UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL ROTEIRO DIDÁTICO – TÉCNICAS EM ANATOMIA DA MADEIRA1 Wescley Viana Evangelista2 Embora

muitos aspectos anatômicos da madeira possam ser constatados macroscopicamente, a olho nu ou com auxilio de uma lupa, determinadas peculiaridades da madeira só poderão ser visualizadas com o auxilio de microscópio. A microtécnica trata dos recursos, métodos e procedimentos de preparação da madeira para futuras observações microscópicas, através das técnicas de maceração e microtomia. Através dessas técnicas, a madeira é transformada num ob eto transparente, possibilitando sua observação no microscópio e permitindo a visualização das v!rias células "ue compõe a madeira. #a primeira parte deste material ser! abordada a técnica de maceração, os principais métodos utilizados, bem como sua finalidade pr!tica nos estudos de anatomia e tecnolo$ia da madeira. PARTE 1 - MACERAÇÃO As seções de caules, ra%zes, cascas ou outros ór$ãos ve$etais raramente oferecem uma idéia precisa da natureza de suas células, "uando vistas sob l&minas tempor!rias ou permanentes. A dissociação dos tecidos é o 'nico método "ue revela as particularidades das células. A maceração é a forma artificial de separação das células de um tecido, através da dissolução da lamela média, "ue é composta, "uase em sua totalidade, por li$nina. Através da maceração é bem poss%vel a observação tridimensional das células, facilitando o estudo das caracter%sticas anatômicas da madeira. Embora se acredite "ue a natureza das li$ações "u%micas entre os polissacar%deos e a li$nina se a mais complexa "ue a simples impre$nação da lamela média pela li$nina, os solventes "u%micos são capazes de dissolver a subst&ncia intercelular e promover a separação das células ve$etais. A madeira, assim preparada, é usada para medições de lar$ura, di&metro do lume e comprimento das fibras, espessamento de parede e pontuações ()i$ura *+. ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,
* - .aterial did!tico referente ao curso de anatomia da madeira ministrado aos estudantes de En$enharia )lorestal da /niversidade )ederal do 0ecôncavo da 1ahia. 2 3 En$enheiro )lorestal .4c., 5outorando em 6i7ncia )lorestal 3 /)8

dioxano. #a=> ? #a24. "ue consiste numa mistura de !cido n%trico concentrado e !cido acético $lacial na proporção de *9D volumesB 3colocar as part%culas de madeira num tubo de ensaio e um volume da mistura macerante.é o método considerado dos mais eficazes pela combinação de dois !cidos "ue atuam sobre a li$nina. =s rea$entes utilizados para se remover a li$nina estão assim a$rupados9 a+ solventes or$&nicos espec%ficos . >#=@ . dimetilsulfóxido etc. 6l=2 etc. A preparação do material consiste em cortar o material fresco ou seco em fatias ou pedacinhos. )onte9 :omide et al (2. b+ soluções a"uosas ou b!sicas . Método 2%t#o-*&ét%&o . A se$uir são apresentados os principais métodos de maceração.<+.étodo de #icholls e 5adsCell são os métodos mais utilizados e serão descritos a se$uir. =s compostos or$&nicos e as soluções oxidantes alteram o m%nimo poss%vel.3 #4 = método nitro3acético e o .)i$ura * 3 . Al$uns métodos são mais dr!sticos e podem dilacerar os elementos de madeiras mais maciasB outros métodos são mais suaves e não são suficientes para individualizar os elementos de madeiras mais densas. *-(* /#0t%&*1 2+ Método 2%t#o-*&ét%&o @+ Método d S/ *#%2 I) . en"uanto os compostos do se$undo $rupo se caracterizam por reações dr!sticas.n=< etc. a ponto de mer$ulhar todas as part%culas na misturaB 3levar o tubo de ensaio para o banho3maria em ebulição. a estrutura da li$nina. As principais etapas são9 3retirar pe"uenos fra$mentos de madeira e coloc!3los em !$ua antes da maceração. o mais fino poss%vel.#a=>. =s principais métodos de maceração são os se$uintes9 *+ Método d ! ""# $ 2+ Método d N%&'o(() D*d)+ (( . A. no sentido das fibras e coloc!3los num tubo de ensaio com rea$entes.Método -)*do .. c+ soluções oxidantes .étodos de maceração 3 in'meras soluções macerantes são preconizadas e a escolha de um determinado método depender! do tipo de estudo "ue se realiza.>2=2 .!lcoois. até o material se apresentar esbran"uiçadoB . num per%odo "ue varia de uma a tr7s horas. alterando a estrutura da li$nina. fenóis. a fim de facilitar a difusão dos a$entes macerantesB 3preparar a solução macerante.acerado de material apresentando fibras e vasos. .

"uando utiliza3se desse método de maceração. como observado em aulas pr!ticas. 6uidado especial deve ser tomado com a ação do !cido n%trico. para não causar danos ao material. pode3se visualizar principalmente. al$umas vezes. As etapas para realização desse método são as se$uintes9 3 0etirar pe"uenos fra$mentos de madeiraB 3 Ereparar a solução macerante. Esse método é muito utilizado para madeiras mais macias. = !cido n%trico pode provocar hidrólise. Em função da toxidez dos vapores !cidos. o6 por aproximadamente <I horasB 3 Em se$uida. por"ue não é a$ressivo e não de$rada muito o material. nitração e oxidação da li$ninaB para se obter o resultado esperado é preciso interromper a reação a tempo. Al$uns detalhes espec%ficos da madeira. A partir das células individualizadas.utiliza3se solução de !cido acético $lacial e peróxido de hidro$7nio como solução macerante./o#t52&%* P#0t%&* d* R *(%6*78o d* M*& #*78o A partir da maceração. volume esse o suficiente para recobrir todas as part%culasB 3 Fevar o tudo de ensaio a uma estufa a"uecida G temperatura de H. as fibras e elementos de vasos nas folhosas e os tra"ueóides nas con%feras. através da se$uinte fórmula9 EP = L − DL 2 em "ue9 EEJ espessura da parede (Km+B . no ponto de ebulição. na proporção de *9*B 3 colocar os fra$mentos de madeira num tubo de ensaio adicionadas a um volume da solução macerante. #este caso a maceração passa a ser uma ferramenta importante na avaliação "ualitativa das diferentes células lenhosas "ue compõem a madeira. /ma outra import&ncia de ser fazer a maceração é a possibilidade de mensurar as dimensões de fibras e tra"ueóides. não são poss%veis de serem observados nos tr7s planos anatômicos. é necess!rio o uso da capela. com exaustor. I. tais como as placas de perfuração dos elementos de vasos e as pontoações de fibras. "ue são9 comprimento. lar$ura e di&metro do lume. "ue provoca reações fortes.3retirar o excesso da solução macerante e lavar o material com !$ua corrente. "ue consiste de solução de !cido acético $lacial e peróxido de hidro$7nio. é poss%vel a individualização das diferentes células lenhosas "ue compõem a madeira. a fim de eliminar os res%duos "u%micosB 3 6olorir com azul de astraB 3 . Método d N%&'o(() D*d)+ (( .ontar as l&minas. a fim de eliminar os res%duos "u%micosB 3dissociar os tecidos por meio de um estilete ou por a$itação manual do tubo de ensaioB 3colorir com azul de astraB 3fazer a monta$em de l&minas. podendo atacar até as paredes celulares. pelos métodos discutidos em aula pr!tica. A espessura da parede não é mensurada e sim estimada. lavar o material em !$ua corrente.

(*MID+ verificaram "ue não h! relação entre os dois par&metros em E. da . b+ )ração parede ()E+9 2 × espessura . Eor outro lado. #os tr7s planos anatômicos de corte não é poss%vel realizar essas medições com precisão. tais como a densidade. )ibras mais lar$as produzirão papéis com menor resist7ncia ao ar. #o entanto o "ue merece real desta"ue são as correlações das dimensões das fibras e tra"ueóides com as propriedades do papel. pouco flex%veis e haver! . um aumento no n'mero de li$ações resulta em aumento nas propriedades de resist7ncia. grandis. caracter%sticas estas "ue definem a "ualidade da madeira para a produção do papel. =utra caracter%stica muito importante para as propriedades do papel é a lar$ura da fibra. Eor exemplo. 4e$undo 4antos (2. lume l ar$ ura CF = Quanto maior o coeficiente de flexibilidade. maior volume espec%fico aparente e maior resist7ncia ao ras$o. o comprimento da fibra afeta al$umas propriedades do papel. #os estudos de caracterização da madeira. essas dimensões podem apresentar correlações com outras propriedades da madeira. resist7ncia ao ras$o e resist7ncia a dobras. embora sob certas condições.. Em $eral admite3se "ue "uando a fração parede é maior "ue <. A espessura da parede é uma caracter%stica anatômica tão importante "uanto a lar$ura da fibra e $eralmente est! relacionada com a ri$idez da fibra.. encontrou correlação positiva entre o comprimento da fibra e densidade.FJ lar$ura (Km+B 5F J di&metro do lume (Km+.D+. mais flex%veis são as fibras ou tra"ueóides. 5A8L54=# (*MN2+. Em $eral. maior é a ri$idez das fibras ou tra"ueóides e menor é a possibilidade de li$ação entre elas. as fibras serão extremamente r%$idas.D+ também cita "ue. a partir das dimensões de fibras e tra"ueóides. Al$uns desses itens são apresentados a se$uir9 a+ 6oeficiente de flexibilidade (6)+ diâmetro . 4antos (2. Essas correlações podem ser v!lidas para al$umas espécies e para outras não. onde tem3se re$istrado na literatura. en"uanto 5LA4 e 6FAO5L=35A3 4LF8A P0. estudando a madeira de Eucalyptus deglupta. muitas relações positivas desses dois par&metros em estudos com madeiras de con%feras e folhosas. em particular.R. do . parede l ar$ ura FP = Quanto maior a fração parede. pre udicarão a formação da folha uma vez "ue tem maior tend7ncia a flocular na caixa de entrada. é também poss%vel estabelecer %ndices de "ualidade da madeira para a produção de papel. maior é a possibilidade de li$ação entre elas. =utra caracter%stica anatômica associada a densidade é a espessura da parede.

onde é poss%vel visualizar os tr7s planos anatômicos de corte. #o entanto. publicada em *MN<. com o %ndice por ele desenvolvido menor "ue *. Quando este %ndice era maior "ue *. parede diâmetro . Em $eral. lume 0unSel observou "ue as fibras de madeira. transformando3a num ob eto del$ado e "uase transparente. #o 1rasil. através do uso de rea$entes espec%ficos "ue individualizam essas células através da dissolução da lamela média. par7n"uima axial e radial. produziam polpas de boa "ualidade. 5ependendo do ob etivo do trabalho.dificuldades na interli$ação das mesmas. da . com boa capacidade de interli$ação. tais como fibras. o Faboratório de Erodutos )lorestais (FE)+ do Lnstituto 1rasileiro do .A+ publicou um documento com base nas normas da 6=EA#V e LAWA 6ommittee.. Esta relação mantém maior proporcionalidade com resist7ncia ao ras$o e menor com tração. se am oriundas de amostras de madeiras representativas das !rvores da "ual se "ueira estudar. = documento.. a partir de procedimentos espec%ficos. em *MM2..eio Ambiente e dos 0ecursos #aturais 0enov!veis (L1A. =utra técnica é através da microtomia e monta$em de l&minas. a maior parte dos estudos anatômicos de madeiras é realizada se$uindo3se normas da 6=EA#V. publicada em *MIM para a madeira de folhosas e em 2. para ser observado com o aux%lio de um microscópio. é recomend!vel "ue.< para a madeira de con%feras. e da LAWA 6ommittee. ao arrebentamento e peso espec%fico aparente ()oelSel T 1arrichelo. *MND+.. PARTE 2 – MICROTOMIA E MONTAGEM DE L9MINAS PERMANENTES Existem basicamente duas técnicas para "ue a madeira possa ser observada a n%vel microscópico.. se am no sentido radial (sentido medula3casca+ ou axial (sentido base3topo+. apesar de ainda não ser . tra"ueóides e vasos. onde é poss%vel observar as células lenhosas "ue compõem a madeira. identificando3se os v!rios tecidos "ue compõem a madeira. A microtomia é o processo "ue consiste em transformar a madeira em seções muito finas. essa amostra$em pode ser feita de v!rias maneiras. antes de iniciar o processo de microtomia. é realizada em pontos espec%ficos da !rvore. para normatizar os estudos de anatomia do lenho no Ea%s. Após a obtenção dessas finas seções é poss%vel montar l&minas permanentes ou semi3permanentes. #esse caso é recomendada uma amostra$em da madeira. as amostras são retiradas de indiv%duos representativos de uma floresta natural ("uando h! essa possibilidade+ ou de plantio florestal. c+ Undice de 0unSel (L5+9 ID = 2 × espessura . /ma delas é a maceração. as madeiras não eram satisfatórias para a produção de polpa de boa "ualidade. do . #o 1rasil. essas finas seções as serem obtidas. Ln'meras pes"uisas mostraram "ue este %ndice $uarda o mesmo tipo de relação com a "ualidade da polpa "ue a espessura da parede celular e a fração parede.

o documento do Faboratório de Erodutos )lorestais (FE)+ do L1A. metros do solo+. ambas devem ser re$istradas no Lndex >erbarium e no Lndex XYlarium. a *. contendo casca. faz as se$uintes orientações9 (*+ 6orpos3de3prova 6orrespondem as amostras de madeiras de onde serão retiradas as finas seções para a monta$em de l&minas. do M*d %#* /*#* M%&#oto. as amostras devem ser retiradas com o aux%lio de um trado ou e"uipamento similar. Ereferencialmente.D cm na direção tan$encialB 2. pode ser se$uido para fins de orientação de amostra$em e descrição anatômica macro e microscópica da madeira. $eralmente é poss%vel a retirada de amostras na re$ião do 5AE. As exsicatas deverão ser incorporadas a um herb!rio e a madeira. #o caso de !rvores. conforme discutido em aula pr!tica. preparo do material para microscopia. preferencialmente. cm na direção radial e @. Em caso de não se dispor de material ve$etativo. respectivamente. a amostra dever! ser retirada num ponto abaixo da primeira bifurcação. [ importante "ue as amostras se am completas. = documento do FE) su$ere as se$uintes dimensões9 *. a descrição deve ser citada na metodolo$ia. Eara fins de descrição dos caracteres $erais e anatômicos.. as amostras devem ser coletadas. Essa etapa envolve os procedimentos de coleta do material. com di&metros ade"uados para "ue as mensurações se am representativas. recomenda3se retirar uma amostra do cerne periférico. #esse caso. as amostras devem ser provenientes de material bot&nico.normatizado pela A1#V ou L#. A se$uir é discutido métodos de amostra$em da madeira. conhecidas como sapopemas. =s corpos3de3prova para as an!lises macro e microscópica deverão ter dimensões ade"uadas ao ponto de apoio do micrótomo. Em $eral o tamanho dos corpos de prova é vari!vel. com anotações de local.@.. devidamente identificado. . nome ou n'mero do coletor e informações bot&nicas e ecoló$icas. =14 *9 Eara estudos de caracterização da madeira. Eara estudos em "ue as !rvores não possam ser derrubadas.A. monta$em de l&minas e al$uns exemplos de mensuração de vasos e raios. recomenda3se adotar repetições.EV0=. data de coleta.@. (@+ 5imensões dos corpos de provas As amostras deverão ter tamanho suficiente para o estudo a "ue se destinam. de acordo com as técnicas usuais. alburno e cerne. no caso das An$iospermas. #a ocorr7ncia de ra%zes tubulares. v!rias amostras de um mesmo indiv%duo serão analisadas e depois o resultado final ter! uma an!lise estat%stica. (2+ Focalização das amostras [ importante especificar a ori$em da localização da amostra9 tronco ou ramo.o)t#*4 . dependendo do técnico ou pes"uisador "ue far! o processo de microtomia e monta$em das l&minas. A. Em estudos de n%vel cient%fico. por essa porção ser representativa da seção transversal como um todo. cm na direção lon$itudinal. Em :imnospermas.%* 6om relação G amostra$em. a amostra no tronco deve ser coletada num ponto acima do ponto de inserção dessas ra%zes (An$iospermas+. Vodo material dever! estar acompanhado de uma ficha.m do solo. eZou reprodutivo. Em arbustos com menos de @ metros de altura ou !rvores "ue se es$alham G pe"uena altura. identificação e re$istro. a uma xiloteca. G altura do 5AE (*. onde cada repetição deve consistir de um indiv%duo da mesma espécie.

conforme ser! descrito a se$uir. numa proporção de *92. su$eridas. para amolecimento dos corpos de prova e submeter a v!cuo até permanecer totalmente imersa ou no fundo do recipiente ou atin$ir o $rau de amolecimento dese ado. #esse caso a madeira pode ser amolecida através de tratamento "u%mico. e mant73los a N.adeira adotam3se dimensões similares G"uelas recomendadas pelo FE). cm na direção tan$encialB 2. Após a amostra$em e preparo dos corpos de provas. !$ua e $licerina.R. Eara preservar este material nessa condição. Al$uns métodos são descritos a se$uir9 * 3 6olocar os corpos de prova em um preparado alcoólico fraco de !$ua oxi$enada. Eara tal situação. por 2< horas.. b+ . deve3 se lavar a madeira em !$ua corrente e embeb73la em uma solução especial de )AA (D partes de formol. 2 3 )erver os corpos de prova numa solução de acido acético e !$ua oxi$enada. dependendo da espécie. >! caso em "ue as soluções descritas acima não são suficientes para amolecer a madeira. ela pode ainda estar dura ao corte no micrótomo. #o Faboratório de Eropriedades da .+ $eralmente os corpos de prova são amolecimentos somente em !$ua "uente.adeira (FE. . "uando necess!rio. a N. como aconteceu com o documento do FE). Esse método pode ser adotado facilmente em laboratório. 2to d* M*d %#* Após o preparo dos corpos de prova (amostra de madeira a ser preparada para microtomia+. o cozimento pode variar de horas a al$uns dias.. #esse processo. estes deverão ser tratados. Em $eral as madeiras de $imnospermas são mais f!ceis de ser amolecidas. usar solução de !lcool. em partes i$uais.R.R e *. "uando a madeira ficar! amolecida. antes de serem levados ao micrótomo. devido G madeira apresentar alta densidade. pois o lenho se apresenta no estado natural. mesmo estando no seu estado verde. a amostra pode ser colocada em v!rias soluções ou rea$entes afim de promover o ser amolecimento. estes devem ser preparados para uma seção de amolecimento. em $eral. durante tr7s horas num frasco com condensador de refluxo e lavar rapidamente a amostra em !$ua corrente. a DR.. #o Faboratório de Eropriedades da . Eor exemplo. oferecendo maior facilidade de corte. Eara o amolecimento dessas madeiras 3 verdes e duras 3 é conveniente colocar essas amostras em soluções de $licerina a @. D.9 As dimensões dos corpos de provas são.adeira seca 3 normalmente a madeira seca dever! ser submetida a um processo de amolecimento e de retirada do arB para tanto. =utros procedimentos podem ser adotados. em $eral com cerca de 2. Eara madeiras muito duras.R+. Té&2%&*) d A.. D partes de !cido acético $lacial e M.=14 2. por um método apropriado de amolecimento. cm na direção radial e @..o( &%. a ponto de dissolver a li$nina da parede celular. ob etivando seções finas da madeira de maior tamanho para a confecção das l&minas. a madeira pode apresentar3se em duas situações9 a+ .adeira verde 3 esta é a condição ideal. por *D minutos. cm na direção lon$itudinal. partes de !lcool. mas haver! um descoramento da madeira. G temperatura ambiente. para facilitar a retirada das finas seções. em série.

podendo causar sérias "ueimaduras.@ 3 )erver os corpos de prova numa solução de !cido n%trico (*.o = micrótomo é o e"uipamento destinado a retirar pe"uenas seções de madeira para serem visualizadas num microscópio. além de "ue deve ser manipulado em capela. como é o caso do micrótomo pertencente ao FE.D $ramas+. vi!veis num prazo de um a tr7s dias. de espessuras prefixadas.com.Aplicar tratamento !cido (!cido hidrofluor%drico. dependendo do $rau de li$nificação da madeira. Eara a obtenção das finas seções da madeira no micrótomo a espessura ideal est! entre *<32.icrótomo utilizado para obtenção de finas seções da madeira.htm^lo$+. = produto. < . 5eve3se a ustar o &n$ulo para "ue a superf%cie transversal do corpo de prova este a paralela G face inferior da navalha. !cido acético etc. o corpo de prova deve estar bem fixo nas $arras do micrótomo para não movimentar3se durante o momento de atrito com a navalha. durante @ horas. [ preciso tomar cuidado na diluição do etilenodiamina. Em al$uns casos é necess!rio o uso de EEL]s. = micrótomo permite a obtenção de seções finas. principalmente os !cidos fortes. a madeira deve ser previamente armazenada em !$ua. Eara o amolecimento de madeiras duras deve3se sempre tomar cuidado com o uso dos rea$entes espec%ficos de cada método.brZcieZfotnatZtecmicro.R+. = &n$ulo de penetração da navalha no corpo . em micrótomo. = seu manuseio re"uer pr!tica e muita habilidade. = a"uecimento da solução em capela 3 os vapores são tóxicos 3 acelera o amolecimento. Km. Antes de ser levada ao micrótomo.. oferece riscos ()onte desse procedimento9 http9ZZCCC. micrômetros.herbario. = uso de e"uipamentos de proteção individual (EEL]s+ é recomend!vel. com pe"uena "uantidade de cloreto de pot!ssio (. produto corrosivo e fume$ante em contato com o ar. U)o do M%&#:to.+. utilizando3se de navalhas bem afiadas. D . conforme pode ser visto na )i$ura 2 )i$ura 2 ./so de etilenodiamina G concentração de D ou *. mesmo depois de dilu%do.R.. tornando os corte.. [ indicado para madeiras duras ou muito duras. "ue podem variar de * a H. 6om relação ao uso do micrótomo.

devido esses dois corantes apresentarem maior afinidade com os principais componentes "u%micos da parede celular9 a celulose e a li$nina. de uso manual. "ue pode ser permanente ou tempor!ria. Aliado ao uso do micrótomo.*2 2t ) Após a obtenção das finas seções de madeira.de prova também deve ser a ustado. umedecidas. Escolhe3se a espessura das finas seções a serem obtidas (*< a 2. nos tr7s planos de observação. As seções obtidas do micrótomo são removidas da superf%cie da navalha com o aux%lio de um pincel molhado e mantido abertas em placas de Eetri. d L5. pode ser visto na )i$ura @. Eara a descoloração da madeira utiliza3se uma solução de !$ua sanit!ria (hipoclorito de sódio+ a H. micrômetros+ e faz3se com "ue a navalha passe sobre a superf%cie do corpo sem hesitação. )i$ura @ 3 Afiador manual de navalhas. afim de obter3se também.%2*) P #. pode3se a"uecer a solução por um curto per%odo de tempo. também é utilizado nos laboratórios de anatomia da madeira. para manter as navalhas sempre em boas condições de uso. /m exemplo de um afiador de navalha. para melhor resultado da coloração.. (2+ 6oloração9 a fim de se obter uma melhor observação da madeira é comum tin$ir as seções artificialmente. 5ecorrido o tempo da descoloração. 4e$undo 1ur$er e 0ichter (*MM*+. A monta$em de l&minas permanentes de madeira se$ue os se$uintes passos9 (*+ 5escoloração9 a descoloração do material é utilizada para madeiras naturalmente muito escuras ou com muitas incrustaçõesB no entanto essa etapa é recomendada mesmo para madeiras mais claras.R ou solução de peróxido de hidro$7nio. Atualmente os corantes mais utilizados em anatomia de madeira são a safranina e o azul de Astra. um afiador de navalha. pode3se realizar a etapa se$uinte9 a monta$em de l&minas. Mo2t*4 . Eara obter uma reação mais r!pida de descoloração da madeira com o uso da !$ua sanit!ria. =s corantes t7m a função de aumentar o contraste entre as diferentes estruturas celulares a fim de obter uma melhor observação da madeira a n%vel microscópico. As seções devem ser colhidas com aux%lio de um pincel e depositadas em placa de Eetri com !$ua destilada.9 . as finas seções da madeira devem ser lavadas em !$ua destilada. esses corantes podem ser preparados da se$uinte maneira. as finas seções de madeira.

a cerca de *. N.R. Em se$uida. Azul de Astra (solução a"uosa a *R+9 * $ de azul de Astra em *. = meio de monta$em tem a função de fixar as finas seções da madeira na l&mina de vidro. "ue é nocivo a sa'de. /m exemplo dos tr7s cortes corados da madeira pode ser vistos na )i$ura <. de modo a evitar o sur$imento de bolhas de arB em se$uida. mF de !$ua destilada. com o aux%lio de uma pinça. mF de !$ua destilada e mais tr7s $otas de !cido acético $lacial... D. dependendo da madeira. deixar secar e eti"uetar as l&minasB lo$o. além de ser um rea$ente compat%vel "uimicamente com os meios de monta$em mais utilizados. = tempo de coloração é vari!vel.R.+ e colocar uma lam%nula sobre eles. lon$itudinal tan$encial e por ultimo o lon$itudinal radial. estarão prontas para serem observadas ao microscópio. Euparal. além de dar a lon$evidade G l&mina permanente produzida. = acetato de butila é utilizado atualmente nos procedimentos de monta$em de l&minas permanentes em substituição ao xilol. = tempo de passa$em deve ser de no m%nimo D minutos. cada corte de cada uma das tr7s seções dever! ser colocado sobre uma l&mina de vidro.. A$itar bem.• • 4afranina (solução a"uosa a *R+9 * $ de safranina em *. as finas seções da madeira devem ser novamente lavadas em !$ua destilada. . "ue consiste de uma solução de N. as seções de madeira devem passar por uma solução de acetato de butila.R. As finas seções da madeira deverão ser colocadas na l&mina de vidro.R de safranina. em se$uidas passa$ens. (@+ 5esidratação9 as finas seções deverão sofrer desidratação. (<+ Eassa$em pelo acetato de butila9 após a etapa de desidratação. permount etc. afim de promover melhor desidratação da madeira. A$itar bem.R de azul de Astra e @. =14 @9 =utro corante também pode ser utilizado em anatomia de madeira9 o safrablau. variando de minutos a horas. a partir do códi$o de identificação. = acetato de butila mantém as finas seções de madeira desidratadas e estendidas. 5ecorrido o tempo de coloração. da mesma maneira "ue estavam durante o processo de desidratação. MDR e 2 vezes em !lcool absoluto. nesse sentido9 transversal. adicionar uma $ota do meio de monta$em (b!lsamo3do36anad!.R. Entellan.onta$em da l&mina permanente9 5epois da passa$em pelo acetato de butila. em !lcool et%lico a @. para a monta$em de l&minas permanentes. (D+ .

Abaixo são mostradas al$umas dessas medições. Após a coloração do material. .* d V*)o) R*%o) .*(%*78o <-*2t%t*t%. pois não se faz a desidratação da material e a passa$em do acetato de butilaB e também são l&minas de monta$em mais r!pida.)i$ura <3 Lma$ens dos planos anatômicos da seção transversal (A+. se$uindo3se todas as etapas posteriores a monta$em de l&minas permanentes. as l&minas são podem ser montadas. *-(* /#0t%&*1= Al$umas medições anatômicas podem ser realizadas nos planos de observação da madeira. caso se utilize seções coradas da madeira.%2*) S . a lam%nula deve ser fixada sobre a l&mina de vidro através de um adesivo espec%fico. iniciando3se a monta$em de l&minas permanentes a partir da etapa (@+ desidratação. conforme pode ser visto na )i$ura <. se devem desconsiderar as etapas descoloração e coloração.Co2"o#. pode3se montar uma l&mina semi3 permanente.%-/ #. devem3se fazer os procedimentos (*+ e (2+. Mo2t*4 . descritos para a monta$em de l&minas permanentes. no plano transversal e a lar$ura e altura dos raios. d L5. A. . /m exemplo de medição do di&metro do lume dos vasos pode ser visto na )i$ura D. utilizando3se !$ua e $licerina na proporção *9* como meio de monta$em. conforme visto em aula pr!tica.%)to . A l&mina semi3permanente tem as se$uintes vanta$ens em relação Gs l&minas permanentes9 menor consumo de rea$entes durante a sua produção. #esse tipo de l&minas. t#o do) V*)o) A medição é realizada somente no lume dos vasos. Quando a l&mina é feita com seções não coradas. *1 D%5. =14 <9 /ma l&mina permanente pode ser produzida com seções coradas e não coradas. sendo uma medida do seu di&metro tan$encial. dentre elas o di&metro do lume e a fre"_7ncia de vasos. A LAWA 6ommittee (*MIM+ recomenda3se "ue devem ser medidos pelo menos 2D di&metros do lume dos vasos. 6omo desvanta$em não apresenta vida 'til tão $rande "uanto Gs l&minas permanentes. lon$itudinal tan$encial (1+ e lon$itudinal radial (6+ da madeira de Eucalyptus camaldulensis. Essa l&mina tem duração média de dois meses a até al$uns anos.*2 2t ) 5ependendo do ob etivo do trabalho. #este tipo de l&mina. no plano lon$itudinal tan$encial.

onde se pode medir a sua lar$ura ()i$ura H+ e a sua altura ()i$ura N+..N Em * mil%metro "uadrado ter3se3! I. &1 L*#4-#* A(t-#* do) R*%o)= [ realizada no plano lon$itudinal tan$encial..M vasosZmm2.. onde se mediu o di&metro do lume de al$uns vasos..... *... .)i$ura D 3 Elano transversal da madeira de Eucalypus sp..... =s resultados de lar$ura devem ser expressos em micrômetros e os de altura devem ser expressos em mil%metros......... )oram contados <2 vasos nessa ima$em.Mvasos Z mm 2 <. então por re$ra de tr7s.. Km 31 F# >?@2&%* d V*)o) A fre"_7ncia de vasos é $eralmente expressa em mil%metros "uadrados... obt7m o n'mero de vasos por mil%metro "uadrado... mm2 X = <2 ×* = I.. <.. possuem uma !rea de cerca de <.. 1arra branca J *. <2 vasos ..N mm2 X vasos .. Abaixo se tem um exemplo9 As ima$ens visualizadas dos planos anatômicos da madeira observadas no softCare Axiovision.N mm 2..... então "uantos vasos terão em um mil%metro "uadrado` 4olução9 )oram contados <2 vasos em uma ima$em "ue contem <...... na ob etiva de DX. sendo realizada a partir da conta$em de vasos presentes em uma ima$em de !rea conhecida......N mm 2.....

*d %#*= 4ão Eaulo9 #obel.édia ..aior valor observado .. F. >.%* d* .odelo de apresentação das medições anatômicas de vasos e raios 8asos 0aios Estat%stica 5i&metro )re"_7ncia Far$ura Altura 32 do lume (Km+ (mm + (Km+ (mm+ . 1arra branca J D.. Km =s resultados finais podem ser apresentados conforme modelo da Vabela *.)i$ura H 3 Elano lon$itudinal tan$encial da madeira de Eucalypus sp. *D<p. . . 1arra branca J D. onde se mediu o a lar$ura de al$uns raios. A2*to. :.enor valor observado #'mero de observações 5esvio padrão 6oeficiente de variação REFERANCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1/0:E0. *MM*. Km )i$ura N9 Elano lon$itudinal tan$encial da madeira de EucalYpus sp. Vabela *9 .B 0L6>VE0. onde se mediu o a altura de al$uns raios.

.. v.s. 0. 2D. (#ão Eublicado+ LAWA 6=. .%&* d*) M*d %#*)= Faboratório de 6elulose e Eapel.B 6=F=5EVE. :=. IAFA B-(( t%2 n. *MND.. *MID. p. "o# Eucalyptus deglupta= 4idneY9 Australia /niversitY.. 8içosa.A4 V[6#L6A4 (6=EA#V+.. 2H@p. @*3DH.B 1A00L6>EF=. p. *MND. (Vese de Eh.%&* <-E.<. p.LVVEE. 4A#V=4. .<. *H.L5E. HIp.acroscópica. 5escrição .E0L6A#A 5E #=0. *MN2.3D@. *MN<. E)t#-t-#* A2*tD. 4.L44a= EA#3A. (5issertação de . F.. F.*d*= Eiracicaba9 /niversidade de 4ão Eaulo. v. P. p. *. *I.. Ln9 6=#:0E44= A#/AF 5A A1V6E . A. 4ão Eaulo.F. *3N. .1.LVVEE. F. I. n. Ln9 6=#:0E44= A#/AF 5A A1V6E.9 *3 *M..4emana do Eapel. IAFA !o-#2*(. 2. n. 0elações entre caracter%sticas da madeira e propriedades da celulose e papel.B 6A08AF>=. A2*%)=== 4ão Eaulo9 A1V6E. /)8.+. 0.E. A2*%)=== 4ão Eaulo9 A1V6E.5. 2t /#o4#*. 22*3@@2./#o. 2. . 4ão Eaulo.adeira. . @.B 6Fb/5L=35A34LF8A P0.f. 5LA4. F.*d %#* d 'E3#%do) d GEucalyptus grandis H Eucalyptus urophylla do /#o& ))o I#*"t d /o(/*78o 2* >-*(%d*d d* /o(/* 3#*2>.E.o#"o(o4%&*( *2d +ood &'*#*&t #) %2 %. @.icroscópica e :eral da . grandis em suas caracter%sticas "u%micas e propriedades de polpação e do papel. A influ7ncia da densidade b!sica da madeira de h%bridos de E. LAWA list of microscopic features for softCood identification. DAVIDSONC != V*#%*t%o2C *))o&%*t%o2 *2d %2' #%t*2& o" . 2. LAWA 6=.. LAWA list of microscopic features for hardCood identification. *. )=EFAEF. 6.:.6=. Es"uema *\ de 0ecomendação..D.<. %2"(-@2&%* d* >-*(%d*d d* . *MIM.8. P.estrado+.