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CONTAGEM MANUAL DE PLAQUETAS PELO MÉTODO DE MASPES & JAMRA

INTRODUÇÃO
A contagem de plaquetas é uma prática rotineira em laboratórios mesmo naqueles com !ematologia totalmente automati"ados# Dentre as principais limita$%es da automa$&o destaca'se a ele(a$&o do coe)iciente de (aria$&o *+,- em trombocitopenias sendo relatado um +, de ./0 nas contagens entre 1/ mil a 2/ mil3mm4 c!egando a 2/0 em contagens abai5o de 6/ mil plaquetas3mm 4 *.-# +on(ém mencionar que uma contagem e5ata é e5tremamente importante nas trombocitopenias gra(es# No 7rasil é muito di)undido o uso de equipamentos ++'24/ 8 e ++'22/8 )abricados pela +9:;# Tais sistemas de automa$&o em !ematologia satis)a"em o bin<mio custo'bene)=cio para laboratórios de pequeno e médio porte porém apresentam como limita$&o n&o reali"arem a contagem de plaquetas# Adicionalmente ainda é rotineira a reali"a$&o manual do !emograma e que os sistemas totalmente automati"ados de !ematologia apresentam limita$%es para contagem de plaquetas em di(ersas situa$%es#

INT9R>9R?N+IA@ ARB'ANA:CTI+A@
As inter)erDncias pré'anal=ticas respondem pela maior parte das contagens de plaquetas diminu=da# A coleta torna a )ase mais cr=tica# Os erros podem ser atribu=dos aE • +oleta traumática coleta demorada (enopun$&o mFltipla# +onseqGDnciasE → Agrega$&o plaquetária → ;icrocoágulos → +oágulos Agrega$&o plaquetária dependente de 9DTA @atelitismo plaquetário

• •

@IHNI>I+ADO +:CNI+O
As contagens de plaquetas mais precisas s&o importantes no tratamento de um paciente trobocitopDnico a di)eren$a de um nFmero de plaquetas de 2#/// e 6/#/// mm 4 representa uma di)eren$a real em risco de sangramento potencialmente )atal *6-# • • • • • 150 mil a 400 mil/mm3E inter(alo de re)erDncia normalI De 100 mil a 150 mil/mm3E o paciente permanece geralmente assintomático e com o tempo de sangramento normalI I !e"i#" a 50 mil a 100 mil/mm 3E !emorragias após trauma gra(eI o tempo de sangramento está ligeiramente prolongadoI I !e"i#" a 50 mil/mm3E aparecimento de les%es purpFricas após trauma ligeiro e !emorragias após cirurgia en(ol(endo mucosas isto é contra'indica a cirurgiaI I !e"i#" a $0 mil/mm3E !emorragias espontJneas *geralmente petéquias intracranianas ou outras-# mas também

;9TODO:OHIA@
MÉTODOS INDIRETOS
Os métodos indiretos consistem em (eri)icar a propor$&o de plaquetas em es)rega$o de sangue corado e relacionar estes dados com o nFmero de eritrócitos por mil=metro cFbico# A contagem de plaquetas é )eita obrigatoriamente em obKeti(a de imers&o onde os eritrócitos se encontram bem soltos sendo que esta a)irma$&o apresenta conota$%es subKeti(as#

666.2L./.#doc

+riado por Rubens de Oli(eira @antos

pagina .

#doc +riado por Rubens de Oli(eira @antos pagina 6 .as por outro lado requer de modo determinante que a análise da média de plaquetas por campo ao )inal da contagem de de" campos# De(e ser reali"ada obrigatoriamente em local onde a e5tens&o de eritrócitos seKa n=tida e maKoritariamente solta mas ainda assim com alguns eritrócitos ainda se tocando independente do nFmero de eritrócitos por campo o que requer de uma ótima prática por isso operadores menos e5perientes de(em dobrar os cuidados com sangues anDmicos porque a regi&o ideal para a(alia$&o dos eritrócitos certamente terá menor nFmero de células que aquela mesma regi&o de es)rega$o corado de um paciente normal ou seKa n&o anDmico e com nFmero maior de eritrócitos# MÉTODO DIRETO AUTOMATIZADO Os métodos diretos de contagem de plaquetas podem ser reali"ados por sistemas automati"ados ou contagem em cJmara de Neubauer# M%&#'# Di"e&# A-&#ma&i/a'# @&o duas as tecnologias básicas de contagem de célulasE ImpedJncia elétrica e tecnologia de contagem de células por di)ra$&o da lu"# Atualmente grande parte dos contadores automati"ados baseia'se no princ=pio de impedJncia elétrica ou de sinais ópticos para contar plaquetas no sangue peri)érico usando o (olume de part=culas para contá'las *4-# • • • Dentre as limita$%es dos métodos automati"ados destacam'seE Aresen$a de macroplaquetas Aresen$a de agregados plaquetários Alto coe)iciente de (aria$&o em trombocitopenias in)eriores a 1/ mil3mm 4 MÉTODO DIRETO EM CAMARA DE NEUBAUER • • Todos os métodos em cJmara apresentam como limita$%esE @&o trabal!osos 9rros inerentes de(ido M distribui$&o irregular de células na cJmara de contagem M%&#'# 'e 0"e+.2L. 9ste método ad(ém de estudos com contadores automati"ados determinam o nFmero de plaquetas pela multiplica$&o por um )ator de 6/#/// que trans)orma o nFmero de plaquetas por campo em nFmero de plaquetas por mil=metro cFbico o )ator determinado )oi obtido em estudos com contadores automati"ados# Neste tipo de estimati(a n&o se )a" necessário correlacionar eritrócitos e plaquetas tampouco saber a contagem de eritrócitos#./.-.desta )orma obter o nFmero de plaquetas3mm 4 de sangue# Aara esta técnica se )a" dilui$&o .E6/ diluindo 6/N: de sangue total em 1//N: de diluente enc!er a cJmara e dei5á'lo em repouso por 6/ minutos em cJmara Fmida )a"er a leitura e determinar o nFmero total de plaquetas obser(ados nos cinco quadrados do quadrante central do ret=culo ou seKa no local também destinado M contagem de !emácias# • • Des(antagensE 9rros inerentes M contagem em cJmara Detritos celulares que di)icultam a contagem 666.i&e 9stá )undamentado em determinar as plaquetas em cJmara de Neubauer após dilui$&o de sangue total em o5alato de am<nio a .0 *lise os eritrócitos.• • :imita$%es dos métodos indiretosE 9le(ado coe)iciente de (aria$&o Di)iculdade em padroni"a$&o da técnica# M%&#'# 'e () i# A técnica consiste em contar as plaquetas e5istentes em cinco campos que de(em conter cerca de 6// !emácias cada campo logo se )a" regra de trDs relacionando o nFmero de plaquetas contado o nFmero de !emácias contado e o nFmero de !emácias por mm4 de sangue# M%&#'# 'e N#*a +.e" & C"# .

2L.com =ndices calculados atra(és da )órmulaE 1la2/mm3 *a 3-e W plaq3mm4 plasma 5 XY.E6// numa das seguintes dilui$%es *1-E a.:iquido de Rrig!t e SinnicuttE duas partes de solu$&o aquosa de a"ul de cresil bril!ante e trDs partes de solu$&o aquosa de cianeto de potássio ./. Q g )ormol 1/0 Q / m: +ristal de (ioleta / /2g e água destilada .E.M%&#'# 'e T#'' & Sa !#"' Trata'se de um método direto de contagem de plaquetas em cJmara de Neubauer# A amostra é pre(iamente dilu=da . / m: .// Z *[t \ [t36-]3.9TODO:OHIA D9 .1//# A dilui$&o é colocada em cJmara de Neubauer# Dei5a em repouso em cJmara Fmida por .A@A9@ T UA.icroscópio Alaca de Aetri .// / m:# 9ste l=quido preser(a as !emácias permitindo contagem simultJneaI b.RA *4Trata'se de um procedimento de contagem de plaquetas manual e direto descrito em .65_2 mm *tubos de !emóliseAipetadores automáticos S#l-45# 'il-i'#"a 6!#"mali a 178 >ormol 1/0 Na+l / L20 q#s#p# .//^ AMOSTRA • @angue total com 9DTA MATERIAIS E EQUIPAMENTOS • • • • • • • .aterial para determina$&o de !ematócrito *manual ou automati"ado+entr=)uga +Jmara de Neubauer . como [.// mm com algod&o umedecido Tubos de ensaio .V22 e modi)icado posteriormente por Oli(eira T 7arreto em 6//4# No processo de separa$&o dos eritrócitos do plasma tanto por sedimenta$&o espontJnea quanto por bai5a )or$a centri)uga as plaquetas se arranKam de uma maneira uni)orme distribu=das no plasma e mantém em (alores constantes embora boa parte de plasma li(re de plaquetas )ique retida entre os eritrócitos sedimentados o que torna o plasma sobrenadante superconcentrado de plaquetas *4-# Alternati(amente o (alor de plaquetas no plasma pode ser corrigido empregando a tabela *ane5o .// / m:I c.#doc +riado por Rubens de Oli(eira @antos pagina 4 . g e água destilada .// m: QUADRANTES DE CONTAGEM Os quadrantes no ret=culo de Neubauer destinados M contagem s&o os mesmos recomendados para eritrócitos e est&o indicados na )igura ./ minutos e procede a leitura em aumento de 1// (e"es# +onta'se as plaquetas nos cinco quadrantes da regi&o central *destinado M contagem de eritrócitos-# O resultado é multiplicado por .:=quido de Rees e 9cOerE citrato de sódio 4 L g )ormol 1/0 / 6 m: a"ul de cresil bril!ante / .:=quido de :eaOe e HuPE o5alato de sódio ../#///# • • Des(antagensE 9rros inerentes M contagem em cJmara Aresen$a de (ários elementos )ugurados na área de contagem *eritrócitos- . [6 [4 [1 e [2E 666.

/.# Aipetar VL/ N: de solu$&o diluente em um tubo .# Determinar o !ematócrito do paciente por centri)uga$&o ou automa$&oI 6# +entri)ugar o sangue total do paciente *6 2 a 1 / m:.\[6\[4\[1\[2.>igura ./5-# P"#&#+#l# 0 : PARA AMOSTRAS PLAQUETOP=NICAS • Aroceder como protocolo A empregando dilui$&o de .E6/E → 6/ N: ARA \ 4L/ N: solu$&o diluente# P"#&#+#l# C : PARA AMOSTRAS PLAQUETOP=NICAS • 9mpregar dilui$&o de .65_2 mmI 6# Aspirar 6/ N: de ARA e diluir no tubo com solu$&o diluidora *.E2/-I 4# 9nc!er o ret=culo de NeubauerI 1# +olocar em cJmara Fmida e dei5ar em repouso por 6/ min em posi$&o !ori"ontalI 2# +ontar as plaquetas nos cinco quadrantes de contagem de !emácias *[./E → 6/ N: ARA \ .\[6\[4\[1\[2.L/ N: solu$&o diluente# P"#&#+#l# D : PARA AMOSTRAS SE>ERAMENTE PLAQUETOP=NICAS • • Aroceder como no protocolo + mas quando a contagem nos cinco quadrantes de !emácias *[.em aumento de 1//5 *obKeti(a de 1/5 e ocular de .E.2/ a 6// plaquetas# 9m amostras plaquetopDnicas dilui$%es alternati(as de(em ser empregadas sendo ent&o sugeridos quatro protocolos de contagem con)orme o grau de trombocitopenia# O9&e 45# 'e 1la*ma "i+# em 1la2-e&a* 6PRP8 .seKa entre .)or in)erior a .E quadrantes de contagem para protocolos A 7 e +# PROCEDIMENTO Um critério que assegura a e5atid&o e reprodutibilidade dos resultados é que a soma nos cinco quadrantes de contagem *[.\[6\[4\[1\[2.#/// rpm por um minuto# Alternati(amente pode dei5ar a amostra em repouso por 4/ min P"#&#+#l# A : PARA AMOSTRAS N.O<PLAQUETOP=NICAS .a .2L.#doc +riado por Rubens de Oli(eira @antos pagina 1 .2/ plaquetasI +ontar todo o quadrante central indicado pela regi&o circundada na )igura 6# 666.

// 5 >+` ` Ane5o .2L.\[6\[4\[1\[2.5 .#doc +riado por Rubens de Oli(eira @antos pagina 2 .5 2// 5 >+` P"#&#+#l# D *auadrante central. apresenta os (alores de acordo com o !ematócrito# >+ W XY.5 .// Z *[t \ [t36-]3.5 62// 5 >+` P"#&#+#l# 0 *[./// 5 >+` P"#&#+#l# C *[. 666.//^ De(e'se considerar também o )ator de dilui$&o empregado# +om os cálculos abai5o se obtém a contagem de plaquetas por plaq3mm 4 sangue Ká considerando a dilui$&o empregada *protocolo.\[6\[4\[1\[2.e o )ator de corre$&o pelo !ematócrito *>+-# P"#&#+#l# A *[.para con(ers&o de plaq3mm 4 plasma para plaq3mm4 sangue atra(és da )ormula abai5o# 9sta )ator tem um (alor )i5o para cada (alor de !ematócrito# A tabela no ane5o ./.\[6\[4\[1\[2.>igura 6E quadrantes de contagem para protocolo D# CÁLCULOS Os resultados da contagem em cJmara representam o (alor de plaquetas no plasma de(endo utili"ar o )ator de corre$&o *>+.

0 (C / 4V1 / 4L/ / 4Q2 / 42.A AO et al# M%&#'#* 'e la9#"a&A"i# a1li+a'#* B +lC i+a# Rio de UaneiroE Huanabara Soogan 6//.E )ator de corre$&o *>+.@# C#m1a"a45# E &"e a C# &a3em 'e Pla2-e&a* 1el#* M%&#'#* Ma -al e A-&#ma&i/a'## Nebslab L.# AN9cO@ Ane5o .V0 6/0 6.20 .R9>9R?N+IA@ . / 14_ / 164 / 1/L ?ema&A+"i&# 4Q0 4_0 4L0 4V0 1/0 1.para con(ers&o de plaq3mm 4 plasma para plaq3mm4 sangue pela )órmula matemática >+ W XY.6.edica Aaulista 6//_# 1# :I.// Z *[t \ [t36-] 3.V4 / .9IRA R# A# H# ?em#3"ama@ como )a"er e interpretar# @&o AauloE :i(raria .0 660 640 610 620 6Q0 6_0 6L0 6V0 4/0 4.Q0 . / QQ_ / Q26 / Q4L / Q61 / Q/V / 2V2 / 2L.0 460 440 410 420 (C / _Q_ / _24 / _4L / _61 / _.Q1 / .A UUNIOR .0 260 240 210 220 2Q0 2_0 2L0 2V0 Q/0 Q..2/ / . / 2QQ / 226 / 24_ / 264 / 2/V / 1V1 / 1L/ / 1QQ / 12.NI .10 .1# 6# RAAAAORT @# I# ?ema&#l#3ia@ introdu$&o# 6# ed# @&o AauloE Roca .0 . ed# 6//_ p# .# :9IT9 :A+I @I:. / /L2 666.2L.60 .V//# 4# O:I.//^ ?ema&A+"i&# . / 44Q / 466 / 4/L / 6V4 / 6_V / 6Q2 / 62/ / 64Q / 666 / 6/_ / ./Q'.L0 ./.0 160 140 110 120 1Q0 1_0 1L0 1V0 2/0 2._0 . / 1/L / 4V1 / 4L/ / 4Q2 / 42./0 ._V / ./ / QV2 / QL.42 / .#doc +riado por Rubens de Oli(eira @antos pagina Q .40 ..IRANDA .