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MICROSCÓPIO VIRTUAL APLICADA AO ENSINO DE BIOLOGIA.
Inovação em Comunidade: Aprendizagem além da sala de aula

RESUMO Um ambiente virtual de ensino, em qualquer área, além de complementar o estudo realizado em sala de aula e/ou laboratório, transforma a dinâmica do aprendizado e faz com que o aluno assuma o centro da relação ensinoaprendizagem. Essa postura coopera para o desenvolvimento de um ser crítico e participativo no desenvolvimento da ciência. O objetivo deste trabalho refere-se ao desenvolvimento de um software educacional no formato de um laboratório virtual com o uso de um microscópio digital com as atribuições de seu equivalente físico, visando atender à necessidade de aliar a teoria à prática e assim cumprir o papel de agente ativo no processo de ensino-aprendizagem. Palavras chaves: Microscópio virtual, software educacional, software livre.

Hailton David Lemos – PUC-GO – hailton.david@gmail.com
Goiânia, Fevereiro de 2013.

o papel de agente ativo no processo ensino-aprendizagem. Este tipo de aplicação é respaldado pelas teorias de aprendizagem construtivistas e sócias interacionista que defendem a ideia de que o conhecimento é construído a partir das interações das pessoas com o meio que vivem e com os objetos que a cercam.2 1. levando-os assim a assumir por iniciativa própria o domínio do conhecimento de forma mais significativa e independente da presença do professor. incentivou o aprofundamento de pesquisas em torno do uso de novas tecnologias mais adequadas ao contexto atual. processos ou objetos através da interação e imersão no próprio contexto de cada assunto. O ensino passa a ter a função de desenvolver o espírito crítico com o exercício do método científico em que o cidadão é preparado para pensar lógica e criticamente e assim torna-se capaz de tomar decisões com base em informações e dados [3]. cultural e social. Dentre estas tecnologias. cumprindo assim. permitindo também a exploração de ambientes. 2. o Microscópio Digital Virtual foi pensado com a finalidade de estimular a participação dos alunos na construção do conhecimento. as transformações nos currículos de ensino vieram pela necessidade de progresso da ciência e tecnologia.Introdução No Brasil. Sendo assim. visando atender à necessidade de aliar a teoria à prática. A demanda crescente de educação e formação de jovens e adultos capazes de atender as características de cada área de conhecimento. É notável o interesse despertado pelos objetos e aprendizagem interativos. que passaram a ser reconhecidas como essenciais no desenvolvimento econômico.Metodologia O presente trabalho trata-se de um estudo de caso explanatório em que será desenvolvida uma ferramenta / software educacional no formato de laboratório virtual com o uso de microscópio digital com todas as atribuições de . a realidade virtual visa incentivar os indivíduos a aprender com prazer e autonomia. um universo de mudanças constantes.

Foram efetuadas observações em sala de aula e laboratório de biologia para a compreensão da relação do aluno com o ambiente prático de ensino e assim foi elaborada uma técnica didáticopedagógica para a transposição da linguagem do software desenvolvido para a linguagem escolar e acadêmica.3MP e foram convertidas para o formato Scalable Vector Graphics (SVG) e disponibilizadas em um banco de dados.3 seu equivalente físico. utilizando software livre disponível em plataformas Windows e Linux. O ambiente virtual de ensino se comporá dos atributos básicos de um laboratório de estudos da biologia. Sua alimentação. sendo apresentadas lâminas de estudos de histologia. histologia e fisiologia. . Figura 1. realimentação e manutenção se darão de forma participativa podendo o usuário inserir novas fontes de pesquisa. e imagens capturadas e processadas. morfologia e fisiologia. com a elaboração de fluxogramas de navegação. Para levantamento e análise dos dados tem sido desenvolvido um trabalho cooperativo. As amostras disponíveis para visualização no microscópio digital virtual tiveram suas imagens capturadas através do Microscópio Biológico Binocular modelo: N101/B e Sistema de Vídeo Digital para Microscópio modelo: HDCE5A -1. Para concepção do acervo foi utilizada a estrutura do laboratório de Biologia da UNEAD-UEG do polo UAB do município de Aparecida de Goiânia. As lâminas fotografadas abrangeram estudos de citologia. Equipamento utilizado para captura.

fazendo com que a solução apresentada mantenha sempre uma relação alta no beneficio/custo e baixa na relação custo/beneficio. que consigam responder melhor às necessidades específicas das pesquisas. deste modo alcançando-se as melhores soluções para o aumento da produtividade com custos reduzidos. o rápido desenvolvimento de softwares. bem como o uso de inteligência artificial para fazer analise e a mineração/lapidação desses dados. o desenvolvimento de novas abordagens para análise e apresentação de dados. utilizando tecnologia de ponta agregando sempre valor ao produto final. Portanto.Objetivo O objetivo da ferramenta desenvolvida é permitir a evolução e o ganho na aprendizagem com o uso do microscópio digital virtual. é um fator fundamental para o desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil. a disponibilidade de ferramentas de hardware mais velozes e potentes e o desenvolvimento contínuo das ciências da computação são suas principais forças de sustentação [5]. proporcionando melhoria da qualidade de ensino ao se proporcionar aos alunos um alto grau de conhecimento e técnica e contato com conhecimentos muitas vezes estagnados a livros didáticos. novas fronteiras na ciência. tendo em vista que os alunos possuem pouco acesso a laboratórios.4 3. universidades e faculdades. O Projeto Microscópio Digital Virtual está trabalhando com o que há de mais moderno em termos de tecnologia de desenvolvimento de Sistema de Informação. o principal intuito deste projeto foi à concepção de ferramentas de Tecnologia da Informação voltadas para biologia que atendam as necessidades de escolas publicas e privadas. A inovação e vantagem tecnológica virão com a utilização de algoritmos voltados para agilidade do processamento dos dados. em virtude de altos custos de manutenção e implantação.Ferramentas computacionais e bibliográficas Dentro desta perspectiva. Conjuntos de dados sempre crescentes. 4. Por sua vez. e a investigação de novas e complexas perguntas são as forças motrizes da bioinformática. . para que se possa fazer o uso da Bioinformática de maneira prática.

GORDON. Thomson Learning – 2008. cérebros cidades e software. Tabela 1. Wojciech. and retrieval – New York – NY – USA – Springer – 2003. TRIPLEHORN. classification. VALENTIN. CA. Rio de Janeiro: Interciência. 2010. 2003. que são compiladas para código nativo. Jun-ichi. Printice Hall – 2008. Survey of text mining: clustering. Ecologia Numérica: uma introdução à analise multivariada de dados ecológicos. PEDRINI. Deborah M. RYTTER. CASTRO. Redes neurais artificiais: para engenharia e ciências aplicadas.São Paulo: Cengage Learning. Steven. Foi a primeira aplicação de domínio específico. Diferentemente das linguagens convencionais. DOUGHERTY.5 Dentre as ferramentas computacionais que utilizadas no desenvolvimento da ferramenta Microscópio Digital Virtual. 2011. Leandro Nunes de. É atualmente um dos bancos de dados mais populares usados em aplicações web. destacamos as seguintes: Ferramenta Java Descrição Linguagem de programação orientada a objeto desenvolvida na década de 90. sendo destacado o seu uso no desenvolvimento de aplicações web. providas por Ajax navegadores para tornar páginas Web mais interativas com o usuário. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. que utiliza a MySql linguagem SQL (Linguagem de Consulta Estruturada. São Paulo: Artliber. 2000. Charles A. SILVA. baseado estritamente em XML. Estudo dos insetos. 1994. Jewels of Stringology text Algorithms. Computer Algorithms: string pattern matching strategies. Hélio. usada em Perl aplicações de missão crítica em todos os setores. USA: IEEE Computer Society Press. É o uso metodológico de tecnologias Javascript e XML. Los Alamitos. 2002. Chemical Markup Language é uma abordagem para gerenciar a CML informação molecular utilizando ferramentas como XML e Java. Servidor para Internet. de domínio público. Anil K. Linguagem de programação estável e multiplataforma. Berry. Michel W. Digital image processing for medical applications. CROCHEMORE. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Fundamentals of digital image processing. Analise de imagens digitais: princípios. 2003. Maxime. Computação Natural: uma jornada ilustrada. Singapore: World Scientific Publishing. Ivan Nunes da. ImageMagick Pacote do Perl utilizado para trabalhar com imagens gráficas. Dentre as fontes bibliográficas utilizadas no decorrer do desenvolvimento do projeto destacamos as seguintes: JOHNSON. permitindo maior interação entre o usuário e o browser. algoritmos e aplicações. utilizando-se de solicitações assíncronas de informações. Sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD). Geoff. São Paulo: Editora da Física. Descrição das ferramentas computacionais utilizadas no projeto. Hospeda hoje mais da metade Apache de todos os sites existentes na Internet. Utilizado nas páginas para permitir o uso de funções que serão executadas Javascript do lado cliente. JAIN. a linguagem Java é compilada para um bytecode que é executado por uma máquina virtual. AOE. 2010. Jean Louis. Formigas em ação: como se organiza uma sociedade de insetos. Co. . Emergência: A vida integrada de formigas.

Computação gráfica: Geração de imagens. AMMERAAL.Funcionalidades O ensino da biologia. and technology. e se apropriar das competências e dos conhecimentos que eles oferecem. Learning OpenCV. EISENBERG. O’Reilly – 2008. Tabela 2.6 Cambridge – 2009. methods. HAYKIN. AZEREDO. Aura. Joseph. Bookman – 2008. Simon. 5. Kaehler. SVG Essentials. Ele precisa se sentir envolvido e motivado pelos materiais. O’Reilly – 2002. O’ROURKE. Flavio Soares Correa. NVIDIA – 2011. Campus – 2003. Zhang. Modelo de microscópio e células adquiridas para uso no projeto. Ant Colony Optimization. Adrian. Mattiussi. construa os seus. Silva. Redes Neurais: princípios e pratica. Massachusetts Institute of Technology – 2004. Valdemar W. . o estudo utilizando-se a bioinformática em um ambiente virtual de ensino/aprendizagem pode ser um grande aliado na busca por soluções neste contexto. Thomas. Eduardo. LTC – 2008. Conci. An introduction to General-Purpose GPU programming. David. Dario. Figura 2. melhore seu conceito. Edward. Jason. Leen. Kang. Bio-Inspired artificial intelligence: theories. BRADSKI. Autores pesquisados durante o desenvolvimento do projeto. Stutzle. Cambridge – 2008. SANDERS. A chave de todo este processo é o aluno. Gary. Claudio. Computacional Geometry in C. FLOREANO. DORIGO. J. Marco. tem sido um impasse para os professores que não dispõem de estrutura adequada de laboratórios. Computacao gráfica para programadores Java. Institute of Technology – 2008. Edgard Blucher – 2005. sobretudo no que se refere às disciplinas que exigem aulas práticas. SETZER. Kandrot. CUDA by example. microscópios e outros equipamentos pertinentes. Assim. Banco de Dados: aprenda o que são.

2007. M. [2] BUTTOW. artigos e laminas à base de dados do microscópio digital para uso da própria instituição como também de outras. O estudante. tendo em vista que o software será personalizado por acesso de usuário.. E. sempre seguindo o protocolo da experiência selecionada. 2. desde que disponibilizados na área de acesso comum. Ministério da Educação e do Desporto. O Microscópio Virtual tem todas as funções do instrumento físico. Brasília. medida de iluminação e reflexão da luz e fluorescência. Referencias [1] BRASIL. Técnica histológica para a visualização do tecido conjuntivo voltado para os ensinos fundamental e médio.11. MEC. v. somente depois de preenchido todos os requisitos é que a porta do laboratório estará liberada para o acesso do aluno. C. seleção de corantes e reagentes e outros procedimentos fará a escolha das lâminas e operará o microscópio em todas as suas funções. N. Funções do microscópio. Figura 3. tais como: alteração e ampliação do foco. p. 36-40. 1995. É possível também a adição de protocolos. CANCINO. n. Secretaria do Ensino Fundamental. a partir da seleção dos equipamentos de proteção individual. C. Arq Mudi.7 Para ter acesso ao laboratório o aluno deverá preencher todos os protocolos inerentes ao laboratório virtual. . Parâmetros curriculares nacionais para o ensino fundamental: documento introdutório.

2010.br>.8 [3] KRASILCHIK. 10 Nº2. 2. [7] SANTA-ROSA. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências.fae.A. 2011. [8] STRUCHINER.br/abrapec/revistas/V10N2/v10n2a3. 2011. Thomas Dan.T. 2006. Miriam. Pesquisa e desenvolvimento de ambiente virtual de aprendizagem de histologia: uma ferramenta complementar de ensino-aprendizagem. e BEHRENS. CATANHO. 2011. A plataforma PDTIS de bioinformática: da sequência à função. Acesso: Abril. Acesso: Abril. Tese. M.br>. Vol. Universidade Federal do Rio de Janeiro: Rio de Janeiro. [5] OTTO. Orientadora: Myriam Struchiner. Informática e Inovação em Saúde.fiocruz. Acesso: Abril.. Disponível em <www. J. [4] MORAN. São Paulo em Perspectiva.reciis. 2010. José Guilherme da Silva. Revista Eletrônica de [6] Comunicação. 2007. Reformas e realidade: o caso do ensino de ciências. Marcos. M. Disponível em <http://www.1. Acesso: Abril.pdf>.scielo. Artigo.ufmg. Disponível em <http://www.gov. 2000.14 no.br/scielo. ed. Novas Tecnologias e mediação pedagógica./Mar. São Paulo: Jan.php?script=sci_arttext&pid=S010288392000000100010>. Disponível em <www. São Paulo: Papyrus. Design participativo de um ambiente virtual de aprendizagem de histologia.cict. .M. 2011. MASSETO. Vol. Myriam.dominiopublico.