Tratamento Primário das Fraturas Expostas

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ESTABELECIDO EM 30/09/2007 ÚLTIMA REVISĂO EM 27/06/2012 NOME DO TEMA \ Tratamento Primário das Fraturas Expostas

RESPONSÁVEIS – UNIDADE \ José Marcos Nogueira Drumond - HJXXIII e HMAL Gilberto Ferreira Braga - HJXXIII e HMAL Fernando Milton da Cunha - HJXXIII e HMAL

COLABORADORES \ Maísa Aparecida Ribeiro – HMAL Revisão de 27 de abril de 2012: José Marcos Nogueira Drumond HJXXIII e HOGV

Objetivos Específicos Priorizar a estabilização definitiva das fraturas expostas. técnicos de radiologia e assistente social. das infecções ósseas e dos retardos de consolidação que são intercorrências que elevam o tempo do tratamento. MATERIAL 1. ósteoarticulares.212 fraturas expostas. Cirurgião vascular. OBJETIVO \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ Uniformizar o atendimento e tratamento das fraturas expostas na rede FHEMIG. principalmente. enfermeiros. 5. Técnico em gesso. Equipe de Enfermagem.8%). Restaurar a funcionalidade do membro. Técnicos em radiologia. 6. geralmente através de uma lesão na pele. Apesar dos avanços atuais no tratamento das lesões de partes moles e nas técnicas de estabilização das fraturas expostas. terapeutas ocupacionais. tração cutânea adequada). fisioterapeutas.6%) e os ossos da perna (25. mesmo quando tratadas em serviços de referência. vasculares e nervosas. 1 \ 19 \ Tratamento Primário das Fraturas Expostas . Houve predomínio do sexo masculino (84. 4. 8. 7. Enfermeira pertencente à equipe de tratamento de fratura. que constituam 1.2%) e a média da idade dos pacientes era de 30 anos. Material ortopédico padrão para imobilizações (talas descartáveis acolchoadas e modeláveis. musculares.INTRODUÇÃO / RACIONAL \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ Este protocolo é estruturado por classificação de doença (fratura exposta) com base em evidência clínica e tem como público-alvo: médicos. Cirurgião plástico. 3. o índice de morbidade da afecção é alto. foi feito uma análise epidemiológica de 1. Promover a consolidação adequada da fratura. Assistente social. Em 1997. As localizações mais frequentes foram os ossos das mãos (27. Diminuir a incidência de complicações infecciosas. Fratura exposta (FE) é aquela em que há comunicação entre o foco de fratura e o ambiente externo. Diminuir os custos no tratamento da doença. pág.4% dessas fraturas. Ortopedistas. no Hospital João XXIII (HJXXIII). 2. MATERIAL/PESSOAL NECESSÁRIO \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ NO AMBULATÓRIO: PESSOAL Equipe em regime de plantão e composta por: 1. Acidentes de trânsito foram responsáveis por 35. de retorno às atividades e os custos da instituição. Não houve diferença estatística entre as fraturas dos membros superiores e dos membros inferiores.15% dos atendimentos do período estudado. Grande esforço tem sido realizado em todo o mundo para diminuir as complicações no tratamento das FE.

Material de documentação (máquina fotográfica digital para fins científico e médico-legal). Equipe de Enfermagem. 2 . NO BLOCO CIRÚRGICO: PESSOAL 1. Nutricionista. Material de curativos. 4. cordas. Serviço de radiologia convencional com arco cirúrgico (intensificador com memória de imagem na sala de politraumatizados). Cadeira de roda para banho e usual. 6. MATERIAL 1. roldanas. 3. Furadeiras elétricas com bateria recarregável e serra de osso. Almofadas e travesseiros. 2. Medicamentos. 4. Anestesiologistas. NA ENFERMARIA: PESSOAL 1. 8. Técnicos de radiologia. 6. Ortopedistas pertencentes à equipe de tratamento de fratura exposta. 5. 3. 4. 7. Salas adequadas para tratamento de fratura exposta. Representante da SCIH. Tratamento Primário das Fraturas Expostas \ 19 \ pág. Material anestésico habitual. Equipe de Enfermagem da sala de fratura exposta com instrumentador especializada. Técnico de radiologia. 7. 2. Maca ortostática. Equipamento de tração (pesos. Instrumental cirúrgico. Terapeuta ocupacional. Intensificador de Imagens (Arco cirúrgico com gravação digital e impressão de imagem). Ortopedistas. 3. Medicamentos. 8. 3. Implantes para estabilização das fraturas (placas e hastes intramedulares de última geração). Material convencional de imobilização de fraturas. 2. Clínico geral. 6. 4. 7. 9. 5. 5. Fisioterapeuta. elevadores do pé da cama). 3. Camas com quadro balcânico. 4. A enfermeira responsável pela unidade de fratura exposta também acompanhará o paciente internado. MATERIAL 1. Técnico de radiologia. Material para curativo. (Ante-sala para limpeza e preparo do paciente anexa à sala de cirurgia). 2.2.

3. NO BLOCO CIRÚRGICO 1. 3 \ 19 \ Tratamento Primário das Fraturas Expostas . ossos e corpos estranhos. cirurgia plástica. 6.ATIVIDADES ESSENCIAIS \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ CONCEITOS BÁSICOS DE TRATAMENTO DAS FRATURAS EXPOSTAS: NO LOCAL DO ACIDENTE 1° atendimento: no local do acidente e conduzidos ao Hospital pelas unidades do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU). Avaliação: I – Cirurgia do trauma. 5. Documentação por imagem digital da lesão e da radiografia. inclusive do cirurgião vascular.dia: Identificar lesões. Exames complementares de rotina para cada tipo de fratura. Solicitar exames. Nas fraturas diafisárias dos MMII evitar ou abolir a TTE. Preencher formulário de atendimento (APÊNDICE I). Utilizar sempre que indicado a fixação intramedular precoce. NO AMBULATÓRIO DO PRONTO ATENDIMENTO 1. Antibioticoterapia venosa. Estabilização – Fazer a opção mais adequada de fixação. 4. e Tscherne (ANEXOS I e II). 4. 5. A estabilização deve seguir os conceitos da ortopedia do controle de danos. 7. Hastes intramedulares não devem ser frezadas ou ter frezagem mínima do canal. 3.9%. Realizar o desbridamento – remoção de todos os tecidos desvitalizados. Acolher as fraturas expostas em caráter de emergência. músculos. 2. Reclassificar a fratura e as lesões de partes moles. Obs. Fotografar o membro. Usar o índice do Mangled Extremity Severity Score para tomada de posi. ortope. segundo as regras do Advanced Trauma Life Suport (ATLS). 2. Iniciar no pré-operatório (APÊNDICE III e protocolo de antibióticoprofilaxia cirúrgica). utilizan. (MESS – APÊNDICE II). Solicitar reserva de sangue quando necessário.: Fraturas do tipo I de Gustilo: realizar a mesma estabilização das fraturas fechadas. Enviar a peça de amputação para o IML.: A cirurgia deve ser realizada sempre em bloco cirúrgico (ambiente estéril) dentro das primeiras 6 horas após a fratura. Anestesia conveniente ao caso. Profilaxia de tétano. cirurgia vascular. incluindo pele.do volume mínimo de 10 litros. Assinatura dos médicos avaliadores. Obs. Classificar o tipo de fratura segundo Gustilo et at. Proteger adequadamente a fratura de novas contaminações (cobertura com gase estéril). pág.ção entre a salvação e a amputação do membro. Coletar história. Irrigação – Limpeza mecânica abundante com soro fisiológico 0. Decisão por amputação do segmento: Solicitar segunda opinião.

devem ser usadas placas para as fraturas diafisárias dos ossos longos. tendões. as fraturas do tipo II e III –A podem ter fechamento primário para evitar contaminação hospitalar. 2° TEMPO: osteossíntese definitiva dentro do prazo máximo de 15 dias. Fraturas tipo III-B e III-C: 1° TEMPO: estabilizar com fixador externo biplanar com recursos de correção de desvio de eixo que permita melhor tratamento das partes moles. TRATAMENTO DAS FRATURAS EXPOSTAS POR PROJÉTIL DE ARMA DE FOGO As fraturas expostas provocadas por projétil de arma de fogo seguem protocolo abaixo: Projétil de baixa velocidade. deve-se considerar o segmento ósseo fraturado. parafusos. Fratura exposta da pelve com lesão de alça intestinal: Indicação de fixador externo e colostomia. baixa energia e baixo impacto (menos de 500 metros/segundo). Havendo boas condições o fechamento retardado pode ser feito em 3 a 7 dias. Montagens transarticulares e fixador externo híbrido podem ser opções para as fraturas peri-articulares. Armas civis: Cuidados locais com o ferimento em bloco cirúrgico e tratamento das fraturas com o protocolo indicado para as mesmas como se fossem fraturas fechadas. No membro superior. Sutura sem tensão. pouca contaminação e fechamento primário para evitar contaminação e fechamento com pouca tensão. condições do paciente. Fraturas do tipo II e III: Avaliação do cirurgião: Desde que haja boas condições. Nas fraturas com lesão arterial ocorrida em menos de 6 horas a osteossíntese deve preceder a revascularização. Geralmente as fraturas do tipo I de Gustilo podem ter sutura primária de pele. retalho local ou retalho distante. enxerto livre de pele. Nas fraturas expostas passíveis de fixação interna. vasos. o tratamento das partes moles é assumido pela Clínica de Cirurgia Plástica. TRATAMENTO DAS PARTES MOLES: Após o desbridamento inicial com a finalidade de cobrir ossos. Fechamento primário: Nas seguintes condições: 1. lesões das partes moles. Havendo tecido desvitalizado residual. com técnica minimamente invasiva e pouco implante. fios.tese escolhida com base na classificação da fratura. novos desbridamento devem ser feitos a cada 48-72 horas. Ausência de espaços mortos.Fraturas tipo II e III – A: fixar interna ou externamente. Fraturas diafisárias: a osteossíntese deve ser feita preferencialmente com hastes intramedulares ou placas em ponte. O enxerto ósseo esponjoso não está indicado na fase aguda. Tratamento Primário das Fraturas Expostas \ 19 \ pág. tecidos viáveis. O fechamento retardado pode ser realizado com sutura direta. Fraturas articulares e epifisárias: Fixar rigidamente com placas. 2. desbridamento completo com ferida limpa. Osteossíntese híbrida com fixação minimamente invasiva pode ser acrescentada nas fraturas epífise/metafisárias. Fraturas do tipo III-B podem receber rotação de retalho precoce após o debridamento ou deixadas abertas. Fraturas metafisárias: fixação com placas. Nesses casos. nervos. sendo a osteossín. 4 .

Armas de guerra. do trajeto percorrido através do corpo e das características biológicas do tecido lesado. deve-se remover fratura. se necessário. características da entrada. da Rede FHEMIG. Cirurgia nas primeiras seis horas 2. TRATAMENTO DAS FRATURAS EXPOSTAS DA MÃO 1. exército: Desbridamento e irrigação usual para fraturas expostas. 5 \ 19 \ Tratamento Primário das Fraturas Expostas . Se for realizada fixação interna. 3. estabilidade. As fraturas expostas da mão são tratadas pela Clínica de Cirurgia da Mão com protocolo próprio. ITENS DE CONTROLE \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ 1. Número de procedimentos após o tratamento inicial. Tratamento de pele de rotina para fraturas expostas. características do projétil. O cirurgião poderá modificar o procedimento levando em conta variáveis como ferimento grosseiramente contaminado. energia cinética. Reparo vascular. alta energia e alto impacto (mais de 600 metros/ segundo). SIGLAS \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ HMAL – Hospital Maria Amélia Lins HJXXIII – Hospital João XXIII FE – Fratura Exposta SCIH – Serviço de Controle de Infecção Hospitalar SAMU – Serviço de Atendimento Médico de Urgência ATLS – Advanced Trauma Life Suport MESS – Mangled Extremity Severity Score MMII – Membros Inferiores TTE – Tração Trans-esquelética FHEMIG – Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais pág. Remover projétil intra-articular e do foco de fratura. Após o tratamento de urgência o paciente com fratura exposta atendido no HJXXIII. Protocolo de antibioticoprofilaxia e antibioticoterapia para fraturas Tipo III de Gustilo. 2. 4. Taxa de infecção 3. Tempo de permanência hospitalar. Osteossíntese externa ou interna de acordo com o caso. após a osteossíntese. deverá ser transferido para os hospitais de atendimento ortopédico terciário da Instituição para continuação do tratamento. Busca completa por corpo estranho. Déficit neurológico distal isolado não necessita de exploração.Protocolo de antibioticoterapia para fraturas Tipo I de Gustilo. o projétil do foco de Projétil de alta velocidade. Todos pacientes portadores de fratura exposta devem ser internados.

Mosby 1992. 71-A: 835-8. AO principles of fracture management. Rev Bras Ortop 2001. Jones AL. 3. Fractures expostas: artigo de atualização.V. Ed. A new classification for type III fractures. Brumback RJ. 56-A: 532541. Maurer DJ. T. Instructional Course Lectures. Soft-tissue injuries associated with high energy extremity trauma: principles of management. Fractures with soft tissue injuries. Spiegel P. 1984: 152-8.D. Ivler D. Open fractures of the tibial shaft. J of The Am Acad of Orthop Surg 1997. Gustillo RB.. Jr.36(8):283-91. Gustillo RB. Retrospective and prospective analyses. Limb salvage versus amputation. Clin Orthopaedic 1990. D B D C C D B C D D D D D D D D Tratamento Primário das Fraturas Expostas \ 19 \ pág. Problems in the management of type III open fractures.. 4. Willenegger H. Manual of Internal Fixation. Mendosa RM.P. Berlin: Springer-Verlag. 2000. Swiontkowski M. Open Tibial Fractures: Current Orthopaedic Management. Harvey JP. 1991. Merkow RL.5: 37-46. 1996. C.REFERÊNCIAS \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ GRAU DE RECOMENDAÇÃO / NÍVEL DE EVIDÊNCIA 1. 41:101-17. Instructional Course Lectures. The role of antibiotics in the management of open fractures. Berlin. The American Academy of Orthopaedic Surgeons. Olson SA. 12.. 15. Instructional Course Lectures. Sanders R. in Rockwood and Green`s Fractures in Adult-Edited by C. Olson SA. J Bone and Joint Surg 1993. Brumback RJ. 9. D. J Bone and Joint Surg 1994.E. W. St. Gotzen L. J Trauma 1984. Gustillo RB. The American Academy of Orthopaedic Suegeons. Anderson JT. Nunley J. Gustillo RB: Infection after intramedullary nailing of severe open tibial fractures initially treated with external fixation.. Kellam JF. Philadelphia: Lippincot-Raven. Ruedi. 428-37. 11. Muller M. Norris BL. Heckman Ed 4.P Green. Allgöwer M. The management of fractures with soft-tissue disruptions.. 75 – A: 778-89 14. 6. Helfet DL et at. Tsherne H. Prevention of Infection in the treatment of one thousand and twenty five open fractures of long bones. J Bone and Joint Surg 1989.. A. 16. 13. 1: 305-52. Thieme.Schneider R. Paccola CAJ. Templeman D. 2. Interobserver agreement in the classification of open fractures of the tibia. J Bone and Joint Surg 1990. Murphy. 78 – A: 1. the management of open fractures. 58– A:453-8. J Bone and Joint Surg 1976. J Bone and Joint Surg 1974. Current treatment. 10. Rockwood. 76-A: 1. Bucholz and J. 5. 152-157. 7. 256:80-6 8. Preliminary results of the mangled extremity severity score. The American Academy of Orthopaedics Surgeons. Louis. Open fractures. R. Clifford RP.W.72– A: 299-304. 6 .162-6. Willians DN. Chapman MW. Current concepts review. 24: 742-6.M. Merkow RI. Springer Verlag. Open fractures. J Bone and Joint Surg 1996. Patzakis MJ.The result of a survey of 245 orthopaedic surgeons.

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Cominut. Borbol. Segm. Outros Nãoo Localização: Epífise Diáfise Metáfise Osso(s) acometido(s): Hora do início da cirurgia: Torniquete: Sim Não Não Final da cirurgia: Tempo de torniquete: Cobertura primária: Sim Frezagem: Sim Não Placa e parafuso Fixador externo Não Fechamento da ferida: Sim Método de estabilização: Haste IM bloq Haste IM Osteossíntese Híbrida Gesso Outros Procedimentos associados: Cirurgião: Enfermeira: Destino após alta: CRM: COREN: Tratamento Primário das Fraturas Expostas \ 19 \ pág. Helicoid. Obliq.Antibioticoprofilaxia: Cefalotina Cefazolina Gentamicina Metronizadol Classificação de Gustilo: Tipo I Tipo II Tipo III-A Tipo III-B Tipo III-C Classificação de Tscherne: Grau 1 Grau 2 Grau 3 Grau 4 Índice MESS: Lesão vascular: Simo Traço: Nãoo pontos Lesão nervosa: Simo Transv. 8 .

1 2 Média energia Fraturas múltiplas ou exposta. fratura usualmente simples.ANEXO I \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ CLASSIFICAÇÃO DE FRATURAS EXPOSTAS DE ACORDO COM GUSTILO: Tipo I – Fratura exposta com lesão de pele igual ou inferior a 1 cm. lesão por esmagamento moderada. luxação. A – Fratura com adequada cobertura de tecidos moles a despeito da extensa laceração. 9 \ 19 \ Tratamento Primário das Fraturas Expostas . Grau 4 – Amputação traumática total ou subtotal. associada a trauma moderado e lesões de partes moles. frequentemente com lesão vasculonervosa concomitante. fraturas acompanhadas de isquemia e grave cominuição. necessitando reparo arterial para manter vitalidade do membro distalmente. acidentes em ambientes rurais e contaminados com material orgânico. projétil de arma de fogo de pequeno calibre. causadas por mecanismo de alto impacto. C – Fratura com lesão vascular que necessite de reparo. ferida de arma de fogo de alta velocidade. nenhuma ou pouca contusão da pele. B – Fratura com extensa lesão de partes moles. qualquer tipo de fratura. 3 pág. Grau 3 – Grave dano às partes moles. Tipo III – Fratura exposta com lesão extensa de tecidos moles e esmagamento. Grau 2 – Qualquer tipo de laceração cutânea com contusão simultânea circunscrita ou contusão de partes moles e moderada contaminação. grande descolamento periósteo e maciça contaminação. 2 3 Alta energia Explosão por arma de fogo. com mínima lesão de partes moles e aparentemente limpa. ANEXO II \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ CLASSIFICAÇÃO DE TSCHERNE E GOTZEN PARA LESÃO DE PARTES MOLES EM FRATURAS EXPOSTAS: Grau 1 – Laceração cutânea por fragmento ósseo perfurante. APÊNDICE II \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ ÍNDICE DE MESS Tipo Características Lesões Pontos Grupo de lesões esqueléticas e de partes moles 1 Baixa energia Ferida cortante. síndrome de compartimento. Tipo II – Fratura exposta com laceração maior que 1 cm. fratura simples fechada.

Membros com escore entre 3 e 6 pontos usualmente sao viáveis. sem preenchimento capilar. Pulso diminuído sem sinais de isquemia. 2 Grupo isquêmico 1* 2* Ausência Leve Pulso sem sinais de isquemia. Membros com escore de 7 a 12 pontos geralmente requerem computação. 4 Grupo de choque 1 Hemodinamicamente normotenso Pressão estável. 2* 4* Grave Sem pulso. diminuição da atividade motora. 10 . paralisado e entorpecido. soterramento. 1 Pressão sistólica abaixo de 3 Hipotensão prolongada 90 mmHg e respondendo a infusão de líquido intravenoso somente na sala de operação. enchimento capilar lento. mas respondendo a infusão de líquido intravenoso.4 Esmagamento maciço Queda de árvore. membro frio. 0 2 Hipotensão transitória Pressão instável. acidente de trem. 0* 1* 3* Moderada Sem pulso por Doppler. parestesia. 3* Grupo etário 1 2 3 < 30 anos > 30 < 50 anos > 50 anos *Multiplicar por 2 se a isquemia tiver mais de 6 horas. 0 1 2 Tratamento Primário das Fraturas Expostas \ 19 \ pág.

deve-se adicionar cobertura para bactérias anaeróbicas acrescentando metronidazol: 500 mg de 6/6 horas. culturas são realizadas e a antibioticoterapia é ajustada. c) Nas fraturas expostas ocorridas há mais de 6 horas. b) As fraturas expostas Tipos I e II devem ter antibioticoprofilaxia para bactérias gram positivas e gram negativas. Opção alternativa: Clindamicina 600 mg EV de 6/6h + Gentamicina 240 mg EV de 24/24 h. a ferida é considerada infectada e deve ser tratada com o esquema de antibióticos para fratura tipo III. iniciando-se no préoperatório. 11 \ 19 \ Tratamento Primário das Fraturas Expostas . d) Havendo infecção na ferida. Nesse caso. É seguido o seguinte esquema: FRATURA EXPOSTA TIPO I DE GUSTILO. aos esquemas de antibióticos acima. nas fraturas com sujeira grosseira e nos casos duvidosos de profilaxia antitetânica prévia. c) Nas fraturas expostas Tipo III. com a primeira dose aplicada na sala de politraumatizados. FRATURA EXPOSTA TIPOS II E III Opção 1: Cefazolina 1 grama EV de 6/6 horas + Gentamicina adulto 240 mg por via endovenosa de 24/24 horas. deverão ser realizados cultura e antibiograma para adequar o antibiótico. pág.APÊNDICE III \\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ ANTIBIOTICOPROFILAXIA E ANTIBIOTICOTERAPIA: A utilização de antibiótico profilático é sempre realizada. Nesses casos. Opção alternativa: Clindamicina 600 mg EV de 6/6h + Gentamicina 240 mg EV de 24/24 h. OBSERVAÇÕES: a) A antibioticoprofilaxia terá a duração de 24 horas em fraturas tipo I e II e de 72 horas em fraturas tipo III. são utilizados protocolos da SCIH. Opção 1: Cefazolina 1 grama EV de 6/6 horas. nas fraturas expostas que ocorreram em ambiente rural.

FRATURA EXPOSTA Atendimento no ambulatório Acolhimento de urgência Proteção adequada da ferida Avaliação clínico cirurgica Solicitar exames complementares. preencher o formulário da FE (Fratura Exposta) Classificar segundo Gustilho. Tscherne e MESS Encaminhar para o bloco cirúrgico Tratamento Primário das Fraturas Expostas \ 19 \ pág. reserva de sangue. 12 .

irrigação Acima de 7 pontos tipo l tipo ll tipo lll não sim Estabilização comose fosse fechada Estabilização interna ou externa lll . 284 13 \ 19 \ Tratamento Primário das Fraturas Expostas . desbridamento.FRATURA EXPOSTA Atendimento no bloco cirúrgico Anestesia Adequada Limpeza.C Fixador externo Fixador externo + reparo vascular Encaminhar para enfermaria Amputação pág.B lll .A Tratamento de acordo com lll .