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9/4/2014

As Fontes do Direito Internacional segundo o Estatuto de Haia | TUDO DIREITO

TUDO DIREITO FEV

As Fontes do Direito Internacional segundo o Estatuto de Haia
A finalidade das fontes do direito, segundo o mestre Cristiano Chaves (in Direito Civil – Parte Geral, Editora JusPodivm, 1ª Edição, pág. 71) é servir como função de garantia, impedindo que o juiz, ao decidir os casos concretos que lhe são postos, deixe transbordar o seu subjetivismo. Impede, pois, o julgamento centrado em critérios pessoais.

O Estatuto da Corte Internacional de Justiça de 1945, sediada na cidade de Haia, enuncia em seu artigo 38 as fontes do direito internacional. São elas: as convenções internacionais, o costume internacional e os princípios gerais do direito. O Estatuto não estabeleceu qualquer hierarquia entre as fontes de direito internacional.

O COSTUME INTERNACIONAL

O direito civil nacional entende o costume como a prática longeva, uniforme e geral, constante da repetição geral de um comportamento, que, pela reiteração, passa a indicar um modo de proceder em determinado meio social, segundo as lições do civilista Cristiano Chaves, mesma obra, pág. 73.

Nos termos do Estatuto de Haia, o costume é uma prática geral aceita como sendo direito. O direito internacional entende que o costume internacional, a semelhança do que ocorre no direito civil nacional, é dotado de dois elementos: o material e o subjetivo ou psicológico.

O elemento material ou externo consiste na prática, na repetição, ao longo do tempo, de um certo modo de proceder ante determinado quadro de fato. A conduta reiterada não precisa ser necessariamente um comportamento positivo, podendo consistir numa omissão. O elemento subjetivo (opinio juris) consiste no entendimento, na convicção de que assim se procede por ser necessário, correto e justo, é a convicção de que a norma eleita funciona como lei.

Não se confunde o elemento subjetivo com a mera praxe, pois no costume há um sentimento de dever jurídico, de obrigatoriedade. Além disso no costume há uma reciprocidade entre os Estados que o adotam.
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podendo. no plano do direito internacional. O costume internacional como fonte de direito tem caído em desuso em face da dificuldade em ser provado e da demora em ser constituído. não satisfazendo as necessidades do mundo atual. O Estatuto de Haia não estabelece nenhuma hierarquia entre as fontes de direito internacional. mas também outros sujeitos de direito internacional como as Organizações Internacionais. O acordo celebrado entre os Estados deve ser regido pelo direito das gentes para ser considerado tratado. http://tudodireito. o costume internacional é de constituição lenta. os costumes e os princípios gerais do direito são fontes fundamentais e os demais meios auxiliares. quer em dois ou mais instrumentos conexos. o costume internacional vem sendo substituído gradualmente pelos tratados e convenções internacional como fonte de direito. se for regido pela lei interna de algum dos Estados. ao contrário do que ocorre no direto civil nacional. A dificuldade em ser provado é outro motivo que leva a sua substituição pelos tratados. será um contrato interestadual. Não há. são as principais fontes de direito internacional. OS TRATADOS INTERNACIONAIS Atualmente. quando se diz que o tratado se extinguiu pelo desuso. qualquer que seja a sua designação específica”. mas não tratado. o costume derrogar norma expressa num tratado.com/2014/02/13/as-fontes-do-direito-internacional-segundo-o-estatuto-de-haia/ 2/4 . são mais fáceis de serem provados. qualquer hierarquia entre os tratados e os costumes.9/4/2014 As Fontes do Direito Internacional segundo o Estatuto de Haia | TUDO DIREITO A prática geral a que se reporta o Estatuto de Haia ao definir o costume internacional não impede a existência de costumes internacionais de âmbito regional. mas reconhece que os tratados. Os conflitos com os sujeitos de direito internacional têm exigido soluções rápidas e ágeis. como é o caso do asilo político. Hoje não apenas os Estados celebram tratados internacional. costume internacional de caráter regional presente nos países da América Latina. quer inserido num único instrumento. o direito internacional evidenciou o fenômeno da codificação do direito internacional. que por serem escritos.wordpress. A Convenção de Viena define o tratado como “um acordo internacional celebrado por escrito entre Estados e regido pelo Direito Internacional. Após a Segunda Guerra. e em 23 maio de 1969 foi ultimada a Convenção de Viena sobre o direito dos tratados. O costume deve ser provado por quem o alega. Desde a 2º Guerra Mundial.

as decisões judiciárias e a doutrina dos juristas mais qualificados das diferentes nações. Segundo o Comitê de Juristas que elaborou o projeto do Estatuto de Haia. Volume 2. pois a maioria dos princípios gerais do direito já se encontra fixado no direito consuetudinário ou no direito dos tratados.com/2014/02/13/as-fontes-do-direito-internacional-segundo-o-estatuto-de-haia/ 3/4 . Coordenação Geral de Luiz Flávio Gomes. A expressão reconhecidos pelas nações civilizadas causou muita polêmica pois alega-se que teria caráter discriminatório. Direito Internacional Público.9/4/2014 As Fontes do Direito Internacional segundo o Estatuto de Haia | TUDO DIREITO PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO A terceira fonte enunciada pelo Estatuto de Haia são os princípios gerais do direito reconhecidos pelas nações civilizadas. o princípio da boa-fé. como meios auxiliares para a solução dos litígios internacionais. e o princípios da res judicata” O direito internacional moderno depende cada vez menos desta fonte de direito internacional. pois deles não nasce o direito. http://tudodireito. Valério de Oliveira. BIBLIOGRAFIA Mazzuoli. são apenas meios auxiliares na solução dos litígios internacionais.Editora Revista dos Tribunais. MEIOS AUXILIARES O Estatuto de Haia prevê. eles seriam os princípios aceitos pelas nações in foro domestico.wordpress. tais como certos princípios de processo. O Estatuto da Corte Internacional de Justiça ao denominá-los como meio auxiliar quis deixar claro que não são fontes do direito internacional.

6ª edição. José. 1ª edição. Editora Forenso. 3ª edição Cretella Júnior.9/4/2014 As Fontes do Direito Internacional segundo o Estatuto de Haia | TUDO DIREITO Rezek. Editora JusPodivm. Manual de Direito Internacional Público. Hildebrando. José e Cretella Neto. José Francisco. Seguir “TUDO DIREITO” Tecnologia WordPress. 1000 Perguntas e respostas de direito internacional público e privado. Seguir O TEMA BUENO. Accioly. Editora Edipro. 14ª edição. 8ª edição. Cristiano Chaves. Valéria Maria. Editora Saraiva. Editora Saraiva.com/2014/02/13/as-fontes-do-direito-internacional-segundo-o-estatuto-de-haia/ 4/4 . Farias.com/aboutthese-ads/) COMENTÁRIOS Deixe um comentário CATEGORIAS Direito Internacional BLOG NO WORDPRESS. About these ads (http://en. Sant’Anna. Direito Internacional – Resumo para concursos.COM.com http://tudodireito. Direito Internacional Público – Curso Elementar. Direito civil – parte geral.wordpress.wordpress.