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Introdução às Redes de Comunicações

Esta aula virtual tem por objetivo a apresentação do desenvolvimento histórico das redes de
comunicações, onde se descreve seus ciclos evolutivos. Também objetiva a apresentação de um
conceitual introdutório das redes de comunicação.


Histórico e Evolução dos Sistemas de Computadores e das Redes de Computadores

Histórico da Computação













Figura 1: Ábaco Chinês

O ábaco, que surgiu por volta de 3000 a.C., é o mais antigo instrumento de computação conhecido. O
modelo da figura 1 é o Ábaco chinês, ainda usado no oriente. Por ser eficiente e simples, o ábaco foi o
principal instrumento de cálculo até o século XVII quando Blaise Pascal, em 1642, inventou a primeira
calculadora mecânica capaz de realizar adições que ficou conhecida como Pascalina.

Em 1670, Gottfried von Leibniz inventou uma calculadora que efetuava as quatro operações
fundamentais e extraía a raiz quadrada.

J oseph Marie J acquard introduziu, em 1801, nos teares de sua fábrica um sistema de cartões perfurados
que representavam justamente os desenhos pretendidos, inventando assim, o primeiro tear programável.
A invenção da Máquina Analítica (também mecânica) por Charles Babbage, professor de matemática,
por volta de 1833, abriu caminho para a construção do que hoje seria descrito como um computador
digital mecânico automático totalmente controlado por um programa.

Alguns anos depois George Boole iniciava um processo que implicaria em importantes aplicações
tecnológicas, publicando em 1847 e em 1854 os livros “A Análise Matemática da Lógica” e “Uma
Investigação das Leis do Pensamento” respectivamente, dando a ele o título de inventor da lógica
matemática. Sua proposta era de que qualquer coisa podia ser representada por símbolos e regras. O
desenvolvimento de suas idéias deu origem à chamada álgebra de Boole.

Em 1890, Hermann Hollerith desenvolveu um equipamento que visava minimizar o imenso trabalho
dispensado no censo dos Estados Unidos. Seu invento baseava-se nos cartões perfurados idealizados
por J acquard e o sucesso foi tão grande que ele fundou, em 1896, a Tabulation Machine Company. A
TMC veio a fundir-se com mais duas empresas, formando a Computing Tabulation Recording Company.
A mesma CTRC, anos depois da morte de Hollerith, mudava de nome e nascia a IBM (Internacional
Business Machine).

J á no século XX, nos anos 30, Alan Turing inventou um dispositivo de uso geral, capaz de receber
instruções para trabalhar com qualquer tipo de informação, chamado de Máquina de Turing. A máquina
funcionaria usando mecanismos relacionados com conceitos de cálculo de entrada, saída e com um
programa.

Na mesma época, Konrad Zuse criou o primeiro computador eletromecânico, o chamado Versuchmodell
1 ou Z-1. Foi a primeira calculadora universal binária controlada por um programa. Zuse ainda produziu
mais três máquinas (Z2, Z3 e Z4), que aperfeiçoaram a Z1.

Anos mais tarde, o matemático húngaro J ohn von Neumann, por volta de 1945, formalizou o projeto
lógico de um computador. Ele sugeriu que as instruções fossem armazenadas na memória do
computador. Até então elas eram lidas de cartões perfurados e executadas, uma a uma. Participou do
projeto de construção do ENIAC (Eletronic Numerical Integrator and Calculator) da University of
Pensylvania, construído durante a Segunda Guerra Mundial, dentro de um programa do exército
americano que procurava automatizar o cálculo de tabelas balísticas. Foi inaugurado em fevereiro de
1946, era uma calculadora universal programável e eletrônica, pesava cerca de 30 toneladas, com 1.500
relés, 17 mil válvulas, e 150 kW de potência. Tanto as operações aritméticas quanto as de
armazenamento de dados eram conduzidas eletronicamente.

No final da década de 40, Claude Shannon, um estudante do MIT, em sua tese de mestrado criou as
operações lógicas usando código binário.

J á no início década de 50, várias máquinas foram construídas. Elas eram todas diferentes, mas todas
seguiam a chamada arquitetura Von Neumann, delineada nos primeiros trabalhos sobre a construção de
computadores digitais. Nesta década também surgem as quatro primeiras maquinas a transistores
SEAC, TRANSAC S100, Atlas Guidance Model I e CDC 1604, todas de construção americana.

Os circuitos integrados foram desenvolvidos e aperfeiçoados nos anos 60 sob influência do programa
espacial americano possibilitando o surgimento de minicomputadores que eram mais poderosos e bem
menores.

Em 1971, a Intel lança o primeiro microprocessador. Durante esta década também foram desenvolvidos
grandes computadores chamados de mainframes e surgiu o primeiro computador pessoal o Apple II em
uma garagem, em 1976, feito pelos americanos Steven J obs e Stephan Wozniak.

A IBM lançou o PC/XT com um disco rígido 110Mbyte, em 1983.

Histórico da Comunicação de Dados

A comunicação de dados começou com a invenção do telégrafo por Samuel F. Morse em 1838. As
mensagens eram codificadas em cadeias de símbolos binários e então transmitidas manualmente por
um operador através de um dispositivo gerador de pulsos elétricos. Foram implantadas cerca de 40
milhas de linha para telégrafo em 1844.

Usando as linhas de telégrafo, em 1860, realizou-se a transmissão de 15bits/s.

Dados de radar, codificados em binário, foram transmitidos via facilidades de telégrafo para
computadores na década de 1940. Usavam a Bell System (linhas e troncos) uma common carrie
(operadora).

As common carries tornaram disponíveis dispositivos de entrada / saída que poderiam ser usados para
enviar informação escrita ou codificada sobre linhas telefônicas, os Teletypewriter, ilustrados na figura 2.


Figura 2: Teletypewriter

No final da década de 50 ocorreu a explosão de desenvolvimentos para facilitar o uso de computadores
remotamente.

Os primeiros terminais interativos foram desenvolvidos na década de 60 e permitia aos usuários acessar
o computador central através de linhas de comunicação. Nesta época surgiram os sistemas de Time
Sharing (tempo compartilhado).

Fornecimento de computadores com interfaces (terminais, modems e linhas analógicas) para batch
processing (processamento em lotes). Em uma analogia, o computador roda no modo batch em uma
parte do dia e na outra parte do dia, o computador coleta informações de locais remotos. Uma evolução
extremamente rápida. As figuras 3 e 4, ilustram esta evolução através de exemplos de computador com
controlador para multiponto (ou múltiplas linhas), e do crescimento das redes em tamanho, número de
terminais e complexidade, respectivamente.


Figura 3: Computador com controlador para Múltiplas Linhas (Multiponto)


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Figura 4: Crescimento das redes em tamanho, número de terminais e complexidade
as primeiras redes de computadores, experimentais, entrou em operação entre 1969 e 19
o projeto ARPANET estimulado pela ARPA (Advanced Research Projects Agency) [Agên
rojetos de Pesquisa Avançados] que passou a se chamar DARPA e fazer parte do Departam
sa dos Estados Unidos. Quatro Universidades americanas foram interligadas por esta rede qu
utilizava a tecnologia de comutação de pacotes. A primeira demonstração pública do sistema ocorreu
e a primeira conexão internacional da ARPANET ocorreu em 1973 com a University College
on na Inglaterra.
A idéia do projeto ARPANET era a construção de um sistema de comunicações que não pude
interrompido por avarias locais. Essa preocupação era devido à guerra fria que estava no seu aug
s americanos queriam uma rede de telecomunicações que não possuísse uma central e qu
sse ser destruída por nenhum ataque localizado.
Anos mais tarde, o DCA (Defense Communication Agency) dividiu a ARPANET formando duas redes
istórico e Escopo da Internet
m meados de 1979, a ARPA criou o ICCB (Internet Control and Configuration Board) que reunia
ara incentivar pesquisadores das universidades a adotar e usar os novos protocolos, o DARPA tornou
m usuário experiente de UNIX pode facilmente aprender a fazer uma cópia remota de arquivo (rpc),
BSD UNIX forneceu uma nova abstração do sistema operacional conhecida como socket, que
m 1986, o NSF (National Science Foundation) financiou várias redes regionais para se conectarem com
icialmente os nomes e endereços de todos os computadores ligados a Internet eram mantidos em um
m novo mecanismo foi desenvolvido, o Domain Name System, com máquinas chamadas name servers
lguns dados evolutivos:
• 1986 - 20.000 computadores ligados a Internet;
res conectados à Internet em 61 países.

o Brasil, as redes começaram a surgir em 1988, ligando universidades e centros de pesquisa do Rio de
RNP (Rede Nacional de Pesquisas) surgiu em 1989 para unir as redes que ligavam as universidades e
s diretrizes técnicas, a coordenação das pesquisas e desenvolvimento dos protocolos TCP/IP é
partir de 1989 a IAB passou a se encarregar dos aspectos políticos e comerciais do binômio TCP/IP -
• IRTF - Internet Research Task Force (grupos de pesquisa), coordena as atividades de pesquisa
• ering Task Force (grupos de trabalho), concentra problemas de

sendo que a parte maior ficou conhecida como MILNET e a outra parte ficou reservado para futuras
pesquisas.

H

E
pesquisadores envolvidos no desenvolvimento do TCP/IP (Transmission Control Protocol / Internet
Protocol). No início dos anos 80, surgia a Internet, a partir do momento em que a ARPA passou a adotar
os novos protocolos TCP/IP nas máquinas de sua rede de pesquisa. A partir disso a ARPANET se
tornou o backbone da Internet.

P
disponível uma implementação de baixo custo. Nesta época, muitas universidades usavam o sistema
operacional UNIX disponível na University of California: Berkeley Software Distribution, também
chamado Berkeley UNIX ou BSD UNIX. A ARPA conseguiu atingir cerca de 90% dos departamentos de
ciência da computação das universidades com a integração do TCP/IP ao BSD UNIX.

U
idêntico a cópia do UNIX.

O
permitem aos programas de aplicação acessar os protocolos de comunicação.

E
as principais instituições voltadas para pesquisa científica e integrarem a Internet.

In
arquivo e editados mensalmente. J á em 1985 um banco de dados central já não seria o suficiente.

U
(servidores de nomes).

A

• 1987 - taxa de crescimento de 15% ao mês;
• 1990 - 200.000 computadores;
• 1994 - 3.000.000 de computado
N
J aneiro, São Paulo e Porto Alegre, as instituições nos Estados Unidos. No mesmo ano, o Ibase (Instituto
Brasileiro de Análises Econômicas e Sociais), começou a testar o AlterNex, o primeiro serviço brasileiro
de Internet não-acadêmica e não-governamental que, em 1992, seria aberto ao acesso público.

A
centros de pesquisas e formar um backbone de alcance nacional.

A
realizado pelo IAB (Internet Architecture Board) que surgiu em 1983 quando a ARPA reorganizou o
ICCB.

A
Internet. Os dois principais grupos do IAB são:

do TCP/IP;
IETF - Internet Engine
engenharia.
Os relatórios técnicos da documentação de trabalhos na Internet, proposição de protocolos novos ou
TERNIC (Internet Network Information Center) trata de detalhes administrativos para a Internet e
rotocolos e Padronização na Internet
sar padrões existentes, se tais padrões se aplicam e inventar novos protocolos somente quando os
trodução às Redes de Comunicações
intuito das comunicações entre sistemas é de permitir que haja transferência segura e rápida de
lém disso, as comunicações permitem que esses dados estejam disponíveis imediatamente após a sua
ara que seja possível esta troca de informações é necessário que as máquinas estejam de alguma
lassificação de Redes
s redes são subdivididas em três tipos básicos, dependendo da localização física das máquinas que
AN - Local Area Network
ão redes em que as máquinas estão situadas em um mesmo ambiente, ou próximas o bastante para
AN - Metropolitan Area Network
ão redes em que as características são semelhantes as das redes locais. Estas redes cobrem
AN - Wide Area Network
ão redes em que as máquinas estão situadas distantes umas das outras, o que impossibilita a
arâmetros de Comparação
escolha de um tipo de rede que suporte um conjunto de aplicações não é fácil. Hoje, é importante ter
• Custo;
revisados e padrões dos protocolos TCP/IP são chamados de RFC (Requests for Comments).
Anteriormente foram publicados os IEN (Internet Engineering Notes).

IN
distribui os RFC e IEN.

P

U
existentes forem insuficientes, mas estar preparado para migrar para os padrões internacionais quando
eles se tornarem disponíveis.


In

O
informações entre as várias máquinas que se pretende interligar. A importância destas conexões vem
da necessidade natural que existe de um compartilhamento de informações, onde dados gerados em um
sistema normalmente são utilizados para alimentar outros sistemas.

A
atualização, ou seja, permitem que usuários atuem de forma direta e imediata em uma determinada
aplicação alterando efetivamente os dados. Estas aplicações podem ser reservas em vôos de
companhias aéreas, transações bancárias, ou até mesmo para simples transferência de arquivos.

P
forma interligadas. Esta interligação pode ser realizada entre os mais diferentes sistemas e hardware
existentes. Portanto um padrão de conversação bem definido deve ser utilizado. A esse padrão dá-se o
nome de protocolo de comunicação, e como não poderia deixar de ser, inúmeros padrões foram
definidos.


C

A
compõem a rede e do meio físico utilizado para a conexão. Estes tipos são:

L

S
permitirem que o meio físico que as interligue seja capaz de transmitir dados a velocidades altíssimas.

M

S
distâncias metropolitanas e normalmente utilizam serviços de transmissão de dados fornecidos por
empresas de telecomunicação. O meio físico utilizado é veloz.

W

S
utilização de um meio físico muito veloz (uma realidade que está em franca mudança). Estas redes
normalmente utilizam serviços de transmissão de dados fornecidos por empresas de telecomunicações.

P

A
como premissa, que nenhuma solução é ótima num contexto geral. Os principais parâmetros de
comparação entre redes são:

• Desempenho;
• Confiabilidade;
• Compatibilidade e Interoperabilidade;
• Retardo de Transferência:
(Retardo de Transferência =Retardo de Acesso +Retardo de Transmissão),
o Retardo de Acesso - Intervalo de tempo que uma mensagem é gerada até o momento em
que a estação consiga obter o direito de transmissão com sucesso;
o Retardo de Transmissão - Intervalo de tempo decorrido desde o inicio da transmissão de
uma mensagem até o momento em que a mensagem chega ao destino;
• Sensibilidade Tecnológica.


Redes Locais

As redes locais foram desenvolvidas visando o compartilhamento de recursos (discos, impressoras, fax,
e outros), de forma a melhorar o desempenho e a confiabilidade dos processos.

As redes locais surgiram em ambientes de institutos de pesquisa e universidades na década de 70.
Enquanto as redes locais estavam sendo desenvolvidas para satisfazer requisitos particulares de
ambientes de pesquisa específicos, ocorriam mudanças na ênfase dos sistemas de computação: de um
sistema único centralizado e de grande porte, disponível para todos os usuários de uma instituição,
partia-se em direção à distribuição do poder computacional.

Aliada a essa necessidade de mudança, surgiram os minicomputadores com requisitos mais flexíveis
para instalação que os sistemas de grande porte e de considerável poder computacional. Assim, ao
invés de se centralizar o poder de computação, a solução passou a ser a distribuição do processamento
e das informações.

Hoje, podemos dizer que Redes Locais (LAN) são basicamente um grupo de PC (desktops) interligados
aos servidores.

Os módulos mais importantes de uma Rede Local (LAN) são:

• Servidores (Servers) - São computadores com elevada capacidade de processamento cuja
função é disponibilizar serviços à rede. Os serviços típicos que eles oferecem são:
o Servidor de aplicação;
o Servidor de arquivos;
o Servidor de banco de dados;
o Servidor de impressão;
o Servidor de rede.

• PC desktop - São workstations individuais de trabalho a partir das quais os usuários acessam
arquivos e aplicações no Server e executam tarefas locais.

• Recursos de comunicação - Infraestrutura de hardware e software necessária para a
comunicação entre os diversos componentes da LAN.


Topologias de Redes

Sabemos que as redes são compostas por várias máquinas interligadas. Contudo, vários tipos de
ligações físicas foram definidos. A estes diferentes tipos chamamos de topologias, que podem ser em
barra, anel, estrela, e outras.

Linhas de Comunicação

Ao organizar os enlaces físicos em um sistema de comunicação, nos confrontamos com diversas formas
possíveis de utilização das linhas de transmissão. Em primeiro lugar, as ligações físicas podem ser de
dois tipos: ponto a ponto ou multiponto. A ligação ponto a ponto caracteriza-se pela presença de
apenas dois pontos de comunicação, um em cada extremidade da ligação em questão. Na ligação
multiponto observa-se a presença de três ou mais dispositivos de comunicação com possibilidade de
utilização do mesmo enlace. A figura 5 ilustra estas linhas de comunicação.


Ponto a Ponto Multiponto

Figura 5: Ligações Físicas Ponto a Ponto e Multiponto

A forma de utilização do meio físico que conecta estações dá origem à seguinte classificação sobre
comunicação no enlace:

• Simplex - O enlace é utilizado apenas em um dos dois possíveis sentidos de transmissão,
conforme figura 6.


Figura 6: Enlace Simplex

• Half-Duplex - O enlace é utilizado nos dois possíveis sentidos de transmissão, porém apenas
um por vez, conforme figura 7.


Figura 7: Enlace Half-Duplex

• Full-Duplex - O enlace é utilizado nos dois possíveis sentidos de transmissão, simultaneamente,
conforme figura 8.


Figura 8: Enlace Full-Duplex

Topologias Locais e Metropolitanas

Estrela

Neste tipo de tecnologia cada nó (microcomputador ou equipamento de rede) é interligado a um nó
central (mestre), através do qual todas as mensagens devem passar. O nó central age como centro de
controle da rede, interligando os demais nós (escravos). A figura 9 ilustra esta topologia.

Como exemplo da topologia em Estrela temos o caso típico das redes de computadores onde o nó
central é um sistema de computação que processa informações alimentadas pelos nós escravos. As
situações mais comuns, no entanto, são aquelas em que o nó central está restrito às funções de gerente
das comunicações ou apenas um nó passivo para difusão de mensagens.

As ligações em uma rede com topologia em Estrela são consideradas confiáveis, pois uma falha na barra
de comunicação só colocaria a estação escrava correspondente fora de operação, entretanto falhas no
nó central podem ocasionar a parada total do sistema. Um outro problema da topologia em Estrela é
relativo a modularidade. A configuração pode ser expandida até um certo limite imposto pelo nó central:
em termos de capacidade de chaveamento, número de circuitos concorrentes que podem ser
gerenciados e número total de nós que podem ser servidos.



Figura 9: Topologia em Estrela

Anel



Figura 10: Topologia em Anel

Uma rede em Anel, conforme ilustrada na figura 10, consiste de estações conectadas através de um
caminho fechado, evitando os problemas de confiabilidade de uma rede em Estrela. Redes em Anel são
capazes de transmitir e receber dados em qualquer direção, no entanto, as configurações mais usuais
são unidirecionais de forma a tornar menos sofisticados os protocolos de comunicação que asseguram a
entrega da mensagem, evitando assim problemas de roteamento.

Geralmente o Anel não interliga as estações diretamente, mas consiste de uma série de repetidores
ligados por um meio físico, sendo cada estação ligada a um repetidor. Os repetidores são em geral
projetados de forma a transmitir e receber dados simultaneamente, diminuindo assim o retardo de
transmissão e assegurando um funcionamento do tipo full-duplex.

Quando uma mensagem é enviada por um nó, ela entra no Anel e circula até ser retirada pelo nó
destino, ou então até voltar ao nó que colocou a mensagem na rede, dependendo do protocolo utilizado.
O último procedimento é o mais desejável, pois permite mensagens de difusão (broadcast),
disponibilizando qualquer estação a desenvolver programas para observação do tráfego dos canais,
construir matrizes de tráfego, fazer análise de carregamento, realizar isolamento de falhas e protocolos
de manutenção, etc.

Uma estação monitora tem se revelado essencial na prática, embora não seja importante do ponto de
vista do projeto. A função primordial desta estação será de iniciar o anel, enviar pacotes de teste e
diagnóstico e tarefas de manutenção.

A topologia em Anel requer que cada nó seja capaz de remover seletivamente mensagens da rede ou
passá-las adiante para o próximo nó. Isto vai requerer um repetidor ativo em cada nó. Uma quebra em
qualquer dos enlaces entre os repetidores vai parar toda rede até que o problema seja isolado e um novo
cabo instalado. Falhas no repetidor ativo também podem causar a parada total do sistema.

Barramento



Figura 11: Topologia em Barramento

Topologia em Barramento, vista na figura 11, consiste de estações conectadas ao mesmo meio físico de
transmissão, onde o barramento é compartilhado no tempo ou na freqüência, permitindo a transmissão
de informações. Ao contrário das outras topologias, que são configuradas ponto a ponto (cada enlace
físico de transmissão conecta apenas dois dispositivos), a topologia em Barramento tem uma
configuração multiponto (mais de dois dispositivos estão conectados ao meio de comunicação).

Nas redes em Barramento, cada nó conectado ao barramento pode ouvir todas as informações,
facilitando as aplicações com mensagens do tipo difusão (broadcast). Existe uma série de mecanismos
para o controle de acesso ao barramento, que pode ser centralizado ou descentralizado. A técnica
adotada para cada acesso à rede é a multiplexação no tempo. Em um controle centralizado, o direito de
acesso é determinado por uma estação especial da rede; em ambiente descentralizado a
responsabilidade de acesso é distribuída entre todos os nós.

Diferente da topologia em Anel, topologias em Barramento podem empregar interfaces passivas, nas
quais falhas não causam a parada total do sistema. A ligação ao meio de transmissão é um ponto crítico
no projeto de uma rede local em Barramento, já que deve ser feita de forma a alterar o mínimo possível a
característica elétrica do meio. O poder de crescimento, tanto no que diz respeito à distância máxima
entre dois nós da rede, quanto ao número de nós que a rede pode suportar, vai depender do meio de
transmissão utilizado, da taxa de transmissão e da quantidade de ligações ao meio.

Topologias Geograficamente Distribuídas

Totalmente Ligada

Todas as estações são interligadas duas a duas entre si através de um caminho físico dedicado,
conforme ilustrado na figura 12. Esta topologia é economicamente inviável, onde uma rede com N
estações tem N x (N - 1) / 2 ligações ponto-a-ponto.



Figura 12: Topologia Totalmente Ligada

Em Anel



Figura 13: Topologia em Anel

Nesta topologia, ilustrada na figura 13, é feita uma economia considerável no número de ligações. Só
existe um único sentido de transmissão onde passamos a ter um aumento de pontos intermediários.
Dentre os fatores que limitam seu uso, temos: retardo intolerável de transmissão e a inexistência de
caminhos alternativos.

Parcialmente Ligada

São introduzidos caminhos redundantes, aumentando a confiabilidade e o desempenho através do
paralelismo de comunicação. Uma mensagem pode passar por vários caminhos intermediários,
conforme visto na figura 14.



Figura 14: Topologia Parcialmente Ligada