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APRESENTAÇÃO

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Apresentação
Este trabalho foi elaborado para atender às necessidades do grande número de museus existentes nas organizações militares do Exército e que, por várias razões, não podem contar com a assistência técnica de profissionais das áreas de museologia, iluminação, restauração e outras. Trata-se, na verdade, da terceira edição de uma publicação impressa experimentalmente em 1996 e apresentada durante o XIV Congresso da International Association of Museums of Arms and Military History (IAMAM), realizado naquele ano em Amsterdam e Bruxelas. A presente edição é fruto da experiência adquirida na participação no citado conclave, nas visitas realizadas a praticamente todos os principais museus do Brasil, da Europa, dos Estados Unidos e do Canadá e no acesso a novas publicações sobre o assunto. Vem, também, responder os inúmeros pedidos que têm chegado à Diretoria de Assuntos Culturais e que, em face do esgotamento da sua segunda edição, não tem sido possível atender. Agora, revisto e ampliado, acredita a Diretoria que este trabalho poderá ser de grande utilidade àqueles que, trabalhando anonimamente nos nossos museus, empenham-se na grandiosa tarefa de preservar a memória do Exército. Embora mormente voltado para essa finalidade, pode ser útil aos museus civis que, como os nossos, tenham as mesmas carências e dificuldades. É, contudo, importante ressaltar que as informações apresentadas estão focadas na realidade dos espaços culturais da Força Terrestre e que os

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APRESENTAÇÃO

conhecimentos aqui contidos não excluem a necessidade da assistência dos profissionais já mencionados. As recomendações e sugestões deste trabalho poderão, em futuro próximo, se aprovadas pelo Estado-Maior do Exército, ser transformadas em normas, a serem observadas por todas as organizações militares. Participaram da elaboração desta obra as seguintes pessoas: Cel Jayme Moreira Crespo Filho (relator), professores Adler Homero F. de Castro e Mário Mendonça de Oliveira, museólogas Eulália Parolini, Wania Edith E. C. F. Cardoso e Andréa Reis da Silveira e o Sub Ten Paulo Cesar Marques. Jayme Moreira Crespo Filho
Coronel de Infantaria e Estado-Maior

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GENERALIDADES

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Generalidades
O desenvolvimento é uma aspiração comum a todos. Entretanto, o verdadeiro processo de desenvolvimento deve estar baseado na identidade, no caráter nacional, caso contrário, poderemos ter uma nação rica mas dependente. Daí a necessidade de conhecermos e preservarmos o nosso passado, os componentes pretéritos do nosso processo histórico que orientarão, na conjuntura atual, a trajetória futura. Por isso, as ações governamentais no campo da cultura devem, normalmente, concentrar-se nos seguintes pontos principais: – preservar bens materiais e imateriais testemunhais do nosso passado histórico, tais como monumentos, igrejas, fortificações, sítios históricos, objetos, documentos, valores, tradições etc; – difundir a cultura brasileira, promovendo, facilitando e estimulando o acesso da população aos bens culturais, conservando os acervos e apoiando publicações de evidente interesse cultural; – incentivar a cultura artística nas diversas áreas, de modo a oferecer oportunidades para o surgimento de novos talentos. No âmbito do Exército Brasileiro, a Política Cultural e as Diretrizes Estratégicas do Sistema Cultural, aprovadas, respectivamente, pelas portarias nos 614 e 615, de 29 de outubro de 2002, estabelecem os objetivos da política cultural da Força e orientam o planejamento das atividades do Sistema, visando a atingir esses objetivos. Os principais objetivos da Política Cultural do Exército são:

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GENERALIDADES

– participar do desenvolvimento cultural do País, como integrante do Sistema Cultural Nacional; – estabelecer novos laços culturais e ampliar os já existentes, tanto no País como no exterior; – projetar a imagem do Exército a partir dos seus valores culturais; – preservar, restaurar, recuperar e divulgar o patrimônio material histórico, artístico e cultural do Exército; – incentivar a preservação das tradições, da memória e dos valores morais, culturais e históricos do Exército; – estimular, no público interno, o interesse pela preservação do meio ambiente e pela melhoria da qualidade de vida; – maximizar a difusão, no público interno e no externo, de sentimentos de nacionalidade, patriotismo, amor fraterno e mútua compreensão social; – incentivar os procedimentos destinados ao enaltecimento dos feitos e dos vultos importantes da vida nacional; e – promover a preservação do patrimônio imaterial de interesse para o Exército. A Diretriz Estratégica, por sua vez, estabelece a seguinte orientação geral: – A atividade cultural não se limita apenas aos aspectos passados. Estes são as bases, os fundamentos, mas cultura compreende, também, aspectos do comportamento humano. Uma instituição será grandiosa somente com a magnitude dos seus integrantes, por isso, suas mentes devem estar plenas de valores positivos. – O Sistema deverá prever, em simultaneidade com as ações de preservação do patrimônio, pesquisa histórica e divulgação, mecanismos de influência intelectual sobre o público interno e o externo, num processo contínuo de desenvolvimento e aperfeiçoamento de mentalidade coerente com a realidade social do País e com a evolução da humanidade. O Sistema Cultural do Exército (SisCEx) enquadra-se como um subsistema do Sistema de Ensino. Os órgãos que o compõem e as entidades civis que com ele interagem estão representados, graficamente, no quadro da figura 1-1. Entre eles, destacam-se, pela sua importância: – os comandos militares de área (5a Seção – Seção de Comunicação Social e Atividades Culturais), responsáveis pelo estímulo, programação, co-

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artístico e cultural do Exército. – as regiões militares (Seção do Patrimônio e Bens Culturais). órgão técnico normativo do Sistema. controle e fiscalização da preservação e da conservação do patrimônio histórico. O Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP) é o órgão central do SisCEx.Capitulo 1. A Diretoria de Assuntos Culturais. artístico e cultural existente nas organizações militares e nos espaços culturais. 03 .pmd 15 22/10/2008. entre outras. a missão de propor normas para a preservação. tem. responsáveis pelo levantamento. 14:01 . responsável pela orientação da execução da Política Cultural.GENERALIDADES 15 ordenação e controle sobre a realização de atividades e eventos culturais e a fiscalização do funcionamento dos espaços culturais na sua área. difusão e controle do patrimônio histórico.

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GENERALIDADES

Fig 1-1
LEGENDA AHEx – Arquivo Histórico do Exército AHMTB – Academia de História Militar Terrestre do Brasil BIBLIEx – Biblioteca do Exército CComSEx – Centro de Comunicação Social do Exército CDocEx – Centro de Documentação do Exército DAC – Diretoria de Assuntos Culturais DEP – Departamento de Ensino e Pesquisa EME – Estado-Maior do Exército FUNCEB – Fundação Cultural Exército Brasileiro IGHMB – Instituto de Geografia e História Militar do Brasil IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional MHEx/FC – Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana MNMSGM – Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial SGEx – Secretaria Geral do Exército STI – Secretaria de Tecnologia da Informação

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CONCEITOS BÁSICOS

– Restauração É a ação destinada a tentar trazer um objeto, de volta o mais próximo possível, à sua aparência original ou à de uma determinada época, por meio da remoção de acréscimos, adições subseqüentes e/ou pela substituição de partes ou elementos que estejam em falta. – Sala de exposição É um espaço cultural de dimensões reduzidas, onde estão expostos objetos de interesse histórico-cultural, com a finalidade de preservar a memória de uma organização militar ou do Exército. – Sala de troféus É o espaço destinado à exposição de troféus que tenham valor histórico para a organização militar ou para o Exército. – Sítio histórico É o local onde ocorreu algum fato ligado à história do País ou do Exército.

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CONCEITOS BÁSICOS

– Bem histórico É todo bem cultural que, pelas suas características, pode servir como fonte para a pesquisa histórica. – Bem imaterial É todo bem impalpável como os conhecimentos, o modo de fazer, o ritual, as festas, os lugares, as formas de expressão. – Casa histórica É a casa onde nasceu ou morou algum vulto importante do Exército, que abrigou algum órgão da sua estrutura organizacional ou onde ocorreu algum acontecimento ligado à sua história. – Coleção É o conjunto ou a reunião de objetos da mesma natureza ou que guardam relação entre si. – Conservação É toda medida tomada com o fim de prolongar a vida de um bem cultural. – Deterioração É o envelhecimento gradual de materiais devido a ações diversas, ocasionando a destruição dos mesmos. – Espaço cultural Entende-se como museus, salas de exposição e de troféus, monumentos, memoriais e casas, sítios e parques históricos. – Etiqueta Texto escrito, destinado à identificação e ao fornecimento de informações sobre um objeto exposto. – Interpretação Em termos museológicos, significa explicar um objeto, o seu significado e a sua importância.

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PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS

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Preservação de bens culturais
1. Preservação
Preservar significa “realizar um conjunto de ações destinadas a evitar a destruição, a perda ou o desaparecimento de um bem cultural de natureza material ou imaterial”, ou “defender, proteger, resguardar, manter livre de corrupção, perigo ou dano, conservar”, segundo Aurélio Buarque de Holanda, ou, ainda, o “conjunto de medidas de ordem jurídica, administrativa, urbanística, arquitetural ou de natureza técnica que visa a resguardar uma edificação, sítio urbano, obras escultóricas em locais públicos ou ambientes naturais e promover-lhes a eventual restauração ao status quo ante”, na opinião de Teixeira Coelho, no Dicionário Crítico de Política Cultural. Preservar é, acima de tudo, respeitar o direito de nossos descendentes, é garantir, às gerações futuras, o conhecimento de sua própria identidade. Só se ama o que se conhece, e só se preserva o que se ama. Um dos principais problemas da preservação diz respeito à identificação daquilo que deva ser preservado. A seleção do bem cultural a ser alvo da preservação é uma ação para a qual não existem padrões bem definidos. É uma escolha pessoal e difícil, pois não podemos preservar tudo o que foi produzido por gerações. É uma tarefa que depende, fundamentalmente, do bom senso de quem está responsável pela sua execução.

2. Conservação
A conservação é a tecnologia da preservação de coleções, e seu principal objetivo é preservar tudo aquilo que ainda existe de um objeto, o mais

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mas descaracterizada pela aplicação de pintura inteiramente diferente da original. ela não significa apenas medidas práticas para se evitar acidentes.22 PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS Fig 3-1 – Exemplo de objeto a ser preservado: viatura utilizada pela tropa do Exército durante Missão de Paz em Angola. a. Conservação preventiva É a ação destinada a prevenir o dano e a minimizar a deterioração causada a um bem pelos agentes da deterioração. Ela abrange dois tipos de procedimentos: a conservação preventiva e a restauração.Capitulo 3. isso significa que a conservação preventiva falhou.pmd 22 22/10/2008. 14:03 . Entretanto. um meio ambiente desfavorável trabalha diuturnamente de forma imperceptível 05 . Quando um vaso de cerâmica se quebra ao cair de um pedestal. também. É o conjunto de medidas de variadas naturezas que se destinam a prolongar a vida de um bem cultural. próximo possível de um estado inalterado. (Museu Militar Conde de Linhares – Rio de Janeiro) Fotos: Jayme Crespo Fig 3-2 – Exemplo de viatura hipomóvel preservada. o conjunto de ações desenvolvidas com o objetivo de minimizar a lenta e contínua ação da deterioração. É. Por exemplo.

A boa conservação preventiva das coleções deve evitar a necessidade da restauração e depende. mas é o efeito acumulado. naturais e humanos. por meio da remoção de acréscimos e adições subseqüentes e pela substituição de elementos ou partes que estejam faltando. a. essencialmente.PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS 23 sobre os objetos. A física se manifesta por meio de mudanças nas dimensões. Deterioração É o envelhecimento gradual de materiais devido a ações diversas. a química é percebida com o surgimento de alterações na sua parte visível. ou na cor e na resistência estrutural de objetos orgânicos. Agentes da deterioração A deterioração é causada pela ação de diversos agentes. progredindo ao longo da sua vida. 05 . Restauração A restauração tem por objetivo trazer um bem o mais próximo possível da sua aparência original ou da que possuía numa determinada época.Capitulo 3. química ou biológica. depois de anos de exposição. a biológica é resultante do dano causado pelas atividades de animais e plantas. devido a reações com outra substância química. da forma como os objetos são guardados na reserva técnica. 14:03 . que podem ser reunidos em quatro grandes grupos: – agentes ambientais. manuseados e manutenidos. O segredo da conservação de bens culturais está no desenvolvimento de uma consciência e do conhecimento dos agentes da deterioração. ocasionando a destruição dos mesmos. A deterioração de um bem começa no momento em que ele é criado. na estrutura ou na superfície do objeto. como resultado de fatores diversos. b. Tipos de deterioração A deterioração pode ser física. que acaba provocando a deterioração.pmd 23 22/10/2008. 3. b. e do meio ambiente onde se encontram. expostos ao público.

– luz. os seus espaços 05 . Os principais agentes ambientais são: – temperatura e umidade relativa do ar. Quando um bem é submetido a um aumento de temperatura. normalmente.24 PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS Fig 3-3 – Agentes da deterioração.pmd 24 22/10/2008.Capitulo 3. enquanto outros são menos resistentes e apresentam grande tendência para modificações. de condições ambientais adversas. 14:03 . a) Temperatura e umidade relativa do ar A temperatura e a umidade estão entre os principais agentes capazes de causar danos aos objetos. e – desastres naturais. – agentes biológicos. – fatores humanos. e – poluição do ar. (1) Temperatura A temperatura é a medida do movimento das moléculas num material. Alguns materiais são muito estáveis e tendem a apresentar maior resistência às mudanças. 1) Agentes ambientais A deterioração resulta.

o agente ambiental que mais chama a atenção. O vapor d’água presente no ar exerce um importante papel em várias formas de deterioração física.pmd 25 22/10/2008. Quando a temperatura diminui. acontece o fenômeno inverso. em face da contração e da distensão dos materiais. – em qualquer situação. – mudanças bruscas na temperatura do ambiente devem ser evitadas. – nos salões de exposição dos espaços culturais. oceanos. considerando-se uma temperatura constante.PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS 25 intermoleculares aumentam de tamanho e ele se expande. tanto dos visitantes quanto daqueles que trabalham nos espaços culturais. 14:03 .Capitulo 3. (2) Umidade relativa do ar A umidade relativa do ar é a razão entre o vapor d’água existente no ar e a quantidade que ele pode reter se estiver completamente saturado. canos furados. o nível da temperatura pode chegar a valores inferiores. por afetar-lhes o conforto. calhas quebradas. onde o conforto das pessoas deve ser considerado. umidade nas paredes. a temperatura recomendada é de 18ºC a 20ºC. Nas reservas técnicas. podem causar outros tipos de danos como. pois podem ser duplamente destrutivas para os objetos. terreno molhado. As fontes mais comuns de vapor d’água são lagos. melhor para os objetos. Altos índices de umidade 05 . – as altas temperaturas. o derretimento de graxas ou a perda de consistência de outros materiais. Quando se diz que a umidade relativa do ar é 70%. isso significa que o ar naquele ambiente tem 70% da quantidade total de vapor d’água que ele pode conter. a temperatura não deve ultrapassar 24ºC. por exemplo. A temperatura é. sem dúvida. respiração e suor humanos. sem flutuações que venham a causar condensação nas superfícies frias. porque as reações químicas e as atividades biológicas se desenvolvem num ritmo menor. É importante considerar que: – normalmente. além de acelerarem as reações físicas e químicas. sendo expressa em porcentagem. rios. química e biológica. quanto mais baixa a temperatura.

tecidos. conforme a recomen- 05 .Capitulo 3. em face da diversidade dos artefatos existentes nos espaços culturais. quando a temperatura cai. Materiais higroscópicos como o papel. quando ela cai para 10ºC. Entretanto. pois as mudanças causam expansões e contrações. o valor médio a ser adotado. papel etc. madeira. 14:03 . quando a temperatura do ar é 24ºC. Assim. tais como o desbotamento de corantes e a corrosão de metais. vidros. Por exemplo.26 PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS relativa aumentam as taxas de deterioração química. como metais e Fig 3-4 – Termohigrógrafo. o marfim e os artigos de vime são extremamente sensíveis à umidade do ar. ele pode reter no máximo 24g/m3 de vapor d’água. Quanto mais elevada. essa capacidade se reduz para apenas cerca de 9g/m3. o ar no ambiente não pode reter a mesma quantidade de umidade e. podendo provocar danos irreparáveis. em conseqüência. A instabilidade da umidade relativa é um fator crítico para o acervo. os tecidos. particularmente em materiais orgânicos como couro. É ela que determina a quantidade de umidade que o ar pode conter. essa umidade acaba se condensando nos materiais não porosos. a madeira.pmd 26 22/10/2008. ou sendo absorvida pelos porosos. maior será a quantidade de vapor d’água que o volume de ar no ambiente poderá abrigar. A temperatura tem grande influência no nível de umidade relativa. O Anexo F apresenta os níveis ideais de umidade relativa para os principais materiais. marfim. o couro.

e – para materiais mais sensíveis como papéis. janelas.pmd 27 22/10/2008. Onde for possível. manter os objetos afastados de refletores. – nos salões de exposição e na reserva técnica. 14:03 . criar microclimas por meio da utilização de compartimentos especiais como vitrinas e armários vedados. A medição da temperatura e da umidade do ar é feita por meio de higrômetros. que reduzem os níveis de umidade. destinados a estabelecer e manter níveis apropriados de temperatura e de umidade relativa e para filtrar partículas e gases existentes no ar. ventiladores e portas de entrada e saída. rapidamente. psicrômetros e termohigrógrafos.PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS 27 dação do National Park Service dos Estados Unidos. (3) Controle da umidade do ar O controle climático dos ambientes de um espaço cultural se faz por meio de medidas passivas e ativas.Capitulo 3. não devendo ser superior a 60% nem inferior a 45%. adicionar umidade em locais adequados. as soluções para o controle da umidade relativa e da temperatura devem explorar simples modificações na estrutura ou no espaço e empregar o uso de equipamentos portáteis ou fixos. O aumento da temperatura provocado pelo sol pode ser minimizado pelo uso de cortinas e filtros solares do tipo insulfilm. tecidos e fósseis. utilizam sistemas de aquecimento de ambientes. práticos e baratos métodos de 05 . contendo produtos especiais para absorção de umidade. – controlar a quantidade de visitantes nos salões de exposição. Dentre as medidas passivas destacamos: – evitar ligar aparelhos de ar-condicionado ou de aquecimento durante o dia e desligá-los à noite. deve ser entre 50% e 55%. contudo pouco preciso. de ar-condicionado ou de aquecimento. – a instalação de umidificadores destinados a. Eles são especialmente indicados em locais que. de forma a evitar o aumento da temperatura pelo excesso de pessoas. na estrutura ou no espaço que abriga ou expõe bens culturais. O higrômetro é o dispositivo mais simples. Um dos mais eficientes. paredes externas. durante o inverno. As principais medidas ativas são: – a instalação de adequados sistemas de ventilação.

e – a utilização de sílica-gel em equipamentos óticos guardados em armários. – registrar o efeito de eventos tais como quebra de janelas.. – a utilização. 4-16) do National Park Service Museum Handbook. vazamentos hidráulicos ou infiltrações vindas de telhados.28 PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS umidificação é a distribuição. Part I. – assegurar que os equipamentos estejam funcionando adequadamente. embora seja positiva para um segmento. – avaliar a efetividade das medidas corretivas já adotadas. 05 . Para o estabelecimento dos parâmetros ambientais para uma coleção. Cada estrutura e cada coleção de objetos representam um conjunto especial de problemas. e – inventariar as características das áreas ambientais existentes no interior da estrutura. ela se umidifica em poucos dias. em períodos não superiores a uma semana. O monitoramento visa a: – determinar se os objetos estão sendo ameaçados pela deterioração. As necessidades da estrutura e as dos objetos devem ser pesadas cuidadosamente. ela só funciona se o objeto estiver em espaço ou caixa hermeticamente fechados. perdendo a sua função. Qualquer medida corretiva deve ser analisada de forma ampla. (4) Monitoramento As condições ambientais de temperatura e umidade devem ser monitoradas e registradas regularmente. de desumidificadores para a redução de altos níveis de umidade do ar. O monitoramento deve ser realizado pelos três tipos de equipamentos já mencionados no subitem (2) deste capítulo. Em armários comuns. pois. tendo de ser novamente desidratada em estufa. pode ter impacto negativo em outro. por curtos períodos de tempo.Capitulo 3. longos períodos de chuvas ou de seca etc. Entretanto. pelo ambiente. 14:03 .pmd 28 22/10/2008. recomendamos a consulta ao capítulo 4 do Museum Collections Environment (p. operação bastante trabalhosa. de recipientes contendo tecidos encharcados de água misturada com fungicida. O sucesso de um programa de monitoramento depende de planejamento.

particularmente o branqueamento e o desbotamento de materiais como tecidos. quando absorvidas.Capitulo 3. A radiação UV é mensurável e não deve ultrapassar 70 microwatt. (1) Radiação ultravioleta (UV) A radiação ultravioleta (UV) é o segmento mais prejudicial do espectro luminoso.. a luz diurna e a proveniente de lâmpadas fluorescentes. documentos textuais e iconográficos etc. – filtros de luz do tipo insulfilm aplicados aos vidros das janelas. persianas e toldos externos. e – lâmpadas fluorescentes especiais. por exemplo. a radiação UV deve ser mantida em níveis muito baixos ou. As ondas curtas. Em face dos seus efeitos danosos. 14:03 . como. Essa radiação é uma fonte de energia que ativa as moléculas. A radiação UV é emitida. – filtros para as lâmpadas fluorescentes. Ela provém do sol e de fontes artificiais. o espectro eletromagnético pode ser dividido em três segmentos: – ondas curtas (ultravioleta). em diferentes graus de intensidade. Levando-se em conta o comprimento de onda. e – ondas longas (infravermelho). preferencialmente. porque não é percebida a olho nu. eliminada. porque contêm mais energia. 05 . A radiação UV proveniente de qualquer fonte pode ser reduzida ou eliminada com a utilização de: – cortinas.pmd 29 22/10/2008. e sua presença pode causar danos irreversíveis aos bens culturais. criando um ambiente para trocas químicas. por quase todas as formas de iluminação. ambas usadas em espaços culturais. – ondas visíveis. sobretudo. não apenas pelos seus efeitos negativos sobre os objetos mas.PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS 29 b) Luz A luz pode ser definida como a parte visível da radiação eletromagnética. são mais danosas do que as longas.

– reduzir a potência das lâmpadas. papéis.30 PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS Fig 3-5 – Cortina destinada à eliminação ou redução da radiação UV proveniente da luz solar. mobiliário de madeira e couros. – diminuir o número de pontos de luz.Capitulo 3. os mesmos tipos de proteção sugeridos para a radiação UV. Eles podem ser reduzidos se adotarmos as seguintes medidas: – colocar. – substituir as lâmpadas do tipo spotlight por lâmpadas comuns com refletores. – aumentar a distância da lâmpada para o objeto. reduz a sua umidade própria. Os principais efeitos da radiação infravermelha são o desvanecimento ou o descoramento de materiais tais como tecidos. provoca o aumento da temperatura dos objetos e. As principais fontes de radiação infravermelha são a luz do sol e a das lâmpadas incandescentes. e – instalar bons sistemas de ventilação ou de refrigeração do ar.pmd 30 22/10/2008. – impedir a incidência direta do sol sobre os objetos. e amplia os riscos de incêndio. conseqüentemente. Os reatores das lâmpadas fluorescentes também geram calor e seu efeito é mais nocivo quando estão no interior de vitrinas sem adequada ventilação. nas janelas. fotografias. também invisível ao olho humano. acarretando distensões e contrações na sua superfície. 05 . (Centro Cultural dos Correios – Rio de Janeiro) (2) Radiação infravermelha A radiação infravermelha. 14:03 .

nossos olhos levam algum tempo para se acomodar. no mesmo período de tempo. a mesma vitrina pode parecer estar bem iluminada. – manter. Por essa razão. é importante considerar a “lei da reciprocidade”. a fim de proteger os objetos. A taxa de danos causados pela luz é diretamente proporcional ao nível da iluminação multiplicado pelo tempo de exposição. de forma a acionar a iluminação somente quando necessário. mas pode ser interrompido pela colocação dos objetos fora da sua ação. 14:03 . uma lâmpada de 200 watts causa duas vezes mais danos do que uma de 100 watts. Quando saímos de um ambiente muito iluminado e penetramos num com menor iluminação. Eles são medidos em lux e devem estar situados entre 50 e 200. os objetos cobertos com tecidos opacos. – manter uma boa ventilação no interior das vitrinas.Capitulo 3. as radiações UV e infravermelha podem ser minimizadas se forem adotadas as seguintes providências adicionais: – manter as luzes dos salões de exposição e da reserva técnica apagadas fora dos horários de visitação. fora dos períodos de visitação. Esse princípio estabelece que “baixos níveis de luz por longos períodos causam tanto dano quanto altos níveis por curtos períodos”. Os níveis de iluminação devem ser controlados. Se o ambiente estiver com pouca iluminação. os níveis de iluminação. Os limites máximos recomendados para os diversos tipos de materiais são: 05 . Quando trabalhamos com iluminação.pmd 31 22/10/2008. O olho humano requer tempo para se ajustar a um diferente nível de iluminação. é importante passar por um ambiente de transição. Por exemplo. ao nos deslocarmos de um ambiente muito iluminado para um salão de exposições. a olho nu. Num ambiente bastante iluminado. O dano causado pela exposição à luz é cumulativo. (3) Níveis de iluminação recomendados É muito difícil medir. uma vitrina com pouca luz pode parecer escura. Não pode ser revertido.PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS 31 Além das medidas sugeridas acima. – instalar nas vitrinas e em alguns locais interruptores ou sensores de presença.

deve-se proceder da seguinte forma: – colocar uma folha de cartolina branca medindo 30cm x 40cm na posição onde a luminosidade deve ser medida e em posição paralela à face do objeto em que se está fazendo a medição. de forma expedita. couros não tingidos. quando a área é iluminada pela luz natural. a maioria dos itens etnográficos e de história natural e todos os objetos em suporte de papel. 14:03 . ser projetada e instalada por pessoal especializado. na máquina fotográfica. – aproximar a câmara da folha de cartolina de forma que o campo da objetiva ocupe estritamente a área da mesma. – 200 lux: pinturas a óleo. pedra. até o limite de 300 lux. Materiais como metais. sem fazer-lhe sombra. essa medição deve ser feita na parte da manhã e na parte da tarde. ou quando forem feitas modificações na iluminação. o nível de iluminação recomendado é o do mais sensível. a iluminação deve. 05 . tecidos em geral. Considerando a nocividade da luz para o acervo. tapeçaria. Entretanto. podem ser expostos a níveis superiores. quando estiverem expostos com materiais sensíveis à luz. – registrar. É muito difícil reduzir o nível de luminosidade de um ambiente para 200 lux. madeiras e marfim. couros. deve ser realizada pelo menos uma vez por ano. cerâmica e vidro são menos sensíveis e. sempre que possível. pela utilização de câmaras fotográficas. – ajustar a abertura do diafragma até que o fotômetro da câmara indique uma exposição correta e fazer a leitura do mesmo. Nos ambientes onde houver incidência de luz natural. quando isolados. Para a medição com máquina fotográfica.pmd 32 22/10/2008.32 PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS – 50 lux: roupas.Capitulo 3. verniz. da reserva técnica e dos locais onde são guardados os registros das coleções. Os níveis de iluminação podem ser medidos por meio de fotômetros ou. particularmente dos salões de exposição. (4) Monitoramento A medição dos níveis de luminosidade de todas as áreas. a sensibilidade de filme ASA/ISO 800 e a velocidade do disparador 1/60.

. Os poluentes do ar são de duas naturezas: – partículas (poeira e sujeira). Ela se faz mais presente nas áreas urbanas dos grandes centros e nas cidades industriais. . – gases. na atualidade. 14:03 . consultar a tabela abaixo. igrejas. . . . . . que apresenta suas leituras em microwatts por lúmen. um dos maiores agentes da deterioração dos bens culturais. . composto de partículas de tamanho bastante variado. principalmente de sílica e óxido de ferro. monumentos. . 400 lux · diafragma f 16 . . representa . representa . (1) Partículas A poeira é um agente abrasivo. líquidos e gases. representa . . . A determinação do tamanho das mesmas é importante quando estamos levantando o tipo de filtro adequado para um determinado ambiente. .Capitulo 3. .6 .PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS 33 – com base na leitura do diafragma. utiliza-se o monitor de UV. 200 lux · diafragma f 11 .pmd 33 22/10/2008. 50 lux · diafragma f 5. 100 lux · diafragma f 8 . . . . A poluição do ar é. . . . . . edifícios. Os métodos tradicionais normalmente usados 05 . A poeira contribui para diversas reações químicas. obras de arte etc. A proteção dos bens culturais contra a deterioração provocada pela poluição do ar deve ser uma preocupação constante dos responsáveis pela preservação dos mesmos. . Quando a água se condensa em volta das partículas. . . suspensas no ar. c) Poluição do ar A atmosfera pode ser considerada como um grande recipiente onde são encontrados sólidos. 800 lux Para a medição da radiação ultravioleta. algumas delas se tornam agentes químicos ativos que atacam os objetos. particularmente daqueles que se encontram em áreas abertas como fortificações. . para determinação da luminosidade do local: · diafragma f 4 . . representa . representa .

os tecidos (naturais e sintéticos). (3) Poluição oriunda de fontes internas O ar no interior das vitrinas pode ser poluído por ácidos orgânicos como. A sujeira.34 PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS para a sua remoção. adesivos. as pedras (mármore e calcário). podem acelerar a deterioração ou aumentar o risco de dano físico. ou seja. emitido por processo biológico natural. – os equipamentos de ventilação. tecidos..pmd 34 22/10/2008. tecidos e plástico. as maiores concentrações existentes no ar são resultantes da queima de combustíveis fósseis. juntas de vedação de borracha etc. – os próprios objetos do museu. atrai insetos e é. As principais fontes são: – a poeira oriunda de materiais de construção. O dióxido de enxofre é. liberado por diversas fontes. tais como compensados. em parte. e – os materiais de construção como madeiras. Os materiais mais afetados pelo dióxido de enxofre são os papéis. O mais prejudicial dos gases poluentes é o ozônio. que liberam gases. pinturas etc. utiliza- 05 . acético. sacudir ou esfregar o objeto com panos.Capitulo 3. por sua vez. Entretanto. ou se combinam para produzir. as pinturas e as fotografias. Ele é gerado naturalmente nas mais altas camadas da atmosfera terrestre e reage com borracha.. poderosos agentes corrosivos ou oxidantes. colas. causando deterioração em quase todos os materiais orgânicos. os metais (ferro e aço). Altos índices de umidade relativa do ar e de luminosidade aceleram o tempo de reação desses materiais com o SO2. como lavar. Os principais gases são o dióxido de enxofre (SO2). de refrigeração e de aquecimento. ácida. O óxido de nitrogênio (NO) e o dióxido de nitrogênio (NO2) são produtos resultantes de qualquer tipo de combustão e são menos danosos para os objetos do que o ácido sulfúrico. o dióxido de nitrogênio (NO2) e o ozônio (O3).. normalmente. os couros. por exemplo. borrachas etc. (2) Gases Os poluentes gasosos contêm. 14:03 .

a filtragem do ar se fará melhor se forem Fig 3-6 – Objetos na reserva técnica cobertos com plástico transparente. de ventilação ou de aquecimento. expor objetos em espaços abertos ou em áreas descobertas. a reserva técnica e as demais áreas do espaço cultural sempre muito limpas. guardar objetos em embalagens fechadas e/ou envoltos por papel não ácido. – filtrar o ar proveniente dos sistemas de ar-condicionado. – guardar os objetos sensíveis em armários especiais. Nas prateleiras abertas. sempre que possível. No caso dos sistemas de ar-condicionado.PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS 35 dos nos salões de exposição e na reserva técnica. expor ou transportar os objetos em embalagens apropriadas. (Museu do Comando Militar do Sul) 05 . cobri-los com plástico transparente ou tecido de algodão. cobrir os objetos com plástico preto.pmd 35 22/10/2008. – estocar. – isolar os objetos que liberam gases. à noite. conhecido comercialmente como lona preta. 14:03 . – nas áreas externas. – na reserva técnica. fora dos horários de visitação e. estes já contam com um filtro.Capitulo 3. (4) Métodos de controle da poluição A ação da poluição do ar no interior dos espaços culturais pode ser minimizada por meio das seguintes medidas: – manter os salões de exposição. – evitar. Entretanto. particularmente em vitrinas hermeticamente fechadas.

Infelizmente. 14:03 . excesso de objetos e desarrumação servem para potencializar as condições para a sobrevivência das pragas. se possível. as ideais para a sobrevivência dessas pragas. a) Microorganismos O mofo e os fungos são os principais microorganismos. em diferentes pontos da circulação do ar. podendo variar de manchas ou sujeiras superficiais até a completa destruição do objeto. – insetos. Os agentes dessas três categorias se inter-relacionam. Entretanto. mas o processo é muito complexo e raro. condições impróprias tais como altas temperaturas. Eles se tornam ativos. seladas. por exemplo. para evitar a entrada do ar poluído. 2) Agentes biológicos As coleções dos espaços culturais são vulneráveis aos danos e à deterioração causados por uma variedade de organismos biológicos. Os agentes biológicos ou pragas podem ser classificados em três categorias: – microorganismos. no alimento que ingerimos e nas coleções (e em torno delas) o tempo todo. Eles estão em todos os lugares: no ar que respiramos.pmd 36 22/10/2008.Capitulo 3. quando a temperatura e a umidade relativa do ar no ambiente são adequadas e quando existem nutrientes para suportar o seu crescimento. É importante lembrar que esses filtros devem ser limpos periodicamente. uns podem apoiar a sobrevivência dos outros e contribuir para o dano causado por cada um. poeira. a guarda e a exposição do acervo são. cresce em temperaturas entre 0 e 38°C 05 . ser danificados por eles. altos níveis de umidade relativa. O mofo.36 PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS instalados dois filtros. e – vertebrados. também. – manter as portas e as janelas bem fechadas e. também. Embora os materiais orgânicos sejam os mais sensíveis à ação dos agentes biológicos. as melhores condições para o cuidado. os inorgânicos podem. – usar purificadores portáteis de ar.

Todos os materiais orgânicos são propensos a ser danificados pelo mofo. papéis. adesivos etc. especialmente nas salas de exposição. por exemplo. Infelizmente. São elas: – as que se alimentam de mofo. se as condições ambientais forem apropriadas para a germinação. e outros que. É muito importante identificá-los. larva e adulto. nem todos os insetos encontrados nos museus irão danificar as coleções. – as que se alimentam de celulose.pmd 37 22/10/2008. alguns insetos. As pragas de insetos dos museus podem ser classificadas em cinco categorias.PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS 37 e quando a umidade relativa passa de 65%. embora não se alimentem dos objetos do museu. Esse dano pode variar de manchas e mau cheiro ao enfraquecimento estrutural e completa destruição do objeto. alguns materiais existentes no acervo como. 05 . Para exterminar uma praga. b) Insetos Os insetos constituem um problema mais complicado. e – as que se alimentam de amido. Existem. como a barata.Capitulo 3. que se alimentam de tudo e podem causar danos a uma grande variedade de materiais. é sempre aconselhável atacá-la no estágio de larva e no de adulto. O ciclo normal de vida dos insetos passa por três estágios: ovo. – as brocas de madeira. Entretanto. tais como a deposição de fezes e sujeira ou a escavação para encontrar local seguro para o desenvolvimento de novo estágio de vida. É a larva que. cola animal. para verificar se são ou não uma ameaça ao acervo. Entretanto. podem proporcionar nutrientes para eles se desenvolverem. geralmente. onde somente medidas seguras para o acervo e para os visitantes podem ser tomadas. – as que se alimentam de proteína. 14:03 . Eles são notoriamente difíceis de se eliminar. também. baseadas no tipo primário de material no qual vivem ou do qual se alimentam. os danificam por outros meios. ela nem sempre pode ser detectada antes de atingir o estágio adulto. danifica os objetos.

isto é. papéis e fotografias pela superfície. As baratas fazem uma metamorfose incompleta. 05 . Desbastam couros. quando são formadas novas colônias a partir das rainhas fecundadas. atraídas para os ambientes pelos resíduos alimentares. Preferem locais escuros e úmidos e. Nenhum tipo de madeira Fig 3-7 – Exemplo de bem cultural de valor histórico parcialmente destruído por cupim. de adulto jovem até atingir o desenvolvimento completo.38 PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS Os insetos mais comuns são as traças. 14:03 . se desenvolvem nos depósitos e nos dutos de refrigeração. Em seu crescimento. Ele se reproduz por metamorfose incompleta. as brocas e os piolhos de livros.pmd 38 22/10/2008. do ovo atingem a sua conformação já completa e vão aumentando de tamanho até a fase adulta. em geral. alimentam-se da celulose da madeira e dos papéis. causam danos nas superfícies e nas margens dos documentos e das encadernações. os cupins. Tal como as traças.Capitulo 3. e a infestação se dá por ocasião da saída dos enxames. As traças se desenvolvem sem metamorfose. O cupim é o inseto mais comum e prejudicial. instalam-se e se desenvolvem em locais escuros e especialmente úmidos. as baratas.

05 . Os cupins de solo formam ninhos subterrâneos muito populosos. Como têm acentuada aversão à luz. freqüentemente encontrados entre as folhas e considerados inofensivos aos documentos. Produzem grandes buracos e galerias nos materiais afetados. os roedores e os morcegos. Os estragos desses insetos costumam atingir enormes proporções em pouco tempo. e seus estragos não aparecem na superfície.PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS 39 está a salvo do cupim. da mesma forma que as aves. c) Vertebrados Os principais vertebrados danosos aos museus são as aves. alcançando os locais através dos móveis ou das galerias construídas ao longo das paredes. buscam os blocos ou conjuntos compactos. As brocas possuem metamorfose completa e suas espécies variam de acordo com as condições climáticas de cada região. mas a sua preferência é pelas mais macias. em contato direto com a terra ou em peças de madeira que estejam enterradas. Os cupins classificam-se em dois grupos: cupins de solo e cupins de madeira seca. (1) Aves As aves podem causar danos diretos e indiretos às coleções dos museus. transformam-se em ácidos que degradam os materiais a eles sensíveis. Elas costumam lançar sobre os objetos dejetos. Os dois tipos de cupim atacam igualmente os acervos. Eles preferem ambientes quentes. 14:03 . úmidos e escuros. além de provocar manchas em contato com a umidade. Os de madeira seca vivem exclusivamente dentro dela. a não ser que a madeira tenha sido convenientemente tratada. Os piolhos de livro são pequeníssimos insetos de cor amarelo-avermelhada.Capitulo 3.pmd 39 22/10/2008. (2) Roedores Os roedores. os quais. também causam danos diretos e indiretos ao acervo. particularmente os documentais.

A aplicação 05 . Uma vez infestados.pmd 40 22/10/2008. é preferível prevenir o surgimento de pestes nos ambientes ou a sua estabilização no meio das coleções.Capitulo 3. Entretanto. com registro nos órgãos competentes e que tenham experiência de atuação em museus. irreversível. O dano causado aos objetos pelas pestes é. Entretanto. até certo ponto. os ambientes úmidos. por se alimentarem de mosquitos e outros insetos. A presença de camundongos e outros roedores nas dependências do museu devem servir como alerta da presença de insetos nocivos ao acervo. é importante que esse serviço seja entregue a firmas realmente capacitadas. esses produtos químicos podem ser prejudiciais à saúde dos visitantes e dos funcionários e causar danos aos objetos. quentes. Eles são mais difíceis de se eliminar. particularmente para a erradicação de ninhos. Por essas razões. principalmente nos salões de exposição. O controle de roedores. deve ser confiado a empresas especializadas. quase sempre. os camundongos e outros roedores danificam os objetos por meio da mastigação. Muitos dos produtos químicos tradicionalmente utilizados para controlar as infestações acabam danificando ou causando alterações no material de que é feito o bem. (3) Morcego Os morcegos raramente causam danos às coleções e. Os métodos tradicionais de controle de pragas nos museus têm sido o tratamento rotineiro com pesticidas como DDT. embora relativamente simples. 14:03 .40 PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS Os ratos. são basicamente considerados como animais benéficos. seus poleiros e dejetos proporcionam alimentos para os insetos nocivos. naftalina e outros. Por essa razão. insetos e até pequenos roedores. Os insetos constituem um problema mais complicado. da construção de ninhos e da deposição de fezes nas coleções. d) Controle das pragas Como vimos anteriormente. escuros e com pouca ventilação são os mais propícios para a vida de microorganismos. as opções para a eliminação da infestação sem danos ou alterações nos objetos são limitadas.

– furto e roubo. Enquanto.PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS 41 imprópria de pesticidas pode.pmd 41 22/10/2008.Capitulo 3. a falta de cuidado no manuseio pode levar à sua destruição quase que instantaneamente. por exemplo.. As ações ou omissões humanas no trato das coleções podem ser reunidas em cinco grupos: – manuseio incorreto. para inclusão no acervo do museu ou para integrar uma exposição temporária. outra importante medida para se evitar as infestações ou controlá-las no seu começo. a poluição leva vários anos para causar danos a uma peça de cerâmica ou de vidro. – tratar o problema. – fogo. devemos adotar. ou o dilaceramento de um docu- 05 . Outra medida importante para evitar a infestação de pragas é submeter todos os objetos a uma detalhada inspeção e descontaminação antes que dêem entrada na reserva técnica. 14:03 . a) Manuseio incorreto O manuseio físico dos objetos é. 3) Fatores humanos Os fatores humanos são aqueles que agem mais rapidamente para a deterioração de um objeto. Os mais óbvios resultados da falta de cuidado são as quebras de objetos de cerâmica. desconsiderado como uma fonte de danos potenciais aos objetos. de porcelana. causar a resistência do inseto a esses produtos. e levar à falsa sensação de que o tratamento deu resultado. identificar a praga. freqüentemente. Inspeções rotineiras são. três medidas: – isolar o material infestado. – uso impróprio. e – vandalismo. e – rever o programa de prevenção. de vidro etc. imediatamente. Quando uma infestação é descoberta. levantar a extensão da infestação e determinar a origem do problema. na verdade.

05 . Entretanto. (1) Práticas para garantia da segurança dos objetos Regras escritas sobre o manuseio dos objetos devem ser distribuídas a todos os funcionários. – as pessoas necessárias (quantidade e experiência). Todo o pessoal do museu deve receber treinamento sempre que qualquer rotina for modificada. Todas as atividades que envolvam o manuseio e o deslocamento de objetos devem ser cuidadosamente planejadas.). – a nova localização do objeto (deve estar preparada e pronta para receber a peça).42 PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS mento. Devem ser proibidos o consumo de alimentos e bebidas bem como o fumo durante o manuseio de um objeto. necessidade de equipamentos especiais etc. existem outros que não surgem de imediato. As mãos de quem manuseia um objeto devem estar sempre limpas. Todo objeto deve ser considerado como insubstituível e o mais valioso do acervo. É responsabilidade de todos e a segurança de cada peça pode ser assegurada pela observância de práticas e regras padronizadas.pmd 42 22/10/2008.Capitulo 3. Cópias das mesmas devem ser afixadas em lugar visível na reserva técnica. 14:03 . instabilidade. O manuseio adequado é. e – a segurança e a saúde do pessoal envolvido. Os pesquisadores externos deverão ser obrigados a lêlas e a colocar o seu “ciente” em documento próprio. procedimentos esses que devem incluir os seguintes aspectos: – as características e as condições estruturais do objeto (peso. Roupas ou adornos que possam danificar os objetos não devem ser usados. (2) Regras gerais para o manuseio dos objetos Os objetos devem ser manuseados apenas quando estritamente necessário. como a corrosão em metais causada pelo manuseio sem a utilização de luvas. uma questão de atitude de sensibilidade para com os objetos. O dano causado pela falta de cuidado é plenamente previsível e evitável. principalmente. fragilidade.

deslocando um objeto. Assegurar que os objetos transportados conjuntamente sejam do mesmo tamanho. em vez de arrastá-los. durante o manuseio. qual é a sua parte mais resistente e onde está localizado o seu centro de gravidade. O itinerário deve ser reconhecido e verifica- 05 . Se. ocorrer algum dano ao objeto. Manusear. Usar preferencialmente luvas de algodão. Antes de mover um objeto. Todo deslocamento interno de objetos. particularmente de grandes dimensões. a fim de evitar a aplicação de manchas permanentes de canetas de qualquer tipo. Planejar o deslocamento do objeto para que cada pessoa saiba o que vai fazer. (3) Regras para o deslocamento dos objetos Suspender os objetos. e o incidente relatado a quem de direito.PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS 43 mesmo que luvas estejam sendo utilizadas. pássaros. Além dessas regras gerais. Os objetos não devem ficar para fora dos limites das embalagens ou do equipamento de transporte.Capitulo 3. exceto por ocasião do manuseio de objetos de vidro ou cerâmica (são muito lisos). A reserva técnica deve ser organizada de tal forma que um objeto possa ser manuseado sem atrapalhar os outros. mamíferos e insetos. apenas um objeto de cada vez. verifique as suas condições. deve ser planejado. e todos os pedaços devem ser recuperados. metais etc. existem outras. sem pressa. fotografias devem ser tiradas. o incidente deve ser registrado imediatamente. Segurar pela base e pelo lado. ou quando em contato com superfícies oleosas ou pegajosas.pmd 43 22/10/2008. móveis. adequadas a certos tipos de objetos como pinturas. usando ambas as mãos. Se possível. Erguer os objetos pela sua superfície mais estável. de natureza específica. peso e material. plantas. Tomar cuidado especial quando for necessário recuar. Usar apenas lápis quando estiver trabalhando próximo ao objeto. 14:03 .

podem provocar a inundação das dependências. o entupimento de ralos e calhas e o estado das instalações hidráulicas. 4) Desastres naturais Os desastres naturais podem ocorrer em qualquer lugar. aos terremotos e às guerras. constituem uma grande ameaça aos museus. furto.pmd 44 22/10/2008. a existência de goteiras nos telhados. periodicamente. – verificar. Qualquer que seja a natureza do desastre. O movimento deve ser realizado fora dos horários de visitação. – evitar colocar a reserva técnica no subsolo. aos equipamentos e às pessoas. medidas adicionais de natureza preventiva podem ser adotadas como: – evitar instalar a reserva técnica no último andar do edifício. próximo ao telhado. aos edifícios. particularmente para exposições itinerantes. às chuvas torrenciais. Os deslocamentos externos. é a velocidade da reação que poderá diminuir ou limitar os danos às coleções. em áreas sujeitas a inundações. Fogo. seu transporte e manuseio no destino. É preciso ter especial atenção com torneiras deixadas abertas durante as interrupções no fornecimento de água. Para isso. é importante que haja planos detalhados para atender a essa eventualidade. Deve ser contratada firma especializada para esse fim. 14:03 .Capitulo 3. aos vendavais. Além disso.44 PRESERVAÇÃO DE BENS CULTURAIS dos o tamanho de portas e corredores e a existência de escadas e desníveis. 05 . Eles não estão imunes às enchentes. roubo e vandalismo serão tratados no capítulo “Segurança”. devem ser precedidos de cuidados especiais quanto à embalagem dos objetos. as quais. cujos trabalhos de embalagem e desembalagem devem ser supervisionados por integrantes da equipe técnica do museu. quando se normaliza o abastecimento.

o oxigênio. também. A deterioração química resulta das reações entre os resíduos de curtimento e a reação destes com elementos do ambiente como. das fibras do colágeno. ao óleo e ao cromo. O processo básico para o curtimento consiste na remoção de gorduras.Capitulo 4. lavagem e raspagem. Em ambientes muito úmidos.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 45 4 Conservação de objetos 1.pmd 45 22/10/2008. causar grandes estragos. deve-se proceder da seguinte maneira: – expor e guardar em locais com adequada ventilação. entre si. Para uma boa conservação preventiva dos objetos de couro ou daqueles em que ele está presente. impurezas e pêlos por meio de encolagem.. os gases e poluentes presentes nos centros industriais e urbanos. Insetos podem. Do ponto de vista químico. 14:05 . O curtimento pode ser conseguido por diferentes métodos: o vegetal. ocorre o apodrecimento das fibras de colágeno pela contaminação de microorganismos. 06 . Os processos de curtimento objetivam impedir a deterioração da pele e a aderência. A combinação de diversos fatores de ordem intrínseca ou extrínseca resulta na deterioração gradual dos couros. o couro é uma substância protéica composta por 98% de colágeno e 2% de gordura e água. por exemplo. De couro e peles O couro é a pele curtida de animais. A oxidação da gordura e a perda de umidade em condições secas provocam sua pigmentação.

deixá-lo secando parcialmente. 14:05 . – não expor sob luzes que emitam radiação UV. pode endurecê-lo e rachá-lo. Muitos couros representam proteínas nutrientes para os mesmos. manchá-los e enfraquecê-los. – usar um aspirador de pó para remover o mofo de todas as áreas onde Fotos: Jayme Crespo Fig 4-1 06 . com umidade igual ou inferior a 65%. deve-se proceder da seguinte maneira: – colocar o objeto no interior de um saco impermeável. – evitar submetê-los à combinação de umidade e calor excessivos. que pode desfigurá-los. – a temperatura.Capitulo 4. vierem a ser molhados. – retirar o objeto do saco e. Quando o mofo for descoberto. fechar hermeticamente e remover para uma área limpa e bem ventilada. Se. – proteger da ação de ratos. isolada do resto da coleção. deve ficar em nível adequado.46 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS – a umidade relativa do ar no ambiente em que se encontram deve estar entre 50% e 55%.pmd 46 22/10/2008. além de ressecar o couro. por qualquer motivo. – impedir ou evitar que os gases provenientes da combustão de diversos produtos atinjam os objetos. a secagem deve ser gradual e por evaporação. se ele estiver úmido. pois o calor. tanto na reserva técnica como nos salões de exposição. traças e outros insetos. – manter os objetos longe de água. Os objetos de couro são particularmente suscetíveis ao aparecimento do mofo.

a fim de evitar a perda de qualquer pedaço que. devido às tensões e aos esforços. – nas áreas frágeis. no mais baixo. Para compreender a deterioração dos objetos têxteis. Isso pode acontecer por todo o tecido ou apenas numa parte dele. resultando em fibras encurtadas e numa estrutura intermolecular enfraquecida. demorada e. naturais e sintéticas. e – cobrir o bocal do aspirador com uma tela ou gaze. – os efeitos do meio ambiente. usar escova de pelos macios.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 47 não existam perdas de pedaços ou de decoração. – os danos mecânicos provocados pelo excesso de manuseio. Os resultados são a fragilidade e a quebradura. Ela pode ocorrer em todos os níveis e. Tecidos Os objetos têxteis estão entre os mais sensíveis dos existentes nas coleções dos museus. pelos desastres e pelo vandalismo. A conservação preventiva dos tecidos é muito importante. dificilmente. possa se destacar do objeto. e – a biodeterioração causada por insetos e infestação microbiológica. Os tecidos são feitos de fibras de diferentes tipos. à exposição em condições adversas ou aos ataques biológicos. Os calçados de couro. pelas deficientes condições de guarda e exposição. mas sem fazer pressão sobre a sua superfície. 2. devem ser enchidos com papel neutro para que possa ser mantida a sua forma original. como mostra a figura 4-1. quando guardados na reserva técnica.Capitulo 4. mantendo o bocal bem perto da peça. Existem quatro fatores que contribuem para causar a deterioração dos objetos têxteis: – a deterioração natural das fibras. 14:05 . A restauração das peças danificadas é cara.pmd 47 22/10/2008. é preciso entender as propriedades físicas e químicas dos materiais e o seu processo de envelhecimento. acidentalmente. A prevenção implica cuidados com o ambiente onde os 06 . elas voltam à aparência original. é o processo pelo qual as longas cadeias das moléculas das fibras são partidas em cadeias menores.

devem ser adotadas as seguintes medidas: – não expor um objeto sob a luz direta ou indireta do sol. A intensidade da luz não deve ser superior a 50 lux. como mais importantes. nas janelas. com a guarda na reserva técnica e com a sua exposição. o índice deve estar entre 50% e 55%. – usar filtros UV nas lâmpadas fluorescentes. 14:05 . Abaixo de 45%. O dano causado pela luz depende de três aspectos: – da sua intensidade.Capitulo 4. a umidade relativa do ar e a temperatura. A radiação ultravioleta é extremamente nociva aos tecidos. com as infestações. como o olho humano adapta-se rapidamente às mudanças de intensidade. a.48 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS objetos se encontram (luz. nas vitrinas. – da proporção da radiação ultravioleta. e – da duração da exposição. a iluminação uniformemente sobre a peça. 06 .pmd 48 22/10/2008. 1)Umidade relativa e temperatura A umidade relativa acelera a deterioração química e biológica dos tecidos. Esse limite pode parecer baixo mas. Para evitá-la. Efeitos do meio ambiente Entre os fatores ambientais destacam-se. da luz solar e de lâmpadas fluorescentes. e – colocar. com o manuseio. ou pela instalação de interruptores acionados por sensores de presença. logo o visitante perceberá que a iluminação é suficiente e apreciará esse cuidado com o objeto. Cuidados com a luz A luz é um dos mais perigosos (e talvez um dos mais desconhecidos) fatores que afetam materiais sensíveis como os tecidos. fundamentalmente. umidade relativa e temperatura). – distribuir. cortinas e filtros do tipo insulfilm nos seus vidros. b. Para reduzir os efeitos nocivos da radiação. A duração da exposição do objeto à ação da luz pode ser reduzida pelo desligamento da iluminação nos salões de exposição e nas vitrinas fora dos horários de visitação. Ela provém.

além de interferir na umidade relativa. 2) Poluição do ar O pólen. acelera o processo de envelhecimento dos tecidos. O calor. Os panos usados para cobertura dos tecidos devem ser lavados com freqüência. Infestações A melhor medida preventiva contra a infestação é a limpeza e a conservação das dependências do museu. A umidade igual ou superior a 65% pode favorecer a biodeterioração da peça. O tratamento dos objetos contaminados dependerá da extensão do dano. Somente devem ser realizadas obras próximo aos salões de exposição e da reserva técnica.pmd 49 22/10/2008.Capitulo 4. Para isso. Os fungos são muito perigosos para os tecidos. e a área minuciosamente inspecionada. a poeira e as partículas aéreas são uma ameaça aos materiais têxteis.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 49 pode causar a fragilidade e a fratura das fibras. Nos casos de suspeita de infestação nos objetos já existentes. O conhecimento do ciclo de vida e dos hábitos dos insetos pode ajudar numa efetiva conservação preventiva. quando houver segurança para o acervo. Os aparelhos de ar-condicionado ajudam no controle da umidade relativa. espanadores etc. A infestação começa com a entrada inicial do inseto na coleção. Os tecidos que entram no acervo podem estar infestados e devem ser isolados e examinados antes de chegar na reserva técnica e nos salões de exposição. e os umidificadores e desumidificadores portáteis são extremamente úteis para regular o clima em estações extremas. o aspirador de pó é melhor do que vassouras. Um especialista deve ser consultado sobre as medidas a adotar. 14:05 . A melhor prevenção é uma boa limpeza das dependências. Os aparelhos de arcondicionado e os desumidificadores e outros métodos de controle da umida- 06 . c. Flores e plantas são boas fontes de contaminação. Nunca tente aplicar inseticidas diretamente sobre qualquer tecido. eles devem ser isolados.

colocar papel neutro entre eles.Capitulo 4. 14:05 . Os tecidos devem. A circulação do ar é também uma medida indispensável. O tecido nunca deve ser deixado. não use jóias. somente quando estritamente necessário e conforme demonstrado nas figuras 4-2 e 4-3. As peças de grandes dimensões podem ser enroladas. A limpeza dos tecidos pode ser feita com o uso de aspirador de pó mas. bandejas. 06 . Cuidados na reserva técnica Os objetos guardados na reserva técnica devem estar sempre limpos e as dependências bem fechadas. mas nunca deixá-lo sobre o tecido e tomar cuidado para que ele não cause dano físico ao mesmo. ser guardados esticados. prateleiras e caixas. Não tocar ou arrastar qualquer coisa sobre a superfície de um tecido. A fumaça é prejudicial às fibras. por longos períodos. O exame e o monitoramento regulares dos objetos são os melhores meios para se evitar as infestações. Quando isso for necessário. usando-se. pulseiras. Sendo assim. distintivos etc. num ambiente sem ventilação. Eles podem penetrar nas fibras e degradá-las. relógios. e. Cuidados com o manuseio Todo tecido deve ser tratado como frágil e delicado. Não permitir que fumem perto das coleções. devem ser mantidas a uma distância segura do objeto. Evitar colocar um tecido sobre o outro. as tintas. as canetas etc. atrair poeira e sujeira e volatilizar substâncias reativas em ambientes fechados. sempre que possível. podem ser usadas gavetas como as das mapotecas. Não colocar adesivos de qualquer natureza em contato com os tecidos ou no interior de vitrinas fechadas. Usar sempre lápis em vez de caneta.pmd 50 22/10/2008. Ao manuseá-lo. d. As ferramentas.50 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS de são importantes para prevenir o crescimento dessas infestações.

um tubo de papelão. amarrado com linha no 10 ou cadarço de tecido. O cadarço deve. devendo ser colocado papel neutro. Fig 4-5 – Maneira correta de enrolar tecidos para serem guardados na reserva técnica. de preferência neutro ou forrado com tecido de algodão cru lavado. de forma a evitar o contato de uma parte do tecido com a outra. 06 . 14:05 .pmd 51 22/10/2008. a fim de ser retirada a goma.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 51 Fig 4-2 – Limpeza de tecido com a utilização de aspirador de pó. ser de tecido. para isto. Fig 4-4 – Os tecidos podem ser acondicionados na horizontal. Tela de polietileno Base de madeira Bordas costuradas Fig 4-3 – Proteção do bocal do aspirador com tela ou gaze. Se o tecido tiver uma face pintada ou um avesso. eles deverão ficar para o lado de fora. de forma semelhante aos documentos nas mapotecas. também.Capitulo 4.

Capitulo 4. envoltas em tecido ou papel neutro. Delft – Holanda). 14:05 . ternos. O uso de suportes impróprios pode danificar imediatamente o objeto. como mostram as figuras 4-8 e 4-9.52 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS Etiqueta Fig 4-6 – Diferentes tipos de suporte usados na reserva técnica para guarda de tecidos enrolados. Fig 4-7 – Uniformes guardados na reserva técnica. podendo ser utilizados cabides revestidos. 06 . de preferência sem dobras. As roupas que não puderem ser colocadas em suportes adequados devem ser guardadas em caixas. conforme ilustrado na figura acima. uniformes etc. Vários tipos de suporte podem ser usados para a estocagem dos rolos com os tecidos. As roupas (vestidos.) devem ser guardadas em suportes adequados para cada tipo e cobertas com tecido neutro. cobertos para proteção contra a poeira e a luz (Museu do Exército.pmd 52 22/10/2008.

para manter a sua forma original. O manuseio. como mostram as figuras 4-10 e 4-11. Cuidados na exposição Expor não é bom para os tecidos. nem devem ser estocados. materiais ou produtos inflamáveis ou que possam exalar vapores. junto com os tecidos. Fig 4-9 – Utilização de cabide revestido para guarda de roupas. o estudo e a montagem causam danos. Os chapéus.Capitulo 4. 06 . Os objetos guardados na reserva técnica devem estar limpos e cobertos e as dependências bem fechadas. Materiais sensíveis não podem ficar permanentemente expostos sem perdas para a integridade do objeto. Fig 4-10 Fig 4-11 f. A reserva técnica não deve ser usada como sala de preparação dos objetos para exposição. 14:05 . alguns deles imperceptíveis. os quepes e os bonés devem ser enchidos com papel neutro.pmd 53 22/10/2008.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 53 Tira de algodão fixada na cintura Enchimento de algodão ou poliéster Cabide acolchoado Revestimento de algodão Fig 4-8 – Cabide revestido para a guarda de roupas.

O posicionamento dos objetos nos locais de exposição é muito importante. Os tapetes. Fig 4-12 – Forma incorreta de exposição de um objeto feito com tecido. devem ser limpos com aspirador de pó. até mesmo. onde as condições ambientais não podem ser perfeitamente controladas.Capitulo 4. existe uma grande diferença entre conservação e restauração. diariamente. A luz. de preferência. pregos ou taxas diretamente no tecido. quando expostos horizontalmente. As pequenas peças podem ser emolduradas. A conservação compreende a manutenção preventiva e o trabalho de recuperação e reparo. funciona como 06 . g. ser expostas em manequins ou em suportes e não como mostra a figura 4-12. Conservação de objetos de tecidos Quando falamos de tecidos. Tecidos lisos e planos devem ser colocados em suportes firmes.54 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS A exposição fora das vitrinas. deve. preferencialmente. A restauração implica um grau de reparo tal que a peça não apenas volta à sua aparência original mas. Não se deve usar grampos. ser evitada. a ventilação e a posição das entradas e saídas de ar são alguns dos fatores a considerar no planejamento e na montagem. 14:05 . sempre que possível. com o peso distribuído uniformemente sobre toda a superfície. fixados com velcro. As roupas devem.pmd 54 22/10/2008.

um drástico tratamento. De madeira A chave para a compreensão do comportamento da madeira e seus requisitos para uma longa preservação está na óbvia constatação de que ela 06 . Os tecidos nos museus podem ficar sujos. normal ou a seco. A limpeza superficial é mecânica e realizada com a escovação do tecido e a utilização de absorventes secos ou abrasivos e aspiradores. devem ser considerados os seguintes conceitos: – não se deve realizar qualquer tratamento que não seja absolutamente necessário para a preservação. Ela deve ser executada exclusivamente por pessoal treinado pois o uso de qualquer solvente de limpeza pode ser perigoso e causar danos irreparáveis ao tecido. guarda e exposição seguras. para eles. 14:05 . – a lavagem a seco. 3. Existem quatro categorias de limpeza que podem ser aplicadas aos tecidos: – a limpeza superficial. Na escolha do método e da técnica de conservação. – a conservação dos objetos têxteis deve envolver materiais e métodos que sejam os menos perigosos possíveis para a condição original do objeto.pmd 55 22/10/2008. A limpeza pontual é o tratamento local de manchas com o uso de solventes. A limpeza dos objetos têxteis requer uma abordagem diferente da normalmente adotada com os tecidos domésticos.Capitulo 4. – a lavagem normal. e – a limpeza pontual. A lavagem é um processo que nunca está sob o completo controle de quem a executa.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 55 era a intenção inicial. Qualquer limpeza cuidadosa é. ao cuidado impróprio ou às condições de guarda. empoeirados e amarelados devido à idade. é delicada medida de conservação que não deve nunca ser adotada sem uma avaliação precisa do estado do objeto. A lavagem. e – o tratamento deve ser tão reversível quanto possível e não deve interferir nas futuras pesquisas sobre as propriedades do tecido e as técnicas usadas na sua fabricação.

por essa razão. Essas diferenças variam de uma espécie para outra. que podem ser vistas em muitos objetos nos museus. feitos com mais de um material como. Existe uma grande atração entre a água e a celulose e. totens etc. por exemplo. como é o caso. provocando diferenças dimensionais nos planos da madeira. freqüentemente. a madeira libera vapor e se contrai. A tentativa de preservação perpétua dos objetos de madeira é uma luta para reverter a ordem natural das coisas. no ambiente. enquanto que veículos. A explicação primária para este fato é o tipo de ambiente em que esses objetos estão ou estiveram alojados. É necessário estar consciente da estrutura física e celular da madeira na árvore para compreender as razões pelas quais os objetos de madeira reagem em condições ambientais particulares. quadros etc. quando ele cai. Sob o ponto de vista da preservação. permaneceram em perfeito estado. quando.56 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS provém das árvores. instrumentos musicais. armas. que a destroem e provocam sua volta ao solo para proporcionar nutrientes para uma nova geração. os mais afortunados são aqueles que se encontram no interior de vitrinas e nos salões de exposição. em exposições abertas no interior dos museus.Capitulo 4. Os 06 . ela absorve vapor d’água e se expande. Na verdade. Deterioração da madeira A madeira é um material higroscópico. estão colocados ao ar livre. o que nos leva a preferir determinado tipo conforme a natureza do objeto. isto é. expostos ou guardados em diferentes condições ambientais. tais como o mobiliário das tumbas encontradas nas pirâmides egípcias. 14:05 . O acervo de qualquer museu contém os mais variados objetos de madeira. O contexto da exposição e a natureza do objeto irão. normalmente. influenciar a sua conservação preventiva e o tratamento da deterioração. a. Muitos deles se constituem objetos compostos. Os objetos de madeira são expostos de diferentes maneiras. por exemplo. dos móveis. ela é logo atacada por agentes da deterioração. Quando uma árvore é derrubada. enquanto outros parecem se deteriorar rapidamente. o nível de umidade sobe. são as paredes das células que se expandem e se contraem durante esse processo. Alguns objetos de madeira muito antigos. Móveis estão.pmd 56 22/10/2008.

provocados pela diminuição ou pelo aumento da umidade relativa. A deterioração biológica é resultante da ação de: – bactérias. e – danos causados pela ação humana. aceita-se até 40% e. – insetos. e – manusear os objetos com o cuidado necessário. alcalinas e pelo sal. A deterioração química é causada: – pela luz. A deterioração física pode apresentar-se sob a forma de: – encolhimento ou inchamento da madeira.Capitulo 4. A deterioração pode ser física. Conservação preventiva As principais medidas a serem adotadas para uma boa conservação preventiva dos objetos de madeira são: – expor ou guardar os objetos em condições ambientais adequadas. b. se as condições são favoráveis. Em regiões mais secas. Condições ambientais adequadas O nível ideal de umidade relativa deve estar entre 45% e 55%. em peças expostas ou guardadas ao ar livre. – erosão provocada pela ação da chuva ou do vento. 14:05 . – pelas substâncias ácidas. até 60%. 06 . – manter os locais onde se encontram os objetos rigorosamente limpos. – organismos marinhos. – pelo fogo. promover a destruição de uma cadeira ou de uma carruagem.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 57 mesmos agentes que transformam um galho de árvore em húmus podem. A melhor forma de preservar objetos de madeira é minimizar os efeitos dos agentes da deterioração. c. – fungos.pmd 57 22/10/2008. nas mais úmidas. e – aves e mamíferos. química ou biológica.

Capitulo 4. 06 . as seguintes providências devem ser adotadas: – colocar os objetos mais pesados na base da pilha. particularmente por falta de espaço. particularmente em relação à temperatura e à luz. – verificar a estabilidade do objeto que vai por baixo de todos. Os objetos feitos com madeira sem tratamento podem ficar sob até 300 lux. por exemplo. as necessidades de limpeza acabam sendo menores. Por isso. Entretanto.58 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS As altas temperaturas favorecem a aceleração da ação biológica. não deixar móveis diretamente em contato com os pisos de concreto. A manutenção dos objetos em vitrinas ajuda bastante na proteção contra a ação nociva da poeira e dos gases poluentes. Os filtros dos sistemas de ar-condicionado e de ventilação reduzem consideravelmente a entrada de poeira nos locais de exposição e na reserva técnica. mantenha a temperatura estabilizada no mais baixo e confortável nível possível. A luz altera as cores naturais da madeira e desbota tecidos e couro dos móveis estofados. serve também como fonte de alimentação para o mofo e pode facilitar a infestação de insetos. O empilhamento de peças deve sempre ser evitado. folhas de espuma de polietileno. O nível adequado de luz para a maioria dos objetos não deve passar de 200 lux. além de ser um abrasivo. que depende das condições ambientais e da natureza do objeto. alguns cuidados especiais devem ser tomados como. Deve ser realizada em escala regular. d. 14:05 . A poeira. Quando isso não for possível. Limpeza dos ambientes Quando as condições ambientais são as ideais. 20º C é um valor aceitável. A guarda dos objetos na reserva técnica fica facilitada pela possibilidade de condições ambientais mais favoráveis. e – colocar uma camada de proteção entre as peças como.pmd 58 22/10/2008. por exemplo. A limpeza tem finalidades estéticas e de preservação. pedra ou tijolo.

em locais com baixa umidade relativa. A poeira localizada na superfície dos objetos de madeira pode causar abrasão. preenchendo vazios e pequenas depressões. procure identificar nela o local mais adequado para isto. ainda. a proteger a peça dos efeitos abrasivos da poeira e do manuseio. mas cuidados devem ser tomados. O enceramento deve ser feito. Nunca arraste uma peça pelo chão e. A freqüência da remoção da poeira varia conforme as condições onde se encontra o objeto. facilita a limpeza e reduz a penetração de água e de vapor na madeira. Manuseio O uso de luvas no manuseio dos objetos é obrigatório. com produtos apropriados. ser empregados. dificultando a eficiente remoção da mesma. Não aplicar cera em objetos de madeira sem acabamento porque ela irá penetrar na estrutura porosa e dar uma aparência diferente da originalmente pretendida. uma vez por ano.Capitulo 4. normalmente. Não devem ser colocados na madeira quaisquer tipos de adesivos. fazer o seguinte: 06 . em princípio. Ela ajuda. criando assim uma superfície que irá refletir a luz de forma uniforme.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 59 e. remover a camada anterior. pois alguns deles se tornam mais escorregadios. Para remover o mofo. também. quando tiver de erguê-la. atrair umidade e deixar uma impressão ruim para quem a vê. cuja pressão não deve ultrapassar dez libras. conforme indicado nas figuras 4-13 e 4-14. A poeira existente em locais de difícil acesso pode ser retirada com ar comprimido. devendo. Isso deve ser feito fora da área de exposição. pelo menos. ser realizada semanalmente. A cera é indicada para limpar acabamentos porque realça a aparência da superfície. O deslocamento de objetos de madeira. o meio mais eficiente para removê-la. Usar somente ceras em pasta e. particularmente de móveis. Tecidos de algodão.pmd 59 22/10/2008. deve ser bem planejado. O aspirador de pó com escova na extremidade é. flanelas e pincéis de pelos macios e curtos podem. antes de aplicá-la. 14:05 . Entretanto. o tecido e a poeira podem adquirir uma carga estática e repelirem-se mutuamente.

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Desloque o móvel erguendo-o pelo fundo. Retire as gavetas antes do deslocamento.

O arrastamento do móvel pode provocar a fratura dos seus pés.

Fig 4-13

Fig 4-14

Não suspenda por aqui

Não levante a mesa pelo tampo

Erga a mesa segurando nas suas partes mais resistentes.

Fig 4-15

Erga a cadeira segurando na sua base, conforme indicado.

Fig 4-16

– reduzir a umidade relativa e aumentar a circulação do ar; – se possível, remover o objeto do local onde se encontra e colocá-lo temporariamente num lugar com mais luz e ventilação; – escovar ou passar aspirador para retirar o mofo. Em partes sem acabamento, é possível usar um pano embebido em solvente (mistura de 50% de água e álcool).

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4. Pinturas
Uma pintura consiste em pigmentos ligados entre si por um líquido (água, óleo etc). Alguns dos pigmentos usados nas pinturas são considerados permanentes. Eles permanecem estáveis sob longas exposições à luz. Outros, contudo, desbotam ou mudam de cor devido a alguns fatores. De um modo geral, o suporte para uma pintura é uma tela ou uma madeira. Esses materiais são higroscópicos, e qualquer mudança na umidade relativa do ambiente provoca, conseqüentemente, mudanças na sua própria umidade e nas suas dimensões, expandindo-se ou contraindo-se, podendo haver torção ou empenamento. As pinturas mais novas suportam relativamente bem as expansões e contrações nos seus suportes. Entretanto, com o envelhecimento, em muitas delas acabam aparecendo rachaduras e outros problemas. O mesmo acontece quando a umidade relativa é muito baixa. A umidade do ambiente deve estar entre 40% e 60% (o ideal é 50% e o máximo é 65%) e a temperatura abaixo de 26ºC. Quanto mais baixa a temperatura, melhor, sem deixar chegar a 0ºC. É importante, contudo, que haja estabilidade, pois uma pintura pode ser danificada pela condensação, se for deslocada rapidamente de uma área fria para uma quente. A mudança de temperatura tem de ser gradual. O nível de iluminação para quase todas as situações não deve passar de 200 lux. Quanto menos luz, melhor. A radiação UV, proveniente da luz natural ou de lâmpadas fluorescentes, deve ser filtrada. Em qualquer situação, particularmente na reserva técnica ou por ocasião da montagem de exposições, não devem ser colocados objetos em cima da área pintada. As pinturas expostas exercem uma certa atração para serem tocadas pelos visitantes e para a ação de vândalos. Para evitar danos, devem ser adotadas as seguintes medidas: – colocar as pinturas, sempre que possível, no interior de vitrinas ou protegidas com um envoltório de vidro ou acrílico transparente;

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Fig 4-17 – Cordão de isolamento protegendo uma pintura. (Saguão do QG do Exército Brasília)

– usar cordões de isolamento para afastar os visitantes; – estabelecer uma vigilância permanente na área onde as pinturas estão expostas. O pessoal do espaço cultural deve estar atento a sinais de alterações nas obras tais como rachaduras, encrespamento, aparecimento de bolhas na camada de tinta, mofo etc. Quando isso ocorrer, deve ser chamado um especialista para a realização dos trabalhos de restauro. A remoção de poeira raramente é necessária, uma vez que as pinturas estão normalmente na posição vertical. Se for necessário limpá-las, proceda com muito cuidado. A melhor providência é chamar um conservador para orientar o serviço. As molduras, se forem lisas, podem ser limpas com pano de algodão cru. Para as entalhadas, use pincéis de pelos macios e curtos. Nas partes pintadas, o uso de trincha deve ser feito no sentido vertical, de cima para baixo.

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Ao guardar as pinturas na reserva técnica, particularmente aquelas que têm tela como suporte, deve-se proceder da seguinte maneira: – proteger a tela com papelão grosso, plástico corrugado ou compensado de 3mm de espessura; – se a pintura irá ficar na reserva técnica por um período curto, depois de feita a proteção citada acima, encostá-la verticalmente numa parede interna (nunca externa), colocando, também, papelão para separar uma das outras (Figura 4-18); – se a pintura tiver de permanecer por um longo período, deve ser guardada verticalmente, conforme mostrado na figura 4-19; e – ao expor pinturas penduradas em paredes, verificar se o cordão está em bom estado, se suporta o peso da tela e se os ganchos estão bem fixados na parede.

Fig 4-18 Fig 4-19

Fig 4-20 – Sistema de painéis deslizantes, ideal para a guarda de pinturas.

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Essa característica é a responsável pelos movimentos de alongamento e encurtamento do papel em face das variações da umidade relativa no ambiente em que ele se encontra. A estrutura da maioria dos tipos de papel é semelhante. mas o Ocidente só veio a conhecê-lo. ela se caracteriza por apresentar uma grande reatividade química. ele é o “suporte”. – agentes biológicos (insetos. normalmente. A celulose é o seu principal componente. A celulose é sintetizada pelos vegetais por meio do processo de fotossíntese e. O papel propriamente dito é. – iluminação. em geral. Além disso. qualquer que seja a fibra utilizada.64 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 5. no século VIII. como se diz corriqueiramente. Agentes da deterioração O papel. 14:05 . apresenta com ela grande afinidade. fungos e roedores). a. Os principais agentes da deterioração são: – umidade relativa do ar.pmd 64 22/10/2008. 06 . provavelmente. Esses processos podem ser devidos tanto à própria fabricação do papel como ao meio ambiente circundante do acervo. embora insolúvel em água. Igualmente importante é o que ele contém: a tinta. é vulnerável a diversos processos de deterioração. e – manuseio.Capitulo 4. o grafite etc. cujas conseqüências se refletem nas propriedades físicas e químicas do papel. o crayon. como qualquer outro suporte de escrita e impressão. apenas parte do objeto ou. de vegetais como o eucalipto e outros. Papéis Acredita-se que o papel tenha surgido na China há aproximadamente dois mil anos. produzida a partir do beneficiamento de matérias fibrosas oriundas. – poluição ambiental. – temperatura. O papel é uma pasta de constituição complexa.

notadamente os insetos. quanto mais baixa. em ambientes úmidos. o papel é forçado a liberar água estrutural.pmd 65 22/10/2008. Por essa razão. Sua atração física pela água faz com que a umidade relativa do ar seja um dos fatores mais críticos para o ambiente onde se encontram os objetos de papel. 14:05 . é mais conveniente usar sílica-gel. que está em equilíbrio com a água existente no ar. ressecamento este que pode acarretar-lhe quebraduras. Quando a umidade relativa diminui. que não pode ser substituída. a ventilação natural ou forçada pode ser um recurso para o controle simultâneo da umidade e da temperatura. Deve-se evitar umidade relativa abaixo de 40% e superior a 65%. O controle da umidade relativa é feito por meio de aparelhos de desumidificação do ar. Assim que a água da superfície é eliminada. teoricamente. e de umidificação. Por outro lado. eles devem ficar guardados ou expostos sob temperaturas constantes. tornando-se menor à medida que perde água. O papel contém água. muitas vezes irreparáveis.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 65 1) Umidade relativa A celulose é um material higroscópico. constituem certamente ameaças sérias devido aos danos que podem gerar nos acervos documentais.Capitulo 4. embora. o papel libera água para que seja mantido esse equilíbrio. 2) Temperatura Os papéis têm as suas reações químicas alteradas em face da temperatura do ambiente em que se encontram. A temperatura pode ser controlada a partir do uso de sistemas de condicionamento de ar. como mapotecas. Em razão disso. a vigilância e 06 . Ele se contrai fisicamente. em locais secos. fungos e roedores. melhor. tanto no interior da sua estrutura química como livremente na sua superfície. deixando o papel permanentemente ressecado. 3) Agentes biológicos Os agentes biológicos. Em pequenos ambientes. A umidade relativa onde os objetos de papel se encontram deve estar entre 45% e 55%. A faixa ideal é de 16oC a 22oC .

correntes aéreas. de fácil assimilação. Os métodos de controle da sua proliferação envolvem. principal componente dos papéis. A disseminação dos fungos se dá através dos esporos.66 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS o controle da proliferação devem constituir um cuidado permanente na conservação preventiva de acervos. portanto.Capitulo 4. às vezes chamados de “mofos” ou “bolores”. (a) Insetos Os danos que os insetos causam aos acervos são bastante conhecidos. O desenvolvimento dos fungos é afetado por diversos fatores. vestuário etc. dos quais destacam-se a luz. se as condições forem adequadas. incapazes de realizar a fotossíntese. suas aplicações em acervos documentais restringem o número de opções consideradas convenientes. 14:05 . necessitam instalar-se sobre matérias que lhes possibilitem obter os nutrientes numa forma pré-elaborada. Uma vez instalados. Embora exista uma expressiva variedade de biocidas. Dentre as várias ordens de insetos potencialmente inconvenientes aos acervos documentais. (b) Fungos Os fungos são vegetais desclorofilados.pmd 66 22/10/2008. A introdução dos agentes biológicos se dá. quase sempre. isto é. os besouros e os cupins. Nem todos os insetos que habitam acervos documentais deterioram a estrutura das obras. gotas d’água. devido à inobservância de cuidados com os acervos. Os danos que causam vão desde uma simples coloração até a deterioração da estrutura das obras. por exemplo. que são carregados por meio de diversos veículos como. devido aos riscos de danos à integridade das obras e à saúde dos funcionários e dos usuários dos acervos. 06 . Desse modo. o pH. Os fungos. a natureza do material constitutivo dos documentos e a presença de outros microorganismos. atacam todos os tipos de acervos independentemente dos seus materiais constitutivos. o emprego de produtos químicos. insetos. porque seus metabolismos não dependem de celulose. podem ser citados como exemplos as traças. a proliferação desses organismos ocorre de modo bastante rápido. freqüentemente.

a faixa de comprimento de ondas.pmd 67 22/10/2008. 14:05 . O controle das radiações eletromagnéticas em acervos documentais é feito por meio de cortinas. Por 06 . os gases ácidos agridem mais rapidamente a estrutura química dos materiais constitutivos das peças do acervo. a intensidade da radiação. 4) Poluição ambiental Dentre os poluentes mais agressivos aos papéis. A deposição contínua da poeira sobre os documentos prejudica a estética das peças. o tempo de exposição e a natureza química do material documental. induzindo um processo de envelhecimento acelerado. favorece o desenvolvimento de microorganismos e pode acelerar a deterioração do material documental. filtros especiais para absorção do ultravioleta. Além da radiação visível. destacam-se a poeira e os gases ácidos provenientes da queima de combustíveis. o ultravioleta e o infravermelho são dois outros tipos de radiação eletromagnética nocivos à conservação de acervos documentais constituídos de papel. capaz de iluminar sem danificar o material documental.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 67 (c) Roedores A periculosidade dos roedores é bastante significativa. A velocidade de degradação por poluentes atmosféricos é função do percentual de umidade relativa no acervo e circunvizinhanças. A luz solar e a proveniente de lâmpadas fluorescentes são as que mais prejuízos causam aos papéis. ou seja. Não existe nenhum tipo de lâmpada ideal. persianas. Por outro lado. O hábito de comer nos museus deve ser desencorajado. filmes refletores de calor etc. A admissão de roedores nos acervos se dá devido à presença de resíduos de alimentos. 5) Iluminação A luz. é um tipo de radiação eletromagnética capaz de fragilizar os materiais constitutivos dos documentos. por exemplo. Os sistemas de ventilação artificial com o acoplamento de filtros para a retenção de componentes nocivos aos objetos de papel são eficientes medidas de proteção contra a ação de poluentes atmosféricos.Capitulo 4. natural ou artificial. A deterioração fotoquímica depende de diversos fatores como.

14:05 . gravuras etc. Os papéis não devem ser expostos por períodos superiores a seis meses sob iluminação maior que 50 lux. – nunca usar colas plásticas (PVA) que. – nunca retirar um livro da estante puxando-o pela borda superior da lombada. pois ela. Técnicas de manuseio A vida útil de um documento é. nas medidas necessárias. gravuras etc. geram reações ácidas e manchas irreversíveis. as medidas de proteção contra a deterioração fotoquímica devem ser frutos de estudos amadurecidos e conduzidos por especialistas no assunto.68 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS essa razão.Capitulo 4. O ideal é manter os volumes nas estantes. penetra nas fibras de papel desencadeando uma ação ácida irreversível. O ideal é confeccionar embalagens com material neutro. – uso de técnicas apropriadas de embalagem e guarda. observando-se uma fol- 06 . – nunca usar fitas adesivas. em virtude da composição química da cola.pmd 68 22/10/2008. – documentos. usar sempre as duas mãos. – monitoramento e controle dos ambientes. b. mapas etc. As seguintes normas e procedimentos básicos devem ser seguidos: – as mãos devem estar sempre limpas e calçadas com luvas. Usar papel neutro ou previamente desacidificado para separá-los. – ao manusear gravuras. nunca devem ser colocados diretamente uns sobre os outros. – não dobrar o papel. impressos. Conservação preventiva Um programa de conservação preventiva de objetos de papel inclui os seguintes procedimentos: – realização de procedimentos não interventivos. determinada pelos critérios utilizados no manuseio e na exposição. c. pois isso acarreta o rompimento das fibras. e – práticas de técnicas conscientes de manuseio e exposição. em parte. sem uma proteção. devido ao seu alto teor de acidez. com o tempo. – evitar enrolar documentos.

pois essa ação pode desencadear reações ácidas (manchas) comprometedoras. 14:05 . pois essa posição acarreta o enfraquecimento das Remoção da poeira com a escova de um aspirador de pó. – os livros devem ser acondicionados nas estantes em posição vertical.Capitulo 4.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 69 Errado Certo Fig 4-21 Fig 4-22 ga entre eles. por possuírem grande porte. Fig 4-23 – Formas corretas de realizar a limpeza das bordas do livro. 06 . Esse procedimento acarreta uma pressão nas costuras dos cadernos e nas lombadas que pode provocar o rompimento e o desmembramento dos cadernos do volume. o que possibilita sua retirada segurando-os com firmeza pela parte mediana da encadernação. – nunca apoiar os cotovelos sobre os volumes de médio e grande porte durante leituras ou pesquisas. quando não for possível. Remoção da poeira com o auxílio de pincel.pmd 69 22/10/2008. colocá-los na posição horizontal. Virar a página pela parte superior da folha. – nunca acondicionar os livros com a lombada voltada para cima e o corte lateral voltado para baixo. – nunca umedecer os dedos com saliva ou qualquer outro tipo de líquido para virar as páginas de um livro.

6. a maleabilidade e a sensibilidade à temperatura. a resistência. Os mais encontrados nos objetos dos museus são o ouro. dependendo dos metais de que é constituído o objeto. Freqüentemente.Capitulo 4. a resistência à corrosão) ou a combinação dos dois.70 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS costuras. O ideal é mantê-los sobrepostos horizontalmente (no máximo três volumes). Ela pode assumir várias formas. quando suas dimensões superarem o espaço a eles reservados na estante. 06 . o cobre. nas artes e em objetos funcionais. o zinco e o alumínio. O tratamento da superfície é uma importante característica do objeto de metal. 14:05 . historicamente. Algumas das mais conhecidas são o latão (mistura de cobre com zinco).pmd 70 22/10/2008. combinados para modificar as suas propriedades ou obter um outro metal mais adequado a uma dada aplicação. As principais propriedades dos metais são o brilho. a dureza. Os elementos metálicos são. A galvanização é um desses tratamentos. o ferro. a superfície recebe um tratamento especial para realçar a sua aparência. Diferentes metais e ligas possuem diferentes propriedades físicas que. o estanho. Metais Os metais são freqüentemente selecionados para aplicações na arquitetura. Esse processo de combinação chama-se liga. a prata. para melhorar as suas características funcionais (por exemplo. freqüentemente. – evitar trazer qualquer tipo de alimento e realizar refeições nas áreas destinadas ao trabalho e manuseio de objetos de papel. – evitar guardar qualquer tipo de guloseimas dentro de gavetas e armários em áreas destinadas ao acondicionamento e consulta de obras. têm sido exploradas na construção e na fabricação de estruturas e objetos metálicos. Agentes da deterioração A corrosão é a principal deterioração dos objetos de metal. a. Os metais primários são caracterizados como aqueles cujos elementos são eletropositivos. o bronze (mistura de cobre com estanho) e a prata de lei (mistura de prata com cobre).

considerar que de nada adiantará a restauração do objeto se 06 . estojos etc. freqüentemente. por exemplo. a maioria dos metais não forma essa camada. Existem casos em que a camada corrosiva é protetora.Capitulo 4. É importante. Os erros mais comuns no tratamento dos objetos de metal são o excesso de limpeza e a negligência. da forma como eles foram reunidos e do ambiente onde estão expostos ou guardados. como a do óxido de alumínio. até que o objeto possa ser examinado por um especialista em restauração. Em oposição. Normalmente. O hábito militar de limpar cintos. Entretanto. a fonte da corrosão pode estar no próprio objeto e. Infelizmente. é melhor deixá-lo sem tratamento contra a corrosão. 14:05 . não é apropriado ao trato com os objetos do espaço cultural. particularmente os de latão e prata. resultado do desejo de ter todos os metais brilhando. os agentes da deterioração podem ser uma parte integrante do ambiente como. diminuindo gradativamente na medida em que a camada de corrosão se desenvolve. O excesso de limpeza é. também. As causas primárias da corrosão são a umidade relativa e a poluição do ar. Às vezes. elas são inicialmente altas. negligência é muitas vezes responsável por danos irreversíveis. em outras ocasiões.pmd 71 22/10/2008. As taxas de corrosão variam conforme as fontes ambientais e a espessura da crosta (revestimento) do objeto.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 71 Fig 4-24 – Corrosão num objeto de metal exposto próximo da orla marítma. a orla marítima ou as áreas urbanas poluídas.

melhor. Aquele que apresentar um ativo estado de deterioração pode ser estabilizado por meio do seu isolamento dos agentes que a provocaram. O segundo. em vez de madeira. Kingston – Canadá) 06 . A temperatura ambiente apropriada à maioria dos metais deve estar entre 15°C e 26°C. – não colocar os objetos em contato direto com o chão ou próximo às paredes externas.72 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS ele retornar às mesmas condições ambientais que geraram a sua deterioração. Na reserva técnica. A restauração é a opção menos indicada. 14:05 . Os aços não enferrujam nem perdem o brilho com umidades abaixo de 15%. devem ser adotadas as seguintes medidas: – manter os objetos em áreas fechadas.pmd 72 22/10/2008. Este tipo de cuidado é especialmente aplicável aos objetos guardados na reserva técnica ou expostos ao ar livre. Fig 4-25 – Forma correta de guarda de objetos de metal na reserva técnica. e – usar.Capitulo 4. mais administrável. b. que pode incluir a aplicação de camada protetora na superfície como. prateleiras de aço. Quanto mais baixo o nível de umidade relativa. é assegurar a utilização de vitrinas e armários apropriados. por exemplo. O primeiro passo é identificar e controlar esses agentes. O ideal é a conservação preventiva. cera. É evidente que isso só é praticável quando o objeto estiver em armários. – manter todos os objetos de metal juntos. Conservação preventiva Existem métodos práticos para o cuidado e a manutenção da maioria dos objetos de metal. de preferência. (Museu de Comunicações e Eletrônica do Exército. O terceiro está na execução de um programa de cuidados com a própria peça.

Caso a peça não tenha outro material. especialmente quando o processo está acentuado pela presença. ácidos. solventes etc. O excesso de tratamento é o segundo maior inimigo. por exemplo. Para proteger os objetos da corrosão proveniente da umidade. deve ser feito o seguinte: – sempre que possível. colocar os reatores do lado de fora. madeira. Conservação de objetos de ferro A ferrugem ou oxidação é o principal inimigo. (Museu do Exército. Os materiais e técnicas empregados na limpeza doméstica são muitas vezes impróprios para os objetos. normalmente usados no Exército. no ar. é preferível deixar o objeto de lado. É importante a aplicação de um produto para proteger a superfície. por exemplo. pode ser usado silicone em aerosol. – cuidado com a limpeza dos objetos. – se usar lâmpadas fluorescentes para iluminação interna das vitrinas. 14:05 . Fig 4-26 – Canhões pintados e expostos corretamente. colocar os objetos no interior de vitrinas.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 73 Nos salões de exposição. sendo este último um índice aceitável. madeira. c. de vários sais. podem ser utilizados somente quando os objetos estiverem em reserva técnica. Os óleos pesados e as graxas. Se não houver certeza sobre aquilo que deva ser feito. quando constante. Madrid – Espanha) 06 . particularmente com o uso de produtos que contenham amônia.pmd 73 22/10/2008. Os mais simples são as ceras de carnaúba e de abelha. particularmente se a peça reunir outros materiais como. como. o nível dela no ambiente deve ser mantido entre 40% e 50%.Capitulo 4.

é uma alternativa válida. Entretanto.Capitulo 4. Armas de fogo As armas de fogo têm sido fabricadas e distribuídas pela Europa desde o século XIV. muito menos com maçarico. Entretanto. Não se deve tentar tirar a ferrugem de um objeto valioso por intermédio de pancadas com martelos ou com outros instrumentos similares. elas eram 06 . e. deve ser imediatamente aplicada uma camada protetora. as armas de fogo sofreram milhares de mudanças. – ter cuidado com os objetos que tenham superfícies lisas e enceradas. pois podem escorregar. Ao longo dos anos. d. – transportar os objetos pesados com o auxílio de carrinhos ou pranchas. Conservação de objetos de cobre ou liga de cobre O cobre. o latão e outras ligas são materiais estáveis. e – preparar o local e testar os pedestais e plataformas antes de deslocar o objeto. e o material esteja inteiramente seco. uma das mais marcantes pode ter sido a forma de carregamento da munição. o bronze. aplica-se aos objetos metálicos tudo o que foi dito anteriormente neste capítulo. particularmente para canhões de ferro fundido. 14:05 .74 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS A pintura. os poluentes no ar e os cloretos da água do mar e outras fontes podem causar problemas de corrosão. tanto no desenho como na tecnologia. com especial ênfase para os seguintes aspectos: – restringir o manuseio e os deslocamentos ao mínimo necessário. Manuseio Quanto ao manuseio. tecnologia que se espalhou mais tarde pela América e pelas colônias européias. 7. desde que sejam utilizadas tintas apropriadas. removida toda a ferrugem e a sujeira.pmd 74 22/10/2008. Uma vez livre da ferrugem. No início. A ferrugem pode ser removida por meio da raspagem do metal corroído com lã de bronze fina e solventes minerais. quando adequadamente tratados.

a. O primeiro deles é o ambiente onde se encontram. como os demais objetos. 14:05 . das flutuações da umidade relativa e dos poluentes da atmosfera. independentemente da sua idade. A exposição excessiva ou prolongada à luz pode causar o escurecimento ou o esmaecimento de surperfícies ou acabamentos.pmd 75 22/10/2008. de cortinas e filtros já mencionados neste trabalho. Fig 4-27 Exemplo de arma de fogo antiga. tecnicamente. – evitar a incidência direta da luz do sol sobre as armas. por meio da utilização. Cada um desses materiais reagirá de maneiras diferentes na presença da luz. Baixos níveis podem causar o ressecamento e o encurtamento da madeira.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 75 carregadas pela boca do cano (antecarga). o carregamento passou a ser feito pela retaguarda (retrocarga). Altos níveis de umidade relativa contribuem para a corrosão do metal e/ou o crescimento do mofo. com flutuações mínimas. O controle das condições ambientais onde se encontra é um dos melhores recursos para se evitar a deterioração de uma arma de fogo. Elas devem. Quando a umidade flutua. as partes de madeira expandem-se e contraemse em algum grau. nos salões de exposição. comumente encontrados nas armas de fogo. 06 . ser consideradas como um composto de diferentes materiais. da temperatura. ajustados e mantidos juntos. As principais medidas são: – manter a umidade entre 45% e 50%. Os altos níveis de iluminação podem ser danosos para os materiais orgânicos. estão sujeitas a uma variedade de elementos que podem contribuir para a sua deterioração.Capitulo 4. mais tarde. Deterioração As armas de fogo.

O primeiro deles é se o problema que causou o dano foi removido ou eliminado. não oferecem perigo a quem os manuseia e para as outras pessoas. Diferentemente de outros objetos do museu. os efeitos do tratamento devem. em certas circunstâncias. A limpeza comum. as seguintes medidas devem ser adotadas: – manusear cada arma de fogo como se ela estivesse carregada. b. devem ser manuseadas com extremo cuidado. essa tarefa deve ser realizada com as necessárias precauções. por pessoal tecnicamente habilitado. 06 . A fim de evitar acidentes. c. por qualquer razão. igualmente. Tratamento Quando uma arma de fogo sofre. Desmontagem e limpeza A limpeza de uma arma de fogo deve ser encarada como uma atividade a ser conduzida. as chances de obtenção de peças de reposição são muito menores. que pode envolver desde uma simples limpeza da superfície a uma completa restauração. A extensão do tratamento proposto deve ser governada pela profundidade do dano. em geral. Manuseio O manuseio de armas de fogo. essas armas podem representar perigo para todos e. d. e – realizar freqüentes inspeções para verificar as condições ambientais.Capitulo 4. ser levados em consideração.76 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS – manter sempre limpos os locais onde as armas se encontram. É importante lembrar que. pode ser necessário realizar nela algum tipo de tratamento. é importante observar as regras de manuseio recomendadas. vários fatores devem ser considerados. um dano. mas. a longo prazo. que. o tratamento será inútil. não requer essa assistência. 14:05 . Por último. quando estamos lidando com armas muito antigas. Ao efetuar a limpeza ou a desmontagem de uma arma. quando implicar a desmontagem de algum mecanismo. para que sejam evitados danos irreversíveis ao objeto. Ao decidir a extensão de qualquer tipo de tratamento. conseqüentemente. Caso negativo. particularmente as portáteis. requer cuidados especiais. como no caso da remoção de poeira das partes externas.pmd 76 22/10/2008.

14:05 . qual seja a de restaurar apenas aquilo que for absolutamente necessário. – usar sempre luvas de borracha sintética ou descartáveis de algodão. alguma restauração pode ser necessária. – verificar se não existem partes perdidas ou peças quebradas antes de mover uma arma. – evitar carregar uma arma de fogo apenas pela parte mais fina da coronha. – usar equipamentos adequados para transportar armas pesadas. ela tem sua justificativa. – estar em condições de realizar o tiro. – se uma peça não está visualmente atraente devido ao dano.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 77 – nunca manusear uma arma com o dedo no gatilho. ou se peças críticas para a sua interpretação foram perdidas. 06 .pmd 77 22/10/2008. – não engatilhar ou disparar uma arma sem necessidade. e. por meio da remoção de partes velhas ou usadas e sua substituição por novas. a fim de permitir o seu estudo e exposição adequados. e – evitar guardar armas dentro de estojos de couro. – usar. Embora essa espécie de restauração não seja de particular benefício para a preservação da peça.Capitulo 4. do simples polimento até o retorno da arma às suas condições originais de tiro. Existem vários fatores que devem ser considerados antes da decisão de submeter uma arma à restauração. Essas afirmações podem ser aplicadas a qualquer tratamento. antes de um exame detalhado da mesma. o estojo de madeira da arma. não é fundamental para a restauração ou a interpretação de uma arma de fogo e pode ser perigoso. São eles: – elementos estruturais podem ser danificados ou podem ser perdidos se ela não for reparada. particularmente nas áreas onde existem metais polidos. para fins de exposição ou estudo. Ela é baseada no respeito ao material original remanescente e na clara evidência do estado anterior. na verdade. Reparos estruturais podem prevenir danos posteriores e/ou perdas de áreas fragilizadas ou peças soltas. Restauração O objetivo da restauração de uma arma de fogo é preservar e revelar o valor histórico e artístico do bem cultural. sempre que existir.

Registros e fotografias dos tratamentos. A melhor proteção para as partes de metal é a aplicação de uma leve camada de óleo. Entalhes 4. a restauração para deixar uma arma em condições de tiro não deve ser considerada. danificado ou não. – qualquer restauração deve ser realizada sob supervisão de profissionais qualificados. Dedeira 17. Coronha 5. Bocal da Coronha 13. Moldura do fecho 9. a uma errônea representação.78 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 1. Nas partes fixas como. f. Isso pode levar a interpretações erradas e. remover evidências essenciais relativas ao fabricante e detalhes significativos para o estudo da peça. Observe que a remoção de material original.Capitulo 4. mas pode. Fuste 10. Couce 3. são informações essenciais. Alça de mira 19. Calçador 16. uma fina camada de cera pode ser aplicada. durante e depois da restauração. Chapa da soleira 2. Canudo de cima 15. Essa tarefa deve ficar por conta de uma reprodução. Gatilho 6 . Cano Fig 4-28 – Elementos constituintes de uma arma antiga. Boca 21. as partes de madeira e de metal da arma devem ser revestidas com o objetivo de melhorar a aparência da peça e proporcionar-lhe proteção contra o ambiente e contra o manuseio. antes. particularmente para as partes móveis. o cano. assim como nas partes de madeira. se ela estiver sendo reproduzida. Guarda-mato 7. 14:05 . Revestimento Como medida final de proteção. Delgado 18. Os revestimen- 06 . Alma 22. Cavilha 11.pmd 78 22/10/2008. que tenham profundo conhecimento da peça sob restauro. Deve ser evitada a aplicação de verniz ou de esmalte. também. Canudo de mola 12. por exemplo. Fecho 8. de uma arma de fogo não apenas compromete a sua integridade. Massa de mira 20. Por essa razão. Vareta 14.

Guardar as armas longas verticalmente em estantes apropriadas. trancadas ou bem aparafusadas. 14:05 .Capitulo 4. de preferência com paredes de concreto e sem janelas. particularmente no que tange à segurança. semelhante às das mapotecas. Todas as peças devem ser expostas em vitrinas ou em pedestais cobertos e fechados com acrílico. em particular quando houver seguidos manuseios do objeto. algumas considerações especiais devem ser observadas. se necessário. Evitar a colocação de correntes ou barras fixando várias armas a um suporte.pmd 79 22/10/2008. policarbonato ou vidro. como mostra a figura 4-29. porque elas podem causar desgaste em áreas das armas com que venham a entrar em contato. A reserva técnica deve ficar sempre muito bem trancada. g. com dispositivos adequados.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 79 tos devem. Mantenha as pistolas em gavetas de metal trancadas. Embora elas tenham poucos requisitos diferentes dos demais objetos de um museu. Exposição e guarda O ambiente onde as armas se encontram expostas ou guardadas é de importância capital. de forma a desencorajar os furtos. ser reaplicados periodicamente. A reserva técnica deve ser forte. Fig 4-29 06 .

roedores e pela atividade humana.Capitulo 4. às piores condições ambientais possíveis. a. que.80 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 8. Entretanto. a maioria de metal ou de madeira. particularmente os militares. os objetos colocados nessas condições estão mais intensamente sujeitos aos danos causados por insetos. grandes variações de temperatura. a principal causa Fig 4-30 – Canhão ferroviário. Entretanto. poeira e gases provenientes da poluição atmosférica. muitas vezes. da água retida da chuva e da água absorvida do solo.pmd 80 22/10/2008. existem medidas que podem reduzir a velocidade dos efeitos dos agentes. dispõem de objetos de grande porte. As mais importantes são: 06 . Além desses agentes da deterioração. são obrigados a ficar sujeitos ao tempo. por falta de espaço ou de recursos. 14:05 . quando a umidade atmosférica está acima de 65%/70%. Todos os objetos metálicos são afetados. (Museu Militar Conde de Linhares – Rio de Janeiro) de deterioração desses objetos é a umidade proveniente do ar. tais como umidade elevada. particularmente em materiais mais sensíveis. nenhuma intensidade de cuidados ou de manutenção irá impedir a sua deterioração. Objetos de grande porte em áreas externas Muitos museus. Preparação para exposição externa Se não for possível providenciar uma cobertura para o objeto. ação intensa da luz do sol.

em geral. b. são feitas de várias partes móveis. medida essa que deve ser adotada em todas as partes do objeto.pmd 81 22/10/2008. Limpeza A limpeza diária de objetos expostos ao ar livre é muito importante.Capitulo 4. A troca periódica é recomendada. – limpeza. 14:05 . Ao adotar as medidas acima recomendadas. da mesma forma como era feita a manutenção. isto é bem mais difícil. porque eles são complexos e contêm muitas partes móveis críticas que podem ser danificadas pela corrosão. pulverizá-las com óleos inibidores. lixo. é importante considerar a possibilidade dos visitantes terem as suas roupas manchadas pelos lubrificantes. – tapar todos os orifícios a fim de evitar a entrada de lixo ou de animais. com o objetivo de tentar reduzir a deterioração. e 06 . quando possível. quando o objeto estava em pleno uso. – segurança.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 81 – interdição de partes críticas. – drenagem. Outra medida adequada é manter algumas partes hermeticamente fechadas e. Esses elementos devem ser constantemente lubrificados. Interdição de partes críticas As máquinas. A melhor forma de preservá-los é. fazê-los entrar em funcionamento periodicamente. As graxas e os óleos podem ficar secos e duros e não proporcionar a proteção esperada. anualmente. servindo de ninhos de aves ou de roedores etc. é muito importante que esse trabalho seja realizado ou orientado por especialista no equipamento. c. Nos motores de combustão interna. Muito do seu significado mecânico e histórico poderá ser perdido se esforços não forem feitos para minimizar a corrosão nesses mecanismos. Avisos devem ser colocados. Para isso: – verificar e limpar todas as superfícies horizontais da peça onde possam se acumular sujeira. Para um bom resultado. a fim de mantê-los em funcionamento. chamando a atenção para o cuidado necessário. e – remoção de materiais de origem orgânica.

e a permitir que a umidade condensada possa sair. que são potenciais alvos para tentativas de vandalismo. Drenagem Muitos fabricantes de equipamentos usados em áreas abertas costumam neles instalar meios para drenagem da água acumulada em superfícies horizontais. dependendo das condições ambientais. os métodos já apresentados neste trabalho. Quando forem removidas. de forma a impedir a entrada de água e de terra. limo e mato. como mostra a figura 4-30. distribuída num solo bem drenado. para esse fim. não se deve considerar que isso seja sempre feito ou que esse sistema continue em funcionamento. que devem ser removidos. não devem ficar em contato com o solo. particularmente não pavimentado. d. Peças de vidro ou de cerâmica tais como botões. almotolias.82 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS – todas as câmaras devem ter orifícios de drenagem. Essa operação deve ser repetida periodicamente. devem ser removidas.Capitulo 4. 14:05 . Estruturas de proteção 1) Bases Os objetos de grande porte. Remoção de materiais de origem orgânica As peças de madeira que tenham sido expostas à umidade por longos períodos podem ficar cobertas com fungos. quando possível. g. os orifícios devem ser vedados para impedir a entrada de poeira e de umidade. As partes do equipamento que possam oferecer risco para a segurança dos visitantes deverão ser removidas ou cobertas.pmd 82 22/10/2008. Segurança Todas as partes do objeto que possam ser perdidas. O meio mais simples e econômico de desenvolver uma base adequada para o objeto é colocá-lo sobre uma camada de pedra ou de brita. como mostra a figura 4-29. Alguns tratamentos são apenas paliativos. e. Essa base impedirá o 06 . sempre que possível. perfeitamente identificadas e guardadas em local seguro. usando-se. Pode ser necessária a abertura de furos em áreas onde a água costuma ficar acumulada. furtadas ou quebradas devem ser retiradas. Entretanto. lâmpadas e janelas. pois atacam os sintomas e não as causas. f.

particularmente a proveniente da chuva.pmd 83 22/10/2008. como os apresentados na figura 4-33. Fig 4-31 – Canhão incorretamente exposto com as rodas em contato direto com o solo. 14:05 . canhões etc. podem ser usados diversos tipos de blocos. com as rodas de madeira. Bruxelas – Bélgica) 06 . elas devem estar suspensas pelos seus eixos.. evitando o seu contato direto com o solo.Capitulo 4.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 83 crescimento de grama e possibilitará uma rápida drenagem da água. (Museu do Exército. Nos casos de viaturas. 2) Suportes Para evitar o contato direto do objeto com o solo. de borracha ou de pneus tangenciando o solo. Fig 4-32 – Viatura blindada exposta ao ar livre sobre uma camada de brita.

tais como: – a lona não deve ficar em contato direto com a superfície do objeto. e a condensação do vapor d’água. algumas precauções devem ser tomadas. para reduzir os efeitos nocivos da umidade. A sua cor não deve contrastar com a do objeto. evitando o seu contato direto com o solo.84 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS Fig 4-33 – Diferentes tipos de suporte para a exposição de canhões e viaturas. Entretanto. (Parque Osório – Rio Grande do Sul) 3) Coberturas temporárias Sempre que possível. O meio mais simples de fazê-lo é a cobertura com lona ou com plástico preto mais conhecido como lona preta. os objetos devem estar cobertos. – devem haver aberturas que permitam a circulação livre do ar de forma a minimizar a excessiva temperatura e a umidade do ar. e 06 . 14:05 .pmd 84 22/10/2008. a fim de evitar a abrasão provocada pelo atrito. Fig 4-34 – Aplicação prática de um dos suportes apresentados na figura acima. para não chamar a atenção.Capitulo 4. em função da ação do vento.

Mexer. Algumas partes do objeto poderão ser tratadas com ceras especiais. intencionais ou não. h. além de colaborar para a sua destruição. bronze etc. É uma tarefa difícil. a fim de se evitar danos maiores durante a remoção da ferrugem. porque. como a mostrada na figura 4-35. o polimento originalmente não era característica das peças.Capitulo 4. Manutenção O ideal é que as peças em exposição dêem ao visitante a impressão de que ainda estão em uso. cobrindo-as para que não fique acumulada água em locais sem drenagem. não devem ser polidas. Os objetos que apresentarem corrosão deverão ser tratados exclusivamente por pessoal habilitado. As de cobre. Os objetos expostos externamente e as coberturas usadas para protegêlos servem de forma excelente para a construção de ninhos por parte de aves e roedores. 14:05 . deve ser colocada uma armação de metal ou de madeira.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 85 Fig 4-35 – para atender as duas recomendações anteriores. latão. subir ou entrar nos equipamentos só deverá ser per- 06 . em face das condições de exposição do objeto e pela dificuldade de encontrar pessoal habilitado para fazer manutenção em equipamentos fora de uso há muito tempo.pmd 85 22/10/2008. mas é preciso ter especial cuidado com outras. Muitas partes poderão ser lavadas. Somente a inspeção regular poderá impedir o seu surgimento. são muito freqüentes nesse tipo de objeto. Os atos destrutivos.

pmd 86 22/10/2008. 14:05 . Fig 4-36 Fig 4-37 06 . Objetos diversos Objetos de diversas naturezas. uma escada de acesso permite que o visitante possa ter acesso ao seu interior sem danificá-lo. principalmente peças de uniformes militares e adornos de vestimentas. No caso de equipamentos de grande porte. 9.86 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS mitido com a presença de pessoal do museu. requerem um tratamento especial.Capitulo 4. particularmente quanto à sua guarda na reserva técnica. As figuras a seguir apresentam sugestões úteis nesse sentido.

CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 87 Fig 4-38 Fig 4-39 Fig 4-40 06 . 14:05 .pmd 87 22/10/2008.Capitulo 4.

pmd 88 22/10/2008.Capitulo 4. 14:05 .88 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS Fig 4-41 Fig 4-42 Fig 4-43 06 .

tem como obra de arquitetura militar expressiva beleza plástica. Nesse acervo de memórias. das fortificações não repousa no seu repertório decorativo. destacam-se os edifícios militares. A fortificação. ou engenheiros militares conhecedores do vocabulário das formas clássicas que. Além dos documentos escritos e iconográficos. principalmente as fortalezas. ocupam. entretanto. 06 . mas na simplicidade e na pureza das Fig 4-44– Exemplo de deterioração provocada por infiltrações numa fortificação. que são. dos objetos e artefatos militares. Grande parte delas foi concebida por famosos arquitetos e artistas como Dürer. quase sempre. A beleza.Capitulo 4. deixavam transparecer esse conhecimento nos pórticos de entrada e portalós das obras de defesa. além de símbolos vivos da História. na maioria dos casos. as de caráter militar são importantíssimas para a história de cada nação. pela posição destacada que. Memória militar e fortificações A memória de um povo engloba os testemunhos de todas as instituições criadas pelos homens e toda e qualquer manifestação da sua criação. mas. de maneira geral. Conservação de monumentos e edifícios históricos a. cabendo ao Exército conservá-las como missão regimental e ética.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 89 10. 14:05 .pmd 89 22/10/2008. embora de maneira muito econômica. também. malgrado a rudeza de suas linhas. Miguel Ângelo. qualquer que seja a sua época. sendo marcos da evolução urbana e da sua história. à toda a comunidade. já que a memória cultural é um patrimônio de todos. referências visuais na imagem das cidades. Francisco de Giorgio Martini.

as que sobreviveram ao progresso mal compreendido. de uma sinceridade muito grande. que venham descaracterizar o edifício. mesmo uma simples pintura. em virtude de serem referências na imagem das cidades. são motivos prediletos dos cartões postais. Para conhecer se uma intervenção de conservação está ou não adequada.pmd 90 22/10/2008. cujo gosto pode mudar com o tempo. As fortificações que não foram objeto de tombamento não devem ser alvo de transformações. basta confrontá-la com os princípios abaixo relacionados. 06 . por isso. nem ser nelas introduzidos elementos espúrios. Se a fortificação estiver sob a administração do Exército. O desenho era escravo da função e. adaptados da Fig 4-45 – Edifício histórico que teve a sua arquitetura original profundamente descaracterizada por obras e acréscimos realizados nas suas instalações.90 CONSERVAÇÃO DE OBJETOS suas linhas. a autorização para fazer toda e qualquer obra. não se fazia concessão ao supérfluo. ao comercialismo sem alma ou aos administradores incultos. a quem de direito. de 30 de novembro de 1937. Os responsáveis por objetos de restauração devem procurar assessoramento técnico nas comissões regionais de obras do Exército ou nas instituições governamentais que se ocupam da defesa do patrimônio. Longe do repertório estilístico. cabe ao seu comandante ou gestor solicitar. 14:05 . no caso o IPHAN. onde. os princípios da sua conservação estão contidos na observância do Decreto-lei 25. b. Como conservar fortificações Para as fortalezas que estiverem protegidas pela Lei Federal do Tombamento.Capitulo 4. como regra geral.

Nesse conjunto. por exemplo. da qual é signatária a maioria das nações civilizadas. 14:05 . mas a cidade e a paisagem (veja-se Guararapes e Pirajá). mas as pequenas também. por exemplo. dentre elas o Brasil: – monumento histórico não é só o edifício. – a conservação dos monumentos deve-se preocupar tanto com as obras de arte. – a conservação e a restauração são atividades que se utilizam de todas as ciências e de todas as técnicas que possam prestar serviço a elas. desde que sejam materiais garantidos e testados na sua qualidade.pmd 91 22/10/2008. que podem nos contar o passado do homem. da transposição do templo de Abu Simbel. mas não se deve exagerar. no Egito. não são só importantes as construções grandiosas. Não se deve tentar mudar um monumento de um lado para o outro.Capitulo 4. – a conservação dos monumentos exige manutenção constante. Quando as técnicas tradicionais da construção forem insuficientes para salvar um monumento. Nós temos direito de fazer adaptações destes edifícios para as novas funções. as imagens e outras coisas que estão dentro de um monumento não devem ser retirados dele. Os móveis. devemos deixar claro que é coisa nova. – a conservação dos monumentos é mais fácil quando se der a eles uma função social e uma utilização. do que está em torno dele. podemos usar técnicas bem modernas e os mais modernos materiais para a sua conservação e restauração. 06 . Quando se conserva um monumento. para não darem problemas depois. para não confundir e enganar as pessoas. a não ser que seja para evitar a sua destruição. da Universidade Federal da Bahia. para dar estabilidade ou conforto. ou seja. quanto com qualquer outro testemunho da História. Quem faz restauração não deve tentar “inventar” o que já desapareceu. tentando “refazer”. como uma ruína. O pouco que tivermos de fazer. as pinturas. Todas elas são testemunho da história do homem. a não ser para salvar esses objetos. Texto elaborado pelo Professor Mário Mendonça de Oliveira. devemo-nos preocupar também com a conservação do seu ambiente. É o caso.CONSERVAÇÃO DE OBJETOS 91 famosa Carta de Veneza.

Planejamento de exposições a. da difusão do patrimônio por meio de exposições. é realizada por meio dos seguintes instrumentos: – da abertura de instalações. – da publicação de catálogos variados. Elas são. se é negada ao público a possibilidade de admirá-lo e compreender o seu significado. parte importante do processo de preservação da memória da Força. 2. Neste capítulo trataremos. particularmente de fortes e fortalezas. que podem ser montadas em museus. De nada vale preservar um bem cultural. – das exposições permanentes e temporárias montadas em espaços culturais e outros locais. basicamente. Generalidades Difundir o patrimônio é tão importante quanto preservá-lo. parti- 07 .pmd 92 22/10/2008. Introdução As exposições são formas eficientes de divulgação dos bens culturais de uma instituição. 14:13 . – das bibliotecas e dos arquivos.92 PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO 5 Planejamento de uma exposição 1. a razão de ser da sua preservação. normalmente. à visitação pública. salas de exposição e outros locais. e – dos sites na Internet. A difusão do patrimônio cultural do Exército. desde que essa difusão não implique prejuízo para o acervo.Capitulo 5. realizadas em espaços culturais.

PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO 93 cularmente nos museus e salas de exposição. para que essa unidade seja alcançada. – os objetivos da exposição. Esse planejamento deve levar em conta alguns fatores essenciais como: – o tema (a idéia a ser contada). conforme a sua natureza. o mais difícil: organizar um resumo bem especificado e preciso dos pontos principais a serem cobertos. – o conhecimento das estruturas (meios) necessárias à exposição.Capitulo 5. contendo todas as etapas do planejamento e da montagem de uma exposição. a temática por ela desenvolvida e o seu público-alvo. 14:13 . o tema da exposição. contudo. pois o seu aprimoramento deve ser uma preocupação constante dos responsáveis pelo espaço cultural onde se encontra. como dado essencial. É ele que vai dar a orientação geral para as demais atividades. temporárias e itinerantes. talvez. É. O tema As exposições são. planejar o modo pelo qual essa informação deva ser apresentada ao público é tarefa fundamental. e as partes individuais devem contribuir para a mesma. técnica e. Montar uma boa exposição não é tarefa fácil. Exige conhecimento. meios de comunicação. – a área ou o espaço disponível. O primeiro passo nesse sentido é. Todo o trabalho de planejamento deve ter. planejamento minucioso. – o orçamento disponível. mas. lícito ressaltar que até mesmo uma exposição permanente tem um certo caráter temporário. Por isso. As exposições podem ser permanentes. – a audiência a ser atingida (público-alvo). Expor não é reunir objetos semelhantes num mesmo local. b. bom gosto. Entretanto. a fim de que haja uma perfeita comunicação com os visitantes. A figura 5-1 apresenta um esquema geral. – o acervo existente. sobretudo.pmd 93 22/10/2008. ele precisa ser trabalhado de forma correta. em outros locais. 07 . essencialmente. também. A exposição deve ter uma unidade. e – o pessoal técnico com que se poderá contar.

como as pessoas irão circular pela exposição e qual a seqüência da visitação. cadeiras de rodas. fotografias etc.94 PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO Uma forma de fazer isso é relacionar cada item em cartões. d. também. a linguagem a ser empregada. Esses objetivos irão ajudar sobremaneira na forma da abordagem do tema. também devem ter um cartão.pmd 94 22/10/2008. levar em conta os dados antropométricos dos visitantes. especificados nas figuras seguintes 5-2 a 5-8. 07 . correlatos com o tema principal. Uma idéia do texto final pode ser colocada sob a forma de Planilha de Exposição com três colunas: – 1a coluna: a estória. A organização do espaço disponível O tamanho (extensão) do tema e a quantidade de material a ser usado serão governados pelo espaço disponível para a exposição. mapas. os cartões devem ser ordenados e reordenados. A audiência (público-alvo) O conhecimento prévio do público que irá visitar a exposição é um dado importante e que irá orientar a forma de expor. Na organização do espaço. É importante.Capitulo 5. e – 3a coluna: estrutura e/ou espaço necessário. por exemplo. e. como está formulada nos cartões. a utilização dos recursos e. Depois que todos os itens imagináveis estiverem listados. – 2a coluna: os objetos (artefatos. na distribuição de vitrinas e painéis pelo salão. 14:13 . considerar alguns aspectos técnicos. devemos. se for o caso. também. Os objetivos É importante saber o que se deseja com a montagem da exposição. Ao se comparar o número de cartões com o espaço disponível. As informações nos cartões serão o texto básico para a montagem e confecção das etiquetas iniciais.) que serão usados para contar essa estória. O Anexo G apresenta um exemplo dessa planilha. até que se obtenha uma seqüência satisfatória. com uma frase título no topo de cada um. c. Itens secundários. poderemos chegar à conclusão de que alguns itens devem ser ampliados ou reduzidos. o tamanho dos equipamentos como.

Capitulo 5.pmd 95 22/10/2008. 07 . 14:13 .PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO 95 Fig 5-1 – Seqüência do planejamento de uma exposição.

Uma entrada estreita cria um certo interesse nos visitantes. As vitrinas e os painéis podem formar alcovas. facilitando a circulação.Capitulo 5. de acordo com as divisões do assunto.pmd 96 22/10/2008. Fig 5-3 – Nem sempre é necessária uma larga entrada no salão de exposições. é comum termos divisões. se os painéis e as vitrinas forem afastados das paredes. Fig 5-4 – Os visitantes poderão achar o ambiente mais atraente se os painéis e vitrinas forem colocados formando curvas suaves. Fig 5-5 (ao lado) e 5-6 (abaixo) – Quando se trabalha com o texto da exposição.96 PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO Fig 5-2 – O formato regular de uma sala pode ser quebrado. 07 . tornando o ambiente mais convidativo. 14:13 .

07 . essenciais para o planejamento de uma exposição. Fig 5-8 – Se a sala é muito grande. as vitrinas poderão ser arrumadas em ziguezague. alguns painéis e vitrinas podem ser colocadas formando ilhas. Fig 5-9 – Dados antropométricos médios.pmd 97 22/10/2008. que ajudarão na orientação da circulação.PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO 97 Fig 5-7 – Às vezes.Capitulo 5. produzindo um certo mistério. estimulando o interesse em saber o que vem em seguida. 14:13 .

pmd 98 22/10/2008. 14:13 . Fig 5-12 – Espaços necessários para a circulação de pessoas. Fig 5-13 – Distância mínima entre pedestais e plataformas. Fig 5-11 – Dados antopométricos de um deficiente físico em cadeira de rodas.Capitulo 5. 07 .98 PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO Fig 5-10 – Espaço necessário para a passagem de um visitante em cadeira de rodas.

Fig 5-15 – O tamanho dos objetos e o ângulo de visão necessário condicionam o espaço exigível para a exposição das peças.PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO 99 No tocante à circulação. – deve-se deixar espaço interno suficiente para: · a visualização dos painéis e das vitrinas. a fixação da circulação à volta de uma sala ou através de um espaço. Fig 5 -14 – O campo visual de uma pessoa corresponde a um cone definido por um ângulo de 40 graus.pmd 99 22/10/2008. – os objetos não devem ser expostos de forma a prejudicar a circulação. · a circulação dos visitantes.Capitulo 5. exigindo a circulação num sentido previsto. 14:13 . vale destacar que as plantas clássicas dos museus impõem. à intuição dos visitantes. o que permite expor as peças de acordo com uma seqüência histórica ou uma coerência estilística. 07 . É conveniente lembrar que: – a circulação deve ser orientada preferencialmente da esquerda para a direita (sentido horário). Outros estudos relacionados com esse problema sugerem que se deva deixar. e · os terminais de multimídia. quando disponíveis. normalmente. um percurso aos visitantes.

O acervo (objetos) Enquanto o tema está sendo transformado num texto para a exposição. as pessoas não gastam mais do que de 30 a 45 segundos observando uma vitrina ou painel. Havendo hiato numa coleção. higienizados. 14:13 . Os objetos devem ser selecionados com o objetivo de melhor ilustrar a idéia que está sendo apresentada. Os objetos disponíveis devem ser relacionados e aqueles que forem selecionados para exposição. em média. Isso não será possível se ele estiver “esmagado” pela quantidade de peças e “encharcado” por etiquetas. pois estudos demonstram que.pmd 100 22/10/2008. Continuando a reconhecer as limitações da exposição. de forma a colocá-los em condições de serem expostos. os objetos com os quais ele será interpretado estão sendo reunidos. Nesse curto espaço de tempo. Fotos: Jayme Crespo 07 .Capitulo 5. o visitante espera ver todos os objetos e reter todas as informações a respeito deles. fotografias ou réplicas.100 PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO f. a peça pode ser substituída por desenhos. o planejador deve resistir à tentação de colocar em exposição objetos em excesso. recuperados ou restaurados. Fig 5-16 Exemplo de uma vitrina com excesso de objetos. Os objetos a serem obtidos em outros lugares devem ser igualmente relacionados.

PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO 101 g. dos furtos e dos roubos. pelos objetos que serão colocados no seu interior. Fig 5-17 – Vitrina de formato irregular. A forma e o tamanho de uma vitrina são determinados. os pedestais. nos tamanhos por elas padronizados e por preços muitas vezes fora do alcance do orçamento da exposição ou do espaço cultural. mas. as plataformas. da ação dos insetos e dos fungos. As estruturas (meios) As estruturas normalmente utilizadas para a montagem de exposições são as vitrinas. ainda colocar um objeto em destaque e controlar as condições ambientais onde ele se encontra. 1) Vitrinas As vitrinas são excelentes recursos para a exposição de objetos. (Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana – Rio de Janeiro) 07 . Permitem. 14:13 . as paredes ou combinação entre as mesmas. particularmente quando precisam ficar protegidos da poluição atmosférica. do tamanho adequado para a exposição de manequins. os painéis. Algumas delas podem ser encontradas à venda em firmas especializadas. como mostra a figura 5-17. basicamente. normalmente. os dioramas.Capitulo 5. a construção por conta própria passa a ser uma alternativa economicamente interessante e. mais adequada à natureza dos objetos que serão expostos. dos atos de vandalismo. mais do que isso. Por essa razão.pmd 101 22/10/2008.

14:13 . Quando for de madeira. – expostos em pedestais ou plataformas. de madeira ou de metal. Podem estar isoladas no salão de exposições. Destaque. Em relação à dimensão predominante. devemos considerar os seguintes aspectos: – as vitrinas horizontais não devem ser colocadas diretamente abaixo de fontes de luz vindas do teto. De um modo geral.Capitulo 5. os objetos colocados no interior de uma vitrina podem estar: – fixados no painel de fundo. para uma vitrina mista (vertical e horizontal). poderá ser envernizada ou pintada. Fig 5-18 – Variados tipos de vitrina num mesmo salão. (Museu do Exército. A sua estrutura poderá ser de madeira. e – colocados no piso da vitrina. é importante que os suportes e os revestimentos sejam adequados à natureza e à cor dos objetos. no centro da imagem. No posicionamento de uma vitrina no local. articuladas com painéis ou outras vitrinas e encostadas ou embutidas em paredes. as vitrinas podem ser classificadas como horizontais e verticais. de metal (alumínio.) ou exclusivamente de vidro. de acrílico. aço etc. – colocados em prateleiras de vidro.102 PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO O desenho e a cor de uma vitrina serão influenciados pelo tema e pelo tipo de exposição que está sendo planejada.pmd 102 22/10/2008. Em todas as situações acima enumeradas. Bruxelas – Bélgica) 07 .

07 . e – duas vitrinas verticais iluminadas não devem ser dispostas uma voltada para a outra. (Museu Histórico do Exército – Rio de Janeiro) Fig 5-20 – Várias vitrinas articuladas entre si por pequenos painéis. estrutura em madeira. As figuras 5-18 a 5-28 apresentam alguns modelos de vitrinas.Capitulo 5. Fig 5-19 – Vitrina isolada de formato poligonal. – as vitrinas verticais não devem ser colocadas defronte a uma janela.PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO 103 – as vitrinas horizontais não devem ficar junto às janelas. 14:13 .pmd 103 22/10/2008.

pmd 104 22/10/2008. Kingston – Canadá) Fig 5-23 – Vitrina vertical.104 PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO Fig 5-21 – Vitrina vertical isolada. 14:13 . estrutura de madeira.Capitulo 5. (Museu de Comunicações e Eletrônica do Exército. destinada à exposição de coleções de medalhas. condecorações etc. (Museu Militar Conde de Linhares – Rio de Janeiro) 07 . (Museu de Artes de Bruxelas – Bélgica) Fig 5-22 – Vitrina horizontal com gavetas. Detalhe: as prateleiras de vidro estão suspensas por hastes de aço.

Estados Unidos) 07 .pmd 105 22/10/2008.PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO 105 Fig 5-24 Vitrina vertical isolada.Capitulo 5. (Museu da Polícia Militar de São Paulo – São Paulo) Fig 5-26 – As vitrinas colocadas em ambiente sem aberturas não ficam sujeitas a reflexos indesejáveis. estrutura em madeira. (Museu da Academia Militar de West Point. (Reijksmuseun. 14:13 . Amsterdam – Holanda) Fig 5-25 – Vitrina horizontal isolada. Detalhe: pequena abertura para ventilação.

metal ou pedra. (Museu da FEB – Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial. pintados ou revestidos com material apropriado. confeccionados em madeira. (Museu da Academia Militar de West Point – Estados Unidos) 2) Pedestais e plataformas Os pedestais são recursos extremamente úteis para a exposição de objetos que. de um modo geral. Tanto os pedestais como as plataformas são. Fig 5-29 – Diversos tipos de pedestais e plataformas. As plataformas. Os pedestais. têm. 14:13 . mas uma área considerável para a colocação dos objetos. podendo ser utilizados na sua cor natural. pouca altura. normalmente. em geral. por sua vez. Rio de Janeiro) Fig 5-28 – Vitrina vertical de grandes dimenões.106 PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO Fig 5-27 – Vitrina horizontal. se destacam pelo predomínio da altura em relação às outras dimensões.Capitulo 5. importância e tamanho. sem divisórias que possam prejudicar a visão dos objetos. tenham de ficar isolados.pmd 106 22/10/2008. pela sua natureza. concreto. 07 .

(Pinacoteca de São Paulo – São Paulo) 07 . colocados no interior de uma vitrina. (Museu do Exército. ideal para exposição isolada de objetos. Bruxelas – Bélgica) Fig 5-31 – Exemplo de pedestal de concreto.PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO 107 Fig 5-30 – Vários tamanhos de pedestais.pmd 107 22/10/2008. Fig 5-33 – Pedestal coberto com vidro.Capitulo 5. (Museu Histórico Nacional – Rio de Janeiro) Fig 5-32 – Modelo de pedestal coberto com acrílico ou vidro. 14:13 .

podem ter boa estabilidade. Fig 5-35 – Vários tipos de painéis. embora a adoção de estruturas como a mostrada na figura 5-35 seja mais indicada.pmd 108 22/10/2008. São em geral confeccionados em madeira. necessária a adoção de alguma forma de fixação ao piso. eventualmente. isolados ou articulados. desenhos. 3) Painéis Os painéis são recursos normalmente utilizados para a exposição de documentos. Os articulados. sendo. e – encostados ou pendurados nas paredes. Numa exposição. objetos. plataformas e vitrinas. PVC e outros materiais. simples. gravuras.108 PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO Fig 5-34 – Associação de pedestais e plataformas. mapas. os painéis podem estar basicamente em duas situações: – livres. 14:13 . devemos ter especial atenção para a sua estabilidade.Capitulo 5. articulados ou combinados no interior do salão. 07 . conforme o caso. se distribuídos de forma regular. podendo ser retos ou curvos. Ao usar painéis livres. fotografias. textos informativos e. É mais normal encontrarmos painéis articulados e combinados do que isolados. articulados ou combinados com pedestais.

plataformas ou vitrinas. pois pode. embora barata. Na montagem da exposição. poderão ter ambas as faces utilizadas para a exposição. conforme indicado na figura 5-48. empenar e tem problemas de estabilidade. servir como divisórias de espaços. conforme mostra a figura 5-36. os painéis podem. combinados com pedestais. utilizando-se compensado naval de 20mm. para a montagem de murais fotográficos ou para textos descritivos gerais.Capitulo 5. confeccionado com compensado de 20 mm de espessura. – o modelo mais barato é um painel duplo articulado. poderemos nos valer de painéis adquiridos em firmas especializadas ou construí-los por conta própria. com o tempo. – a melhor solução é a construção de painel com uma armação de madeira. Se decidirmos pela construção. para cobrir janelas a fim de evitar a entrada de iluminação natural indesejável e orientar o fluxo dos visitantes. os seguintes aspectos podem ser de grande utilidade: – a forma mais simples e econômica passa. sempre que possível. 14:13 . não é durável. Fig 5-36 – Modelo simples e econômico de painel. Essa solução. como mostram as figuras 5-36 e 5-42. pela utilização de formatos que considerem o tamanho de uma folha de compensado (2. também. unido por dobradiças embutidas.PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO 109 Além das finalidades já assinaladas.20m x 1. cada um com 1. 07 .60m de altura. Alguns painéis isolados.pmd 109 22/10/2008.10m de largura por 1.60m).

pintá-lo ou revesti-lo com tecido ou outro material. – o acabamento do painel está ligado diretamente ao esquema geral de cor e iluminação da exposição e à natureza do objeto que nele será exposto. Se usarmos fórmica. (Museu de Ieper – Bélgica) Fig 5-39 – Painel articulado. 07 . (Catedral de Chartres – França) Fig 5-38 – Painel contendo lâmpadas acionadas pelo visitante por meio de interruptores. é importante verificar a sua cor e textura. combinado com plataforma.Capitulo 5.pmd 110 22/10/2008. podemos envernizá-lo. se usarmos compensado. Fig 5-37 – Painéis suspensos. 14:13 .110 PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO – o painel propriamente dito pode ser de compensado ou de fórmica.

07 .Capitulo 5.pmd 111 22/10/2008. Fig 5-42 – Painel combinado com plataforma cuja retaguarda foi aproveitada para a exposição de uma fotografia. Fig 5-41 – Painel combinado com pedestal.PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO 111 Fig 5-40 – Painel combinado com plataforma. 14:13 .

Fig 5-44 – Painel combinado com vitrina embutida. formando diferentes figuras e dispostos de forma a regular o fluxo dos visitantes. 07 .pmd 112 22/10/2008. 14:13 . Fig 5-45 – Painéis reunidos.112 PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO Fig 5-43 – Painel desmontável.Capitulo 5. muito prático para montagem de exposições itinerantes.

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Fig 5-46 – Exemplos de painéis articulados. Essa articulação só deve ser concluída depois de termos a exata posição de cada um no salão. Por isso, é bom fazer um teste no local antes da articulação.

Fig 5-47 – Diferentes dispositivos usados para a articulação de painéis.

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Fig 5-48 – Construção de um painel com estrutura em madeira. A fixação das travessas pode ser feita com pregos, parafusos ou cantoneiras.

4) Paredes
As paredes são úteis para exposição de quadros, painéis fotográficos, tapeçaria, estandartes e alguns tipos de armas. Na utilização de paredes, devem ser consideradas as seguintes regras: – sempre que possível, devem ser utilizadas apenas paredes internas do edifício, a fim de evitar a umidade vinda de fora; e – a cor e a textura do revestimento da parede devem estar em harmonia com o objeto.

5) Maquetes
As maquetes são largamente utilizadas nos museus históricos e militares, particularmente para a representação de batalhas. Elas exercem grande fascínio sobre os visitantes e são de mais fácil compreensão do que os mapas e as plantas.

6) Dioramas
Podemos dizer que um diorama é, ao mesmo tempo, um quadro e uma maqueta. Contém, normalmente, modelos de pessoas e animais expostos juntamente com objetos e complementados por uma pintura de fundo. Os dioramas são excelentes recursos para a apresentação tridimensional de

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Fig 5-49 – Exemplo de maquete. (Museu do Exército, Delft – Holanda)

objetos num determinado contexto, particularmente para a representação de cenas de batalhas e do cotidiano. Os dioramas, da mesma forma que as maquetes, devem ser elaborados numa escala adequada à representação do fato e à visão do visitante. São recursos de extrema utilidade, mas que não admitem improvisações. As figuras 5-50 e 5-51 apresentam exemplos de dioramas em diferentes escalas.

Fig 5-50 – Diorama em miniatura. (Museu da Academia Militar de West Point – EUA)

Fig 5-51 – Diorama com as pessoas e os objetos em tamanho real. (Museu Militar, Oslo – Noruega)

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7) Outros recursos
No planejamento de uma exposição, podemos, também, quando o orçamento permite, contar, para casos especiais, com recursos adicionais tais como ambientações, back lights, meios multimídia, som ambiente, miniaturas e outros.

a) Ambientações
Uma ambientação é, na realidade, a reconstituição histórica, na sua forma original, de uma dependência, com o objetivo de informar como era aquele local no passado e como viviam as pessoas na época considerada. Quando essa reconstituição é feita no próprio local como, por exemplo, num forte, num palácio etc., alguns autores a chamam de tableaux, que deve, obrigatoriamente, contar com modelos de pessoas, animais, mobiliário e utensílios em tamanho natural.

Fig 5-52 – Ambientação no museu da fortificação. (Museu Histórico do Exército – Rio de Janeiro)

b) Back Light
Back Lights são transparências normalmente de grandes dimensões, muito utilizadas em lojas comerciais, shoppings e aeroportos, para a propaganda de produtos, informações ao público etc. Seu emprego nos museus se faz particularmente na reprodução de esquemas de manobra de batalhas, como mostra a figura 5-53, na divulgação de imagens de objetos que não podem ser expostos etc.

c) Recursos multimídia
São meios destinados a complementar a informação proporcionada pela exposição. Entre os principais destacamos os terminais de computadores,

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Não permita que o multimídia domine a exposição. bem como para apresentar detalhes ampliados ou demonstrar a sua utilização. 14:13 . O emprego desses recursos deve ser cuidadosamente planejado e criterioso. Eles servem para reforçar o conteúdo da mesma e seus objetivos. Waterloo – Bélgica) projetores associados a computadores e equipamentos de projeção contínua. Fig 5-54 . (Museu de Wellington. O visitante quer ver os objetos. podem causar um sentimento de frustração.Capitulo 5. e a exposição deve ser atraente sem esses recursos.PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO 117 Fig 5-53 – Exemplo de back light.Terminal de computador no interior do salão de exposições. (Museu Histórico do Exército – Rio de Janeiro) 07 . pois. se vierem a falhar.pmd 117 22/10/2008. prejudicando-a. (Museu Histórico do Exército – Rio de Janeiro) Fig 5-55 – Equipamento de projeção contínua de filmes e fitas de vídeo. de forma a evitar que eles venham a concorrer com a própria exposição.

viaturas e soldados. 14:13 . quando o museu não dispuser de espaço para a exposição de objetos de grandes proporções ou quando não existirem mais exemplares da peça. e) Miniaturas As miniaturas são largamente utilizadas. Fig 5-56 – Vitrina só de miniaturas. Madrid – Espanha) Fig 5-57 – Miniaturas de carros de combate.Capitulo 5. ou nos pequenos dioramas.118 PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO d) Som ambiente Em determinados locais e dependendo da temática da exposição. (Museu do Exército. Elas podem ser expostas em vitrinas só de miniaturas. como mostram as figuras 5-56 e 5-57. a instalação de som ambiente pode contribuir significativamente para a criação de um clima propício à motivação do visitante.pmd 118 22/10/2008. (Museu do Comando Militar do Sul – Porto Alegre) 07 .

Fig 5-59 – Placa de compensado ou papelão. Concluído o trabalho. 14:13 . O planejamento completo de uma exposição pode. arquitetos. de conservação do acervo. 07 . i. cooperar para suprir a falta de quaisquer desses profissionais. devem ser elaboradas plantas detalhadas. dependendo do seu tamanho. O orçamento Saber com que quantia poderemos contar para a montagem da exposição é um dado essencial para o planejamento. nas dimensões proporcionais às do salão. horizontais. particularmente as de grande vulto. revestida com papel quadriculado. em parte. 5-60 e 5-61 apresentam as diversas fases da montagem de um modelo. museólogos. de iluminação.pmd 119 22/10/2008. Pessoal técnico O planejamento e a montagem de exposições. podem. Modelo em escala Terminado o planejamento. onde será montado o modelo em escala. são atividades eminentemente técnicas. As figuras 5-59. de cenografia. para uma melhor visualização da sua área. associadas às informações contidas neste trabalho.PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO 119 h. é útil a confecção de um modelo em escala da exposição. de história de multimídia e de segurança. de informatização. A criatividade e o bom senso. iluminadores. j. que requerem a participação de inúmeros especialistas tais como historiadores.Capitulo 5. As figuras 5-58 e 5-62 mostram exemplos dessas plantas. incluir a elaboração de projetos integrados de museografia. cenógrafos e outros. verticais e de circulação. de programação visual externa e interna.

14:13 . com cartolina. conforme sua planta. Fig 5-60 – Construir.120 PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO Fig 5-58 Planta horizontal e vertical (corte) de uma exposição. modelos em escala das vitrinas. Fig 5-61 – Aspecto final do modelo em escala de uma sala de exposições. distribuindo-os pela placa.pmd 120 22/10/2008.Capitulo 5. painéis. 07 . pedestais e plataformas.

PLANEJAMENTO DE UMA EXPOSIÇÃO 121 Fig 5-62 – Planta de circulação dos visitantes de uma exposição. (Museu da Legião Estrangeira – França) Fig 5-63 – Aspecto geral de uma exposição itinerante. depois de montada. 07 . 14:13 .pmd 121 22/10/2008.Capitulo 5.

alguns mais complicados e sofisticados do que outros. Antes disso. será necessário “interpretá-lo” ou “explicá-lo”. Sempre que uma peça é colocada em exposição ou simplesmente retirada de sua embalagem na reserva técnica e mostrada a um visitante. essa interpretação pode ser feita de diferentes modos. é provável que poucos saibam que se trata de uma arma de guerra usada pelos índios das tribos localizadas no norte de Roraima. se mostrarmos a peça da figura ao lado.122 MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 6 Montagem de exposições 1. Entretanto. em termos museológicos. ela está sendo interpretada.Capitulo 6. sabem o que é aquele objeto e para que ele serve: para cortar. Por essa razão. aprovado o projeto e disponibilizados os recursos. Mas. quando estão diante de uma faca. é conveniente tecer algumas considerações de extrema utilidade. significa “explicar um objeto e sua importância”. Vale a pena gastar um pouco de tempo Fig 6-1 08 . Interpretação.pmd 122 22/10/2008. Quase todas as pessoas no mundo. para que esse objeto seja entendido. segue-se a montagem da exposição. 14:14 . Os museus estão interpretando coisas o tempo todo. empregada para furar os olhos do inimigo. Interpretação Concluído o planejamento.

entre outros. os seguintes aspectos: – os objetivos dos visitantes do museu. deve considerar. pelos seus interesses. convicções. – nem sempre é possível agradar a todos. – educar crianças. – procurar inspiração. Depois de definido o que dizer e para quem dizer. Por isso. A interpretação não deve apenas explicar o objeto e a sua importância mas. é preciso ter conhecimento do que se pretende com ela. e – para o sucesso da interpretação. crenças. e – passar o tempo com a família e os amigos. A interpretação de um objeto é uma atividade pessoal. – estar na moda. – satisfazer a fome de conhecimento. Entretanto. levar uma mensagem sobre o significado da sua conservação e o seu contexto. – saciar uma curiosidade ociosa. também.pmd 123 22/10/2008. e – as técnicas mais adequadas. melhor ela será. – proteger-se do mau tempo. o museu deve decidir qual é a técnica a ser utilizada. conhecimentos e curiosidades. se não estiver sintonizada com o interesse do público. qualquer pessoa. as pessoas procuram os museus para: – preencher o tempo. – o que se pretende com a interpretação. Ao realizar a interpretação de um objeto devemos considerar o seguinte: – ela pode falhar. No que tange aos objetivos dos visitantes. ao fazê-la.MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 123 pensando sobre as diversas maneiras de interpretar os objetos das coleções e levantando quais as melhores técnicas para utilização com coisas diferentes para diferentes pessoas.Capitulo 6. Se expor é o melhor meio. de um modo geral. influenciada pela personalidade de quem a realiza. as informações deste capítulo poderão ser de grande valia nessa tarefa. Quanto mais precisa essa definição por parte do museu. 14:14 . 08 . o museu precisa decidir qual é o seu público-alvo.

60m do chão. sempre que possível. as maquetes e as ambientações. gráficos etc. A posição ideal é aquela em que o centro do quadro coincide exatamente com a altura dos olhos de uma pessoa de estatura mediana. As idéias apresentadas a seguir são sugestões que podem ser muito úteis e que devem ser complementadas pelo bom gosto e pela criatividade de quem estiver responsável por essa tarefa. não deixe de contar com a assessoria de técnicos em cada área. afixados em paredes ou no interior de vitrinas. alguns deles simples. A altura de colocação dos quadros é muito importante. de preferência.124 MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 2. isto é. para que não venham a causar o que se costuma chamar “enxaqueca dos museus”.pmd 124 22/10/2008. nas vitrinas. abordamos os principais aspectos relativos ao planejamento de uma exposição e apresentamos os diversos recursos utilizados para a difusão das coleções aos visitantes e para contar as suas histórias. a. nos pedestais e nas plataformas é tarefa muito importante. 1) Quadros Os quadros são. pretendemos fornecer informações de natureza técnica. gravuras. Antes de executar a montagem. Devemos evitar colocá-los muito alto. como os painéis. de conformidade com uma escala aproximada. Entretanto. devemos levar em consideração os dados apresentados nas figuras 6-2 e 6-3. aproximadamente a 1.Capitulo 6. desenhos. 14:14 . Na exposição de quadros.. Arrumação dos objetos A arrumação dos objetos nos painéis. nos painéis e nas vitrinas. outros mais sofisticados como os dioramas. que serão de extrema utilidade na montagem de uma exposição já planejada. Montagem de uma exposição No capítulo anterior. 08 . normalmente. Agora. é importante confeccionar um esboço da disposição dos objetos nas paredes. da qual pode depender o sucesso de uma exposição.

MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 125 Fig 6-2 – Campo visual vertical de uma pessoa com 1.pmd 125 22/10/2008.Capitulo 6.70m de altura. Fig 6-5 – Ganchos utilizados para pendurar quadros. 08 . Fig 6-3 – Campo visual horizontal de uma pessoa com 1.70m de altura. Fig 6-4 – Uma das formas de pendurar quadros. 14:14 .

Fig 6-7 – Arrumação de quadros de forma irregular. em princípio pela base. é importante lembrar que o olhar do ser humano é. como mostra a figura 6-6.Capitulo 6. alinhada pela base. para esses objetos.126 MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES Os quadros devem ser alinhados na posição horizontal. As figuras 6-7 e 6-8 mostram formas mais atraentes de expor. em geral. podem ser expostas com ou sem o auxílio de molduras. deverá ser posta em realce por meio de iluminação especial. mas é monótona e pode dar a entender que todas as obras são iguais. A formal. Fig 6-6 – Arrumação de quadros de forma regular. 14:14 . As fotografias podem ser colocadas em painéis. ser colocada do lado direito. Entretanto. em princípio. lugar esse que deverá ser ocupado pela obra mais importante. Existem. 2) Fotografias. mantendo-se entre eles uma distância mínima de 10cm. duas maneiras de expor quadros em paredes. atraído para o centro. vitrinas ou transformadas em painéis fotográficos. desenhos. normalmente. pode ser fácil e prática de realizar. ou aplicadas sobre placas de 08 . que. mapas e gravuras São válidas. balanceada. Quando em painéis e vitrinas. se pequena. as mesmas considerações do item anterior. basicamente. A etiqueta deve.pmd 126 22/10/2008.

MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 127 Fig 6-8 – Exemplo da arrumação de quadros de forma irregular. preferencialmente.pmd 127 Fotos: Jayme Crespo 22/10/2008. serão de difícil visualização. 14:14 . ser expostos abertos. fotografias etc. em princípio. 08 . Os livros devem. 6-13 e 6-14 e. sobre suportes especiais. em alguns casos. conforme mostra a figura 6-10. que podem lhe proporcionar um maior realce. no interior de vitrinas horizontais com o fundo inclinado (Fig. preparada para exposição num painel ou vitrina. materiais especiais. 6-11). (Pinacoteca de São Paulo – São Paulo) Fig 6-9 – Fotografia emoldurada. se colocados no fundo de uma vitrina horizontal. graças ao relevo formado. papéis. 3) Livros e documentos Livros e documentos e. desenhos. como mostram as figuras 6-12.Capitulo 6.

e – em vitrinas verticais. – em vitrinas próprias para esse fim. Quando isoladamente.pmd 128 22/10/2008. elas podem ficar: – em vitrinas horizontais. 14:14 . de forma semelhante aos livros.128 MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES Fig 6-12 Fig 6-10 Fig 6-11 Fig 6-13 Fig 6-14 4) Moedas e medalhas As moedas e as medalhas podem ser expostas isoladamente ou em conjunto com outros objetos.Capitulo 6. 08 . como mostrado na figura 5-22 (página 104).

MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 129 No caso particular das medalhas. elas podem estar colocadas sobre os uniformes ou roupas. As armas de pequeno porte. a periculosidade que ainda oferecem. de forma que não possam ser removidas com facilidade.Capitulo 6. (Museu Militar Conde de Linhares – Rio de Janeiro) As armas de pequeno porte colocadas no interior de vitrinas poderão estar expostas sozinhas. o seu valor monetário e o interesse que podem despertar para furtos ou roubos. As armas de grande porte podem ficar expostas no interior dos salões ou em áreas externas. devem. 5) Armas Na exposição de armas. podendo alguns tipos de armas.pmd 129 22/10/2008. A primeira forma é mais do agrado de colecionadores do que do público em geral. ficar em painéis. tem de ficar exposta numa área externa em virtude da sua dimensão. Fig 6-15 – Exemplo de uma arma de grande porte que. conforme mostra a figura 6-17. sejam elas de fogo ou de outra natureza. conforme a sua natureza. particularmente as de fogo. busca-se associar o armamento com 08 . mostrando a forma como eram usadas pelos seus detentores. 14:14 . Modernamente. como mostram as figuras 6-15 e 6-16. ou combinadas com outros objetos. desde que neles seguramente afixadas. ser expostas no interior de vitrinas seguramente fechadas. devemos levar em consideração diversos aspectos tais como o tamanho e o peso. em princípio. devido ao seu tamanho.

de forma que as par- 08 .pmd 130 22/10/2008. 14:14 .. As armas portáteis.Capitulo 6. gravuras. mosquetões etc.130 MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES Fig 6-16 – Arma de grande porte exposta no interior de um salão. devem ser expostas com o seu lado direito voltado para o visitante. uniformes e outros objetos. (Museu do Comando Militar do Sul – Porto Alegre) Fig 6-17 – Exemplo de uma vitrina exclusivamente de armas. (Museu da Academia Militar de West Point – EUA) fotografias. tornando mais atraente a exposição das peças. particularmente os fuzis. (Brombeek Museum – Holanda) Fig 6-18 – Armas expostas conjuntamente com outros objetos. como se pode constatar na figura 6-18.

A exposição de uma arma. ganha mais realce se forem exibidas. junto a elas. imagens do seu emprego em operações militares. Sempre que for possível e sendo adotadas as medidas de segurança adequadas. de forma bem visível. 14:14 . Waterloo – Bélgica) Fig 6-20 – Etiqueta colocada no interior da vitrina. (Museu de Wellington. As armas brancas devem ser expostas de forma semelhante às de fogo. por diversos meios. mas ainda passíveis de utilização. (Museu de Polícia Militar de São Paulo – São Paulo) 08 . é importante que o armamento seja exposto juntamente com os diferentes tipos de munição por ele utilizados. seja colocada. É importante que.pmd 131 22/10/2008.MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 131 tes importantes do seu mecanismo de disparo possam ser melhor observadas. As armas portáteis desativadas.Capitulo 6. Os sabres devem ficar junto aos fuzis. como mostra a figura 6-19. devem ser expostas sem os mecanismos de disparo em vitrinas seguras. a fim de desestimular qualquer interesse pelo furto das mesmas. informando a retirada do mecanismo de disparo das armas. Fig 6-19 – Canhão exposto juntamente com gravura na qual ele aparece sendo empregado em campanha. seja ela de pequeno ou grande porte. uma etiqueta contendo essa informação.

Grandes peças lisas como. presos na parede. por exemplo. (Museu Histórico do Exército – Rio de Janeiro) Fig 6-23 – Canhões expostos na vertical. fixadas de forma semelhante 08 . Madrid – Espanha) 6) Tecidos e roupas Os tecidos. os tapetes. 14:14 . (Museu da Academia Militar de West Point – EUA) Fig 6-22 – Suporte de acrílico para a exposição de armamento. permitem inúmeras formas de exposição. (Museu do Exército. podem ser montadas em ripas de madeira ou de outro material.Capitulo 6.132 MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES Fig 6-21 – Armas expostas com o lado direito voltado para o visitante.pmd 132 22/10/2008. em virtude da sua adaptabilidade a todo tipo de montagem.

08 . organizada pelo Centro Cultural dos Correios – Rio de Janeiro. 7) Selos Os selos devem ser expostos conforme mostrado na figura 6-26. a técnica de impressão utilizada e a data da emissão. em manequins. Fig 6-26 – Uma das pranchas da exposição de selos comemorativa do Bicentenário de Caxias. As roupas podem ser colocadas. 14:14 .Capitulo 6. pregos ou grampos.pmd 133 22/10/2008. A etiqueta pode ser impressa diretamente sobre o material de suporte e deve conter informações essenciais como o autor da gravura. Fig 6-24 – Diferentes tipos de recursos para a exposição de roupas. colocados em painéis e vitrinas.MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 133 aos quadros ou suspensas a partir do teto. Os tecidos. de preferência. no interior de vitrinas. Fig 6-25 Exposição de tecidos com o auxílio de ripas de madeira. não devem ser fixados nos suportes por meio de taxas. cabides ou penduradas.

As paredes dos salões e dos corredores. quando usados com imaginação e criatividade. A cor do interior das vitrinas e dos painéis deve ser escolhida de conformidade com os objetos expostos. Estocolmo – Suécia) b. no teto de uma sala. Paredes escuras tendem a “encolher” uma sala de grandes dimensões. Se.134 MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES Fig 6-27 – Utilização de manequins para exposição de uniformes.Capitulo 6. passam instalações diversas (hidráulicas e elétricas. 14:14 . nos pedestais e nas plataformas.pmd 134 22/10/2008. podem realçar os objetos nas vitrinas. como mostra a figura 6-28. Iluminação e cor A luz e a cor são dois importantíssimos fatores na montagem de uma exposição e. 1) A cor A escolha da cor começa com o tema e os objetos que serão usados para desenvolvê-lo. (Museu do Exército. uma cor escura fará com que elas virtualmente desapareçam. com as peças em exposição. As cores das paredes podem sugerir um ambiente natural ou um período arquitetônico. Uma vitrina com fundo escuro fará com que os objetos claros pareçam maiores do que 08 . e não competir. Um teto pintado com cor clara dará a impressão de um pé direito maior. nos painéis. por exemplo). o chão e o teto podem ser considerados como fundos para a apresentação e devem complementar. Elas podem ainda influenciar visualmente o tamanho e a forma de um ambiente. enquanto paredes claras “ampliam” um pequeno ambiente.

Fundos claros fazem com que os objetos escuros pareçam menores. Por essa razão.Capitulo 6.pmd 135 22/10/2008. 2) A iluminação A iluminação é uma parte importante na montagem de uma exposição e tem por finalidade tornar as coisas visíveis por meio da criação de contrastes dentro do objeto ou entre o objeto e o fundo em que se encontra. não é uma tarefa fácil.MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 135 Fig 6-28 realmente são. painéis. 14:14 . Exerce Fig 6-29 – Efeito da iluminação sobre os objetos. (Pinacoteca de São Paulo – São Paulo) 08 . tanto para o ambiente como para vitrinas. é recomendável a assessoria de profissionais especializados. por força do contraste. pedestais e plataformas. A escolha da cor.

em função da quase impossibilidade do seu controle. devemos levar em consideração aspectos essenciais como a natureza. Fig 6-30 – Exemplo de iluminação natural zenital. Em dias ensolarados. particularmente uma pintura antiga. aumentando o reflexo nas vitrinas. a preferida pelos museus europeus. 14:14 . a qualidade e a intensidade da luz. por meio de artifícios 08 . A zenital projeta a luz para o solo e não para as paredes. (Museu Real de Arte e História de Bruxelas – Bélgica) A iluminação natural pode ser lateral ou zenital.pmd 136 22/10/2008. é bem reduzida. ela é muito intensa. da mesma forma que o artista.Capitulo 6. a luz penetra através das janelas e na zenital pelas clarabóias. a iluminação pode ser natural ou artificial. durante muito tempo. em dias nublados. permite que o visitante aprecie uma obra. Esse inconveniente e as dificuldades para a limpeza das clarabóias vêm reduzindo a sua utilização pelos museus. Além de ser de custo inferior. a) Natureza da luz Quanto à natureza da luz. Na lateral. ao executá-la. embora seja possível. mas sempre em combinação com a luz artificial. (1) Iluminação natural Foi. dá-se preferência a locais de exposição sem janelas. Ao planejarmos iluminação.136 MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES um papel fundamental na valorização do acervo exposto e na criação de um ambiente ideal para a exposição e a circulação dos visitantes. A iluminação natural está sendo abandonada. mas. Hoje em dia.

Proporcionam uma luz mais equilibrada. 14:14 . a luz fluorescente proporciona uma iluminação equilibrada. a iluminação dos objetos é oriunda de caixas de luz. As lâmpadas fluorescentes são econômicas e podem ser encontradas em cores frias e quentes. intensificada ou reduzida conforme as nossas necessidades. mas produzem muito calor e consomem mais energia que as fluorescentes. como já vimos em capítulo anterior. Ela pode ser obtida por meio de diferentes tipos de lâmpadas. movida. embora existam alguns tipos mais econômicos. Nas vitrinas verticais. 08 . São ideais para a iluminação geral do ambiente ou próximo de superfícies lisas brancas que possam refletir a luz por trás do tubo.pmd 137 22/10/2008. mas não permitem a orientação do foco. a pintura de vidros. Seu maior inconveniente é a quantidade de radiação Fig 6-31 – Num ambiente com objetos de grande porte. reduzir a quantidade de luz vinda através delas.Capitulo 6. permitindo o direcionamento e a realização de efeitos especiais. (2) Iluminação artificial A luz artificial é a ideal.MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 137 como a colocação de telas. Madrid – Espanha) ultravioleta que emitem. Ela pode ser orientada. por outro lado. sem sombras. extremamente danosa para alguns objetos. emitem pouca radiação. A iluminação das vitrinas pode provir de fontes internas ou externas. (Museu do Exército. sendo as principais as fluorescentes e as incandescentes. A sua grande vantagem é a flexibilidade na utilização. As lâmpadas incandescentes. ou a instalação de filtros e persianas.

Fig 6-34 – Iluminação baixa fixada no chão. em geral.138 MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES como mostra a figura 6-18. por meio de interruptores ou de sensores especiais. Fig 6-35 – Iluminação alta especial para quadros. Fig 6-33 – Iluminação alta com refletores fixados no painel.pmd 138 22/10/2008.Capitulo 6. ou de refletores colocados no seu interior. no seu topo ou na base. 08 . As fontes externas são normalmente colocadas no teto do salão. iluminados por meio de fontes fixadas no teto. Os painéis são. Fig 6-32 – Iluminação alta com refletores fixados no teto. página 130. conforme mostram as figuras 6-32 a 6-35. 14:14 . página 101. As vitrinas podem ficar permanentemente iluminadas ou ter a sua iluminação acionada pelo visitante. como se vê na figura 5-17.

(1) Tapetes. c) Iluminação dos objetos Para cada tipo de objeto existe uma iluminação recomendada. A seguir apresentamos algumas sugestões a respeito.pmd 139 22/10/2008. (2) Vidros e cristais: lâmpadas refletoras ressaltam as faces. carpetes e tecidos raros: pouca iluminação com filtro UV.Capitulo 6. para conservação dos objetos. que devem ser vistas contra um fundo escuro. (Museu Canadense da Civilização. Vidros opacos 08 .MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 139 Fig 6-36 – Pedestal iluminado diretamente por refletor colocado no teto. (Pinacoteca de São Paulo – São Paulo) Os objetos colocados em pedestais ou plataformas são iluminados por meio de fontes dirigidas diretamente sobre eles ou aproveitando a iluminação geral do ambiente (figuras 6-36 e 6-37). Otawa – Canadá) Fig 6-37 – Objetos num pedestal iluminado por luz natural. 14:14 . Vidros translúcidos podem precisar de alguma luz frontal para mostrar a modelagem e a decoração. b) Quantidade e qualidade da luz A quantidade de luz necessária e suficiente é medida em “lux” e a sua qualidade em “graus Kelvin”.

577 08 . d) Cuidados a tomar ao projetar e executar a iluminação A boa iluminação é uma arte e uma ciência que merece ser entregue a especialistas. 14:14 . ricos e aveludados.pmd 140 22/10/2008. quando expostos contra um fundo azul pálido ou cinza. Objetos de prata ou de aço destacam-se. normalmente. aparecem melhor contra fundos escuros. Os de ouro. Cuidado com os reflexos da iluminação nos vidros. (4) Móveis: luz geral.140 MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES devem ser tratados como cerâmica.Capitulo 6. contra fundo neutro.160) x 0. Se existirem tecidos combinados com o móvel. armaduras e grandes objetos de metal: utilizar a iluminação geral do ambiente. com luz forte frontal ou lateral. é calculada pela fórmula (valores em cm): D = (H . é importante afastar as lâmpadas incandescentes para que o calor não os alcance. Use lâmpadas fluorescentes com filtro UV. do refletor fixado no teto para o painel. é preciso definir claramente a posição Fig 6-38 – A distância D. (3) Armas. Como nem sempre é possível contar com eles. para ressaltar o brilho e as formas. suplementada por refletores. é suficiente para móveis expostos isoladamente ou em pequenos grupos. apresentamos algumas sugestões que poderão ser de grande utilidade: – antes de projetar a iluminação. ao contrário.

A informação escrita é uma indicação. Não é nem deve ser um livro. pois os leitores estarão de pé. – os diferentes tipos de lâmpada podem ser usados de forma combinada. levando sempre em consideração a posição do visitante em relação ao mesmo. algumas vezes. em capítulo anterior. reduzindo as sombras. de informações escritas. orienta. – prefira a iluminação artificial à natural. Ela informa. sem exageros. além dos objetos. e – pequenas salas poderão aproveitar a luz das vitrinas para a iluminação geral do ambiente. – refletores colocados no teto podem destacar intensamente os objetos. principalmente. e – a distância da fonte de luz para os painéis é em função da altura e calculada conforme mostra a figura 6-38. Lembre-se de que: – deve haver dois tipos de iluminação: uma para a sala. Textos informativos Vimos.pmd 141 22/10/2008. de modo geral.MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 141 de cada elemento (vitrinas. painéis. e muitos não terão condições físicas para ficar assim por muito tempo. para ser eficiente. A parte mais importante do texto deve estar no começo. 14:14 . Se 08 . o foco de luz deve ser orientado para destacar os aspectos mais relevantes do objeto. depende não apenas da qualidade dos objetos e da forma de expô-los. mas não proporcionam iluminação geral. e outra para os objetos expostos. colocadas na exposição ou fornecidas adicionalmente. Essa comunicação.Capitulo 6. pedestais e plataformas). – lâmpadas fluorescentes por trás de tetos translúcidos distribuem a luz uniformemente. mas. Deve ser concisa e redigida numa linguagem simples. – não se esqueça de que. – para obter o máximo proveito da iluminação. o ambiente também precisa de luz para o deslocamento dos visitantes. que a exposição é uma forma de comunicação entre o especialista e o visitante. descomplicada e despretensiosa. direta. 3. explica e.

Podemos dividir os textos informativos em textos introdutórios. colocada normalmente num painel na entrada da exposição ou de um salão. textos setoriais e etiquetas de objeto.pmd 142 22/10/2008. Porto Alegre – RS) 08 . a.142 MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES for organizada e arrumada como as manchetes e as notícias de um jornal.Capitulo 6. As letras utilizadas podem ser tridimensionais e devem ter pelo menos 10cm de altura. devem ser Fig 6-39 – Exemplo de texto introdutório colocado em painel na entrada da exposição. será lida por muitas pessoas. na realidade. Vejamos cada um deles e a sua utilização. Esse painel permitirá ao visitante que não esteja interessado nos objetos ou nos assuntos ali expostos dirigir-se para outra área. Para isso. informando ao visitante o que existe naquele local. Textos introdutórios São. Textos setoriais São em geral colocados nas vitrinas e nos painéis com a finalidade de fornecer informações essenciais sobre o assunto e de atrair a atenção e o interesse do visitante por aquilo que está sendo exposto. uma grande indicação. 14:14 . b. (Museu do Comando Militar do Sul.

d. em pouco tempo. permitindo. devemos observar os seguintes aspectos técnicos: – a maioria dos adultos lê a uma velocidade média de 250 a 300 palavras por minuto. uma idéia do conteúdo de um salão ou de uma vitrina. e o tempo médio de observação é de 30 a 45 segundos. na verdade.pmd 143 22/10/2008. Elaboração e confecção dos textos Na elaboração e confecção dos textos informativos. funcionando como as sublegendas de um jornal. Etiquetas de objeto São utilizadas para identificar e fornecer informações complementares sobre os objetos expostos e a estória que está sendo contada. Porto Alegre – RS) curtos e objetivos. 14:14 . entre os textos informativos. c. trabalham como complemento aos textos setoriais. (Museu do Comando Militar do Sul. as etiquetas secundárias que.Capitulo 6. – os textos devem obedecer às seguintes dimensões: TEXTOS INTRODUTÓRIOS Máximo: 150 palavras Ideal: 50 palavras TEXTOS SETORIAIS Máximo: 200 palavras Ideal: 50 palavras ETIQUETAS DE OBJETO Máximo: 100 palavras Ideal: 40 palavras 08 . Poderíamos ainda relacionar.MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 143 Fig 6-40 – Exemplo de texto setorial.

os detalhes. – o comprimento de cada linha não deve ultrapassar 65 a 70 letras. – os textos devem ser escritos de forma a colocar primeiro a informação principal. abreviaturas ou termos militares. Um espaço extra entre parágrafos ajudará o leitor a ler a informação. Ele é contado da parte inferior da linha de cima até a parte superior da linha de baixo. O texto de fácil leitura é bom para qualquer nível de audiência. considerando-se os espaços como letras. – o uso de letras maiúsculas reduz o tempo de leitura em 15%. depois a secundária e.00m de distância). – as etiquetas de objeto e as secundárias podem ser confeccionadas com o auxílio de computadores. Não use jargões. isto é. 14:14 . tamanhos e cores de letras. pois possuem vários tipos. Textos adequados para museólogos.pmd 144 22/10/2008.Capitulo 6. Fig 6-41 – Exemplo de um texto intermediário com cerca de 100 palavras. – o espaço entre as linhas deve ser igual à altura de uma letra maiúscula. historiadores e militares podem não servir para os visitantes. por último. A regra é 200/1.144 MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES – a redação do texto deve ter sempre em mente o público-alvo. – o papel da etiqueta deve estar de acordo com a cor da forração da vitrina ou do fundo do painel. – a letra preta em fundo branco é a mais fácil de ser lida. 08 . – o tamanho das letras deve ser proporcional à distância em que o texto será lido. a distância de leitura é igual a 200 vezes o tamanho da letra (uma letra de 1cm pode ser lida a até 2.

localizados próximo a áreas turísticas. 14:14 .Capitulo 6. a informação em outro idioma. com um mínimo de palavras”.MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 145 – use. Quando isso não for estritamente possível. Posicionamento das etiquetas As etiquetas devem. tanto a etiqueta quanto o objeto. Um meio prático de se resolver esse problema é separar a etiqueta do objeto a que se refere. de uma só vez. A melhor etiqueta é aquela que é tão bem escrita. ser colocadas junto ao objeto. – nos objetos pequenos. É importante lembrar que o objetivo é serem lidos pelos visitantes. – os textos e os outros componentes da exposição devem trabalhar juntos. a informação necessária ao visitante pode ser complementada por meio de folhetos adicionais. concentrando-se no significado. numa posição confortável para a leitura por parte do visitante. no máximo. sempre que for possível. números-chave devem ser introduzidos. particularmente as etiquetas. permitindo ao visitante localizar a etiqueta correspondente ao objeto (ver figura 6-44). Lembre-se de que “uma etiqueta bem elaborada contém todas as informações que interessam aos visitantes. particularmente o inglês e o espanhol. o mesmo ou. Se a distância for muito grande. onde as etiquetas são maiores do que a peça. a etiquetagem pode ser uma tarefa complicada. não são elementos decorativos. Nos museus de maior porte. distribuídos gratuitamente nas salas de exposição ou vendidos na loja de souvenirs. de preferência.pmd 145 22/10/2008. arrumada e confeccionada que deixa o visitante quase sem perceber a técnica utilizada. – o visitante deve ser capaz de ver. – os textos informativos. dois tipos de letra em toda a exposição. e. No caso 08 . As figuras 6-42 e 6-43 apresentam alguns modelos de etiqueta de objeto.30m. é um importante complemento. Além dos textos informativos. de forma alguma. ela não deve. – a distância de leitura varia normalmente de 80cm a 1. ficar fora da vitrina ou do painel. Lembre-se de que é muito irritante ter de procurar pela etiqueta para encontrar a informação sobre o objeto ou ter de localizar o objeto quando já se tem a informação. cada um dando a sua contribuição para o processo de comunicação.

a informação sobre o objeto é transmitida por meio de figuras plenamente compreensíveis.pmd 146 22/10/2008.Capitulo 6. (Pinacoteca de São Paulo – São Paulo) Fig 6-43 – Nesta etiqueta. (Pinacoteca de São Paulo – São Paulo) Fig 6-45 – Quando houver vários objetos na mesma vitrina. 14:14 . (Museu do Exército. Bruxelas – Bélgica) Fig 6-44 – Exemplo de etiqueta reunindo a informação sobre vários objetos.146 MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES Fig 6-42 – Etiqueta para exposição de quadros. (Museu da Polícia Militar de São Paulo – São Paulo) 08 . e confeccionada uma única etiqueta comum. eles poderão ser numerados.

as etiquetas podem ser dispostas como mostra a figura 6-48. Fig 6-47 – Posicionamento da etiqueta num diorama. fotografias e desenhos. eles devem ficar junto ao canto inferior direito. 08 .MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 147 particular de quadros. Fig 6-46 – A colocação da etiqueta muito alta ou muito baixa causa desconforto. Quando tivermos vários quadros expostos. É muito importante que a etiqueta não fique nem muito baixa nem muito alta. 14:14 . (Museu Militar de Duxford – Inglaterra) Fig 6-48 – Posicionamento das etiquetas de vários quadros expostos verticalmente.pmd 147 22/10/2008. (Pinacoteca de São Paulo – São Paulo) Fig 6-49 – Três modelos de suporte para etiqueta. a fim de evitar que se tenha dificuldade para ler a informação nela contida.Capitulo 6. feitos com diferentes materiais.

Outros Na montagem de uma exposição de material militar. conhecer o seu interior. são as armas desmontadas e os equipamentos seccionados. mas nem sempre disponíveis. (Museu Militar Conde de Linhares – Rio de Janeiro) 08 . sempre que for possível. deve-se estudar a possibilidade do visitante poder sentir as peças expostas. Outros recursos interessantes para utilização em museus militares.pmd 148 22/10/2008. no caso de viaturas. Em alguns museus na Europa. é importante ter em mente que os visitantes. Seul – Coréia do Sul) Fig 6-50 – Réplica da viatura usada pelo Marechal Mascarenhas de Moraes na FEB. quando adotadas as medidas de segurança recomendadas. escadas ou rampas de acesso.148 MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES f. particularmente de armas brancas. No caso de viaturas blindadas. não se conformam em apenas ver os objetos. 14:14 . Por essa razão.Capitulo 6. Eles permitem que o visitante tenha. (Memorial do Exército. podem ser disponibilizadas. por exem- Fig 6-49 – Escada para facilitar o acesso do visitante ao interior de uma viatura blindada. Há sempre um grande interesse em tocar no material e. os visitantes têm acesso a réplicas dos objetos e oportunidade de ver pessoas demonstrando o emprego dos mesmos. semelhantes à apresentada na figura 6-49. particularmente as crianças. a fim de facilitar a entrada e a saída das mesmas.

4. Delft – Holanda) Fig 6-52 – Arma inteiramente desmontada. mostrando todas as suas peças e mecanismos. e o anexo I relaciona as firmas onde eles podem ser encontrados.Capitulo 6. 14:14 . Materiais empregados O anexo H apresenta uma relação dos principais artigos utilizados na montagem de uma exposição. (Museu do Exército. podendo. uma idéia do interior de um fuzil ou de uma viatura.pmd 149 22/10/2008. com isso. Fig 6-53 – Alguns dos materiais usados na marcação de objetos museológicos. (Museu Militar Conde de Linhares – Rio de Janeiro) plo. 08 .MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 149 Fig 6-51 – Viatura blindada seccionada. entender melhor como eles funcionam.

se assim não for. mapas. de forma a permitir que ele saiba sempre onde se encontra e para onde vai. para a compreensão do tema. porque. o visitante deve seguir um determinado itinerário. painéis e outros recursos e. números. Otawa – Canadá) 08 . conforme circula pela exposição. Para isso. conseqüentemente.150 MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 5. 14:14 . acabará indo embora.Capitulo 6. Orientação A circulação do visitante no interior do museu deve ser orientada por meio de uma sinalização eficiente. e – para onde está indo. que devem ser colocados em locais de fácil identificação. é provável que ele venha a se perder no meio de vitrinas. sinais e outros recursos. ele precisa saber: – onde se encontra. a sinalização interna e a disposição de painéis e vitrinas têm Fig 6-54 – Modelo de placa externa de sinalização para orientação dos visitantes. Em síntese.pmd 150 22/10/2008. (Museu das Forças Armadas. – o que vem adiante. são utilizadas placas. Se. a estrutura de uma exposição deve ser clara para o visitante. (Museu Militar Conde de Linhares – Rio de Janeiro) Fig 6-55 – Painel orientando a circulação do visitante na exposição. Por outro lado.

é desejável que essa atividade seja realizada fora dos horários de visitação e. A orientação é assunto de grande importância e deve ser desenvolvida paralelamente à montagem da exposição. particularmente em relação aos objetos e aos meios utilizados para expô-los. Entretanto. 14:14 . informando as razões da ausência. quando for indispensável retirá-lo do local. Não deve ser deixada para o fim. como mostra a figura 6-56. de preferência.pmd 151 22/10/2008. sem a necessidade de remoção do objeto para outro local. Paris – França) 08 . Sempre que possível. (Museu do Exército – Invalides.Capitulo 6. Fig 6-56 – Duas armas removidas para manutenção. necessitam de constante manutenção. em função dos riscos envolvidos em qualquer deslocamento. deve-se colocar um aviso. tanto as permanentes como as temporárias. Manutenção da exposição As exposições. substiutuídas por simulacro. ou substituí-lo por um simulacro.MONTAGEM DE EXPOSIÇÕES 151 um papel fundamental. 6.

Entretanto. Esse acesso se faz por meio de exposições do acervo preservado.Capitulo 7. preservar não é o bastante. assim. essa palavra é. coletar. É preciso que as gerações tenham acesso a esses bens. Entretanto. raras e exóticas dadas pelo Sr. surgiu em 290 a. Em 1862. realizadas. afirma que “um museu se caracteriza pelas espécies de objetos que coleciona”. normalmente. seus sonhos e suas esperanças. particularmente pelos museus. de forma a valorizar o passado de uma nação ou de uma instituição e. para lazer e educação do público. pelos seus detentores. onde estão guardadas as memórias dos povos do mundo. os museus são as casas do tesouro da raça humana. Ellis Burcaw. museu é um estabelecimento de caráter permanente com a finalidade de pesquisar. 14:14 .pmd 152 22/10/2008. ter mais confiança no futuro. chamamos a atenção para a importância da preservação dos bens culturais e as formas mais adequadas de fazê-la. casa das musas.C. G. quando Ptolomeu criou um centro de ensino dedicado às musas (daí a palavra museum. os museus no sentido moderno do termo surgiram apenas no século XVII. usada na língua inglesa para “descrever a coleção de coisas estranhas. Na realidade.. O primeiro museu. pela primeira vez. segundo se sabe.152 MUSEUS MILITARES 7 Museus militares 1. um conjunto de elementos de valor cultural. Mas o que é um museu? Segundo o ICOM. conservar e expor. museion em grego). Breve histórico Em capítulo anterior. Se- 09 . Elias Ashmole para a Universidade de Oxford”. no seu livro Introduction to Museum Work.

isso só veio a se tornar realidade em 1865. Inglaterra. segundo José Neves Bittencourt.pmd 153 22/10/2008. João VI. a primeira idéia de um museu militar surgiu com D. Nos dias atuais. em Bruxelas. e o Museu Militar do Comando Militar do Sul. 14:14 . museus militares. Hoje. em Londres. todos esses aspectos devem ser 09 . o Tank Museum. em Bovington. o Exército Brasileiro tem perto de uma centena de museus. instalado em duas salas do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro e em algum espaço ocupado no pátio principal daquela organização militar. sendo os principais o Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana. em todo o País. o Memorial Militar. o Imperial War Museum. talvez possa ser considerado o principal antecedente do Museu Histórico Nacional. Outros museus. Entretanto. em sua maioria apenas pequenas salas de exposição.Capitulo 7. em Paris. num atestado do interesse da Força Terrestre pela preservação da nossa memória militar. naturalmente. recolhidos durante as campanhas militares. ao se projetar um novo museu. com a criação do Museu Militar da Casa do Trem. em Seul e outros. Por isso. quando os nobres começaram a colecionar lembranças e troféus. os museus estão se transformando em centros de lazer e entretenimento. em Porto Alegre. Origens Os museus militares surgiram. o Museu Militar Conde de Linhares. Na verdade. eles só tiveram características genuinamente militares a partir do século XIX. b. Ele foi um dos primeiros museus históricos do Brasil e. No Brasil. Além disso. de história. ambos no Rio de Janeiro. encontram-se em fase de planejamento e de criação. Atribuições dos museus militares A principal missão de qualquer museu é preservar coleções. ele tem uma grande função educativa. que não pode ser minimizada. de história natural. ao término da Campanha da Guiana. 2. Museus militares a. de geologia e. todas as grandes nações têm excelentes museus como o Museu de Invalides.MUSEUS MILITARES 153 gundo esse conceito. podemos ter museus de arqueologia. nos dias atuais. Entretanto. de ciência. o Museu Militar da Bélgica.

Organização. entre outros. A idéia do museu onde as pessoas andam com as mãos para trás. pelas portarias 327 Comandante do Exército. Criação de um museu A criação de museus. pois o comandante. para que ele não tenha vida efêmera.Capitulo 7. O surgimento de um museu é sempre bem-vindo.pmd 154 22/10/2008. Esse 09 . para não tocar nos objetos. verificamos que criar um museu não é difícil e que desativá-lo já não é tão fácil como o foi no passado. c. no âmbito do Exército Brasileiro.154 MUSEUS MILITARES considerados bem como a interatividade entre o visitante e o conteúdo das exposições. e – a possibilidade de interação com o público. Funcionamento e Extinção de Espaços Culturais – e pelas IR 20-18 – Instruções Reguladoras para a Criação. devemos considerar. – a edificação disponível para a sua instalação e o local onde ela se encontra. de 6 julho de 2001 e 17/DEP. – os recursos humanos e financeiros disponíveis. encontra-se regulada pelas IG 20-18 – Instruções Gerais para a Criação. Funcionamento e Extinção de Espaços Culturais. mas a sua criação tem de se efetivar em bases sólidas. 1) Tema Em princípio. no planejamento e na montagem de um museu. Analisando esses dois diplomas legais. Compromisso este que deve ser perene e ultrapassar os limites da sua administração. os seguintes aspectos fundamentais: – o tema. chefe ou diretor da Organização Militar assume um compromisso com a sua unidade. vai aos poucos sendo reavaliada pelos profissionais de museus. de 28 de fevereiro de 2003. 14:14 . que servirá de orientação geral para o desenvolvimento das suas coleções e exposições. todo museu deve ter um tema central. – os objetivos. com a comunidade e com o Exército. – o acervo existente. respectivamente. Organização. aprovadas. na organização. pois a continuidade é essencial para a preservação do acervo. – a estrutura organizacional. Na criação.

3) O acervo existente O acervo disponível e aquele que poderá ser obtido são fatores importantes. A escolha do edifício para abrigar um museu deve merecer especial atenção. explicitado no próprio nome do museu: Museu da Academia Militar das Agulhas Negras. É. – estimular a vocação para a carreira militar.MUSEUS MILITARES 155 tema pode ter uma ligação com a história de uma organização militar. arma ou serviço do Exército. Ele está. com a vida de um chefe ou herói militar. As formas de obtenção de acervo para um museu e a maneira de controlar esse patrimônio serão tratados no capítulo 8 – “Controle do Acervo”. Museu de Mallet etc.pmd 155 22/10/2008. um local para estudos e pesquisas. é importante ter em mente o que se pretende com aquela instalação. 2) Objetivos Na criação de um museu. e – incentivar o interesse pela preservação da memória do Exército. onde acontecem exposições. onde são desenvolvidas atividades técnicas e artísticas. pois eles irão influenciar os demais como.Capitulo 7. Os melhores museus são aqueles que ajustam as suas necessidades ao espaço disponível. – mostrar a evolução de uma arma ou serviço. Museu da Força Expedicionária Brasileira. muitas vezes. podemos citar os seguintes: – destacar os feitos históricos ou os heróis do Exército Brasileiro ou de uma organização militar. 14:14 . palestras e eventos diversos. o tamanho das instalações. também. Dificilmente teremos uma edificação especialmente proje- 09 . os recursos necessários para a guarda e exposição do mesmo etc. por exemplo. Museu do Material Bélico. com algum feito histórico ou com o sítio histórico onde ele se encontra. 4) As instalações Museu é um espaço ativo e dinâmico. Como objetivos mais comuns dos museus militares.

Capitulo 7. servida por bom sistema de transporte. que não interfiram nas atividades normais da mesma. Nos maiores museus. Quando estiver instalado no interior de uma organização militar.. funcionar como museu e abrigar seu acervo. devendo ser acolhedor e convidativo. – salas para exposições permanentes e temporárias. 30% para a reserva técnica e 40% para as demais instalações. É importante que o prédio escolhido disponha de espaço para abrigar as seguintes dependências: – estacionamento para os veículos dos visitantes. no lado externo. dos objetos expostos ou não. O museu deve estar numa área de fácil acesso. e um livro para registro das visitas.156 MUSEUS MILITARES tada e construída para acolher um museu. em boas condições. para recepcionar. deve ser feita por locais independentes. – loja de souvenirs. apenas 1/3 do acervo encontra-se em exposição. É desejável que tenha uma portaria. – local para o setor administrativo. – espaços para as atividades técnicas. Normalmente.pmd 156 22/10/2008. devem existir informações sobre os horários de funcionamento. fiscalizar e controlar o acesso dos visitantes. Na entrada do museu. ela terá de ser adaptada para. 14:14 . a entrada dos visitantes. G. guarda-chuvas etc. 09 . bem como a gratuidade ou não da visitação. lanchonetes ou restaurantes). – recepção. orientar. Ellis Burcaw sugere 30% da área para as exposições. um local para a guarda de bolsas. – espaço para a reserva técnica. Isso significa que deve ser disponibilizado espaço bom e adequado para os bens não expostos. Qualquer bom museu deve cuidar. a) Recepção É espaço de grande importância. e – instalações para conforto dos visitantes (sanitários. – auditório e sala de vídeo. da mesma forma. sacolas. sempre que possível. – biblioteca e sala de estudo.

MUSEUS MILITARES 157 Esquema geral de um museu Fig 7-1 – Planta Geral de um museu: The Tank Museum.pmd 157 22/10/2008. Bovington – Inglaterra 09 .Capitulo 7. 14:14 .

(Museu da Polícia Militar de São Paulo – São Paulo) b) Salas de exposição O museu exibe o seu acervo por meio de exposições. e – segurança contra incêndio. – bom estado de conservação do prédio e das instalações.158 MUSEUS MILITARES Fotos: Jayme Crespo Fig 7-2 – Recepção de um museu. Servem de atrativo para o público e possibilitam expor o acervo das coleções preservadas em reservas técnicas e o de outras instituições ou pessoas físicas. (1) Espaço interno compatível Um dos maiores problemas de qualquer museu é a falta de espaço. 09 . As exposições permanentes são as que têm duração prolongada e oferecem uma visão global do acervo. é conveniente: – exibir os objetos de maior valor histórico. Assim. Temos.pmd 158 22/10/2008. 14:14 . quando não houver suficiente espaço. que podem ser permanentes e temporárias. é melhor reduzir o número de bens do que entulhar o salão com uma quantidade excessiva de objetos.Capitulo 7. Caso isso ocorra. – iluminação e ventilação adequadas. furto e roubo. mais objetos a expor do que espaço para tal. Uma boa sala de exposições deve atender às seguintes condicionantes: – espaço interno compatível. normalmente. As temporárias são exposições com duração limitada e que abordam temas específicos.

não se deve ter preocupação exagerada com a beleza do ambiente para que ela não venha a desviar a atenção do visitante. prejudica a exposição e pode pôr em risco o acervo. – não aumentar as coleções. Fig 7-3 – O excesso de objetos reduz o espaço disponível para a circulação dos visitantes e para a exposição das coleções. (2) Estado de conservação As salas de exposição são. passam a maior parte de sua existência guardados na reserva técnica. que deve estar voltada para a exposição. na verdade. c) Reserva técnica Muitos objetos. que é o local 09 . 14:14 . salvo quando se tratar de peças de alto valor. Uma instalação em mau estado. devem causar a melhor impressão ao visitante. Entretanto. (4) Segurança contra incêndio e roubo Será tratado no capítulo 9. Deve-se dedicar especial atenção às instalações elétricas e hidráulicas.MUSEUS MILITARES 159 – guardar os demais na reserva técnica. (3) Iluminação Esse assunto foi tratado em capítulo anterior. os locais mais importantes do museu. além de efeito negativo sobre o público.pmd 159 22/10/2008. ou indispensáveis ao completamento de séries já existentes. Por isso.Capitulo 7. para eventuais exposições temporárias. particularmente em museus de maior porte.

um museu deverá dispor de um auditório e de uma sala de vídeo. podendo. As suas dimensões irão variar conforme o tamanho do museu e a sua situação no contexto da administração do Exército. Por razões de segurança.pmd 160 22/10/2008. nunca nas partes mais altas do edifício. As condições ambientais e de segurança devem atender às mesmas exigências dos salões de exposição.Capitulo 7. é ideal que o museu disponha de uma área. e. catalogado e arrumado convenientemente. 14:14 . isolada das demais. para guarda temporária e para descontaminação de objetos que dêem entrada no museu. deverá estar limitado unicamente a pessoas autorizadas. quando viável. e) Auditório e sala de vídeo Sempre que possível. Ela deve ser instalada num bloco homogêneo do museu. Além da reserva técnica. embora o acesso deva ser fácil. o local escolhido deve ter um mínimo de aberturas. compatíveis com as dimensões dos objetos. O material guardado na reserva técnica deve estar identificado. de preferência no andar térreo ou no subsolo.160 MUSEUS MILITARES onde ficam os objetos não expostos. Fig 7. (Museu do Exército. se possível próximo e independente das demais dependências. Bruxelas – Bélgica) d) Setor administrativo É o local destinado à administração do museu.4 – Armas guardadas de forma segura na reserva técnica. valer-se das instalações de instru- 09 .

Para isso. oficinas e laboratórios técnicos. – restaurantes e/ou lanchonetes. f) Espaço para atividades técnicas Museus de maior porte poderão ter salas de conservação e restauro. que poderão ser utilizadas para palestras preliminares e projeções de vídeo ou de CD-ROM. Assim. normalmente na entrada ou na saída do museu. devem ser previstos: – bancos em locais apropriados. miniaturas. com o objetivo de estimular o interesse do público pela visitação. – áreas reservadas para fumantes. Sempre que possível.pmd 161 22/10/2008. por ocasião de visitas guiadas. cartões postais. – sanitários. 14:14 . é recomendado que fique situada em local de passagem obrigatória dos visitantes. publicações. g) Bibliotecas e salas de estudo É importante que um museu tenha uma biblioteca. reproduções etc. por menor que seja. e uma sala de estudo para atender professores e estudantes. com obras ligadas ao tema. – bebedouros. i) Instalações para conforto dos visitantes O conjunto de facilidades oferecidas pode ser um fator decisivo no movimento de visitantes de um museu. por meio da venda de brindes. e – facilidade de acesso para deficientes físicos.Capitulo 7.MUSEUS MILITARES 161 ção da Organização Militar. h) Loja de souvenirs A loja de souvenirs ajuda na arrecadação de fundos para a manutenção do museu e colabora na sua divulgação. de forma a tornar a visita a mais agradável possível. 09 . tudo deve ser feito de forma a proporcionar-lhes as máximas condições de conforto. – locais de informações.

Ottawa – Canadá) Fig 7-7 – Modelo de rampa para deficientes físicos.Capitulo 7. em princípio. 5) Estrutura organizacional Os museus militares têm características próprias. Kingston – Canadá) Fig 7-6 – Lanchonete instalada na área externa do museu. aproveitando material de estacionamento. a) Diretor e curador O diretor é o chefe da administração do museu.162 MUSEUS MILITARES Fig 7-5 – Banco colocado no interior da exposição. chefe ou diretor possa atribuir missões aos seus auxiliares. ser o comandante. As idéias abaixo servem apenas como referência para que um comandante. chefe ou diretor da organização militar. particularmente em cadeiras de rodas. para descanso dos visitantes. (Museu Militar. podendo 09 .pmd 162 22/10/2008. e sua organização tem de se adaptar às peculiaridades de cada organização militar e à disponibilidade de recursos humanos e financeiros. devendo. 14:14 . (Museu de Comunicações e Eletrônica.

ser contornado por meio das seguintes providências: – manter contato com museus civis estaduais ou municipais. c) Recursos (1) Humanos Todo museu deve. o diretor é. Além dos setores acima. b) Setores Qualquer que seja o tamanho do museu. 14:14 . Tanto as funções de diretor quanto a de curador devem ser exercidas por pessoas com pendor para a atividade e. visto que são poucas as faculdades que oferecem cursos de Museologia no Brasil. devem ter um curador para as principais divisões: um curador para história. o museu pode ter. no mesmo nível dos departamentos. Esse óbice pode. O Setor Técnico. na medida do possível. seções de Relações Públicas e de Marketing. também. também. igualmente. particularmente nos museus militares que necessitam de especialistas em armas. 09 . um para arte etc. buscando sugestões para a melhoria das exposições. particularmente os civis. uma boa estrutura administrativa comportará dois ramos distintos: o administrativo e o técnico. nos setores e especialidades necessárias. uniformes. visando à obtenção de estágios para o pessoal da Organização Militar.MUSEUS MILITARES 163 delegar as funções executivas para um oficial da unidade ou para um voluntário da reserva. particularmente com os diretores de organizações culturais. o curador. seja no meio civil seja no militar. Nos museus pequenos. sendo normal ser chamado por este último nome. viaturas. muitas vezes difícil de ser encontrado e contratado. O curador é a pessoa responsável por uma coleção ou por uma exposição do museu. O Setor Administrativo é o normal de qualquer unidade militar. uma Biblioteca e uma Seção de Informática. As deficiências em profissionais nessas áreas poderão ser superadas pelo trabalho de voluntários. – realizar visitas a museus. ter o seu próprio pessoal. deve contar com um Departamento de Museologia. condecorações etc.Capitulo 7.pmd 163 22/10/2008. Os grandes museus. sempre que possível. com bom relacionamento na guarnição.

para fins de aprovação e obtenção da isenção fiscal. por intermédio de uma entidade de direito privado. das quais a mais importante e conhecida é a Lei Rouanet. – patrocínios diversos. – oferecer estágios para universitários. não é comum um museu manter-se integralmente com essas fontes. é preciso elaborar um projeto detalhado – particularmente com boas justificativas e apurado levantamento de custos –. Outras fontes importantes. que devem ter acesso gratuito. De posse do projeto aprovado pelo Ministério da Cultura busca-se o apoio da iniciativa privada.164 MUSEUS MILITARES – adquirir bibliografia técnica e assinar revistas especializadas. – venda de publicações técnicas. – contribuições e doações diversas. – venda de ingressos. e – arrendamento de lanchonetes ou restaurantes. estaduais e federais. As fontes principais de recursos dos museus militares são: – dotações orçamentárias. particularmente de associações mantenedoras. – lucro da loja de souvenirs. para assessoramento técnico. A Fundação Cultural Exército Brasileiro e a Diretoria de Assuntos Culturais estão em condições de proporcionar informações sobre esse processo. Acresce a isso o fato de que um grande percentual daqueles que o visitam é constituído por idosos e estudantes. Embora alguns museus se sintam compelidos a cobrar ingresso aos visitantes ou a pedir doações. (2) Financeiros Os recursos financeiros são essenciais para o funcionamento do museu e ampliação do acervo. ao Ministério da Cultura. são as leis de incentivo à cultura municipais. Para que o museu possa se beneficiar dessa lei. encaminhá-lo. particularmente para o planejamento e a montagem de museus e exposições. – manter contato com a Diretoria de Assuntos Culturais ou com o Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana. 09 .Capitulo 7. 14:14 .pmd 164 22/10/2008.

Entretanto. o comandante. podem obter mais informações sobre os assuntos e os objetos expostos. Fig 7-8 – Exemplo de guia treinado para demonstração do emprego de bem exposto.pmd 165 22/10/2008. Foto: Eduardo G. para que isso dê certo. nos terminais de multimídia. 3. 14:14 . chefe ou diretor de uma organização militar assume um compromisso com a sua unidade. com o Exército e com a comunidade. é importante entender que o museu deve ser um eficiente instrumento de relações públicas e de consolidação da imagem positiva que o Exército goza junto ao povo brasileiro. ao decidir criar um museu. é preciso treinar pessoal para acompanhar os visitantes. Interação com o público Os museus mais modernos. Por isso. vêm procurando interatividade maior com o público. particularmente os criados na década de 1990. prestando-lhes todas as informações sobre os objetos expostos e estando em condições de responder às perguntas que forem formuladas. As visitas guiadas são também importantes meios para a divulgação do acervo. o seu funcionamento deve-se 09 . buscando uma participação mais intensa do visitante que. Funcionamento dos museus militares Como foi dito anteriormente. Camara O 8o Grupo de Artilharia de Costa Motorizado (Niterói – RJ) e o Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana têm boa experiência na formação de militares para trabalhar como guias e estão em condições de apoiar outros museus.MUSEUS MILITARES 165 d. Em conseqüência.Capitulo 7.

particularmente no que diz respeito ao uso de gírias e termos comuns à caserna. 14:14 . Isso certamente causará grande frustração e terá repercussões negativas.pmd 166 22/10/2008. d. fundamentalmente. para limpeza das instalações sanitárias. c. naquele dia. Preocupação com o linguajar É muito comum. a utilização irrefletida de palavras pouco recomendáveis. Apresentação do pessoal Todos aqueles que trabalham no museu ou tenham contato com o visitante devem estar sempre muito bem uniformizados. Caso isso não seja possível. Quando for possível e desde que concedida permissão pelo comando superior a que a unidade está subordinada. tenham por objetivo atingir esses desideratos. Entretanto. Apresentação das instalações Os nossos quartéis estão sempre limpos e bem cuidados. particularmente entre os mais jovens. em particular. a utilização de trajes especiais contribui sobremaneira para uma boa imagem. por uma razão qualquer. Respeito ao horário de funcionamento A observância do horário de funcionamento deve ser rigorosa. porque. é fundamental que sejam adotadas normas especiais.Capitulo 7. de forma a reduzir ao tempo mínimo in- 09 .166 MUSEUS MILITARES orientar por normas que. não há expediente na organização militar. a maioria deles desconhecida do visitante comum. b. de forma a facilitar o acesso dos visitantes. e. É importante que os guias e todos aqueles que venham a ter contato com o público sejam treinados no sentido de apurar o seu vocabulário. devemos dedicar uma atenção especial para as áreas por onde os visitantes circularão e. Não é admissível que o visitante encontre o museu fechado. Tratamento a ser dispensado ao visitante Neste mesmo capítulo. Entre as mais importantes destacamos: a. chamamos a atenção para a importância de ter o museu uma entrada independente do aquartelamento.

Recursos adicionais Sempre que possível e dependendo da temática e dos recursos financeiros do museu. a presença de meios adicionais como simuladores e objetos seccionados. trazendo outras pessoas. pode-se constituir em atrativo adicional para o visitante do museu. Quem visita esses museus gosta e acaba voltando. seja uma delas. inclusive militares. 09 . f. não só no Exército como na Marinha e na Força Aérea. que podem servir como inibidores do interesse do público pela visitação. Museu interativo Os museus modernos caminham no sentido da interatividade com o público. Ele deve ter um dinamismo que deve se refletir na constante preocupação com o complemento de suas coleções. com o aprimoramento das exposições e com o enriquecimento do acervo. inúmeras opções de lazer. sempre que for possível. é sempre desejável. Deve. a realidade é que eles não estão entre as nossas principais preferências. 5. em virtude da pouca divulgação que é dada por parte da mídia do nosso País. Museu dinâmico O museu não é mais uma entidade estática à espera do visitante. também. Embora a visita a espaços culturais. na maioria das nossas cidades. aproximando o museu do seu público-alvo.Capitulo 7.pmd 167 22/10/2008. 4. Assim. facilitar o acesso do visitante ao contato com os objetos. particularmente museus. respeitadas as normas de segurança. como os das figuras 6-51 e 6-52. procurar expandir as suas atividades além dos limites físicos das suas instalações por meio de exposições itinerantes.MUSEUS MILITARES 167 dispensável entraves burocráticos e de segurança comuns nos nossos quartéis. 14:14 . 6. Marketing A população brasileira tem. Temos muitos bons museus.

no 09 . – fornecer à imprensa resumos sobre as exposições existentes. 14:14 . a fim de incluir o museu nos circuitos turísticos da cidade. um carro-de-combate) que possa chamar a atenção do público. e – convidar jornalistas. na área externa. oferecer transporte. Se disponível. visando à divulgação mútua dos horários de funcionamento. Istambul – Turquia) Trabalhar o marketing do museu ou da exposição é muito importante para atrair visitantes.pmd 168 22/10/2008. É importante ter em mente que dificilmente iremos atrair visitantes. particularmente nos dias de maior movimento.Capitulo 7. diretores de escolas e faculdades. alguma peça (um canhão. para o serviço de agência educativa. – se a unidade tiver uniforme histórico. na entrada do museu. como mostra a figura 7-9. – tentar contato com as autoridades locais de turismo. – fazer contato com outros museus na cidade. Embora esta seja uma atividade para especialistas. O principal chamariz deve ser o lazer. substituir muros por grades. – buscar contato com os estabelecimentos de ensino. – confeccionar folders de divulgação do museu e distribuí-los em outros espaços culturais. com criatividade. Listamos a seguir algumas idéias que podem ajudar nesse sentido: – colocar. (Museu do Exército.168 MUSEUS MILITARES Fig 7-9 – Soldado trajando uniforme histórico na entrada do museu. de forma a que as pessoas possam ver parte do material que está exposto ao ar livre. interesse e dedicação. – na área que circunda o museu. empresários e dirigentes de entidades classistas para conhecer o museu. oferecendo-lhes apenas cultura. muita coisa pode ser feita. colocar um sentinela trajando o mesmo.

cães amestrados. Por essa razão. motociclistas.Capitulo 7. (Museu Militar Conde de Linhares – Rio de Janeiro) Fig 7-10 – Parte externa de um outro folder. É importante que o museu tenha uma programação anual de exposições. 14:14 . transformando-o num centro cultural e de lazer. montadas pela sua equipe ou por oferecimento do espaço para outras entidades.MUSEUS MILITARES 169 qual a cultura estará inserida.pmd 169 22/10/2008. em verdade. realizados em horários especiais podem contribuir bastante para atrair público para o museu. educação física. atividades especiais como demonstrações de ordem unida. (Imperial War Museum. Observação: a parte externa contém informações semelhantes às do folder da Fig 7-10. calendário dos eventos especiais e como chegar até lá. Fig 7-9 – Parte interna de um folder de museu. concertos de bandas de música. cinema e sala de vídeo complementam o conjunto do museu. o principal meio para se manter um fluxo constante de visitantes. É preciso lembrar que as exposições temporárias são. Duxford – Inglaterra) 09 . preço do ingresso. Detalhe: contém informações sobre os horários de funcionamento. Outras instalações como bibliotecas.

c. A existência. Além de catalogados. 14:15 . de obras de referência e a reunião numa pasta de todas as informações sobre um mesmo objeto (dossiê) são extremamente importantes para a pesquisa e para a montagem de exposições. estiverem adotando outros modelos. 10 .176 CONTROLE DO ACERVO por ocasião da edição deste trabalho. na biblioteca do museu. sempre que possível. não necessitam fazer mudanças nesse sentido.pmd 176 22/10/2008. os objetos. Arquivo documental O melhor momento para identificar um objeto é quando ele está sendo registrado e catalogado.Capitulo 8. devem ser fotografados com seu número de registro.

14:15 . tanto aquele exposto nos salões quanto aquele que se encontra em reserva técnica e. São elas: – registro ou inventário do bem. também. – abertura de um arquivo documental (dossiê) para cada peça. mais precisamente os museus. até mesmo. os quais devem ser guardados em lugar seguro e à prova de fogo e manuseados exclusivamente por pessoas autorizadas. em papel. os espaços culturais. junto com as bibliotecas e os arquivos. objetos e. em local discreto mas lógico. a partir do número 1. Esse número será o mesmo em todos os fichários e deverá ser escrito ou afixado de forma permanente na peça. recomendado pela Diretoria de Assuntos Culturais para todos os espaços culturais. Os museus preservam. transferências ou para exposições itinerantes. pequeno mas legível e protegido do desgaste. por ocasião de sua entrada no museu. O processo de controle do acervo se faz por meio de um conjunto de ações que. o que se desloca para outros locais. a. fruto de uma aquisição. nesse processo.174 CONTROLE DO ACERVO 2. com 5 dígitos (exemplo: objeto no 00045). Para aplicar essa numeração num objeto. Registro É feito atribuindo-se um número permanente ao objeto.Capitulo 8. pela sua fundamental importância. No caso de registros informatizados. – preenchimento da ficha de catalogação. Controle do acervo Como vimos anteriormente. por força de empréstimos. destaca-se. têm caráter obrigatório. essencialmente. é conveniente tê-los. proceder da seguinte maneira: 10 . no caso dos espaços culturais do Exército. o controle do acervo sob sua guarda. são importantes instituições responsáveis pela preservação da memória de uma nação.pmd 174 22/10/2008. Existem vários sistemas de numeração. fácil de ser encontrado. Ele se faz por meio do preenchimento de uma ficha de entrada ou de um livro de capa dura. e – arquivamento da documentação de aquisição. O mais simples é o seqüencial. comodatos.

172 CONTROLE DO ACERVO Quando o prazo for superior a um ano. Ao realizá-la. pública ou privada. a fim de completar as suas coleções. Deve. Tem sua origem na DAC. 14:15 . Em ambos os casos.pmd 172 22/10/2008. Compra É a aquisição de um objeto mediante pagamento em dinheiro ao legítimo dono. O Termo de Comodato (Anexo D) deverá ser renovado anualmente. A compra de objetos pelos espaços culturais é recomendada quando houver disponibilidade de recursos para esse fim. sempre que possível. já não têm 10 . para fazer doações de objetos que. devem ter aprovação prévia da Diretoria. para elas. Política de aquisição É muito comum as pessoas procurarem os espaços culturais. Permuta É a troca de objetos entre o espaço cultural e uma entidade. ser evitada. particularmente os museus. Toda permuta de objetos pertencentes ao acervo dos espaços culturais do Exército deve ter prévia aprovação da DAC. deverá ser preenchido um formulário de empréstimo. Transferência É o deslocamento de uma peça de um museu militar para outro. f. h. e. ou uma pessoa física. antes de tudo. por sua iniciativa ou acolhendo proposta de um espaço cultural. é importante. g. d. examinar a documentação do bem e o seu estado de conservação e observar as normas administrativas em vigor. Comodato É a forma de aquisição na qual um objeto é emprestado gratuitamente ao espaço cultural por tempo determinado ou não. Será feita para completar coleções ou quando o objeto estiver sendo utilizado pela organização militar apenas para decoração. conforme o modelo do Anexo C.Capitulo 8.

hoje e no futuro. Uma coleção de móveis pode pertencer a um museu histórico. conseqüentemente. Qualquer que seja a motivação das pessoas. Como já vimos anteriormente neste trabalho. Teoria da coleta de objetos Os museus se interessam por objetos. os museus colecionam para preservar objetos de aparente ou possível valor. não podemos colecionar e preservar todos os objetos que existem e. Em ambos os casos. Eles são o ponto de partida de um museu e de qualquer atividade por ele realizada. tem de ser seletiva. exprimir emoções. eles devem contribuir para a educação e para o estímulo intelectual. para atrair visitantes. somente o museu é fundamentado no princípio de que selecionar e preservar objetos é importante para as pessoas. O valor de um objeto depende de como ele serve para atender aos objetivos do museu. 14:15 . a um de botânica ou a um de tecnologia. indiretamente. De todas as espécies de instituições. sejam elas educacionais. pois ela. Num museu de arte. em princípio. os objetos devem proporcionar prazer estético. Por isso. estimular e inspirar a imaginação. Os objetos podem ser categorizados com base no seu uso potencial. Num outro tipo de museu. obviamente. culturais ou de serviço público. a um de arte. é importante que o museu tenha um programa de coleta. que possam ser perdidos no futuro. 10 .Capitulo 8.170 CONTROLE DO ACERVO 8 Controle do acervo 1. também servem. e reuni-los a outros para uso. cada museu deve ter uma teoria para a coleta de objetos.pmd 170 22/10/2008. Os objetos justificam os museus.

quando aplicada aos espaços culturais. A palavra segurança. pode representar enorme prejuízo. Os nossos espaços culturais.Capitulo 9. A perda de testemunhos materiais. espécimes científicos e de história natural. informações. instalações. devem encarar a questão da segurança como de importância fundamental. quer históricos.SEGURANÇA 177 9 Segurança 1. Para que seja eficaz. não há espaço para improvisações. e de vidas humanas significará sempre um grande prejuízo. requer um planejamento detalhado. visitantes e funcionários contra qualquer tipo de ameaça. equipamentos. nesse campo. por qualquer forma. Um bom plano de segurança deve ter os seguintes objetivos: – impedir os danos ou a perda de objetos do acervo e da documentação relativa (proteção do acervo). incluindo obras de arte. artísticos ou científicos. como entidades depositárias responsáveis pela guarda. pois. Introdução Durante vários séculos. as nações reuniram nos museus coleções de objetos para fins de pesquisa e preservação. Por essa razão. significa a arte da proteção de coleções. cuja perda. 11 . particularmente aos museus e às salas de exposição. em todo o mundo. antiguidades etc. Bens esses de incalculável valor monetário e histórico. – prevenir danos às instalações e aos equipamentos (proteção das instalações). muitas vezes irreparável.pmd 177 22/10/2008. 14:15 . assim como o das suas instalações e das pessoas que ali estão trabalhando ou visitando. preservação e divulgação da memória do Exército. os espaços culturais se deparam com o grave problema da segurança do acervo.

nos dias de semana). Segurança do acervo O coração do museu é o acervo. Em conseqüência. No planejamento da segurança de um espaço cultural. mas os funcionários não estão trabalhando (normalmente das 10h às 17h. – furto e roubo. A primeira obrigação de um museu é reconhecer e assumir as responsabilidades inerentes à posse dos bens que lhe 11 . poderemos ter. – Situação II – O espaço cultural está fechado ao público. – vandalismo. 14:15 . que devem ser consideradas na adoção das medidas necessárias. – condições inadequadas de guarda e exposição. – desastres naturais. durante esse período. há a utilização máxima dos sistemas de segurança e alarme e a mínima utilização de funcionários. As principais categorias de ameaças são: – fogo. – Situação I – O espaço cultural está fechado ao público e aos funcionários (normalmente entre 22h e 6h). Proteção do acervo e das instalações a.178 SEGURANÇA – proporcionar segurança aos funcionários e aos visitantes (proteção das pessoas). e – falta de cuidado no manuseio. quatro situações distintas. devemos ter em mente que o acervo e o patrimônio necessitam de proteção durante vinte e quatro horas por dia. mas os funcionários estão trabalhando (normalmente das 6h às 10h e das 17h às 20h).pmd 178 22/10/2008. enquanto os funcionários estão trabalhando (normalmente das 10h às 17h. Nessa situação. a utilização moderada ou nenhuma aplicação do pessoal de segurança é combinada com o uso moderado dos sistemas de alarme. Uso máximo do pessoal de segurança nas áreas abertas ao público e moderado dos sistemas de alarme. – Situação IV – O museu está aberto ao público. nos fins de semana e feriados). Nessa situação. – Situação III – O museu está aberto ao público. particularmente para proteção das exposições.Capitulo 9. 2.

– adotar as medidas essenciais para impedir qualquer ato de vandalismo que ponha em risco o objeto.SEGURANÇA 179 foram confiados. estejam eles expostos ou não. – identificar. de forma a evitar a sua remoção ou substituição. As perdas de objetos devido a práticas internas deficientes e má gestão devem ser evitadas a todo custo. conforme abordado no capítulo 8 deste trabalho. gravuras. – verificar se os pedestais nos locais de exposição e as prateleiras na reserva técnica estão em condições de suportar o peso dos objetos. – não permitir o deslocamento de peças sem autorização. a fim de evitar perdas ou danos aos bens durante o seu trânsito. – adotar medidas rígidas em relação ao movimento interno e externo de peças.pmd 179 22/10/2008. – não permitir que os objetos sejam manuseados por pessoas não qualificadas e em desacordo com os conhecimentos técnicos essenciais citados anteriormente neste trabalho. – cuidar para que os quadros estejam seguramente pendurados. – emprestar objetos somente quando forem asseguradas. – evitar a utilização de flashes fotográficos em locais onde estejam expostos documentos. Esse procedimento é essencial para desestimular o furto e o roubo de bens e para a recuperação dos objetos. mesmo internamente. 11 . as condições essenciais de segurança. de forma segura. a origem de qualquer objeto cuja aquisição tenha sido realizada por meio de um dos processos citados no capítulo 8. 14:15 . por meio do registro e da catalogação. pela entidade solicitante. devidamente inventariados. fotografias etc. – não permitir que qualquer objeto seja exposto ou guardado em condições ambientais desfavoráveis.Capitulo 9. tanto na exposição como no trânsito e na guarda. que possam contribuir para a aceleração do seu processo de deterioração. particularmente no que tange à descrição detalhada de cada peça e à existência de registros fotográficos das mesmas. As principais medidas de segurança básica do acervo de um museu são: – ter todos os bens. pinturas. – adotar sistemas seguros de marcação e identificação dos objetos.

As principais causas potenciais de incêndio são: – o estado da instalação elétrica (sobrecarga devida à adição de novos equipamentos. principalmente as de menor idade. – ter especial atenção com crianças. soldas e equipamentos de corte. O fogo é definido como uma reação química entre o oxigênio e um material combustível. uso de extensões e de benjamins etc. 14:15 . seguramente. onde a rápida oxidação resulta em calor. Em um incêndio. incorreto dimensionamento da rede elétrica. de forma a impedir que eventuais congestionamentos possam pôr em risco os objetos expostos. luz e fumaça. Sua ação pode causar os danos mais devastadores aos objetos. 1) Proteção contra o fogo O fogo é. – materiais inflamáveis (tintas. fiação em mau estado.). chama e calor intenso. e – uso de maçaricos. Peças furtadas.Capitulo 9. material de limpeza etc. prevenir é sempre melhor do que remediar. e – comburente (oxigênio do ar). embalagens. fumaça. e – do combate ao incêndio. aquilo que o fogo não destruir. – cigarro.) expostos ao superaquecimento. a ação para eliminá-lo certamente o fará. A proteção contra o fogo se dá por meio: – da prevenção. – material combustível. a) Prevenção Quando falamos em incêndio. é necessária a concorrência dos seguintes fatores: – calor.pmd 180 22/10/2008. roubadas ou danificadas podem ser recuperadas e restauradas. particularmente se considerarmos que 70% dos sinistros ocorrem à 11 .180 SEGURANÇA – limitar o número de visitantes em cada salão. Para que haja fogo. solventes. – da detecção. Ele se desenvolve em quatro estágios: inicial. uma das maiores ameaças ao acervo de um espaço cultural.

O fogo pode ser detectado em seu estágio inicial.SEGURANÇA 181 noite.. a fim de impedir que se espalhem pela dependência se os mesmos forem derrubados. informando a proibição de fumar e uma severa vigilância deve ser exercida. quando não existem equipes prontas para o combate imediato ao fogo. – manutenção das rotas de escape e das saídas de emergência desimpedidas.pmd 181 22/10/2008.Capitulo 9. Se isso vier a acontecer. – inspeção periódica nos equipamentos elétricos. colocá-los em bandejas. por intermédio de sistemas que devem operar 24 horas por dia e cuja sofisticação dependerá das dimensões do espaço cul- 11 . impressoras etc. é essencial que ele seja detectado no começo. – utilização de materiais resistentes ao fogo na confecção de painéis e no revestimento de paredes e vitrinas. 14:15 . – à noite. para o levantamento de componentes com defeitos. Avisos devem ser colocados em locais variados. desligar aparelhos elétricos tais como cafeteiras. e esvaziar as lixeiras e cestas de papel. – instalação de dispositivos de proteção contra sobrecargas nos circuitos elétricos. Quando for preciso utilizá-los. copiadoras. particularmente aparelhos de ar-condicionado. em quantidades limitadas e em locais seguros. Áreas específicas para esse fim devem ser destinadas. b) Detecção Apesar de adotadas as medidas de prevenção sugeridas acima. há que se atentar para a possibilidade da ocorrência de um incêndio. fora da área que abriga as coleções. ventiladores. quando as chances de controle e extinção do foco são muito maiores e os danos pequenos. – manutenção de áreas de trabalho e de guarda sempre arrumadas. As medidas de proteção devem ser praticadas por todos aqueles que trabalham no espaço cultural e incluem: – inspeções periódicas nos circuitos elétricos. – proibição rigorosa do fumo nas salas de exposição e na reserva técnica. – armazenagem de produtos inflamáveis em recipientes adequados. até mesmo antes do aparecimento de chamas. isto é.

mas. c) Combate Um sistema de detecção e alarme só tem efeito se combinado com o de combate.Capitulo 9. dos tipos de ameaça existentes e do número de visitantes e funcionários nas instalações. mas são mais suscetíveis a falsos alarmes. O projeto e a instalação de qualquer sistema de detecção devem ficar a cargo de firmas especializadas. numa mesma ocasião. – treinamento de todos os funcionários no uso de extintores de incêndio e nos procedimentos a adotar em caso de sinistro. ainda assim. Apresentam uma resposta mais rápida do que os de calor. Sua resposta é mais lenta. os dois tipos principais de sistemas de detecção são os detectores de fumaça e de calor. um bom sistema de detecção deve ter um funcionamento ininterrupto. do valor do acervo por ele guardado.pmd 182 22/10/2008. particularmente aquelas mais vulneráveis devem ter um detetor. Cada dependência do museu. – designação de funcionários destinados a adotar as primeiras medidas e acionar as equipes de combate. São instalados no teto e adequados para áreas onde os de fumaça não têm condições de funcionar. 14:15 . Entretanto. porque podem sentir o cheiro da fumaça antes mesmo de vê-lo. – operação e manutenção de um sistema automático de extinção de incêndios (sprinkler). e 11 . Os detetores de fumaça são os melhores detetores automáticos. em alguns locais devem ser complementados com os de calor. O combate ao incêndio deve ser planejado e esse plano deve incluir obrigatoriamente: – transmissão remota do alarme de incêndio para a unidade do Corpo de Bombeiros. Os de calor são mais baratos. Os de fumaça usam unidades fotoelétricas ou à base de ionização. que assinalam a presença de partículas no ambiente e acionam um alarme. Nesse sentido. As pessoas constituem bons detectores de fogo.182 SEGURANÇA tural. mas não são tão sensíveis quanto os de fumaça.

SEGURANÇA 183 – previsão da remoção. vistoriados periodicamente e recarregados anualmente. O Anexo M apresenta os diversos tipos de extintores existentes no mercado e a sua aplicação nas diferentes modalidades de incêndio. liberando uma descarga de água na área do incêndio. 22/10/2008. Os extintores devem ser instalados em locais bem visíveis e de fácil acesso. de importantes objetos da coleção para locais previamente estabelecidos. Ele é composto de uma rede de tubos de água instalados no teto das salas. 11 . que se abrem quando a temperatura no local atinge determinado valor. – sprinklers. Os principais equipamentos de combate a serem empregados nas instalações são: – extintores de incêndio. a classe de extintor adequado para combatê-lo e como utilizar o equipamento. quando houver tempo e for seguro. Todos os funcionários devem estar treinados para reconhecer o tipo de incêndio. com saídas espaçadas denominadas “cabeças”. (2) Sprinklers O método mais efetivo para reduzir ao mínimo as probabilidades de sinistro graças aos incêndios é a instalação e a manutenção de um sistema automático de sprinklers. 14:15 . B e C.pmd 183 Fotos: Jayme Crespo Fig 9-1 – “Cabeça” de um sistema sprinkler. e – caixas de incêndio. (1) Extintores de incêndio Existem três classes de extintores de incêndio: A.Capitulo 9.

os seguintes procedimentos deverão ser adotados simultaneamente: – desligar a eletricidade.pmd 184 22/10/2008. de forma tranqüila. a fim de evitar furtos de objetos. 14:15 . 2) Procedimento diante do fogo Em caso de incêndio. – receber os bombeiros na sua chegada ao museu. – chamar o posto de guarda. – combater o fogo desde o início do incêndio por meio dos recursos adequados.). – bobina com alimentação axial.Capitulo 9. orientando-o para as saídas de emergência. – mangueira rígida de 20m a 30m de comprimento. – fazer. – não abrir as portas de locais abrangidos pelo incêndio se não houver meios adequados para combatê-lo.184 SEGURANÇA (3) Caixas de incêndio A caixa de incêndio é um equipamento de primeira intervenção. As caixas de incêndio permitem uma ação muito mais possante e eficaz que os extintores. – jamais utilizar os elevadores para evacuar o público. para conduzi-los aos locais do sinistro e fornecer-lhes todas as informações que possam facilitar a sua intervenção. – iniciar a evacuação do acervo. Este equipamento é composto por: – torneira que interrompe a chegada da água à bobina. – conservar a calma e o sangue-frio. quando recomendado. jamais gritar “incêndio”. utilizando os meios à disposição (caixas de alarme. alimentado com água. telefone etc. 11 . – evitar as correntes de ar que avivam as chamas. e – registro difusor. a evacuação do público o mais rápido possível. – reforçar a segurança do acervo durante a evacuação do público.

a proteção deve ser feita por meio de: – pessoal de vigilância. página 157). – cobrir a boca e o nariz com pano úmido e ficar abaixado. distribuído em postos pelos salões de exposição. e – alarmes de aproximação em áreas abertas. apagá-lo primeiro embaixo e depois subir seguindo o fogo. rapidamente. – se o fogo for no chão. Fora dos horários de visitação. – detectores de metal instalados na saída do espaço cultural ou nos salões de exposição. Proteção contra furtos e roubos A proteção contra furtos e roubos deve ser uma preocupação constante. particularmente porque o acervo pode despertar a cobiça de muitas pessoas. O sistema de proteção deve ser projetado para atender a dois períodos distintos: o de visitação e o de fechamento. – utilizar. e é de lá que saem as intervenções em caso de incidente. Eles são coordenados por um posto central. a proteção pode ser obtida por meio de: – fechamento adequado de portas e janelas. – se abandonar o local do incêndio. – sistema de circuito interno de TV.Capitulo 9. – sistemas de alarme antifurto.pmd 185 22/10/2008. um jato difuso. e – se estiver de fora. de preferência. – atacar o objeto que está queimando e não as chamas. para onde convergem as diferentes informações que se referem à segurança. atacar o fogo sempre com o vento pelas costas. porque o ar respirável fica próximo do chão. e 11 . b. fechar a porta atrás de você. em vez de jato direto que pode causar graves danos. A localização dos postos de vigilância deve ser cuidadosamente estudada e fazer parte da planta geral do espaço cultural (projeto de segurança – ver exemplo da figura 7-1. 14:15 . O pessoal encarregado da vigilância deve ser treinado para identificar. Durante o horário de visitação. atitudes suspeitas ou ações de ladrões.SEGURANÇA 185 – evitar locais com muita fumaça.

normalmente. Para isso. Para impedir ou restringir esses atos. incentivado pelos seguintes fatores: – instalações sujas e mal conservadas. interno e externo. religioso etc. Em geral. – espaços não vigiados e mal iluminados. O vandalismo é. é obra de um indivíduo. mas danosos. economiza pessoal e dá mais garantias contra furtos. maldade ou outro motivo qualquer (político. podendo ir de toques inocentes.).Capitulo 9. A proteção contra furtos deve ser complementada com a proibição do ingresso de visitantes portando bolsas ou sacolas que possam esconder o produto de um furto. a rabiscos de crianças ou cortes com lâminas. Fig 9-2 – Um bom sistema de vigilância. (Museu Militar Conde de Linhares – Rio de Janeiro) 11 . utilizando câmaras de TV. c. Proteção contra vandalismo Vandalismo é todo dano ou destruição causado intencionalmente. e – falha do espaço cultural na missão de educar os visitantes. seja por curiosidade. Os atos de vandalismo são muito variados. roubos e atos de vandalismo. a portaria deve ter um local apropriado para a guarda de volumes.pmd 186 22/10/2008. 14:15 . – evidências de atos de vandalismo anteriores não eliminados.186 SEGURANÇA – vigilância externa. devem ser adotadas as seguintes medidas: – manter as instalações limpas.

(Museu Militar Conde de Linhares – Rio de Janeiro) Fig 9-4 – Sensor de presença. por meio de pessoas ou de câmaras de TV.Capitulo 9. d. (Museu de Comunicações e Eletrônica Kingston Canadá) – instruir o público sobre aquilo que é permitido ou não fazer. a fim de afastar o público dos objetos.pmd 187 22/10/2008.. de preferência. – exercer vigilância em todas as áreas. Cuidados especiais com a segurança das armas As armas integrantes do acervo da maioria dos museus militares sempre despertaram grande interesse. fora do alcance das pessoas.SEGURANÇA 187 Fig 9-3 – Central de monitoramento das imagens transmitidas pelas câmaras de segurança. de metal. – colocar os objetos. e – instalar sistemas de alarme nas áreas onde estiverem sendo expostos objetos fora de vitrinas ou sem a proteção de anteparos. dentro de vitrinas ou protegidos por anteparos transparentes. – instalar barreiras de corda. de veludo. 11 . 14:15 . instalado num diorama aberto. de acrílico etc. particularmente entre os colecionadores. particularmente os de maior valor.

pmd 188 22/10/2008. exija cuidados especiais de guarda e segurança. não estejam mais em uso pelas Forças Armadas. são adotadas as seguintes conceituações. para fins de exposição ou decoração. 14:15 . em ambiente de livre circulação ou acesso. – Grande coleção de armas e munições: é aquela que possui quantidade superior a 100 (cem) armas. em sua quase totalidade. 11 . A Diretoria de Assuntos Culturais recomenda as seguintes medidas de segurança para as coleções dos museus. – ter portas resistentes e possuir fechaduras reforçadas. – Arma exposta: é aquela colocada fora do local de guarda com acesso restrito (reserva técnica). piso e teto resistentes. – Grande coleção de armamento pesado e de viaturas militares: é aquela que possui mais de 20 (vinte) viaturas ou peças de artilharia. ou aquela que.Capitulo 9. situadas em locais de guarda com acesso restrito ou livre.188 SEGURANÇA Fig 9-5 – Grande coleção de armamento pesado. tanto no Brasil como no exterior. Para os efeitos deste trabalho. (Museu Militar Conde de Linhares) Embora as armas de fogo dessas coleções. o que as torna. objeto da cobiça de delinqüentes. sua munição ainda é fabricada e comercializada. com no mínimo 2 (dois) dispositivos de trancamento. também. por sua característica. 1) Local de guarda com acesso restrito (reserva técnica) deve: – possuir paredes.

Proteção contra desastres naturais Dentre os desastres naturais. estopilhas e de qualquer outro tipo de material passível de combustão espontânea. e com um aviso indicando esse estado (ver figura 6-20. a fim de não representar risco aos visitantes e ao acervo. pela parte externa. couros e papéis. montadas e em condições de pleno funcionamento – e que tenham munições disponíveis no mercado interno ou externo. As viaturas blindadas deverão estar desativadas e inoperantes. Deve-se evitar a presença de pólvora. e – impedir a visão. por meio da remoção de uma peça de seu mecanismo de disparo. é recomendável que estejam em recinto próprio especial. ou – afixadas a uma base (alvenaria ou concreto). As munições e explosivos devem estar inertes. e. página 131). particularmente para tecidos.SEGURANÇA 189 – dispor de grades de ferro ou de aço nas janelas localizadas no andar térreo ou nos superiores. 11 . podendo estar em mais de um local de guarda. caso permitam acesso fácil pelo exterior. Para as grandes coleções e as que tenham em seu acervo armas automáticas – conservadas. vigilância permanente. as enchentes constituem a maior ameaça ao acervo do museu. trancada com cadeado ou soldada. por meio de barra. e o material transparente deverá ter resistência a impacto superior a 90 kg/m² (650 lb. Os museus situados em áreas sujeitas a esse fenômeno devem adotar as medidas de prevenção adequadas. de qualquer peça da coleção.pmd 189 22/10/2008. 2) Armas expostas em local de guarda com acesso livre devem estar nas seguintes condições: – inoperantes. estas deverão ser compactas./ft). 14:15 . sistema de alarme. que deverá ficar guardada em cofre ou depósito semelhante. e o seu armamento deve ser alvo das medidas já recomendadas. de difícil remoção e desmontagem. cofres e outros sistemas. podendo provocar danos irreparáveis.Capitulo 9. corrente ou cabo de aço (diâmetro mínimo de 5mm). – quando a arma estiver exposta no interior de vitrinas.

Se um visitante.190 SEGURANÇA Os museus localizados em cidades sujeitas a chuvas torrenciais. bar- Fig 9-6 – Exemplo de barreira de vidro. Por essa razão. devemos considerar vários aspectos. por exemplo. – expor os objetos sempre com segurança. de forma a impedir ou evitar acidentes. trabalhando ou visitando. 3.Capitulo 9. devem. Proteção e segurança das pessoas Os museus são responsáveis pela segurança e proteção dos seus funcionários e dos visitantes. provocando a sua quebra. de forma a evitar a superlotação nos ambientes. em muitas situações. intimamente ligada à do acervo e à das instalações. próximo do telhado. da mesma forma que planejamos a segurança do acervo e das instalações. poderá ser ferido pelos estilhaços do objeto. equipamentos de segurança como corrimão em escadas. destacamos: – controlar o fluxo de visitantes nos salões de exposição. Entre os mais importantes. 14:15 . iluminação de emergência. sempre que possível. No planejamento da segurança das pessoas.pmd 190 22/10/2008. devemos planejar a segurança das pessoas que se encontram no interior. particularmente no verão. nos locais mais críticos. (Memorial de Ataturk Ankara – Turquia) 11 . inadvertidamente. evitar ter a exposição de acervo ou a instalação da reserva técnica no andar superior da edificação. A segurança das pessoas pode estar. fitas antiderrapantes. esbarrar num pedestal onde se encontra exposta uma peça de real valor. – instalar.

pmd 191 22/10/2008.Capitulo 9. Os dispositivos de alarme devem ter as seguintes características: – devem ser mantidos permanentemente em estado de alerta. de metal ou de acrílico. que devem cumprir três funções básicas: – detecção de uma anomalia. Sistemas de alarme As medidas de segurança sugeridas neste capítulo devem ser complementadas por sistemas de alarme disponíveis no mercado. Bruxelas – Bélgica) 11 . de forma a impedir o seu deslocamento acidental. Todos os sistemas possuem uma central de alarme.SEGURANÇA 191 reiras de corda. – evitar a instalação de pisos escorregadios nas dependências do museu. (Museu do Exército. 4. É indispensável que toda ruptura de circuito dispare um alarme. por registro de fenômenos mecânicos ou elétricos. à qual são transmitidos os diferentes sinais e chamadas. – transmissão de informações pelo canal de circuitos elétricos. – evitar que o visitante tenha acesso a áreas congestionadas portando objetos pontiagudos. 14:15 . Fig 9-7 – Viatura calçada. – sinalizar corretamente eventuais obstáculos que possam provocar acidentes. e – difusão de sinais de alarme luminoso ou sonoro. e – instalar e sinalizar corretamente saídas de emergência para visitantes e funcionários. conforme mostram as figuras 4-17 (página 62) e 9-6.

como o da figura 9-4. estar sobre cavaletes ou então ter o seu deslocamento acidental impedido por meio de calços. permanentemente. Sempre que possível. bem como nos dioramas abertos.Capitulo 9. o alarme deve ser difundido a vários pontos. sempre que possível. A escolha do sistema adequado. o seu projeto. Outras medidas de segurança Os visitantes devem ser instruídos sobre aquilo que é permitido ou não fazer. os funcionários de plantão. bateria ou gerador de eletricidade). 5. No interior das vitrinas que contenham objetos de grande valor e armas. Devem admitir uma fonte auxiliar de energia (pilha. As viaturas e as armas de grande porte sobre rodas devem. particularmente para evitar o pânico em caso de acidentes. 14:15 . – pluralidade dos pontos de difusão do alarme.pmd 192 22/10/2008. o museu deve possuir um sistema de sonorização geral.192 SEGURANÇA – ter alimentação elétrica permanente. que mantenha a instalação em funcionamento em caso de corte ocasional ou intencional de energia elétrica. devem ser instalados equipamentos especiais de detecção e alarme. principalmente aos locais onde se encontram. A partir da central. particularmente em função da constante evolução tecnológica nessa área. como mostra a figura 9-7. que permita difundir informações e orientar os visitantes quando necessário. 11 . a instalação e a manutenção dos equipamentos devem ser confiados a firmas especializadas. capazes de oferecer os melhores equipamentos para as necessidades do museu.

ANEXOS 193 Anexos A – Modelo de certificado de doação B – Modelo de agradecimento por doação C – Modelo de formulário para empréstimo de objetos D – Modelo de termo de comodato E – Modelo de ficha de catalogação F – Níveis de umidade recomendados G – Esquema auxiliar para o planejamento de exposições H – Materiais utilizados na montagem de exposições e no acondicionamento de acervos museológicos I – Fornecedores de equipamentos e produtos J – Relação do acervo existente K – Alterações com o acervo L – Memento para visitas e inspeções em espaços culturais M – Extintores de incêndio e suas aplicações 12 .Anexos.pmd 193 22/10/2008. 14:16 .

... .................... (Função) aceito................... que a doação das citadas propriedades não obriga o doado a conceder ao doador e seus herdeiros qualquer privilégio e que a transferência de propriedade dos bens aqui descritos é feita em benefício da criação.. ................ de ............ ... renunciando a toda propriedade...................................................................................................................... tudo de conformidade com o Código Civil Brasileiro..................... Para levar a cabo este meu desejo...................... (Assinatura do doador) Identidade: ....... 14:16 ...................... expresso.............. de .... também..... Local ........ em nome do Exército Brasileiro.....................194 ANEXOS Anexo A Modelo de certificado de doação Certificado de Doação Eu.................... de .... Assinatura do Diretor do Museu ou seu representante 12 .......................................................... livre de qualquer ônus............... títulos e posse......... dou....................... por este instrumento........ ....... e tendo autoridade legal para deles me desfazer......................................... operação e manutenção de museus militares ou outras organizações culturais do Exército Brasileiro................... transfiro e destino a dita propriedade............. direitos........ (Nome do Diretor do Museu) ....... o meu desejo de doá-los incondicionalmente ao Exército Brasileiro. de ........................................................... ....................Anexos...... proprietário dos bens abaixo descritos..................... Declaro.............................................................. ........ a doação dos bens acima descritos......................... Eu..... ..................................................... ................... (Posto) ....... ................ Declaro também que o sistema de catalogação utilizado pelo Exército requer que meu nome e endereço sejam mantidos nos arquivos da instituição e que isto não significa uma invasão da minha privacidade................................................pmd 194 22/10/2008.................. Descrição dos bens doados: ........ por meio deste.... (Nome do doador) (Nacionalidade) (Estado civil) residente à ... ao Exército Brasileiro............................ Local ................... .........

.................................... de ... ................................. Diretor do Museu 12 ................... O ....................... de ..........................Anexos.............. Exa os seus agradecimentos pela doação ................... .......................... Atenciosamente................................................................................... expressa a V................................................ ......................................................ANEXOS 195 Anexo B Modelo de agradecimento por doação Local .........../ (Nome da entidade) V...................... 14:16 ..................... (Nome da coleção) aumentando o patrimônio cultural desta instituição........................... Sa....pmd 195 22/10/2008.. (Nome do(s) objeto(s) doado(s)) que vem/vêm completar a nossa coleção................. pela sua diretoria..... Ilmo(a) Sr(a) ....................

...................................... Local ................................................................................................................................. Diretor do Museu Data de saída: ............................................................................................................................................... Assinatura do responsável (cedente) Devolução Data: ............................................... Assinatura do responsável (solicitante) Autorização .............................................................. Finalidade do empréstimo: ........................................................................ de ........................................................................................................................................................................................................................................ (Espaço Cultural) Formulário de empréstimo de objeto Espaço cultural solicitante: .............. .... ...................................................................................................................................... Assinatura de quem recebeu 12 ... ... Telefone: ................................. de ................................................................................................. Período: .......................................................... Endereço:.............................. .... Estado: .........196 ANEXOS Anexo C Modelo de formulário para empréstimo de objetos .....................................pmd 196 22/10/2008...Anexos....................... .............................................................. ............................................................................................. 14:16 .............. Descrição dos objetos cedidos e seu estado de conservação: ........................................................ Condições do empréstimo:................ .............. Autorização da DAC: ......

.... não podendo cedê-los ou emprestá-los a terceiros.......... (descrever a finalidade do empréstimo) pelo período de .....ANEXOS 197 Anexo D Modelo de termo de comodato Pelo presente instrumento particular de COMODATO. de outro lado........................................ por estarem de acordo com os termos acima............. E assim.......... na qualidade de proprietário (ou diretor da instituição proprietária) de .... estado civil.............. de ........... meses..... Testemunhas: ....................... têm justo e contratado o seguinte: 1.... (nome....... 12 .. ............................... O COMODANTE..... nacionalidade............... 2. CPF e endereço.................................................. estado civil................................... (descrever o bem). 14:16 ....................... CPF e endereço...... assinam o presente instrumento na presença de testemunhas e em duas vias de igual teor.......... de um lado ................. ou nome e função.................. roubo ou furto................................ identidade......... Para efeito deste termo.............. O COMODATÁRIO se obriga a utilizar os bens com o máximo cuidado e zelo.............................. Em caso de extravio......... Comodante: ........ para dirimir qualquer dúvida referente ao presente termo...... (nome............. o empresta ao COMODATÁRIO............ fica o COMODATÁRIO obrigado a substituí-los por outros em iguais condições......... o(s) referido(s) objeto(s) tem/têm o valor de R$ ............ 5............... .. 6...........Anexos..... a qualquer título..(anos............................ de ora em diante denominado simplesmente COMODANTE..... ou nome e função........... Local ... para uso exclusivo ... quando se tratar de uma entidade)...pmd 197 22/10/2008....... e..................................... Fica eleito o foro da cidade de ........... semanas etc)....... profissão. Comodatário: .................... nacionalidade.......................... (também por extenso)... de ..... 3............................................... quando se tratar de uma entidade)......... 4.. CLÁUSULA ESPECÍFICA (quando for o caso)... de ora em diante denominado simplesmente COMODATÁRIO.... ao término do qual deverá devolvê-lo nas mesmas condições e estado em que recebeu............... . identidade.......... profissão............

Anexos.pmd 198 22/10/2008. 14:16 .198 ANEXOS Anexo E Ficha de catalogação (Frente) No de registro Propriedade Forma de aquisição Data da aquisição Nome do objeto Nome e endereço do doador Localização Dimensões Classificação Material Peso Artista ou fabricante Cor País de Origem Localização da assinatura/marca do fabricante Período ou data de fabricação Descrição física Condições Físicas Valor Monetário Histórico e Significado Foto Negativo No 12 .

14:16 .ANEXOS 199 Continuação do Anexo E Ficha de catalogação (Verso) No de registro de itens Emprestado a ou recebido por empréstimo de Observações Datas de manutenção ou inspeção 12 .pmd 199 22/10/2008.Anexos.

mas com o mesmo no de registro. conforme o sistema de classificação adotado.pmd 200 22/10/2008. Quando não souber a data exata.200 ANEXOS Continuação do Anexo E Ficha de Catalogação (Descrição dos campos) No de registro: número dado pelo museu ao objeto. Localização da assinatura ou da marca do fabricante: registrar em que local da peça se encontra essa informação. altura. Classificação: de acordo com o tesauro elaborado pela DAC. devem ser anotados os números de registro das peças relacionadas entre si. Material: listar os principais materiais de que é feito o objeto. Peso: registrar o peso exato. sempre na mesma ordem. recebendo cada peça um número de registro.. Entretanto. É importante lembrar que o ano de fabricação nem sempre é o ano do modelo. se conhecido. ) como a data. Objetos em pares ou conjuntos. Período ou data de fabricação: registrar tanto o período (século . Propriedade: coloque o nome da instituição proprietária ou de quem emprestou o bem. ou o nome da firma fabricante. Data de aquisição: data em que o item foi incluído no acervo. etc. largura. 14:16 . Nome e endereço do doador: colocar o endereço com CEP e até mesmo telefone. no verso da ficha. tais como cadeiras idênticas. conforme previsto no Capítulo 8. legado. Partes componentes de um item devem ser tratadas como um objeto separado. coloque a mais aproximada. empréstimo. profundidade e diâmetro. aparelhos de jantar etc. Nome ou tipo de objeto: escrever de forma concisa o nome do objeto e especificá-lo. Forma de aquisição: doação. Quando o objeto for emprestado. Descrição física: registre as características mais marcantes do objeto que não 12 . na casa “Observações”. quando for o caso. Artista ou fabricante: Colocar o nome completo do artista que fez o objeto. Cor: descrever a cor predominante... Localização: registrar a lápis em que local o objeto se encontra. Dimensões: colocar as medidas exatas tais como comprimento. se possível.Anexos. a localidade. coleta. manter o no original. devem ser catalogados separadamente. País de origem: lançar o país de origem e..

É um retrato escrito do objeto. 12 . Emprestado ou recebido por empréstimo de: registrar aqui a quem e quando o objeto foi emprestado ou de quem e quando ele foi recebido por empréstimo. Utilizar a casa “Observações” no verso para complementar as informações. forma e detalhes de estilo. Bom. guardados em saco plástico. quando existente. arranhadas ou faltando. Os fragmentos do objeto devem ser mantidos junto com ele. Regular e Mau. lançar um aproximado. Os objetos devem ser classificados em Novo. tais como estilo. o valor estimado do bem deve ser colocado. Lançar toda e qualquer alteração que possa servir para facilitar a identificação. Excelente. Observações: registre aqui tudo que de relevante houver sobre o objeto e não foi incluído nos espaços anteriores. 14:16 . devendo ser atualizado periodicamente. restaurações efetuadas etc. indicar nome do arquivo e onde se encontra. Muito Bom. Histórico e significado: um histórico do objeto deve ser registrado.Anexos. com informações tais como a quem pertenceu ou usou e o que o tornou significativo para a história e para o espaço cultural. se tem partes quebradas. identificados com o mesmo número e.ANEXOS 201 tenham sido colocadas nos itens anteriores. quando essas partes se constituírem em objetos separados. estado da numeração ou da identificação do fabricante. quando for o caso. dependendo de vários fatores tais como percentual de peças originais e acabamento. Valor monetário: sempre que possível. Quando não se dispõe desse valor. No caso de fotos digitais.pmd 201 22/10/2008. Foto negativo no: número do negativo da fotografia do objeto. No de registro de itens relacionados: registrar o número de outras partes componentes do item. Colocar as fontes usadas para essas informações. Condições físicas: descrever sucintamente em que estado se encontra o objeto.

202 ANEXOS Anexo F Níveis de umidade recomendados 1 – Cerâmicas. terracota e pedra: 20 a 60% 2 – Couro: 45 a 60% 3 – Espécimes de ciência natural: 40 a 60% 4 – Fotografias e filmes: 30 a 45% 5 – Madeiras pintadas e envernizadas: 45 a 60% 6 – Metais: 0 a 35% 7 – Materiais plásticos: 30 a 50% 8 – Mobiliário: 40 a 60% 9 – Moedas: 20 a 40% 10 – Objetos taxidermizados: 40 a 60% 11 – Papel: 50 a 60% 12 – Pintura sobre madeira e escultura policromada: 45 a 60% 13 – Pintura sobre tela: 40 a 55% 14 – Vestuário.pmd 202 22/10/2008. têxteis. 14:16 . tapetes e tapeçaria: 30 a 50% 15 – Vidro: 40 a 60% 12 .Anexos.

. ....... 4................................... casas de madeira........................... objetos de cobre............. assim... VITRINAS PLATAFORMA VITRINA para os objetos de uso diário VITRINA para os objetos de cerimônias ............ Delinear as áreas do mapa......... ferramentas.............. cobertores.............................................. ..... chocalhos........AMERICANO TÍPICO 2...... 12 ................. morsas e focas...... No Ártico.............. ....................... mostrar a diversidade de culturas e suas relações com o meio-ambiente............... ............pmd 203 22/10/2008........ .......................... Desenhos: como construir um iglu de gelo................. ...... ferramentas de madeira........ pescadores ou lavradores.................... equipamentos de pesca. ........................................ ................ suas casas foram construídas com madeira flutuante e outras com blocos de gelo............ ...................... Objetos: caixas de madeira.. NUNCA HOUVE UM ÍNDIO NORTE.... máscaras................... Por toda a América...Anexos.... A palavra “iglu” significa “casa”........... MEIO PAINEL PAINEL Objetos: equipamento de pesca.......... Fotos: caçadores em seus botes de pele........... Houve sete áreas culturais................ para caçar baleias..................... A abundância da vida marinha e o desenvolvimento de técnicas de preservação de alimentos permitiram que as tribos da costa noroeste criassem aldeias permanentes e desenvolvessem uma organização social altamente complexa.............................ANEXOS 203 Anexo G Esquema auxiliar para o planejamento de exposições Título da exposição: Os índios norte-americanos Objetivo: Contrapor-se às idéias estereotipadas a cerca do índio norte-americano.............. os índios moravam em diferentes tipos de casa e se vestiam de forma variada... 14:16 ............. RESUMO 1.................. ....... 3...................... ........................................ ...... .......... Eram caçadores... os esquimós utilizavam barcos feitos com peles........................ Algumas vezes............................... .. A maneira como viviam era influenciada pelos locais que habitavam e pelas plantas e animais que podiam dispor.... . em 3 D Mapa com fotos/desenhos de casas relativas a cada área cultural................ brinquedos e roupas...................... tanto pode ser de madeira como de gelo....... OBJETO Letras com 10 cm. ..... .

com fibras longas e resistentes a envelhecimento e rasgos. com pH neutro. prender e alçar fotografias e gravuras leves e retocar as dobras de mapas ou outros papéis.Anexos. fazer alceamentos. revestida com carbonato de cálcio e livre de fibras de madeira. Recomendada para reparar junções. é adequada para dobrar. com pH neutro. Encontra-se disponível em rolos de 2 cm x 50 m. 2 – FITA FILMOPLAST P90 – PAPEL Fita de papel branca. podendo ser também usada como etiqueta. 12 . Adequada para reparar “a seco” páginas rasgadas. pastas e envelopes. Adere a filmes de poliéster. Sensível à pressão. livre de polpa de madeira ou ácido. 4 – FITA FLIMOPLAST T – RAYON Feita com tecido rayon e adesivo acrílico. esta fita é ideal para recuperar livros e lombadas. possuindo uma lâmina especial. 3 – FITA FILMOPLAST SH – LINHO BRANCO Fita adesiva fina de tecido branco para prender e reforçar livros a serem recosturados. páginas de livros etc. já que aceita inscrição à tinta.204 ANEXOS Anexo H Materiais utilizados na montagem de exposições e no acondicionamento de acervos museológicos 1 – FITA FILMOPLAST P – TRANSPARENTE (52 FFP) Fita de papel transparente. 6 – LÂMINA OSBORNE No 925B (56 LOSL001) É a lâmina própria para ser usada na Faca Osborne no 925. revestida com carbonato de cálcio e com adesivo solúvel em água. prender e remendar bordas avariadas de documentos. 5 – FACA OSBORNE No 925 (56 FOSFO01) Esta faca é apropriada para desbastar couro.pmd 204 22/10/2008. além de não manchar. Possui alta flexibilidade e. 14:16 .

9 – THERMOPAPER (56 THER) Pode ser encontrado em envelopes com 50 unidades (150 vF a 65. imune à proliferação de fungos e bactérias.casadorestaurador. Encontra-se disponível com 600 g/m2 de gramatura e formato 74X112 cm. 11 – FILIFOLD DOCUMENTA LAMINADO (51 FFDL) Cartão composto por duas camadas de Filifold Documenta unidas com cola neutra. Apresenta longevidade superior a 300 anos. Encontra-se disponível com 300 g/m2 de gramatura no formato 76X114 cm. 12 – FILIFOLD DOCUMENTA LAMINADO PLASTIFICADO (51 FLPFDL) Trata-se. Usada em documentos que precisam ser conservados. não alterando a propriedade alcalina nem a longevidade do papel.Anexos. 14:16 . com 600 g/m2 de gramatura e formato 74X112cm. É apropriado para confecção de embalagens e suporte de obras em molduras. na verdade.6º C). 12 . sendo fabricado na cor palha. 10 – FILIFOLD DOCUMENTA (51 FFD) Papel alcalino.pmd 205 22/10/2008.ANEXOS 205 7 – CANETA PRETA “PIGMA PEN” (56 PPENP) Caneta com tinta preta. Encontrase disponível na cor palha. acid free no 005. 8 – ESPÁTULA TÉRMICA (56 ESP) Sealector II Tacking Iron – 115V. cópias fotográficas e papéis em geral. especialmente desenvolvido para acondicionar e preservar documentos.br.com. 13 – FILIFOLD DOCUMENTA PLASTIFICADO (51 FPFD3) É o Papel Filifold Documenta plastificado externamente em polietileno. do papel Filifold Documenta Laminado plastificado externamente com polietileno. Obs: A relação completa dos equipamentos e materiais usados na corsevação e no restauro pode ser obtida no site www.

Suburbana. Esterilizadores de ar 1) Esterilizador de ar CLOVER Fabricação e venda: CLOVER Eletrônica Ltda. Equipamentos de monitoração ambiental 1) Higrômetro de ambiente HAENNI 300 R 2) Termômetro de ambiente HAENNI 96 R 3) Termo-higrógrafo. Desumidificadores de ar ambiente 1) Desumidificador DEUMID-AIR 28OS ou 38OS com umidostato Fabricação e venda: FARGON Engenharia e Indústria Ltda. Rio Branco. 2263-2748 c.206 ANEXOS Anexo I Fornecedores de equipamentos e produtos 1. 45 sala 711 – Centro – Rio de Janeiro – RJ Tel: (21) 2263-3677. Av. 14:16 . Rua Mosela 1239 – Petrópolis – RJ – Tel: (22) 243-4026 Distribuição: DISCLOVER Av.Anexos. fabricação Renê Graf mod. 2540 – Higienópolis – Rio de Janeiro – RJ 12 . 167 – Santo Amaro – São Paulo – SP Tel: PABX (11) 523-7211 2) Desumidificador MACLAM com umidostato Fabricação e venda: MACLAM Indústria e Comércio de Refrigeração Ltda. Termograf 508 Fornecedor: RENÉ Graf Comercial e Técnica S.A. Rua Guaratiba. Francisco Matarazzo.pmd 206 22/10/2008. EQUIPAMENTOS a. Rua Mem de Sá. 1055 – São Paulo – SP Tel: (11) 872-0055 – Telex: (11) 21668. Av. 102 – Loja – Centro – Rio de Janeiro – RJ Tel: (21) 2242-6871 / 2221-2659 / 2222-7911 b.

Estrada Eduardo Prado. Papéis para envelopes e entrefolhamento de originais fotográficos 1) Papel SALTO NEUTRO (60 g/m2 e 80 g/m2 ) 12 . 1670 – Ipanema – Porto Alegre – RS Tel: (512) 481366. Camões.Anexos. 274-8729 Representante no Rio de Janeiro: Sr. 215 Bloco B – São Paulo – SP Tel: (11) 545-1122 Fornecedores: MICA ROLL Indústria e Comércio Ltda. 48-1470 – Telex: (51) 2394 Representantes: LUMAP – Representações Av. Cairu. 2273-9697 – Telex: (21) 22186 2. THG 1 Fabricação e venda: HIDROLOGIA S. 6 Apto 203 – Rocha Rio de Janeiro – RJ – Tel: (21) 2201-2207 5) Termo-higrógrafo Hidrologia S. Maria Coelho Aguiar. Rua Prudente Soares – SP – Caixa Postal: 42687 Tel: (11) 274-8835. 663 – Estácio – Rio de Janeiro – RJ Tel: (21) 2273-8212. PRODUTOS PARA CONSERVAÇÃO a.05mm) Fabricante: RHODIA S. 274-8624.A. Av. Jorge Corrêa Av. 1155 Bl. mod. Indústria e Comércio Rua Maia Lacerda.A.pmd 207 22/10/2008. PSI 5204 Fabricação e venda: INCOTERM Indústria de Termômetros Ltda. 14:16 . Engenharia. Filme de poliéster para envelopamento de originais fotográficos 1) Filme de poliéster THERPHANE/RHODIA (espess 0. 601 – Porto Alegre – RS Tel: (0512) 243-1511 – Telex: (51) 2631 4) Psicrômetro giratório INCOTERM ref.ANEXOS 207 Tel: (21) 2280-8232 – Telex: (21) 22518. 527 – Penha Circular – Tel: (21) 2270-2113 b.A. Av. Marechal Rondon.

14:16 . Rua Cristiano Viana. 26/28 – Largo de São Francisco – Rio de Janeiro – RJ Tel: (21)2221-0549 b) Papel filtrante FITEC (250 g/m2) Fabricação e venda: FITEC Indústria e Comércio de Filtros Ltda. Rua Ramalho Ortigão. 300 g/m2 e 150 g/m2) Fabricação e venda: Cia.208 ANEXOS Fornecedor: ARJOMARI DO BRASIL Comércio e Indústria Ltda. De Zorzi de Papéis Fazenda Coruputuba – Caixa Postal 01 – Pindamonhangaba – SP Tel: (0122) 42-2122 – Telex: 0122-353 d) Jaquetas. 1083 – Jardim Piratininga – Osasco – São Paulo 12 . 91 – São Paulo – SP Tel: (11) 282-2366 – Telex: (11) 30358 2) Papéis para suporte. confecção de caixas e montagem de originais fotográficos a) Papel VELIN SALTO (185 g/m2 e 300 g/m2) Fornecedor: ARJOMARI DO BRASIL Comércio e Indústria Ltda.Anexos. protetores e porta-folhas de poliéster para acondicionamento de microformas Fabricante: ARRUDA Ultrason Ltda. Rio Branco. Rua Martin Hein.: (21) 2253-0644 XIDEX do Brasil Ltda. Rua Montalverne. Maus Gastam Pinto Koeppe Av Rio Branco 311 – Sala 501 Tel: (21) 2220-8898 c) Cartão Reforço (450 g/m2 .pmd 208 22/10/2008. Observação: este papel pode ser encontrado a varejo em papelarias especializadas como CASA CRUZ. 480 – Jardim Alvorada – Jandira – São Paulo Tel: (11) 427-3266 Representantes no Rio de Janeiro: Sr. 45 Grupo 1414 – Rio de Janeiro – RJ Tel. São Paulo – SP Distribuidor: XIDEX do Brasil Ltda. Av.

318 Loja A – Rio de Janeiro – RJ Tel: (21)2284-9590. e Exp. Conj 2204 – Rio de Janeiro – RJ Tel: (21) 2220-8180 d. 169/175 – São Pauto – SP Tel: (11) 815-3866 Rua Sen Dantas.A.ANEXOS 209 Tel. 2233-9845 2) Cola Metylan Fabricação e venda: HENKEL S. 999 – Bom Retiro – São Paulo Tel: (11) 221-6291 / 221-2707 / 221-6711 12 . Adesivos 1) Carboximetilcelulose (CMC) Fornecedor: B. 75. Pastas suspensas com hastes plásticas Fabricação e venda: TELOS S. 22 grupo 401 – Flamengo Rio de Janeiro – RJ Tel: (21) 2265-9499 Fornecedor: SAINT HONORÉ Com. 2264-3347 3. 131 – Centro – Rio de Janeiro – RJ Tel: 2233-7948. Praia do FIamengo. Indústrias Químicas Rua Barão do Flamengo. Ltda. Imp.Anexos. Equipamentos e Sistemas Rua Sumidouro. Rua Miguel Couto. 278 Conj 62 – Rio de Janeiro – RJ Tel: (21) 2552-4299 / 2552-5048 c.A. HERZOG Comércio e Indústria S. 22o and. Rua São Francisco Xavier. (11) 801-1865 MARJORI Comércio Importação e Representação Ltda.A. LUVAS PARA MANUSEIO DE MATERIAIS FOTOGRÁFICOS a. Luvas de suedine e helanca Fabricação e venda: Fábrica de Luvas EVA Rua dos Italianos.pmd 209 22/10/2008. 14:16 .

Luvas de algodão Fornecedor: RAVAGLIO & Cia Ltda.casadorestaurador.com. 105 Campo Belo – São Paulo – SP Tel: (11) 5561-3128 – Fax: (11) 530-8119 Site: www. PRODUTOS E EQUIPAMENTOS USADOS NA CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO Casa do Restaurador Rua Nhu-Guaçu. 9-A – Gamboa – Rio Tel: (21) 2516-2529 – Fax: (21) 2263-1310 5. Semi brilho tamanhos A3 e A4) – Full color paper – 95 g/m2 – Full color paper dupla face – 95 g/m2 – Full color card – 180 g/m2 – Full color card dupla face – 180g/m2 c.210 ANEXOS b. PAPÉIS PARA IMPRESSÃO DE FOTOS E TEXTOS a.Anexos. Alto brilho (tamanhos A3 e A4) – Glossy paper – 150 g/m2 – Glossy adesivo – 85 g/m2 – Glossy card – 180 g/m2 b. Aplicações diversas – Glossy pérola adesivo – 60 micra frontal (A3 e A4) – Transparência adesiva – 100 micra frontal. Rua João Ziebarth.(A3 e A4) – Inkjet film transparência – 100 micra (A4) – Magnetic paper – glossy adesivo + manta magnética (A4) Fornecedor: Carimsistem – Sistemas de Impressão Ltda Rua do Propósito. 9 – Vila Nova – Blumenau Santa Catarina Tel: (47) 323-1320 4. 14:16 .br 12 .pmd 210 22/10/2008.

....................... fardamentos/indumentárias.......... (4) Colocar o nome do autor/signatário para pinturas.............. documentos e similares.. 14:16 211 (1) Usar numeração seqüencial................................ desenhos....... colocar os nomes da cidade e do estado..... Espaço Cultural: .... se estiver em exposição......... utensílios. UF: ...... (5) Se nacional.Anexos........ (7) Preencher com a letra E.... móveis. livros......... a partir de 1..... o do país..... Se estrangeiro...... equipamentos. Colocar o nome do fabricante para armamentos............. prataria.....................pmd Anexo J Relação do acervo existente Organização Militar: .... (6) Registrar a data ou o século de fabricação......... (3) Identificar o objeto pelo nome técnico-científico/nomenclatura ou descrevê-lo sucintamente.. Data: ................. esculturas.... R se estiver na reserva técnica e C se estiver emprestado.. viaturas.................. Cidade: .........12 ... ferramentas e demais objetos afins........ 211 No de Ordem Origem (5) (6) (3) (4) Quantidade Existente Identificação / Descrição do Objeto Autor / Fabricante Data ou Século Situação ANEXOS (1) (2) (7) INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO DOS CAMPOS: 22/10/2008.. porcelanas. ......... (2) Registrar a quantidade de exemplares idênticos do objeto em questão...................

se é uma entrada ou saída... a partir de 1.......pmd 212 Anexo K Alterações com o acervo Organização Militar: ......... utensílios.....12 .................... Data: .. (3) Identificar o objeto pelo nome técnico-científico/nomenclatura ou descrevê-lo sucintamente.......... o do país... 14:16 (1) Usar numeração seqüencial............... 212 No de Ordem Origem (5) (6) (3) (4) Quantidade Existente Identificação / Descrição do Objeto Autor / Fabricante Data ou Século Situação ANEXOS (1) (2) (7) INSTRUÇÕES PARA O PREENCHIMENTO DOS CAMPOS: 22/10/2008.. desenhos..... móveis............ fardamentos/indumentárias... ................. (7) Informar............... (6) Registrar a data ou o século de fabricação. livros..................... para cada objeto. (4) Colocar o nome do autor/signatário para pinturas.Anexos..... viaturas.. (2) Registrar a quantidade de exemplares idênticos do objeto em questão.. ferramentas e demais objetos afins.. documentos e similares.................................. esculturas... Colocar o nome do fabricante para armamentos................................. equipamentos....................... Neste último caso... Se estrangeiro.... Espaço Cultural: ...... porcelanas.................... (5) Se nacional.... prataria................ colocar os nomes da cidade e do estado..... informar o expediente da DAC que autorizou.

livre de tubulações de água. 4) Se a dependência tem janelas.Anexos. 2) Líquidos e materiais inflamáveis são guardados fora da reserva técnica. escadas apertadas e tetos baixos). vapor e esgoto. 7) A área está livre de válvulas ou medidores de água. 14:16 . luz e gás que requeiram monitoramento ou reparos por pessoal externo. Espaço físico 1) As dependências estão fora de áreas inundáveis. de maneira a aumentar a segurança e o controle ambiental. 8) A área disponível é suficiente para a movimentação da equipe e dos objetos. 6) A área da reserva técnica está.ANEXOS 213 Anexo L Memento para visitas e inspeções em espaços culturais 1. 5) As dependências têm o menor número possível de portas. sem obstáculos (Ex: portas estreitas.pmd 213 22/10/2008. 2) As dependências estão numa área que não será inundada por força do rompimento ou vazamento de tubulações de água e esgoto. RESERVA TÉCNICA a. elas estão isoladas e trancadas. 12 . 3) O espaço é adequadamente preparado para manter as condições ambientais recomendadas. tanto quanto possível. Deficiências: Ação corretiva: b. Destinação Sim Não 1) A área da reserva técnica é usada unicamente para a guarda de objetos.

O MEIO AMBIENTE INTERNO a. Temperatura e umidade relativa do ar 1) Os níveis. 16) Os objetos no interior dos armários e gavetas estão convenientemente colocados de forma a evitar danos por ocasião de aberturas e fechamentos.pmd 214 22/10/2008. 14) Os armários e as prateleiras estão colocados em cima de suportes com altura de 5 a 10 cm acima do solo. são monitorados diariamente.214 ANEXOS 9) O espaço existente é suficientemente amplo para a guarda dos objetos e dos que poderão chegar no futuro. 13) Os objetos colocados nas prateleiras não estão uns sobre os outros. livres de ferrugem e com boa vedação. como precaução contra inundações e para facilitar a limpeza do chão e a inspeção contra pragas. com anotações sobre as variações nas condições climáticas e de visitação que justifiquem as alterações nas leituras de temperatura e umidade. 14:16 . 10) A área está convenientemente organizada de forma a permitir fácil acesso aos objetos e aos equipamentos. 12 . sem saliências que possam danificar os objetos.Anexos. 12) As prateleiras abertas estão em bom estado. nos salões de exposição e na reserva técnica. 2) As observações diárias são registradas. 15) Os objetos delicados estão acondicionados em caixas fechadas com o interior em isopor. Deficiências: Ação corretiva: 2. 11) Os armários para guarda dos objetos estão em bom estado.

ANEXOS 215 3) Os registros das leituras de temperatura e umidade do ar e das observações diárias são revistos e analisados mensalmente. de acordo com a natureza do material exposto ou guardado. Deficiências: Ação corretiva: 12 . 2) Os níveis de iluminação natural são registrados semestralmente.pmd 215 22/10/2008. 3) Os níveis de luz natural registrados estão dentro de valores aceitáveis. estão de acordo com o preconizado nas Normas. Deficiências: Ação corretiva: c. 4) A radiação UV é controlada por meio de materiais de filtragem. a extensão e as causas das flutuações. Pragas 1) Inspeções periódicas para a constatação da presença de insetos. 4) Os níveis de temperatura e umidade em cada ambiente. mofo e outras infestações são conduzidas continuamente. Luz 1) O nível de luminosidade e duração do espectro de luz visível é monitorado e preenche os padrões estabelecidos nas Normas. para determinar a freqüência.Anexos. especialmente em relação ao acervo. 14:16 . Deficiências: Ação Corretiva: b.

Deficiências: Ação corretiva: 3. Controle de chaves 1) Chaves da reserva técnica e das vitrinas são fornecidas somente ao pessoal diretamente responsável pelas coleções. indicando o nome. 14:16 . endereço. 2) A entrega de chaves é estritamente controlada por meio de recibos. Deficiências: Ação corretiva: b. 4) As regras para abertura e fechamento das áreas estão escritas. 2) A poeira. 12 . pesquisadores e visitantes.Anexos. é controlada e faz parte do plano de conservação. 3) O acesso de visitantes e pesquisadores é controlado por meio de registro escrito. aprovadas e são praticadas. na reserva técnica e nos salões de exposição. SEGURANÇA a. Poeira 1) Os objetos expostos em áreas não protegidas da poeira ficam sempre cobertos.216 ANEXOS d. pesquisadores e pessoas de fora que entram na reserva técnica são acompanhados durante todo o tempo de permanência. data. hora de entrada e de saída e a razão da visita.pmd 216 22/10/2008. Controle do acesso 1) Existem normas escritas para o controle do acesso às coleções por parte do pessoal de fora. 2) Todos os visitantes.

8) Os sistemas de alarme são inspecionados. estão protegidos em vitrinas e outros meios que proporcionam proteção contra furtos ou vandalismo. 12 .Anexos. e realizadas manutenções periódicas. em virtude da natureza dos objetos expostos e guardados. PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO 1) Os sistemas de detecção e combate instalados são adequados ao risco envolvido. Deficiências: Ação corretiva: 4. 10) Os objetos insubstituíveis. altamente sensíveis e de grande valor são guardados em armários ou vitrinas fechadas e trancadas.pmd 217 22/10/2008. 14:16 . 9) Os objetos pequenos. particularmente sensíveis ou valiosos. com fechaduras de segurança. usados nas exposições. 4) Os extintores são recarregados anualmente. 7) Existem. sistemas de alarme adequados ao provável risco. 6) As entradas nas áreas de exposição e na reserva técnica são controladas e equipadas com portas de metal ou de madeira maciça. ao tamanho da área a ser protegida e capazes de conter vários tipos de incêndio. nos salões de exposição e na reserva técnica.ANEXOS 217 5) Os objetos expostos têm proteção adicional em ocasiões de alto risco. 2) Os sistemas de detecção e combate são inspecionados e sofrem manutenção regularmente. 3) Existem extintores em número e tipo adequados à natureza das coleções. à natureza das coleções existentes e à estrutura que as abriga.

Deficiências: Ação corretiva: 5. beber e comer é proibido por escrito. 3) O plano de limpeza é revisto e atualizado anualmente.) são feitos de materiais os mais resistentes possíveis ao fogo.218 ANEXOS 5) O pessoal que trabalha está treinado para o uso adequado dos extintores. janelas etc. 6) Os objetos colocados no alto das prateleiras ou em vitrinas não obstruem as cabeças de descarga dos sistemas automáticos de combate. 2) A limpeza é realizada de acordo com o plano. tetos.) está acondicionada em caixas que mantêm a temperatura em níveis suportáveis. pisos. 14:16 .pmd 218 22/10/2008. fitas etc. LIMPEZA E MANUTENÇÃO 1) Existe um plano de limpeza escrito para a reserva técnica e para os salões de exposição. 7) As estruturas e os locais que abrigam as coleções (paredes. portas. 4) Fumar.Anexos. 9) A mídia magnética (disquetes. Deficiências: Ação corretiva: 12 . 8) Todos os registros feitos em papel estão guardados em armários em condições de resistir a temperaturas elevadas durante uma hora.

o pó se decompõe.Anexos. 14:16 .pmd 219 22/10/2008. É indicado para incêndios da CLASSE “B” (líquidos inflamáveis e corpos gordurosos) e da CLASSE “C” (equipamentos elétricos). Extintor inadequado pode causar outros danos. Age como coadjuvante em incêndios da CLASSE “A” (Combustíveis secos como: madeira. que também protege o operador contra o calor irradiante. 1) GÁS CARBÔNICO (CO2) O CO2 (dióxido de carbono) é um agente extintor não tóxico. É indicado contra incêndios CLASSE “B” (líquidos inflamáveis e corpos gordurosos) a CLASSE “C” (equipamentos elétricos). conheça os tipos básicos de extintores e como usá-los. extinguindo o fogo por abafamento. de baixíssima temperatura. Não tem contra indicação. Ao entrar em contato com as chamas. isolando o oxigênio indispensável à combustão. papel. devendo também ser usado na ação contra incêndios em gases inflamáveis. o CO2 proporciona ao operador uma cortina de proteção contra o calor irradiante.ANEXOS 219 Anexo M Extintores de incêndio e suas aplicações Cada classe de incêndio exige ação adequada. que recobre o fogo em forma de uma camada gasosa. inclusive os liquefeitos de petróleo (GLP). Para maior proteção. 2) PÓ QUÍMICO SECO O pó químico seco é um agente extintor de grande e comprovada eficiência. Não tem contra indicação. não condutor de eletricidade. Devido a sua baixa temperatura. tecido. entulhos etc.). É expelido do extintor em forma de uma nuvem. isolando rapidamente o oxigênio indispensável à combustão e extinguindo o fogo por abafamento. 12 .

Sua ação é a de extinguir o fogo por abafamento e. fábricas de tecidos etc. carpintarias. podendo ser empregados nos da CLASSE “A” (combustíveis secos) devido a sua ação umidificante.pmd 220 22/10/2008. É de grande eficiência no combate a incêndios da CLASSE “B” (líquidos inflamáveis e corpos gordurosos). 12 . 14:16 . 4) ÁGUA GÁS Age como coadjuvante em incêndios da CLASSE “A” (combustíveis secos como: madeira. tecido.220 ANEXOS 3) ESPUMA QUÍMICA A espuma é um agente extintor de fogo em forma de um líquido espesso. Contra-indicado para incêndios da CLASSE “B” (líquidos inflamáveis e corpos gordurosas) ou da CLASSE “C” (equipamentos elétricos quando em carga). fábricas de papel. depósitos. papel. Esse tipo de incêndio predomina em armazéns. obtido por reação química de duas soluções específicas. A ação da água é a de resfriamento. como efeito secundário. por umídificação. tornando a temperatura inferior ao ponto de ignição.Anexos. entulhos etc.). Contra-indicação: Não deve ser usado contra incêndios da CLASSE “C” (equipamentos elétricos energizados).

retire o 1. graxas. Abafamento Revisar e recarregar quando o manômetro indicar fora de operação. lixos. madeira.pmd 221 22/10/2008. 2. abra a aparelho com válvula do gás.ANEXOS 221 Quadro indicativo de uso – Tipos de extintores CLASSES DE INCÊNDIO Gás Carbônico Água Gás Espuma Química Pó seco Químico A De superfície e profundidade: panos. gases etc.Anexos. jato para a jato para a base do fogo. base do fogo. de 10%. dirija o jato para a base do fogo. gatilho. tintas. óleos. base do fogo. C Equipamentos elétricos Sim (sem grande eficiência) Sim (com ótimo resultado) Sim (com bom resultado) Sim (sem grande eficiência) Sim (com bom resultado) Não (contraindicado) Sim (com ótimo resultado) Sim (com ótimo resultado) Sim (com ótimo resultado) Não Não (perigoso. a tampa para o gatilho. aperte o válvula do gás. dirija o 3. dirija o jato para a 2. aperte 2. 1. abra a 1. Efeito Recarga Revisar e recarregá-lo anualmente. papéis B De superfície: querosene. 12 . 14:16 . dirija o baixo. vire o grampo. conduz eletricidade) (perigoso. 2. gasolina. fibras. 3. Abafamento e Abafamento e Resfriamento resfriamento resfriamento Revisar Revisar semestralmente semestralmente e quando o e quando o peso cair mais peso cair mais de 10%. conduz eletricidade) Sim (pode causar dano ao equipamento) Como operá-los 1.

1972. Rio de Janeiro. Conselho Regional de Museologia/2a Região. 2nd ed. American Association for State and Local History (AASLH).222 BIBLIOGRAFIA Bibliografia ALWOOD. BACH. Designers and Constructors. Ottawa. 1982. Fernanda. CHENIAUX. Violeta. Armas: Ferramentas da Paz e da Guerra. Introduction to Museum Work. American Association for State and Local History (AASLH). Nashville. The Care of Historical Collections. Biblioteca do Exército Editora. Nashville. GRIGGS. BURCAW. Ellis. MONTGOMERY. Museu. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Center of Military History. CAMARGO-MORO. no 1 – Dez/94. Carl E. Introdução à Técnica de Museu. Bryan. 13 . John. American Association for State and Local History (AASLH). Curso. um tema em estudo. GUTHE. 1951. Rebeca A. GULBECK. 14:16 . Nashville. A Importância da Conservação Preventiva de Acervos Museológicos. 1975. Gustavo Dodt. Ano I. Pere E. U. Canadian Conservation Institute. W. G. CCI Notes. Exhibition and Design A Guide for Exhibitors. The New Registration Methods.Bibliografia. Guide to U. CASTRO. 1986. BARROSO. 1983. 1991. Museu: Aquisição/Documentação. Adler Homero Fonseca de. Fundação Casa de Rui Barbosa/Comissão Fulbright.pmd 222 22/10/2008. Rio de Janeiro. Cadernos de Textos. a Conservation Handbook for Non-Specialist. Livraria Eça de Queiroz Editora. The Management of Small History Museum. Army Museums.

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3.000 exemplares Abril de 2005 13 . Sermograf Artes Gráficas e Editora Ltda.BIBLIOGRAFIA 225 Composição e diagramação Quantidade de páginas Formato Mancha Tipologia Papel de miolo Papel de capa Impressão e acabamento Fotolito do miolo Fotolito de capa Tiragem Término da obra MURO Produções Gráficas 228 16 x 23cm 28 x 42 paicas AGaramond Offset 75g Cartão Supremo 240g (plastificada) Sermograf Artes Gráficas e Editora Ltda. 14:16 .Bibliografia. Sermograf Artes Gráficas e Editora Ltda.pmd 225 22/10/2008.

Bibliografia. 14:16 . Rua São Sebastião.pmd 226 22/10/2008.: (21) 2275-6286 Impresso nas oficinas da Sermograf – Artes Gráficas e Editora Ltda.: (24) 2237-3769 13 .226 BIBLIOGRAFIA Composição e diagramação MURO Produções Gráficas Tel. 199 – Petrópolis – RJ Tel.

14:16 .BIBLIOGRAFIA 227 13 .Bibliografia.pmd 227 22/10/2008.

228 BIBLIOGRAFIA 13 . 14:16 .pmd 228 22/10/2008.Bibliografia.