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M-14-PM

Polícia Militar do Estado de São Paulo

MANUAL BÁSICO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO DA POLÍCIA MILITAR

3ª Edição Tiragem: exemplares 1997 Setor Gráfico do CSM/MInt

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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO COMANDO GERAL São Paulo, 15 de janeiro de 1997. DESPACHO Nº DSist-000/322/97 O Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, nos termos dos Artigos 16 e 43 das I-1-PM, aprova, manda pôr em execução e autoriza a impressão do Manual Policiail Militar (M-14-PM) MANUAL BASICO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO DA POLÍCIA MILITAR, deve entrar em vigor a contar de sua publicação em Bol G. Fica revogado o M-14PM Manual Basico de Policiamento Ostensivo, aprovado pelo Despacho nº Dsist-001/22/93 e publicado no Bol G. Nº 213/93, de 16Nov93.

CLAUDIONOR LISBOA Cel PM - Cmt Geral

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QUADRO DISTRIBUIÇÃO-CARGA 1.Órgãos de Direção a. Geral Cmt G ........................................................................................ 01 S Cmt PM ................................................................................... 02 Gab Cmt G ................................................................................. 02 EM/PM (cada) ............................................................................ 02 Corregedoria PM ........................................................................ 10 b. Setorial Diretorias (cada) ......................................................................... 03 2. Órgãos de Apoio OPM de Apoio ao Ensino (cada) ................................................ 10 3. Órgãos Especiais de Apoio a. AG ........................................................................................ 02 b. C Com Soc. ............................................................................ 02 c. Centros ................................................................................. 02 4. Órgãos de Execução a. Grandes Comandos (cada(a)................................................. 02 b. CPA/M e CPA/I (cada(a) ........................................................ 03 c. Btl/M e I .................................................................................. 05 5. APM (cada) ............................................................................. 03 6. Consultoria Jurídica................................................................. 01 7. Reserva a. Na Dsist ................................................................................. 05 8. Para Venda a. No CSM/MInt .......................................................................... demais b. Tiragem: ................................................................................ 10.000 (*) observação: Os exemplares da distribuição carga deverão ser incluídos em carga nos termos do Artigo 57 da I-1-PM (Instruções para as Publicações da Polícia Militar).

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ÍNDICE DOS ASSUNTOS Capítulo l - Introdução .............................................................. 017 Artigo l - Finalidade ................................................................... 017 1-2. Objetivos .............................................................................. 017 Artigo II - Conceitos Básicos.................................................... 017 1-3. Constituição.......................................................................... 017 1-4. Polícia Militar ........................................................................ 018 1-5. Poder de polícia ................................................................... 018 1-6. Segurança pública................................................................ 018 1-7. Ordem pública...................................................................... 019 1-8. Preservação da ordem pública ............................................ 019 1-9. Policiamento ostensivo......................................................... 019 1-10. Polícia ostensiva ................................................................ 019 1-11. Defesa pública.................................................................... 020 1-12. Tática policial-militar........................................................... 020 1-13. Técnica policial-militar ........................................................ 020 1-14. Região ................................................................................ 020 1-15. Área.................................................................................... 020 1-16. Subárea.............................................................................. 020 1-17. Setor................................................................................... 020 1-18. Subsetor ............................................................................. 021 1-19. posto................................................................................... 021 1-20. Itinerário de patrulhamento ................................................ 021 1-21. Patrulhar............................................................................. 022 1-22. Local de risco ..................................................................... 022 1-23. Ocorrência policial-militar ................................................... 023 1-24. Ação policial-militar ............................................................ 023 1-25. Operação policial-militar..................................................... 023 1-26. Fração elementar ............................................................... 023 1-27. Fração constituída.............................................................. 023 1-28. Sistemas de policiamento .................................................. 023 Artigo III - Características e Princípios das Atividades Policiais Militares ...................................................................................... 023 1-29. Características ................................................................... 023 1-30. Princípios............................................................................ 023 Artigo IV - Características do Policiamento Ostensivo ......... 024 1-31. Ação pública....................................................................... 024 1-32. Totalidade........................................................................... 024 1-33. Dinâmica ............................................................................ 024 1-34. Legalidade.......................................................................... 025 1-35. Ação de presença .............................................................. 025 Artigo V - Princípios de Policiamento Ostensivo ................... 025

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.......................Aspectos Legais .............................................................................. Efetividade.... Antecipação... Requisitos básicos ..... 036 CAPÍTULO 2 .......................... 038 Estrito cumprimento do dever legal....................1-36................ 028 1-47................ Contravenção .......................................................... 029 1-52............................ 028 Artigo VI ...................................................................................................... 039 Imunidades parlamentares............................................ Formas de empenho em ocorrências ................................................................ Unidade de comando .................................Conhecimentos Básicos ......................................................... 040 5 ................................................................................................................................................................. 026 1-41.. 030 1-55................................................... 038 Estado de necessidade .............. Emprego lógico ........ Circunstâncias.. Tempo ........................................... 027 1-44........................................... 037 2-1......................... 030 Artigo VH ........... 027 1-43.................................................. 039 Exercício regular de direito.............. 026 1-39............................................................................. 038 Legítima defesa............. Exclusão da criminalidade .................. 040 2-7...........................Procedimentos Básicos ................................ 025 1-37.............................. 026 1-40................................ 028 1-48............................................................. 037 2-5............................ 037 2-2........... Isenção................................ Responsabilidade territorial.... Processos ................................................ Objetivo .............. 037 Artigo I ... 039 Imunidades diplomáticas..................................... Universalidade.........................Variáveis do Policiamento Ostensivo . 031 1-56...................................................................................... 026 1-38......................................................................... 028 1-45........................................ 030 1-53......... Conceituação ...................................................................................... 040 Atitudes do PM em relação às imunidades ..................... Prisão .............................. Lugar ............................................................. 037 2-3.. 039 2-6........................ Prevalência do aspecto preventivo sobre o repressivo na atuação da Polícia Militar .................... Tipos..................... Profundidade .................................................... 028 1-49......... Modalidades .......................................................................... 028 1-46. 031 1-58.............................................. 032 1-59.................................... 027 1-42................................................. Continuidade ........................................ Conceituação ..................... Número ........................... 030 1-54................................................................................................................................................. 031 1-57............................. Crimes de ação pública e de ação privada ..... Traço distintivo entre crime e contravenção .. Imunidades................................ 037 2-4.... Aplicação............. Crime....................... 029 1-51................. Forma................. 029 1-50...............................................................

.................................................................................................................................................................... 048 2-19......................................... 041 2-9.......................................................................... 047 2-13......................... 052 2-25.......................................... 051 2-23............ 046 Conceito de autoridade ............................ 048 2-16... 050 Armas de defesa pessoal.. Conceito . 050 Armas de caça ou de tiro ao alvo................................................................................................................. 048 2-17.......... no aspecto penal.. 050 Restrições.............. 049 2-20......................................... 049 Armas proibidas ................... 051 Isenção de licença................Busca e apreensão ................................................................................................................................................................................................... O uso de entorpecentes .................................................. Uso de algema ........................................ 052 2-24............................ 045 Apreensão em território sujeito à jurisdição alheia................................. 047 2-14..............................................................Entorpecentes ....................................................................... Resistência.............................. 051 Artigo 11 .. 040 Prisão de funcionário público ............................................... Propina .......................................... 045 Atentado ao sigilo da correspondência ..................... 040 Prisão emanada de ordem escrita de autoridade competente .. Agressão ............................................................................. Violência arbitrária.........................................................Fiança... 052 2-27...................................... 046 Atentado à liberdade de associação e ao direito de reunião Atentado contra a incolumidade pública.....................................Violação de domicílio ................................................................... Abuso de autoridade .............Prisão em flagrante delito................................................................................................... 043 Busca domiciliar ........................................ 044 Busca pessoal ..................................................................................... 050 Armas regulamentares .................................................................. 049 2-21............................................................. 048 2-18............................ 049 Arma ................................................................. Porte de arma ..................................... do crime de tráfico e uso de 6 .............. 041 2-10............................................... Desobediência................................ Concussão ........................................................ 040 2-8...................................................................................................................... Caracterização.......... 052 2-26........................ Corrupção.............. Tentativa de fuga............................ 045 2-11..... 048 2-15. 046 Atentado à liberdade de consciência e de crença e ao livre exercício de culto religioso . O comércio de entorpecentes ........ Desacato ........................................... 046 2-12........................................... 045 Atentado à inviolabilidade do domicílio ................ 046 Sanções............... 050 Cassação da licença ........ 049 2-22............................. 045 Atentado à liberdade de locomoção.......... Resistência à prisão...............................................

........................................ 054 2-31....................................................................... aranhas............................. Ação do PM em ocorrência de tráfico e uso de entorpecentes 053 2-29................................................................................. 072 Choques elétricos................... 060 Hemorragias externas nos braços ou pernas ........................ Vítima consciente................................................................... Utilização de meios disponíveis ........... 059 2-40..................... 075 Picadas de animais peçonhentos: cobras.....................................................................................................................................entorpecentes..... 059 2-39.... 052 2-28........................................ 081 2-43............................ 069 Insolações .................................... 059 Feridas .......................................................Socorros de Urgência ............... 066 Convulsões. 066 Parada cardíaca e respiratória ..... escorpiões e mordidas de animais raivosos .................................................................. Preservação do local........... 055 2-33...... 058 2-37.... 074 Luxações ou fraturas em articulações ..36........................................................................................................ Conceito ................................................................................................................................. 054 2-30............................................................................................................................................................................................................................................................................................... 055 2-34............................ Objetivo ................................... Testemunhas ........................................................................................................................................................Vítima inconsciente . 074 Envenenamentos.. 068 Queimaduras. 058 2........................... 062 Hemorragias no tronco ou na cabeça .............................................................................respiração artificial................. 065 Desmaio ................. 058 Artigo IV ............................................................. 055 2-32.............. 059 2-41.... 076 Partos de urgência . 059 Feridas no tórax.............................. 054 Artigo III ......................................................................................................................................................... 064 Ameaça de desmaio............. 066 Parada respiratória .......... Drogas usadas com maior freqüência .Local de Crime ........ Transporte de feridos .......................................... 081 7 ...................................................... 077 Afogamento ...................................................... Efeito das drogas ... Entorpecentes injetáveis .................................. 063 Hemorragia nasal ............ 060 Feridas nos olhos ................................. 061 Hemorragias difíceis de estancar .......Torniquetes ............................................................................ 080 2-42......................... Conceito ................................... Procedimentos em casos de emergência.......... 056 2-35....... Aspecto essencial .......... 064 Estado de choque.......................................... 060 Feridas no abdômen ................................. 058 2-38................................. 073 Fraturas ..................................... 064 Hemorragias internas ........................................................................................ Ação policial no local de crime.........................................................

.............procedimentos .....................código "Q" .............................................Armamento................ 122 2-69.................................... 082 Transporte manual ......................................................... Limpeza após o tiro ................. 125 CAPÍTULO 3 ..... Regras de segurança.............................................. 127 8 .............................. 116 Inundação................. 121 2-65........... Verificação e recompletamento do óleo do cárter ................................................................................. 115 Retirada de objetos oferecendo perigo ............... 114 Pessoas presas em locais elevados ................................... 123 2-70..... 082 Retirada de pessoas e animais ................ Acidentes de trânsito......... Conclusão .............................................Policiamento Ostensivo Geral .................... 121 2-66....... Medidas de segurança no estande .................................... 118 2-61............ 120 2-64.................................................................................................................... 122 2-68.................................... 124 2-74.................................................... 117 Em caso de salvamento ................................................. 124 2-72..................................................... 127 Artigo I ............................................................................ 114 Conceito .......... 124 2-73.......... Definições.......... Código "Q"........................ 082 Princípios gerais de transporte.................................................Introdução ...... 115 2-57.............................................. 116 2-58..................................................................... 119 2-63.......... 116 2-59........................ 117 Em caso de incêndio ...................... 118 2-60.................................................................Transporte de traumatizados da coluna..................... Normas para uso do microfone............................................................. 119 2-62........................................ Conservação do armamento em uso..... Siglas mais usadas . Salvamento aquático............. 115 Tentativa de suicídio e captura de débil mental ..... 125 2-77..... 082 Os vários meios de transporte ................................................................................. 120 Artigo VIII ................ 123 Artigo IX ......................................Manutenção de Viaturas ................................................................................................. 113 2-56.............. Cuidados com as baterias............... Reparos de emergência..... 114 Pessoas presas em elevador ............................................................... 124 2-71... Revólver ............ Generalidades ............ Reabastecimento .............................................................. 122 2-67........... 112 Extermínio de insetos ........................Comunicações ........... Alfabeto da ONU ...................procedimentos ................................. 124 2-75...................................................................................................... 117 Artigo VII ................................................... 124 2-76..... Salvamento em altura ....................................... Recompletamento de água do sistema de arrefecimento ..... 125 2-78.............................................................. Algarismos ................................. Cuidados com os pneumáticos .... 112 Capturas ......................... Salvamento em incêndio.......

.............................................. 145 3-8........ 139 Transporte de pessoas na viatura...................................................................................................... 136 Condições individuais para o serviço .............................................................................................................................. 129 Policiamento a pé ....................................................................................................................... 143 Recomendações para quem faz busca pessoal ......................................... 142 Procedimento do PM na busca preliminar ................................... 134 Extensão do posto.................. 154 Pessoas na multidão ................. 127 3-3... 134 Cartão-programa ............................................................................................................................................................................................................................ 156 Cerco ocasional............................................................ 134 Ponto-base ............................................................................................................ 136 3-6 Generalidades .............................. 142 Busca preliminar............. Conceito ............................... 140 Artigo II ........................................................... Abordagem e vistoria ................ 139 Durante o patrulhamento........................ 142 3-7.................................. 132 Policiamento em embarcação .. Apresentação ........ 156 9 ................................................................................................................................................................ 142 Busca minuciosa ... 134 Procedimento no posto ......... 156 Cerco programado ................. 137 Presença do PM ..... 139 Relações com a comunidade .......................................................................... 127 3-2.................................................................... 134 Boletim de ocorrência................................................................. 130 Policiamento motorizado ....... 155 3-9.............................. 127 Análise dos fatores determinantes......................................... Missão ........................................................3-1.............Técnicas Usuais............................. 129 Policiamento montado............................................. 137 "Onde e como atuar'...................... 132 3-5 Posto .......... 146 Edificações ................... Procedimentos gerais ............................................................................................... Cerco.................. 146 Veículos............................................ 155 Pessoas alienadas mentais........................................ componentes e condicionantes 128 3-4............................................ 156 Normas de procedimento durante o cerco................................................................................................................................................................................................. 130 Policiamento com bicicletas .................................................................................... Busca pessoal. 145 Busca pessoal em mulheres ............................................................................... 155 Pessoas alcoolizadas ......................................... 155 Pessoas drogadas............... 142 Procedimento em busca minuciosa ....................... 150 Pessoas a pé............................................................................................................................................................................................................................................ 140 Procedimento em caso de tiroteio...................................................................

.................................. 163 3-12......................... Perseguição .................................................................................................................... 161 Da segurança .............................................. 170 3-18...................................................................................................................................... Descrição ................................. Bloqueio relâmpago ... 173 Aglomeração ....................... Ocorrências envolvendo integrantes das Forças Armadas.................................... Polícia Militar e Polícia Civil ................................................................................................... 172 Roubo e furto.............................................................................................. 162 Condução de doentes ......................................................................................................................................................... 172 Ameaça (crime de ação privada) ..... 173 10 ................. Ocorrências policiais em veículos de transporte coletivo (ônibus............................. 172 Morte súbita............................... Providências policiais em crimes contra a pessoa e o patrimônio ............................... 161 Do anotador............................................. 172 Desinteligência ................................................... 163 Atuação em tiroteio.............................................................. Conceitos ................................................................. 173 Guerrilha urbana.................................................................................. 173 3-19............................................................................................................................................................... 171 Tentativa de homicídio ......... trem e metrô).................................... 164 3-13.................................................................................................................................. 168 3-14................................. 168 3-15...... 163 Motorizada............................ Condução de preso.................................. 161 Da seleção................................. Normas gerais para efetuar prisão................................... 172 Artigo 111 ......... 173 Turba ................................................................................................ 171 Homicídio........................... 161 3-11............................................................................................................................................................................................................................................. 163 A pé ...............................................................................................................................Atividades Sociais e Políticas .. 163 Entrega de presos ......................................................................................................... 161 Como algemar................... 163 Condução de doentes mentais.................................................... 171 Suicídio e tentativa de suicídio ....... 169 3-16....................................................................... 167 Identidade......... 173 Multidão ............................... 163' Condução de ébrios ...................................................................................................................................... 166 Conduta do PM.. 166 Considerações....3-10............. Ocorrências de queda de aeronave.... 172 Agressão ......................... 170 3-17. 161 Condução de menores .................................................................... 161 Da vistoria................................................................... 160 Emprego dos PM no bloqueio .... 159 Disposição das viaturas................

.............................................................................. 182 Artigo V .... 174 3-20.. 179 Firmas comerciais ou industriais na denominada "Operação pagamento" .Policiamento de Praças Desportivas ........... 186 Relacionamento....................................... 187 3-28.. 175 Artigo IV ......Diversões Públicas ...... 188 3-29..................................... 174 Sabotagem ................................... Informação ......................................................... 187 Dos fatores psicológicos ............................................................................. Prescrições gerais.............................................................................. 175 3-22................ Efetivo a ser empregado .............................................................................................................................................................................................. 174 Vigilância de pontos vitais .................................................... 174 Perturbação da ordem pública ................................................. 189 Controle do trânsito ....... 175 Estabelecimentos de ensino ................................................Manifestação ............................................................ 184 3-26......................................... 173 Tumulto ...................... Planejamento ..... 174 Local com explosivos ..................................... 180 Bancos e estabelecimentos financeiros ........... 179 Postos de gasolina ......................................................................................................................................... 174 Terrorismo ........................................................................................................... Conduta do policiamento........... 185 3-27.............................. 174 Coesão e espírito de equipe.............................................................. Da conduta do público.............. 187 Armas de fogo e bebidas alcoólicas............................ 188 Conseqüência da euforia....................................................................... 186 Dos contatos externos..... Ação do PM :......................... 175 3-2 1................. 177 Locais interditados...................................................... 177 Estações de embarque e desembarque de passageiros.........Recintos Fechados de Freqüência Pública ...................... Conceito de segurança de praça desportiva............................................................................................ 178 Casas de apostas na Loteria Esportiva e Loto......... 183 Artigo VI . 188 Prioridades a serem consideradas.......................... 186 Características próprias das praças desportivas ....................................... pronto-socorro............ 184 3-25....... 173 Distúrbio interno ou civil .................... 187 Dos fogos ............................................................................................................................... Prescrições gerais....................................................................................................... 182 3-24. 182 3-23..... 174 Calamidade pública ................. 175 Posto de saúde........................................................................................................ 188 Locais a serem policiados ............................................ Policiamento em salões de baile............................ 189 11 ................ 187 Reações do público .................................................................................................. 180 Estabelecimento de freqüência suspeita.............................................. hospital e similares ........................................................

......................................................................... 193 3-31....Escolta de Presos ......Introdução ......................................................................................... 200 4-5................. .......................................................Guarda de Estabelecimentos Penais .............. 202 12 ..................................................................................................................................................... 190 Diante das invasões da área de jogo .......................... 197 Artigo I ................................................................. representantes e delegações.. Normas gerais de escolta ......................................................................... Apresentação .............................................................................................................................................. 193 No uso de bombas de efeito moral ....... 201 Artigo III ................ 190 Nos bares ... 192 Tarefas administrativas próprias da organização do espetáculo 192 No uso de agentes químicos................. 198 Ocorrências típicas do serviço de guarda externa dos estabelecimentos penais .................................................................................................................................................................................... 201 4-7.............. Considerações ........ 191 No controle de tumultos e distúrbios .......... auxiliares...................... 190 No interior da área de jogo ............................................... 193 Do armamento da tropa ................................................................................................... 193 Ocorrências especiais .................... 200 4-4.............. 191 Em apoio aos organizadores do espetáculo ................ 197 Artigo II ................................. 193 Menores de idade........................... 201 4-6................................................. Limitações à ação do policiamento .......Defesa Civil ....................................... 194 3-32.......... 190 Diante da euforia da assistência .......Nas bilheterias................. 193 Das comunicações ................................................. 200 Elementos fundamentais na segurança de estabelecimentos penais .................................. 191 Em situações de pânico .......... 197 4-2............................................................................... 192 Frente à ação delituosa dos guardadores de veículos............................................................. 193 Armas ..................................................................... Recebimento do preso ......... 192 Escolta de árbitros............... 190 Diante de crimes e contravenções ................................... 197 4-1............................................ 198 4-3................................................................ 190 Brigas e desordens.................... Condições gerais....Policiamento de Guarda ............................. 193 Garrafas e objetos cortantes ..................... 194 3-33.................................... Ação do PM.......... 192 3-30................................................................... Deveres do PM............................................................. 193 Objetos e documentos encontrados.............................................................................. Disposições gerais ................ 193 Artigo VII ........... Conceito ........... Responsabilidade penal ............ 194 CAPÍTULO 4 ......................................................................... 190 Nos portões de acesso..........

......................Policiamento de Trânsito ......................................................................... 211 Artigo I ...... 208 4-15.........................................................................4-8................ 214 Cumprimento das ordens ......................................................... 213 Aplicação das penalidades.................... 214 Relacionamento com o público ..... Apresentação ...................................................... Policiamento preventivo ....... 218 Artigo IV ...................................................................................................................meios e procedimentos ............................................................................. Escolta em velórios ............................................................................Regras Gerais de Execução .......... Policiamento a pé........................4........ 205 Por automóvel ........... 218 13 ....................................................... Condições gerais. 211 5-3...................... 211 5-1.............................. Abrangências..................... Missão ......... 213 Legalidade das providências ............................................................................ 213 5-7................. Princípio de legalidade . Métodos e dispositivos de segurança ... 213 Artigo III ............................................................................. 208 4-16........................................... 206 4-11............ 217 5-10... 212 Artigo 11 ......................................................................................... 205 Por viaturas ............................... Sinalização ..................................................................................... Policiamento motorizado............................................................................ 213 Dúvidas quanto à caracterização ......... 211 5-2................................................................... Conceito ................Procedimentos Gerais... 203 4-9...................................... Utilização de sanitários ...... 217 Em viaturas............. 213 Infrações simultâneas ............... 205 Por via férrea .................................................... 205 Por ônibus ......................... 205 Por avião ................... 208 Artigo IV ... Deveres do policial-militar ......... 204 4-10............................................ 206 4-13........................... 214 5-8..........................................................................................Introdução ....................Guarda de Repartições Públicas ............................................. 214 Conhecimento do posto de serviço ..... 207 4-14.... Relacionamento com o público .................................... Apresentação e entrega do preso... 215 Posto de Controle de Trânsito (PCTran)..... Locomoção ..................... 213 Infração e ilícito penal.............................. 212 5-6....................................... 215 Posto de Fiscalização de Trânsito (PFTran) ................................................... 209 4-17........................................................................................................................ 209 CAPÍTULO 5 ...... Condução do preso.. Escolta em hospitais .............................................................. 214 5-9.......... 211 5..................................................... 206 4-12........ 217 Em motocicletas ................................................................................................................................................. 212 5-5..................................... Deveres dos componentes da escolta .......Procedimentos Particulares ...............................

.............................................................................................. 225 Animais na pista ........Dos Fatores Adversos à Segurança e à Circulação222 5-13..................................Técnicas Específicas ................................ 232 Radar ................................................................ 223 Saliências na pista...................... 219 Guinchamento ................................................................................................................................................................. 219 Escoltas ....................................... 225 Lama .................................................. Conceito e generalidades................. 221 Considerações gerais................... 225 Artigo VI .................................................................................................................................... Interceptação e abordagem de condutores ..... 224 Queda de fios .... Fiscalização de condutores embriagados.......................................................................................................................................................................... 233 Conceito ............................................................................... 231 Cronometragem ................................................................................. 224 Veículos quebrados........................................ 224 Queda de árvores................. Fiscalização de veículos .......................................................................................... 219 "Blitz" ... 225 5-16. 220 Escoltas de cargas excepcionais .......... 223 Sinalização incorreta..................... Em terminais de transporte ......................................................... 223 Cargas na pista .. 228 Critérios .................................................................... 226 Critérios . 225 Desabamentos .................................. 227 Particularidades..... 233 5-19................................ Em eventos especiais ............................... 230 Fotocópias ................................................................................................................ 231 Controle de velocidade à distância.......................................................... 233 Métodos de controle de alcoolemia.................................................................................. 231 5-18.. 233 14 ...............................................................................................................................................5-11............................................... 224 Veículos abandonados .......... 225 Inundações .............................. 227 5-17...................................................... 219 Escoltas de competições desportivas ....................................... 225 5-15.................... 226 Aspectos gerais da fiscalização ......................................................................................................... 218 5-12.......................................................... 223 Obras ................................................................................. 229 Verificação.................................. 222 S-14.......... Verificação de documentos................................................................................................. 232 Controle através de comboio de viatura................................................. 225 Incêndios ........... Fatores adversos mais freqüentes ........ 219 Escolta de dignitários .. 228 Documentos obrigatórios ................................................................................................................... insuficiente ou defeituosa............................................... Fiscalização da velocidade ............................................. 222 Artigo V .......................................................................................

.... 245 Artigo I ........................................................ 237 5-28........................ 235 5-20......... 237 5-29.............. 233 Providências .............. 242 CAPÍTULO 6 ........................................... Acidentes com veículos oficiais ........................................ Acidentes em recintos fechados de freqüência pública..................................................Policiamento Florestal e de Mananciais . 236 5-27................................................ 241 Artigo X .................................................................1........ Procedimentos gerais ... 241 5-36........ 240 5-32...... Da remoção do veículo . 249 Patrulhamento aéreo ...........Orientação de Trânsito ........................................Técnicas Particulares ................. 250 Artigo III ...................Amparo legal .......................................................... 249 Patrulhamento aquático.......... 240 Sirene 241 Luz intermitente da viatura ..................... Recomendações básicas ............................................................................. Da retenção do veículo ................ Da apreensão de documentos ............ Conceito ................ 235 5-22. 236 5-24............................................ Recibo e precauções ............ Procedimentos particulares................................................. Missões .................................... 238 5-31.................. 245 6................Atendimento dos Acidentes de Trânsito ..................... Impedimento .................................................... 234 Artigo VII ................................................................................................................................................................ 235 5-23........................................Peculiaridades do Emprego ......... 238 5-30.... 240 Farolete ..................................................................................... 236 5-26. Apresentação .. 248 Patrulhamento motorizado .......................................................................................Da Aplicação de Penalidades .................................................... 240 Artigo IX ........................................................... 245 6-2........................ 234 Recomendações básicas .......... Da apreensão do veículo ....................... 235 5-21............................. 237 Artigo VIII ...................... Infração ........................................................ Procedimentos gerais ............................................................................ Introdução ....................................... 247 Patrulhamento a pé ........ Utilização.............................................................................. Penalidades.............................. 246 6-4........................................................ 246 6-5....................................................... 241 Bafômetro..................... Acidentes envolvendo composição ferroviária e metroviária. 241 5-35............................................. ................................................................ Acidentes com vítimas ........................ 240 5-34......................... 236 5-25............ 240 Radiotransceptor ...Aprestos ......... 246 Artigo II ................................................................................................................................................ 247 Patrulhamento montado ......... ...... 250 15 ....240 5-33................................. Acidentes sem vítimas ..........................Introdução ...... 245 6-3.....................................

........................... 251 6-9................ 250 6-8..... Campanhas educativas....................... Abordagem em locais de desmate................................................................... comércio...6-6............................... Acampamentos de caçadores e pescadores ................. 250 6-7.................. Abordagem em locais de queimadas ....... Vistorias para queimadas..................... 252 6-10... consumo e transporte de produtos e/ou subprodutos florestais .............. Indústria........ 253 6-11.................. 253 16 ..........................

1. inclusive quanto à sanção de polícia a ser imposta. facilitando. 17 .CAPÍTULO . visando atingir a eficiência. na execução da atividade-fim.0.. incumbida da preservação da ordem pública e da polícia ostensiva.Objetivos a) Constituir fonte de consulta fundamental para o desenvolvimento do ensino. que não devem ser contrariadas. organizada com base na hierarquia e disciplina.2 . da instrução e o desempenho da atividade-fim da Corporação.Polícia Militar: É a Instituição Pública. tudo nos limites da lei. c) Estabelecer a integração de todas as estruturas dedicadas ao Policiamento Ostensivo. em documento básico. de forma a obter o funcionamento harmônico. b) Estabelecer normas gerais.I INTRODUÇÃO 1.CONCEITOS BÁSICOS 2. b) São atributos do poder de polícia: 1) Discricionariedade: compete ao policial aferir e valorar a atividade policiada.Constituição: É o conjunto de normas. fixando a estrutura fundamental do Estado. é a faculdade de que dispõe a administração pública para o controle dos direitos e liberdades das pessoas. 2. d) Padronizar procedimentos operacionais comuns aos diversos tipos de policiamento ostensivo fardado. conceitos e normas essenciais à uniformidade de procedimentos na execução do policiamento ostensivo fardado. em desdobramentos.Poder de polícia: a) O poder de polícia.3 . segundo critérios de conveniência.FINALIDADE 1. assim.2 . naturais ou jurídicas. f) Ressaltar o aspecto preventivo na execução das atividades policiais militares.1 . um dos poderes administrativos. estabelecendo os processos de designação dos governantes e declarando os direitos essenciais das pessoas e suas respectivas garantias. inspirado nos ideais do bem COMUM. e) Harmonizar o entendimento de termos e expressões. 2. 2) Auto-executoriedade: o ato de polícia independe de prévia aprovação ou autorização do Poder Judiciário para ser concretizado. É a lei reguladora ou suprema de um país. pela fixação de uma doutrina de atuação na PMESP. a elaboração do planejamento. nos respectivos Estados. nos manuais específicos de cada tipo de policiamento ostensivo fardado. em seus escalões. 2.Este manual consolida. determinando as funções e competência de seus órgãos principais.1 .0 . normalmente usadas no trato dos assuntos relativos às missões policiais-militares. oportunidade e justiça. Territórios e no Distrito Federal.

onde reina a normalidade das coisas. A segurança pública é aspecto da ordem pública e tem nesta seu objeto. uma noção de valor nacional. é o constrangimento pessoal. que resulta da observância dos preceitos contidos na legislação penal. atos de violência. dos delitos.vide conceito no item anterior. também.5 . estando ofendida a ordem pública. Tem dupla utilidade. podendo resultar das ações policiais preventivas ou repressivas ou ainda da simples ausência. 2. de ofício ou provocada. a estabilidade das instituições. a prevenção e a repressão das infrações.6 . quando deverá ser restabelecida mediante ações repressivas imediatas. b) A comunidade tem direito e responsabilidade pela segurança pública. Entretanto. isenta de sobressaltos ou aborrecimentos. na justa medida para restabelecê-la. em situação de normalidade. quando adota meios de defesa. 3) Segurança pública. 18 . quando é assegurada mediante ações preventivas com atitudes dissuasivas e a segunda. do cumprimento das ordens e consentimentos de polícia. recebe a denominação de policiamento. mesmo que temporária. consoante as normas jurídicas legalmente estabelecidas. para que não se faça aquilo que pode prejudicar o bem comum ou não se deixe de fazer aquilo que poderia evitar prejuízo público. afastando-se os prejuízos à vida em sociedade. 2. É a paz pública na ruas. Quando a fiscalização de polícia é exercida em matéria de ordem pública. dela participando. 3) Fiscalização de polícia: é a verificação. discricionária e revogável a qualquer tempo.3) Coercibilidade: o ato de polícia é imperativo. bens ou o próprio Estado.Ordem pública a) Situação de tranqüilidade e normalidade que o Estado deve assegurar às instituições e a todos os membros da sociedade. 4) Sanção de Polícia: é a intervenção punitiva do Estado para reprimir a infração. 2) Salubridade pública: situação em que se mostram favoráveis às condições de vida. ou pela autorização. vinculada a um direito. com atitudes de contenção.Segurança pública a) Estado antidelitual. o regular funcionamento dos serviços públicos e a moralidade pública. composta pelos seguintes aspectos: 1) Tranqüilidade pública: clima de convivência pacífica e bem-estar social. que visem a sua segurança física e. admitindo-se o emprego de força para concretizá-lo. compatibilizando o interesse particular com o interesse público. A ordem pública existe quando estão garantidos os direitos individuais. isto é.Preservação da ordem pública: A preservação da ordem pública comporta duas fases: a primeira. não pode descambar para o arbítrio. pelo excesso. 2. c) São modos de atuar do poder de polícia: 1) Ordem de polícia: preceito pelo qual o Estado impõe limitação às pessoas. de seu patrimônio. sempre. Tratando-se de ofensa à ordem pública. de valor comunitário. b) A ordem pública é. em situação de anormalidade. Manifesta-se pela licença. naturais ou jurídicas. 2) Consentimento de polícia: controle prévio feito pelo Estado.4 . caracterizado pela violência. contra as pessoas. direto e imediato. de que espécie for.

quer pelo equipamento.Subárea: É o espaço físico. impedir ou eliminar a prática de atos que perturbem a ordem pública.16 . medidas e ações adotadas para garantir o cumprimento das leis de modo a evitar. 19 . fração de setor. ganhando dignidade constitucional com a Carta de 1988 e destinada a preservar a ordem pública.13 . atribuído à responsabilidade de um Pelotão PM (Pel PM). 2.8 .Tática policial militar: É a arte de empregar a tropa em operações policiaismilitares que visam a assegurar ou restabelecer a ordem pública. 2.9 .12 . 2.Policiamento ostensivo: São ações de fiscalização de policia. armamento ou viatura.7 . 5) exerce as funções de força policial nos termos da lei.14 . 6) exerce as funções de polícia judiciária militar estadual sobre seus componentes. de escalão Batalhão de Polícia Militar (BPM) ou Regimento de Polícia Montada (RPMont). 2. atribuído à responsabilidade de um Grupo PM (Gp PM). 2. atribuído à responsabilidade de uma OPM.Subsetor: É o espaço físico. 2. 2) atua repressivamente para restabelecer a ordem pública.10 .Defesa pública: É o conjunto de atitudes. de escalão Companhia PM (Cia PM).15 . fração de área. atualmente denominado CPA.2. 4) possui investidura militar. limita-se à repressão imediata. sobre matéria de ordem pública.Região: É o espaço físico atribuído à responsabilidade de um Comando Regional de Polícia Militar (CR/PM). No tocante às infrações penais comuns. fração de subárea.Área: É o espaço físico atribuído à responsabilidade de uma OPM. 7) integra-se ao sistema de defesa territorial da Nação como força auxiliar e reserva do Exército.Setor: É o espaço físico.Polícia ostensiva a) Denominação brasileira que evoluiu da expressão "policiamento ostensivo". 2. b) A polícia ostensiva apresenta o seguinte perfil: 1) atua preventivamente para assegurar a ordem pública. em cujo emprego o homem ou a fração de tropa sejam identificados de relance.11 . 2.Técnica policial militar: É o conjunto de métodos e procedimentos usados para a execução eficiente das atividades policiais-militares nas ações e operações que visem à preservação da Ordem Pública. caracterizada no atendimento da ocorrência. ou Esquadrão de Polícia Montada (Esqd P Mont). 3) compreende os quatro modos de atuar do poder de polícia. 2. quer pela farda. incluído o estado de flagrância.

maior número de PM. b) Forças Táticas 1) São destinadas.17 . sujeitos à vigilância por um homem. 2.Serviços de bombeiros. 2) Fração de operações especiais: destina-se à execução de missões especiais em zonas rurais. às demais forças.Serviços de guarda interna.18 . . contínua ou temporariamente. a emprego.Serviços de informações.Serviços de escolta de presos.2. . por ser local de risco. c) Forças Táticas Especiais 1) Fração de ações táticas especiais: destina-se ao apoio às Forças de Patrulha em casos graves. podendo ser empregada em todo o Estado. .Serviços de transportes. .Policiamento de choque. destinando-se ao apoio. sendo de estrutura permanente na Capital. uma dupla ou mesmo. principalmente. modalidade e condição de carga de trabalho o posto é elaborado a um modulo. 2) Constituem reservas dos Comandos incumbindo-lhes a execução das seguintes missões: . . 2) São eles: . visando buscas 20 . existam ou não de forma permanente na Corporação.PEP: Ponto de Estacionamento Principal e.Serviços de assuntos internos. . . . . . c) Ponto base É o espaço físico que. de passagem obrigatória. . 2) Para cada processo.PES: Ponto de Estacionamento Secundário. exige a presença da patrulha.Posto a) Módulo 1) É o espaço físico onde se presume que uma patrulha ou o PM isolado possa cumprir suas atribuições regulamentares e legais.Serviços de subsistência.Itinerário de patrulhamento: É a sucessão de pontos.Patrulhamento tático.Apoio aéreo.Policiamento ostensivo geral. em missões táticas e eventuais. sem que haja vínculação à área a ser coberta por elas.Policiamento de eventos. 2) São elas: . b) Ponto de estacionamento 1) É o local onde a patrulha deve permanecer estacionada desde que não esteja atendendo ocorrência policial ou em patrulhamento. quando necessário. e havendo necessidade poderão vir tantos quantos forem necessários. a) Forças e Serviços de Apoio 1) São constituídas por órgãos e frações de alto grau de especialização. particularmente montanhas e áreas florestais.

juntamente com as Forças de Patrulhas Territoriais. 2.Fração constituída: É o efetivo de tropa com.Patrulhar: É exercer atividade móvel de observação. no mínimo. 2. 2. por intermédio de ações ou operações. desenvolvendo missões especializadas. 2) São elas: .22 . especificadas na forma adiante. que agem sobre área geográfica comum: 1) Forças de Patrulhas Territoriais (BPM e CPA da Capital e Interior). 1 Gp PM. sob comando único na área de responsabilidade. à íncolumidade das pessoas e do patrimônio.Policiamento florestal e de mananciais. . 2.Policiamento de trânsito rodoviário.20 -Local de risco: É todo local que por suas características apresenta elevada probabilidade de risco para a ordem pública. especialmente. ou. e) Forças de Patrulhas Especiais 1) são as que possuem competência especial em razão da matéria sobre a qual.21 . . que exige planejamento específico.26 . 3) Forças Táticas. 2. podendo ser empregada em todo o Estado.24 .Ação policial-militar: É o desempenho isolado de fração elementar ou constituída.e capturas.19 .Ocorrência policial-militar: É todo fato que exige intervenção policial-militar.Fração elementar: É o efetivo de até três PM para emprego coordenado. de fiscalização. de emprego de força.Operação policial-militar: É a conjugação de ações. com autonomia para cumprir missões rotineiras de Policiamento Ostensivo. 2.23 . 3) Fração de operações com cães: destina-se à execução de policiamento com auxílio de cães. mesmo.25 . no mesmo espaço físico. 2. f) Cartão Itinerário de Patrulhamento (CIP) É a representação gráfica dos itinerários a serem percorridos durante o patrulhamento.Policiamento de trânsito urbano. 2) Forças de Patrulhas Especiais. . 2) são ligadas por organização e doutrina à responsabilidade territorial. executada por fração de tropa constituída. atuam.Policiamento de guarda. de proteção. de reconhecimento. porém sob o comando de policiamento especializado. 21 .Sistemas de policiamento: a) São constituídos pelas subestruturas de patrulhamento da PMESP. 2. d) Forças de Patrulhas Territoriais 1) incumbe-lhes desenvolver o patrulhamento voltado para o policiamento ostensivo em seus processos e modalidades. sendo de estrutura permanente na Capital.

4) Forças e Serviços de Apoio. 3.0 - CARACTERÍSTICAS E PRINCÍPIOS DAS ATIVIDADES POLICIAISMILITARES 3.1 - Características: São aspectos gerais de que se reveste a atividade policialmilitar, definindo-lhe o campo de atuação e as razões de seu desencadeamento. 3.2 - Princípios: São os fundamentos que devem ser considerados no planejamento e na execução das atividades policiais-militares, visando a eficácia operacional. 4.0 - CARACTERÍSTICAS DO POLICIAMENTO OSTENSIVO 4.1 - Ação pública: O policiamento ostensivo é exercido, visando a preservar o interesse geral de segurança pública nas comunidades, resguardando o bem comum em sua maior amplitude. Não se confunde com zeladoria - atividade de vigilância particular de bens ou áreas -, nem com a segurança pessoal de indivíduos sob ameaça. A eventual atuação, nessas duas situações, poderá ocorrer por conta das excepcionalídades e não como regra de observância imperativa. 4.2 - Totalidade: O Policiamento Ostensivo é uma atividade essencialmente dinâmica, que tem origem na necessidade comum de segurança da comunidade, permitindo-lhe viver em tranqüilidade pública. É desenvolvido sob os aspectos preventivo e repressivo, consoante seus elementos motivadores, assim considerados os atos que possam se contrapor ou se contraponham à Ordem Pública. Consolida-se por uma sucessão de iniciativas de planejamento e execução ou em razão de clamor público. Deve fazer frente a toda e qualquer ocorrência, quer por iniciativa própria, quer por solicitação, quer em razão de determinação. Em havendo envolvidos (pessoas, objetos), quando couber, serão encaminhados aos órgãos competentes, ou estes cientificados para providências, se não implicar em prejuízo para o início do atendimento. 4.3 - Dinâmica a) O desempenho do sistema de policiamento ostensivo será feito, com prioridade, no cumprimento e no aperfeiçoamento dos planos de rotina, com o fim de manter continuado o íntimo engajamento da tropa com sua circunscrição, para obter o conhecimento pormenorizado do terreno e dos hábitos da população, a fim de melhor servi-Ia. O esforço é feito para manutenção dos efetivos e dos meios na execução daqueles planos - que conterão o rol de prioridades - pela presença continuada, objetivando criar e manter na população a sensação de segurança que resulta na tranqüilidade pública, objetivo final da manutenção da ordem pública. As operações policiais-militares, destinadas a suprir exigências não atendidas pelo policiamento existente em determinados locais, poderão ser executadas esporadicamente, em caráter supletivo, por meio de saturação - concentração maciça de pessoal e material para fazer frente à inquietante situação temporária, sem prejuízo para o plano de policiamento.

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b) Toda análise e trabalho de planejamento administrativo ou operacional devem levar em conta objetivos globais, de forma que conheçamos o todo, para termos eficiência operacional e o máximo de aproveitamento. c) O policiamento ostensivo não deve ser organizado de maneira rígida e imutável. Terá de ser flexível para adaptar-se às situações anormais atendendo o clamor da comunidade objetivando o pronto e pleno restabelecimento da ordem pública. 4.5 - Legalidade As atividades de policiamento ostensivo desenvolvem-se dentro dos limites que a lei estabelece. O exercício do poder de polícia é discricionário, mas não arbitrário. Seus parâmetros são a própria Lei, em especial os direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal. Há situações em que o policial-militar atua discricionariamente em defesa da moralidade pública e do bem comum, nesses casos seus limites continuam sendo as garantias constitucionais. 4.6 - Ação de presença a) É a manifestação que dá à comunidade a sensação de segurança, pela certeza de cobertura policial-militar. Ação de presença real consiste na presença física do policial-militar, agindo por dissuasão nos locais onde a probabilidade de ocorrência seja grande. Ação de presença potencial é a capacidade de o policiamento ostensivo, num espaço de tempo mínimo (tempo de resposta), acorrer a local onde uma ocorrência policial-militar é iminente ou já se tenha verificado. b) Entre outras são ações de policiamento ostensivo: 1) verificações localizadas de pessoas e/ou instalações; 2) patrulhamento a pé e motorizado; 3) investigações de campo; 4) pronto-socorrismo; 5) fiscalização das normas de trânsito; 6) colaboração no fluxo de trânsito local; 7) atendimento de acidente de trânsito; 8) segurança escolar; 9) prevenção de tumultos. 5.0 - PRINCÍPIOS DE POLICIAMENTO OSTENSIVO 5.1 - Universalidade As atividades policiais-militares se desenvolvem para a preservação da ordem pública, tomada no seu sentido amplo. A natural, e às vezes imposta, tendência à especialização, não constitui óbice à preparação do policial-militar capaz de dar tratamento adequado aos diversos tipos de ocorrências. Ao PM, especialmente preparado para determinado tipo de policiamento, caberá a adoção de medidas, ainda que preliminares, em qualquer ocorrência policial-militar. O cometimento de tarefas policiais-militares específicas não desobriga o PM do atendimento de outras ocorrências, que presencie ou para o qual seja convocado. Os atos de polícia ostensiva, exteriorização do poder de polícia, ocorrem sempre nas formas preventiva ou repressiva, de polícia administrativa ou de polícia

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judiciária, independentemente da legislação específica que o policial-militar estiver aplicando. 5.2 - Responsabilidade territorial: Os elementos em comando, com tropa desdobrada no terreno são responsáveis, perante o escalão imediatamente superior, pela preservação da ordem pública na circunscrição territorial que lhes estiver afeta, para execução do policiamento ostensivo. Como dever, compete-lhes a iniciativa de todas as providências legais e regulamentares, visando a ajustar os meios que a Corporação aloca ao cumprimento da missão naquele espaço territorial considerado. 5.3 - Continuidade: O policiamento ostensivo é atividade essencial, de caráter absolutamente operacional, e será exercido diuturnamente. A satisfação das necessidades de segurança da comunidade compreende um nível tal de exigências, que deve encontrar resposta na estrutura organizacional, nas rotinas de serviço e na mentalidade do PM. 5.4 - Efetividade: O aproveitamento dos recursos destinados à PMESP deverá se realizar de forma a otimizá-los. A busca da eficácia operacional realizar-se-á tendo em vista a eficiência e o constante aprimoramento da produtividade da Corporação. 5.5 - Aplicação (a) O policiamento ostensivo fardado, por ser uma atividade facilmente identificada pelo uniforme, exige atenção e atuação ativas de seus executantes, de forma a proporcionar o desestímulo ao cometimento de atos antisociais, pela atuação preventiva. A omissão, o desinteresse e a apatia são fatores geradores de descrédito e desconfiança, por parte da comunidade, e revelam falta de preparo individual e de espírito de corpo. (b) O policial-militar deve estar o mais próximo possível da comunidade onde serve, sabendo das opiniões, dos problemas, procurando conhecer a população com a qual está em contato. 5.6 - Isenção: No exercício profissional, o policial-militar, através de condicionamento psicológico, atuará sem demonstrar emoções ou concepções pessoais. Não deverá haver preconceitos quanto à profissão, nível social, religião, raça, condição econômica ou posição política das partes envolvidas. Ao PM cabe observar a igualdade do cidadão quanto ao gozo de seus direitos e cumprimento de seus deveres perante à lei, agindo sempre com imparcialidade e impessoalidade. 5.7 - Emprego lógico a) A disposição de meios, para execução do policiamento ostensivo, deve ser o resultado de julgamento criterioso das necessidades, escalonadas em prioridades de atendimento, de dosagem do efetivo e do material, compreendendo o uso racional do que está disponível, bem como de um conceito de operação bem claro e definido, consolidado em esquemas exeqüíveis. b) Deverá a Polícia Militar distribuir seus recursos, de acordo com as necessidades, fazendo com que a comunidade tenha um bom nível de serviços prestados, evitando-se o atendimento preferencial.

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c) O policiamento ostensivo sendo empregado de forma integrada e coordenada sob um único Comando proporcionará o emprego racional de recursos humanos e materiais. 5.8 - Antecipação a) A fim de ser estabelecido e alcançado o espírito predominantemente preventivo do policiamento ostensivo, devem ser adotadas providências táticas e técnicas, destinadas a minimizar a surpresa, fazendo face ao fenômeno da evolução da criminalidade, caracterizando, em conseqüência, um clima de segurança na coletividade. b) Para que haja sucesso na antecipação faz-se necessária a utilização de informações de natureza administrativa e criminal, pois com base nessas informações ocorrerá o planejamento adequado. 5.9 - Profundidade: A cobertura de locais de risco não ocupados e (ou) o reforço a pessoal empenhado devem ser efetivados ordenadamente, seja pelo judicioso emprego da reserva, seja pelo remanejamento dos recursos imediatos, ou mesmo, se necessário, pelo progressivo e crescente apoio, que assegura o pleno exercício da atividade. A supervisão e a coordenação, realizadas por oficiais e graduados, também integram este princípio, à medida que corrigem distorções e elevam o moral do executante. 5.10 - Unidade de comando: Em eventos específicos, que exijam emprego de diferentes unidades, a missão é melhor cumprida quando se designa um só comandante para a operação, o que possibilita a unidade de esforço pela aplicação coordenada de todos os meios. 5.11 - Objetivo: O objetivo do policiamento ostensivo é assegurar ou restabelecer a ordem pública. É alcançado por intermédio do desencadeamento de ações e operações, integradas ou isoladas, com aspectos particulares definidos. 6.0 - VARIÁVEIS DO POLICIAMENTO OSTENSIVO 6.1 - Conceituação: São os critérios (tipo, processo, modalidade, circunstância, lugar, tempo, número, forma), que identificam os aspectos principais da execução do policiamento ostensivo fardado. (Fig. I-I) 6.2 - Tipos: São qualificadores das ações e operações de policiamento ostensivo: 6.2.1 - Policiamento ostensivo geral: Tipo de policiamento ostensivo que visa a satisfazer as necessidades básicas de segurança, inerentes a qualquer comunidade ou a qualquer cidadão. 6.2.2 - Policiamento de trânsito urbano ou rodoviário: Tipo específico de policiamento ostensivo, executado em vias terrestres abertas à livre circulação, visando a disciplinar o público no cumprimento e respeito às regras e normas de trânsito, estabelecidas por órgão competente, de acordo com o Código Nacional de Trânsito e legislação pertinente. 6.2.3 - Policiamento florestal e de mananciais: Tipo específico de policiamento ostensivo que visa a preservar a fauna, os recursos florestais, as extensões d'água e

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em eventos previsíveis que exijam esforço específico. face a acontecimento imprevisto.3) montado.5. 6.6.Lugar: É o espaço físico em que se emprega o Policiamento Ostensivo.Urbano: É o policiamento executado nas áreas edificadas e de maior concentração populacional dos municípios.3 .6.Policiamento de guarda: Tipo específico de policiamento ostensivo que visa à guarda de aquartelamentos. 6. fora dos limites da área urbana municipal. preferencialmente contando com possibilidade de comunicação. 6.Extraordinário: É o emprego eventual e temporário de meios operacionais. fiscalização.4.2 . que contém a escala de prioridades.Permanência: É a atividade predominantemente estática. 6.mananciais. assim como à escolta de presos fora dos estabelecimentos penais.4 . em local de risco ou posto fixo.Modalidades: São modos peculiares de execução do policiamento ostensivo: 6.Rural: É o policiamento executado em áreas que se caracterizam pela ocupação extensiva. 6. 6 3 .2 .5.Ordinário: É o emprego rotineiro de meios operacionais em obediência a um plano sistemático. de emprego de força.Patrulhamento: É a atividade móvel de observação.2.4.Processos: São caracterizados pelos meios de locomoção utilizados.Diligência: É a atividade de busca e apreensão de objetos e (ou) busca e captura de pessoas em flagrante delito ou mediante mandado judicial. a) Tendo em vista sua ampla utilidade a patrulha tem de ser o centro de atenção. dentro do módulo. 6. 6.4 . federais ou estaduais. 6. 2) motorizado.1 .Escolta: É a atividade de policiamento ostensivo destinada à custódia de pessoas ou bens. mesmo.3 .7 .Circunstâncias: São condições que dizem respeito à freqüência com que se torna exigido o policiamento ostensivo.1 . proteção ou.4.Especial: É o emprego temporário de meios operacionais. à segurança externa de estabelecimentos penais e à segurança física das sedes dos poderes estaduais e outras repartições públicas de importância.6 . 4) aéreo. Deve ser realizado em cooperação com órgãos competentes. a) Fração elementar: 1 PM 2 PM 26 . contra a caça e a pesca ilegais.4.4 .5 . executada pelo policial militar. 6. que podem ser: 1) a pé. visando a que o usuário seja atendido no local onde se encontra. no desenvolvimento tecnológico da Polícia Militar. reconhecimento. 6. que exige manobra de recursos.Número: É o efetivo empenhado em uma ação ou operação. a derrubada indevida ou a poluição. em deslocamento. 5) em embarcação: 6) em bicicleta.1 . isolado ou não.2 .5. 6. 6. 6.

0 .Requisitos Básicos 7. as formas de empenho em ocorrências.3 .9 . por isso.PROCEDIMENTOS BÁSICOS 7. 6. 6. em que se desenvolvem as atividades de Policiamento Ostensivo.1 . assegurando a familiarização indispensável ao melhor desempenho operacional. Compreendem os requisitos básicos.Acessibilidade: Deve ser facilitada à comunidade.2 .2. equivalente às 24 horas do dia. que proporcionam as condições básicas para o pleno exercício das funções policiais-militares. o completo conhecimento da missão. Também devem ser amplamente divulgados os endereços das unidades policiaismilitares. os fundamentos legais e as técnicas mais usuais.Esqd BPM . Erro! Vínculo não válido. com limites de responsabilidades perfeitamente definidos. de interesse policial-militar. costumes e rotinas.1 . 7. 1.4 . 7.3 PM b) Fração constituída: Gp PM Pel PM Cia PM .Conhecimento do local de atuação: Compreende o conhecimento de todos os aspectos físicos do terreno.Turno: É a fração da jornada com um período de tempo previamente determinado. 7.9.8 .Conhecimento da missão: O desempenho das funções de policiamento ostensivo impõe como condição essencial para eficiência operacional.2. e.Desdobramento: Constitui a distribuição das UOp no terreno.Relacionamento: Compreende o estabelecimento de contatos com os integrantes da comunidade.1 .Tempo: É a duração de empenho diário do policial-militar no Policiamento Ostensivo.Forma: É a disposição da tropa no terreno para execução do Policiamento Ostensivo. 7. decorre da qualificação geral e específica e se completa com o interesse do PM.Jornada: É o período de tempo.1 . devidamente articuladas até o nível Gp PM.2 .2 .RPMont 6. o acesso aos serviços da Polícia Militar seja pelo telefone ou pelo local de estacionamento da patrulha.2. no seu espaço físico.1 .9.Escalonamento: É o grau de responsabilidade dos sucessivos e distintos níveis da cadeia de comando. Fig. de forma a assegurar o desejável nível de controle policial-militar.8.8. 27 .Conceituação: São Comportamentos padronizados. proporcionando a familiarização com seus hábitos. 6. que tem origem no prévio preparo técnico-profissional.variáveis do policiamento ostensivo 7.2 .2. refletem o nível de qualificação profissional do homem e da corporação. 6. 6.

b) Destaques A averiguação normalmente se processa para esclarecimento de comportamento incomum ou inadequado e de alteração na disposição de objetos e instalações.5 . isenção. 7.3. sobretudo.Averiguação a) Conceituação É o empenho do PM. que alterem ou possam alterar o ambiente de tranqüilidade pública.elementos em terrenos baldios. . Se atacado. brevidade compatível e. Merecem a atenção especial do policial-militar os seguintes eventos.2. parques infantis etc. que possa ser sanada.Formas de empenho em ocorrências 7. influi decisivamente na confiabilidade do público em relação à Corporação e mantém elevado o posicionamento do PM. 7. ou vice-versa.estabelecimentos comerciais às escuras. buscando a mudança de sua atitude. . compondo a apresentação pessoal e a correção de maneiras no encaminhamento de qualquer ocorrência. e requer seja revestida de urbanidade.Comportamento na ocorrência: O caráter impessoal e imparcial da ação policial-militar revela a natureza eminentemente profissional da atuação. . antes. ou "se eu quisesse. b) Destaques 1) Em sendo a prevenção das infrações a principal meta do policiamento ostensivo. poderia prendê-lo".2 . para que alguém mude de atitude. que poderão conduzir a providências subseqüentes. mantendo-se intolerante o 28 .pessoa retirando-se furtivamente por ruas mal iluminadas. dentre outros: . 2) Jamais o PM deverá dizer o que pode fazer. como por exemplo: posso prendê-lo por isso".elementos rondando escolas. Advertir não significa ameaçar ou proferir lição de educação moral. 7.3. a fim de evitar o cometimento de contravenção penal ou crime. A advertência é. mudando o advertido seu comportamento. uma interpelação feita pelo PM.3 .solicitar que o advertido adote conduta conveniente. . altas horas da noite. advertindo quem se encontre em atitude antisocial.Advertência a) Conceituação É o ato de interpelar o cidadão encontrado em conduta inconveniente.veículos estacionados de maneira irregular ou abandonados.para detectar e eliminar as situações de risco. e compreende apenas: . . o desempenho operacional.2.6 . facilitando-lhe.dizer que aquilo que o indivíduo está fazendo poderá constituir-se em contravenção penal ou crime.1 . quando normalmente permanecem iluminados. visando à constatação do grau de tranqüilidade desejável e (ou) à tomada de dados e exame de indícios.pessoa encostada em carro. o caso será encerrado. o policial-militar intervirá.aglomeração em torno de pessoa caída na via pública. energia serena. .Postura e compostura: A atitude. em qualquer ocorrência. . em conseqüência. 7.

caneta ou bastão. objetos ou papéis que façam presumir ser ele o autor da infração.Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem: .prisão preventiva. . As advertências serão feitas em tom de voz compatível e atitudes profissionais e impessoais. o roubo de seu automóvel etc. o furto de sua bolsa. um "assalto".3. 7. no sentido da orientação quanto às medidas de segurança que devem ser tomadas. com serenidade. sobre as medidas de segurança que o mesmo deve tomar. antes da interpelação. deve ser o principal orientador da comunidade nesse mister. . 29 . um alvo de atenção por parte do PM.3. facilitando em muito o seu serviço. A orientação segura e precisa faz com que o cidadão sinta-se protegido. é importante a forma de interpelação.encaminhar-se ao cidadão com naturalidade.está cometendo a infração penal. . sem qualquer gesto ou atitude que denuncie exaltação de ânimo. pelo ofendido ou por qualquer pessoa. logo após cometer a infração penal. Nada poderá ser alegado contra sua conduta se a mesma for de cortesia e firmeza ao fazer cumprir a Lei. merecem atenção especial do PM. 2) Mandado Judicial . .É a ordem escrita da autoridade competente (juiz de direito) determinando a: . pois isso demonstra uma conduta preconcebida da parte do policial-militar. o PM deverá conduzi-lo ao Distrito Policial respectivo.não empunhar talão de notificação. 2) Os estabelecimentos comerciais de qualquer espécie. . o que proporciona o desenvolvimento da confiança e do respeito ao serviço executado. alegando sempre ter razão.manter a cabeça erguida e os membros eretos. refletindo atitude de firmeza. 7. sempre com correção de atitudes e cortesia sobre as maneiras pelas quais poderá prevenir ou dificultar o arrombamento de sua casa.Prisão a) Conceituação É o ato de privar da liberdade alguém encontrado em flagrante delito ou em virtude de mandado judicial. trarão ao PM grandes benefícios na área das informações sobre delitos e pessoas. b) Destaques 1) Sendo o policial-militar o responsável pela segurança pública. Devemos considerar que ninguém recebe uma advertência sem argumentar. A confiança e o respeito. que poderá ser realizada da seguinte maneira: .prisão em virtude de pronúncia.3 . a inabilidade do policial-militar poderá transformar uma simples advertência em ocorrência mais grave. Também o cidadão comum deve ser observado e orientado. Em tais tipos de contato. 3) Lembrar sempre que firmeza. . desencoraja reação. b) Destaques 1) Flagrante delito . logo depois.4 .Orientação a) Conceituação: é o ato de prevenir a ocorrência de delitos através do esclarecimento ao cidadão.é encontrado. com instrumentos.é perseguido pela autoridade.acaba de cometê-la. por sua vez.admoestado. ou seja.

quer conduzindo o cidadão à delegacia. 3) É necessário. . alcunha e sinais característicos. a fim de evitar ou minimizar riscos e danos à comunidade. embora não constituam um dever legal.Autuação 30 . A inexistência de testemunho não impedirá que uma prisão seja feita. mesmo sendo provocado. .O mandado judicial deve: ser lavrado pelo escrivão e assinado pela autoridade que o expede. nos casos de: . ao efetuar a prisão. A assistência é prestada no interesse da segurança e do bem-estar público e deve contribuir para realçar o conceito da Corporação junto ao público externo. o policial-militar poderá de imediato.Assistência a) Conceituação É todo auxílio essencial ao público. nestes casos. quer solicitando a presença de seu superior. via rádio ou fone. far-se-á. 4) Diante de anormalidade ou irregularidade que não puder solucionar.mencionar a infração penal que motivar a prisão. Em havendo testemunhas. b) Destaques Existem órgãos públicos e particulares incumbidos e especializados em prestar assistências diversas.ser dirigido a quem tiver qualidade para dar-lhe execução. especialmente sobre a existência ou não de mandado de prisão contra ele. não constitui constrangimento ilegal conduzir alguém ao Distrito Policial para esclarecimento mais amplo dos fatos. c) Precauções 1) A prisão pode ser efetuada em qualquer dia e a qualquer hora. . não se excedendo no emprego de força. Da mesma forma poderão ser consultados veículos e armas. eventual e não compulsória. 5) com o desenvolvimento do Sistema de Informações Policiais (SIPO). isto é. que deve ser presa. prestado pelo policial-militar de forma preliminar. Gestos de civilidade e elegância repercutem favoravelmente e devem ser praticados.5 .resistência. que o policial-militar. consultar os antecedentes criminais do detido. Em havendo fundadas suspeitas de responsabilidade em crime ou contravenção.3.3.6 . o policial militar é responsável pela preservação da sua integridade física. preferencialmente. serão relacionadas. . portanto.designar a pessoa. desde que respeitadas as restrições relativas à inviolabilidade do domicílio. as que presenciaram os fatos. Prendendo alguém. ao mínimo necessário. sempre sem violência arbitrária ou abuso de poder. sempre. . 2) Para efetuar a prisão. . há circunstancias que exigem imediato auxílio. é admissível que o policial-militar empregue força física moderada. o PM pode acorrer por iniciativa própria ou atendendo a solicitações..tentativa de fuga.prisão por efeito de condenação. pelo seu nome. adote cautelas apropriadas. Contudo. Com tais providências reduz-se a condução de pessoas a Distritos Policiais. no sentido de resguardar o interesse social e evitar mal maior.agressão. quando os elementos de convicção do PM forem suficientes e necessários para estabelecer nexo entre o suspeito e um fato ocorrido. a intervenção do policial-militar. 7. 7.

o PM deve adotar. em determinadas circunstâncias. exercendo suas atribuições à vista de todos. porque a presença constante e irrepreensível do PM tem. permanentemente.4 . porque a simples ação de presença ostensiva.Prevalência do aspecto preventivo sobre o repressivo na atuação da Policia Militar 7. de modo que a patrulha fique liberada. em condições de observar bem e. para policiar o seu modulo. constitui fator de desestímulo à prática de ilícitos penais e a melhor garantia da respeitabilidade da lei. quer na vida privada. 7. em decorrência. ser facilmente visto. quer no exercício funcional. talão ou Boletim de Ocorrência da Polícia Militar (BO/PM). b) Em razão de a Polícia Militar atuar de maneira ostensiva.4. Não deve. em caso de informações e auxílio ao público. é importantíssima. a prática de ações anti-sociais ou delituosas. em se tratanto de infração penal.1 . transcrever as versões apresentadas pelas partes envolvidas ou conclusões pessoais apressadas. terá sempre em vista o êxito da persecução criminal. para fins legais e estatísticos. deve primar pela imparcialidade. em termos preventivos. sempre. 31 . hábil. retratando aspectos essenciais. apoiada sempre no exemplo e no espírito de justiça. em pelo menos 90% de seu turno. o PM deve colocar-se. com o objetivo de melhor atender. normalmente feito em ficha. 7.2 . sob qualquer pretexto. Para que isso efetivamente ocorra há necessidade de adequar o modulo ao objetivo. da Polícia Militar.a) Conceituação É o registro escrito da participação do PM em ocorrência. em termos concretos. c) Na execução do policiamento ostensivo. desestimulando.Consideração fundamental a) Embora a Corporação possa atuar. simultaneamente. de maneira repressiva. a ação da Polícia Militar deve ser essencialmente preventiva. maior influência no comportamento dos cidadãos do que o caráter intimidativo da própria lei.Aspectos relevantes a) A atuação. atenta.4. b) Deve ser dado ênfase às ações preventivas. b) Destaques O PM. utilizando uniforme que a identifica. elevada conduta moral. somente mencionando circunstâncias relevantes constatadas. ao registrar particularidades de ocorrência atendida.

1.crime e contravenção . segundo a lei brasileira. relativamente à gravidade. d) Há ainda a chamada Ação Pública Condicionada. constará abaixo do Artigo ou Capítulo a expressão: "Só se procede mediante queixa". quer isoladamente. e) Principais crimes de ação privada: . 1. que dependerá de uma representação do ofendido e. b) A punição dos atos contravencionais tem aspecto mais preventivo do que propriamente repressivo. As penas cominadas às contravenções .prisão simples. da qual resulta sempre um dano para o cidadão. quer alternativa ou cumulativamente com a pena de multa.ASPECTOS LEGAIS 1. a evitar mal maior. o traço que os distingue reside unicamente na cominação. mas. em certos casos. através dela. acima de tudo.são mais leves do que as impostas aos crimes. O crime é falta grave. b) Somente quando a lei expressamente declara. ele pode orientar a vítima a proceder a queixa ou a representação.Rapto . a ação penal é pública. alternativa ou cumulativamente. a que a lei comina pena de reclusão ou de detenção. ao puni-lo.Calúnia . sim.0 . também constará a expressão: . ou para a sociedade a que ele pertence. ou ambas. abaixo do Artigo ou Capítulo.Atentado ao pudor .Estupro .1 . ou muita . em que existe somente expectativa de. Isto porque ambos . ou de multa. o PM não pode forçar uma situação.Crime: É toda a ação típica.2 .CAPITULO II Conhecimentos Básicos 1. chegar-se a um resultado danoso.Injúria .Esbulho possessório . a lei visa.4 .Difamação . 32 . de vez que. A contravenção é falta leve.Concorrência desleal . será privativa do ofendido.Sedução f) Nos crimes de ação privada. que é privativa do ofendido.Traço distintivo entre crime e contravenção a) Das definições anteriores concluí-se que tanto o crime como a contravenção constituem violação da norma penal e que. Nestes casos.Crimes de ação pública e de ação privada a) Como regra. de requisição do Ministro da Justiça.Corrupção de menores .3 . c) Quando o crime for de ação privada. 1.Contravenção: É a infração penal a que a lei comina isoladamente pena de prisão simples."Representação" ou "Requisição". considerado isoladamente.Dano . antijurídica. culpável e punível.não diferem no que diz respeito à natureza.

a propriedade etc. não fica caracterizada a agressão injusta. c) Legítima defesa . ao final. repele injusta agressão. do agente que invoca a legítima defesa sua ou de terceiros. e) Exercício regular de direito . por força de lei.1 . que não provocou por sua vontade. por violação de domicílio.este requisito abrange todo o interesse. nas circunstâncias. 3) em estrito cumprimento do dever legal ou no exercício regular de direito. Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo.: o cirurgião que. 4) Direito a defender . lesões corporais etc. 1. Ex. 2) Agressão injusta .Imunidades Diplomáticas (absolutas): a) as Embaixadas (pessoas jurídicas) e os Embaixadores (pessoas físicas) gozam de imunidades absolutas. Normalmente é a vida. desfecha-lhe um tiro de revólver. qualquer violação pode até mesmo acarretar conflito armado entre 33 .considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual. São requisitos essenciais da legítima defesa: 1) Uso moderado de meios . nem podia de outro modo evitar. 3) Atualidade ou iminência da agressão . o carrasco que executa o sentenciado não comete crime. estava obrigado a fazer. juridicamente protegido. d) Estrito cumprimento do dever legal . Permite o uso moderado de meios desde a simples defesa até a ofensiva violência. ao invés de orientar a parte queixosa. ao atender a uma ocorrência de desavença entre marido e mulher. usando moderadamente os meios necessários. pois se esta a provocou. agir além do que a lei lhe permite e.é aquela sem prévia provocação da vítima. acaba por responder em juízo. tudo dependendo da intensidade da agressão.entende-se em legítima defesa quem. Ex. 1. embora tenha praticado lesão corporal.6.: é comum o PM.Ex.Imunidades a) Imunidade significa inviolabilidade.é fazer aquilo que a lei permite que se faça. estará no exercício regular de direito. passada a atualidade já terá desaparecido o direito.trata-se da moderação da repulsa ao agressor.Exclusão de criminalidade a) Não há crime quando o agente pratica o fato: 1) em estado de necessidade. por uma pessoa fraca.5 .6 . atual ou iminente. quando a agressão está sendo praticada ou prestes a ocorrer.só podemos empregar os meios necessários para nos defender.: num país em que haja pena de morte. direito próprio ou de outrem. 1. pois age no estrito cumprimento do dever legal. a integridade física. isenção de certas pessoas em vista do cargo ou função que exercem. a direito seu ou de outrem. Não se entende em legítima defesa o cidadão que. 2) em legítima defesa. cujo sacrifício. corta o abdômen de outra pessoa com a finalidade de operá-la. sendo agredido a bofetões. não era razoável exigir-se. b) Estado de necessidade . com um bisturi. b) Há dois tipos de imunidades: Diplomáticas ou Absolutas e Parlamentares ou Relativas. a Embaixada é uma extensão do território de uma Nação em outra.é fazer exatamente aquilo que.

os agentes diplomáticos. Núncios e lnternúncios.6.3 . e comunicar o fato. c) o pessoal sem caráter oficial. por desconhecer sua identidade. difamação etc . que podem ser Embaixadores. no território do Estado). que mesmo tendo causado acidente. e) os condutores de veículos do Corpo Diplomático (CD). Ministros Plenipotenciários de Negócios. retidos ou apreendidos. e Estaduais. oficial e bens dos diplomatas. em todo o território brasileiro. quando no exercício imediato da função. pessoas da família dos diplomatas ou da família dos funcionários e os empregados estrangeiros. durante as eleições. a fim de que se proponha ao órgão de transito as providências cabíveis. Chefes de Estado. Corpo Consular (CC) e Organismos Internacionais (IO) não podem ser autuados. e parlamentares. se por acaso ferir a inviolabilidade pessoal do diplomata ou parlamentar.Imunidades Parlamentares (relativas) a) São asseguradas aos Senadores e Deputados (Federais. socorrer a vítima e não fugir. anotando-lhe o nome. Desembargadores e juizes) e os membros do Ministério Público (Procuradores da República.os países. a menos que investidos de missões diplomáticas especiais.6. d) a inviolabilidade atinge também a residência particular. NOTA: Os Cônsules não gozam de imunidades diplomáticas. b) o motorista. o policial militar deve: (a) identificar o diplomata ou parlamentar. imediatamente. (b) arrolar testemunhas.Os magistrados (Ministros dos Tribunais.6.. os embaixadores não podem ser presos. Procuradores de Justiça e Promotores) só poderão ser autuados em flagrante delito nos casos de crime inafiançável. em talões de AIIP. c) Atitudes do PM em relação às Imunidades: 1) Respeitar as imunidades diplomáticas. ) quando exercendo atividade parlamentar nos limites territoriais do seu município. 2) Reconsiderar imediatamente sua atitude. a irregularidade deverá ser objeto de comunicação. Legados. função. b) Os parlamentares só podem ser presos em flagrante delito nos casos de crimes inafiançáveis. seus veículos não podem ser removidos.4 . 1. na qual conste todas as anotações necessárias para uma autuação.Também não serão autuados em flagrante delito: a) os candidatos. nem mesmo em flagrante delito de crimes inafiançáveis. b) gozam de imunidades diplomáticas: os soberanos. ao cometerem infrações de trânsito. f) quando forem constatadas infrações de condutores de veículos citados. através de parte circunstanciada. que são relativas. no serviço doméstico. endereço e país que representa (ou mandato que exerce). mesários e eleitores. que são absolutas.. 1. (c) comunicar o fato ao Distrito Policial da área. c) Os Vereadores gozam de imunidade parlamentar nos casos de crime de opinião (injúria.2 . 3) Em se tratando de flagrante delito. 34 . (d) preencher o BO/PM.1. bem como outras informações que forem julgadas indispensáveis.

4) por crime propriamente militar . 2) considera-se em flagrante delito quem: (a) está cometendo a infração penal (crime ou contravenção). (c) prisão em virtude de pronúncia (art.478/68). tratamento condizente com seu cargo. da Lei de Falências). d) prisão emanada de ordem escrita de autoridade competente: 1) Por ordem do Juiz Criminal: (a) prisão preventiva (art. definidos em lei. § S. do CPP). (c) prisão de falido (art. VI. objetos ou papéis que façam presumir ser ele o autor da infração. 2) Prisão por ordem do Juiz Cível: (a) prisão pelo não cumprimento de julgado ou acordo relativo a alimentos (art. e) Prisão de Funcionário Público 1) Dentro da Repartição. 311 e seguintes do CPP).Prisão a) Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. 3) por transgressão militar . o funcionário público pode ser preso em flagrante delito. (b) prisão de depositário infiel. 2) Fora do expediente. 2) por ordem escrita de autoridade judiciária competente. e 151. b) Portanto temos quatro formas de prisão admitidas em nosso direito: 1) prisão em flagrante delito. 19 da Lei S. armas. 1. contudo. entretanto. (b) acaba de cometê-la. pela autoridade. e (d) é encontrado.prisão de militar decretada no curso de IPM. antes de ser conduzido. de caráter interno da Administração. (c) perseguido. (g) prisão por ordem de autoridade administrativa (prisão administrativa). ele não goza de privilégios.8 . pelo ofendido ou por qualquer outra pessoa. O.". (b) prisão em virtude de sentença condenatória (art. recomendando-se.1. 13. logo após. I. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. e a autoridade e seus agentes deverão e têm o dever de prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.Fiança 35 . da Lei de Falências). do CPP). § 1. Está prevista no artigo 319 do CPP. em situação que faça presumir ser ele o autor da infração. do CPP). 69. logo após. c) Prisão em flagrante delito 1) diz a lei que qualquer pessoa do povo poderá prender e têm o direito. com instrumentos. 393.". (e) prisão do síndico (art. 408. . em caso de dívidas de contrato de alienação fiduciária. (d) prisão no caso de medida de segurança de exílio local (art. (d) prisão contra depositário infiel. 771.prisão administrativa disciplinar de militar.7 . ser apresentado ao respectivo chefe. § 3. devendo.é uma medida cautelar. (f) prisão de trapaceiro e administradores de armazéns gerais. 1.

322 do Código de Processo Penal). convém lembrar. 2) taverna. bar. mesmo após ter sido surpreendido em flagrante delito. se o fato é cometido por funcionário público. no caso de infração a que não for. estalagem.: interior do balcão de bar.: A proteção penal. quintais. 3) museu. se estende às dependências do domicílio. b) Crime de violação de domicílio . 150 do Código Penal. 1) Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em sua dependência: (a) durante o dia. ou qualquer outra habitação coletiva. ou. § único. 321 do CPP). durante o dia. 2) anterior. pátios (art. g) Cabe ressaltar que o acusado se livra solto independentemente de fiança. etc. enquanto aberta. sendo posto em liberdade após lavrado o auto de prisão em flagrante.Violação de domicílio a) A casa é asilo inviolável do indivíduo. 322. garagens. cinema. clandestina ou astuciosamente. f) Se o réu é pobre.a) É a faculdade dada ao indiciado para permanecer em liberdade. isolada. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. e) O valor da fiança será arbitrado pela autoridade que a conceder no limites previstos nos CPP. caput). d) A expressão "casa" abrange: 1) qualquer compartimento habitado.em caso de flagrante delito . onde alguém exerce profissão ou atividade. ou para prestar socorro. cumulativa ou alternativamente. cominada pena privativa de liberdade e. em casa alheia ou em suas dependências. ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador. caso um preso seja liberado. escritórios comerciais.entrar ou permanecer. Ex. com observância das formalidades legais. mediante o pagamento de determinada quantia.estando o policial em perse- 36 . como jardins. . fora dos casos legais. consultórios. c) Aumenta-se a pena de um terço.9 . loja e teatro não são protegidos. ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito. quando autuado em flagrante. b) A autoridade policial poderá conceder diretamente a fiança nos casos de infração punida com detenção ou prisão simples (art. quando a pena privativa de liberdade não exceder a três meses (art. OBS. parte final. 3) compartimento não aberto ao público. casas de jogos e outras do mesmo gênero.9 d. salvo a restrição do nº 1. o PM não poderá sentir-se desprestigiado. por determinação judicial. d) Nos crimes cuja pena de reclusão seja superior a 2 anos e nas contravenções penais de vadiagem e mendicância não pode ser concedida a fiança. ou com inobservância das formalidades estabelecidas em lei ou com abuso de poder. alpendres. também. 1. h) Em conseqüência. 2) aposento ocupado de habitação coletiva. f) Casos de entrada em casa alheia. para efetuar prisão ou outra diligência. e) A expressão "casa" não compreende: 1) hospedaria. porquanto poderá tratar-se de fiança ou a exceção acima. c) A fiança só poderá ser concedida pelo juiz nos casos de infração punida com reclusão (art. do CPP). o juiz conceder-lhe-á liberdade provisória.

guição do criminoso. quando haja suspeita de que o conhecimento do seu conteúdo possa ser útil à elucidação do fato. explicará ao morador o motivo da perseguição e solicitará licença para entrar. instrumentos utilizados na prática de crime ou destinados a fins delituosos. sendo dia. o procedimento é igual ao do caso anterior. a fim de prender o criminoso ou continuar em sua perseguição.apreender cartas. . a menos que a urgência não permita.prender criminosos.dará conhecimento ao morador da ordem de prisão contida no mandado. e o intimará a entregar o réu.descobrir objetos necessários à prova de infração ou à defesa do réu. arrombando as portas se preciso.apreender pessoas vítimas de crime. Se porventura o morador recusar conceder tal permissão. se for noite. o policial convocará duas testemunhas e. g) Resumo 1) É possível entrar à noite em casa alheia quando: (a) o morador der o consentimento. desastre ou para prestar socorro. abertas ou não. (b) Necessidade de mandado 37 . . . o policial entrará sem ferir os preceitos da boa educação. os executores da diligência chamarão o morador ou quem suas vezes fizer. (b) no caso de flagrante delito.em caso de busca domiciliar .em caso de mandado de prisão . 1. arrombarão a porta e entrarão à força. que diz: “noite é o período que vai das 18:00 às 06:00 horas". (c) em caso de legítima defesa ou estado de necessidade. pois a que se visa é evitar o ato criminoso. . Antes de penetrarem na residência. (c) A iminência de crime autoriza o policial a entrar em casa alheia e. . intimá-lo-ão a franquear a entrada. empenhando-se em demonstrar respeito ao lar do cidadão. havendo tempo. quando então efetuará a entrada na casa e a prisão do criminoso.10 .apreender instrumentos de falsificação ou de contrafação e objetos falsificados ou contrafeitos. entretanto.as buscas domiciliares são efetuadas durante o dia. depois de se darem a conhecer ou de exibirem o mandado. (b) A qualquer hora do dia ou da noite. . Concedida a licença. .colher qualquer elemento de convicção. não são exigidas as formalidades legais. Em caso de desobediência.apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos.Busca e apreensão a) A busca será domiciliar ou pessoal. h) Conceito de Noite: deve-se obedecer à regra do Código de Processo Civil.apreender armas e munições. nesse caso. . providenciará sejam guarnecidas todas as saídas. entrará à força na casa. deverá anunciar a sua entrada. tornando a casa interditada até que amanheça. . sendo dia. quando algum crime está sendo praticado ou na iminência de o ser. 1) Busca domiciliar (a) Proceder-se-á à busca domiciliar quando fundadas razões a autorizarem. salvo se o morador permitir que se realizem à noite. para: . Se houver desobediência. destinadas ao acusado ou em seu poder.

(d) Busca pessoal em mulher . .como conseqüência. . não só poderão como deverão fazê-lo. A dispensa do mandado só ocorrerá se o Juiz de Direito realizar a busca pessoalmente. .ressalvados os casos de flagrante delito. e forçada a entrada. 2) Busca pessoal (a) É aquela levada a efeito na própria pessoa. 3) Apreensão em território sujeito a jurisdição alheia 38 . devendo. quer por meios mecânicos. desastre ou prestação de socorro.descoberta a pessoa ou coisa que se procura. ser intimado a assistir à diligência qualquer vizinho. . . intimando-o. (c) Necessidade de mandado . quer através de investigações oculares ou manuais.os executores do mandado deverão ser no mínimo dois. se os policiais. pedras preciosas. ou quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar.se é determinada a pessoa ou coisa que se vai procurar. antes de penetrarem na casa.a busca pessoal independerá de mandado. . ou a quem o represente. sendo cópia enviada ao Juiz de Direito. em seguida. se houver e estiver presente. salvo se o morador consentir que se realizem à noite. pastas. (c) Considerações gerais . no caso de prisão. a) 1) 6). ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de delito. . como também imediatamente sobre o corpo. e.a busca pessoal em mulher será feita por outra mulher. (b) Proceder-se-á a busca pessoal quando houver fundada suspeita de que alguém oculte consigo arma proibida ou objetos mencionados nos subitens do 1-10. destacando-se ainda o interesse na preservação da ordem pública. O respectivo Termo de Busca e Apreensão será lavrado pela autoridade de polícia ostensiva que comandou a busca. será imediatamente apreendida e posta sob custódia dos policiais. a abrir a porta. ou até meios radioscópicos. maconha. . o local e as pés soas envolvidas..as buscas domiciliares serão executadas de dia. quiserem revistar pessoas que se encontrarem no interior do prédio ou compartimento onde se realiza a busca. mediante ofício direto ao Juiz de Direito da área.proceder-se-á da mesma forma quando ausentes os moradores. a busca domiciliar será sempre feita durante o dia e mediante mandado judicial. mesmo que por prenome ou características físicas. já que ladras e ladrões preferem esconder pequenos objetos. . será permitido o emprego de força contra as coisas existentes no interior da casa para o descobrimento do que se procura. os executores mostrarão e lerão o mandado ao morador.o pedido de mandado de busca domiciliar poderá ser feito pela própria Polícia Militar.são exigidas duas testemunhas presenciais. o morador será intimado a mostrá-la. etc.). será arrombada a porta. durante a realização de uma busca domiciliar. em qualquer esconso natural. fundamentando-se no documento as suspeitas existentes. As demais providências de polícia judiciária serão feitas através do Distrito Policial da área.em caso de desobediência.recalcitrando o morador. neste caso. A busca pessoal é feita não somente nas vestes ou nos objetos que a pessoa traga consigo (valises.

1 . A infratora só poderá ser presa caso esteja provocando escândalo. g) Ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica.conjunto de predicados ou condições da pessoa.11. de forma a evitar que uma reunião venha a frustrar outra marcada para o mesmo local e garanti-la mediante policiamento preventivo. 3) A liberdade de consciência consiste no direito que o indivíduo tem não só de se filiar à religião que entender. antes da diligência ou após. 1) Conceitos a destacar: (a) honra . transportando-se para onde desejar.conjunto de bens que servem a todas as necessidades humanas. quando. Violação de domicílio. portando-se de modo inconveniente. sem limitações. sem as formalidades legais ou com abuso de poder. 2) Em face do direito de reunião (CF. e 1-10. c) Atentado ao sigilo da correspondência Trata-se de garantia constitucional: "É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas e telefônicas. art. 5. para o fim de apreensão. Busca e apreensão. e) Atentado à liberdade de associação e atentado ao direito de reunião. (b) patrimônio . como o de não professar religião alguma. cabe à polícia registrá-la previamente. 4) A liberdade de consciência é ilimitada. f) Ordenar ou executar medida privativa de liberdade individual. 2) Aquele que embaraça ou impede a liberdade religiosa de um indivíduo ataca um direito. devendo apresentar-se à competente autoridade local. 1) Tanto a liberdade de associação como o direito de reunião estão protegidos contra os abusos de autoridade desde que os seus fins sejam lícitos e não contrariem preceitos de ordem pública. d) Atentado à liberdade de consciência e de crença e ao livre exercício de culto religioso 1) É plena a liberdade de consciência e fica assegurado aos crentes o exercício de cultos religiosos que não contrariem a ordem pública e os bons costumes. b) Atentado à inviolabilidade do domicílio Neste caso faz-se necessário atentar para o disposto nos subparágrafos 1-9. conforme a urgência desta. XVI).11 . Neste caso faz-se necessário atentar para o disposto no subparágrafo 1-7. O. que lhe conferem consideração pessoal e estima própria. devendo conseqüentemente ser autuada em flagrante delito. 1. forem no seguimento de pessoa ou coisa. Prisão.Os policiais poderão penetrar no território de jurisdição alheia. 39 . 2) Como exemplo típico poder-se-ia citar o "trottoir". quando praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal. enquanto a liberdade de culto está sujeita às restrições legais. ainda que de outro Estado. ressalvados os casos expressos em lei ou por imperiosas necessidades ditadas pelo Estado.Abuso de autoridade: 1.Constitui abuso de autoridade qualquer: a) Atentado à liberdade de locomoção 1) Toda pessoa tem o direito de locomover-se.

um ato de força. os funcionários de empresa particular incorporada ao Estado. os funcionários autárquicos. 3) além das causas de exclusão de criminalidade.2 . por funcionário público. os guardas-noturnos.2) excesso de poder . como a mais leve. ultrapassa os limites de sua atribuição ou se excede no uso de suas faculdades administrativas. praticado sem necessidade contra as pessoas. embora competente. o que se verifica quando for inútil ou desnecessária a violência empregada. ou seja. de forma precisa: . ainda que transitoriamente ou sem remuneração.ocorre quando a autoridade. o abuso há que ser praticado no exercício da função. do que tudo se lavrará auto subscrito também por duas testemunhas". 2) nem toda a violência praticada pela autoridade deverá ser erigida como abuso de autoridade. 2) é funcionário público aquele que exerce cargo público.: o indivíduo que. da antijuridícidade. b) Considerações 1) é o exercício da função pública o que caracteriza o funcionário público perante o direito penal. como o hipnotismo. quem exerce cargo. Ex.11. b) São elementos do delito: 1) A violência. 3) também são considerados funcionários públicos os serventuários de Justiça. etc. por haver praticado um crime."Se houver. os comissários de menores. Logo. a violência ser real ou moral. A regra tem como finalidade assegurar a sua própria eficiência. 1. disparo de armas para o ar. c) Sanções O abuso de autoridade sujeitará o seu autor a sanção penal e administrativa (perda do cargo). 1. de natureza civil ou militar.Conceito de autoridade a) Considera-se autoridade. para os efeitos desta Lei. emprego ou função pública. as vias de fato. é a violência legal a que a lei autoriza. Pode. O meio pode não ser físico. resistência a prisão em flagrante ou a determinada por autoridade competente. preso regularmente. ainda. ainda que por parte de terceiros.Violência arbitrária a) Praticar violência. ainda que a título de experiência e precário. h) Atentado contra a incolumidade pública 1) a violência abrange desde a mais grave. o executor e as pessoas que o auxiliarem poderão usar dos meios necessários para defender-se ou para vencer a resistência. 4) para caracterizar o abuso de autoridade. o homicídio. 40 . o Código Penal estatui. pouco importando a sua maior ou menor gravidade 2) A qualidade de funcionário público: é preciso que as violências. os vereadores. sejam praticadas no exercício da função ou a pretexto de exercê-la. 3) A ausência de motivo legítimo. é espancado. no exercício de função ou a pretexto de exercé-la. mas produz o mesmo resultado. emprego de gases.12 . narcotização.

agarrando-se a postes.Resistência à prisão: Se houver. a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio. 1. adotará as providências legais complementares junto ao Distrito Policial respectivo.16 . e) A resistência passiva não constitui crime e se dá quando o preso se recusa a andar. Na concussão há exigência. pois é pago pelo Estado. ao ser agredido por qualquer indivíduo.13 . a pessoa que o esteja auxiliando (a pedido do PM) voluntariamente. de suborno.Corrupção a) Chamada. sendo tentado em oferta ou promessa de vantagem indevida. apresentando-o ao Distrito Policial da área.Concussão: Exigir. por exemplo. há solicitação ou recebimento de vantagem indevida.1. comete a corrupção ativa. c) O PM que recebe dinheiro para relaxar uma prisão. o executor e as pessoas que o auxiliarem poderão usar dos meios necessários para defender-se ou para vencer resistência. resistência à prisão em flagrante ou à determinada por autoridade judiciária competente. por duas testemunhas. mediante violência ou ameaça.15 . em razão de sua função. a corrupção pode ser passiva ou ativa. para si ou para outrem. 1. também. Ao PM cumpre retirá-lo do obstáculo (sem espancá-lo e sem arrastá-lo pela via pública). 1. ainda que por parte de terceiros. como na prisão arbitrária.Desobediência a) Desobedecer a ordem legal de funcionário público.14 . mas em razão dela. b) O funcionário público que solicita ou recebe vantagem indevida. em seguida. 1.19 . Não confundir a concussão com a corrupção.Agressão: O PM. 1) Na desobediência.Propina: É a gratificação indevida por serviços prestados e o policial-militar não tem o direito de aceitar dinheiro como gratificação por serviços prestados no desempenho da função. ainda que fora da função ou antes de assumí-la. 2) Se a ordem for ilegal. 41 . repelindo a agressão injusta e. quem lhe oferece ou promete essa vantagem. vantagem indevida. sem entretanto molestá-lo física ou moralmente. a pessoa do povo que se opõe a uma prisão arbitrária. isto é. de que se lavrará auto subscrito. d) O PM. d) A vítima de crime de resistência pode ser só o funcionário (PM) como também.17 . empregará os meios necessários para se defender. não comete o delito de desobediência nem de resistência. portões etc. 1. direta ou indiretamente.18 . não se configura o delito. c) Por ameaça se entende a violência moral. comete corrupção passiva. 1.Resistência a) Opor-se à execução de ato legal. Na corrupção passiva. o agente limita-se a não cumprir a ordem legal dada por funcionário competente. comete o crime de corrupção passiva. deverá dar voz de prisão ao inescrupuloso indivíduo e conduzi-lo ao Distrito Policial da área. também. b) Por violência se entende força física.

espadas. constituir injúrias. armas de caça ou de tiro ao alvo (esporte).21 . c) Expressões de cólera. são classificadas em: armas proibidas. Desacato a) "Desacatar funcionário público no exercício de função ou em razão dela". a indelicadeza.Tentativa de fuga a) O PM empregará também a força física no caso de tentativa de fuga de preso. soco inglês ou boxe. faltando-lhe a consideração devida e a obediência funcional.Porte de arma a) Trazer consigo arma fora de casa ou de dependência desta. não serão bastante para caracterizar o crime de desacato. b) Desacato é a ofensa ao prestígio da função na pessoa do seu titular. mas não desacato. enquadram-se tanto as destinadas à ofensa ou à defesa pessoal. em disfarce. estoques. para capturar um preso que foge. sem autorização. ser considerada com esse efeito. (d) os silenciadores aplicáveis às armas de fogo e destinados a amortecer o estampido do tiro.na designação geral de arma para os efeitos penais. guardas-chuvas ou quaisquer outros objetos que contenham. (g) as setas.1. 1. inclusive). de afrontar a autoridade de alguém. autorização e porte. aumentando-lhe grandemente o poder mortífero. armas regulamentares. pouco importando o local onde se encontre. Podem. 1) Armas proibidas (a) as armas de canos ou coronhas desmontáveis em várias partes. punhais ou espingardas. 42 . bombas e petardos. Há de ser praticado na presença de funcionário. a simples impolidez. em se tratando de indivíduo ignorante. máxima. reveladora da falta de educação. (f) as armas brancas e secretas. Não deve. como os instrumentos acidentalmente empregados na prática de crime. incêndio etc. as bengalas.20. tomará um táxi etc. As armas para efeito de registro. b) Arma . constitui a contravenção penal de porte ilegal de arma. isto é. e) O delito em questão somente pode ocorrer quando o funcionário está no exercício da função ou quando em razão desta. mas nunca deverá atirar contra quem está desarmado e de costa.22 . até calibre de 6 mm). facas e canivetes punhais (com lâmina de até 10 centímetros. proferidas irrefletidamente no calor de uma discussão. armas de defesa pessoal. exclusivamente utilizadas para a prática de crime e fim meramente ofensivo: punhais. face a face ou achando-se ele presente. de condição social inferior.. conforme o caso. (c) as armas de ar comprimido (não compreendidas as de funcionamento por mola. a fim de evitar essa fuga. (b) as partes metálicas (tubos redutores) que possam ser empregadas em armas de importação permitida. entretanto. d) Para que o desacato se caracterize é necessária a vontade deliberada de ofender. 1. (e) as munições com artifício ou dispositivos visando a provocar explosão. b) O PM usará de um expediente qualquer. a caneta revólver.

demonstrar visivelmente que está armado. adquirir.as praças das mesmas Corporações.usar a arma como ameaça contra qualquer pessoa. ou os envolvidos em processo-crime. na conformidade de seus regulamentos. uniformizados ou em trajes civis. inclusive). (b) idem.também permitidas para registro e licenciamento. 3) Armas de defesa pessoal . nem conduzir ou transportar armas e munições de qualquer espécie. . . sendo permitido: 43 . 2) Cassação de autorização (a) A cassação da autorização verificar-se-á nos casos de: .(h) os facões em forma de punhais. em sentença incorrível. (c) garruchas (até calibre 380.903/50. (b) os incapazes e inídôneos. (Não estão incluídas as de pressão por mola. (d) os que. houverem dado causa a qualquer infração penal. 1. quaisquer que sejam os sistemas.17 mm.não cumprimento das instruções relativas ao porte de arma. calibre e modelo. por qualquer prática de violência física. . independente de autorização: . . as armas de caça ou de tiro ao alvo são as seguintes: (a) espingardas. rifles. proveniente do mau emprego de arma de fogo. por imprudência. inclusive). usadas pela Forças Armadas e as armas destinadas ao serviço policial. sob pena de apreensão: (a) os menores de 18 anos. não raiadas.são aquelas. quando em serviço. usadas nos "stands" de tiro.Uso de algema a) O uso de algema no Estado de São Paulo é regulamentado pelo Decreto 19.os policiais civis e federais. carabinas e todas as armas dessa classe. em serviço ou em trânsito da sede da empresa para o posto de serviço e vice-versa. (c) Restrições 1) Não podem possuir.65). Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. não podendo tais armas terem alça de mira com graduação superior a 200 metros. a juízo da polícia. imperícia ou negligência. as demais até calibre 7. 4) armas de caça ou de tiro ao alvo (esporte) .são as armas de guerra. quando uniformizados.23 . até calibre máximo de 11. cujas decisões não hajam transitado em julgado.os oficiais das Forças Armadas. que podem ser registradas e licenciadas para porte: (a) revólver (até calibre 38. raiadas. 3) Isenção de autorização (a) Podem andar armados.os vigilantes de empresas autorizadas a executar serviços de proteção e bens imóveis e móveis e transporte de valores.exibição desnecessária da arma. que atiram setas ou pequenos grãos de chumbo. nem espaço que se preste a uma ampliação de graduação.35. até o calibre máximo de 6 mm). comprar. . discriminadas a seguir. (c) os já condenados. 2) Armas regulamentares . ou mediante ordem dos respectivos comandantes. . (b) pistolas automáticas (tipo "parabellum" até calibre 6.

2. caráter debilitado e sem forças para lutar contra essa forma de escravidão.1 .1) para conduzir os delinqüentes presos em flagrante delito. com personalidade fraca. 2. de onde são levadas para os locais denominados pelos traficantes de "bocas de fumo". ministrar. do crime de tráfico e uso de entorpecentes a) Importar ou exportar. 4) não apertar demais a algema no pulso. sendo que as drogas são guardadas nos chamados "paióis". no aspecto penal. colocando em risco a integridade física. ou 44 . e cujo uso tem a propriedade de alterar gravemente a saúde. o que dificulta a ação da polícia. principalmente a de correr. desde que seu estado de extrema exaltação torne indispensável o emprego de força. e o exame de corpo de delito comprovará as lesões. c) Cautelas a adotar: 1) algemar sempre o detido com os braços para trás.O comércio de entorpecentes: O tráfico de entorpecentes é internacional. dificultará a reação deles. dificílimo é abandonálo. O indivíduo torna-se dependente. vender. transportar. desde que ofereçam resistência ou tentem a fuga.O uso de entorpecentes: Em sendo adquirido o vício. praças etc. produzir.4 . quando da prisão.2 . ou entregar. acarretará responsabilidade penal. a consumo. Os dependentes tornam-se presas fáceis e eternas dos que os conduziram à desgraça. 3) para transportar de uma dependência para outra presos que. pois poderá provocar escoriações ou inchaço. lavrando-se o termo respectivo. evitando que a algema se abra.ENTORPECENTES 2. ainda que gratuitamente. Daí vão para as esquinas. de qualquer forma. 2. ou tenham tentado ou oferecido resistência. preparar. 2.0 . expor à venda ou oferecer. 3) dar duas voltas na chave. b) O abuso do uso da algema. psíquica e a própria vida do dependente ou viciado.3 . substância entorpecente. os viciados e os turbulentos apanhados na pratica de infração e que devam ser postos em custódia. por parte da autoridade ou de seus agentes. O "passador" é o elemento de ligação entre os diferentes pontos e é o homem que negocia diretamente com o dependente. trazer consigo. Quase sempre utiliza automóvel. Isso dará chance ao delinqüente de alegar agressão. guardar.Caracterização. Desta forma.Conceito: São substâncias capazes de produzir alterações psíquicas semelhantes às determinadas pela embriaguez. pela falta de circulação. algemar sempre o pulso direito de um ao direito de outro. porque os traficantes jamais os abandonam. pela sua periculosidade. As dependências policiais devem manter livro especial para registro das diligências em que tenham sido empregadas algemas. possam tentar a fuga durante a diligência. 2) quando tiver que conduzir dois detidos. ter em depósito. 2) para conduzir os ébrios.

ou proporciona seu uso em desacordo com a Lei. 3) conduzir preso. b) Aspectos relevantes 1) não fazer comentários nem fornecer quaisquer dados a órgãos de imprensa. fornece. 4) quando possível pesar em farmácia o entorpecente apreendido. após a prestação da fiança. uma colher 45 . b) No mesmo crime incorre quem: 1) oferece. pelo tempo necessário à recuperação. 3) traz consigo. ainda que a título gratuito. nos locais suspeitos de tráfico e uso ilegal de substâncias entorpecentes.5 .que determine dependência física ou psíquica. substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica.Ação do PM em ocorrência de tráfico e uso de entorpecentes a) Genericamente. pelo Delegado de plantão. em que geralmente vem o entorpecente. 4) adquire substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica. apreendendo a substância. c) Infratores viciados Ficam sujeitos a medidas de recuperação em estabelecimentos hospitalares. é difícil. 2) faz ou mantém o cultivo de plantas destinadas à preparação de entorpecentes ou que determine dependência física ou psíquica. ou que determine dependência física ou psíquica.6 . ou em dose evidentemente maior que a necessária ou com a infração do preceito legal ou regulamentar. posse.Entorpecentes injetáveis a) Observar os seguintes aspectos: 1) utensílios reveladores: saquinhos de celofane. 2. 5) prescreve (médico ou dentista) substância entorpecente. apreendendo a substância. 2. 6) instiga ou induz alguém a usar entorpecentes ou substância que determine dependência física ou psíquica. eis que somente o juiz de Direito pode quebrar o sigilo em ocorrências dessa natureza. 2) esforçar-se. administração ou vigilância. transporta. ao Distrito Policial da área respectiva. o PM deve: 1) averiguar. ao máximo. uma seringa de injeção ou um conta-gotas e uma agulha. para uso próprio. para uso ilegal de entorpecentes ou de substância que determine dependência física ou psíquica. 8) contribui de qualquer forma para incentivar ou difundir o uso de entorpecente ou de substância que determine dependência física ou psíquica. com cautelas e cuidados especiais. ainda que a título gratuito. relativos à ocorrência de tráfico ou uso de entorpecentes. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. 2) prender quem faz comércio clandestino de entorpecentes. 3) estar ciente de que o viciado poderá ser liberado na Unidade Policial da área. matérias-primas destinadas à preparação de entorpecentes ou de substâncias que determinem dependência física ou psíquica. o viciado. fazendo constar a quantidade no BO/PM. 7) utiliza o local de quem tem propriedade. ou consente que outrem dele se utilize. para arrolar testemunhas o que na prática. traz consigo ou tem em depósito ou sob sua guarda.

perda de apetite.LOCAL DE CRIME 3. cachimbos e engolida com a comida). Metanfetaminas (engolidas . cacoetes. pequenas escaras ou cicatrizes compridas junto das veias. Cria dependência. reações psicóticas. possíveis convulsões. 2. diminuição da motivação normal. atividades paranóicas. atividades paranóicas. Tendência para alucinação depois de altas doses.tabletes. angústia. seguida de sonolência.Conceito a) Local de crime é todo o sítio onde tenha ocorrido um evento delituoso. bocejos e transpiração excessivos. d) Heroína (aspirada. que necessite ou exija providências da Polícia. nervosismo. devendo ser preservado pelo policial.8 . nariz escorrendo. Altas doses podem levar à redução de motivação. hilariedade fora do comum. b) Haxixe (fumado. da quantidade tomada. Efeito: euforia. marcas como tatuagens pretas ou azuis.Drogas usadas com maior freqüência a) Maconha (fumada em cigarros. olhos lacrimejantes. 2. Perigo de morte por dose excessiva. injetadas). Efeito: alucinações. 3. até a sua liberação pela autoridade competente. h) Tranqüilizantes (engolidos . estando a salvo de intempéries. b) Classificação: 1) INTERNO é todo sítio que abranja ambiente fechado. incluindo convulsões. basicamente. e) LSD (engolidas . Efeito: indolência. Efeito: como a maconha. líquidos.Efeito das drogas: O efeito de qualquer droga depende. Efeito: euforia. Efeito: vivacidade e agressividade anormais.0 . algumas reações psicóticas prolongadas.1 . aspiradas em cristais e injetadas). depressão aguda quando o efeito passa e rápido aumento de tolerância. g) Barbitúricos (engolidos .7 . especialmente em combinação com o álcool. injetados). 46 . comido). manchas de sangue nas roupas. 2) EXTERNO é todo sítio não coberto ou que esteja fora de habitações. lá permanecendo. cubos de açúcar. aceleração do pulso. da maneira e freqüência do uso. c) Cocaína (aspirada ou injetada). porém cerca de seis vezes mais forte. que primeiro comparecer no local.ou tampa de garrafa (para dissolver o entorpecente). especialmente nos antebraços. vômitos e diarréia. Repetições ocasionais das alucinações mesmo sem tomar novas doses. Efeito: hiperatividade.tabletes ou cápsulas.cápsulas). injetada por via subcutânea ou endovenosa). costas das mãos e nas solas dos pés. discernimento imperfeito. 3) sintomas de alienação: agitação. Possível dependência física por doses excessivas durante um longo período de tempo com sintomas de falta. bolinhas de algodão (para filtrar a substância). 2) sinais de injeção crônicos.cápsulas. intensa angústia. cãibras. Probabilidade de dependência física com sintomas dolorosos de falta e morte em caso de dose excessiva. Efeito: sonolência. de potência. f) Anfetaminas. náuseas. comportamento impulsivo.

6) O Delegado de Polícia da área respectiva deve ser acionado de imediato. 1) O vestígio encontrado no local de crime deve ser preservado. podendo. por qual quer meio disponível.2 . contribuirão. armas ou objetos relacionados com o evento delituoso. deverá transmitir o evento delituoso.c) Subclassificação: 1) RELACIONADOS são dois ou mais sítios interligados que tenham relação com um mesmo evento delituoso. 2) O policial-militar. 1) A autoridade competente deverá ser cientificada. porém. de imediato. empenhado na preservação do local de crime. b) Em princípio. dessa forma.Preservação do local de crime a) A preservação do local de crime visa resguardar vestígios que poderão ser relacionados com o suspeito. 3. 2) Em locais externos. 7) As primeiras providências. se é interno ou externo. além de agilizar a liberação de pessoas e/ou coisas podendo. assim. deve abster-se de comentar seu ponto de vista pessoal. impedindo. Ato contínuo. (c) a localização correta da ocorrência do evento delituoso. encontrados no local de crime. tomadas no local de crime. não permitindo a sua violação. 2) ÁREA IMEDIATA é aquela onde ocorreu o evento delituoso. em locais de crime. 47 . sobre o evento delituoso. sob pena de comprometer o trabalho policial. 3.militar responsável pela transmissão. 5) O PM. (b) natureza da ocorrência esclarecendo se é de autoria conhecida ou desconhecida. mesmo que evidente. contendo: (a) nome e RE do policial . fecha-se o respectivo compartimento. público ou privado. deverá isolá-lo. por solicitação da autoridade competente. sobre o fato. adequadamente. protegido e resguardado. permitirão o sucesso ou o insucesso das investigações. os vestígios deverão ser protegidos. de onde ocorreu o evento delituoso. minimizar o sofrimento e a angústia das partes envolvidas. somente o perito criminal terá competência para recolher os vestígios. sobremaneira. para que transeuntes ou a ação do tempo não os prejudiquem. no local de crime. (d) esclarecimentos sobre o tipo de local de crime. por intermédio de breve discrição. o policial-militar deverá exigir prova de identidade das testemunhas arroladas. para o sucesso da persecução criminal. a entrada de quem não esteja devidamente autorizado. 4) na preservação do local de crime o policial-militar empregado deverá privarse em tecer comentários sobre o evento delituoso. 3) em locais internos. o policial-militar recolher no local.3 .Ação policial no local de crime: a) As primeiras providências. com o instrumento de crime ou com a forma pela qual foi perpetrado o evento delituoso. bem como o rápido e correto atendimento. 3) Quando houver possibilidade em saber sobre as circunstâncias em que ocorreu o evento delituoso. 3) ÁREA MEDIATA é aquela que cobre as adjacências ou cercanias. de fácil ou difícil acesso.

c) a constatação da realidade da morte deverá ser feita por autoridade competente. Assim são classificados: 1) vestígios. barro. onde ocorreu o evento delituoso. terra. . pela autoridade competente. b) Ação policial no local de crime contra a pessoa: 1) A vítima deverá ser socorrida. as impressões digitais visíveis. tinta.vestes e cabelos em desalinho. contudo. . . d) observar a aparência pessoal da vítima. conduzindo.não se preocupar com a identificação do cadáver. os elementos materiais existentes. . somente após. palitos de fósforo. sobre imóveis e utensílios. tijolo ou outro meio a exata posição em que ela foi encontrada. 4) Manchas: substâncias incrustadas no solo ou em paredes. . de modo que.não tocar nos objetos que estão sob sua guarda.peças de vestuário rasgadas.não mexer nos instrumentos do crime. papéis.4) A descrição do evento delituoso deverá sofrer a adequação necessária para a sua transmissão e. propriamente ditos: cadeiras e mesas fora do lugar.posição em relação ao solo. com prioridade. cigarros. para eventual perseguição ou outra missão ligada ao evento delituoso.Militar.. antes de socorrer a vítima. em forma de impressões. 5) O local de crime sempre deverá ser guarnecido por um policial militar.não movê-lo de sua posição original. ou seja: . 3) vestígios. para a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante Delito. . solo etc .não revisar os bolsos das vestes. (c) o policial-militar deverá certificar-se sobre o destino dado à vítima. que não chegam a deformar suportes: rastros de tinta ou de qualquer outra substância. deverá ser acionada outra viatura. juntamente com a vítima.não recolher pertences. bem como de testemunhas para a confecção do Boletim de Ocorrência da Polícia Militar. . (b) em sendo possível. acionar o Corpo de Bombeiros. sobre as outras providências. anotando seus dados. que deformam suporte: os encontrados sobre areia. tocar ou alterar a forma. quando essa for socorrida por terceiros.. se houver necessidade de deslocamento da viatura. ou. . tecidos. o policial-militar. arrolando testemunhas e. em forma de marcas. (b) não alterar a posição do cadáver. . especialmente em armas. deverá ser elaborado o Boletim de Ocorrência da Polícia . madeira. mesmo em forma de crostas que somente os exames laboratoriais possam identificá-las. 48 . deverá marcar com giz. 2) Em sendo vítima fatal: (a) local de difícil acesso. e) Vestígios: Deverá ser feito no local do crime um exame minucioso sem.ferimentos externos. ainda. 2) vestígios. o seu autor. sinais pneumáticos em asfalto ou em via pavimentada. armas ou algum outro instrumento que possa ter sido utilizado naquele evento delituoso. como: . (a) o policial-militar deverá observar detalhes do local.

fezes. 2) Informantes . Qualquer pessoa pode servir de testemunha. em caráter de urgência. às vezes.3 . 2) Anotar nome. é interessante que se converse com a mesma. pessoas aparentemente mais idôneas. 4.2 . caso possam ser diferenciados. b) Ação do policial-militar ao arrolar testemunhas: 1) Escolher. porém com delicadeza. medicamentos. 4. após ouvirem a leitura da peça. transmitindo à vítima um sentimento de confiança que.1 . através do documento de identidade exigido.Aspecto essencial: O essencial.prestam compromisso. cimento e outros de igual importância. é a manutenção da tranqüilidade.SOCORROS DE URGÊNCIA 4.Testemunhas a) Testemunha é a pessoa que comparece à presença da autoridade para dizer o que sabe a respeito de determinado fato. 3) Referidas .4 .não depõem sob compromisso. terra.são as que. urina. porém são classificadas consoante suas individualizações em: 1) Numerárias . Em conseqüência.0 . depondo sob a palavra de honra e a promessa de dizer a verdade. evitando-se o pânico e obtendo-se dados a seu respeito e de como ocorreu o acidente. e 4) Instrumentárias . é suficiente para que se aguarde o socorro definitivo. visando a minimizar as conseqüências dos ferimentos. capazes.Vítima consciente: Durante toda a operação de socorro a vítima consciente. solici- 49 . 4.5) outras substâncias como: restos de alimentos. enquanto se aguarda a chegada da ambulância ou se adotam providências para o socorro específico. número deste.são as que assinam o auto de qualificação e de interrogatório dos indiciados. ressalvados os casos de prisão em flagrante delito.5 . 4.5 . mencionadas nos depoimentos já prestados. areia.Objetivo: O objetivo fundamental dos primeiros socorros é evitar o agravamento das lesões. 4. bebidas. utilizar-se dos meios de que dispõe à sua volta. especialmente quando haja necessidade de transportar a vítima de um local para outro. 3. são chamadas a depor sobre o que conhecem do fato. entre elas se incluem os doentes mentais e os menores de 14 anos. 3) O PM não deve reter desnecessariamente as testemunhas. com os quais pode-se avaliar seu estado.Conceito: São aqueles feitos no paciente. preferencialmente. que saibam algo a respeito da ocorrência. no atendimento ao acidentado. na medida do possível. por si só. bem como a existência de dores que indiquem as lesões internas ou fraturas.Utilização de meios disponíveis: Durante a operação de socorro. tóxicos. residência e local de trabalho. o PM deverá. 6) pêlos humanos ou de animais. o socorrísta deverá agir firmemente.

Se no momento você não tiver gaze. use um lenço ou qualquer pedaço de pano limpo. 3) Neste caso. 2) Nunca use materiais que possam aderir ao ferimento. (d) não faça uma pressão forte demais sobre a ferida. à farmácia ou hospital mais próximo. 2-2 .Observe bem a ilustração para ver como a gaze é colocada sobre a ferida. estes podem estar evitando uma hemorragia externa e nem aplique qualquer medicamento local (Fig.Procedimentos em casos de emergência a) Feridas . com gaze. 4. Erro! Vínculo não válido. Amarre-o no local ferido sem apertar. b) Feridas no tórax 1) É preciso verificar se a ferida atingiu os pulmões 2) Quando se ouve o ar entrando. Veja como o esparadrapo é fixado. compressa ou gaze. o que se consegue com uma proteção do mesmo. é porque a ferida atingiu os pulmões. para não prejudicar a respiração normal da vítima (Fig. de modo a aumentar a segurança do socorro prestado. Fig. como lenços de papel. (c) prenda o curativo com uma atadura ou com um cinto. lenço ou qualquer pano limpo. 50 . 2-3). proceda da seguinte maneira: (a) observe a respiração da vítima e espere momento em que terminar a expiração (saída do ar). algodão etc.tando-os em farmácias. e não procure remover corpos estranhos do ferimento. se necessário. 3) Conduza a vítima. para o tratamento adequado. Erro! Vínculo não válido. 2-1 . 2-1 e 2-2). Erro! Vínculo não válido. Fig. bares ou outros estabelecimentos comerciais. (b) neste momento cubra a ferida firmemente com um pano limpo.6 .recomendações gerais: 1) A idéia principal nestes casos é a de evitar uma contaminação maior do local ferido.

(Fig. Vire de lado a cabeça da vítima para que a água possa escorrer melhor. 3) Cubra o olho ferido com urna gaze ou pano limpo. para não ferir ainda mais o olho acidentado. Encaminhe a vítima ao médico. 2) Não tente extrair o corpo estranho se ele estiver entranhado. d) Feridas nos olhos 1) Procure lavar o olho ferido com água limpa. Só ao médico cabe tomar qualquer outra providência. 3) Coloque sobre a ferida uma gaze ou pano limpo dobrado.Feridas nos olhos e) Hemorragias externas nos braços ou nas pernas 1) Deite a vítima. Prenda o curativo com duas tiras de esparadrapo. 4) Pressione o curativo sobre a ferida para o sangue parar de sair. sem apertar o local. 51 . faça pressão com as duas mãos sobre a artéria próxima à ferida (na parte anterior do quadril ou na parte interna do braço).Fig. 4) Encaminhe a vítima ao médico Fig. 2-5). se houver uma evisceração (um órgão ou parte de um órgão saindo pela perfuração) ou se houver um órgão perfurado. Não procure recolocar o órgão na sua posição normal. 2) Levante o braço ferido ou a perna ferida. 2-4 . 2) Nestes casos. 5) Coloque um pano ou uma atadura sobre o curativo e amarre o curativo em torno do braço ou perna feridos. para não interromper a circulação normal do sangue. (Fig. isto diminui o afluxo de sangue para o local ferido. 7) Se a hemorragia não diminuir com essas providências. 2-3 . proceda da seguinte maneira: (a) Coloque uma gaze molhada com água limpa sobre o ferimento. 6) Não aperte com mais força. 2-4).Feridas no tórax c) Feridas no abdômen 1) Uma ferida no abdômen pode ser perigosa. (b) Não faça mais nada.

f) Hemorragias difíceis de estancar .Fig. 9) Mantenha a vítima deitada. 2-6). 3) Eis o procedimento a adotar: (a) Use um pano de 5 cm de largura ou mais. Fig. que nenhum dos outros recursos tenha dado resultado. não deixe que ela se movimente. 2) São as hemorragias provocadas por amputações e as hemorragias muito fortes. prendendo assim o objeto colocado sobre o meio nó. é preciso fazer um torniquete. 2-5 .Pressão sobre as artérias nas hemorragias externas 8) Não retire o curativo. (a) Atenção: . urna caneta etc. de preferência em dois lugares: a parte média do braço ou a parte média da coxa. (e) Sobre o meio nó coloque um pedaço de pau. (Fig. até que a hemorragia estanque.Não se deve fazer pressão sobre a ferida nos seguintes casos: . um lápis.Torniquete 52 . (b) O torniquete deve ser aplicado acima do ferimento. 10) Procure auxílio médico. conforme o membro que estiver machucado (d) Dê um meio nó nas pontas do pano.. dê um nó completo. 2-6 .se a ferida for muito extensa. . girando um pedaço de pau. (c) Dê duas voltas com o pano na parte média do braço ou da coxa.torniquetes 1) Há hemorragias externas que exigem um tratamento especial. (f) Aperte o torniquete. Nesses casos.se houver um corpo estranho entranhado na ferida.

g) Hemorragias no tronco ou na cabeça 1) Procure deitar a vítima. (j) Prenda este papel na roupa da vítima.correias.cintos com menos de 1 cm de largura. segurando-o até notar que estancou a hemorragia. 3) Caso a hemorragia não ceda. 2) Coloque um pano molhado em água gelada sobre o rosto da vítima e deixeo por algum tempo. coloque um tampão de gaze ou algodão úmido por dentro da narina e. 1) Atenção: . .Os seguintes materiais. amarre as pontas do pano para trás. se possível.meias de seda. 5) Procure evitar que a vítima se movimente. Se possível. coloque uma outra tira de pano sobre a primeira e amarre bem. (h) Atenção: .cordões de sapatos. deixe o torniquete frouxo no lugar e só reapertar em caso de necessidade. 2) Coloque um apoio sob as suas costas e cabeça para que a cabeça e tronco fiquem mais altos que o resto do corpo. . se possível. a vítima poderá perder a perna ou o braço. 4) Evite deixar que a pessoa assoe o nariz e permaneça de cabeça baixa 53 . muito duros ou muito estreitos.cordão. h) Hemorragia nasal 1) Ponha o paciente sentado com a cabeça voltada para trás e aperte-lhe a(s) narina(s) durante cinco minutos. um saco de gelo sobre o nariz.(g) Quando a hemorragia estancar.arame.Enquanto você aguarda a chegada do médico você deve afrouxar por alguns segundos o torniquete. . Fig. nunca devem ser usados para fazer um torniquete: . 3) Coloque sobre a ferida um curativo de gaze ou um pedaço de pano dobrado. caso as pontas sejam meio curtas. Se a hemorragia cessar. o nome e endereço da vítima. 2-7 .ataduras com menos de 5 cm de largura. . 4) Pressione o curativo. coloque no papel também o nome e o endereço da vítima (Fig. 2-7). . Se isto não for feito.Providência Importantíssima . . a cada 15 minutos.No papel preso à roupa da vítima deve ser anotada a hora em que foi feito o torniquete e. (i) Anote num papel a hora em que foi feito o torniquete.

3) Para atender a uma vítima em estado de choque. (d) testa suada e inquietação. (c) sensação de frio e fraqueza. 54 . i) Hemorragias internas 1) As hemorragias internas acontecem quando há o rompimento dos vasos dentro do corpo. (b) pele fria e pálida. rim). (c) corpo amolecido e sem forças. ataque cardíaco. esta deve ser feita na posição inicialmente descrita. (c) pele fria. e (f) sede. desidratação avançada. l) Ameaça de desmaio 1) Há casos em que a pessoa percebe que vai desmaiar. 5) Procure imediatamente auxílio médico. você pode evitar o desmaio. 2) Nestas condições.5) Se tiver necessidade de remoção. (c) levante as pernas da vítima. (g) atenção: .nunca dê nada para beber a uma vítima em estado de choque. (b) coloque a vítima deitada. (b) frio. mas nada há que você possa fazer. procedendo da seguinte maneira: (a) sente a pessoa numa cadeira. para mantê-la aquecida. por queda súbita de pressão arterial. (e) fraqueza. A causa pode ser uma hemorragia interna. 2) Suspeita-se de hemorragia interna quando houver forte contusão do abdômen ou tórax e/ou a vítima apresentar os seguintes sinais: (a) escoriações e/ou equimoses (manchas arroxeadas na pele do abdômen e/ou tórax). 2) Você reconhece o estado de choque pelos seguintes sinais: (a) pulsações fracas e rápidas. (d) cubra a vítima com um cobertor. j) Estado de Choque 1) Estado de choque é uma condição que põe a vida em perigo. (f) procure auxílio médico. pálida e úmida (suor frio). (d) inquietação. reações alérgicas ou doenças outras graves desencadeantes. 3) Estes casos são graves. coração. Os sintomas de uma ameaça de desmaio são: (a) tontura. sem que tenha havido o rompimento da pele. ocorrendo quando falta agudamente circulação de sangue para órgãos vitais (cérebro. para que o sangue chegue com facilidade ao coração. para não agravar a hemorragia. (b) pulsações fracas e rápidas. (e) afrouxe as roupas. você deve fazer o seguinte: (a) não movimente a vítima. queimaduras ou ferimentos extensos. mesmo que a vítima se queixe de sede intensa. com os braços para baixo e as pernas separadas. 4) Não ministre líquido.

(b) abaixe a cabeça da pessoa. apesar de todas essas providências. Fig. (e) se a vítima não se recuperar. a fim de evitar que o esforço de levantar produza um novo desmaio. 2-8). 2) Para socorrer uma vítima de desmaio. (f) depois que a pessoa se recuperar. para que a cabeça da mesma fique mais baixa do que o resto do corpo. (b) procure desobstruir as vias respiratórias da vítima. com isto aumenta-se a quantidade de sangue que chega ao cérebro da pessoa e o desmaio é evitado. 2-8 . deixe-a sentada por algum tempo (fig. (b) respiração fraca. ela deve ficar sentada por mais algum tempo.Ameaça de desmaio m) Desmaio 1) Reconhecemos o desmaio pelos seguintes sinais: (a) inconsciência. (c) não deixe que a pessoa se levante imediatamente. n) Convulsões 1) As convulsões podem ser causadas por febre alta ou por uma enfermidade mais séria. retirando qualquer objeto que esteja impedindo a passagem de ar pela boca e pelo nariz da vítima. como a epilepsia. procure auxílio médico. coloque sua cabeça de lado. pois as peças de roupas apertadas dificultam a respiração e a circulação. 55 . (c) afrouxe as roupas da vítima. 2) Uma pessoa com convulsões apresenta os seguintes sinais: (a) inconsciência. proceda da seguinte maneira: (a) deite a vítima. (d) levante e apoie as pernas da vítima. não deixe que ela se levante imediatamente. colocando-a entre as duas pernas da mesma. (c) palidez.

coloque um pano dobrado em sua boca. verifique se existe algum elemento que impeça a passagem do ar pelas vias respiratórias da vítima e remova-o. (b) segure a cabeça da vítima. com esta providência. com força suficiente para que ele possa chegar aos pulmões da mesma. 2-11). sem deixar frestas pelas quais o ar possa escapar. 2) Antes de mais nada. Se soprar com muita força. Proteja sua cabeça.(b) sacudidas e contrações violentas do corpo. Deite a cabeça da vítima de lado e segure-a nesta posição. 3) Para proteger a vítima e impedir que ela se machuque. 4) Feito isso. (d) apoie o pescoço da vítima com uma toalha e mantenha a boca da vítima fechada. entre seus dentes. A operação completa. (e) encha os seus pulmões de ar e abra bem a boca da vítima (Fig. Se você não tiver um pano por perto. Muitas vezes. com uma das mãos colocadas sobre a testa e a outra embaixo do queixo. com os braços estendidos ao longo do corpo.. (f) coloque a sua boca sobre a da vítima. (f) a pessoa que está com convulsões tem abundante salivação. Nunca se deve aplicar respiração artificial a uma pessoa nestas condições. podendo provocar vômito ou parada cardíaca. para isto.Respiração artificial 1) A parada respiratória pode ser devida à presença de algum elemento que esteja obstruindo as vias respiratórias. coloque-a na cama ou em algum lugar confortável e deixe-a dormir. (c) incline a cabeça da vítima para trás. (g) sopre o ar para dentro da boca da vítima. e oclua as narinas com os dedos da mão que está sobre a testa. pedras etc. 3) Se a parada respiratória persistir. (g) após a convulsão. porque está inconsciente. 2-10). você pode aplicar a respiração artificial. proceda da seguinte maneira: (a) deite a vítima no chão. 56 . pontes ou aparelhos dentários removíveis e remova as secreções que porventura existirem dentro da boca. ou de 20 a 25 vezes por minuto para crianças e recém-nascidos. (i) repita as etapas de (c) à (g). mas não pode engolir a saliva. como móveis. a respiração se normaliza imediatamente. tome as seguintes precauções iniciais: (a) verifique se a pessoa está sangrando ou vomitando. 5) Proceda da seguinte maneira: (a) deite a vítima de costas. o ar vai para o estômago. para que a saliva possa escoar e não sufocar a vítima. para impedir que ela morda a língua. objetos. (c) retire óculos. etapas de (c) à (g). mas escolha um objeto que não venha a machucar a vítima. (e) mantenha aberta a boca da vítima. (h) retire a sua boca e deixe que o ar que você soprou seja expulso naturalmente dos pulmões da vítima (Fig. use outro objeto. pela dissensão aguda do mesmo (Fig. (d) não impeça os movimentos da vítima. colares e outras coisas que possam quebrar ou machucar. Não procure acordar a pessoa. (b) retire as dentaduras. 2-9). se ele existir. deve ser realizada de 12 a 15 vezes por minuto. a pessoa dorme profundamente. (b) afaste tudo o que estiver ao redor da vítima e que possa machucá-la. o) Parada respiratória .

Fig. porém soprando o ar pelo nariz da vítima. Repita a operação completa.Retire sua boca. Algumas vezes pode levar até 1 hora para que haja recuperação. Fig. (I) quando for restabelecida a respiração normal. sem deixar frestas para o ar escapar.Encha seus pulmões de ar. p) Parada cardíaca e respiratória 57 . 2-11 . 2-10 . Deixe que o ar que você soprou seja expulso naturalmente dos pulmões da vítima. você pode aplicar a respiração Artificial da mesma forma. Sopre então o ar para que ele chegue aos pulmões da vítima. 2-9 . Observe bem a seqüência das ilustrações: Fig. para evitar que ela se sufoque. (m) em crianças muito pequenas. Encha novamente seus pulmões de ar. deite a vítima de lado. caso a Respiração artificial pela boca não tenha produzido resultados. Abra bem a boca da vitrina.Coloque sua boca sobre a da vítima.(j) não desista e não interrompa o processo caso a respiração não se normalize imediatamente. A Respiração artificial pelo nariz também pode ser usada em adultos.

58 . um osso fraturado. 2-12). pode perfurar um pulmão e pôr em perigo a vida da vítima. você deve usar dois recursos de primeiros socorros: a respiração artificial e a massagem cardíaca externa. (b) ajoelhe-se ao lado da vítima. com o maior intervalo possível entre cada pressão. (d) pressione e solte várias vezes. enquanto a outra apóia as costas. (c) solte o peito da vítima. Mantenha seus braços esticados (fig. aproveitando a força do seu corpo. Fig.Pressione o tórax da vítima. Em tais casos. ou que seja mais frágil. as pressões devem ser feitas com uma das mãos. até que a vítima se recupere. 6) É preciso ter muito cuidado quando a parada cardiorrespiratória for causada por acidentes ou quando a vítima for uma pessoa idosa.1) Para socorrer uma vítima de parada cardíaca e respiratória. preferivelmente por duas pessoas: uma das pessoas faz a massagem cardíaca. Enquanto isso. sobre uma superfície bem firme. 2-12 . De preferência. deite-a no chão. Coloque a palma de uma de suas mãos sobre a parte inferior do osso externo da vítima e a outra mão sobre a primeira. as compressões e respirações devem ser alternadas. 4) Para cada 5 compressões cardíacas devem ser feitas duas aplicações da respiração artificial. 3) A assistência deve ser prestada. 2-13). 5) Atenção: Em crianças menores de 10 anos. de modo a completarem 100 compressões e 20 respirações por minuto. mantenha os braços bem esticados. enquanto a outra aplica a respiração artificial (fig. Nestes casos. proceda da seguinte maneira: (a) deite a vítima de costas. 2) Para fazer a massagem cardíaca externa.

) sobre a queimadura.dor não muito forte no local queimado. em queimaduras de 1º. . 2. conforme sua gravidade e suas características. 2) Queimadura de 1º grau.A assistência deve ser prestada. 4) Queimaduras de 1º grau muito extensas. (c) Uma queimadura de 1º grau somente é grave no caso em que a área queimada é muito extensa.cubra a vítima com lençol limpo molhado em água fria.coloque sobre a região queimada um creme especial para queimaduras ou azeite.deixe correr água fria (de uma torneira. 59 . chuveiro etc. 3) Queimaduras de 1º grau pouco extensas. preferivelmente por duas pessoas. .Fig. . 2-13 . . para aliviar a dor. uma das pessoas faz a massagem cardíaca.cubra as regiões queimadas com um curativo de gaze. (a) As queimaduras de 1º grau são mais leves. . proceda da seguinte maneira: . enquanto a outra aplica a respiração artificial.pele avermelhada..deite a vítima. (b) Uma queimadura de 1º grau se caracteriza por: . (a) Neste caso.º graus.º e 3.leve a vítima imediatamente a um hospital. (a) Estas queimaduras exigem um tratamento especial: . q) Queimaduras 1) Classificamos as queimaduras.

proceda da seguinte maneira: . é preciso apagar o fogo. Não descole a roupa que ficou sobre as queimaduras. . (b) Uma queimadura de 3º grau se caracteriza por: . cremes ou pomadas.feridas profundas na pele. . 60 .não estoure as bolhas. (a) As queimaduras de 3º grau são as mais graves e apresentam sérios perigos para a vítima.procure auxílio médico. para prevenir o estado de choque. para não provocar uma infecção. Esta posição é indicada para tratar a queimadura e para evitar ou combater o estado de choque. . (Cuidado! Não aponte o extintor para o rosto da vítima) (fig.dores muito fortes. .pele avermelhada. .rolando a vítima no chão (fig.enrolando a vítima num cobertor para abafar as chamas (fig.deixe correr água fria sobre a queimadura. . 2-16).usando o extintor de incêndio.lave bem as mãos antes de tratar das queimaduras.jogando água sobre as chamas: . .formação de bolhas. . . (d) Para socorrer a vítima.faça a vítima ficar deitada. para não provocar infecções. (c) Uma queimadura de 3º grau provoca quase sempre o estado de choque. Isto pode ser feito: . atingindo órgãos abaixo dela. 2-15). molhado em água limpa. . 7) Queimaduras por fogo. proceda da seguinte maneira: . .dores no local queimado.corte as roupas que estão perto das regiões queimadas.não use azeite. (a) Uma queimadura de 2º grau se caracteriza por: . .mantenha a vítima deitada. uma queimadura de 2º grau pode produzir estado de choque. 6) Queimaduras de 3º grau. 2-14). .procure não arrebentar as bolhas nem tocar as feridas. (a) Se a queimadura for causada por fogo e as roupas da vítima estiverem se incendiando.cubra as regiões queimadas com um curativo de gaze molhada.procure auxílio médico. (b) Às vezes. para não aumentar as feridas. .cubra as feridas com um curativo grosso de gaze ou um pano limpo. (c) Para socorrer a vítima. Não use outro material. .5) Queimaduras de 2º grau.

(b) remova a vítima para um hospital. 61 . 9) Queimaduras no tórax. com água fria. Fig.Fig. 2-14 . (b) lave demoradamente. para que não reste qualquer resíduo da substância química. Se a queimadura tiver atingido os olhos.Rolando a vítima no chão nas queimaduras por fogo. aja da mesma maneira. 8) Queimaduras por substâncias químicas: (a) retire todas as peças de roupas que estejam impregnadas da substância química que causou a queimadura. 2-15 . abdômen e costas: (a) jogue água fria sobre as feridas para acalmar as dores. todas as feridas.Enrolando a vítima num cobertor para abafar as chamas .Uso do extintor de incêndio nas queimaduras por fogo. Fig. coloque sobre ela um curativo grosso de gaze. (c) depois de lavar bem a ferida. 2-16 .queimaduras por fogo.

Figas. r) Insolações 1) Uma insolação pode apresentar um ou mais dos seguintes sintomas: (a) tontura. (b) enquanto aguarda a chegada do médico. (d) cuidado! Verifique se seus pés estão secos e se você não está pisando em chão molhado. (d) pele seca e quente. 2-17 e 2-18 .(c) atenção: Estes casos são tão graves que a vítima deve ser removida. .desligando a chave geral. 62 . (d) deite a pessoa de costas. 2-18). para não levar você mesmo um choque elétrico. coloque a vítima num lugar com sombra. (e) rosto avermelhado. mesmo que esteja em estado de choque. (b) enjôo. usando uma vara de madeira ou um cabo de vassoura. procure afastar a vítima do condutor. . apoiando a cabeça e os ombros para que fiquem mais altos que o resto do corpo. proceda da seguinte maneira: (a) chame o médico com urgência. . inconsciência e convulsões. (f) febre alta. (fig. (e) coloque sobre a cabeça da vítima. axilas e virilha. 2) Em caso de insolação. uma bolsa de gelo ou uma toalha com água gelada para baixar a febre. (h) respiração difícil. bem secos (fig. (c) dor de cabeça. 2-17).Cuidados nos casos de choques elétricos. (i) às vezes. (c) molhe o corpo da vítima com água fria. (g) pulso rápido. (c) se não for possível desligar a corrente elétrica.tirando o plug da tomada.tirando os fusíveis. s) Choques elétricos 1) Como proceder se a vítima ficar presa à corrente elétrica: (a) não toque na vítima sem antes desligar a corrente elétrica: (b) você pode desligar a corrente elétrica.

(c) verifique se houve queimadura. (e) no caso de fratura do braço. pois isto poderia causar dores. (b) Faça um curativo de gaze ou pano limpo sobre a ferida para evitar a penetração de poeira na mesma. 2-19). Passe o braço por dentro do lenço. a fim de desligar a corrente. 63 . 2) Fraturas fechadas: (a) só uma radiografia pode confirmar a existência de uma fratura. Se for necessário transportá-la. Não deixe que ninguém se aproxime da vítima e tente socorrê-la. 3) Choque elétrico produzido por corrente de alta tensão: (a) se o choque elétrico for produzido por corrente de alta tensão (os grandes cabos elétricos que existem na rua). i) caso a fratura tenha provocado a deformação de um membro. . mantenha-se a uma distância mínima de 4 metros da vítima. que devem atingir o joelho e o tornozelo. Se encontrar resistência. h) no caso de uma perna fraturada. (g) no caso de fratura da perna. e amarre-as com tiras de pano em torno da fratura. Trate as queimaduras de acordo com o seu grau. (c) Evite movimentos do membro fraturado.enquanto a corrente não for desligada. papelão etc. (b) em tais casos. tente recolocar o membro na posição normal antes de imobilizá-lo.procure um telefone e chame a Central Elétrica. use urna maca ou peça ajuda a alguém para carregála. não deixe que a vítima tente andar. t) Fraturas 1) As fraturas podem ser fechadas (quando não há rompimento da pele e expostas (quando a pela é perfurada pelo osso quebrado ou por algum objeto que tenha penetrado e causado a fratura. as talas devem cobrir inclusive a mão para impedir o movimento do pulso. Dobre um lenço em triângulo e prenda-o ao pescoço da vítima.2) Como socorrer a vítima depois de afastá-la do condutor: (a) deite a vítima. Caso a vítima não esteja respirando. não force. 3) Fraturas expostas (a) Estanque a hemorragia. imobilize na posição encontrada. você deve proceder da seguinte maneira: . (d) Procure imediatamente auxílio médico. feridas ou até o rompimento de veias e nervos. aja como se realmente existisse uma fratura. é impossível socorrer a vítima antes que tenha sido desligada a corrente.. (c) imobilize imediatamente o local fraturado (fig. imobilize a mesma com duas talas. mas desde que haja suspeita. aplique a respiração artificial. (b) não tente mover o local fraturado ou sob suspeita de fratura. (f) faça uma tipóia para impedir os movimentos do cotovelo. (d) use duas talas de madeira. (b) verifique se ela está respirando. de modo a impedir qualquer movimento destas articulações. se possível ponha o braço ou perna fraturados entre duas talas. É preciso impedir o movimento de qualquer parte do membro fraturado. o que só pode ser feito na Central Elétrica.

u) Envenenamento 1) Antes de mais nada. joelho e tornozelo) (f) Imobilize o membro acidentado e conduza ao médico. Se o envenenamento foi causado por um remédio ou por algum produto químico. (b) Não toque na vítima. procure o vidro ou a caixa onde ele se encontrava. Luxações ou fraturas em articulações (ombro. que é irreversível. caso apresente esses mesmos sintomas nas pernas. procure descobrir a causa do envenenamento. (c) Providencie ambulância imediatamente. pulso.fraturas de crânio. insensibilidade e/ou dificuldade de movimentação dos braços e dedos das mãos.tipos de Imobilização 4) Casos Especiais . 64 . principalmente. cotovelo. coluna. Caso o envenenamento tenha sido causado por plantas ou comida. bacia e fêmur. (d) No caso de a vítima se queixar de dor no pescoço ou nas costas e. se referir alterações de sensibilidade (formigamento. (a) Não há nada que você possa fazer. procure saber o que foi. em maca dura. suspeitar de lesão na coluna tóraco-lombar.Fig. Por outro lado. para evitar o agravamento da lesão da medula. deve-se suspeitar de lesão instável na coluna cervical. 2-19 . com a mínima movimentação da vítima). (e) Se tiver que remover o paciente faça-o com técnica adequada (com o máximo cuidado.

5) Envenenamento por soda cáustica (a) Faça a vítima beber uma solução de vinagre e suco de limão diluídos em água. 65 . (c) Se a pessoa estiver consciente e tiver ingerido água ou leite. não faça o sangramento. ou um alfinete ou mesmo um espinho e faça perfurações não muito profundas em torno do local picado.azeite de oliva. uma parte do veneno sairá junto com o sangue.leite.2) Você deverá dizer ao médico que vai tratar da vítima: (a) o que causou o envenenamento. . . querosene. 7) Em qualquer caso. escorpiões e mordidas de animais raivosos: 1) É importante capturar o animal que picou a vítima. diluentes de tintas. v) Picadas de animais peçonhentos: cobras.água com bicarbonato.clara de ovos. introduzindo uma colher ou o dedo na garganta da vítima. (b) A seguir. (b) há quanto tempo isto aconteceu. a vítima deve ser removida imediatamente para um hospital ou uma farmácia onde possa receber auxílio. Isto pode ser feito por sangramento ou por sucção. Desta forma. (b) Esta recomendação não se aplica se a vítima estiver inconsciente. (É claro que a busca do animal e o atendimento à vítima devem ser feito por duas pessoas). . Isto vai diluir o veneno que está no estômago. como feridas. para que elimine o veneno. para não machucar a vítima. Entretanto. 6) No caso de picada de aranha ou escorpião. se o atendimento for feito nos primeiros 30 minutos após o acidente. 4) Procedimento se você souber a causa do envenenamento: (a) Envenenamento por ácidos . o veneno ainda pode ser extraído. procure fazer a pessoa vomitar.Estes produtos ajudam a aliviar a irritação do aparelho digestivo. (d) Você pode fazer a vítima vomitar. aranhas. esprema a área perfurada para que -sangre bastante. . ou se o envenenamento for causado por gasolina. (e) Atenção: . você só pode fazer isto se não tiver nenhuma lesão na boca. azeite ou clara de ovos.Faça a vítima beber uma destas coisas: . . 2) Em caso de picadas de cobras. ácidos ou soda cáustica. dê leite. mesmo sem saber a causa do envenenamento: (a) Faça a vítima beber vários litros de água ou leite. aftas ou úlceras. 3) Providências que você pode tomar. 3) Procure uma agulha. 5) Você também pode extrair o veneno fazendo sucção com a boca. 4) Em seguida.Não provoque vômito se a vítima estiver inconsciente. (c) a quantidade ingerida ou cheirada. ou se a ingestão ocorreu há uma hora ou mais. água.Você sabe que não se pode dar nada de beber a uma pessoa que está inconsciente. pois a identificação do animal facilita o tratamento. Faça isto com cuidado.

Instituto Butantã). faça com que ela prenda a respiração e faça força para expulsar o bebê. cubra o ânus da parturiente com gaze ou um pano limpo. se o tiver em mãos. Fig. um torniquete pode ter conseqüências fatais. os animais podem às vezes contrair doença. Mesmo vacinados. a fim de serem examinadas pelo especialista. 2)Você pode fazer o seguinte: (a) Deite a parturiente. Todos os animais que causaram mordedura devem ser mantidos em observação num período de pelo menos 10 dias. ampare a cabeça para que a criança não se machuque (Fig.8) Não deixe que a vítima caminhe. e em seguida encaminhe diretamente ao hospital (em São Paulo. 2-21). (d) Lave bem as suas mãos para amparar o bebê. pois certos venenos causam gangrena e outras hemorragias. Se não houver uma cama ou um sofá por perto. (g) Enquanto a cabeça da criança for saindo. 10) Aplique o soro polivalente imediatamente. 9) Nunca faça um torniquete nem faça cortes. Em determinados tipos de picadas. (e) Cada vez que a parturiente sentir uma contração. 2-20 .Quando a cabeça aparecer. x) Parto de Urgência 1) O atendimento de urgência a um parto resume-se em ajudar a parturiente a amparar o bebê. 11) Mordidas de animais raivosos: (a) Qualquer animal pode contrair a raiva e se tornar um transmissor. cubra o ânus da parturiente com um pedaço de gaze ou pano limpo. Só o médico ou as parteiras podem tomar outras providências. antes que as dores do parto fiquem muito fortes e os intervalos entre elas fiquem muito curtos. principalmente se a picada foi nos membros inferiores. (Fig. coloque a parturiente na posição correta para iniciar o parto. (h) No momento em que a cabeça do bebê sair. (c) Quando o intervalo entre as dores for de 2 a 3 minutos. (c) As vítimas devem ser levadas ao Instituto Pasteur ou outras instituições.2-20). peça à parturiente que respire em ritmo bem acelerado (respiração curta e rápida). 66 . (f) Quando a cabeça aparecer. de acordo com as instruções na bula. deite-a no chão forrado com almofadas ou panos. (b) Faça a parturiente urinar e evacuar. (b) Todas as mordidas de animais devem ser vistas por um médico. Sempre há algum meio de transportar a vítima.

Neste momento começam a sair também os ombros e o resto do corpo. com gaze ou com um pano bem limpo. Isto deve ser feito com gaze ou pano bem limpo. ajude a criança a respirar. Retire a secreção mucosa que se acumulou na boca e no nariz do bebê. para ajudar a respiração. Isto permitirá a saída de qualquer líquido que esteja impedindo a respiração.(i) Depois de sair a cabeça do bebê. o resto do corpo vai sair com facilidade e rapidez. de cabeça para baixo. 222). segure-a firmemente pelas pernas. (n) Dê alguns tapinhas bem delicados nas costas do bebê. (Fig. Depois levante a cabeça do bebê um pouco para sair o outro ombro.Não puxe o bebê. 2-22 . 2-21 . você deve apenas ampará-lo (Fig. (o) os bebês nascem cobertos por uma secreção mucosa (como uma “gosma"). a cabeça do bebê faz um pequeno giro. (I) Após o nascimento. Fig. Não use lenço de papel nem algodão. 67 . (p) Você deve tirar toda esta secreção que se acumulou na boca e no nariz do bebê. (m) Se a criança chorar. (j) Nos raros casos em que houver dificuldade de saída dos ombros: (k) Pegue a cabeça da criança em suas mãos e abaixe-a com muito cuidado para um ombro poder sair. Não puxe o corpo da criança. Ao sair. Se a criança não chorar. Espere o desenrolar do nascimento. Fig. é sinal de que está respirando. 2-23).

aplique a respiração artificial. Fig. leve-a deitada. Não deixe que a parturiente ande.se o médico não chegar até o final do parto. 2) Você deve agir rapidamente. 2-24). Use um barbante ou fita bem fina e limpa. (s) Faça dois outros nós no cordão. O e o 3. Leve a mãe imediatamente para o hospital ou aguarde a chegada do médico. (w) Se após a saída da placenta. transporte a mãe e a criança para um hospital. mas sem precipitação.Retirar a secreção que cobre o bebê. (v) Agora. é apenas vitalidade. verifique também o tamanho e o peso da vítima. com a cabeça de lado. Não tente puxar o cordão umbilical. Cubra-o para mantê-lo aquecido. o nascimento se iniciar por alguma outra parte do corpo (braços e pernas) não faça nada. houver hemorragia forte. (t) Corte o cordão entre o 2. é preciso retirar a vítima da água.Fig.não deixe que a mãe amamente o bebê. Ele sairá naturalmente junto com a placenta mais ou menos vinte minutos após o nascimento. O nó. (x) Comprima com as mãos a parte de cima da barriga da mãe e enfaixe firmemente. ficarão dois nós do lado da criança. dê assistência à mãe. (Fig.se ao invés da cabeça. (y) Recomendações especiais: . 2-23 . (q) Se tudo isto não der certo. O corte não causará dores à criança nem à mãe. . O primeiro choro não é sinal de fome. sobre a barriga da mãe. 1) Antes de mais nada. (r) Amarre o cordão umbilical a mais ou menos quatro dedos de distancia do corpo do bebê.0 nó (u) Coloque o bebê deitado de bruços. Lembre-se de que os pulmões do bebê são frágeis. Sopre suavemente. portanto. e se a vítima está consciente ou inconsciente. Verifique se existem correntezas. tampone a vagina com gaze. z) Afogamento. algodão ou panos limpos. 68 . 2-24 .Corte o cordão umbilical entre o 2.o e 3. . um pouco mais adiante.

10) Se você conseguir reanimar a vítima desta maneira. 8) Se não for possível atender ao item anterior. 4) Palpar o corpo todo. Suspeitar-se-á. mantenha o rosto da vítima fora da água.. arroxeada e com a respiração suspensa.8 . 9) Nesta posição comprimir e descomprimir a base do tórax com as mãos abertas. para verificar a existência de fraturas. 6) Imobilizar as fraturas conforme foi descrito anteriormente. transportar o paciente pelo método da padiola. 11) Assim que a vítima estiver melhor. 4) Procure colocar ao alcance da vítima alguma coisa em que ela possa se agarrar. é provável que ela esteja desesperada e em pânico. secreções e qualquer tipo de corpo estranho que esteja dificultando a respiração. barcos. 4. é provável que ela esteja com frio.9 .. cordas etc. 2) Posicionar a cabeça de forma que fique estendida para trás. a palpação do foco da fratura. se alguns dos seguintes sinais forem observados: (a) Posicionamento anômalo do membro. é claro . com a cabeça mais baixa do que o resto do corpo.Vítima inconsciente a) Diante de uma vítima inconsciente. na seqüência: 1) Desobstruir as vias aéreas. pedaços de pau. Neste caso. bastará geralmente aquecê-la e tranqüilizá-la. em desespero. pontes móveis.. de fratura. 5) No caso do paciente inconsciente não haverá referência da dor. 7) Chamar o médico ou transporte especializado.Transporte de feridos a) Quem presta primeiros socorros pode ver-se na necessidade de transportar um ferido ou uma pessoa atingida inesperadamente por enfermidade grave.3) Se a vítima estiver consciente. bóias. O tórax e o abdômen da vítima devem estar calçados com o braço da vítima. 6) Uma vez alcançada a margem. (b) Inchaço localizado no membro ou articulações. impedindo que a língua obstrua a garganta. no caso. 7) Se a vítima do afogamento estiver inconsciente. mas deve evitar que a vítima. 5) Se a vítima estiver desacordada. é preciso reanimála. ). 4. b) É preciso pesar bem os prós e os contra do transporte de um ferido. 3) Estancar eventuais hemorragias externas com o método adequado. retirando dentaduras. se agarre a você. providencie a sua remoção para o hospital. pranchas. delicadamente. Neste processo. procederemos da seguinte forma. (c) Crepitação (como quando se esfregam os cabelos entre os dedos suavemente. e outros em que pode 69 . Casos há em que a natureza da lesão torna imperioso o transporte. você deve arrastá-la para a margem. adotando-se a posição dita "posição montada". 8) Coloque a vítima deitada de bruços. como descrito adiante neste manual. vire-a e aplique a respiração boca a boca. se a vítima estiver consciente. Você deve se atirar na água para salvá-la (desde que você mesmo saiba nadar.

5) Pode ir sentado. ou outras pessoas orientadas por um médico. f) Os vários meios de transporte O transporte pode ser manual (quando se transporta o ferido sem ajuda de aparelho algum). e a outra ficará com o paciente e o atenderá até que seja posto em mãos do médico. Conseguir ou improvisar uma padiola é melhor que o transporte manual 2) Evitar a pressa indevida e os movimentos desatinados que ela provoca.haver dúvida. ao transportar a vítima. o paciente que tem lesões leves e não está inconsciente nem com o estado geral afetado. ou por meio de veículos. Evitar. Erguer ou transportar um traumatizado de maneira incorreta pode. 2-25) O método de levantamento e transporte de um ferido variará segundo o número de pessoas que possam ajudar. em muitos casos. ou melhor ainda. Quando há dificuldade de respirar. a mais experiente. pelo exame do paciente. sendo preferível. cadeira etc. movimentos bruscos e solavancos. deve tratar-se de transportá-lo na medida do possível deitado. salvo em casos de extrema urgência. helicóptero. deve-se fazer o que explicamos nos capítulos anteriores (exame do ferido. automóvel. tomar as seguintes precauções. uma delas. Será preciso usar o bom senso para saber o que é melhor em cada caso. pode permitir-se-lhe que vá caminhando. (b) Os pacientes devem ser transferidos e manipulados com muito cuidado para se evitar flexão ou extensão excessiva de regiões da coluna com suspeita de lesão. se a distância é curta. (a) O transporte deve ser feito em maca ou padiola duras com a vítima em decúbito dorsal (de barriga para cima). será quem dirige. se alguma lesão requer precauções especiais para o transporte. prevenção e tratamento do choque etc. a habilidade dos 70 .). avião. d) Para preparar o ferido para o transporte. na medida do possível. pode. se necessário colocá-lo semí-sentado. 4) Se a lesão é pequena e não incapacita o paciente. coloque um calço de cada lado da cabeça para manté-la imóvel. ele decidirá se a lesão pode tratar-se em casa ou é necessário transportar o paciente para uma instituição médica. e) Transporte de traumatizados de coluna 1) Se for imprescindível a remoção da vítima com suspeitas de fratura de coluna. de maneira ao mesmo tempo suave e rápida. É óbvio que é preciso descobrir com urgência. agravar a lesão. ambulância. g) Princípios gerais de transporte 1) Para maior proveito do paciente. Os movimentos serão suaves e lentos. é melhor que o transporte seja realizado por pessoal especializado em ambulância de hospital. Dar-se-ão neste capítulo algumas noções acerca da maneira de levantar e transportar os feridos segundo as diversas facilidades existentes. principalmente no momento de se colocar na maca ou padiola. (d) No caso de coluna cervical traumatizada. c) Sempre que possível. 6) Em todos os demais casos é preferível que o transporte se faça deitado h) Transporte manual (Fig. 3) Se há mais de uma pessoa.). carro etc. ou por meio de material especial ou improvisado (padiola. ainda que mais lentos. a força. Se há médico próximo. (c) Evite movimentos de virar ou dobrar a coluna. sacrificar a rapidez em favor da suavidade de movimentos.

amarrar ambas as mãos com uma "gravata". método este menos cansativo. Este. pegar o joelho direito do paciente e levantar-se. o peso e a espécie de lesão do paciente.Enfermo de Costas: . l) Levantamento por duas pessoas (Fig.colocar-se à esquerda do ferido.pode-se levar também nas costas. Em caso de fratura é preferível não tentá-lo. . e agachar-se. . por uma pessoa 1) Sempre que possível. jogando o paciente para cima do ombro e das costas. até que esteja em pé (ajudando com os joelhos). Pegar depois. É preferível obter a ajuda de 3 ou 4 pessoas para tornar o transporte o melhor possível. Com o braço direito.O descrito acima é válido quando se tem absoluta certeza de que: .a vítima está respirando bem. a fim de não agravar o estado do ferido ou não provocar-lhe sofrimentos. . j) Como ajudar a caminhar um acidentado leve Pôr-se do lado do paciente. tratar de conseguir que outra pessoa ajude a levantar e transportar o ferido. (a) Pessoa consciente: .colocar o braço direito debaixo da parte superior do tórax e o esquerdo por baixo dos joelhos. Passar as mãos amarradas pelo pescoço de quem auxilia. pois assim se fará com menor esforço e com maior suavidade para o paciente. até que esteja sobre seus joelhos.ajoelhar-se diante do caído.pedir ao ferido que se pegue com os braços ao pescoço de quem o levanta. As circunstâncias poderiam. olhando para sua cabeça. e levantá-lo depois na forma descrita para a pessoa que esteja na posse dos sentidos. 2-26). com o joelho esquerdo apoiado no solo. . . . com a mão esquerda. i) Levantamento e transporte do ferido. Pôr os braços debaixo das axilas do acidentado e levantá-lo.Enfermo de bruços: . O paciente ficará sobre os ombros de quem o socorre. . Se necessário.por-se em pé e transportá-lo. com seu braço e mão direitos. o pega pelos membros inferior e superior direitos (ver fig 2-25). (b) Pessoa inconsciente . obrigar a quem presta primeiros socorros a atuar só. passar o outro braço pela cintura do enfermo para ajudá-lo a suster-se e caminhar. passar o braço são do mesmo sobre o ombro e susterlhe o punho com a mão.não há qualquer tipo de fratura. 1) Pessoa inconsciente ou que deve se movimentar pouco: 2) Dois métodos são aplicáveis: 71 . o punho do paciente.Varia o procedimento para levantá-lo segundo esteja de costas ou de bruços. . no entanto. Pegá-lo pela cintura e levantá-lo.mesmos.não há mais ninguém por perto para ajudar. .

72 .

e em seguida o outro.Transporte de feridos a) Pôr-se de joelhos. b) Outra maneira é a seguinte: porem-se ambos os socorristas do mesmo lado. e quem se encontra na extremidade das pernas e das coxas. este poderá ir a pé. c) O transporte poderá fazer-se na mesma forma em que está o ferido ao terminar de levantá-lo do chão. ficando agachado. ajudado por duas pessoas. 2-26 .Fig. segurando-as debaixo do paciente. podendo utilizar-se qualquer dos procedimentos de transporte em padiola verdadeira ou improvisada. m) Transporte por duas pessoas 1) Segundo o estado geral do paciente. Fig. Ao comando de quem dirige. passando um deles um braço por trás da cintura e o outro por baixo da parte alta do dorso. 2-25 .Transporte por duas pessoas 73 . ajoelhados. que mencionaremos a seguir. Para levantar é mais prudente que um deles se levante primeiro. sentado ou semideitado. um de um lado e outro do outro e passar cada um uma das mãos debaixo do dorso e a outra por trás dos joelhos. por-se-ão em pé.

Levantamento por duas Fig.Cadeira com três mãos.É semelhante este transporte ao brinquedo que as crianças chamam "cadeirinha". (e) Cadeira com duas mãos . Fig. cada um. Levantam-se juntos e caminham com "passo desencontrado". (c) Cadeira com quatro mãos . O paciente passa os braços pelos ombros de ambos. pede-se-lhe que ponha os braços sobre os ombros dos auxiliares. Levantam-se juntos e começam a marcha.Cada um dos socorristas se ajoelha a um lado do paciente sentado. que se passam por baixo das coxas. É aplicável a um paciente que não possa caminhar. e que possa utilizar um dos braços ou ambos. pegando-lhe os membros inferiores por baixo dos joelhos. 227). 2-27 . 2-28 . haverá um de cada lado. começando quem está à esquerda. Neste caso. com a mão direita pegar o punho esquerdo do outro auxiliar. um com o pé esquerdo e o outro com o 74 . Passar. para que o braço de um dos socorristas fique livre para suster o paciente do lado ferido. um braço pelas costas do paciente e pegar o ombro um do outro. com o pé esquerdo e quem está à direita. e a seguir. Caminhar lentamente. Fig.É semelhante à anterior. 2-28 (d) Cadeira com três mãos . (b) Sentado . (f) Enfermo sem sentidos (transporte semideitado). salvo em que as mãos se entrelaçarão na forma que mostra a gravura. cruzando as mãos por cima do peito do paciente.Pode-se levá-lo também sobre duas mãos entrelaçadas. (Fig.Este método é semelhante ao já descrito para o caso de um único socorrista. ficando livre o braço de um dos socorristas para passá-lo debaixo dos ombros do paciente. Passar a seguir os braços por baixo das coxas do paciente. com o pé direito (Fig. pegando cada um seu próprio punho direito. 2-28). Se puder usar ambos.Um dos socorristas se põe entre as pernas do acidentado (ou doente). 2-27 Fig. . mas sem tendência a desmaios. marcando passo com o paciente. Forma-se um assento com três mãos ou com quatro. enquanto o outro passa os braços por baixo das axilas.(a) A pé . fazer-lhe um assento com três mãos.

Padiola improvisada com cobertor É uma boa maneira de subir ou descer com um paciente por escadas. n) Levantamento e transporte com três pessoas 1) Na falta de padiola. marcando todos passos certos. entretanto. com um pouco de engenho pode improvisar-se uma. veneziana. tratando para que não se mova o lugar fraturado. São mais fáceis de transportar as descritas a seguir. 2-29). pôr-se do outro. 2-29 . este método é um bom substituto dela. catre. com o peito contra o peito de quem está suportando a cabeça e o tórax. Colocá-lo de lado.uma tábua. e o terceiro por baixo dos joelhos e tornozelos. 75 . escada. sendo transportado com um ajudante em cada extremidade da mesma e um de cada lado. Algumas das coisas que podem ser usadas. Caminhar. segundo a largura da escada. (Fig. 2) Se há um lado lesionado. que lhe segue em forças na altura dos ombros. 3) Quem está mais próximo da cabeça passará um braço por trás da nuca e dos ombros e o outro por trás da parte alta das costas. e unido ao são. o mais forte na altura dos quadris. para levantar um fraturado de coluna vertebral. Os três estarão sobre o mesmo lado. para evitar o excessivo balanço do paciente. o membro fraturado. Não se pode usar. porta. quando há fratura na coluna vertebral ou de membro inferior. Não se deve usar este modo de transporte se há fraturas ou luxações ou alguma lesão grave. Levantam-se todos a um tempo. são: . a menos que esteja muito bem imobilizado. 2) Padiolas improvisadas (a) Quando não se pode conseguir uma padiola. Levantálo a seguir até colocá-lo sobre o joelho que não se apóia em terra e sustê-lo ali enquanto é melhor acomodado. É conveniente que a cadeira tenha o encosto mais reto possível. mantendo um joelho em terra. O ajudante mais forte sustentará a cabeça e os ombros.direito. os auxiliares se levantam. Cada um estará apoiando no solo o joelho que fica para a extremidade dos pés do ferido. o) Levantamento com seis pessoas Pode utilizar-se. e o menos forte na altura das pernas e pés. O paciente será sentado na cadeira. O do meio passará os braços por baixo dos quadris. Feito isto. Colocam-se três pessoas de um lado e três do outro e passam alternadamente as mãos por baixo do paciente. p) Transporte em material especial ou improvisado 1) Transporte em uma cadeira Fig. lentamente.

ou podendo dois dos carregadores colocarem-se ao lado da padiola.com sacos . fazê-lo simultaneamente em ambas as extremidades e de maneira suave.. Muito bom resultado dá o método que mostra a figura abaixo. fig. pegando uma borda. b) Para evitar os solavancos que prejudiquem o paciente. Nas outras. Uma forma muito comum utilizada em hospitais e sanatórios é a de ferro esmaltado ou niquelado.dois sacos fortes se atravessam por seus lados com duas varas. Têm todas em comum o fato de serem leves. dobrar o cobertor várias vezes. A parte que corresponde às costas será a que formará a face superior da padiola.pôr os casacos com as mangas viradas para dentro e abotoadas. poderia cada urna delas pegar uma das braçadeiras (do lado de fora). 2-30). para que fique mais confortável. para impedir que afunde na parte média (Fig. usando a parte correspondente a este para os membros inferiores. ou com cordas que se passarão por orifícios feitos no cobertor. 3) Maneira de usar as padiolas improvisadas Se usa uma tábua. Pode fazer-se também a padiola com um casaco e um colete. Quando são quatro as pessoas. 2-30 .com um cobertor .caminhar com passo desencontrado (começar a caminhar um com o pé direito e o outro com o esquerdo). . a) Segundo o peso do paciente. 2-29). Ver. Neste caso deve ser levado por três pessoas de cada lado. o número de pessoas que podem ajudar e a distância a percorrer. até que fique da largura de 60 centímetros. provar a padiola com uma pessoa sã. As pernas e as braçadeiras são dobráveis. prudente é seguir os conselhos seguintes: . 76 . as instruções gerais para o transporte em padiola. para ver se resiste ao peso.Padiola improvisada com sacos . simples e desarmáveis. palha ou roupa. b) A padiola tipo Furley é utilizada na Inglaterra e Estados Unidos. É dobrável. (Fig.ao levantar a padiola. .casaco e colete .arranjar duas varas compridas e redondas e nelas enrolar as extremidades do cobertor. porta. começarem todos a caminhar com o pé que dá para a padiola. Se são quatro os carregadores da padiola. com lona. a padiola poderá ser levada por duas ou quatro pessoas. adiante. escada ou veneziana. Se não se conseguem varas. 4) Padiola propriamente dita a) Há muitos e variados modelos. Fixar a parte enrolada com alfinetes de segurança. pôr por cima cobertores. Passar as varas pelas mangas. 5) Maneira de levar a padiola.

Se cansa levá-lo horizontalmente. Quando for inclinado. Se custa colocar a padiola. No caso de um paciente que se sente bem. levar o paciente com os pés para adiante. para que atenda o paciente durante a viagem. Evitar as freadas bruscas. r) Transporte por estrada de ferro Em um trem comum pode ser necessário pôr paciente sobre uma padiola no vagão destinado ao transporte de mercadorias. Às vezes. pôr primeiro a padiola e em seguida o enfermo sobre ela. lugar para colocar um ou dois pacientes e pessoal especializado para efetuar o transporte. Na falta de outra coisa. s) Transporte em barcos 77 . colocar palha e o colchão por cima. o transporte poderá fazer-se em um reboque. Em caso de catástrofe ou de guerra costuma haver composições sanitárias especiais. ou melhor ainda. ter-se-á que colocar o traumatizado sem padiola. É preferível ir devagar. 3) Transporte em automóvel (a) Se é um automóvel de duas portas. com o propósito de impedir que o peso do corpo comprima a fratura. pois tem molas mais suaves. (b) Em um automóvel comum.quando o terreno é plano. Se há somente duas pessoas. q) Transporte em veículo 1) Transporte em carroça É freqüente no campo ter que recorrer a este meio de transporte de feridos ou enfermos. com as pernas dobradas. para manter a cabeça um pouco mais elevada que o corpo. será mantida por duas pessoas. pois está provido de padiola. É mais conveniente que seja um caminhão leve.se possível. paredões ou cercas de arame. enquanto uma pessoa sustém a extremidade livre. dobrado. pôr travesseiros. No lugar que corresponde à cabeça. e a parte anterior da padiola sobre o dianteiro. A cabeça estará para diante. 4) Transporte em ambulância É o meio ideal de transporte.. alguma pessoa. levar na forma habitual em subida e em descida com a cabeça para adiante. apoiar uma extremidade da padiola sobre o assoalho e. enquanto outra sobe para ajudar a pô-Ia dentro do veículo. Colocar a padiola verdadeira ou improvisada sobre um colchão ou utilizar como padiola um estrado de cama com o colchão por cima. (b) Para levantar a padiola sobre uma carroça ou caminhão. Depois de haver-se levantado a padiola até o nível do assoalho do caminhão. para que possa ali caber. é conveniente que haja pelo menos três pessoas. a outra sobe ao veículo. deitado sobre o assento. É conveniente que alguém vá atrás com o paciente para evitar que se mova com os solavancos da carroça. sobre cujas pernas ele apoiará a cabeça e os ombros. em caso de fratura de membro inferior. compensá-lo colocando sobre o assento mais baixo cobertores ou outra coisa para nivelar. Se há desnível. evitar passar a padiola atravessando valos. levá-lo com a cabeça para adiante nas subidas e na forma habitual nas descidas. . colocar a padiola com a parte que corresponde à cabeça sobre o assento traseiro. às vezes inevitáveis. 2) Transporte em caminhão (a) Far-se-á na mesma forma que em carroça. se não há vagão-dormitório nem compartimento em que possa ficar deitado. tratar de manter a padiola horizontal.

a fim de bem desempenhar as funções. um dos métodos mais suaves de transporte é o fluvial. onde um avião comum não encontraria lugar para pouso e onde uma ambulância não teria estrada praticável. jamais. exerce liderança na comunidade. pares ou subordinados. Deve demonstrar atitude profissional de quem sabe o que faz e está cônscio de estar fazendo. 5. não gesticulando exageradamente ao falar. este meio que permite. b) Qualquer ato praticado é considerado como manifestação da instituição a que pertence. Para o embarque e desembarque. t) Transporte por via aérea 1) Está-se utilizando mais e mais para o transporte de feridos e enfermos graves. c) Além da vida profissional. f) Pautar a conduta de forma a apresentar-se para o serviço em perfeitas condições físicas. b) O PM não deverá. 2) Um grande progresso constituem os helicópteros. em todos os seus aspectos. A atitude do PM em serviço deve distinguir-se da do mero espectador ou passante. de modo a se fazer estimado e respeitado na Corporação ou na parcela da sociedade onde atuar ou conviver. posto ou instrumentos que lhe são confiados pela sociedade. 78 . d) Exercer as funções com dignidade e consciência.2 Atitude e conduta do PM a) Manter atitude serena.1 Virtude a) Absoluto respeito pela vida humana. de serviço ou não. é um agente de relações públicas da Corporação. fazer comentários desairosos a seus superiores. jamais usando seus conhecimentos. em poucas horas. levar o paciente aos grandes centros do país.Onde há rios navegáveis. pautando seus atos pelos mais rígidos princípios morais. psíquicas e mentais. de forma arbitrária ou em situações não amparadas pela lei. devendo agir segundo os preceitos regulamentares. na profissão ou fora dela. 5. postura erecta. e) Cultuar a instituição da família. por ser a “célula mater" da sociedade.0 . Tem ele o inconveniente de lentidão.RELACIONAMENTO COM O PÚBLICO 5.1 Fundamentos a) Todo PM. perante a opinião pública. 5. observando. as normas prescritas neste manual. sua vida particular tem que ser exemplar uma vez que o PM. que permitem atingir as zonas de outra maneira inacessíveis e isoladas. aplicar-se-ão os mesmos princípios gerais que já explicamos anteriormente. c) A solidariedade não pode induzir o PM a ser conivente com a infração das leis em vigor. tendo em vista que o comportamento particular dos integrantes da Corporação refletirá sobre o posicionamento da Instituição. normalmente. É de se esperar que multiplique o número destes aparelhos dedicados a tão humanitário propósito.

especialmente com mulheres. detenção ou averiguações). o PM esclarece os motivos da abordagem. (b) pessoas que trabalham em bancas de jornais. Muitas informações que colha serão úteis aos seus colegas que trabalham em Outros horários de serviços. portanto o patrulheiro deve ter tato para colher todos os informes possíveis. no caso de patrulhas de vias públicas. afetada. participar de "rodinhas". mas transmiti-las ao seu Comandante. a saber: 1) Cumprimento (a) Compete ao PM "quebrar o gelo". ser sempre cortês. Se tiver que tomar um lanche. estabelecendo um relacionamento que lhe permita a coleta constante de informações. 3) Sua conversa.Boa tarde. de preferência ao fundo do estabelecimento. pois isto o distanciará da população. fora disto.Bom dia. gerentes de bancos e de lojas. f) Evitar a permanência desnecessária dentro de estabelecimentos. senhora. numa demonstração pública de disciplina consciente. fazê-lo com discrição. evitando a intimidade que possa tolher-lhe qualquer ação futura ou ser mal interpretado.b) Evitar atitude de patrulha disciplinar ou de patrulha militar em zona ocupada. g) Quando abordado pelo rondante ou outro superior hierárquico. . Também não comer frutas ou lanches em vias públicas. (d) empregados de bares.Boa noite. jornais. são excelentes fontes de informações. bilhares. cidadão. (f ) engraxates. Não deve o patrulheiro fazer segredo ou monopólio das informações que recebe. entrando naqueles suspeitos ou incompatíveis apenas quando. um PM disciplinado. (c) vendedores de bilhetes de loteria. lembrando-se sempre que representa a lei e não deve transformar-se em parte da ocorrência. inibindo a aproximação daqueles que necessitem. 4) Lembrar-se que toda informação tem sempre valor se analisada e somada a outras. c) Não fumar durante o atendimento ao público e atendimento de ocorrência e. 5. apresentar-se correta e cortesmente. de qualquer posto ou graduação. Nada impressiona mais o público do que conhecer no "seu patrulheiro". bebidas e outros. rígida. 2) Deve conversar com motoristas de táxis. exageradamente marcial. cumprimentando o usuário: . d) Ser sociável. 79 . mas sem despertar-lhe suspeitas. entretanto. .3 Ritual de abordagem a). (e) aposentados. fazê-lo em lugar sóbrio. para o desempenho de funções próprias de patrulheiro (vigilância. e) No trato com o público. 1) O patrulheiro deve integrar-se na vida do seu subsetor. jamais tomando partido. especialmente. Envolve cinco pontos fundamentais. bem como com demais freqüentadores do subsetor. principalmente no atendimento de ocorrências. (b) A seguir. deve ser comedida. pela atividade que exercem ou pelo tempo ocioso de que dispõem: (a) entregadores de leite. evitando. 6) Além das pessoas já citadas. 5) Muitas vezes a pessoa que está informando nem se apercebe do fato. cavalheiro.

Existe o chavão "fale a linguagem de seu interlocutor". com galhardia e entusiasmo. pela atitude do PM. se o militar faz a continência parado. que algo está errado. O PM deve desenvolver uma linguagem dentro dos padrões da Polícia Militar. à primeira vista. não só prestando serviços profissionais. 5. a qualquer leigo. mas o apreço que merece quem. capaz de impressionar por si só. Atentar para a postura. qualquer um percebe sua formação e respeito. 80 .Não só o respeito exigido pelas normas regulamentaras. b) Para com oficiais e praças da ativa . Há PM que têm o hábito de levar a mão ao coldre quando conversam com as pessoas. Por exemplo. Outros apontam com o dedo ao dar uma informação e podem atingir a face de alguém que esteja passando.não adianta "gritar" ou "falar grosso" para se fazer ouvir. para demonstrar hospitalidade e respeito às co-irmãs. nem para impressionar e muito menos para reprimir. 4) Gestos Os gestos dizem bastante. porém o importante é corrigir-se desses gestos. quando visitado. bem como solidarizando-se em dificuldades particulares que estejam ao seu alcance minimizar. Uma voz áspera machuca os ouvidos. Tome uma atitude que demonstre atuação e não medo. Estabeleça um paralelo mental entre a continência e a abordagem.A saudação fica ridícula. e) Com infratores .Colaborar com todos. Na abordagem ocorre a mesma coisa. dependendo da tonalidade de voz empregada.4 Procedimentos diversos a) Para com oficiais e praças da reserva ou reformados . não considerando a infração cometida como desrespeito à pessoa do PM.2) Tom de voz Adequado e moderado . poderiam ser citados.Aplicar a punição sem ódio. Não se encostar na porta do veículo ou apoiar-se em suas laterais. atentando para a atitude. devendo empenhar-se ao máximo. Uma frase aparentemente normal pode ser ofensiva. devemos eliminar as gesticulações.O relacionamento será sempre em termos corteses e de alta camaradagem. para isso precisa ler muito e com freqüência. do qual hoje nos orgulhamos. gesto este que pode ser explorado maldosamente. que a primeira impressão é a que fica. c) Com oficiais e praças das Forças Armadas . Ao abordar um infrator. sendo notório. 5) Atitude Deve ser condizente com a formação policial-militar. Tomar uma posição elegante. o qual até certo ponto é válido para nós. o que acontece? . o infrator já sabe com quem fala. É preciso cuidado com os gestos. É importante lembrar. que facilita ou que complica o relacionamento entre pessoas. ainda uma vez mais. até mais do que às vezes pretendemos dizer. atentando apenas para o gesto e para a duração. d) Com oficiais e praças das Polícias Militares de outros Estados e Territórios O relacionamento será afável. Lembre-se: a maioria dos atritos são devidos unicamente a uma tonalidade de voz inadequada. Muitos outros gestos desagradáveis. nos legou um passado de glórias. os quais depõem contra a pessoa do PM. Porém se toma a posição de sentido. 3) Linguagem Falar com correção. porém não nos é dado descer em demasia.

por representarem a futura e passada geração. orientando.1 Providências antes da chegada dos bombeiros a) Verificar e salvar vítimas. em conseqüência. 2) Evitar as aglomerações. instruir o interessado para que obtenha autorização dos escalões superiores. devendo ser dirigida com total observância das regras de circulação de trânsito. ambos receberão atendimento especial por parte do PM por serem extremamente vulneráveis aos perigos que a sociedade oferece. h) Com a imprensa . obedecerá a velocidade do trânsito. 81 . não emitindo opinião pessoal. transmitir.0 . apresentando condolências em seu próprio nome ou de quem esteja representando. i) Com membros das diversas carreiras da Polícia Civil . nas vias de grande movimento. quando se defrontar com problemas. b) A viatura. apenas. com todo respeito e discrição. o deslocamento será em velocidade reduzida. eis que o fato de estar fardado fará com que todos percebam sua presença.O relacionamento será feito em termos de respeito e de colaboração mútuos. de exemplo aos demais usuários da via. j) Em caso de dificuldade no atendimento de ocorrência. sem dar entrevista. Agir com discrição.Não solicitar.O relacionamento será feito sempre em termos cavalheires- g) Com idosos e crianças . para que procure o órgão responsável de sua Unidade ou da Corporação.agir. 6. portanto é altamente representativa da Organização. servindo.aja com naturalidade e. b) Casamento . da Polícia Civil. d) Filmagens . Quando solicitado pela imprensa.apresentar-se da melhor forma possível.cos. dados gerais e concretos sobre a ocorrência. 5. posicionando-se à direita da via para facilitar o estacionamento.5 Uso da viatura a) A viatura é mais visível do que o próprio PM que a conduz. por interferência de terceiros (integrantes da Corporação. 5. no caso de ser solicitado previamente para fazê-lo.Além de tratamento carinhoso. solicitar a presença de seu Comandante imediato. quando utilizada na ronda normal. f ) Com senhoras . sem prejudicar os demais usuários. facilitando a observação dos patrulheiros. fazendo uso moderado de bebidas alcoólicas. provocar ou sugerir publicidade que importe promoção pessoal ("vedetismo") de seus merecimentos ou atividades profissionais. c) Solenidades religiosas . Nas vias de pouco tráfego. c) O uso da sirene e o equipamento da sinalização luminosa ("giroflex" ou "pisca-pisca") será restrito aos deslocamentos de emergência ou sinalização. gestos ou quaisquer outros atos que chamem a atenção.6 Atividades de representação a) Funeral 1) Identificar os parentes próximos do falecido. políticos e membros de outros órgãos públicos).PROCEDIMENTOS EM INCÊNDIO E SALVAMENTO 6. polidamente.

calor e reação em cadeia. imprensa e outros elementos. f) Desviar o trânsito. 6. d) Carrear ao posto de comando da operação.3 Como chamar o bombeiro a). 4) número do telefone usado. 5) no caso de orelhão. para O CCB confirmar a chamada. os quais misturados com um comburente (geralmente o Oxigênio contido no ar). não permitindo a entrada de curiosos.b) Combater o incêndio. 2) local da ocorrência (rua. 82 .. necessita apenas de uma fonte de calor (uma faísca elétrica. salvamento etc). o PM deve fornecer os seguintes dados: 1) nome. c) Isolar o local. 7) na confirmação. substituindo o antigo triângulo do fogo (Fig. às ações de policiamento. b) Isolar a área. furtos. 6. 2-31). 3) o que está ocorrendo (fogo. d) Levantar dados. quando solicitado pelo CCB (oficial em comando da operação). evitando saques. 6) permanecer junto ao telefone (se não for orelhão) desligado. os integrantes da imprensa e autoridades que tentarem adentrar a área isolada. procurando ater-se. principalmente. também denominado transformação em cadeia. à passagem de carros de bombeiro.4 Prevenção e combate a incêndio 1) Os elementos que compõem o fogo são quatro: combustível. para preparar a chegada dos bombeiros. que atingindo seus pontos de fulgor e combustão. onde está o fogo. pelo CCB. sobre vítimas. vai formar o quadrado ou tetraedro do fogo. necessitamos reunir o combustível. g) Outras missões determinadas pelo seu chefe imediato ou na falta deste. pungas etc. depredações. (b) Para que haja fogo. Ao chamar o bombeiro. pontos de referência).2 Providências após a chegada dos bombeiros a) Prestar informações ao "socorro de bombeiro". existente na parte inferior lateral. o que está queimando. e) Deixar livres (automóveis e pessoas) as principais vias de acesso ao local sinistrado.. informar da gravidade da ocorrência. comburente.entradas e acessos. c) Só atuar em situações de combate a incêndio e salvamento. av. gera gases inflamáveis. (a) Esse quarto elemento. uma chama ou um superaquecimento) para inflamar e começar a reação em cadeia. dar o código do mesmo. 6. a não ser bombeiros.

inflamar-se-á. é o produto de uma transformação gerando outra transformação. após iniciarem a combustão.Sem o comburente não poderá haver fogo. é ele que faz o fogo se propagar pelo combustível. . substituindo o antigo triângulo. . ele dá vida às chamas.Onde houver combustível. combinando-se com um comburente (Oxigênio). geram mais calor. 83 . . numa porcentagem da ordem de 21%.Fig. desenvolvendo uma transformação em cadeia ou reação em cadeia que.Quando o Oxigênio está numa porcentagem abaixo de 13%. (c) Calor é o elemento que dá início ao fogo. em ambiente rico de comburente (Oxigênio) terá suas chamas intensas. inflamando-as de uma forma contínua e progressiva. primeiramente. submetida a uma temperatura maior. (d) Reação Em Cadeia: os combustíveis. suas características e sua função no fenômeno químico do fogo: (a) Combustível é o elemento que alimenta o fogo e que serve de campo para sua propagação. .Esse processo contínuo e progressivo é o que chamamos de "Reação em Cadeia". . transformados pela ação do calor em gases.O comburente mais comum é o Oxigênio que está contido no ar atmosférico. portanto é o elemento do fogo que está contido em quase todos os ambientes. o fogo caminhará por ele. não haverá chama. líquidos e gasosos. 2-31 . desprenderá mais luz e gerará maior quantidade de calor. . vai gerando maior calor. a qual. formam uma mistura inflamável. os materiais necessitam. (b) Comburente é o elemento ativador do fogo. .Os Combustíveis podem ser: sólidos. ser aquecidos até gerar gases que.O fogo. . somente brasa. gerando maior quantidade de calor que vai aquecendo novas partículas do combustível e. primeiramente. aumentando ou diminuindo sua faixa de ação.Como já dissemos em nossa definição de fogo.O tetraedro ou quadrado do fogo. em resumo. a fim de se combinarem com o comburente e formar dessa maneira uma substância inflamável. esse calor provocará o desprendimento de mais gases ou vapores combustíveis. 2) Vejamos agora elemento por elemento. sendo necessário que os sólidos e líquidos sejam.

ou originada do atrito dos corpos. 84 . Ele se propaga por três processos de transmissão: (a) Condução: quando o calor se transmite de molécula a molécula ou de corpo a corpo. (a) Com a retirada de um dos elementos do fogo. a chama de maçarico. formam uma mistura inflamável. Exemplo: Se colocarmos um copo emborcado de modo que o Oxigênio não penetre no seu interior e tivermos uma vela acesa dentro do copo. 3) Extinção por retirada do comburente: quando retiramos o comburente chamamos método de extinção por abafamento.Se colocarmos um fardo de algodão junto a uma chapa de ferro e. Métodos de Extinção do Fogo 1) Partindo do princípio de que para haver fogo é necessário o combustível. Exemplos: se colocarmos a ponta de uma barra de ferro sobre o fogo. formando outra mistura não inflamável.Nesse caso. quando já se admite a reação em cadeia. 5) Extinção química: quando fazemos a interrupção da reação em cadeia.b). resfriamento e química. quando fechamos o registro de gás.Para que haja transmissão por condução ou contato. 2) O calor é uma forma de energia produzida pela combustão. o comburente e o calor. . Exemplos: aceiro feito para apagar fogo em mato. 4) Extinção por retirada do calor: quando retiramos o calor do fogo. c) Propagação do fogo 1) O fogo se propaga por contato direto da chama sobre os materiais combustíveis ou pelo deslocamento de partículas incandescentes que se desprendem de outros materiais já em combustão e pela ação do calor. para nós extinguirmos o fogo basta retirar um desses elementos. (b) Quando lançamos determinados agentes extintores ao fogo. temos os seguintes métodos de extinção: retirada do material. dizemos que extinguimos o fogo pelo método de resfriamento. em breve notaremos que a parte do fardo de algodão encostada na barra de ferro estará também aquecida. . . o fogo do queimador se apagará por falta de combustível. evitamos que o fogo seja alimentado e tenha um campo de propagação. e consiste em evitar que o Oxigênio contido no ar se misture com os gases gerados pelo combustível e forme uma mistura inflamável. (Fig. após algum tempo podemos verificar que a outra ponta não exposta à ação do fogo estará aquecida. suas moléculas se desassociam pela ação do calor e combinam com a mistura inflamável (gás ou vapor mais comburente). quando o fogo consumir todo o Oxigênio do interior do copo. na outra face da chapa. gera gases ou vapores que. é necessário que os corpos estejam juntos. abafamento. ao se combinarem com o comburente. até que o combustível não gere mais gases ou vapores e se apague. após alguns segundos. ou agora modernamente o quadrado ou tetraedro do fogo. notaremos que. 2) Extinção por retirada do material: quando retiramos o combustível. que formando o triângulo do fogo. o fogo apagar-se-á por falta de comburente. 2-32). sob a ação do calor. (a) Esse método consiste no seguinte: o combustível. o calor se transmitiu de molécula a molécula até atingir a outra extremidade da barra de ferro.

irão provocar outros focos de incêndios (Fig.fig. .Transmissão do calor por Convecção.O mesmo acontece quando num incêndio localizado nos andares baixos (ou porão) de um prédio. 2-33). originando outro foco de fogo. atingindo combustíveis dos locais elevados do prédio. quando o ar é aspirado pela ventoinha do motor do secador. (b) Convecção: quando o calor se transmite através de uma massa de ar aquecida que se desloca do local em chamas.Transmissão de calor por Condução. . passa antes pelas resistências aquecidas projetando ar quente sobre os cabelos.Nesse caso. Fig. os gases aquecidos sobem pelas aberturas verticais e. 85 . 2-32 . Exemplo de transmissão do calor por convecção: o ar quente projetado pelo secador de cabelos. 2-33 . levando para outros locais quantidade de calor suficiente para que os materiais combustíveis desses locais atinjam seu ponto de combustão.

O calor irradiado se compara com a luz por todas as propriedades. (c) Classe "C": fogos em materiais energizados (geralmente equipamentos elétricos) onde a extinção só pode ser realizada com agente extintor não condutor de eletricidade. 2) Atualmente. tais como: veículos.Exemplo típico de transmissão do calor por irradiação é o caso do calor solar para o nosso planeta (Fig. .Transmissão do calor por Irradiação d) Classes de incêndio 1) Quanto ao material que se queima. 2-34). não deixam resíduos depois da queima e o efeito de "abafamento" e "rompimento da cadeia iônica" são essenciais para sua extinção.. (b) Classe "B": fogos em líquidos combustíveis ou inflamáveis queimam somente em superfície.. se admite uma quarta classe de incêndio. que necessitam de agentes extintores especiais. pois enquanto alguns autores consideram como sendo fogo em metais pirofóricos. é primordial para sua extinção. incêndios especiais. para o operador não receber uma descarga elétrica. outros.c. Exemplos: madeira. Fig. se diz que o foco calorífico "irradia" calor.34 . com exceção de que a luz é vista a olho nu e o calor irradiado não é percebido pela vista. antimônio.Após a queima deixam resíduos e o efeito de "resfriamento" pela água ou soluções contendo água. 2. . outros a consideram como fogo em produtos químicos e. material radioativo etc. ainda. etc. papel. e o calor se manifesta então como sendo irradiado. CLASSE em que os estudiosos do assunto ainda não chegaram a uma conclusão. tecidos etc. "B" e .. e) Agentes extintores 86 .Por comparação a estes últimos. (a) Classe "A": fogos em sólidos de maneira geral queimam em superfícies e profundidade. . . onde encontramos três tipos de incêndio que são: "A". podemos dizer que há uma divisão clássica.(c) Irradiação: quando o calor se transmite por ondas. aviões. como magnésio. sem utilizar qualquer meio material. nesse caso. o calor se transmite através do espaço.

(e) Líquidos voláteis: são agentes extintores atualmente em desuso.Esse tipo de espuma se chama espuma química. média e alta expansão.carga líquida. Tipos de extintores 1) Os tipos de extintores mais conhecidos são: (a) Químicos: .dióxido de carbono (C02).Estes pós químicos geralmente atuam por abafamento e rompimento da cadeia iônica e não são condutores de eletricidade. . inclusive. utilizando. não conduzem corrente elétrica. (b) Espuma: agente extintor cuja ação de extinção é de abafamento(principal) e resfriamento (secundária).Os mais conhecidos são o tetracloreto de carbono. .Nas formas de jato compacto e chuveiro. quer por resfriamento. sua ação de extinção é somente o resfriamento. (d) Pós químicos: tais como bicarbonato de sódio. os principais agentes extintores são: (a) Água: cuja ação de extinção é o resfriamento. . mais pesados que o ar e extinguem o fogo por abafamento ou rompimento da cadeia iônica. podemos considerar como agentes extintores. 87 . grafite. chuveiro e neblina. atuam por abafamento (principal) e resfriamento (secundário). sulfato de alumínio. são ainda utilizados na aviação. podendo ser empregada tanto no estado líquido como no gasoso. areia. . devido a problemas de toxidez.No estado líquido sob a forma de jato compacto. nitrogênio e hidrocarbonetos halogenados.Nas formas de jato compacto e chuveiro. . chuveiro e neblina.Entretanto. (f) Outros agentes: Além dos elementos já citados. . talco etc. (b) Pressurizados: .de espuma.A espuma pode ser obtida através de uma reação química de sulfato de alumínio com bicarbonato de sódio e mais um agente estabilizador de espuma. pós especiais próprios para o fogo em magnésio. f). formação de gases venenosos e corrosão quando em seu emprego.de pó químico seco. por utilizar razoável quantidade de água na sua formação. simultaneamente esses processos.No estado líquido sob a forma de jato compacto.Por um processo de batimento de uma mistura de água com um agente espumante (extrato) e aspiração simultânea de ar atmosférico em um . cal. conduz corrente elétrica. devido ao pequeno peso e volume do aparelho extintor. sua ação é de resfriamento e abafamento.A água no estado gasoso é aplicada em forma de vapor.A água é condutora de corrente elétrica.de água. . abafamento ou extinção química. .1) São todas as substâncias capazes de interromper uma combustão. . são incompatíveis. sódio e potássio. o brometo de metila e clorobromometano. que pode ser de baixa. terra. . (c) Gases inertes: tais como o anidrido carbônico ou gás carbônico (C02).Na forma de neblina. temos também a formação de espuma mecânica. . . e . e . . sua ação de esguicho próprio.

pelo fato de não serem condutores de eletricidade e em produtos líquidos (classe "B"). (b) Entretanto. acetona e bissulfeto de carbono. 88 . 2) Os extintores de carga líquida são indicados unicamente para extinguir princípios de incêndios em combustíveis comuns (classe "A").) quando em pequenos focos e "B" (líquidos inflamáveis ou combustíveis. Aplicações dos diversos tipos de extintores: 1) Os extintores de espuma são indicados para extinguir princípios de incêndios da classe "A" (madeira.. desde que se disponha de outros agentes extintores com ação umidificante para completar a extinção do fogo em profundidade. devido a sua ação de sopro. (f) São particularmente indicados para extinção de incêndios em equipamentos elétricos delicados e em centros de computação. em graxas. algodão etc.clorobromometana. exceto se contiverem pó indicado para incêndios dessa classe. (a) Podem ser empregados também em equipamentos ou aparelhamentos de alto valor. . 3) Os extintores de dióxido de carbono (C02) são indicados principalmente para incêndios em equipamentos elétricos (classe "C"). (b) Podem ser usados também em extinção de substâncias betuminosas (asfalto etc. . papéis. (a) Podem ser empregados em incêndios superficiais classe "A".. tais como: madeiras.tetracloreto de carbono.outros. (c) São particularmente eficientes em incêndios. . . g). (e) Não são indicados em incêndios de materiais comuns (classe "A") por não possuírem efeito umidificante e não devem ser empregados em materiais livres ou soltos. e .brometo de metila. nos quais os outros extintores possam causar estragos irreparáveis. (b) Podem ser usados em incêndios. por dissolverem a espuma.). por não causarem efeito de ebulição violenta sobre a superfície dos mesmos. (a) Não devem ser usados em equipamentos elétricos energizados. em numerosos líquidos inflamáveis. podem ser facilmente empregados nos incêndios em escapamento de gases.Nestes últimos. óleos e em substâncias betuminosas (asfalto etc. 4) Os extintores de pó químico seco são indicados para extinção de fogo em líquidos inflamáveis (classe "B") e em equipamentos elétricos energizados (classe "C"). 5) Os extintores de água são indicados para extinção de incêndios em materiais comuns (classe "A"). (c) Não são recomendados para metais pirofóricos em geral. estes últimos. onde são necessárias as ações de resfriamento e umidificação.de líquidos vaporizantes (compostos halogenados). não são indicados para uso em equipamentos sensíveis às bruscas mudanças de temperatura. tecidos. (d) Devido à formação de uma nuvem de descarga. éteres. metais pirofóricos incandescentes e incêndios em álcool. graxas e óleos). papéis.). tecidos etc. não são recomendados para as demais classes de incêndio. que dissolvem a espuma.

(a) Em caso de incêndio deve ser feito o seguinte: . dando início à reação. com o esguicho fixo voltado para as chamas. e . devido ao seu pequeno peso e volume. são recomendados para extinção de pequenos focos em equipamentos elétricos.conduza o extintor até o local das chamas. principalmente na classe "C". quando se tratar de fogo em recipiente contendo líquido inflamável ou combustível). movimentando a pistola para cobrir toda a área atingida. 3) O extintor de dióxido de carbono é manejado do seguinte modo: (a) conduza o extintor de C02 até o local das chamas. Manejo dos diversos tipos de extintores 1) O extintor de espuma funciona por inversão. pondo em perigo a vida do operador. seguro pela tampa tipo volante. quando comparados com outros tipos mais adequados para esses casos. de um modo geral. (b) Alguns extintores de espuma. (a) Podem ser usados em princípios de incêndio em líquidos inflamáveis ou combustíveis comuns. . h). . (c) O extintor de espuma é irreversível. para pressurizar o recipiente.a seguir.acione o gatilho da pistola e dirija o jato para o fogo. para que as soluções contidas em seu interior se misturem. inverta o aparelho com o auxílio da alça situada em sua base. são largamente utilizados para a proteção de motores de aeronaves. movendo lentamente o aparelho para que todos os focos de fogo sejam atingidos (dirija o jato contra um anteparo. pois após iniciada a reação não pode mais ser interrompida. (d) suspenda-o novamente pela alça e pressione o dispositivo de acionamento.conduza o extintor até o local das chamas. (b) Também não são indicados para uso sobre equipamentos de precisão e sobre sistemas elétricos delicados. devido a sua limitada capacidade extintora. dirigindo o jato para a base do fogo. 4) O extintor de pó químico seco. (b) coloque o aparelho no chão e retire a trava de segurança. (c) retire o difusor do suporte. . seguro pela alça de transporte.coloque o aparelho no chão e abra a válvula do cilindro de gás.suspenda-o novamente pela alça e empunhe a pistola difusora. isto é. possuem mangueira com um esguicho que facilita alcançar os focos de fogo com maior segurança. b) Tipo pressão interna: 89 . necessita ser virado com fundo para cima. . usando para isso a alça de transporte e observando a direção do vento que deverá lhe ser favorável para maior eficiência na extinção. tendo em vista que poderão conduzir corrente elétrica. funciona do seguinte modo: (a) Tipo pressão injetada: . veículos a motor. 2) O extintor de carga líquida tem manejo idêntico ao de espuma.Não devem ser usados nas demais classes. tendo em vista que os vapores produzidos podem danificar esse tipo de equipamento. mas não são recomendados. de fabricação mais antiga. 6) Os extintores de líquidos vaporizantes. movimentando o difusor. na vertical.dirija o jato para a base do fogo. em pé. devendo o extintor ser usado até o seu esgotamento total.

levar o extintor até o local do fogo. d) Existem. . movimentando a pistola para cobrir toda a área atingida. . pela alça de transporte. pela tampa tipo volante.bombear para formar pressão. . pela alça de transporte. observando a direção do vento. extintores de água tipo bomba manual que funcionam do seguinte modo: . através da alça de transporte. . b) É muito volátil e se inflama com muita facilidade. com dispositivo para descarga controlada: . é adicionado um produto químico que tem um odor penetrante e característico. retire a trava de segurança e empunhe a mangueira. empunhe a mangueira. . c) Tipo pressão interna: .suspenda-o novamente pela alça. em uso.destravar o cabo da bomba.suspenda-o novamente pela alça ou cabo e empunhe a pistola difusora. quando ocorre vazamentos.acione o gatilho de descarga e dirija o jato para a base do fogo. . . empunhar a mangueira e o cabo da bomba.bombear para formar a pressão. . dirigindo o jato para a base das cha- mas i) Proteção contra incêndios em gases liqüefeitos de petróleo: 1) O GLP (gás liqüefeito de petróleo) é um combustível composto de carbono e hidrogênio.coloque o extintor no chão e retire a trava de segurança.levar o extintor até o local do fogo.conduza o extintor até o local das chamas.levar o extintor até o local das chamas. . ainda. .conduza o extintor até o local das chamas. dirigindo o jato para a base do fogo. .conduza o extintor até o local das chamas. 5) Extintores de água funcionam do seguinte modo: a) Tipo pressão injetada.acionar o gatilho de descarga.acione o dispositivo de descarga e dirija o jato para o fogo.coloque o extintor no chão. 6) Os extintores de líquidos vaporizantes funcionam do seguinte modo: a) Tipo pressurizado (pressão interna): .suspenda-o pela tampa tipo volante. b) Tipo de pressão injetada sem o dispositivo de descarga controlada: . retire a trava de segurança e acione o mecanismo de perfuração.colocar o extintor no chão. acione o dispositivo de descarga e dirija o jato para a base do fogo. dirigindo o jato para a base do fogo b) Tipo bomba manual: .coloque o aparelho no chão. ..retirar a trava de segurança. . pela alça de transporte. . dirigindo o jato para a base das chamas. a) É incolor e inodoro e para que possamos reconhecê-lo. .coloque o aparelho no chão e retire a trava de segurança.conduza o extintor até o local das chamas pela alça ou cabo para transporte. 90 .

proprietários ou usuários.a guarnição encarregada do serviço deve usar o estancador de gás sempre que isso seja possível.quando possível. para evitar o acúmulo de gás a não ser que haja muito risco de propagação. maior quantidade de gás em combustão.se a concentração for muito forte. os quais se liqüefazem à baixa pressão e são encontrados em botijões. ou ainda.cuidados a serem tomados no uso do estancador de gás: .em caso de botijão vazando.não extinguir de imediato as chamas. sem extinguir as chamas. ao mesmo tempo. em locais de difícil ventilação. responsável pelo atendimento da ocorrência. no local onde houver um botijão de gás em chamas. . junto à mangueira. . e) Esta propriedade faz com que o gás permaneça nos lugares baixos em casos de vazamentos e. f) O maior número de ocorrências de vazamentos acontece nos botijões de 13 kg que são encontrados mais facilmente nas residências. d) Tem uma densidade aproximada de uma e meia mais pesada que o ar. originando maior vazamento e. . a não ser a guarnição de bombeiros. . imediatamente após extinguir o fogo. deverá ser isolado o local num raio mínimo de 10 metros e ninguém deverá se aproximar. isolá-lo.remover o botijão.colocar a cúpula do aparelho bem em cima do regulador de pressão do botijão. a) Em caso de fogo. conseqüentemente. cuja capacidade varia de I kg até grandes instalações de reservatórios fixos ou autotransportados. dependendo da proporção da mesma. abrindo-se portas e janelas e provocando aeração através de movimentos rotativos em toalhas ou panos. 2) Constatado o vazamento de gás. . sem danos e não havendo possibilidade de removê-lo para local ventilado.extinguir as chamas do botijão antes de colocar o aparelho. .verificar quais as possibilidades de retirada do botijão.fazer uso do estancador de gás. convém aplicar jato em neblina de baixa velocidade.não permitir a entrada de pessoas nem mesmo de autoridades. o gás permanece acumulado. . . formando uma mistura explosiva ou inflamável... deve o bombeiro proceder como segue: . para um local ventilado e de preferência ao ar livre. com ou sem fogo. o calor produzido acima da válvula queima o fuzível (vedação). para local seguro.c) O GLP é constituído de uma mistura de hidrocarbonetos gasosos (butano e propano). 91 . . b) Ao atender. os. fazendo com que a arruela de borracha toque o corpo do botijão na parte superior. objetivando desfazer as condições de explosividade da mistura gás-ar.apenas deverão ter acesso os bombeiros que irão trabalhar. deve-se promover a ventilação do próprio ambiente. . procurando. misturando-se com o ar ambiente. g) O vazamento normalmente se dá na válvula de vedação. pó químico seco. quais deverão estar protegidos com equipamentos de proteção individual. gás carbônico. desligar a chave de entrada de força elétrica ou providenciar para que o órgão competente desligue a luz pela parte externa do prédio: .

leve consigo cantil. pois a cúpula é bastante alta para permitir o seu emprego sem que haja necessidade de retirada do regulador. .sempre que for escalado para participar de combate a fogo em mato ou floresta. farolete. corda.nos casos de botijões que. . dentro da área queimada.no transporte em caminhão aberto.nunca ultrapassar o fogo ladeira acima.durante a noite usar farolete: . ainda são dotados com CLICK. antes de usar o aparelho estancador e vazamento. . devendo observar as seguintes regras: .cuidados ao manejar ferramentas cortantes. como garras. facão e luvas. corra pela margem do fogo. acionando depois o volante de rosca-sem-fim do aparelho. através da Cia. interdite o local e leve o botijão para um ambiente livre e. batam sobre o corpo do botijão. fazendo-se uma pressão para baixo e girando-se para a esquerda. . que protejam até os joelhos. além do uniforme reforçado. para não surgir. . j) Cuidados no combate ao fogo em matas 1) A maioria dos incêndios em pequenas florestas ou mato pode ser combatida por uma turma bem treinada de 2 a 5 homens. se possível.machados e pás devem ser carregados ao lado do corpo e nunca no ombro.evitar chutar ou fazer com que pedras ou troncos rolem. isto pode ser fatal. para dar aperto necessário até que o volante não mais gire à direita. (b) Os homens empenhados no combate devem ter sua atenção voltada para os problemas de segurança individual e coletiva. por ventura. pois é o lugar mais seguro.não trabalhar acima dos seus limites. l) Extinção de incêndios florestais 92 . .caso necessário.caso se veja em perigo corra para os planos e. pois poderão atingir pessoal que esteja trabalhando em plano inferior: .aproxime-se do fogo ou do vazamento de gás a favor do vento. oriente o proprietário de como proceder para regularizar a substituição por outro. pois os excessos de fadiga colocam em risco sua vida e a dos companheiros: . capacete e botas. supervisão especializada e comunicações em larga escala. (a) Os incêndios de grandes proporções ou de elevada rapidez de propagação exigem maior número de homens e equipamentos.nunca se separe de sua turma e mantenha contato permanente com seu chefe. proteja a face com um pano molhado. . após. Distribuidora de Gás. o botijão de gás devidamente estancado. entre em uma parte resfriada.não há necessidade de desatarraxar o regulador de pressão.se for necessário. .manejar o aparelho estancador de vazamento com bastante cuidado. .colocar os ganchos nos vãos entre o botijão e o colarinho. . . deve-se retirar o CLICK. espia. . com um simples aperto de mão: . a fim de não permitir que partes do mesmo. com cuidado.. pelo atrito. existente no ambiente. viajar sentado e tomar cuidado com ramos de árvores. faíscas que poderão incendiar a mistura gás-ar. se o trabalho for iniciado no princípio do incêndio.transportar.

(i) em casos de hemorragia. onde ele não possa ficar deitado. abafe ou bata nas chamas.5 Salvamento terrestre a) Conceito 1) Cornpreende-se por salvamento terrestre todas as operações de salvamento realizadas no solo. o corpo da vítima não deve viajar dobrado. escavadeiras ou outro equipamento mecanizado. com pás. no caso de ferimentos graves. b) Desastre 1) Em qualquer tipo de acidente seja ele ferroviário. prefira o método boca-a-boca. (e) Caso um material combustível for coberto. separe o combustível inflamado. imobilizar a região. não tentar sentá-la ou colocá-la de pé. qualquer novidade de que venha a tomar conhecimento. a principal preocupação é com a vítimas. rodoviário ou aeroviário. sem perda de tempo. retirá-la com cuidado dos escombros. (f) nunca fazer respiração artificial comprimindo o tórax. (a) Para remover ou cortar o fornecimento de combustível faça uma barreira na frente do fogo. estancá-la. (f) Caso participar da leitura de aceiro. seu veículo deverá ficar pelo menos a 100 metros do acidente. durante o rescaldo. descubra-o e depois extinga-o completamente. lembre-se que deve cavar até atingir o chão firme. havendo suspeita da existência de fraturas. (g) Siga as ordens recebidas e transmita. e no acostamento. enxadas. separe o combustível com rastejo ou cave uma valeta (aceiro) até o solo firme. quando a vítima já estiver deitada. (b) Só retirar urna vítima dos escombros se houver perigo de incêndio ou se suspeitar que ela corre risco de vida. (c) caso a vítima apresente sinais de parada respiratória ou cardíaca. e para atendê-la devem ser tomadas as seguintes providências: (a) cuidar primeiramente das vítimas. 2) Estas ocorrências necessitam de completo conhecimento de equipamentos e técnicas de atendimento. como medida temporária. (d) Misture o material inflamado com a sujeira ou areia e amasse-os depois. deixá-la no local: os socorristas saberão retirá-la de um modo mais eficiente. arados. pois pode haver fratura de costela. ainda. com urgência. (b) Para diminuir a oxidação. (d) ter cuidado com a coluna vertebral do acidentado e nunca dobrar seu corpo. (e) deitar sempre os feridos com a cabeça de lado e não colocar nada sob sua cabeça. primeiramente evite que ele se propague. terra ou. Caso contrário. e procurar reanimá-la. 6. depois extinga-o completamente. Caso a respiração artificial seja necessária.1) Ao participar do combate ao fogo em floresta ou mato. (c) Para reduzir a temperatura jogue água. (g) nunca dar água aos feridos: (h) procurar não transportar um ferido em carro pequeno. 93 . (j) caso o socorrista esteja de carro.

geralmente o principal problema é o número elevado de vítimas. podendo desabar a qualquer momento. (b) Nos acidentes ferroviários. além de materiais de primeiros socorros. o socorrista deverá fazer o escoramento das partes em equilíbrio ou derrubá-las. a intervenção nestas ocorrências.). 2) Os acidentes. reside na rapidez em retirar as vítimas. evitando incêndio. galhos árvores. . c) Desabamentos 1) Os desabamentos caracterizam-se por quedas de estruturas construídas pelo homem (casas. mas aceitar o auxílio de pessoas dispostas a ajudar. (b) Desabamento parcial: é quando parte da estrutura desabou. lanternas etc.A extinção de incêndio pode ser feita com extintores das viaturas policiais e de autos que passem pelo local.Os grandes aeroportos são dotados de pessoal especializado para rápida evacuação dos aviões sinistrados. .Os curiosos devem ser afastados da área. evitando que qualquer causa externa provoque um incêndio. ser desligada. 2) Normalmente. morros etc. apresentam algumas peculiaridades. estando a outra parte em equilíbrio aparente. Para maior segurança. . trincas ou brechas em suas paredes.Os homens do salvamento. devido à grande quantidade de combustível presente. o mais rapidamente possível. atentar para possível vazamento de combustível. devendo ser mobilizados todos os recursos disponíveis para o atendimento e transporte. (c) Nos acidentes aeroviários deve-se atentar para os perigos de explosão. o que exigirá uma análise do socorrista para calcular se haverá progressão ou não dos fenômenos. que devem ser observadas para um bom atendimento da ocorrência: (a) Nos acidentes rodoviários. por desequilíbrio de suas bases. 94 . de modo a não dar origem a outros desastres. quando intervêm em tais ocorrências. deve o socorrista preocupar-se também.) ou de estruturas naturais (elevação de terra. Isto se aplica também a pequenos deslizamentos. com isolamento da área. . a fim de evitar que saqueadores se aproveitem da situação.(l) sinalizar o acidente (com triângulo de segurança. (n) afastar os curiosos. é efetuada nas seguintes condições: (a) Início de desabamento: a edificação apresenta fissuras. levam sempre consigo equipamentos que lhes permitem o corte de chapas grossas e o deslocamento de elevados pesos para liberação das vítimas. . armazéns etc.Nos trens elétricos deve-se ainda tomar cuidados com a rede elétrica que deverá.nestes casos. nestes casos. desligar os cabos da bateria do veículo. A principal norma de ação. (m) se houver inicio de incêndio combatê-lo com os meios disponíveis. de acordo com o seu tipo.).Por ser grande o perigo de explosão. . . . quando estiverem oferecendo riscos à vida ou à propriedade.Toda remoção de pessoa com vida deve ser realizada com cautela.

de imediato. em qualquer caso não se deve fumar. o socorrista deverá isolar o local e procurar ajudar no salvamento dos objetos que ainda não foram danificados. (b) Exploração: consiste em procurar possíveis locais em que as vítimas estejam soterradas. devem ser objeto de alerta ao socorrista. o socorrista deve lembrar-se de que cada segundo é importante para a retirada da vítima. pois as estruturas poderão vir abaixo. 4) Outros cuidados a serem tomados são: (a) gases domésticos. sem dúvida. o botijão deve ser retirado da área e o vazamento estancado. e iniciar. está asfixiada. poderá adquirir lesões cerebrais ou neurológicas irremediáveis. (c) conforme for retirando os escombros ou a terra em caso de deslizamentos. (c) Desabamento total: a estrutura veio abaixo. o socorrista deve usar o bom senso.. pois ela. e se demorar para retirá-la. a seleção dos escombros a serem removidos. deve escorar o local com os meios de fortuna (existem técnicas de escoramentos. apoiando todas as partes que ameaçam ruir ou deslizar. mesmo que não venha a falecer. para tanto. neste caso. podem causar explosão ou incêndio. se até sua chegada tomar as providências seguintes: (a) localizar a vítima e iniciar o trabalho para sua remoção. 3) As ocorrências de desabamento exigem do homem conhecimentos básicos de construção civil. executada a demolição sem riscos. d) Socorro de soterramento 1) Compreende-se por socorro de soterramento as operações que envolvam a retirada de vítimas sob os escombros. tomando sempre o cuidado necessário para não causar danos maiores aos acidentados. na maioria das vezes. deverá procurar o auxílio de outras pessoas. (b) eletricidade: entre escombros pode haver fios elétricos ligados. boca) e o tórax. após análise. ao mesmo tempo em que deve continuar o trabalho de liberação e. deve ser interrompida imediatamente a 95 . nos deslizamentos em que dificilmente se terá esta chance.É bom ter-se em mente que é de vital importância evitar em locais de desabamentos a presença de curiosos. que poderão causar lesões à vítima e ao socorrista. tais como tratores. 2) Existe uma ordem de prioridade para atendimento destas ocorrências. guinchos. porém não localizadas. quando sua localização é possível. ou na sua impossibilidade. o policial militar poderá ajudar muito o Bombeiro de Salvamento. para que sejam aplicados escoramentos com eficiência. que muito facilitará a ação do socorrista: (a) Salvamento imediato: o salvamento de vítimas deve ser imediato. usando os meios disponíveis. procurar desobstruir as suas vias aéreas (nariz. executando. a qualquer momento. (b) uma vez iniciada a remoção. escavadeiras e outros apetrechos. a ressuscitação cardiopulmonar. provenientes de vazamentos de botijões ou de encanamentos. mas isso demandará um estudo específico). 3) Tendo em vista que a parte mais importante para as operações de salvamento de soterramento é. resultantes de desabamentos. ocasionando soterramento com vítimas. deslizamentos ou desmoronamentos. a localização e retirada de vítimas. caso necessário. deve-se iniciar a remoção sistemática dos escombros. (c) Remoção geral dos escombros: quando todos os outros métodos para localização e remoção de vítimas falharem.

e) Operações em poços e locais gasados 1) Compreende-se por operações em poços ou locais gasados todos os trabalhos de salvamento executados em uma escavação manual. desde um sarilho. 2) É comum. ela servirá para o próprio resgate em caso de acidente. a retirada de criança presa em banheiros ou em cofres.energia. 3) Devido à grande variedade dessas ocorrências. de pessoa com parte do corpo presa em maquinário. deve o policial militar evitar entrar no local gasado. pois se estiverem desabando poderá acabar soterrado juntamente com a vítima. 8) Um outro modo de se executar o salvamento quando a vítima estiver consciente é jogar-lhe uma corda com laçada fixa e puxá-la para cima. a queda de animais de grande porte (cavalo.). neste manual. pois sem um aparelho autônomo para respirar ou ventilação adequada. de pessoa com o pé preso em escada rolante.) ao animal. como fole. que está aparelhado para atender a qualquer eventualidade dessa natureza. porém nem sempre é fácil a libertação da vítima. isso indica a inexistência de gases tóxicos. realizada para a captação de água (poço). esta verificação poderá ser feita de diversas maneiras: se a vítima está consciente e falando. que irá se auto-asfixiar pelo grande consumo de seus Pulmões. fossas ou galerias. com certa freqüência. de cachorro em valeta etc. 9) Quando for chamado para intervir em uma ocorrência de vítimas em poços. gás resultante da decomposição de substâncias orgânicas da própria terra ou produzido pelo homem no trabalho de escavação (fogo. exigindo iniciativa do socorrista em cada situação. f) Retirada de pessoas e animais 1) Não são tratadas. com ou sem vida. galerias (resultante da decomposição de detritos). vaca etc. se suspeitar da existência de gás. sendo a libertação do soterrado importante. o socorrísta se tornará mais uma vítima. sempre que adentrar um poço deve-se ter uma corda amarrada ao tronco. o socorrista deve tomar os cuidados necessários para não se converter também em vítima. as operações para retirada de pessoas e animais. a retirada deve ser feita por guarnições do Corpo de Bombeiros. 6) Deve ainda verificar as paredes do poço. 2) Temos. 7) Entretanto. explosivos etc. quando se encontram em locais de difícil acesso e não podem ser retirados sem o concurso de equipamentos especiais e pessoal treinado. 5) O policial militar deve estar atento também à existência de água no poço e a sua profundidade. o metano. muito comum na zona periférica das cidades. 11) Nesse caso. não é possível estabelecer-se uma linha única de ação.) em poço abandonado na periferia das cidades. que é um duplicador de força projetado especialmente para operações em poço. ou lançamento de detritos. por exemplo. 10) Ocorre. até ressuscitador automático. agitação de ramagens etc. nesses locais. 4) Quando o policial militar for solicitado a atender uma ocorrência em que haja pessoas ou animais em poço. porões (resultantes da utilização de motores a explosão). a primeira providência é verificar a presença ou não de gás. a intervenção do socorrista será somente para proporcionar mais ar (usando meios de fortuna. 3) Entende-se também como local gasado aquele em que podem surgir gases de outros tipos de emanação como caixas-d'água (gás proveniente do impermeabilizante usado). deve o policial militar sempre solicitar a presença do Corpo de Bombeiros. como principal perigo. 96 .

torna-se agressivo e apresenta contração involuntária da parte posterior (quartos traseiros e cauda). porém. seguida de uma fase aguda. 10) No caso de animais raivosos. cobras. 12) Provavelmente só se toma conhecimento da fase aguda quando o animal se torna agressivo e o policial-militar é chamado a intervir. com numerosa assistência de curiosos. jamais matá-lo pela cabeça com destruição do crânio. que ameaçam a população. papagaios. com especial carinho. 2) Os animais de natureza selvagem. tentando dominá-lo para o devido encaminhamento. g) Capturas (pessoas e animais) 1) Compreende-se por captura as operações realizadas para tolher a ação agressiva de pessoas desequilibradas e animais raivosos ou selvagens. cuja captura demanda simplesmente bom-senso com o emprego de qualquer meio improvisado. na sua fase aguda. cuja vida só deve ser tirada em último recurso. deve-se usar a força física. pois a análise correta para a determinação da doença é a clínica (a análise química da parte do cérebro do animal apresenta variação percentual de erro). Caso haja dificuldade na captura do animal. é persuadi-lo. podendo às vezes lamber com dificuldade. em princípio. lagartos. Dependendo da localização do ferimento haverá 97 . poderão escapar. o cão não repele a água. oferecendo perigo à população e obrigando a pronta intervenção do policial militar que tomou conhecimento da fuga. o cão. animais como macacos. redes. Dentre eles há especial destaque para o cão e o gato. 16) As vítimas ou suspeitos de contato com o animal deverão ser orientados para acompanhar na referida análise. para o caso do suicida que a qualquer momento pode tentar concretizar o seu intento. para o bom desempenho das suas múltiplas finalidades. a captura do animal doméstico é a mais comum. oferecendo perigo de vida inclusive ao homem. 7) A atitude do socorrista. causando confusão à vizinhança. procurando solicitar apoio do pessoal especializado em captura. tais como cobertores. 15) A captura deve ser feita sem sacrificar o animal. 5) Têm-se notado ultimamente inúmeros casos em que fogem. aprisionados em circos e zoológicos. 6) É comum a ocorrência em que loucos e desequilibrados mentais entram em fase de agressividade ou depressão suicida. panos etc. mas em geral todos apresentam uma fase branda inicial. 11) O comportamento do animal raivoso varia de acordo com sua natureza. porquanto a raiva é suscetível de ser contraída por todos os animais de sangue quente.4) Por causa dessa situação imprevisível é que os auto-salvamentos possuem grande variedade de equipamentos. 4) É necessário ressaltar o valor do exemplar selvagem. não sendo isso possível. nas clínicas competentes (Postos de Saúde e Instituto Pasteur). procurar confiná-lo num quintal para facilitar o aprisionamento. e dos músculos da boca (apresenta dentes semicerrados e boca com abundante salivação e rica em vírus). quando isso se mostrar inútil. 8) Atentar. 13) De modo geral. 3) O melhor procedimento é alertar toda a área do perigo existente. 9) Nunca se deve deixar que a situação se revista de sensacionalismo. pois isso vai concorrer para encorajá-lo. 14) Ao contrário do que se pensa. só não a bebe em virtude da contração da mandíbula.

o socorrista deve procurar confiná-los. 6. os quais possuem conhecimentos e equipamentos necessários à liberação das pessoas. varia de acordo com o inseto a ser exterminado. 2) Muitas vezes os circunstantes desnecessariamente arrebentam as portas dos elevadores ou causam mais ferimentos nas vítimas ao tentarem movimentá-las ou libertar as pessoas presas. sejam chamados os técnicos da firma do elevador defeituoso ou guarnições de salvamento do Corpo de Bombeiros. inseticidas ou combustíveis derivados do petróleo. o socorrista deve restringir sua ação em isolar a área e orientar as pessoas com relação a não provocar movimentos bruscos. de objetos oferecendo perigo iminente. o gato aumenta sua agilidade. aliados ao conhecimento técnico do equipamento a ser empregado. ou seja. do tipo africanizadas. na estiagem. nem expor objetos de cores vivas que ativam o sistema nervoso dos insetos. oferecendo ao socorrista maior eficácia no seu trabalho e menor risco à vizinhança. 18) Em casos de outros animais raivosos cuja causa é de difícil identificação. a estatística mostra que o maior número de ocorrências se refere às abelhas. 2) As ocorrências que se enquadram neste capítulo são variadas e sempre de grande periculosidade. 2) O procedimento correto. em risco de vida ou. por defeitos diversos. b) Pessoas presas em elevador 1) O crescimento vertical das cidades. eliminando a periculosidade e solicitando pessoal especializado para sua captura. ocasionando o confinamento de pessoas em suas cabinas ou acidentes em que as vítimas permanecem parcialmente presas ou feridas.urgência ou não do encaminhamento das vítimas. nessas emergências. aumentando sua agressividade. dependendo do local. ruídos estridentes. ainda. A época de maior incidência de periculosidade é aquela que antecede a primavera. exigindo do socorrista preparo físico e psicológico.6 Salvamento em altura a) Conceito 1) Entende-se por salvamento em altura toda operação necessária à retirada de pessoas ou animais de locais elevados e de difícil acesso. Preservar o local para o extermínio noturno. O extermínio das citadas abelhas deve ser realizado à noite e sem luz. pode ser fogo. 17) Ao contrário do cachorro. Entretanto. em que há carência de alimentos na natureza. pois a gravidade está diretamente ligada à proximidade do ferimento em relação à cabeça e coluna vertebral (espinha). tornando-se extremamente perigoso e de difícil captura. Na verdade. quando se encontram mais calmas e com dificuldade visual. o socorrísta poderá 98 . 3) Quando tomar conhecimento do ataque agressivo de insetos durante o dia. com o conseqüente arrojo arquitetônico dos elevados edifícios. 4) O agente usado pelo socorrista no extermínio. convindo mantê-lo em ambiente fechado e solicitar pessoal habilitado para o aprisionamento. faz aumentar o número de ocorrências nos elevadores. nesses casos. No entanto. h) Extermínio de insetos 1) O extermínio de insetos ocorre quando estes estão agressivos e oferecem perigo iminente à população ou pessoa isolada. e é necessário o conhecimento de algumas particularidades para o seu atendimento. mesmo não conhecendo o funcionamento mecânico e elétrico do elevador. sempre é importante que.

ajudar, principalmente nas ocorrências mais comuns desse tipo, em que as vítimas ficam retidas no interior da cabina, sem perigo iminente à integridade física, por falta de energia elétrica ou defeito do sistema. Basta, primeiramente, localizar o andar em que se encontra a cabina, acalmar as vítimas e desligar a eletricidade que dá movimento ao sistema. Posteriormente, utilizar a chave própria para abrir portas de pavimento, que deverá estar de posse do zelador ou porteiro dos prédios, destravar e depois puxar para abri-las. 3) Existem situações em que as vítimas são retiradas pelas saídas de emergência no teto ou paredes laterais de alguns elevadores; no primeiro caso, desligar a energia e abrir a porta do pavimento superior para retirar as pessoas; e no segundo, deve-se emparelhar o outro elevador, desligar a energia do sistema e, finalmente, abrir as portas laterais de emergência,. c). Pessoas presas em locais elevados 1) Pelos mais diversos motivos, as pessoas e animais são encontrados em situações de perigo nos locais elevados, de tal forma que precisam ser auxiliados para se evitar a queda, quase sempre exigindo do policial militar coragem e técnica no salvamento. 2) Torna-se difícil, neste Manual, procurar explicar como agir em cada caso. Isoladamente, considerando a variedade e peculiaridade das ocorrências de forma geral, as maneiras de se efetuar os salvamentos são parecidas. 3) São comuns os atendimentos das seguintes ocorrências: crianças presas em apartamentos e especialmente em banheiros, empregados que durante a limpeza de vidros ficam presos em janelas e sacadas, suspeita de pessoa morta em apartamento, pedreiro em perigo do lado externo do prédio de construção, pintores intoxicados durante a impermeabilização de caixas-d'água, animais e aves que sobem em sacadas, árvores, andaimes etc. e não podem descer sem ajuda, pessoas e animais, com ou sem vida, que caem sobre telhados, sacadas etc. 4) Somente nos casos de muita urgência se justifica o arrombamento das portas. Geralmente, com a utilização de cordas, o policial militar deve descer do pavimento superior, entrando no apartamento pelas janelas ou áreas de serviço. 5) Os problemas de perdas de chaves e defeitos nas fechaduras devem ser resolvidos por chaveiros, desde que não haja periculosidade. 6) Nos trabalhos em altura, deve-se considerar que as quedas quase sempre são fatais, portanto, proteger-se adequadamente, bem como a vítima, com o auxílio de amarrações, isto é, cordas, presilhas, redes etc. d) Retirada de objetos oferecendo perigo 1) Qualquer objeto que se precipite de locais elevados poderá causar danos às casas, rede elétrica, automóveis, ao trânsito, e principalmente às pessoas, nas quais ferimentos graves e às vezes fatais poderão ocorrer. 2) Portanto, sempre que o policial militar tomar conhecimento de que qualquer objeto possa estar oferecendo perigo iminente à população, deverá, imediatamente, isolar a área e procurar eliminar, de pronto, o perigo, Por meio de fixações provisórias ou mesmo forçando a queda do objeto. Nos casos mais graves, que exigem conhecimentos técnicos, treinamentos e equipamentos especiais, deverão ser acionados o Corpo de Bombeiros e/ou as firmas especializadas, após a ação de isolamento da área de queda. Essas ocorrências se tornam mais freqüentes nos dias chuvosos ou ventos fortes, quando telhas, placas, luminosos, árvores e andaimes devem ser retirados por oferecerem perigo iminente à população. e) Tentativa de suicídio e captura de débil mental

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1) Em princípio, deve-se lembrar que essas pessoas são doentes e, Portanto, há necessidade de tratá-las com carinho, apesar de que, inicialmente, elas provavelmente não aceitarão a aproximação do socorrista. 2) Exige-se muito cuidado por parte daqueles que irão auxiliar no salvamento, pois o débil mental é quase sempre perigoso e agressivo e o suicida facilmente se atira para a morte. 3) Deve-se armar dispositivos de proteção, dependendo da altura, medida que por si só pode desestimular o suicida e fortalecer o ânimo daquele que está em situação difícil. A aproximação para o salvamento, no caso de suicida, deverá ser de surpresa. 6.7 Salvamento aquático a) Inundação 1) Nos dias chuvosos, as áreas mais baixas ficam alagadas, deixando pessoas ilhadas, ou residências com seus alicerces abalados, oferecendo perigo à vida e ao patrimônio, além de dificultar a movimentação de pessoas e veículos. 2) Convém lembrar que, no atendimento, o socorrista pode ser surpreendido por buracos, bocas-de-lobo, bueiros, ou poços de visitas das galerias, abertos. Dependendo da situação, poderão ser verdadeiras armadilhas de sucção. 3) A Polícia Militar sempre é chamada para atender esses casos de calamidade pública, devendo seus integrantes, com o auxílio de cordas e barcos, retirar pessoas ilhadas pelas águas, proteger materiais e desviar o trânsito na área. Nas ocorrências em que há ameaça de desabamento,, devem ser feitos escoramentos e, conforme o caso, aberturas em paredes, a fim de dar vazão à água represada. 6.8 Salvamento em incêndio a) Nos incêndios em andares elevados, geralmente as pessoas ficam presas pelo fogo ou fumaça, desmaiadas ou em pânico, sem vias fáceis de saída, tornando-se difícil e perigoso o salvamento. b) A colaboração da pessoa envolvida é de grande importância, portanto a intervenção do socorrista deve ser feita de forma a inspirar confiança na vítima em pânico. c) Devem ser feitos esforços para que ela se acalme e tenha comportamento o mais racional possível. d) Quem estiver dentro de um prédio em chamas deverá adotar as seguintes regras de segurança para evitar intoxicação, queimaduras, contusões e até a própria morte: 1) não subir, procurar sempre descer; 2) nunca utilizar os elevadores para abandonar o prédio; 3) impossibilitado de abandonar o prédio, procurar um local que tenha a menor quantidade possível de material combustível, geralmente:, banheiros amplos, e abrir as torneiras, molhar paredes e portas; não tirar roupas, mas sim molhá-las totalmente, assim como todo o corpo, inclusive sapatos e colocar papéis, bem molhados, nas frestas da porta para evitar penetração de fumaça; 4) no caso de estar em outro compartimento, livrar-se de todo material de fácil combustão existente dentro dele e próximo à porta do lado de fora; 5) as pessoas devem abandonar o prédio pelas escadas, aos grupos e de mãos dadas; 6) sair da frente de grupos em pânico, se não puder controlá-los;

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7) ao abandonar um compartimento, fechar a porta atrás de si, sem trancála, para diminuir a ventilação que favorece a combustão; 8) não tentar salvar objetos, o importante é a preservação da vida; 9) para ultrapassar uma barreira com fogo, molhar todo o corpo, roupas e sapatos, encharcar uma cortina e enrolar-se nela, molhar um lenço e amarrá-lo, cobrindo a boca e nariz; atravessar o mais rápido que puder; 10) ficar sempre em lugares contra o vento; 11) evitar prender-se em salas ou elevadores onde exista pouco ar e muita fumaça; 12) o ar quente e a fumaça são mais leves que o ar, portanto caminhar agachado constitui providência acertada; 13) nunca tirar as roupas que protegem o corpo, exceção feita às roupas de tecido de "nylon" ou similar; e 14) não saltar do prédio, pois muitas pessoas morrem inútil e absolutamente antes de um socorro que, às vezes, chegará em poucos minutos. 6.9 Acidentes de trânsito a) Em caso de incêndio - Procedimentos 1) Desligar o cabo da bateria; 2) Verificar vazamentos,3) Utilizar os extintores disponíveis; 4) Isolar a área; 5) Se houver vazamento, cobrir os locais com areia, terra ou qualquer tipo de pó ou espuma; 6) Se houver fogo em motor, procurar extingui-lo com extintores de pó; 7) Se houver fogo em estofamento, extinguir com água. b) Em caso de salvamento - Procedimentos 1) Para cada situação haverá um modo diferente de operações de salvamento. 2) Evitar quebrar o pára-brisa, procurando retirar a vítima sempre pelas portas normais do veículo. 3) Verificar se a vítima não se encontra presa nas ferragens; caso esteja, procurar soltá-la. 4) Atentar para os cuidados no tocante aos preceitos e primeiro socorros nos casos de vítimas de fraturas, hemorragias, desmaios e maneira de transportá-las. 5) Para o transporte, procurar utilizar ambulância; caso não haja utilizar automóveis que passam pelo local (antes de solicitar o transporte peça os documentos do motorista, para evitar a negação). De preferência escolher veículos onde a vítima possa ser transportada com conforto, ocupa dos apenas pelo condutor, que não transportem senhoras ou crianças, par evitar traumas.

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7.0 - ARMAMENTO 7.1 Revólver a) Para conservar um revólver de modo que permaneça sempre e condições de uso, devem ser observadas as seguintes particularidades: 1) Evitar o acionamento do gatilho "a seco", ou seja, sem que a arma esteja devidamente municiada, para não causar a ovalização do orifício de passagem do percussor. 2) Quando houver necessidade absoluta de se acionar o gatilho seco", devese sempre municiar o revólver com estojos vazios. 3) O encaixe do tambor na armação do revólver deve ser feito suavemente, conduzindo-o com a mão, de modo a não provocar choque bruscos. 4) Para a limpeza do cano, introduzir a vareta pela boca amparando-a com a mão, de modo a evitar o contato da haste da vareta com a parte interna do cano, e não provocar avarias das raias e conseqüente te descalibramento da arma. b) Para inspeção de um revólver, além de verificar a aparência geral suavidade de funcionamento, deficiência ou perda dos parafusos da armação, observar os seguintes itens: 1) Examinar o funcionamento do cão, fazendo pressão sobre ele, com a arma segura e apoiada sobre uma superfície firme, para verificar se percussor aflora no orifício de passagem. 2) Examinar se a folga entre o tambor e o cano está dentro do padrões, ou seja, de 0,15mm a 1,25mm 3) Verificar o estado das placas do punho, quanto a fendas o afrouxamento do parafuso. 4) Verificar se a massa de mira está com rebarba ou amassamento. 5) Engatilhar vagarosamente, verificando se o ressalto do retém do tambor está encaixando perfeitamente no seu alojamento (situado no tambor). Caso não haja um perfeito encaixe, ocorre desalinhamento entre câmara e o cano, o fato exige imediata manutenção corretiva (3. O escalão). 6) Verificar se há ferrugem onde o gatilho penetra na armação, fato que revela também ferrugem nas peças internas. 7) Verificar se há corrosão na parte interna do cano e sinais de intumescimento do mesmo. 7.2 Conservação do armamento em uso a) Ao ser retirado o armamento da reserva para a instrução ou serviço, deve-se proceder da seguinte maneira: 1) Retirar com um pedaço de pano o óleo de sua parte externa e do cano. 2) Manter as partes móveis cobertas com leve camada de óleo lubrificante (de preferência óleo leve para armamento), para assegurar seu bom funcionamento. 3) Antes de devolver o armamento à reserva, devem-se ter os seguintes cuidados: (a) Limpar e secar todas as peças, (b) Lubrificar as peças. A melhor maneira de aplicar lubrificante é por meio de pano limpo, que após ter sido embebido no óleo é esfregado nas superfícies metálicas. O óleo em excesso é nocivo, pois favorece o acumulo de sujidade, que poderá prejudicar o funcionamento da arma.

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o armamento deve ser limpo a fim de evitar a ação dos resíduos de pólvora.4 Regras de segurança a) Nunca aponte uma arma para alguém. até que saia completamente limpo. 7. 7) Estas atividades correspondem ao 1º escalão. repetir a limpeza diariamente até que a arma fique completamente limpa. ainda no mesmo dia do tiro. salvo se em algum lugar próprio e após rigorosa inspeção na arma. d) Enquanto estiver no estande. lubrificá-las com OLA. 3) As demais peças de metal do armamento devem ser limpas da seguinte maneira: (a) Introduzir as peças numa vasilha contendo querosene.4) O lubrificante indicado para o armamento utilizado diariamente é o óleo leve para armamento (OLA). Fazer o movimento repetidas vezes. (c) Repetir a operação. até que ele saia completamente limpo. 7. em seguida. 103 . 5) O responsável pela reserva deve obrigatoriamente observar a correção dessa manutenção. A falta dessa manutenção ocasiona sérios danos ao armamento. 2) Empregar a escova de limpeza embebida em querosene e presa à vareta. usando querosene limpo. (d) As escovas de pêlo podem ser utilizadas para lubrificação dos canos. a fim de prolongar-lhes a vida e para que estejam sempre em perfeitas condições de emprego. sem colocar o dedo no gatilho e com a arma apontada numa direção segura. (b) Esfregar com uma escova de pêlo as partes afetadas pelos resíduos de pólvora. e devem ser executadas pelo usuário do armamento. 6) Nunca usar lixa. esponja de aço ou similares para limpeza. c) Nunca pratique tiro "em seco". 4) A operação de limpeza prevista no artigo anterior deve ser repetida durante três dias consecutivos. Veja por si mesmo. carregada ou não. (b) Secar o cano. (c) Lubrificar o cano com OLA. 5) Nos dias subseqüentes ao tiro. b) Nunca pergunte se uma arma está carregada. (d) Secar convenientemente as peças e. deve-se passar no interior do cano um pedaço de pano preso à vareta de limpeza. Se no fim do terceiro dia ainda restarem sinais de resíduos.3 Limpeza após o tiro a) Todo cuidado é indispensável para a limpeza das armas que realizarem o tiro. sempre transporte o revólver com o tambor aberto. a menos que pense em atirar. Para tanto: 1) Desmontar a arma dentro do Escalão permitido. introduzindo um pano limpo com a vareta. procedendo do seguinte modo: (a) Introduzir a vareta no sentido da câmara para a boca (quando for Possível) e nunca inverter o sentido do movimento antes que a escova aflore totalmente o cano. Tão cedo quanto possível.

emprego adequado do material e a instrução respectiva. 5) sinais sem ordem do Oficial de Tiro. 2) conversas ou comentários em torno dos atiradores.5 Medidas de segurança no estande a) Durante o exercício de tiro. tenha sempre alguém encarregado da disciplina no estande. i ) Atire somente em alvos próprios.1 Definições a) As definições. 8) manter o percussor armado após haver terminado o seu exercício de tiro. acidente devido a um retardo de deflagração. b) Com a finalidade de estabelecer procedimento uniforme na Corporação. 9) executar exercício de pontaria no estande. 3) circulação de homens entre os abrigos e a posição dos atiradores sem ser objeto de serviço. 3) "Handie-Talkie" (pronuncia-se "hendtólqui" ou simplesmente 104 . substituindo-o. 7) abandonar a arma carregada.COMUNICAÇÕES 8. mesmo momentaneamente. conceituações e competições dos meios de comunicação da Polícia Militar têm por objetivo a sua padronização. na ocasião em que se fazem os tiros. transmissão e entrega das mensagem de um Posto de Comando (P(C). 12) manter a arma carregada fora do momento de tiro. o atirador deve esperar alguns segundos antes de abrir o tambor para evitar o perigo de. na exploração das comunicações operacionais: 1) Centro de Comunicações: é o órgão responsável pelo recebimento. IMPORTANTE: Se durante o tiro houver uma falha. trabalhando na mesma freqüência. adotam-se as seguintes definições.e) Quando estiver com um grupo de atiradores em treinamento. 7. 11) carregar ou municiar a arma fora do lugar onde se atira. estando carregada. h) Nunca deixe a arma carregada onde alguém possa pegá-la. 4) movimento de pessoas nas proximidades dos atiradores.0 . retira-se o cartucho. 8. deve ser acompanhada do aviso: "está carregada". f ) Use somente as cargas normais para as quais a arma tenha sido construída e veja se há obstrução no cano. 6) manter a arma com a culatra fechada e com o cobre-mira na turma de tiro. 13) estabelecer comunicações por meio de homens. 2) Rede-rádio: é o conjunto de estações ou aparelhos rádios. fica terminantemente proibido: 1) grito de qualquer natureza. mesmo com o objetivo de estabelecer comunicação entre a posição dos atiradores e dos mercadores. qualquer arma que passe de um a outro atirador. 14) manter a arma destravada se o tiro for suspenso. g) Mantenha a arma limpa. sem que elas se façam por caminhos abrigados. 10) apontar a arma ou manobrar o mecanismo da culatra fora do lugar designado para atirar. Aberto o tambor.

Visa também poupar o funcionamento do repetidores nas redes que operam as 24 horas do dia.3 Código "Q" O código "Q" visa à simplificação das mensagens e ao mínimo consumo possível do equipamento. quando apertada a tecla do microfone. através de uma central funcionando em rede.2 Normas para uso do microfone O tipo de microfone usado na PM é o "Push to talk". 5) PAX: central telefônica destinada a comutar chamadas de telefone entre ramais. 4) PBX: central telefônica destinada a processar chamadas de telefone através de um comutador. automaticamente."): equipamento rádio transceptor portátil. automaticamente. Não pode receber chamadas externas. Manter a velocidade da voz a um nível constante de conversação. admitindo ligações para fora sem auxílio do operador. 7) Telex: máquina teleimpressora usada na recepção e transmissão de mensagens escritas."H. O operador deverá manter o microfone distante dos lábios aproximadamente de 1 (um) a 3 (três) centímetros. que pode ser conduzido por um só homem e opera mesmo em movimento. Somente usar a rede-rádio para assuntos de serviço 8.T. liga o transmissor e permanece desligado o receptor. aperte para falar. ou seja. 105 . 6) PABX: central telefônica destinada a comutar chamadas de telefone entre ramais. 8.

4-Boa. 5-Perfeitamente legível QSA .Mudar para outra freqüência QTA . 2-Legível com intermitência.Rumo verdadeiro QTJ .Grato.Espere QRZ . compreendido QSO .Autorização para abandonar a escuta (QAR-20) QRA .Endereço QTR .Nada.Informar sua visibilidade QRU .Tonalidade dos sinais: 1-Bom.Confirmação.Mais depressa QRS .Velocidade do veículo QTU .Escuta.Interferência estática QRO .Retransmissão gratuita QSY .Pronto para receber QRX .Mais devagar QRT .Interferência de outra estação QRN .Tens algo para mim? TNX . 3-Mau QRK .Diminuir potência QRQ .Notícias QUB .Intensidade dos sinais: 1-Apenas perceptível: 2-Muito fraca.Cancelar mensagem.Aumentar potência QRP . nenhuma QRV .Grato.Seus sinais estão sumindo QSD . 3-Um tanto fraca.Manipulação defeituosa QSJ . 5-Ótima.Quem me chama? QSB . 3-Legível com dificuldade.Prefixo da estação QRG . obrigado NIL . mensagem QTH . 2-Variável.Dinheiro QSL .Contato entre duas estações QSP .Legibilidade dos sinais: 1-Ilegível. escutar QAR . 4-Legível.Horário de funcionamento QUA .8. obrigado 106 .4 Siglas mais usadas .Hora exata QTI .código "Q" QAP .Telegrama.Parar TKS . QRM . última forma QTC .Influência exata QRI .

India R .Yankee H .Delta M .6 Algarismos a Quando transmitir algarismos.Whiskey F . auxiliado pela guarnição da viatura. (b) não abastecer a viatura próximo a fogo e não fumar durante a realização do abastecimento. equipamentos.qua-tro 5 .uno 2 .Quebec Z .5 Alfabeto da ONU A . da seguinte forma: 0 .Forkstrot O . a lubrificação. e compreende as inspeções.0 . os cuidados com as ferramentas.November W .Juliet S .Sierra B .Lima U .meia-dú-zia 9. 3) recolocar a vareta.ze-ro 1 .Oscar X . 5) limpar o óleo derramado.Zulu I .Romeo 8.3 Verificação e recompletamento do óleo do carter a) Deve-se: 1) colocar a viatura em lugar plano. a limpeza.Charlie L .Mike (maique) V .oi-to 6 .do-is 3 .Victor E .Kilo T . 4) não colocar óleo demasiado no carter (ver a marca de mínimo e máximo). os reapertos. 107 . o reabastecimento.Alfa I . baterias e acessórios.2 Reabastecimento a) É a verificação ou recompletamento do combustível. 2) retirar a vareta medidora e limpá-la com pano limpo.Echo (éco) N .8.Bravo K . 9. 9.x-ray (éksrei) G .Hotel Q .1 Generalidades A manutenção de primeiro escalão é unia operação diária executada pelo motorista. 1) No reabastecimento deve-se: (a) evitar derramar o combustível.Papa Y .três 4 .Uniform D .se-te 8 .cin-co 9 . deve-se pronunciá-los sempre precedidos das palavras "algarismos ou números". verificando o nível do óleo. pneus.MANUTENÇÃO DE VIATURAS 9.Golf P .Tango C .no-ve 7 .

8 Conclusão a) Para o bom êxito da manutenção de primeiro escalão é necessário que a atenção do motorista seja completa e sistemática compreendendo não somente a direção das viaturas. 9. substituir rodas. 108 . o motorista não deve forçar peça. deve informar o seu chefe imediato. E. limpar e instalar velas de ignição.9. uso impróprio de freios. Não se esqueça: a responsabilidade pela manutenção de primeiro escalão é do motorista da viatura.4 Recompletamento de água do sistema de arrefecimento a) Deve-se: 1) verificar o nível de água no radiador.6 Cuidados com as baterias a) verificar diariamente o nível da solução. cobrir com fita isolante cabos elétricos notadamente avariados. b) São os seguintes os reparos de emergência que poderão ser executados pelo motorista: trocar. 2) reabastecer sempre com o motor frio ou se estiver quente ir colocando água aos poucos: 3) usar sempre que possível água limpa. nem praticar o reparo sem que esteja seguro do motivo da avaria. desalinhamento das rodas ou excesso ou má distribuição da carga. c) conservar a bateria limpa e firmemente presa ao seu suporte. vedar com fita adesiva os vazamentos dos condutores de óleo. 9. a fim de que o trabalho possa ser revisto por um mecânico. de preferência potável. 9. que deve cobrir as placas internas. mas também a execução correta da manutenção preventiva de sua alçada. apertar as porcas. que poderão ser untados com uma camada protetora de graxa fina. 9. auxiliado pela respectiva guarnição. que é normal quando atinge o tubo ladrão.5 Cuidados com os pneumáticos a) O motorista deve verificar constantemente a pressão dos pneus quando estes estiverem frios e completar-lhes o enchimento sempre que preciso. b) conservar limpos e ajustados os cabos da bateria. na primeira oportunidade. b) O motorista deve estar sempre atento a desgastes excessivos ou anormais dos pneumáticos e que quase sempre podem ser atribuídos a enchimento insuficiente ou excessivas partidas bruscas. substituir lâmpadas queimadas etc.7 Reparos de emergência a) Ao fazer reparações.

109 . 3) Circunstância: (a) ordinária. (b) extraordinária. (b) a cavalo. que regulam a vida da comunidade.3 Apresentação a) O policiamento ostensivo geral. (c) escolta. Em sua essência. (b) rural. 1. a soma de postos articulares constituirão o mosaico que retrata a área onde atua a maior fração constituída. 5) Duração: (a) turno. se manifesta pelo emprego das frações elementares e/ou constituídas em um posto. (e) motorizado (1) automóvel (2) motocicleta. em sua maior intensidade. a fim de realizar observação. 4) Lugar: (a) urbano. (c) especial. 2) Modalidade: (a) patrulhamento. (c) em bicicleta.1 Conceito Tipo de Policiamento objetivando satisfazer as necessidades basilares de segurança pública.CAPITULO III Policiamento Ostensivo Geral 1. b) Fundamentalmente apresenta-se pela combinação de: 1) Processo: (a) a pé. inerentes à comunidade ou a qualquer cidadão. 1. (d) em embarcação. a fim de garantir o cumprimento dos dispositivos legais. reconhecimento ou proteção. (b) jornada. (d) diligência. (b) permanência.2 Missão Atuar sistemática e permanentemente na preservação do patrimônio público e privado e da integridade do indivíduo.0 Introdução 1.

horário. 1) Fatores determinantes: tipicidade. (b) fração constituída. 3) Fatores condicionantes: local de atuação. modalidades. c) A análise dos fatores determinantes. número e duração. mobilidade.máximo Gr .grande Md .6) Número: (a) fração elementar. f) Nenhuma variável em si. componentes e condicionantes. d) O exame comparativo dos fatores componentes permite elaborar a seguinte tabela: Obs. autonomia. presumíveis ou existentes.médio Pe .pequeno Mn . características físicas e psicossociais. flexibilidade. 110 . clima. dia da semana. objetivando conhecimento do local de atuação e relacionamento. já que o pleno rendimento operacional será obtido pela associação de processos. possibilidade de contato direto. proteção ao PM. 2) Fatores componentes: custos.mínimo a pé a cavalo Custo Espaços a serem cobertos Mobilidade Conhecimento Local Relacionamento Autonomia Fiscalização Flexibilidade Proteção ao PM Mn Mn Mn Mx Mx Mn Mn Mx Mn Md Md Md Gr Md Md Md Md Gr Automóvel Mx Mx Mx Mn Mn Gr Gr Mn Mx Motocicleta Gr Gr Gr Pe Pe Gr Gr Pe Md Bicicleta Pe Pe Pe Md Gr Pe Pe Gr Pe e) O processo em embarcação não foi comparado na presente tabela. gravidade e incidência de ocorrências policiais-militares. espaços a serem cobertos. 1.: Mx . facilidade de fiscalização e controle. propiciará a escolha das variáveis que conduzirão à eficácia operacional. em virtude da alternativa do emprego se restringir apenas às vias aquáteis. pode ser tomada como a melhor indicação ou a mais eficaz.4 Procedimentos gerais a) Policiamento a pé. disponibilidade de recursos.

1) Nas áreas urbanas. em seus dois lados. por propiciar apoio mútuo e maior flexibilidade operacional. seu rendimento será aumentado quando suplementado pelo processo motorizado. 10) À patrulha é vedado: . b) Policiamento montado. de ocupação horizontal. é empregado em postos situados: em zonas residenciais de elevada densidade demográfica ou de maciça concentração vertical. dada a capacidade adicional de transporte de pessoas e material. Esse material deverá ser entregue na sede da Cia PM. em zonas de concentração comercial.entrar e/ou permanecer em estabelecimentos comerciais. 111 . 3) Em qualquer lugar. normalmente o emprego se restringe à permanência. ou mesmo na via pública. exceto no cumprimento de missão. 11) A patrulha deverá portar: .papeleta de ronda.reunir-se junto à viatura. 4) À noite. particularmente onde o trânsito de veículos é proibido e predomina a circulação de pedestres. em divertimentos públicos e eventos especiais.formulários para relatar ocorrências. 6) A utilização de rádio transceptor aumenta consideravelmente a eficiência do processo. 1) Nas áreas urbanas. . em zonas residenciais suburbanas. não é recomendável a utilização do PM isolado. em logradouros públicos. em face de sua limitação de mobilidade. na cobertura a divertimentos públicos e eventos especiais. exceto sob Comando. . 5) Em determinadas formas de empenho. é empregado em postos situados: em logradouros públicos de considerável extensão. 9) O Policiamento a pé tem de ser dinâmico procedendo a identificação e a busca pessoal em suspeitos. ao término do quarto de serviço. de forma que um policial militar não perca o outro de vista. 2) Em áreas rurais. sendo o efetivo mínimo indicado para o posto de 2 (dois) PM. 8) A patrulha a pé deve ser distribuída ao longo da via pública. onde serão comunicadas as novidades havidas durante o serviço. facilitando o apoio mútuo. 7) O turno de seis horas se apresenta como o mais indicado para o policiamento a pé. em apoio ao policiamento a pé. ou à cobertura a eventos especiais. realiza escolta e diligência. em zonas de difícil acesso a veículos e em que não é recomendável o processo a pé.

112 . Por sua natureza. c) Policiamento motorizado. excepcionalmente. 7) A utilização de rádio transceptor aumenta consideravelmente a eficiência do processo. 3) Denomina-se guarnição (Gu) a fração que atua no processo de policiamento motorizado. (b) suplementando os demais processos. (c) cobrindo locais de risco que estejam a descoberto. o que deve constar do roteiro do cartão-programa. 9) Recomenda-se que os patrulheiros no posto realizem deslocamentos montados por tempo de 50 minutos. preferentemente oriundo daquele meio. o que contribuirá para maior eficiência de sua ação. em face de sua autonomia.2) Em áreas rurais. por 10 minutos. que unem propriedades rurais. 2 (dois) atuam e o terceiro é o guarda-cavalos. sendo que. Quando a distância for superior a 6km. 6) Em determinadas formas de empenho. pois é visível à distância e tem poder intimidativo pelo impacto que causa. no mínimo. 2) O policiamento motorizado. afeito aos usos e costumes do homem do campo. 4) A fração elementar é constituída por 3 (três) PM. 3) Em qualquer lugar executa diligência e. 10) O PM empregado no policiamento montado rural deve ser. de 2 (dois) patrulheiros. ligadas a um Centro de Comunicações par fins de controle e acionamento. (d) atuando em eventos especiais. guarnecendo postos de grande extensão e em estradas vicinais. em média. 8) Desloca-se do aquartelamento ao posto. pelos próprios meios. recebe o nome particular de radiopatrulha (RP). para evitar o desgaste físico fora do posto. no atendimento de ocorrências. é de alto valor repressivo. Esse procedimento beneficiará tanto o cavaleiro com seu cavalo. (e) realizando escoltas e diligências. terá seu rendimento aumentado quando suplementado pelo processo motorizado. é conveniente que o deslocamento de homens e animais seja efetuado em veículos. Apresenta a vantagem de manobrar em qualquer terreno. efetua escolta. intercalando com permanência apeado. aquele para manter postura correta e este para ser aliviado de sobrecarga contínua. sendo um deles o motorista. quando empregar viaturas de 4 (quatro) rodas equipadas com rádio. 5) Sua presença desencoraja o cometimento de infração. no PB. é empregado em pequenas povoações interioranas. composta. 1) É empregado em áreas urbanas e rurais: (a) realizando patrulhamento e permanência em zonas comerciais residenciais e em logradouros públicos.

nos moldes do policiamento a pé (cartão-programa).º 2 . que podem receber denominações como PATAMO. pois a exibição dos patrulheiros aumenta a ação de presença. quando em dupla. 7) Para que a viatura apresente aspecto inquestionável de que se encontra em serviço de policiamento. No PB. As mensagens são operacionais. 9) A sirene. deve ser utilizada em casos de emergência. a Vtr deverá estacionar em local em que seja facilmente avistada e de fácil saída para mais de uma direção. n. por um único patrulheiro. 12) Atribuições do patrulheiro: Os patrulheiros terão as seguintes atribuições e procedimentos: (a) As viaturas terão. 8) Tanto para trafegar como para estacionar. À noite. 11) A comunicação é importante componente das operações por assegurar rapidez e mobilidade no emprego dos meios disponíveis. baseada em conjunto de regras que disciplinam o tráfego de mensagens.4) São consideradas também RP as viaturas com reforço de guarnição. 6) A experiência recomenda. dado que a vulgarização do recurso leva ao descrédito e. para o radiopatrulhamento. 113 . Nesse sentido. para que seja obtida prioridade de trânsito. a Vtr de RP deverá obedecer às regras de trânsito. É recomendável a adoção de códigos que facilitem o tráfego de mensagens e. guarnição de dois homens. poderão ser guarnecidas. devendo ser precisas e curtas. via de regra. armamento e equipamento. profissionais e não pessoais. (b) os patrulheiros. à desmoralização. ou selecionados Pelos Comandantes. sem prejuízo da clareza. a disciplina da rede é fator vital para a utilização do equipamento. Assim. portanto. sendo um sinal sonoro regulamentar de trânsito.encarregado do relatório. a guarnição deve desembarcar. que o atenderá com presteza. PTM etc. a codificação de ocorrências. é necessário que observe rigorosamente o binômio "baixa velocidade e atitude expectante da guarnição". o patrulheiro só justificadamente chamará a central de comunicações. empregadas em ações de força. particularmente. conseqüentemente. conforme sua função n momento. 5) O planejamento da articulação dos postos da RP é da competência da fração constituída com responsabilidade operacional na área. terão as funções determinadas do seguinte modo: n. turno de serviço não superior a 8 (oito) horas. este procedimento evita que a guarnição seja vencida pelo sono. e em locais predeterminados pela Norma de Dimensionamento. 10) Ao parar nos pontos-base.encarregado da viatura. Seu uso adequado pressupõe exploração judiciosa e racional. sem que se desgaste prematuramente e sem causar congestionamento no tráfego de mensagens. não estando engajada em atendimentos de emergência.º 1 .

quando utiliza das como balneário. em condições de uso. fornecia pela Marinha do Brasil. e) Policiamento em embarcação 1) É empregado: (a) em vias aquáticas e tem as missões previstas para o policiamento a pé. coopera com Policiamento Florestal e de Mananciais. 3) A guarnição embarcada será constituída de 3 patrulheiros que também exercerão atribuições de marinheiros. 114 . (d) O encarregado da viatura é o responsável pela conferência do material. velocidade em deslocamentos e manobras. conservação e manutenção da mesma. abordar ou atracar sob as mais variadas condições. Toda embarcação policial-militar deverá se inscrita na capitania. mancais e hélices da mantendoa abastecida e lubrificada. (b) Condutor . (b) no espaço físico atribuído à sua responsabilidade.) e à noite. (e) no apoio à população ribeirinha. preservando a fauna.cabe ao condutor zelar pela manutenção do motor o motores da embarcação. Deve possuir a Carta de Habilitação correspondente. granizo. de acordo com o regulamento para o tráfego marítimo e deverá sofrer inspeção anual pela autoridade naval. para a verificação das condições de segurança exigidas. canícula etc.cabe aos arrais dirigir e manobrar a embarcação. (c) Marinheiro . delegacia ou agência da Marinha do Brasil. assim distribuídos: (a) Arrais . a flora e a extensões d'água. d) Policiamento com bicicletas. 4) É desaconselhável seu emprego em condições climáticas adversa (chuva. (e) O encarregado do relatório é o responsável pela elaboração do Relatórios de Ocorrências e condução de detidos. no mínimo. 3) A fração elementar é constituída de 2 (dois) PM. normalmente em terreno pouco acidentados. 1) O emprego de bicicletas no policiamento ostensivo obedece à mesmas prescrições para o policiamento a pé. É o responsável pela limpeza.cabe ao marinheiro auxiliar o arrais nas manobras da embarcação e estar em condições de substituí-lo. em calamidades públicas o emergências. estabilidade. bem como eixos. 2) As embarcações devem satisfazer necessidades de segurança. (c) na disciplina e balizamento das extensões d'água. (d) na complementação de ações e operações de terra. 2) Atua em postos de maior extensão.(c) O Comandante da Patrulha será o patrulheiro de maior posto o mais antigo. após preenchidas as formalidades legais.

5) Na observação continuada. binóculo. tomando as providências cabíveis e informando ao escalão imediatamente superior. cabo. apito ou sirene e material de pronto-socorro. coletes salva-vidas. a patrulha detectará fatos passíveis de averiguação ocorridos no seu serviço. se julgado conveniente. remo. bússola. extintor de incêndio.4) A embarcação deve ser equipada com rádio. âncora. choque-sonda. 115 .

com brevidade. sujeitas à ação de aproveitadores e saqueadores. cheiro e coloração da água. explosões. 7) A patrulha deve manter-se sempre em condições de realizar ações de emergência. pois uma ação rápida pode salvar vidas e bens e evitar ferimentos e pânico. de parteiras e outros considerados de urgência. uso de entorpecentes ou euforizantes. (c) prestar socorro imediato em caso de afogamento. A ação adequada no salvamento de vidas. por ocasião de incêndios. vendavais e naufrágios. são as primeiras providências a serem tomadas. (d) auxiliar. quedas de pontes. na evacuação de ilhados. 10) A patrulha desembarcada atuará como faz o processo a pé. Especial atenção será dada às espécies em extinção.6) Cooperando com a proteção à ecologia. 116 . aplicando os primeiros socorros e removendo a vítima para local adequado. tiro. 8) O policiamento de balneários é feito com a finalidade de: (a) patrulhar as áreas demarcadas para o local de banho. Junto à embarcação. realizando o transporte de doentes e feridos. (e) efetuar a prisão de infratores. verificando as possíveis causas. deverá permanecer um patrulheiro em condições de manter a escuta permanente de rádio e a guarda do material e equipamento. queimadas e outros danos causados pela ação humana e contrários à legislação vigente. desmoronamentos. peixes mortos e outros sintomas.). A normalidade e sua possível origem devem ser comunicadas ao escalão superior. nas buscas iniciais. (c) deverá evitar e coibir as derrubadas. na prestação de primeiros socorros e na proteção dos bens em localidades evacuadas. de médicos. pela análise de indícios (armadilha. envenenamento etc. pondo em risco a própria vida e os que apresentarem sintomas de embriaguez. identificados seus usuários e examinados os equipamentos e as peças abatidas e/ou capturadas. para a localização de pessoas afogadas. (b) os locais habitualmente freqüentados por caçadores e pescadores devem ser constantemente inspecionados. 9) A guarnição deverá prestar auxílio às comunidades e ao público localizado às margens das vias aquáticas. a guarnição: (a) fará levantamento de animais mortos (espécie e quantidade). tais como manchas. Tomar as providências cabíveis ao constatar que a legislação federal ou estadual está sendo infringida. fundeada ou atracada. (b) encaminhar à autoridade competente os banhistas que tenham ultrapassado a área demarcada. nos casos de condução perigosa de embarcação que ponha em risco a segurança de banhistas e encaminhá-los à autoridade competente. (d) observará indícios de poluição em mananciais hídricos. enchentes.

3 . 3) Parada ou em marcha adotará sempre uma atitude inequívoca de quem está e de forma a ser notado por um maior número de pessoas. a fração seja facilmente localizada. farmácias. 2) No posto. 1) Ponto-base (a) Espaço físico limitado que exige presença real. 2) Cartão-Programa de Patrulhamento (CPP) (a) É a representação gráfica do(s) módulo(s) atribuído(s) ao posto. Erro! Vínculo não válido. de sul para norte e de oeste para leste. a fração que atuar no posto obedecerá a um cartão-programa. pelo PM empenhado em policiamento ostensivo. Havendo vários pontos-base. residências de 117 . (b) inspeção de locais específicos. A numeração dos PB de um posto é feita sobre a planta da cidade. (c) Quando o processo utilizado for o motorizado. para verificar o grau de normalidade. o PM deve familiarizar-se com a localização de prédios públicos. os itinerários a percorrer e os horários a serem observados. (b) Deve possuir iluminação suficiente para que. (c) Engajando-se em ocorrências que o impeça de cumprir o roteiro e horários previstos. (b) O cumprimento do horário do cartão-programa obriga o PM a estar. hospitais. 3) Boletim de Ocorrência da Polícia-Militar (BO/PM) (a) É o documento que se destina ao registro de ocorrências. (c) intervenção. no posto. exige averiguação por se tratar de comportamento a atitudes não usuais. assim justificando o não cumprimento do programa. b) Procedimento no posto 1) Compreende 3 (três) formas de ação: (a) atendimento a chamados do público.5 Posto a) É constituído por um ou vários pontos-base (PB).cartão-programa 4) No interesse do policiamento. porém não o dispensa do atendimento a eventuais ocorrências.1. em cumprimento a determinação ou por iniciativa própria. contínua ou temporária. o PM fará o registro do fato no Boletim de Ocorrência. interligados por itinerários. à noite. por ser local de risco. no mínimo. por determinado espaço de tempo. o PM faz observação e toma providências em face da existência de fato anormal. indicando a localização do(s) PE e/ou PB. Fig. hotéis. deve ser instalado de maneira a permitir deslocamento imediato em duas direções. fora do itinerário. em certos locais. assim considerado aquele que. pelo menos.

É conveniente. local. tipo). além do máximo (5). deve ser auto-suficiente no desempenho das ações e/ou operações acima referidos. o posto pode estar sendo escassamente policiado e. vigias particulares noturnos. a fração elementar ou constituída. com mais de um PB. casas comerciais e outros. onde fará a entrega do material e da documentação de policiamento. ainda. efetuando prisões.autoridades policiais e judiciárias. a prioridade de cobertura. 2) Deverá cumprir os requisitos básicos: (a) conhecimento da missão. É recomendável que o policial-militar seja designado para o mesmo posto e no mesmo horário. o PB não tem prioridade em relação ao itinerário. O tempo de permanência em pontos-base não deve comprometer o patrulhamento em um posto. Esta prática objetiva a supervisão e o controle. (d) comportamento da ocorrência. devem ser considerados o índice de ocorrência (quantidade) e a incidência (horário. conhecer porteiros. garçons. pois isto lhe permitirá um pleno conhecimento do espaço físico em que atua e dos hábitos da comunidade ali radicada. e) Rendição 118 . 4) Após o turno. trabalhando à noite. 3) Buscará inteirar-se. Para delimitação dos postos. permitindo avaliação imediata de seu desempenho e eventuais reajustes em planejamentos. advertindo. lavrando autuações e prestando assistência. pela fração. (b) conhecimento do local de atuação. Nessas tarefas é que se firma a capacidade operacional da OPM. Esses limites se justificam porque. zeladores de edifícios. aquém do mínimo (3). dando continuidade a providências iniciadas e/ou avaliando reflexos em seus serviços. vigias de garagens. isto é. funcionários de postos de gasolina. também. de fatos anormais havidos ou existentes no posto que irá assumir. por período de tempo considerável. motoristas de táxi. Estes fatores determinam. 5) É no posto que se cristaliza a essência da atuação das frações empenhadas no policiamento ostensivo. de médicos. constituirão excelentes fontes de informes. o policial-militar retomará à sua sede. d) Condições individuais para o serviço: 1) O PM deverá assumir seu posto com o uniforme impecável e apresentação pessoal apurada. procedendo a averiguações. com seu antecessor ou membros da comunidade. num turno. casas de diversões. orgânica ou reforçada. Portanto. densamente policiado. em detrimento de outros espaços a serem cobertos. c) Extensão do posto A extensão do posto. varia em função do processo a ser adotado e deve proporcionar a possibilidade de ser percorrido entre 3 e 5 vezes. (c) postura e compostura. bem como outras pessoas que. que atuar no posto.

Esta ação inibidora será resultante de sua atitude. sempre. 119 . bem como seu material. a apresentação pessoal do policial-militar. solução de continuidade no policiamento ostensivo. em conseqüência.pelo preenchimento de relatórios e a condução de detidos. 2) Deverá. no ato da rendição verificar o estado da viatura. ao ver o PM. comentando ocorrências do serviço anterior. parte integrante e atuante da sociedade. . orientando sobre o melhor procedimento em cada caso. 3) O Comandante da Patrulha é o de maior posto ou graduação sendo responsável: . 2) Deverá. sobre as normas e ordens em vigor. ou saindo correndo. características típicas de que ali há algo para ser verificado. percebendo a diferença de comportamento de indivíduos e eventuais mudanças de procedimentos das pessoas.postura e compostura. b) Presença do PM . de seu aspecto pessoal.pela conferência do material e o estado geral da viatura. fiscalizar. o armamento e a munição. percebendo a diferença entre o cidadão honesto e o delinqüente. deve ser "0 QUE VER" e "ONDE E COMO ATUAR". 1.6 Generalidades a) A principal preocupação do PM na execução de policiamento ostensivo geral. bem como o equipamento. todavia. responsável pela sua segurança. O PM deve ser observador e estar atento a tudo que ocorre a seu redor. de sua maneira de agir. 3) Verificar se o policial-militar tem os seguintes requisitos básicos: . alteram o comportamento. ainda. de forma geral. tornando-se. deverá ser verificado se não há outro processo de policiamento possível e que produza melhor resultado.conhecimento de procedimento em ocorrência. também.deve ser um elemento desencorajador àquele ou àqueles que tenham em mente a perpetração de ilícito penal ou mesmo de um ato anti-social. disfarçando. dessa forma. não havendo. ou largando algum objeto. empregando adequadamente os meios disponíveis atuantes dentro da Lei. havendo necessidade. 4) Normalmente a patrulha será composta por dois policiais-militares podendo. f) Instrução 1) O responsável pela rendição deverá instruir a tropa. . de forma que. ser guarnecida por um. a metade das patrulhas esteja em operação.conhecimento da missão e do local de atuação. 1) Exemplos de situações que merecem verificação: (a) Indivíduos que. ou mudando de rumo. .1) Deverá a tropa ser dividida em duas partes. abordando falhas e acertos. 5) Antes de colocar o policial-militar no policiamento a pé. granjeando respeito e a confiança da população.

ou demonstrando. (n) Ocupantes de um veículo cujas aparências estão em desacordo com o tipo de veículo (podem ser marginais em carro roubado). Crianças pequenas vagando em lugares públicos ou ermos. podem estar perdidas. (m) janelas ou portas abertas em residências ou estabelecimento comercial. preocupação com a chegada do PM (pode ser um delinqüente). (c) Indivíduo cansado. (I) Estabelecimento comercial com a porta semi-fechada (pode estar havendo um ilícito penal no seu interior).) também devem ser objeto de atenção. macaco de automóvel) pode ser "arrombador" que já agiu ou vai agir. esperando a hora de agir). de alguma forma. (h) Indivíduo agachado. (g) Indivíduo parado muito tempo nas proximidades de estabelecimento comercial ou bancário (pode estar esperando a hora de agir). Indivíduo com saco nas costas vendendo amendoim nas praias. com motorista no volante ou outras pessoas dentro. fazendo ligação direta ou roubando toca-fitas etc. picareta. junto a objetos deixados por banhistas (pode ser "rato de praia”. sorvete etc. parado há muito tempo no mesmo local (podem ser delinqüentes. com ocupantes apavorados ou empunhando armas (podem estar fugindo da polícia ou de local de crime). especialmente no período noturno (pode haver delinqüente no seu interior). (p) Carro estacionado. 120 . (e) Indivíduos carregando sacos ou objetos (eletrodomésticos. suado por correr. sujo de lama ou sangue (pode estar fugindo da policia ou de local de crime). traficantes ou delinqüentes). (d) Indivíduo parado ou veículo parado muito tempo. dentro ou ao lado do veículo parado ou estacionado (pode estar se escondendo. (i) Indivíduo ou veículo que passa várias vezes pelo mesmo local (pode ser delinqüente esperando a hora de agir). (i) Grupo de pessoas paradas em local ermo ou mal-iluminado ou de má freqüência (podem ser viciados. (f) Indivíduo com odor característico de tóxico (pode ser viciado ou traficante). (k) Indivíduo ou veículo que foge à aproximação do PM (pode ser um delinqüente em fuga). pé-de-cabra. Vendedores ambulantes (carrinhos de pipocas. próximo a estabelecimento de ensino (pode ser um traficante). (o) Veículo que passa em alta velocidade. pedindo o pai ou a mãe (pode ser seqüestro). em atitude suspeita. (b) Pessoas aflitas ou nervosas sem motivo aparente ou adultos segurando crianças que choram.).

Não conversar como se estivesse falando com delinqüentes. Não preenchendo essas duas condições. Auxiliar seus companheiros. Trabalhar em conjunto. comerciantes. 2) Em qualquer situação suspeita. não sair de sua área de atribuições e de atuação. deficientes físicos a atravessarem as ruas. (alguém pode estar precisando de ajuda). mal-iluminados ou em horários impróprios (Ex. pessoas idosas. parando a viatura para isso. o PM só deve atuar se estiver como superioridade numérica ou de poder de fogo. se for preciso.). (alguém pode estar precisando de ajuda). explosão.: veículo com família dentro. e) Durante o patrulhamento 1) Encontrando alguma situação considerada suspeita. permanecendo sereno sem sofrer influência ou pressões das partes ou terceiros. como luz. 2) Não observar rotina no trajeto de patrulhamento. em princípio. se necessário. respeite rigorosamente todas as regras de trânsito. observando os princípios de segurança individual. mal-estacionado. Recorrer a colegas ou mesmo a civis. não titubear e verificá-la.(q) Veículo parado. veículo com placa dianteira diferente da traseira. d) Relações com a comunidade 1) Auxiliar crianças. 3) Auxiliar pessoas em dificuldades em locais ermos. Ninguém obtém resultados satisfatórios sozinho. Preocupar-se em cumprir o seu papel. 3) Fazer um bom relacionamento com a comunidade que lhe prestará informações e lhe dará ajuda em caso de necessidade. (r) Veículo em movimento que procure chamar a atenção do PM através de sinais. veículo com lataria amassada ou vidros estilhaçados. mesmo diante de fatos extremamente chocantes. para solucionar o problema. (s) Ruídos que quebram a rotina como gritos. c) "Onde e como atuar" 1) Em princípio. não tomando partido. deverá solicitar reforço. com pneu furado ou problemas mecânicos). (t) Veículo velho com placa nova. (u) Indivíduo estranho. locais de má freqüência. disparos de arma de fogo etc. 3) Com viatura. 4) Socorrer pessoas acidentadas ou vítimas de mal súbito. delinqüentes e seus pontos de reunião etc. 121 . moradores. freadas etc. muito atencioso e carinhoso com crianças nas ruas (pode ser um tarado). portas abertas. buzina. vias de acesso. 2) Prestar informações solicitadas pelas pessoas. Ser atencioso. luzes acesas. veículo com marcas de bala na lataria (pode ser carro roubado). 2) Conhecer a fundo a área de atuação (rotina. chaves no contato (pode ser carro roubado ou ocupado por delinqüentes em fuga ou cometendo ilícito penal por perto). quando solicitado. 4) Não se envolver emocionalmente na ocorrência.

Identificar o informante e verificar a veracidade da informação antes de agir. procurar ter total visão dele. 2) Utilizar os abrigos disponíveis no momento. 5) Cessada a ação do delinqüente. um PM da guarnição para fazer a segurança dos demais. 7) Em locais de freqüência pública (inclusive de parada para alimentação e cafezinho). em princípio. Não entrar em pânico. diminuir a silhueta (fig 3-1) 3) Tomar todas as cautelas para não ferir companheiros ou terceiros. As vítimas e as testemunhas. antes de entrar na viatura. sem interromper o fluxo de tráfego. de forma a poder perceber tudo o que ocorre em seu redor. cessar a reação. todos os suspeitos devem sofrer. além de motorista. próximo e de costas para a parede. cuidado com fogo cruzado. também.Oriente as partes. conforme o caso. prever. poderão. algemados de forma conveniente. 4) Contar o número de disparos feitos. 6) Desconfiar. 9) Só conduzir ao DP indivíduos presos em flagrante ou sobre quem haja fundadas suspeitas de ter praticado ilícito penal. evitando possíveis "armadilhas" ou o cometimento de injustiças. antes de desarmá-lo e socorrê-lo (cuidado com simulação de ferimentos por parte do delinqüente). um integrante da guarnição também atento para perceber situações suspeitas e entrar imediatamente em ação. sempre. coloque-se sempre próximo e de costas para uma parede. 2) O transporte de delinqüentes ou indivíduos perigosos deve ser feito no guarda-preso da viatura. 122 .4) Adequar a velocidade da viatura ao local. dependendo das circunstâncias. 8) Em estacionando a viatura. atento ao movimento das proximidades (pessoas e veículos) e atento ao rádio. h) Procedimento individual em caso de tiroteio: 1) Manter a calma. no local. ser submetidas a essa busca. g) Ocorrências em que não se caracterize o ilícito penal . a agir judicialmente ou a recorrer a assistentes sociais. 5) Quem dirige a viatura é. de informações recebidas por terceiros. com ampla visão sobre a entrada e o interior do local. ficando fora da viatura. "A falta de documentos não constitui ilícito penal e o indivíduo pode conseguir. f) Transporte de pessoas na viatura 1)Em princípio. 6) Em caso de rendição ou indivíduo ferido. busca pessoal. provar ser um cidadão honesto e trabalhador".

guarda-chuva. 1) Antes de iniciar a busca. algemar os que estiverem conscientes. evitando possíveis surpresas. rapidamente. 2) No caso específico de delinqüentes. 6) No PS. sacola. jornal etc. fig. utilizar a lateral da viatura) e as costas para si. veículo próximo ou qualquer superfície vertical no local de busca preliminar (campo aberto) deve o policial obrigar o suspeito a deitar de frente ao solo com os braços esticados e para a frente. a perna 123 . mantendo sempre uma perna atrás da outra (perna direita à frente.1 Busca pessoal a) Divide-se. no socorro.). com a frente voltada para uma parede (na falta. local de alta incidência criminal. mais que o necessário. Ex. cuidar para que estejam em número superior ao de feridos. 2. c) Busca minuciosa é aquela realizada em pessoas altamente suspeitas ou em delinqüentes. deve ser feito na viatura. 3) O socorro. 3) Se não houver parede. a viatura deve ter pelo menos dois PM. b) Busca preliminar é a realizada em situações de rotina quando não há fundadas suspeitas sobre a pessoa a ser verificada. d) Procedimento do PM na busca preliminar: (Fig. mas em razão do local e da hora de atuação. evitar que o indivíduo fique de posse de quaisquer objetos (blusa. 3-1 . anotar os dados do veículo e do condutor para constar do histórico do Talão. bem flexionada. 2) Colocar o revistado em pé.0 Técnicas Usuais 2. bolsa. 3-2). quanto à atuação do PM. com o objetivo de preservar a segurança da guarnição. em busca preliminar e busca minuciosa. 4) Proceder ao porte de arma por trás do revistado. para posteriores providências. se possível. Em caso de recusa e na impossibilidade de detê-los. exercer vigilância para que o ferido não fuja. 4) Caso o socorro seja feito por terceiros. dados pessoais ou do veículo. anotar. entrada de pessoal em campo de futebol e bailes populares. o socorro. 5) Todos esses procedimentos não devem retardar.Utilização de Abrigos para proteção i) Socorro de suspeitos ou de delinqüentes 1) Fazer busca preliminar no ferido. mantendo-se a guarnição atenta aos feridos durante o deslocamento.Erro! Vínculo não válido. pacote.: local público de má freqüência. em princípio.

desequilibrar o revistado. o peito e a cintura. quando da verificação da metade direita. 9) Nada encontrando de ilegal. manter o pé esquerdo próximo e paralelo ao pé direito do revistado. o rigor fica vinculado a circunstâncias momentâneas. 8) Verificar todos os objetos e volumes em poder do revistado. (c) apalpar ao longo das costas. 5) Em caso de reação. mantendo o pé direito próximo e paralelo ao pé esquerdo do revistado. agradecer a colaboração. em toda volta. 6) Durante a busca. 10) Na busca preliminar em campo de futebol.Particularidades da busca pessoal 124 . 3-2 . A mesma coisa na axila esquerda. observar a seguinte seqüência: (a) tirar a cobertura (gorro. liberando o indivíduo. até os dedos. (f) esvaziar todos os bolsos da roupa. sempre apertando. Examiná-lo. Fig.esquerda atrás. 7) Verificar se não há cheiro de tóxicos nas mãos ou picadas nos braços. Erro! Vínculo não válido. ao verificar a sua metade esquerda. fósforos etc. deslocando-lhe a perna com o pé. (g) examinar as partes interna e externa de cada perna até o calcanhar. levemente flexionada). chapéu etc. inclusive cigarros. desde a área dos ombros até a cintura e daí até a axila direita.) do revistado. (d) apalpar firmemente ao longo de cada braço. (e) apalpar a região pubiana e as nádegas. (b) apalpar a garganta.

calças: costuras. . costuras. (c) verificar a roupa do revistado: . Erro! Vínculo não válido.cobertura: parte interna e externa.cinto: bolsos. O PM que faz a segurança deve ficar atrás do suspeito e do lado contrário do seu companheiro. (fig. Erro! Vínculo não válido. 3-5 . Erro! Vínculo não válido. inclusive orifícios externos. 3-3 e 3-4). 3-5). interiores falsos. bolsos.sapatos: parte interna e externa (saltos). 1) Deverá ser feita. . lapelas. . uma testemunha e em local isolado do público. mantendose atento ao revistado. Erro! Vínculo não válido. (b) verificar todo o corpo do revistado.3-3 e 3-4 . na presença de.camisa: colarinho. indagar da procedência de cicatrizes e tatuagens.colete: forro. no mínimo. sempre que possível. fivela. Erro! Vínculo não válido. botões e outros ornamentos. . 2) A busca pessoal deve ser feita com toda aplicação. remendos. bolsos (verdadeiros ou falsos). passar um pente. Se estiver com ataduras ou gesso. Fig. figs. costuras e botões. Erro! Vínculo não válido. . visando a apreender armas ou objetos que possam ser usados contra o PM ou objetos de ilícito penal. 1) É recomendável que a busca pessoal seja feita por dois PM ficando um com o encargo da busca propriamente dita e o outro com a responsabilidade pela segurança do companheiro. que possam incriminar o indivíduo. 2) Adotar os procedimentos da busca preliminar e mais: (a) tirar toda a roupa e os sapatos do revistado. f) Recomendações para quem faz busca pessoal.sobretudo ou paletó: colarinho. . cinturas e bar- .Particularidades da busca pessoal ras.e) Procedimento em busca minuciosa: (Fig.gravata: forro e nó. verificar se são falsos. punho.Particularidades de busca pessoal g) Busca pessoal em mulheres 125 . Se tiver cabelos muito grandes ou espessos. bolsos (verdadeiros e/ou falsos).

atropelamentos e risco à vida de terceiros. pois evita as desvantagens que possa ter devido às distrações de uma rua movimentada.2 Abordagem e vistoria a) Veículos . afastando-os através de palavras e gestos. Em tais situações. alertar os transeuntes. a busca preliminar deve iniciar-se pelo pedido gentil à mulher para que entregue a sua bolsa (sacola. É preferível permitir a fuga momentânea a atingir inocentes.). Durante a vistoria. Nessas hipóteses. para evitar: colisões com outros veículos.deve ser evitado em face da possibilidade de colocar em risco a integridade física de terceiros. 2. Além disso. deve-se procurar parar o veículo suspeito em ruas relativamente calmas ou em locais ermos. Sempre que possível.é importante a adoção de cautela. 3) Nada encontrando de ilegal. comunicando a sua posição continuadamente. 3-4).é o que oferece melhores condições de atuação do PM. (b) Locais com tráfego intenso . A ação deve ser a mais rápida possível e as armas só poderão ser usadas em legítima defesa. deve ser realizada por policiais femininas.A abordagem e a vistoria em ocupantes de veículos é uma das mais perigosas ações do PM. 1) Procedimentos (a) Local ermo . 4) Em caso de mulheres delinqüentes ou em que haja necessidade de ser procedida revista mais minuciosa. que venham a incriminar a pessoa. conduzindo-se a mulher com toda a segurança até o DP. nem por PM em inferioridade numérica em relação aos ocupantes do veículo. haverá a natural aglomeração de curiosos. a busca pessoal não deverá ser feita. agradecer a colaboração. embrulho etc. acompanhar discretamente o veículo suspeito.1) Em princípio. tais locais oferecem maior facilidade para arrolar testemu- 126 . a fim de ser verificada quanto à existência de armas Ou objetos que possam ser usados contra o PM ou objetos de ilícito penal. elaborar um plano de ação. não devem ser feitas por homem isolado. observando-se as normas preconizadas para busca pessoal em homens. além de diminuir o risco da presença de terceiros em caso de reação e tiroteio. não havendo policiais femininas no local. solicitar reforço e. Em princípio. no tocante à segurança. desculpando-se pelo incômodo. não havendo outra alternativa. (c) Local com movimentação de pedestres . impedir a presença de curiosos e não descuidar da segurança dos PM. 2) Quando feita por PM do sexo masculino. essa verificação deverá ser feita em presença de testemunhas. onde poderá ser melhor revistada (fig. Sempre que possível. prevendo precauções a ser tomadas e a atuação de cada PM. Antes de ser efetuada a abordagem. enquanto não chegar. caso haja reação ou inabilidade dos motoristas.

muito dinheiro esparramado etc. buscando armas. alertando os demais veículos em trânsito. mantenham as mãos em posição visível. de onde pode observar os seus ocupantes pela retaguarda e fica fora do campo de visão oferecido pelo espelho retrovisor (manter a arma na mão.com os ocupantes fora do veículo.nhas. . o encarregado verificará o seu interior. manda que os ocupantes abram a porta direita do veículo e. também. o veículo e a RP. O pisca-pisca permanece ligado.Parados. .Durante toda a atuação de abordagem e vistoria.Proceder revista minuciosa no interior do veículo. ou algum objeto facilmente visível que levante fundada suspeita de serem delinqüentes (revólveres sobre bancos. com as mãos entrelaçadas em cima da cabeça. (e) Atuação da guarnição de RP (dois homens): .O encarregado. 127 . (d) Posição da viatura . Nesses casos. Avisar. ordena aos ocupantes do veículo que desliguem o carro e. atrás da cabeça ou nas portas do veículo. Nunca estacionar a viatura defronte ou ao lado do veículo suspeito. o motorista pode observar os ocupantes do veículo e dar segurança ao encarregado. após. o rádio deve estar ligado em condições de ser ouvido. o motorista coloca-se do lado de fora da mesma. . o proprietário do auto deve acompanhar a vistoria. desçam devagar. . sem engatilhá-la). O motor da viatura deve permanecer ligado. .o motorista desloca-se para junto do pára-lama traseiro esquerdo do veículo (manter a arma na mão sem engatilhá-la). por ela. Essa revista é feita pelo encarregado. verificar se o carro é roubado ou se não está envolvido em nenhuma ocorrência Se o lacre estiver violado.a viatura deve ser parada a aproximadamente dois metros atrás do veículo e um metro e meio à sua esquerda. . . tomando-se os cuidados necessários para que não possa arrebatar a arma do encarregado ou fugir. enquanto o motorista permanece vigiando os suspeitos. colocado atrás da porta direita da viatura. atrás da porta esquerda que estará aberta. Em princípio.Nada constatando.). é preferível permitir a fuga momentânea a atingir inocentes. via rádio. o encarregado desloca-se em direção ao pára-lama direito traseiro do veículo. . . adotam-se os procedimentos de busca pessoal nos suspeitos.O encarregado.Em seguida. vendo se não há ninguém de tocaia ou amarrado.Caso não tenha sido feito durante a eventual perseguição. jóias. tóxicos. De onde está. conferir o número do chassis com o documento do carro. tóxicos ou produtos de ilícitos penais. quando então adotará um dos sinais convencionados que se verá adiante. com a segurança dada pelo motorista. sobre a abordagem e vistoria.

. 3-7 . .. .busca pessoal. e o seu foco deve ser dirigido aos olhos do suspeito.nunca encostar no veículo suspeito para falar com seus ocupantes ou determinar-lhes que desçam. de outras pessoas ou objeto comprometedores.verificação da existência de valores no veículo. .Os procedimentos são semelhantes: . as funções ficam assim distribuídas: .Particularidades da abordagem de veículos (f) Atuação de guarnição de PTM ou ROTA (quatro homens).Nunca encostar no veículo suspeito para falar com seus ocupantes ou determinar-lhes que desçam.Os faróis da viatura devem ser utilizados para cegar os ocupantes do auto suspeito e aumentar a visibilidade do PM . se for o caso (fig. .ordens para desligar o veículo e manter as mãos em posição visível. . nem abrir a porta do veículo suspeito para que desçam. acrescentar os seguintes cuidados: .liberação.cuidados adicionais à noite.que os ocupantes do veículo suspeito acendam as luzes internas.Em guarnições com quatro homens.abertura da porta do veículo e descida do mesmo. 3-6 . Fig. segurança dos demais e escuta do rádio.Se tudo estiver em ordem (veículo e ocupante). no interior do veículo. .a lanterna de pilhas ou "spotlight" deve ser mantida ao lado e não à frente do corpo do PM. .parada do veículo e da viatura. .rádio ligado. .revista minuciosa no veículo.verificação.segurança da viatura.motorista . . .Revista minuciosa do veiculo 128 . . Erro! Vínculo não válido. 3-7). . . Fig. nem abrir a porta do veículo suspeito para que os seus ocupantes desçam (Fig.As variações ocorrem no posicionamento e na função dos integrantes da guarnição. 3-6).verificação se o veículo é roubado.não cruzar na frente do farol da viatura. . . . para ofuscá-lo. Erro! Vínculo não válido.À noite. agradecer a colaboração e desculpar-se pelo incômodo.

h) Procedimentos suplementares (quando necessário): . procede-se. para utilização quando necessário. o procedimento será cortês.Abordagem de veículo por PTM ou ROTA. deve-se mandar que os ocupantes se deitem no chão. pois poderão 129 . os PM deverão empregar os meios possíveis para que tais pessoas se retirem. assim. . . Evitar que conversem entre si. pigarrear. em face de denúncia do detido. sem que terceiros entendam o que se passa. g) Sinais convencionados .auxiliar 2. realizar a abordagem. o acerto de declarações".auxiliar dois .faz a segurança do lado esquerdo do veículo.encarregado .auxiliar um . em seguida.faz a busca pessoal e a vistoria no veículo (fig. idosas e crianças. 3-8 .Toda guarnição deve ter uma série de sinais convencionados.orienta e fiscaliza a operação. (e) De qualquer forma. como no cerco.Descoberto algo incriminador no veículo. valores etc. com as mãos sobre a cabeça. Numa situação de abordagem e vistoria de veículos. (b) A dificuldade será realmente muito grande se entre os ocupantes da edificação estiverem pessoas enfermas. Fig. principalmente homens armados. tossir. será necessária muita atenção.: piscar. . 2) Edificações ocupadas: (a) Se os ocupantes forem delinqüentes. ainda. impedindo. armas. (c) Nessas hipóteses.Os indivíduos deverão deitar-se de barriga no chão. normalmente. (d) Se a edificação estiver ocupada por pessoas que não oferecem perigo aos PM ou não são delinqüentes. para selecionar quem deve merecer mais atenção na busca pessoal. Os sinais devem ser simples. (f) Se os PM forem até a edificação para fazer a abordagem. Ex. Erro! Vínculo não válido. relativas à inviolabilidade do domicílio. com todas as cautelas próprias da técnica do cerco. tais abordagens não deverão ocorrer com as guarnições em inferioridade numérica ou de poder de fogo. Esses sinais objetivam a comunicação entre os PMs. submetidos a uma revista minuciosa. palavra-chave etc. eles serão úteis para indicar a descoberta de alguma anormalidade ou transmitir necessidade de redobrar as precauções para evitar fuga ou. b) Edificações 1) Não esquecer da fiel observância das prescrições legais.Arrolar testemunhas para a apreensão de objetos. 3-8). após. onde serão algemados e. cobre a ação do . .

determinar se há vítimas e se necessitam de assistência médica urgente. (b) Em se tratando de edificação desocupada. (c) Em havendo possibilidade de tiros. deve aproximar por uma rua paralela ou por local que não ofereça campo de vista.A viatura deve estacionar um pouco antes do local.Devido à gravidade da ocorrência será fundamental ganhar tempo. pois aumentará o poder dos delinqüentes. impedindo a evasão dos criminosos. 130 . Se for o caso. ainda que o delinqüente possa fugir. decorrentes do rádio. sirene etc. Se possível. escadas quebradas. o procedimento é como se o local estivesse ocupado. deverão obedecer aos seguintes preceitos: . pois poderá haver vigas e paredes prestes a desabar. diante das circunstâncias. evitando ser prematuramente vista. isto é. oferecendo perigo aos PMs. (b) Cercar o local. .Devem ser evitados os ruídos. e . assoalho solto etc. batidas de porta da viatura. e seu estacionamento deve ser o mais seguro possível. para obter a vantagem do elemento surpresa. (e) A viatura designada para cobrir a frente do prédio tem duas responsabilidades imediatas: . providenciar o socorro médico urgente. com risco à integridade de terceiros.As chaves não devem ficar no contato da viatura. (g) Se for noite os faróis da viaturas devem ser usados para iluminar a edificação. (d) A aproximação e a chegada ao local. com cuidado para não ser surpreendido por alguém que esteja escondido. .comunicar ao controle as informações específicas e necessárias para dirigir e orientar o reforço necessário. existe a possibilidade de que esteja em estado de abandono. do Pelotão serão acionados para o local. as guarnições não deverão tentar a invasão do local ou arrebatar o seqüestrado antes da chegada de oficial (fig. (f) O PM não deve oferecer-se como refém. . (a) Em princípio. quando em perseguição. adotando-se técnica análoga à prevista para edificações ocupadas. 3) Edificações desocupadas.estar sendo atraídos para uma tocaia ou até mesmo para a própria residência do detido que passará a gritar pelos familiares pedindo ajuda e fazendo acusações contra os PM. 3-9).A aproximação deve ser feita de modo a evitar que seja notada. . o supervisar e o Cmt. 4) Edificações com reféns: (a) Colher informações no local e transmiti-Ias via rádio. para providências decorrentes. para evitar que sejam utilizadas em possível fuga.

i) Outras viaturas devem ser designadas. as guarnições não devem responder a tiros dados pelos homiziados. portas e corredores. j) Antes da ordem do oficial. Erro! Vínculo não válido. mantendo-se abrigadas e com vistas ao local.h) Se for feito uso de gás lacrimogênio para forçar a saída dos marginais observar a posição do vento e cuidado ao aproximar-se de janelas. 3-9 .Cerco a sequestradores 131 . para cobrir os flancos e os fundos do prédio. a fim de não permitir a fuga. se necessário.Fig.

fato que ajuda a credibilidade dos marginais. a marca e a cor. isso deverá ser testemunhado. cerco à área para interceptar a fuga." Depois que o local estiver cercado o tempo passa a ser o elemento mais importante. Os patrulheiros no local não devem ser precipitados colocando em risco a vida dos reféns. ATENÇÃO: O GRPAe (Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo) sendo acionado para o local. tendo o cuidado de incluir os sanitários desses locais para vistoriar.Permitir a fuga. sem atirar. supermercados. que circulam nas vizinhanças. os PM devem atentar para: ..direção em que é tentada a fuga. Todos os PM que estiverem na operação devem ter em mente que um tiro pode causar a morte de reféns ou de outro policial. o) Em sendo determinado. . que com pessoal mais preparado e 132 .1) O comandante da operação é o único que dará ordens para a entrada na edificação e emprego de armas em último caso. . Não menospreze o grau de periculosidade ou desespero dos marginais. pontos de ônibus. poderão ser excelentes vias de fuga. . lojas e outros comerciantes que possam ter visto os delinqüentes em fuga. dará melhores condições para o cerco e perseguição em caso de fuga além de ser de extrema valia no caso de socorro urgente de vítimas que possam estar em estado grave.Procurar informações junto a proprietários de bares.º 3-9). utilizando os reféns como escudo. Os policiais não devem provocar uma ação do marginal sobre os reféns. coisa que poderá acontecer se perceberem que não haverá condições de prisão ou fuga.procurar seguí-los à distância. fornecendo os seguintes dados: . o tempo estará a nosso favor e o prestígio da Corporação depende desse sucesso.Informar de imediato à Central. .a quantidade e as características das pessoas tomadas como reféns: . etc. . n) No caso dos criminosos tentarem a fuga.Linhas de transportes coletivos.Bares. e . m) Para o sucesso da operação é fundamental a calma. p) Para evitar conflito de Comando local a Corporação criou o GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais). .se a fuga está sendo processada a pé ou em veículo. lojas. (figura n. A prisão dos delinqüentes deve ser negociada dando-lhes garantias de vida pela liberdade dos reféns. pela Central.no caso de ser em veículo. informar a chapa. os PM devem: .a descrição dos seqüestradores. postos de gasolina.

(f) Se as circunstâncias exigem imediata entrada na edificação. (g) Utilizar.). enfim. para esclarecimento de ilícito penal. vigiando todos os movimentos do suspeito. armas e equipamentos são úteis para uma ação policial dessa natureza. em caso positivo. O GATE existe para facilitar a atuação profissional e são policiais como os demais. como. se recebe bem os PM. de que a Corporação dispõe de meios necessários para resolver tais situações. Assim. a improvisação e o bom diálogo são úteis na abordagem de débeis mentais. o que exige prudência e cuidados especiais de segurança. indagará se o débil mental é violento ou não. na seqüência da missão iniciada pelos patrulheiros. ao revés. (h) Lembrar que a criatividade. pois poderá sacar uma arma. procurado pela Polícia. se está ou não armado e.Pessoas a pé . 2) Quando o indivíduo avistado for um suspeito. Coletes a prova de balas. mas. que possam indicar alguma anormalidade ou em locais notoriamente suspeitos. podendo passar de um estado de calma à violência ou vice-versa. objetivando ter idéia do comportamento do demente. os PM deverão procurar a proteção. um doente. empregando cautelas necessárias e manter o diálogo com o demente na tentativa de inspirar confiança. para conter o demente. (b) Suas atitudes são imprevisíveis. 5) Edificações com débeis mentais no seu interior: (a) Atuar consciente de que o débil mental não é um delinqüente. 3) Quando o indivíduo porta objetos que possam ser produtos de crime. a pé: 1) A abordagem deve ser processada com atenção e cautela. antes de agir. assumindo o controle da situação. e o GATE as possui. c). atiradores especializados. camisa de força ou meios de fortuna que a substituam (cobertores. rnegafones. procurar desfazer-se de tóxico. procurar saber tudo sobre o grau de periculosidade do alienado mental. d) Pessoas isoladas. (c) Antes de entrar em contato com o demente. não esquecer de arrolar testemunhas e obter autorização do morador ou responsável.melhor equipado será acionado para o cerco. se for o caso. japonas etc. de uma mesma Corporação. (e) Lembrar-se. qual o tipo de arma. quando os PM tentam averiguar suspeitos e detectar pormenores. que necessita de cuidados médicos. jogando-os fora ou até mesmo colocando-os na boca. Ter calma e acionar os meios. o PM deve fazer algumas perguntas a alguém que o conheça. um parente ou amigo. (d) Antes de fazer a abordagem. 133 .A abordagem e a revista pessoal (porte de arma ou vistoria) podem ocorrer nos seguintes casos: 1) Durante o patrulhamento de rotina. por exemplo.

correndo o risco de atingir os circunstantes e. 3) Se o indivíduo estiver indevidamente armado. arrolando testemunhas. fazer vítimas inocentes. h) Pessoas drogadas: 1) O PM deverá abordá-las com atenção e cautela para não sofrer qualquer reação. sem capacidade para se manter em pé. visando a não ser surpreendido com a eventual reação do débil mental. 134 . tais como objetos de valor. não deverá ser conduzido à Unidade Policial da área.. 2) Efetuar a busca pessoal. 2) Constitui erro crasso a abordagem e a revista de pessoa suspeita no meio da multidão. para providência. o PM ordena que coloque as mãos sobre a cabeça e realiza a busca pessoal preliminar. a busca minuciosa. complementares. 2) No PS. dinheiro.. não poderá fazê-lo com segurança. relacionar os pertences e valores do alcoolizado. 3) Não esquecer de arrolar testemunhas e relacionar tudo o que pertencer ao demente. em conseqüência. não deverão perturbar a ação do PM. 5) Não levar em conta as prováveis ofensas do bêbado. portar tóxico ou produto de crime. haverá necessidade de transmitir os dados à Unidade Policial da área. ato contínuo. relógios etc. e) Pessoas na multidão 1) A primeira providência será afastar ou retirar o indivíduo do meio da multidão para. pois tal comportamento é comum. 4) Se o bêbado ficar internado ou em observação no PS. tentar resolver a situação. 3) Se o bêbado estiver ferido. jóias. portanto. após ser medicado. pode ser conduzido à Unidade Policial da área. para. devendo o PM adotar medidas de segurança. uma vez que o indivíduo não está sóbrio e. mas sim ao PS. despertando a atenção de transeuntes. dessa forma. 3) Se o PM precisar usar a arma. não tem plena noção do que faz e nem do ridículo a que se expõe. encaminhá-los à Unidade Hospitalar própria. eis que a reação do público poderá ser contrária ao PM. podendo ocorrer tentativa de desarmá-lo ou de agredi-lo. revistá-lo. 2) Possíveis gritos e ofensas. f) Pessoas alienadas mentais 1) As providências serão as mesmas indicadas nas ocorrências com débeis mentais em edificações.2) Em seguida. arrolando testemunhas. g) Pessoas alcoolizadas 1) Se o indivíduo estiver em coma alcoólica portanto inconsciente e. que deverá com calma e tranqüilidade. o PM deve algemá-lo. mais próxima. fazendo. em seguida. em seguida. providenciando. a seguir. sempre que possível. para que seja encaminhado à Unidade Policial da área. para evitar queixas e eventuais acusações posteriores.

3) Todos os PM. b) Normas de procedimento durante o cerco. (e) grau de periculosidade dos delinqüentes. deverá haver um número maior de PM para a prisão de eventuais fugitivos da edificação visada ou edificações vizinhas. Quando vou? e Por que vou? 7) Nas proximidades. 2. sem excessos. 1) Cerco programado: aquele para que. 5) As viaturas devem estacionar à distância. o indivíduo poderá estar violento e reagir sem medir as conseqüências dos seus atos. de forma simples. ou se escondem em matagais. (b) vias de acesso ao local. preferencialmente. deve-se levar em consideração os seguintes fatores: (a) situação do terreno. 135 . que deve ser. aproveitando os abrigos e cobertas. pelo fato de estar drogado. na presença de testemunhas. salvo se o local permitir a chegada das viaturas sem que.(a) se houver drogas a serem apreendidas. 2) Número de viaturas ou de PM em quantidade suficiente. (g) possibilidade do surgimento de reféns. (b) não esquecer que. com isso. comandado por oficial. (c) vias de retraimento ou fuga do local. 6) Os PM não deverão esquecer de pôr em prática técnicas como: progredir no terreno. duas modalidades de cercos. é executado um trabalho planejado de levantamento de dados do local a sofrer o cerco e das medidas a serem adotadas em cada situação específica que surgir. quando delinqüentes se homiziam em edificações. sempre protegidos. (f) possibilidades de riscos de vida aos moradores das cercanias do cerco.3 Cerco a) Podemos considerar. preferencialmente. a saber: cerco programado e cerco ocasional. os elementos fujam. Para o levantamento de dados. levando em conta: Onde vou?. deverão ter perfeito conhecimento dos objetivos da missão e das atribuições de cada um para evitar a indecisão no momento de "cerco". pondo em risco a integridade do PM. participantes do "cerco". 2) Cerco ocasional: aquele que se torna imperioso durante uma ação policial rotineira. contendo os dados completos sobre o local ou sobre a edificação que será cercada e as informações adicionais existentes. deverá merecer consideração especial o elemento surpresa. (d) probabilidade de reação dos delinqüentes. para fins policiais. fazê-lo. anteriormente à ação. 4) Para a aproximação do local. 1) É necessário que seja traçado um plano específico.

determina-se aos delinqüentes que acendam as luzes (se for noite) e saiam com as mãos sobre a cabeça. vigiando todas as saídas. 9) Procedido o cerco. visando a encontrar objetos furtados ou roubados. os PM farão uso do armamento químico. serão algemados. 3-10). armas e tóxicos.8) Após as providências iniciais. com o cuidado para não ocorrer fogo cruzado. o PM deverá tomar cuidados especiais com o teto. então. (a) É preciso muita atenção quando da saída dos indivíduos. daí a importância do emprego. portas e janelas) com vistas à existência de outros delinqüentes em seu interior. somente o necessário. dos cuidados individuais. e com facho de luz intermitente (fig. os PM farão as buscas. se for o caso. o local será totalmente vasculhado. o PM deve abrir rapidamente a porta. tomando uma posição junto à parede interna que lhe dê visão ampla do ambiente e o torne um alvo difícil. 10) Se a ordem não for acatada. sobre o qual os delinqüentes poderão ocultar-se. os PM deverão ser distribuídos de forma a fazer um semicírculo em torno da edificação cercada. relativos à progressão no terreno. após o que. o que forçosamente obrigará os marginais a deixarem o interior da edificação. aproveitamento de cobertas e abrigos e proteção individual. evitar desvantagem numérica ou de poder de fogo. e revistados. 12) Para a entrada na edificação. 11) Em seguida. Em se tratando de edificação térrea. tais como bombas fumígenas e de gás lacrimogênio. mormente se este for de madeira. Para essa revista. pois poderão tentar abrir caminho à bala. a edificação será cuidadosamente revistada (inclusive observando-se frestas de paredes. 136 . quando. 13) A lanterna deve ser usada afastada do corpo. por parte dos PM.

Fig.Uso da lanterna em buscas 137 . 3-10 .

16) Erros que não podem ser concebido em operação “cerco”. com material e armamento químico.Ação conjunta para detenção de delinErro! Vínculo não válido. (i) agir antes de contar. inobservando os princípios de segurança e não aproveitando a utilização do terreno para se proteger (fig. Fig. sem estar engatilhado. ou atirar um contra o outro e para fins de auxílio mútuo em caso de necessidade (fig. no local. Fig. (f) falta de definição concernente à distribuição de cada PM. 138 . (c) falta de comando único. (e) deixar de cientificar a Central de Operações.Condução do revólver em perseguição Erro! Vínculo não válido. 3-13). 3-11). não aguardando os reforços indispensáveis. 3-11 .14) Os PM não devem atuar separadamente para evitar serem surpreendidos isolados pelos delinqüentes. deve ser conduzido à mão (fig. (g) falta de cautela. (a) falta de planejamento básico. (h) desejo de resolver a ocorrência rapidamente. (b) descoordenação. (d) excesso de meios e homens no local. 3-12 . qüentes 3-12) 15) O revólver.

utilizem vias secundárias para a fuga. devem permanecer duas viaturas. . dois PM para a segurança.4 Bloqueio relâmpago a) Para esse tipo de ação. com vistas a objetos furtados. a mais de duzentos metros. a fim de evitar que delinqüentes. 3) Emprego dos PM no bloqueio: (a) Os PM desembarcados devem efetuar as seguintes missões: um oficial responsável pela operação.um PM anotador. comandadas por um oficial. comandante da guarnição. (b) uma viatura deverá ficar a cem metros após o bloqueio. devem ser empregadas quatro viaturas. os dados relativos ao auto e ao seu condutor. e estar em condições de executar perseguição. em direções opostas. deve-se efetuar um planejamento. observadas as seguintes diretrizes: Erro! Vínculo não válido. que são facilmente observados pelas características das pessoas que os ocupam. a fim de evitar possíveis fugas. Fig. cordas etc. em princípio. dependendo das mãos de direção.um Sgt. e) Da segurança 139 . Nesta operação. 3-13 . armas.dois PM para execução das vistorias. ocupando um veículo. para que o auto estacione. no mínimo. d) Do anotador O PM encarregado dessa missão deve verificar toda a documentação e anotar.2. . providenciando-se o material necessário (lanternas. onde os motoristas dos autos particulares não tenham visão das viaturas. pinchos. os autos para vistoria. que auxiliará o oficial. A ordem de parada será transmitida por meio de sinal de lanterna. deve(m) escolher. (c) no bloqueio propriamente dito. c) Da vistoria Os PM que efetuam a vistoria devem verificar todas as partes do auto.Cautela para se proteger 1) O local escolhido deverá ser. para impedir a passagem de veículos que desobedeçam à ordem de parada ou tentem evadir-se. somente com os motoristas embarcados. com os PM embarcados.um PM selecionador de veículos. . entorpecentes ou qualquer material que indique suspeita de ação delituosa.) e escolhendo-se local adequado para a realização do bloqueio. . corretamente. b) Da seleção O(s) selecionador(es). 2) Disposição das viaturas: (a) uma viatura deverá ficar afastada cem metros antes do bloqueio. devendo preocupar-se com aqueles realmente suspeitos. em folha apropriada.

vistoria e anotação. com a mão esquerda. mas não apertá-la a ponto de se tornar demasiado desconfortável. (c) aplicar a algema no pulso direito. 3) Retirada das algemas: (a) feita por um PM. Quanto à utilização de algemas. c) Como algemar: 1) Algemar sempre o preso com as mãos para trás. Na falta de algemas. (e) continuar segurando com a mão direita o punho direito algemado. somente ocorrerá para detidos que ofereçam perigo à segurança do PM ou possibilidade de fuga. de preferência em local isolado e longe do público. (h) colocar a algema na mão esquerda do preso usando a mão esquerda. Deve aplicar a algema firmemente no pulso. ou causar ferimentos. (f) mandar o preso abaixar a mão esquerda. Nenhum preso deve ser subestimado. b) O transporte do preso deverá ser feito em viaturas e. aos PM desembarcados que efetuam seleção. enquanto a mão direita segura firmemente as algemas. (g) utilizar o fecho duplo.5 Condução de preso a) Em princípio. mantendo-se afastado dele. colocando-a nas costas. enquanto esta não chega. o preso deve ser mantido sob severa vigilância. fazendo uso de armas contra a tropa. todo preso será submetido à busca pessoal. (j) conduzir o preso sempre do lado oposto à arma. 2. Segurar o preso pela roupa no meio das costas. principalmente.Os PM que efetuarem a segurança devem estar atentos a todos os autos e. para evitar que ele possa apoderar-se dela. em termos de capacidade de reação. (i) mandar o preso erguer-se. como o cassetete ou a cinta do próprio preso. (l) verificar sempre durante a locomoção do preso as condições da algema e do algemado. colocando-a nas costas. 2) Partir da posição de busca pessoal: (a) colocar a arma no coldre e segurar as algemas com a mão direita: (b) mantendo-se afastado do preso. aproveitar os meios de fortuna. por mais pacífico que aparente ser. com a palma da mão voltada para cima e os dedos esticados. com a palma da mão para cima e os dedos esticados. a fim de evitar surpresa por parte de delinqüentes que estacionam o auto na barreira e o abandonam. Evitar brutalidade ou violências desnecessárias. conforme legislação específica citada no parágrafo 2-23 deste Manual. enquanto outro dá cobertura. mantendo-a voltada para fora com a parte que tem o buraco da fechadura. 140 . (d) utilizar o fecho duplo da algema. mandá-lo abaixar a mão direita.

Em casos excepcionais. após o transporte. a guarnição e a viatura deverão ser desinfetadas. f) Condução de doentes mentais Em princípio. (e) para algemar dois ou mais presos. deitado de barriga no chão. e) Condução de doentes Em princípio. serão conduzidos em viaturas específicas para tal fim. serão transportados na boléia da viatura. Fig. 2.14). Quando se tratar de doença infectocontagiosa. (c) não relaxar a vigilância. (d) só remover as algemas após o preso estar em local seguro. os agitados. 3) Ao aproximar-se do fugitivo. 2) A cada esquina. d) Condução de menores Em princípio. Em casos excepcionais serão transportados na viatura. adotadas precauções especiais. após. agressivos. entregar o que dele foi retirado. Casos excepcionais. Algemá-lo e submetê-lo à busca pessoal. Erro! Vínculo não válido.6 Perseguição . serão conduzidos por viatura apropriada. mantendo. 3-14 . h) Entrega de preso Na entrega do preso a quem de direito. 4) Com viatura. 141 . por medida de segurança. os PM devem dividir-se.Algemando dois ou três presos. com as mãos na cabeça. serão conduzidos no "guarda-preso" e os presumivelmente inofensivos na boléia. ficando metade na viatura para fazer o cerco e a outra metade perseguindo a pé. 3Erro! Vínculo não válido. Ter sempre em mente a necessidade de evitar inferioridade numérica e de poder de fogo. (b) permanecer atento para eventual ataque do preso. procurar desequilibrá-lo. dobrá-la com cautela para evitar surpresas. durante a busca pessoal. É recomendável pedir recibo dos objetos entregues. proceder conforme a (Fig. Nunca atire primeiro. a arma na mão. mantendo-o. g) Condução de ébrios Serão transportados em viaturas. adotando-se medidas similares às previstas para débeis mentais.Lembrar sempre que fugir não é crime a) A pé 1) O PM que persegue a pé deve correr o máximo. só em legítima defesa própria ou de terceiros. somente se necessário. bem como atestado do estado físico do preso. através de viaturas apropriadas. sem engatilhá-la e com o dedo fora do gatilho para evitar disparos acidentais.

Providenciará rapidamente para que a região seja cercada. fazendo-se acompanhar de testemunha. 7) Caso o fugitivo se esconda sob vegetação densa. 8) Ao iniciar a perseguição. pelo rádio. fazer uso de lanterna na tentativa de localizá-lo sozinho. e algemá-lo se estiver consciente. Fig. logo que possível. (b) Caso seja atingido o indivíduo.Perseguição motorizada sem riscos 3) Passar as características do veículo e de seus ocupantes. chegar até ele com cautela. se não é carro roubado ou envolvido em alguma ocorrência. (d) Arrolar testemunhas visuais do ocorrido. Esse imedíatismo pode implicar o desrespeito de algumas normas de trânsito. 6) Não ler o velocímetro da viatura durante a perseguição. envolver terceiros inocentes. Socorrê-lo imediatamente. sempre que possível. que podem. prestar-lhe socorro. 3-15 . para que outras viaturas possam fazer o cerco. Qualquer tempo perdido para iniciá-la poderá levá-la ao fracasso. refaça o trajeto de fuga em busca de objetos ou armas atiradas fora pelo fugitivo. ou qualquer local cuja visibilidade seja limitada. pois a vida do PM ferido depende da calma e prudência de seus colegas de farda. desarmá-lo. Erro! Vínculo não válido. A primeira preocupação deve ser a de não ferir inocentes. 7) Tomar cuidado nos cruzamentos e vias de trânsito intenso.5) Enquanto a viatura é deslocada para o cerco. inclusive. 5) Procurar manter o veículo sempre à vista. 8) Atuação em tiroteio (a) É uma situação delicada. Procure afastar curiosos. permanecendo atento à ação de outros veículos. porém. acionar todos os sistemas de alerta (sirene. o PM nunca deverá. via rádio. fazer a busca preliminar se estiver desacordado. pisca-pisca. onde então se fará um "pente fino". 2) Caso já não tenha certeza. Nesse caso. faróis) da viatura. (c) Caso seja atingido um PM. se imprescindível. sendo preferível permitir a fuga momentânea. Isso ajudará a abrir caminho e indicará aos ocupantes do veículo perseguido que devem parar. verificar. 6) Após a perseguição. o rádio é utilizado para pedir reforço. é preferível deixar o fugitivo evadir-se. com toda cautela para evitar acidentes. 142 . isoladamente. adiando a abordagem para o local propício. manter a calma e então. 4) Informar os locais por onde se desenvolve a perseguição e a direção tomada pelo veículo perseguido. É preferível permitir a fuga momentânea. b) Motorizada 1) O principal fator para o sucesso da perseguição consiste na ação imediata.

13) Atuação em tiroteio (a) É uma situação delicada.perseguição motorizada sem riscos 11) Quando o veículo perseguido parar. adotar os procedimentos previstos em Abordagem e Vistoria. o PM só terá êxito se estiver efetivamente bem instruído e observar. A primeira preocupação deve ser a de não ferir inocentes. 3) Ao prender. de que não há reféns no veículo perseguido. não descuidando também do fator surpresa. 10) Procurar manter a viatura na mesma bitola do veículo perseguido. 3-17 . Pedir reforço e ir transmitindo. somente fazê-lo em legítima defesa. em face das múltiplas reações do indivíduo. pelo rádio. 143 . 2) Nestas circunstâncias.) Fig. na iminência de perder a liberdade. antes. adiando a abordagem para local propício.7 Normas gerais para efetuar prisão a) Considerações 1) Entre as mais perigosas atribuições do PM está o ato de efetuar prisão. diretrizes essenciais. o PM deverá pedir prioridade de comunicações. (c) Grande importância tem o motorista nestas situações. Erro! Vínculo não válido. 3-17 e 3-18. permitindo o entendimento e o reforço imediato. variáveis em cada caso. (Figs. (e) Atentar também para a possibilidade de o proprietário do veículo estar dentro do porta-malas do mesmo. no trajeto seguido (Fig 3-15) e (Fig.9) Durante a perseguição. sendo preferível permitir a fuga momentânea. o PM não deve esquecer que está lidando com seres humanos. (b) A viatura deve ser colocada em bitola à esquerda do veículo perseguido.Perseguição motorizada Erro! Vínculo não válido. diminuindo-lhe o campo de tiro e aumentando o campo de tiro da guarnição. 3-16). é fundamental que as mensagens por rádio sejam transmitidas com voz firme e clara. Para tanto. rigorosamente. comprovadas e indispensáveis ao exercício da missão. certificando-se. Da perícia do motorista depende o sucesso da perseguição. 3-16 . 12) A perseguição motorizada não deve ser feita por motociclistas. sem pânico ou afobação. (d) Não atirar primeiro. pois a manobra afoita ou o posicionamento errado podem colocar em risco a vida dos PM. que se limitam a seguir o auto. 2. Fig.

evita conseqüências danosas para transeuntes e curiosos. muitas vezes. por intermédio da maneira firme de agir e do tom de voz. a prisão ou detenção deve ser feita com superioridade numérica. 5) Somente aceitar colaboração de civis para efetuar prisão ou detenção. 3) Não constitui crime nem contravenção alguém deixar de portar documento de identidade. b Conduta do PM 1) O PM deve ter confiança em si mesmo. limitando sua possibilidade de decidir pela fuga e aumentando. 2) São documentos de identidade: (a) Carteira de Identidade. em decorrência. agredir etc. 4) Em princípio e sempre que possível. o que evidentemente não é a mesma coisa que não ter consigo documentos: 4) O PM exigirá prova de identidade pessoal nos seguintes casos: 144 . 3-18 .Atuação em tiroteio 5) O PM deverá estar atento para o fato de que só existem dois tipos legais de prisão: em flagrante delito e por mandado judicial. transmitindo essa circunstância ao indivíduo. (b) Título de Eleitor. (f) Cédula de Identidade Militar. Fig. denotam a falta de confiança do PM ou uma dissimulação do seu nervosismo. em conseqüência. o tempo à disposição do PM. Erro! Vínculo não válido. médico. 2) O tom de voz firme e calmo fará com que o delinqüente acate a autoridade do PM mais do que qualquer outra atitude. já que a contravenção se caracteriza pela recusa de fornecer dados sobre a própria identidade. (d) Certificado de Reservista. dentista etc. e (h) Passaporte. 3) A ação rápida e decisiva e o elemento surpresa poderão ser muito proveitosos.4) Em se adotando procedimentos corretos. engenheiro.). o PM elimina ou reduz os perigos da ação e. (e) Certificado de Alistamento Militar. 6) Evitar que civis se aproximem do detido. A surpresa terá o efeito de paralisar o suspeito. c) Identidade 1) É o conjunto de caracteres que individualizam uma pessoa ou coisa. Nunca se justifica o uso de palavras grosseiras ou pornográficas que. se esses não colocarem em risco a integridade do PM ou a do detido. pois esses poderão tentar alguma coisa contra ele (ferir.(g) Carteira de Identidade Profissional (advogado.) ou para tentar libertá-lo. (c) Carteira de Trabalho.

que possam incriminar o indivíduo. alfanumérica.8 Descrição a) Essa técnica visa despertar no policial militar a preocupação com pormenores. comparada com similar nacional. 4) peso aproximado. tez. outras. peso.quando precisa reconhecer um cidadão. (b) Suspeita . Polícia Militar e Polícia Civil 145 . 3) natureza: ferramenta. por fundadas razões. d) Em se tratando de objetos: 1) forma: arredondada. 3) cor: genérica. de objetos e transmitir as informações respectivas. boca. 4) tipo de carroceria. ventre. 3) peculiaridades tais como cicatrizes. É importante. orelhas.. nariz. 6) particularidades apresentadas pelo veículo descrito. como o azul. de veículos. outras. caramelo etc. 6) Toda cautela deve ser tomada nos casos em que o suspeito se recuse a ficar na posição de abordagem. 5) placa: Estado. 2. 2) marca: a designada pelo fabricante nacional ou. colher provas ou confirmar. dicção. triangular. pois o PM fará uma revista em situação normal. de autoria ou co-autoria de crime ou contravenção. 5) Caberá ao PM o ônus de. 2) tamanho: grande. bigode. permitindo-lhe realizar reconhecimentos de pessoas. b) Ao descrever pessoas ou solicitar a descrição. cupê-. cabelo.. 2. olhos. no cumprimento da missão rotineira e no encaminhamento de solução em eventos inusitados. e não designadas pelo fabricante como gelo. 2) modo de andar e trajar. outras. visando apreender armas ou objetos que possam ser usados contra o PM ou objetos de ilícito penal. misto. móvel. 4) peças do vestuário. deformações. verde. médio.(a) Reconhecimento . barba. jóia. (c) Infração . c) Ao descrever veículo ou solicitar a descrição atentar para: 1) tipo: passageiro. quando estrangeira desconhecida. ônibus.9 Ocorrências envolvendo integrantes das Forças Armadas. branco. embrulhado. os dados fornecidos por pessoas sobre a própria identidade. carga. tatuagens etc. se entender como falsos. cor. deverá atentar para: 1) aspectos físicos: estrutura. como caminhonete.quando o indivíduo comete uma infração penal. amputações. 7) A busca pessoal deve ser feita com toda aplicação. pequeno. 5) particularidades: pintado.quando o indivíduo parecer suspeito.

ao Cmt imediato.a) No atendimento de ocorrências em que. se venha a conhecer a qualidade dos envolvidos como integrantes das FFAA e Polícias Militar e Civil. de pronto. testemunhas que possam posteriormente justificar essa conduta. 2) Se for subordinado. pelo fardamento ou pela identidade. prestar os sinais de respeito regulamentares e comunicar. o uso de algema ou o emprego de força física.o órgão policial a que pertença o envolvido. acionar o Comando Militar . de pronto. arrolando. 146 . entretanto. diretamente ou através da Central de Operações. em sendo absolutamente necessário o uso desses meios. b) Deve ser evitado o transporte de tais envolvidos em xadrez da Vtr. deve-se precatar contra futuras medidas disciplinares ou penais. adotar-se-á o seguinte procedimento: 1) Se for superior hierárquico.

trem e metrô) a) Ao constatar ou ser solicitado para atender ocorrência policial em veículo de transporte coletivo. b) Nos trens e metrôs. porém. 2. sem que se tenha caracterizado acidente ou incidente aeronáutico. c) Na hipótese de pouso fora de aeródromo. 1) a Polícia Militar deverá imediatamente comunicar o fato ao Serviço Regional de Aviação Civil .2. Serviço Regional de Aviação Civil . do Ministério da Aeronáutica. 147 . Divisão de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. 5) elaborar boletim de ocorrência. conduzi-los à Unidade Policial da área. o PM deve: 1) socorrer as vítimas. para fins de apuração de infração às normas de tráfego aéreo. como agentes de autoridade policial. houver suspeitas.4. A Polícia Militar deve comunicar o fato ao SERAC . bem como dos destroços e dos vestígios do aparelho sinistrado. a aeronave deverá ser retida para averiguação de sua documentação e da do piloto. sem desviar os coletivos de seus itinerários normais ou retardar as viagens. devendo ser registrada a ocorrência pela Polícia Militar e Polícia Civil. conforme estabelece o Código Brasileiro de Aeronáutica. 4) arrolar testemunhas. deverá ser protegido e entregue com as cautelas necessárias para as pessoas legalmente autorizadas. 3) o material recolhido e sob guarda. 2) identificados os autores do delito. deverá ser prestado imediato socorro às vítimas e registrada a ocorrência pela Polícia Militar e Civil. registrando-se a ocorrência pela Polícia Militar. conduzindo-os à Unidade Policial da área.10 Ocorrências policiais em veículos de transporte coletivo (ônibus. juntamente com à vítima. efetuar a prisão em flagrante.4. b) Na hipótese de aeronave acidentada fora de aeródromo. 3) quando os autores do delito não forem identificados. até a chegada do pessoal credenciado para a competente investigação.4. solicitando à vítima que o acompanhe. solicitando apoio ou os apoiando em suas ações. telefone (011) 240-2333. c) As ocorrências policiais devem ser atendidas no próprio local ou no próximo ponto de parada ou estações. onde os agentes de segurança são reconhecidos por Legislação Federal. o PM deve agir em perfeita harmonia com eles. rede Telex Ministério da Aeronáutica ZVU-24436.11 Ocorrências com aeronaves a) Na hipótese de pouso ocasional em rodovia. 2) a Polícia Militar providenciará a proteção e salvaguarda do local do acidente.4. o fato deverá ser comunicado pela Polícia Militar ao Serviço Regional de Aviação Civil . como pertences de tripulantes e os destroços da aeronave.

se a vítima permanecer internada (tentativa de suicídio). se houver. 4) encaminhar dados ao DP. geralmente o delegado comparece ao local. se houver. do Ministério da Aeronáutica. sendo a altura mínima para as demais áreas igual a 100 metros no período do dia. particularmente o artigo 35 da Lei das Contravenções Penais . especializada de homicídios) são tomadas pelo delegado. encaminhar ao DP as pessoas suspeitas. a) Homicídio 1) preservar o local e diligenciar para a possível prisão do homicida (caso de autoria conhecida). 3) arrolar testemunhas. junto com a papeleta do PS. se a vítima permanecer internada. 2) arrolar testemunhas. 3) arrolar testemunhas e encaminhar. 3) transmitir os dados ao DP. b) Tentativa de homicídio 1) socorrer a vítima. a ocorrência só estará encerrada após a saída do carro de cadáver. encaminhar. compreendido entre o nascer e o pôr do sol. 148 . c) Suicídio e tentativa de suicídio 1) socorrer a vítima. suspeito ao DP. 5) em princípio. se possível (tentativa de suicídio). carro de cadáver. 2) preservar o local e diligenciar para a possível prisão do agressor (autoria conhecida). 6) em princípio a ocorrência só estará encerrada após a saída dos peritos (anotar prefixo e nome do encarregado da viatura). ao DP.4. junto com a papeleta do PS.1) as aeronaves ultraleves não podem sobrevoar áreas densamente povoadas. 4) transmitir dados ao DP. Nesses casos. 2) preservar o local.abuso na prática da aviação. 2) as ocorrências envolvendo aeronaves ultraleves deverão ser comunicadas pela Polícia Militar imediatamente ao Serviço Regional de Aviação Civil . instigação ou auxílio à tentativa de suicídio.12 Providências policiais em crimes contra a pessoa e o patrimônio. 3) a presente norma aplica-se no que couber às atividades e ocorrências envolvendo helicópteros. carro de cadáver) são tomadas pelo delegado. 2. 5) a peritagem cabe ao delegado. 4) as demais providências (peritos. d) os órgãos policiais estaduais deverão aplicar no que couber a legislação pertinente. 5) as demais providências (peritos. suspeitos de indução. que geralmente comparece ao local. devendo o PM anotar os prefixos e os nomes dos encarregados das viaturas de apoio.

3) arrolar testemunhas do ilícito penal. tentar resolver o caso. 2) arrolar testemunhas. 2) encerrar a ocorrência. a ocorrência só estará encerrada após a saída do carro de cadáver (suicídio) ou dos peritos (tentativa). 4) as demais providências (peritos. Se o socorro foi efetuado por terceiros. devendo ser anotados prefixos e nome de encarregados das viaturas de apoio. 2) preservar o local. 5) outras providências (peritos) ficarão a cargo do delegado. para adentrá-lo. a ocorrência se encerra com a saída do carro de cadáver. conduzindo. quando houver. 6) em princípio. devendo ser anotados o prefixo e o nome do encarregado da viatura de apoio. Se terceiros o tiverem feito. f) Ameaça (crime de ação privada) 1) conduzir dados. 3) encaminhar dados ao DP. testemunhas e vítimas ao DP. 149 . o PM providenciará os dados dos que socorreram a vítima. passar no PS para apanhar a papeleta e ver o estado da vítima. 2) arrolar testemunhas. o delegado comparece ao local. a vítima. carro de cadáver) são tomadas pelo delegado. o autor do crime à Unidade Policial da área. 4) encerrar a ocorrência. fazendo-se acompanhar de testemunhas. h) Roubo e furto 1) socorrer a vítima. Neste caso. além da papeleta do PS. se houver. tomar as mesmas medidas previstas em "Ameaça". pegar a papeleta do PS para entregar ao DP. 5) em princípio. Geralmente. Anotar os prefixos e os nomes dos encarregados das viaturas de apoio.6) em princípio. 2) não conseguindo. se possível.Desinteligência 1) em princípio. o agressor e o objeto utilizado. Anotar os dados dos que socorreram a vítima. d) Morte súbita 1) preservar o local. e) Agressão 1) socorrer a vítima. g). nome da vítima e do agressor (se conhecido ou detido). 4) transmitir os demais dados e conduzir. a ocorrência será encerrada após a saída dos peritos. 3) transmitir os dados ao DP.

0 Atividades Sociais e Políticas 3.. c) Multidão Aglomeração psicologicamente unificada por interesse comum... os membros de uma aglomeração pensam e agem como elementos isolados e não organizados.. b) Aglomeração Grande número de pessoas temporariamente reunidas. econômico ou social. “nós estamos aqui para prestar solidariedade. levado a efeito por várias pessoas. traduzidas numa demonstração de natureza violenta ou turbulenta. o respeito à lei e passam a obedecer indivíduos que tomam a iniciativa de chefiar ações destinadas. h) Calamidade Pública 150 . empreendida por forças irregulares em centros urbanos.1 Conceitos a) Guerrilha urbana É a forma de operação ou de luta que obedece a princípios definidos e a processos empíricos ou circunstanciais. Situação que surge dentro do País.3. Reunião de pessoas que. d) Turba Multidão em desordem. em apoio a um desígnio comum de realizar certo empreendimento.”. que é prejudicial à manutenção da lei e da ordem.." ou "nós estamos aqui para protestar. e) Manifestação Demonstração. f) Tumulto Desrespeito à ordem.) g) Distúrbio interno ou civil Inquietação ou tensão civil.. ”.. por meio de ação planejada contra quem a elas se possa opor.. que toma forma de manifestação. podemos também afirmar que a multidão está constituída e não se trata mais de uma aglomeração. decorrente de atos de violência ou desordem. assim.. (O desrespeito à ordem é uma perturbação da mesma por meio de ações ilegais. quando um membro de uma aglomeração afirma: "nós estamos aqui para cultura. A aglomeração poderá resultar da reunião acidental e transitória de pessoas. perdem o senso da razão. de sentimento hostil ou simpático a determinada autoridade ou a alguma condição ou movimento político. A formação da multidão caracteriza-se pelo aparecimento do pronome "nós" entre os membros de uma aglomeração. Geralmente. sob o estímulo de intensa excitação ou agitação. por pessoas reunidas. tal como acontece na área comercial de uma cidade em seu horário de trabalho ou nas estações ferroviárias em determinados instantes.. Poderá provir da ação de uma turba ou originar-se de um tumulto.. A turba pode fazer tumultos e distúrbios.

. . i) Perturbação da ordem pública Em sentido amplo. tomando conhecimento de que. de maneira subreptícia. radioativa ou bacteriológica. a pé ou motorizado.lembrar-se que o seu funcionamento pode se dar sob pressão.jamais tocar no recipiente que contém a bomba. ou da disseminação de substâncias letais. agravando a situação. quer no contato direto. de acidentes. O PM deve exercer ação de observação à distância. incêndios em florestas. caixas etc. diretas ou indiretas. Neste caso.comunicar ao Centro de Operações. b) O PM.. que pode chegar até sua morte. embrulhos de jornal. deverá: .lembrar-se que as bombas explosivas podem acondicionar-se de diversas formas: pacotes. ter seu armamento subtraído. compressão. desequilíbrio em mecanismos de relógios (bomba-relógio). Resulta da manifestação de fenômenos naturais em grau excessivo e inconsolável. mantendo o Centro de Operações informado sobre o desenvolvimento dos acontecimentos. prejudiquem ou perturbem a organização social. que poderão ser de natureza química. são todos os tipos de ações que comprometam. em determinado local.2 Ação do PM a) O PM deve ter sempre em mente que a coesão e o espírito de equipe são fatores que lhe proporcionarão inteiro sucesso. não deve intervir. como explosões. energia elétrica. causar dano ou destruir objetos de ordem material. furacões. as atividades e os bens privados ou públicos. para que seja enviada ao local equipe especializada. e a seqüência desses atos visa conduzir a população a um estado de descrença em relação às possibilidades de repressão por parte das autoridades legais. o PM isolado. 3. que visam perturbar. fora da área do distúrbio e da linha de evolução dos manifestantes. o PM pode engajar-se no apoio às tropas de choque. tufões.afastar as pessoas. . . . ser espancado.interditar o local. l) Sabotagem São ações passivas ou ativas. maletas. existe uma bomba explosiva ou qualquer outro tipo de explosivo. quer na dispersão. j) Terrorismo Os atos de terrorismo caracterizam-se por atentados e destruições. 151 . uma vez que pode ser envolvido pela massa. colisão de navios.Desastres de grandes proporções ou sinistros. podendo redundar até no uso desse armamento. Com a chegada das forças da repressão. . terremotos. pondo em risco as pessoas. trens etc. como inundações.evitar pânico.

placa. impedindo: (a) batucadas. 3) veículos envolvidos em infração penal: descrição.em aeroportos e rodoviárias.1 Prescrições gerais a) Estabelecimento de Ensino 1) Proceder a travessia de alunos. qualificação completa.. b) Para alimentação do Sistema de Informações Policiais (SIPO) é importante que o policial militar informe. gasômetros etc. 3. Distrito Policial. correrias com automóveis e motocicletas.não abrir portas nem acender luzes. cantarias e algazarras. demonstrações. procurando educá-los quanto ao modo correto de atravessar a via. em caso de sabotagem. (c) competições. c) Deverá o PM. torres de o cmunicações. 2) armas e objetos envolvidos em infração penal: descrição. . que visam corromper estudantes. data-hora-local e natureza da ocorrência. número de BO/PM e BO etc. estações de força. prestar atenção em maletas que parecem estar abandonadas e em posição de desequilíbrio. . como reservatórios d'água.3 Informação a) Tendo em vista a preservação da ordem pública.. 4) "Modus operandi" criminoso: forma de atuação criminosa com todas as suas características. 152 . (b) uso inadequado de buzinas.. por via administrativa.0 RECINTOS FECHADOS DE FREQÜÊNCIA PÚBLICA 4. durante o período das aulas. prejudicando as aulas. é dever de todo PM informar aos seus superiores imediatos o que souber sobre a organização de movimentos sociais e políticos. durante as aulas de educação física. exercer especial vigilância em pontos vitais. 2) Não permitir aglomerações nas imediações do estabelecimento. marca. os seguintes dados: 1) pessoas: nome. sempre que o local exigir. (d) a presença de "galãs motorizados". (f) elementos que ficam na parte externa observando as alunas. (e) indivíduos que ficam no interior dos veículos ouvindo música em tom muito alto.. calibre etc. número. chassi etc. 4.

13) Tratar com cortesia e educação. 16) Em casos de veículos suspeitos. os clientes em fila. para poder prestar informações seguras. ter especial cuidado com a presença de anormais (pederastas. Hospital e similares 1) Conhecer perfeitamente o sistema de funcionamento da repartição. 14) Dar sempre bons exemplos. 153 . condutores aparentando não ser habilitados. 12) Conhecer as saídas possíveis. nos casos de garantir a sua autoridade para retirar indesejáveis ou prestar socorro a alunos. desrespeito às faixas de segurança. 7) Não agir por iniciativa própria quanto à disciplina dos alunos no interior da escola. 4) Não se imiscuir nos assuntos administrativos e nem executar funções de competência dos funcionários da escola. 10) Reprimir. a não ser em casos de emergência. através da cor e marca do veículo e identificação de placas. em qualquer tipo de estabelecimento de ensino. 8) Evitar afastar-se do estabelecimento para acompanhar aluno até a residência. somente o fazendo por solicitação da diretoria. não havendo possibilidade de identificação e verificação. cativando-lhes a simpatia para com a Polícia Militar. 11) Conhecer perfeitamente a localização dos extintores de incêndio da escola. evitando desperdício de tempo pelos usuários. a presença de traficantes de drogas. evitando congestionamento de trânsito e propiciando segurança aos pedestres (estacionamento sobre as calçadas. Pronto-Socorro. 6) Atender às solicitações da direção do estabelecimento. b) Posto de Saúde. a fim de que possam ser acionados os órgãos responsáveis pela fiscalização do trânsito. 15) Orientar o estacionamento de veículos que comparecem nos horários de troca de período.3) Manter um bom relacionamento. abandono de veículo em frente a guias rebaixadas etc. para utilização em caso de necessidade de evacuação rápida do prédio. lésbicas etc. evitando-se a obstrução dos corredores. assimilam os procedimentos dos adultos. 5) Garantir a integridade física dos professores e alunos e preservar o patrimônio da escola. 2) Manter.). para utilização em caso de necessidade. sempre que necessário. veículos com escapamento irregular. encontrando-se em fase de formação. em clima de mútuo respeito entre a PM e a direção do estabelecimento. tendo especial carinho para com os alunos e seus pais. ativos ou passivos. 9) Em estabelecimento onde estudem crianças. tarados. comunicar o fato.). exceto em caso de doença ou para garantir-lhe a integridade. pois os alunos. inclusive com os demais funcionários. particularmente os casos médicos atendidos.

3) Ter cuidado especial com os exploradores da fé alheia, que freqüentam esses locais, oferecendo-se para "quebrar galho", preencher papéis, obter atestados de óbito etc. 4) Não permitir o estacionamento de veículos atravancando o local de desembarque de doentes, o estacionamento de ambulâncias e viaturas que podem chegar a qualquer momento, com urgência. 5) Ao tomar conhecimento de ocorrências com vítimas de agressão, homicídio, suicídio, acidentes de trânsito, se houver no local um investigador de polícia de plantão, comunicar-lhe o ocorrido para as providências específicas da Polícia Judiciária. 6) Ter em mente, principalmente em se tratando de Pronto-Socorro, que o local é de desespero, onde chegam feridos de todos os tipos, acompanhados de amigos ou parentes, os quais exigem o rápido atendimento, nem sempre possível, em face de atenção a outros pacientes que estão sendo medicados, surgindo então, reclamações quanto à demora do atendimento. Em conseqüência, há necessidade de se proteger a integridade física dos médicos, enfermeiros, demais funcionários e os bens materiais. 7) Prestar auxílio para conter ébrios, desordeiros e dementes. 8) Dedicar atenção para delinqüente que esteja sendo atendido, impedindo-o de fugir e solicitando, em tempo hábil, escolta para, após medicado e liberado, conduzi-lo à Unidade Policial da área 9) Evitar o envolvimento em assuntos internos da organização, não se promiscuir com funcionários e não perambular pelas dependências internas, exceto em situações excepcionais, caso haja interesse para o serviço. c) Estações de embarque e desembarque de passageiros 1) Conhecer a localização dos guichês, das várias plataformas e dos locais de embarque e desembarque e, se possível, os horários para bem informar ao público. 2) Ter cuidado com os punguistas, "trombadinhas" e vigaristas, que se aproveitam dos incautos, com os "agenciadores" de motoristas de táxis etc., que selecionam e induzem passageiros para serem logrados nas corridas. 3) Organizar filas, evitando dessa forma alcançarem o leito carroçável e impedirem o trânsito de pedestres pelo passeio. 4) Onde existir o costume, fiscalizar para que primeiro subam nos veículos, os passageiros da fila dos que viajam sentados, depois a dos que viajam em pé. 5) Não permitir que vendedores ambulantes dificultem o acesso aos veículos e o trânsito de passageiros. 6) Não permitir que os veículos saiam com a porta aberta ou com passageiros dependurados para fora. 7) Procurar solucionar, de maneira pacífica, as desinteligências entre os passageiros e entre estes e os cobradores e motoristas.

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8) Atender as solicitações do chefe da estação, para a manutenção da ordem pública. 9) Não permitir que os passageiros transitem pelo leito carroçável. 10) Manter a ordem para evitar atropelos. 11) Ter cuidado especial com menores que estejam desacompanhados, pois poderão estar fugindo de casa. Comunicar o fato ao Juizado. 12) Se suspeitar de algum indivíduo, proceder a abordagem, com segurança, e realizar o porte de armas. Existe a possibilidade de alguém ter cometido um crime e estar tentando viajar para fugir. d) Locais interditados 1) Ao assumir o serviço, inteirar-se com seu antecessor de todas as ordens particulares referentes ao serviço e ao local. 2) Verificar se existe alguém, devidamente autorizado, fazendo o levantamento do material ali guardado. 3) Tomar conhecimento da relação e conferir o material existente; na impossibilidade de fiscalizar e conferir o material, comunicar o fato por escrito, justificando as dificuldades. 4) Ver se as entradas estão lacradas. 5) Observar o estado do lacre. 6) Não permitir a entrada no local de pessoas que não estejam devidamente autorizadas pela autoridade competente. 7) Não permitir a retirada de qualquer objeto do local interditado sem a ordem da autoridade competente; quando houver tal autorização, após identificar a pessoa, exigir-lhe um comprovante da retirada do material. 8) Não permitir a entrada de estranhos e, quando tiver que entrar, em casos de suspeita, fazer-se acompanhar de testemunhas. 9) Constatando que o material guardado corre risco de deterioração ou dano, seja por iminente ruína do prédio ou goteiras etc., comunicar ao seu Cmt para que seja notificada a autoridade que interditou o local. 10) Evitar informações a terceiros sobre o local interditado, quais os valores guardados, sua disposição etc.; quando solicitado, limitar-se a informar quem é a autoridade responsável. 11) Não se afastar do posto, exceto para o atendimento de ocorrências urgentes e, nesse caso, comunicar imediatamente ao seu Cmt para que providencie substituição. 12) Se por qualquer motivo a rendição não comparecer ou atrasar-se, não deverá abandonar o posto. Comunicará o fato ao rondante ou ao seu Cmt, que tomará as providências. 13) Lembrar-se de que, principalmente nos casos de interdições judiciais, a responsabilidade é grande, visto envolver a proteção de valores, podendo, em diversas circunstâncias, acarretar responsabilidade civil e penal ao PM. e) Casas de apostas na Loteria Esportiva e "Loto"

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1) Manter-se onde possa ser facilmente visto, desestimulando, em face da ação de presença, a prática de ilícitos penais. 2) Ter em mente suas responsabilidades e a periculosidade da missão. 3) Estar atento às pessoas que estão ao seu redor, principalmente aquelas que estão à sua retaguarda, quando isso for inevitável. 4) Não se deixar levar por assuntos atinentes a jogos realizados no local do serviço. 5) Estar atento a veículos ocupados por pessoas suspeitas que estacionam próximos ao local, ou que já estejam estacionados. 6) Procurar saber a localização do telefone mais próximo, para utilização caso haja necessidade. 7) Não fugir da sua missão, participando de serviços exclusivos da casa de jogo, possivelmente solicitados por gerente ou proprietário. 8) Evitar tumulto no interior da casa lotérica. 9) Evitar qualquer tipo de conversas que possam desviar sua atenção da missão desempenhada. 10) Ter em mente a forma de poder abrigar-se, utilizando-se de portas, balcão ou qualquer outro obstáculo, no caso de haver necessidade de reprimir a tentativa de roubo. 11) Não se descuidar da arma, evitando que pessoas fiquem junto ao coldre. f) Postos de gasolina 1)Ter em mente a facilidade de ação de marginais, por ser um local de livre acesso, de grande movimentação e pelo uso de veículos. 2) Colocar-se em local isolado e de boa cobertura, evitando, assim, que as pessoas transitem ao seu redor e, principalmente, a sua retaguarda, porém deve ser facilmente visto, desencorajando delinqüentes, pela eficiente e perfeita prevenção. 3) Ter boa visibilidade dos pontos críticos, como local de serviço dos frentistas, localização da caixa, cofre, etc. 4) Não exercer atividades próprias da firma, facilitando, assim, a ação de delinqüentes e se omitindo no desempenho da missão específica. 5) Evitar tumulto no local, principalmente no horário de fechamento do posto. 6) Inteirar-se dos meios de comunicação existentes no local, para eventual pedido de reforço. 7) Estar atento em relação a veículos ocupados por pessoas suspeita que se aproximem do local, principalmente no encerramento dos serviços, 8) Obter, junto à Central de Comunicações, antes de iniciar o serviço, a relação dos "Caráter Geral" mais recentes e ficar atento, pois poderá chegar, a qualquer momento, veículo ocupado por "assaltantes".

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9) Manter-se atento ao serviço, não se distraindo em conversas, e não esquecer-se de que, nas sextas-feiras à noite, devido ao grande movimento, a possibilidade de roubos é maior. g) Empresas comerciais ou industriais na denominada "Operação Pagamento". 1) Ter em mente a relevância da missão, em face da grande quantia de dinheiro existente no local, constituindo atrativo para os delinqüentes. 2) Identificar as pessoas que realmente receberão o pagamento; isto poderá ser feito entrando em contato com o tesoureiro da firma. 3) Verificar os acessos de pessoas ao local (entradas e saídas). 4) Ter ampla visão do local, procurando o melhor ponto estratégico para se posicionar. 5) Não se descuidar da retaguarda. 6) Verificar quais poderão ser os obstáculos para sua proteção no caso de roubo e tiroteio. 7) Estabelecer, mentalmente, seqüência de procedimentos para agir no caso de tentativa de roubo (plano de ação). 8) Procurar saber a localização do telefone mais próximo, para eventual solicitação de apoio ou reforço. 9) Evitar tumulto no interior da firma, sem envolver-se em assuntos administrativos da empresa. 10) Atentar para pessoas e veículos suspeitos, próximos ao local. 11) Se houver necessidade de abordar algum veículo ou elemento suspeito, deverá fazê-lo com total segurança e com cobertura. 12) Não se afastar do local, exceto se for substituído. 13) Se for consultado para efetuar escoltas de numerário ou alterar procedimento do pagamento, comunicar imediatamente o fato a seus superiores, solicitando orientação a respeito. 14) Tomar cuidado para não ser ludibriado por ocorrências ou alarmes falsos nas imediações, pois podem ter o objetivo de afastar o PM do local. 15) Contatar com alguém do estabelecimento para ligar pedindo reforço em casos de emergência ou impedimento por parte do PM. h) Estabelecimento de freqüência suspeita (Fig. 3-19). 1) No caso de suspeita relativa a estabelecimento comercial, por qualquer integrante de uma guarnição de partrulhamento motorizado, a viatura deve parar e, mediante ordem do Cmt da guarnição, seus integrantes devem descer rapidamente, a fim de causar impacto aos elementos, dentro do estabelecimento. Erro! Vínculo não válido. Fig. 3-19 - Buscas em estabelecimentos suspeitos 2) O Cmt deve ordenar para que o som da vitrola seja baixado, os tacos de bilhar sejam colocados sobre a mesa e que todos se coloquem con-

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tra a parede, com os braços bem acima da cabeça e pernas afastadas, a fim de se proceder à busca pessoal preliminar. 3) Um PM deve efetuar a segurança dos componentes e companheiros dentro do estabelecimento, com vistas a possíveis reações. 4) Dois PMs devem proceder à busca pessoal preliminar. 5) O motorista deve permanecer fora e ao lado da viatura, junto à porta, ouvindo o rádio e dando cobertura aos companheiros. 6) Elementos suspeitos deverão ser conduzidos à Unidade Policial da área. 7) Durante a revista é necessário, também, verificar sobre o balcão, junto às vitrines, atrás das caixas vazias de bebidas, dentro do banheiro, dentro da caixa d'água de descar ga; eis que poderá haver, nesses locais, armas ou tóxicos escondidos. 8)A ação deve ser rápida e eficiente. 9) Devem ser evitados diálogos desnecessários entre os PM e os fregueses. 10) O PM não deve fazer provocações, que podem resultar em respostas desagradáveis e conseqüências imprevisíveis. 11) Realizar a missão sem arbitrariedades e violências. 12) A reação da guarnição deve ser firme, enérgica, porém com o máximo de respeito ao ser humano. 13) Não se distraia. 14) O PM não deve efetuar ação fumando ou comendo. 15) Ao iniciar a ação, cumprimenta-se, pede-se licença e ao se retirar, despede-se, agradece e explica rapidamente a missão, obtendo, dessa forma, a simpatia popular. i) Bancos e estabelecimentos financeiros - Nas imediações desses locais, cabe ao PM: 1) Intensificar a vigilância, visando dar maior proteção e segurança aos funcionários, clientes e bens. 2) Dispensar maior atenção aos estabelecimentos localizados em zonas afastadas e ruas de pouca pavimentação. 3) Identificar, com cautela e com superioridade numérica, ocupantes de veículos suspeitos estacionados aos citados estabelecimentos. 5.0 DIVERSÕES PÚBLICAS 5.1 Prescrições gerais a) Tratar com prudência e delicadeza o público em geral. b).Conservar-se nos postos ou locais que lhe forem designados, comunicando aos responsáveis, quando for o caso, os riscos decorrentes do excesso de lotação.

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c).Não penetrar na platéia, camarotes e outros locais destinados ao público, salvo em caso de perturbação da ordem ou por determinação do comandante do policiamento no local. d) Vigiar para que as filas não causem embaraços ao trânsito. e) Não favorecer a quem quer que seja para chegar à bilheteria, antes de chegar a sua vez, fazendo entrar na fila aqueles que quiserem se antecipar. f) Verificar, ao assumir o serviço, as ordens existentes. g) Procurar saber se a iluminação está funcionando perfeitamente. h) Verificar as portas de saída, não permitindo que as mesmas fiquem trançadas à chave, nem que objetos ou móveis obstruam as passagens. i) Verificar onde se encontram os extintores de incêndio. j).Verificar onde se localiza o quadro de força (eletricidade, chave geral). k) Ver onde se localiza o telefone para eventual uso no caso de precisar de reforço. l) Encaminhar ao gerente do estabelecimento, os objetos achados que lhe forem entregues. m) Encaminhar ao DP os detidos que forem encontrados cometendo crime ou contravenção. n) Não permitir o ingresso, no local, de pessoas ébrias ou elementos que estejam armados. o) Nenhum espectador pode ser introduzido no recinto, antes da abertura das bilheterias. p) Ninguém pode entrar a não ser pelos lugares apropriados, auxiliando, quando solicitado, o Comissário de Menores, no exercício das funções específicas. q) Não permitir que perturbem os artistas durante a apresentação, salvo o direito de aplaudir ou reprovar, não admitindo ainda, em hipótese alguma, que os espectadores lancem objetos e que molestem as pessoas. r) Não permitir tumulto, gritarias, assobios ou outros quaisquer atos que perturbem o espetáculo. s) Compelir os espectadores no sentido de que ocupem os lugares que lhes forem indicados. t) Evitar qualquer tipo de pânico. u) Cientificar-se do local em que poderão ser prestados socorros médicos às pessoas que forem acometidas de algum mal súbito, ou vítimas de acidentes. v) Não abandonar o local de serviço, antes do término da diversão e só fazê-lo quando não mais houver público. w) Durante a execução do serviço, manter a compostura regulamentar, não fumando, não se encostando às paredes, bem como não se distraindo com coisas estranhas ao serviço. x) Solicitar apoio quando, nas proximidades do local do evento, estiverem agindo "guardadores de carros".

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y) Solicitar apoio quando a ação dos cambistas conturbar a formação de filas e acesso às bilheterias. 5.2 Policiamento em salões de baile a) Proceder à inspeção do salão, verificando o funcionamento das saídas de emergência, localização de extintores e demais medidas e materiais de combate ao fogo. b) Entender-se com a diretoria do salão, certificando-se do tipo de baile, se é para associados ou com venda de convites ou entradas, a fim de verificar e se certificar da necessidade de proceder à busca pessoal preliminar. c) Quando o baile for com cobrança de ingressos, orientar as filas nas respectivas bilheterias. d) Evitar que menores de idade ingiram bebidas alcoólicas. e) Estar atento para combater o tráfico e o uso de drogas. f) Não permitir que ingressem na pista de danças carregando copos ou garrafas, especialmente em salões lotados. g) Toda vez que notar comportamento impróprio de freqüentadores, acionar, primeiramente, a diretoria do clube ou comissão organizadora do baile, para que tome as providências iniciais, agindo depois, se não atendido. h) Procurar solucionar as desinteligências da forma mais amigável possível, evitando detenções; se necessário, fazer o infrator se retirar do salão. i) Solicitar à diretoria para retirar do salão aqueles que se excederem na ingestão de bebidas alcoólicas. j) Evitar o excesso de lotação no salão, pois gerará confusão e desordem. l) Estar sempre atento, especialmente em bailes carnavalescos com salões lotados, a fim de evitar alarmes falsos e o pânico em caso de acidentes. m) Em caso de início de pânico, procurar acalmar os presentes, liberando todas as saídas e orientando a evacuação ordeira do salão. n) Não se distrair conversando com mulheres freqüentadoras do salão; é malvisto pelo público o PM que, logo à saída do baile, faz-se acompanhar por alguma freqüentadora. o) Não se descuidar da arma colocada no coldre. p).Não ingerir bebida alcoólica e, tendo que lanchar, procurar fazê-lo em local reservado. q) Não relaxar quanto ao uniforme e à postura; não ficar descoberto. r).Não dançar. s).Não deverá, em hipótese alguma, aceitar dinheiro do responsável pelo baile, nem qualquer outra forma de presente, a título de agradecimento. t).É terminantemente proibido ao componente da Polícia Militar, trabalhar em salões de baile sem estar escalado para tal.

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0 POLICIAMENTO DE PRAÇAS DESPORTIVAS 6. sua fiscalização está. no sentido de garantir a integridade física dos espectadores. a circulação e a localização física dos espectadores. a cargo do órgão público municipal. que especifica inclusive as normas técnicas quanto à sua segurança. a fim de que disposições legais sejam obedecidas. 2) pela respectiva administração. conforme disposições legais.1 Conceito de segurança de praça desportiva a) A segurança das praças desportivas é compreendida: 1) pela arquitetura. 4) pelas autoridades competentes. d) Dos promotores dos eventos desportivos Aos promotores dos eventos desportivos compete naturalmente a realização do espetáculo e a fiscalização de quem deva ou possa dele participar. e (d) empenhar todos os esforços. c) Da administração das praças desportivas 1) Constitui competência natural da administração das praças desportivas: (a) providenciar reformas e consertos das instalações. desmoronamentos e outros eventos catastróficos. e) Da Polícia Militar À Polícia Militar compete a preservação da ordem pública e o policiamento ostensivo sobre o evento. 3) pelos promotores do evento. e 5) pela ação do policiamento. 161 .6. (c) fiscalizar o ingresso. dentro de suas respectivas atribuições. (b) atuar junto ao serviço de bares e restaurantes. b) Da arquitetura das praças desportivas A arquitetura de um estádio é apoiada no Código de Edificações. com vistas a incêndios.

(e) interesse de terceiros. deve haver comando da missão-tarefa unificado. devem ser solicitados. (d) policiais femininas. manter relacionamento com: (a) a imprensa especializada. (h) condições climáticas e atmosféricas. por força das circunstâncias.3 Planejamento a) Dos contatos externos 1) As OPM ou suas frações. (f) intérpretes. b) Reforço 1) Sempre que forem necessários. empenhadas no policiamento em praças desportivas. algumas abaixo enumeradas: (a) natureza da disputa a ser realizada. (g) atenção dada pela Imprensa ao evento. e 2) A par do contato oficial citado no parágrafo anterior. (b) tipo de público específico quanto à quantidade e nível social. (j) policiamento somente interno ao estádio. reforços como: (a) bombeiros. (c) policiais com cães. c) Efetivos de mais de uma OPM No caso em que efetivos de duas ou mais OPM forem trabalhar juntos. simultaneamente com a disputa. podem realizar tal modalidade de serviço eventual ou constantemente. (d) momento psicológico. de acordo com sua estrutura e organização. (h) policiamento reservado. (b) cavalaria. de qualquer forma. (i) cobertura irradiada e/ou televisionada ou não. de modo a se estruturar linhas de ação e em se definir responsabilidades. inclusive. problemas de trânsito. (f) local. com antecedência. todos os contatos com a autoridade responsável pelo evento desportivo devem ser realizados oficialmente e com a antecedência necessária.6.(e) trânsito. 162 . b) Relacionamento 1) A OPM empenhada no policiamento em praças desportivas. o que já se integra a um outro sistema. deve. bem como devem ser feitos um ou mais reconhecimentos do local. devem ser realizados contatos possíveis com os responsáveis pelo acontecimento. englobando. 6.2 Efetivo a ser empregado a) Determinação dos efetivos 1) O cálculo do efetivo a ser empregado no policiamento em praças desportivas sofre a ação de inúmeras variáveis. no todo ou em parte. e (I) policiamento externo ao estádio. e (i) outros reforços julgados úteis. (c) características do estádio. (g) policiamento motorizado e a pé para as imediações.

como copos e garrafas. uma vez que sofre influência de fatores psicológicos. (d) estacionamento de veículos e viaturas. possam influir no êxito da operação.4 Da conduta do público a) Dos fatores psicológicos 1) O espectador. e (h) peculiaridades do estádio. (d) tiros de fogos. passando a reagir na proporção em que a mesma reage. como rojões. 6. (b) planos de evacuação e hospitalização. (e) arremesso de sacos plásticos. (c) estudo minucioso de suas dependências. clandestinamente. (b) impropérios. com as respectivas vias de acesso. (e) expansão de emoções reprimidas. (b) sugestão. tal comportamento coletivo e contagiante revela-se por: (a) provocações verbais. apesar das revistas individuais. "médios". e (f) tiros de armas de fogo. COMO: (a) número. (c) arremesso de objetos. militares e desportivas vinculadas ao evento despor- (e) a administração do estádio. todavia. como controle de tumultos e de pânico e operações especiais. "grandes" e "clássicos". de serem utilizados em locais de aglomeração. nos termos da legislação vigente. (g) comerciantes ligados ao evento. e (f) imitação. referentes a atividades. (c) as torcidas uniformizadas ou organizadas. contendo água ou outra substância. (c) contágio. quer nos jogos considerados "pequenos". ligados ao evento. (d) autoridades civis. se for o caso. c) Dos fogos 1) Fogos são proibidos. no interior dos estádios: 163 . b) Reações do público 1) Os fatores psicológicos levam os espectadores a reagir agressiva e até violentamente a estímulos muitas vezes insignificantes.tivo. por sua posição. quando envolvido numa massa. (f) horários de abertura das bilheterias e dos portões de acesso ao público. (d) anonimato. (e) horários de chegada e saída das delegações e da arbitragem. geralmente deixa de raciocinar e agir como indivíduo isolado. desde que. c) Características próprias das praças desportivas 1) Cada estádio tem características próprias e requer um planejamento específico. os fogos são introduzidos. (f) os patrocinadores e promotores do evento. (b) as diretorias dos clubes. com vistas a: (a) setores e postos. e (h) terceiros. (g) planos de ações com as respectivas alternativas.

com tal missão) de: (a) viaturas da tropa. (c) veículos das delegações. (d) tumultos. dentro de pertences pessoais. 9) Vestiários de árbitros e de atletas. (d) no interior de sacolas. (b) desordens. (g) mediante processos que se antecipara à realização da partida e à chegada do policiamento. e (g) pânico. mulheres e crianças. acontecimentos palpitantes e pseudoimagem de agressões e perigos. 12) Torres de som e de iluminação.. 10) Cabines de som e da Imprensa escrita. (e) por cordas. podem gerar: (a) brigas simples. 6.(a) em bolsas de mulheres. agravado pelo consumo de bebidas alcoólicas. e (e) veículos do grande público que aflui ao estádio. falada e televisada. (h) no interior de tambores e instrumentos semelhantes. inclusive de torcidas visitantes. cestas e geladeiras de isopor dos vendedores ambulantes. 6) Locais de acesso da Imprensa e de autoridades. (f) agressões a tiros. imprensa e funcionários dos estádios. autoridades. 11) Casas de força e geradores.(b) veículos oficiais. 7) Embocaduras e corredores. 164 . (e) distúrbios. 8) Tribunas. (c) enrolados em mastros de bandeiras ou no interior dos mastros. 4) Escolta de numerários. conforme a imaginação de cada um. 3) Postos de arrecadação. e) Conseqüências da euforia 1) Todo o clima de euforia normalmente existente. 2) Bilheterias. 5) Catracas e locais de entrada do público. os sistemas são os mesmos do parágrafo anterior. (b) sob as vestes de homens. (d) veículos especiais (Imprensa e serviços essenciais). e (i) de outras maneiras. estádios. mais a influência dos fatores psicológicos. se houver solicitação por funcionários competentes. (c) invasões de campo. d) Armas de fogo e bebidas alcoólicas Com relação à introdução de bebidas alcoólicas e armas de fogo no interior de.5 Conduta do policiamento a) Locais a serem policiados 1) Locais de estacionamento (quando isto não for da competência da OPM de trânsito ou de outra. (f) por entradas restritas às delegações.

assistência. (e) Prioridade 5 .bares. (b) Prioridade 2 .bares. (c) Prioridade 3 .trânsito. f) Diante da euforia da assistência Na exaltação própria do assistente ou no simples desvio de sua conduta. com a missão de: (a) efetuar buscas ligeiras nos assistentes. e (b) apoiar em força o trabalho dos porteiros. trombadinhas". 15) Escolta de árbitros. (b) Prioridade 2 . (b) Prioridade 2 .área destinada ao jogo. fogos de artifícios ou similares e outros objetos que poderão ser utilizados como arma. e) Nos portões de acesso 1) Nos portões de acesso. quanto ao produto de arrecadação.vestiários. (f) Prioridade 6 . junto aos porteiros. (b) Prioridade 2 . a atuação do policial-militar far-se-á. (c) Prioridade 3 .portões. (d) Prioridade 4 . 3) No intervalo do jogo: (a) Prioridade I . (d) Prioridade 4 . 18) Local de disputa. 19) Locais de aglomeração.13) Bares.bares.bilheterias.assistência. 3) Prevenir a ação de "assaltantes". armas brancas. 165 .assistência. o PM colocar-se-á na parte interna dos mesmos. que não configurem a conduta inconveniente. c) Controle do trânsito Observar o contido no Capítulo V deste Manual. assaltantes e outros. 14) Posto de Comando. Trânsito). que permitam a ação de punguistas. (c) Prioridade 3 . assegurando que as pessoas comprem ingressos obedecendo à ordem de chegada. (c) Prioridade 3 . 2) Durante o desenrolar do jogo: (a) Prioridade I . 17) Arquibancadas.portões de saída. 20) Outros locais necessários. característicos de estádio.trânsito (a cargo do Pol.área destinada ao jogo.área destinada ao jogo. b) Prioridades a serem consideradas 1) Antes de iniciar o jogo: (a) Prioridade 1 .bilheterias. d) Nas bilheterias 1) Nas bilheterias haverá permanente vigilância. a fim de impedir a entrada de armas de fogo. 16) Postos de comunicações.assistência. 4) Ao final do jogo: (a) Prioridade I .portões. (d) Prioridade 4 . 2) Reprimir a ação dos cambistas. (e) Prioridade 5 .

sem entretanto interferir no controle ou na seleção de pessoas quanto à qualidade. j) No interior da área do jogo 1) O policiamento não deve se preocupar com a condução da partida em si. executada por fração para isso designada. (c) houver quebra do princípio de legalidade. o que é atribuição da Justiça Desportiva. sem rompimento da cadeia de comando. contrário às regras convencionais para o espetáculo. quando: (a) a arbitragem solicitar. na forma da Lei. 7) Caso a tropa seja utilizada como meio de prevenção e dissuasão de invasão do campo. e conduzido imediatamente ao Distrito Policial mais próximo. para o acesso. e (e) agir durante todo o tempo enquadradamente. 2) Deve ser deixada para os funcionários do órgão competente a determinação de quem. l) Diante das invasões da área de jogo 166 . e (d) houver invasão do campo. 3) Apoio em força aos porteiros dos túneis. através de escolta. deve: (a) ser disposta com a frente voltada para o público. podendo neste serem deixados policiais-militares para garantir o restabelecimento da ordem. pois estando este eufórico e o PM com a cabeça voltada para o centro do campo. através da advertência. competentes que são para sanar qualquer desvio de conduta. devendo conduzi-los para fora do campo. Há casos em que a mudança compulsória de um exaltado para outro local dentro do estádio supera dificuldades eventuais e evita outras conseqüências. (c) não agredir fisicamente os torcedores. i) Nos bares Nos locais em que for proibida a venda de bebida em recipiente de vidro ou lata. inclusive a deflagração de foguetes ou quaisquer outros artefatos explosivos. torcida e Imprensa. 6) A proteção física do juiz e auxiliares contra agressões. todo aquele que cometer crime ou contravenção. (d) manter sempre a atitude correta e marcial. (b) não desviar sua atenção para a peleja. h) Diante de crimes e contravenções Será preso em flagrante na forma da Lei. que não constituam caso policial. os elementos de serviço prenderão. enquanto se fizer necessário. pode ter acesso ao interior do campo. (b) a arbitragem estiver em sério risco. utilizando os conhecidos meios de condução de adversário. como brigas envolvendo jogadores. persistam na entrega daqueles recipientes aos compradores. 4) Apoio em força às decisões do representante da federação ou liga e autoridades administrativas. após advertidos. os vendedores que. considerando que é mais fácil exercer controle sobre poucos locais de venda do que sobre milhares de compradores. não cabendo a retirada do infrator do estádio. 5) A tropa ou sua fração só ultrapassará as linhas que delimitam o local de realização da peleja. da Imprensa. pode ocorrer de espectadores aproveitarem a oportunidade para saltar no interior do campo ou arremessar objetos no PM.predominantemente. principalmente quando o público começa a se manifestar. g) Brigas e desordens As brigas simples e as desordens são resolvidas retirando-se os responsáveis do local.

rapidamente. sendo que estas últimas não podem ser utilizadas. as delegações e outros julgados por bem devem receber a proteção policial-militar. (b) a ação direta e pessoal dos organizadores não seja bastante por si só. se entretanto ocorrer devem ser abertas todas as vias de acesso a tempo. (a) Nos estádios não se corre nem se permite correr. normalmente para uma via de saída. será encerrada quando o responsável pelo grupo protegido se sentir em local seguro e dispensar sua escolta expressamente.1) As invasões de campo em massa são resolvidas empregando-se a tropa em linha. n) Em situações de pânico 1) O pânico deve ter suas causas previstas quando isto for possível. desde que: (a) o objeto da exigência já esteja estabelecido nas regras de organização do espetáculo. 2) A proteção policial militar. de que trata o parágrafo anterior. Devem ser detidos e encaminhados ao Distrito Policial da área q) Escolta de árbitro. na conformidade da evolução dos acontecimentos e das necessidades. auxiliares. (d) fenômenos atmosféricos. (e) desabamentos. para manter a autoridade administrativa dos organizadores do espetáculo. a título de guardar veículos. representantes e delegações 1) Ao término da disputa. nas áreas públicas externas. (c) abalos na estrutura do estádio.6 Limitações à ação do policiamento 167 . o) Em apoio aos organizadores do espetáculo 1) O elemento do serviço de policiamento em estádio prestará apoio em força. venham a exigir dinheiro dos proprietários e em caso de recusa de pagamento danificar referidos veículos. para permitir a vazão da massa e acionar-se. 2) Além das causas já citadas podem resultar em pânico: (a) explosões acidentais ou não. (f) acidentes coletivos. de modo que a ação física da tropa aproveite a arquitetura existente. a atuação de elementos que. p) Frente à ação delituosa dos guardadores de veículos 1) Não será permitida. a arbitragem. e (h) falsos alarmes. (b) descidas de aeronave no interior de praças desportivas. (g) incêndios. a qual empurrará os invasores para um local designado. (b) Movimentos de tropa em velocidade atraem a atenção do público podem conduzir a correrias e até a pânico. m) No controle de tumultos e distúrbios O controle de tumultos e distúrbios no interior de praças desportivas deve ser planejado com antecedência e por locais. os meios de Defesa Civil para evacuação e hospitalização. uma vez que a peculiaridade dessas ações no interior de estádios é justamente a limitação do uso de agentes químicos e de bombas de efeito moral. de modo a se evitar a sua ocorrência. (c) os elementos de organização do espetáculo estejam presentes para assumir a responsabilidade do ato apoiado. 6.

ou mesmo sua proibição. ou qualquer outro instrumento sonoro. dentro de estádios. (b) impedir a entrada furtiva de elementos por sobre as barreiras perimetrais que. c) No uso de bombas de efeito moral Pelas razões do parágrafo anterior. que não constitua crime ou contravenção penal. (d) impedir a passagem de elementos de um local para outro. 168 .a) Tarefas administrativas próprias da organização do espetáculo: 1) Nas missões de policiamento ostensivo não se incluem as tarefas administrativas próprias da organização do espetáculo. dentro do estádio. cornetas. como ocorre em locais abertos como ruas. avenidas ou praças. motivo porque não serão assumidos os encargos de: (a) silenciar bandas. (e) reprimir qualquer atitude ou manifestação de assistente. é devido ao fato de as mesmas não possuírem vias de acesso fáceis para escoamento das massas. por inadequação de construtura. bombas do tipo "efeito moral" não podem ser utilizadas. mesmo porque resultam em pânico. (c) organizar estacionamentos de veículos em áreas internas. não constituam obstáculo razoável a esse acesso. b) No uso de agentes químicos A limitação do uso de agentes químicos dentro das praças desportivas. em hipótese alguma.

Fogos de artifícios deverão ser recolhidos.mensageiros. e .6. devem ser levados ao Oficial. c) Objetos e documentos encontrados Objetos e documentos encontrados dentro dos estádios devem ser encaminhados ao Distrito Policial da área. o qual deve tomar as providências a cada situação peculiar. g) Das comunicações 1) Da finalidade das comunicações (a) A necessidade das comunicações no policiamento em praças desportivas diz respeito à transmissão de ordens.7 Disposições gerais a) Armas Armas de qualquer tipo são proibidas dentro do estádio. orientações. conforme a Lei de Contravenções Penais. graduados (se for o caso) e o escalão de operações especiais. não devendo ser introduzidos nos estádios. nos termos da legislação em vigor. em princípio. entre o escalão de comando.megafones.rádio portátil (HT). 2) Dos meios de comunicações (a) Os meios de comunicações na realização do Policiamento em praças desportivas são: . no Estado de São Paulo. informes e informações. bem como elementos com imunidade diplomática. . . e o recibo de entrega deverá seguir em anexo ao Relatório Geral do Policiamento.sinais convencionais 169 .sistema de alto-falantes do estádio. as armas a serem conduzidas serão determinadas pelo Cmt da OPM. nos termos da Lei. e) Ocorrências especiais Ocorrências que envolvam componentes de outras instituições militares. d) Menores de idade Autorização de entrada de menores nas praças desportivas. b) Garrafas e objetos cortantes Garrafas e objetos cortantes têm sua circulação restrita dentro dos estádios. os escalões subordinados ou entre os escalões de mesmo nível. f) Do armamento da tropa A tropa.telefones internos do estádio. bem como ocorrências que os envolvem são da competência do Juizado de Menores. salvo oficiais. . conforme Resolução SS-32 de O4Nov74. pelo risco à integridade física dos presentes. . não deve conduzir armas de fogo. .gestos.

e destina-se a: (a) impedir o acesso ao local de pessoas e veículos desnecessários. d) Nos outros casos. c) No caso de inundações. limitando as perdas e danos e mantendo. 2) orientação de pessoas. em caso de calamidade pública. diretamente ou através. incêndios de grandes proporções. g) Ainda que no local haja só um policial militar. agravando as conseqüências do sinistro. f) A orientação das pessoas. 7. 170 . e) O isolamento do local 1) O isolamento do local poderá ser feito através de cordas. (d) evitar que indivíduos desonestos pratiquem furtos. constituindo. como por exemplo: inundações. o PM desempenhará as seguintes missões: 1) exercer o policiamento. (b) evitar que se estabeleça confusão.2 Ação do PM a) A Corporação desempenha papel importante na Defesa Civil. ainda que somente orientando o povo. livra-o de confundir-se e desorientar-se. é a mais importante das medidas. em alto nível. de modo geral. desabamentos. b) Diversos tipos de calamidades públicas podem ocorrer.1 Considerações a) Defesa Civil é um conjunto de medidas adotadas pelo governo de um país. médicos etc. homens. preventivamente.0 DEFESA CIVIL 7. serviços de atendimento de primeiros socorros e de restauração dos serviços e das instalações essenciais à vida do país. (c) possibilitar a livre ação dos especialistas (bombeiros. saques etc. explosões. b) A Defesa Civil é realizada. mantendo a ordem. deverá estar apto a salvar o grupo humano ameaçado. principalmente da Polícia Militar. a ação do patrulheiro consistirá em: 1) comunicação ao Corpo de Bombeiros. sendo organizada. pela ação direta e orientadora. 3) cooperar no salvamento de materiais. e que são postas em ação para o atendimento à população civil. em tempo de guerra. o moral da população civil. do Centro de Operações. principalmente. tremores de terra etc. e que poderão ser ampliadas para atender às situações de ataques inimigos. 2) cooperar no salvamento de pessoas.7. se ainda não tiver feito. saques etc.). obstáculos. medidas de proteção individual e coletiva. orientando o povo e vigiando contra furtos. 4) comandar turmas de salvamento compostas de civis. nas situações de emergência e estados de calamidade pública. 3) comunicação ao Centro de Operações. evitando maior número de vítimas pessoais e de danos materiais. a Casa Militar é encarregada de coordenar a Defesa Civil. c) No Estado de São Paulo. em casos de acontecimentos catastróficos. pois a pronta ação da Polícia. veículos etc. planejada e executada sob a responsabilidade do Governo. em tempo de paz. nas operações de socorro e apoio. contando com o apoio irrestrito de todas as repartições e serviços do Estado. 4) salvamento de pessoas que estiverem em perigo de vida.

Fig 3-20 . como corredores estreitos. etc. de forma que o local suspeito seja tomado visualmente o máximo possível antes de a presença ou visualização do policial ser enfocada. 8. muro ou posto de abrigo antes do local suspeito. 2) Relógio (a) E basicamente a mesma técnica de tomada de angulo.2 VISTORIA DE LOCAIS SUSPEITOS a) A vistoria de um local onde haja a suspeição de perigo iminente. situação em que as táticas policiais convencionais serão substituídas por procedimentos de segurança mais rigorosos que o normal. (b) Nessa situação.1 DEFINIÇÃO a) Taticas Policiais Avançadas podem ser definidas como sendo o emprego de técnicas policiais utilizadas em operações de policiamento ostensivo quando existe risco de vida para o policial. o policial fará uso das seguintes técnicas: 1)Tomada de Angulo (a) Compreende no afastar gradativo do policial da porta.0 TATICAS POLICIAlS AVANÇADAS 8.Tomada de ângulo (b) Essa técnica e mais adequada pare locais amplos como galpões. porem realizada em locais sem muito espaço. como criminoso encurralado. b) Para o sucesso do emprego de táticas avançadas.8. demente e ate mesmo animais perigosos. vai tomando um campo de visão major do local (fig. o policial usara sue arma como pivô de movimento. armários. A medida que se afasta. 171 . b) Para a realização dessa varredura. e feita por melo de uma varredura visual. corredores largos e outros que permitam o afastamento gradativo do policial pare observação. existe a necessidade de um treinamento rigoroso e constante por parte do policial. 3-20). 3-21). fazendo o giro de corpo e o conseqüente aumento do campo de visão (fig.

fazer um movimento brusco e veloz com a cabeça. Fig 3-22 .Fig 3-21 . 172 . (b) A olhada rápida consiste em o policial. porem só deve ser usada em locais onde não seja possível' o uso das técnicas anteriores. e retornar ao seu ponto de abrigo. a fim de preparar-se para a progressão. o policial devera ter observado todo o local suspeito. velocidade e capacidade de observação e memorização do policial. (c) Caso seja necessária uma nova observação. projetando a menor parte do corpo possível. e importante que esse movimento seja feito de um ponto diferente. 3-22).Técnica de relógio 3) Olhada Rápida (a) Essa técnica requer muita habilidade. Nessa ação. uma vez posicionado em um campo de abrigo. pois poderá ter denunciada a presença do policial no local (fig.Olhada rápida.

de um ponto abrigado pare outro. 173 .3 DESLOCAMENTOS TATICOS a) Os deslocamentos táticos são progressões em áreas suspeitas de perigo. sem a necessidade de sigilo. 3-23 . 3-24). em segurança. 2) Deslocamento em Grupo O deslocamento em grupo e usado quando ha necessidade de uma progressão rápida. 3-23). O outro policial devera visualizar o perímetro e escolher o ponto de abrigo mais conveniente e se deslocar rapidamente pare lá.8. O primeiro homem se deslocara ao ponto de abrigo e fará a segurança pare que o restante do grupo progrida (fig. O deslocamento se dará com o grupo todo em file indiana (coluna por um). 1) Deslocamento em Duplas Consiste no policial tomar uma posição abrigada e realizar a segurança do perímetro. enquanto o seu companheiro fez o deslocamento (fig.Deslocamento em Dupla. Fig. de onde passara a fazer a segurança. analisando o local enquanto seu companheiro se desloca.

em vez do deslocamento em duplas.Deslocamento em Grupo b) A progressão será frontal ou lateral. 1) Subida com Apolo de Costas Consiste no policial apoiar sues costas na parede. 174 . A escolha do deslocamento em grupo. e baseado também no fator surpresa. o criminoso ou suspeito não identificara com certeza a quantidade de policiais. 8. Dessa forma. mantendo as pernas em um angulo reto. formando com seu corpo uma escada pare seu companheiro observar ou transpor um obstáculo (fig. mesmo surpreendendo a tropa.Fig. pois todos se deslocam ao mesmo tempo. conforme for o campo de tiro e observação do local do suspeito.4 Transposição DE OBSTACULOS a) São técnicas de deslocamentos táticos por melo de obstáculos artificiais como muros. impedindo que o criminoso passe a fazer uma tocaia ao visualizar os policiais se deslocando aos pontos. 3-24 . etc. telhados. 3-25). janelas.

3-26 . soltando lentamente o apoio das pemas ate permanecer na posição vertical. 3) Descida Apoiada (a) Para descer de um obstáculo com altura superior a do policial. o policial se levantara aumentando a altura (fig. O policial permanecera apoiado pelas mãos e pemas. 175 . Fig. Após seu companheiro subir. deve ser utilizada a descida com apoio total do corpo. 3-25 .Subida com apoio de costas 2) Subida com Apoio de Frente Consiste no policial apoiar seu tórax na parede. mantendo as pernas flexionadas. 3-27). 3-26).Fig. soltando então as mãos (fig.Subida com apoio de frente.

8. 176 . 2) A antiga técnica de iluminação com a lanterna afastada do corpo e obsoleta. Essa técnica favorece a identificação de alvos e. 3-27 . a visada pare o tiro. no mínimo. o policial projeta ainda mais a sue silhueta. empregando-se as técnicas do relógio e tomada de angulo.Técnica de iluminação. Fig. alem de dificultar o tiro. 3-28 . A lanterna devera ser posicionada junto com a arma.5 AÇÕES EM LOCAIS COM CONDIÇÕES ADVERSAS a) Ambiente sem Luminosidade 1) A vistoria em locais sem luminosidade devera ser feita com auxilio de lanternas.Descida apoiada. simultaneamente.Fig. pois ao invés de esconder. (b) E importante nessa técnica manter o corpo em equilíbrio. por uma dupla. a fim de que. b) Escadas 1) A progressão em escadas devera ser feita. que será realizado sem visada e somente com uma mão (fig. na queda. 0 policial não venha a sofrer leves. 3-28).

o trabalho de rastreamento tem que ser lento. o risco de queda e enorme d) Sótão. densidade da vegetação e condições meteorológicas. Mas como tal procedimento nem sempre e possível. basicamente. 2) Na progressão sobre o telhado. dependendo da inclinação do telhado. um quilometro por hora de caminhada. sem causar danos a sue integridade física nem ao patrimônio alheio. sigiloso e seguro. 3-29). por major que seja o seu grau técnico. devido as condições de espaço e ambiente. enquanto um policial militar progride. 8. já esta em desvantagem. Tal dispositivo e composto de um rastreador. Como o madeiramento do telhado e composto por vigas. d) O melhor dispositivo pare o deslocamento em mates e em coluna por 1 ou por 2. pisando sobre as ripas. b) O adestramento do policial em selva resume-se. pois uma vez distribuídos os ninhos cercando a área. pois quem esta adentrando a mate. Tal deslocamento e feito lentamente e com muita atenção. tipos de vegetação e condições meteorológicas. A inexistência desse equipamento tornara a vistoria desses locais mais perigosa. porque as telhas. dois PM procurarão a maneira mais segura de escalar e atingir o telhado.2) A progressão devera ser feita cobrindo os pontos de perigo da escada (fig. ele devera pisar sobre a chamada "cabeça de telha". c) Telhados 1) Muitas vezes. Antes de mais nada. ao menos. 3) E importante salientar que nunca se deve subir em telhados em dias chuvosos. e . f) Em mates fechadas. deve-se preocupar com a forma de pisar sobre as telhas. o outro permanece parado em posição de segurança. etc. em três tópicos importantíssimos: . um observador a esquerda. Em seguida. de acordo com o relevo. Porões. 4) A progressão devera ser feita em lanços.bom condicionamento físico. . os policiais militares cercam e vistoriam toda a cercania da residência. o ideal e que se pise somente sobre as telhas apoiadas nas vigas ou caibros. Bueiros. comparando-se ~ situação privilegiada de quem esta esperando. e) Devido a visão limitada no interior da mate e as desvantagens de quem esta entrando. um a direita e outro a retaguarda. no máximo. As telhas do tipo "eternite" são fracas e normalmente não resistem ao peso de uma pessoa. não ha pressa em encontrar o meliante. a Policia Militar e solicitada pare averiguar suspeita de marginais andando sobre telhados.condições psicológicas. caibros e ripas. Tal velocidade de progressão de- 177 . principalmente a noite. realizados com a conformidade do terreno. um segurança do rastreador.6 VISTORIA EM MATAS a) A capture de marginais em mates e uma das operações mais delicadas e difíceis de serem executadas. devera ser feita com auxilio de um espelho. uma pessoa sem o facão consegue deslocar-se.utilização de técnicas e táticas apropriadas. A vistoria nesses pontos. pare que o PM tenha certeza que esteja. pois. pois o policial não terá outra alternativa senão expor seu corpo pare a varredura visual. não suportarão o peso humano. c) Os tipos de deslocamento fazem por parte de organização e controle. que são de barro.

j Tipos de Vasculhamento 1) Quadrado e Retângulo Crescente Consiste em estabelecer um ponto de partida (ultimo local onde a pessoa foi vista) e ir se deslocando em forma de um quadrado ou retângulo crescente (fig. Dessa forma. Tal técnica e utilizada em terreno pouco acidentado. nem os azimutes de abate e alvos compensadores podem ser executados na direção dos ninhos estipulados pare 0 cerco. comunicando-se com os outros PM por meio de gestos. que acaba abortando a missão. e 0 único melo pare encontrar um ou mais grupos homiziados em mates. pois o cerco da área não pode se limitar a ação de fogo da patrulha de rastreamento. o PM tem que se utilizar das outras acuidades. h) Topografia 1) Devido ao armamento peculiar de selva utilizado pelo COE. Caso a mate seja de grande porte e a adulteração for pequena. porte e tipo de mate e condições meteorológica. avança-se cem metros a frente e começa-se 0 rastreamento. por meio de sues ramificacoes táticas. Em ocorrências de marginais homiziados em mates. o conhecimento do terreno por melo da carta torna-se pega fundamental na confecção de um planejamento. 2) O conhecimento topográfico ajuda salvaguardar a vida dos moradores da região. a visibilidade se restringe a 4 ou 5 metros. fator que inviabiliza um trabalho técnico por por parte dos especialistas do COE. i) Tomada de Posição A tomada de posição dar-se-á quando ha resistência por por parte do meliante. Fig. visual. 178 . ou grupo. observando a discipline de luzes e ruídos. olfativa e tato 1) Dependendo do tipo de vegetação local. g) Acuidade auditiva. sendo necessária a abertura na angulação de tiro. 330).pendera de vários fatores. esta e feita por melo de lanços dissimulados pare obstáculos laterais (deslocamentos curtos e rápidos abrigando-se em obstáculos ou acidentes naturais). 2) Linha (Pente-fino) Consiste em deslocamento de 5 homens em formação em linha (homens lado a lado) se deslocando no mesmo sentido (fig. muitas vezes ha a adulteração do terreno por outros policiais. 3-31). 2) O rastreamento. 3-30 .Quadrado crescente. levando-se em consideração a preservação do local. entre eles: necessidade de utilização de carta topográfica. o horário de infiltração e 0 tipo de vegetação.

Fig. Tal técnica e normalmente utilizada em terreno acidentado e com vegetação densa. 3-33).Espiral 5) Off-set Partindo-se de um determinado ponto. Tal técnica e bastante utilizada em terrenos montanhosos (fig. 3-34). simultâneo ou em etapas. Fig. 3-32). realize-se a varredura com 4 linhas (pente/fino). 3-31 . só que em forma espiral (fig. 179 .Leque.Linha (pente-fino) 3) Leque Consiste no deslocamento. Fig. em varies direções como na forma de um leque. 3-32 . 3-33 . deslocando-se em forma de quadrado ou losango (fig. 4) Espiral E uma variação do quadrado ou retângulo crescente.

Fig.Off-set. 180 . 3-34 .

O Policiamento de Guarda se manifesta pelo emprego de fração constituída.1. do perímetro a ser coberto. 181 . c). 4. (b) rural.0 Guarda de Estabelecimentos Penais 4. (c) motorizado. 3) Circunstância: (a) ordinário.A segurança externa do estabelecimento penal se limita à faixa que o circunda. indicará as variáveis a serem adotadas.2. que visa à Guarda de aquartelamentos. à segurança externa de estabelecimentos penais e à segurança física das sedes dos poderes estaduais e outras repartições públicas de importância.1 Condições gerais a). (b) fração constituída.A análise do grau crítico da vulnerabilidade. onde o PM atua em postos. coincidindo com a barreira perimetral. 6) Número: (a) fração elementar. 2) Modalidade: (a) permanência. para impedir a evasão dos presos. (b) extraordinário.1.2. visando à segurança física de estabelecimento e proteção e vigilância de pessoas. do nível de segurança exigido. 5) Duração: jornada. (b) a cavalo. b). assim corno à escolta de presos fora dos estabelecimentos penais. b). (b) patrulhamento. (c) especial.0 Introdução 4. dos meios materiais e humanos disponíveis.2 Apresentação a). se apresenta: 1) Processo: (a) a pé.1 Conceito Tipo específico de policiamento ostensivo. Fundamentalmente.CAPITULO IV Policiamento de Guarda 4. 4.Entende-se como estabelecimento penal a instalação oficial a que são recolhidos os que tenham contra si decretadas medidas ou penas privativas de liberdade. dos dispositivos de proteção existentes. 4) Lugar: (a) urbano.1.

7) ação interna (subversão. desordem e indisciplina. atividades terroristas). sabotagem física ou psicológica. chegam até a barreira perimetral e a ultrapassam ou não sem sair do controle da guarda externa. 2) Fuga: preso ou presos.Os postos são distribuídos de maneira a que o campo de observação e vigilância de cada um cruze com o de seus vizinhos. perdendo-se o controle visual sobre o sentenciado.Ocorrências típicas do serviço de guarda externa dos estabelecimentos penais: 1) tentativa de fuga de um ou mais sentenciados. com ou sem meios. h). f). quando em apoio à administração do estabelecimento na execução de normas estabelecidas e que reflitam em seu posto. chegam até a barreira perimetral e a ultrapassam conseguindo sair das vistas da guarda externa. 3) Levante ou motim: movimento coletivo de rebeldia. para facilitar fuga. com a finalidade de proceder aos necessários apoio e ligação entre os postos. 5) dimensões do prédio. é a característica da fuga. como meio de obrigar funcionário a praticar qualquer ato. obediente a um final comum.Conceituação 1) Tentativa de fuga: preso ou presos. 6) disponibilidade de meios complementares do sistema de segurança. ou que. propiciando recíproco cobrimento. combinando a permanência com o patrulhamento. que reclamam a cobertura por fração porque. manifestando-se por reação contra punições impostas. outras se adicionam. contra determinação regulamentar. pela construção ou situação. este executado por frações. j). 6) ação externa de uma ou mais pessoas contra as instalações ou pessoal de serviço.O posto do portão principal assume características especiais. 182 .c). para propiciar ou facilitar fuga de preso. 2) população carcerária.O número de postos da guarda externa varia em função de: 1) estrutura física do prédio. g) Atenção especial da vigilância deve ser dispensada aos postos sensíveis ou vulneráveis. casual ou proposital. 3) levante ou motim. e). espionagem. apresentam facilidade para acesso ou saída. curtos-circuitos). de maneira a criar condições que impeçam a fuga ou ajuda de fora para a sua realização.Aos postos. completando o sistema de segurança. 4) incêndio. d). serão atribuídos campos de observações e vigilância internos e externos. 8) incidentes naturais devidos a falha humana ou do material (incêndios não provocados. i).A guarda externa atua nos postos. 2) fuga de um ou mais sentenciados. 3) grau de periculosidade que a caracteriza. além das atribuições de observação e vigilância comum aos postos de barreira. Escapar da esfera da vigilância e observação. 5) ação externa de uma ou mais pessoas. que são aqueles que poderão ser danificados. com ou sem meios. 4) localização. instalados na barreira perimetral.

Ambas as ações são perigosas e. 5) Ação externa: destinada a propiciar ou facilitar a fuga de presos ou dirigida contra instalações ou pessoal do presídio. d).De emergência: é o equipamento acionado em casos excepcionais. e). dada a presença de interesse de preso ou grupo de presos na deterioração das condições de normalidade.São elementos fundamentais na segurança de estabelecimentos penais os sistemas de iluminação. e . geralmente provocado. pouco importando a duração da perturbação. 3) Sistema de comunicação (a) Entre os postos de serviço e o posto central e entre este e os órgãos de segurança há necessariamente comunicação permanente para facilitar e completar o sistema de segurança. de forma que os materiais e ferramentas não sejam usados para fins escusos e sim para o trabalho. b).Manter vigilância sobre os presos que executam trabalhos permitidos pela legislação.casual ou provocado: o que causa maiores problemas à guarda. devendo permitir o acionamento de todos os postos e do corpo da guarda.Reserva: é a alternativa disponível para a eventualidade de suspensão do fornecimento de energia elétrica da rede pública. exceto os estritamente necessá. 2) Sistema de alarme (a) Constituí requisito essencial à segurança do estabelecimento. isto é. pedir auxílio.Não manter contado com os presos. um. 1) A iluminação instalada e apropriadamente operada serve para dissuadir o preso da pretensão de fuga e para dificultar a aproximação de pessoas pela parte externa da barreira perimetral.Evitar violências.Contínua: abrange o sistema permanente de iluminação. 4) Barreiras Físicas (a) Devem ser mantidas. 183 .2 Deveres do PM a). acionando o alarme. l).rios ao cumprimento das missões. zonas livres para melhor observação da guarda e operações necessárias. reunião deles. jamais constituirá motim que se consuma quando a ordem ou a disciplina forem transgredidas já com os primeiros atos do motim. (b) Os policiais militares de serviço deverão estar instruídos sobre o emprego eficiente do sistema.Exercer completa vigilância e fiscalização para que os presos não tentem fuga. a fim de não provocar insubmissão e ódio nos detentos. c).Estar sempre alerta para.Não conversar com presos. a guarda deve estar permanentemente atenta e preparada para agir com determinação e alta eficiência. em caso de necessidade. 4) Incêndio . . (a) Tipos de iluminação . de alarme. em ambos os lados das barreiras físicas. 4. descuidando-se da vigilância.2.(a) A rebeldia há de ser de presos. de maneira a assegurar possibilidade de adoção de providências imediatas. com reflexos na segurança externa. para fazer frente a eventos em que a contínua e a reserva sejam insuficientes. de comunicações e barreiras físicas. para combatê-las. f).

3. f). quando for o caso. da forma culposa. dando condições para que o preso concretize a fuga.3.A fuga de preso constitui delito somente quando ele se evade.g).O Código Penal não comina pena ao preso que foge. alertando a guarnição para o acesso necessário. e). g). a fim de que a área sob sua responsabilidade seja dinamicamente fiscalizada. em condições de seu emprego imediato e somente dele se afastando mediante autorização de seu Cmt. por desatenção e negligência. b). porque o encarcerado poderá usar uma mulher para desviar a atenção do policial. que outros contribuam para a fuga dos presos.É importante ter sempre em mente que uma guarda omissa em seus deveres. o preso da Justiça Pública: 1) à presença da Autoridade judiciária.Não aceitar presentes ou favores e tampouco efetuar transações comerciais com detentos.Toda observação ou reclamação sobre o estabelecimento penal deverá ser trazida ao Comandante da Guarda. i).A lei leva em consideração o dever funcional. ao manejá-lo. durante todo seu turno de serviço. só facilitará e induzirá o preso a tentar a fuga.Como se vê. anotar os dados de interesse. h).2.3 Responsabilidade penal a). 4.Escolta de presos é todo deslocamento do policial-militar conduzin.Conhecer detalhadamente o sistema de alarme.0 Escolta de Presos 4. devidamente municiado e. p). isto é. manter o armamento em boas condições de uso. 4.A lei não permite. h).Permanecer no seu posto de serviço. d). o).Não se distrair com mulheres. o componente da guarda não pode ficar inativo na ocorrência de fuga de preso. com segurança. 184 . praticando violência à pessoa.Quando de serviço. que conduzam ao aprimoramento do serviço. prevendo maior punição quando o fato for praticado por quem é responsável por sua vigilância.do. 1) Recomenda-se que primeiro o PM dê o sinal de advertência. não descuidar das cautelas necessárias. 2) de um para outro estabelecimento penal.Quando no seu horário de descanso. a fim de evitar problemas funcionais.A lei cuida.1 Normas gerais de escolta a). c). deverá permanecer no local destinado para tal. 1). entretanto. n). fazendo observações pessoais. m). q). não efetuando compras para os presos.Durante as rondas. j). fuga de presos por culpa daquele que está encarregado da sua guarda ou custódia.Por dever funcional ele deve obstar a fuga de presos por todos os meios possíveis. dele se afastando somente quando devidamente substituído e autorizado.Manter-se em movimento.Conhecer detalhadamente o regulamento interno do estabelecimento penal. também. usando-o somente em casos de emergência.

tinerário. em princípio. b). no caso de libertar-se da escolta.Ao receber o preso. através de informação da seção competente do presídio.O preso não pode conduzir objetos ou valores possíveis de comercialização. preservando sua integridade e segurança. 3) Os encarregados da escolta devem tomar todas as medidas para impedir a fuga de presos. evitando assim uma troca de presos acidental ou maldosa. e 5) a outros lugares. 4) aos Institutos de Saúde Física e Mental. d). 4) O efetivo deve obedecer. . fornecidos pela autoridade requisitante. diretamente ou através do Diretor do Presídio. totalmente responsável pelo preso. .tempo de duração. e .3) de uma para outra Comarca. Verificando que a documentação está em ordem. sob cuja responsabilidade está a guarda de presos. considerando-se a periculosidade deles e meio de transporte a ser utilizado. . conferindo a exatidão dos dados nela contidos através de uma leitura e de perguntas ao que será escoltado. .Logo em seguida.destino. pelo número de processos a que responde. num compartimento fechado. 6) Ao Cmt da tropa.meios de transporte. caberá elaborar previamente o planejamento das diversas modalidades de escolta: (a) Na elaboração do planejamento deverão ser observados. após a devolução esse documento. 5) A escolta poderá ser feita a pé ou transportada: (a) Quando transportada.Antes do contato com o preso. dos quais poderá valer-se para corromper terceiros ou. por ordem da Autoridade judiciária. se faz parte de quadrilha. os encarregados da escolta deverão.apoios. os policiais militares assinarão o recibo ficando. deverão examinar a documentação referente à escolta do mesmo.Número de presos escoltados. 4. 2) Basicamente. minuciosa revista no preso.periculosidade. . além de outros. proteção e assistência ao preso fora do estabelecimento penal e nos seus diversos deslocamentos. a escolta deve zelar pela entrega de pessoas no local de destino. Para isso. devem evitar que mantenham contato com outras pessoas e locais que possam criar oportunidades de fuga. os seguintes aspectos: .3. em princípio. 185 . à proporção de 02 (dois) PM por indivíduo a ser escoltado: (a) Nos deslocamentos de grande número de presos.2 Recebimento do preso a). os meios serão. e o número de anos a que está condenado e se já tentou fuga alguma vez. deixar o local com mais facilidade. A escolta destina-se a proceder à vigilância. 1) A escolta somente se realizará mediante prévia requisição judicial. o efetivo da escolta deverá ser especialmente planejado. procurar saber: seu grau de periculosidade (medida pelo tipo de crime). deverão os policiais-militares providenciar. c). b). que poderá acarretar em sérias conseqüências futuras.

os quais deverão ser transportados em viaturas apropriadas. 4.Sempre que a escolta for realizada a pé. Na falta de algemas. ainda que o preso esteja doente. para segurança do policial-militar e do próprio preso. c). cientificar seu comandante.A condução do preso será feita. sem descuidar-se das medidas de segurança (precaver-se de que o preso poderá estar simulando doença para criar uma situação qualquer). verificando se não foi deixado algum objeto para o preso. 186 .Quando do embarque e desembarque de coletivos. os necessários cuidados médicos.Os presos nunca devem ficar fora da vista da escolta.e). 2) O uso de algemas deve obedecer ao disposto no Decreto n. valer-se dos meios imediatos a seu alcance. local de parada. O preso somente poderá ser desalgemado mediante ordem da autoridade competente. o preso deve ter seus membros superiores imobilizados com meios de fortuna. O preso não poderá: 1) trazer consigo dinheiro ou objetos pessoais. ao conduzir o preso a pé. 1) O policial-militar. f). 1) Nestas circunstâncias providenciar. salvo em situações excepcionais. por mais pacífico que aparente ser. tais como o cassetete ou a própria cinta de preso. g) Vindo o preso a ser acometido de mal súbito.3 Condução do preso a).Todo preso será submetido à busca pessoal e algemado.Não devem ser dadas informações aos escoltados e terceiros. 1). 2) permanecer livre da vigilância da escolta em qualquer ocasião. doentes mentais. quanto ao lugar onde estão indo.As medidas de segurança não deverão ser aliviadas pela escolta. 3) manter contato com parentes.Cautelas especiais devem ser tomadas quando da escolta de menores. j). hora de chegada. deve-se fazer uma relação por escrito de todos os objetos encontrados. através das autoridades competentes. n). comunicando imediatamente a Diretoria do Presídio para as providências necessárias. f). preferencialmente.º 19. 4) ser entregue sem o devido recibo.Os policiais-militares devem portar armas de tal modo que os presos sejam incapazes de apanhá-las. que deverá ser previamente informada de sua periculosidade. em viatura.No caso de a escolta conduzir vários presos. h).3. e 5) ser algemado em objetos fixos. estes seguirão algemados braço a braço. neste caso. b). m). conforme circunstâncias da prisão. que regulamenta a matéria. deverá mantê-lo algemado ao lado oposto de sua arma. ter em vista a incolumidade própria e dos demais passageiros. doentes infecto-contagiosos. de 30 de outubro de 1950. o preso deverá ser conduzido algemado a um dos componentes da escolta.Após a busca. na primeira localidade. amigos ou quaisquer outras pessoas. 2) Ficando o preso internado. mudança e meios de transportes. deverão os policiais-militares examinar o interior da viatura. i). e). envidar esforços para não ferir o preso. antes de ser transportado.903.Antes do embarque. d).

c). sendo cauteloso alternar o uso dessas dependências. os quais assinarão os recibos de entrega. (a) Caso o escoltado possua periculosidade presumida. 2)Proporção de dois PM para cada preso a ser transportado.4 Apresentação e entrega do preso a). Em princípio. deve-se aumentar a proporção dos escoltantes. garantindo a segurança da escolta. o preso deve ser acompanhado pela escolta durante a realização dos exames clínicos ou psíquicos e deve permanecer algemado.5 Locomoção .meios e procedimentos a). Neste caso.3. salvo em casos especiais que requeiram a liberdade dos braços. 3) O coldre do PM deve estar sempre do lado oposto ao do assento do preso. o preso é destinado a determinada Comarca. 2) Os presos são conduzidos algemados até a viatura e. e não seja possível utilizar outro meio. na respectiva cadeia pública. 4) O preso será algemado ao braço esquerdo de um dos escoltantes. não deverá ser permitido ao preso utilizar o sanitário quando o trem estiver parado. o preso permanecerá algemado. 4. são desalgemados. o Cmt deverá alertar o magistrado.A ninguém deve ser permitido passar entre o preso e o condutor.Apresentado com documentos necessários para ser ouvido em juízo ou assistir à audiência. 2) nos estabelecimentos penais. a escolta deverá levar verba suficiente para aquisição de combustível e alimentação.o).3. um ou mais PM em trajes civis. podendo inclusive seguir na diligência. 5) Os sanitários da composição devem ser previamente revistados toda a vez que forem utilizados pelos presos. no instante em que se encontrarem no compartimento de presos. permanecendo um dos componentes próximo à porta e outro junto ao preso e com vistas às janelas. em princípio. 2) Antes de se retirar da sala. b) Por viaturas 1) Todos os réus de periculosidade presumida devem. d). b). com ofício dirigido à Polícia Civil local. se for o caso.Apresentado a Instituto de Saúde. 4. 187 . sobre o alto grau de periculosidade do preso e. os presos são recebidos pelos assistentes penais. pois visa resguardar situações que coloquem a mesma em sérios riscos morais.O recibo de entrega do preso por parte da escolta é de suma importância. visto a segurança do próprio meio utilizado. Por via férrea 1) Previsão da respectiva requisição de passes de ida e volta. 1) Caso haja ordem expressa do juiz para tirar as algemas.A entrega do preso no destino far-se-á mediante os princípios seguintes: 1) via de regra. em seguida. cumprir a determinação. ficando outro para exercer a vigilância. o preso será algemado tão logo saia da viatura. inclusive para o preso. independente do grau de periculosidade. colocam-se novamente as algemas para o deslocamento de regresso. no desembarque. ser transportados por viaturas. sendo entregue.

e). a fim de evitar que a mesma seja fechada por dentro pelo escoltado. devemos tomar as seguintes medidas: (a) o preso é conduzido no banco traseiro. 4) Trinta ou quarenta minutos antes do pouso no local do destino. Nesse transporte. deve reservar as últimas poltronas. porque há melhores condições de segurança. d). 2) A alimentação do preso. 3) Nos deslocamentos por ônibus. no presente caso. nome do motorista. juntamente com a escolta. com os policiais locais. inclusive para uso de sanitários. e 3) um dos componentes da escolta manterá o pé entre 0 batente e a bandeira da porta. permanecer fechada.6 Utilização de sanitários a). a escolta deve anotar a placa do carro. 5) A escolta embarcará antes dos passageiros normais e desembarcará após.Por automóvel 1) Às vezes. tomando-se as seguinte precauções: 1) evitar-se-á aqueles que possuam mais de uma porta ou janelas que propiciem a saída do preso. assim. a fim de garantirem a segurança no desembarque. enquanto estiver sendo utilizado pelo detento. evitando. c). no lado oposto do motorista. em posição e local que não constranjam os demais passageiros. ocupando o preso o lugar entre eles.3. 188 .Todos sanitários a serem utilizados pelo preso deverão ser minuciosamente revistados. preferencialmente utilizar copos e pratos de papelão. o comandante da escolta. e uma segunda algema deve unir seus pulsos. Quando isto ocorrer.Por avião 1) As escoltas que usarem aviões de carreira darão disso ciência ao comandante da aeronave. esclarecendo ainda quanto à periculosidade do escoltado. 2) a porta dos sanitários não poderá.Por ônibus 1) Nos deslocamentos por meio de ônibus. neste caso. (b) os dois policiais poderão também tornar lugar no banco traseiro do motorista. (d) é aconselhável que um dos policiais fique do lado de fora até a acomodação do preso no interior do veículo. 4. o policial que se sentar ao lado esquerdo do preso. (c) o preso deve seguir algemado a um dos componentes da escolta. será fornecida nos restaurantes verificados nas paradas do coletivo. 4) O detento se alimentará no próprio compartimento de presos. via rádio. há necessidade de utilizar-se táxi. 3) O preso não tomará refeições munido de faca e garfo. em hipótese alguma.3) O abastecimento deverá se fazer em locais alternados. a escolta solicitará ao comandante da aeronave que se comunique. possível surpresa por parte de terceiros. o policial-militar observará as mesmas regras dis postas nas escoltas por via férrea. ao providenciar as passagens. deve colocar a arma ao lado oposto do preso. 2) O preso será colocado. bem como a sua residência. enquanto um dos policiais toma lugar atrás do motorista e o outro ao lado do motorista no banco da frente. visando à segurança pessoal do próprio e dos escoltantes.

esse tipo de escolta deve ser executada por três ou mais policiais e deverão ser adotadas rígidas medidas de segurança. 3) examinará. irmão. 189 . Caso haja necessidade da Polícia Militar executar tal tipo de serviço. a não ser de elementos do hospital (corpo clínico. b). 4) não permitir visita de espécie alguma ao preso. devem ser tomadas as seguintes medidas: 1) confirmar se haverá ou não atendimento. com isso ferindo a integridade e a segurança da escolta. 4. mediante contato com a Administração. as seguintes providências devem ser tomadas: 1) o veículo deve ser colocado o mais próximo possível da saída do velório e em condições de se deslocar rapidamente do local. 2) retorna o mais rapidamente possível e comunica o fato à Diretoria do Presídio e ao seu Comandante. 6) não deve ser permitido que o preso debruce sobre o caixão da pessoa falecida. mãe. para tal.Dada a sua peculiaridade. especialmente se o local de destino for freqüentado por marginais. 5) não deve ser permitido que se dê comida ou bebida de qualquer espécie ao preso. em caso de anormalidade. 2) deve ser pedido o afastamento dos que se encontram na sala do velório e só deve entrar. mantendo.4. as portas ou outras aberturas que possam facilitar a fuga.7 Escolta em velórios a). enfermeiros e auxiliares). 3) o preso não deve ser desalgemado: 4) devem ser acompanhados de perto todos os movimentos do preso. pois no interior do mesmo poderá ter alguma arma escondida e que dela poderá valer-se para tentar a fuga. nesse local. 5) evitar que o preso se locomova nas dependências externas ou internas do hospital (a escolta deve estar sempre presente). Assim. um dos escoltantes: 1) entra em entendimento com o parente mais próximo do preso (pai. durante o tempo de visita.). muitas saídas etc. para que se possa adequar as medidas de segurança às necessidades da ocasião e do local. o qual não deverá exceder a 15 minutos. c). d) Caso as condições de segurança e o ambiente sejam favoráveis.3. conduzindo preso para atendimento médico.8 Escolta em hospitais a). esposa ou filho). cuidadosamente.2) cientificar-se da gravidade da enfermidade ou ferimento do preso.Antes do desembarque do preso é preciso se fazer um estudo da situação. 2) verifica se o local oferece condições à segurança do serviço (fragilidade das paredes. esclarecendo os motivos que levaram a agir dessa maneira. expondo-lhe as condições em que o preso entrará no velório. contato com médicos e direção do hospital.Caso as condições de segurança e o ambiente não forem favoráveis: 1) a escolta não desembarca o preso.3. 3) verificar as condições de segurança oferecidas pelo local em que está o preso. evitando-se permanecer com o preso perambulando por salas e corredores. a escolta e o preso.

refeições e bebidas oferecida pelo escoltado ou por familiares. 3) usar sempre os meios de transporte normais. 6) conduzir. 8) não permitir que o escoltado tenha contato com parentes. o PM. cuja proteção se tem em vista. outro roteiro quando retornar com a escolta e o preso.6) se o médico recusar-se a atender o preso perante os componentes da escolta ou se determinar a retirada das algemas. sempre que possível. pois as algemas si destinam a incapacitar as 2 (duas) mãos e braços do escoltado. 4) nunca aceitar os itinerários de ruas e logradouros públicos indica dos pelo escoltado e utilizar. 9) verificar. 4.0 Guarda de Repartições Públicas 4.1 Condições gerais a).4. tão logo ele perceba haver conquistado a confiança dos escoltantes.A Polícia Militar executa policiamento de guarda nas repartições públicas. ARTIGO IV 4. 5) ao conduzir presos dementes ou agitados. devendo escolta ser reforçada com mais policiais-militares. antes do serviço. posto que poderão ser enganados pelo mesmo.4. 2) nunca algemar o preso em lugares fixos. 190 . aos policiai: militares em escolta de preso compete: 1) verificar. 7) não aceitar. 11) A fuga deve ser evitada de forma preventiva pela vigilância aos mais sutis movimentos do preso. até uma segurança física efetiva. em hipótese alguma. para fins de proteção ao patrimônio do Estado e em vista d importância das pessoas que nela trabalham (ou residem). sempre que possível. solicitará a identificação do médico e procurará a Administração do Hospital para esclarecer sobre a responsabilidade por eventuais fugas ou violência praticada pelo preso. amigos pessoas estranhas. em carros d presos (carro forte).Além de outros deveres já citados anteriormente. a não ser de pessoas conhecidas perfeitamente identificadas. providenciar para que sejam imobilizados com camisa de força ou estejam sob efeito de tranqüilizantes aplica dos por médicos. e com prioridade. amigos e pessoas estranhas. do armamento e das munições. servir-se somente d veículos apropriados e.Emprega seu efetivo desde uma presença preventiva. as condições de funcionamento do carro forte. b). nunca aceitar "caro nas" durante o serviço de escolta. o estado de uso e funcionamento das algemas.9 Deveres dos componentes da escolta a). e 10) os componentes da escolta não deverão manter relacionamento amistoso com o preso. os presos de reconhecida periculosidade.3. variando de conformidade com as características das repartições e das pessoas. com habilidade. antes do serviço. se necessário.

deve: 1) conhecer os nomes dos chefes das repartições.A tropa empregada deverá ter conhecimento dos meios de extinção de incêndio existentes na repartição.4. d).Deverá ser estudado o controle de entrada e saída de pessoas dentro da área proibida ao público em geral. e). podendo.c).ção ao público.Conforme o caso. em virtude do contato permanente com o público. 4) agir com educação para com todos e com cavalheirismo para com as damas. 2)conhecer os procedimentos das repartições. em conseqüência.O pessoal empregado nas repartições.O uniforme previsto poderá ser adequado ao serviço.O uso das armas deve ficar adstrito aos casos de anormalidades. de comunicação e as barreiras físicas serão objetos de preocupação constante do PM. b).) e pelo tratamento com o público. 4. d). 4.2 Métodos e dispositivos de segurança a). 3) ter paciência com pessoas. para poder executar os combates aos princípios de incêndios e colaborar com os Bombeiros em casos de necessidade. f). procurando saber das suas necessidades e dar as respostas as mais completas possíveis. ser acrescido com alamares. de iluminação. deverá primar pela apresentação pessoal (correção de uniforme. c). devendo capacitar-se para exercer bem esta missão. asseio individual etc. poderá ser feito o controle dos veículos que adentram a área da repartição.4. assim como o controle de pessoas autorizadas para prestação de serviços nesses locais.O sistema de alarme. mediante autorização. para fins de orienta. 191 .3 Relacionamento com o público a) O PM empregado no policiamento de guarda de repartições públicas sempre é procurado como fonte de informação e orientação. atitudes.Atenção especial deve ser dispensada aos pontos sensíveis ou vulneráveis. braçadeiras e outros adornos específicos.

2. cujo conhecimento é indispensável para a compreensão dos assuntos particulares relativos ao Policiamento de Trânsito b). executado em vias terrestres abertas à livre circulação. extraordinária. jornada. 3) Apreender. pontos críticos.4.Fundamentalmente. Missão a).1. a cavalo. 5. orientação e controle. Apresentação a). Abrangências 192 .3.Atuar sistematicamente na fiscalização. obediência à sinalização e proteção a condutores. 5) Fiscalizar veículos (documentos. b).CAPITULO V Policiamento de Trânsito 5. remover. da sinalização.O Policiamento de Trânsito é executado através de combinações variáveis do fluxo. sinalização e obras de arte. 4) Remover ou promover remoção de obstáculos. rural. das prioridades de lançamento e outros fatores de cada região.1. motorizado. efetuar prisões.1.Este capítulo aborda os aspectos específicos do policiamento de trânsito. pistas de rolamento. visando a disciplinar o público no cumprimento e respeito às regras e normas de trânsito. 2) Modalidade: patrulhamento.Policiamento Ostensivo Geral. 4) Lugar: urbano. 5. cargas) e condutores (documentos. animais e veículos que impeçam ou dificultem a livre circulação. 5. 3) Circunstância: ordinária. 2) Atender a acidentes de trânsito.1. eixos e vias . especial.1. com o objetivo de proporcionar segurança e fluidez do trânsito e assegurar o cumprimento das leis e regulamentos. mereceram tratamento no Capítulo 3 . 6) Número: fração elementar e fração constituída. permanência. com vistas à redução de acidentes de trânsito.0 Introdução 5.com vistas à disciplina de trânsito. estabelecidas por órgão competente. de acordo com o Código Nacional de Trânsito e legislação vigente. é executado pela combinação de: 1) Processo: a pé. 6) Notificar infratores e. estado de conservação. reter veículos por prática de infrações de trânsito. pedestres. condições físicas). 5) Duração: turno. escolta. com ou sem vítimas. pela sua generalidade. do grau de educação de trânsito dos usuários. dispensando a análise daqueles que.cruzamentos.1 Conceito Tipo específico de policiamento ostensivo. 7) Promover e (ou) participar de campanhas educativas de trânsito.É cumprida através do exercício das seguintes atribuições: 1) Atuar em pontos-base . conforme o caso. c).

para atentar contra a integridade física própria e de terceiros. caminhos. a atuação do PM deve ser preventiva. Vias terrestres . preventivamente. 5. dentro de cujos limites deve ser exercido sob pena de vir o PM a incorrer na prática de ilícito penal. nesses locais. porque a preservação da integridade física dos motoristas e pedestres tem prioridade sobre a fluidez do tráfego. devendo ser dispensada especial atenção aos pedestres. não lhes concede o direito de desrespeitar regras elementares de cautela para a segurança de terceiros.2. 5. passagens de domínio público e praias abertas ao trânsito. nem efetuar Auto de Infração para Imposição de Penalidades (AIIP) ou adotar medidas complementares. orientando motoristas e pedestres. b). c). só podem ser lavradas autuações e adotadas medidas complementares previstas na legislação específica de trânsito. acionando desnecessariamente a sirene. são consideradas vias terrestres as ruas.Legalidade das providências .A prioridade de circulação concedida a veículos oficiais e aos de prestação de serviços públicos essenciais à população. unicamente. por força de impedimento legal. deve ser imediata e devidamente sinalizado ou removido.2 Princípio de legalidade a). nos casos de inobservância.Em princípio.Não estão sujeitos às normas estabelecidas pela legislação de trânsito os recintos internos de clubes. 2) A entidade que executa obra na via pública é responsável pela correta sinalização do local. não 193 . mediante prévia autorização da autoridade competente com atribuição sobre a via. 3) As obras na via pública só podem ser iniciadas.Prioridade . d). logradouros. previstas na legislação de trânsito.Obstáculos à circulação . o PM somente lavrará a autuação cabível. 1) Nos casos necessários.2.Para efeitos deste Manual.0 Regras Gerais de Execução 5.Quando para determinada infração for prevista. não podendo o PM.Atuação . se previstas. para atender a casos de urgência. o PM deve. a pretexto de urgência.a).Na execução do policiamento. o órgão competente ou responsável. entidades públicas ou privadas. acionando sirenes.A segurança prevalece sobre a velocidade do tráfego. o PM deve atuar repressivamente.Qualquer obstáculo à livre circulação ou à segurança de pedestres e veículos. b). porque o poder de polícia não é arbitrário.Recintos internos . devendo o PM.Aplicação das penalidades .Serviços de urgência . b). efetuando as autuações cabíveis e adotando medidas complementares. Nos casos de manifesta inobservância à legislação de trânsito. a penalidade de multa. avenidas.2. estando sujeito às regras legais e regulamentares. estradas. acionando. utilizar-se de sinalização de fortuna com os meios ao seu alcance.1 Policiamento preventivo a). comunicar o fato ao órgão competente. associações. disciplinar a circulação de veículos. a seguir. no leito das vias terrestres ou calçadas. Os condutores de tais veículos não podem escudar-se na prioridade de trafégo.

praticar.3. hospitais. expor mensagem clara e simples. em condições de efetuar.podendo remover.Obrigatoriedade . emanadas por gestos do PM. para perfeita caracterização. em face da inteira responsabilidade deles pelos resultados do fiel cumprimento às ordens. correta e suficiente no local. impor respeito aos usuários.Falta.Cumprimento das ordens . b). a dúvida. farmácias. ser bem localizada e apresentar visibilidade suficiente.1 Deveres do policial-militar a).3 Sinalização a).No caso de prática simultânea de infração de trânsito e de ilícito penal. observando com rigor os horários. o PM lavrará as autuações correspondentes. delegacias. desvios possíveis. as ordens dos superiores hierárquicos. chamar a atenção dos usuários. não lavrar a autuação.Dúvida quanto à caracterização. em caso de necessidade. 1) Ao assumir o posto. apresentar o autor do crime ao Distrito Policial da respectiva área de atribuições. não podendo ser estabelecida unicamente por meio de portaria ou qualquer outro documento. pronto-socorros.As ordens. 5.Sinais e ordens do PM . A sinalização de trânsito deve se apresentar de forma suficiente e correta. o PM não deverá lavrar a autuação. integralmente. deverá efetuar um reconhecimento prévio.Quando o mesmo condutor do veículo. posteriormente. alterações nas pistas de rolamento. desvios das correntes de tráfego ou auxiliar e substituir outros PM nos postos localizados nas imediações. insuficiência ou incorreta colocação .Das infrações que exijam. a Carteira Nacional de Habilitação ou qualquer outro documento. em caso de prisão em flagrante delito. com os superiores hierárquicos.0 Procedimentos Gerais 5.Conhecer a direção do tráfego nas imediações do posto de serviço. estando. oficinas 194 . simultânea ou seguidamente. o PM deve lavrar a autuação devida e. 5. relativas à execução do serviço.Cumprir. b).Toda e qualquer restrição no uso da via pública deve ser regulamentada por sinalização específica. d). atendendo às condições essenciais de suprir necessidades importantes. conseqüentemente. sinalização específica (placas de regulamentação). duas ou mais infrações à legislação de trânsito. 1) Em caso de dúvida quanto à caracterização da infração à legislação de trânsito.3. e). a ação do órgão competente para sanar a anomalia verificada. prevalecem sobre as regras de circulação e sobre as normas definidas por outros sinais de trânsito. c). buscando identificar as principais artérias de ligação. solicitando com a possível urgência. sanando. para procedimento futuro em casos semelhantes.2. o PM não deverá lavrar as autuações na falta. reter ou apreender o veículo. 2) Em casos de dúvida sobre a perfeita identificação do veículo. insuficiência ou incorreta sinalização do local. c).Conhecimento do posto de serviço .Infrações simultâneas . quartéis.Infração e ilícito penal .

evitando palestras com outros ele. a fim de bem informar aos transeuntes a respeito. 1) Receber as sugestões. 2) Ao ser escalado em posto de sinalização recém-implantado. .manter-se atento ao serviço. dele não se afastando. reclamações ou queixas do público em geral. referentes ao trânsito em geral.usar linguagem própria nas relações com os condutores de veículos ou pedestres. guinchos e outros serviços de utilidade. Nestes casos. c) Relacionamento com o público . No ponto-base. . que é o Posto de Controle de Trânsito. para devida apreciação. . . sejam referentes ao serviço ou a outros assuntos. se todas as placas de regulamentação estão colocadas corretamente e se não há falta de sinalização complementar. para outra via. é realizado o patrulhamento em trechos da via pública. 2) Evitar. 5.mecânicas.permanecer no posto.2 Policiamento a pé a) É executado em ponto-base e em eixo. a não ser em situações excepcionais. emprega-se a permanência em semáfaros. em caso de necessidade. dispensando especial atenção aos pedestres.autuar o condutor do veículo pelas infrações involuntárias e sem gravidade somente quando a advertência não for suficiente para convencer o infrator. diligenciando no sentido de evitar que os motoristas cometam infrações. deverá verificar. . os que transgridem os preceitos do Código Nacional de Trânsito. ou onde houver mudança recente do sistema viário. 195 .autuar.colocar-se à vista do público em seu posto. em desvios. que é o Posto de Fiscalização de Trânsito. . quando de serviço. ou orientando o interessado a procurar o setor competente.3. palestras desnecessárias. .mentos da Corporação ou com o público. . com atenção e urbanidade.reduzir ao estritamente necessário. No eixo. ônibus e de outros veículos de condução coletiva. a fim de evitar congestionamento de qualquer espécie. aos seus superiores hierárquicos.Reduzir ao absolutamente necessário. . em locais de obra.zelar pela fiscalização de trânsito em geral. transmitindo-as. mantendo-se em condições de desviá-lo.compelir os condutores de veículos e os pedestres à obediência das determinações legais e regulamentares. a ação do PM deve ser mais de orientação do que de repressão. suas explicações e informações aos que as solicitarem.conhecer os pontos de táxis. topografia e outras peculiaridades do local.conhecer a direção do trânsito nas imediações de seu posto.zelar pela segurança do trânsito. com o objetivo de facilitar o cumprimento da missão. em locais de sinistro e em outros prescritos em planos especiais. nos demais casos. em passagens de pedestres. seu Regulamento e demais normas pertinentes. 1) Posto de Controle de Trânsito (PCTran-Base Operacional) (a) As atribuições do PCtran são: . variável de acordo com a intensidade do trânsito. evitando termos de gíria ou gestos deselegantes. . previamente. bem como às contidas nas demais normas em vigor. explicações e informações aos que as solicitarem. . "borracheiros".

não abrindo precendentes.verificar as condições da sinalização estatigráfica e semafórica.Nos cruzamentos de vias de mãos duplas ou de mais de duas vias. . informação e educação de trânsito. uma ação efetiva de orientação. . o PFTran tem as seguintes atribuições: . . ficando em condições de desviar o transito em situações de emergência. . apitos e sinalização de fortuna e solicitando providências ao escalão imediatamente superior.Nos cruzamentos de duas vias com sentido único. da Polícia. etc. suas deficiências por meio de gestos. de imediato. . socorro médico. ou nos casos regulamentares. os infratores que cometem transgressões casuais. . . lhes possibilitar a prioridade de passagem. . . aos superiores hierárquicos. suprindo. veículos danificados. eventualmente.deslocar-se de forma a ser sempre notado por motoristas e pedestres e por onde possa melhor observar todo o fluxo de veículos. insuficiência ou incorreção na sinalização de obras na pista. (b) Alguns pontos de melhor localização do PM em cruzamento: . a não ser em casos de necessidade (doença.impedir que um usuário contrarie as regras de trânsito.). o policial deve se postar no canto do passeio.conhecer a mão de direção das diversas ruas próximas de seu posto. etc. . o centro é o local mais indicado: Erro! Vínculo não válido. sempre que possível. do lado de onde procedem as correntes: Erro! Vínculo não válido.estar sempre atento à aproximação de ambulâncias.relatar as novidades verificadas durante o transcorrer de seu turno ao seu substituto. viaturas do Corpo de Bombeiros.verificar a existência de irregularidades (veículos estacionados ou parados em desacordo com a regulamentação.apresentar.executar os sinais regulamentares de apito e braços. . 196 .). este é o ponto mais indicado: Erro! Vínculo não válido. providenciando sua correção.preencher a ficha de ocorrência. sempre com correção. quando houver anormalidade que fuja ao padrão rotineiro. . nos cruzamentos com ilhas centrais.. medidas e sugestões que visem à melhoria do serviço. .orientar.estar apto para apoiar ou reforçar outras ações ou operações policiaismilitares. inexistência. que estejam com a sirene ligada para. 2) Postos de Fiscalização de Trânsito (PFTran) (a) Além das prescritas para os PCTran.desenvolver. e outros de prestação de serviços públicos essenciais à população. no que for aplicável. perante aos motoristas e principalmente aos pedestres.Em geral.

197 . dentro de um espaço geográfico determinado. em qualquer processo e tipo preconizados. mais detalhadamente.3. por um módulo de observação. 5. O procedimento do patrulheiro motociclista. nesta situação. (c) solucionar ou pedir solução para irregularidades encontradas em seu itinerário. empregada no policiamento de trânsito. cerração. sendo o módulo igual a 10 (dez) minutos. (d) realizar escoltas. deve conduzir material que lhe permita sinalizar anormalidades na via pública. 3) Sob condições climáticas adversas (chuva.0 Procedimentos Particulares 5. as motocicletas serão empregadas diariamente. veículos e condutores (radar. acrescidas de: (a) apoiar o policiamento nos PCTran e PFTran a pé. por sua própria iniciativa. neblin(a) é desaconselhável o uso de motocicleta.situação em que o patrulheiro motociclista é respon.Não permitir que táxis permaneçam estacionados fora da fila e nas proximidades do ponto. prestar socorros de urgência e fiscalizar.Policiamento Geral -. a pedido ou por determinação.1 Em terminais de transporte a). a viatura. nunca superior a 10 Km de extensão. . 4) A atuação dos patrulheiros motociclistas deverá estar enquadrada numa das seguintes situações: (a) Individual .Em viaturas 1) Suas atribuições são as mesmas do policiamento a pé.5. 2) As vias onde as motocicletas serão empregadas devem ser pavimentadas e apresentar um fluxo de veículos tal que a possibilidade de ocorrências de trânsito seja grande.sável pela normalidade do trânsito num determinado trecho. b).o tempo de utilização da motocicleta deve ser na proporção de cinco módulos em movimento. nos horários em que os Mapas Estatísticos mostrarem ser de maior incidência de infrações de trânsito.3 Policiamento motorizado a).Em motocicleta 1) Em princípio. (b) Integrado .4. b).situação em que o patrulheiro motociclista age em combinação com outros patrulheiros.4. deverá nortear-se pelas seguintes prescrições. (b) atender as ocorrências de trânsito. (e) realizar patrulhamento de acordo com cartão-programa: 2) Além do que foi tratado no Capítulo 3 . -a velocidade de patrulhamento deve ser compatível com o fluxo da corrente de trânsito. observando sempre a ordem de chegada e diligenciando para que nem táxis nem passageiros passem à frente dos seus precedentes.Disciplinar as filas de passageiros e de táxis para o embarque. bafômetro e analisador de fumaç(a).

são infratores do Código Nacional de Trânsito e. com a finalidade de fiscalizar documentos e.Escolta com segurança normal: é aquela em que o comboio é precedido por uma vtr de "varredura". Em qualquer dos três.c). . g) Atuar nas ocorrências de trânsito e. desfiles. lugares turísticos. 198 . para defendê-la a resguardá-la. b). após a descida dos passageiros. etc.Consiste em acompanhar uma autoridade em deslocamentos. Erro! Vínculo não válido. até a chegada de carro maior. a viatura que conduz a autoridade será sempre enquadrada por duas viaturas de segurança (uma à frente e outra à retaguard(a). Erro! Vínculo não válido. ou em caso de "limpeza" da via em solenidades. .Prestar as informações que lhe forem solicitadas. e). é imprescindível que estas duas possuam comunicação entre si. (b) escolta de provas desportivas. devem ser autuados. três tipos de escolta poderão ser organizadas.Executada por uma equipe.Permitir. saídas para outras localidades e vias de ligação do centro com os bairros. (a) Em função da segurança requerida. assegurando-lhe prioridade de trânsito. Para isto deverá estar preparado.4. reprimir energicamente desmandos que são praticados por motoristas (tais como: "pegas". c). atuar repressivamente. devendo. por abandono. na falta de outro policiamento. através de vistorias completas."Blitz" . d).Escolta com segurança reforçada: é aquela em que o comboio é enquadrado por uma vtr de "varredura" e uma "fecha-comboio". verificar as condições de conservação dos veículos.Escoltas 1) São realizadas escoltas de vários tipos. f). pensões. como tal. (c) escolta de cargas excepcionais. excesso de velocidade) e dissolver aglomerações que bloqueiem a circulação. hotéis.Guinchamento . a critério da autoridade ou instruções de sua segurança pessoal. provas desportivas. destacando-se: (a) escolta de dignitários.Não permitir que os veículos permaneçam estacionados nas áreas de desembarque. quando os primeiros táxis da fila forem pequenos. Os veículos que não concederem a prioridade.Não permitir que motoristas angariem passageiros. repartições públicas. que passageiros com muitas malas ou grupos numerosos aguardem no início da fila. por infração de trânsito. em ocorrências de qualquer natureza. 5. "cavalo de pau". conhecendo ao máximo sua cidade. visita de autoridades. neste caso. constituindo um comboio.Executado com a finalidade de remover veículos que estejam impedindo ou dificultando o trânsito. 2) Escolta de dignitários .2 Em eventos especiais a).

pelo valor ou por importância para a economia e segurança nacionais.Quando da realização de competições desportivas nas vias públicas. bem como a sua distância do veículo transportador. fios telefônicos etc. destacando PM em motocicletas ou outras viaturas. para facilitar a fluidez do tránsito e evitar congestionamentos. salvo se a carga. verificando se foi autorizada com ou sem escolta ou outras exigências. as quais irão à frente.sinalização do itinerário. para tal. além das viaturas citadas anteriormente ' acrescenta -se uma vtr "batedor avançado". destacando viaturas que irão "puxar" os competidores. previamente. ou destacando PM que irão interromper ou desviar o trânsito. o PM desloca-se à frente para observar se a carga é mais baixa que o obstáculo. também são realizadas escoltas ao "Fogo Simbólico da Pátria". desvio ou acidente de trânsito. (a) Nesse caso. (b) A colocação da viatura. dependendo das condições da via e da intensidade do tráfego. o policiamento de trânsito é empregado para proporcionar total segurança aos demais usuários. ou é feita por lance (circula 5 km e depois pára nos acostamentos). (a) Para atender a estas finalidades. evitando que a competição seja prejudicada por alguma interrupção. para que os competidores venham a encontrar a pista livre. (b) Normalmente. por suas características ou por seu acondicionamento irregular nas partes externas do veículo vier a constituir risco à segurança do trânsito.orientação do itinerário. altura e peso)..Escolta com segurança máxima: é aquela em que. Ao transpor por passagens inferiores. . previamente autorizadas pelo órgão que tenha jurisdição sobre a via. fazendo as interdições e desvios necessários. 3) Escoltas de competição desportivas . para sinalizar devidamente sua circulação e orientar o trânsito. a atividade do policiamento visa evitar que haja risco à segurança dos usuários. 199 . o policiamento de trânsito deve exigir a apresentação da permissão especial.. expedida pelo órgão de trânsito que jurisdicione a via. Às vezes. através de placas. 4) Escolta de cargas excepcionais .Quando um veículo for transportar carga. haverá necessidade de escolta para que circule. a escolta é retardada em horas e até dias. não puder ser retardada. é imprescindível que as três viaturas da escolta possuam comunicação entre si. Na execução destas escoltas. Nos casos previstos na legislação de trânsito. (c) A distância da viatura varia de conformidade com o tipo de carga e em razão do traçado e desnível da via. contudo jamais deverá ser permitida a introdução de outros veículos entre os batedores e o transportador. longitudinal (traseira). varia de acordo com o tipo de carga e excesso (lateral. conforme o excesso apresentado. redes de energia elétrica. sem quaisquer obstáculos e desenvolverem a velocidade necessária. que por exceder às dimensões estabelecidas pela legislação de trânsito. cuja atividade dos PM é praticamente a mesma das competições desportivas. Erro! Vínculo não válido. bem como que a fluidez do trânsito não seja prejudicada. são destacadas viaturas à retaguarda e/ou frente do veículo que transporte a carga. bem como Proporcionar a segurança aos competidores e aos demais usuários. a atividade se concentra em: . ao lado e à retaguarda dos atletas.

de acordo com as condições técnicas da pista de rolamento.5. o PM deve prestar auxílio. objetivando garantir o livre acesso e a indispensável segurança do pessoal e material empregados. 4) Na escolta em rodovias. A viatura "fecha-comboio" desloca-se o mais próximo possível da última viatura do comboio. instituição responsável.Ao remover o obstáculo pessoalmente. será feita diretamente ou através do Centro de Operações ou das BOp. e ainda. com cautela. sinalizando o local e socorrendo vítimas. (c) Solucionar: remover o obstáculo ou providenciar a sua remoção. em perímetro urbano. De maneira geral. são observadas as distâncias constantes das figuras anteriores. 3) Na escolta. bem como o auxílio de usuários e seus veículos. são observadas as distâncias indicadas nas figuras anteriores. acionando o órgão competente para fazê-lo. quando não estiver circulando em vias preferenciais.0 Dos Fatores Adversos à Segurança e à Circulação 5. desde que o trecho a ser percorrido e as condições atmosféricas e de visibilidade ofereçam segurança para esse tipo de veículo. De maneira geral. hospitais. . (b) nos cruzamentos não sinalizados.(d) A mesma atividade é desenvolvida quando de escolta de comboios militares. orientando os condutores e pedestres. o PM utilizará meios de fortuna ao seu alcance. 5) A velocidade da escolta deve ser compatível com a segurança e obedecer à sinalização. (c) quando houver má visibilidade. 2) Ação do PM (a) Prevenir: evitar mal maior.1 Conceito e generalidades a. de acordo com o volume de trânsito ao longo do itinerário.5. 2) Batedores motociclistas poderão ser empregados como reforço ou substituindo viaturas de escolta.Enquanto estiverem sendo adotadas providências pelos órgãos ou instituições responsáveis. realizar sua missão sem que envolva outros veículos em acidentes. vias estreitas ou onde haja grande movimentação de pedestres. o PM batedor deve ter o bom senso necessário para. d). efetuando cortes e desvios necessários. se houver. as distâncias serão reduzidas. órgão. as viaturas observam maior distância.Considerações Gerais 1) Resta finalizar que o objetivo principal da escolta é a "segurança de todos". estações de embarque e desembar que. ainda que determinadas escoltas gozem de prioridade de trânsito. impedindo o acesso de curiosos. 5. observando os limites de segurança e não permitindo ultrapassagens. (b) Descongestionar: aliviar a situação do tráfego. . Conceito 1) Entende-se por fator adverso qualquer obstáculo à livre circulação de veículos e pedestres. 200 .A comunicação com autoridade. particularmente: (a) diante de escolas. . que cause risco à segurança ou prejuízo à fluidez do trânsito. portanto. Corpo de Bombeiros ou outros meios de socorro.

canteiro ou acostamento. deve merecer atenção constante do PM. com a máxima urgência. A lavagem da pista deve ser providenciada. junto ao órgão responsável. cujo derramamento torne a pista escorregadia.Tratando-se de carga.5.cia e observância de autorização. b). por meio de gestos.Cargas na pista 1) Em sendo identificado o veículo que causou o derramamento. suprir a deficiência. o PM deve.Veículos quebrados 201 . solicitando ao órgão de trânsito responsável os devidos reparos.2 Fatores adversos mais freqüentes a). 3) Combustíveis . sinalização de emergência ou de fortuna e solicitar. d). deve ser solicitado ao condutor que sinalize ou remova a carga. e solicitar os reparos necessários.5. inicialmente. calçada. (b) Se o defeito do semáforo não afetar todas as fases. contra a qual os veículos possam chocar-se e sofrer danos. ao órgão responsável. 4) Obstáculos . sons.Caso a carga derramada seja combustível. que interfira na fluidez ou segurança do trânsito. ainda. comunicando a falta à autoridade responsável. o PM deve atentar para as fases defeituosas. por qualquer circunstância. o PM deve solicitar ao responsável pela obra que a providencie. desviando o trânsito de veículos do local e providenciar. acelerando as que se retardam pelas deficiências da pista. adotando-se as providências previstas no Código Nacional de Trânsito. efetuando os cortes necessários através de gestos e sons. principalmente quanto à sinalização. (b) Na falta. -alertando os usuários e providenciar ou solicitar a -remoção do obstáculo. as providências cabíveis ao órgão competente. c). com lâmpadas queimadas ou desligado por falta de energia elétrica. ponta de cigarro ou faísca de motor poderá ocasionar incêndio. o -PM deve sinalizar. e). deve ser proibida a circulação de veículos e pessoas no local. o PM deve passar a controlar o tráfego. não atender a uma das condições essenciais. de forma a disciplinar as correntes. a sinalização não se apresentar de forma correta ou suficiente ou. Obras 1) Fiscalização (a) Qualquer obra que se realize sobre a pista. 2) Semáforo defeituoso (a) Quando o semáforo apresentar defeito. ou solicitar ao órgão responsável a lavagem ou a cobertura da pista por terra ou areia. orientando as correntes de tráfego.Sinalização incorreta. orientar o trânsito. pois qualquer fagulha de fósforo. o PM deve sinalizá-la. insuficiência ou incorreta colocação da sinalização exigida. insuficiente ou defeituosa 1) Falta de condições essenciais Quando. 2) Oleosas . com a possível urgência.Tratando-se de carga que constitua obstáculo físico. existên. substituindo-as por gestos e sons. o -PM deve sinalizar as que representam risco à segurança. Saliências na pista Quando a pista apresentar saliências ou -reentrâncias.

na impossibilidade. o -PM providenciará. principalmente de roubo ou de furto. h). o -PM aguardará. (b) Quando o veiculo estiver sendo consertado soabre a pista de rolamento. que estiverem sobre a pista. mas estando abandonado em condições que façam presumir ter sido objeto de crime (chave de fenda junto ao contato. Queda de fios Quando houver queda de fios elétricos. (b) não constatando queixa de crime. o PM deve sinalizar. solicitar a presença do órgão competente. a fim de preservar a segurança dos demais usuários. o PM deve isolar a área. ao órgão responsável. evitando o acesso de pessoas ou veículos. 3) Os veículos e os pertences deverão ser entregues. 202 . (a) Na impossibilidade de -rertlovê-lo.1) o constatar a presença de veículo quebrado sobre a pista. solicitando-se ao órgão responsável que proceda a sua remoção. principalmente de alta. preservando eventuais vestígios para a perícia e preenchendo o Talão de Ocorrência. junto ao órgão competente. o PM deve adotar as medidas previstas no Código Nacional de Trânsito -(CNT). preenchendo o Talão de Ocorrência.-). (a) Tratando-se de animais vivos. Coordenar o desvio do trânsito. g). assegurar-se de que o abandono não se deu por motivo de força maior ou momentâneo. lavrando a autuação cabível. e solicitar o comparecimento do órgão ou instituição responsável para sanar a irregularidade. sempre que possível. sem que a avaria se tenha dado por motivo fortuito ou de força maior. (a) em se tratando de objeto de crime.Incêndios 1) Solicitar ao Centro de Operações o comparecimento do Corpo de Bombeiros. não tocando no veículo. o recolhimento.tensão. j). ligação direta. devem ser prontamente removidos para o meio-fio ou. no local. principalmente de grande porte. Exibição e Depósito. quebra-vento partido etc. calçada. (c) não se tratando de objeto de crime. comunicar-se com o Centro de Operações para verificar se não se trata de objeto de crime. o PM deve procurar afastá-los da pista ou apreendê-los. mas estando abandonado na via pública.Animais na pista 1) Os animais mortos. as providências do Centro de Operações. (b) Se o animal estiver raivoso. desviando-o. 2) Após. comunicar o fato à Unidade Policial da área. acostamento ou canteiro central. f) Veículos abandonados 1) Preliminarmente. orientar o trânsito. dessa forma constituindo infração de trânsito. Queda de árvores Nos casos de queda de árvores ou de seus galhos sobre a pista. sua remoção para o meio-fio. solicitar ao Centro de Operações que providencie a remoção. sinalizados. por vários dias. solicitando. deve ser providenciada a sinalização correta e adequada. orientar o trânsito e providenciar ou solicitar ao órgão responsável para que efetue a remoção. mediante Recibo ou Auto de Apreensão. i). remover ou ordenar aos condutores que retirem os veículos das proximidades. de forma a isolar a área para permitir o acesso e o trabalho do pessoal de socorro e extinção.

Em viaturas 1) colocar-se ao lado esquerdo do condutor. acautelando-se para não agravar a situação. Cuidados 1) Aproximar-se do veículo pela retaguarda. idem ao dia. afastando curiosos. d). orientar e desviar o trânsito. -gíroflex. socorrer e remover ilhados. l). 203 . 2) observar os ocupantes. desviando os veículos ou fazendo com que circulem em velocidade reduzida. com a mão espalmada para a frente. 3) indicar o acostamento com o facho de luz. remover ou ordenar aos condutores para retirarem os veículos das proximidades. girando em pequeno circulo. Desabamentos Procurar socorrer as vítimas. orientar o trânsito. facilitando o acesso e o trabalho das equipes de socorro e salvamento. seus gestos e o interior do veículo. o trânsito das viaturas de emergência. 2) usar a lanterna de mão para captar a atenção do condutor (pisca-pisca. evitando ofuscar). o -PM deve sinalizar o local. braço esquerdo na horizontal. bem como solicitar ao órgão responsável a lavagem ou raspagem da pista. m). n).0 Técnicas Específicas 5. para desviar-se do veículo). Caminhões-tanque dos órgãos de apoio. desviando-o.Movimentos durante o dia 1)-adentrar a pista com cuidado (estando atento. na vertical.. estado do terreno e velocidad(e). apontando para o solo dois -metros adiante. 2) verificar se o condutor percebeu sua intenção ou presença.Movimentos durante a noite 1) posição. orientando o trânsito. buzin(a). solicitar o comparecimento do Corpo de Bombeiros.6. 3) elevar o braço direito.evitar o acesso de pessoas e veículos às áreas -alagadas. Ambulâncias.1 -lnterceptação e abordagem de condutores a). 5. tais como viaturas do Corpo de Bombeiros. Inundações Solicitar a presença do Corpo de Bombeiros. b).2) Coordenar. 3) determinar onde. -isolar a área. 2) dar tempo e espaço ao condutor para que realize as manobras necessárias que -estamos ordenando (de acordo com a situação topográfica. etc. c). mão -espalmada para a frente ou com o dedo indicando onde parar. quando e como parar ou reduzir a velocidade.6. 2) captar a atenção -(sirene. Lama Ao constatar a existência de lama sobre a pista. A pé 1) captar a atenção do condutor. na área do sinistro. e). luz.

-isto antes de qualquer medida no caso de haver suspeitas.Particularidades 204 .3) tomar cuidado. se o afastamento for pequeno. Critérios 1) Para execução da fiscalização. para bem desempenhar sua atitude fiscalizadora. 7) sair com calma da viatura.). (b) Com a utilização desses critérios. . apenas visualmente. de acordo com as normas vigentes e necessidades locais. permanentemente. pneus -desgastados e eixos.veículos em mau estado de conservação.6.elementos suspeitos no interior do veículo. e (c) -licenciamento do veículo. adesivos. 6) parar a viatura na retaguarda. inicialmente. alguns critérios devem ser -adotados. durante a aproximação dos veículos. 4) evitar distrações-. entre os quais: . estar atento às condições de segurança dos veículos em circulação.condições de segurança dos passageiros. em vista do resto do tráfego. . 10) desligar. carroceria danificada. (b) estado de conservação e segurança do veículo (portas que não fecham.condutores indecisos. folga na direção. 5) nunca entrar no carro do infrator. 2) O local da fiscalização deve ser. 3) O responsável pela equipe de fiscalização deve montar um esquema de segurança do pessoal empregado. e 12) à noite. prévia e convenientemente. e . escolhido e sinalizado de forma a serem ordenadas as correntes de tráfego. 8) manter o rádio ligado com volume aumentado: 9) manter o motor funcionando. falta de freios. 11) colocar-se junto à lateral esquerda do veículo para evitar atropelamentos provenientes de golpes com a porta dianteira. Aspectos gerais da fiscalização 1) O PM deve.ano de fabricação do veículo.veículos avariados.2 Fiscalização de veículos a). 2) Genericamente.veículos não identificados. . 5. o -PM tem condições de selecionar aqueles que mais necessitam de fiscalização. ao fiscalizar o veículo. b). o -PM.condições de segurança da carga. c). engrenar e fechar o veículo. protegendo-se usando a porta. (a) Nesta seleção. . selecionando os veículos que dela mais necessitem. já planejando o que vai fazer. etc. deve verificar: (a) existência e funcionamento dos equipamentos obrigatórios. fazendo com que os veículos trafeguem em velocidade reduzida. deve fazer uma triagem. se o afastamento for longo ou onde perca de vista a viatura. obstrução de visão por decalques. falta de partes nos veículos. rodas tortas ou com jogo. apague as externas e desligue o motor. . determinar que se acendam as luzes internas. .

passageiro e demais usuários. de forma a impossibilitar o trânsito sem risco ao condutor. ou ainda carga com perigo de cair ou derramar sobre a pista. ou uso adequado de tabelas. higiene e conforto.Nos veículos que transportam explosivos. (a) O PM pode autorizar o rebocamento de veículos por outro. nos percursos com mais de 20km. combustíveis. (a) Ao longo do itinerário. tripulação ou carga sobre as carrocerias. se as portas estão fechadas. quanto ao itinerário. e . verificando-se as condições de segurança. (b) bancos fixos. via ou sinalização.Nos veículos que transportem cargas excedentes das dimensões ou nas partes externas. sentando-se com segurança ou entrem na cabine. nos percursos inferiores a 20 km e 18 passageiros. (b) Nas linhas íntermunicipais não é permitido passageiros em pé. nos casos em que as condições de segurança não permitam a circulação sem risco aos passageiros e a terceiros. que o veículo foi adaptado e autorizado a transportar os passageiros.1) Cargas excedentes -. até a regularização.Nos veículos de carga. e (e) autorização da autoridade que tenha jurisdição sobre a via. sem parar para pegar passageiros. determinando-se. com exceção das linhas suburbanas. 3) Passageiros em veículos de carga -. quando o PM os interceptar. deve verificar se as avarias decorrentes não afetaram as condições de segurança ou os equipamentos obrigatórios. determinando que se acomodem melhor. atendidos os requisitos elementares de segurança. 4) Coletivos Preferencialmente. que é autorizado até 24 passageiros. (b) Não deverá ser autorizado o reboque com corda ou cabo metálico à noite. parada do veículo até que os passageiros entrem. 2) Cargas perigosas -. quando no atendimento de ocorrência. se os passageiros estão dentro do veículo. higiene e conforto do veículo. enquanto a lotação estiver completa. se está sinalizada. ou mesmo antes de os liberar. com tempo chuvoso. em caso de emergência. se necessário. deve verificar as condições de acondicionamento e de segurança da carga. ou ainda que desçam e usem outro meio de transporte.o prosseguimento da viagem. a fiscalização deve ser efetivada nos terminais (no início da viagem). se não há risco aos demais usuários e se tal transporte está atendendo ao contido na autorização do órgão de trânsito. entre outras. se há necessidade de "escolta". (a) grade alta. São condições necessárias. (d) anotação no Certificado de Registro pela autoridade de trânsito. 5) Táxis Verificar as condições de segurança. 205 . se a lotação está completa. inflamáveis ou corrosivos. (c) cobertura toldo. deve verificar as condições de segurança do veículo e dos transportados. o fechamento das portas. dia e horário. deve verificar as condições de acondicionamento da carga. possibilitará a retenção do veículo e a sua substituição por outro. nos ter-mos da legislação vigente. 6) Veículos avariados Os acidentados. com corda ou cabo metálico. risco de queda. que transportem passageiros. lacração e aferição do taxímetro. neblina ou para distância além do local do socorro mais próximo. necessidade de cobertura ou de retenção.

Autorização do órgão de trânsito. . contados a partir da data de expedição. . com atribuição sobre a via. salvo quando o PM suspeitar da atitude do condutor ou quando da prática de alguma infração. outros documentos.Transporte de cargas excedentes das dimensões máximas permi. e (c) Um documento de identidade (3) Condutores de táxis Os condutores de táxi.No município de destino. unicamente para verificar os documentos de porte obrigatório.O instrutor deve portar o documento fornecido pela Repartição de Trânsito.Da fábrica ao município de destino. . ou necessário para situações especiais. devem ser fiscalizados. a não ser em operações específicas para esse fim.Documentos obrigatórios 1) Para verificar os documentos.Veículos oficiais: Cédula de Identidade Funcional do Condutor. e . sendo admitida a nota fiscal por dois dias úteis. ou seja. enquanto aguarda a complementação do licenciamento. .Permissão Internacional para Conduzir. aquele onde o veículo será licenciado pela primeira vez.Nas rodovias não é permitida aula de direção.Caderneta de Passagem nas Alfândegas. além dos documentos do parágrafo anterior. . que o habilite para tal mister. 5) Obras ou atos na via pública 206 . devendo também conhecer os respectivos modelos. aceitando-se a nota fiscal.Certificado -Internacional para Automóvel.O aprendiz deve portar a licença para aprender a conduzir.5. no horário de expediente da repartição de trânsito. e Tránsito de veículo novo: .tidas: . . . é necessário a Licença para Trânsito de Veículo.3 Verificação dos documentos a). .Cartão de Identidade fornecido pelo Cerimonial das Relações Exteriores. e . deve ser feita em Conseqüência de outra fiscalização que esteja sendo efetuada. porquanto compete ao município regulamentar o serviço de veículos de aluguel. em princípio. 2) Não é recomendável -interceptar um veículo. enumerados a seguir.Veículos de auto-escola: .Circulação Internacional: . Critérios 1) A verificação de documentos. devem portar outros que sejam exigidos pela legislação municipal. b). 2) São documentos de porte obrigatório de todos os condutores de veículos -automotores: (a) Carteira Nacional de Habilitação (CNH). (b) Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo.6. o PM precisa conhecer -quais são os de porte obrigatório. (4) Particularidades (a) Em aluga-mas situações específicas. conforme prescrevem as for-mas de trânsito vigentes.Veículos do Corpo Diplomático: . é necessária a obtenção de uma autorização para transitar. no caso de percurso inferior a 20 km.

previamente.modelo (ano modelo). letreiros.Nome (confrontar com outros documentos de identidade e. se obtenha autorização da autoridade competente com atribuições sobre a via. os substituem. exceto a CNH. escudos.cor.reservatórios de combustível. .6. .. desde que não afete a plena identificação da cor básica e não esteja no pára-brisa ou na parte traseira da carroceria do veículo. adotar os seguintes procedimentos: (a) Na carteira nacional de habilitação.capacidade nominal.Verificação 1) O que se deve verificar. é necessário que. 5.Necessidade de uso de aparelho corretivo (caso não esteja usan-do. -logotipos e outros recursos utilizados como -referencia ou propaganda. em cada uni dos documentos citados. c). observando a autenticação -mecânica referente ao recolhimento. (d) Não constitui alteração da cor do veículo a aposição de emblemas.pára-lamas (ampliação). constitui infração por dirigir sem estar devidamente habilitado).4 Fiscalização da Velocidade 207 .classificação.Assinatura ou chancela mecânica da autoridade -expedidora (na falta deve ser apreendida por dúvida quanto à autenticidade e o portador ser encaminhado à unidade policial da áre(a). . em caso de dúvida. mediante o comprovante de recolhimento (CR) ou auto de retirada de veículo da circulação (ARVC).Para a realização de obras ou de qualquer ato na via pública.suspensão (rebaixamento).número do chassi. atualmente: . quando registrados na repartição de trânsito. conduzir o portador à unidade policial da áre(a).Fotocópias A fotocópia ou pública-forma dos documentos de porte obrigatório. (f) Quanto ao Comprovante de Pagamento de -IPVA. em caso de acidente. Atualmente.marca (nome do fabricant(e). e . confrontar as características do veículo com os dados constantes do Certificado de Registro. apresentar o condutor à unidade policial da área e. .rodas (diâmetro e largur(a). d). (e) As características que não podem ser alteradas nos veículos são. . devem ser conferidas as suas características e -verificadas as condições de autenticidade do documento. vincula-se às normas e aos modelos vigentes. (c) No caso de alteração das características. . verificar: . deve ser lavrada a autuação correspondente e apreendido o veículo. fazer constar no histórico do boletim de ocorrência).Exame médico (caso esteja vencido. para registro correto. . (b) Quanto ao certificado de registro de veículo. . . .

transmite-se os dados e horas ao segundo ponto. O PM deve acompanhar o veículo pelo binóculo durante todo o percurso da cronometragem e parar o cronômetro no preciso momento em que o veículo cruzar o ponto final da referência. autuado e orientado. conseqüentemente. calcula-se o tempo gasto e a velocidade desenvolvida no percurso. . acionará o cronômetro no momento exato em que o veículo cronometrado passar pelo ponto inicial. Sua operacio-nalização é prática e segura durante o dia e com pista seca.) bem visíveis. (d) Constatando que o veículo cometeu a infração. marcas na pista. d). local em que deverá apresentar boas condições de abordagem do veículo e onde postarão os PM cronometristas e autuadores. binóculo. com toda a cautela e sinais regulamentares e bem visíveis. determinará a parada do veículo para ser fiscalizado. a qual é calculada pela fórmula: 208 . o PM adentrará a pista e. deve ser observada a velocidade permitida para a via."T" é o número de segundos gastos pelo veículo para percorrer o espaço da cronometragem. procura com este visualizar os veículos antes do ponto inicial de referência. Quando o veículo chegar ao segundo ponto. (c) O cronometrista.OOO metros.Cronometrassem 1) Nesta modalidade."E" é o espaço em -metros entre os dois pontos de referência.Controle de velocidade à distância 1) É uma modalidade prática e eficiente para o controle de velocidade de veículos em geral. Para a realização da -cronornetragem. entre dois pontos ou bases -operacionais com estações de rádio. e após individualizar o que apresenta maior velocidade. o controle é feito utilizando-se do cronômetro.a). principalmente à noite. cujos PM empenhados no controle devem ter seus relógios rigorosamente acertados. a velocidade desenvolvida pela fórmula: V = E -x 3. guardas de pontes etc. .Qualquer modalidade que se empregue para controlar a velocidade. admitindo-se até 500 m. quando a -cronometragem é dificílima e o número de veículos diminui. sendo os mais comuns a cronometragem. de posse do cronômetro e binóculo. b). à noite. T onde: . desde antes do ponto inicial. -deve-se observar os itens abaixo: (a) Estabelecimento de ponto inicial e final de referência (placa. aferição através do radar. obtendo assim o tempo gasto (segundos) pelo veículo no espaço cronometrado e.O controle de velocidade pode ser feito de várias formas. até 250 metros após o ponto final de referência. menores condições de segurança e de visibilidade. porém. (b) O local de cronometragem deve apresentar boa visibilidade e que permita visualização do veículo. o que possibilita maiores velocidades. A seguir.600 é o número de segundos existentes na hora. através da sinalização existente. c).600.3. com distância entre ambos de I. e pontos de referência. o controle à distância e o comboio de viaturas. pode-se operar em condições especiais de iluminação dos pontos de referência e no local de abordagem dos veículos. prevalece o disposto no -RCNT. Quando não houver sinalização. 2) Sua operacionalização é fácil e constitui na anotação de dados identificadores dos veículos que se vai controlar e a hora em que passou pelo primeiro ponto.

quer pela própria aceitação dos infratores do CNT. nos casos de má visibilidade. quando condutores persistem em cometer infrações. rigorosamente. neblina. sem qualquer registro posterior para comprovação. Logicamente. portanto. com rapidez e eficiência. que vêm no radar a tecnologia sem possibilidade de erros.Rádio Decteting and Ranging 1) Atualmente. distância essa dada em quilômetros. mas o ideal é que não ultrapasse a 50 Km. o que vai determinar a aquisição de aparelhos mais sofisticados é o recurso financeiro disponível.). ocasionada pelas condições climáticas (cerração. b) Métodos de controle de Alcoolemia 1) Harger No ar expirado. alguns modelos permitem o controle tanto em movimento como estacionado. em quaisquer circunstâncias. ultrapassar pela direita ou colar na traseira da viatura "puxa-comboio". Há modelos que registram os veículos infratores através de fotografias. pode-se autuar por esta infração. contudo. onde: T (a) "E" é o espaço do percurso em que se controlou o veículo. em maiores percursos. Conceito Alcoolismo é o conjunto de perturbações orgânicas e psíquicas resultantes do uso imoderado do álcool. (3) Ocorrendo a ultrapassagem e constatada que foi em velocidade superior à permitida. RADAR . o processo consiste em mandar o examinado soprar um pequeno balão de borracha e fazer esse ar passar através de uma mistura 209 . se este estiver aferido. ao contrário da cronometragem. desde que tenha sido aferido por aparelho técnico ou pelo próprio velocímetro da viatura. passa a ser repressivo. f). (b) 60 é o número de minutos existentes na hora. esporadicamente. susceptível a erros. com o enorme número de veículos lançados no mercado e. em que o homem é fator principal da operação e. pois quanto mais sofisticado mais alto será o preço. o que constitui excelente prova. enquanto outros modelos operam apenas estacionados. 5.5 Fiscalização de condutores embriagados a). uma vez que. quer pela presteza e eficiência que detecta os inúmeros e seguidos infratores. 3) Esse controle pode ser realizado a grandes distâncias. 3) Existem vários modelos e marcas de radares para controle de velocidade. etc. e (c) "T" é o número de minutos que o veículo gastou para fazer o percurso. cada vez mais possantes. o radar atende be-m às necessidades do policiamento. os veículos poderão parar em postos de serviços ou entrar em cidades ou ainda tomar outros destinos. Quanto à operacionalização. seu objetivo principal é auxiliar os motoristas nos casos em que a visibilidade fica reduzida a poucos metros e ainda os educar a manter velocidade compatível com a segurança. necessita o policiamento de equipamentos mais sofisticados e que possibilitem a detectação de infratores. chuvas.V -= E -x 60. (2) É um controle essencialmente preventivo e educatívo. (e) Controle através de comboio de viatura (1) Comboiar consiste em manter uma viatura circulando em velocidade permitida ou adequada com a segurança. como também há modelos que apenas apresentam a velocidade em digitais e "bips" (sons). 2) Para o controle de velocidade.6.

15 de 0. e após o teste jogá-lo em água corrente e lavar as mãos. devido à formação do sulfato de sesquióxido de cromo. 2) Niclox .40 de 0.05 a 0. bafômetro. (c) encaminhar o condutor ao Distrito Policial.Recomendações básicas 1) Realizar o teste somente 15 minutos após a última libação alcoólica. Resume-se na tabela abaixo a porcentagem de álcool que contém determinadas bebidas e quantos gramas de álcool poder-se-á constatar. 2) O ácido usado para o teste é corrosivo. desde que seja fornecido laudo médico. Fundamentalmente.Litros de sangue de 0.15 a 0. poderá ter uma pequena variação. este por ser de fabricação brasileira é o mais usado pela PM (ver sua operacionalidade no artigo IX). que a mesma quantidade de álcool pode acarretar. c). neste método estão os aparelhos de ar alveolar.25 de 0.A taxa de álcool no sangue pode ser determinada pelo método Niclox e consiste na oxidação a quente de álcool pelo dicromato de potássio. estipulando como penalidade multa do Grupo 1 e apreensão da CNH.de permanganato de potássio e ácido sulfúrico. não deixar cair sobre a pele roupas. descorando o permanganato. o PM deverá: (a) autuá-lo.30 a 0. alcoolteste. e esta quantidade de sangue é proporcional ao peso da pessoa. conforme a quantidade de sangue que a pessoa possui em seu corpo.30 de 0.25 de 0. o que por sua vez. oxidando o álcool que ali passa e deve estar presente. tem plena validade para fins processuais e para as penalidades previstas para o trânsito.25 210 . d) Providências 1) Após constatar que o condutor está dirigindo com nível acima ou igual a 8 decigramas de álcool por litro de sangue. 3) Resta finalizar que o álcool exerce efeitos diferentes no organismo de pessoas também diferentes.25 de 0.Realizado por médico. em meio sulfúrico. na pessoa que a ingerir. alcoolimitri. (b) preencher o relatório apropriado. Este é o método de Harger. Amparo legal A legislação atual proíbe a todo condutor dirigir em estado de embriaguez alcoólica ou sob o efeito de substâncias tóxicas de qualquer natureza. 3) Exame clínico . Oito decigramas ou mais de álcool por litro de sangue constitui prova de que o condutor se acha sob influência de estado alcoólico. variando a coloração. que vai desde o amarelo até o amareloesverdeado.25 a 0. acrescentando-se ao ácido pícrico. e). por litro de sangue. para as demais providências.20 a 0.20 a 0. tendo o sangue sido destilado. Espécie Whiskey e Gin Brandy Cherry Vinhos Licores Run Cerveja Cachaça e outros destilados Porcentagem de álcool 40% 34 a 48 % 16 a 20 % 34 a 50 % 50 a 59 02 a 06% 40 a 60% Quantidade Uma dose Uma dose Uma dose Uma dose Uma dose 1 Cerveja Uma dose Milímetros 50 50 50 50 50 600 50 Gramas .20 a 0.

. (b) após decisão fundamentada da Autoridade competente. 5.destilados 5. Cabe observar que o cartão de saúde Oficial Aviador ou Piloto Civil. infração punível com multa classificada nos grupos 3 e 4. 5.3 Da apreensão de documentos a). preenchidos no ato pelo PM. onde se encontre dificultando o tráfego e oferecendo risco à segurança do trânsito ou contrariando as normas de estacionamento. mediante recibo que comprove o recolhimento do documento.A apreensão da CNH ou de qualquer outro documento deve cingir-se aos casos previstos na legislação de trânsito. o PM deverá apresentar a autuação ao infrator para assinatura. RCNT ou Resolução do Conselho Nacional de Trânsito.4 Da remoção do veículo a). As infrações de trânsito serão notificadas mediante talões numerados.7. A remoção do veículo consiste na sua transferência de um local.1 Infração a). como prova de recebimento da notificação. 4) cassação da CNH. no período de sua vigência. bem como qualquer outro documento que for exigido por lei ou regulamento. Os documentos relativos ao licenciamento do veículo (Certificado de Registro e Comprovante de Pagamento do IPVA). 6) retenção do veículo. c). b). O responsável pela infração fica sujeito às seguintes penalidades: 1) advertência. A apreensão só poderá ser efetuada pelo PM. para outro onde não cause prejuízo à 211 . 2) multa.2 Penalidades a).7. 3) apreensão da CNH.7. não cabe autuação nem apreensão pela PM e sim a apresentação do infrator à Unidade Policial da área. c).Considera-se infração de trânsito a inobservância de qualquer preceito do CNT. só poderá ser apreendido pelo PM no caso de dúvida quanto a sua autenticidade.7. contudo o infrator não pode ser obrigado a assiná-la não cabendo nenhuma providência pela recusa.0 Da Aplicação de Penalidades 5. b). substitui os exames de sanidade física e mental e o -psicotécnico.A advertência será aplicada verbalmente pelo PM. quando em face das circunstâncias. Sempre que possível. 5. 5) remoção do veículo.se o exame estiver vencido.7. entender involuntariamente e sem gravidade. e 7) apreensão do veículo. 1) A Carteira Nacional de Habilitação só pode ser apreendida pelo PM nos seguintes casos: (a) suspeita de autenticidade.

Quando o condutor estiver ausente. os responsáveis pela remoção e guarda devem conferir os dados constantes do CR ou ARVC. os dados do veículo.7. 5.A apreensão do veículo consiste em retirá-lo de circulação por não preencher os requisitos legais. Nos casos de remoção. 5. o recolhimento de veículo deve ser feito pelos guinchos à disposição do órgão fiscalizador e para os pátios previamente determinados. c).5 Da retenção do veículo a) A retenção do veículo consiste na sua paralisação no local em que se verificou que ele não preenche os requisitos necessários para circular.6 Da apreensão do veículo a). o veículo deverá ser imediatamente liberado. em caso de negativa.7 Impedimento a). recibando-o. a seguir. a fim de possibilitar a sua guarda.Em princípio. deve preencher o impresso apropriado: comprovante de recolhimento ou auto de retirada de veículo da circulação (ARVC). o veículo poderá ser removido e retirado de circulação. mesmo que tenha sido solicitado o guincho. o estado de conservação. ou onde fique sob a guarda da administração pública. o PM. d). ou causando danos à via e à sinalização. 3) Ao receber ou entregar o veículo. 2) Em se tratando de veículo.A apreensão do veículo não se dará enquanto estiver transportando passageiros. com a finalidade de salvaguardar responsabilidade em eventuais casos de extravios de pertences e aparecimento ou agravamento de avarias. dispondo-se a remover o veículo. requisitará o guincho para fazê-lo. Sempre que o PM recolher documentos ou veículo. 5. 5. b) Sanada a irregularidade que motivou a apreensão. quando o condutor se fizer presente. o rol de pertences e os acessórios que nele se encontrem. solicitará que ele proceda à remoção do veículo e. 212 . ou que este já tenha alçado o veículo. o veículo deve ser recolhido ao pátio. exceto nos casos em que a circulação do veículo esteja pondo em risco a segurança de pessoas.segurança e fluidez do tráfego. b). efetuando-se o recolhimento nos pátios previamente estabelecidos. ou quando o condutor não apresente as condições exigidas para dirigi-lo. carga perecível ou carga passível de causar danos à ordem pública. após lavrar a autuação cabível. b). conduzindo. b) Não sendo possível sanar prontamente a causa da retenção. c). 1) No CR ou ARVC consignará o fato.8 Recibo e precauções a). permitindo-se ao condutor que remova o veículo. Quando o condutor estiver presente.7.7. o infrator à Unidade Policial da área.7. a única providência cabível é a autuação referente ao estacionamento irregular. deve ainda consignar as avarias existentes.Uma vez sanada a irregularidade que resultou na retirada da circulação. do proprietário e do condutor e o motivo determinante da providência. o veículo será imediatamente liberado.

observando no histórico do Boletim de Ocorrência os números das autuações e descrição suscinta das infrações. documento e endereço. abrangendo: 1) veículos do Corpo Diplomático (CD e CMD). Dependendo do local (desnível. sinalizar é prioritário. anotando nome. a fim de aliviar o patrimônio a ser guardado. aplicar socorros de urgência no próprio local.0 Atendimento dos Acidentes de Trânsito 5. novos acidentes.Quando o condutor ou responsável estiver presente. nem comentar eventuais causas do acidente com pessoas envolvidas ou terceiros.8. retidos e nem apreendidos. na impossibilidade de remover os veículos. 4) descongestionar o tráfego e.1 Procedimentos gerais a). 5. vários são os procedimentos peculiares a cada caso. 8) finalmente. mas como regras gerais. e 3) veículos de Organismos Internacionais (OI). quando devidamente habilitado. inclusive. curva) e das circunstâncias do momento (chuva.As providências enumeradas neste Capítulo só poderão ser adotadas com estrita observância das prescrições legais vigentes e quando expressamente previstas. 7) lavrar as autuações relativas às infrações que efetivamente constatou.Em um local de acidente. f). c). à noite). principalmente de furto ou de roubo. evitando. procurar convencer o condutor ou responsável para que retire tudo o que estiver no veículo e puder ser facilmente subtraído. d). solicitando. o PM deve: 1) verificar primeiramente se há vítimas. em conseqüência. solicitando guincho ao Centro de Operações e orientar os demais usuários da via pública.-Aceita-se que o condutor ou o responsável pelo veículo. 6) ser imparcial. apoio do Corpo de Bombeiros.8. não fazendo julgamento precipitado.8. se for o caso. os veículos de Representações Estrangeiras. o PM deve certificar-se junto ao Centro de Operações se não se trata de objeto de crime. por força de acordos internacionais. g) Não podem ser removidos. por ocasião do recolhimento do veículo. sinalizar o local.2 Acidente sem vítimas 213 . preencher o Boletim de Ocorrência (BO/PM). Antes de recolher um veículo. neblina. se for o caso. Atentar para a presença de óleo ou inflamáveis sobre a pista. 5. 5) arrolar duas ou mais testemunhas. e).Antes do recolhimento. 2) sinalizar o local. 2) veículos do Corpo Consular (CC ). 3) remover os veículos que estejam no leito da via pública prejudicando a circulação ou pondo em risco a segurança. proceda ao recolhimento se assim o desejar e o veículo apresentar condições de segurança para tal. para local próximo onde não perturbem o trânsito. socorrendo-as ao pronto-socorro ou Hospital mais adequado e. deve ser orientado sobre como proceder para liberá-lo.

juntamente com o veículo. b). mediante Auto de Exibição e Apreensão. o PM permanecerá no local aguardando a perícia para fotografá-los. c).).Nos acidentes de trânsito sem vítimas. (a) No caso de preservar o local ou então de guardar os veículos para fotografia e exame. orientando-a sobre como requerer a Certidão.auxiliar o pessoal da perícia. ou para a Unidade Policial da área.970 de 11Dez73. a fim de serem examinados e fotografados pela perícia. devem ser removidos pelo PM.não houver pessoas responsáveis. quando: . direção perigosa ou de veículo de categoria para a qual não está habilitado. anotando testemunhas e entregá-los ao Distrito Policial da área.Só devem ser conduzidos ao Distrito Policial da área quando houver veementes indícios de crime ou contravenção (condutor não habilitado. após esta providência. por força da Lei Federal nº O 5. número de documento e endereço no histórico do Boletim. desde que parente e devidamente identificado no histórico da ocorrência. com os dados fornecidos pela outra parte. o PM fornece às partes o Talão Requerimento da Certidão de Ocorrência ou as orienta de como proceder. quando estiverem prejudicando a circulação ou pondo em risco a segurança do trânsito.Preservação do local 1) Quando o PM não determinar a remoção dos veículos ou mortos. efetuando os cortes de trânsito necessários e afastando curiosos.8. danos materiais dolosos. Preenchimento do Boletim de Ocorrência 214 . relacionar os pertences encontrados. .for acidente rodoviário. o PM está liberado. para pátios previamente determinados. por entender que não estão prejudicando a circulação nem a segurança do trânsito.se for o caso. deve preservar o local para exame por parte da perícia técnica. (b) Se os veículos forem removidos para local próximo. etc.Quando o veículo tiver sido abandonado após o acidente. não necessitando o PM permanecer no local. c). após preencher o Boletim de Ocorrência. os veículos serão removidos para local próximo. enquanto não chega o perito.3 Acidentes com vítimas a). . do leito da via pública. anotando-se o nome. b). devem ser identificados.Remoção dos veículos 1) Os veículos envolvidos em acidentes de trânsito com vítimas. .houver pessoas mortas no local.no caso de haver responsáveis. d). aguardar o recolhimento do veículo no local designado pela Polícia Civil. 5. . preencherá o Boletim de Ocorrência.a). onde não perturbem o trânsito. consignando esta circunstância. devidamente identificadas (parentes dos condutores ou dos proprietários dos veículos envolvidos) que os fiquem guardando. o PM constatar que uma das partes se evadiu. (a) No caso.Quando ao chegar ao local do acidente. -entregar os veículos às partes ou a quem sua vez fizer. bem como os mortos. o PM só estará liberado da ocorrência após tomar as seguintes providências: . embriaguez.

contudo não lhe compete obrigá-las a irem. devem ser -adotadas as mesmas providências exigidas para o atendimento de ocorrência com vítimas. como meio de fortuna.Encaminhamento das partes 1) Após socorrer as vítimas. o PM adotará os procedimentos preconizados neste artigo.4 Acidentes com veículos oficiais Nos acidentes de trânsito em que estejam envolvidos veículos oficiais. local 215 .9. deve constar do histórico do Boletim de Ocorrência. remover os veículos e preencher o Boletim de Ocorrência. o PM deve relacionar os pertences encontrados nos veículos e nas imediações. apoio. 5.8. 5. (c) Manter contato -operacional com outras frações em patrulhamento nos PCRV (BOpRv). mediante Auto de Exibição. face a perigo atual ou iminente. isoladamente ou em apoio aos agentes de segurança das respectivas Companhias responsáveis. como imperativo da ordem pública. e. assistência.1 Utilização a).6 Acidentes em recintos fechados de freqüência pública Os acidentes nesses recintos.8. previsto no parágrafo anterior.O PM que determinar a remoção preencherá o Boletim de Ocorrência.Radiotransceptor 1) É usado normalmente para: (a) Informar ao Centro de Comunicações sobre acidentes. anotando duas testemunhas. 5. por lesões corporais ou homicídio culposo. dentro de 48 horas. congestionamentos e situações de emergência. para o condutor que socorrer as vítimas do acidente. por meio de Ofício. Apreensão e Depósito. (a) Caso não queiram atender à solicitação.9. através do Comando de sua OPM. Pertences Não havendo responsáveis. a menos que se trate de prisão em flagrante delito. o qual será remetido. que também são agentes da autoridade policial em suas áreas de atuação. 5.5 Acidente envolvendo composição ferroviária e metroviária Nos eventos resultantes de atropelamento ou colisão de veículos. d). à Unidade Policial da área. e entregá-los na Unidade Policial da área. e não sendo caso de prisão em flagrante. (b) Não haverá prisão em flagrante delito. apesar de não serem de trânsito. com ou sem vítimas. para evitar agravamento da situação. conforme legislação federal. o PM deve transmitir a qualificação do pessoal envolvido ao Distrito Policial da área. b).8. que compareçam à Unidade Policial da área.0 Aprestos 5. devem ser atendidos pelo PM. A circunstância de o acidente haver ocorrido em recinto fechado. reforço ou socorro. o PM solicitará aos condutores e vítimas não internadas. (b) Pedir orientação. envolvendo composição ferroviária ou metroviária. ainda que precariamente. (b) Iluminar. Farolete 1) Usado para: (a ) Emitir sinais de emergência.

b). A orientação de trânsito manifesta-se pela utilização de variados meios. pelo PM. para que o ar atmosférico retire do sistema qualquer vestígio do álcool proveniente do ar expirado pelo paciente que fora anteriormente examinado. e exige qualificação pessoal para transmitir ensinamentos ao usuário ou proceder à advertência. as vias terrestres e a legislação de trânsito. campanhas de educação de trânsito. (c) manda-se o paciente encher bem os pulmões e soprar através da peça até o fim da expiração (a duração do sopro deverá ser no mínimo de 10 ( segundos). d). alcance o primeiro traço da escala. (b) abre-se uma ampola teste e adiciona-se-lhe. 216 . até que a seta. esperam-se 30 segundos. que está presa à peça. Enquanto o paciente estiver -assoprando. a motoristas de veículos específicos (ônibus. Bafômetro usado para dosagem alcoólica 1) Tempo de técnica: (a) coloca-se uma peça de boca no adaptador de metal. adaptar nova peça (pêra) de borracha no bocal. táxis) e a escolares.As palestras serão proferidas a entidades de classe. queda de barreiras. como palestras. como instrumento de orientação. a quantidade de álcool por litro de sangue. é aplicada quando da consta-tação de infrações leves ou para evitar o seu cometimento. caminhões. diretamente ligados aos condutores desses veículos e interesse global dos escolares. (e) coloca-se a ampola-teste no suporte apropriado e adapta-se-lhe o tubo de plástico que sai da torneira.Luz intermitente da viatura usada para advertir os usuários sobre a existência de qualquer situação de perigo. f) abre-se a torneira para permitir o escoamento do ar através do líquido da ampola-teste.A orientação verbal pelo PM pressupõe o completo conhecimento da legislação e das peculiaridades de trânsito. d) escoa-se pela torneira o ar do aparelho. o aparelho estará pronto para nova dosagem. representada por acidente. ou mesmo verbalmente.1 Introdução a). g) observa-se a solução da ampola-teste para interromper a passagem do ar quando a cor vermelha do líquido teste desaparecer e tornar-se incolor.Sirene usada para pedir prioridade de passagem em serviço de urgência e alertar o condutor para que estacione.de acidente. c). Após cada dosagem. h) lê-se na escala graduada. diretamente. manter a válvula de retenção aberta. o líquido reagente. Exige preparação minuciosa e criteriosa escolha de assuntos. até a marca.As atividades de orientação de trânsito visam a alcançar níveis satisfatórios de fluidez e segurança no trânsito. e bombam-se 10 vezes. 5. boletins nos órgãos de Imprensa. obstrução provisória e outras formas de perigo. em decorrência do estrito relacionamento entre o PM e o usuário.10. desvio de emergência. A advertência.10. c).0 Orientação de Trânsito 5. e). Assim procedendo.

-extintor de incêndio (carga). impedindo raciocinar e agir com rapidez. (a) Carteira Nacional de Habilitação (CNH). para evitar queda de passageiros ou do condutor. (c) Somente iniciar viagem quando sentir que a estafa ou sono não impedirão de concluí-Ia em segurança. para adequada seleção de assuntos e escolha dos veículos de divulgação.silencioso (condições de uso). "domingueiros". . Destinam-se a um tipo de público particularizado (motoristas de ônibus. faroletes (regulagem e funcionamento). e). indicadores de mudança de direção. . ou em colunas de jornais. a hora e condições do tempo e das vias. (b) Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV). abordando temas específicos para o dia.espelhos retrovisores (existência e condições de uso). jovens. limpadores de pára-brisa (existência e funcionamento). luz de freios. distribuindo material impresso e apoiando iniciativas da comunidade. sistema de iluminação faróis.triângulo sinalizador (existência). 217 .Em qualquer das formas escolhidas para promover orientação de trânsito.pneus (estado e calibragem). às vezes. divulgar-se as razões e os objetivos da operação. antes do desencadeamento de operações especiais. (b) Abster-se de iniciar viagens logo após as refeições. verificar os equipamentos obrigatórios.Os boletins de órgãos de Imprensa devem ser divulgados períodicamente. pois reduzem os reflexos. (c) Documento de Identidade. (c) Certificar-se de que todas as portas estão fechando e travando corretamente. previamente. . Sempre será necessário definir. O policial militar é diretamente empenhado através do contato pessoal com os usuários. devem estar contidas as seguintes recomendações básicas. que dificultem a visão de quem dirige. .Engajando órgãos públicos e entidades privadas. 5.d). em programas de rádio e televisão. relacionadas com: 1) Condutor: (a) Evitar álcool ou qualquer substância tóxica. caminhoneiros. o tipo de público que se deseja atingir. sinais de alarme. 3) Documentos obrigatórios.10. as campanhas educativas de trânsito não podem prescindir da participação de todos os membros da sociedade. b) Conservar pára-brisa e vidros livres de qualquer etiqueta ou similar e de objetos pendurados. 2) Veículo (a) Antes de iniciar viagem. Cabem. com o fim de obter a espontânea cooperação do usuário. proferindo palestras. lanternas.2 Recomendações básicas a). mulheres).

pesca e florestal e outros indicativos próprios de cada região. visando a: 1) proteger a fauna e a flora contra os danos.O Policiamento Florestal e de Mananciais é executado através de combinação das demais variáveis. 4) Lugar: área rural e área urbana.1.1. 3) Circunstância. atribuições particulares da fração e demais particularidades pertinentes. a cavalo. 2) Modalidade: patrulhamento.Basicamente. turno e jornada. em locais destinados a competições esportivas e jornadas de pesca. 5) Duração.0Introdução 6. 4) proteger a fauna ictiológica. o grau de obediência à legislação de caça. o Policiamento Florestal e de Mananciais será executado em um ponto-base (Posto de Controle Florestal . cujo conhecimento torna-se indispensável aos assuntos particulares. extraordinário e especial. contra a caça e a pesca eil gais. respectivamente. c). 6. observados os efetivos e recursos materiais disponíveis.2 Apresentação a). a jornada.Fundamentalmente. as extensões d'água e mananciais. locais especificamente destinados ao controle da exploração de recursos florestais e da fauna e em outros. 2) controlar as explorações florestais. o patrimônio florestal a ser preservado. em embarcação e aéreo. e em pontos base (Postos de Fiscalização Florestal . permanência. através de permanência em parques florestais. mediante convênio.Proceder à vigilância sistemática.Abordar aspectos específicos do policiamento florestal e de mananciais. 3) a fiscalização de parques e florestas. b). 218 .1. reservas biológicas. se apresenta: 1) Processo: a pé. Federais ou Estaduais. d). locais de competição de caça e pesca. ordinário. as vias aquáteis existentes. b).1 Conceito Tipo específico de policiamento ostensivo que visa a preservar a fauna. 2) na assistência às populações rurais. de caça e pesca. e patrulhamento em espaço físico que varia com a topografia.1.PFFlo). através de medidas sanitárias de cooperação. 6) Número: fração elementar e fração constituída.PCFlo). Colaborar: 1) na difusão da legislação florestal. afetos a esse tipo de policiamento. conseqüentes da ação do homem ou não.CAPITULO VI Policiamento Florestal e de Mananciais 6. 6. índice de infrações. diligência e "escolta". os recursos florestais. Deve ser realizado em cooperação com órgãos competentes.3 Missões a). motorizado. a derrubada indevida ou a poluição.

2. na impossibilidade de se recorrer ao Corpo de Bombeiros. caça e pesca. prevista no Código Florestal. 2) fiscalizar o transporte de produtos e subprodutos florestais. visando à existência de animais e seus produtos. 9) embargar os desmates clandestinos. 10) inspecionar caçadores e pescadores acampados. nos grupos escolares e nas escolas rurais.Patrulhamento a pé 1) Vantagens (a) grande flexibilidade no cumprimento das missões. c) Por delegação específica: 1) exercer a Polícia Judiciária. 12) fiscalizar veículos. 5) por delegação. 15) imprimir ação educativa sobre derrubadas. nos sindicatos rurais.1 Procedimentos gerais a). na prática da caça e da pesca. 3) inspecionar viaturas. 14) realizar vistorias de locais de desmates e queimadas.3) os socorros às populações rurais. carvão.2. quando for o caso. exigindo a documentação necessária. que transportem produtos e subprodutos florestais apreendendo materiais ilegais e. 13) inspecionar serrarias. nos ginásios.2 Procediinentos particulares a). nos clubes de caçadores e pescadores. 6. ao longo da estrada. autuando infratores e apreendendo os produtos e subprodutos. 7) coordenar os mutirões. 6.2. Atribuições das frações: 1) localizar desmates irregulares e queimadas não programadas. 219 . instrumentos e objetos transportados em desacordo com a legislação de caça. autuando os infratores. 8) orientar os proprietários rurais e companhias que possuam áreas florestais quanto à construção de aceiros preventivos. para apagar incêndios maiores. depósitos de lenha. particularmente as ribeirinhas. autuando os infratores. 2) conceder licenças para caça e pesca amadorista. madeira e demais fontes de consumo de produtos e subprodutos florestais. conceder licença para a caça e pesca amadorista. 4)no resgate de extraviados em florestas e montanhas. onde nenhum meio de transporte é capaz de deslocar-se. se for o caso.0 Peculiaridades de Emprego 6. 6) combater pequenas queimadas. (b) desloca-se praticamente em qualquer terreno. apreendendo armas e aparelhos empregados na pesca e caça ilegais. 11) fazer recolhimento de armadilhas criminosas. 4) inspecionar viaturas que possam conduzir pescadores com material empregado em pesca criminosa. nas épocas que antecedem as queimadas. queimadas.

Durante o dia.vigilância para espias em árvores. (f) possibilidade de contato pessoal. 1) facilidade na transposição de cursos de água. (d) permite melhor observação. (b) cobre espaço físico relativamente grande. . mesmo em terreno acidentado e em dias chuvosos. . 3) Observação de vestígios (a) Os componentes da patrulha observam determinados vestígios denunciadores da presença de pessoas. . à frente.ações preestabelecidas para eventualidades.marcas e rastros denunciam o sentido do deslocamento e a presença de pessoas ou animais utilizados nas penetrações. Nas incursões fora das picadas. podendo surgir nos mais variados pontos.contato visual permanente entre os componentes da fração. . redobrando as medidas de segurança.presença de orvalho: a passagem de pessoas pela manhã retira o orvalho das folhas da vegetação e posiciona o sentido do deslocamento. face estar o patrulheiro mais elevado. o terreno será simplesmente balizado para fins de orientação evitando-se ao máximo produzir danos à floresta. (d) grande capacidade de observação e vigilância. são realizados em picadas previamente preparadas para atingir pontos estratégicos com maior rapidez. as folhas da vegetação indicam o sentido do deslocamento de pessoas no interior da mata. ou que sirvam de áreas de homízio a criminosos. utilizando meios naturais. . pela facilidade de transporte. b). de pequena profundidade. e outros obstáculos. (e) permite jornada mais longa. os patrulheiros deslocam-se silenciosamente. como de equipamento.Patrulhamento montado 1) Vantagens (a) média mobilidade. . . 2) Deslocamentos (a) Normalmente. utilizam sinalizadores luminosos. inesperadamente.Durante a noite. 220 . tanto de suprimento.Tomar especial precaução contra armadilhas (especialmente as que detonam armas de fogo) para a localização de animais e insetos peçonhentos e procurar discernir ruídos vindos do interior da mata e interpretá-los. para orientação e repressão. realizadas por medidas táticas. o patrulhamento acautelar-se-á contra emboscadas e providenciará: . (c) bom rendimento. conforme a andadura determinada e a urgência da missão. tais como: .elemento de reconhecimento distanciado.(c) grande aproveitamento do fator surpresa.posição da vegetação. 2) Deslocamento (a) O patrulhamento montado normalmente se utiliza de estradas e caminhos para cobrir seu itinerário com maior rapidez. (e) grande capacidade de improvisação de recursos. . afastados uns dos outros. .Nos deslocamentos em locais onde estejam ocorrendo litígios. comunicando-se por gestos e sinais convencionais.

impedindo o livre trânsito dos peixes e criando sérios perigos à navegação. 2) Deslocamentos (a) Ao longo dos rios. 3) Observação e interpretação de vestígios No deslocamento. espinhéis. 221 . e o calado da embarcação o permitir. 2) Deslocamentos (a) Realizados através de itinerários previamente estabelecidos. com muita freqüência. d). ao longo dos rios. (b) Cuidados especiais quanto à existência de pedras. (c) possibilita ampla movimentação. a fração deverá levar unia montada extra para transporte de suprimento. os patrulheiros observam vestígios denunciadores da presença ou passagem de pessoas. o itinerário poderá ser alterado para atendimento a queixas. para reconhecimento do percurso. Os artifícios e ardis utilizados pelos infratores devem ser considerados. nos leitos dos rios. (b) permite maior rigor na fiscalização das reservas florestais. (d) Nos deslocamentos em locais onde a segurança da fração esteja -ameaçada. a fim de identificar locais de derrubadas. as verificações e abordagens serão feitas a pé. c). utilizando em seu favor a vantagem de se situarem em um plano mais elevado que favorece a visagem. galhadas de árvores mortas. queimadas e armadilhas criminosas de caça e pesca. (c) Conforme a duração prevista. particularmente na falta de estradas que margeiam os leitos dos rios. desloca-se um -patrulheiro à frente. orla marítima e mar territorial. consideradas de preservação permanente.Patrulhamento aquático (em embarcação) 1) Vantagens (a) facilidade no exercício da vigilância e inspeção quanto à proteção florestal ciliar. (c) permite detectar armadilhas para as -faunas aquática e silvestre. em pouco tempo. (c) Quando realizados em rios navegáveis. a fim de que toda e qualquer armadilha existente nas mesmas seja localizada e recolhida. Nas áreas impraticáveis à penetração a cavalo. naturais. lagoas.Patrulhamento motorizado 1) Vantagens (a) grande mobilidade e eficiência para patrulhar grandes espaços. serão feitas próximo à margem. cuja largura seja superior a 300 metros. equipamentos e para emergências. observando os princípios já determinados para tal. de caça e pesca.(b) Nas florestas mais densas. (e) O deslocamento da patrulha normalmente deverá ser efetuado a passo. (b) No patrulhamento. por picadas bem abertas. cabos de aço e redes de pesca que são atravessadas. (b) capacidade de transportar equipamentos pesados a longa distância e em curto tempo. sem desgaste físico. cabendo ao Comandante da patrulha determinar as verificações necessárias. desde que não implique em prejuízo total à missão principal. é possível o delocamento. atentar para as margens. 4) Abordagem A patrulha a cavalo procede às abordagens no interior da mata. às margens dos cursos d'água. denúncias sobre irregularidades existentes e outros casos fortuitos. tocos. lagos artificiais.

7) constatação da existência de equipe de vigilância. 4) verificação.3. cobrindo grande área física. 3) verificação da finalidade da queimada e qual o tipo de material combustível existente na área.Para a realização de vistorias em locais de queimadas. (e) A velocidade de deslocamento deve ser compatível com as condições de navegação. em que ponto deverá ser ateado o fogo e quando poderá ser colocado. 2) verificação da possibilidade de propagação. retirando-se somente após constatar que não existe perigo de propagação do incêndio. desmates. dada a sua versatilidade na decolagem e aterrisagem. para acorrerem em caso de emergência. c). o deslocamento será feito. o PM verificará sua autenticidade. de modo a oferecer segurança e boa visibilidade. com largura mínima de 6 metros. (g) Redobrar as medidas de segurança quando em patrulhamento noturno. o PM percorrerá com o requerente a área a ser queimada. e).Patrulhamento aéreo 1) Vantagens Permite amplo reconhecimento (detectar queimadas. fazendo: 1) inspeção pormenorizada do aceiro construído.3. o PM decidirá se a queimada poderá ser feita. analisando os elementos colhidos. 2) Deslocamentos Efetuados de acordo com as normas reguladoras do tráfego aéreo. em vistas das condições topográficas e meteorológicas da região. (f) Em princípio.2 Abordagem em locais de desmate a). 6. o patrulhamento em embarcação deve ser executado por fração constituída.De posse da licença de desmate. com 24 horas de antecedência. dandose preferência para aeronaves do tipo helicóptero. acampamentos e outros tipos de ação predatória) em curto espaço de tempo. 5) verificação. em caso de propagação. 6. em caso de propagação.Em sendo possível. o PM permanecerá no local até o final da queimada. e se os mesmos estão em regime de alerta. b) Depois do estudo do local.(d) Em lagoas e lagos artificiais. das possibilidades de obtenção de auxílio existente nas proximidades.3. e se está dentro do prazo concedido.1 Vistorias para queimadas a). estreitos.0 Técnicas Particulares 6. 6) verificar se o requerente fez o aviso prévio aos confinantes. cachoeiras etc. tendo em vista principalmente as margens fazendo o seu contorno. quanto a danos materiais que o incêndio poderá causar antes de ser dominado. 222 . (h) Evitar transposição de locais perigosos. tais como corredeiras.

objetos. Nessa hipótese. lembrando-se que não é permitido efetuar queimadas de áreas florestais. depois das seguintes providências: 223 . 4) se a floresta em desmate ou desmatada é realmente suscetível de ser explorada. procedendo a autuação regular. tais como: 1) se a área desmatada não ultralpassa a área concedida. depois do aproveitamento dos produtos e subprodutos extraídos do local. c) Ocorrendo irregularidade em área de desmate autorizado. 2) se o desmate está sendo feito dentro das normas técnicas. percorrerá o local de desmate em companhia do responsável. comunicando à autoridade competente para ulterior cassação da autorização. para formação de pastagens.Em qualquer dos casos. o PM procurará corrigi-Ia. com vistas à apuração de responsabilidade pela contravenção penal. diligenciará para apurar o responsável. apreendendo. ou fazendo chegar ao conhecimento da autoridade competente. d). se for o caso. para que sejam -adotadas as providências processuais cabíveis. o proprietário dependerá de autorização das autoridades florestais e somente poderá proceder à queimada. instrumentos. a fim de facilitar regeneração natural da floresta. f).3 Abordagem em locais de queimadas a) O PM fará o patrulharnento nos locais de queimadas. 3) limpeza de área destinada a florestamento e reflorestamento. 5) se as árvores que hospedam abelhas inócuas estão sendo poupadas. bem como as ferramentas utilizadas. 6. o embargo administrativo. com vistas a instruir Inquérito Policial Florestal ou Processo Contravencional. apreendendo o produto e subproduto florestal.Ocorrerão casos em que o PM encontrará local de desmate abandonado.3. o PM procederá na conformidade com a letra anterior. o embargo. O uso de fogo será permitido nos seguintes casos: 1) nos campos. verificando se não existe irregularidades. no todo ou em parte. b). 7) se o desmate está sendo feito sem o uso de fogo. no mais curto prazo possível. O PM adotará todas as precauções necessárias para que o material apreendido (produtos. orientando o responsável pela execução do trabalho. 3) se as essências nobres (madeira de lei) não estão sendo cortadas para lenha ou carvão. 8) se o desmatamento não abrange área de preservação permanente.b).Ocorrendo desmatamento em área não considerada de preservação permanente. sem autorização da autoridade competente. tomando as providências adequadas para cada caso.Após. 2) limpeza da área para a agricultura. conforme o previsto para os locais de desmates. 6) se a área de reserva florestal obrigatória está sendo preservada. prendendo em flagrante o responsável pelo desmatamento. o produto e subproduto florestal. "d" e "e" anteriores. e). etc. conforme letras "c".) seja mantido sob a guarda e vigilância de pessoas idôneas. o PM fará autuação regular. como também providenciará para que não seja alterado o local da infração.Ocorrendo desmatamento em área considerada de preservação permanente. -subprodutos. bem como as ferramentas utilizadas.

no mínimo. ou adotando providências para combater o fogo. consumo e transporte de produtos e/ou subprodutos florestais 224 . expedida pelo órgão competente. 3) inscrição na colônia de pescadores da região. Notando irregularidades. comércio. se houver. o PM verificará: 1) estado de conservação dos pescados. Em caso de incêndio que não possa extinguir com os recursos da própria área. 5) se os pescados estão dentro do tamanho e peso estabelecidos em portarias. 2) se todos os pescadores e caçadores possuem licenças para a pesca e caça. os seguintes dados a localização do incêndio. o PM providenciará os recursos necessários para dominar ou debelar o incêndio. 3) dispor de pessoal suficiente para dominar incêndio em caso de emergência (o fogo saltar o aceiro). assim como atos de caça ou pesca predatórios em locais e épocas proibidas. orientando o proprietário. fornecendo. à noite. procederá à autuação regular do responsável. a fim de aumentar a margem de segurança dos aceiros e causar menor dano possível ao solo. 5) manter vigilância permanente na área.Depois de debelado o incêndio. patrulhando os aceiros enquantodurar a queimada. nas moradias vizinhas.5 Indústria.No local da queimada.3. a sua extensão e outros dados necessários à avaliação. bem como o tamanho. 3) se as armas de caça estão devidamente registradas e têm licença para o trânsito atualizada. c) Quando a patrulha constatar. preferencialmente. o PM fará inspeção. 2) fazer aceiramento da área. 4) espécies e quantidades de animais selvagens abatidos. O fogo deverá ser posto. c). convocando os homens em condições. 2) matrícula de pesca profissional atualizada. respectivamente. a existência de armadilhas (caça ou pesca) ou qualquer outro aparelho proibido armado. era caso positivo. 6. b). diretamente ou por denúncia. sendo que. com 24 horas de antecedência. tendo em vista os dados acima.4 Acampamentos de caçadores e pescadores a). para que se mantenham alertas e em condições de prestar auxílio em defesa de sua propriedade.1) estar de posse da licença. conforme preceitua a legislação vigente. d). para as demais providências que houver por bem adotar. Tratando-se de pescadores profissionais. usando os recursos da patrulha. em caso de emergência.A abordagem a pescadores e caçadores em acampamentos visa verificar: 1) se há autorização do proprietário rural para a prática da caça ou da pesca em seus domínios. 4) avisar previamente aos -confinantes. o PM diligenciará para apurar a origem do mesmo. corrigindoas.3. de acordo com as espécies. na oportunidade. bem corno o responsável. procederá segundo as circunstâncias. bem como a apreensão dos apetrechos. procederá a autuação regular. 6.

3) verificação de guias florestais para o transporte de produtos e subprodutos florestais. face às suas utilidades. cartazes. 3) dos animais.Essas campanhas deverão processar-se com maior regularidade.3. 4) autuação. 2) da árvores. 225 . 6.a). e 8) outros. 5) do protetor das florestas.6 Campanhas educativas a). O patrulhamento. concursos. c) Essas campanhas também deverão ser intensificadas nos dias que antecedem às épocas propícias para queimadas.Campanhas educativas. gincanas. folhetos. 7) do índio. b). terrestre e aquática). nos termos da legislação florestal. através de palestras. visando ressaltar o valor da flora e da fauna (alada. 4) das aves-. projeção de filmes e slides. em conformidade com as guias florestais apresentadas: 2) verificação do registro da firma no IBAMA devidamente atualizado. conferências. 6) do pescador. com vistas à fiscalização das fontes de consumo de produtos e subprodutos florestais consistirá da: 1) verificação da procedência dos produtos e subprodutos florestais estocados nos estabelecimentos. principalmente no período que antecede aos dias: 1) mundial do meio ambiente. bem como sobre a forma correta de conduzi-Ias e perpetuá-las.

Códigos: .Uso de Algemas.Crimes Hediondos.Lei Fed nº 7.Crimes Tributários.Lei de Tóxicos. 1.137/90 . . Leis e Resoluções: . Trabalhos Monográficos de Oficiais dos Cursos Superiores de Polícia CSP/Centro de Aperfeiçoamento e Estudos Superiores da Polícia Militar do Estado de São Paulo.Preconceito Racial.960/89 .Res SSP/SP nº 154/85 . .716/89 .072/90 .Acidente de Trânsito. . 3.Res SSP/SP nº 41/83 .544/89 .Lei de Greve.Res SSP/SP nº 19/74 . Trabalhos Monográficos de Oficiais dos Cursos de Aperfeiçoamento para Oficiais CAO/Centro de Aperfeiçoamento e Estudos Superiores da Polícia Militar do Estado de São Paulo.Lei Fed nº 7.Prisão Temporária.Lei Fed nº 8. . .783/89 . .Civil 226 . . .990/50 .TRABALHOS PESQUISADOS. .Processo Penal Militar.Penal.Lei Fed nº 6. .Reconstituição de Delitos.Lei Fed nº 5. .Penal Militar.Lei Fed nº 6.Lei Fed nº 7.Processo Penal.Dec Est nº I.Boletim Esp de Ocorrência. .Escolta de Presos 4.Lei Fed nº 8. 2. .368/76 . .970/73 . .Licitações e Contratos.

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.................... 240 Área........................... . 045 Acidentes de Trânsito....................................................... 159 Busca e Apreensão..................................... ... ............regras de segurança........................................020 ................ ....................................240 ............... .........236 ..................................................... 235 ......... ....................................... ...............023 Ação Pública....sem vítimas.....................................revólver.......115 .................................173 ..........................infração.......... .....remoção do veículo.............................................. ............................................................................ 204 Aprestos.............................................impedimentos..........................................................................119 .................................... 142 Abuso de Autoridade..... 043 229 ............................... 235 ........................................................................................................................ ...119 .....................................................................informações.............................................................................................apreensão de veículos....................................................... . 173 ................................................................................................penalidades.......175 Bloqueio relâmpago......................... .....................................................................236 ...........................................ação do PM............................................................. 117 ............... ............................................................................. .................. ......................................................................... .......................... ....................................................................................................................................................... 026 Apresentação e entrega do preso. .................................... 100 .............ÍNDICE ALFABÉTICO REMISSIVO ASSUNTOS PAG Abordagem e Vistoria................................... .................................. 236 Aplicação de Polícia Ostensiva...............com composição ferroviária e metroviária...................................................................... ..... 048 Antecipação................................................120 ................................................................limpeza após o uso...................................................................................................................................................conservação em uso................ ..........procedimentos gerais....................... ............... 237 ............................................................................extintores.........utilização....240 ................. 027 Aplicação de penalidades............................... 101 manejo........................................ ..................................... ............... 174 ...........................................................aplicação....................... 118 Aspectos Legais............ .....................................................237 ....................................240 ................................................... ................em recintos fechados de freqüência pública....................100 ............... 236 ....... 204 ......... .......................................................... 024 Agentes Extintores....................238 Ação de presença......................................................235 .....................................................................................................................................................com vítimas........................ .... .........................................recibo e precauções....conceitos.......................locomoção................................... 103 Agressão...............com veículos Oficiais............................................240 Armamento....apreensão de documentos................................238 .............................................. 027 Atividades sociais e políticas.retenção do veículo...... 024 Ação Policial Militar.........................................................235 . ............................................................................................................... .......................................................

......................... 171 ...................... .059 .....069 Cerco........ .................................................................................................parada respiratória-respiração artificial...........fraturas............................ .........................060 ................................................................. 074 .........ameaça de desmaio............algarismos....................................................................................................................................................................................................156 Classes de incêndio..................queimaduras........... 059 ............ 122 ...................................................................161... .....................agressão...desinteligência.................. 066 ............................. 024 Casos de emergências............definições.....................................................................ação privada......................................... ..... 172 230 ............................hemorragias nasais...... 060 Contravenção......................feridas nos olhos......................064 .068 .......... ..... 142 Características das atividades policiais-militares................................................................................................................................... 023 Características do policiamento ostensivo..........................065 ........................................... ................................................................. .....................convulsões..................... 077 ........afogamento..tornique.................................................................................................... 037 Crimes contra a pessoa.... ................................060 .......parto de urgência...........................172 ......................... 064 ............................ ..........................................................................................................................................................063 ............................... ..código "Q".........................desmaios......................................... 121 .......................................................................................................parada cardíaca e respiratória..........................................hemorragias internas.................... 063 ....................feridas no abdômen..............................................................................................................................................distinção entre crime e contravenção.......... 123 ..............................................Busca pessoal.........075 ............................ .........................................................037 ....... ............estado de choque.............. ......................................feridas no tórax........037 Crime...................... ...................................................................................... 026 Corrupção.......................................................................... .......074 ............................................................................................................................................................................................... ....................ação pública....................................................................................................................uso do microfone........................................................................hemorragias externas nos membros....................................................feridas....................................... 061 ..................................................... ...envenenamento........ 123 ................................................. 122 Conceituação do manual................... 037 .... 064 ..........fraturas expostas......................................................................................................203 Continuidade do policiamento ostensivo.................. 080 .................... 060 ...................................066 ....... 122 ...............ameaça......................... .......................alfabeto da ONU............................ 028 Concussão....................... 048 Condução de preso.................................. ..............................172 .hemorragias difíceis de estancar .......062 ........... ............ ....................... ........ .............. ....... 100 Circunstâncias de policiamento ostensivo............................017 Conceituação de policiamento ostensivo.........................................................................................................hemorragias no tronco e na cabeça................................................. 037 ......................................................................................... 121 .............................................................................siglas..029 Comunicações...... ............. ....................

.............................morte súbita............................ 172 ................considerações......................................2(Y7 Estande de tiro........ 049 Deveres do PM .......... 208 Escolta de presos................... 052 ..206 Escolta em hospitais. .................elementos de composição.................... ....... 198 ................................................................................. 041 Fogo ...... .....................................................053 Defesa Civil..................................214 ........... ......................032 Fração constituída........................... ..uso..............................................prescrições gerais..................................... ...................conceito...052 ............................. .........................................................................222 .................................................................... .............................................................................................................conceitos e generalidades....023 Guarda de estabelecimentos penais...... ...........................052 ........................................................................................... ...... ...comércio............................. .......... 182 ...........................ação do PM.............................................................................. ....................tentativa de suicídio..................................................................... .......................... 172 Crimes contra o patrimônio......182 ....... 194 ................... .... .................................................. ......................... ... 049 Desobediência..............217 .............................................172 .....................medidas de segurança....................................... .....................................................normas gerais de escolta................................................condições gerais.120 .......................................215 ........... 194 Defesa Pública............................................................suicídio.......... ......................................................... 054 Efetividade do policiamento ostensivo.............................................. 194 ....................... ........ 183 Drogas mais comuns.... ............policiamento em salões de bailes................................................................................................................................201 ...............................................................172 ......ação do PM..........................................201 Escolta de velórios..............................................223 Fiança................................................................................................................................. 027 Entorpecentes.....deveres dos componentes.................... .............................................................. ............................................................................................................policiamento a pé..............................120 Exclusão de criminalidade.................... 222 ..... ................095 Formas de empenho..................................................................................................... ...................................... ..............054 Efeito das drogas. ................................policiamento motorizado................................ 172 .................................................tentativa de homicídio.214 Dinâmica do Policiamento Ostensivo............. .................................................................................................... ...................... 024 Diversões Públicas.......................................................... 052 .....171 ... ............................................................................................. ..............................198 231 ....................... ...................procedimentos gerais...................171 Crimes de tráfico e uso de entorpecentes. 038 Fatores adversos à segurança e à circulação..... ........................Policiamento de Trânsito.......................................................................052 Entorpecentes injetáveis.......................................................................................................................................... 054 Escolta ................................................................................................ 026 Emprego lógico do policiamento ostensivo....................................................................... .............fatores mais freqüentes..........................................................................................................................homicídio.............020 Desacato...................................roubo e furto........... .............................................023 Fração elementar............ ..

........................... ......................124 .......017 Objetivo do Policiamento Ostensivo......................................................................................................................... ................. ..............................métodos e dispositivos de segurança................................................ .......... ............................... PM e PCivil......... ...........................................028 Itinerário de patrulhamento...........reabastecimento.................................................................... ........................................... 124 Métodos de extinção de incêndio.....................241 ..247 Perseguição....................................................................... ................ 233 .......................... 022 Peculiaridades de emprego.................conceito......................recomendações básicas..............ação policial..................................... ........................................................ ............................................ 166 Objetivo do manual.. ................200 ..... 170 ........................170 .........225 . 019 Orientação de trânsito.......... ............................................................... 163 232 ...................201 Guarda de repartições públicas...............................................................246 .................. ..........................................................material .......... ...................................................................................fiscalização da velocidade.......................condições gerais............... 209 Imunidades............023 Ordem Pública.............técnicas específicas...............sistema de arrefecimento ................................................ 055 ..........................................................................................introdução.........................209 .........procedimentos gerais................................................................ ..............................242 Patrulhar.............................................................................................124 .........................................225 lnterceptação e abordagem de condutores-cont..125 ......cuidados...055 .......027 Legalidade do Policiamento Ostensivo.................. .com aeronaves.....................................................................................................................................................022 Manutenção de viaturas..................124 ............................023 Ocorrências .............. .... 097 Modalidades de Policiamento Ostensivo.................. ..................relacionamento com o público........................................................................................226 ...170 Operação Policial-Militar........ ......................deveres do PM..............039 lnterceptação e abordagem de condutores............................ ........................246 ....................................................procedimentos particulares...............................125 ................................................ .................................. ...231 ............................transporte coletivo........ .......... 025 Local de crime.............................208 .................................. 208 ........ 241 ..............025 ......................................óleo do cárter ............ ...reparos de emergência........................................................................................................................... .........................................................168 Ocorrências envolvendo FFAA.................................descrição...................................................029 Normas gerais para efetuar prisão.........................................................................generalidades......................................................................................... 124 ............fiscalização de condutores embriagados............cuidados............................................................................................... ..... ............................................................................................................. .............................021 Isenção do Policiamento Ostensivo.verificação de documentos..... 056 Local de risco.pneus .responsabilidade penal.........................................................................124 ............................................................................................028 Ocorrência Policial-Militar............cuidados..........................................................................................169 Ocorrências específicas.................... .....cuidados...................................................fiscalização de veículos...................

...... 197 Policiamento de Guarda ..........forma......................................................................... ......................................................conceito. 211 ........................... .. 019............................. ...........................................................................137 ....184 ........................limitações e ações do policiamento.187 ..........terminais de transporte.. ..197 ....... ................................................................. 197 Policiamento de Trânsito... 245 .........................conceito...................conceituação............................................... .....031 ..... ..................................... 095 .......................................................................................................procedimentos gerais..............................................................Poder de polícia............................019 Preservação do local de crime....................................055 Prevalência da prevenção sobre a repressão..........................................................................019 Policiamento Florestal e de Mananciais.......................................................................... ..........................disposições gerais...............................031 procedimentos em incêndios e salvamento...apresentação.......................missão............................................................................... 193 ...........missão...... 197 ...........................211 ....................................030 233 ......................providências antes da chegada do Bombeiro. 211 ....... 245 ............... 095 Procedimentos particulares................021.............018 Polícia Ostensiva.................................. 129 Policiamento de Guarda................................................................127 ............................................... ..... 211 Porte de arma..............................................................apresentação...........abrangências................................ ....................................212 ..................................................... .................................................................... .................................. ................. ...........................................................................................................................................................................cont.......missões............127 ........................ ....requisitos básicos................................................................................................ 031 ..... 192 Preservação da ordem pública.................... ................apresentação............................................................................246 Policiamento Ostensivo Geral.127 ......................... . ...........................................providências após a chegada do Bombeiro. .................................... ..... 127 ........................................................................... 134 Praças desportivas................... ....................................... ..................040...............generalidades............................. ................................ ................... 095 .... .......................188 .............. 049 Posto................conceito..... 245 ...................... ........................................................................ 095 .campanhas educativas............................................................................................................................................. ............................................................................................conceito.................................... .............................................................................como chamar o Bombeiro....................................218 ........prevenção e combate.......................................................... 184 ................................................................. ......................... 029 ....................efetivo a ser empregado..... 018 Polícia Militar ........................................................................................................................................................185 ............. .............253 ..................... 023 Prisão..........conceito................................. .....eventos especiais........................................................................................................................................................................................... 095 ...............conduta do policiamento....................................... 218 Processos de policiamento ostensivo........................conceito................. 040 Princípios das atividades policiais-militares...........168 Procedimentos básicos...... 219 ............ ....................apresentação..................conduta do público.....................

.....................................................................................................atividades de representação............................................................................... 058 .................... 253 ........ 047 Recebimento do preso.................. 027 Propina............. .... ....... ......020 Técnicas particulares de policiamento florestal................................ ..... 020 Subsetor.............................. .....212 ...tempo.114 Salvamento em incêndio.......048 Responsabilidade territorial.....................abordagem em locais de desmate................. 049 Testemunha.......................................................250 Técnicas usuais de Polícia Ostensiva............................. .................................................................................................................................princípio da legalidade................................................................. 213 Relacionamento com o público............................................................ .......................sinalização.............108 Segurança pública .............................................................................................................018 Setor............................. .......................................................... 094 Relacionamento com o público ...conceito...conceito............................................................. 253 Profundidade do policiamento ostensivo.........................................................026 Salvamento aquático................................................................................ 175 .....abordagem em locais de queimada..........uso da viatura.............092 ............................ 250 ... 175 Região................................................................................................................................................................................................ ................................................................. 116 Salvamento terrestre.............................................................atitude e conduta do PM..... ................................... 251 .................................. 091 ...................... 090 Resistência.................................... ..................... 058 ........................................ ..... .............. .............................. 058 234 ........prescrições gerais.......................................ritual de abordagem..........................................................116 Salvamento em altura.. ........................................... ..lugar.........................................................................................020 Técnica policial militar................. .......................................................... 058 ...........................................................indústria.............................. ..................212 ..........................vistoria para queimadas...........virtude..............................acampamentos de caçadores e pescadores.............................. ................................ 252 ........................ 094 ........................... .........................................número......................... 021 Tática policial militar....... ...................... .............................................................................. 020 Sistema de policiamento.................................................................................................................................................................................................................................. .....................................................093 ..............objetivo............................... ................ .............................. 250 ...........procedimentos diversos................. 142 Tentativa de fuga............ ........................................................ 090 .............030 Produtos florestais............ ........213 ........... 090 ..............aspecto essencial..................... ........... consumo e transporte..............................202 Recintos fechados de freqüência pública.......... .................................................................. .. 090 .................. comércio.................................. 048 Resistência à prisão....policiamento preventivo..................................................................................................... .....cont.................................023 Socorro de urgência..................................................................... 058 Subárea.....................................................030 .................. ............ 020 Regras gerais de policiamento de trânsito.......030 ............. ........................................................................ ... ........................................ ......................................fundamentos...........................................

................................................................................................059 Utilização de sanitários.................................................................................cadeira com quatro mãos......sentado............. 082 ....................................... 085 Transporte de traumatizados........................... 059 Vítima inconsciente............................... 047 Vítima consciente.... 206 Violação de domicílio.a pé.................... 086 .................................................................levantamento e transporte com três pessoas..................................................................... ........................... 086 .................024 Transporte de feridos.................. 086 ............................................................................. ...por via aérea..... .............086 ............................................................................................................................cadeira com duas mãos.............................com material especializado-improvisado............................... 042 Violência arbitrária........ .... .......................... .................................... .................cadeira com três mãos................................................................................... 051 Utilização de meios disponíveis............levantamento e transporte com seis pessoas............082 Unidade de comando.......................................................087 .................................. ......................... 087 ....................................... ............ ................................................................................................................ ...............................................................................Tipos de extintores.............................085 .............. 101 Tipos de Polícia Ostensiva......... ................... 081 235 .................... ..028 Universalidade do policiamento ostensivo........... ....... 090 ..................................... 025 Uso de algemas........................................................................ ................................028 Totalidade de Polícia Ostensiva............................................ .....em veículo..................... ........................ .............. 081 Transporte manual............. 089 ..............................................................................