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FACULDADE DE EDUCAÇÃO DE BACABAL – FEBAC CURSO DE NUTRIÇÃO

MADELLINY MALLORY DA COSTA SOUSA

BIOTÉRIOS

BACABAL – MA 2014

....................................................................................................................................................................... 4 5 CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL ............................................................. .......................................................................................................................................................................................................... 5 7 LEGISLAÇÃO ........................................................................ 4 6 INSTALAÇÃO DE BIOTÉRIOS E BIOSSEGURANÇA ................................2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .... 3 4 CARACTERIZAÇÃO GENÉTICA DOS ANIMAIS ........................................................................................................................... 3 2 DEFINIÇÃO..................................................................................... 7 ANEXO.................................................................... 3 3 TIPOS DE BIOTÉRIOS ..................................................................... 6 8 REFERÊNCIAS .................................................. 8 ..................................................................................

Instalações de barreiras sanitárias de proteção.Recebem animais do biotério de criação ou de produção.Controle rigoroso da saúde dos animais e esquemas especiais de acasalamento para manuntenção das características genéticas. distantes de centros urbanos. 3 TIPOS DE BIOTÉRIOS Biotério de criação: .Instalação em áreas isoladas.Construção deve ser próxima ao laboratório de pesquisa. Biotério de experimentação: . . Biotérios: são instalações capazes de produzir e manter espécies animais destinadas a servir como reagentes biológicos em diversos tipos de ensaios controlados.Os animais ficarão alojados durante um período experimental. tétano e difteria.Onde são produzidas e mantidas as matrizes das linhagens. O uso de animais de laboratório em conjunto com estudos realizados em humanos é extremamente importante para os resultados de pesquisas que não podem ser obtidas somente pela observação daquilo que normalmente acontece. Através destas técnicas Possibilitou o desenvolvimento de vacinas contra a raiva. . . . 2 DEFINIÇÃO.Normas para o transporte dos animais devem ser observadas.Onde se criam grandes quantidades de animais para atender às pesquisas. recebendo matrizes dos biotérios de criação. Biotério de produção: . . . .3 1 INTRODUÇÃO O emprego de animais com objetivos científicos é uma prática comum e há muito tempo utilizada.

2005). 5 CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL A gaiola é outro ponto fundamental para se obter as condições ideais de conforto e bem estar dos animais. sendo preferencialmente de material leve. Majerowicz. que são de grande importância no que se refere à seleção e ao manejo dos animais utilizados em pesquisas na área da saúde. possibilitam-nos simular in vivo as interações entre órgãos e sistemas. (2005) estabelecem o número ideal de animais por caixa bem como suas dimensões (Tabela 1). as quais. experimentos realizados com animais contaminados trazem um viés. evitando-se materiais que dificultem a higienização e esterilização. 2003). sendo padronizadas. dificultando sua interpretação ou fornecendo falsos positivos. Vários tipos de avaliações podem ser feitos para monitorar e controlar este tipo de variabilidade. tais como simulações computadorizadas. As gaiolas utilizadas na experimentação com animais convencionais de laboratório tendem a manter dimensões padronizadas. Outro aspecto importante está relacionado à confiança e reprodutibilidade de dados obtidos com linhagens de animais de experimentação. Número de animais por caixa para diferentes espécies . tornando o animal inadequado como modelo experimental (Passos. marcadores bioquímicos. Paiva et al. a arquitetura deve facilitar o acesso dos animais à água e ao alimento. Porém. comprometendo a exatidão dos resultados.4 4 CARACTERIZAÇÃO GENÉTICA DOS ANIMAIS Para o uso de animais em biotérios de criação devem ser consideradas as características genéticas. O material de construção varia de acordo com a espécie animal alojada. como a madeira. favorecendo a compreensão de eventos relacionados ao desenvolvimento de determinada doença. durável e isolante térmico. de forma a propiciar conforto e bem estar e evitar competição entre indivíduos. reagindo a um determinado tipo de tratamento químico ou biológico. Além disso. ou análises genéticas quantitativas (NRC. imunológicos e de DNA. 2003. Tabela 1.

Separam os animais de um ambiente geral em ambientes específicos.Controle ambiental e sanitário . ventilando-as individualmente → retirada de poluentes produzidos pelo metabolismo dos próprios animais. umidade e trocas de ar → controle sobre poluentes. . é conveniente que a edificação esteja próxima ao laboratório de pesquisa. odores e contaminantes aerógenos. 2001). Estantes ou gabinetes ventilados: . assegurando-se assim. um fluxo unidirecional de ar forçado para o interior das gaiolas. .Induz. em geral. Isoladores: . Instalações: . isolando os animais de agentes biológicos que possam infectá-los ou contaminá-los.Instalação de sistemas de ventilação adequados → promover o bem -estar do animal e funcionar como barreiras para o controle de contaminações. instalados dentro de gabinetes que alojam animais. . sendo extensivamente usado para alojar animais microbiologicamente definidos. com a instalação de barreiras sanitárias de proteção.Monitoramento de temperatura. Sistemas de barreiras locais: . .Controle de contaminação e prevenção de contaminação cruzada Principais aspectos: . tanto para o bioterista quanto para o meio ambiente. é apropriado que sejam instalados em áreas distantes de centros urbanos.Sistema de ventilação de ar forçado por motores ventiladores. diminuindo em particular a concentração de gás amônia. 1998. escapes de animais manipulados . Com relação aos biotérios de criação.Sistema fechado de alojamento que garante a manutenção do padrão sanitário e genético das linhagens de animais de laboratório. o cumprimento das normas sanitárias adequadas de criação e manutenção (FIOCRUZ.5 6 INSTALAÇÃO DE BIOTÉRIOS E BIOSSEGURANÇA Para os biotérios de experimentação. .Sistema seguro de contenção.Protegem o ambiente de possíveis experimentalmente e de contaminantes.Estabelecer fluxos operacionais entre pessoas.Propiciam proteção aos animais pelos riscos de contaminação do ambiente externo. animais e materiais por demarcação de áreas “limpas/sujas” → minimizar interferências na qualidade e na segurança. . Cardoso.

§ 1º. imunobiológicos. 3. 4. A utilização de animais em atividades educacionais fica restrita a: I – estabelecimentos de ensino superior. COBEA: elaborou artigos referentes aos Príncipios Éticos da Experimentação Animal. impedindo que ele entre no interior da gaiola. São consideradas como atividades de pesquisa científica todas aquelas relacionadas com ciência básica. 5. II – estabelecimentos de educação profissional técnica de nível médio da área biomédica. Legislação brasileira para uso de animais em pesquisa e ensino. . conforme definido em regulamento próprio. em todo o território nacional.Gaiolas com tampas-filtro funcionando como barreiras. ou quaisquer outros testados em animais. . desenvolvimento tecnológico. reforçando a Lei Federal 6638. medicamentos. Não são consideradas como atividades de pesquisa as práticas zootécnicas relacionadas à agropecuária. instrumentos.794. alimentos. 7 LEGISLAÇÃO 1. No Brasil: Lei Federal nº 6638 de 08 de maio de 1979: estabelece normas para a prática didático-científica da vivissecção de animais.6 Microisoladores: . de 8 de outubro de 2008: Estabelece critérios para a criação e a utilização de animais em atividades de ensino e pesquisa científica. 2. 27 de janeiro de 1978: Assembléia Unesco proclamou a Declaração Universal dos Direitos dos Animais. produção e controle da qualidade de drogas. § 3º. ocasionando um acúmulo de gases como o de amônia. além de alta temperatura e umidade no microambiente. Lei 11.Restringe o fluxo de ar ventilado. § 2º. ciência aplicada.

Paiva FP. Comission on life sciences. Considerações sobre a biossegurança em arquitetura de biotérios. Majerowicz J. Santos ACS.11-26. NRC. . 2005. 2003. Universidade Estadual de Campinas. org. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz. Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz. 1998. In: Teixeira P. curso de Genética e Biologia Molecular] Campinas: Instituto de Biologia. Curso de Aperfeiçoamento em Biossegurança. Bol. Centr. FIOCRUZ. Procedimentos para a manipulação de microorganismos patogênicos e/ou recombinates na FIOCRUZ. Rio de Janeiro: EAD/Ensp. 64-67:3-17. Cardoso TAO. Goiânia: AAALAC/COBEA.21-42. Fiebre Aftosa. p. 2000. Fundação Oswaldo Cruz. org. 2000b. Manual sobre Cuidados e Usos de Animais de Laboratório. Comissão Técnica de Biossegurança (CTBio). 2003.7 8 REFERÊNCIAS Cardoso TAO. Curso de Aperfeiçoamento em Biossegurança. National Research Council. Curso de manipulação de animais de laboratório. Análise do determinismo genético da resistência de camundongos infectados experimentalmente com a cepa y de Trypanosoma cruzi. Institute of Laboratory Animal Resources. 2001. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Panam. [Tese de doutorado em Ciências Biológicas. 18. Cap. In: Teixeira P. Rio de Janeiro: EAD/Ensp. 162p. Maffili VV. Risco biológico e níveis de proteção. 2003. orgs. Programa arquitetônico de biotérios. p. Passos LAC. Campinas.

observada a legislação ambiental. § 1o A utilização de animais em atividades educacionais fica restrita a: I – estabelecimentos de ensino superior. como características exclusivas. Regulamenta o inciso VII do § 1o do art. 1o A criação e a utilização de animais em atividades de ensino e pesquisa científica.794. imunobiológicos. conforme definido em regulamento próprio. medicamentos. desenvolvimento tecnológico. estabelecendo procedimentos para o uso científico de animais. obedece aos critérios estabelecidos nesta Lei. Art. instrumentos. § 3o Não são consideradas como atividades de pesquisa as práticas zootécnicas relacionadas à agropecuária. § 2o São consideradas como atividades de pesquisa científica todas aquelas relacionadas com ciência básica. subfilo Vertebrata. Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.794. a presença de notocorda. alimentos. DE 8 DE OUTUBRO DE 2008. ou quaisquer outros testados em animais. Mensagem de veto O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 3o Para as finalidades desta Lei entende-se por: I – filo Chordata: animais que possuem.8 ANEXO ANEXO A: LEI AROUCA . produção e controle da qualidade de drogas.638. um encéfalo . ciência aplicada. II – estabelecimentos de educação profissional técnica de nível médio da área biomédica. Art. de 8 de maio de 1979. ao menos na fase embrionária. revoga a Lei n o 6. 2o O disposto nesta Lei aplica-se aos animais das espécies classificadas como filo Chordata. fendas branquiais na faringe e tubo nervoso dorsal único. e dá outras providências. em todo o território nacional. DE 8 DE OUTUBRO DE 2008. II – subfilo Vertebrata: animais cordados que têm. como características exclusivas. 225 da Constituição Federal.Nº 11.

IV – estabelecer e rever. 4o Fica criado o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal – CONCEA. assim como dos pesquisadores. a marcação ou a aplicação de outro método com finalidade de identificação do animal. Parágrafo único. III – as intervenções não-experimentais relacionadas às práticas agropecuárias. a partir de informações remetidas pelas Comissões de Ética no Uso de Animais . Art.9 grande encerrado numa caixa craniana e uma coluna vertebral. Não se considera experimento: I – a profilaxia e o tratamento veterinário do animal que deles necessite. a tatuagem. um mínimo de sofrimento físico ou mental. periodicamente. as normas para uso e cuidados com animais para ensino e pesquisa. III – experimentos: procedimentos efetuados em animais vivos. II – credenciar instituições para criação ou utilização de animais em ensino e pesquisa científica. bem como sobre as condições de trabalho em tais instalações. normas para credenciamento de instituições que criem ou utilizem animais para ensino e pesquisa. CAPÍTULO II DO CONSELHO NACIONAL DE CONTROLE DE EXPERIMENTAÇÃO ANIMAL – CONCEA Art. II – o anilhamento. em consonância com as convenções internacionais das quais o Brasil seja signatário. mediante técnicas específicas e preestabelecidas. 8o desta Lei. normas técnicas para instalação e funcionamento de centros de criação. 5o Compete ao CONCEA: I – formular e zelar pelo cumprimento das normas relativas à utilização humanitária de animais com finalidade de ensino e pesquisa científica. periodicamente. de biotérios e de laboratórios de experimentação animal. periodicamente. IX – elaborar e submeter ao Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia. o seu regimento interno. para aprovação. de que trata o art. desde que cause apenas dor ou aflição momentânea ou dano passageiro. VII – manter cadastro atualizado dos procedimentos de ensino e pesquisa realizados ou em andamento no País. V – estabelecer e rever. . VI – estabelecer e rever. visando à elucidação de fenônemos fisiológicos ou patológicos. IV – morte por meios humanitários: a morte de um animal em condições que envolvam. segundo as espécies. III – monitorar e avaliar a introdução de técnicas alternativas que substituam a utilização de animais em ensino e pesquisa.CEUAs. VIII – apreciar e decidir recursos interpostos contra decisões das CEUAs.

b) Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. e) Ministério da Saúde. II – Câmaras Permanentes e Temporárias.10 X – assessorar o Poder Executivo a respeito das atividades de ensino e pesquisa tratadas nesta Lei. para instruir quaisquer processos de sua pauta de trabalhos. o Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia será substituído. h) Academia Brasileira de Ciências. II – 2 (dois) representantes das sociedades protetoras de animais legalmente estabelecidas no País. 7o O CONCEA será presidido pelo Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia e integrado por: I – 1 (um) representante de cada órgão e entidade a seguir indicados: a) Ministério da Ciência e Tecnologia. f) Ministério da Agricultura. j) Federação das Sociedades de Biologia Experimental. g) Conselho de Reitores das Universidades do Brasil – CRUB. 6o O CONCEA é constituído por: I – Plenário. § 2o A Secretaria-Executiva é responsável pelo expediente do CONCEA e terá o apoio administrativo do Ministério da Ciência e Tecnologia. § 3o O CONCEA poderá valer-se de consultores ad hoc de reconhecida competência técnica e científica. Art. m) Federação Nacional da Indústria Farmacêutica. c) Ministério da Educação. d) Ministério do Meio Ambiente. . III – Secretaria-Executiva. Art. l) Colégio Brasileiro de Experimentação Animal. § 1o Nos seus impedimentos. § 1o As Câmaras Permanentes e Temporárias do CONCEA serão definidas no regimento interno. Pecuária e Abastecimento. i) Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

a respectiva CEUA determinará a paralisação de sua execução. o disposto nesta Lei e nas demais normas aplicáveis à utilização de animais para ensino e pesquisa. pelo Secretário-Executivo do respectivo Ministério. 9o As CEUAs são integradas por: I – médicos veterinários e biólogos. IV – manter cadastro dos pesquisadores que realizem procedimentos de ensino e pesquisa. a omissão da CEUA acarretará sanções à instituição. 10. Art. 17 e 20 desta Lei. para determinar sua compatibilidade com a legislação aplicável. Compete às CEUAs: I – cumprir e fazer cumprir. enviando cópia ao CONCEA. enviando cópia ao CONCEA. no âmbito de suas atribuições. VI – notificar imediatamente ao CONCEA e às autoridades sanitárias a ocorrência de qualquer acidente com os animais nas instituições credenciadas. .11 na Presidência do CONCEA. CAPÍTULO III DAS COMISSÕES DE ÉTICA NO USO DE ANIMAIS – CEUAs Art. sendo os serviços por eles prestados considerados. II – docentes e pesquisadores na área específica. § 2o O Presidente do CONCEA terá o voto de qualidade. na instituição. periódicos científicos ou outros. II – examinar previamente os procedimentos de ensino e pesquisa a serem realizados na instituição à qual esteja vinculada. sem prejuízo da aplicação de outras sanções cabíveis. Art. de relevante serviço público. nos termos dos arts. § 2o Quando se configurar a hipótese prevista no § 1o deste artigo. fornecendo informações que permitam ações saneadoras. no âmbito de suas atribuições. III – 1 (um) representante de sociedades protetoras de animais legalmente estabelecidas no País. 8o É condição indispensável para o credenciamento das instituições com atividades de ensino ou pesquisa com animais a constituição prévia de Comissões de Ética no Uso de Animais – CEUAs. especialmente nas resoluções do CONCEA. V – expedir. até que a irregularidade seja sanada. § 3o Os membros do CONCEA não serão remunerados. certificados que se fizerem necessários perante órgãos de financiamento de pesquisa. para todos os efeitos. § 1o Constatado qualquer procedimento em descumprimento às disposições desta Lei na execução de atividade de ensino e pesquisa. na forma do Regulamento. III – manter cadastro atualizado dos procedimentos de ensino e pesquisa realizados. ou em andamento.

14. ouvida a respectiva CEUA quanto aos critérios vigentes de segurança. de forma a permitir sua reprodução para ilustração de práticas futuras. § 2o Excepcionalmente. sempre que. evitando-se a . quando os animais utilizados em experiências ou demonstrações não forem submetidos a eutanásia. por dolo. previamente. 11. Art. 13. Art. § 4o Os membros das CEUAs responderão pelos prejuízos que. desde que destinados a pessoas idôneas ou entidades protetoras de animais devidamente legalizadas. desde que. as práticas de ensino deverão ser fotografadas. A criação ou a utilização de animais para pesquisa ficam restritas. que por eles queiram responsabilizar-se. para uso de animais. às instituições credenciadas no CONCEA. ao ensino e à pesquisa científica de que trata esta Lei. conforme estabelecido pelo CONCEA. ao CONCEA. § 1o A critério da instituição e mediante autorização do CONCEA. exclusivamente. 12. causarem às pesquisas em andamento. receber cuidados especiais. § 5o Os membros das CEUAs estão obrigados a resguardar o segredo industrial. sem efeito suspensivo. crie a CEUA. for tecnicamente recomendado aquele procedimento ou quando ocorrer intenso sofrimento. sob pena de responsabilidade.12 § 3o Das decisões proferidas pelas CEUAs cabe recurso. O animal só poderá ser submetido às intervenções recomendadas nos protocolos dos experimentos que constituem a pesquisa ou programa de aprendizado quando. § 2o Na hipótese prevista no § 1o deste artigo. é admitida a criação de mais de uma CEUA por instituição. cada CEUA definirá os laboratórios de experimentação animal. Compete ao Ministério da Ciência e Tecnologia licenciar as atividades destinadas à criação de animais. sob estrita obediência às prescrições pertinentes a cada espécie. encerrado o experimento ou em qualquer de suas fases. antes. durante e após o experimento. o § 1 (VETADO) o § 2 (VETADO) o § 3 (VETADO) Art. § 1o O animal será submetido a eutanásia. conforme as diretrizes do Ministério da Ciência e Tecnologia. filmadas ou gravadas. poderão sair do biotério após a intervenção. § 3o Sempre que possível. biotérios e centros de criação sob seu controle. CAPÍTULO IV DAS CONDIÇÕES DE CRIAÇÃO E USO DE ANIMAIS PARA ENSINO E PESQUISA CIENTÍFICA Art. Qualquer instituição legalmente estabelecida em território nacional que crie ou utilize animais para ensino e pesquisa deverá requerer credenciamento no CONCEA.

o animal de sofrimento. poderá restringir ou proibir experimentos que importem em elevado grau de agressão. graduado ou pós-graduado na área biomédica. em obediência a normas estabelecidas pelo CONCEA.00 (vinte mil reais). 17. desde que todos sejam executados durante a vigência de um único anestésico e que o animal seja sacrificado antes de recobrar a consciência. § 5o Experimentos que possam causar dor ou angústia desenvolver-se-ão sob sedação. ao máximo. sempre que forem empregados procedimentos traumáticos. em caso de transgressão às suas disposições e ao seu regulamento. poupando-se. vinculado a entidade de ensino ou pesquisa credenciada pelo CONCEA. Art. Parágrafo único. A interdição por prazo superior a 30 (trinta) dias somente poderá ser . CAPÍTULO V DAS PENALIDADES Art.000. § 10. Todo projeto de pesquisa científica ou atividade de ensino será supervisionado por profissional de nível superior. § 6o Experimentos cujo objetivo seja o estudo dos processos relacionados à dor e à angústia exigem autorização específica da CEUA. As instituições que executem atividades reguladas por esta Lei estão sujeitas.13 repetição desnecessária de procedimentos didáticos com animais. § 7o É vedado o uso de bloqueadores neuromusculares ou de relaxantes musculares em substituição a substâncias sedativas. levando em conta a relação entre o nível de sofrimento para o animal e os resultados práticos que se esperam obter. vários procedimentos poderão ser realizados num mesmo animal. II – multa de R$ 5. 15. IV – suspensão de financiamentos provenientes de fontes oficiais de crédito e fomento científico. às penalidades administrativas de: I – advertência. analgésicas ou anestésicas. V – interdição definitiva. § 4o O número de animais a serem utilizados para a execução de um projeto e o tempo de duração de cada experimento será o mínimo indispensável para produzir o resultado conclusivo. Para a realização de trabalhos de criação e experimentação de animais em sistemas fechados. serão consideradas as condições e normas de segurança recomendadas pelos organismos internacionais aos quais o Brasil se vincula. III – interdição temporária. § 8o É vedada a reutilização do mesmo animal depois de alcançado o objetivo principal do projeto de pesquisa. Art. O CONCEA.00 (cinco mil reais) a R$ 20. § 9o Em programa de ensino. analgesia ou anestesia adequadas.000. 16.

22. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes do infrator. ouvido o CONCEA. 25. As penalidades previstas nos arts. Art. de 8 de maio de 1979. 17 e 18 desta Lei serão aplicadas de acordo com a gravidade da infração. Art. II – compatibilizar suas instalações físicas. no prazo máximo de 90 (noventa) dias. da Saúde. As instituições que criem ou utilizem animais para ensino ou pesquisa existentes no País antes da data de vigência desta Lei deverão: I – criar a CEUA. da Educação.638. nas respectivas áreas de competência. 25 desta Lei. 19. recomendará às agências de amparo e fomento à pesquisa científica o indeferimento de projetos por qualquer dos seguintes motivos: I – que estejam sendo realizados sem a aprovação da CEUA. Art.000. IV – interdição definitiva para o exercício da atividade regulada nesta Lei. Qualquer pessoa que execute de forma indevida atividades reguladas por esta Lei ou participe de procedimentos não autorizados pelo CONCEA será passível das seguintes penalidades administrativas: I – advertência. As sanções previstas nos arts. III – suspensão temporária. 5o desta Lei. II – cuja realização tenha sido suspensa pela CEUA. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 20. 27. II – multa de R$ 1.00 (mil reais) a R$ 5. 18. 26.00 (cinco mil reais). Art. Pecuária e Abastecimento. com base no inciso V do caput do art.14 determinada em ato do Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia. no prazo máximo de 5 (cinco) anos. A fiscalização das atividades reguladas por esta Lei fica a cargo dos órgãos dos Ministérios da Agricultura.000. após a regulamentação referida no art. Esta Lei será regulamentada no prazo de 180 (cento e oitenta) dias. Art. Art. 17 e 18 desta Lei serão aplicadas pelo CONCEA. os danos que dela provierem. O CONCEA. . 23. Os recursos orçamentários necessários ao funcionamento do CONCEA serão previstos nas dotações do Ministério da Ciência e Tecnologia. sem prejuízo de correspondente responsabilidade penal. Art. mediante resolução. Revoga-se a Lei n 6. da Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente. o Art. 24. a partir da entrada em vigor das normas estabelecidas pelo CONCEA. 21. Art. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art.

8 de outubro de 2008.15 Brasília. 187o da Independência e 120o da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Tarso Genro Reinhold Stephanes José Gomes Temporão Miguel Jorge Luiz Antonio Rodrigues Elias Carlos Minc .