DA PRESCRIÇÃO

PRESCRIÇÃO:
É a perda do direito de punir do Estado pelo seu não exercício, durante determinado período de tempo. Não se trata de o Estado perder o direito de ação, pois a prescrição atinge imediatamente o direito de punir, ao contrário do que ocorre com a decadência e a perempção, que primeiro atingem o direito de ação para, via indireta, atingir o direito de punir. A prescrição alcança o direito do Estado impor a pena ao autor do fato criminoso pretensão punitiva ou “jus puniendi!", como tam#$m alcança o direito do Estado executar a pena fixada na sentença pretensão execut%ria ou “jus punitionis”). &ma e outra tem força para extinguir a puni#ilidade do su'eito ativo.

1. PUNIBILIDADE:
É a possi#ilidade 'urídica de o Estado impor pena ao violador da lei penal.

2. DIREITO DE PUNIR:

ABSTRATO

()*)+,

FATO CRIMINOSO

AN()-&.)/)+,

+&0*12E0

CONCRETO

PRETENSÃO

PUNITIVA

(“jus

puniendi”)

ANTES

DO

TRANSITO EM JULGADO

A/E3&A/A SENTENÇA CONDENATÓRIA 4&5)+)EN(E

TRÂNSITO EM JULGADO

PRETENSÃO EXECUTÓRIA (“jus punitionis”) APÓS O
TR NSITO EM JULGADO

PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA (ART. 10 CP!.

6. A prescrição da pretensão punitiva regula7se pela máxima pena privativa de li#erdade cominada ao crime art. 689, caput". :. Aplicam7se ;s penas restritivas de direito os mesmos pra<os prescricionais das penas privativas de li#erdade, porque elas su#stituem estas art. == e 689 p.u.". >. ,pera7se em : anos a prescrição da pena de multa quando for ela a ?nica cominada, a ?nica aplicada, ou que ainda não foi cumprida art. 66=". =. , pra<o prescricional redu<7se de metade quando o su'eito era menor de :6 anos ao tempo do fato, ou maior de @8 anos na data da sentença art. 66A, +*" data da conduta art. >B9, +**". A. As circunstancias qualificadoras devem ser consideradas no calculo da prescrição da pretensão punitiva porque elas implicam em uma nova cominação. C. As causas de aumento de pena devem ser consideradas no calculo do pra<o prescricional da pretensão punitiva. @. As causas de diminuição de pena devem ser consideradas no calculo do pra<o prescricional da pretensão punitiva. Neste caso toma7se a máxima pena cominada ao crime e dela diminui7se o mínimo pela causa. ExemploD

Art. 6A@ +* *ena E 68 anos Fáxima pena cominada" +ausa de aumento G6H: E A anos *ena E 68 G A E 6A anos prescreve em :8 anos por ser pena superior a 6: anos" +ausa de diminuição 76H> E A anos *ena E 6A I A E 68 anos prescreve em 6C anos por ser pena superior a B anos e inferior a 6: anos". B. As circunstancias agravantes e atenuantes não devem ser consideradas no calculo do pra<o prescricional da pretensão punitiva porque elas não tem força para romper os limites punitivos cominados ao crime. 9. Nas Jip%teses de concurso de crimes concurso material art. C9, +*", concurso formal art. @8, +*" e crime continuado art. @6, +*"" a prescrição da pretensão punitiva corre isoladamente para cada fato art. 669, +*". 68. A pretensão que desclassifica o fato tem efeito retroativo ex7tunc", alcançando os termos iniciais. 4erá, portanto, a pena do novo crime, reconJecido na desclassificação, que regerá a prescrição.

PRESCRIÇÃO

FATO CRIMINOSO

TRANSITO EM JULGADO DA SENTENÇA CONDENATÓRIA

J.J.PRETENSÃO PUNITIVA PRETENSÃO EXECUTÓRIA MAXIMA PENA (PPL! COMINADA AO CRIME (ART. 110 CP! I " CONSUMAÇÃO II # TENTATIVA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA P$BLICOS TERMOS INICIAIS (ART.J. DA SENTENÇA %UE REVOGA O PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA LIBERDADE CONDICIONAL T. 111 CP! III " CRIMES PERMANETES IV " FALSIDADE DE REGISTROS V " DIGNIDADE SEXUAL DE MENORES T. DA SENTENÇA %UE REVOGA A TERMOS INICIAIS . DA SENTENÇA CONDENATORIA PARA A ACUSAÇÃO I# &SURSIS' T. 10 CP! PENA FIXADA NA SENTENÇA (ART.

-. Nos crimes omissivos impr%prios art. na data do resultado. pra<o prescricional conta7se da data que o agente foi interrompido na execução do ato criminoso art. +. idade do su'eito ativo. ))"./' 6. . A regra geral $ de que a prescrição começa ocorrer na data da consumação do fato art. Assim. )"D A. no crime de sequestro a prescrição começa ocorrer do dia em que a vitima consegue a li#erdade. 6> N:L". 666. tempo do crime continua sendo a data da conduta ação ou omissão". M. 4omente considerar7se7á a data do resultado para o inicio da contagem do pra<o prescricional. 666. Nos crimes omissivos pr%prios. :. da data da omissão. por exemplo. Essa data. . (EN(A()2AD . que deve ser considerada para a verificação das circunstancias do fato ex. idade da vitima". Nos crimes materiais o pra<o começa a correr da data do resultado naturalístico. conforme dispKe o art. +onsiderando a regra de que o pra<o prescricional começa a correr da data da consumação art. =L do +*. )". 112 CP! II # FUGA TERMO INICIAL DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA & ()*+ .FANEN(E4D A prescrição começa a correr da data que cessa a permanencia.(ART. =. 666. /. portanto. +. Nos crimes culposos.)FE4 *E. >. da data do resultado. Nos crimes formais e de mera conduta o pra<o começa a correr da data da conduta ação ou omissão". E.

.N/ENA(. )sto por que. orientação 'urisprudencial".da sentença condenat%ria para a acusação. @.( CA8H>C@ e . /A(A /.)F 4* . que marca a metade desse.0E4+EN(E4D ocorre na data em que a vitima completa 6B anos. ou depois de improvido seu recurso. M)OAF)A E 5A04)/A/E /E .CA8H:86: I /)ON)/A/E 4ER&A0 /E +.A. É orientação da 'urisprudência que a prescrição desses crimes começa a correr da data em que o fato se tornou conJecido da autoridade p?#lica. .D /A 4EN(ENSA 7 +om o (. salvo se a data pre'udicar o r$u. Q)gnorados o dia e o mês da consumação do crime. ra<oável adotar como termo inicial da prescrição o dia 6L de 'ulJo. a pena fixada nessa sentença não mais poderá ser aumentada $ proi#ida a .)ANSA4 E A/.(. pode ter por termo inicial data anterior ao rece#imento da denuncia ou da queixa. esta#elecendo7 se no dia 6L de 'aneiro o inicio da fluência do pra<o prescricional!. +)2)0D /a data em que o fato se tornou conJecido. caso em que a solução ainda mais favorável deve ser preferida. 668 +* I A prescrição depois de transitar em 'ulgado a sentença condenat%ria regula7se pela pena aplicada e verifica7se nos pra<os fixados no artigo anterior. regula7se pela pena aplicada.EO)4(. 110 CP! Art.@6HC9A". de que se trata o parágrafo anterior. N:L 7 A prescrição. os quais se aumentam de 6H> se o condenado $ reincidente. presumindo7se que isso ocorre com a Qnotitia criminis! 4(5.AN4)(. 0E) 6:. em#ora instantPneos estes crimes possuem efeitos permanentes. que perduram no tempo.)A *A. mas conJecido o AN. (A+. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA (ART. +.( C8BH>A>..A A A+&4AST.. C. EF -&0OA/. (. TERMOS INICIAIS: 6. N6L 7 A prescrição depois da sentença condenat%ria com transito em 'ulgado para a acusação.

0em#re7seD o 'udiciário s% pode 'ulgar aquilo que foi pedido. o Estado esta impedido de exercitar a pretensão execut%ria.OA . 66>. dessa data começa a correr a prescrição da pretensão execut%ria.OA . /e modo que. deve7se entender o (.E2. .AN4)(. que será calculada pelo tempo que resta da pena nos termos do art. livramento condicional implica em uma suspensão parcial da execução da pena. 66>.NA0D 7 . paga uma parte deve7se somente o que so#ra. /A(A /. a prescrição não corre fica suspensa". /A(A /A 5&OAD 7 A fuga constitui uma interrupção da execução da pena privativa de li#erdade.evogado o #eneficio. PROBLEMA . *or isso. . Assim a partir do (. quando alei esta#elece o (ransito em 'ulgado da sentença para a acusação. . (. (. /A 4EN(ENSA 3&E . +omeça. durante o período de prova não corre a prescrição. a fluir o pra<o prescricional dessa pretensão execut%ria. nos termos do art. EF -&0OA/. . então.4)4!D 7 /urante o período de prova do sursis.AN4)(. a partir da data da evasão o estado tem a o#rigação de recapturar o sentenciado e. :. EF -&0OA/.E2.#sD na verdade. sentenciado $ colocado em li#erdade e. 4e a acusação recorrer pretendendo coisa diversa do que o aumento da pena por exemplo. =. que será regulado calculado" pelo restante da pena. da quantidade de pena. +. Estado não s% pode como deve executar a pena imposta. por isso começa a fluir o pra<o prescricional.-. Q4&. 0em#re7seD pena $ igual divida.N/)+). /A(A /.-. portanto. *or isso essa pena fixada na sentença passa a ser a quantidade máxima de direito de punir de que o Estado dispKe. 0)2. /A 4EN(ENSA 3&E .Qreformatio in perus!". na sentença para a acusação começa a correr o pra<o prescricional da pretensão execut%ria. .evogado o #eneficio o estado retoma o direito de exigir o cumprimento do restante da pena.AFEN(. >. a modificação do regime prisional ou a cassação de algum #eneficio" a quantidade da pena não poderá ser aumentada.

A menina Farta. ) e )) do +(M Farta" Art. que atravessavam a via pu#lica na faixa de pedestres. . 3uando trafegava por uma avenida. de 6B anos de idade. mesmo não sendo Ja#ilitado saiu para dar uma volta. aproveitando o feriado do dia 6A de agosto de :86:. pegou a camionete de seu irmão Figuel Uamilton e. /ilma e sua filJa Farta.u#ens $ menor de :6 anos. @8 +* #" )ndique as circunstancias relevantes do casoV Art. No Jomicídio prescreve em C anos e na lesão corporal prescreve em = anos. empreendendo velocidade excessiva. portanto. . +onsiderando as disposiçKes da lei nL 9.u#ens massaV Art.. 66A +*. >8> +(M /ilma" Am#os os crimes em concurso formal do art. o pra<o redu<7se pela metade. >8:. contudo. d" 3uando começa a correr esse pra<o.A8>H9@ +(M"D a" )ndique o s" (ipo s" *enal ais" violado s" por . não suportando os ferimentos morreu no dia :8 de agosto. veio a atropelar /. 689 +*D Uomicídio culposo G causa de aumento E 6: anos 0esão corporal G causa de aumento E B anos +omo .u#ens Fassa. Em virtude do atropelamento as vitimas sofreram lesKes corporais e foram levadas ao Jospital.u#ens menor de :6 anos pra<o redu<ido pela metade" Não ser Ja#ilitado 2elocidade excessiva c" 3ual $ pra<o prescricional da pretensão punitivaV +onforme art.

R" +.einiciado o curso da prescrição.F* E X +. )nicia7se a prescrição da lesão em 6AH8BH:86: e termina em 6=H8BH:86C )nicia7se a prescrição do Jomicídio em :8H8BH:86: e termina em 69H8BH:86B SUSPENSÃO DA PRESCRIÇÃO A.). 66C 1. 669 I No caso de concursos de crimes. isoladamente. R G X E Y " . CONCEITO: . por que o Estado fica impedido de exercer o seu direito de punir..F*&(. 66C do c%digo penal. cu'a causas principais estão previstas no art. pra<o prescricional pode sofrer um Jiato. com o nome de causas impeditivas da prescrição. R )N(E.E4+.)ST. Em tais casos. uma parada momentPnea. conta7se o tempo anterior no cWmputo final da prescrição.. . (EF*.(. a extinção da puni#ilidade incidirá so#re a pena de cada um.N(A74E (EF*. 5)NA0 X" E +. o curso da prescrição se suspende para recomeçar a fluir depois que cessar a causa impeditiva. AN(E..+onforme o art. 5)NA0 /A *.F . É o que se cJama suspensão da prescrição.

A. >CC +** *&N)()2A 0E) 9899 A. *.NA0 7 *. ). 66C. . /A AST.. art.)4T. 66C.A 7 +. 9: a 9= do +**.0AFEN(A. [N)+. ).4)4! *. *ENA0 +. I A. 66C.)A 7 +.N+E4T..E2E0)A /.tais questKes são tratadas nos arts. +*". *. 5A(./A/E +. /E 0)ME. *or questão pre'udicial entende7se toda questão de valori<ação 'urídica. +* *.2. *.(." 6. ..(. A>" 7 ..)FEN(. *. se'a de direito penal ou extrapenal. ERE+&(Z.E(EN4T.N/)+).N/)+).E-&/)+)A0 I A.(.+E44. A. /A *ENA N. B9 *A. +.E4 +5.N(.E(EN4T. +*.(. I 7 4&4*EN4T.). /E Q4&.(. *. É uma questão de direito cu'a solução se apresenta como antecedente l%gico e 'urídico da questão da questão de direito penal o#'eto do processo . . 66C.. 7 4&4*EN4T. CAUSAS: 7 3&E4(T. ER(E.&(.NA0 /. E/)(A0 I A. )).É& +)(A/. +* 7 +&F*. que deve ser decidida antes da questão principal.(.N+E44T.

+onsequentemente suspende7se o pra<o prescricional da pretensão punitiva art.ece#imento da denuncia ou queixaV )) I /ecisão de pronunciaV ))) I +onfirmação da pronunciaV )2 I 4entençaHAc%rdão condenat%rios recorríveisV 2 I )nicio do cumprimento da pena ou pela continuação do cumprimento de penaV 2) I . não responde ao cJamamento nem constitui defensor. 0ei nL 9. Estado não exerce sua pretensão punitiva art. por isso. 4uspenso o processo so# condiçKes. INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO A. citado por edital. por$m. art. *or isso mesmo tam#$m fica suspensa a prescrição N CL". presume7se que desconJece a acusação que lJe $ dirigida. =. )). B9. estado #rasileiro. fica impedido de exercitar a pretensão punitiva atrav$s de ação penal em que se deve garantir o +ontradit%rio. 66C. +5. . fica o Estado impedido de prosseguir com a ação penal. A> I 4uspensão da ação penal contra palarmentares. 4e o agente esta cumprindo pena no estrangeiro.eincidência. não pode ser extraditado. >. na interrupção da prescrição renova o pra<o por inteiro a cada nova interrupção. . +*". +**". 66@ I o curso da prescrição interrompe7seD ) I . *reste atençãoD Na suspensão o pra<o continua a correr onde parou.:. >CC. A.(. 66@ +* +*. *or isso mesmo o curso da prescrição fica suspensa art. . art. *or isso. 3uando o r$u.899H9A".

e não em relação ao crime anterior.& /A 3&E)RAD trata7se de despacJo 'udicial que rece#e a peça inicial da ação penal. AB6. do +*! (A+. *rovido o recurso e rece#ida a ação penal pela segunda instancia. 7Aditamento da denuncia para a inclusão de novo fatoD o rece#imento do aditamento da denuncia para a inclusão de novo fato interrompe a prescrição somente em relação a esse novo delito. Qo aditamento .FA(.N&N+)A E ))).. . incompatíveis com a renuncia a um direito de punir.)A /A *...E+EM)FEN(.E4+.D As causas interruptivas da prescrição são todos os atos ou fatos demonstrativos de um exercício ativo do poder punitivo do Estado e. devendo7se considerar a data do 'ulgamento que $ pu#lico.)F 4*. cu'a interrupção da prescrição ocorreu quando a denuncia foi rece#ida para cada fato Já sua pr%pria prescrição". )". 66@. ca#erá recurso em sentido estrito +**. +*. art. art. 7rece#imento da denuncia ou da queixa por ac%rdãoD re'eitada a denuncia ou queixa +**. estendendo7se ao novo integrante da relação processual penal o efeito interruptivo do rece#imento da denuncia contra o primeiro coautor. Na interrupção da prescrição. /EN&N+)A ação penal pu#lica" e 3&E)RA ação penal privada". N :L".ece#imento do aditamento da denuncia para a inclusão de co7r$uD Q o despacJo de rece#imento do aditamento . 7 . 6\ parte.)N(E. por que assume a condição de típica den?ncia! (A+.)ST. tem efeito interruptivo da prescrição com relação a sua pessoa. . denuncia para a inclusão de coautor ou participe de crime não interrompe o pra<o de prescrição. ). nos termos do art.-/ =H6>: E :H6:B. *. mesmo indiretamente. /A *. /E+)4T. . art.&*ST. >9A". +.N&N+)AD nas açKes penais por crimes da competência do . /A /EN&N+)A . 66@. o tempo decorrido antes da causa não $ computado no pra<o. o acordão marcará a interrupção da prescrição..)F 4*. N 6L. que recomeça a correr por inteiro. denuncia para incluir na ação penal c%reu não referido na inicial. )).N5). como tais.-/ C9>H>A6". )ndicam o vivo interesse do estado em perseguir o autor do fato criminoso.

7(ratando7se ac%rdão condenat%rio. . porque as sessKes são pu#licas. 4ignifica que o 'ui< determina o 'ulgamento do r$u pelo (ri#unal do -uri. >:H>A>. ))".'?ri crimes dolosos contra a vida". =6A" dessas duas decisKes ca#erá apelação +**. que o 'ui< impronuncie o acusado +**.5 C8>H=>C. .utro marco interruptivo da prescrição $ a pu#licação da sentença ou ac%rdão condenat%rios recorríveis. art. /essa decisão ca#e recurso em sentido estrito +**. entretanto. o ac%rdão tam#$m interrompe a prescrição +*. 'ulgando o recurso o tri#unal confirmar a pronuncia. )))". +. @CH:=8 (-4*. ..( C6>H=:>". )2. art. 7 pronuncia e posterior desclassificação de denuncia pelo tri#unal do '?riD a decisão de pronuncia interrompe a prescrição mesmo que posteriormente os 'urados venJam a desclassificar o delito para outro não doloso contra a vida. art. @>:HA@6 4(-. 4e..]2E)4D . /A 4EN(ENSA . ao dispor que a sentença de pronuncia interrompe a prescrição.& A+. Assim. . o ac%rdão interromperá a prescrição +*. =6C".. 66@. 4(. art.( CA8H:C=. A=H>@B. =6=".E+. A decisão de pronuncia interrompe o pra<o prescricional +*. e não na data da sua prolação./T.6:H6@9. *E0A *&M0)+AST. art. não fa< qualquer ressalva ao crime de competência do '?ri em decorrência da conexão!.. art. ou o a#solva sumariamente +**. >B9". =6>". 4(5.4 . art.( CC9H>9:. art. +onsidera7se pu#licada a sentença em mãos do escrivão +**.4(. art. Neste sentido 4(5. 66@. a data a ser considerada $ a do 'ulgamento da causa. a decisão proferida ao t$rmino do 'uí<o de admissi#ilidade não pode ser olvidada e nem seus efeitos poderão ser cancelados em relação aos crimes conexos no caso de a#solvição concernente ao delito principal. @:8H=>A 7 pronuncia e crime conexoD Qa lei. . )2". . se o 'ui< se convencer da existência do crime e de indícios de que se'a o r$u o seu autor pronunciá7lo7á +**. 7 poderá ocorrer. 66@. AB6. 4e o apelo for provido e o r$u pronunciado.N/ENA(Z.). ))".

a prescrição começa a ocorrer na data da fuga +*. art. art. art. *. )". 66>". Evadindo7se o sentenciado. É importante o#servar que a prescrição $ interrompida na data em que o novo fato criminoso $ praticado. 66@.)F)N. 2". +. +&F*.N()N&AST. .2. /. 2). ))". art. 5A(. /A *ENAD )nicia7se o pra<o da prescrição da pretensão execut%ria com o trPnsito em 'ulgado da sentença condenat%ria para a acusação +*.& +. )N)+).E(EN4T. regulando7se pelo tempo que resta da pena +*. 66:.ecapturado o foragido interrompe7se novamente a prescrição +*. . mas essa interrupção ficará condicionada a efetiva condenação do su'eito por esse novo fato. 66@. . *&N)()2A PUBLICAÇÃO DA SENTENÇA RECEBIMENTO DA . interrompendo7se pelo começo do cumprimento da pena +*. art. considerou a lei que a reincidência interrompe.4. 66:. Essa nova sentença condenat%ria terá eficácia retroativa a data do cometimento do fato.)FEN(. *or isso. o pra<o prescricional da pretensão execut%ria. 2".E)N+)/EN+)AD a reincidência indica no delinquente um recrudescimento da criminalidade que desaconselJa qualquer contemplação para com ele.

DEN$NCIA0%UEIXA RECORR1VEL CONDENATÓRIA PRESCRIÇÃO RETROATIVA 222222222222222222222222223 3 2222222222222 3 222222222222222222222222222222222222222222222222222222222222222222222 2223 ^ ^ (. a prescrição tem que ser verificada tomando qualquer marco que não fosse a data da den?ncia e da queixa.4. . 4e passado o tempo superior da prescrição . ^ /A 4EN(ENSA *A._N4)(.E+&.A A ^ ^ A+&4AST. &ma ve< esta#elecida a pena. parágrafo primeiro. parte final. /A /E5E4A JULGAMENTO DO RECURSO DA DEFESA 3 222PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE222222223 PRESCRIÇÃO RETROATIVA Art. at$ outros marcos interruptivos da prescrição. 668. EF -&0OA/.

essa pena passa a ser a #ase de cálculo da prescrição. O4+. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE É a prescrição que ocorre entre a pu#licação da sentença penal condenat%ria e o 'ulgamento do recurso da defesa.. A5:. por isso.?/ 1@. Anteriormente. Ela pressupKe que a quantidade da pena fixada na sentença transitou em 'ulgado para a acusação e. " 1A. $ uma lei irretroativa. anteriormente a pu#licação da sentença condenat%ria. S):. mais não sendo prescrito. pode ocorrer prescrição entre esses períodos.78/: (ransito em 'ulgado da sentença para acusação na verdade $ o (ransito em 'ulgado da quantidade da pena. S):. desde a pu#licação da sentença condenat%ria. 110. fica como se não fosse condenado.contada pela pena fixada na sentença. a lei 6:. Fais por ser uma lei mais gravosa. crimes cometidos anteriormente a lei podem prescrever nesse período. se na data do 'ulgamento do recurso da defesa tiver decorrido pra<o superior ao prescricional. 2A.:>=H:868 I 8AH8AH:868. Aquela sentença condenat%ria perderá a sua eficácia não produ<indo nenJum efeito. PRESCRIÇÃO ANTECIPADA .5=>5. a puni#ilidade do r$u será extinta pela prescrição que incide so#re a pretensão punitiva. <. ou se'a. P5*+65)78/ I9:*56/55*9:*: Entre a pu#licação da sentença condenat%ria e o 'ulgamento do recurso da defesa existe a prescrição intercorrente. Uavendo recurso da defesa esta pena fixada na sentença não mais poderá ser aumentada e.. CP. 4empre se examina o recurso da acusação para depois o da defesa 4empre" no direito penal. P5*+65)78/ I9:*56/55*9:* $ aquela da pretensão punitiva que ocorre com #ase de calculo fixada na pena entre a pu#licação da sentença condenat%ria e o 'ulgamento do recurso da defesa. sendo que será uma pretensão punitiva que será regulada pela pena fixada. essa prescrição poderia ocorrer do fato criminoso at$ a propositura da den?ncia e da queixa. O4+.78/: /epois de promovido o recurso da defesa.

arquiva7se o processo alegando a prescrição antecipada. 7 4?mula nL. # D. # (* D*5. sendo o resultado mero exaurimento do delito 7 ex.9:C9*/ I $ aquele cu'a consumação ocorre em um s% instante.D Qo%iss(o de so&o!!o!. independentemente. mas o resultado morte que dela decorre constitui infração penal".D Qestup!o!.:*5).D Qeste)ion*to!. . deixa de fa<ê7lo. mas seus efeitos são irreversíveis 7 ex.D Q$o%i&'dio!. portanto.D Q. e exige a ocorrência deste para que o crime este'a consumado 7 ex. que ele tinJa o dever 'urídico de evitar 7 ex. não gastar dinJeiro pu#lico desnecessariamente.D Qse"#est!o!.D Qe+to!s(o %edi*nte se"#est!o!. que tinJa o dever 'urídico de alimentar seu filJo.9*9:* I $ aquele cu'o momento consumativo se prolonga no tempo por vontade do agente 7 ex. # )9+:. dá causa a um resultado posterior. . e vendo que 'á está prescrita. de um resultado posterior 7 ex. # <*5D. =>B.9*9:*+ I $ aquele cu'a consumação se dá em determinado instante. mas a redação do dispositivo deixa claro que o crime consuma7se no momento da ação. para não ferir o principio da moralidade administrativa.:.)+ 7 a lei descreve uma ação e um resultado. provocando a morte da criança a simples conduta de deixar de alimentar não constitui crime. consuma7 se no exato momento em que esta $ praticada 7 ex.próprios (ou puros) I se perfa< pela simples a#stenção.io)*-(o de do%i&')io!. 7 a lei descreve apenas uma conduta e. CLASSIFICAÇÃO DOUTRINBRIA DOS CRIMES: # )9+:. # /D)++)E/+ I o agente comete o crime ao deixar de fa<er alguma coisa.D a mãe.5a<7se uma valoração dos fatos.)+ 7 a lei descreve uma ação e um resultado. 6/9(.9:C9*/ (* *?*):/+ <*5D. por uma omissão inicial. .impróprios (ou comissivos por omissão) I o agente. sem continuidade temporal 7 ex. # ?/5D. # 6/D)++)E/+ I $ aquele praticado atrav$s de uma ação. 4(-D /i< que $ inadmissível admitir a prescrição antecipada.

u!to!. #astando .id* e d* s*/de!. # 6/D. .D Q. o patrimWnio e a vida".u!to!. Q!i+*!. # 6/D<G*H/+ I surgem quando Já fusão de : ou mais tipos penais. # <5F<5)/+ I são os que s% podem ser cometidos por determinada categoria de pessoas.D Q$o%i&'dio!.D Qin. ou quando um tipo penal funciona como qualificadora de outroV a norma penal tutela : ou mais #ens 'urídicos 7 exs. Q.D Qo%iss(o de so&o!!o!.9/ I são aqueles que pressupKem uma efetiva lesão ao #em 'urídico tutelado 7 ex. mas apenas a participação 7 exs. tutela o patrimWnio e a li#erdade individual".D Q. não admitem co7autoria. Q. Q$o%i&'dio!.D Qe+to!s(o %edi*nte se"#est!o! surge da fusão do Qse"#est!o! e da Qe+to!s(o! e.D Q$o%i&'dio!. acusação provar que o agente praticou a conduta descrita no tipo para que se presuma ter Javido a situação de perigo 7 ex.*)so teste%un$o!. .D arts.u!to!. ao reali<á7la. portanto.D Qpe!i&)it*-(o de . expKe o #em 'urídico a riscoV trata7se de presunção a#soluta não admite prova em contrário".9+ I são aqueles que podem ser praticados por qualquer pessoa 7 exs.id* e d* s*/de! .*!.*nti&'dio!.u!to! protege7se o patrimWnio".)+ I são aqueles que não dependem de qualquer outra infração penal para que se configurem 7 ex.e'&u)o se% $*0i)it*-(o!.D arts. por exigir o tipo penal certa qualidade ou característica do su'eito ativo 7 exs.6*++F5)/+ I são aqueles que pressupKem a ocorrência de um delito anterior 7 ex. # . # <5)96)<. Q)*t!o&'nio! $ um rou#o qualificado pela morte e.D Qpe!i&)it*-(o de .concreto I nesses delitos a acusação tem de provar que pessoa certa e determinada foi exposta a uma situação de risco em face da conduta do su'eitoV Já que se provar que o perigo efetivamente ocorreu.individual I são os que expKem a risco o interesse de uma s% pessoa ou de grupo limitado de pessoas 7 exs.D Q $o%i&'dio! visa7se . 6>8 a 6>@. Q&o!!up-(o p*ssi. Q. pois este não $ presumido 7 ex.comum (ou coletivo) I são os que expKem a risco o interesse de n?mero indeterminado de pessoas 7 exs. # (* D8/ <5F<5). proteção da vida". . por isso. I são aqueles cu'a conduta descrita no tipo penal s% pode ser executada por uma ?nica pessoa e. . atinge tam#$m : #ens 'urídicos. Q!ou0o!.D Q!e&ept*-(o!. assim.abstrato (ou presumido) I a lei descreve uma conduta e presume que o agente. Qdi!i1i! .9+ I protegem um ?nico #em 'urídico 7 ex. # 6/D.# (* (. :A8 a :A9. # (* <*5)>/ I são aqueles que se consumam com a mera situação de risco a que fica exposto o o#'eto material do crime 7 ex.

a lei descreve uma ação e um resultado..D Q%*us3t!*tos! a lei descreve em que devem consistir os maus7tratos para que caracteri<em o delito". de 6: a >8 anos. independentemente da o#tenção do resgateV entretanto. mas. o crime estará exaurido".(. em relação .D Q&u!*ndei!is%o! a prática de um ato isolado $ atípica". I são aqueles em relação aos quais a lei descreve o meio de execução de forma pormenori<ada 7 ex.D para causar a morte da vítima.G. a pena será redu<ida de 6HC a 6H>. mesma vítima.78/ G)E5* I $ aquele que pode ser praticado por qualquer meio de execução.>/ I são os que têm como su'eito passivo entidades sem personalidade 'urídica. com emprego de fogo. os crimes formais se consumam no momento da açãoV o crime. mas dispensa a efetivação deste para que o crime se aperfeiçoeV assim. (/. de C a :8 anosV se o crime for praticado por motivo f?til. . explosão. entretanto.D Q p*!ti&ip*-(o e% sui&'dio! ocorre quando algu$m indu<. golpe de faca.D a pena do Q $o%i&'dio si%p)es! $ de reclusão. asfixia etc.D Q%*t*! *)1u2%! $ a descrição do crime de Q$o%i&'dio si%p)es!. (* 6/9:*J(/ E.:.. mas não consegue consumar o crime.(/+ I $ quando o legislador.78/ E)96.5). $ um fato atípico.78/ DJG:)<G. estará exaurido se. se os familiares da vítima efetivamente o pagarem. # E. ap%s a ação. # ?. # *H. passa por um crime menos grave 7 ex. o agente necessariamente tem de lesioná7la. # -. uma ve< que a lei não exige comportamento específico 7 ex. a sociedade etc.(/! I são aqueles em relação aos quais a lei descreve várias condutas possui vários ver#os" separadas pela con'unção alternativa Qou!V nesses casos.. em verdade. # <. # (* .4):. veneno. para alcançar um resultado mais grave.# <5/>5*++)E/+ I ocorre quando o su'eito.D se o Q $o%i&'dio! for praticado por motivo de relevante valor social ou moral.(/+ I $ quando a lei acrescenta circunstPncias que alteram a pr%pria pena em a#strato para patamar mais elevado 7 ex. # I. a prática de mais de uma conduta. ap%s a descrição do delito. efetivamente ocorrer o resultado 7 ex.D Q e+to!s(o %edi*nte se"#est!o! consuma7se no momento do seq`estro. instiga ou auxilia outrem a cometer suicídio". esta#elece circunstPncias com o condão de redu<ir a pena 7 ex.D o Q$o%i&'dio! pode ser cometido atrav$s de disparo de arma de fogo.5)(/ I nos crimes formais. # (* .G)?)6. # +)D<G*+ I $ aquele em cu'a redação o legislador enumera as elementares do crime em sua figura fundamental 7 ex.G I $ aquele cu'a caracteri<ação pressupKe uma reiteração de atos 7 ex. como a família.GI/ ou tentativa perfeita" I ocorre quando o agente percorre todo o Qite! &!i%inis!. # <5)E)G*>). constitui crime ?nico 7 ex. # (* .:)E/ I dá7se quando o agente imagina que a conduta por ele praticada constitui crime. a qualificadora fará com que a pena passe a ser de reclusão.

(/ I quando nele se re?nem todos os elementos de sua definição legal.5)++. # <G.G</+/ I quando o agente deu causa ao resultado por imprudência.D Q$o%i&'dio!.# 6/9*H/+ I a conexão pressupKe a existência de pelo menos duas infraçKes penais. não se consuma por circunstPncias alJeias . assim. negligência ou imperícia. # (* . vontade do agente. # 6/9+.D Qinj/!i*!.L/ I ocorre quando a caracteri<ação do crime ou de uma qualificadora depende do decurso de determinado tempo 7 exs. formando um processo executivo que pode ser fracionado e. # K ()+:C96). # 6. art.9)++. Q. por isso. I $ aquele em relação ao qual a execução ocorre em um país e o resultado em outro. # (/G/+/ I o agente quis o resultado o assumiu o risco de produ<i7lo. # <5*:*5(/G/+/ I Já dolo no antecedente na figura fundamental" e culpa no conseq`ente no resultado mais grave". 6@" e # .D Q$o%i&'dio!. admite a tentativa 7 exs. >6".4M*:)E/+ I são aquele que s% podem ser praticados por duas ou mais pessoasV são crimes de concurso necessário 7 ex. # <G.u!to! etc. # (* .78/ <J4G)6.4+)+:*9:* I $ aquele cu'a ação $ composta por um s% ato e. @C do +**. # -.78/ <5)E. # . Q*du)t2!io!. . não admitem a tentativa 7 ex..+*#65)D* I dá7se nas Jip%teses de crime impossível participação impunível art.D Q"u*d!i)$*!. dentro do mesmo país. Q!i+*!. # :*9:.D. # <G. Qe+to!s(o %edi*nte se"#est!o! $ qualificado se a privação da li#erdade dura mais de := Joras. Javerá a exasperação da pena e a necessidade de apuração dos delitos em um s% processoV as Jip%teses de conexão estão descritas no art. <5. iniciada a execução. vítima depois de 6A dias do acJado". # )D</++NE*G I por ineficácia a#soluta do meio ou por a#soluta impropriedade do o#'eto.4M*:)E/+ I são aqueles que podem ser cometidos por uma s% pessoa 7 ex.(/ I quando. # D/9/++. entre as quais exista um vínculo qualquerV por conseq`ência.5)G/6.)+ I $ aquele em que a execução ocorre em uma localidade e o resultado em outra.D Q *p!op!i*-(o de &ois* *&$*d*! somente se aperfeiçoa se o agente não devolve o #em .4+)+:*9:* I $ aquele cu'a ação $ representada por vários atos.(.5)++.

desde que o fato tenJa relação com as suas funçKes. CAP1TULO I DOS CRIMES CONTRA A VIDA (+8/ M.>5.G 7 $ o praticado por funcionário p?#lico. # ?. do 4(5". se o apenado não for reincidente específico em crimes Jediondos. depois de cumpridos G de :H> da pena. poderá fa<er 'us ao livramento condicional. # (* 5*+</9+. mas toma providências para que Ja'a prisão em flagrante no momento da consumaçãoV alguns entendem Javer tentativa no caso de crime material e consumação no caso de crime formal ou de mera condutaV outros acJam não ser crime aplicando a s?mula 6=A.(/ 7 o fato cJega antecipadamente ao conJecimento de algu$m. 4(5.em sentido estrito I são os que podem ser praticados não por funcionários p?#licos em geral. sendo que.G>. *H6*:/ / &homicídio culposo'! .9:* <5/E/6.>5.4)G)(. ainda que cometido por um s% agenteV 7 Jomicídio qualificadoV 7 latrocínioV 7 extorsão qualificada pela morteV 7 extorsão mediante seq`estro e na forma qualificadaV 7 estuproV 7 atentado violento ao pudorV 7 epidemia com resultado morteV 7 falsificação.(*: . a os crimes Jediondos.(/ 7 quando o agente $ levado .96)/9.9.9:* *+<*5. # (* ?G. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e terrorismo não comportam anistia. que não impede a reali<ação da ação. com a prisão em flagrante do agenteV não Já crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível sua consumação 4?mula 6=A. ação por instigação de algu$m que. # I*()/9(/+ (L*) 9O P. .# (* ?G. a prática de tortura.em sentido amplo I a#rangem tanto os crimes de responsa#ilidade em sentido estrito. ao mesmo tempo.0Q20 0!: 7 Jomicídio simples quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio. graça e indultoV fiança e li#erdade provis%riaV a pena será cumprida em regime fecJado. corrupção.G (/ JJ5). como os crimes funcionais pr%prios e impr%prios.(/+ <*G/ T5)4. adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinaisV 7 genocídio. mas apenas por certos agentes detentores do poder político da Nação. toma todas as medidas para evitar a consumação do delito.

D provocar desa#amento ou inundação"V IV 7 K :5. matar traidor da pátria. repugnante."V III 7 6/D *D<5*>/ de E*9*9/.D morte provocada por pisoteamento. EN:)D. porque a vítima não quis ter relação sexual etc. por exemplo. <5/D*++. espancamento. matar #andido perigoso. R/D)6N()/ -. . que desta se aproveita para matá7la 7 ex. alve'á7la". :/5:. visando possi#ilitar uma aproximação para que o agente possa executar o ato Jomicida 7 ex.D xingar.)78/ que#ra de confiança depositada pela vítima ao agente. (R/D)6N()/ <5)E)G*>). de *D4/+6. o 'ui< pode deve" redu<ir a pena de 6HC a 6H>. 7 reclusão.D uso de disfarce ou m$todo análogo para se .SDD P*9.+:.".5 <*5)>/ 6/D. /. fa<er #rincadeiras de mau gosto. *H<G/+)E/.9:* ()++)D. ou D*().G di< respeito a interesses da coletividade.(/! T 1@ # 4e o agente comete o crime )D<*G)(/ </5 D/:)E/ (* 5*G*E. ou tocaiaV o agente aguarda escondido a passagem da vítima por um determinado local para. G/>/ *D +*>. ou outro D*)/ )9+)()/+/ $ o uso de uma armadilJa ou de uma fraude para atingir a vítima sem que ela perce#a que está ocorrendo um crime. ou +/4 / (/DN9)/ (* E)/G*9:..G>. 121 7 M.5 .)78/ (* <*9. por exemplo. insignificanteV falta de proporção entre a causa e o crime 7 ex. mesmo que por uma s% pessoa. *D/78/. como. em seguida. C. T 2@ # 4e o Jomicídio $ cometidoD I # D*(). 7 $ Qcrime hediondo” quando praticado em atividade típica de grupos de extermínio. por rivalidade profissional.9:* E.* </++."V II 7 </5 D/:)E/ ?J:)G matar por motivo de pequena importPncia.G:. por inve'a.G.G/5 +/6).D matar dono de um #ar que não lJe serviu #e#ida. existência de emoção intensa 7 ex. pauladas etc.G refere7se a sentimento pessoal do agente.(/ 7 $ Qcrime hediondo!..+?)H).*G outro meio cruel al$m da tortura 7 ex. 65.D tirar o agente totalmente do s$rioV in'usta provocação da vítima 7 ex. ou por outro D/:)E/ :/5<* motivo vil.78/ (. . )9M.D matar para conseguir Jerança. que demonstra depravação moral do agente 7 ex.5. como. 5*+.ROMIC1DIO A5:.D ex.78/ $ a utili<ação de um recurso qualquer para enganar a vítima.)(. (* 5*6/D<*9+.(. desde que não se trate de atuação de 'usticeiro" ou D/5.D matar a mulJer durante o ato sexual".+/ (* ()D)9.>. sa#otagem de freio de veículo ou de motor de avião" /. matar a esposa que teria feito 'antar considerado ruim etc. ou de -. flagrante de adult$rioV reação imediata 7 Q)o1o e% se1uid*!". <5/E/6. de C a :8 anos. ?/>/.:.9:* <..G)?)6. como no caso da eutanásia".

dar falsas provas de ami<ade ou de admiração para possi#ilitar uma aproximação" ou /.:/ +/6/55/ K EN:)D. quando possível fa<ê7lo sem risco pessoal. U02. e suspensão ou proi#ição de se o#ter a permissão ou a Ja#ilitação para dirigir veículo automotor.9:.aproximar da vítima. (* )9/4+*5EC96). de : a = anos. /6. .5. (* <5/?)++8/.9)(.G</+/ T U@ # 4e o Jomicídio $ culposoD P*9. 7 detenção.5. A. T J9)6/ 7 No Jomicídio culposo cometido na direção de veículo automotor. 7 Javendo mais de uma qualificadora no caso concreto. /?N6)/ ex.D matar co7autor de Q!ou0o! para ficar com todo o dinJeiro ou a pessoa que estava fa<endo o pagamento do resgate no crime de Qe+to!s(o %edi*nte se"#est!o!".G:.D matar um segurança para conseguir seq`estrar um empresário I Jomicídio qualificado em concurso material com extorsão mediante seq`estro". se prestar pronto e integral socorro . R/D)6N()/ 6.78/ ex. a pena $ aumentada de 6H>. A5:.78/ o su'eito quer evitar que se descu#ra que o crime foi praticado". P*9. CTB 7 *raticar Jomicídio culposo na direção de veículo automotorD P*9. :/59* )D</++NE*G . T V@ # No I/D)6N()/ 6.G</+/.:5/ 5*6. U01.:5/ 65)D* ex.5 . (* 5*>5.* ()?)6.5:* /. *H*6. :S69)6. )D<. . (/ /?*9()(/ surpresaV efetuar disparo pelas costas. estiver condu<indo veículo de transporte de passageiros. A5:.D morte de testemunJa do crime anterior" ou E. se o crime 5*+. nos casos de acidentes de trPnsito de que resulte vítima.D m$dico que não esterili<a instrumento cir?rgico. nem se exigirá fiança. se o agenteD I 7 não possuir *ermissão para /irigir ou +arteira de Ua#ilitaçãoV II 7 praticá7lo em faixa de pedestres ou na calçadaV III 7 deixar de prestar socorro. . (*?*+. CTB 7 Ao condutor de veículo.5 )D*(). . . a pena $ aumentada de 6H> .(* o su'eito mata algu$m que poderia incriminá7lo 7 ex.+ 7 detenção. o 'ui< usará uma para qualificar o Jomicídio e as demais como agravantes gen$ricas. em coma alco%lico"V V 7 <. de 6: a >8 anos. 7 reclusão.G:* /. matar a vítima que está dormindo.quela. não se imporá a prisão em flagrante. vítima do acidenteV IV 7 no exercício de sua profissão ou atividade. dando causa a uma infecção da qual decorre a morte da vítima". se a vítima $ socorrida imediatamente por terceiroV se ele não $ prestado porque o agente não possuía condiçKes de fa<ê7lo ou por Javer risco pessoal a eleV se a .++*>.D*9:/ (* <*9.>*9:* (*)H. 6H:.G:.5+/ -. de 6 a > anos.>*D (* /. ou se o . (* <5*+:.

978/ <*9.G +* :/59* (*+9*6*++=5). +/?5* G*+Z*+ 6/5</5.D ap%s atropelar a vítima.++)?)6. ou ?/>* <.5 participação moralV significa reforçar a intenção suicida 'á existente" .5 .G! # Na Jip%tese de I/D)6N()/ 6.* / ?. nega7se a transportá7la de um Jospital a outro. não existindo qualquer efeito secundário. ()D)9. <*9. EN:)D.9:*. quer emprestando o#'etos para que a vítima se suicideV essa participação deve ser .G>.L)5 participação moralV significa dar a id$ia do suicídio a algu$m que ainda não tinJa tido esse pensamento" ou )9+:)>. quer dando instruçKes.5 (* .)5 . a pena $ aumentada de 6H>.HNG)/ <. . com a cessação da atividade encefálica".9/+.:)6. inclusive a o#rigação de reparar o dano. dever( decidir fundamentalmente se o réu pode apelar em liberdade$ INDU\IMENTO. 4endo doloso o Jomicídio I/D)6N()/ (/G/+/". AUX1LIO OU INSTIGAÇÃO AO SUIC1DIO (OU PARTICIPAÇÃO EM SUIC1DIO! A5:.)L </(*5= (*)H.78/ .+ 6/9+*-WX96).5. +. -.+ (..78/ (/. simples atinge apenas um #em 'urídico".G</+/.!uando for considerado “crime Jediondo”& torna-se insuscetível de anistia "raça indulto e liberdade provisória' o cumprimento da pena se dar( inte"ralmente em re"ime fechado' o livramento condicional só ser( possível se cumpridos )*+ da pena e se o a"ente não for reincidente específico' o jui.5 <5)+8/ *D ?G. . T Y@ (P*5(8/ M.>*9:* (* ?/5D. <*++/.)6)(.>5. instantâneo de efeitos permanentes a consumação ocorre em um s% momento. 7 a sentença que reconJece e concede o perdão tem nature<a declarat%ria da extinção da puni#ilidade. depois de ter sido ela socorrida por terceiros". +* . ou se'a. a quantidade de golpes etc.5#+* ou <5*+:.7. se o crime S <5.:)9>)5*D / <5F<5)/ .5#GI* . )9?5. 122 7 I9(.9(/ . 98/ <5/6.: comum pode ser praticado por qualquer pessoa".* .(/ 6/9:5.+ 6/9+*-WX96).SD pessoa ou pessoas determinadas" .5 . :8/ >5. / M. de dano exige a efetiva lesão de um #em 'urídico"..5.. D*9/5 (* 1V .)+ (/ 65)D* (* &les%es corporais'[ I em termos te%ricos $ extremamente fácil.<G)6.. 'á que na tentativa o agente quer matar e não consegue e no crime de lesKes corporais o dolo do agente $ apenas o de lesionar a vítimaV na prática.a prova da materialidade é feita através do chamado “exame necrosc%pico” !ue é elaborado por médicos le"istas e atesta a ocorr#ncia da morte bem como suas causas$ # 6/D/ ()?*5*96). # 6G. comissivo ou omissivo".+ (/ +*. o local onde a vítima foi atingida.vítima estiver morta 7 não incide o aumento da pena".:/ ex.E* -.:5)9=5). mas seus efeitos são irreversíveis" e material s% se consuma com a efetiva ocorrência do resultado morte. devemos analisar circunstPncias exteriores como o o#'eto utili<ado. . &tentativa de homicídio' -. participação materialV significa cola#orar materialmente com a prática do suicídio. +.()6). de ação livre pode ser praticado por qualquer meio.5. *E):.

(. o fato $ atípico por ausência de dolo. 7 detenção. com depressão".. 6.G $ uma pertur#ação psíquica que acomete grande parte das mulJeres durante o fenWmeno do parto e. mas.D para ficar com a Jerança da vítima. Javerá Q homicídio! por parte daquele que executou a conduta de a#rir a torneira do #oti'ão de gás. 7 duas pessoas decidem morrer 'untamente.:. di< .(/ </5 D/:)E/ *>/N+:)6/ ex. de 6 a > anos. mas apenas a outra morre. 12U # M. +/4 . de : a C anos. INFANTIC1DIO A5:. em tom de #rincadeira. se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de nature<a grave..++)?)6.+. os so#reviventes respondem por este crime. vítima que a ?nica solução $ Qse matar! e ela efetivamente se mata. o so#revivente responderá por este crime. ex.(* (* 5*+)+:X96). com o seu cargo"V II 7 se a EN:)D. ainda. T J9)6/ 7 A pena $ duplicadaD I # se o 65)D* S <5.6)(. </5 -. 7 duas pessoas fa<em um pacto de morte e uma delas se mata e a outro desiste.natural I interrupção espontPnea da gravide< impunível". (/ *+:. uns estimulando os outros. 7 deve Javer relação de causa e efeito entre a conduta do agente e a da vítima 7 deve Javer seriedade na conduta do agenteV se algu$m.(/ <. presume7se que ele ocorreu". .G-. pois se a a'uda for a causa direta e imediata da morte da vítima. 7 não existe tentativa deste crimeV o legislador condiciona a imposição da pena .9:* / <. 7 a vítima deve ter capacidade de entendimento de que sua conduta irá provocar sua morte" e resistênciaV assim. ABORTO C/96*):/: $ a interrupção da gravide< com a conseq`ente morte do feto. que no caso pode ser a morte ou a lesão corporal grave. se o suicídio se consumaV ou reclusão. G/>/ . / <5F<5)/ ?)GI/.5:/ /. se Jouver d?vida no caso concreto. deve ser provado.<.N(. CG. .*5<*5.<F+D P*9.*5 6. A. de : a C anos. 7 reclusão.. )9?G.secundária.5. o crime será o de Qhomicídio!"D P*9. quem indu< criança de pouca idade ou pessoa com grave enfermidade mental a se atirar de um pr$dio responde por Qhomicídio!.X96). S D*9/5 ou :*D ()D)9. 7 várias pessoas fa<em roleta7russa em grupo. se trancam em um compartimento fecJado e uma delas liga o gás.5.78/: . algum tempo depois do nascimento da criançaV em princípio..D vítima está em#riagada. acess%ria. 7 consuma7se no momento da morte da vítima ou quando ela sofre lesKes corporais gravesV resultando lesKes leves o fato $ atípico.D*9:/ (* <*9.:)6. produção do resultado.

D/5:*. A4/5:/ -. de 6 a = anos. GI* +/45*ESD . grave ameaça ou violência.4/5:/ 6/D / 6/9+*9:)D*9:/ (. 6:C. (.:.D queda. 12Y * 12]! são aumentadas de 6H>. se. *D 6/9+*-WX96).9:* A5:.le"al ou permitido I previsto no art. A4/5:/ <5/E/6. 7 os m$todos mais usuais são ingestão de medicamentos a#ortivos.4/5:/! /. 7 a gestante que consente.(/ </5 DS()6/D I (. <5/E/6=#G/.*5 (*++. >*+:.9* / . 12P 7 N8/ +* <.9:*D P*9. ou $ alienada ou d$#il mental. uma ve< que não admitem co7autoria. >*+:.* /.:)6.criminoso I previsto nos arts..G-.G)?)6..9:* (. 7 $ crime pr%prio.(/ 6/D / 6/9+*9:)D*9:/ (. com concordPncia da gestante. de > a 68 anos.9:*5)/5. introdução de o#'etos pontiagudos no ?tero.4/5:/.5:+. 7 detenção.(/ A5:. >*+:. A4/5:/ G*>. de 6 a > anos. .9:*D P*9.+.9:*5)/5*+ (.*D P*9. 6/D +*.(/+ <.:5/ D*)/ (* +. 12] 7 P5/E/6. <*5D):)(/ A5:. +*D / 6/9+*9:)D*9:/ (.:5*D GI/ <5/E/-. E)(.+.9:* +/?5* G*+8/ 6/5</5. 'á que nelas o su'eito ativo $ a gestanteV $ crime de mão pr%pria. raspagem ou curetagem e sucçãoV $ ainda possível a utili<ação de agentes el$tricos ou contundentes para causar o a#ortamento. +*.(/ <*G. (/ .5:)>/ . ou se o consentimento $ o#tido mediante fraude..GE. /. 6:= a 6:@.4/5:/ 9*6*++=5)/! 7 +* 98/ I= /. incide nesse artigo. 12Q 7 As penas cominadas 9/+ (/)+ . responde pelo art.acidental I em conseq`ência de traumatismo impunível" 7 ex.(/ +*D / 6/9+*9:)D*9:/ (.5 .(. mas apenas participação. >*+:. 6:B. 6/9+*9:)D*9:/ A5:. (/+ D*)/+ *D<5*>. $ crime impossível. 7 se o feto 'á estiver morto absoluta impropriedade do objeto" ou o meio utili<ado pelo agente não pode provocar o a#orto absoluta inefic(cia do meio".E*^ * +8/ (. .G /. >*+:.9:* A5:. .5:)>/+ . 12V 7 P5/E/6.5 . >5.5.4/5:/ <5.. 7 reclusão. A4/5:/ <5/E/6.4/5:/ /. 6/9+*9:)5 -.. enquanto o terceiro que executa o a#orto. >*+:. se a gestante não $ maior de 6= anos.:/#.G (* 9. >*+:. A4/5:/ <5/E/6.+ 6.5 . acidente em geral. 12Y 7 P5/E/6.+. 7 reclusão. </5 -.<G)6. T J9)6/ 7 Aplica7se a pena do .5 .9:*V .4/5:/ *D +) D*+D.5*L.

6B= do +*F". (* +*. 7 Qtentativa de lesão corporal! I o agente tem dolo de macJucar mas não consegue por circunstPncias alJeias .J(* (* /. de > meses a 6 ano. 7 detenção.J(* I a#range a provocação de pertur#açKes fisiol%gicas vWmitos. 7 Qvias de fato! I o agente agride sem intenção de lesionarV se o agente quer cometer apenas a contravenção e. 5*<5*+*9:.G. ou dias.4/5:/ +*9:)D*9:. #asta qualquer #oletim m$dico ou prova equivalente art.899H9A".899H9A a ação penal passou a ser p?#lica condicionada . para o oferecimento da den?ncia. provoca lesKes na vítima.. . queimaduras. K +. mas $ pacífico o entendimento de que pode ser aplicada a cJamada analogia Qin 0on*% p*!te%!" e o . -.9:* G*>.D G*+Z*+ 6/5</5.)+: a rubefação simples e fuga< afluxo de sangue na pele. 7 a Qautolesão! como crime de Qlesão corporal! não $ punívelV ela pode caracteri<ar crime de outra nature<a como. crime de Qlesão corporal! ou Qinj. 12 7 O?*9(*5 . sua vontade. N 6b.G /. Jematomas etc. # 98/ +* 6/9+)(*5.<5/ ou de Qatentado violento ao pudor!. K )9:*>5)(.(* ?N+)6. (* *+:. escoriaçKes. responde apenas por crime de Qlesão corporal culposa!. transmissão intencional de doença etc. +.D fraturas. 6@6. CAP1TULO II DAS LES_ES CORPORAIS LESÃO CORPORAL A5:. 7 o corte de ca#elo sem autori<ação da vítima pode constituir.<. equimoses. não comprometendo a normalidade corporal.E)(*L 5*+.II (. dependendo dos motivos.4/5:/ S <5*6*()(/ (* 6/9+*9:)D*9:/ (.9(/ )96. sem comprometimento da normalidade anatWmica. cortes. 7 /?*9+. N :b. mas. da 0ei nb 9.G! 7 se a >5. )9:*>5)(. I a#range qualquer alteração anatWmica pre'udicial ao corpo Jumano 7 ex.. luxaçKes. quer do ponto de vista anatWmico. paralisia corporal momentPnea. 7 a prova da materialidade deve ser feita atrav$s de exame de corpo de delito.:5*DD P*9. por exemplo.(* 6/5</5. mantendo a epiderme íntegra.ria real! caso Ja'a intenção de envergonJar a vítima". # /?*9+. 'á que $ possível em face da mo#ilidade dos espermato<%ides 7 em#ora o +* não permite. @@.9:* /. 7 desde o advento da 0ei nb 9.ação ou valor de se"uro! art. Q fraude para recebimento de indeni. representação art. fisiol%gica ou funcional"V a dor desacompanhada do respectivo dano anat-mico ou funcional V a simples crise nervosa sem comprometimento do e!uilíbrio da sa. 2" ou Q criação de incapacidade para se furtar aos serviço militar! art.L. BB". . de forma não intencional. >*+:. quer funcional ou mental"V o eritema simples ou queimadura de 6b grau vermelJidão da pele que desaparece em poucas Joras.G:." ou psicol%gicas.de física ou mentalV o puro desmaio.

:. ou se'a. que a recuperação se'a incerta e a eventual cessação incalculávelV não $.<. 7 a ação penal $ p?#lica incondicionada.6)(."V III 7 (*4)G)(.978/: $ a atividade de um %rgão ou aparelJo do corpo Jumano 7 função respirat%ria. concreto. um nascimento prematuroV s% $ aplicável quando o feto nasce com vida.4):.5.(* <*5D. T Y@ # . de ferimento em %rgão vital. comprovado por perícia m$dica. / :5.S. onde os m$dicos devem especificar qual o perigo de vida sofrido pela vítima 7 ex. ou se'a. . de necessidade de cirurgia de emergência etc. ((/. ?. como andar. $ a possi#ilidade grave e imediata de morteV deve ser um perigo efetivo.)78/ (. circulat%ria.5*L. tra#alJar.E)++ND. do dia7a7dia da vítima. o agente responde por lesão gravíssimaV $ tam#$m necessário que o agente sai#a que a mulJer está grávida"D P*9.78/ (* <.<.(* <*5D.(* <.4+:):.6)(.GI/ prevalece o entendimento de que dever ser uma incapacidade gen$rica para o tra#alJo. sonWnimo de perpetuidade H D*D45/+: são os apêndices do corpo 7 #raços e pernasV a perda de parte dos movimentos do #raço $ um ex.+ atividade Ja#itual $ qualquer ocupação rotineira.D perigo de vida decorrente de grande perda de sangue. entretanto.5.:5)9. não sendo graves as lesKes. >5.! T 2@ # 4e resultaD I # )96.G (* 9.)+.G (* 9. pode ainda su#stituir a pena de detenção pela de multaD I # se ocorre qualquer das Jip%teses do T VO agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou so# o domínio de violenta emoçãoV logo em seguida a in'usta provocação da vítima"V II 7 se as lesKes são recíprocas.6*G*5. </5 D.5*L. L*+8/ 6/5</5. uma ve< que a lei se refere .:. ou se'a. >5. reprodutora etc.+ /6. H +*9:)(/+: são os mecanismos sensoriais atrav$s dos quais perce#emos o mundo exterior 7 tato. para qualquer tipo de la#or. olfato.V para a comprovação o +** exige a reali<ação de um exame de corpo de delito complementar a ser reali<ado ap%s o trig$simo dia "V II 7 <*5)>/ (* E)(.<. paladar. +*9:)(/ /. quando ocorro a#orto.9*9:* (* D*D45/.5:/ $ a antecipação do parto. 'ui<.978/ de#ilidade consiste na redução ou enfraquecimento da capacidade funcionalV para que caracteri<e esta Jip%tese de lesão grave $ necessário que se'a permanente."V IV 7 . <*9. 7 reclusão. L*+8/ 6/5</5.E* T 1@ # 4e resultaD I # )96.7Z*+ I.. praticar esportes etc.)+ (* U0 ().4. visão e audição H ?.9*9:* <. pois. de 6 a A anos. palavra Q t!*0*)$o! sem fa<er ressalvas"V .

mas. se a cirurgia $ possível e a vítima se recusa a reali<á7la. para que não ocorra punição decorrente de responsa#ilidade o#'etiva"D P*9. continua ligado ao corpo da vítima. por$m.(/.78/: o mem#ro.(* )96. visível e capa< de causar má impressão nas pessoas que olJam para a vítima. não responde pela tentativa.)+ / 5*+.9*9:* $ o dano est$tico. a transmissão intencional de uma doença para a qual não existe cura no estágio atual da medicinaV a enfermidade tam#$m $ considerada incurável se a cura somente $ possível atrav$s de cirurgia. do +* Q se * e+posi-(o * pe!i1o se deu %edi*nte &ont*to se+u*)! ou no art. +*9:)(/ /. de : a B anos.4/5:/ não pode ter sido provocado intencionalmente.978/ <*5(. com ou sem a efetiva transmissão.++.+ 6)56.L)#G/D P*9. o crime seria o de tentativa de Jomicídio.V deve ser irreparável pela pr%pria força da nature<a. Javerá a lesão gravíssima. provocação de cicatri<es atrav$s de cortes profundos. 9*D . . 7 reclusão.:)G)L.G:. 7 a ação penal $ p?#lica incondicionada. ainda que parcialmente. portanto. intervenção cirurgicaV a correção atrav$s de pr%tese não afasta a aplicação do instituto"V V I .* / . por exemplo.)(. tenJa causado o resultado HH )9. desde que Ja'a nexo causal entre a ação e a perda e desde que não tenJa ocorrido causa superveniente relativamente independente que.G:.: pode se dar por mutilação ou por amputaçãoV ocorre a mutilação no pr%prio momento da ação delituosa. como 'á visto. por exemplo. macJado. 'á que a doença tem a morte como conseq`ência natural"V III 7 <*5(. pois.78/ (* D*D45/.D -. uma ve< que a vítima não está o#rigada a su#meter7se .(* <*5D. por si s%. e $ provocada diretamente pelo agente que. posto que ningu$m $ o#rigado a se su#meter a processo cir?rgicoV a transmissão intencional de A)/4 caracteri<a a lesão gravíssima.D).5=E*G $ a alteração permanente da sa?de por processo patol%gico. mas incapacitado de reali<ar suas atividades pr%priasV ocorre esta Jip%tese. 6>6 Qse po! %eio "u*)"ue!!V Já entendimento no sentido de que. se utili<a de serra el$trica. arrancamento de orelJa ou parte dela etc.+ *E)(*96). nesse caso Javeria crime de Qaborto!V conclui7se. (* D/5:* T U@ # 4e 5*+. 6>8. quando a vítima passa a ter paralisia total de um #raço ou perna"V IV 7 (*?/5D)(. e que esta. pelo passar do tempoV a corrreção por cirurgia plástica afasta a aplicação dessa qualificadora. permanecendo. de certa monta.>*9:* 98/ -.D queimaduras com fogo ou com ácido. porque existem crimes específicos descritos no art. que este dispositivo $ exclusivamente preterdolosoV o agente deve sa#er que a vítima está grávida. assim.:)G)L. de = a 6: anos. /. D/5:* * . ?. se sinta incomodada com a deformidade 7 ex.II 7 *9?*5D)(. / 5)+6/ (* <5/(. L*+8/ 6/5</5.G +*>. se o agente pratica ato com intenção de transmitir tal doença mas não consegue.9+:C96). N 6b. 7 reclusão. )9. para extirpar parte do corpo da vítimaV a amputação apresenta7se na intervenção cir?rgica imposta pela necessidade de salvar a vida da vítima ou impedir conseq`ências mais gravesV o autor do golpe responde pela perda do mem#ro.

lesão culposa o disposto no T Y@ (/ . se o crime resulta de )9/4+*5EC96). 0.7 $ Qcrime preterdoloso!. (?/5D. <*9.5 . 9.G 6. T Q@ # Aumenta7se a pena de 6H>..()6). *E):. vítima do acidenteV no .+ 7 detenção.>5..+ (* . direção. 6H:.D*9:/ (* <*9.78/ (. 7 detenção. (* 5*>5. $ a pessoa competente para reconJecer uma lesão corporal seguida de morte.+ (* .5. BB.5 )D*(). ou se o .! T V@ # 4e o . U0U.+ 6/9+*-WX96). )9M. mas culposaV se o agente comete Qvias de fato! e provoca culposamente a morte da vítima.D*9:/ (* <*9.5 (* . ou ?/>* <.5:.. CTB 7 *raticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotorD P*9.9:*.<G)6.899H9A".9/+. <5)E)G*>). se o crime $ praticado 6/9:5. . se ocorrer qualquer das Jip%teses do N ?nico do artigo anterior não possuir *ermissão para /irigir ou +arteira de Ua#ilitaçãoV praticá7lo em faixa de pedestres ou na calçadaV deixar de prestar socorro. n?mero.G/5 +/6). 7 a ação penal $ p?#lica incondicionada.G /.5.)L </(*5= (*)H.. P*5(8/ M.+ 6/9+*-WX96). (* <5*+:.E* -. quando possível fa<ê7lo sem risco pessoal.:/ +/6/55/ K EN:)D. C.)5 .G</+. T J9)6/ 7 Aumenta7se a pena de 6H> . de : meses a 6 ano. T Q@ # Aumenta7se a pena de 6H>.G +* :/59* (*+9*6*++=5).)78/ (* <*9. ()D)9.5:* /.>*9:* (* ?/5D. D/5..78/ . 7 o 'ulgador e não o perito.G /. /?N6)/.".+ (. gravidade das lesKesV o crime será o mesmo e a gravidade somente será levada em consideração por ocasião da fixação da pena7#ase art.>*9:* (*)H.D P*9.+.+:. 121 / M. . A5:. (* <5/?)++8/. o agente quer apenas lesionar a vítima e aca#a provocando sua morte de forma não intencional. T ]@ # 4e a G*+8/ S 6.:/ .(. 98/ <5/6.:)9>)5*D / <5F<5)/ . representação art. *D/78/. profundidade das lesKes etc. +. L*+8/ 6/5</5. o 'ui< pode redu<ir a pena de 6HC a 6H>.)(. C.>*9:* 6/D*:* / 65)D* )D<*G)(/ </5 D/:)E/ (* 5*G*E. 7 ao contrário do que ocorre nas dolosas.G T P@ # Aplica7se . D*9/5 (* 1V . . +* . D)D)9. <5/E/6.* .. G/>/ *D +*>. (/ +*. )9?5. :8/ >5. A9".+. de seis meses a dois anos e suspensão ou proi#ição de se o#ter a permissão ou a Ja#ilitação para dirigir veículo automotor. . 7 a ação penal $ pu#lica condicionada .9:* E.G</+. <*++/. responde apenas por Qhomicídio culposo! que a#sorve a contravenção penal..978/ <*9.5 <5)+8/ *D ?G. :S69)6. EN:)D. não Já distinção no que tange . +/4 / (/DN9)/ (* E)/G*9:. ao perito compete tão somente a descrição parcial da sede.

ou multa. de 6 a = anos. #asta que o agente tenJa a intenção de expor a vítima a tal situação de perigoV o perigo deste capítulo $ o individual atinge indivíduos determinados"V o outro tipo de perigo $ o coletivo ou comum atinge um n?mero indeterminado de pessoas. e multa. a contágio de mol$stia ven$rea. aplica7se o artigo 6>8 Qperi"o de cont("io venéreo!". estiver condu<indo veículo de transporte de passageiros".exercício de sua profissão ou atividade. 7 se o agente procura evitar eventual transmissão com o uso. PERIGO DE CONTBGIO DE MOL`STIA GRAVE A5:. #asta que o #em 'urídico se'a exposto a uma situação de risco" e não de danoV 'á em relação ao dolo. pelo fato da pena deste ser maiorV se sofrer lesKes graves. responderá pelo crime do artigo 6>8. de > meses a 6 ano. por meio de relaçKes sexuais ou qualquer ato li#idinoso. que se faça prova em sentido contrário". por exemplo. sendo elas graves. não admitindo. T 1@ # 4e $ intenção do agente transmitir a mol$stia crime de peri"o com dolo de danoV se a vítima sofrer lesKes leves. Q&*put! ou N 6b. independentemente da comprovação de que uma certa pessoa tenJa sofrido risco."V os crimes de perigo su#dividem7se ainda emD peri"o concreto a caracteri<ação depende de prova efetiva de que uma certa pessoa sofreu a situação de perigo" e peri"o presumido ou abstrato a lei descreve uma conduta e presume a existência do perigo. 7 reclusão. :A8 e s. 7 as mol$stias ven$reas. nesse caso. ou se'a. PERIGO DE CONTBGIO VEN`REO A5:. ato capa< de produ<ir o contágio crime de peri"o com dolo de dano"D P*9. e multa. afasta7se a configuração do delito. 1U1 7 *raticar. . CAP1TULO III DA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SA$DE 7 $ crime de peri"o caracteri<am pela mera possi#ilidade de dano. nesse caso. estes estão tipificados nos arts. desde que o perigo de contágio não ocorra atrav$s de ato sexual. 7 reclusão. 'á que. o agente responderá por este crime. com o fim de transmitir a outrem mol$stia grave de que está contaminado. de que sa#e ou deve sa#er que está contaminado crime de peri"o"D P*9. de preservativo. 7 detenção. de 6 a = anos. o agente responderá apenas pelo crime de Qles%es corporais "raves!"D P*9. ainda. caso tiver intenção de transmitir a doença" em concurso formal com o artigo :6> Qestupro!". 1U0 # Expor algu$m. podem tipificar este crime. 7 agente acometido de doença ven$rea comete um Q estupro!. T 2@ # 4omente se procede mediante representação.

:.G (* 9.(/5 (.G-.5 *5D/V II 7 se o . de = a 6: anos. 1UU I A4. T J9)6/ 7 A pena $ aumentada de 6HC a 6H> se a exposição da vida ou da sa?de de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em esta#elecimentos de qualquer nature<a.>*9:* S ."..L (* (*?*9(*5#+* (/+ 5)+6/+ 5*+. G*+8/ 6/5</5.)(.9(/9/D P*9. mas se implicarem lesKes graves ou morte.5*L.* *+:= +/4 +*..D QfecJar! veículo.:/5)(. a incapacidade temporária doentes físicos ou mentais. 1U2 7 Expor a vida ou a sa?de de outrem a perigo direto e iminenteD P*9.>*.9(/9. que a#sorve as lesKes por serem mais graves. E)>)GC96). ou.5 deixar sem assistência. EN:)D.G:. .>. >. D/5:*D P*9. 7 a lei não se refere apenas . )96.. idosos.:/5 /. 7 detenção. 6. (*+6*9(*9:*. mas tam#$m aos adultos que não possam se defender por si pr%prios.4. caso o agente tenJa assumido o risco de produ<í7lo. 7 reclusão.. em desacordo com as normas legais. *.(*.s pessoas menores de idade.D deixar de prestar a assistência que a vítima necessita ao se afastar da residência em que moram".5. o agente será responsa#ili<ado apenas por crime de Qles%es corporais "raves! ou Qhomicídio!. se o fato não constitui crime mais grave. vítima etc.5(.(/. PERIGO PARA A SA$DE OU VIDA DE OUTREM A5:. de > meses a 6 ano. resulte perigo concreto. . cegos.G:. </5 -.+. 6a9M. ficarão estas a#sorvidas. 7 ex.E*D P*9. T U@ # As penas cominadas neste artigo aumentam7se de 6H>D I # se o . 6.. a#alroar o veículo da vítima. )5D8/.. afastar7se do incapa<" <*++/. /.+6*9(*9:* /. efetivo. 7 o crime pode ser praticado por *-(o ex. de 6 a A anos. ABANDONO DE INCAPA\ A5:. para a vítima. 7 detenção. C. desferir golpe com instrumento contundente pr%ximo . paralíticos.D levar a vítima em um certo local e ali deixá7 la" ou por o%iss(o ex.:.9:*+ (/ .+ (* .4. desde que. a#rangendo.G:. T 1@ # 4e do a#andono 5*+.*5 D/:)E/.7 Javendo a transmissão da doença que implica em lesão leve.<. da conduta. 7 o agente somente responderá por este crime se o fato não constituir crime mais grave. ainda..D*9:/ (* <*9. de C meses a > anos. 7 reclusão. pessoa em#riagada etc. -. >5.9(/9/ /6/55* *D G. 7 tratam7se de qualificadoras preterdolosasV se Javendo a intenção de provocar o resultado mais grave. responderá por Qles%es corporais "raves! ou por Qhomicídio!V sendo as lesKes leves su#siste este crime. T 2@ # 4e 5*+. .

. ou pelo pai. T 2@ # 4e 5*+.5/ /.9(/ </++NE*G ?.5*L. ?*5)(. a reputação etc. e triplicada. 1UY 7 D*)H. )9E=G)(. se da omissão 5*+.G (* 9. 7 se a intenção do agente for a de ocultar desonra pr%pria e a vítima for um rec$m7 nascido o crime será o previsto no artigo 6>= Q e/posição ou abandono de recémnascido!". de : a C anos. .D P*9.5 .7 não Javendo a relação de assistência entre as partes. 7 $ crime pr%prio que somente pode ser cometido pela mãe para esconder a gravide< fora do casamento. G*+8/ 6/5</5...5*L.:.:/5)(.E*. excesso de filJos ou outros ou se o agente não $ pai ou mãe da vítima. 1UV # EH</5 remover a vítima para local diverso daquele em que lJe $ prestada a assistência" ou . .5.(. o crime será o de Q abandono de incapa. G*+8/ 6/5</5.. ou em ra<ão de filJo adulterino ou incestuoso.#-lo sem risco pessoal 1 vítima do acidente V no exercício de sua profissão ou atividade. . <.G:. -.:. 7 detenção.97. o crime poderá eventualmente ser o do artigo 6>A Qomissão de socorro!". se 5*+.(. <5F<5).E). 7 detenção. D/5:*D P*9.G (* 9.5 (* <5*+:. *H:5. U0U. K 65).E* * )D)9*9:* <*5)>/ V ou 98/ <*()5. se ocorrer qualquer das Jip%teses do N ?nico do artigo anterior não possuir *ermissão para /irigir ou +arteira de Ua#ilitaçãoV praticá7lo em faixa de pedestres ou na calçadaV dei/ar de prestar socorro !uando possível fa.+/+. / +/6/55/ (. 9*++*+ 6.D<.+ 7 detenção.4.5 deixar sem assistência" 5*6SD#9.LX#G/ +*D 5)+6/ <*++/.G:.++)+:X96)..+6)(/.G:. 7 detenção.4.!"D P*9.9(/9. de C meses a : anos e suspensão ou proi#ição de se o#ter a permissão ou a Ja#ilitação para dirigir veículo automotor. de 6 a C meses. ou multa. EXPOSIÇÃO OU ABANDONO DE REC`M#NASCIDO A5:. *D >5. T J9)6/ 7 Aumenta7se a pena de 6H> .. 6H:./ (*+. D/5:*. estiver condu<indo veículo de transporte de passageiros". . OMISSÃO DE SOCORRO NO TRÂNSITO A5:.G:. de 6 a > anos. /6. T 1@ # 4e do fato 5*+. a Jonra que o agente deve visar preservar $ a de nature<a sexual. . OMISSÃO DE SOCORRO A5:.G. >5.E*D P*9. 7 detenção.(* <J4G)6.9(/9. de C meses a : anos. na mesma Jip%tese. >5. ou K <*++/. /.V se a causa do a#andono for mis$ria. a #oa fama. /.G:. CTB Q0esão corporal culposa na direção de veículo automotor !" 7 *raticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotorD P*9. T J9)6/ 7 A pena $ aumentada de metade.5 (*+/95.

:5. T 1@ # 4e do ?.9/+.(/+ )9()+<*9+=E*)+ . N ?nico". MAUS#TRATOS A5:. . E)>)GC96). ou multa. +. 7 reclusão.". 7 trabalho e/cessivo $ aquele que produ< fadiga acima do normal em face do grande volumeV essa análise deve ser feita em confronto com o tipo físico da vítima.:)6. agindo com culpa aplica7se o artigo >8>.E*D P*9. 7 reclusão.G:.M*):. E)(.A5:.G (* 9.4. 7 o art. de 6 a = anos. -. 6. de C meses a 6 ano.:. se o crime $ <5. por 'usta causa. >8= do +(M não poderá ser aplicado ao condutor do veículo que.:. D/5:*D P*9.G)D*9:. ?)D (* *(.*5 .. na ocasião do acidente. vítima.5*L. <. :5. /.+. vítima.(*-. >5. U0V. 7 detenção. somente existirá Qmaus-tratos! se o agente deixar de alimentar a vítima apenas por um certo tempo. pois tal condutor responderá pelo crime especial do artigo >8> do +(M e se Javendo omissão de socorro terá a pena agravada N ?nico".9(/#. /.*5 +. agasalJo etc. não podendo fa<ê7lo diretamente.5(..GI/ *H6*++)E/ /.. . responderá pelo crime do artigo >8= do +(M Q omissão de socorro de trânsito!".(/ 6/9:5.(/ .5. caso a caso. ou se'a. . T 2@ # 4e 5*+. se o fato não constituir elemento de crime mais grave. ()+6)<G)9. *9+)9/. >..:/ 5*+. D*9/5 (* 1V .78/ /.9(/#.D P*9. de = a 6: anos.+ 7 detenção. ainda que a sua omissão se'a suprida por terceiros ou que se trate de vítima com morte instantPnea ou com ferimentos leves. responderá pelo crime do artigo 6>A Qomissão de socorro!". deixar de solicitar auxílio da autoridade p?#licaD P*9. agindo de forma culposa. 7 a privação de alimentos pode ser relativa parcial" ou a#soluta total"V no caso da privação a#soluta. <*++/. expondo7a a situação de perigo. 1U] 7 EH</5 .9(/ (* D*)/+ (* 6/55*78/ /. 7 quem não agiu culposamente na condução do veículo envolvido em acidente e não prestou auxílio .*5 <5)E. G*+8/ 6/5</5.:/5)(. <*5)>/ . .(*. o crime será o de Qhomicídio!. T U@ # Aumenta7se a pena de 6H>. (* .G:. de prestar imediato socorro . . -.)(. preservação da vida e da sa?de tratamento m$dico. -.78/. 'á que se Jouver intenção Jomicida. +/4 +. tentado ou consumado. 6. T J9)6/ 7 )ncide nas penas previstas neste artigo o condutor do veículo. ou multa. CTB Q2missão de socorro de trânsito!" 7 /eixar o condutor do veículo que agem sem culpa.4. tenJa lesionado algu$m.+:F(). . ou.6. )9.D*9:/ /. 7 cuidados indispens(veis são aqueles necessários .J(* (* <*++/. 7 qualquer outra pessoa que não preste socorro.. de : meses a 6 ano.

em local a#erto. responde pela forma qualificada. em situaçKes que podem lJe tra<er pro#lemas para a sa?de. entretanto. ou se'a. estará configurado o crime do art. de 6A dias a : meses.5:)6)<. mas que.GE/ <. envolvendo troca de agressKes entre > ou G pessoas. ele responderá pela Qri/a !ualificada! em concurso material com o crime de Q les%es corporais "raves! ou Qhomicídio! doloso ou culposo. no crime de tortura a vítima deve ser su#metida a um sofrimento intenso aplicação de cJicotadas. CAP1TULO IV DA RIXA RIXA A5:.5*L.:.5. ainda. se diferencia do crime de Qmaus-tratos! em ra<ão da gravidade da conduta. que o meio empregado não expKe a vítima a perigo. T J9)6/ 7 4e /6/55* D/5:* /. ou se'a.D raspar o seu ca#elo. 1UQ 7 P. 7 detenção. mas se ele entra na Q ri/a! ap%s a morte. aplicação de castigos corporais imoderadosV a#uso no poder de correção e disciplina passa a existir quando o meio empregado para tanto etinge tal intensidade que expKe a vítima a uma situação de perigo para sua vida ou sa?deV não Já crime na aplicação de palmadas ou cJineladas nas nádegas de uma criançaV Já crime. de C meses a : anos.5. pelo fato da participação na rixa. responde por Qri/a simples!. que tem redação #astante parecida com a ?ltima Jip%tese do crime de Q maus-tratos!. autoridade ou vigilPncia do agente" 7 ex. em que os lutadores visam todos os outros indistintamente.5 material ou moral" (* 5)H. enquanto todos os demais continuarão respondendo pela Qri/a !ualificada!. . mas a su#mete a situação vexat%ria.7 trabalho inade!uado $ aquele impr%prio ou inconveniente . dependendo do caso". rasgar sua roupa em p?#lico etc. independentemente de serem eles ou não os responsáveis pela lesão grave ou morteV se for desco#erto o autor do resultado agravador. 7 abusar dos meios de disciplina ou correção refere7se a lei . $ uma luta desordenada.". desenvolvimento físico da vítima etc. da 0ei nb 9. de forma a que não se possa definir dois grupos autWnomos".=AAH9@ 0ei de (ortura".V se o meio empregado expKe a vítima a um intenso sofrimento físico ou mental. )). aplicação de ferro em #rasa etc. mas o crime do art. ainda.5 /+ 6/9:*9(/5*+D P*9. de : a B anos". +.E*. um tumulto. na aplicação de cJineladas no rosto de uma criança etc. 7 se o agente tomou parte na Qri/a! e saiu antes da morte da vítima. a pena de detenção. aplica7se. 7 todos os envolvidos na Qri/a! sofrerão uma maior punição. :>: do E+A desde que a vítima se'a criança ou adolescente so# guarda. por possuir pena #em mais alta reclusão. no frio. noite. #em mais grave do que dos Q maus-tratos!V Já que se ressaltar. >5. +*<.G (* 9. não se configura o delito de Qmaus-tratos!. sexo. ou multa. G*+8/ 6/5</5.V o#rigar uma criança a tra#alJar . quando se desferem violentos socos ou cJutes na vítima ou. 6b.s condiçKes de idade.

G>. como os parlamentares deputados e senadores quando no exercício do mandato" art. o fato $ atípico" fato definido como crimeV atinge a Jonra o#'etiva 7 ex. :9. diminuir a Jonra da vítima e seriedade na condutaV se a ofensa $ feita por #rincadeira ou a intenção da pessoa era repreender ou aconselJar" a vítima não Já crime. . CAL$NIA I imputa falsamente se verdadeira. somente será aplicada quando não ocorrer uma das Jip%teses da legislação especial +%digo Eleitoral.CAP1TULO V DOS CRIMES CONTRA A RONRA 7 a legislação penal comum +%digo *enal". # *G*D*9:/ +. ou se'a. exige7se que o su'eito queira atingir. esta. atri#ui7se uma qualidade negativaV ofensiva . A>. DIFAMAÇÃO I imputa fato não se exige que a imputação se'a falsa" não criminoso ofensivo .4M*:)E/: doloV não #asta praticar a conduta descrita no tipo.M*):/ .9). CAL$NIA A5:.D você não sai daquela #oate de prostituição. # +. por isso se consumam quando terceira pessoa toma conJecimento da ofensa proferida. escrito. 0ei de )mprensa etc. +5"V os advo"ados quando no exercício regular de suas atividades não praticam Qdifamação! e Qinj. 2))). gestos ou meios sim#%licos.ria! atinge a Jonra su#'etiva.:/ (*?)9)(/ 6/D/ 65)D*D . cJifrudo.objetiva I $ o que os outros pensam a respeito do su'eitoV a Q cal. desde que possam ser compreendidos. exceto aquelas que go<am de imunidades.78/: palavras.9(/#GI* ?. +%digo Filitar. você $ viado. . # I/95. físicos e intelectuais de uma pessoa. o seu amor pr%prio.:. sem pre'uí<o das sançKes disciplinares elencadas no Estatuto da .G+. reputaçãoV atinge a Jonra o#'etiva 7 ex.subjetiva I $ o 'uí<o que se fa< de si mesmo. que a tornam merecedora de apreço no convívio social e que promovem a sua auto7estima. INJ$RIA I não se imputa fato.SD. )D<. dignidade ou decoro da vítimaV atinge a Jonra su#'etiva 7 ex.5 .D foi você que rou#ou o -oão. sua auto7 estimaV ela su#divide7se em Jonra7dignidade di< respeito aos atri#utos morais da pessoa" e Jonra7decoro refere7se aos atri#utos físicos e intelectuais"V a Qinj.AM. por isso se consuma quando a pr%pria vítima toma conJecimento da ofensa que lJe foi feita.nia! e a Qdifamação! atingem a Jonra o#'etiva.D*9:* ?. +5"V os vereadores nos limites do Funicípio onde exercem suas funçKes art. # D*)/+ (* *H*6.:)E/: qualquer pessoa.: $ o con'unto de atri#utos morais.ria!.". 1UP 7 C.G.

6/9+:):. -.5 . DIFAMAÇÃO A5:. )55*6/55NE*GV II 7 +* / ?.:.5). . <5/E/6/. /?*9(*9(/#GI* .nia! contra os mortos.D*9:* . ou cJefe de governo estrangeiro"V III 7 +* (/ 65)D* )D<.SD.G>.. e multa.:)E.4+/GE)(/ </5 +*9:*97. de 6 a C meses. +. 5*<5/E=E*G. *D /. )D<. 7 detenção. <5/<.78/ <5)E.:.G.GE/D I 7 +*.:. )55*6/55NE*G.+ <*++/. cavalgar a vítima com intenção de ultra'ar.:.:. )9MJ5)."D P*9. levantar a saia. a Qdifamação! e a Qinj. um #olo etc.97Z*+. ()>9)(.G+. / /?*9()(/ 98/ ?/) 6/9(*9..96)/9=5)/ <J4G)6/ * . e multa.. 6.(/ . somando7se as penasV as Qvias de fato! ficam a#solvidas pela Qinj.(/. rasgar a roupa. <*9. </5 +. +. 7 na Qcal.:.5 . primeira ofensa"..*5 (.78/ <J4G)6.ria real!.(*. +* 6/9+)(*5*D aviltantes violênciaD agressão da qual decorra lesão corporalV aviltantesD causa vergonJa. )D<. 1U 7 D)?.*..G>. revide feito logo em seguida .+ T 2@ ()9MJ5).:5.9(/ / /?*9()(/.nia!.5 (* .4*9(/ ?.ria! contra os mortos. E*5(. / (*6/5/D P*9. violência. E*5(. de > meses a 6 ano.+ ?. ()5*:.)L </(* (*)H. 6/9+)+:* *D viol#ncia /.G! # 4e a )9MJ5)....(* +/D*9:* +* .(. (* ?/5D. E*5(.(. o su'eito passivo são os familiaresV a 0ei de )mprensa pune a Qcal.5:.+/ (* 5*:/5+8/ )D*(). 6/9:5.D es#ofetear. *D4/5. T 1@ # Na mesma pena incorre quem.(* /. e multa. /.* 6/9+)+:. E*5(.P*9. <*G/ D*)/ *D<5*>.78/D P*9.5 .5*L.+ -. . cerve'a.+ )9()6. 5*. al$m da pena correspondente . /.GJ9).(D):* +* / /?*9()(/ S ?.:. 7 o agente responderá pela Qinj. /?*9+. .(/ </5 +*9:*97.G-. 7 detenção. /+ D/5:/+. )9MJ5).G>. S 5*G.(/ 65)D* (* . desonra 7 ex.:/ S )D<. EH6*78/ (. -.<G)6.ria real! e tam#$m pelas lesKes corporais eventualmente provocadas. 9. 5*<.:/ /?*9+)E/ K +. ou multa.D.:/ )D<. de seis meses a : anos. quando o instrumento de execução $ a imprensa. face a face"V II 7 9/ 6.:/.9(/#GI* ?. (* . T 2@ # ` <. as partes devem estar presentes. 1V1 *residente da .. ()E. . EH6*78/ (.(* $ um meio de defesa" T U@ # A(D):*#+* . 7 detenção.D I 7 -.(* T J9)6/ 7 A *H6*78/ (. E).SD.G)?)6. 7 detenção../ *H*56N6)/ (* +. de > meses a 6 ano. / /?*9()(/ ?/) . <5/E.:.(/.+ (* ?. F/5D. atirar su'eira. (. T 1@ # O M.)9(/ / ?.(.ep?#lica.9NE*G . -. INJ$RIA A5:. 1V0 7 I9M.78/.+ 9/ 9@ I (/ .

II 7 contra funcionário p?#lico. artística ou científica. 6/5.ria !ualificada! e não crime de Qracismo! 0ei nb @. pois os crimes dessa nature<a pressupKem sempre uma esp$cie de segregação em função da raça ou da cor como. Javerá Qcrime contra a 3e"urança 4acional! arts.78/ (* *G*D*9:/+ 5*?*5*9:*+ . @b. 5*G)>)8/ /. na discussão da causa.+8/ (/ 65)D* A5:. 1V2 7 Não constituem in'?ria ou difamação punívelD I 7 a ofensa irrogada em 'uí<o. em apreciação ou informação que preste no cumprimento de dever do ofício. *:9).o!*4 se% p!eju'5o d*s s*n-6es dis&ip)in*!es junto * OA7! art. pela parte ou por seu procuradorV Qo *d.9+ A5:.ep?#lica. se qualquer dos crimes $ cometidoD I 7 contra o *residente da .. 4egurança Nacional.o1*do te% i%unid*de p!o. a proi#ição de fa<er matrícula em escola.AM".@6CHB9". 7 os xingamentos referentes a raça ou cor da vítima constituem o crime de Qinj.ep?#lica. salvo quando inequívoca a intenção de in'uriar ou difamarV III 7 o conceito desfavorável emitido por funcionário p?#lico.:)G)L. de entrar em esta#elecimento comercial. ou contra cJefe de governo estrangeiroV 7 se for Qcal.ria! contra o *residente da . R*:5. . EH6G. I e III. 1V1 7 As penas cominadas neste +apítulo aumentam7se de 6H>. T J9)6/ 7 Nos casos dos 9+. da difamação ou da in'?ria.. ou por meio que facilite a divulgação da cal?nia.id*de4 e% ju'5o ou . de se tornar s%cio de um clu#e desportivo etc.*%*-(o ou des*&*to pun'. Javendo motivação política e lesão real ou potencial a #ens inerentes . D)+</+)7Z*+ 6/D. N :b.nia! ou Qinj. 6/9+)+:* 9.:.ission*)4 n(o &onstituindo inj/!i*4 di. 6b e :b da 0ei nb @. II 7 a opinião desfavorável da crítica literária.78/ . em ra<ão de suas funçKesV III 7 na presença de várias pessoas G de :". por exemplo. 7 reclusão de 6 a > anos e multa. do Estatuto da .6@8HB>". /5)>*DD P*9.7.est*-(o de su* p*!te4 no e+e!&'&io de su* *ti. aplica7se a pena em do#ro.T U@ # 4e a )9MJ5). T J9)6/ 7 4e o crime $ cometido mediante paga ou promessa de recompensa.eis "u*)"ue! %*ni. responde pela in'?ria ou pela difamação quem lJe dá pu#licidade. 5.

salvo quando. responde pela ofensa. 1V1 contra o *residente da .5:. no caso do 9. difamação ou in'?ria. no caso do . não as dá satisfat%rias. 1V0.ep?#lica. da violência resulta lesão corporal.A5:. 1VY 7 Nos crimes previstos neste +apítulo somente se procede mediante queixa Qação penal privada!". querelado que. T J9)6/ 7 *rocede7se mediante requisição do Finistro da -ustiça. no caso do 9. antes da sentença. 1VU 7 . se retrata ca#almente da cal?nia ou da difamação. Aquele que se recusa a dá7las ou. a crit$rio do 'ui<.@ II contra funcionário p?#lico. A5:. T 2@. de referências. .@ I (/ . ou contra cJefe de governo estrangeiro". alusKes ou frases. quem se 'ulga ofendido pode pedir explicaçKes em 'uí<o. . 1VV 7 4e.independe de aceitação' não confundir com o “ perdão do ofendido” instituto e/clusivo da “ação penal privada” !ue para "erar a “extinção da puni#ilidade” depende de aceitação$ A5:. fica isento de pena. em ra<ão de suas funçKes" do mesmo artigo. se infere cal?nia. e mediante representação do ofendido.5:.