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“menos tementes de radicalizações, „profanações‟” É aquela que assume o risco de não ser literatura, ou de fazer com que a literatura

se coloque em um lugar outro, num lugar de passagem dos discursos A cidade trágica Rastreamento do que vem surgindo dentre as novas publicações em prosa Deslocamento de modelos e conceitos referentes à uma tradição literária já desfeita 1. “novas vozes surgem a partir de espaços que estavam afastados do universo literário” democratização dos atores da história, vozes aos excluídos / não necessitam de mediadores, eles mesmos falam 2. Cuidado em preparar a obra, experimentação, escrita, abertura da sintaxe, erudição, imaginação, singularidade, “escrevem tão rápido quanto bem” 3. Heterogeneidade em convívio, não excludente, movimentos plurais, entre tradição/inovação, conservação/renovação, cultura de massa/grande arte; caracterizadas pelos múltiplos: formatos, linguagens, relação com o leitor, suporte, temas; acarretando múltiplas definições do que seja literatura. Três evidentes características da literatura atual: fertilidade, qualidade e multiplicidade Homogeneização [imposta pela mídia hegemônica] x afirmação da identidade cultural Entre o centro e a margem Discursos anti-hegemônicos / Segundo Jameson, a literatura é um espaço de resistência à globalização da cultura Recursos que dão formas múltiplas à criação literária contemporânea. “reconhecer na multiplicidade um lugar de resistência e liberdade” (p. 21) As possibilidades plurais de nossa prosa de ficção Pós-autônoma: irreverência iconoclasta Pós-pós: sofisticação da escrita, diálogo da literatura com outras artes; que “mesmo fabricando um presente cheio de urgências, em nada foi atingida pela prosa característica dos dias atuais ou pela facilidade dos computadores” (Manuscritos de computador). “Quando esse realismo ocupa de forma tão radical a literatura, excesso de realidade pode se tornar banal, perder o impacto, começar a produzir indiferença em vez de impacto”. Inclusão de todas as camadas da população no processo de criação e difusão da cultura.

Presentificação: preocupação com o presente. flexíveis.Questões predominantes: 1. então. . Novas configurações de tempo e espaço abrigam a literatura latino-americana A literatura é interpelada por novos fluxos culturais. Multidão urbana que se move anônima por suas ruas. 33) O excesso de real.real ou imaginária – torna-se. de desigualdades extremas. o locus de conflitos absolutamente privados. contraditórias Agravamento de problemas urbanos. inexorabilidade do trágico. Retorno do trágico: está no cotidiano. emergência de novas subjetividades. imaginários provocam intercâmbio de ideias e dissolução de subjetividades Crítica literária: tem de acompanhar as diferentes configurações identitárias. contraste com o momento anterior. plurais. de valorização da história e do passado. Tema: violência. e de novas configurações narrativas. crescimento desenfreado da cidade sem as condições das políticas públicas acompanharem. circula da publicidade das ruas. Busca por um refúgio da solidão 2. mas que são também os conflitos públicos que invadem a vida e o comportamento individuais. aquilo que sufoca. de dores. Identidade múltiplas. Se escreve enquanto escreve a cidade/ relação com o lugar Opressão do espaço. espaço variado. “sentimento do trágico da existência aquilo de que temos dificuldade de falar e como tal sentimento conforma as identidades que dominam a narrativa. Cidade = abrigo dos solitários. prédios. inevitabilidade do trágico. espaço de paradoxos. se faz. Partilha do sensível “Todas as violências são possíveis. 2. cruzadas com rapidez. ligado à vida nas grandes cidades (Gotham City). de convívio de diferenças. Sentido de urgência. 31) 3. presença de um páthos trágico. ameaçam o presente e afastam o futuro. até o espaço sem privacidade da vida doméstica. descrenças nas utopias que remetiam ao futuro. mas todos os amores também são possíveis” Autor em paralelo com a cidade. familiarização com o trágico cotidiano. Copacabana. nas mídias. inspira a criação literária na contemporaneidade. “É a tragicidade da vida na metrópole hostil que se entranha nos universos privados. onde a violência urbana se multiplica ou redobra” (p. de novas vozes. nas relações pessoais e na vida pública. trocas globais e desiguais “A cidade . sociedade do espetáculo. o cinza Passado ilustre e presente desprezível Atrai e abomina a cidade 1. desfaz e refaz com ela. trágico radical (Ruffato). que passa a parecer impossível” (p.

num encurtamento de tempo/espaço e num processo de trocas desterritorializadas. o diálogo cruza espaços diversos. Identidade coletiva/ identidade pessoal Forte interlocução entre o local e o global .Em tempos de troca de informações globais.