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Professora: Ivani Sousa
ivani.sousa@sumare.edu.br Disciplina: Legislação Trabalhista

Legislação Trabalhista Aula 16 a 18 Objetivo: Exposição acerca das diversas espécies de relações de prestação de serviços
Conteúdo: Trabalhador Eventual, Avulso, Autônomo, O Estagiário. Flexibilização. Terceirização. Grupos Econômicos (sucessão).

Tipos de Trabalhadores
Eventual,

Avulso,
 Autônomo, Estagiário Terceirização Flexibilização da CLT Grupos Econômicos

Ausente este requisito. esporadicamente. A principal característica do trabalho eventual é que o trabalhador presta serviços sem qualquer caráter de permanência. exemplo: trocar uma instalação elétrica. a figura será a do empregado. A relação jurídica de que é parte. o elemento diferenciador do eventual e do empregado é a continuidade. tem a natureza de locação de serviços. Diferenciação: Presente a continuidade. etc.Trabalhador Eventual É a pessoa física contratada apenas para trabalhar numa certa ocasião específica. . só o fazendo de modo episódico. Portanto. consertar o encanamento. o trabalho será eventual.

conferente de carga e descarga e amarrador de embarcações nos portos. O trabalhador avulso geralmente presta serviço de estivador. pode ser de natureza urbana ou rural. 8. A CF garante igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o avulso.Trabalhador Avulso Trabalhador avulso é quem presta serviço a diversas empresas. sem vínculo empregatício. tendo sua relação de trabalho regulada pela Lei no.630/93. 6 .

Trabalhador Avulso As principais características do trabalhador avulso são:  prestação de serviço intermediada pelo sindicato da categoria ou pelo OGMO. Órgão Gestor de Mão de Obra. Não há qualquer vínculo entre o empregado e o OGMO.890/73 considerou o avulso como autônomo para fins previdenciários. sindicato da categoria ou beneficiário de serviço. A Lei nº 5.  serviços de curta duração. .  pagamento pelo serviço prestado na forma de rateio entre os empregados.

Portanto o que os distingue é a forma de contratação . que encaminha o avulso ao tomador (Relação triangular ou trilateral.Distinção entre Trabalhador avulso e trabalhador eventual: Eventual: O Trabalhador eventual é contratado diretamente pelo tomador de serviços Avulso: O Tomador contrata um órgão arregimentador. geralmente um sindicato.

podendo exercer livremente a sua atividade. Muitas vezes o trabalho autônomo é utilizado para mascarar uma relação de emprego. não estando sujeito ao poder de direção do empregador. assumindo o risco de sua atividade econômica. nem tendo horário de trabalho. Se as características que definem o empregado estiverem presentes. de acordo com a sua conveniência. no momento que o desejar.Autônomo É a pessoa que presta serviços habitualmente por conta própria a uma ou mais pessoas. o contrato será nulo e reconhecido o vínculo empregatício . não é subordinado como o empregado.

fgts. deverá pagar também as verbas trabalhistas . . como é o caso do Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC).Consequencias da falta do registro do empregado: Já que a empresa não fez o recolhimento da contribuição previdenciária (parte empregado e parte empresa) sobre a remuneração paga ao empregado. Além disso.CND. O mesmo ocorre quanto ao seguro desemprego e abono e cotas do PIS. décimo terceiro. atribuindo à empresa. caso este de afaste por auxílio-doença. As irregularidades trabalhistas como a falta de registro geram tambem sanções administrativas por parte dos órgãos fiscalizadores. em que as empresas se comprometem a cumprir a legislação. o INSS poderá se eximir do pagamento deste benefício previdenciário. ou ainda a não obtenção das certidões negativas como.CRF ou ainda a Certidão Conjunta Negativa ou Positiva com efeitos de Negativa da Receita Federal. sob pena de multa. a Certidão Negativa de Débito do INSS . tais como: férias. Essas regras aplicam-se inclusive ao empregador doméstico. a Certidão de Regularidade do FGTS . auxílio-maternidade ou auxílio-doença acidentário. por exemplo. etc. caso o empregado faça jus. esta obrigação.

profissionalizante de segundo grau ou escolas de educação especial. Seu vínculo é educacional. como escolas de formação de professores de primeiro e segundo grau. 11 . nos níveis superior.Estagiário Estagiário . São alunos regularmente matriculados que freqüentam efetivamente cursos vinculados à estrutura do ensino público e particular. Pode mascarar uma relação de emprego.Regido pela lei 11788/08 Não é empregado. com interveniência obrigatória da instituição de ensino. Se estiverem presentes os requisitos o contrato de estágio será nulo. O estágio é realizado mediante compromisso celebrado entre o estudante e a parte concedente.

e integra o itinerário formativo do educando. que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam freqüentando o ensino regular em instituições de educação superior.Estagiário O estágio é ato educativo escolar supervisionado. desenvolvido no ambiente de trabalho. objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho 12 . de educação profissional. de ensino médio. da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental. na modalidade profissional da educação de jovens e adultos. Faz parte do projeto pedagógico do curso. Visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular.

13 . de educação profissional. não cria vínculo empregatício de qualquer natureza. de ensino médio. II – celebração de termo de compromisso entre o educando. da educação especial e nos anos finais do ensino fundamental. desde que atenda as seguintes requisitos: I – matrícula e freqüência regular do educando em curso de educação superior. na modalidade profissional da educação de jovens e adultos e atestados pela instituição de ensino. III – compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no estágio e aquelas previstas no termo de compromisso.Estagiário O estágio. a parte concedente do estágio e a instituição de ensino. O descumprimento de qualquer dos incisos deste artigo ou de qualquer obrigação contida no termo de compromisso caracteriza vínculo de emprego do educando com a parte concedente do estágio para todos os fins da legislação trabalhista e previdenciária.

9º da Lei 11.788/2008). •Profissionais liberais de nível superior.788/2008).788/2008). com formação ou experiência profissional na área de conhecimento desenvolvida no curso do estagiário (inciso III do art. Regras para o exercício do estágio: •O estágio deve ter acompanhamento efetivo pelo professor orientador da instituição de ensino e pelo supervisor da parte concedente comprovado por vistos nos relatórios de atividades (em prazo não superior a seis meses) e por menção de aprovação final (§ 1º do art. 3º da Lei 11. 14 . devidamente registrados em seus respectivos conselhos. somente podendo orientar e supervisionar até 10 (dez) estagiários simultaneamente (inciso III. •O supervisor do estagiário da parte concedente deve ser funcionário do seu quadro de pessoal. dos estados.Podem contratar estagiários : •As pessoas jurídicas de direito privado •Os órgãos da administração pública direta. do Distrito Federal e dos municípios. autárquica e fundacional de qualquer dos poderes da União. 9º da Lei 11. do art.

II e § 1º do art. b) c) Concessão dos descansos durante a jornada do estagiário: •As partes devem regular a questão de comum acordo no Termo de Compromisso de Estágio. 40 (quarenta) horas semanais. desde que previsto no projeto pedagógico do curso e da instituição de ensino (incisos I. no caso de estudantes do ensino superior. almoço e jantar. no caso do estágio relativo a cursos que alternam teoria e prática.788/2008). nos períodos em que não estão programadas aulas presenciais. 6 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais.Jornada de Trabalho do Estagiário A jornada de trabalho do estagiário poderá ser de: a) 4 (quatro) horas diárias e 20 (vinte) horas semanais. •Recomenda-se a observância de período suficiente à preservação da higidez física e mental do estagiário e respeito aos padrões de horário de alimentação: lanches. da educação profissional de nível médio e do ensino médio regular. 10 da Lei 11. no caso de estudantes de educação especial e dos anos finais do ensino fundamental na modalidade profissional de educação de jovens e adultos. •O período de intervalo não é computado na jornada 15 .

as datas de realização de avaliações escolares ou acadêmicas (§2º do art.788/2008). a carga horária do estágio será reduzida à metade. a concessão de auxílio transporte é facultativa 16 . Essa antecipação pode ser substituída por transporte próprio da empresa. •Auxílio-transporte •É uma concessão pela instituição concedente de recursos financeiros para auxiliar nas despesas de deslocamento do estagiário ao local de estágio e seu retorno. •No caso do estágio não obrigatório é compulsória a concessão de auxíliotransporte. sendo que ambas as alternativas deverão constar do Termo de Compromisso. segundo o estipulado no Termo de Compromisso de Estágio.Direitos do Estagiário •Redução da Jornada em dias de prova Se a instituição de ensino adotar verificações de aprendizagem periódicas ou finais. • No caso de estágio obrigatório. 10 da Lei nº 11. no início do período letivo. nos períodos de avaliação. Nesse caso. a instituição de ensino deverá comunicar à parte concedente do estágio.

no entanto. poderão ser objeto de entendimento entre as partes (poderão ou não gerar desconto). para o mesmo concedente. devidamente justificadas. O recesso poderá ser concedido em período contínuo ou fracionado.788. exceto quando se tratar de estagiário portador de deficiência (art.Duração do estágio: O prazo máximo para a duração do estágio é de até dois anos. sempre que o estágio tenha duração igual ou superior a 1 (um) ano. Ausências constantes. poderão gerar a iniciativa da parte concedente não apenas de descontar percentuais do valor da bolsa. 13 da Lei 11. de 2008). 11 da Lei nº 11.788/2008). Recesso: É assegurado ao estagiário. conforme acordado entre as partes.(caput e § 2º do art. O recesso deve ser remunerado somente quando o estagiário receber bolsa ou outra forma da contraprestação (§1º do art. Nos casos de o estágio ter duração inferior a 1 (um) ano os dias de recesso serão concedidos de maneira proporcional. Ausências eventuais.13 da Lei 11. 17 .788/2008). preferencialmente nas férias escolares. mas até mesmo de rescindir o contrato. Descontos: As ausências do estagiário podem ser descontadas do valor da bolsa. período de recesso de 30 (trinta) dias.

gov. observado o prazo do visto temporário de estudante. nome da instituição de ensino. na forma da Legislação aplicável.mte. sendo definido em legislação própria. desde que o aluno não tenha cumprido o total da carga horária de estágio obrigatório para a certificação no curso. Estudantes Estrangeiros: A realização de estágios. tais como. a contratação deverá ter por base a declaração da Instituição de Ensino atestando a necessidade e a carga horária faltante.Contratação de Estagiário já formado: É possível. fazendo a anotação esta não deve ser feita na parte referente ao contrato de trabalho e sim na parte destinada às Anotações Gerais da CTPS. trazendo informações. Todavia. da parte concedente e o início e término do estágio. nestes casos. curso frequentado. A vigência do Termo de Compromisso de Estágio não poderá ultrapassá-la. aplica-se aos estudantes estrangeiros regularmente matriculados em cursos superiores no País. autorizados ou reconhecidos. nos termos da Lei.pdf 18 .br/politicas_juventude/Cartilha_Lei_Estagio. Anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS: A anotação não é obrigatória uma vez que estágio não é emprego. Fonte: http://www.

os quantitativos previstos nos incisos deste artigo serão aplicados a cada um deles. . 17.de 11 (onze) a 25 (vinte e cinco) empregados: até 5 (cinco) estagiários. IV . Art. § 1º Para efeito desta Lei. Educação Especial e EJA. II .de 1 (um) a 5 (cinco) empregados: 1 (um) estagiário. poderá ser arredondado para o número inteiro imediatamente superior. § 4º Não se aplica o disposto no caput deste artigo aos estágios de nível superior e de nível médio profissional.Cota de estagiários de Ensino Médio.acima de 25 (vinte e cinco) empregados: até 20% de estagiários. III . considera-se quadro de pessoal o conjunto de trabalhadores empregados existentes no estabelecimento do estágio. O número máximo de estagiários em relação ao quadro de pessoal das entidades concedentes de estágio deverá atender as seguintes proporções: I .de 6 (seis) a 10 (dez) empregados: até 2 (dois) estagiários. § 2º Na hipótese de a parte concedente contar com várias filiais ou estabelecimentos. § 3º Quando o cálculo do percentual disposto no inciso IV do caput deste artigo resultar em fração.

youtube. assistência médica. vale-transporte.youtube. tais como vale-alimentação. No entanto. sem caracterizar vínculo empregatício. etc. a empresa pode conceder esses benefícios aos estagiários. https://www. por liberalidade. Entretanto.com/watch?v=VSHoGdCS63E&list=TLQml4981-izs (parte II) .com/watch?v=VdIhejX6imc (Parte I) https://www.Concessão de Outros Benefícios: O estagiário NÃO tem direito aos benefícios assegurados aos demais empregados da empresa. é aconselhável que não sejam descontados da Bolsa-Auxílio do estudante.

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mas que não tem relação direta com a atividade principal da empresa. a terceiros. normalmente expresso no contrato social. O trabalhador realiza as suas atividades junto à empresa tomadora de serviços. Atividade-Fim: É aquela que caracteriza o objetivo principal da empresa. Na terceirização a empresa terceirizante contrata o trabalhador e com ele mantém o contrato de trabalho com base na CLT. Atividade –Meio: É aquela que não é inerente ao objetivo principal da empresa. da atividade-meio da empresa. o seu empreendimento. de quem receberão as ordens e o pagamento dos salários. mas sem assumir a posição de empregadora em relação a ele.Terceirização Consiste na contratação de serviços por uma empresa tomadora a uma pessoa física ou jurídica que os prestará por meio de seus empregados ou trabalhadores. que recebe a prestação dos serviços do trabalhador. a sua destinação. É um procedimento administrativo que possibilita estabelecer um processo gerenciado de transferência. é um serviço não 22essencial . permitindo a esta concentrar-se na sua atividade principal. trata-se de serviço necessário. ou seja.

. por exemplo. serviços de secretaria e em serviços especializados ligados a atividade-meio do tomador de serviços. serviços jurídicos. as seguintes atividades: Serviços de alimentação. serviços de conservação patrimonial e de limpeza. frota de veículos. serviços de digitação. distribuição interna de correspondência. serviços de mensageiros. serviços de telefonistas. administração de recursos humanos. serviços de recepção. administração de relações trabalhistas e sindicais. serviços de assistência médica. transporte de funcionários. serviços de oficina mecânica para veículos. dentre outros. serviços de movimentação interna de materiais. engenharias.A terceirização pode ser aplicada em todas as áreas da empresa definida como atividade-meio. arquitetura. serviços de manutenção geral predial e especializada. distribuição de produtos. serviços de processamento de dados. manutenção de máquinas e equipamentos. serviço de segurança.

todas as demais podem ser legalmente terceirizadas. a atividade-fim. As demais funções que nada têm em comum com a atividade-fim são caracterizadas como acessórias. As normas sobre terceirização estão contidas na legislação e basicamente disciplinadas pelo Enunciado TST nº 331: . as quais podem ser terceirizadas. A atividade-fim é a constante no contrato social da empresa.ATIVIDADES QUE NÃO PODEM SER TERCEIRIZADAS É ilegal a terceirização ligada diretamente ao produto final. pela qual foi organizada. ou seja. ou de suporte à atividade principal. Isolando a atividade-fim.

Entretanto. Para que a terceirização seja plenamente válida no âmbito empresarial. bem como se houver outros elementos caracterizadores da relação de emprego. Havendo a subordinação do trabalhador ao terceirizante. principalmente a subordinação. principalmente o elemento subordinação.Terceirização Lícita x Terceirização Ilícita A distinção entre terceirização lícita e ilícita está no enunciado 331 do TST. a terceirização de qualquer atividade pode ser lícita desde que ausentes os requisitos para caracterização de vínculo empregatício. nenhuma fraude pode ser presumida devendo ser provada. Em síntese. Terceirização ilícita: É aquela que pode dar ensejo a fraudes e a prejuízos aos trabalhadores. não podem existir elementos pertinentes à relação de emprego no trabalho do terceirizado. Terceirização lícita: É aquela que está de acordo com os preceitos legais relativos aos direitos dos trabalhadores. a terceirização será ilícita. 25 .

Região entendendo possível a terceirização de atividade-fim.O Enunciado 331 do TST permitiu explicitamente a terceirização de atividades meio. Entretanto. o importante é que não existam os elementos caracterizadores de vínculo empregatício. Basta a presença comprovada de um dos elementos da relação de emprego para configurar o vínculo empregatício. e de forma indireta condenou a terceirização de atividade fim da empresa. existe jurisprudência do TRT da 3a. especialmente a subordinação. 26 .

Para saber mais: Pesquise: Projeto de Lei 4330 – principal ponto: estende a terceirização às atividades fim 27 . em seu inciso III. a exigência prévia de concurso público para o ingresso no serviço público fundamenta a posição da súmula 331. utilizando-se de empresa interposta.Terceirização ilícita – não formação de vínculo empregatício com órgãos da administração publica Embora exista um grande número de contratação de serviços terceirizados por órgãos da administração. quando menciona que em caso de contratação irregular de trabalhadores pela administração pública. não haverá formação de vínculo de emprego dos trabalhadores com o órgão. e embora tais contratações estejam muitas vezes ligadas à atividade fim do órgão.

tal como posta. Enfim é a mercantilização tão violenta quanto na época da revogação da “poor law” inglesa em 1834. dos contratos individuais.blogosfera.uol. acaba por colocar o crédito do trabalhador em posição de proteção jurídica inferior a de um particular (pois aqui incide as regras do Código Civil) e da União (cuja violação de créditos tributários implica responsabilidade solidária dos devedores). juiz do Trabalho da 15a Região O pior cenário é não haver nenhuma defensa ao direito de negociação coletiva e de representação sindical. por via indireta.com. Fonte: http://blogdosakamoto. A questão.br/2013/08/27/especialistasapontam-riscos-da-legalizacao-da-terceirizacao-para-o-trabalhador/ . Outra dimensão dramática é não estabelecer a solidariedade entre prestadores e tomadores. Se eles criam os riscos não podem ter limitação quanto à responsabilidade dos riscos em face de terceiros. você está alterando de modo unilateral a formação dos contratos coletivos de trabalho e.Sobre o assunto( Projeto de Lei 4330) Marcus Barberino. Ao permitir o deslocamento de uma atividade estratégica da empresa para qualquer prestador de serviço.

serão. § 2º . a responsabilidade dos encargos trabalhistas assumidos por uma delas será solidária com as demais Personalidade Jurídica própria: CNPJ próprio 29 . personalidade jurídica própria. controle ou administração de outra. cada uma delas. embora. constituindo grupo industrial. 2º da CLT trata do que seja empregador. E no parágrafo 2º do mesmo artigo temos as regras quanto à solidariedade do grupo de empresas/econômico para fins do direito do trabalho.Grupo Econômico Como vimos o art.Sempre que uma ou mais empresas. comercial ou de qualquer outra atividade econômica. Segundo a CLT. solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. estiverem sob a direção. tendo. para os efeitos da relação de emprego. quando várias empresas pertencerem a um mesmo grupo.

porque é a responsabilidade solidária que fornece ao empregado a garantia de que.) Eventual: Casual. ofensa. Lesão: Dano.(incerto. que depende das circunstâncias. prejuízo. poderá ser exigido o cumprimento da obrigação diretamente. de ambos os devedores ou de apenas um deles. se a responsabilidade for solidária.( Prejuízo causado a uma parte em contrato oneroso. mas também com todos os eventuais componentes do grupo econômico. havendo lesão ao seu direito poderá buscar a satisfação deste não somente com o empregador. ocasional) 30 . fortuito.O conceito de solidariedade é importante. Assim. cabendo àquele que cumprir a obrigação o direito de regresso contra o devedor solidário. Responsabilidade solidária: Ocorre quando em uma mesma obrigação houver mais de um responsável pelo seu cumprimento (pagamento).

contudo. na hipótese do não cumprimento da obrigação por parte deste. Responsabilidade subsidiária (Terceirização): o trabalhador ingressa com a ação contra a contratada (sua empregadora) e apenas SE esta não pagar a reclamação se voltará contra a contratante (empresa tomadora. o outro responderá subsidiariamente pela obrigação. na responsabilidade subsidiária a obrigação não é compartilhada entre dois ou mais devedores. havendo responsabilidade solidária (grupo de empresas) o trabalhador ingressa com a reclamação contra as empresas do grupo. há apenas um devedor principal.  Em caso de reclamação trabalhista. onde o trabalhador prestou serviços) 31 .Responsabilidade Subsidiária: Diferentemente da responsabilidade solidária.

Essa caracterização encontra-se no § 2º : O grupo econômico se caracteriza pela união de uma ou mais empresas com personalidade jurídica individual e todas sob direção.Resumindo: A caracterização do que seja Grupo econômico é importante para o direito trabalhista. constituindo grupo industrial. pois dessa caracterização resultam conseqüências jurídicas. comercial. controle ou administração de uma única. ou de qualquer outra atividade econômica. Para o direito do trabalho não se exige a formalização dessa relação bastando que surjam evidências probatórias de que estão presentes os elementos de integração inter-empresarial (abrangência subjetiva e nexo relacional) 32 .

em disposição mais benéfica . soma dos períodos descontínuos ou contínuos de trabalho prestados às diversas empresas do grupo e as indenizações respectivas 33 . Todas elas. numa relação de trabalho. podem exigir os serviços desse empregado.Havendo a configuração do grupo econômico como empregador. os tribunais tem considerado que :(efeitos) Há responsabilidade solidária entre as diversas entidades componentes do grupo no que concerne às dívidas trabalhistas de cada uma delas em relação aos seus empregados.o proíba”. a menos que o contrato de trabalho .

durante a mesma jornada de trabalho. permite o reconhecimento do direito à equiparação salarial. essa prestação de serviços se inclui nas suas atividades normais. 34 . não caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho.contratado o trabalhador por uma das empresas e realizando vendas também para as demais integrantes do grupo. salvo ajuste em contrário A existência de trabalhadores ligados a empresas diferentes. mas que integram um mesmo grupo econômico. dentro da mesma jornada de trabalho. devendo ser consideradas para fins de integração ao salário prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo econômico.

CLT determina: Art. 35 . “Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados". Art. tem-se entendido que o sucessor responde pelos créditos trabalhistas dos empregados da sucedida. 448. “A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados".Sucessão de Empresas A Consolidação das Leis do Trabalho. Pela interpretação desses artigos. ainda que exista cláusula contratual eximindo-o de tal responsabilidade. 10.

Mesmo para os contratos já rescindidos pelo antigo empregador.. 2. 254): (. independentemente dos seus titulares. v. fica responsável o adquirente do negócio 36 .O contrato de trabalho é impessoal em relação à pessoa física ou jurídica que se encontrar à frente do empreendimento econômico. inexistentes no momento do trespasse. até mesmo.. p. da alteração na sua estrutura jurídica. Segundo Evaristo de Moraes Filho (Sucessão nas Obrigações e a Teoria da empresa.) fica o sucessor inteiramente responsável por todos os direitos adquiridos durante a vigência anterior do contrato. da mudança do seu comando ou. pois é firmado entre trabalhador e empresa.

Diz-se que ocorreu uma sucessão em sentido absoluto 37 . em todos os direitos e obrigações de seu antecessor. com todos os seus efeitos.As relações jurídicas passadas e presentes permanecem as mesmas.

Flexibilização da CLT .

segundo prevê o projeto de lei. o projeto permite que os salários e a jornada de trabalho sejam reduzidos de forma temporária em caso de dificuldades econômicas. pelo qual os trabalhadores cumprem horas extras sem receber adicional. Ele abre caminho também para a utilização mais ampla do banco de horas.Flexibilização : Sonho ou Pesadelo? Como parte da agenda para aumentar a competitividade da economia. em vigor há 70 anos. Os acordos entre empregados e empresas seriam firmados por meio do Comitê Sindical de Empresa (CSE). e compensam o tempo trabalhado a mais com folgas. As normas à margem da CLT comporiam um acordo coletivo de trabalho. baseadas na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). A Casa Civil analisa proposta de projeto de lei pelo qual trabalhadores e empresas poderão firmar acordos com normas diferentes das atuais. Na prática. a presidente Dilma Rousseff ensaia entrar num terreno pantanoso para um governo do PT: a flexibilização das normas trabalhistas. .

Todos os membros do CSE terão de ser sindicalizados.por meio das quais empregados e patrões definem. baseada no modelo alemão. que auxilia Dilma na elaboração de normas legais. anualmente.Flexibilização : Sonho ou Pesadelo? Empresas que concordarem em reconhecer no CSE seu interlocutor e os sindicatos que aceitarem transferir ao comitê o poder sindical terão de obter uma certificação do governo. aumentos salariais. nesse sistema. O papel dos sindicatos. O texto foi entregue ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência. pediu para analisar o projeto. Recentemente. . Gilberto Carvalho. seria o de atuar nas empresas que optarem por continuar sob o "modelo CLT". a Casa Civil. Eles também selariam com as entidades patronais as convenções coletivas . A proposta em análise foi elaborada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

diz uma fonte graduada da equipe econômica do governo.127863.governo-estudaflexibilizar-leis-trabalhistas. como parte da agenda do governo. em palestra na Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.estadao. que só foi possível do ponto de vista legal porque as leis lá são flexíveis".br/noticias/economia-brasil. http://economia. para permitir que a economia atravessasse a crise sem falências ou demissões.Flexibilização Ainda não está certo se o governo adotará o projeto como seu e o enviará ao Congresso. principalmente. A presidente costuma pedir análises detalhadas dos projetos que considera interessantes. um grupo deverá ir à Alemanha nas próximas semanas. para depois decidir se os levará adiante ou não. "Formaram um pacto nacional. em caráter excepcional e com prazo de validade.htm . no Ministério da Fazenda. Chegou a ser citado pelo secretário executivo do Ministério da Fazenda.0.com. Para colher mais subsídios. O projeto é visto com simpatia no Palácio do Planalto e. Nelson Barbosa. Na Alemanha. boa parte da indústria e dos sindicatos concordaram em reduzir a jornada de trabalho e os salários.

das vultosas indenizações decorrentes das rescisões. a desregulamentação: o processo de "amolecimento" ou mesmo de exclusão de lei(s) que regulam as relações contratuais entre empregado e empregador. "contratação por tempo determinado. com receio dos encargos decorrentes (da formalização do contrato: anotação na CTPS). Diz-se com frequência que por esse motivo o empregador deixou de contratar ou mesmo passou a desempregar mais. para que passe a vigorar com a seguinte redação: "As condições de trabalho ajustadas mediante convenção ou acordo coletivo prevalecem sobre o disposto em lei. o Projeto de Lei do Governo Federal que visa alterar o artigo 618 da CLT. Exemplos disto: "banco de horas" (sistema de compensação de horas-extras). Indicam então o milagroso antídoto: a flexibilização. desde de que não contrariem a Constituição Federal e as normas de segurança e de saúde no trabalho“. . ainda em tramitação.Um outro olhar: Vem-se tentando inculcar nos mais desapercebidos que o desemprego crescente no Brasil decorre principalmente da rigidez das normas trabalhistas em vigor. com redução de encargos". etc. e mais recentemente. da demora nas decisões judiciais quando posta a questão perante a Justiça do Trabalho.

Não se pode e não se deve apenas divagar quando se busca. ministro Almir Pazzianotto já salientou: "As partes conhecem melhor e mais de perto as realidades que administram.) Sabem. Seria o mesmo que lançar o empregado aos leões.. nos sentimos obrigados a valorizar a negociação. Não havendo afronta direta à lei. não vejo a questão com tanta simplicidade. Constituição expressamente permitir".Em outras linhas busca-se dar prevalência ao "negociado sobre o legislado". porém afasto a ideia de liberar as partes para a "plena" negociação. O próprio Presidente do TST. a direitos de que o trabalhador não pode abrir mão. Em verdade faz-se necessário urgentemente adequação da legislação trabalhista ao processo econômico de globalização e desenvolvimento tecnológico." Embora não discorde. em espetáculo dantesco. Vejamos: . como na antiga Roma se faziam com os cristãos. Muito mais quando não há igualdade de condições entre os contratantes.. o que lhes interessa. a pretexto de apaziguar litígios. melhor que ninguém. excluir direitos constitucionalmente garantidos. (.

.Entendo que a flexibilização deve ser limitada aos casos previstos na Constituição Federal: redução do salário (art.7º. que envolve tanto os mecanismos judiciais e extrajudiciais.. por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho. XIV).. determinar as normas que passarão a reger suas relações. VI). Somente nestes casos cabe às partes. (. o guardião da Ordem Constitucional. XIII) ou da jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento (art. O Supremo Tribunal Federal. 7º. sob pena de levarmos o pais ao caos.) . recentemente julgando recurso extraordinário firmou entendimento que traduzido diz: "só pode transacionar garantia constitucional quando a Constituição expressamente permitir". redução da jornada de oito horas diárias (art.7º. O mercado e a livre competição não pode reinar livre. Do contrário estaremos colocando uma pá de cal (ou várias) sobre o sistema de solução de conflitos trabalhistas. de acordo com seus interesses. sem freios.

618. reforma tributária. portanto.83 bilhões com serviços da dívida contra R$ 10. o governo federal destinou menos de R$ 2 bilhões do orçamento para investimentos. via acordo ou convenção coletiva.com. então. uma luz no final do túnel. Os limites constitucionais deverão prevalecer. controle do déficit público. 477 da CLT (pelo atraso no pagamento das verbas de rescisão). Por fim. Para o pagamento de serviços da dívida foram gastos quase R$ 35 bilhões. A alteração do art. Os mais ansiosos em apontar culpados devem pelo menos lembrar um fato: segundo o levantamento da Consultoria de Orçamento da Câmara. etc. como bem disse o STF. No ano que passou. renúncia à estabilidade no emprego. Teremos. todo e qualquer direito trabalhista. Do contrário teremos. parcelamento de verbas rescisórias.br/revista/texto/2424/desemprego-e-flexibilizacao-das-leis-trabalhistas .09 bilhões em investimentos indispensáveis para a população e a economia do País. aumento da produtividade interna e da competitividade. em palavras mais simples. não vai significar. não se pode indicar a legislação historicamente apaziguadora de conflitos como a responsável maior pelo desemprego. e com certeza menos desempregados. em 2001. da CLT. O governo deve buscar sim uma estabilidade da economia nacional. acordos coletivos prevendo renúncia à multa do art. a exemplo. enfim aplicar melhor a verba pública.É um refreamento justo e necessário aos ânimos mais libertários. o governo gastou R$ 38. http://jus. a possibilidade de se transacionar.

Educação profissional de nível médio .. a modalidade de Educação escolar. “entende-se por educação especial. segundo perfil profissional de conclusão. VOLTAR .Formação inicial e continuada ou qualificação profissional concomitante ao ensino fundamental na modalidade de educação de jovens e adultos. para educandos portadores de necessidades especiais.” Modalidade profissional de educação de jovens e adultos : De acordo com o Decreto nº 5840. os Documentos Base do PROEJA e a partir da construção do projeto pedagógico integrado. nº 9393 de 20 de dezembro de 1996.) 3. oferecida preferencialmente na rede regular de ensino. com o objetivo de proporcionar habilitação ou qualificação profissional técnica de nível médio.. Cursos que alternam teoria e prática São aqueles no qual os estudantes dedicam parte do curso às aulas e tem um período sem frequentar a instituição de ensino para a realização de atividades práticas. 13 de julho de 2006.Educação Especial: Segundo o art. 58 da Lei de diretrizes e bases da educação nacional. para os efeitos desta Lei. Eles podem ser realizados de duas formas articuladas (integrada ou concomitante) e subsequente ao Ensino Médio. os cursos Proeja podem ser oferecidos das seguintes formas: (. mais conhecida como Curso Técnico.. é uma modalidade de educação profissional destinada a alunos matriculados ou vindos do Ensino Médio.

neste caso.Estágio obrigatório: é aquele definido como tal no projeto do curso. Estágio não obrigatório : é desenvolvido livremente como atividade opcional e. as horas de estágio serão acrescidas à carga horária regular e obrigatória. cuja carga horária é requisito para aprovação e obtenção do diploma. VOLTAR . quando tal previsão integrar o currículo acadêmico do curso.