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CURSOS ON-LINE – ATUALIDADES PARA O TCU

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Bom dia, tudo bem? Espero que sim.

O tema da nossa aula de hoje é o extrativismo mineral, as fontes de energia,
e a Industrialização no Brasil. Acho que nem preciso falar da importância dessas
atividades para a economia nacional... Além disso, o tema é muito exigido em
concursos públicos de diversas bancas.
Atualmente o Brasil possui superávit na balança comercial. Isso se deve, em
grande parte, à sua grande exportação de minerais metálicos e produtos
industrializados, cujo valor agregado nos permite vender produtos nacionais a
preços mais competitivos nos diversos mercados.
A utilização de biocombustíveis já é uma realidade, e somos o maior produtor
e exportador de etanol; poderemos vender também a tecnologia de montagem das
fábricas para a transformação da cana no produto final, trazendo divisas para o
país.
Procurei abordar o tema de tal forma que a assimilação se tornasse mais
fácil, com a utilização de gráficos e mapas atualizados.


Vamos lá!


O EXTRATIVISMO MINERAL NO BRASIL

O extrativismo mineral tem grande importância para o desenvolvimento do
Brasil, pois é um dos pilares de sustentação do crescimento econômico de várias
regiões brasileiras.
A produção de minerais metálicos coloca o país como um dos maiores
exportadores mundiais.
O controle da atividade mineradora no Brasil é exercido pelo Departamento
Nacional de Produção Mineral (DNPM), o órgão do Estado que tem o poder de
conceder direitos de pesquisa e lavra das reservas minerais existentes no país.
Essas concessões podem ser feitas a qualquer cidadão brasileiro ou empresa
legalmente sediada no país, seja ela constituída de capitais nacionais ou
estrangeiros.
O número de empresas envolvidas na extração mineral no Brasil é superior a
1600. No total, elas produzem mais de 100 desses recursos (incluindo a extração
de combustíveis fósseis). A mais importante é a Companhia Vale do Rio Doce
(CVRD), responsável pela maior parte da produção nacional - diretamente ou
associada com outras empresas. As suas exportações minerais ultrapassam 150
milhões de toneladas, o que a torna líder na exportação desse recurso no mundo.




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RECURSOS NATURAIS E INDUSTRIALIZAÇÃO

CLASSIFICAÇÃO DOS RECURSOS MINERAIS BRASILEIROS SEGUNDO SUA
DISPONIBILIDADE

Abundante: ferro, manganês, alumínio, estrôncio.
Suficiente: chumbo.
Carente: cobre, carvão, petróleo.

PRINCIPAIS MINÉRIOS BRASILEIROS

1) Hematita (Fe)
Segunda reserva mundial;
Minas Gerais – Quadrilátero Ferrífero – maior produção;
Pará – Serra dos Carajás – maior reserva;
Mato Grosso do Sul – Maciço do Urucum.

2) Pirolusita (Mn)
Amapá – Serra do Navio (esgotada);
Minas Gerais – Quadrilátero Ferrífero;
Mato Grosso do Sul – Maciço do Urucum;
Pará – Serra dos Carajás.

3) Bauxita (Al)
Pará – Vale do Rio Trombetas (Oriximiná);
Minas Gerais – Poços de Caldas.

4) Cuprita ou calcopirita (Cu)
Rio Grande do Sul – Camaquã, Caçapava do Sul;
Bahia – Caraíba.

5) Galena (Pb)
Bahia – Boquira e Macaúbas;
Paraná – Adrianópolis.

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6) Cassiterita (Sn)
Rondônia – Vale do Rio Madeira;
Amazonas – maior produtor.

7) Ouro (Au)
Pará – Serra Pelada;
Rondônia – Vale do Rio Madeira;
Roraima – Vale do Rio Branco.

8) Sal Marinho
Rio Grande do Norte – Macau, Mossoró, Areia Branca;
Rio de Janeiro – Cabo Frio, Araruama.





PETRÓLEO

Principais eventos históricos:

1896 - Primeira perfuração no interior de São Paulo.
1907 - Criação do Serviço Geológico e Mineralógico.
1937 - Descoberta de petróleo na Bahia, na região do Recôncavo.
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1938 - Criação do Conselho Nacional do Petróleo; nacionalização das jazidas.
1953 - Criação do monopólio estatal e da Petrobrás para gerir esses
monopólios.
1975 - Criação dos contratos de risco, flexibilizando a prospecção.
1997 - Instituída a lei que quebra o monopólio da Petrobrás. É criada a ANP
(Agência Nacional de Petróleo).
2006 - A Petrobrás declara-se auto-suficiente na produção de petróleo.

Nos anos 50, a pressão da sociedade e a demanda por petróleo se
intensificavam com o movimento de partidos políticos de esquerda que lançaram a
campanha “O petróleo é nosso”. O governo Getúlio Vargas responde com a
assinatura, em outubro de 1953, da Lei 2004 que instituiu a Petróleo Brasileiro S.A.
(Petrobrás) como monopólio estatal de pesquisa e lavra, refino e transporte do
petróleo e seus derivados.

O início da indústria do petróleo no Brasil

Em função do desenvolvimento industrial e da construção de rodovias que
interligavam as principais cidades brasileiras, o consumo de combustíveis fósseis
aumenta grandemente na década de 50. No período, a produção nacional era de
apenas 2.700 barris por dia, enquanto o consumo totalizava 170 mil barris diários,
quase todos importados na forma de derivados (combustível já refinado). Esses
dados foram publicados por Celso Fernando Lucchesi, no número 33 da Revista do
Instituto de Estudos Avançados, da USP. A partir da década de 1950, então, a nova
empresa intensificou as atividades exploratórias e procurou formar e especializar
seu corpo técnico, com o objetivo de atender às exigências da nascente indústria
brasileira de petróleo.
Com a criação da Petrobrás “saímos do zero, já que a indústria de petróleo
antes da Petrobrás era praticamente inexistente”, afirma José Lima, gerente
executivo de Recursos Humanos da Petrobrás.
Até 1968, os técnicos vindos de outros países foram, gradativamente, sendo
substituídos por técnicos brasileiros que eram enviados ao exterior para se
especializarem. Os esforços eram concentrados na região da Amazônia e do
Recôncavo. Quinze anos após a criação da Petrobrás, as áreas de exploração se
expandiram para a acumulação de Jequiá, na bacia de Sergipe-Alagoas, em 1957 e
Carmópolis (SE), em 1963. Em 1968, a área de exploração atingiu Guaricema (SE),
o primeiro poço offshore (no mar) e Campo de São Matheus (ES), em 1969. Essas
descobertas contrariaram os resultados de um relatório divulgado em 1961 pelo
geólogo norte-americano Walter Link, contratado pela Petrobrás, que concluiu a
inexistência de grandes acumulações petrolíferas nas bacias sedimentares
brasileiras. Mas Guaricema, fruto de investimentos em dados sísmicos e sondas
marítimas, injetou novos ânimos nas perspectivas de um Brasil auto-suficiente, que
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passaria a redirecionar suas pesquisas agora para o mar. Ao final de 1968, a
indústria brasileira produzia mais de 160 mil barris por dia.
Embora a empresa já estivesse melhor estruturada, com profissionais
brasileiros mais especializados e com a produção mais incrementada, a alta
competitividade do mercado internacional tornava a importação uma atividade
irresistível, estacionando a produção nacional, frente a um consumo crescente. O
declínio das reservas terrestres e a baixa produção no mar levaram à ampliação
dos financiamentos no downstream (refino, transporte e petroquímica) e à criação
da Braspetro em 1972, com a finalidade de buscar alternativas de abastecimento
de petróleo em outros países. Neste ponto, o petróleo já era o peso e a medida de
muitas economias do mundo, fato que foi comprovado com a eclosão da primeira
crise do petróleo, em 1973, que modificou profundamente as relações de poder das
empresas multinacionais, de países consumidores e dos países produtores de
petróleo.
Em meio à crise mundial, o Brasil descobre o campo marítimo de Ubarana, na
bacia de Potiguar (ES) e o campo de Garoupa, na Bacia de Campos (RJ), em 1974,
que marcaria o início de uma segunda fase dentro da Petrobrás, aquela em que a
empresa se diferenciaria pela exploração do petróleo em águas profundas e
ultraprofundas. Em função da bacia de Campos, a produção petrolífera brasileira
chega aos 182 mil barris ao dia, sendo reconhecida até os dias atuais como a mais
produtiva bacia do país e uma das maiores produtoras de petróleo de águas
profundas do mundo. Os primeiros tratados de risco são assinados em 1975,
quando o país abre as portas para a entrada de multinacionais para explorarem
petróleo com a promessa de trazerem um aporte financeiro que fosse significativo
para o país. Apesar de as empresas estrangeiras terem o direito de atuar em
86,4% das bacias sedimentares (associadas à presença de jazidas de petróleo) do
país, deixando apenas o restante nas mãos da Petrobrás, os contratos não
produziram e nem trouxeram o capital que prometeram.
Fora isso, junte-se o fato da chegada de uma segunda crise do petróleo que
voltaria a mexer com as relações internacionais, em 1978, e o cenário petrolífero
brasileiro estaria condenado. Ao contrário do que se esperava, o choque do
petróleo e os preços quintuplicados sacudiram a indústria nacional, forçando
grandes investimentos na prospecção de jazidas em território brasileiro para reduzir
a dependência externa. Os primeiros frutos surgiram em 1981, quando a produção
marítima superou a terrestre e, em 1984, quando a produção brasileira se iguala à
importada, com meio milhão de barris diários.
A promulgação da Constituição em 1988 estabeleceu o fim dos contratos de
risco. Neste momento, os geólogos e engenheiros da Petrobrás já utilizavam a
tecnologia da sísmica tridimensional (3D) de maneira rotineira, o que diminuiu o
custo exploratório e trouxe importantes descobertas de gás e petróleo nas bacias
de Santos (SP), do Solimões (AM) e na região do rio Urucu.
A Lei do Petróleo, de 1997, inicia uma nova fase na indústria petrolífera
brasileira. Entre as mudanças está a criação da Agência Nacional do Petróleo (ANP),
que substituiu a Petrobrás nas responsabilidades de ser o órgão executor do
gerenciamento do petróleo no país, e na nova tentativa de internacionalização do
petróleo no Brasil. Esta Lei permitiu a formação de parcerias com empresas
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interessadas em participar do processo de abertura do setor, numa tentativa de
trazer novos investimentos para o país.
Entre as mais de 20 bacias petrolíferas conhecidas no país, a produção
ultrapassa 1,5 milhão de barris ao dia. Atualmente, a Petrobrás detém o recorde
mundial de perfuração exploratória no mar, com um poço em lâmina d'água de
2.777 metros. Ela exporta a tecnologia de exploração nesses ambientes para vários
países.
Até o Fim do Ano 2000, a Petrobrás, classificada entre as 15 maiores
companhias de petróleo do mundo, terá sextuplicado o lucro registrado no ano
anterior, que chegou próximo dos US$ 2 bilhões.
Esse é o resultado da parceria da estatal com o capital multinacional, que
possibilitará a criação de mais de 10 mil empregos em cinco anos, sendo que,
destes 10 mil empregos, 3 mil serão apenas na indústria naval. A grande
responsável por esse desempenho é a Bacia de Campos, em especial os campos de
Marlim e Roncador, que a partir do início de julho passaram a produzir 1.000.000
de barris/dia de petróleo bruto. Para cinco anos, a meta da estatal é de 5 milhões
de barris/dia; se for atingida, esta cota livrará o Brasil das importações de petróleo.
Em 2001, o acidente na plataforma P-36, na Bacia de Campos, retarda
consideravelmente a expansão da produção nacional de petróleo.


Dados de produção e Reserva

A Petrobrás fechou acordos com: EXXON, SHELL, ALMOCO e a BRITISH
PETROLEUM, na cifra de US$ 5 bilhões, além de ter ampliado seu crédito com
empresas como a MITSUBISH, ITOCHU e a JBIC (Japan Bank International
Cooperation). A garantia do capital externo para esses investimentos está na
reserva brasileira de petróleo, na ordem de 17 bilhões de barris, e na capacidade
de descoberta de novos jazimentos, em média na razão de 1/2,5 para cada barril
explorado.
Em 2006, a Petrobrás declara que o país tornou-se auto-suficiente na
produção de petróleo.
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O “ORIENTE MÉDIO” BRASILEIRO

Nos últimos dois anos, o crescimento da exploração do petróleo fez subir a
arrecadação de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) de
oito municípios na região da bacia de Campos, no Rio de Janeiro, responsável por
80% da produção nacional.


ENTRADA DE ROYALTIES
(em milhões de reais)
1997 1999
CAMPOS 3,9 45,0
MACAÉ 8,2 32,0
QUISSAMÃ 2,3 13,4
Revista VEJA


Além de Campos, os municípios que mais ganharam com o aumento na
arrecadação dos royalties foram: São João da Barra, Quissamã, Macaé, Carapebus,
Cabo Frio, Búzios e Rio das Ostras. Resultado: aumentaram os investimentos nos
setores ligados à infra-estrutura, sobretudo em Educação e Saúde, o que refletiu na
melhoria dos indicadores sociais da região.




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PETROBRÁS

Prospecção e lavra de jazidas

A Petrobrás explorava três regiões: em terra, a Bahia (Recôncavo) e o Rio
Grande do Norte (atualmente a maior produção em terra); e no mar, na plataforma
continental, a Bacia de Campos (Rio de Janeiro), onde há vários poços, com
destaque para Marlim, que produz cerca de 100.000 barris por dia.
Hoje, 70% da produção nacional vem do mar.



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Transporte de óleo bruto

No Brasil, esse material é transportado internamente por oleodutos ou
externamente por navios da Fronape, que conta 69 petroleiros. O petróleo é levado
a terminais e daí transportado até refinarias ou depósitos.



Refinação de óleo bruto. A Petrobrás possui 11 refinarias espalhadas pelo
Brasil: em Manaus (AM); Fortaleza (CE); Mataripe (BA); Betim (MG); Duque de
Caxias (RJ); Cubatão, Mauá, Paulínia e São José dos Campos (todas em SP);
Araucária (PR) e Canoas (RS). Além disso, há quatro pólos petroquímicos em
funcionamento: no RS (Canoas); SP (Capuava); RJ (Duque de Caxias) e BA
(Camaçari).


GÁS NATURAL

GASODUTO BRASIL-BOLÍVIA

O Gasoduto Bolívia-Brasil foi o maior dos projetos do programa Brasil em
Ação e se propôs a suprir em até 16 milhões de metros cúbicos por dia de gás
natural as regiões brasileiras do centro-sul. O comprimento total do Gasoduto é de
3.150 km, partindo de Grande (Bolívia) até Porto Alegre (RS) com diâmetros que
variam de 32" a 16" e um investimento total projetado em US$1,8 bilhões. Em
fevereiro de 1999 foi inaugurada a parte norte do gasoduto transportando o gás
natural dos campos bolivianos até Campinas (SP). Em 31 de março de 2000 foi
inaugurado o trecho Sul, de Campinas a Porto Alegre.
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O planejamento foi levado com sucesso desde o início do empreendimento. As
ferramentas de controle utilizadas foram de fundamental importância para a
conclusão da obra dentro do preço e prazo adequados ao porte da obra. O trabalho
de planejamento foi desenvolvido em três níveis de operação:











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CARVÃO MINERAL

Sabemos que, se comparado com o Hemisfério Norte, o Hemisfério Sul é
pobre em carvão mineral. Essa pobreza do Hemisfério Sul está ligada a fenômenos
geológicos.
Assim, o Brasil não faz exceção neste particular. É também pobre em jazidas
carboníferas (pelo menos no que se refere às jazidas conhecidas até hoje).
As nossas principais jazidas estão localizadas no sul do país, numa formação
que data do permocarbonífero, entre o cristalino da Serra do Mar e a Bacia
Sedimentar Paranaica.


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Consumo total de energias
primárias (em 1.000 toneladas
equivalentes de petróleo), segundo
as fontes de energia (1989 – 1993)
Não-renováveis 75.407
Petróleo 59.903
Gás natural 4.805
Carvão vapor 1.768
Carvão metalúrgico 8.203
Urânio 432
Renováveis 115.296
Hidroeletricidade 68.080
Lenha 25.452
Derivados da cana-de-
açúcar
18.974
Outros 2.790
Total Brasil 190.407

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Principais Depósitos
Santa Catarina – 5.606.112 toneladas, localizadas no Vale do Rio Tubarão e
proximidades.
Rio Grande do Sul – 3.364.953 toneladas, localizadas no Vale do Jacuí e
proximidades.
Foi localizada uma jazida de linhito no alto Amazonas, mas não foi ainda avaliada.
A exploração do carvão mineral no Brasil efetivou-se a partir de 1942, em Santa
Catarina, quando foi iniciada a instalação da Companhia Siderúrgica Nacional
(primeiro alto-forno a coque no Brasil) em Volta Redonda (RJ).
A partir desta data, a nossa produção tem crescido de forma bastante lenta, devido
a uma série de problemas já citados. Em 1969, atingiu 5.127.351 toneladas,
produção irrisória se comparada com a produção dos EUA. A produção atual em
1993 girava em torno de 9.241.099 toneladas de carvão bruto.

Tipo
Potencial
Calorífico
%
Carbono
%
Umidade
Turfa Baixo 20 a 30 30
Linhito Baixo 70 10 a 25
Hulha Alto 75 a 90 1
Antracito Alto 96 0,9


Principais Áreas Produtoras

Santa Catarina
A produção catarinense provém das minas de Lauro Müller, Urussanga, Criciúma
(Bacia do Tubarão) e Araranguá. Parte dela é consumida no próprio Estado e parte
é escoada até os portos de Laguna e Imbituba (Henrique Lages), pela Estrada de
Ferro Tereza Cristina.
Dos depósitos brasileiros, o único que possui carvão coqueificável é o de Santa
Catarina, cuja composição é a seguinte:
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carvão metalúrgico – 45%;
carvão vapor – 45%;
rejeitos – 25%;
A principal compradora deste carvão é a Companhia Siderúrgica Nacional.

Rio Grande do Sul
Os depósitos desse Estado aparecem com 30 a 120 metros de profundidade. A
exploração ocorre no Vale do Jacuí (São Jerônimo e Butiá), Bagé e Leão. O carvão é
de baixa qualidade, não sendo coqueificável, em nível econômico, nas técnicas
atuais.
A produção é consumida no próprio Estado, para geração de termoeletricidade
(CEEE) e transportes (Viação Férrea do Rio Grande do Sul).

Paraná
É explorado no Vale do Rio do Peixe e no Vale do Rio das Cinzas, sendo consumido
para transportes.

Problemas de Exploração
Vários são os problemas que dificultam o aumento da exploração:
1) depósitos relativamente pequenos;
2) pequena espessura dos horizontes carboníferos, dificultando a exploração;
3) baixa qualidade do carvão, produzindo até 18% de cinzas;
4) baixo nível técnico das minas e equipamentos deficientes, encarecendo o
produto;
5) distância dos depósitos em relação aos centros consumidores;
6) alto custo dos transportes.
Em relação ao carvão metalúrgico, o importado sai mais barato do que o nacional.
Daí a tendência de as empresas consumirem carvão importado, mais barato e de
melhor qualidade (produz 4% a 5% de cinzas, contra 16% a 18% do carvão
nacional). Para defender a produção brasileira, principalmente de Santa Catarina, o
governo obrigava, até 1991, o uso do carvão nacional na proporção de 40% do
consumo nas siderúrgicas.

ELETRICIDADE

A energia elétrica é um dos fatores básicos para o desenvolvimento de um
país. Isso tanto é verdade que, se observarmos os países desenvolvidos, notaremos
que o consumo de energia elétrica por pessoa será bastante alto em relação aos
países menos desenvolvidos.
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A energia elétrica pode provir de três fontes: usinas hidrelétricas,
termoelétricas e nucleares.
As usinas hidrelétricas aproveitam energia potencial da água (queda d’água).
As usinas termoelétricas aproveitam a energia resultante da queima de óleos,
carvão mineral, carvão vegetal, lenha etc.
As usinas nucleares utilizam o urânio.
O Brasil, tendo a constituição hidrográfica importante e, em sua maioria, de
rios de planaltos, possui também um alto potencial hidrelétrico, que é de
150.000.000 kw, colocando-se em 3º lugar neste particular, após a Rússia e o
Canadá.
A distribuição do potencial hidrelétrico por bacias hidrográficas apresenta-se
na seguinte ordem: Bacia Amazônica; Bacia do Paraná; Bacia do Leste e Bacia do
São Francisco.
Embora esse potencial seja alto, a capacidade de produção instalada era de
8.828.400 kw (1970).
Quanto à termoelétrica, o Brasil possui capacidade de produção instalada de
2.405.000 kw (1970), aproveitando como matérias-primas o petróleo, carvão
mineral e a lenha.
Essa predominância de usinas hidrelétricas é fácil de compreender, se
atentarmos para os grandes recursos hidrográficos do Brasil, de um lado, e
pequenos recursos em petróleo e carvão mineral, por outro lado. Se bem que a
opção para instalar uma usina leve em consideração outros fatores, tais como: tipo
de consumo de eletricidade durante o ano, quantidade de consumo, custo de
instalações etc.
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O elevado potencial hidrelétrico dos rios brasileiros (aproximadamente
200.000.000 kw) explica que a geração de eletricidade no país seja proveniente,
principalmente, de usinas hidrelétricas (93,68%) e apenas 6,32% de origem
termoelétrica.
Em 1998 ocorreu a privatização das subsidiárias da Eletrobrás.


NUCLEAR





Vantagens e Desvantagens do Uso da Energia Nuclear
Vantagens:
• permite grande concentração energética;
• independe dos fatores meteorológicos;
• há flexibilidade na localização das usinas;
• produz reduzida poluição atmosférica.
Desvantagens:
• o custo inicial de implantação é alto;
• segurança - há perigo de defeitos técnicos, sabotagens etc.;
• produz resíduos radioativos (o lixo nuclear);
• o preço da energia é elevado.
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Usinas Nucleares
A Nuclebrás previa a construção de diversas usinas nucleares na Brasil.
Usina de Angra dos Reis – Unidade I (Almirante Álvaro Alberto) – é a primeira usina
do Complexo Angra dos Reis, situada na Praia de Itaorna. Foi inaugurada no início
de abril de 1982, já fornecendo energia elétrica ao sistema de transmissão das
Centrais Elétricas de Furnas.
Usina de Angra dos Reis II e III – estas usinas resultam do acordo de cooperação
firmado com a República Federal da Alemanha, enquanto Angra I é usina de
fabricação norte-americana (Westinghouse).
Em 1999, o presidente Fernando Henrique colocou fim ao programa nuclear
brasileiro.
As usinas Angra I e Angra II são do tipo PWR (a água pressurizada). Veja abaixo
uma representação da Usina Angra I.



O vaso de pressão contém a água de refrigeração do núcleo do reator. Essa
água circula quente por um gerador de vapor, em circuito fechado, chamado de
circuito primário. A outra corrente de água que passa por esse gerador (circuito
secundário) transforma-se em vapor, acionando a turbina para a geração de
eletricidade. Os dois circuitos não têm comunicação entre si.

Biocombustíveis - Um Salto Para O Futuro
Além da melhoria do diesel e da gasolina, a Petrobrás também avança
rapidamente na área de biocombustíveis. A Companhia hoje compra toda a
produção de biodiesel negociada nos leilões da Agência Nacional de Petróleo, Gás
Natural e Biocombustíveis (ANP), repassando-a às distribuidoras, que fazem a
mistura de 2% ao diesel convencional.
O Abastecimento está participando ainda de um plano altamente desafiador,
que é a exportação crescente de etanol: já exportamos o produto para a
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Venezuela, há previsões de vendas para a Nigéria e estamos avançando nas
negociações com outros países, entre os quais a Coréia do Sul, China, Índia e os
EUA. Para analisar a viabilidade de implantação do etanol no Japão, a Petrobrás
firmou uma parceria com a estatal japonesa de petróleo. Enfim, a Petrobrás tem
um papel de destaque na exportação de etanol.

Bush quer álcool para reduzir dependência dos EUA da gasolina
09/03/2007

Os presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush,
e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciaram
nesta sexta-feira a assinatura de um memorando de
cooperação tecnológica entre os dois países para a
produção de biocombustíveis, como o álcool e o
biodiesel. Bush defendeu o consumo do álcool como
substituto da gasolina.


H-Bio – Mas o grande salto foi, sem dúvida, o desenvolvimento de uma nova
tecnologia de refino, que possibilita a adição de óleo vegetal ao óleo mineral antes
de ser processado nas unidades de tratamento das refinarias. Esta tecnologia
resultou no H-Bio, um diesel de excelente qualidade, baixo teor de enxofre e maior
índice de cetano, desenvolvido pelo Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes) em
parceria com o Abastecimento.
O H-Bio já foi testado na Refinaria Gabriel Passos (Regap) e na Refinaria
Presidente Vargas (Repar) e, até setembro, passará por testes na Refinaria Alberto
Pasqualini (Refap). A meta é iniciar a produção em escala industrial primeiramente
na Regap e, ainda em 2007, nas outras duas refinarias.
“Com a entrada da Refinaria de Paulínia (Replan) e da Refinaria Duque de
Caixas (Reduc) no processo produtivo, em 2008 estaremos processando cerca de
425 mil m3/ano de óleo vegetal, possibilitando uma redução de até 25% nas
importações de diesel (que representam 10% do total consumido no país)”, calcula
Paulo Roberto Costa. “Melhor ainda: estaremos ofertando um produto de alta
qualidade, que também influirá na redução das emissões das refinarias e dos
veículos automotores”, finaliza.
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EVOLUÇÃO INDUSTRIAL


1ª Fase (até 1808)
Não havia uma indústria brasileira. A atividade industrial resumia-se na
produção de tecidos grosseiros e raros artigos de natureza artesanal.

2ª Fase (após 1808)
Passa a ocorrer a liberação da atividade industrial que até então havia sido
proibida pela metrópole. Começavam a surgir alguns setores de necessidade
imediata e de menores custos de capitais, tais como de produtos alimentícios,
têxteis, de artefatos de couro e material de construção. A partir de 1889, o governo
passa a tomar medidas protecionistas no intuito de defender a indústria nacional da
concorrência externa.
1941 – O presidente Getúlio Vargas assina, em 9 de abril, o decreto para a criação
da Companhia Siderúrgica Nacional - CSN. Dez anos antes, havia sido criada a
Comissão Militar de Estudos Metalúrgicos.
1946 – É aceso o Alto-Forno I e inaugurada oficialmente a Usina que, a partir de
1961, seria denominada Usina Presidente Vargas. Neste mesmo ano, as Minerações
Casa de Pedra, em Congonhas (MG), e Arcos, em município do mesmo nome,
também em Minas Gerais, são incorporadas à CSN, assegurando-lhe auto-
suficiência em minério de ferro e em fundentes, calcário e dolomita,
respectivamente.

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3ª Fase (após 1953)
A partir de nova orientação governamental, observamos a grande aplicação
de capital estrangeiro, o planejamento da infra-estrutura e a instalação de setores
básicos, como o da indústria automobilística, construção naval, mecânica e química.
Criada em 1953 pelo governo de Getúlio Vargas, a Petrobrás é hoje uma das
vinte maiores empresas petrolíferas do mundo. Depois de mais de 40 anos de
monopólio, a Petrobrás passou a competir com outras empresas estrangeiras em
1997, quando o governo abriu as atividades da indústria petrolífera à iniciativa
privada. A partir daí foram criadas a Agência Nacional do Petróleo - ANP,
responsável pela regulação, fiscalização e contratação das atividades do setor e o
Conselho Nacional de Política Energética, órgão encarregado de formular a política
pública de energia.
Em 2005, a Petrobrás obteve lucro de 23,7 bilhões de reais e é o maior da
história da empresa, além do maior lucro já registrado por uma companhia da
América Latina de capital aberto. O valor equivale a um crescimento de 40% em
relação ao ano anterior. O aumento da produção de petróleo, maior carga
processada de óleo pesado nacional, maior utilização da capacidade de refino e
aumento de preços são alguns dos responsáveis pelo resultado recorde. Seus
sucessivos lucros são um dos grandes pilares na manutenção do superávit primário
brasileiro.
Em 2006 a Petrobrás entrou para o seleto grupo das empresas que têm um
valor de mercado em bolsa superior a 100 bilhões de dólares.
A Petrobrás é referência internacional na exploração de petróleo em águas
profundas.
A terceira fase, iniciada após 1953, perdurou pelos governos de Juscelino
Kubitschek, João Goulart e governos militares, quando grandes investimentos
estrangeiros foram feitos no Brasil com a vinda de multinacionais do mundo todo
(na última etapa, inclusive do Japão).
O processo de industrialização vinha sendo direcionado, desde a ditadura
Vargas, para a concentração espacial em São Paulo. No governo de Ernesto Geisel,
estabeleceu-se uma política de descentralização espacial das indústrias, na
tentativa de atraí-las para outros centos. Surge assim o Plano Siderúrgico Nacional,
criando novos pólos em outros pontos do Brasil, como Salvador/BA e Porto
Alegre/RS.
Os anos 80 vão assistir a um processo de crise do crescimento industrial,
causado pela alta da taxa de juros internacional, bem como pela crise da dívida
externa que forçou o país a reduzir salários e desvalorizar a moeda num esforço de
exportação. Passou-se por um período conhecido como estagflação no qual, ao
mesmo tempo em que a economia não crescia, a inflação corroia o poder de
compra dos consumidores, impedindo a modernização e a retomada do crescimento
industrial.
O fim do processo de estagflação só vai findar nos anos 90, quando a questão
da dívida é renegociada. Entramos numa nova fase em que se estabelece a
abertura às importações. Se, por um lado, isto permite o reaparelhamento de
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muitos setores industriais pela importação de maquinário, por outro lado, prejudica
o desenvolvimento de diversos setores de base, devido à concorrência às vezes
desleal dos produtos importados, podendo gerar desemprego.

4ª Fase (após 1990)
Caracteriza-se pelas privatizações e por um processo de descentralização do
parque industrial.
O crescimento menor de São Paulo deve-se ao processo de centralização
industrial.
Devido à entrada de industrializados importados e à retratação do mercado
internacional, houve uma redução da produção e do emprego industrial nos últimos
anos.


OS GRANDES CENTROS INDUSTRIAIS DO BRASIL

Em 1930 o governo estabelece planos para substituir paulatinamente os
produtos manufaturados importados. Durante a 2ª Guerra Mundial são criados
novos setores de indústria pesada, empregando-se, em geral, equipamentos de
segunda mão.

SÃO PAULO
Já vimos que é na Região Sudeste onde se encontra a maior e mais
importante concentração industrial do país, cujo maior destaque é o Estado de São
Paulo.
A maior concentração industrial do Estado de São Paulo encontra-se na
Grande São Paulo, formada pelo município e mais 39 municípios vizinhos.
A Grande São Paulo é um centro poliindustrial e constitui o maior parque
industrial do Brasil e da América Latina. Além do município de São Paulo, merecem
destaques vários outros municípios de grande importância industrial, tais como:
ABCDMR, ou seja, pela ordem: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano
do Sul, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires. Além desses, destacam-se também:
Osasco, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Suzano e outros.
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No Estado de São Paulo, além da Grande São Paulo, encontramos
importantes centros industriais, normalmente situados ao longo dos principais eixos
rodoviários ou rodoferroviários, tais como:
Anhangüera – Campinas, Americana, Limeira, Piracicaba, Ribeirão Preto.
Dutra – Jacaraí, São José dos Campos, Taubaté etc.
Washington Luís – Rio Claro, São Carlos, Araraquara, São José do Rio Preto etc.
Marechal Rondon – Bauru, Lins.
Raposo Tavares – Sorocaba, Itapetininga, Presidente Prudente.
Anchieta – Cubatão, Santos.

RIO DE JANEIRO



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No Estado do Rio de Janeiro, a maior concentração industrial encontra-se na
Grande Rio (centro poliindustrial, alimentício e farmacêutico).
Além da capital, destacam-se centros monoindustriais, como: Petrópolis e
Nova Friburgo (têxtil); Volta Redonda e Barra Mansa (siderurgia); Campos (açúcar)
etc.
No Rio de Janeiro está concentrada a maior indústria naval do país.

MINAS GERAIS
Em Minas Gerais, devido à abundância de recursos minerais (ferro,
manganês, ouro, alumínio etc.), desenvolveu-se um grande centro metalúrgico e
siderúrgico localizado não só na Grande Belo Horizonte (Belo Horizonte, Sabará,
Nova Lima, Contagem, Betim), mas também em municípios como Mariana, Santa
Bárbara, Itabirito (zona metalúrgica), além de Juiz de Fora e outros.

OUTROS

RIO GRANDE DO SUL
Destaca-se a capital como centro poliindustrial e, centros periféricos, como
Esteio, Canoas e Gravataí. Destacam-se ainda: Caxias (vinho), Nova Hamburgo
(couros, calçados), Pelotas (alimentos, carnes).

PARANÁ
Destaques para a capital (móveis, alimentos, indústria automobilística), Ponta
Grossa e Guarapuava (madeira).

NORDESTE
No Nordeste, a iniciativa oficial, por meio de incentivos principalmente da
Sudene, possibilitou a implantação de vários parques industriais, geralmente
localizados nas capitais dos principais Estados.

RECIFE
Destaque para o distrito industrial do Cabo, além de núcleos industriais como
Paulista, Corado, Jaboatão e São Lourenço da Mata.

SALVADOR
Destaque para os distritos industriais de Aratu (siderurgia – Usiba) e
Camaçari (pólo petroquímico).
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AS INDÚSTRIAS TRADICIONAIS




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As indústrias tradicionais compreendem vários ramos, tais como: alimentício,
têxtil, madeireiro, bebidas, couro, calçados, móveis, fumo etc.
A maior concentração dessas indústrias encontra-se no Estado de São Paulo,
que participa com 40% do total. No caso do Brasil, os dois setores mais
importantes são o alimentício e o têxtil.

Indústria Alimentícia
A indústria alimentícia abrange diversos ramos, tais como: farinha, massas,
laticínios, conservas, carnes, óleos e gorduras, bebidas, doces, açúcar etc.
Juntamente com a indústria têxtil, está entre as primeiras indústrias criadas no
país.
Sua implantação efetiva ocorreu na segunda metade do século XIX, apoiada
principalmente nos capitais gerados pela economia cafeeira e na mão-de-obra
imigrante. No início do século XX, esta indústria atinge a auto-suficiência e sofre
grande expansão do mercado consumidor, a partir da década de 30 e
principalmente na década de 50, com a grande expansão urbana.
Continua sendo a mais importante indústria do país, ocupando o 1º lugar em
número de estabelecimentos, pessoal ocupado e em valor de produção.
Embora apareça disseminada por quase todo o território nacional, é na Região
Sudeste e, dentro desta região, no Estado de São Paulo, que se verifica a sua maior
concentração. Além de São Paulo, as concentrações mais importantes encontram-
se nas principais metrópoles do país, como: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto
Alegre, Recife, Salvador etc.

Alguns Destaques
Carnes (frigoríficos): Araçatuba, Barretos, Uberlândia, Rio Grande, Pelotas,
Campo Grande.
Bebidas: Ribeirão Preto, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Jundiaí, São Roque.
Laticínios: Araras, Guaratinguetá, Três Corações.
Açúcar (usinas): Campos, Piracicaba, Maceió.

Indústria Têxtil
A indústria têxtil, também instalada na segunda metade do século XIX, teve
seu crescimento e expansão baseados no crescimento populacional e conseqüente
expansão do mercado consumidor.
Sofreu grande expansão a partir da década de 40, devido ao bloqueio das
importações (2ª Guerra), o que liberou o mercado interno para a produção nacional
e, ao mesmo tempo, fez com que conquistasse alguns mercados externos (Europa,
América Latina).
Na década de 50, este setor sofre certa retração, em virtude de a maior
atenção governamental estar voltada para os setores dinâmicos da indústria. A
partir de 1967, ocorre certa dinamização do setor com a expansão do mercado
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interno e das exportações. Entre 1972/73, o aumento das exportações de tecidos
foi de 100%.
A indústria têxtil, a exemplo da alimentícia, apresenta-se disseminada por
grande parte do país e coloca-se também entre as mais importantes do país em
pessoal ocupado (5ª, em 1990) e em valor de produção (7ª, em 1990). As maiores
concentrações aparecem em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de
Janeiro e Região Nordeste (Recife, Salvador etc.).

AS INDÚSTRIAS DINÂMICAS



As indústrias dinâmicas correspondem, de modo geral, àquelas que,
produzindo bens de produção, são responsáveis pela dinamização das demais
indústrias e, em conseqüência, da própria atividade industrial. Por indústrias
dinâmicas podemos entender diversos ramos, tais como: siderurgia, mecânica,
naval, química etc.
A maior concentração dessas indústrias encontra-se no Estado de São Paulo,
que participa com 40% do total. No caso do Brasil, os dois setores mais
importantes são o alimentício e o têxtil.

Indústria Siderúrgica

Foi somente a partir de 1917 que se instalou no país a indústria siderúrgica,
por iniciativa da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, localizada inicialmente em
Sabará (MG) e depois em João Monlevade (MG). Aproveitando a abundância de
minério de ferro existente em Minas Gerais, outras siderúrgicas foram instalando-se
na região e, durante muito tempo, esse Estado foi o único centro siderúrgico do
país. As causas que retardaram a implantação da siderurgia no Brasil foram:
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a) escassez de carvão mineral;
b) falta de mão-de-obra;
c) falta de capitais;
d) ausência de indústrias capazes de consumir a produção.

A partir de 1942, a siderurgia tomou grande impulso com a instalação da
Companhia Siderúrgica Nacional (ex-empresa estatal), na localidade de Volta
Redonda, no Vale do Paraíba fluminense. A sua localização obedeceu:
a) à situação intermediária entre as jazidas de carvão (SC) e as áreas
produtoras de minério de ferro (MG);
b) o ponto de encontro entre a Central do Brasil e a Rede Mineira de Viação;
c) à proximidade dos maiores centros industriais e consumidores do país: São
Paulo e Rio de Janeiro;
d) à abundância de energia elétrica;
e) à maior disponibilidade de mão-de-obra.

Tendo iniciado sua instalação em 1942, a CSN entrou em produção a partir de
1946, representando o marco da indústria de base no país e abrindo novas
perspectivas para o desenvolvimento industrial.
A elevada taxa de crescimento alcançado por este setor deve-se a vários
fatores, tais como:
a) desenvolvimento das atividades industriais de base, que passaram a consumir
a produção siderúrgica (naval, automobilística, mecânica etc.);
b) rápido desenvolvimento do setor de construção civil;
c) grande apoio governamental;
d) aumento do consumo de produtos industrializados.

O principal problema que afeta a indústria siderúrgica é o fornecimento de
matérias-primas (carvão mineral), sendo, por isso, muito grande o consumo de
carvão vegetal.

Os Grupos Siderúrgicos

Para fins didáticos, podemos reunir as usinas siderúrgicas do Brasil em três
grupos principais:

Grupo Siderúrgico Mineiro
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Usiminas - localizada em Ipatinga, no Vale do Rio Doce.
Acesita – localizada em Itabira.
Companhia Belgo-Mineira - com instalações em Sabará e João Monlevade.
Companhia Siderúrgica Mannesman - localizada em Belo Horizonte.

Grupo Siderúrgico Paulista
Cosipa - localizada em Piaçagüera (município de Cubatão).
Aços Villares – localizada em São Caetano do Sul.
J.L. Aliperti e Aços Anhangüera-SP.

Grupo Siderúrgico do Rio de Janeiro
Companhia Siderúrgica Nacional - localizada em Volta Redonda.
Companhia Siderúrgica Barra Mansa - localizada em Barra Mansa.
Cosigua - localizada na cidade do Rio de Janeiro.

Outras siderúrgicas
Companhia Ferro e Aço de Vitória (Cofavi) - localizada em Vitória (ES).
Companhia Siderúrgica do Nordeste (Cosinor) – localizada em Pernambuco.
Usina Siderúrgica da Bahia (Usiba) – localizada em Aratu (BA).
Aços Finos Piratini – localizada em Canoas (RS).
Siderúrgica da Amazônia (Siderama) – localizada em Manaus (AM).

Observações
1) 94% da produção siderúrgica concentra-se no Sudeste.
2) As maiores produções siderúrgicas são obtidas pela Usiminas, CSN e Cosipa.
3) Em 1973 foi criada a Siderbrás (Siderúrgica Brasileira S/A), a fim de funcionar
como planejadora e integralizadora e de gerar empreendimentos siderúrgicos
com participação governamental.
4) Na década de 90 houve a privatização das siderúrgicas estatais.

Consumo per capita de aço no Brasil
O consumo aparente per capita de aço é um dos indicadores do
desenvolvimento econômico de um país.
Na América Latina, o Brasil ocupa o 1º lugar na produção de aço, seguido por
México, Argentina e Chile. Entretanto, se levarmos em conta o consumo aparente
per capita, o Brasil é superado pela Venezuela, Argentina e Chile.
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Atualmente, o governo leva adiante um processo de privatização das
companhias siderúrgicas, como a Cosipa, a Usiminas, a CSN, visando com isso
passar para o setor particular várias empresas que oneravam a balança de
pagamento. Tal processo, levado a cargo pelo BNDES, vem-se intensificando desde
1990.

Indústria Automobilística
Histórico
Durante a 2ª Guerra Mundial, devido às dificuldades de importação de peças
de reposição, o Brasil passou a produzi-las no próprio país, originando, assim, a
indústria de autopeças.
Posteriormente, devido à liberação da importação de veículos e peças, a
nascente indústria de autopeças do Brasil quase sucumbiu, mas isso não ocorreu
porque em 1952 o governo passou a proibir a importação de peças que já
possuíssem similares no Brasil.
Em 1953, o governo proibiu a importação de veículos a motor completos e
montados, porque o Brasil já possuía linhas de montagem instaladas no país.
Em 1956, com a criação, pelo governo, da Geia – Grupo Executivo da
Indústria Automobilística - implanta-se definitivamente a indústria automobilística
no país. A primeira indústria automobilística implantada no Brasil foi a Vemag
(1956) e, a seguir, a Volkswagen do Brasil (1958), visando a estimular o
desenvolvimento e os investimentos no setor.

A produção da indústria automobilística
A produção automobilística sofreu um grande crescimento desde 1958,
colocando-se, atualmente, entre as dez maiores do mundo, sendo superada pelos
seguintes países: Japão, EUA, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Canadá e Coréia
do Sul.
As principais empresas automobilísticas são:
Volkswagen do Brasil – SP / RJ;
General Motors do Brasil – SP;
Ford do Brasil – BA / SP;
Mercedes-Benz do Brasil - MG;
Fiat do Brasil – MG;
Volvo do Brasil – PR;
Audi e Renault – PR;
Mitsubishi – GO;
Kia, Hyundai e Ásia Motors – BA.

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Exercícios de fixação de conteúdos

1 - No setor petrolífero, com a entrada em funcionamento da plataforma flutuante
P-50, o Brasil chegou, ainda em 2006, à:
a) auto-suficiência na produção de petróleo.
b) liderança mundial da produção de petróleo leve.
c) liderança latino-americana da produção de petróleo leve.
d) liderança regional da exportação de petróleo leve.
e) exploração de petróleo off-shore, em águas profundas.
Resposta: A
Como vimos em nossa aula, no ano de 2006 a Petrobrás declarou que o Brasil
tornou-se auto-suficiente na produção de petróleo.
Desde a década de 80, a Petrobrás vem fazendo prospecções, primeiro na
plataforma continental (até 200 metros). Nos anos 90 a exploração passou a ser no
talude continental (500 a 2.000 metros de profundidade), e, nos dias de hoje, já
atingimos 2.700 metros de profundidade.

2 - Embora não seja um grande produtor mundial de petróleo, o Brasil é auto-
suficiente e as áreas produtoras mais importantes estão localizadas:
a) No Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte;
b) Na Bahia e São Paulo;
c) Na Amazônia e Rio Grande do Sul;
d) No Ceará e Paraíba;
e) No Espírito Santo e Paraná.
Resposta: A
A exploração do petróleo no Rio de Janeiro representa 80% da produção
nacional e, logo em seguida, vem o Rio Grande do Norte. Ambas as áreas
produtoras estão na plataforma continental, atingindo mais de 2.000 metros de
profundidade.

3 - Escondida durante muito tempo pela Floresta Amazônica, a descoberta da
província mineral de Carajás possibilitou a exploração, exportação e beneficiamento
de minerais de ferro, manganês e alumínio, impondo transformações importantes
no território do estado:
a) Do Amazonas;
b) Do Maranhão;
c) Do Pará;
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d) Do Amapá;
e) De Rondônia.
Resposta: C
Essa província mineralógica é a Serra dos Carajás, que se situa no centro-sul
do Pará. O minério é transportado pela Estrada de Ferro Carajás até o Porto de
Itaqui, no Maranhão (Ponta-da-Madeira), de onde será exportado.

4 - Constituem áreas importantes de exploração mineral no Brasil, exceto:
a) Carajás, no estado do Pará.
b) Maciço de Urucum, no Mato Grosso do Sul.
c) Quadrilátero Central de Minas Gerais.
d) Oriximiná, no Pará.
e) Zona da Mata nordestina.
Resposta: E
A Zona da Mata nordestina não apresenta nenhuma área de importância
vinculada à produção mineral.

5 - Assinale a alternativa onde apareçam dois produtos que ocupam lugar de
destaque entre as exportações brasileiras:
a) Xisto, prata, ferro e cobre.
b) Ferro, urânio, zinco e manganês.
c) Mercúrio, petróleo, bauxita e carvão.
d) Carvão, xisto, bauxita e zircônio.
e) Chumbo, gás natural, alumínio e cobre.
Resposta: B
A alternativa “B” destaca dois dos minérios brasileiros mais explorados e
exportados: ferro e manganês.

6 - Associe as duas colunas e depois assinale a alternativa correta:
I - Serra dos Carajás ( ) Cassiterita
II - Vale do rio Trombetas ( ) Bauxita
III - Bacia de Campos ( ) Ferro
IV - Vale do rio Madeira (RO)
V - Região de Araxá

Não há correspondência para os itens:
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a) I e III.
b) II e V.
c) III e V.
d) IV e III.
e) V e II.
Resposta: C
Vejamos qual a correspondência certa.
I – Serra dos Carajás – Ferro;
II – Vale do Rio Trombetas – Bauxita;
IV – Vale do Rio Madeira (RO) - Cassiterita.
A bacia de Campos e a região de Araxá são importantes áreas de ocorrência e
produção, respectivamente, de petróleo e de minério de nióbio, e não dos produtos
destacados na questão.
Logo, os itens para os quais não há correspondência são os itens III e V, que
correspondem à letra “C”, que é a resposta da questão.

7 – “As jazidas brasileiras estão entre as maiores do mundo e a sua exploração
econômica é destacada na região Sudeste, que além de suprir o consumo das
indústrias de base nacionais conta com excedente destinado à exportação. Hoje,
outra região supera tais jazidas e organiza-se para a exportação do minério”. O
minério e a região mencionados no texto são provavelmente:
a) O alumínio e a região Sul.
b) O alumínio e a região Nordeste.
c) O manganês e a região Centro-Oeste.
d) O ferro e a região Centro-Oeste.
e) O ferro e a região Norte.
Resposta: E
Fora dos limites do Sudeste, a área que se destaca como a mais importante
em ocorrência de minério de ferro é a de Carajás, na região Norte. Portanto, a
resposta da questão é a assertiva “E”.

8 - Na última década, a ampliação das reservas e da extração de petróleo no Brasil
foi possibilitada pela descoberta de novos campos localizados principalmente nas
bacias sedimentares:
a) Do Amazonas.
b) Da plataforma continental.
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c) Do Planalto Atlântico.
d) Do Meio-Norte.
e) Do Recôncavo Baiano.
Resposta: B
As últimas décadas foram marcadas pela descoberta de expressivas reservas
de petróleo e ampliação da produção na plataforma continental ou marítima do
Brasil.

9 – “É a mais extensa das três bacias que formam a grande Bacia Platina. Possui o
maior potencial hidrelétrico instalado no Brasil e a maior usina até hoje construída
no mundo”.
O trecho acima citado refere-se à bacia do:
a) Uruguai.
b) Paraguai.
c) Itajaí.
d) Paraná.
e) Jacuí.
Resposta: D
A bacia do Paraná é a mais extensa das que constituem a bacia Platina
(Paraguai, Paraná e Uruguai) e a que apresenta o maior potencial hidrelétrico do
Brasil, bem como a maior usina até hoje construída no mundo, a Usina de Itaipu.

10 - Antônio Conselheiro, o líder da rebelião de Canudos, profetizou: “O sertão vai
virar mar e o mar vai virar sertão”. Sá e Guarabyra, na música Sobradinho,
mostram que o sertão já virou “mar”, inundando as cidades de Remanso, Casa
Nova, Sento Sé e Pilão Arcado. Assinale a alternativa que indica o rio represado
para a construção do reservatório de Sobradinho e o estado brasileiro onde se
localiza essa represa:
a) Rio Parnaíba, Ceará.
b) Rio Jaguaribe, Rio Grande do Norte.
c) Rio São Francisco, Pernambuco.
d) Rio Parnaíba, Piauí.
e) Rio São Francisco, Bahia.
Resposta: E
A hidrelétrica destacada na formulação, Sobradinho, localiza-se no rio São
Francisco, na Bahia.

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11 - Dentre os recursos minerais do Brasil, destacam-se o minério de ferro, o
manganês e o alumínio. A produção de um destes recursos atende tanto ao
mercado interno como ao externo; porém, em uma das jazidas, toda a produção
obtida é exportada. Assinale a alternativa que indica o recurso mineral, a
localização da jazida e o país importador.
a) Minério de ferro, Maciço do Urucum, Japão.
b) Alumínio, Serra de Carajás, Estados Unidos.
c) Manganês, Serra do Navio, Estados Unidos.
d) Minério de ferro, Serra do Navio, Alemanha.
e) Manganês, Quadrilátero Ferrífero, Japão.
Resposta: C
O Brasil tem parte de seu território constituído por terrenos pré-cambrianos
em núcleos cristalinos, compostos por rochas metamórficas ricas em recursos
minerais. Alguns desses recursos são abundantes, como o ferro, o manganês e a
bauxita. O Brasil é produtor, consumidor e exportador desses recursos, com várias
jazidas em produção.
A região apresentada no enunciado da questão é a Serra do Navio, no
Amapá, onde todo manganês era destinado à exportação aos EUA.
Devemos lembrar que, desde o início de 1998, a referida região da Serra do
Navio foi desativada, tendo sido encerradas suas atividades devido ao esgotamento
da jazida. Até a Estrada de Ferro do Amapá parou de funcionar, e a mineradora
ICOMI deixou de atuar nesse Estado.

12 - Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente vivi em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas...
Carlos Drummond de Andrade.
Os versos acima se referem à cidade de Itabira,
a) situada no Quadrilátero Ferrífero, tendo Ponta da Madeira (Itaqui) como porto
exportador.
b) localizada na importante jazida de ferro de Carajás, uma das maiores reservas
minerais do mundo.
c) produtora de ferro e carvão, servida pela energia elétrica de Furnas e Trombetas.
d) situada na mais antiga área de exploração do minério de ferro no Brasil, em
região de escudo cristalino.
e) localizada no principal corredor de exportação de ferro e carvão do Brasil, tendo
Paranaguá como porto exportador.
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Resposta: D
Itabira está localizada no Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, entre as
cidades de Belo Horizonte, Mariana e Santa Bárbara. É a mais importante área
produtora de minério de ferro, que é escoado pela E.F. Vitória-Minas até o porto de
Tubarão (ES). Uma parte desse minério tem consumo local.
A Usiminas, importante siderúrgica Brasileira, está instalada em Itabira.
Como vimos em nossa aula, ao tratarmos da indústria siderúrgica no Brasil, as
primeiras indústrias siderúrgicas do Brasil foram instaladas em Minas Gerais.
Portanto, Minas Gerais possui a mais antiga área de exploração de minério de ferro
do Brasil. Durante muito tempo esse Estado foi o único centro siderúrgico do país.

13 - Observe o mapa a seguir:



As áreas assinaladas com as letras A e B se destacam como:
a) áreas de maior amplitudes de maré, devido à presença de ventos constantes;
b) principais áreas produtoras de sal e petróleo no Brasil;
c) áreas de menor e maior pluviosidade do país;
d) principais áreas produtoras de cacau e pescado do país;
e) áreas onde a vegetação complexa de mangue é mais expressiva.
Resposta: B
As áreas A e B do mapa, que representam, respectivamente, o Rio Grande do
Norte e o Rio de Janeiro, destacam-se pela produção de petróleo e sal.






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14 -


A partir do gráfico e dos conhecimentos gerais sobre o balanço energético
brasileiro nos anos indicados pode-se afirmar que:
a) a substituição do petróleo pelo carvão mineral, como insumo energético no Sul e
SE, explica a redução do primeiro e o crescimento dobrado do segundo;
b) o programa nacional de substituição da gasolina pelo álcool explica por que o
consumo dos derivados de cana-de-açúcar foi o que mais cresceu no período, em
termos comparativos;
c) o esgotamento das principais jazidas petrolíferas do globo e a baixa produção
nacional – inferior a 20% da demanda – são as principais justificativas da posição
secundária do petróleo no ano de 1994;
d) a queda acentuada do consumo de lenha é uma decorrência do processo
acelerado de urbanização, de eletrificação rural e de sua substituição, nas
residências, pelo gás liquefeito de petróleo (GLP);
e) o salto verificado no consumo de energia hidráulica está relacionado aos
investimentos recebidos pelo Estado, que optou apenas por essa fonte, rejeitando o
petróleo e a energia nuclear, por serem nocivos ao ambiente.
Resposta: D
A partir dos anos 70, o processo desenvolvimentista adotado pelo governo
promoveu a implantação de uma matriz energética com base na energia hidráulica,
no petróleo, no carvão mineral e nas fontes alternativas, como álcool combustível e
energia nuclear.
O objetivo era promover a expansão da infra-estrutura que alavancava os
setores mais dinâmicos da produção e apoiar o rápido crescimento urbano e de
suas atividades.
A alternativa A é falsa, pois o carvão mineral não é tão utilizado no Sudeste.
A alternativa C é falsa, pois a produção nacional de petróleo supera 60% da
demanda.
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A alternativa D está certa, pois a dinâmica econômica recente do país leva a
uma diversificação de emprego de fontes energéticas. Hoje em dia é raro o uso, em
residências, de fogões à lenha.
A alternativa E está errada, pois o governo brasileiro investe nos setores
energéticos, como petróleo e energia nuclear.

15 - A criação de indústrias na Região Norte, sobretudo em Manaus, está ligada:
a) à presença de matérias-primas e vegetais;
b) à oferta de abundante mão-de-obra especializada;
c) às necessidades do mercado consumidor local em expansão;
d) às obras de infra-estrutura básica, tais como estradas e usinas hidrelétricas;
e) à política de incentivos fiscais estabelecida pelo governo federal.
Resposta: E
A criação de indústrias na Região Norte está ligada aos incentivos fiscais do
governo federal, principalmente com a Criação da SUFRAMA e da Zona Franca.


Caros alunos, esta seria a nossa última aula. Porém resolvi preparar mais
uma aula relacionada a diversas áreas da cultura mundial e brasileira, como
Pintura, Escultura, Arquitetura, Gravura, Música, Cinema, Literatura, e tantos
outros temas. Isso porque sei que muitos não conhecem bem esses temas, ou não
tem tempo para leitura, devido ao trabalho, etc.
Fiquem certos de que estão bem preparados! Procurem fazer uma revisão
das aulas dadas, e não parem com as leituras diárias.

Um abraço a todos, e felicidades!


Prof. Lino Pires.
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38
LISTA DOS EXERCÍCIOS COMENTADOS NESTA AULA

1 - No setor petrolífero, com a entrada em funcionamento da plataforma flutuante
P-50, o Brasil chegou, ainda em 2006, à:
a) auto-suficiência na produção de petróleo.
b) liderança mundial da produção de petróleo leve.
c) liderança latino-americana da produção de petróleo leve.
d) liderança regional da exportação de petróleo leve.
e) exploração de petróleo off-shore, em águas profundas.

2 - Embora não seja um grande produtor mundial de petróleo, o Brasil é auto-
suficiente e as áreas produtoras mais importantes estão localizadas:
a) No Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte;
b) Na Bahia e São Paulo;
c) Na Amazônia e Rio Grande do Sul;
d) No Ceará e Paraíba;
e) No Espírito Santo e Paraná.

3 - Escondida durante muito tempo pela Floresta Amazônica, a descoberta da
província mineral de Carajás possibilitou a exploração, exportação e beneficiamento
de minerais de ferro, manganês e alumínio, impondo transformações importantes
no território do estado:
a) Do Amazonas;
b) Do Maranhão;
c) Do Pará;
d) Do Amapá;
e) De Rondônia.

4 - Constituem áreas importantes de exploração mineral no Brasil, exceto:
a) Carajás, no estado do Pará.
b) Maciço de Urucum, no Mato Grosso do Sul.
c) Quadrilátero Central de Minas Gerais.
d) Oriximiná, no Pará.
e) Zona da Mata nordestina.

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5 - Assinale a alternativa onde apareçam dois produtos que ocupam lugar de
destaque entre as exportações brasileiras:
a) Xisto, prata, ferro e cobre.
b) Ferro, urânio, zinco e manganês.
c) Mercúrio, petróleo, bauxita e carvão.
d) Carvão, xisto, bauxita e zircônio.
e) Chumbo, gás natural, alumínio e cobre.

6 - Associe as duas colunas e depois assinale a alternativa correta:
I - Serra dos Carajás ( ) Cassiterita
II - Vale do rio Trombetas ( ) Bauxita
III - Bacia de Campos ( ) Ferro
IV - Vale do rio Madeira (RO)
V - Região de Araxá
Não há correspondência para os itens:
a) I e III.
b) II e V.
c) III e V.
d) IV e III.
e) V e II.

7 - "As jazidas brasileiras estão entre as maiores do mundo e a sua exploração
econômica é destacada na região Sudeste, que além de suprir o consumo das
indústrias de base nacionais conta com excedente destinado à exportação. Hoje,
outra região supera tais jazidas e organiza-se para a exportação do minério”. O
minério e a região mencionados no texto são provavelmente:
a) O alumínio e a região Sul.
b) O alumínio e a região Nordeste.
c) O manganês e a região Centro-Oeste.
d) O ferro e a região Centro-Oeste.
e) O ferro e a região Norte.

8 - Na última década, a ampliação das reservas e da extração de petróleo no Brasil
foi possibilitada pela descoberta de novos campos localizados principalmente nas
bacias sedimentares:
a) Do Amazonas.
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b) Da plataforma continental.
c) Do Planalto Atlântico.
d) Do Meio-Norte.
e) Do Recôncavo Baiano.

9 - "É a mais extensa das três bacias que formam a grande Bacia Platina. Possui o
maior potencial hidrelétrico instalado no Brasil e a maior usina até hoje construída
no mundo."
O trecho acima citado refere-se à bacia do:
a) Uruguai.
b) Paraguai.
c) Itajaí.
d) Paraná.
e) Jacuí.

10 - Antônio Conselheiro, o líder da rebelião de Canudos, profetizou: "O sertão vai
virar mar e o mar vai virar sertão". Sá e Guarabyra, na música Sobradinho,
mostram que o sertão já virou "mar", inundando as cidades de Remanso, Casa
Nova, Sento Sé e Pilão Arcado. Assinale a alternativa que indica o rio represado
para a construção do reservatório de Sobradinho e o estado brasileiro onde se
localiza essa represa:
a) Rio Parnaíba, Ceará.
b) Rio Jaguaribe, Rio Grande do Norte.
c) Rio São Francisco, Pernambuco.
d) Rio Parnaíba, Piauí.
e) Rio São Francisco, Bahia.

11 - Dentre os recursos minerais do Brasil, destacam-se o minério de ferro, o
manganês e o alumínio. A produção de um destes recursos atende tanto ao
mercado interno como ao externo; porém, em uma das jazidas, toda a produção
obtida é exportada. Assinale a alternativa que indica o recurso mineral, a
localização da jazida e o país importador.
a) Minério de ferro, Maciço do Urucum, Japão.
b) Alumínio, Serra de Carajás, Estados Unidos.
c) Manganês, Serra do Navio, Estados Unidos.
d) Minério de ferro, Serra do Navio, Alemanha.
e) Manganês, Quadrilátero Ferrífero, Japão.
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12 - Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente vivi em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas...
Carlos Drummond de Andrade
Os versos acima se referem à cidade de Itabira,
a) situada no Quadrilátero Ferrífero, tendo Ponta da Madeira (Itaqui) como porto
exportador.
b) localizada na importante jazida de ferro de Carajás, uma das maiores reservas
minerais do mundo.
c) produtora de ferro e carvão, servida pela energia elétrica de Furnas e Trombetas.
d) situada na mais antiga área de exploração do minério de ferro no Brasil, em
região de escudo cristalino.
e) localizada no principal corredor de exportação de ferro e carvão do Brasil, tendo
Paranaguá como porto exportador.

13 - Observe o mapa a seguir:


As áreas assinaladas com as letras A e B se destacam como:
a) áreas de maior amplitudes de maré, devido à presença de ventos constantes;
b) principais áreas produtoras de sal e petróleo no Brasil;
c) áreas de menor e maior pluviosidade do país;
d) principais áreas produtoras de cacau e pescado do país;
e) áreas onde a vegetação complexa de mangue é mais expressiva.


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14 -


A partir do gráfico e dos conhecimentos gerais sobre o balanço energético
brasileiro nos anos indicados pode-se afirmar que:
a) a substituição do petróleo pelo carvão mineral, como insumo energético no Sul e
SE, explica a redução do primeiro e o crescimento dobrado do segundo;
b) o programa nacional de substituição da gasolina pelo álcool explica por que o
consumo dos derivados de cana-de-açúcar foi o que mais cresceu no período, em
termos comparativos;
c) o esgotamento das principais jazidas petrolíferas do globo e a baixa produção
nacional – inferior a 20% da demanda – são as principais justificativas da posição
secundária do petróleo no ano de 1994;
d) a queda acentuada do consumo de lenha é uma decorrência do processo
acelerado de urbanização, de eletrificação rural e de sua substituição, nas
residências, pelo gás liquefeito de petróleo (GLP);
e) o salto verificado no consumo de energia hidráulica está relacionado aos
investimentos recebidos pelo Estado, que optou apenas por essa fonte, rejeitando o
petróleo e a energia nuclear, por serem nocivos ao ambiente.

15 - A criação de indústrias na Região Norte, sobretudo em Manaus, está ligada:
a) à presença de matérias-primas e vegetais;
b) à oferta de abundante mão-de-obra especializada;
c) às necessidades do mercado consumidor local em expansão;
d) às obras de infra-estrutura básica, tais como estradas e usinas hidrelétricas;
e) à política de incentivos fiscais estabelecida pelo governo federal.



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43
GABARITO DAS QUESTÕES

Exercícios:
1- A
2- A
3- C
4- E
5- B
6- C
7- E
8- B
9- D
10-E
11- C
12- D
13- B
14- D
15- E.