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GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO MARANHÃO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO

5º GRUPAMENTO DE BOMBEIROS MILITAR DO MARANHÃO CFSD BM 2013 / CAXIAS – MA INSTRUTOR: 2º TENENTE QOCBM GUSTAVO

MÓDULO: SALVAMENTO TERRESTRE

CAXIAS 2013
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BM 29 CUNHA AL. CFSD. BM 36 TORRES MÓDULO: SALVAMENTO TERRESTRE CAXIAS 2013 2 . BM 35 CRUZ AL. BM 04 PERERA AL. CFSD. BM 19 SOUSA AL.GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO MARANHÃO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO AL. CFSD. CFSD. CFSD. CFSD. BM 32 LIMA AL. BM 25 STENIO AL. CFSD.

.............................................................GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO MARANHÃO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO SUMÁRIO 1 SÍNDROME COMPARTIMENTAL ......... 5 3 EFEITOS DA FUMAÇA NO ORGANISMO ................................................................................................................................................................................... 4 2 GOLPE DE CALOR ........................................... 6 REFERÊNCIAS ......................................................... 7 3 ...............................

Sempre quando é a feita a fasciotomia com a liberação da aponeurose. impedindo o paciente de prosseguir com o mesmo. Também pode ser realizada uma fasciectomia. O diagnóstico da síndrome compartimental é clínico. Na síndrome compartimental aguda. faz-se uma dermotomia.. Podemos citar ainda como fatores etiológicos um grave ferimento no músculo. consequentemente... ocorrendo manifestações tardias como a ausência de pulsos distais. Os compartimentos mais afetados são aqueles que possuem uma menor capacidade elástica de seus ossos e fáscia (ALVES et al. Assim como o fornecimento constante de oxigênio e nutrientes. (ALVES et al. podendo comprometer vasos. Atletas e soldados são as pessoas mais frequentemente atingidas por essa afecção (YOSHIDA et al.. 2011). 2004). 4 . O sinal clínico inicial é caracterizado por dor importante e edema. O fluxo sanguíneo para as células musculares e nervosas é interrompido. 2011). 2012). uso de anabolizantes esteroides e ataduras elásticas de compressão. mas com prevalência crescente com sintomas semelhantes a síndrome compartimental aguda Manifesta-se por dor localizada na musculatura dos membros após realização de exercício físico. pois a pele nesse caso pode atuar como um torniquete impedindo a expansão dos tecidos (ALVES et al. Há de ressaltar a A síndrome compartimental crônica (SCC) é uma afecção pouco diagnosticada. a menos que a pressão seja aliviada rapidamente.. No caso da síndrome compartimental crônica o fator determinante é o esforço físico intenso (YOSHIDA et al. nervos e músculos no compartimento.. que libera os músculos com a abertura da fáscia no compartimento acometido. provocar dano tecidual como a diminuição do fluxo sanguíneo. o que impede a nutrição e a oxigenação adequada do nervo e colocando as células musculares em isquemia. 2004). pode ocorrer invalidez permanente e morte dos tecidos. parestesias de extremidade e hipoestesia. porém existem diversos métodos para monitorizar a pressão intracompartimental. Outras causas além das fraturas incluem lesões vasculares e traumatismos por esmagamento. A fisiopatologia consiste no fato de a fáscia muscular não esticar e isso pode resultar no aumento da pressão sobre os vasos capilares. 2011). descomprimindo-o. O tratamento da síndrome compartimental aguda é cirúrgico. que seria a retirada da fáscia ao invés de apenas abri-la. músculos e terminações nervosas e.GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO MARANHÃO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO 1 SÍNDROME COMPARTIMENTAL A síndrome compartimental (SC) consiste no aumento da pressão intersticial sobre a pressão de perfusão capilar dentro de um compartimento osteofascial fechado. pois muitas vezes o diagnóstico não é realizado (ALVES et al. as células nervosas e musculares podem ser danificadas. 2011). Em torno de 45% dos casos de SC é causado por fraturas dos ossos da perna. Isso não costuma acontecer na síndrome compartimental crônica (FERNANDES. A prevalência da SC não é bem definida. através da fasciotomia. pós-operatório de cirurgia de revascularização.

• Dar-lhe a beber água fresca. • Colocar-lhe compressas frias na cabeça. num local fechado e sobreaquecido (por ex. NOTE BEM: A insolação é sempre grave. em especial nas crianças. Sinais e sintomas: Deve-se pensar na possibilidade de golpe de calor ou insolação sempre que haja um ou mais dos seguintes sintomas: • Dores de cabeça. com câimbras por calor e esgotamento por calor. • Elevar-lhe a cabeça. O golpe de calor é uma síndrome de lesão causada por calor de base ambiental.. • Desapertar-lhe a roupa. os quais influenciam a adaptação ao calor e à climatização do ambiente. através do Serviço de Emergência Médica. mas parece ser uma predisposição genética que inclui citocinas. dentro duma viatura fechada. É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital. colocá-la em PLS (Posição Lateral de Segurança). proteínas da coagulação e proteínas de choque térmico. se a vítima estiver consciente. • Tonturas. Tratamento: • Deitar a vítima em local arejado e à sombra. 5 .GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO MARANHÃO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO 2 GOLPE DE CALOR O golpe de calor ou insolação é uma situação resultante da exposição prolongada ao calor. ao sol) ou da exposição prolongada ao sol. As razões para isto são ainda desconhecidas. • Se estiver inconsciente. • Vômitos. • Inconsciência. pode provocar hemorragia cerebral. • Excitação.

Se a fumaça estiver misturada a vapor úmido. Outros gases não provocam efeitos danosos diretamente nos pulmões. do Jornal de Pneumologia (Souza. As partículas fornecem uma área para condensação de alguns dos gases da combustão. morte. alcatrão e poeira. sejam ao ar livre ou confinado. somente bombeiros treinados e protegidos. especialmente ácidos orgânicos e aldeídos. devem efetuar o combate ao fogo. mas entram na corrente sanguínea e chegam a outras partes do corpo. Quando a concentração de oxigênio é menor que 18% o corpo começa a reagir. flutuando numa combinação de gases aquecidos. a lesão inalatória é resultante do processo inflamatório das vias aéreas após a inalação de fumaça. Apesar de possuir alta temperatura. sendo a principal responsável pela mortalidade de vítimas de queimaduras. • Gases tóxicos associados ao incêndio A inalação de gases tóxicos pode ocasionar vários efeitos danosos ao organismo humano. R. Alguns dos gases causam danos diretos aos tecidos dos pulmões e às suas funções. o dano é ainda maior. • Partículas encontradas na fumaça A fumaça produzida pelo incêndio é uma suspensão de partículas de carbono. o que diminui muito o potencial de troca de calor. desorientação. tontura. adequadamente. apresentarem atmosfera potencialmente tóxica. e outros). inconsciência. a fumaça tende a ser seca. São sinais e sintomas da deficiência de oxigênio: diminuição da coordenação motora. diminuindo a capacidade das hemácias de transportar oxigênio. Segundo o artigo “Lesão por inalação de fumaça”. podendo haver sangramento local ou mesmo obstrução da área atingida. exaustão. As lesões em vias aéreas superiores (nariz e boca) são caracterizadas pela presença de vermelhidão. Por isso. dor de cabeça. Existem quatro mecanismos de lesão inalatória associada a incêndio: • Deficiência de oxigênio O processo de combustão consome oxigênio enquanto produz gases tóxicos que ocupam o espaço do oxigênio ou diminuem sua concentração.GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO MARANHÃO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO 3 EFEITOS DA FUMAÇA NO ORGANISMO Lesões por inalação de fumaça Os pulmões e as vias aéreas são mais vulneráveis a lesões decorrentes de incêndio que outras áreas do corpo. inchaço e feridas. 6 . em virtude de os sinistros. aumentando a frequência respiratória. • Temperatura elevada A ação decorrente da temperatura da fumaça inalada raramente provoca lesões abaixo da laringe.

Emergencias 2004.240:97-104.GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO MARANHÃO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO REFERÊNCIAS Jump up↑ «Golpe de calor». Salvar e Combater o Princípio de Incêndio. Consultado el 24-06-201 Prevenir. Out/Dec. Clin Orthop 1987. Mubarak SJ. Conceptos actuales. 25(4).blogspot. PONTEVEDRA (España). Fronek J.com. Rorabeck CH. Cortés AM. Castrejón HAM. 7 . UNIDAD DE CUIDADOS CRÍTICOS.220:217-27. HOSPITAL DE MONTECELO. Hargens AR. 2004. Bourne RB. SERVICIO DE MEDICINA INTERNA. Cirujano General 2003. Compartment syndromes of the lower leg. Acesso em:<http://bombeiroswaldo. et al. Clin Orthop 1989. Management of chronic exertional anterior compartment syndrome of the lower extremity.br/2012/06/efeitos-nocivos-do-incêndio-lesõespor.html> Acesso em: 30 mar 2013. Síndrome compartimental en extremidades.