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ADELSON DE AZEVEDO MOREIRA

MAPEAMENTO DE ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E DOS CONFLITOS DE USO DA TERRA EM PROPRIEDADES RURAIS

Tese apresentada à Universidade Federal de Viçosa, como parte das exigências do Programa de PósGraduação em Ciência Florestal, para obtenção do título de Doctor Scientiae.

VIÇOSA MINAS GERAIS – BRASIL 2009

À minha esposa. Adriane. Antônio Moreira (in memoriam). Lucas. ii . Ao meu pai. Zilda.Ao meu filho. e à minha mãe.

pela liberação e pelo incentivo à realização deste curso. pelo incentivo e pela amizade. pela amizade e pela orientação. pelo companheirismo e apoio. À Universidade Federal de Viçosa e ao Departamento de Engenharia Florestal. Aos colegas do Programa de Pós-Graduação em Ciência Florestal da UFV. por participarem do Comitê de Defesa. Aos funcionários do Departamento de Engenharia Florestal. À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Aos professores coorientadores José Marinaldo Gleriani e Carlos Antônio Álvares Soares Ribeiro. Ao Instituto Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo (Ifes). pela paciência. aos professores do Ifes lotados na Coordenadoria de Geomática. pelo apoio. pela oportunidade de realização do Programa de Pós-Graduação. pela oportunidade de viver. Em especial. pela convivência e pelo companheirismo durante o curso. Aos professores Alexandre Rosa dos Santos e Carlos Antônio Oliveira Vieira. pelo auxílio. pelo apoio que levou à concretização deste trabalho. pelos incentivos e pelas sugestões oferecidas. Ao professor Vicente Paulo Soares. pelo auxílio. Aos demais professores do Departamento de Engenharia Florestal. pela contribuição para a realização deste trabalho. iii . pela bolsa de estudo proporcionada.AGRADECIMENTOS A Deus. pela compreensão.

A todos que. José e à Sra Conceição. pela sua paciência e pelo companheirismo. que sempre me ajudaram e apoiaram em todas as etapas da minha vida. pelo estímulo e carinho dados dia a dia. À minha esposa.Ao estudante e estagiário Evandro Barcellos Paixão. direta ou indireta. contribuíram para a realização deste trabalho. iv . Ao Sr. pelo apoio dado nos trabalhos de campo e laboratório. pela grande ajuda e pelo carinho que sempre expressaram por mim no decorrer dos tempos. Ao meu filho Lucas. para o desenvolvimento deste trabalho. Aos meus irmãos. pelos momentos difíceis que enfrentamos. estímulo e amor em todos os momentos. que me forneceram forças para a conclusão do curso.

iniciou o Curso Engenharia de Agrimensura pela Universidade Federal de Viçosa (UFV).93 a 15.BIOGRAFIA ADELSON DE AZEVEDO MOREIRA. hoje Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). Minas Gerais. graduando-se em janeiro de 1989. em 7 de novembro de 1964. em nível de especialização em Topografia. na área de Aperfeiçoamento em Conteúdos Pedagógicos. por meio de concurso público. nasceu em Castelo. na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Em 1984. Em março de 1997. v . No período de 2000 a 2001 coordenou os Cursos Técnicos de Agrimensura e Estradas do CEFETES. ingressou no Programa de Pós-Graduação em Ciência Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV). na área de construção civil. no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFETMG).6. filho de Antônio Moreira e Zilda de Azevedo Moreira. submetendo-se à defesa de tese em agosto de 1999. Em março de 1992. Estado do Espírito Santo. Posteriormente.94 realizou o Curso de Pós-Graduação Lato Sensu. passou a pertencer ao corpo docente da Escola Técnica Federal do Espírito Santo (ETFES). em nível de especialização. Neste período.7. realizou o Curso de Pós-Graduação Lato Sensu. No período de 28. passou a trabalhar como profissional autônomo em Castelo-ES. em nível de mestrado. coordenou o projeto de implantação do Curso Técnico de Geomática. Em 1993.

Sensoriamento Remoto.No período de 2002 a 2004 coordenou o Curso Técnico de Geomática. em nível de doutorado. ingressou no Programa de Pós-Graduação em Ciência Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Em agosto de 2005. como: Topografia. submetendo-se à defesa em outubro de 2009. participando diversos projetos e cursos de extensão. Cartografia. ministrou diversas disciplinas. vi . Geoprocessamento. Como professor.

........................................................................................ 2................................5................ 2.......................................1.. 2............................... 2.............................................................................1...5................... 2.....................1........... Objetivos .. 1........2......................................................... Legislação sobre Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal (RL) .......................................4...................................4...1.....2...................... 1..................................2........ 2..................................................2.................. INTRODUÇÃO......... Objetivo geral .... Importância física...........................................................1...................... Legislação Estadual de Minas Gerais sobre Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal.......................1..... Importância ambiental das áreas de preservação permanente ....1. 1......................... 2... Serviços ecológicos............................. Objetivos específicos ... ABSTRACT........................ REVISÃO DE LITERATURA ......... 2................... Sensoriamento remoto .....................................................................................................................SUMÁRIO Página RESUMO ................. 1........... Sistema de informações geográficas ........................ 4.3.............................................. 2....................... xx xii 1 3 3 3 4 4 7 11 12 13 14 14 15 17 vii ...... Mapeamento de Áreas de Preservação Permanente ..............................5.. Geoprocessamento .......................................4..

.........................4................ 3. O Cadastro técnico e a situação atual.......6................ 3.... Classificação de imagens digitais .............. 3................ Definição de cadastro técnico rural .................. Modelo digital de elevação ....... 3.............................................................1.... Delimitação das áreas de preservação permanente ao redor das nascentes e na zona ripária...... Delimitação das áreas de conflito de uso da terra em nível de imóveis rurais ......2..........2..................2....................... Delimitação das áreas de preservação permanente (APPs)......5......6...............3... Análise morfométrica dos fragmentos florestais ................................. 3......................9................................................. Metodologia............................10......................................5...............11.............8............ 2................7.................................... 2................................................. Delimitação das áreas de preservação permanente ao longo do terço superior das sub-bacias....................... com base na Resolução no 303 CONAMA ...................8......................................... 3................... Importância do mapeamento no planejamento agrícola e ambiental ligado à bacia hidrográfica ..5.............. 2.................................8.5.................................3....... 3......... 2........................ 3.................................. 3..... Importância da escala e suas finalidades ..... Mapeamento de imóveis rurais ......8...... 2.....10.......... Mapeamento das classes de cobertura e uso da terra a nível de bacia hidrográfica.................................. Delimitação das áreas de preservação permanente nas encostas ou elevações com declividade superior a 100 % ou 45°..............1..... 20 22 25 26 27 29 30 32 33 34 37 40 47 47 50 51 51 53 53 54 55 55 55 55 57 57 57 58 viii ............ 3... 2....... 2. Fragmentação florestal ................. 3............................................................................................ Localização e característica da área de estudo ..8............... Desenvolvimento do Modelo Digital Hidrograficamente Condicionado (MDEHC)................................ Funções do cadastro técnico...................5.......................... Georreferenciamento de imóveis rurais: normas e legislação .............................................7..............................4...........................................................................1............................... 2................ 3.....................................Página 2..............5..........8.................................. Floresta Atlântica e a situação atual ............................... 2... 3.......... Delimitação das áreas de conflito de uso da terra em nível de bacia......................... O cadastro técnico .......................................1.. Delimitação das áreas de preservação permanente em topos de morro ... 2....................5. O cadastro técnico rural no Brasil.....9...2.........................3....................... 3.... 3................................. Identificação de fragmentos aptos para reserva legal.......................... 3.11.... MATERIAL E MÉTODOS .............8......... Materiais utilizados............... 2.....................................4.

...............6....... APÊNDICE A....................4.... 4.................................................. 4......................................................................2.............................. Perímetro .................... Delimitação e quantificação das áreas de preservação permanente..................... Área.................3.................................................................... 4.... Mapeamento das classes de cobertura e de uso da terra ....... 4.................................................................................6............................................ 5..........4... 4....8......................5..2............... Conflitos de uso da terra . 4........... Cadastro técnico rural............. 4............... Averbação de Reservas Legais....................... 4..................Página 4.............. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................8........................ 4.1............................................................................................................... 4..........................1............... 4.................................1...................................... RESULTADOS E DISCUSSÃO.................. 59 59 69 71 74 76 76 76 80 81 83 85 94 95 98 100 112 113 ix ........ Delimitação e quantificação das áreas de conflito de uso da terra em nível de imóveis rurais ........6..7...... Vizinhança ........................... 4. 4........................... Forma ....3.................................. O croqui de um imóvel representativo da bacia de estudo .......................................................................... CONCLUSÕES ........ Mapeamento dos imóveis rurais .......6................. Delimitação e quantificação dos fragmentos florestais na área de estudo ..................................6............................................................................................... APÊNDICE ....

D. e identificar a ocorrência de conflito de uso da terra por imóvel na bacia do ribeirão São Bartolomeu. município de Viçosa. área urbana. com uma área mínima de 725. Mediante uma interpretação visual. sendo que apenas três imóveis possuem mais de quatro módulos fiscais. Adelson de Azevedo. benfeitorias.Sc. Este trabalho teve como objetivos: elaborar um mapa de uso da terra e dos imóveis da bacia com base na ortoimagem Ikonos II. Orientador: Vicente Paulo Soares. agricultura. máxima de 212. floresta natural. e vias de acesso. cafezal. situada na região da Zona da Mata mineira. nove classes de cobertura e uso da terra foram mapeadas: pastagem. Universidade Federal de Viçosa.68 ha. delimitar de maneira automática as áreas de preservação permanente. Seguindo as definições do Código Florestal e das Resoluções 302 e 303 do CONAMA. hidrografia. Coorientadores: Carlos Antônio Álvares Soares Ribeiro e José Marinaldo Gleriani. Utilizando os recursos disponíveis do geoprocessamento.00 ha e área média de 9. Estado de Minas Gerais. avaliar a dinâmica dos processos de fragmentação.. foram delimitadas as áreas de preservação permanente (APPs) situadas no terço superior das sub-bacias x . Mapeamento de áreas de preservação permanente e dos conflitos de uso da terra em propriedades rurais. foi obtido o mapa do cadastro geométrico com 292 propriedades.48 m2.RESUMO MOREIRA. floresta plantada. outubro de 2009.

96 ha). Com relação às áreas de reservas legais.037.32 ha (60. que é de 2.826.03 %) estão protegidas. perfazendo um total de 1. pois o índice de circularidade médio foi de 0. 41 imóveis (14. 78 fragmentos florestais foram identificados e mapeados.(1. Em seguida.51 ha). Do total de APPs. e no topo de morros (27.58 ha. sendo as classes pastagem com 613.96 ha). possuem forma alongada.67 ha (54.04 %) possuem mais de 20% de cobertura florestal localizada fora de suas áreas de APPs e os 251 imóveis restantes não atendem à legislação referente à demarcação das reservas.15 %) da área total da bacia. 597.98 %). Na área de estudo.32 ha).339.46 %) as principais ocorrências nessas áreas. margens dos cursos d’água (325.02 ha (51.12 ha (50. nascentes e suas respectivas áreas de contribuição (436. Esses fragmentos. sendo o de menor área com 0. confrontando o mapa de uso com o mapa das áreas de preservação permanente. xi . 234. encostas com declividades superiores a 45 graus (5.79%) e café com 109.530. na sua maioria.16 ha e o de maior área.06 ha). A área de uso indevido correspondeu a 933. das 292 propriedades rurais mapeadas. foi feita uma análise de conflito de uso da terra sob o aspecto ambiental.83 h a.35 ha (39.

.51 ha). Based on a visual interpretation. coffee plantation.32 ha).06 ha). Using the geo-processing resources available. and access roads. and to identify the occurrence of land use conflict by properties on the São Bartolomeu stream basin.00 ha and medium area of 9. springwaters and their respective areas of contribution (436.68 ha. Minas Gerais. riparian zones xii . a map of the geometric cadastre was obtained of 292 properties. Adviser: Vicente Paulo Soares.48 m2. Universidade Federal de Viçosa.037.Sc. This work had the following objectives: to elaborate a map of basin land use by properties based on Ikonos II ortho image. Adelson de Azevedo. Coadvisers: Carlos Antônio Álvares Soares Ribeiro and José Marinaldo Gleriani. delimitation was carried out of the permanent preservation areas (PPAs) located in the higher third of the sub basins (1. D. October of 2009. urban area. cultivated forest. steep slopes greater than 45 degrees (5. Mapping of permanent preservation areas de and land use conflict in rural properties . with a minimum area of 725. with only three properties having more than four fiscal modules. facilities built.ABSTRACT MOREIRA. to evaluate the dynamics of the fragmentation process. maximum of 212. located at the Zona da Mata mineira region in Viçosa. nine land use loud cover classes were mapped :pasture. Following the definitions of the Forest Code and Resolutions 302 and 303 of CONAMA. natural forest. to automatically delimit the permanent preservation areas. hydrography. agriculture.

96 ha).04 %) have more than 20% of the forest cover located outside their PPA areas and the remaining 251 do not comply with the reserve demarcation legislation. 597. Out of the total APP.15 %) of the total area of the basin of 2. The area inadequately used corresponded to 933.46 %) being the main occurrences in these areas. An analysis was then made of land use conflict under the environmental aspect. of the 292 rural properties mapped.02 ha (51. by comparing the land use map with the permanent preservation area map.67 ha (54.58 ha. since the mean circularity index was 0.339.16 ha and the largest being 234.98 %). summing 1. In the study area. As for the private protected land.96 ha).32 ha (60.530. and on upper third of hilltops (27.12 ha (50. 78 forest fragments were identified and mapped.79%) and coffee to 109.(325. xiii . with the classes pasture corresponding to 613. Most of these fragments present an elongated shape.826. 41 (14.35 ha (39.83 ha. with the smallest area being 0.03 %) are protected.

Sendo assim. o uso inadequado das terras é uma questão de grande importância. e a Lei Estadual de 1 . INTRODUÇÃO Nos últimos anos. que nos seus artigos 2o e 3o trata das áreas de preservação permanente. mesmo assim. por meio de técnicas de análise associadas aos sistemas computacionais. pois boa parte das propriedades rurais apresenta algum tipo de uso conflitivo do solo. afetando inúmeras espécies da fauna e da flora. em intervalos relativamente curtos. mapeamento e monitoramento dos recursos naturais e terrestres. A expansão da fronteira agrícola. de 15 de setembro de 1965 (BRASIL. Esses dados podem ser processados rapidamente. Alguns dos instrumentos legais mais importantes para disciplinar o uso do solo são o Código Florestal Brasileiro. 1965).771. sistemas de sensoriamento remoto têm sido amplamente utilizados na discriminação. com a retirada da vegetação nativa ou a substituição por outro tipo de uso da terra. A Floresta Atlântica é um dos biomas que têm sofrido impacto negativo. instituído pela Lei Federal no 4. Os dados obtidos por satélites propiciam coberturas repetitivas da superfície terrestre.1. tem agravado o processo da fragmentação florestal e provocado consequências negativas nos diferentes compartimentos da natureza. para geração de mapas temáticos da superfície terrestre. continua sendo responsável por garantir serviços ambientais essenciais à vida humana e à qualidade de vida das pessoas que nele vivem.

Diante do exposto. servindo como instrumento de alerta e orientação para os efeitos intensivos de uso da terra. os estudos realizados para diagnosticar as condições ambientais têm colaborado para o planejamento das ações governamentais. dos imóveis rurais. visto que estes enfrentam um processo conflitante de utilização do uso da terra. com base na legislação ambiental e ocorrência do uso conflitivo da terra. as chamadas Reservas Legais (RL). eficiência e integração dos dados. a fim de que esta possa exercer em plenitude suas funções ambientais. As áreas de preservação permanente (APPs) estão relacionadas à declividade. topos de morros. do uso da terra. buscando maior precisão. Isso pode ser alcançado com o mapeamento das áreas de preservação permanente. tendo como referência os aspectos técnicos e legais. a legislação também estabeleceu as restrições de uso para as florestas de domínio privado que não se encaixam nas condições de APPs.309. que dispõe sobre as políticas florestais e proteção à biodiversidade no Estado de Minas Gerais. os relativos às bacias hidrográficas. utilizando-se as tecnologias e técnicas existentes. Considerando a temática ambiental com o uso integrado dos Sistemas de Informações Geográficas (SIG) e de Sensoriamento Remoto . que são aplicados às diversas áreas envolvidas. Nessas áreas não se pode fazer a retirada da cobertura vegetal original. Neste sentido. os objetivos deste trabalho são apresentados a seguir.Minas Gerais no 14. A utilização do cadastro técnico rural com as técnicas de geoprocessamento permite auxiliar na tomada de decisão e na gestão do território rural dos municípios. dos fragmentos florestais e a avaliação da dinâmica dos processos de fragmentação. de 19 de maio de 2002. margens dos recursos hídricos e nascentes dos mananciais. principalmente. 2 . é necessário prover estudos que busquem conhecer esses ambientes em detalhes. facilitando as tomadas de decisões. Além de instituir as APPs.

– identificação e quantificação da ocorrência de conflito de uso da terra.1. – mapeamento dos imóveis da bacia. – delimitação. Minas Gerais. 1.1. mediante a combinação de tecnologias de Sensoriamento Remoto e de Sistema de Informação Geográfica.2.1. Objetivos específicos Os objetivos específicos consistiram nas seguintes ações: – mapeamento da cobertura e uso da terra da bacia do ribeirão São Bartolomeu.1. usando ortoimagem Ikonos II. município de Viçosa. – individualização dos fragmentos florestais para a determinação de suas variáveis morfométricas e tipos de vizinhança. e – Identificação e quantificação dos fragmentos florestais aptos para reserva legal dos imóveis rurais. conforme a legislação vigente. Objetivos 1. por meio de cadastro técnico geométrico. fornecendo subsídio para o planejamento municipal. de forma automática. usando ortoimagem Ikonos II. por imóvel. das áreas de preservação permanente na bacia do ribeirão São Bartolomeu. em conformidade com a legislação ambiental. 3 . Objetivo geral O objetivo principal deste trabalho foi elaborar um diagnóstico ambiental da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu.1.

que foi originado do Decreto no 23. são delimitadas áreas de preservação permanente (APPs) com a função ambiental de proteger o solo contra erosões e deslizamentos.793. assim. o Código Florestal foi alterado pela Lei no 7803. Este Código possui 48 artigos com disposições sobre áreas a serem protegidas e as medidas necessárias para sua preservação. REVISÃO DE LITERATURA 2. a biodiversidade e o bem-estar da população (BRASIL. de 23 de janeiro de 1934 (Decreto no 23.793). incluindo as penalidades conferidas aos infratores da referida Lei (BRASIL. evitando. Para esse fim. assoreamentos de corpos d’água e preservando os recursos hídricos e a paisagem.771).2.1. Com a finalidade de preservar os recursos naturais. 1934). Este instrumento estabelecia que 1/4 (um quarto) da área florestal de uma propriedade não poderia ser derrubada (BRASIL. Legislação sobre Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal (RL) O principal dispositivo legal que abrange a questão da preservação das florestas é o Código Florestal de 1934. de 18 de julho de 1989. um marco na legislação brasileira. Em substituição ao Código Florestal de 1934. foi editado o Código Florestal vigente (Lei no 4. 1965). com o objetivo de proteger os recursos florestais. 1989). 4 . que estabelece normas com o objetivo de proteger as florestas e as diversas formas de vegetação. de 15 de setembro de 1965.

com a função ambiental de preservar os recursos hídricos. 2o. no uso das competências que lhe são conferidas. o novo Código Florestal também estabeleceu as restrições de uso para as florestas de domínio privado que não se encaixam nas condições de APP. o A Resolução n 302 dispõe sobre os parâmetros. a paisagem. proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas. a biodiversidade. ambas afirmando a necessidade de se regulamentar o o art. os limites referentes às áreas de preservação permanente (BRASIL. Essas Resoluções consideram que as Áreas de Preservação Permanente e outros espaços territoriais especialmente protegidos são instrumentos de relevante interesse ambiental. publicou as Resoluções no 302 e no 303. a paisagem. necessária ao uso sustentável dos recursos naturais. entende-se por: II – Área de preservação permanente: área protegida nos termos dos arts. No seu art. o Código Florestal firma. A respeito das duas figuras jurídicas mencionadas. § 2 o. III – Reserva Legal: área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural. as chamadas Reservas Legais (RL). A Resolução no 303 tem o objetivo de estabelecer parâmetros de definições dos limites das áreas de preservação permanente. as seguintes definições: § 2o Para efeito do Código. 3o. em seu Art. a proteção do solo e a assegurar o bem-estar das populações humanas (BRASIL. a estabilidade geológica. o regime de uso do entorno e a instituição da elaboração obrigatória de plano ambiental de conservação e uso do seu entorno (BRASIL. definições e limites de Áreas de Preservação Permanente de reservatórios artificiais.771. 2o e 3o desta Lei. à conservação e reabilitação dos processos ecológicos. visam a preservar os recursos hídricos. 2002a). 2o da Lei n 4.O Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA). 2002b). 1 o. 2002a). a biodiversidade. a estabilidade geológica. estabelece as definições e no art. à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas. em 20 de março de 2002. Além de instituir as APPs. o fluxo gênico de fauna e flora. 5 . o fluxo gênico de fauna e flora. coberta ou não por vegetação nativa. excetuada a de preservação permanente. de 15 de setembro de 1965. Além disso.

Outro item de conservação ambiental é a Área de Reserva Legal, cuja regulamentação é feita pelos artigos 16 e 44 do Código Florestal. Quanto às RLs, são áreas de cobertura arbóreas, localizadas dentro do imóvel, onde não é permitido o corte raso. A área destinada à RL depende da região geográfica do país e do bioma nos quais esteja inserida a propriedade florestal em questão. Ela deverá ser averbada no Registro de Imóveis para conhecimento de terceiros. A sua não averbação, no entanto, não exonera o proprietário da obrigação de respeitá-la, pois ela não se constitui pela averbação, que é um simples registro que declara a existência da Reserva Legal (ANTUNES, 2005). O percentual mínimo da RL na Amazônia Legal é de 80%, enquanto para os cerrados dessa região é de 35%. Nas outras regiões do país o percentual é de no mínimo 20% para as outras formações vegetais, incluindo cerrados e floresta Atlântica, conforme a Figura 1 (elaborado por meio do cruzamento entre o mapa de biomas do Brasil e o mapa da região Amazônica) (BRASIL,1965). A averbação da área de RL à margem da matrícula significa que essa área ficará registrada na matrícula do imóvel no Cartório de Registro de Imóveis; sempre que houver algum processo de venda, troca ou outros, a área de RL irá aparecer nos documentos do referido imóvel. A Lei no 8.171, de 17 de janeiro de 1991, dispõe sobre política agrícola e estatui, em seu art. 104, que serão isentas de tributação e do pagamento do Imposto Territorial Rural as áreas dos imóveis rurais consideradas de RL e APP. Essa mesma Lei estabelece a obrigatoriedade de recomposição da reserva florestal legal das propriedades e assentamentos rurais. O Decreto Federal no 6.514/08, que dispõe sobre infrações e sanções administrativas ao meio ambiente, estabelece multas de R$500,00 a R$100.000,00 para quem deixar de averbar a reserva legal no registro de imóveis (BRASIL, 2008). A RL é muito importante para o planejamento de uso da terra e de manejo de ecossistemas em nível local. O poder público pode orientar os proprietários rurais na formação de corredores ecológicos entre Unidades de Conservação ou no estabelecimento de zonas-tampão (zonas de amortecimento) nos arredores das Unidades, garantindo assim a conservação de maiores 6

Fonte: elaborado pelo autor.

Figura 1 – Percentual de reserva legal, conforme a sua localização geográfica.

extensões de terra cobertas com a vegetação nativa (BITTENCOURT; MENDONÇA, 2004).

2.2. Legislação Estadual de Minas Gerais sobre Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal

A Legislação Florestal Estadual de Minas Gerais, no âmbito da Lei 10.561, de 27 de dezembro de 1991 (com as alterações introduzidas pela Lei 11.337, de 21 de dezembro de 1993), dispõe sobre a Política Florestal no Estado de Minas Gerais. O Decreto 33.994, de 18 de setembro de 1992, regulamentou a Lei 10.561 que, no Capítulo I – Das Florestas Produtivas, artigo 2o, definiu as áreas silvestres com benefícios de interesse comum como de preservação permanente. Ainda neste capítulo, a Seção I – das Unidades de 7

Conservação contém a Subseção III – das Áreas de Preservação Permanente que, no artigo 7o, considera as florestas e demais formas de vegetação natural como de preservação permanente. No Capítulo II – Das Áreas de Produção e Produtivas com Restrição de Uso, Seção II – Da Área de Preservação Permanente , consideram-se APPs ao longo de cursos d’água, ao redor de lagos e lagoas naturais, em áreas urbanas consolidadas em áreas rurais, em vereda e em faixa marginal, no topo de morros e montanhas, nas linhas de cumeada, em encosta ou parte desta, nas escarpas e nas bordas dos tabuleiros e chapadas, nas restingas, em manguezal, dentre outras, como especificada no artigo 10o da Lei 14.309, de 19 de junho de 2002 . O Artigo 11 assegura a ocupação antrópica já consolidada em APPs, mas é vedada a expansão da área ocupada. O órgão competente se certificará dessa situação, para adoção de possíveis medidas mitigadoras. Em casos específicos, pode ocorrer a ocupação de APPs condicionada à autorização ou anuência do órgão competente, como citado no Artigo 12. Essa mesma Lei criou algumas importantes particularidades com relação à Lei Federal. No art. 12, § 4o dessa Lei, lê-se:
Na propriedade rural em que o relevo predominante for marcadamente acidentado e impróprio à prática de atividades agrícolas e pecuárias e em que houver a ocorrência de várzeas apropriadas a essas finalidades, poderá ser permitida a faixa ciliar dos cursos d’água, considerada de preservação permanente, em uma das margens, em até um quarto da largura prevista no artigo 10, mediante autorização e anuência do órgão ambiental competente, compensando-se essa redução com a ampliação proporcional da referida faixa na margem oposta, quando esta comprovadamente pertencer ao mesmo proprietário.

Neste caso, a legislação criou um atenuante com relação às áreas de preservação permanente, tendo em vista o regime montanhoso predominante em grandes áreas do Estado de Minas Gerais. Em relação a empreendimentos de utilidade pública e de interesse social, poderá ser autorizada a supressão de vegetação nativa , como consta do artigo 13.

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será admitido pelo órgão ambiental competente o cômputo das áreas de vegetação nativa existentes em áreas de preservação permanente no cálculo do percentual de reserva legal. 14 desta mesma lei destaca a importância da Área de Reserva Legal. a reserva legal será demarcada em continuidade a outras áreas protegidas. e quando a soma da vegetação nativa em área de preservação permanente e reserva legal exceder a: I – 50 % da propriedade rural com área superior a 50 ha. para identificação. e 9 . quando localizada no Polígono das Secas.727. recuperação. de 13 de agosto de 2008. e pelo seu Decreto no 45. quando localizado no Polígono das Secas. afirmando no seu art. nas demais regiões do Estado. Pela Lei no 17. preservação e conservação de: I – áreas necessárias à proteção das formações ciliares e à recarga de aquíferos. 15 desta Lei. evitando-se a fragmentação dos remanescentes da vegetação nativa e mantendo-se os corredores necessários ao abrigo e ao deslocamento da fauna silvestre. preferencialmente em terreno contínuo e com cobertura vegetal nativa”. 16 da mesma Lei Estadual diz: “A reserva legal será demarcada a critério da autoridade competente. há um atenuante no que se refere ao percentual da Reserva Legal na propriedade. sob a denominação de Bolsa Verde. O art. e igual ou superior a 30 ha. definindo sua equivalência a 20% da área total da propriedade em consonância com a Lei Federal. de 5 de junho de 2009. No art. são estabelecidas normas para a concessão de incentivo financeiro a proprietários e posseiros rurais. e regulamenta ainda que: Na propriedade rural destinada à produção. e igual ou inferior a 30 ha. desde que não implique conversão de novas áreas para o uso alternativo do solo.O art.113. em que é levado em conta o tamanho do imóvel. No seu § 1 o diz: Respeitadas as peculiaridades locais e o uso econômico da propriedade. II – 25% da propriedade rural com área igual ou inferior a 50 ha. sob a denominação de Bolsa Verde. 1o O Estado concederá incentivo financeiro a proprietários e posseiros rurais. nos termos deste Decreto. nas demais regiões do Estado. 1o: Art.

Esta bolsa pode ser paga por um período de cinco anos e ainda prorrogada pelo Comitê Executivo.326. 2o do Decreto. ser beneficiados os proprietários de áreas urbanas que preservem áreas necessárias à proteção das formações ciliares. 2o Na concessão do benefício de que trata este Decreto terão prioridade os proprietários ou posseiros que se enquadrem nas seguintes categorias: I – agricultores familiares. 3) quem tem RL e APPs além do mínimo legal. no mínimo legal. observadas as disponibilidades orçamentária e financeira. e IV – Poderão. sendo: Art. desde que haja disponibilidade orçamentária e financeira. conforme critérios a serem estabelecidos pelo Comitê Executivo do Bolsa Verde. balanço ambiental adequado. à recarga de aquíferos. ainda. 2) quem tem RL e APPs.II – áreas necessárias à proteção da biodiversidade e ecossistemas especialmente sensíveis . conforme o art. O benefício de que trata este Decreto será progressivamente estendido a todos os proprietários rurais e posseiros rurais do Estado. Parágrafo único. à proteção da biodiversidade e ecossistemas especialmente sensíveis. 4) quem tem as áreas acima e . de acordo com o orçamento do programa e será graduado na seguinte ordem: 1) quem não tem RL e APPs. O valor será definido pelo Comitê Executivo do Programa “Bolsa Verde”. também. de acordo com a Lei no 11. A concessão do benefício terá prioridade. mas que queira regularizar. de 24 de julho de 2006. 10 . III – produtores rurais cujas propriedades estejam localizadas em Unidades de Cons ervação de categorias de manejo sujeitas à desapropriação e em situação de pendência na regularização fundiária. II – produtores rurais cuja propriedade ou posse tenha área de até quatro módulos fiscais.

Análises da cobertura e uso da terra para os anos de 1963. O estudo foi conduzido em uma microbacia com área de 212 ha localizada no município de Viçosa. as quais ocupam porções particulares de uma propriedade.2. (2005) demonstraram a viabilidade técnica ao se fazer cumprir o Código Florestal brasileiro. áreas declivosas (2 ha). matas ciliares (30 ha). podendo ser destacados: De acordo com Soares et. as APPs assumem importância fundamental no desenvolvimento sustentável em que é possível apontar uma série de benefícios ambientais decorrentes da manutenção dessas áreas. 21. Mapeamento de Áreas de Preservação Permanente O conceito de APPs presente no Código Florestal surge do reconhecimento da importância da manutenção da vegetação de determinadas áreas. terço superior das encostas (55 ha). Ribeiro et. córregos.75% estavam com uso indevido. em cadeia. de comunidades vizinhas. áreas de topo de morros e montanhas.02%. também para os demais proprietários de outras áreas de uma mesma comunidade. Neste sentido. vários trabalhos foram desenvolvidos por pesquisadores na delimitação das APPs. no que se refere à delimitação de APPs. 11 .81. lagos. foi obtido um total de APPs da área estudada de 39.11 e 24. restingas e mangues. que 14.28 ha). al. as APPs mais comumente encontradas no ambiente rural são as áreas marginais dos corpos d’água (rios. Tomando como exemplos. As APPs ocuparam cerca de 58% da área total dessa microbacia e concentraram-se principalmente ao redor das nascentes (33%) e no terço superior das encostas (26%). (2002). Estado de Minas Gerais. mas. 1978 e 1994 indicaram. com o objetivo de delimitar as APPs e verificar o conflito de uso da terra de uma microbacia hidrográfica no município de Viçosa-MG. al. 2003). reservatórios) e nascentes. No meio rural. e topos de morros (0.3. áreas em encostas acentuadas. Foram identificadas cinco categorias de APPs: ao redor das nascentes (70 ha). entre outras. não apenas para os legítimos proprietários dessas áreas. visando ao cumprimento da legislação ambiental. respectivamente. e finalmente para toda a sociedade (SKORUPA.

616 ha nos terços superiores dos morros. Serigato (2006) ressaltou sobre a delimitação de APPs e a identificação do conflito de uso da terra na bacia hidrográfica do rio Sepotuba-MT.450 ha da bacia.8 ha) as principais ocorrências nessas áreas.179. margens dos cursos d'água com largura inferior a 10 m (2. (2005) ponderaram ao elaborar um mapa de uso da terra ao delimitar de maneira automática as APPs e identificar a ocorrência de conflito de uso. perfazendo um total de 9. al. e no terço superior das sub-bacias (4. Apenas 1. (2009) utilizou a ortorretificação de imagens de alta resolução para aplicação em cadastro técnico rural e mapeamento de APPs e Reserva Legal em uma área de estudo localizada em partes dos municípios de Canaã. o uso indevido da terra nas APPs foi de 104.499.780.6 ha) e pastagem (6.161 ha (29.975. sendo 55.8 ha). do CONAMA.80%).7 ha (43. encostas com declividade superior a 45 graus (27.695.6 ha). estado de Minas Gerais.9 ha (45. tendo como referência legal o Código florestal e a Resolução nº 303. Da área total analisada. Para o período de 1984. as APPs somavam 54%. Resultados mostraram que .95%) da área total da bacia. 296. apresentando uma redução de 17. Foram encontrados os seguintes resultados: APPs situadas no terço superior dos morros (49.7 ha). A área de uso indevido correspondeu a 7.564 ha (35.23% da área) e para o ano de 2004. Gripp Jr.7 ha (18.5 ha). prestados 12 .369 ha nos terços superiores das sub-bacias e 20.167 ha em matas ciliares. nascentes e suas respectivas áreas de contribuição (1.566. situada no Sul do Estado do Espírito Santo. e aproximadamente 50% do uso da terra em APPs estava sendo utilizado indevidamente com cafezal e pastagem.3 ha).61%) das áreas de preservação permanente estão protegidos por vegetação nativa. 2. 146. no período de 1984 a 2004. da área de 984.6%. Araponga e Ervália.809 ha (30.100 ha em nascentes e suas áreas de contribuição. Importância ambiental das áreas de preservação permanente Skorupa (2003) descreveu a respeito da importância das APPs como componentes físicos do agroecossistema.Nascimento et. A pesquisa foi desenvolvida na bacia hidrográfica do rio Alegre. e dos serviços ecológicos. sendo as classes cafezal (979. 96.4. 86.15%) são de APPs.818.3%).

do lençol freático. evitando que o seu solo seja levado diretamente para o leito dos cursos. que afetam a qualidade da água e diminuem a vida útil dos reservatórios. das instalações hidroelétricas e dos sistemas de irrigação. a vegetação atuando como um amortecedor das chuvas. atua como um filtro ou como um “sistema-tampão”.Como quebra-ventos nas áreas de cultivo. Essa interface entre as áreas agrícolas e de pastagens com o ambiente aquático possibilita sua participação no controle da erosão do solo e da qualidade da água. pois. poluindoos e assoreando-os. juntamente com toda a massa de raízes das plantas. . conforme seguem: 2.No controle hidrológico de uma bacia hidrográfica. Permite. evitando sua perda por erosão e protegendo as partes mais baixas do terreno. a vegetação promove a estabilidade do solo pelo emaranhado de raízes das plantas.Em encostas acentuadas. alimentando os lençóis freáticos. evitando ou estabilizando os processos erosivos.Na área agrícola.pela flora existente. Importância física . evitando o carreamento direto para o ambiente aquático de sedimentos. como as estradas e os cursos d’água.4.1.Nas margens de cursos d’água ou reservatórios: garante a estabilização de suas margens. assim. evita que o escoamento superficial excessivo de água carregue partículas de solo e resíduos tóxicos provenientes das atividades agrícolas para o leito dos cursos d’água. por sua vez. nutrientes e produtos químicos provenientes das partes mais altas do terreno. regulando o fluxo de água superficial e subsubperficial e . 13 . incluindo todas as associações proporcionadas por ela com os componentes bióticos e abióticos do agroecossistema. .Nas áreas de nascentes. . evitando o seu impacto direto sobre o solo e a sua paulatina compactação. . que o solo permaneça poroso e capaz de absorver a água das chuvas. .

2000). justificando a restauração da antiga vegetação (ALMEIDA. a degradação ambiental põe em risco o ambiente do planeta e a sobrevivência de seus habitantes. Geoprocessamento pode ser definido como um ramo do processamento de dados que opera transformações nos valores contidos em uma base de dados referenciada territorialmente (geocodificada). Geoprocessamento O geoprocessamento engloba diversas técnicas como sensoriamento remoto.Geração de sítios para os inimigos naturais de pragas para alimentação e reprodução. 14 .Refúgio e alimento para a fauna terrestre e aquática. . . Por outro lado. . GPS ( Global Positioning System ) e sistemas de informações geográficas (SIG). Problemas relativos às secas.Fixação de carbono. geográficos e lógicos para obtenção e apresentação das informações desejadas (XAVIER DA SILVA. .2. erosões e enchentes e ao desaparecimento de nascentes e rios têm causado vários impactos resultantes da destruição do ecossistema original. usando recursos analíticos.Fornecimento de refúgio e alimento (pólen e néctar) para os insetos polinizadores de culturas. 2. .4. digitalização de mapas. fotointerpretação.Corredores de fluxo gênico para os elementos da flora e da fauna pela possível interconexão de APPs adjacentes ou com áreas de Reserva Legal.Reciclagem de nutrientes.Controle de pragas do solo. 1992). . entre outros.Detoxificação de substâncias tóxicas provenientes das atividades agrícolas por organismos da meso e microfauna associadas às raízes das plantas. Serviços ecológicos .5. .2.

(BURROUGH. .O geoprocessamento vem se mostrando uma eficiente ferramenta para planejamento. . vale ressalvar a necessidade de cautela e planejamento em seu uso. Os dados georreferenciados possuem. 1995). armazenar. de um conjunto de ferramentas capaz de adquirir. 1986). gerenciamento. Um SIG pode. Sistema de informações geográficas Dentre as técnicas englobadas no geoprocessamento. o Sistema de Informações Geográficas (SIG) tem se tornado imprescindível para os estudos ambientais. 15 . duas características: dimensão física e localização espacial (ARONOFF.5.otimizam o tempo e forma de obtenção de informações analíticas e sintéticas. O SIG consiste. Um SIG pode ser utilizado em estudos relativos ao meio ambiente e recursos naturais. na pesquisa da previsão de determinados fenômenos ou no apoio a decisões de planejamento. considerando a concepção de que os dados armazenados representam um modelo do mundo real. devido a uma série de fatores. facilitando a análise integradora. ainda. recuperar. tomada de decisões e aumento da eficiência das ações de cunho ambiental. Para tanto. e saída. basicamente. tomando cuidado para desenvolver procedimentos de análise que explicitem o modo de pensar do pesquisador. Mas. transformar e emitir informações espaciais. 2. (1996): . como expõem Lorini et al. ser definido como um sistema provido de quatro grupos de aptidões para manusear dados georreferenciados: entrada. este deve determinar o que guardar em termos de dados ambientais e o que fazer com eles por meio da definição de objetivos (SAITO.geram informações simultaneamente precisas e de fácil compreensão. manipulação e análise.trabalham a natureza complexa e multidisciplinar das variáveis.incorporam a dimensão espacial dos fenômenos em estudo de forma consistente e definitiva. e . 1986). segundo Câmara (2008).1. tornando mais robusto o apoio às decisões. melhorando a cooperação institucional e privada.

essas definições refletem. altitude. numa única base de dados. A partir destes conceitos. posição relativa).Candeias et al. De acordo com Assad e Sano (1998). alteração. apresentação. Trata-se de um conjunto de informações alfanuméricas e gráficas.. é possível indicar as principais características de SIG: – integrar. 16 . o SIG inclui funções de software e hardware. permitindo sua apresentação em diferentes sistemas de coordenadas. combinação ou análise. visualizar e plotar o conteúdo da base de dados georreferenciados. de forma que qualquer elemento pode ser localizado a partir de seus atributos. assim como podem ser identificados os atributos de qualquer elemento cuja localização seja conhecida. as informações espaciais provenientes de dados cartográficos. os SIGs apresentam como característica comum a capacidade de tratar e armazenar as relações topológicas entre objetos. criando uma base de dados sobre os quais é possível efetuar inúmeras tarefas. manipulação. armazenamento. Independentemente de suas inúmeras definições e finalidades. imagens de satélites. a multiplicidade de uso e visões possíveis dessa tecnologia e apontam para uma perspectiva interdisciplinar de sua utilização. Os SIGs baseiam-se no fato de que um objeto no espaço geográfico pode ser descrito por meio de um sistema de coordenadas (latitude. compondo desta forma um conjunto de dados espaciais e não espaciais. cada uma à sua maneira. Segundo Silva et al. (2007) esclarecem que um SIG está baseado em operações de consulta e manipulação de dados geográficos. (2004). compilação. utilizando-se de atributos espaciais e não espaciais de entidades gráficas para simulações sobre aspectos e parâmetros de fenômenos reais. de suas propriedades (atributos) e de suas relações (topologia). e – oferecer mecanismos para combinar as várias informações. 2004). A capacidade de ligar elementos espaciais a seus atributos é o seu princípio básico. podendo apresentar duas (2D) como três (3D) dimensões geométricas (SILVA et al. atualização. bem como para consultar. verificação. dados de censo e cadastro urbano e rural. redes e modelos numéricos do terreno. como: aquisição. por meio de algoritmos de manipulação e análise. gerenciamento. longitude. recuperar.

Sensoriamento remoto Sensoriamento remoto é definido como sendo a tecnologia que permite a aquisição de informações sobre objetos sem contato físico com eles. sincronizada com o sol.2. a uma altitude de 680 km. numa inclinação de 98.5. estão os do Ikonos II (do grego icon.1° e gasta 98 minutos para dar uma volta em torno da Terra. Esses dados podem ser processados rapidamente. No Brasil. 2003). armazenamento e processamento de dados. O sensoriamento remoto tem sido cada vez mais utilizado na produção de mapas da cobertura terrestre e no monitoramento de recursos naturais. Pro. Este satélite é operado pela empresa Space Imaging. Reference. três categorias de sensores: de baixa resolução. recepção. A tecnologia do sensoriamento remoto utiliza sensores a bordo de aeronaves ou satélites. Precision. Standard Ortho. 17 . que foi lançado em 24 de setembro de 1999. de média resolução e de altíssima resolução. conforme montado na Tabela 2. imagem). que detém os direitos de comercialização em nível mundial. 2005).2. e PrecisionPlus. Segundo Moreira (2005). no mercado existem. O Ikonos II encontra-se em órbita descendente. equipamentos para transmissão. O termo sensoriamento remoto é associado à aquisição de medidas nas quais o ser humano não é parte essencial do processo de detecção e registro dos dados (NOVO. por meio de análises associadas aos sistemas computacionais (RIBEIRO. estão disponíveis para comercialização seis níveis de produtos Ikonos II: Geo e sua variante Geo Ortho Kit. atualmente. 1989). temporal e físico. A Tabela 1 apresenta as características dos satélites e imagens comumente utilizadas. Entre os sensores de altíssima resolução. com o objetivo de estudar o ambiente terrestre nos domínios espacial. pelo registro e análise das interações entre a radiação eletromagnética e as substâncias componentes do planeta Terra (ROCHA. 2000). O sistema sensor desse satélite opera em cinco faixas espectrais (MOREIRA. Os dados obtidos a partir de satélites propiciam coberturas repetitivas da superfície terrestre em intervalos relativamente curtos.

9 dias no modo pancromático 1. Tabela 2 – Características técnicas do Ikonos II PAN MS PSM PAN e MS juntos Altitude Inclinação Velocidade Sentido da órbita Duração da órbita Tipo de órbita Resolução espacial 1 m de resolução P&B 4 m de resolução colorido 1 m de resolução colorido 1 m e 4 m de resolução.5 m – 1m 61-72 cm 1m Multiespectral 20 m 30 m 10 m 15.5 dia no modo multiespectral Fonte: Engesat (2006).000 km² de área imageada numa passagem Frequência de revisita 2.69 µm Infravermelho próximo 0.000 km Capacidade de aquisição de imagens Mosaicos de até 12. 8 e 12 bits 11 bits 11 bits 11 bits Fonte: Engesat (2006).52 µm Bandas espectrais Verde 0. P B e colorido.76 – 0.5 dias 3 dias Radiométrica 8 bits 8 bits 8 bits 8.Tabela 1 – Características dos satélites e imagens comumente usadas Características Sensores Altitude CBERS LANDSAT 7 SPOT 5 ASTER TERRA IKONOS2 QUICKBIRD ORBVIEW 3 778 km 705 km 822 km 730 km 680 km 450 km 470 km Faixa de Imageamento 113 km 185 km 60 km 60 km 13 km 16.5 km 8 km Pancromá -tica 20 m 15 m 2.63 – 0. respectivamente 680 km 98. 30 e 90 m 4m 2.45 – 0.90 µm Imageamento 13 km na vertical (cenas de 13 km x 13 km) Faixas de 11 km x 100 km até 11 km x 1. 18 .000 km 2 20.44-2.1º 7 km/s Descendente 98 minutos Sol-síncrona Pancromática: 1 m / Multiespectral: 4 m Pan 0.88 m 4m Resolução Espectral 4multi e 1pan 8multi e 1pan 4 multi e 1pan 14 multi 4 multi e 1pan 4multi e 1 pan 4 multi e 1 pan Temporal 26 dias 16 dias 26 dias – 3 dias 1-3.52 – 0.45 – 0.60 µm Vermelho 0.90 µm Azul 0.50.

8 1.7 4. uns utilizando pontos de controle terrestres.0 25. Segundo Gisplan (2008).2 10. os ortorretificados e os estéreos.1 2. O autor cita algumas aplicações das imagens Ikonos II. Já os produtos estéreos são imagens de alta resolução espacial da mesma área geográfica. coletados de duas posições diferentes do satélite ao longo de uma mesma passagem orbital (coletas in-track ). citado por Souza (2001). Tabela 3 – Precisões dos produtos cartográficos gerados a partir das imagens do satélite Ikonos II Produto Geo Reference Map Pro Precision Precision Plus Ce90 (m) 50. Moreira (2005). segundo diferentes níveis de precisão. demarcação de pequenas glebas).9 Escala 1:100. arquitetura.000 1:24.000 1:50. urbanismo.500. engenharia em escalas da ordem de 19 . apoio em GPS.000 1:12.000 1:4. mapas de arruamentos e cadastro.800 1:2.De acordo com Gerlach. como: elaboração de mapas urbanos.9 0. uso e ocupação do solo. paisagismo. citado por Souza (2001). A Tabela 3 informa as precisões dos diversos produtos gerados a partir das imagens do Ikonos II.2 4. outros não. e com superposição de pelo menos 80%. Os georretificados recebem apenas correção geométrica de sistema sem aplicação de pontos de controle e MDE. Os produtos ortorretificados são gerados pela própria Space Imaging. meio ambiente em escalas grandes.3 11.4 12. portanto.400 Fonte: Gerlach.8 5. sem correção de relevo.0 Desvio-Padrão (m) 23. as imagens são processadas de forma a gerar produtos com seis níveis de precisão diferentes. cadastro urbano e rural. descreve que o nível de detalhamento observado nas imagens obtidas pelo sensor Ikonos II muda até o modo de se usarem as imagens por ele geradas e estas imagens têm capacidade para ser ampliadas até 1:2. existem três famílias de produtos Ikonos: os georretificados. fundiário (regularização.

em tempo. a uma restituição estereofotogramétrica e a combinação de ortoimagens com arquivos vetoriais tem se mostrado muito eficiente (TOMMASELLI. denominase classificação de imagens (NOVO. Para gerar os dados vetoriais requisitados por várias aplicações. agricultura convencional e agricultura de precisão. é preciso lembrar que a informação nela contida é do tipo matricial. principalmente para o cadastro técnico (BLASCHKE. As imagens de alta resolução. 2. permitir a extração de informações geométricas (ângulos. florestal. Classificação de imagens digitais A geração de mapas temáticos por meio de imagens digitais. Dentro do grupo da análise digital pode ser citada ainda a classificação supervisionada e a classificação não supervisionada (NOVO. 2002). Diferentes métodos de correções podem ser utilizados para este fim. pois aliam a qualidade geométrica do mapa com a riqueza de informações semânticas da fotografia (ou imagem).2. em substituição ou complementação às bases vetoriais convencionais. distâ ncias e áreas). 2009). Embora a ortoimagem seja um produto geométrico de qualidade equivalente à carta convencional. Tommaselli (2002) esclarece que a ortofoto (ou ortoimagem) despontou recentemente como um produto de grande aceitação. e estão cada vez mais utilizados.500. turismo e perícias em questões ambientais. 2005). 20 .1. eles podem ser utilizados em aplicações de planejamento em nível municipal. é necessário vetorizar a imagem.. Se o método utilizado corrige a influência do relevo. A análise de uma imagem digital pode ser enquadrada em dois grandes grupos: análise digital e análise visual. 1989).5. Com os sistemas sensores de alta resolução. o que equivale . 1989). depois de serem submetidas a correções geométricas. além da riqueza de informações interpretativas podem também. KUX. ele realiza a ortorretificação da imagem. com resolução no solo em torno de 1 m (modo pancromático) e 4 m (modo multiespectral). associando cada pixel da imagem a um tema definido pelo analista. e ela passa a servir como carta (ou mapa) (GRIPP JR.1:5.000 até 1:2.

mesmo que seja no final do processo.tamanho: a superfície ou volume de um objeto em relação ao outro auxilia na identificação dos elementos. 2003).Um terceiro método. chamado de classificação híbrida.textura: é a frequência de mudança de tonalidade dentro de uma imagem produzida por um agregado de componentes que isoladamente não são distinguidos na fotografia. . . tonalidade ou cor etc. o que causa tonalidades diferentes entre as imagens da cena.tonalidade: a luz solar incide sobre os objetos e estes a refletem sob diferentes ângulos e intensidades. dedutivo e indutivo para entender e definir o comportamento dos elementos contidos nas imagens. permitindo. 21 . por meio de técnicas qualitativas ou visuais de interpretação. Trata-se da associação de algoritmos não supervisionado e supervisionado. . e numa etapa posterior. realizar um trabalho de campo para reconhecimento ou comprovação in loco do tipo de ocupação da terra que ocorre em cada uma das feições ou classe de cobertura e uso da terra mapeada. forma. tamanho. pode também ser empregado. 1989). Exige do analista o conhecimento da área de estudo.forma: reconhecimento de formas dos objetos na imagem conduz a dedução (diferença entre estrada de ferro e rodovia). a separação dos elementos. Moreira (2005) descreve que na interpretação visual são utilizados alguns elementos fotointerpretativos empregados na técnica de fotografias aéreas. Saraiva (2003) descreve os elementos da interpretação clássica de forma sucinta como: . devido ao seu pequeno tamanho. que consiste na classificação das diferentes feições presentes em uma imagem de satélite. Esta classificação exige raciocínio lógico. podendo variar em função de parâmetros como: experiência do fotointérprete e condições de trabalho (NOVO. Para esta operação pode-se realizar inicialmente uma individualização de áreas que apresentam os mesmos elementos básicos da interpretação qualitativa. Outra técnica empregada é a classificação visual. como textura. assim. permitindo o agrupamento de pixels que podem ser convenientemente tratados como classes distintas (RIBEIRO.

- sombra: ocorre quando um objeto se interpõe e impede que os raios solares alcancem a área dele. A sombra pode delinear o perfil do objeto, ajudando a defini-lo ou escondê-lo devido à falta de luz; e - padrão: as características dos elementos e suas adjacências nos permitem sua identificação (diferença entre duas áreas de plantio). De acordo com Novo (1989), a localização geográfica dos objetos é também um fator importante na identificação de elementos que uma imagem de satélite apresenta . Um exemplo de uma cidade, em geral, apresenta o seu acesso pelas estradas, o que é facilmente identificável, por apresentar formas lineares características dessas feições. 2.6. Importância da escala e suas finalidades

Os dados espaciais são representados em mapas, em dimensões mais reduzidas que aquelas existentes no mundo real. Para que essas representações espaciais reproduzam a realidade, em termos de dimensões, introduziuse o conceito de escala. A escala representa a razão entre o comprimento ou a área apresentada em mapa e o verdadeiro comprimento ou área existente na superfície da terra (SILVA, 2003). De acordo com Domingues (2005), a escala deve ser definida em função da finalidade para a qual este produto se destina. Isto quer dizer que a escolha da escala definirá a qualidade do resultado a ser obtido. Para representar cada nível de detalhamento, existe uma escala apropriada. Escalas como 1:2.000, 1:1.000 e 1:500 são utilizadas para gestão da cartografia urbana, do cadastro técnico, de projetos executivos; para estudos de sinalização semafórica, horizontal e vertical, de redes de água, esgoto, iluminação pública e telefonia, de coleta de lixo e varrição pública, de equipamentos públicos (escolas, hospitais, postos e saúde, parques, praças, etc.) entre outros. As cartas nas escalas 1:10.000 e 1:5.000 são, também, consideradas cartas cadastrais, utilizadas principalmente para estudos de bairros, planos diretores municipais, planta de valores genéricos (PVG), estudos de impactos ambientais (EIA), sobre cadastro fundiário, hidrografia, vegetação e inúmeros outros temas. As escalas menores são utilizadas para estudos macrorregionais (DOMINGUES, 2005).

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No caso de imagens orbitais de alta resolução, escalas entre 1:5.000 a 1:10.000 podem ser uma excelente opção, pois apresentam um custo reduzido e maior área recoberta. Podem ser utilizadas como apoio para elaboração de planos diretores, delimitações de bacias de abastecimento, programas de saneamento ambiental, suporte para viabilizar projetos de estradas etc. É importante ressaltar a necessidade de corrigir o efeito do relevo, utilizando-se programas apropriados para modelagem digital (DOMINGUES, 2005). Na faixa de 1:25.000 a 1:50.000, as imagens de satélite constituem uma boa alternativa, inclusive na produção de cartografia sistemática (SILVA, 2003). A tendência atual é que planta e carta (ou mapa), na forma analógica, deverão ser cada vez menos utilizadas. À medida que os mapas analógicos são convertidos em mapas digitais, ou seja, em formato raster ou matricial, a noção da resolução espacial ou do tamanho do pixel de acordo com a escala em uso deve ser definida. Como a informação gráfica contida em um mapa é impressa com largura mínina de 0,15 mm e máxima de 0,8 mm, sugere-se que a resolução espacial relacionada com a escala seja definida de acordo com a largura mínima e a máxima. Exemplo: para uma escala de 1:10.000, a faixa de resolução espacial mínima e máxima corresponderia a 1,5 m (10.000*0,15) e 6 m (10.000*0,6), respectivamente. A Tabela 4 apresenta as relações entre diversas escalas e as faixas de resolução espacial (SILVA, 2003).

Tabela 4 – Escalas de mapa versus faixa de resolução espacial
Escala do Mapa 1:5.000 1:10.000 1:20.000 1:30.000 1:50.000 1:75.000 1:100.000 Fonte: Silva (2003). Faixa de Resolução Espacial 0,8 a 3 m 1,5 a 6 m 3 a 12 m 4 a 18 m 7,5 a 30 m 11 a 45 m 15 a 80 m Resolução Espacial Ideal 1,3 m 2,5 m 4,2 m 7,3 m 12,7 m 17,3 m 25,4 m

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É importante salientar que a faixa de resolução tem uma grande importância na construção de um banco de dados, pois a resolução espacial determina o tamanho do pixel na transformação de dados vetoriais para raster. Outro item importante é sobre a resolução gráfica de uma escala, que é a menor grandeza susceptível de ser representada num desenho, por meio desta escala. Uma das orientações técnicas citada por Silva et al. (2002) para a resolução gráfica de plotagem de um desenho é que as normas de desenho aceitam como sendo 1/5 de milímetro (0,0002 m) a menor grandeza gráfica possível de ser apreciada a olho nu. Deste modo, conhecendo a escala do desenho, pode-se calcular a menor dimensão possível de ser representada. Basta multiplicar 0,0002 m pelo denominador da escala d=0,0002*M, sendo d= a menor dimensão possível de ser representada e M o denominador da escala. Como exemplo, nas escalas 1:500, 1:1.000 e 1:2.000, as menores dimensões possíveis de serem representadas são as seguintes: d1= 0,0002 * 500 = 0,10 m = 10 cm; d2= 0,0002 * 1000 = 0,20 m = 20 cm; d3= 0,0002 * 2000= 0,40 m = 40 cm. Assim, em princípio, nenhum elemento gráfico com dimensões menores do que os valores indicados acima poderão ser representados nas respectivas escalas. Atualmente, entretanto, com o advento e o uso extensivo de desenho assistido por computador há uma tendência de a forma analógica ser cada vez menos utilizada. Portanto, desenho no papel servirá como elemento indicativo, orientativo e documental e não para a elaboração de projetos nas diversas áreas do conhecimento. A facilidade com que dados geográficos são manipulados em meio digital, podendo-se fazer uso de qualquer escala de visualização e de saídas, aumenta a importância da qualidade dos dados quanto à acurácia posicional, principalmente. Além disso, deve-se esclarecer aos usuários quais as restrições na manipulação da escala. Ou seja, se uma carta foi digitalizada a partir de uma base na escala de 1:10.000, esta não poderá ser ampliada para uma escala de 1:1.000, por exemplo, pois os erros serão ampliados nesta mesma proporção, além da introdução dos erros inerentes ao processo de digitalização. Da mesma forma, para o mapeamento que foi gerado a partir de restituição digital para uma determinada finalidade e escala (SILVA, 2003). 24

gerar fatiamentos em intervalos desejados e perspectivas tridimensionais (INPE. contínua e o fenômeno que representa pode ser variado.análises de projetos de terraplanagem com determinações de volumes cortes e aterros. áreas. – análise de variáveis geofísicas e geoquímicas. . Modelo digital de elevação O modelo digital de elevação (ou MDE) é uma representação matemática da distribuição espacial da característica de um fenômeno vinculada a uma superfície real. . gerar mapas de declividade e exposição. Para cada um dos três vértices da face do triângulo são armazenadas as 25 . podese citar (BURROUGH. em geral. – apresentação tridimensional (em combinação com outras variáveis). ou. Para representação de uma superfície real no computador.7. 2008). – análises de corte -aterro para projeto de estradas e barragens.geração de mapas de aptidão. – elaboração de mapas de declividade e exposição para apoio à análise da geomorfologia e erodibilidade. é indispensável a criação de um modelo digital. A superfície é.2. com mesmo valor de Z ou mesmo com um espaçamento regular (INPE. A partir dos modelos pode-se calcular volumes. .geração de perfis. Dentre alguns usos do MDE. – malha triangular ou TIN (do inglês Triangular Irregular Network ). desenhar perfis e seções transversais. gerar imagens sombreadas ou níveis de cinza. 1986): – armazenamento de dados da altimetria para mapas topográficos. Esses dados são geralmente adquiridos seguindo uma distribuição irregular no plano XY. 2008) Os dados de um MDE podem ser representados pelas seguintes formas: – coordenadas XYZ. em que Z é o parâmetro a ser modelado. que é uma estrutura do tipo vetorial com topologia do tipo nó-arco e representa uma superfície formada de um conjunto de faces triangulares interligadas. ou ao longo de linhas (isolinhas ou curvas de nível).definição automática de redes de drenagens e bacias hidrográficas. irregulares. podendo ser por equações analíticas ou por uma rede de pontos na forma de uma grade de pontos regulares e. .

as medidas da vizinhança (ASSAD. baseado no levantamento dos seus limites. Os mesmos autores descrevem que os procedimentos de interpolação para a geração de grades regulares a partir de amostras variam de acordo com a grandeza medida. avaliação e taxação equitativa). Pode ser estabelecido para propósitos fiscais (por exemplo. os valores para as células que não possuem medidas de elevação. com base em parcelas. SANO. para tanto. e – grade regular. A FIG é uma organização internacional que se constitui numa federação de associações e instituições acadêmicas envolvidas em atividades relacionadas às ciências geodésicas. para auxiliar na administração do uso da terra (por exemplo. a propriedade ou controle desses interesses. 1995) sistematizou esse entendimento: Um cadastro consiste em um sistema de informação territorial atualizado. contendo um registro de interesses relacionados ao território (por exemplo. 2009). estado. A definição de cadastro da FIG – International Federation of Surveyors (FIG. 1998). por meio de interpoladores matemáticos. sendo adotado por diversos autores (BRANDÃO. província. e permite o desenvolvimento sustentável e a proteção ambiental. SANO. Normalmente inclui uma descrição geométrica das parcelas em conjunto com outros registros que descrevem a natureza dos interesses. restrições e responsabilidades). considerandose. no planejamento e outros propósitos administrativos). 2. y) e o atributo z. correspondente ao valor de elevação ou altitude (ASSAD. 1998). dentro de uma determinada região administrativa (país. O cadastro técnico Cadastro é um inventário público de dados metodicamente organizados concernentes a parcelas territoriais. e frequentemente o valor da parcela e suas benfeitorias. Esse conceito representa um consenso em nível internacional do significado do termo cadastro. município. Para a geração da grade. direitos. 26 .8. é necessário estimar. FILHO. que é uma representação matricial em que cada elemento da matriz está associado a um valor numérico. para propósitos legais (transferência).coordenadas de localização (x. distrito e comarca).

políticos. fiscal e administrativa . A natureza jurídica refere-se a quem ocupa e aos direitos e obrigações decorrentes de como essa ocupação ocorre. na maioria dos casos. geográficos. determinação de indicadores econômicos. sociais. 2009). FILHO. A necessidade administrativa refere-se às demais atividades relacionadas ao planejamento e ao gerenciamento territorial: os empreendimentos e projetos de obras. relacionado ao inventário público e oficial de parcelas territoriais com base no levantamento dos seus limites. 2009).8. que envolvem a ocupação e a forma de domínio do território.1. o termo cadastro está associado aos registros de clientes ou de usuários contendo informações diversas referentes a pessoas físicas ou jurídicas. no Brasil usam-se principalmente os termos “cadastro técnico” e “cadastro imobiliário” e. FILHO. contratos de compra e venda e de indenização. A ocupação de um território pode ser analisada sob aspectos econômicos. Os aspectos econômicos da ocupação de um território são tratados pelo sistema tributário sobre o uso do solo. Portanto. A necessidade fiscal consiste na cobrança de impostos sobre o uso do solo. refere-se. Isso é fundamental para atender às necessidades da sociedade de natureza legal. onde está localizada a ocupação e quanto de território foi ocupado. ações e políticas territoriais em geral (BRANDÃO. avaliação de imóveis. portanto. FILHO. etc. ou seja. Os aspectos jurídicos da ocupação de um território são tratados pelo sistema de registro territorial. à sua caracterização espacial e corresponde à sua localização e suas dimensões. 2. mesmo assim. legais. não tem o mesmo significado do conceito de cadastro da FIG. (BRANDÃO. Funções do cadastro técnico As atividades que utilizam informações sobre a ocupação do território necessitam que essas informações correspondam fielmente ao modelo da realidade.No Brasil. Os aspectos 27 . com função única de taxação sobre o uso do solo (BRANDÃO. ambientais. Para esse entendimento. 2009). adotado internacionalmente. esses “cadastros” referem-se a uma listagem dos imóveis de uma cidade. A natureza física da ocupação territorial consiste na delimitação geométrica do espaço correspondente aos direitos sobre ocupação. A necessidade legal ou jurídica consiste na garantia da propriedade.

A Figura 2 mostra. essa situação tende a melhorar consideravelmente. essa necessidade. é desejável que ocorra uma interligação entre os sistemas cadastral. Segundo Carneiro (2000). ao menos nas áreas rurais do país. econômicos e jurídicos relacionados ao domínio territorial. no entanto. As informações procedentes dos três sistemas são imprescindíveis para as atividades relacionadas ao pla nejamento e ao gerenciamento territorial de uma maneira geral.449/02. de forma esquemática. que exige essa interligação por meio 28 . o Decreto no 4.267/01 e sua regulamentação. com a aplicação da Lei 10. poucos são os países que resolveram essa questão. A integração das informações cadastrais e registrais ocorre de várias maneiras. Figura 2 – Aspectos físicos.físicos dessa ocupação são tratados pelo sistema de cadastro territorial. Essa interligação é apontada como uma das principais necessidades para a gestão territorial eficiente. sendo objeto de diversas pesquisas. Fonte: Brandão (2003). uma vez que não existe um modelo único que possa ser aplicado a todas as realidades. apesar de muitos deles terem desenvolvido modelos de integração como forma de aperfeiçoar seus sistemas de organização territorial. apesar da existência de iniciativas isoladas de interligação entre cadastro e registro. registral e tributário sobre o uso do solo. No Brasil.

2000). Antes disso. considera-se como um único imóvel uma ou mais áreas confinantes. a manutenção como uma atividade vital. pecuária. que se destine ou possa se destinar à exploração agrícola. Definição de cadastro técnico rural Pode-se definir cadastro técnico rural como sendo o conjunto de informações relativas a cada imóvel rural e que podem ser representadas em forma de mapas. durante a implantação do sistema cadastral. informação do uso dado às terras. de 30 de novembro de 1964.do intercâmbio de informações entre os dois sistemas. nos termos do Estatuto da Terra. estabelecimento de relações de vizinhança. Em termos conceituais. Entende-se como imóvel rural o prédio rústico de área contínua. 2. O cadastro técnico corresponde. 2000).8. 2004).. A legislação no cadastro técnico rural deve definir e assegurar a propriedade e para isto é necessário determinar e registrar as divisas e a localização exata das linhas divisórias dos imóveis rurais (SALGADO et al. caracterização da situação jurídica e uso da terra (ANTUNES. essa questão foi muito pouco discutida tanto entre os profissionais da área jurídica quanto entre os da área técnica cadastral (BRANDÃO. Atualmente. Lei no 4. florestal ou agroindustrial. de 25 de fevereiro de 1993. 2009). Os dados cadastrais. em áreas rurais. portanto. utilizadas para a definição da sua localização. pertencentes ao mesmo proprietário ou posseiro.504.2. registradas ou não. devem ser confiáveis a todo o momento.. caracterizando. FILHO. extração vegetal. fichas individuais. o uso dos recursos da informática pode agilizar esse processo (SALGADO et al. ao levantamento de um conjunto de informações referentes a cada imóvel. qualquer que seja a sua localização. Silva e Loch (1996) ressaltam que o Cadastro Técnico Multifinalitário rural corresponde a um conjunto de mapas temáticos e informações descritivas sobre uma base cartográfica. condições de ocupação. que podem ser descritivos ou posicionais. e da Lei no 8. outras informações de n atureza social e econômica que se tornarem necessárias em nível de propriedade. de forma individual ou em comum (condomínio ou com 29 . que são necessárias e suficientes para as apreciações das condições de sua titulação.629.

sendo as demais informações do ano agrícola de 1977-78. e c) ter interrupções físicas..504. envolvendo inclusões e alterações de dados. ”. houve o segundo recadastramento com a primeira tentativa de se registrar uma coordenada geográfica do imóvel no formulário de coleta e posterior lançamento de cartas. 46: “ O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária promoverá levantamentos. Embora amplamente contemplado no Estatuto da Terra.. desde que seja mantida a unidade econômica.. foram efetuadas as atualizações. sendo desenvolvido de forma declaratória (SALGADO et al. A regulamentação e a efetiva implantação desse cadastro só ocorreram a partir da Lei no 5. b) estar situado total ou parcialmente em zona rural ou urbana. o INCRA passou a gerar estatísticas cadastrais visando às ações de planejamento e as formulações de diagnósticos cadastrais (SALGADO et al. 2005).3. No final da década de 1970. o Cadastro Rural não se efetivou em sua totalidade. O cadastro de imóveis rurais no Brasil foi inicialmente estabelecido pelo Estatuto da Terra – Lei no 4. o cadastro é tratado de forma distinta se o imóvel estiver em uma área rural ou em uma área urbana. de 30 de novembro de 1964. ativa ou potencial (TEIXEIRA.8. que instituiu o Sistema Nacional de Cadastro Rural – SNCR. pela Instrução Especial no 45.. com a finalidade de integrar dados gráficos. O cadastro técnico rural no Brasil No Brasil.868. adotaramse novos formulários de cunho declaratório. de 15 de julho de 1992.. aprovada na mesma data pela Portaria Ministerial no 180. como cursos d’água e estradas. 2. Em meados de 1992. 2000). O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária é atualmente denominado de INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. para a elaboração do cadastro dos imóveis rurais em todo o país. depois de quinze anos sem revisões. A partir dessa data. conforme disposto no Art. 30 .. Naquela data. 2000). mesmo na ocorrência das hipóteses: a) estar situado total ou parcialmente em um ou mais municípios. tornando o sistema obsoleto (SALGADO et al. de 12 de dezembro de 1972.. 2000). Os avanços tecnológicos desse período e os tratamentos de informações não foram absorvidos pelos órgãos gestores do Cadastro.posse).

o INCRA criou o sistema de informações rurais (SIR). quando estabeleceu que. a identificação desses imóveis será obtida a partir de memorial descritivo. produção agrícola e pecuária. Atualmente. contendo as coordenadas dos vértices definidores dos limites dos imóveis rurais..Em 1996. são desacompanhadas de documentos cartográficos. na maioria dos casos. que é estruturado com sistema de dados gráficos e literais. De acordo com o INCRA (2008). e sua regulamentação. distribuição das áreas de uso e valor). e os cartórios de Registro de Imóveis. com eficácia. as informações a serem prestadas pelos proprietários referem-se aos seus dados 31 . parcelamento ou remembramento e em todos os autos judiciais que versem sobre imóveis rurais. instituição gerenciadora do Cadastro Nacional de Imóveis Rurais – CNIR. integrados e georreferenciados. e b) a exigência de um levantamento cadastral. todos os territórios rurais. Segundo Loch (2007). em seu manual de orientações para a realização da Declaração de Cadastro de Imóveis Rurais de 2008. que pode representar efetivamente o início de uma necessária interligação entre cadastro e registro territorial no Brasil. nos casos de desmembramento. os quais deveriam ser suficientes para refletir.449. a questão da posse e uso da terra no Brasil (SALGADO et al. Com a Lei no 10. apresentando-se como um novo modelo de sistema de informações que objetiva administrar. essas informações são colhidas da Declaração do Imposto Territorial Rural feita pelos proprietários e podem não refletir a realidade. de forma efetiva. assinado por profissional habilitado e com a devida Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). foi criado o Cadastro Nacional de Imóveis Rurais e estabelecidos dois novos mecanismos no âmbito da organização territorial brasileira: a) o intercâmbio de informações entre o INCRA. de 30 de setembro de 2002. georreferenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro e com precisão posicional a ser fixada pelo INCRA. os dados que devem constar de um cadastro rural referem-se ao detentor e ao imóvel (dimensões. 2000). localização.267. o Decreto no 4. de 28 de agosto de 2001. devido à subjetividade das declarações que.

O Módulo Fiscal é a unidade de medida. a renda obtida com essa exploração e outras existentes no município que.pessoais e de seus relacionamentos. em curto prazo. Esses levantamentos deverão ser apresentados aos Cartórios de 32 .4. assim como ajustar o cadastro nacional de imóveis rurais à modernidade advinda com a disponibilidade de tecnologias digitais de mapeamento. Um procedimento inicial necessário para alcançar esse objetivo. Por essa classificação. foi criada a Lei Federal no 10. expressa em hectares. entende-se como pequena propriedade o imóvel rural com área compreendida entre um e quatro módulos fiscais. Para os imóveis rurais com área total inferior a 4 módulos fiscais somente são exigidos os dados pessoais e de relacionamento e os dados sobre a estrutura dos imóveis. nas transações cartoriais que envolvam imóveis rurais. o que constitui o denominado georreferenciamento (GOMES. de 25 de fevereiro de 1993. 2004). Georreferenciamento de imóveis rurais: normas e legislação Tendo por finalidade eliminar problemas relacionados a limites de imóveis rurais. culminando com a implantação de sistema de informações geográficas. fixada para cada município. com a proposta de se levantar. a ser gerenciado em conjunto pelo INCRA e pela Secretaria da Receita Federal. de 28 de agosto de 2001. n a forma da Lei no 8. 2.8. embora não predominantes. e média propriedade o imóvel rural com área superior a quatro e até 15 módulos fiscais. que instituiu o Cadastro Nacional de Imóveis Rurais – CNIR. que estes sejam apresentados na forma digital e amarrados a uma rede de pontos fixos lançados ao longo do território nacional. considerando o tipo de exploração predominante no local. é passar a se exigir. O módulo fiscal é o parâmetro utilizado para classificar os imóveis rurais quanto ao tamanho. Com esse objetivo . e que está se tentando adotar no Brasil.267. é que vem se tentando implantar no Brasil novos procedimentos necessários para o mapeamento dos imóveis rurais. todas as propriedades rurais brasileiras. sejam significativas em função da renda ou da área utilizada.629. dados sobre a estrutura e sobre o uso dos imóveis.

etc. ao INCRA a tarefa de certificar a planta do imóvel rural e de seu memorial descritivo (GOMES. O Cadastro técnico e a situação atual De acordo com Beckmann (2009). de 28 de agosto de 2001. as posições georreferenciadas desses marcos devem ser obtidas com procedimentos que conduzam a incertezas não superiores a 50 centímetros. Seguindo o seu raciocínio. relatórios.8.000 imóveis rurais. 2009). Um conjunto de normas e procedimentos foi instituído pelo INCRA para a realização das atividades de campo. e estabeleceu.811 imóveis. ainda. o que deve ser feito com receptores GPS topográficos e geodésicos. 2004). Além da colocação de marcos de concreto com chapas devidamente numeradas nos vértices das linhas divisórias dos imóveis. 820 imóveis por município. até 3 de agosto de 2008. temos. memoriais descritivos. Isso. utilizandose procedimentos especiais INCRA (2008).564 municípios existentes hoje no Brasil. em média. especialmente no tocante à definição de coordenadas dos vértices definidores de seus limites georreferenciados ao sistema geodésico brasileiro. ou seja. 2004). A Lei no 10. instituiu um importante instrumento de interação entre sistemas cadastral e registral. existiam mais de 4. sem considerar as situações de desmembramento por compra de área parcial e as divisões por inventários que acontecem por ano em todo o território nacional. com suas regulamentações. que geram novos imóveis. 9. georreferenciados ao Sistema Geodésico Brasileiro (GOMES.8 imóvel por município (BECKMANN. dividindo os 4. 33 . monumentação de marcos nas linhas divisórias dos imóveis. entre regulares e irregulares.000 imóveis pelos 5.560. Também determinou que um código único do CNIR seja atribuído pelo INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.5. menos de 1. assim como elaboração de plantas.Registro de Imóveis em coordenadas UTM.560. isto após quatro anos e quatro meses (52 meses) do início das certificações pelo INCRA.267. 2. o que corresponde a 0.22% do total de imóveis existentes no Brasil. Estão certificados. disciplinou as normas para identificação do imóvel rural. aos imóveis rurais.

dá nova redação aos dispositivos do Decreto no 4. Conclui-se. outrora límpidas. uma vez que não houve avanço na quantidade de áreas certificadas. estando programada para 21 de novembro de 2011 a exigência para propriedades menores.9. Já ficou provado que o problema não está no prazo e sim. o aproveitamento integrado dos recursos naturais. As águas superficiais.570. 2. essas águas transportam solos decorrentes de águas das chuvas que podem ter sido corrigidos e adubados a custos altíssimos. 2009). Importância do mapeamento no planejamento agrícola e ambiental ligado à bacia hidrográfica No Brasil. prorrogando os prazos de 30.10. quando se iniciou o processo de certificação pelo INCRA. No momento. SANO. Desta forma. 21. O Decreto no 5. está em vigor apenas a exigência do georreferenciamento de imóveis com mais de 500 ha. ou seja. de 31 de outubro de 2005.2005 para 20. estão poluídas e essa poluição já pode ter atingido o lençol freático.449. ou seja. 1998).2008 e 20. de 30 de outubro de 2002. com isto. os trabalhos de manejo do uso do solo e da água praticados no país são restritos e com ações isoladas feitas na propriedade agrícola.2008. fruto da utilização e preservação inadequada dos recursos naturais existentes ao seu redor.11. e certamente haverá mais imóveis para certificar do que em abril de 2004.11. no limite da capacidade financeira dos agricultores. que jamais serão certificados todos os imóveis no Brasil. Segundo Brasil (1987). reduzindo. no sistema operacional do INCRA.2011. 34 . os cursos d’água vêm sofrendo constante e crescente contaminação. se não for mudada a forma que o INCRA adotou para a certificação dos imóveis (BECKMANN. terá sido certificado um numero insignificante de imóveis até o prazo final. daí. a sua disponibilidade para a irrigação e para o abastecimento (ASSAD. hoje há mais imóveis para certificar do que em abril de 2004. desconsiderando o conjunto.Estão surgindo mais imóveis novos do que os que estão sendo certificados pelo INCRA. dependendo do tamanho de área. Frequentemente.11.

devem ser envolvidos todos os recursos naturais. os estudos de mapeamento temático visam a caracterizar e a entender a organização do espaço. bacia hidrográfica constitui-se na unidade espacial de análise fundamental. de maneira interrelacionada. pois nas bacias hidrográficas interagem as comunidades rurais e os componentes dos meios físicos e bióticos. pois consiste em uma área de terra organizada com a função de escoar a quantidade de água e de detritos que são fornecidos para sua bacia de drenagem. em seu 35 . a Lei no 8. vegetação e fauna) de forma integrada. a adoção da bacia hidrográfica como unidade de trabalho foi sugerida na década de 1980. Segundo Christofoletti (1979). como base para o estabelecimento das bases para ações e estudos futuros (MEDEIROS. 2004).171/91. principalmente. de forma a tornar factível a elaboração de cenários alternativos de uso da terra (EMBRAPA. para o planejamento do uso e conservação dos recursos naturais necessários para atender à crescente demanda da população. como a área de influê ncia para qualquer projeto. O termo bacia hidrográfica refere-se ao compartimento geográfico natural delimitado por divisores de água. drenado superficialmente por um curso de água principal e seus afluentes. No Brasil. pois potencializam as interferências naturais e antrópicas. Neste contexto. 2004). Depois. que dispõe sobre política agrícola no País. Além do ciclo hidrogeológico a serem manejados nas bacias hidrográficas. item III da Resolução Conama no 01/86. em seu artigo 5.Ainda segundo Brasil (1987). no seu capítulo VI – Da proteção ao meio ambiente e da conservação dos recursos naturais. o que torna um espaço aglutinador para a construção de cenários alternativos de uso da terra (EMBRAPA. onde atuam. CÂMARA. Dessa forma. direta ou indiretamente. a vantagem de se definir o espaço territorial em função da bacia hidrográfica reside no fato de que suas características biogeofísicas e sociais são naturalmente integradas. ambientais e os componentes biofísicos (solo. 2006). os atributos bióticos e abióticos de um sistema natural. a microbacia hidrográfica é a unidade geográfica ideal para esse planejamento integrado do manejo dos recursos naturais no ecossistema por ele envolvido e pode ser definida como sendo a área fisiográfica drenada por um curso d’água ou por um sistema de cursos d’água conectados e que convergem. para um leito ou para um espelho d’água.

sob o ponto de vista legal. de 11 de dezembro de 2002. desde que observados os paradigmas relacionados com o desenvolvimento sustentável. entre seus objetivos principais. a adequação das Unidades da Federação e de seus instrumentos legais à Política Nacional de Recursos Hídricos contribuiu para a sua consolidação como unidade de trabalho. estados ou municípios). Assim.. por sua vez. 20. conforme a Resolução no 30.433. que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos. dirimir as situações de conflito de interesses relativos à concorrência entre usos múltiplos da bacia hidrográfica. Os mapas podem ser úteis para ordenar. que consiste na utilização de dez algarismos diretamente relacionados com a área de drenagem dos cursos d’água (BRASIL. (2002). ordenamento e o uso eficaz dos recursos da terra para diferentes unidades territoriais (países. definiu que Bacia Hidrográfica é a unidade territorial para a operacionalização dessa política e para a atuação do Sistema. a análise de mapas temáticos é uma das formas para se estudar as alterações que ocorrem na estrutura da paisagem em determinado período de tempo. a unidade hidrográfica é uma unidade espacial mínima eficiente para a representação espacial de variáveis geográficas por meio do geoproces36 . baseados em bacias hidrográficas. estabelece que: as bacias hidrográficas constituem-se em unidades básicas de planejamento do uso. Lani (1987). de 8 de janeiro de 1997. A Lei Federal no 9. em particular. como os de Lima e Barbin (1975). adotou o método de subdivisão e codificação proposto por Otto Pfafstetter. planejar e inferir e. O conhecimento do espaço geográfico é importante para o ordenamento das atividades antrópicas (ZAMPIERI et al. E. da conservação e da recuperação dos recursos naturais. que passou a ser a principal referência espacial na gestão dos recursos hídricos e. O Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH. constituem um suporte indispensável para o planejamento. nos estudos ambientais. Castro (1980). 2000). Diversos trabalhos têm sido utilizados na análise e no planejamento dos recursos naturais.art. 2002c). Moreira (1999) e Soares et al. Andrade (1991). Segundo Gustafson (1998). objetivando a padronização das ações relacionadas com os estudos em bacias hidrográficas. Essa Lei incorporou.

2004) . a pecuária leiteira extensiva. principalmente das regiões Sul. as informações de imagens de satélites. 1979). sobre a imensa cadeia montanhosa litorânea. que envolve a Floresta Ombrófila Densa. foram os grandes responsáveis pela exaustão das áreas de Floresta Atlântica. No contexto de Minas Gerais. baseada apenas no aumento da produção de alimentos.. NOGUEIRA de SÁ. 1999) e hoje está reduzida a 7 milhões de ha (7%) da sua cobertura original (ARRUDA. 1997). a cultura do café. 2004). do ponto de vista histórico. Grandes extensões territoriais de florestas sofreram transformações significativas. Rio de Janeiro e Espírito Santo (RIZZINI. O Bioma Atlântico brasileiro. seja pelo medo da floresta desconhecida. 37 . Esta floresta se estendia ao longo da costa brasileira. impunha ao País um comportamento expansionista. 2. permitindo tipificar os distintos usos da terra (BERNARDY. abarcando os Estados de São Paulo. Sua área central reside nas grandes Serras do Mar e da Mantiqueira. formando uma faixa de largura variável desde o Estado do Rio Grande do Sul até o Ceará. além do crescimento demográfico e a ocupação desordenada. Leste e Central. Floresta Atlântica e a situação atual A Floresta Atlântica é um dos biomas brasileiros onde o processo de fragmentação está mais avançado. originalmente cobria cerca de 100 milhões de ha (REIS et al.samento na gestão territorial rural. Minas Gerais. a política agrícola existente no país. 2002). provocando um verdadeiro desequilíbrio ambiental neste importante ecossistema (CAVALCANTI. seja por um obstáculo a ser ultrapassado. Até pouco tempo atrás. a Floresta Ombrófila Mista e a Floresta Estacional Semidecidual. A potencialidade do uso do geoprocessamento. ou ainda pela ocupação humana com suas diferentes atividades. LOCH.10. especialmente no último século (RODRIGUES. pelos ciclos econômicos. as fotografias aéreas e o sistema de informações geográficas são utilizados para estudos têmporoespaciais que englobam fenômenos geográficos dinâmicos. Os primeiros impactos ocorridos na faixa litorânea brasileira são oriundos do início da colonização europeia. além de ecossistemas associados.

Grande parte dos remanescentes de Floresta Atlântica encontra-se ao longo da costa (Floresta Ombrófila). mais de meio milhão de hectares de florestas foi destruíd o em nove estados nas regiões sul. 1987.971 hectares. urbanas e agrícolas. Este número totaliza os fragmentos acima de 100 hectares.000 ha de Floresta Semidecídua ((FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA e INPE. ao passo que. correspondendo a 2% da sua cobertura vegetal original e constituindo-se no ecossistema mais fragmentado e ameaçado do Domínio da Floresta Atlântica (VIANA. 2009). 1998). além dos reflexos das atividades agrícola. ou 1 km2. devido às expansões industriais. porém. CE. ES. cerca de 80% do Produto Interno Bruto brasileiro é 38 . PR. e tem como base as remanescentes florestais de 16 dos 17 Estados onde ocorre (AL. e atualmente são fragmentos moldados pelo isolamento.012 km2. extrativismo seletivo e incêndios.91%. TABANEZ. MG. 1990). como São Paulo e Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. ou 102. BA. apontam que. 2002). A maioria deles vive em grandes metrópoles. em apenas cinco anos (1990 a 1995). As ameaças à biodiversidade da Floresta Atlântica agravam-se devido ao fato de que a região abriga aproximadamente 70% dos 169 milhões de brasileiros. que totalizam 128. SC e RS). as Florestas Semidecíduas cobriam a maior parte dos Estados de Minas Gerais. RJ. a devastação florestal continua sendo um dos principais problemas ambientais nas diferentes regiões do Brasil. Atualmente. ainda sustentam grande diversidade vegetal (PAGANO. apenas 18. Dos 232. TABANEZ. 1993). QUINTELA. RN.397 são maiores que cem hectares (FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA. Além disso. Originalmente. GO. Paraná e São Paulo (PASSOS.898. restam somente 280. 1996). As observações e análises. SP.939 fragmentos florestais acima de 3 ha existentes na Mata Atlântica. sudeste e centrooeste. MS. PE. SE. As informações atuais mostram que a área original do Bioma está reduzida a 7. que concentram aproximadamente 90% do que resta da Mata Atlântica no país (FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA. PB. industrial e urbana (VIANA. 1996). por meio de imagens de satélites realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE e a Fundação Mata Atlântica.

1990). merece destaque a questão do desmatamento na Floresta Atlântica. que abriga os maiores centros industriais e de silvicultura do Brasil (GALINDO-LEAL. A floresta garante água limpa. Esse bioma abriga uma grande quantidade de espécies de animais e plantas. As formações florestais que constituem as paisagens brasileiras estão sendo afetadas pelo processo de fragmentação florestal. já que protege e regula o fluxo de mananciais hídricos. CÂMARA. fazendo dessa região uma das áreas de maior prioridade para a conservação da biodiversidade em todo o mundo (VIANA. Além de proteger cerca de 20 mil espécies de plantas. Possui uma rica e preciosa diversidade biológica. incluindo as medicinais. citados por Elias JR. 2005). assegura o ar puro. a fertilidade do solo e o controle do clima local. e o acelerado processo de fragmentação tem levado à extinção de um número incalculável de espécies. devido à forma desordenada de ocupação do território e pelo uso indiscriminado dos recursos naturais. (1998). 383 ocorrem na Floresta Atlântica. 39 . populações. que interferem no equilíbrio e sustentabilidade dos diferentes ecossistemas naturais. palmáceas. com espécies importantes para as mais diversas pesquisas. Das 633 espécies animais ameaçadas de extinção no Brasil. sendo que a maior parte dos fragmentos da Floresta sofreu algum tipo de perturbação antrópica nos últimos séculos.gerado na região da Mata Atlântica. fonte de alimentos e matéria-prima para medicamentos (MANTOVANI. 2009). comunidades e ecossistemas. os efeitos da fragmentação têm influenciado na qualidade de vida da população. geralmente exploradas de forma ilegal (MANTOVANI. erva-mate e madeiras. A Floresta Atlântica abriga as nascentes de diversos rios que abastecem as principais cidades e metrópoles brasileiras. uma vez que ela apresenta alta diversidade e elevado nível de endemismo Mori et al. Diante do exposto. Em consequência desse processo. (1981). 2009). além de produzirem uma sequência de perturbações ao meio ambiente.

são cercados por uma 40 . outras formações vegetais. esses últimos mostram clara perda de biodiversidade. o fluxo de animais. causa extinções locais e reduz sua variabilidade genética e. assim. Diversos são os efeitos da fragmentação florestal no ambiente. pólen e. Viana (1990) define fragmento florestal como qualquer área de vegetação natural contínua. 1998). mesmo em níveis regulares e bem moderados de fragmentação e modificados de habitats de florestas tropicais (ELIAS JR. Entende-se por fragmentação a substituição de grandes áreas de florestas nativas por outras atividades de uso do solo. em geral. na grande maioria das vezes. Os fragmentos resultantes de ações antrópicas. Do mesmo modo. significativamente. culturas agrícolas. um processo antrópico de ruptura da continuidade das unidades de uma paisagem e resulta em mudanças na composição e na diversidade das comunidades envolvidas. etc. A fragmentação é. principalmente agrícola. 1992). A vegetação natural remanescente ficou fragmentada em pequenas áreas – geralmente ilhada por culturas agrícolas e localizada em propriedades particulares.. 1995). quando se comparam sistemas florestais intactos e fragmentos florestais. deixando.2. Como consequência desse processo. 1999). em áreas de floresta atlântica tem ocasionado o processo de fragmentação florestal. isoladas suas porções.11. interrompida por barreiras antrópicas (estradas. Fragmentação florestal A intensa atividade econômica. com resultados de perda de biodiversidade pela extinção de algumas espécies (MURCIA. a fragmentação reduz a área total da cobertura vegetal. Isto provoca o isolamento e redução das áreas propícias à sobrevivência das populações. Muitos organismos comuns da floresta são perdidos. consequentemente .) capazes de diminuir. além de abandonada e sujeita a toda sorte de perturbações. ou. o que pode resultar na extinção de algumas espécies.. há a exposição de organismos que permanecem nesses ambientes em diferentes condições ambientais. Constitui-se no último depositário da biodiversidade nativa de boa parte de nossas florestas (VIANA et al. leva à perda de biodiversidade (METZGER.) ou naturais (lagos. sementes. etc.

da imigração e da extinção das espécies (OLIVEIRA. Extrapolando para a fragmentação florestal. na teoria de ilhas oceânicas. 1992). A estrutura e a dinâmica dos fragmentos florestais podem ser afetadas por diversos fatores. Em relação à ecologia da paisagem. ainda pode haver aumento da endogamia. o que significa ter as frequências de seus genes afastadas daquelas da população original. em boa parte. Segundo Kageyama (1998). A Teoria de Biogeografia de Ilhas define que uma diminuição na superfície está normalmente associada à diminuição exponencial do número de espécie e uma redução das relações interespecíficas (MacARTHUR. esses estudos visam à compreensão do comportamento. há forte correlação com a diversidade biológica e a dinâmica da floresta (VIANA et al. A população remanescente passa a ter um tamanho menor que o mínimo adequado para ter sua normal continuidade e evolução. Nessa população pequena pode ocorrer. A longo prazo . dentre os quais se destacam: histórico de perturbação. deriva genética. principalmente as antrópicas. 1990). favorecendo a perda de variação genética. 1995). decorrente da maior probabilidade de autofecundação e acasalamento entre indivíduos aparentados. culturas agrícolas ou vegetação secundária (MURCIA. tipo de vizinhança e grau de isolamento (VIANA.. como pastagens. área. associados à fauna e à flora. conhecida como “biogeografia de ilhas”. A base teórica do estudo de fragmentação florestal fundamenta-se. esta tem como objetivo analisar a interação dos componentes espacial e temporal da paisagem. em função do tamanho da ilha. a fragmentação florestal provoca a diminuição do número de indivíduos de uma população. 1997). a curto prazo. sendo importante 41 . 2004).matriz de baixa biomassa e complexidade estrutural. do fluxo gênico. que produziu um corpo de conhecimento teórico significativo. WILSON. As abordagens relacionadas com a fragmentação florestal estão fundamentalmente associadas aos estudos da ecologia da paisagem e às análises demográficas da estrutura e dinâmica das populações de plantas e animais (NASCIMENTO. envolvendo modelos descritivos e preditivos da variação da diversidade biológica. inclusive chegando a perder alelos. forma. O histórico de perturbação consiste no estudo de todas as atividades. 1967). que ocorrem na área estudada.

existe uma superfície mínima de floresta capaz de manter uma população viável de determinada espécie. a dinâmica desses ecossistemas. restando as poucas exceções em áreas de difícil acesso. No entanto. quanto maior um remanescente. 1990). o que dificulta o estabelecimento de áreas de reserva que mantenham a estabilidade da comunidade como um todo (ENGEL. no tempo. experimentando mudanças drásticas com relação ao microclima e à composição florística. 1995). Esses mesmo autores propõem argumentos sobre a Teoria da Biogeografia de Ilhas. Devido à influência de fatores externos nos fragmentos menores. Para entender a estrutura e a dinâmica atuais de um fragmento. ao máximo. 1990). apresentar redução. Além desse efeito relacionado à área. por consequência. ou seja. Outro aspecto importante relativo ao tema é a delimitação da área e do perímetro dos fragmentos. podendo. 1993). a dinâmica do ecossistema é predominantemente afetada pelas forças externas. a taxa de extinção para espécies animais e vegetais está diretamente relacionada ao tamanho do remanescente.que se promova um levantamento o mais completo possível. Um dos principais efeitos da fragmentação é o chamado efeito de borda. Entretanto. perda de algumas espécies ou mesmo a não sustentabilidade dos fragmentos (VIANA. Este autor menciona que a maior parte da Floresta Atlântica experimentou algum tipo de perturbação antrópica nos últimos quatro séculos. De acordo com MacArthur e Wilson (1967). para cada espécie animal ou vegetal. não se pode esperar riqueza de espécies animais e vegetais em pequenas áreas. essa superfície é diferente. devido ao tipo de forma ou perímetro (VIANA. existem interferências externas capazes de afetar o equilíbrio interno e. 42 . ao passo que. 1990). retornando. é importante reconstituir a história da vegetação local (VIANA. sendo esta menos afetada pelas mudanças ambientais relacionadas às bordas (VIANA. inclusive. A borda pode ser descrita como o resultado da interação entre dois ou mais ecossistemas adjacentes. separados por transição abrupta (MURCIA. 1993). 1990). Sobre o ponto de vista demográfico. maior a sua área interior. a superfície mínima aceitável para a manutenção do equilíbrio pode variar conforme o estilo de vida ou com o tamanho das espécies (FIRKOWSKI. além da alteração do comportamento da fauna local.

distribuição e abundância das espécies. 1984). sua vizinhança e sua posição na paisagem. os bióticos diretos e os bióticos indiretos. que são as mudanças nas interações ecológicas como parasitismo. Aizen e Feinsinger (1994). podendo resultar em uma diminuição entre a distância dos seus limites externos (borda) e o seu interior ou aumentar a ocorrência das espécies vegetais pioneiras (LEWIS. 1990).ocasionada pelo novo tipo de ambiente criado. Murcia (1995) e Laurance et al. al. Esse autor menciona que muito pouco se sabe sobre os efeitos da forma dos fragmentos sobre a dinâmica de populações. (1992). Ainda. dependendo de fatores como o tamanho e a forma do remanescente florestal. devido às alterações físicas próxima à borda. (1997). predação. 2. os bióticos diretos são as mudanças na composição. os efeitos da forma do fragmento sobre diversidade biológica e sustentabilidade da floresta podem ser tão marcantes como as do tamanho. comunidades e ecossistemas. Os efeitos abióticos envolvem alterações nas condições microclimáticas. temperatura. De acordo com Viana et al. existem três tipos de efeitos causados por ação da borda: os abióticos. que é a raiz quadrada da área de cada fragmento florestal dividida pela área circular do seu referido perímetro. Conforme Doak et. A razão borda/interior é importante. abaixo. competição.S P IC = Equação 1 43 . Para valores referentes à forma dos fragmentos. Fragmentos de área arredondada ou circular apresentam uma baixa razão borda/interior. e os efeitos bióticos indiretos. decorrentes das mudanças causadas pelos efeitos diretos. Π. Esse efeito é caracterizado pelas mudanças na quantidade de luz incidente no solo. pois indica a fração da área do fragmento que se encontra sob efeito de borda (VIANA. polinização e dispersão de sementes. umidade e velocidade do vento nas bordas dos fragmentos. (1992). a borda surtirá maior ou menor efeito. conforme descrito na equação 1. enquanto fragmentos alongados apresentam uma alta razão borda/interior. calcula -se o índice de circularidade (IC).

portanto.em que IC = índice de circularidade. e P = perímetro do mesmo fragmento florestal. Π = 3. modificadores climáticos (pastagens). fonte de propágulos invasores (sementes de gramíneas). O conceito de distância e isolamento deve ser usado com cautela. S = área do fragmento florestal. podendo se tornar barreiras difíceis ou intransponíveis para certas espécies. a sustentabilidade de populações naturais (VIANA. O grau de isolamento afeta o fluxo gênico entre fragmentos florestais e. As áreas vizinhas de um fragmento florestal podem funcionar como: barreira para o trânsito de animais. 1992).. a diversidade biológica e a dinâmica das populações de plantas e animais (VIANA et al. fonte de propágulos invasores. sejam elas outros fragmentos ou áreas de habitat contínuas. por três razões: há grande variação na mobilidade das espécies. o tipo de vizinhança também pode afetar profundamente a diversidade biológica e a sustentabilidade dos fragmentos florestais. fontes de poluentes (agrotóxicos). as áreas vizinhas a um fragmento florestal podem funcionar como barreiras para o trânsito de animais (plantação de cana-deaçúcar). Segundo Viana et al. pólen e sementes e. Este mesmo autor cita que o grau de isolamento pode ser definido pela média das distâncias até os seus vizinhos mais próximos. 1990). Segundo Saunders et al.. Sobre a vizinhança. e por último existem diferentes 44 . PINHEIRO. Segundo Bierregaard Junior e Stouffer (1997). fonte de perturbação (fogo e caça) e. 1998). portanto. (1992). há espécies que são migratórias e outras que são sedentárias.1416. Conforme o mesmo autor. essas diferenciações na paisagem podem limitar a frequência de movimento de animais entre fragmentos e florestas contínuas. ou. O grau de isolamento de um fragmento pode afetar o influxo de animais.. f ontes de perturbação e modificadores climáticos (VIANA. fonte de poluentes. a habilidade das espécies em colonizar um dado fragmento depende da distância deste a outras áreas-fonte. (1991). o tipo de vegetação secundária que circunda o fragmento pode afetar a probabilidade de certas espécies recolonizarem os fragmentos.

área do núcleo e outros elementos dos fragmentos florestais remanescentes consiste numa ferramenta de grande importância no planejamento de conexão entre fragmentos significativos como subsídio à manutenção da biodiversidade (CATELANI. 1990). Todavia. maior será a probabilidade de que ocorra troca de propágulos entre eles (RAMBALDI e OLIVEIRA. os efeitos da fragmentação sobre as espécies são diferentes. Dentre as consequências mais importantes do processo de fragmentação das florestas tropicais. a partir de sementes coletadas adequadamente quanto ao tamanho efetivo. Kageyama et al. De forma geral. (1998) sugere alguns itens para potencializar a conservação de espécies arbóreas em fragmentos florestais: i) enriquecimento genético de matas secundárias. uma paisagem fragmentada para uma espécie pode não o ser para outra. Na reversão desses processos de degradação de fragmentos florestais. A resposta de uma determinada espécie à fragmentação depende da forma com que os fragmentos estão organizados e de como a fragmentação influencia a dispersão da espécie na paisagem (FAHRIG. 2003). ii) troca artificial de sementes ou propágulos entre fragmentos não distantes. forma. quanto mais próximos os fragmentos estiverem entre si. com inclusão de espécies localmente extintas ou muito erosionadas. as mudanças climáticas. MERRIAM. conhecer a situação atual das bacias hidrográficas em relação à distribuição por tamanho. 2007). possibilitando a conectividade gênica entre fragmentos com populações pequenas. 1985. e iv) implantar corredores de fluxo gênico. para populações sabidamente com erosão genética. podem ser citados: a diminuição da diversidade biológica. 1992). 45 . DOAK et al. iii) aumento do tamanho de fragmentos com plantio misto de espécies nativas. a degradação dos recursos naturais e a deterioração da qualidade de vida das populações tradicionais (VIANA. o distúrbio do regime hidrológico das bacias hidrográficas. A distribuição espacial dos fragmentos na paisagem e os tipos de elementos que constituem a paisagem circunvizinha determinam o grau de isolamento das populações das espécies presentes no fragmento. 1984).características quanto à especificidade de habitat e grau de endemismo que determinadas espécies possuem (HARRIS.

1997). torna-se evidente a necessidade de planejamento de estratégias para a manutenção de remanescentes e paisagens fragmentadas para a conservação e restauração da biodiversidade (KRAMER.Nesse sentido. 46 .

A região caracteriza-se por uma topografia fortemente acidentada. As vertentes desenvolvem-se seguindo uma linha côncavaconvexa-topo e parte íngreme (REZENDE.3. Podzólico Vermelho -Amarelo Câmbico. Os vales. abrangendo uma área de 2. com mão-de-obra essencialmente familiar. 1971). apresentando porções reduzidas de área plana. os solos encontrados na área em estudo são: Latossolo Vermelho-Amarelo. nas áreas de perfis côncavos entre as 47 .83 ha (Figura 3). Podzólico Vermelho-Amarelo. Localização e característica da área de estudo A área de estudo está localizada no município de Viçosa. conforme ilustra a Figura 4. compreendida entre os meridianos 42º54'11'' e 42º50'36'' de longitude a oeste de Greenwich e entre os paralelos 20º45'48" e 20º50'18" de latitude sul e compreende parte da bacia do ribeirão São Bartolomeu. cujos fundos correspondem ao leito maior.826. Zona da Mata mineira. MATERIAL E MÉTODOS 3. onde se praticam a agricultura e a pecuária de subsistência. fase Terraço.00 m e máxima de 892. Essa área apresenta relevo ondulado a fortemente ondulado. De acordo com Alves (1993). são periodicamente inundáveis.1. geralmente nas áreas dos topos remanescentes. conforme a Figura 4. nos terraços. Apresenta uma altitude mínima de 654. apenas rural.60 m. caracterizada por minifúndios. seguidos de terraços assimétricos onde é mais frequente a prática de agricultura e habitações. com escassos remanescentes florestais nativos.

Figura 3 – Localização da área de estudo: bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. Brasil. município de Viçosa. Minas Gerais. 48 .

49 .Figura 4 – Relevo da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. Minas Gerais. município de Viçosa.

1971). entre as escarpas da serra da Mantiqueira a leste e a serra do Espinhaço a oeste. As temperaturas médias mensais variam de 17 a 24° C e a temperatura média anual é de 20.. Materiais utilizados Os materiais utilizados no desenvolvimento desta pesquisa foram os seguintes: – imagens georreferenciadas e ortorretificadas (Ortoimagem planialtimétrica) Ikonos II... ou seja. sob o domínio da Floresta Atlântica (FUNDAÇÃO. nos 50 .200 mm (INSTITUTO... Está situada sobre o domínio dos Planaltos Cristalinos Rebaixados. apresentando um relevo que varia do plano a ondulado (INSTITUTO. 1982). O período mais frio corresponde aos meses de maio. muitas pessoas oriundas de regiões auríferas vizinhas impulsionaram o crescimento inicial do município de Viçosa. Cambissolo. com verões frescos e chuvosos (RODRIGUES. sendo os meses de julho e agosto os mais secos do ano (REZENDE. 1966). clima tropical de altitude. 1967). nas áreas em início de ravinamento e outras. O processo de ocupação do município de Viçosa iniciou-se no final do século XVIII com o surgimento do povoamento de Santa Rita do Turvo (INSTITUTO. junho. nos bojos das ravinas..2. nas laterais das ravinas mais evoluídas e íngremes. Latossolo Cambissólico.. com resolução espacial de 4 m no modo multiespectral.. À procura de terras férteis para a agricultura.9°C. 1993). Viçosa apresenta índice mesotérmico 36 e está incluída na região bioclimática xeroquimênica.. nos leitos maiores dos cursos d'água. 1982). com B-Bruno Micáceo. 3.. segundo a classificação de Köppen. 1982). Solos Hidromórficos e Aluviais.. Podzólico Vermelho-Amarelo. A precipitação média anual é de cerca de 1. Seguindo-se a classificação climática de Gaussen e Bagnouls. O uso da terra é constituído de pastagens. O clima. com modalidade 4dMes (submesaxérica) (GALVÃO. principalmente para a cultura do café.. é do tipo Cwb.elevações e os terraços ou entre os cursos d’águas e as elevações. pelo seu grau de erosão. julho e agosto. culturas anuais e perenes e remanescentes florestais em estádio sucessional da tipologia “Floresta Estacional Semidecidual”.

000 (SANTOS. com PEC classe A para a escala 1:10. Isso. – Cartas do IBGE na escala 1/50.3. 51 . Foi produzida uma base de dados digital no formato matricial (grade) com resolução de 1 m.45 – 0. depois da fusão RGB.3. A rede hidrográfica foi retirada da carta do IBGE de 1:50.000. Desenvolvimento do Modelo Digital Hidrograficamente Condicionado (MDEHC) Os dados de elevação utilizados para a geração do MDEHC foram fornecidos pelo Plano de Segurança da Águas (PSA). com PEC classe A para a escala 1:10. img na malha TIN é apenas da área da bacia do ribeirão São Bartolomeu. ilustra por meio de um fluxograma.000 e ajustada usando-se a ortoimagem Ikonos II. produto reference stereo. requereu o uso das curvas de nível do IBGE. a imagem ficou com 1 m de resolução.000. O MDE (modelo digital de elevação) em formato tif e.69 µm) e infravermelho próximo (0. o método de ortorretificação empregado é baseado na retificação diferencial.90 µm) e. 3. Segundo a empresa que gerou a ortoimagem.4. em Geotif com 11 bits ou 8 bits por pixel. ou seja. para a fusão RGB. sob a forma de curvas de nível.intervalos espectrais do visível (0. Metodologia A Figura 5. apresentando no teste de tendência um deslocamento na direção E e N. na escala 1:50. com equidistância vertical de 5 m. formato digital. utilizou-se uma boa margem em torno da sua malha hidrográfica vetorial. as atividades desenvolvidas neste trabalho: 3.76 – 0. Para garantir que os divisores de água da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu estivessem corretamente representados no MDEHC a ser criado. fornecida pelo Plano de Segurança da Água (PSA) em outubro de 2007. cada célula possui 1 x 1 m. 2008).000. ou. 2008). com curvas de nível com equidistância de 5 m (SANTOS. equidistância vertical de 5 m. e – Software ArcGis 9. por meio da interpretação visual.

Figura 5 – Fluxograma das atividades desenvolvidas. 52 .

2005) para a delimitação automática das áreas de preservação permanente. foi então utilizado para recortar os dados originais. Em seguida.5.5. conforme os itens dos art. como dados de entrada. A criação do MDEHC foi realizada utilizando-se o algoritmo de interpolação Anudem versão 5. foi feito o refinamento do modelo segundo a metodologia de Ribeiro et al.1. O limite da bacia. (2002. foram delimitadas as categorias de APPs situadas no terço superior dos morros (APP-1). Para tanto. A delimitação da área de drenagem da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu foi feita com o comando watershed do módulo Spatial Analyst do ArcGis. assim obtido. 3. Delimitação das áreas de preservação permanente ao redor das nascentes e na zona ripária As diversas categorias de preservação permanente foram individualmente delimitadas. e ao longo das linhas de cumeada. 2o e 3o da Resolução no 303 do CONAMA. Assim. Delimitação das áreas de preservação permanente (APPs). na zona ripária (APP-4) e no terço superior das subbacias (APP-5). A 53 . a conectividade de todos os arcos da hidrografia e a sua orientação no sentido do escoamento foram observados.A geração do MDEHC usa a malha hidrográfica durante o processo de interpolação com os dados de altimetria para melhorar a definição do relevo ao longo das calhas dos rios. 3. a grade de direções de escoamento e o ponto associado à foz da bacia. nas nascentes e suas respectivas áreas de contribuição (APP-3). implementada tomando por base o modelo digital de elevação hidrograficamente condicionado. Os pontos relacionados às nascentes foram extraídos automaticamente a partir da hidrografia vetorial. nas encostas com declividades superiores a 45° (APP-2).2. com base na Resolução n o 303 CONAMA Foi adotada a metodologia desenvolvida por Ribeiro et al. (2005). estipulando-se o valor de 1 m para a sua resolução geométrica. Utilizaram-se as bases de dados correspondentes ao MDEHC e à rede hidrográfica unifilar orientada. que requer.

foram identificados os topos de morro como sendo as depressões. Considerando a direção de escoamento invertida. superpondo-o às respectivas áreas de contribuição. 3. Para delimitar as áreas de preservação permanente situadas apenas nos topos do morro. por meio da reclassificação dos valores que representam a direção de escoamento e eliminadas as células da hidrografia. A categoria APP-4 foi delimitada com faixas de 30 m para ambas as margens dos cursos d’água com largura inferior a 10 m. objetivando garantir que as depressões situadas sobre estas não fossem identificadas. que correspondeu à área de contribuição drenada por sua depressão. Esse procedimento objetivou identificar todas as células que possuíam relação igual ou superior a 2/3. as altitudes da base e do topo do morro por meio das identificações. respectivamente. correspondendo a APP-1. Com isso. A categoria APP-3 foi obtida delimitando-se um raio de 50 m no entorno das nascentes. 54 . Delimitação das áreas de preservação permanente em topos de morro Para a delimitação das APPs em topos de morros. A seguir.delimitação na zona ripária (APP-3) e a das nascentes (APP-4) foram executadas por meio do comando Create Buffer .2. sendo excluídas as células que representavam as linhas de cumeada. Esse procedimento objetivou garantir que as depressões localizadas sobre as linhas de cumeada não fossem identificadas como topos de morro.5. foram selecionados os morros com altitude entre 50 e 300 m e com declividade majoritariamente superior a 30%. de menor e maior valor de altitude das células do MDEHC que representam o morro. foi identificada a base do morro. foi realizada a inversão da direção de escoamento do MDEHC. foi possível determinar a altura do morro pela diferença de altitude do seu topo e a altitude da sua base. Finalizando. calculou-se a relação entre altura do topo do morro em relação à base para cada célula do MDEHC. que foram obtidas com o comando watershed. Determinaram-se. então.

Portanto. Para esta operação.7. independentemente de suas categorias. consistiu na identificação das células que apresenta vam relação igual ou superior a 2/3 . Mapeamento das classes de cobertura e uso da terra a nível de bacia hidrográfica Na geração do mapa temático de uso e cobertura da terra foi realizada a classificação visual da ortoimagem Ikonos II.6.3. gerando nove classes. Delimitação das áreas de preservação permanente ao longo do terço superior das sub-bacias De acordo com a Resolução no 303. essa categoria de APPs está compreendida apenas ao longo das linhas de cumeada.5. 3. agricultura. no terço superior das subbacias – APP-5. e o mapa contendo as regiões de APPs. floresta plantada. 3. categoria (APP-2). 3. foi utilizado o MDEHC e feita uma classificação e sua identificação. hidrografia e vias. foram utilizados: o mapa temático correspondente a classes de cobertura e uso da terra. cafezal. Delimitação das áreas de preservação permanente nas encostas ou elevações com declividade superior a 100 % ou 45° Para determinação das áreas de preservação permanente. Foi realizada a sobreposição desses mapas por meio das 55 . foi realizado um trabalho de campo para reconhecimento e comprovação in loco do tipo de ocupação da terra que ocorreu em cada uma das classes de cobertura e uso da terra mapeada. Delimitação das áreas de conflito de uso da terra em nível de bacia Para identificação e análise do conflito de uso da terra em nível de bacia.4. do CONAMA. área urbana. conforme descrição a seguir: pastagem. A descrição de cada uma delas é apresentada na Tabela 5. com várias visitas a campo. benfeitorias. calculou-se para cada célula do MDEHC a relação entre a sua altura e a altura do topo em relação à base.3. A delimitação das áreas de preservação permanente ao longo das linhas de cumeadas.5. floresta natural.

parte urbanizadas 7 Benfeitorias Edificações e benfeitorias. 56 . Em seguida. encontrando as regiões de interseções.Tabela 5 – Definição das classes de cobertura e uso da terra. mapeados na ortoimagem Ikonos II Classes de Uso 1 Classe Temática Pastagem Descrição do Tema Área para pastoreio 2 Floresta Natural Área coberta com vegetação em diferentes estágios 3 Floresta plantada Plantio de eucaliptos ou pinus. ruas. 4 Agricultura Culturas anuais (milho. feijão. terreiro. hortaliças) e pomar. vias. foram obtidas as áreas de conflito legal para cada classe de uso da terra. estradas internas 8 Hidrografia Lagos e cursos de água 9 Vias Rodovia Estadual pavimentada e vias de acesso ao imóvel ferramentas disponíveis no módulo ArcMap do ArcGis. casa. 5 Cafezal Cultura perene com café 6 Área urbana Casas.

Delimitação das áreas de conflito de uso da terra em nível de imóveis rurais Para identificação e análise do conflito de uso nas áreas destinadas à preservação permanente. foi efetuada a devida correção das linhas divisórias.3. 3. valos. com o uso do ArcGis. Com os valores de área e de perímetro de cada fragmento florestal. Na ortoimagem Ikonos II impressa. foram utilizados o mapa temático com posicionamento das linhas divisórias dos imóveis rurais com as correspondentes classes de cobertura e uso da terra e o mapa contendo as regiões de APPs. foram delimitadas as linhas divisórias de 292 imóveis por meio de entrevista com os proprietários em seus respectivos imóveis. 57 . observando cercas. estradas. foram identificadas as divisas dos imóveis.10. aplicando o módulo de edição do ArcMap e com a imagem digital e analógica. gerando-se assim. A análise dos dados foi realizada no módulo ArcMap do ArcGis. foram analisadas as variáveis relativas à área. conforme a equação 1. Mapeamento de imóveis rurais Para este trabalho. Análise morfométrica dos fragmentos florestais Do mapa temático de cobertura e uso da terra foram extraídos os fragmentos florestais da classe de floresta nativa. foram determinadas as características correspondentes à forma de cada fragmento. perfazendo um total de 78. independentemente de sua categoria. Em seguida. foram obtidas as áreas de conflito para cada classe de uso da terra por imóvel. forma e perímetro. Inicialmente. cursos d'água. 3. divisores e as anotações das informações dos moradores. Em seguida. vizinhança. Objetivando diagnosticar a fragmentação florestal em nível de paisagem. o mapa dos imóveis.8. com base no Índice de Circularidade (IC). encontrando-se as regiões de interseções.9. realizou-se a sobreposição desses mapas por meio das ferramentas disponíveis no módulo ArcMap do ArcGIS .

Essa etapa consistiu na determinação das distâncias euclidianas entre as classes adjacentes a cada fragmento florestal. resultou no mapa de fragmentos fora das áreas de APPs aptos para servirem de reserva legal. 58 . juntamente com o mapa de imóveis. os valores de IC próximo de 1 indicam fragmentos com tendência circular e. 3. Desse resultado. esta foi realizada de maneira individualizada para cada fragmento florestal. foram identificados os fragmentos passíveis de se tornarem reserva legal do imóvel. Assim. à medida que esse valor torna-se menor. Identificação de fragmentos aptos para reserva legal A análise dos dados oriundos do mapa de fragmentos florestais com o cruzamento do mapa de APPs da bacia. o fragmento apresenta-se com tendência mais alongada. por meio do ArcMap do ArcGis. utilizou-se o módulo ArcMap do ArcGis.11. que identificou as classes vizinhas a cada fragmento florestal.O cálculo dos valores de IC permitiu identificar se os fragmentos florestais possuíam tendências de formas alongadas ou circulares. Para isso. Quanto à análise de vizinhança.

Nota-se.83 ha da área de estudo.49%) e zonas repárias (APP-4). Foram delimitadas. nas nascentes e suas respectivas áreas de contribuição (APP3).4. com 325.30%). ao longo das zonas ripárias (APP4) e no terço superior das sub-bacias (APP-5). utilizando o Modelo Digital Hidrograficamente Condicionado (MDEHC). conforme Figuras 6 a 10.32 ha (67. automaticamente.67 ha. ainda. A Figura 11 mostra todas as categorias de APPs presentes na área de estudo. as diversas categorias de APPs.77%). 2005). 59 .826. RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.15% de áreas legalmente protegidas.1.06 ha (28. que as APPs ocuparam uma área de 1. Delimitação e quantificação das áreas de preservação permanente As Áreas de Preservação Permanentes (APPs) foram delimitadas conforme a resolução no 303.36%) e 1. com 436. nas encostas com declividades superiores a 45º (APP-2). a saber: situadas no terço superior dos morros (APP-1). Análise qualitativa das Figuras 6 a 10 e quantitativa da Tabela 6 mostram que a menor e a maior participação entre as categorias de APPs corresponderam às encostas com declividades superiores a 45º (APP–2) e ao terço superior das sub -bacias (APP–5). representando 54. do CONAMA e a metodologia desenvolvida por Ribeiro et al.037. (2002. com 5.51 ha (0. respectivamente. de um total de 2.530.96 ha (21. Também apresentaram grandes participações as categorias nascentes e suas áreas de contribuição (APP-3).

60 .Figura 6 – Áreas de Preservação Permanentes localizadas no terço superior dos morros da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. Minas Gerais. município de Viçosa.

61 . município de Viçosa.Figura 7 – Áreas de Preservação Permanentes localizadas nas encostas com declividades superiores a 45° da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. Minas Gerais.

Minas Gerais.Figura 8 – Áreas de Preservação Permanentes localizadas na zona ripária da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. 62 . município de Viçosa.

Figura 9 – Áreas de Preservação Permanentes localizadas em nascentes e suas respectivas áreas de contribuição da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. Minas Gerais. 63 . município de Viçosa.

Minas Gerais. município de Viçosa.Figura 10 – Áreas de Preservação Permanentes localizadas no terço superior das sub-bacias da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. 64 .

Figura 11 – Mapa com todas as categorias de Áreas de Preservação Permanente da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. município de Viçosa. 65 . Minas Gerais.

resultando naturalmente em corredores ecológicos. É importante ressaltar que haverá sobreposição de APPs de diferentes categorias.037.1 .67 2.3 . ainda.2 .833. no cômputo total das APPs. esses pesquisadores encontraram. 48. 66 . respectivamente.83 % 1.83 0. Oliveira et al. aproximadamente 19. Araponga e Ervália. sobrepostas.5 . Essas sobreposições ocorrem de forma natural. Na área de estudo.826.13%).30 67. nos municípios de Canaã.06 e 54% das áreas mapeadas como de preservação permanente.Nascentes e suas Áreas de Contribuição APP . conforme ilustram a Figura 12 e a Tabela 7.96 5.96 1. APP APP .13. Minas Gerais.75 54.Terço Superior das Sub-bacias Somatório individual (sem sobreposição) Total de APPs Área Total da Bacia Área (ha) 27. A Tabela 7 mostra. a saber: Oliveira (2002). as superposições não são adicionadas. (2008). no município de Viçosa.4 – Na zona ripária APP .36 28.77 119. e Gripp Junior (2009).Encostas com Declividade superior a 45° APP .Tabela 6 – Quantificação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) na bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu.49 21. município de Viçosa.51 436. que totalizaram 246. 52.32 1.00 Diversos trabalhos realizados na Zona da Mata mineira sobre mapeamento de Áreas de Preservação Permanente mostraram resultados similares aos encontrados.530.Topo de Morro APP . Entretanto.06 325. Alto Caparaó e Espera Feliz. de alguma forma.45 1.15 100. principalmente entre as categorias nascentes e suas áreas de contribuição (APP-3) e terço superior das sub-bacias (APP-5).31% das APPs encontram-se. nos municípios de Alto Jequitibá. as várias situações de sobreposições de APPs.87 ha (16.

Figura 12 – Mapa com as Áreas de Preservação Permanente identificando as suas sobreposições, da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu, município de Viçosa, Minas Gerais.

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Tabela 7 – Demonstração das áreas de sobreposição entre as áreas de Preservação Permanente na bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu, município de Viçosa, Monas Gerais
Categorias de APPs Sobrepostas Situação Categorias APP – 5 – Terço Superior das Sub-bacias APP – 4 – Margens dos Cursos D'água Sem Sobreposição APP – 3 – Nascentes e suas Áreas de Contribuição APP – 1 – Topo de Morro APP – 2 – Encostas com Declividade superior a 45° APP – 3 e APP – 5 APP – 3 e APP – 4 APP – 4 e APP – 5 APP – 1 e APP – 5 2 APP – 1 e APP – 3 APP – 2 e APP – 5 APP – 2 e APP – 4 APP – 2 e APP – 3 APP – 1 e APP – 4 APP – 1 e APP – 2 APP – 1, APP – 3 e APP – 5 APP – 3, APP – 4 e APP – 5 APP – 2, APP – 3 e APP – 5 3 APP – 1, APP – 2 e APP – 5 APP – 2, APP – 3 e APP – 4 APP – 1, APP – 2 e APP – 3 APP – 1, APP – 4 e APP – 5 APP – 2, APP – 4 e APP – 5 4 APP – 1, APP – 2, APP – 3 e APP – 5 Total de APPs 764,57 293,80 160,45 14,04 2,28 246,87 19,83 9,04 8,70 2,14 1,54 0,45 0,18 0,10 0,05 2,89 2,73 0,94 0,03 0,02 0,01 0,001 0,000 0,01 1530,66 49,95 19,19 10,48 0,92 0,15 16,13 1,30 0,59 0,57 0,14 0,10 0,03 0,01 0,007 0,003 0,19 0,18 0,06 0,002 0,001 0,0003 0,00003 0,00003 0,001 0,001 100 0,43 19,307 18,87 80,69 ha %

68

4.2. Mapeamento das classes de cobertura e de uso da terra

A ortoimagem Ikonos II, RGB, obtida em outubro de 2007, e os levantamentos de campo permitiram identificar e mapear 9 classes de uso e ocupação da terra: pastagem, floresta natural, cafezal, agricultura, floresta plantada, área urbana, hidrografia, benfeitorias e vias de acesso. O mapa e as informações quantitativas são mostrados na Figura 13 e na Tabela 8. Observa-se, pela Tabela 8, que a classe de pastagem, com 1.207,05 ha (42,70%) é a de maior ocorrência na área de estudo, seguida de floresta nativa com 908,73 ha (32,15%), totalizando 74,85%. Já as classes de menor ocorrência foram: benfeitoria, hidrografia e vias de acesso, com 29,21, 30,28 e 16,21 ha, respectivamente.

Tabela 8 – Classes de cobertura e uso da terra com seus perímetros (m), áreas (ha) e percentagens, da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu, município de Viçosa, Minas Gerais
Classes de Cobertura e Uso da Terra Agricultura Área urbana Benfeitoria Cafezal Floresta nativa Floresta plantada Hidrografia Pastagem Vias de acesso Total Perímetro ha 121442,403 19759,066 60146,610 41321,650 155137,074 28574,104 40894,526 258363,427 77113,181 217,57 105,71 29,21 211,84 908,73 90,23 30,28 1207,05 26,21 2.826,82 Área % da área total 7,70 3,74 1,03 7,49 32,15 3,19 1,07 42,70 0,93 100,00

O predomínio da classe de pastagem na área de estudo é um retrato da realidade que ocorre em toda a região da Zona da Mata mineira.

69

70 . município de Viçosa. Minas Gerais.Figura 13 – Mapa das classes de cobertura e uso da terra da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu.

12 2.08 3. em ha.5 27.64 0.00 1037.54 11.76 325.32 1530.45 156.19 0.56 7. as APPs. As classes de benfeitorias e vias de acesso foram as que tiveram menores porcentagens de contribuições em APPs.06%) das APPs.06 APP.01 5.84 100.12 7. Tabela 9 – Quantificação da ocorrência de conflito de uso da terra nas categorias de Áreas de Preservação Permanente.52 39. A área total de uso indevido corresponde a 905.3 16.67 7.23 10. que a classe pastagem ocupa 613.55 12.69 206.63 156.3.02 ha (7.27 0.67 A análise da Tabela 10 e a Figura 14 mostram que as classes de pastagem e cafezal ocorreram em praticamente 50% nas áreas de uso legal e indevido.08 1.05 2.14 0.70 36.18 13. No geral. Minas Gerais Classes de Cobertura e Uso da Terra Agricultura Área Urbana Benfeitorias Sistema antrópico Cafezal Floresta Plantada Pastagem Vias de Acesso Sistema fitofisionômico Floresta Nativa Hidrografia Total APP-1 0.20 109.25 360.4.13 436.54 38.03 1.4 42. seguida da classe de cafezal com 109.52 5.24 10. na Tabela 9.34 1.01 2.41 1.11 0.76 8. município de Viçosa.22 2.49 27.35 28.02 0.67 40.15 0. contrariando a legislação florestal vigente.92 ha).94%).12 ha (40.76 Total de APPs 77.10%). Observa -se.22 0. 71 .17 60.85 613. estando a grande parte desta localizada no terço superior das sub -bacias (360. delimitadas da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu.92 2.96 APP.57 0.57 0. todas as classes de uso da terra na área de estudo apresentaram mais de 30% de suas áreas em APPs.20 % da área total 5.51 APP.00 0.96 APP-2 0.55 7.44 1.81 46.28 495. principalmente aquelas resultantes de ações antrópicas. 12 ha (47.19 30.02 40. sendo as principais responsáveis pela prática de crime ambiental. Conflitos de uso da terra As classes de uso da terra mapeadas estão parcialmente situadas nas áreas legalmente protegidas.90 597.72 82.83 27.06 0.

90 30.02 51.71 29.94 49.80% da bacia. com destaque para a classe de pastagem.54 109.86 7.84 90. na bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. sul do Estado do Espírito Santo. presente neste mapa.26 46.73 40. Resultado similar em trabalho relacionado a mapeamento de áreas com conflito de uso da terra foi encontrado por Nascimento et al.21 613.39 54.14 982.74 19. cuja ocorrência se dá por toda a área de estudo.24 77.09 10.76 64.27 593.85 45. estando legalmente protegida.05 26.24 43.46 49. não caracteriza uso indevido.57 105.887. município de Viçosa.79 18. 72 .01 65.81 35. na bacia do Rio Alegre.70 905. Eles concluíram que a área de uso indevido correspondeu a 43. município de Viçosa. Minas Gerais.21 1.31 69. (2005).76 59.82 48. Minas Gerais Área Total (ha) 217.82 Ocorrência Uso Legal Uso Indevido ha % ha % 139.Tabela 10 – Quantificação das áreas ocupadas pelas classes de uso da terra em observância à legislação ambiental. A Figura 15 mostra o mapa de cobertura e uso da terra em APPs.207.47 56.12 Classes de Uso da Terra AG AU BF CA FP PA VIA Agricultura Area urbana Benfeitoria Cafezal Floresta plantada Pastagem Vias Total Figura 14 – Percentual total do tipo de cobertura e uso da terra entre as categorias de Áreas de Preservação Permanente mapeadas na bacia do ribeirão hidrográfica São Bartolomeu.20 34.23 1. É importante ressaltar que a classe de floresta nativa.12 50.91 102.21 211. sendo as classes de cafezal e pastagem as de principais ocorrências.

Minas Gerais. 73 .Figura 15 – Mapa de cobertura e uso da terra em locais de Áreas de Preservação Permanente mapeadas na bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. município de Viçosa.

conforme Figura 16 Classe de Área Imóveis Rurais de 0 – 3 ha Imóveis Rurais de 3 – 9 ha Imóveis Rurais de 9 – 24 ha Imóveis Rurais de 24 – 48 ha Imóveis Rurais de 63 – 213 ha Total 112 95 57 23 5 292 Imóveis Número % 38.31 26.22 756. sendo os de números 10 e 290 os de maiores dimensões. valos.53 19.36% dos imóveis da bacia são menores que 3 ha e 90.52 7. observando as cercas.15 2826. descumprindo a legislação florestal vigente.68 19.84 800. Minas Gerais..16 537. em geral dentro das APPs. verifica-se que 38.41% estão abaixo de 24 ha. Tabela 11 – Quantificação dos imóveis por classes de áreas (ha) e a frequência com a percentagem dos imóveis na bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu.36 32. cursos d’água. Esta é uma realidade que ocorre na grande maioria dos municípios da Zona da Mata mineira.4.88 1. Mapeamento dos imóveis rurais A ortoimagem IKONOS II. Apenas cinco imóveis estão entre 63 e 213 ha. sendo a área mínima de 725.71 100 ha 132.00 ha (imóvel no 290). indicando que a maioria é de pequenas propriedades.4. com grande predomínio do pequeno produtor que pratica a agricultura de subsistência. divisores etc.83 Área % 4. conforme a Figura 16.76 21. Analisando a Tabela 11.45 600. estradas. permitiram identificar e mapear 292 imóveis na bacia do ribeirão São Bartolomeu. A Figura 16 mostra os 292 imóveis rurais. com diferentes tamanhos.28 m2 (imóvel no 97) e a máxima de 212. A Tabela 1A (Apêndice A) mostra os 292 imóveis com suas respectivas áreas.03 28.23 100 74 . obtida em outubro de 2007. com a verificação das divisas dos imóveis. município de Viçosa. e os levantamentos de campo baseados em entrevista com os proprietários. RGB.

município de Viçosa. 75 . Minas Gerais.Figura 16 – Mapa dos imóveis rurais classificados por áreas da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu.

com suas áreas totais (ha). Foram analisados os parâmetros relacionados à área (tamanho). no contexto da paisagem.4. resultando em um tamanho médio de 11. 76 . conforme a Tabela 12.90%) do total da área de estudo em APPs. Área Os 78 fragmentos florestais mapeados na bacia do ribeirão São Bartolomeu totalizaram uma área de 908.1.6. A análise dessa tabela mostra que. ainda. Essa situação pode ser visualizada na Figura 18. a classe de pastagens apresenta ocorrência em APPs em 234 imóveis (80. A Tabela 1A (Apêndice A) mostra as classes de uso antrópico da terra. indicando ser a classe de uso da terra que mais transgride a legislação florestal. e as áreas em APPs (ha) e respectivos imóveis mapeados. perímetro. isto é um indicativo de que as atividades de pecuária e agricultura constituem uma das principais fontes de renda do produtor rural. mesmo contrariando a legislação vigente. A análise da Tabela 1A (Apêndice A) mostra.65 ha.14%). Delimitação e quantificação das áreas de conflito de uso da terra em nível de imóveis rurais A Figura 17 mostra o mapa das classes de cobertura e uso da terra e os respectivos imóveis rurais na área de estudo. nos 292 imóveis rurais mapeados. enquanto a Figura 18 mostra o mapa contendo as classes de cobertura e uso da terra situados em APPs e respectivos imóveis. que a classe de agricultura apresenta ocorrência em 160 imóveis (54.5. 4. forma e tipos de vizinhança como resultados do diagnóstico ambiental.73 ha. Sem dúvida. Delimitação e quantificação dos fragmentos florestais na área de estudo Na área de estudo foram mapeados 78 fragmentos florestais (Figura 19) e Tabela 2A ( Apêndice A). que mostra como a classe de pastagem encontra-se espalhada ao longo da área de estudo.6. 4.

Minas Gerais. 77 .Figura 17 – Mapa das classes de cobertura e uso da terra e respectivos imóveis da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. município de Viçosa.

Figura 18 – Mapa das classes de cobertura e uso da terra situados em Áreas de Preservação Permanente. 78 . Minas Gerais. com os respectivos imóveis na bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. município de Viçosa.

79 .Figura 19 – Mapa com as classes do Índice de Circularidade (IC) dos fragmentos florestais da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. município de Viçosa. Minas Gerais.

00 e 8. e o de maior área foi o de no 77.38 234.01 7.34 186.0 ----| 6. enquanto somente um fragmento apresenta tamanho superior a 160 ha. 80 .27 30.00 m. de 500.00 m a 1.87 12.58 908.78 3. com 18 ocorrências. Perímetro A análise dos fragmentos florestais por perímetro. A classe entre 4.49% de todos os fragmentos florestais possuem áreas inferiores a 10 ha.0 ----| 40. Tabela 12 – Classes de área (ha) dos fragmentos florestais mapeados.28 100.23 16.00 ha 27.10 21.0 6.07 31. 4.82 10.0 ----| 80.0 ----| 4. da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu.9 % do perímetro total dos fragmentos.01 9. Viçosa-MG Fragmentos Florestais Classes de Área (ha) Até 2.84 20.0 40.37 80.13 1. com 0.00 Média 0. totalizando 25. Vale ainda ressaltar que.73 Área % 3.58 A Tabela 2A (Apêndice A) mostra que o fragmento de menor área foi o de no 57.000.00 58.26 3. seguido da classe menor.00 3.0 20.51 40. Entretanto.0 ----| 20.36 4.41 2.41 7. conforme a Tabela 13.0 ha apresenta maior ocorrência. relacionado ao perímetro. estas duas classes apresentam apenas 15. com 35 fragmentos (44.De acordo com a Tabela 12.85 7.00 m.69 5. com 23.03 55.17 ha.58 ha.00 m apresentou a maior porcentagem de perímetro.69 6.53 234.0 ----| 8. conforme a Figura 19.31 6.00 233. estão na classe de 500. 79.96 m. a classe de áreas até 2.9% e seis fragmentos. demonstrando existir um alto nível de degradação da cobertura florestal na área de estudo.0 4.0 > 160 Total Número de Ocorrências Absoluto 35 10 8 3 6 5 6 4 1 78 % 44.000.09 8.0 10.05 5.0 8.87% do total de 78). O fragmento com maior perímetro apresentou valor de 18. com 234.2.47 25.0 2.000.70 25.682. mostra que os de maior ocorrência.0 ----| 10.81 100.6.

e o de maior IC é o fragmento 15.988.059 e área de 62.0 14.726.1 10. verifica-se que 66 fragmentos (84% do total de 78) apresentam IC igual ou inferior a 0. dos fragmentos florestais mapeados.3.09 18. obtida na Tabela 2A (Apêndice A). Pela análise da Tabela 14. à medida que se distanciar de 1. tem-se um fragmento alongado.682. demonstrando que esses possuem.618.682. 81 .500 1.96 155.92 m.000 ----| 1. com baixo IC.79 9.07 Perímetro % 4.988. Esta característica pode ser visualizada também pela Figura 19.6 1. com valor de 0. o de menor valor é o do fragmento no 37.950.000 ----| 4. que mostra a distribuição dos fragmentos na área de estudo.3 9.000 Total Analisando os perímetros dos fragmentos.500 ----| 2. com 18.869.95 17.9 12. da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. com 244. com valor de 0. Forma Nesta etapa. conforme a Tabela 2A (Apêndice A). Analisando o IC dos fragmentos pela Tabela 2A (Apêndice A).2 23.000 ----| 12.96 m.339. constatou-se que o fragmento de menor perímetro é o de no 57.09 11.000 2.000 8.6 12.621.137.96 1.1 7.188.14 1.809.62 2.000 > 12. A média do valor de IC é de 0.99 ha.1 32.7 21.0 100 Média (m) 386.000 4.5 11.6 7.6. conforme a Figura 19.73 37.41 ha.273. e o de maior perímetro é o de no 77. pode-se determinar a tendência em relação à forma de um fragmento.7 2. Este apresentará tendência à forma circular quando o valor do índice de circularidade (IC) for próximo de 1. analisando o índice de circularidade ou da relação borda/interior.3 100 m 6.13 10.4 6.000 Número de ocorrências Quantidade 18 25 8 7 11 6 2 1 78 % 23.000 ----| 8.36 32.16 6.132. na sua maioria. 4.16 704.712.503.76 19. forma alongada.682. ViçosaMG Fragmentos Florestais Classes de Perímetro (m) 244 ----| 500 ----| 500 1.Tabela 13 – Classes de perímetro (m). mas com área de 3.85 1284.05 18.

504 ----| 0.322 0. da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu.726 Total 11 13 14 11 12 5 7 5 78 Fragmentos Florestais Número de Ocorrências % 14 17 18 14 15 6 9 6 100 Em síntese.850. sul do Estado do Espírito Santo. 255 (53. na sua maioria. Oliveira (2006) realizou um estudo no entorno do parque Nacional do Caparaó.612 0.850. Apenas dois fragmentos (0.650.0 ha e 311 fragmentos (58. Os fragmentos florestais apresentaram.650 a 0. Resultados mostraram que.410 ----| 0.219 a 0.240 0.38%) apresentaram formas arredondadas. Nascimento (2004) realizou diagnóstico ambiental dos fragmentos florestais na bacia hidrográfica do Rio Alegre.503 0.323 ----| 0. de um total de 529 fragmentos mapeados.89%) com valor de IC entre 0. estando sob intenso efeito de borda.127 ----| 0. 82 .126 0. 401 (75. e 180 (37.42%) apresentaram IC de 0.178----| 0. verificou-se que: 40 (8. em nível de paisagem.241 ----| 0.613 ----| 0.059----| 0. observa -se que os fragmentos florestais mapeados estão sob forte efeito de borda.68%) com valor de IC entre 0. forma alongada.409 0. Viçosa-MG Classes IC 0.79%) apresentaram formas alongadas. Minas Gerais.Tabela 14 – Classes de Índice de Circularidade (IC) dos fragmentos florestais mapeados. conforme a Figura 19.8%) apresentaram áreas de até 5.177 0. Dos 452 fragmentos florestais analisados. de fragmentos florestais. para elaborar um diagnóstico. com valores de IC próximo de 1.

31 13.85 4. destacando-se: depósitos de propágulos de espécies invasoras e 83 .54 33.89 8.92 25.4.913.37 52.33 26. apresenta os valores percentuais e absolutos do tipo de vizinhança para cada fragmento.64 34. impedir a saída de animais domésticos que prejudicam a regeneração natural. 76 3. floresta plantada.21% do total) estão submetidos a várias perturbações. conforme Tabela 3A do Apêndice A. pastagem. Vizinhança Na análise de vizinhança foram identificadas nove classes de cobertura e uso da terra vizinhas aos fragmentos florestais na bacia em estudo.817.37 5. destacam-se aqueles que são completamente inseridos com as áreas antropizadas.68 3.6.25 2.137.0738 Perímetro % 7.91 5.240.12 155. sendo: agricultura. cafezal. sintetizada da Tabela 3A.20 3.781. vias e limites da bacia. Viçosa-MG Fragmentos Florestais Afetados Tipo de Vizinhança Quantidade Absoluto Agricultura Área urbana Benfeitoria Cafezal Floresta plantada Hidrografia Pastagem Vias de Acesso Limite Total de Ocorrências Total de Fragmentos 41 9 26 21 20 27 73 33 27 277 78 % 52. hidrografia. 16 17.962.4. esses fragmentos que se avizinham às vias de acesso (5.075. ainda. estas podem impedir a locomoção de espécies dispersoras ou.74 8. Tabela 15 – Fragmentos florestais e suas vizinhanças com classes de uso e ocupação identificados na bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu.29 100.683.62 m 11. 01 81.73 8. 24 5.31 34.148. Dentre os diversos elementos considerados para o diagnóstico ambiental de fragmentos florestais.56 11.514. área urbana.62 93. A Tabela 15. Do mesmo modo.00 Em fragmentos isolados por cercas.21 11.59 42. benfeitorias. Neste contexto. a vizinhança representa um dos mais graves fatores de distúrbio.

carreamento do material superficial para o interior do fragmento. devido à quebra de mudas e ao pisoteio. O tráfego humano pode influenciar significativamente o fragmento. e facilidade de acessos para pessoas e animais domésticos.37% dos fragmentos localizam-se em regiões vizinhas às pastagens. e mesmo durante o plantio. apenas 5. podendo alterar a sua composição florística e afugentar a fauna silvestre. 84 . segundo Viana (1990). deposição excessiva de particulados sobre a vegetação. os fragmentos serão prejudicados pelo afugentamento da fauna silvestre.5% da vizinhança possui divisa com os plantios equiâneos. Porém. A vizinhança com plantios equiâneos (Eucalyptus e Pinus). presença de lixo e deposição de resíduos químicos. pela intensificação da presença antrópica na área e pelo aumento da deposição de particulados na parte aérea das plantas.69% da vizinhança dos fragmentos.93% da vizinhança dos fragmentos. afugentamento da fauna silvestre provocado pela poluição sonora oriunda das máquinas e dos veículos motorizados. perfaze m um total de 6. com 3. Nestes casos. queimadas. com 3. a presença de bovinos submete os fragmentos a prejuízos em relação aos processos sucessionais e de regeneração da vegetação. Tendo em vista que 52.73%. por ocasião das chuvas ou alagamento. atropelamento de animais e afugentamento da fauna terrestre.68% e de cafeicultura com 8. Dos fragmentos estudados. durante a exploração dos povoamentos. oferece maior porosidade às espécies da fauna. os fragmentos estão situados próximos às áreas residenciais e podem sofrer alterações significativas na estrutura e na composição da floresta. juntamente com o corpo estradal. As atividades de agricultura com 7. como: uso de defensivos agrícolas. Estas atividades colocam os fragmentos sujeitos à ação de todos os tipos de perturbações. e de benfeitorias. onde não existam cercas ou estradas. chegam a 16. influenciando negativamente na dinâmica e nos processos sucessionais da vegetação remanescente.91%.20%. Entendese por porosidade a facilidade com que a fauna transita melhor em determinada cobertura vegetal do que em outra. Já as áreas urbanas. somadas. quando comparados a outro tipo de vizinhança. sendo localmente mais danosos às bordas do fragmento.oportunistas.

A Figura 20 mostra o mapa contendo os 292 imóveis rurais na área de estudo. entre 10 e 15%. Os 196 imóveis em piores condições. no que se refere à demarcação de reservas.771/65.12% do total. 16). Averbação de Reservas Legais As Reservas Legais são áreas de cobertura arbórea localizadas no interior de uma propriedade ou posse rural. isto não vem acontecendo. Destes. comprometendo-os no cumprimento da legislação sobre averbação de reservas legais. indicando que estes têm condições de atender à legislação referente à demarcação das áreas destinadas às Reservas Legais. à conservação e reabilitação dos processos ecológicos. 19. que os 251 imóveis restantes na bacia de estudo não atendem à legislação. conforme a Figura 21 e a Tabela 16. 85 .514.4. Entretanto. apresentam menos de 5% de cobertura florestal fora de APPs. 11 possuem entre 15 e 20%.04%) possuem mais de 20% de cobertura floresta l localizada fora de suas APPs. cuja cobertura florestal não atende ao mínimo de 20%. necessárias ao uso sustentável dos recursos naturais. Pela análise da Tabela 17. e 25 possuem entre 5 e 10% de coberturas florestais fora de APPs. Neste estudo foram consideradas como aptas para Reservas Legais as áreas cobertas com vegetação nativa nos diferentes estágios de vegetação (fragmentos florestais). ou 67. de 22 de julho de 2008. Nota-se. nota-se que 41 imóveis (14. com as respectivas APPs e as áreas dos 78 fragmentos florestais (florestas nativas) que se localizam dentro das APPs. excetuada a de preservação permanente. Essas áreas deveriam estar definidas e até averbadas na escritura da matrícula dos imóveis (Lei no 4. Para esses imóveis. exceto nas APPs. deve-se selecionar outra classe de cobertura florestal para ser recomposta no futuro. tornando-se o imóvel passível de multa pelo descumprimento da legislação ambiental. ainda. à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção da fauna e flora nativas. conforme Decreto Federal no 6. art.7.

Minas Gerais. 86 .Figura 20 – Mapa de floresta nativa em áreas de preservação permanente com os imóveis da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. município de Viçosa.

Minas Gerais.Figura 21 – Mapa com os fragmentos florestais por imóvel. 87 . município de Viçosa. que são as possíveis áreas de reserva legal por imóvel da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu.

53 – – 2.59 13.57 3.48 0.03 10.74 4.13 3.16 4.55 – – 3.47 – 0.30 5.12 159.50 – – – – – – 8.31 4.94 – – 0.60 5.95 18.73 – 20.91 – 1. Percentagem do imóvel com Floresta Nativa.12 0.00 0.80 6.69 1.54 16.65 4.32 1.19 – 1.25 0.43 1.00 0.17 – 44.22 48.75 87.25 0.37 – – – 1.73 160.34 3...90 2.11 1.55 7.35 0.84 2.85 0.58 0.98 0.45 0.01 2.15 – 0.06 0.19 1.49 – 1.73 6.17 1.13 5.31 3.66 9.46 – – 8.63 – – – Floresta Nativa Fora de APP (ha) 0.80 5.41 1.73 4.34 3. Minas Gerais Área Total (ha) 12. município de Viçosa.80 15.26 – – – – – 0.87 2.74 4.70 – – 22. Imóvel 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 88 .97 6.96 – 20.00 1.93 6.37 1.35 1.12 2.51 6.12 6.41 71.22 0.34 2.85 1.57 12.52 – 19.69 0.82 0.45 52.18 3.59 – 0.72 – 2.01 – – 1.06 0.93 1.12 6.05 11.90 3.09 – – – – – 0.28 2.60 6.13 – 57.93 – – – % do Imóvel em Floresta Nativa 33.85 0.96 0.89 4.99 1.56 7.43 12.25 – 0.94 14.22 – – – – – 0.11 0.79 10.42 15.31 99.29 0.44 1.27 5.10 – 0. Floresta Nativa fora de APPs (ha e em %).35 3.01 – – – – – 7.85 – 0. Floresta Nativa em APPs (ha). APPs (ha).73 8.17 – – – 3.71 0.57 1.69 0.52 26.44 – – – Floresta Nativa em APP (ha) 3.28 Floresta Nativa (ha) 4.13 9.41 0.14 104.42 0.56 1.68 – – – Continua.09 0.60 4.30 0.14 55.86 – – – – – 9.99 28.Tabela 17 – Imóveis com suas respectivas características: Área Total (ha).58 2.90 – 1.26 4.57 10.08 8.98 104.29 – – – % de Floresta Nativa Fora de APP 7.59 0.38 8.53 7. Floresta Nativa (ha).83 6.13 – 0.58 1.73 9.54 3.51 0.30 0.95 2.46 44.45 1.88 13.72 0.19 – – – – – 0.48 1.72 0.32 0.13 0.41 51.24 4.35 APPs no Imóvel (ha) 6.96 – – – – – – 1.17 6.76 46.63 – – – 52.18 39.59 – – – – – – 14.35 2.03 – – 0.56 12.03 – – – 0.56 1.64 17.76 2.51 2.76 0.06 34.45 1. na bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu.10 – – – – – – 0.06 – 0.40 – – – 1.25 0.41 – 0.11 0.04 39.

79 1.37 % do Imóvel em Floresta Nativa – – – – 13.09 – 2.10 0.40 22.58 28.13 45.88 5.02 1.98 0.85 32.06 32.52 8.94 44.08 18.06 – – 5.60 13.06 3.01 2. Área Total (ha) 2.09 15.91 24.71 8.59 – 0.56 2.08 6.67 1.10 11.08 28.73 12.23 0.98 42.81 5.51 5.35 2.70 17.62 2.23 3.85 20.22 6.06 7.39 4.63 2.69 – – – 5.46 71.08 0.19 3.40 6.89 1.78 6.35 2.56 1.19 3.30 0.21 5.58 2.57 30.82 55.37 85.55 7.55 1.29 8.74 1.72 12.15 3.27 22.12 – 0.44 2.31 Floresta Nativa em APP (ha) – – – – 0.32 – 0.85 2.32 0.47 24.28 5.57 2.29 14.98 2.16 0.60 24.71 1.77 1.40 0.40 1.23 4.27 2.84 10.65 4.20 11.71 3.71 1.16 6.79 9.29 8.23 0.62 0.72 6.89 0.30 7.80 0.98 0.65 3.00 11.71 0.20 17.90 1.75 15.29 0.37 0.45 1.98 – – – 22.55 12.16 38.99 5.25 – – 0.37 Floresta Nativa Fora de APP (ha) – – – – 0.71 – – 6.13 4.93 8.48 0.41 10.83 31.67 5. Imóvel 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 89 .55 3.55 4.23 – – – – 5.51 – 0.84 APPs no Imóvel (ha) 0.60 4.15 5.41 15..89 21.98 44.19 6.81 62.44 8.25 1.61 13.70 0.98 1.96 – 5.08 12.11 1.30 1.57 3.63 3.56 2.39 19.71 0.91 8.16 – – – 2.40 9.60 0.79 – – – – Continua.15 Floresta Nativa (ha) – – – – 0.22 1.94 14.34 12.26 – – 49.75 – – – 11.03 0.93 2.37 7.67 6.17 52.03 37.23 – – – – 4.75 20.95 2.73 4.87 24.29 1.05 5.79 13.24 11.96 – 7.88 2.55 9.56 20.98 1.51 14.34 3.26 0.54 13.29 2.17 5.21 1.18 – 17.81 12.65 6.34 0.60 1.03 4.60 0.84 1.90 – – – – % de Floresta Nativa Fora de APP – – – – 4.32 12.15 1.56 2.76 16.67 – – – – 58.79 7.43 – 1.79 0.95 1.54 – – – 2.00 5.14 7.94 6.94 1.83 0.51 6.53 0.21 0.87 29.82 17.15 2.26 – – 3.50 2.77 40.14 5.02 0..38 8.26 0.29 5.50 – 0.93 18.74 – – – – 0.94 7.85 – 8.02 0.14 4.Tabela 17.77 0.12 3.95 3.05 4.82 0.17 3.47 9.59 8.91 – 0.98 0.11 4.58 2.96 – – – – 10.03 2.06 – 0.14 2.92 21.51 7.23 0.85 5.06 – 6.64 5.80 38.38 5.00 8.59 2.26 – – 3. Cont.

17 3.46 – – 1.54 4.07 0.05 12.89 2.59 2.73 – 9.39 3.Tabela 17.46 0.11 1.93 – – 37.79 28.10 0.08 22.05 0.80 2.48 4.24 – 9.03 3.08 0.92 21.93 10.23 1.24 0.64 1.04 0.19 25.02 0.08 0.38 35.56 – 1.74 – 1.70 12.83 2.78 3.29 5.40 18.15 3.46 – 1.70 0.00 31.60 Floresta Nativa Fora de APP (ha) – – 1.70 0.28 24.75 1.62 8.41 5.24 1.20 10.10 1.25 1.12 4.03 3.72 0.36 – – – 1.85 0.39 9.21 2.83 0.58 6.06 7.74 13.83 2.17 3.15 0.35 7.55 9.74 – 1.01 0.08 0.38 0.14 16.35 – 0.05 – 2.95 31.14 0.86 – 0.16 0.13 1.05 – – – – – – – – – 0.94 17.89 – 1.46 34.96 Floresta Nativa em APP (ha) 1.26 – 0.48 Floresta Nativa (ha) 1.52 0.70 31.51 APPs no Imóvel (ha) 3.84 – – – – 1.59 27.94 9.23 9.32 0.04 – 5.97 8.78 19.38 6.77 38.51 14.16 12.47 1. Área Total (ha) 7.81 2.28 5.50 – 1.70 2.50 – 8.16 15.54 – 4.60 % do Imóvel em Floresta Nativa 26.05 0.50 – 0.69 5.49 17.55 25.62 – 30.01 – 11.31 – – 3.06 12.93 10.01 0.34 1.57 0.88 2.78 0.76 16.62 – – – 6.26 – 1.09 1.41 – – – – – – – – – 11.39 4.60 0.76 – – 0.16 0.60 2.21 – – 11.44 – – – – – – – – 0.92 4.57 6.76 2.90 – 58..31 3.20 4.37 0.09 0.16 – 0.49 – – – – % de Floresta Nativa Fora de APP 0.31 17.07 4.52 4.59 23.09 1.16 26.01 – 22.28 0.41 0.73 10.78 7.98 1.58 1.28 – – 8.44 – – – – – – – – 0.56 51.95 12.89 3.84 0.00 0.81 0. Cont.17 3.27 1.70 – – 8.23 – – 3.13 6.74 4.79 10.05 – – – – Continua. Imóvel 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 90 .31 – – 27.37 0.42 2.45 1.15 – 40.60 – – 32.29 17.10 3.27 1.03 – 29.87 24.24 14.10 32.13 1.30 – – 9.85 – – 6.21 0.96 1.15 1.73 0.59 – – 12.88 2.07 0.14 5.00 – 5.36 3.45 – – – – 0.08 – 0.29 26.72 4.06 0.36 – – – 1.98 0.23 1.07 36.32 – – – – – – – – 27.44 – – 14.47 1.17 6.60 0.14 25.60 39.85 73..15 2.25 0.75 1.90 – 2.40 3.75 0.

55 – 30.84 3.22 30.15 6.93 2.65 1.26 6.70 0.34 3.07 6.72 0.30 8.34 5.32 40.46 % do Imóvel em Floresta Nativa – 3.37 1.75 8.51 21.96 – 18.39 4.20 0.63 0.21 3.38 0.93 1.03 – 6.71 0.89 0.29 2.25 2.61 9.40 % de Floresta Nativa Fora de APP – – 1.73 2.80 0.74 3.22 4.00 0.60 1.15 – – – – – – 2.91 10.10 – 2.41 0.19 – – – – – – 25.56 4.25 0.92 32.68 26.38 20..78 3.74 10.18 10.49 1.00 35.92 4.75 3.53 0.33 3.01 – 18.37 0.79 – – – – – – 0.21 4.71 9.65 10.80 3.07 0.57 4. Imóvel 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 179 180 181 182 183 184 185 186 187 188 189 190 191 192 193 194 195 91 .78 4.26 0.59 64.34 – – – – – – 0.18 34.14 0.44 14.88 – – – – – 1.51 27.74 5.16 – – – – – 3.08 11.37 63.97 77.58 31.24 10. Cont.63 64.08 0.26 0.06 0.81 0.51 Continua.16 8.70 0.06 2.90 22.47 16.74 34.23 2.43 5.72 7.39 3.95 0.21 9.90 14.71 55.01 7.46 0.49 0.16 – 5.17 0.58 1.18 1.02 1.09 1.88 0.77 – 0.Tabela 17.15 20.21 – 0.92 12.53 2.50 0.03 3.46 4.47 4.67 – – – – – 42.19 9.31 6.76 1.10 62.55 1.23 – 2.46 0.51 10.49 3.02 – 0.38 2.19 62.15 – – – – – 4.48 0.28 0.62 4.89 2.82 – 27.45 6.25 0.52 – – – – – 1.86 0.54 – 24.86 0.13 24.81 5.21 0.72 13.43 3.55 – – – – – – 0.78 – – – – – – 19..71 1.29 0.06 1.53 9.07 7.42 9.62 – – – – – – 51.51 2.36 – 0.27 1.88 0.29 0.24 29.75 1.47 4.23 16.90 3.45 4.46 42.93 0.30 0.42 3.25 – 0.85 1.63 12.21 – 3.76 0.20 1.41 0.86 2.26 0.46 – 0.10 1.28 1.45 Floresta Nativa em APP (ha) – 0.28 6.39 – 4.11 0.04 0.62 – – – – 1.53 6.62 35.10 39.15 – – – – – 2.19 APPs no Imóvel (ha) 3.91 3.39 1.47 4.01 4.19 15.63 13.57 38.77 6.84 21.95 46.30 21.78 17.43 0.67 6.91 1.77 1.95 10.53 6.49 0.29 11.90 – 0.43 13.48 29.23 Floresta Nativa (ha) – 0.96 0.06 Floresta Nativa Fora de APP (ha) – – 0.43 3.40 31.64 – – – – – 0.36 – 0.77 – – – – – 55.05 1.19 10.45 8. Área Total (ha) 5.85 3.03 1.12 – 0.

90 0.85 – – – – Floresta Nativa Fora de APP (ha) – – – – – – – – – – – 3.64 0.87 0.24 32.08 43.62 1.22 6.30 0.46 8.06 4.87 8.52 15.76 1.52 – – – – – – – – – – – % de Floresta Nativa Fora de APP – – – – – – – – – – – 45.63 10.01 27.11 4.04 8.00 0.33 1.51 0.69 17.98 1.72 46.06 7.30 – – – – 16. Imóvel 196 197 198 199 200 201 202 203 204 205 206 207 208 209 210 211 212 213 214 215 216 217 218 219 220 221 222 223 224 225 226 227 228 229 230 231 232 233 234 235 236 237 238 239 240 241 242 243 244 245 92 .96 9.04 1.30 0.71 2.44 2.55 11.02 14.59 – – – – 65.65 – – – – 12.77 5.67 3.98 14.36 1.61 48.33 0.98 1.10 0.44 53.36 1.69 14.32 – 0.20 23.40 72.65 15.32 – 0.44 1.45 0.42 17.52 0.22 97. Cont.Tabela 17.12 0.36 1.67 27.29 0.04 2.76 91.41 16.25 6.60 11.30 2.09 12.94 45.12 1.52 0.70 33.57 0.97 0.99 6.79 14.42 0.24 0.63 13.86 7.17 8.49 1.03 0.35 0.40 3.85 19..21 0.57 3.03 – – 0.88 15..38 8.39 24.72 23.25 – – – – – – – – – – – Continua.17 4.07 3.57 0. Área Total (ha) 14.32 9.98 1.19 0.42 0.80 1.78 – – 2.36 15.07 15.15 0.20 – 20.44 45.32 44.99 1.51 1.61 47.17 31.29 28.36 16.27 6.43 37.91 1.18 1.51 3.72 – – 2.12 0.24 3.96 4.86 3.39 15.57 9.98 1.47 27.03 – – 13.65 0.17 0.56 15.41 2.86 5.03 – 0.71 55.01 7.57 5.19 0.49 10.98 1.53 0.89 0.85 – – – – % do Imóvel em Floresta Nativa – – – – – – – – – – – 71.93 35.55 3.19 – – – – 16.86 0.61 91.67 7.42 2.98 24.52 – – – – 2.07 4.61 59.14 16.54 15.25 – – – – Floresta Nativa em APP (ha) – – – – – – – – – – – 2.82 5.63 14.08 0.02 25.56 1.05 3.44 11.32 12.85 0.37 3.51 Floresta Nativa (ha) – – – – – – – – – – – 5.47 20.65 0.37 0.92 – – – – – – 2.30 – – – – 14.89 72.08 3.70 79.49 0.69 2.21 2.48 1.81 – – 3.65 1.87 0.35 0.23 2.60 1.19 9.29 11.30 4.68 APPs no Imóvel (ha) 9.38 10.87 0.19 10.55 3.85 1.05 11.94 20.97 13.47 1.06 29.37 13.07 69.67 10.61 91.76 0.06 3.80 1.89 0.60 1.54 – – – – 4.

13 0.06 0.82 0.74 2.41 0.74 0.29 1.45 3.36 3.49 0.28 5.06 0.29 – – – – 143.31 0.64 – 0.70 – 59.95 0.31 1.55 2.87 0.65 81.31 15.49 – 0.50 1.91 – 38.07 0.00 69.39 22.38 55.57 1.64 – 3.00 3.34 5.73 2.34 8.38 1.27 0.81 1.66 29.20 – 0.80 17.39 – 40.32 0.12 1.63 – 26.59 0.24 1.45 – 26.22 0.54 4.32 0.65 0.90 – 0.99 – 49.69 10.08 APPs no Imóvel (ha) 0.35 55.07 1.62 2.43 0.59 0.52 0.14 – – – – – 1.35 4.19 – – – 10.36 2.12 0.32 0.65 0.65 27.71 – 1.89 – – % de Floresta Nativa Fora de APP – – – – – – – – – – 84.57 95.39 22.69 0.34 0.72 0.21 – 0.22 1.72 – – – 15.23 4.85 – 0.31 0.75 9.54 0.74 0.23 0.94 45.52 – – Floresta Nativa em APP (ha) – – – – – – – – – – 0.49 1.90 – – – – 31.24 0.09 0.29 30.00 58.49 0.50 1.94 45.73 2.02 7.69 – – – – – 77.79 0.Tabela 17.14 – 1.21 0.91 1.39 212. Cont.95 4. Área Total (ha) 1.44 0.79 0.08 – – Imóvel 246 247 248 249 250 251 252 253 254 255 256 257 258 259 260 261 262 263 264 265 266 267 268 269 270 271 272 273 274 275 276 277 278 279 280 281 282 283 284 285 286 287 288 289 290 291 292 93 .08 0.15 1.69 0.79 3.11 0.99 55.24 – – Floresta Nativa Fora de APP (ha) – – – – – – – – – – 3.77 0.44 0.85 0.45 10.03 – 6.38 9.77 15.25 0.13 – 34.18 1.90 – – – – 67.42 1.61 20.51 32.57 2.84 6.54 12.22 4.93 – 2.03 – 4.81 2.31 0.67 0.82 0.88 – – – 5.62 – – – 34.86 – 50.43 0.14 – – % do Imóvel em Floresta Nativa – – – – – – – – – – 99.57 – – 10.83 0.34 7.23 3.07 0.34 – 0.29 – – – – 65.09 34.13 1.74 0.07 0.14 1.77 – – – 0.78 – 53.22 – 0.05 1.08 Floresta Nativa (ha) – – – – – – – – – – 4.13 1.77 1.97 22.65 0.15 – 0.29 0.21 3.82 0.35 – – 1.42 5.12 – 0.00 2.60 3.14 – 3.05 3.69 0.04 1.16 1.33 7.69 0.31 – – – 4.56 81.31 100.78 – 100.73 0.16 0.86 0.89 60.08 0.24 0.

Por conseguinte.10 18. Dos 292 imóveis analisados. cinco são condomínios residenciais.12 8. De acordo com os dados disponíveis no INCRA (INCRA.45 212. a cada três anos.34 30. quatro são vilas de moradores. verifica-se que apenas três imóveis possuem mais do que quatro módulos fiscais.37 311.835 imóveis rurais certificados pelo órgão. que está compreendida no município de Viçosa-MG.56 6. por ocasião do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR). Os proprietários dos outros 289 imóveis prestam somente informações relativas aos dados pessoais e de relacionamento e os dados sobre estrutura do imóvel. O Módulo Fiscal para a área de estudo. Tabela 1A (Apêndice A). 14. e que podem não descrever a realidade do imóvel. E ainda. Cadastro técnico rural O INCRA é o órgão responsável pela condução do Cadastro técnico rural no Brasil. anualmente. percentagem e área (ha) com as respectivas classes de percentagem dos fragmentos florestais fora das APPs na bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. um é área de 94 . município de Viçosa-MG % de Floresta Nativa Fora de APP 0 ---| 5 5 ---| 10 10 ---| 15 15 ---| 20 = 20 Total Número de Imóveis 196 25 19 11 41 292 % de Imóveis 67.Tabela 18 – Número de imóveis.77 14. do total de imóveis cadastrados na bacia de estudo. as informações existentes eram apenas prestadas pelos proprietários.8. Para outros imóveis.11 37. não sendo necessário prestar quaisquer informações referentes à produção e formas de exploração. somente imóveis rurais com mais de 88 ha (ou qua tro módulos fiscais) devem preencher todas as informações constantes da Declaração do Imposto Territorial Rural. por meio da Declaração do Imposto Territorial Rural (DITR) e.04 100 Área (ha) 13.51 3. devido à subjetividade das declarações. 2009). corresponde a 22 ha.38 4. normalmente. no estado de Minas Gerais há 839 e em todo o país .

cultural e principalmente que seja sustentável. como benfeitorias. 4. Normas. cafezal. agricultura. como os azimutes e distâncias das linhas divisórias. não somente suas características topográficas. acompanhado de um memorial descritivo.8. podendo ser confirmado na Tabela 1A (Apêndice A). 2008). 2009). buscou-se chamar a atenção da importância de um croqui ou planta topográfica para o acompanhamento dos processos ambientais dos imóveis. Estas documentações atendem aos objetivos a que se propõem. suas APPs (Figura 22). O cadastro técnico é um instrumento indispensável para o planejamento. os conflitos de uso da terra. em seu site. porém.267/2001.267/2001. de forma a atender o seu objetivo principal. como: estudo ambiental. Dos demais 275 imóveis. social. Portanto. Destaca-se aqui que as informações cartográficas exigidas pelo INCRA no processo de certificação dos imóveis rurais.1. material com as informações necessárias para o atendimento da Lei no 10. 95 . para outras finalidades. referindo-se à Lei no 10. com seus Decretos. nove são de herdeiros. dimensões e localizações exatas dos vértices dos imóveis. tratam a caracterização topográfica das linhas divisórias dos imóveis rurais. que é a cartografia fundiária (GRIPP JR. através de planta e memorial descritivo. no processo relativo à certificação dos imóveis rurais. Para isso. Tem apenas rigor técnico no que diz respeito a exigir a caracterização das formas. pastagem e sistema viário em APPs. as características ambientais. indicando a possibilidade de divisão entre os seus sucessores.chácaras e três. com a cobertura Florestal e uso da terra. o INCRA disponibiliza. visando alcançar um desenvolvimento econômico. uma quantidade maior de imóveis na bacia estudada ocorrerá. ainda carece de informações. no futuro. Destacam-se ainda. imóveis públicos. Portarias e Manual (INCRA. Ele descreve.. O croqui de um imóvel representativo da bacia de estudo Nesta etapa. demonstrando a necessidade de atualização constante dos dados cadastrais. administração e planejamento.

Minas Gerais. azimutes e as áreas de cobertura e uso da terra. 96 .Figura 22 – Croqui do imóvel no 11. mostrando os detalhes da linha de divisa com suas respectivas distâncias. da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu. município de Viçosa.

mostra-se essencial para estudo ambiental. são mostrados os seus imóveis vizinhos.com sua área e perímetro. de números 188. ainda. É importante notar que esse croqui não atende ao processo de certificação de imóveis rurais exigido pelo INCRA. Observa-se a numeração dos vértices do imóvel seguida das direções (azimutes) e distâncias das linhas divisórias.267/2001. 50 cm nos vértices definidores do imóvel. Porém. o sistema de acesso pelas vias. 229 e 267. destacando-se. no imóvel no 11. 97 .Observa-se. No croqui do imóvel no 11. no mínimo. pois não tem a precisão exigida de. conforme a Lei no 10. que as áreas de floresta nativa podem ser utilizadas como reserva legal. administração e planejamento.

No estudo de conflito de uso. – A respeito da delimitação automática das áreas de preservação permanente. .O mapeamento das classes de uso e cobertura da terra indicou um grande predomínio da classe de pastagem (42. a delimitação automática das áreas de preservação permanente e a identificação de conflito de uso da terra presentes na área de estudo.7% de pastagem e 16.A análise de vizinhança mostrou que os fragmentos florestais estão sujeitos a perturbações. A partir dos dados obtidos foi possível concluir que: – A adoção do SIG permitiu. – Dos 78 fragmentos florestais mapeados na bacia do ribeirão São Bartolomeu. CONCLUSÕES Este estudo teve como finalidade elaborar o diagnóstico ambiental da bacia do ribeirão São Bartolomeu. contrariando a legislação florestal vigente. Estado de Minas Gerais. indicando haver um alto grau de degradação de sua cobertura florestal. indicando a grande vocação da região para a atividade de pecuária. .5. essa se mostrou bastante eficiente. . produzindo informações precisas sobre as suas dimensões e distribuição espacial na paisagem. todas as classes de uso da terra na área de estudo apresentaram mais de 30% de suas áreas em Áreas de Preservação Permanentes. utilizando técnicas de geoprocessamento. com precisão. aproximadamente 80% dos fragmentos apresentaram áreas inferiores a 10 ha.69% de agricultura com 98 . situada no município de Viçosa. com 52.7%). Zona da Mata Mineira.

96% dos imóveis restantes não atendem a esta legislação.04% possuem cobertura florestal aptas.A ortoimagem Ikonos II é uma excelente fonte geradora de dados geográficos e temáticos para aplicações nas mais diversas áreas. planejamento administrativo e ambiental e outras finalidades. demonstrando que os fragmentos florestais da bacia em estudo estão sob forte efeito de borda. apenas 14. 99 . . a atender a legislação ambiental referente à demarcação de reserva legal. enquanto que 85. Pode-se concluir que as imagens de alta resolução apresentam um grande potencial de contribuição para as atividades de cadastro técnico. .Dos 292 imóveis rurais na área de estudo.cafeicultura.

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APÊNDICE 112 .

66 9.51 4.03 0.01 0.02 0.01 0.70 70.24 4.26 2.06 0.01 0.11 0.14 2.55 95.51 6.32 45.53 7.12 0.88 0.15 0.16 0.04 0.55 7.30 0.06 0.16 2.57 0.06 0.08 0.40 Floresta Floresta Floresta Nativa em Plantada Plantada APP em APP 3.58 2.41 2.98 104.67 0.59 13.43 3.69 0.85 0.01 0.04 Café 6.85 0.90 3.49 26.07 0.43 13.85 6.12 0.29 0.25 0.79 0.65 4.03 0.41 7.03 0.19 0.53 2.31 3.10 0.00 0.13 0.36 0.15 0.11 0.02 0.31 Hidrografia 0.41 0.80 0.65 1.07 0.17 1.51 0.13 5.25 0.73 160.38 8..81 1.41 0.03 0.19 76.56 1.64 10.08 0.88 13.01 0.07 0.72 5.32 31.13 9.03 0.16 0.37 0.07 0.06 0.30 0.02 0.10 0.32 1.07 0.85 1..01 0.08 0.00 0.52 0.07 0.10 0.37 0.33 65.26 4.60 3.05 3.21 3.03 Hidrografia em APP 0.02 0.09 0.30 3.26 1.00 0.71 0.84 18.80 49.60 4.19 0.06 0.04 0.37 23.01 0.12 6.70 25.02 0.08 0.58 10.50 0.07 9.90 33.94 43.22 0.47 3.12 6.01 0.47 0.80 5.12 159.28 97.02 0.05 0.85 51.63 6.29 90.11 0.84 2.27 0.12 0.01 39.05 0.32 0.26 0.Tabela 1A – Imóveis com suas áreas totais e de cobertura e uso da terra.45 7.14 104.57 1.09 0.35 Vias em APP 0.72 0.30 78.59 0.05 - Continua.77 Área Urbana Área Urbana em APP Benfei Benfei torias em torias APP 0.06 0.19 1.16 0.60 5.12 2.45 0.14 0.01 0.34 3.96 0.22 0.02 0.35 7.30 43.55 0.17 6.10 0.01 0.44 1.21 0.03 1.07 0.07 0.08 0.67 0.12 0.01 2.37 0.04 0.09 0.21 Floresta Nativa 4.57 10.04 22.26 0.43 12.41 0.13 3.33 10.06 0.27 5.60 6.90 1.10 0.54 3.61 100.08 1.07 1.01 0.08 1.40 2.70 3.40 0.10 0.06 0.09 3.11 0.64 17.01 0.10 0.45 1.02 0.13 95.01 22.25 0.00 0.84 0.25 0.25 0.73 9.23 0.86 0.05 0.80 6.80 15.52 3.43 0.05 0.69 0.05 0.05 0.05 0.82 0.43 0.02 0.34 9.03 0.02 0.80 0.05 0.23 4.48 APP Imóvel 6.88 40.80 1.17 0.22 4.68 3.06 0.34 20.57 12.01 0.09 0.41 0.32 % do Imóvel em APP 51.66 2.88 0.00 0.02 0.02 0.54 85.45 1.93 6.20 2.14 0.01 0.02 0.72 0.17 0.32 0.30 1.05 0.07 0.38 0.32 0.83 6.99 1.58 0.10 0.01 0.06 0.41 28.03 0.04 0.98 0.05 0.13 57.04 0.12 0.94 Pastagem em APP 0.35 2.05 0.13 0.06 0.96 4.13 0.93 1.03 0.04 0.03 10.05 1.59 0.01 0.16 4.32 28.00 30.com sua respectivas áreas em APPs (ha) Imóvel 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 Área Total 12.02 0.50 5.40 0.88 Agricultura 0.00 0.90 2.59 0.19 0.79 3.11 0.07 0.07 0.76 2.51 2.05 11.01 0.46 0.11 0.03 Pastagem 0.09 0.42 0.02 0.62 0.15 0.76 89.31 4.90 3.09 0.69 1.01 0.24 0.23 0.32 83.43 1.16 0.00 0.78 1.82 0.01 0.54 16.58 1.10 0.87 1.44 0.38 0.49 2.56 Café em APP 2.01 4.03 0.56 1.34 0.01 0.95 2.56 12.32 Vias 0.01 0.49 Agricultura em APP 0.82 0.10 0.56 7.07 2.09 0.74 1. 113 .

76 0.30 0.14 0.11 0.09 0.09 0.04 0.20 36.96 0.08 0.37 0.29 0.00 8.38 8.03 0.03 % do Imóvel em APP 28.34 3.13 0.67 4.24 0.21 0.93 0.99 28.05 3.32 12.17 0.62 2.22 1.93 0.00 0.58 1.47 9.06 0.19 2.15 0.42 0.11 1.10 0.55 23.42 4.44 2.54 0.01 0.00 0.32 0.03 0.36 0.32 5.29 8.00 0.16 APP Imóvel 0.04 0.56 2.68 1.15 0.73 8.77 0.06 7.32 0.78 49.18 0.35 58.64 1.01 0.60 0.08 0.77 0.53 2.54 1.31 0.10 0.29 5.59 0.15 2.06 0.02 0.05 0.17 0.25 1.33 98.84 10.05 0.79 0.09 0.58 2.01 2.85 6.06 0.71 3.80 2.89 4.04 0.01 0.75 8.14 0.04 0.58 39.43 29.03 0.09 0.08 0.55 5.41 0.20 0.11 0.18 5.17 Hidrografia em APP 0.52 44.87 2.79 10.67 1.71 8.11 0.20 0.64 5.01 1.12 0.26 0.93 2.04 0.00 0.18 0.95 32.22 0.59 2.05 0.01 0.23 3.28 0.35 0.12 0.02 0.19 3.11 0.02 0.02 0.05 0.45 0.34 2.93 80.01 0.00 0.56 Café em APP 0.17 0.15 4.76 49.11 4.63 0.08 0.57 27.81 0.07 0.00 0.41 1.15 0.12 2.86 2.45 0.26 0.55 3.11 0.17 0.00 0.14 0.41 2.94 14.00 Café 0.66 3.48 0.11 Continua.02 0.40 3.25 4.20 1.14 4.15 0.09 0.03 0.15 3.04 0.08 0.45 4.35 3.35 3.45 1.77 0.01 38.50 81.70 0.01 0.63 2.24 0.23 4.84 5.57 3.01 0.37 0.65 8.01 0.07 0.18 0.11 0.39 0.80 0.25 4.49 2.06 11. cont.Tabela 1A.34 1.99 Vias 0.00 5.20 Vias em APP 0.25 1.27 0.83 3.30 0.02 0.00 2.10 0.19 0.00 0.07 0.93 7.07 0.62 0.55 7.60 0.18 0. 114 .35 2.05 0.44 0.07 0.26 0.08 0.05 4.01 0.94 14.98 1.00 0.00 0.47 0.14 5.39 4.02 0.28 0.04 0.07 0.19 1.52 8.44 0.51 0.17 2.42 9.36 0.97 6.35 2.19 6.04 0.18 0.54 0.28 2.05 0.94 0.06 Hidrografia 0.01 0.67 6.30 5.91 0.39 0.00 0.69 0.69 79.63 0.15 0.02 0.83 0.04 1.04 0.94 7.95 Floresta Floresta Floresta Nativa em Plantada Plantada APP em APP 0.52 0.45 0.01 0.47 0.08 12.51 3.25 0.27 55.72 12.04 0.03 0.03 0.98 1.00 0.73 58.13 0.21 33.65 4.46 Pastagem em APP 0.84 50.65 37.13 0..36 5.78 6.61 2.86 50.30 Área Urbana Área Urbana em APP Benfei Benfei torias em torias APP 0.81 0.69 0.06 0.29 2.33 0.58 2.88 1.22 0.50 4.67 46.55 3.28 0.56 2.44 0.26 2.04 0.45 0.36 Agricultura em APP 0.17 0.73 4.73 6.94 67.45 0.01 0.11 0.54 71.53 0.23 0.50 2.72 4.28 0.08 0.17 Pastagem 1.93 18.13 4.90 1.04 1.52 0.44 44.00 0.51 7.04 0.03 0.61 15.94 1.07 0.57 3.00 0.01 0.11 0.82 0.71 1.14 0.05 0.17 5.02 0.12 Agricultura 0.16 0.11 0.02 0.88 2.29 0..18 0.04 0.02 0.02 0.42 0.49 1.74 4.11 1.37 1.01 0.45 4.05 0.90 Floresta Nativa 1.19 4.11 0.11 1.99 1.99 5.12 0.05 0.00 0.21 5.61 13.45 99.01 0.05 0.01 0.77 21.15 0.29 1.01 0.78 6.72 50.37 53.56 1. Imóvel 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 Área Total 1.01 0.99 1.04 0.35 6.66 5.70 95.40 1.46 1.02 0.13 0.06 0.98 0.02 0.09 0.55 4.40 0.51 3.87 0.

06 0.02 0.03 0.58 1.13 0.23 5.00 6.04 0.03 0.02 0.84 7.91 1.51 5.98 0.38 5.72 6.14 4.30 0.50 21.02 1.70 99.08 0.38 0.05 0.56 0.08 0.67 1.15 3.01 0.26 3.12 3..02 0.23 5.41 15.05 0.80 14.27 22.03 4.85 2.90 2.88 0.26 3.97 2.64 Pastagem em APP 2.25 0.08 6.05 2.74 12.08 0.74 3.16 2.65 0.00 0.40 0.92 3.52 1.26 0.03 0.93 Vias em APP 0.71 22.34 26.65 0.89 0.30 0.43 40.04 53.27 0.84 0.00 0.58 28.05 0.36 0.11 49.91 24.20 17.81 0.02 0.06 6.26 3.55 9.35 75.18 1. cont.23 1.19 2.24 Agricultura em APP 0.82 17.37 1.14 0.02 0.20 0.89 1.05 0.07 4.22 0.59 0.49 0.01 0.55 100.68 37.70 0.50 2.52 0.00 0.21 2.75 15.02 0.10 3.11 4.03 0.51 14.13 0.24 0.13 0.01 0.13 6.22 0.71 1.57 2.01 0.36 0.09 0.29 0.23 4.19 2.36 0.11 Vias 0.45 7.74 1.11 0.02 0.95 3.23 0.24 11.07 1.00 Floresta Nativa 1. 115 .01 0.19 0.67 71.22 6.90 39.35 1.35 0.15 1.38 5.50 1.69 17.40 22.33 0.21 6.58 6.00 1.50 0.44 14.70 0.72 0.11 0.02 0.09 15.73 67.80 Hidrografia 0.79 9.51 0.08 0.01 60.94 0.15 1.39 25.17 31.46 71.78 0.05 0.23 0.34 12.53 86.29 8.22 0.11 0.08 6.26 0.29 0.53 21.71 0.07 0.09 0.01 0.26 49.30 0.08 0.29 47.24 Área Urbana Área Urbana em APP Benfei Benfei torias em torias APP 0.04 0.95 31.79 7.93 8.16 0.15 1.02 0.40 0.75 8.05 Café 1.75 53.00 0.61 16.70 0.89 2.03 0.35 0.18 0.27 0.10 0.64 10.69 5.12 0.01 0.02 0.00 0.81 5.06 0.29 2.13 0.94 6.77 1.16 2.85 5.35 2.94 26.21 11.27 1.25 0.42 2.42 5.67 14.23 0.89 1.01 0.35 0.70 0.15 12.79 9.17 0.57 7.04 0.67 11.14 7.51 6.59 27.56 1.98 0.03 0.42 2.14 1.45 59.30 0.68 63.95 1.15 0.62 Hidrografia em APP 0.97 0.46 0.59 2.71 0. Imóvel 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 Área Total 6.Tabela 1A.40 2.74 0.04 0.76 0.08 0.60 4.95 7.27 1.22 0.06 0.77 64.45 0.22 1.00 89.60 0.37 2.71 1.04 0.18 0.15 19.05 0.70 0.15 5.91 8.10 APP Imóvel 4.35 1.84 1.14 0.06 32.99 47.64 0.12 0.02 0.40 Café em APP 16.30 7.36 0.60 39.27 2.14 0.62 25.62 Pastagem 4.00 3.19 7.68 0.52 0.37 1.03 0.17 % do Imóvel em APP 69.21 54.20 0.67 5.97 0.07 0.23 0.71 0.04 0.42 0.79 1.31 32.65 6.26 0.41 10.05 2.80 38.07 1.42 10.36 Floresta Floresta Floresta Nativa em Plantada Plantada APP em APP 1.55 1.40 9.34 0.07 36.06 3.81 5.67 0..77 1.13 0.08 0.43 0.21 23.11 0.03 37.73 39.03 0.65 3.65 0.01 0.74 1.78 35.16 1.02 0.05 0.02 0.66 - Continua.01 0.51 0.03 0.30 1.22 13.04 72.02 0.44 8.20 0.05 5.87 0.35 Agricultura 0.84 0.81 12.09 23.75 20.92 0.57 0.80 0.41 0.78 2.

07 0.39 9.81 2.02 0.72 2.25 7.94 17.14 0.07 1.17 6.56 0.97 8.83 2.03 44.56 0.55 0.05 0.27 1.37 0.92 0.48 0.01 0.13 19.83 2.04 0.38 6.36 3.01 0.98 0.59 0.23 1.47 1.03 0.51 0.60 56.23 0.04 0.70 2.24 14.96 0.01 0.08 0.01 0.85 0.16 0.88 2.70 56.49 0.08 0.06 55.00 0.06 0.70 0.43 77.08 0.07 51.74 4.65 0.00 0.00 0.04 0.14 16.24 36.54 96.23 0.79 10.42 0.07 0.02 0.15 0.57 0.01 0.03 0.26 6.08 % do Imóvel em APP 80.23 0.Tabela 1A.05 0.37 1.96 1.18 0.04 0.52 0.02 0.94 Café em APP 0.20 1.01 0.03 0.39 0.01 1.18 0..88 2.01 0.41 0.05 0.01 0. 116 .39 3.50 0.35 0.07 0.16 0.00 0.53 0.92 0.25 - Continua.54 Vias 0.53 2.40 0.09 1.04 0.34 1..66 65.06 1.72 4.04 0.50 1.84 0.48 4.28 Vias em APP 0.72 0.07 0.74 1.72 1.06 0.23 0.20 76.54 0.20 0.47 Área Urbana Área Urbana em APP Benfei Benfei torias em torias APP 0.21 0.40 0.03 0.06 0.06 0.29 32.92 4.37 0.09 0.04 0.07 0.01 0.60 1.44 0.85 2.00 0.37 0.20 1.01 0.20 0.70 1.00 0.34 34.92 21.02 0.41 0.17 1.75 1.10 32.17 3.14 0.55 9.59 23.91 0.07 13.23 0.26 0.11 1.15 42.03 0.81 0.05 0.77 3.01 0.18 1.48 0.78 0.49 0.95 Hidrografia 0.39 4.47 1.12 0.37 0.03 3.30 0.08 57.01 0.19 0.22 0.97 1.30 0.21 2.09 1.00 0.03 0.01 0.21 8.06 12.03 0.75 0.37 0.26 1.73 0.13 1.16 2.46 0.28 0.00 0.59 2.94 9.07 0.74 0.91 0.01 21.03 0.93 10.12 0.00 0.13 2.03 0.05 13.70 0.38 0.07 0.07 Pastagem em APP 1.29 26.47 Pastagem 2.54 0.30 0.13 0.98 1.02 0.69 5. cont.44 0.06 0.73 10.05 0.16 0.10 1.44 0.89 0.07 0.65 24.57 21.15 0.35 7.98 0.79 0.33 4.00 Floresta Floresta Floresta Nativa em Plantada Plantada APP em APP 0.58 39.95 0.00 0.79 9.98 0.51 0.02 0.57 6.07 0.54 7.01 0.48 0.20 4.13 24.83 3.56 21.75 1.15 0.00 0.01 0.28 0.78 7.80 0.55 1.05 0.07 0.03 0.23 0.92 59.02 3.43 3.15 1.74 13.77 53.02 0.00 0.73 0.31 2.54 5. Imóvel 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 Área Total 3.46 34.00 0.39 0.05 0.06 0.26 0.00 0.02 0.78 3.22 0.05 0.45 33.09 0.89 2.74 0.62 8.07 0.34 0.19 80.50 8.66 0.43 2.40 8.70 54.73 58.56 0.12 66.23 1.94 0.02 0.03 0.28 0.28 0.07 0.46 0.04 2.63 3.26 Café 0.06 0.00 68.01 0.01 0.14 25.08 0.45 1.06 0.13 1.01 0.10 APP Imóvel 3.72 0.01 0.41 0.01 82.40 3.00 Floresta Nativa 1.15 7.74 1.20 4.12 1.25 1.81 Agricultura em APP 0.62 0.91 1.42 0.03 0.35 0.35 0.08 0.34 0.52 4.81 1.47 Hidrografia em APP 0.02 0.83 Agricultura 0.97 1.37 0.01 0.78 19.76 79.08 0.15 2.12 0.26 5.22 3.00 0.39 1.00 0.20 1.52 0.86 2.01 0.93 0.07 0.09 0.97 2.46 16.04 32.40 18.29 6.34 1.01 0.12 56.03 0.26 0.22 4.09 78.00 0.25 5.80 16.52 0.17 0.29 0.57 5.

16 0.18 0.08 1.31 6.29 5.02 1.12 6.50 0.08 0.42 9.40 31.18 Pastagem em APP 0.84 1.01 - Continua.26 24.85 10.01 3.53 6.03 0.09 0.06 0.01 0..88 1.07 0.86 0.43 5.18 89.52 Floresta Floresta Floresta Nativa em Plantada Plantada APP em APP 4.68 3.01 0.13 Área Urbana em APP Benfei Benfei torias em torias APP 0.31 1.11 0.30 0.00 2.86 0.51 5.64 5.11 0.51 1.59 1.17 2.42 90.97 3.16 19.23 Área Urbana 0.01 0.34 3.26 6.46 0.01 0.87 1.79 3.76 0.14 0.05 0.24 0.28 0.43 0.49 42..06 0.24 3.93 0.54 0.90 0.00 0.34 5.07 8.28 0.21 0. 117 .14 5.64 1.15 0.40 58.02 0.01 0.00 0.34 Vias 0.19 0.46 0.06 0.93 10.99 0.36 0.35 7.03 0.53 2.00 48.01 0.14 0.11 Hidrografia 0.64 18.74 3.17 0.00 0.61 15.38 0.63 64.37 0.06 0.21 0.18 0.16 0.01 7.84 3.04 0.37 58.27 28.26 61.15 2.15 0.46 0.16 0.69 0.28 0.15 0. cont.28 24.30 8.36 0.93 0.02 0.25 0.68 26.02 0.62 0.03 28.10 39.03 0.17 3.71 0.07 0.24 29.43 0.45 0.02 Vias em APP 0.08 0.63 12.16 15.18 0.65 1.48 1.54 4.04 0.00 0.21 0.07 0.23 0.12 0.01 0.49 17.12 0.51 2.12 4.69 42.77 38.36 50.27 78.04 0.39 4.39 0.11 0.17 0.19 0.03 1.03 Hidrografia em APP 0.02 0.37 55.53 9.04 0.07 0.19 0.76 16.65 10.02 0.65 0.11 0.85 0.00 1.04 0.03 0.48 0.78 APP Imóvel 0.29 0.88 0.01 0.00 0. Imóvel 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 Área Total 0.02 0.86 0.06 13.38 20.49 Café em APP 0.18 10.38 2.93 1.12 4.23 2.26 2.16 8.03 3.36 1.42 3.16 0.28 4.64 0.03 3.06 27.21 1.96 81.26 36.13 0.37 1.05 0.76 42.03 0.47 4.39 3.12 4.49 0.13 0.99 0.25 4.30 0.03 0.39 4.48 3.04 0.00 0.01 0.03 0.17 1.28 0.41 0.07 0.09 0.02 0.96 1.43 Agricultura 0.86 0.72 0.64 40.01 Café 2.08 3.Tabela 1A.35 0.05 0.23 16.07 0.03 0.02 0.60 0.52 9.07 0.35 0.54 0.12 0.28 1.92 12.46 0.17 0.60 0.92 4.70 31.16 5.29 0.30 0.02 0.27 61.55 Agricultura em APP 0.63 13.02 0.93 2.78 10.65 0.25 5.16 81.47 16.60 2.58 1.29 11.14 2.22 0.07 0.25 2.22 0.08 2.60 0.60 22.49 0.58 0.02 0.17 0.08 0.96 1.06 0.19 10.06 0.01 0.79 0.03 0.28 5.05 0.03 Pastagem 0.41 0.08 0.11 3.71 7.08 0.36 0.05 0.03 0.61 1.06 0.69 33.80 0.69 0.01 8.03 0.28 Floresta Nativa 5.23 0.62 0.01 0.08 0.01 0.94 26.00 0.21 0.86 0.39 67.91 10.03 0.26 0.21 0.72 7.60 0.00 0.19 0.59 12.14 0.43 0.05 1.08 2.02 0.16 0.11 0.92 66.10 0.90 22.49 0.00 0.58 1.00 0.19 27.84 1.76 64.87 0.41 0.12 0.52 5.45 0.04 0.62 % do Imóvel em APP 58.34 3.69 0.21 0.97 61.01 0.15 0.90 38.08 13.01 4.04 0.05 0.00 0.02 0.65 0.36 0.01 1.01 0.17 5.72 13.15 1.

02 0.13 Continua.08 0.01 0.41 13.97 0.Tabela 1A.82 1.45 6.21 2.79 68.09 0.31 0.32 1.17 0.43 3.02 70.46 4.40 1.07 0.26 0.10 0.05 0.09 0.50 0.16 0.34 0.59 1.62 3.51 27.52 15.75 1.04 0.50 0.18 0.91 1.50 46.87 APP Imóvel 1.14 0.61 0.33 0.98 1.06 0.01 0.17 0..33 0.25 0.37 0.09 0.70 0.02 0.45 57.21 9.69 0.67 6.05 0.36 0.80 0.04 0.61 80.56 0.53 6.95 48.07 0.00 0.03 1.00 0.01 0.26 0.12 0.08 5.03 0.02 0.35 0.67 67.07 6.58 0.89 Pastagem em APP 0.15 0.02 0.31 0.35 0.67 Café em APP 0.06 0.01 14.44 0.02 0.46 Floresta Floresta Floresta Nativa em Plantada Plantada APP em APP 1.17 0.63 0.49 10.01 0.08 0.74 34.86 2. 118 .01 0.44 11.83 4.06 1.03 0.27 1.08 0.15 0.10 0. cont.01 0.92 0.00 Agricultura 2.67 100.67 0.52 0.05 0.49 1.08 0.16 0.08 3.81 0.02 0.03 0.05 0.57 0.10 0.00 0.03 0.46 0.13 0.00 0.01 0.36 0.72 0.02 0.01 0.63 0.13 0.56 4.60 1.15 0.04 0.06 0.83 0.00 0.18 Agricultura em APP 0.67 Floresta Nativa 1.45 8.33 14.85 0.00 0.08 0.14 5.08 0.48 0.76 0.04 1.68 0.94 33.03 0.30 9.07 0.85 0.02 0.08 19.19 14.39 37.02 0.06 0.72 2.00 0.11 0.39 0.71 5.39 1.95 10.56 1.76 1.70 0.87 96.16 1.09 0.28 2.49 27.75 3.18 Área Urbana Área Urbana em APP Benfei Benfei torias em torias APP 0.69 5.56 0.89 Vias 0.35 Hidrografia em APP 0.49 33.02 0.37 3.13 Vias em APP 0.26 0.40 0.30 0.83 13.04 0.47 4.45 4.19 0.62 4.33 0.02 0.88 8.81 3.02 0.70 66.57 3.06 0.33 3.30 0.26 0.43 0.06 0.23 3.14 0.40 0.03 0.69 0.25 6.65 0.09 0.09 1.53 0.05 0.07 0.01 0.21 0.65 1.05 0.09 1.06 0.18 0.05 39.01 0.03 0.10 0.00 0.11 0.83 1.05 0.50 0.02 0.00 0.49 14.05 3.18 0.42 34.71 2.26 0.00 49.04 0.26 64.47 4.16 0.15 4.87 % do Imóvel em APP 42.12 0.02 0.10 1.07 0.93 0.02 Café 0.87 21.01 0.39 32.38 1.06 0.02 0.39 93.29 2.65 0.96 9.02 0.77 1.53 0.01 0.36 1.89 0.79 0.03 0.04 0.15 2.10 1..53 3.02 0.64 0.59 0. Imóvel 171 172 173 174 175 176 177 178 179 180 181 182 183 184 185 186 187 189 190 191 192 193 194 195 196 197 198 199 200 201 202 203 204 205 Área Total 4.96 0.04 0.02 0.75 8.01 0.08 0.20 0.28 0.82 44.01 0.20 0.91 29.09 0.73 2.35 Pastagem 0.14 Hidrografia 0.70 0.45 18.87 0.89 2.20 15.69 60.43 3.24 4.09 0.13 0.37 0.08 11.14 0.85 3.99 1.91 3.17 0.57 5.46 0.32 0.98 0.95 0.42 2.19 4.21 3.02 0.10 0.55 0.58 1.26 0.32 27.47 27.86 0.23 0.03 0.17 4.73 0.04 0.21 4.10 0.71 1.18 0.85 1.01 0.62 0.11 0.56 0.07 0.38 0.05 0.32 64.02 0.43 0.01 0.25 0.78 3.89 9.03 0.03 0.42 0.11 0.04 1.18 1.98 27.23 9.02 0.98 2.76 1.04 0.48 0.

89 28.35 89.08 0.33 18.01 Pastagem 1.04 0.03 0.06 1.90 51.55 3.15 0.32 0.11 0.15 0.86 61.05 12.03 0.98 14.27 0.66 17.82 5.63 0.15 0.55 0.93 35.00 Floresta Nativa 5.87 0.44 2.Tabela 1A.67 3.05 0.15 Hidrografia 0.24 0.33 0.04 0.00 0.15 9.35 56.06 0.40 0.07 0.01 Hidrografia em APP 0.05 0.02 0.36 3.01 0.66 59.14 16.04 0.04 0.13 1.24 47.29 7.02 0.12 0.02 0.03 0.23 2.11 4.17 20.65 1.55 0.76 91.00 0.06 0.73 0.08 0.86 5.03 0.79 14.93 3.86 7.39 0.01 0.01 27.07 0.09 0.54 15.21 2.36 0.05 0.17 8.08 0.07 0.67 5.01 77.63 13.60 1.00 0.06 0.76 0.00 Café 1.18 - Continua.42 0.00 2.90 0.71 27.05 0.34 77.20 0.04 0.79 2.46 8.57 9.60 0.21 1.80 0.65 12.30 2.24 0.67 12.50 74.08 0.23 0.16 49.22 5.56 1.46 0.36 1.32 89.86 1.01 0.06 0.98 1.38 10.15 0.02 0.06 1.64 68.16 3.38 39.08 3.04 2.84 7.60 11.06 0.03 0.07 0.04 0.89 0.03 Pastagem em APP 0.66 73.04 0.33 17.02 1.12 1.05 0.38 8.02 0..75 45.18 0.61 0.76 0.06 7.99 6.19 16.43 2. 119 .43 2.19 12..60 1.49 20.00 0.38 0.08 0.61 47.02 0.03 0.32 Floresta Floresta Floresta Nativa em Plantada Plantada APP em APP 2.85 1.54 1.33 0.65 15.25 6.42 0.19 0.40 0.15 0.02 0.90 0.47 6.39 15.16 0.58 0.00 0.36 1.15 0.02 0.32 0.24 0.92 0.46 0.81 3.07 15.19 9.26 0.32 12.33 0.49 1.32 30.78 2.18 Vias em APP 0.96 Área Urbana em APP 1.29 28.05 0.98 1.04 0.01 0.03 0.24 0.58 0.44 2.08 0.41 2.94 Agricultura 0. cont.43 37.04 0.08 0.98 1.22 6.80 1.81 1.19 5.16 0.47 27.77 5.28 0.01 0.34 0.13 2.47 22.39 0.05 0.63 10.88 15.21 Benfei Benfei torias em torias APP 0.11 0.43 Agricultura em APP 0.09 12.69 14.52 0.80 1.31 4.55 11.42 2.70 75.46 2.11 0.44 68.07 0.11 0.15 0.62 0.91 61.96 4.07 0.12 0.33 1.32 0.72 23.14 0.94 25.57 0.58 18.41 2.19 0.03 0.78 0.02 25.00 0.29 0.57 1.16 0.33 30.37 7.70 49.71 0.94 20.45 0.21 Área Urbana 1.94 45.21 0.20 0.53 3.17 9.52 0.01 0.37 7.63 74.69 0.16 34.81 0.41 14.67 10.46 0.02 14.52 2.29 8.04 8.02 0.52 0.03 0.03 0.15 0.06 12.05 11.97 Vias 0.18 1.96 26.14 0.29 % do Imóvel em APP 64.03 0.02 0.04 0.67 7.13 0.35 2.81 0.26 0.02 1.07 0.77 2.02 0.32 2.17 9.98 24.33 0.17 0.69 2.65 94.26 2.92 0.05 0.06 29.48 1.32 62.56 15.85 47.29 0.13 8.00 0.21 0.29 0.35 APP Imóvel 0.08 43.10 0.26 0.15 0.57 24.53 0. Imóvel 206 207 208 209 210 211 212 213 214 215 216 217 218 219 220 221 222 223 224 225 226 227 228 229 230 231 232 233 234 235 236 237 238 239 Área Total 0.47 20.32 44.02 0.86 0.29 11.34 0.19 0.01 0.04 0.09 Café em APP 0.13 0.07 0.06 0.29 0.53 1.85 19.85 0.09 12.03 0.03 0.04 1.17 31.62 1.53 0.39 0.05 0.78 2.04 0.02 0.

87 0.80 17.09 0.31 4.23 0.39 47.64 1.05 0.81 1.03 0.69 0.34 5.00 0.13 0.01 0.39 0.11 0.19 5.86 0.18 0.02 0.00 0.10 0.22 0.44 0.42 0.16 1.80 Pastagem em APP 1.04 0.21 1.00 0.23 0.17 0.50 1.24 0.05 Agricultura em APP 0.04 0.15 1.14 Hidrografia em APP 0.22 1.43 0.05 49.55 2.31 0.03 0.01 Café 0.54 4.30 0.00 0.13 1.57 1.65 1.02 0.34 0.03 0.05 0.64 0.02 0.34 7.29 2.13 0.37 0.94 Hidrografia 0.41 71.12 0.02 0.34 0.09 1.22 0.39 0.10 0.11 0.02 0.65 Agricultura 0.29 0.02 0.00 0.85 0.69 0.00 48.59 0.34 0.58 55.26 0.01 0.72 60.27 0.01 0.19 Floresta Nativa 0.34 % do Imóvel em APP 80.41 0.89 0.09 0.14 0.79 0.01 0.34 8.03 0.72 0.00 0.56 70.14 Pastagem 1.01 0.36 0.02 0.52 17.74 0.54 0.65 1.42 5.02 0.69 37.18 1.65 0.00 0.01 0.18 1.00 0.59 0.79 3.02 - Continua.95 4.91 75.00 0.21 0. Imóvel 240 241 242 243 244 245 246 247 248 249 250 251 252 253 254 255 256 257 258 259 260 261 262 263 264 265 266 267 268 269 270 271 272 273 Área Total 0.96 0.28 Vias 0.44 0.00 0.14 0.04 0.18 0.65 Floresta Floresta Floresta Nativa em Plantada Plantada APP em APP 0.69 0.30 0.36 3.69 10.91 53.18 0.65 26.40 0.53 0.75 0.13 1.04 1.13 1.82 APP Imóvel 0.03 0.77 22.80 58.84 6.22 0.73 0.43 0.12 0.59 21..02 0.01 0.15 0.42 0.12 1.81 2.03 0.35 0.01 0.14 0.29 0.16 74.22 4.13 0.15 0.80 64.02 0.03 6.11 0.04 0.25 82.01 0. 120 .07 0.94 0.24 0.65 0.64 3.21 0.01 0.21 0.12 0.91 1.00 0.02 7.39 4.67 1.16 Vias em APP 0.18 0.88 5.11 1.56 1.67 0.18 0.11 78.15 0.08 2.29 0.05 1.65 0.66 6.51 0.40 57.29 30.44 1.65 0.03 4.52 0.54 12.04 Área Urbana 0.33 15.85 0.67 0.97 22.07 1.61 1.39 0.03 0.24 1.35 10.35 0.29 39.77 0.17 0.01 0.57 4.30 4.29 0.50 5.01 0.03 0.04 0.02 0.02 1.15 0.73 2.05 0.21 Área Urbana em APP 0.48 0.42 1.19 0.27 0.01 0.36 2.06 0.01 0.95 6.21 3.44 4.19 0.16 0.28 0.00 50.00 15.68 1.02 0.66 62.12 0.00 0.27 0.42 0.03 0.24 74.01 0.01 0.16 44. cont.39 0.01 0.03 0.29 1.19 10.24 3.72 74.01 0.Tabela 1A.56 0.02 0.02 0.95 0.19 0.38 9.16 0.50 54.24 0.17 Benfei Benfei torias em torias APP 0.02 0.92 75.29 0.39 40.83 0.69 0.85 0.15 0.06 0.50 74.07 1.69 0.18 0.01 0.30 0.47 100.08 0.19 Café em APP 0.23 0.07 0.71 1.97 0.93 35.57 2.73 0.02 0.28 100.06 0.99 0.51 0.15 1..04 0.19 0.50 1.18 1.00 3.12 0.85 4.00 2.70 1.03 0.

58 0.12 Café Café em APP Floresta Nativa 0.31 0.11 0.10 100.70 46.62 2.01 0.08 APP Imóvel 0.16 0.32 0.09 0.00 Agricultura 19.08 Benfei Benfei torias em torias APP 0.04 0.02 Hidrografia em APP 6.69 77.29 143.57 3.30 26.62 0.69 0.00 0.00 2.82 0.43 0.00 100.09 - 121 .02 0.15 Área Urbana 0.18 2.60 0.01 0.27 0.06 0.06 0.97 3.97 17.35 0.09 0.86 0.38 0.01 30.06 0.14 1.08 0.60 3.99 2.23 3.15 0.82 0.05 0.77 0.17 1.49 1.06 0.23 0.49 11.18 Pastagem em APP 0.18 30.49 0.14 0.73 0.26 Hidrografia 7.85 63.55 0.19 0.Tabela 1A.04 0.08 Área Urbana em APP 1.78 30.41 Pastagem 0.14 5.15 1.11 0.01 0.95 0.05 3.07 0.14 Floresta Floresta Floresta Nativa em Plan tada Plantada APP em APP 0.34 0.21 0.86 0.51 Agricultura em APP 2.06 0. cont.52 0.64 0.14 1.14 3.32 0.59 16.15 0.49 Vias em APP 0.24 0.01 0.14 11.38 1.01 0.08 % do Imóvel em APP 81.23 4.09 2.82 0.57 95.69 0.28 5.60 0.06 0. Imóvel 274 275 276 277 278 279 280 281 282 283 284 285 286 287 288 289 290 291 292 Área Total 0.02 0.93 93.04 1.85 45.24 11.34 0.16 1.32 5.74 2.21 0.31 1.07 0.44 0.49 0.60 Vias 0.67 0.39 212.23 0.31 0.02 0.82 0.32 0.25 0.77 1.08 0.63 0.75 0.

389 1.261 0.98 0.316 0.07 9.224.010.544 512. 031 1.483.404 Continua.009 978.26 4.78 5.95 0.166 0.12 1.650 1.663 0.811. 115 1.448 0.833.53 9.92 16.682. conforme a Figura 7.472 835.410 2.196 0.143 0.256 432.466 0.75 0.300 0.297 697.096..199 1.503 0.00 1.440 0.844 396.50 9.11 0.214. 716 929.304 0.571.925 1. 477 3. 896 633.029 2.075 2. 304 1.124 0.121 0.52 1.Tabela 2A – Área.321 820.94 0.900.95 Perímetro (m) 915.972 3.362 0. 172 352.50 2. 315 493.85 5.066 1.140 0.387 534.428 0.199 0.612 0.90 8.279 0.. 195 3.350.77 6.215 0. perímetro. 348 657.322 0.23 0. 611 1. 646 IC 0.286 0.57 2.237 0.138 0.269 335. 312 406. índice de circularidade (IC) e numeração dos fragmentos florestais.95 5.078.40 3.726 0.126 0.558 0.183 718.331 380.49 0.41 0.35 0.568 0.19 2. 122 .49 0.53 1.435 0.27 6. 579 542.93 9.56 0.011 400.624.561 0.656 0.49 0.341.082 769.472 0.16 1.75 4. Viçosa-MG N do Fragmento 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 o Área (ha) 3.359.61 13.226 0.741 770.588 0.553 0. da bacia do ribeirão São Bartolomeu.85 3.

265 0.358 0.78 0. 803 2.06 3.363 661.29 38.553 1.92 27.335 0.31 234.434 0.059 0.88 38. 326 3.465.30 0. 187 423.191 0.213.25 12. 859 1.58 Perímetro (m) 11.448 0. 808 364. Cont.198.353 0.19 0.454.742 527.389 0.193 967.443 0.55 0.207 0.68 60.20 1.257 0. 712 395.24 0.575.43 6.92 45.652 6.606 685.816 3.60 2.63 1.169 0. 028 844.829 4.667.682.921 3.648 6.164 0. 754 7101.20 7.376 0.084 123 .642 0. 767 469.163 0.11 4. 042 1.156.Tabela 2A.30 0.796 607.530.013 593.342 18.06 1. 803 656.916 515.582 0.565.318 0.99 65.84 4.049 311.261 0.409 0.73 0.86 19.514 0.961 IC 0.957.261 0.041 588.21 30. 123 660.489 0.597.060 0.126 0.17 18.380 0.042.764.38 1. 728 1.90 2. N do Fragmento 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 o Área (ha) 62.112 0.130 334.165.182 3.177 0.594.525 0.300 0.722 0.867.10 0.160 0.99 9. 236 6.00 0.45 0.380 0.119 0.26 0. 097 1. 223 8.085.35 0.296.593 0.16 0. 405 5.070 439.240 0.05 20.231 301.46 29.31 0.397 0.193 0.40 4.171 244.235 0.687 1.078 469.

21 Pastagem 569.53 Pastagem 718.13 Pastagem 357.06 Pastagem 2.011 Continua.20 Café 542.967 57.49 Agricultura 275.391 68.389 Fragmento Florestal 6 7 1.26 Benfeitoria 59.58 Hidrografia 172.637 28.435 25.13 Agricultura 43.183 718.243 72.811.73 Limite 272.312 9 406.337 49.354 42.075 12 13 14 2.433 3.604 43.053 18.082 29.988 0.198 5.654 76.530.97 Benfeitoria 42.235 53.116 55.66 Vias 399.19 Hidrografia 60.583 24.844 100.564 68.769.07 Pastagem 805.502 53.082 15 769.013 10.Tabela 3A – Fragmentos florestais mapeados na bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu e seus respectivos tipos de vizinhança e os perímetros afetados em valores percentuais e absolutos No Tipo de Vizinhança Perímetro Classe de Uso e Ocupação m % Agricultura 169.12 Benfeitoria 2.804 31.19 Benfeitoria 59.27 Pastagem 1.88 Hidrografia 131.225 8.199 100.38 Limite 496.12 Hidrografia 78.115 1.77 Vias 18.706 28.28 Pastagem 412.31 Benfeitoria 12.07 Fragmento Florestal Perímetro m 915.571.307 37.341.23 Pastagem 1.680 74.074.725 2.43 Benfeitoria 4.180 26.896 2 3 633.62 Agricultura 80. 124 .224.80 Limite 694.488 0.000 2.00 Agricultura 474.10 Hidrografia 198.600 3.47 Limite 275.078.391 4.89 Pastagem 281.009 11 978.579 56.00 Vias 3..42 Agricultura 405.270 7.733 16.97 Limite 739.20 Vias 31.95 Vias 75.46 Pastagem 489.164 0.401 20.149 8.914 0.85 Pastagem 1.805 3.895 44.797 19.70 Café 233.207 38.55 Café 132.140..35 Pastagem 217.99 Café 430.925 0 1 1.639 6.483.195 8 3.222 71.47 Limite 560.304 5 1.321 10 820.729 42.844 396.199 4 1900.015 31.90 Agricultura 123.323 8.41 Limite 257.41 Limite 498.90 Vias 75.891 1.167 14.00 Agricultura 32.93 Pastagem 338.579 542.43 Pastagem 721.

871 23.172 27 28 352.85 Pastagem 67.76 Benfeitoria 25.32 Agricultura 148.066 2.741 770.41 Fragmento Florestal Perímetro 400.28 Pastagem 644.978 79.61 Benfeitoria 240.946 32.012.256 432.100.93 Vias 232.00 Hidrografia 27.858 25.031 26 1.68 Pastagem 342.718 2.682.348 33 657.98 Limite 837.201 0.47 Pastagem 970.49 Café 300.598 14.127 48.300.814 83.36 Pastagem 377.73 Limite 99.251 6.153 34.095 8.147 6.42 Agricultura 89.39 Agricultura 56.177 0.342.64 Vias 68.72 Pastagem 580.129 22.567 16.472 17 835.23 Benfeitoria 64.86 Pastagem 127.18 Limite 468.010.441 10.56 Pastagem 493.91 Pastagem 2.474.138 43.355 57.034 6.50 Floresta plantada 171.34 Café 116.624.23 Agricultura 146.062 92.192 20.729 37.43 Vias 47.91 Pastagem 523.40 Agricultura 259.225 60.129 51.264 3.303 62.31 Vias 432.16 Pastagem 512.972 18 3.301 2.741 100.03 Vias 321.866 41.525 56.462 83.61 Pastagem 297.516 0.716 20 21 22 Fragmento Florestal 23 24 25 929.32 Vias 57.350.23 Floresta plantada 133.56 Pastagem 1.214.269 30 335.144 7.540 26.900 74. 125 .909 11.39 Floresta plantada 62.290 27.61 Benfeitoria 75.00 Floresta plantada 136.297 31 697. Cont.079 30.173 13.477 19 3.060 2.77 Floresta plantada 433.650 1833.32 Hidrografia 22.974 10.58 Limite 181.650 100.059 1.055 38.015 62.56 Café 1..63 Pastagem 171.315 493.057 8.331 Continua.544 512.58 Agricultura 107. No 16 Tipo de Vizinhança Classe de Uso e Ocupação Perímetro Agricultura 102.83 Pastagem 2.15 Hidrografia 23.45 Agricultura 127.00 Floresta plantada 25.989 12.918 38.01 Limite 596.87 Pastagem 116..43 Pastagem 1.810 76.970 4.02 Agricultura 8.28 Agricultura 59.066 1.676 46.847 20.Tabela 3A.410 20.387 29 534.572 25.72 Café 391.029 32 2.98 Vias 512.

396 Benfeitoria 78.32 45.041 44 588.762 Pastagem 6.032 Benfeitoria 12.261 Floresta plantada 440.09 10.95 18.187 41 423.829 47 4.809 Café 2.595 Pastagem 554.352 Floresta plantada 6.80 7.164 Agricultura 2.260 Benfeitoria 22.070 46 439.71 0.56 3.032.05 1.462 Agricultura 80.080 Limite 219.19 59.67 49.322 Agricultura 8.916 Café 53.67 39.359.540 Agricultura 102.22 0.957 Hidrografia 95..803 48 656.487 Fragmento Florestal Perímetro 40.646 37 11.774 Pastagem 1.956 Agricultura 21.830 Café 898.83 57.182.209.21 4.575.769 Vias 444.90 18.74 77.33 2.049 45 311. 126 .803 Pastagem 509.276 Café 371.426 Café 160.06 10.308 Vias 110.01 29.803 Vias 198.391.45 10.027 Hidrografia 57.194.096.666.764.81 8.28 34.14 77.147 Pastagem 46.64 39.75 74.862 Floresta plantada 697.07 40.961 Pastagem 1.78 47.870 Hidrografia 35.32 19.903.281 Benfeitoria 97.59 1.94 29.092 Café 1.606 42 685.47 48.54 23.569 Vias 175.40 7.434 Hidrografia 55.Tabela 3A.409 Agricultura 334.654 Pastagem 1. No 34 Tipo de Vizinhança Classe de Uso e Ocupação Perímetro Pastagem 152.475 Pastagem 23.776 Hidrografia 28.353 Benfeitoria 229.571 Agricultura 1.486 Pastagem 280.867.198.869 Vias 121.487 Vias 126.81 26.26 80.77 6.770 Hidrografia 142. Cont.808 39 Fragmento Florestal 364.024 Pastagem 340.24 23.24 5..06 14.696 Floresta plantada 1.43 14.687 38 1.870 Vias 227.30 87.88 0.33 24.553 40 1.37 9.81 4.796 Continua.107 Hidrografia 4.611 36 1.384.276 Vias 242.66 1.48 0.41 15.67 80.20 7.643 Café 466.398 Limite 27.92 74.66 41.740 Pastagem 320.72 380.88 10.363 43 661.168 Limite 313.131 Pastagem 551.60 1.345 Floresta plantada 621.95 9.86 17.410 35 2.625 Pastagem 294.

199 77.957.60 Pastagem 265.613 10.72 Vias 35.48 Floresta plantada 276.28 Pastagem 3.21 Hidrografia 44.64 Benfeitoria 11.165.530 22.19 Hidrografia 18.88 Área urbana 33. 127 .865 0.09 Pastagem 363.250 39.458 14.804 1.746 86.175 13.91 Pastagem 260. Cont.491 45.742 527.344.85 Vias 380.85 Agricultura 43.79 Limite 207.55 Hidrografia 34.921 58 3.19 Limite 700.02 Limite 473.144 11.215.433 97.90 Vias 91.36 Benfeitoria 601.384 64.841 92.405 60 5.73 Vias 516.160 20.45 Agricultura 26.767 52 53 54 55 56 Fragmento Florestal 57 469.761 23.223 59 8.042.71 Pastagem 941.77 Pastagem 256.289.182 100.04 Vias 73.452 44.521 3.557.652 51 6.102 57.465.998 20.51 Pastagem 273.066 1.Tabela 3A.130 334.87 Limite 1.136 0.742 100.452 52..391 1.666 50.565.733 69. No 49 50 Tipo de Vizinhança Classe de Uso e Ocupação Perímetro Café 306.543 0.330 9.14 Pastagem 5.42 Agricultura 68.747 1.712 61 395.40 Área urbana 203.522 6.220 2.47 Pastagem 261..611 7.916 515.41 Benfeitoria 414.05 Agricultura 360.95 Pastagem 210.193 3.028 100.042 63 64 65 1.32 Pastagem 5.099.98 Pastagem 2.45 Pastagem 311.23 Área urbana 105.451 11.19 Agricultura 427.49 Hidrografia 0.171 244.078 469.75 Floresta plantada 55.73 Pastagem 4.620 85.531.04 Vias 27.00 Pastagem 527.917 79.921 60.028 844.762 0.813 6.96 Floresta plantada 112.971 0.780 55.05 Café 1.73 Agricultura 395.29 Benfeitoria 3.00 Pastagem 844.918 16.231 301.766 4.00 Fragmento Florestal Perímetro 607.35 Floresta plantada 604.67 Agricultura 1.036 4.161 10.44 Hidrografia 10.194 0.648 62 6213.27 Pastagem 1.24 Hidrografia 68.165.54 Benfeitoria 83.193 967.401 0.462.182 Continua.000.726 65.492 7.152 19.782 13.690 1.84 Hidrografia 84.

788 4.141 37.36 Área urbana 87.88 Vias 94.101.82 Vias 672.56 Floresta plantada 1.57 Hidrografia 546.656 7.25 Floresta plantada 99.567 12.32 Vias 1.246 42.667.473.097 74 1.533 21.085.240 5.45 Área urbana 604.784 0.669.09 Agricultura 1593.551 12.135 74.817 5.00 Agricultura 250.482 31.74 Pastagem 660.013 100.728 Fragmento Florestal 72 1.07 Área urbana 973.166 63.337 2.346 48.880 11.63 Benfeitoria 2.45 Benfeitoria 138.133 8.11 Floresta plantada 192.530.20 Benfeitoria 181.250 22.454.898 28.825 14.71 Agricultura 33.897 43.611 24.084 5.697 11.604 2.594.123 67 68 660.853 8.48 Fragmento Florestal Perímetro 66 3.60 Agricultura 170.156.99 Limite 3.11 Benfeitoria 16.342 77 18.395 5.49 Floresta plantada 209.445 2.555.266.754 76 7.947 17.39 Café 1.899 37.76 Floresta plantada 1.96 Área urbana 1.326 75 3.83 Limite 1.99 Pastagem 1.340 49.456 5.236 73 6.555.619 42.040 7.099 8.184.593 25.88 Agricultura 1.304 14.51 Pastagem 1.803 71 2.47 Pastagem 9.505 6.26 Agricultura 846.288 21.Tabela 3A.27 Pastagem 598.159.908 36.108 2.65 Hidrografia 699.29 Área urbana 1.80 Pastagem 1.232 1.389 17.03 Hidrografia 835.74 Limite 1.597.87 Hidrografia 103.816 69 3.71 Pastagem 100.27 Benfeitoria 338.837 1.191 5.13 Café 821.84 Pastagem 35.57 Limite 610.441 14.93 Agricultura 157.721 43.018.59 Benfeitoria 408.550.564 13.425 3.014 38.051.248.458 3.56 Limite 248.961 128 .296.68 Café 1.61 Vias 371.682.348 1.883 9.503 50.90 Café 227.61 Agricultura 233.859 70 1.59 Área urbana 231.37 Pastagem 845.141.766.95 Vias 210.872 26.83 Limite 261.541.19 Vias 128.22 Limite 937.013 593.705 12. No Tipo de Vizinhança Classe de Uso e Ocupação Perímetro Agricultura 244.757.268.819 16. Cont.20 Pastagem 214.177 2.34 Pastagem 874.32 Hidrografia 101.