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UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE - UNIVILLE CURSO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS Disciplina: Direito Administrativo Professor: Luiz Cláudio Gubert carga

horária: 72 h/a – período: 2012/2

“FICHA[1] DESTAQUES / REFERENTE[2] DE TEXTO CIENTÍFICO

1. AUTOR DO FICHAMENTO: Andréa Cristina de Oliveira Schwochow. 2. TEXTO EM FICHAMENTO: SUNDFELD. Carlos Ari. Fundamentos de Direito Público. 4ª ed. São Paulo: Malheiros, 2010, p. 1-189. 3. ESPECIFICAÇÃO DO REFERENTE UTILIZADO:

o Estado.5 “[.] podemos dizer que o Direito Público é o ramo do Direito composto de normas jurídicas tratando: a) das relações do Estado com os indivíduos. um poder de polícia.] um direito autoritário. todos os poderes estavam centralizados nas mãos do soberano. normas jurídicas para reger a relação da pessoas Estado com as demais pessoas..] não se submetia a ela.] c) O Estado era irresponsável juridicamente [.. Estado-empresa.] o direito público não é [.6 “Tentando sintetizar as normas que estão disciplinando o exercício do poder político. 4. sendo o criador da ordem jurídica [...Selecionar formulações que...3.. mas certamente o oposto: um conjunto de normas cuja finalidade primordial é cercear o poder e.] b) O soberano..)” (24) 4.1. proteger os indivíduos” (28). ante o tribunal. como conseqüência. julgar os conflitos e administrar os negócios jurídicos” (34 e 35). em relação aos indivíduos. através da divisão de competências entre os vários agentes e órgãos. a quem cabia editar as leis. etc... [. .4 “[. portanto.2. Para maior facilidade. a juízo do fichador.... (23) 4. d) O Estado exercia. [. contribuam para responder a seguinte questão: “Porque o Direito Administrativo é um ramo do Direito Público?”.] Existem. “O Estado-poder é uma pessoa jurídica. 4.] d) Dentro do Estado. passemos a chama-lo simplesmente de Estado”.” (23) 4.. b) da organização do próprio Estado. e portanto. a validade ou não dos atos daquele.. não podendo este questionar.. “[. DESTAQUES CONFORME O REFERENTE: 4. podemos indicar as seguintes: a) O Estado.. dirigida apenas aos súditos. c) das relações entre Estados” (25)...].. [. “[. era indemandável pelo indivíduo. 4.] O direito público é formado pelo conjunto de normas que regulas a s relações entre Estado e indivíduos (relações Estado-servidor.

8 “Em resumo. seja os limites de sua atividade. sobretudo nos países subdesenvolvidos.11 “Em termos sintéticos.. outra coisa é exercê-lo mediante leis.9 “Uma coisa é o governo exercer o poder segundo leis preestabelecidas. mas sim pelo Poder Constituinte. que produzem diferentes atos. Poder Judiciário – função jurisdicional – função jurisdicional (ou justiça) – sentença” (43). 4. através da Constituição) decidiu criar uma pessoa jurídica para exercer certos poderes: criou o Estado brasileiro. através de normas jurídicas. substituindo os particulares e tomando a si a tarefa de desenvolver atividades reputadas importantes: surgem as empresas estatais” (55). como segue: Poder Legislativo – função legislativa – lei.4. 4.] a Constituição. [. 4. 4.] É essa nova concepção de lei que permitirá a construção de todo o direito público moderno” (46). república. [.. corresponde uma distinção de atividades (funções).10 “Para incrementar o desenvolvimento econômico. direitos (individuais. a separação de órgãos (Poderes). o Estado Social e Democrático de Direito é a soma e o entrelaçamento de: constitucionalismo. políticos e sociais). participação popular direta.. . não mediante ordens individuais e concretas. seja a esfera da liberdade dos indivíduos” (38). isto é. separação de Poderes. Poder Executivo – função administrativa (ou Governo) – ato administrativo. não é criada pelo Estado..12 “A Constituição (isto é: o povo. legalidade.. desenvolvimento e justiça social” (57)..] o Estado de Direito define e respeita.7 “[. o Estado passa a atuar como agente econômico. É o Poder Constituinte quem cria o Estado e lhe dá a incumbência de produzir normas jurídicas” (66 e 67). 4.

. é pessoa jurídica de direito privado. 4. Existem portanto a personalidade de direito público e a personalidade de direito privado” (68).17 “A Administração Pública (que exerce a função administrativa) não depende de qualquer pedido ou requerimento para aplicar a lei: procede de ofício. em que comparecem como autoridade. regida pelo direito público) é vertical: um sujeito (o Estado) se situa em posição mais elevada que o outro (o particular). 4. inovar originalmente na ordem jurídica” (73).15 “As normas de direito público outorgam ao ente incumbido de cuidar do interesse público (o Estado) posição de autoridade nas relações jurídicas que trave. por sua própria iniciativa” (73). A essa espécie de poder. praticados no uso do poder extroverso – relações jurídicas verticais. o Estado preci saria negar a Constituição. negaria a si próprio” (68). em aplicação da Constituição. por exemplo. chamados de poder extroverso” (69).19 “Pessoa administrativa é a pessoa de direito público criada como descentralização de pessoa política. 4. que a relação jurídica de direito público (isto é. usando uma figura de linguagem. .4.] pessoas de direito público cuidam de interesses públicos. enquanto a sociedade comercial. com capacidade exclusivamente administrativa (capacidade para aplicar a lei de ofício)” (74).14 “O Estado é a pessoa jurídica de direito público. [. consistente na possibilidade de obrigar unilateralmente a terceiros. 4.] Por isso se diz.18 “Pessoa política é a pessoa de direito público que tem capacidade para legislar (quer dizer: para.. 4. 4.13 “Isto é evidente: para negar os direitos dos indivíduos..16 “[. estabelecendo – através de atos unilaterais. o Estado. ao negar os direito individuais. de modo a criar deveres para os particulares” (70).. tendo sido criado pela Constituição.

inicia desapropriações. uma certa estrutura (pessoas políticas. sob pena de não existir Estado: os de coagir.. enquanto o privado é o direito das atividades dos particulares” (76).25 “É verdade que o ordenamento confere à Administração Pública uma série de poderes inexistentes em outros campos [. a produção dos atos de direito público – exige a observância de processo perfeitamente regulado pelas normas jurídicas” (91). materializando-se em uma série de institutos de que o direito privado nem cogita (como a desapropriação. requisita bens. . 4. Administração direta e indireta. expede licenças. 4.21 “O direito público não é o direito do Estado. estando proibido de fazer o que a Constituição ou as leis não autorizam expressamente” (79).. Desse ponto de vista.] O público é o direito das atividades estatais.. a servidão administrativa. a licença. fatos jurídicos.23 “A atuação do Estado produz.. é bem melhor ser o Poderoso Prefeito do que um diretor de empresa – que. Ela edita regras.22 “O Estado desenvolve apenas as atividades que a ordem jurídica lhe atribui.)”.] certos poderes devem necessariamente pertencer ao Estado.. 4. 4. lança impostos.. em conseqüência. a todo momento.26 “Uma boa parte da especificidade do direito administrativo vem daí: da circunstância de regular o exercício de autoridade pública. 4.4. a revogação. fiscaliza. (104).] A atividade administrativa é desenvolvida por uma máquina. órgãos. não exerce qualquer autoridade e tem de se virar na base do consenso”. 4. aplica multas..20 “[. manobrando no campo do direito privado.27 “[. [. (104).. etc.. julgar e impor tributos” (76).. 4.] No Estado Democrático de Direito. o exercício das diferentes funções estatais – e.24 “[. o tombamento. a autorização.]. cujos efeitos são regulados pelo direito público” (86). a requisição. aplicável exclusivamente às relações das quais participem as entidades governamentais.

4. serviam ao caso.. legislativa e administrativa”. sociedades de economia mista. a pouco e pouco..autarquias. 4. baseia-se em uma série de regras: normas de direito administrativo.. inclusive na forma de princípios apenas implícitos no ordenamento”. exigindo a realização de procedimentos e a observância de inúmeros requisitos formalísticos” (105). e só pode ocorrer para realizar os fins previstos em lei (função). servidores públicos. a que separa as funções do Estado em judicial. Para permitir seu registro e controle.. encarregada de buscá-lo. fundações governamentais.28 “[. estas sim. a segunda. (104). enquanto direito da função administrativa que é.).”. . enunciando as normas que. mas dever do administrador. a ação administrativa está sujeita à publicidade e ao formalismo. (104). começar a entendê-lo.] A jurisprudência do Conselho de Estado foi. Mas esses poderes são muito condicionados: a Administração só os têm quando previstos em lei (legalidade).].. (106). Submissão à lei X Submissão à Constituição”. [. cujo exercício produz relações jurídicas verticais [.31 “[. Sua organização. 4.. a seguir..30 “As normas de direito administrativo regulam a realização do interesse público e conferem à Administração. identificando os pontos do Código Civil que não deviam aplicar-se à Administração e.32 “As especificidades do direito administrativo. seu exercício não é mera faculdade. 4.. (105). revelam-se também no confronto entre os conceitos de função administrativa e de função legislativa: Função Administrativa X Função Legislativa. empresas públicas.] o administrativo está disperso por todo lado.. 4. poderes de autoridade.. Ao conjunto dessas normas denominou-se direito administrativo” (106). em seguida. relativamente complexa e bastante peculiar.29 “Duas classificações são indispensáveis para o iniciante localizar adequadamente o direito administrativo no mundo do direito e. A primeira é a que distingue os dois grandes ramos do direito: o privado e o público.] o direito administrativo não está codificado.

Impessoalidade: os atos da Administração devem tratar isonomicamente as pessoa e dirigir-se a fins públicos impessoais. atribuídas precipuamente a cada um dos Poderes (Legislativo. ao lado da lei.. submetidos imediatamente à lei e dependentes dela”. pode ser paralisada. (107). em virtude do qual os atos administrativos não poderão ser fruto dos caprichos das autoridades.37 “[. (106).35 “A necessidade de viabilizar o amplo controle de legalidade de cada ato administrativo é uma das principais responsáveis pela (por assim dizer) “burocratização” do modo de agir do Estado. Moralidade: a moralidade administrativa é. 4. e a Administração Pública produz atos administrativos. só podendo agir na aplicação de leis. proibida ou dirigida para rumo diverso”.33 “As normas constitucionais estão no topo da pirâmide jurídica e organizam o exercício do poder político. O Legislativo edita a lei. para aferição de sua legalidade. a qual. (107). Isso gera uma inevitável interferência dos juízes no fluxo da ação administrativa..34 “O direito administrativo – resultado. também. sem . [. Publicidade: a ação administrativa deve desenrolar-se de forma transparente e aberta. etc. o do chamado Estado de Direito – liga-se a este fundamental objetivo: o da negação do poder arbitrário. um padrão de observância obrigatória para os agentes públicos.4.36 “Talvez a mais ardente chama do inferno dos administradores seja a resultante da articulação das funções administrativa e judicial. Nenhum ato administrativo é definitivo. 4. Daí o princípio da legalidade. 4. (107). a submissão de toda a ação administrativa a diferentes níveis de controle. dividindo-os em funções (legislativa.] Legalidade: a Administração não desfruta de liberdade. todos podem ser levados ao exame do Judiciário. de publicá-los. expressa em exigências como as de realizar procedimentos. judicial e administrativa). que se submete diretamente à Constituição. 4. inclusive por decisões liminares e proivisórias. Flexibilidade e informalismo impediriam o indispensável controle”.. Executivo). da implantação de certo modelo político. sem o que não há como impedir o arbítrio”.. de motivar os atos.] Esse dispositivo enuncia algumas normas fundamentais do direito administrativo. no campo do direito. Daí. Judiciário.

e. 4. para o agente público.. 4. para que de seu exercício resulte atendida certa finalidade. sem perder sua condição de donos do poder e titulares de direitos próprios” (110).. e de uma parte. a “posição de supremacia do órgão nas mesmas relações”. a verticalidade das relações entre Estado e particulares”. Segundo ele.41 “[. as relações entre o Estado – que exerce a autoridade pública e o conseqüente poder de mando – e os indivíduos – que devem se sujeitar a ele. ou seja. o dever e a finalidade são predominantes. 4.] aspecto da relação de direito público enunciando o princípio da supremacia do interesse público sobre o privado. nas relações com os particulares”.38 “[.39 “Celso Antônio Bandeira de Mello expresso [.] a competência é. de outra.” (113) 4. É compreensível que seja assim.” (112) 4. . (107-108).. de exercício obrigatório. traduz um dever... Eficiência: a Administração não pode se limitar a cumprir formalidades. Chama-se-lhe relação de administração segundo o mesmo critério pelo qual os atos de administração se opõem aos atos de propriedade.] o direito público tem a complexa missão de regular. Se as competência são outorgadas aos agentes públicos para o atingimento de certos fins.40 “A competência – e este é seu mais importante condicionamento – é sempre outorgada pela norma. chama-se relação de administração. A competência é um meio para atingir fins determinados. a “posição privilegiada do órgão encarregado de zelar pelo interesse público e de exprimi-lo. estranha ou exterior ao sujeito. a vontade” (115). Na administração. o não exercício delas implicaria renúncia a sua realização. Seu compromisso maior é com a realização efetiva dos interesses públicos”.42 “À relação jurídica que se estrutura ao influxo de uma finalidade cogente. são consequências deste princípio. (110). de modo equilibrado. Portanto.segredos.. no domínio. a competência é um poder vinculado à finalidade.

todos sofrem.48 “Ademais.43 “[. de que todos participam ativamente ou. têm. é dizer.. numa sociedade.. que conduzo por meus sentimentos e que reparto apenas com meus próximos e meus escolhidos. ao ver deles.44 “Em outros termos: quando os juristas falam de “direito público”. 4.] em síntese.] certos bens (os públicos) são juridicamente diferentes de outros (os privados) depois de constatar que as normas jurídicas dão a eles tratamentos diferenciados” (142). a relação jurídica de direito público entre o Estado e os particulares é uma relação equilibrada por dois fatores: a) de um lado..] b) de outro lado.. conquanto tenham características comuns.] ao falar de regime de direito público. apresentem-se com muita freqüência as lacunas de lei. para a revelação das regras que foram omitidas pelo legislador.. no direito público.. . o fato de não estar – e de não poder ser – integralmente codificado faz com que.46 “[. passivos. privada é a esfera dos negócios íntimos.45 “É exatamente o que fazem os estudiosos do direito. que designam pelas expressões “direito público” e “direito privado”. Dividem o direito positivo em dois grandes grupos. o fator limites de autoridade [.]” (135). dividem cada um desses ramos em subgrupos. Portanto. todas elas.47 “[. entre si.. várias diferenças. 4..4.. o fator autoridade [. os princípios gerais são indispensáveis para o suprimento das lacunas... estão usando uma palavra sob a qual encartam uma série de normas que. [. 4.. alguma característica ausente em outras normas [.. 4.” (138).” (136) 4. mas cuja existência é necessária” (147). sobretudo no atinente as garantias indispensáveis dos indivíduos frente ao exercício do poder político. que justificam sua catalogação em subgrupos.] É que as normas de direito público.] Público é o mundo da política.. têm.. quando não.]” (118). que ele deve ser buscado diretamente nas normas jurídicas. Em tais situações.. A seguir. [.

51 “O direito público não é definível com base em uma solitária idéia-chave. mostra a distinção entre o direito público e o privado.] cumpre dupla finalidade: de um lado.. mas a partir de um conjunto delas. certamente a têm. Em uma palavra: as competências administrativas são indisponíveis”..” (159) 4. 4. 4.. é o poder de agir. Inexiste poder para a administração Pública que não seja concedido pela lei: o que a lei não lhe concede expressamente.. desenha o regime jurídico do direito público.52 “A atividade administrativa deve ser desenvolvida nos termos da lei. Isso não significa que os interesses privados não tenham proteção jurídica. cujo exercício traduz verdadeiro dever jurídico.] mas de competências. daí a compreensão de esse ramo jurídico derivar da identificação dos princípios como um todo (não de um princípio isolado)” (157). o interesse público tem preferência sobre o privado. cuja compreensão é essencial para se trabalhar com qualquer ramo específico” (153).54 “A ideia de que o agente estatal está juridicamente obrigado a exercer seus poderes encontra exemplos nos diversos setores do direito público: [.4. sob pena de invalidade.” (163) 4. e que só se legitima quando dirigido ao atingimento da específica finalidade que gerou sua atribuição ao agente. 4. os tributos hão de ser efetivamente exigidos..53 “A atividade pública – cujo exercício é regulado pelo direito público – constitui função.50 “Quando se chocam.49 A enunciação dos princípios do direito público brasileiro atual “[. para o Direito.] os agentes administrativos não dispõem de liberdade [.. A Administração só pode fazer o que a lei autoriza: todo ato seu há de ter base em lei.] No âmbito da Administração. Função.. as infrações são necessariamente punidas. mas menos intensa que a dada ao interesse público” (154). nega-lhe implicitamente. de outro. [. os serviços estatais devem ser prestados continuamente (princípio da continuidade do serviço público). (163) . hauridas e limitadas na lei.. Resulta daí uma clara hierarquia entre a lei e o ato da Administração Pública: este se concentra em relação de subordinação necessária àquela.

4. 6. O livro trata o assunto de uma forma simples e clara. vigora o “só é permitido o que a lei autoriza”. Além de tratar de vários conceitos necessários para compreensão do tema. sintetiza-se que o público é o direito das atividades estatais. o livro trata também da dicotomia entre o Direito Público e o Privado. facilitando sua leitura e compreensão. pois trata de uma verdadeira introdução e uma teoria geral deste ramo da ciência. a regra é a ausência de autonomia de vontade. . são todos guiados pelas diretivas deste último. ao invés do “O que não é proibido é permitido”. REGISTROS PESSOAIS DO FICHADOR SOBRE OS DESTAQUES SELECIONADOS E SUA UTILIDADE PARA A APRENDIZAGEM EFETIVA HAVIDA COM O FICHAMENTO: O livro. (167) 5. Ao chegar no ponto onde explica o que é Direito Administrativo. enquanto o direito privado é o direito das atividades dos particulares. portanto. de forma lenta e gradual. já está estabelecido de antemão e o sujeito não pode eximir-se de busca-lo. mas que nunca é demais relembrar. o interesse. de função Daí que. vai formando a ideia do leitor sobre o que é o Direito Público.55 “No ato administrativo. No ato administrativo o fim. Mostra vários conceitos que já aprendemos anteriormente. pois sua base. Esta situação específica sua mais plena submissão à “regra de direito”. já conseguimos chegar a conclusão de que este é um ramo do Direito Público. como um todo. Em contraposição ao ato privado. ao qual. em que rege a liberdade no ato administrativo vige a ideia de dever. OUTRAS OBSERVAÇÕES Acredito que o livro de Sundfeld seja imprescindível para quem queira compreender o Direito Público. seus princípios.

em múltiplos outros: o dos habitantes de um mesmo continente. uma experiência compartilhada. DESTAQUES CONFORME REFERENTE: 4.O grupo social pode ser definido. A vida humana é.) (p20). o dos membros de um partido político.) (p19).Em uma palavra a convivência depende da organização.. chama-se poder. principalmente os iniciantes.) Se é certo que em todo grupo organizado há um poder.. no Estado brasileiro há um poder. esse grande grupo vai se dividindo. vinculados por interesses em parte semelhantes e em parte distintos.) Para existirem tais regras. o dos empregados de uma empresa. (. Em todo grupo.1 Capítulo I – Regulação Jurídica do Poder Político. 3. ESPECIFICAÇÃO DO REFERENTE UTILIZADO: 1ª Parte: Poder Político e Direito 4.. Fundamentos de Direito Público. existem. ou alguns. que faz as regras e exige o seu respeito.. os chefes sobre os demais (.. alguma força deve aplica-las. portanto. o dos nacionais de um país. o dos moradores de uma cidade.Inicialmente. essencial para àqueles que terão a matéria de direito administrativo na faculdade. NOME COMPLETO DO AUTOR DO FICHAMENTO: Sirlei 2. 3 .Especificação do referente (assunto que você pesquisou). no entanto. alguma força há de produzi-las. a formação de grupos sociais. para permanecerem. 4ª edição. diferentes espécies de poderes.São Paulo. 5 . os gerentes sobre os chefes de seção.Damos a esse poder a designação de poder político (. Joinville (SC). os integrantes de uma família. pois faz compreender melhor o Direito Público e adquirir conhecimentos do mesmo de uma forma simplificada. que sujeita todos os habitantes do país. Então. diferentes espécies de grupos sociais. com aceitação dos membros do grupo. o diretor sobre os gerentes. dos membros exerce sobre os outros o poder: na família.A essa força..Depois.Obra em fichamento (o nome do livro). portanto. todos integram o grupo de habitantes da Terra.. em conseqüência.) (p21).. .. como a reunião de indivíduos sob determinadas regras (.. Andréa Cristina de Oliveira Schwochow.Destaque conforme o referente (citações da obra). os pais sobre os filhos: na empresa. essencialmente. 2 . Malheiros Editores. A vida impõe. um. 4 . (. 24 de setembro de 2012.Indicado aos estudantes de Direito..Registros do fichamento (conclusão). Carlos Ari.Nome completo do autor do fichamento (você). 2002. quase ao infinito. 1 . OBRA: Sundefeld.

de um lado.. (. o uso dela (... o grupo organizado de pessoas chamado Estado:     mantém-se com o uso da força... . Patrão e empregado. não reconhece poder interno superior ao seu. a peculariedade do poder do Estado (poder político) é.) (p22). (.) Resumindo. O Estado sociedade é formado por todos os habitantes do país (.. o reservar-se. A segunda: O Estado não reconhece poder externo superior ao seu (.) (p22).. (.(p22) (...) (p21).) A primeira característica do poder político é a possibilidade do uso da força física contra aqueles que não se comportam de acordo com as regras vigentes: quem não obedece à proibição de matar seu semelhante é perseguido e preso: quem não paga seus impostos e privado de seus bens. entre vizinhos. com exclusividade.. o basear-se no uso da força física e.. se necessário ....) Decorrem disso duas conseqüências muito importantes. A primeira : o poder do Estado se impõe aos demais poderes existentes em seu interior... sujeita-se ao uso da força. Normas são regras de conduta (. O Estado–poder é integrado por aqueles que definem as regras de convivência na sociedade e as aplicam. A essas regras. criadas pelo Estado-poder e impostas com o uso da força. razão pela qual lhes é superior. credor e devedor. chamamos de normas jurídicas. não reconhece poder externo superior ao seu (é soberano). de outro.Quem não as cumpre espontaneamente . pelo Estado-poder. para obtenção da obediência ..(..) O estado-poder cria e faz cumprir as regras regendo as relações das pessoas dentro do Estadosociedade: as de relacionamento entre pais e filhos. reserva-se para si seu uso exclusivo.) (p21). Então.) Chamaremos o detentor do poder político de Estado-poder e seu destinatário de Estado-sociedade. com uso da força.