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ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA UTI - PLANTA FÍSICA

MÔNICA ALEXANDRE MALTA E VERA MÉDICE NISHIDE

Como projetar uma UTI Projetar uma UTI ou modificar uma unidade existente, exige conhecimento das normas dos agentes reguladores, experiência dos profissionais de terapia intensiva, que estão familiarizados com as necessidades específicas da população de pacientes. Revisões periódicas devem ser consideradas na medida que a prática da terapia intensiva evolui.1 O projeto deve ser abordado pôr um grupo multidisciplinar composto de diretor médico, enfermeiro chefe da UTI, arquiteto principal, administrador hospitalar e engenheiros.2 Esse grupo deve avaliar a demanda esperada da UTI baseado na avaliação dos pontos de fornecimento de seus pacientes, nos critérios de admissão e alta, e na taxa esperada de ocupação. É necessário análise dos recursos médicos, pessoal de suporte(enfermagem, fisioterapia, nutricionista, psicólogo e assistente social) e pela disponibilidade dos serviços de apoio(laboratório, radiologia, farmácia e outros ).3

PLANEJAMENTO DA ÁREA DE UMA U.T.I. O Planejamento e projeto devem ser baseados em padrões de admissão de paciente, fluxo de visitantes e funcionários, e na necessidade de instalações de apoio (posto de enfermagem, armazenamento, parte burocrática, exigências administrativas e educacionais) e serviços que são peculiares à instituição individual em questão. Segundo normas para projetos físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde4(E.A.S.), 1995, a organização físico funcional de internação de paciente em regime de terapia intensiva deve:

proporcionar condições de internar pacientes críticos em ambientes individuais e ou coletivos conforme grau de risco, faixa etária, patologia e requisitos de privacidade;

    

executar e registrar assistência médica e de enfermagem intensiva; prestar apoio diagnóstico-laboratorial, de imagem e terapêutico 24 horas; manter condições de monitoramento e assistência respiratória contínua; prestar assistência nutricional e distribuir alimentos aos pacientes; manter pacientes com morte encefálica, nas condições de permitir a retirada de órgãos para transplantes, quando consentida.

Localização Cada UTI deve ser uma área geográfica distinta dentro do hospital, quando possível, com acesso controlado, sem trânsito para outros departamentos. Sua localização deve ter acesso direto e ser próxima de elevador, serviço de emergência, centro cirúrgico, sala recuperação pós-anestésica, unidades intermediárias de terapia e serviço de laboratório e radiologia.5,6 Número de Leitos Os leitos necessários para fornecer uma cobertura segura e adequada para pacientes gravemente doentes num hospital, dependem da população do hospital, quantidade de cirurgias, grau do compromisso de cuidados intensivos pela administração do hospital, pelos médicos e enfermeiros, e dos recursos institucionais. Um método empírico freqüentemente relatado é que um hospital geral deveria destinar 10% da capacidade de leitos para UTI.7 Relman,8 "sugere que 15 a 20% de todos os pacientes precisam de cuidados intensivos". Uma UTI deve existir com no mínimo cinco leitos, em hospitais com capacidade para cem ou mais leitos. A instalação com menos de cinco leitos torna-se impraticável e extremamente onerosa, com rendimento insatisfatório em termos de atendimento. Estabelecimentos especializados em cirurgia, cardiologia e em emergência devem fazer cálculo específico.6,9 O ideal considerado do ponto de vista funcional, são oito a doze leitos pôr unidade. Caso se indique maior número de leitos, esta deve ser

dividida em subunidades. Esta divisão proporciona maior eficiência de atendimento da equipe de trabalho.1,6 Forma da Unidade A disposição dos leitos de UTI podem ser em área comum (tipo vigilância), quartos fechados ou mista.6 A área comum proporciona observação contínua do paciente, é indicada a separação dos leitos pôr divisórias laváveis que proporcionam uma relativa privacidade dos pacientes. As unidades com leitos dispostos em quartos fechados, devem ser dotados de painéis de vidro para facilitar a observação dos pacientes. Nesta forma de unidade é necessário uma central de monitorização no posto de enfermagem, com transmissão de onda eletrocardiógrafa e freqüência cardíaca. Unidades com quartos fechados proporcionam maior privacidade aos pacientes, redução do nível de ruído e possibilidade de isolamento dos pacientes infectados e imunossuprimidos. A unidade mista combina os dois tipos de forma e tem sido adotada com bons resultados.6 Salas de isolamento é recomendável e cada instalação de saúde deve considerar a necessidade de salas de isolamento compressão positiva e negativa nestas salas. Esta necessidade, vai depender, principalmente da população de pacientes e dos requisitos do Departamento de Saúde Pública.1

ÁREA DE INTERNAÇÃO Área de Pacientes Os pacientes devem ficar localizados de modo que a visualização direta ou indireta, seja possível durante todo o tempo, permitindo a monitorização do estado dos pacientes, sob as circunstâncias de rotina e de emergência. O projeto preferencial é aquele que permite uma linha direta de visão, entre o paciente e o posto de enfermagem..1 Os sinais dos sistemas de chamada dos pacientes, os alarmes dos equipamentos de monitorização e telefones se somam à sobrecarga auditiva nas U.T.Is.10. O Conselho Internacional de Ruído, tem

recomendado que o nível de ruídos nas áreas de terapia aguda dos hospitais não ultrapassem 45dB(A) durante o dia, 40dB(A) durante a noite e 20dB(A) durante a madrugada. Tem-se observado que o nível de ruído na maioria dos hospitais esta entre 50 e 70dB(A) e, em alguns casos ocasionais, acima desta faixa.4 Pôr estas razões, devem ser utilizados pisos que absorvam os sons, levando-se em consideração os aspectos de manter o controle das infecções hospitalares, da manutenção e movimentação dos equipamentos. As paredes e os tetos devem ser construídos de materiais com alta capacidade de absorção acústica. Atenuadores e defletores nos tetos podem ajudar a reduzir a reverberação dos sons. As aberturas das portas devem ser defasadas para reduzir a transmissão dos sons.1 Posto de Enfermagem O posto de enfermagem deve ser centralizado, no mínimo um para cada doze leitos e prover uma área confortável, de tamanho suficiente para acomodar todas as funções da equipe de trabalho, com dimensões mínimas de 8m2. Cada posto deve ser servido pôr uma área de serviços destinada ao preparo de medicação, com dimensão mínima de 8m2 e ser localizada anexo ao posto de enfermagem. Deve haver iluminação adequada de teto para tarefas específicas, energia de emergência, instalação de água fria, balcão, lavabo, um sistema funcional de estocagem de medicamentos, materiais e soluções e um relógio de parede deve estar presente.1,4 Espaço adequado para terminais de computador e impressoras é essencial quando forem utilizados sistemas informatizados. Deve ser previsto espaço adequado para se colocar os gráficos de registros médicos e de enfermagem. Os formulários de registro médicos e impressos devem estar armazenados em prateleiras ou armários de modo que possam ser facilmente acessados pôr todas as pessoas que requeiram o seu uso. Sala de Utensílios Limpos e Sujos As salas de utensílios limpos e sujos devem ser separadas e que não estejam interligadas. Os pisos devem ser cobertos com materiais sem emendas ou junções, para facilitar a limpeza.1 A sala de utensílios limpos é utilizada para armazenar suprimentos limpos e esterilizados, podendo também acondicionar roupas limpas. Prateleiras e armários para armazenagem devem estar em locais acima do solo, facilitando a limpeza do piso.

A sala de materiais sujos(expurgo), deve ser localizada fora da área de circulação da unidade. Pode ter uma pia e um tanque, ambos com torneiras misturadoras de água fria e quente para desinfecção e preparo de materiais. Deve ser projetada para abrigar roupa suja antes de encaminhar ao destino, dispor de mecanismos para descartar itens contaminados com substâncias e fluidos corporais. Recipientes especiais devem ser providenciados para descartar agulhas e outros objetos perfurocortantes.1 Para desinfecção dos materiais não descartáveis é necessário dois recipientes com tampa, um para materiais de borracha e vidro e outro para materiais de inox , ou uma máquina processadora. Banheiro de Pacientes Localizado na área de internação da unidade (geral ) ou anexo ao quarto (isolamento). Todos os banheiros e sanitários de pacientes internados devem ter duchas higiênicas e chuveiro.1,6 Copa de Pacientes Local destinado ao serviço de nutrição e dietética, sendo receptora e distribuidora das dietas dos pacientes da unidade.6 Deve ter pia, geladeira e lixo específico para desprezar restos de alimentos. Sala de Serviços Gerais Sala destinada a guarda de materiais e soluções utilizadas na limpeza e desinfecção da Unidade. Deve ser provida de tanque e prateleiras suspensas. Sala de Procedimentos Especiais Se uma sala de procedimentos especiais é desejada, sua localização deve ser dentro, ou adjacente à UTI, podendo atender diversas U.T.Is. próximas. Deve ser de fácil acesso, o tamanho suficiente para acomodar os equipamentos e as pessoas necessárias. As capacidades de monitorização, equipamentos, serviços de apoio e condições de segurança devem ser compatíveis com serviços fornecidos pela UTI. As áreas de trabalho e armazenamento devem ser adequados o suficiente para manter todos os suprimentos necessários e permitir o desempenho de todos os procedimentos sem que haja a necessidade da saída de pessoas da sala.1 Armazenamento de Equipamentos

T.T. ou adjacente à UTI deve ser capaz de fornecer os testes químicos e hematológicos mínimos. ensino dos funcionários ou aulas multidisciplinares sobre terapia dos pacientes.Is. pôr telefone e ou sistema de intercomunicação.T.1 Laboratório Todas as U.3 Quando o laboratório central do hospital não puder atender as necessidades da UTI.I.. A localização deve ser de fácil acesso e espaço adequado para pronta localização e remoção do equipamento desejado.Uma área para guardar os equipamentos que não estão em uso ativo.T.1 Sala de Reuniões Uma área distinta ou separada próxima de cada U.I. ou grupamento de U. um laboratório satélite dentro da. confortável e com ambiente descontraído.T.Is. com instalações sanitárias e chuveiro.I.1 Conforto Médico Deve ser próximo à área de internação. devem ter serviço de laboratório clínico disponível vinte e quatro horas pôr dia. deve ser planejada para educação continuada.T. Uma copa com instalações adequadas para armazenamento e preparo de alimentos. Um negatoscópio ou carrossel de tamanho adequado deve estar presente para permitir a observação simultânea de uma série de radiografias. ou de cada grupo de U. deve ser planejada. para prover um local privado.T. Deve estar .Is. pôr um sistema de intercomunicação. um fogão elétrico e ou forno microondas. Deve ser previsto tomadas elétricas aterradas em número suficiente para permitir a recarga dos equipamentos operados a bateria. A sala deve ser ligada à U. A sala de descanso precisa estar ligada à U.I. Sala de Estudos Uma sala de estudos para equipe multidisciplinar da U.I. incluindo uma geladeira.6 Área de Descanso dos Funcionários Uma sala de descanso deve ser prevista em cada U.T.1. incluindo análises de gases do sangue arterial. Deve existir sanitários masculinos e femininos dotados de chuveiro e armários. estudar e discutir os casos dos pacientes. deve ser projetada para observar e armazenar as radiografias. de fácil acesso.

janelas. São desejáveis para este ambiente cores vivas.1 Sala de Espera de Visitantes Área indispensável. O transporte dos pacientes deve ser rápido e a privacidade preservada. equipamentos informatizados interativos para auto aprendizado e referências médicas. Pôr ser uma unidade de acesso restrito é desejável que a entrada para os profissionais de saúde. cadeiras retas e reclináveis.previsto recursos audiovisual.4 O revestimento do piso deve ser resistente a trabalho pesado e permitir que equipamentos com rodas se movam sem dificuldades.I. enquanto aguardam informações ou são preparados para visita na unidade. Um bebedouro e sanitários devem ser localizados dentro da área ou próximo a ela.T. deve ser localizada próximo de cada U. com tampa e técnica adequada.5 Deve ser previsto telefones públicos.I.9 metros. enfermagem e outros.I.I. portas com abertura no mínimo 0. Sua localização deve ser planejada de modo que os visitantes se identifiquem antes de entrar.T. deve ser planejado um corredor com 2. sofás. terminais de circuito interno de TV e materiais educativos.. sem risco algum.T.1 Rota de Transporte de Pacientes Os corredores utilizados para transportar os pacientes devem ser separados dos utilizados pelos visitantes.T. Quando necessário o uso de elevadores.I.T. deve ter uma área para controlar o acesso de visitantes. carpete.1.Is. O transporte de material contaminado pode ser através de quaisquer ambiente e cruzar com material esterilizado ou paciente.1 A circulação exclusiva para itens sujos e limpos é medida dispensável.1 Secretaria Administrativa .T. ou agrupamento de U. permitindo fácil acesso. iluminação indireta e suave. seja separada dos visitantes e um sistema de intercomunicação com as áreas da U.4 metros.1 Corredores de Suprimento e Serviço Para suprir cada U. efetivo. deve ser previsto um tamanho superdimensionado e separado do acesso público. destinada aos familiares de pacientes.1 Recepção da U. Cada U.Is. ou agrupamento de U. O acesso de visitantes deve ser controlado pela recepção. se acondicionado em carros fechados.T.

O quarto de isolamento é recomendável. incluindo iluminação natural e vista externa. televisão e ramal telefônico. deve ficar fora do alcance dos pacientes e operados pôr controle remoto. deve ter um alarme de parada cardíaca interligado no posto de enfermagem.É uma área recomendável. para pessoal da administração médica e de enfermagem..V.I. operar como isolamento. especialistas clínicos e serviço social. distância de 1. o quarto privativo tem flexibilidade para.1. A instalação de T. cortinas.0 metro entre paredes e 2. sala de reuniões.5 Para controlar o nível de iluminação pode utilizar cortinas. sala de descanso dos funcionários e demais salas com chamada. o quarto fechado para adulto ou adolescente deve ter dimensão mínima de 12 m2. A habilidade de colocar estes profissionais nas proximidades de uma U.0 metro entre paredes e leito. com distância de 1. A área de cada leito deve ser suficiente para conter todos os equipamentos e permitir livre movimentação da equipe par atender às necessidades de terapia do paciente. No projeto da U.0 metros entre leitos. As considerações de conforto devem incluir métodos para estabelecer a privacidade dos pacientes. relógio. Cada módulo de U.T.T. pode facilitar a abordagem do gerenciamento dos pacientes pôr um grupo amplo e integrado. quando aplicável. deve ser dotado de banheiro privativo e de área específica para recipientes estanques de roupa limpa e suja e de lavatório. Outros recursos para melhorar a orientação sensorial dos pacientes pode incluir a provisão de calendário. O uso de persianas. As janelas são aspectos importantes de orientação sensorial e o maior número possível das salas deve ter janelas para indicação de dia/noite. um ambiente que minimize o stress do paciente e dos funcionários deve ser planejado.I.T. rádio. sempre que for requerida proteção coletiva. biombos e . exceto cabeceira. adjacente à U. toldos externos. Na ausência de isolamento. vidros pintados ou reflexivos. Espaços adicionais para secretarias podem ser alocados para pessoal de desenvolvimento.1 Módulo de Pacientes Os módulos dos pacientes devem ser projetados para apoiar todas as funções necessárias de saúde.T.I.6 Segundo as Normas para Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistênciais de Saúde. A área coletiva deve ter dimensões mínimas para 10 m2.I.

4As tomadas na cabeceira devem ser localizadas a aproximadamente 0.1 1 .Iluminação Além da iluminação natural. A iluminação noturna quando em uso contínuo não deve exceder 6. no solo ou livre. A escolha das cores das paredes proporcionam descanso e propicia ambiente tranqüilo. Quando localizadas adequadamente permitem fácil acesso a cabeceira do paciente. deve ter iluminação geral de teto para realização das atividades e registro pela equipe de trabalho e conforto do paciente. água. integrados ao suprimento de gases. que são utilizados na monitorização de parâmetros fisiológicos ou pôr ação terapêutica.4 2 . não excedendo 30 pé-vela(fc). vácuo clínico. É desejável uma lâmpada de leitura para o paciente e não deve exceder 30 fc. distante no máximo 15m de cada leito.I.I. Se o sistema de colunas não for viável.portas controlam o contato do paciente com a área ao redor. Uma poltrona deve estar disponível a beira do leito para visita de familiares.1 Deve dispor também de acesso à tomada para aparelho transportável de raios X.T. sendo desejável dezesseis(16)1. oxigênio. Estas instalações devem ter sua alimentação chaveada para fonte de emergência que rapidamente reassume a alimentação no caso de quedas de energia elétrica.9 metros acima do piso para facilitar a conexão e a retirada através do corpo do conector.5 fc.1. existem diversos equipamentos eletro-eletrônicos de vital importância na sustentação de vida dos pacientes. ambas com voltagem de 110 e 220 volts e adequadamente aterradas. os serviços de utilidades podem ser fornecidos no painel de cabeceira. Cada unidade deve ser provida de eletricidade. ar comprimido e devem atender as normas mínimas ou os códigos dos agentes reguladores ou credenciadores. ou para períodos curtos 19 fc. deve ter recursos que propiciem segurança para os pacientes e funcionários sob condições normais e de emergência. Iluminação específica para procedimentos e . Utilidades Uma U. devendo garantir o suprimento nas 24 horas.Energia Elétrica Na U. facilitando atendimento de urgência. Os serviços de utilidades podem ser fornecidos pôr uma coluna montada no teto.4 O número de tomadas sugerido é de no mínimo onze(11) por leito13.T.

T. ser equipados com torneiras que dispensa o contato com as mãos contaminadas.T. Um sistema de alarme pôr pressão alta e baixa de gases devem ser instalados em cada U. ele deve ser equipado com dispositivo para limpeza de comadres e papagaios.1 5 . ar comprimido e vácuo devem ser mantidos nas 24 horas.14 Quando um banheiro é incluído num módulo de paciente. As saídas para oxigênio e ar comprimido devem ser feitas pôr conexões apropriadas para cada gás.urgência devem ser colocados diretamente acima do paciente com pelo menos 150 fc. é desejável haver duas.1 3 . joelhos. próximo a entrada dos módulos de pacientes ou entre cada dois leitos em U. È recomendado duas saídas de oxigênio pôr leito no mínimo e uma saída de ar comprimido. especialmente se forem realizadas hemodiálise.4. Com instalação de água quente e fria e uma ducha com controle pôr pés. medicamentos e alimentos. São exigidos no mínimo seis trocas de ar pôr hora.Abastecimento de água A fonte de água deve ser certificada. tipo vigilância.1 Em cada lavatório deve ser instalado dispensador para sabão líquido e anti-sépticos. porém. evitando troca acidental.13 É preconizado dois pontos de vácuo pôr leito. porém. é recomendável três pontos.1 4 .I.I.. se redução abaixo de 194mmHg os alarmes audíveis e visuais são acionados. cotovelos ou sensores.1.4 Os lavatórios devem ser largos e profundos o suficiente para evitar respingos. sendo que duas trocas devem ser com ar externo. Estes são componentes críticos para o controle de infecções hospitalares. preferencialmente acionadas pôr pés. e no departamento de engenharia do hospital. Todas as entradas e ar . acionado sem tocar as mãos e toalheiros para papel descartável.6.Renovação de ar áreas críticas Ar de qualidade segura e satisfatória deve ser mantido durante todo o tempo.Sistema de gases e vácuo O suprimento de oxigênio.13 O sistema de vácuo deve manter mínimo de 290mmHg.1 As instalações de pias e lavatórios deve ser prevista para lavagem das mãos nos locais de manuseio de insumos.

MD.HUDSON.J. RN. R..J.25 e 87. et al.D. 1980 9.Engl.9. A .M. 140p.549-559. S. D. CASANOVA.A.582-588.J. Secretaria Nacional de Organização e Desenvolvimento de Serviços de Saúde.0 m de locais onde haja emanação de agentes infecciosos ou gases nocivos.TASK. v. A.71-76. a temperatura deve ser ajustada individualmente. P. CESERANO F.602. 1985 6. p. Secretaria de Assistência à Saúde. p.externas devem ser localizadas o mais alto possível.Engl. 1977 13.Crit Care Med. Pandemonium in the modern hospital. Crit Care Med. Society of Critical Care Medicine: Guidelines for categorization of services for the critically ill patient.292. Stimulus deprivation in windowless rooms. FCCM et al. 1987 10. p. nº2.GOMES. v.1991 4. J. p.PIERGEORGE. Anaesthesia.Med. .433-437..279-285.965. on Guidelines. Estrutura Física das Unidades de Terapia Intensiva do Municípío de São Paulo In: Revista Brasileira de terapia Intensiva v.PADILHA.S.1.R.3. Intensive Care Units: Whoneeds them?. Departamento de Normas Técnicas: Normas para Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde. pôr isso devem passar pôr sistemas de filtragens apropriados. How many intensive care beds does your hospital need?. Planta física. WILSON.9. 1993 11. Designing the critical care unit: A multidicicplinary approach. 1986 12. 1988 7. CULLEN. 1997.GRUMET. N. Enfermagem na Unidade de Terapia Intensiva. L.KEEP. Cap. 1981 8.. v. p.4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1.328.9. D.598.. v. v.. equipamento e dotamento de pessoal. N.SOUTAR. Does hospital noise disturb pacients? BMJ. 11: 541-545. Respir Care v.3.302.Design.17-31. umidade relativa do ar de 40 a 60%. 1995 2. K.Med. p. p305.MINISTÉRIO DA SAÚDE.W.19.1.SCHWARTZ. Normas e Padrões de Construções Instalações de Serviços de Saúde. MD.1995 5. nº. p. of the intensive care unit from a monitoring point of view.L. F.A. Crit Care Med. G..L. com variação de 24 a 26ºC. p.WEDEL.MINISTÉRIO DA SAÚDE. 1983 3. S. Guidelines for intensive care unit desing: Guidelines/Pratice Parameters Committee of the American College of Critical Care Medicine. em relação ao nível do piso e possuir filtros de grande eficiência.RELMAN. v.M.4 O ar condicionado e o aquecimento devem ser previstos visando assepsia e conforto para os pacientes e equipe de trabalho.v. p. A tomada de ar deve respeitar distancia mínima de 8. Society of Critical Care Medicine. p.J. Para unidades de terapia críticas com módulos fechados para pacientes.30.32.625.23 n.G.

NEIMAN.B. Infect Control Hosp Epidemiol v. The role of handwashing in prevention of endemic intensive care unit infections.. Nela também podem atender a cirurgias de urgência e transplantes. 1990 ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ASSISTINDO AO PACIENTE EM PÓSOPERATÓRIO NA UTI .14. prevenção de complicações pós-operatórias. Os objetivos da equipe multidisciplinar durante este período são: a manutenção do equilíbrio dos sistemas orgânicos. O paciente. et al.ASPECTOS GERAIS HELENA HARCO NOMA.J.589-594.17 . BRYANT. plano adequado de alta e orientações.11 A unidade de Pós-Operatório ( UPO ) tem por principal objetivo atender aos pacientes vindos da sala cirúrgica ou da Recuperação Pós-Anestésica (RPA) e que foram submetidos a cirurgias eletivas de uma única ou de várias especialidades. K. poderá apresentar repercussões importantes no pós-operatório. Nas cirurgias eletivas estas alterações são tratadas ou compensadas antes do ato operatório. se portador crônico de alterações funcionais em órgãos ou sistemas.SIMMONS. p. conforme a estrutura organizacional da Instituição. Entretanto nas cirurgias de urgência tais disfunções nem sempre são compensadas no pré-operatório.11. assistido nesta unidade. alívio da dor e do desconforto.INTRODUÇÃO Pós-Operatório é o período durante o qual se observa e se assiste a recuperação de pacientes em pós-anestésico e pós "stress" cirúrgico. MÔNICA ALEXANDRE MALTA.. VERA MÉDICE NISHIDE I.

é possível elaborar um plano de cuidados individualizado. poupa tempo. estado geral do paciente. a segunda. da fisiopatologia da doença. A prevenção destas. A assistência de enfermagem durante o período pós-operatório imediato concentra-se em intervenções destinadas a prevenir ou tratar complicações. Aqueles que manifestam instabilidade na RPA. Nesta última. a enfermagem desempenha o importante papel de proporcionar ao paciente o retorno às atividades rotineiras. Por menor que seja a cirurgia. possíveis complicações. . O pós-operatório inicia-se com os períodos pós-anestésico e pósoperatório imediato. Durante sua internação na UPO devese orientar o paciente. das intercorrências intra-operatórias e anestésicos. Após a avaliação. diminuindo assim sua ansiedade Os familiares devem ser orientados sobre a rotina da unidade. pelo enfermeiro. o risco de complicações sempre estará presente. pós-operatória. ou que têm antecedentes mórbidos passíveis de complicações. no pós-operatório promove rápida convalescençia.Os pacientes que evoluem com estabilidade hemodinâmica na RPA podem voltar à enfermaria para completar sua recuperação. este período pode durar semanas ou meses após cirurgia. sempre que possível. O pós-operatório tardio é o tempo de cicatrização e prevenção das complicações. o paciente deve ser preparado num estágio precoce à hospitalização. e de um exame físico completo. dos controles gerais. a intra-operatória e. reduz gastos. sobre seu estado. geralmente são transferidos à UPO para observação intensa e contínua. a fim de prepará-lo para uma transferência ou para sua permanência na unidade. O período cirúrgico é dividido em três fases: a primeira é a préoperatória. a terceira. A transferência do paciente para sua unidade de origem é um momento de grande ansiedade para ele. preocupações. ameniza a dor e aumenta a sobrevida. A fim de evitar este sentimento. A evolução clinica satisfatória do paciente e a estabilização do estado hemodinâmico são sinais de que a fase critica do pós operatório terminou e que será transferido. dos antecedentes clínicos. nos quais o paciente está se recuperando dos efeitos anestésicos. perspectiva de permanência na UPO e transferência para enfermaria.

A unidade deve estar provida de materiais e equipamentos em perfeitas condições de uso. e fluxometro de oxigenio e ar comprimido). sendo importante a observação cuidadosa para manter as funções fisiológicas vitais dentro dos parâmetros da normalidade. Termômetro. temperatura e respiração. 2. suporte de transdutor. oximetria de pulso. domo. kit de monitorização completo ou para montagem (transdutor. cabo para transutor de pressão. tubo extensor e bolsa de pressão). Estetoscópio. ADMISSÃO DO PACIENTE O período pós-operatório imediato é um momento crítico para o paciente. se possível.PIC. Esfigmomanômetro.PVC. transferência para UPO. Suporte de soro. capnografia. ar comprimido e vácuo. até que os efeitos da anestesia desapareçam. a fim de atender qualquer situação de emergência. Respirador.Este capítulo tem por objetivo orientar os enfermeiros sobre os cuidados serem realizados a pacientes pós-cirúrgicos incluindo desde o preparo do leito. Incluindo os acessórios: cabo paciente. intraflow. Monitor Multiparamétrico: contendo ECG e opicional para pressão arterial não invasiva e invasiva (PAP. Bomba de Infusão. sensor para oximetria de pulso. torneirinha. É atribuição da equipe de enfermagem providenciar o leito e preparálo para receber o paciente. MONTAGEM DO BOX EQUIPAMENTOS E MATERIAIS: o o o o o o o o o Cama com grades laterais de segurança. admissão.DC). Painel de gases checado (manômetro de oxigênio. antropométrica. . período de internação até a alta para enfermaria.

MATERIAIS DISPONÍVEIS NO BOX o o o o o o o Eletrodos. . TRANSPORTE E RECEPÇÃO DO PACIENTE O enfermeiro do Centro Cirúrgico ( CC ) ou da RPA notifica o da UPO que o paciente está pronto para ser transferido. Régua de nível. EQUIPAMENTOS DISPONÍVEIS o o o o o o Carrinho cardiorespiratório. cateteres. Balão Intra-aórtico. Umidificador. AMBÚ com máscara. materais e drogas. Bomba de Aspiração à vácuo Intermitente. 3. Após a transferência para o leito . Máscaras. Cateter de oxigênio nasal. Gaze. Durante a transferência. Nebulizador com traquéia e máscara. Luvas. drenos e sondas. Aspirador de secreção (frasco coletor e redutor). Cateter para aspiração de secreções. Eletrocardiógrafo. contendo desfibrilador . todas as sondas e equipamentos são identificados e ajustados apropriadamente.o o o o o Aspirador a vácuo (coluna d’água). ColchãoTérmico. o paciente é acompanhado pelo anestesista e pela enfermeiro do CC ou da RPA. Gerador de Marcapasso. certificando-se da correta e confortável posição do corpo e observando os cuidados com tubo endotraqueal. A equipe multidisciplinar da UPO transfere o paciente para a cama. Recomenda-se que todas as infusões sejam substituídas por prescrições médicas atualizadas.

dor. Uma criteriosa percursão e ausculta dos ruídos pulmonares.1 . oxigênio e aumento da secreção na árvore brônquica. tubo endotraqueal. dos acessos venosos. Os problemas respiratórios mais .SISTEMA RESPIRATÓRIO: O paciente no pós-operatório será cuidadosamente observado quanto à permeabilidade das vias aéreas e à ventilação pulmonar.O enfermeiro da RPA ou do CC dá informações verbais. intercorrências no intra-operatório e na RPA. permitindo a entrada destes para a visita. ferida cirúrgica. que incluem a história do paciente. o risco de complicações pósoperatórias está presente em toda intervenção. alterando o equilíbrio hidroeletrolítico. Independentemente do tempo cirúrgico. 4. normas e rotinas da unidades aos familiares. Os cuidados de enfermagem na assistência ao paciente no pósoperatório são direcionados no sentido de restaurar o equilíbrio homeostático. efeitos depressivos dos anestésicos. imobilidade pós-operatória prolongada. suporte nutricional e de eliminações. Ficarão sob a responsabilidade do cirurgião. O enfermeiro da UPO procede a avaliação inicial do paciente quando este é admitido na unidade. batimentos de asa de nariz e uso da musculatura acessória. O enfermeiro da UPO informará as condições gerais do paciente. A avaliação imediata consiste na observação de: 4. os sinais vitais e a temperatura do corpo. respiratório. prevenindo complicações. drenos. em freqüência. ou médico intensivista. amplitude e ruídos. As complicações respiratórias estão entre as mais comuns e podem ser causadas por vários fatores. deve ser realizada com o objetivo de detectar as complicações respiratórias o mais precocemente possível. segurança e conforto do mesmo. seu estado. Também será observado a presença ou não de desconforto respiratório. broncoaspiração. posicionamento. cornagem. Esta avaliação incluirá as condições dos sistemas neurológico. ASPECTOS GERAIS DO PÓS-OPERATÓRIO A cirurgia altera a homeostase do organismo. cardiovascular e renal. tais como: doença respiratória prévia. referido pelo paciente ou verificado pela tiragem intercostal. informações e orientações sobre a cirurgia.

O enfermeiro avalia a cânula oro / nasotraqueal ou de traqueostomia. estimular a tosse. hidratar o paciente. o paciente cirúrgico tem risco de apresentar problemas cardíacos ou de perfusão. administrar oxigênio. hipotensão que resultam em trombose venosa profunda. Dentre os cuidados de enfermagem. promover alívio para desconforto e dor. tempo de enchimento capilar (perfusão). 4.SISTEMA CARDIOVASCULAR: O cuidado básico na análise da função cardiovascular é a monitorização do paciente em relação aos sinais de choque e hemorragia. taquicardia. se necessário. observando se há vazamento de ar pela cânula em virtude do "cuff " insuflado inadequadamente e ainda. O paciente em pós-operatório deverá ser avaliado quanto aos sinais vitais. infarto agudo do miocárdio e hipoperfusão periférica. As complicações cardiovasculares mais comuns são: arritmias cardíacas. apoiando a área da incisão cirúrgica. temperatura e grau de umidade. coloração da pele e mucosas. hipertensão. estimular a mobilização precoce no leito e a deambulação. verificar a consistência e o aspecto das secreções. pneumonia ( infecção aguda que causa inflamação no tecido pulmonar ) e embolia pulmonar ( causada por coágulos de sangue ou êmbolos de gordura ). manter o nebulizador e o umidificador com nível de água adequado. dispnéia. a fim de verificar anormalidades nas trocas gasosas. uma vez que.2 . hemoptise. Os objetivos principais da assistência de enfermagem no pósoperatório são: monitorizar o ritmo e a hemodinâmica da função cardíaca adequada e estimular a perfusão tecidual. para que seja mantida uma via aérea permeável. Os idosos e aqueles com história de doença cardíaca e vascular periférica são os de maior risco.frequentes no pós-operatórios são: atelectasia (colapso dos alvéolos em porções do pulmão ). Os sinais e sintomas de complicações pulmonares incluem: aumento da temperatura. expectoração viscosa e espessa. ausculta e percussão cardíaca. verificação dos gases sangüíneos. edema pulmonar. evitando-se o rompimento da sutura. . os mais freqüentes são: mudar o paciente de decúbito. A avaliação dos gases sanguineos é de vital importância. alteração do murmúrio vesicular. agitação. se há secreções em excesso na cavidade oral e fossas nasais.

insuficiência circulatória ou desvio de líquidos. levando à conseqüências cardiovasculares e intracranianas significantes. acompanhada de aumento ou diminuição da freqüência cardíaca. pode indicar hemorragia. a ventilação do paciente e colhe amostras sanguineas para dosagem bioquímicas e hematológicas. (caso esta posição não seja contra-indicada pela cirurgia). A hipotensão pós-operatória é atribuída a uma redução da pré-carga. comparada aos níveis pressóricos do paciente no pré-operatório e durante o intra-operatório. notificará o intensivista. Pode ter como causas a ventilação inadequada. desequilíbrios eletrolíticos. Neste caso. hipoxemia e acidose. Outros sinais que incluem: pulso fraco e filiforme. Após o diagnóstico. administrará a . A hipertensão não é uma ocorrência incomum no pós-operatório imediato. à contractilidade do miocárdio e à resistência vascular sistêmica.As causas de arritmias cardíacas pós-operatórias incluem: hipovolemia. Mais comumente a hipertensão pós-operatória está relacionada à sobrecarga de fluidos. pálida ou cianótica. mudança rápida de posição. úmida. O diagnóstico de hipertensão arterial pode ser considerado num contexto de elevação da pressão arterial. controle das drogas anti-hipotensoras. Na presença destes sintomas. administração de medicações. ou elevará as pernas do mesmo acima do nível do coração. fisioterapeuta e médico do paciente) as condutas a serem tomadas. controle da dor e desconforto. a saturação de oxigênio. dor. balanço hídrico adequado. O diagnóstico e tratamento são urgentes. Pode aparecer como um episódio transitório. aumentará a velocidade das soluções intravenosas. efeitos de agentes anestésicos ou medicamentos pré-operatórios. dor. abaixo do valor básico pré-operatório do paciente. porque a hipotensão prolongada pode resultar em hipoperfusão de órgãos vitais e danos isquêmicos. Uma queda significativa da pressão arterial. o enfermeiro da UPO registra e avalia o ECG. perda de sangue ou líquido e sequestro de sangue na circulação periféria. pele fria. monitoriza a pressão arterial. colocará o paciente em Trendelenburg. Também discute com a equipe multidisciplinar (médico intensivista. aumento da atividade do sistema nervoso simpático ou hipertensão preexistente. aumento da agitação e apreensão associados com hipotensão caracterizam o choque. o enfermeiro administrará oxigênio ou aumentará o fluxo do mesmo. o tratamento agressivo está indicado. As intervenções de enfermagem em paciente hipertenso no pósoperatório incluem: monitorização contínua e (ou) freqüente da pressão arterial.

diminuição da pré-carga e redução do trabalho cardíaco. para diminuir o retorno venoso. Os cuidados de enfermagem são: monitorização eletrocardiográfica. trombose venosa profunda (TVP). Os sinais e sintomas incluem hipotensão postural. dor. meias antiembólicas. cianose e arritmias. inflamação leve das veias periféricas. edema. Outros cuidados que a enfermagem pode proporcionar ao paciente. pele fria e pegajosa e diminuição do nível de consciência. Neste caso. circulação inadequada. No paciente pósoperatório isto pode ser conseqüência de uma doença preexistente (anemia. que pode ocorrer em relação à perfusão tecidual. Outra complicação pós-operatória. de hemorragia no intra. distúrbio de coagulação. inflamação moderada ou severa das veias. dispnéia. diminuição do débito urinário. hematócrito e provas de coagulação. hidratação adequada e baixa dose de heparina. minimizará a mobilização ou posicionamento do paciente para diminuir as necessidades de oxigênio. administração de oxigênio. colocará o paciente em decúbito dorsal. Os cuidados de enfermagem no pós-operatório abrangem exercícios com as pernas. sangue total. papa de hemácias. Os sintomas destas complicações incluem desidratação. coração ou cérebro. da idade avançada. Os sinais e sintomas são: dor torácica. que envolve a formação de coágulos. incluem: manter o ambiente . ainda. crioprecipitado. manutenção do repouso no leito ou posição Semi-Fowler. resultante de hemorragia. PFC. hiperemia. taquicardia. Poderão ocorrer. taquipnéia. monitorizará e avaliará continuamente sinais e sintomas. verificação da presença de efeitos secundários ou tóxicos causados por medicações. administração de medicamentos. em associação com coagulação do sangue ou tromboflebite. os quais podem se destacar da parede venosa e ser levados como êmbolos até aos pulmões. taquicardia. de acordo com a prescrição. é a perda excessiva de sangue. em busca de anomalias. se distúrbio de coagulação).operatório ou de complicação pósoperatória. registrando as alterações.medicação ou o volume líquido adicional. com elevação dos membros inferiores. avaliação e pesquisa dos sons respiratórios. para aumentar a pré-carga. albumina. o enfermeiro da UPO administrará volumes conforme prescrito ( expansores de plasma. uso de aspirina). deambulação precoce. Os dados laboratoriais abrangem hemoglobina. hiperestesia das extremidades e presença do sinal de Homan. para detectar sinais de congestão pulmonar. como prescrito. Alguns pacientes podem apresentar infarto agudo do miocárdio ( IAM ). ausculta de sons cardíacos.

evitando-se. eletrólitos séricos e registro de ganhos e perdas. 4. As intervenções de enfermagem incluem: avaliação de infusão. ingestão e eliminação adequadas de líquidos. perdas excessivas por sudorese.operatória. cardíacos. apresente um débito urinário de aproximadamente 50 a 60 ml por hora. A manutenção hidroeletrolítica após a cirurgia requer avaliação e intervenção do enfermeiro.SISTEMA NEUROLÓGICO: Na avaliação neurológica a enfermeira verificará e anotará os seguintes parâmetros: nível de consciência. Estima-se que o paciente em pós-operatório. O volume urinário diminui. O procedimento cirúrgico e a anestesia estimulam a secreção de hormônio antidiurético( HAD) e da aldosterona.3 . . efeitos remanescentes da anestesia. assim. Os principais objetivos do tratamento hidroeletrolítico no pósoperatório são: mantenção do líquido extracelular e do volume sangüíneo dentro dos parâmetros da normalidade (por meio da administração de quantidades suficientes de líquidos). Os desequilíbrios pós-operatórios podem levar a uma retenção dos produtos catabólicos. drenagem de feridas e fluidos corporais).tranqüilo. insuficiência cardíaca congestiva ( ICC) ou edema pulmonar. de hiper/hipohidratação (administração excessiva de líquido ou função renal inadequada. verificação da pressão arterial. evitando a sobrecarga hídrica conservando-se a pressão arterial e o débito cardíaco e urinário adequados. a problemas neurológicos. causando retenção hídrica. pulsação. com função renal normal. diminuir a sobrecarga sensorial e permitir períodos de repouso. resposta à estimulação verbal e/ou a dor. 4. reposição inadequada intra e pós. hiperventilação. padrão de motricidade e mobilidade dos membros e da musculatura da face.SISTEMA RENAL: Alterações da função renal e do equilíbrio hidroeletrolítico também podem aparecer logo após a cirurgia.reduzindo ruídos.4 . tamanho das pupilas e sua reação à luz. independentemente da ingestão de líquidos. prevenção da sobrecarga hídrica.

muitos pacientes podem apresentar náuseas e vômitos.SUPORTE NUTRICIONAL E DE ELIMINAÇÃO: É benéfico para o paciente retornar a dieta normal. Geralmente a dieta inicial pós-operatória é liquida. a mucosa intestinal renova-se constantemente. circulação portal e órgãos sistêmicos.ACESSO VENOSO: A grande maioria dos medicamentos administrados ao paciente critico é infundida por via endovenosa.5 . o mais precoce possível após a cirurgia. 4.4. a cicatrização da ferida cirúrgica. prevenindo broncoaspiração. sendo afetada pela disponibilidade de nutrientes e pelo fluxo sangüíneo intestinal. diminuindo o risco de translocação bacteriana. palpação e ausculta abdominal. favorecendo. anestesia e uso de medicamentos para dor. As avaliações a serem feitas pelo enfermeiro antes de alimentar o paciente em pós-operatório são: inspeção. geralmente indica-se suporte nutricional por via parenteral. caso contrário colocará o paciente em decúbito lateral para facilitar a drenagem. Aos pacientes impossibilitados de receberem dieta oral ou enteral por tempo prolongado. ou seja.cirurgia. assim. A função intestinal pode ser prejudicada pela imobilidade. Conforme o tipo de cirurgia e a tolerância do paciente é prescrita uma dieta livre. . percussão. É importante que o enfermeiro anote as evacuações no período pós-operatório. para os pacientes com sonda nasogástrica (SNG). de maneira que a absorção seja previsível e o efeito se inicie rapidamente24.6 . se necessário administrará antieméticos conforme prescrito. manipulação dos orgãos abdominais. Durante as primeiras 24 a 36 horas pós. passagem de bactérias e toxinas a partir da luz intestinal para linfonodos mesentéricos. para promover o equilíbrio de vitaminas e sais minerais e um balanço nitrogenado adequado.o enfermeiro. O peristaltismo normal retorna durante as primeiras 48 a 72 horas após a cirurgia.verificará a permeabilidade e a drenagem. Uma dieta normal promove o retorno precoce da função gastrintestinal uma vez que. Neste caso.

É indispensável que os pacientes em pós-operátorio tenham acesso venoso central. o exame histológico mostra que a cobertura epitelial está intacta. um controle rigoroso das pressões de enchimento cardíaco.FERIDA CIRÚRGICA: A manutenção de uma assepsia durante a cirurgia e no período pós-operatório é o fator mais importante na promoção da cicatrização. drenos e curativos. permitindo além da administração de drogas vasoativas. pois nesse tempo ocorre a formação de um selo fibrinoso que protege a ferida contra a penetração de bactérias17. torácica e do mediastino) serão drenados por gravidade ou. Ao término de 72 horas. Quando houver drenos exteriorizados por contra-abertura. preferencialmente de único lúmen. Algumas horas após seu fechamento primário. estes serão adaptados a um sistema de coletor fechado. nas primeiras 24 a 48 horas. entretanto. o espaço é preenchido com exsudato inflamatório e por volta de 48 horas. O tipo de líquido infundido e a velocidade de infusão devem ser rigorisamente avaliados para garantir a permeabilidade dos catéteres. Quando a ferida cirúrgica é fechada primariamente. 24 A escolha do cateter deve ser. estado nutricional. presença de doença. Se o volume de material coletado for excessivo. é recomendável que se retire o curativo da incisão. dependendo do tipo de cirurgia. ligados à aspiração contínua ou intermitente.DRENOS: Os tubos para drenagem de secreções (gástrica. O volume e o aspecto das secreções serão registrados. que obrigue a troca repetida.22 O curativo pós-operatório objetiva basicamente. por diminuir o risco de contaminação das conexões durante a manipulação. quando necessário. 4.7 . isolando as estruturas profundas do meio externo. as células epiteliais marginais migram para a superfície da ferida. evitar a infecção da ferida. 4. condições do paciente e necessidade de infusões.8. . infusão de soluções e medicamentos. Os fatores que afetam a cicatrização da ferida são a localização da incisão. tipo de fechamento cirurgico. pode ser indicada a utilização de catéteres de dois ou três lúmens. infecção. pode-se adaptar uma extensão da bolsa a um frasco coletor.

evitando danos aos nervos e distensão muscular.9 .10 . com score de 0 a 10.DOR: A resposta do paciente a dor é um processo subjetivo. objetivando o conforto e a redução da dor. o enfermeiro verificará a cor. O paciente pode manter um controle adequado da dor evidenciado por resposta verbal num score menor que 5. 5. respiração profunda e. Caso a imobilização seja necessária. avaliando se deve ou não ser dada continuidade ao procedimento. A necessidade de controle da dor. sondas. os enfermeiros deverão ponderar seus riscos e benefícios. é analisada pelo intensivista.POSICIONAMENTO NO LEITO: O paciente deve ser avaliado quanto ao posicionamento que melhor favorecer a ventilação. 4. e esta indicada quando score maior ou igual a 5. mudança de posição no leito e massagens. deambulação. queda do paciente: manutenção de grades de proteção até que paciente acorde. capacidade de mobilização e sensibilidade dos membros imobilizados. através do uso de analgésicos narcóticos. 4. sistema de campainha ao alcance do paciente. O enfermeiro indaga ao paciente a respeito da localização. A mensuração da dor é avaliada através de uma escala numérica de intensidade de dor. intensidade e qualidade da dor25. para comparações posteriores de evolução da mesma e alterações da pele. medir e anotar a área da ferida. nesta escala.11 .SEGURANÇA E CONFORTO: Algumas medidas de segurança serão adotadas para evitar a retirada inadvertida de cateteres. tosse. apoio e acolchoamento das áreas de pressão.As medidas de enfermagem destinadas a promover a cicatrização da ferida cirúrgica incluem: avaliar. As posições variam de acordo com a natureza da cirurgia. Considerando-se os efeitos indesejáveis da imobilização. iniciando as medidas que visam conforto. tais como. posteriormente. 4. porque o paciente precisa responder às instruções quanto a mobilização no leito. PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS . É muito importante que a dor seja tratada.

1. Para as cirurgias neurológicas recomenda-se unidades específicas. tumor benigno. as disritmias não-controláveis.20 O sucesso da cirurgia não depende somente da habilidade da equipe que opera. o IAM.Tem indicação para recuperação em UPO. neoplasia.Ressecção em cunha : remoção de pequenas secções periféricas do lobo . preenchendo o espaço anteriormente ocupado pelo segmento removido. Descrevemos. quanto maior a rotatividade de pacientes.1 CIRURGIA TORÁCICA A cirurgia torácica refere-se a diversos procedimentos cirúrgicos que implicam na abertura da cavidade torácica (toracotomia) e (ou) órgãos da respiração. As indicações da cirurgia torácica podem ser para retirada de tumores e drenagem de abscessos. ou reparação do esôfago e vasos torácicos.a estrutura e função pulmonares permanecem relativamente inalteradas após a cicatrização. os pacientes que apresentarem instabilidade hemodinâmica na RPA. urológica. Após a cirurgia ocorre enfisema compensatório não- . infecção segmentar por tuberculose ou bronquiectasia.1. maior é a otimização das vagas e agendamento das cirurgias. mas. a seguir.1.26 5. É indicada nos casos de abscesso pulmonar crônico.2 Na avaliação do paciente deve ser considerada a função cardiopulmonar. transplantes e as grandes cirurgias programadas.20. uma vez que a recuperação do paciente neurológico é mais demorada e.Ressecção segmentar : ressecção de um segmento ou lobo pulmonar . da qualidade dos cuidados de enfermagem durante os períodos pré e pós-operatório. gastrointestinais. procedimentos cirúrgicos torácicos com indicação de recuperação em UTI: 5. vascular. 5. cardíaca.3. cabeça e pescoço. quistos ou bolhas enfisematosas congênitas.o tecido pulmonar restante expande-se novamente. São contra-indicações para a cirurgia.1. também. Está indicada em casos de granulomas subpleurais e pequenos tumores periféricos e. a ICC e a angina instável. ainda. entre elas: torácica.2. 5.Lobectomia : remoção de um ou mais lobos de tecido pulmonar.

lesões unilaterais selecionadas .1.1. Está indicada em infecções tais como. também. ulceração e tumores). A ventilação do paciente pode ser superficial em conseqüência da dor pós-operatória.1. para a formação de atelectasias e estase das secreções.5. redução do espaço morto torácico após ressecções externas. o nervo frênico e o lado afetado são ressecados. O risco de remoção do pulmão direito é maior em relação ao esquerdo. fugas de ar recorrentes. as atelectasias e acúmulos de secreções são freqüentes no período pós-operatório.6. seguida de anastomose topo a topo. 5. 5. Está indicada em abscesso crônico extenso. O lado removido da cavidade torácica torna-se um espaço vazio.4. infecção generalizada do pulmão e neoplasias. Está indicada em estenose significativa do orifício da traquéia.7. Para reduzir o tamanho dessa cavidade e paralizar o diafragma em uma posição elevada. enchendo o espaço torácico ocupado pelo tecido ressecado. controle da dor e auxilio ao paciente na recuperação de sua função cardiopulmonar. 5.indicada em neoplasia primária do timo ou miastenia gravis.Timectomia : remoção do timo . inflamação. 5. relacionada com a pressão mecânica ou "cuff" da sonda traqueal (pressão que produz isquemia da parede da traquéia. o que contribui.Toracoplastia : colapso cirúrgico de uma região da parede torácica mediante múltipla ressecção de costelas para redução intencional do hemotórax.patológico. Indicada em lesões cavitárias crônicas e coleções de empiema. mantendo a vigilância das complicações. tuberculose.1. a medida que o tecido pulmonar se reexpande.Pneumectomia : remoção total de um pulmão. que implica em sobrecarga fisiológica. .Ressecção de traquéia: ressecção parcial da traquéia. INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NO PÓS-OPERATÓRIO As intervenções têm por objetivo otimizar a oxigenação e ventilação. Devido ao posicionamento intra-operatório e à terapêutica pré e peri-operatória. tumores benignos e malignos. em virtude do tamanho do leito vascular.

O decúbito lateral é indicado após a cirurgia até a recuperação da sua consciência. Na ausência de alterações da função renal ou cardíaca. A tosse ajuda-o a movimentar e a expelir as secreções traqueobrônquicas. é muito importante verificar a presença de muco espesso e aderente o que sugere insuficiente aporte de líquidos e(ou) insuficiente umidificação externa. ajuda na avaliação da eficácia desta. o paciente será colocado na posição Semi-Fowler. auxiliando-o a amparar a incisão com uma almofada ou cobertor durante a respiração profunda e enquanto tosse. porque. para fluidificação das secreções. Na presença de ventilação mecânica assegurar a umidificação das vias aéreas. tais como: insuficiência respiratória (provavelmente . favorecendo. A umididficação das vias aéreas pode ser feita através de nebulizacão com máscara. a respiração profunda dilata as vias aéreas. a expansão dos pulmões. facilitando a ventilação com menor esforço possibilitando a drenagem da sonda torácica. É necessário orientar o paciente a tossir e respirar fundo a cada uma ou duas horas. pois este procedimento dificulta a expansão do tecido pulmonar restante. O paciente será reposicionado pelo menos a cada 2 horas para prevenção da estase de secreções e manutenção do equilíbrio da ventilação/perfusão. antes e após a tosse. exceto. pois a hidratação adequada é o agente mucolítico mais eficaz. A mobilização do paciente será indicada conforme a fase de recuperação e o tipo de cirurgia realizada. o mediastino pode ser deslocado e a mudança de posição excessiva possibilitaria o desvio do mesmo e a compressão do pulmão restante. porém. visto que promove estabilidade hemodinâmica e previne broncoaspiração. Além disso. Nos casos de ressecção em cunha ou segmentectomia não se deve posicionar o paciente sobre o lado da cirurgia. O enfermeiro permanecerá alerta para possíveis complicações da cirurgia torácica. verificando a cada 6 horas o nível de água do umidificador e trocando quando necessário. estimula a produção de surfactante e expande o tecido pulmonar. após pneumectomia. assim. nesta intervenção. hidrata-se o paciente de acordo com sua superfície corporal.Após a estabilização dos sinais vitais. Auscultar o murmúrio vesicular. Após a mobilização do paciente verifica-se a posicão de tubos e drenos. o apoio estabiliza a zona afetada e reduz a dor durante a realização destes procedimentos. cateter de oxigênio ou qualquer outro método.

hemotórax. O conhecimento prévio de tais complicações. enfisema subcutâneo (devido a vazamento de ar no local da incisão pulmonar). acrescente-se o fato que. que provocam uma obstrução do fluxo que passa através da válvula. tromboflebite (a anestesia e imobilidade reduzem o tônus vasomotor. fato que retarda a reexpansão do pulmão). proporcionando ao paciente segurança e confiança na equipe que o está assistindo. ainda. diminuição do esforço respiratório devido a dor e. medicações para dor. a sobrecarga circulatória pode resultar da redução do tamanho do leito vascular em virtude da remoção do tecido pulmonar. hipóxia. fazendo com que o líquido penetre no tecido pulmonar. diminuindo o retorno venoso e a deposição periférica de sangue). A doença valvular do coração é uma alteração da função cardíaca produzida por anomalias estruturais ou funcionais de uma ou mais válvulas. faz a diferença na assistência de enfermagem especializada.resultante da alteração do nível de consciência pelo uso de anestésicos. tornaram possível. Existem dois tipos de lesões:as estenóticas. caso a drenagem torácica fechada não esteja funcionando adequadamente). edema pulmonar (a hipóxia aumenta a permeabilidade capilar. hemorragia. A correção cirúrgica consiste na plastia ou substituição de uma ou mais valvas cardíacas (aórtica. atualmente. focos de arritmias e transplantes cardíacos. reinsuflação pulmonar incompleta. como aumento do tônus vagal.2 CIRURGIA CARDÍACA O progresso tecnológico contínuo dos meios diagnósticos. aumentando o volume de trabalho do coração. aumentando a pressão de trabalho do coração e a regurgitação valvular. obstruções nas artérias coronárias. desvio do mediastino e pH sangüíneo anormal). choque hipovolêmico (devido a vazamento capilar. mitral ou tricúspide). revascularização . 5. arritmias cardíacas (bastante comuns. limpeza inadequada da via aérea). a realização de cirurgia para corrigir defeitos cardíacos congênitos. resultam da associação de vários fatores. pneumotórax hipertensivo e desvio de mediastino (podem ocorrer por vazamento de ar através das linhas de incisão pleurais. planos teciduais do tórax bastante extensos e vascularizados). que provoca um fluxo bidirecional. O resultado é a alteração do fluxo sangüíneo através da válvula. anestesia e técnica cirúrgica. embolia pulmonar (uma possível complicação no pós-operatório e causa de hipoxemia).

2 . isquemia do miocárdio (4%). calcificação congênita de uma válvula bicúspide.Insuficiência Aórtica: Fechamento incompleto do orifício aórtico durante a diástole ventricular. envelhecimento do tecido valvular ou estenose subaórtica discreta. No que se refere à mitral. Ocorre como conseqüência da febre reumática.1 . A doença causa fusão das comissuras e contraturas das fibras das cúspides. 5. . Geralmente resulta do envelhecimento do tecido valvular ou de uma valvulite reumática aguda .que provoca espessamento.2. Quando este valor for menor que 1. sífilis.4 .5 cm2. significa que há estenose mitral grave e a cirurgia está indicada. reparação valvular (tratamento da regurgitação mitral) ou substituição da válvula. Síndrome de Marfan. permitindo que o sangue reflua da aorta para o ventrículo esquerdo. 5. 5. tumor degenerativo da válvula mitral (40%).2. difuso do folheto ou um fibrótico das margens de encurtamento. de durabilidade limitada. As lesões valvulares cardíacas estão assim classificadas: 5. estão disponíveis três procedimentos cirúrgicos: comissurotomia (tratamento da estenose mitral). Pode-se desenvolver como resultado de febre reumática. artrite reumatóide. hipertensão sistêmica.3 . escolhidas para pacientes mais idosos. ou dilatação ventricular esquerda.do miocárdio ou transplante cardíaco. Existem dois tipos de prótese valvulares: as mecânicas.Estenose Mitral: Trata-se de um estreitamento progressivo do orifício da válvula mitral. obstruindo o fluxo do ventrículo esquerdo. de maior durabilidade. O tratamento cirúrgico da doença aórtica está limitado a substituição da válvula. A área da válvula mitral normal é de 4 a 6 cm2.Insuficiência Mitral: Ocorre quando a incompetência e distorção da válvula mitral impedem que as margens livres se ajustem durante a sístole.2.2. calcificação degenerativa ou como conseqüência do envelhecimento. destinadas preferencialmente a indivíduos jovens e. as biológicas ou teciduais. A insuficiência mitral crônica pode resultar de doença reumática (49%).Estenose Aórtica: Estreitamento do orifício entre o ventrículo esquerdo e a aorta.

O procedimento promete tornar-se uma importante adição ao tratamento cirúrgico de pacientes que requerem revascularização de artérias coronária descendente anterior. 5.Estenose Tricúspide: Raramente é uma lesão isolada. chegando a diminuir em 50% as necessidades de oxigênio dos tecidos.2.Circulação ExtraCorpórea ( CEC ): A CEC ou "bypass" cardiopulmonar corresponde a uma forma mecânica de fazer circular e oxigenar o sangue do paciente.5. enquanto a maior parte da volemia é desviada do coração e pulmão durante a cirurgia cardíaca. diminuindo. as necessidades de oxigênio do miocárdio. no . 5. transportada através do diafragma.7 .2. portanto. A hemodiluição é também utilizada para melhorar a oxigenação tecidular. Heparina é administrada através da CEC para evitar formação de coágulos no circuito. Durante a CEC a temperatura corporal do paciente é reduzida até cerca de 280C.2.5 .Minimamente Invasiva: Trata-se de um enxerto da artéria coronária introduzido recentemente na cirurgia cardíaca. sendo a principal origem a febre reumática. artéria radial e veia safena. Os enxertos com maior sucesso são os realizados com a artéria mamária interna.9 . 5.8 . também tem sido utilizada.Revascularização do Miocárdio: Envolve o uso de derivações destinadas a controlar as artérias coronárias obstruídas.6 . Ocorre habitualmente em processo simultanêo com a doença aórtica e (ou) mitral. Solução de cardioplegia é reinfundida a intervalos regulares durante a CEC para manter o coração arrefecido e parado. geralmente através de uma pequena toracotomia ântero-lateral (7-10 cm).2. 5. Antes do início da CEC os circuitos da bomba são preenchidos com solução hidroeletrolítica balanceada. e o fluxo sanguíneo através da microcirculação sistêmica e pulmonar durante a CEC. sem circulação extracorpórea. com via de acesso menor que o habitual. Atualmente a artéria gastroepiplóica. A técnica pode ser realizada com o coração batendo. O sangue é reaquecido até a temperatura normal antes do término da cirurgia.Insuficiência Tricúspide: Ocorre habitualmente como resultado de falência avançada do lado esquerdo do coração e de hipertensão pulmonar grave. protegendo os órgãos vitais de lesões isquêmicas.2.

de 0.8 a 2. São necessários um rápido reconhecimento e intervenção. pressões de enchimento e coletar gaso arteriovenosa assim que possível. No pósoperatório imediato a enfermagem planeja cuidados que visam a manutenção adequada da ventilação. . aproximadamente 41% dos pacientes são extubados na sala cirúrgica. quando ocorrerem mudanças nas condições do paciente. avaliar a sensibilidade. para prover adequada drenagem de fluidos acumulados no local da cirurgia . com significante diminuição da morbidade. É. oito horas após a cirurgia. O enfermeiro deve auscultar sons respiratórios. proporcionando retorno venoso adequado. encaminhar solicitação de raio X e coletar amostra de sangue para exames laboratoriais de rotina e gases sangüíneos arteriais. Na admissão o paciente deve será posicionado em decúbito dorsal. atribuição do enfermeiro aferir o débito cardíaco. Os drenos do toráx e (ou) do mediastino devem ser colocados em aspiração a vácuo em coluna d’água. Se a hemostasia é evidente o dreno é removido após 24 horas. devido aos efeitos da CEC e da manipulação cardíaca. amplitude e a modalidade de comando. nos primeiros 15 a 30 minutos da admissão. é menos comum a ocorrência de infarto miocárdico. Um dreno em pericárdio é mantido. oxigenação e estabilidade hemodinâmica. A média de internação na UTI é de 3 a 12 horas e. a pessoa submetida à cirurgia cardíaca é freqüentemente mais instável que outros pacientes cirúrgicos. (usualmente em aspiração com pressão de 20cm de água). certificando-se da localização do tubo endotraqueal. observar se a freqüência e o ritmo estão ajustados. Este procedimento está associado com significante redução de recursos. Na presença de marcapasso. INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NO PÓS-OPERATÓRIO Após o término da cirurgia o paciente é transferido para a unidade de pós-operatório. providenciar monitorização da oximetria de pulso. detectando um possível pneumotórax e secreções. sendo que. no hospital.5 dias. enzimas cardíacas. reoperações. anastomosando enxerto para a artéria coronária descendente anterior. uma vez que. também. insuficiência respiratória e AVC.quinto espaço intercostal. falência renal. onde se recupera dos efeitos anestésicos e permanece por um período aproximado de 24 a 48 horas. Por não ser necessário o uso de CEC. deverá mensurar e .

Diminuição do débito cardíaco (depressão do miocárdio): devido à hipotermia. Hemoglobinúria (hemólise): por destruição de eritrócitos no circuito da bomba. repetindo o procedimento de hora em hora. tempo prolongado da CEC e doença cardíaca preexistente. traumatismo mecânico das plaquetas. acúmulo de fluidos no interstício pulmonar. diurese pós-operatória e vasodilatação súbita (fármacos). .registrar a quantidade e característica da drenagem. na admissão do paciente. estimulação da glicogênese. COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS Pacientes de cirurgia cardíaca têm risco de desenvolver complicações devido à doença de base e ao trauma cirúrgico. O paciente pode apresentar hematúria em decorrência da hemólise durante a CEC. Além disto. o enfermeiro deve lidar com problemas relacionados à CEC e à hipotermia pós-operatória. A drenagem dos tubos é considerada normal até 100ml nas primeiras 8 horas após a cirurgia. O paciente será aquecido lentamente através de sistemas de aquecimento (mantas térmicas) para prevenção de instabilidade hemodinâmica decorrente da rápida vasodilatação. Hemorragia (coagulação): devido à heparina sistêmica. Diminuição do magnésio sérico (hipomagnesemia): devido à diurese pós-operatória secundária a hemodiluição. aumento da resistência vascular sistêmica. Métodos considerados indicadores precisos para controle de temperatura são: artéria pulmonar ou membrana timpânica. microembolias pulmonares. A temperatura. é freqüentemente 35 a 360C. Aumento da glicose sérica (hiperglicemia): por diminuição da liberação de insulina. Aumento de peso e edema (30 espaço): devido à diminuição da concentração das proteínas plasmáticas. Diminuição do potássio sérico (hipocalemia): por transferências intracelulares durante a CEC. Efeitos da Circulação extracorporéa          Hipotensão (déficit de fluido intravascular): por perda para o 30 espaço. Diminuição da mecânica pulmonar (disfunção pulmonar): por diminuição da produção de surfactante. 1.

como resultado da hemodiluição. Diminuição do Débito cardíaco A redução do débito cardíaco pode resultar em alterações da freqüência cardíaca. ativação do mecanismo renina-angiotensinaaldosterona. Aumento transitório da pressão arterial (hipertensão): devido à liberação de catecolaminas e à hipotermia sistêmica. 4. déficits motores e sensoriais (disfunção neurológica): devido à perfusão cerebral diminuída e microembolias cerebrais. Alteração da Pressão Sangüínea .  Diminuição do estado de consciência. O volume sistólico depende da pré-carga. O nível de potássio será verificado na admissão do paciente e reposto com base nos exames laboratoriais e prescrição médica. A excreção renal do excesso de fluido do corpo resulta em diurese espontânea e perda de peso. Uma anormalidade em um ou mais destes parâmetros pode causar diminuição do débito cardíaco. redução da perfusão renal. pescoço e mãos. Alterações de fluidos e balanço eletrolítico Em virtude da CEC o volume total de fluido aumenta. Hipovolemia intravascular se manifesta por diminuição da Pressão Venosa Central ( PVC). aumento da liberação de vasopressina. causando edema. O balanço de fluido na admissão do paciente pode estar aumentado cerca de 20% em relação ao pré-operatório. provocando vasoconstrição. Hipocalemia pode ocorrer como resultado de grande acúmulo de solução de cardioplegia ou falência renal aguda. É comum. pós-carga e contratilidade. especialmente de face. volume sistólico ou de ambos. um desequilíbrio no balanço hidro eletrolítico e um nível anormal de potássio. 3. desenvolvendo freqüentemente um déficit no volume intravascular. no período pós-operatório. se não tratada podem ocorrer baixo débito cardíaco e hipotensão. 2.

devido à lesão traumática das plaquetas ou hemostasia inadequada. A coloração normal da drenagem é vermelhoescura. O sangue é vermelho vivo e o frasco-drenagem se enche em minutos. O sangramento arterial é raro e exige tratamento emergencial. A hipotensão pode ser causada por volume intravascular reduzido. diluída. A hipertensão é particularmente perigosa porque pode causar ruptura da linha de sutura e aumento do sangramento. diminuindo subseqüentemente. Embora o sangramento através dos drenos ( do mediastino.34. serossanguinolenta e sem coágulos por causa da ação da heparina. Tal fato pode ocorrer devido hipertensão prévia. Se necessário administra-se um vasodilatador. . sendo o mais utilizado nestas situações o nitroprussiato de sódio. O aumento da pressão pode ocorrer em virtude de dor ou quando o paciente é estimulado por barulho ou procedimentos. podendo ser controlada proporcionando um ambiente calmo. Normalmente resulta de rompimento das linhas de sutura. hipotermia ou dor. toráx ou pericárdio) seja esperado. vasodilatação resultante de reaquecimento. Usualmente a drenagem é de aproximadamente 100ml por hora na primeira ou segunda hora. administram-se volumes expansores para aumento da pressão sangüínea. Considera-se que um paciente está hipertenso quando sua pressão arterial sistólica (PAS) estiver acima de 150 mmHg. trombocitopenia.Depois da cirurgia não é raro ocorrer hipo ou hipertensão. devendo-se intervir imediatamente. administrando-se analgésicos ou sedativos. O paciente é usualmente considerado hipotenso se a pressão sistólica for menor que 90mmHg. contratilidade ventricular direita diminuída ou arritmias. o paciente se torna hipovolêmico e rapidamente hipotenso. aumento do nível de catecolaminas. liberação de renina. intervenções de enfermagem serão direcionadas para impedir tais mudanças e prevenir ou restaurar rapidamente a pressão sangüínea. Sangramento Pós-Operatório O sangramento pós-operatório pode ter como causa: a não-reversão da atividade da heparina pela protamina ao término da cirurgia. Se o paciente está hipovolêmico. charter 16 5. o enfermeiro deve diferenciar entre o normal e excessivo.

Trata-se de uma complicação incomum se as drenagens forem mantidas permeáveis. Controlar a hipertensão. na presença de coágulos. manter controle da infusão de fluidos e drogas vassopressoras para o débito cardíaco e a pressão arterial adequados. também. impedindo o retorno venoso. pressão de pulso reduzida. quando ocorre é perigoso e deve ser reconhecido e tratado rapidamente. No entanto. observar aumento ou redução da drenagem. que mostra fluidos dentro do espaço pericárdico. Estas intervenções visam. pois crê-se que a elevada pressão negativa gerada por este método provoque lesão nos tecidos intratorácicos. Tamponamento Cardíaco Pode ocorrer por acúmulo de sangue em torno do coração e compressão do miocárdio. em virtude da presença de coágulos no sangramento mediastino que não podem ser aspirados com agulha. Os sinais e sintomas incluem: redução da pressão arterial. . fato que contribui para desencadear hemorragia. 6. É causado por problemas cirúrgicos ou coagulopatias. bulhas cardíacas hipofonéticas e taquicardia. Todavia. Por essa razão é recomendado que. o risco deve ser bem calculado. prevenir a necessidade de reexploração cirúrgica. os drenos sejam ordenhados. procedimento que provoca menor pressão negativa e diminui o risco de hemorrgia.O sangramento venoso é mais comum que o arterial. A ordenha dos drenos é controversa. As intervenções de enfermagem visam: assegurar a permeabilidade dos drenos. visto que a pericardiocentese não pode ser utilizada em tamponamento cardíaco pós-operatório. tendo-se em vista a possibilidade de ocorrer tamponamento cardíaco se o sangue não for convenientemente drenado. acompanhada de aumento da pressão venosa central e da capilar pulmonar. diminuindo o débito cardíaco e a pressão do sangue. pulso paradoxal pode estar presente. manter drenos permeáveis para prevenir tamponamento cardíaco e manutenção adequada do volume intravascular são ações essenciais no cuidado do paciente com sangramento. Diagnóstico definitivo é feito com raios X de tórax que mostram alargamento do mediastino ou por meio de ecocardiograma.

liberação das catecolaminas devido à dor e à ansiedade. A maioria dos pacientes de cirurgia cardíaca são extubados nas primeiras 4 a 12 horas após a cirurgia. Atelectasias e derrames pleurais podem estar presentes. Bradiarritimias e bloqueios ocorrem no período pós-operatório. O tratamento é direcionado para a correção da causa. sendo que fluidos podem passar para o interstício e alvéolo do pulmão. Na prática. Arritmias As arritmias no pós-operatório são comuns e ocorrem em aproximadamente 30% dos pacientes. devido à depressão das células do sistema de condução. Disfunção Pulmonar Pacientes de cirurgia cardíaca apresentam maior risco para desenvolver complicações pulmonares devido aos efeitos da CEC. já que o espaço pleural é invadido durante a cirurgia. Alguns pacientes com doença . Há aumento da permeabilidade pulmonar. ocorre a perfusão dos alvéolos não-ventilados e a troca de sangue não-oxigenado para a circulação sistêmica. A taquicardia sinusal pode ser causada por hipovolemia e efeitos colaterais de drogas inotrópicas (especialmente a dopamina). especialmente hipocalemia. sutura ou edema no local. No período pós-operatório são comuns as taqui-bradiarritmias. por manipulação cirúrgica. diminuir a perfusão da artéria coronária e aumentar a demanda de oxigênio do miocárdio. Isto dificulta a difusão gasosa. visto que esta provoca diminuição da ventilação pulmonar pelo uso do oxigenador. podendo ocorrer hipoxemia. podem ser resultantes do trauma e manipulação cirúrgica. distúrbios hidroeletrolíticos. aumenta as secreções. dor. costuma-se dividir as taquiarritimias em ventricular e supraventricular. 8. Taquiarritimias podem comprometer o débito cardíaco. alterações no pH e PO2.7. Catecolaminas liberadas durante a cirurgia. por cardioplegia ou lesão do nódulo e feixes de condução. Quando é restaurada circulação pulmonar. Geralmente ocorrem em 20 a 40% e aparecem de 24 a 36 horas após a cirurgia. ansiedade e febre também podem contribuir.

pacientes de cirurgia cardíaca têm maior risco que outros em virtude da CEC. 9. poderão requerer ventilação mecânica prolongada. Disfunção Renal Embora falência renal seja uma complicação pouco comum. especialmente se a fibrilação atrial está presente. sendo possível. incentivar a respiração profunda e a tosse. preveninindo deiscência e. ambas relacionadas com à CEC. Este risco é maior com o aumento do tempo da CEC e a disfunção renal pré existente. provavelmente. que causem deficit neurológico. se há doenças cérebrovascular ou de carótida préexistentes e. também. O fluxo sangüíneo renal se reduz durante a CEC. 10. Identificando-se os fatores de risco. o mais rápido possível. administrar medicação para dor. . ainda. Após a extubação. e a hemoglobina (Hb) é liberada por destruição das células do sangue. à redução da perfusão e a microembolias cerebrais. é necessário apoiar a incisão. doença valvular. Placas de ateromas liberadas durante a manipulação cirúrgica e por embolia gasosa do sistema CEC.pulmonar de base. também. Manter adequado volume urinário é imperativo para prevenir danos aos túbulos renais. a avaliação neurológica facilitaria o reconhecimento do potencial problema e possibilitaria um tratamento precoce. A "debris "celular e Hb livre podem danificar os túbulos renais. A esternotomia e os tubos de drenagem causam dor e podem interferir na tosse e na respiração profunda. eritrócitos são danificadas. O risco de complicação neurológica aumenta quanto maior for a idade e o tempo de CEC. bem como a mobilização precoce. Para facilitar a higiene pulmonar. deve-se estimular a tosse e respiração profunda. Disfunsão Neurológica: Uma disfunção neurológica transitória é frequente após a cirurgia cardíaca e deve-se. relacionada a disfunções valvulares preexistente.

proporcionando conforto ao paciente e atenuando os fatores que aumentam a percepção da dor. drenagem e aumento da temperatura por mais de 72 horas no pós-operatório. ainda. o enfermeiro deve ser capaz de diferenciar a angina da dor da incisão. frequentemente piora com a tosse. usualmente. Dor Pós . pode ser ardente ou em pontada. a incisão da esternotomia mediana é usualmente menos dolorosa que a da toracotomia e mais intensa nos primeiros tres a quatro dias do pósoperatório.9 A dor típica da esternotomia mediana é localizada e não se irradia. A angina é normalmente precordial ou subesternal. É evidenciada após a saída da UPO. e. Os principais sinais de infecção da ferida são: eritema. tais como: ansiedade e fadiga. 12. Infecção não é um problema pós-operatório precoce. O risco de infecção se intensifica quano há obesidade. se o tempo operatório for maior que seis horas. inserção de tubos de drenagem e devido ao afastamento das costelas durante a cirurgia. não bem localizada e. . diabetes mellitus. não significa infecção. e se for necessária nova cirurgia numa mesma admissão. Angina após cirurgia pode indicar falência do enxerto. membro inferior. Portanto. Embora a percepção da dor varie de pessoa para pessoa. respiração profunda ou movimentação. Para prevenir infecção devese manter a incisão limpa e seca e renovar curativo com técnica asséptica. má-nutrição. A enfermagem executará procedimentos para alívio da dor. pescoço ou maxilar.operatória Depois da cirurgia cardíaca o paciente pode apresentar dor no local da incisão cirúrgica.11. no local de inserção dos drenos e na incisão do membro inferior . Elevação da temperatura durante as primeiras 48 horas após a cirurgia é uma resposta normal da CEC e. Infecção da ferida Infecção da ferida pós-operatória pode ocorrer na incisão cirúrgica. normalmente irradia se para braço.

Intervenções de Enfermagem A avaliação do paciente após cirurgias urológicas envolve. ureteres.3 CIRURGIA UROLÓGICA A cirurgia urológica envolve procedimentos realizados nos rins. a uma alça isolada do íleo. . atenção ao balanço hidroeletrolítico. Cistectomia: excisão da bexiga e estruturas adjacentes. que é exteriorizada na parede abdominal como uma ileostomia. para excisão de tumores malignos. Os problemas a serem tratados podem ser congênitos ou adquiridos. geralmente para tratamento de carcinoma ou porções anormais da próstata. tumores e lesões graves. principalmente. contínuo e estéril para reduzir o risco de infecção. Inicialmente. Deve ser fechado. ou total.5. O líquido de irrigação será isotônico. Prostatectomia: é a remoção cirúrgica da glândula e sua cápsula. Realizada após cistectomia total ou radical e remoção da uretra. durante as primeiras 24 horas é essencial. a urina apresenta-se sanguinolenta. Esta cirurgia envolve geralmente um procedimento adicional de ureterostomia. uretra e órgãos genitais masculinos. Quando está prevista a drenagem de grandes quantidades de fragmentos celulares e coágulos sanguíneos. tornando-se rosea e. Ureterostomia cutânea: desvio da corrente urinária pela anastomose dos ureteres. Na irrigação intermitente utiliza-se solução isotônica em pequenas quantidades (60 a 100ml). na contínua. A monitorização contínua do débito urinário a cada hora. recorre-se à irrigação contínua. a seguir. adquire sua cor normal. o volume deve ser suficiente para manter o fluxo de drenagem da urina límpido ou ligeiramente rosado. Este sistema pode ser empregado para lavagem periódica da bexiga. pode ser parcial para retirar uma lesão. a fim de proteger e preservar a função renal residual dos rins. pois a água destilada pode provocar depleção dos eletrólitos ou intoxicação hídrica. bexiga. Nefrectomia: remoção de um rim. Realizada para tratar algumas anormalidades congênitas unilaterais e que são causadoras de obstrução renal ou hidronefrose.

A solução de irrigação será subtraída dos registros de ingestão e excreção. odor e concentração urinários. a pele ao redor do estoma será limpa com água e sabão. Todas as vezes que a bolsa for trocada. O pH da urina será verificado. formato e cor. O paciente pode apresentar dor em resposta a cirurgia. Durante as mudanças dos dispositivos deixar a pele exposta ao ar pelo maior período possível. visto que. lavar com solução diluída de vinagre para ajudar a removê-los. cor. para evitar uma medida inexata da função renal do paciente e da retenção vesical. espasmos vesicais causados pela superdistensão da bexiga ou. Uma compressa de gaze ou tampão será colocada sobre o estoma durante a limpeza. Uma cor parda ou cianótica pode indicar um suprimento sanguíneo insuficiente e início de necrose. entre elas: hemorragia. bem como a presença de sedimentos na urina. e estar atento ao débito urinário. para evitar que a urina flua sobre a pele. pneumotórax e infecção. se houver cristais sobre a pele. condições e permeabilidade do sistema de drenagem. choque. dor adicional se a drenagem dos tubos urinários estiver obstruída.O enfermeiro avaliará frequentemente a permeabilidade do cateter. É necessário trocar curativos sempre que for preciso. e utilizar barreira a fim de proteger a pele de escoriações causadas pela acidez da urina. pois é corroída pela urina. anotando a quantidade infundida na irrigação. O enfermeiro permanecerá atento aos sinais de peritonite. a urina alcalina irrita a pele e facilita a formação de cristais. . se o paciente pode tolerá-los por via oral. pielonefrite. pois o vazamento provoca entrada de urina na cavidade abdominal. ainda. O enfermeiro deve observar o volume. Grandes quantidades de líquido são geralmente a regra. no pós-operatório. Bolsa do tipo "Karaya" não pode ser usada como bolsa urinária. assegurando-se que esteja drenando. observar o tamanho. deve-se escolher esta via. A ingesta líquida adequada é excepcionalmente importante para este paciente. A irritação pode resultar também de mudança excessiva da bolsa de drenagem. Na presença de estoma. irritação provocada pelo balonete do cateter de demora. tromboflebite. Complicações podem ocorrer. da administração endovenosa e dos débitos. Manterá registro preciso da ingesta oral.

pâncreas. A pancreatite aguda é a inflamação do pâncreas que pode resultar em auto-digestão do órgão por suas próprias enzimas. é indicada quando as grandes modificações estão confinadas à cabeça do pâncreas . mais comumente deve-se à multiplas complicações potenciais que possam ocorrer. Pancretite crônica é uma doença progressiva inflamatória e destrutiva do pâncreas. que podem estar relacionados com a injestão excessivas de álcool e doença do trato biliar. As abordagens cirúrgicas são: a)Pancreaticojejunostomia caudal é indicada nos casos incomuns de estenose isolada dos ductos pancreáticos proximais sem acometer a ampola. neoplasias. vesícula biliar e baço. . O requisito para assistência intensiva pode ser uma necessidade de observação rigorosa. b)Ressecção pancreaticoduodenal com preservação do piloro.4 CIRURGIAS GASTRINTESTINAIS. embora estes não estejam contidos na cavidade abdominal. Geralmente o tratamento é cirúrgico. Os distúrbios do pâncreas exócrino enquadram-se em 4 grupos: inflamatório (pancreatite aguda ou crônica).pela complexidade da cirurgia e dos fatores de risco inerentes ao paciente. é a principal intervenção para o tratamento de câncer gástrico extenso. tendo como objetivos corrigir a doença primaria. Pancreatectomia: é remoção parcial ou total do pâncreas. Genericamente se refere a qualquer cirurgia com remoção parcial ou total do estômago. ABDOMINAL E ANORRETAL Os pacientes em período pós-cirurgias abdominais eletivas freqüentemente precisam de assistência em UTI. porém. Pode ser subtotal. aliviar a obstrução ductal e a dor. Vários procedimentos cirúrgicos são empregados no trato gastrintestinal. incluindo o esôfago e ânus. assim como o fígado.5. Gastrectomia: ressecção do estômago. traumáticos e genéticos (fibrose cística. As manifestações desaparecem com a eliminação dos fatores causais. pancreatite hereditária e familiares).

Também é indicado no hiperesplenismo (disfunçaõ excessiva de um dos tipos de células sanguíneas). praticada antes de transplante renal para reduzir a probabilidade de rejeição do rim transplantado (cap 46 DuGas) Proctolectomia : é a remoção do cólon e do reto. Hepatectomia: é a ressecção de um ou mais lobo do fígado por neoplasia. sem prejuízo nos adultos por não ser um órgão essencial. hemorragias e deiscência da linha de sutura. trombose. . Intervenções de Enfermagem O paciente submetido a estas cirurgias pode desenvolver quaisquer das complicações de um procedimento cirúrgico. com fechamento do ânus. megacólon tóxico. d)Distúrbios traumáticos: o tratamento consiste em cirurgia para controlar hemorragia. íleo paralítico e infecção. problemas pulmonares. complicações da doença de Chron. benéfica em alguns casos de purpura trombocitopênica. Além disto. Além dos cuidados pós-operatórios gerais.c)Pancreatectomia subtotal é indicada quando os ductos são inadequados para descompressão. Esplenectomia : é a remoção do baço. hemorragia aguda idiopática e não controlada e. Geralmente é feita uma ileostomia permanente. debridar o tecido inviável e proporcionar drenagem das secreções pancreáticas. É utilizada comumente para tratamento da colite ulcerativa. também. A indicação mais frequente da esplenectomia é o rompimento do baço complicado por hemorragia e geralmente causada por acidentes traumáticos. evisceração. abscessos e fístula. obstrução intestinal . 46 Du Gas). Colecistectomia : é a excisão da vesícula biliar. o enfermeiro permanecerá atento às complicações imediatas que incluem: distensão abdominal. avaliará se ocorrem complicações cirúrgicas gerais. Nas crianças sua indicação é após 6 anos de idade para não comprometer o sistema imune (cap. tumores. tais como: choque. sendo a intervenção mais comum para remoção de cálculos biliares. visto que suas funções são também efetuadas por outros órgãos.

esta deve ser mantida em drenagem. abertas em drenagem por gravidade. fístula gastrojejunocólica e obstrução pilórica. Síndrome de Dumping. outra complicação é o íleo paralítico. Caso torna-se pálida. . pardacenta ou cianótica comunica-se ao médico imediatamente. o enfermeiro deve monitorar o estoma (ileostomia).Geralmente durante o período pós-operatório o paciente precisará de uma sonda nasogástrica para prevenir a retenção de secreções gástricas. As complicações decorrentes do pós-operatório de gastrectomia são: úlceras marginais. Estas sondas serão mantidas na mesma posição. inflamação ou a uma combinação destes eventos. A permeabilidade desta será mantida para assegurar que o coto gástrico não seja distendido por um acúmulo de secreções. após 24 horas. sendo secundária à fibrose. tornando-se esverdeado. porque a incisão. No pós-operatório o paciente manterá jejum e uma sonda nasogástrica em drenagem. Destas complicações. a hemorragia é causada habitualmente por uma lesão esplênica ou pelo desligamento de uma ligadura. devido à bile. que possa interferir na circulação. para avaliar o retorno da atividade intestinal normal. gases ou drenagem. na dilatação gástrica ocorre uma sensação de plenitude. gastrite por refluxo alcalino. que piora com a tosse e a respiração profunda. O paciente submetido a uma gastrectomia é mais vulnerável à dor. Os ruídos hidroaéreos serão auscultados pelo menos a cada 8 horas. soluços ou vômitos que melhoram após desobstrução ou introdução de uma sonda nasogástrica. a obstrução pilórica se manifesta por vômitos e ocorre no piloro. para certificar-se que não esteja sendo exercida pressão sobre o mesmo. que esticariam a sutura e romperiam o coto. Na proctolectomia. hemorragias. problemas nutricionais. edema. que ocorre quando a atividade motora do trato gastrintestinal não volta ao normal devido ao trauma cirúrgico ou escoamento do conteúdo gástrico na linha de sutura. náuseas e vômitos não ocorrerão. podendo ocorrer também na presença de hipocalemia. Na presença de gastrostomia. localizada na porção superior do abdômen e a distensão também interferem na insuflação abdominal. dilatação gástrica aguda. O material drenado deve ser vermelho vivo num período de 8 a 10 horas. A cor será avaliada em intervalos freqüentes. Se a sonda nasogástrica estiver permeável (desobstruída).

A irritação pode resultar também de adesivos ou remoção frequente do dispositivo. O enfermeiro deve conferir os valores dos exames laboratoriais para detectar modificações significativas e observar os sinais e sintomas. hipertermia e sudorese. coberto com gaze entre as trocas. estado de membranas mucosas e monitorar ingesta e excreção. será necessária uma rigorosa monitorização da hipoglicemia(Dugas 46). desvio de fluidos corporais. observando edemas. hipóxia e desequilíbrio hidroeletrolítico. O paciente em Poi de pancreatectomia pode apresentar défict de volume de líquidos e desequilíbrio eletrolítico por vômitos. drenagem nasogástricas. enxaguada e seca. turgor cutâneo. Considerando-se que uma ileostomia drena continuamente. edema. ascite. dor na incisão ou complicação respiratória. A avaliação deve incluir: ausculta pulmonar. incapacidade de biotransformar detritos . irritação da pele. indicativos de hiperglicemia. e o estoma. dermatite secretante até ulceração. evitando-se. será usado um kit para drenagem aberta de ostomia. Este deve ser moldado de forma a apresentar uma adaptação de aproximadamente 0. inspeção do tipo respiratório. ruidos pulmonares. que pode variar de hiperemia.As ileostomias raramente geram problemas no pós-operatório. assim. A pele será lavada com água e sabão. O enfermeiro permanecerá atento a ineficácia do padrão respiratório resultante da distenção abdominal.15 a 0.3 cm maior que o estoma. secreção pulmonar e do Raios X. hipocalemia e hipocalcemia . avaliação dos gases sanguíneos.Também deve estar atento a resposta do paciente à administração de fluidos e hemoderivados. ascite. Se o paciente perdeu toda a função endócrina necessitará de insulina. problemas hemorrágicos. jejum. percurssão torácica. A assistência de enfermagem aos pacientes em Poi de hepatectomia variam de acordo com o grau de disfunção metabólica . porém. podem ocorrer complicações como hemorragia. Os cuidados de enfermagem a estes pacientes incluem: monitorização hemodinâmica para avaliação de possíveis mudanças no estado hídrico e alterações de ritmo cardíaco que podem ser a primeira indicação de desequilíbrio eletrolítico. avaliando a respiração quanto à frequência e esforço. O enfermeiro deve avaliar a capacidade funcional do tecido pancreático restante após a excisão do pâncreas.

O enfermeiro deve monitorar o estado hidroeletrolitico. incluindo-se as artérias. possíveis sinais de sangramento devido anastomoses. devido sobrecarga hídrica podendo ocasionar: edema pulmonar e ICC. evitando-se episódios posteriores de isquemia. a obstrução destes drenos podem causar aumento da pressão intrabdominal em virtude do acumulo de ascite e sangue. a cirurgia vascular envolve a retirada da obstrução através da ressecção e remoção de trômbos e êmbolos. O paciente deve ser monitorado quanto ao desenvolvimento de hemorragias através de controles dos sinais vitais e medida da circunferência abdominal. Os objetivos no tratamento dos pacientes cirúrgicos vasculares são: suporte do sistema vascular. Embolectomia : retirada cirúrgica de um êmbolo de um vaso sanguíneo. (Dugas 46). quando ocorre dilatação de um segmento inteiro de uma artéria. hipoproteinemia. . remoção da causa.endógenos e exógenos (drogas). porém persistentes. deambulação precoce e a hidratação adequada. envolvendo apenas um dos lados da artéria. permeabilidade dos drenos abdominais. O risco é aumentado em pacientes após esplenectomia por trombocitopenia (Dugas 46). Para previnir as complicações trombóticas o enfermeiro deve estimular os exercícios no leito. veias e vasos linfáticos. ictericia e complicações endócrinas e respiratórias. Em geral . 5. Aneurismectomia : aneurisma é uma dilatação localizada da parede arterial e que provoca uma alteração da forma do vaso e do fluxo sanguíneo. Existem quatro formas de aneurisma: fusiforme.5 CIRURGIA VASCULAR A integridade e a permeabilidade do sistema vascular. a esplenectomia é seguida de leucocitose e trômbocitose leve. A trombocitose predispõe à formação trombos. De maneira geral. são essenciais para a vida dos tecidos humanos Os problemas vasculares podem ser agudos e constituírem uma emergência que coloque em risco a vida ou um membro. sacolar. Pode ser abdominal ou torácico.

avaliar o sistema neurovascular através da presença e localização da dor. verificando a presença e qualidade dos pulsos arteriais periféricos e profundos ( femoral e poplíteo e pedioso dorsal). produzindo vasodilatação.na presença de enxertos abdominais ou femorais. Intervenções de enfermagem A assistência de enfermagem pós-operatória. A avaliação pós-operatória e os cuidados de enfermagem a pacientes submetidos à cirurgia da aorta incluem: monitorar as condições circulatórias para determinar a permeabilidade do enxerto. para prevenir choque hemorrágico em decorrência da perda de sangue na cirurgia ou no pós-operatório. O doente é mantido no respirador para facilitar as trocas gasosas. estabilização hemodinâmica e controle da dor. parestesia. há acompanhamento do equilíbrio hídrico e eletrolítico. com cabeceira elevada em 300 a 400 e orientado a não fletir os joelhos ou quadris. palidez. quando ocorre rotura da íntima provocando um "shunt" de sangue entre a íntima e a média de um vaso e pseudo-aneurisma. Endarterectomia : abertura da artéria sobre uma obstrução e alívio desta ou ressecção de material ateromatoso que está provocando o bloqueio.dissecante. Simpatectomia : ressecção de segmentos selecionados do sistema nervoso simpático para desnervar o sistema vascular. É necessário manter o volume hídrico vascular adequado. através da constatação da estabilidade hemodinâmica. Os principais objetivos no cuidado aos pacientes vasculares são: suporte do sistema vascular. resultante da rotura de uma artéria. Geralmente o paciente é internado por 24 a 48 horas numa UTI. na cirurgia vascular. . paralisia e ausência de pulso. coloração e mobilidade dos membros. é determinada pelo local da cirurgia. O paciente é posicionado em decúbito dorsal ou Trendelemburg. pela extensão da revisão cirúrgica e anestesia . onde são monitorizados sinais vitais e outros parâmetros hemodinâmicos. verificar a temperatura.

quando o aneurisma estiver rompido. Manter a cabeça ereta e elevada ajuda na permeabilidade das vias aéreas e minimiza o "stress" no local da cirurgia. A pressão arterial sistólica será mantida entre 120 e170mmHg para garantir a perfusão cerebral. nível de consciência. êmbolos. Na endarterectomia de carótida o paciente apresenta grande risco de ter a perfusão cerebral reduzida durante a cirurgia.A correção de aneurisma é considerada uma grande cirurgia e várias complicações pós-operatórias específicas podem surgir. É necessário avaliar a função dos nervos cranianos: facial(VII). podem surgir coágulos na artéria causando isquemia cerebral. Se ocorrer está hematoma é indicada aplicação de frio no local da incisão. em virtude da intolerância ao clampeamento da artéria. palidez cutanea. Uma das mais sérias é o IAM. incontinência urinária e retal ou anestesia. decorrente de doença arterial das coronárias. devido à hemorragia intracraniana. é vital. Os danos mais comuns são: . vago(X). Avalia-se o padrão respiratório. A monitorização da função dos rins. resultando em tetra/paraplegia. As manifestações clínicas incluem: sinais de oclusão arterial aguda (dor ou perda dos nervos sensitivos decorrentes da isquemia. aumento da Pressão Intracraniana (PIC). por embolização. redução do débito cardíaco. Êmbolos também podem alojar-se nas artérias das extremidades inferiores ou mesentéricas. que causa oclusão cerebral e isquemia. poiquilotermia(frieza). função motora e sensorial). necrose intersticial. devido à isquemia por baixo fluxo aórtico. Isquemia da medula espinhal pode ocorrer. ausência de pulso) . hipoestesia nos hemisférios de correlação clínica e alteração do tonus vascular podendo resultar em comprometimento da temperatura. Os cuidados de enfermagem a estes pacientes são essenciais nas primeiras 24 horas e incluem: avaliação cuidadosa dos sinais vitais e da função neurológica ( reação pupilar. diarréia e dor abdominal. parestesias e perda da sensação de posição. acessório(XI) e hipoglosso(XII). íleo paralítico. Pode ocorrer obstrução das vias aéreas superiores devido ao engurgitamento do pescoço ou à formação de hematoma localizado. paralisia. perfusão cerebral inadequada. hidratação inadequada ou pinçamento da aorta acima das artérias renais durante a cirurgia. pois complicações renais podem ocorrer. através da ingestão e eliminação de líquidos. a pulsação e a pressão arterial.

mas pode durar meses.paralisia das cordas vocais ou dificuldade no controle da saliva e desvio da língua. Intervenções de Enfermagem Os cuidados de enfermagem à pacientes com extensa cirurgia de cabeça e pescoço requerem um intenso monitoramento de sinais vitais. com indicação de assistência em UPO são: Tireoidectomia total : ressecção total da glândula tireoide.6 CIRURGIA DA CABEÇA E PESCOÇO Das cirurgias que envolvem a especialidade cabeça-pescoço. A obstrução das vias aéreas é uma das mais sérias complicações no pós operatório. gases sanguíneos e exames laboratoriais. Em geral. que podem resultar da cirurgia ou de uma lesão associada à aorta. Laringectomia: ressecção da laringe (SRPA) Laringectomia total: retirada completa da laringe. renais ou lombares. o dano é temporário. normalmente feita nos casos de câncer da tireóide (SRPA). Sintomas de inquietação ou dispnéia. inclusive artérias e veias ilíacas. As complicações mais comuns da cirurgia vascular são: a hemorragia e o choque. nutrição e comunicação. 5. Os danos mais comuns são: paralisia das cordas vocais ou dificuldade no controle da saliva e desvio da língua. à veia cava ou a vasos próximos. Hemiglossectomia: remoção do segmento lateral da língua. É essêncial nesta e nas fases subsequentes atenção às necessidades de conforto. do osso hióde e dos músculos em fita inseridos na laringe e possível exerese do espaço pré .epiglótico junto com a lesão (SRPA). Tireodectomia parcial : ressecção parcial da glândula tireoide . Dissecção cervical radical: envolve a retirada de toda gordura subcutânea dos canais linfáticos e de alguns dos músculos superficiais. taquicardia e . cartilaginosa. de uma determinada região do pescoço (B e SRP).

Evidentemente.taquipnéia indicam que as vias aéreas estão obstruídas(dudas). Pode ser necessário ventilação mecânica . com a cabeça elevada cerca de 30 graus. 6. além dos cuidados de enfermagem que visam promover o conforto e o bem estar do paciente . que pode resultar em complicações agudas das vias aéreas . CONSIDERAÇÕES FINAIS A assistência de enfermagem no pós-operatório imediato é de fundamental importância dentro do contexto do atendimento multidisciplinar ao paciente grave. estimular a tosse e respiração profunda são essenciais para evitar atelectasias e pneumonia hipostática (cp62) e( RPA). o profissional nesta unidade deve ter amplo conhecimento das alterações fisiológicas induzidas pelo ato cirúrgico. O paciente deve ser posicionado em semi-fowler baixa. Esta pode ser uma resposta ao edema ou hemorragia. Esta posição promove a drenagem das secreções. A pele ao redor do estoma deve ser limpa com soro fisiológico e solução antisséptica. com sondas maleáveis e não traumáticas. evita a compressão nas linhas de sutura e facilita as respirações. A fixação da cânula de traqueostomia deve ser suficiente para assegurar uma tensão adequada e evitar deslocamento ou saída acidental . . As bordas da traqueostomia protegidas com gazes dobradas. O curativo fica sujo devido as secreções e sudorese. A imobilização da cabeça e pescoço é essencial para evitar a flexão e hiperextensão do pescoço. estando apto a detectar precocemente alterações que possam comprometer a evolução deste. com resultante tensão e edema na linha de sutura . Deve-se manter nebulização continua para facilitar a respiração e fluidificação das secreções. comunicando e discutindo o quadro clínico com a equipe multidisciplinar. sendo que na tireoidectomia por dano bilateral do nervo laringeo(cp6l). nariz e boca. para que ações imediatas possam ser tomadas. Mobilizar. material de entubação deve estar preparado (tubo orotraqueal ou cânula de traqueostomia)(cp62). Geralmente a drenagem do estoma da traquestomia é mínima. reduz o edema. realizar aspiração do estoma. O mesmo deve ser trocado sempre que necessário e a pele mantida limpa e seca para evitar maceração e infecção.

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