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Grupo: Aline, Ana Kátia, Fernanda, Emilene e Sumika Marxismo e Existencialismo – Jean-Paul Sartre A filosofia aparece a alguns

como homogêneo:os pensamentos nascem nele, morrem nele, os sistemas nele se edificam para nele desmoronar. A filosofia não existe, sob qualquer forma que a consideremos, esta sombra da ciência esta eminência parda da humanidade não passa de uma abstração hipostasiada. O que há são filosofias. Uma filosofia se constitui para dar expressão ao movimento geral da sociedade. Ela serve de meio cultural aos contemporâneos. Para aparecer verdadeiramente filosófico deve apresentar-se como a totalização do saber contemporâneo: o filósofo opera a unificação de todos os conhecimentos, orientando-se de acordo com certos esquemas diretores que traduzem as atitudes e as técnicas da classe ascendente diante de sua época e diante do mundo. A filosofia não se apresenta nunca como uma coisa inerte, como a unidade passiva e já terminada do saber. Nascida do movimento social, ela própria é movimento e morde o futuro. A filosofia caracteriza-se como um método de investigação e de explicação-a confiança tem em si mesmo e no seu desenvolvimento futuro apenas reproduz certezas da classe que a sustenta. Toda filosofia é prática, mesmo aquela que parece, de início mais contemplativa;o método é uma arma social e política-o racionalismo analítico e crítico de grandes cartesianos lhes sobreviveu. A filosofia permanece eficaz enquanto vive a práxis que a engendrou que a sustem e é por ela iluminada. Se a filosofia deve ser, ao mesmo tempo, totalização do saber, método, ideia reguladora, arma ofensiva e comunidade de linguagem; se esta visão de mundo é também um instrumento que trabalha as sociedades carcomidas, se esta concepção singular de um homem ou de um grupo de homens torna-se a cultura e, por vezes, a natureza de toda classe, fica bem claro que as épocas de criação filosófica são raras. O autor apresenta três momentos da filosofia: Descartes e Locke, Kant e Hegel, Marx. Para Sartre são três filosofias insuperáveis enquanto o momento histórico de que são expressão não superadas. A mais ampla totalização filosófica é o hegelianismo-nele sabe é alçado à sua dignidade mais eminente- o espírito se objetiva, se aliena e se retoma incessantemente, se realiza através de sua própria história. O homem se exterioriza e se perde nas coisas, mas toda a alienação é superada pelo saber absoluto do filósofo: não somos somente sapientesno triunfo da consciência de si intelectual, somos sabidos. Sartre apresenta Kierkegaard, e afirma que ele é inseparável de Hegel. Esta negação feroz de todo o sistema não pode nascer senão num campo cultural inteiramente comandado pelo hegelianismo. Sente-se acuado pela história. Defende sua pele, e a reação do romantismo cristão contra a humanização racionalista da fé. È um cristão que não quer deixar encerrar no sistema e que afirma sem tréguas, contra o intelectualismo de Hegel, a irredutibilidade e especificidade do vivido. O método progressivo-regressivo – Jean-Paul Sartre Sartre inicia seu texto questionando a afirmação Engels direcionada a Marx em uma carta – “Os homens fazem eles próprios a sua história, mas num meio dado que os condiciona”. Para Sartre condicionar a história aos homens quando na verdade são os homens que estão condicionados a história é o mesmo que considerar todas as outras condições como inertes, uma vez que o marxismo considera basicamente as condições econômicas e que são os próprios homens que modificam as condições e o meio. Para Sartre o homem é ao mesmo tempo agente e produto do meio, ou seja, a história é obra de toda a atividade humana. Assim, o autor propõe que a pluralidade dos sentidos da história é compreendida através de um exercício que busca compreendê-la através de suas contradições. Nesse sentido, o que o autor propõe é um constante exercício de construção histórica a partir do que fazemos enquanto seres humanos. Deste modo, o método progressivo-regressivo contribui com essa dúvida constante de se debruçar sobre os fatos, da busca por respostas a partir de idas e vindas até que seja possível elaborar conclusões sobre os fatos históricos. Sobre a totalização, dentro do método sartriano, podemos considerar a sua importância como uma forma da busca da compreensão do fato como um todo, considerando seus aspectos e objetivando sua compreensão. O que Sartre propõe contribui com a formação do pesquisador no sentido de atribuir a ele a responsabilidade sobre o que se estuda através da liberdade angustiante e do engajamento, pois dessa forma a pesquisa pode contribuir para a construção social. 1- Questão: Segundo Sartre, qual a relação de Kierkegaard com a filosofia de Hegel.

a irredutibilidade e especificidade do vivido.Resposta: Kierkegaard é inseparável de Hegel e esta negação feroz de todo o sistema não pode nascer senão num campo cultural inteiramente comandado pelo hegelianismo. . Sente-se acuado pela história. Defende sua pele. contra o intelectualismo de Hegel. e a reação do romantismo cristão contra a humanização racionalista da fé. È um cristão que não quer deixar encerrar no sistema e que afirma sem tréguas.