EXTRATERRITORIALIDADE São crimes que embora praticados fora do Território Nacional o Brasil vai poder Julgar (aplicar sua

Lei). Art. 7° - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro. INCONDICIONADAS a) Contra a vida ou liberdade do presidente da República; b) Crimes contra o pattrimônio ou a fé pública da União,Estado, Distrito Federal e municípios , autarquia, sociedade de economia mista ou fundação instituída pelo poder público; c) Contra Administração pública, por quem está a seu serviço; d) De Genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil; ** Lei 9455/97, ( Tortura, no seu Art.2° dispõe que embora o crime tenha sido praticado fora do território nacional aplica-se esta lei). Quando a vitima for brasileira ou o agente estiver em local sob a jurisdição brasileira. CONDICIONADAS a) Crimes que por tratado ou convenção o Brasil se obrigou a reprimir; b) Praticados por Brasileiros; c) Crimes praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiros e ai não sejam julgados. ( Competência Subsidiária) CONDIÇÕES a) Entrar o agente em território nacional;(critério especifico de procedibilidade); b) Ser o fato punível também no País em que foi praticado;(Condições Objetivas de Pubilidade-COP); c) Estar o crime incuido entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição . (COP); d) Não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter ai cumprido a Pena. ( COP ); e) Não ter sido o agente Perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a Punibilidade,segundo a lei mais favorável.( COP).

HIPERCONDICIONADA Art. 7° CPM § Aplica-se , também, a lei brasileira ao crime praticado no exterior por um estrangeiro contra um brasileiro se reunidas todas as condições anteriores, além de: a) Não foi pedida ou foi negada a extradição; b) Houve requisição do Ministro da Justiçã. Art 8° - Para se evitar o Bis in idem. A Pena cumprida no estrangeiro atenua a imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas. PRINCIPIOS RELACIONADOS À EXTRATERRITORIALIDADE Principio da Defesa/Real/Proteção: Art. 7°, I , “a”, “b” e “c” . Principio da Justiça Universal ou Cosmopolita: Art. 7° , I , “d” e II , “a”. Principio da Nacionalidade / Personalidade- Ativa e Passiva: Ativa = Art. 7° II , “b” / Passiva = Art.7° § 3°. Principio da Bandeira/Representação/Pavilhão: Art. 7° II , “c”.

É o setor do Ordenamento Jurídico que define crimes que comina penas e prevê medidas de segurança. a) Constante ou Formal = O Estado. OBJETO DO DIREITO PENAL Crime: São condutas descritas de forma Positiva e condutas descritas de forma Negativa.: No homicídio é a vida. na ameaça é a paz de espírito . b) Eventual ou Material = Cidadão OBJETO JURÍDICO: Também chamado bem jurídico – Objeto juridicamente tutelado. . Exceção : A Pessoa Jurídica poderá ser Punida nos crimes contra a Ordem Econômica e Financeira e contra a economia popular ( Art. o Estado impõe uma Sanção Penal. CONCEITO 2 – É a Parte do Direito que separa as condutas tidas como mais graves e para cada indivíduo que venha a praticar.225 § 3°). Sujeito Passivo: É aquele que sofre a Conduta Delituosa. no estupro é a liberdade sexual. Medida de Segurança: É uma espécie de sanção penal aplicada aos doentes mentais.DIREITO PENAL CONCEITO 1 . ( Fernando Capez). Condutas Negativas: São os crimes omissivos – Praticado por inação – que o Estado exige um dever Jurídico de fazer. Chamada de dupla imputação. Condutas Positivas: São os crimes comissivos – Praticado por ação – mas que o Estado exige um dever Jurídico de não fazer. no furto é o patrimônio. ( Juarez Cirino dos Santos). porém impõe a medida de segurança ( Tratamento). 173 § 5°CF) e nos crimes ambientais (Art. Ex. e Objeto juridicamente protegido: O Objeto Jurídico é tudo aquilo que a norma esta protegendo. Sentença Absolutória Imprópria : Absolve. SUJEITOS DO CRIME Sujeito Ativo: Quem prática a conduta delituosa – somente pessoa física. OBJETO MATERIAL: É tudo aquilo ou quem recai a conduta criminosa. OBJETIVO DO DIREITO PENAL : Proteção de bens Jurídicos.

4°) LEX CERTA – ( Leit Certa) : Proibi-se a criação de crimes incriminações vagas e indeterminada. baseado nos costumes. emanada do Poder Legislativo. Quando a Pena for mais branda. 49 CP. e) Limitação de fim de semana. . d) Suspensão ou restrição temporária de direitos. 2°) São os tipos de Pena :    Privativa de Liberdade: Reclusão(fechado. PRINCIPIO DA IRRETROATIVADE DA LEI PENAL A Lei Penal não pode retroagir. Com relação a progressão do Regime. Multa – Art. 2°) LEX SCRIPTA : Proibi-se a criação de crimes e Agravação de Penas. ( Analógia é um conceito idiossincrático – individual). no aspecto qualitativo ou quantitativo. c) Prestação de serviços a comunidade ou entidade pública. ANALÓGIA ≠ INTERPRETAÇÃO ANALÓGICA. Principios são normas de otimização(base). 1°) LEX PRAEVIA (Lei Previa) : Proibi-se a retroatividade da Lei Penal.aberto) e Detenção(semiaberto e aberto). b) Perda de Bens ou Valores. 3°) LEX STRICTA. Restritiva de Direitos – 5 Especies: a) Prestação Pecuniária – Ex: Cesta básica. Reserva Legal “ Stricto Sensu”: Reserva-se ao direito de se criar crimes por meio de uma lei ordinária.PRINCIPIOS PENAIS PRINCIPIO DA LEGALIDADE OU RESERVA LEGAL Proibir a arbitrariedade do legislador.(Lei Estrita) : Proibi-se a criação de crimes e agravação de pena baseado em analogia. salvo para beneficiar o réu. Quando se tratar de Lei Abolicionista ( o fato não é mais crime ) . – Interpretação Analógica é uma sequência casuística de fato que lhe faz presumir o que seja ( toda vez que tiver no termo “qualquer outro”). Exceção: Tipos abertos ( aqueles que necessitam de um complemento – VALORATIVO) – Crime culposo / omissivo Impróprio. PRINCIPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA É analisado sob dois aspectos: 1°) Concurso de Pessoas: Quando é praticado em concurso de pessoas – quando duas ou mais pessoas praticam o mesmo crime. porém provavelmente não terão a mesma Pena.semi-aberto.

e é o que decorre a expressão Positiva do Principio Abaixo. PRINCIPIO DA INTRANSCEDÊNCIA OU DA RESPONSABILIDADE PENAL / PESSOAL A Pena não passará da Pessoa do Condenado. Teoria da atividade: Considera-se Praticado o crime no momento em que o agente inicia a atividade criminosa. No Espaço. TEORIAS    Teoria da Atividade. 4° CP – Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão ainda que outro seja o momento resultado. PRINCIPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA OU NÃO CULPABILIDADE Ninguém será considerado culpado. . Exceção: no caso de uma ação civil Ex-delicto. Teoria do Resultado. em regra. em que todos. O primeiro aspecto deste principio é o concurso de pessoas. PRINCIPIO DA INSIGNIFICÂNCIA OU BATELA Quando uma Conduta atinge um bem Jurídico de forma ínfima. Proibido ao Juiz que pratica excesso.Art. A segunda análise é no que refere ao bem Jurídico atingido. Teoria da Ubiquidade ou Mista. Teoria do Resultado: No momento do Resultado.PRINCIPIO DA PROPORCIONALIDADE OU PROIBIÇÃO DO EXCESSO A Pena deverá ser Proporcional a Conduta Praticada. Trata-se de uma excludente de tipicidade (material). Referente a Pessoas NO TEMPO: . PRINCIPIO DA HUMANIDADE Proibição da Penas Crueis. no seu aspecto quantitativo. respondem pelo mesmo crime. porém não tem a mesma Pena. se não depois do trânsito em julgado da sentença condenatória. APLICAÇÃO DA LEI    No Tempo. ( Ação ou Omissão).

Teoria da Ubiquidade ou Mista: Tanto no momento da ação ou omissão.: Portaria. Ex.( a própria pena) e Secundário.III. Ex. 107.( Volta a condição de primário). Natureza Jurídica: Extinção da Punibilidade trata-se de uma extinção da punibilidade – Art. NORMA PENAL EM BRANCO É uma espécie de Norma que necessita de um complemento(Gênero). em que o Estado perde o direito de Punir ( Jus Puniendi). formal e material da conduta criminosa. . Espécies: 1° Sentido Estrito ( Heterogênea) = Normas Inferiores.  Mas não exclui os efeitos civis. 236 CP.Tácita: Subentendido ABOLITIO CRIMINIS É a supressão. → Normativo Gênero →Tipos Aberto : 1. Neste caso o complemento não vem de Lei e sim de uma espécie normativa inferior. VOCACTIO LEGIS: Publicação______________________________________________________Vigor ( 45 dia) → Absoluta ( Ab-rogação) Revogação da Lei →Parcial ( Derrogação) . quanto do resultado.Omissivo Impróprio Valorativo. O complemento esta na lei. 2° Sentido Amplo ( Homogênea) = Lei .Expressa : Na letra da lei . Consequência: Exclui os efeitos Penais: Principal.vem da lei .Crime Culposo 2.

3° CP. .159 Extorção mediante seqüestro. regendo o último ato praticado ainda que mais grave . grave . lugar. porém de um modo mais benéfico. o crime subseqüente e havido como continuação do primeiro. Ex. In Mellius( Lex Mittiosa) = Nova Lei que vem tratando de uma conduta que já era crime. aplica-se( a lei temporária ou excepcional) ao fato praticado durante a sua vigência. mesmo depois de revogada. a mais grave se diversas. da mesma espécie e pela circunstância de tempo. Lex Tertia = 3ª Lei ou combinação de leis = Entre a dadta do fato e o julgamento do acusado é publicada uma nova lei. e ela se Protai no tempo. porém. continuar a ser aplicada ao fato que foi praticado durante a sua vigência. de um modo mais malefico. metade mais benéfica e metada mais malévola. 71 CP – Trata-se de uma espécie de concurso de crimes em que o agente pratica dois ou mais crimes.:Art. Material Penal só Lei Ordinária ( Crime ).Novatio Legis: (Nova Lei)    Incriminadora= É uma nova Lei que vem tipificando uma conduta como o crime. Crime Continuado: Previsto no Art.Ex.  Crime Permanete: É aquele em que o agente pratica uma conduta. Aplica-se a mais benéfica. Segundo o STF prevalece o entendimento que é inconstitucional.  Lex Intermedia( Intermediária) = Conflito aparente de normas no tempo. Entre a data do fato e o julgamento do acusado são publicadas várias leis. quando há publicação da lei é anterior a cessação do ato. LEIS TEMPORÁRIAS OU EXCEPCIONAL Embora tenha decorrido o período de sua duração ou cessadas circunstâncias que a determinaram. aumentada em qualquer caso 1/6 a 2/3. Prevalece a doutrina. In Pejus( Lex Gravor) = Nova Lei que vem tratando de uma conduta que já era crime. Ultraatividades = É uma espécie de extraatividade em que permite a lei. ou seja. o entendimento de que pode haver combinação das leis.: Trafico de drogas – Pena aumenta. CARACTERISTICAS:   Autorrevogaveis. Exceção: Súmula 711/STF: Nos casos dos crimes permanente e continuado aplica-se a última lei que entra em vigor. maneira de execução e outras semelhantes. Art. Aplica-se a Pena de um deles.

6° CP. 1 crime.155( furto) >>>>>>>>>>>>>>>>>>>.155(furto) o fim era o furto.5°. no todo ou em parte.150(invasão de domicilio) /Art. daí absorve a invasão de domicilio. Zona Econômica = 200m/n Zona Contigua = 35m/n Zona de Aplicação = 12 m/n Art.FIM DO 1º BIMESTRE>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>. ou onde deveria ter sido produzido. ONDE O BRASIL APLICA A SUA LEI     Em todo território Nacional. Principio da Consunção ou Absorção = Crime fim absorve o crime meio = Lex Consumens Derrogat Lex Consuptre. 3°) Abordo de embarcações e aeronaves estrangeiras de natureza privada que se achem no mar territorial brasileiro(12m/n) ou em sobrevôo deste.EXTENSÃO DO TERRITÓRIO NACIONAL PARA EFEITOS PENAIS 1°) Crimes praticados a bordo de embarcações ou aeronaves brasileiras de natureza pública ou a sérico do Governo Brasileiro – ONDE QUER QUE SE ENCONTRE. Considera-se praticado o crime no lugar da ação ou omissão. Principio da Subsidiariedade = Lex Primaria Derrogat Lex Subsidiaria . bem como onde se produzir o resultado. Espaço Aéreo correspondente.Tácito = Art 157(Roubo) / Art. quanto do resultado). CONFLITO APARENTE DE NORMAS Principio da Especialidade = Lex Speciallis / Derrogat Lex Generalis ( a Lei Especial sobrepõe a Lei Geral) Principio da Alternatividade = Refere-se a Crimes de tipo misto ou conteúdo variado – Prevê varias formas de conduta. 132 CP .Expresso = Art. 2°) Aplica-se também a lei brasileira aos crimes cometidos a bordo de embarcações ou aeronaves brasileiras de natureza privado ou mercante que se encontrem em alto mar.CP . bem como ancorado em algum porto brasileiro ou em pouso no território Nacional. 12 m/náutica. Lagos e Mares que por aqui passam.APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO ESPAÇO Lugar do Crime – Art. Rios. . Ex. Teoria Adotada: Ubiquidade ou Mista( Tanto no momento da ação ou omissão. ou no espaço aéreo correspondente.: Art.

perigo abstrato e perigo concreto.DO INJUSTO PENAL INFRAÇÃO PENAL – GÊNERO ESPÉCIES: CRIME/DELITO ( Dec. A principal diferença esta no aspecto qualitativo e quantitativo da pena.Lei 3688/91 CONCEITO : LICP CRIME: Todo ato ilícito punido com penas de Reclusão. 3) REAL: Leva a reinterpretação do direito Penal.pois ambos são ilícitos penais. Lei 2848/40) CONTRAVENÇÃO / CRIME ANÃO/DELITO LILIPUTIANO/DELITO VAGABUNDO(dec. 5) As Contravenções Penais são todas infrações penais de perigo abstrato. Pena máxima: Crime 30 anos e Contravenção 5 anos. podemos citar: 1) 2) 3) 4) Contravenção Penal não admite tentativa. Às Contravenções Penais aplica-se somente a lei 9099/95. 7) Ação Penal nas contravenções penais é sempre pública incondicionada. Além das prevista no próprio conceito.2º BIMESTRE TEORIA GERAL DO CRIME / DELITO .porém somente aos de menor potencial ofensivo(aqueles cuja pena máxima em abstrato seja igual ou inferior a 2 anos). 2) GARANTISTA: Baseada na busca pela segurança da aplicação da Norma. utilizando-se a Política Criminal. no Crime pode ser ação penal privada. Aos Crimes também se aplica. ação penal pública condicionada e incondicionada. No Crime NÃO. Detenção e Multa CONTRAVENÇÃO: todo ato licito punido com penas de prisão simples e/ou multa DIFERENÇAS: Ontologicamente(na excência) não há diferenças entre crime e contravenção. Crimes podem ser de dano. FUNÇÕES DO CRIME 1) INSTRUMENTAL: Serve para interpretar e sistematizar a parte especial do código. pois no crime a pena é sempre pior e maior. . 6) Nas Contravenções Penais admite-se o erro de Direito. Às Contravenções Penais não se aplica a extrateritorialidade.

possui elementos os quais são: 1) 2) 3) 4) CONDUTA RESULTADO NEXO DE CAUSALIDADE TIPICIDADE Positiva (Crime comissivo praticado por Ação) 1) CONDUTA Negativa (Omissivo praticado por Inação) 2) RESULTADO: Teoria Naturalística: É a mudança/modificação/alteração do mundo exterior. lesa ou expõe a perigo bens jurídicos. pois a partir de agora vamos operacionalizar o estudo do crime. ANALÍTICO/DOGMÁTICO: Analisa o crime diante os seus elementos. Propositadamente(dolo) ou descuidadamente(culpa). Teoria Normativa/Jurídica: É tudo aquilo que uma conduta lesa ou expõe a perigo(bem jurídico). Para esta conduta NÃO existe crime sem resultado. estudar na prática. também chamado pelo mestre Juarez Cirino dos Santos Conceito Operacional.CONCEITOS / VISÕES DO CRIME FORMAL: É toda conduta proibida por lei MATERIAL: É toda conduta que . Punibilidade é jus puniendi ( Direito do Estado de Punir). Para esta teoria existe crime sem resultado. . FATO TÍPICO O Fato Típico é o primeiro substrato(elemento do crime). DESTE ESTUDO RESULTA TRÊS TEORIAS: 1) BIPARTIDA/BIPARTINTE: Fato Típico + Antijurídico(ilícito) Culpabilidade é pressuposto de aplicação(requisito) 2) TRIPARTIDA/TRIPARTINTE: Fato Típico + Antijuridico + Culpavel(culpabilidade). Segundo a teoria Majoritária Tripartida. A teoria adotada pelo Código Penal é a Bipartida. 3) QUADRIPARTIDA/QUADRIPARTINTE: Fato Típico + Antijuridico + Culpavel + Punibilidade.

é quando podemos afirmar que o resultado somente ocorreu em razão da conduta. 4) TIPICIDADE: É a adquação perfeita entre a conduta e o tipo penal. estaremos diante de uma ATIPICIDADE”. O Dolo e a Culpa migraram para o fato típico e hoje é analisado na própria conduta. será crime toda conduta que tiver uma finalidade/intenção. mas passa a ser outro crime. segundo Hans Welzel nenhuma conduta é deprovida de intenção. 2) TEORIA FINALISTA ( Hans Welzel) Adotada pelo CP. tentava se admitida. por mais que não consiga causar o resultado. . Contanto Nexo Causal o agente NUNCA responde pelo resultado. é o exercício final da ação.3) NEXO DE CAUSALIDADE: É o elo/ligação entre a conduta e o resultado. o dolo e a culpa não esta no fato típico e sim na culpabilidade. uma luva. qualquer movimento natural corpóreo que dê causa a um resultado será crime. esta mão precisa encaixar perfeitamente na luva. a Conduta deixa de ser crime Atipicidade Relativa: Retirada uma característica importante do fato da conduta ou do tipo penal. a conduta não deixa de ser crime. pois caso contrario . CONDUTA: EXISTEM TRÊS TEORIAS: 1) CAUSAL/ CAUSALISTA/ CAUSAL-NATURALISTA (Von Liszt). 3) SOCIAL DA AÇÃO (Claus roxin). 2) FINALISTA (Hans Welzel). ABSOLUTA ATIPICIDADE RELATIVA Atipicidade Absoluta: Retirada uma característica importante do fato da conduta ou do tipo penal. somente pela sua conduta. 1) TEORIA CAUSAL/ CAUSALISTA/ CAUSAL-NATURALISTA (Von Liszt) Será crime toda conduta que der causa a um resultado lesivo. “ A Conduta é como se fosse uma mão e a tipicidade.

.(posição de garante). c) Com seu comportamento anterior. se morrer= homicídio doloso. Também chamado de omissão penalmente relevante. babá. 269 CP Omissão de notificação de doença.: pais em relação aos filhos. polícia e bombeiros. para esta teoria crime é toda conduta/resultado que seja reprovável socialmente. de notificação compulsório(obrigatório). Esta omissão pode ser de duas formas: Própria ou Imprópria. assumiu a responsabilidade de impedir o resultado.: enfermeira. nem mesmo que à alcance dando causa assim a um resultado. 13 . Omissão Própria ou Omissiva Pura: São todos os crimes previstos na parte especial do código praticado por um não fazer. criou o risco do resultado. Omissivo Impróprio: Não existe crime omissivo impróprio “ Pessoas que tem o dever jurídico de agir. O dever de agir incumbe a quem: a) Tenha por lei obrigação de cuidade.3) TEORIA SOCIAL DA AÇÃO ( Claus roxim) Para esta teoria não basta que o agente tenha uma finalidade.não morrer= tentativa de homicídio. Art. CONDUTA Uma conduta criminosa pode ser Positiva( ação ) ou Negativa( omissão ) . esta possui forte influência em nosso ordenamento jurídico. 135 – Omissão de socorro. e quando não agem podendo agir. porém pode figurar qualquer pessoa que assuma responsabilidade. a.c.geralmente decorre de obrigação contratual.proteção e vigilância..: Art. desejando sua morte responde pelo resultado que ocorrer da sua omissão. ex.b.ex. .” Art.segurança. Ex. NEXO CAUSAL É o liame(ligação) entre a conduta e o resultado. b) De outra forma. A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia (dever jurídico) e podia agir para evitar o resultado. respondem pelo resultado que ocorrer da sua omissão. §2º . Apesar da teoria adota ser a finalista... é quando podemos afirmar que o resultado produzido somente ocorreu em razão da conduta praticada pelo agente..(posição legal).(posição de ingerência)  Caso um bombeiro militar ou médico diante uma vitima não ajuda por que não quer.

Quando não responde pelo resultado: O sujeito efetua disparos de arma de fogo a vitima é levada pela ambulância que vem a capotar que more preza as ferragens – o agente não responde pelo resultado morte – responde pela tentativa de homicídio.P. 2) Absolutamente Independente Concomitante: Um individuo efetua disparos de arma de fogo e ao mesmo tempo cai um raio na vitima. 13 § 1º CAUSAS RELATIVAMENTE INDEPENDENTES. Quanto às Causas Relativamente Independentes. 13 § 1º Deve-se analisar o desdobramento . 4) Relativamente Independente Preexistente: Um individuo da uma facada em uma vitima homofilica( os ferimentos somados a doença juntos levaram a morte). PODEM SER: a) Preexistentes ( antes) b) Concomitantes(durante) c) Supervenientes ( depois) Art. Teoria da Conditio Sine Qua Non ou Teoria da Equivalência dos antecedentes. Nas Causas Absolutamente Independentes seja ela qual for o agente NUNCA responde pelo resultado. 5) Relativamente Independente Concomitante: Um individuo efetua um disparo de arma de fogo e a vitima tem um ataque cardíaco. quando Superveniente se for desdobramento da conduta inicial responderá pelo Resultado. Exemplos: 1) Absolutamente Independente Preexistente: Um individuo efetua disparo de arma de fogo em uma vitima que tomou veneno minutos antes. Art. 3) Absolutamente Independente Superveniente: Um individuo efetua disparo de arma de fogo em minutos depois o prédio desmorona encima da cabeça da vitima. PODEM SER: a) Preexistentes ( antes) b) Concomitantes(durante) c) Supervenientes ( depois) Art. quando preexistentes e concomitantes o agente SEMPRE responde pelo Resultado. 13 Caput. . 6) Relativamente Independente Superveniente: 1 º .CAUSAS/CONCAUSAS São acontecimentos que ocorrem paralelos a conduta do agente e que podem interferir no resultado. Teoria adotada pelo C. CAUSAS ABSOLUTAMENTE INDEPENDENTES.

não são puníveis. escolhe as armas . 2º) Teoria Objetiva Formal: Se iniciam no momento em que o agente prática o Núcleo(verbo) do tipo penal. 02 – ATOS EXECUTÓRIOS: 1º) Teoria Objetiva – Individual: Quando se inicia os atos executórios: Afirma que os atos executórios se iniciam no exato momento em que antecede a prática do tipo penal. 14.Quanto responde pelo resultado: A vitima após levar os disparos passa por uma cirurgia e morre na cirurgia cou depois. I .2º . salvo se constituir um crime autônomo/Independente. b) Atos Executórios. 03 – CONSUMAÇÃO: Quando nele se reúnem todos os elementos do tipo penal. – Apreciada pela Doutrina. . ITER CRIMINIS ( CAMINHO PARA O CRIME OU FASES DO CRIME)  Primeira Fase : Interna ( Cogitação )  Segunda Fase: a) Atos Preparatórios. por uma infecção nos ferimentos. CP. – Art.ATOS PREPARATÓRIOS: É a fase em que o agente prepara o crime. 01 Cogitação 1ªfase(interna) Atos Preparatórios 02 Atos Executórios 2ª fase ( externa ) 03 consumação 01 .

211 fica absolvido pelo Art.CRIME MATERIAL FORMAL MERA CONDUTA EXISTE RESULTADO PREVISTO EM LEI SIM SIM NÃO PARA CONSUMAÇÃO O RESULTADO É EXIGIDO SIM NÃO - Tentativa esta entre os atos Executórios e a Consumação – Art.: Art.FASE EXTRA EXAURIMENTO Exaurimento: É quando o agente prática atos após a consumação. o Art. Ex. mas não alcança o resultado. 121 crime de homicídio. 352 CP. 317 – Corrupção Passiva . Subdivide-se em: 1) Tentativa Cruenta/Vermelho: É aquela em que o agente atinge o objeto material. b) Imperfeita ou Propriamente dita: É aquela em que o agente é impedido de proseguir. A Tentativa também. caso receba .Ocultação de cadáver é mero exaurimento do homicídio . leva este crime às últimas conseqüências . pode ter outra classificação.: Art. o Art. tudo que está ao seu alcance. 5ª Fase do Iter Criminis . exaurimento. Quando configura a 5ª Fase serve como uma aplicação mais severa da pena. referindo-se ao fato do agente ter ou não atingido o objeto material. Ex. Quando configura a fase exta: O exaurimento configura novo crime. a pena de um crime tentado é a pena de um crime consumado diminuída de 1 a 2/3 .II.Quanto aos Atos Executórios. este impedimento pode ser de ordem física ou psicológica. 211. Em regra. crimes de empreendimento/atentado tem a pena do crime tentado a tentativa e a consumação. quando o agente esgota este crime. faz. 14. . não consegue realizar os atos pretendidos.: quando o agente mata e oculta o cadáver. Consuma-se no momento em que o agente solicita a vantagem. se o agente for ou não interrompido no meio/impedido de continuar: Subdivide em: a) Perfeita ou crime falho: É aquela em que o agente não é interrompido. 2) Tentativa Branca/Incruenta: É aquela em que o agente não atinge objeto material. esgota a fase executória. ESPÉCIES DE TENTATIVA . ex.

Art. Natureza Jurídica: Trata-se de uma causa obrigatória de diminuição de pena. sendo assim. até o recebimento da denúncia ou da queixa. pois apesar de uma corrente minoritária afirmar que também cabem em crimes contra a honra sustenta-se que não é possível. O entendimento majoritário é que somente cabe em crimes contra o patrimônio. 16 ARREPENDIMENTO POSTERIOR Conceito: Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. Natureza Jurídica: Prevalece o entendimento de que se trata de uma excludente de tipicidade e.( esta reparação deve ser total. Diferenças: Na desitência . 4º ) Ato Voluntário. reparado o dano ou restituída a coisa.III. o potencial lesivo. porém se a vitima aceitar pode ser parcial). b. esgotando.: 15 CP DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ Conceito: O agente que desiste voluntariamente de prosseguir na execução do rime ou impede que o resultado se produza. 2º ) Reparar o dano ou restituir a coisa. comunica-se a todos os agentes. por ato voluntário do agente. já no arrependimento ele esgota a fase executória. 3º ) Até o recebimento da denuncia ou queixa. prevista no Art. Na tentativa ele quer mas não pode. também. pois a honra não pode ser valorada. . 65. mas se arrepende praticando atos posteriores para evitar que o resultado(consumação) ocorra.Art. Desistência X Tentativa Imperfeita: Na desistência o agente pode mas não quer. a pena será reduzida de um a dois terços. mesmo que apenas um tenha se arrependido. Requisitos: 1º ) Crime sem violência ou grave ameaça. vai até o fim. para no meio e vai embora. ( Caso ele repare o dano depais do recebimento terá ele uma mera atenuante genérica). o agente não esgota a fase executória. só responde pelos atos já praticados.

Art. quando por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto(material). Teoria Objetiva Temperada/Moderada: Será crime impossível. Elementos: Cognitivo = Consciência Volitivo = Vontade . Como exemplo da primeira. ou quando se atira em uma pessoa que já se encontra morta. I Conceito: Dolo é uma conduta conciente e voluntária dirigida a um fim determinado à pratica de um crime. temos quando uma mulher toma algum remédio sem nenhum efeito abortivo na tentativa de abortar e quando algém aciona o gatilho de uma arma sem ter munição ou com arma de brinquedo.] Art. 18. Uma pela ineficácia absoluta do meio e a outra por absoluta impropriedade do objeto. Como exemplo da segunda temos. pois se for relativamente a tentativa será punida. 17 CRIME IMPOSSÍVEL Não se pune a tentativa. 18 .negligência ou imperícia. somente.Adotada Pelo CP.DIZ-SE CRIME: I)DOLOSO: Quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo. TIPO INJUSTO DOLOSO: Previsão Legal: Art. Tentativa Inidônia / Existem duas modalidades de crime impossível. quando uma mulher toma remédios abortivos e depois descobre que estava com a gravidez psicológica.ART. é impossível consumar o crime.18. . Teorias: Teoria Objetiva Pura: Será crime impossível quando o meio for relativamente ou absolutamente ineficaz. quando o meio for absolutamente ineficaz.I II)CULPOSO: Quando o agente deu causa ao resultado por imprudência.

Art. 131 – Praticar (dolo genérico) com o fim de transmitir ( dolo especifico). b) Assentimento/Conscentimento: Se refere a última parte do Art.I.( para alguns autores não existe. pois o dolo é único). dar causa a um resultado lesivo. b) Dolo Indireto Eventual: É aquele em que o agente inicialmente não está voltado diretamente à produção de um resultado lesivo. Quando o agente quis o resultado. é o elemento objetivo do tipo é o verbo. acha que alcançou mas não conseguiu em seguida prática uma segunda conduta com outra finalidade e somente com a pratica desta é que alcança o que pretendia. desdenha o resultado ou a ele é indiferente. assumindo o risco de produzi-lo. DOLO DE 1º E 2º GRAU: É aquele em que o agente pratica uma única conduta com uma única finalidade. por meio de sua conduta. mas o meio utilizado para alcançar o seu objetivo com certeza dará causa a outros resultados( dolo de 2º Grau) ex. II)DOLO INDIRETO: Podem ser: a) Dolo Indireto Alternativo: É aquele em que o agente alterna entre duas ou mais vontades.Teorias: a) Da vontade: Se refere a 1ª parte do Art. com uma finalidade especifica. A soma dos dois dolos diretos – NÃO É ACEITO PELO ORDENAMENTO JURÍDICO. Assumi o risco de produzir o resultado. Na verdade. DOLO GERAL: Erro Sucessivo / Aberratio Causae CONDUTAS FINALIDADE CONSUMAÇÃO 1ª CONDUTA MATAR NÃO 2ª CONDUTA OCULTAR SIM É aquele em que o agente pratica uma primeira conduta.(dolo de 1º Grau). o agente age com vontade de lesionar ou matar. inequívoca. c) Representação: Basta que o agente represente em seu consciente a possibilidade de. . Outras classificações: a) Dolo Genêrico: Qualquer tipo de dolo. b) Dolo Específico: Quando tem sempre uma finalidade especial. Classificação do Dolo I)DOLO DIRETO: É quando a vontade do agente esta clara. 18.: Uma bomba no navio para matar desafeto. é um especial fim de agir.I.porém sabe que sua conduta pode causar este resultado e mesmo assim continua.18.

2º) O Resultado Involuntário.Negligência e Imperícia. Conceito: É uma conduta humana voluntária ( inicialmente licita). parágrafo único) . Ex. Principio do Risco tolerado ou permitido: Existem certas situações em que o próprio agente assume o risco estando ali.Negligência ou Imperícia. Principio da confiança: Aduz que agindo com dever de cuidado objetivo podemos confiar que todos também agirão. manifestado pela imprudência. 18. II Quando o agente eu causa ao resultado por Imprudência. Esta culpa se da por Imprudência. saber que é possível acontecer). mas que poderia ter sido evitado se tivesse agido com mais cautela. 6º) Nexo de Causalidade 7º) Tipicidade Especial Principio da Excepcionalidade do Crime Culposo: O Crime Culposo é excepcional porque deve estar expressamente declarado/previsto na lei ( Art. 4º) Ausência de Previsão( Exceção culpa consciente). 5º) Ausência do dever de cuidado objetivo. mas que da causa a um resultado involuntário(existe sim ilícito). previsível(previsibilidade) e eventualmente previsto(previsão).: corridas. negligência ou imperícia( é o dever que todos nos devemos ter no dia a dia).TIPO INJUSTO CULPOSO Previsão Legal: Art. 18. Requisitos: 1º) Conduta Voluntária. 3º) Previsibilidade (Capacidade que o homem médio(ser humano de prudência e discernimento normal) tem de antever o resultado lesivo.

ele acredita levianamente que este resultado não irá produzir. nem assume o risco de produzi-lo. mas deu causa a ele por Imprudência. . CULPA IMPROPRIA: É aquela em que o agente quis o resultado. presume-se uma ação. aquela em que o agente não prevê o que era possível ser previsto. CULPA INCONSCIENTE: É a culpa sem previsão. CULPA CONSCIENTE: Também cahamada de culpa com previsão: É aquela em que o agente pratica uma conduta que sabe que pode dar causa a um resultado lesivo. MODALIDADE DE CULPA: 1) IMPRUDÊNCIA: É um agir de forma errada. mas não quer e nem assume o risco.Negligência ou Imperícia. é a imprudência ou negligência no campo da Arte. porém recai em erro de tipo vencível. 3) IMPERÍCIA: É a inaptidão técnica. Também chamada de culpa por extensão equiparação ou assimilação. é a forma omissiva do crime culposo. aquela em que o agente não quer o resultado. é aquela em que o agente quer o resultado.ESPÉCIES DE CULPA CULPA PRÓPRIA: É a culpa propriamente dita. é a forma comissiva do crime culposo. 2) NEGLIGÊNCIA: É um não fazer. mas caso venha a se produzir ele acredita fielmente em suas habilidades que irá conseguir evitar. pressupõe uma inação. aquele que poderia ter sido evitado se tivesse agido com mai cautela. Profissão ou Ofício.