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UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO ESCOLA POLITÉCNIA DE PERNAMBUCO

ELETRÔNICA DIGITAL

PROFº. ANTONIO SAMUEL NETO

Eletrônica Digital
Profº. Antonio Samuel Neto

ÍNDICE
Capítulo 1: Sistema de Numeração ...................................................................................................... 5 Sistema Binário ................................................................................................................................ 5 Conversão do Sistema Binário para o Sistema Decimal .................................................................. 5 Conversão do Sistema Decimal para o Sistema Binário .................................................................. 6 Sistema Octal ................................................................................................................................... 8 Conversão do Sistema Octal para o Sistema Decimal ..................................................................... 9 Conversão do Sistema Decimal para o Sistema Octal ..................................................................... 9 Conversão do Sistema Octal para o Sistema Binário ....................................................................... 9 Conversão do Sistema Binário para o Sistema Octal ..................................................................... 10 Sistema Hexadecimal ..................................................................................................................... 10 Conversão do Sistema Hexadecimal para o Sistema Decimal ....................................................... 11 Conversão do Sistema Decimal para o Sistema Hexadecimal ....................................................... 11 Conversão do Sistema Hexadecimal para o Sistema Binário e vice-versa .................................... 11 Operações Aritméticas no Sistema Binário ................................................................................... 11 Adição ............................................................................................................................................ 11 Subtração ........................................................................................................................................ 11 Multiplicação ................................................................................................................................. 12 Divisão ........................................................................................................................................... 12 Exercícios ....................................................................................................................................... 12 Capítulo 2: Funções e Portas Lógicas ................................................................................................ 15 Estados ou níveis lógicos ............................................................................................................... 15 Função Lógica ................................................................................................................................ 15 Operações Lógicas ......................................................................................................................... 16 Portas lógicas básicas ..................................................................................................................... 16 Função E ou AND .......................................................................................................................... 17 Função OU ou OR.......................................................................................................................... 18 Porta Não ou Not............................................................................................................................ 20 Blocos Lógicos OU EXCLUSIVO E COINCIDÊNCIA ............................................................... 21 Bloco OU EXCLUSIVO ............................................................................................................ 21 Bloco COINCIDÊNCIA ............................................................................................................ 22 Função NOU ou NOR .................................................................................................................... 22 Função NE ou NAND .................................................................................................................... 23 Expressões Booleanas Obtidas de Circuitos Lógicos .................................................................... 23 Circuitos Obtidos de Expressões Bolleanas ................................................................................... 23 Tabelas Verdade Obtidas de Expressões Booleanas ...................................................................... 24 Expressões Booleanas Obtidas de Tabelas Verdade ...................................................................... 25 Soma dos Minitermos ................................................................................................................ 25 PRODUTO DOS MAXITERMOS ............................................................................................ 26 Equivalência entre Blocos Lógicos ................................................................................................ 28 Inversor a partir de uma porta NE .................................................................................................. 28 Inversor a partir de uma Porta NOU .............................................................................................. 28 Portas NOU e OU a partir de E, NE e Inversores .......................................................................... 29 Exercícios ....................................................................................................................................... 31 Capítulo 3: Álgebra de Boole e Simplificação de Circuitos Lógicos ................................................ 35 Postulado da Complementação ...................................................................................................... 35 Postulado da Adição....................................................................................................................... 35 Postulado da multiplicação ............................................................................................................ 35 Propriedades Comutativa ............................................................................................................... 36
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Propriedades Associativa ............................................................................................................... 36 Propriedades Distributiva ............................................................................................................... 36 Teorema de De Morgan ................................................................................................................. 36 Identidades Auxiliares.................................................................................................................... 37 Simplificação de Expressões Booleanas ........................................................................................ 37 Diagramas de Veitch-Karnaugh ..................................................................................................... 38 Diagrama de Veitch Karnaugh para 2 variáveis ........................................................................ 38 Diagrama de Veitch Karnaugh para 3 variáveis ........................................................................ 41 Diagrama de Veitch Karnaugh para 4 variáveis ........................................................................ 45 Diagrama de Veitch Karnaugh para 5 variáveis ........................................................................ 47 Processo de simplificação .......................................................................................................... 47 Exercícios ....................................................................................................................................... 52 Capítulo 4: Circuitos Combinacionais ............................................................................................... 56 Procedimento para a Análise de um Circuito Combinacional ....................................................... 56 Procedimento para o Projeto de um Circuito Combinacional........................................................ 57 Resolução de Projetos Lógicos ...................................................................................................... 59 Exercícios ....................................................................................................................................... 61 Capítulo 5: Códigos ........................................................................................................................... 63 Código BCD 8421 .......................................................................................................................... 63 Código Excesso 3 ........................................................................................................................... 63 BCD7421, BCD5211, BCD2421 ................................................................................................... 64 Código 2 entre 5 ............................................................................................................................. 64 Código Johnson .............................................................................................................................. 64 Código Gray ................................................................................................................................... 65 Código 9876543210 ....................................................................................................................... 65 Capítulo 6: Codificadores e Decodificadores .................................................................................... 66 Codificador Decimal/Binário ......................................................................................................... 66 Decodificador Binário/Decimal ..................................................................................................... 67 BCD 8421 2 entre 5 ................................................................................................................. 70 Johnson BCD 8421 ................................................................................................................ 71 BCD 8421 7 Segmentos .......................................................................................................... 72 Decodificador tipo 138................................................................................................................... 75 Geração de Produtos Canônicos .................................................................................................... 75 Exercícios ....................................................................................................................................... 76 Capítulo 7 Circuitos Aritméticos ....................................................................................................... 77 Meio somador ................................................................................................................................ 77 Somador Competo.......................................................................................................................... 78 Somar Completo a partir de Meio Somadores ............................................................................... 80 Meio Subtrator ............................................................................................................................... 81 Subtrator Completo ........................................................................................................................ 81 Subtrator Completo a partir de Meio Subtratores .......................................................................... 83 Somador/Subtrator Completo ........................................................................................................ 84 Exercícios ....................................................................................................................................... 87 Capítulo 8: Flip-Flop .......................................................................................................................... 88 Lógica combinatória e lógica sequencial ....................................................................................... 88 Lógica sequencial: bloco elementar ............................................................................................... 89 Flip-flop RS básico ........................................................................................................................ 90 Flip-flop RS com Entrada Clock .................................................................................................... 92 Flip-flop JK .................................................................................................................................... 93 Flip-flop JK com Entradas Preset e Clear ...................................................................................... 94 Flip-flop JK Mestre-Escravo .......................................................................................................... 95
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................. 108 Capítulo 10: Contadores............................................................. 108 Registrador de Entrada Paralela e Saída Paralela ........................................................................................................................................... 134 Simplificação de circuito multiplex (exemplo)..................................................................... 129 Contador de 0 a 59 ... 99 Capítulo 9: Registradores ........................................................................................................................................ 130 Capítulo 11: Multiplexadores e Demultiplexadores ....................................................................................................................................... ................................................................................................ 109 Contador de Década ...................................................................................................................................................... 105 Conversor Série-Paralelo ................................................................................. 130 Exercício ............................................................. 109 Contador de Pulsos........................................................................................................................................................ 126 Contador em Anel .............................................................. 109 Contadores assíncronos ..................................................................................................................... 146 Demultiplex com Endereçamento Sequencial ............................................................................................ 111 Contador Seqüencial de 0 a n ................................................................................................................................................................. 119 Contador Gerador de uma Sequência Qualquer ................................................................................................................................................................................................................................................... 132 Circuito em forma de matriz .................................................. 105 Conversor paralelo/série ............................................................................................................................ 97 Flip-flop Tipo D ........................................... 122 Gerador de Código Gray ........................................................................................................................................................................... 113 Contadores Síncronos ........................................................... 141 Utilização de Multiplex na construção de Circuitos Combinacionais ........................ 132 Gerador básico de produtos canônicos............................. 112 Contador Assíncrono Crescente/Decrescente ............................................................................................................................................................. 147 Exercícios ............................................................................................................ 127 Outros contadores ............ Antonio Samuel Neto Flip-flop JK Mestre-Escravo com Entrada Preset e Clear ........................................................................................................................................................................................................................................................................................ 129 Contador de 1 a 12 ................................................................................................................................................ 98 Exercício ............................................................................................................................... 114 Contador Síncrono Gerador de Código Binário de 4 bits ........................................................................................................................................................................conceitos básicos ................................................................. 133 Multiplexador ............................................................................................................................................................................................................................................ 133 Circuito com diodos em forma de matriz.................................. 140 Endereçamento Seqüencial em um Sistema Multiplex ............................................. 112 Contadores Assíncronos Decrescentes...................................... 145 Ampliação da Capacidade de um Circuito Demultiplex ....... 132 Circuito básico para três variáveis ......................... 129 Relógio digital ...................................................................................................... 143 Projeto Do Circuito de em Demultiplex ................................. 148 4 ............................................................ 144 Outras Maneiras de Formar um Bloco Demultiplex ............................................................................................................................................................................................................................. 132 Produtos canônicos ...................................................................... 107 Registrador de Entrada Série e Saída Série ........................................... 97 Flip-flop Tipo T .................... 136 Circuitos combinatórios com multiplex .................................................Eletrônica Digital Profº... 138 Projeto do Circuito de um Multiplex......................................................................... 108 Exercício ........................................................................................................................... 114 Tabelas do flip-flop ............................................................... 142 Demultiplexador.............................. 115 Contador de Década ...........

o que significa 10. Utilizando o mesmo conceito podemos representar qualquer número na base 2 e assim realizar a conversão do número binário para a base 10. 5 . que de maneira geral. Decimal: 4635 5 unidades = 5 x 10º = 5 3 dezenas = 3 x 10¹ = 30 6 centenas = 6 x 10² = 600 4 milhares = 4 x 10³ = 4000 4635 Perceba que cada parcela pode ser escrita em função da base 10. utilizamos o algarismo 1 seguido do algarismo 0. Podemos notar ainda. a regra básica de formação de um número consiste no somatório de cada algarismo correspondente. o expoente 2 identifica que estamos trabalhando com as centenas (10x10=100). pois o expoente 0 identifica que temos 0 dezenas.Quando queremos representar o número 2. Conversão do Sistema Binário para o Sistema Decimal Para representar qualquer número decimal. A seguir apresentamos uma tabela com a sequência de numeração do sistema binário. Neste caso. o algarismo 1 significa que temos um grupo de uma dezena e o algarismo 0 nenhuma unidade. cada dígito binário recebe a denominação de bit. Porém quando dizemos 6 centenas e representamos por 6x102. utilizamos uma notação que identifica a quantidade de unidades. Decimal 0 1 2 3 4 5 Binário 0 1 10 11 100 101 Na prática. o número dez) elevado por um índice conforme posicionamento do algarismo no número. No sistema decimal. o conjunto de 4 bits é denominado nibble e o de 8 bits de byte. Para entendermos melhor esse conceito veja a representação abaixo.Eletrônica Digital Profº. Quando falamos em 5 unidades na verdade estamos nos referindo a 5x100. posteriormente a quantidade de centenas e assim sucessivamente. Antonio Samuel Neto Capítulo 1: Sistema de Numeração Sistema Binário No sistema binário. nós ao possuímos o algarismo dez e representamos a quantidade de uma dezena utilizando o algarismo 1 seguido do algarismo 0. em seguida a quantidade de dezenas. existem apenas 2 algarismos: • • O algarismo 0 (zero) e O algarismo 1 (um). multiplicado pela base (no exemplo. No sistema binário é a mesma coisa.

(V) temos: (3 x 2 + 0)x 23 + 0 x 22 +1 x 21 +1 = 3 x 24 + 0 x 23 + 0 x 22 + 1 x 21 + 1=51 eq. (III) 2º resto 12 2 6 x 2 + 0 = 12 eq. (V) 3º resto 6 2 (0) 3 3x2+0=6 eq.(II) na eq. (II) 2º resto Substituindo a eq. Exercício: Converta o número 11001100012 para a base 10: 29 1 28 1 27 0 26 0 25 1 24 1 23 0 22 0 21 0 20 1 ∴1x29 + 1x28 +0x27 +0x26 +1x25 +1x24 +0x23 +0x22 +0x21 +1x20 = 81710 Conversão do Sistema Decimal para o Sistema Binário Para demonstrar o processo.(III) temos: (6 x 2 + 0) x 22 + 1 x 2 + 1 = 6 x 23 + 0 x 22 + 1 x 2 + 1 = 51 eq. (VI) 4º resto Substituindo a eq. 51 2 11 25 (1) Mas.Eletrônica Digital Profº. para melhor identificação do número. colocaremos como índice a base do sistema ao qual o número pertence 110102 (base 2)=2610 (base 10). (IV) (0) 6 3º resto Substituindo a eq. (VIII) (1) 1 5º resto 6 . (I) 1º resto 12 x 2 + 1 = 25 eq. vamos utilizar um número decimal qualquer.(VI) na eq. Antonio Samuel Neto Binário: 11010 0 x 2º = 0 1 x 2¹ = 2 0 x 2² = 0 1 x 2³ = 8 1 x 24 = 16 26 ou seja.(I) temos: (12 x 2 + 1) x 2 + 1= 51 12 x 22 + 1 x 2 + 1 = 51 eq.(IV) na eq. 110102 =2610 Daqui por diante. 25 2 05 12 (1) 25 x 2 + 1 = 51 eq.(VII) 4º resto 3 2 1 x 2 + 1 = 3 eq.

vamos utilizar uma regra prática..125 = 5.. até atingir zero.1012 ou 0.62510 101. (n-1)º resto. Este número significa: 8 + 0.(VIII) na eq. Vamos primeiro lembrar como podemos escrever um número em notação científica: Por exemplo.5 na base 10: 10. 101.. Para isso basta utilizar a multiplicação sucessiva das partes fracionárias resultantes pela base.Eletrônica Digital Profº.1012 = 5.(VII) temos: (1 x 2 +1)x 24 +0 x 23 +0 x 22 +1 x 21 +1 =1 x 25 +1 x 24 +0 x 23 +0 x 22 +1 x 21 +1 =51 5º resto Isto significa que ao ordenarmos em ordem decrescente os restos. n-ésimo resto.375 em binário. temos também os números fracionários. vamos transformar 8. O primeiro passo é transformar a parte inteira do número. Como exemplo.510 = 1 x 101 + 0 x 100 + 5 x 10-1 Para números binários agimos da mesma forma. 1º resto. Antonio Samuel Neto Substituindo a eq.375. por exemplo: 101. O número fracionário convertido será composto pelos algarismos inteiros resultantes tomados na ordem das multiplicações: 7 .37510. Podemos escrever qualquer número em uma dada base desejada pelo método acima.1012 = 1 x 22 + 0 x 21 + 1 x 20 + 1 x 2-1 + 0 x 2-2 + 1 x 2-3 = 4 + 0 + 1 + 0.62510 Podemos também converter números decimais fracionários em binários. ou seja.. 10.5 + 0 + 0. como já explicado anteriormente: ∴810 = 10002 O passo seguinte é transformar a parte fracionária. Para exemplificar vamos transformar em decimal o número 101. para essas situações iremos tratar da mesma forma.1012. teremos a representação do nosso número na base binária. Portanto: 1100112 = 5110 Podemos então simplesmente fazer: 51 2 1 25 2 1 12 2 0 6 2 0 3 2 1 1 1100112 = 5110 Além nos números inteiros. para isso.

6 x 2 = 1.2.0112 Para completarmos a conversão. Podemos montar a seqüência de numeração do sistema para representar outras quantidades.750 x2 segundo algarismo ← 1.37510 = 0. Assim sendo.110011001100..4 x 2 = 0. Antonio Samuel Neto 0.25 0 x 2-1 = 0 0.2 x 2 = 0. 8 .2 0.6 0.3.1.37510 = 0. Dízima periódica Sistema Octal O sistema octal de numeração é um sistema de base 8 no qual existem 8 algarismos enumerados: 0.0112 1 x 2-3 = 0..125 1 x 2-2 = 0. podemos escrever: 0. pois a parte do número depois da vírgula é nula.0112 Exemplo 4.8 x 2 = 1.810 = 0. separamos esta última e reiniciamos o processo.500 Quando atingirmos o número 1.37510 = 1000. e a parte do número após a vírgula não for nula.7 O conceito é o mesmo ao utilizado para o sistema decimal e binário.4.Eletrônica Digital Profº. efetuamos a composição da parte inteira com a fracionaria: 8.500 x2 terceiro algarismo ← 1.810 • X2 Parte inteira: 4 2 0 2 2 0 1 410 = 1002 • Parte fracionária: 0.000 O processo para aqui.375 → parte fracionária x2 → base do sistema primeiro algarismo ← 0. 0.6.0112 = 0.37510 = X2 0.4 0.8 0.5.37510 0.

72810 = X8 728 8 08 91 8 (0)11 11 8 (3) (3) 1 72810 = 13308 Conversão do Sistema Octal para o Sistema Binário Existem basicamente duas maneiras para realizar a conversão: 1. Antonio Samuel Neto DECIMAL 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 OCTAL 0 1 2 3 4 5 6 7 10 11 12 13 14 15 16 17 20 Conversão do Sistema Octal para o Sistema Decimal Utilizamos o conceito básico de formação de um número. Octal Decimal 2. Regra prática Binário A regra prática consiste em verificar a relação entre os sistemas de base 2 e base 8. 578 = 7 x 80 + 5 x 81 = 4710 1008 = 0 x 80 + 0 x 81 + 1 x 82 = 6410 778 = 7 x 80 + 7 x 81 = 6310 Conversão do Sistema Decimal para o Sistema Octal O processo é análogo à conversão do sistema decimal para o binário.Eletrônica Digital Profº. separar o número de 3 em 3 e realizar a conversão diretamente. A seguir apresentamos uma tabela de correspondência e em seguida um exemplo para ilustrar o raciocínio: 9 . somente que neste caso. utilizaremos a divisão por 8.

Antonio Samuel Neto 2 000 001 010 011 100 101 110 111 8 0 1 2 3 4 5 6 7 3768 = 011 111 110 2 3 7 6 Conversão do Sistema Binário para o Sistema Octal Analogamente existe duas maneiras para realizar a conversão: 1.D.8. Regra prática A regra prática se baseia em aplicar o processo inverso ao utilizado na conversão de octal para binário.F Notamos que a letra A representa o algarismo A.Eletrônica Digital Profº.6.5. A letra B representa o algarismo B que representa a quantidade onze. Binário → Decimal → Octal 2.C.9.E.Como exemplo.4. e assim por diante até a letra F que representa a quantidade quinze. que por sua vez representa a quantiDade dez. DECIMAL HEXADECIMAL 0 0 1 1 2 2 3 3 4 4 5 5 6 6 7 7 8 8 9 9 10 A 11 B 12 C 13 D 14 E 15 F 16 10 10 . amos utilizar o número 1100102 110010 2 = 110 { 010 { ⇒ 110010 2 = 628 6 2 Sistema Hexadecimal O sistema hexadecimal possui 16 algarismos.B.2.3.7.A.1. sendo sua base igual a 16: 0.

somente que neste caso. lembrando que. 11 .Eletrônica Digital Profº. 0+0=0 0+1=1 1+0=1 1 + 1 = 10 1 + 1 + 1 = 11 Temos que observar que estamos trabalhando na base 2. desta forma. somente que neste caso. necessita-se de 4 bits para representar cada algarismo hexadecimal. 100010 16 (8) 62 16 (14) 3 100010 = 3E816 pois 1410 = E16 Conversão do Sistema Hexadecimal para o Sistema Binário e vice-versa É análoga à conversão do sistema octal para o sistema binário. 1 + 1 = 0 e transporta 1 “ vai um “ 11111 0110110 +1111011 10110001 Subtração O método de resolução é análogo a uma subtração no sistema decimal. 2B316 =3 x 160 + 11 x 161 + 2 x 162 = 69110 Conversão do Sistema Decimal para o Sistema Hexadecimal Da mesma forma que nos casos anteriores. a base é 16. esta conversão se faz através de divisões sucessivas pela base do sistema a ser convertido. na base 2. no sistema binário temos apenas 2 algarismos. devemos agir como numa adição convencional no sistema decimal. Antonio Samuel Neto Conversão do Sistema Hexadecimal para o Sistema Decimal A regra de conversão é análoga à de outros sistemas. Regra prática (separando de 4 em 4) 2B316 = 001010110011 2 2 B 3 Operações Aritméticas no Sistema Binário Adição Para efetuarmos a adição no sistema binário.

Quanto é a contagem máxima com um número binário de 4 bits? Quantos números diferentes são representados? 2. Quanto é a contagem máxima com um número binário de 16 bits? Quantos números diferentes são representados? 4. subtraído do minuendo. pois abrange operações de multiplicação e subtração. obviamente. Quantos dígitos diferentes são utilizados no sistema numéricos hexadecimal? 12 .Eletrônica Digital Profº. 110100 10 10__ 11010 010 0010 000 Exercícios 1. Antonio Samuel Neto 0–0=0 1–0=1 1–1=0 0 – 1 = 1 e empresta 1 Observamos que para o caso 0 – 1 o resultado será igual a 1. 111 -100 011 1000 . porém haverá um transporte para a coluna seguinte que deve ser acumulado no subtraendo e.0111 0001 Multiplicação Procede-se como uma multiplicação no sistema decimal. 0x0=0 0x1=0 1x0=0 1x1=1 11010 x 10 00000 11010_ 110100 Divisão A divisão de números binários é a mais complexa das operações aritméticas binárias. Quantos dígitos diferentes são utilizados no sistema numéricos octal? 5. Quanto é a contagem máxima com um número binário de 8 bits? Quantos números diferentes são representados? 3.

Representar em binário esse valor. 8. 003(4). 28(10). b) 20(10) = 110(c).1102 1102 x 1012 101012 +110012 10112 .76 V.1001002 x 110102 10112 100102 1010102 +1101012 11012 .Eletrônica Digital Profº.11102 10012 1112 x 100102 10012 +11012 11012 . d) 36(8). convertendo o número fornecido em cada um dos outros sistemas numéricos Octal 36 Hexadecimal A9 10010 99 Octal 54 Hexadecimal 3C 1011100 100 Binário Decimal Binário Decimal 9. 3(16).10100102 110012 100102 13 . f) 255. 2) Determinar as bases b e c em: 7. Escrever os seguintes números em forma polinomial: a) 23(10). Realize as operações descritas a seguir 10012 +11012 10012 . e) E5.10100102 x 1012 100102 101012 10012 +100112 100101002 . Preencha o quadro. b) 4 087(10). a) 5A(16) = 132(b). 6(7). O resultado da leitura do valor de uma tensão elétrica é de 25. Antonio Samuel Neto 6. g) 1 023.1102 x 1011102 10102 x x 12 10012 +11012 101012 -11102 11102 1102 1012 11112 +10112 111012 . c) 39.1010102 11100102 11002 x 100012 11012 +101012 100101002 .

11. 12. Apresente o resultado das operações a seguir em binário: 13. Por que os computadores utilizam o sistema binário de forma extensiva? 15. Refaça a adição preenchendo os fragmentos da operação que não puderam ser recuperados pela expedição terrestre. Antonio Samuel Neto 10. Como sabe do exercício anterior. gravada numa rocha. tal como nós usamos na Terra. a primeira expedição a Marte provou a existência de antigas civilizações inteligentes no planeta vermelho. conseguiu-se provar que os marcianos conheciam as operações aritméticas de adição e de subtração. Uma das descobertas mais importantes consistiu em perceber que os marcianos usavam um sistema de numeração com 13 símbolos. bem como as respectivas soluções. ©. £ e ¥. a equação 5 x2 − 50 x + 125 = 0 . e ainda os símbolos. Descreva a utilização dos sistemas numéricos binário e hexadecimal em uma aplicaçõ envolvendo conceitos de eletrônica digital 14 . como nós. Quantos dedos acha que os marcianos tinham nas mãos? Justifique. A primeira expedição a Marte provou a existência de civilizações inteligentes no planeta vermelho porque descobriu. Tendo a expedição terrestre encontrado o seguinte fragmento de uma operação de adição gravada numa rocha. £ e ¥. incluindo os símbolos 0 a 9. O valor x1 = 5 pareceu razoável aos elementos da expedição. ¥ £ 9 3 5 + 9 ¥ 4 © © 9 6 4 3 2 decidiu enviar esse fragmento para a Terra para ser decifrado (os espaços em branco correspondem a símbolos que não se conseguiram ler). x1 = 5 e x2 = 8.Eletrônica Digital Profº. Por outro lado. mas a outra solução indicava claramente que os marcianos não utilizavam. Por que o número 15874 não pode ser octal? 14. o sistema decimal de contagem (talvez porque não possuíssem 10 dedos nas mãos). e diga quais os valores que descobriu para os símbolos ©.

como. um ponto qualquer do circuito digital pode assumir apenas um de dois estados: • • • • • • Ligado ou desligado. por exemplo. assume os estados energizado ou desenergizado. Suponhamos. Veja os circuitos a seguir. presença de tensão. dentro de um circuito. que se representarmos 0 uma situação. os componentes operam normalmente de forma contínua ou linear. Assim. funções lógicas e operações lógicas. Note então. um transistor ligado como chave no circuito pode assumir os estados saturado ou em corte. Alto ou baixo. Os sistemas digitais processam apenas os números binários 1 (um) e 0 (zero). Eles são: estados ou níveis lógicos. vamos começar a estudar os circuitos digitais. Os circuitos digitais. em um momento está cortado e no outro. Nesse caso. Seu valor é o resultado de uma operação lógica em que se relacionam entre si duas ou mais variáveis binárias. O estado 1 sempre irá representar a presença de alguma coisa ou de alguma situação: aparelho ligado. também chamados de chaveadores. empregam componentes que operam nos estados de corte ou saturação. a lâmpada pode assumir os dois estados: ligado ou desligado. Função Lógica A função lógica (f) é uma variável dependente e binária. Antes. Antonio Samuel Neto Capítulo 2: Funções e Portas Lógicas Os circuitos eletrônicos são divididos em dois grupos: circuitos analógicos e circuitos digitais. Excitado ou desexcitado. chave fechada. conectado a um circuito. Um relê. por exemplo os amplificadores e as fontes reguladas. Estados ou níveis lógicos Em sistemas digitais. etc. ausência de tensão. 15 . saturado. etc. Nos circuitos analógicos. representamos por 1 a situação contrária. um circuito em que uma lâmpada é acionada por um interruptor. A partir deste momento. O estado 0 representará sempre a ausência de alguma coisa ou de alguma situação: aparelho desligado. Saturado ou cortado. É o caso de um transistor que. Fechado ou aberto. pois a eletrônica digital apoia-se no princípio da lógica que considera uma proposição verdadeira ou falsa. porém. As funções lógicas operam com variáveis independentes (elementos de entrada em um circuito) e com variáveis dependentes (elementos de saída). chave aberta.Eletrônica Digital Profº. serão apresentados conceitos básicos que você deverá aprender a fim de compreender melhor o funcionamento desse tipo de circuito. Isso significa que se associarmos o valor binário 1 a um estado ou nível lógico. Com pulso ou sem pulso. trabalha-se com dois estados ou níveis lógicos. Do mesmo modo. associaremos o valor binário 0 ao outro estado.

A porta OU que realiza a operação soma lógica. Os sistemas digitais. As portas lógicas básicas são três: • • • A porta E que realiza a operação produto ou multiplicação lógica. Essas operações. mesmo os mais complexos como os computadores. Porta lógica é qualquer arranjo físico capaz de efetuar uma operação lógica.. as variáveis lógicas independentes (de entrada) são representadas por letras maiúsculas A. Soma lógica. B. as variáveis dependentes (de saída). são constituídos a partir de portas lógicas básicas. ou negação ou complementação. Antonio Samuel Neto Convenção: A e B = Variáveis independentes (de entrada) Y ou S = Variável dependente (de saída) Normalmente. são efetuadas por blocos denominados portas lógicas. As operações lógicas são: • • • Produto ou multiplicação lógica. As funções lógicas têm apenas dois estados: o estado 0 e o estado 1. A porta NÃO ou inversora que realiza a operação inversão. Portas lógicas básicas Portas são unidades básicas de sistemas lógicos eletrônicos.Eletrônica Digital Profº.. por S ou Y. C. As portas lógicas operam com números binários. 16 . nos circuitos ou sistemas lógicos. ou seja. Operações Lógicas A relação entre duas ou mais variáveis que representam estados é estabelecida através de operações lógicas. N. Inversão. com os dois estados lógicos 1 e 0.

Muitas vezes. iremos encontrar o modo como a função se comporta. e assume o valor 0 quando uma ou todas as variáveis de entrada forem iguais a 0. Observe as duas variáveis de entrada A e B e a saída Y. Antonio Samuel Neto Função E ou AND A função E é aquela que assume o valor 1 quando todas as variáveis de entrada forem iguais a 1. a operação será expressa assim: 17 . A figura a seguir mostra o circuito elétrico equivalente à porta E. B. A seguir apresentamos a tabela da verdade para a função E. um circuito lógico tem três variáveis. Neste caso.: Analisando as situações. Tabela da Verdade Entrada A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 Saída Y Os símbolos ou blocos lógicos para a porta E são mostrados a seguir. Sua representação algébrica para 2 variáveis é S = A . concluímos que só teremos a lâmpada acesa quando as chaves A e B estiverem fechadas. Ela representa um mapa onde colocamos todas as possíveis situações com seus respectivos resultados.Eletrônica Digital Profº. ou seja. Ela executa a multiplicação de 2 ou mais variáveis booleanas. Para podermos analisar todas as possibilidades de uma determinada situação utilizamos a Tabela da Verdade. onde se lê A e B. B e C) e uma saída (Y). uma porta E de três entradas (A. Na tabela.

O número de situações possíveis é igual a 2N. B . B .Eletrônica Digital Profº. Antonio Samuel Neto A . 18 . Observação: O símbolo (+) nesta expressão significa OU. Sua representação algébrica para 2 variáveis de entrada é S = A + B. A figura a seguir mostra o circuito elétrico equivalente à porta OU. onde se lê S = A ou B. Tabela da Verdade Entrada A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 Saída Y 0 0 0 0 0 0 0 1 Notamos que a tabela da verdade mostra as 8 possíveis combinações das variáveis de entrada e seus respectivos resultados de saída. todas as variáveis de entrada forem iguais a 0. C. As combinações possíveis da operação E com três variáveis e a tabela-verdade correspondente são apresentadas a seguir. C = Y ou Y = A . e somente se. Função OU ou OR A função OU é aquela que assume valor 1 quando uma ou mais variáveis da entrada forem iguais a 1 e assume valor 0 se. Os símbolos da porta E com três variáveis de entrada são mostrados a seguir. onde N é o número de variáveis de entrada.

a lâmpada não acenderá. A seguir veja as combinações possíveis das chaves e também a tabela-verdade da função OU. B e C para as entradas e Y para a saída. Os símbolos lógicos da porta OU com duas entradas (A e B) e a saída (Y) estão esquematizados na ilustração a seguir. Quando A e B estiverem abertas.Eletrônica Digital Profº. Ela também acenderá quando A e B estiverem fechadas. Antonio Samuel Neto A lâmpada (Y) acenderá quando ou a chave A ou a chave B estiver fechada. Uma porta OU de três entradas apresenta as variáveis A. 19 . Neste caso. Observe agora a tabela das combinações possíveis da porta OU de três variáveis e sua respectiva tabela-verdade. nas tabelas. Observe. a operação será expressa da seguinte forma: A+B+C=Y Os símbolos da porta OU com três variáveis de entrada são mostrados a seguir. como a saída do circuito OU é ativada quando pelo menos uma ou todas as chaves estiverem fechadas.

20 . Para o A pode-se dizer também A barrado ou A negado.Eletrônica Digital Profº. ela se tornará 0 na saída. Veja a seguir o circuito elétrico equivalente a uma porta NÃO e seus símbolos lógicos. Antonio Samuel Neto Porta Não ou Not A função NÃO. ou ainda. ela se tornará 1 na saída. É expressa da seguinte maneira: Y = A . função inversora é a que inverte o estado da variável de entrada. as combinações possíveis da chave e a respectiva tabela-verdade. Essa expressão é lida da seguinte forma: saída Y é igual a não A pois o traço sobre o A significa não. Quando a chave A estiver fechada (1). A lâmpada Y acenderá (1) quando a chave A estiver aberta (0). a lâmpada não acenderá. ou função complemento. Veja a seguir. A operação lógica inversão é realizada pela porta lógica NÃO ("NOT" em inglês). Se a variável de entrada for 0. Ela consiste em converter uma dada proposição em uma proposição a ela oposta. Se a variável de entrada for 1.

Eletrônica Digital Profº. Bloco OU EXCLUSIVO A função que ele executa consiste em fornecer 1 à saída quando as variáveis de entrada forem diferentes entre si. como também pelo símbolo abaixo. somente essa variável é negada. O circuito pode ser representado tanto pelo circuito acima. Por exemplo. Blocos Lógicos OU EXCLUSIVO E COINCIDÊNCIA Embora estes circuitos sejam blocos lógicos básicos. não não A). o resultado será a própria variável. onde se lê a OU Exclusivo B. Em uma expressão. quando o traço estiver sobre uma variável. como veremos. obter pelo mesmo processo visto até aqui. podemos considerá-los também como circuitos combinacionais. A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S 0 1 1 0 Da tabela obtemos sua expressão característica: S = AB + AB Da expressão esquematizamos o circuito representativo da função OU EXCLUSIVO. sua expressão característica e. ou seja: Y = A = A . Antonio Samuel Neto Quando houver negação de uma variável já negada. Com esta pequena apresentação podemos montar sua tabela da verdade e. esquematizar o circuito. posteriormente. que se lê: A barrado barrado. A B ƒ=A+B 21 . de onde esquematizamos o circuito. Y = A + B . ou seja. pois. A notação algébrica que representa a função OU EXCLUSIVO é S = A ⊕ B . ( A A . na expressão A B = Y . Quando o traço estiver sobre toda a expressão. ou ainda. sua obtenção provém de uma tabela da verdade (situação). somente a variável A é negada. o resultado da expressão é que será negado. que gera uma expressão característica.

fato este devido à sua definição básica. Função NOU ou NOR A 0 0 1 1 Porta NOR A B ƒ = (A + B) B ƒ 0 1 1 0 0 0 1 0 tabela da verdade 22 .Eletrônica Digital Profº. uma vez que sua análise é direta e intuitiva. o circuito OU EXCLUSIVO só pode ter 2 variáveis de entrada. ao contrário de outros blocos lógicos básicos. O símbolo do circuito coincidência é mostrado na figura a seguir: Se compararmos as tabelas da verdade dos blocos OU EXCLUSIVO e COINCIDÊNCIA. vamos esquematizar o circuito: A notação algébrica que representa a função coincidência é S = A ⊗ B . A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S 1 0 0 1 A tabela gera a expressão S = AB + AB A partir dessa expressão. iremos concluir que estes são complementares: A⊕ B = A⊗ B Além das funções básicas. Antonio Samuel Neto Uma importante observação é que. Bloco COINCIDÊNCIA A função que ele executa é a d fornecer 1 à saída quando houver uma coincidência nos valores das variáveis de entrada. A seguir apresentamos algumas dessas funções de forma simplificada. podemos combinar as mesmas para obter outras funções.

A seguir apresentamos mais um exemplo: A B C D Circuitos Obtidos de Expressões Bolleanas O método para a resolução consiste em identificar as portas lógicas na expressão e desenhá-las com as respectivas ligações a partir das variáveis de entrada.C. Antonio Samuel Neto Função NE ou NAND A 0 0 1 1 Porta NAND A B B ƒ 0 1 1 1 0 1 1 0 tabela da verdade ƒ = (A . A S1 B C S Na saída S1.(B + D) Iniciamos primeiramente pelas expressões dentro dos parênteses.B. sua expressão de saída será S1 = A.B + C. Para exemplificar. Como S1 é injetada em uma das entradas da porta OU pertencente a segunda parte do circuito e na outra entrada está a variável C. pois sendo este bloco uma porta E. é formado pela interligação das portas lógicas básicas. temos o produto A. por mais complexo que seja. B) Expressões Booleanas Obtidas de Circuitos Lógicos Todo circuito lógico executa uma expressão booleana e. 23 .B. logo o circuito que o executa é uma porta OU. Para o segundo existe outra soma booleana que também é executada por uma outra função OU. Para o primeiro parêntese. vamos obter o circuito que executa a expressão S = (A + B).Eletrônica Digital Profº. temos a soma booleana A + B. a expressão será: S = S1 + C ⇒ S = A.

sendo executada esta multiplicação por uma porta E. Montamos colunas para os vários membros da expressão 3. Antonio Samuel Neto A seguir ocorre uma multiplicação booleana dos dois parênteses juntamente com a variável C. Montamos uma coluna para o resultado final 5. o circuito final será: A B C S D Tabelas Verdade Obtidas de Expressões Booleanas 1. Preenchemos essas colunas com seus resultados 4. veja o exemplo a seguir A B C D A 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 B 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 C 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 D 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 AB 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 C 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 CD 1 1 1 0 1 1 1 0 1 1 1 0 1 1 1 0 S 1 1 1 0 1 1 1 0 1 1 1 0 1 1 1 1 24 .Eletrônica Digital Profº. Preenchemos essa coluna com os resultados finais. Montamos o quadro de possibilidades 2. Para esclarecer este processo. Desta forma.

b. que consistem em regras para representar as condições de entrada que: a) produzirão saída 1 (e portanto as demais condições produzirão saída 0) ou alternativamente. Para tanto considere a tabela a seguir: A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S 1 0 1 1 Observando a tabela. basta montar os ermos relativos aos casos em que a expressão é verdadeira e somá-los: • • • Caso 00: S = 1 quando A = 0 e B = 0 ( A = 1 e B = 1) ⇒ A B Caso 10: S = 1 quando A = 1 e B = 0 (A = 1 e B = 1) ⇒ A B Caso 11: S = 1 quando A = 1 e B = 1 ( A = 1 e B = 1) ⇒ AB ∴ S = AB + AB + AB Soma dos Minitermos É produzida construindo: • um termo (uma sub-expressão) para cada linha da tabela verdade (que representa uma combinação de valores de entrada) em que a saída é 1. duas as formas canônicas: a) Forma normal disjuntiva: quando ela está formada pela soma de MINITERMOS.d) = a + b + c + d Essas formas são alternativas.representa as condições que produzem saída 1.Eletrônica Digital Profº. O processo de elaboração da expressão usa as chamadas formas canônicas. a expressão poderá ser encontrada aplicando-se alternativamente UMA ou OUTRA das formas.d) = a b c d Maxitermos: f (a. Um minitermo é um produto de todas as variáveis da função (barradas ou não) . notamos que a expressão é verdadeira (S = 1) nos casos em que A = 0 e B = 0 ou A = 1 e B = 0 ou A = 1 e B = 1.c. e em seguida construir o circuito. Para obter a expressão. 25 .b. b) produzirão saída 0 (e portanto as demais condições produzirão saída 1). é possível chegar à expressão que representa o comportamento de um circuito. isto é. Um maxitermo é representado pela soma de todas as variáveis (barradas ou não) da função .c. Antonio Samuel Neto tabela da verdade Expressões Booleanas Obtidas de Tabelas Verdade A partir da tabela verdade. b) Forma normal conjuntiva: quando está representada por produtos de MAXITERMOS.representa as condições que produzirão saída 0 Exemplos: Minitermos: f (a. portanto. São. usando as portas lógicas já estudadas.

ligando os termos-produto (também chamados minitermos) pela porta OR. complemente-a (função NOT). quando a variável for 0. Exemplo: PRODUTO DOS MAXITERMOS É produzida construindo: • • • • • um termo (uma sub-expressão) para cada linha da tabela verdade (que representa uma combinação de valores de entrada) em que a saída é 0. a função booleana será obtida unindo-se os termos SOMA (ou maxitermos) por uma porta AND (ou seja. cada um desses termos é formado pela SOMA (FUNÇÃO OR) das variáveis de entrada. "forçando-se" a saída 1 caso qualquer minitermo resulte no valor 1). e a saída será também 1. sendo que: quando a variável for 0. mantenha.Eletrônica Digital Profº. ligando os termos-soma (também chamados maxitermos) pela porta AND. quando a variável for 1. Ou seja. caso QUALQUER UM dos minitermos seja 1 (portanto. Dessa forma. Antonio Samuel Neto • • • • cada um desses termos é formado pelo PRODUTO (FUNÇÃO AND) das variáveis de entrada. mantenha. caso QUALQUER UM dos minitermos seja 0 (portanto. a saída pela porta AND será também 0. sendo que: quando a variável for 1. complemente-a (função NOT). basta que se verifique qualquer uma das alternativas de valores de entrada expressos em um dos minitermos. Ou seja. produz-se a saída 0. Caso nenhuma dessas alternativas se verifique. "forçando-se" a saída 0 caso qualquer minitermo resulte no valor 0). Dessa forma. forçada pelo OR. a saída pela porta OR será também 1. caso qualquer uma das condições de valores de entrada que produz saída 1se verifique). basta que se verifique qualquer uma das alternativas de valores de entrada 0 expressos em um dos 26 . a função booleana será obtida unindo-se os termos PRODUTO (ou minitermos) por uma porta OR (ou seja. caso qualquer uma das condições de valores de entrada que produz saída 0 se verifique).

devemos escolher a representação que resultar em menor número de termos. Exemplo: O mesmo comportamento (a mesma tabela verdade) pode ser igualmente representada por qualquer das formas canônicas. é possível que não seja uma expressão simples que possa ser construída com poucas portas lógicas. de forma a possibilitar construir um circuito mais simples e portanto mais barato. Portanto. produz-se a saída 1. Antes de projetar o circuito. é útil SIMPLIFICAR a expressão. pode-se encontrar a expressão que represente qualquer tabela verdade. o fluxo de nosso procedimento será: DESCRIÇÃO VERBAL ---> TABELA VERDADE ---> FORMA CANÔNICA ---> --->FUNÇÃO SIMPLIFICADA ---> CIRCUITO 27 . forçada pelo AND.Eletrônica Digital Profº. Caso nenhuma dessas alternativas se verifique. produzindo uma expressão mais simples. Antonio Samuel Neto maxitermos. Por esse método. Após se encontrar uma expressão que represente o comportamento esperado. e a saída será também 0. Exemplo: Se ambas as formas canônicas produzem expressões equivalentes.

e no caso A = 1 e B = 1. verificamos que interligando A e B. a saída assume valor 0. estaremos fornecendo o mesmo nível às 2 entradas.Eletrônica Digital Profº. A B S = A. formando um inversor. Antonio Samuel Neto Equivalência entre Blocos Lógicos Inversor a partir de uma porta NE A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 ƒ 1 1 1 0 Analisando a tabela acima. transformando a porta NOU em um inversor: A B S=A+B A 0 0 1 1 Se B = A S=A+A=A 28 B 0 1 0 1 S 1 0 0 0 . a saída assume valor 1. podemos notar que no caso A = 0 e B= 0. Sendo este nível igual a 0 a saída é igual a 1. cairemos num caso idêntico ao do item anterior. a saída é 0.B A 0 0 1 1 Se B = A A S = A.A = A S A 0 1 A 0 1 S 1 0 B 0 1 0 1 S 1 1 1 0 Inversor a partir de uma Porta NOU A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S 1 0 0 0 Da tabela acima. Interligando os terminais de entrada da porta. e sendo este nível igual a 1. estando assim.

NE e Inversores • Porta NOR A A B Ou A B Prova: A 0 0 1 1 S=A. Antonio Samuel Neto A S A 0 1 S 1 0 Portas NOU e OU a partir de E.Eletrônica Digital Profº.B 0 1 1 1 S=A+B=A.B B B 29 .B=A+B B A+B S=A+B B 0 1 0 1 A 1 1 0 0 B 1 0 1 0 A B A.B 1 0 0 0 S A+B 0 1 1 1 A+B 1 0 0 0 • Porta OR A S B S=A+B Prova: A 0 0 1 1 • Porta NAND A A S=A.B=A+B B 0 1 0 1 A+B 0 1 1 1 A.B 1 0 0 0 A.

B B 0 1 0 1 A+B 1 1 1 0 A+B 0 0 0 1 A. Antonio Samuel Neto Prova: A 0 0 1 1 • Porta AND B 0 1 0 1 A+B 1 1 1 0 A.Eletrônica Digital Profº.B A+B=A.B 1 1 1 0 A B Prova: A 0 0 1 1 Resumo S=A+B=A.B 30 .B 0 0 0 1 • A B A B A B A B S S A B A B A B A B S S S S S S A.B =A+B A.B 0 0 0 1 A.B =A+B A+B=A.

Como se inibe uma porta NAND? 4. Como se inibe uma porta AND? 3. Na figura a seguir. utilize as formas de onda A. B e C para determinar as formas de onda de cada expressão mostrada A B C A B A•B A•B A+ B A+B A• A B+B A• B •C A+ B+C A•B•C A+ B+C 5. Antonio Samuel Neto Exercícios 1. Determine a expressão característica para os circuitos abaixo: 31 . Como se inibe uma porta OR? 2.Eletrônica Digital Profº.

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6. Monte a tabela da verdade e desenhe o circuito que executa as expressões a seguir

S = A BC + A C + D + BC D + B D
S = C AB + B A + C

[

(
(

))

]

[

)]

S = B+C + D

[(

) (A + B + C )+ C ]+ ABC + B( A + C )

S = (B ⊕ D ) A + B (C + D ) + A BC

[

]

7. Prove

8. Desenhe o circuito que execute a tabela da verdade a seguir:
A 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 B 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 C 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 D 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 S 0 1 1 1 1 0 0 1 1 0 1 0 0
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9. Mostre que o circuito abaixo representa um OU exclusivo

10. Mostre que o circuito abaixo é um circuito coincidência

11. Esquematize o circuito coincidência, utilizando apenas porta NOU 12. Esquematize o circuito coincidência, utilizando somente 4 portas NOU 13. Esquematize um circuito OU-EXCLUSIVO utilizando apenas quatro portas NAND.

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o que facilita sua montagem e diminui o custo do sistema pela economia dos blocos lógicos necessários a sua construção. 2. construir circuitos lógicos diretamente das expressões booleanas da tabela verdade é um processo complexo. Se A = 1 → A = 0 Como conseqüência desse postulado. Esses circuitos podem ser simplificados. 3. 4. propriedades e identidade da álgebra booleana.1 =A A. Isso nos permitirá realizar a simplificação das expressões booleanas o que facilitará muito a execução dos circuitos combinatórios.1=1 A.0=0 0. teoremas. 0. Se A = 0 → A = 1 2. 2.0=0 1. são extraídas da tabela-verdade. e suas respectivas identidades.1=0 1. Vamos estudar os postulados. Denominamos expressão booleana à sentença matemática composta de termos cujas variáveis são booleanas.0 = 0 A. 3. podendo assumir como resultado final 0 ou 1 A seguir apresentaremos os postulados da complementação. da adição e da multiplicação da Álgebra de Boole. temos a seguinte identidade: A= A Postulado da Adição 1. podendo assumir apenas dois valores distintos: 0 ou 1. 3. 1 + 0 = 1 4. aqueles cuja saída depende das combinações das variáveis de entrada. As variáveis booleanas são representadas através de letras. 1. 2.A=A A. ou seja. 4. 0 + 0 = 0 2. por sua vez. Postulado da Complementação 1.A= 0 Através desse postulado podemos estabelecer as seguintes identidades: . 0 + 1 = 1 3. 1 + 1 = 1 Através desse postulado podemos estabelecer as seguintes identidades: 1. da mesma forma. A+0=A A+1=1 A+A=A A+A=1 Postulado da multiplicação 1.Capítulo 3: Álgebra de Boole e Simplificação de Circuitos Lógicos Você já sabe que os circuitos lógicos correspondem a equações booleanas que. 4. Contudo.

vamos demonstrar e comparar as leis postuladas por De Morgan.C. Ou seja: A.B = A + B Veja.(B+C)=A.C = A.C) = (A.C Prova: A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 A.N ( ) 36 . Primeiramente.B+A.A Propriedades Associativa Esta propriedade é válida tanto na adição..B.B).(B. Teorema 1 O complemento do produto é igual à soma dos complementos.C Propriedades Distributiva A. bem como na multiplicação: Adição: A + (B + C) = (A + B) + C = A + B + C Multiplicação: A.N = A + B + C + .. bem como na multiplicação: Adição: A + B = B + A Multiplicação: A.B. com o auxílio da tabela-verdade. Em seguida..(B + C) 0 0 0 0 0 1 1 1 AB + AC 0 0 0 0 0 1 1 1 Teorema de De Morgan Os teoremas de De Morgan são empregados para simplificar as expressões algébricas booleanas.B = B. como os resultados de cada termos das expressões são iguais: Esse teorema pode ser aplicado para mais de duas variáveis: A. Antonio Samuel Neto Propriedades Comutativa Esta propriedade é válida tanto na adição. veremos a aplicação desses postulados..Eletrônica Digital Profº.

Mapas de Veitch-Karnaugh Na simplificação de expressões booleanas pelo método algébrico (Álgebra de Boole). A + A.B.N ) = A. tem-se S = A Y +Y . Antonio Samuel Neto Teorema 2 O complemento da soma é igual ao produto dos complementos. A seguir apresentamos mais um exemplo ( ) S = A BC + A BC + A BC + A BC S = A + A BC + BC + A BC + A BC ⇒ S = BC + BC + A BC + A BC 37 ( ) . assim sendo. Conforme a necessidade.( A + C ) = A + BC 3.C. os teoremas e as identidades até obter uma forma reduzida da expressão original.B Este teorema é a extensão do primeiro.. 1. aplicam-se os postulados. as propriedades.. Para exemplificar. não há ordem determinada a ser seguida.B = A 2. A + AB = A + B Simplificação de Expressões Booleanas Para efetuarmos as simplificações existem dois processos: 1.Y +Y =1 ∴S = A Essa expressão mostra a importância da simplificação e a conseqüente minimização do circuito. Assim.Eletrônica Digital Profº.N Identidades Auxiliares Deixamos aqui algumas identidades bastante úteis. todo o circuito pode ser substituído por um único fio ligado à variável A. e que a demonstração ficará como exercício para o aluno. A + B = A.. ( A + B ). podemos escrever: ( A + B + C + . Álgebra de Boole 2... Vamos simplificar primeiramente utilizando a álgebra de Boole: S = ABC + AC + A B ( ) S = A(BC + (C + B )) S = A(BC + (C + B )) S = A(BC + (BC )) S = A BC + C + B Chamando BC de Y. vamos utiliza a expressão: S = ABC + AC + AB . pois os resultados são idênticos aos valores assumidos pela variável A.

representada na forma canónica soma de produtos. A simplificação é obtida pela observação dos grupos formados. Tabela 01 Comb 0 1 2 3 A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S 0 1 1 1 38 . Os mapas de karnaugh são constituídos por células. N é o número de variáveis da função. No mapa de karnaugh de uma função. um mapa para uma função de 4 variáveis possui 24 = 16 celas. O método de Veitch Karnaugh consiste em representar graficamente os valores das variáveis de entrada e os correspondentes valores da saída. As células na coluna mais à direita são adjacentes às células da coluna da esquerda. Suas principais características são: Constitui um método gráfico/tabular de representação de funções e de aplicação sistemática do processo de simplificação algébrica. as células correspondentes aos mintermos da função têm o valor 1 e as restantes células têm o valor 0. e tem a configuração abaixo para uma função f (a. bem como. as células correspondentes aos maxtermos da função têm o valor 0 e as restantes têm o valor 1. Qualquer par de células na horizontal ou vertical (células adjacentes) corresponde a mintermos/maxtermos que diferem em apenas um literal. É uma método de fácil aplicação para funções de no máximo 4 variáveis. as células na linha superior são adjacentes às células da linha inferior. representada na forma canónica produto de somas. Para funções de mais de 6 variáveis devem ser utilizadas soluções algorítmicas computacionais. Para funções de mais de 6 variáveis a simplificação é mais complexa pois torna-se uma tarefa árdua identificar as células adjacentes no mapa. O próprio nome mapa vem do fato dele ser um mapeamento biunívoco a partir de uma tabela-verdade.b): Seja uma tabela de verdade simples. Um mapa de Karnaugh é uma ajuda excelente para simplificação de funções de até 6 variáveis. Assim. Antonio Samuel Neto S = BC + BC + BC A + A ⇒ S = BC + BC + BC S = BC + BC ⇒ S = B C + C ⇒ S = B ( ) ( ) Diagramas de Veitch-Karnaugh O método utiliza a tabela verdade de uma função booleana como base para as simplificações. O número de celas é igual a 2N onde. cada uma das quais é representativa de um mintermo/maxtermo. • • • Permite a fácil determinação das formas mínimas soma de produtos e produto de somas. O Mapa de Karnaugh é uma ferramenta de auxílio à minimização de funções booleanas. Em alternativa podemos definir que no mapa de Karnaugh de uma função.Eletrônica Digital Profº. com apenas duas entradas e uma saída. • Diagrama de Veitch Karnaugh para 2 variáveis O mapa de Karnaugh para função de 2 variáveis possui 4 celas. O mapa de Karnaugh é um diagrama constituído de uma certa quantidade de quadrados ou celas.

Procede-se de forma análoga para as demais combinações da tabela de verdade. Antonio Samuel Neto Na Figura 01 (a). são representados: • quadrados acima da linha horizontal → A = 0 • quadrados abaixo da linha horizontal → A = 1 • quadrados à esquerda da linha vertical → B = 0 • quadrados à direita da linha vertical → B = 1 As saídas são marcadas pelas sobreposições.Eletrônica Digital Profº. correspondendo à combinação de número 2 da tabela. o quadrado inferior esquerdo é a sobreposição de A = 1 e B = 0. A saída respectiva é S = 1 e é indicada no quadrado. Região onde: A = 0: A = 1: B = 0: B = 1: 39 . Por exemplo.

B 40 . um bloco E simples conforme (b) da figura. mesmo que sobrepostos. B O resultado é. Há. Esse resultado é um bloco OU simples. devem ser identificados todos os pares não diagonais possíveis de valores não nulos. dois pares possíveis: • • Par 1: equivalente a A Par 2: equivalente a B.Eletrônica Digital Profº. não há formação de pares. E a saída é uma função OU dos pares: S = A + B. portanto. Exemplo: Região A . Tabela 02 Comb 0 1 2 3 A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S 0 0 0 1 Neste caso. A saída S = 1 está isolada e deve ser entendida como uma função E das entradas sobrepostas. portanto. B + A . indicado em (b) da acima. Antonio Samuel Neto A interseção de duas das regiões acima corresponde a um minitermo: Uma vez inseridas todas as saídas. S = A . B + A . B Seja a função S = A . isto é. Considera-se agora a tabela de verdade segundo Tabela 02 a seguir.

Antonio Samuel Neto Mapa K correspondente: Simplificação : S = A + B ( o termo A. O termo A.B por B).Eletrônica Digital Profº. Resumindo. Tabela 01 Comb 0 1 2 3 4 5 6 7 A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 S 1 0 1 0 1 1 1 0 41 . para funções de 2 variáveis. O diagrama para as três variáveis é dado em (a) da figura abaixo. obtém-se: Grupos (Nº de células) 1 célula Rectângulo com 2 células Rectângulo com 4 células Expressão Mintermo com 2 literais 1 literal Valor lógico 1 Diagrama de Veitch Karnaugh para 3 variáveis A tabela de verdade para o exemplo deste tópico é a mesma usada no tópico Determinando circuitos a partir da tabela de verdade desta página. O preenchimento é feito de modo similar ao do diagrama de duas variáveis já visto.B por A e o termo A.B está englobado tanto por A quanto por B.

B e C . os grupos de valores 1 só podem se pares. Antonio Samuel Neto Exemplo: a combinação 0 tem A = 0. a interseção de A. B e C .Eletrônica Digital Profº. Para três variáveis. B = 1 e C = 0. • pares devem estar fora das quadras ou podem ter um elemento comum. Marca-se então 1 no quadrado correspondente porque a saída S tem esse valor segundo a tabela. A = 1. No diagrama de duas variáveis. podem ser quadras e pares. a expressão lógica da saída é S = AB + C A=0 A=1 42 . Portanto. são considerados adjacentes). B = 0 e C = 0. portanto. Não valem os pares com os dois elementos no interior de uma quadra. É. Outro exemplo: para a combinação 6. As seguintes regras devem ser observadas: • quadras (e também pares) podem ser formadas por elementos não adjacentes se estiverem na borda (neste caso. A. E o quadrado é marcado com o valor da saída conforme tabela (1). No diagrama da figura (a) são identificados: • par A B (interseção da área A com a área B • quadra C (toda na área C ) Portanto.

C + A.Eletrônica Digital Profº.B. Antonio Samuel Neto B=0 B=1 C=0 C=1 Todas estas regiões hachuradas correspondem a termos que independem de duas variáveis.B.C + A. Exemplo: S = A.C + A.B.B.B Posicionamento dos mintermos : 43 .C + A.B.C S=C+A.

C Independe de A ser 0 ou 1 ƒ=B.Eletrônica Digital Profº. Antonio Samuel Neto Exemplos de regiões que correspondem a funções que independem de 1 das variáveis: Independe de B ser 0 ou 1 ƒ=A. obtém-se: Grupos (Nº de células) 1 célula Rectângulo com 2 células Rectângulo com 4 células Rectângulo com 8 células Expressão Mintermo com 3 literais 2 literal 4 literal Valor lógico 1 44 . para funções de 3 variáveis.C Outra forma de representar o diagrama: BC A 00 01 11 10 0 1 Resumindo.C Independe de B ser 0 ou 1 ƒ=A.

Eletrônica Digital Profº. segundo método já visto. Tabela 01 Comb 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 A 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 B 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 C 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 D 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 S 0 1 1 1 0 1 0 1 1 1 0 1 1 1 0 1 O diagrama para a tabela é dado em (a) da Figura 01 a seguir. Há 11 combinações com saída 1. de uma tabela de verdade com 4 variáveis de entrada e uma saída. Antonio Samuel Neto Diagrama de Veitch Karnaugh para 4 variáveis Seja agora o exemplo. São identificados 3 grupos: • par ABC • quadra AC 45 . teria 11 portas E de 4 entradas e uma porta OU de 11 entradas. quadras e oitavas. Portanto. Por indução. conforme Tabela 01 a seguir. conclui-se que o diagrama de Veitch-Karnaugh para 4 variáveis pode ter pares. São aplicáveis regras similares às vistas no tópico anterior. um circuito montado a partir da tabela.

elementos nas bordas podem formar grupos. Isso deve ser sempre verificado. CD AB 00 00 01 1 1 11 1 1 1 1 10 1 01 11 10 1 1 1 1 Repetindo observação do tópico anterior. a expressão booleana simplificada é: S = ABC + AC + D O circuito correspondente é dado em (b) da mesma figura.Eletrônica Digital Profº. Nos exemplos da figura acima (que não têm relação com o circuito anterior). são identificados: Em (a): • quadra BD 46 . pois uma única omissão invalida o resultado. Antonio Samuel Neto • oitava D Assim.

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Em (b): • quadra BD • par AB D Deve-se também observar que o maior grupo possível contém apenas uma variável. O segundo maior contém duas variáveis e assim por diante. Portanto, para melhor simplificação, a identificação dos grupos deve partir dos maiores para os menores. Resumindo, para funções de 4 variáveis, obtém-se: Grupos (Nº de células) 1 célula Rectângulo com 2 células Rectângulo com 4 células Rectângulo com 8 células Rectângulo com 16 células Expressão Mintermo com 4 literais 3 literal 2 literal 1 literal Valor lógico 1

Diagrama de Veitch Karnaugh para 5 variáveis

O raciocínio é análogo. Quando tem-se que usar a redução considerando mais de 5 variáveis, procura-se usar outro método ( Método de Quine – Mc Cluskey).

Processo de simplificação
Passos para simplificação usando mapas Karnaugh e expressões na forma de soma de mintermos: 1) Representação da função no mapa: para tanto marcam-se 1’s (uns) nas células que representem algum
termo da expressão da função;

2) Agrupamento de células: 2.1)
O número de células de um grupo deve corresponder a uma potência de base 2; Ex: 1,2,4,8,16,...
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2.2)

Quando 2N células são adjacentes (possuindo lados comuns) elas podem ser agrupadas e deste grupo é possível obter um termo com N variáveis eliminadas; Ex: dada a função f(A,B,C,D), um grupo de 4 células vai gerar um termo simplificado com apenas 2 variáveis. Os grupos de células devem ter a forma quadrada, não são permitidos grupos em L, T ou algo que não seja quadrado ou retangular; Uma célula pode fazer parte de mais de um grupo, mas um grupo não pode ter todas as suas células associadas a outros grupos, caso contrário será superposto pelos outros; Para uma função com N variáveis, deve-se dar preferência a grupos com 2N-1, 2N-2,...21 células, ou uma célula, necessariamente nessa ordem. Se há 3 varáveis, de início tente agrupar grupos com 23-1 = 4 células, após esgotar as possibilidades de agrupar grupos deste tamanho, procure agrupar células em número de 23-2 = 2 e assim sucessivamente após esgotar as possibilidades de agrupar grupos deste tamanho procure isolar as células “descasadas”. Separe os 1’s isolados (não adjacentes a nenhum outro). Circule-os. Procure os 1’s que são adjacentes a somente outro 1. Forme os pares. Procure os 1’s que são adjacentes formando quadras, mas que não formam grupos de 8, 16, 32 ou 64. Uma quadra só deve ser formada se houver pelo menos um de seus 1’s ainda não circulado. Procure os 1’s que são adjacentes formando octetos,mas que não formam grupos de 16, 32 ou 64. Um octeto só deve ser formado se houver pelo menos um de seus 1’s não circulado. n-1) Agrupe os 1’s que sobrarem formando grupos os maiores possíveis. n) Forme a soma (OR) de todos os termos envolvidos nas combinações.

2.3) 2.4) 2.5)

2.6) 2.7) 2.8) 2.9)

3) Extração das expressões dos grupos de células: tais expressões são formadas pela interseção das variáveis (com ou sem barra) comuns aos nomes das células do grupo: EX: f(A,B,C) = Σm(0,1,3,7,5) A 0 0 0 0 1 1 1 1 Após a marcação de células: B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 f(A,B,C) 1 1 0 1 0 1 0 1

BC A

00
1

01
1 1

11
1 1

10

0 1

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Após definir agrupamentos:

BC A

00
1

01
1 1

11
1 1

10

0 1

Foram formados dois grupos : G1: Uma dupla com as células: m0 = A B C e m1 = A B C A expressão desse grupo será: m0 ∩ m1 = A B G2: Um grupo com 4 células: m1 =

A B C m3 =

A B Cm7 =

m5 = A B C

A B C

m1 ∩ m3 ∩ m7 ∩ m5 = C 4) Obtenção da expressão minimizada (simplificada) na forma de soma de mintermos: Corresponderá a soma lógica das expressões obtidas no passo 2: F(A,B,C) = G1 + G2 = A B + C

5) As condições “sem importância” (don’t care) devem ser escolhidas para assumir valor 0 ou 1 de forma a permitir maior simplificação.

Exemplos: Minimizar o circuito que executa a tabela da verdade: (a)
A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 S 1 1 0 1 0 1 0 1

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C + A .C + A.C.C .C .B.B.C.B (b) A 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 B 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 C 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 D 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 S 0 1 1 1 0 1 0 1 1 1 0 1 1 1 0 1 S = A .B.B.D+ A .B.B.B. D S = D + A .C.D + A .C 50 . D + A .C + A . C + A. C.C .B.D + A.B.B.Eletrônica Digital Profº.B.C .D + A . Antonio Samuel Neto S = A .B.B.D + A.D + A.D + A . B .C + A.C S=C+A.B.C.C.B.D + A .B.C.D+ A .

B.B.B. Antonio Samuel Neto 1.Eletrônica Digital Profº.C + B.C + A.D + A.C.C + A. Z = C + D + A.C + A.B.D + A.C + A.B.B.B.D 3.C + B. Códigos 51 .C + A.A 2.C Z = B.C + B.C. Z = A.C.C ou Z =B.C + A.

o tempo está mau se chove ou está frio.o tempo está seco se não chove. b) Represente algebricamente as mesmas afirmações.o tempo está mais ou menos se chove mas não está frio ou vice versa. respectivamente. Demonstre a identidade de cada uma das seguintes equações lógicas: 3. Considere as seguintes definições: A1 . A2 .o tempo está bom se não chove nem está frio. utilizando a álgebra de Boole: 52 . A3 . designando por C e F as variáveis que representam chuva e frio. c) Qual o contrário de "A2 – tempo mau"? 2. a) Traduza cada uma das afirmações anteriores na seguinte tabela de verdade (considerando que Verdade é representado por ‘1’ e Falso por ‘0’). A5 .Eletrônica Digital Profº.o tempo está miserável quando chove e está frio. Simplifique as seguintes funções lógicas. A4 . Antonio Samuel Neto Exercícios 1.

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4. Simplifique as expressões do exercício 2 e 3 utilizando o mapa de Karnaugh 5. Obtenha as expressões para as tabelas da verdade a seguir, onde f é a saída do circuito

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6. Utilizando o teorema de DeMorgan, reescreva a função

a. utilizando apenas operadores de adição e negação;
b. utilizando apenas operadores de multiplicação e negação
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7. Mostre que a função Equivalência é comutativa e associativa 8. Um técnico de laboratório químico possui quatro produtos químicos, A, B, C e D, que devem ser guardados em dois depósitos. Por conveniência, é necessário mover um ou mais produtos de um depósito para o outro de tempos em tempos. A natureza dos produtos é tl que é perigoso guardar B e C juntos, a não ser que A esteja no mesmo depósito. Também é perigoso guardar C e D juntos se A não estiver no depósito. Escreva uma expressão para uma função, Z, tal que Z = 1 sempre que exista uma combinação perigosa em qualquer dos depósitos. 9. Existem três interruptores de parede, a, b e c. A = 1 representa a condição “interruptor a ligado”, e A = 0 representa a condição “interruptor a desligado”. De modo similar, as variáveis B e C estão associadas às posições dos interruptores b e c, respectivamente. Escreva uma expressão booleana para uma função Z, de modo que a alteração do estado de um interruptor, independentemente dos outros, vá provocar a mudança do valor da função. 10. Considere a seguinte função:

c. Simplifique a função usando um mapa de Karnaugh. d. Obtenha o mesmo resultado algebricamente;

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exceto aquelas saídas que já possuem nome (como por exemplo. até que as equações de todas as saídas tenham sido encontradas. dado o diagrama de um circuito. É importante certificar-se que o circuito é combinacional e não seqüencial. pode-se obter a tabela verdade. No caso. a montagem da tabela verdade será direta. 2. Uma vez encontradas tais equações. Então. 56 . as saídas do circuito). o circuito é combinacional. e seguindo a ordem de precedência determinada pelas ligações. Caso não exista. Antonio Samuel Neto Capítulo 4: Circuitos Combinacionais O circuito combinacional é aquele em que a saída depende única e exclusivamente das combinações entre as variáveis de entrada. Um circuito combinacional é constituído por um conjunto de portas lógicas as quais determinam os valores das saídas diretamente a partir dos valores atuais das entradas. a partir da esquerda. Um modo prático é verificar se existe algum caminho (ou ligação) entre saída e entrada do circuito. A figura abaixo mostra o diagrama de blocos genérico de um circuito combinacional Procedimento para a Análise de um Circuito Combinacional O objetivo da análise de um circuito combinacional é determinar seu comportamento. Exemplo: determinar as equações das saídas F1 e F2 do circuito que segue. determinar as equações associadas a cada variável. A seqüência do processo é apresentada na figura a seguir. O procedimento básico para se determinarem as equações que descrevem as saídas de um circuito combinacional é o seguinte: 1.Eletrônica Digital Profº. Pode-se dizer que um circuito combinacional realiza uma operação de processamento de informação a qual pode ser especificada por meio de um conjunto de equações Booleanas. caso esta seja necessária. cada combinação de valores de entrada pode ser vista como uma informação diferente e cada conjunto de valores de saída representa o resultado da operação. deseja-se encontrar as equações que descrevem suas saídas. Uma vez determinadas as equações das saídas. dar um nome para as variáveis associadas a cada saída de cada porta do circuito. havendo uma coluna para cada saída.

1)}.(0. Listando as equações para essas variáveis.0). determinar a tabela verdade (caso ela já não faça parte da especificação do problema). obter as equações simplificadas. Usar somente portas NAND de duas entradas e inversores. 5. Os valores para os “menor” deve valer 1 são A2A1A0={(0. 57 . desenhar o circuito final Exemplo: projetar um circuito que recebe um inteiro binário de 3 bits e determina se este número é menor ou igual a 3.0). mapear o circuito para a biblioteca de portas disponível (se for o caso). Um procedimento genérico para o projeto envolve os seguintes passos: 1.0.1). Denominando de A2A1A0 aos 3 bits que compõem o número. 3. escolher um símbolo para cada variável de entrada e para cada variável de saída.0. 2. Há somente duas portas cujas saídas já tem nome. Para os demais combinações de entradas. que são justamente as saídas do circuito: F1 e F2. Antonio Samuel Neto Vamos chamar as variáveis associadas às saídas das portas de T1.Eletrônica Digital Profº. 4. a partir da especificação do problema.1. T2. podemos montar o mapa de Karnaugh para essa função. T3 etc. “menor” deverá ser igual a 0.(0. Chamemos a função que representa a saída do circuito de “menor”.(0. segue: T1= T2= T3= T4= F2= T5= T6= F1= Procedimento para o Projeto de um Circuito Combinacional O projeto de um circuito combinacional inicia na especificação do problema e culmina no diagrama do circuito (ou no conjunto de equações que o descrevem).1.

simplificada: Circuito mapeado para portas NAND de duas entradas e inversores 58 .Eletrônica Digital Profº. simplificada. Antonio Samuel Neto Equação em soma de produtos. menor= Circuito para a equação em soma de produtos.

Antonio Samuel Neto Resolução de Projetos Lógicos a) Projeto com 2 variáveis Instalação de um sistema automático para controle dos semáforos Situação: . Vm 2 = 0 e Vm1 = 1 59 .carros nas ruas A e B ⇒ verde no semáforo 1.carros na rua A ⇒ verde no semáforo 1 .carros na rua B ⇒ verde no semáforo 2 .Eletrônica Digital Profº. porque rua A é preferencial Convenções: a) Existência de carro na Rua A: A = 1 b) Não existência de carro na Rua A: A = 0 ou A = 1 c) Existência de carro na Rua B: B = 1 d) Não existência de carro na Rua B: B = 0 ou B = 1 e) Verde no sinal 1 aceso: V1 = 1 f) Verde no sinal 1 aceso: V2 = 1 g) Quando V1 = 1 → vermelho no semáforo 1 apagado: Vm1 = 0 verde no semáforo 2 apagado: V2 = 0 e vermelho no semáforo 2 aceso: Vm 2 = 1 h) Quando V2 = 1 → V1 = 0.

O circuito lógico deverá ligar os aparelhos obedecendo as seguintes prioridades: Primeira prioridade: Toca CDs. Projete o circuito lógico. Segunda prioridade: Toca fitas Terceira prioridade: Rádio AM/FM. Antonio Samuel Neto A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 V1 0 0 1 1 Vm1 1 1 0 0 V2 1 1 0 0 Vm2 0 0 1 1 V1 = Vm 2 = A V2 = Vm1 = A Exercícios: Projeto com 3 variáveis Deseja-se utilizar um único amplificador para ligar três aparelhos: um toca CDs. um toca fitas e um rádio AM/FM.Eletrônica Digital Profº. 60 .

Um circuito lógico tem cinco entradas e uma saída. se a saída é menor do que 1010. ou seja. a central da Secretária. a saída deve ser 0 lógico se o número decimal for par e 1 lógico se o número decimal for ímpar. Um circuito detector de erros deve ser conectado a tal saída para verificar se o sinal está realmente em BCD 8421. via intercomunicadores. C e D representam um dígito decimal em BCD8421. Projete o circuito detector mínimo de forma que a saída seja 1 quando houver erro. Antonio Samuel Neto Projeto com 4 variáveis Conexão de 4 setores. 61 . que recebe dois números binários de 2 bits. As informações de saída de um circuito lógico estão codificadas em BCD 8421. x1x0 e y1y0 e determina se eles são iguais e. B.Eletrônica Digital Profº. 3. Quando a entrada de controle for 1 lógico. definidas conforme segue: • M = 1 somente se os números são iguais • N = 1 somente se x1x0 é o maior dos dois • P = 1 somente se y1y0 é o maior dos dois Projete o circuito lógico mínimo para o comparador. exceto se o número decimal for múltiplo de 3. Seja um detector de magnitude relativa. A quinta entrada é um dígito de controle. obedecendo às prioridades: 1a) Presidente 2a) Vice Presidente 3a) Engenharia 4a) Chefes de Seção Exercícios 1. Quando a entrada de controle estiver em 0 lógico. Existem três saídas para esse circuito. a saída deve ser 0. Projete o circuito mínimo. As quatro entradas A. indica qual deles é o maior. se não forem. 2.

as quatro entradas A.Eletrônica Digital Profº. C e D representam um número decimal em código gray. Quando a entrada de controle K estiver em 0 lógico. 5. igual ao produto dos dois números de entrada. 6. Projete o circuito lógico mínimo que recebe dois números binários de dois bits. B. as quatro entradas A. Um circuito lógico tem cinco entradas (ABCD e K) e uma saída (S). Quando a entrada K estiver em 1 lógico. Antonio Samuel Neto 4. z3z2z1z0. A saída S deve ser 1 sempre que o número de entrada for superior a 9. Fazer todos os exercícios propostos do capítulo 4 do Idoeta 62 . B. C e D representam um número decimal codificado em BCD8421. x1x0 e y1y0 e produz uma saída de quatro bits. Projete o circuito mínimo.

Decimal 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 BCD8421 0000 0001 0010 0011 0100 0101 0110 0111 1000 1001 1010 1011 1100 1101 1110 1111 Ex. Antonio Samuel Neto Capítulo 5: Códigos Código BCD 8421 BCD representa as iniciais de Binary Coded Decimal. Decimal 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 EXCESSO 3 0011 0100 0101 0110 0111 1000 1001 1010 1011 1100 63 . Aplicação: operações aritméticas.: 5210 = 01010010 (BCD) 5 2 binário puro Obs. que significa uma codificação do sistema decimal em binário.Eletrônica Digital Profº. Os termos seguintes (8421) significam os valores dos algarismos num dado número binário.mas cada dígito decimal corresponde à combinação binária do BCD8421 somada com 3.: 5210 = 1101002 52 2 0 26 2 0 13 2 1 6 2 0 3 2 1 1 NÃO USADAS Código Excesso 3 Forma de construção do número é semelhante à do código BCD.

Decimal 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 2 entre 5 00011 00101 00110 01001 01010 01100 10001 10010 10100 11000 Código Johnson Usado para construção do contador Johnson Decimal 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Johnson 00000 00001 00011 00111 01111 11111 11110 11100 11000 10000 64 .Eletrônica Digital Profº. Antonio Samuel Neto BCD7421. BCD5211. BCD2421 Decimal 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 BCD7421 0000 0001 0010 0011 0100 0101 0110 1000 1001 1010 BCD5211 0000 0001 0011 0101 0111 1000 1001 1011 1101 1111 BCD2421 0000 0001 0010 0011 0100 1011 1100 1101 1110 1111 Código 2 entre 5 Possui sempre 2 bits iguais a 1. dentro de 5 bits.

Antonio Samuel Neto Código Gray Só um bit varia. Decimal 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 BCD8421 0000 0001 0011 0010 0110 0111 0101 0100 1100 1101 1111 1110 1010 1011 1001 1000 Código 9876543210 Decimal 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 8 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 7 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 6 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 5 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 4 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 3 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 2 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 65 .Eletrônica Digital Profº. Aplicação: alguns conversores A/D e operações aritméticas.

Através da tabela. Ch6 ou Ch7 for acionada.Eletrônica Digital Profº. Os termos decodificador e decodificador. porém. Antonio Samuel Neto Capítulo 6: Codificadores e Decodificadores São circuitos que efetuam a passagem de um código para outro. Chamamos de codificador o circuito combinacional que torna possível a passagem de código conhecido para um desconhecido. passa um código desconhecido para um conhecido. Ch3. Ch5. ou seja. O primeiro passo para elaboração do circuito é elaborar a tabela da verdade do codificador que relaciona cada chave de entrada decimal com a respectiva saída em binário. para fornecer um código binário de 4 bits. A saída B quando Ch4. Ch5. Desta forma o circuito lógico será: 66 . Chamamos de decodificador o circuito que faz o inverso. A saída C quando Ch2. correspondente à chave acionada. Codificador Decimal/Binário O objetivo é elaborar um circuito que execute a conversão do código decimal em binário (BCD8421). Ch3. diferenciam-se em função apenas do referencial. Ch6 ou Ch7 for acionada. A entrada do código decimal vai ser feita através de um conjunto de chaves numeradas de 0 a 9 e a saída por 4 fios. A saída D quando Ch1. Ch7 ou Ch9 for acionada. concluímos que a saída A valerá 1 quando Ch8 ou Ch9 for acionada.

logo. sendo irrelevante o seu acionamento. Antonio Samuel Neto Pela figura. 67 . visto que. quando passarmos do código BCD8421 para o código 9876543210 estas não irão ocorrer. notamos que a chave Ch0 não esta ligada a nenhuma das entradas das portas. pois a saída também será igual a 0 (A=B=C=D=0) quando nenhuma das chaves for acionada. O código BCD8421 não possui números maiores que 9. Decodificador Binário/Decimal Será montada a tabela da verdade do circuito cujas entradas são bits do código BCD8421 e as saídas são os respectivos bits do código decimal 9876543210.Eletrônica Digital Profº. tanto faz o valor assumido nas possibilidades excedentes.

D 00 01 11 X X X X 10 1 X X 00 01 11 X X X X 10 1 X X S8 = A.B.D A partir das expressões simplificadas.B.D AB CD 00 01 11 10 AB CD 00 01 11 10 S1 = A.D S9 = A.C.C.C. obtemos o circuito do decodificador: 68 .C. Antonio Samuel Neto Implementação: AB CD 00 01 11 10 00 1 01 11 X X X X 10 X X AB CD 00 01 11 10 00 1 01 11 X X X X 10 X X S0 = A.D AB CD 00 01 11 10 AB CD 00 01 11 10 S5 = B.D S3 = B.C.D X X S6 = B.D 00 01 1 11 X X X X 10 X X AB CD 00 01 11 10 00 01 1 11 X X X X 10 X X S4 = B.D 00 01 11 X X X X 10 1 X X AB CD 00 01 11 10 AB CD 00 01 11 10 00 01 11 X X X X 10 1 S7 = B.D 00 01 11 X X X X 10 1 X X AB CD 00 01 11 10 00 01 11 X X X X 10 1 X X S2 =B.C.Eletrônica Digital Profº.C.C.

Eletrônica Digital Profº. 69 . Para isso. podemos construir decodificadores que passem de qualquer código para qualquer outra. Antonio Samuel Neto Agindo de forma análoga ao processo visto no decodificador Binário/Decimal. basta montarmos a tabela da verdade. simplificar as expressões de saída e implementarmos o circuito.

D + A.D + A.C.Eletrônica Digital Profº.B.D S4: A +B.D + A.C.D S2: A.C + B.D S3: B.D + B.B.D S1: A.C.D + B.D + B.C.C. Antonio Samuel Neto BCD 8421 2 entre 5 AB CD 00 00 1 1 1 0 01 0 0 0 1 11 X X X X 10 0 0 X X 01 11 10 S0: A.C.C + A.C 70 .B.

Antonio Samuel Neto Johnson BCD 8421 BCD 8421 E 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 S8 0 0 X 0 X X X 0 X X X X X X X 0 1 X X X X X X X 1 X X X 0 X 0 0 S4 0 0 X 0 X X X 0 X X X X X X X 1 0 X X X X X X X 0 X X X 1 X 1 1 S2 0 0 X 1 X X X 1 X X X X X X X 0 0 X X X X X X X 0 X X X 1 X 1 0 S1 0 1 X 0 X X X 1 X X X X X X X 0 1 X X X X X X X 0 X X X 1 X 0 1 JOHNSON A 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 B 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 C 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 D 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 71 .Eletrônica Digital Profº.

Existem várias tecnologias de fabricação de display e será utilizada a mais comum.Eletrônica Digital Profº. que escreve a sequencia de 0 a 9 em um display de 7 segmentos de catodo comum (aplica-se nível 1 para acender).D S4: B. 72 .C + A. Existem dois tipos: catodo comum e anodo comum. No display tipo anodo comum é necessário aplicar nível 0 ao catodo correspondente para acender. Antonio Samuel Neto S1: BC DE 00 A 0 1 BC DE 00 00 0 1 0 X 01 X X 1 X 11 X X 0 X 10 X X X X 00 1 X X X 01 X X X X 11 1 X 1 0 10 0 X X X 01 11 10 01 11 10 S1: D.E S2: D.C + D. O catodo comum possui todos os catodos dos led´s interligados e.E + B.E + B. a partir de um código BCD 8421. A título de exemplo será elaborado um decodificador. desta forma. que é o display a led.C BCD 8421 7 Segmentos O display de 7 segmentos possibilita a escrita de números decimais de 0 a 9 e alguns outros símbolos que podem ser letras ou sinais.C S8: A . A figura a seguir ilustra um display genérico com a nomeclatura de identificação dos segmentos. necessita-se aplicar nível 1 em cada anodo para acender. A tabela abaixo mostra o código de entrada de 4 bits e os níveis aplicados em cada segmento.B + A .C + D.

Eletrônica Digital Profº. Antonio Samuel Neto BCD 8421 A 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 B 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 C 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 D 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 a 1 0 1 1 0 1 1 1 1 1 X X X X X X b 1 1 1 1 1 0 0 1 1 1 X X X X X X 7 segmentos c 1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 X X X X X X d 1 0 1 1 0 1 1 0 1 1 X X X X X X e 1 0 1 0 0 0 1 0 1 0 X X X X X X f 1 0 0 0 1 1 1 0 1 1 X X X X X X g 0 0 1 1 1 1 1 0 1 1 X X X X X X 73 .

C + B. Antonio Samuel Neto a: AB CD 00 1 0 1 1 01 0 1 1 1 11 X X X X 10 1 1 X X 00 01 11 10 a: b: c: d: e: f: g: C + A + BD + B.C.D + C.D A + B.D B + C.D B.D + B.D 74 .C + B.D + B.C + C.D + C.D C+B+D A + B.D A + C.Eletrônica Digital Profº.C + C.D + B.

Eletrônica Digital Profº.B =1 (1.0) A.B =1 (0.B =1 (0.1) A. . Antonio Samuel Neto Decodificador tipo 138 E1 E2 E3 + Vcc = pino 16 GND = pino 8 Representação simbólica 15 14 13 12 11 10 9 7 ou 1 2 3 4 5 6 1 2 4 & 0 1 2 3 4 5 EN 6 7 Geração de Produtos Canônicos n variáveis booleanas Exemplo: 2 variáveis A.B =1 (1.0) A.1) produtos canônicos Gerador de Produtos Canônicos 75 2n combinações possíveis.

escrever a sequência de 1 a 5 em um display de 7 segmentos catodo.Eletrônica Digital Profº. a parir de um código binário.B P3 = A. Projete um decodificador do código Grays para o Excesso 3. 5. 3. Projete um decodificador que receba na entrada um dígito decimal codificado em Johnson e o apresente na saída em código 2 entre 5. A palavra de saída é a representação em código gray do número decimal correspondente à entrada ativada.B P2 = A.B P1 = A. 4. Projete o decodificador. Faça o projeto e desenhe o circuito para. I3. d P L A Y E r 76 . I4. Um decodificador tem oito linhas de entrada e uma (I0. 7. para escrever a sequência da figura a seguir em um display de 7 segmentos. Idem ao anterior. 6. Projete um decodificador de código 2 entre 5 para BCD 8421. c 0 1 2 3 4 5 6 7 Monte a tabela e simplifique as expressões do decodificador do código Gray para hexadecimal. escrever a sequência do sistema hexadecimal em um display de 7 segmentos. Antonio Samuel Neto B A P0 = A. Exercícios 1. I1. Projete um decodificador para. Caractere Caso 8. Projete um circuito que transforme do código BCD 8421 para o código Johnson. I5.B n variáveis 2n portas AND com n entradas cada. a partir de um código binário. 9. 2. I2. visualizado em um display de 7 segmentos. I6 e I7) e gera uma palavra de saída de três bits. Dê apenas as expressões simplificadas.

Agora. a soma dos algarismos S e o respectivo transporte de saída TS. ainda. destacam-se os circuitos aritméticos. São utilizados. principalmente. Antonio Samuel Neto Capítulo 7 Circuitos Aritméticos Dentro do conjunto de circuitos combinacionais aplicados para finalidade específica nos sistemas digitais. pode-se montar um circuito que possui como entrada as variáveis booleanas A e B. As expressões características extraídas da tabela são: 77 . Meio somador Antes de iniciarmos o assunto. para construir a ULA (Unidade Lógica Aritmética) dos micropordessadores e.Eletrônica Digital Profº. montamos uma tabela da verdade da soma de 2 números binários de 1 algarismo: Utilizando a tabela. encontrados disponíveis em circuitos integrados coemrciais. vamos relembrar alguns tópicos importantes da soma de 2 números binários. e como saída.

O Somador Completo é um circuito para efetuar a soma completa de uma coluna. Antonio Samuel Neto O meio somador é conhecido como Half adder e o transporte TS por carry out Somador Competo O somador completo é um circuito lógico utilizado para fazer a soma de 2 números binários de mais de 1 algarismo. vamos analisar o caso da soma: 11102 +1102: Para fazermos a soma de 2 números binários de mais algarismos. basta somarmos coluna a coluna. considerando o transporte de entrada. pois possibilita a introdução do transporte de entrada proveniente da coluna anterior. A 0 0 0 0 1 1 B 0 0 1 1 0 0 Te 0 1 0 1 0 1 S 0 1 1 0 1 0 TS 0 0 0 1 0 1 78 . levando em conta o transporte de entrada que nada mais é do que o TS da coluna anterior. Para melhor compreensão.Eletrônica Digital Profº.

A3 A2 A1 A0 + B3 B2 B1 B0 S4 S3 S2 S1 S0 79 . será montado um sistema em blocos que efetua a soma de 4 bits. sem simplificações. Antonio Samuel Neto 1 1 1 1 0 1 0 1 1 1 As expressões características. de um somador completo são: Simplificando com o Mapa de Karnaugh: Das equações simplificadas é montado o circuito lógico do somador completo: O circuito somador completo é conhecido por Full Adder.Eletrônica Digital Profº. sendo a entrada do transporte TE denominada de carry in. Para exemplificar.

Somar Completo a partir de Meio Somadores Podemos construir um Somador Completo a partir de 2 Meio Somadores. vamos utilizar um Meio Somador. pois não existe transporte de entrada. Antonio Samuel Neto Para efetuar a soma dos bits A0 e B0 dos números (primeira colna).Eletrônica Digital Profº. 80 . pois necessitaremos considerar os transportes prvenientes das colunas anteriores. Nota-se que a saída S do Meio Somador 2 apresenta a soma completa de 2 números. mas para as outras colunas utilizaremos Somadores Completos. Meio Somador Somador Completo Mas: Liga-se A e B nas entradas do Meio Somador 1 e a saída S do Meio Somador 1 à entrada A do outro Meio Somador e à entrada B deste. a variável TE.

um resultado igual a 0 e um Ts = 1. Subtrator Completo (1100 – 0011) Pelo exemplo acima.Eletrônica Digital Profº. resultado igual a 0 e Ts = 0. A coluna 3 tem: TE = 1. A coluna 2 tem um transporte de entrada igual a 1 (Ts da coluna anterior). verifiva-se que a coluna 1 tem como resultado de saída 1 e apresenta um transporte de saída igual a 1. A coluna 4 tem: TE = 0. notamos que são os termos da expressão de Ts de um Somador Completo. logo se fizermos a soma dessas 2 saídas (Porta OU). resultado igual a 1 e Ts = 0. teremos na saída o Ts de um somador Completo. Antonio Samuel Neto Analisando as saídas TS1 e TS2. o circuito recebe a denominação Half Subractor. vamos relembrar alguns tópicos importatnes da subtração de números binários: e empresta 1 Vamos agora montar a tabela da verdade de uma subtração de 2 números binários de 1 algarismo: O que resulta no seguinte circuito: Do inglês. Meio Subtrator Antes de iniciarmos o assunto. 81 .

ou seja. A seguir apresentamos a tabela da verdade. O Subtrator Completo é um circuito que efetua a subtração completa de uma coluna. que nada mais é do que Ts da coluna anterior. levando em conta o transporte de entrada. Antonio Samuel Neto Para realizar a subtração basta subtrair coluna a coluna. A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 Te 0 1 0 1 0 1 0 1 S 0 1 1 0 1 0 0 1 TS 0 1 1 1 0 0 0 1 Simplificando as expressões da tabela da verdade. tem-se: O que resulta no seguinte circuito: Da mesma forma. considera o transporte de entrada proveniente da coluna anterior.Eletrônica Digital Profº. podemos esquematizar um sistema subtrator para 2 números de m bits (m = n+1) 82 .

e a variável TE à entrada Y do Meio Subtrator 2. tem-se Ligando-se a saída S do Meio Subtrator 1 à entrada X do Meio Subtrator 2.Eletrônica Digital Profº. Antonio Samuel Neto Subtrator Completo a partir de Meio Subtratores É possível se construir um subtrator completo a partir de 2 meio subtratores. tem-se 83 . tem-se Ligando-se A e B nas entradas do Meio Subtrator 1. Fatorando-se a expressão de Ts.

faz o circuito efetuar uma soma completa.Eletrônica Digital Profº. sendo M a variável de controle (M = 0 ⇒ soma e M = 1 ⇒ subtração) 84 . Para isso. faz efetuar uma subtração completa. Vamos montar a tabela da verdade do circuito. teremos na saída o TS de um Subtrator Completo. Somador/Subtrator Completo Podemos esquematizar um circuito que efetue as duas operações. Se injetarmos TS1 e TS2 nas entradas de uma porta OU. Antonio Samuel Neto Analisando as saídas TS1 e TS2. notamos que são os termos da expressão Ts de um Subtrator Completo. vamos introduzir uma outra entrada que permanecendo em nível 0. e permanecendo em nível 1.

tem-se: 85 . Antonio Samuel Neto Simplificando as saídas S e Ts.Eletrônica Digital Profº.

Eletrônica Digital Profº. obtemos o seguinte circuito: 86 . Antonio Samuel Neto Fatorando a saída S Fatorando a saída Ts Desta forma.

Utilizando o sistema obtido no exercício 3. Em seguida. 7. faça um estudo e conclua qual o resultado obtido no caso de o minuendo (A3A2A1A0) ser menor que o subtraendo (B3B2B1B0) Esquematize um sistema somador/subtrator completo para dois números binários de três algarismos cada. 5. 3. 87 . O sistema deverá ter uma saída adicional para indicar erro sempre que se tentar realizar uma subtração cujo resultado seja negativo. Projete um decodificador para que a saída da questão anterior possa ser visualizada em um display de 7 segmentos. 2.Eletrônica Digital Profº. em blocos. 4. um sistema subtrator para 2 números com 2 bits. 6. Antonio Samuel Neto Exercícios 1. Mostre como um bloco Somador Completo pode ser utilizado para efetuar a soma de 3 números de 1 bit. Projete um circuito que efetue a subtração de dois números binários de 4 bits. O sistema proposto irá realizar a subtração do número A1A0 com o número B1B0. Esquematize. mostre como esses circuitos podem ser conectados para realizar a soma ou subtração de dois números binários de cinco bits. Esquematize os circuitos lógicos internos de um meio-somador/meio-subtrator e de um somador/subtrator completo (dependendo de uma entrada de controle M: M=0 → somador e M=1→ subtrator).

o valor que a saída tinha antes da aplicação da combinação de valores nas entradas. é dado por: S = (A · B) · (C + D) Exemplo: se. isto é. O grande avanço da eletrônica digital foi dado pelos circuitos sequenciais.Eletrônica Digital Profº. a saída será sempre 0. etc) não podem ser implementadas com eles. mas também do valor anterior. Entretanto. memorização. no circuito mencionado. Antonio Samuel Neto Capítulo 8: Flip-Flop Lógica combinatória e lógica sequencial O esquema da figura abaixo é um circuito lógico combinatório porque o valor da saída depende apenas da combinação de valores das entradas. a combinação das entradas ABCD for 1100. soma. funções mais avançadas (que dependem de tempo. Circuitos combinatórios permitem funções como decodificação. usado nos circuitos combinatórios 88 . A seguir apresentamos uma estrutura do conceito de diagrama de tempo. Obs: em algumas publicações. Num circuito sequencial. Como igualdade booleana. é usado o termo "combinacional" no lugar de combinatório. o valor de uma saída depende não somente da combinação de valores das entradas. subtração e muitas outras.

Antonio Samuel Neto Lógica sequencial: bloco elementar O bloco elementar da lógica sequencial é conhecido pelo seu nome em inglês.Eletrônica Digital Profº. Existem vários tipos de flip-flops. Por definição. Uma entrada de apagamento (clear ou reset). 1 e 2. Uma entrada de controle (clock). Uma entrada de pré-ajuste (preset). Q e Q. PR (opcional). Este dispositivo possui basicamente dois estados de saída. flip-flop. Após 89 . a partir de agora. conforme figura a seguir deste tópico. mencionadas pelo seus nomes em inglês por ser prática usual da área. pré-ajuste e apagamento serão. Obs: as entradas de controle. CL (opcional). Para o flip-flop assumir um destes estados é necessário que haja uma combinação das variáveis e do pulso de controle (clock). cuja distinção se faz pelas letras que representam as entradas 1 e 2. Duas saídas complementares. um flip-flop é um bloco que. CK. contém: Duas entradas principais.

Estado anterior da saída Q. Os dois estados possíveis são: a) Q = 0 → Q = 1 b) Q = 1 → Q = 0 Flip-flop RS básico A figura a seguir apresenta um flip-flop RS Básico. então. R e da saída anterior: Caso S R Qa Circuito 0 0 0 0 1 0 0 1 90 . portanto. Antonio Samuel Neto este pulso.Eletrônica Digital Profº. de acordo com as variáveis de entrada mudará ou não de estado. que os estados em que as saídas irão assumir dependerão de ambas. ficando claro. o flip-flop permanecerá neste estado até a chegada de um novo pulso de clock e. S 0 1 2 3 4 5 6 7 0 0 0 0 1 1 1 1 R 0 0 1 1 0 0 1 1 Qa 0 1 0 1 0 1 0 1 Qf estado que a saída deve assumir (estado futuro) após a aplicação das entradas A saída que o flip-flop irá assumir (Qf). construído a partir de portas NE e inversores. então. será uma função das entradas S. Os elos de realimentação fazem com que as saídas sejam injetadas juntamente com as variáveis de entrada.

Eletrônica Digital Profº. chegamos a tabela da verdade final: 91 . Antonio Samuel Neto Caso S R Qa Circuito 2 0 1 0 3 0 1 1 4 1 0 0 5 1 0 1 6 1 1 0 7 1 1 1 Considerando a análise acima.

e às outras entradas destas portas. 92 . passa a saída para 0 (recompõe ou zera o fli-flop). passa a saída para 1 (estabelece ou fixa 1). injetamos o clock. podemos concluir que o circuito irá funcionar quando a entrada clock assumir valor 1 e manterá travada esta saída quando a entrada clock passar para zero. Antonio Samuel Neto S 0 1 2 3 4 5 6 7 0 0 0 0 1 1 1 1 R 0 0 1 1 0 0 1 1 Qa 0 1 0 1 0 1 0 1 Qf 1 0 1 1 0 0 1 1 } fixa Qf = Qa } fixa Qf em 0 } fixa Qf em 1 } não permitido ⇓ S 0 0 1 1 R 0 1 0 1 Qf Qa 0 1 X A entrada S é denominada SET. o flip-flop irá permanecer no seu estado. Flip-flop RS com Entrada Clock Para que o flip-flop RS básico seja controlado por uma sequencia de pulsos de clock.Eletrônica Digital Profº. Clock 0 1 Qf Qa Rs básico De maneira geral. e a entrada R é denominada Reset. mesmo que variem as entradas R e S. o circuito irá comportar-se como um um flip-flop RS básico. Quando a entrada do clock for igual a 0. basta trocarmos os 2 inversores por portas NE. Quando a entrada clock assumir valor 1. pois quando acionada (nível 1). pois quando acionada (nível 1).

Eletrônica Digital Profº. Este tempo 93 . pois. Antonio Samuel Neto Flip-flop JK J 0 0 0 0 1 1 1 1 K 0 0 1 1 0 0 1 1 Qa 0 1 0 0 0 1 0 1 S 0 0 0 0 1 0 1 0 R 0 0 0 1 0 0 0 1 Qf Qa Qa Qa (Qa = 0) 0 1 Qa (Qa = 1) 1 Qa 0 ⇓ J 0 0 1 1 K 0 1 0 1 Qf Qa 0 1 No caso J = 1 e K = 1. para obter-se é necessário que a entrada clock volte à situação 0 em um tempo conveniente após a aplicação das entradas. a saída entrará em constante mudança (oscilação). para . provocando novamente uma indeterminação. caso contrário.

o circuito funciona normalmente como sendo um flip-flop JK.Eletrônica Digital Profº. Outra possibilidade. De forma análoga. podemos impor ao circuito saída Q igual a 1 através da aplicação à entrada Preset de nível 0. podemos fazer Q = 0 mediante aplicação à entrada Clear de nível 0. CLR 0 0 1 1 Simplificadamente teremos: PR 0 1 0 1 Qf Não permitido 0 1 Funcionamento normal 94 . para melhorar desempenho. Flip-flop JK com Entradas Preset e Clear Pode-se notar pelo circuito acima que com a entrada clock igual a 0 e consequente bloqueio da passagem das entrada J e K. Podemos notar também que com essas entradas permanecendo iguais a 1. é a de inserir blocos de atraso em série com as linhas de realimentação no circuito e comutar a entrada clock da mesma forma. Antonio Samuel Neto deve levar em conta o tempo de atraso de propagação de cada porta lógica.

Para resolver esse problema. ou seja. se houver uma mudança nas entradas J e K. pois haverá a passagem das entradas J e K e também da realimentação. Flip-flop JK Mestre-Escravo Quando o clock em um flip-flop JK for igual a 1. o circuito apresentará uma nova saída. Nessa situação. basta colocar inversores e na simbologia excluir os círculos aqui empregados. foi criado o flip-flop JK Mestre-Escravo. 95 . podendo alterar seu estado tantas vezes quantas alterarem os estados das entradas J e K. Para utilizar estas entradas como ativas em 1.Eletrônica Digital Profº. Antonio Samuel Neto Os círculos na simbologia do bloco. indicam que as entradas Preset e Clear são ativas em 0. teremos o circuito funcionando como sendo um circuito combinacional. funcionam respectivamente com nível 0 aplicado.

96 .Eletrônica Digital Profº. Antonio Samuel Neto J 0 0 1 1 K 0 1 0 1 Qf Qa 0 1 O circuito no bloco da figura (a) indica que o clock é ativo quando passa de 1 para 0.

A sigla T vem de Toggle (comutado) 97 .Eletrônica Digital Profº. Antonio Samuel Neto Flip-flop JK Mestre-Escravo com Entrada Preset e Clear CLR 0 0 1 1 PR 0 1 0 1 Qf Não permitido 0 1 Funcionamento normal Flip-flop Tipo T Obtido a partir do JK Mestre-Escravo curto-circuitando as entradas J e K.

Qf Qa Flip-flop Tipo D Obtido a partir do JK Mestre-Escravo com a entrada K invertida em relação a J. A sigla T vem de Data (dado) J 0 K 0 D Não existe Qf / 98 . sendo na prática montado à partir de um JK mestre-escravo. obtemos a tabela da verdade do flip-flop tipo T T 0 1 Ele não é encontrado na série de circuitos integrados comerciasis.Eletrônica Digital Profº. Antonio Samuel Neto J 0 0 1 1 K 0 1 0 1 T 0 Não existe Não existe 1 Qf Qa / / Eliminando os casos que não podem existir.

8. 4.Eletrônica Digital Profº. 5. Antonio Samuel Neto 0 1 1 1 0 1 0 1 Não existe 0 1 / Eliminando os casos que não podem existir. obtemos a tabela da verdade do flip-flop tipo D D 0 1 Qf 0 1 Exercício 1. Desenhe o diagrama lógico de um flip-flop D utilizando portas NAND Esquematize um flip-flop RS com entrada clock apenas com portas NOU. 3. Complete a forma de onda para o flip-flop D acionado pela borda de descida. Repita o exercício 3 considerando o flip-flop tipo T. Desenhe o diagrama lógico de um flip-flop PRESET-CLEAR utilizando portas NAND. mostrando a atuação de R. S e clock. escreva as tabelas. Repita o exercício anterior considerando o flip-flop acionado pela borda de subida. Desenhe o diagrama lógico de um flip-flop PRESET-CLEAR utilizando portas NOR. 6. 99 . 7. Para o circuito obtido. Complete a forma de onda para o flip-flop mestre escravo acionado pela borda de descida. 2.

após 3 descidas de clock. considerando a entrada enable igual a 0. 12. para o flipflop da figura a seguir. aplicássemos à entrada clock sucessivas descidas de pulso? Por que um osciloscópio é uma ferramenta melhor para diagnóstico e a solução de problemas em um circuito digital do que um voltímetro ou ponta de teste de lógica? 10 0 13. o que aconteceria se ligássemos a saída Q0 à entrada ES e. Q2. PR2=0. Repita o exercício anterior. para o registrador de deslocamento na figura abaixo em função dos sinais aplicados. logo após. que inicialmente houve a passagem do clear de 0 para 1. que o enable passou de 0 para 1 e logo após de 1 para 0. . Esboce as formas de onda. Q1 e Q0 para o circuito do exercício anterior. PR1=0. No exercício anterior. sabendo-se que PR3=1. Em função dos sinais aplicados. Antonio Samuel Neto 9.Eletrônica Digital Profº. acionado pela borda de descida: 10. determine a forma de onda da saída Q. PR0=0 e ES=0. 11. 14. considerando o flip-flop acionado pela borda de subida. Determine a situação das saídas Q3.

A terceira entrada z provem da saída do Flip-Flop D. A saída externa S é a soma de x. Qual é a função do circuito? 18. qual seria o valor de saída Q de um flip-flop JK acionado pela borda de descida após a borda de descida do clock? O somador completo da figura abaixo recebe entradas externas x e y.y e z. 17. 16.Eletrônica Digital Profº. Para o FF da figura abaixo. Derive a tabela de estados e o diagrama de estados do circuito abaixo. Antonio Samuel Neto 15. Obtenha a tabela de estados e o diagrama de estados do circuito seqüencial. Se a entrada J era 0 e a entrada K era 0 antes da borda de descida do clock. desenhe as formas de onda nas saídas em função dos sinais aplicados 10 1 .

Antonio Samuel Neto 10 2 .Eletrônica Digital Profº.

Assuma que neste circuito 5 Volts correspondem a 1 binário e 0 volts a 0 binário. momentaneamemte abriu a chave e depois a fechou. em um instante inicial. Assuma que você. Quando luz incide sobre o mesmo ele se comporta como uma chave fechada (resistência perto de zero) e sem luz incidente ele é uma chave aberta (alta resistência). Antonio Samuel Neto 19. Este circuito pode funcionar como um detetor de intrusos.Portanto.Eletrônica Digital Profº. Assuma também que um feixe de luz permanentemente incide sobre o fototransistor. quando a chave C está fechada são aplicados 0 Volts na entrada Reset do FF e quando a chave abre a entrada Reset recebe 5 Volts. O fototransitor ligado na entrada Set do flip-flop também se comporta como uma chave. Descreva o que acontece se um intruso interromper o feixe de luz. Considere o circuito da abaixo. 10 3 . que foi construído usando-se o flip-flop RS.

10 4 . Antonio Samuel Neto 20. B1 = 1. Assuma também que o estado inicial do circuito é B2 = 0. Assuma que a saída Q copia a entrada D na transição positiva da entrada CK.idas Q e Qb somente dependem da entrada D e do sinal de clock. Indique quais os próximos estados do circuito nas próximas 5 transições positivas do sinal de clock. B0 = 0. As entradas Preset e Clear estão recebendo o sinal 1 (5 V) para garantir que as sa. ou seja o circuito está no estado 2 (010). O circuito da figura 6 abaixo construído com Flip-flops do tipo D que mudam de estado na transição positiva do sinal de clock.Eletrônica Digital Profº.

sendo o primeiro. com suas entradas ligadas na forma de um flip-flop tipo D Ou Conversor Série-Paralelo Uma informação paralela é aquela na qual todos os bits se apresentam simultaneamente. Antonio Samuel Neto Capítulo 9: Registradores Trata-se de flip-flops tipo JK mestre-escravo utilizados para guardar informações de mais de um bit. um após o outro. Um conversão série-paralela de 4 bits é apresentada a seguir. Seu princípio baseia-se em que as saídas de cada bloco sejam aplicadas nas entradas J e K respectivas do flip-flop seguinte. sendo o primeiro.Eletrônica Digital Profº. Uma informação série é aquela em que as informações vêm sequencialmente. 10 5 . com suas entradas J e K respectivas do flip-flop seguinte.

ficaremos com a seguinte situação: • • • • Nota-se que após o quarto pulso de clock. Q1 e Q0 como sendo uma informação paralela. Q1. Após este pulso de clock. vamos aplicar a informação série I = 1010 (I3 I2 I1 I0) à entrada série do registrador e analisar as saídas Q0. as saídas Q3.Eletrônica Digital Profº. pós os pulsos de clock. Antonio Samuel Neto Como exemplo. Após a descida do terceiro pulso de clock. Q2. Informação Descida de clock 1º 2º 3º 4º 0 1 0 1 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 È pelo motivo de deslocar a informação a cada pulso de clock que esse dispositivo é denominado Registrador de Deslocamento 10 6 . Após a descida do quarto pulso de clock. inicialmente. teremos a passagem de I0 para o flip-flop 2 (D2 = 0 → Q2 = 0) e Q3 assumirá o valor do bit de informação I1 (entrada série = D3 = 1 → Q3 = 1). Ao ser injetado na entrada do primeiro bit de informação (I0 = 0) e houver descida do pulso de clock. Q1 e Q0 do registrador estejam no nível 0. o flip-flop 3 irá apresentar na saída 0 (D3 = 0 → Q3 = 0). Q2 = 1 (D2 = Q3 = 1 → Q2 = 1) e Q3 = 0 (D3 = I2 = 0 → Q3 = 0). Q2 e Q3. Vamos supor que. Q0 = 0 (D0 = Q1 = 0 → Q0 = 0) Q1 = 1 (D1 = Q2 = 1 → Q1 = 1) Q2 = 0 (D2 = Q3 = 0 → Q2 = 0) Q3 = 1 (D3 = I3 = 1 → Q3 = 1). Q2. Deve-se ressaltar que estes flip-flops atuam como mestre-escravo e têm sua comutação no instante da descida do pulso de clock. ficaremos com a seguinte situação: • • • Q1 = 0 (D1 = Q2 = 0 → Q1 = 0). aparecerá na entrada. o bit seguinte de informação (I1 = 1) e na descida do segundo pulso de clock. a informação I estará armazenada no registrador de deslocamento e aparecerá nas saídas Q3.

mantendo a saída no estado em que se encontra. Com enable = 0. logo. a entrada PR do flip-flop assumirá nível 0. pois é através destas que fazemos com que o Registrador armazene a informação paralela Vamos analisar o funcionamento da entrada ENABLE • • ENABLE = 0 ⇒Todos os PR = 1 ⇒ Registrador atua normalmente ENABLE = 1 ⇒As entradas PR assumirão os valores complementares de PR3. e logo após introduzirmos a informação paralela (I3 I2 I1 I0) pelas entradas PR3.Eletrônica Digital Profº. aplicar nível 0 à entrada clear. as saídas Q3. PR2. PR1 e PR0 ⇒ Registrador assume os valores de PR3. a entrada PR do flip-flop assumirá nível 1. PR1 e PR0. necessitamos de um registrador que apresente entradas Preset e Clear. Zerando o registrador (aplicando 0 à entrada clear). 10 7 . Com enable = 1 e PR3 = 1. PR2. vamos inicialmente. e I3. a saída Q3 manterá o seu estado (Q3 = 0). a entrada PR do flip-flop irá assumir nível 1 e este irá ter um funcionamento normal como célula do registrador de deslocamento em questão. forçando a saída a assumir nível 1 (Q3 = 1). Antonio Samuel Neto Conversor paralelo/série Para entrarmos com uma informação paralela. Para que o registrador de deslocamento funcione como Conversor Paralelo-Série. PR2. recolhendo na saída Q0 a mesma informação de modo série. Q2. PR1 e PR0 Para zerar (clear) o flip-flop (Q3 = 0). necessitamos zerá-lo e em seguida. Q1 e Q0 assumirão respectivamente os valores da informação. I2. Com enable = 1 e PR3 = 0. irá assumir sequencialmente os valores I1. introduzir a informação como já descrito. É fácil de notar que a saída Q0 assume primeiramente o valor I0 e a cada descida do pulso de clock.

Q1 e Q 0 . Se inibirmos a entrada de clock. No exercício anterior. a informação permanecerá no registrador até que haja uma nova entrada. 3. se inibirmos a entrada de clock. se faz atraves dos terminais preset e clear. 10 8 . Antonio Samuel Neto Registrador de Entrada Série e Saída Série Podemos utilizar o registrador de deslocamento com entrada série e o conseqüente armazenamento da informação no mesmo. no caso do pulso de clock aplicado ao sistema descer 2 vezes. A figura abaixo mostra a situação de saída de um registrador de deslocamento de 6 bits. Q2 . Assim sendo. Determine a nova situação de saída. como já visto. configurado para efetuar deslocamento à esquerda. Neesa aplicação.Eletrônica Digital Profº. A entrada de informação série se faz na entrada série do registrador e pode ser recolhida na saída Q0 do registrador Registrador de Entrada Paralela e Saída Paralela A entrada paralela. e recolher a informação também de modo série. a informação contida no registrador pode ser acessada pelos terminais de saída Q3. Exercício 1. é fácil observar que o registrador funcionou como uma memória. após a aplicação dos pulsos? Desenhe o diagrama lógico de um registrador de deslocamento de 5 bits utilizando flip-flops JK 2. a pós a entrada da informação. o que aconteceu numericamente com o resultado.

sob o comando de um clock. Antonio Samuel Neto Capítulo 10: Contadores Contadores são dispositivos de múltiplas e importantes aplicações e. a entrada de clock se faz apenas no primeiro flip-flop. fazendo com que este troque de estado a cada descida da saída Q0. São utilizados principalmente para contagens diversas. Inicialmente aplica-se 0 à entrada clear para zerar todos os flip-flops. S e K iguais a 1. não tendo entradas clock em comum. 10 9 . os quais possuem a entrada T ou. sendo esta troca aplicada à entrada do segundo flip-flop. Contador de Pulsos Apresenta na saída o sistema binário em sequencia. são divididos em duas categorias: Contadores Assíncronos e Síncronos Contadores assíncronos São caracterizados por seus flip-flops funcionarem de maneira assíncrona (sem sincronismo). Basicamente. Neste tipo de circuito. o primeirio flip-flop irá mudar de estado. no caso. na Eletrônica Digital. sendo as outras derivadas das saídas dos blocos anteriores. originando na saída Qf e Qa. geração de formas de onda e conversão de analógico para digital. São circuitos digitais que variam os seus estados. medição de freqüência e tempo. assim sucessivamente.Eletrônica Digital Profº. A cada descida do pulso de clock. divisão de freqüência. são facilmente implementados com flip-flops. de acordo com uma seqüência predeterminada. a cada descida de clock. Seu circuito apresenta 4 flip-flops do tipo T ou JK Mestre-Escravo. estes sistemas.

que após a 16ª descida de clock. o contador irá reiniciar a contagem. 11 0 . temos nas saídas o sistema binário (0000 a 1111).Eletrônica Digital Profº. Nota-se ainda. Antonio Samuel Neto Pulsos de entrada Q0 Q1 Q2 Q3 Pulsos de entrada 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 Q3 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 0 Saídas Q2 Q1 0 0 0 0 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 1 1 0 0 Q0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 Considerando Q0 como bit menos significativo e Q3 como mais significativo.

interligando as entradas clear dos flip-flops. 11 1 .Eletrônica Digital Profº. Q2 = 0 e Q3 = 0 (10102). Para que o contador conte somente de 0 a 9. o contador tende a assumir o estado Q0 = 0. deve-se jogar um nível 0 na entrada clear assim que surgir o caso 10 (1010). Temos para esse caso a seguinte tabela da verdade: Descidadas do clock 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Q3 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 Q2 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 Q1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 Q0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 CLR 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 Após a décima descida de clock. zerando o contador. Utiliza-se o contador de pulsos. Antonio Samuel Neto Contador de Década Efetua a contagem em números de 0 a 910. porém a entrada clear vai par 0. Q1 = 1.

vamos considerar um contador de 0 a 510. o bit menos significativo. pois na sequência da contagem. A contagem decrescente é o complemento da contagem crescente. coloca-se estas saídas numa porta NE e à saída desta ligamos as entradas clear dos flip-flops. deverá haver um 0 nas entradas da porta NE. Q2 e Q3 . a ligação de Q2 e Q1. Neste caso. com a única diferença de extrairmos as saídas dos terminais Q0 . Contadores Assíncronos Decrescentes Realiza a seguinte contagem: Decimal 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 Binário 1 1 1 1 1 0 1 0 0 1 0 1 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 1 0 0 1 0 1 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 O circuito que efetua a contagem é apresentado a seguir e é o mesmo que efetua a contagem crescente. estas irão assumir níveis 1 simultaneamente apenas no caso 110. Como exemplo. Q0 = 0 (110). sendo o terminal Q0 . o estado seguinte a n será o 6. Q1 = 1. ocasionando nas saídas: Q2 = 1. 11 2 .Eletrônica Digital Profº. Q1 . Antonio Samuel Neto Contador Seqüencial de 0 a n Verifica-se quais as saídas do contador para o caso seguinte a n.Quando ocorrer então.

faz a contagem decrescente. originando a contagem decrescente. 1° CLOCK 2° 3° 4° 5° 6° 7° 8° 9° 10° 11° 12° 13° 14° 15° 16° 17° Q0 Q1 Q2 Q3 1 1 1 1 0 1 1 1 1 0 1 1 0 0 1 1 1 1 0 1 0 1 0 1 1 0 0 1 0 0 0 1 1 1 1 0 0 1 1 0 1 0 1 0 0 0 1 0 1 1 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 Contador Assíncrono Crescente/Decrescente Utiliza-se uma variável de controle que quando assume 1. que irá zerar todos os flip-flops nas saídas Q. Q1 . respectivamente.Eletrônica Digital Profº. estabelecendo nível 1 a saída de todos os flip-flops. porém irá impor níveis 1 nas saídas Q Um outro modo de montar um contador decrescente é injetando nas entradas clock dos flipflops. O estado inicial pode ser obtido pela passagem da entrada PR para 0. logo. as saídas complementares como é mostrado na figura a seguir Os clocks são. Q0 . faz o circuito executar a contagem crescente e quando assume 0. Q1 e Q2 respectivamente. Q1 e Q2 . Antonio Samuel Neto O estado inicial (1111) pode ser obtido pela aplicação de nível 0 na entrada IN. Q2 e Q3 irão trocar de estado nas subidas de Q0 . 11 3 .

O esboço de um contador síncrono de 4 dígitos binários é dado na figura acima: cada flip-flop recebe a mesma entrada E e as saídas Q são os dígitos resultantes da contagem. em princípio. Caso I II III IV J 0 0 1 1 K 0 1 0 1 Q Qa 0 1 Qa 11 4 . antes da aplicação dos valores das entradas J e K. lembrando que. nos contadores assíncronos os flip-flops são ligados em cascata e trabalham em diferentes frequências. A mesma coisa vale para o flip-flop tipo mestre-escravo. neste último. erros podem ocorrer com frequências mais altas. Quando o controle X estiver em 0. Nos contadores síncronos esse problema é minimizado porque todos os flip-fops recebem. os pulsos a contar. Antonio Samuel Neto Quando o controle X estiver em 1.Eletrônica Digital Profº. Qa é o valor anterior da saída Q. parecem atender todas as necessidades. Contadores Síncronos Conforme visto no item anterior. Os circuitos práticos apresentam pequenas diferenças e variações de tempos de resposta e. nas entradas de clock. cada um opera na metade da frequência do anterior. portanto. Q1 e Q2 nas entradas clock dos flip-flops respectivamente. Q1 e Q2 estarão bloqueadas. A tarefa agora é achar ligações e blocos lógicos entre os flip-flops de forma que a contagem seja efetivada com a entrada de clock comum. as mudanças somente ocorrem na variação (descida) de 1 para 0 dos pulsos aplicados na entrada de clock. as saídas Q0 . a situação irá se inverter e assim o contador contará decrescentemente. Na realidade. o mesmo sinal. fazendo com que entrem as saídas Q0 . de forma similar ao assíncrono. Tabelas do flip-flop A tabela abaixo é a tabela de verdade do flip-flop JK. isto é. Os circuitos são simples e. Isto fará com que o contador conte crescente.

resultando na tabela de transição acima. Contador Síncrono Gerador de Código Binário de 4 bits Necessitamos de 4 flip-flops JK mestre-escravo. Antonio Samuel Neto A partir da tabela de verdade. São listados os valores anterior e atual possíveis para a saída e os correspondentes valores que as entradas devem ter para ocorrer cada transição de Qa para Q. pode-se elaborar uma tabela de transição.Eletrônica Digital Profº. Pulso 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Q3 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 Q2 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 Q1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 Q0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 Esta tabela apresenta a sequência que as saídas dos flip-flops devem assumir em função da presença de pulsos de clock. a entrada J é sempre 0 e a entrada K. o comportamento das entradas J e K dos flip-flops e levantar o circuito necessário para gerar a sequência. Raciocínio similar é usado para os demais casos. devemos analisar. o que é contra a hipótese assumida de Qa=0 e Q=0). isto é. Casos I e II III e IV II e IV I e III Qa 0 0 1 1 Qf 0 1 0 1 J 0 1 Ø Ø K Ø Ø 1 0 Observando a primeira linha de valores da tabela acima: a transição de Qa=0 para Q=0 só pode ocorrer nos casos I e II da Tab primeira tabela (nos demais casos. indiferente (simbolizado por Ø conforme já visto em páginas anteriores). conforme mostrado a seguir. ou Q é 1 ou o inverso de Qa. nos casos I e II de primeira tabela. 0 ou 1. Para o projeto. Vamos supor que ao ligarmos o contador. Assim. ele assuma o seguitne estado Q3 0 Q2 0 Q1 0 Q0 0 11 5 . para cada caso.

• • • Podemos. devemos ter as seguintes entradas neste flip-flops: J0 = 1 e K0 = X (J = 1 e K = X ⇒ Qa = 0 passa para Qf = 1). então. passar para o seguinte estado: Q3 0 Q2 0 Q1 0 Q0 1 Sob a presença do 1º pulso de clock. a partir da análise. Q0: estava em 1.Eletrônica Digital Profº. analisar as entradas J e K para este caso: • Q3: estava em 0.após o 1º pulso de clock deve mudar para 1. após o 2º pulso de closk. devemos ter as seguintes entradas neste flip-flops: J1 = 1 e K1 = X. deve passar para 0. J2 =0 e K2 =X. devemos ter as seguintes entradas neste flip-flops: J3 = 0 e K3 = X (J = 0 e K = X ⇒ Qa = 0 passa para Qf = 0). J2 =0 e K2 =X. logo antes do 1º pulso de clock. temos: • Q3: estava em 0. escrever a primeira linha da tabela da verdade: . antes do 2º pulso de clock. deve passar para 0. devemos ter as seguintes entradas neste flip-flops: J3 = 0 e K3 = X (J = 0 e K = X ⇒ Qa = 0 passa para Qf = 0). Q0: estava em 0. Antonio Samuel Neto Ele deverá. logo. após o 2º pulso de clock deve mudar para 0. a partir da análise. antes do 1º pulso de clock. logo. logo. J1 =0 e K1 =X. devemos ter as seguintes entradas neste flip-flops: J0 = X e K0 = 1. logo. agora. Q1: estava em 0. Q2: caso análogo a Q3:. após o 1º pulso de clock. logo antes do 2º pulso de clock. no estado Q3 0 Q2 0 Q1 0 Q0 1 Q2 0 0 Q1 0 0 Q0 0 1 J3 0 K3 X J2 0 K2 X J1 0 K1 X J0 1 K0 X E deve. logo. logo antes do 2º pulso de clock. Q2: caso análogo a Q3:. escrever a primeira linha da tabela da verdade: Descida do pulsos de entrada 1º Saídas Q3 0 0 O contador está. após o 2º pulso de clock deve mudar para 1. 11 6 • • • Podemos. Q1: idem. passar para Q3 0 Q2 0 Q1 1 Q0 0 Vamos.

Antonio Samuel Neto Descida do pulsos de entrada 1º 2º Saídas Q3 0 0 0 Q2 0 0 0 Q1 0 0 1 Q0 0 1 0 J3 0 0 K3 X X J2 0 0 K2 X X J1 0 1 K1 X X J0 1 1 K0 X X Utilizando o mesmo procedimento para os outros casos. obtemos a tabela completa Descida do pulsos de entrada 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º Saídas Q3 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 Q2 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 Q1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 Q0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 J3 0 0 0 0 0 0 0 1 X X X X X X X X K3 X X X X X X X X 0 0 0 0 0 0 0 1 J2 0 0 0 1 X X X X 0 0 0 1 X X X X K2 X X X X 0 0 0 1 X X X X 0 0 0 1 J1 0 1 X X 0 1 X X 0 1 X X 0 1 X X K1 X X 0 1 X X 0 1 X X 0 1 X X 0 1 J0 1 1 1 X 1 X 1 X 1 X 1 X 1 X 1 X K0 X X X 1 X 1 X 1 X 1 X 1 X 1 X 1 11 7 .Eletrônica Digital Profº.

Antonio Samuel Neto Flip-Flop 0 Q3 Q2 Q1 Q0 00 1 X X 1 01 1 X X 1 11 1 X X 1 10 1 X X 1 Q3 Q2 Q1 Q0 00 X 1 1 X 01 X 1 1 X 11 X 1 1 X 10 X 1 1 X 00 01 11 10 00 01 11 10 J0 = 1 Flip-Flop 1 Q3 Q2 Q1 Q0 K0 = 1 00 0 1 X X 01 0 1 X X 11 0 1 X X 10 0 1 X X Q3 Q2 Q1 Q0 00 X X 1 0 01 X X 1 0 11 X X 1 0 10 X X 1 0 00 01 11 10 00 01 11 10 J 1 = Q0 Flip-Flop 2 Q3 Q2 Q1 Q0 K1 = Q0 00 0 0 1 0 01 X X X X 11 X X X X 10 0 0 1 0 Q3 Q2 Q1 Q0 00 X X X X 01 0 0 1 0 11 0 0 1 0 10 X X X X 00 01 11 10 00 01 11 10 J 2 = Q1 Q0 K2 = Q1 Q0 11 8 .Eletrônica Digital Profº.

Eletrônica Digital Profº. no pulso 10. os dados de J2/K2 e J1/K1 também serão 0 e X. assim. Q0 muda de 0 para 1. Assim. 11 9 . o reinício da contagem. Considera-se que a primeira linha (pulso 1) corresponde à transição deste para o pulso 2. as saídas Q3 a Q0 devem assumir valores binários de 0000 a 1001. Portanto J0 e K0 serão 1 e Ø respectivamente. incrementados 1 a 1. A tabela é completada com o uso procedimento similar. a transição é para valores de Q3 Q2 Q1 Q0 iguais a 0000. Q3 vai de 0 para 0 e J3 e K3 serão respectivamente 0 e X. ou seja. Q2 e Q1 também vão de 0 para 0 e. lembrando que. Antonio Samuel Neto Flip-Flop 3 Q3 Q2 Q1 Q0 00 0 0 0 0 01 0 0 1 0 11 X X X X 10 X X X X Q3 Q2 Q1 Q0 00 X X X X 01 X X X X 11 0 0 1 0 10 0 0 0 0 00 01 11 10 00 01 11 10 J3 = Q2Q1Q0 K3 = Q2 Q1 Q0 O circuito completo deste contador é visto na figura a seguir 1 Q2 Q3 Clock Contador de Década O processo é análogo ao já apresentado na seção anterior Supõe-se agora que deseja-se um meio de fazê-lo contar repetidamente sequências de 10 pulsos. Assim.

Antonio Samuel Neto Descida do pulsos de entrada 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º Saídas Q3 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 Q2 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 Q1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 Q0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 J3 0 0 0 0 0 0 0 1 X X K3 X X X X X X X X 0 1 J2 0 0 0 1 X X X X 0 0 K2 X X X X 0 0 0 1 X X J1 0 1 X X 0 1 X X 0 0 K1 X X 0 1 X X 0 1 X X J0 1 1 1 X 1 X 1 X 1 X K0 X X X 1 X 1 X 1 X 1 12 0 .Eletrônica Digital Profº.

Eletrônica Digital Profº. Antonio Samuel Neto 12 1 .

Eletrônica Digital Profº. ou ser encadeados objetivando atingir o estado inicial. 12. Para exemplificar. Os estados que não pertencem à sequência são: 4. 10. 8. Os estados que não fizerem parte da sequência deverão ser considerados como condições irrelevantes. 11. 14 e 15 12 2 . 6. vamos construir um contador que gere a seguinte sequência: 0 ⇒ 1 ⇒ 2 ⇒ 3 ⇒ 10 ⇒ 13 ⇒ 0. 9. 7. Antonio Samuel Neto Contador Gerador de uma Sequência Qualquer Basta estabelecer a sequência e determinar as entradas J e K. 5.

Antonio Samuel Neto Estados 0 1 2 3 10 4 5 6 7 8 9 11 10 13 11 12 13 0 14 15 0 Saídas Q3 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 0 Q2 0 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 0 1 1 0 1 1 0 Q1 0 0 1 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 1 0 0 0 1 1 0 Q0 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 1 1 0 1 1 0 1 0 0 1 0 J3 0 0 0 1 K3 X X X X J2 0 0 0 0 K2 X X X X J1 0 1 X X K1 X X 0 0 J0 1 1 1 X K0 X X X 1 O estado 3 antecede o 10 0 0 0 1 X X X X X X 0 0 X X X X 0 0 0 0 0 1 X X 0 1 X X 0 1 X X 0 1 X X 1 X 1 X 1 X X 1 X 1 X 0 O estado 9 antecede o 11 X 0 1 X X 1 1 X O estado 10 antecede o 13 X X X 0 0 1 1 X X X 0 1 X 0 0 1 X X X 1 X 1 X 1 O estado 13 antecede o 0 X X 0 1 X X 0 1 X X 0 1 1 X X 1 O estado 15 antecede o 0 12 3 .Eletrônica Digital Profº.

Antonio Samuel Neto Flip-Flop 0 Q3 Q2 Q1 Q0 00 1 1 0 1 01 X X X X 11 X X X X 10 1 1 1 X Q3 Q2 Q1 Q0 00 X X X X 01 1 1 1 0 11 1 1 1 1 10 X X X X 00 01 11 10 00 01 11 10 J 0 = Q3 + Q2 + Q1 Flip-Flop 1 Q3 Q2 Q1 Q0 K 0 = Q3 + Q2 + Q1 00 0 0 1 0 01 1 1 0 1 11 X X X X 10 X X X X Q3 Q2 Q1 Q0 00 X X X X 01 X X X X 11 0 1 1 1 10 0 0 0 1 00 01 11 10 00 01 11 10 J 1 = Q0 Q3 + Q0 Q2 + Q3Q2 Q0 J 1 = Q0 Q3 + Q2 + Q0 (Q3Q2 ) J1 0 3 2 0 3 2 ( ) = Q (Q Q ) + Q (Q Q ) K 0 = Q2 Q0 + Q3 Q2 J 1 = Q0 ⊕ (Q3Q2 ) Flip-Flop 2 Q3 Q2 Q1 Q0 00 0 X X 0 01 0 X X 0 11 0 X X 1 10 0 X X 1 Q3 Q2 Q1 Q0 00 X 0 0 X 01 X 0 1 X 11 X 1 1 X 10 X 0 0 X 00 01 11 10 00 01 11 10 J 2 = Q3Q1 K 2 = Q3Q0 + Q1Q0 12 4 .Eletrônica Digital Profº.

Eletrônica Digital Profº. Antonio Samuel Neto Flip-Flop 3 Q3 Q2 Q1 Q0 00 0 0 X X 01 0 0 X X 11 1 1 X X 10 0 0 X X Q3 Q2 Q1 Q0 00 X X 0 0 01 X X 1 0 11 X X 1 0 10 X X 0 0 00 01 11 10 00 01 11 10 J 3 = Q1Q0 K 3 = Q2 Q0 O circuito completo deste contador é visto na figura a seguir 12 5 .

Antonio Samuel Neto Gerador de Código Gray Pulsos de entrada 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Q3 Q2 Q1 Q0 Q3 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 11 X X X X Saídas Q2 Q1 Q0 0 0 0 0 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 1 1 1 0 1 1 0 0 1 0 0 1 0 1 1 1 1 1 1 0 0 1 0 0 1 1 0 0 1 0 0 0 10 X X X X J3 0 0 0 0 0 0 0 1 X X X X X X X X K3 X X X X X X X X 0 0 0 0 0 0 0 1 J2 0 0 0 1 X X X X X X X X 0 0 0 0 K2 X X X X 0 0 0 0 0 0 0 1 X X X X J1 0 1 X X X X 0 0 0 1 X X X X 0 0 K1 X X 0 0 0 1 X X X X 0 0 0 1 X X J0 1 X X 0 1 X X 0 1 X X 0 1 X X 0 K0 X 0 1 X X 0 1 X X 0 1 X X 0 1 X 00 0 0 0 0 01 0 0 1 0 00 01 11 10 J 3 = Q2 Q1Q0 Q3 Q2 Q1 Q0 00 X X X X 01 X X X X 11 0 0 1 0 10 0 0 0 0 00 01 11 10 K 3 = Q2 Q1Q0 J 2 = Q0 Q1 Q3 K 2 = Q3 Q1 Q0 12 6 .Eletrônica Digital Profº.

Eletrônica Digital Profº. Antonio Samuel Neto J 1 = Q0 Q3 Q 2 + Q0 Q2 Q3 K1 = Q0 Q2 Q 3 + Q0 Q 2 Q3 J 0 = Q 3 Q 2 Q1 + Q 3 Q2 Q1 + Q3 Q 2 Q1 + Q3Q2 Q1 K 0 = Q 3 Q 2 Q1 + Q 3 Q2 Q1 + Q3Q2 Q1 + Q3 Q 2 Q1 Contador em Anel Gera a seguinte sequência: Q3 0 0 0 1 Q3 Q2 Q1 Q0 Q2 0 0 1 0 01 1 X X X Q1 Q0 0 1 1 0 0 0 0 0 11 X X X X J3 0 0 1 X 10 X X X X K3 X X X 1 J2 0 1 X 0 K2 X X 1 X J1 1 X 0 0 Q3 Q2 Q1 Q0 K1 X 1 X X 00 X X X X J0 X 0 0 1 K0 1 X X X 01 X X X X 11 X X X X 10 1 X X X 00 X 0 X 0 00 01 11 10 00 01 11 10 J 3 = Q2 K 3 = 1(ouQ 2 ) 12 7 .

Antonio Samuel Neto Q3 Q2 Q1 Q0 00 X 0 X 1 01 X X X X 11 X X X X 10 0 X X X Q3 Q2 Q1 Q0 00 X X X X 01 X X X X 11 X X X X 10 X X X X 00 01 11 10 00 01 11 10 J 2 = Q1 K 2 = 1(ouQ 1 ) Q3 Q2 Q1 Q0 00 X 1 X X 01 0 X X X 11 X X X X 10 0 X X X Q3 Q2 Q1 Q0 00 X X X X 01 X X X X 11 X X X X 10 X X X X 00 01 11 10 00 01 11 10 J 1 = QO Q3 Q2 Q1 Q0 K 1 = 1(ouQ 0 ) 01 0 X X 11 X X X X 10 1 X X X Q3 Q2 Q1 Q0 00 X X 00 X X X X 01 X X X X 11 X X X X 10 X X X X 00 01 11 10 00 01 11 10 0 X J 0 = Q3 K 0 = 1(ouQ 3 ) O que resulta no seguinte circuito 12 8 .Eletrônica Digital Profº.

Antonio Samuel Neto Outros contadores Contador de 0 a 59 Q0 Q1 Q2 Q3 Q0 ’ Q1 ’ Q2 ’ Entrada de pulsos Contador de década Contador de 0 a 5 Entrada de pulsos Relógio digital 12 9 .Eletrônica Digital Profº.

Projete um circuito capaz de receber um sinal de clock simétrico de 10kHz e apresentar na saída um sinal de clock simétrico de 1kHz. 13. com saída em BCD8421. 9. Projete um contador assíncrono. utilizando contadores síncronos. 11. Use flipflops do tipo JK mestre-escravo gatilhados pela borda de descida do sinal de clock e com entradas “preset” (PR) e “clear” (CLR) que obedeçam à seguinte tabela da verdade: 8. Antonio Samuel Neto Contador de 1 a 12 Q0 Q1 Q2 Q3 Q0 ’ Q1 ’ Entrada de pulsos Contador de década Contador de 0 a 2 Entrada de pulsos Fica como exercício para o aluno desenvolver os seguintes contadores: • Contador Johnson (ou em Anel Torcido) • Contador de década • Seqüência qualquer Exercício 7. Projete um contador assíncrono que execute a contagem de 2 a 7. 12. Repita as questões 3 e 4. Elabore um contador assíncrono que execute a contagem de 1 a 11. 13 0 . Projete um contador assíncrono que execute a contagem decrescente de 9 a 2. Projete um circuito assíncrono capaz de receber um sinal de clock de 120 kHz e apresentar na saída um sinal de simétrico de 20kHz. 10. porém. que execute a contagem de 0 a 9 (quando a entrada U/D estiver em nível lógico 0) ou a contagem de 9 a 0 (quando a entrada U/D estiver em nível lógico 1). crescente/decrescente.Eletrônica Digital Profº.

Elabore um contador síncrono que gere a seqüência 0. 20.. 8. 0. 16. 13 1 . 5. Projete um decodificador para que a saída do contador da questão anterior seja apresentada em um display de 7 segmentos. A saída deve ter nível lógico 1 se a contagem tiver paridade ímpar. 3 e indicando a letra E quando da ocorrência de um estado indesejável.Eletrônica Digital Profº. 3... 7. 19.. Toda vez que houver mudança na entrada de controle. projete um circuito para verificar a paridade da palavra de saída do contador. se a entrada de controle tiver nível lógico 1.. 17..se uma entrada de controle tiver nível lógico 0 e a seqüência 7. Para facilitar a verificação de erro de contagem. 18. a contagem deverá ser reiniciada no próximo pulso de clock. Projete um contador síncrono que gere a seqüência 000. 1. 15. 5. . a seqüência correspondente deve ser reiniciada. 100 e 111) devem sempre ir para 010 quando da ocorrência do próximo pulso de clock. 6. Antonio Samuel Neto 14. deseja-se projetar um relógio digital que indique horas. Projetar um circuito síncrono que disponibilize os sinais a serem levados a dois decodificadores BCD para display de 7 segmentos para indicar os segundos (não precisa projetar os decodificadores). Caso a saída apresente um dos outros possíveis estados. Projete um circuito que gere a seqüência 0. Projete um contador síncrono que execute a contagem decrescente de 12 a 1 com saída em código gray. Os estados indesejáveis (001. 2. minutos e segundos. 2. 101 e 110 e repete. . 0. 010. Dispondo de um sinal de clock de 1Hz. 011. 6. 10. 1. 4. . 4. gerando a seqüência 0. 2. 2.

Gerador básico de produtos canônicos O circuito da figura abaixo gera os produtos canônicos para duas variáveis de entrada conforme tabela de verdade do tópico anterior. S1. para cada combinação de valores das entradas. Segue tabela de verdade para duas variáveis de entrada. A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S0 1 0 0 0 S1 0 1 0 0 S2 0 0 1 0 S3 0 0 0 1 O conceito é importante no estudo dos circuitos de multiplex porque os produtos canônicos podem ser usados para implementar uma espécie de "chave digital". Cada combinação tem sua saída S de valor um. Desde que elas só podem assumir valores 0 ou 1. Sejam então m saídas digitais S0. 23 = 8 variáveis de saída. A operação pode ser facilmente analisada para cada porta E e.Capítulo 11: Multiplexadores e Demultiplexadores Produtos canônicos . existe um único e exclusivo S igual a um e os demais iguais a zero. dispensa mais comentários. existem m = 2n combinações possíveis. Sm-1.. An-1.. . por isso. Há. de forma que cada uma comuta um determinado circuito. As variáveis S são ditas produtos canônicos das entradas A. se. Circuito básico para três variáveis O circuito da figura abaixo deste tópico é a expansão do circuito do tópico anterior para 3 variáveis. ... . A1.conceitos básicos Seja um conjunto de n entradas digitais A0. portanto.. que seria operada pela combinação das entradas.

pois. igual ao número de entradas digitais. A forma matricial do circuito deste tópico permite o uso de portas de duas entradas para formar um circuito gerador com 4 entradas digitais. Circuito com diodos em forma de matriz O uso de diodos proporciona um tipo de circuito simples e compacto conforme abaixo. Para um circuito básico de 4 entradas digitais. Considera-se que o nível lógico 1 é dado fisicamente por +V e o nível 0 por 0 V.Eletrônica Digital Profº. o diodo está inversamente polarizado. A operação é facilmente dedutível pelo acompanhamento das saídas de cada bloco e aqui não é comentada. o potencial é igual ao do anodo e não afeta o valor da saída. Nos circuitos básicos dos tópicos anteriores. portas E com 4 entradas. mesmo que esta seja 0. as portas E têm mesmo número de entradas. portanto. Circuito em forma de matriz No circuito da figura abaixo as saídas estão indicadas apenas pelos números (sem S) por questão de espaço físico no desenho. Antonio Samuel Neto Pode-se notar que a configuração para qualquer número de entradas é análoga e bastante fácil. 13 3 . Os catodos dos diodos são ligados com as entradas ou com seus inversos fornecidos pelos inversores IA e IB. haveria. neste caso. Se o valor no catodo é 1 (+V).

níveis 0 e 1 são representados por faixas de tensões e não por valores únicos).. por meios digitais. AK-1. na polarização direta. Multiplexador Na Eletrônica Digital ocorrem casos em que há necessidade do envio de informações de várias fontes através de um único meio de transmissão. saída que estiver ligada ao anodo é forçada para 0. entre as várias entradas de sinais e uma saída comum. porque ele está diretamente polarizado (na realidade. um pouco acima de 0 porque diodos reais têm resistência interna. nos circuitos lógicos reais. Seja o exemplo a saída S1: ela será nula se A for igual a 1 ou B for igual a 0. o diagrama em bloco de um multiplex (em geral abreviado como Mux): dispõe de um conjunto de N entradas E0. ou qual dos canais de informações deve ser ligado a saída.. A matriz pode ser estendida para um número qualquer de variáveis de entrada. etc. Então. os diodos conduzam a tensão da fonte diretamente para a massa. . Na figura (a) a seguir. ela será 1. cabo. o que certamente provocaria danos e afetaria os valores das outras saídas. se A for igual a 0 e B for igual a 1. Uma analogia eletromecânica é dada em (b) da mesma figura: um dispositivo acionador comandado pela seleção comuta a chave.. A1. canal de rádio. Por exemplo. E as outras saídas serão nulas. EN-1 que são dirigidas à saída S pela combinação de valores das entradas de seleção A0. O processo básico para essa transmissão é a comutação.... As resistências R são necessárias para evitar que. 13 4 . . Multiplex é o circuito que executa a operação. A entrada de seleção tem como finalidade escolher qual das informações de entrada. Antonio Samuel Neto Se o valor no catodo é 0. E1.Eletrônica Digital Profº. Mas.

Esta última faz uma espécie de acoplamento das saídas das duas portas E. Usando o conceito do tópico anterior. o valor de uma entrada de uma das portas E será 1 e da outra será 0. mais duas entradas para a porta OU e um gerador de produtos canônicos para 2 variáveis. com apenas uma entrada: se A é zero. Antonio Samuel Neto Este processo é o funcionamento básico de um multiplexador. Portanto. 8. Cabe à lógica do circuito que usa o multiplex a definição do tempo de ligação de cada entrada com a saída do bloco e a taxa de repetição das comutações. A figura abaixo dá o esquema do mais simples: apenas 2 canais e.Eletrônica Digital Profº. E o contrário se A é um. as entradas de informação são denominadas canais. 4. sendo que entradas de seleção irão indicar qual a informação a ser conectada à saída. no circuito básico da figura deve existir em princípio a relação N = 2K. . uma entrada de seleção (menos que isso não faz sentido). mas sim de forma seqüencial. Neste caso. o multiplex da figura tem N canais e log2 N (= K) entradas de seleção. Portanto. Isso significa que em geral o número de entradas de informação de um multiplex é potência inteira de 2 (2.. a entrada conectada à porta de E0 é 1 e a entrada conectada à porta de E1 é 0.). Na figura acima o gerador está representado em bloco. 13 5 . Algumas vezes. Assim. pode-se montar um circuito para quatro canais. na realidade. É evidente que as informações de cada entrada não são enviadas ao mesmo tempo. o mais simples possível. Nota-se que o circuito da entrada de seleção A é. portanto. a respectiva entrada de informação é dirigida à saída pela porta OU. O resultado é a operação conforme tabela na parte direita da figura.. um conjunto de K variáveis lógicas pode ter 2K combinações. Bastam mais duas portas E. Dependendo do valor da entrada de seleção A. 16. um gerador de produtos canônicos. podendo ser qualquer um dos tipos dados na página anterior ou outros. Conforme já visto na página anterior.

O circuito do tópico anterior pode ser generalizado para um número N de canais conforme diagrama da figura abaixo. como já visto no primeiro tópico desta página: N = 2K. Antonio Samuel Neto A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S0 1 0 0 0 S1 0 1 0 0 S2 0 0 1 0 S3 0 0 0 1 S E0 E1 E2 E3 A saída do gerador que estiver em 1 (as outras devem estar em 0) "habilita" a porta E à qual está ligada. Simplificação de circuito multiplex (exemplo) O circuito da figura a seguir é o mesmo multiplex de 4 canais do item anterior. A lógica da operação é a mesma e dispensa mais comentários. há indicação explícita (linhas cor laranja) do gerador de produtos canônicos. 13 6 .Eletrônica Digital Profº. A tabela de operação é dada acima. Lembra-se apenas a relação que deve existir entre o número de canais e o número de entradas de seleção. fazendo a comutação para a respectiva entrada de informação. Aqui.

assim. A variável A no multiplex da direita seleciona um dos dois da esquerda. Na figura abaixo são usados 3 multiplex de 2 canais para formar um de 4 canais. o multiplex da direita pode ser de 2 canais. a variável B seleciona a entrada do que estiver selecionado pela variável A anterior. elas só podem ser 00 ou 11 e. No exemplo da figura a seguir. Antonio Samuel Neto O circuito da figura acima é uma simplificação do anterior. Na figura. 13 7 . Circuitos multiplex podem ser combinados para formar outros de maior capacidade.Eletrônica Digital Profº. O arranjo físico mostra uma forma triangular. Nesses. Cada par de portas E foi substituído por uma única de 3 entradas e inversores onde necessário. Procedimento similar é usado para formar um multiplex de 8 canais a partir de 3 de 4 canais . pois só tem duas entradas para comutar. são empregados cinco multiplex de 4 canais para formar um de 16 canais. funcionado como se fosse um circuito de dois canais. é usado um de quatro com as duas entradas de seleção interligadas. só selecionam as entradas 0 e 3. Na realidade. Isso é apenas um exemplo. Nessa condição. A simplificação depende do tipo usado de gerador de produtos canônicos.

E1 = 0. Mas a repetição das letras (C e D) deixa clara a ligação. Se definidos os valores E0 = 1. portanto. A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 S 1 0 0 1 0 0 0 1 13 8 . E7 = 1. todas as entradas do multiplex direito são usadas. 3 entradas de seleção. não estão indicadas as interligações entre as entradas de seleção dos multiplex da esquerda. Tem. Ao contrário do anterior. Antonio Samuel Neto Por questão de clareza do diagrama. A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 S E0 E1 E2 E3 E4 E5 E6 E7 Embora o multiplex seja conceitualmente destinado a transmitir informações. E5 = 0. as quais em geral variam com o tempo. E2 = 0.Eletrônica Digital Profº. E3 = 1. nada impede que se dêem valores fixos às variáveis de entrada de informação. tem-se a tabela a seguir. E6 = 0. Circuitos combinatórios com multiplex A tabela a seguir pertence a um multiplex de 8 canais. E4 = 0. como ocorre no desenho anterior.

Eletrônica Digital Profº. A figura acima dá um exemplo para 3 entradas e duas saídas. Se o circuito tem mais de uma saída. embora não necessariamente da mais eficiente. Antonio Samuel Neto Essa tabela é a tabela de verdade de um circuito combinatório de 3 entradas e 1 saída. basta acrescentar mais blocos multiplex. de forma sistemática e fácil. Na prática. os multiplex podem ser usados para implementar quaisquer circuitos combinatórios. O circuito que a executa é dado na figura abaixo. 13 9 . As entradas de seleção do multiplex são as entradas do circuito combinatório e as entradas de informação são forçadas a níveis lógicos constantes.

Variáveis de Seleção Situação na saída Caso 0 0 P0 = AB Caso 0 1 P0 = AB Caso 1 0 P0 = AB ( ) ) ) S = I0 S = I1 S = I2 S = I3 ( ( Caso 1 1 (P0 = AB ) 14 0 . monta-se uma tabela da verdade onde serão colocadas todas as possibilidades de seleção e as respectivas informações que devem aparecer na saída. Deve-se relacionar a possibilidade de que as entradas de seleção irão assumir com a informação de entrada que deve ser conectada à saída. Para exemplificar. obtendo. vamos montar o projeto de um multiplex de 4 canais de informações Variáveis de Seleção Saída A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S I0 I1 I2 I3 Relaciona-se os valores assumidos pela saída para cada possibilidade das variáveis de seleção. Antonio Samuel Neto A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 S0 1 0 0 1 0 0 0 1 S1 0 0 0 1 1 0 0 1 Projeto do Circuito de um Multiplex. a partir disso. o respectivo produto canônico.Eletrônica Digital Profº. Para isso.

as informações I0. Basta conectar às entradas de seleção um circuito contador que gere a seqüência de contagem desejada. tem-se: I0 I1 I2 I3 MUX A B Endereçamento Seqüencial em um Sistema Multiplex Pode-se utilizar um multiplexador que apresente.Eletrônica Digital Profº. Antonio Samuel Neto Canais de informação Representando o multiplex obtido em blocos. Uma das utilidades deste sistema é a conversão de uma informação paralela em uma informação série. pois se o contador gerar a seqüência binária teremos seqüencialmente na saída. os dados correspondentes aos canais de informação. seqüencialmente na saída. I1. I2 até IN-1. 14 1 .

E ainda. Antonio Samuel Neto Utilização de Multiplex na construção de Circuitos Combinacionais Inicialmente. A grande vantagem é a facilidade de esquematização de circuitos combinacionais para um elevado número de variáveis. obtém-se a tabela da verdade do circuito lógico que se deseja. Na seqüência. vamos escrever os valores que as informações de entrada devem assumir: MUX 1: I0 = I3 = I5 = I6 = 0 I1 = I2 = I4 = I7 = 1 MUX 2: I0 = I1 = I2 = I4 = 0 I3 = I5 = I6 = I7 = 1 14 2 .Eletrônica Digital Profº. as entradas do circuito combinacional definem o endereçamento da informação no circuito Multiplex. Exemplo: Implementar a lógica da tabela da verdade abaixo utilizando circuito multiplex Partindo da tabela. as saídas do circuito combinacional devem ser injetadas nos canais de entrada de informação do Multiplex.

Eletrônica Digital Profº. Antonio Samuel Neto Demultiplexador É o bloco que executa a função inversa ao multiplexador. ou seja. a de enviar informações contidas em um canal a vários canais de saída. As entradas de seleção tem como finalidade escolher qual o canal de informação de saída deve ser conectado à entrada. 14 3 . Um circuito elementar que efetua uma demultiplexaçaõ é visto na figura a seguir.

Antonio Samuel Neto As variáveis de seleção irão indicar qual a posição que a chave seletora deve assumir. ou seja. com o canal de saída de informação que deve ser conectado à entrada. e I0 estará em 0 Variáveis de Seleção Canais de Informação A 0 1 I0 E 0 I1 0 E Projeto Do Circuito de em Demultiplex Deve-se relacionar a possibilidade que as variáveis de seleção irão assumir (endereço). o que implica no uso de duas variáveis de seleção resultando na tabela da verdade a seguir: Variáveis de Seleção A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 I0 E 0 0 0 Canais de Saída I1 0 E 0 0 I2 0 0 E 0 I3 0 0 0 E 14 4 . qual o canal de saída devemos conectar a informação de entrada. e I1 estará em 0 A = 1: I1 irá assumir o valor da entrada de informação (E). Como exemplo. Monta-se a tabela da verdade em que são consideradas todas as possibilidades de seleção e os respectivos canais de informação. Um circuito lógico básico de um demultiplexador de 2 canais esta esquematizado na figura a seguir: • • A = 0: I0 irá assumir o valor da entrada de informação (E). vamos elaborar um demultiplex de quatro canais.Eletrônica Digital Profº.

Eletrônica Digital Profº. Antonio Samuel Neto 0 funcionamento do circuito demultiplex é análogo ao do multiplex. 14 5 . Apenas uma saída estará ativa para um dado endereço Outras Maneiras de Formar um Bloco Demultiplex Qualquer gerador de produtos canônicos pode ser utilizado para montar um demultiplexador.

Antonio Samuel Neto O gerador de produtos canônicos interno ao demultiplex funciona como distribuidor de endereços. Apresentando este processo com um caso simples.Eletrônica Digital Profº. Lembrando que os geradores de produtos canônicos poderá ser construído com uma das abordagens abaixo: ◊ ◊ ◊ Uma matriz de encadeamento simples. Vamos montar um demultiplex de quatro canais a partir de outros de apenas dois canais de saída. 14 6 . Portas lógicas E. a capacidade dos demultiplex também podem ser ampliadas combinando demultiplex de menor capacidade. Ampliação da Capacidade de um Circuito Demultiplex Assim como nos circuitos multiplex. As variáveis de seleção desbloqueiam apenas uma saída. Uma matriz de encadeamento duplo.

Demultiplex com Endereçamento Sequencial A informação da entrada sai pelos canais de saída de acordo com o endereçamento seqüencial. Exemplo de um demultiplex de 16 canais de saída utilizando apenas blocos de 8 canais. um circuito contador que gere a contagem seqüencial desejada. Antonio Samuel Neto Com este processo é possível formar circuitos demultiplex de qualquer capacidade de saída. Basta conectar às entradas de seleção.Eletrônica Digital Profº. 14 7 .

a informação sairá pelo canal de saída I0. Esboce o sinal multiplexado. Utilizando o bloco de um multiplex. elabore o circuito que executa a seguinte tabela verdade 14 8 . 2. quando assumir o estado 1. A figura abaixo apresenta os sinais de seleção e de informação de entrada de um multiplex de dois canais. Projete um multiplexador de 16 canais de entrada utilizando apenas multiplexadores de 2 entradas. e assim sucessivamente. 6. 5. Mostre como um multiplexador de 16 canais de entrada pode ser obtido utilizando somente multiplexadores de 8 canais de entrada. Antonio Samuel Neto Quando o contador assume estado 0. esquematize um sistema multiplex de 32 canais. sairá pelo canal I1. 4. 3. Mostre como um multiplexador de 8 entradas pode ser usado para gerar a função: Z = A B C D + B C D + A B D + A B C D Utilizando cinco blocos multiplex de oito canais.Eletrônica Digital Profº. Esta configuração não permite a conversão de informação série paralela a saída simultânea de informações Exercícios 1.

14 9 . Antonio Samuel Neto 7. onde apenas uma saída é ativada para cada combinação de entrada.Eletrônica Digital Profº. A partir de dois demultiplex de dezesseis canais e um de dois canais. elabore um decodificador 4 para 16. forme um sistema demultiplex de trinta e dois canais. Utilizando o bloco de um demultiplex. 8.