Teorias da constituição. CARVALHO, Kildare Gonçalves. Direito constitucional: teoria do estado e da constituição, direito constitucional positivo.1 . ed. !

elo Hori"onte: #el Re$, %&&'. A teoria da constituição, co(o teoria nor(ativa, sociol)*ica e pol+tica, ve( sendo a,ordada desde as d-cadas de %& e .&. /a d-cada de 0&, a teoria da constituição passa a captar as di(ens1es ,2sicas do 3stado do #ireito #e(ocr2tico e Constitucional, e a necessidade de co(preender a realidade Constitucional, nas suas condicionantes socioecon4(icas, atrav-s da ci5ncia pol+tica. 6ara ressaltar al*u(as teorias ressalta(os: 7erdinand Lassalle, 8a" a distinção de constituiç1es reais e escritas, onde as reais reside( nos 8atores reais e a8etivos de poder 9ue vi*ora( na sociedade. A escrita - a 9ue re*istra e incorpora a9ueles 8atores, 9ue se converte( e( 8atores :ur+dicos. ;uando a escrita não corresponder a real, estoura u( con8lito. O te( u(a re8or(a a constituição ou a sociedade desloca os pilares 9ue sustenta a constituição. <e*undo Hans Kelsen o direito seria u(a estrutura 9ue se torna verdade, atrav-s de nor(as 9ue se esta,elece( co( 8unda(entos da constituição, Kelsen ainda destaca al*uns si*ni8icados da constituição co(o constituição no sentido (aterial, no sentido a(plo e no sentido 8or(al e e( teoria pol+tica, co( essas interpretaç1es conclu+(os 9ue a constituição consiste e( u(a nor(a escrita e =ipot-tica e não posta pela autoridade. Os pressupostos ideol)*ico>pol+tico da teoria constitucional de 3nst 7ort=o88 t5( co(o ,ase u(a teoria do estado retrospectiva e não prospectiva, nu(a recordação nost2l*ica do 3stado autorit2rio, 7orst=o88 co(preende a Constituição co(o *arantia de status econ4(ico e social. A Teoria da Constituição de 7orst=o88 - ainda a de u( 3stado de 7or(al, sendo 9ue o estado social não te( na nature"a nor(ativa, pro*ra(2tica ou institucional, (as - apenas u(a realidade 82tica e :ur+dica. 6ara Heller, não pode( ser co(pleta(ente separados o din?(ico e o est2tico, a nor(alidade e a nor(atividade, o ser e o dever ser no conceito de Constituição, ainda ca,e distin*uir a Constituição não nor(ada e a nor(ada, e nesta nor(ada e@tra:uridica(ente e a 9ue - :uridica(ente. <e*undo ele a constituição não - u( processo, (as produto. Carl <c=(itt, sustenta 9ue o sentido da Constituição est2 no con:unto de decis1es pol+ticas 8unda(entais do poder constituinte, se*undo sua Teoria a Constituição est2 deter(inando os 8atos e não os 8atos a realidade, e o 9ue est2 escrito passa a ser a Anica verdade. <endo 9ue ela - passa a ser 9ue( deter(ina o certo ou o errado, a verdade - a (entira. Rudol8 <(end, acredita 9ue a Constituição serve co(o re8er5ncia a orde( :ur+dica da inte*ração do processo de direito, a Constituição e( sua verdade escrita concilia a orde( pessoal, 8uncional e real. Constantino Mortati tem sua visão da Constituição, como algo intermediário entre a posição de Kelsen e de Schmitt. A este respeito, pode-se argumentar que o ponto de referência é o

#istin*ue constituiç1es ori*inarias.lico (as ta(. ideal para a vontade estatal. <endo a or*ani"ação do poder a realidade positiva da constituição. indo al-( do 9ue est2 escrito.ordinada a constituição. Canotil=o de8ende a e8etividade na constituição. se*undo ele so(ente atrav-s de u(a cooperação plani8icada e. Karl LoeCenstein.o seu conceito de valor.erle.se(pre resultado e u( processo de interpretação.u( interprete desse (odo a partição não seria apenas do poder pA.erta a inovação e e( constante criação respeitando os 8unda(entos da orde( e da co(unidade. para ele a constituição prote*e a sociedade. portanto or*ani"ada pode sur*ir a unidade pol+tica.:etiva . te( as instituiç1es na din?(ica social co(o 8onte de e9uil+. e@iste( 9uatro 8atores 9ue deter(ina( o re*i(e constitucional: o poder. au(entando a atuação do estado 9ue por sua ve" su.elece no estado a autoridade de u( poder de direito. a co(unidade e a totalidade pol+tica. Bodu*no de8ende a reconstrução te)rica. que ele identifica em "ordem" e não como "padrões". se:a atrav-s da e(anação das nor(as. 6ara Hauriou. apresentando co(o u( processo e não u( pedaço de papel. 6ara HE.ordinado a constituição e a tra. Hesse.erdade. ainda classi8ica as constituiç1es co(o nor(ativas. A constituição.elecido por eles. a verdadeira constituição . e constituiç1es derivadas. desse (odo vai>se constituindo. se:a atrav-s da or*ani"ação do poder. For*e Biranda. Geor*es !urdeau acredita 9ue a constituição esta. invertendo a posição de Kelsen e Schmitt diferindo do pensamento de que volte a colocar a ênfase na "decisão". sendo desse (odo a constituição u( 8unda(ento :ur+dico.-( . passando a constituição de u( (ero dado para u( processo. pois dar 8orça a su. Hild KrD*er teori"a a constituição co(o uni8icação. 6ara Baurice Hauriou. :2 constituiç1es ori*inarias deter(ina( u( princ+pio pol+tico novo. no(inais e se(?nticas. a e8etiva (ani8estação de sua e@ist5ncia o. o 3stado e a li.elemento de identificação primitiva de experiência jurídica. deve ser plural e incluir estruturas sociais. e acrescenta a inte*ração dos interesses social e econ4(icos atrav-s de inst?ncias de re*ula*e( :ur+dica.al=ar e( prol dela. para 9ue isso se:a e8etiva(ente o 8ato. a orde(. interpreta a constituição co(o u( ele(ento con8or(ado e con8or(ador de relaç1es sociais. não sendo apenas u( papel e si( a 8ato esta.ora per(aneça co(o u(a orde( :ur+dica do 3stado e da sociedade.rio do :o*o do poder. para ele constituiç1es derivadas não ol=a( a necessidade de sua sociedade e se li(ita( a 8a"er apenas u( papel. desenvolve(>se v2rias instituiç1es capa"es de instru(entali"ar esta 8unção. acredita 9ue u(a constituição deve per(anecer a.constituiç1es si*ni8ica a perda da capacidade de ação do estado. e(. <endo ainda (ais claro co(o a . para tanto não deve ser pre*ado a ideia 9ue 9uanto (aior a constitucionali"ação de (at-ria (el=or seria u(a constituição. Bas deve apresentar a9uilo 9ue re8ere a nação. se*undo ele 9ue( vive a nor(a ta(.-( de todos a9ueles 9ue a vivencia(. por sua ve" o estado passa a ser su.

princ+pios e ideolo*ia 9ue con8or(a( a constituição. acrescentando o siste(a de valores 8unda(entais da constituição. 8ins. #entre tantas teorias.2sicos acol=idos ou do(inantes da co(unidade pol+tica. u(a teoria (aterial da constituição.rasileiro te( sido a. 3sta teoria (aterial . a constitucionali"ação do direito. pol+ticas sociais. acredito na teoria de8endida por Kelsen. F2 Fos. a realidade social de 9ue 8a" parte.a9uele e( 9ue a constituição se reveste de certos atri.:uridica(ente le*+ti(o. e li(itado. <endo ela o poder (aior. 6aulo !onavides de8endia 9ue não =2 teoria constitucional de de(ocracia participativa 9ue não se:a ao (es(o passo. 9uando *ra8ado de teoria da constituição.9ue a:uda a co(preender. não i(ut2veis. 9ue relacionou>a ao re*i(e pol+tico de(ocr2tico. a partir do con:unto total de suas condiç1es :ur+dicas. levando e( consideração não so(ente o lado positivo da nor(a.sa. G. os 9uais. para separar o #ireito Constitucional de 9ual9uer outro setor ou prov+ncia :ur+dica. co( 5n8ase no recon=eci(ento da 8orça nor(ativa. co( a nor(a 8unda(ental.-( te( despertado a atenção de v2rios constitucionalistas. co(o con=eci(ento ordenado.sorvida e aceita pela sociedade e( 9ue est2 inserida.-( pode ser dada 5n8ase as teorias onde preserva( a de(ocracia e as atividades socioecon4(icas. (as ta(. de8endendo a 8or(ação de(ocr2tica. . co(o A8onso Arinos de Belo 7ranco. en8ati"a 9ue o estado (oderno deve ser u( estado de :ustiça e 9ue a teoria da constituição deve ter e( conta as e@i*5ncias do nosso te(po. no entanto. reapro@i(ação entre o direito e a (oral e da :udiciali"ação da pol+tica e das relaç1es sociais. a teoria da constituição ta(.Al8redo de Oliveira !arac=o.utos *erais e per(anentes. siste(ati"ado. e( sentido. re:eição ao 8or(alis(o.verdade dos valores :ur+dicos . (as co(o ele ser2 a. 9uanto a sua autoridade. Carlos A$res !ritto. . esclarece 9ue a teoria. #entre tantas teorias. /o !rasil.erto ao deno(inado neoconstitucionalis(o. Considera o sentido. sua di(ensão =ist)rica e sua pretensão de trans8or(ação.er especulativo 9ue opera no interior do pr)prio #ireito. vale ressaltar 9ue cada :urista ou 8iloso8o deve ponderar. o re*i(e constitucional. O pensa(ento :ur+dico . onde o poder dos *overnantes . 9uanto a sua ori*e(.