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Nome

Pannisetum purpureu

Origem Africa

Capim elefante
Panicum maximum

Colonião
Brachiaria decumbens Brachiaria Brizantha

Africa

Braquiarão
Brachiaria ruziziensis Brachiaria humidicola

Humidicula
Digitaria decumbens

Pangola
Milenis minutiflora

Capim Gordura
Pennisetum typhoides

Africa do sul Africa Brasil Brasil

Milheto
Cynodon

Brasil

Capim Estrela

Gramineas Utilização Exigencia Resistencia Corte Alta Seca / Fogo/ Pastejo Frio Corte Alta Fogo [rebrota] Pastejo sombreamento Corte Media Pastejo Pastejo, Media a Seca Fenação, alta Silação. Pastejo Media a Fenação alta Pastejo Baixa Areas umidas direto Pisoteio Corte Varios climas Pastejo Pastejo Solo Intolerante erodido Fogo, pisoteio, inundação Pastejo Anual Controla erosão Fenação Região sul Silação Pastejo Pastejo Corte Controla erosão e gramado

Obs

Consorsiação 2 forragens Tº 30 a 15 Fotosensivel Indicado p/ vedação Pilosidade nas folhas Proteção solo Aceita-equin Agressiva

Consorciação

Associada a leguminosa arbustiva, Hibrido

Nome
Calopogonium mucunoides Calopogonio Centrosema pubescens Galactia striata Galactaria Stylosanthes guyanensis Mineirão

Origem

Leguminosa Utilização Exigencia Resistencia

Obs

Rasteiro e trepador Media Criada pela Embrapa Consorciada Banco de proteina Feno Adubação verde Alta Media

Pastejo controlado

Consorciação graminia tropical Colonião braquiarão Consorciação graminia Recuperação pastagem

Pastejo Pisoteio

Glycine wightii Soja Perene Macroptilium atropurpureum Sirato Pueraria phaseoloides Kudzu tropical Medicago sativa

Agressiva consorciada Consorciação graminea

Locais quentes umidos Região sul

Banco de proteina Feno Silagem Pastagem Vit A Proteina p/ n ruminante Alta Sensivel ao pisoteio

Agressiva Consorciação graminea Saponina [timpanismo] Bovino/equinocultura

Alfafa

Lotus corniculatus

Baixa

Tanino Evita timpanismo Consorciação com gramineas temperadas Aveia / Azevem Saponina [Timpanismo]

Cornichão
Vicia

Ervilhaca Trifolium Trevo
Região sul Perene [ T. branco, T. vermelho] Anual[ T.vesiculoso e T. subterraneo] Pastejo Cocho Cerca viva não p/ cabrito! Pastejo rotacionado Alta

Cajanus cajan

Media a alta

Guando
Leucaena

Leucena

Seca Sistema radicular

Toxica mimosina Alopecia, perde peso, aumenta tireoide Consorciação graminea

Vegetação Cerrado Pastagem natural- composta por especies herbaceas e arbustivas Manejo- explorar o maximo da produção animal sem prejudicar os recursos Principios Equilibrio entre o animal e pastagem Usar a especie animal adequada a composição botanica local Equilibrar o periodo de pastejo e descanso das pastagens Pastagem nativa Produção espontanea de vegetação com valor forrageiro, existe o aparecimento de uma vegetação utilizada p/ alimentação animal que surge apos a destruição total ou parcial da vegetação original. Exp Area desmatada de caatinga, cerrado etc Area de cultura abandonada Quando utilizar No caso da vegetação natural não possuir valor economico Quando as terras não prestarem para formação de pastagem cultivada ou agricultura. Manejo correto p/ manutenção da forragem Controle de arbustos e plantas indesejaveis Controle da intensidade de pastejo atraves do numero de animais Uso de especie animal adequada ao local Alternar periodos de pastejo e descanso da pastagem Pastagem cultivada [ artificial] – estabelecida com especies exoticas ou nativas Aduba, gradia, ara São classificadas quanto a duração em: Permanentes - vegetação exotica ou nativa perene [ não necessita de replantio] Temporaria- estabelecida com especies anuais [ precisa de replantio de tempo em tempo] Hibernais- inverno e primavera Estivais- verão e outono Manejo correto para a manutenção da pastagem Uso de fertilizante de acordo com a analise do solo Equilibrio entre o numero de animai e a pastagem [ capacidade de suporte] Controle de invasoras- passaros espalham sementes de outras plantas Ressemeadura e plantio quando necessario.

Principais gramíneas forrageiras Pannisetum purpureu_ Capim elefante Origem africana Utilizado para corte [ forrageira plantada, maquina/funcionario cortam, picam a forrageira p/ oferece-la no cocho] e pastejo [ o animal come a forrageira onde está plantada] Exigente em fertilidade do solo – analise de solo Resistente a seca, frio e fogo. Chega 2,50 m portanto se for utilizado no pastejo é preciso manutenção da sua altura Se for utilizado no cocho ha necessidade de menor manutenção devido a alta concentração de lignina nas folhas quando crescem muito. O ideal tamanho de corte é no maaximo 2m Possui duas variações Panicum maximum_ Colonião, tobiatã, mombaça, tanzânia Alta produtividade por m2 Exigente em fertilidade Utilizado para corte e pastejo Bom para consorciação [ planta 2 forrageiras no mesmo espaço] Resistente a sombreamento Tolerante ao fogo [ capacidade de rebrota Altura max 1,20 m, corte ideal á 80cm devido a concentração de lignina Brachiaria Clima tropical africana Temperatura ideal- 30ºC [ limitante a 15ºC] Especies B. decumbens Media exigencia de solo Não tolera encharcamento Utilizada p/ corte e pastejo Fotossensibilização – causada pela injestão - bovino, caprino e equino B. brizantha_ braquiarão ou brizantão Solos de media e alta fertilidade Indicado para vedação e época seca Utilizado para pastejo, fenação [ capim/graminia cortada amarrada e seca] e silagem B.ruziziensis Utilizada p/ pastejo e fenação Solos de media a alta fertilidade Apresenta pilosidade nas folhas

B.humidicola _ humidicula, quicuio, Brachiaria do brejo Pouco exigente em fertilidade do solo Pastejo direto, resistente a pisoteio Resistente a areas umidas Boa para proteção do solo Boa aceitabilidade - equinos Digitaria decumbens_ pangola Origem na africa do sul Indicada p/ corte e pastejo Resistente a diferentes condições climaticas Comportamento agressivo Milenis minutiflora _ capim gordura Origem africana e brasileira Indicada apenas para o pastejo Solo fraco, Erodido Não suporta pisoteio pesado Intolerante á fogo e inundação Pennisetum typhoides_ Milheto Utilizado na região sul, clima Graminea anual Indicado para pastejo,fenação e silagem Utilizado em consorciação Controla erosão Cynodon_ capim estrela e bermuda Indicado para corte e pastejo Utilizado para controle de erosão e gramado Resistente ao pastejo Associação com leguminosa arbustiva Apresenta hibrido

Principais leguminosas forrageiras Calopogonium mucunoides_ calopogonio Boa consorciação com gramineas tropicais Baixa exigencia em fertilidade do solo Rasteiro e trepador- forma de crescimento Utilização- pastejo direto, feno [ bovino e equino] Centrosema pubescences Boa consorciação com graminieas tropicais colonião e braquiarão

Galactia striata_galactaria, galaxia Media fertilidade do solo Boa para consorciação com graminias Stylosanthes guyanensis Cultivar mineirão [ embrapa] Resistente ao pastejo e pisoteio Utilizada em recuperação de pastagens Utilizada como pastagem consorciada, banco de proteina, feno e adubação verde Glycine wightii_ soja perene Exigente em fertilidade do solo Agressiva- boa consorciação Macroptilium atropurpureum _ siratro Exigencia mediana em fertilidade de solo Consorciação com gramineas Pueraria phaseoloides_ Kudzu tropical Locais quentes e umidos Consorciação com gramineas e banco de proteina Agressiva Medicago sativa_ alfafa Exigente em fertilidade do solo Utilizada como feno, silagem e pastagem para ruminantes, fonte de vitamina A e proteina p/ nao ruminantes Sensivel ao pisoteio Probelmas com timpanismo saponinas, proteinas – dificuldade de digestão comum em gado leitero Utilizada na bovinocultura de leite e equinocultura

Lotus Corniculatus_ cornichão Pouca exigencia em fertilidade do solo Tanino [ evita timpanismo] Vicia_ ervilhaca Consorciação com gramineas temperadas [ aveia e azevem] Trifolium_ Trevo Perene [ T. branco, T. vermelho] Anual[ T.vesiculoso e T. subterraneo] Exigente em fertilidade do solo Saponina [ favorece timpanismo] Região sul Cajanus cajan_ Guandu Pastejo direto ou no cocho Cerca viva [ NÃO p/ cabrito] Solos de media a alta fertilidade Leucaena_ Leucena Apreciada pelo gado Problemas com pastejo direto- Indicada p/ pastejo rotacionado Tolerante a seca sistema radicular Toxica- mimosina [ aminoacido] Alopecia, perda de peso, aumento da tireoide Consorciação com gramineas

MANEJO DE PASTAGEM " Antes de se tornar um bom produtor de carne ou de leite, o pecuarista precisa se tornar um excelente produtor de capim " por Jurandir Melado. - Já fizemos a análise do solo e já fizemos a implantação da forrageira nesse solo. Agora vamos trabalhar o manejo do animal para mantermos essa boa condição do solo e da forragem. SISTEMA DE PASTEJO MANEJO ANIMAL

CLIMA

FORRAGEIRA

SOLO - Conjunto de itens que vão garantir a qualidade da forrageira, e um vai comprometer a qualidade do outro. Ex. Se vou produzir forrageiras temperadas não posso produzir forrageira tropical. O animal a ser criado tem que estar de acordo com a forrageira plantada e o manejo tbm tem que ser bem trabalhado. - Não tem receita boa de sistema de pastejo, cada situação é única e precisa de um sistema de pastejo e manejo apropriados para ela. - A falha de um item vai prejudicar o bom desempenho da propriedade. QUANDO TEMOS UM SISTEMA DE PASTEJO BOM TEREMOS:  Suprimento alimentar para os animais;  Forragem produtiva ( Máxima capacidade de produção em determinada área. Forrageiras pouco produtivas posso colocar poucos animais.) TIPOS DE SISTEMAS DE PASTEJO:  Contínuo;  Rotacionado;

SISTEMA CONTÍNUO DE PASTEJO ( Lotação Contínua)  Pastagem utilizada sem descanso;  Carga animal fixa ou variável dependendo da disponibilidade de forragem. - Que continua ad eterno; - A forrageira vai ter dificuldade de se recuperar e depois de um longo período ela vai acabar, o solo vai ficar exposto e como consequência teremos erosão e empobrecimento nutricional do solo. - A carga animal pode ser variável e está relacionada com a disponibilidade de alimento. - Em relação aos animais, vão ter queda de produção porque o alimento vai ser pouco. Quando o alimento diminui vc pode diminuir o nº de animais. - Sistema Contínuo com Carga Animal Fixa: Vc tem uma propriedade dividida em piquetes e coloca um nº X de animais. No início vai ter muita oferta de alimento. Com o passar do tempo essa oferta vai diminuir, porém o nº de animais continua o mesmo. Depois de mais algum tempo, o alimento vai estar escasso acarretando empobrecimento do solo e consequente erosão e baixa produtividade dos animais. - Sistema Contínuo com Carga Animal Variável: Vc tem uma propriedade dividida em piquetes e coloca um nº X de animais. No início teremos boa oferta de alimento. Porém com o passar do tempo essa oferta vai diminuir e vc então vai reduzir o nº de animais. Essa diminuição do nº de animais vai ajudar o solo e manter a produção dos animais. Em caso de animais de corte os que forem sendo retirados podem ser mandados para o abate e caso seja de produção de leite por exemplo podem ser levados para uma outra área. Com a diminuição do nº de animais a forrageira vai ter tempo de descanso. Porém esse tempo não é suficiente para a recomposição total. E além disso os animais que ficaram vão ter preferência pelos brotos novos e consequentemente vai haver um crescimento não uniforme. - Desvantagens do Sistema Contínuo de Pastagem:  Seletividade das espécies forrageiras - Porque quando a forrageira começar a brotação o animal vai comer. Para a forrageira é ruim, mas para o animal é bom porque os brotos têm menos lignina e o animal vai ficar mais bem nutrido. Quando tem mais de uma planta e uma é mais palatável que a outra, o animal vai comer primeiro a mais palatável.  Aumento das espécies invasoras - As planas invasoras são menos exigentes e o sistema contínuo dá mais abertura para ela crescer. Se não for tóxica tudo bem, mas se for vai causar problemas aos animais e prejuízo na produção.

SISTEMA ROTACIONADO DE PASTAGEM (Lotação Rotacionada) - Pastagem subdividida em piquetes (pequenas áreas de pastagem cercadas com o mesmo tamanho, independendo da geografia do terreno); - Carga animal fixa ou variável; - Trabalha com os ciclos de desenvolvimento das forrageiras - Tem que calcular o tempo que os animais vão levar para rodar todos os piquetes. Se esse tempo furar, todo o sistema vai furar e com o tempo a produção vai ser afetada. - Os piquetes são numerado e a mudança tem que seguir a ordem cronológica. CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA DE PASTEJO (Se for feito corretamente): - Elimina a seletividade das forrageiras (pastagem uniforme) - Isso porque não vai dar tempo do animal selecionar porque todas estarão do mesmo tamanho. - Inibe o aparecimento de plantas invasoras - Porque o solo vai estar fechado (coberto de pastagem) com a forrageira. - Leva ao aumento da taxa de lotação - Pode colocar mais animais porque como o sistema está perfeito não vai prejudicar a nutrição; PARA A IMPLANTAÇÃO EFICIENTE DE UM SISTEMA ROTACIONADO DE PASTEJO... ... Essas 3 coisas têm que ser respeitadas: 1) Pressão de pastejo; - A intensidade de utilização da forrageira é regulada pelo nº de animais ( quanto mais animais maior é a pressão) e pela quantidade de forrageira disponível ( quanto menor a quantidade de forrageira maior é a pressão e vice e versa) - Substituída pela taxa de lotação - Tbm conhecida como taxa de ocupação. TAXA DE LOTAÇÃO: - Nº de animais que pastejam em uma determinada área por um determinado tempo. - Depende:  Rendimento da pastagem em MS (matéria seca) - Quanto a forrageira vai render de comida seca, determina a quantidade de animais e esse nº tbm vai depender da categoria do animal (bezerro, vaca prenhe, vaca seca,...)  Espécie de forrageira - Cada forrageira rende uma quantidade diferente de matéria seca  Práticas de manejo - se o animal só come pastagem tenho uma taxa de lotação, mas se come pastagem e ração será outra taxa de lotação.

2) Período de descanso; - Período de recuperação da forrageira - Ciclo fisiológico total da forrageira (tempo de rebrota, crescimento e produção de semente). - Apresenta variação de acordo com a forrageira - Esse período depende do tipo de forrageira, pq cada uma cresce de um jeito e dependendo do seu modo de crescimento vai receber luz de maneira diferente, por exemplo. - Respeitando...  Restauração da área foliar e reserva orgânica (capacidade da planta produzir seus nutrientes);  Interceptação da luz;  Vida útil da folha (minimizar perdas) - Se passar do tempo de descanso as folhas ficam velhas, cheias de lignina e prejudicam a nutrição do animal.  Relação folha/colmo - Pouca folha e muito colmo diminui a absorção de luz e a quantidade de nutrientes.

Tabela para curiosidade e informação, não precisa decorar! 3) Período de ocupação - Oposto ao período de descanso; - É o tempo de permanência de um grupo de animais em uma determinada área; - Diretamente relacionada ao:  Nº de piquetes - Quanto maior o nº de piquetes menos tempo o animal vai ficar em cada um.  Período de descanso. CAPACIDADE DE SUPORTE: - É a taxa de lotação máxima que irá propiciar o desenvolvimento ideal do animal; - Deve ser estimada de acordo com o tipo de forrageira. - Essa capacidade de suporte pode ser afetada por efeitos externos, do tipo enchente ou seca.

PROVA: 1) A diferença entre capacidade de suporte e a taxa de lotação é a capacidade do animal alcançar seu desenvolvimento ideal. 2) A diferença entre período de ocupação e período de descanso é que o período de ocupação visa o melhor desenvolvimento do animal e o período de descanso visa o melhor desenvolvimento da forrageira. Conhecendo os 2 sistemas podemos comparar a eficiência de pastejo:

- O tempo de permanência no piquete tem que ser de no máximo 15 dias. - A eficiência do pastejo está relacionada ao equilíbrio entre o desenvolvimento do animal e da forrageira.

PASTEJO VOASIN - Pastejo agroecológico: respeita o potencial fotossintético da planta. - Pastejo rotacionado sem ordem pré-estabelecida. - Recuperação de pastagem feita sem a utilização de mecanização e insumos. O próprio meio ajuda na adubação por exemplo. A diferença está na forma de manejo dos animais nos piquetes. No rotacionado tem um ciclo a ser seguido. No Voasin a mudança dos piquetes vai seguir respeitando o potencial fotossintético da forrageira.  No rotacionado vai seguir a ordem cronológica independente de qualquer outro fator além do tempo estipulado para o desenvolvimento da forrageira.  No Voasin muda de acordo com o desenvolvimento da forrageira. Aleatoriamente, sem seguir Ordem. Porque as vezes o que está no 3 pode se desenvolver mais rápido por causa da sua localização. SOMBRA 1 2

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RIO ( muita água)

PRODUÇÃO ANIMAL vs SISTEMA DE PASTEJO INTERFERÊNCIA 1) Espécie forrageira: 1.1) Escolha da forrageira e sistema de pastejo (pastejo rotacionado). = Devemos nos preocupar porque dependendo da forrageira escolhida o tempo de permanência do animal naquela área vai ser maior ou menor. O capim colonião, é de grande porte, então tenho que me preocupar com a quantidade de animais que vou colocar nessas área, pq dependendo dessa quantidade eles não vão conseguir ingerir tudo e terei um excesso de forrageira no espaço. Essa forrageira vai envelhecer e quando eu rotacionar, o próximo grupo só vai comer os brotos por causa da palatabilidade. E a forrageira velha vai ficar ali, comprometendo o ciclo da forrageira. Vou ter que diminuir o número de animais pq o aporte nutricional do animal vai ficar comprometido e o solo tbm vai ser afetado pq os animais vão comer as gemas e a forrageira não vai crescer mais, deixando o solo desprotegido. Necessidade de período de descanso. = O período de descanso para que o binômio Produção animal e sistema de pastejo aconteça é fundamental, pq além da questão da forrageira, está relacionada ao próprio sistema de manejo. Qual a espécie animal e forrageira, quantos animais vão ficar e quanto tempo vão ficar pastando. Período de descanso é semelhante ao vazio sanitário, o tempo tem que ser respeitado. Porque a planta pode ter crescido porém não está do tamanho adequado, por exemplo, 2 dias, dependendo da forrageira, vai fazer toda a diferença. Ver a tabela de período de descanso. 1.2) Crescimento da forrageira e lotação da pastagem (pastejo contínuo) = Se vc maneja esse sistema de maneira errada pode se deparar com 2 situações: PASTEJO DESUNIFORME (sub pastejo e super pastejo) = crescimento desuniforme da pastagem. - Sub pastejo = pensamos no crescimento da forrageira e não pensamos no numero de animais e a forrageira sobra, a área foi menos aproveitada do que deveria. Para resolver aumentamos o número de animais, fazendo piquetes menores. Se temos um número de animais menor devemos escolher a forrageira adequada, um tipo de forrageira de menor porte, por exemplo. O colonião ou capim elefante crescem em tosseira enquanto que o cynodon cresce rasteira. - Super pastejo = temos mais animais que a forrageira comporta, tem mais animal que a área comporta. Nesse caso ainda temos outro problema que é a invasão das plantas invasoras pelo fato da exposição do solo. OBS: Não deveriam acontecer no sistema rotacionado, pq se o sistema foi montado de maneira correta isso não deveria acontecer. O que acontece é que as pessoas estimam mal e acabam gerando esse problema. OBS: A forrageira invasora aparece numa pastagem devido ao super pastejo, que deixou o solo exposto, propiciando seu crescimento.

OBS: No crescimento desuniforme, o gado vai preferir comer os brotos por causa da palatabilidade, com isso vão ter dificuldade de rebrota e vai acarreta o exposição do solo.

Forrageira envelhecida (lignina). rebrota.

Dificuldade de

OBS: FOTO Quais as justificativas para essa situação? Quais as principais causas? Número de animais inadequado (possivelmente menos animais), a espécie animal pode não ser a mais adequada, a categoria do animal (bezerro, vaca prenhe, touro), não foi respeitado o período de descanso do pasto, espécie da forrageira pode não ser a mais adequada. Se fosse o caso de consorciação entre gramínea e leguminosa, a má consorciação tbm pode ser uma justificativa. Uma solução pode ser o crep feed que é passar um arame na altura do animal adulto, e os bezerros conseguem passar e a vaca não e depois vc inverte a posição dos animais. Com isso o bezerro vai ingerir os brotos que são mais tenros e tem maior aporte nutricional e depois o adulto vai comer o capim maior. 2) Taxa de lotação animal: Temos que pensar na taxa adequada para o tipo de sistema de pastejo que escolhermos. Pastejo pode ser rotacionado ou contínuo. O pastejo contínuo vai sempre ter um menor número de animais. Se esse número não for respeitado vamos ter um comprometimento do aporte nutricional, nós teremos comprometimento do desenvolvimento da forrageira (sub ou super pastejo, crescimento desuniforme), possibilidade de exposição do solo e aparecimento de plantas invasoras. Esse numero de animais deve ser calculado respeitando a relação entre a área utilizada e o numero de animais. No pastejo rotacionado colocamos um número maior levando em consideração os mesmos itens acima.

Não precisa decorar a tabela. Podemos observar que quanto menor a forrageira menos tempo o animal vai permanecer no piquete e quanto maior , mais tempo ele permanecerá (levando em conta o mesmo tamanho de piquete). Quando se usa sempre o mesmo capim é possível contar em tempo e não altura, porém o número de animais deve ser respeitado. CAPINEIRA "Área cultivada com gramíneas altamente produtivas que são cortadas e picadas para oferecimento de verde no cocho para os animais." - Os animais não tem acesso à capineira. Vc corta para servir no cocho. É uma reserva de alimento, não só para o período de escassez mas nos outros períodos tbm. Muito usado para o gado confinado. - É um outra forma de oferecer o alimento verde ao animal. Nada mais é do que plantar capim. Tem que ser gramínea de crescimento ereto e alto. Pode ser de cana, capim elefante,...

Manejo da Capineira - Tradicional = toda a forrageira fica no campo pra ser colhida na época da seca. Para ela não ficar velha tenho que plantar no momento certo pra quando ela alcançar seu ponto de corte esteja na época que vou precisar dela. Senão quando eu for cortar ela vai estar velha. - Racional: corte na época das águas para estimular rebrota no período seco. Se eu ofertar agora vai sobrar pasto, então faço feno ou silagem e guardo pra época da seca. A rebrota na época da seca é importante pq vai estar mais tenra quando for a época da colheita. Ex. do esquema Manejo tradicional. Plantei capim elefante que leva 3 meses pra crescer. Quando estiver em ponto de corte eu vou e corto tudo. No racional, vou plantar em momentos diferentes, com diferença de 2 dias por exemplo. BANCOS DE PROTEÍNA " Área reduzida semeada com forrageira do tipo leguminosa, usada para corte ou pastejo direto, oferecida como complemento ao pasto de gramíneas." - Como se fosse uma capineira, só que ao invés de plantar gramínea, vamos plantar leguminosa. - A diferença entre o banco de proteína e a capineira, é que no banco de ptn o animal pode entrar e se alimentar lá mesmo. - Dependendo da forrageira, por exemplo a palma forrageira, vai ser cortada e servida no cocho. - Tbm pode ser utilizada para fazer silagem ou feno, mas não é comum. Conservação das forrageiras Feno e Silagem Principios básicos da Ensilagem e da Fenação Conservar mantendo o valor nutritivo,ou seja, ideia da fenação obedece duas regras basicas,a primeira é a proposta de se conservar o alimento por um longo tempo,para ser ofertado ao animal em épocas de escassez de alimento e a segunda é a de garantir o aporte nutricional desse alimento. FENAÇÃO É um processo de desidratação,pegando uma forrageira e retirando sua água,obtém-se o feno

Processos de fenação 1ª fase: Perda de água através dos estômatos – o estômato é uma estrutura que fica na folha da planta e tem como função a captação de oxigênio.Estruturalmente um estômato se parece com dois feijões(voltados um para o outro)e que se dilatam e se contraem de acordo com a necessidade da, quando a planta precisa absorver gás carbônico ou quando precisa eliminar água.Quando a forrageira é cortada para se fazer o feno ,a planta tecnicamente morre,e os seus estômatos se abrem totalmente o que promove a perda hídrica da planta. Este é o primeiro passo da desidratação,sendo a principal forma da planta perder água. 2ª fase: Desidratação via evaporação cuticular - Aqui a planta deixa de perder água pelo seu estômato e passa a perder água pela sua cutícula,(sua superfície)através de processos de evaporação 3ª fase: Ocorre em função da plasmólise – lise ou quebra celular.Nessa fase a porcentagem de perda hídrica já é menor. Para uma forrageira ser considerada um bom feno,ela tem que chegar à uma concentração de água/teor de umidade de 18%(nem mais nem menos),ou seja,um feno ideal precisa possuir 18% de umidade,menos desse valor o feno torna-se palha e acima disso começa a promover o crescimento microbiano Uma fase ocorre sempre seguida de outra

Em aprox. 5 horas a forrageira chega a perder de 20 a 30% do seu conteúdo hídrico(abertura dos estômatos) após,essa fase a planta leva em torno de 25 horas perdendo água;após esse período a lise celular só ocorre efetivamente quando a planta atinge em torno de 45% de umidade,antes disso não ocorrera perda hídrica por lise,só por evaporação. Ao todo a planta leva em torno de 60 horas para chegar aos 18% de umidade.

Fatores que interferem na desidratação do feno Clima (radiação solar, temperatura, vento e UR). Ambiente e planta (armazenagem),lugares onde venta muito,faz com que a forrageira perca maior vol. de água, lugares com alta umidade relativa demora mais a perder água,fazendo com que a forrageira fique mais tempo exposta ao tempo para desidratar. Planta A planta possui sua umidade propria,quanto mais alta for a forrageira,maior será a sua concentração de água,quanto menor será a sua concentração. Relação folha/caule, espessura e comprimento do caule, espessura da cutícula e densidade dos estômatos também interferem na desidratação do feno,ou seja, pensando na relação folha - caule,quanto maior for a concentração de folhas em relação a concentração de caule,maior será a quantidade de água.Caulas mais espessos possuem maior concentração de água A cutícula e a superfície da folha,quanto mais serosa( lustrosa) for a folha maior será a dificuldade de evaporação ,da mesma forma a quantidade de estômatos presentes na folha interferem na quantidade/velocidade de perda hídrica,folhas mais largas possuem mais estômatos Manejo Corte - a maneira como se corta a folha interfere em como a planta ira perder água.

Condicionadores químicos – São produtos,geralmente sob a forma de pó, que são jogados sobre o feno para acelerar o processo de desidratação da planta. Existem dois tipos de condicionadores químicos um que trabalha sobre os estômatos,quando jogado sobre a forrageira ele faz com que o estômato se abra ao maximo.O outro tipo de condicionador é o que destrói a estrutura da cutícula da planta. Manuseio da forrageira. Altura do corte Manejo das leiras (aumentar a superfície de contato) – com um ancinho revira-se a leira de forma que o capim que estava exposto ao ambiente seja colocado em contato com o solo e vice versa,é uma forma de impedir que o capim desidrate rapidamente,além de impedir o crescimento de microorganismos como fungos

Fatores que interferem no valor nutritivo do feno Planta - o tipo de forrageira interfere,quantidade de estômatos Tempo de exposição no ambiente - forrageiras expostas por longos períodos no ambiente onde perde muito vol hídrico,a planta acaba por perder também parte de seus nutrientes,já que é a água quem carreia os nutrientes. Estádio de desenvolvimento da planta - se a planta for nova tera uma maior quantidade de água,plantas em fase de senescência possuem menor quantidade de água,o que garante um feno com aporte nutricional inferior,sendo necessário menos tempo exposto ao ambiente. Não é comum a confecção de feno a partir de forrageiras de folhas muito pequenas Armazenamento (microrganismos) – a interferência aqui se da pelo surgimento de microorganismos que como alimento desidratado não pode ficar exposto ao sol e a chuva,isso é necessario para evitar o aumento da temperatura interna do feno. Reação de Maillard - ocorre tanto na fenação quanto na ensilagem, acontece pq o feno esta mal armazenado exposto a temperatura (sol e chuva),isso leva ao aumento da temperatura interna do feno devido ao surgimento de microorganismos que geram reação entre os carboidratos não solúveis e as proteínas,o que consequentemente diminui a digestibilidade proteica e o aporte nutricional desse feno.Um feno bem armazenado,não promove o crescimento microbiano. Equinos O feno mal armazenado pode provocar em equinos  Doença pulmonar crônica obstrutiva.  Doenças digestivas,por fermentação (colicas) Bovinos  pode causar abortos micóticos e aspergilose. Aditivos no processo de fenação Tem como função o controle de microrganismos,alterando a umidade,ambientes com alta umidade usam aditivos que diminuem a água e o oxigênio,impedindo a proliferação de microorganismos.Agem na planta como um todo Alta umidade – diacetato de sódio, ácido propiônico, propionato de amônio, uréia e amônia anidra. Atuação: Diminui H2O e O2 (altera pH e crescimento microbiano). Formas de armazenar o feno Fardo de feno - feito com uma maquina chamada enfardadeira Rolo de feno - pouco comum no Brasil,de manejo complexo Vantagens da fenação:  Armazenagem por grandes períodos mantendo o valor nutritivo.  Utilização de uma gama de forrageiras no processo - pode-se usar de variedade para formar os fados de feno  Pode ser utilizado e produzido em pequena e larga escala – por pequenos e grandes produtores  Pode ser utilizado manualmente ou mecanicamente - debulhado(manualmente) e  Atende a diferentes categorias de animais – equinos/potros,caprinos,bovinos/bezerros

SILAGEM Por que ensilar? Respeita o mesmo principio da fenação que é o de confeccionar um alimento que poderá ser ofertado em outros momentos ao animal,como reserva de nutrientes A pecuária moderna com maximização do processo produtivo Para quem ofertar?  Bovinos adultos; Para quem NÃO ofertar?  Equinos.  Bezerros. Por ser um alimento fermentado ele pode provocar cólicas e diarreia Silagem É um processo anaeróbio de conservação de forrageira,ou seja,conservar a forrageira sem oxigênio,alem disso o principio básico da silagem é: Redução de pH (ação microbiana) - os microorganismos que reduzem o ph dessa silagem são microorganismos anaeróbios,se houver a presença de microorganismos aeróbios na silagem,ocorrera a deterioração da forrageira. Eliminação de O2 Redução do pH As forrageiras são ricas em açúcares ,que são fermentados através de bactérias láticas,que quando da redução do PH,elas vão crescer dentro do alimento(forrageira)e vão produzir o acido lático,que auxiliará no processo de conservação As bactérias láticas so crescem quando o ph for inferior à 4,5,acima disso tem-se as bactérias que produzem o acido acético. Forrageiras mais indicadas Não são todas as forrageiras indicadas para a silagem,as forrageiras ideais precisam ter altas concentrações de açúcar solúvel para rapidamente diminuir o ph e promover o aumento das bactérias láticas. Forrageiras com pouco açúcar demoram mais para produzir o acido lático. As mais indicadas são: Milho, sorgo, capim-elefante...possuem alta concentracao de carboidrato soluvel,a cevada possui alta concentração de acido acético,porem é rica em açúcar(carboidrato de pronta utilização).Milho tem uma ação potencializadora na redução do ph

Forrageiras menos indicada: Leguminosas- tem menos carboidrato solúvel de prontidão cana-de-açúcar - alto poder de fermentação (produção de acido acético),deixa um cheiro avinagrado à silagem Eliminação de Oxigênio Processo de anaerobiose Necessidade de se criar um ambiente de anaerobiose perfeito,sendo um dos mecanismos mais comuns a prensagem Impede crescimento de fungos, leveduras e mofos. O mecanismo mais comum para promover anaerobiose é a prensagem. Fases da ensilagem 1ª Fase – Fermentação aeróbica.  Açúcares + O2 = gerando CO2 + H2O + calor(gás carbônico,água e calor)  Perda de carboidratos,(gasto de energia).Prejudica as bactérias láticas e os animais pela perda de nutrientes.  Possível reação de Maillard (excesso de temp. e umidade) É uma fase indesejável !!! 2ª Fase – Anaeróbica (24 a 72 horas). Caracterizada pelo desaparecimento do O2. demora em torno de 24 a 48 horas Presença de microrganismos anaeróbios: Em um primeiro momento surgem as bactérias heterofermentativas,são todas as bactérias que produzem ac. Acético. O acido acético vai gradativamente reduzindo o ph e em um dado momento o ph chega á um valor favorável para o crescimento das bactérias homofermentativas (produtoras de acido lático),a partir do seu crescimento o ph começa a reduzir mais rapidamente. O ponto favorável é que as bactérias heterofermentativas reduzam o ph o mais rápido possível favorecendo o surgimento das bactérias homofermentativas. Para otimizar este processo deve-se:  Cuidar da limpeza (terra) – evitando o surgimento de outros microorganismos concorrentes que não sejam as heterofermentativas e homofermentativas.  Realizar inoculação (bactérias láticas) – inserir nas silagens as bactérias láticas e assim reduzir o ph. 3ª Fase – Estabilização É a estabilização do pH da silagem,o ideal é que esteja entre 3,8 a 4,2. Quando este ph é atingido ocorre a redução das bactérias láticas,a própria acidez de meio(altíssima)diminui o número de bactérias interrompendo a fermentação. Cuidados Um dos cuidados essenciais é evitar o surgimento do Clostridium (aumenta a produção de acido butírico e amina)na silagem,a presença do Clostridium é caracterizada pelo forte odor de ureia,causando a redução no teor de matéria seca e o consumo.

Formas de armazenar a silagem Tipos de Silo Trincheira - e um dos mais utilizados por ser mais facil o manejo Superfície - não pode ser terreno em pé de morro,pode chegar no maximo á 1 ½ metro Aéreo – como se fosse uma torre,utilizado para a conservação de silagem e de grãos Poço Bolsa