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RESUMO

O pensamento renascentista trouxe muitas mudanças na vida do homem, principalmente em se tratando da interpretação dada a respeito de sua visão de mundo. Neste período o ser começa a buscar explicações a respeito de sua origem e sua função na terra, construindo uma nova forma de pensar e existir, trazendo assim o pensamento individualista.

1. INTRODUÇÃO

O renascimento foi a faze de transição do homem, da idade media pra a idade moderna. Esse período destaca a mudança de pensamento do ser humano, deixando de ver e crer no mundo de forma religiosa, na forma pregada pela igreja, em que as explicações para os acontecimentos explicáveis e inexplicáveis estavam na divindade. Nesse período o homem começa a buscar respostas para muitas perguntas, principalmente sobre seu objetivo na terra e a busca por conhecer o universo em que habita. O homem começa a buscar sua origem, começa a mudar sua forma de pensar e viver. Neste período o comércio direcionado para o lucro começa a crescer, trazendo o pensamento capitalista. O período é marcado pelo surgimento do pensamento liberal, trazendo a educação elitista, onde a grande massa acaba sendo excluída.

2. A EDUCAÇÃO NO RENASCIMENTO

A partir da segunda metade do Século XIV começa a surgir na Europa, mais precisamente na Itália, uma mudança de atitude dos homens perante o mundo e a vida. Começam a perceber o inicio de uma nova era, implementando o processo de ruptura com a estrutura medieval e surgimento do período moderno. Esse período que perdurou até o século XVII é conhecido como Renascimento ou Renascença. Nele o homem procura explicar a si mesmo o significado dessa mudança, atribuindo ao ”renascimento” das ideias que foram utilizadas na época clássica e ficaram de lado durante a Idade Média. Ao romper com os ideais teocêntricos o Renascimento possibilita um grande número de descobertas, como a descoberta da imprensa por Gutenberg que difundiu o saber a e ”revolta” da época, da bússola que possibilitou as grandes navegações, da pólvora que alavancou a arte da guerra, entre outras. O efeito desses acontecimentos fez com que o homem acreditasse em seu poder de superação, favoreceu o individualismo e precedeu uma infinidade de novas aventuras.

A educação renascentista visava o homem burguês, o clero e a nobreza. Era elitista, aristocrata e nutria o individualismo liberal, não chegando às massas populares. Junto com a revalorização da cultura greco-romana, alguns fatos históricos nos séculos XIV e XV, influenciaram o pensamento pedagógico, favorecendo a superação do próprio homem, o pioneirismo e a aventura. Durante o Renascimento despontam três grandes áreas de interesse: a vida real do passado, o mundo subjetivo das emoções e o mundo da natureza física. Como uma das principais consequências destes novos interesses, desloca-se o centro de gravitação, afastando-se das coisas divinas, dirige-se para o próprio homem. Opõe-se à escolástica, propondo situar o ideal da nova vida nos propósitos e atividades específicas das disciplinas de humanidades. Como a literatura dos gregos e romanos era um meio para esta compreensão, o aprendizado da língua e da literatura torna-se o problema pedagógico mais importante. Muito embora ainda elitista e aristocrático, o humanismo antropocêntrico renascentista, ao dirigir-se ao indivíduo permite entrever uma maior participação do aprendiz na aprendizagem. De certa maneira retoma uma agenda interrompida durante o período medieval. Concretamente, isto não se implementa de forma abrangente. A educação do Renascimento é centrada no homem, tornando-a mais prática, com inclusão da cultura do corpo e o começo da substituição de processos mecânicos por métodos mais práticos. Infelizmente a educação da Renascença preparou apenas a formação burguesa não chegando às massas populares.

2.1. FORMAÇÃO DO PENSAMENTO RENASCENTISTA

O renascimento pode ser considerado um marco na vida do homem, onde houve a transição da idade média para a idade moderna. Essa mudança começa acontecer primeiramente na cabeça do homem, onde o mesmo começa a buscar novas maneiras de interpretar o mundo em que vive, buscando mudar sua maneira de ver e viver o mundo. O movimento renascentista envolveu uma nova sociedade e, portanto novas relações sociais em seu cotidiano. A vida urbana passou a ter um novo comportamento, pois o trabalho, a diversão, o tipo de moradia, os encontros nas ruas, implicavam por si só um novo comportamento dos homens. Isso significa que o renascimento não foi um movimento de alguns artistas, mas uma nova concepção de vida adotada por uma parcela da sociedade, e que será exaltada e difundida nas obras de arte. Apesar de recuperar os valores da cultura clássica, o renascimento não foi uma cópia, pois se utilizava dos mesmos conceitos, porém aplicados de uma nova maneira a uma nova realidade. (CABRAL 2008). Essa transição trata também da mudança no estilo econômico em que o homem passa a viver. Passando assim de um sistema de subsistência, para um sistema de comércio voltado para o capitalismo, onde o lucro passa a fazer parte do cotidiano do homem, definição essa, usada de forma sucinta. Nesse período o homem começa buscar meios de adaptar-se aos novos tempos, tempos esses que trouxeram mudanças culturais, religiosas, artísticas, educacionais, morais, na ciência, dentre outras. Tendo inicio na Itália.

O Renascimento pode ser considerado como um marco do início da Idade Moderna, uma vez que reflete o desenvolvimento de uma nova vida e de uma nova mentalidade, vinculadas à ascensão da cidade e da burguesia. Foi nas cidades italianas que essa nova cultura se desenvolveu, cidades mercantis desde as Cruzadas, que viram o nascimento de uma camada social ligada ao comércio. A vida urbana, por si só, implicava o estabelecimento de novas formas de relacionamento social, diferentes daquelas estabelecidas no mundo feudal. Somam-se a isso a necessidade de justificar o comércio e a preocupação com a obtenção do lucro, mentalidade condenada pela Igreja Católica. (RECCO 2008) Outros fatores tornaram-se importantes para o surgimento e para o desenvolvimento desse movimento, como o aprimoramento da imprensa, o declínio de Constantinopla e a prática do mecenato, que buscava inspiração na Antiguidade grega e romana, e vivenciava um momento de pujança econômica com o surgimento da burguesia. O Renascimento cultural foi a retomada dos valores clássicos, greco-romanos, mas não se deve considerá-lo uma cópia, pelo fato de os valores serem semelhantes e não as ideias. As características revalorizadas foram o racionalismo, o antropocentrismo, o individualismo, o hedonismo, o naturalismo e o otimismo. Foi um movimento de consagração do homem. Tanto o grego antigo como o homem moderno buscavam desvendar e entender a origem do homem, no entanto conquistaram conclusões diferentes. Ambos se preocupavam em estabelecer a compreensão do mundo de forma racional, porém visualizavam o mundo de formas diferentes. (RECCO 2008). No entanto, começam a surgir ideias onde características do aprendiz se tornam mais relevantes. Segundo CAMBI APUD FELTRE (séculos XIV e XV), em sua ”Casa Giocosa”, propunha uma educação individualizada, o auto governo dos alunos, a emulação. Preocupava-se, acima de tudo, com a formação integral do homem. ”Já aflorava a valorização da aprendizagem, pois assim dizia uma legenda da Casa Giocosa ”Vinde ó, meninos aqui se instruem não se atormenta,”, ou seja, aprender deveria ser algo prazeroso e também voltado para a realidade, pois assim falava:” Quero ensinar aos jovens a pensar, não a delirar’’. Foi considerado um precursor da Escola Nova. Já Juan Luís Vives (séculos XIV e XV), enfatiza as vantagens do método indutivo, o valor da observação rigorosa e da coleta de experiências. Do ponto de vista epistemológico, isto torna o conhecimento um produto do homem, sendo, portanto, passível de crítica pelos seus semelhantes.

2.2. PENSAMENTO PEDAGÓGICO RENASCENTISTA

MICHEL MONTAIGNE (1533-1592): Nasceu no castelo de Montaigne, perto de Bardeaux. Sua educação foi confiada a um humanista alemão. Estudou direito e durante alguns anos exerceu a função de conselheiro parlamentar em Bardeaux. Mais tarde tornouse prefeito deste lugar por 4 anos. Dedicou o resto da sua vida as atividades literárias. Com seus pensamentos sobre educação, Montaigne pode ser considerado um dos fundadores da pedagogia da Idade Moderna.Queixou-se só de trabalhar com a memória, deixando vazias

a razão e a consciência. Desejou um homem flexível, aberto para a verdade. Criticou duramente o brutal estilo de educação de sua época. MARTINHO LUTERO (1483-1546): Foi líder da Reforma – movimento religioso que levou ao nascimento do protestantismo. Lutero nasceu e morreu na Saxônia. Recebeu o grau de mestre em filosofia na universidade de Erfurt (1505). Iniciou, então, estudos de direito, interrompidos quando ingressou no convento dos agostinianos dessa mesma cidade. Em 1507 foi ordenado sacerdote. Doutorou-se em teologia e foi designado professor de teologia em Winttenberg, cargo que manteve para o resto da sua vida. Em 1517, com a intenção de arrecadar fundos para a conclusão da suntuosa Basílica de São Pedro, o papa Leão X encarregou o monge dominicano Tetzel de oferecer indulgências (perdão dos pecados) a todos os que oferecessem polpudos donativos à Igreja. Contra isso se insurgiu Lutero. A venda das indulgências forneceu a ocasião para a ruptura. Traduziu a Bíblia para o alemão, colocando-a à altura dos menos letrados. Passando do terreno puramente religioso ao social, através de panfletos. OS JESUÍTAS: a pedagogia dos jesuítas exerceu grande influência em quase todo o mundo, incluindo o Brasil. Chegaram aqui em 1549, foram expulsos em 1759 e retornaram em 1847. Até hoje a educação tradicional os defende. A ordem dos jesuítas foi fundada em 1534 pelo militar espanhol INÁCIO DE LOYOLA ( 1491-1556) com o objetivo de consagrar-se à educação da juventude católica. Seguia os princípios cristãos e insurgia-se contra a pregação religiosa protestante. O criador da Companhia de Jesus imprimiu uma rígida disciplina e o culto da obediência a todos os componentes da ordem. A Ratium Studiorum é o plano de estudos, de métodos e a base filosófica dos jesuítas. Representa o primeiro sistema organizado da educação católica. Ela foi promulgada em 1599, depois de um período de elaboração e experimentação. A educação dos jesuítas destinava-se à formação das elites burguesas, para prepará-las a exercer a hegemonia cultural e política. Eficientes na formação das classes dirigentes, os jesuítas descuidaram completamente da educação popular.

3. A EDUCAÇÃO HUMANISTA

Com o avanço da burguesia urbana na Itália nos últimos séculos da Idade Medieval, criou uma nova classe enriquecida que passou a dar destaque à cultura, antes monopolizada pela igreja e os grandes nobres, e buscar uma educação que pudesse colaborar para gestão e manutenção de seus recursos, pois a educação teológica já não atendia as suas necessidades. Assim adaptaram os ensinamentos à nova época, com programa de estudos, orientado para facilitar conhecimentos profissionais e atitudes mundanas, compreendia a leitura de autores antigos e o estudo da gramática, da retórica, da história e da filosofia moral. A partir do século XV deu-se a esses cursos o nome de studia humanitatis ou ”humanidades”, e os que os ministravam ficaram conhecidos como humanistas.

Essa nova pedagogia tinha como atributo a valorização da infância e da juventude, afirmando sua autonomia e diferença em relação à idade adulta, preservando sua inocência ingenuidade. Mudando a concepção de homem que é formada por essa renovada educação. Um homem que quer ver seu desenvolvimento, mais laico, reflexivo e que usa mais a razão. Em seu livro História das ideias pedagógicas, Moacir Gadotti aponta como principais pensadores da educação humanista no renascimento: - Vittorino da Feltre (1378-1446), teria criada a primeira ”escola nova”, com ensino individualizado, com autogoverno dos alunos; - Erasmo Desidério (1467-1536), exerceu uma grande influencia na literatura europeia do século XVI, principalmente com sua obra Elogio da loucura. Defendia que o homem deveria criar seu próprio caminho, enquanto ser inteligente e livre; - Juan Luís Vives (1492-1540), defendia o método indutivo e se pronunciou a favor dos exercícios corporais. Foi um dos primeiros a reivindicar uma remuneração do Estado aos professores; - François Rabelais (1483-1553), valorizava a natureza em detrimento dos livros, foi um dos principais críticos da educação escolástica, enaltecendo as ciências naturais e as ciências do homem, mas foi acusado por muitos de enciclopedismo; - Michel de Montagne (1533-1592), vislumbrava a educação como forma de protesto, não aceitava o trabalho educativo como simples forma de memorização sem considerar a razão e consciência. É considerado o fundador da pedagogia da Idade Moderna. 3.1. A EDUCAÇÃO HUMANISTA NOS ÚLTIMOS TEMPOS Duas Grandes Guerras; diferenças sociais intensificando; discriminação racial separando nações; cenário político-econômico mundial dividido em duas grandes potências disputando entre si toda forma de poder; o capitalismo confirmando sua soberania mundial são fatos que acarretaram uma grande transformação no cenário socioeconômico mundial no final do século XX. E a educação ao tentar acompanhar essa transformação, passou por inúmeras mudanças de concepções, como a escola nova, o construtivismo, o tecnicismo, e outras. Ao apresentar uma proposta de práticas necessária à educação que desenvolve a autonomia do educando e sua insubmissão, o grande educador brasileiro Paulo Freire enfatiza pontos primordiais do humanismo, que deveriam ser utilizados pelos educadores em busca de um processo de ensino para a liberdade, para a libertação e superação das estruturas impostas e conhecimentos pré-estabelecidos. Ensinar, para o autor, é uma especificidade humana, portanto ao longo de sua obra, Freire apresenta várias formas e enfatiza a importância do humanismo educacional. Nesse contexto de diferenças onde está situada a educação? A educação como um todo, ao longo do tempo vem perpetuando um sistema dualista, onde a classe operária é educada pra continuar sendo operário e os filhos da classe dominante continuem sendo os opressores, contribuindo para as disparidades sociais e aumentando ainda mais o número

de estudantes que afastam da escola por não considerarem importante o estudo em sua vida. E logo a educação que deveria ajudar as classes subalternas na busca de uma sociedade mais justa, onde todos pudessem compartilhar benefícios, que hoje são de poucos. Não deve ser desconsidera o importante papel da escola quando se trata da preparação das novas gerações para o enfrentamento das exigências do novo milênio, nesse sentido é urgente que se rompa com a concepção dualista da educação para um resgate da educação realmente humanista, onde todos os alunos serão considerados verdadeiramente iguais em todos os sentidos da palavra, que possa desenvolver a aprendizagem significativa de Rogers ”que provoque uma modificação, quer seja no comportamento do indivíduo, na orientação futura que escolhe ou nas suas atitudes e personalidade”. Em tempos em que a sociedade se torna cada vez mais robotizada, que o contato interpessoal está perdendo espaço pela interação com máquinas, é imperativo que a educação não entre nesse processo operacional e deixe de valorizar o racional. Assim o sistema educacional ao incorporar as novas tecnologias, que indiscutivelmente precisam fazer parte do universo escolar, deve estabelecer meios que não reafirme nas escolas a robotização dos seres humanos. A escola deve ser lugar de pessoas e não de máquinas. A educação do novo milênio não pode permitir que se privem os direitos de crianças e jovens de lutarem por uma vida mais digna e justa. Como afirma Paulo Freire todo ato educativo é um ato político, por isso o educador consciente de seu papel políticosocial, precisa permitir em sua prática a liberdade intelectual, promover a autonomia e o pluralismo de pensamentos, e tentar com sua pedagogia, libertar seus alunos da ignorância, do preconceito, do capricho, da alienação e das falsas consciências, buscando desenvolver as potencialidades humanas de cada um. Isso é humanismo e é disso que a sociedade precisa.

4. CONCLUSÃO

Entretanto, há ainda a necessidade de se estudar mais esse tema pelo seu grau de importância, não só para a história da educação, mas também para que possamos entender e aprender com o fazer da educação nos outros países de cultura protestante a dar um valor maior a nossa educação. O Renascimento traz como principais características o florescimento das artes, e um vigoroso despertar de todas as formas de pensamento. A redescoberta da antiga filosofia, da literatura, das ciências e a evolução dos métodos empíricos de conhecimento caracteriza todo este período que se inicia no século XV e prolonga-se até o séc. XVII. Em oposição ao espírito escolástico e ao conceito metafísico da vida, busca-se uma nova maneira de olhar e estudar o mundo natural. Esse naturalismo vincula-se estreitamente à ciência empírica e utiliza suas descobertas para aplicá-las nas obras de arte. Os novos conhecimentos da anatomia, da fisiologia e da geometria são prontamente incorporados, possibilitando, por exemplo, a representação do volume pelo uso da perspectiva, dos efeitos de luzes e cores. Do ponto de

vista filosófico, surge uma nova concepção do mundo e do destino do homem, uma visão mais realista e humana dos problemas morais. O renascimento trouxe muitas mudanças para o homem. Neste período de transição de pensamentos, em que o homem começa a questionar sua existência e sua função na terra, surge o pensamento individualista, principalmente na área do comercio, as trocas já não acontecem mais em função das necessidades e sim na intenção da obtenção de lucros, dando espaço para o pensamento capitalista. Neste período o homem começa a questionar o pensamento religioso imposto pela igreja, pensamento este que pregava a divindade, possibilitando explicar o mundo pela religião. A burguesia ganha espaço e surge a escola para a elite, excluindo a grande massa. Ao passo que a humanidade começa a caminhar para sua dita ”evolução”, começam a surgir os excluídos da sociedade. Muitas mudanças podem ser citadas em função do renascimento, muitas foram de grande valia para o homem, principalmente em se tratando de alienação, a abertura da mente, em áreas de muita importância, áreas como a educação e cultura e tantas outras que possibilitaram ao homem descobrir o mundo ao seu redor e evoluir, no entanto também existe o lado ruim desse movimento, que não deve ser esquecido, assim como em todas as mudanças ocorrentes na vida do ser humano. Esse lado ruim também pode ser explicado pelo inchaço demográfico ocorrente no mundo, onde, com todas essas mudanças criaramse as exclusões.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CABRAL, Márcia Regina. A Educação No Renascimento. Uma Síntese Histórica da Educação no Renascimento. WebArtigos.com. 28 de agosto de 2008. Disponível em: . Acesso em 08 de ABRIL de 2014; RECCO, Claudio B. História: Renascimento cultural na Europa. FOLHAONLINE. 28 de agosto de 2003. Disponível em: . Acesso em: 10 de ABRIL de 2014; GADOTTI, Moacir. História das Idéias Pedagógicas. 4ª Edição: Editora Ática, São Paulo, 1996;