Colecção

Step-by-Step
Probabilidades
Volume I
Cálculo de Probabilidades de Acontecimentos
Resumo Teórico e Exercícios Resolvidos
Índice
Prefácio.......................................................................................................................................................................3
1 Introduço. !efiniç"es# Ex$eri%ncia &leatória e &contecimentos &leatórios.........................................................3
' (álculo de Probabilidades em es$aços de resultados i)ualmente $rováveis# *ei de *a$lace................................+
3 ,oço de $robabilidade# axiomas e teoremas.........................................................................................................-
&xiomática das Probabilidades............................................................................................................................-
. Probabilidade (ondicionada.................................................................................................................................../
.............................................................................................................................................................................10
&xiomática das Probabilidades (ondicionadas....................................................................................................10
1 Teorema da 2ulti$licaço de Probabilidades.......................................................................................................10
+ Teorema da Probabilidade Total...........................................................................................................................10
- Teorema de 3a4es.................................................................................................................................................11
5 &contecimentos Inde$endentes.............................................................................................................................11
/ Exercícios Resolvidos...........................................................................................................................................1.
10 Exercícios Pro$ostos............................................................................................................................................15
11 Exercícios de &uto6&valiaço.............................................................................................................................'0
I Escol7a 28lti$la ...............................................................................................................................................'0
II Verdadeiro9:also..............................................................................................................................................'1
1' Refer%ncias 3iblio)ráficas...................................................................................................................................''
&nexo 1 Reviso sobre o (álculo (ombinatório.....................................................................................................'3
Introduço.............................................................................................................................................................'3
Estrat;)icas básicas de (onta)em# Re)ras 3ásicas..............................................................................................'3
&rran<os com e sem re$etiço...............................................................................................................................'.
Permutaç"es..........................................................................................................................................................'1
:actorial de um n8mero inteiro no ne)ativo.......................................................................................................'+
(ombinaç"es.........................................................................................................................................................'+
Pro$riedades das (ombinaç"es.............................................................................................................................'-
= Tri>n)ulo de Pascal...........................................................................................................................................'-
3inómio de ,e?ton..............................................................................................................................................'5
Exercícios Resolvidos sobre o 3inómio de ,e?ton.............................................................................................'/
Exercícios Pro$ostos sobre o 3inómio de ,e?ton...............................................................................................30
Exercícios Pro$ostos sobre (álculo (ombinatório...............................................................................................30
&nexo ' Reviso da Teoria dos (on<untos# =$erac"es entre con<untos.................................................................3'
Exercícios Pro$ostos sobre Teoria dos (on<untos................................................................................................3.
&nexo 3 *in)ua)em usada em 2edicina.................................................................................................................3.
@oluç"es dos Exercícios Pro$ostos...........................................................................................................................3+
@oluç"es da Escol7a 28lti$la....................................................................................................................................0
@oluç"es do Verdadeiro9:also...................................................................................................................................0
@oluç"es dos Exercícios Pro$ostos sobre o 3inómio de ,e?ton..............................................................................0
@oluç"es dos Exercícios Pro$ostos sobre (álculo (ombinatório..............................................................................0
@oluç"es dos Exercícios Pro$ostos sobre Teoria dos (on<untos...............................................................................1
'
Prefácio
= leitor está a ler uma verso $arcial e $reliminar de um texto em elaboraçoA mais $recisamente a
verso de 1- de &bril de '000. = autor a)radece todas e BuaisBuer indicaç"es de )ral7as e9ou errosA
su)est"esA críticasA... $ara <)uerreiroC$ortu)almail.$t @e dese<ar ser notificado sem$re Bue se verifiBuem
alteraç"es de fundo neste texto $eça $or e6mail um formulário $ara o efeito.
Este texto tem vários ob<ectivos cu<a fronteira no está muito bem definida. D certo Bue 7á vários anos
Bue existem manuais sobre este temaA em várias lín)uasA nomeadamente na nossa. Ento o Bue tem de
novoE 3em BualBuer coisa Bue só saberá se confiar e começar a)ora mesmo a verificarA lendo como se
tivesse um exame aman7A sobre este tema. !esde <á demonstro a min7a dis$onibilidade $ara d8vidasA no
sentido usual das mesmasA $elo e6mail indicado. Em troca es$ero Bue colabore $ara Bue este texto fiBue
sem )ral7as e mais acessível a BualBuer leitor. & sua colaboraço ; essencial. & sua o$inio ; necessária.
Este ; um as$ecto verdadeiramente inovadorA um texto escrito em colaboraço com al)u;m Bue sente as
dificuldades. Esta ; a min7a verdadeira a$osta.
&ctualmente a$enas se trata do tema (álculo de Probabilidades de &contecimentosA com a $romessa
de Bue os restantes temas da Teoria das Probabilidades sero tratados em outros volumes. E Buem sabe
outros tó$icos...
=s $r;6reBuisitos existem. Fuase Bue $ode diGer6se Bue um con7ecimento sólido do secundário ;
suficienteA no entanto noç"es básicas de (álculo !iferencial e Inte)ral so tamb;m necessárias em $ontos
muito reduGidos da mat;ria. Por isso este tema ; em )eral estudado no 'Hano das várias licenciaturas e
bac7arelatos. @e o seu con7ecimento a montante no ; muito satisfatórioA lembre6se Bue tudo a$enas
de$ende da sua força de vontade.
=s a)radecimentos $or enBuanto so $oucosA es$eramos Bue o seu nome $ossa a$arecer aBui. Por
enBuanto a)radeço ao En). Ior)e Jomes e ao !aniel !ias da (osta.
3om trabal7oK
= autorA
I.J.
1 Introdução. Definiçes! "#peri$ncia Aleat%ria e Acontecimentos Aleat%rios
Pode6se diGer Bue a Probabilidade nasceu no s;culo LVII $or interesse comum de Pascal e :ermat.
3
&laise Pascal '1()*-1(()+
Pierre de ,ermat '1(-1-1((.+
Definição 1!
MNma ex$eri%nciaA EA diG6se aleatória se#
iO for um $rocedimento Bue se $ode re$etir um )rande n8mero de veGes mas mesmas condiç"es ou $elo
menos em condiç"es semel7antesP
iiO todos os resultados $ossíveis so con7ecidos Q $rioriP
iiiO o resultado exacto no ; con7ecido antes da realiGaço da ex$eri%nciaA i.e.
1
; im$revisível.R
"#emplos de "#peri$ncias Aleat%rias!
E1# lançamento de um dado e re)isto do n8mero de $ontos Bue saiP
E'# lançamento de duas moedas
'
P
E3# lançamento de um dado e de uma moedaP
E.# lançamento de uma moeda at; a$arecer faceP
E1# uma l>m$ada ; fabricada e ensaiada Buanto Q sua duraçoP
E+# ; re)istada a idade de uma $essoa
3
P
E-# extracço de ' $eças Scom ou sem re$osiçoO de um lote de 100 $eças das Buais '0 so defeituosas.
Em o$osiço aos fen%menos aleat%riosA alvo do nosso estudoA existem os fen%menos determin/sticosA
Bue so aBueles cu<os resultados so $revisíveisA ou se<aA temos certeGa dos resultados a serem obtidos.
Definição )!
M!esi)na6se $or Es$aço &mostral e re$resenta6se $or ΩA o con<unto de todos os resultados $ossíveis
associados a uma ex$eri%ncia aleatória.R
Definição *!
M!esi)na6se $or Es$aço de &contecimentos e re$resenta6se $or IPSΩOA o con<unto de todas as $artes ou
subcon<untos de Ω.R
"#emplos de "spaços Amostrais!
Ω1T
{ } 6 5 4 3 2 1 A A A A A
P
Ω'T{ } { } O A S OA A S OA A S OA A S A A A F C F F C F C C CF FF FC CC · P
Ω3T
{ } F 6 C 6 F 2 C 2 F 1 C 1 A A...A A A A
P
Ω.T
{ } A... A A A CCCF CCF CF F
P
Ω1T
+
IR
P Ω+T IN .
1
i.e.A id estA Bue si)nifica isto ;A ; uma ex$resso Bue usaremos muito.
'
!esi)naremos face $or : e coroa $or (A naturalmente.
3
Em anos como 7abitualmente.
.

& $artir destes exem$los inicíais observamos Bue um es$aço amostral $ode ser discreto finito SΩ1O ou
discreto infinito SΩ+O ou contínuo SΩ1O. ,as ex$eri%ncias em Bue se considere mais do Bue uma v.a. o
mais ri)oroso ; a$resentar os resultados obtidos sobre a forma de vectorA e.).
.
Ω'A no entanto nesta fase
inicial no Bueremos desviar a nossa atenço do Bue ; realmente im$ortante# uma introduço intuitiva
destas noç"es.
Definição 0!
MFualBuer subcon<unto do es$aço amostral desi)na6se $or acontecimento aleatório.R
=s exem$los so óbvios mas interessa destacar os se)uintes casos#
iO &contecimento Elementar# Buando o acontecimento ; constituído $or um 8nico elementoP
iiO &contecimento (erto# ; outra desi)naço $ara o es$aço amostral ΩP
iiiO&contecimento Im$ossível# Buando o acontecimento no cont;m nen7um elementoA i.e.A na realidade
Mno aconteceuR.
!iG6se ento Bue um acontecimento se realiGa sem$re Bue o resultado de uma ex$eri%ncia aleatória ; um
elemento Bue $ertence ao acontecimento.
!o Bue ficou dito verifica6se Bue 7á uma MeBuival%nciaR entre a noço de acontecimento e a noço de
con<unto. Verifica6se ento um $aralelismo entre a ál)ebra de con<untos e a ál)ebra de acontecimentos
1
.
1peraçes entre acontecimentos!
iO se &1A UA &n so acontecimentos aleatóriosA ento o acontecimento 
n
1 i i
A
·
ocorrerá sem$re Bue $elo
menos um dos acontecimentos &i ocorrerP
iiO se &1A UA &n so acontecimentos aleatóriosA ento o acontecimento 
n
1 i i
A
·
ocorrerá sem$re
Bue todos os acontecimentos &i ocorreremP
iiiO o $roduto cartesiano $ode6se a$licar a acontecimentos com o $arelelismo $ara os con<untos
+
.
"#emplo!
M,o se realiGar nen7um dos dois acontecimentosRA corres$onde em lin)ua)em de con<untos a B A∩ .
Definição .!
M!ois acontecimentos aleatóriosA & e 3A desi)nam6se mutuamente exclusivos se no $uderem ocorrer
simultaneamenteA em lin)ua)em de con<untosA
{ } · ∩B A
.R
Definição (!
M!ois acontecimentos aleatóriosA & e 3A diGem6se contrários se
{ } · ∩B A
e Ω · ∪ B A A e re$resenta6se
o con<unto contrário de A $or A .R
@abemos Bue a cada ex$eri%ncia aleatória $odemos associar ∞ acontecimentos aleatórios. Para
distin)uirmos os vários acontecimentosA torna6se necessário associar a cada acontecimento aleatório &A
um n8mero Bue de al)uma maneira medirá o Buanto verosímil ; Bue o acontecimento & ven7a a ocorrer.
Este n8mero necessário ; a $robabilidade do acontecimento &A PS&O.
.
e.). exempli gratiaA Bue si)nifica $or exem$loA ex$resso Bue tamb;m usaremos muito.
1
Ver anexo '.
+
Ver nota anterior.
1
(onsideremos uma urna Bue contem ./ bolas aGuis e 1 bola branca. @e efectuarmos uma ins$ecçoA
teremos duas $ossibilidades# bola aGul ou bola branca. Percebemos entretanto Bue será muito mais
freBuente obtermos numa ins$ecçoA uma bola aGulA resultando daíA $odermos afirmar Bue o
acontecimento Vsair bola aGulV tem maior Probabilidade de ocorrer do Bue o acontecimento Vsair bola
brancaV.
) Cálculo de Probabilidades em espaços de resultados i2ualmente pro3á3eis! 4ei de 4aplace
& $rimeira definiço de $robabilidade con7ecida deve6se a *a$lace no início do s;c. LILA $ara a
7i$ótese de casos i)ualmente $rováveis ou o c7amado $rincí$io da simetria.
Definição (!
M@e<a & um acontecimento aleatório de ΩA a $robabilidade de &A i.e.A
ossíveis p asos de n
!avor"veis asos de n
A P
H
H
O S ≡
R.
= Bue a definiço de *a$lace nos diG ; Bue se todos os W resultados
-
A forem i)ualmente verosímeisA a
$robabilidade de cada resultadoA i.e.A a $robabilidade de cada acontecimento elementar &iA será#
#
1
A P
i
· O S A iT1AUAW.
"#emplos!
1. (onsidere o lançamento de um dado. (alcule a $robabilidade de#
a. sair o n8mero 3.
Temos ΩT X1A 'A 3A .A 1A +Y $elo Bue ZΩ T +. @e<a & T X3Y $elo Bue Z&T 1. PortantoA a $robabilidade
$rocurada será i)ual a PS&O T 19+.
b. sair um n8mero $ar.
&)ora o acontecimento ; & T X'A .A +Y com 3 elementosP lo)o a $robabilidade $rocurada será PS&O T
39+ T 19'.
c. sair um m8lti$lo de 3#
= acontecimento & T X3A +Y com ' elementosP lo)o a $robabilidade $rocurada será PS&O T '9+ T 193.
d. sair um n8mero menor do Bue 3.
&)oraA o acontecimento & T X1A 'Y com dois elementos. PortantoA PS&O T '9+ T 193.
e. sair um Buadrado $erfeito.
= acontecimento & T X1A.Y com dois elementos. PortantoA PS&O T '9+ T 193.
). (onsidere o lançamento de dois dados. (alcule a $robabilidade de#
a. sair a soma 5.
=bserve Bue neste casoA o es$aço amostral Ω ; constituído $elos $ares ordenados SiA<OA onde i T n8mero
no dado 1 e < T n8mero no dado '. D evidente Bue teremos 3+ $ares ordenados $ossíveis do ti$o SiA <O onde
i T 1A 'A 3A .A 1A ou +A o mesmo ocorrendo com <. &s somas i)uais a 5A ocorrero nos casos# S'A+O A S3A1O A
S.A.O A S1A3O e S+A'O. PortantoA o acontecimento Vsoma i)ual a 5V $ossui 1 elementos. *o)oA a $robabilidade
$rocurada será i)ual a PS&O T 193+. 
b. sair a soma 1'.
,este casoA a 8nica $ossibilidade ; o $ar S+A+O. PortantoA a $robabilidade $rocurada será i)ual a PS&O T
193+. 
-
i.e.A se o cardinal de Ω for W.
+
& inter$retaço clássica de *a$lace manteve6se at; ao início do s;c. LLA altura em Bue começaram a
sur)ir as críticas Buer no Bue diGia res$eito ao cálculo das $robabilidades Buando o $rincí$io da simetria
no se verificavaA BuerA e $rinci$almenteA Buando o n8mero de casos $ossíveis no era finito nem seBuer
numerável.
* 5oção de probabilidade! a#iomas e teoremas.
= nosso ob<ectivo ; encontrar um meio de obter o tal n8meroA sem recorrer Q ex$eri%ncia. E a
característica Bue l7e exi)imos e Bue ten7a o valor Bue encontraríamos se realiGássemos a ex$eri%ncia em
causa um )rande n8mero de veGes. Este as$ecto está na base de uma outra teoria a Teoria :reBuencista
das Probabilidades. Esta sur)iu no início do s;c. LL e se)undo ela a $robabilidade de um acontecimento
$ode ser determinada observando a freBu%ncia relativa desse acontecimento numa sucesso numerosa de
ex$eri%ncias aleatórias.
,o início do s;c. LL começou a sentir6se a necessidade de uma axiomatiGaço da teoria de
$robabilidades Bue foi feita em 1/33 $elo matemático russo &. ,. [olmo)orov.
Andrey 6olmo2oro3 '17-*-1789+
A#iomática das Probabilidades
@ob um $onto de vista $uramente matemáticoA su$oremos Bue $ara cada acontecimento &A $ertencente
ao con<unto de todos os acontecimentos $ossíveisA existe um n8meroA Bue desi)naremos $or PS&OA
satisfaGendo#
&1#
1 A P $ ≤ ≤ O S
P
&'#
1 P · ΩO S
em Bue Ω ; o acontecimento certoP
&3# @e
φ ·
% i
A A 
com
% i ≠
ento

·
· ·
n
1 i i
n
1 i i
A P A P O S O S

.

(om estes tr%s axiomas mesmo sem sabermos
5
ainda calcular P&A' sabemos <á as suas característicasA
com as Buais se demonstram todas as $ro$riedades se)uintes. ,ote Bue $ode6se recorrerA a$enas $ara
mel7or visualiGaçoA a !ia)ramas de Venn.
Propriedades!
P1# M@e
φ
for o con<unto vaGio ento
$ P · φO S
R.
P'# M@e & ; o acontecimento com$lementar de & ento O S O S A P 1 A P − · R.
P3#M@e & ; um acontecimento BualBuer ento
1 A P ≤ O S
R.
P.#M@e & e 3 forem acontecimentos BuaisBuer ento
O S O S O S O S B A P B P A P B A P ∩ − + · ∪
R.
P1#M@e &A 3 e ( forem acontecimentos BuaisBuer ento
O S O S O S O S O S O S O S O S C B A P C B P C A P B A P C P B P A P C B A P ∩ ∩ + ∩ − ∩ − ∩ − + + · ∪ ∪
R.
5
@abemos a$enas se a lei de *a$lace for a$licável.
-
P+# M@e
O S O S B P A P B A ≤ ⇒ ⊆
R.
Estas $ro$riedades so $ortanto conseBu%ncias imediatas dos axiomas referidos.
"#emplo!
Em uma certa comunidade existem a$enas dois <ornais dis$oníveisA o Iornal de ,otícias e o P8blico.
@abe6se Bue 1000 $essoas so assinantes do Iornal de ,otíciasA .000 so assinantes do P8blicoA 1'00 so
assinantes de ambos e 500 no l%em <ornal. Fual a $robabilidade de Bue uma $essoa escol7ida ao acaso
se<a assinante de ambos os <ornaisE
@abemos Bue no ; necessário mas dado Bue ; uma boa ferramenta $ois $ermite a MvisualiGaçoRA
re$resentemos os con<untos num !ia)rama de Venn.

P I
& resoluço destes $roblemasA correcta e metódicaA começa com a definiço dos acontecimentos
necessários a uma adeBuada resoluço do $roblema.
!efiniço dos acontecimentos#
6
{ } Notiias( de )ornal %ornal o *er ( ) ·
6
{ } P+,lio( %ornal o *er ( P ·
,ote Bue no sabemos Bual o n8mero total de $essoas do nosso es$aço amostralA ΩA Bue desi)naremos
$or nSΩO. Teremos#
( ) ' P ) n& P' n&) - n ∪ + ∪ ·
Em Bue#
{ } %ornais( dos .m menos pelo *er ( P ) · ∪
A
{ } %ornais( os am,os *er ( P ) · ∩
e { } %ornais( dois dos nen/.m ler N0o ( P ) · ∪ A
$elo Bue e.).A O P I nS ∪ re$resenta o n8mero de $essoas da comunidade em estudoA Bue no l%em
<ornais.
!ividindo a i)ualdade ( ) ' P ) n& P' n&) - n ∪ + ∪ · $or
( ) - n
obtemos ' P ) P& P' P&) 1 ∪ + ∪ · A
usando a *ei de *a$lace. &)ora usando a $ro$riedade P. temos#
P' P&) P&P' P&)' P' P&) ∩ − + · ∪
. D a)ora $ossível escrever uma ex$resso em funço dos
valores do enunciado#
[ ] ' P ) P& P' P&) 1 P&P' P&)' 1 ∪ + ∩ + ·
Estas $robabilidades so facilmente calculáveis a $artir dos dados do $roblemaA basta escrever em funço
de
( ) - n
.
!ados do $roblema#
5$$$ n&)' ·
P
4$$$ n&P' ·
P
12$$ P' n&) · ∩
e 2$$ ' P ) n& · ∪ .
[ ]
[ ] 26$$ 2$$ 12$$ 1 4$$$ 5$$$ ' P ) n& P' n&) 1 n&P' n&)' ' n&
' n&
' P ) n& P' n&) 1 n&P' n&)'
1 · + + · ∪ + ∩ + · Ω ⇔

∪ + ∩ +
·
5
Pelo Bue a comunidade em estudo tem 5+00 $essoas. &)ora ; sim$les res$onder ao $edido#
( )
\ . . 35 13 1335 $
26$$
12$$
- n
P' n&)
P' P&) · · ·

≡ ∩

& inter$retaço do resultado ; a se)uinte# escol7endo6se ao acaso uma $essoa da comunidadeA a
$robabilidade de Bue ela se<a assinante de ambos os <ornais ; de a$roximadamente 1.\Scontra 5+\ de
$robabilidade de no serO.
0 Probabilidade Condicionada
& diferença Bue existe entre um esBuema sem re$osiço e outro com re$osiço está na base de uma
nova definiço.
Definição 9!
M@e<am & e 3 dois acontecimentos aleatórios associados Q mesma ex$eri%ncia aleatória. !enotaremos $or
O ] S B A P
a $robabilidade condicionada do acontecimento & Buando 3 tiver ocorrido. @e
$ B P > O S

ento
O S
O S
O ] S
B P
B A P
B A P


R.
Esta 8ltima ex$resso l%6se# $robabilidade de & dado 3 ou $robabilidade de & condicionada a 3.
,ote Bue se Ω for finito e com resultados i)ualmente $ossíveis $odemos calcular uma $robabilidade
condicionadaA al;m da definiço anteriorA usando a ex$resso#
O S
O S
O ] S
B Card
B A Card
B A P

·
.
/
"#emplo!
!e um baral7o de 1' cartas retirou6se ao acaso uma cartaA sabendo Bue ; de M(o$asRA Bual a
$robabilidade de ser um M^sRE
,ote Bue o facto de se ex$licitar Bue a escol7a foi feita ao acaso si)nifica Bue cada uma das cartas ter
i)ual $robabilidade de ser retirada.
iO definir os acontecimentos necessários Q resoluço#
{ } V V Cartas 52 A ·
A
{ } V V opas C de Carta B ·
e { } V V s 4 .m ser Carta C · P
iiO calcular
O ] S B C P
1H $rocesso# $ela definiço temos
13 1
52 13
52 1
B P
B C P
B C P 9
O S
O S
O ] S · ·


'H $rocesso# calculando directamenteA 13 1
B
B C
B C P 9
Z
O S Z
O ] S ·

≡ .
/
Em Bue (ardS&O desi)na o cardinal do con<unto &.
/
,ote Bue { } V V opas C de 4s B C · ∩ e Bue cada nai$e tem 13 cartas. 
& $robabilidade condicionada contínua a ser uma $robabilidade e como tal verifica os tr%s axiomas.

A#iomática das Probabilidades Condicionadas
@ob um $onto de vista $uramente matemáticoA su$oremos Bue $ara dois acontecimento & e 3A
$ertencentes ao con<unto de todos os acontecimentos $ossíveisA IPSΩOAexiste um n8meroA Bue
desi)naremos $or
O ] S B A P
AsatisfaGendo#
&1#
1 B A P $ ≤ ≤ O ] S
P
&'#
1 B P · Ω O ] S
em Bue Ω ; o acontecimento certoP
&3# @e
φ ·
% i
A A 
com
% i ≠
ento

·
· ·
n
1 i i
n
1 i i
B A P B A P O ] S O ] S

.
&l;m dos axiomas a $robabilidade condicionada verifica todas as $ro$riedades referidas $ara a
$robabilidade sim$lesA e.).#
M@e A ; o acontecimento com$lementar de & ento O ] S O ] S B A P 1 B A P − · R.
"#erc/cio# 2ostre Bue O ] S O ] S B A P 1 B A P − ≠ .
. :eorema da ;ultiplicação de Probabilidades
1-
:eorema!
M@e P&A'5$A P&B'5$A ento tem6se Bue
O ] S O. S O ] S O. S O S A B P A P B A P B P B A P · · ∩
R.
,ote Bue directamente a $artir da 8ltima definiço introduGida temos#
O ] S O. S O S B A P B P B A P · ∩
$elo Bue uma )eneraliGaço natural conduG a#
O ... ] S O.... ] S O. S O ... S
1 n 1 n 2 1 2 1 n 2 1
A A A P A A A P A P A A A P

∩ ∩ ∩ · ∩ ∩ .
Definição 8!
M!iGemos Bue os acontecimentos &1A &'A UA&n re$resentam uma $artiço de Ω se#
iO
φ · ∩
% i
A A
A se
< i ≠
A i.e. os con<untos so dis<untos dois a doisP
iiO Ω ·
·

n
1 i i
A P
iiiO
n 1 i i
$ A P
A...A
A O S
·
∀ >
.R
"#erc/cio# (onstrua um !ia)rama de Venn onde re$resente todos os con<untos referidos.
( :eorema da Probabilidade :otal
:eorema!
M@e<a 3 um acontecimento BualBuer de Ω e &1A &'A UA&n re$resentam uma $artiço de IPSΩOA ento
∑ ·
·
n
1 i i i
A B P A P B P O ] S O. S O S .R
10
ou *ei das Probabilidades (om$ostas.
10
"#erc/cio# (ontrua um !ia)rama de Venn onde re$resente todos os con<untos referidos e demonstre o
resultado indicado. !% es$ecial atenço $ara os casos nT' e nT3A mais freBuentes nos exercícios e nas
avaliaç"es.
Este teorema $ermite calcular a $robabilidade de um acontecimento BualBuer a $artir do con7ecimento
da $robabilidade de cada acontecimento Bue forma a $artiço e da res$ectiva $robabilidade condicionada.
9 :eorema de &ayes
11
:<omas &ayes '19-)-19(1+

Recorrendo ao teorema anterior deduGimos um dos mais im$ortantes teoremas em $robabilidades.
:eorema!
M@e<a 3 um acontecimento BualBuer de Ω e &1A &'A UA&n re$resentam uma $artiço de Ω A onde
$ A P
i
> O S e
$ B P > O S
ento $ara <T1A...An tem6se

·
·
n
1 i i i
% %
%
A B P A P
A B P A P
B A P
O ] S O. S
O ] S O. S
O ] S
1'
.R
8 Acontecimentos Independentes
Definição 7!
M!iG6se Bue dois acontecimentos aleatórios BuaisBuer so inde$endentes se#
O S O. S O S B P A P B A P · ∩
.R
"#erc/cio# 2ostre Bue todos os acontecimentos so inde$endentes de
φ
e de Ω.
"#erc/cio# 2ostre Bue se dois acontecimentos so inde$endentes eles no $ode ser mutuamente
exclusivos. D im$ortante Bue o aluno no confunda estes dois conceitos bem diferentesK
"#emplo!
Fual a $robabilidade de em dois lançamentos de um dadoA se obter n8mero $ar no $rimeiro lançamento e
n8mero ím$ar no se)undo lançamentoE =raA os acontecimentos so obviamente inde$endentesA $ois a
ocorr%ncia de um no influ%ncia a ocorr%ncia do outro. *o)oA teremos# PS&

3OTPS&O.PS3O T 39+ . 39+ T
19'.19' T 19. T 0A'1 T '1\.
"#emplo!
11
&l)uns autores desi)nam $or fórmula de 3a4es e outrosA $or Teorema das (ausasA $ois ; um m;todo de calcular a $robabilidade da causaA este
mesmo resultado.
1'
,ote Bue o < ; um índice livre ao $asso Bue o i ; um índice mudo.
11
Nma urna $ossui cinco bolas vermel7as e duas bolas brancas. (alcule as $robabilidades de#
a. em duas extracç"esA sem re$osiço da $rimeira bola extraídaA sair uma bola vermel7a e de$ois uma bola
branca.
b. em duas extracç"esA com re$osiço da $rimeira bola extraídaA sair uma bola vermel7a e de$ois uma bola
branca.
a. PSV

3OTPSVO.PS3]VO. PSVO T 19- S1 bolas vermel7as de um total de -O. @u$ondo Bue saiu bola
vermel7a na $rimeira extracçoA ficaram + bolas na urna. *o)o# PS3]VOT'9+T193. !a lei das
$robabilidades com$ostasA vem finalmente Bue# PSV

3O T 19-.193 T19'1 T 0A'350 T '3A5\ 
b. (om a re$osiço da $rimeira bola extraídaA os acontecimentos ficam inde$endentes. ,este casoA a
$robabilidade $edida $oderá ser calculada como# PSV

3O T PSVO.PS3O T19-.'9-T109./T0A'0.1 T
'0..1\ _ '3.5\ K 
=bserve atentamente a diferença entre as soluç"es das alíneas a. e b. acimaA $ara um entendimento
$erfeito daBuilo Bue $rocuramos transmitir. *embre6se Bue foi exactamente esta a motivaço da
introduço da noço de $robabilidade condicionada.
Definição 1-!
M=s acontecimentos aleatórios &A 3 e ( so inde$endentes se#
O S O. S O. S O S C P B P A P C B A P · ∩ ∩
A
O S O. S O S B P A P B A P · ∩
A
O S O. S O S C P A P C A P · ∩
A e
O S O. S O S C P B P C B P · ∩
.R
:eorema!
M@e & e 3 so acontecimentos inde$endentes ento tamb;m so inde$endentes os acontecimentos#
iO B e A A iiO B e A A e iiiO B e A .R
Dem.! [ ] O S O S O S O S O S O S
. .
B A P B P A P 1 B A P 1 B A P B A P
6eo 6eo
*ei
7organ
∩ − + − · ∪ − · ∪ · ∩
[ ] [ ] [ ] O S O. S O S . O S O S O. S O S O S
.
B P A P B P 1 A P 1 B P A P B P A P 1
6eo
/ip8tese Por
tes independen s0o B e A
· − − · − + − ·
9:;:<:
1'
13
7 "#erc/cios =esol3idos
1. Nma urna $ossui + bolas aGuisA 10 bolas vermel7as e . bolas amarelas. Tirando6se uma bola com
re$osiçoA calcule a $robabilidade se sair bola#
a. aGulP b. vermel7aP c. amarela.
=esolução!
a. sair bola aGul PS&OT+9'0T3910T0A30T30\ 
b. sair bola vermel7a PS&OT109'0T19'T0A10T 10\ 
c. sair bola amarela PS&O T .9'0T191 T0A' T'0\ 
=bservamos neste exercício Bue as $robabilidades $odem ser ex$ressas como $ercenta)em. Esta forma
; convenienteA $ois $ermite a estimativa do n8mero de ocorr%ncias $ara um n8mero elevado de
ex$eri%ncias aleatórias. Por exem$loA se a e.a. acima for re$etida diversas veGesA $odemos afirmar Bue em
a$roximadamente 30\ dos casosA sairá bola aGulA 10\ dos casos sairá bola vermel7a e '0\ dos casos
sairá bola amarela. Fuanto maior a Buantidade das ex$eri%ncias aleatórias.A tanto mais a distribuiço do
n8mero de ocorr%ncias se a$roximará das $ercenta)ens indicadas.
). @u$on7a Bue uma caixa $ossui duas bolas $retas e Buatro verdesA eA outra caixa $ossui uma bola $reta e
tr%s bolas verdes. Passa6se uma bola da $rimeira caixa $ara a se)undaA e retira6se uma bola da se)unda
caixa. Fual a $robabilidade de Bue a bola extraída da se)unda caixa se<a verdeE
=esolução!
Este $roblema envolve dois acontecimentos mutuamente exclusivos# ou a bola transferida ; verde ou a
bola transferida ; $reta. Teremos#
1> Possibilidade! a bola transferida ? 3erde !
Probabilidade de Bue a bola transferida se<a verde T PSVOT.9+T'93 S. bolas verdes em +O. PortantoA a
$robabilidade Bue saia 3=*& VER!E na '` caixaA su$ondo6se Bue a bola transferida ; de cor VER!EA
será i)ual a# PSV]VaO T .91 Sa se)unda caixa $ossui a)oraA 3 bolas verdes b 1 bola verde transferida b 1
bola $retaA $ortantoA . bolas verdes em 1O. Pela re)ra da $robabilidade condicionadaA vem# PSV

VaOTPSVO.PSV]VaO T'93..91T5911. 
)> Possibilidade! a bola transferida ? preta !
Probabilidade de Bue a bola transferida se<a $reta TPSPOT'9+T193 S' bolas $retas e . verdesA num total de
+O. PortantoA a $robabilidade Bue saia 3=*& VER!EA su$ondo6se Bue a bola transferida ; de cor PRET&A
será i)ual a# PSV]POT391 Sobserve Bue a se)unda caixa $ossui a)oraA 1 bola $reta b 3 bolas verdes b 1 bola
$reta transferidaT 1 bolasO. !aíA vem# PSV∩ POTPSPO.PSV]POT193.391T191. 
:inalmente vem# PcSV VaO ∪ SV

POdTPSV

VaObPSV

POT 5911 b 191 T 5911 b 3911 T 11911A Bue
; a res$osta do $roblem a. 2as 11911 T 0A-333 T -3A33\. PortantoA a $robabilidade de Bue saia uma bola
verde ; de -3A33\. Nma inter$retaço válida $ara o $roblema acima ; Bue se a e.a. descrita for re$etida
100 veGesA em a$roximadamente -3 veGes será obtido bola verde. @e a e.a. for re$etida 1000 veGesA em
a$roximadamente -33 veGes será obtido bola verde.
*. (onsidere uma ex$eri%ncia aleatória e um
13
es$aço de resultados associado a estaA Ω. @e<am &A 3 e (
acontecimentos tais Bue #
: A e C s0o independentes= A

B >Ω = P&A'>$:6 = P&B'>$:? = P&C'>$:2
a. (alcule P&A B':
b. (alcule P&A@B':
13
um dos infinitos es$aços de resultados Bue ; $ossível associar a esta ex$eri%ncia aleatóriaA como a BualBuer outra ex$eri%ncia aleatória.
1.
c. (alcule P&A C':
d. =s acontecimentos &A 3 e ( so inde$endentes E
=esolução!
(omecemos $or ex$licitar as 7i$óteses do $roblema#
A1B A e C independentes
O S O. S O S C P A P C A P · ∩ ⇔
=
A2B
1 B A P B A · ∪ ⇔ Ω · ∪ O S
=
A3B P&A'>$:6 = A4B P&B'>$:? = A5B P&C'>$:2:
a.
E O S · ∩B A P


3 $ 1 ? $ 6 $ B A P B P A P
4 3 2
A 6eo
. . . O S O S O S
A A
.
· − + · ∪ − + ·

@em$re Bue $retendemos calcular a $robabilidade de uma intersecço de acontecimentos a $rimeira
coisa a StentarKO verificar ; se os acontecimentos em causa so inde$endentesA ver alínea c.. @e essa
7i$ótese no se verificarA ou os dados do $roblema no $ermitirem concluir nada sobre a inde$end%nciaA
devemos tentar usar o teorema Bue relaciona a $robabilidade da intersecçoA com a $robabilidade da
reunio e as $robabilidades elementares.
b.
E O ] S · B A P

43 $ ? 3
? $
3 $
B P
B A P
a
A
4
. 9
.
.
O S
O S
.
≈ · ·

·


&$enas foi necessário usar a definiço de $robabilidade condicionada e recorreu6se ao cálculo da
alínea anterior.
c.
E O S · ∩C A P


12 $ 2 $ 6 $ C P A P
5 3 1
A A
. . . O S O. S
A
· × · ·

d. Para res$onder Q $er)unta basta dar um contra6exem$lo#
O S O. S . . . . O S
.
B P A P ? $ 6 $ 42 $ 3 $ B A P
alínea
a
· × · ≠ · ∩ . *o)o os acontecimentos no so
inde$endentes.
0. @e &A 3 e ( so acontecimentos )lobalmente inde$endentes
1.
A mostre Bue#
a. & e 3

( so inde$endentes.
b. & e 3

( so inde$endentes.
c. Fue $ode concluir a $artir de a..
=esolução!
(omecemos $or ex$licitar as 7i$óteses do $roblema#
A1B
O S O. S O S B P A P B A P · ∩
=
A2B
O S O. S O S C P A P C A P · ∩
=
A3B
O S O. S O S C P B P C B P · ∩
=
1.
inde$endentes dois a dois e tr%s a tr%s.
11
A4B
O S O. S O. S O S C P B P A P C B A P · ∩ ∩
:
a. Tese
15
B [ ] O S O. S O S C B P A P C B A P ∩ · ∩ ∩
Vamos faGer a demonstraço V$e)andoV no $rimeiro membro da tese e atrav;s de mani$ulaç"es
simbólicas adeBuadamente <ustificadas Vc7e)arV ao se)undo membro da mesma tese. &ssim#
Dem.# [ ] O S O. S O S O. S O. S O S O S
Pr
C B P A P C P B P A P C B A P C B A P
3 4
A A
opriedade
a Assoiativ
∩ · · ∩ ∩ · ∩ ∩ :C:m:
b. :ese# [ ] O S O. S O S C B P A P C B A P ∪ · ∪ ∩
Dem.# [ ] [ ] · ∩ ∩ − ∩ + ∩ · ∩ ∪ ∩ · ∪ ∩ O S OO S O S O S O S O S
.
Pr
C B A P C A P B A P C A B A P C B A P
6eo
opriedade
va <istri,.ti

[ ] · − + · − + · O S O. S O S O S O S O S O. S O. S O S O. S O S O. S
A A
C P B P C P B P A P C P B P A P C P A P B P A P
3 2 1
A

[ ] O S O. S O S O S O S O S C B P A P C B P C P B P A P
3
A
∪ · ∩ − + ·
:C:m:
c. da alínea a. $odemos concluir directamenteA da a$licaço de um teoremaA Bue A e
C B C B
*ei
7organ

·
∩ A so tamb;m acontecimentos inde$endentesA no entanto $ode6se mostrar de uma
forma análo)a Qs duas alíneas anteriores. Podem aínda concluir6se outros resultados análo)os.
.. Nm cam$on%s com$rou na feira um lote de cebolas novasA a um $reço exorbitanteA $orBue l7e
)arantiram Bue a $robabilidade de cada uma delas )erminar era Sinde$endentemente das outras
1+
O 0./.
Fuando c7e)ou a casa a mul7er ficou furiosa e atirou6l7e com uma cebola vel7a Bue tin7a Q mo. !evido
Q sua má $ontariaA esta misturou6se com o lote de cebolas novasA e no foi $ossível distin)ui6la das outras.
&ssim o cam$on%s $lantou as 11 cebolasP destasA 10 )erminaram. @endo 0.. a $robabilidade da cebola
vel7a )erminarA Bual ; a $robabilidade da cebola Bue no )erminou ter sido uma das cebolas novas.
1-
=esolução!
(omo <á foi referido a resoluço destes $roblemasA correcta e metódicaA começa com a definiço dos
acontecimentos necessários a uma adeBuada resoluço do $roblema. ,uma fase inícial o leitor $oderá
faGer uma M$eBuena batotaRA caso ten7a d8vidas da definiço dos acontecimentos. 3asta $ara isso
observar com cuidado as $robabilidades Bue so dadas e as Bue so $edidas no enunciado do exercício.
!efiniço dos acontecimentos
15
#
6 { } { } V V V V a el/ D Ce,ola D Nova Ce,ola N · · ·
6
{ } V V erminar E Ce,ola E ·
,a realidade a$enas uma das letras , ou V era necessária $ara a resoluçoA dado Bue so
acontecimentos com$lementares. ,o entanto o$támos $or resolver desta forma.
11
o Bue $retendemos mostrar.
1+
o Bue deve ser necessariamente intuítivo.
1-
começar $or definir os acontecimentos necessários Q resoluço do exercícioA ex$ressando em se)uida as $robabilidades fornecidas e a calcular
em funço destes.
15
,a Bual devemos usar letras mai8sculas Bue su)iram o acontecimento...
1+
!ados do exercício#
3 $ N E P . O ] S ·
P
4 $ D E P . O ] S ·
P
51 5$ N P 9 O S ·
e 51 1 N P D P 9 O S O S · ·
Pretendemos saber# E O ] S · E N P
1/
233 $ 56 5$
51$ 454 1
51 5$ 3 $ 1
E P 1
N P N E P 1
E P 1
N P N E P
E P
E N P
de!
. 9
9
9 O. . S
O S
O S OO. ] S S
O S
O S O. ] S
O S
O S
.
≈ ·


·


·

·

·

 ,a realidade a $robabilidade $edida ; imediatamente dada $ela :órmula de 3a4esA na Bual no
denominador a$arece a ex$resso da $robabilidade total. ,o entanto vamos tentar resolver as coisas sem
memoriGar nadaA ou $elo menosA reduGir ao mínimo o n8mero de coisas a memoriGar. Por isso a
$robabilidade StotalKO calculada no denominador ; facilmente deduGida com o auxilio do !ia)rama de
Venn corres$ondente a este exercício#

,
V
J
Por sim$les observaço sabemos Bue $odemos escrever#
O S O S D E N E E ∩ ∪ ∩ ·
M&$licando $robabilidadesR a ambos os membros desta i)ualdade e usando o facto de os acontecimentos
do se)undo membro seremA naturalmenteA mutuamente exclusívos $odemos escrever#
51$ 454 51 1 4 $ 51 5$ 3 $ D P D E P N P N E P D E P N E P E P
de!iniF0o
ond pro,
9 9 . 9 . O S O. ] S O S O. ] S O S O S O S
. .
· × + × · + · ∩ + ∩ ·

Fue foi o resultado utiliGado $ara res$onder ao $edido no enunciado.
(. Relativamente a uma dada $o$ulaço sabe6se Bue # .0\ dos indivíduos se vacinam contra a )ri$eP de
entre os indivíduos vacinados 30\ tiveram )ri$eP e de entre os indivíduos no vacinados 31\ no
tiveram )ri$e. Escol7ido um indivíduo ao acasoA calcule a $robabilidade de #
a. Ter tido )ri$e .
b. Ter sido vacinadoA sabendo Bue teve )ri$e .
=esolução!
Exercício análo)o ao anteriorA só Bue o $roblema está a)ora dividido em duas alíneas.
!efiniço dos acontecimentos#
6
{ } V V Eripe ter ndivíd.o I Gm E ·
6
{ } V V Dainado ter sido ndivíd.o I Gm D ·
!ados do exercício#
35 $ D E P . O ] S · P
3$ $ D E P . O ] S ·
e
4$ $ D P . O S ·
1/
= leitor deve $erceber $orBue no ; O J ] , S P a $robabilidade $edida. *embre6se Bue o Bue ; con7ecido ; sem$re o condicionante Bue
neste exercício ; no )erminar.
1-
a. ,ovamente a a$licaço imediata do Teorema da Probabilidade Total $ermite resolver o $roblema. ,o
entanto vamos tentar resolver novamente com o auxilio do !ia)rama de Venn corres$ondente a este
exercício#


V

V
J
Por sim$les observaçoA A sabemos Bue $odemos escrever#
O S O S D E D E E ∩ ∪ ∩ ·
&$licando $robabilidade a ambos os membros desta i)ualdade e usando o facto de os acontecimentos do
se)undo membro serem mutuamente exclusívos $odemos escrever#
51 $ 4 $ 3 $ 6 $ 65 $ D P D E P D P D E P D E P D E P E P
de!iniF0o
ond pro,
. . . . . O S O. ] S O S O. ] S O S O S O S
. .
· × + × · + · ∩ + ∩ ·

b. Pretendemos saber#
E O ] S · E D P
\ . .
.
. .
O S
O S O. ] S
O S
O S
.
5 23 235 $
51 $
4$ $ 3$ $
E P
D P D E P
E P
E D P
de!
· ≈
×
· ·

·


,a realidade a $robabilidade $edida ; imediatamente dada $ela :órmula de 3a4esA na Bual no
denominador a$arece a ex$resso da $robabilidade total.
1- "#erc/cios Propostos
1. Nma urna $ossui tr%s bolas $retas e cinco bolas brancas. Fuantas bolas aGuis devem ser colocadas
nessa urnaA de modo Bue retirando6se uma bola ao acasoA a $robabilidade dela ser aGul se<a i)ual a '93E
). (onsidere uma urna Bue cont;m uma bola $retaA Buatro bolas brancas e x bolas aGuis. Nma bola ;
extraída ao acaso dessa urnaA a sua cor ; observada e a bola ; devolvida Q urna. Em se)uidaA retira6se
novamenteA ao acasoA uma bola dessa urna. Para Bue valores de x a $robabilidade de Bue as bolas se<am
da mesma cor vale 19'E
*. Nma máBuina $roduGiu +0 $arafusos dos Buais 1 eram defeituosos. Escol7endo6se ao acaso dois
$arafusos dessa
15
amostraA Bual a $robabilidade de Bue os dois se<am $erfeitosE
0. Nma máBuina $roduGiu 10 $arafusos dos Buais 1 eram defeituosos. Retirando6se ao acasoA 3 $arafusos
dessa amostraA determine a $robabilidade de Bue os 3 $arafusos se<am defeituosos.
.. Em relaço Q Buesto anteriorA determine a $robabilidade de numa amostra de 3 $arafusos ao acasoA
termos $elo menos dois $arafusos defeituosos.
(. Nma urna cont;m 10 bolas $retas e 5 bolas vermel7as. Retiramos 3 bolas sem re$osiço. Fual ; a
$robabilidade de as duas $rimeiras serem $retas e a terceira vermel7aE
9. Nma urna cont;m 1 bolas vermel7as e . $retasP dela so extraídas duas bolasA uma a$ós a outraA sem
re$osiçoP a $rimeira bola extraída ; de cor $reta. Fual a $robabilidade de Bue a se)unda bola extraída
se<a vermel7aE
8. @e<am & e 3 acontecimentos tais Bue PS&ObPS3O T x e PS&

3OT 4.
!etermine em funço de x e 4 a $robabilidade de
'0
#
a. no se realiGar nen7um dos dois acontecimentos.
b. Bue se realiGe $elo menos um dos dois acontecimentos.
c. Bue se realiGe Buanto muito um 8nico acontecimento.
d. Bue se realiGe um e um só dos dois acontecimentos.
7. (onsidere uma ex$eri%ncia aleatória e dois acontecimentos & e 3 #
a. 2ostre Bue a $robabilidade de se realiGar a$enas um dos acontecimentos ;# PS&ObPS3O6' PS&

3O.
b. 2ostre Bue se PS&OT0.- e PS3OT0.. ento PS&

3O ≥0.1. ,estas condiç"es a $robabilidade destes
dois acontecimentos serem inde$endentes ; nulaE
1-. @e<am tr%s acontecimentos tais Bue PS&OTPS3OT0./ e PS(OT0 .
a. $rove Bue PS&3O ≥0.5 e Bue PS B A∩ O ≤0.1.
b. di)aA <ustificandoA se & e 3 $odero ser mutuamente exclusivos.
c. $oder6se6á afirmar Bue & e ( so inde$endentes E IustifiBue.
11. & $robabilidade de ocorr%ncia de infecço $elo eIV em uma dada comunidade ; de 0A1\. &
$robabilidade de Bue esta mesma comunidade ten7a alto consumo de sal Sacima de + )9diaO ; de 30\.
Fual a $robabilidade de Bue um indivíduo tomado ao acaso desta comunidade ten7a alto consumo de sal e
se<a eIV $ositivoE
1). Em uma $o$ulaço de 1.000.000 de 7abitantesA .0.000 t%m doença 7i$ertensivaA 10.000 t%m diabetesA
1.000 t%m tuberculose activa e 100 t%m infecço $elo eIV. (alcule as $reval%ncias
'1
de cada uma destas
infecç"es.
1*. ,a tabela abaixo#
Infecção pelo @IA
(om anticor$os @em anticor$os
E*I@& $ositivos 1/+0 -/5.
'0
,este ti$o de exercícioA envolvendo acontecimentosA deve recorrer6se sistematicamente Q re$resentaço $or dia)ramas de VennA a$enas $ara
a<udar a visualiGarA antes de eBuacionarA $ois a <ustificaço analítica ; sem$re necessária .
'1
ve<a o anexo 3A em Bue so esclarecidas estas noç"es de medicina.
1/
E*I@& ne)ativos .0 //0.01+
(alcule#
• a $reval%ncia do eIVP
• a $reval%ncia dos E*I@& $ositivosP
• a $reval%ncia dos E*I@& ne)ativosP
• a sensibilidade do E*I@&P
• a es$ecificidade do E*I@&P
• o valor $reditivo $ositivo do E*I@&P
• o valor $reditivo ne)ativo do E*I@&P
• a raGo de verosimil7ança $ositiva do E*I@& e
• a raGo de verosimil7ança ne)ativa do E*I@&.
10. ,um centro comercial está instalado um sistema de deG máBuinas $ara utiliGaço de carto
multibanco. !iG6se Bue o sistema está em funcionamento se $elo menos uma das máBuinas funciona.
@u$on7a Bue cada máBuina funciona inde$endentemente das outras e a $robabilidade de funcionamento
de cada máBuina ; 0.51. (alcule a $robabilidade do sistema estar em funcionamento.
1.. Nm sistema electrónico ; constituído $or duas com$onentes & e 3 de forma Bue a avaria de BualBuer
delas inviabiliGa o funcionamento do sistema. @abe6se Bue a fiabilidade
''
do sistema ; de 0.10 e Bue a
$robabilidade de fal7ar a$enas uma com$onente ; de 0.11 $ara & e 0.30 $ara 3.
a. di)a se as com$onentes funcionam inde$endentemente uma da outra.
b. com a monta)em em $aralelo das com$onentes
'3
A a substituiço de 3 $or uma nova com$onente mais
fiável Sfuncionando inde$endentemente de &O levou Q obtenço de uma fiabilidade de /0\ . Fual a
fiabilidade da nova com$onenteE
1(. & $roduço de uma dada em$resa ; resultado da laboraço de tr%s máBuinas &A 3 e (. &s máBuinas &
e 3 $roduGem /0\ e .\ A res$ectivamenteA dos $rodutos Bue satisfaGem os crit;rios de Bualidade. !os
restantes $rodutosA Bue tero de ser recicladosA 55\ v%m da máBuina 3 e /\ da máBuina (. =s $rodutos
de boa Bualidade constituem -0\ da $roduço )lobal. (alcule a $ercenta)em#
a. !e $rodutos $roduGidos $or &.
b. !e $rodutos a reciclar Bue se<am $roduGidos $or &.
c. !e $roduço de ( Bue ; de boa Bualidade.
11 "#erc/cios de Auto-A3aliação
I "scol<a ;Bltipla
1. Fuantos n8meros de Buatro al)arismos $odem ser formados com os deG al)arismos usuaisA sem 7aver
re$etiç"esE
a. 3. P b. '10 P c. .13+ P d. 10.0 P e. outro valor.
). !e Buantas maneiras deG $essoas $odem sentar6se num banco Bue tem a$enas Buatro lu)aresE
a. '. P b. '10 P c. .13+ P d. 10.0 P e. outro valor.
''
$robabilidade de no avariar durante um $eríodo de tem$o fixo .
'3
a fal7a deste sistema só ocorre com a avaria de ambas as com$onentes .
'0
*. Nma estante contem seis livros de matemática e Buatro de física. !etermine a$roximadamente
'.
a
$robabilidade de tr%s livros de matemáticaA em $articularA estarem <untos.
a. 0.00' P b. 0.011 P c. 0.0+- P d. 0.3 P e. outro valor.
0. Nma caixa cont;m tr%s bolas vermel7as e cinco bolas brancas e outra $ossui duas bolas vermel7as e
tr%s bolas brancas. (onsiderando6se Bue uma bola ; transferida da $rimeira caixa $ara a se)undaA e Bue
uma bola ; extraída da se)unda caixaA $odemos afirmar Bue a $robabilidade de Bue a bola extraída se<a da
cor branca ;#
a. 159-1 # b. 1/9.1 P c. 1/9.5 P d. 159.1 P e. 1/9-1
.. & Buantidade de n8meros inteiros $ositivos menores Bue .00 Bue $odemos formarA utiliGando somente
os al)arismos 1A'A3A. e 1A de modo Bue no fi)urem al)arismos re$etidosA ;#
a. 3+ P b. 1+ P c. +1P d. 51P e. +1.
(. @e<a 2 um con<unto com '0 elementos. = n8mero de subcon<untos de 2 Bue $ossuem exactamente 15
elementos ;# a. 3+0 P b. 1/0 P c. 150 P d. 1'0 P e. 15
9. @eis $essoas &A3A(A!AEA: ficam em $; uma ao lado da outraA $ara uma foto)rafia. @e & e 3 se
recusam a ficar lado a lado e ( e ! insistem em a$arecer uma ao lado da outraA o n8mero de
$ossibilidades distintas $ara as + $essoas se dis$orem ;#
a. 1'0P b.-'P c. 1..P d. 11+P e.1/'..
8. !is$"e6se de + <o)adores de voleibolA entre os Buais o <o)ador &. Fuantas du$las diferentes $odemos
formar nas Buais no a$areça o <o)ador &E
a. 5P b. 1P c. 10P d. + P e. 1+.
7. (onsidere os n8meros inteiros maiores Bue +.000 Bue $ossuem 1 al)arismosA todos distintosA e Bue no
cont;m os dí)itos 3 e 5. & Buantidade desses n8meros ;#
a. '1+0 P b. 13'0 P c. 1..0 P d. ''50 P e. '.00.
1-. :ormados e dis$ostos em ordem crescente todos os n8meros Bue se obt%m $ermutando os al)arismos
3A1A-A/A o n8mero -./13 ocu$a a n6;sima $osiço. = valor de n ;#
a. 15 P b. 1+ P c. 1- P d. 1/ P e. '0
11. & Buantidade de n8meros inteiros $ositivos menores Bue .00 Bue $odemos formarA utiliGando
somente os al)arismos 1A'A3A. e 1A de modo Bue no fi)urem al)arismos re$etidosA ;#
a. 3+ P b. 1+ P c. +1 P d. 51 P e. +1
1). @e<a 2 um con<unto com '0 elementos. = n8mero de subcon<untos de 2 Bue $ossuem exactamente
15 elementos ;# a. 3+0 P b. 1/0 P c. 150 P d. 1'0 P e. 15.
II AerdadeiroC,also

Para cada uma das $er)untas indiBue se cada o$ço ; correcta ou falsa. & $er)unta só estará
correctamente res$ondida se res$onder correctamente a todas as o$ç"es.
1. (onsidere uma ex$eri%ncia aleatória e dois acontecimentos & e 3 tais Bue o !ia)rama de Venn
corres$ondente ;#
'.
Qs mil;simas.
'1

3 &
IndiBue o valor ló)ico das se)uintes afirmaç"es#
a. & e 3 so acontecimentos mutuamente exclusivos.
b. & e 3 $odem ser acontecimentos inde$endentes.
c. & $robabilidade de se realiGar a$enas um dos acontecimentos ;# PS&ObPS3O6' PS&

3O.
d. & re)io sombreada corres$onde a realiGar6se um e um só dos dois acontecimentos.
). (onsidere uma ex$eri%ncia aleatória e dois acontecimentos & e 3 tais Bue o !ia)rama de Venn
corres$ondente ;#

3 &
IndiBue o valor ló)ico das se)uintes afirmaç"es#
a. & re)io sombreada corres$onde a no se realiGar nen7um dos dois acontecimentos.
b. & e 3 so acontecimentos inde$endentes.
c. & re)io sombreada corres$onde a Bue se realiGe $elo menos um dos dois acontecimentos.
d. & re)io sombreada corres$onde a Bue se realiGe Buanto muito um 8nico acontecimento.
1) =efer$ncias &iblio2ráficas
2ont)omer4A !.(. e Run)erA J. (.A Applied Htatistis and Pro,a,ilitI !or;ngineers: Io7n file4 g @onsA
,e? horWA '` EdiçoA 1///.
RossA @7eldon 2.A Introd.tion to Pro,a,ilitI and Htatistis !or ;ngineers and Hientists:Io7n file4 g
@onsA 1/5-.
2e4erA P. *.A Pro,a,ilidades: ApliaFJes K ;statístia: *ivros T;cnicos e (ientíficos Editora @.&.A Rio de
IaneiroA 1/51.
2urteiraA 3ento I.A Pro,a,ilidades e ;statístia: Vol. I e Vol. IIA '` EdiçoA 2cJra?6eill de Portu)al *
da
A
*isboaA 1//0.
''
Ane#o 1 =e3isão sobre o Cálculo Combinat%rio
Introdução
(om vista a desenvolver o estudo em Probabilidades so necessárias al)umas noç"es de cálculo
combinatório.
& ori)em de dois dos actuais ramos da matemáticaA a &nálise (ombinatória e a Teoria das
ProbabilidadesA foram os <o)os de aGarA ainda no s;culo LVIIA e.).A os <o)os de cartas e de dados.
!e uma forma muito )eralA a &nálise ou (álculo (ombinatório ocu$a6se dos $roblemas de conta)em de
or)aniGaç"es de ob<ectos su<eitos a restriç"es diversas. &s t;cnicas do (álculo (ombinatório foram
evoluindo e t%m 7o<e )rande im$ort>ncia na Teoria das ProbabilidadesA bem como em outros ramos da
matemática.
Esses estudos foram iniciados <á no s;culo LVIA $elo matemático italiano ,iccollo :ontana S11006
111-OA con7ecido como Tarta)lia. !e$ois vieram os franceses Pierre de :ermat S1+0161++1O e 3laise
Pascal S1+'361++'O. I. 3ernoulliA *eibnitG e Euler so tamb;m a$ontados como fundadores desta teoria.
"strat?2icas básicas de Conta2em! =e2ras &ásicas
'3
2uitos $roblemas de conta)em resolvem6se $or a$licaçoA directa ou indirecta do se)uinte $rincí$io#
=e2ra fundamental
@e uma $rimeira escol7a $ode ser realiGada de n1 maneirasA uma se)unda escol7a de n' maneirasA...Aetc.A
ento o n8mero total de $ossibilidades $ara o con<unto das escol7as $ossíveis ; n1×n'×...
,esta re)ra estamos a su$or Bue temos vários $rocedimentos Bue $odem ser executados de n1An'AU
maneirasA res$ectivamenteA e Bue BualBuer maneira de executar um dado $rocedimento $ode ser se)uida
Sou antecedidaO $or BualBuer das maneiras dos outros $rocedimentos.
"#emplo!
= menino Ios; foi <antar com os $ais a um restaurante. & ementa consta de tr%s variedades de so$aA dois
$ratos de carne e dois de $eixe e ainda cinco sobremesas $ossíveis. Fuantas refeiç"es distintas Suma so$aA
um se)undo $rato e uma sobremesaO $odem ser servidasE
(om este exem$lo $retende6se concomitantemente exem$lificar a re)ra anterior e mostrar Bue a
sim$licidade Bue encerra no a im$ede de ser ca$aG de resolver $roblemas do nosso Buotidiano. &
a$licaço da re)ra anterior ; $ossível $orBue estamos na $resença de uma seBu%ncia de tr%s escol7as Bue
$odem ser realiGadas de tr%sA Buatro e cinco maneirasA res$ectivamente. &ssim 3×.×1T+0 refeiç"es
distintas Bue $odem ser servidas.

Este $rincí$io ; aindaA naturalmenteA con7ecido $ela re2ra do produto como analo)ia com a $róxima
re)ra.
"#erc/cio# Nm aluno submete6se Q avaliaço de 10 $rofessoresA cada um dá6l7e uma nota de 0 a '0A
somadas as notas das 10 avaliaç"esA Buantas notas diferentes $ode o aluno terE
=e2ra do soma
@e uma $rimeira escol7a & $ode ser realiGada de n1 maneirasA uma se)unda escol7a 3 de n'
maneirasA...Aetc.A ento a escol7a de & ou 3 ou ... $ode ser feita de n1bn'b...maneiras.
,esta re)ra estamos a su$or Bue cada uma das maneiras de realiGar cada $rocedimento no $ode ser
se)uido Sou antecedidoO $or nen7uma maneira de executar BualBuer dos outros $rocedimentos.
"#emplo!
,um )ru$o de $essoas 30 so in)lesesA 15 franceses e os restantes $ortu)ueses. Fuantas $essoas deste
)ru$o so in)leses ou franceses E
& res$osta $arece muito natural no entanto ela deve ser entendida como uma a$licaço desta 8ltima
re)ra. ,ote6se no as$ecto mais im$ortante da re)ra anteriorA as escol7as no se $odem interce$tarA i.e.A
no $odem existir $ossibilidades comuns Qs duas ou mais escol7as realiGadas. ,este exem$lo a re)ra da
soma só ; a$licável $orBue uma dada $essoa do )ru$oA no $ode ser in)l%s e franc%s simultaneamente.
Este as$ecto ; de im$ort>ncia ca$ital neste contexto. *o)o a res$osta $edida ; 30b1/T.5 $essoas so
in)leses ou franceses.
(om estes resultados resolvem6se muitos $roblemas de conta)emA nomeadamente com a a$licaço
sucessiva ou simult>nea das duas re)ras anteriores.

ArranDos com e sem repetição
ArranDos com repetição
Definição!
'.
M!esi)naremos $or arranDo com repetição ou arran<o com$leto a uma BualBuer seBu%ncia formada $or
elementos de um con<unto dado. @e o con<unto tiver n elementosA desi)naremos $or
n
p
A
o n8mero total
de arran<os com re$etiço Bue ; $ossível formar com $ elementos escol7idos entre os dados.
n
p
A
l%6se
arran<os com re$etiço de nA $ a $. &tendendo Q re)ra fundamentalA tem6se#
p n
p
n A ·
.R
"#emplo!
Pretende6se formar $alavras6c7aveA com ou sem sentidoA com as 7abituais '3 letras. Fuantas $alavras6
c7ave distintas $oder6se6iam construirE
Trata6se de um exem$lo clássico de arran<os com re$etiço $ois $odem existir $alavras6c7ave com as tr%s
letras i)uais. &ssim temos arran<os com re$etiço de '3 letrasA 3 a 3A 1216? 23 A
3 23
3
· · .
ArranDos 'sem repetição+
Definição!
M!esi)naremos $or arran<o sem re$etiço ou sim$lesmente arranDo a uma BualBuer seBu%ncia formada
$or elementosA todos diferentesA de um dado con<unto. @e o con<unto tiver n elementosA desi)naremos $or
n
p
A
o n8mero total de arran<os sem re$etiço Bue ; $ossível formar com $ elementos escol7idos entre os
n dados.
n
p
A
l%6se arran<os de nA $ a $. D evidente Bue
. n p ≤
& deduço de uma fórmula $ara esta
situço ; menos evidente do Bue no caso anteriorA no entanto recorre6se novamente Q re)ra fundamental.
@e<a
O A...A A S
p 2 1
x x x
um dos arran<os de $ elementosA todos distintosA escol7idos de entre n elementos
de um dado con<unto. Existem ento n maneiras de escol7er x1A Bue de$ois de este escol7idoA existem n61
maneiras de escol7er x'A e assim sucessivamente at; x$.
*o)o temos#
O S ... O OS S 1 p n 2 n 1 n n A
n
p
− − × × − − ·
.R
Portanto um $roduto de $ factores. ,ote6se Bue durante este ca$ítulo a$resentar6se6Q uma outra fórmula
$ara os arran<os.
"#emplo!
,a final de uma dada $rova olím$ica temos 5 atletas. !e Buantas maneiras diferentes $ode vir a ser feita
a distribuiço das tr%s medal7as SouroA $rata e bronGeOE
Nma veG Bue um dado atleta no $ode ocu$ar duas $osiç"es distintas do $ódioA estamos na $resença de
um exem$lo de arran<os sem re$etiço. Existem assim 5 $ossibilidades $ara o 1H lu)ar
'1
A - $ara o 'H lu)ar
e + $ara o 3H lu)ar. :ormaliGando a res$osta temos 336 6 ? 2 A
2
3
· × × · $ossibilidades.
Permutaçes
"#emplo!
Ima)inemos uma situço baseada no exem$lo anterior em Bue existiam a$enas tr%s atletas. !e Buantas
maneiras diferentes $ode vir a ser feita a distribuiço das tr%s medal7asE
Existem assim 3 $ossibilidades $ara o 1H lu)arA ' $ara o 'H lu)ar e 1 $ara o 3H lu)ar. :ormaliGando a
res$osta temos 6 1 2 3 A
3
3
· × × · $ossibilidades. & situaço e ento um caso muito $articular de
arran<osA $ois todos os elementos do con<unto em causa fi)uram em cada um dos arran<os considerados.A
i.e.A trata6se de calcular
n
p
A
na situaço de ser $TnA o Bue nos conduG Q ex$resso
1 2 n 1 n n A
n
n
× × − − · ... O OS S . ,o entanto esta situaço embora se<a um caso $articular da definiço
anteriorA tem no contexto do cálculo combinatórioA um tratamento es$ecialA Bue motiva a $róxima
definiço.
'1
ou BualBuer um dos outros dois lu)ares.
'1
Permutaçes
Definição!
M(7ama6se $ermutaço de elementos de um con<unto a um BualBuer arran<o em Bue todos os elementos
desse con<unto fi)urem. !esi)naremos $or Pn o n8mero total de $ermutaç"es de n elementosA lendo6se
$ermutaç"es de n.
1 2 2 n 1 n n P
n
× × × − − · ... O OS S .R
Pelo Bue no exem$lo anterior a soluço ; dada $or
3
P .
,actorial de um nBmero inteiro não ne2ati3o
Nma $ossível a$resentaço mais sint;tica $ara as duas ex$ress"es e $or conseBu%ncia mais sim$lesA ;
badeada na $róxima definiço.
,actorial de um nBmero inteiro não ne2ati3o
Definição!
M@endo
$
IN n ∈ A dá6se o nome de factorial de n ou n6factorialA e re$resenta6se simbolicamente $or K n A
ao $roduto dos n n8meros naturais Bue so menores ou i)uais a nA i.e.#
¹
'
¹
· ∨ ·
> × × × − ×

1 n $ n
1 n

se 1
se 1 2 1 n n
n
... O S
K .R

=s factoriais de 0 e de 1 so obtidos $or definiço e sero necessários no $onto se)uinte. Esta definiço
$ode ainda a$arecer numa forma recursiva#
¹
'
¹
· ∨ ·
> − ×

1 n $ n
1 n
se 1
se 1 n n
n
OK S
K
(om esta nova definiço $odemos ento reescrever as fórmulas anteriores
'+
#
Permutaç"es! K n P
n
· &rran<os!
OK S
K
p n
n
A
n
p

·
"#emplos!
a. +K T +.1...3.'.1 T -'0
b. .K T ..3.'.1 T '.
c. observe Bue +K T +.1..K
d. 10K T 10./.5.-.+.1...3.'.1
e. 10K T 10./.5.-.+.1K
f. 10K T 10./.5K
Combinaçes
Em termos de definiç"es do (álculo (ombinatório falta a$enas uma definiço Bue $ossibilite faGer
arran<os mas em Bue a ordem no se<a relevante. Este as$ecto esta na base da $róxima definiço.
Definição!
'+
em Bue a ex$resso $ara os arran<os foi obtida multi$licando o numerador e o denominador $or Sn6$OK.
'+
M(7amamos combinação a um BualBuer subcon<unto formado $or elementos escol7idos de entre os de
um dado con<unto. @e o con<unto tem n elementosA desi)naremos $or combinaç"es de n elementosA $ a $A
e re$resentaremos simbolicamente $or
n
p
C
ou

,
_

¸
¸
p
n
. &tendendo Q definiço anterior#
OK S K
K
p n p
n
p
n

,
_

¸
¸
.R
EvidentementeA n e $ soA como 7abitualmenteA n8meros naturais. &l;m dissoA deve ser
. n p ≤
,ote Bue

,
_

¸
¸
p
n
; o n8mero de subcon<untos com p elementos de um con<unto de cardinal n.
"#emplo!
=ito <o)adores dis$utam um torneio de xadreGA $elo Bue cada um deles deve <o)ar com todos os outrosA
mas a$enas uma veG. Fuantos <o)os 7averá neste torneioE
Este exem$lo ilustra a definiço anterior $orBue cada dois <o)adores só se encontram uma 8nica veG.
&ssim este torneio terá #
22
2
? 2
6 2
6 ? 2
2 2 2
2
2
2
·
×
·
×
× ×
·

·

,
_

¸
¸
K K
K
OK S K
K
<o)os. 
Propriedades das Combinaçes
!ada a im$ort>ncia desta definiço a$resentam6se a)ora duas $ro$riedades das combinaç"es cu<a
utiliGaço adeBuada em determinadas situaç"es $ode facilitar muito os cálculos.
P1#

,
_

¸
¸

·

,
_

¸
¸
p n
n
p
n
P)#

,
_

¸
¸ +
·

,
_

¸
¸
+

,
_

¸
¸
− p
1 n
p
n
1 p
n
& demonstraço destas $ro$riedades ; um bom exercício e voltaremos a estas ex$ress"es novamenteA
Buando falarmos do tri>n)ulo de PascalA no $róximo $onto.
=bserve6se Bue em $articularA tem6se#
.

,
_

¸
¸
$
n
T1 6 um con<unto com n elementos tem um subcon<unto com 0 elementosA o con<unto vaGio.
.

,
_

¸
¸
n
n
T1 6 um con<unto com n elementos tem um subcon<unto com n elementosA o $ró$rio con<unto.
1 :riEn2ulo de Pascal
Trata6se de um tri>n)ulo aritm;tico Bue $ode ser aumentado indefinidamente e Bue a$resenta a se)uinte
dis$osiço#
1
1 1
1 2 1
1 3 3 1
1 4 6 4 1
1 5 1$ 1$ 5 1
:::
'-
Este tri>n)ulo ; con7ecido $elo nome de triEn2ulo de Pascal ou tri>n)ulo de Tarta)liaA em virtude de
terem sido dois dos matemáticos Bue mais o utiliGaram e estudaram no início do (álculo (ombinatório. D
fácil verificar Bue os n8meros do tri>n)ulo $odem facilmente ser escritos Q custa de combinaç"esA
nomeadamente atendendo Qs duas observaç"es do $onto anteriorA na forma#

,
_

¸
¸
$
$

,
_

¸
¸
$
1

,
_

¸
¸
1
1

,
_

¸
¸
$
2

,
_

¸
¸
1
2

,
_

¸
¸
2
2

,
_

¸
¸
$
3

,
_

¸
¸
1
3

,
_

¸
¸
2
3

,
_

¸
¸
3
3
U
& observaço e estudo deste im$ortante tri>n)ulo su)erem6nos diversas $ro$riedades das combinaç"esA
entre as Buais destacaremos as se)uintes#
iO em cada lin7aA os n8meros eBuidistantes dos extremos so i)uaisA i.e.A

,
_

¸
¸

·

,
_

¸
¸
p n
n
p
n
A $ro$riedade das
combinaç"es <á referidaP
iiO a soma de dois n8meros ad<acentes numa lin7a ; i)ual ao n8mero BueA na lin7a se)uinteA fi)ura entre
eles. Esta $ro$riedade Scon7ecida $or re)ra de @tiefelO <á tin7a sido referida na forma

,
_

¸
¸ +
·

,
_

¸
¸
+

,
_

¸
¸
− p
1 n
p
n
1 p
n
P
iiiO a soma de todos os elementos da n6;sima lin7a ; i)ual a
n
'
. Esta $ro$riedade ; muito im$ortante
$ois na forma#
n
2
n
n
1 n
n
1
n
$
n
·

,
_

¸
¸
+

,
_

¸
¸

+ +

,
_

¸
¸
+

,
_

¸
¸
...
A conduG ao facto A <á referidoA de um con<unto &A com n
elementosA ter exactamente
n
'
subcon<untos. ,ote Bue n ; o cardinal de &.
&in%mio de 5eFton
!enomina6se binómio de ,e?ton
'-
A a todo binómio da forma Sa b bO
n
A sendo n um n8mero naturalA
e.).A S3x 6 '4O
.
. S onde a T 3xA b T 6'4 e n T .
'5
O. Exem$los de desenvolvimento de binómios de ,e?ton#
a. Sa b bO
'
T a
'
b 'ab b b
'
b. Sa b bO
3
T a
3
b 3 a
'
b b 3ab
'
b b
3
c. Sa b bO
.
T a
.
b . a
3
b b + a
'
b
'
b .ab
3
b b
.

d. Sa b bO
1
T a
1
b 1 a
.
b b 10 a
3
b
'
b 10 a
'
b
3
b 1ab
.
b b
1
= Bue se $retende a)ora ; verificar Bue no ; necessário MdecorarR as fórmulas acimaA <á Bue elas
$ossuem uma lei de formaço bem definida. Vamos tomar $or exem$loA a alínea d. acimaP observe Bue o
ex$oente do $rimeiro e 8ltimos termos so i)uais ao ex$oente do binómioA ou se<a # 1. & $artir do
se)undo termoA os coeficientes $odem ser obtidos a $artir da se)uinte re)ra $rática de fácil memoriGaço#
7.ltipliamos o oe!iiente de a pelo se. expoente e dividimos o res.ltado pela ordem do termo: L
res.ltado ser" o oe!iiente do pr8ximo termo.
'-
Isaac ,e?ton 6 físico e matemático in)l%sS1+.' 6 1-'-O. @uas contribuiç"es Q 2atemáticaA esto reunidas na monumental obra Princi$ia
2at7ematicaA escrita em 1+5-.
'5
)rau do binómio.
'5
&ssim $or exem$loA $ara obter o coeficiente do terceiro termo da alínea d. acima teríamos# 1.. T '0P
a)ora dividimos '0 $ela ordem do termo anterior S' $or se tratar do se)undo termoO '0#' T 10 Bue ; o
coeficiente do terceiro termo $rocurado.
=bserve Bue os ex$oentes da variável a decrescem de n at; - e os ex$oentes de b crescem de - at; n.
&ssim o terceiro termo ; 10 a
3
b
'
Sobserve Bue o ex$oente de a decresceu de . $ara 3 e o de b cresceu de 1
$ara 'O.
Nsando a re)ra $rática acimaA o desenvolvimento do binómio de ,e?ton Sa b bO
-
será#
Sa b bO
-
T a
-
b - a
+
b b '1 a
1
b
'
b 31 a
.
b
3
b 31 a
3
b
.
b '1 a
'
b
1
b - ab
+
b b
-
(omo obtivemosA $or exem$loA o coeficiente do +H termo S'1 a
'
b
1
O E Pela re)ra# coeficiente do termo
anterior T 31A multi$licamos 31 $elo ex$oente de a Bue ; i)ual a 3 e dividimos o resultado $ela ordem do
termo Bue ; 1. EntoA 31 . 3 T 101 e dividindo $or 1Sordem do termo anteriorO vem 101#1 T '1A Bue ; o
coeficiente do sexto termoA conforme se v% acima.
1bser3açes!
iO o desenvolvimento do binómio Sa b bO
n
; um $olinómioP
iiO o desenvolvimento de Sa b bO
n
$ossui n b 1 termosP
iiiO os coeficientes dos termos eBuidistantes
'/
dos extremosA no desenvolvimento de Sa b bO
n
so i)uaisP
ivO a soma dos coeficientes de Sa b bO
n
; i)ual a '
n
.
Em termos formaisA a fórmula do 3inómio de ,e?ton
30
$ode a$resentar6se na forma#
p p n n
$ p
n
, a
p
n
, a

·

,
_

¸
¸
· + O S
1bser3aces!
iO os coeficientes do desenvolvimento so exactamente os n8meros da lin7a n do tri>n)ulo de PascalP
iiO a soma dos ex$oentes da $arte literal de cada um dos termos do desenvolvimento ; sem$re n.
"#erc/cios =esol3idos sobre o &in%mio de 5eFton
1. !etermine o -H termo do binómio S'x b 1O
/
A desenvolvido se)undo as $ot%ncias decrescentes de x .
=esolução! Vamos a$licar a fórmula do termo )eral de Sa b bO
n
A onde a T 'x A b T 1 e n T /. (omo
Bueremos o s;timo termoA faGemos $ T + na fórmula do termo )eral e efectuamos os cálculos indicados.
Temos ento# T+b1 T T- T (/A+ . S'xO
/6+
. S1O
+
T /K 9cS/6+OK . +Kd . S'xO
3
. 1 T /.5.-.+K 9 3.'.1.+K . 5x
3
T 5..5x
3
T
+-'x
3
. Portanto o s;timo termo $rocurado ; +-'x
3
.
). Fual o termo m;dio do desenvolvimento de S'x b 34O
5
E
=esolução!Temos a T 'x A b T 34 e n T 5. @abemos Bue o desenvolvimento do binómio terá / termosA
$orBue nT5. =ra sendo T1T'T3T.T1T+T-T5T/ os termos do desenvolvimento do binómioA o termo do meio
Stermo m;dioO será o T1 SBuinto termoO. *o)oA o nosso $roblema resume6se ao cálculo do T1 . Para istoA
basta faGer $ T . na fórmula do termo )eral e efectuar os cálculos decorrentes. Teremos# T.b1T T1T (5A..
S'xO
56.
.S34O
.
T 5K9cS56.OK..Kd.S'xO
.
.S34O
.
T 5.-.+.1..K 9 S.K...3.'.1O.1+x
.
.514
.
. :aGendo os cálculos vem#
T1T-0.1+.51.x
.
.4
.
T /0-'0x
.
4
.
A Bue ; o termo m;dio $rocurado.
*. !esenvolvendo o binómio S'x 6 34O
3n
A obtemos um $olinómio de 1+ termos . Fual o valor de nE
'/
mesma dist>ncia.
30
=u fórmula binomial.
'/
=esolução! =raA se o desenvolvimento do binómio $ossui 1+ termosA ento o ex$oente do binómio ; i)ual
a 11. *o)oA 3n T11 de onde conclui6se Bue nT1.
0. Fual a soma dos coeficientes dos termos do desenvolvimento de #
a. S'x 6 34O
1'
E P b. Sx 6 4O
10
E
=esolução!
a. basta faGer xT1 e 4T1. *o)oA a soma @ $rocurada será# @ T S'.1 63.1O
1'
T S61O
1'
T 1
b. analo)amenteA faGendo xT1 e 4T1A vem# @ T S1 6 1O
10
T 0
10
T 0.
"#erc/cios Propostos sobre o &in%mio de 5eFton
1. Fual ; o termo em x
1
no desenvolvimento de Sx b 3O
5
E
). !etermine a soma dos coeficientes do desenvolvimento de Sx 6 34O
-
.
*. Fual ; o valor do $roduto dos coeficientes do '
o
e do $en8ltimo termo do desenvolvimento de Sx 6 1O
50
E
0. !esenvolvendo6se a ex$resso cSx b 19xO.Sx 6 19xOd
+
A obt;m6se como termo inde$endente de x o valor#
a. 10 P b. 610 P c. '0 P d. 6'0 P e. 3+.
.. & soma dos coeficientes do desenvolvimento de S'x b 34O
m
; +'1. = valor de m ;#
a. 1 P b. + P c. 10 P d. 3 P e. ..
(. =s 3 $rimeiros coeficientes no desenvolvimento de Sx
'
b 19S'xOO
n
esto em $ro)resso aritm;tica.
= valor de n ;#
a. . P b. + P c. 5 P d. 10 P e. 1'.
9. ,o desenvolvimento de S3x b 13O
n
7á 13 termos. & soma dos coeficientes destes termos ; i)ual a#
8. @abendo6se Bue a soma dos coeficientes no desenvolvimento do binómio Sa b bO
m
; i)ual a '1+A calcule
Sm9'OK
7. (alcule o termo inde$endente de x no desenvolvimento de Sx
'
b 19xO
/
.
1-. (alcule a soma dos coeficientes do desenvolvimento do binómio S3x 6 1O
10
.
11. !etermine o termo inde$endente de x no desenvolvimento de Sx b 19x O
+
.
"#erc/cios Propostos sobre Cálculo Combinat%rio.
1. 2ostrar Bue '...+.5. ... .S'n i 'O.'n T nK . '
n
). Fual a soma dos n8meros de cinco al)arismos distintos Bue $odem ser formados com os al)arismos
1A'A3A. e 1E
*. Nm cocWtail ; $re$arado com duas ou mais bebidas distintas. @e existem - bebidas distintasA Buantos
cocWtails diferentes $odem ser $re$aradosE
30
0. @obre uma circunfer%ncia so marcados / $ontosA dois a dois distintos. Fuantos tri>n)ulos $odem ser
construídos com v;rtices nos / $ontos marcadosE
.. Nma família com 1 $essoas $ossui um automóvel de 1 lu)ares. @abendo a$enas ' $essoas sabem
diri)irA de Buantos modos $odero se acomodar $ara uma via)emE
(. &s rectas r e s so distintas e $aralelas entre si. @o dados 1 $ontos distintos na recta r e . $ontos
distintos sobre a recta s. Fuantos so os tri>n)ulos determinados $elos $ontos dadosE
9. Fuantas dia)onais cont;m o 7exaedro constituído $or + faces trian)ulares obtido $ela unio de duas
$ir>mides trian)ularesE
8. Provenientes das $ermutaç"es dos al)arismos 1A'A'A'A3A.A Buantos n8meros $ares de + al)arismos
existemE
7. !e Buantos modos $odemos dis$or em lin7a e alternadamenteA 1 ra$aGes e + ra$ari)asE
1-. Fuantos so os n8meros de 1 al)arismos distintosA menores Bue 30.000A formados com os al)arismos
1A'A3A.A1E
11. @abe6se Bue os n8meros de telefone de uma cidade t%m seis dí)itosA onde o $rimeiro nunca ; Gero.
@u$ondo6se Bue os n8meros dos telefones $assem a ter sete dí)itosA determine o aumento $ossível na
Buantidade de telefones dessa cidade.
1). !ois )ru$os de excursionistasA um deles com '0 $essoas e o outro com 11A encontram6se em um certo
local de um $aís distante. @e todas as $essoas de um )ru$o cum$rimentarem todas as $essoas do outro
)ru$oA Bual o n8mero total de cum$rimentosE
1*. Nma $rova com$"e6se de + Buest"es de escol7a m8lti$la com 1 alternativas cada. !e Buantos modos
um aluno $ode $reenc7er o Buadro de res$ostasA escol7endo as alternativas ao acasoE
10. Em uma cidadeA as $lacas dos automóveis so formadas $or duas das '+ letras do alfabetoA se)uidas
de . al)arismos. Placas com letras i)uais so $roibidasA mas no 7á BualBuer restriço Buanto aos
al)arismos. Fuantas $lacas diferentes so $ossíveisE
1.. Nm salo tem + $ortas. !e Buantos modos distintos esse salo $ode estar abertoE
31
Ane#o ) =e3isão da :eoria dos ConDuntos! 1peraces entre conDuntos.
= Bue se $retende ; faGer o análo)o entre al)uns resultados desta teoria e o Bue se $assa com os
acontecimentos. ,ote6se Bue a lin)ua)em de con<untos ; diferente da lin)ua)em de acontecimentosA no
entanto 7á um certo $aralelismo Bue faG com Bue em termos $ráticosA se<am teorias análo)as. Ve<amos
um exem$lo de como estas lin)ua)ens so diferentes. (onsidere6se a ex$resso 3 &∩ #
iO lin)ua)em de con<untos# & e 3 so con<untos e a ex$resso anterior l%6se intersecço dos con<untos & e
3P
iiOlin)ua)em de acontecimentos# & e 3 so acontecimentos e a ex$resso anterior desi)na a realiGaço
simult>nea dos dois acontecimentos referidos.
Nma re$resentaço )ráfica dos con<untos e das o$eraç"es sobre con<untos ; usualmente desi)nada $or
!ia)ramas de Venn.
1bser3ação!
iO $odemos definir o$eraç"es de unio e intersecçoA $ara BualBuer n8mero finito de con<untosP
iiO dois Sou maisO con<untos so eBuivalentes Sso o mesmo con<untoO sem$re Bue eles conten7am os
mesmos elementos.
1. =eunião
!ados os con<untos & e 3A define6se o con<unto reunio &∪ 3TXxP x∈& ou x∈3Y.
"#emplo! X0A1A3Y ∪ X 3A.A1YTX0A1A3A.A1Y. Percebe6se facilmente Bue o con<unto reunio contem$la todos
os elementos do con<unto & ou 3.
Propriedades imediatas!
iO &∪ &T&P
iiO &∪
φ
T &P
iiiO &∪ 3T3∪ &
31
P
ivO &∪ ΩT ΩA onde Ω ; o con<unto universo.
). Intersecção
!ados os con<untos & e 3 A define6se o con<unto intersecço &∩ 3 TXxP x∈& e x∈3Y.
"#emplo! X0A'A.A1Y ∩ X.A+A-YTX.Y. Percebe6se facilmente Bue o con<unto intersecço contem$la os
elementos Bue so comuns aos con<untos & e 3.
Propriedades imediatas!
iO &∩ &T&P
iiO &∩
φ
T
φ
P
iiiO &∩ 3T3∩ &
3'
P
ivO &∩ ΩT& onde Ω ; o con<unto universo.
31
a unio de con<untos ; uma o$eraço comutativa.
3'
a intersecço ; uma o$eraço comutativa
3'
@o im$ortantes tamb;m as se)uintes $ro$riedades#
iO &∩ S3∪ (OTS&∪ 3O ∩ S&∪ (O S$ro$riedade distributivaOP
iiO &∪ S3∩ (OTS&∪ 3O ∩ S&∪ (O S$ro$riedade distributivaOP
iiiO &∩ S&∪ 3OT& Slei da absorçoOP
ivO &∪ S&∩ 3OT& Slei da absorçoO.
*. GDiferençaH
!ados os con<untos & e 3 A define6se o con<unto M!iferençaR &]3TXx P x ∈& e x ∉3Y. =bserve Bue os
elementos da diferença so aBueles Bue $ertencem ao $rimeiro con<untoA mas no $ertencem ao se)undo.
"#emplos! X0A1A-Y]X0A-A3YTX1YP X1A'A3A.A1Y]X1A'A3YTX.A1Y.
Propriedades imediatas!
iO &]
φ
T &
iiO
φ
]& T
φ
iiiO &]& T
φ

ivO &]3 ≠ 3]& S i.e.A a diferença de con<untos no ; uma o$eraço comutativaO.
0. Complementar de um conDunto
Trata6se de um caso $articular da diferença entre dois con<untos. &ssim ; A Bue dados dois con<untos &
e 3A com a condiço de Bue 3

& A a diferença &]3 c7ama6seA neste casoA com$lementar de 3 em relaço
a & . @ímbolo# (&3 T &]3. (aso $articular# = com$lementar de 3 em relaço ao con<unto universo ΩA
ou se<a A Ω]3 A; indicado $elo símbolo 3. =bserve Bue o con<unto 3 ; formado $or todos os
elementos Bue no $ertencem ao con<unto 3A ou se<a# 3 T XxP x ∉ 3Y. D óbvioA entoA Bue #
iO 3∩ 3T
φ
P
iiO 3∪
3T ΩP
iiiO
φ
T ΩP
ivO ΩT
φ
.
.. 5Bmero de elementos da =eunião de dois conDuntos.
@e<am & e 3 dois con<untosA tais Bue o n8mero de elementos de & Scardinal de &O se<a nS&O e o n8mero
de elementos de 3 Scardinal de 3O se<a nS3O. Re$resentando o n8mero de elementos da intersecço & ∩ 3
$or nS&∩ 3O e o n8mero de elementos da reunio & ∪ 3 $or nS&∪ 3O A $odemos escrever a se)uinte
fórmula# nS&∪ 3O T nS&O b nS3O 6 nS&∩ 3O
=esumo das Propriedades mais importantes referidas!
iO *eis (omutativas# A B B A ∪ · ∪ e A B B A ∩ · ∩
iiO*eis &ssociativas#
C B A C B A ∪ ∪ · ∪ ∪ O S O S
e
C B A C B A  O S O S ∩ · ∩ ∩
iiiO*eis !istributivas#
O S O S O S C A B A C B A ∪ ∩ ∪ · ∩ ∪
e
O S O S O S C A B A C B A ∩ ∪ ∩ · ∪ ∩
ivO Elemento neutro
33
#
A A · φ ∪
vO Elemento MabsorventeR#
φ · φ ∩ A
viO *eis de 2or)an#aO B A B A ∪ · ∩ P bO B A B A ∩ · ∪ P cO
A A ·
33
=bserve a analo)ia entre o
φ
A con<unto vaGioA e o 0A n8mero realA em relaço Qs o$eraç"es de ∩ e ∪ A e as o$eraç"es aritm;ticas x e bA
res$ectivamente.
33
viiO
B A B A ∩ · j
Existe ainda uma im$ortante o$eraço entre os con<untos Bue tem interesse considerar num
contexto de acontecimenmtos aleatórios.
Definição!
G@e<am &1A UA &n n con<untos. !enominaremos $roduto cartesiano de &1A UA &n Adenotando6o $or
n 2 1
A A A × × × ... A o con<unto { } n 1 i A a a a a
i i n 2 1
A...A A OA A...A A S · ∈ .R
,ote Bue em )eral o $roduto cartesiano no ; comutativo $ois os elementos do novo con<unto so
vectores tais Bue a com$onente < desse vector ; um elemento do con<unto < no $roduto cartesianoA e no
de outro BualBuer.
"#erc/cios Propostos sobre :eoria dos ConDuntos.
1. ,uma universidade so lidos a$enas dois <ornaisA L e h. 50\ dos alunos da mesma l%em o <ornal L e
+0\A o <ornal h. @abendo6se Bue todo aluno ; leitor de $elo menos um dos <ornaisA assinale a alternativa
Bue corres$onde ao $ercentual de alunos Bue l%em ambos#
a. 50\ P b.1.\ P c. .0\ P d. +0\ P e. .5\.
). @e um con<unto & $ossui 10'. subcon<untosA ento o cardinal de & ; i)ual a#
a. 1 P b. + P c.- P d. / P e. 10.
*. &$ós um <antarA foram servidas as sobremesas L e h. @abe6se Bue das 10 $essoas $resentesA 1
comeram a sobremesa LA - comeram a sobremesa h e 3 comeram as duas. Fuantas no comeram
nen7uma das sobremesasE
a. 1 P b. ' P c. 3 P d. . P e. 0 .
0. !ados os con<untos &A 3 e (A tais Bue# nS3∪ (O T '0 P nS&∩ 3O T 1 A nS&∩ (O T . A nS&∩ 3∩ (O T 1
e nS&∪ 3∪ (O T ''. ,estas condiç"esA o n8mero de elementos de &]S 3∩ (O ; i)ual a#
a. 0 P b. 1 P c. . P d. / P e. 1'.
.. @e & T
φ
e 3 T X
φ
YA ento #
a. &∈3 P b. &∪ 3 T
φ
P c. & T 3 P d. &∩ 3 T 3 P e. 3⊂ &.
(. @e<am &A 3 e ( con<untos finitos. = n8mero de elementos de & ∩ 3 ; 30A o n8mero de elementos de &
∩ ( ; '0 e o n8mero de elementos de & ∩ 3∩ ( ; 11. Ento o n8mero de elementos de &∩ S3∪ (O ;
i)ual a#
a. 31 P b. 11 P c. 10 P d. .1 P e. '0.
Ane#o * 4in2ua2em usada em ;edicina
3.
Interessa a$licar os conceitos a$rendidos a vários áreas do con7ecimento. Nma das $rinci$ais ; a
2edicina na Bual al)uns termos devem estar bem interioriGados $ara Bue a resoluço de al)uns $roblemas
se<a $ossível. Este ; o $ro$ósito deste anexoA tornar claro al)uns dos termos desta ci%ncia.
6 Preval%ncia → Probabilidade de ser doente.
6 @ensibilidade → (a$acidade de identificar os $ositivos SdoentesO entre os verdadeiramente doentesA
i.e.A $robabilidade de ter exame $ositivoA dado Bue ; doente.
6 Es$ecificidade → (a$acidade de identificar os ne)ativos Sno6doentesO entre os verdadeiramente
ne)ativosA i.e.A $robabilidade de ter exame ne)ativoA dado Bue no ; doente.
6 Valor Preditivo Positivo 6 VPP → Probabilidade de o indivíduo ser $ortador da doença dado Bue o
teste ; $ositivo.
6 Valor Preditivo ,e)ativo 6 VP, → Probabilidade de o indivíduo no ser $ortador da doença dado Bue
o teste ; ne)ativo.
6 RaGo de Verosimil7ança Positiva 6 RVP→ Probabilidade de Bue dado resultado de teste fosse
es$erado em um $aciente $ortador da doençaA com$arado com a $robabilidade de Bue o mesmo resultado
fosse es$erado em um $aciente sem a doença.
dade espei!ii 1
ade sensi,ilid
RDP


6 RaGo de Verosimil7ança ,e)ativa6 RV,→ Probabilidade de Bue dado resultado de teste fosse
es$erado em um $aciente no $ortador da doençaA com$arado com a $robabilidade de Bue o mesmo
resultado fosse es$erado em um $aciente com a doença.
dade espei!ii
ade sensi,ilid 1
RDN


Ve<amos um exem$lo em Bue a$licamos estas definiç"es e os con7ecimentos a$rendidos at; este $onto.
"#emplo!
@abendo6se Bue a $reval%ncia do eIV na $o$ulaço )eral ; de 0A1\ S0A001O e Bue a sua $reval%ncia em
consumidores de dro)a ; de +0\ S0A+OA e Bue a sensibilidade do E*I@& ; de 0A//1 e a es$ecificidade de
0A/5A calcule a $robabilidade de um indivíduo em cada $o$ulaçoA sendo $ositivo ao E*I@&A ser e no ser
$ortador de eIV.
!efinem6se os acontecimentos#
{ } ( doente Her < V ·
A
{ } V V Positivo Her xame ; H ·
@o dados#
6 & Preval%ncia S$robabilidade de ser doenteO#
O S< P
6 & @ensibilidade S$robabilidade de ter exame $ositivoA dado Bue ; doenteO#
O ] S < H P
6 & Es$ecificidade S$robabilidade de ter exame ne)ativoA dado Bue no ; doenteO# O ] S < H P
6 = Valor Preditivo Positivo S$robabilidade de ser doenteA dado Bue o exame ; $ositivoO ; dado $or#
O ] S O. S
O ] S O. S O ] S O. S O ] S O. S
O ] S O. S
O S
O ] S O. S
O ] S
.
. Pr . . Pr
.
< H P < P
< H P < P
1
1
< H P < P < H P < P
< H P < P
H P
< H P < P
H < P DPP
6eo
6otal o, Cond o,
de!
+
·
+
· · ≡
31
6 Valor Preditivo ,e)ativo S$robabilidade de no ser doenteA dado Bue o exame ; ne)ativoO ; dado $or#
< H P < P
< H P < P
1
1
< H P < P < H P < P
< H P < P
H P
< H P < P
H < P DPN
6eo
6otal o, Cond o,
de!
] S O. S
O ] S O. S O ] S O. S OO ] S O. S
O ] S O. S
O S
O ] S O. S
O ] S
.
. Pr . . Pr
.
+
·
+
· · ≡
(omo#
6 a $robabilidade de ser $ositivoA dado Bue no ; doente Sfalso $ositivoO ; o com$lemento da
es$ecificidade# O ] S O ] S < H P 1 < H P − ·
6 a $robabilidade de ser ne)ativoA dado Bue ; doente Sfalso ne)ativoO ; o com$lemento da sensibilidade#
O ] S O ] S < H P 1 < H P − ·
6 a $robabilidade de no ser doente ; o com$lemento da $reval%ncia# O S O S < P 1 < P − ·
Ento#
Para
$o$ulaço )eral
Para consumidores
de dro)a
0A001 0A+
0A//1 0A.
0A//1 0A//1
0A/5 0A/5
0A001 0A001
0A0' 0A0'
VPPT 0A' 0A/5+---
VP,T 0A////-. 0A//'.01
Soluçes dos "#erc/cios Propostos
1. @e<a x o n8mero de bolas aGuis a serem colocadas na urna. = es$aço amostral $ossuiráA neste casoA
3b1bx T xb5 bolas. Pela definiço de $robabilidadeA a $robabilidade de Bue uma bola extraída ao acaso
se<a aGul será dada $or# x9Sxb5O. 2asA o $roblema diG Bue a $robabilidade deve ser i)ual a '93. *o)oA
vem# x9Sxb5O T '93A resolvendo a eBuaço do 1H )rau# 3xT'Sxb5O A donde 3x T'xb1+ eA finalmente vem
Bue xT1+.
). = es$aço amostral da e.a. $ossui nSΩO T 1b.bx T xb1 bolas. Vamos considerar tr%s situaç"es distintas#
3+
A. as bolas extraídas so ambas da cor $reta.
(omo existe re$osiço da bola extraídaA os acontecimentos so inde$endentes. *o)oA a $robabilidade de
Bue saia uma bola $reta SPO e em se)uida outra bola $reta SPaO será dada $or# PSP ∩ PaOTPSPO.PSPaO Tc19
Sxb1Od.c19Sxb1OdT19Sxb1O
'
&. as bolas extraídas so ambas da cor branca.
Nsando o mesmo raciocínio usado em A. e considerando6se Bue os acontecimentos so inde$endentes
S$ois ocorre a re$osiço da bola extraídaOA teremos# PS3∩ 3aOTPS3O.PS3aOTc.9Sxb1Od.c.9Sxb1OdT 1+9Sxb1O
'
C. as bolas extraídas so ambas da cor aGul.
&nalo)amenteA vem# PS&∩ &a TPS&O.PS&aO Tcx9Sxb1Od.cx9Sxb1Od T x
'
9Sxb1O
'
.
Estes tr%s acontecimentos so mutuamente exclusívosA $elo Bue a $robabilidade da unio desses tr%s
acontecimentosA será i)ual a soma das $robabilidades individuais. !aíA $elos dados do $roblemaA vem
Bue#c19Sxb1O
'
dbc1+9Sxb1O
'
dbcx
'
9Sxb1O
'
dT19'. Vamos resolver esta eBuaço do 'H )rau# S1b1+bx
'
O9Sxb1O
'
T
1 9' 'S1-bx
'
O T 1. Sxb1O
'
3. b 'x
'
T x
'
b 10x b '1A x
'
i 10x b / T 0A de onde concluímos xT1 ou xT/.
*. Existem $roblemas de Probabilidades nos Buais a conta)em do n8mero de elementos do es$aço
amostral Ω no $ode ser feita directamente. Teremos Bue recorrer Q &nálise (ombinatóriaA $ara facilitar a
soluço. Para determinar o n8mero de elementos do nosso es$aço amostral ΩA teremos Bue calcular
Buantos )ru$os de ' $arafusos $oderemos obter com os +0 $arafusos da amostra. Trata6se de um tí$ico
$roblema de (ombinaç"es sim$les. Teremos ento# nSΩO T (+0A' T +0K9S15K.'KO T +0.1/.15K915K.1.' T
30.1/. (onsiderando6se o acontecimento E# os dois $arafusos retirados so $erfeitosA vem Bue# +0
$arafusos i 1 defeituosos T 11 $arafusos $erfeitos. Teremos ento Bue o n8mero de $ossibilidades desse
acontecimento será dado $or# nSEO T (11A' T 11K913K.'K T 11.1..13K913K.1.' T 11.'-. *o)oA a $robabilidade
de ocorr%ncia do acontecimento E será i)ual a# PSEO T nSEO9nSΩO T 11.'-930.1/ T 1.5191--0 T
0A535/53T53A5/53\.
Res$osta# a$roximadamente 5.\. & inter$retaço deste resultado ; Bue se a e.a. for re$etida 100 veGesA
obteremos a$roximadamente em 5. veGesA dois $arafusos $erfeitos.
0. a$roximadamente 0A001\.
.. a$roximadamente 'A30\ . =bservaço# $elo menos ' defeituosos T ' defeituosos ou 3 defeituosos.
(. 193. ou a$roximadamente 1.A-\
9. 195 ou +'A1\.
8. a. 16xb4

3 &

b. x64
3-

3 &
c. 164

3 &
d. x6'4.

3 &
7. a.

3 &
1-. a.

3 &
11. (onsumo e $ositividade $ara o eIV soA $or definiçoA acontecimentos inde$endentes. &
$robabilidade de ocorr%ncia simult>nea ;A entoA o $roduto das $robabilidades dadas# 0A001x0A3T0A0011
35
1). Preval%ncia de uma doença ; a $ro$orço de $ortadores desta em relaço Q $o$ulaço totalA e coincide
numericamente com a $robabilidade de ocorr%ncia da doença. ,este exercício#
pre3al$ncias!
população 1.000.000
@AS .0.000 0A0.
Diabetes 10.000 0A01
:bc 1.000 0A001
@IAI 100 0A0001
1*.
Jold standard Jenericamente#
c9&b s9&b c9&b s9&b
Eb 1/+0 -/5. //.. Eb a b abb
E6 .0 //001+ //001+ E6 c d cbd
'000 //5000 1000000 abc bbd abbbcbd
PSeIVbO 0A00'
PSeIV6O 0A//5
PSEbO 0A00//..
PSE6O 0A//001+
@enT0A/5P Es$T 0A//' P VPPT0A1/-10. P VP,T0A////+ P RVPT1''A1 P RV,T0A0'01+1.
10. 1.0 .
1.. a. @im.

3 &
b. 53\.
1(.

3 &
(
F
a. +3./\ P b. 1..\ P c. +0./\ .
3/
Soluçes da "scol<a ;Bltipla
1. c.
). d.
*. c.
0. c. 1/9.5 T 3/A15\.
.. c.
(. b.
9. e.
8. c.
7. a.
1-. a.
11. c.
1). b.
Soluçes do AerdadeiroC,also
1. a. :P b. :P c. VP d. :
). a. :P b. :P c. :P d. V
Soluçes dos "#erc/cios Propostos sobre o &in%mio de 5eFton
1. T. T 111'.x
1
). 1'5
*. +.00
0. !
.. E
(. 5
9. '
.5

8. '.
7. = termo inde$endente de x ; o s;timo e ; i)ual a 5..
1-. 10'.
11. '0.
Soluçes dos "#erc/cios Propostos sobre Cálculo Combinat%rio.
1. = $rimeiro membro da i)ualdade $ode ser escrito como# '.1 . '.' . '.3 . '.. . ... . '.Sn i 1O . '.n.
=bserve Bue no $roduto acimaA o factor ' se re$ete n veGesP $ortantoA o $roduto de ' $or ele mesmoA n
veGesA resulta na $ot%ncia '
n
. *o)oA o $rimeiro membro da i)ualdade fica# '
n
S1 . ' . 3 . . . ... . nO. =bserve
Bue entre $ar%ntesesA temos exactamente o factorial de n ou se<a# nK @ubstituindoA vem finalmente # '
n
. nK.
&ssimA mostramos Bue# ).0.(.8. ... .)'n J 1+. )n K nL . )
n
. EntoA $odemos diGer Bue# o $roduto dos n
$rimeiros n8meros $ares $ositivos ; i)ual ao factorial de n multi$licado $ela n6;sima $ot%ncia de '.
). @e<a Lhkf[ a forma )en;rica de um n8mero de 1 al)arismos. Podemos observar Bue o al)arismo 1
a$arecerá# .K Sfactorial de .O veGes na forma 1hkf[. .K veGes na forma L1kf[ . .K veGes na forma
Lh1f[. .K veGes na forma Lhk1[. .K veGes na forma Lhkf1. = mesmo ocorrerá com os al)arismos
'A 3A . e 1.. Para entender a $assa)em se)uinteA ; necessário relembrar o Bue si)nifica V&*=R
P=@I(I=,&* de um al)arismo. Ve<amos atrav;s de exem$los# 13'# o valor $osicional de 1 ; 100A o
valor $osicional de 3 ; 30 e o valor $osicional de ' ; 'A o Bue resulta no n8mero cento e trinta e dois T
13'. '.1+# o valor $osicional de ' ; '000A o valor $osicional de . ; .00A o valor $osicional de 1 ; 100 e o
.0
valor $osicional de + ; +A resultando no n8mero dois mil Buatrocentos e cinBuenta e seis T '.1+. Voltando
Q soluço do $roblema# Nsando o conceito de V&*=R P=@I(I=,&* de um al)arismoA teremos ento as
se)uintes somas#
1 i Para o al)arismo 1 nas cinco $osiç"es $ossíveis#
@1 T .K.1.10000 b .K.1.1000 b .K.1.100 b .K.1.10 b .K.1.1
' i Para o al)arismo ' nas cinco $osiç"es $ossíveis#
@' T .K.'.10000 b .K.'.1000 b .K.'.100 b .K.'.10 b .K.'.1
3 i Para o al)arismo 3 nas cinco $osiç"es $ossíveis#
@3 T .K.3.10000 b .K.3.1000 b .K.3.100 b .K.3.10 b .K.3.1
. i Para o al)arismo . nas cinco $osiç"es $ossíveis#
@. T .K...10000 b .K...1000 b .K...100 b .K...10 b .K...1
1 i :inalmenteA $ara o al)arismo 1 nas cinco $osiç"es $ossíveisA teremos#
@1 T .K.1.10000 b .K.1.1000 b .K.1.100 b .K.1.10 b .K.1.1
& soma $rocurada será ento i)ual a @ T @1b@'b@3b@.b@1
Vamos reescrever as ex$ress"es obtidas acima#
.K.1.10000 b .K.1.1000 b .K.1.100 b .K.1.10 b .K.1.1
.K.'.10000 b .K.'.1000 b .K.'.100 b .K.'.10 b .K.'.1
.K.3.10000 b .K.3.1000 b .K.3.100 b .K.3.10 b .K.3.1
.K...10000 b .K...1000 b .K...100 b .K...10 b .K...1
.K.1.10000 b .K.1.1000 b .K.1.100 b .K.1.10 b .K.1.1
@omando as ex$ress"es acimaA observando Bue 10000A 1000A 100A 10 e 1A so termos comunsA vem# @ T .K
S1b'b3b.b1O.10
.
b.KS1b'b3b.b1O.10
3
b.KS1b'b3b.b1O.10
'
b.K.S1b'b3b.b1O.10
1
b.K.S1b'b3b.b1O.10
0
.
EntoA a soma @ ficará i)ual a# @ T .K.S1b'b3b.b1O.S10000b1000b100b10b1O. (omo .K T ..3.'.1 T '.A
vem# @ T '..S1b'b3b.b1O.11111 T '..11.11111. :inalmenteA concluímos Bue @ T 3.///./+0A Bue ; a
res$osta do $roblema.
*. 1'0.P 0. 5..P .. .5.P (. -0.P 9. 01.P 8. 50.P 7. 5+.00.P 1-. .5.P 11. 5.100.000.
1). 300.P 1*. 11+'1.P 10. +.100.000.P
1.. +3 . ,o $ense Bue so +. modosK *embre6se de retirar a o$ço de todas as $ortas fec7adasK
Soluçes dos "#erc/cios Propostos sobre :eoria dos ConDuntos
1. c.P ). e.P *. a.P .. d.P .. a.P (. a..
.1