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Seminário: Interação e Subjetividade no Ensino de Línguas

Faz diFerEnça sEr auTor da AuLa que MiNistro?
17, 18 e 19 de outubro de 2013
Universidade Federal do Pará Castanhal – Pará – Brasil

Inéia Damasceno Abreu Márcia Cristina Greco Ohuschi Thomas Massao Fairchild Zilda Laura Ramalho Paiva (Orgs.)

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Seminário Interação e Subjetividade no Ensino de Línguas (3.:2013:Castanhal, PA) Cadernos de resumo [do] III Seminário Interação e Subjetividade no Ensino de Línguas : faz diferença ser autor da aula que ministro? Inéia Damasceno Abreu (org.) ... [et al.]. -- Castanhal, PA : UFPA/Faculdade de Letras, 2013.

ISBN 978-85-64233-04-1 1. Linguagem e línguas – Estudo e ensino. I. Abreu, Inéia Damasceno Abreu, org.
CDD 22. ed. 407

Caderno de Resumos

III SISEL
Seminário: Interação e Subjetividade no Ensino de Línguas

Faz diferença ser autor da aula que ministro?
17, 18 e 19 de outubro de 2013

Inéia Damasceno Abreu Márcia Cristina Greco Ohuschi Thomas Massao Fairchild Zilda Laura Ramalho Paiva (Org.)

Erick Nelo Pedreira Pró-Reitoria de Planejamento Prof. Stefano Juliano Tavares de Andrade Vice-Coordenador do Campus Universitário de Castanhal/UFPA Profa. Carlos Edilson de Almeida Maneschy Reitor Prof. Edson Ortiz de Matos Pró-Reitoria de Administração João Cauby de Almeida Jr. Dr. Emmanuel Zagury Tourinho Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação Prof. Fátima Cristina da Costa Pessoa Diretora Adjunta do Instituto de Letras e Comunicação Profa. MSc. Dra. Germana Maria Araújo Sales Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras Prof. Adriano Sales dos Santos Silva Coordenador do Campus Universitário de Castanhal/UFPA Prof. Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal Prof. Dra. MSc. Dr. Marlene Rodrigues Medeiros Freitas Pró-Reitoria de Ensino e Graduação Prof. Horácio Schneider Vice-reitor Profa. Fernando Arthur de Freitas Neves Pró-Reitoria de Extensão Prof. Kelly Cristina Marques Gaignoux Diretora da Faculdade de Letras do Campus Universitário de Castanhal/UFPA . Dr. Dr. Dr. Otacílio Amaral Filho Diretor Geral do Instituto de Letras e Comunicação Profa. MSc. Dr. Dr.UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ Prof. Dra.

Comissão Organizadora Presidente: Thomas Massao Fairchild Docentes – UFPA: Inéia Damasceno Abreu Márcia Cristina Greco Ohuschi Zilda Laura Ramalho Paiva Docentes – Educação Básica: Shirley de Pontes Araújo Arthur Conceição Santos Bentes da Gama Alunos – Pós-Graduação: Dione Márcia Alves de Moraes Eunice Braga Pereira Francineide Paiva Moraes Laura Viviani dos Santos Bormann Vanessa Gonçalves Costa Alunos – Graduação: Alana Clemente Lima Ana Beatriz Fonseca Pereira Ana Paula Oliveira Silva Andressa de Jesus Araújo Ramos Caroline do Nascimento dos Santos Érica Patrícia Barbosa Costa Felipe Hilan Guimarães Santos Hariane Cristina de Souza Lemos Julio Ferreira Neto Roberta Corrêa Pantoja Ronildo Júnior dos Santos Pinheiro Luana de Jesus Silva Maria Bruna Rêgo Silva Melize Borges Pereira Silmara de Oliveira Silva Comitê Científico Émerson de Pietri (USP) Ernesto Sérgio Bertoldo (UFU) George Hamilton Pellegrini Ferreira (UFPA) Inéia Damasceno Abreu (UFPA Iris Lima Barbosa (UFPA) Ivan Pereira de Souza (UFPA) Ivânia dos Santos Neves (UNAMA José Carlos Chaves da Cunha (UFPA) Kelly Cristina Marques Gaignoux (UFPA) Laura Maria Silva Araújo Alves (UFPA) Lexy Concepción Medina Mejía (UPNFM Honduras) Márcia Cristina Greco Ohuschi (UFPA) Maria do Perpétuo Socorro Cardoso da Silva (UEPA) Marinalva Vieira Barbosa (UFTM) Myriam Crestian Chaves da Cunha (UFPA) Renilson José Menegassi (UEM) Sulemi Fabiano Campos (UFRN) Sonia Maria Correa Pereira Mugschl (UFMA) Thomas Massao Fairchild (UFPA) Zilda Laura Ramalho Paiva (UFPA) .

br Universidade Federal do Pará Campus Universitário de Castanhal Faculdade de Letras Avenida dos Universitários. nº 1. Castanhal/PA CEP 68746-360 (91)3311-4621 letrascastanhal@ufpa. José Silveira Netto” Rua Augusto Corrêa. s/n.br . Guamá.Organização. projeto gráfico e diagramação Thomas Massao Fairchild Revisão Thomas Massao Fairchild Capa Thomas Massao Fairchild Apoio Institucional CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior Campus Universitário de Castanhal – UFPA Realização PPGL – Programa de Pós-Graduação em Letras FALE – Faculdade de Letras do Campus Universitário de Castanhal Universidade Federal do Pará Instituto de Letras e Comunicação Programa de Pós-Graduação em Letras Cidade Universitária “Prof. Jaderlândia. Belém/PA CEP 66074-900 (91) 3201-7499 mletras@ufpa.

SUMÁRIO 1 FOLHETAR E IMAGINAR: O CORDEL NA SALA DE AULA TRAZ CONSIGO A ARTE DE ENCANTAR Alana Clemente LIMA (UFPA) Cristiane Helena Silva de OLIVEIRA (UFPA) 2 O MUNDO DO BANDIDO: COMPREENDENDO AS FORMAS DE SIGNIFICAÇÃO PARA ATUAR PEDAGOGICAMENTE Alessandra Gonçalves PINHEIRO (UFPA) Suellen Thayane Carvalho da SILVA (UFPA) Orientadora: Rosa Maria de Souza BRASIL (UFPA) 3 INTERTEXTUALIDADE DE TEXTOS LITERÁRIOS E TELEVISÃO: AS TELENOVELAS NA SALA DE AULA Aléxia Raíssa Castro da SILVA (UFPA) Izadora Cristina Ramos RODRIGUES (UFPA) Maria Jackeline da Silva CAVALCANTE (UFPA) 4 PROJETOS DE FUTURAS PROFESSORAS: UMA EXPERIÊNCIA INTEGRADORA NA ESCOLA DE APLICAÇÃO DA UFPA Ana Alice Castro COSTA (Escola de Aplicação da UFPA) Ana Letícia Maia de OLIVEIRA (UFPA) Suene Amorim COSTA (UFPA) 5 O TEXTO LITERÁRIO NOS MATERIAIS DO MÉTODO KUMON COMO PRETEXTO DE UMA ABORDAGEM DO PORTUGUÊS “CLÁSSICO”: A PRISÃO DO CORRETOR Ana Caroline da Silva RODRIGUES (UFPA) 6 ENSINO DE INGLÊS ATRAVÉS DA LITERATURA: LITERATURA INFANTOJUVENIL NA SALA DE AULA Ana Maria da SILVA (UFPA/Marabá) Gleiciane de Cássia Sousa RODRIGUES (UFPA/Marabá) 7 ABORDAGEM DAS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM EM UM LIVRO DIDÁTICO DO 8º ANO Ana Paula Oliveira da SILVA (UFPA) Julio Ferreira NETO (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) 8 CONCEPÇÃO DE LINGUAGEM: A INFLUÊNCIA NA AUTORIA DE SALA DE AULA Andressa de Jesus Araújo RAMOS (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) 9 ARTIGO DE OPINIÃO: O PODER DA ARGUMENTAÇÃO 7 .

MEDIADOR Bruna Rafaelle de Oliveira NEVES (UFPA) Adriele dos Santos SANTANA (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) 13 SEQUÊNCIA DIDÁTICA COMO FERRAMENTA AUTÔNOMA PARA O ENSINO DA LEITURA E DA ESCRITA Cibelly Paraiso PINHEIRO (IFPA) Luciano Pereira NUNES (UFPA) 14 O PAPEL DO PROFESSOR: DO MATERIAL DIDÁTICO A SALA DE AULA Clívia Tatiana Duarte ARAGÃO (Instituto Carreira) 15 GÊNEROS TEXTUAIS E ENSINO: DOS PROCEDIMENTOS TEÓRICOS À APLICABILIDADE EM AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA NA EDUCAÇÃO BÁSICA Dalvino Silva COSTA (PIBIC/INTERIOR) 16 LEITURA ATIVA E CRÍTICA POR MEIO DE ESTRATÉGIAS DE CARNAVALIZAÇÃO E UTOPIA CRÍTICA: UMA PROPOSTA DE ENSINO DE LEITURA Daniel Prestes da SILVA (UNAMA) 17 O GÊNERO MÚSICA EM AULAS DE PORTUGUÊS Danillo da Silva MENDES (UFPA) 18 GÊNEROS DISCURSIVOS: UMA PROPOSTA DE ENSINO COM BASE NO ARTIGO DE OPINIÃO Davi Pereira de SOUZA (UFPA) Francisca Imaculada Santos OLIVEIRA (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) 19 AS CARACTERÍSTICAS DA LITERATURA DE FICÇÃO CIENTÍFICA PRESENTES NO JOGO ELETRÔNICO METAL WARRIORS Denison Carlos Soares BARBOSA (UFPA) Tailson Rodrigues de LIMA (UFPA) Rafael Alexandrino MALAFAIA 8 .Antonilda de Lima Albuquerque VIEIRA Paula Freitas NASCIMENTO 10 TEATRO E LINGUAGEM: UMA EXPERIÊNCIA NO ENSINO MÉDIO Arthur RIBEIRO (UEPA) 11 DE OBJETOS DE ENSINO À CONSTITUIÇÃO DE IMAGENS DO PROFESSOR DE PORTUGUÊS Bruna Dias da SILVA (PIBIC/UFPA/Marabá) Nilsa Brito RIBEIRO (UFPA/Marabá) 12 ANÁLISE DAS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E ATUAÇÃO DO PROFESSOR.

I.M. Emília Gimennez) Jane Meiry LAMEIRA (E.E. Emília Gimennez) 27 A BIBLIOTECA ORAL DA CRIANÇA: MEMÓRIA. APRENDIZAGEM E SUBJETIVIDADE Felipe Hilan Guimarães SANTOS (UFPA) 28 A FRAGMENTAÇÃO FORMAL NAS OBRAS DE BENECDITO MONTEIRO COMO REPRESENTAÇÃO DE UM PERÍODO DITATORIAL Fernanda Ramos CORRÊA Raísa do Socorro da Silva GUEDES 29 AVALIAÇÃO FORMATIVA COMO FONTE DE (AUTO)REGULAÇÃO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FRANCÊS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ Fernanda SOUZA E SILVA (UFPA) Orientadora: Myriam Crestian Chaves da CUNHA (UFPA) 9 .I. Profa.F.E.M.E.E.F.20 O PAPEL DA PROSÓDIA NA FLUÊNCIA EM LEITURA Denize Roberta Del-Teto RAMOS (UFPA) 21 LEITURA: TEORIAS E PRÁTICAS NO SEGUNDO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL Dione Márcia Alves de MORAES (UFPA/CAPES) Thomas Massao FAIRCHILD (UFPA/CAPES) 22 IDENTIFICANDO ALUNOS FLUENTES EM LEITURA PELO MÉTODO CBM: UMA PROPOSTA POSSÍVEL NO ENSINO MÉDIO Elisangela Ribeiro de OLIVEIRA (UFPA) Shirlene Betrice Gordo AMARAL (UFPA) 23 AS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E O ENSINO DE LÍNGUA MATERNA: ANÁLISE CRÍTICO-REFLEXIVA DE UMA ATIVIDADE DE ENSINO DE GRAMÁTICA Érica Patrícia Barbosa COSTA (UFPA) Melize Borges PEREIRA (UFPA) Raíssa da Silva MIRANDA (UFPA) 24 O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA COMO L2 PARA SURDOS NA PERSPECTIVA BILINGUE Etiene Vaz de LIMA (UFPA) Melissa Maynara dos Passos RÊGO (UFPA) Orientadora: Andréa Pereira SILVEIRA (UFPA) 25 AUTORIA DIDÁTICA NO ENSINO SUPERIOR: FOMENTANDO OS LETRAMENTOS DIGITAL E ACADÊMICO NA GRADUAÇÃO EM LETRAS Eunice Braga PEREIRA (UFPA) 26 UTILIZAÇÃO DA LOUSA DIGITAL NO ENSINO DE LIBRAS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES Fábia Marcela Moreira SILVA (E. Profa.

30 A AUTORIA DA AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA PRÁTICA DISCURSIVA EM BUSCA DE IDENTIDADE Francineide Paiva MORAES (UFPA/CAPES) Thomas Massao FAIRCHILD (UFPA/CAPES) 31 CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E LIVRO DIDÁTICO: UM NOVO OLHAR SOBRE VELHAS PRÁTICAS Francisca Imaculada Santos OLIVEIRA (UFPA) Davi Pereira de SOUZA (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) 32 TERMINOLOGIA DA AGROINDÚSTRIA DO DENDÊ Francivaldo Mata QUARESMA (UFPA) 33 DOS GRIMM AO IFNOPAP: ENTRE O OUVIDO E O TRADUZIDO Greubia da Silva SOUSA (UFPA) 34 LITERATURA: REFLEXÕES NO ENSINO MÉDIO Haline Fernanda Silva MELO (UNAMA) Neusa PRESSLER (UNAMA) 35 AS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA ABORDAGEM NO LIVRO DIDÁTICO Hariane Cristina de Souza LEMOS (UFPA) Tatiane Carmem Silva RODRIGUES (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) 36 UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO/APRENDIZAGEM ACIONAL NO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE PRODUÇÃO ESCRITA PARA TURMAS HETEROGÊNEAS DE PORTUGUÊS LÍNGUA ESTRANGEIRA (PLE) Hellen Margareth POMPEU de Sales (UFPA) Orientador: José Carlos Chaves da CUNHA (UFPA) 37 FORMAÇÃO INICIAL DO PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA: AUTORIA EM MATERIAIS DIDÁTICOS CRIADOS POR GRADUANDOS DE LETRAS Herodoto Ezequiel Fonseca da SILVA (UFPA) 38 LITERATURA E CINEMA: ENSINO A PARTIR DA INTERRELAÇÃO DAS DIFERENTES LINGUAGENS ARTÍSTICAS Ingrid Luana Lopes CORDEIRO (UFPA) Jéssica Cristina Lima de JESUS (UFPA) Zerben Nathaly Wariss de Aguiar BARATA (UFPA) 39 EROTISMO E POESIA EM MAX MARTINS Ingrid da Silva MARINHO (UFPA) Orientador: Luís Heleno Montoril DEL CASTILO (UFPA) 10 .

40 LUZ. CÁMARA Y CONVERSACIÓN: O CINEMA COMO FERRAMENTA DIDÁTICA PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM DE LE Iris de Fátima Lima BARBOSA (UFPA) 41 ANÁLISE DE DISCURSOS (JORNALÍSTICOS) E ENSINO DE LÍNGUA MATERNA: TRAVESSIAS POSSÍVEIS (?) Israel Fonseca ARAÚJO (UFPA) 42 INGLÊS PARA FINS ESPECÍFICOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE AULAS PARA MÚSICOS Ivo Antonio de Matos CRUZ (UFPA) Lidiane Alyne dos Santos NASCIMENTO (UFPA) 43 CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E ANÁLISE DA ATIVIDADE DE LEITURA NO LIVRO DIDÁTICO Iza Macêdo de ALMEIDA (UFPA) Viviane de Souza Portela BATISTA (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) 44 RESSIGNIFICAÇÃO DE SABERES DOCENTES DE ALUNOSPROFESSORES DO CURSO PARFOR LETRAS – LÍNGUA PORTUGUESA Izabelly Reis LOUREIRO (UFPA) Jailma do Socorro Uchôa BULHÕES (UFPA) 45 O LIVRO DIDÁTICO E A QUESTÃO DA AUTORIA: UMA ABORDAGEM DAS CONCEPÇÔES DE LINGUAGEM Jeconias Monteiro de ARAÚJO (UFPA) Andressa de Jesus Araújo RAMOS (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) 46 O IMPACTO DAS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM NA AUTORIA DO PROFESSOR EM SALA DE AULA: UMA ABORDAGEM EM UM LIVRO DIDÁTICO Joelson Beltrão ALVES (UFPA) Kelly do Socorro Porto da ROSA (UFPA) Vanessa Rafaela Santos da CONCEIÇÃO (UFPA) 47 O GÊNERO TEXTUAL RECEITA CULINÁRIA NA SALA DE AULA Kátia Regina Lima GUEDES (UFPA/ CAMPUS MARABÁ) Willa Nayara CARVALHO Lopes (UFPA/ CAMPUS MARABÁ) 48 AS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM NAS ATIVIDADES DOS LIVROS DIDÁTICOS Kettyelen Santos BERNARDO (UFPA) Rafael de Lima SALES (UFPA) Soraia dos Santos FERREIRA (UFPA) 49 AUTORIAS DE ESTRATÉGIAS INTERATIVAS: CONTRIBUIÇÕES NO PROCESSO ENSINO E APRENDIZAGEM DE ALUNOS DISLÉXICOS E COM DIFICULDADES DE LEITURA E ESCRITA 11 .

M.E.I.F.Kmilla Batista Vallinoto de SOUZA (UNAMA/UEES Professor Astério de Campos/UEPA) Wanilda Lima JORGE (E. Geraldo Manso Palmeira) Orientadora: Maria do Perpétuo Socorro Cardoso da SILVA (UEPA) 50 AULAS DE METODOLOGIA DO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA EM CURSOS DE LICENCIATURA EM LETRAS Laura Viviani dos Santos BORMANN (UFPA/CAPES) Thomas Massao FAIRCHILD (UFPA/CAPES) 51 TRABALHANDO A VARIAÇÃO LINGUÍSTICA ATRAVÉS DO GÊNERO ENTREVISTA INFORMATIVA ORAL Leida Cristina Saraiva TEIXEIRA (UFPA/Abaetetuba) 52 AS PRÁTICAS DE LEITURA NA SALA DESENVOLVER A COMPETÊNCIA LEITORA? Lorena Bischoff TRESCASTRO (SEMEC-Belém) Vania Maria Batista FERREIRA (SEMEC-Belém) Cilene Maria Valente da SILVA (SEMEC-Belém) DE AULA: COMO 53 CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM: UMA ABORDAGEM A PARTIR DA PRÁTICA EM SALA DE AULA Luana de Jesus SILVA (UFPA) Maria Bruna Rego SILVA (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) 54 A TRADUÇÃO DE CONCEITOS DE TEXTUALIDADE EM PRÁTICAS DE ENSINO DE LÍNGUA MATERNA Maíra de Lima NASCIMENTO (UFPA/Marabá) Nilsa Brito RIBEIRO (UFPA/Marabá) 55 O PROFESSOR NATIVO DE LE OU O PROFESSOR DE LE NATIVO Maíra Fabiane Silva FERREIRA (UFPA) Sandy Carvalho de ALCANTARA (UFPA) 56 A CONSTRUÇÃO DE ATIVIDADES DE ANÁLISE LINGUÍSTICA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) Zilda Laura Ramalho PAIVA (UFPA) 57 OS CABANOS COMO ZUMBIS SOCIAIS NO CONTO O REBELDE DE INGLÊS DE SOUZA Marco Felipe de Oliveira PEIXOTO (UFPA) 58 ESTRATÉGIAS MOTIVACIONAIS NO ESTRANGEIRAS: MISSÃO DO PROFESSOR? Marcus Alexandre Carvalho de SOUZA (UFPA) ENSINO DE LÍNGUAS 12 .

AUTOR DA MINHA AULA? Maurício Ramos LINDEMEYER (SEDUC-PA/UNAMA) 60 PROCESSOS FORMATIVOS EM SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS DE PRODUÇÃO TEXTUAL: QUANDO A AUTORIA DOCENTE FAVORECE A AUTORIA DISCENTE Myriam Crestian CUNHA (UFPA) 61 EU.59 LIVRO DIDÁTICO E O DISCURSO MACHISTA: EU. NÓS PLANEJAMOS E APRENDEMOS: A CONTRIBUIÇÃO DA FORMAÇÃO CONTINUADA PARA O RESSIGNIFICAR DA PRÁTICA DOCENTE Nilma do Socorro Nogueira MACHADO (SEMEC) Sérgio Renato Lima PINTO (SEMEC) Walter da Silva BRAGA (SEMEC) 62 A NOÇÃO DE AUTORIA: FORMAS CONHECIMENTO Nora Monteiro Pinto de ALMEIDA (UFPA) DE MOBILIZAÇÃO DO 63 A PRODUÇÃO DE TEXTO A PARTIR DO PROCEDIMENTO SEQUÊNCIA DIDÁTICA: DESENVOLVENDO AS CAPACIDADES DE LINGUAGEM Paulo da Silva LIMA (UFPA) Hellen Christina de Souza LIMA (SEMED) Gabriele Alves da SILVA (SEMED) 64 UMA LEITURA DAS CARTAS 105 LAGARTO E 106 LAGARTIXA ELABORADAS COM DADOS DO ATLAS GEOSSOCIOLINGUÍSTICO DO PARÁ Regis José da Cunha GUEDES (UFPA) Orientador: Abdelhak RAZKY 65 FÁBULAS: LITERATURA ENCANTADA EM SALA DE AULA Rízia Dóris Rodrigues de SOUZA (UFPA) Helga Kadhyja Costa DIAS (UFPA) 66 DO PERGAMINHO AO SUPORTE DIGITAL: O TEXTO E SUAS MULTIMODALIDADES Robson Borges RUA (UFPA) 67 A MEDIAÇÃO DO PROFESSOR-AUTOR NA CONSTRUÇÃO DA COMPETÊNCIA DISCURSIVA DOS ALUNOS Ruth Helena Barros da SILVA (Escola de Aplicação da UFPA) 68 AS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM SOB A PERSPECTIVA DO PROFESSOR DE ENSINO FUNDAMENTAL MAIOR: UMA ABORDAGEM DO ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA PORTUGUESA Silmara de Oliveira SILVA (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) 13 . TU.

69 FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES EM TECNOLOGIAS: CONFORTO. MÉTODOS E PROCEDIMENTOS Vanessa Gonçalves COSTA (UFPA) Thomas Massao FAIRCHILD (UFPA/CAPES) PORTUGUESA: 72 O CONTEXTO DA SALA DE AULA: A RELAÇÃO ENTRE A FORMAÇÃO INICIAL E A FORMAÇÃO CONTINUADA Verônica Madalena da Cruz LIMA (UFPA) Zilda Laura Ramalho PAIVA (UFPA) 73 “COMO VIVO E VIBRO DE ÂNSIA BRASILEIRA”: REGIONALISMO E NACIONALISMO NA CORRESPONDÊNCIA DE MÁRIO DE ANDRADE E CÂMARA CASCUDO Walessa Luzia Machado dos REIS (UFPA) Juliana Lopes LAMEIRA (UFPA) Sylvia Maria TRUSEN (UFPA) 14 . MUDANÇA OU RUPTURA DE PRÁTICAS METODOLÓGICAS EM SALA DE AULA Teodomiro Pinto SANCHES NETO (UNAMA) 70 SEQUÊNCIA DIDÁTICA: UMA EXPERIÊNCIA DE AUTORIA DOS PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CIII E CIV DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE BELÉM Valéria Maria Marques FERNANDES (SEMEC) Kátia Regina Macedo TAVARES (SEMEC) Paulo DEMÉTRIO (SEMEC) 71 FRAGMENTAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA DISCIPLINAS.

que não infringem as leis jurídicas instituídas. Kishimoto e Siqueira. de que o entendimento do sujeito é uma “resposta compreensiva ativa”. na medida em que o professor é levado a elaborar uma aula que fuja do tradicional ensino de gramática e dos livros didáticos e considere a importância de o aluno sentir prazer com o que aprende. o professor. considerando seu caráter lúdico? Unir a literatura de cordel com a ludicidade torna-se uma proposta inovadora. Ludicidade. O lúdico dos folhetos de cordel traz o poder do encantamento do aluno e do professor. especialmente com a “liquidez” da pós-modernidade. criativa e encantadora. Sequências didáticas. como o dos jovens infratores – componentes daquilo que aqui chamaremos “mundo bandido” –.FOLHETAR E IMAGINAR: O CORDEL NA SALA DE AULA TRAZ CONSIGO A ARTE DE ENCANTAR Alana Clemente LIMA (UFPA) Cristiane Helena Silva de OLIVEIRA (UFPA) A literatura de cordel há tempos é considerada inferior às demais literaturas e. provocando mais conflitos. discutiremos a necessidade da autonomia do professor no que tange à elaboração de uma aula interativa. Por fim. sociais. Autonomia. Este trabalho pretende discutir a importância do cordel na sala de aula a partir da elaboração de sequências didáticas e da resposta para a seguinte pergunta: de que forma o cordel pode ser trabalhado nas aulas de português. Palavras-chave: Cordel. Em seguida. que busque abranger os conteúdos necessários e torná-los mais atraentes ao aluno. relacionaremos o que se apresenta neste livro com as sequências didáticas elaboradas a partir dos estudos de Marinho e Pinheiro. faremos uma discussão acerca do que é previsto pelos PCN e do que de fato é trabalhado em sala de aula. além de uma concepção de mundo e de vida bem diferenciada dos sujeitos outros. Partindo da noção de identidade/diversidade de Stuart Hall e Zygmunt Bauman e do pressuposto da perspectiva enunciativa de Mikhail Bakhtin. O MUNDO DO BANDIDO: COMPREENDENDO AS FORMAS DE SIGNIFICAÇÃO PARA ATUAR PEDAGOGICAMENTE Alessandra Gonçalves PINHEIRO (UFPA) Suellen Thayane Carvalho da SILVA (UFPA) Orientadora: Rosa Maria de Souza BRASIL (UFPA) Há muitos problemas relativos ao entendimento entre professor e aluno. Estas sequências didáticas contemplarão o trabalho com a literatura de cordel relacionada a diversos conteúdos das aulas de português. Partindo disso. consequentemente. ou mesmo o discrimina. A comunidade semiótica desses sujeitos (grupo bandido) apresenta uma identidade marcada pelo uso de uma linguagem específica. a partir da leitura e produção escrita. tomando por base um livro didático de Ensino Fundamental. visando o entendimento e a comunicação entre ele e a escola. viabilizando a educação no nível dessas consciências. Fundamental se vê a ação pedagógica de tentar entender a forma de significar o mundo desse grupo específico. em vez de tentar compreender como se dão as representações de grupos excluídos. Em muitos lugares. demonstraremos através 15 . ignora-o. Rodari. não faz parte das aulas de português do Ensino Fundamental e Médio.

por exemplo. interdiscursividade e intertextualidade à luz de Bakhtin. entender e se adaptar aos discursos das diferentes comunidades semióticas – alternando paradigmas de identidade e de diversidade – para que possa ter alguma ingerência sobre eles. Como exemplo. PROJETOS DE FUTURAS PROFESSORAS: UMA EXPERIÊNCIA INTEGRADORA NA ESCOLA DE APLICAÇÃO DA UFPA Ana Alice Castro COSTA (Escola de Aplicação da UFPA) Ana Letícia Maia de OLIVEIRA (UFPA) 16 . tornando-os muito mais interativos e dinâmicos. torna-se viável a “comunicação verbal”. Mundo bandido. Texto literário. a partir da leitura e produção escrita) e de entrevista com participantes desse grupo marginalizado. Pretende-se ressaltar que essas duas realizações artísticas valem-se de linguagens distintas – a literatura. desmistificando a imagem da telenovela como gênero de “segunda categoria”. fundamentalmente. plano de câmera. temos a novela da Rede Record “Essas Mulheres”. mostrando que. surgiu a questão de como o professor autor pode se utilizar desses processos como ferramenta de interação entre aluno e textos literários. O aluno passa a conhecer e reconhecer os processos intertextuais presentes em diversos conteúdos televisivos. inclusive. essa ferramenta pode ser pedagogicamente interessante. sobretudo. Discurso. Telenovelas. a necessidade do professor em identificar. que instrui como inserir a televisão como metodologia de ensino. despertando sonhos e construindo novas perspectivas de vida. Ideologia. Palavras-chave: Intertextualidade. mas sim aprender a valorizar e a ler semioticamente essas duas modalidades de linguagem. incluindo alteridade. Com isso. de cunho pedagógico. lançaremos mão da base teórica do dialogismo. Palavras-chave: Identidade. Para tanto.da leitura do filme “Escritores da Liberdade” (que exemplifica e retrata fatos reais/fictícios em que o professor entra no universo do aluno “infrator” e adapta -se à comunidade semiótica dele. já a telenovela utiliza outros elementos tais como luz. A proposta não é abandonar um texto em favor de outro. entre outros. se bem utilizada. explora os signos linguísticos como expressão. e assim suscitando um maior interesse e aproximação satisfatória de ambos os lados. INTERTEXTUALIDADE DE TEXTOS LITERÁRIOS E TELEVISÃO: AS TELENOVELAS NA SALA DE AULA Aléxia Raíssa Castro da SILVA (UFPA) Izadora Cristina Ramos RODRIGUES (UFPA) Maria Jackeline da Silva CAVALCANTE (UFPA) A partir da observação da constante presença de processos intertextuais entre novelas e textos literários. Lucíola e Senhora. na qual as três heroínas são adaptadas de três obras de José de Alencar: Diva. Tomamos referência o estudo de Marcos Napolitano (USP). Essa estratégia visa conduzir o aluno a reconhecer a importância dos textos literários pela sua presença no cotidiano das mídias modernas.

Suene Amorim COSTA (UFPA) Apresentaremos o conjunto de propostas que possibilitou a ação integrada entre professora-regente e professorandas durante a realização de estágio na Escola de Aplicação da UFPA, por meio da execução do projeto “Discurso narrativo e interculturalidade: alt ernativas pedagógicas para o ensino de línguas”, desenvolvido por um grupo de professoras que atua no Ensino Fundamental da Escola de EA-UFPA. Trata-se de proposta que, reconhecendo a diversidade cultural, a qual admite diferentes enfoques, ganha especificidade na relação intercultural, que é a da realidade brasileira, quando a atividade educativa passa do múlti para o intercultural; quando o educador constrói um projeto educativo intencional para promover a relação entre pessoas de culturas diferentes, de acordo Reinaldo Matias Fleuri (2002). Como necessidade educativa, a Educação Intercultural pode ser entendida como uma “pedagogia do encontro”, o que, para o trabalho com os conteúdos linguísticos, é privilegiado no discurso narrativo, cuja estrutura prepara, no nível da consciência, os leitores préadolescentes para o encontro entre sujeitos sociais concretos, meta da Educação Intercultural que a Lei 10.639/2003 implicita. Ao depararem-se com essa proposta, as professorandas-estagiárias a redimensionaram, ampliando conceitos, a exemplo do de “intertextualidade”, engajando -se no trabalho em decurso e inovando na elaboração de projetos complementares. Palavras-chave: Narrativa. Educação intercultural. Estágio. Projeto intencional.

O TEXTO LITERÁRIO NOS MATERIAIS DO MÉTODO KUMON COMO PRETEXTO DE UMA ABORDAGEM DO PORTUGUÊS “CLÁSSICO”: A PRISÃO DO CORRETOR Ana Caroline da Silva RODRIGUES (UFPA) O ensino da língua portuguesa por meio do uso de textos literários é um dos métodos mais utilizados nos materiais didáticos, sejam estes livros, gramáticas ou materiais apostilados. Talvez por isso sejam mais presentes trechos de obras literárias nas gramáticas normativas do que em textos de crítica literária. Um dos vários métodos de ensino da língua portuguesa, o método de estudo Kumon está presente em quase em todo o Brasil há mais de 20 anos e se propõe a auxiliar o ensino dado pela escola regular. Para isso, desenvolve exercícios com base no protótipo japonês, tendo como auxílio na interpretação o uso de imagens e palavras-chave. Nesse processo, aquele que seria o professor age como facilitador no processo interpretativo, estando preso na hora das correções a um gabarito de respostas sugeridas, nas quais devem ser enquadradas as respostas dos alunos, ainda que aproximadamente. Buscaremos, neste trabalho, analisar quais seriam as diferenças interpretativas e avaliativas no que tange à intervenção do facilitador tanto na ajuda ao aluno, quanto nas correções dos trabalhos. A análise estará centrada no último estágio do método, o qual equivale aos conteúdos do terceiro ano do ensino médio, servindo como parâmetro de plena competência escrita e interpretativa. Desta forma, tentaremos entender a questão da autonomia dos alunos e facilitadores e o reflexo disso no processo cognitivo. Palavras-chave: Kumon. Interpretação. Autonomia.

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ENSINO DE INGLÊS ATRAVÉS DA LITERATURA: LITERATURA INFANTOJUVENIL NA SALA DE AULA Ana Maria da SILVA (UFPA/Marabá) Gleiciane de Cássia Sousa RODRIGUES (UFPA/Marabá) Este artigo traz propostas de ensino de Língua Estrangeira (LE) a partir da literatura infanto-juvenil. Para este fim usaremos a literatura infanto-juvenil de Oscar Wilde, com o conto O Fantasma de Canterville, para propor atividades voltadas para séries do Ensino Fundamental II e/ou para o Ensino Médio. O objetivo é usar metodologias de ensino de línguas através da literatura no processo de desmistificação do uso da literatura em sala de aula como ferramenta de ensino. Nosso enfoque é o ensino significativo da língua. Baseamo-nos em estudos de Ferreira e Serres, Sanfelici e Sonia Zyngier para levantar discursões a respeito deste recurso inovador para as aulas de LE. E para embasar nosso questionamento sobre a importância de utilizar textos literários no desenvolvimento intelectual de crianças em sala de aula citamos Bettelheim, com o argumento de que a literatura prepara o individuo imaturo e infantil para as futuras preocupações da vida. Palavras-chave: Literatura infanto-juvenil. Ensino. Sala de aula.

ABORDAGEM DAS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM EM UM LIVRO DIDÁTICO DO 8º ANO Ana Paula Oliveira da SILVA (UFPA) Julio FERREIRA NETO (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) Sabe-se que o livro didático ainda é um norteador das aulas de Língua Portuguesa em muitas escolas, porém, nem sempre ele aborda os conteúdos de forma adequada, contemplando aspectos enunciativos que levem os alunos à reflexão sobre a língua. Nesse sentido, este trabalho, vinculado ao Projeto de Pesquisa “Língua Portuguesa: formação docente e ensino-aprendizagem” (UFPA), tem como objetivo refletir a respeito da concepção de linguagem predominante no LD, com o intuito de contribuir para o processo de ensino e aprendizagem de língua materna, partindo do questionamento sobre como o professor pode ser autor de sua aula na utilização do material didático. A pesquisa é pautada na visão sócio-histórica da linguagem, embasando-se nos pressupostos teóricos de Bakhtin/Volochinov (1992) e de teóricos e pesquisadores brasileiros que seguem essa vertente, como Geraldi (1984), Perfeito (2005 e 2007), Zanini (1999), Fuza et al. (2011), dentre outros. Para tanto, analisamos uma seção sobre o ensino de gramática do livro didático intitulado “Toda Linguagem: língua portuguesa”, de Maria Délia Fernandez Sargentim, do 8º ano. Por meio dos resultados, constatamos que o livro analisado ainda sustenta o tradicionalismo arraigado nas práticas de ensino e aprendizagem de língua portuguesa (voltado para as concepções de linguagem como expressão do pensamento e como instrumento de

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comunicação), a partir de exercícios de classificar os pronomes, reescrever frases, substituindo expressões destacadas, e de seguir o modelo. A partir dos resultados, concluímos que o professor pode ser autor de sua própria aula ao reformular as atividades que envolvem o ensino de gramática, contidas na seção, a fim de promover um estudo mais reflexivo sobre a língua. Palavras-chave: Ensino de língua materna. Concepções de linguagem. Livro didático.

CONCEPÇÃO DE LINGUAGEM: A INFLUÊNCIA NA AUTORIA DE SALA DE AULA Andressa de Jesus Araújo RAMOS (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) A partir de nossa Pesquisa de Iniciação Científica (PIBIC), concluída em agosto/2012, vinculada ao Projeto de Pesquisa “Diagnóstico do trabalho com os gêneros discursivos na escola” (Processo 022581/2010), apresentamos um recorte, buscando dialogar com a temática do evento. Questionamo-nos: a concepção de linguagem que o professor adota/assume tem influência sobre a questão de autoria de sua aula? Com base nesse questionamento, objetivamos diagnosticar a concepção de linguagem predominante em aulas de Língua Portuguesa, com o intuito de verificar se isso influencia ou não a questão de autoria nas aulas. O trabalho tem como embasamento os pressupostos teóricos de Bakhtin/Volochinov (1992), Bakhtin (2003), Geraldi (1997), Perfeito (2005), Travaglia (1996) dentre outros. A metodologia desta investigação consistiu em: a) selecionar, na compilação realizada na pesquisa maior, dois relatos de aulas observadas, uma correspondente ao 6º ano e outra no 9º ano, ambas coletadas em 2011; b) analisar, a partir das atividades propostas pelos docentes, se eles foram autores de suas próprias aulas; c) triangular os dados a fim de observar se a concepção de linguagem adotada interfere na autoria da aula. Os resultados demonstraram que: a) os professores adotam as concepções de linguagem tradicionais (como expressão do pensamento e, principalmente, como instrumento de comunicação); b) a maioria das atividades utilizadas em sala segue à risca o LD, portanto, o professor não atua como autor de sua própria aula; c) a concepção assumida influencia na questão de autoria da aula, uma vez que as duas concepções tradicionais enfocam a gramática teóriconormativa e exercícios mecânicos, repetitivos, que o docente retira do próprio material didático. Assim, acreditamos que, ao assumir a concepção interacionista da linguagem, o professor poderá ter mais autonomia para criar situações de ensino que levem o aluno a refletir, a interagir, a agir com e pela linguagem. Palavras-chave: Ensino e aprendizagem. Concepções de linguagem. Autoria em sala de aula.

ARTIGO DE OPINIÃO: O PODER DA ARGUMENTAÇÃO Antonilda de Lima Albuquerque VIEIRA Paula Freitas NASCIMENTO

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Desse modo. Escrita. 20 .” Tem como fundamentos teóricos a perspectiva de Koch (2004) e Bakhtin (2003). em cada escola e em cada região. ser-lhe-á possível tecer novas e infinitas possibilidades de significação da palavra na prática discursiva e ele será levado a considerar relevantes a entonação. “autor” e “leitor” de sentidos. onde os alunos assumem a responsabilidade pelo resultado. Artigo de opinião. prazerosamente. Sequência didática. a aprendizagem é favorecida. A integração entre corpo e mente na educação surge como o caminho para “destensionar” tanto a prática do ensinar como a do aprender. Manifestações. neste cenário. Oralidade. Nesse contexto. então. A elaboração de Sequências Didáticas configura. é um assunto muito discutido por educadores de todo o Brasil. Foi elaborada pensando nos alunos de 9º ano da Escola Roberto Fernandes de Oliveira. dando ênfase aos operadores argumentativos. a relação interpessoal são favorecidas com os jogos teatrais. localizada no município de Paragominas/PA. que consiste em uma oficina de prática de produção textual. pois o estudante se sente mais inserido no processo de ensino e na própria escola. abrindo espaço para que as subjetividades dos estudantes se manifestem de forma mais transparente. TEATRO E LINGUAGEM: UMA EXPERIÊNCIA NO ENSINO MÉDIO Arthur RIBEIRO (UEPA) Esta comunicação apresenta os resultados parciais de projeto da disciplina Estágio Supervisionado II.A inadequação dos livros didáticos às peculiaridades de cada turma. Há uma abertura para o prazer. a partir do engajamento ativo do aluno na área de jogo. uma alternativa no sentido de aproximar o conteúdo à realidade do aluno na medida em que o professor cria o material didático a ser utilizado levando em consideração o perfil do alunado. o ensino da linguagem teatral é uma das formas de integração entre corpo e mente. os gestos significativos (comunicação não-verbal) e a dialogia subjacentes a todos os enunciados humanos. pois. O estudante-jogador descobre-se. Poesia. longe de ser atrapalhada. do curso de graduação em Letras – Português da Universidade do Estado do Pará. Isso traz mais benefícios para o aprendizado. ancorada em exercícios e dinâmicas do mundo do teatro. para trabalhar o gênero textual “Artigo de Opinião” a partir do tema: “O poder das atuais manifestações brasileiras para mudar questões Sociopolíticas. a criatividade. e para qual ainda não se achou solução plena. para a fruição. A sequência didática aqui apresentada pretende discutir a construção da argumentação em textos opinativos. às experiências sensoriais e a toda a imensa gama de relações humanas. Palavras-chave: Teatro. os movimentos corporais. Palavras-chave: Argumentação. e a relação do aluno com a palavra se ressignifica: ele percebe melhor sua expressividade e a multiplicidade de sentidos a ela intrínseca. Essa integração visa a promover a consciência de que a expressão pela linguagem verbal está diretamente relacionada à corporeidade. Leitura. oralidade e leitura de prosa e poesia. A espontaneidade.

ii) entrevistas com alunos das turmas. Tal objetivo se orienta pela defesa de que a eleição de conteúdos formativos e a abordagem a eles dispensada inscrevem o professor e sua prática em uma dada concepção de ensino de língua materna. vinculado ao Projeto de Pesquisa “Discurso e Ensino: o curso de Letras e a formação docente”. realizamos uma pesquisa cujo objetivo é mostrar de que maneira são elaborados os exercícios de livros didáticos. Objetos de ensino. a fim de que ele se torne um leitor competente e possa escrever. proporcionando ao aluno condições para desenvolver sua capacidade críticoreflexiva. A pesquisa foi realizada em duas turmas de Letras/Português do Campus de Marabá/UFPA. Ao considerar a responsabilidade assumida por esse profissional. produção textual e análise linguística e.MEDIADOR Bruna Rafaelle de Oliveira NEVES (UFPA) Adriele dos Santos SANTANA (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) Sabemos que a forma como concebemos a linguagem influenciará diretamente nossa prática em sala de aula: na elaboração de atividades que integrem leitura. Palavras-chave: Língua Portuguesa. Para isso. destinado à 8ª série. diversos tipos de texto. uma vez que delimitamos os objetos circunscritos a estas duas disciplinas. com eficácia.DE OBJETOS DE ENSINO À CONSTITUIÇÃO DE IMAGENS DO PROFESSOR DE PORTUGUÊS Bruna Dias da SILVA (PIBIC/UFPA/Marabá) Nilsa Brito RIBEIRO (UFPA/Marabá) O plano de trabalho “De objetos de ensino à constituição de imagens do professor de Português”. principalmente. Discurso. tendo como instrumentos de composição de dados: i) gravações de atividades de estágio. Para tanto. analisamos cinco questões de gramática contidas no livro Português para todos. O Projeto Pedagógico do curso também compõe o corpus de análise. tem o objetivo de identificar que objetos de ensino são referenciados pelo aluno de Letras em atividades de estágio e que representações de professor de língua materna se produzem na relação teórico-prática. que tenham como propósito levar o aluno à reflexão. com o intuito de identificarmos e analisarmos os conhecimentos teóricos que fundamentam as atividades de estágio. iii) entrevistas com professores que ministram as disciplinas Linguística Textual e Leitura e Produção Textual. de Ernani Terra e Floriana Cavallete. A partir da observação do referido exercício e da análise das cinco questões. O papel do professor é atuar como mediador na sala de aula. ANÁLISE DAS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E ATUAÇÃO DO PROFESSOR. As análises se inscrevem numa perspectiva sócio-histórica em que linguagem e sujeito se constituem no jogo das interações sociais. constatamos que ele está pautado no ensino de gramática 21 . levantamos o seguinte questionamento: qual a concepção de linguagem mais adequada para ser trabalhada em sala de aula? Para tentar responder essa questão. utilizamos os pressupostos teóricos de Bakhtin/Volochinov (2010) e outros teóricos que seguem a mesma vertente. com especial atenção às duas disciplinas mencionadas.

segundo Dolz. 2011) –. a 1ª concepção de linguagem. sem realizar alterações. Concepções de linguagem. que preveem a compreensão de textos orais e/ou escritos de forma a identificar sua funcionalidade nas diferentes situações de participação social. O PAPEL DO PROFESSOR: DO MATERIAL DIDÁTICO A SALA DE AULA 22 . utilizaremos o gênero discursivo “propaganda” a fim de incentivar o aluno no processo de aquisição da leitura e da escrita de acordo com um dos objetivos contidos nos PCN de Língua Portuguesa. compromete a eficácia da aprendizagem de alunos que na maioria das vezes não estão no mesmo nível cognitivo. Palavras-Chave: Sequência Didática. fazer contribuições. Para realização deste projeto. Noverraz e Schneuwly. Gênero Discursivo. NOVERRAZ e SCHNEUWLY. Livro didático SEQUÊNCIA DIDÁTICA COMO FERRAMENTA AUTÔNOMA PARA O ENSINO DA LEITURA E DA ESCRITA Cibelly Paraiso PINHEIRO (IFPA) Luciano Pereira NUNES (UFPA) Ao refletirmos acerca da pergunta norteadora deste evento. nas questões. Vale ressaltar que o uso de uma SD só será eficiente quando o professor estiver devidamente seguro do conceito deste elemento didático para que consiga alcançar os objetivos aqui explorados. ele não vai ser o autor da aula que ministra. é a ferramenta mais eficiente para oferecer a “promoção dos alunos ao domínio dos gêneros e das situações de comunicação” (DOLZ. dessa forma. 97). pois. Tal reflexão nos motivou a pensar em um instrumento capaz de gerar autonomia ao professor em ambas as categorias de ensino aprendizagem de Língua Portuguesa. Esta Sequencia Didática é direcionada para os alunos do sexto ano do Ensino Fundamental. Para realização de tal atividade. visto que alguns livros didáticos analisados referentes a esta série não conseguem suprir as necessidades do trabalho com o gênero. Assim. teoria e prática. torná-lo mais dinâmico e atrativo. 2004. Será utilizada a Sequência Didática (SD) que. ou seja. percebemos que nenhuma ferramenta didática impede o professor de ser autor de suas aulas. Se o professor tiver como base apenas o livro didático e transpuser para o aluno atividades como essas. assumir o papel de mediador. sugere-se que o professor se aproprie dos conhecimentos prévios do aluno acerca do gênero selecionado e a partir daí planeje os módulos que irão compor a sequência.de forma descontextualizada e prevalece. quando utilizado de maneira mecanicista. Ensino. Palavras-chave: Ensino e aprendizagem. Pretende-se. pode-se considerar que o uso do Livro Didático – o instrumento mais antigo presente na história da educação brasileira (BATISTA. Autonomia. podendo. investigar a importância de uma SD no ensino da leitura/escrita e como esta proporciona autonomia na aula ministrada pelo professor. Acredita-se que o processo de construção de uma SD permita ao professor o aprofundamento nos processos didático-pedagógicos que compõem o ensino de Língua Portuguesa. p.

2010) e dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN). Para o docente. Em nosso projeto. ajudando e orientando os alunos na complexa tarefa de produzir tais gêneros de forma adequada. (2010). Independentemente de ser um material visto como tradicional ou mais sofisticado e moderno. planeja e utiliza o material didático que conhece muito bem. o professor seleciona. planejando uma produção dos alunos não somente no contexto escolar. possuir certa autonomia no uso dos materiais didáticos é importante. No contexto em que vivem os professores. Sala de aula. pois. há uma tendência à inibição. na qual. Prática. mas também em ambiente extraescolar. Para Dolz et al. o professor torna-se o autor e sente-se realizado como profissional quando percebe que o material selecionado e utilizado por ele deu certo.Clívia Tatiana Duarte ARAGÃO (Instituto Carreira) O grande desafio do professor nos dias de hoje. apoiando-se nos estudos de Foucault (2001). estimulá-lo para a aquisição do conhecimento. GÊNEROS TEXTUAIS E ENSINO: DOS PROCEDIMENTOS TEÓRICOS À APLICABILIDADE EM AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA NA EDUCAÇÃO BÁSICA Dalvino Silva COSTA (PIBIC/Interior) O presente trabalho objetiva evidenciar a importância da inserção dos gêneros textuais no processo de ensino-aprendizagem da língua portuguesa. quando as ideias e ações não surgem dos próprios professores. ocorrendo somente uma reprodução das ideias dos outros de forma automática. a partir de seus conhecimentos. conseguiu facilitar a aprendizagem do aluno e. na era da tecnologia e das comunicações. Nesse sentido. ou seja. pudemos perceber as dificuldades dos alunos em relação ao desenvolvimento do tema proposto e a questões 23 . desenvolvemos uma adaptação desse modelo de SD. Este projeto buscou também orientar e incentivar o aluno a produzir um texto de forma coerente por meio das orientações feitas pelo grupo de Genebra (DOLZ & SCHNEUWLY. Docente. Para isso embasamo-nos em autores ligados ao Interacionismo Sociodiscursivo (ISD) de Bronckart (2007). Após as correções. O ensino de língua portuguesa pautado nas teorias dos gêneros textuais tem estado cada vez mais evidente nos métodos didáticos dos professores da educação básica e média do país. é o de não apenas transmitir o conhecimento para seus alunos. pois ele se vale de seus conhecimentos e de sua prática em sala de aula. usar um material didático significa também exigir mais da prática docente. principalmente. Nossa pesquisa incide no ensino de gêneros escritos (dissertação e resenha crítica) na etapa final da educação básica (Ensino Médio). Esta pesquisa objetiva discutir a autoria do docente ao utilizar materiais didáticos e a sua importância para a melhoria do ensino. o ensino com textos em sala deve ser pautado em materiais que sirvam de inspiração para os alunos. mas também procurar meios que facilitem a aprendizagem do conteúdo ministrado. O trabalho também discute a importância da sequência didática (SD) no ensino da produção textual e sua utilização como instrumento regulador da aprendizagem e ferramenta de prático auxílio aos docentes durante o processo de produção dos textos. esta comunicação argumenta a favor da autoria do docente ao apropriar-se de materiais didáticos. Palavras-chave: Material Didático.

para tanto. centrada em aspectos de carnavalização e utopia crítica. Metodologia de ensino de leitura. que já tratava o tema de leitura por um viés além da decodificação. Na produção final. Ensino-aprendizagem. torna-se um coautor da mesma. durante o evento “aula”. em Freire. como uma prática centrada na vivência de mundo. só acontece no instante “aula” e necessita da interação de outros sujeitos. enquanto evento. o professor. promovida pela Benetton. no mundo. As canções serão tratadas. Leva-se em consideração que muito já se tem dito da importância de práticas de leitura – como se pode ver. promovendo assim uma maior interação entre alunos. a metodologia aqui apresentada pauta-se na retração e expansão. Assim. Língua Portuguesa. na perspectiva enunciativa de Bakhtin. teve como objetivo traçar encaminhamentos que configurem uma proposta de ensino de leitura coerente com a perspectiva dos gêneros. A proposta aqui apresentada leva a considerar que o professor deve ser o autor das atividades a serem desenvolvidas em sala.de ordem textual. Destarte. já que a mesma. a fim de que a metodologia tivesse como foco o quê?. por exemplo. fazendo o diálogo do texto com o mundo onde ele se encontra inserido e voltando ao texto. É exemplificada por meio de um trabalho com textos publicitários da campanha UnHate. bem explorados por Adail Sobral. toma-se um trabalho com o gênero “canção” realizado no último ano do Ensino Médio em uma escola particular de Icoaraci (distrito de Belém). de Mikhail Bakhtin. As dificuldades apresentadas na primeira produção serviram de parâmetro para a construção dos módulos. A alteridade e a extraposição. conceitos tratados nessa perspectiva. com o mundo. Palavras-chave: Gêneros textuais. 24 . provocando os “outros” – alunos – a construírem como coautores. Leitura ativa/crítica. a maioria dos alunos conseguiu escrever seu texto de forma mais adequada em uma situação real de linguagem. professor e conteúdo ministrado. O GÊNERO MÚSICA EM AULAS DE PORTUGUÊS Danillo da Silva MENDES (UFPA) Nesta comunicação. que têm a função de solucionar os problemas encontrados durante o processo de produção dos textos e possibilitar uma reescrita mais proficiente em relação aos gêneros propostos. LEITURA ATIVA E CRÍTICA POR MEIO DE ESTRATÉGIAS DE CARNAVALIZAÇÃO E UTOPIA CRÍTICA: UMA PROPOSTA DE ENSINO DE LEITURA Daniel Prestes da SILVA (UNAMA) Este trabalho. o como? e o para quem? deveria ser ensinado. fruto da monografia de conclusão de curso de Letras – Língua Portuguesa. como exemplo de “como fazer” para se trabalhar efetivamente enqua nto professor-autor de sua aula. Palavras-chave: Gêneros discursivos. mas não o autor da aula.

por fim. além de abordar leitura crítica. no que tange ao ensino do português. Beth Brait. já que tal gênero pode permite o aperfeiçoamento da competência argumentativa dos alunos e. quanto da proposta/atitude dos alunos. tais como Rojo (2005). cordel). guiados pela proposta do professor. Acredita-se que com os frutos dessas ações de linguagem. tem se revelado muito eficaz no ensino de língua. Quanto ao referencial teórico aqui adotado. seguindo o método sociológico bakhtiniano e. trata-se da concepção dialógica de linguagem a partir de Bakhtin/Volochinov (2010). Pode-se citar o momento da observação e seleção das canções via negociação com os alunos. Alguns encaminhamentos utilizados nesse processo serão evidenciados. Ensino. que se alteram conforme o contexto e os sujeitos. de um lado.Irene Machado. em que o professor fazia sua escolha de material de aula a partir do gosto musical (individualizado) dos alunos. Ohuschi (2011) e outros. bem como a utilização de sequências didáticas. Como objetivos específicos. Os alunos passaram a gostar de gramática portuguesa a partir do momento em que. Extraposição. pop. Faraco (2009). Gênero “canção”. este trabalho. foram identificando questões conceituais da norma nas próprias letras de canções de suas preferências (rap. a grande relevância da utilização do gênero artigo de opinião para o ensino de língua. GÊNEROS DISCURSIVOS: UMA PROPOSTA DE ENSINO COM BASE NO ARTIGO DE OPINIÃO Davi Pereira de SOUZA (UFPA) Francisca Imaculada Santos OLIVEIRA (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) A proposta teórico-metodológica dos gêneros discursivos. percebeu-se. de outro. que se constituem como ações sociais. de maneira leve e contextualizada. a partir da abordagem dos gêneros discursivos. que a sequência didática constitui uma ferramenta imprescindível para auxiliar os professores neste processo. originais. Para tanto. pretende-se: i) subsidiar o professor de Língua Materna no trabalho com o gênero artigo de opinião. pode-se falar em ações educacionais criativas. Assim. Os resultados obtidos não podiam ser melhores: aumento da concentração em sala e provas com conceitos bem mais inseridos no dia-a-dia do aluno. Ao final do trabalho. mediante o uso da sequência didática. conteúdos da gramática portuguesa. classificada por Geraldi e posta em prática nesta proposta. tanto do ponto de vista da proposta/atitude do professor. Schneuwly e Dolz (2004) e de pesquisadores brasileiros. MPB. utilizando-se das letras das canções para passar. elaborou-se uma sequência didática com base no texto analisado. constituirão o ponto central de todo o processo de “aula como acontecimento”. resultado da disciplina Oficina de Didatização de Gêneros Textuais. visto que esse instrumento didático possibilita realizar o ensino de língua portuguesa de forma integrada e flexível em relação às necessidades de aprendizagem 25 . Palavras-chave: Alteridade. ações políticas. e ii) refletir sobre uma proposta de elaboração de uma sequência didática do gênero em questão. sobretudo. analisou-se um texto-enunciado do gênero. parte do questionamento: de que maneira o professor pode assumir uma postura de autoria em relação ao trabalho com a sequência didática? Esta pesquisa tem como objetivo geral refletir sobre o processo de ensino e aprendizagem do português. Fiorin e outros.

estes heróis são conhecidos como ‘Metal Warriors’. 2007): o Outro (o não-humano. nas três características por ela delimitadas em sua obra Science Fiction and Empire (KERSLAKE. ora mordazes. Este trabalho demonstra que o professor de língua pode ser autor da aula que ministra quando. O PAPEL DA PROSÓDIA NA FLUÊNCIA EM LEITURA Denize Roberta Del-Teto RAMOS (UFPA) 26 . Equipados com unidades robóticas avançadas. Palavras-chave: Metal Warriors. geralmente com fins comerciais) estadunidense LucasArts e comercializado pela softwarehouse japonesa Konami.” E assim começa Metal Warriors.. e a menção de elementos referentes à ciência que são sabidamente fantasiosos ou com pouca possibilidade de realização) e o Império (política e economia e a ideologia por elas gerada em uma determinada obra. a Extrapolação e a Especulação (respectivamente: a menção de fatos e fatores da ciência atual e/ou uma utilização de elementos científicos e tecnológicos possíveis no futuro de nossa realidade. Literatura. cujos autores. por exemplo. Sequência didática. produz e/ou adapta o material didático (sequência didática) disponível. em sua maioria. a presente comunicação objetiva situar o já referido título dentro do que a teórica da literatura de origem britânica Patricia Kerslake define como ficção cientifica. Esta. o governo terrestre está sob o comando das forças da Aliança Negra. são críticos ora sutis. Artigo de opinião. mantendo apenas uma equipe de valorosos guerreiros que permanecem em defesa da liberdade. Liderada por Venkar.. Tal estudo objetiva apresentar como as realidades encontradas neste gênero textual (jogos eletrônicos) estão tão convergentes com as realidades de seus autores e as mudanças de paradigmas científicos quanto as narrativas em prosa. a Aliança mantém uma sangrenta guerra de cinco anos contra a Terra. Ficção científica. aqui abordada e estudada. Discute-se como essas características podem ser identificadas dentro da narrativa do objeto de estudo escolhido. Partindo destas considerações. Palavras-chave: Gêneros discursivos. releitura do conhecido Reino-sede e suas “colônias”). AS CARACTERÍSTICAS DA LITERATURA DE FICÇÃO CIENTÍFICA PRESENTES NO JOGO ELETRÔNICO METAL WARRIORS Denison Carlos Soares BARBOSA (UFPA) Tailson Rodrigues de LIMA (UFPA) Rafael Alexandrino MALAFAIA “No ano de 2102. um dos títulos mais icônicos de jogos eletrônicos da plataforma SuperNintendo produzidos na década de 1990 pela softwarehouse (empresa ou organização que se dedica a construir software – programas de computador.dos alunos. dos sistemas vigentes e acontecimentos de suas épocas. mesmo se considerando a literatura de ficção científica. o diferente do humano).

apresenta uma reflexão do projeto desenvolvido em uma turma do 2º ano do Ensino Fundamental na Escola de Aplicação da UFPA/Belém. e) aumentar o repertório de textos escritos disponíveis aos alunos e conhecidos por eles. o qual interage com o texto e atribui um significado ao mesmo. d) fazer com que os alunos que leem com fluência desenvolvam a interpretação metafórica. Ensino Fundamental. assim. focado no desenvolvimento da fluência e da compreensão leitora. para leitores habilidosos. a pausar em lugares inadequados. de natureza aplicada. Embasado em Belintane (et al. b) identificar os alunos que leem com fluência e compreensão. como autor da aula que ministra. Palavras-chave: Prosódia. usando como mote as Histórias em Quadrinhos. procurando diminuir a defasagem de 27 . c) fazer com que os alunos que apresentam uma leitura silabada progridam para uma leitura fluente. Como objetivos específicos. velocidade e expressividade oral. 1985). 2010). mas com uma leitura silabada e pouco compreensiva. Leitura. de maneira objetiva. caracterizando. uma vez que o leitor torna-se um sujeito ativo e autônomo. 23). nas séries iniciais do Ensino Fundamental? Apresenta como objetivo geral tornar a leitura de alunos já alfabetizados mais fluente e compreensiva usando a imagem como mediadora entre a oralidade e a escrita. utilizou-se o método Curriculum-Based Measurement (DENO. p. que apresenta a questão: como promover o ensino da leitura. a não respeitar a sintaxe original do texto e a ler com ritmo relativamente lento e trabalhoso. As habilidades básicas referem-se ao desempenho demonstrado pelo leitor em precisão na decodificação.. essas tarefas são consideradas automáticas. sua fluência na leitura. Para isso foram obtidas amostras de leitura de 58 alunos do 9º ano do Ensino Fundamental de sete escolas públicas de Belém. Cagliari (2008) e Fairchild (2012). Para a avaliação. e f) discutir a própria elaboração de intervenção. ou prosódia. A pesquisa foi iniciada em junho de 2013 e foi realizada através de amostras de leituras dos participantes. LEITURA: TEORIAS E PRÁTICAS NO SEGUNDO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL Dione Márcia Alves de MORAES (UFPA/CAPES) Thomas Massao FAIRCHILD (UFPA/CAPES) Este trabalho.A leitura é um instrumento necessário para vivermos em uma sociedade letrada. realiza uma pesquisa qualitativo-interpretativa. o nível de fluência em leitura e o progresso do aluno durante o ano letivo. possa observar as diferenças de competência linguageira dos alunos. vinculado ao projeto de pesquisa “O desafio de ensinar a leitura e a escrita no contexto do Ensino Fundamental de 9 anos e da inserção do laptop na escola pública brasileira”. no qual os leitores precisam coordenar as habilidades básicas de decodificação a suas expectativas e conhecimentos prévios. que se caracteriza como um método simples de leitura em voz alta para medir. leitura é um “processo mediante o qual se compreende a linguagem escrita”. neste caso a expressividade oral. Assim. o ato de ler caracteriza -se como um processo de interação. Segundo Solé (1999. Os resultados da pesquisa apontam para um cenário preocupante: a maioria dos alunos avaliados tende a não dar a entonação e a ênfases necessárias ao texto. Almejamos que o professor. têm-se: a) identificar os alunos alfabetizados. O presente trabalho visa avaliar o desempenho de alunos quanto a uma dessas habilidades.

o CBM é uma possibilidade para que o professor possa monitorar seus alunos e. 2000). Velocidade. Mas o que é ler bem? De que forma o professor pode medir a fluência de leitura dos alunos? De acordo com o documento produzido pelo National Reading Painel – NRP (NICHD. IDENTIFICANDO ALUNOS FLUENTES EM LEITURA PELO MÉTODO CBM: UMA PROPOSTA POSSÍVEL NO ENSINO MÉDIO Elisangela Ribeiro de OLIVEIRA (UFPA) Shirlene Betrice Gordo AMARAL (UFPA) A leitura é um tema muito discutido na educação e qualquer professor. Precisão. o que pode ser responsável pela dificuldade de compreensão. a partir desse mapeamento. Leitura. Sendo assim. porque é simples e eficaz e ajuda na avaliação individual do aprendente. Compreensão e Fluência. planeje melhor suas aulas para alcançar o objetivo pretendido em leitura. Palavras-chave: Ensino Fundamental. utilizando a gravação de um minuto de leitura de um texto colhido do currículo básico do aluno. A pesquisa traz o benefício do método para a nossa realidade. com o mínimo de (in)formação. Histórias em Quadrinhos. AS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E O ENSINO DE LÍNGUA MATERNA: ANÁLISE CRÍTICO-REFLEXIVA DE UMA ATIVIDADE DE ENSINO DE GRAMÁTICA Érica Patrícia Barbosa COSTA (UFPA) Melize Borges PEREIRA (UFPA) Raíssa da Silva MIRANDA (UFPA) 28 . conforme Hasbrouck e Tindal (2005). A pesquisa aqui apresentada analisa os resultados de velocidade e precisão de alunos do 2º ano do ensino médio de 06 escolas de Belém. como possibilidade pedagógica para auxiliar o desenvolvimento da compreensão e fluidez na leitura dos discentes. identificando o progresso ou estagnação. reconhece a importância da leitura para sucesso dos aprendentes em uma sociedade letrada. Análises preliminares nos revelam que quase 80% dos alunos do ensino médio das escolas públicas de Belém apresentam baixa fluência no componente velocidade e precisão. imprescindíveis à compreensão. Palavras-chave: Leitura. conforme dados do INEP de 2011.aprendizagem existente entre eles e utilizar as HQs como um texto de interação entre a imagem e o escrito. pois o Estado Pará obteve resultados negativos nas últimas avaliações do Ideb. 1985) criado nos EUA para monitorar o progresso em leitura dos alunos do Ensino Fundamental. o de promover a proficiência do aluno. por meio do método CBM – Curriculum-Based Measurement (DENO. Curriculum-Based Measurement. precisão (percentual de acertos em texto lido por minuto) e expressividade oral. a fluência é evidenciada por meio de três componentes: velocidade (palavras lidas corretamente em minutos). O CBM mostrou-se uma ótima ferramenta de auxílio ao professor.

norteiam a postura do professor em sala de aula. o que aponta para um ensino pautado no tradicionalismo e no normativismo. Como resultados preliminares. Palavras-chave: Concepções de língua(gem). pois não propicia ao aluno/sujeito ativo um aprendizado contextualizado. sobretudo. Ensino-aprendizagem. foco desta investigação. Ancorados.É relevante tecer discussões e reflexões acerca da dinâmica do ensino e aprendizagem de língua materna e das concepções de linguagem a elas atreladas. fruto da disciplina Ensino-aprendizagem do Português I. são apontadas como base desse processo de aprendizado por serem as línguas naturais da comunidade surda. A primeira debate a questão da educação dos surdos de acordo com a proposta bilíngue. o processo histórico que permeou o ensino de uma segunda língua para os surdos e qual é o perfil do professor para ensinar esses alunos. a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS). consequentemente. dos autores Cereja e Magalhães. propõe-se a aquisição da 29 . “linguagem como expressão do pensamento ”. tornando-se autor de sua aula. O processo de produção e análise de dados caracterizou-se pelo levantamento bibliográfico que fundamenta teoricamente a concepção de ensino de língua portuguesa para surdos. Inicialmente realizamos uma revisão de literatura. o que ensinar e. na perspectiva da Educação Bilíngue. a atividade não contribui de maneira eficaz para a melhoria no processo de ensino e aprendizagem de língua materna. em seus processos de leitura e escrita. foi possível perceber a importância do ensino da Língua Portuguesa para a comunidade surda. visto que as línguas de sinais (no Brasil. que comumente revelam a postura do sistema educacional de uma determinada época e. a saber. para tanto. Desse modo. objetivamos investigar e discutir as abordagens acerca do processo de aprendizagem da pessoa surda na aquisição da Língua Portuguesa. Neste trabalho. o trabalho em tela. por meio da análise realizada. Sendo assim. levando em consideração que. já a segunda aborda o ensino para crianças surdas partindo da aquisição da linguagem e o lúdico. de forma mais direta. Podemos evidenciar. O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA COMO L2 PARA SURDOS NA PERSPECTIVA BILÍNGUE Etiene Vaz de LIMA (UFPA) Melissa Maynara dos Passos RÊGO (UFPA) Orientadora: Andréa Pereira SILVEIRA (UFPA) O processo de ensino da Língua Portuguesa para os alunos surdos é discutido atualmente no prisma do bilinguismo. Cabe ao professor. como mediador do processo. Determinam também. parte da seguinte questão de pesquisa: as questões de gramática contempladas no material didático levam o aluno a refletir sobre a língua? Propõe-se a investigar qual concepção de linguagem é predominante em uma atividade de ensino de gramática do livro didático Português: Linguagens – 6ª série. e posteriormente selecionamos o livro e a atividade a ser analisada. que o leve a refletir sobre a língua. Livro didático. Esta pesquisa bibliográfica está fundamentada nos escritos de Quadros (1997) e Silva (2002). adaptar/reelaborar as questões do livro. a predominância da primeira concepção de linguagem. na linguística aplicada. Travaglia (1996). o como ensinar os conteúdos de língua portuguesa. embasamo-nos nos pressupostos teóricos de Bakhtin/Volochinov (1975). Geraldi (1997). dentre outros.

Dialogando com a proposta deste evento. Com esse projeto. possibilitando o usufruto de sua cidadania. Profa. embaso-me nos estudos sobre letramento conforme Street (2012) e Coscarelli (2012). Palavras-chave: Letramentos. que. de acordo com o Decreto nº 5626/05.M. Teoricamente. utilizada pela comunidade majoritária.I. apesar de os alunos serem da chamada geração dos “nativos digitais”. o que permitirá ao indivíduo surdo uma comunicação acessível dentro da cultura ouvinte. objetivo contribuir para a elevação do grau de letramento digital e acadêmico dos graduandos por meio do uso de grupos do Facebook ressignificados como plataformas de ensino. Palavras-chave: Língua de Sinais. Emília Gimennez) Este trabalho teve como objetivo pesquisar sobre a utilização da lousa digital no ensino da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). procuro refletir sobre a natureza das tarefas didáticas elaboradas para alcançar o objetivo proposto. um ensino misto que associa tarefas realizadas presencialmente e outras online. a Língua Portuguesa deve ser assegurada em sua modalidade escrita.I. Para isso me vali da modalidade Blended Learning. Assim. Profa. deve ser aprendida pelo surdo em metodologia de ensino de segunda língua. Realizei atividades didáticas através dessa rede social com o intuito de ampliar as discussões da sala aula para o ambiente virtual.E.E.436). percebi que o letramento dos alunos (tanto o digital quanto o acadêmico) poderiam e deveriam ser ampliados.E. Emília Gimennez) Jane Meiry LAMEIRA (E. No decorrer de minha prática docente no referido curso de graduação. Língua Portuguesa.M. Levantei a hipótese de que apenas seguir uma progressão curricular não é condição suficiente para que o graduando participe de modo efetivo das práticas sociais e discursivas da esfera acadêmica. bem como sobre o diferencial de se elaborar tais atividades para o contexto do Ensino Superior. bem como das redes sociais.língua de sinais o mais cedo possível. UTILIZAÇÃO DA LOUSA DIGITAL NO ENSINO DE LIBRAS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES Fábia Marcela Moreira SILVA (E.F. o uso de dispositivos tecnológicos. observei que. No caso do Brasil. enquanto a língua oral. pouco tem sido revertido para as práticas acadêmicas desses sujeitos. isto é. Graduação. Autoria Didática.F. deve integrar o ensino regular. de acordo com a legislação vigente (Lei Nº 10. AUTORIA DIDÁTICA NO ENSINO SUPERIOR: FOMENTANDO OS LETRAMENTOS DIGITAL E ACADÊMICO NA GRADUAÇÃO EM LETRAS Eunice Braga PEREIRA (UFPA) Nessa comunicação apresento análises preliminares de um projeto de ensino em andamento na graduação em Letras – Português da UFPA/Belém. Esta ferramenta disponibiliza todos os 30 .E. Bilinguismo. Educação de surdos.

A linguagem interativa presente na Lousa Digital. Palavras-chave: Interatividade. Destaca-se uma metodologia que privilegia a construção do conhecimento pelo aluno que é um sujeito ativo nesse processo através da interatividade que dispõe essa tecnologia. realizado na Escola de Aplicação da UFPA em turmas de 1º e 2º anos do Ensino Fundamental. pode potencializar práticas inovadoras na pedagogia surda. A pesquisa foi realizada no laboratório de informática da Escola “Emília Gimennez”. Ensino de LIBRAS. eleva-se o nível de ensino e. a partir do momento em que trabalha com esses entrecruzamentos textuais. constatou-se que a linguagem interativa presente na lousa digital é um recurso que motiva o aluno e consequentemente resulta no aprendizado mais eficaz. podemos observar a relação entre professores ouvintes e surdos e alunos ouvintes e surdos no processo de ensino de LIBRAS tanto para surdos quanto para ouvintes. Ao entrar em contato com situações de oralidade como ouvir histórias. serão coletados dados de quadros sinóticos e diários de campo feitos na observação das turmas englobadas pelo projeto ao qual está vinculada esta investigação. um processo que atua diretamente na memória infantil e proporciona uma disposição para a entrada da criança na escrita e na leitura. É nesse processo de apreensão de informações que seu conhecimento linguístico é construído e que. Belintane (2013) denomina de subjetividade de entre-textos. Prática Pedagógica. À relação que existe entre a prosa (fala) cotidiana da criança e o acesso a textos da cultura. além dos recursos de seu software. Com base nos estudos de Claro (2005) e Lima (2006). Nessa pesquisa. Aumentando o interesse. antes mesmo de ingressar na escola. que utiliza essa ferramenta como recurso didático. e o papel do professor como essencial em todo o desenvolvimento do trabalho. consequentemente. 31 . porém. um conhecimento que é adquirido a partir da sua consciência como ser social e comunicativo. conforme Claro (2005). quando utilizada com propósitos educacionais bem definidos. Tem-se como objetivo deste trabalho compreender a atuação da biblioteca oral da criança como sendo de suma importância para sua inserção na escrita. a criança tece sua competência cultural. a qualidade da aprendizagem desse estudante que é atraído pela dinâmica dessa tecnologia. a criança armazena as informações em sua biblioteca oral no momento em que atribui sentido àquilo que está vivenciando. fazendo a mediação adequada entre a máquina e o estudante. APRENDIZAGEM E SUBJETIVIDADE Felipe Hilan Guimarães SANTOS (UFPA) A investigação que pretende ser apresentada é vinculada ao projeto “O desafio de ensinar a leitura e a escrita no contexto do ensino fundamental de nove anos e a inserção do laptop na escola pública brasileira”. Lousa Digital. Para abarcar mais informações à pesquisa aqui tratada. sejam eles orais ou escritos.recursos de um computador. absorvendo mais informações ao repertório linguístico que carrega na memória. considera-se que a criança. com um grande diferencial: a interatividade dos sujeitos envolvidos no processo. já possui um repertório de matrizes orais e operações linguísticas que aqui se nomeia por “biblioteca oral”. A BIBLIOTECA ORAL DA CRIANÇA: MEMÓRIA. Após a pesquisa.

por exemplo. esta que poderá existir para si mesma e uma Amazônia que continue a ser destruída. A FRAGMENTAÇÃO FORMAL NAS OBRAS DE BENECDITO MONTEIRO COMO REPRESENTAÇÃO DE UM PERÍODO DITATORIAL Fernanda Ramos CORRÊA Raísa do Socorro da Silva GUEDES Fragmentação é uma característica presente nos romances. É a partir da analise destas obras que afirmamos que a fragmentação formal é essencial para representar o caos em que o homem moderno viveu no período do regime autoritário e vive após a ditadura militar. sendo um escritor e testemunha deste período na Amazônia. pois a arte é imitação da realidade. evidenciamos que o golpe de 64 não se restringiu apenas nas cidades de apogeu da ditadura. para a existência de numerosos focos que ainda restam a entender a respeito de uma prática pedagógica que visa ao desenvolvimento dessas competências. entre os quais se encontram os processos de regulação da aprendizagem. conforme é discutido pela escola frankfurtiana). AVALIAÇÃO FORMATIVA COMO FONTE DE (AUTO) REGULAÇÃO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FRANCÊS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ Fernanda SOUZA E SILVA (UFPA) Orientadora: Myriam Crestian Chaves da CUNHA (UFPA) Este trabalho visa a contribuir para o estudo acerca dos processos formativos. Benedicto Monteiro. Aprendizagem. notadamente no que diz respeito ao desenvolvimento das competências autorregulatórias dos aprendentes. Memória infantil. no campo do Ensino/Aprendizagem de Línguas Estrangeiras. assim. Subjetividade. 32 . narração de Miguel. a fragmentação se dá por narrações feitas por Miguel e pela voz dos vários personagens que o autor cria para mostrar a Amazônia e seus encantos. fez uso da fragmentação como instrumento revelador do caos. Lizandro Calegari trata a fragmentação como resultado da desordem devido ao autoritarismo vivido na época. Este nos possibilita compreender a história a partir de representações da realidade. principalmente nas narrativas que representam a ditadura militar. representações estas que mostram a desordem social brasileira. Essas narrativas estão inseridas na literatura de resistência e. cartas e informações do rádio (no período em que foi publicada a obra ocorrem vários fatos simultaneamente e isto é repassado para o romance. neste caso. Estudos recentes referentes ao impacto das propostas desta nova matriz pedagógica apontam. A fragmentação em “Minossauro’’ se dá por ciclos. Neste contexto a fragmentação é bem representada nas narrativas romanescas de Benedicto Monteiro: “Minossauro” e “A terceira margem”. O novo Projeto Pedagógico do curso de Letras – habilitação em língua francesa investe de maneira intensiva na formação do futuro falante/professor de língua estrangeira.Palavras-chave: Biblioteca oral. Intertextualidade. entre outros. Em “A terceira margem”. em específico no romance moderno.

Para tanto. Em seguida. A discussão está ancorada em Maingueneau (1997). Possenti (2009). Orlandi (1999). A metodologia adotada foi a tipologia dos discursos proposta por Orlandi (2009). Sujeito-professor. de natureza documental e etnográfica. Aula. Palavras-Chave: Função-autor. sobretudo. num primeiro momento foi realizada uma pesquisa bibliográfica abrangendo obras sobre avaliação formativa e sobre os processos de autonomização dos aprendentes. Palavras-chave: Avaliação Formativa. Adotamos como corpus quatro recortes retirados de materiais de ensino usados pelo professor. Sendo assim. os conhecimentos acerca da avaliação formativa como facilitadora dos processos de (auto) regulação da aprendizagem no âmbito do ensino/aprendizagem de línguas estrangeiras. teórica e metodologicamente.Um dos aspectos a ser investigado concerne aos fatores que influenciam. coerência e tomada de posição. foi realizado o levantamento de dados a partir de observações de aula de Língua Francesa. onde observamos as aulas de Língua Portuguesa de uma turma de 5ª série do Ensino Fundamental. positiva ou negativamente. com o conceito de prática discursiva como instância que apreende uma “formação discursiva como inseparável das comunidades discursivas que a produzem e a difundem”. com a noção de autoria como instância que pressupõe singularidade e tomada de posição. da aplicação de questionários e da realização de entrevistas. com a concepção de linguagem enquanto interação. com a definição de autoria como procedimento de coerção do discurso. atividades realizadas pelos alunos e anotações registradas em diário de campo. 33 . o desenvolvimento dessas práticas no contexto da sala de aula de língua. e Bakhtin (2006). articulada às categorias unidade. este trabalho tem como objetivo investigar como se constitui a função-autor nas aulas de Língua Portuguesa (LP) em Belém/PA. coerência. A AUTORIA DA AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA PRÁTICA DISCURSIVA EM BUSCA DE IDENTIDADE Francineide Paiva MORAES (UFPA/CAPES) Thomas Massao FAIRCHILD (UFPA/CAPES) Considerando que uma mudança significativa na educação implica. Foucault (1969/1996). Os resultados da análise apontam para a constituição da função-autor na aula de LP como movimento que inscreve uma identidade autoral cujo discurso dominante é do tipo não autoritário. a pesquisa. foi desenvolvida durante um semestre (2013) em uma escola da rede pública de ensino. coerência e tomada de posição. Para tal. busca-se com este projeto contribuir para ampliar. de modo que as posições enunciativas assumidas pelo sujeito-professor se articulam. com o conceito de função-autor como responsável por produzir um dizer com unidade. representando unidade. os quais foram analisados na perspectiva da Análise do Discurso de linha francesa. Nesta comunicação apresentam-se o referencial teórico consultado bem como os procedimentos metodológicos e os primeiros resultados desta pesquisa em andamento. Ensino/aprendizagem de línguas. mudança no lugar em que o professor se assenta. Autorregulação.

predominando questões de identificar os termos essenciais da oração repetitivamente. que tratam do processo de cultivo do dendê e do beneficiamento dos produtos e subprodutos extraídos dessa palmeira. a interagir com e pela linguagem. por sua vez. no Pará. trata-se da concepção dialógica de linguagem a partir de Bakhtin/Volochinov e de pesquisadores brasileiros que seguem esta vertente. TERMINOLOGIA DA AGROINDÚSTRIA DO DENDÊ Francivaldo Mata QUARESMA (UFPA) Nosso trabalho traz como tema em estudo o léxico especializado da agroindústria do dendê. Quanto ao referencial teórico aqui adotado. selecionou-se uma seção de gramática do livro didático mencionado. Após a pesquisa. Nossa intenção é produzir um glossário socioterminológico proveniente dos discursos técnicos ou científicos escritos. o qual provavelmente revela um pouco da riqueza 34 . Livro didático. refletindo sobre a questão de autoria do professor em relação a sua aula. pode adotar uma ou outra (ou ainda simultaneamente) forma de conceber a linguagem. pois. presentes em textos de gêneros variados. podendo determinar. Ensino e aprendizagem do português. Para tanto. tais como Travaglia (1996). verificou-se que os exercícios trazidos na seção analisada do livro estão embasados tanto na primeira quanto na segunda concepção de linguagem. cabe ao docente adaptar as atividades.CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E LIVRO DIDÁTICO: UM NOVO OLHAR SOBRE VELHAS PRÁTICAS Francisca Imaculada Santos OLIVEIRA (UFPA) Davi Pereira de SOUZA (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) A maneira como o professor concebe a linguagem reflete na sua abordagem metodológica em sala de aula. com o intuito de contribuir para o processo de ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa. descrito e analisado. em âmbito acadêmico. Zanini (1999). uma vez que ainda não temos. Acreditamos também na existência de um processo de variação terminológica presente nesses mesmos discursos. entre outros. Acreditamos na hipótese de que nesses discursos escritos há a utilização de um relevante repertório de termos a ser documentado. por exemplo. questiona-se: qual a atitude que o professor deve assumir frente ao material didático adotado em sala de aula? Este trabalho tem como objetivo refletir sobre a(s) concepção(ões) de linguagem adotada(s) num livro de 5ª série do Ensino Fundamental. um estudo terminológico feito sobre essa atividade profissional. Desse modo. elaborar novas questões para atingir tal propósito. Este. Tais resultados podem proporcionar discussão interessante no que diz respeito à atitude do professor de língua diante do material didático disponível. Palavras-chave: Concepções de linguagem. analisando-se cada atividade. Geraldi (1997). o modo como se trabalha o livro didático. Perfeito (2005). se o livro não traz exercícios que levem o aluno a refletir sobre a língua.

.linguístico-cultural de seus usuários. na Amazônia no século XX. Para tanto. para a organização de nossos dados em formato de glossário. Dendê. de onde estão sendo extraídos os termos que estão compondo o glossário socioterminológico.. IFNOPAP. assuma uma postura muito mais autônoma em sua prática docente. por meio do uso da pesquisa terminológica como prática educativa. análise e organização dos dados presentes no corpus de nossa pesquisa. Santarém e Abaetetuba conta. o qual defende um estudo contextualizado das línguas de especialidade. Nesta pesquisa aborda-se o ensino de literatura em uma Escola Estadual de Ensino Médio da cidade de 35 . faço uso da coletânea de contos populares dos irmãos Grimm intitulada Contos maravilhosos para as crianças e para o lar (Kinder und Hausmärchen). e Lexique-Pro. Agroindústria.. DOS GRIMM AO IFNOPAP: ENTRE O OUVIDO E O TRADUZIDO Greubia da Silva SOUSA (UFPA) Este trabalho se propõe a realizar um estudo de cunho comparativo (aproximativo) entre o projeto de compilação pensado pelos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm. Como instrumentos de recolha. Como pressuposto teórico de nossa pesquisa. primeira versão publicada em 1812.. estão sendo utilizados os softwares WordSmith Tools. na Alemanha no século XIX. para que o professor.. A metodologia em aplicação está baseada em Faulstich. LITERATURA: REFLEXÕES NO ENSINO MÉDIO Haline Fernanda Silva MELO (UNAMA) Neusa PRESSLER (UNAMA) Este trabalho é um recorte do projeto de dissertação de Mestrado em Comunicação. todos publicados pela Universidade Federal do Pará (UFPA) em 1995. do ponto de vista científico. Tradução. Narrativas populares. Essas ferramentas estão nos auxiliando eficientemente na implementação do estudo do corpus coletado. objetivo final de nossa pesquisa. da coletânea de contos maravilhosos Pará conta. e também. Linguagem e Cultura da Universidade da Amazônia – UNAMA. onde a variação terminológica também seja considerada como uma realidade a ser estudada.. Também se propõe a investigar e refletir sobre o processo de transposição (tradução) do corpus narrativo (especificamente os contos da cobra grande e do boto) coletado pelo projeto IFNOPAP e posto em circulação na forma da coleção de narrativas populares Pará conta. estamos tomando por referência o ponto de vista da Socioterminologia de Gaudin. com o projeto compilatório do Imaginário nas Formas Narrativas Orais Populares da Amazônia Paraense (IFNOPAP). Acreditamos que o trabalho pode contribuir significativamente. composta pelos livros Belém. para recolha e análise. Palavras-chave: Socioterminologia.. para os estudos que se voltam para o léxico da língua portuguesa e no âmbito do ensino/aprendizagem da língua. Palavras-chave: Projeto de compilação.

A pesquisa parte do seguinte questionamento: como o livro didático deve ser utilizado no ensino de Língua Portuguesa? Para sua elaboração. este trabalho articula-se nos estudos de Silva (2008). mas que reflita sobre as atividades nele propostas e que intervenha. 36 . Ensino médio. e analisou-se as atividades de gramática da seção III (Coisas Misteriosas). para formar leitores. escolheu-se o livro Novo Diálogo. Pinheiro (2006). desenvolvido na disciplina Ensinoaprendizagem do Português I (UFPA). Livro didático. o que o torna autor de sua aula e enriquece o ensino e aprendizagem dos alunos. Leitura literária. direcionado à 5ª série do ensino fundamental. acaba por seguir somente uma concepção. das autoras Eliana Beltrão e Tereza Gordilho. este trabalho. Concepções de linguagem. A investigação apoia-se nos pressupostos teóricos de Bakhtin/ Volochinov (2010). A emancipação dos leitores ocorrerá na medida em que o processo de leitura literária na escola seja permeado por uma concepção de leitura que colabore dinamicamente com o processo de produção de sentidos e com a interação entre leitor e obra literária. que. Para tanto. sudeste do Estado do Pará. Assim. sempre ilustrando um autor ou período literário. muitas vezes aprisionado ao livro didático. Geraldi (1997). Jouve (2012) e Martins (2013). sugere-se que o docente não se aprisione nesse suporte didático. são avivadas discussões sobre objeto de ensino das aulas de literatura. fazendo com que eles não reflitam sobre o uso da língua. numa perspectiva cronológica e segundo a história da literatura. AS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA ABORDAGEM NO LIVRO DIDÁTICO Hariane Cristina de Souza LEMOS (UFPA) Tatiane Carmem Silva RODRIGUES (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) As concepções de linguagem são norteadoras do ensino de língua no Brasil e o professor. normalmente aquela que é contemplada no material didático – o que prejudica a aprendizagem dos alunos. Objetiva-se demonstrar que. tem como objetivo refletir acerca das concepções de linguagem abordadas nas atividades de um livro didático de Língua Portuguesa. Zanini (1999). em sua maioria. Os resultados demonstram que o livro ainda contempla um grande uso de exercícios mecânicos. acrescentando ou adequando as atividades. é necessário que os professores também se transformem em indivíduos mais assíduos no ato de leitura. dentre outros. oriundos da segunda concepção de linguagem (vista como instrumento de comunicação). Palavras-chave: Literatura.Goianésia do Pará. Nesse sentido. a fim de contribuir para uma melhor utilização desse material didático pelo professor. Perfeito (2005). ocorre em fragmentos. Neste percurso. Para esta pesquisa utilizou-se a pesquisa bibliográfica e documental para a identificação das discussões teórico-práticas em torno da literatura escolarizada. Palavras-chave: Ensino e aprendizagem.

Português língua estrangeira. tem como objetivo investigar como se instaura a autoria na escrita de atividades de ensino criadas por graduandos de Letras (UFPA). propusemos a uma turma heterogênea do ponto de vista linguístico/cultural. nas quais houve registro e documentação das atividades didáticas elaboradas pelos graduandos. detivemo-nos em trechos dessas atividades para analisar a maneira como se deu o gerenciamento das vozes e por fim os indícios de 37 . A hipótese aqui levantada é a de que o ensino-aprendizagem da produção escrita pode ser otimizado quando os alunos são inseridos em contextos significativos. todas na perspectiva da Análise do Discurso. escrita e autoria. usuários de línguas-culturas muitas vezes bastante diferentes da nossa. escritas pelos alunos do PEC-G. com tarefas que têm propósito e que os levam a agir em situação real e/ou simulada de uso da língua. como é o caso de nossos alunos do Programa de Estudantes – Convênio de Graduação (PEC-G)? Partindo de questões como esta. as noções teóricas de subjetividade.UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO/APRENDIZAGEM ACIONAL NO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE PRODUÇÃO ESCRITA PARA TURMAS HETEROGÊNEAS DE PORTUGUÊS LÍNGUA ESTRANGEIRA (PLE) Hellen Margareth POMPEU de Sales (UFPA) Orientador: José Carlos Chaves da CUNHA (UFPA) Se produzir textos escritos sempre inquietou alunos e professores de língua materna. assim como os resultados obtidos por eles nos exames do CELPE-Bras são indícios significativos de que a experiência tem favorecido a superação das dificuldades inerentes a competência de produção escrita para o público heterogêneo. Palavras-chave: Heterogeneidade linguístico-cultural. os tipos de exercícios. Tarefas. o que dizer quando o ensino/aprendizagem dessa competência tem como público aprendentes de diferentes nacionalidades. O progresso alcançado entre a primeira produção e a produção final dos alunos. de Português como Língua Estrangeira. resumo. FORMAÇÃO INICIAL DO PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA: AUTORIA EM MATERIAIS DIDÁTICOS CRIADOS POR GRADUANDOS DE LETRAS Herodoto Ezequiel Fonseca da SILVA (UFPA) Este trabalho. tarefas com orientação metodológica baseada na Perspectiva Acional do Conselho da Europa e em uma concepção de língua/linguagem interacionista. e-mail. em seguida. natureza e os “graus” de gerenciamento subjetivo das vozes discursivas. O corpus do trabalho foi composto por produções textuais de gêneros da modalidade escrita da língua portuguesa como artigo de opinião. Discute-se a produção acadêmica sobre a formação do professor de língua portuguesa. O corpus foi coletado durante aulas de disciplinas voltadas para o processo de ensino de língua portuguesa. A análise se deu da seguinte forma: compreensão global desses dados a fim de se mapear as condições produção. inspirado nos resultados de minha pesquisa de mestrado. visando levar os aprendentes a produzirem textos escritos em português adequados às diferentes situações de uso da língua. cartas.

e trata das relações entre as mídias e a construção dos processos de aprendizagem escolar. do discernimento dessas duas linguagens artísticas sem depreciar uma em detrimento da outra. filme cujo diretor é Paulo Thiago Ferreira Paes de Oliveira. sua poesia e a formação da literatura em 38 . pois exibem cabalmente como essa relação texto literário (hipotexto) e fílmico (hipertexto) – cada um tratado como obra de autonomia peculiar – é complexa e rica. Os resultados mostram que os graduandos têm dificuldade em gerenciar as vozes discursivas ao criarem materiais didáticos e que é necessário proporcionar situações em que os futuros professores experimentem a prática de elaboração de material didático para a aula de língua portuguesa. A instigação que atinge o aluno faz com que ele leia o texto literário e o texto fílmico para conhecer em que pontos coincidem e diferem. Uma pesquisa nessa linha. Texto fílmico. espontaneamente. Palavras-chave: Formação Inicial. surgiu a questão de como o professor-autor pode usar o texto fílmico como estratégia de motivação/aceitação/aproximação dos alunos em relação às obras literárias. pela literatura e por filmes.autoria didática presentes nos exercícios. acima de tudo dos clássicos. aprendendo a apreciar essas nuanças estéticas. e não uma como prolongamento da outra. Autoria. Essa estratégia objetiva tratar essas duas modalidades de arte de acordo com suas linguagens individuais. EROTISMO E POESIA EM MAX MARTINS Ingrid da Silva MARINHO (UFPA) Orientador: Luís Heleno Montoril DEL CASTILO (UFPA) O presente trabalho é resultado parcial do projeto de pesquisa Poesia. maior interesse pela aula. tendo assim identidades particulares. e motivadas pela leitura prévia de filmes inspirados nessas mesmas obras. pautada na intertextualidade. pois fazem parte de fenomenologias e autorias diferenciadas. Sociointeracionismo. além da aquisição. poema de Carlos Drummond de Andrade. Um exemplo disso é “O caso do vestido”. Palavras-Chave: Intertextualidade. corpo e subjetividade: o acervo de Max Martins. e “O vestido”. LITERATURA E CINEMA: ENSINO A PARTIR DA INTERRELAÇÃO DAS DIFERENTES LINGUAGENS ARTÍSTICAS Ingrid Luana Lopes CORDEIRO (UFPA) Jéssica Cristina Lima de JESUS (UFPA) Zerben Nathaly Wariss de Aguiar BARATA (UFPA) Tomando a observação empírica da dificuldade de alunos de escolas públicas de Belém e Ananindeua em se interessar. foi realizada por Maria Teresa Freitas (UFJF). Escrita. de cunho sociointeracionista. Os resultados alcançados são uma maior interação entre os alunos e o professor. ajudando o aluno a vê-las como únicas. Texto literário. pela leitura de textos literários. pelos alunos.

linguísticas. carrega grandes contribuições históricas. uma rela ção entre a sexualidade e a linguagem. Logo. cultura e literatura). por meio de sua linguagem. a ampliação e compreensão de sua utilização tanto como instrumento de formação crítica cultural. por meio dessa relação. um erotismo que se vela para o leitor. como o próprio poeta declarou. A sétima arte. dentre outros. disponibilizando aos receptores. Walter Benjamin (1987). sala Haroldo Maranhão. em agosto de 2013. a frase e o verbo são trabalhados. LUZ. ao afirmar que a sétima arte possui o poder de influenciar pensamentos. A partir da investigação em jornais e revistas entre 1955 e 1990. sendo uma grande “cópula entre as palavras”. Max Martins. Utilizaremos estudiosos como Sousa e Miranda (1997). edital /2013. Marta Giralt Lorenz (2011). CÁMARA Y CONVERSACIÓN: O CINEMA COMO FERRAMENTA DIDÁTICA PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM DE LE Iris de Fátima Lima BARBOSA (UFPA) O cinema.Belém do Pará. quanto como importante recurso metodológico para atuar em sala de aula. tido e utilizado muitas vezes como um simples instrumento de entretenimento. encontra-se um Max apaixonado pelas vanguardas. ANÁLISE DE DISCURSOS (JORNALÍSTICOS) E ENSINO DE LÍNGUA MATERNA: TRAVESSIAS POSSÍVEIS (?) 39 . Cultura de países hispanohablantes. já que é perceptível a representação de ideias e imaginários no cotidiano da sociedade a partir de seu contato com os filmes. sejam eles históricos ou ficcionais. a partir das discussões e debates das produções cinematográficas. temos a oportunidade de adentrar e compartilhar diversos momentos. Max Martins é autor de uma poesia composta por um “sensualismo ingênito” que erotiza a natureza. uma vez que. favorecendo o ensino-aprendizagem da língua espanhola em analogia com a cultura de países hispanohablantes. literárias e culturais. Poesia. na qual as palavras são mais importantes como significante. um meio para adentrar esse universo que envolve as três vertentes (língua. contemporâneo de várias delas. Vemos no cinema a possibilidade de construir. apresenta-nos como uma de suas inúmeras vantagens a oportunidade de se trabalhar com conteúdos linguísticos e socioculturais de maneira contextualizada. Palavras-chave: Cinema. tendo como ponto de partida a poesia não apenas como um exercício existencial. que traz à tona o discurso da utilização da sétima arte em sala de aula. destacando novas relações intersemióticas. Palavras-chave: Erotismo. enquanto ferramenta didática. composto por conteúdo e forma. onde a palavra. Língua espanhola. propõe-se investigar como o erótico se manifesta para além do carnal na poesia de Max. mas também um processo de técnica. ao enfatizar a literatura comparada em analogia com o cinema. o poema. financiado pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFPA. A coleta de dados iniciou partindo do acervo de obras raras da Fundação Tancredo Neves – CENTUR.

porém isso não garante o atendimento das necessidades dos alunos que precisam da língua para fins específicos. Quanto à problematização que motiva o III SISEL. aparentemente. Análise do Discurso. fundamentado na abordagem comunicativa (RICHARDS.Israel Fonseca ARAÚJO (UFPA) A presente proposta de comunicação trata da pesquisa “O tema da Divisão do Pará na mídia: uma análise das publicações do jornal Diário do Pará (agosto a dezembro de 2011)”. 1987. 2011) e no planejamento de curso flexível (GRAVES. reiteradamente. surgiu o Projeto de Extensão Fálá English Project (FLEP). ou uma dissimetria nas perguntas dos jornalistas ao apresentarem e/ou interpelarem os integrantes das Frentes em disputa. GREGOLIN. com ênfase para os ganhos pedagógicos: i) inicialmente. “Emancipação”? Citam-se como resultados. “Diário do Pará”. Mídia. tendo em vista a relação polarizada “Divisão/Separação” vs. Diante da peculiaridade do público e da falta de materiais apropriados. Palavras-chave: Divisão do Pará. na Escola Estadual “Enedina Sampaio Melo” em IgarapéMiri/PA. ser autor da própria aula 40 . 49 integrantes foram selecionados para ter aula durante um ano com alunos da graduação de Letras/Inglês da Universidade Federal do Pará. ii) foram mo stradas. fragilizam a ideia de professor como autor de suas aulas. Diante disso. Foi envolvida uma turma de terceiro ano dessa escola. percebeu-se uma postura imparcial do “Diário”. Com o objetivo de ensinar inglês para alunos da Orquestra Jovem Vale Música. que partia da hipótese de que tal cobertura jornalística poderia ser marcada pela imparcialidade. entretanto a língua estrangeira é uma barreira. bem como no uso de técnicas de proteção à motivação (DÖRNYEI. por meio da qual a produção jornalística do “Diário” foi concebida como uma prática discursiva na qual relações interdiscursivas são evidenciadas. sobre essa Consulta. A intervenção pedagógica fora motivada pela seguinte problematização: qual a abordagem que o citado jornal daria a essa temática da Divisão. durante as aulas regulares da disciplina Língua Portuguesa. 2011. além da importância capital de refletir sobre o papel da mídia na atualidade. RICHARDS e RENANDYA. A Análise do Discurso francesa (FOUCAULT. 2008b. MAINGUENEAU. 2008a. ou uma superioridade do “Não” e a sugerida inferioridade do “Sim”. O principal objetivo da pesquisa constituiuse na análise de matérias produzidas/veiculadas no jornal “Diário do Pará”. entre agosto e dezembro de 2011. 2007. 2000. 2002). dentre outros) fundamentou a análise. iii) a pesquisa trouxe significativa elevação na autoestima dos discentes/pesquisadores. 2000). 2000. iv) foi notada maior motivação e envolvimento da parte dos atores envolvidos no processo (docente/alunado). Muitos músicos da orquestra têm potencial para ganhar bolsas no exterior. pode-se dizer que a produção jornalística e as condicionantes do evento didático-científico projeto de pesquisa. INGLÊS PARA FINS ESPECÍFICOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE AULAS PARA MÚSICOS Ivo Antonio de Matos CRUZ (UFPA) Lidiane Alyne dos Santos NASCIMENTO (UFPA) O ensino de língua inglesa geralmente é baseado em livros didáticos. realizada em 2011.

como Geraldi (1984). 41 . presente na terceira unidade do livro didático “Entre palavras”. perceber qual delas predomina nesses exercícios. Entre os resultados obtidos durante o período de abril a junho estão a participação dos alunos em um concurso musical em inglês. dentre outros. além de teóricos e pesquisadores brasileiros que seguem esta vertente. músicas na língua alvo. Inglês para fins específicos. Zanini (1999). primeiramente. que está voltada para a decodificação textual e o estruturalismo. é importante que o professor seja autor daquilo que se propõe a desenvolver em suas aulas. Palavra-chave: Concepções de Linguagem. com isso. o trabalho apresenta embasamentos teóricos de Bakhtin/Volochinov (1992) sobre as orientações filosóficolinguísticas relacionadas à linguagem. O planejamento do curso e a divisão das turmas foram efetuados a partir do levantamento das necessidades dos alunos e de uma ficha de auto-avaliação de conhecimento prévio na língua inglesa. questiona-se sobre o papel do professor frente ao material didático utilizado em sala de aula. Em seguida. Palavras-chave: Ensino/Aprendizagem de inglês. Desse modo. 2005. Os resultados obtidos mostram que o livro d idático “Entre palavras” contempla exercícios mecânicos. Perfeito (2005). conclui-se que predomina a concepção de linguagem como instrumento de comunicação. pois nem tudo que o livro didático apresenta é de fato voltado para desenvolver as habilidades de leitura e escrita. Com esse intuito. 39) são “exercícios que prescindem de reflexão”. Materiais didáticos alternativos. Travaglia (1996).vem se fazendo necessário para atender a área de interesse dos alunos. CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E ANÁLISE DA ATIVIDADE DE LEITURA NO LIVRO DIDÁTICO Iza Macêdo de ALMEIDA (UFPA) Viviane de Souza Portela BATISTA (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) Por entender a importância de desenvolver as habilidades de leitura do sujeito é que este artigo tem como objetivo refletir sobre as concepções de linguagem que estão sendo contempladas nas atividades de leitura do livro didático de 5ª série do Ensino Fundamental. foi possível observar e fazer comparações entre a atividade e as características das concepções de linguagem e. Para isso. Por isso. p. a ponto de despertar no aluno o senso crítico e reflexivo. Esta pesquisa se desenvolveu. promovido pelo projeto. pela escolha da atividade de compreensão e interpretação do texto “O menino e o cedro”. de Mauro Ferreira. foram realizadas reuniões semanais envolvendo os dez professores voluntários para avaliação dos planos de aula assim como do material utilizado. Ao longo do curso. inclusive. Livro didático. Atividade de leitura. Por isso. que exigem as respostas prontas encontradas no texto e que trabalha frases isoladas. vale ressaltar a importância d e o educador selecionar e adaptar as atividades dos livros didáticos para contemplar realmente as necessidades de aprendizagem dos educandos. Segundo Fregonezi (apud PERFEITO. e a criação de um grupo que canta. geralmente elaborado de acordo com as respostas dos alunos quando perguntados sobre o que gostariam de estudar e com as impressões dos professores.

uma vez esse material didático continua sendo uma das únicas ferramentas utilizadas em sala de aula. Bakhtin (2003). os resultados iniciais apontam. c) análise das atividades propostas pelo LD. por meio de análise textual refinada de relatos de experiência e autobiografias produzidos pelos alunosprofessores nas disciplinas de Estágio supervisionado I e III. para a constituição de um suporte teórico-metodológico na prática docente dos alunosprofessores. Palavras-chave: Ressignificação de saberes docentes. Tem como principais objetivos discutir os traços de ressignificação de saberes docentes e indicadores de autorreflexão na formação inicial dos alunos-professores do Curso de Licenciatura Plena em Letras – Língua Portuguesa/PARFOR da Universidade Federal do Pará (UFPA). De cunho qualitativo. buscando averiguar e analisar (se e) como se dá o impacto do curso de Letras na prática docente. A metodologia desta pesquisa consistiu em: a) seleção do LD Novo Diálogo. Destarte. O LIVRO DIDÁTICO E A QUESTÃO DA AUTORIA: UMA ABORDAGEM DAS CONCEPÇÔES DE LINGUAGEM Jeconias Monteiro de ARAÚJO (UFPA) Andressa de Jesus Araújo RAMOS (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) Este trabalho. conforme Tardiff (2012) e Pimenta (2001). dos autores Eliana Santos Beltrão e Tereza Gordilho.RESSIGNIFICAÇÃO DE SABERES DOCENTES DE ALUNOSPROFESSORES DO CURSO PARFOR LETRAS – LÍNGUA PORTUGUESA Izabelly Reis LOUREIRO (UFPA) Jailma do Socorro Uchôa BULHÕES (UFPA) O presente trabalho apresenta resultados de um projeto de pesquisa e extensão em andamento. PARFOR. O referencial teórico deste estudo ampara-se em teóricos como Bakhtin/Volochinov (1992). Formação inicial. direcionado aos alunos da 5ª série do Ensino Fundamental menor. tem como objetivo verificar qual concepção de linguagem é predominante no Livro Didático (LD) de Língua Portuguesa (LP). questionamo-nos se o modo pelo qual a linguagem é concebida no LD contribui ou não para a questão da autoria do professor em suas aulas. publicado pela editora FTD. desenvolvido na disciplina Ensino-Aprendizagem do Português I. b) escolha de uma seção que aborda o ensino da gramática. em menor proporção. Em linhas gerais. 2008) e formação de saberes docentes. intitulado A Formação do Curso de Letras – Língua Portuguesa – PARFOR/PA: uma proposta de ressignificação dos saberes e das práticas de Ensino de Língua Portuguesa e Literatura no Polo de Redenção e Benevides. para a ressignificação dos saberes experienciais a partir da autorreflexão sobre a formação inicial e. o estudo apoia-se teoricamente em pesquisas sobre constituição de memórias (RIOLFI & OLIVEIRA. 42 . visando perceber a concepção de linguagem predominante e se isso contribui ou não para a questão da autoria do professor. Autorreflexão. em sua maioria.

que é o mediador no processo de ensino e aprendizagem. Travaglia (1996) e Zanini (1999). a unidade 4 (seção de “Estudo do Texto ”) para a análise dos exercícios. havendo predominância da linguagem como expressão do pensamento. publicado no ano de 2012.. é necessário afirmar que. Dessa forma. A partir dos resultados obtidos. agindo como autor de sua aula. fruto da disciplina Ensinoaprendizagem do Português I. o que leva o docente a apenas reproduzir o que já está pronto no LD. Perfeito (2005). Escolhemos. neste contexto. de acordo com concepções menos tradicionais de ensino (como a interacionista). houve a predominância da abordagem que situa a linguagem em uma perspectiva interacionista. questionamo-nos sobre a concepção de linguagem predominante no LD e o que isso pode acarretar no ensino da LP. apesar de as atividades terem apresentado a confluência da segunda e da terceira concepção de linguagem. agir e atuar sobre seus interlocutores. impedindo-o de ser autor da própria aula. é refletir sobre a concepção de linguagem que predomina em um LD do 9º ano. Sendo assim. 43 . concluímos que cabe ao professor. Assim. Os livros didáticos (LD). Geraldi (1997). Partindo dos pressupostos teóricos de Bakhtin/Volochinov (2010). elaborar outras. devem ser usados para auxiliar e não para nortear o desenvolvimento de uma aula. Livro didático. Fuza (et al. poderá se tornar autor de sua aula e contribuir para uma melhora significativa da leitura. das autoras Rosemeire Alves e Tatiane Brugnerotto. O IMPACTO DAS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM NA AUTORIA DO PROFESSOR EM SALA DE AULA: UMA ABORDAGEM EM UM LIVRO DIDÁTICO Joelson Beltrão ALVES (UFPA) Kelly do Socorro Porto da ROSA (UFPA) Vanessa Rafaela Santos da CONCEIÇÃO (UFPA) Entendemos que as práticas pedagógicas utilizadas por um professor definem o progresso ou o regresso nos objetivos do ensino de Língua Portuguesa (LP). dentre outros. Geraldi (1997). especificamente. Infelizmente. da escrita e da competência linguística dos alunos. muitos docentes ainda são presos aos conteúdos e às atividades que os LD trazem e isso impossibilita o trabalho do educador como um ser autônomo. Koch (2002). Analisamos uma unidade do livro intitulado Vontade de Saber Português. Concepções de linguagem. o professor deve ser criterioso no momento de planejar. Palavras-chave: Ensino e aprendizagem de língua materna. adequar as questões propostas pelo LD. Palavras-chave: Ensino e aprendizagem. Zanini (1999). Livro didático. a fim de contribuir para o processo de ensino e aprendizagem da LP. 2011). poderá garantir uma aprendizagem em que se aborde a linguagem como um lugar de interação. Perfeito (2005). Os resultados demonstraram que as atividades apresentadas no manual analisado amparam-se em concepções tradicionais de linguagem.Faraco (2009). Desse modo. ou mesmo. implementar e dirigir atividades provenientes dos materiais didáticos. o objetivo deste trabalho. Os resultados demonstraram que. Concepções de linguagem. propiciando ao indivíduo usá-la para realizar ações. independente das propostas metodológicas que os livros trazem. Travaglia (1996).

em que foi trabalhado o gênero textual “receita culinária”. mas somente ele não é suficiente. retiramos um exercício que se encontra na unidade 1 (Adolescente. Marcuschi (2002). Ohuschi e Menegassi (2011). uma vez que esta metodologia ajuda o aluno a conhecer e a dominar diversos gêneros em situações reais de linguagem. na turma do 6º ano B. Vasconcelos (2010). Travaglia (1996). Palavras-chave: Sequência didática. Ao 44 . com material de apoio de Fuza. tanto para o professor quanto para os alunos. atividades em grupos e produção textual individual. Os livros didáticos surgiram para auxiliar o professor na árdua tarefa que é o ensino. fruto da disciplina Ensino-Aprendizagem do Português I. AS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM NAS ATIVIDADES DOS LIVROS DIDÁTICOS Kettyelen Santos BERNARDO (UFPA) Rafael de Lima SALES (UFPA) Soraia dos Santos FERREIRA (UFPA) É possível e necessário que o professor seja autor da aula que ministra. é necessário que ele participe ativamente tanto na hora de ministrar. este trabalho. adotando a análise linguística nas aulas. da Escola “O Pequeno Príncipe”. eu?) na seção de interpretação oral. é preciso que haja todo um planejamento por parte do professor e. Embasamos nossa pesquisa em alguns teóricos como Antunes (2009). Gênero textual. Perfeito (2005). por isso. constatamos que é possível os professores trabalharem com a gramática contextualizada. Dele.. possuindo alunos com diversas dificuldades. O procedimento se deu por meio de leituras do gênero receita. Escolhemos o livro didático Português: uma proposta para o letramento do 6º ano do ensino fundamental. no município de Marabá/PA. estudos realizados por autores que são Geraldi (1984). cuja autoria é Magda Soares. Produção de texto. Zanini (1999).O GÊNERO TEXTUAL RECEITA CULINÁRIA NA SALA DE AULA Kátia Regina Lima GUEDES (UFPA/Marabá) Willa Nayara CARVALHO Lopes (UFPA/Marabá) O presente trabalho tem como objetivo discutir sobre o processo de ensinoaprendizagem da Língua Portuguesa no Ensino Fundamental através da aplicação do procedimento sequência didática. Os resultados da pesquisa demonstram que trabalhar com o processo sequência didática torna as aulas mais interativas e significativas. Para um adequado e completo entendimento do conhecimento que é construído em sala de aula. Desse modo. pois deve se levar em consideração que as salas de aula brasileiras são heterogêneas. Este método de ensino foi realizado durante a disciplina de Estágio Supervisionado em Língua Materna I. partiu da seguinte pergunta de pesquisa: de que maneira o conteúdo de Língua Portuguesa chega aos professores por meio do Livro Didático? Temos como fundamentos teóricos as concepções de linguagem e as orientações filosóficas bakhtinianas. quanto no momento de planejar aula. Portanto. Dolz (et al. 2004).

numa turma de alunos retidos.E. livros de histórias. Capellini (2011) e Ferreiro (2000). Mousinho (2011). Os sujeitos da pesquisa foram professoras do terceiro ano do Ensino Fundamental. Geraldo Manso Palmeira) Orientadora: Maria do Perpétuo Socorro Cardoso da SILVA (UEPA) Este estudo objetivou analisar as estratégias interativas criadas para os conteúdos envolvendo leitura e escrita (tais como letras móveis. alfabeto manual da Língua Brasileira de Sinais). Os eixos teóricos se baseiam em autores como Bakhtin (2003) e Freire (1996). Analisou.E. que fundamentaram a pesquisa no campo do processo da leitura e escrita e da dislexia. 45 . e práticas que estimulem a pensar no objeto de conhecimento. AUTORIAS DE ESTRATÉGIAS INTERATIVAS: CONTRIBUIÇÕES NO PROCESSO ENSINO E APRENDIZAGEM DE ALUNOS DISLÉXICOS E COM DIFICULDADES DE LEITURA E ESCRITA Kmilla Batista Vallinoto de SOUZA (UNAMA/U. Os resultados indicaram que faz. sim. Sacaloski (2000). músicas. Concepções de linguagem. Dislexia. pelas professoras da Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental “Geraldo Manso Palmeira” do Município de Ananindeua/PA. das atividades que são propostas aos alunos em sala de aula.E. encartes. Livro didático. Levamos. Escrita. Estratégias interativas. principalmente dos alunos disléxicos e daqueles com dificuldades na leitura e escrita. ou não. as contribuições que estas exercem no processo de ensino-aprendizagem dos alunos com dislexia e com dificuldades na leitura e escrita.I. também.M. Astério de Campos/UEPA) Wanilda Lima JORGE (E. com predominância na 2ª concepção de linguagem. bingo de palavras e frases. uma grande diferença ser o autor da própria aula. Leitura. se autocorrigindo junto com os outros. uma breve explanação e possível discussão. levando-nos a refletir sobre a plena eficácia. que deram o suporte às análises em relação ao professor-aluno como uma relação dialógica no campo educacional. a criação e a recriação fazem “levar” para o contexto da classe estratégias. A legislação educacional vigente ajudou a interpretar os direitos e as inexistências voltadas às políticas educacionais no Estado do Pará em relação à educação escolar de alunos disléxicos. fazendo com que o professor participe mais ativamente (tornando-se autor) de sua aula. em que a pesquisa. beneficiando assim o processo de ensino e aprendizado. um aprendendo com o outro. e Capovilla (2002). fazendo com que todos os alunos participem e interajam nas atividades propostas. Palavras-chave: Autoria. Palavras-chave: Ensino e aprendizagem. também. Os instrumentos de produção de dados foram entrevistas com perguntas abertas e observação participante.F. sobre o que poderia ser feito para melhorar o aproveitamento do que está exposto nos livros. Guerra (2000). 2ª e 3ª concepção de linguagem. jogos de memória.realizarmos a análise.S. percebemos que as questões que se apresentam no livro didático variam entre 1ª.

em duas instituições de ensino superior de Belém/PA (uma pública e uma privada). no município de Abaetetuba/PA. tendo base nas teorias de Marcuschi. das leituras das teorias.AULAS DE METODOLOGIA DO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA EM CURSOS DE LICENCIATURA EM LETRAS Laura Viviani dos Santos BORMANN (UFPA/CAPES) Thomas Massao FAIRCHILD (UFPA/CAPES) Encontramos com frequência professores recém-formados inquietos em relação a sua prática em sala de aula. Trabalhamos com os postulados de Foucault sobre enunciado. se fazem presentes na constituição das atividades curriculares MELP desses currículos e.E. currículos e ementas das atividades curriculares de cunho pedagógico). O intuito é verificar quais elementos de disciplinas. Eles saem dos bancos da universidade. o aluno é levado a refletir sobre a realidade que o espera? Em que momento ele aprende a encontrar solução para essas situações? Qual disciplina do currículo é reservada a tratar de questões relativas à produção de uma aula de língua materna? A presente pesquisa pretende desenvolver uma discussão acerca da formação inicial de professores de Licenciatura em Letras – Português. Suassuna (2012) e Antunes (2007).E. estrutura física deficitária etc. especificamente as atividades curriculares de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa (MELP). das resenhas e dos artigos e se deparam com situações diversificadas: turmas lotadas. A investigação divide-se em duas frentes: a) pesquisa documental (análise de Projetos Pedagógicos dos cursos. O gênero “entrevista informativa o ral” foi usado como instrumento de ensino-aprendizagem das variações linguísticas (linguagem formal e informal). no sentido foucaultiano (FOUCAULT. 1996). TRABALHANDO A VARIAÇÃO LINGUÍSTICA ATRAVÉS DO GÊNERO ENTREVISTA INFORMATIVA ORAL Leida Cristina Saraiva TEIXEIRA (UFPA/Abaetetuba) O presente trabalho objetiva partilhar saberes adquiridos durante a regência na disciplina Estágio Supervisionado do Ensino Fundamental. a produção da aula. entre si. aquelas disciplinas voltadas para a prática de ensino. realizou-se uma sequência didática que incluiu vídeos de entrevistas mostrando as duas modalidades de linguagem e a produção de uma entrevista realizada pelos alunos. escassez de material didático. alunos com defasagem idade-série. formação discursiva e disciplina. que não sabem ler nem escrever na quinta ou sexta série do Ensino Fundamental. na qual foram analisadas as competências comunicativa e de escritura do texto 46 . e b) pesquisa de campo (coleta e análise de diários de campo que descrevem as práticas de ensino realizadas em algumas dessas atividades). Nosso objetivo é investigar.F. descobrir se tais características contribuem com os conhecimentos do professor em formação sobre sua prática e. Para tanto. a partir daí. Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa. Lima e Teixeira (2012). Onde. Palavras-chave: Formação de professores. Disciplina. como se constituem estas atividades curriculares. Leônidas Monte. Prof.M. A Análise do Discurso de linha francesa é nossa base teórica de análise. consequentemente. ministrada a alunos do 9º ano da E. no decorrer de quatro ou cinco anos de curso.

porém. incluindo o uso da biblioteca. Palavras-chave: Leitura. (4) a leitura como atividade diária na sala de aula. 2001). Incluir o estudo destas questões na formação ajuda os professores a melhor compreender suas práticas. foram extraídas oito categorias que mostram o que predomina no discurso dos professores: (1) o trabalho com diferentes tipos de texto. A coleta de dados se deu na formação continuada de professores em serviço. Ensino Fundamental. Competência leitora. Entrevista informativa oral. (2) a leitura como prática social. 2007). Além disso. compartilhada e coletiva). uma vez que “a leitura é um processo de interação entre o leitor e o texto” (SOLÉ. Tal estudo é pertinente porque é de fato a leitura um dos eixos da alfabetização. Linguagem formal e informal. tais concepções têm implicações didáticas no modo como o professor conduz as práticas de leitura em sala de aula para o desenvolvimento da competência leitora do aluno. Alfabetização. (7) o colega como mediador de leitura (mediação aluno-aluno). Competências comunicativa e de escritura textual. (5) a leitura como uma atividade meio para a aprendizagem da escrita. (3) o professor como mediador e modelo de leitor para os alunos. (8) leitura citada como eixo da alfabetização. Analisando suas respostas. Vinte professores escreveram como desenvolver a competência leitora de seus alunos. Isso indica o entendimento de que a leitura na alfabetização se estende ao texto e não se limita apenas à leitura de letras e palavras. Verificou-se que os alunos analisados possuem boa competência linguística.falado para o texto escrito. (6) referência aos modos de ler (leitura individual. pode-se identificar que a maioria relacionou a aprendizagem da leitura ao uso de texto. já que “escrever e ler são ações que o sujeito exerce sobre a linguagem escrita” (COELHO. AS PRÁTICAS DE LEITURA NA SALA DE AULA: COMO DESENVOLVER A COMPETÊNCIA LEITORA? Lorena Bischoff TRESCASTRO (SEMEC/Belém) Vania Maria Batista FERREIRA (SEMEC/Belém) Cilene Maria Valente da SILVA (SEMEC/Belém) Este trabalho apresenta a análise do que dizem os professores sobre como desenvolver a competência leitora no processo de alfabetização. CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM: UMA ABORDAGEM A PARTIR DA PRÁTICA EM SALA DE AULA Luana de Jesus SILVA (UFPA) Maria Bruna Rego SILVA (UFPA) Márcia Greco OHUSCHI (UFPA) 47 . projetos de troca de correspondência e cantinho de leitura na sala. não conseguem transferi-la para a escrita. Palavras-chave: Saberes adquiridos. O discurso dos professores aponta em diferentes perspectivas os estudos sobre a leitura na escola. Obviamente.

parte do questionamento sobre quais concepções de linguagem embasam as formulações de metodologias de ensino de Língua Portuguesa. tem como objetivo analisar o funcionamento dos processos discursivos de transposição de conceitos do campo da Linguística para as aulas de Estágio de Língua Materna. Prática em sala de aula. Concepções de linguagem. Desta forma. A pesquisa piloto foi realizada em uma escola pública do município de Castanhal/PA. com o intuito de contribuir para o processo de ensino e aprendizagem da língua materna. depreendendo sentidos dos movimentos discursivos através dos quais os conceitos de texto passam ao ser ‘traduzidos’ do campo da formação do aluno da graduação para a sala de aula em que estão estagiando. 48 . na qual foram observadas 2h aula de Língua Portuguesa e realizada uma entrevista semiestruturada com a professora. Até o momento já compusemos parte do corpus da pesquisa para realização das análises a serem apresentadas como resultados da pesquisa. desenvolvido com o apoio do Programa PIBIC/UFPA/ INTERIOR e vinculado ao projeto de pesquisa Discurso e Ensino: o curso de Letras e a formação docente. defendemos a existência de uma relação de sentidos entre o que se ensina e as condições sócio-históricas que propiciam a veiculação de certos conteúdos formativos e não outros. Um dos pressupostos básicos que sustentam as concepções que orientam este trabalho é que a questão da língua e de sua figuração em disciplina curricular não se encerra em si mesma. Nossas análises incidirão sobre a materialidade linguística. particularmente conceitos mobilizados nas disciplinas Linguística de Texto e Texto e Discurso. numa abordagem discursiva. Palavras-chave: Ensino e aprendizagem. considerando as abordagens teóricas de Geraldi (1997). em uma turma de 1º ano do Ensino Médio. o trabalho do texto como pretexto para o estudo dos elementos da comunicação e a leitura explorada somente no nível de decodificação. pois privilegiava o estudo da gramática descontextualizada. Zanini (1999). para analisar como a professora observada concebe a língua. Tal pesquisa foi desenvolvida para a disciplina de Ensino Aprendizagem do Português I. assim como a institucionalização de certos conhecimentos que corporificam o currículo escolar remete à sociedade e à história política de uma época.Este trabalho. a metodologia de ensino adotada pela professora não revela a autoria em suas aulas. objetiva refletir sobre as concepções de linguagem na prática em sala de aula. Cabe salientar a utilização do livro didático como ferramenta quase que exclusiva de ensino. na fase final de apresentação do relatório. Os resultados obtidos com esta pesquisa revelam que a professora concebe a linguagem como instrumento de comunicação. Por isso. Desse modo. pertencente à grade curricular do curso de Letras. vinculado ao projeto de pesquisa “Língua Portuguesa: formação docente e ensino-aprendizagem” (UFPA). Cardoso (1999) e Perfeito (2005) sobre as três concepções de linguagem em vigor no ensino. A TRADUÇÃO DE CONCEITOS DE TEXTUALIDADE EM PRÁTICAS DE ENSINO DE LÍNGUA MATERNA Maíra de Lima NASCIMENTO (UFPA/Marabá) Nilsa Brito RIBEIRO (UFPA/Marabá) O plano de trabalho “A tradução de conceitos da textualidade em práticas de ensino de língua materna”. na escola básica.

2001). reflexivo e comprometido com a educação (LEFFA. se é nativo da língua que ensina ou nativo na língua de seus aprendizes. suas atitudes.Palavras-chave: Língua Portuguesa. vinculado ao Projeto de Pesquisa “Língua Portuguesa: formação de professores e ensino-aprendizagem” (UFPA). Língua estrangeira. através deste trabalho. A investigação busca responder ao seguinte questionamento: quais as dificuldades dos professores da Educação Básica na construção de atividades de análise linguística? Para tanto. Ao se pensar na formação do professor de língua estrangeira. Com base nisso surge a seguinte indagação: faz diferença se o meu professor é nativo ou brasileiro? A partir de então buscamos refletir e dialogar. ou.. natureza da formação etc. Palavras-chave: Ensino e aprendizagem. Formação de professor. entre outras cousas. as OCEM sugerem que a responsabilidade do professor vai além de reproduzir a língua do nativo ou explicar regras gramaticais. ancoramo-nos na visão sócio-histórica da linguagem 49 . dessas podem ser destacadas sua personalidade. ou seja. traz reflexões suscitadas em um curso de formação de professores da escola básica. como afirma Almeida Filho. deixando-se certas vezes se influenciar pelo senso comum ditado por um aglomerado de crenças que estabelece o que é certo ou errado. Formação. que segue uma lista de qualificações. considerando que sua aprendizagem não tem os mesmos objetivos da aquisição de língua materna (LM). acreditamos que o profissional brasileiro pode levar certa vantagem quanto ao desenvolvimento de competências específicas para o ensino de LE. produzir o seu ensino e buscar explicar por que procedem das maneiras como o fazem” ( Almeida Filho. Estágio de Língua Materna. mas para isso é preciso reflexão diária de sua prática docente. mas não sua origem. a literatura aponta com recorrência algumas características que definem competências primordiais de um professor de LE. as crenças que envolvem as práticas de ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira. O PROFESSOR NATIVO DE LE OU O PROFESSOR DE LE NATIVO Maíra Fabiane Silva FERREIRA (UFPA) Sandy Carvalho de ALCANTARA (UFPA) O objetivo deste trabalho é discutir a influência da língua materna do professor de LE em suas aulas. realizado em um município do interior do Pará. 2001. Desta maneira. muitos se esquecem do real propósito de aprendê-la. Discurso.19). os “professores de línguas precisam. A CONSTRUÇÃO DE ATIVIDADES DE ANÁLISE LINGUÍSTICA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) Zilda Laura Ramalho PAIVA (UFPA) Este trabalho. são levantados inúmeros questionamentos que envolvem muito mais do que o perfil almejado. entre elas ser um cidadão crítico. p. Para tanto. ao tratar de ensino de uma língua estrangeira. Como bem sabemos. Nas primeiras conclusões.

2007. mas ainda apresentam muita dificuldade em construir atividades reflexivas que abordem a estrutura e o funcionamento desses elementos. que traz a realidade interiorana paraense por meio do ritmo carimbó. Desta maneira. através de relação semiótica. Variação e consciência linguísticas. a ação mostra. como também a revelação de uma necessidade de sobrevivência bem mais aplacadora do que as concepções frágeis de sociedade. O rebelde. O corpus da pesquisa é constituído pelo registro escrito de atividades de análise linguística elaboradas por grupos de docentes. a Cabanagem é retratada pelo escritor paraense Inglês de Souza (1853-1918). Inglês de Souza desconstrói a identidade social do indivíduo (indivíduo este marcado por extremo preconceito e disparidade) pelas atividades perturbadoras dos negros e tapuios engajados na peleja contra Portugal. Tendo como referências os filmes do diretor George A. percebese uma grande semelhança entre ambas as obras. Nesse sentido. Para construir as atividades. de forma desveladora. a partir do textoenunciado “Apara com esse namoro”.). aquela de que se desprende a cada novo trato social instaurado. embasando-nos nas perspectivas dos gêneros discursivos (BAKHTIN. como se pretende mostrar. 50 . o qual canibaliza a identidade do homem comum. em uma de suas crônicas fantásticas do cotidiano extraordinário do interior paraense do século XIX. os quais tratam da possibilidade de um ataque zumbi a nossa sociedade contemporânea (a qual não difere tanto. Palavras-chave: Ensino e aprendizagem. no âmbito do individualismo). Os resultados demonstram que os professores conseguem desenvolver adequadamente questões relacionadas ao efeito de sentido dos elementos gramaticais no texto base. Romero (1940. em detrimento do habitante de cotidiano. George A. mediante a natureza de tamanhas brutalidades. concretizando-se em atividades epilinguísticas e metalinguísticas. 2003) e da variação e consciência linguísticas (BAGNO. induzem os personagens e o leitor à desconstrução de suas identidades. DUARTE. em 1832) do movimento de libertação social. na poética da violência. as quais se percebem mais incisivas no psicológico dos personagens. pertencente ao gênero discursivo “canção”. da sociedade do inicio do século XIX. através da simbolização da ameaça constante. os professores receberam um roteiro construído pelas pesquisadoras. o qual visa integrar as perspectivas citadas. Entretanto. os homens da revolta. Na construção de sua perspectiva singular (a de um simples menino inquieto. Formação do professor. pretende-se mostrar nessa comunicação como o Cabano é construído como um zumbi social.(BAKHTIN/VOLOCHINOV. Palavras-chave: Inglês de Souza. torna-se possível a libertação da identidade originária do homem. OS CABANOS COMO ZUMBIS SOCIAIS NO CONTO O REBELDE DE INGLÊS DE SOUZA Marco Felipe de Oliveira PEIXOTO (UFPA) Um dos marcos históricos paraenses. Zumbis. 2008). Romero. Para os dois. 1992). Análise linguística. se concretizam como “zumbis sociais”. perturba e reconstrói o sentido do humano para consigo mesmo. esses rebeldes. Em sua empreitada. filho de um juiz de paz português na cidade de Vila Bela.

pois a motivação sempre está relacionada a atitudes de sujeitos que iniciam ou dão continuidade a uma ação (DÖRNYEI.ESTRATÉGIAS MOTIVACIONAIS NO ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS: MISSÃO DO PROFESSOR? Marcus Alexandre Carvalho de SOUZA (UFPA) Muito se fala em motivação para aprender línguas estrangeiras e é consenso entre os pesquisadores da área o fato de que aprendentes motivados tem maior chance de sucesso na aprendizagem. as estratégias motivacionais são a aplicação prática no ensino dos pressupostos teóricos que balizam a motivação. uma pergunta que gera certa discordância entre os professores: quem é o agente dessa motivação? O professor. 2010). entre eles o machismo. ele apresenta quatro tipos de estratégias motivacionais que deveriam ser utilizadas por professores em suas práticas de ensino: criação das condições motivacionais básicas. entre os quais a Educação (ALMEIDA. 2011). além de gerada (ou autogerada). ou o aluno. Nesse sentido. porém. 2008. Essa experiência será revisitada aqui com base nas reflexões do ato de ler de Paulo Freire. que motiva o aluno. Pretende-se. Nesse cenário contraditório. por conseguinte. AUTOR DA MINHA AULA? Maurício Ramos LINDEMEYER (SEDUC-PA/UNAMA) A escola pública brasileira está inserida na tensão entre memórias. problematizar e refletir sobre a atuação docente em geral e o quanto ela influencia na motivação e. assim. pois a motivação. torna-se anseio das camadas populares que reivindicam um ensino de qualidade. Como promover um ensino-aprendizagem crítico de leitura tendo o LD como quase único instrumento pedagógico? Tentando solucionar essa questão. se automotivando? Segundo Dörnyei (2001b). USHIODA. o horrível”. 2001a. no processo de aprendizagem de uma língua estrangeira pelo aluno. geração da motivação inicial. que não foi o escolhido por nós professores. no ano de 2011. Palavras-Chave: Motivação. está implicada no contexto neoliberal. Este trabalho tem por finalidade apresentar uma visão geral das estratégias motivacionais na aprendizagem de línguas estrangeiras e discutir sobre a atuação do professor como agente motivacional. que defende o baixo investimento em setores públicos. foi enviado pelo PNDL (Programa Nacional do Livro Didático) a minha escola o livro Diálogos. um trabalho de ir além da leitura formal. propus uma sequência de aulas que partiram dos textos do LD e prosseguiram questionando o discurso machista em tirinhas da personagem “Hagar. Estratégias motivacionais. LIVRO DIDÁTICO E O DISCURSO MACHISTA: EU. 2011). Surge. Professor. DÖRNYEI e USHIODA. Ensino de língua estrangeira. de modo a 51 . pois. De um lado. Com um agravante: o livro porta inúmeros discursos preconceituosos. De outro. de “desleitura” – de “olhar o olhar” e de “ler a leitura” (FREIRE. deve ser mantida e protegida. manutenção e proteção da motivação e o encorajamento de uma autoavaliação positiva. Constituiu. alicerçada na análise do discurso foucaultiana.

Autorregulação. Os resultados obtidos apontam para a autoria docente como vetor da renovação metodológica no ensino do português e como horizonte para a formação inicial e continuada dos professores. De modo mais específico.perceber as possibilidades de um ensino em que o professor busque ser autor do processo ensino-aprendizagem. 2009). Ao procurar entender se e como esse procedimento didático permite desenvolver capacidades de autorregulação das ações de linguagem – capacidades essas que constituem. Palavras-chave: Livro didático. TU. Regulação. 2004). é inevitável deparar-se com uma intensa atividade de planejamento e de regulação da intervenção didático-pedagógica por parte do docente. cujo foco atual são os processos formativos de regulação e autorregulação. A descrição dessas características é ilustrada por exemplos oriundos dos documentos acadêmicos analisados. um objetivo de aprendizagem a ser alcançado para que os aprendentes se tornem produtores autônomos de textos e a condição para o desenvolvimento de suas competências linguageiras –. Pretende-se aqui identificar as condições nas quais essa forte autoria docente exigida pelo procedimento favorece de fato a própria autoria dos alunos. Ensino-Aprendizagem do Português Língua Materna. nas práticas de ensinoaprendizagem de línguas. característicos da avaliação formativa de tradição francófona (FERNANDES. Essa reflexão apoia-se em resultados de investigações empreendidas pelos membros do grupo de pesquisa “Avaliação da/na Aprendizagem de Línguas” (grupo AVAL). tal como sistematizado por pesquisadores da Universidade de Genebra (DOLZ. Aula de leitura. PROCESSOS FORMATIVOS EM SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS DE PRODUÇÃO TEXTUAL: QUANDO A AUTORIA DOCENTE FAVORECE A AUTORIA DISCENTE Myriam Crestian CUNHA (UFPA) Nesta comunicação. o grupo tem analisado trabalhos acadêmicos de conclusão de curso (em nível de pós-graduação stricto sensu). apresenta-se uma reflexão provocada pela pergunta tema do evento (“Faz diferença ser o autor da aula que ministro?”). NOVERRAZ. tanto na produção de textos quanto na elaboração de competências de ordem metacognitiva. Palavras-chave: Sequência Didática. SCHNEUWLY. EU. Avaliação Formativa. voltados para sequências didáticas que adotam gêneros textuais como objetos de ensino. Machismo. ao mesmo tempo. NÓS PLANEJAMOS E APRENDEMOS: A CONTRIBUIÇÃO DA FORMAÇÃO CONTINUADA PARA O RESSIGNIFICAR DA PRÁTICA DOCENTE Nilma do Socorro Nogueira MACHADO (SEMEC) Sérgio Renato Lima PINTO (SEMEC) Walter da Silva BRAGA (SEMEC) 52 .

indagamos: quais as formas de mobilização dos conhecimentos acumulados ao longo dessa formação para além da paráfrase ou repetição. planejar e elaborar suas atividades com ênfase na sequência didática a partir da dialeticidade entre teoria e prática na perspectiva da (re) construção de um novo modo de ensinar/aprender a Língua Materna. realizadas juntos aos professores alfabetizadores nas Escolas. tornando-se autor das aulas que ministra ao criar. 53 . Estudos recentes sobre a escrita universitária revelam a necessidade de pensarmos sobre essa produção. planejamento. precisar posicionar-se diante de outros pontos de vista. compreendemos que o professor alfabetizador desenvolve sua autonomia. e dos dados coletados a partir da análise da produção de um acadêmico de Letras da UFPA. muitas vezes. bem como produtoras de texto. Esse procedimento favorece ao professor formador elaborar sua pauta de formação baseada nos resultados das avaliações dos alunos. ao deslocar a problemática da autoria para as práticas de ensino de língua e contribuir para as discussões sobre o assunto. o estudante de Letras entra em contato com autores e teorias que fundamentam o currículo de seu curso. Grigoletto (2011). Nesse sentido. Autoria. a formação continuada desenvolve ações que favorecem a reflexão da ação docente para que o professor possa elaborar seu planejamento de forma mais consistente e apoiado em ações de autonomia didática. relacionando nosso trabalho também à temática do evento. avaliação e pesquisa. indo ao encontro do Programa Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa do Governo Federal. além de. Formação Continuada. pois entendemos que esse referencial possibilita ao professor formar crianças alfabetizadas até os oito anos de idade. Produção escrita. Palavras-chave: Aprendizagem. buscamos a fundamentação nas concepções de alfabetização de autores como Ferreiro (1985). A NOÇÃO DE AUTORIA: FORMAS DE MOBILIZAÇÃO DO CONHECIMENTO Nora Monteiro Pinto de ALMEIDA (UFPA) Ao longo da formação acadêmica. a prática de formação docente versa sobre quatro eixos norteadores: formação. para um olhar particular que expresse uma tomada de posição desse sujeito? Com base nos estudos de Foucault (1992). Nesse contexto. que fundamentam os estudos teóricos sobre o processo de aquisição do sistema de representação escrita pela criança. Palavras-chave: Estudante de Letras. Tudo isso deve contribuir para a formação contínua de sua identidade profissional. Assim. Teberosky (1985) e Grossi (2004). nos dispusemos a pensar sobre a noção de autoria na escrita universitária.A formação continuada de professores alfabetizadores é um dos eixos das políticas públicas de Educação da Rede Municipal de Belém. isto é. envolve-se em pesquisas e debates. Planejamento. para os modos de apropriação do conhecimento rumo à construção de um discurso coerente e “de especialista” no assunto. Tendo em vista tais considerações. Este é o foco das formações realizadas pelo Centro de Formação de Professores da Secretaria Municipal de Educação. Nesse sentido.

O presente trabalho estuda a variação de Lagarto e Lagartixa a partir do mapeamento de dados lexicais que fazem parte do corpus já coletado para a elaboração do ALIPA. serviu para estimular os alunos a se tornarem proficientes na produção do gênero em questão. Trabalhar as capacidades de linguagem é imprescindível não só para que o professor perceba as dificuldades do aluno em relação à escrita. A partir desta pesquisa. Esta atividade. a partir do método sequência didática. Sequência Didática. Verificou-se também que os exercícios aplicados ao longo dos módulos auxiliaram os estudantes a internalizar alguns conhecimentos em relação às capacidades de linguagem concatenadas ao conteúdo temático. Com este projeto verificamos que os resultados obtidos cooperaram na ascensão do aluno como produtor de seu texto. chegou-se à conclusão de que o professor alcançou os objetivos pretendidos ao trabalhar com a SD. mas também para que o estudante internalize as principais características e funções sociocomunicativas do gênero.A PRODUÇÃO DE TEXTO A PARTIR DO PROCEDIMENTO SEQUÊNCIA DIDÁTICA: DESENVOLVENDO AS CAPACIDADES DE LINGUAGEM Paulo da Silva LIMA (UFPA) Hellen Christina de Souza LIMA (SEMED) Gabriele Alves da SILVA (SEMED) O presente trabalho objetiva abordar as capacidades de linguagem dentro do procedimento sequência didática (SD). foram analisadas as capacidades de ação. no processo de ensino da produção do gênero “dissertação escolar”. Palavras-chave: Capacidades de Linguagem. já que este procedimento permitiu uma atividade mais qualificada com a produção do gênero. Esta pesquisa tem como corpus produções textuais de alunos do Ensino Médio de uma escola pública da cidade de Marabá. Assim. explorando sua planificação e o uso de mecanismos gramaticais como um auxílio a sua construção. Os pressupostos teórico-metodológicos da Dialetologia. Além do mais. Durante a atividade houve uma pormenorização do texto. da Geografia Linguística e da 54 . capacidades discursivas e as capacidades linguístico-discursivas (BRONCKART. verificamos a evolução do aluno em relação à escrita entre o primeiro e o último texto. UMA LEITURA DAS CARTAS 105 LAGARTO E 106 LAGARTIXA ELABORADAS COM DADOS DO ATLAS GEOSSOCIOLINGUÍSTICO DO PARÁ Regis José da Cunha GUEDES (UFPA) Orientador: Abdelhak RAZKY (UFPA) O levantamento do corpus coletado para a elaboração do Atlas Geossociolinguístico do Pará (ALIPA) entre 1996 e 2011 tem propiciado um olhar mais abrangente em relação à variação lexical presente na fala de informantes da zona rural do Estado do Pará. baseado nos estudos de Dolz e Schneuwly (2010). 2007). tal ferramenta didática conscientiza o educando a respeito da importância da reescrita para uma produção textual mais proficiente. em que foram observadas as habilidades linguístico/discursivas adquiridas durante o desenvolvimento da SD. Produção textual. Por isso.

Palavras-Chave: Variação lexical. dinamizando. proporemos uma análise com base no ensino do gênero “fábula”. o docente deve fazer uso do gênero textual em seu planejamento didático. composto de quatorze campos semânticos presentes na realidade sociolinguística das localidades selecionadas nas seis mesorregiões paraenses: Baixo Amazonas. o ensino de fábulas não é considerado muito proveitoso nas salas de aula. Para isso. destarte. Nordeste. Sudoeste e Sudeste. Objetiva apresentar aos profissionais da área da linguagem um panorama de atividades com a temática da 55 . Dialetologia. Assim. Nosso trabalho pauta-se em estudos de Lima e Rosa (2012). e alcançar o discente em sua realidade. Além disso. Outro ponto considerado é a intertextualidade: enquanto gênero. em que trabalharemos o conceito desse gênero. Foi aplicado um questionário semântico-lexical (QSL).Sociolinguística norteiam a discussão dos dados. visto que muitos acreditam se tratar de um gênero exclusivo do universo infantil. principalmente. Todavia. É importante salientar que este tema pode ser ministrado não somente nas séries iniciais. a reflexão do discente. Palavras-chave: Fábula. imprescindíveis para sua formação e que são esquecidos em nossa sociedade. Os resultados apresentados por meio das cartas 105 Lagarto e 106 Lagartixa demonstram diversidade linguística na zona rural do Estado do Pará. o ensino de língua portuguesa. e como tal aliança contribui para uma “reforma” de um planejamento de aula. Mesorregião Metropolitana de Belém. para promover uma nova proposta de trabalho. Gênero. a fábula oferece estratégias diversificadas de leitura para o aluno. assim como suas características e ensinamentos. Geossociolinguística. O professor de língua portuguesa deverá estar baseado nos PCN. Ensino. ela também possibilita ao discente a capacidade de aprender os “valores morais”. que têm como objetivo autentificar o processo de ensino mediante os gêneros textuais. ou ainda faz parte de sua vida. Pereira (2005) e Coelho (2000). Permite ao discente contato com um gênero literário que já fez. mas no fundamental maior como forma de propor ao docente um recurso amplo e diversificado. Verificaremos e compararemos as ideias formuladas a respeito do uso do gênero fábula. FÁBULAS: LITERATURA ENCANTADA EM SALA DE AULA Rízia Dóris Rodrigues de SOUZA (UFPA) Helga Kadhyja Costa DIAS (UFPA) O ensino de língua portuguesa deve ser um processo que estimule a criatividade e. Marajó. DO PERGAMINHO AO SUPORTE DIGITAL: O TEXTO E SUAS MULTIMODALIDADES Robson Borges RUA (UFPA) A produção em questão é fruto de uma pesquisa realizada para o Trabalho de Conclusão do Curso de Letras da Universidade Federal do Pará. principalmente no que diz respeito à relação entre realidade e ficção.

dos pais. onde se teve a oportunidade de observar o espaço de interação entre os alunos e em seguida elaborar atividades de linguagem e aplicá-las na classe. Ensino Médio. Movie maker. Produção textual. Xavier (2010). Os resultados da sequência com o gêneros “manual de instrução” e “termo de responsabilidade” indicar am a relevância de o professor elaborar seu próprio material didático. 1998). e para que a 56 . DOLZ & SCHNEUWLY. Bakhtin (1992). dos professores e da escola?” As atividades desenvolvidas a partir de então apontaram para o trabalho com o gênero “manual de instrução” – à escola e aos professores –. além de Fiorin e Savioli (2003). selecionou-se o programa Movie Maker do sistema Windows. A MEDIAÇÃO DO PROFESSOR-AUTOR NA CONSTRUÇÃO DA COMPETÊNCIA DISCURSIVA DOS ALUNOS Ruth Helena Barros da SILVA (Escola de Aplicação da UFPA) Este trabalho tem como objetivo apresentar o processo de elaboração de uma sequência didática que envolveu os alunos de 7ª série. como desdobramento do projeto “O Desenvolvimento da Competência de Leitura no Ensino Fundamental”. mas. considerando não só a realidade dos alunos. Espaço digital. não só para a apropriação das dimensões linguístico-discursivas do gênero. A compreender que um dos papeis do professor de língua materna é estimular em seu aluno a produção textual. a fim de que os alunos pudessem produzir textos multimodais.multimodalidade de textos produzidos e veiculados no espaço digital. atendam às necessidades de uso da língua em contextos reais. 1999. Palavras-chave: Multimodalidade. naquele ano letivo. Para concretizar a proposta de trabalho com os recursos tecnológicos. a cada aluno e seus respectivos pais e/ou responsáveis. com alunos da terceira série do Ensino Médio de uma escola da cidade de Belém. o trabalho levou em consideração tal afirmativa e adotou a proposta de trabalhar a produção de texto no espaço digital. A sequência surgiu a partir da reflexão proposta aos alunos: “o que seria diferente. a qual elaborou atividades prototípicas que envolvem os recursos tecnológicos no ensino escolar. além disso. que aborda os conceitos de leitura e escrita no espaço digital. Ressalta-se que a pesquisa foi desenvolvida na Escola de Aplicação da UFPA. de fato. o qual discute questões teóricas sobre o processo dialógico da linguagem. mas o percurso didático possibilitou ainda. Ressalta-se que a motivação para se desenvolver essa temática no ambiente escolar deu-se em função do crescente manuseio de ferramentas tecnológicas pelos alunos na sociedade moderna. como produto final. de cada uma das três turmas envolvidas. esta pesquisa aponta um novo horizonte para a formação dos alunos: o letramento digital. O trabalho teve como base teórica e metodológica o interacionismo sociodiscursivo e as considerações dessa corrente teórica sobre a aprendizagem de linguagem (BRONCKART. Esta pesquisa foi fundamentada nos trabalhos de Rojo (2012). Além de poder trabalhar os aspectos de leitura e a escrita. realizado diretamente no espaço escolar. se dependesse do aluno. as especificidades e singularidades de cada turma envolvida. da Escola de Aplicação da UFPA. mas para que. elaborar e assinar um “termo de responsabilidade”. que discorrem acerca da temática do posicionamento dos sujeitos durante o ato de produção de texto.

Ensino de Língua Portuguesa. 57 . ou seja. afirmando sua capacidade de organizar a própria aprendizagem em situações didáticas planejadas. E. Travaglia (1996). E. Perfeito (2005). José Salles. localizada na região periférica de Castanhal. em que a professora expunha exercícios sobre os assuntos “termos da oração ” e “classes de palavras”. Gêneros textuais. de uma escola pública.mediação do professor-autor favoreça cada vez mais o desenvolvimento do aluno como sujeito. Palavras-chave: Professor-autor. FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES EM TECNOLOGIAS: CONFORTO. Geraldi (1997). M. Sequência didática. Palavras-chave: Concepções de linguagem. Zanini (1999). Os resultados apontam para o fato de que o modo de ensino da referida professora é de cunho tradicionalista. E. tais como Bakhtin/Voloshinov (2010). levando em consideração que o relato foi embasado em diversos autores que tratam das concepções de linguagem. Relato de experiência. bem como nos dados obtidos em uma entrevista com a professora observada. voltado quase que unanimemente à segunda concepção de linguagem. MUDANÇA OU RUPTURA DE PRÁTICAS METODOLÓGICAS EM SALA DE AULA Teodomiro Pinto SANCHES NETO (UNAMA) A partir das perspectivas de concepção dialógica de Mikhail Bakhtin e Paulo Freire. F. Competência discursiva. embasar-me-ei na apresentação de informações colhidas de uma pesquisa de campo realizada em uma turma de 7ª série (8° ano). AS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM SOB A PERSPECTIVA DO PROFESSOR DE ENSINO FUNDAMENTAL MAIOR: UMA ABORDAGEM DO ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA PORTUGUESA Silmara de Oliveira SILVA (UFPA) Márcia Cristina Greco OHUSCHI (UFPA) Este trabalho pretende expor os dados de um relato de experiência que avaliou a perspectiva adotada por uma professora de Língua Portuguesa. isso evidencia que a utilização de outros recursos para o ensino de gramática é de total relevância no ensino de Língua Portuguesa. atuante no Ensino Fundamental Maior. A referida pesquisa se consistiu na análise/observação de 2h aula. Para tanto. É válido ressaltar que o fato de a professora ter utilizado somente o livro didático na sua aula colaborou para que a aula fosse totalmente voltada para um ensino descontextualizado da gramática. pretende-se mostrar neste artigo como as tecnologias de informação e comunicação (TIC) podem auxiliar positivamente a interlocução. soares (1998) e Koch (2011). autonomia e produção de material que valorizam o diálogo como instrumento de mediação da linguagem entre professor. ao ministrar suas aulas. e não objeto do processo educativo.

na perspectiva de gerar uma política de formação continuada e melhorar o rendimento da aprendizagem dos alunos. Os resultados obtidos com essa experiência foram a organização. Palavras-chave: Formação. turno da manhã. as aulas tornam-se interativas. Numa sequência didática. planejadas para ensinar um conteúdo. interagir com o outro. Nesse sentido. partindo dos níveis de conhecimento que o aluno domina até os níveis que ele precisa dominar. inventivas e participantes. “Antonio Gondim Lins” (Ananindeua/PA). 58 . o professor aborda a oralidade. assim. Assim. Política pública. Palavras-chave: Concepção dialógica. Ensino de língua. As TIC propiciam ao professor autonomia de pesquisa e confecção de seu próprio material. Dessa maneira. Como o professor precisa estruturar a recepção e a produção de gêneros em sala de aula. É preciso descobrir novos caminhos e modos de atuar que favoreçam a relação com a tecnologia. propõe em 2011 a continuidade das Formações Coletivas e das Formações em Serviço dos Professores dos ciclos III e IV. seu estilo e sua forma estão sujeitos a essa função. a leitura. visando a qualidade de leitura e escrita. tornando-o. a produção textual e a reflexão linguística de maneira concomitante. e isso. O foco das formações é o processo de aprendizagem dos alunos. etapa por etapa. e analisar a prática metodológica do professor em sala de aula. através do Núcleo de Tecnologia Educacional – NTE – Ananindeua/PA. que são um conjunto de atividades ligadas entre si. Os gêneros surgem de acordo com sua função na sociedade: seus conteúdos. assim.aluno e língua materna. pretende-se descrever o programa de formação continuada na área de tecnologias ofertado pela Secretaria Executiva de Educação – Pará (SEDUC-PA). com certeza.E. o professor pode organizar o trabalho de forma gradual. o resgate da capacidade de o professor acreditar no seu trabalho e a certeza de que trabalhar com as sequências didáticas pode possibilitar ao professor ser autor da aula que ele ministra. Formação continuada. Letramento digital. Sequência didática. propõe-se a aplicação de sequências didáticas. envolvendo atividades de aprendizagem e avaliação. faz muita diferença. como uma ferramenta que possibilita ajudar o aluno a ampliar a sua competência linguística e discursiva. Os resultados indicam a importância da aquisição do letramento digital pelo professor e da formação continuada para a inovação das práticas pedagógicas. Escolheu-se trabalhar o ensino de línguas a partir de gêneros textuais. SEQUÊNCIA DIDÁTICA: UMA EXPERIÊNCIA DE AUTORIA DOS PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CIII E CIV DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE BELÉM Valéria Maria Marques FERNANDES (SEMEC) Kátia Regina Macedo TAVARES (SEMEC) Paulo DEMÉTRIO (SEMEC) A Secretaria Municipal de Educação de Belém.M.E. autor da aula que ministra. no ano de 2012. gerando expectativas e previsões para compreender um texto e. tendo como pressupostos as TIC nas aulas de língua portuguesa no terceiro ano do Ensino Médio. da E.

claros e coerentes com o que se pretende ensinar em LP.FRAGMENTAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: DISCIPLINAS. porém. a priori. Fragmentação. que defendem uma formação docente voltada para a reflexão e para a criticidade. nos métodos e procedimentos adotados por estas disciplinas para o ensino. Imbernón (2009) e Falsarella (2004). Procedimentos. Acredita-se que ser autor de aulas que visem à tão defendida formação de leitores e produtores de textos proficientes deve configurar-se numa prática com reflexos e resultados mais abrangentes. Língua Portuguesa. Entende-se que esta fragmentação manifesta-se de várias formas. mas o recorte desta pesquisa centra-se na existência de diferentes disciplinas operantes no interior do componente curricular Língua Portuguesa. Em face de um ensino de língua fragmentário. MÉTODOS E PROCEDIMENTOS Vanessa Gonçalves COSTA (UFPA) Thomas Massao Fairchild (UFPA/CAPES) O presente projeto de pesquisa parte do pressuposto de que existe uma fragmentação no processo de ensino de Língua Portuguesa. métodos e procedimentos que cerceiam as ações em sala de aula parecem não se concatenar. Essa pesquisa procurou responder aos seguintes questionamentos: quais as dificuldades que professores de língua portuguesa sentem para ensinar o português na escola básica? Quais as possíveis lacunas na formação inicial que contribuíram para essas dificuldades? Para tanto. revisa bibliograficamente pressupostos sobre o ensino/aprendizagem de língua portuguesa e. com procedimentos e métodos mais definidos. Métodos. a pesquisa ampara-se no conceito de disciplina de Michel Foucault. no qual as diferentes disciplinas. embasamo-nos em autores como Azanha (1995). Os dados da pesquisa foram coletados a partir da realização da técnica denominada Grupo Focal. Palavras-chave: Ensino-aprendizagem. a pesquisa busca esclarecimentos para as seguintes questões: a fragmentação no processo de ensino de LP é resultado do fato de haver vários campos ou disciplinas operando no interior deste ensino? Os procedimentos e métodos adotados condizem com os saberes científicos manifestos em sala de aula nas aulas de LP? Para alcançar seu intuito. toma como corpus a documentação de aulas expressa em relatórios de estágios de alunos de Graduação em Letras/UFPA. do qual participaram dez professores 59 . no (não) encadeamento destas disciplinas e seus métodos e procedimentos na prática de sala de aula que visem o ensino da língua. O CONTEXTO DA SALA DE AULA: A RELAÇÃO ENTRE A FORMAÇÃO INICIAL E A FORMAÇÃO CONTINUADA Verônica Madalena da Cruz LIMA (UFPA) Zilda Laura Ramalho PAIVA (UFPA) Este trabalho está vinculado ao Programa de Extens ão “Formação docente: integrando saberes teórico-práticos na melhoria da qualificação continuada e inicial de professores no Município de Castanhal” (PROEXT-UFPA) e objetiva apresentar resultados de uma pesquisa realizada no âmbito de um trabalho de conclusão de curso de graduação.

de Mário de Andrade. fazendo com que o aluno reflita. presente no Suplemento Arte e Literatura. questione e interaja. buscou-se analisar a construção literária de Poema acreano. Formação Continuada. Sylvia Maria Trusen. Formação inicial. de Câmara Cascudo. que. O artigo consiste no recorte do projeto de pesquisa “Tradução. c) inovar as suas metodologias de ensino. O texto Uso e Abuso do Folk-Lore apresenta uma crítica à maneira generalizada como está sendo empregado o termo folclore. 60 . a comunidade externa e os problemas sociais). Nacionalismo. do Jornal A Folha do Norte.de escolas públicas do município de Castanhal que atuam no Ensino Fundamental. bem como a necessidade de Mário de Andrade em conhecer o país que o compõe. publicado no livro Clã do Jabuti. juntamente com o professor na sala de aula. destacada por Mário de Andrade em cartas trocadas com seu amigoirmão Luís da Câmara Cascudo. coordenado pela Profa. Pode-se dizer que Poema acreano exprime o sentimento moderno de abrasileirar o Brasil. Para a realização desta pesquisa. Palavras-chave: Ensino e aprendizagem. bem como dialogar com a opinião do folclorista potiguar dentro da correspondência e de suas publicações no Suplemento Arte e Literatura do Jornal A Folha do Norte. O presente trabalho tem por objetivo observar a relação entre regionalismo e nacionalismo. e o texto Uso e Abuso do Folk-Lore. mas que extrapolam o ensino da língua (relação entre a escola. os recursos tecnológicos em sala de aula e a educação inclusiva. Regionalismo. Folclore. memória e arquivo: um estudo da participação de Mario de Andrade no A Folha do Norte e de sua correspondência com Câmara Cascudo”. “COMO VIVO E VIBRO DE ÂNSIA BRASILEIRA”: REGIONALISMO E NACIONALISMO NA CORRESPONDÊNCIA DE MÁRIO DE ANDRADE E CÂMARA CASCUDO Walessa Luzia Machado dos REIS (UFPA) Juliana Lopes LAMEIRA (UFPA) Sylvia Maria TRUSEN (UFPA) O professor é um mediador entre a literatura e a construção do conhecimento. Os resultados demonstram a dificuldade dos professores em: a) relacionar as teorias aprendidas na formação inicial com as atividades que desenvolvem no dia a dia da sala de aula. As questões levantadas estiveram voltadas para a relação teoria e prática. b) lidar com situações que envolvem o contexto escolar. a humanização no ensino. aponta para uma possível influência de Mário de Andrade sobre Câmara Cascudo. o processo de ensino e de aprendizagem. partindo das correspondências. Palavras-chave: Arquivo. Dra.