MINISTÉRIO DA AGRICULTURA-MA EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA - EMBRAPA CENTRO NACIONAL DE PESQUISA DE FLORESTAS - CNPF PROGRAMA NACIONAL DE PESQUISA

DE FLORESTAS(EMBRAPA/IBDF)

ZONEAMENTO ECOLÓGICO PARA PLANTIOS FLORESTAIS NO ESTADO DE SANTA CATARINA

CURITIBA-PARANÁ 1988

Copyright © EMBRAPA - 1988 EMBRAPA-CNPF. Documentos, 21.

Exemplares desta publicação podem ser solicitados ao Centro Nacional de Pesquisa de Florestas-CNPF Estrada da Ribeira, km 111 Caixa Postal, 3.319 80001 - Curitiba, PR

Tiragem: 2.000 exemplares

Elaborado por Eng.-Florestal, M.Sc. Antonio Aparecido Carpanezzi (CNPF) Eng.-Agrônomo, M.Sc. José Carlos Duarte Pereira (CNPF) Eng.-Florestal, M.Sc. Paulo Ernani Ramalho Carvalho (CNPF) Biólogo M.Sc. Ademir Reis (UFSC) Eng.-Agrônomo, M.Sc. Ana Rita Rodrigues Vieira (UFSC) Eng.-Florestal, M.Sc. Emilio Rotta (CNPF) Eng.-Florestal, M.Sc. José Alfredo Sturion (CNPF) Eng.-Agrônomo, M.Sc. Moacir de Jesus Rauen (SNLCS/EMBRAPA) Eng.-Florestal, M.Sc. Roberto Alonso Silveira (Convênio FUPEF/EMBRAPA)

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Centro Nacional de Pesquisa de Florestas, Curitiba, PR. Zoneamento ecológico para plantios florestais no Estado de Santa Catarina, por Antonio Aparecido Carpanezzi e outros. Curitiba, EMBRAPACNPF, 1988. 113 p. (EMBRAPA-CNPF. Documentos, 21). 1. Zoneamento bioclimático - Brasil - Santa Catarina. 2. Ecologia florestal. I. Carpanezzi, Antonio Aparecido. ll.Título. III.Série. CDD 581.52642

SUMÁRIO

Pág. Lista das Tabelas ......................................... . ............................................................... Lista das Figuras ........................................................................................................... Lista dos Anexos ........................................................................................................... Apresentação ................................................................................................................ Homenagem ................................................................................................................. . 5 5 6 7 9

Agradecimentos ............................................................................................................ 11 1. Introdução ................................................................................................................. 13 2. Regiões Bioclimáticas de Santa Catarina ... ................................................................ 13 3. Espécies Indicadas .................................................................................................... . 14 3.1. Pinus ................................................................................................................. 15 3.2. Eucalyptus ......................................................................................................... 21 3.3. Outras Espécies Introduzidas .............................................................................. 42 3.4. Espécies Nativas ................................................................................................ 57 4. Características Edáficas ............................................................................................. 74 4.1. Região Bioclimática 1 .......................................................................................... 74 4.2. Região Bioclimática 2 .......................................................................................... 79 4.3. Região Bioclimática 7 .......................................................................................... 79 4.4. Região Bioclimática 9 .......................................................................................... 80 4.5. Conclusão .......................................................................................................... . 81 5. Fontes de Sementes Comerciais ................................................................................ . 81 6. Ações Complementares ............................................................................................. . 82 Referências .................................................................................................................. 83 Anexos............................................................. ................................................................. 93

.............. 1.......... 9.. Frequências relativas das alturas de pau-marfim em plantio experimental.. 12.............. Cascavel-PR ................... Outras espécies exóticas recomendadas para: (a) reflorestamento..................... 3.... Frequências relativas das alturas de louro-pardo em plantio experimental............ Espécies nativas recomendadas para pesquisa ......... 5.. 10.................... 8..................................................... 2........................................................................................ 8................. 16 17 24 26 27 39 44 45 56 74 76 LISTA DAS FIGURAS Pág........ Cascavel-PR .............. Crescimento de Pinus spp.... (b) plantios de comprovação......... 7....................................... Espécies......... 9.. Isotermas de temperatura média anual de Santa Catarina ............................................................ Espécies e origens/procedências de eucaliptos recomendadas para plantios comerciais e para plantios de comprovação em Santa Catarina ........................................... 18 19 22 28 62 64 66 68 69 71 73 78 ................................................................ Outras espécies nativas recomendadas para: (a) reflorestamento........................................... Distribuição natural do guapuruvu (Schizolobium parahyba) em Santa Catarina .......................... Regiões Bioclimáticas de Santa Catarina ....... Uso da madeira de espécies recomendadas do gênero Pinus ........... Cascavel-PR ........ (c) experimentação ............... Distribuição natural do palmiteiro (Euterpe edulis) em Santa Catarina .......................................................................... Caracterização das Regiões Bioclimáticas de Santa Catarina ... Espécies........ 3.......................................................LISTA DAS TABELAS Pág........................................................ (b) plantios de comprovação................................ origens e procedências do gênero Pinus recomendadas para pesquisa no Estado de Santa Catarina ................. 11.................. Espécies e origens/procedências de eucaliptos recomendadas para pesquisa em Santa Catarina....... lsoietas de precipitação média anual de Santa Catarina ...................... 4.......................... 1.. 2............ em Araquari........................ Uso da madeira de espécies recomendadas do gênero Eucalyptus ............................................... 6......... 10............................ Distribuição natural do angico (Parapiptadenia rigida) em Santa Catarina ....................... aos 10 anos .......................... Frequências relativas dos diâmetros de pau-marfim em plantio experimental................ Isotermas de temperatura média de julho de Santa Catarina ........................................ Grandes áreas geológicas de Santa Catarina ........ 5.................. origens e procedências do gênero Pinus recomendadas para plantios comerciais e para plantios de comprovação no Estado de Santa Catarina ............. Frequências relativas dos diâmetros de louro-pardo em plantio experimental.... litoral de Santa Catarina.................. 4............. Cascavel-PR ... (c) experimentação ............................... 7................... 6.............. 11................

............................... 94 2......................... 100 6.................... 98 5.......................... Crescimento de materiais genéticos de Pinus indicados para plantio comercial ou comprobatório e para experimentação básica no Estado de Santa Catarina.......... 112 ........ Dados de crescimento de eucaliptos recomendados para Santa Catarina .. Endereços para obtenção de sementes ............ Coordenadas de origens de eucaliptos recomendadas para Santa Catarina............................................... 97 4........ Dados climáticos de localidades de Santa Catarina . 96 3...... Fontes de sementes comerciais brasileiras recomendadas para Santa Catarina (espécies de Eucalyptus e Pinus) ............ 1....................... Coordenadas das origens de Pinus recomendadas para Santa Catarina........LISTA DOS ANEXOS Pág... 105 7.......................................

sentimo-nos eufóricos e gratificados por podermos.APRESENTAÇÃO Com a edição do presente Zoneamento Ecológico para Plantios Florestais. o Estado de Santa Catarina ganha um manual de orientação para a seleção de espécies/procedências para (re)florestamento em suas quatro Regiões Bioclimáticas que. Cientes da importância desta iniciativa. engenheiros florestais e professores de diversas instituições públicas e privadas. inclui 33 espécies de pinus e eucalipto. indubitavelmente. muito contribuirá para o aumento da produtividade florestal. outras 21 exóticas e 54 nativas recomendadas para plantios em escala comercial. contribuir para o desenvolvimento florestal brasileiro. Luciano Lisbão Junior Coordenador do PNPF . também. perfazendo um total de 145 procedências e/ou fontes de sementes adequadas e. sobre a indicação de espécies florestais. desenvolvido por uma equipe interdisciplinar do CNPFlorestas. mais uma vez. contando também com a inestimável contribuição de técnicos. Este verdadeiro tratado. ou a níveis comprobatórios e de pesquisa. Trata-se de um trabalho de atualização e de aperfeiçoamento da grande obra do Professor Golfari e colaboradores.

Golfari. produziu. o sucesso e o prestígio que o setor florestal brasileiro desfruta no cenário mundial. queremos homenagear aquele que. com sua visão e conhecimento da ciência florestal. que ainda hoje tem orientado técnicos do setor na escolha de material genético que propicie produtividade adequada e econômica. com seu admirável e incansável trabalho. Lamberto Golfari. na década de 70.HOMENAGEM Ao lançar mais uma edição da série Zoneamento Ecológico para Plantios Florestais. assim. dedicado ao Prof. Com muita honra e júbilo. obra pioneira com a indicação de espécies e procedências para diversos fins e condições bioclimáticas brasileiras. a EMBRAPA. para o Estado de Santa Catarina. vem atualizando aquela magnífica obra. garantindo. desta feita. através de seu Centro Nacional de Pesquisa de FlorestasCNPF. com a edição de mais este trabalho. Os autores . contribuiu de maneira decisiva para que a atividade de reflorestamento no Brasil ganhasse novas fronteiras.

pelo apoio e patrocínio integral à impressão gráfica deste documento. Roberto Trevisan (Agloflora). à Papel e Celulose Catarinense S.Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais Prof. à Associação Catarinense dos Reflorestadores. Ao Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal que.AGRADECIMENTOS Expressamos nossos agradecimentos.A. Lages-SC). Jarbas Yukio Shimizu e Luiz Henrique Francisco Guimarães (CNPF-EMBRAPA). engenheiros agrônomos Adhemar Pegoraro (UFPR) e Geraldo Bruhns São Clemente (Tupy Agroenergética S. INMET . Estadual de Energia Elétrica. Pesquisadores Amilton João Baggio. Chapecó-SC). Osmar Kretschek (Giacomet-Marodin). através de convênio especificamente estabelecido com a EMBRAPA.A. Mário Ferreira-Departamento de Ciências Florestais-ESALQ/USP Prof.Empresa Catarinense de Pesquisa Agropecuária S.Instituto Nacional de Meteorologia IPEF . contribuiram para a realização deste trabalho: EMPASC . proporcionou o repasse de recursos financeiros parciais para as visitas e observações de campo. Rubens Onofre Nodari-Universidade Federal de Santa Catarina Cia. e à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de Santa Catarina.A. .Cia.). RS IFSP . Norival Nicolielo (Freudenberg Agroflorestal. Arnaldo Bianchetti. AgudosSP) e Carlos Mendes (PCC. de forma variada. Os autores expressam seu agradecimento às pessoas e instituições que. em especial. Melhoramentos de São Paulo CEEE .Instituto Florestal de São Paulo Engenheiros Florestais Dorli Mário da Croce (EMPASC/CPPP.

neste sentido.373 mm em Xanxerê.6% (INSTITUTO. INSTITUTO. Assim..6 milhões de metros cúbicos.. Note-se a não inclusão de lenha para uso como energia doméstica.2 milhões de hectares ou 33. Santa Catarina está ao sul do Trópico de Capricórnio e suas altitudes variam de 0 a 1.5% da superfície do Estado (DINIZ 1986). Outras vegetações lenhosas.7 milhões). Deste total. projetada para 1980. Um estudo anterior. a 2.1. no oeste (Figura 1). especialmente considerando o baixo incremento volumétrico das florestas nativas.5 milhões de metros cúbicos. foi realizado por GOLFARI et al.. será necessário contar. estava reduzida a 3. 2.8 milhões de metros cúbicos. 1978). distribuídos nos setores de celulose (1. Este Zoneamento. EMPRESA. com produtos de plantações florestais.. bem como de dados de crescimento e qualidade da madeira em plantios comerciais. indica déficits hídricos restritos ao litoral sul de Florianópolis. a construção civil e o setor energético. A pluviosidade está bem distribuída. a indicação de espécies e procedências só pode ser feita por analogias ambientais com regiões reflorestadas ou com os locais de origem do material genético. (1960). desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da área florestal. como o de 1980 (BRASIL 1984). indica déficit anual de 5 mm. INTRODUÇÃO Com 9. O balanço hídrico desta localidade.. nas regiões sem tradição silvicultural.. no verão.. Embora o abastecimento das indústrias de celulose e papel dependa exclusivamente das plantações florestais. Atualmente. Também os campos do Planalto têm sido cada vez mais transformados em áreas de culturas agrícolas (BRASIL. oriundas de ensaios de comparação de espécies e procedências. foi de 18.. como a Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Pinheiros) e a Floresta Latifoliada do Alto Uruguai. BRAGA & KlCHEL (1986) e BRASIL (1986).. A pesquisa tem contribuído decisivamente para o sucesso do reflorestamento em Santa Catarina. primárias ou secundárias.. IDE et al. que hoje necessitam estabelecer plantações florestais. (1978). A área reflorestada de Santa Catarina.. por um período superior a dez anos. Em Santa Catarina as precipitações anuais são abundantes e variam de 1. permitindo indicar com mais precisão. O levantamento. aumentaram os conhecimentos referentes à caracterização dos solos e do clima. de 182. como forma de suprir o mercado consumidor de madeira. constitui um esforço de atualização e aprimoramento do trabalho de GOLFARI et al. no litoral sul. O balanço hídrico segundo Thornthwaite & Matter. calculado para 300 mm de capacidade de retenção de água pelo solo. 1984b). Seu objetivo fundamental é levar ao público recomendações de espécies e procedências aptas e potenciais para todas as regiões de Santa Catarina. suas demandas tendem a aumentar. (1980) ORSELLI (1986). REGIÕES BIOCLIMÁTICAS DE SANTA CATARINA Na divisão do Estado em Regiões Bioclimáticas para orientar plantações florestais seguiu-se. Dados de clima foram. em virtude das dificuldades de acesso e da topografia acidentada. 1984a). o Estado de Santa Catarina apresentava. incluindo florestas naturais e plantadas (INSTITUTO. com máximo de 13 mm em Imbituba. era de 375 mil hectares ou 3.4 milhões) e de energia industrial (11. Assim. indicou a existência de 305 milhões de metros cúbicos de madeira. KLEIN (1978).2 milhões de metros cúbicos referem-se a florestas de preservação permanente. foram fortemente exploradas e ocupadas com a produção agrícola. cada vez mais. em 1980. não permitiria sustentar um consumo estadual anual de 18... As áreas mais consideráveis de vegetação natural remanescente eram da Floresta Ombrófila Densa (Floresta Atlântica). há muitas informações novas. Paralelamente. (1978). A cobertura florestal primitiva de Santa Catarina era de 81. de florestas nativas. (1979). abrangendo a Região Sul como um todo. as considerações de GOLFARI (1975. citam-se a indústria moveleira. Importantes informações sobre o ambiente foram fornecidas por INSTITUTO. Entretanto. sem separação entre estações chuvosa e seca. também. em linhas gerais.5 milhões de hectares.94% (INSTITUTO. (1978. somente 14% de sua cobertura florística original. Dentre estes. dados de 1980 indicam que a cobertura florestal por formações nativas.219 mm em Araranguá. cujos valores são significativos. Entretanto. obtidos diretamente junto à Empresa Catarinense de Pesquisa Agropecuária-EMPASC e ao Instituto Nacional de Meteorologia-INMET.. 1986). da situação dos recursos florestais em Santa Catarina. outros segmentos consomem matéria-prima proveniente. de madeira serrada (5. pelo crescimento populacional e para gerar excedentes para exportação. (1971). O consumo total de madeira no Estado. estimou-se que 122. usual nos estudos florestais. em grande parte. o material genético a ser empregado em cada região. sem um sacrifício exagerado dos remanescentes da floresta nativa. em 1986.800 m. . segundo BRASIL 1984. MOTA et al. 1984a). 1983). neste mesmo ano. O volume disponível.4 milhões de metros cúbicos). para 125 mm de capacidade de retenção de água pelo solo.

um ou dois anos após o plantio. As procedências de P. em 1945. respectivamente. Muitas espécies indicadas para comprovação requerem. e particulares a cada espécie. A seleção das espécies/procedências foi feita através da análise de um conjunto de informações oriundas da experimentação local e de outras regiões similares. sugere-se espaçamentos iniciais pequenos e desbaste das plantas inferiores. as espécies de maior rendimento são Pinus taeda e P. Ocorrem geadas severas em quase todo o Estado. Para essas espécies. para aprimorar o estudo de sua silvicultura. as pesquisas necessárias são. em Santa Catarina. Muitas espécies nativas ou introduzidas. tem ampla aplicação na indústria de celulose. Para fins de reflorestamento com Pinus spp. Para as espécies exóticas.. no litoral norte. chapas e outros produtos. nas proximidades de Joinville . como em Xanxerê. A divisão de Santa Catarina em Regiões Bioclimáticas é mostrada na Figura 2. o desenvolvimento de programas de melhoramento genético é altamente relevante e prioritário. Embora não haja outros experimentos similares no litoral. recomendam-se o plantio comercial de Pinus elliottii var. elliottii. Nas demais regiões do Estado. para plantios de comprovação e para pesquisa. dentro da Região 7 (Figura 4). no Estado. Nos reflorestamentos para fins industriais. Entretanto. o Estado de Santa Catarina pode ser dividido em: a) faixa litorânea (Região Bioclimática 7) e b) demais regiões do Estado. as médias do mês mais frio o o o variam de 8 a 18 C. com 2. recomendadas para comprovação. Quanto às essências nativas. especialmente as de inverno. cuja madeira.21 vezes o rendimento do Pinus elliottii. são preponderantes na definição de Regiões o Bioclimáticas para plantios florestais. As recomendações de espécies/procedências para pesquisa restringem-se àquelas consideradas com maiores possibilidades para cada Região. As mínimas absolutas podem chegar a até -11. isotermas básicas para a compreensão da divisão adotada e para a delimitação intra-regional de algumas espécies.87 vezes o incremento de P. naquela Região específica. O plantio de comprovação deve ocupar 1 a 5 ha e ser implantado e manejado segundo as prescrições consideradas mais corretas para a espécie. elliottii e plantios de comprovação de Pinus tropicais. recomenda-se o plantio de Pinus tropicais. uma vez que aproximadamente 70% das terras estão acima de 500 m de altitude. as temperaturas médias anual e do mês mais frio. taeda mais produtivas em Três Barras-SC têm sido Berkeley (Carolina do . O maior incremento volumétrico foi o de P. testes de procedências. O Anexo 1 explicita dados climáticos disponíveis por estação. são de interesse para serraria ou laminação e necessitam de podas ou derramas para julgamento correto de seu valor silvicultural. ESPÉCIES INDICADAS Dentro de cada grupo de espécie (Pinus spp. Para as essências nativas. O experimento instalado em Araquari. papel. As Figuras 3 e 4 apresentam. Araquari está situada na área mais quente de Santa Catarina. de fibras longas. também. onde a ocorrência de geadas limita o desempenho de muitas espécies. elliottii var. tradicionalmente plantado. elliottii. As temperaturas médias anuais variam de 12 C nas o proximidades de São Joaquim a 22 C.SC. com temperaturas o médias anual entre 21º e 22ºC e do mês mais frio próxima a 17 C (Figuras 3 e 4).6 C. Em temperaturas inferiores. uma vez que seu rendimento é superior ao de P. na maioria dos casos. na Região 7. pesquisa para selecionar material genético superior. Entre Pinus caribaea. considera-se que a superioridade de Pinus tropicais pode ser o extrapolada para locais com temperatura média do mês mais frio superior a 14 C. chegando a 2. os plantios de comprovação servem.. relativas ao comportamento em condições de plantio operacional. Na faixa litorânea. possibilita a estimativa de rendimento de diversas espécies (Tabela 2). em paralelo.as temperaturas. elliottii var. tecunumanii de Camélias. Nicarágua. as necessidades de pesquisa são mais diversificadas. analogamente. A Tabela 1 resume dados ambientais caracterizadores das Regiões Bioclimáticas. no litoral norte. elliottii. As espécies ou procedências recomendadas para plantios de comprovação são aquelas que. necessitam de informações adicionais. Pinus spp. predominam as espécies do gênero Pinus. para contornar os problemas decorrentes da heterogeneidade existente no germoplasma disponível. 3. outras espécies introduzidas e espécies nativas) foram considerados três níveis de indicação: para plantios comerciais. a variedade bahamensis mostrou maior produtividade. 3. Eucalyptus spp.. de experiências de empresas e de bibliografia. apesar de serem altamente potenciais para uma Região. principalmente nas proximidades do oceano.1.

com períodos secos de dois a quatro meses.500 mm e temperaturas médias anuais de 22º a 26ºC. A sua área de o o distribuição natural entre 22 e 23 N. Em Araquari-SC. o o . O regime de chuvas é periódico. et Golf. Esta variedade assemelha-se à bahamensis. P. em solos de drenagem lenta. PR.1. caribaea Barr. exceto P.1. em Telêmaco Borba. também. em regiões com precipitações médias anuais de 1. 3. Pinus caribaea Morelet var. et Golf. caribaea var. A Tabela 5 mostra os principais usos da madeira de espécies recomendadas. em baixas altitudes.2. ela é produtora de resina. bem como matéria-prima para as indústrias de polpa e chapas.A. Esta é a variedade mais indicada para as planícies costeiras. Pinus caribaea Morelet var. bahamensis ocorre nas Ilhas Bahamas. bahamensis de Andros (Bahamas) apresentou forma superior às demais espécies ali testadas.. tanto nas características da madeira como na produtividade de resina. caribaea var. com estações secas de dois a cinco meses. em altitudes inferiores a 500 m. deve ser testada. para plantios de comprovação e para pesquisa nas diferentes Regiões Bioclimáticas do Estado. caribaea.050 a 1. Além de produzir madeira de excelente qualidade para construções em geral. Pinus caribaea var. A região de origem desta o o variedade apresenta temperaturas médias entre 24 e 26 C e precipitação de 1. bahamensis Barr. Harrison (Mississippi) e a semente produzida comercialmente pela Klabin do Paraná Agro-Florestal S. 3. Pinus caribaea var. entre as latitudes 24 e 27 N. Os Anexos 2 e 3 apresentam as coordenadas das origens das espécies de Pinus recomendadas para o Estado e alguns dados de crescimento que subsidiaram este trabalho. As Tabelas 3 e 4 apresentam as espécies e origens/procedências de Pinus recomendadas para plantios comerciais.Sul).1.800 mm anuais.000 a 1. caribaea é originário da região oeste de Cuba e da Ilha Los Pinos.

Entre as espécies/variedades de Pinus tropicais introduzidas no Brasil, P. caribaea var. caribaea é a que apresenta a melhor forma de fuste, com ramos finos e curtos. Estas características contribuem para a formação de madeira de alta qualidade para serraria. A variedade caribaea é apontada como a mais tolerante a geadas, na Província de Misiones, Argentina, limítrofe ao oeste catarinense. Também no planalto paranaense, em arboretos, esta variedade tem suportado geadas severas, embora com crescimento lento. Enfatiza-se, portanto, sua participação em plantios de pesquisa ou comprovação em locais de transição, como a Bacia do Rio Uruguai e o litoral sul de Santa Catarina. 3.1.3. Pinus caribaea Morelet var. hondurensis Barr. Et Golf. Pinus caribaea var. hondurensis ocorre na costa atlântica da América Central, de Belize até a o o Nicarágua (12 a 18 N), em altitudes inferiores a 1.000 m, em locais com regimes estacionais de chuvas. Na sua região de origem, a estação seca pode prolongar-se por até seis meses. A temperatura o o o o média anual varia de 21 a 27 C, com média das máximas do mês mais quente entre 29 e 34 C e a o o média das mínimas do mês mais frio entre 15 e 23 C. Como as demais variedades de Pinus caribaea, a variedade hondurensis também é produtora de resina e de madeira de fibra longa. Os plantios em Santa Catarina devem ser restritos à faixa litorânea. As origens mais recomendadas são também as litorâneas, como Alamicamba (Nicarágua) ou mesmo Potosi (Honduras), embora esta não esteja tão próxima à costa. 3.1.4. Pinus oocarpa (Schiede) e Pinus tecunumanii (Schw.) Equiluz et Perry. Pinus tecunumanii (sinônimo: P. patula ssp. tecunumanii) só recentemente foi separado de P. oocarpa. Como consequência, algumas origens importantes para a silvicultura brasileira, como Mountain Pine Ridge-Belize e Yucul, Camelias e San Rafael, da Nicarágua, foram reclassificadas como P. tecunumanii. Origens mexicanas de P. oocarpa var. ochoterenae são, também consideradas como P. tecunumanii.

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Uma das características desta espécie é a produção de numerosos ramos grossos e persistentes. A experimentação já realizada com P.6. 3. a espécie é importante produtora de resina. Recomenda-se. patula. P. tecunumanii. O plantio comercial de P. P. Alguns fatores adicionais. Podem ocorrer geadas. entre as latitudes 28 e 39º N e longitudes 75º a 97º W. com distribuição uniforme o a estacional com períodos secos de dois a quatro meses. A madeira é de excelente qualidade para celulose e chapas. elliottii é superior a P. em locais de temperatura média do mês o mais frio superior a 14 C (Figura 4). de Pueblo Caido . P. com maior concentração no verão e uma estação seca de até três meses. origem CaméliasNicarágua (Tabela 2). Um experimento em Araquari-SC mostrou bom crescimento de P. A oeste do rio Mississippi ocorre uma população isolada. a média anual situa-se entre 800 e 2.1. exceto para a Região Bioclimática 7. devem ser considerados na escolha da espécie.1. A precipitação na região varia de 750 a 2. 7 e 9. em altitudes superiores a 1. A área de ocorrência natural de P. A madeira é de excelente qualidade para muitos usos. a primeira espécie apresenta incremento volumétrico superior. A temperatura média anual varia entre 15 e o o 24º C. a comparação de sementes de outras procedências.5.700 m. 2 e 9. Pinus patula Schiede et Deppe. em Santa Catarina. Vera Cruz. taeda.Nicarágua. A temperatura média anual varia o o de 13 C a 19 C. como P. o .000 m de altitude. elliottii ocorre no sul e sudeste dos Estados Unidos. oocarpa e P. a espécie é recomendada para pesquisa nas Regiões 2. fabricação de móveis. elliottii pode ser recomendado para quase todo o Estado de Santa Catarina. litorânea. deve ser restrito à Região 1. enquanto que P. em uma região sujeita a secas mais prolongadas. taeda é dividida em duas partes. 3. P. a oeste. chapas e celulose. ao norte até o sul da Carolina do Sul e. Pinus patula ocorre no México.400 e 3.1. 3. taeda é de alta qualidade para muitos usos. O A área conjunta de ocorrência natural das duas espécies estende-se do México até a Nicarágua (13 O O O a 18 N). com resultados satisfatórios. em altitudes entre 1. foi testada em Araquari. decorrentes de condições ambientais inadequadas. Para a Região 7. Esta espécie não é produtora de resina. A precipitação média anual nessa região varia de 900 a 2. porém sem geadas severas. sendo a média do mês mais quente entre 20 e o 29º C e a do mês mais frio entre 6º e 12 C. estendendo-se mais ao sul até o sul da Flórida. elliottii var. como construção civil. Pinus elliottii var. para pesquisa. até o rio Mississippi. Pinus taeda e Pinus elliottii são espécies recomendadas para as Regiões 1. sem déficit o o o hídrico. a média das máximas do mês mais quente entre 23 e 32 C e a média das mínimas do mês mais o o frio entre 4 e 12 C. Sua área é mais restrita que a de P. com temperaturas médias anuais de 13 C a 26 C. mais produtivos. No Brasil. A madeira de P. elliottii var.000 m ou em locais com temperatura média anual não superior a 16ºC (Figura 3). não é possível traçar. taeda. Hidalgo e Queretaro (18º a 24º N).10º C.200 m. a susceptibilidade a Sirex noctilio e a viabilidade da resinagem. nas regiões montanhosas de Oaxaca Puebla. No litoral. var.100 mm. A temperatura média anual é de 12 C a 18 C. elliottii deve ser preferido.200 mm. a fonte de sementes usual é Camanducaia-MG. Entre os possíveis problemas de P. em Santa Catarina. A precipitação é concentrada no verão. taeda aproveita melhor os solos mais ricos. Pinus taeda L. Uma única origem de Pinus oocarpa.Atualmente.500 mm. permite recomendar a espécie para todo o Estado. como a ramificação vigorosa e abundante de P. em altitudes de 600 a 2. deve ser substituído por espécies de Pinus tropicais. podendo ser substituído por espécies tropicais nas áreas mais quentes. tornando necessária a realização de desramas artificiais ou melhoramento genético para aumentar o seu aproveitamento como madeira serrada.7. A precipitação média anual na região de origem varia de 650 a 2. podendo ocorrer geadas de até .000 mm anuais. patula. podem surgir anomalias fisiológicas e ataques de pragas e doenças. em locais com o O temperatura do mês mais frio superior a 14 C (Figura 4) e para plantios de comprovação e pesquisa em locais mais frios. A espécie é recomendada para plantio comercial na Região 7. com a média das máximas do mês mais quente entre 20º C e 25º C e a média das mínimas do mês mais frio entre 4º C e 8º C. taeda é natural das regiões sul e sudeste dos Estados Unidos. taeda. taeda. tecunumanii. entre outros. de modo separado. formando populações contínuas de Mississippi até Delaware. no Texas. além disso. elliottii. A área maior ocorre a leste do rio Mississippi. principalmente acima de 2. com boa distribuição durante o ano ou estacional com até dois meses de seca. Pinus elliottii Engelm. as áreas de ocorrências naturais de P. como nas Regiões 2 e 9 e sul da Região 7.

Eucalyptus spp. 3. Em plantios tardios. nos solos mais pobres. densa. O regime de chuvas é periódico. A escolha de material genético apropriado é fundamental. Além de características de crescimento desejáveis. em altitudes superiores. as informações atualmente disponíveis só permitem recomendar Eucalyptus dunnii e E. dentro de cada propriedade.000 m. para a regeneração de talhões atingidos por geadas severas ou atípicas. densa ocorre na Flórida. viminalis pode ser plantado.1. em altitudes inferiores a 1. há um número maior de espécies aptas. Para as Regiões Bioclimáticas 7. Os eucaliptos mais sensíveis devem ser plantados. em regiões compreendidas entre 24º e 29º N. principalmente na Região 1. com um ligeiro déficit hídrico no inverno. fora das baixadas. o Anexo 5. predominando as chuvas de verão. fabricação de compensados. adubação e tratos silviculturais adequados. A Tabela 8 mostra os principais usos da madeira das espécies recomendadas. especialmente para energia. Esta variedade desenvolve-se bem em solos com drenagem média. a adubação pode diminuir a resistência das plantas ao frio. alguns dados de crescimento que subsidiaram este trabalho. época em que raramente ocorrem geadas. para favorecer o crescimento inicial e reduzir o período de susceptibilidade à geada.8. para plantios de comprovação e para pesquisa nas diferentes Regiões Bioclimáticas. O plantio deve ser tão cedo quanto possível. Na Região Bioclimática 1 a ocorrência de geadas severas restringe o cultivo de muitas espécies de eucalipto. com cuidados especiais. Pinus elliottii var.2. Nesta Região. O Anexo 4 apresenta as coordenadas geográficas das origens. . nos terrenos menos sujeitos a geadas (altos das encostas e dos morros). preferivelmente. mais quentes. var. Ela pode ser utilizada para produção comercial de resina e produz madeira adequada para serraria. viminalis para plantios comerciais. A variedade densa é recomendada para pesquisa na Região 7. Devem ser feitos preparo do solo. Embora espécies do gênero Pinus sejam as mais plantadas no Estado. até meados de dezembro. apenas E. inclusive os mais rasos e de pior drenagem. para que talhões jovens sejam menos afetados pelas geadas. É recomendável a adoção de um conjunto de medidas silviculturais complementares. O inverno catarinense é rigoroso e constitui grande problema para o cultivo de eucaliptos. 80º W e 83º W e altitudes entre 0 e 180 m. 3.. tem havido crescente demanda de madeira de Eucalyptus spp. As Tabelas 6 e 7 apresentam os materiais genéticos de eucaliptos recomendados para plantios comerciais. as espécies/procedências devem ser tolerantes ao frio e ter boa capacidade de rebrota. Pinus elliottii Engelm. 2 e 9. chapas de fibras e de partículas e para a produção da celulose de fibra longa.taeda.

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em altitudes de 0 a 300 m. Não há informações sobre a madeira. A origem em estudo é 23 km of Nimmitabel-NSW. Eucalyptus botryoides ocorre na costa australiana de Nova Gales do Sul e Victoria. em Minas Gerais.2. E. No Rio Grande do Sul. não são fortes. em Podzólicos férteis.200 m. Esta área localiza-se em clima temperado subúmido. dormentes. benthamii var. entre 32 e 39º30'S. a média das mínimas do mês mais frio vai de 2º a 9º C. Em Santa Catarina. não rigorosa. com temperatura média das máximas do mês mais quente entre 22º e 25ºC e média das mínimas do mês mais frio entre -4º e 0ºC. saligna. botryoides. embora não muito difundido. Na área natural de E. benthamii var. grandis e E. também. também.2. botryoides tem mostrado bom desempenho em locais de baixa altitude como Pelotas. A madeira é adequada para laminação. 3. & Camb.1. botryoides é recomendado para plantios de comprovação na Região 7.200 mm. E. A espécie é recomendada para pesquisa em toda a Região Bioclimática 1. em áreas montanhosas.3. nas regiões 1. Eucalyptus badjensis Beuzev. em sítios menos favoráveis. Eucalyptus botryoides Sm. argilosos.000 mm e há estação seca. E. em plantios de até quatro anos de idade. Desconhecem-se a qualidade e usos da sua madeira. E. no oeste de Coff's Harbour (30º20'S) e Sydney (34ºS). é em vales protegidos. com distribuição relativamente uniforme durante o ano.2.3. Esta espécie é relatada como promissora. em locais equivalentes às Regiões Bioclimáticas 1 e 2 de Santa Catarina. 3. ocorrem 100 ou mais geadas por ano. badjensis tem mostrado crescimento rápido e boa tolerância às geadas. na área de origem. sem definição entre os horizontes. como locais costeiros abertos. & Welch. nas menores altitudes ao norte. benthamii var. benthamii cresce em terrenos férteis. Nas Regiões 2 e 9 ela deve ser testada. grandis e E. diretamente sob influência de ventos marinhos. com solos argilosos e moderadamente férteis. este eucalipto tem crescimento volumétrico satisfatório. O solo predominante na região de origem é um litossolo pedregoso. Nesta região. No Paraná. benthamii Maid. adequadas para E. saligna. também. entre 36º e 36º45'S e altitudes de 800 a 1. postes. muito procurados para agricultura. o . No Sul do Brasil. na Nova Gales do Sul. de preferência. até 20/ano. A espécie é recomendada para plantio de comprovação em Santa Catarina. moirões e outros usos. Guaíba e Alegrete. há indicações de sua boa adaptação a terrenos arenosos úmidos. benthamii.2. ocorrem também E. Eucalyptus benthamii var. a espécie ocorre. com bom suprimento de água. E. em plantios experimentais de dois a três anos. em geral de dois a três meses. badjensis pode ocorrer. em condições equivalentes às da Região 1. No sul do Brasil. A temperatura média das máximas do mês mais quente varia de 23º a 28º C. As geadas ocorrem com frequências de zero. Eucalyptus badjensis ocorre em área restrita no sudeste de Nova Gales do Sul. 2 e 9. com potencial para algumas regiões sem déficit hídrico. O melhor desenvolvimento de E. podendo nevar ocasionalmente. Em São Paulo. Nesta região. A precipitação média anual varia de 800 a 1. as chuvas variam de 625 a 1. E. benthamii tem mostrado bom crescimento e resistência a geadas. em locais acima de 500 m.

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. D. O híbrido "cambiju" tem mostrado tolerância a geadas. são poucas e fracas. na Região 1. Sua madeira é densa e de alta qualidade para serraria. Podzóis e Podzóis de origem laterítica. E. distintas: ao norte 17 a 19º30'S) e no centro (22º a 26ºS) de Queensland. citriodora tem-se mostrado susceptível à geada e tolerante à deficiência hídrica. E. A madeira deste híbrido tem sido usada. na Fazenda Cambiju. Eucalyptus citriodora Hook. 30º C e 9º C. postes. a certa distância da costa.5. para a fabricação de chapas de aglomerados. Ele é plantado comercialmente desde 1983. citriodora adapta-se a vários tipos de solo. o * Comunicação pessoal. grandis. * urophylla (BOLAND 1984 ). Na área de ocorrência natural. As geadas.3. As chuvas anuais variam desde 625 mm. A área de produção de sementes deste híbrido está instalada em Ponta Grossa-PR. as temperaturas médias das máximas do mês mais quente e das mínimas do mês mais frio são. podem ocorrer bifurcações ligadas às deficiências nutricionais. Não há estudos sobre sua aptidão para outros fins.. E. M.4. Trata-se de uma população constituída a partir de sementes de origem desconhecida.J. Ao norte. As possíveis espécies que deram origem a este híbrido são E. E. inclusive no litoral catarinense e nas regiões de menor altitude do Rio Grande do Sul. 3. Os povoamentos oriundos da população de Ponta Grossa-PR têm apresentado bom crescimento e homogeneidade. ao norte (clima semi-árido) até 1. No Estado de São Paulo. Canberra. indicado para plantios de comprovação nas Regiões 2 e 9. em Ponta Grossa-PR e Campo do Tenente-PR (equivalentes a Região 1) e destacou-se em experimento em Toledo-PR. as sementes devem ser obtidas somente desta população. BOLAND. nas proximidades da costa. quando ocorrem. No centro de Queensland. respectivamente. – Botânico.250 mm.Sc. para se obter desempenho semelhante. Eucalyptus "cambiju" (híbrido). para locais com temperatura média o de julho maior que 12 C (Figura 4). Austrália. Em solos pobres. citrodora é utilizado. principalmente de boro. também. crescimento rápido e uniforme e adaptação a diferentes condições edafoclimáticas. botryoides e E. ele encontra-se em terreno mais elevado e seco.2. Na África do Sul. E. Pesquisador da Divisão de Pesquisa Florestal da CSIRO.2. Eucalyptus citriodora ocorre em duas regiões principais. saligna. Ele é. O híbrido "cambiju" é recomendado comercialmente. no centro (clima subtropical). mourões e carvão. exclusivamente. citriodora regenera-se bem por brotação das touças e é uma das espécies de eucalipto mais difundidas no Brasil. como espécie melífera. E. sendo mais comumente encontrado em solos pedregosos pobres. As altitudes variam de 600 a 800 m (norte) e de 80 a 300 m (centro). também.

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dalrympleana tem apresentado alta tolerância ao frio e desempenho heterogêneo. a espécie é utilizada para a produção de mel. As áreas de produção de sementes de E. Quando jovem. principalmente. ao norte.300 mm/ano. a espécie é considerada tolerante a geadas. entre 32º e 34º15'S. com distribuição uniforme durante todo o ano. tendendo a uma distribuição uniforme no centro de Nova Gales do Sul. A ocorrência de neve é comum em muitos locais de sua distribuição natural. de texturas argilosa até arenosa. a altitude de 600 a 1. não ultrapassando cinco dias por ano. Em Santa Catarina. A latitude de sua área de ocorrência varia de 33º a 43ºS. 3. Muell. citriodora é recomendado para plantio comercial no litoral (Região 7) e nas Regiões 2 e 9. As geadas. Eucalyptus daIrympleana é espécie nativa dos alpes australianos (Estados de Victoria e Nova Gales do Sul). dalrympleana é um dos eucaliptos mais tolerantes ao frio. na . boa capacidade de recuperação. A temperatura média das máximas do mês mais o o o o quente situa-se entre 25 e 30 C. 3. a 26º S e altitude de 60m. Minas Gerais e Bahia.2. Eucalyptus cloeziana F. citriodora encontram-se. em Nova Gales do Sul e Queensland. principalmente ao sul de Florianópolis.200 m e o clima varia de temperado úmido a subtropical úmido e subúmido. com reflexos diretos e positivos no rendimento volumétrico. com temperatura o média das máximas do mês mais quente entre 22 e 30ºC e a média das mínimas do mês mais frio.500 mm. Pela importância crescente da espécie. podendo suportar temperaturas de até -14º C. ao sul. No Brasil. E. E. E. quando ocorrem. com maior concentração no inverno e na primavera. cloeziana é considerado uma das melhores espécies para postes. o entre -4 e 3º C. Telêmaco Borba-PR.8. A espécie não é exigente quanto ao tipo de solo. deanei é recomendado para plantios de comprovação. No Sul do Brasil. a espécie é indicada para plantio em regiões com 60 a 90 o o geadas por ano e com temperaturas mínimas absolutas de -10 a -12 C. Eucalyptus deanei Maiden. Na parte norte. As geadas ocorrem com frequência anual entre 0 e 50. entre 16º e 26º30'S. com subsolo argiloso. a temperatura média das máximas do mês mais quente varia de 29º a 34ºC e a média das mínimas do mês mais frio situa-se entre 5º e 18ºC. Eucalyptus cloeziana ocorre. nas regiões mais frias. são fracas e em pequeno número. As chuvas variam de 500 a 2. seu melhor desenvolvimento. Devem ser tomadas precauções em relação a geadas nas Regiões 2 e 9 e. sempre em altitudes inferiores a 400 m. grandis e E. E.7. Seu crescimento inicial é mais lento que E. cloeziana fica no distrito de Gympie.Em Santa Catarina.900 mm. E. na sua origem. devem contemplar as populações da parte meridional da sua área de ocorrência natural. Introduções futuras de E. enfatiza-se a necessidade de formar áreas produtoras de semente de qualidade mais adequada para Santa Catarina. Na Austrália. principalmente na Região 7. Em sua área de ocorrência natural. contudo. sendo indicado para pesquisa em áreas frias da Região 1. A precipitação média anual está entre 800 e 1. deanei comportou-se satisfatoriamente em experimentos instalados em Guaíba-RS. citriodora. cloeziana é plantado comercialmente nos Estados da Bahia e Minas Gerais. entre 27º15' e 30º S. e outra. urophylla. Toledo-PR e Capão Bonito-SP. é pouco severa.700 m no continente e de 300 a 900 m na Tasmânia. dos planaltos central e meridional desse último Estado e das áreas montanhosas da Tasmânia. com a finalidade principal de produção de madeira para energia. E. ocorre em solos profundos. A principal área de ocorrência natural de E.6. Um aspecto importante é a forma cilíndrica do tronco. A precipitação média anual situa-se entre 750 e 1. verifica-se maior concentração de chuvas no verão. 3. após três anos de idade. seus povoamentos podem ser danificados por geadas severas. E. Na França. No sul do Brasil. de textura média. Na África do Sul.2. E. O clima da área de ocorrência é temperado subúmido.2. Entre os eucaliptos. As geadas são frequentes e severas. a estação seca. apresentando. Nesta região. cloeziana é recomendado para pesquisa na Região 7. ou mais. podendo nevar ocasionalmente. porém. as altitudes variam de 100 a 1. em São Paulo. porém. Em Santa Catarina. no litoral. variando de 60 a mais de 100 por ano. Eucalyptus dalrympleana Maiden. nas Regiões 2 e 9. Lages-SC. na Austrália. sendo predominantes no verão. no norte e no centro de Queensland.000 m. no leste australiano: uma ao sul em Nova Gales do Sul. em altitudes superiores a 1. Ela não se adapta a solos secos. e a média das mínimas do mês mais frio entre 0 e 5 C. para emprego na Região Sul do Brasil. na parte sul da ocorrência natural. A espécie ocorre naturalmente em diferentes tipos de solo. Eucalyptus deanei ocorre em duas regiões descontínuas.

E. poucas geadas leves. dunnii deve ser plantado. sua maior importância é para altitudes acima de 500 m. A região de ocorrência natural de E.2. tipicamente. com temperatura média das máximas do mês mais quente entre 24º e 28º C e temperatura média das mínimas do mês mais frio entre 0º e 5º C. não excede a três meses. No sul do Brasil. E. em áreas com chuvas concentradas no verão.2. dunnii consiste na baixa produção de sementes no Brasil. mas também ocorre em solos de origem sedimentar. ocorrendo de 20 a 60 geadas por ano. mas estende-se a terrenos de topografia ondulada. sendo considerado relativamente resistente às geadas e com boas características de produção volumétrica. porém sem ficar alagados. D. dunnii restringe-se a pequenas áreas no nordeste de Nova Gales o do Sul e no sudeste de Queensland. Sem dúvida. O clima da área de distribuição natural é frio a temperado. elas podem atingir 45 m de altura e 150 cm de diâmetro. 3. E. havendo uma estação seca de três a quatro meses. Canberra. Na Austrália. subúmido a úmido. ocorrem.64 g/cm . elata apresenta densidade de 0. M. com 20 a 30 m de altura e 50 a 100 cm de diâmetro. A precipitação média anual é de 1. Dorrigo e Moleton devem ser consideradas equivalentes. de 33 a 38 S e em altitudes do nível do mar até 150 m. Porém. Austrália. 3 A madeira de E. Na Austrália. E. no inverno. com ocorrências de até 750 m nos planaltos.000 a 1. na Região 1. As árvores de E. principalmente na Região 1. BOLAND. O seu uso para serraria é limitado. ocorrem até 50 geadas. Nas áreas de ocorrência natural. por apresentar qualidade inferior e não ser durável. E. fastigata é nativo de montanhas e planaltos da Grande Cadeia Divisória. aluviais. a precipitação mensal é sempre superior a 40 mm e a estação seca. o melhor crescimento de E. Na África do Sul..58 a 0. enquanto que nos locais de maior altitude. E. de 30 meses de idade. ocorrendo * Comunicação pessoal. E. principalmente de origem basáltica. Eucalyptus fastigata Deanei & Maiden. na Região 7.11.500 mm.750 mm. em locais similares aos da Região Bioclimática 1 de Santa Catarina. elata dá-se nos solos férteis. 3. uniformidade dos talhões. em estreitos cinturões acompanhando os cursos de água e em pequenos vales. de boa forma. sofrendo danos graves com um ano de idade. grandis. Nas proximidades de Lages-SC. Pesquisador da Divisão de Pesquisa Florestal da CSIRO. as precipitações são concentradas no inverno ou uniformes. com cuidados em relação a geadas. em latitudes de 28 a 30º 15'S e altitudes de 300 a 750 m. – Botânico.2. que conservam a umidade no subsolo.000 m de altitude. abaixo de 1.700 mm. Em experimentos recentes. prefere solos úmidos. mais comumente de 1. onde o inverno é fator limitante a muitos outros eucaliptos. em locais com temperaturas médias o anuais não superiores a 20 C (Figura 3). A espécie é recomendada para pesquisa. os plantios ficam condicionados à disponibilidade de sementes ou de mudas obtidas através de propagação vegetativa. A espécie cresce. nos solos mais férteis. elata tem apresentado bom comportamento em locais de chuvas concentradas no inverno ou uniformes. dunnii. elata ocorre principalmente na planície central e áreas da costa meridional de Nova o o Gales do Sul e Victoria oriental. em locais com altitudes abaixo de 800 m e. em plantações na África do Sul. . dunnii é indicado para plantios comerciais em todo o Estado.Sc. Como a importação em grande escala é difícil. com concentração no verão. similares ao seu habitat natural. férteis.000 a 1. Narooma. NSW. em locais demasiadamente frios para E.9. a espécie tem mostrado susceptibilidade a geadas tardias. elata são geralmente atraentes. a espécie pode ser útil como produtora de madeira para celulose. por estarem * localizadas bastante próximas (BOLAND 1984) . onde apresenta porte pequeno e má forma. no Paraná. preferencialmente. Eucalyptus elata Dehnh. E. de 650 a 1. Na planície costeira. em condições ótimas. O clima o desta região é subtropical úmido. na área de distribuição natural. elata tem sido plantado em escala importante na África do Sul em décadas recentes. elata tem apresentado tolerância ao frio e bom crescimento em altura. seu crescimento é considerado um dos mais rápidos entre as espécies de Eucalyptus. não rigorosa. As sementes foram procedentes de Dampier Forest Station. Austrália. Eucalyptus dunnii Maiden. em Santa Catarina.Região 1. A principal limitação para plantios comerciais de E. a espécie também produz boas plantações. com temperatura média das máximas do mês mais quente entre 27 e o 30 C e média das mínimas do mês mais frio entre 0º a 3º C. Com relação a procedências. Na Austrália. A precipitação média anual varia. dunnii tem-se destacado pelo rápido crescimento. bem drenados. 3. rebrotação e descascamento. anualmente. E. em alguns solos. forma das árvores e tolerância às geadas de inverno.10.J.

ou vice-versa.12.500 mm. por aumentar o número de gemas ativas. Quando plantado em locais adequados. derivados de várias rochas. grandis é a principal fonte de matéria-prima para celulose e papel no Estado de São Paulo. é variável. o que facilita o controle das plantas invasoras. E. E. grandis é utilizado para a produção de mel. grandis situa-se ao norte de Nova Gales do Sul e ao sul o o o de Queensland. da parte central da ocorrência natural. na Região 1. viminalis. A espécie ocorre em planícies ou nas partes baixas dos vales férteis. grandis. em poucos locais. geralmente. temperaturas médias anual e do mês frio superiores a 18ºC e 13ºC. ela apresenta. plantios devidamente manejados podem produzir madeira adequada para serraria e laminação. As áreas costeiras são. a altitude situa-se. a temperatura média das máximas do mês mais quente situa-se entre 23º e 28º C e a média das mínimas do mês mais frio entre -4º a 3º C. é essencial que sejam profundos e bem drenados. bem drenados. foi nitidamente superior às origens meridionais. quando os talhões situam-se em altitudes elevadas. A estação seca não ultrapassa três meses. respectivamente. apresentando produtividade convincente somente em sítios de alta qualidade. podem ocorrer geadas ocasionais. grandis. fastigata. ao ser desdobrada. grandis cresce bem numa larga variedade de solos. também.na Nova Gales do Sul e em pequena extensão ao nordeste de Victória. ela deve ser plantada em situações topográficas favoráveis. Neste país. na primavera.200 m deve ser observado na latitude de 27 . é sugerido que o limite altitudinal aumente 50 o m a cada decréscimo de 1 de latitude. A espécie ocorre ainda. Os valores correspondentes para as áreas ao norte variam de 29º a 32ºC e 10º a 17ºC.000 e 3. principalmente no centro e no norte de Queensland. 3. Na África do Sul. entre as latitudes 25 e 33 S. A espécie floresce e produz sementes com facilidade. logo no início do crescimento. No Brasil. antes ou após o corte. ocasionando déficits hídricos no solo. Em plantações. Na região de ocorrência natural desta espécie. normalmente após quatro a cinco anos. Os solos podem ser argilosos a arenosos. Como a espécie é sensível a geadas.2. principalmente.000 m. E. ocorrem 50 a 100 geadas. uniforme (na parte central) e com concentração no verão (ao norte).grosseiramente.000 m nas áreas ao norte (Atherton-QLD). A principal área de ocorrência natural de E. As altitudes variam desde próximas ao nível do mar até 600 m. com maior concentração no verão. Em São Francisco de Paula-RS a origem Oberon-NSW. ou mais. Na área de ocorrência natural de E. A precipitação média anual está entre 1. E. nas margens das florestas pluviais tropicais e. grandis supera outros eucaliptos em crescimento. No entanto. a precipitação média anual varia de 750 a 2. com um número reduzido de origens australianas. melhorar a capacidade de brotação. preferindo solos úmidos. A experiência brasileira tem levado a recomendar o plantio de E. de textura média. tende a reduzir a capacidade de brotação das touças de E. A distribuição das chuvas. no centro (21 S) e no norte (16º a 19º S) de Queensland. E. nos planaltos ao norte de Nova Gales do Sul. E. forma de tronco e desrama natural. Eucalyptus grandis W. E. E. Quando produzida em ciclos curtos. Sua copa é densa. nos solos arenosos. Na principal área de ocorrência. longe da costa. enquanto nos locais de maior altitude. Na África do Sul. . grandis em condições mais quentes . e entre 500 e 1. concentrando-se o corte no período de plena atividade vegetativa das árvores. fastigata é recomendado para pesquisa. fastigata foi introduzido experimentalmente. Este problema pode ser minimizado. A elevação da altura de corte pode. profundos. dentro delas. desde que os solos argilosos sejam bem friáveis e que. de origem vulcânica ou aluviões. O clima varia de subtropical úmido (área sul) a tropical úmido (Atherton-QLD). fastigata ocorre em muitos tipos de solos férteis. na principal área de ocorrência. grandis é recomendado para locais com temperatura média anual superior a 16ºC e do mês mais frio superior a 11º C. problemas de empenamento. grandis é intensamente utilizada para vários fins (Tabela 8). a experiência sul-africana indica que o limite o superior de 1. Anualmente. Hill ex Maiden. a temperatura média das máximas do mês mais quente está entre 24º e 30ºC e a temperatura média das mínimas do mês mais frio entre 3º e 8ºC. contração e rachadura. entre 650 e 1. fastigata é imune ao ataque de Gonipterus scutelatus. grandis é menos exigente em solos que E. Na África do Sul. A ocorrência de dois a três meses excessivamente secos. Quanto à altitude. os períodos de deficiência de umidade sejam curtos. E. usualmente severas e a queda de neve é comum. fastigata é a principal espécie plantada comercialmente em locais demasiadamente frios para E. durante o ano. em locais com o temperatura média inferior a 16 C (Figura 3). praga que devastou as antigas plantações comerciais de E.400 m. Em Santa Catarina. E. A madeira de E. excluindo-se origens/procedências de lugares com chuvas concentradas no inverno. ocasionalmente. com concentração no inverno (ao sul da ocorrência natural). saligna. E. A latitude da sua área de distribuição natural varia de 30º30' a 37º30'S e. livres de geadas.

Todavia, na busca de alternativas a E. viminalis, plantações de E. grandis e E. saligna vêm sendo realizadas, como atividade de risco, na Região 1, no oeste catarinense, em locais com temperatura média anual superior a 17ºC (Figura 3). Os plantios são feitos com medidas visando reduzir os danos pelas geadas (localização dos talhões nos topos dos morros ou nas partes superiores das encostas, plantio somente na primavera, etc.). Em Santa Catarina, E. grandis pode ser plantado comercialmente, com cuidados em relação às geadas, nas Regiões 2, 7 e 9. 3.2.13. Eucalyptus macarthurii Deane & Maiden. A área de ocorrência natural de E. macarthurii é restrita, no sudeste de Nova Gales do Sul, entre 33º o 30' e 35 S e 500 a 1.200 m de altitude. O clima desta região é temperado subúmido a úmido. A temperatura média das máximas do mês mais quente encontra-se entre 23º e 25ºC, e a média das mínimas do mês mais frio, entre -1º e 2ºC, ocorrendo de 30 a mais de 100 geadas por ano. A precipitação média anual varia de 800 a 1.100 mm, sendo raros os meses com menos de 40 mm de chuva. Em sua área de ocorrência natural, E. macarthurii adapta-se melhor a solos férteis de textura média, ou aluviais que disponham de um nível razoável de umidade durante o ano, mas também apresenta bom desenvolvimento em solos mais arenosos e profundos. E. macarthurii é adequado para quebra-ventos, e suas folhas produzem óleos essenciais utilizados na produção de perfume. As árvores regeneram-se bem por brotação e apresentam a casca fortemente aderida ao lenho. O desempenho da espécie tem sido promissor em experimentos em Correia Pinto-SC, aos treze anos. A espécie é recomendada para plantios de comprovação na Região 1 . Na África do Sul, E. macarthurii é plantado, comercialmente, em climas demasiadamente frios para E. grandis. Lá, a espécie destaca-se entre os eucaliptos comerciais por apresentar crescimento razoável em solos rasos; ela pode, também, ser plantada em solos turfosos mal drenados, em solos compactos e em solos muito argilosos. Apesar da distribuição restrita de E. macarthurii na Austrália, julgam-se oportunos estudos envolvendo origens de altitudes distintas, para explorar a variação natural das popuIações. 3.2.14. Eucalyptus maculata Hook. Eucalyptus maculata ocorre naturalmente nas áreas costeiras de Nova Gales do Sul e no litoral e no interior do sudeste de Queensland. A latitude varia de 25º a 38º S, aproximadamente, e a altitude de 0 a 950 m. O clima varia de temperado úmido a subtropical subúmido. A temperatura média das máximas do mês mais quente está entre 25º e 30ºC e a média das mínimas do mês mais frio entre 1º e 8º C. As geadas são poucas e brandas nas menores altitudes das áreas costeiras, mas ocorrem mais de 60 geadas por ano nos locais mais frios. A precipitação média anual está entre 750 a 1.750 mm, com uma distribuição uniforme no sul e concentrada no verão, ao norte. E. maculata ocorre naturalmente em diversos tipos de solos, especialmente naqueles derivados de arenito, apresentando melhor desenvolvimento em solos úmidos, bem drenados, com textura moderada a pesada. E. maculata regenera-se bem por brotação das touças e é moderadamente susceptível às geadas, às secas pronunciadas e ao fogo. A madeira, densa, assemelha-se à de E. citriodora (espécie afim). E. maculata é, também, utilizado como espécie melífera, na Austrália e na África do Sul, florescendo no inverno. No Estado de São Paulo, o crescimento de E. maculata é comparável, quando não superior, ao de E. citriodora. Em Mogi Guaçu-SP, as origens de E. maculata NW. Monto-QLD e S. Murgon-QLD apresentaram os melhores resultados, aos treze anos de idade. Em experimento em Guaíba-RS, E. maculata revelou-se uma das principais espécies; a origem Casino-NSW mostrou-se superior a S. Murgon-QLD. Em Santa Catarina, E. maculata é recomendado para plantios comerciais na Região 7 e, para pesquisa nas Regiões 2 e 9, com cuidados em relação a geadas. Por sua distribuição natural na Austrália e por seu comportamento silvicultural, E. maculata poderá vir a substituir, com vantagens, E. citriodora para plantações em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 3.2.15. Eucalyptus microcorys F. Muell. Eucalyptus microcorys é originário da mesma área de E. saligna, com o qual frequentemente está associado nas florestas. A área de ocorrência nativa de E. microcorys compreende o norte de Nova Gales do Sul e o sul de Queensland (25º a 32º 30'S), entre a costa e as altas escarpas da Grande Cadeia Divisória, em altitudes que variam de 0 a 800 m. Nesta área, o clima predominante é moderadamente quente, úmido; a média

das máximas do mês mais quente situa-se entre 24º e 31º C e a média das mínimas do mês mais frio entre 0 e 10ºC. As geadas são ausentes ou raras e fracas nas menores altitudes, mas podem chegar a 60 por ano nos locais mais frios. As chuvas são de 1.000 a 2.000 mm por ano, concentradas no verão; é raro chover menos de 50 mm por mês. Este eucalipto ocorre principalmente em solos férteis, mas aparece também em solos pobres e arenosos, se a umidade do subsolo for suficiente. Seu melhor desenvolvimento é em grotas, nas proximidades da floresta pluvial. Em plantações, E. microcorys é de crescimento mediano, moderadamente tolerante a geadas e ao fogo, porém susceptível a deficiências hídricas severas. No Brasil, há bons talhões no Estado de São 3 Paulo (como em Rio Claro e Capão Bonito) e em Minas Gerais. A madeira, densa (1,00 g/cm ), é boa para laminados, serrados, construção civil, escoramento em geral e produz carvão de ótima qualidade. É uma das melhores madeiras nativas da Nova Gales do Sul. E. microcorys é recomendado, em Santa Catarina, para plantios de comprovação nas Regiões 2, 7 e 9. 3.2.16. Eucalyptus nitens (Deane & Maiden) Maiden. Eucalyptus nitens ocorre naturalmente nos Estados de Victoria e Nova Gales do Sul, em latitudes entre 30º30' e 38ºS e altitudes entre 600 e 1.600 m. Nesta região, o clima varia de temperado a subtropical e de úmido a subúmido, com temperatura média das máximas do mês mais quente entre 21º o e 26º C e média das mínimas do mês mais frio entre -5 e 2º C. As geadas, severas, variam de 50 a 150 por ano. Na maior parte da área de distribuição natural ocorre neve, que se mantém sobre o solo por vários dias ou semanas. A precipitação média anual é de 750 a 1.750 mm, com distribuição relativamente uniforme durante o ano. A precipitação mensal não é inferior a 50 mm. A espécie apresenta seu melhor desenvolvimento em solos férteis, profundos e de textura média. E. nitens é considerado uma das espécies de Eucalyptus mais tolerantes a geadas. A produção de mudas é simples, podendo-se efetuar a poda das raízes. O plantio pode ser feito com mudas de raiz nua, desde que o clima o permita. As formigas cortadeiras do gênero Atta evitam as folhas juvenis dessa espécie. E. nitens é recomendado para pesquisa na Região 1, em locais com temperatura média de julho não superior a 12ºC (Fig. 4), com origens de Nova Gales do Sul. 3.2.17. Eucalyptus pellita F. Muell. Eucalyptus pellita possui duas áreas distintas de ocorrência natural, na Austrália. A primeira situa-se na costa norte de Queensland, entre 12º 45' e 19ºS; a outra, entre 24º e 36º 45'S, estende-se desde o sul de Queensland até Nova Gales do Sul. O clima, ao norte, é tropical e, ao sul, varia de subtropical a temperado. No conjunto das duas áreas, a altitude varia desde o nível do mar até 600 m, a temperatura o o média das máximas do mês mais quente varia de 24 a 34 C e a média das mínimas do mês mais frio varia de 4º a 19º C. Embora ausentes na área norte, podem ocorrer algumas geadas por ano, nas maiores altitudes da área sul. A precipitação média anual varia de 900 a 2.200 mm, com distribuição uniforme durante o ano, no sul, e concentrada no verão, ao norte, onde o período seco varia de cinco a sete meses. Em florestas naturais, as árvores da área norte são, fenotipicamente, superiores às árvores da área sul. A espécie ocorre naturalmente em topografia suavemente ondulada e raramente em encostas íngremes e bem drenadas. Ela prefere os locais úmidos e as partes mais baixas das encostas dos vales. Nas partes mais quentes e secas de sua área de ocorrência, E. pellita cresce ao longo de cursos de água. Os solos variam de rasos e arenosos a profundos e francos. A origem Helenvale-QLD, área norte de ocorrência natural, é plantada comercialmente em alguns locais, como Araraquara-SP e São Carlos-SP. Esta origem, também, tem apresentado bom desempenho em Guaíba-RS e é recomendada para pesquisa na Região 7, principalmente em solos de textura arenosa e bem drenados. 3.2.18. Eucalyptus pilularis Smith. Eucalyptus pilularis ocorre na costa de Nova Gales do Sul, no sudeste de Queensland e na Ilha Fraser, entre as latitudes 25º 30' e 37º 30'S. A altitude está compreendida entre o nível do mar e 300 m, no sul de Nova Gales do Sul, ultrapassando 600 m no norte de Nova Gales do Sul e em Queensland. O clima caracteriza-se como subtropical úmido, com a temperatura média das máximas do mês mais quente variando de 24º a 32º C e com a média das mínimas do mês mais frio entre 5º e 10º C. Poucas geadas ocorrem a cada ano, mesmo nas maiores altitudes, longe da costa. A precipitação média anual situa-se entre 900 e 1.750 mm, com distribuição relativamente uniforme durante o ano, no sul de Nova Gales do Sul, tendendo a concentrar-se no verão nas regiões mais setentrionais, onde podem ocorrer três a quatro meses secos. A espécie ocorre, principalmente, em solos de textura média e cresce

satisfatoriamente em solos argilosos de origem vulcânica. Por apresentar rápido crescimento e produzir madeira de excelente qualidade para serraria e construções em geral, E. pilularis é um dos eucaliptos de maior importância, na Austrália, onde é uma das espécies mais plantadas. A espécie é, também, utilizada para a produção de mel. No Brasil, E. pilularis é susceptível a doenças de viveiro, a geadas e à deficiência hídrica severa. É tolerante ao fogo e apresenta baixa capacidade de regeneração por brotação. Em Capão Bonito-SP e Mogi Guaçu-SP, este eucalipto apresentou bom desenvolvimento em solos pobres e ácidos. Na África do Sul, ele é considerado inadequado para manejo por talhadia, por apresentar rebrotação fraca. E. pilularis é recomendado, em Santa Catarina, para plantios de comprovação em locais abaixo de 400 m de altitude (Região 7 e pequenas áreas das Regiões 2 e 9). 3.2.19. Eucalyptus propinqua Deane et Maiden. Eucalyptus propinqua é nativo da mesma área geográfica de E. saligna. Ocorre na costa leste da Autrália, entre as latitudes 24º e 33º 15' ( Queensland e Nova Gales do Sul), em altitudes de 0 a 900 m. O clima desta região é temperado quente ou subtropical, com chuvas (850 a 1.700 m) uniformes ou, mais ao norte, concentradas no verão. A média das máximas do mês mais quente está entre 24º e 31ºC e a média das mínimas do mês mais frio entre 3º e 10º C. As geadas chegam a dez por ano nas maiores altitudes, mas são ausentes nas regiões costeiras ao norte. A madeira de E. propinqua é de alta qualidade para desdobro e usos gerais como estruturas, postes, dormentes e mourões. Há plantios desta espécie em Minas Gerais, São Paulo (inclusive em solos pobres), oeste do Paraná e em Misiones, Argentina, com resultados satisfatórios. Em Santa Catarina, ela é recomendada para plantios de comprovação na Região 7 e, em locais com altitudes inferiores a 400 m, nas Regiões 2 e 9. 3.2.20. Eucalyptus pyrocarpa L. Johnson & Blaxell. (Sinônimo: E. pilularis). Eucalyptus pyrocarpa ocorre em pequenas populações dispersas, formando, com frequência, mosaicos com E. pilularis, na região costeira de Nova Gales do Sul. É encontrado somente neste o o Estado, entre as latitudes 29 e 32 S e altitudes entre 0 e 500 m. O clima da área de ocorrência natural de E. pyrocarpa é subtropical úmido. A temperatura média das o o o o máximas do mês mais quente varia de 27 a 30 C e a média das mínimas do mês mais frio de 5 a 7 C. As geadas são raras ou ausentes. A precipitação média anual situa-se entre 1.100 e 1.200 mm, com maior concentração no verão, não ocorrendo, todavia, meses com menos de 50 mm de chuva. Em sua região de origem, E. pyrocarpa substitui E. pilularis nas partes mais altas dos montes, onde o solo é mais bem drenado e o nível nutricional é inferior. E. pyrocarpa ocorre, principalmente, em Podzólico Vermelho-Amarelo derivado de arenito e é menos exigente, com relação à fertilidade do solo, que E pilularis, podendo adaptar-se, também, a solos mais secos e rasos. A espécie é recomendada para plantios de comprovação na Região 7 e, em locais abaixo de 400 m de altitude, nas Regiões 2 e 9). 3.2.21. Eucalyptus resinifera Smith. Eucalyptus resinifera é nativo das regiões costeiras de Queensland e Nova Gales do Sul, entre 14 e 35 S, tendo, no entanto, distribuição descontínua em certas partes de Queensland. A altitude da sua região de ocorrência natural varia, desde próxima ao nível do mar, até 1.200 m, em áreas próximas a Atherton-QLD. Na área de distribuição natural de E. resinifera, o clima varia de tropical a subtropical úmido, com o o temperatura média das máximas do mês mais quente entre 24 e 34 C e média das mínimas do mês o o mais frio entre 1 e 19 C. As geadas não ocorrem na área costeira e de menor altitude; no entanto, podem ocorrer cinco a dez geadas por ano nas áreas de maior altitude. A precipitação média anual varia de 800 a 3.500 mm, com distribuição relativamente uniforme durante o ano, no sul, e concentrada no verão, ao norte de Queensland. A estação seca não ultrapassa quatro meses. A espécie ocorre em diversos tipos de solo, com melhor desenvolvimento em Podzóis férteis e em solos de textura média de origem vulcânica. Com suporte em resultados experimentais obtidos no Estado de São Paulo, E. resinifera é recomendado para pesquisa na Região 7.
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3.2.22. Eucalyptus robusta Smith. Na Austrália, E. robusta distribui-se ao longo de uma estreita faixa costeira, desde Nova Gales do Sul o o até o sul de Queensland, entre 28 e 35 30´S. Este eucalipto ocorre, predominantemente, ao nível do mar, podendo chegar a locais com até 90 m de altitude. O clima da área de ocorrência natural é

o crescimento de E. de Mairinque-SP ou de ltatinga-SP. a espécie desenvolve-se em solos derivados de rochas sedimentares ou vulcânicas.200 m. com crescimento satisfatório. devendo ser efetuado. E. no leste de Queensland. grandis. E. em comparação com E. smithii de Mittagong-NSW destaca-se 3 entre as espécies testadas. A população original. nos planaltos ao norte de Nova Gales do Sul. mas ocorre. com sementes brasileiras. E. ao norte de sua área de ocorrência. onde. E. 3. saligna é susceptível às geadas severas. a espécie suporta fogo baixo e tem alta capacidade de regeneração por brotação das touças.2. E. As geadas são raras ou não ocorrem. E. esta procedência é uma das mais difundidas.T. em altitudes inferiores a 800 m. com subsolo argiloso e não muito secos. e concentrada no verão. entre 34º e 37º 30'S e altitudes de até 500 m. saligna de ltatinga tem sido plantado comercialmente em Toledo-PR e em Campo Mourão-PR. como aluviões de textura média. em locais sujeitos a geadas. a origem N. Eucalyptus smithii R. pouco frequentes próximo à costa. No Brasil. E. aos cinco anos. saligna situa-se numa faixa de 120 km ao longo da costa. A espécie pode ocorrer. grandis.ano. Na área de ocorrência natural. smithii é. e concentrada no verão. Ulong-NSW tem-se destacado em experimentos. Na região de distribuição natural. teste de procedências. em Podzóis e solos de origem vulcânica. Outras origens plantadas no sul do Estado de São Paulo.700 mm. em Areias Quartzozas. Na Austrália.800 mm. com temperatura média das máximas do mês mais quente entre 23º e28º C e média das mínimas do mês mais frio entre -2º e 6ºC. sendo raros os meses com menos de 50 mm. saligna. utilizado para a produção de mel. 3. robusta também tem-se desenvolvido satisfatoriamente em solos hidromórficos e Areias Quartzosas e apresenta alta capacidade de regeneração por brotação das touças. para produção de mel. são Cessnock e Mt. ainda. No Estado de São Paulo. é explorado. à exceção daqueles de fertilidade excessivamente baixa. grandis. A precipitação média anual varia de 1. saligna desenvolve-se melhor em solos de boa qualidade. onde apresenta características próximas de E. Eucalyptus saligna Smith. Em talhões experimentais nas proximidades de Lages-SC. As geadas. podem ultrapassar 40 por ano. Recomendam-se. situa-se em Concórdia-SC. com distribuição uniforme durante o ano. grandis e E. na Região 1. As folhas contém óleo essencial o o . frequentemente. como ltararé.W. de forma dispersa.700 mm. A espécie ocorre.100 m. A temperatura média das máximas do mês mais quente varia de 24º a 33º C e a média das mínimas do mês mais frio de -2º a 8º C. ainda. produzem madeira de maior densidade. em altitudes de 600 a 1. smithii prefere solos de textura média ou arenosa. em Catanduvas-SC e municípios vizinhos. as procedências da Austrália. ainda. de Nova Gales do Sul até o sul de Queensland. com distribuição relativamente uniforme. nesta Região. A principal área de ocorrência de E. robusta é uma das principais espécies para plantio em solos úmidos da planície costeira de Santa Catarina. geralmente. A precipitação média anual é de 900 a 1. Desde alguns anos. Embora seja mais tolerante ao frio que E. denominado MR1. com cuidados em relação a geadas. Na sua área de ocorrência natural. ausentes nas altitudes próximas ao nível do mar. para lenha. também. o clima é temperado ao sul e subtropical ao norte. robusta ocupa. e apresentam maior tolerância à deficiência de boro. com distribuição uniforme durante o ano. também. a latitude varia de 21º a 36º S e a altitude vai do nível do mar até 1.24. E. solos hidromórficos dos pântanos e das margens dos estuários de água salgada e lagoas. também. E. nos planaltos. E. De maneira geral. As geadas. ao sul. saligna é geralmente inferior ao de E. saligna. Embora cresça também em solos drenados. 2 e 9. Na Austrália. com incremento médio anual de 51 m /ha. podem ocorrer em número superior a 60 por ano. como na Ilha Fraser-QLD. No sul de São Paulo. Scanzi. com temperatura média das máximas do mês mais quente entre 24 e 32 C e média o o das mínimas do mês mais frio entre 6 e 13 C. foi a espécie mais plantada. Em Capão Bonito-SP. úmidos mas bem drenados. A precipitação média anual é de 750 a 1. saligna é indicado para plantios comerciais em Santa Catarina nas Regiões 7.000 a 1. Seu crescimento é inferior ao de E. ao norte. O clima desta região varia de temperado úmido a subúmido. paralelamente. grandis. robusta é recomendado para plantios comerciais na Região 7. Nas condições brasileiras.2. profundos. é plantado na Região Bioclimática 1. Um híbrido de E. ao sul. Baker Eucalyptus smithii ocorre naturalmente no sudeste de Nova Gales do Sul e em algumas regiões ao leste de Victoria. com cerca de 30 anos. Os solos são. plantios de comprovação. A espécie é recomendada para plantios de comprovação na Região 1.23.subtropical úmido. E. em décadas passadas.

a procedência Canela-RS pode ser plantada somente até que haja disponibilidade de sementes de outras fontes. E. onde pode nevar algumas vezes. urophylla é recomendado para plantios de comprovação na Região 7. derivados de rochas basálticas e metamórficas. nas altitudes elevadas. No Brasil. . A espécie prefere solos úmidos. nas proximidades da costa. Na Austrália. chegando a ter forma arbustiva no cume das montanhas. ao norte. viminalis estende-se desde a Ilha da Tasmânia (43º S) até a divisa entre Nova Gales do Sul e Queensland (28º S). Blake. em algumas áreas.T. E. como árvore pequena. Em Guaíba-RS. a procedência Canela-RS apresenta crescimento e forma insatisfatórios. E.em quantidade suficiente para destilação comercial. A precipitação média anual varia de 500 a 2. abaixo de 1. urophylla é plantado em escala comercial. às vezes. No Brasil. E. A temperatura média das máximas do mês mais quente encontra-se ao redor de 29º C e a média das mínimas do mês mais frio está entre 8º e 12ºC. sua base genética é restrita. podendo ocorrer geadas nas zonas de maior altitude.400 m. Assim.2. alba e.500 mm e é concentrada no verão. Eucalyptus viminalis LabiII. as procedências de baixa altitude (400 a 1.25. A sensibilidade ao ataque de coleóbrocas (PIatypodidae). viminalis é tolerante às geadas. principalmente aluviais ou Podzólicos arenosos com subsolo argiloso. pois. a origem Timor é mais resistente ao ataque de coleóbrocas que Flores. E. viminalis é recomendado para plantios comerciais em toda a Região 1. observadas em viveiro e campo. A espécie desenvolve-se melhor em solos profundos. em altitudes que variam desde próximas ao nível do mar até 1. entre 7º e 11ºs. bem drenados. úmidos e bem drenados. Seu melhoramento genético é improvável. também. nas altitudes maiores.000 e 1. O clima da região varia de subtropical seco a tropical úmido. urophylla apresenta bons incrementos. Eucalyptus urophylla ocorre. No Estado de São Paulo. urophylla apresenta-se. com distribuição uniforme no centro de Nova Gales do Sul e concentrada no verão.000 mm. Na África do Sul. naturalmente. Nas menores altitudes.2. de acordo com a altitude em que se encontra. viminalis é considerado espécie melífera. Em Santa Catarina. Na área de ocorrência natural. em Timor. o clima varia de temperado a subtropical e de subúmido a úmido. 119º e 127ºE e altitudes de 400 a 3. a mais de 100 por ano.000 m. E. as quais formam galerias no tronco das árvores. E. o período seco varia de três a seis meses. com temperatura média das máximas do mês mais quente entre 20º e 32ºC e média das mínimas do mês mais frio entre -4º e 8ºC. Variações em crescimento são. E. A precipitação média anual desta região está compreendida entre 1.200 m) apresentam os maiores crescimentos. grandes variações morfológicas e fenológicas. urophylla apresenta-se como árvore de grande porte e tronco reto. recomendadas na Tabela 6. 3. 3. Flores e outras ilhas da parte oriental do arquipélago da Indonésia. urophylla apresenta.26. As geadas variam desde zero. é provável a ocorrência de hibridação introgressiva entre ambas. associada a E.600 m. atingindo 50 m de altura. onde E. às vezes tortuosa. acima de 1. possivelmente. constitui fator preocupante para o plantio em larga escala.200 m. também. a área de ocorrência de E. susceptível à deficiência hídrica e apresenta boa capacidade de regeneração por brotação das touças. Eucalyptus urophylla S. principalmente em regiões mais quentes e com maior déficit hídrico.

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ou para vários usos associados. onde pode crescer vigorosamente. A acácia-trinervis é originária da Austrália. como a grevílea e o liquidâmbar.5% no quarto ano. com cerca de 3 m de altura e copa esparramada e densa.48 m . Ela foi introduzida no sul do Brasil para ser usada em programas de estabilização de dunas. acácia-marítima). Elas constituem alternativas para a produção de madeiras de serraria. no litoral de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Taxodium distichum ou casuarina.) Willd. A sobrevivência foi 97. Queensland. ela apresentou. como Alnus glutinosa.3. Ela apresenta associação . O maior aproveitamento da acácia-trinervis está em programas de revegetação (terrenos pedregosos. as plantas adquirem forma arbustiva. o melhoramento genético das espécies deste grupo é nulo ou incipiente. em espaçamento 5 m x 1. áreas de terraplanagem).0%. onde ocorre nas regiões costeiras de Nova Gales do Sul. dunas. Região Metropolitana de Curitiba.5 m. diâmetro 2 médio de 10 cm e área basal de 6. evidenciando tratar-se de espécie de vida curta. (acácia-trinervis. e não há estruturas organizadas para o fornecimento regular de suas semetes. rasos. aos sete anos. pelo que podem desempenhar papel importante nos esforços de diversificação de espécies e na vulgarização de atividades florestais em propriedades agrícolas.3.53 m e sobrevivência de 95.3. aos catorze meses. altura média de 1. Muitas delas já são conhecidas e apreciadas por produtores. Em Florianópolis. em Cambissolo Arenoso. De modo geral. para ocupação de áreas marginais.1. Acacia longifolia (Andr. altura média de 8 m (variando de 6 a 11. 3. Nas dunas.20 m). Em Colombo. em Santa Catarina. como a uva-do-japão. e 55% aos 82 meses. no Morro da Cruz. Victoria e Tasmânia. Outras espécies introduzidas As espécies deste grupo (Tabela 9) têm sido pouco utilizadas nos reflorestamentos. a acácia-trinervis apresentou.

chapas de partículas (aglomerados) e. principalmente. ela floresce a partir de sete meses de idade. é utilizada para a produção de carvão vegetal. No Brasil. e consiste em juntar os galhos cortados pelo inseto. dão. (acácia-negra). fornecendo principalmente pólen às abelhas. troncos ou galhos. no Rio Grande do Sul. a acácia-trinervis é apta para programas de revegetação em todo o Estado. aos quatro anos. entretanto. extraído da casca. na área de ocorrência natural. sua rebrota é praticamente nula. A acácia-negra fixa nitrogênio. em locais com temperatura média anual superior a 17º C (Figura 3). para lenha. A madeira. O controle cultural do serrador é o mais prático. A acácia-negra ocorre no sul da Austrália. com temperatura média das mínimas do o mês mais frio entre 0 e 5ºC. A espécie é considerada de bom valor apícola.ano. em rotação de sete anos. cuja incidência tende a aumentar com a idade do povoamento. em locais com temperatura média anual acima de 16ºC (Figura 3). oeste do Paraná. ela é cultivada na serra gaúcha. Como medida preventiva em relação às geadas. as espécies de Acacia. amontoá-los e queimá-los. por geadas severas. na Austrália. eventualmente. com flores amarelas.000 mm. com boa manutenção até o estabelecimento definitivo. Nas áreas da planície costeira ocorrem de uma a dez geadas por ano. ela deve ser plantada. Amplamente plantada no litoral. ocorre de abril a setembro. de densidade média (0. como lenha. O serrador (Oncideres impluviata) é um besouro que corta os galhos. no Brasil. um mel amargo.ano. em certas áreas do planalto. tendo sido verificada nodulação espontânea em viveiro. também. respectivamente. especialmente na planície costeira e nos pequenos declives dos planaltos adjacentes. A precipitação anual médica. A região de ocorrência situa-se entre 34 e 44 S. na Depressão Central. dependendo da intensidade. na parte aérea. a acácia-negra é plantada. celulose. bem como em regiões de baixa e média altitude da o o Tasmânia. e adapta-se a terrenos degradados bem drenados. em altitudes desde o nível do mar até 850 m e seu clima caracteriza-se como temperado subúmido e úmido. O principal produto da acácia-negra é o tanino. na primavera.60 g/cm ) e é usada. Plantas já estabelecidas podem ser afetadas.62 g/cm ). e em Toledo. perto de Sidney. comumente. Na África do Sul. caídos ou não no solo. de fevereiro até fins de junho.. através de simbiose com Rhizobium. a acácia-negra 3 apresentou. podendo. A acácia-negra apresenta dois problemas que. entre 3 outros. A gomose é uma exsudação através da casca.3. . A acácia-negra é recomendada para plantios comerciais em todo o Estado. preferencialmente. podem ocorrer até 40 geadas e a temperatura mínima absoluta pode chegar a -11 ºC.2. Na Região 1. produtividades de 31 e 36 m /ha.com Rhizobium. em área de mineração de xisto betuminoso. podem comprometer sua produtividade: a gomose e o serrador. e até mesmo o tronco principal. Iongifolia é de densidade média (0. Em experimentos em Ponta Grossa. especialmente na Região 1. O florescimento. é de 625 a 1. Ela pode crescer vigorosamente em solos decapitados e tem apresentado bom desempenho em terrenos recompostos (mistura de horizontes A e B) em São Mateus do Sul-PR. recuperar-se posteriormente. 3. raízes. 3 A madeira de A. Acacia mearnsii De Willd. O sabor de seu mel não é conhecido. com produtividade média de 20 st/ha. em terrenos altos. em cerca de 30 municípios. Em menor escala. a acácia-negra é considerada apta para solos rasos. a partir de 20 cm de profundidade efetiva. empregado no curtimento de couros ou como matéria-prima para a fabricação de colas fenólicas e agentes anti-corrosivos. vistosas. ela deve ser plantada na primavera. Em condições comerciais. para oviposição. sul do Paraná. como nas proximidades de Caxias do Sul.

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1. Acacia melanoxyIon R. situação semelhante ocorre na África do Sul. mostrando sensibilidade a ataques por fungos. com a temperatura média das máximas do mês mais quente de 23º a 30º C e a temperatura mínima do mês mais frio de 1º a 10ºC com uma a 40 geadas severas por ano. ocasionalmente. os verões são amenos a quentes. Na área de ocorrência natural de A. na Austrália.000 mm de precipitação. O O A. os dias de chuva por ano variam de 100 a 120. chega a nevar ocasionalmente. Em alguns locais. No Chile.5 m. suportando ventos fortes e períodos secos. suas árvores podem atingir até 35 m e diâmetro de 1 a 1.250 a 1. altura média de 4. entre 16 e 43 S. aos 54 meses. sendo também comum na zona temperada subúmida. geralmente. em terreno mobilizado por obras de terraplanagem.500 mm. Brown (acácia-australiana. melanoxyIon tem sido plantada em muitos países. sendo. sendo capaz de viver e crescer sob a sombra de outras árvores.3. Na Argentina. associada com Pinus radiata. ela é considerada melhoradora de solos. com resultados variáveis. black-wood). desde as áreas de terra baixa pantanosa até os topos das montanhas. melanoxylon apresentou. melanoxylon. melanoxyIon ocorre na costa leste da Austrália e na ilha da Tasmânia. onde as árvores atingem as maiores dimensões. a espécie ocorre em locais de topografia variada. com pequena variação.500 m no nordeste de Nova Gales do Sul. Na Argentina. A precipitação média anual é de 750 a 1. Acacia melanoxyIon é uma das espécies de Acacia de maior porte. Ela apresenta maior porte em Podzóis de boa qualidade e em solos aluviais. às vezes. Província de Buenos Aires. Região Metropolitana de Curitiba. Na Austrália. chegando até 150 a 180. ela encontra-se asselvajada. desde o nível do mar até. Testada em Araucária.48 m nas parcelas . Ela desenvolvese melhor em áreas frias e na zona temperada úmida.3. em completa naturalização.3. A. com excelentes resultados. Ela é espécie tolerante. ela cresce em locais com 1. A.

sabão doméstico e velas e para iluminação caseira e preservação da madeira. também. Na África do Sul. 7 e 9. 23 cm em diâmetro. ambos próprios à indústria de tintas. a ágatis é recomendada para experimentação nas Regiões 2. na fabricação de linóleo.4. de seus frutos como matéria-prima doméstica e/ou industrial. muitas árvores foram abatidas e sua madeira vendida para tamancos e caixotaria. o óleo da nogueira-da-India. Entretanto. A espécie desenvolve-se em vários solos. A nogueira-da-índia é originária da floresta aluvial tropical da Ásia. Moors ex F. com a desativação do uso dos frutos dos pequenos talhões nas propriedades rurais. alta 3 sobrevivência e incremento médio anual próximo a 30 m /ha. formulação NPK 10.100 e 1. ao sul.10) e 2. Na Região Sul. Em ambas.30. e outra ao sul. As sementes da nogueira-da-índia propiciam 60 a 65% de óleo. entre 25º e 27º S. assoalho e construção naval. abrigo. nogueira-de-iguape). alguns problemas importantes são a sensibilidade aos ventos fortes (o sistema radicular é muito superficial) e o ataque de animais domésticos e selvagens. 3 A ágatis produz madeira leve (0.66g/cm ). como a acácia-negra. ao norte. Na África do Sul. há uma indústria que extrai. Austrália e Ilhas Molucas. adequada para interiores. ela é produtora de madeira 3 comercial para mobiliário e marcenaria (densidade: 0. A sobrevivência foi de 100% e as plantas apresentaram boa forma e tolerância ao frio.800 mm. devido ao uso (hoje abandonado). a espécie é recomendada para pesquisa na Região 7. 3. Malásia. A.3.54 g/cm ). Em Santa Catarina. Em Tijucas-SC. A. onde ocorre em duas áreas distintas de Queensland: uma ao norte. A casca das árvores pode ser usada em curtumes. em Santa Catarina. a espécie tem sido mais cultivada como ornamental. Muell. subtropical. muito durável em condição de umidade constante. Agathis robusta (C. leve.adubadas (150 g por cova. pela palatabilidade das folhas.3. proteção e como planta ornamental. atingindo até 25 m de altura e 1 m de diâmetro. em locais com temperaturas médias anuais superiores a 18ºC (Figura 3). no Brasil. tendo ocorrido temperatura mínima de -6º C. Há necessidade de aprofundar conhecimentos técnicos sobre características e usos da madeira. porém. (nogueira-da-índia. . A matéria-prima é obtida em plantios próprios. as árvores apresentam crescimento e forma satisfatórios: dados aos 17 anos indicam médias de 21 m em altura. bem como de suas características no país de origem. Ela é árvore grande. A nogueira-da-índia é plenamente adaptada às terras baixas do litoral do Paraná e de Santa Catarina. melanoxyIon é considerada adequada para sombra. 3. com a média das mínimas do mês mais frio entre 6º e 8º C. ela responde bem à adubação fosfatada. A ágatis é espécie nativa da Austrália. A boa nodulação das mudas é considerada crucial para o sucesso em campo. desde Podzóis profundos em áreas de dunas na ilha Fraser. Em sua região de origem.43 a 0. onde foi introduzida há cerca de 140 anos. é plantada em dunas.) Willd. com temperatura média das mínimas do mês mais frio entre 13º e 19º C e. nos Estados de São Paulo ao Rio Grande do Sul. a casca é vendida para energia e a torta para adubação. na Argentina e no sul do Brasil.) Bailey (ágatis). A precipitação média anual está entre 1. a espécie é considerada tóxica às abelhas. como subproduto. Na Argentina. granito ou rochas metamórficos. a ágatis ocorre desde o nível do mar até 900 m de altitude. não há dados sobre seu cultivo para produção madeireira. Ela é considerada como de crescimento rápido. marcenaria. até solos rasos ou profundos derivados de basalto. em pequenos grupos. principalmente de Guaratuba-PR até Tubarão-SC. Há árvores que produzem sementes em Florianópolis e em Blumenau-SC.5. contando com silvicultura moderadamente desenvolvida. a ágatis tem importância florestal. é tropical. melanoxyIon é indicada para experimentação. para revegetação e produção de madeira. assim. com um período chuvoso no verão e um período mais seco de agosto a setembro. O óleo pode ser empregado. Em Agudos-SP. Aleurites moluccana (L. Na Austrália. entre 15º e 18º S. no Chile. ainda hoje.54 m nas parcelas sem adubo. O clima. 2 e 9. A nogueira-da-índia produz um óleo secativo similar ao do tungue-verdadeiro (Aleurires fordii). Popularmente. A nogueira-da-índia produz madeira branca. são encontradas árvores adultas no litoral. crescendo melhor em locais de baixa altitude. ilhas e arquipélagos do Pacífico Sul. Em função deste comportamento. a espécie é indicada para cortinas quebra-ventos e. não durável. A nogueira-da-índia foi introduzida. Cem quilos de nozes contêm 33 kg de sementes e 100 kg de sementes fornecem 60 kg de óleo. nas Regiões Bioclimáticas 1. Há indícios de que.

podendo ser propagada por via assexuada.3. (alnus). Nos Estados Unidos ela é considerada uma espécie naturalizada. em áreas pobres. Testada em Paranaguá. taludes e em áreas de dunas. chegando à Sibéria. com semente proveniente da França. Em Piracicaba-SP. visando madeira para lápis.91 m (com variação de 0.000 mm e é concentrada no verão. Região Metropolitana de Curitiba. Em Morretes-PR. em Latossolo Amarelo Distrófico de textura muito argilosa. ela forma povoamentos típicos. para possibilitar entrada abundante de luz. tolerância ao frio e adaptação a solos gley pouco húmico e húmico. Ceilão. onde cresce melhor nos solos aluviais profundos e úmidos.87 m e sobrevivência de 100%.13 m de altura. aos três anos. neste caso. aos 52 meses. como França.8. Alnus subcordata (alnus). de crescimento rápido e boa forma. de pouca idade. nas altitudes menores.3. por apresentar galhos compridos. Na Europa.) Miq. os "aInuais". em solos hidromórficos. Esta espécie é considerada melhoradora de solos. sendo nativa do Irã (onde chega a 50 m de altura) e.53 g/cm ). do sudoeste da União Soviética. sugere que ela é mais plástica que Alnus glutinosa. de espécies mais exigentes (exemplo: Populus). o alnus apresentou 4.40 a 3.3. A propagação assexuada é fácil. Anthocephalus chinensis (Roxb.3. Irã e ao extremo noroeste da África. para laminados. A espécie é recomendada para plantios de comprovação na Região 1. A espécie é caducifólia e heliófila e apresenta copa ampla. com até 9% na casca.58 m e sobrevivência de 91%. O cadam é sensível às geadas. A espécie é caducifólia. e antraquinona.3ºC. todavia com sementes estéreis. em solo aluviaI. Porém. (cadam). Os resultados até o momento não têm sido satisfatórios. 3 A madeira do alnus é de densidade baixa a média (0. A importância florestal do aInus decorre de sua adaptação a terrenos pantanosos. boa forma de fuste e hábito semicaducifólio. A. 3. também. através de associação simbiótica com actinomicetos do gênero Frankia. desde 1987. outra procedência apresentou altura média de 2. Indonésia e Nova Guiné. 5. requerendo espaçamentos largos. esta espécie necessita desrama artificial. a espécie demonstrou bom desenvolvimento. Em Colombo. A experimentação atual. torneados. Ela é capaz de fixar nitrogênio da atmosfera. a solos semipermeáveis de drenagem pobre e a solos de áreas de mineração. Ela é utilizada. com sementes de árvores locais. Desconhecem-se a densidade e os usos da madeira. Alnus glutinosa é originária de áreas temperadas do centro e sul da Europa. Alnus glutinosa (L. As árvores apresentaram crescimento monopodial. a espécie apresentou altura média de 1. o cadam está sendo plantado em reflorestamentos. Aos dois anos de idade. especialmente em locais altos e frios.40 a 0. As árvores apresentaram dominância apical bem definida. o cadam mostrou crescimento satisfatório. Em outro experimento. a precipitação média anual varia de 1. com boa forma e frutificaram a partir de 18 meses após o plantio. Ela pode ser plantada em áreas úmidas sujeitas a geadas severas e em solos pobres e erodidos. Ele é mais frequente nas florestas de monção.7. As folhas e casca contêm substância tanante. Em ambos os experimentos. em altitudes compreendidas entre o nível do mar e 1.2 cm de diâmetro médio e 97% de sobrevivência aos seis anos de idade. substância usada na obtenção de corantes. Em Colombo.50 m) e sobrevivência de 98%. além de rebrotar da touça e de rebentos de raízes. subcordata vem apresentando crescimento satisfatório em altura. Alemanha e Hungria.500 a 5. subcordata apresentou altura média de 4. 2 e 9. com mesma idade e mesmo tipo de solo. sob condições experimentais. No habitat natural do cadam. Região Metropolitana de Curitiba. possivelmente. em barrancos de rios. a temperatura máxima absoluta é 37. de má drenagem. . sendo utilizada em vários países do hemisfério norte como espécie acompanhante ou preparatória de plantios florestais. Ela pode ser plantada em sistemas sob cobertura e. em solos arenosos da planície quaternária.) Gaertn. em terrenos onde o lençol freático mantém um nível oscilante ou elevado. utensílios domésticos e industriais. A. com características adequadas para plantações. O cadam tem crescimento muito rápido e forma excelente.7ºC e a mínima absoluta é 3. as árvores apresentaram crescimento monopodial. Vietnã. particularmente em diâmetro. incluindo Nepal. 3.6. O cadam distribui-se desde a índia até o arquipélago malaio. persistentes e internódios curtos. com ramos de espessura moderada devido ao espaçamento largo e inseridos em ângulos próximos a 90º.000 m. Alnus subcordata é originária de áreas temperadas a oeste do Mar Cáspio. através de estacas. na Argentina. ela é utilizada. requer que o dossel florestal seja aberto de forma intensa. Alnus subcordata é recomendada para pesquisa nas Regiões 1. Em Belterra-PA. litoral do Paraná.

000 m. em Viçosa-MG. desde que tratada convenientemente para contornar problemas de colapso. laminados e polpa para papel. 3 A madeira. com pequeno adelgaçamento. a espécie é nativa em altitudes desde o nível do mar até 1. apenas superada por A. o clima é temperado úmido.1 cm. Ela foi introduzida com sucesso. Recomenda-se o seu plantio experimental nas Regiões 2. esta espécie apresentou. desde o sul de Nova Gales do Sul até o norte de Queensland. cunninghamii produz madeira de 0. hunsteinii. altura média de 8.3.ano em sítios de boa qualidade. mostrando boa adaptação e crescimento.60 a 1. No Brasil. o clima é quente úmido (tropical de monção). esta é a que ocorre em maior altitude. de 12º a 31º S. na Austrália.000 mm. Na maioria dos experimentos.000 a 2. graníticos ou rasos.03 m e diâmetro médio de 9. Caieiras-SP e Araquari-SC. varia de 1. com idades entre 12 e 33 anos. a doença manifestou gravidade suficiente para excluir o cadam dentre as espécies aptas para plantações. no Congo e Uganda. Na Argentina. em altitudes desde o nível do mar até 1. pesada (0.7 m /ha. também. seu corte só é possível com permissão governamental.53 g/cm . Ela é plástica.ano em solos alagadiços. de 0º30' a 10º12'S em Papua Nova Guiné e. Na parte sul. adequada para a fabricação de caixas.000 ha de plantações foram estabelecidos. A madeira serve. porém.90 g/cm ). glauca. Na Austrália. para a fabricação de aglomerados e como fonte de energia. Na América Latina.83 a 0. Entre as espécies de Araucaria. em geral com boa drenagem. populações mais densas são encontradas em solos arenosos. atingindo até 40 m de altura e diâmetro de 0. ela tem apresentado bom comportamento em Paranaguá (região litorânea) e em Cianorte. fósforos. 20. por ano.500 mm. sujeitando-se a períodos de inundação. Na Austrália. embarcações e outros fins. Em Nova Gales do Sul. sudoeste do Paraná.ano em locais com 500 mm de precipitação e até 33. devido à competição com a floresta pluvial. entre as 19 espécies de Araucaria a que atinge a segunda maior altura. Araucaria cunninghamii atinge altura de até 60 m e diâmetro de 0. entre 37º e 12ºS. 3 A. onde cerca de 45. assim. Seu maior uso na Austrália é para proteger barrancas de rios contra a erosão. A espécie ocorre naturalmente em uma grande variedade de solos. Casuarina cunninghamiana Miq. C. No Estado do Paraná. A espécie é recomendada para plantios de comprovação no extremo norte da Região 7. em costas de ilhas. na Austrália. com temperatura média das mínimas do mês mais frio de 16ºC (com seis meses de estação seca). mas não é tolerante ao sal como C. para evitar a ação 3 . como a espécie é ribeirinha. 3. ela apresentou produtividade de 8 m /ha. cunninghamii. móveis. com bom desempenho. usada para compensado (capa e interior). Sua regeneração natural é dificultada nos melhores solos. a precipitação.35 a 0. Na Argentina. que variam de franco-argilosos a arenosos. 3. A espécie apresenta associação simbiótica com Frankia. de 500 a 2. Uma árvore típica tem tronco reto e longo. sendo considerada. aos três anos.3. A. 7 e 9.9. superando os eucaliptos em certas condições 3 ambientais.4 3 3 m /ha. O clima desta região varia de temperado a tropical.Don. em si. C. Nas áreas mais ao sul de sua distribuição ocorrem até 50 geadas leves.5 m. em espaçamento 3 m x 3 m. forros.000 m e em Papua Nova Guiné. cunninghamiana ocorre em solos aluviais.745 m. em povoamentos com 30 meses. A precipitação anual varia entre 500 e 1. marcenaria. a espécie é plantada no Delta do Paraná. em locais com temperatura média anual não inferior a 20ºC (Figura 3). Em Quedas do Iguaçu. na área de ocorrência natural. Na Costa Rica. não é indicação da umidade disponível. livre de galhos até dois terços da altura. há pequenos talhões experimentais de A. no noroeste. cunninghamiana é de crescimento rápido. Na parte norte da distribuição natural de A. pode ser usada para serraria. sobrevivência de 96%. é considerada altamente promissora na Península Malaia. a precipitação média anual. com temperatura média das mínimas do mês mais frio entre 0º e 15ºC e das máximas do mês mais quente de 25º a 40ºC. cunninghamii ocorre próxima à linha do Equador em Irian Jaya (Indonésia). em Latossolo Roxo Distrófico. A espécie é de importância econômica na Austrália e Papua Nova Guiné. região do Arenito Caiuá. Araucaria cunninghamii Aiton ex D.90 m. ela tem logrado sobrevivência acima de 95%. Casuarina cunninghamiana é a espécie de casuarina com maior porte na Austrália. caixa de fósforo.O cadam produz madeira com densidade de 0. Muitas árvores apresentam intenódios longos. cunninghamii. Na Austrália. Ela ocorre no leste e nordeste da Austrália.53 g/cm . com temperatura média das máximas do mês mais quente de 27º a 30ºC e a média das mínimas do mês mais frio de 1º a 7º C (com um ou dois meses de estação seca).10. um problema potencial da espécie é a morte súbita das plantas.5 a 1.

e como consequência. L. sudoeste do Paraná. ela é.3. comum na arborização rodoviária próxima da cidade de São Miguel do Oeste. A casuarina é recomendada. Indonésia. Embora ausentes na maior parte de sua área de ocorrência natural. Na Região 1. Não deve ser afastada.erosiva. especialmente gramíneas. podendo ser usada para serrados em geral. em sítios ótimos e 3 restritos (grotões). geadas podem ocorrer no sul. como limitação. não é corrente no Brasil. Ceilão e Malásia. também. com finalidades de produção e/ou proteção. às vezes em pequenos talhões banhados diretamente pelo mar.000 mm. O pinheiro-japonês é originário da região temperada do Japão. são. A precipitação vai de 700 a 2. na fase inicial. & Forst. Em ensaio de procedência. todavia. Aparentemente. A espécie tem. 3.00 g/cm ) e pode ser aproveitada para postes. no Brasil. a casuarina tem sido plantada na orla.ano.800 m de altitude. Em Dois Vizinhos. aos cinco anos. pinheiro-japonês). há registro de incremento de até 45 m /ha. 3 m de altura com oito meses de plantio. ela apresentou. escoras de minas e como fonte de energia. em sítios adequados. na Região Metropolitana de Curitiba. bem como de algumas ilhas do Pacífico. com ocorrência de neve.. também. em diversos locais de * Comunicação pessoal. Professor. Cryptomeria japonica (L. em pequena escala. e verões moderadamente quentes. úmidos ou alagadiços. com bom suprimento de água durante todo o ano. Em Santa Catarina. PRYOR. com finalidades de produção e/ou proteção. é de alta qualidade. A criptoméria é plantada. há décadas.500 m de altitude). Ela é. Nativa da costa norte e nordeste da Austrália. como dunas e áreas erodidas. Ph. em clima caracterizado por invernos frios. A criptoméria pode ser manejada por talhadia o que. uma das principais espécies para quebra-ventos. em Colombo-PR. solos com certo teor de salinidade e solos medianamente secos. em solos profundos e férteis.3.) D. Em Santa Catarina. geralmente. todavia. a espécie mais utilizada em plantações florestais no Japão. por tradição. em abundância. 3. recomenda-se evitar locais com temperatura média anual abaixo de 16ºC (Figura 3) e tomar precauções em relação às geadas. Sua madeira. em solos arenosos e tolera solos salinos e calcários. ao sul de Florianópolis. com uma estação seca de seis a oito meses. A casca tem sido usada na República Malgaxe (Madagascar) e. ainda. as procedências japonesas mostraram-se mais susceptíveis ao frio. para todas as Regiões Bioclimáticas. Recomendam-se plantios comerciais da criptoméria nas Regiões 1 e 2. no verão. pouca habilidade de competir com vegetação invasora. mais fria. Ele é. na China. Canberra. em algumas observações realizadas. compactos. na fase de estabelecimento. A casuarina é de crescimento rápido.40 g/cm . A altitude da zona de sua distribuição natural varia desde o nível do mar até 2. a espécie tem sido subutilizada no sul do Brasil. em locais acima de 600 m.ano.D. por um período curto. Universidade Nacional da Austrália. cunninghamiana é recomendada para pesquisa em todo o Estado.F. equisetifolia ocorre. para produção de tanino. onde ocorre entre 600 e 1. Seu crescimento é muito influenciado por fatores edáficos. a casuarina pode suportar pluviosidades de 300 a 400 mm ao ano. a possibilidade de tratar-se de híbrido. produtividade 3 de 32 m /ha. como sugeriu * PRYOR* . não foi constatada a associação com Frankia. Casuarina equisetifolia Forst. A casuarina é particularmente adequada para quebra-ventos e para ocupação de terrenos bem drenados de baixa fertilidade. Seu plantio é recomendado em solos rasos. recentemente. pólen às abelhas.12.000 m de altitude) e em Camanducaia. C. Suas exigências edáficas são equivalentes ou superiores às do pinheiro-do-paraná. classificadas como Casuarina equisetifolia.000 mm. com frequência anual entre uma e três. índia. alcançando. As plantas de casuarina da Região Sul do Brasil. no sul de Minas Gerais (cerca de 1.11. A casuarina apresenta associação simbiótica com actinomicetos do gênero Frankia em suas raízes.000 m. na Serra da Mantiqueira. Don (criptoméria. 3 A madeira de casuarina é pesada (1. de densidade 3 0. a inoculação pode ser necessária em casos de introdução. uma vez que. C. A criptoméria tem sido plantada comercialmente. em comparação à procedência Camanducaia-MG.D. com crescimento ótimo em locais com temperatura média anual entre 12º e 14ºC e com pluviosidade média anual de 3. e sua rebrota é fraca. O poder calorífico do seu carvão está entre os mais altos das espécies arbóreas. tolerando. . (casuarina). As árvores masculinas fornecem. também. como espécie ornamental ou em pequenos talhões. em Caieiras-SP (750 a 1.

útil para peças serradas e na obtenção de celulose e papel. sofrer desrama artificial. 2 m em altura. no Brasil. a grevílea ocorre em florestas subtropicais pluviais. é adequada para móveis. anualmente. 3 O cipestre apresenta crescimento rápido. na região central e sul da China. Em experimentos em Camanducaia-MG. em áreas agrícolas. As sementes de grevílea disponíveis no comércio. 2 a 3 cm em diâmetro e alcançar produtividades de 3 20 a 35 m /ha. em climas temperado e subtropical úmido. acima de 600 m. altura média aproximada de 2. É a mais importante madeira comercial da República Popular da China. A espécie tem. Como ornamental. o cipestre poderá ser uma espécie muito importante em programas de ocupação racional de bacias hidrográficas.14. Há algumas variedades cultivadas. com produtividade média de até 30 m /ha. porém sem déficit hídrico. plantado em Catanduvas e municípios próximos. A espécie é.3. sua produtividade é superior a estas duas espécies. originários do México e Guatemala. sem resina. Ele é uma das melhores espécies para solos rasos. Ele pode ser reproduzido por via assexuada.954 kcal/kg. (grevílea). benthamii. com chuvas estacionais e inverno seco. Cunninghamia lanceolata (Lamb.500 m). O cipestre tem sido. o cipestre deve. concentrada no verão. embora satisfatórias. caracterizados por verões quentes e chuvosos e invernos frios e secos.3. 4. pois elas podem destruir o ápice de plantas jovens e causar engrossamento dos ramos inferiores. Em Otacílio Costa-SC. sendo aceita pelas serrarias do norte do Paraná.300 m de altitude. quando em plantios puros. onde pode superar P. 9 e 7 e plantios de comprovação na . acima de 600 m. lusitanica tenha se derivado de C.ano. a grevílea é plantada como ornamental e.ano. em solos de 3 fertilidade média. em regiões com precipitação anual de 1.150 m de altitude. como a variedade elegans. ela tolera períodos secos moderados e desenvolve-se em solos arenosos ou argilosos. nos últimos anos.3.48 g/cm .13. Supõe-se que C. por sua ampla aceitação e difusão. no meiooeste de Santa Catarina.000 m de altitude. cedrinho). elliottii. ex R. a produtividade da cuningâmía alcança 36 m /ha. ela é recomendada para plantios comerciais nas Regiões 1 e 2. grande potencialidade para uso como árvore-de-natal. aos dois anos. Nativa de Nova Gales do Sul. também. podendo ser manejado por talhadia. também. (cipreste. entre 1.15. muito utilizada para proteção de galpões de granjas nas proximidades de Concórdia-SC.Santa Catarina. Ela apresenta rápido crescimento e boa forma e pode crescer. na Região 2. em relação à fertilidade dos solos. lindleyi ou de C. 3 Em sítios adequados. porém sem déficit hídrico.ano em sítios adequados. O pinheiro-chinês é menos exigente que o pinheiro-brasileiro e a Cryptomeria japonica. seu poder calorífico é de 4. para serraria.000 a 1. o cipreste é comum em Santa Catarina. Para produção de madeira para serraria. Em Santa Catarina.ano e pode ser cultivado mesmo em terrenos rasos. adequada para lenha. procedentes da Colômbia. 3.60 g/cm3. elliottii var. na Região 1. Em plantações. e regenera-se por brotação da touça. de interesse ornamental. em média. O desenvolvimento tem sido satisfatório e as plantas apresentam. Ambos ocorrem em regiões tropicais montanhosas de até 3. Em pequenos grupos. de densidade 0.577 kcal/kg e o da casca. A desrama é recomendada. a produtividade é de 25 m /ha. As plantas são susceptíveis às geadas tardias. possibilitaram o dobro do crescimento obtido com material brasileiro. 3. A madeira da grevílea. por estaquia de brotos-ladrões da base.) Hooker (cuningâmia. também. principalmente. que afetam o broto terminal. não têm qualquer controle genético. com sementes provenientes de Camanducaia-MG. para a produção de madeira para serrados. particularmente em solos de fertilidade média e boa. Cupressus lusitanica Mill. Por seu vigor e rusticidade.000 e 1. desde cedo (cerca de dois anos). sementes de árvores selecionadas. um programa visando a produção de sementes melhoradas. Ela é plantada comercialmente em Caieiras-SP (altitudes próximas a 900 m) e em Camanducaia-MG (cerca de 1. na Austrália.80 m e cones femininos. Grevillea robusta Cunn. A cuningâmia ocorre em elevações de 600 a 1. ou em pequenos talhões. O controle de formigas é importante.500 mm. pinheiro-chinês). como quebra-ventos para a proteção de cafezais no oeste do Paraná. como árvores isoladas ou submetidas a poda para ornamentação. a espécie é encontradiça nas terras mais altas da Região 1. A grevílea merece. A madeira de grevílea é. a cuningâmia foi observada em arboreto. 3 A cuningâmia produz madeira de densidade 0. 3. sendo recomendado para plantio comercial na Região 1 e. Recomenda-se o plantio comercial da espécie nas Regiões 2. No sul do Brasil. com bom crescimento e forma. no Brasil. Br.

principalmente em altitudes abaixo dos 500 m e com precipitações entre 600 e 1. implantados por mudas ou. ela é uma opção para conservação do solo e produção de massa verde para "mulch" ou incorporação. através de melhoramento genético. no espaçamento 3 m x 2 m. para a produção de lenha.3. carvão. por semeadura a lanço no terreno. é tóxico para ruminantes. produzindo néctar em grande quantidade. também.200 kcal/kg. ela compete agressivamente com outras plantas.2 cm e sobrevivência de 98%. A uva-do-japão é espécie nativa da China e de alguns locais do Japão. as plantas de leucena não morrem.3. indica a possibilidade de ganhos em produtividade relevantes. em propriedades agrícolas. Nas Regiões 1. no meio-oeste. nas Regiões 2. Em áreas agrícolas. as variedades arbóreas podem ser utilizadas para laminação e para construção. isoladamente ou em pequenos 3 talhões. para evitar a maturação e disseminação das sementes. com alguns indivíduos chegando a 70 cm ou mais. Ela é recomendada para plantios de produção na Região 9 e para comprovação nas demais Regiões. recomendada para pesquisa para produção conjunta de lenha fina e forragem. pode ser empregada em obras de marcenaria e carpintaria e é considerada de boa qualidade para lenha. usualmente. de onde é colhido o material a ser fornecido a animais estabulados.16. A forragem. Ela é. em Latossolo Roxo Distrófico. altura média de 7. Na bacia do Rio Uruguai (Região 9).ano em sítios adequados. A leucena é adequada para produção de lenha. de densidade 0. Sua madeira.73 m. forragem e adubo verde. Ela é.Região 1. seu rendimento pode 3 3 chegar a 30-40 m /ha. podendo ser manejada por talhadia. cujo poder calorífico é da ordem de 4. 7 e 9. Seu desenvolvimento vegetativo é intenso. A uva-do-japão rebrota intensamente da touça. é comum o plantio da leucena em maciços densos. são comuns pequenos plantios de uva-do-japão. Em campo. nestes talhões e em parcelas experimentais. Ela é tolerante à sombra parcial e pode crescer em solos salinos e em solos de baixa fertilidade. Paraguai e no sul do Brasil. A leucena possui cerca de 100 variedades conhecidas. Em plantações. os frutos podem ser comidos pelo homem. Apesar da susceptibilidade a geadas. Em Concórdia-SC. Devido a sua copa ampla e a sua intensa floração. fazendo-se presente em muitas matas do sul do Brasil. podendo ser plantada nos terraços. 40 cm de diâmetro. como plantio na primavera e nas partes altas dos terrenos. oeste do Paraná. também.9 cm e sobrevivência de 73%. com corte raso em meados do outono. mata-fome). com corte raso anual em meados do outono. tendo se difundido por outros países da Ásia. A uva-do-japão tem sido observada em todo o Estado. abaixo de 800 m. a espécie apresentou. e apresenta regeneração natural intensa por sementes. divisas. com produtividade de 15 a 25 m /ha. 2 e 9 devem ser tomadas precauções em relação a geadas.700 mm/ano. em altitudes inferiores a 400 m. eventualmente. castanha-escura ou vermelha. A leucena pode ser manejada. porém não ácidos. 3. é possível o manejo de plantios de leucena para forragem e lenha fina. Ela é espécie de potencial para alimentação da fauna silvestre e. diâmetro médio de 7. ela apresentou. a leucena distribui-se. Neste caso. por todo o mundo tropical e subtropical. através da regeneração natural por sementes. Em Toledo. A leucena pode ser estabelecida em plantios puros ou associada à agricultura.65 g/cm . A leucena é recomendada para pesquisa para produção de madeira. 3.17. celulose. altura média de 6. (leucena). em solos de fertilidade mediana ou elevada. contém um aminoácido (mimosina) que. Ela é cultivada na Argentina. também. Assim. em doses elevadas. Hovenia dulcis Thunb. A madeira da leucena é de densidade média (0.ano. usada como quebra-ventos e no controle de erosão. A rebrota acontece no início da primavera. A espécie é caducifólia. aos quatro anos. (uva-do-japão. antes . hoje. as podas periódicas (suporta três ou quatro anuais) são indispensáveis.) de Wit. em locais com temperatura média de julho acima de 12º C (Figura 4). fruticultura ou florestas (plantio intercalar).38 m. a uva-dojapão é indicada para ornamentação e tem. etc. As árvores atingem. Para produção de forragem. em Terra Bruna/Roxa Estruturada. onde já era utilizada pelas civilizações maia e zapoteca. Após alguns meses. principalmente nas margens de rodovias.54 g/cm ). de arbustivas (até 5 m de altura) a arbóreas (até 20 m de altura). Originária da região centro-sul do México. principalmente. Leucaena leucocephala (Lam. podendo tomar-se uma praga. dos animais domésticos. aos quatro anos. grande potencial melífero. 3 O comportamento silvicultural da uva-do-japão é satisfatório. o crescimento inicial da leucena é lento e é necessário o controle de ervas daninhas. no entanto. diâmetro médio de 5. A heterogeneidade entre indivíduos. como fonte de proteínas. em locais com temperatura média de julho superior a 12º c (Figura 4). conforme observações feitas no sul do Paraná. cordões de contorno. em todo o Estado. também.

ano. Dentro da mesma espécie existem. a espécie foi observada em solos hidromórficos. a "comum" e a “gigante" . mostrando crescimento vigoroso e ramificação pesada.80 a 7.000 mm anuais.40 m). Em solos rasos e pedregosos. botanicamente. sua rotação é de 12 a 15 anos.não muito claramente definidas e capazes de cruzar entre si. há árvores isoladas de liquidambar. assoalho e para polpa. nos Estados Unidos. 3 O liquidâmbar produz madeira valiosa.000 m. ela representa cerca de 30% do estoque em pé de madeiras de folhosas. 3. Sua folhagem persiste por quase todo o inverno e. provavelmente do Baluquistão e da Kachemira.2 cm e sobrevivência de 100% três anos após o plantio. Nova Guiné e Austrália (var. Argentina. Melia azedarach L. conhecida por "estoraque". Ela diferencia-se por seu maior tamanho.3. adequada para móveis. o liquidâmbar não apresenta desrama natural satisfatória. O liquidâmbar é recomendado para plantios de comprovação. o liquidambar tolera períodos de inundação ou de seca moderados e alcança melhor desenvolvimento em solos profundos. em espaçamento 3 m x 3 m.18. o liquidâmbar alcançou produtividade de 25 m /ha. de densidade 0. mais comumente com Glomus spp. Um problema técnico desta espécie florestal é seu alto grau de variação genética. A espécie forma associação com endomicorrizas. Assim. Indonésia. Nos locais de origem. é usada nas indústrias de perfumaria e medicamentos. Em Otacílio Costa-SC.utilização da forragem ou da madeira para energia – pode-se escolher as variedades mais adequadas. de pH superior a 5. a necessidade de desrama artificial é evidente. devendo sofrer. dois . também. às vezes denominada variedade sempervirens. Como produtora de madeira a espécie é. deve-se efetuar a inoculação com Rhizobium específico.19.900 m. Na produção de mudas de leucena. 3 O cinamomo-gigante apresenta crescimento rápido. em plantio puro. apresentando bom crescimento e sobrevivência. Em Misiones. ele é sensível ao fungo Laetiporus sulphureus quando em plantios mais densos. diâmetro médio de 7. Nas regiões sujeitas a geadas. Guatemala. chapas.3. Honduras e Nicarágua. 2 e 9 e para experimentação na Região 7. obtida da seiva. australasica). como quebra-vento. Melia azedarach é originária da Ásia. as plantas são mais sensíveis ao frio. como ornamental. embora apresente comportamento superior em solos férteis e profundos. A espécie ocorre em regiões temperadas. O cinamomo-gigante. nas Regiões 1. no México. A forma gigante. no Brasil. Ela deve ser plantada em terrenos bem drenados. no Brasil. pelo menos. O cinamomo-gigante necessita de espaçamentos iniciais largos (4 m x 3 m ou 4 m x 4 m). dominância apical e retidão do tronco. ocorrendo também na Índia. aglomerados. a exsudação balsâmica. sudoeste do Paraná. consequentemente. ele não deve ser plantado nos fundos de vale ou nas encostas com exposição sul. na Região 1. o liquidâmbar (procedência Agudos) apresentou altura média de 5. quando adultas. subtropical e tropical. as árvores resistem a temperaturas de até -15º C. emitindo galhos grossos em grande número e produzindo madeira com nós. Os resultados atuais. forma gigante (cinamomo-gigante). Argentina. já existente. entre 24 e 44 m /ha. no sul deste país. seu crescimento é lento.ano. Em Honduras. com sementes do Brasil. apontam melhor desenvolvimento em terrenos secos e férteis. a folhosa mais importante dos Estados Unidos. O liquidâmbar ocorre naturalmente desde o Connecticut (41ºN). (liquidâmbar). Em plantios puros. 3. recomenda-se a desrama artificial ou o plantio misto com outras árvores. de 650 a 1.0 e com adubação adequada. até a Nicarágua (13ºN) Nos Estados Unidos.das geadas. Liquidambar styraciflua L. compensados. embora muitas delas ainda não estejam disponíveis comercialmente. No Paraná. onde é a espécie latifoliada mais plantada. A procedência Agudos vem sendo superior às demais. úmidos. pode ser plantado em solos ácidos e arenosos.70 m (com variação de 2. com temperatura média anual em torno o de 18 C e precipitação entre 600 e 2. laminados. em fundos de vale ou planícies inundadas. talvez. Em função do uso principal desejado . três formas . com maior número de lóculos. Ele tolera períodos secos e. 3 Em Agudos-SP. sendo comum no Brasil. Em Guayabi. O cinamomo foi introduzido na maioria dos países tropicais e subtropicais. em Latossolo Vermelho-Amarelo. a altitude de sua área de ocorrência natural varia desde o nível do mar até 1. folhas de coloração verde mais escura e frutos maiores. em altitudes de até 2.a "sombrinha".400 m. o liquidâmbar vem. em Santa Catarina e Paraná. Em outros experimentos jovens. Paraguai. Em Quedas do lguaçú. As geadas severas ocasionam danos em plantas de até quatro anos. com sementes brasileiras. em Misiones. com bom crescimento e forma.56 g/cm . foi introduzida em 1946-47 na Argentina. tanto em terrenos secos como úmidos. os Solos Hidromórficos devem ser evitados.

as sementes dos plátanos apresentam escasso poder germinativo. principalmente para confecção de peças curvadas. a madeira pode ser depreciada pelo ataque do fungo Laetiporus sulphureus. 3. 7 e 9. Com a ascensão do cinamomo-gigante para a produção de madeira. estacas. quando a desrama é efetuada em idades mais avançadas. pode chegar a 31 m /ha. O cinamomo necessita de desramas nos primeiros dois anos. na Argentina. Ele produz madeira de densidade 0. no terceiro e no sexto anos. Plantios comerciais de cinamomo-gigante. quando elas atingem 50 cm de diâmetro. Taxodium distichum L. esquadrias e para fins energéticos. Ela prefere solos turfosos e areno-argilosos muito úmidos e não tolera solos calcários. existindo muitas árvores maduras. Estados Unidos e México.64 g/cm (P. No Rio Grande do Sul. P orientalis.3. em consórcio com milho ou feijão no primeiro ano ou até o segundo ano.ano.20. Embora sensíveis quando jovens. O pinheiro-do-brejo ocorre naturalmente em zonas pantanosas de baixa altitude no sul dos Estados Unidos. avenidas e parques. utilização de sementes de qualidade uniforme e realização criteriosa dos tratos culturais. em decorrência da maior dificuldade de cicatrização. em cada desbaste. (pinheiro-do-brejo). em terrenos bem drenados e pouco afetados por geadas. A espécie mais comum é Platanus acerifolia. em Faxinal dos Guedes (Região 1).0 m /ha. Os maiores plantios estão em São Miguel do Oeste (Região 1/9). a espécie é frequentemente utilizada para sombra. empregada na fabricação de móveis de luxo. No Rio Grande do Sul. Os plátanos são originários do hemisfério norte. orientalis ocorre no sudoeste da Europa e na Ásia Menor. recomenda-se 2 espaçamentos iniciais não inferiores a 9m / planta.20 m. Na Argentina (Delta do Rio Paraná). Todavia. a menos comum. azedarach ficarão restritas a usos específicos. sendo a propagação realizada satisfatoriamente por estacas de até dois anos de idade. podendo até matar as árvores. que causa amarelecimento anormal das folhas. "stump"). Há plantios. 2 e 9. Os plátanos são recomendados para experimentação e plantio de comprovação nas Regiões 1. Após três meses de plantio. com fuste grosso e curto e copa muito volumosa. no local de origem. ela tem sido procurada pela indústria moveleira. em pastagens. A espécie é sensível à competição por plantas invasoras. No Brasil. Em Santa Catarina. o Instituto "Ataliba Paz" produz. os plátanos são. orientalis. 3 A madeira dos plátanos apresenta boa qualidade. Platanus acerifolia é um híbrido entre P. como arborização. objetos torneados e instrumentos musicais. não recomendados por ora. ltapiranga (Região 9) e Mafra (Região 1). Em Misiones. Em outros países. O cinamomo-gigante tem sido plantado no oeste de Santa Catarina. empregada para carpintaria.3. O clima. tolerando bem as condições urbanas. com tronco de 3 alta conicidade. com densidade de 0. geralmente. O pinheiro-do-brejo é uma árvore de folhas caducas. o o as plantas adultas toleram temperaturas extremas de 40 C a -19 C. 3 O cinamomo-gigante produz madeira de densidade média (0.ano. aos 19 anos. occidentalis e P. a espécie é recomendada para plantios de comprovação nas Regiões 2. removendo-se. mudas por estaquia. a desbrota e a desrama são feitas mensalmente até o segundo ano. rochosos ou águas salinas. 3. também. o plátano híbrido alcançou 3 incremento volumétrico de 25 m /ha. pisos.desbastes. seu crescimento varia de 13 a 22. desde 1980. Platanus spp. o corte raso é feito aos 12 anos. Em Misiones. occidentalis) a 3 0. P. vigas. O plantio é feito por pseudo-estaca (toco. Um fato preocupante é o alastramento duma doença causada por organismo tipo micoplasma. 50% das árvores. serraria. Lá. em locais inundados ou em áreas pantanosas. pela copa ampla. laminados e compensados. exibe características hidromórficas (raízes tabulares e pneumatóforos). em espaçamento de 2. chapas decorativas. Os povoamentos podem ser manejados pelo sistema de talhadia. também.ano. após conhecê-la. no Brasil. acerifolia).21. Os plátanos são comuns nas terras altas na Região Sul. quando as árvores apresentam 40 cm de diâmetro ou aos 15 anos. Platanus occidentalis ocorre no Canadá. Quase não há experiência com sua produção em maciços. para se obter fustes limpos de 6 m.52 g/cm ). com ou sem redução de seu tamanho.56 g/cm (P. exigem terrenos seguros em relação a geadas. varia de subtropical a temperado.35 a 0. em escala maciça. A espécie. prevê-se que as demais formas de M. móveis. (plátanos).51 . no Deita do 3 rio Paraná. muito utilizados na arborização de ruas. A ingestão de partes da copa de cinamomo é tóxica aos animais. dependendo da época do plantio. Argentina.20 m x 2. tolerante a condições úmidas. o gado não mais a consome. Rich. Eles são frequentes na formação de aléias em estradas de rodagem e em caminhos internos em propriedades rurais ou parques.

No Brasil. . há parcelas antigas de pinheiro-do-brejo. bracatinga. isolada ou em pequenos talhões. no Estado de Santa Catarina. pinheirobrasileiro). mesmo que seletivamente. úmidos. nas diferentes Regiões Bioclimáticas do Estado. Este trabalho pretende contribuir com tal propósito. estimando-se que não seja inferior a 50 anos.g/cm . 3. com alguma expressão. Araucaria angustifolia (Bertoloni) Otto Kuntze (araucária. recomendando espécies para plantios comerciais e de comprovação (Tabela 10) e para pesquisa (Tabela 11).4. pinheiro-do-paraná. produzidas de maneira racional. para conter a erosão. em decorrência da escassez de experimentos. atualmente. empobrecendo o patrimônio genético e colocando em risco a possibilidade de melhoramento. nos Solos Hidromórficos e a Pinus spp. nos Solos Subhidromórficos de Corrientes. Espécies nativas Apenas quatro espécies nativas . impróprias para Pinus. ela é usada em banhados e em margens de rios. é superior a Salix spp. observando-se as exigências ecológicas de cada espécie. 3. centro e oeste da Argentina. Argentina. do Paraguai e da Amazônia. como em Caieiras-SP e Camanducaia-MG. As demais espécies nativas. considera-se necessário o desenvolvimento de programas de melhoramento genético e o desenvolvimento de sistemas silviculturais. Para que os plantios das espécies nativas tornem-se técnica e economicamente viáveis. não têm sido plantadas e sua demanda continua sendo atendida pela exploração das florestas remanescentes e pela importação. O zoneamento regional das espécies nativas baseou-se grandemente em dados de ocorrência natural. ausentes em terrenos altos e secos. de madeiras semelhantes. Em Blumenau. na ocupação de áreas muito úmidas e sujeitas a inundações frequentes. a espécie tem sido plantada. compreendendo aquelas de madeira valiosa. 3 O pinheiro-do-brejo é recomendado para todas as Regiões Bioclimáticas.1. Estes solos representam 10 a 30% das propriedades do norte. com inúmeros usos em interiores e exteriores. Em Santa Catarina. Nestas áreas.são. Sua tolerância aos terrenos de baixada. erva-mate e palmiteiro .4. em locais de colonização alemã. com crescimento lento.araucária. o pinheiro-do-brejo emite pneumatóforos. o plantio é feito por estacas. são de difícil utilização e não permitem o cultivo de Pinus. pinheiro. Em todo o Estado continua a exploração de matas nativas. A rotação para produção de madeira é longa.

profundos. de porte menor na Floresta Tropical Pluvial Atlântica. podem existir plantios de produtividade elevada em solos de mata e plantios ruins. abaixo de 800 m de altitude. na 3 idade de corte. deixando as plantas mais vigorosas. mais da metade da área do Estado. 5% da superfície original e os plantios têm sido inexpressivos e de má qualidade. devendo sofrer desrama. pois a experimentação é insuficiente para a definição de procedências adequadas. porém. Em Irani.ano. em Latossolo Roxo Distrófico. até desaparecerem completamente. 3.5 a 2.33 m. sudoeste do Paraná. aos 20 anos.ano.2. na Região 9 e zonas limítrofes da Região 1.0 cm. em Latossolo Roxo Distrófico. também.80 e 0. entre outros usos. O pinheiro cobria.1 cm e sobrevivência de 94%. a produtividade volumétrica máxima registrada é 12 3 m /ha. na Região 2. O pinheiro pode ser plantado sob cobertura. aproximadamente. Os Latossolos Roxos do oeste do Estado. Originalmente. papel e celulose. ele ocorre no Vale do ltajaí. .500 m. com seleção posterior. os solos de baixa fertilidade. O crescimento inicial do pinheiro é lento. glaberrima) A canjerana apresenta ampla dispersão em Santa Catarina. a área real plantada está em torno de 26 mil ha e a taxa anual de plantio encontra-se entre 200 e 500 ha. suas matas eram interrompidas por campos em grandes extensões.ano. Devem ser evitadas as áreas de campo. geralmente. ocorrendo na Floresta Latifoliada do Rio Uruguai e nos pinhais mais desenvolvidos. as matas de araucária perdem predominância. laminada ou serrada. com densidade entre 0. 3. Em Santa Catarina. com alto conteúdo de cálcio e magnésio.55 g/cm ). o pau-marfim apresentou. outrora. como madeira nobre. são particularmente adequados para o seu plantio. ou alta percentagem de saturação de bases. Dentro de uma mesma propriedade. com inserção dos galhos em verticilos. Como elemento raro e estranho. em terreno de campo e com tratos silviculturais inadequados. até a capoeira transformar-se em um plantio puro de araucária. o pinheiro alcançou incremento anual em volume real 3 de 22 m /ha. O pau-marfim apresenta crescimento monopodial. Uma vegetação anterior de floresta primária ou secundária. 2 e 9. O pau-marfim é comum na Floresta Latifoliada do Rio Uruguai. matas secundárias e capoeirões e. A semeadura direta em campo é o método mais adequado.90 g/cm . adequada para laminação.4.Luiz Alves). o pinheiro é exigente em solos. em espaçamento de 3 m x 2 m. aos oito anos de idade. que penetra profundamente no Estado. aos dez anos de idade. Seu crescimento é moderado. diâmetro médio de 8.Araucaria angustifolia é a espécie madeireira nativa mais importante no Estado. solos com horizonte A bem desenvolvido. não raro. os solos rasos e os solos úmidos.). Sendo exigente em luz. Na região dos rios costeiros.4. deve haver liberação gradual da vegetação matricial. o pinheiro apresenta produtividade de 22 a 25 m3/ha. porosos e bem drenados. C. surge no meio das pastagens. Balfourodendron riedelianum (Engler) Engler (pau-marfim. Ela é pouco frequente e. em solos de campo. em altitudes de 500 até 1. 3 A madeira do pau-marfim. O plantio do pinheiro é recomendado para as Regiões 1. como em capoeiras adultas formadas pela bracatinga e pela taquara (Chusquea sp. o pau-marfim é bastante comum em clareiras. são condições ideais para o desenvolvimento da araucária. A espécie é recomendada para plantios de comprovação. em Correia Pinto. Para plantios no Estado. com árvores ou grupos de araucárias. Cabralea canjerana (Vellozo) Martius subespécie canjerana (Sinônimo: (canjerana). Hoje. subindo os vales dos rios até 500 a 700 metros de altitude. onde o crescimento lento pode ser atribuído à deficiência de nutrientes e à pequena profundidade. centro-oeste do Paraná. principalmente no oeste. deve-se usar a fonte local de sementes. especialmente no Vale do Rio ltajaí. apresenta incremento anual em altura de 1 m e. a partir do terceiro ano. a partir do quinto ano. apresenta enorme variedade de usos. O preparo inicial dessas áreas consiste na abertura de faixas e coveamento. guatambu). altura média de 8. serraria. especialmente aqueles em que a floresta nativa foi recentemente derrubada.3. A grande heterogeneidade entre plantas indica boas possibilidades de ganho com melhoramento genético. taxas de incremento em diâmetro de 1. 3 A araucária produz madeira de densidade média (0. a produtividade é em torno de 6 m /ha. Em Cascavel. no Vale do Baixo ltajaí (eixo Benedito Novo . em sítios adequados. Para desenvolvimento rápido. com grande aceitação no mercado externo. friáveis. no meio oeste catarinense. suas formações estão reduzidas a. é usual uma superlotação inicial (6 a 12 mil sementes/ha).ano. Em experimento em Campo Mourão. distribuindo-se por quase todo o planalto catarinense.

Sua madeira. ele aceita.85 m.C. diâmetro médio de 7. aos 25 anos. marcenaria.4. em Podzólico Vermelho-Amarelo. ele atingiu. em Podzólico Vermelho-Amarelo. preferencialmente. construção civil e cabos de ferramentas. diâmetro médio de 23. Estes insetos sugam as folhas.4 cm e sobrevivência de 90%. litoral do Paraná. sudoeste do Paraná. como Indaial. Em Dionízio-MG. A estopeira é encontrada na Floresta Pluvial Tropical Atlântica. com desrama natural até metade da altura. a espécie apresentou altura média de 14.4. Em Cascavel. Em Paranaguá. a estopeira apresenta crescimento rápido e boa forma. A madeira. altura média de 9. jequitibá-branco). ele apresentou altura média de 6. Além do plantio a céu aberto.4. úmidos e profundos. plantio sob cobertura.00 g/cm .2%. no Arenito Caiuá. Os plantios de louro-pardo têm apresentado alta incidência de insetos da família Tingidae (Ordem Hemiptera). Em plantações. em solos rochosos das encostas.78 g/cm . Ambas as modalidades oferecem bons resultados. tacos. altura média de 5. Johnston (sobraji. 3 O louro-pardo apresenta crescimento rápido (incremento médio anual de até 23 m /ha.6 cm e sobrevivência de 99%.5. na Floresta Pluvial Tropical Atlântica. em Latossolo Roxo distrófico. com ênfase em plantios mistos. No Estado de Santa Catarina. em espaçamento de 3 m x 2 m. na face norte. Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze (estopeira. Colubrina glandulosa Perkins var. Ele ocorre. O sobraji ocorre ao longo do litoral de Santa Catarina e. litoral do Paraná. muitos colonos costumam cultivar o sobraji há mais de meio século. Em Paranaguá. Ela desenvolve-se bem em locais de active acentuado e desce até a planície litorânea. a espécie apresentou. principalmente.4 m /ha. também. incremento médio anual 3 em volume cilíndrico de 34. aos quatro anos de idade. Em Cianorte. podendo ser observado.55 e 0. Cordia trichotoma (Vellozo) Arrabida ex Steudel (louro-pardo). diâmetro médio de 14 3 cm. O sobraji é muito sensível ao frio. na face norte. oeste do Paraná. comparativamente ao cedro (Cedrela fissilis). diâmetro médio de 5. em espaçamento de 3 m x 2 m.06 m. diâmetro médio de 6. Os ataques constantes das várias gerações anuais do . como Assis-SP e Cascavel e Toledo no oeste do Paraná. aos oito anos de idade. em terrenos planos ou suavemente ondulados. frequentemente. obras externas e internas. houve alta mortalidade. 7 e 9. pontes e dormentes. devendo ser evitados os solos 3 muito arenosos e os pouco drenados. os terrenos íngremes ou rochosos devem ser evitados. entre outros usos. A canjerana. etc. 3.6. de densidade entre 0.3 cm e sobrevivência de 100%.45 e 0. construção naval. é uma das árvores mais comuns. 3 de densidade entre 0. altura média de 1. é usada em construções civis. O sobraji tem ótimas características de forma e pode ser manejado em regime de talhadia. depois do angico-vermelho (Parapiptadenia rigida) e da guajuvira (Patagonula americana). causando inicialmente manchas amareladas.75 g/cm . as folhas.06 m. diâmetro médio de 9.C. Os solos devem ser.ano) e boa forma.6 cm e sobrevivência de 93%.Em experimento em Cascavel.4. em área de subencosta. sobrasil). com densidade entre 0. a canjerana deve ser plantada na face norte. 3 A madeira da canjerana. na Floresta Latifoliada do Rio Uruguai onde.44 m e sobrevivência de 100%. plantando pequenos bosques em agrupamentos puros ou dentro de capoeiras. em Latossolo Roxo distrófico. A canjerana é pouco afetada pela broca Hypsipyla grandella. a espécie alcançou altura média de 6. é susceptível ao frio.40 m. em Latossolo Vermelho-Escuro. no litoral do Estado. o sobraji apresentou. onde a mata é rala e aberta. é usada para mourões. no Vale do ltajaí. descoram e caem. postes. O sobraji é recomendado para plantios de comprovação na Região 7. tendo seu limite sul nas proximidades de Florianópolis. 3. mesmo alguns anos após o plantio. penetra até Ibirama. quando jovem. Ela é recomendada para plantios de comprovação nas Regiões 2. Em locais onde ocorreram geadas. incremento médio anual em volume sólido de 12 m /ha. preferencialmente. A estopeira é recomendada para plantio de comprovação na Região 7.4 m. nas capoeiras e capoeirões. Johnston) M.ano e sobrevivência de 49. Em áreas de encosta. Em alguns municípios do Vale do ltajaí. o louro-pardo ocorre. Rodeio. também. aos oito anos de idade. plantado na face sul. reitzii (M. As árvores apresentam boa forma de fuste. aos sete anos. apresentou. altura média de 9. a partir de brotações da touça. 3. onde a drenagem é lenta. aos três anos de idade.ano e sobrevivência de 100%. é indicada para móveis.7 cm. Sua presença é rara nos pinhais mais desenvolvidos e. contraplacados. Na mesma área.49 m.80 e 1. se atacadas continuamente. Timbó e Rio dos Cedros. noroeste do Paraná. aos doze meses.

7 cm e sobrevivência de 53. estão o acamamento do caule e a ramificação pesada. Nas áreas de encosta. tornando-as mais atrativas aos produtores. onde há maior luminosidade. ripado. o louro-pardo tem-se mostrado muito desuniforme. Entre os problemas desta espécie. o louro-pardo deve ser plantado na face norte. aos oito anos. Devido a este fato. Níveis populacionais dos insetos foram mais elevados nos meses de outubro a novembro. 3. em núcleos isolados. orelha-de-negro).56 m. recomendam-se espaçamentos iniciais reduzidos e um raleio dois a três anos após o plantio. 9 e 7. sofre com geadas tardias. como ocorre. a maioria das árvores mostrou fuste curto e ramificação pesada. Ela apresenta associação com Rhizobium e pode ser plantada em diversos tipos de solos. carpintaria civil. No litoral. tanto em altura como em diâmetro. para a dispersão das espécies florestais. com cuidados em relação a geadas.3%. sofrendo. em altitudes entre 500 e 600 metros. Neste sistema. ele suporta sombra parcial.4. A timbaúva é sensível ao frio. onde se caracteriza como abundante. o louro-pardo cresce melhor nas áreas sem geadas rigorosas. sendo usada para esquadrias. em Latossolo Roxo distrófico. A timbaúva apresenta excelente cicatrização após a desrama. altura média de 2. esta espécie é importante para a fixação de animais e. jussara). (timbaúva. tabuado. ela é restrita a plantios de comprovação nas Regiões 2. na Floresta Latifoliada da Bacia do Rio Paraná.0 cm e sobrevivência de 99%. a timbaúva apresentou. também. A timbaúva é uma espécie fortemente heliófila que ocorre em toda a área da Floresta Latifoliada do Rio Uruguai. Mesmo ocorrendo naturalmente em todo o Estado. oeste do Paraná. A presença de ramos grossos é o principal problema de forma e. louro-pardo e pau-marfim. Esta espécie é recomendada para plantios de comprovação nas Regiões 9 e 7. mamíferos). embora seja provável que tenha existido. Em ambiente adequado. móveis. Na mesma área. a timbaúva apresentou. com grande aceitação nos mercados externo e interno. consequentemente. Ele ocorre. Em Paranaguá. 3 O louro-pardo produz madeira de densidade entre 0. altura média de 4. . Quando a desrama é feita no período adequado (julho a agosto). O louro-pardo rebrota vigorosamente da touça e. litoral do Paraná. Em virtude da copiosa produção de frutos e da forte atração que estes exercem sobre a fauna. para inúmeras outras espécies florestais. Em Campo Mourão. Euterpe edulis Martius (palmiteiro.29 m. para móveis de luxo e serrados em geral. quando jovem. onde encontra proteção contra o frio. de raízes superficiais.60 g/cm . içara. em Cascavel-PR e Palotina-PR. aos dois anos. A variação entre plantas é acentuada. crescimento. O melhoramento genético pode elevar em muito seu desempenho silvicultural em crescimento e forma.8. também. de forma dispersa. menos nos excessivamente úmidos e rasos.4. ocorre cicatrização total após uma estação de crescimento. timburi. diâmetro de 4. Em vegetação matricial. que podem ser minimizados através de desramas periódicas. provocando diminuição no seu crescimento e até a morte. aos dois anos. mesmo em galhos de mais de 10 cm de diâmetro. Enterolobium contorlisiliquum (Vellozo) Morong. As Figuras 5 e 8 apresentam as distribuições de altura e diâmetros de povoamentos experimentais de duas espécies nativas de madeira valiosa. houve casos de 100% de árvores atacadas. as árvores têm crescimento muito rápido em diâmetro. deve-se efetuar a desrama para melhorar a qualidade da madeira. de alta qualidade. em subencosta na face sul. 3 A madeira da timbaúva é de densidade 0. 3. para alimentação (pássaros. à medida que as árvores crescem.7. com temperaturas menores que -1º C. o palmiteiro ocupa o estrato médio da floresta. em Podzólico Vermelho-Amarelo. alimentando-se das folhas. já que é caducifólia. Em Santa Catarina. embarcações e outros fins. Por isto. o palmiteiro apresenta vasta distribuição na Floresta Pluvial Tropical Atlântica. o O louro-pardo apresenta ramificação em verticilos. embora o inseto tenha sido encontrado o ano todo. Em plantios de louro-pardo. subindo pelos afluentes até altitudes de 600 m. na face norte. espaçamentos apertados e plantios em vegetação matricial ou plantios mistos com outras espécies de rápido.80 g/cm . diâmetro médio de 16. Nos plantios. eventualmente. também. consequentemente. podendo ser plantado sob cobertura. podem ser adotados plantios tanto em linha como em grupos. Normalmente. ali. Nos primeiros anos. altura média de 8.35 a 0.inseto enfraquecem a árvore. roedores. com inserção dos galhos em ângulo de 45 . a espécie é muito sensível ao frio e. deve-se abrir o dossel da capoeira de forma gradual.60 e 0. Quando jovem.39 m e sobrevivência de 100%. ela ocorre apenas na restinga arbustiva e nas capoeiras da Floresta Pluvial Tropical Atlântica. ela apresentou. A espécie não ocorre na Bacia do Rio Uruguai.

Onde já existem palmitais nativos. 500 mudas de palmiteiro por hectare. um palmital com plantas de diferentes idades e alturas. Este plantio deverá ser repetido durante os primeiros cinco ou seis anos. em raiz nua. eliminando-se cipós e ervas que possam competir. além do palmito. Em uma Floresta Ombrófila Densa Montana (Blumenau-SC) estimou-se o volume de palmito disponível em 3 2 2 160 dm /ha. transplantando-se as mudas para o campo. pode-se incrementar a produção através de roçadas seletivas. Depois que as plantas começarem a produzir frutos. em cada exploração. o que permitirá cortes amiúdes.3 m /ha. Recomenda-se o plantio de. 0 número de matrizes de palmiteiro a manter. . desde que sejam mantidas as plantas de regeneração natural. o palmital permite cortes a cada três ou quatro anos. assim. em cada corte. por hectare. podendo ser explorado oito a nove anos após o plantio. eliminando cipós e ervas que possam competir com as plantas do palmiteiro. é mais prático e econômico e inicia com a roçada da submata de um capoeirão ou floresta. distribuem-se cerca de 2 kg/ha de frutos recém-coletados (1. quando apresentarem a primeira folha formada. de manter um estoque de plantas adultas capaz de assegurar um nível satisfatório de regeneração natural. com área basal de 1. é possível aproveitar as bainhas mais internas. com repetição desta operação por alguns anos consecutivos.000 sementes/kg. Ao mesmo tempo. a germinação é em torno de 30%. para pastas e sopas. deixam-se. A produtividade dos palmitais é variável. O primeiro. consiste em semeadura em caixas com areia. Dois sistemas de implantação do palmiteiro têm sido recomendados. faz-se o adensamento das áreas onde haja baixa regeneração natural. estando muito relacionada ao tipo e estádio da floresta. será variável para diferentes regiões. usado quando há abundância de sementes. Posteriormente. formando. Este método garante uma alta sobrevivência das plantas (cerca de 90%). No entanto já foram encontradas florestas com até 3. matrizes suficientes para que ocorra regeneração natural capaz de manter constante a produção. Deve-se ter o cuidado. enquanto as folhas têm conseguido bom mercado para a confecção de cadeiras de palhas. com crescente procura no mercado interno e para a exportação.5 m /ha de palmiteiro. conforme a atividade dos dispersores locais. nestas condições). O segundo sistema.O palmito é um produto de comercialização garantida. Em seguida. aproximadamente. aos sete a oito anos. no caso de escassez de sementes. Atualmente. O palmiteiro tem desenvolvimento relativamente rápido.

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A erva-mate é ciófita e pode ser plantada à sombra de outras árvores. evitandose os solos de campo e terrenos excessivamente úmidos. bem manejados. terrenos pedregosos e rasos. em plantios a pleno sol. em solos arenosos úmidos ou brejosos. de 6 a 10 m de altura. a erva-mate é amplamente distribuída em toda a área de a ocorrência do pinheiro-do-paraná. separadamente. 3. no Rio Grande do Sul. As árvores provenientes da região central e sudoeste do Paraná são resistentes ao frio. Ilex paraguariensis Saint Hilaire (erva-mate). desde Campo Alegre até Xanxerê. maricá). O plantio da erva-mate sob Pinus desbastado. nas Regiões 1. de pinheiro-do-paraná. principalmente. estes resultados referem-se apenas ao desenvolvimento inicial das plantas. na planície quaternária litorânea. 10 a 20 kg (peso verde) de copa. sendo indicado para programas de revegetação em áreas de mineração. ano a ano. com café. Mimosa bimucronata (DC. No Brasil a erva-mate tem sido.4. Grosseiramente. ainda. pode-se estimar algo entre 10 e 15 milhões de mudas anuais. Seu cultivo é difundido no Paraná. Entretanto. no estado natural. nos anos recentes.4. ela forma pequenos maciços densos. Em condições usuais.Ensaios de procedência têm indicado que: a) deve-se evitar o plantio com sementes provenientes de árvores isoladas e b) as progênies de Garuva-SC têm apresentado desenvolvimento de mudas levemente superior às demais. Os maiores ervais se encontram na região dos imbuiais. a maior parte das vezes em associação com culturas agrícolas intercalares. E possível. seja pelo plantio de mudas na mata raleada. A espécie é dióica. nos casos em que esta é abundante. Ktze. . Em plantios mais tecnificados. As sementes de erva-mate disponíveis no mercado. de maneira crescente. plantada a pleno sol. pela regeneração natural a partir de sementes. por árvore. tem apresentado bons resultados. Em Quedas do Iguaçú. no nordeste argentino. também. na forma chimarrão. há exemplares de maricá com poucos ou nenhum espinho.9. 2 e 9. o maior interesse é pela extração das folhas para a indústria alimentícia. em encostas e em solos rochosos. solos erodidos. principalmente para laminação. Entretanto. Em Santa Catarina. na Região Sul. sendo ideal a introdução da erva-mate a partir do terceiro desbaste. Com frequência. sugere-se a produção das próprias sementes. chá e mate solúvel. No noroeste do Paraná. a produção inicia mais cedo e os índices de produtividade são maiores. atingem altura de até 25 m e 60 cm de diâmetro. a espécie ocorre em terrenos úmidos e em terrenos com afloramentos de rocha basáltica. As árvores de erva-mate. em Santa Catarina. grevílea. a partir de árvores selecionadas. Em Santa Catarina. não têm qualquer controle de qualidade genética e. 3. O maricá associa-se com Rhizobium e é muito rústico. há exemplos de sucesso do palmiteiro consorciado.) O. geralmente. por este motivo. com madeira de boa qualidade.10. Recomenda-se o plantio comercial da erva-mate. a introdução da erva-mate em povoamentos adultos. (silva. É prática comum o adensamento de ervais nativos. desde que seja consorciado com florestas naturais ou plantas perenes que garantam o sombreamento. Podem ser efetuados plantios de palmiteiro em toda a área de distribuição natural em Santa Catarina (Figura 9). ela é cultivada lado a lado com o chá preto (Thea sinensis). Embora raros. Não há estatísticas unificadas da produção de mudas de erva-mate pela iniciativa privada e pelo fomento estatal. bifurcadas e espinhosas. Plantios de comprovação devem ser feitos nos pontos mais quentes na Bacia do Rio Uruguai (Região 9). o maricá ocorre. As árvores são pequenas. em Santa Catarina. Pinus e canafístuIa (Peltophorum dubium). sudoeste do Paraná. seja pelo favorecimento e condução da regeneração natural. a cada dois anos. em Mato Grosso do Sul e no Paraguai. a primeira coleta de ramos finos e folhas é feita entre quatro e seis anos após o plantio e a produção estabiliza-se aos dez ou doze anos produzindo. na Província de Misiones. o valor tem aumentado. ao norte do Estado.

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Em Paranaguá. os chamados "bracatingais". a espécie apresentou. seja experimentado nas demais Regiões do Estado. com semente com dormência tegumentar.13 m. 3 inclusive através de mudas. no oeste. A bracatinga é uma espécie pioneira. em módulos de 2 a 4 ha. eventualmente. litoral do Paraná. aos dois anos. Suas características silviculturais têm motivado a introdução experimental em locais mais quentes. O sistema local. tolerante ao frio. porém. . constituída de peças finas e irregulares. de densidade próxima a 0. 3. via sementes. em Podzólico Vermelho-Amarelo. a mandioca é a planta agrícola associada. Nos arredores de Curitiba-PR. existem desde o início deste século e somam cerca de 50 mil ha.ano ou 55 st/ha. Alguns povoamentos alcançaram produtividade de até 36 m /ha.23 m e sobrevivência de 100%. inclusive no exterior. mais comumente aos seis. é fundamental para a melhoria do sistema. a bracatinga é nativa de todo o planalto. Os bracatingais dos arredores de Curitiba. tradicionalmente. de forte poder invasor e rápido crescimento inicial. altura média de 4. sujeitos a inundações periódicas. A espécie apresenta boa rebrota e é invasora.11. a espécie é apta a ser manejada a partir da regeneração natural induzida através do fogo. As folhas são forrageiras. Em muitos casos. com a crise do petróleo. na fase inicial. impróprios para outras espécies.ano e são cortados entre o quinto e o décimo ano. O maricá é indicado para plantios para produção de lenha na Região 7 em solos brejosos. A partir de 1980. A bracatinga. Mimosa scabrella Bentham (bracatinga). Recomenda-se que o material genético do sudoeste do Paraná. O cultivo agrícola associado. produção de lenha. de locais abertos. no espaçamento de 3 m x 2 m. por controlar plantas invasoras e diminuir a densidade elevada de plantas da bracatinga. que correspondem à capacidade familiar de cultivo agrícola manual no primeiro ano. para revegetação e. sem déficit hídrico). Ali. a procedência Quedas do lguaçú atingiu 4. é encontrada nos núcleos de pinhais existentes na Floresta Pluvial Tropical Atlântica.5º C e 13º C. a procedência Fiorianópolis-SC apresentou. O sucesso mais consolidado de introdução da bracatinga é em Três Riachos. existente há décadas. manejados pelo sistema tradicional. em Cambissolo húmico. de regeneração induzida e controlada. ao nível do mar. Por estas características. altura média de 3. oito anos. Ambas tiveram 100% de sobrevivência e apresentavam dois a três fustes. Ela não ocorre naturalmente na Floresta Latifoliada do Rio Uruguai e. 3 Sua madeira. e a indução da regeneração natural limita-se à queima dos resíduos de exploração florestal. com dispersão descontínua. município de Biguaçu-SC. Região Metropolitana de Curitiba.77 m. o plantio da bracatinga recomeçou a ser fomentado. como em Concórdia-SC. em área de subencosta.55 g/cm . dependendo das condições financeiras do proprietário. as formações densas de bracatinga. Em Santa Catarina. fornece lenha apreciada. também baseia-se em regeneração natural da bracatinga induzida pelo fogo. aos três anos. apresentam produtividade média de 22 st/ha. nas proximidades de Florianópolis. aos quatro anos de idade. o cultivo agrícola não é realizado. O maricá é empregado em cercas vivas e divisas de terrenos ao longo do litoral de Santa Catarina.ano. Em Colombo. revela-se exigente em frio e em umidade (temperaturas médias anual e do mês mais frio não superiores a 18. na face norte. respectivamente. a produção de bracatinga é feita em propriedades agrícolas. quebrada pelo calor. do extremo norte ao sul e da borda oriental até Xanxerê e Chapecó. pelo clima da área de distribuição natural.4. no primeiro ano da regeneração natural. O maior potencial do maricá é na ocupação de solos pedregosos ou brejos.

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Ele é recomendado para plantios de comprovação em sua área de ocorrência natural em Santa Catarina (Figura 10). aos quatro anos. a espécie apresentou. A madeira serrada tem maior uso em vigamentos e partes não aparentes de móveis. A bracatinga é importante espécie melífera. incremento médio anual em volume cilíndrico de 21 m3/ha. ocorrendo até altitudes entre 700 e 900 m (Figura 10). Ela serve. O angico-vermelho. sendo por isso frequente nas encostas dos vales. ademais. em Latossolo Vermelho-Escuro fase argilosa. é uma espécie pioneira agressiva da Floresta Latifoliada do Alto Uruguai.57 m. em Latossolo Roxo distrófico. comum no oeste de Santa Catarina. como áreas de mineração e terraplanados. 3 A espécie produz madeira com densidade entre 0. com corte a cada três ou quatro anos. sendo muito visitada pelas abelhas.85 e 0. Como madeira roliça. mas vegeta em solos rasos ou pedregosos e adapta-se a terrenos trabalhados. para laminados. O angico-vermelho é a espécie nativa mais fomentada junto aos produtores rurais na região de São Miguel do Oeste. corrige-se naturalmente. diâmetro médio 2 de 12.2 cm. para escoras em construção civil. aglomerados e pequenas peças torneadas. utilizada. nas condições usuais da silvicultura da bracatinga. nas Regiões 2. a 1. Sua deposição de "litter" é elevada.4. O angico-vermelho apresenta ramificação cimosa e inclinação do fuste. também. só uma pequena porcentagem de indivíduos alcança diâmetros compatíveis. 3 A madeira. 7 e 9. Seu mel. A bracatinga é recomendada para plantios de produção em toda a Região 1 e. O uso intensivo da bracatinga como espécie forrageira tem como restrição a ausência de rebrota.12.65 m. dormente e muitas outras finalidades. para lenha e carvão. aos oito anos. que à competição intra -específica. a bracatinga vem sendo plantada em ruas de cafezais. Parapiptadenia rigida (Bentham) Brenan (angico-vermelho). Ela não tolera solos mal drenados. principalmente. ainda. ele penetra nos pinhais. acima de 400 m de altitude. Em Toledo. altura média de 7. Não raro. A introdução bem sucedida em Biguaçu-SC revela possibilidade de adaptação a locais mais quentes. a madeira "trabalha" se não for secada de modo adequado. com o passar dos anos. principalmente por Oncideres impluviata. diâmetro médio de 9. é usada. a bracatinga é mais sensível à competição com outras espécies. de granulação fina e homogênea.52 e 0. mesmo acentuada. é durável e vem sendo usada em construções civis.8 cm e sobrevivência de 100% Em Campo Mourão.62 g/cm (método da balança hidrostática).Na Costa Rica.13 m /ha. deve-se mencionar que. oeste do Paraná. com densidade entre 0. a qual. 3. área basal de 14. O angico-vermelho é resistente ao frio e associa-se com Rhizobium. a espécie atingiu altura média de 10. invasoras. além de produzir lenha apreciada. No estádio inicial. o qual não constitui limitação séria. Como restrição ao uso para serrados e laminados. é amargo e escuro.ano e sobrevivência de 96%. para sombreamento e produção de lenha. durante a rotação de sete anos. A bracatinga é atacada. O crescimento em plantios é satisfatório. em grau variável. A bracatinga associa-se de modo promíscuo a Rhizobium e associa-se também. a qualidade da forragem não é alta. centro-oeste do Pananá. . construções de pontes. com média anual de 6 a 7 t/ha. Ele adapta-se bem a solos rasos de substrato basalto. pelo serrador. podendo o sabor e a cor serem melhorados com a participação da floração de outras espécies. ela floresce no inverno e fornece néctar e pólen o dia todo. com endomicorrizas.300 m de altitude.95 g/cm .

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Piptadenia gonoacantha (Martius) Macbr. com densidade de 0. * Unidade de Apoio ao Programa Nacional de Pesquisa em Biologia de Solo-EMBRAPA.4. onde apresenta dispersão restrita e descontínua. * recomenda-se a inoculação. ele atingiu. depressões e planícies aluviais ao longo dos rios. altura média de 10. Schizolobium parahyba (Velloso) Blake (garapuvu. chapas de compensados. em Latossolo Roxo distrófico. o pau-jacaré atingiu altura média de 7. A canafístula apresenta ramificação cimosa. litoral do Paraná.42 m. é adequada para serraria. A canafístula é uma das árvores mais conhecidas no extremo oeste catarinense.4. caixotaria leve. cilíndrico e longo. aos oito anos. Peltophorum dubium (Sprengel) Taubert (Sinônimo: P. Testes efetuados no Paraná e em São Paulo evidenciaram variabilidade genética entre procedências e entre progênies de canafístula. com as finalidades de revegetação de terrenos bem drenados e produção de madeira para fins energéticos. a espécie apresentou. decoração de interiores e parquet. normalmente. A espécie sofre com temperaturas inferiores a -1ºC principalmente nos primeiros anos de implantação. A madeira é leve (0. desde o norte do Estado até Criciúma (Figura 11). já disponíveis . aos oito anos de 2 idade. O pau-jacaré tem rápido crescimento. pela sua uniformidade de distribuição. 3. em subencosta.5 cm e incremento médio anual em volume de 25 m /ha. km 47. As árvores apresentam.59 m. Estrada Velha Rio de Janeiro/São Paulo. ocorrendo principalmente na vegetação secundária. altura média de 8. vulgaris) (pau-jacaré). o pau-jacaré é espécie característica e exclusiva da Floresta Pluvial Tropical Atlântica. altura 3 média de 13. . em viveiro. 3. vogelianum) (canafístula). Seropédica. litoral. A canafístula é recomendada para plantio de comprovação na Região 9. Em Paranaguá. em Podzólico Vermelho-Amarelo. taboados e vigotes. com possibilidades de emprego para confecção de canoas. oeste do Paraná. principalmente para tacos de assoalho. A madeira tem 3 densidade entre 0.15.4 cm e sobrevivência de 92%. aos quatro anos. (Sinônimo: P.98 m. As árvores. tanto em Toledo como em Paranaguá. devendo sofrer desramas periódicas para aumentar a altura comercial.13. a espécie apresentou. aos quatro anos de idade. e em Posadas. mas não em solos rasos e úmidos. rebrota vigorosamente após o inverno. diâmetro médio de 8.90 g/cm . há desrama natural 3 intensa. Em Toledo. 23460. e para experimentação nas Regiões 2 e 7.14.75 g/cm e poder calorífico de 4. porém. palitos. como lenha. em Latossolo Roxo distrófico. na Região 7. forros. incremento médio 3 anual em volume sólido de 13 m /ha. para plantios de comprovação. diâmetro médio de 13 cm e sobrevivência de 66. Em Joinville.10 m. diâmetro médio de 12 cm. guapuruvu). com estirpes de Rhizobium. apresentaram bifurcações.962 kcal/kg. vales.58 e 0. tornando-se resistente com o passar dos 3 anos. Em Cascavel. Em Santa Catarina. na fase jovem. formas de concreto. a oeste de Concórdia.80 a 0. RJ. principalmente em elevações suaves. na face norte. o guapuruvu ocorre na Floresta Pluvial Tropical Atlântica. Sua madeira.ano. Em decorrência da baixa porcentagem de sobrevivência em muitos plantios de pau-jacaré. diâmetro médio de 13. podendo ser plantada em cerrados. móveis. oeste do Paraná. O pau-jacaré é recomendado. fuste reto. capital de Misiones.7%. ela é usada na arborização urbana.3.30 a 0.40 g/cm ). frequência razoável e porte avantajado. Ela é uma espécie plástica em relação a solos.ano e sobrevivência de 99%. área basal de 19 m /ha. Em Santa Catarina.4. A espécie é heliófila e pode formar grupamentos densos em grandes clareiras florestais. é de ótima qualidade. Em Telêmaco Borba-PR.

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em Latossolo Vermelho-Escuro. em solos férteis. sua existência é restrita a locais de acesso difícil. como banana. Ateleia glazioviana. A Tabela 11 lista espécies nativas brasileiras consideradas prioritárias para pesquisas silviculturais básicas em Santa Catarina. O combate a formigas é fundamental para o seu desenvolvimento. apresentando crescimento monopodial. como as áreas de ocorrência natural estão praticamente devastadas. Introduzida em Engenheiro Beltrão. fixadora de nitrogênio. Solos rasos. pobres ou demasiadamente secos são inadequados para a espécie. A madeira é reputada para fósforos e lápis.60 g/cm . A espécie tem grande potencial de uso para sombreamento de espécies ciófitas e para recomposição de vegetação florestal. A espécie é nativa de Santa Catarina. altura média de 11 m. móveis e lambris. caixotaria. Atualmente. De modo geral. onde também é nativa. com densidade inicial não superior a 300 árvores/ha. pode invadir áreas abertas. são espécies de potencial silvicultural. mostrou a viabilidade de plantios a pleno sol. 3. ou de ciclo curto. em pequena escala. com problemas técnicos a resolver. marcenaria. onde nunca foi testada em plantios. desde Garuva até São João do Sul. com galhos finos em ângulo de 90º. As características ecológicas da espécie revelam-ma adequada para plantios de enriquecimento. O espaçamento permite consórcio com cultivos permanentes.4. Hoje. As árvores têm ótima forma. 3. atualmente. menciona-se: Aspidosperma ramiflorum. utilizada apenas como lenha. Os motivos de eleição e as necessidades de pesquisa são particulares a cada espécie. pouco ou nada estudadas. O baguaçu é recomendado para plantios de comprovação na Região 7. incremento médio 3 anual em volume sólido de 16 m /ha. pioneira. (bracatinga e mandioca). 3 A madeira do baguaçu tem densidade entre 0. fósforos. o baguaçu é exigente quanto às condições edáficas e microclimáticas.Em plantios experimentais.16. o baguaçu 2 apresentou.55 e 0. O baguaçu ocorre nas planícies aluviais ao longo dos rios e demais solos profundos e úmidos. A madeira do baguaçu tem sido intensamente utilizada para fabricação de forro. A madeira é pouco conhecida sendo. no litoral da Região Sul do Brasil.4. lápis. A experimentação em Engenheiro Beltrão e Fenix. a forma das árvores é excelente. ele foi plantado. Didymopanax morototoni. na Floresta Pluvial Tropical Atlântica. Espécies prioritárias para pesquisas silviculturais básicas. ela tem ótimo desempenho silvicultural. . Na Amazônia. noroeste do Paraná. sombreados. usos interiores e peças torneadas. sendo plantada comercialmente em pequena escala. o guapuruvu impressiona pelo crescimento inicial e pela forma das plantas. entre outros usos. O guapuruvu responde muito bem ao controle da vegetação invasora e à fertilização. Na década passada. Os plantios fracassaram. A madeira é utilizada para estruturas.17. ocorrendo na transição dos pinheirais para a bacia do Rio Rio Uruguai. o guapuruvu é indicado para plantios de comprovação em sua área de ocorrência natural em Santa Catarina (Figura 11). em reflorestamentos com incentivos fiscais. Sua regeneração natural. também. brinquedos. Talauma ovata Saint Hilaire (baguaçu. Mesmo em espaçamentos amplos. como exemplo. por sementes. em matas primárias exploradas ou no interior de capoeirões. por falta de manejo silvicultural adequado. de rápido crescimento e com boa rebrota. e usos similares aos da caxeta (Tabebuia cassinoides). aos dez anos de idade. área basal de 25 m /ha. A espécie é leguminosa arbórea. A espécie é recomendada. Em condições naturais. no Paraná.ano e sobrevivência de 78%. magnólia-do-brejo). para sistemas "taungya" como o praticado em Biguaçu-SC.

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2. em menor escala. Três Barras). também. Região Bioclimática 1 A Região Bioclimática 1. 4. Esta sub-região corta o Estado no sentido norte-sul.1. 5. Na Região 1. Cambissolos argilosos e de textura média. 4. em toda a porção sedimentar. A espécie tem apresentado bons resultados em plantios experimentais jovens no Paraná. para contornar Ponte Alta. muito extensa. As árvores produzem cerne para usos nobres como madeira serrada. ocupa a maioria das áreas a oeste da Serra Geral. de folhelhos e silticos. Cambissolos argilosos de basalto. Latossolo Vermelho-Escuro. há extensos reflorestamentos de Pinus e.1. Terra Bruna Estruturada. sedimentar e do Pré-cambriano (Figura 12). Correia Pinto. CARACTERÍSTICAS EDÁFICAS Os solos de Santa Catarina podem ser relacionados às três grandes superfícies geológicas do Estado: derrame basáltico do Trapp.1.Patagonula americana. 4. Solos Litólicos de basalto e. na parte norte da porção sedimentar (Canoinhas. Os principais solos ocupados pelos reflorestamentos. por ordem decrescente. de eucaliptos. atingindo a fronteira da Argentina. Derrame basáltico do Trapp Na Região 1. 3. desenvolvidos de siltitos e folhelhos. 4. o derrame basáltico do Trapp. Lages e . são: 1. acompanhando a Serra Geral e dela só se afastando na porção central. compreende solos derivados do derrame basáltico do Trapp e de material sedimentar.

soltas na superfície e no corpo do solo. Muitas vezes. eles são ácidos. principalmente nos municípios de Santa Cecília (Timbó Grande). ocorrem em Ponte Serrada. de clima mais frio. ocorrem grandes áreas de Terra Bruna Estruturada nos municípios de Curitibanos (Guarda-Mor). Nos locais de maiores altitudes. Sob mata. Eles são muito frequentes nos municípios de Matos Costa. e aos Solos Hidromórficos dos banhados. Os Solos Litólicos das cotas mais baixas. sendo mais ácida e mais rica em matéria orgânica que a Terra Roxa Estruturada. Eles são mais avermelhados e mais pobres em matéria orgânica na porção oeste. Embora pedregosos.000 m e são encontrados tanto sob mata nativa e sob campos naturais. Entre os principais solos estão os Solos Litólicos. onde suportavam maciços exuberantes de pinheiro-do-paraná. são mais escuros. Água Doce. principalmente no oeste e centro do Estado (Vale do Rio do Peixe). Os Solos Litólicos de relevo montanhoso devem ser reservados à preservação da flora e da fauna. muito comum nos vales de alguns rios das partes mais altas e frias do Estado. Curitibanos. são férteis. que ocupam os relevos mais fortes. pois as pedras.Urubici (Figura 12). Lages e Lebon Regis. Santa Cecília. hoje. os Cambissolos. São Joaquim da Serra. medianamente profundos. talvez sejam os solos de maior expressão geográfica. porém pedregosos e em relevo forte ondulado e até montanhoso. são de aptidão essencialmente florestal. suas maiores concentrações estão nos relevos mais movimentados. Os Cambissolos. amarelados ou brunados. e ocupam relevo até suave ondulado. Lages. permitindo bom desenvolvimento radicular. ricos em matéria orgânica. Lages. Os Solos Litólicos ocorrem disseminados em relevos forte ondulado e suave ondulado. A Terra Bruna Estruturada ocorre tanto sob campo nativo como sob mata. Os Cambissolos de coloração brunada. em Irani e municípios próximos. de menor altitude e de clima mais quente. outrora coberto por campos nativos e matas de araucária. Ela abrange todo o planalto basáltico. Os solos são predominantemente argilosos. eles estão em relevo mais acidentado. seja nas proximidades da área sedimentar. a maioria deles húmicos. Anita Garibaldi. A Terra Bruna Estruturada predomina nas altitudes acima de 900 m. São Joaquim. A maioria das plantações de macieiras está localizada em Terra Bruna Estruturada. são solos adequados à silvicultura e à fruticultura. Caçador e Matos Costa. As maiores concentrações dos Cambissolos. esta nos vales mais quentes. as Terras Estruturadas e os Latossolos. geralmente em relevo ondulado e ocupando as meias encostas livres de pedras dos morros pedregosos. eles estão intimamente associados aos Solos Litólicos. Curitibanos. são pequenas e médias. mais ricos em matéria orgânica e mais ácidos nos locais de maiores altitudes. sob mata este solo ocorre. Os maiores cuidados devem estar relacionados à implantação e ao manejo das florestas. Campo Belo. São muito argilosos. geralmente. geralmente nas bordas de serras. seja mais a oeste. ocupam grandes extensões tanto em relevo suave ondulado de pendentes curtas como ondulado e forte ondulado. ácidos. também. Matos Costa. que ocorrem nas partes abaciadas. estes solos podem ser usados em silvicultura. para não degradar muito o solo e expor demasiadamente as pedras à superfície do terreno. Sob campo nativo. Porém. Lebon Regis. geralmente sob mata exuberante. A Terra Bruna Estruturada e a Terra Roxa Estruturada. Irani. argilosos e geralmente com pedras. Fraiburgo. profundos. Santa Cecília. Lebon Regis. . Santa Cecília. superficialmente escuros. Lebon Regis. Bom Jardim da Serra e Anita Garibaldi. pedregosos e escuros. bem drenados e ocorrem predominantemente em relevo ondulado. Os Cambissolos de basalto suportam. Os Cambissolos são frequentes nas altitudes superiores a 1. grandes reflorestamentos de Pinus. Ela é. principalmente os moderadamente pedregosos.

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ácidos. As maiores concentrações dos Latossolos estão em Palma Sola. ácidos. a porção sedimentar contribuiu com diversos materiais para a formação dos solos. do Peixe. ser reservados à agricultura. geralmente em altitudes superiores aos 1. nas partes de relevo vigoroso das serras. Chapecó. dominantemente cambissolos. no relevo ondulado. ocorre. eles suportam grandes reflorestamentos de Pinus e de eucaliptos. Ocorrem. propostas de alteração em sua cobertura vegetal devem levar em conta os impactos ambientais decorrentes. ocorrem duas situaçoes distintas. todavia. livres de pedras e em relevo suave ondulado. dominantemente. Xaxim. devem ser destinados à preservação da flora e da fauna. ainda. aptos tanto para silvicultura como para pecuária. ricos em matéria orgânica. Estes solos são avermelhados.1. Estes solos são de fácil manejo e deveriam ser reservados à agricultura. o Latossolo Vermelho-Escuro. argilosos. Eles. argilosos e bem drenados. estas áreas deveriam ser preservadas. são encontrados. próximos às encostas de serras. também. frequentemente. A outra porção da área sedimentar.000 m. separadas pela Região Bioclimática 2. Pequenas ocorrências destes solos estão. mas podem ser encontrados tanto no suave ondulado como no forte ondulado. também localizada na área sedimentar do Estado. dominam Cambissolos em relevos fortes. Ainda entre os principais solos da área do derrame. é mais vermelha. encontra-se desde o material arenoso até o argiloso e o relevo varia desde o montanhoso até o suave ondulado. Xanxerê. também. instáveis e muito sujeitos ao desmoronamento. na parte norte do Estado. Morombas. Palmitos. onde estão incluídos nas áreas de Cambissolos. geralmente em cotas mais baixas e em locais de clima um pouco mais quente.A Terra Roxa Estruturada ocorre predominantemente sob mata. Pinhalzinho. invariavelmente ácidos. no relevo suave ondulado. São Domingos. poderão vir a ser ocupados por espécies florestais tolerantes às condições de banhado. também. frequentemente. e brunados nos locais com altitudes superiores a 800 m. Timbó e Canoinhas. principalmente nos municípios de Canoinhas. Estes solos. estão os Latossolos.2. Os Solos Hidromórficos ocorrem. nas cabeceiras dos rios. Cambissolos bem estruturados. onde o basalto está sobreposto ao arenito. devem. bem drenados. . já na área sedimentar. Descanso e Campos Novos. São. mais fértil e menos rica em matéria orgânica. Próximo ao basalto sobre o arenito. Estes solos ocorrem. Campo-Erê . Na porção ao sul da Região Bioclimática 2. ocorrem às margens dos rios lguaçu. Solos Litólicos intimamente associados aos Cambissolos. como AInus subcordata. com predomínio dos Cambissolos. nos banhados dos lugares altos. profundos e bem drenados. profundos. De um modo geral eles são impróprios para a silvicultura. Estes terrenos são importantes para o funcionamento da bacia hidrográfica e. Nesta parte sedimentar. idealmente. e não apresentam restrição à silvicultura. Chapecó e de alguns de seus afluentes. principalmente no oeste do Estado. ocorrem solos de textura média e até afloramentos rochosos. Maravilha. sendo mais frequentes em relevo suave ondulado e ondulado e sob campo nativo. principalmente. dominam solos argilosos. Porção sedimentar Na Região Bioclimática 1. São solos profundos. principalmente na região de contacto do arenito Botucatu com o basalto. em áreas de relevo mais suaves. AInus glutinosa e Taxodium distichum. Três Barras e Papanduva. 4. Na parte do contacto. de Solos Litólicos e de Terra Bruna. apresenta diversos tipos de solos. Ainda na parte sedimentar norte. consequentemente. Ocupa áreas muito restritas do vale dos rios Pelotas. São Miguel do Oeste. Nela. Abelardo Luz. moderadamente profundos.

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e grande parte deles é intermediária entre o Podzólico Vermelho-Amarelo e o Latossolo Vermelho-Amarelo. ocorrem Cambissolos argilosos. muitas vezes excedendo os 400 m. devendo se restringir ao manejo da floresta. Cambissolos argilosos. Alguns deles são ligeiramente pedregosos e. nos Solos Hidromórficos do Vale. No relevo forte ondulado e até mesmo montanhoso. que predominam. arroz. reflorestamentos empresariais nesta Região. Agrolândia. principalmente. Nela. ocorrem no vale dos rios. derivado de argilitos. ocorrem em pequenas áreas e são apropriados às atividades florestais. Nova Trento. nos municípios de Trombudo Central. ocupam os locais de relevo forte ondulado e montanhoso. As atividades florestais não podem ser intensas. principalmente nas encostas de serras e na calha dos principais rios e de seus afluentes. em menor escala. Já os derivados de migmatito apresentam menor diferença textural entre A e B. praticamente. A Região Bioclimática 2 é. principalmente cebola. Botuveravá e Cambori. Tanto os Podzólicos como os Cambissolos são aptos à silvicultura. Eles são solos com grande risco de degradação e. tanto no relevo suave ondulado como no forte ondulado e até nos montanhosos. A Região Bioclimática 7 abriga reflorestamentos de eucaliptos e de Pinus (principalmente Pinus elliottii var. A diversidade do material de formação dos solos e as diversas formas de relevo. geralmente o horizonte superficial é de textura média e o subsuperficial de textura argilosa. mais rasos. localizada na área sedimentar do Estado. Estes solos. sob mata nativa. de um modo geral. No Pré-Cambriano. condicionaram o aparecimento de vários tipos de solos. As formas vigorosas de relevo são comuns. Salete. Os afloramentos rochosos e os Solos Litólicos ocupam os relevos vigorosos dos maciços montanhosos. utilizada para agricultura. ácidos e profundos. com predominância de glei pouco húmico. elliottii). Aurora e parte dos municípios vizinhos. com textura média no horizonte superficial e argilosa e subsuperficial. deveriam ser destinados à preservação da fauna e da flora. com arroz. ocorrem materiais relacionados ao Pré-Cambriano. são encontradas formas abruptas de relevo. ocorrem. Suas maiores limitações estão relacionadas ao relevo ou a presença de "bolders".4. Os Cambissolos são solos aptos à silvicultura e a sua principal limitação está relacionada ao relevo. arenitos e argilitos. Região Bioclimática 2. Nesta Região são comuns os aparados de serras com relevos escarpados e exposições rochosas. argilosos. em consequência do acúmulo de argila no horizonte B. Nos relevos suave ondulado e ondulado eles ocorrem. Nas proximidades de Pouso Redondo e de Petrolândia ocorre Cambissolo argiloso. Destacam-se os Cambissolos de textura argilosa. aos sedimentos do Carbonífero e do Permiano e aos depósitos marinho e fluviais recentes (Figura 12). superficialmente. fumo. nas proximidades de Petrolândia. Taió. Não há. entre outros fatores. porém ambos com muita areia grossa e cascalho. rico em matéria orgânica e. e constituem áreas de preservação da fauna e flora. dominantemente. profundos. Nela. em escala relativamente pequena. com sequência de horizontes A. com exposições rochosas. para energia.3. derivados de migmatito. profundos e bem drenados. Região Bioclimática 7. Nela. bem drenados. B e C. Aguti. predominam os Podzólicos Vermelho-Amarelos. Solos Hidromórficos. Todavia. Já os Cambissolos de relevo forte ondulado e mesmo montanhoso estão disseminados nesta região. escuro. ocorrem em relevo montanhoso e forte ondulado. A Região Bioclimática 2 está. A atividade agrícola é mais desenvolvida na parte sul e. os relevos suave ondulado e ondulado são predominantes. Ituporanga. A Região 7 compreende o litoral e as áreas com altitudes médias inferiores a 400 m. derivados principalmente de filitos. ocupando a planície de inundação. nos vales dos principais rios. ocorrem Cambissolos argilosos. eminentemente. eles são uniformemente argilosos e sem cascalho. sendo praticados por empresas e em propriedades agrícolas. no início das calhas dos rios. a não ser no limite com a Região Bioclimática 1. também. principalmente entre Campo Alegre e Garuva e entre Paulo Lopes e José Bonifácio. por isso. a maioria de textura média. o relevo é a principal . 4. As plantações florestais deverão ser realizadas nas áreas onde a mata nativa foi devastada. ocupando. principalmente. granito e gnaise.2. e não são muito expressivos geograficamente. predominam os siltitos e folhelhos. Pouso Redondo. Tijucas. Os reflorestamentos de eucaliptos são. Nos derivados de granito. Os Solos Litólicos. também. Os Podzólicos Vermelho-Amarelos. apresentam nítida diferença de textura do horizonte A para o B. integralmente. Nas proximidades de Brusque. mandioca e. estes solos são amplamente utilizados para o cultivo de arroz. geralmente.

Ocorrem. em relevo que varia de suave ondulado a forte ondulado. que podem suportar algum reflorestamento. a Terra Roxa Estruturada e o Latossolo Bruno Roxo. no relevo montanhoso. bem drenados e sem limitações para plantios florestais. Na parte sedimentar. no derrame basáltico. as áreas montanhosas. são Pinus elliottii var. Do ponto de vista exclusivamente edáfico. de maior teor de argila. Situada. Os Cambissolos. Também alguns Podzóis hidromórficos no litoral. e a melhor opção de uso é o enriquecimento da mata com palmito. Ela é dominada por solos férteis. a maioria pequenas. As maiores dificuldades estão na implantação e no manejo das áreas plantadas. Os Podzóis são extremamente arenosos. Tanto a Terra Roxa como o Latossolo Bruno Roxo são argilosos. . solos litólicos de folhelho. hoje. Muitos deles são hidromórficos. Região Bioclimática 9. os maciços montanhosos da Serra do Tabuleiro entre Paulo Lopes e Anitápolis e a região escarpada a oeste de Garuva são impróprias às atividades florestais. próximos aos dos ltajaí. Na Serra Geral. por permitir melhor conservação destes solos e evitar a excessiva exposição de pedras. Os principais solos da Região 9 são os Litólicos. entre a costa e os Aparados da Serra Geral (contacto com o basalto). elliottii e vários eucaliptos.4. Solos Hidromórficos Gleizados e Cambissolos (principalmente nos estuários de rios) e solos de mangue. As espécies mais usadas. predominam. são escassas e deveriam ser reservadas a atividades mais intensas. nesses locais baixos. compreendendo a Serra Geral. As áreas planas e suavemente onduladas. pelo relevo e pela natureza dos solos. ocorrem em relevo praticamente plano e a maioria é de alta fertilidade. Há poucos plantios florestais. Em todo o litoral. desde Porto União até Praia Grande. Nesta categoria estão os Solos Hidromórficos que ocupam os banhados do planalto serrano e as cabeceiras e os vales de alguns rios. extremamente rasos com substrato rochoso. pois as pedras. correspondendo ao Carbonífero e ao Permiano. com vegetação de restinga. milho e outras culturas agrícolas e ocorrem. é a mais recomendada. integralmente. Conclusão. extremamente arenosos. solos profundos e livres de pedras. com 6 a 10% de argila. principalmente Podzóis. os afloramentos rochosos e as dunas são igualmente impróprios. melhor drenados. também. ocorrem solos muito arenosos. a maioria pedregosos e com relevo forte ondulado. Os Podzóis melhor drenados. estes solos são aptos à plantações florestais. Apesar de pedregosos. Elas devem permanecer como áreas de proteção permanente. principalmente. geralmente com 95% ou mais de areia e ocupam relevos praticamente planos. geralmente inferiores a 10 m. 4. ocupando os relevos mais acidentados. Nela ocorrem. A Região Bioclimática 9 é ocupada por pequenas propriedades agrícolas. estão soltas tanto na superfície como no corpo do solo. Eles são muito férteis e pedregosos. exigindo pouco preparo do solo. próximo à orla. juntamente com algumas areias Podzolizadas. 4. podem ser utilizados com espécies florestais adaptadas a esses ambientes. seja pela presença de pedras e ou pelo relevo forte. para estes solos arenosos. a Região 9 corresponde às áreas mais baixas do Vale do Rio Uruguai e de seus principais afluentes. ocupando as partes mais baixas. alguns Solos Litólicos. permitindo o desenvolvimento radicular normal. muitas vezes associado a solos extremamente rasos. após drenagem. ocorrem próximo aos estuários e ao longo de alguns rios e podem ser ocupados com maricá ou. ocorrem solos profundos. a da Boa Vista e da Taquara Verde na área do basalto. A atividade florestal. profundos. no limite entre as Regiões Bioclimáticas 1 e 7. poucas áreas são impróprias. Os Solos Hidromórficos. Areias Quartzozas e dunas. situada ao sul de Morro da Fumaça. geralmente associados a Cambissolos derivados de sedimentos aluviais. A floresta natural exuberante é um bom indício da qualidade desses solos para a silvicultura. na forma de pequenos talhões. Santa Catarina é um Estado de grande potencial florestal.dificuldade. no sul. areias quartzozas. com eucaliptos e Pinus. Os Solos Litólicos e os Cambissolos ocorrem intimamente associados. Todavia. Neste caso estão os Latossolos. ainda. cana. Neste caso. De um modo geral. como agricultura. Tijucas e Tubarão. a maior parte da região é de grande vocação florestal. também. Do ponto de vista do relevo. são impróprios às atividades florestais e constituem áreas de preservação permanente. associados aos Cambissolos também pedregosos. predominando Podzólico Vermelho-Amarelo e Cambissolo. eles têm boa profundidade efetiva. Eles são excelentes para cultivos de arroz. estão.5. em relevos suaves. com solos profundos e de fácil manejo. as Serras da Boa Esperança.

CAFMA: liquidâmbar.Freudenberg Agroflorestal Ltda.Companhia Melhoramentos de São Paulo: Cupressus lusitanica. em paralelo ao seu uso em larga escala. Sementes ou mudas de outras espécies exóticas. b) E.. Região 7) pode ser plantada com sementes de várias procedências (Anexo 6). 1978). pellita origem Helenvale (Tabela 7. . A elucidação desta interação. pelos órgãos de extensão florestal.Casas de produtos agrícolas em Curitiba-PR: bracatinga. podem ser procuradas em: . Porém. 6 e 7). das informações contidas neste Zoneamento. sementes ou mudas de eucaliptos e de algumas espécies nativas são.Florestas Rio Doce: leucena (diversas variedades). Instituições como o Centro Nacional de Pesquisa de Florestas. • produção de sementes melhoradas de espécies introduzidas não tradicionais. Em regiões específicas do Estado. continuamente. para as principais espécies florestais plantadas. • produção de sementes melhoradas de espécies nativas aptas para plantios comerciais. 4. . O Anexo 6 deve ser utilizado com base nas origens e procedências recomendadas para plantios (Tabelas 3. . também.Instituto Ataliba Paz: plátanos (mudas por estacas). Os conhecimentos sobre a adequação de espécies florestais ao clima estão muito mais evoluídos do que sobre a adequação das espécies aos fatores edáficos. contribuirá muito para o aumento da produtividade dos povoamentos. o Instituto Florestal de São Paulo e o Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais desenvolvem. uva-do-japão. procedência Concórdia-SC. Deve ficar claro que procedências (Anexo 6) formadas com origens recomendadas (Tabelas 6 e 7) podem ser empregadas. Regiões 1. O Anexo 7 fornece endereços para obtenção das sementes recomendadas. Cunninghamia lanceolata. ser aperfeiçoado.Instituto Florestal de São Paulo: essências nativas e espécies introduzidas. Portanto. como bracatinga. Cupressus lusitanica e Cryptomeria japonica. abrangendo grandes extensões do Estado. em Brasília-DF. saligna origem Coff's Harbour (Tabela 6. bem como de algumas nativas. . exemplos: a) E. de modo dinâmico. Cryptomeria japonica. espécies nativas. • realização dos plantios de pesquisa e de comprovação recomendados. de grande potencial econômico para o Estado. . novos talhões produtores de sementes. o ordenamento adequado da silvicultura deve obedecer a um zoneamento agrossilvipastoril. preferencialmente. . nos locais classificados no Grupamento 5 da aptidão agrícola das terras de Santa Catarina (BRASIL . há necessidade de algumas ações complementares: • divulgação e utilização. algumas empresas privadas também realizam fomento. e Cia. erva-mate e pinheiro-do-paraná. são de vocação essencialmente florestal.SADIA Concórdia: bracatinga. especialmente de espécies de Pinus e Eucalyptus. baseado na vocação do solo. . podem ser consultadas sobre a disponibilidade de materiais genéticos recentemente desenvolvidos. como o IBDF-Delegacia Estadual de Santa Catarina e a CIDASC-Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina.algumas Terras Brunas Estruturadas e os Cambissolos de sedimentos aluviais. AÇÕES COMPLEMENTARES Para que este zoneamento seja eficaz e possa. Relações atualizadas de fontes de sementes credenciadas pelo IBDF podem ser obtidas por consulta a sua Comissão de Controle de Sementes. A silvicultura deve ser praticada. como Taxodium distichum. . As demais áreas. como Cupressus lusitanica e grevílea. 6.TANAC: acácia-negra. . FONTES DE SEMENTES COMERCIAIS O Anexo 6 relaciona procedências comerciais indicadas para Santa Catarina (gêneros Eucalyptus e Pinus). 5.Companhia Melhoramentos Norte do Paraná: grevílea. distribuídas para fomento por órgãos estatais. • comparação experimental de fontes de sementes de espécies/procedências recomendadas para plantios comerciais. Em Santa Catarina.. 2 e 9) pode ser plantada com semente da procedência Itapeva-SP (Anexo 6).

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8120 05051 – São Paulo – SP DURAFLORA – SILVICULTURA E COMÉRCIO LTDA. no 535 Caixa Postal. Amazonas no 491 – 6o andar 30000 – Belo Horizonte – MG INSTITUTO DE PESQUISAS DE RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS “ATALIBA PAZ” Rua Gonçalves Dias. Lobo no 1.A. 256 88000 – Florianópolis – SC CIRENA – CIA.A. AGRÍCOLA E FLORESTAL SANTA BÁRBARA-CAF Av.ANEXO 7.A. Av. Rua Oswaldo Cruz no 535 13200 – Jundiaí – SP DURATEX FLORESTAL S. Rua Oswaldo Cruz. Caixa Postal. 47 87200 – Cianorte – PR COMPANHIA DE MELHORAMENTOS DE SÃO PAULO Rua Tito no 479 Caixa Postal. Caixa Postal. & CIA. Km 111 Caixa Postal.A. 146 13200 – Jundiaí – SP EMPREENDIMENTOS FLORESTAIS AGLOFLORA Rua Marechal Floriano Peixoto no 4. 3319 80001 – Curitiba – PR CHAMPION PAPEL E CELULOSE S. Brasil no 709 – São Lucas 30000 – Belo Horizonte – MG CIDASC – COMPANHIA INTEGRADA DE DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA DE SANTA CATARINA Caixa Postal. ENDEREÇOS PARA OBTENÇÃO DE SEMENTES ACESITA ENERGÉTICA S. Rua Prof.A. Rua Afonso Pena no 1.MG ARACRUZ FLORESTAL S.ES CAFMA – FREUDENDERG AGRO-FLORESTAL LTDA. CELULOSE E PAPEL) Caixa Postal 254 13470 – Americana – SP COMPANHIA MELHORAMENTOS NORTE DO PARANÁ Caixa Postal.128 – Barra do Riacho 29190 – Aracruz .A. 10 13840 – Mogi-Guaçu – SP CIA.500 81500 – Curitiba – PR FLORESTAS RIO DOCE S. 570 Bairro Menino Deus 90000 – Porto Alegre – RS .500 – 6o andar 30130 – Belo Horizonte . REFLORESTADORA NACIONAL (RIPASA S. 50 17120 – Agudos – SP CENTRO NACIONAL DE PESQUISA DE FLORESTAS – CNPF/EMBRAPA Estrada da Ribeira.

Mauro Ramos no 187 – Ed. Rua D. 222 69460 – Canoinhas – SC SADIA CONCÓRDIA S. 163 84500 – Irati – PR INSTITUTO BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO FLORESTAL – IBDF COMISSÃO DE CONTROLE DE SEMENTES FLORESTAIS Av. FACELPA – Fábrica de Celulose e Papel S. Carlinda no 302 95680 – Canela .HORST SCHUCKAR Rua Antonio Alves no 29 – 16o andar 17100 – Bauru – SP INSTITUTO BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO FLORESTAL – IBDF FLORESTA NACIONAL DE IRATI Caixa Postal. 11-12 89700 – Concórdia – SC SIBRA FLORESTAL S.A. 19 95780 – Montenegro – RS TROMBINI FLORESTAL S. Departamento de Reflorestamento Rua Senador Attilio Fontana no 86 Caixa Postal.RS . L. Caixa Postal.322 01000 – São Paulo – SP INSTITUTO DE PESQUISAS E ESTUDOS FLORESTAIS – IPEF Caixa Postal.A. Rua Dom Bosco no 226 40000 – Salvador – BA TANAC S/A – INDÚSTRIA DE TANINO Rua T. 1.A.-4 SAIN – Edifício Sede 70800 – Brasília – DF INSTITUTO BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO FLORESTAL – IBDF DELEGACIA ESTADUAL DE SANTA CATARINA Av.A. Weibull no 199 Caixa Postal. 193 85100 – Guarapuava – PR RIGESA – CELULOSE PAPEL E EMBALAGENS LTDA. Nacional 88000 – Florianópolis – SC INSTITUTO FLORESTAL DE SÃO PAULO – IFSP Caixa Postal. 530 13400 – Piracicaba – SP KLABIN DO PARANÁ AGRO-FLORESTAL S/A Fazenda Monte Alegre – Lagoa 84260 – Monte Alegre – PR MANASA – MADEIREIRA NACIONAL S/A Fazenda da Costa Bairro do Boqueirão s/no Caixa Postal.