Um dos temas mais complicados do direito penal, principalmente quando observado um caso prático, é o estudo das chamadas concausas

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Situando bem o leitor, as concausas são abordadas quando estudamos a teoria do fato típico, mais precisamente o nexo de causalidade entre a conduta e o resultado.

Existe uma forte tendência por parte dos concurseiros de não se preocuparem com conceitos, principalmente quando estudam para a primeira fase prova ob!etiva", mas em muitos casos é !ustamente saber os conceitos e os princípios informadores de uma matéria que fa#em com que n$s consi%amos entendê&la. ' estudo das concausas se enquadra nesse rol de matérias.

Então, nesse primeiro momento vamos nos deter a entender o que são, afinal, essas tais concausas e qual a sua relev(ncia.

)oncausa é *uma outra causa+. ,e!a, se você quer matar al%uém finalidade", poderá fa#ê&lo de diversas formas meios de execu-ão", como, por exemplo, um tiro de pistola. . o caso clássico/ 012 mata 032 com um tiro. 4esse exemplo, a causa da morte é o tiro de pistola.

1contece que em al%uns casos, ocorrem outras situa-5es fáticas concausas" que acabam influindo no resultado. ,oltando ao nosso exemplo, poderia acrescentar que o tiro pe%ou apenas de raspão, mas a morte aconteceu em ra#ão da vítima ter uma doen-a ex/ hemofilia" que fe# com que o ferimento fosse suficiente para que ocorresse a morte6 poderia di#er também que a vítima morreu não por causa direta do tiro, mas porque a ambul(ncia que o levava sofreu um acidente6 um terceiro exemplo seria o tiro não ter cha%ado a matar a vítima, pois essa morreu porque teve um infarto fulminante em ra#ão do susto que levou.

,e!a que há a conduta que estamos analisando causa" e uma 0outra causa2 que influiu no resultado produ#ido morte". )ostuma&se falar que nas concausas há um verdadeiro concurso de causas para o resultado ocorrido.

7as o que é a causa e o que é a concausa8 Este estudo tem pertinência a partir do momento em que investi%amos uma conduta e a sua vincula-ão com um resultado. São casos em que investi%amos uma conduta causa" e percebemos que outras causas concausas" concorreram influíram" para o resultado, podendo estas concausas se ori%inar de condutas humanas ou fatos naturais. 9or exemplo/ 012 quer :

Esse =ltimo caso ficou meio confuso e com lin%ua!ar muito doutrinário. 7as. . a morte de 0)2 teria ocorrido independentemente de 012 ter feito qualquer coisa. conduta de 012. mas de um envenenamento feito por 032 em momento anterior. eles não estão associando as suas condutas para produ#ir um resultado. 4esse caso. a conduta de 012 passará a ser uma concausa8 4ão. nesse exemplo. ficar paraplé%ico ou com plena sa=de. Se estas pessoas sabiam uma da a-ão da outra vínculo sub!etivo". não concorre para o resultado com a de 032. pois nas concausas não interessa se essa outra causa provém de outra pessoa ou não pode vir da pr$pria vítima. 1liás. como no exemplo do hemofílico. 7as isso não pode ser dito em rela-ão . se fala que há autoria colateral". poderia viver. %erou o resultado". ou de fatos naturais como uma avalanche". mas o inverso não ocorre. esta é a causa e a conduta de 032 é a concausa. há concurso de pessoas. de 012. Usemos outras palavras para ficar bem claro. mesmo quando provém de outras pessoas. )ompreendido este conceito.matar 0)2 e para isso atira nele atin%indo&o em re%i5es vitais. pois a conduta de 012. pois o que matou 0)2 foi o envenenamento feito por 032. Se eu for analisar somente a conduta de 032. não é8 Então vamos exemplificar para melhorar a compreensão. 9or sua ve#. fica bem claro que as concausas nada têm a ver com o concurso de pessoas. que influiu no resultado. posso di#er que ela é a causa =nica e suficiente para a morte de 0)2. e se s$ uma sabia8 1qui a resposta vai depender de cada caso. há o que se chama de ? . 1 conduta de 032 concorreu para o resultado no exemplo. mas a conduta de 012 é indiferente para a ocorrência do resultado. Se ambos queriam a morte do envenenado queriam o mesmo resultado". 'bserve que a conduta de 032 é fundamental para o resultado. eu estou investi%ando a conduta de 012. 1 conduta de 032 concorre para o resultado em rela-ão . nas concausas não há vínculo sub!etivo entre os a%entes. morrer. qualquer coisa.e!a. s$ que este vem a morrer não por conta dos tiros de 012. E se eu investi%ar a conduta de 032. ou se!a. mas se elas não sabiam uma da conduta da outra estamos falando de concausas no caso. 7as e se a conduta de 032 não tivesse ocorrido8 S$ <eus sabe o que aconteceria com 0)2. mas a de 012 não. >ma%inem esse caso/ duas pessoas colocam veneno na sopa de uma vítima e matam&na. 032 queria matar e matou. 012 queria matar 0)2 e para isso usou um meio de execu-ão tiros" que não foi efica#. 1 pessoa 032 queria matar 0)2 e para isso usou um meio de execu-ão veneno" que foi plenamente efica# para %erar o resultado que queria.

1final. nem concurso de pessoas. causa. )oncausas & <ependentes e >ndependentes <ando se%uimento aos estudos de concausas. o a%ente da causa responderá pelo resultado ocorrido pelo concurso de causas ou s$ pelo que fe#8 B . causa. não havendo vínculo sub!etivo. 9or outro lado. consequentemente. para ele realmente ocorrer. devem estar presentes os demais requisitos. Uma dica que dou é estudar as concausas e o concurso de pessoas em paralelo estuda *um+. mas qual a import(ncia desse estudo8 Ele é importante para definirmos o tratamento penal que será dado . Então. isso s$ vai se caracteri#ar para aquele que sabia. que é o que realmente interessa e tra# complica-5es. 1%ora ve!amos a primeira classifica-ão das concausas. Ara-ada essa importante distin-ão.. por fim. 4o primeiro post tratamos do que se entende por uma concausa e qual a import(ncia de se estudá&las. não há vontade homo%ênea.. mas qual a import(ncia desse estudo8 Ele é importante para definirmos o tratamento penal que será dado .vontade homo%ênea em ra#ão do princípio da conver%ência. 1ntes de prosse%uir cabe um alerta importante/ o vínculo sub!etivo não é o =nico requisito do concurso de pessoas. o que sabia responde como se tivesse feito o crime em concurso de pessoas e o outro como se tivesse feito so#inho lembro que concurso de a%entes é uma a%ravante %enérica e pode confi%urar uma circunst(ncia le%al a%ravadora de pena @ qualificadora. sabemos o que são as concausas. caracteri#ando o vínculo sub!etivo e. o concurso de pessoas. o a%ente da causa responderá pelo resultado ocorrido pelo concurso de causas ou s$ pelo que fe#8 9ara responder essa per%unta. sabemos exatamente o que são e quando ocorrem as concausas. depois o *outro+. Ara-ado o conceito de concausas e a distin-ão destas para o caso de concurso de pessoas. estuda o *outro+ de novo". ma!orante @ ou até mesmo uma elementar típica @ como no crime de quadrilha ou bando". não para o que não sabia pois ele não estabeleceu vínculo nenhum com o outro a%ente". suas consequências !urídicas e a teoria do nexo causal aplicada a cada espécie de concausa. 1final. apenas concausas. depois estuda o *um+ de novo e. se eles visavam fins diversos ex/ um queria que o envenenado apenas passasse mal e o outro queria sua morte". 9orém. cabe analisar a classifica-ão das concausas. lo%o.

s teorias adotadas pelo c$di%o penal se%undo a esma%adora maioria da doutrina e !urisprudência/ a" teoria da equivalência dos antecedentes conditio sine qua non". se não fossem os cortes. que é o que realmente interessa e tra# complica-5es. 3om. se eu corto os pulsos. o acontecimento posterior não aconteceria sem o antecedente6 lo%o. mas sim o san%rar". prevista no art. :B. 9or outro lado. Se você não as conhece seria melhor dar uma pesquisada nelas antes de continuar a leitura. Eembre que temos nas concausas duas causas distintas concorrendo para um resultado conceito". 1 primeira são os cortes que fi# e a se%unda é o fato dela ter san%rado os cortes em si não a mataram. do )96 b" teoria da causalidade adequada. 1liás. vamos nos limitar .s teorias. a primeira classifica-ão das concausas se dá entre as concausas dependentes e as independentes. 4ormalmente os livros tra-am todas as espécies de concausas classifica-ão" e depois falam dos seus efeitos. cabe analisar a classifica-ão das concausas. suas consequências !urídicas e a teoria do nexo causal aplicada a cada espécie de concausa. Em rela-ão . a artéria femoral e a veia !u%ular de uma pessoa e ela san%ra até morrer.9ara responder essa per%unta. 4essas. 1 per%unta que se fa# é/ san%rar até morrer é al%o natural considerando o que eu fi# na vítima8 1 resposta é $bvia/ claro que sim. san%rar até morrer foi uma concausa dependente da causa cortes efetuados". se você eliminar a causa primitiva. haveria san%ramento processo hipotético de elimina-ão de AhFrén"8 4ão. 9ortanto. Então. se não há essa rela-ão entre elas. teremos concausas independentes. mas não pelo resultado ocorrido. caput. prevista no art. ou se!a. se uma das causas sur%e de maneira inesperada ou imprevisível. C:D. do )9. 4ão irei definir e explicar cada teoria. :B. 9or exemplo. n$s teremos duas causas concorrendo para o evento morte resultado". não cabe %randes aprofundamentos nesse momento. G . Eu prefiro uma ordem diferente. n$s teremos uma concausa dependente. pois isso é feito quando estudamos a *parte %eral do nexo causal+ e não nas concausas. a causa superveniente não aconteceria processo hipotético de elimina-ão de AhFrén". )ome-o antecipando que existem duas consequências !urídicas possíveis nesse estudo/ a" a%ente responderá pelo resultado ocorrido6 b" a%ente responderá apenas pelas condutas que fe#. Se a concausa s$ existe por decorrência l$%ica ou natural da outra.

não poderiam essas pessoas morrerem. isso não ocorreria se eu não tivesse dado o anticoa%ulante antes.e!amos esse exemplo/ quero matar o Hosé e para que isso ocorra lhe dou um anticoa%ulante e depois lhe dou uma facada no ombro para que san%re até a morte. . Então.amos . voltando ao que eu estava falando aptidão para %erar o resultado". ou se!a. mas aqui a situa-ão irá variar conforme eu homicida" soubesse ou não dessas doen-as. note que dar anticoa%ulante e uma facada no ombro são coisas que não levam nin%uém . nem haveria san%ramento se não fosse a facada e que o san%ramento não seria suficiente para causar a morte se não fosse o anticoa%ulante. a situa-ão muda. também. se no mesmo caso. .e!a que uma coisa dependia da outra. per%unta/ um acidente de tr(nsito é al%o que normalmente ocorre depois que cortamos al%uém como eu fi#8 7ais uma ve# a resposta é $bvia/ claro que não. que não teria sentido dar a facada no ombro se não tivesse dado antes o anticoa%ulante. Aeremos duas causas concorrendo para o resultado morte/ os cortes e o acidente de tr(nsito. 7as em circunst(ncias excepcionais. Iicou confuso8 1cha que não é dependente8 . J . Aemos três causas concorrendo para o resultado/ dar o anticoa%ulante. mas isso nem sempre acontece. mas essa vem a morrer num acidente de tr(nsito a cominho do hospital. . como no caso do alér%ico a al%uma subst(ncia do anticoa%ulante ou o hemofílico que san%raria até a morte8 )laro que sim.ou explicar melhor esse conceito então. o que não quer di#er que isso venha a ocorrer na prática. 4as concausas dependentes essa aptidão nem sempre existe. temos uma concausa independente. al%o que consideramos em abstrato ou hipoteticamente. al%uém socorre a vítima. as posteriores não ocorreriam processo hipotético de elimina-ão de AhFrén". Elas são uma dependente da outra por uma questão de l$%ica e por uma questão natural. . 'bserve que a pessoa s$ morreu em ra#ão do san%ramento por eu ter lhe dado uma facada6 porém.e!a/ um acidente de tr(nsito pode matar aptidão". . que as a-5es estão intimamente li%adas. morte não tem essa aptidão". . o que confi%ura concausas dependentes. se eu elimino hipoteticamente qualquer das concausas antecedentes. uma sendo decorrência l$%ica da outra. 'bserve. também. 4ote.9or outro lado. importante salientarmos desde a%ora que as concausas independentes sempre possuem aptidão para %erarem por si s$s o resultado. dar a facada no ombro e o san%rar. Iicou melhor8 3om.

temos que nos casos de concausas dependentes o a%ente responde pelo resultado ocorrido.Se eu sabia. Se assim não fosse. naturalmente contava com elas para resultar na morte da pessoa. essa doen-a a%iu de maneira imprevisível para mim. )oncausas & 1bsolutamente e Kelativamente >ndependentes L . ' mesmo ocorre no caso do anticoa%ulante e da facada. . no caso em que eu cortei os pulsos.oltando aos efeitos !urídicos. Eo%o. a !u%ular e a femoral de uma pessoa que morreu pelo san%ramento. como se dedu#. se eu apenas respondesse pelo que fi#. sendo a morte pela doen-a uma decorrência natural da minha a-ão. 1ssim. isso varia conforme a pr$xima classifica-ão que irei abordar. será uma concausa independente. homicídio qualificado pela tortura". temos uma concausa dependente. se eu não sabia da doen-a da vítima. eu respondo pela morte ocorrida no caso. 9or outro lado. que é o que mais importa. me seria imputado apenas les5es corporais em ra#ão dos cortes reali#ados. teoria adotada8 4as concausas dependentes adotamos. E nas independentes8 >sso também vai variar conforme a classifica-ão se%uinte. 7as em rela-ão . E no caso das concausas independentes8 3om. a teoria da equivalência dos antecedentes conditio sine qua non". Então.

. 4as absolutamente independentes. Esta é a da equivalência dos antecedentes conditio sine qua non" e o efeito !urídico é que a pessoa que reali#ou a conduta investi%ada s$ responderá pelo que efetivamente fe#.4o primeiro post vimos o conceito de concausas. sendo dela totalmente desvinculada.e!a/ morte por envenenamento feito por outrem é al%o que normalmente ocorre quando eu dou um tiro em al%uém8 4ão. conforme a concausa tenha ocorrido antes. 1 pr$xima classifica-ão é na verdade uma subdivisão das concausas independentes. vimos. a concausa não se ori%ina da causa. mas este veio a morrer em ra#ão de um envenenamento feito anteriormente por 0328 9ois este é um bom exemplo de concausa absolutamente independente. Então é concausa independente. ' bom dessa parte é que em qualquer modalidade de concausa absolutamente independente o efeito !urídico é o mesmo e a teoria adotada é a mesma. Eembram&se do exemplo em que 012 queria matar 0)2 dando um tiro nele. N . sua diferencia-ão para o concurso de pessoas e a import(ncia do seu estudo. 4ão é a toa que chamam as concausas absolutamente independentes de causalidade antecipadora. 9orém. ainda haveria o tiro e vice&versa. pois o tiro não che%ou a concorrer com a causa analisada a%ora envenenamento" @ se ficou em d=vida volte ao conceito de concausas. 4o exemplo do tiro e envenenamento. Uma não influi na outra de qualquer forma. Má um rompimento absoluto do nexo causal entre as condutas. ' envenenamento tem li%a-ão com o tiro8 4ão. Se não houvesse o envenenamento. E se estivéssemos investi%ando o envenenamento8 4ão há que se falar em concausas. que as concausas independentes possuem sub&classifica-5es relevantes. Essas concausas absolutamente independentes costumam ser mais uma ve# sub& classificadas como preexistentes. o que passamos a abordar a%ora. ao mesmo tempo ou depois da causa investi%ada. em que estamos investi%ando o tiro. pois ocorreu antes da causa analisada. Essas concausas se dividem em concausas absolutamente independentes e concausas relativamente independentes. Então é concausa absolutamente independente. concomitantes ou supervenientes. pois o resultado ocorre mesmo é por for-a da concausa e não da causa investi%ada. 1van-amos no se%undo post tratando a primeira classifica-ão das concausas/ em concausas dependentes e independentes. também. a concausa envenenamento é preexistente.

no nosso exemplo. finali#ando a matéria. essas concausas se ori%inam da pr$pria causa investi%ada. conforme a concausa tenha ocorrido antes. ao mesmo tempo ou depois da causa investi%ada. elas não %eram os mesmos efeitos !urídicos e nem se aplica a elas a mesma teoria do nexo causal. por isso são relativamente independentes.não pelo resultado. 'u se!a. concomitantes ou supervenientes. pois sua conduta foi a que efetivamente matou 0)2. apesar dessa falta de decorrência l$%ica ou natural. )oncausas & Kelativamente Supervenientes >ndependentes 9reexistenste. 9orém. ao mesmo tempo ou depois da causa investi%ada. )oncomitantes e 4o primeiro post vimos o conceito de concausas. )abe a%ora falar das concausas relativamente independentes. 1van-amos no se%undo post tratando a primeira classifica-ão das concausas/ em concausas dependentes e independentes. contribuindo de qualquer forma para o resultado. esse se deu apenas em ra#ão do envenenamento. deferentemente das concausas absolutamente independentes. 9orém. conforme a concausa tenha ocorrido antes. Eembro que por serem independentes. sua diferencia-ão para o concurso de pessoas e a import(ncia do seu estudo. 9orém. na análise das concausas relativamente independentes. no caso em análise. 9or isso o a%ente responde s$ pelo que fe# e não pelo resultado. 012 responderia por tentativa de homicídio pois foi impedido pela maior efetividade de 032" e 032 responderia por homicídio qualificado por empre%o de veneno. concomitantes ou supervenientes. têm aptidão para %erar por si s$s o resultado e não são decorrências l$%icas ou naturais da causa investi%ada. O . observe que o tiro não acabou. essas se sub&classificam em preexistentes. Há no terceiro post tratamosde uma sub&classifica-ão das concausas independentes as relativamente independentes e as absolutamente independentes". )onforme dito anteriormente. Essas concausas também podem ser preexistentes. vimos que há necessidade de uma nova sub&classifica-ão para podermos entender bem a matéria6 uma sub&classifica-ão da concausas relativamente independentes que passamos a aborar a%ora. Ialando um pouco da teoria adotada.

>sso não tra# certa confusão com a divisão entre concausas dependentes e independentes8 1s independentes não %eram sempre o resultado por si s$s8 4ão há. . S . o tiro pe%a de raspão. 1s concausas relativamente independente supervenientes se desdobram em duas mais uma sub&classifica-ão. não haveria a concausa. Hosé teria corrido e sido atropelado se não fossem os tiros8 4ão mesma solu-ão". mas Hosé morre por culpa de complica-5es nos ferimentos %eradas por sua diabetes. respondendo Hoão pela morte. Hosé teria morrido em ra#ão das complica-5es nos ferimentos se esses não existissem processo de elimina-ão hipotética de AhFrén"8 4ão. sendo a consequência !urídica que o a%ente responde pelo resultado ocorrido. como antes. mas e se a concausa for relativamente independente e superveniente8 1í depende da pr$xima classifica-ão adotada. pois sem ela o resultado não teria ocorrido teoria da equivalência dos antecedentes". bala. então é preexistente. então temos um concausa relativamente independente. ' a%ravamento das feridas por causa da diabetes concausa" que %erou a morte é decorrência l$%ica e natural do tiro8 4ão. Existe uma li%a-ão entre o tiro e a concausa8 Sim. então a causa analisada é causa da morte. 4ovamente abarcando u pouco das teorias do nexo causal. Aá. uma redund(ncia8 4ãoPPP Eembrem que quando falamos da divisão entre concausas dependentes e independentes n$s falamos que as independentes sempre têm aptidão para %erar o resultado. 9or fim. n$s estamos falando de um caso concreto e não de um situa-ão abstrata R hipotética. Ia-a o mesmo processo anterior e verá que temos um concausa relativamente independente concomitante.4as preexistentes e concomitantes se aplica a teoria da equivalência dos antecedentes conditio sine qua non".amos exemplificar/ Hoão quer matar Hosé e para isso atira nele. 4o se%undo exemplo. então é concausa independente. Quando falamos nesse momento em concausas relativamente independente supervenientes que %eram por si s$s o resultado. mas é a =ltima"/ as que por si s$s %eram o resultado e as que não por si s$s %eram o resultado. a diabetes é anterior ao tiro8 Sim. assim. no primeiro exemplo. pois se não fosse o ferimento . isso não quer di#er que isso ocorra na prática. os outros exemplos eram mais ridículos". Se%undo exemplo/ Hoão quer matar Hosé a tiros6 esse sai correndo e no exato momento que é alve!ado pelos tiros em partes vitais é atropelado por um caminhão acreditem.

sendo relativamente independente6 da mesma forma.JJSR9E". se aplica a teoria da causalidade adequada art. . ambas ocorrem depois da causa supervenientes" e %eraram no caso concreto. C:D.ou explicar as concausas me utili#ando de um caso prático que caiu num concurso. )oncausas & 1nálise de um caso prático . mas somente pelo atropelamento. por si s$s. ' resultado prático é que quem atropelou não responderá pela morte. se a concausa relativamente independente superveniente %erar por si s$ o resultado. se aplica a teoria da equivalência dos antecedentes conditio sine qua non" e o a%ente responde pelo resultado consequência !urídica". 032 morre em ra#ão de imperícia médica ao tentarem retirar o pro!étil do seu corpo. então é relativamente independente. reponde o a%ente 012 pela morte de 032 homicídio qualificado pelo empre%o de arma de fo%o". do )9" e o a%ente responde apenas pelas condutas que teve consequência !urídica". causa tiro"8 Sim. :U . 9or outro lado. Em qualquer desses casos. 'u se!a. causa passa a ser apenas a conduta idTnea para %erar o resultado contribui-ão adequada". no hospital. por conse%uinte. uma imperícia médica nunca acontece so#inha.Se a concausa relativamente independente superveniente não %erar por si s$ o resultado. ela depende de al%o para que possa existir doen-a ou ferimentos"6 ela contribuiu para a morte. não temos uma consequência l$%ica e natural da causa atropelamento". então é superveniente. mas morre em ra#ão de um acidente de tr(nsito sofrido pela ambul(ncia que o levava ao hospital ou morre em ra#ão de um incêndio ocorrido no hospital. 1 imperícia se li%a . mas não matou so#inha pelo menos assim entendeu o SAH no M) G?.amos aos exemplos/ pessoa que é atropelada.amos a um exemplo/ 012 atira em 032 para matá&lo. 4esse caso. o normal que al%uém que se!a atin%ido por um tiro morra por imperícia médica8 4ão. mas %era ferimentos que não %eram risco de vida6 porém. 1 imperícia ocorreu depois do tiro8 Sim. . . o resultado. sendo concausa independente6 nos dois casos a concausa se relaciona com a causa primitiva. 1 imperícia matou por si s$ a pessoa 0328 4ão. :B. então é concausa independente.

podem %erar por si s$s o resultado não é aptidão para isso. 1proveitando&se de uma distra-ão do bandido e temendo por sua vida. por sua ve#. é rendida por um homem que a estupra brutalmente. 4as primeiras o su!eito responde pelo que fe#. Se não fi#eram. . o atropelamento se ori%ina da conduta inicial estupro e amea-as". tal qual nas concausas dependentes. mas na independente isso varia conforme veremos. o a%ente responde pelo resultado. Essas concausas podem ser dependentes a concausa é decorrencia l$%ica e natural da causa" ou independentes tem aptidão para %erar por si s$ o resultado & o resultado não depende da causa primitiva para ocorrer". o a%ente responde pelo resultado. :: . o atropelamento s$ ocorre porque a mo-a fo%e do estuprador. Então temos uma concausa independente. 1vancemos mais. 1s concausas independentes podem ser abosulatamente independentes não se ori%inam da conduta inial" ou relativamente independentes se ori%inam da conduta inicial do a%ente". 1 questão versa sobre as concausas atua-ão de uma outra causa que influi no resultado". ao atravessar a rua. noite. 4o caso da questão. na questão a concausa atropelamente" ocorre depois da causa estupro". assinale a alternativa que contempla a correta tipifica-ão da conduta daquele que atacou a !ovem. sendo uma concausa relativamente independente superveniente. 1 resposta é $bvia/ S>7. concomitante ou superveniente. Essas. 'u se!a.<ele%ado de 9olícia do KHR?U:? & Uma !ovem. proferindo&lhe várias amea-as. 4a qualidade de <ele%ado de 9olícia. mas sim se isso ocorreu no caso prático em análise" ou não fa#er isso.morrendo imediatamente. 4as relativamente independentes é que a situa-ão pode variar conforme essa concausa se!a preexistente. 4as dependentes o su!eito responde pelo resultado final. Se as concausas relativamente independentes são preexistentes ou concomitantes . 1ssim sendo. temos que ver se um atropelamento tem aptidão para so#inho por si s$" %erar a morte.amos mais uma ve# em frente. Kesposta correta/ 1penas pelo estupro. a vítima empreende fu%a correndo desesperadamente e. 9orém. 4o caso da questão. ao sair da faculdade . trata&se de uma concausa relativamente independente. lo%o. não responde pela morte. conduta inicial. é atropelada por um veículo que passava pelo local.

que utili#a a teoria da causalidade adequada nas anteriores se usa a teoria da conditio sine qua non".7as e quando %eraram por si s$s o resultado8 4essas. pelo estupro. 1qui o a%ente responderá somente pelos atos praticados. se aplica o art. mas que se ori%ina da causa relativamente"6 e mais. o atropelamento é uma concausa que ocorre posteriormente . :B. Espero ter a!udado. que por sí s$ pode %erar o resultado independente". do )9. C:D. ou se!a. causa superveniente". 3ons EstudosP :? . na análise do caso concreto se verifica que ela efetivamente %erou o resultado superveniente que por si s$ %erou o resultado". 1ssim. visto com outras palavras.