institucional. Em 2009. como usina de símbolos de um povo (GIL. transcende o meramente técnico. que embora não seja uma novidade histórica para as políticas culturais no Brasil. cultura como economia” (GIL.. programas e projetos culturais. A cultura seria entendida a partir de três dimensões: “cultura como usina de símbolos [dimensão estética e antropológica]. . com o tema “Estado e Sociedade construindo políticas públicas de cultura”. Cultura. por meio do amplo diálogo e participação da sociedade civil.). em cada objeto que produzimos. Esta visão pautou as políticas culturais do Ministério operando com o conceito “antropológico” de cultura. realizou uma articulação institucional entre as secretarias. a 2 de janeiro de 2003. criou secretarias. Gilberto Gil (20033) afirma que sua gestão se focará em revelar os brasis. com a realização de uma série de seminários e conferências em todo o Brasil. assim como rompe com a assimilação do conceito de cultura popular a noção de folclore.) Não existe “folclore” – o que existe é cultura. na dinâmica cultural já existente em todo o país. Entre as novidades. através da implementação de programas e ações direcionados a todos os “cantos e recantos do Brasil”. o Ministério inaugura um novo modelo de elaboração de políticas públicas de cultura. em documentos e falas oficiais.

Como expõe Corrêa (2012). que abriu um amplo espaço para o campo das culturas populares. artes cênicas.Cultura. E ainda a Secretaria de Programas e Projetos Culturais. entre outros – e da Ação Griô. hiphop. passou a ser autarquia do Iphan. o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNCP). além das áreas tradicionais – teatro. por meio do Programa Cultura Viva e da ação Ponto de Cultura – pontos de cultura de maracatu. essas culturas são apanhadas como representantes autênticas da . Diversidade.974 municípios. conferidas às culturas populares. representantes ligados ao patrimônio imaterial. dança. o que equivale a mais de 50% dos municípios do país (SOTO ET AL. elas se estendem por diversos órgãos e secretarias do MinC. como questão patrimonial material e imaterial. possibilitando uma diversificação dos mecanismos de fomento de proporções inéditas na política cultural. 2010). A seguir exploraremos melhor cada uma dessas. com o tema “Cultura. às culturas afrobrasileiras. instituindo para isso o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI). houve a inclusão da sociedade civil e dos sujeitos criadores das manifestações culturais no processo de elaboração e definição de metas e ações a serem priorizadas pelas políticas públicas de cultura. o cenário das culturas populares também passou por uma significativa estruturação. nas gestões de Gilberto Gil (2002-2007) e Juca Ferreira (2008-2010). que apóia financeiramente e promove o diálogo de mestres populares com espaços formais e não formais de educação. Como resultado da reestruturação do MinC e do diálogo contínuo com os diversos setores do campo cultural do país. As duas Conferências foram precedidas por préconferências e seminários setoriais. como seminários e editais.Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural -. Pela primeira vez na história da gestão federal. Nota-se que as ações e políticas para as culturas populares não se limitaram a uma secretaria específica. às culturas populares e às culturas indígenas. contando com o envolvimento de 2. música – novos agentes. o que indica a nova compreensão com que o Ministério da Cultura passa a tratar o folclore e a cultura popular. Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC) A partir da retomada do interesse do Estado pelo campo das culturas populares. que foram as mais significativas ações do Ministério da Cultura. Cidadania e Desenvolvimento”. que envolveu. que destina ações pontuais predominantemente às expressões populares. que antes era vinculado à Funarte. Além disso. reisado. Esse órgão ficou responsável pelas ações de preservação da memória e à salvaguarda das expressões da cultura popular e da produção material (arte e artesanato). com o governo Lula. o MinC criou a SID .

acionada a partir de sua riqueza de identidades locais e diversidade cultural. Com esse objetivo realizou seminários e pré-conferencias setoriais. sobretudo.“identidade nacional”. No campo das culturas populares. com indicações de diretrizes e ações votadas como prioritárias para as ações governamentais. P. tem sido fatores determinantes na desvalorização e sua produção cultural. O Seminário foi precedido de oficinas em catorze estados brasileiros. 2005. então diretor da SID: Ao longo da história. como forma de receber as demandas específicas dos grupos para guiar suas ações. foi elaborada a Carta das Culturas Populares. A SID representa um dos principais e mais importantes instrumentos no novo desenho político-institucional do MinC. preparação e divulgação do Seminário4. é realizado o I Seminário de Políticas Públicas para as Culturas Populares. o Brasil assumiu um importante papel político no processo de aprovação da Convenção da UNESCO de 2005. Como bem ressalta Sérgio Mamberti. interviu na alteração do nome da convenção. bem como a segregação social e racial. A criação da SID. a exclusão dos segmentos populares das políticas públicas do nosso país. São Paulo: Instituto Pólis. e. dos grupos e redes culturais das culturas populares. Entre outros aspectos.. Os processos participativos atuam como indutores do fortalecimento da sociedade civil. Como resultado final do Seminário.21/23) 4 Anais do Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares. é a ação que melhor representa essa nova concepção. Em 2005. na construção de mecanismos de participação para elaboração de políticas públicas de cultura. a SID realizou dois importantes Seminários de Políticas Públicas para as Culturas Populares (2005/2006). Daí a urgência da discussão e construção de uma política nacional envolvendo os interessados – sociedade civil e gestores estatais – a partir de um amplo debate por todo o país (. (MAMBERTI. que era denominada de Convenção para a Proteção da Diversidade dos Conteúdos e das Expressões Artísticas. A realização do Seminário é um marco histórico e cultural do Estado brasileiro na valorização das culturas populares e. Brasília: Ministério da Cultura. passou a se chamar Convenção Sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. agora pluralizada. com a defesa de que o nome anterior exprimia uma distinção discriminatória entre a cultura popular e a cultura erudita. por sugestão da comissão brasileira.). Por meio intermédio da SID. em 2003 – única no mundo nas suas definições –.. 2005 . Sua principal função é manter o contanto direto com os movimentos e grupos da sociedade civil e fomentar políticas para os grupos e redes que formam a diversidade cultural brasileira. como estratégia para troca de conhecimento.

Percebe-se então que. que é consoante com o que preconiza a UNESCO. em consonância com o I Encontro Sul-Americano das Culturas Populares. e. é o documento estruturante do programa nacional para as culturas populares e parte integrante do Plano Nacional de Cultura. Atualmente. as noções de cultura popular e folclore ainda mantém dissonâncias e fragilidades conceituais na forma como são compreendidas pelo MinC. o texto do Plano Setorial ainda traz um antigo dilema conceitual a respeito das noções de cultura popular e folclore. por um lado. Embora as políticas culturais que vem sendo desenvolvidas tragam um novo conceito de cultura popular – diferente da visão conservadora que historicamente foi compreendida -. e mais recente “patrimônio imaterial”. pensar e sentir de um povo. patrimônio imaterial e folclore. tanto no âmbito interno dos grupos e comunidades. o que representa. como expressões da cultura desse povo” (SID/MINC). isto é. que a sociedade e a comunidade cultural se mobilizam cada vez mais e participam de uma nova etapa das políticas públicas de cultura do país. ou seja. a fim de se evitar as interpretações conservadoras que o termo folclore historicamente adquiriu. isto é. A própria fala de Gil no discurso de posse demonstra isso. embora a equivalência semântica com que o MinC maneja as noções de culturas populares. em Brasília.8). Dessa vez o Seminário contou com delegados dos 27 estados da federação. É importante ressaltar que as expressões “cultura popular tradicional” ou “culturas populares”. De acordo com seu texto “pretende contribuir para a valorização e o fortalecimento dessas culturas e de seus praticantes. O texto adota a definição de culturas populares semelhante àquela com que trabalha o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP). considera equivalentes as expressões folclore e cultura popular. bem como junto à sociedade brasileira. a fim de que seja reconhecida sua contribuição para a nação brasileira” (SID/MINC. como uma visão congelada das culturas populares. 2010. Como resultado dos dois Seminários foi elaborado o Plano Setorial para as Culturas Populares. apesar de usá-las indistintamente em algumas políticas. aprovado em 2010.A segunda edição do Seminário aconteceu em 2006. o fortalecimento dos processos participativos pelo Estado. passaram a ser utilizadas em substituição a “folclore” na maioria dos programas e ações destinados a essas culturas no governo Lula. pelo viés das Ciências Sociais a relação entre os três sentidos ainda se mantém como um campo complexo e repleto de disputas pela hegemonia da formação discursiva. . por outro. “os modos de agir. E. P.

2012). MinC . individuais ou coletivos. simplificando processos de acesso a essas políticas5. 2010). contribuindo para sua continuidade e para a manutenção dinâmica das diferentes identidades culturais no Brasil” (MINC. que prioriza. a inclusão de grupos até então marginalizados do acesso às políticas culturais.slideshare. e simplificando cada vez mais o seu processo de seleção nos editais públicos. Em 2005. O edital do Prêmio entende por iniciativas exemplares “as ações e trabalhos.br/culturaviva/ premio-culturas-populares-2012-2/ Acessado em 6/março/2013. Disponível em http://www. Entre os editais está o Prêmio Culturas Populares. entre os quais estão os grupos étnicos e comunidades tradicionais (SANTOS ET AL. a prestação de contas do recurso e o contemplado tem a liberdade na aplicação 5 Balanço Final Governo Lula . ou mesmo carta – nos editais voltados para a cultura indígena. Livro 4 (cap. embora tenha facilitado o acesso ao financiamento público.cultura. o que é um fator que exclui grupos e segmentos culturais. a partir de propostas identificadas nos Seminários Nacionais. Disponível em http://www2. prêmios e capacitações para elaboração de projetos dirigidos especificamente aos referidos segmentos socioculturais. oralmente. Para superar esse obstáculo. a seleção por meio dos editais públicos ainda exige certo conhecimento dos trâmites burocráticos. a SID cria os editais públicos para as culturas populares. O Brasil Plural contempla a realização de editais. 2010.Entre outras ações desenvolvidas pela SID.2012.net/EdinhoPT/43-cultura Acesso em 15/abril/2013.Cultura. esses mecanismos contribuíram para um amplo mapeamento da diversidade de expressões culturais populares existentes no país e conduziu a uma melhor compreensão da complexidade inerente a essas culturas (SID/MINC-2010). sobretudo. a SID vem desenvolvendo oficinas de capacitação em elaboração e gestão de projetos culturais. Brasília. em 2004. criado em 2007.gov. como respeito às tradições orais desses povos e como forma de romper barreiras burocráticas. 3). Essa modalidade prêmio difere dos outros editais por não ser exigida a apresentação do projeto. destacamos a criação. . com o objetivo de “reconhecer a atuação exemplar de Mestres e de Grupos/Comunidades praticantes de expressões das culturas populares brasileiras”6. O Programa é o primeiro conjunto de políticas públicas do gênero no Brasil voltado para a preservação e promoção da diversidade das expressões culturais brasileiras. do Programa Identidade e Diversidade Cultural: Brasil Plural. é preciso lembrar que. Além de atender a demandas específicas dessas culturas. 6 Prêmio Culturas Populares. Uma das soluções inovadoras foi a inscrição oral – através de vídeo. que fortalecem as expressões culturais populares. Entretanto.

00.5% Pessoas em sofrimento psíquico. que este mecanismo de incentivo público via editais tem sido um dos importantes recursos que a SID vem utilizando para atender o seu objetivo de democratizar o acesso às políticas culturais e apoiar os diversos setores socioculturais. contemplando 695 iniciativas premiadas em todo o país (dentre Mestres. 13% LGBT. Conforme explica Elder Alves (2011b.Cultura. traz uma significativa desburocratização do processo. as culturas populares foram os que mais receberam recursos financeiros.net/EdinhoPT/43cultura Acesso em 15/abril/2013.4% Pessoa com Deficiência. O programa é um importante marco na direção da regulamentação dos arts.iphan. 3). com um investimento total de R$ 6. além das culturas populares.740 contemplados com R$ 26. o PNPI opera em duas sistemáticas distintas e complementares. Além do prêmio Culturas Populares. O programa reúne uma série de ações para identificação. Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI) Em 2000. seguem 21% Culturas Indígenas. o Prêmio Cultura LGBT. a SID publicou ao todo 20 editais de premiação. O prêmio já teve três edições.655. De 2005 a 2010. o que equivale a um total de 10. ambos em sua 4ª edição. cerca de 40%.7 milhões.5% Idosos. Disponível em http://www. o que demonstra a ampliação conceitual das culturas populares. 2. reconhecimento.151). e 1. desta forma. 2010. as expressões culturais populares são contempladas nas políticas de patrimônio do IPHAN. Disponível em http://portal. que tem como etapa inicial a realização de um inventário. [Balanço Final Governo Lula . P. Mestres in memoriam e incluindo o homenageado do prêmio).slideshare. tornando-se mais acessível a diversos grupos culturais.638. Livro 4 (cap. o processo de registro. . o Prêmio Culturas Ciganas. Percebe-se. com 7. salvaguarda e promoção dos bens do patrimônio cultural de natureza imaterial8. que passam a ser institucionalizadas como expressões “de natureza imaterial”. 215 e 216 da Constituição Federal de 1988.br/portal/ baixaFcdAnexo.795 inscritos e 1. com 937 projetos premiados7. P. Grupos/Comunidades. a SID também institui o Prêmio Culturas Indígenas. que reúne o maior número de informações possíveis 7 A definição dos valores para cada segmento é feita conforme as prioridades do MinC. 6. por meio da criação do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI). com isso. que prevê a valorização e salvaguarda das expressões da cultura popular e dos bens de natureza imaterial que constituem o patrimônio cultural do país. especialmente as culturas populares.do recurso. entre outros.7% Juventude. 1.do?id=201 Acessado em 10/abril/2013.gov. Brasília.28].8% Ciganos. 8 Programa Nacional do Patrimônio Imaterial. Dessa forma. Primeiro. 4.9 milhões. Dentre os segmentos socioculturais atendidos pela SID.

esse bem ou manifestação cultural é ressignificado e reidentificado culturalmente. como as categorias tradição e autenticidade. . sem um acompanhamento das transformações e permanências de valores das expressões culturais. Registros das Formas de Expressão. alvo de interesses e disputas por grupos. 9 Ver o Registro da Feira de Caruaru em Políticas Culturais para as Culturas Populares no Brasil Contemporâneo. “na medida em que um bem ou manifestação é convertido em patrimônio pelo Estado.PA (2004). assim como potencializa outros processos e interesses. a concessão do título de Patrimônio Cultural do Brasil. como “as práticas de consumo simbólico-culturais e as atividades de entretenimento-turismo” (ALVES. Até dezembro de 2012. Ofício dos mestres de capoeira (2008).MA (2007). como defendido por Alves (2011b). convicções e relações político-culturais. o reconhecimento do Estado de que o bem é merecedor do título de patrimônio é permeado por uma complexa relação de disputas. bem como reinserido na vida social em nova condição”. além disso. o próprio registro. 10 Lista dos bens registrados. cidades e regiões.gov. Registro das Celebrações.162.iphan. Feira de Caruaru . Mesentier (2012) afirma que essa seleção do que vem ser identificado como patrimônio é produto não só de valores. ALVES. 2011b. E segundo. que inclui recursos simbólicos e políticos e o acionamento de uma série de valores.jsf?ordem=3 Acessado em 07/abril/2013. para atestar a “riqueza incomensurável do bem”. Disponível em http://www. P. convicções e relações políticoculturais. 2012. Tambor de Crioula . contudo.sobre o bem em questão a ser titulado como patrimônio. foram concedidos 26 títulos de Patrimônio Cultural do Brasil.PE (2006).Registro dos Saberes. Mas. como também modifica valores. essa seleção “refaz as estruturas da identidade e redefine as condições de hegemonia político-cultural” (MESENTIER. De acordo com o autor. Assim como Alves. que é a etapa final do inventário. O registro como patrimônio é. instituições. P. Registro dos Lugares.162)9.211). P. Ofício das Baianas de Acarajé (2005). O inventário se referencia pelas classificações prévias e com os critérios dos livros de registro . 2011b. De acordo com o autor. Complexo Cultural do Bumba-meu-boi – MA (2011) e Saberes e Práticas Associados aos Modos de Fazer Bonecas Karajá (2012)10. há uma série de fatores em um jogo de disputas.MT (2010). Há. isto é. Ritual Yaokwa do Povo Indígena Enawene Naweem .br/bcrE/pages/ conOrdemE. Desse modo. entre eles o Círio de Nossa Senhora de Nazaré . portanto. o “risco” do registro cair nos moldes categóricos dos antigos folcloristas. como bens a terem preservados sua “áurea” e sua “autenticidade”.

o Brasil formado por uma realidade viva. a inclusão de 11 O Projeto de Lei (PL) Cultura Viva que tramitava desde 2011 para se tornar política de Estado. . No PNPI. o Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura11. era preciso entender o Brasil.camara.250). Assim entende que é preciso garantir o acesso não só aos bens produzidos – como se defendia o discurso da democratização cultural -. o Ministério da Cultura cria aquele que se torna a experiência mais exitosa e importante na área da cultura durante o Governo Lula e uma das mais inovadoras e criativas na história da política cultural no Brasil. O Cultura Viva opera. P. em novembro de 2012. a noção de culturas populares é equivalente à noção de patrimônio cultural imaterial. Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura (MinC) Em 2005. Acesso em 22/março/2013]. Na filosofia de Turino (2004). produção e difusão cultural às diversas manifestações da sociedade brasileira por meio do repasse de recursos e tecnologias digitais. revela em seu livro Ponto de Cultura . mas aos próprios meios de produção cultural. sobre a coletivização dos meios de produção. como diz Célio Turino. que entende a cultura como direito e reconhece a necessidade de potencializar o acesso aos meios de formação. idealizador e coordenador do programa Cultura Viva. O seu objetivo é ampliar e garantir o acesso aos meios de fruição. desse modo.O Brasil de Baixo para Cima que se referenciou no discurso comunista de Karl Marx. Uma das inovações do Programa. no qual as culturas populares são consideradas como expressões culturais de dimensão intangível ou imaterial. foi aprovado.br/proposicoesWeb/ficha detramitacao?idProposicao=561468. mas também aos meios de produção e disseminação e se estende a compreensão do que de fato se produz culturalmente na sociedade brasileira”. criação. Essa concepção segue a lógica da democracia cultural. O Programa foi concebido com o objetivo de “descobrir o Brasil” ou “desesconder o Brasil profundo”. sobretudo no campo das culturas populares. a primazia da dimensão simbólica da cultura. desse modo. por exemplo. como expõe Domingues (2007. conhecer mais e melhor o Brasil “escondido” e “silenciado”. seguindo a ordem redistributiva e inclusiva de outros programas criados no Governo Lula – Bolsa Família. complexa e diversa. é “a questão do direito à cultura sobre outra perspectiva – não mais do acesso aos bens produzidos. garantindo.gov. com a inclusão social e cultural. e agora se constitui na Lei Cultura Viva [Disponível em http://www. difusão e fruição cultural. ProUni. como forma de garantir a continuidade do Programa. Inspiração que Célio Turino (2009). Só assim seria possível transformá-lo. isto é.É possível perceber que o MinC vem adotando a noção de maior abrangência de cultura popular.

distante assim de um sentido ligado à ideia conservadora de folclore. na medida em que não estão presentes os discursos protecionistas de práticas culturais ancoradas num passado retrógado. que acaba ocupando lugar de maior representatividade dentro do Cultura Viva. Ao promover a ideia da emancipação da mulher. dada sua pluralidade. Assim. por meio de teias13. estímulo à formação de redes e potencializa as diversas manifestações das culturas locais nas comunidades. que faz com que ela se diversifique e se transforme. O tratamento dado pelo Programa a essas expressões e manifestações culturais é inovador. condição social ou posição geográfica. por exemplo. que é a própria dinâmica da cultura. o Programa busca fortalecer valores e identidades. expressões que sempre estiveram comumente excluídas das políticas públicas. sem restrição de segmento. encontros.67). Célio Turino (2009) nos traz exemplos de como isso acontece na prática: A cultura tradicional também foi inventada um dia. como experiência das misturas resultantes de interações variadas e dos processos de hibridização. P. há que se destacar um tratamento especial ao tema da diversidade no programa. de Emir Sader. o Cultura Viva identifica-se mais com os grupos de origem popular e tradicional – periferias. de formas puras e autênticas de uma cultura nacional. mantendo alinhamento com a política de valorização da diversidade cultural brasileira. Como bem observa José Márcio Barros (2011. quilombolas. Existe no Programa a visão de promoção da diversidade considerando não só as expressões das culturas populares – mas também essas – como um organismo vivo e dinâmico. grupos indígenas. características fundamentais da realidade brasileira. Nesse ponto. . ideologias. culturas tradicionais –. de 12 Prefácio “Viagem ao Brasil “dês-silenciado”. comportamentos machistas. a diversidade cultural é compreendida a partir do seu caráter plural e da sua capacidade de interagir com as diferenças. Além da inclusão cultural e social. destacamos o campo das culturas populares. o Ponto de Cultura com ênfase em gênero pode estar alterando comportamentos e pontos de vista em um Ponto de cultura popular. que busca “assegurar não apenas suas expressões. Desse modo. de Célio Turino (2009). O Cultura Viva parece compreender essas mediações na medida em que promove a articulação entre diversos segmentos étnicos e culturais. E o Ponto de Cultura com ênfase na tradição popular pode também influenciar um outro. incorpora preconceitos. expressão cultural.novos agentes no atendimento das políticas culturais. mas as condições mesmas para que a diversidade emerja das interações entre os diferentes”. O Programa seria o que Emir Sader chamou de “bolsa família da imaginação criativa12” dos que tinham se tornado minoria silenciada. seminários. em Ponto de Cultura – O Brasil de Baixo para Cima. 13 Encontros Nacionais de Pontos de Cultura.

e Pontos de Cultura. o Programa Cultura Viva era formado por meio de cinco ações interdependentes (MINC. estabelecido a partir de edital público. Com o passar dos anos. como iniciativas que envolvem atividades de arte. Cultura Digital. de forte impacto para as diversas ações populares”. em parceria com o programa Primeiro Emprego. a essência do software livre está na partilha. 2004): Agente Cultura Viva. na verdade. ou hip hop.178) O Cultura Viva parte do mesmo conceito de cultura adotado pelo MinC. Ao tomar o contato com a cultura tradicional. P. 2009. na generosidade intelectual. sobretudo. estadual ou municipal – e sociedade civil. Esta é uma inovação importantíssima. o Programa foi evoluindo e concebendo outras ações atreladas às necessidades e desenvolvimento dos Pontos de Cultura. 2009). que é a ação prioritária e mediadora das demais ações. A ideia não é criar algo novo. do Ministério do Trabalho. (TURINO. através de uma ação política e prática. Inicialmente. Os Pontos de Cultura buscam ser pontos de “des-silenciamento” do Brasil profundo. utilizando-se. cultura no sentindo “antropológico”. É a aplicação da noção de doin antropológico que aparece no discurso de posse de Gil – a própria escolha do nome Pontos de Cultura se alinha a essa filosofia. que promove o uso de estúdio multimídia. Facilita o diálogo. que são interdependentes. nas dimensões cidadã.261). como as ações Pontinhos de Cultura e Economia Viva. mas potencializar ações culturais já desenvolvidas nas localidades. . entre o governo – federal. os meninos da cultura digital podem perceber que. na prática ocorre uma maior identificação do conceito de culturas populares.cultura digital. software livre e tecnologias digitais para dar visibilidade e circulação à produção dos pontos. o reconhecimento e a legitimação das ações e do significado de espaço cultural. simbólica e econômica. da própria infra-estrutura que possuem. Griôs. Escola Viva. para além da tecnologia. a escolha de apostar em ações que já são desenvolvidas nas comunidades. P. é uma tentativa de materializar essas dimensões. educação e economia solidária. mesmo optando por uma definição antropológica de cultura. para usar os termos de Turino (TURINO. A ação Pontos de Cultura se realiza por meio de um convênio. com o objetivo de apoiar ações voltadas para a valorização da cultura local. Segundo Domingues (2007. O que mantém a caminhada de uma folia de reis? A partilha. O Programa. Embora. “parece uma criativa e radical re-orientação no conceito do que se pensa ser as culturas populares e as políticas culturais no Brasil em todas as suas formas. mantenha específica proximidade com o tema da diversidade cultural e. que valoriza os mestres dos saberes populares. no trabalho colaborativo. características presentes nas festas e na cultura popular. que visa integrar os Pontos à escola.

e 56 municípios de grande porte. se confrontou com uma estrutura estatal ainda elitista e conservadora. Fortaleza: Edições UFC.br/pontos-de-cultura1 Acesso em 14/abril/2013. e. Embora ainda existam muitos problemas e desafios. buscando romper hierarquias e narrativas tradicionais. profundamente excludente.O Programa trouxe outra inovação ao trabalhar com o conceito de gestão compartilhada ou gestão em rede – entre sociedade (Pontos de Cultura) e o Estado -. A mudança se alinhava com um dos princípios importantes da gestão de Gil. por meio da integração de ações entre os governos federal. não mais restrita a determinados grupos. na promoção de uma (re)distribuição dos recursos na área da cultura em nível nacional.cultura.670 Pontos de Cultura. nos novos processos de 14 Sobre o Federalismo Cultural ver CUNHA FILHO. Mostrou as dissonâncias entre o conceito de política cultural que se inaugura no Programa e o modelo de Estado que temos. o Cultura Viva iniciou um processo de descentralização com o objetivo de ampliar a rede de Pontos de Cultura. mecanismos de gestão e normas de um sistema legal inadequado a projetos como este. aliada aos conceitos de autonomia. Como reconhece o próprio Turino (2009. portanto. Entretanto. estadual e municipal. Dessa forma. Em síntese. 15 Pontos de Cultura. Francisco Humberto. ganhou ampla capilaridade e se tornou o projeto de maior alcance territorial do Ministério. de forte burocracia e rigidez ineficiente. se expressava nos esforços do MinC em torno da criação de um Sistema Nacional de Cultural (SNC). No total. O que é?.38) “o Estado não está preparado para se relacionar diretamente com o Povo”. Disponível em http://www. protagonismo e empoderamento. . Em 2008. No período de 2004 a 2011. esse processo de compartilhamento de gestão provocou tensões para muito além de um modelo de gestão cultural adequado à realidade social. e em cerca de mil municípios15. como defendido por Gil. concebidas como práticas de “modificação das relações de poder e como exercícios de liberdade”. O federalismo cultural14. nos anos inicias do Ponto de Cultura. a federalização das políticas culturais. uma série de dificuldades e problemas. o que provocou. presentes em todos os estados do Brasil. as redes estaduais de convênio abrangiam 25 unidades da federação e o Distrito Federal. 2010. e mais especificamente os Pontos de Cultura. Os grupos tiveram que se apropriar de rígidas regras. linguagens artísticas ou geograficamente concentradas. P. Federalismo Cultural e Sistema Nacional de Cultura: contribuições ao debate. é inegável a avaliação positiva do Programa e da ação Ponto de Cultura. o Programa apoiou a instalação de 3. descontinudade e interrupção de atividades. entre eles atraso no pagamento dos recursos. a prática mostrou que uma gestão que tenta ser democrática e popular.gov. o Cultura Viva.

São Paulo: Petrópolis. Rio de Janeiro: UERJ. Decult. Paula. que compõe a diversidade de manifestações culturais. CANCLINI. a inclusão. Ortigão. desenvolvidas durante o Governo Lula. consistência e distributividade de recursos e mecanismos de participação. Considerações As ações e políticas públicas de cultura. BARROS. _____________________. Elder P. 1983. P. 2012. CORREA. Referencial teórico ALVES. em seu conjunto. P. 2005 Balanço Final Governo Lula . 2011a. São Paulo: Brasiliense. Um Conceito estratégico: as culturas populares no âmbito das políticas públicas de cultura no Brasil in: FRADE. e. com isso. das culturas populares. A economia simbólica da cultura popular sertanejonordestina Maceió: EDUFAL. Livro 4 (cap.slideshare.Cultura. Brasília: Ipea.construção de políticas públicas culturais. São Paulo: Instituto Pólis. na inclusão de novos atores sociais.41-57 .net/EdinhoPT/43-cultura Acesso em 15/abril/2013. José Márcio. 3).) Políticas públicas de cultura do Estado do Rio de Janeiro. As Culturas Populares no Capitalismo. Cáscia ET AL (Org. Joana R. a nova dimensão e destaque que a política pública de cultura traz para os temas da diversidade cultural e. Leonardo. 2010. ZIVIANI. Brasília. O Programa Cultura Viva e a diversidade cultural in: Carderno Pontos de Cultura: Olhares sobre o Programa Cultura Viva. 2011b. Brasília: Ministério da Cultura. 2011. Políticas culturais para as culturas populares no Brasil contemporâneo: Maceió: EDUFAL. de dimensões inéditas nas políticas culturais no Brasil. O poder da cultura. priorizaram temáticas como a democratização.61-88 BRANT. 2009. Néstor Garcia. procuramos mostrar aquelas que foram as ações mais significativas em termos de abrangência. Disponível em http://www. Neste trabalho. sobretudo. Maia. que demonstram a ampliação conceitual e o crescimento do espaço institucional e político ocupado pelas culturas populares na gestão pública de cultura do Brasil nos últimos anos. Anais do Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares. manteve uma significativa proximidade e atenção às culturas tradicionais e populares. a cidadania e a valorização da diversidade cultural brasileira. desse modo. e. mais plurais e inclusivas.

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