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RESUMO LINGUÍSTICA: é o estudo científico que da linguagem verbal humana cujo objeto de estudo é a língua.

LINGUAGEM: é o uso da língua como forma de expressão e comunicação entre as pessoas. É o meio pelo qual o homem comunica suas ideias e sentimentos, seja através da fala, da escrita ou de outros signos convencionais. “A linguagem é uma semente que é posta em outro ser humano e precisa de contato (através da linguagem) para ser germinada.” Os animais não possui linguagem por não falar. O animal transmite signos, mas não os articula em falas. Daí se dizer que a linguagem é o traço definidor entre o mundo dos homens e o mundo dos animais. Com o uso da fala, o homem pode expressar coisas abstratas e isso é típico do ser humano. Hipóteses históricas: 1) O homem chegou a linguagem pela imitação de gestos; 2) A linguagem teria nascido em função das necessidades de sobrevivência (fome , sede, necessidade de abrigo, etc.); 3) A linguagem seria fruto das emoções Grito (medo, surpresa, alegrias). Para que serve: 1) Para comunicar; 2) Para nos constituir sujeitos: elogiar, xingar, agradecer. A linguagem cumpre 2 funções básicas: a) Função simbólica (ou representativa): estrutura a ciência humana da realidade em conteúdos significativos de consciência./ É simbólica porque não é o mundo real, e sim uma forma socialmente aceita de interpretá-lo. b) Função comunicativa ( ou interpessoal): torna esse conteúdos significáveis através do discurso.

SEMIOLOGIA: é uma ciência que estuda todos os sistemas de signos na vida social. (Símbolos, ícones e índices)

A) Linguagem não-verbal: todos os outros recursos de comunicação como imagens, desenhos, símbolos, músicas, gestos, tom de voz, etc. B) Linguagem verbal: Utiliza símbolos linguísticos (natureza simbólica) Integra a fala e a escrita (diálogo, informações no rádio, televisão ou imprensa, etc.). a) Linguagem Oral e Escrita

b) Língua: Sistemas articulado de unidades chamadas de signos linguísticos IMOTIVADOS e ARBITRÁRIOS. SIGNOS LINGUÍSTICOS: 1. Sinais que o homem produz enquanto fala ou escreve; 2. Consiste na relação entre compostos: significante – imagem acústica/complexos sonoros e significado – conceito/ o que os complexos sonoros significam); 3. Conjunto de unidades que se relacionam organizadamente dentro de um todo. Imotivados (sem relação motivada entre som e sentido) Arbitrário (1.convenção realizada entre os homens e que passa de geração para geração/ 2. Inexistência de associação natural entre os sons vocais e os conceitos por eles expressos) O que são signos motivados? Quando certas palavras imitam as ideias ou fenômenos que representam. Ex: palavras onomatopaicas. ICONICIDADE: Propriedade que tem o signo icônico de representar por semelhança o mundo objetivo ou de ser a imagem de um objeto real..Ex: placa de trânsito mostrando sinuosidade na pista. Código (conjunto de convenções adotadas por um grupo social) Convenção (algo combinado entre os homens e que passa de geração para geração).

O que dá aos estudos linguísticos o status de ciência? A definição da língua como objeto de estudo e a utilização de metodologia científica: a observação dos fatos é anterior ao estabelecimento de uma hipótese, fatos observados são examinados sistematicamente mediante experimentação e estabelecimento de uma teoria adequada. O trabalho cientifico observa e descreve os fatos a partir de determinados pressupostos teóricos formulados pela linguística. Antigamente, a linguística não era autônoma, submetia-se às exigências de outros estudos: lógica, filosofia, retórica, e história. A partir dos estudos científicos iniciados por Saussure é que a linguística torna-se ciência.

SÉC XVII / GRAMÁTICAS GERAIS OU RACIONAIS 1. 2. 3. 4. Consideram que a gramática é regida por princípios gerais RACIONAIS; Uso de ideias claras e distintas a fim de se expressar de forma precisa. Objetivo: Atingir a língua-ideal, ou seja, uma língua universal, lógica, sem equívocos. Contribuição: Estabelecimento de princípios de pensar na linguagem em sua generalidade (não somente descrever a língua).

SÉC XIX / GRAMÁTICAS COMPARADAS - LINGUÍSTICA HISTÓRICA Contexto histórico: 1. No séc. XIX, começa a se conhecer novas línguas e novas famílias de línguas; 2. As línguas passam a ser comparadas

3. Surge o estudo comparativo das línguas (GRAMÁTICAS COMPARADAS - LINGUÍSTICA HISTÓRICA); 4. Franz Bopp: Publica em 1816, uma obra que compara o sânscrito, latim, persa e o germânico. 5. Chega-se ao indo-europeu.

1. 2. 3. 4.

Percebem que a transformação das línguas no decorrer do tempo; Uso do método histórico-comparado para estabelecer correspondências entre as línguas; Objetivo: Alcançar a língua-mãe. Contribuição: Evidenciar que as mudanças linguísticas são regulares. Têm uma direção (não são caóticas, como se pensava anteriormente).

São consideradas a BASE PARA A FORMAÇÃO DO PENSAMENTO LINGUÍSTICO CONTEMPORÂNEO devido aos princípios metodológicos elaborados nessa época (preconizavam a análise dos dados observados). Evidenciou-se a transformação das línguas no decorrer do tempo independentemente da vontade dos homens, seguindo uma necessidade própria da língua e manifestada de forma regular.

SAUSURE     Linguista suíço Obra: O Curso de Linguística Geral (1916): resultado de anotações de aulas reunidas e publicadas por dois de seus alunos. Não deixou obras escritas. Escreveu cadernos sobre anagramas onde procurava mostrar como há um texto sob o texto poético (através da utilização de seus anagramas).

LEGADO: 1. Dar a linguística um caráter cientifico (ANTES: linguística não era autônoma e dependia de outras ciências para fundamentação: história, retórica, filosofia, história e da crítica literária). 2. Observação dos fatos da linguagem; 3. Busca pela descrição dos fatos da linguagem; 4. Pressupostos teóricos. Como seus estudos se relacionam com o surgimento da linguística? Porque a partir de suas ideias, surgem os debates acerca do tema. dessa forma, o seu trabalho teve que ser discutido, rebatido e esclarecido pelas gerações seguintes. TÓPICOS: 1. Há uma linguística descritiva ao lado de uma linguística histórica e a explicação da mutação nada tem a ver com os fatos sincrônicos dela resultantes; 2. Ambos os estudos devem ser focalizados como um padrão, abstrato, subjacente aos atos do discurso; 3. As formas linguísticas que constituem esse padrão nada mais são do que a relação entre o significante e significado; 4. Essa relação é arbitrária; 5. A linguística é uma ciência. Pertencente a Semasiologia.

DIFERENÇA ENTRE LÍNGUA E FALA: Língua (segundo Saussure): 1. É um produto social (conjunto de convenções necessárias adotadas pelo corpo social para permitir o exercício da faculdade da linguagem nos indivíduos); 2. É um sistema de signos (conjunto de unidades que se relacionam organizadamente dentro de um todo); 3. É exterior ao individuo, ou seja, não pode ser modificada unicamente pelo falante (o que é interior é o uso que o individuo faz da língua). Fala ou Discurso: 1. É um ato individual a partir de combinações feitas pelo falante. 2. Utiliza o código da língua. DIFERENÇA ENTRE SICRONIA E DIACRONIA: Diacronia: 1. É a história de uma língua e estuda uma língua através do tempo; 2. Sucessão dos estados da língua. Sincronia: 1. É o estado da língua;

2. Os membros de uma comunidade linguística entendem-se e comunicam-se porque participam do mesmo estado da língua. Saussure divide a sincronia em dois eixos: a) Sintagmáticos: Relações lineares de combinação dos morfemas, das palavras e das frases. b) Paradigmáticos: Palavras ou expressões que ocupam o mesmo lugar na frase. c) Interdependência entre o eixo sintagmático (combinação dos morfemas e palavras na fala) e o paradigmático (escolhas de unidades em diferentes paradigmas).

HISTÓRIA DO ESTUDO DA LINGUÍSTICA Pré-linguística: 1. Etapa do desenvolvimento da linguística em que não há o estabelecimento de uma ciência no sentido próprio do termo, uma vez que não apresenta o verdadeiro significado dos contrastes que descobre e não desenvolve um método cientifico de focalizar sua matéria. 2. Predominam: o Estudo do Certo e do Errado, o Estudo da Língua Estrangeira e o Estudo Filológico da linguagem. Para linguística: 1. O estudo da linguagem não entra no estudo da linguagem propriamente dita; 2. Predominam: o Estudo biológico e o Estudo filosófico da linguagem.

PROCESSO DE COMUNICAÇÃO/ FUNÇÕES DA LINGUAGEM Seis Fatores do Roman Jakobson:

1. 2. 3. 4. 5. 6.

Informação (contato/canal) Código (sistema de sinais usados) Mensagem (aquilo que manifestamos) Emissor (remente/codificador) Destinatário (decodificador) Situação (contexto/referente)

Funções da linguagem: Em regra quando falamos, todos esses fatores entram em ação, mas um deles vai ser preponderante. 1. 2. 3. 4. 5. 6. Função fática: quando a ênfase ocorrer sobre a informação; Função metalinguística: quando a ênfase ocorrer no código; Função poética: quando a ênfase ocorrer na mensagem; Função expressiva: quando a ênfase ocorrer no emissor; Função conativa: quando a ênfase ocorrer no destinatário; Função referencial: quando a ênfase ocorrer na situação.

Plano Estruturadores da linguagem: 1. Plano de Expressão: formam a face sensível da linguagem. (SIGNIFICANTE) a. Sons (sensíveis pelo ouvido); b. Letras (sensíveis pelo olho). 2. Plano do Conteúdo: formam a face mental ou psíquica da linguagem. (SIGNIFICADO) a. Significados. 3. Esses dois planos (expressão e conteúdo) se associam devido à relação necessária entre o significante e significado constituindo o signo linguístico. Definições: 1. Sílaba: Parte desprovida de significado. 2. Morfema: Menor unidade significativa de uma palavra. “Fonemas formam sílabas, morfemas formam palavras e palavras formam frases.” 3. Alomorfe: variante do mesmo morfema. Ex: sufixos de bondade e realidade. 4. Alofone: variante fonética de um mesmo fonema. Ex: terra. 5. Língua padrão: é uma norma cujo prestigio social e ampla utilidade justificam ser ela o padrão ensinado na escola. 6. Variedades linguísticas: são diferentes formas de falar e escrever que podem ser características do uso: de uma região, de diferentes classes econômicas, de usos familiares, de certas profissões de certas faixas etárias, etc. 7. Sistema: estrutura abstrata da língua ou uma espécie de denominador comum de todos os seus usos. 8. Uso: Ato concreto de falar/ouvir ou falar/escrever a língua. 9. Norma: Soma de usos histórica e socialmente consagrados em uma comunidade e adotados como padrão que se repete.

Após a invenção da escrita, os homens perceberem a existência de formas linguísticas e começara, a reduzir os sons da linguagem para a forma escrita. Isso gera uma impacto através de fatores sociais e culturais como a DIFERENCIAÇÃO DE CLASSES, ou seja, o domínio da forma culta de linguagem passa a ser marca de status social. As classes superiores percebem o status da linguagem, passam a preservar esse domínio da linguagem (linguagem culta e correta) e transmiti-los de geração a geração.

História da Linguística Os estudos da linguagem nasce de diversos fatores, ou seja, um fator gera como consequência um determinado tipo de estudo da linguagem. 1) O estudo do certo e errado: a) Fator: diferenciação de classes (proveniente do domínio da linguagem pela classe dominante e sua ignorância pelos demais classes sociais); b) Também conhecido como gramática normativa (combina-se também, com o estudo lógico da linguagem, sendo abrangente a uma pequena parcela da sociedade que queria manter seu status social através da linguagem); c) Contribuição: Estimular o estudo sistemático dos traços da linguagem.

2) O estudo da língua estrangeira: a) Fator: Contato entre sociedades de diferentes tipos de línguas. b) Pretensão de dominar outro idioma para que as necessidades comunicativas sejam estabelecidas; c) Contribuição: Comparação sistemática dos diversos tipos de línguas.

3) O estudo filológico da linguagem: a) Fator: Necessidade de compreensão dos textos antigos com linguagem obsoleta. b) Há a necessidade de comparar textos antigos e contemporâneos para o estudo; c) Contribuição: Comparação entre a FALA ATUAL PASSADO. e as FORMAS LINGUÍSTICAS DO

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4) O Estudo Lógico da Linguagem: a) Fator: Desenvolvimento da ciência em seu sentido mais amplo e de pensamentos filosóficos.

b) Surge um estudo híbrido filosófico e linguístico resultante da necessidade de tornar a linguagem um instrumento eficiente para o pensamento filosófico. c) Contribuição: Deu um "colorido científico" às expressões linguísticas.

d) Nessa fase, O Estudo Lógico da Linguagem e O estudo do certo e errado se combinaram para dar um "colorido científico" às expressões linguísticas das classes dominantes.

5) O estudo biológico da linguagem: a) Fator: Desenvolvimento das teorias botânicas e evolutivas (Darwin); b) Fez-se uma análise das características biológicas que permitiam a comunicação humana (ou o uso da linguagem pelos homens); c) Contribuição: tentativa de elevar o estudo da linguagem ao status de ciência através de suas leis de desenvolvimento.

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6) O estudo histórico da linguagem:

a) Surgimento de uma nova óptica do traço social: o conceito de sociedade humana como fenômeno histórico; b) Estuda-se a linguagem como um acontecimento histórico. c) Objeto de estudo: A linguagem como manifestação cultural da sociedade. d) Contribuição:

7) O Estudo Descritivo da Linguagem: a) Focaliza sua função na comunicação social e analisa os meios pelos quais ele preenche aquela função.
b) Contribuição: Constituir o âmago da ciência moderna.